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Autor Tópico: Tudo relacionado com o Coronavírus  (Lida 293636 vezes)

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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #870 em: 10/08/2022, 12:16 »
 
Covid-19: Linhagem BA.5 da variante Omicron responsável por 97% das infeções

MadreMedia / Lusa
10 ago 2022 09:32



Fonte de imagem: 24.sapo.pt


A linhagem BA.5 da variante Omicron é responsável por 97% das infeções registadas em Portugal, segundo o mais recente relatório do Instituto Ricardo Jorge sobre a diversidade genética do vírus SARS-CoV-2.

Detetada pela primeira vez entre o final de março e o início de abril, a BA.5 é dominante em Portugal desde a semana de 09 a 15 de maio, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que adianta igualmente que a linhagem BA.4 da variante Omicron “tem registado uma frequência relativa estável nas últimas amostragens semanais, representando 1,6% das sequências analisadas” nas duas últimas semanas de julho.

A variante Omicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada como de preocupação pela Organização Mundial da Saúde, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”.

Entre essas várias linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.

Um estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do INSA divulgado esta semana revelou que o reforço da vacinação contra a covid-19 (provocada pelo SARS-CoV-2) previne substancialmente o risco de hospitalização e morte na consequência de infeções pelas linhagens BA.2 e BA.5 da variante Omicron.

Este trabalho concluiu ainda que o risco de infeção é semelhante entre as duas linhagens, tanto em pessoas com o esquema vacinal completo, como em pessoas com a dose de reforço, mas em casos de doença mais grave a eficácia do reforço vacinal revelou-se ligeiramente diferente.

Relativamente à linhagem BA.2, que foi dominante em Portugal entre o final de fevereiro e meados de maio, o INSA diz que tem tido uma frequência relativa continuamente decrescente, registando 0,8% nas duas últimas semanas do mês de julho.

O relatório refere ainda que têm vindo a ser monitorizadas sublinhagens de BA.2 com uma mutação adicional na posição L452 da proteína Spike (associadas à resistência a anticorpos neutralizantes), sendo que, entre estas, se destaca a circulação em Portugal da linhagem BA.2.12.1, “embora a sua frequência relativa não tenha ultrapassado, até à data, os 2%”.

“É de notar que ainda não foi detetada qualquer sequência da sublinhagem de interesse BA.2.75 em Portugal”, acrescenta.

O INSA estima ainda que a circulação da linhagem BA.1 da variante Omicron seja atualmente residual.

O relatório refere igualmente que, até à data, foram analisadas 40.155 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 304 concelhos de Portugal.

No final de junho, Portugal ultrapassou os cinco milhões de casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início da pandemia.






Fonte: 24.sapo.pt                       Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-linhagem-ba-5-da-variante-omicron-responsavel-por-97-das-infecoes

 
 
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #871 em: 16/08/2022, 10:08 »
 
Covid-19: Nova geração de vacina, direcionada à variante Ómicron, aprovada no Reino Unido

15.08.2022 às 13h05  Lusa


Fonte de imagem: Lusa

Uma nova geração da vacina da farmacêutica Moderna contra a covid-19, visando a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 foi aprovada no Reino Unido, anunciou hoje a entidade reguladora britânica para os medicamentos

Esta versão da vacina, a primeira no mundo, consiste numa dose de reforço, visando metade a variante original do vírus e metade a variante Ómicron.

A nova versão “provoca uma forte resposta imunitária” contra ambas, incluindo as linhagens Ómicron BA.4 e BA.5, com “baixos efeitos colaterais” semelhantes aos observados com os soros originais, informou a Agência Reguladora de Medicamentos e Dispositivos Médicos (MHRA) em comunicado.

A MHRA aprovou a nova geração da vacina “para doses de reforço para adultos” por considerar que esta “atende aos padrões de segurança, qualidade e eficácia do regulador britânico”.

Os efeitos colaterais observados são “tipicamente fracos e semelhantes aos observados para os soros originais”, adiantou.

“O que esta vacina bivalente nos dá é uma ferramenta mais afinada para nos ajudar proteger contra esta doença à medida que o vírus continua a evoluir”, disse a diretora da MHRA, June Raine, num comunicado à imprensa.

O diretor-geral da Moderna, Stéphane Bancel, sublinhou, citado pela Agência France-Presse (AFP), “o importante papel” que esta “nova geração” de vacina pode desempenhar na proteção contra a covid-19.

Na semana passada, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que previa a aprovação, no outono, de uma vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid visando as linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, muito transmissível.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou em julho que a pandemia está “longe de terminar”, devido à disseminação de linhagens da Ómicron, ao levantamento das restrições sanitárias e à diminuição dos exames.

Os casos de covid-19 aumentaram globalmente no final da primavera e início do verão, impulsionados por variantes mais recentes e prevês que os casos voltem a aumentar no outono e no inverno.

O Reino Unido é um dos países mais afetados na Europa pela pandemia, com quase 180.000 mortes associadas à covid-19.

DA // JMR





Fonte: visao.sapo.pt                Link: https://visao.sapo.pt/visaosaude/2022-08-15-covid-19-nova-geracao-de-vacina-direcionada-a-variante-omicron-aprovada-no-reino-unido/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #872 em: 19/08/2022, 14:22 »
 
Covid-19: OMS recomenda segundo reforço da vacina para grupos de risco

Lusa 18.08.2022  18:39


Fonte de imagem: sicnoticias.pt

Intervalo entre a primeira e a segunda dose de reforço é de quatro a seis meses.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a administração de uma segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 para os grupos mais vulneráveis a doença grave, devido à redução da imunidade contra a variante Ómicron.

Esses grupos incluem os idosos, cabendo a cada país definir a partir de que idade, as pessoas com imunossupressão e todos os adultos com doenças crónicas, bem como grávidas e profissionais de saúde.

Numa conferência de imprensa com o grupo consultivo estratégico de especialistas em imunização, foi explicado que o intervalo ideal entre a primeira e a segunda dose de reforço é de quatro a seis meses, o mesmo período a partir do qual se concluiu que a eficácia das vacinas contra a covid-19 começa a diminuir.Se esse prazo for ultrapassado, o novo reforço deve ser administrado tão cedo quanto possível.

