Edição Semanal. Primeira feira de adopção de animais em Benavente foi um sucesso07:00 30 Maio, 2022 | O MIRANTE
Edgar Correia, Joana Brito e Frederico Inácio são elementos da Associação de Jovens de Samora CorreiaFonte de imagem: omirante.pt
A primeira feira de adopção de animais de Benavente resultou na adopção de cinco cães, das cerca de duas dezenas presentes na iniciativa. Município e voluntários de associações do concelho trabalham diariamente para retirar das ruas animais abandonados e dar-lhes condições de vida e a possibilidade de encontrarem uma nova família.[/b]A associação Refúgio Vital, em parceria com a Câmara de Benavente, realizou a primeira feira de adopção de animais do concelho. A iniciativa contou com a presença de dezenas de pessoas que observaram cerca de duas dezenas de cães, do Centro Oficial de Recolha (COR) de Benavente, para procederem à sua adopção.
A feira realizou-se no Parque 25 de Abril e envolveu a participação de voluntários das associações de jovens de Benavente e Samora Correia que, juntamente com os membros da Refúgio Vital, passearam os cães e mantiveram um ambiente de descontracção para os futuros donos. No final o balanço foi muito positivo com o registo de cinco adopções.
Gabriel Mendonça, de 7 anos, foi com a família à feira e encontrou no ‘Chico’ “um amigo para a vida”. O pai, Ricardo Mendonça, conta a O MIRANTE que a família adquiriu recentemente uma casa com espaço exterior, o que lhes dá capacidade para ter um animal de estimação “a viver em liberdade”. O entusiasmo do filho ao conhecer o cão, de pequeno porte e calmo, não deixou dúvidas ao pai em levar o animal para casa. “Até deu a sensação que foi o Chico que escolheu o Gabriel e não o contrário”, afirma, com um sorriso no rosto.
O Chico foi um dos dois cães do COR adoptados de forma imediata. O sucesso da iniciativa surpreendeu os voluntários, funcionários do COR e Joseph Azevedo, vereador no município com responsabilidade na gestão do centro Oficial de Recolha.
“Alguns donos devolvem animais de forma criminosa”O Centro Oficial de Recolha tem capacidade para acolher mais de meia centena de animais dando-lhes todas as condições necessárias até serem adoptados. Para Joseph Azevedo os animais não devem estar no COR mais do que dois anos. “O centro deve ser uma passagem e não o destino final. Os animais precisam de estar com a sua família”, sublinha a O MIRANTE.
Miguel Almas, veterinário municipal, tem uma vasta experiência na área tendo percorrido o país de norte a sul e trabalhado com animais exóticos na Bélgica. Conta que muitas das visitas que o centro recebe acabam por não ter resultados porque as pessoas pensam que vão encontrar um paraíso. “Um canil municipal não é uma loja, onde todos os cães são de raça, estão perfeitamente bem cuidados e sem mazelas. Muitos deles já sofreram muito”, vinca.
No último ano e meio Miguel Almas regista mais de três dezenas de adopções mas, acrescenta, muitos dos animais foram devolvidos por “capricho dos donos e alguns deles de forma criminosa, havendo actualmente cerca de 10 processos activos”. De forma a preparar os animais para uma adopção, o veterinário realiza todos os procedimentos necessários em termos de desparasitação, castração, testes clínicos, vacinação completa e identificação via microchip. Para prevenir adopções inadequadas é realizado um questionário aos potenciais donos para que se possa compreender se estes possuem as características e valências necessárias para poder acolher o animal.
Voluntariado é um modo de vidaCátia Gonçalves é a presidente e co-fundadora da associação Refúgio Vital, que conta com mais de 300 sócios e cerca de 30 voluntários. A associação colabora de forma constante com o COR, pelo que a realização do evento fez todo o sentido para a presidente. O amor que sente pelos animais esteve sempre presente ao longo da sua vida, sublinha. A associação, que conta com um refúgio próprio para acolher casos mais graves, tem como principal objectivo recolher bens alimentares ou verbas monetárias para dar melhores condições de vida aos animais abandonados no concelho.
A Associação de Jovens de Samora Correia e de Benavente também marcou presença no evento. Ana Cortinhas, da associação de Benavente, afirma que o voluntariado tem sido uma mais-valia para o desenvolvimento do seu carácter e não hesita em afirmar que todos os jovens devem dedicar-se, pelo menos uma vez na vida, a causas solidárias. “É muito gratificante sentir que estamos a ajudar a melhorar a vida das pessoas ou, neste caso, dos animais”, salienta. Edgar Correia, Joana Brito e Frederico Inácio, da associação de Samora Correia, partilham o mesmo pensamento: “o voluntariado é um modo de vida e não custa nada”, afirmam, em uníssono.
Fonte: omirante.pt Link:
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