No sector público começam a escassear as vagas. Até Setembro, as direcções regionais de Educação vão procurar resolver o problema.
"Há famílias com problemas de desemprego de um dos membros do agregado e não conseguem manter os seus filhos no ensino particular e cooperativo", refere Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, em declarações à Renascença.
"Nas grandes cidades, a procura continua em níveis semelhantes aos de anos anteriores; nas periferias das grandes cidades há bem menos procura e nos meios mais rurais essa procura diminuiu substancialmente", indica o mesmo responsável.
A associação garante ainda que, se a situação piorar, ficam em risco postos de trabalho no ensino privado.
É necessário reorganizar a rede escolar
Há crianças que não têm lugar em nenhuma das escolas pretendidas e há também as que já ficaram colocadas, mas longe de casa. Tudo, porque a subida na procura das escolas públicas fez esgotar as vagas.
"Há, de facto, uma maior procura no ensino público e o que é necessário, na minha perspectiva, é estabelecer um trabalho efectivo em rede, que permita que as escolas encontrem as soluções", afirma Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho de Escolas, para quem é preciso organizar a rede escolar.
Até Setembro, as direcções regionais de Educação vão procurar resolver o problema dos alunos. Por enquanto, muitas famílias vão de férias sem o problema resolvido.
Fonte: Económico