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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78863 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #240 em: 14/09/2022, 20:14 »
 
Putin diz a Guterres que dará "prioridade" ao envio de cereais da Ucrânia para países necessitados

MadreMedia / AFP
14 set 2022 18:51



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Contacto telefónico entre presidente da Rússia e secretário-geral da ONU centrou-se nos acordos de exportação de cereais ucranianos.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira ao secretário-geral da ONU, António Guterres, durante um telefonema, que a "prioridade" deveria ser enviar grãos ucranianos para os países mais necessitados, disse o Kremlin.

Durante a conversa dos dois homens, "as atenções concentraram-se principalmente na implementação dos acordos de Istambul sobre a exportação de grãos ucranianos. Ambos os lados enfatizaram a importância de atender às necessidades, prioritariamente, daqueles em África, Oriente Médio e América Latina que precisam de comida", revelou a presidência russa em comunicado.

Outro assunto discutido entre ambos foi a questão que envolve a central nuclear de Zaporijia, com Putin a assegurar a cooperação entre a Rússia e a delegação da AIEA que está presente no local.

"A situação em torno da central nuclear foi discutida, inclusive no contexto dos resultados da visita da delegação da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica ou Atómica) a 1º de setembro. Vladimir Putin fez uma avaliação positiva da cooperação construtiva com a agência e falou sobre as medidas tomadas pela Rússia para garantir a segurança e proteção física das instalações do ZNPP", disse o Kremlin.






Fonte: 24.sapo.pt                     Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-a-guterres-que-dara-prioridade-ao-envio-de-cereais-da-ucrania-para-paises-necessitados
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #241 em: 14/09/2022, 20:14 »
 
"Ainda estamos longe da paz", diz Guterres após telefonema com Putin

MadreMedia / Lusa
14 set 2022 19:41



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia permanece muito distante, admitiu hoje o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, após uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

"Ainda estamos longe de um acordo de paz. (...) Estaria a mentir se dissesse que isso vai acontecer rapidamente", disse Guterres num 'briefing' à imprensa, na sede da ONU em Nova Iorque.

De acordo com o secretário-geral da ONU, as probabilidades de um cessar-fogo "são mínimas", frisando que continuará a perseguir esse objetivo.

O líder da ONU discutiu hoje com Putin a situação na Ucrânia e, segundo detalhou, abordou com o Presidente russo as possibilidades de estender o acordo para exportação de cereais pelo Mar Negro, bem como formas para facilitar as vendas de fertilizantes russos e a questão da central nuclear ucraniana de Zaporijia.

Guterres informou que a ONU está a tentar mediar as conversações para que as exportações russas de amoníaco pelo Mar Negro sejam retomadas, com uma extensão do acordo internacional que permitiu o desbloqueio de portos ucranianos para libertar milhões de toneladas de cereais daquele país.

O amoníaco é amplamente utilizado no desenvolvimento de fertilizantes e a Rússia é um dos principais produtores mundiais de fertilizantes, mas as vendas foram reduzidas de forma significativa desde a invasão russa da Ucrânia, com Moscovo a denunciar a existência de muitos obstáculos.

Embora os Estados Unidos e a União Europeia tenham clarificado que as suas sanções não afetam alimentos e fertilizantes russos, por enquanto muitas empresas privadas estão relutantes em estar envolvidas em tais operações, segundo fontes da ONU.

Guterres e Putin abordaram ainda, no telefonema de hoje, a situação dos prisioneiros de guerra e a missão que as Nações Unidas enviarão para investigar o ataque contra uma prisão em Olenivka, na Ucrânia, onde morreram 50 prisioneiros ucranianos, cuja autoria é alvo de acusações cruzadas entre Moscovo e Kiev.

De acordo com Guterres, a Rússia prometeu não colocar nenhum obstáculo aos investigadores da ONU e permitirá que estes realizem o seu trabalho.

Questionado sobre os recentes avanços das tropas ucranianas e sobre o significado destas manobras para um possível fim da guerra, desencadeada por Moscovo no final de fevereiro, Guterres afirmou: "Ainda estamos longe da paz".

Guterres lembrou ainda que a guerra na Ucrânia está a devastar um país e a afundar a economia global, com consequências dramáticas, especialmente para os países pobres.

O conflito na Ucrânia será tema de destaque entre os líderes internacionais que estarão na próxima semana em Nova Iorque para participarem nas reuniões anuais da Assembleia-Geral da ONU, embora Guterres tenha destacado hoje a importância de lidar com outras crises, como a alimentar e a climática.

"O Debate Geral deste ano deve ser sobre dar esperança. Essa esperança só pode vir através do diálogo e do debate que são o coração pulsante das Nações Unidas", concluiu António Guterres.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ainda-estamos-longe-da-paz-diz-guterres-apos-telefonema-com-putin
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #242 em: 14/09/2022, 20:19 »
 
Zet Gallery apresenta sábado exposição única em Portugal com obras de 5 artistas ucranianas

Publicado 3 horas atrás on Setembro 14, 2022 Por Redação A Nação


Foto: Hugo Delgado

Ministra Ana Catarina Mendes é convidada de honra numa ação que decorre às 16 horas, em Braga

A zet gallery inaugura este sábado, em Braga, dia 17 de setembro, às 16 horas, a exposição FIRST IMPRESSIONS, que resulta do trabalho artístico de 5 artistas refugiadas ucranianas a quem o dstgroup deu acolhimento – alojamento, atelier, recursos para a produção das obras de arte e uma bolsa mensal de €1000/artista.

