iacess

ergometrica

Ortopedia Moderna

Anuncie Aqui

mobilitec
Stannah Mobilidade S.A

Autopedico

Invacare

Pros Avos

Ortopediareal
myservice

Tecnomobile

TotalMobility

Multihortos

Drive Mobility

Autor Tópico: Tudo em relação a "Vida Independente"  (Lida 17826 vezes)

0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.

Online migel

Assistência Pessoal
« Responder #75 em: 14/01/2019, 15:41 »
Assistência Pessoal


Um(a) assistente pessoal pode realizar qualquer tarefa, dependendo da situação em que se encontra a pessoa a quem presta o serviço de apoio. De um modo geral, falamos de atividades a nível PESSOAL, relativas ao LAR, de ACOMPANHAMENTO, de CONDUÇÃO, de INTERPRETAÇÃO, de COORDENAÇÃO e outras consideradas excepcionais porque resultam de situações imprevistas, que se devem a uma crise da pessoa assistida e que pode ser de carácter físico ou psíquico.

As tarefas decorrerão, fundamentalmente, das incapacidades da pessoa para quem trabalha, e serão sempre previamente acordadas por ambas as partes.

O que é a Assistência Pessoal resumida num 1 minuto



Mais informações sobre Assistência Pessoal, AQUI:  http://vidaindependente.org/?fbclid=IwAR2NXwt9fcc6cXKy5OSByzvhC3Oj44kBAeBAtJGnTLoSPJwt0-n73TaLQ-M

Fonte: Minuto Acessível
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: Nandito

Online migel

Um mês após o protesto

https://tetraplegicos.blogspot.com/2018/12/obrigado.html

Um mês depois da ação de protesto, questionei o Governo sobre a situação do Modelo de Apoio à Vida Independente.

QUESTÕES:
Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência e
Instituto Nacional para a Reabilitação

Às 15h39, do dia 6 de dezembro de 2018, 4 dias após término da ação de protesto que realizei, em comunicado informam que vão proceder à alteração ao Decreto-Lei 129/2017, que cria o Modelo de Apoio à Vida Independente, e adiantam:

“Do total de 30 candidaturas a Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) já avaliadas positivamente, 21 contratos estão em condições de serem assinados nos próximos dias. A Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência dará continuidade a este processo com a maior brevidade possível. A assinatura dos contratos garantirá assim que o MAVI chegue efetivamente aos seus beneficiários muito brevemente.”

Pelo que sei, um mês após o comunicado tudo continua igual, ou estou enganado? Podem-me informar se existiram avanços, e se sim, quais?
Designadamente:
Se já foram aprovados e comunicado aos respetivos CAVIS da região de Lisboa e Alentejo os financiamentos?;
Qual o número de candidaturas aprovadas e quantos contratos foram assinados com os CAVIS?;
Qual o número de CAVIS aprovados e recebidos pelo INR para fins de esclarecimento sobre alteração ao Decreto Lei 129/2017?;
Se já foi aprovado em Conselho de Ministros a alteração Decreto Lei e por último:
Para quando o início do MAVI?

RESPOSTA:

Exmo. Senhor Eduardo Jorge,

Em resposta à sua comunicação do passado dia 7 cumpre-nos informar o seguinte:

No POISE ( Norte, Centro e Alentejo) já todas as 30 entidades responsáveis pelas candidaturas foram notificadas da decisão. Algumas assinaram já o termo de aceitação, pelo que o início das atividades propriamente ditas está agora no domínio da sua decisão interna. No POR Algarve as entidades foram já notificadas da decisão e no POR Lisboa os pareceres de decisão estão ser ultimados. Assim, durante o primeiro trimestre de 2019 todos os CAVI financiados deverão estar em condições de iniciar as suas atividades.

Relativamente à alteração ao DL 129/2017, que prevê um período transitório entre soluções residenciais e assistência pessoal, encontra-se o mesmo a seguir os tramites inerentes ao procedimento legislativo, prevendo-se a sua publicação logo que tal procedimento esteja concluído

Eduardo Jorge
- Nós Tetraplégicos
 

Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #77 em: 24/01/2019, 22:59 »
Governo aprova regime de adaptação à vida independente para pessoas com deficiência

O Governo aprovou hoje um regime de adaptação à vida independente para pessoas com deficiência, que prevê uma transição de seis meses entre o apoio que recebem institucionalmente e o da assistência social.



