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Autor Tópico: Menopausa: Como lidar com os afrontamentos e outros sintomas  (Lida 1247 vezes)

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Online Nandito

 
Menopausa: Como lidar com os afrontamentos e outros sintomas

"A menopausa é uma etapa natural na vida de todas as mulheres, supõe o fim da menstruação e resulta de uma diminuição da produção das hormonas sexuais femininas, estrogénios e progesterona", explica a Dra. Maria Alfaro, Homeopata pelo Centro de Educação e Desenvolvimento da Homeopatia (CEDH), neste artigo de opinião partilhado com o Lifestyle ao Minuto.


© Shutterstock
09:58 - 31/05/21 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
LIFESTYLE ARTIGO DE OPINIÃO


Ocorre, geralmente, entre os 45 e os 55 anos de idade e quase sempre nos apanha 'desprevenidas', trazendo uma série de mudanças a  nível  físico  e  emocional,  para  as  quais  não  estamos  preparadas,  na  maioria  dos casos

Na menopausa, o nosso corpo sofre algumas alterações. Este período é vivido na mulher muitas vezes de forma silenciosa, solitária, angustiante, sentindo-se por vezes incompreendida por parte dos que a rodeiam.

Chegada esta fase e devido à quebra hormonal, podem surgir vários sintomas associados à menopausa, destacam-se as alterações do ciclo menstrual, dores de cabeça, dores abdominais, afrontamentos ('calores') e aumento de peso. Muitas mulheres sentem-se extremamente cansadas, têm insónias, alterações de humor, suores noturnos, secura vaginal, alterações da pele, falta de concentração, dores articulares, entre outros. Porém, este processo é diferente em cada uma de nós, pelo que será de extrema importância aceitar estas mudanças como algo natural, observar e 'ouvir' o nosso corpo, de maneira a dar resposta às necessidades que vão surgir nesta fase e tentar minorar alguns sintomas incómodos.

Há casos de mulheres que conseguem lidar com estes sintomas sem grande desconforto, enquanto outras têm necessidade de controlá-los através de terapêutica.


Dra. Maria Alfaro
© DR


Nestes casos, a Homeopatia pode revelar-se uma boa aliada, sendo bastante eficaz na prevenção e controlo de alguns sintomas e isenta de toxicidade ou de efeitos secundários, podendo igualmente ser usada em combinação com a terapia hormonal.

Segundo o perfil e o quadro clínico do doente, chegaremos ao tratamento homeopático mais adequado. Alguns dos mais comummente utilizados são:

•Lachesis mutus– indicado no alívio dos episódios de calor e os sufocos;

•Sepia oficinallis– indicado para a secura vaginal, os sufocos e suores noturnos;

•Cimicifuga racemosa– contém substâncias estrogénicas que ajudam a aliviar os incómodos provocados na pré e pós-menopausa, especialmente os afrontamentos e a secura vaginal;

•Ignatia amara– auxilia no tratamento da ansiedade, nervosismo, variações de humor e insónias ocorrentes durante a menopausa;

•Aurum Metallicum– para o tratamento das cefaleias e enxaquecas, próprias desta fase.

Num período marcado por tanta mudança hormonal, a Homeopatia pode ser notavelmente eficaz e, em muitos dos casos, a companheira ideal para suavizar e facilitar a transição para uma nova fase da vida da mulher.

A adoção de um estilo de vida saudável será crucial que, juntamente comos medicamentos homeopáticos, vão contribuir muito positivamente no alívio dos sintomas e na prevenção de outros problemas que podem aparecer nesta fase, como a osteoporose, hipertensão e problemas cardiovasculares, diabetes, alterações da tiroide, entre outros. Ter uma dieta equilibrada, praticar exercício físico regular, exposição solar,  a prática da meditação, são estratégias que permitem aliviar a sintomatologia deste ciclo de vida da mulher, além de trazerem importantes benefícios para todo o organismo.

Fonte: noticiasaominuto.com  Link: https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1765646/menopausa-como-lidar-com-os-afrontamentos-e-outros-sintomas
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Online Nandito

Re: Menopausa: Como lidar com os afrontamentos e outros sintomas
« Responder #1 em: 18/10/2023, 10:20 »
 
Menopausa: Milhares de mulheres sofrem em “silêncio”, mas existem soluções que minimizam o seu impacto

N.N.
18 out 2023 08:00




Especialistas médicos reforçam que há soluções para minorar os sintomas, que nem sempre são levados a sério.

