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Autor Tópico: Livro traça retrato da "geração à rasca"  (Lida 453 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

Livro traça retrato da "geração à rasca"
« em: 17/08/2011, 19:58 »
 
“À rasca – retrato de uma geração” (Editorial Planeta) é a cristalização de um momento com futuro incerto.

“O momento aconteceu” e a ideia era traçar um retrato “o mais fiel possível”, tentando “abranger as maiores possibilidades de histórias” e ouvindo pessoas “com visões díspares, algumas contraditórias, todas complementares”, explicou Ana Filipa Pinto, que se sente, também ela, “um bocadinho à rasca”. Após um estágio como jornalista, enveredou, de novo em estágio, pela comunicação estratégica, numa “mistura” entre “obrigação e opção”.

No jornalismo, diz, “está muito difícil entrar, ficar e vencer”, mas isso não o distingue doutras áreas. “A precariedade atravessa diversas áreas de formação, diversas profissões. De uma forma ou de outra todos sentimos um bocadinho dessa precariedade”, realça.

Nascida em 1989, Ana Filipa Pinto rejeita “limites etários” para esta “geração à rasca” – embora no resumo da contracapa se fale da “geração, entre os 18 e os 39 anos, mais bem preparada e educada de Portugal” –, preferindo sublinhar que ela é “muito difícil de definir”.

É verdade que “a história dá muitas voltas” e que não se sabe “o que será o futuro” deste movimento social que pôs milhares de pessoas nas ruas de todo o país a 12 de março, mas Ana Filipa Pinto achou que “era o momento certo para lançar um livro tentando contar as histórias de quem vive à rasca” e do que está a “tentar fazer para se desenrascar”.

Desde 12 de março, acredita a autora, a situação “não mudou assim tanto”, embora “os contornos” deste momento permaneçam “muito pouco nítidos”.

As coisas continuam “complicadas” e, não sendo esta geração “muito diferente” das anteriores nos obstáculos que encontra no caminho, enfrenta um “ponto de interrogação” maior quando olha para o futuro. Não consegue “pensar muito para além do amanhã” e vive pensando: “Vamos resolver os problemas hoje, vamos tentar desenrascar-nos hoje, amanhã logo se verá o que vai surgir.”

“Ainda não passou tempo suficiente para perceber qual vai ser o final, se é que vai haver um final” para este momento, reconhece Ana Filipa Pinto, acreditando que “continua a haver muita história por contar” desta “geração à rasca”.

LUSA
 

 



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