O regime de adaptação enquadra-se numa alteração ao decreto-lei, de outubro de 2017, que institui o modelo de apoio à vida independente de pessoas com deficiência ou com incapacidades.

Em comunicado, o Conselho de Ministros refere que "importa estabelecer um regime de adaptação em que uma pessoa com deficiência beneficia de um período de transição de seis meses que lhe permita passar de um contexto de apoio residencial para a utilização de assistência social".

Este regime de adaptação é estabelecido num novo decreto-lei, hoje aprovado, "sem prejuízo da necessidade de reafirmar o princípio da não acumulação de apoios públicos prestados às pessoas com deficiência".

O modelo de apoio à vida independente foi criado por decisão do Governo, que entende que deve ser assegurado às pessoas com deficiência o direito de optarem por uma vida autónoma "através da disponibilização de assistência pessoal, em detrimento do apoio residencial".

O serviço de assistência social, gerido por Centros de Apoio à Vida Independente, visa apoiar as pessoas com deficiência ou com incapacidades na realização de atividades diárias, como higiene, alimentação, deslocações, frequência de ações de formação profissional, aulas na universidade e procura de emprego.

Este tipo de apoio é dado por um assistente social durante um determinado número de horas por semana, que, em regra, não excedem as 40.

O novo diploma, hoje aprovado pelo Governo, surge depois de, no final do ano passado, um homem tetraplégico ter pedido, num protesto em frente ao parlamento, urgência na entrada em vigor dos Centros de Apoio à Vida Independente, que têm a incumbência de prestar o serviço de assistência social.

Na altura, o homem foi o rosto das queixas das pessoas com deficiência que estão numa instituição social, como um lar, e alegam não ter apoio suficiente para optar por uma vida autónoma.

Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-aprova-regime-de-adaptacao-a-vida-independente-para-pessoas-com-deficiencia
 
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: migel, Paulo

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #78 em: 26/01/2019, 18:48 »
Conselho de Ministros aprovou alteração ao decreto-lei que regulamenta o Modelo de Apoio à Vida Independente.



Vitória de Eduardo Jorge, o activista tetraplégico que ficou dois dias fechado numa gaiola em frente à Assembleia da República a pedir isto mesmo: a possibilidade de as pessoas com deficiência que já moram num lar residencial voltarem às suas casas com o apoio de um assistente pessoal. O Governo aprovou esta quinta-feira um período de transição de seis meses.

Bastou fazer uma pequena alteração ao decreto-lei que regulamenta o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), projecto-piloto que abre a possibilidade de quem tem deficiência dispor de um assistente pessoal para tarefas da vida diária, como comer, tomar banho, ir às compras.

A nota emitida pelo Presidência do Conselho de Ministro recorda que o “modelo assenta no pressuposto de que não deve existir acumulação de apoios públicos”. Isso não deve, porém, impedir quem já está internado de testar esta nova resposta. Criou então “um regime de adaptação em que a pessoa com deficiência beneficia de um período de transição de seis meses que lhe permita passar de um contexto de apoio residencial para a utilização de assistência pessoal.

A promessa foi feita na sequência do protesto feito por Eduardo Jorge, no princípio de Dezembro, pela secretária de Estado da Inclusão, Sofia Antunes. A mudança seria feita rapidamente.

Teve um acidente de carro em 1991. Uma lesão medular deixou-o numa cadeira de rodas. Luta há anos pelo direito a uma vida independente. Em 2013 fez greve de fome em frente à Assembleia da República e em 2014 deslocou-se de Abrantes a Lisboa de cadeira de rodas. Em 2015 passou a viver no lar de idoso onde trabalha como assistente social. Fonte: Público

EU: Sensação de alivio. Pouco a pouco começo a acreditar que é possível.

enviado por email
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: Paulo

Offline Paulo

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #79 em: 30/01/2019, 18:43 »
Boas,

Parabéns Eduardo, muitas felicidades. A tua força é uma inspiração ! :palmas2:
 :cump:
Paulo
Amem-se uns sobre os outros !
 