De acordo com a avaliação feita pelo grupo de especialistas à eficácia das vacinas da Pfizer e da Moderna, as crianças e jovens estão entre os grupos menos prioritários, por serem menos vulneráveis a doença grave.

Joachim Hombach, da OMS e do grupo consultivo, disse também que é ainda incerto se os especialistas vão ou não recomendar o reforço vacinal da população em geral ou uma combinação de vacinas especifica para a variante Ómicron.

Segunda dose de reforço em Portugal

Em Portugal, o processo de administração da segunda dose de reforço (quarta dose) arrancou em 16 de maio, abrangendo pessoas com 80 ou mais anos e todos os residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).

A administração dessa segunda dose de reforço insere-se na estratégia de melhoria da proteção da população mais vulnerável e, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), no final de julho já tinham sido vacinadas com essa nova dose mais de 400 mil pessoas.

Na mesma conferência de imprensa, a OMS indicou também que na semana passada se registaram cerca de 5,4 milhões de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, uma redução de 24% face à semana anterior, com destaque para África e Europa, onde a redução foi de quase 40%.

O número de mortes em todo o mundo caiu, em média, 6%, apesar de se registar um aumento em algumas zonas da Ásia.





Fonte: sicnoticias.pt                Link: https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2022-08-18-Covid-19-OMS-recomenda-segundo-reforco-da-vacina-para-grupos-de-risco-468646a0
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #873 em: 23/08/2022, 16:05 »
 
Névoa mental, demência e outros problemas de saúde: o risco de covid longa fica até dois anos após a infeção. Saiba qual o seu risco

CNN , Sandee LaMotte
Hoje às 08:00



Fonte de imagem: cnnportugal.iol.pt

Ficar doente com covid-19 já é mau o suficiente. E se for uma daquelas pessoas azaradas que sofre daquilo a que se chama covid longa? É uma mistura de sintomas que podem ocorrer meses – e até anos – depois de se recuperar da covid, de acordo com um novo estudo de mais de 1 milhão de pessoas de oito países.

O risco, nos adultos, de desenvolver distúrbios convulsivos, brain fog (névoa mental), demência e outras condições de saúde mental permanece elevado dois anos após a recuperação de Covid-19, segundo o estudo.

"Estas são descobertas importantes, mas não devem levar ao pânico", disse o coautor Paul Harrison, professor de psiquiatria na Universidade de Oxford , no Reino Unido. "Não estamos a falar de coisas que são 10 ou 100 vezes mais comuns. Acho que o rácio de probabilidades mais provável é algo como duas ou três."

As crianças tinham um risco aumentado de ser diagnosticadas com epilepsia ou convulsões, encefalite e distúrbios da raiz nervosa, que podem causar dor, fraqueza ou perda de sensação num braço ou numa perna. Havia também um pequeno, mas preocupante risco de ser diagnosticado com um distúrbio psicótico, como esquizofrenia ou pensamento delirante.

"Este é um estudo extremamente abrangente e bem conduzido, usando dados de uma grande amostra, e em várias nações", disse Rachel Sumner, investigadora sénior na Cardiff Metropolitan University Reino Unido, que não esteve envolvida no estudo.

"As descobertas são alarmantes e são de extrema importância no nosso contexto atual de propagação não atenuada da covid", acrescentou por e-mail.

As conclusões do estudo coincidem com a experiência clínica de Aaron Friedberg, professor assistente clínico de medicina interna que trabalha no Programa de Recuperação Pós-Covid no Wexner Medical Center na Ohio State University em Columbus.

"Acabei de falar com alguém que tinha sido inicialmente diagnosticado há mais de dois anos com covid, mas que só hoje vai consultar um especialista em pós-covid", disse Friedberg, que não esteve envolvido no estudo. "Isso não significa necessariamente que estão a ter esses sintomas dois anos depois. Significa que só agora estão a ser diagnosticados."

Friedberg também disse que vê pessoas com sintomas graves dois anos após o diagnóstico.

"Não conseguem pensar, não conseguem respirar. Tenho uma pessoa cuja doença é tão grave que basicamente não consegue sair da cama", disse. "Vi uma pessoa recentemente que ainda não está a trabalhar por causa dos sintomas da covid, dois anos depois."

Boas e más notícias

Dois anos de dados hospitalares de adultos e crianças retirados da rede de registos eletrónicos de saúde TriNetX foram analisados para o estudo, publicado na quarta-feira na revista Lancet Psychiatry. A TriNetX é uma rede internacional de dados sem quaisquer fatores de identificação dos prestadores hospitalares, de cuidados primários e especializados. Cerca de 89 milhões de pacientes estão no conjunto de dados.

O estudo analisou 1,25 milhões de pacientes, dois anos após o diagnóstico de covid-19 e comparou-os com um grupo de 1,25 milhões de pessoas que tinham uma infeção respiratória diferente.

"Comparámos esses dois grupos de doentes em termos de 14 distúrbios neurológicos e psiquiátricos nos dois anos seguintes à covid-19 ou infeção respiratória", disse o coautor Maxime Taquet, especialista clínica em psiquiatria no Centro nacional de Investigação Biomédica do Instituto Nacional de Saúde e Cuidados de Investigação no Reino Unido.

A equipa de investigação analisou as seguintes condições: perturbações de ansiedade; distúrbios de humor; distúrbio psicótico; insónia; défice cognitivo (um composto de códigos para capturar o chamado brain fog); demência; epilepsia ou convulsões; encefalite; hemorragia intracraniana; AVC; parkinsonismo; Síndrome de Guillain-Barré; distúrbios nervosos, de raiz nervosa e plexo; e doença neuromuscular e muscular. Os investigadores também analisaram as mortes por qualquer causa.

A maioria dos pacientes era dos Estados Unidos, mas o estudo também incluía pessoas da Austrália, Reino Unido, Espanha, Bulgária, Índia, Malásia e Taiwan.

O estudo não conseguiu determinar se as pessoas tinham experimentado sintomas contínuos durante os dois anos completos desde o diagnóstico de covid-19: "Pode ser o caso, pode não ser o caso", afirmou Taquet. "Estes dados estão apenas a ter em conta o número de novos diagnósticos que estão a ser feitos, não a persistência ou a duração dos sintomas."

