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Tópico para colocar tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia.
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https://www.youtube.com/watch?v=Y5ZRZob-gEg (https://www.youtube.com/watch?v=Y5ZRZob-gEg)
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Ucrânia: A batalha agora trava-se nas ruas. Pelo menos 200 pessoas morreram e mais de 120 mil procuraram refúgio nos países vizinhos
Mísseis russos, disparados a partir do Mar Negro, atingiram durante a madrugada as cidades de Sumy, Poltava e Mariupol. Pelo menos 200 pessoas morreram até agora no conflito, diz o ministro da saúde ucraniano. A ONU diz que 120 mil refugiados já chegaram aos países vizinhos à procura de refúgio
As forças militares de infantaria e artilharia russas lançaram este sábado, durante a madrugada, um ataque coordenado em várias cidades ucranianas, incluindo Kiev - a capital -, onde foram registados tiroteios perto de edifícios governamentais.
Em resposta, as autoridades ucranianas pediram aos cidadãos que ajudem a defender Kiev do avanço das forças russas que iniciaram na quinta-feira a pior crise de segurança europeia em décadas. De acordo com a Reuters e com a AFP, que citam o ministério da defesa ucraniano, militares russos dispararam mísseis cruzeiros a partir do Mar Negro contra as cidades de Sumy, Poltava e Mariupol.
Em Kiev, onde se trava uma batalha que definirá o futuro do leste europeu, um míssil atingiu um edifício residencial, sem provocar mortos, de acordo com o conselheiro do governo ucraniano, Anton Hereshcenko que, à Reuters, acrescentou que pelo menos quarenta zonas civis foram atingidas por projéteis.
Em comunicado durante a manhã de sábado, o Ministério da Defesa Russo confirmou ter enviado um míssil cruzeiro contra “alguns alvos na Ucrânia”, mas reiterou que foram dirigidos apenas a infraestrutura militar. No entanto, vídeos mostram o momento em que atingiu um prédio residencial em Kiev.
"Durante a noite, as Forças Armadas da Federação Russa lançaram um ataque com armas de precisão de longo alcance, usando mísseis de cruzeiro lançados por ar e mar contra instalações de infraestrutura militar ucraniana", disse o major-general russo Igor Konashenkov num comunicado em vídeo. “Enfatizo mais uma vez que o fogo é direcionado apenas a infraestrutura militar das Forças Armadas da Ucrânia, excluindo danos à infraestrutura residencial e social”, acrescentou.
Mas a guerra não impacta apenas ucranianos e russos. Um míssil disparado pelas forças de Putin atingiu um navio de carga japonês na costa ucraniana, deixando um membro da tripulação ferido, segundo avança a agência de notícias Kyodo. O míssil atingiu o navio “Namura Queen” e causou ferimentos a um dos 20 filipinos que compõem a tripulação.
Por outro lado, o Exército ucraniano anunciou, através das redes sociais do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, que destruiu 14 caças, oito helicópteros e um avião de transporte militar Il-76, de grande capacidade, com paraquedistas a bordo.
As Forças Armadas ucranianas relataram também conflitos intensos na cidade de Vasylkiv, a cerca de 30 quilómetros a sudoeste de Kiev. "Um intenso combate está em andamento na cidade de Vasylkiv, na região de Kiev, onde os ocupantes estão a tentar desembarcar um grupo de militares", afirmou a Reuters, citando fonte militar.
Explosões dentro e ao redor da capital foram vistas e ouvidas das 2:00 às 4:00 da manhã,de acordo com a equipa no terreno da CNN. É a primeira vez que explosões são relatadas dentro da cidade, após dias de conflito nos arredores de Kiev. Os militares ucranianos atribuíram algumas das explosões matinais à destruição de um tanque russo.
A cidade de Melitopol terá sido tomada pelas forças russas, segundo adiantou a agência TASS e a Reuters. No entanto, as autoridades ucranianas desmentiram a informação, sublinhando que a cidade continuava controlada pelas forças ucranianas. Se Melitopol cair, será o primeiro centro populacional significativo - a cidade tem cerca de 150 mil habitantes - que os militares russos conquistam desde o início da invasão na quinta-feira.
Fonte: https://cnnportugal.iol.pt/guerra/russia/ucrania-a-batalha-agora-trava-se-nas-ruas-pelo-menos-200-pessoas-morreram-e-mais-de-120-mil-procuraram-refugio-nos-paises-vizinhos/20270228/6219fb210cf2c7ea0f1ba224?jwsource=cl
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https://www.youtube.com/watch?v=GrLCd-7H4xU
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Ucrânia: pessoas com deficiência correm risco de abandono, alerta entidade europeia
Situação é preocupante para as mais de 2,7 milhões de pessoas com deficiência no país sob ataque russo
1 min de leitura
REDAÇÃO GQ
28 FEV 2022 - 19H00 ATUALIZADO EM 28 FEV 2022 - 19H00
(https://s2.glbimg.com/e4PE8UEQV9_RUZpclO_H37aPwgE=/smart/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2022/02/28/gettyimages-525384752.jpg)
Mãe leva seu filho com síndrome de Down a um internato em Zhytomyr, na Ucrânia (Foto: Getty Images)
Com a guerra na Ucrânia, pessoas com deficiência intelectual e seus familiares estão em situação de abandono. É o que alerta o Fórum Europeu da Deficiência, que reúne organizações europeias que lutam pelos direitos das pessoas com deficiência, em carta aberta a chefes de Estado e instituições europeias. Estima-se que há mais de 2,7 milhões de pessoas com deficiência na Ucrânia.
“As condições de vida das pessoas com deficiência intelectual, especialmente nas instituições, eram muito precárias mesmo antes da guerra, e a mera expectativa de guerra tirou os fundos de ajuda e apoio”, informou Risto Burman, diretor executivo da Associação Finlandesa de Apoio às Pessoas com Deficiência Intelectual em comunicado publicado na última sexta-feira (25).
Fonte: https://gq.globo.com/Lifestyle/Poder/noticia/2022/02/ucrania-pessoas-com-deficiencia-correm-risco-de-abandono-alerta-entidade-europeia.html
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Ucrânia. Associações criam plataforma de ajuda a refugiados com deficiências mentais
por Lusa
Diversas associações de apoio a pessoas com deficiência mental criaram uma plataforma para ajudar refugiados da Ucrânia com necessidades a este nível, estimando poder ajudar cerca de 150 por todo o país, revelou hoje à Lusa um dos promotores.
Segundo o coordenador do Movimento Cidadão Diferente (MCD), Miguel Azevedo, foram criadas "parcerias com várias associações, sendo que cada uma disponibiliza os serviços para que está preparada", daí resultando "uma plataforma interna para que, quando chegarem os pedidos, possam acolher por área geográfica e por necessidade".
No sentido de tornarem pública a oferta de assistência, o responsável do MCD revelou "já terem contactado o Centro Português para os Refugiados, a embaixada da Ucrânia em Portugal e algumas das associações que estão a enviar apoio" para aquele país no leste europeu.
"A nossa oferta vai desde o acolhimento em lares residenciais, ao apoio técnico, temos também assistentes sociais que podem apoiar com a documentação para garantir esse apoio enquanto cá estiverem, temos terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas", divulgou Miguel Azevedo.
O responsável acrescentou haver, entretanto, "centros de apoio à inclusão que estão a negociar com o Governo a possibilidade de expandir a sua oferta e, dessa forma, poder acolher as pessoas portadoras de deficiência, em particular as que têm deficiência mental".
"Temos também envolvido o Desporto Adaptado, pois não queremos que quem chegue fique fechado num espaço. Vai funcionar através da secção de Desporto Adaptado do FC Porto que está disponível para fazer atividades de apoio a essas pessoas", acrescentou Miguel Azevedo, que estima, à escala nacional, "poderem ajudar 150 pessoas".
O esforço abrange também apoio técnico, com as entidades parceiras a comprometerem-se a "também fazer chegar material de apoio, como cadeiras de rodas, ou outro tipo de material mais específico" aos refugiados com deficiência.
"Estamos a criar esse banco de produtos de apoio. Não será material novo, mas usado, mas fará face às necessidades", assinalou Miguel Azevedo, precisando que esse material "tanto pode ser utilizado por quem chega como o podem fazer chegar à Ucrânia".
Fazem ainda parte da parceria a HUMANITAS -- Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, a ANDDI -- Associação Nacional de Desporto para Desenvolvimento Intelectual, a AIA -- Apoio e Inclusão ao Autista e a AADID - Associação dos Amigos das Deficiências Intelectuais e Desenvolvimentais.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.
Fonte: https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ucrania-associacoes-criam-plataforma-de-ajuda-a-refugiados-com-deficiencias-mentais_n1388515
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Campanha «Cáritas ajuda Ucrânia»
A campanha “Cáritas Ajuda Ucrânia” será apenas de recolha de fundos e visa reforçar a capacidade de resposta da Cáritas na Ucrânia, nos países fronteiriços e o eventual acolhimento a famílias deslocadas, em Portugal.
Na Ucrânia, a Cáritas Ucrânia tem desde 24 de fevereiro uma resposta de assistência humanitária que pretende abranger 5000 famílias (13 mil pessoas). Estão a prestar serviços de receção a deslocados / serviços de transporte / evacuação de crianças e proteção / abrigo coletivo (dormida, refeição, higiene,) / estrutura residencial para crianças / apoio psicossocial. Toda esta resposta assenta em 19 centros e 22 grupos espalhados por todo o país.
Nos países que fazem fronteira com a Ucrânia (Polónia, Eslováquia, Roménia e Moldávia) as Cáritas estão a acolher refugiados que atravessaram a fronteira.
Os donativos podem ser feitos através do site www.caritas.pt
; de transferências bancárias através da entidade 22 222 e referência 222 222 222 ou do IBAN PT50 0033 0000 0109 0040 1501 2.
A campanha decorrerá até dia 30 de Março.
(https://scontent.fopo3-2.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/275136856_148324987652427_4090326059530707001_n.jpg?stp=dst-jpg_p180x540&_nc_cat=105&ccb=1-5&_nc_sid=730e14&_nc_ohc=ROHCgCPj-R8AX9C6yQy&tn=cWMz6YmKm7TTSM6r&_nc_ht=scontent.fopo3-2.fna&oh=00_AT--YfUnEfTqMO2sWSC8iV-5CBupD-0J-HlAaHbp-2yjYQ&oe=62293D96)
Fonte: facebook
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"A minha filha morreu na cadeira de rodas"
7 mar, 15:57
A casa de Ihor Mozhaev foi atingida por um míssil russo, na aldeia de Markhalivka, 25 km a sul de Kiev. O momento ficou registado nas câmaras de vigilância da aldeia. Perdeu cinco membros da família, incluindo a mulher e a filha, que estava numa cadeira de rodas. Morreu também uma amiga que estava na casa, no momento do ataque
Fonte e video: https://cnnportugal.iol.pt/videos/a-minha-filha-morreu-na-cadeira-de-rodas/62260e250cf21847f0afbef9?jwsource=cl
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Ucrânia: associações temem que pessoas com deficiência “fiquem para trás”
Andréia Azevedo Soares
7 de Março de 2022, 22:56
(https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1674028?tp=UH&db=IMAGENS&type=JPG)
A situação desta minoria é descrita como “terrível” Reuters/CLODAGH KILCOYNE
Associações internacionais denunciam a situação “terrível” das pessoas com deficiência na Ucrânia, e apelam para que esta minoria seja tratada com equidade nas acções de evacuação, ajuda humanitária e prestação de cuidados. “Quando um conflito eclode, a maior parte da população tenta deslocar-se para áreas mais protegidas, garantindo segurança e saúde para si e seus familiares. Mas para muitas pessoas com deficiência isto não é possível. Os planos de evacuação geralmente não são desenhados de maneira acessível”, afirma num comunicado a Aliança Internacional para a Deficiência (IAD, na sigla em inglês), entidade que representa mais de 1100 organizações dedicadas à causa em todo o mundo.
Existem 2,7 milhões de pessoas com deficiência registadas oficialmente na Ucrânia, de acordo com o Fórum Europeu da Deficiência (EDF, na sigla em inglês). A entidade Inclusion Europe, que calcula que desse total 261 mil pessoas possuam deficiência intelectual, afirma em comunicado já ter recebido relatos de “famílias com filhos com deficiência a viver em caves ou casas de banho para se proteger de bombas”. Pessoas com deficiência que vivem em instituições também correm o risco de serem “abandonadas e esquecidas”.
Milan Šveřepa, director da Inclusion Europe, afirmou ao jornal britânico The Independent que o acesso a abrigos se tornou “incrivelmente difícil” para pessoas com condições como autismo, que acabam por serem abandonadas “nas suas casas, torcendo para nada de mal lhes aconteça”. O acesso à medicação para condições como a epilepsia, uma comorbidade comum no autismo, também passou a ser “impossível”.
O comunicado da IAD recorda que pessoas com deficiência não podem utilizar muitas estações de metro e bunkers. “Em muitos casos, os abrigos são inacessíveis para pessoas que usam cadeira de rodas. Informações sobre evacuação de emergência, localização de abrigos e como procurar assistência não são fornecidas em formatos acessíveis. Como consequência, muitas pessoas com deficiência sensorial, como cegos e deficientes visuais, surdos e deficientes auditivos, e surdos-cegos não entendem como beneficiar das opções de segurança e assistência disponíveis”, refere o documento.
Numa carta aberta, o EDF apelou a todas as partes envolvidas garantias de protecção e segurança das pessoas com deficiência na Ucrânia, lembrando que em situações de crise e conflito estas enfrentam um “risco desproporcional” de abandono, violência, morte, insegurança e falta de acesso aos cuidados de saúde. A situação desta minoria é descrita como “terrível”.
“As mulheres com deficiência estão em maior risco de violência sexual e as crianças com deficiência estão mais expostas ao abuso e à negligência. As informações cruciais sobre segurança e evacuação são muitas vezes inacessíveis, e os próprios centros de evacuação também raramente possuem acessibilidade, o que significa que as pessoas com deficiência são muitas vezes deixadas para trás”, afirma Yannis Vardakastanis, presidente da EDF, na carta aberta.
(https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1674029?tp=UH&db=IMAGENS&type=JPG)
Fórum Europeu da Deficiência lembra que em situações de crise e conflito pessoas com deficiência enfrentam um “risco desproporcional” de abandono, violência e morte REUTERS/Kai Pfaffenbach
A IAD também apela à inclusão dos próprios membros da comunidade no planeamento e na execução das acções de ajuda humanitária. “Quaisquer decisões, resoluções ou medidas internacionais adoptadas para lidar com a situação na Ucrânia devem incluir as pessoas com deficiência, facilitando a participação das mesmas nas decisões que as afectam”, refere um comunicado da entidade.
“Como a voz representativa de mais de mil milhões de pessoas com deficiência em todo o mundo, quero lembrar a todos as partes envolvidas que quaisquer medidas tomadas para enfrentar a situação e ajudar as pessoas afectadas devem garantir plenamente os direitos, a inclusão e a participação de todos os grupos de pessoas com deficiência de acordo com as normas internacionais”, afirma Vladimir Cuk, director executivo da IAD, no documento.
