Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Médica de Benavente acusada de agredir doente não vai ser alvo de procedimento d  (Lida 473 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online migel

 
Médica de Benavente acusada de agredir doente não vai ser alvo de procedimento disciplinar
 
 A utente que se queixa de ter sido agredida e posta na rua do consultório por uma médica do Serviço de Atendimento Permanente de Benavente, diz que estava muito nervosa quando escreveu a reclamação e nem se apercebeu de não ter escrito que tinha ficado com nódoas negras num braço.



A médica do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Benavente acusada por uma utente de a ter agredido e colocado fora do consultório não vai sofrer qualquer procedimento disciplinar por parte do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria. A decisão é justificada pela directora do agrupamento, Luísa Portugal, com o facto de a utente no livro de reclamações não ter dito concretamente que tinha sido agredida, mas sim atendida de forma inconveniente.

Luísa Portugal justifica também que o que a doente disse a O MIRANTE não condiz com o que escreveu no livro de reclamações. A directora do agrupamento refere que mesmo assim a médica foi chamada a pronunciar-se sobre a situação, tendo concluído que devido à falta de testemunhas, já que a alegada situação se passou dentro do consultório, se está perante um caso em que “é a palavra de um contra o outro”, não se conseguindo chegar a qualquer conclusão fiável sobre o que realmente aconteceu.

Recorde-se que Maria Odete Taneca, de 60 anos, acusou uma médica do SAP do Centro de Saúde de Benavente de a ter agredido no dia 6 de Dezembro, deixando-a com nódoas negras no braço. Segundo Luísa Portugal, a utente Maria Odete Taneca só se queixou de ter sido mal atendida no SAP de Benavente, embora tenha afirmado a O MIRANTE que a médica a colocou fora do gabinete agarrando-a num braço e deixando-a cheia de nódoas negras. “Estava tão nervosa e fora de mim na altura, que acabei por não escrever sobre a agressão de que fui vítima”, explica.

A queixa no livro de reclamações vai seguir o procedimento habitual, que é ser enviada para o Ministério da Saúde, conforme obriga a legislação. “Já recebi uma carta do ACES e outra do Centro de Saúde de Benavente a pedirem-me desculpa por toda a situação, mas sinto que não se fez justiça. Continuo a reviver tudo o que aconteceu e não regressarei ao SAP de Benavente. Se precisar vou ao hospital de Vila Franca de Xira”, revela a utente que no dia da alegada agressão teve de ir a um cardiologista da Santa Casa da Misericórdia de Benavente, por não se estar a sentir bem.

Maria Odete Taneca, doente crónica, com artrite reumatóide, hipertensão e asmática, tinha ido ao SAP de Benavente com febre, dores no peito e expectoração. “A médica perguntou-me se só lá tinha ido por causa disso e que até um Alentejano sabia tratar esses sintomas”. Apanhada de surpresa, a utente respondeu que se sentia muito doente e que a médica ainda lhe estava a chatear a cabeça. É então que a médica se levanta de repente, agarra-lhe no braço e grita-lhe para se pôr na rua porque não admitia que lhe falassem assim, segundo a versão da utente.

Há uns meses o atendimento dos médicos do SAP de Benavente gerou descontentamento na comunidade. Contratados por uma empresa privada, os médicos foram acusados de não terem qualidade nem especialização adequada para exercer as suas funções e de estarem a enviar doentes para casa com a indicação de beberem um chá e comerem uma torrada.

 


 O MIRANTE.

 
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo