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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: migel em 20/01/2011, 18:52
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Cadeirante é agredido por delegado que estacionou em vaga exclusiva
Homem afirma ter levado coronhada em São José dos Campos, em SP. Policial disse que recebeu cusparada no rosto e que deu tapas na vítima.
Um advogado cadeirante foi agredido por um delegado na tarde de segunda-feira (17), em São José dos Campos, a 97 km de São Paulo. A briga começou por causa de uma vaga especial para deficientes físicos.
O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, de 35 anos, disse ao G1 nesta quinta-feira (20) que naquele dia, por volta das 17h, foi de carro a um cartório no Centro da cidade. Ao procurar a vaga exclusiva na rua, encontrou outro veículo estacionado nela. “Não tinha nenhum selo nem nada que sugerisse que o proprietário fosse deficiente”, afirmou.
Morandini encontrou um lugar mais à frente, a cerca de 200 metros, estacionou e, em seguida, seguiu em sua cadeira de rodas até o cartório. Quando se aproximou da entrada, viu o delegado Damasio Marino, que não é deficiente, caminhando até o veículo parado na vaga especial.
“Fui chamar sua atenção. Mas ele me constrangeu fisicamente. Ficou em pé na minha frente. Mesmo assim, disse que ele estava errado”, contou. Ainda de acordo com o advogado, ambos começaram a trocar insultos e o policial o xingou de “aleijado filho da p…”. “Revoltado e enojado”, Morandini cuspiu na direção do delegado. Em sua versão, o cuspe atingiu o vidro do automóvel. Marino, porém, disse que recebeu a cusparada no rosto.
“Ele sacou uma arma e perguntou se eu queria morrer. No momento, não sabia que ele era policial. As pessoas que passavam pela rua saíram correndo”, contou o advogado. “Quando ele mirou na direção da minha cabeça, só consegui virar o rosto”, acrescentou Morandini, que ficou paraplégico aos 17 anos após levar um tiro na coluna durante um assalto.
A versão dos dois difere em relação à agressão que se seguiu. O advogado disse que recebeu uma coronhada na cabeça e que teve o rosto atingido pela ponta da arma. O delegado, porém, negou ter sacado a pistola, segundo sua defesa. “Ele deu dois tapas no rosto dele. Apenas reagiu a uma cusparada”, disse o também advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva.
Questionado sobre o fato de o policial ter estacionado em uma vaga exclusiva, o defensor afirmou que a noiva de Marino, grávida de 4 meses, não se sentia bem. “[Morandini] quis se prevalecer por causa de sua condição de cadeirante”, afirmou.
Ambas as partes afirmaram que tomarão providências quanto ao ocorrido. “Ainda estou tomando medidas cabíveis, uma vez que fui humilhado, desrespeitado e constrangido por uma autoridade pública”, disse Morandini. O delegado, por sua vez, disse ter feito uma representação em um distrito policial da cidade e acionado a Comissão de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A Corregedoria da Polícia Civil informou ao Jornal Hoje que abriu um processo administrativo e instaurou um inquérito para investigar o caso.
http://serlesado.com.br/
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Cadeirante diz que foi vítima de preconceito de delegado e pede investigação por crime mais grave
BO registrado em São José dos Campos fala sobre lesão corporal dolosa
[float=left](http://3.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TT1DC6roiJI/AAAAAAAAEuk/XuC9t8agAyA/s320/CADEIRANTE1.jpg)[/float]A natureza do crime registrada no boletim de ocorrência sobre a suposta agressão cometida pelo delegado de polícia Damasio Marino contra um cadeirante em São José dos Campos, cidade a 97 km de São Paulo, ameniza a pena do suspeito caso ele venha a ser condenado. Esta, pelo menos, é a visão da própria vítima, o advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini.
Em entrevista exclusiva ao R7, Morandini contou que o BO registrado no 1º Distrito Policial de São José, na última segunda-feira (17), classifica o suposto crime como lesão corporal dolosa (quando há intenção de ferir), enquanto - na visão da vítima - o caso se configura como preconceito.
