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Patas na fronteira: cães ajudam a deter pragas invasoras disseminadas por passageiros aéreosSustentix
Ambiente 13 de Julho, 2025
FreepikCom as viagens a aumentar muitos passageiros levam frutas, legumes e produtos de origem animal na bagagem, ajudando assim a disseminar pragas
Um novo estudo realizado por investigadores do Centro de Excelência para a Análise de Riscos de Biossegurança (CEBRA) da Universidade de Melbourne destaca os riscos de biossegurança colocados pelos passageiros aéreos e sublinha o valor das intervenções nas fronteiras, como os cães detetores, para mitigar estas ameaças Publicado na revista de acesso livre NeoBiota, o estudo centrou-se nas viagens aéreas domésticas para a Tasmânia, na Austrália, um estado insular com uma presença especialmente reduzida de pragas devido ao seu isolamento geográfico.
Os investigadores utilizaram uma extensa base de dados com mais de 66 milintercepções de riscos de biossegurança de mais de 6 milhões de passageiros que entram na Tasmânia vindos da Austrália continental. Com isto, aplicaram ferramentas avançadas de modelação estatística para avaliar a eficácia de diferentes intervenções na captura de material de risco na fronteira.
Os passageiros aéreos representam um risco significativo em termos de biossegurança, uma vez que as pragas podem ser introduzidas através de artigos como frutas, legumes e produtos de origem animal transportados na bagagem.

Para combater este risco, as intervenções nas fronteiras com recurso a inspectores de biossegurança e cães detetores revelaram-se eficazes, quer incentivando as declarações voluntárias dos passageiros, quer detetando artigos de risco que os passageiros não declararam.
Embora os inspetores de biossegurança desempenhem um papel significativo, os cães detetores revelaram-se especialmente eficazes, detetando uma taxa mais elevada de artigos de risco e visando materiais não declarados que, de outro modo, poderiam passar despercebidos. A presença de cães aumentou substancialmente as taxas de interceção, incluindo de artigos ligados à propagação da mosca da fruta. Nicholas Moran, autor principal afirmou: “Os cães são ótimos a farejar coisas que podem parecer óbvias, mas medir com precisão a eficácia de diferentes intervenções, o que capturam e como, é uma informação incrivelmente valiosa para as operações de biossegurança” e continua: “as moscas da fruta são um risco sério para a Tasmânia e para muitas partes do mundo. Portanto, este trabalho consiste em saber quais as intervenções de biossegurança e onde as implementar é fundamental para reduzir o risco de surtos”.
NOTA
O estudo faz parte do projeto “Risk Analysis of Tasmanian Border Inspection Approaches and Procedures”, conduzido pelo CEBRA com a Biosecurity Tasmania. O projeto de duas fases investigou o risco de invasão de cinco espécies de pragas que são comuns no continente australiano, mas que não são encontradas atualmente na Tasmânia.Fonte: sustentix.sapo.pt Link:
https://sustentix.sapo.pt/patas-na-fronteira-caes-ajudam-a-deter-pragas-invasoras-disseminadas-por-passageiros-aereos/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
« Última modificação: 13/07/2025, 19:27 por Nandito »

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