Partido PAN acorre em defesa da lei que restringe presença de animais no circo
O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) acorreu hoje em defesa da legislação que restringe a presença de animais nos circos, considerando que os bichos são mantidos nestes recintos em condições indignas. "A lei acerca dos animais no circo, aprovada em 2009, está em linha com uma evolução civilizacional que se tem registado por todo o mundo (Áustria, Costa Rica, Finlândia, Índia, Singapura ou, mais recentemente, México, só para dar alguns exemplos) e que assenta na noção de que estes animais são mantidos em condições indignas e altamente prejudiciais ao seu bem-estar físico e emocional", refere o PAN numa nota enviada à Lusa.
A reação do PAN surge depois de Miguel Chen, empresário que gere o circo com o mesmo nome, ter defendido à Lusa que "o animal faz parte do circo", que as pessoas gostam de ver os bichos e que legislação resultou de "lóbis montados" contra os circos, os "elos mais fracos".
Miguel Chen, que adiantou ter já mandado castrar todos os seus animais, como prevê a lei, recusou o argumento de maus-tratos aos bichos, questionando por que a restrição do uso de animais em espetáculos não se aplica, por exemplo, às touradas.
Uma portaria publicada em outubro de 2009 proíbe a aquisição de novos animais para circos, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nesses recintos.
Para o porta-voz do PAN, André Silva, citado na mesma nota, a propósito do circo, "não há nada de maravilhoso em manter animais selvagens cativos, treiná-los para terem comportamentos antinaturais que lhes causam sofrimento, e expô-los durante alguns minutos a uma plateia, com o pretenso intuito de a entreter".
Diário Digital com Lusa