Os desafios enfrentados pela comunidade com deficiência no país não são novos. Segundo a IAD, há falhas no acesso à ajuda humanitária e à protecção desde 2014, a partir de quando se verificaram país, “em particular em zonas da parte oriental”, situações de emergência humanitária. Um relatório do gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) de 2021 estimou que, do número total de pessoas que precisavam de assistência humanitária naquela época na Ucrânia, 13% apresentavam alguma deficiência.
Fonte: publico.pt Link: https://www.publico.pt/2022/03/07/mundo/noticia/ucrania-associacoes-temem-pessoas-deficiencia-fiquem-tras-1997947
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Atletas ucranianos apelam por paz durante Jogos Paralímpicos de Inverno em Pequim
Dhruv Munjal
10 mar
2022
Atletas e autoridades ucranianas fizeram um apelo pela paz durante os Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim nesta quinta-feira, mostrando uma faixa, observando um minuto de silêncio e pedindo o fim da guerra desencadeada pela invasão russa de seu país.
Liderada pelo presidente do comitê paralímpico nacional, Valerii Sushkevych, toda a delegação de 20 membros levantou uma mensagem de "paz para todos", acompanhada de punhos erguidos.
"Este minuto é sobre milhares de pessoas, incluindo crianças e outras pessoas com deficiência, na Ucrânia", disse Sushkevych. "Se a humanidade é civilizada, então esta guerra precisa ser interrompida. Pessoas, mulheres e crianças merecem viver, não morrer."
O técnico Andriy Nesterenko afirmou que muitas cidades foram destruídas e acrescentou que sete membros da equipe são da cidade de Kharkiv, que está sitiada pelas forças russas.
"Os russos bombardearam muitos hospitais e escolas... precisamos de seu apoio hoje, não mais tarde. Pessoas que atacam áreas civis não podem ser humanas... pedimos gentilmente um céu seguro sobre a Ucrânia."
A Rússia chama sua ação na Ucrânia de "operação especial" e nega disparar contra civis.
A Ucrânia está tendo bom desempenho nos Jogos Paralímpicos, apesar de quase não chegar à capital chinesa por causa da guerra, conquistando seis medalhas de ouro e ficando em terceiro lugar na tabela, atrás da anfitriã China e do Canadá.
Equipes da Rússia e de Belarus, cujo território tem sido usado pelas forças russas, não foram autorizadas a participar dos Jogos.
Fonte: https://www.terra.com.br/esportes/jogos-olimpicos/atletas-ucranianos-apelam-por-paz-durante-jogos-paralimpicos-de-inverno-em-pequim,0ea449e8e5f98ac215a6e2c3b77793cdqjshee6s.html
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Refugiados com incapacidade física ou mental vão ter ajuda em Portugal
14 mar, 2022 - 18:02 • Ângela Roque
Uma plataforma criada no início do mês pelo ‘Movimento Cidadão Diferente (MCD) tem o apoio do governo e da Igreja. “Temos o dever de não deixar ninguém para trás, nem na guerra”, sublinham à Renascença as responsáveis pela Pastoral da Deficiência das dioceses de Lisboa e Porto.
(https://images.rr.sapo.pt/2022-03-03t173140z-945897207-rc2xus942qop-rtrmadp-3-ukraine-crisis-evacuation-kyiv1145e405defaultlarge_1024.jpg)
Foto: Gleb Garanich/Reuters
“Isto nasceu de um impulso”. Pai de um jovem adulto com autismo severo, Miguel Azevedo, coordenador do ‘Movimento Cidadão Diferente’ (MCD), conta que foi depois de ver nas notícias uma mãe, refugiada, em total desespero, que resolveu que tinha de fazer alguma coisa. “Ela precisava de um bilhete de comboio para sair de Lviv, na Ucrânia, para a Polónia e não conseguia, porque o filho deficiente estava num dos túneis e ela não conseguia tratar dele, das bagagens e dos bilhetes. Eu olhei para o meu filho e pensei ‘eu teria dificuldades semelhantes, ou piores. Tenho de fazer alguma coisa’ “. E fez.
A Plataforma de apoio aos refugiados ucranianos com necessidades especiais e suas famílias foi criada a 1 de março, e estima vir a ajudar “entre 100 a 200 pessoas” nestas circunstâncias. “É fazer as contas: a ordem de grandeza da população mundial com algum grau de deficiência é à volta dos 10 por cento, e isto é praticamente igual em todos os países. É esse o número que podemos receber em Portugal”, explica à Renascença.
Ao MDC juntaram-se, entre outras associações, a Humanitas (Federação Portuguesa para a Deficiência Mental) e a ANDII (Associação Nacional de Desporto para o Desenvolvimento Intelectual), e ainda os serviços da Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa e da Diocese do Porto, apoio que Miguel Azevedo considera muito importante. “É um conforto que as pastorais nos dão, porque não queremos desintegrar famílias, e estes serviços vão-nos ajudar a incluir estas famílias na comunidade”. E podem também fazer a “ponte” com as estruturas e instituições ligadas à Igreja, “como a Cáritas”.
“Acabámos por criar aqui uma rede de contactos e serviços que ficam disponíveis para estas pessoas, desde lares residenciais, ocupação de tempos livres, apoio técnico, consultas de psicologia, acompanhamento por assistentes pessoais ou sociais. E e até quando precisarem de ajudas técnicas, como cadeiras de rodas ou andarilhos, aquilo que for necessário, dentro da rede temos disponível”, conta Miguel Azevedo.
Apesar da Plataforma ter sido impulsionada por associações ligadas à deficiência mental, não vão ajudar só a este nível. “Aliás, já nos apareceu a necessidade de uma cadeira de rodas, uma pessoa que tem incapacidade física, e encaminhámos para a rede de contactos que já existe”.
Este responsável garante que a ideia da Plataforma foi muito bem acolhida por outras instituições e pelo próprio governo. “Temos o apoio da Secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes, dando cobertura a toda esta rede. Porque se nos surgirem questões para lares residenciais, ou outro tipo de respostas sociais, é preciso ter o aval da Segurança Social, e já há essa disponibilidade. E isso é bastante importante para que esta Plataforma informal tenha uma cobertura legal”, explica.
Todos os casos que vão surgindo são sinalizados ao Alto Comissariado para as Migrações, “para as pessoas serem identificadas e saberem onde é que elas estão, porque é importante haver estes registos”. E estão a tentar “chegar com mais capilaridade de informação às pessoas”, por exemplo, “junto das que estão a ir para a Polónia levar mantimentos, ou através de outras organizações internacionais, como a Autism Europe a Inclusion Europe, que são plataformas europeias que também estão a amplificar todos estes apoios que existem nos vários países”.
Em breve haverá um formulário para que os casos que possam vir a precisar cá de ajuda possam ser inscritos, para se avançar com o processo. “A partir de amanhã (terça-feira) já estará em todos os sites e redes sociais do MCD e dos nossos parceiros”, garante.
“Acima de tudo o que queremos é que as pessoas ao chegarem a Portugal, além de se sentirem acolhidas, sintam que têm uma resposta inclusiva para os seus filhos ou netos com deficiência. Porque, a inclusão que queremos para os nossos filhos aqui em Portugal, também queremos facilitá-la a estas pessoas que chegam”, sublinha Miguel Azevedo, para quem a preocupação para com os refugiados com deficiência não é de agora. “Quando houve a vaga de refugiados do Afeganistão, no MCD escrevemos uma carta aberta ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a lembrá-lo da necessidade de proteção desta população tão vulnerável, seja por dificuldade de mobilidade ou por sofrerem de deficiência intelectual, muitas vezes nem conseguem comunicar e são completamente esquecidos”.
“Não deixar ninguém para trás”
A criação da Plataforma é apoiada pelo Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência do Patriarcado de Lisboa. À Renascença Carmo Dinis explica que não podia ser de outra forma. “Queremos ser uma voz e uma força de acolhimento das pessoas que têm mais dificuldade em chegar cá e mais dificuldade em se instalar num sitio novo. Muitas pessoas com deficiência - nós sabemos, já vimos nas notícias - estão a ser deixadas para trás por falta de condições, seja de ajudas técnicas, seja de outro nível, e a Igreja, todos nós, temos o dever de trabalhar para que não fique ninguém para trás. É o principal mote. No serviço temos esta responsabilidade de apoio às pessoas com deficiência que estão em risco ou em perigo, não permitir que fiquem para trás, nem na guerra”, sublinha.
Joana Morais e Castro, da Pastoral a Pessoas com Deficiência da diocese do Porto, subscreve, e fala da importância que o apoio deste serviço da Igreja pode significar para a própria Plataforma, agilizando contactos. “Somos o garante que conseguimos chegar aos serviços paroquiais e da Igreja, para todo o tipo de apoios que sejam necessários às pessoas com deficiência, até eventualmente a integração na escola, a questão da saúde, terapias, atividades ocupacionais, materiais de suporte que sejam necessários, na questão da mobilidade reduzida”. E acrescenta: “isto não é uma escolha, é mais do que dever nosso. As pessoas com deficiência são as mais vulneráveis dos vulneráveis neste momento, e onde podermos estar presente e fazer-nos presentes, estaremos”.
Fonte: RR
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Federação defende corredores humanitários para pessoas com deficiência
16/03/22 13:07 ‧ Há 20 Horas por Lusa
A Humanitas - Federação Portuguesa para a Deficiência Mental pede ao Governo sensibilização e mais apoio para as pessoas com deficiência, que se encontram em "situações altamente frágeis" na Ucrânia.
(https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/naom_6226099d58e41.jpg)
© DIMITAR DILKOFF/AFP via Getty Images
Em comunicado, a Humanitas refere que, enquanto membro da European Association of Service providers for Persons with Disabilities (EASPD), tem recebido "testemunhos horrorizantes".
"Existem mais de 2,7 milhões de pessoas com deficiência na Ucrânia. Destas, estima-se que mais de 260 mil tenham deficiência intelectual", indica a federação, numa nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa.
De acordo com informação da EASPD, "devido ao seu contexto, muitas destas pessoas estão inabilitadas de sair do país, com uma condição extremamente precária e ameaçadora, não conseguindo, sequer, ter abrigo", disse, citada na mesma nota, a presidente da Humanitas, Helena Albuquerque.
A Federação considera que "é urgente" criar corredores humanitários acessíveis, que permitam a saída segura destas pessoas e das suas famílias.
"Uma simples saída para ir buscar comida ou medicamentos é praticamente impossível. Estamos a falar de casos de pessoas com deficiência intelectual, que não conseguem estar sozinhas muito tempo e que descompensam em situações de stress, necessitando de rotinas para se sentirem seguras. Uma guerra é a situação antítese de uma vivência rotineira", salienta Helena Albuquerque.
A responsável acrescenta que a maioria das pessoas com deficiência intelectual "não consegue realizar um percurso tão longo e tão imprevisível como os que são possíveis" para sair do país.
"Estamos a falar de direitos humanos e de proteção dos mais vulneráveis, o que constitui uma das premissas do ideal europeu. Não está a existir apoio suficiente por parte das forças governamentais para conseguir auxiliar esta população", sublinha.
Neste sentido, a Humanitas pede ao Governo e à sociedade que coloquem esforços em doação para as associações, considerando que ao nível da deficiência "é preciso redobrar esforços para ajudar quem ainda permanece no país".
A Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, com sede em Lisboa, representa cerca de 10.000 pessoas com deficiência intelectual, apoiadas por 40 instituições.
A Humanitas apela ainda à doação à ONG National Assembly of Persons with Disabilities Ukraine, que, de acordo com a EASPD, está a "apoiar ativamente as pessoas com deficiência e suas famílias na Ucrânia com capacidade de agir localmente por meio de seus membros".
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/pais/1954825/federacao-defende-corredores-humanitarios-para-pessoas-com-deficiencia
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Observatório da Deficiência e Direitos Humanos alerta para “uma crise dentro da crise"
17 mar, 2022 - 21:02 • Redação
(https://images.rr.sapo.pt/reportagem_deficientes_06_paula_campos_pinto_foto_sandra_afonso_rr641077c6defaultlarge_1024.jpg)
Fonte de imagem: rr.sapo.pt
Segundo a coordenadora do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, há 2,7 milhões de pessoas com deficiência registadas na Ucrânia.
Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, alerta para o risco de muitas pessoas estarem a ser deixadas para trás nesta guerra. Em declarações à Renascença, lembra que há muitos idosos e deficientes em risco porque são incapazes de fugir dos combates.
“Já foi apelidada de uma crise dentro da crise. dentro da crise humanitária que está a ser vivida naquele território. Porque de facto é sempre uma população mais invisível e que naturalmente num contexto de guerra se torna ainda mais invisível pelas dificuldades de acesso. Um dos problemas que estas pessoas enfrentam, por exemplo as pessoas com deficiências físicas é chegarem aos abrigos. Por outro lado, podemos imaginar pessoas surdas não poderão ouvir as sirenes tocar. Ficarão até, eventualmente, indefesas perante um ataque”, diz.
Segundo a coordenadora do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, há 2,7 milhões de pessoas com deficiência registadas na Ucrânia. “Haverá ainda certamente mais pessoas que não estão registadas e que de facto vivem com incapacidades. Temos visto nas imagens que nos têm chegado como é penoso, árduo, difícil o caminho de fuga para estas pessoas”, diz.
Na Ucrânia, há também 82 mil crianças institucionalizadas. “É muito importante que a ajuda humanitária seja uma ajuda inclusiva. Uma assistência que chegue às pessoas pensando na diversidade das suas necessidades. E, portanto, que encontrem formas, mecanismo de proteger mesmo aqueles e aquelas que são mais vulneráveis”, afirma.
De acordo com a Amnistia Internacional, nesta altura, em Kiev permanecem mais de um milhão de idosos. “Tem muitos habitantes que são idosos e que têm também mobilidade reduzida e não têm autonomia na sua mobilidade. E muitos estão a ser deixados para trás e não conseguem sair”, diz Pedro Neto, da Amnistia Internacional, à Renascença.
“Nós temos alguns dados, mas que não nos permitem ter uma imagem do todo. No entanto, posso-lhe dizer com segurança que os idosos são mais de um milhão só em Kiev e que estão ainda na cidade. E que não saem ou por vontade ou por não ter condições para sair. E neste momento é muito difícil já a mobilidade em Kiev até por causa dos recolheres obrigatórios, mas também pela falta de corredores humanitários que as pessoas sintam confiança de que são seguros para saírem”, acrescentou.
Fonte: rr.sapo.pt Link: https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2022/03/17/observatorio-da-deficiencia-e-direitos-humanos-alerta-para-uma-crise-dentro-da-crise/276778/
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SIC na Ucrânia: “Vi uma criança sentada numa cadeira de rodas com um olhar triste”
O jornalista da SIC Pedro Miguel Costa esteve duas semanas na Polónia e Ucrânia.
23:38 18 Março, 2022 | SIC Notícias
Pedro Miguel Costa, enviado da SIC à Ucrânia, esteve no Jornal da Noite da SIC a contar o que viveu nas cerca de duas semanas que esteve entre a Polónia e a Ucrânia.
O jornalista relata que o primeiro contacto que teve com a guerra foi na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia:
“Começámos a ver as primeiras mulheres com filhos, aos poucos. Mães com filhos, filhos nos carrinhos, ao colo. Percebes que são crianças que acabaram de aprender a andar”.
No entanto, Pedro Miguel Costa, acompanhado pelo repórter de imagem Ódacir Júnior, começou a perceber que eram centenas e depois milhares.
