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Autor Tópico: Tudo em relação a "Vida Independente"  (Lida 234192 vezes)

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Online migel

Explicação sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente ( MAVI).
« Responder #45 em: 11/10/2017, 14:40 »
 
Explicação sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente ( MAVI).

Informamos que a Mithós-Histórias Exemplares vai candidatar-se a Centro de Apoio à Vida Independente ( CAVI)

Decreto-Lei 129/2017

O que é?

Este decreto-lei cria o programa Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), que permite dar assistência pessoal às pessoas com deficiência para a realização de um conjunto de atividades que não possam realizar sozinhas. O programa desenvolve-se através de projetos-piloto para o período 2017-2020, com a duração de três anos, e é financiado no âmbito do quadro do Portugal 2020.

Estabelece ainda as regras:

    da atividade de assistência pessoal

    que definem quem pode receber assistência pessoal

    de criação e funcionamento dos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI)

    de apoio técnico e financeiro aos projetos-piloto de assistência pessoal.

A assistência pessoal é um serviço de apoio a pessoas com deficiência, para que possam realizar atividades que não conseguem realizar sozinhas, de acordo com as suas necessidades, interesses e preferências.

Os CAVI são as entidades que vão pôr em prática os projetos de assistência pessoal.

O que vai mudar?

Passa a existir um Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), que põe à disposição das pessoas com deficiência um serviço de assistência pessoal, através de Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI).

A assistência pessoal é um apoio adequado a cada pessoa

Cada pessoa com deficiência deve receber um apoio adequado às suas necessidades tendo em conta o que deseja para a sua vida. Por isso, a assistência pessoal segue um plano individualizado. Este plano é definido pela pessoa com deficiência com a colaboração do CAVI e identifica:

    as necessidades específicas de assistência dessa pessoa

    como se realizam as atividades de apoio

    como é acompanhada e avaliada a assistência.

A assistência pessoal pode incluir, entre outras, atividades de apoio à higiene e cuidados pessoais, saúde e alimentação, deslocações, formação superior ou profissional, cultura e desporto, procura de emprego, participação na sociedade e cidadania.

Cada plano individualizado prevê um número de horas de apoio semanal. Cada pessoa pode receber até 40 horas de apoio por semana. Excecionalmente, os planos individualizados podem atribuir mais horas de apoio, até 24 horas por dia. No entanto, cada CAVI apenas pode ter até 30 % de pessoas apoiadas com mais de 40 horas por semana.

Quem pode receber assistência pessoal

Podem receber esta assistência pessoas com 16 anos ou mais e que estejam numa das seguintes condições:

    que tenham um Atestado Médico de Incapacidade Multiuso ou um Cartão de Deficiente das Forças Armadas e uma incapacidade de 60 % ou mais

    que tenham deficiência intelectual, doença mental ou perturbação do espetro do autismo, independentemente do grau de incapacidade.

Se a pessoa estiver a estudar dentro da escolaridade obrigatória, só pode receber assistência pessoal fora das atividades escolares.

O pedido de assistência pessoal deve ser feito pela própria pessoa ou pelo seu representante legal.

Direitos e deveres de quem recebe assistência pessoal

Além do respeito pela sua dignidade, vontade, conforto, bem-estar e segurança, quem recebe assistência pessoal tem direitos específicos, dos quais se destacam os seguintes:

    aceder ao seu processo individual e contar com a confidencialidade das informações que esse processo contém

    elaborar o seu plano individualizado de assistência com a colaboração do CAVI e, quando quiser, alterá-lo

    participar no processo de escolha da sua/do seu assistente pessoal, ou propor diretamente uma/um assistente pessoal

    fazer terminar a assistência pessoal, se houver quebra de confiança com a/o assistente pessoal.

Além de tratar com respeito a/o assistente pessoal, quem recebe a assistência tem o dever de prestar toda a colaboração necessária ao desempenho das funções da/do assistente e de avaliar a assistência. A assistência pessoal não pode ser utilizada para fins diferentes dos que são definidos no plano individualizado.

Direitos e deveres das/dos assistentes pessoais

Além do respeito pela sua dignidade e segurança, as/os assistentes pessoais têm direitos específicos, dos quais se destacam os seguintes:

    contar com a confidencialidade das informações do seu processo individual

    frequentar formação específica para desempenhar as suas funções

    acompanhar a pessoa a quem dão assistência quando esta tiver de se deslocar a quaisquer entidades, públicas ou privadas.

Além de respeitar e fazer respeitar a dignidade, vontade, conforto, bem-estar e segurança de quem recebe assistência, as/os assistentes pessoais têm deveres específicos, dos quais se destacam os seguintes:

    desempenhar as suas funções com assiduidade, pontualidade, empenho e flexibilidade, contribuindo para a autonomia da pessoa a quem dão assistência

    respeitar a privacidade da pessoa que recebe assistência e das pessoas que com ela vivem.

Quem recebe assistência pessoal não pode receber alguns outros apoios

As pessoas que recebem esta assistência não podem receber outros apoios ou subsídios para as mesmas atividades. Por exemplo, não podem receber o apoio de centros de atividades ocupacionais, lares residenciais, acolhimento familiar ou apoio domiciliário para as mesmas tarefas.

Se a assistência pessoal incluir atividades de apoio à higiene e cuidados pessoais, saúde e alimentação, quem recebe essa assistência também não pode receber subsídios de assistência por terceira pessoa nem complemento por dependência.

Quem pode ser assistente pessoal

Pode candidatar-se a ser assistente pessoal qualquer pessoa que tenha pelo menos 18 anos e a escolaridade obrigatória. Ao escolher os assistentes pessoais, o CAVI irá avaliar se a candidata/o candidato tem um perfil de competências e um equilíbrio emocional adequados às funções.

As/os assistentes pessoais não podem ter nem ter tido os seguintes laços familiares com quem recebe a assistência:

    cônjuge ou unida/o de facto

    mães/pais, madrastas/padrastos ou sogras/os

    filhas/os, enteadas/os ou noras/genros

    avós ou avós do cônjuge

    netas/os ou netas/os do cônjuge

    irmãs/ãos ou cunhadas/os

    tias/os ou tias/os do cônjuge

    sobrinhas/os ou sobrinhas/os do cônjuge

    tias-avós/tios-avós ou tias-avós/tios-avós do cônjuge

    sobrinhas-netas/sobrinhos-netos ou sobrinhas-netas/sobrinhos-netos do cônjuge

    primas/os em 1.º grau.

De acordo com as necessidades específicas de cada pessoa com deficiência, o CAVI pode ter em conta o facto de a candidata/o candidato ter:

    robustez física

    carta de condução

    competências de informática, de língua gestual portuguesa, ou de orientação e mobilidade (para ajudar pessoas cegas a deslocarem-se, por exemplo).

Se a/o assistente pessoal for proposto diretamente por quem vai receber assistência, precisa apenas de ter pelo menos 18 anos e a escolaridade mínima, de não ter nem ter tido laços familiares com essa pessoa, e de fazer formação específica.

