Deficiente-Fórum
..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Bem - Estar, Saude e Qualidade de Vida => Notícias de saúde => Tópico iniciado por: Claram em 03/03/2011, 20:56
-
Troca de fármacos em Coimbra “sem efeito” nas crianças
O secretário de Estado adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, disse quarta-feira não ter ainda informação oficial sobre eventuais problemas gerados pela troca de um medicamento de marca por um genérico em crianças que foram submetidas a transplantes hepáticos no Hospital Pediátrico de Coimbra, tal como foi noticiado nos últimos dias, avança o Público.
[float=left](http://www.rcmpharma.com/uploads/images/02_PORTAL/05_ACTUALIDADE/290x135/KIDS_silhuetas_290x200.jpg)[/float]
Manuel Pizarro falava durante a apresentação do relatório da actividade de colheita e transplantação em 2010, ano em que se registaram 323 colheitas de órgãos em Portugal, menos seis que no ano anterior. Ainda assim, Portugal mantém-se no topo dos países com maior taxa de dadores por milhão de habitantes, área em que apenas é suplantado por Espanha.
Sobre o caso de Coimbra, embora o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, tenha considerado que a substituição do medicamento de referência por um genérico é “perigosa” e de “alto risco” para a saúde das crianças, o secretário de Estado afirmou não ter “informação de que alguma modificação que tenha ocorrido tenha tido um impacto concreto na qualidade de vida dos doentes”.
No entanto, reconheceu que “há uma orientação geral que diz que no caso de medicações com uma janela terapêutica estreita [em que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica é pequena] não se devem proceder a alterações dos fármacos durante o processo de tratamento”.
Em relação à colheita e transplantação de órgãos a nível nacional, o governante assegurou que as medidas de contenção na área da saúde não irão afectar esta actividade.
Maria João Aguiar, coordenadora nacional para a colheita de órgãos, manifestou a mesma convicção, afirmando que Portugal é “um exemplo” para o resto da Europa, tendo uma taxa média de dadores por milhão de habitantes muito superior à média europeia (30,4 contra 18). “Somos o segundo país do mundo na actividade de colheita de órgãos, e o primeiro no transplante hepático”, realçou.
Actualidade