O sítio onde habitualmente se apanha o comboio estava transformado em creche, adianta.
O enviado da SIC conta ainda uma conversa que teve com uma pessoa que sobreviveu à II Guerra Mundial:
“Disse-nos que nem o Hitler a tirou de casa, mas Putin conseguiu”.
No Jornal da Noite, conta ainda um episódio com um rapaz:
“Uma criança de 11 ou 12 anos estava sentada numa cadeira de rodas. A estação estaca cheia de gente à procura de lugar no comboio. Todos entravam para dentro do comboio sem bilhetes. Aquele rapaz estava a olhar com tristeza”.
Fonte: https://sicnoticias.pt/mundo/conflito-russia-ucrania/sic-na-ucrania-vi-uma-crianca-sentada-numa-cadeira-de-rodas-com-um-olhar-triste/
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Cadeiras de rodas, pneus, câmaras de ar, cobertores enfim, usado mas desenrrasca. Tudo pronto para depois seguir amanhã para o Centro de Vida Independente e depois para a Ucrânia. Bem vão precisar - pelos que já tinham antes e pelos estropiados que esta guerra irá deixar:
(https://scontent.flis10-1.fna.fbcdn.net/v/t39.30808-6/277006775_10209875374757109_5081717729240529525_n.jpg?stp=dst-jpg_p526x296&_nc_cat=108&ccb=1-5&_nc_sid=730e14&_nc_ohc=K0ODj_xQnxoAX-doBVZ&_nc_ht=scontent.flis10-1.fna&oh=00_AT-WouYTrCB6GcKOi6-R92YotZJfhIY9b9vRMPvkVQJ47A&oe=6241F108)
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Famalicão: Associação Luís Silva acolhe atleta ucraniano
Março 21, 2022 9:36 am
(https://cidadehoje.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/cidadehoje.pt-famalicao-associacao-luis-silva-acolhe-atleta-ucraniano-2022-03-21_09-35-39-885x1024.jpg)
Associação de Boccia Luís Silva acolheu um atleta paralímpico ucraniano. Luís Silva e Vânia pinheiro receberam, na manhã de domingo, no aeroporto, o jovem atleta juntamente com a sua mãe.
O atleta famalicense agradece ao Município de Vila Nova de Famalicão a disponibilidade prestada desde do primeiro dia de todo este processo, e destaca que esta ação solidária representa a sua maior conquista ao longo da carreira.
Em termos competitivos, a Associação esteve em destaque, no passado sábado, no Torneio de Novos Talentos de Boccia Sub-13, na Maia. Lara Castro e a sua acompanhante desportiva Beatriz Castro sagrou-se campeã sub–13, depois de demonstrar uma regularidade espantosa durante toda a competição, alcançando o primeiro lugar só com vitórias e um empate. Nesta competição o pódio ficou completo com a APC Coimbra e F.C.Porto.
Fonte: https://cidadehoje.sapo.pt/famalicao-associacao-luis-silva-acolhe-atleta-ucraniano/?feed_id=84557&_unique_id=6238473103252&fbclid=IwAR2yXcqe_JxUQm5tvA-LL-HKS2ttXH6QcsOrt72A7vXKyMHTDlniWHszq5Y
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Ucrânia: Bandeiras feitas em centro de deficientes promovem patriotismo nos ‘checkpoints’
03.04.2022 às 06h46
(https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/5/2022/04/37482002-1600x1067.jpg)
Fonte de imagem: Lusa
O internato feminino de deficientes de Odessa, no sul da Ucrânia, transformou-se num centro de produção de bandeiras e balaclavas (passa-montanhas) para os milhares de postos de controlo que garantem a segurança interna em plena invasão russa
Numa visita guiada ao local, o diretor do centro Andrii Pechory explicou que as alunas já faziam costura e bordados, principalmente camisolas tradicionais e quadros de santos, mas, com a guerra na Ucrânia, “toda a gente quis ajudar”.
Na sala com sete máquinas de costura, é Galina, com cerca de 70 anos, quem gere as utentes no fabrico das bandeiras, juntando o azul e o amarelo das cores nacionais com uma faixa para colocar a haste.
Criada com a cor vermelha da bandeira soviética, Galina gosta mais da atual composição. “É mais bonita, até porque é nossa e não deles”, numa referência aos russos.
Andrii Pechory concorda e vai mais longe. “Isto é um símbolo da nossa liberdade que nos custou tanto a conquistar”.
“Não é para vender, daqui sai para todo o país. É a nossa forma de contribuir”, explica o diretor do espaço, salientando que estas utentes também produzem passa-montanhas para os vigilantes dos postos de controlo.
O centro tem 91 utentes, um número que aumentou com a guerra, já que receberam mais 33 mulheres de um outro local da província, entretanto encerrado.
Todos os dias, as utentes cantam o hino ucraniano, mas o diretor alega que o objetivo desta confeção é também ajudar a sua integração profissional.
“Já fazíamos bordados e costura. Apenas mudou o tipo de coisa que fazemos”, refere Andrii Pechory, salientando que a primeira meta da instituição é aumentar a autossuficiência das utentes.
O centro recebe crianças órfãs que ficam institucionalizadas e só podem sair para a vida ativa quando tiverem condições para sobreviver. “Temos pessoas de várias idades e só saem de cá quando têm uma profissão”.
No caso de a situação militar em Odessa se descontrolar, Andrii Pechory tem já acordo com outras instituições do género no país e no exterior para retirar as utentes.
“Temos tudo tratado, medicamentos para três meses”, mas “não é só mudar as utentes, têm de seguir as equipas de apoio, pessoal médico e outro”.
A saúde mental na Ucrânia continua a ser um problema, admite o diretor do centro, salientando que muitas famílias abandonam os filhos que apresentam problemas, mesmo que ligeiros.
Para tentar combater esse estigma, a instituição, que vive de apoios estatais e doações de particulares, quer construir um jardim infantil e um centro de residência semanal para utentes, que podem passar os fins de semana e férias com as famílias.
PJA // CC
Fonte: visao.sapo.pt Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-04-03-ucrania-bandeiras-feitas-em-centro-de-deficientes-promovem-patriotismo-nos-checkpoints/
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Famalicão: atleta ucraniano estreia-se com as cores da Associação de Boccia Luís Silva
(https://famatv.pt/wp-content/uploads/2022/04/Bocia-Luis-Silva-1536x859.jpg?v=1648976728)
O atela paralímpico ucraniano, Yurii Dukhno, vai estrar-se com as cores as cores da Associação de Boccia Luís Silva (ABLS).
Depois da ABLS ter acolhido este atleta, refugiado da guerra, e de o ter reintegrado na equipa principal, Yurii Dukhno vai arrancar a temporada oficial já no Campeonato de Boccia, BC1, BC2, BC4, BC5 – Zona Norte, a decorrer em Melgaço, nos dias 9 e 10 de abril.
Luís Silva, treinador do atleta da Ucrânia, salienta que esta “é uma excelente forma de o reintegrar, de mostrar-lhe que está em segurança e proporciona-lhe o que ele mais gosta de fazer que é desporto e, neste caso, o Boccia”.
Refira-se que ABLS tem como grande objetivo proporcionar aos indivíduos portadores de deficiência motora de Famalicão e arredores o acesso á prática de atividades desportivas, contando atualmente com cinco atletas federados e com perspetivas de crescimento.
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A Ruslana tem 6 anos e conseguiu fugir da guerra na Ucrânia com a mãe, pai, avó e tia, encontrando refúgio em Fátima, na casa de familiares.
Infelizmente, esta pequena heroína sofre de Lisencefalia, uma doença neurológica que impossibilita a marcha e qualquer movimento voluntário e, para escapar da guerra, teve de deixar para trás a sua cadeira, o que a obriga a estar acamada e sem as condições mínimas.
É nestes momentos que precisamos de nos unir!
Apelamos ao apoio de todos para conseguirmos o valor necessário para adquirir uma cadeira, uma cama articulada e outros bens que permitam a esta família voltar a viver com dignidade.
Todo o valor agora angariado será canalizado para ajudar a família da Ruslana e outras pessoas com deficiência motora, que necessitam do nosso apoio.
*O seu donativo é dedutível nos impostos. Caso faça o seu donativo via referência multibanco, IBAN ou MB WAY, envie-nos pfv os seus dados e comprovativo para info@associacaosalvador.com, para que nos seja possível enviar-lhe o respetivo recebido de donativo.
(https://mcusercontent.com/d84c26d84f9aa3bf0aeba82a1/images/2269ab26-8773-508c-2101-39efbcd517cf.jpg)
ASS Salvador
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"Tragam a minha mãe de volta": Filha de paramédica ucraniana capturada pelos russo faz apelo desesperado
Por Correio da Manhã | 17 DE ABRIL DE 2022 ÀS 18:46
(https://cdn.cmjornal.pt/images/2022-04/img_800x533$2022_04_17_18_45_54_1140909.jpg)
• Foto: Direitos ReservadosYuliia Paievska, de 52 anos, fundadora e líder da 'Taira's Angels
Yuliia Paievska deveria estar a competir pela equipa ucraniana nos Jogos Invictus mas foi capturada no mês passado.
A filha adolescente de uma paramédica ucraniana que foi capturada por soldados russos há quatro semanas, apelou à libertação da mãe. "Tragam a minha mãe de volta para mim", salientou Anna-Sofia Puzanova
Yuliia Paievska, de 52 anos, fundadora e líder da 'Taira's Angels', uma unidade de evacuação médica voluntária que resgata feridos, tanto militares quanto civis, deveria competir pela equipa ucraniana de tiro com arco e natação nos Jogos Invictus, em Haia, na Holanda.
A sua filha, Anna-Sofia Puzanova, contou o que sabe à agência noticiosa PA Media. "A minha mãe foi capturada por soldados russos perto de Mariupol a 16 de Março, já há um mês", referiu a jovem, acrescentando que Yuliia "está provavelmente na Rússia", mas que não sabe exactamente onde porque não tem qualquer contacto com ela.
"Eu realmente sinto a falta dela e importo-me com isto porque não sei como ajudá-la sozinha", disse Anna-Sofia Puzanova, denotando que a única solução ao seu alcance é "dar entrevistas e compartilhar informações".
Segundo a jovem, Yuliia "é uma pessoa muito gentil e corajosa". "Ela é uma mulher muito forte e a sua missão de vida é realmente ajudar as pessoas", reforçou.
"Tragam minha mãe de volta para mim", disse Anna-Sofia Puzanova numa mensagem de apelo aos raptore
A jovem está a ser agora filmada nos Jogos Invictus para um documentário da Netflix chamado Heart Of Invictus – uma série da Archewell Productions.
Em Mariupol, a 'Taira's Angels' resgatou soldados feridos e prestou apoio à população local.
Os Jogos Invictus foram criados para ajudar na reabilitação de militares e veteranos feridos ou doentes de todo o mundo, dando-lhes o desafio de competir em eventos desportivos semelhantes aos Jogos Paralímpicos.
CM
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Esta enfermeira ucraniana perdeu as pernas na guerra — mas nada a impediu de dançar no seu casamento
A enfermeira e Viktor Vasyliv, ambos com 23 anos, casaram esta semana e Oksana mostra que a incapacidade física não é impedimento para um momento de felicidade.
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=NTNiMwN/SKsLlo36w2scuKql+w51D799Mk+5SVGWUTi59IKgG1byA+k7rxWg5m8RYMmQEV+vRRSjLg0cCaPSZhm3N2T/CtbiShTO5DMiOe5ytFg=)
Oksana Balandina, enfermeira ucraniana, perdeu as pernas e quatro dedos da mão esquerda na explosão de uma mina russa, em Lysychansk, na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, a 27 de março. Mas não perdeu a esperança de casar e de fazer a tradicional dança com o noivo. Esse momento aconteceu esta semana e foi partilhado nas redes sociais.
Com dois filhos —um rapaz com 7 anos e uma rapariga com 5, atualmente com os avós, na região de Poltava, no centro do país — o casamento entre Oksana e Viktor Vasyliv, ambos com 23 anos, tem sido adiado, mas perante as atrocidades da vida, decidiram que não podiam atrasar mais essa celebração. "A vida não deve ser adiada", disse à Reuters, citada pela SIC Notícias.
O casal acabou por casar no hospital em Lviv, no oeste da Ucrânia, onde Oksana está a preparar-se para uma cirurgia protética. O vídeo da primeira dança dos dois foi divulgado pelo parlamento da Ucrânia no Twitter e tornou-se viral.
O momento está a emocionar o mundo pelo facto de nem o facto de ter perdido as pernas —depois de ter pisado uma mina russa — quando voltava para casa ter demovido Oksana e Viktor de dançar no casamento. A primeira dança como recém-casados aconteceu após trocarem as alianças compradas em Lviv, onde foi também comprado um vestido branco para a cerimónia. A festa aconteceu na enfermaria do centro cirúrgico, com direito a bolo feito por voluntários, segundo o "Público".
Contudo, a tragédia ficará para sempre na memória do jovem casal. "Só lhe consegui dizer: ‘Olha!", começou por contar Oksana Balandina à Reuters, citada pelo "Público". "Ele olhou para mim quando a mina explodiu. Eu caí com a cara no chão. Havia um ruído extremo na minha cabeça. Virei-me e comecei a rasgar a minha roupa para ser mais fácil respirar", recorda.
Viktor ficou sem ferimentos, mas a agora mulher não teve a mesma sorte. Oksana tem sido tratada em vários hospitais ucranianos ao longo do último mês, mas a amputação das pernas e de quatro dedos da mão esquerda tornou-se inevitável já na fase final dos tratamentos.
A solução agora é a aplicação de próteses, processo que acontecerá na Alemanha, para onde casal espera conseguir viajar e ficar apenas até a reabilitação ser finalizada.
“Quero voltar para a nossa cidade, Lysychansk, mas falando francamente, estou preocupada com os meus filhos. Quando a guerra acabar, vai haver muitas coisas para fazer, tanta coisa a acontecer. O caminho foi minado...é assustador", desabafou a enfermeira de 23 anos.
Fonte: https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-internacional/artigos/esta-enfermeira-ucraniana-perdeu-as-pernas-na-guerra-mas-nada-a-impediu-de-dancar-no-seu-casamento
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Putin facilita cidadania russa a órfãos e deficientes ucranianos
Decreto foi hoje publicado no portal do Governo russo.
(https://images.impresa.pt/sicnot/2022-05-30-russian-president-vladimir-putin-attends-the-summit-of-collective-security-treaty-organisation/original/mw-1440)
Fonte de imagem: sicnoticias.pt
20:50 30 Maio, 2022 | Lusa
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou esta segunda-feira um decreto que simplifica a concessão de cidadania russa a órfãos e deficientes ucranianos.
O documento, que foi publicado no portal do Governo russo, abrange menores sem proteção filial e pessoas com deficiência das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas como independentes pela Rússia em fevereiro passado, bem como do resto da Ucrânia.
Cinco dias antes, Putin tinha simplificado a concessão de cidadania russa a habitantes das regiões ucranianas de Kherson e Zaporijia, ocupadas parcialmente pelo exército russo e consideradas estratégicas para um corredor terrestre com a península da Crimeia, anexada pela Rússia.