As 5 artistas, Yevheniia Antonova, Margaryta Alfierova, Oleksandra Skliarenko, Hanna Kyselova e Nataliia Diachenko, apresentarão trabalhos ligados à pintura, ilustração, escultura e fotografia, que desenvolveram em residência artística desde abril deste ano, altura em que começaram a chegar a Braga.

Estas artistas vieram de diferentes cidades da Ucrânia e as suas histórias cruzam-se no momento em que se sentem impelidas a abandonar o seu país e que, depois, se encontram e conhecem em Braga para trabalhar com a zet gallery, para recomeçar.

As suas práticas artísticas deambulam entre a pintura, a ilustração, a fotografia ou a escultura e os seus currículos divergem na extensão e no caminho percorrido até aqui.

First Impressions é um ambicioso e emotivo projeto curatorial onde são apresentadas as primeiras obras por elas produzidas em Portugal, resultantes dos seus processos de adaptação, aprendizagem, investigação e descoberta.

“Esta exposição não é uma viagem. É, antes, um tempo parado na curva dos dias que correm, mas não passam. É feita das primeiras impressões, do que cada coisa diz sobre o que se sente”, afirma Helena Mendes Pereira, diretora geral e curadora da zet gallery.

A presidir a inauguração estará a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que tutela também as áreas da Igualdade e das Migrações, acompanhada pelo presidente do dstgroup, José Teixeira, a diretora da Zet Gallery, Helena Mendes Pereira, bem como de outras personalidades, tais como a Cônsul da Ucrânia, Alina Ponomarenko, ou a Vice-Presidente da Câmara Municipal Braga, Sameiro Araújo.

Foto: Hugo Delgado.






Fonte: anacao.sapo.pt                      Link: https://anacao.sapo.pt/zet-gallery-apresenta-sabado-exposicao-unica-em-portugal-com-obras-de-5-artistas-ucranianas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #243 em: 14/09/2022, 20:25 »
 
Tropas ucranianas encontram "câmara de tortura" na cidade libertada de Balakliya, em Kharkiv

14 de setembro 2022 às 19:00


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Ministério de Defesa da Ucrânia, numa mensagem publicada nas redes sociais, faz referência a uma parede na qual foi esculpida a oração do Pai Nosso e uma cruz, alegadamente por prisioneiros ucranianos.

A cidade ucraniana de Balakliya, na região de Kharkiv, recentemente recuperada pelas tropas de Kiev, continha uma "câmara de tortura", anunciou esta quarta-feira o Ministério de Defesa da Ucrânia.

O governo, numa mensagem publicada nas redes sociais, faz referência a uma parede na qual foi esculpida a oração do Pai Nosso e uma cruz, alegadamente por prisioneiros ucranianos.

"Câmara de tortura russa em Balakliya libertada. O Pai Nosso foi esculpido na parede por prisioneiros ucranianos. A Rússia deve ser responsabilizada por este flagrante genocídio", lê-se na mensagem.


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Cerca de 40 pessoas foram detidas durante a ocupação russa naquela cidade, avança Serhii Bolvinov, chefe do departamento de investigação da Polícia Estadual da região de Kharkik, dando ainda o exemplo de um homem que terá ficado 46 dias encarcerado e torturado com choques elétricos.

"Além disso, os investigadores têm informações sobre os moradores mortos da cidade. Sabe-se que foram baleados no posto de controlo pelos russos no último dia da ocupação", afirmou Bolvinov.


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Algumas zonas da cidade ainda não têm água ou eletrecidade.






Fonte: sol.sapo.pt                   Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780975/tropas-ucranianas-encontram-c-mara-de-tortura-na-cidade-libertada-de-balakliya-em-kharkiv

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #244 em: 14/09/2022, 21:37 »
 
Tribunal de Moscovo ilegaliza Sindicato de jornalistas russos

MadreMedia / Lusa
14 set 2022 20:19



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Tribunal Urbano de Moscovo ilegalizou hoje o Sindicato dos jornalistas da Rússia, organização que se destacou no seu apoio a 'media' declarados "agentes estrangeiros" e que foi acusado de difundir informações falsas sobre a campanha militar russa na Ucrânia.

O Tribunal acedeu desta forma a um pedido da procuradoria de Moscovo, segundo indicou o diário Kommersant.

A procuradoria justificou o pedido na sequência de uma auditoria, que detetou supostas violações “graves e irreparáveis” cometidas pela organização sindical.

Em particular, indicou que os seus membros não efetuavam cotizações desde 2019.

A procuradoria também indicou que alguns dos membros do sindicato compareceram perante os tribunais por motivos administrativos e após terem participado em manifestações não autorizadas, incluindo a convocada em apoio do jornalista russo Ivan Safronov, condenado a prisão por “alta traição”.

O sindicato também foi associado a recolha de fundos em apoio de meios de comunicação declarados “agentes estrangeiros” na Rússia e à sistemática publicação de “informações não verídicas”.

O advogado Machim Krupski, defensor da organização, insistiu que a solicitação da procuradoria é ilegal e injustificada, anunciando um recurso da decisão.

