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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Bem - Estar, Saude e Qualidade de Vida => Notícias de saúde => Tópico iniciado por: migel em 21/03/2011, 23:44
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Incidência do cancro do colo do útero sofre baixa
(http://www.anossavoz.com/fotos/utero.jpg)
A vacina contra a infecção pelo vírus do Papiloma Humano (HPV) faz parte do plano nacional de vacinação.
A incidência do cancro do colo do útero sofreu "uma baixa muito significativa" em Portugal em especial na zona centro, onde se situa abaixo da média europeia, revelou o presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia (FSPOG).
Carlos Oliveira afirmou que na zona centro a incidência deste tipo de cancro é de 8,5 casos em cada 100 mil mulheres por ano, um número que é já mais baixo do que a média ueorpeia (que se situa entre os nove e os 9,5 casos).
"O nível nacional está também já próximo da média europeia", disse, acrescentando que na origem desta diminuição do número de casos deste tipo de cancro está "o rastreio".
Segundo Carlos Oliveira, avacina contra a infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HOV), que faz parte do plano nacional de vacinação, "ainda não teve tempo de ter impacto".
Em contrapartida, o cancro da mama "tem vindo a aumentar em Portugal, embora lentamente", o que leva Carlos Oliveira a referir que este dado "está de acordo com o desenvolvimento socioeconómico da população e com o envelhecimento" desta.
Com rastreio, disse, "baixa o número da incidência do cancro do colo do útero, mas não baixa o do cancro na mama, apenas o permite detectar de forma precoce, tornando mais de 80 por cento dos casos curáveis".
Relativamente aos casos de cancro do endométrio e do ovário, "as cifras estão estáveis", disse Carlos Oliveira, referindo que relativamente ao primeiro a incidência "já ultrapassou a do colo do útero, estando nos 10 novos casos em cada 100 mil/ano", enquanto que no segundo a ocorrência é "a mais baixa, situando-se entre cinco a seis casos por 100 mil por ano".
A "evolução na incidência e mortalidade do cancro ginecológico e da mama em Portugal" estará em debate no sábado, pelas 16.30 locais, no âmbito do 19º. congresso Português de Obstetrícia e Ginecologia, que decorrerá a partir de hoje no Porto.
O presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia, Carlos Oliveira, afirmou ontem temer que dentro de alguns anos haja especialistas desempregados que se vejam obrigados a "fugir do país" para trabalhar.
"Há um hiato grande entre o número de médicos (ginecologistas obstetras) seniores e o de médicos no internato, que poderá causar desemprego dentro de alguns anos", afirmou Carlos Oliveira. Falando a propósito da realização do 19º Congresso Português de Obstetrícia e Ginecologia, que decorrerá entre hoje e sábado no Porto, onde a "demografia Médica" estará em debate, Carlos Olivira considerou que, apesar de haver "poucos" médicos com esta especialidade em Portugal, é "um exagero" o número de vagas abertas para medicina durante os últimos seis anos.
Fonte:Açoriano Oriental