Em 42 hospitais auditados pela Inspecção-Geral das Actividades de Saúde, apenas 18 aplicam planos de prevenção de riscos de corrupção.
Metade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem planos de prevenção de riscos de corrupção. E mesmo aqueles que têm, não identificam nos respectivos planos todas as áreas e departamentos existentes em cada entidade hospitalar.
A conclusão é de uma auditoria da Inspecção Geral das Actividades em Saúde, que analisou 42 hospitais-empresa (EPE). A auditoria "traduz uma crescente preocupação com o controlo das actividades de gestão e administração de dinheiros, valores ou património públicos", pode ler-se no documento a que o Diário Económico teve acesso. E ganha dimensão depois da Inspecção Geral das Finanças ter identificado que a fraude na despesa do Estado com medicamentos atinge os 40%.
"No que respeita às medidas de prevenção da corrupção, conclui-se, por ora, que 24 (57,1%) entidades ainda não elaboraram um Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção, valor este que se assume como elevado", diz a IGAS. A auditoria foi concluída no final do ano passado, mas a entidade presidida por Fernando César Augusto decidiu fazer um ‘follow-up' da acção, que contou com o aval do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), que funciona junto do Tribunal de Contas.
Fonte: Económico