As notícias eram simultaneamente boas e más. Para os adultos, o risco de desenvolver "brain fog, demência, distúrbios psicóticos e epilepsia e convulsões permanece elevado ao longo dos dois anos" quando comparado com pessoas com outros problemas respiratórios, disse Taquet.

Os adultos com mais de 65 anos tiveram um aumento de 1,2% no risco de serem diagnosticados com demência, refere o estudo. Embora "seja muito claro que este não é um tsunami de novos casos de demência, igualmente (penso) é difícil ignorá-lo, dada a gravidade das consequências de diagnóstico de demência", disse.

Houve algumas boas notícias para os adultos, Taquet acrescentou: "O risco de algumas perturbações – em particular ansiedade e distúrbios de humor – desapareceu dentro de dois a três meses, sem nenhum número excessivo de casos ao longo dos dois anos."

Efeito nas crianças

Também havia boas notícias para as crianças: "O risco de brain fog nas crianças era transitório – não havia risco geral", disse Taquet. As crianças também não têm maior risco de serem diagnosticadas com ansiedade e depressão depois da covid-19, "mesmo nos primeiros seis meses", afirmou.

Mas houve descobertas perturbadoras quando se tratou de outras doenças. Por exemplo, as crianças tinham um "duplo aumento do risco de epilepsia e convulsões", disse Taquet, e um "triplo aumento do risco de um diagnóstico de distúrbio psicótico em dois anos depois de terem covid comparado com as que foram diagnosticadas com outra infeção do trato respiratório."

No estudo de 10 mil crianças com um diagnóstico de covid-19, 260 desenvolveram epilepsia e convulsões em dois anos, em comparação com 130 em cada 10 mil crianças diagnosticadas com outra infeção do trato respiratório, o que era um "risco duplo aumentado", disse Taquet.

Houve um triplo aumento do risco de um diagnóstico de distúrbio psicótico em crianças, dois anos após uma infeção por covid-19, disse Taquet. No entanto, "o risco absoluto continua a ser bastante baixo", disse, com 18 casos diagnosticados de psicose em 10 mil crianças.

"Acho que temos de ter cuidado na interpretação dos pequenos aumentos relatados na demência e na psicose", disse Paul Garner, professor emérito de síntese de provas em saúde global na Liverpool School of Tropical Medicine no Reino Unido. Garner não esteve envolvido no estudo.

"Estes são, na minha opinião, mais propensos a estar relacionados com a agitação social e a distopia que temos vivido em vez de ser um efeito direto do vírus."

Um impacto a longo prazo

No geral, as evidências do estudo são "particularmente preocupantes", disse Sumner, da Cardiff Metropolitan University, porque até as variantes covid-19 consideradas mais suaves parecem ter as mesmas consequências a longo prazo.

Além disso, "algumas destas perturbações continuarão a ter atrasos no diagnóstico e tratamento nos sistemas de saúde que estão a ter dificuldades em lidar com infeções por covid e atrasos nas listas de espera dos pacientes", acrescentou Sumner.

Esta realidade corresponde à experiência clínica de médicos como Friedberg, que tem tratado pacientes de covid longa desde praticamente o início da pandemia.

"Tenho pacientes com pós-Covid grave da estirpe inicial de março de 2020, e tenho o mesmo em pessoas que a desenvolveram há alguns meses . Por isso, acho que pode ser igualmente grave com qualquer uma destas variantes", disse.

No entanto, Friedberg disse à CNN que não houve "quaisquer decisões de ordem pública" sobre o que acontece depois da covid-19.

"A ideia de que talvez esteja a acontecer algo terrível e que só vamos perceber meses ou anos depois não está a ser devidamente abordada", disse Friedberg.

"Digamos que as crianças não conseguem correr tanto como costumavam correr, ou têm agora distúrbios convulsivos agora, ou os adultos simplesmente não conseguem lidar com tantas tarefas no trabalho ou têm dificuldade em cuidarem dos filhos em casa, porque têm brain fog, ou têm falta de ar crónica.

"Se começar a acontecer a, digamos, 5% da população de cada vez que há uma onda de covid, isso começa a fazer sentido."






Fonte: cnnportugal.iol.pt                 Link: https://cnnportugal.iol.pt/covid-longa/doencas/nevoa-mental-demencia-e-outros-problemas-de-saude-o-risco-de-covid-longa-fica-ate-dois-anos-apos-a-infecao-saiba-qual-o-seu-risco/20220823/63034c750cf2f9a86eb241d8

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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #874 em: 24/08/2022, 13:14 »
 
Covid-19: Privados não têm preço fixo para taxas sobre equipamentos de proteção. Valores podem chegar aos 150 euros

Por Revista De Imprensa em 10:57, 24 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 

Os prestadores privados de cuidados de saúde estão a cobrar aos utentes taxas para os equipamentos de proteção individual (EPI) dos profissionais que podem variar consideravelmente. Num dos grandes grupos, são cobradas 16 taxas diferentes para os mesmos produtos.

Informações avançadas pelo ‘Jornal de Notícias’, a CUF está a cobrar, pelos EPI, dois euros por dia em tarifa de ambulatório (consultas, atendimento permanente, serviços de imagiologia, entre outros), ao passo que cobra 19 euros para bloco operatório ou exames especiais.

Já o Hospital da Luz tem uma tabela de preços que apresenta 16 valores diferentes para os EPI, como 50 euros em bloco, que podem chegar aos 150 euros se o utente estiver infetado com Covid-19, enquanto essa taxa será de 7,5 euros em consultas de medicina dentária, mas pode passar ao dobro (15 euros) se a pessoa tiver Covid-19.

Ao mesmo jornal português, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada explica simplesmente que a variação das taxas entre os vários prestadores privados de cuidados de saúde se deve às opções de exploração comercial de cada empresa.

Por sua vez, a associação de defesa do consumidor Deco aponta que “é uma incongruência cobrar uma tarifa de segurança num serviço que, por definição, tem de oferecer segurança e tem de ser sinónimo de segurança”.

Em 2020, à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) chegaram 3.912 queixas de utentes sobre cobranças adicionais, excessivas ou abusivas, sendo que, desse total, 3.519 estavam relacionadas com as taxas sobre os EPI e higienização.

O número de reclamações caiu para 2.935 em 2021, com 1.348 sobre a cobrança relativa aos equipamentos de proteção individual.