Nos dois casos, o presidente russo alterou o decreto de abril de 2019 que simplificava o pedido de passaporte russo para os habitantes de Donetsk e Lugansk, que integram o Donbass, no leste da Ucrânia, uma região que Moscovo quer controlar totalmente.
Fonte: sicnoticias.pt Link: https://sicnoticias.pt/mundo/conflito-russia-ucrania/putin-facilita-cidadania-russa-a-orfaos-e-deficientes-ucranianos/
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Japão envia voluntários para ajudar refugiados ucranianos com deficiência
Publicado há 21 horas
(https://mundo-nipo.com/wp-content/uploads/2022/05/Voluntarios-japoneses-para-programa-de-ajuda-a-refugiados-ucranianos-Foto-Twitter_Yohei-Sasakawa-900x550-2-810x495.jpg)
Fonte de imagem: ©Twitter / Yohei Sasakawa
Um total de 25 estudantes universitários japoneses partiram ontem para a Polônia, país que tem recebido refugiados ucranianos diariamente.
Um grupo de estudantes voluntários partiu do Japão rumo à Polônia em uma missão de ajuda aos refugiados ucranianos com deficiência que cruzaram a fronteira para fugir da invasão russa, informou a NHK News, site de notícias da emissora pública NHK.
Um total de 25 estudantes foram selecionados entre cerca de 230 candidatos para o programa de ajuda organizado pela The Nippon Foundation.
Em discurso realizado na segunda-feira (30), durante a cerimônia de despedida em Tóquio, o diretor executivo da fundação, Kabasawa Ichiro, expressou sua esperança de que o programa dê aos estudantes a oportunidade de aprender e vivenciar o que está acontecendo no mundo.
A estudante da Universidade Waseda, Saito Rinka, disse a NHK que, como uma pessoa nascida com deficiência auditiva, ela pode imaginar o quão ansiosos os refugiados devem se sentir.
(https://mundo-nipo.com/wp-content/uploads/2022/05/Voluntarios-japoneses-para-programa-de-ajuda-a-refugiados-ucranianos-Foto-Twitter_Yohei-Sasakawa-02.jpg)
O grupo de voluntários e executivos da Nippon Fundation posara para fotos antes de embarcar para a Polônia | Foto: Reprodução / Twitter@Yohei Sasakawa
“Eles devem estar angustiados por não poder expressar suas emoções”, disse Saito, acrescentando que seu desejo é ajudá-los.
De acordo com números divulgados pela fundação, existem cerca de 2,7 milhões de pessoas com deficiência na Ucrânia. O órgão afirma que, embora alguns deficientes uvranianos tenham conseguido deixar o país, o apoio que eles têm recebido ainda é insuficiente.
Os voluntários ficarão na cidade de Cracóvia, no sul da Polônia, e trabalharão com grupos de apoio locais para distribuir suprimentos médicos e alimentos.
À medida que abre inscrições para novos voluntários, a fundação planeja enviar um total de 105 estudantes até outubro.
* Saiba mais sobre o programa da The Nippon Foundation para assistência humanitária para refugiados da Ucrânia.
== Mundo-Nipo (MN)
Fonte: mundo-nipo.com Link: https://mundo-nipo.com/sociedade/31/05/2022/japao-envia-voluntarios-para-ajudar-refugiados-ucranianos-com-deficiencia/
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UNICEF denuncia que bombardeamentos estão a matar e mutilar crianças na Ucrânia
Agência Lusa 15 jun 2022 08:51
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Fonte de imagem: Foto Shutterstock
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) denunciou que os bombardeamentos na Ucrânia estão a matar e mutilar crianças e a impedi-las de regressar a "qualquer tipo de vida normal".
Segundo os últimos números do Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, um total de 277 crianças morreram e 456 ficaram feridas desde o início da guerra, principalmente devido à utilização de explosivos em áreas urbanas.
Em resposta, a UNICEF apelou na terça-feira para o fim dos ataques a infraestruturas civis e do uso de armas explosivas em áreas povoadas.
"[O seu uso] está a matar e mutilar crianças e a impedi-las de regressar a qualquer tipo de vida normal nas cidades e vilas que são as suas casas", disse a organização em comunicado.
"Passei a última semana na Ucrânia, encontrando-me com crianças e famílias afetadas pela guerra, vendo a resposta humanitária crítica da UNICEF. Pude visitar Kiev, Irpin, Bucha, Yitomir e Lviv, e o meu tempo no país deu-me uma imagem clara do enorme impacto que a guerra na Ucrânia continua a ter nas crianças", disse o diretor regional da UNICEF para a Europa e Ásia Central, Afshan Khan.
"Estamos cada vez mais preocupados com a situação de acesso a água potável, com pelo menos 1,4 milhões de pessoas no leste do país sem acesso a água corrente", acrescentou Khan, observando que pelo menos 256 instalações da UNICEF na Ucrânia foram atacadas, e uma em cada seis "escolas seguras" apoiadas pela UNICEF no leste do país foram danificadas ou destruídas.
Khan disse que a guerra na Ucrânia "é uma crise de direitos da criança", e que a UNICEF está a trabalhar para apoiar as crianças e as suas famílias "onde quer que se encontrem no país.
"Este papel crítico da UNICEF na Ucrânia reflete-se no recente acordo alcançado com o Governo para prolongar o programa nacional da UNICEF até ao final de 2023, como parte do quadro de transição das Nações Unidas", acrescentou.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que mereceu a condenação de grande parte da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções à Rússia.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/6/15/315601-unicef-denuncia-que-bombardeamentos-estao-a-matar-e-mutilar-criancas-na-ucrania/
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Avaliação dos alunos provenientes da Ucrânia para o presente ano letivo de 2021/2022
Após articulação do Ministério da Educação de Portugal com a Embaixada da Ucrânia, e de acordo com informação disponibilizada no dia 07/06/2022 por aquela Embaixada, informa-se que a avaliação/certificação dos alunos provenientes da Ucrânia, que foram acolhidos em Portugal devido à situação de guerra que se vivencia no seu país, será assegurada pelas entidades educativas ucranianas.
Assim, para o ano letivo 2021/2022:
- os alunos que tenham continuado inseridos no sistema de ensino ucraniano, através da modalidade online, terão a sua avaliação garantida pela escola ucraniana que frequentam;
- os alunos que tenham sido integrados no sistema de ensino português terão a possibilidade de ter a sua avaliação final garantida pela escola internacional ucraniana. O conselho de turma não deverá deliberar sobre a avaliação destes alunos, registando o motivo em ata e colocando essa informação também em pauta, numa alínea. Obtida a certificação ucraniana, os alunos deverão ser reposicionados, em termos de matrícula, no ano de escolaridade seguinte.
Solicita-se aos estabelecimentos de ensino que informem os estudantes e as suas famílias para que todos os alunos possam obter a sua certificação.
Para informação complementar, sugere-se a consulta da informação disponibilizada pela Embaixada da Ucrânia em Portugal e que consta do site do Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia, designadamente as questões 8 a 13:
https://mon.gov.ua/eng/ministerstvo/diyalnist/mizhnarodna-dilnist/pidtrimka-osviti-i-nauki- ukrayini-pid-chas-vijni/updated-potochni-vikliki-organizaciya-navchannya-dlya-ukrayinskih- ditej-za-kordonom-ta-vstupna-kampaniya/yak-organizuvati-navchannya-dlya-ukrayinskih- ditej-za-kordonom
Fonte: Ofício remetido pela DGE
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UNICEF diz que bombardeamentos estão a matar e mutilar crianças na Ucrânia
POR MARTA SOUSA -15 DE JUNHO, 202212 0
A UNICEF denunciou que os bombardeamentos na Ucrânia estão a matar e mutilar crianças e a impedi-las de regressar a “qualquer tipo de vida normal”.
As autoridades ucranianas estimaram, esta quarta-feira, que pelo menos 313 crianças foram mortas e outras 579 feridas, desde o início da guerra com a Rússia em 24 de fevereiro.
Segundo os últimos números do Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, um total de 277 crianças morreram e 456 ficaram feridas desde o início da guerra, principalmente devido à utilização de explosivos em áreas urbanas.
Em resposta, a UNICEF apelou na terça-feira para o fim dos ataques a infraestruturas civis e do uso de armas explosivas em áreas povoadas.
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=V2:cTwUK26hb7vbDQ8JNNejMovoxAa5319eqZRc9ARIUl03JjPpFnuJ0frG+GcuRGjV94odpGNihEf1KPw4Oo8JN4clshf48NvR6nWAcaD0LAW8Jz8YPQUZRfI6F6AYytzU3pZvCTZCJcHlf3mFLeGX7fuUQqI9P3HqLxwcizYXIncb30jSz/bLUBDkW2lil3H+jQ+5z47jBptipbNQ7K9O37FTZx5JikP8daOXhf44I9c=&proxy=1)
Retirado https://mundialfm.sapo.pt/unicef-diz-que-bombardeamentos-estao-a-matar-e-mutilar-criancas-na-ucrania/
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A grande potência
por Henrique Monteiro, em 22.06.22
(https://fotos.web.sapo.io/i/G2a1756c0/22316977_QJwiu.jpeg)
Fonte: henricartoon.blogs.sapo.pt Link: https://henricartoon.blogs.sapo.pt/a-grande-potencia-1537587
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Mais cinco cargueiros com cereais autorizados a zarpar da Ucrânia
Mariana Espírito Santo e Lusa
10:55
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/08/cropped-navio_libano.jpg?mark64=aHR0cHM6Ly9lY28uaW1naXgubmV0L0VDT193YXRlcm1hcmsucG5nP2ZtPXBuZw%3D%3D&markscale=33&markalign=center,left&w=1200)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
No total, os navios mercantes transportam mais de 161.000 toneladas de milho e outros produtos alimentares para a Turquia, a China e a Itália.
Cinco navios cargueiros zarpam hoje dos portos ucranianos de Tchernomorsk e Odessa para prosseguir a exportação de cereais, anunciou no sábado o Centro de Coordenação Conjunta (CCC) que está supervisionar as operações.
No total, os navios mercantes transportam mais de 161.000 toneladas de milho e outros produtos alimentares para a Turquia, a China e a Itália, segundo o CCC, que acompanhará o seu percurso até Istambul, onde serão inspecionados ao largo da costa antes de entrarem no estreito do Bósforo.
Pela Ucrânia, os bombardeios russos foram registados em dezenas de cidades ao longo das linhas de frente leste e sul, segundo indicam militares ucranianos.
Já o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica levantou sérias preocupações sobre o bombardeio de uma central nuclear na Ucrânia. A Procuradoria-Geral da Ucrânia disse que iniciou um processo criminal contra o que disse ter sido um bombardeio de foguetes e artilharia dos militares russos da central de Zaporizhzhia na sexta-feira.
7 Agosto, 2022 - 11:40 Mariana Espírito Santo
Desde início da guerra já se registaram demissões de seis comandantes russos
A última atualização do Ministério da Defesa britânico indica que o "fraco desempenho das forças armadas da Rússia durante a invasão da Ucrânia custou caro para a liderança militar da Rússia, provavelmente resultando na demissão de pelo menos seis comandantes russos desde o início das hostilidades em fevereiro de 2022".
(https://i.ibb.co/Zzq35jX/Captura-de-ecr-2022-08-07-120553.jpg)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
7 Agosto, 2022 - 11:04 Mariana Espírito Santo
Agência da ONU "extremamente preocupada" com risco de "catástrofe nuclear"
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, manifestou-se hoje “extremamente preocupado” com o bombardeamento de ontem da maior central nuclear da Europa, sob ocupação russa em território ucraniano.
"Estou extremamente preocupado com os bombardeamentos de ontem [sexta-feira] da maior central nuclear da Europa, o que sublinha o risco muito real de uma catástrofe nuclear que ameaça a saúde pública e o ambiente, na Ucrânia e não só", advertiu Grossi numa declaração divulgada em Viena, considerando que se “está a brincar com o fogo".
Moscovo e Kiev acusaram-se hoje mutuamente de comprometerem a segurança da central nuclear de Zaporiyia, a maior da Europa.
Grossi recordou que, segundo as autoridades ucranianas, não houve danos nos reatores nem emissão de radiações, mas houve danos em outras partes da central.
O chefe da agência das Nações Unidas para a energia nuclear considerou "completamente inaceitável" a colocação da central em perigo e argumentou que visá-la militarmente é "brincar com o fogo", podendo ter "consequências potencialmente catastróficas".
"Apelo veemente e urgentemente a todas as partes para que exerçam a máxima contenção nas proximidades desta importante instalação nuclear com seis reatores", escreveu.
Lusa
7 Agosto, 2022 - 11:02 Mariana Espírito Santo
Autorizados a zarpar hoje mais cinco cargueiros com cereais
Cinco navios cargueiros zarpam hoje dos portos ucranianos de Tchernomorsk e Odessa para prosseguir a exportação de cereais, anunciou no sábado o Centro de Coordenação Conjunta (CCC) que está supervisionar as operações.
No total, os navios mercantes transportam mais de 161.000 toneladas de milho e outros produtos alimentares para a Turquia, a China e a Itália, segundo o CCC, que acompanhará o seu percurso até Istambul, onde serão inspecionados ao largo da costa antes de entrarem no estreito do Bósforo.
Com estas novas partidas, as exportações de cereais ucranianos estão a conseguir gradualmente alcançar um ritmo regular.
O CCC precisou, num comunicado, que está a “concluir os procedimentos de exportação regulares” no âmbito da Iniciativa do Mar Negro para os Cereais, designação oficial do acordo.
“Os horários poderão ser afetados pelos preparativos e as condições meteorológicas ou qualquer outra circunstância imprevista”, acrescentou a entidade.
Paralelamente, o centro autorizou o cargueiro “MV Osprey” a atracar, vazio, em Tchernomorsk depois de ser hoje inspecionado, ao largo de Istambul.
Lusa
Mariana Espírito Santo
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/08/07/mais-cinco-cargueiros-com-cereais-autorizados-a-zarpar-da-ucrania/
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Ucrânia: “Precisamos urgentemente de tirar os russos da central nuclear de Zaporizhia e depois renovar a infraestrutura antes do inverno”, alerta especialista
Por Francisco Laranjeira em 19:28, 9 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/Zaporozhe-units-Energoatom-460.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O chefe da empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia alertou esta terça-feira sobre os riscos “muito altos” dos bombardeamentos na central nuclear de Zaporizhia, garantindo que é vital para Kiev recuperar o controlo das instalações antes do inverno.
Em entrevista à agência ‘Reuters’, Petro Kotin lamentou que o bombardeamento russo na última semana tenha danificado três linhas que ligam a central à rede elétrica ucraniana, acusando a Rússia de querer conectar a instalação à sua rede.
A Ucrânia e a Rússia trocaram acusações mútuas sobre o bombardeamento da central, a maior da Europa, que fica em território controlado pela Rússia. Algumas das bombas terão caído perto de instalações de armazenamento de combustível usado, uma área que tem 174 contentores de material altamente radioativo, explicou Kotin, alertando para os perigos de serem atingidos.
“Este é o material mais radioativo de toda a central nuclear. A acontecer alguma coisa, teremos uma nuvem de radiação e então o clima vai decidir em que direção vai a nuvem”, explicou, reforçando: “O risco é muito alto.”