Offline pantanal

CPCB tem Centro de Apoio à vida Independente
« Responder #80 em: 20/02/2019, 14:53 »
CPCB tem Centro de Apoio à vida Independente
20 Fevereiro, 2019
 


O CPCB- Centro de Paralisia Cerebral de Beja está, desde o mês passado, a desenvolver o projecto “Centro de Apoio à Vida Independente”.

Esta nova valência surge no âmbito da candidatura aprovada aos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento – Programas Operacionais do Portugal 2020.

Este projecto visa “disponibilizar assistência pessoal a indivíduos com deficiência e incapacidade para a realização de actividades da vida diária e de mediação em contextos diversos”, explica o CPCB.

Francisca Guerreiro, presidente do Centro de Paralisia Cerebral de Beja explicou à rádio Pax que o projecto vai ser desenvolvido “durante 36 meses” e vai abranger “24 destinatários”.

O Centro de Apoio à Vida Independente já dispõe de gabinete técnico composto por uma Directora Técnica/Terapeuta Ocupacional, uma Psicóloga e um Gestor.

O projecto está neste momento a receber inscrições. Os interessados devem comprovar a sua incapacidade com Atestado ou Cartão de Deficiente das Forças Armadas.

“Os destinatários deste projecto devem ter incapacidade igual ou superior a 60%, idade igual ou superior a 16 anos, bem como pessoas com deficiência intelectual, Doença Mental ou Perturbação do Espectro de Autismo independentemente do grau de incapacidade que possua, com idade superior a 16 anos”, esclarece o Centro de Paralisia Cerebral.


Fonte: https://www.radiopax.com/cpcb-tem-centro-de-apoio-a-vida-independente/
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: Paulo

Online migel

Ação de Sensibilização Modelo de Apoio à Vida Independente – APPACDM do Porto



Irá realizar-se no dia 06 de março, às 14:30h, uma ação de sensibilização sobre Modelo de Apoio à Vida Independente, na sede da APPACDM do Porto. Este novo projeto visa prestar um serviço de assistência pessoal às pessoas com deficiência e incapacidade, por forma a auxiliar na realização das suas atividades da vida diária e persecução do seu projeto de vida. Nesta ação poderá compreender todo o conceito na base do Modelo de Apoio à Vida Independente, quais os destinatários, como poderá candidatar-se e quais os critérios de admissão. Inscrições até dia 01 de março para 226197460.




Fonte: APPACDM Porto
 

Online migel

Açores usam fundos da UE para construir lar residencial e perpetuar a institucionalização



A União Europeia reitera que o caminho é a desinstitucionalização, em direção à vida independente, mas há evidências de que Portugal continua a apostar na criação de mais lares residenciais usando fundos europeus e contrariando alguns pré-requisitos de acesso aos fundos.

Portugal tem vindo a destinar fundos comunitários para a criação de mais respostas de institucionalização de forma indevida. Em causa está o Lar Residencial dos Valados, construído nos Açores por decisão do governo regional com recurso ao Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e inaugurado em dezembro de 2015, com capacidade para 16 pessoas com deficiência.

Na página da instituição no portal do governo dos Açores, o executivo explica que “a Região Autónoma dos Açores tem vindo a implementar um programa de criação de lares residenciais (respostas destinadas a alojar jovens e adultos com deficiência, de ambos os sexos, de idade não inferior a 16 anos, que se encontrem impedidos, temporária ou definitivamente, de residir no seu meio familiar). Com a construção do equipamento objeto da presente operação procura-se disponibilizar alojamento para 16 pessoas com deficiência, cujas instalações sejam adequadas às necessidades específicas dos seus utilizadores, promovendo, simultaneamente, uma ocupação qualificada que contribua para o seu bem-estar, desenvolvendo estratégias de reforço de autoestima e valorização”.

