Deficiente-Fórum

..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Sininho em 23/02/2011, 09:23

Título: Associação Salvador distingue prótese para crianças
Enviado por: Sininho em 23/02/2011, 09:23
Associação Salvador distingue prótese para crianças  

[float=right](http://1.bp.blogspot.com/-W22DejgqdVI/TWTO7HhdSTI/AAAAAAAAA3k/PeHrmQvRAUA/s1600/walk-hd-8e37.jpg)[/float]Talvez nunca tenha pensado nisto, mas uma criança a quem tenha sido amputada uma perna terá de trocar a prótese diversas vezes durante o seu crescimento. Para além de ser caro, a adaptação é quase sempre um processo penoso.

Sensibilizados com o problema, dois jovens estudantes de mestrado do Instituto Politécnico de Leiria, João Leite e João Ferreira, conceberam uma prótese que visa acompanhar o crescimento de crianças amputadas.

Um projeto agora distinguido com o prémio "Ser Capaz - Inovação e Tecnologia", uma iniciativa da Associação Salvador .

A organização fundada em 2003 por Salvador Mendes de Almeida, tetraplégico aos 16 anos em consequência de um acidente de viação, pretende desta forma estimular a investigação na área da reabilitação psicomotora.

Nesta primeira edição do prémio, o júri composto por António Câmara (YDreams), Fernando Lobo (Universidade do Algarve) e Salvador Mendes de Almeida, distinguiu ainda mais dois projetos: um dispositivo que permite alcançar pequenos objetos, como por exemplo um molho de chaves de Luís Alexandre e Diogo Correia (Universidade da Beira Interior), e um sistema que acende a luz de um quarto assim que a pessoa entra e apagá-la, quando sai. Um trabalho de Flávio Rosa Soares, aluno do Instituto Politécnico de Leiria.

O prémio "Ser Capaz - Inovação e Tecnologia" contou com o patrocínio dos mecenas da Associação Salvador, Banco Espírito Santo e Semapa. As candidaturas para a segunda edição serão abertas em meados de Abril.
In: Expresso online
Título: Re: Associação Salvador distingue prótese para crianças
Enviado por: Eduardo Jorge em 23/02/2011, 21:41
1.º PRÉMIO €7.000: WALK HD (WALK HELP DEVICE)

Cody McCasland, criança norte-americana que nasceu sem pernas é a principal fonte de inspiração deste projeto. Aos 7 anos já tinha usado nove próteses diferentes. Segundo os autores, a Walk HD poderia ser produzida em série devendo custar entre €3.500 e €8.500. As atuais custam entre seis e 12 mil euros. A Walk HD é feita em alumínio, fibra de carbono e borracha natural.

Autores: João Leite e João Ferreira (ambos de 22 anos), alunos do mestrado em Engenharia da Conceção e Desenvolvimento do Produto do Instituto Politécnico de Leiria
Desenvolvimento: 6 meses
Próximo passo: Construir um protótipo já que todos os testes foram realizados em computador

MENÇÃO HONROSA €1.500: AUXILIAR PARA ALCANÇAR OBJETOS
(http://aeiou.expresso.pt/users/0/10/auxiliar-para-alcancar-objetos-d59b.jpg)
Este dispositivo tem como objetivo facilitar a vida de pessoas com mobilidade limitada, permitindo apanhar objetos até cerca de 0,5 Kg que estejam no chão ou em cima de uma mesa.

Autores: Luís Alexandre (39 anos) e Diogo Correia (23), professor de informática e ex-aluno da Universidade da Beira Interior, respetivamente.
Desenvolvimento: 2 meses
Custo do protótipo: €300
Próximo passo: Concluir o protótipo (ainda falta a componente eletrónica) e procurar um comprador. Talvez formar uma empresa

MENÇÃO HONROSA €1.500: SIMON PROJECT
(http://aeiou.expresso.pt/users/0/10/simon-project-4b12.jpg)
O objetivo era aumentar a autonomia do Simão, um rapaz de 9 anos que sofre de Distrofia Muscular de Duchenne. Este sistema é ativado através de duas barras refletoras instaladas na cadeira de rodas e poderá funcionar para qualquer dispositivo elétrico. Segundo o autor, deverá custar cerca de €23 por divisão.

Autor: Flávio Rosa Soares (18 anos), aluno da licenciatura em Engenharia Eletrotécnica do Instituto Politécnico de Leiria
Custo do protótipo: €100
Próximo passo: Evitar que a luz se desligue se já estiver ligada quando se entra nesse quarto e instalar o dispositivo em todas as divisões da casa do Simão. O dinheiro do prémio vai ajudar.

Fonte: Expresso