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Autor Tópico: 700 escolas não vão abrir  (Lida 821 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

700 escolas não vão abrir
« em: 23/07/2010, 18:01 »
 
 A partir do próximo ano lectivo já não vão abrir 701 escolas do primeiro ciclo, mais 200 do que a estimativa inicial do Governo, sendo que mais de metade localizam-se na zona Norte, segundo dados finais da tutela.

O Ministério da Educação anunciou no início de Junho um reordenamento da rede escolar, designadamente o encerramento de cerca de 500 escolas do 1º ciclo com menos de 21 alunos e a agregação de unidades de gestão (agrupamentos e escolas não agrupadas).

Dos 701 estabelecimentos de ensino a encerrar, 384 (54,7 por cento) situam-se na área administrativa da Direcção Regional de Educação (DRE) do Norte, 155 na DRE do Centro, 119 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 32 no Alentejo e 11 no Algarve.

Os alunos destas escolas, número não indicado pela tutela, serão transferidos para "centros escolares ou escolas dotadas de melhores condições de ensino e de aprendizagem".

Durante o mandato da ministra Maria de Lurdes Rodrigues já tinham sido encerradas cerca de 2500 escolas do primeiro ciclo do ensino básico de reduzida dimensão.

"Com esta reorganização, as escolas do primeiro ciclo com menos de 20 alunos, na sua esmagadora maioria escolas de sala única, onde o professor ensina ao mesmo tempo, e na mesma sala, alunos do 1.º ao 4.º ano, passam a ser uma excepção, prosseguindo o objectivo de garantir, a todos os alunos, igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade", sublinha o gabinete da ministra Isabel Alçada.

Quanto ao processo de agregação de unidades orgânicas, resultaram 84 novas unidades, com uma média de 1700 estudantes cada.

No Centro são criados 28 novos agrupamentos, 24 em Lisboa e Vale do Tejo, 19 no Norte, 10 no Algarve e três no Alentejo.

"A agregação de unidades de gestão não implica o encerramento de escolas nem o encaminhamento de alunos para outros estabelecimentos de ensino. Antes pretende adequar a rede aos 12 anos de escolaridade, para que numa unidade de gestão estejam integrados todos os níveis de ensino, sem fracturas no momento em que as
crianças e jovens transitam de ciclo de ensino ou de escola", justifica o Governo.

Outro dos objectivos desta medida passa por centralizar "num único pólo" a gestão "administrativa e financeira e o próprio projecto educativo".

Em cada uma das novas unidades foram nomeadas Comissões Administrativas Provisórias.

Este reordenamento da rede escolar gerou polémica e críticas por parte dos partidos da oposição, bem como de alguns parceiros educativos, que chegaram mesmo a pedir a suspensão do processo.

"Este trabalho foi e continua a ser desenvolvido no terreno, distrito a distrito, autarquia a autarquia, escola a escola, em estreita colaboração com as associações de pais e restante comunidade educativa, e com as autarquias, em linha com o que foi estabelecido nas cartas educativas aprovadas entre 2006 e 2008", garante o Governo.

Fonte: Económico
 

Online Sininho

Re:700 escolas não vão abrir
« Responder #1 em: 23/07/2010, 23:53 »
 

... Toda esta reestruturação em prole do sucesso educativo dos alunos!!! (dizem eles)  :p :p

Grande aldrabice mais uma vez!!  :D :D

Faltam à verdade, porque omitem, na sua politica simplesmente economicista, que olham apenas a números e não ao impacto social e pedagógico! Não auscultam os alvos, pais, alunos, professores, pessoal não docente...

Ora vejam, o caso concreto do Agrupamento onde trabalho (uma pequena vila de Trás-Os-Montes), que foi extinto na linha desta politica de reorganização da rede escolar.

- Cerca de 200 alunos chegavam à escola nesta pequena vila das aldeias mais próximas em cerca de 15 minutos, frequentavam uma escola com todos os serviços (Biblioteca, sala multimédia, ludoteca, serviços administrativos, cantina, bufete, ...), onde existia uma cultura de proximidade entre todos os agentes educativos, onde os casos de indisciplina eram quase inexistentes, onde eram desenvolvidos projectos educativos realistas e de acordo com o meio onde estavam inseridos...

- Passarão no próximo ano lectivo a frequentar um Mega-agrupamento que irá acolher todas estas crianças e jovens, para cima de 1000, apenas numa escola só, no centro do concelho...

- Vejam então que:

- as crianças são do interior transmontano, que não tem estradas como o litoral, pois por aqui a paisagem é tão bela quanto agreste! e portanto levantar-se-ão muito cedo para poderem ser transportadas para o inicio das actividades lectivas, e chegarão a casa  já à noite, pela hora de jantar...; de inverno com as geadas e a neve, vão ouvir muitas mais notícias de crianças que não foram à escola por este motivo!!

- o tempo para estudar vai ser aproveitar os fins de semana... compreende-se...

- o insucesso escolar irá aumentar (isto pelo amontoamento de diversidades de problemáticas, que apenas uma gestão, difícilmente conseguirá responder) 

- a Maria, o João e a Bernardete deixarão de existir... 

- os pequenos desvios... quem deles dará conta a tempo de evitar um problema sério?

- o desenraizamento de todas estas pessoas e a desertificação progressiva das suas aldeias...

Recuamos sem dúvida na qualidade de vida... e o futuro dos nossos filhos está miseravelmente comprometido... :( :( :(



   
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline Eduardo Jorge

Re:700 escolas não vão abrir
« Responder #2 em: 24/07/2010, 15:36 »
 
Sininho, mais clareza impossível. Prova mais clara e documentada, que esta tua, sobre o erro que Ministra da Cultura está a cometer, impossível. Concordo plenamente contigo que quem perde como sempre, são os alunos. Depois ainda têm a coragem de se admirarem com o insucesso escolar...

Espanta-me é a pequena oposição pública a esta medida.

Fica bem.
 

 



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