O chefe da Energoatom garantiu ainda que a Rússia queria ligar a central à sua rede elétrica, um processo tecnicamente difícil que exige que a instalação seja separada do sistema ucraniano antes que possa ser conectada gradualmente ao russo. “O plano deles é danificar todas as linhas da central. Depois disso, ela não será conectada ao sistema de energia ucraniano”, acusou.
A central nuclear tem seis reatores e produzia 20-21% das necessidades de eletricidade da Ucrânia antes da guerra, lembrou, garantindo que precisa de reformas. “Para a temporada de inverno, precisamos urgentemente de tirar os russos de lá e depois renovar a infraestrutura”, garantiu. Cerca de 500 soldados russos estão atualmente na instalação com veículos pesados, que tem sido usada como base militar.
Kotin frisou que a melhor solução seria a retirada das tropas russas e a devolução da central ao controlo ucraniano. “Poderia ser enviada uma força de paz para proteger a instalação”, apontou. “A solução definitiva é retirar os soldados e todo o seu armamento do local. Isso resolve completamente o problema de segurança.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-precisamos-urgentemente-de-tirar-os-russos-da-central-nuclear-de-zaporizhia-e-depois-renovar-a-infraestrutura-antes-do-inverno-alerta-especialista/
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Ucrânia: 65% dos russos apoiam fim da guerra e assinatura de acordo de paz, revela sondagem
Por Filipe Pimentel Rações em 16:18, 9 Ago 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O jornal russo ‘Kommersant’ divulgou esta terça-feira uma sondagem que revela que 65% dos russos apoiaria a decisão do Presidente Vladimir Putin para terminar a guerra com a Ucrânia e estabelecer um acordo de paz com Kiev.
A sondagem, que é atribuída à consultora Russian Field, mostra, no entanto, que também 60% dos inquiridos apoia uma nova investida militar contra a capital ucraniana Kiev. Além disso, aponta que cerca de 26% dos russos acreditam que a guerra já se arrasta há bastante tempo, com outros 41% a afirmarem que estão cansados de receber notícias sobre o curso da guerra na Ucrânia.
Sobre quando terminará o conflito, 18% dos respondentes acreditam que a guerra terminará dentro de um ano, ao passo que 30% consideram que ainda se arrastará por mais de um ano.
62% dos russos estão certos de que a guerra está a pender a favor da Rússia e que está a ser bem-sucedida, contra os 19% que pensa exatamente o oposto. Apesar de entre a população dominar o sentimento de que as coisas estão a correr favoravelmente ao Kremlin, 62% dos homens não demonstrou estar disponível para servir nos batalhões russos que estão a combater na Ucrânia.
Dos que encaram positivamente a possibilidade de serem chamados para as linhas da frente, é entre os homens com idades compreendidas entre os 45 e os 59 anos que se regista a maior taxa de disponibilidade (37%). No sentimento oposto, apenas 23% dos homens entre os 18 e os 29 anos demostraram desejo para servir nas tropas russas na Ucrânia.
A sondagem foi realizada entre 28 e 31 de julho e contou com 1.609 respondentes de oito distritos federais da Rússia. No entanto, a consultora ‘Russian Field’ alerta que as repostas sobre a guerra em curso na Ucrânia poderão não corresponder à realidade, uma vez que “os russos têm medo de falar sobre esse tópico”, frisando que “a recusas aumentaram e a sinceridade diminuiu”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-65-dos-russos-apoiam-fim-da-guerra-e-assinatura-de-acordo-de-paz-revela-sondagem/
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Kiev rejeita responsabilidade por explosões em base aérea na Crimeia
Agência Lusa 10 ago 2022 11:10
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Fonte de imagem: dnoticias.pt
A Ucrânia rejeitou hoje qualquer responsabilidade pelas explosões ocorridas na terça-feira numa base aérea russa na Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em 2014, que provocaram um morto e 13 feridos.
"Claro que não temos nada a ver com isso", disse o conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podolyak, citado pela agência espanhola EFE.
Podolyak disse que as explosões podem ter tido várias causas, desde uma detonação acidental de munições, como alegou o Ministério da Defesa russo, até ao resultado de uma "gestão ineficiente das forças armadas da Federação Russa".
Contudo, quando interrogado pelos jornalistas, o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky não excluiu a possibilidade de uma ação por parte de civis que querem a libertação da Crimeia.
"Claro que as pessoas que viveram a ocupação compreendem que os tempos da ocupação estão a chegar ao fim e precisam de mostrar a sua posição. A recuperação da Crimeia é algo que tem de acontecer", disse Podolyak.
O jornal norte-americano The New York Times noticiou hoje que as explosões na base aérea na Crimeia podem ter resultado de uma ação de civis dos territórios ocupados pela Rússia que apoiam as autoridades de Kiev.
"Para atingir alvos bem atrás das linhas inimigas, acredita-se que os militares ucranianos estão a contar com os residentes dos territórios ocupados pela Rússia que são leais à Ucrânia", escreve o jornal.
Na sua habitual mensagem diária por vídeo, Zelensky defendeu, na terça-feira à noite, que a guerra na Ucrânia não começou em 24 de fevereiro deste ano, com a invasão do país pela Rússia, mas com a ocupação da Crimeia em 2014.
"Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia -- a sua libertação", afirmou Zelensky.
As autoridades pró-russas da Crimeia atualizaram hoje o balanço de vítimas das explosões, elevando o número de feridos de cinco para 13, mantendo-se o registo de um morto.
"Segundo os dados desta manhã, 13 pessoas ficaram feridas e uma morreu em consequência do incidente na aldeia de Novofedorovka, na região de Saki", anunciou o Ministério da Saúde da Crimeia numa declaração citada pela EFE.
O Ministério da Defesa russo, num comunicado divulgado na terça-feira, atribuiu as explosões no aeródromo militar da Crimeia a um acidente.
"Não houve qualquer ataque à área de armazenamento de munições", disse o Ministério da Defesa da Rússia.
Ao lançar a ofensiva em 24 de fevereiro, a Rússia disse que pretendia "desmilitarizar e desnazificar" a Ucrânia, e que estava a responder a pedidos de ajuda das populações russófonas do Donbass, no leste do país vizinho.
Desconhece-se o número de baixas civis e militares da guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 168.º dia, embora diversas fontes, incluindo a ONU, admitam que será elevado.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/8/10/323460-kiev-rejeita-responsabilidade-por-explosoes-em-base-aerea-na-crimeia/
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Bucha, cidade mártir da Ucrânia, enterra os seus mortos não identificados
MadreMedia / AFP
12 ago 2022 16:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Envoltos em tecido roxo, onze caixões alinhados aguardam o enterro, cada um perante uma sepultura recém-cavada no cemitério de Bucha. Entre eles há onze desconhecidos, mortos em março durante a ocupação russa desta cidade ucraniana, situada perto de Kiev.
Quase todos — nove homens e duas mulheres — foram inicialmente enterrados pelos moradores da cidade em valas comuns, quando a intensidade dos combates não deixou tempo para mais. Após a retirada das tropas russas desta área, outro corpo foi encontrado não muito longe dali.
Mais de quatro meses se passaram desde que os jornalistas no local encontraram os corpos de 20 civis mortos em Bucha a 2 de abril, no que foi o primeiro indício de crimes de guerra na Ucrânia — no entanto, só agora é que as autoridades locais começaram a enterrar os corpos não identificados.
Na terça-feira, 14 corpos foram enterrados, seguidos por outros 11 na quinta-feira.
É apenas o começo, já que estão previstas outras três cerimónias, disse à AFP Myjailyna Skoryk-Shkarivska, vice-presidente de Bucha. Segundo ela, cerca de cinquenta pessoas, entre os 458 civis mortos durante a ocupação russa da cidade, ainda não foram identificadas.
"O nosso objetivo é encontrar os parentes de cada pessoa não identificada", diz. Para isso, foram extraídas amostras de ADN, inclusive com a ajuda de gendarmes franceses, e tudo que possa ajudar a identificar um dos falecidos é publicado no Facebook.
O procedimento tem protocolos rígidos. Entre as 11 pessoas enterradas na quinta-feira, dois homens portavam documentos de identidade. Apesar das menções na Internet, ninguém os reivindicou e, "para que sejam identificados formalmente, os seus parentes precisam de ver os corpos e reconhecê-los", explica Myjailyna Skoryk-Chkarivska.
Amostras deADN e fotografias
Minutos antes da chegada dos corpos, depositados à pressa no reboque de um camião frigorífico, vários funcionários de cemitérios municipais vizinhos chegaram como reforços para plantar onze cruzes ortodoxas no chão.
Em cada uma delas há uma pequena placa acompanhada de um número que servirá para localizar o corpo caso o teste de ADN apresente algum resultado ou apareça algum parente.
"Para nós, é importante que estas pessoas sejam enterradas com dignidade, como seres humanos, e não como corpos inertes", disse à AFP o padre Andrii Golovin com a voz firme, sem hesitar ao denunciar "esse 'mundo russo' que se manifestou diante dos nossos olhos com todo o seu horror".
Aos 11 caixões enterrados na quinta-feira deve-se acrescentar um décimo segundo, o de Oleksandre Jmaruk, um ex-militar ucraniano de 37 anos que desapareceu desde meados de março e foi identificado à última hora graças a uma fotografia divulgada pela aplicação de mensagens Viber.
Os seus pais deixaram a cidade ocupada pelos russos pouco antes e procuram-no desde então, sem sucesso. Tudo o que sabiam era que o seu filho tinha sido detido pelos russos. E que sabiam muito bem para onde estavam a ir, considerando que no seu prédio as portas dos três apartamentos usados por soldados ou ex-soldados ucranianos foram arrombadas.
"Os orcs (o apelido que muitos ucranianos dão aos soldados russos) prenderam-no em sua casa. E mataram-no perto do mercado", repete o pai de Oleksandre Jmaruk, Vasyl, com a voz trémula, sentado num banco enquanto pressiona contra o peito um retrato emoldurado do seu filho.
Oleksandre Jmaruk será enterrado numa outra área do cemitério, entre muitas outras sepulturas cuja data de morte indica aproximadamente março de 2022. Os seus pais, no entanto, vão continuar a investigar outros detalhes.
"Uma informadora deu o nome dele. Havia uma mulher a acompanhar os russos, os vizinhos ouviram-a. Mas não sabemos quem ela é ou de onde veio", dizem os pais de Oleksandre.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bucha-cidade-martir-da-ucrania-enterra-os-seus-mortos-nao-identificados
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HIMARS. O "amigo de confiança" americano que está a ajudar a Ucrânia a virar a guerra
08 ago 2022, 22:02
Cátia Bruno Texto
Ana Moreira Grafismo
(https://bordalo.observador.pt/v2/q:85/rs:fill:4096:2049/c:4096:2049:nowe:0:0/plain/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2022/08/04162328/GettyImages-521111670-scaled.jpg)
Militares norte-americanos e um HIMARS
Getty Images
Um poderoso sistema de lançamento de foguetes norte-americano ajudou a estancar a "sangria" ucraniana no Donbass e abre a porta à reconquista de Kherson. Mas os HIMARS não são uma panaceia.
Um “amigo de confiança que veio dos Estados Unidos” que deixa os russos com “fumo a sair-lhes do rabo”. A canção mais recente do músico (e militar) ucraniano Taras Borovok não é dedicada a nenhum camarada de armas, mas sim a um sistema de artilharia que está a ter uma influência inesperada na guerra da Ucrânia. Chama-se HIMARS (sigla para High Mobility Artillery Rocket System) e é um lançador de foguetes produzido nos EUA. E não inspira apenas canções: em julho, uma série de posters dedicados a este sistema apareceram nas paredes da cidade de Kherson, ocupada pelos russos.
https://www.youtube.com/watch?v=Yd79uNjeEFc
São sinais de popularidade que ilustram bem como o armamento fornecido pelos norte-americanos está a galvanizar os ucranianos, graças à sua eficácia — e, possivelmente, a contribuir para mudar o curso do conflito. Ainda esta segunda-feira, Washington anunciou mais um pacote de armamento no valor de mais de 500 milhões de euros, onde se incluem munições para os HIMARS. Nas redes sociais, o governo ucraniano há muito que rejubila: “Os HIMARS já fizeram uma ENOOORME diferença no campo de batalha”, declarou o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, a 9 de julho.
Fonte: observador.pt Link: https://observador.pt/especiais/himars-o-amigo-de-confianca-americano-que-esta-a-ajudar-a-ucrania-a-virar-a-guerra/
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Medo assombra ucranianos que vivem perto da maior central nuclear da Europa
MadreMedia / AFP
13 ago 2022 18:25
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Fonte de imagem: AFP or licensors
"Se morrermos, acontecerá num segundo e não sofreremos", diz Anastasia, moradora de Marganets. Nesta cidade ucraniana, a poucos quilómetros da central nuclear de Zaporijia, ocupada pelas tropas russas, a população vive com medo constante.
Nos últimos dias, Kiev e Moscovo acusaram-se mutuamente de realizar bombardeamentos no complexo da central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa.
Esta quinta-feira, os ataques danificaram alguns sensores de nível de radioatividade, tendo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertado para a gravidade da situação.
Marganets está a apenas 13 quilómetros de Zaporijia. A cidade, localizada no topo de uma colina, permanece sob controlo ucraniano e dela é possível ver, do outro lado do rio Dnieper, a central nuclear construída nos tempos soviéticos.
"Se morrermos, acontecerá num segundo e não sofreremos. Tranquiliza-me saber que o meu filho e a minha família não sofrerão", diz Anastasia, 30 anos, enquanto faz compras.
A central nuclear de Zaporijia está na linha de frente desde que foi tomada pelas tropas russas no início de março, dias após o Kremlin ordenar a invasão da Ucrânia.
Em Marganets, os militares ucranianos aconselham a população a não aproximar-se da margem do rio Dnieper, por medo de que o inimigo atire da margem oposta, a cerca de 6 quilómetros de distância.
A cidade, que tinha cerca de 50 mil habitantes antes da guerra, tem um centro animado onde as pessoas vivem as suas vidas diárias além dos pensamentos sombrios e rumores persistentes sobre o estado dos seis reatores da central.
"Estou com medo pelos meus pais e por mim. Quero viver e aproveitar a vida nesta cidade", diz Ksenia, de 18 anos, que atende clientes num café na principal rua comercial.
"O medo é constante. E as notícias dizem que a situação na central é muito tensa. Cada segundo que passa é terrível. Uma pessoa tem medo de dormir, porque coisas horríveis acontecem à noite", acrescenta.
Em Marganets e Nikopol, outra cidade a uma curta distância rio abaixo, 17 pessoas foram mortas esta semana em ataques noturnos, segundo as autoridades locais.
A Ucrânia acusa a Rússia de disparar do outro lado do rio e de dentro do complexo nuclear, mas tropas ucranianas abstêm-se de responder por medo de desencadear uma catástrofe.
Na sexta-feira, um alto funcionário ucraniano disse à AFP que as tropas russas estão até "a atirar em algumas áreas da central para dar a impressão de que é a Ucrânia a fazê-lo".
Esta é uma situação que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu como "chantagem nuclear". "Acho que os russos estão a usar a central como um ás, para perseguir os seus próprios objetivos", diz Anton, de 37 anos.
A Ucrânia foi em 1986 cenário do desastre nuclear de Chernobyl, 530 quilómetros a noroeste de Marganets. Naquele ano, um reator nuclear explodiu, liberando radiação na atmosfera. Cerca de 600 mil pessoas foram alistadas como "liquidadores", encarregados de descontaminar a terra ao redor da central.
