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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Tullio em 20/09/2010, 21:52
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Na terça-feira, 21, é comemorado o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no Brasil existem mais de 25 milhões de pessoas com deficiência. Segundo o Instituto, daqueles que declararam algum tipo de deficiência, aproximadamente 70% afirmaram não sair de casa por problemas socioeconômicos ou por falta de informações.
Ainda segundo a pesquisa, apenas 3% das pessoas com deficiências, na faixa de 14 a 60 anos, são atendidas pelos serviços formais de educação, de saúde e de reabilitação. A Educação a Distância (EAD), por sua flexibilidade e utilização de tecnologias assistivas, pode e é um dos pilares de acesso a uma formação adequada para estas pessoas.
Conforme os números da deficiência no Brasil, 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor no Sudeste (13,1%). Dos quase 25 milhões de deficientes no Brasil, a maioria é do sexo feminino (53,79%). A deficiência que mais atinge a população no Brasil é a visual (48,13%, contemplando 11,8 milhões de pessoas). No Brasil, 7 milhões de portadores de necessidades especiais são analfabetos.
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Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência
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Apesar dos avanços em políticas públicas, ainda há muito o que fazer em prol das pessoas com deficiência.
No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população tem algum tipo de deficiência, seja física, mental ou sensorial, algo em torno de 24,5 milhões de pessoas.
Apesar dos avanços na construção de políticas públicas que garantam acessibilidade para essas pessoas, ainda há muita coisa a ser feita.
Vítimas diárias do descaso, do preconceito e da discriminação, as pessoas com deficiência comemoram, desde 1982, em todo 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
Apesar dos esforços de alguns setores de nossa sociedade para melhorar a inclusão das pessoas com deficiência, a atenção do poder público com relação aos seus direitos só foram garantidos na Constituição Federal de 1988.
De acordo com Carlos Cézar, cadeirante e vice presidente da Coopenea (Cooperadores com Necessidades Especiais e Amigos), os direitos reivindicados pelas pessoas com deficiência são muito simples: eles só querem poder ir e vir pelas ruas das cidades e frequentar lugares públicos sem a obrigação de entrar pela porta dos fundos; assistir a espetáculos na última fileira, por não haver espaço acessível a uma cadeira de rodas; poder ter maior acesso a ônibus adaptados, mais rampas de acesso nas calçadas e em lugares públicos; mais vagas para estacionar, mais empregos e mais compreensão das pessoas.
“Nestes oito anos como membro da Coopenea, acho que as coisas estão melhorando em relação à acessibilidade das pessoas com deficiência, mas ainda encontramos muitas barreiras. A falta de compreensão das pessoas com relação ao deficiente ainda é o que mais me incomoda, os políticos criam leis para as pessoas com deficiência mas, na maioria das vezes, não se informam conosco se são viáveis ou não”, desabafa.
De acordo com Cézar, Volta Redonda (RJ) tem feito muita coisa para melhorar a acessibilidade da pessoa com deficiência, e em algumas vezes eles até convidam a Coopenea para verificar uma obra e pedir a opinião; mas as barreiras continuam, e muita coisa ainda precisa ser mudada.
Segundo Eliziane Abrantes, secretária da Coopenea e que - devido à paralisia infantil - utiliza uma muleta para locomover, a inclusão da pessoa com deficiência nas áreas como, educação, saúde, transporte, trabalho e seguridade social tem melhorado em Volta Redonda.
“Entre as ideias da nova diretoria, pretendemos desenvolver palestras junto aos associados sobre os direitos das pessoas com deficiência e formar um time de futebol de salão para associados com deficiência visual, além de dar uma maior assistência aos associados. A nova diretoria está convidando as pessoas com deficiência para que nos procure na Rua Edson Passos 101, sala 101, no Aterrado, local da nova sede”, convida.
Para Elizabeth Melo, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência (Compede), Volta Redonda já é referência em termos de melhorias da acessibilidade das pessoas com deficiência em todas as áreas como educação, saúde, transporte e assistência social.
“Eu sempre acredito que estamos construindo uma parte da história quando nos referimos às pessoas com deficiência. Durante muito tempo eles foram esquecidos, e agora o poder público está se preocupando mais. Hoje eles estão inseridos e tem seus direitos preservados, estamos iniciando esta construção e é claro que ainda tem muita coisa para melhorar, mas vamos com muito empenho em todas as áreas para melhorar a acessibilidade deles em nosso município”, declara.
Mais acessibilidade
De acordo com Sandra São Tiago da Costa Pereira, fisioterapeuta e coordenadora técnica da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos (Apadef/VR), apesar de algumas mudanças terem sido feitas em cima da acessibilidade, ela é ainda um dos grandes problemas dos deficientes.
As pessoas com deficiência ainda encontram muitas barreiras nos centros comerciais do município, dificultando o acesso deles tanto nas atividades profissionais quanto na vida social. Muitos deles têm capacidade de se encaixar em algumas empresas, mas estas não possuem estrutura física adequada para absorver estas pessoas com deficiência.
“As empresas absorvem as vagas mas, como não oferecem estrutura, acabam contratando pessoas com grau de deficiência mínima. Para essas pessoas serem mais aceitas, falta ainda uma melhora na acessibilidade”, conclui.
Com relação ao preconceito, Sandra acredita que ele está diminuindo: hoje as pessoas com deficiência são bem mais aceitas na sociedade, mesmo tendo de enfrentar as barreiras arquitetônicas. Graças às campanhas na mídia e através dos tratamentos oferecidos para elas através das diversas associações, o deficiente hoje em dia pode participar de diversas atividades, conseguindo assim interagir com a sociedade.
“Volta Redonda tem avançado um pouco mais na questão da acessibilidade com relação a outras cidades, mas ainda falta muito por se fazer. Hoje já temos transporte público adaptado, vagas para carros exclusivas para deficientes, rampas de acesso, entre outras melhorias, mas ainda falta muita coisa para que todos eles sejam mais respeitados”, alerta.
Fonte: vida mais livre