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Autor Tópico: Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica  (Lida 422 vezes)

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Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica



DPOC continua a ser uma das principais causas de perda de qualidade de vida e de mortalidade em Portugal.
O Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que se assinala esta quarta-feira, dia 18 de novembro, é uma iniciativa do programa GOLD - Global Iniciative for Chronic Obstructive Lung Disease (Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), em colaboração com profissionais de saúde e doentes de todo o mundo.

"Ainda não é tarde demais" continua a ser o mote para as comemorações da data em 2015. A mensagem pretende enfatizar a importância de adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, sensibilizando as pessoas para identificar precocemente os sinais de insuficiência respiratória, bem como para apoiar o doente com DPOC.

A doença pulmonar obstrutiva crónica é uma das principais causas de perda de qualidade de vida e de mortalidade em Portugal. Trata-se de uma patologia respiratória que vai roubando progressivamente, ao doente, a capacidade de respirar.

O tabagismo e a exposição à inalação de partículas ou gases nocivos são as principais causas ou fatores de risco de contrair a DPOC.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias e do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, assinalam o Dia Mundial da DPOC, com a divulgação de conselhos para parar de fumar no folheto “Recupere os seus Pulmões”.



Fonte: Portal da Saúde

 
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Online Nandito

Re: Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
« Responder #1 em: 15/11/2021, 10:18 »
 
Prof. Dr. Carlos Robalo Cordeiro: “A sintomatologia da DPOC é desvalorizada por doentes e médicos”

15 nov 2021 09:00

“A sintomatologia da DPOC é desvalorizada por doentes e médicos”


Fonte imagem: lifestyle.sapo.pt   

A tosse, a expetoração e o cansaço são alguns dos sinais de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que ao estar altamente associada ao tabagismo, faz com que a sejam muitas vezes desvalorizados. De acordo com o Presidente da Sociedade Respiratória Europeia “mais de 80% dos doentes com DPOC são fumadores” tratando-se, assim, de uma patologia facilmente prevenível. O Prof. Dr. Carlos Robalo Cordeiro alerta para o impacto da pandemia no diagnóstico e tratamento da doença e fala na necessidade de “correr contra o tempo perdido”.

HealthNews (HN)- A DPOC é uma doença respiratória muito incapacitante que tem uma prevalência, a nível nacional, de 14% em pessoas com mais de 40 anos. Em que medida o estilo de vida e os hábitos de consumo são responsáveis pelo surgimento desta doença?


Carlos Robalo Cordeiro (CRC)- Esta doença tem, sobretudo, causa inalatória e é maioritariamente prevenível. O hábito tabágico é o principal responsável pela doença. No entanto, existem outros fatores para além do tabaco, como é o caso da poluição ambiental, ocupacional ou industrial.

HN- Em Portugal, o número de fumadores diminuiu nos últimos cinco anos, sendo que apenas 16,8% da população no continente era fumadora em 2019, face aos 19,9% de 2014. Qual o impacto que esta realidade tem no número de doentes com DPOC?

CRC- O impacto é imenso, uma vez que mais de 80% dos doentes com DPOC são fumadores. E se é verdade que tem havido uma diminuição, e bem, dos hábitos tabágicos, é verdade também que estamos a verificar uma estratégia das grandes empresas produtoras de tabaco no sentido de promover outros produtos derivados do mesmo. Falo em particular dos cigarros eletrónicos e do tabaco aquecido que não são isentos de risco de desenvolvimento de DPOC. É uma falsa sensação de segurança que estas empresas de tabaco querem fazer passar às pessoas.

Evidentemente que há uma diminuição da prevalência do hábito tabágico, mas isso está a ser contrariado por estes novos produtos derivados do tabaco. Por exemplo, nos EUA já se percebeu que mais de 50% dos adolescentes começam a introduzir-se no hábito e na dependência da nicotina devido aos cigarros eletrónicos. Portanto, não deixa de ser uma ameaça.

HN- Tratando-se de uma doença silenciosa, qual o papel dos médicos de família na prevenção e controlo da doença?

CRC- Esta é uma questão muito importante porque é uma doença que é muitas vezes desvalorizada. Por estar associada aos fumadores a sua sintomatologia acaba por ser desvalorizada por doentes e médicos. A tosse, a expetoração e a fadiga são queixas que as pessoas associam ao hábito tabágico. Estas queixas podem, por outro lado, estar relacionadas com outras doenças. Muitos fumadores têm insuficiência cardíaca, hipertensão ou diabetes e podem ser causa das queixas que estão a ter. É muito importante que os médicos estejam sensibilizados para os sinais de DPOC.

