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Autor Tópico: Mais de 50 bebés foram abandonados Recém-nascidos deixados nos hospitais são enc  (Lida 2166 vezes)

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Offline Claram

 
Mais de 50 bebés foram abandonados
Recém-nascidos deixados nos hospitais são encaminhados para adopção.

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Crianças nascidas e logo rejeitadas pelas mães. Uma triste realidade com que os profissionais de saúde se deparam com frequência e que tende a aumentar devido ao agravamento dos problemas económicos e sociais. Só em três unidades hospitalares, este ano, mais de 50 recém-nascidos foram abandonados.

O Hospital Amadora-Sintra é uma das unidades de saúde com mais crianças abandonadas. Este ano, foram cerca de 40 bebés, encaminhados pelos tribunais para a adopção. Os concelhos da Amadora e de Sintra, da área de referência desta unidade hospitalar, têm populações variadas, que abrangem largas camadas sociais desfavorecidas e um elevado número de imigrantes, especialmente oriundos de países africanos. Quarenta por cento das crianças ali nascidas são de pais imigrantes. Segundo fonte daquela unidade, o número de crianças identificadas como estando em risco e que necessitaram da intervenção dos serviços sociais foi de 531 em 2009.É frequente as crianças que nascem com algum tipo de deficiência física ou mental serem rejeitadas. "Talvez por uma questão cultural, esse tipo de abandono é frequente entre os naturais de países africanos", afirmou a mesma fonte.

No Porto, registaram-se 11 situações em que as mães deixaram os filhos nas unidades de saúde. No Hospital de São João, foram propostos para adopção cinco recém-nascidos, e apenas um bebé foi abandonado pela mãe poucas horas após o parto. Na Maternidade Júlio Dinis foram entregues cinco crianças para adopção. Um dos casos foi de uma jovem estudante que recusou abortar, optando pela adopção. Nos restantes casos, são famílias disfuncionais, carenciadas, já com vários filhos. O Tribunal de Família e Menores do Porto acompanha os processos de adopção.

CM
 

Offline Sininho

Explicações... compreensões...
« Responder #1 em: 26/12/2010, 23:06 »
 
A mãe que abandona um filho já foi abandonada - por todos  

Só uma situação de desespero pode levar uma mãe a abandonar o seu filho recém-nascido, dizem os especialistas. E é por vergonha que não opta por dá-lo para  adopção, pelas vias legais. Mas se é a mãe que abandona, onde está o resto da família? 


O que leva uma mãe a abandonar um recém-nascido?

Todas as situações são diferentes, mas há aspectos invariáveis, dizem os especialistas. "Só numa situação de desespero e de um desespero cumulativo é que este tipo de actos é possível", afirma o psicólogo Eduardo Sá. Tal como sublinha a magistrada Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança, "a mãe não está bem psicologicamente. Não vê outra saída, está fragilizada e desesperada". Mais ainda: "Só os abandonados se tornam abandonantes", afirma, sem hesitar, Eduardo Sá. "Estas mães são, de certeza, pessoas com vidas muito complicadas e situações familiares terríveis. Falamos da mãe, mas não podemos esquecer o presumível pai e as respectivas famílias." Podemos estar perante mulheres que foram abandonadas pelo companheiro ou que são vítimas de violência doméstica.


O abandono é um acto premeditado?

"Ninguém abandona num impulso, é um acto demasiado dilacerante de uma pessoa que vive num inferno de contradições e num ausência de relações acolhedoras", diz Eduardo Sá. Assim, e tendo em conta que "uma gravidez não pode passar à margem de pelo menos duas ou três consultas de obstetrícia", este psicólogo conclui que "é muito triste perceber que as maternidades e centros de saúde são pouco sensíveis a estas situações ou não estão preparadas para elas." Nove meses é muito tempo. Um médico que acompanha uma grávida deve ficar de alerta se ela falta aos exames e perceber se ela está deprimida.


Porque é que uma mulher tem um bebé que não deseja?

Hoje em dia, uma mulher pode recorrer ao aborto legal facilmente, sem custos e com apoio médico do Serviço Nacional de Saúde. Mas opta por não o fazer. Como explica Eduardo Sá: "Um acto de abandono tem algo de bondade, pode ser um apelo. A pessoa reconhece que não tem condições para ter um filho, mas não quis obstaculizar ao seu nascimento, o que poderia facilmente fazer." Uma mulher que abandona o seu filho junto de outras pessoas (a maioria das vezes na maternidade ou em locais onde será rapidamente encontrado) quer que ele tenha uma vida e uma família, o que é bastante diferente de abandoná-lo para morrer, num local onde dificilmente será salvo. Neste caso, as perturbações psicológicas podem ser mais profundas.

E porque não entregá-lo para adopção?

Essa opção exige o apoio da família e a concordância do pai e, muitas vezes, estas são mulheres que ocultaram a gravidez ou que não têm qualquer apoio familiar, explica Dulce Rocha. Além disso, existe o estigma. "Por mais que não seja formalmente julgada, uma mãe que dá o seu filho para adopção é sempre julgada pela sociedade. Há comentários que inibem este gesto, muitas vezes até na maternidade", critica Eduardo Sá. "É mais fácil abandonar depois." Anonimamente.

No caso de a mãe ser encontrada, poderá reatar a relação?

Uma mãe só abandona um recém-nascido nestas condições porque não estabeleceu qualquer vínculo afectivo com ele. Houve uma rejeição que começou, muito provavelmente, antes ainda do nascimento. No entanto, em certos casos, "é possível voltar a unir a mãe ao filho mas depende da sensatez com que isso se faz e da exposição que não se tenha", avisa Eduardo Sá. "Era importante que, nesse caso, a comunicação social resguardasse a identidade da mãe e do filho porque a opinião pública é um tribunal sumário que marca para toda a vida."

O que acontece a uma criança abandonada? Deve ser adoptada?

Sim, e quanto mais rapidamente, melhor, dizem os especialistas. "O abandono representa uma rejeição da mãe. Se a mãe não quis a criança, então para quê esperar?", pergunta Dulce Rocha. No entanto, nestes casos, a Polícia Judiciária tem de procurar a mãe, já que o abandono é um crime punível por lei. Entretanto, a Comissão de Protecção de Menores é chamada a intervir e a criança é enviada para um centro de acolhimento. Se a mãe for encontrada, tenta-se perceber se ela ou a família têm condições e vontade para receber o bebé. Caso contrário, o tribunal entrega a criança para adopção. Todo o processo pode demorar meses mas, mesmo assim, será mais rápido do que as adopções de crianças que tiveram contacto com a família. A adopção é a melhor solução e quanto menos tempo a criança estiver num centro de acolhimento melhor, diz Eduardo Sá. De qualquer forma, o caso deve ser acompanhado: "Um abandono deixa sempre uma cicatriz que jamais se pode ignorar, mesmo que seja encontrada uma família reparadora."

in DN
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

 



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