Saúde é monstro adormecido da informática
Abel Paiva, o primeiro doutorado em Ciências da Enfermagem em Portugal, participou, ontem, na 8.ª Conferência europeia da ACENDIO, que está a decorrer no CS Madeira, para apresentar os desafios que, hoje, se colocam à informação sobre a saúde das pessoas quando estas são assistidas em diferentes hospitais ou centros de saúde de diferentes países, com diferentes linguagens. «A minha apresentação teve aspectos relativamente técnicos, que têm que ver com normas que deveriam ser definidas no espaço europeu, no mínimo, por forma a que os cidadãos pudessem ser assistidos em sistemas de saúde de diferentes países com a partilha da informação que já reside nos países onde vivem», complementou. Neste âmbito, sublinhou que Portugal até nem está muito atrasado, reforçando que há aspectos, mesmo do ponto de vista técnico, «em que a nossa experiência não fica nada a dever ao que de melhor se faz na Europa». Contudo, «é preciso haver definições ao nível dos directórios europeus por forma a definirem-se quais são as linguagens e, depois, como se codificam essas linguagens, quais são os standards em utilização porque, sem esta harmonização não há possibilidade de partilhar informação de saúde».
A este nível, Abel Paiva sustenta que «a saúde é o monstro adormecido da informática», tal é «o mundo» de conceitos e de várias disciplinas do conhecimento complexas que nela existem.
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