HN- Cerca de 50% dos doentes em tratamento permanecem sintomáticos. Afinal, o tratamento disponível garante a qualidade de vida dos doentes?

CRC- O principal problema desta doença é ter caráter evolutivo, isto é, a tendência é de progressão no sentido do agravamento. E como é que podemos minimizar esta tendência evolutiva crónica? Tendo o doente com a sua doença controlada, nomeadamente conseguindo evitar as chamas agudizações da doença. Isso faz-se através da medicação inalatória. Esta é a base do tratamento dos doentes e a forma como conseguimos tê-los protegidos do risco de terem crises. A par desta medicação, são fundamentais as ações de prevenção. Os doentes devem fazer sempre vacinação para a influenza, vacinação pneumocócica, devem fazer uma boa hidratação diária e manter um estilo de vida saudável.

HN- Quais são as maiores limitações que os doentes com DPOC enfrentam no seu dia-a-dia?

CRC- Estes doentes têm muitas limitações. O cansaço, a fadiga, a apneia e a tendência para ter exacerbações frequentes levam a uma deterioração da qualidade de vida das pessoas com esta condição. As limitações criadas pela patologia fazem com que os doentes evitem atividades que implicam algum esforço.

HN- Qual o impacto que a pandemia teve no diagnóstico e tratamento da doença?

CRC- Recentemente houve uma apresentação na sede da Ordem dos Médicos em que foram reveladas as consequências da pandemia nos cuidados de saúde. Foram comparados dados do período pré-pandémico (de março de 2019 a janeiro de 2020) com o período homólogo pandémico (de março de 2020 a janeiro de 2021). Segundo a informação apresentada, houve uma diminuição nos novos diagnósticos de doenças obstrutivas das vias aéreas, concretamente da DPOC com uma redução muito significativa. Terá havido uma diminuição de 15% nos novos diagnósticos. Por outro lado, houve menos 30% de atos complementares de diagnóstico. Portanto, estes doentes ficaram com muito menos acesso aos cuidados de saúde.

HN- Qual a estratégia a adotar para recuperar o retrocesso impulsionado pela pandemia?

CRC- A telemonitorização cria a oportunidade de acompanhar os doentes a partir do seu domicílio. No serviço de pneumologia do CHUC conseguimos, todos os dias, ter informação da saturação do oxigénio, do número de passos que o doente deu e da frequência cardíaca. Com estas variáveis, temos conseguido ter os nossos pacientes controlados ainda que à distância. É possível antecipar problemas que possam surgir. A experiência que temos é a de diminuição do recurso às urgências e aos internamentos destes doentes no nosso hospital.

É importante atuar contra o tempo perdido e ter a capacidade de monitorizar estes doentes.

Entrevista de Vaishaly Funez



Fonte: lifestyle.sapo.pt         Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/prof-dr-carlos-robalo-cordeiro-a-sintomatologia-da-dpoc-e-desvalorizada-por-doentes-e-medicos
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
« Responder #2 em: 16/11/2021, 09:24 »
 
João Pereira Martins fala sobre DPOC: “A maior negligência foi minha”

16 nov 2021 00:55

Foi aos 58 anos que, o antigo Tenente-Coronel, recebeu a notícia de que estaria dependente do oxigénio para poder viver. Fumador desde a adolescência, João Pereira Martins admite que nunca valorizou os primeiros sinais da doença e hoje conta na primeira pessoa as graves sequelas que o tabaco deixou na sua saúde. “Quando saio de casa tenho período limitado de oxigénio”. Apesar das limitações que enfrenta, a sua atitude é a de alguém que aprecia cada instante que a vida lhe proporciona. 


Fonte imagem: lifestyle.sapo.pt

HealthNews (HN)- Quando e como foi diagnosticada a doença?

João Pereira Martins (JPM)- Foi há sete anos. Durante a noite comecei a sentir-me muito mal e a minha mulher disse para irmos para o Hospital das Forças Armadas. Consegui chegar vivo. Entrei nas urgências e tive uma paragem cardiorrespiratória. Fui entubado e estive internado durante mais de um mês.

HN- O diagnóstico foi realizado numa fase em que a doença já se encontrava numa fase avançada. Como viveu esse momento?

JPM- Eu já me sentia com alguns problemas respiratórios e tinha os tornozelos muito inchados mas não ligava e não queria saber. Já tinha ido a umas consultas mas nunca me falaram de DPOC, os médicos só me receitavam um ou dois broncodilatadores.

