“A situação é negra para as pessoas com deficiência”
A Associação Portuguesa de Deficientes acredita que a vida das pessoas portadoras de deficiência vai sofrer um grande impacto negativo
A vida das pessoas portadoras de deficiência pode estar prestes a sofrer uma drástica mudança. Após ter conhecimento das medidas que estão contempladas no Memorando de entendimento entre o Governo português, a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, António Almeida, presidente da delegação de Estarreja da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), garante que “vamos ter mais miséria”. O apelo é para que as medidas sejam revistas.
“Se as pessoas com deficiência tivessem armas idênticas às das pessoas ditas normais, teriam dado o seu contributo para o desenvolvimento de Portugal. Mas não nos dão possibilidades de mostrarmos o nosso potencial”, justifica António Almeida. E essas “armas” parecem estar cada vez mais longe de serem reais, pois, de acordo com um comunicado da APD, “o Memorando prevê a facilitação de despedimentos por inadaptação ao posto de trabalho, redução da isenção de taxas moderadoras e redução de custos de transporte de doentes”, entre outros. Medidas que, a serem implementadas, poderão afectar directamente a vida dos portugueses portadores de deficiência. “Muitos dos deficientes vivem de pensões de sobrevivência porque não conseguem arranjar emprego. Somos os últimos a ser contratados e os primeiros a ser despedidos”, explica o presidente da delegação de Estarreja da APD.
Diario de aveiro