Para ser assistente pessoal, é preciso fazer formação

Quem for escolhido irá frequentar formação inicial de 50 horas. O Instituto Nacional para a Reabilitação define os conteúdos desta formação e cria um registo de formadores a quem os CAVI podem recorrer.

O CAVI contrata as/os assistentes pessoais de entre as candidatas/os candidatos que tenham concluído esta formação.

Depois de contratadas/os, as/os assistentes pessoais devem fazer mais uma formação, esta de 25 horas, ao mesmo tempo que desempenham as suas funções. Os conteúdos e organização desta formação são definidos pelo CAVI, de acordo com as necessidades específicas detetadas.

A relação de confiança com quem recebe a assistência é fundamental

As/os assistentes pessoais têm um contrato de trabalho em comissão de serviço. Trata-se de um contrato de trabalho temporário que exige uma especial relação de confiança com as pessoas contratadas. O CAVI pode terminar o contrato com uma/um assistente pessoal se quem recebe a assistência considerar que houve quebra dessa confiança.

Considera-se quebra de confiança qualquer comportamento que represente falta de respeito pela integridade física e psíquica, segurança ou privacidade da pessoa com deficiência ou das pessoas que com ela vivem.

Os CAVI gerem a assistência pessoal e candidatam projetos ao Portugal 2020

São organizações não-governamentais de pessoas com deficiência (ONGPD) e têm o estatuto de instituição particular de solidariedade social (IPSS).

Devem realizar todas as tarefas necessárias para prestar assistência pessoal. Por exemplo:

    escolher candidatos, formar assistentes e acompanhar os planos individualizados

    organizar processos individuais que incluam, entre outras coisas, os planos individualizados e a avaliação por parte de quem recebe a assistência

    realizar ações de sensibilização e de partilha de experiências entre pessoas que recebem assistência

    redigir um regulamento interno que inclua, entre outras, as regras de funcionamento, identificação da equipa, horário e atividades prestadas.

Devem também preparar e apresentar candidaturas de projetos-piloto ao financiamento dos Programas Operacionais do Portugal 2020. Se essas candidaturas forem aprovadas, devem cumprir todos os deveres a que esses programas de financiamento os obrigam.

O financiamento que os CAVI receberem serve para cobrir as despesas com o seu funcionamento. Inclui, entre outras, despesas com salários e ajudas de custo, transporte, comunicações e formação.

Quem compõe a equipa dos CAVI

A equipa dos CAVI é composta por técnicas/os com formação superior, de preferência nas áreas da psicologia, sociologia, gestão ou administração, serviço social ou reabilitação. Sempre que possível, deve incluir pessoas com deficiência.

O Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) reconhece e acompanha os CAVI

É o INR que reconhece os CAVI, ou seja, que aprova a sua criação. As entidades que quiserem ser reconhecidas devem apresentar o pedido no prazo de 60 dias seguidos após a publicação deste decreto-lei.

Para ser reconhecido, um CAVI deve dar assistência pessoal a pelo menos 10 pessoas e a um máximo de 50 pessoas. Em situações excecionais o CAVI pode pedir autorização ao INR para dar assistência pessoal a mais de 50 pessoas. O INR tem 15 dias depois de receber um pedido de reconhecimento para comunicar a sua decisão à entidade que apresentou esse pedido.

É também o INR que acompanha a atividade dos CAVI, para garantir que cumprem as regras de funcionamento. Se um CAVI não cumprir essas regras, o INR pode suspender ou terminar o reconhecimento. Nesses casos, o CAVI pode deixar de receber o financiamento.

O INR vai avaliar os projetos-piloto de assistência pessoal

É este instituto que faz a avaliação intercalar (a meio do percurso) e a final. Para isso, vai ter em conta o contributo de pessoas que recebem a assistência e de organizações representativas na área da deficiência.

A avaliação vai permitir rever e atualizar este decreto-lei ao fim de três anos de estar de vigor.

Que vantagens traz?

Este programa é pioneiro em Portugal e representa um passo importante para a vida independente das pessoas com deficiência, criando condições para que estas possam decidir e fazer escolhas sobre a condução da sua própria vida.

Quando entra em vigor?

Este decreto-lei entra em vigor no dia a seguir à sua publicação.

?Assim que tivermos mais indicações para candidatura a utilizador informamos.

Quaisquer dúvida ?que persista podem enviar a questão para este e-mail ou ligar para os números que estão em rodapé.

 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #46 em: 12/10/2017, 14:42 »
 
Porque? Vida Independente

Modelo de Apoio à Vida Independente

Muitas pessoas com deficie?ncia encontram-se dependentes de outras pessoas para realizar inu?meras tarefas do dia-a-dia.

Se na?o tiverem apoio para a realizac?a?o destas tarefas (que podem ser func?o?es ta?o ba?sicas como a higiene pessoal ou a alimentac?a?o), estas pessoas com deficie?ncia ficam exclui?das de qualquer processo de participac?a?o social em condic?o?es de igualdade.

Para que exista uma verdadeira igualdade de oportunidades e?, portanto, necessa?rio assegurar que estas incapacidades sejam superadas atrave?s do apoio de uma terceira pessoa.

Situac?a?o das pessoas com deficie?ncia e das suas fami?lias

Em Portugal a orientac?a?o poli?tica oficial, no que diz respeito a? criac?a?o de melhores condic?o?es de vida para as pessoas com deficie?ncia, tem passado pela delegac?a?o das responsabilidades do Estado nas fami?lias que integram pessoas com deficie?ncia, ou pela sua institucionalizac?a?o.

Ha? muitos anos que se fala da necessidade de promover a autonomia das pessoas com deficie?ncia. Mas ate? a? data na?o foram criadas condic?o?es que de facto possibilitem a autonomia destas pessoas, nem atrave?s da promoc?a?o de servic?os de apoio, nem atrave?s do aumento das prestac?o?es sociais.

Resulta desta poli?tica uma degradac?a?o da situac?a?o familiar do ponto de vista econo?mico e psicossocial, pois um dos elementos (normalmente a ma?e) e? obrigado a desistir de uma carreira profissional para assumir o papel de cuidador.

Isto tem implicac?o?es negativas para a economia familiar (diminuic?a?o de recursos), para o cuidador (condicionamento da realizac?a?o pessoal) e para a pessoa com deficie?ncia. Criam-se relac?o?es de depende?ncia mu?tua entre o cuidador e a pessoa com deficie?ncia que sa?o prejudiciais ao seu desenvolvimento psicossocial e a uma relac?a?o familiar sauda?vel. Na?o e? raro esta situac?a?o conduzir a situac?o?es de viole?ncia fi?sica e/ou psicolo?gica.

Atualmente, a u?nica alternativa existente a esta situac?a?o e? o recurso ao internamento das pessoas com deficie?ncia em unidades residenciais.

O facto de o Estado comparticipar as instituic?o?es residenciais com €950 mensais por utente, quando a mesma pessoa, se permanecer na sua reside?ncia, tem direito a apenas €88 para pagar a assiste?ncia por 3ª pessoa, e? revelador desta orientac?a?o institucionalizadora.