Anteriormente, o Tribunal Taganski de Moscovo tinha imposto uma multa de 500.000 rublos (8.300 euros), o máximo aplicável da norma que pune a difusão de “notícias falsas” sobre a campanha militar russa na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.800 civis mortos e cerca de 8.400 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: 24.sapo.pt                  Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tribunal-de-moscovo-ilegaliza-sindicato-de-jornalistas-russos
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #245 em: 15/09/2022, 09:15 »
 
Moscovo proíbe mais 30 britânicos de entrarem na Rússia

14 de setembro 2022 às 21:20


Fonte de imagem: AFP

Diplomacia russa justifica a decisão com o percurso "inamistoso" do Reino Unido, "no âmbito do qual Londres toma medidas destinadas a desacreditar a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e oferece ajuda consequente ao regime nazi de Kyiv".

A Rússia incluiu mais 30 britânicos na sua 'lista negra' de pessoas proibidas de entrarem no país, acusando-as de apoiar a Ucrânia e espalhar notícias falsas sobre a guerra.

"Foi tomada a decisão de incluir na lista negra 30 dirigentes de entidades britânicas, que respondem pela promoção coordenada de uma agenda informativa antirrussa, e a representantes do 'lobby' da Defesa britânico", pode ler-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

Deste modo, a diplomacia russa justifica a decisão com o percurso "inamistoso" do Reino Unido, "no âmbito do qual Londres toma medidas destinadas a desacreditar a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e oferece ajuda consequente ao regime nazi de Kyiv".

A lista atualizada inclui Francis Ingham, diretor da Associação de relações públicas e comunicações, Nicky REgazzon, cofundador de PR Network, e Hamish de Bretton-Gordon, especialista em armas químicas.






Fonte: sol.sapo.pt                      Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780983/moscovo-proibe-mais-30-brit-nicos-de-entrarem-na-r-ssia-
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #246 em: 15/09/2022, 09:22 »
 
Zelensky sofre acidente de carro. Caso vai ser investigado

MadreMedia
15 set 2022 00:44



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Médicos garantem que não há ninguém com ferimentos graves.

O carro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sofreu esta quarta-feira à noite um acidente, em Kiev, revelou a Reuters, citando um assessor do líder ucraniano.

"Em Kiev, um automóvel colidiu com o carro do presidente da Ucrânia e os veículos da comitiva", começou por escrever o assessor Sergei Nikirofov numa mensagem divulgada no Facebook.


Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Zelensky, refira-se, estava de regresso da cidade de Izium, recentemente reconquistada aos russos, quando teve o acidente, que irá ser investigado.

O presidente ucraniano foi examinado por médicos e não terá sofrido ferimentos graves.






Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-sofre-acidente-de-carro-caso-vai-ser-investigado
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #247 em: 15/09/2022, 10:22 »
 
Cidade ameaçada por inundações após ataque russo a infraestrutura hidráulica

Agência Lusa 15 set 2022  03:21



Fonte de imagem: dnoticias.pt

A cidade de Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia está sob ameaça de inundação após um ataque russo que danificou uma infraestrutura hidráulica e causou a subida de um rio, realçou esta quarta-feira a presidência ucraniana.

"No ponto de impacto, observamos um fluxo de água de 100 m3 por segundo, o que é um grande volume. O nível da água do Ingoulets [o rio] muda a cada hora", salientou o vice-chefe da administração presidencial, Kyrylo Tymoshenko.

Segundo a mesma fonte, o centro e outro distrito desta cidade de 600 mil habitantes estão "sob risco de inundação".

"É um desafio para todos nós, mas a situação está sob controlo. Todos os serviços estão envolvidos para eliminar a ameaça o mais rápido possível", acrescentou, numa mensagem na rede social Telegram.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, natural de Kryvyi Rih, já tinha anunciado um ataque russo que visou uma "infraestrutura hidráulica", sem causar baixas.

Para Zelensky, o ataque de Moscovo foi uma "tentativa de inundar Kryvyi Rih".

"O Estado terrorista continua a travar uma guerra contra civis. (...) Tudo o que os ocupantes podem fazer é semear o pânico, criar uma situação de emergência, tentar deixar as pessoas sem luz, calor, água e comida", realçou o Presidente ucraniano.

O governador da região, Valentin Reznitchenko, mencionou, por sua vez, que sete mísseis russos Kh-22 foram disparados de um avião, danificando "gravemente" esta infraestrutura.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.800 civis mortos e cerca de 8.400 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: dnoticias.pt                        Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/15/328011-cidade-ameacada-por-inundacoes-apos-ataque-russo-a-infraestrutura-hidraulica/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #248 em: 15/09/2022, 13:35 »
 
A ‘maldição’ dos aliados de Putin: Desde o início da guerra, pelo menos 11 oligarcas russos morreram em circunstâncias misteriosas

Por MultiNews   em 12:02, 15 Set 2022



Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A guerra da Rússia contra a Ucrânia começou a 24 de fevereiro, e ao longo dos já mais de 200 dias de conflito pelo menos 11 milionários russos e pessoas de poder e influência política morreram em circunstâncias consideradas, no mínimo, estranhas. Apesar de não haver qualquer confirmação oficial do envolvimento dos serviços de segurança russos, vários observadores não afastam a possibilidade de os incidentes terem contado com a mão do Kremlin.

