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Autor Tópico: Inauguração das Novas Instalações da Associação Portuguesa de Deficientes  (Lida 786 vezes)

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Offline Claram

 
Inauguração das Novas Instalações da Associação Portuguesa de Deficientes
 

Governo lança plano regional de acessibilidades para deficientes
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O Governo Regional dos Açores vai lançar durante o próximo ano o plano regional das acessibilidades, para garantir um acesso adequado a todas as pessoas às instituições públicas da responsabilidade do executivo açoriano. O documento está a ser elaborado pela Direcção Regional das Igualdades de Oportunidades, cumprindo uma ordem do presidente do Governo Regional dos Açores, onde ficou salvaguardado “que todos os cidadãos independentemente do local onde se encontram têm direito às acessibilidades”, informou Ana Paula Marques, secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, durante a cerimónia de inauguração da nova sede da delegação dos Açores da Associação Portuguesa de Deficientes. Ana Paula Marques considera que em determinados locais “uma pessoa cega ou em cadeira de rodas sente imensa dificuldade de aceder a um serviço público. Não podemos ter numa sociedade do século XXI serviços públicos sem acessibilidades para todas as pessoas”, frisou. Em declarações à comunicação social, à margem da cerimónia, a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social explicou que o plano regional das acessibilidades pretende identificar os edifícios públicos que necessitam de obras para garantir o acesso aos cidadãos com deficiência. “Em alguns locais basta construir uma pequena rampa, noutros, por exemplo, poderá ser preciso um elevador ou uma escada com mobilidade”, frisou, acrescentando que “gostaria de ver os municípios dos Açores a acompanhar o esforço do Governo e promover campanhas de melhoramento das acessibilidades aos edifícios e também nos passeios”. José Manuel Bolieiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, destacou que a maior autarquia dos Açores “está vinculada ao espírito da sociedade inclusiva. Nós somos todos uns pelos outros e com todos queremos configurar o nosso futuro colectivo”, afirmou durante a cerimónia de inauguração da nova sede. Ana Leonor Coutinho, presidente da delegação dos Açores da Associação Portuguesa de Deficientes, estava visivelmente satisfeita com a mudança de instalações. O novo edifício fica situado na rua José Bento Morais, n.º 3, em São Gonçalo, pretendendo ser um espaço com maior dignidade para apoiar todos os deficientes nos Açores. “Queremos apostar no bom atendimento, sensibilização e informação das pessoas com deficiência. É importante as pessoas com deficiência e os seus familiares conhecerem os seus direitos”, salienta a presidente da delegação. Ana Leonor Coutinho conta ainda que desenvolvem um trabalho em conjunto com entidades públicas e privadas. • Nova sede custou 280 mil euros A nova sede da Associação Portuguesa de Deficientes nos Açores custou 280 mil euros, que foram financiados pela Direcção Regional da Solidariedade Social. Ana Paula Marques indicou que o governo regional vai continuar a atribuir um subsídio anual de 26300 euros para o funcionamento da delegação regional da Associação Portuguesa de Deficientes. A presidente da delegação regional agradeceu o apoio do governo açoriano e lembrou a ajuda da câmara municipal nos últimos anos.


Fonte:Açoriano oriental


 

Offline Claram

 
Delegação da Associação de Deficientes de S. Miguel inaugura nova sede
 

Barreiras arquitectónicas e degraus nas passadeiras travam mobilidade dos portadores de deficiência
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A Delegação da Associação de Deficientes de São Miguel inaugurou ontem a sua nova sede, em São Gonçalo. Uma aspiração de longa data, depois de ter estado durante catorze anos no centro de Ponta Delgada. A Presidente da Delegação da Associação de Deficientes de São Miguel estava visivelmente satisfeita. Apesar de garantir que na baixa da cidade estavam antes no centro de tudo, agora têm melhores condições para receber todas quantos precisam de informações e de apoio, uma vez que a nova delegação deispõe de uma entrada adaptada para as pessoas portadoras de deficiência, bem como casas de banho e instrumentos de trabalho, como secretárias próprias para quem tem alguma limitação e precise de trabalhar na delegação.
No seu discurso oficial na cerimónia da inauguração, Leonor Coutinho sublinhou, perante a Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, o Presidente da Direcção Nacional da Associação Portuguesa de Deficientes, sócios, e outras entidades que "a data de hoje, é apenas e só o culminar de mais de 3 anos de luta. Só com muito trabalho, dedicação e persistência conseguimos conquistar este espaço em prol do cidadão com deficiência. Para que tudo isto hoje fosse possível, durante 14 anos, tivemos a colaboração da Câmara Municipal de Ponta Delgada a quem agradecemos a cedência do anterior espaço que foi a nossa casa".
Mais agradeceu todo o empenho que o Executivo açoriano teve "na realização deste sonho tornado realidade, finalizando com a frase de que "Ninguèm pode mudar o mundo, as podemos mudar uma pequena parcela dele". Aproveitando o momento, ouvimos o que ainda trava quem tem pouca e/ou nenhuma mobilidade.

