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Autor Tópico: Portugal: aumento dos custos com benefícios de saúde acima da média europeia  (Lida 450 vezes)

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Portugal: aumento dos custos com benefícios de saúde acima da média europeia

O custo dos planos médicos e benefícios de saúde para os colaboradores aumentou em média, na Europa, 3,3% no ano de 2010, um aumento superior à inflação e evolução de salários na maioria das economias. As empresas em Portugal suportaram um aumento de 4,1%, superior à média europeia, acima da inflação e dos aumentos salariais. O aumento dos custos foi mais significativo na Irlanda e no Reino Unido, no que respeita a países europeus, com 4,9%. Comparativamente, nos EUA o aumento médio por colaborador dos custos com saúde atingiu os 6,9% em 2010, revela o estudo Pan-Europeu de saúde e benefícios da Mercer.

O aumento dos custos médicos deriva principalmente dos avanços tecnológicos e em investigação, que resultam em ferramentas de diagnóstico e procedimentos cada vez mais eficientes, mas por outro lado, cada vez mais dispendiosos. Adicionalmente, o envelhecimento da população e as incertezas nos mercados financeiros estão a levar os governos a cortar nos benefícios de saúde e no nível de protecção dos mesmos, em resposta a orçamentos nacionais cada vez mais restritivos.

De acordo com Paulo Fradinho, coordenador do estudo, “os governos estão a transferir os custos com os benefícios de saúde para as empresas e para as pessoas, através da redução dos benefícios fiscais, redução do âmbito dos serviços do SNS, privatizações, maior partilha de custos e restrições na elegibilidade ou programas de opting-out. Por outro lado, as empresas estão também sob pressão dos colaboradores e sindicatos para melhorar os benefícios de saúde”.
[float=left][/float]O inquérito mostrou que os planos médicos privados, que incluem tanto planos de inclusão obrigatória como voluntária, são disponibilizados por praticamente todos os participantes (93%) nos países com sistemas de saúde com financiamento público, incluindo a Irlanda, Reino Unido, Portugal, Espanha e Itália. Por outro lado, este benefício é prestado por apenas 74% dos participantes nos países com modelos de seguro social, como a Áustria, República Checa, França, Alemanha, Polónia, Suíça e Holanda. Alguns destes países dispõem de sistemas públicos de saúde generosos e eficientes, o que diminui o valor de providenciar um benefício privado de saúde pelas empresas.

Custo dos benefícios de saúde

As empresas que operam em países com sistemas de saúde com financiamento público apresentaram aumentos ligeiramente superiores, em média 3,7%, no custo por colaborador com os benefícios de saúde, face aos países com seguros sociais, com aumentos médios de 2,9%. Os participantes do Reino Unido e Irlanda apresentaram os maiores aumentos (4,9% cada), seguidos de Portugal (4,1%) e Holanda (3,7%). A Alemanha e a República Checa reportaram os menores aumentos de custos, 1,7% e 1,8%, respectivamente.

“A Alemanha e a República Checa são países com sistemas públicos generosos” afirma Paulo Fradinho, “pelo que as empresas estão mais orientadas para oferecer aos seus colaboradores benefícios relacionados com a promoção do bem-estar e prevenção da doença, que planos médicos. Existe uma menor exposição ao risco e volatilidade, pelo que o aumento dos custos médicos é menor. Por oposição, temos a situação do Reino Unido, Portugal ou Espanha”.

“O nosso inquérito demonstrou que a maior parte das empresas não estão dispostas a restringir a elegibilidade ou o âmbito das coberturas do plano médico, ou a transferir mais custos para os colaboradores. Para manter os custos baixos, as empresas estão mais focadas em medidas que não afectam directamente o colaborador, como a negociação com as seguradoras ou melhorias na gestão e monitorização dos planos”, acrescenta.

Analisando por país, os dados evidenciam as diferentes causas por detrás do aumento dos custos de saúde através da Europa. Na Irlanda, Polónia, Reino Unido e Espanha, a “inflação médica” – os custos dos tratamentos e medicamentos – foi identificada como a principal causa. Na República Checa e Portugal, foi “o aumento da utilização dos benefícios de saúde”. As alterações legislativas e regulamentares tiveram maior impacto em França e na Holanda, enquanto que na Alemanha, os participantes apontaram o “aumento da complexidade e custos dos procedimentos médicos”.

É interessante verificar, que no actual período de cortes nos custos, a maioria dos participantes (72%) não requer qualquer contribuição dos colaboradores para o financiamento do plano médico. No entanto, esta percentagem varia por país. 80% dos participantes franceses requerem uma contribuição do colaborador para o financiamento do seu próprio prémio, em contraste com o Reino Unido, com apenas 8%. As contribuições para o financiamento do prémio do agregado familiar são muito mais comuns. No Reino Unido, por exemplo, 47% dos participantes requerem contribuição.

“A partilha de custos apresenta-se como uma medida lógica para mitigar o aumento dos custos para as empresas. O facto de não ser amplamente utilizada reflecte, não só, práticas de mercado estabelecidas e diversas, como também as estratégias de compensação das empresas, negociações com sindicatos e competitividade ao nível sectorial”, diz Paulo Fradinho. “Em alguns países, a eficiência fiscal e a dedução de despesas de saúde e prémios de seguros afecta as decisões das empresas relativamente ao nível das contribuições realizadas pelos colaboradores”, acrescentou. Nas empresas que requerem contribuição dos colaboradores, o valor médio situa-se nos 46% do valor total do prémio (ou custo) do colaborador e 68% do prémio do agregado familiar

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