Foi abruptamente que Paula, de 52 anos, começou a sentir muito calor e rubor na face, irritação, nervosismo e ganho de peso. Sintomas que são comuns a muitas mulheres e associados a uma fase da vida que continua a ter conotação negativa: a menopausa. “Não há ainda muita cultura à volta deste tema e as doentes tendem a desvalorizar um pouco os sintomas, a ver como algo que acontece a todas as mulheres em determinada altura da vida”, refere Carlos Bello, endocrinologista, um dos convidados de um evento, organizado pela Vichy com o apoio da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, dirigido a farmacêuticos, que procurou desmistificar a menopausa e confirmar que há formas de melhorar a qualidade de vida das mulheres nesta fase. “Milhares sofrem em silêncio, por vezes durante anos e não há motivo para tal.”

Leonor Girão, dermatologista, concorda que “a menopausa continua a ser um assunto tabu e desvalorizado, inclusive pela comunidade médica, acabando por ser um ‘não assunto’, o que é dramático”. Mas, acrescenta a especialista, “estamos no século XXI, em que temos uma medicina muito virada para as doenças e para os seus sintomas. No entanto, quando se trata da menopausa, o fenómeno é descurado e os sintomas são vistos como fisiológicos. ‘É da idade, passa’, costuma ouvir-se”.

Mas não tem de ser assim. A menopausa é, refere Carlos Bello, “um evento fisiológico, que ocorre quando a mulher fica um ano ou mais sem período menstrual, havendo uma redução marcada dos níveis de estrogénio”. No entanto, os seus sintomas “tendem a surgir muitos anos antes. Estudos referem que muitas mulheres começam por experienciar sintomas vasomotores, alterações de humor, alterações nos níveis de energia, dores articulares e aumento de peso com agravamento gradual”. Aumento este que costuma ser o mais difícil e que, reforça o especialista, “resulta da diminuição de estrogénio e da manutenção relativamente estável dos androgénios, favorecendo o aumento da distribuição da gordura corporal (sobretudo nos membros inferiores) e da gordura visceral”. Mas há mais: é que a escassez de estrogénio tende a aumentar o apetite, “isto porque afeta diversas estruturas cerebrais, afetando o metabolismo basal e o comportamento alimentar, reduzindo inclusive a saciedade e aumentando a vontade de ingerir alimentos ricos em açúcar”.

Por isso, “durante a menopausa (e no decorrer da vida) é fundamental adotar hábitos de vida saudável: praticar exercício regularmente (aeróbico e de força), ter uma alimentação equilibrada (baixa em gorduras e açúcares, rica em cálcio…), exposição solar para ter níveis adequados de vitamina D, seguimento médico regular e prevenção”, acrescenta Carlos Bello.

E porque existe uma complexidade associada a esta fase da vida feminina, o especialista alerta que deveria existir “uma abordagem multidisciplinar com médico de família, farmacêutico, ginecologista, dermatologista, nutricionista e psicólogo. Os sintomas variam de intensidade e gravidade de acordo com cada mulher”.

No que diz respeito à pele, são também vários os sinais e sintomas típicos desta fase e associados ao envelhecimento, como “rugas e falta de firmeza: a densidade da pele obviamente não será a mesma, mas existem produtos e equipamentos que estimulam a densidade cutânea e o colagénio”, refere Leonor Girão. “Podemos ainda aplicar vários dermocosméticos com ingredientes que ajudam a rejuvenescer, acalmar o rubor e a combater a secura. Os ácidos glicólicos, hialurónico ou os retinóides, assim como os filtros solares ajudam a proteger e a renovar a derme.”

Neste encontro, dirigido a farmacêuticos - os profissionais que estão na linha da frente para identificar, informar e aconselhar as mulheres - falou-se ainda na secura vaginal, para a qual existe alívio, segundo a dermatologista, em forma de “laser vaginal, extremamente útil para o rejuvenescimento vaginal, tratamento da atrofia vaginal e incontinência de esforço. É uma técnica indolor e muito rápida, existindo soluções válidas e simples disponíveis”.

Mas os hábitos de vida são, de facto, um aspeto que importa não esquecer. “O estilo de vida é muito importante e manter uma vida ativa é essencial, sobretudo quando se trata de manter um peso saudável”, reforça Leonor Girão, que fala ainda sobre o aspeto psicológico: “é peremptório arranjar hobbies que nos deem prazer durante a menopausa. Se estivermos bem psicologicamente, tudo o resto é mais fácil”.

Houve ainda tempo para falar nos tratamentos hormonais de substituição, com Carlos Bello a referir que estes são, de facto, “uma solução, porém podem não ser indicados para todas as mulheres, nomeadamente para aquelas que sofrem de determinadas patologias, em particular cardíacas, diabetes ou hipertensão. Aliado ao tratamento hormonal, este deve ser acompanhado pela aplicação de estrogénio local ou tratamento com laser”. E na necessidade, reforçada por Leonor Girão, “de uma modificação dos tratamentos disponibilizados e da sua comparticipação”.






