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..:: Deficiente-Forum - Temas da Actualidade ::.. Responsável: Nandito => Noticias => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 11/10/2010, 18:43
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A ministra da Saúde considera que existe um «desperdício comprovado» e pretende que os clínicos sigam um guia de boas práticas.
Ana Jorge reconhece ainda que os cortes nas comparticipações destes medicamentos vão afectar alguns doentes, mas a ministra da Saúde sublinha que é preciso racionalizar.
A responsável não quantifica o desperdício, embora considere que os médicos fazem um uso muito pouco racional desses medicamentos.
A ministra diz que está comprovado o abuso na prescrição e que todos os estudos internacionais registaram taxas mais baixas do da utilização dos fármacos da saúde mental em Portugal.
Nesta estratégia, Ana Jorge intui também o fim das comparticipações a 100 por cento de alguns medicamentos e admite que os doentes vão ser penalizados, mas sublinha que a segurança social pode ajudar essas pessoas através de apoios sociais.
A ministra da Saúde reconhece ainda que estas são medidas antipáticas, mas necessárias para evitar o desperdício de dinheiros públicos.
Nas comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, Ana Jorge anunciou igualmente que vão começar a funcionar em todas as regiões do país, 15 unidades residenciais para integrar as pessoas com doenças mentais graves.
A título experimental vão também ser constituídas duas equipas de apoio domiciliário.
Fonte: TSF
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Desperdício e mau uso são problemas na prescrição de medicamentos, apontou ontem, segunda-feira, a ministra da Saúde, Ana Jorge. Mas o bastonário da Ordem dos Médicos não responsabiliza os profissionais pela falta de racionalidade do sistema, propício ao desperdício, diz.
Durante as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, a ministra alertou que "psicofármacos são receitados de modo muito pouco racional" e anunciou que a partir de Março a prescrição será "obrigatoriamente electrónica", permitindo a "racionalização e um controlo mais eficiente".
Mas Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, defende que o desperdício e mau uso nas prescrições não são culpa dos médicos, mas problemas próprios do sistema. Melhorar a acessibilidade dos doentes aos médicos de clínica geral e familiar é uma das alterações que podem reduzir o desperdício, aponta o bastonário.
"Não pode acontecer que, por falta de acesso dos doentes aos cuidados, se generalize o hábito de pedir longas listas de medicamentos", explicou ao JN, defendendo que é necessário evitar "esta lógica de supermercado".
Sugere ainda a venda de medicamentos em "embalagens mais pequenas" e a melhoria da segurança das receitas médicas, como formas de cortar o desperdício.
Pedro Nunes refere que é necessário identificar "doente a doente e o que ele consome" para detectar desvios, como nos casos em que doentes com protecções especiais pedem medicação excessiva, "para toda a família".
Reconhece que o novo sistema de prescrições é uma medida positiva por permitir maior eficiência e controlo do processo clínico do doente.
Fernando Almeida, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, explica que a unidade não identifica desperdícios no tratamento de doentes com patologias associadas à saúde mental.
No serviço ambulatório, "há uma forte ligação entre o médico e o doente", daí que as prescrições sejam efectuadas em "articulação entre os dois", refere.
No entanto, diz, é possível reduzir os custos do internamento nas unidades hospitalares especializadas, com a criação de cuidados continuados integrados para receber doentes residentes, que não necessitam de tratamento hospitalar permanente.
O Dia Mundial da Saúde Mental assinalou, este ano, os cuidados continuados e integrados para doentes de saúde mental.
Fonte: JN