Um deles é Ivan Pechorin, dirigente da Corporação para o Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico. Foi encontrado sem vida, no dia 12 de setembro, em Vladivostok, depois de, alegadamente, ter caído do seu luxoso iate e de se ter afogado no Cabo de Ignatiev, no Mar do Japão.


Ivan Pechorin
Fonte: Twitter / WhereisRussiaToday


Pechorin estaria responsável pelo programa de modernização da indústria da aviação da Rússia e trabalhar diretamente com o Presidente russo Vladimir Putin.

No início deste ano, Igor Nosov, diretor-geral da mesma empresa, morreu de ataque cardíaco, depois de ter assumido a liderança em maio de 2021.

Nos primeiros dias de setembro, Ravil Maganov, presidente da administração da maior petrolífera privada da Rússia, a Lukoil, foi comunicado como morto. A imprensa russa avançou que o empresário teria acidentalmente caído da janela do hospital onde estava internado.


Ravil Maganov
Fonte: Twitter / OSINT News


A Lukoil, contudo, emitiu um comunicado sucinto, e parco em detalhes, a informar que Maganov morrera devido a “doença grave” no dia 1 de setembro.

Alguns relatos apontam que terá tropeçado enquanto fumava à janela, tendo sido encontrado um maço de cigarros junto ao corpo.

Aleksander Subbotin, um gestor de topo, foi encontrado morto, em maio, na cave de uma casa num subúrbio de Moscovo, que pertenceria a um curandeiro conhecido como Xamã Magua, que praticava rituais de purificação.


Aleksander Subbotin
Fonte: Twitter


O curandeiro confirmou, segundo relatos, que Subbotin foi até sua casa alcoolizado e sob o efeito de drogas e exigiu-lhe que desempenhasse um ritual para curá-lo dos efeitos da ressaca.

Análise preliminares apontam que a morte se deveu a uma falha cardíaca.

No campo dos oligarcas com posições anti-guerra, contam-se oito, tendo em comum grandes fortunas, ligações aos círculos do poder no Kremlin e ao gás.

Na manhã de 25 de fevereiro, um dia após o início da invasão russa da Ucrânia, Aleksander Tyulyakov, executivo de topo da divisão de Segurança Corporativa da Gazprom, a gigante russa do gás sob controlo do Kremlin e, mais especificamente, de Putin, foi encontrado morto na sua casa em São Petersburgo. A imprensa aponta que terá sido encontrado enforcado na sua garagem.


Aleksander Tyulyakov
Fonte: Twitter / Sergej Sumlenny


A morte de Tyulyakov aconteceu cerca de um mês depois de outro executivo da Gazprom, Leonid Shulman, ter sido encontrado sem vida em casa com os pulsos cortados, na mesma cidade russa.

No dia 28 de fevereiro, foi a vez de Mikhail Watford, um peso-pesado da indústria da energia, ser encontrado morto na sua casa no Surrey, no Reino Unido, onde vivia com a sua família e construiu um império imobiliário.


Mikhail Watford

A sua morte foi considerada suicídio por enforcamento, e as autoridades britânicas consideraram que não foi possível apurar com certeza as causas do óbito.

O milionário russo mudou o seu nome de Tolstosheya para Watford quando se mudou para o Reino Unido em 2000.

Em março deste ano, os cadáveres do multimilionário Vasily Melnikov e da sua família foram encontrados no seu apartamento de luxo em Nijni Novgorod, no oeste da Rússia.


Vasily Melnikov
Fonte: Twitter / News in Support of Ukraine


As informações divulgadas dão conta de que as quatro pessoas foram esfaqueadas até à morte. A versão oficial indica que Melnikov terá assassinado a sua família e depois cometido suicídio, com a qual os vizinhos e outros familiares descordam.

O oligarca construiu a sua fortuna numa empresa do setor da Saúde que foi alvo das sanções lançadas pelos países ocidentais no âmbito da guerra contra a Ucrânia.

Sergei Protosenya, bem como a sua mulher e filha, foram encontrados mortos a 19 de abril, na região de Lloret de Mar, em Espanha. O magnata foi líder da Novatek, gigante russa do gás, e tinha uma fortuna avaliada em 400 milhões de euros.


Sergei Protosenya
Fonte: Twitter / The Life News


O oligarca ter-se-á enforcado, ao passo que as outras duas vítimas foram esfaqueadas fatalmente. O filho sobrevivente e outros familiares recusam a tese oficial de suicídio e denunciam que as mortes foram obra de assassinos profissionais.

O caso ainda estará a ser investigado pela polícia catalã.

Um dia antes, em Moscovo, o oligarca Vladislav Avayev, a sua mulher e a sua filha de 13 anos foram encontrados sem vida num apartamento em Moscovo, pela filha sobrevivente de 26 anos.


Vladislav Avayev
Fonte: Twitter / Free Ukraine


Uma vez mais, a versão oficial foi de que Avayev, antigo conselheiro de Putin e ex-vice-presidente do terceiro maior banco da Rússia, o Gazprombank, terá assassinado a mulher e a filha e depois cometido suicídio.

