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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 18/08/2010, 23:05
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A guerra de Angola causou mais de cinquenta mil portadores de deficiência disse hoje (segunda-feira), em Luanda, o vice-ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.
Clemente Canjuca falava à imprensa no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, onde se deslocou para receber o ministro moçambicano dos Combatentes, Mateus Óscar Kida, que iniciou hoje uma visita de trabalho de quatro dias ao país.
O governante recordou que Angola teve uma guerra de longa duração, com 14 anos de Luta de Liberta Nacional e 27 anos de Conflito Armado Interno, o que perfaz 41 anos de guerra que causou um número muito elevado de deficientes.
“Sabemos que temos 30 mil deficientes sob o controlo do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e mais de 20 mil ainda sob o controlo das Forças Armadas”, revelou.
Adiantou que Angola quer transmitir a Moçambique a experiência que tem com as Forças da UNITA saídas dos diferentes processos, desde os Acordos de Bicesse e Lusaka, aos Entendimentos do Lwena e ao Protocolo do Namibe, precisamente para a desmobilização dos efectivos que não faziam parte do exercito nacional único.
“Vamos transmitir como estamos a gerir estes dossiers e vamos também falar dos programas de reintegração sócio-económica, de assistência social e o do regime de protecção especial dos antigos combatentes e deficientes de guerra e ex-militares”.
Informou que Angola já tem aprovada, a legislação do regime de protecção especial dos antigos combatentes, bem como a dos deficientes de guerra, no seu ordenamento jurídico resultante da nova Lei Constitucional.
“Os conceitos de antigo combatente, deficiente de guerra e de veterano da guerra já estão definidos, vamos agora definir o conceito de veterano da pátria, mas para isso temos que realizar uma Conferência Nacional”, esclareceu.
O Ministério assiste presentemente cerca de 180 mil pessoas, entre antigos combatentes, deficientes de guerra e familiares dos combatentes tombados ou perecidos.
Fonte: Angola Press