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Autor Tópico: Maus-tratos a animais: Cavaleiro João Moura acusado de 18 crimes  (Lida 723 vezes)

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Offline Nandito

 
Maus-tratos a animais: Cavaleiro João Moura acusado de 18 crimes


Por Revista de Imprensa   em 14:28, 5 Jan 2022




Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 



O cavaleiro tauromáquico, João Moura, foi esta terça-feira acusado pelo Ministério Público de 18 crimes de maus-tratos a animais de companhia, um dos quais agravado, de acordo com o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, em causa para a acusação está a descoberta, em fevereiro do ano passado, de 18 cães em estado de subnutrição na propriedade do cavaleiro, em Monforte, no Alentejo.

Vários cães estavam em estado crítico e um deles acabou mesmo por morrer, o que levou à detenção de João Moura, na altura, por suspeita do crime de maus tratos a animais de companhia.

Contudo, adianta o jornal, depois de ser interrogado no Tribunal de Portalegre, o cavaleiro acabou por sair em liberdade com Termo de Identidade e Residência.

Esta manhã, a Procuradoria da Comarca de Portalegre anunciou que tinha sido acusado de 18 crimes de maus tratos a animais de companhia, uma dos quais agravado, o que pode complicar, em caso de condenação, uma pena de prisão de dois anos e quatro meses.

João Moura tem sempre negado as acusações de que é alvo, garantindo que não maltratado os animais, mas segundo o ‘JN’, há indícios de que este não terá sido caso único.



Fonte: multinews.sapo.pt                 Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/maus-tratos-a-animais-cavaleiro-joao-moura-acusado-de-18-crimes/
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É mais um que vai passar impune
 
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Offline Nandito

 
"Tratou-os cruelmente". Ministério Público descreve maus-tratos de João Moura a animais

MadreMedia / Lusa
5 jan 2022 20:19


Os 18 galgos apreendidos ao cavaleiro tauromáquico João Moura, em 2020, na sua propriedade em Monforte (Portalegre), por alegados maus-tratos, estavam magros e apresentavam lesões, doenças e parasitas, tendo um deles acabado por morrer, segundo a acusação.


Fonte de imagem: GNR Portalegre


No despacho de acusação, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Ministério Público (MP) descreve o estado de saúde de cada um dos animais quando foram apreendidos e o cavaleiro tauromáquico detido pela GNR, no dia 19 de fevereiro de 2020.

Alguns animais, de acordo com a acusação, encontravam-se magros ou com “condição corporal baixa” e outros apresentavam “magreza acentuada” ou “estado de caquético”, entre outras classificações numa escala aplicada.

Todos os cães galgos apreendidos tinham lesões ou escoriações e infeções provocadas por parasitas, possuindo alguns doenças, sem que existisse “quaisquer sinais de tratamento”, indica o MP no despacho de acusação.

Uma cadela, com quase oito anos, que “sofria de insuficiência hepática e renal aguda”, além de apresentar um “estado de caquexia” e “cortes profundos na zona do metacarpo sem sinais de cicatrização”, acabou por morrer no dia da operação da GNR.

Depois de apreendidos e acolhidos, realça o Ministério Público, os restantes animais “evoluíram rápida e favoravelmente”, manifestaram “muito apetite” e melhoraram “o seu estado geral”.

O MP adianta que, pelo menos, entre dezembro de 2019 e até 19 de fevereiro de 2020, João Moura “privou os 18 animais de acesso a água e alimento em quantidade suficiente, de alojamento limpo, de quaisquer cuidados de saúde e de higiene, de vacinação e tratamentos de desparasitação”.

No dia da operação policial, os cães estavam “confinados em boxes de cavalos, dois a cinco animais por boxe, sem quaisquer equipamentos ou utensílios para fornecimento de alimento ou água”.

“Os espaços onde estavam alojados apresentavam grande acumulação de excrementos de muitos dias” e os cães “não possuíam um espaço seco e macio para repousar, dormindo sobre o cimento e sobre os dejetos acumulados”, descreve o MP.

A acusação conclui que João Moura, em vez de “proporcionar os cuidados de saúde, nutrição e higiene” aos animais, “tratou-os cruelmente, sabendo que com a sua conduta lhes causava lesões, dor, fome, sede, desconforto e, em consequência, sofrimento”.

O cavaleiro tauromáquico João Moura foi acusado de 18 crimes de maus-tratos a animais de companhia, ocorridos em 2019 e 2020, na sua propriedade em Monforte, no distrito de Portalegre, anunciou hoje o MP.

Num comunicado publicado hoje na página de Internet da Procuradoria da Comarca de Portalegre, no qual João Moura não é identificado, o MP revelou que deduziu acusação e requereu o julgamento do arguido, por este estar “fortemente indiciado” da prática daqueles crimes.

Fontes judiciais contactadas pela agência Lusa revelaram que o acusado é João Moura.

O cavaleiro tauromáquico está acusado de 17 crimes de maus-tratos a animais de companhia e um de maus-tratos a animais de companhia agravado, por factos que, segundo o MP, terão ocorrido entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020.

João Moura foi detido pela GNR, no dia 19 de fevereiro de 2020, por suspeitas de maus-tratos a animais, na sequência do cumprimento de um mandado de busca à sua propriedade, tendo então sido apreendidos 18 cães.




Fonte : 24.sapo.pt         Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/caes-apreendidos-a-joao-moura-estavam-magros-e-com-lesoes-e-doencas
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