Quando tive consciência daquilo que se estava a passar, fiquei triste comigo próprio e também sem saber como seria a minha vida futura. Depois de me ter sido dada a alta, fui para casa com oxigénio e, a partir desse momento, nunca mais pude estar sem oxigénio.

HN- Olhando para trás não considera que houve negligência por parte dos médicos que não souberam associar as suas queixas à DPOC?

JPM- Não diria tanto. Eu não me dirigia ao médico com frequência. Só ia quando me sentia bastante mal e como na altura já estava na reserva não era acompanhado. A maior negligência foi minha e eu tenho plena consciência disso. Fui fumador durante mais de trinta anos.

HN- E nunca lhe passou pela cabeça as consequências que o tabagismo poderia ter na sua saúde?

JPM- Quando estava no serviço fazia exames regularmente e nunca foi detetada nenhuma anomalia alarmante e, por isso, nunca liguei muito. Quando cheguei ao fim da minha carreira e vim para casa, a minha vida passou a ser inativa. Embora não fumasse, passava muito tempo sentado, a ver televisão, a ler e pouco me mexia. Tudo isso, acompanhado de alguma gripe ou uma pneumonia que eu não tratava imediatamente, piorou a minha situação. Eu só ia ao hospital quando não me podia praticamente mexer.

HN- Que tipo de tratamento foi indicado?

JPM- Primeiro, estou dependente do oxigénio. Tomo vários medicamentos para normalizar a tensão, para o funcionamento dos rins, para a circulação do sangue e também para o estômago. A medicação é uma pequena ajuda que facilita o trabalho dos meus pulmões e do meu coração.

HN- Quais as limitações que enfrenta no seu quotidiano devido à doença?

JPM- A dependência do oxigénio é a principal. Não posso ir a lado nenhum sem levar a máquina comigo e, se for mais do que um dia, tenho que transportar a máquina que utilizo durante o dia e outra que uso à noite.

Quando saio de casa tenho um período limitado de oxigénio, pelo que não posso andar muito livremente.

HN- Foi difícil a sua adaptação ao oxigénio?

JPM- No início tinha vergonha de sair à rua com o aparelho respiratório… Não queiram sentir aquilo que sentimos quando olham para nós.

HN- E qual o papel que a sua mulher tem tido ao longo destes anos?

JPM- Se não fosse a minha mulher e o meu filho certamente não estaria vivo. Foi a minha mulher que me disse, naquele 04 de fevereiro de 2014, para irmos ao hospital. Desde que vim para casa que lhe tenho dado muito trabalho. Não posso fazer grandes esforços. É a minha mulher que me atura, me anima e ajuda em tudo o que pode. Ela é o meu sustento. Muitas vezes lhe digo: se tu um dia morres, eu três dias depois morro porque não me aguento sozinho.

HN- A pandemia teve algum impacto na sua saúde física e mental?

JPM- Já não faço tanto exercício como fazia. Antigamente ia três ou quatro vezes por semana ao ginásio e fazia hidroginástica. Hoje em dia já não vou por causa da pandemia mas, para compensar, comprei uma passadeira cá para casa. Faço mais de mil metros.

Na verdade, já não saio muito de casa. Antigamente era eu que fazia as compras mas atualmente a minha mulher não me permite que vá ao supermercado.

HN- Sem ser a atividade física há alguma outra atividade que o motive?

JPM- Comecei a cantar. Estou num coro de doentes respiratórios chamado ‘Respirar a Música’, um projeto que começou em 2019. Durante a pandemia mantivemos os nossos ensaios através de plataformas online, todas as quintas-feiras à tarde. Temos um maestro profissional contratado pela Linde que faz exercícios respiratórios e vocais connosco. No coro, criamos músicas e cantamos todos os géneros musicais.

HN- Viveu na pele as sequelas do consumo de tabaco. Que mensagem deixa a todas as pessoas que desvalorizam os impactos do tabagismo na saúde?

JPM- Nunca fumem e lembrem-se que o prazer que eventualmente podem sentir que o tabaco vos proporciona, é um prazer falso. É algo que não compensa o impacto negativo a longo prazo que o ato de fumar poderá trazer.

