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Autor Tópico: Ventilação correcta proporciona voos seguros a doentes neuromusculares  (Lida 980 vezes)

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João Carlos Winck, líder do estudo

Doentes neuromusculares - que apresentam patologias nos músculos, nos nervos ou na medula – que realizem um voo aéreo podem sofrer hipoxémia, isto é diminuição dos níveis de oxigénio na corrente sanguínea, ou  hipoventilação, a diminuição da quantidade de ar que entra e sai dos pulmões durante a respiração.

No entanto, um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que foi publicado na segunda revista científica mais importante na área da medicina respiratória em todo o mundo, a Thorax , concluiu que quando os pacientes com doenças neuromusculares são correctamente ventilados podem realizar viagens aéreas em segurança, com perfis de saturação de oxigénio iguais aos de indivíduos saudáveis, sem precisar de recorrer a oxigénio suplementar.

A equipa de investigação do Serviço de Pneumologia da FMUP, liderada por João Carlos Winck, avaliou dois pacientes com doença neuromuscular, durante voos do Porto para Barcelona, com duração de duas horas.

Uma mulher de 36 anos com miopatia mitocondrial e um homem tetraplégico de 50 anos receberam ar por meio de ventilação não-invasiva contínua, através de uma peça bucal ou de uma máscara nasal, durante todo o voo. No entanto, tradicionalmente, quando viajam de avião, os pacientes com doenças pulmonares graves necessitam de suplemento de oxigénio para evitar complicações.

“Até agora nunca se tinha monitorizado a respiração durante o voo em doentes com insuficiência respiratória de origem neuromuscular, pelo que poder-se-ia pensar que seria necessário oxigénio suplementar também neste contexto”, afirma o autor do estudo. Contudo, verificou-se que “apenas a ventilação nasal e não o oxigénio pode normalizar a hipoventilação”.


Foram avaliados dois pacientes em voos entre Porto e Lisboa


A viagem foi cuidadosamente preparada por uma equipa constituída por um médico, um enfermeiro e um fisioterapeuta, tendo sido autorizada pela companhia aérea a utilização de monitores, ventiladores, bem como um kit de suporte avançado de vida. Nenhum dos pacientes apresentou desconforto respiratório durante todo o voo, sendo que os dois voltaram para casa sem complicações clínicas.

Este grupo de investigação da FMUP dedica-se a esta linha de investigação, tendo demonstrado, num estudo anterior, que pessoas saudáveis tinham níveis médios de dessaturação de oxigénio de 12 por cento em voos reais de longa distância e de quatro por cento nos voos de curta distância.


in cienciahoje.pt
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