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Autor Tópico: Células Estaminais  (Lida 1409 vezes)

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Células Estaminais
« em: 10/03/2010, 23:35 »
 
Células Estaminais  

CORDÃO UMBILICAL PODEM SER ESPERANÇA PARA RECÉM-NASCIDOS COM DOENÇA PULMONAR FATAL

As Células Estaminais Mesenquimais (CEM) do cordão umbilical podem reduzir lesões e inflamações provocadas por displasia bronco-pulmonar (DBP) um distúrbio pulmonar crónico que afecta recém-nascidos prematuros que precisam de terapia de oxigénio extensiva ou ventiladores artificiais. As conclusões pertencem a um estudo cujos resultados foram publicados na revista científica Cell Transplantation. Segundo os autores da investigação, a utilização de células do cordão umbilical tem um impacto positivo na diminuição significativa de deficiências estruturais de crescimento, morte celular e sinais de inflamação associados à DBP. Os especialistas defendem ainda que os efeitos de protecção das CEM contra lesões pulmonares parecem resultar da actividade anti-inflamatória presente nestas células. Outro dado divulgado pelo estudo reside na constatação de que um pequeno número de CEM terá, inclusivamente, evoluído para células epiteliais do pulmão.
“A Displasia Bronco-Pulmonar é uma das doenças crónicas mais comuns em crianças. Infelizmente, ainda são poucos os tratamentos disponíveis. Esta descoberta vem, por isso, fornecer uma esperança para os milhares de recém-nascidos prematuros que sofrem deste distúrbio. Basta pensarmos que um acto tão simples como recolher um pedaço do cordão umbilical do recém-nascido, na altura do parto, pode vir a protegê-los momentos mais tarde de eventuais problemas respiratórios crónicos” explica Pedro Antunes, Director Nacional da Future Health Portugal.
A DBP afecta bebés gravemente doentes que recebem altas concentrações de oxigénio por longos períodos e que são submetidos ao uso prolongado de aparelhos respiratórios. A lesão no tecido pulmonar é causada por uma combinação de factores: aumento da pressão nos pulmões por causa dos respiradores; toxicidade por oxigénio e intubação endotraqueal. Entre as principais consequências encontramos: prematuridade; infecção respiratória; doença cardíaca congénita ou outras doenças graves do período neonatal. A par da Asma e da Fibrose Quística, a DBP constitui uma das doenças crónicas mais comuns em crianças.
As CEM podem ser utilizadas em vários tipos celulares como osso, cartilagem e gordura. Após aplicação sistemática, as CEM têm o potencial de se integrarem em vários tecidos e órgãos permanecendo estáveis por longos períodos de tempo. A vantagem das CEM a partir do cordão umbilical decorre do facto da quantidade deste tipo de células nos adultos diminuir com a idade e a evolução da doença ou lesão (estima-se que desde a nascença até aos 80 anos, o número de CEM diminui até cerca de 50%).

Fonte:Inforpress

 

 



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