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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Sininho em 22/09/2011, 11:22
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Fabrico de novo tipo de próteses
(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/img/thumb2/20110921162928joana.jpg)
Curadora da Fundação Lwini Paula Correia Víctor quando falava sobre a nova prótese
Fotografia: Maria Augusta
Um novo tipo de próteses, que garante aos portadores de deficiência mais conforto, pode vir a ser utilizado e fabricado em Angola nos próximos tempos.
Trata-se da prótese poliéster, de fabrico irlandês, que é também de fácil aplicação, de acordo com uma amostra de vídeo, que foi ontem exibida em Luanda, acto organizado pela Fundação Lwini, que está a promover o uso do produto ortopédico em Angola. A amostra de vídeo, que retratou a produção de próteses poliéster, foi feita no decurso de uma mesa redonda subordinada ao tema “Próteses, sua especificação e utilização em Angola”.
A curadora da Fundação Lwini Paula Correia Vítor disse à imprensa que a prótese de poliéster tem vantagens em relação à convencional e uma delas tem a ver com o facto de ser muito leve.
“A nova prótese, que pesa um quilo e 250 gramas, é de fácil aplicação em relação à convencional, que demora mais tempo para ser aplicada e pesa dois quilos e meio”, sublinhou Paula Correia Vítor.
A curadora da fundação de solidariedade social garantiu que a prótese de poliéster é economicamente mais vantajosa e pode ser aplicada uma semana após a cirurgia. A curadora informou que as novas próteses têm sido utilizadas por deficientes de baixa renda em vários países do mundo.
“Este projecto é uma iniciativa do irlandês Ossur Kirstinssom e tem como principal propósito fabricar próteses para amputados de baixa renda”, disse, acrescentando que o programa prevê a formação de técnicos angolanos.
A mesa redonda de ontem decorreu com o objectivo de auscultar opiniões sobre o projecto Ok-Prosthetics, que resulta no fabrico de próteses poliéster. A Fundação Lwini informa que, por dificuldades de ordem financeira, muitos cidadãos com deficiência motora vivem dificuldades na aquisição de próteses e de acesso a consultas de reabilitação.
O problema financeiro também se estende às instituições de reabilitação, que o sentem a nível da renovação do equipamento e da possibilidade de transportação dos pacientes das suas áreas de residência para os centros, lê-se no site da Fundação Lwini.