Em maio, foi a vez de Andrei Krukovsky, diretor do resort de luxo em Sochi, Krasnaya Polyana, propriedade da Gazprom, ter morrido, alegadamente por ter caído de um penhasco durante uma caminhada.



Dois meses depois, Yuri Voronov, CEO da empresa de logística e transportes AstraShipping, terá cometido suicídio, depois de ter sido encontrada uma arma de fogo junto ao seu cadáver, descoberto em São Petersburgo.


Yuri Voronov

O mais recente homem influente a morrer em circunstâncias suspeitas na Rússia foi Vladimir Nikolayevich Sungorkin, editor-chefe do jornal estatal russo ‘Komsomolskaya Pravda’ e aliado de Vladimir Putin.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Apesar de não ser uma oligarca, não deixa de ser uma figura de proa do aparelho de Estado russo, considerando que o jornal era uma importante plataforma de propaganda usada pelo Kremlin para disseminar a sua narrativa oficial e para controlar os fluxos de informação que chegam à população russa.

Sungorkin, de 68 anos, terá sofrido, na passada 4ª feira, um “acidente vascular cerebral” durante uma viagem de negócios






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/a-maldicao-dos-aliados-de-putin-desde-o-inicio-da-guerra-pelo-menos-11-oligarcas-russos-morreram-em-circunstancias-misteriosas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #249 em: 15/09/2022, 13:43 »
 
Ucrânia: ataque russo atinge barragem na cidade natal de Zelensky, denunciam autoridades. População obrigada a evacuar devido às cheias

Por Francisco Laranjeira   em 10:38, 15 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Uma barragem em Kryvyi Rih, a maior cidade do centro da Ucrânia, foi alvo de um ataque de oito mísseis de cruzeiro russos na passada quarta-feira, denunciaram as autoridades ucranianas, que pediram aos moradores da área para evacuarem – também o presidente, Volodymyr Zelensky, avançou que a barragem da sua cidade natal foi atingida.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Os ataques atingiram a barragem do reservatório de Karachunov, explicou Zelensky, que considerou a Rússia como um “estado terrorista”. O sistema de água “não tem valor militar” e centenas de milhares de civis dependem dele diariamente, apontou.

“Para evitar riscos desnecessários, peço aos moradores que evacuem”, referiu o chefe da administração militar de Kryvyi Rih, Oleksandr Vilkul, em comunicado. Num post na rede social ‘Telegram’, o responsável garantiu que foram inundadas 112 casas e que as obras para reparar a barragem no rio Inhulets estavam em marcha, o que provocou “a diminuição das inundações”.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt


Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:





Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ataque-russo-atinge-barragem-na-cidade-natal-de-zelensky-denunciam-autoridades-populacao-obrigada-a-evacuar-devido-as-cheias/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #250 em: 15/09/2022, 13:53 »
 
“Se cumprirem seis meses, ficam livres. Se desertarem, são executados”: Líder do grupo Wagner recruta prisioneiros russos para enviar para a Ucrânia


Por Francisco Laranjeira   em 13:01, 15 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 

O fundador do grupo mercenário Wagner da Rússia surgiu em diversos vídeos nas redes sociais a tentar recrutar prisioneiros para lutar na Ucrânia, segundo avançou esta quinta-feita os britânicos da ‘BBC’: nas imagens é possível ver-se Yevgeniy Prigozhin a abordar um grande grupo de detidos.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 

Prigozhin garantiu aos prisioneiros que as suas sentenças seriam anuladas em troca do seu ingresso no grupo militar, considerado como o ‘exército privado’ de Putin. O vídeo confirmou as alegações de que a Rússia pretende aumentar as suas tropas através do recrutamento de criminosos. Embora a lei russa não permita a anulação de penas de prisão em troca de serviço mercenário, Prigozhin insistiu que “ninguém volta para trás das grades” se servir no seu grupo.

“Se cumprirem seis meses, ficam livres”, pôde ouvir-se no vídeo. O responsável, no entanto, alertou os potenciais recrutas sobre a deserção. “Se chegarem à Ucrânia e decidirem que não é para vocês, serão executados.” Foram também perceptíveis as regras do grupo Wager, que proíbem álcool, drogas e “contactos sexuais com mulheres locais, flora, fauna, homens – qualquer coisa”.

O líder do grupo mercenário alertou ainda para as dificuldades que a Rússia enfrenta no conflito na Ucrânia, sublinhando que “esta é uma guerra difícil, nem de perto como a Chechénia e outros”. No mesmo vídeo, referiu que os condenados se devem matar com granadas de mão se estiverem em risco de ser capturados.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/se-cumprirem-seis-meses-ficam-livres-se-desertarem-sao-executados-lider-do-grupo-wagner-recruta-prisioneiros-russos-para-enviar-para-a-ucrania/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #251 em: 15/09/2022, 13:59 »
 
Ucrânia. A visita surpresa de Zelensky a cidade recapturada

Hugo Geada 15/09/2022 10:45


Fonte de imagem © AFP

Depois da reconquista das forças ucranianas da cidade de Izium, o Presidente Zelensky fez uma visita para elogiar o exército.


O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizou, esta quarta-feira, uma visita surpresa à cidade recapturada de Izium, depois de meses de controlo das forças russas que deixaram a região devastada.

