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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Bem - Estar, Saude e Qualidade de Vida => Notícias de saúde => Tópico iniciado por: migel em 26/03/2011, 10:42
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Lei do Tabaco: Relatório Infotabac traz boas e más notícias
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Lei do Tabaco, segundo o relatório Infotabac, provocou queda do número de fumadores entre 2005 e 2008, mas os números de 2005 foram retomados, o que representa um aumento de três por cento entre 2008 e 2010. No entanto, há dados positivos: mais consultas para cessação tabágica, menos jovens fumadores e menos doenças isquémicas cardíacas.
Este relatório Infotabac – divulgado pela Direção-Geral de Saúde e que pretende fazer uma “primeira avaliação” dos efeitos da Lei do Tabaco – apresenta-se como um copo meio cheio, ou meio vazio, já que permite retirar conclusões positivas e negativas. Comecemos pelas negativas: uma retoma da quantidade de fumadores diários.
Entre conclusões ambíguas, que "não permitem” verificar uma tendência de diminuição de fumadores, há uma facto incontornável: foram retomados os números de 2005, antes desta lei, depois de uma queda em 2008. Há, portanto, um aumento de três por cento, numa comparação entre 2008 e 2010.
As boas notícias deste relatório estão relacionadas com os jovens, classe etária que não acompanha a tendência de aumento ligeiro. O Infotabac fala mesmo numa "diminuição sustentada".
Por outro lado, há provas de que Portugal é o país europeu onde se verificou a maior diminuição de fumadores passivos no emprego. Numa tabela que analisa este parâmetro, ocupa o sexto lugar, entre os 27 da União Europeia.
Mais dados positivos: um aumento de 62 por cento do número de consultas para cessação tabágica, entre 2007 e 2009, e uma quebra de casos de internamento devido a doença isquémica cardíaca.
Segundo o diretor-Geral de Saúde, Francisco George, este relatório Infotabac mostra também “benefícios para a saúde dos portugueses” graças à lei de 2007, além de denunciar que a legislação foi “socialmente aceite” e “aplaudida” pelos portugueses.
A Lei do Tabaco entrou em vigor no dia 14 de agosto de 2007 e impôs restrições aos fumadores nos espaços públicos.
http://www.ciberjunta.com (http://www.ciberjunta.com)
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Tabaco: lei fez portugueses mudar hábitos
Estudo revela que foi possível melhorar a saúde e a qualidade do ar em espaços fechados
(http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13402446/202)
Tabaco: dependência pode ser hereditária em 60% dos casosLei do Tabaco fez baixar número de fumadores A lei do tabaco foi socialmente aceite pela maioria dos portugueses e serviu para alterar hábitos, melhorar a saúde e a qualidade do ar em espaços fechados, revela o estudo do impacto da legislação entregue na quarta-feira aos deputados, escreve a Lusa.
O director-geral da Saúde disse esta quinta-feira que o relatório de acompanhamento epidemiológico do consumo de tabaco em Portugal é um «trabalho descritivo de carácter científico e objectivo, mas não propõe medidas legislativas, uma vez que são os deputados que têm essa competência».
A Lei do tabaco de 14 de Agosto de 2007 previa a elaboração de um relatório por um grupo técnico consultivo três anos após a sua entrada em vigor.
O documento, segundo Francisco George, «descreve a forma como foi implementada a lei e os benefícios para a saúde dos portugueses que terão sido ganhos com a aplicação da lei».
O director-geral de Saúde avançou algumas conclusões do relatório, realçando «o reconhecimento» da população: «A lei foi socialmente aceite e aplaudida pela grande maioria dos portugueses e esta afirmação é fundamentada por estudos científicos».
Segundo o relatório, Portugal é o país europeu com maior diminuição de prevalência de fumadores passivos no local de trabalho no período de 2005 para 2010, estando agora na 6.ª posição na tabela dos 27 países na União Europeia.
A população reconhece que «a nova lei contribuiu para alterar hábitos, melhorar a saúde, proteger não fumadores e melhorar a qualidade do ar em espaços fechados».
A maioria dos portugueses é a favor da proibição de fumar em locais públicos fechados e apoia as políticas de prevenção e controlo do consumo de tabaco.
A lei levou a alterações de hábitos: o consumo de tabaco dentro de casa diminuiu, reduziu-se o fumo activo e adoptaram-se comportamentos para uma menor exposição ao fumo passivo de não fumadores.
Os diversos estudos não são ainda conclusivos sobre a evolução das prevalências de fumadores em Portugal. No entanto, há diminuição sustentada de consumo de tabaco no 6.º e 8.º anos de escolaridade, refere o relatório.
Por outro lado, nenhum dos estudos mostrou tendência de aumento da prevalência de consumo de tabaco nas mulheres.
Em 2009, o número de episódios de internamento por doença isquémica cardíaca diminuiu, pela primeira vez, em 16 anos, enquanto as consultas de apoio intensivo à cessação tabágica aumentaram 62% entre 2007 e 2009.
Cabe agora aos deputados «apreciarem e poderem decidir eventuais alterações à lei», uma vez que é uma responsabilidade «exclusiva» do Parlamento, explicou Francisco George.
Restaurantes «gostaram»
A maioria dos proprietários de estabelecimentos de restauração inquiridos num estudo considerou que a Lei do Tabaco «foi boa» ou «muito boa» para o seu restaurante, enquanto 23,4 por cento consideraram que foi «má» ou «muito má».
O estudo, publicado no Relatório de Avaliação da Lei do Tabaco envolveu 175 restaurantes dispersos por Portugal continental, incluindo regiões urbanas e rurais e decorreu entre Dezembro de 2010 e Janeiro de 2011, visando analisar a satisfação dos proprietários dos estabelecimentos com a lei.
Segundo o estudo, 64 por cento dos responsáveis dos estabelecimentos consideraram que a lei foi «boa» ou «muito boa» para o seu estabelecimento, 23,4% «má» ou «muito má» e os restantes 12,6% acham que não teve impacto.
tvi24