À Deco chegaram mais de 200 queixas em 2020 sobre as taxas de EPI, e este ano a associação recebeu mais de 30.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/covid-19-privados-nao-tem-preco-fixo-para-taxas-sobre-equipamentos-de-protecao-valores-podem-chegar-aos-150-euros/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #875 em: 26/08/2022, 18:10 »
 
Copiaram ilegalmente as nossas invenções: Moderna processa Pfizer e BioNTech por violação de direitos de patente

Por Filipe Pimentel Rações em 14:49, 26 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A farmacêutica Moderna anunciou esta sexta-feira que está a processar as concorrentes Pfizer e BioNTech, nos Estados Unidos e na Alemanha, por alegadamente violarem os seus direitos de patentes, designadamente da tecnologia de mRNA usada para desenvolver vacinas contra a Covid-19.

A Moderna argumenta que “a vacina Comirnaty contra a Covid-19 da Pfizer e da BioNTech infringem as patentes submetidas pela Moderna em 2010 e 2016” sobre a sua tecnologia de mRNA. “Copiaram ilegalmente as invenções da Moderna”, diz taxativamente a empresa.

Em comunicado, a farmacêutica norte-americana aponta que “esta tecnologia inovadora foi essencial para o desenvolvimento da nossa própria vacina mRNA para a Covid-19” e acusa que “a Pfizer e a BioNTech copiaram essa tecnologia, sem a permissão da Moderna, para fabricar a Comirnaty”.

A empresa indica que, de acordo com o compromisso que havia assumido em outubro de 2020, “a Moderna comprometeu-se a não implementar as suas patentes relativas à Covid-19 enquanto a pandemia decorresse”. Contudo, numa altura em que a pandemia “entrou numa nova fase e o abastecimento da vacina já não é uma barreira ao acesso em muitas partes do mundo”, salienta que esperava que “empresas como a Pfizer e a BioNTech respeitassem os seus [da Moderna] direitos de propriedade intelectual”.

Além da tecnologia de mRNA, a Moderna acusa ainda as duas concorrentes de copiarem o processo que desenvolveu para codificar a proteína ‘spike’, um elemento presente no coronavírus e que potencia o efeito da vacinação. Essa abordagem terá sido desenvolvida pelos cientistas da Moderna para o vírus que a ´Síndrome Respiratória do Médio Oriente’ (MERS), “anos antes de a Covid-19 ter emergido”.

A Moderna garante que não pretende que a Comirnaty seja banida do mercado, nem pretende uma compensação pelos alegados prejuízos causados pela venda dessa vacina pela Pfizer em 92 países de baixos e médios rendimentos nem nos EUA.






Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/covid-19-moderna-processa-pfizer-e-biontech-por-violacao-de-direitos-de-patente/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #876 em: 28/08/2022, 14:49 »
 
Covid-19. Máscaras continuam a ser obrigatórias nos estabelecimentos de saúde

MARIA MOREIRA RATO
26/08/2022 08:13



Fonte de imagem:  © Mafalda Gomes

Os portugueses já não têm de usar máscara nos transportes públicos e nas farmácias, mas Marta Temido chama a atenção para a população mais vulnerável.

O Governo decidiu em Conselho de Ministros, esta quinta-feira, que o uso de máscaras nos transportes públicos e nas farmácias vai deixar de ser obrigatório. De agora em diante, só nos estabelecimentos de saúde estas continuarão a ser obrigatórias.

“O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que procede à eliminação da obrigatoriedade do uso de máscara ou viseiras em alguns locais, nomeadamente nos transportes coletivos de passageiros, incluindo os transportes aéreos e também os transportes de passageiros como táxis ou TVDE”, anunciou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

A utilização do equipamento de proteção individual deixará, igualmente, de ser obrigatória em farmácias. Segundo a ministra da Saúde, Marta Temido, esta decisão deve-se a uma “tendência estável do número de casos”. No entanto, “com o intuito de proteger as pessoas em situação mais vulnerável permanecem obrigatórias em alguns outros estabelecimentos de cuidados de saúde”, bem como em “estruturas residenciais para idosos”.

“Face ao desenvolvimento positivo da situação epidemiológica, considera-se oportuno avançar na eliminação de mais medidas restritivas, assegurando sempre a proporcionalidade destas às circunstâncias da infeção que se verificam em cada momento e independentemente da necessidade da sua modelação futura, designadamente em função da sazonalidade”, lê-se ainda no comunicado do Governo.

O Executivo tomou esta decisão, mas Marta Temido alertou a população para ser cautelosa sempre que se depare com alguma possível situação de risco. Por outro lado, a dirigente também anunciou o arranque do processo de vacinação combinada (gripe+covid) da população mais vulnerável já no início do próximo mês.

Será que máscara não veio “para ficar” como costa dizia? A situação de alerta para a pandemia de covid-19 será prolongada até dia 30 de setembro, disse ainda o Executivo. Na sexta-feira da semana passada, de acordo com o novo relatório semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS), onde constavam dados relativos ao período compreendido entre os dias 9 e 15 de agosto, haviam sido registados 15.214 casos de covid-19 e 43 óbitos devido à doença.

Relativamente à semana anterior, tinham sido diagnosticados menos 4.382 casos e menos 20 mortes associadas ao vírus. Naquilo que diz respeito aos internamentos, havia em Portugal continental 559 (menos nove do que sete dias antes), estando em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) 39 pessoas (menos quatro). A incidência da doença em território nacional diminuiu em 22%, para 148 casos por cada 100 mil habitantes. Todavia, o índice de transmissibilidade (Rt) está nos 0,92 - um aumento em relação aos 0,89 da semana anterior.

Após, no fim de abril, o Executivo ter aprovado o fim da obrigatoriedade do uso da máscara na maioria dos espaços fechados, exceto em estruturas ligadas à saúde como hospitais, centros de saúde e lares, e também em transportes públicos, António Costa realçou que “convém termos a noção que deixámos de usar a máscara, mas o vírus não deixou de nos usar e continua a andar por aí. Continua a contaminar as pessoas, continuam pessoas a adoecer e continuam pessoas a falecer”.