“A nossa bandeira azul e amarela está hasteada sobre Izium”, disse o Presidente ucraniano, que participou na cerimónia de hasteamento da bandeira ucraniana, na sua conta de Telegram, numa mensagem acompanhada por uma foto ao lado de militares.

“A visão é muito chocante, mas não é chocante para mim”, disse Zelensky, citado pela Associated Press. “Começámos por ver as mesmas fotos de Bucha, dos primeiros territórios desocupados, então com os mesmos prédios destruídos e pessoas mortas”, descreveu, fazendo menção ao momento em que as tropas ucranianas retomaram Bucha e descobriram uma série de crimes de guerra, como valas comuns e corpos de civis, muitos deles com sinais de tortura.

O Presidente ainda aproveitou para agradecer o trabalho do comandante das forças ucranianas. “Estou grato ao comandante das forças terrestres das Forças Armadas Ucranianas, Oleksandr Syrsky, e a todos os nossos guerreiros por libertar a terra ucraniana do inimigo. Vocês salvaram o nosso povo, os nossos corações, crianças e o futuro”, declarou.

Depois desta importante vitória, a Ucrânia tem como objetivo libertar todo o território ocupado pelas forças invasoras russas depois de expulsá-las num rápido contra-ataque no nordeste do país.

Num discurso na noite de terça-feira, o Presidente ucraniano revelou que, até ao momento, cerca de 8 mil quilómetros quadrados foram libertados, o que representa toda a região nordeste de Kharkiv.

Acrescentou ainda que as “medidas de estabilização” foram concluídas em cerca de metade desse território “e numa área liberada de aproximadamente o mesmo tamanho”, cita o Guardian, apesar de afirmar que estas medidas “ainda estão em marcha”.

O conselheiro presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych, revelou que as perspetivas agora são de aproveitar os ganhos obtidos este fim de semana na região de Kharkiv, movendo os seus esforços para a província oriental de Luhansk.

“Há agora um ataque a Lyman e pode haver um avanço em Siversk”, disse Arestovych, mencionado pelo jornal inglês.

Contudo, o líder pró-Rússia da República Popular de Donetsk negou as alegações e disse que Lyman continua a ser controlado pelas suas forças, afirmando ainda que “a situação foi estabilizada”.

Orçamento de defesa

Ainda esta terça-feira, Zelensky anunciou que o orçamento do país para a defesa terá um valor de mais de mil biliões de hryvnias (cerca de 27 mil milhões de euros) em 2023, noticiou a imprensa local.

Durante o habitual vídeo noturno dirigido à população, o Presidente ucraniano confirmou que a proposta para o orçamento de defesa e segurança para 2023 tinha sido discutida na reunião, ainda que sem concretizar montantes. Mas, numa reunião do Estado-Maior-General do exército ucraniano, realizada na terça-feira, em Kiev, adiantou estes valores e indicou também que a Ucrânia retomou o pagamento de pensões aos reformados que vivem nos territórios ucranianos reconquistados às forças russas desde o início da contraofensiva por Kiev.

A Casa Branca anunciou que os Estados Unidos provavelmente irão anunciar mais um pacote de ajuda militar para a Ucrânia nos “próximos dias”.






Fonte: ionline.sapo.pt                      Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781020/ucr-nia-a-visita-surpresa-de-zelensky-a-cidade-recapturada?seccao=Mundo_i

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #252 em: 15/09/2022, 14:24 »
 
Continua o "assassinato" do Novaya Gazeta. Justiça russa revoga licença do site do jornal independente

MadreMedia / AFP
15 set 2022 14:16



AFP or licensors

A justiça russa revogou nesta quinta-feira a licença do site do jornal Novaya Gazeta, representando a decisão um novo revés para este bastião do jornalismo investigativo, crítico da intervenção militar na Ucrânia.

Através da sua conta no Telegram, a Novaya Gazeta informou que o Supremo Tribunal russo aceitou uma denúncia da agência reguladora de comunicação da Rússia, a Roskomnadzor. O site permite o acesso gratuito aos arquivos e às investigações publicadas pela Novaya Gazeta.

O jornal anunciou que vai recorrer contra a decisão. Se for confirmada, a Novaya Gazeta não informou se a medida implicará o encerramento do site ou uma proibição de publicar novos conteúdos no portal.

O editor-chefe do jornal, Dmitri Muratov, foi um dos vencedores do Prémio Nobel da Paz em 2021.

Na audiência perante o Supremo, Muratov denunciou "o assassinato" de seu jornal, de acordo com a Novaya Gazeta. Segundo o jornalista, esta medida privará os leitores russos do seu "direito à informação". A decisão foi anunciada após três denúncias anunciadas em julho pela Roskomnadzor, todas atendidas pela justiça russa.

No início de setembro, um tribunal de Moscovo revogou a licença para a versão impressa do jornal e depois a licença para uma nova revista lançada na Rússia pela Novaya Gazeta.

O jornal não é publicado efetivamente desde o final de março, quando a direção decidiu suspender a publicação por medo de represálias, perante um momento de forte repressão aos que criticam a ofensiva russa na Ucrânia. Nas últimas semanas, no entanto, o site tinha retomado a publicação de novos conteúdos.

A Novaya Gazeta afirmou que o Supremo Tribunal revogou a licença do site por não especificar que algumas organizações citadas eram "agentes do exterior".

