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Autor Tópico: Transplantes de órgãos Dadores portugueses de órgãos são cada vez mais velhos po  (Lida 460 vezes)

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Offline Claram

 
Transplantes de órgãos
Dadores portugueses de órgãos são cada vez mais velhos

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 Portugal é segundo no mundo, a seguir a Espanha, na colheita de órgãos e ocupa o primeiro lugar no transplante de fígados e na colheita de rins em dadores-cadáver d.r.  1/1  + fotogalería .Apesar de o número de transplantes ter diminuído em 2010, Portugal continua a ser, com Espanha, líder mundial na colheita de órgãos. O ano passado foram colhidos 926 órgãos em 37 hospitais portugueses - a maior parte rins e fígados. Mesmo assim, realizaram-se menos 35 transplantes que em 2009.

O relatório anual apresentado ontem pela Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST) mostra que no ano passado os hospitais portugueses fizeram 893 transplantes e que os dadores portugueses são cada vez mais velhos: em 2010, 34% tinham mais de 60 anos. No ano anterior, a média de idades rondava os 47 anos, mas em 2010 subiu para os 51.

A colheita de órgãos em dador-cadáver (Portugal é líder na colheita de rins em cadáveres) também diminuiu, contrariando a tendência de crescimento dos últimos anos: em 2010 foram feitas 323 colheitas. De resto, também o número de dadores vivos caiu, de 65 para 51. Mesmo assim, Portugal conseguiu ultrapassar, pelo segundo ano consecutivo, a barreira dos 30 dadores por milhão de habitantes. A meta, sublinhou a coordenadora nacional para a colheita de órgãos, Maria João Aguiar, "é muito difícil" de alcançar. "Temos países com uma capacidade económica extraordinária, como a Alemanha, que só tem 17 dadores por milhão de habitantes", exemplificou, acrescentando que quando se está "num patamar de excelência mundial uma descida tão ligeira não é nada".

De qualquer forma, o número de dadores tem diminuído "de forma preocupante" na generalidade dos países da Europa. Em Portugal, entre 2009 e 2010, os números caíram 2%, enquanto em França a quebra foi de 5%. Espanha registou menos 7% de doações e a maior diminuição verificou-se na Irlanda, com menos 36%. "O clima pode tornar-se preocupante no combate às listas de espera", admitiu Maria João Aguiar. A crise económica, explicou, poderá estar na origem da quebra: "Estamos num período de estagnação económica, o que não ajuda à vontade, à alegria no trabalho. Mas uma coisa é a vontade das pessoas, outra é o peso da responsabilidade", sublinhou.

Presente na apresentação, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde prometeu que as medidas de contenção orçamental não vão afectar o desempenho de Portugal na área da transplantação e da colheita de órgãos. "A maior parte deste trabalho não é feita com recurso a horas extraordinárias, mas com recurso a um regime de incentivos, também penalizado, mas apesar disso os profissionais vão compreender", disse à margem da apresentação do balanço. Manuel Pizarro acrescentou que o programa de doação cruzada de rins poderá arrancar "em Junho ou Julho" deste ano, "assim que estejam criadas todas as condições legais", disse.

Os números Portugal é segundo no mundo em colheita de órgãos e primeiro no transplante de fígados e na colheita de rins em dador-cadáver. No que diz respeito aos transplantes, só os de córneas e de coração aumentaram em 2010 - 24,1% e 6,4%, respectivamente. Foram feitos menos 22 transplantes de rins, menos cinco de pâncreas e menos dez de fígado.

A Madeira revelou-se, o ano passado, um caso de sucesso, ao aumentar a taxa de dadores por milhão de habitantes de 12 para 36, contrariando assim a diminuição nacional de 31 para 30,4. O coordenador hospitalar de doação do Hospital do Funchal, Júlio Nóbrega, explicou que no arquipélago os médicos estão "muito sensibilizados" para a doação e justificou o aumento com um "maior investimento na área dos cuidados intensivos". No resto do país, a maior queda nos transplantes registou-se na Região Centro, onde foram feitos menos 11,6% que em 2009. Já no Sul, onde foram feitas 133 operações, verificou-se um aumento de 10%.

O que também tem vindo a aumentar é a colheita multiorgânica. O ano passado, em 69% dos casos foram extraídos, do mesmo cadáver, vários órgãos. Quanto a estes dadores-cadáver, a maior parte morreu por doença, sobretudo acidentes vasculares cerebrais (AVC). Só 26% das mortes resultaram de acidentes traumáticos.

A colheita de tecidos (ossos, córneas, membranas amnióticas) aumentou mais de 19%. Só em 2010 foram feitos 937 transplantes de córnea. Também o ano passado registaram-se 573 transplantes de rim, um número que permitiu, segundo o Ministério da Saúde, reduzir 8,6% a lista de doentes em espera para transplante renal.

I
 

 



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