A construção do lar coloca em causa a regulação de disposições comuns aplicáveis a todos os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI, vulgo fundos comunitários) – incluindo o FEDER –, como a Rede Europeia de Vida Independente (ENIL na sigla em inglês) indica ao i. No anexo xi do “Regulamento (UE) N.º 1303/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho”, que dá conta das “Condicionalidades ex ante” – isto é, dos pré-requisitos que os projetos devem cumprir para aceder aos fundos –, lê-se, no objetivo temático 9, dedicado a “Promover a inclusão social e combater a pobreza e qualquer tipo de discriminação”, que uma das prioridades de investimento do FEDER é o “investimento na saúde e nas infraestruturas sociais que contribuam para o desenvolvimento nacional, regional e local, para a redução das desigualdades de saúde, para a promoção da inclusão social através de um melhor acesso aos serviços sociais, culturais, assim como para a transição dos serviços institucionais para serviços de base comunitária”. A disposição assinala que o investimento nas infraestruturas sociais deve contribuir para a “transição dos serviços institucionais para serviços de base comunitária” – algo que a construção de um lar residencial, um serviço institucional, contraria.

Na segunda parte do mesmo anexo, na categoria de “deficiência”, é indicado como pré-requisito a “existência de capacidade administrativa para a execução e a aplicação efetiva da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (UNCRPD na sigla inglesa) no domínio dos FEEI em conformidade com a Decisão 2010/48/CE do Conselho”. Além disso, os critérios de cumprimento referem “disposições para a formação do pessoal das autoridades administrativas envolvido na gestão e controlo dos FEEI nos domínios da legislação e da política nacional e da União aplicáveis em matéria de deficiência, incluindo em matéria de acessibilidade e da aplicação prática da Convenção UNCRPD tal como consagrado nas legislações nacional e da União, se for caso disso”, bem como “disposições que visam garantir a aplicação do artigo 9.o da Convenção UNCRPD relativamente aos FEEI na elaboração e execução de programas”.

Por sua vez, a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por Portugal em 2009, estabelece no artigo 9.o, dedicado à acessibilidade, que “para permitir às pessoas com deficiência viverem de modo independente e participarem plenamente em todos os aspetos da vida, os Estados Partes tomem as medidas apropriadas”. Ora, respostas como o Lar Residencial dos Valados não vão ao encontro do estipulado pelo artigo citado da convenção.

O i contactou a Comissão Europeia na segunda-feira para perceber se, mais do que não ir ao encontro das disposições dos fundos comunitários, o seu uso na construção do lar açoriano é ilegal. Em resposta, a assessoria da Comissão Europeia sublinhou a complexidade da pergunta, que “requer averiguações por especialistas, sendo que há diferentes ângulos (a perspetiva de desenvolvimento regional e a perspetiva da deficiência), pelo que diferentes equipas estão a trabalhar no assunto e irão sincronizar os seus resultados”. A resposta não chegou até ao fecho desta edição.

Contra disposições dos fundos mas não só
Se pela leitura dos documentos atrás referidos se percebe que a construção do lar açoriano não respeita o que a UE dita, também é verdade que passa ao lado não só do artigo 9.o da já referida Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, mas também de outros. É o caso, por exemplo, do artigo 19.o, que prevê o “direito a viver de forma independente e a ser incluído na comunidade”, determinando que “os Estados Partes na presente Convenção reconheçam o igual direito de todas as pessoas com deficiência a viverem na comunidade, com escolhas iguais às demais e tomem medidas eficazes e apropriadas para facilitar o pleno gozo, por parte das pessoas com deficiência, do seu direito e a sua total inclusão e participação na comunidade”.

Mas a construção de lares residenciais viola ainda as recomendações do comité das Nações Unidas responsável pela monitorização da convenção. Num texto publicado em outubro de 2017 sobre a vida independente, o comité esclarece que “tanto a vida independente como ser incluído na comunidade referem-se a padrões de vida fora de instituições residenciais de todos os tipos. Não dizem respeito ‘apenas’ a viver num edifício ou de uma forma em específico; dizem respeito, antes de mais nada, a não perder o livre-arbítrio e autonomia como resultado da imposição de determinadas formas de vida”.

