Cavaco Silva chegou em família ao CCB, onde o esperavam
ex-membros do seu governo e dezenas de populares.
Foi na sua velha carrinha verde Mercedes C 200, com matrícula de Julho de 2002, que Cavaco Silva chegou ontem, terça-feira, pelas 20 horas, ao Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa - equipamento construído no seu consulado governamental - para o anúncio da recandidatura às presidenciais de 23 de Janeiro de 2011.
Vinha em família: sentado à direita do filho, que conduzia a viatura, e na companhia da mulher e da filha mais velha, no banco de trás. À porta, para receber o presidente-candidato, estavam o neurocirurgião João Lobo Antunes, de novo mandatário nacional, e Luís Palha da Silva, director de campanha, juntamente com dezenas de populares, que o saudaram com palmas. Cavaco agradeceu e, sem demoras ou respostas aos jornalistas, subiu com a família para a sala Fernando Pessoa, onde já o aguardavam apoiantes mais mediáticos.
De deputados do PSD estavam Manuela Ferreira Leite, sua ex-ministra das Finanças e ex-líder do PSD, Mota Amaral e Marques Guedes. Leonor Beleza, Isabel Mota e Teresa Gouveia, que ocuparam cargos nos seus governos, também o foram apoiar, bem como David Justino, seu actual assessor e ex-ministro da Educação de Durão Barroso.
No CCB estiveram também Alexandre Relvas, anterior director de campanha, e o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares, bem como personalidades do mundo da cultura - Ruy de Carvalho, Eunice Muñoz e Simone de Oliveira - e Salvador Mendes de Almeida, presidente da associação de apoio a deficientes "Salvador", que elogiou o apoio do presidente às causas sociais.
À sala, pequena para tantos apoiantes, apenas alguns podiam aceder, pelo que dezenas de pessoas tiveram de assistir (inconformadas) ao discurso nos corredores, através de ecrãs montados para o efeito. No átrio de entrada do CCB também se concentraram algumas dezenas de pessoas, com bandeiras de Portugal enroladas debaixo do braço. Os maiores aplausos ouviram-se quando Cavaco anunciou que vai gastar na campanha metade do que a lei prevê e poupar na propaganda.
"Para mim foi o mais importante", disse, ao JN, Maria Augusta, 64 anos, da Costa de Caparica, que teve a sorte de poder entrar na sala e dar um aperto de mão ao presidente, apesar de considerar que "tem sido um pouco passivo demais" e "já podia ter feito o que fez o Sampaio: dissolver a Assembleia". Augusta acredita que Cavaco "é a única pessoa capaz de dar serenidade ao povo português no momento que o país atravessa". E, como todos os apoiantes, não tem dúvidas que será reeleito.
Fonte: JN