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Autor Tópico: "Pâncreas artificial" revelou-se eficaz no controlo de diabetes em crianças  (Lida 1255 vezes)

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"Pâncreas artificial" revelou-se eficaz no controlo de diabetes em crianças
 
 
Primeiro estudo aleatório que mostra o benefício potencial do sistema do pâncreas.

Investigadores da Universidade de Cambridge, na Grâ-Bretanha demonstraram que um "pâncreas artificial" pode ser utilizado para regular os níveis de açúcar no sangue de crianças com diabetes do tipo 1, doença crónica caracterizada por uma deficiência no pâncreas na produção de insulina e que pode levar à morte do paciente.
Nos testes que realizaram, os investigadores descobriram que a combinação de um sensor que mede os níveis de glicose em "tempo real" com uma espécie de bomba que fornece insulina ao paciente pode melhorar o controlo do açúcar no sangue durante a noite.
Ambos os materiais já se encontram à venda no mercado, mas separadamente, pelo que este "pâncreas artificial" une-os e usa um algoritmo sofisticado para calcular a quantidade necessária de insulina a ser fornecida, baseando-se nas leituras de nível de glicose em tempo real.
De acordo com o artigo publicado na revista científica Lancet, este dispositivo diminui de forma significativa o risco dos níveis de açúcar no sangue caírem, algo que coloca o paciente em risco de uma crise de hipoglicemia, uma das maiores preocupações para o diabéticos de tipo 1.
"Este é o primeiro estudo aleatório que mostra o benefício potencial do sistema do pâncreas artificial durante a noite, usando sensores e bombas já disponíveis no mercado. O nosso estudo fornece uma base para o teste do sistema em casa", afirmou o líder da investigação Roman Hovorka, do Instituto de Ciência Metabólica da Universidade de Cambridge, de acordo com a BBC.
Ao longo da investigação, 17 crianças e adolescentes diabéticos com idades compreendidas entre os cinco e os 18 anos foram acompanhadas durante 54 noites num hospital, onde uma equipa de cientistas analisou o desempenho do sistema de pâncreas artificial no controlo dos níveis de glicose, comparando-o com o uso da bomba de insulina, que fornece a hormona ao paciente de forma subcutânea em doses pré-estabelecidas.
Numa das fases da investigação, as crianças iam dormir depois de comerem uma refeição maior, prática que pode levar a que a insulina se acumule, o que resulta numa diminuição perigosa do nível de glicose no sangue a meio da noite. Noutro dos testes, as crianças faziam exercício ao início da noite, actividade que aumenta a necessidade de glicose ao início da manhã, agravando o risco de hipohlicemia durante a noite.
Nestas circunstâncias, os resultados demonstraram que o pâncreas artificial manteve os níveis de glicose no sangue normais durante 60 por cento do tempo, enquanto a bomba de insulina conseguir o mesmo efeito durante 40 por cento desse período.

Fonte:Correio dos Açores

 

 



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