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Autor Tópico: A única cria de lince-ibérico de Silves morreu aos três meses  (Lida 1305 vezes)

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A única cria de lince-ibérico de Silves morreu aos três meses
24.06.2011



Hydra, o único lince-ibérico nascido em cativeiro em Portugal e a viver no Centro de reprodução da espécie em Silves, acabou por morrer a 9 de Junho, quando tinha três meses, depois de uma paragem cardíaca.

A cria nasceu a 24 de Março no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI), na Herdade das Santinhas, em Silves. Os problemas parecem ter começado com pouco mais de um mês de vida, quando lhe foi detectado um peso inferior ao que seria normal para a idade (520 gramas em vez de 800 gramas) e uma ferida no pescoço “provavelmente provocada pelo transporte pela mãe”, explica uma nota do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), com data de 22 de Junho.

A cria esteve internada na sala de cria artificial durante 43 dias, período durante o qual se “iniciou o desmame e se introduziu carne combinada com a dieta normal de leite, que Hydra aceitou bem”.

Após a recuperação do peso para 1020 gramas e total recuperação da ferida, Hydra regressou por períodos de 12 horas ao passeio contíguo ao cercado da mãe a 9 de Maio, “de forma a manter uma interacção importante e facilitar a futura união entre ambas”. No entanto, passado pouco tempo a cria fez uma fractura do fémur esquerdo e, algumas semanas depois, do direito “sem que se tenha observado algum acidente ou comportamento estranho”.

Os técnicos do centro falam de uma deficiência nutricional com distúrbio do metabolismo do cálcio. Para isso, a equipa do centro “manteve o animal em espaço confinado, suplementando-se com vitamina D e cálcio e medicando-se para controlar a dor, como é prática comum em casos semelhantes”.

A 9 de Junho, Hydra “começou a apresentar posturas anormais”, acabando por morrer na sequência de uma série de convulsões mais fortes que levaram a uma paragem cardio-respiratória.

A necrópsia, realizada no Centro de Análises e Diagnóstico da Fauna Silvestre, em Espanha, confirmou o distúrbio de mineralização óssea. Aguardam-se agora os resultados das análises da anatomia patológica que ajudem a explicar por que o animal não conseguia produzir tecido ósseo mineralizado.

Segundo o ICNB, todas as decisões clínicas desta época de reprodução no CNRLI de Silves foram, tomadas em consonância com os veterinários e outros técnicos da rede de centros do Programa Ibérico de Reprodução em cativeiro de Lince-ibérico.

Iñigo Sanchez, coordenador do programa espanhol Ex-situ, disse em Abril ao PÚBLICO que, para os pequenos linces, a fase mais crítica vai até aos 30 dias de idade. Durante este período, o animal “tem de desenvolver imunidade e aumentar uma percentagem significativa do seu peso diariamente”.

Este ano, nasceram nos centros de reprodução em Espanha e Portugal 40 crias mas apenas sobreviveram 24. Em Silves nasceram um total de cinco crias mas nenhuma conseguiu sobreviver.

A reprodução em cativeiro é uma solução de fim de linha para salvar uma espécie em extinção. O lince-ibérico Lynx pardinus, com pouco mais de 250 animais a viver em liberdade no planeta, tem o perfil perfeito. Ainda assim, o esforço não se fica por aqui. Em Espanha e Portugal procura-se recuperar o habitat para uma futura reintrodução de lince. Em Espanha já começaram a ser devolvidos animais à liberdade.
 
       
 
 

 



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