Além das recomendações das Nações Unidas, a continuada aposta na institucionalização ignora ainda pareceres da Agência dos Direitos Fundamentais (FRA na sigla em inglês). No relatório “From institutions to community living”, publicado em 2017, a FRA emite várias opiniões, das quais se destaca que “todos os Estados Membros devem adotar estratégias de desinstitucionalização”.

A pergunta do BE à Comissão Europeia
Por cá, a situação chegou aos ouvidos do Bloco de Esquerda (BE), que não lhe ficou indiferente. A eurodeputada Marisa Matias enviou mesmo uma pergunta à Comissão Europeia a pedir esclarecimentos relativos ao uso indevido dos fundos comunitários na construção de soluções de institucionalização. A resposta da comissão não convenceu os bloquistas: “O Governo dos Açores diz que tem uma política social abrangente destinada às pessoas com deficiência, prioritariamente para as manter na comunidade. Apesar de estarem disponíveis estruturas de acolhimento para esse efeito, tal nem sempre é possível. A decisão de construir o lar residencial a que o Senhor Deputado se refere foi tomada após terem sido consideradas todas as possibilidades existentes de apoio às pessoas com deficiência na comunidade, Quanto ao respeito pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o Governo Regional dos Açores informou a Comissão de que todos os residentes são contemplados por um plano individual, que visa o seu regresso a casa ou a sua integração noutras estruturas de resposta. Além disso, a assistência pessoal prestada às pessoas com deficiência nos Açores é assegurada pelo serviço de apoio domiciliário, bem como pelas várias respostas no domínio da formação profissional e de formação que potenciam a inclusão social.

O projeto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional no âmbito do Programa Operacional Regional dos Açores para 2014-2020, em regime de gestão partilhada com a autoridade de gestão responsável pela seleção dos projetos. A Comissão acompanha, por conseguinte, a execução do programa e não hesitará em tomar medidas corretivas se detetar violações da legislação da UE aplicável ao projeto em questão”. Ao i, o deputado Jorge Falcato diz mesmo que o partido irá “questionar novamente” porque a comissão “responde às questões que levantámos, nomeadamente ao facto de estar a ser financiada uma estrutura residencial”.

Sobre o caso específico do lar residencial açoriano, Jorge Falcato defende que “o uso de fundos comunitários para perpetuar uma política de institucionalização vai contra tudo o que está prescrito na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, nomeadamente no artigo 19, e está claramente em contradição com o compromisso que o Estado português assumiu de pôr em prática políticas de desinstitucionalização. O governo já deveria ter definido políticas sérias de desinstitucionalização baseadas em serviços de base comunitária, assistência pessoal, apoios sociais às famílias, acessibilidade, formação e emprego, etc. que permitam que quem está internado em instituições possa libertar-se e fazer a sua vida junto dos seus familiares, manter redes sociais de vizinhança e ter poder de decisão sobre a sua vida, o que não é possível se estiver institucionalizado num Lar Residencial onde nem pode escolher o canal de televisão ou o que vai comer no dia seguinte”.

Fonte: i
 

Offline Pantufas

Avaliação Vida Independente na Europa
« Responder #83 em: 07/03/2019, 09:15 »
Avaliação Vida Independente na Europa



Em novembro e dezembro de 2018, a Rede Europeia de Vida Independente (ENIL) testou a Lista de Verificação de Assistência Pessoal (PA Checklist) - uma nova ferramenta para avaliar os planos de assistência pessoal do ponto de vista da vida independente.

A Lista de Verificação do PA foi criada pela ENIL, como parte do projeto “Assistência Pessoal Liderada pelo Usuário na União Europeia: Uma Análise Crítica Comparativa”, liderada pelo Dr. Teodor Mladenov. A lista de verificação destina-se a ajudar os defensores de todo o mundo a lutar por uma melhor PA. Permite, pela primeira vez, classificar os esquemas de PA de acordo com princípios de vida independentes .

Especialistas vivos independentes e usuários de PA de oito países europeus - Bélgica, Bulgária, Irlanda, Sérvia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Reino Unido - responderam ao convite para aplicar a lista de verificação a esquemas de PA que eles usam e / ou conhecem bem.