Entrevista de Vaishaly Funez Camões



Fonte: lifestyle.sapo.pt           Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/joao-pereira-martins-fala-sobre-dpoc-a-maior-negligencia-foi-minha
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
« Responder #3 em: 16/11/2021, 09:31 »
 
Médicos alertam para sinais de alarme da DPOC e defendem reforço na vacina COVID-19

N.N./Lusa
16 nov 2021 07:58



Os pneumologistas alertam para a importância de não desvalorizar sintomas como alterações das características da tosse ou expetoração, porque podem ser sinal de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), e defendem o reforço da vacina contra a covid-19 nestes doentes.


Fonte imagem: lifestyle.sapo.pt

Em declarações à Lusa a propósito do Dia Mundial da DPOC, que se assinala na quarta-feira, e do estudo que a Escola Nacional de Saúde Pública vai fazer para conhecer melhor a dimensão da doença em Portugal, o diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Carlos Robalo Cordeiro, considerou que faz sentido que os doentes com DPOC diagnosticada sejam prioritários na vacinação da gripe, da pneumonia e também no reforço da vacina contra o SARS-CoV-2.

“Faz sentido que sejam objeto da vacinação gripal, pneumocócica, que é muito importante (…), e deverão também fazer parte do reforço da vacinação SARS-CoV-2”, afirmou o pneumologista, sublinhando que os doentes com DPOC normalmente “têm uma idade mais avançada e, por isso, muitas vezes apresentam outras doenças associadas, como a diabetes ou a insuficiência cardíaca”.

A DPOC resulta da exposição continuada a substâncias tóxicas, maioritariamente o fumo do tabaco.

Questionado sobre os sinais de alerta, o especialista explicou que, muitas vezes, como estas pessoas são fumadoras e já têm tosse e expetoração por causa do tabaco, acabam por desvalorizar alguns sintomas.

“Os fumadores muitas vezes já têm alguma tosse e expetoração, o chamado catarro respiratório, e desvalorizam o agravamento de queixas”, afirmou o especialista, que insiste na importância de estar atento a qualquer alteração das características da tosse ou expetoração, assim como a sensação de cansaço que se vai instalando de forma progressiva.

“São sinais de alarme para que [as pessoas] percebam que não e só bronquite tabágica, mas que estão a caminhar para este problema [DPOC]”, acrescentou.

O também presidente da Sociedade Respiratória Europeia - a maior sociedade científica global dedicada à investigação e formação em torno das patologias respiratórias – lembrou ainda que a doença é crónica e evolutiva e “precisa de diagnóstico e enquadramento terapêutico”.

“Como as pessoas desvalorizam, a DPOC é muitas vezes diagnosticada tardiamente, muitas vezes já com grande condicionamento na capacidade de esforço e com necessidade de oxigénio”, acrescentou.

Cansaço, falta de ar e dificuldade em fazer esforços, além das alterações das características da tosse e expetoração, que se torna persistente e permanente, devem levar a procurar um especialista para um diagnóstico.

“Isto deve conduzir os doentes para o estudo da função respiratória, porque é aí que se faz o diagnóstico da DPOC”, insistiu Carlos Robalo Cordeiro.

Carlos Robalo Cordeiro lembra que a doença tem tratamento, - “não pode ser curada mas pode ser tratada” -, sobretudo para melhorar a evolução e reduzir complicações.

Para conhecer melhor a realidade da doença no país, a Escola Nacional de Saúde Pública, com o apoio da farmacêutica AstraZeneca, vai realizar um estudo sobre a DPOC, que contará com a participação de vários peritos na área, com o intuito de "aumentar a evidência científica e conhecimento na identificação dos principais constrangimentos no seguimento de doentes e estratégias de atenuação", explicou Ana Rita Pedro, coordenadora deste trabalho.

"O estudo dos desafios específicos da gestão de DPOC, quer seja a nível da relação doente-médico, institucional e do sistema de saúde são ainda insuficientes", reconhece a responsável.

Ana Rita Pedro diz que a estimativa indica que em Portugal a doença tenha uma prevalência de 14,2% em pessoas com mais de 40 anos, o que equivale a aproximadamente 800.000 pessoas.

"A progressão da DPOC está relacionada com a gravidade e frequência de exacerbações e pode levar a consequências clínicas a curto e longo prazo, desencadeando padrões clínicos mais graves da doença", alertou.

Segundo a OMS, a DPOC afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. A maioria dos estudos mostra que 72% a 93%, do universo dos doentes que apresentam critérios de DPOC são subdiagnosticados.



Fonte: lifestyle.sapo.pt           Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/medicos-alertam-para-sinais-de-alarme-da-dpoc-e-defendem-reforco-na-vacina-covid-19
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