O primeiro-ministro fez esta advertência após ter sido questionado acerca dos motivos que o haviam levado a usar máscara durante a sessão solene comemorativa do 48º aniversário do 25 de Abril, na Assembleia da República. António Costa explicou, então, que “após dois isolamentos por contactos de risco e mais um isolamento por contração da covid-19”, continua “a tomar cautelas e caldos de galinha”. “Vou usar máscara sempre que houver grandes ajuntamentos em espaços fechados”, esclareceu, frisando que, apesar de o uso de equipamento de proteção individual já não ser obrigatório, todos devemos querer que esta medida “tenha vindo para ficar”.

À época, aquilo que não tinha data certa concretizou-se e o Governo não esperou que fosse atingido o nível anteriormente anunciado de 20 mortes por milhão de habitantes a 14 dias. Entre o início e o dia 21 de abril, tinham morrido 415 pessoas com covid-19 em Portugal, quase tantas como no mesmo período do março. A infeção pelo novo coronavírus representava 5% das mortes diárias no país, como indicava ao Nascer do SOL o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Agora, sabe-se que Portugal liderou o excesso de mortalidade na UE em junho - um valor de 24%, ou seja, cerca de quatro vezes superior à média europeia -, não devido apenas ao novo coronavírus, mas antes com as sucessivas ondas de calor a provocarem a subida da mortalidade, principalmente entre os mais idosos.






Fonte: ionline.sapo.pt                  Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/779560/covid-19-mascaras-continuam-a-ser-obrigatorias-nos-estabelecimentos-de-sa-de?seccao=Portugal_i
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #877 em: 28/08/2022, 18:36 »
 
Vacinas com mRNA seguras para doentes com insuficiência cardíaca

Agência Lusa  28 ago 2022  14:28


Fonte de imagem: dnoticias.pt

As vacinas contra a covid-19 baseadas no RNA mensageiro (mRNA), como as da Pfizer e da Moderna, são seguras para doentes com insuficiência cardíaca, segundo uma investigação agora apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Barcelona.

O estudo, realizado pelo Hospital Herlev, da Dinamarca, concluiu que as vacinas contra a covid-19 com recurso a RNA mensageiro estão associadas a um risco de morte mais baixo em doentes com insuficiência cardíaca e não estão associadas a um risco acrescido de agravamento de problemas do coração como insuficiência cardíaca, tromboembolismo venoso ou miocardite.

Citada pela Efe, a chefe do estudo, Caroline Sindet-Pedersen, do hospital de Herlev, referiu que os resultados indicam que os pacientes com insuficiência cardíaca devem ter prioridade na vacinação.

"As vacinas contra a covid-19 continuarão a ser importantes para prevenir a morbilidade e a mortalidade em populações de doentes vulneráveis, por conseguinte, os estudos que enfatizam a segurança destas vacinas são essenciais para tranquilizar aqueles que possam estar hesitantes e para assegurar a continuação da utilização das vacinas", acrescentou.

Os doentes com insuficiência cardíaca apresentam um risco aumentado de hospitalização, necessidade de ventilação mecânica e morte por covid-19.

O estudo analisou 50.893 pacientes com insuficiência cardíaca não vacinados contra a covid-19 e 50.893 pacientes com insuficiência cardíaca inoculados com uma das duas vacinas com RNA mensageiro em 2021.

A investigação seguiu os participantes durante 90 dias para determinar possíveis causas de mortalidade, agravamento da insuficiência cardíaca, tromboembolismo ou miocardite a partir da data da segunda vacinação.

"O estudo sugere que não deve haver preocupação quanto aos efeitos secundários cardiovasculares das vacinas contra o RNA mensageiro em pacientes com insuficiência cardíaca e os resultados apontam para um efeito benéfico da vacinação sobre a mortalidade", concluiu Sindet-Pedersen.






Fonte: dnoticias.pt                  Link: https://www.dnoticias.pt/2022/8/28/325746-vacinas-com-mrna-seguras-para-doentes-com-insuficiencia-cardiaca/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #878 em: 29/08/2022, 17:37 »
 
Covid-19: Pessoas vacinadas ou que já tenham sido infetadas têm menor probabilidade de transmitir a variante Ómicron, revela novo estudo

Por Filipe Pimentel Rações em 16:04, 29 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Um grupo de cientistas descobriu que as pessoas infetadas com a variante Ómicron da Covid-19 têm uma menor probabilidade de transmitir o vírus a outras se tiverem sido vacinadas ou se tiverem já sido infetadas pela SARS-CoV-2.

As conclusões advêm de um estudo publicado em agosto na revista científica ‘medRxiv’, e Megan Steain, virologista da Universidade de Sidney, afirma que são, sem dúvida, boas notícias. A especialista explica que quanto maior a exposição que as pessoas tenham ao vírus, seja através da vacinação ou reforços, seja pela contração da infeção, “maior a barreira de imunidade”.

“Se conseguirmos manter elevados os níveis de vacinação de reforço, então poderemos diminuir o grau de infetividade das pessoas quando estão doentes.”

Os autores do estudo analisaram dados de mais de 22 mil casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus nas 35 prisões da Califórnia, nos Estados Unidos, num período de cinco meses até ao final de 2021.

Apesar de estudos anteriores já terem sugerido que as pessoas vacinadas que sejam infetadas pela variante Delta são menos contagiosas, este novo estudo é, de acordo com a ‘Nature’, “um dos primeiros a considerar se as vacinas e infeções anteriores reduzem a infetividade com a Ómicron”.

A investigação revelou que, do universo de casos analisados, pessoas infetadas com Covid-19 e com, pelo menos, uma dose da vacina apresentavam uma probabilidade 24% menor de transmitir a infeção a outra pessoa.

Além disso, os cientistas concluíram que essa probabilidade subia para 41% nas pessoas que tinham já sido infetadas em ocasiões anteriores e que estavam vacinadas contra a Covid-19, comparando com indivíduos não vacinados e que ainda não tinham sido infetados.

Apesar dos resultados positivos, a vacinação e a infeção anterior apenas reduzem o nível de transmissão da Ómicron, não impedem o surgimento de novos casos.







Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/covid-19-pessoas-vacinadas-ou-que-ja-tenham-sido-infetadas-tem-menor-probabilidade-de-transmitir-a-variante-omicron-revela-novo-estudo/
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #879 em: 31/08/2022, 16:40 »
 
Covid-19: Portugal volta a registar mais de 3 mil casos nas últimas 24 horas. Número de mortes é o mais alto desde 8 de agosto

Por Filipe Pimentel Rações em 15:34, 31 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) revelou esta quarta-feira que, no dia 30 de agosto, registaram-se 3.039 novos casos confirmados de Covid-19, uma descida face aos 3.883 registados no dia anterior.

Quanto às fatalidades, a autoridade de saúde aponta que no dia 30 se registaram 10 mortes devido à doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), uma subida comparativamente às 6 mortes de dia 29. Desde dia 8 de agosto, em que foram comunicadas 12 mortes por Covid-19, que o número de óbitos não ultrapassava a dezena.

Em termos comparativos, entre 1 e 30 de agosto foram confirmados 79.393 novos casos, o que representa um aumento face aos 68.800 registados no mesmo período de 2021.

Desde o início de 2022, foram identificados 4.005.175 novos casos de Covid-19, face aos 635.864 do mesmo período do ano passado.

Relatório de análise à situação epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), indica que “no comparativo europeu, Portugal apresenta a taxa de notificação acumulada de 14 dias entre 240 e 479,9 casos por 100 000 habitantes e R(t) superior a 1, ou seja, taxa de notificação elevada e com tendência crescente”.

O mesmo instituto explica que “o valor de R(t) [índice de transmissibilidade do vírus] esteve constantemente abaixo de 1 entre 30-05-2022 e 19-08-2022, data em que o valor de R(t) voltou a estar acima de 1”. Contudo, no dia 26 de agosto, “o R(t) estimado é 1,02”.

O INSA adianta que “a linhagem BA.5 da variante Ómicron (incluindo as suas múltiplas sublinhagens) é dominante em Portugal” desde maio, “apresentando uma frequência relativa de 94%”.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/covid-19-portugal-volta-a-registar-mais-de-3-mil-casos-nas-ultimas-24-horas-numero-de-mortes-e-o-mais-alto-desde-8-de-agosto/
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #880 em: 31/08/2022, 22:30 »
 
Subvariantes anteriores da Ómicron dão proteção contra infeção pela BA.5

MadreMedia / Lusa
31 ago 2022 22:19




Pessoas vacinadas contra a covid-19 que foram infetadas com as primeiras subvariantes Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 apresentam uma proteção quatro vezes superior em relação a quem recebeu a vacina mas não foi infetado, estima um estudo nacional hoje divulgado.

Segundo o Instituto de Medicina Molecular (iMM), este é um dos primeiros estudos a nível mundial que analisa, no grupo das pessoas vacinadas, a probabilidade de se infetarem com a subvariante atualmente em circulação, a BA.5, estimando o grau de proteção conferido por infeções com variantes anteriores e utilizando dados do mundo real.

“As pessoas vacinadas que foram infetadas pelas subvariantes Ómicron BA.1 e BA.2 têm uma proteção contra a infeção com a subvariante BA.5, em circulação desde junho, cerca de quatro vezes superior a pessoas vacinadas que não foram infetadas em nenhuma ocasião”, explicou Luís Graça, investigador principal do iMM e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Os resultados do estudo foram publicados hoje na revista científica New England Journal of Medicine.

Segundo o especialista, as infeções registadas em 2020 e 2021 com as variantes anteriores do SARS-CoV-2 (linhagem ancestral, variante Alfa e Delta) também “conferem proteção contra a infeção para a variante Ómicron mais recente”, embora não seja tão elevada quanto a dos infetados com as variantes BA.1 e BA.2, no início de 2022.

“Estes resultados são muito importantes porque as vacinas adaptadas que estão em desenvolvimento clínico e avaliação são baseadas na subvariante BA.1, que foi dominante em janeiro e fevereiro de 2022”, salientou Luís Graça.

O especialista, que integra a Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19 (CTVC) da Direção-Geral de Saúde (DGS), sublinhou que, até agora, não era conhecido o grau de proteção que esta subvariante conferia contra a subvariante que está neste momento em circulação.

“Estes resultados mostram que a proteção é muito significativa e permitem antecipar o benefício das vacinas adaptadas” contra a covid-19, acrescentou Luís Graça.

De acordo com Manuel Carmo Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e que também faz parte da CTVC, na realização deste estudo foi usado o registo nacional da covid-19 para obter a informação de todos os casos de infeções por SARS-CoV-2 na população com mais de 12 anos residente em Portugal.

A variante do vírus de cada infeção foi determinada tendo em conta a data da infeção e a variante dominante nessa altura, adiantou Manuel Carmo Gomes, ao referir que, nesta investigação, foram consideradas as infeções causadas pelas primeiras variantes da Ómicron BA.1 e BA.2 em conjunto.

“Com estes dados, analisámos a probabilidade de uma pessoa voltar a ser infetada pela variante atual, o que nos permitiu calcular a percentagem de proteção conferida pelas infeções prévias”, referiu João Malato, estudante de doutoramento do grupo de Luís Graça e primeiro autor do estudo.

Para Válter Fonseca, co-autor deste estudo e coordenador da CTVC da DGS, o estudo permitiu demonstrar, no período analisado, que a infeção prévia em pessoas vacinadas – a chamada imunidade híbrida – continua a conferir proteção para as variantes que são conhecidas pela capacidade de evadir a resposta imunitária, como a atualmente dominante em Portugal.

O estudo foi realizado no iMM e no Centro de Estatística e Aplicações da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em colaboração com a DGS, e foi financiado pelo programa Horizon 2020 Research and Innovation da União Europeia, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo National Institute of Health.

Segundo o último relatório do Instituto de Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do coronavírus que provoca a doença Covid-19, a BA.5 (incluindo as suas várias sublinhagens) é dominante em Portugal desde maio, sendo atualmente responsável por 94% dos contágios.

Já a linhagem BA.2 da variante Ómicron, que chegou a ser a dominante entre o final de fevereiro e a primeira quinzena de maio, tem registado uma frequência continuamente decrescente, representando agora 2% das infeções.