O número oficial de mortos é de apenas 31, mas algumas estimativas falam de dezenas de milhares e até centenas de milhares de mortes.
Em Marganets existe um monumento a esses "liquidadores". Ao lado da cratera aberta por um míssil que caiu em Marganets à noite, Sergei Volokitin, de 54 anos, relembra aqueles tempos.
"Depois de me ter formado, trabalhei na mina, e na minha equipa havia duas pessoas que eram liquidadores", lembra. "Sabíamos tudo o que acontecia lá. Conhecemos os efeitos da radiação e quais serão as consequências se algo acontecer", conclui
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/medo-assombra-ucranianos-que-vivem-perto-da-maior-central-nuclear-da-europa
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Menina volta a andar após perder pernas em ataque russo: "Incrível"
12:30 - 12/08/22 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
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Fonte de imagem: © Instagram right2walk
Veja o vídeo: https://dai.ly/x8d02fq
Yana, de 11 anos, perdeu pernas após um ataque russo com um míssil. A sua recuperação é agora uma fonte de inspiração.
Yana Stepanenko perdeu as duas pernas na sequência de um ataque russo na estação ferroviária de Kramatorsk, em abril. Agora, passados quatro meses, esta pequena guerreira ucraniana começou a dar os primeiros passos com próteses, nos Estados Unidos.
Através das redes sociais, a Right to Walk Foundation, localizada na Califórnia, tem partilhado a recuperação da menina, de 11 anos.
Sublinhe-se que o ataque com um míssil ocorreu quando a família Stepanenko estava na estação ferroviária. Além de Yana, a sua mãe, Natalia, também perdeu uma perna. Já Yaroslav, irmão da menina, escapou ileso.
Tal como relata o jornal Pravda, que cita o autarca de Lviv, depois de um mês de reabilitação no hospital daquela cidade, mãe e filha foram enviadas, juntamente com a família, para os Estados Unidos e começaram agora o seu processo com as próteses.
“Notícias fantásticas! A Yana acabou de dar os seus primeiros passos com as suas novas pernas prostéticas! Não dá para acreditar que a Yana, sofrendo amputações tão traumáticas e problemas de regeneração óssea, se reabilitou tão rápido”, escreveu a Right to Walk Foundation, numa publicação divulgada nas redes sociais. “Yana, foste absolutamente incrível, e estamos super animados e felizes por ti. Mantém-te de pé e orgulhosa”, acrescentaram. A Fundação também tem partilhado a recuperação da mãe de Yana.
Recorde-se que foi em julho, que a Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo para um programa de próteses para crianças feridas. Os doentes recebem cuidados de saúde mental.
(https://i.ibb.co/L53Bm0v/Captura-de-ecr-2022-08-13-212430.jpg)
Fonte de imagem: noticiasaominuto.com
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2053393/menina-volta-a-andar-apos-perder-pernas-em-ataque-russo-incrivel
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A tecnologia dos mísseis que a Rússia usa na Ucrânia é do Ocidente (e os EUA ainda exportavam chips em maio)
António Guimarães
Hoje às 08:30
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/622876940cf2c7ea0f1e2664/1024.jpg)
Fonte de imagem: cnnportugal.iol.pt
Análises feitas aos destroços de mísseis provaram que existem chips de empresas norte-americanas nos mísseis disparados por Moscovo contra alvos ucranianos
Dificilmente um país consegue ter armamento baseado apenas em produção nacional e a Rússia não é exceção, o que faz com que grande parte das armas que estão a ser utilizadas por Moscovo na Ucrânia tenham componentes importados, sobretudo ao Ocidente.
Ao todo, entre mísseis disparados a partir do ar ou da terra, a Rússia já terá utilizado mais de 3.650 projéteis, entre eles mísseis de cruzeiro. Dos mais pequenos aos maiores, todos têm uma coisa em comum: necessitam de componentes eletrónicos que a Rússia tem dificuldade em produzir. Alguns chegam a ter 31 componentes destes diferentes. Mas, então, de onde vem a tecnologia utilizada nos mísseis russos?
Investigações do Royal United States Institute (RUSI) e da agência Reuters, em colaboração com o portal independente russo iStories, especialistas concluíram que a esmagadora maioria dos componentes eletrónicos utilizados nos mísseis disparados pelo exército russo chegam dos Estados Unidos. Mais precisamente, 70% dos chips que compõem as armas lançadas por Moscovo chegam daquele país. Os restantes 30% foram importados a países como Japão, Suíça, Países Baixos, Alemanha, China, Coreia do Sul, Áustria, Reino Unido ou Taiwan. A conclusão surge após o RUSI ter tido acesso a 27 armas e sistemas de armamento russos, alguns dos quais danificados. Nestes, foram encontrados mais de 450 componentes eletrónicos fabricados fora da Rússia, a maioria, lá está, com proveniência dos Estados Unidos.
Foi o caso de uma caixa encontrada num míssil utilizado a 14 de julho, e que matou 27 pessoas, incluindo uma criança, em Vinnytsia, no centro da Ucrânia. A agência Reuters viu o interior do projétil e identificou componentes eletrónicos com as marcas de empresas norte-americanas. "É muito simples. Sem esses chips norte-americanos, os mísseis e as armas da Rússia não funcionam", afirmou um militar ucraniano, em declarações àquela agência.
Se em alguns dos casos se trata de produtos da década de 1980, outros são muito mais modernos e sofisticados. Que a Rússia utilizava armamento com componentes importados do Ocidente era sabido, mas faltava conhecer a dimensão. Logo no dia da invasão, a 24 de fevereiro, a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos e os seus aliados iriam impor “amplas restrições em semicondutores, telecomunicações, lasers, sensores, sistemas de encriptação ou de navegação”. A esse bloqueio comercial juntaram-se 37 países, num bloqueio que começou oficialmente em 2014, na sequência da anexação russa da Península da Crimeia. Só que nem todas as exportações tinham sido suspensas.
Segundo a agência Reuters, mais de 15 mil carregamentos com produtos de empresas como as norte-americanas Texas Instruments, Intel, Analog Devices e AMD, ou a alemã Infineon, chegaram à Rússia até finais de maio, três meses após o início da guerra. Em alguns casos esses envios foram feitos a partir de terceiros, mas também houve situações em que o envio foi feito diretamente por essas empresas.
Questionadas sobre este assunto, empresas como a Texas Instruments ou a Infineon referiram que alguns dos envios já estavam em processamento antes do anúncio do bloqueio. Já a AMD ou a Analog Devices confirmaram a abertrura de investigações internas na sequência da investigação.
Já um porta-voz do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, que regula todas as exportações, afirmou que as autoridades vão "continuar vigilantes e empenhadas com os aliados e parceiros em reforçar o controlo".
Do lado russo, e apesar da tensão provocada pelas várias sanções, Vladimir Putin nunca escondeu que pretende continuar a receber tecnologia ocidental, tendo mesmo assinado, em junho, um decreto presidencial que permite a importação de bens eletrónicos e outros componentes semelhantes, sendo que essa lei permite a importação sem a permissão da empresa que tem a patente registada.
Fonte: cnnportugal.iol.pt Link: https://cnnportugal.iol.pt/guerra/ucrania/a-tecnologia-dos-misseis-que-a-russia-usa-na-ucrania-e-do-ocidente-e-os-eua-ainda-exportavam-chips-em-maio/20220814/62f7d4170cf2f9a86eb135df
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Guerra na Ucrânia: Putin diz que tropas russas libertam "passo a passo" o Donbass
MadreMedia / Lusa
15 ago 2022 18:52
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que as forças russas e as milícias das autoproclamados repúblicas de Donetsk e Lugansk libertam "passo a passo" o Donbass e que se orgulha do seu trabalho.
“Hoje, no decorrer da operação militar especial [como o Kremlin designa a invasão de território da Ucrânia], os nossos soldados, juntamente com os combatentes do Donbass, cumprem o seu dever, lutam pela Rússia, por uma vida pacífica nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk”, disse na abertura do fórum e feira militar “Armia-2022”, nos arredores de Moscovo.
O chefe do Kremlin sublinhou que estas forças “cumprem precisamente todas as tarefas que lhes foram definidas: passo a passo, libertam os Donbass”.
“O nosso povo orgulha-se do nosso Exército e da nossa Marinha, do profissionalismo e coragem dos seus defensores”, acrescentou Putin, sublinhando que “sempre salvaguardaram a soberania e a segurança da pátria e trouxeram a liberdade aos outros povos”.
A “Armia-2022” conta com a presença de representantes de mais de uma centena de Estados, que poderão ver esta semana centenas de tipos de armamento moderno num polígono militar nos arredores de Moscovo.
Putin tinha já usado o evento para elogiar junto de países aliados o armamento de fabrico russo, alegando que foi utilizado “em condições reais de combate”.
“A Rússia está disposta a oferecer aos seus aliados e parceiros o armamento mais moderno, desde armas de fogo até artilharia, blindados, aviação de combate e drones”, disse Putin ao inaugurar o salão internacional de armamento.
O Presidente russo afirmou que a Rússia tem “muitos aliados” e destacou em particular “os laços historicamente fortes, amigáveis e de confiança com os países da América Latina, Ásia e África”.
Vladimir Putin também sublinhou que esses países “não se submetem ao chamado poder hegemónico, os seus líderes mostram autêntico caráter e não se subordinam” a ninguém e, “dessa forma, contribuem para a defesa de um mundo multipolar”.
A Rússia disse ter exportado desde o início do ano 5.400 milhões de dólares em armas e tenciona vender uma quantia semelhante no segundo semestre de 2022, numa altura em que estão em vigor sanções impostas pelo Ocidente devido à intervenção militar russa na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-putin-diz-que-tropas-russas-libertam-passo-a-passo-o-donbass
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Incêndio faz explodir depósito de munições do exército russo na Crimeia
DN/Lusa
16 Agosto 2022 — 08:24
(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=a6fb9bb6-b025-4ca3-b89f-2677e1e05604&w=800&h=450&t=20220816074917)
© EPA/Press Office of Head of Crimea
O governador da Crimeia disse que dois civis ficaram feridos. As causas do incêndio são desconhecidas, segundo o Ministério da Defesa russo.
Um depósito temporário de munições do exército russo explodiu esta terça-feira na Crimeia devido a um incêndio, disse o Ministério da Defesa russo.
No comunicado, o ministério informou que o incêndio que provocou a explosão do depósito e cujas causas são desconhecidas ocorreu às 03:15 numa unidade militar localizada perto da cidade de Maiskoe, na Crimeia, península anexada em 2014 pela Rússia.
O governador da Crimeia, Sergey Aksionov, disse que dois civis ficaram feridos.
(https://i.ibb.co/dmHnt6x/Captura-de-ecr-2022-08-16-101611.jpg)
Fonte de imagem: dn.pt
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de cinco mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.
A ofensiva militar russa causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,7 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
Também segundo as Nações Unidas, 15,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
Fonte: dn.pt Link: https://www.dn.pt/internacional/incendio-faz-explodir-deposito-de-municoes-do-exercito-russo-na-crimeia-15094613.html
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Ministro da Saúde ucraniano agradece apoio “ao povo de Portugal, país que já se tornou uma segunda pátria para tantos ucranianos” (com vídeo)
Por Filipe Pimentel Rações em 11:12, 16 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/08/Sem-T%C3%ADtulo-8.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Esta semana, o ministro ucraniano da Saúde, Viktor Liansko, publicou uma mensagem de vídeo dirigida aos portugueses, agradecendo o apoio prestado pelo país e pela população no acolhimento dos ucranianos que fugiram à guerra da Rússia na Ucrânia. O vídeo foi partilhado no Twitter pelo deputado do Partido Social-Democrata, Ricardo Batista Leite.
(https://i.ibb.co/nnTKgNY/Captura-de-ecr-2022-08-16-130854.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Agradeço ao povo de Portugal, país que já se tornou uma segunda pátria para tantos ucranianos”, afirmou Liansko, destacando, também, o papel do Parlamento e do Governo no “apoio à Ucrânia e aos nossos trabalhadores médicos, que hoje se colocam em defesa da vida, tal como os nossos soldados defendem a democracia mundial e a vida democrática na Europa”.
O responsável salientou, adicionalmente, o suporte prestado por Portugal no processo de integração da Ucrânia na União Europeia. “Agradeço o apoio ao nosso processo de integração europeia e a orientação que Portugal está ponto a prestar à Ucrânia no nosso desenvolvimento coo membro de pleno direito da família europeia”.
O ministro da Saúde ucraniano confere um especial destaque ao papel de Portugal no “fornecimento de equipamentos a hospitais ucranianos”, designadamente à “nova maternidade do Hospital Clínico Regional de Lviv, que conta com o apoio da Associação dos Ucranianos em Portugal”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ministro-da-saude-ucraniano-agradece-apoio-ao-povo-de-portugal-pais-que-ja-se-tornou-uma-segunda-patria-para-tantos-ucranianos-com-video/
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Ataques na Crimeia: Quem fez? O que podem significar?
16 AGOSTO 2022 18:38 Margarida Mota
Jornalista
(https://images.impresa.pt/expresso/2022-08-16-Crimeia-Russia-Ucrania-guerra-6cb860df-1/original/mw-860)
Colunas de fumo na zona de Dzhankoi, na Crimeia, onde foram registadas explosões num depósito de armas das forças russas Reuters
Instalações militares russas têm sido alvo de "atos de sabotagem", como os qualifica Moscovo. Kiev não confirmou nem negou a autoria dos ataques, mas é quem mais beneficia com eles
Apesar da guerra em curso em áreas consideráveis da Ucrânia, a Crimeia, nos últimos tempos, vinha conseguindo fazer jus à sua fama de “popular resort de verão” e ter pessoas na praia como se tempos normais vivessem. Esta terça-feira, porém, aquela península do sul da Ucrânia anexada pela Rússia em 2014 voltou ao epicentro do conflito, após ataques atribuídos às forças ucranianas encherem de fumo negro os céus de partes do território.
A Rússia reconheceu a ocorrência de grandes explosões numa infraestrutura militar — um depósito de munições —, numa base militar russa perto da cidade de Dzhankoi, no norte da Crimeia.
As explosões foram “provocadas por um incêndio que levou à detonação de munições”, escreve a publicação “The Moscow Times”. As autoridades russas qualificaram o ataque como “um ato de sabotagem”.
Citado pela BBC, Refat Chubarov, um líder tártaro da Crimeia, disse que as explosões foram um “golpe” que pôde ser ouvido “do outro lado da estepe”. Os seus efeitos levaram à interrupção da circulação numa linha ferroviária e obrigaram à transferência de cerca de 3000 pessoas de uma localidade.
Segundo a agência Reuters, que cita o diário russo “Kommersant”, um segundo ataque visou outra base militar russa, em Gvardeyskoye, no centro da Crimeia. Os dois ataques aconteceram uma semana após um outro com igual perfil ser registado numa zona ocidental da península.
A PROMESSA DE ZELENSKY
Esta sucessão de explosões numa parte da Ucrânia que não tem estado na linha da frente dos combates poderá indiciar uma nova dinâmica no conflito — prestes a cumprir meio ano — em antecipação ao inverno, época em que também as movimentações da guerra se ressentem das gélidas temperaturas.