De acordo com o advogado, se o suspeito seja condenado por lesão, pode pegar, no máximo, um ano de prisão - pena que geralmente é substituída pela prestação de serviços sociais ou pelo pagamento de cestas básicas. Já o crime de preconceito prevê até cinco anos de prisão em regime fechado.
A suposta agressão ocorreu na última segunda-feira após uma discussão sobre uma vaga de estacionamento reservada para portadores de deficiência. Morandini contou que, por volta das 17h, ele tentou estacionar seu carro em uma vaga especial próxima a um cartório no centro da cidade do interior. Porém, a vaga destinada a deficientes físicos estava ocupada. O advogado parou o carro mais longe e quando estava próximo ao cartório viu que o homem que utilizou a vaga não era portador de deficiência física.
[float=right](http://3.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TT1DP8J8SXI/AAAAAAAAEuo/owTxir2ypT0/s200/CADEIRANTE+2.jpg)[/float]Ele questionou o delegado Damásio Marino, até então titular do 6º Distrito Policial de São José dos Campos. Morandini relata que o delegado o chamou de “aleijado, f.da p.”, enquanto o agredia, denotando tom pejorativo.
– A atitude dele foi agressiva o tempo todo.
Além disso, Morandini afirma que Marino o teria ameaçado com uma pistola.
A reportagem do R7 tentou entrar em contato com o advogado do delegado Damasio Marino, Luiz Antonio Lourenço da Silva, e chegou a deixar recado na caixa postal do celular do defensor, mas até a publicação desta notícia não teve resposta.
Registro
A assessoria de imprensa SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que Morandino consentiu com o que foi escrito no boletim de ocorrência, uma vez que o assinou. A vítima confirma ter assinado o documento, mas justifica:
– Fui sozinho, com a cabeça sangrando. Tive que assinar.
Questionada sobre a motivação da tipificação por lesão corporal, a SSP afirma que a natureza do crime pode mudar ao longo do processo penal. Morandini contou que chegou a pedir a Corregedoria da Polícia Civil a mudança da natureza do crime no BO, e que recebeu uma resposta positiva.
Segunda omissão
Morandini é paraplégico desde os 17 anos. Em 1992, sofreu três tiros durante uma tentativa de assalto em São José dos Campos. Os disparos atingiram o braço, o peito e as costas do advogado.
- Ele [o bandido] surgiu do nada, apontando a arma. Esbocei uma reação, mas não de intimidar e confrontar. Me assustei, ele achou que eu ia tomar alguma atitude e atirou.
Hoje com 35 anos, Morandini diz que a investigação do seu crime ficou parada. Não foi chamado nem para prestar depoimento. A sensação de impunidade foi uma das coisas que o levaram a buscar a carreira de advogado. Ele virou especialista em processos cíveis e trabalhistas.
É comum, segundo Morandini, que pessoas que não são deficientes ocupem as vagas reservadas. Sempre que vê isso, ele toma satisfação.
– Eu sempre chamo a atenção. As pessoas geralmente ficam constrangidas, pedem desculpas e tiram o carro. Jamais tinha me deparado com uma reação tão raivosa e violenta.
Por conta das agressões supostamente cometidas pelo delegado, Morandini teve que interromper um tratamento médico que faria na capital paulista.
Fonte: R7 (22/01/11)
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Delegado que agrediu cadeirante é afastado do cargo
Secretário de segurança pública de São Paulo determina afastamento de Damásio Marino.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, determinou afastamento imediato do delegado titular do 6ª Distrito Policial de São José dos Campos, Damasio Marino, que é acusado de ter agredido um advogado paraplégico em uma disputa por vaga em estacionamento.
[float=left](http://www.vidamaislivre.com.br/uploads/noticias/vagaestacionamento.jpg)[/float]Segundo nota divulgada na tarde desta quinta-feira (20), a corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo para apurar responsabilidade funcional do delegado. Essa investigação se soma ao inquérito já aberto para apurar a suspeita de lesão corporal dolosa, quando há intenção ou se assume o risco de cometer o crime.