Fonte: 24.sapo.pt                   Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/subvariantes-anteriores-da-omicron-dao-protecao-contra-infecao-pela-ba-5
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #881 em: 01/09/2022, 09:30 »
 
Covid-19: Como treinar o nariz para recuperar o olfato perdido. E quais são os tratamentos inovadores

01.09.2022 às 08h00


Fonte de imagem: Getty Images

Por causa da pandemia, multiplicaram-se os estudos sobre a perda do olfato, Um sentido que nos faz falta até nas emoções

Há quem tenha perdido o olfato durante uns dias, umas semanas, vários meses. Ou aparentemente para sempre, assusta-se quem deixou de conseguir cheirar o quer que seja depois de ter sido infetado pelo novo coronavírus, e assim se mantém por tempo indeterminado.

Ao fim de três anos de pandemia de Covid-19, foram milhares as pessoas que perderam completamente o olfato, uma condição que se chama anosmia. E, por arrasto, sentiram também ter perdido o paladar, como bem se explica aqui.

“A maioria dos pacientes com anosmia tem perceção normal de substâncias salgadas, doces, azedas e amargas, porém falta discriminação mais apurada nos sabores, que depende muito do olfato. Portanto, eles muitas vezes queixam-se de perder o sentido do paladar (ageusia) e de não apreciar o alimento.”

A perda do olfato e do paladar tornou-se, por isso, um sintoma de que, muito provavelmente, a pessoa está infetada pelo SARS-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19. Um alerta para a necessidade de fazer o teste.

E tornou-se também um dos efeitos secundários mais relatados e mais prolongados no tempo. Cerca de 5,6% das pessoas com perda do olfato pós-Covid-19 ainda não são capazes de cheirar ou de provar normalmente seis meses mais tarde, segundo uma meta-análise de 18 estudos, cujos resultados foram publicados recentemente no British Medical Journal.

Uma perda que nem sempre é logo percecionada como importante, mas que pode roubar qualidade de vida e até prazer de viver. Um estudo realizado por investigadores da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, concluiu que o olfato é o sentido que desperta mais memórias emocionais – sobretudo por causa da proximidade entre o centro de processamento de cheiros e regiões que controlam emoções e memórias no cérebro.

Além da questão de quem precisa do olfato para trabalhar (os enólogos e os perfumistas, entre outros), lembre-se ainda que os cheiros (sobretudo os desagradáveis) alertam para situações de perigo. E muito rapidamente.

Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, concluíram que os odores negativos são processados mais cedo do que os positivos e desencadeiam uma resposta física evasiva. “A resposta humana de evitar cheiros desagradáveis associados ao perigo há muito que é vista como um processo cognitivo consciente, mas o nosso estudo mostra pela primeira vez que ela é inconsciente e extremamente rápida”, diz o primeiro autor da investigação publicada no PNAS, Behzad Iravani, do departamento de Neurociências Clínicas daquele instituto.

Não admira, por isso, que um pouco por todo o mundo os cientistas se afadiguem a estudar as formas de reverter esta perda.

O chamado treino do olfato já existe há algum tempo. Implica cheirar profundamente quatro cheiros (geralmente de plantas e de frutas) durante 30 segundos cada um, duas vezes por dia e durante alguns meses. E resulta em grande parte dos casos.

De acordo com um estudo publicado em 2009, na revista The Laryngoscope, 40 pessoas que tinham distúrbios olfativos terminaram o treino com capacidades olfativas melhoradas, em média, em comparação com as 16 pessoas que não fizeram o treino, relatou o investigador Thomas Hummel e os seus colegas. Segundo este professor na Faculdade de Medicina Carl Gustav Carus, em Dresden, na Alemanha, o método ajuda entre 30 a 60% das pessoas, desde que elas sejam disciplinadas.

Há pouco mais de um ano, foi apresentado na Universidade de Aveiro um kit desenvolvido para treino do desvio olfativo destinado, em particular, a pacientes afetados pela Covid-19. Em parceria com a Sogrape, o kit TOP COVID – Treino Olfativo Pacientes Covid-19 – é constituído por cinco discos de aromas naturais, criados a partir de matérias-primas 100% vegetais e sem qualquer tipo de conservante, como pó de alecrim, pó de casca de tangerina com pó de bagaço de Baga, pó de bagaço de Touriga Nacional com grãos de erva doce, pó de gengibre com pó de bagaço de Baga e folhas de orégãos.

Mas o que fazer para ajudar as pessoas para quem o treino do olfato não é suficiente e que temem que a sua perda seja permanente?
Neste momento, estão a ser analisados potenciais tratamentos, para ajudar a recuperar o epitélio nasal, desde esteróides, suplementos de ómega 3, fatores de crescimento e vitaminas A e E.

Em estudo, relata a Science News, estão igualmente “transplantes epiteliais, concebidos para estimular as células estaminais olfativas, tratamentos com plasma rico em plaquetas para conter a inflamação e promover a cura, e mesmo um ‘nariz eletrónico’ que detetaria moléculas odoríferas e estimularia diretamente o cérebro”. Um “sistema de cheiro cibernético” inspirado nos implantes cocleares para a audição e nos implantes da retina para a visão.





Fonte: visao.sapo.pt                         Link: https://visao.sapo.pt/visaosaude/2022-09-01-covid-19-como-treinar-o-nariz-para-recuperar-o-olfato-perdido-e-quais-sao-os-tratamentos-inovadores/
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #882 em: 01/09/2022, 09:37 »
 
COVID-19: EUA autoriza nova versão de duas vacinas contra a ómicron

N.N./Lusa
1 set 2022 09:18



Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt

As autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram na quarta-feira a nova versão das vacinas anticovid da Pfizer e Moderna para a variante ómicron, com o seu rápido lançamento para uma nova campanha de imunização.

Segundo um comunicado feito pela agência americana de medicamentos FDA, as duas vacinas atualizadas foram autorizadas para uma dose de reforço, a Pfizer para todos a partir dos 12 anos e a Moderna limitada para os maiores de 18 anos.

A nova versão das vacinas tem como alvo tanto a estirpe original da covid-19 quanto as subvariantes BA.4 e BA.5 da ómicron.

Portanto, devem "fornecer uma proteção maior contra a variante ómicron, que circula atualmente", escreveu a FDA.

No início do verão, o Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou a compra de 105 milhões de doses de Pfizer e 66 milhões da Moderna, para uso durante o outono e o inverno.

As vacinas ainda não foram recomendadas pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), a principal agência de saúde pública dos EUA.