Para a Rússia, a Crimeia alberga não só a sede da Frota do Mar Negro como também serve de armazém a muito equipamento militar destinado às tropas em combate. Para Kiev, atacar esse potencial é, pois, uma forma de atingir as manobras de guerra da Rússia nas suas várias frentes.
Por outro lado, a Crimeia — cuja conquista pelos russos, em 2014, pode ser considerado um primeiro capítulo desta guerra — permanece um objetivo militar dos ucranianos. Na semana passada, o Presidente ucraniano prometeu “libertar” a região dos russos. “Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia, com a sua libertação”, afirmou o Volodymyr Zelensky.
PUTIN ACUSA EUA DE QUEREREM PROLONGAR O CONFLITO
As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre os ataques desta terça-feira, não confirmando nem negando a autoria. Mas não passaram despercebidas as declarações de Andriy Yermak, chefe do gabinete do Presidente da Ucrânia, segundo o qual está em curso uma “operação de desmilitarização” do território que irá continuar até à “desocupação total” dos territórios ucranianos.
O atrevimento e a capacidade revelados por Kiev nestes ataques têm-se feito sentir também fora de portas. Segundo a agência Tass, citada pela Associated Press, num outro ato de sabotagem que Moscovo atribuiu aos ucranianos, no início de agosto, seis torres de transmissão de alta tensão foram destruídas em explosões, na região de Kursk, no ocidente da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia.
Esta terça-feira, o Presidente russo acusou os Estados Unidos de contribuírem para o arrastamento do conflito ao fornecerem armamento pesado aos ucranianos. “A situação na Ucrânia mostra que os EUA estão a tentar prolongar o conflito”, disse Vladimir Putin, discursando na cerimónia de abertura de uma conferência sobre segurança em Moscovo. Washington está “a usar o povo da Ucrânia como carne para canhão”.
Fonte: expresso.pt Link: https://expresso.pt/guerra-na-ucrania/2022-08-16-Ataques-na-Crimeia-Quem-fez--O-que-podem-significar--a7d5c8a2
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China, Bielorrússia e Índia enviam tropas para a Rússia para participar em exercício militar
13:15 Ana Isabel Ribeiro
(https://i.ibb.co/zfcnfbX/Captura-de-ecr-2022-08-17-163838.jpg)
Os exercícios militares vão acontecer entre os dias 30 de Agosto e 5 de Setembro EPA/ROMAN PILIPEY
O Governo chinês vai enviar tropas para a Rússia para participar em exercícios militares conjuntos, revelou, esta quarta-feira, o Ministério da Defesa da China, sinalizando que os exercícios fazem parte de um acordo de cooperação bilateral entre Pequim e Moscovo.
"O objectivo é aprofundar a cooperação prática e amigável com os exércitos dos países participantes, aumentar o nível de colaboração estratégica entre as partes e reforçar a capacidade de responder a várias ameaças à segurança", lê-se na declaração, citada pela Reuters.
Do exercício farão também parte das tropas de países como a Bielorrússia, Índia, Mongólia e Tajiquistão, escreve a Reuters. Moscovo já havia anunciado que as manobras Vostok 2022 (Leste 2022) aconteceriam entre os dias 30 de Agosto e 5 de Setembro.
O último exercício militar aconteceu em 2018 e contou, pela primeira vez, com a participação da China. O anúncio de Pequim acontece dois dias depois de o Exército chinês ter realizado novas manobras militares em torno de Taiwan.
Fonte: publico.pt Link: https://www.publico.pt/2022/08/17/mundo/noticia/guerra-ucrania-2017409#84034
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População de Nikopol treina para possível desastre nuclear em Zaporíjia
SIC Notícias
Há uma hora
(https://images.impresa.pt/sicnot/2022-08-17-Nikopol.jpg-3c23a37c-1)
Fonte de imagem: sicnoticias.pt
População de Nikopol treina para possível desastre nuclear en Zaporíjia
Veja o vídeo da reportagem clicando no link oficial da noticia em baixo
Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia.
Na véspera da visita do secretário-geral da ONU, a Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia.
De madrugada, nos arredores de Odessa, os mísseis lançados por caças russos atingiram um centro recreativo e vários edifícios e provocaram quatro feridos. Ao nascer do dia, as imagens das autoridades mostravam ainda as operações de resgate, em curso, na quarta maior cidade da Ucrânia.
Também no sul da Ucrânia e na costa do mar Negro, outros 2 mísseis destruíram o edifício de uma das universidades da cidade de Mykolaiv. O ataque não provocou vítimas.
No Donbass, na província de Donetsk, pelos menos dois civis morreram e sete ficaram feridos nos ataques russos das últimas 24 horas.
Mas em solo ucraniano, as preocupações maiores estão nos combates travados em Zaporíjia, atualmente ocupada pelas tropas russas.
Em Nikopol, a cidade mais próxima da maior central nuclear da Europa, o dia foi de exercícios. A população treinou já o pior dos cenários: a hipótese de um desastre nuclear. Ensaiou reações à eventual explosão de um dos seis reatores e a fugas de radioatividade na região.
Entre os militares ucranianos, outro dos receios é a existência de uma nova ameaça na vizinha Bielorrússia.
No país aliado do regime de Putin, terão sido, segundo Kiev, colocados mísseis, a escassos 15 quilómetros da fronteira ucraniana, e com alcance suficiente para atingir a capital e as maiores cidades do país.
Mas em Moscovo, o Ministério russo da Defesa garante que continua a atacar apenas alvos militares e com armas de alta precisão.
Esta quarta-feira, foi mesmo dia de inaugurar uma exposição com armamento estrangeiro alegadamente capturado às forças ucranianas.
Fonte: sicnoticias.pt Link: https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2022-08-17-Populacao-de-Nikopol-treina-para-possivel-desastre-nuclear-em-Zaporijia-51db5c78
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Governo retira moradores de Donetsk, mas muitos querem ficar: "Os nossos pais estão enterrados aqui"
SIC Notícias
Há uma hora
(https://images.impresa.pt/sicnot/2022-08-17-Donetsk-Ucrania.jpg-af0d1d7c)
Fonte de imagem: sicnoticias.pt
Governo retira moradores de Donetsk, mas muitos querem ficar: "Os nossos pais estão enterrados aqui"
Veja o vídeo da reportagem clicando no link oficial da noticia em baixo
Governo admite permanência dos moradores, se assinarem uma declaração em que assumem a responsabilidade de ficar.
Por causa da falta de energia e da insegurança, o Governo ucraniano pretende retirar a maioria dos moradores da região de Donetsk. Mas muitos habitantes ponderam ficar.
Numa das poucas zonas controladas pelos ucranianos no leste do país, os bombardeamentos russos na segunda-feira e na terça-feira deixaram um rasto de destruição em pequenas cidades como a de Kramatorsk, na região de Donetsk. Muitas casas ficaram em ruínas e para alguns moradores sair parece ser o único caminho.
Ainda assim, mesmo perante o perigo iminente, em Kramatorsk, há quem resista e não coloque sequer a hipótese de deixar para trás a casa e, principalmente, a família.
Nataliia e o marido gerem uma pequena exploração agrícola. Com a guerra, o negócio quase não existe. Mas neste caso, apesar das dificuldades, a ligação à terra natal sobrepõe-se a tudo o resto.
Numa zona sem aquecimento e energia, o Governo ucraniano pretende retirar dois terços dos habitantes das áreas que ainda controla na região de Donetsk, antes do início do inverno. Uma evacuação com caráter obrigatório que admite, no entanto, a permanência dos moradores, se assinarem uma declaração em que assumem a responsabilidade por ficar.
Fonte: sicnoticias.pt Link: https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2022-08-17-Governo-retira-moradores-de-Donetsk-mas-muitos-querem-ficar-Os-nossos-pais-estao-enterrados-aqui-e8aacae9
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Reino Unido diz que Rússia continua a bombardear Kharkiv para impedir deslocação das forças ucranianas
MadreMedia
19 ago 2022 10:26
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YmZjV77AzE4BuuDdmiidpANp0NbeRoULZ/apZa+aq2xnpT/SPPir6lMWdFLb83kai/cNLQ6nwuJzFl9zI/T0tLbOai+vudS7cfxKdDKuqYn1/7w=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Segundo o Ministério da Defesa britânico, a medida é uma forma de evitar que os soldados ucranianos se desloquem para outras regiões onde as forças russas também atacam.
A Rússia mantém o bombardeamento constante da frente nordeste de Kharkiv para prender as forças ucranianas e impedir que estas sejam utilizadas para contra-ataques noutras regiões, disse esta sexta-feira o Ministério da Defesa britânico.
A cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia, a cerca de 15 km da frente russa, tem sido constantemente bombardeada desde o início da invasão, uma vez que se encontra ao alcance da maior parte da artilharia russa, referem os britânicos num boletim de informação diário, citado pela Reuters.
Esta semana, 17 pessoas foram mortas e 42 ficaram feridas em dois ataques russos em Kharkiv, segundo o governador regional ucraniano.
Todavia, a Rússia continua a negar ter deliberadamente como alvo civis, no que chama uma "operação militar especial" na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reino-unido-diz-que-russia-continua-a-bombardear-kharkiv-para-impedir-deslocacao-das-forcas-ucranianas
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Inteligência ucraniana diz que a Rússia está a preparar um bombardeamento em larga escala para a próxima semana
Por Filipe Pimentel Rações em 11:46, 19 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia acredita que as forças russas estão a preparar-se para lançar um “bombardeamento massivo” do país na próxima semana.
“A ameaça de bombardeamento massivo no território da Ucrânia com mísseis S-300 é óbvia”, alerta o Centro de Comunicações Estratégicas (StratCom), citado pelo ‘Newsweek’.
Avançando que comboios com mísseis e outras munições pesadas deverão chegar a solo ucraniano a partir da Rússia no dia 20 de agosto, “é claro que os russos estão a preparar-se para atacar a Ucrânia no dia 24 de agosto”, afirma o StratCom. Nesse mesmo dia, assinala-se o Dia da Independência da Ucrânia, pelo que um ataque de grandes proporções seria uma investida com uma forte carga simbólica.
Oleg Zhdanov, coronel ucraniano aposentado, afirmou, na televisão do país, que as preparações para esse “bombardeamento massivo” já estão em andamento na Bielorrússia, liderada por Aleksander Lukashenko, aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin.
“Na minha opinião, estão a ser feitos preparativos na Bielorrússia”, frisa Zhdanov, acrescentando que “muito provavelmente, eles [russos] conduzirão um ataque massivo que envolverá múltiplos lançadores e o máximo possível de mísseis”.
Por sua vez, Yuriy Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, disse esta semana que “sempre existiu alguma ameaça por parte do território da Bielorrússia” e que foi a partir desse país que a Rússia deu início à guerra contra a Ucrânia. “Por isso, temos definitivamente que nos preparar para possíveis ataques com mísseis”, salientou Ihnat.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/inteligencia-ucraniana-diz-que-a-russia-esta-a-preparar-um-bombardeamento-em-larga-escala-para-a-proxima-semana/
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"Não vejo justiça nesta guerra", admitiu um soldado russo
20:14 - 17/08/22 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
(https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/naom_62fd33319076d.jpg?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjo5OTIsImNyb3BIZWlnaHQiOjU1OCwiY3JvcFgiOjIyMSwiY3JvcFkiOjB9fQ==)
Fonte de imagem: © Reprodução Redes Sociais
Ao fazer declarações sobre a guerra, Pavel Filatyevsabia sabe que pode ser preso.
O soldado russo Pavel Filatyev decidiu partilhar publicamente a sua opinião sobre a invasão russa na Ucrânia, mesmo consciente de que pode sofrer fortes consequências, inclusive ser preso.
"Não vejo justiça nesta guerra. Não vejo a verdade aqui", confessou à imprensa em Moscovo, já após ter regressado dos combates entre a Rússia e a Ucrânia por ter ficado ferido. Nas declarações que prestou admitiu que não tem medo de lutar, mas precisa de "sentir justiça", para compreender se o que está a fazer "é correto".
"Acredito que tudo isto está a falhar não só porque o governo roubou tudo, mas porque nós, russos, não sentimos que o que estamos a fazer é correto", admitiu ao jornal The Guardian.
Há duas semanas, Filatyev publicou 141 páginas onde faz uma descrição diária do que viveu em conjunto com a sua unidade de paraquedistas que foi enviada da Crimeia para a Ucrânia continental. Explica como entraram em Kherson, capturaram o porto marítimo e lidaram com o fogo pesado de artilharia durante mais de um mês perto de Mykolaiv.
Já nessa altura questionava-se sobre a presença das tropas russas no território ucraniano. "Pensava que só estávamos aqui a fazer mal", confessou, ao recordar que se interrogava: "Para que precisamos desta guerra?".
Enquanto estava a lutar, Filatyev pensou para si próprio que se sobrevivesse iria "fazer o que pudesse para impedir" que a invasão continue. Explicou que escreveu as suas memórias porque "não conseguia continuar calado, embora saiba que provavelmente não irá mudar nada" e, provavelmente, apenas terá "problemas".
O soldado espera que a guerra "chegue ao fim após protestos populares", porém disse que esse cenário "parece muito distante". Confessou estar "aterrorizado com o que acontecerá a seguir", visto que acredita que a Rússia "irá lutar pela vitória, apesar do terrível custo".
"Quanto vamos pagar por isso? Quem ficará no nosso país?", perguntas de Filatyev sem resposta perante um conflito cujo fim parece não estar à vista.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2055984/nao-vejo-justica-nesta-guerra-admitiu-um-soldado-russo
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Ucrânia: O que pode acontecer se a planta nuclear de Zaporizhzhia explodir?
20.08.2022 às 08h27
RITA AGUIAR DE MATOS
(https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/5/2022/08/220820_GettyImages-1242538778-1600x1076.jpg)
Metin Aktas, Anadolu Agency, Getty Images
O mês de agosto foi marcado por mais ataques à usina nuclear de Zaporizhzhia, assim como por um crescente receio de que um desastre nuclear se avizinhe. À medida que aumenta a tensão internacional com russos e ucranianos a culparem-se mutuamente pelos bombardeios, Zaporizhzhia torna-se um local cada vez mais perigoso não apenas para os dois países, mas para a Europa
Construída na era soviética, a usina nuclear de Zaporizhzhia é, atualmente, o maior reator nuclear da Europa. A sua planta contém seis reatores de água pressurizada, dos quais pelo menos dois estão, neste momento, ativos, fornecendo energia a cerca 4 milhões de residências ucranianas e assumindo, por isso, um papel de destaque para o país.
Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, que esta planta nuclear tem sido um alvo importante para a Rússia, não apenas por ser um ponto de controlo no que toca à eletricidade ucraniana, mas porque a própria cidade de Zaporizhzhia, onde esta se situa, se encontra numa posição estratégica de grande interesse para ambos os lados.
Embora a região de Zaporizhzhia esteja parcialmente ocupada desde o começo do conflito, a planta nuclear da cidade só foi ocupada pelo exército russo a 4 de março, tendo mantido as suas atividades desde então: enquanto a Ucrânia controla a margem oeste, definida pela passagem de um rio local conhecido, o Dnipro, os russos ocupam a zona ao redor da usina, na margem leste do rio, incluindo a própria planta.