 

Mudanc?a de Paradigma

A inversa?o desta tende?ncia institucionalizadora passa por uma soluc?a?o que ja? existe em va?rios pai?ses desenvolvidos mas nunca foi aplicada em Portugal: a implementac?a?o de um sistema baseado na filosofia de Vida Independente.

Este sistema significa uma mudanc?a de paradigma, na medida em que a pessoa com deficie?ncia passa de sujeito passivo, de quem cuidam, para uma situac?a?o em que tem o controlo da sua vida, define os apoios que necessita e a forma como sa?o prestados.

O primeiro Centro para Vida Independente foi criado em Berkeley, Califo?rnia, em 1972, por um grupo de estudantes universita?rios com deficie?ncia que quiseram ter o controlo das suas vidas recusando a institucionalizac?a?o.

Foi a partir desta experie?ncia que se consolidou o conceito de Vida Independente, que de acordo com a European Network on Independent Living (ENIL), e? muito anterior a? Convenc?a?o dos Direitos da Pessoa com Deficie?ncia e teve um papel importante na sua adoc?a?o, “pois nenhum dos seus artigos pode ser realizado sem que exista Vida Independente”.

Como explica a ENIL:

«O Artigo 19 estabelece o direito de escolha de onde, com quem e como viver a sua pro?pria vida. Isto permite a autodeterminac?a?o sobre a qual se baseia a Vida Independente.

Ha? um debate conti?nuo sobre a independe?ncia versus interdepende?ncia. A ENIL considera que todos os seres humanos sa?o interdependentes e que o conceito de Vida Independente na?o contraria isso.

A Vida Independente na?o significa ser independente de outras pessoas, mas ter a liberdade de escolha e controle sobre a pro?pria vida e estilo de vida.»

Ainda de acordo com a ENIL:

«A Vida Independente e? a aplicac?a?o no quotidiano de uma poli?tica para as pessoas com deficie?ncia baseada nos direitos humanos.

A Vida Independente e? possi?vel atrave?s da combinac?a?o de diversos factores ambientais e individuais que permitem que as pessoas com deficie?ncia passem a ter controlo sobre as suas pro?prias vidas. Isto inclui a oportunidade de fazer escolhas e tomar deciso?es sobre onde morar, com quem viver e como viver.

Os servic?os devem ser acessi?veis a todos e, na base da igualdade de oportunidades, permitindo assim a?s pessoas com deficie?ncia flexibilidade na sua vida dia?ria.

A Vida Independente requer que o ambiente construi?do e os transportes sejam acessi?veis, que haja disponibilidade de ajudas te?cnicas, acesso a? assiste?ncia pessoal e/ou servic?os de base comunita?ria.

E? necessa?rio salientar que a Vida Independente e? para todas as pessoas com deficie?ncia, independentemente do ni?vel das suas necessidades de apoio.»

Esta mudanc?a implicara? tambe?m uma mudanc?a de atitude da parte das pessoas com deficie?ncia. Na?o e? fa?cil ser inte?rprete desta mudanc?a de paradigma. Ha? que quebrar ha?bitos de depende?ncia, fomentar a autodeterminac?a?o.
Quais as tarefas de um Assistente Pessoal?

Um(a) assistente pessoal pode realizar qualquer tarefa, dependendo da situação em que se encontra a pessoa a quem presta o serviço de apoio.

As tarefas decorrerão, fundamentalmente, das incapacidades da pessoa para quem trabalha, e serão sempre previamente acordadas por ambas as partes.

Podemos elencá-las nas seguintes áreas:

• Pessoais
Todas as que estão directamente relacionadas com a pessoa, tais como a higiene pessoal, vestir e despir, levantar e deitar na cama, ajuda nas necessidades fisiológicas, ajuda para comer, beber, preparação e toma de medicamentos, atender o telefone, tomar notas, passar páginas durante a leitura, etc.;

• Lar
As que se realizam dentro da habitação. Da limpeza da própria habitação ao tratamento de roupas, fazer a cama, utilizar eletrodomésticos, preparar as refeições ou tratar das plantas ou animais domésticos;

• Acompanhamento
Acompanhar a pessoa com deficiência na sua casa, no trabalho, na rua, em viagem ou actividades de ócio, bem como durante as férias;

• Condução
Quando, para além do acompanhamento, o assistente pessoal tem de conduzir um veículo para levar ou trazer a pessoa ou acompanhá-la a recolher terceiros;

• Interpretação
Refere-se não só à Língua Gestual como também à interpretação de diferentes sistemas alternativos e/ou aumentativos de comunicação que algumas pessoas com limitações da fala utilizam;

• Coordenação
Planificação do dia-a-dia e ajuda na tomada de decisões;

• Excecionais
Serão as que resultam de uma situação imprevista ou por uma crise da pessoa assistida que pode ser de carácter físico ou psíquico. Nestas situações actuar-se-á sempre atendo-se a um acordo ou protocolo previamente estabelecido para esses casos pela própria pessoa assistida.


Blog vida independente
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #47 em: 24/10/2017, 10:31 »
 
É AGORA. TEM DE SER AGORA




Lutámos para que isto fosse possível.

Agora é a hora de concretizar a ideia porque lutámos.

É a hora de quem acha que a Vida Independente é possível, organizar-se com outras pessoas com deficiência na sua terra, no seu Concelho, no seu Distrito e fundar um Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI).

O Centro de Vida Independente ( https://www.facebook.com/Cvidaindependente/ ) tem a experiência da gestão do Projecto-piloto de Vida Independente em Lisboa.

Juntem-se ao CVI e organizem o vosso CAVI.

Para saber como fazer é de começar por aqui: http://vidaindependente.org/projectos-…/a-minha-candidatura/

MENSAGEM DO CVI AOS SÓCIOS

Cara/o Sócia/o,

É com enorme prazer que informamos que as candidaturas para participantes nos projectos-piloto nacionais estão abertas.

A inscrição actual é uma primeira fase da sua inscrição. Informe-se bem antes de preencher o formulário.

Este é um passo muito importante nas nossas vidas. Prepare-se para avançar com confiança.

O Centro de Vida Independente publicou várias informações de apoio para que possa avançar neste processo de forma informada e consciente.

No nosso site, temos disponível documentos sobre Vida Independente, como o Demolidor de Mitos e o PAS - Toolkit - Ferramentas para Assistência Pessoal. Estes documentos contêm informações sobre a Filosofia de Vida Independente e dicas para quem queira começar a ter Assistência Pessoal.

Temos disponível uma página onde pode encontrar informações sobre como saber quantas horas de Assistência Pessoal precisa. Onde encontrará dicas e uma grelha de apoio para pensar nas horas que precisa.

Temos, também, disponível uma página com informações sobre a sua candidatura. Leia atentamente esta página, onde encontrará o formulário de candidatura.

Caso haja alguma questão que não encontre no nosso site, informe-nos.

Esta é uma fase importante das nossas vidas, particulares e colectivas. Vamos todos avançar para uma nova realidade.