O CDC convocou um comité de especialistas independentes para discutir o tema nesta quinta-feira.

Após realizar essas consultas, a diretora da agência Rochelle Walensky ficará encarregada de dar a confirmação definitiva.

Essa nova versão das vacinas poderá estar disponível já na próxima semana no país.

As vacinas atualmente em circulação foram projetadas para proteger a estirpe inicial do vírus, que foi reportado pela primeira vez no final de 2019 em Wuhan, China.

Entretanto, aos poucos têm sido menos eficazes contra as variantes que apareceram ao longo do tempo, devido à rápida evolução do vírus.

Ao contrário das variantes alfa e delta, que eventualmente diminuíram, a ómicron e as suas subvariantes dominaram gradualmente os contágios em todo o mundo no ano de 2022.

A Pfizer e Moderna também apresentaram um pedido de autorização para a versão atualizada de suas vacinas à Agência Europeia de Medicamentos (EMA).






Fonte: lifestyle.sapo.pt                     Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/covid-19-eua-autoriza-nova-versao-de-vacinas-da-pfizer-e-moderna-contra-a-omicron
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #883 em: 02/09/2022, 10:47 »
 
Plano de vacinação contra a covid-19 e gripe é apresentado hoje

MadreMedia / Lusa
2 set 2022 06:13



Fonte de imagem: Lusa

O plano de vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal para a época de 2022/2023 é hoje apresentado em Lisboa, devendo arrancar na próxima semana, segundo avançou recentemente o Governo.

A estratégia de imunização para o outono-inverno vai ser apresentada pelos responsáveis da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde (NCAMS), que tem a seu cargo a área logística da vacinação.

A ministra da Saúde cessante, Marta Temido, anunciou na semana passada que a vacinação de reforço da covid-19 e contra a gripe sazonal deverá arrancar na semana que se inicia a 05 de setembro.

De acordo com Marta Temido, este plano de vacinação contra os dois vírus pretende ser uma resposta sobretudo destinada à população mais vulnerável, num contexto em que o Governo antecipa “um aumento da procura de serviços de saúde” nos próximos meses.

Segundo os últimos dados da DGS, 93% da população tem a vacinação completa contra a covid-19, 66% dos elegíveis receberam as vacinas de reforço e 63% dos idosos com 80 ou mais anos tomaram a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.






Fonte: 24.sapo.pt                    Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/plano-de-vacinacao-contra-a-covid-19-e-gripe-e-apresentado-hoje
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Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #884 em: 02/09/2022, 15:09 »
 
Bruxelas apela para acção de Estados-membros para evitar surtos no Outono e Inverno

Agência Lusa 02 set 2022  14:54


Fonte de imagem: dnoticias.pt

A Comissão Europeia instou hoje os Estados-membros da União Europeia (UE) a agir para evitar surtos de covid-19 no outono e inverno, preparando planos de vacinação para incluir vacinas adaptadas e de reforço e equacionando reintrodução das restrições.

"Hoje, a Comissão propõe medidas concretas para evitar um surto de casos de covid-19 na próxima época de outono e inverno. A Comissão insta os Estados-membros a criarem as estratégias e estruturas necessárias, incluindo para a vacinação e vigilância da covid-19, para responder a futuros surtos de uma forma rápida e sustentada", anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Vincando que "o principal objetivo das ações propostas pela Comissão é aumentar a utilização de vacinas, incluindo vacinas adaptadas e novas e assegurar que todos os cidadãos estejam bem protegidos", Bruxelas pede que os países "desenvolvam estratégias nacionais de vacinação" e assegurem capacidades logísticas suficientes "para administrar as vacinas logo que as vacinas novas e adaptadas sejam entregues".

Para o executivo comunitário, é necessário que as autoridades nacionais melhorem a adesão ao curso de vacinação primária e à primeira dose de reforço entre os elegíveis, deem prioridade à administração de doses de reforço adicionais para grupos populacionais específicos, como pessoas acima de 60 anos ou doentes graves, combinem a vacinação anticovid-19 com a contra gripe e ainda que façam uma "comunicação clara aos cidadãos sobre os benefícios da vacinação".

Além da vacinação, a Comissão Europeia pede a "vigilância de vírus respiratórios como a gripe" e destaca que medidas restritivas como a utilização de máscaras faciais ou a limitação da dimensão das concentrações "continuam a ser uma parte crucial da caixa de ferramentas dos Estados-membros" para limitar a propagação.

"É importante que todos os Estados-membros estejam preparados para reintroduzir medidas de saúde pública com base em limiares claros", sendo que "quaisquer medidas implementadas nas escolas devem ser adaptadas ao contexto educativo e ao grupo etário e mantidas num nível mínimo para evitar qualquer perturbação da educação", adianta Bruxelas.

No caso da livre circulação de pessoas e mercadorias, a instituição avança que irá, no que toca a viagens de países terceiros, "propor brevemente uma revisão da recomendação do Conselho a fim de ter em conta a alteração da situação epidemiológica, o aumento da vacinação em todo o mundo e a evolução dos requisitos de entrada nos Estados-membros".

Além disso, Bruxelas pede "sistemas e capacidades fortes em matéria de saúde em todos os Estados-membros".

Citada na nota, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, assinala que "a pandemia ainda está muito presente", avisando que esta será uma "nova época de desafios".

"Devemos agir agora, em conjunto, de uma forma coordenada e sustentada para ajudar a evitar outro surto de casos graves de covid-19", conclui a responsável europeia pela tutela.

A posição surge um dia depois de a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado a autorização de duas vacinas adaptadas para reforçar a proteção contra a covid-19, nomeadamente contra a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

As vacinas Cominarty (Pfizer/BioNTech) e Spikevax (Moderna), na versão atualizada e adaptada para proteção também contra a variante Ómicron do SARS-CoV-2, são recomendadas para reforço da vacinação de pessoas a partir dos 12 anos, na UE.

A covid-19 é uma doença respiratória que se tornou numa pandemia em 11 de março de 2020, depois de o SARS-CoV-2, vírus detetado em finais de 2019 na China, se ter disseminado rapidamente pelo mundo.





Fonte: dnoticias.pt                       Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/2/326417-bruxelas-apela-para-accao-de-estados-membros-para-evitar-surtos-no-outono-e-inverno/
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