Correio dos Açores: As barreiras arquitectónicas continuam a ser o principal problema para as pessoas portaoras de deficiência?
Leonor Coutinho: Sem dúvida. Continuamos a persistir neste problema, porque a eliminação de barreiras dá acesso à vida e a possibilidade a participar da vida activa social e permite que consigamos tratar de todos os assuntos que temos que resolver, como todo o cidadão. Temos de ir aos correios, às finanças, às compras, tal como qualquer pessoa o tem de fazer no seu dia-a-dia. Se tivermos barreiras não conseguimos resolver por nós próprios e é isso que nós queremos, isto é, ser o mais autónomos possível.

As passadeiras também são um problema a ultrapassar?
Exactamente, nem todas as passadeiras estão rebaixadas. Há anos que falo das passadeiras de São Gonçalo, sem excepção, mas ninguém faz nada. Muitas antigas e outras que foram colocadas neste passado recente apresentam o mesmo problema, e não há razão para isso porque já o podiam ter feito com a adaptação para as pessoas portadoras de deficiência. Na Avenida D. João III o cenário é o mesmo, embora algumas cumprem as normas.

Mas os entraves colocados à entrada de pessoas com deficiência nos edifícios e mesmo nas passadeiras, acha que esta é também uma forma maior de discriminação?
Com certeza que sim. Para todos, quer para quem anda de cadeira de rodas, andarilho ou canadianas, mas também para os mais idosos, porque para quem tem dificuldades um pequeno degrau torna-se um grande obstáculo.

Continuam a fazer pressão junto das entidades políticas, mas não têm tido o eco desejado. Em seu entender, a que se deve?
Temos falado sobre o assunto sempre em reuniões, em contacto directo, por escrito, por sensibilização, através do envio da nova legislação que dá acesso à pessoa com deficiência nos espaços públicos e privados a uma maior mobilidade, porque a lei refere que todos estes espaços têm de ter acessibilidades acessíveis, quer sejam serviços do Estado ou dos privados, só que, na prática, isso não acontece. Alertamos os diversos serviços para a nova lei e enviamos pelo correio e com aviso de recepção, logo se alguém recebeu tomaram conhecimento. Posso dizer que quando os edifícios feitos de raiz é mais fácil fazer as acessibilidades, quando é um edifício que já existe os serviços dizem que será mais dispendioso fazer os acessos, porque têm de desmanchar e voltar a construir. Mas entendemos que não sai tão dispendioso como isso, porque em alguns casos podem fazer uma rampa (para que a pessoa entrar sozinha) e/ou uma cadeira elevatória. Mas nem tudo é mau, porque há também bons exemplos, como é o caso do Tribunal que tem uma rampa lateral, ao lado da escadaria, mas se isso é bom, já no interior não há acesso. Por outro lado, há um parque de estacionamento para viaturas perto da rampa para pessoas com deficiência, o que não é muito correcto porque nem anda de cadeira de rodas e até mesmo de canadianas não tem quase espaço nenhum para se movimentar porque há um carro estacionado mesmo em frente à rampa. Já houve muita gente que nos alertou para este problema. Também o acesso às câmaras municipais e juntas de freguesia não se apresenta adequado para os cidadãos deficientes, devido à existência de muitas escadas, mas há excepções como é outro bom exemplo a destacar que é o da Câmara Municipal de Ponta Delgada que tem uma cadeira de rodas elevatória em que assim se pode subir a escada.

Mas mesmo nos bons exemplos, o portador de deficiência precisa sempre de um acompanhante porque a cadeira de rodas, onde a pessoa se movimenta, não chega aos lugares?
Sim, é verdade, porque embora tenhamos um melhor acesso não conseguimos ser autónomos. Se houvesse uma rampa elevatória estaríamos melhor, e se não quisermos que alguém saiba o que e estamos a fazer há sempre alguém que o tem de o saber. Não temos privacidade.

E o estacionamento?
Estacional também é difícil porque as pessoas estacionam nos luares reservados a quem não pode andar. Também na baixa da cidade é preciso colocar lugares, na Avenida, porque os há para várias entidades e para nós, não. Temos de andar muito e com vento e chuva é difícil, se o é para quem pode andar imagine-se para quem tem dificuldades. Dizem-nos que há parques subterrâneos, mas temos de andar muitò. É preciso repensar o estacionamento.





Fonte:Correio dos Açores


 

 



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