Cumprimentos
A Direcção

Fonte: Facebook
« Última modificação: 24/10/2017, 10:34 por migel »
 

Offline salgado18

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #48 em: 09/12/2017, 21:59 »
 
Vida independente e sua definição




A importância das definições para a vida independente das pessoas com deficiência e a participação igual na sociedade não pode ser exagerada. Definições orientam ações, moldam identidades, sustentam políticas e justificam gastos públicos. Além disso, as definições mantêm ou prejudicam hierarquias, são meios de controle social ou libertação. O movimento da Vida Independente tem lutado durante décadas para desafiar as definições impostas às pessoas com deficiência por profissionais médicos, administradores públicos e a sociedade em geral, e em seu lugar para criar e promover definições próprias .


Um exemplo é a definição de "vida independente" em si. No período moderno, a "independência" foi entendida predominantemente como capacidade de lidar sozinha , sem suporte externo. Médicos e outros profissionais de "ajuda" reproduziram esse entendimento no tratamento de pessoas com deficiência. Os profissionais colocaram seus esforços em "consertar" os corpos e as mentes das pessoas com deficiência para que as pessoas com deficiência se tornem "independentes" por lidar sem o apoio dos outros. Aqueles que não puderam ser "consertados" dessa maneira foram confinados a instituições residenciais ou suas casas.

Os defensores da Vida Independente desafiaram essa compreensão da "independência" insistindo que a "vida independente" não é sobre a auto-suficiência ou a auto-suficiência. Em vez disso, a "vida independente" é sobre escolha e controle na vida cotidiana que, principalmente, inclui escolha e controle sobre a própria assistência:

A Vida Independente não significa que queremos fazer tudo por nós mesmos e não precisamos de ninguém ou que desejamos viver isoladamente. Vida Independente significa que exigimos as mesmas escolhas e controles nas nossas vidas de todos os dias que nossos irmãos e irmãs, vizinhos e amigos não-incapacitados consideram como certo.

A Rede Europeia de Vida Independente (ENIL) criou suas próprias definições de "vida independente" e outros termos fundamentais da política de deficiência. O objetivo dessas definições é orientar a formulação de políticas nos níveis europeu e nacional, bem como combater mal-entendidos e prevenir o "seqüestro" da linguagem dos defensores da Vida Independente que está se tornando cada vez mais difundida:

os termos "vida independente" e "assistência pessoal" foram muitas vezes explorados e mal utilizados para organizações com fins lucrativos, instituições de caridade e negócios com deficiência que não são administrados e controlados por pessoas com deficiência. Essas organizações não parecem querer entender completamente o conceito de vida independente, desenvolvido pelos movimentos de vida independentes em toda a Europa e internacionalmente.

As definições de ENIL de termos como "atuações independentes" e "assistência pessoal" são políticas porque intervêm na luta pelo significado, que também é uma luta de poder contra as hierarquias profissionais e para a libertação das pessoas com deficiência. Esta luta ainda caracterizaa área da deficiência em todo o mundo.

Abaixo, apresento minha leitura da definição de "vida independente" da ENIL. Este comentário é parte de uma revisão da literatura que estou conduzindo para o projeto Assistência pessoal conduzida pelo usuário na União Européia , hospedada pela ENIL. Eu comento a declaração de definição da ENIL por declaração e descrevo algumas idéias, distinções e prioridades que podem não ser imediatamente óbvias, mas que, no entanto, sustentam o que é explicitamente indicado. Espero que isso torne a definição mais clara e fortaleça sua mensagem.

A definição de ENIL de "viver independente"

ENIL começa a sua definição de "viver independente" afirmando que: "A vida independente é a demonstração diária de políticas de deficiência baseadas em direitos humanos". Isso sugere que o "viver independente" consiste em traduzir os princípios abstratos dos direitos humanos em práticas cotidianas concretas. Em estudos e ativismo de deficiência, a "abordagem baseada em direitos" para a política de deficiência às vezes se opôs à "abordagem baseada em necessidades" , e a mudança de "necessidades" para "direitos" significou a transição da caridade para o direito, da passividade para a atividade, e da dominação profissional para a autodeterminação de pessoas com deficiência.

A definição de ENIL continua então: "A vida independente é possível através da combinação de vários fatores ambientais e individuais que permitem que as pessoas com deficiência tenham controle sobre suas próprias vidas". Considero isso o que significa que as políticas de vida independente perseguem duas estratégias simultaneamente. Primeiro, eles projetam ou modificam "ambientes" mainstream - incluindo edifícios, moradias, transportes, escolas e locais de trabalho, para torná-los acessíveis e adaptados para pessoas com deficiência.

Note-se que a criação de serviços especializados, como oficinas protegidas ou centros de creche, mesmo quando estes estão localizados na comunidade, não permite a vida independente, mas perpetua a segregação e a exclusão . Em vez de tais serviços, a vida independente requer suporte individualizado na comunidade, que inclui assistência pessoal, assistência de comunicação, tecnologias de assistência e suporte entre colegas, entre outros. Essas soluções compreendem os "fatores individuais", a segunda estratégia para tornar a vida independente possível.

A definição da ENIL também afirma que: "Esse [controle sobre a vida de alguém] inclui a oportunidade de fazer escolhas e decisões reais sobre onde viver, com quem viver e como viver". Por implicação, a vida independente exclui os acordos de habitação e serviços em que as pessoas com deficiência são obrigadas a viver em edifícios e grupos designados, bem como a seguir as rotinas diárias determinadas pelos seus prestadores de serviços ou "ajudantes". Nos termos de formulação de políticas, a habitação e o suporte devem ser desacoplados:

Um problema-chave com muitas instituições contemporâneas é que eles vinculam a provisão de apoio à habitação. Assim, as pessoas que precisam de apoio são obrigadas a aceitar um acordo de vida do tipo de "lar de grupo", e vice-versa - as pessoas que precisam de um lugar para viver são obrigadas a aceitar o apoio fornecido lá. Isso viola o artigo 19 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência), que declara explicitamente que as pessoas com deficiência não devem ser "obrigadas a viver em um acordo de vida particular".

Próximo: "Os serviços devem estar disponíveis, acessíveis a todos e fornecidos com base na igualdade de oportunidades, consentimento livre e esclarecido e permitindo a flexibilidade das pessoas com deficiência em nosso cotidiano". Na minha leitura, isso significa que a vida independente exige a redistribuição de recursos para serviços universalmente acessíveis (medidas "positivas"), bem como para a não interferência e o respeito da privacidade (medidas "negativas"). O suporte não deve ser imposto (através de poder duro ou suave), mas livremente escolhido através do "consentimento informado". Além disso, a flexibilidade de uso é fundamental - o contrário são as rotinas rígidas e a solução única de instituições residenciais e outros serviços liderados por provedores.

Leitura adicional: "A vida independente exige que o ambiente construído, o transporte e a informação sejam acessíveis, que haja disponibilidade de meios técnicos, acesso a assistência pessoal e / ou serviços baseados na comunidade". Aqui, a ENIL recruta algumas das principais políticas que tornam possível a vida independente. Essas políticas constituem os "fatores ambientais" (tornando acessível o ambiente construído, o transporte e a informação) e os "fatores individuais" (fornecendo auxiliares técnicos, assistência pessoal e / ou outros serviços baseados na comunidade) mencionados acima.

