Um servente da construção civil, de Espinho, foi detido pela PJ-Porto por suspeitas de ter violado uma vizinha, de 28 anos, com atraso mental ligeiro e gravemente doente. De 56 anos, o arguido tinha estado preso cinco anos por violar e agredir a própria mulher.
O crime de violação terá sido cometido no passado dia 3. Vítima e agressor viviam nas proximidades um do outro e, para a consumação do ilícito, o indivíduo, de 56 anos, atraiu a mulher até à sua casa. Aí, foi capaz de manietá-la e forçá-la à prática de actos sexuais. Chegou a privar a vítima da liberdade. Não havia relação de parentesco entre os dois.
A Polícia Judiciária do Porto sustenta que o indivíduo ter-se-á aproveitado de “fragilidade resultante de doença física e de perturbação emocional” da mulher. Ao que apurou o JN, tratar-se-á de uma doença grave, que não seria do conhecimento do suspeito de violação.
O caso foi comunicado às autoridades e os inspectores da Polícia Judiciária do Porto partiram, anteontem, para a detenção do suspeito, na sua residência.
Indicando como profissão funções exercidas na construção civil, o arguido é já conhecido das autoridades por crimes de idêntica natureza. Há já alguns anos, terá violado a própria mulher com quem vivia. Ao mesmo tempo, agredia-a violentamente.
As agressões terão acontecido sucessivamente. A mulher, entretanto, acabou por perder a vida.Julgado por ilícitos de violação, maus-tratos e ofensas à integridade física, o indivíduo acabou condenado a oito anos de prisão.
Porém, não passou todo este tempo na cadeia. Ao completar cinco anos de pena, foi colocado em liberdade condicional. Este período já decorreu, pelo que a detenção agora verificada não vai obrigar o arguido a cumprir o resto da pena anterior.
Levado ontem a interrogatório para aplicação de medidas de coacção, o juiz de instrução criminal do Tribunal de Espinho entendeu colocá-lo em prisão preventiva.
Fonte: JN