Fonte: lifestyle.sapo.pt                        Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/menopausa-milhares-de-mulheres-sofrem-em-silencio-mas-existem-solucoes-que-minimizam-o-seu-impacto
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Online Nandito

Re: Menopausa: Como lidar com os afrontamentos e outros sintomas
« Responder #2 em: 18/10/2023, 10:27 »
 
Atrofia vaginal afeta cerca de metade das mulheres na menopausa: "Queixam-se muitas vezes de desconforto e dor durante as relações sexuais"

N.N.
18 out 2023 08:00



Foto ilustrativa Pexels

Já existem à disposição alternativas não invasivas e minimamente invasivas que ajudam na resolução deste problema de saúde.

A transição para a menopausa é um período desconfortável para muitas mulheres. Afrontamentos, falta de libido e mudanças de humor são alguns dos sintomas mais incómodos. Mas há ainda outro, talvez o mais drástico, que afeta cerca de 40% a 57% da população feminina nesta etapa: a atrofia vaginal.

A atrofia vaginal, também conhecida por secura vaginal ou vaginite atrófica, corresponde à alteração dos tecidos da vagina e vulva, que surge com a diminuição da produção de estrogénio. A mucosa vaginal fica mais fina e mais frágil, ferindo com facilidade, e de um modo global todos os tecidos da área genital ficam mais laxos.

“Com a diminuição da lubrificação natural, as pacientes queixam-se muitas vezes de desconforto e dor durante as relações sexuais, prurido ou corrimento vaginal. É também mais provável que estas sofram de infeções urinárias”, diz Rui Leitão, especialista em cirurgia plástica na Clínica Fisiogaspar, em Lisboa.

A administração de hormonas é dos tratamentos mais comuns no mercado, mais especificamente de estrogénio, por via oral ou tópica. Também estão disponíveis tratamentos mais invasivos, como a aplicação de laser na vagina ou injeções locais de ácido hialurónico. Apesar de eficazes a longo termo, podem ser tratamentos dolorosos ou acarretar efeitos secundários, como é o caso do tratamento hormonal, ou desenvolverem complicações como a fibrose da vagina causada pelos lasers.

Tratamentos disponíveis

Existem já à disposição alternativas não invasivas e outras minimamente invasivas para rejuvenescimento da vagina e vulva, utilizando radiofrequência.

Um dos tratamentos é o FormaV, uma cânula de uso único com o tamanho de um pequeno tampão que disponibiliza radiofrequência tópica às paredes internas da vagina e pequenos e grandes lábios, aquecendo os tecidos gentilmente e de forma totalmente indolor. Este aquecimento promove a síntese de colagénio e aumento o fluxo sanguíneo na zona com restauração das mucosas, diminuindo a secura vaginal, a sua fragilidade, e tem inclusivamente efeito na incontinência urinária de stress (pós gravítica e pós menopáusica) e na laxidão dos grandes e pequenos lábios. Este tratamento é normalmente repetido de 3 a 6 vezes com intervalos de 2 a 4 semanas e permite a retoma imediata das atividades sociais sem “dowtime”. É um tratamento não invasivo, totalmente indolor, realizado em ambulatório, sem qualquer preparação prévia e virtualmente sem complicações.

Além disso, estão também disponíveis os tratamentos Morpheus8 e AccuTite, também de radiofrequência bipolar, minimamente invasivos e não cirúrgicos, o primeiro de radiofrequência fracionada e o segundo por micro agulha. Ao contrário dos tratamentos FormaV, estes últimos são utilizados para rejuvenescimento genital externo com diminuição do tamanho dos pequenos e grandes lábios e do “capuchon” do clitóris, aumentando a elasticidade dos tecidos. Permitem ainda a modelação da forma das estruturas. É realizado sob anestesia tópica ou local, também quase sem tempo de recuperação e sendo muito seguro. O Morpheus8 normalmente necessita 3 a 4 sessões e o Accutite de uma única sessão.

“Tratamentos deste tipo são cada vez mais requisitados por mulheres que se queixam de atrofia e flacidez vaginal, que procuram tratar casos leves-moderados de incontinência urinária ou que pretendem fazer rejuvenescimento ou remodelação dos genitais externos de forma não cirúrgica”, comenta o Rui Leitão.





Fonte: lifestyle.sapo.pt                     Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/atrofia-vaginal-afeta-cerca-de-metade-das-mulheres-na-menopausa-queixam-se-muitas-vezes-de-desconforto-e-dor-durante-as-relacoes-sexuais
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