Finalmente, a definição conclui apontando que "a vida independente é para todas as pessoas com deficiência, independentemente do gênero, idade e nível de suas necessidades de apoio". Uma vez que a vida independente é um direito humano, como também se afirma no artigo 19 da CDPD , o apoio a ela deve ser incondicional e não restringido por idade, gênero, grau de deficiência ou, de fato, outras qualificações, como renda pessoal . Aqui, também temos uma resposta à crítica comum de que o movimento da Vida Independente prioriza as pessoas com deficiência física em idade de trabalhar - em vez disso, a vida independente deve ser universalmente aplicável.

Este projecto recebeu financiamento do programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da União Europeia ao abrigo do acordo de subvenção Marie Sklodowska-Curie n. ° 747027. Este documento reflecte apenas a opinião do autor. A Agência de Execução de Pesquisa da Comissão Europeia não é responsável por qualquer uso que possa ser feito das informações que contém.

Escrito por Teodor Mladenov, pesquisador da Marie Curie na ENIL, Teodor.Mladenov@enil.eu

Fonte e mais informação: ENIL
 

Offline Raposa

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #49 em: 17/12/2017, 09:46 »
 
APPACDM Anadia: Vida independente passa essencialmente pela inclusão
Publicado por Catarina Cerca | Dez 14, 2017 | Anadia | 0  |     

 
Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, presidiu, na última quinta-feira, dia 7 de dezembro, ao seminário “Vida Independente das Pessoas com DID (Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental): das perspetivas teóricas às práticas institucionais”, promovido pela APPACDM de Anadia e que decorreu durante todo o dia no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.
Um seminário que teve por objetivo a partilha de reflexões, pesquisas e experiências profissionais e práticas desenvolvidas, reunindo algumas dezenas de participantes que refletiram e debateram esta temática tão importante quanto atual.
A sessão de abertura contou com a presença de Manuel Ruivo, diretor do Centro Distrital de Aveiro do Instituto de Segurança Social, José António Gomes, diretor do Centro de Emprego e Formação Profissional de Águeda, Nuno Canilho, vereador da Câmara Municipal da Mealhada, Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia e Madalena Cerveira, presidente da direção da APPACDM de Anadia.
“As pessoas com DID são um grande desafio”. Foi perante uma atenta plateia que encheu o auditório do Museu do Vinho, que Ana Sofia Antunes sublinhou a pertinência do tema do seminário sobre Vida Independente, uma vez que está na ordem do dia. “Uma medida chave do mandato deste governo”, disse, até porque a seu ver “esta é uma das áreas que mais carece de reflexão dentro deste processo de construção de modelo de vida independente”.
Um seminário que a secretária de Estado classificou de “grande atualidade e qualidade pelo programa que conseguiram montar: variado e que aborda diferentes aspetos”.
Aos presentes falou da regulamentação para este modelo de vida independente, tendo havido o cuidado de “criar algo que fosse abrangente e que fosse ao encontro das necessidades das pessoas com deficiência”.
“Criámos uma medida que pudesse abarcar pessoas com deficientes tipos de incapacidade, porque queremos que todos possam ser parte desta reflexão”, destacou.
Um modelo, ainda em período experimental,  pois como explicou Ana Sofia Antunes, “vamos levar a efeito um conjunto de projetos piloto para vivenciar e experienciar a vida independente, mas para também construir um modelo definitivo de vida independente para entrar em vigor em Portugal dentro de três anos”.
Até lá, este período, disse, “será de aprendizado e aprendizagem, em que todos, em conjunto, teremos de testar o modelo que propomos e perceber se este é ou não o modelo que mais sentido faz”.
Como destacou, trata-se de um modelo que pretende ir ao encontro do conjunto mais vasto de necessidades e que “confira às pessoas com deficiência a almejada autonomia, autodeterminação e independência, proporcionando-lhe a possibilidade de disporem de um assistente pessoal escolhido por si, para que a pessoa possa realizar aquele conjunto de tarefas em que se sente mais limitada, abrangendo as múltiplas realidades da vida da pessoa com deficiência.
Ana Sofia Antunes reconheceu, em Anadia, que “as pessoas com DID são um grande desafio”, já que perceber o que é a vida independente para pessoas com DID é algo que “só vamos conseguir apreender com a implementação de projetos piloto para esta população em concreto, no sentido de lhes conferir autonomia”.


Fonte:https://www.jb.pt/2017/12/appacdm-anadia-vida-independente-passa-essencialmente-pela-inclusao/
 
 

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Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #50 em: 28/01/2018, 22:39 »
 
Por que a vida independente é importante para pessoas mais velhas?

Posted: 27 Jan 2018

Há uma grande discussão a nível europeu e internacional sobre os direitos das pessoas mais velhas. Sabemos que a Europa está envelhecendo (ou seja, as pessoas vivem mais tempo, portanto, o número de pessoas idosas está aumentando), e entendemos que os Estados membros estão sob pressão para prover o aumento do número de pessoas idosas em seus países. Também sabemos que, em toda a Europa, há preocupações quanto à falta de serviços de assistência e cuidados para pessoas idosas; Muitas pessoas mais velhas estão sujeitas a abusos, enfrentam a solidão, muitas famílias estão lutando para cuidar de seus familiares mais velhos. No plano internacional, o trabalho está em curso há algum tempo para possivelmente introduzir um novo tratado centrado nos direitos das pessoas idosas.



A Rede Europeia de Vida Independente - A ENIL está preocupada com o crescente foco no atendimento residencial na União Européia e as demandas para aumentar o número de estabelecimentos de cuidados residenciais na Europa. Isso vai contra os esforços para promover serviços comunitários de qualidade para todos aqueles que necessitam de apoio, como uma alternativa aos cuidados residenciais e institucionais.

Muitas pessoas mais velhas precisam de apoio e cuidados porque adquiriram deficiências em uma fase posterior da vida. É crucial que as pessoas idosas com deficiência recebam os direitos garantidos pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), e isso inclui a possibilidade de viver de forma independente na comunidade. Como é esclarecido no Comentário Geral sobre o Artigo 19 , o direito à vida independente e comunitária aplica-se a todas as pessoas com deficiência, independentemente da idade.

Para entender melhor por que a vida independente é importante para pessoas mais velhas, falamos com dois ativistas de deficiência - Anne Pridmore, do Reino Unido, e Gordana Rajkov, da Sérvia. Apresentaremos a perspectiva de outros ativistas mais velhos da deficiência nas futuras edições da nossa Newsletter.

Por que a vida independente é importante para pessoas mais velhas?

Anne Pridmore (AP): Por que a vida independente é importante para pessoas mais velhas? A Vida Independente é extremamente importante para mim porque me dá a oportunidade de permanecer na minha casa com meus dois cães e de prosseguir as atividades que gosto com as pessoas certas para me apoiar.