Na Rússia, dezenas de organizações e indivíduos foram declarados "agentes estrangeiros", e esse estatuto deve ser mencionado sistematicamente em todas as publicações, sob pena de sanções.

A pressão contra a imprensa independente já estava a aumentar na Rússia, mas a ofensiva do Kremlin na Ucrânia acelerou-a drasticamente. Dezenas de sites foram bloqueados e muitos jornalistas fugiram do país.

Em 5 de setembro, o ex-jornalista Ivan Safronov, de 32 anos e considerado um especialista em questões de defesa, foi condenado a 22 de anos de prisão por "traição", um caso que, segundo o mesmo, é uma vingança pelo seu trabalho.






Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/continua-o-assassinato-do-novaya-gazeta-justica-russa-revoga-licenca-do-site-do-jornal-independente
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #253 em: 15/09/2022, 20:11 »
 
Xi e Putin. Porque é que eles precisam tanto deste encontro?

Inês F. Alves - Texto
MadreMedia
15 set 2022 12:33



EPA/MAXIM SHIPENKOV / POOL

Vladimir Putin reúne-se com Xi Jinping esta quinta-feira no Uzbequistão, naquilo que espera ser uma mensagem de união e força entre os dois líderes, sobretudo numa altura em que cresce a animosidade do Ocidente e ambos enfrentam agendas desafiantes em casa.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou ontem a Samarcanda, no Uzbequistão, para participar na cimeira de chefes de estado da Cooperação de Xangai. O encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, no início da tarde de quinta-feira, será o mais aguardado.

Recorde-se que este será o primeiro encontro cara-a-cara entre Xi Jinping e Vladimir Putin depois da invasão russa à Ucrânia.

Na sua agenda para esta conferência estão dois temas quentes: a Ucrânia, onde Putin leva mais de seis meses de guerra, ainda que continue a referir-se internamente ao conflito como uma "operação especial militar"; e Taiwan, depois da visita de duas comitivas norte-americanas, a primeira com a presidente da Câmara dos Representantes e a segunda com a senadora norte-americana Marsha Blackburn, o que fez escalar as tensões entre a ilha e Pequim, que respondeu levando a cabo vários exercícios militares e sanções comerciais.

Este encontro entre os líderes dos dois países acontece numa altura em que Putin está cada vez mais isolado pelos Estados Unidos e pelos parceiros Europeus.

Ainda ontem, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, reiterou o apoio incontestado à Ucrânia, a manutenção das sanções à Rússia, sendo este o cenário que traçava: “Putin vai falhar (...). O setor financeiro da Rússia está em modo de suporte de vida pelas nossas sanções. A indústria russa está parada. Quero deixar bem claro que as sanções são para ficar e quero dizer que ficarão até que se resolva esta crise”.

Os EUA, por sua vez, continuam a enviar ajuda militar a Kiev, o que o presidente Volodymyr Zelensky reconheceu ser fundamental no esforço para recuperar território às forças russas. A última semana tem sido marcada pelos ganhos significativos na contraofensiva ucraniana: 6.000 quilómetros quadrados de território, segundo as forças de Kiev, sobretudo a nordeste, na região de Kharkiv, onde fica a segunda maior cidade do país, e em Kherson, um ponto estratégico de acesso ao Mar Negro.

A Rússia respondeu ao recuo com bombardeamentos em Kharkiv, mas começam a ser mais audíveis as críticas dos nacionalistas russos, que exigem às chefias militares e mesmo a Putin uma mão firme — e definitiva — para que a Rússia saia vitoriosa deste conflito. Começam também a levantar-se apelos à mobilização nacional de tropas na Rússia, o que iria contrariar a narrativa que o Kremlin construiu internamente, de que não se está perante uma guerra aberta. Por outro lado, a ideia do exército invencível russo, começa também a cair por terra, colocando-se em causa a moral das tropas russas. Putin tem várias opções pela frente, mas todas terão consequências políticas.

Para Putin, o encontro com Xi pode contrariar a imagem de uma Rússia isolada e projetar uma imagem de força.

O líder chinês, por seu turno, está sob pressão interna devido à sua política covid-zero, que continua a manter milhões em confinamento. O impacto no desenvolvimento económico é grande e está a atrair críticas internacionais quando direcionada a minorias étnicas. Acresce a isto a tensão latente com Taiwan, cuja soberania a China reclama, considerando-a uma província rebelde desde que os nacionalistas do Kuomintang ali se refugiaram em 1949, após perderem a guerra civil contra os comunistas.

Desde a visita de Pelosi, em agosto, os EUA iniciaram negociações comerciais com Taiwan e deram passos no sentido de oferecer apoio militar à ilha — o que aumenta o fosso diplomático também entre Washington e Pequim.

Tudo isto quando Xi Jinping está a semanas de um encontro com a liderança do Partido Comunista e precisa de projetar poder. Esta é também uma oportunidade para reiterar o seu papel enquanto líder global, refere o The New York Times, assinalando que se trata da primeira viagem internacional desde que esteve em Myanmar, em 2020.

A última vez que Xi Jinping e Putin estiveram juntos foi em fevereiro, antes do início da guerra na Ucrânia, por altura do arranque dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim. À data, resultou deste encontro um firmar de uma amizade "sem limites" e críticas à influência dos EUA nas suas regiões, recorda o The New York Times.