Com base nessas avaliações e em uma pesquisa anterior conduzida pela ENIL, cada esquema de PA alcançou uma pontuação geral, indicando o grau em que o esquema permite ou dificulta a escolha e o controle dos usuários. Na amostra, a pontuação mais alta foi alcançada pelo esquema nacional de PA da Suécia, enquanto o mais baixo - pelo esquema de PA fornecido pelo município de Sofia, na Bulgária.

Essas comparações destacam problemas e sugerem intervenções políticas que poderiam tornar a AP menos restritiva e mais propícia à vida independente das pessoas com deficiência. Os resultados também refletem uma preocupação generalizada de usuários de assistência e defensores da vida independente com cortes para PA. A ENIL insta os tomadores de decisão a reverter os cortes para PA .
Os resultados são apresentados em um novo relatório que pode ser encontrado aqui . Se você gostaria de receber o documento no Word, entre em contato com secretariat@enil.eu . Um resumo de leitura fácil está incluído no relatório.

Este projeto recebeu financiamento do programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da União Europeia ao abrigo do contrato de subvenção Marie Sklodowska-Curie n.o 747027. Este documento reflete apenas a opinião do autor. A Agência de Execução para a Investigação da Comissão Europeia não é responsável por qualquer uso que possa ser feito das informações nele contidas. Tradução: google tradutor

Fonte: ENIL
 

Online migel

«Vida independente é dar poder às pessoas para decidir sobre a sua vida», afirma Jorge Falcato.



Bloco promoveu sessão sobre deficiência.

Redação / NC
8 abr 2019

O Bloco de Esquerda promoveu em Braga a sessão com o tema “Se eu fosse deputado, que propostas faria para melhorar a vida das pessoas com deficiência”, com a participação dos deputados Jorge Falcato e Pedro Soares, a enfermeira Maria do Céu Talaia e o ativista Pedro Ferreira.

Jorge Falcato tem percorrido o país com o objetivo de «fazer o balanço da atividade e ouvir as pessoas sobre o que falta fazer até ao final da legislatura». O deputado bloquista refere «boas medidas que ficam a meio do caminho», como «os projetos-piloto de vida independente previam apoio 24 horas, mas garantem apenas duas horas diárias, pela dotação orçamental de apenas 1,4 milhões de euros».

Sobre a Prestação Social para a Inclusão, o bloquista concorda com o modelo, mas «a aplicação falhou», uma vez que «o universo é muito pequeno», afirmando que «o apoio social é para compensar os custos acrescidos e, por isso, não deve estar sujeito a condição de recursos».

Pedro Ferreira enalteceu a necessidade de «mudar a atitude, porque é um assunto da sociedade» e afirmou que «é preciso mais investimento na contratação de profissionais para a escolas e na oferta de projetos pedagógicos adaptados».

Maria do Céu Talaia, especialista em reabilitação, alertou para a necessidade de «eliminar as barreiras arquitetónicas, fazendo cumprir a lei já existente» e para a «urgência da literacia da sociedade sobre estes temas».

Pedro Soares afirmou que «só o aumento da oferta pública de habitação é que permite garantir o acesso a todos» e que o Bloco pretende criar o Serviço Nacional da Habitação.
 

Online migel

Marcha pela Vida Independente sai à rua para mostrar que as pessoas com deficiência têm de ser ouvidas

Lisboa, 04 mai 2019 -- A marcha pela Vida Independente sai à rua no domingo para comemorar conquistas, mas também para exigir o cumprimento de direitos, em matéria de acessibilidades, assistência pessoal, habitação, emprego, educação ou transportes.


A iniciativa está marcada para acontecer sucessivamente em Lisboa, Porto e Vila Real, às 15:30, não só para comemorar o Dia Europeu da Vida Independente, que se assinala em 05 de maio, mas também para demonstrar o orgulho na diversidade e nas conquistas das pessoas com deficiência, além de ser uma "marcha de reivindicação".

Em declarações à agência Lusa, a presidente do Centro de Vida Independente (CVI) de Lisboa, que é responsável pela organização da marcha, defendeu que esta iniciativa se justifica porque atualmente, "em pleno século XXI", as pessoas com deficiência não têm os seus direitos assegurados.