Gordana Rajkov (GR): Penso que a vida independente é importante, em primeiro lugar, para as pessoas que vivenciaram uma vida independente durante a maior parte de sua vida, certamente antes de chegarem à idade que é considerada como você definir como uma "pessoa idosa" . Se você tem vivido de forma independente quando era mais jovem (30-40 anos de idade), obviamente, é muito importante para você manter esse modo de vida quando tiver mais de 60 a 70 anos de idade.

Se essas pessoas viveram a maioria de suas vidas com sua família ou por si mesmas e nunca ouviram falar sobre a filosofia da Vida Independente, acho que não é fácil conscientizar uma vez que têm 70 anos de idade.

No entanto, é muito importante que o princípio básico da filosofia de vida independente - escolha, esteja em vigor para todos. Então, deve ser uma decisão do indivíduo em que eles querem viver, como e com quem. Portanto, vou insistir na escolha, que deve estar disponível para pessoas mais velhas, como para todos os outros. Além disso, com base na minha experiência, muitas pessoas mais velhas vivem de forma independente em suas casas, com serviços de apoio na comunidade local. Normalmente, trata-se de cuidados domiciliários, que se baseiam em princípios que diferem da Vida Independente, como a definiríamos.

Qual é a aparência da vida independente para pessoas mais velhas?

AP: Independent Living é sobre ter o direito de escolher quem você tem para apoiá-lo. Permanecendo em uma posição para otimizar a escolha e o controle sobre a hora que eu levanto, ir para a cama, a comida que eu como, quando tomo banho. Muitas pessoas mais velhas exigirão apenas um suporte mínimo. Isso, claro, dependerá do quanto eles possam fazer por si mesmos. Muitas pesquisas foram feitas sobre o valor de permitir que as pessoas idosas permaneçam em sua própria casa, o que muitas vezes resulta em uma vida útil mais longa.

GR: Minha experiência é (vivendo de forma independente por muitos anos), não difere da maneira como eu vivi antes. Exceto que, à medida que envelheço, preciso de mais ajuda e apoio com atividades cotidianas, que não posso realizar como fiz antes. O básico é que estou fazendo minhas escolhas, tomo minhas próprias decisões e controlo minha vida sozinho.

Existem desafios ou barreiras adicionais para acessar a vida independente como pessoa idosa?

AP: Um dos desafios que estou enfrentando é sobre recursos. Por exemplo, é mais barato hospedar alguém na casa de um idoso. No entanto, isso deve ser calculado em termos do fato de eu estar empregando seis assistentes pessoais, que por sua vez estão aumentando a economia.

GR: Certamente, desafios ou barreiras adicionais podem ser legislação nacional (ou local), o que pode restringir o direito de ter serviços, como assistência pessoal, com base na sua idade. Além disso, problemas e condições de saúde podem influenciar a sua decisão de viver de forma independente, apesar do seu estilo de vida.

Como sua experiência de vida independente mudou à medida que envelheceu?

AP: É cada vez mais difícil justificar o custo do meu pacote de cuidados. No entanto, porque emprego minha equipe pessoal, ainda tenho autonomia / escolha na minha vida.

GR: Como dito antes, minha experiência em viver de forma independente não difere da maneira como eu vivi antes, exceto que agora estou envelhecendo, preciso de mais ajuda e apoio com atividades cotidianas, o que não sou capaz de fazer como antes.

Por que as pessoas idosas devem se preocupar com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (UNCRPD)?

AP: UNCRD é extremamente importante para as pessoas mais velhas porque, o artigo 19 estabelece em direito o direito à vida independente. Além disso, o artigo 8 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos prevê um direito ao respeito da "vida privada e familiar", da sua casa, etc.

GR: O UNCRPD é um documento sobre direitos humanos e a responsabilidade da sociedade de proporcionar condições que permitam às pessoas com deficiência atingir esses direitos, independentemente da idade, gênero e outras diferenças. Há uma chance maior de que pessoas mais velhas vivam sozinhas, porque seus filhos têm suas próprias famílias e não terão muito apoio delas. Portanto, este documento também é relevante para pessoas idosas, porque também define seus direitos. Isto é particularmente importante porque, à medida que as pessoas envelhecem, eles podem ter mais problemas de saúde e precisarão de apoio nas comunidades locais - para permitir que eles permaneçam em suas próprias casas, se eles decidirem, e vivam a vida como viveram antes.

Fonte: ENIL
 

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Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #51 em: 07/04/2018, 18:38 »
 
É esta Vida Independente que pretendemos?

abril 06, 2018


A implementação da Vida Independente em Portugal continua a ser uma promessa. O deputado Jorge Falcato, confrontou o Governo na tentativa de obter algumas respostas sobre a dificuldade em fazê-la acontecer. Aí estão as respostas que não gostaríamos de ouvir:



Por isso sugere-nos:




Fonte: Tetraplegicos

« Última modificação: 07/04/2018, 18:40 por migel »
 

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5 maio 2018: Junte-se ao Dia Europeu da Vida Independente
« Responder #52 em: 09/04/2018, 08:31 »
 
5 maio 2018: Junte-se ao Dia Europeu da Vida Independente



O Dia Europeu da Vida Independente no dia 5 de maio está de novo aí! O tema deste ano é "Barreiras à vida independente".

Gostaríamos de incentivá-lo a marcar o dia organizando eventos em seus países. Nós também convidamos você a tirar fotos e gravar testemunhos, descrevendo as barreiras de Vida Independente você enfrenta, e compartilhá-los com ENIL no período que antecedeu ao 5 º de Maio. Essas barreiras podem ser qualquer tipo de obstáculo à vida independente que você encontra em seu caminho na vida cotidiana, como obstáculos nas ruas do seu bairro, programas de TV interessantes sem legendas ou problemas com consultar um médico ou usar o transporte público.

Gostaríamos também de utilizar este Dia Europeu da Vida Independente para aumentar a consciencialização sobre duas questões específicas - barreiras ao direito de voto e a Lei Europeia da Acessibilidade .

Em primeiro lugar, 2019 é um ano de eleições e os políticos vão lutar pelo direito de ganhar o seu voto e ser o seu representante eleito no Parlamento Europeu. Muitos cidadãos da UE com deficiência são rotineiramente impedidos de votar. O Dia Europeu da Vida Independente é uma excelente oportunidade para destacar a importância da participação política. Portanto, gostaríamos de encorajá-lo a coletar exemplos de barreiras ao voto e cidadania plena .

Em segundo lugar, o Ato Europeu da Acessibilidade está preso num infeliz jogo de pingue-pongue político. Há questões importantes na mesa, como se é necessário ter regulamentos de acessibilidade para o ambiente construído e se os edifícios construídos com dinheiro público devem ser disponibilizados. Até mesmo a acessibilidade do número de emergência da UE (112), uma parte crucial dos serviços de emergência, está sendo debatida. Portanto, planejamos usar os exemplos de barreiras que você nos envia para defender uma Lei Européia de Acessibilidade mais forte .

