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Enfermeira alemã é julgada por mortes em centro para deficientes
DN/AFP
26 Outubro 2021 — 18:10
(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=afaf01a4-5e94-4d93-b6e7-aff7ef8b7281&w=800&h=450&t=20211026171011)
Hospital© Rodrigo Cabrita/Global Imagens
O julgamento de uma enfermeira, aparentemente com problemas mentais, acusada de ter esfaqueado quatro moradores de um centro para deficientes, começou esta terça-feira (26 de outubro) na Alemanha.
Inés Andrea R., de 52 anos, suspeita de quatro assassinatos e de três tentativas de homicídio, foi internada numa instituição psiquiátrica por sinais "evidentes" de doença mental, segundo a Procuradoria.
Com previsão de duração até o início de dezembro, o julgamento está a ser realizado no tribunal de Potsdam, no sul de Berlim. Foi nesta área que aconteceram estes crimes que chocaram o país em abril passado.
O tribunal deve determinar se a acusada pode ser responsabilizada pelas suas ações, tendo em consideração o seu estado psicológico. A Justiça também deverá determinar o que a levou a cometer estes crimes.
Ela é acusada de assassinar com uma arma branca, no dia 28 de abril, quatro residentes de um centro para pessoas com deficiências psicomotoras onde trabalhava.
As vítimas, duas mulheres e dois homens, com idades entre os 31 e os 56 anos, não tiveram a hipótese de se defender.
Andrea atacou ainda mais três pessoas, ferindo gravemente uma mulher de 43 anos. A polícia denunciou lesões causadas pelo "uso de uma violência extrema".
A Procuradoria considera que se tratou de um ato deliberado, embora a suposta autora não possa ser responsabilizada integralmente pelos factos, devido aos seus problemas de saúde mental.
A acusada assegurou-se que, naquela noite, os dois colegas com quem dividia turno estariam ocupados, antes de atacar os residentes que ela sabia que "não se podiam defender", alegou a procuradora.
Sem entrar em detalhes, Inés Andrea R., mãe de dois filhos, um deles deficiente, contou que sempre quis ser enfermeira e que durante muitos anos sofreu de problemas mentais.
"Aconchegava-me em casa. Desde que tinha 5 anos, eu sentia uma grande tristeza e medo perante da vida", disse. O estabelecimento Suchnelda von Saldern Haus é especializado no acolhimento e no apoio às pessoas com deficiência física, ou mental, em particular cegos e autistas. Cerca de 65 pessoas vivem nesta estrutura, que emprega mais de 80 funcionários.
Fonte: dn.pt Link: https://www.dn.pt/internacional/enfermeira-alema-e-julgada-por-mortes-em-centro-para-deficientes-14259024.html