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Autor Tópico: Baleado por dívida acaba paraplégico  (Lida 576 vezes)

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Baleado por dívida acaba paraplégico
« em: 17/11/2011, 18:47 »
 
Baleado por dívida acaba paraplégico


O pai da vítima (à esquerda) diz que o filho Carlos (direita) foi perseguido de carro até Custóias, onde foi baleado


Devia dinheiro ao amigo e pagou em géneros, entregando ao credor um ecrã plasma e uma consola Playstation 3. Não satisfeito, este continuava a pressionar Carlos Ramos, de 21 anos. Ontem de madrugada, Carlos foi perseguido de carro – e antes de conseguir chegar a casa, perto da PSP de Custóias, em Matosinhos, foi atingido a tiro no pescoço pelo amigo. O jovem ficou paraplégico. E o agressor, identificado pela vítima, ainda não foi detido.

Os problemas entre ambos terão começado este ano. "Eram amigos ocasionais. O meu filho devia-lhe dinheiro, não sei porquê, e pediu-me dois objectos para conseguir saldar a dívida", começou ontem por contar, ao CM, a mãe de Carlos Ramos.

O jovem, funcionário no aeroporto, entregou um plasma de 400 euros e a sua Playstation 3 nova, avaliada em 300 euros, ao amigo credor. "Mas ele continuava a fazer chantagem com o meu filho, ameaçava-o e andava a persegui-lo", recorda a mãe.

Por volta da 00h20, Carlos e o amigo encontraram-se num bar, em Leça da Palmeira. "Houve uma troca de palavras e foi perseguido de carro até Custóias", diz o pai da vítima, Carlos Ramos. Ao chegar à rua Cândido dos Reis, perto da esquadra de Custóias, o agressor parou à frente do carro de Carlos, arrancou-o para fora da viatura e deu-lhe, pelo menos, dois tiros de pistola. Um atingiu a vítima o pescoço.

"Quem deu o tiro fugiu logo de carro. Depois chegaram três amigos e o ferido, deitado no chão mas consciente, disse quem lhe tinha dado o tiro", disse uma testemunha. O jovem foi socorrido pelo INEM e transportado para o Hospital de S. João, no Porto. "Está em estado crítico. O meu filho vai ficar paralítico por causa de uma porcaria de um ajuste de contas", revoltou-se a mãe. A PSP esteve no local e a Polícia Judiciária investiga.


Fonte: CM
 

 



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