Com tudo isso em mente, é hora de nos fazermos ouvir . Nós encorajamos você a unir e espalhar a palavra sobre o direito de Vida Independente, tanto quanto você puder! Entre em contato com o seu Membro do Parlamento local, organize eventos em sua cidade natal, bairro, escola ou universidade, ou envie fotos ou gravações para a ENIL. Faça o que fizer, deixe as pessoas saberem que a Vida Independente é um direito humano e que não seremos ignorados.

Nada sobre nós sem nós!

Como posso participar no Dia da Independência Europeia?
Organize um evento na sua cidade, bairro, no seu local de trabalho, na sua escola ou universidade. O evento não precisa ser grande - pode ser uma manhã de café no centro comunitário local, por exemplo. Por favor, deixe a ENIL saber o que você está planejando, para que possamos compartilhar isso no Facebook.

Por favor, envie uma foto e / ou uma gravação (testemunho) das barreiras que você encontra para Lauri em evsvolunteer2@enil.eu , para que possam ser publicadas no Facebook antes e na 5 ª
Divulgue a notícia sobre o Dia da Independência Europeia nas mídias sociais. Use as seguintes hashtags: # ILDAY18 #independentliving

Se estiver em Bruxelas ou nas proximidades, junte-se à ENIL na exibição de “Defiant Lives” no Parlamento Europeu. Você pode se cadastrar aqui pela 23ª.

Fonte: ENIL - Rede Europeia Sobre Vida Independente
 

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5 de maio dia europeu Vida Independente. Participe!
« Responder #53 em: 28/04/2018, 15:27 »
 
5 de maio dia europeu Vida Independente. Participe!


O dia 5 de maio está muito em breve e gostaríamos de lembrá-lo de como você pode se envolver e expressar nossos agradecimentos a todos aqueles que nos informaram sobre os eventos que estão organizando!


Um verdadeiro burburinho está crescendo, com coisas interessantes acontecendo da Noruega a Montenegro, de Portugal à Lituânia. A variedade de eventos é muito grande, de festas de rua e marchas a seminários acadêmicos. É realmente uma alegria ver tudo se juntar! O dia 5 de maio não é apenas um dia de solidariedade, mas também uma oportunidade para celebrar as conquistas do movimento Vivendo Independente e todos aqueles que tornaram possível que as coisas mudem para melhor. É um dia que nosso movimento precisa e merece.

Como você deve se lembrar, o tema deste ano é “Barreiras à vida independente”. Se você deseja trazer obstáculos para a vida independente para todos verem, por favor envie fotos, vídeos e testemunhos escritos para nós em evsvolunteer2@enil.eu . Tenha em mente que o que quer que você nos envie pode realmente fazer uma diferença real, já que planejamos usar o material em nossa campanha para um Ato Europeu de Acessibilidade mais forte e mais robusto que realmente trabalhe para permitir cidadania plena e participação na sociedade de uma maneira significativa.

Outro tema que você pode querer cobrir com suas fotos, vídeos ou testemunhos é barreiras à participação política - como eleitor ou candidato! As vossas contribuições para o dia 5 de Maio serão utilizadas pela ENIL no período que antecede as eleições do Parlamento Europeu de 2019, para promover o direito das pessoas com deficiência à participação política.

Por último, mas não menos importante, se você estiver em Bruxelas no dia 4 de maio, junte-se a nós em uma exibição de “Defiant Lives” , um documentário sobre a história do movimento Vida Independente, no Parlamento Europeu. O registro é necessário, por favor clique aqui para se inscrever . Se você não tiver um crachá para entrar no Parlamento Europeu, registre-se até 27 de abril.

Obrigado por voar a bandeira para a vida independente! Desejamos-lhe um maravilhoso 5 de maio e esperamos que você aproveite ao máximo!

Fonte: ENIL - Rede Europeia Sobre Vida Independente
 

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Re: 5 de maio dia europeu Vida Independente. Participe!
« Responder #54 em: 29/04/2018, 14:23 »
 
Vigília Pela Vida Independente


Marcha Pela Vida Independente, a realizar-se no próximo sábado, dia 5, pelas 14h30, na Avenida da Liberdade em Lisboa.



VIGILIA

Durante 77 horas, sem interrupção, estaremos a falar sobre vida independente e a conviver com as pessoas com diversidade funcional e as suas famílias.


Iremos unir-nos pois exigimos que os nossos Direitos Humanos sejam reconhecidos.
Junte-se a nós!

NÃO TEM TRANSPORTE?

Para muitas pessoas com deficiência, especialmente as que vivem fora de Lisboa ou Porto, o direito à mobilidade é ainda um sonho por cumprir.

Sabemos as dificuldades que enfrentam quando precisam de se deslocar para um pouco mais longe do local onde habitam. Chegar até à Marcha pela Vida Independente é impossível para muitas pessoas seja porque não há transportes acessíveis, seja porque não têm rendimentos suficientes para pagar somas astronómicas pela deslocação num táxi ou ambulância dos bombeiros locais.

Se quer ir à Marcha pela Vida Independente e não tem transporte, diga aqui nos comentários de onde parte e se pode ou não comparticipar as despesas com o combustível.

Se você é uma pessoa solidária, defende uma verdadeira inclusão das pessoas com deficiência e tem transporte disponível, diga também aqui nos comentários que percurso poderá fazer até à Av. Da Liberdade no dia 5 de Maio.

Também pode enviar o seu pedido ou a sua oferta de boleia para o mail vidaindependente.lx@gmail.com

MEU APELO À PARTICIPAÇÃO


Fonte: https://www.facebook.com/Cvidaindependente/
 

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Re: 5 de maio dia europeu Vida Independente. Participe!
« Responder #55 em: 29/04/2018, 21:47 »
 
 
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Marcha e vigília para pedir mais apoios para os Centros de Apoio à Vida Independente

Orçamento de 1,4 milhões de euros é "claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações", diz responsável do Centro de Vida Independente.
Lusa
1 de Maio de 2018, 11:56


guilherme marques
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guilherme marques
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O orçamento para a constituição dos Centros de Apoio à Vida Independente é baixo e não permite o estipulado por lei, considera o Centro de Vida Independente, sublinhando esta como a principal reivindicação da vigília, que deverá decorrer entre as 15h30 de quarta-feira e as 20h30 de sexta-feira, e da marcha, agendada para sábado, 5 de Maio. O objectivo é chamar a atenção para a vida independente e os direitos das pessoas com deficiência e das suas famílias.

Em declarações à agência Lusa, um dos membros da direcção do Centro de Vida Independente explicou que as reivindicações relativas à vida independente são "novas, urgentes e emergentes" e criticou o valor de 1,4 milhões de euros definido para a constituição de cada Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI).

De acordo com Diana Santos, do Centro de Vida Independente, este é um "orçamento claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações".

"Pretende-se fazer uma espécie de apoio domiciliário gourmet porque não há horas suficientes nem capital investido para proporcionar a qualidade e as horas necessárias para as pessoas com diversidade funcional, e essa é a nossa maior reivindicação", argumentou.