"A assistência pessoal ainda não é um direito. Durante três anos vamos ter de estar submetidos a um projeto piloto quando a nossa vida não o é", apontou Diana Santos, referindo-se ao projeto piloto de apoio à Vida Independente que o atual Governo está a implementar e que pressupõe a criação de Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) por todo o país.


Ainda em relação a estes projetos-piloto, a responsável frisou que obriga as pessoas com deficiência a cumprir normas de utilização de horas que não permitem uma vida autónoma, já que muitas pessoas têm dependências enormes.

Apontou que, neste momento, o projeto-piloto do Governo é "um mal necessário" e que, por isso, e apesar de estar "mal desenhado", preferem fazer parte dele para depois apresentar propostas de alteração.

Outra das reivindicações diz respeito à lei das acessibilidades que querem ver cumprida já que continua sem fiscalização, apesar de ser "uma lei muito boa, aparentemente perfeita, mas que não é verificada e que continua a não ser cumprida".

"Esperamos que as quotas de emprego sejam agora cumpridas. Estamos expectantes para ver se há mudança efetiva na contratação das pessoas com deficiência, mas continuamos a exigi-la", frisou, sublinhando que as pessoas com deficiência querem trabalhar e não receber apoios solidários.

A educação é outra das reivindicações, com Diana Santos a defender que é preciso uma escola inclusiva e que garanta a igualdade entre todos os alunos e "não perpetue guetos".

Querem também uma alternativa aos lares de idosos, para onde vão muitas das pessoas com deficiência que precisam de cuidados permanentes, defendendo que estas pessoas vivam com as suas famílias e nas suas comunidades.

"Reivindicamos acessibilidades nos transportes públicos para termos livre acesso e irmos onde queremos como todos os cidadãos. Reivindicamos mesas de voto totalmente acessíveis porque ainda há pessoas que não conseguem votar de forma livre e reservada", defendeu.

Aproveitou também para apontar que são precisas alterações ao nível da política de habitação, já que as pessoas com deficiência têm dificuldade em conseguir alugar ou comprar casa a preços acessíveis, já que muitas vezes precisam de casas com áreas maiores ou servidas de elevador e isso encarece a habitação.

Diana Santos referiu que querem também que a Língua Gestual Portuguesa "seja efetivamente tida em conta desde a escola básica para que seja uma língua comum a todos e que todos consigam comunicar".

"Queremos também benefícios sociais que sejam justos porque continuamos a ter pessoas com deficiência a serem tidas em conta com os rendimentos globais das suas famílias e nunca vai haver autonomia", apontou.

Com vários processos eleitorais à porta, Diana Santos disse esperar que nenhuma pessoa com deficiência fique sem votar, mas alertou que as campanhas eleitorais continuam a não ser acessíveis a todos, dando como exemplo as pessoas surdas.

Por tudo isto, a responsável disse esperar que a marcha de domingo possa trazer alguma mudança, sublinhando que as pessoas com deficiência têm de ser ouvidas porque para as políticas terem eficácia, têm de partir de quem vai usufruir delas.



Fonte: DN
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: cristina

Online migel

 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: cristina

Online migel

II Marcha Pela Vida Independente
« Responder #87 em: 06/05/2019, 10:36 »
II Marcha Pela Vida Independente



A marcha pela Vida Independente sai à rua no domingo para comemorar conquistas, mas também para exigir o cumprimento de direitos, em matéria de acessibilidades, assistência pessoal, habitação, emprego, educação ou transportes.


A iniciativa está marcada para acontecer sucessivamente em Lisboa, Porto e Vila Real, às 15h30, não só para comemorar o Dia Europeu da Vida Independente, que se assinala em 05 de maio, mas também para demonstrar o orgulho na diversidade e nas conquistas das pessoas com deficiência, além de ser uma “marcha de reivindicação”.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do Centro de Vida Independente (CVI) de Lisboa, que é responsável pela organização da marcha, defendeu que esta iniciativa se justifica porque actualmente, “em pleno século XXI”, as pessoas com deficiência não têm os seus direitos assegurados.