A China recusou-se a criticar Putin pela invasão da Ucrânia e é um importante cliente do petróleo russo, tendo adquirido níveis recorde desta matéria-prima em maio, junho e julho, ajudando a Rússia a colmatar o efeito das sanções ocidentais.

Na agenda de Putin, à margem deste evento, consta reuniões com o presidente do Irão, Quirguistão, Paquistão, Turquia e Índia. Por seu lado, Xi Jinping efetuará duas visitas de Estado, ao país anfitrião da cimeira e ao Cazaquistão, naquela que será a primeira viagem do presidente da China ao estrangeiro desde a pandemia de covid-19.

Os dois líderes estão em Samarcanda para participar na 22.ª edição da cimeira de chefes de Estado da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, sigla em Ingês), um grupo de segurança geopolítica regional.







Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/xi-e-putin-porque-e-que-eles-precisam-tanto-deste-encontro
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #254 em: 15/09/2022, 20:13 »
 
"Sou uma traidora porque sobrevivi graças às rações russas?". Em Izyum, os habitantes confrontam-se após a retirada de Moscovo

MadreMedia / AFP
15 set 2022 16:02



AFP or licensors

Na praça central de Izyum, cidade recuperada pelas forças de Kiev no leste da Ucrânia, a partida dos russos gerou confrontos e discussões quanto à atitude dos habitantes durante a ocupação.


Na manhã de quarta-feira, a bandeira ucraniana foi hasteada em frente à câmara municipal, completamente destruída pelos bombardeamentos, na presença do presidente Volodymyr Zelensky.

O governante prometeu "vitória" ao seu povo na sua primeira visita à região de Kharkiv desde a libertação desta área este mês, quase completamente recuperada pelas suas forças em apenas 15 dias.

Um pouco depois da visita do presidente, dezenas de moradores, em sua maioria idosos, reuniram-se naquela mesma praça no centro de Izyum. Em vez de ver Zelensky, cuja visita não tinha sido anunciada com antecedência, queriam ver o autarca da cidade, Valeri Marchenko, para apresentar reivindicações, como o restabelecimento dos serviços e auxílios.

Marchenko, porém, não apareceu. O tom aumentou na praça pública. Deveriam eles ter aceitado a ajuda dos russos durante a ocupação? As opiniões divergem, e aqueles que aceitaram a ajuda humanitária russa foram visados.

"Queriam que eu morresse, é isso?", defendeu-se Svitlana Ficher, de 55 anos, que aceitou ajuda russa.

"Ela quer ser alimentada pelos russos", diz um homem. "Vendeste a Ucrânia por comida", grita outra mulher.

Uma mulher intervém para defender Svitlana, assediada pela multidão. "E o que é que vocês comeram durante todo este tempo?", pergunta. "Comemos os produtos da nossa própria terra", respondeu um homem.

Svitlana Ficher disse à AFP que foi dizer à praça central para dizer a Marchenko que ele é "um idiota, um mentiroso. Salvou a sua pele e deixou as pessoas para trás", acusando-o de deixar a cidade antes da chegada dos russos.

"Não tínhamos informações sobre as evacuações, eu não consegui sair. E agora sou uma traidora porque sobrevivi graças às rações russas?", indigna-se.

As conversas também giraram em torno dos responsáveis pela destruição da cidade, apanhada no meio dos combates.

Os russos ou os ucranianos? As opiniões divergem sobre isso também. Alguns dizem que os moradores também participaram na destruição.

"Estas disputas são o problema da democracia. Com os russos isto não aconteceria", reclamou um homem que entrou brevemente na discussão antes de fugir.

No leste da Ucrânia, a maioria dos habitantes fala russo e alguns são pró-Moscovo. Cerca de 47.000 pessoas viviam em Izyum antes da guerra, mas menos de metade terá permanecido, de acordo com uma fonte local.

Muitos habitantes pró-russos permaneceram em Izyum durante a ocupação, entre abril e 10 de setembro. Alguns, porém, partiram antes da chegada das forças ucranianas, especialmente os mais envolvidos em colaborar com a ocupação russa, contou à AFP um soldado ucraniano que pediu anonimato.

Taisiya Litovka, uma enfermeira de 46 anos, prefere ficar fora das disputas. "Estávamos perdidos (...) mas estamos no céu há quatro dias", declara, referindo-se à ocupação russa.

Litovka espera agora que as comunicações sejam restabelecidas para que possa ligar para aos seus filhos no oeste da Ucrânia.

Um pouco mais longe, um homem carrega uma bandeira ucraniana às costas. Gueorgui Jykidzé, de 60 anos, é da Geórgia e é casado com uma ucraniana de Izyum.

"Saímos (da Geórgia) porque houve uma guerra na Geórgia, mas a guerra seguiu-nos. Temos um inimigo comum na Ucrânia e na Geórgia, que é a Rússia", ressalvou.

Na cidade, soldados ucranianos patrulham as ruas desde o último domingo. Dois tanques a transportar soldados de infantaria passam pelo centro. Os habitantes estão a voltar lentamente para a cidade.







Fonte: 24.sapo.pt                         Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sou-uma-traidora-porque-sobrevivi-gracas-as-racoes-russas-em-izyum-os-habitantes-confrontam-se-apos-a-retirada-de-moscovo
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