Na opinião da responsável, haverá um "prejuízo muito grande para o número total de pessoas apoiadas" e defende mesmo que o orçamento definido pelo Governo não chega para cumprir o que está estipulado na lei.

Para Diana Santos, seriam precisos pelo menos cinco milhões de euros por CAVI para cumprir o estipulado, ou seja, "até 40 horas semanais para 70% dos utilizadores, mais de 40 horas semanais, até um limite de 24 horas por dia para os outros 30%".

Diana Santos referiu que estão previstos CAVI que irão apoiar 50 ou mais pessoas, se assim se justificar, mas o orçamento não aumenta dos 1,4 milhões de euros por três anos, apesar de apoiarem mais utentes.

"Para se dar apoio a estas pessoas, temos de reduzir em muito as horas atribuídas a cada utilizador", apontou.

Uma situação que a responsável considerou ser "gravíssima", apontando que será facilmente ultrapassado o limite de 30% de pessoas que podem receber assistência 24 horas por dia.

Por outro lado, referiu que as associações continuam à espera que seja aberto concurso para os CAVI em Lisboa e no Algarve, não sabendo também quando é que será marcada a sessão de esclarecimento prevista na capital.
O melhor do Público no email


Diana Santos referiu que inicialmente estava só prevista a realização da marcha para comemorar o Dia Europeu da Vida Independente, que se assinala a 5 de Maio, mas tendo em conta os "atrasos" em relação aos CAVI, o entendimento foi o de que não bastava enaltecer a vida independente, mas também reivindicar "os apoios que já vêm tardios".
Mais populares

   
Entre as outras reivindicações, estão as acessibilidades, políticas de acesso a uma escola "realmente inclusiva", políticas de promoção de empregabilidade, "que não existem", apoios para as famílias, além de uma" política justa de atribuição de ajudas técnicas".

No que diz respeito à adesão às duas iniciativas, Diana Santos disse esperar que todas as associações de defesa das pessoas com deficiência se associem, mas admitiu que não será fácil dadas as dificuldades com as acessibilidades.


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Vigília de três dias começa esta quarta-feira para pedir mais apoios para Centros de Apoio à Vida Independente



2/5/2018, 7:40
Um reforço do orçamento para a constituição de Centros de Apoio à Vida Independente é a principal reivindicação da vigília , que começa esta quarta-feira e se prolonga até sexta-feira.


O Centro de Vida Independente inicia esta quarta-feira uma vigília de três dias para chamar a atenção para a vida independente e os direitos das pessoas com deficiência e das suas famílias. Um reforço do orçamento para a constituição de Centros de Apoio à Vida Independente é a principal reivindicação da vigília, que começa esta quarta-feira e se prolonga até sexta-feira, culminando com uma marcha de protesto.

Em declarações à agência Lusa, um dos membros da direção do Centro de Vida Independente explicou que as reivindicações relativas à vida independente são “novas, urgentes e emergentes” e criticou o valor de 1,4 milhões de euros definido para a constituição de cada Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI). De acordo com Diana Santos, este é um “orçamento claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações”.

“Pretende-se fazer uma espécie de apoio domiciliário ‘gourmet’ porque não há horas suficientes nem capital investido para proporcionar a qualidade e as horas necessárias para as pessoas com diversidade funcional, e essa é a nossa maior reivindicação”, argumentou. Para Diana Santos, seriam precisos pelo menos cinco milhões de euros por CAVI para cumprir o estipulado, ou seja, “até 40 horas semanais para 70% dos utilizadores, mais de 40 horas semanais, até um limite de 24 horas por dia para os outros 30%”.

Diana Santos referiu que estão previstos CAVI que irão apoiar 50 ou mais pessoas, se assim se justificar, mas o orçamento não aumenta dos 1,4 milhões de euros por três anos, apesar de apoiarem mais utentes. O Centro de Vida Independente tinha inicialmente previsto realizar apenas a marcha para comemorar o Dia Europeu da Vida Independente, que se assinala a 05 de maio, mas, disse Joana Santos, tendo em conta os “atrasos” em relação aos CAVI, o entendimento foi o de que não bastava enaltecer a vida independente, mas também reivindicar “os apoios que já vêm tardios”.

Entre as outras reivindicações, estão as acessibilidades, políticas de acesso a uma escola “realmente inclusiva”, políticas de promoção de empregabilidade, “que não existem”, apoios para as famílias, além de uma” política justa de atribuição de ajudas técnicas”. No que diz respeito à adesão às duas iniciativas, Diana Santos disse esperar que todas as associações de defesa das pessoas com deficiência se associem, mas admitiu que não será fácil dadas as dificuldades com as acessibilidades.


Fonte: Publico
 

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Vigília e manifestação pedem mais apoio para Centros de Apoio à Vida Independente



A vigília terá a duração de três dias e terminará com uma marcha de protesto a ter lugar no dia 5 de maio, em Lisboa. Manifestantes reivindicam mais apoios, melhores acessibilidades e políticas de promoção da empregabilidade.
2 de Maio, 2018 - 14:37h

Vigília e manifestação pedem mais apoios para Centros de Apoio à Vida Independente

Tem hoje início uma vigília de três dias organizada pelo Centro de Vida Independente. A vigília tem por objetivo chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência e das suas famílias. A ação de três dias pretende reivindicar um reforço do orçamento para a constituição de Centros de Apoio à Vida Independente.

Em declarações à agência Lusa, um dos membros da direção do Centro de Vida Independente explicou que estas reivindicações sobre a vida independente são “novas, urgentes e emergentes”, aproveitando para criticar o valor de 1,4 milhões de euros definido para a constituição de cada Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI). Trata-se de um “orçamento claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações”, afirmaram.



“Pretende-se fazer uma espécie de apoio domiciliário ‘gourmet’ porque não há horas suficientes nem capital investido para proporcionar a qualidade e as horas necessárias para as pessoas com diversidade funcional, e essa é a nossa maior reivindicação”, argumentou a ativista Diana Santos.

Para a ativista, seriam no mínimo necessários cinco milhões de euros por CAVI para cumprir o estipulado, ou seja, “até 40 horas semanais para 70% dos utilizadores, mais de 40 horas semanais, até um limite de 24 horas por dia para os outros 30%”. Diana Santos afirmou estarem previstos CAVI que irão apoiar 50 ou mais pessoas, embora o orçamento não aumente dos 1,4 milhões de euros para três anos, isto apesar do aumento dos utentes apoiados. Os atrasos observados em relação aos CAVI está na origem da convocação desta vigília, uma vez que inicialmente estava prevista apenas a manifestação no dia 5 de maio.

Entre as outras reivindicações dos manifestantes, encontram-se as acessibilidades, políticas de acesso a uma escola “realmente inclusiva”, políticas de promoção de empregabilidade, “que não existem”, apoios para as famílias, além de uma” política justa de atribuição de ajudas técnicas”.

Diana Santos afirma esperar que todas as associações de defesa das pessoas com deficiência se associem, embora reconheça que as difíceis acessibilidades possam dificultar a participação das mesmas.
Termos relacionados Sociedade


Fonte: esquerda Net
 

 



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