Segundo informou a Folha de S.Paulo, o advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, teria sido agredido com coronhadas em briga por estacionamento em vaga pública reservada para pessoas com deficiência, na última segunda-feira (17).
A briga começou quando Morandini flagrou o delegado, que não tem deficiência, estacionado na vaga especial, em frente a um cartório na região central de São José, e foi tomar satisfações.
"Ele [delegado] me chamou de aleijado filho da puta. Eu fiquei enojado, e a única coisa que consegui fazer foi cuspir no carro dele, porque me senti desrespeitado", disse à Folha de S.Paulo.
Ainda segundo Morandini, o delegado, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma. O advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, que representa o delegado Damasio Marino, negou que seu cliente tenha praticado a agressão. Silva diz que Damasio deu "dois tapas" em Morandini, mas só depois de ser xingado e receber uma cusparada. Para Silva, "esse cadeirante procurou o confronto."
Fonte: http://noticias.uol.com.br
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Corregedoria conclui inquérito contra delegado que agrediu cadeirante
[float=left](http://3.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TT_v8hDcEvI/AAAAAAAAEvY/y5wBCvlxe-M/s200/luiz+antonio.jpg)[/float]
Vítima foi atingida por um 'objeto contundente', segundo laudo do IML. Delegado nega que tenha agredido cadeirante com uma arma em SP.
A Corregedoria da Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (24) o inquérito sobre a agressão do delegado Damásio Marino contra o cadeirante Anatole Morandini, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta que o deficiente teve ferimentos na cabeça, olhos e lábio superior, causados por um "objeto contundente". O inquérito foi encaminhado à Justiça e na quarta-feira (26) deve ser entregue ao Ministério Público.
Ver notícia completa em G1: Globo.com
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Mulher denuncia outras agressões cometidas por delegado suspeito de bater em cadeirante
Olga Marino diz que ex-titular do 6º DP de São José dos Campos tentou matá-la
[float=left](http://1.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TUJr7VMkAXI/AAAAAAAAEw0/NS-tMsAI6bw/s200/R7.jpg)[/float]Damásio Marino, o delegado suspeito de agredir um cadeirante em São José dos Campos, cidade a 97 km de São Paulo, já havia sido denunciado anteriormente à Corregedoria da Polícia Civil por uma tentativa de homicídio. Os documentos que comprovam a denúncia foram entregues ao R7 pela suposta vítima: a mulher dele, Olga Marino, que embora não viva mais com o ex-titular do 6º Distrito Policial de São José dos Campos, ainda é casada com ele "no papel".
Durante uma longa entrevista, Olga contou que seu caso - registrado em 2009 - ainda está sem solução.
Continue lendo esta notícia no Portal R7.
Deficiente ciente
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A policia acham que podem tudo :s
Desse vez a lei prevaleceu!!!
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Delegado que bateu em cadeirante motiva campanha publicitária
[float=left](http://1.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TUZ7SIU9r_I/AAAAAAAAEzI/M3QMGZZ7Bss/s200/vaga+preferencial.bmp)[/float]
A nova campanha publicitária para a Associação Desportiva de Deficientes (ADD) foi lançada nessa sexta (28). Com cenas reais, três vídeos mostram um cadeirante pedindo ajuda a pedestres e se levantando em seguida.
Criada pela agência ageisobar, a campanha mostra que "Quando você estaciona na vaga de deficiente, você também está fingindo", como diz o texto dos vídeos.
Uma inspiração da campanha foi o caso do advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, que é cadeirante. Ele foi agredido pelo delegado de polícia Damasio Marino , que tinha estacionado seu carro em uma vaga exclusiva para deficientes. Quando foi abordado por Morandini, o delegado teria distribuído tapas na cara e até coronhadas no cadeirante.
Acesse aqui e assista a campanha da ADD.http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2011/01/28/268099-delegado-que-bateu-em-cadeirante-motiva-campanha-publicitaria
deficiente ciente
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Justiça aceita denúncia contra delegado que agrediu cadeirante
A matéria abaixo foi sugestão do amigo Sergio, do BLOG DO PLAY.
