A IPSS da ilha Terceira acolhe pessoas portadoras de deficiência e a direcção da Solidariedade Social confirmou à Agência Lusa que mandou averiguar vários comportamentos irregulares para com os utentes da instituição.
As denúncias têm duas origens: denúncias anónimas, por receio de represálias, e um relatório do Instituto de Acção Social.
As denúncias referem-se à intolerância para com os jovens deficientes, alteração das refeições recomendadas pela dietista e cortes nas verbas que os jovens deficientes recebem do programa "Emprego Protegido".
A directora da Solidariedade Social diz que "já foram enviadas recomendações à Associação Cristã da Mocidade a indicar alteração de comportamentos" e assegura também que "o processo de averiguações será realizado com todo o rigor, para apurar se as denúncias têm fundamento" e consequentemente, determinar as medidas a tomar pelo Governo.
"São tantas as queixas que temos de descascar, caso a caso" - desabafa a directora da Solidariedade Social à Agência de Notícias Lusa.
O Presidente da Associação Cristã da Mocidade, Mário Silva, nega "todas as acusações " e afirma "que não passam de meras insinuações".
Mas, a própria responsável pela Reabilitação e Reinserção Social da instituição afirma que "o Presidente da Associação Cristã da Mocidade não promove a integração dos utentes".
A Associação tem sede em Angra do Heroísmo e é uma instituição privada de Solidariedade Social que acolhe cerca de 50 jovens com idade a partir dos 17 anos, portadores de deficiência física ou motora.
Fonte: Berta Tavares com Agência Lusa