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Autor Tópico: Estudo sobre actuação de enzima pode ser útil contra o linfoma  (Lida 605 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
Uma equipa de cientistas do Sanford-Burnham descobriu como a enzima SHIP regula o crescimento de células T em ratinhos. A descoberta pode revolucionar a forma como os medicamentos contra o linfoma – um cancro que atinge as células do sistema imunológico – são desenvolvidos, avança o site Ciência Diária.

O linfoma pode ser surgir a partir de dois tipos de glóbulos brancos: as células T ou as células B. De acordo com o novo estudo, as enzimas SHIP e PTEN agem cooperativamente para suprimir o linfoma de células B.

“O PTEN normalmente recebe toda a atenção”, explica Robert Rickert, professor e director do Programa de Doenças Inflamatórias do instituto. “Mas aqui mostramos pela primeira vez que a enzima SHIP é também uma grande supressora de tumores de células B”, explica.

As células T têm a função de destruir células infectadas. As células B produzem anticorpos para neutralizar as partículas estranhas do organismo. Para manter uma quantidade certa destas células, dando a resposta necessária ao corpo contra algo estranho, as enzimas PTEN e SHIP actuam sobre uma terceira enzima, a PI3K – responsável por promover o crescimento, sobrevivência e proliferação celular. Contudo, a sua sinalização é alterada em diversos tipos de cancro.

Se o PTEN está ausente nas células T, o “amortecedor de PI3K” é removido. As células, então, começam a multiplicar-se descontroladamente, e o resultado é o linfoma de células T. O trabalho mostra que as células B deficientes, tanto na enzima PTEN como na SHIP, podem desenvolver-se normalmente. Mas em células B de ratinhos com uma deficiência simultânea das duas enzimas, desenvolvem-se anomalias letais.

Mutações

Partindo desta constatação, os cientistas questionaram se mutações na produção de ambas as enzimas poderiam levar ao linfoma em seres humanos. Um estudo anterior demonstrou que inflamações decorrentes de lesões ou infecções reduzem a expressão da SHIP. O novo trabalho sugere que, embora uma mutação de enzimas SHIP possa não causar danos às células B de forma isolada, uma única mutação a mais pode ser um duro golpe no organismo – abrindo as portas para o linfoma.

“Muitas vezes as pessoas falam sobre um gene relacionado a um cancro”, ressalta Rickert. “Mas o cancro é multigénico – são precisos vários golpes para transformar uma célula normal em célula anormal. Aqui, temos um modelo que mostra como isso pode ocorrer em células B”, acrescenta.

A equipa acredita que o estudo apoiará o desenvolvimento de medicamentos contra o linfoma que imitem a actividade inibidora das enzimas PTEN, SHIP e PI3K. “Várias empresas estão a produzir inibidores da PI3K para tratar certos tipos de linfoma”, concluem os investigadores.

Fonte: POP
 

 



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