[float=left](http://4.bp.blogspot.com/_ZKi1Vzhxjr4/TUhIgIj40fI/AAAAAAAAEz8/YWavKIQjC18/s200/ANATOLI.jpg)[/float]
A Justiça aceitou a denúncia (acusação formal) feita pelo Ministério Público contra o delegado Damasio Marino, que no dia 17 de janeiro agrediu um cadeirante em briga por vaga especial de estacionamento, em São José dos Campos (SP).
Com isso, o delegado, que está afastado da função, se torna réu no processo em que é acusado de crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa (quando há intenção), todos agravados por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo.
A confusão aconteceu depois que o advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini repreendeu o delegado por ter estacionado seu carro em uma vaga pública destinada a deficientes físicos em frente a um cartório da cidade.
Ele diz que o delegado o agrediu com coronhadas na cabeça, bateu com a ponta da arma em seu rosto e o ameaçou. Cinco testemunhas ouvidas pela corregedoria da Polícia Civil confirmam a versão do cadeirante.
Já Marino nega que tenha usado a arma para bater no cadeirante, mas admite ter dado "dois tapas" nele após ter sido xingado e recebido uma cusparada no rosto. Ele também afirma que Morandini ameaçou sua noiva por telefone após a briga.
Fonte: Folha de S. Paulo (01/02/11)
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Polícia apura ameaça contra cadeirante; ligação veio de delegacia
O advogado cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini, que no mês passado foi agredido por um delegado após discussão envolvendo uma vaga especial de estacionamento, denunciou à Corregedoria da Polícia Civil ter recebido uma ameaça de morte por telefone.
[float=left](http://4.bp.blogspot.com/-51btURd-Bw4/TVRTpfEHxzI/AAAAAAAAE3o/GAEHKaOVt30/s200/ANATOLE.jpg)[/float]
Uma perícia feita no aparelho celular de Morandini constatou que o número de onde partiu a ligação com a suposta ameaça é de um dos telefones da Delegacia Seccional de São José dos Campos (97 km de São Paulo).
O delegado Damasio Marino, que agrediu o cadeirante, era titular da 6ª Delegacia de Polícia de São José. Após o episódio, ele foi afastado das funções pela Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com o corregedor da Polícia Civil no Vale do Paraíba, Antonio Alvaro Sá de Toledo, a ameaça aconteceu no dia 28 de janeiro. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.
No dia 17 de janeiro, Morandini repreendeu o delegado Damasio Marino por ele ter estacionado em uma vaga destinada a deficientes físicos que fica em frente a um cartório, no centro de São José.
O cadeirante afirma que, após discussão, foi agredido com coronhadas pelo delegado. Cinco testemunhas confirmaram à corregedoria ter visto o delegado usar a arma para agredi-lo.
Marino negou o uso do revólver, mas admitiu ter dado "dois tapas" no cadeirante após receber uma cusparada no rosto.
Fonte: Folha de S. Paulo (10/02/11)
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(http://4.bp.blogspot.com/-lGUDPNJ9UCM/TcKEIVgSzHI/AAAAAAAAC14/U3M-TUjpM2U/s400/morandini.jpg)
Audiência marcada para a tarde da quarta-feira (04/04/11) na sede da Corregedoria da Polícia Civil em São José dos Campos (SP), que trataria do
processo movido pelo advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini contra o delegado Damasio Marino, foi adiada.
Em janeiro, Morandini repreendeu o delegado por ter estacionado seu carro em uma vaga pública destinada a deficientes físicos em frente a um cartório da cidade. Ele diz que o delegado o agrediu com coronhadas na cabeça, bateu com a ponta da arma em seu rosto e o ameaçou.
A audiência de hoje foi adiada depois que a defesa de Marino apresentou atestado alegando problemas de saúde, segundo a Folha apurou. A reportagem tentou confirmar a informação com o advogado do delegado por diversas vezes, via telefone, sem sucesso.
Uma nova audiência do caso está marcada para o próximo dia 17. O delegado se tornou réu em processo em que é acusado de crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa (quando há intenção), depois que a Justiça acatou denúncia do Ministério Público.
Fonte: Folha de S. Paulo (04/04/11)