“A assistência pessoal ainda não é um direito. Durante três anos vamos ter de estar submetidos a um projecto piloto quando a nossa vida não o é”, apontou Diana Santos, referindo-se ao projecto piloto de apoio à Vida Independente que o actual Governo está a implementar e que pressupõe a criação de Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) por todo o país.

Ainda em relação a estes projectos-piloto, a responsável frisou que obriga as pessoas com deficiência a cumprir normas de utilização de horas que não permitem uma vida autónoma, já que muitas pessoas têm dependências enormes.

Apontou que, neste momento, o projecto-piloto do Governo é “um mal necessário” e que, por isso, e apesar de estar “mal desenhado”, preferem fazer parte dele para depois apresentar propostas de alteração.

Outra das reivindicações diz respeito à lei das acessibilidades que querem ver cumprida já que continua sem fiscalização, apesar de ser “uma lei muito boa, aparentemente perfeita, mas que não é verificada e que continua a não ser cumprida”.

“Esperamos que as quotas de emprego sejam agora cumpridas. Estamos expectantes para ver se há mudança efectiva na contratação das pessoas com deficiência, mas continuamos a exigi-la”, frisou, sublinhando que as pessoas com deficiência querem trabalhar e não receber apoios solidários.

A educação é outra das reivindicações, com Diana Santos a defender que é preciso uma escola inclusiva e que garanta a igualdade entre todos os alunos e “não perpetue guetos”.

Querem também uma alternativa aos lares de idosos, para onde vão muitas das pessoas com deficiência que precisam de cuidados permanentes, defendendo que estas pessoas vivam com as suas famílias e nas suas comunidades.

“Reivindicamos acessibilidades nos transportes públicos para termos livre acesso e irmos onde queremos como todos os cidadãos. Reivindicamos mesas de voto totalmente acessíveis porque ainda há pessoas que não conseguem votar de forma livre e reservada”, defendeu.

Aproveitou também para apontar que são precisas alterações ao nível da política de habitação, já que as pessoas com deficiência têm dificuldade em conseguir alugar ou comprar casa a preços acessíveis, já que muitas vezes precisam de casas com áreas maiores ou servidas de elevador e isso encarece a habitação.

Diana Santos referiu que querem também que a Língua Gestual Portuguesa “seja efectivamente tida em conta desde a escola básica para que seja uma língua comum a todos e que todos consigam comunicar”.

“Queremos também benefícios sociais que sejam justos porque continuamos a ter pessoas com deficiência a serem tidas em conta com os rendimentos globais das suas famílias e nunca vai haver autonomia”, apontou.

Com vários processos eleitorais à porta, Diana Santos disse esperar que nenhuma pessoa com deficiência fique sem votar, mas alertou que as campanhas eleitorais continuam a não ser acessíveis a todos, dando como exemplo as pessoas surdas.

Por tudo isto, a responsável disse esperar que a marcha de domingo possa trazer alguma mudança, sublinhando que as pessoas com deficiência têm de ser ouvidas porque para as políticas terem eficácia, têm de partir de quem vai usufruir delas.

Fonte: DN
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: 100nick, Nandito

Online migel

Re: II Marcha Pela Vida Independente
« Responder #88 em: 06/05/2019, 16:10 »
Ecos da imprensa regional.

Desta feita por parte do jornal A Voz de Trás-os-Montes.



A Voz de Trás-os-MontesGostar da Página
Ontem às 15:53 ·
// Vila Real marcha por um vida independente para todos, caminhando na diferença por diretos iguais


Eu estou por aqui.. é só descobrir  -)

 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: 100nick, Nandito

Online Nandito

Re: II Marcha Pela Vida Independente
« Responder #89 em: 06/05/2019, 21:59 »
Ecos da imprensa regional.

Desta feita por parte do jornal A Voz de Trás-os-Montes.



A Voz de Trás-os-MontesGostar da Página
Ontem às 15:53 ·
// Vila Real marcha por um vida independente para todos, caminhando na diferença por diretos iguais


Eu estou por aqui.. é só descobrir  -)

Não é fácil no meio de tanta gente, mas vou lançar o meu palpite, és um dos 1º quatro homens que está na imagem
acertei?
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: 100nick

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Stannah Mobilidade S.A Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
       
Voltar ao topo