Governo substitui direcção do Instituto Nacional de ReabilitaçãoHumberto Simões dos Santos vai assumir a presidência em regime de substituição. Marina Van Zeller mantém-se na vice-presidência.
Raquel Martins
12 de Janeiro de 2017, 8:00
Instituto em causa coordena as políticas nacionais para a área da deficiência

Instituto em causa coordena as políticas nacionais para a área da deficiência ADRIANO MIRANDA
À semelhança do que já tinha acontecido no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ou no Instituto de Segurança Social (ISS), o Governo decidiu afastar a actual direcção do Instituto Nacional de Reabilitação (INR), com a justificação de que é necessário “imprimir uma nova orientação à gestão” do organismo.
Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social confirmou a dissolução do conselho directivo, alertando que “é premente dotar o INR de uma nova abordagem e dinâmica no desempenho das suas atribuições” que estão sobretudo relacionadas com a promoção dos direitos das pessoas com deficiência. Foi ponderado também o “desejável aumento da capacidade de resposta direccionada aos novos e exigentes desafios que se colocam ao país, em geral, e à área das pessoas com deficiência, em particular”.
Em causa está cargo de presidente, ocupado até agora por José Manuel Serôdio, e o de vice-presidente que era assegurado por Marina Van Zeller, ambos nomeados em Janeiro de 2014 pelo anterior governo, na sequência de concursos da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap).
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Para o lugar de presidente será nomeado, em regime de substituição, Humberto Simões dos Santos, licenciado em sociologia e técnico superior dos serviços intermunicipalizados de Loures e Odivelas que, entre 2009 e 2016, trabalhou no Comité Paralímpico de Portugal. Entre outros cargos, integrou também o Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração de Pessoas com Deficiência.
A vice-presidência continuará a ser garantida por Marina Van Zeller, mas agora em regime de substituição.
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O Ministério de Vieira da Silva explicou ao PÚBLICO que a decisão de afastar os actuais dirigentes tem efeitos desde 9 de Janeiro e que os antigos membros do conselho directivo “foram ouvidos, em sede de audiência prévia, sobre os fundamentos da projectada dissolução do conselho directivo”.
Fonte: Publico