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Autor Tópico: Ministro da Saúde analisa ranking pouco favorável para Portugal  (Lida 287 vezes)

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Offline Claram

 
Ministro da Saúde analisa ranking pouco favorável para Portugal



O ministro da Saúde vai analisar o estudo que coloca Portugal no 25.º lugar entre 34 sistemas europeus, mas quer saber qual a empresa que recolheu os dados, em que altura e a razão de os indicadores serem «voláteis».O relatório foi divulgado na terça-feira, em Bruxelas, pela organização Health Consumer Powerhouse, que sublinha os "longos tempos de espera" e os "resultados "medíocres".

Com um total de 589 pontos em mil possíveis, no conjunto de 42 indicadores de desempenho, Portugal caiu quatro posições relativamente ao posto que ocupava em 2009, e é agora o sétimo país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista, apenas à frente de Lituânia, Polónia, Hungria, Albânia, Macedónia, Letónia, Roménia, Bulgária e Sérvia, país que se encontra na "cauda" da tabela, com 451 pontos.

No extremo oposto, a Holanda lidera com 872 pontos em mil possíveis, seguida da Dinamarca (822), da Islândia (799), do Luxemburgo (791) e da Bélgica (783).

Segundo o relatório, Portugal e Espanha foram os únicos em que a "crise afetou a assistência médica".

À margem da inauguração de uma rede de cuidados continuados, na Amadora, Paulo Macedo indicou a necessidade de saber qual a empresa sueca que fez o estudo, a que anos se reporta e a razão dos "indicadores irem variando ao longo dos anos".

 "É muito difícil dizer qual é a nossa evolução em termos comparativos, tanto mais que em termos de 'score' concreto Portugal não baixou. Houve um 'score' absoluto de outros países que cresceu", afirmou aos jornalistas.

Para o governante, seria "possível ver a tendência, se se mantivessem os indicadores".

"Como todos os estudos vamos avaliá-lo, mas para já quereríamos saber quem é a empresa sueca, a que período é que se reporta e porque é que os indicadores são tão voláteis", concluiu.

Acerca da rede de cuidados continuados, Paulo Macedo admitiu a necessidade de "cobertura adicional" na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma vez que há "cobertura com alguma expressão já a Norte".

Face à tendência futura de existirem mais idosos "que felizmente vivem mais", vai ser preciso "tratar com mais intensidade", considerou.

Questionado se já recebeu a carta hospitalar, o ministro respondeu ter recebido um estudo sobre a mesma e que deverá ser colocado em discussão pública.

Quanto às conversações com os médicos sobre grelhas salariais, Paulo Macedo acredita que será possível o acordo, salientando que as negociações continuam e que pela tutela não houve qualquer ameaça de rutura.

Perante a hipótese levantada pelos clínicos de greve, o ministro respondeu estar "sempre atento ao que lhe dizem" e recusou que exista qualquer impasse nas negociações e sim uma "evolução programada das negociações".


DD
 

 



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