Nos últimos meses, vários ataques têm sido relatados na região da planta nuclear, aumentando o receio internacional de que algum tipo de material radioativo possa vir a ser libertado intoxicando não apenas a Rússia e a Ucrânia, mas vários outros países da Europa. Agosto registou vários destes ataques dentro do complexo da usina nuclear de Zaporizhzhia, intensificando a preocupação já sentida de que os combates possam aumentar o risco de um acidente nuclear.
Sabe-se que a Rússia tem armazenado no território da planta nuclear equipamento militar e que a própria Ucrânia, que promove uma zona nuclear desmilitarizada, já terá atacado a usina recorrendo a drones. Os últimos ataques, no entanto, são ainda de autor desconhecido, sendo que ambos os países se culpam mutuamente pelo sucedido. Se por um lado os ucranianos acusam os russos de atacarem as instalações da usina com o objetivo de cortarem o fornecimento de energia de algumas das cidades do país, os russos defendem que é a Ucrânia a responsável pelos últimos bombardeamentos.
Porque é a usina nuclear um local tão perigoso?
A usina nuclear de Zaporizhzhia concentra grandes quantidades de material radioativo, extremamente tóxico não apenas para o ser humano, como para toda a natureza. Quando se sucedeu a explosão de um dos reatores de Chernobyl, por exemplo, na qual apenas 5% de todo o material radioativo armazenado terá sido libertado, as consequências foram amplas e diversas. Segundo estimativas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 4 mil pessoas terão morrido resultado do incidente, duas delas diretamente da explosão, 28 da síndrome de radiação aguda e as restantes de outras complicações que se foram fazendo sentir meses e anos mais tarde.
O material radioativo libertado na explosão de Chernobyl depositou-se, depois, não apenas na Ucrânia, onde se encontra a planta, mas também em países como a Bielorrússia, a Rússia e alguns outros locais da Europa estando, ainda hoje, presente no solo que rodeia a dita planta como poeira e detritos e deixando as regiões que rodeiam Pripyat, a cidade que abriga a central elétrica, e as zonas a cerca de cem quilómetros de Kiev, cidade próxima de Chernobyl, inabitáveis. Estes locais mereceram, por isto, a designação de zona de exclusão definindo os limites das regiões que não estão aptas para habitação devido aos elevados níveis de radiação, prejudiciais ao ser humano, que apresentam.
Com isto em mente, facilmente se compreende o receio e a preocupação que se têm criado em torno da usina de Zaporizhzhia. Até porque, e embora os reatores se encontrem reforçados por aço e cimento, assim como sistemas de proteção contra incêndio, sendo, inclusive, projetados para suportar um impacto substancial, como, por exemplo, a colisão de um avião, o embate de um míssil pode ter consequências mais problemáticas.
Além disso, o principal receio dos especialistas não é propriamente a explosão de um reator que, embora não seja impossível, é incerta. “O que temos aqui com o envolvimento militar é muito difícil… Se vários fatores catastróficos se juntarem, uma explosão pode ser possível”, diz ao Al Jazeera Ross Peel, gerente de pesquisa e transferência de conhecimento do Centro de Estudos de Ciência e Segurança do King’s College London. “É difícil dizer se isso acontecerá e quais poderão ser as possíveis consequências disso. Depende de como a explosão acontece”, acrescenta.
Caso ocorra uma explosão, as preocupações recaem sobretudo sobre a possibilidade de os bombardeamentos que têm acontecido em redor da instalação poderem danificar a infraestrutura crítica, incluindo os próprios reatores. “Os reatores precisam de ser constantemente resfriados pela água que passa por (eles)”, explica ao mesmo órgão de comunicação MV Ramana, professor da Escola de Políticas Públicas e Assuntos Globais da Universidade da Colômbia Britânica. “Se esse fluxo de água for cortado, de alguma forma, o reator pode perder o resfriamento e o combustível começará a derreter. Isso criará uma alta pressão e pode gerar uma explosão”, acrescentou.
Uma explosão poderia ser o começo de uma situação semelhante à ocorrida em Chernobyl. “Provavelmente várias centenas de milhares de pessoas a tentar fugir daquela área”, descreve Ramana. “Haveria uma nuvem (de radiação), mas não poderíamos vê-la. Podemos rastrear a nuvem porque temos instrumentos sensíveis que medem os níveis de radiação”, explica.
A rutura total de um reator, no entanto, é, segundo os especialistas, improvável. O principal receio é exatamente que situações como a avaria dos sistemas de refrigeração e a libertação de material combustível radioativo ocorram. “Estamos principalmente com medo da libertação de radiação, não necessariamente de uma explosão”, admite à Al Jazeera Amelie Stoetzel, membro do Departamento de Estudos de Guerra do King’s College London. “Mesmo que pareça assustador, a libertação de radiação, em qualquer caso, seria catastrófica”, acrescentou.
De acordo com a Energoatom, autoridade nuclear ucraniana, os impactos dos mais recentes bombardeamentos foram próximos da área de armazenamento de combustível radioativo, o que reforça os receios que se têm feito sentir na esfera internacional e que já terão sido discutidos por autoridades como a ONU que veio, inclusive, pedir o fim imediato de qualquer ação militar perto da usina nuclear de Zaporizhzhia, alertando para um “risco muito real de um desastre nuclear”.
A manutenção da usina é essencial
Embora a planta nuclear de Zaporizhzhia esteja, de momento, sob o controlo russo, os operadores que lá se encontram a trabalhar são os mesmos que exerciam funções antes do começo da guerra, ou seja, são funcionários ucranianos forçados a trabalhar pelo inimigo. A sua presença na usina não pode ser dispensada já que a manutenção da planta nuclear é crucial para o seu bom funcionamento, assim como para impedir que qualquer atividade potencialmente perigosa suceda.
De acordo com os relatos, os soldados russos têm submetido os funcionários da planta a interrogatórios violentos. Apesar de todos serem peças importantes para o funcionamento apropriado e seguro da usina, vários funcionários têm abandonado as suas posições, levantando preocupações sobre a segurança da planta, segundo autoridades ucranianas. Alguns funcionários encontram-se, inclusive, desaparecidos.
A presença de tropas russas dentro do perímetro da usina tem, sem dúvida, afetado as operações, segundo o que explica Edwin Lyman, diretor de segurança de energia nuclear da União de Cientistas Preocupados, um grupo de vigilância, à NPR. “Isso coloca pressão sobre a equipa ucraniana”, explica.
Dmytro Orlov, presidente da câmara exilado de Enerhodar, a cidade onde se situa a usina, disse na televisão ucraniana que a moral dos trabalhadores se encontra baixa, especialmente depois de alguns soldados russos terem alegadamente espancado um funcionário até à morte em julho.
Qual é o risco de um desastre nuclear ocorrer?
A preocupação internacional leva a crer que existe um grande risco. O chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, descreveu, inclusive, a atual crise de supervisão de segurança como uma ameaça terrível à saúde pública e ao meio ambiente na Ucrânia, e muito além de suas fronteiras, considerando que a situação está “completamente fora de controlo”.
O receio de que as explosões possam ter danificado de alguma forma a usina e que a manutenção possa não estar a ser feita corretamente, resultado da pressão das tropas russas sobre os operários ucranianos, levou Grossi a sugerir uma missão de inspeção à usina. “Existe um catálogo de coisas que nunca deveriam estar a acontecer em nenhuma instalação nuclear”, reforça.
Ironicamente, a Ucrânia, o país que mais tem abordado a questão dos riscos nucleares e que terá, inclusive, proposto uma desmilitarização da planta nuclear, não concordou com a missão proposta por Grossi, com a Energoatom argumentando, em junho, que qualquer visita da AIEA legitimaria a presença da Rússia lá.
Parece, por isso, existir uma vertente política forte nas ações da Ucrânia em relação à usina, não se tratando apenas de uma questão de proteger o país de desastres radioativos, ainda que não deixe de ser um fator chave. Assim, este país pode ser acusado de exagerar algumas das suas alegações no que toca aos perigos vividos em Zaporizhzhia. Afinal, a desmilitarização da usina nuclear, embora uma decisão prudente, serviria também um objetivo militar já que negaria às forças russas o uso de uma planta a partir da qual podem bombardear com relativa imunidade sem serem atacados de volta pelo inimigo, neste caso a Ucrânia, por terem receio das consequências nucleares dos seus próprios ataques. Como explica o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, os russos podem estar a utilizar a usina nuclear como o seu próprio “escudo nuclear”. “É claro que os ucranianos não podem retaliar para que não haja um terrível acidente envolvendo a usina nuclear”. Isto poderá ter permitido à Rússia bombardear áreas como a cidade de Nikopol, do outro lado do rio, que sofreu fortes ataques nas últimas semanas.
De acordo com vários meios de comunicação ucranianos, a Rússia terá ainda investido em instalações minadas. Segundo o chefe das tropas de defesa contra radiação química e biológica das forças armadas russas, Maj Gen Valery Vasiliev: “Ou haverá terra russa ou um deserto arrasado”.
Apesar das ameaças russas, qualquer desastre nuclear vivido em Zaporizhzhia ameaçaria não apenas a Ucrânia, mas o sul da própria Rússia com contaminação nuclear, pelo que se torna crucial perceber se as palavras proferidas por Vasiliev se tratam de facto de uma ameaça, ou apenas de uma chantagem. Além disso, e de acordo com a operadora ucraniana Energoatom, as forças russas que ocupam a área parecem estar a preparar-se para “conectar a usina à rede elétrica da Crimeia”, o que, segundo o testemunho de Michael Black, diretor do Centro de Engenharia Nuclear do Imperial College London, à Al Jazeera, pode ser algo positivo do ponto de vista dos desastres nucleares. “É encorajador ver que os russos querem usar a eletricidade; isso implica que eles não queiram danificar (a usina)”, explicou.
Que países seriam afetados por um desastre nuclear?
O raio de impacto de um desastre nuclear ocorrido em Zaporizhzhia pode ser mais extenso e afetar mais país do que apenas a Rússia e Ucrânia. A localização geográfica da usina permite, inclusive, que uma fuga de radiação possa atingir qualquer parte do continente europeu. “Zaporizhzhia fica no meio do continente. Então, não importa para onde o vento esteja a soprar, alguém vai ser contaminado”, explica Ramana.
É difícil prever em concreto que locais seriam afetados já que tal depende de vários fatores. “É imprevisível, nós realmente não sabemos para onde a nuvem (de material radioativo) iria, pode ir para qualquer lugar realmente, dependendo das condições climáticas”, explica. “A única certeza que realmente temos é que a atividade militar em torno da usina nuclear representa um risco. E como exatamente isso vai acontecer é muito difícil de prever”, disse Ross.
Fonte: visao.sapo.pt Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-08-20-ucrania-o-que-pode-acontecer-se-a-planta-nuclear-de-zaporizhzhia-explodir/
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Ataque com drone contra sede da frota russa na Crimeia sem vítimas
20/08/22 10:25 ‧ HÁ 6 MINS POR LUSA
(https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/naom_62fb8700cf843.jpg)
Fonte de imagem: © Reuters
A sede da frota russa do Mar Negro em Sevastapol, na Crimeia, foi atacada hoje por um drone (aeronave não tripulada), mas sem provocar vítimas ou danos graves, anunciou o governador da cidade.
"Odrone foi abatido mesmo por cima da sede da frota, caiu no telhado e pegou fogo", descreveu Mikhail Razvojaev na rede social Telegram, citado pela agência francesa AFP.
Razvojaev atribuiu o ataque às forças ucranianas, que ainda não reagiram à acusação.
Trata-se do segundo ataque do género contra a sede da frota do Mar Negro em Sevastopol em menos de um mês.
Em 31 de julho, um ataque idêntico provocou cinco feridos e levou ao cancelamento das cerimónias do Dia da Frota Russa, celebrado nesse dia.
A Rússia acusou as forças ucranianas de terem sido responsáveis pelo ataque, mas a Ucrânia negou o seu envolvimento e considerou a alegação como uma provocação.
O incidente de hoje surge no meio de uma série de explosões e ataques contra infraestruturas militares russas na Crimeia, a península ucraniana anexada por Moscovo em 2014.
Na quinta-feira à noite, as forças russas abateram um drone perto de um aeródromo militar em Sevastopol.
Na terça-feira, ocorreram explosões numa base militar e num depósito de munições na Crimeia, que a Rússia descreveu como um ato de sabotagem.
No início do mês, uma explosão de munições destinadas à aviação militar perto do aeródromo militar Saki, na Crimeia, provocou um morto e vários feridos.
As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que, ao fim de quase seis meses, não tem ainda perspetivas de terminar.
Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm alertado que será elevado.
A guerra provocou também 12 milhões de refugiados e de deslocados internos.
A generalidade da comunidade internacional condenou a Rússia pela invasão da Ucrânia.
A União Europeia e países como os Estados Unidos, o Reino Unido ou o Japão têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos e fornecido armas à Ucrânia.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2057342/ataque-com-drone-contra-sede-da-frota-russa-na-crimeia-sem-vitimas
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Dedicatórias em mísseis financiam esforço de guerra ucraniano
Nina Muschketat
22 de Agosto de 2022, 18:12
(https://imagens.publico.pt/imagens.aspx/1726221?tp=UH&db=IMAGENS&type=JPG)
REUTERS/SERHII NUZHNENKO
Os donativos são convertidos em equipamento militar e recursos como medicamentos, comida ou rádios, e distribuídos aos soldados que se disponham a inscrever as mensagens nos mísseis antes de os lançar contra o inimigo.
Vale tudo. Desde uma mensagem de parabéns a um pedido de casamento, ou até mesmo a uns “cumprimentos” a Putin, como é sugerido no site oficial da iniciativa, Signmyrocket.com. Uma vez definido o texto, basta escolher o tipo de arma na qual a mensagem será inscrita, transferir o donativo e, em cerca de 2 semanas, será enviada uma fotografia ou um vídeo a comprovar que a mensagem foi mesmo catapultada pelos ares. O alvo: os soldados russos.
Foi esta a forma que Anton Sokolenko, um jovem ucraniano de 21 anos que estuda Tecnologias da Informação, arranjou para angariar fundos para a Ucrânia, que vão directamente para a organização não-governamental onde decidiu registar-se, em Março, como voluntário, a Center for Assistance to the Army, Veterans and Their Families (Centro de Assistência para o Exército, Veteranos e as suas Famílias).
A ideia, se bem que “provocadora”, como admitiu o fundador ao portal de notícias norte-americano Business Insider quando questionado quanto à sua ética, tornou-se em mais um gesto de solidariedade para com as tropas e civis ucranianos, entre os muitos que têm emergido no contexto da ofensiva russa.
“Não sou suficientemente corajoso para participar na guerra, por isso estou a tentar fazer o meu melhor para ajudar os soldados a manterem-se vivos e a matarem inimigos”, explica Sokolenko. “No início da guerra não estava a fazer nada e isso estava a incomodar-me”.
Inspirada nos próprios soldados ucranianos, que já vinham a inscrever nos mísseis desenhos e mensagens a vingar os mortos, a iniciativa começou por ser divulgada, há cerca de três meses, num canal do Telegram, que rapidamente viu o número de seguidores a subir a pique. Visando uma maior internacionalização, Sokolenko acabou por criar uma plataforma oficial para este projecto que designou de “correio via artilharia”.
Desde então, já foram angariados mais de 200 mil dólares, que foram convertidos em equipamento militar, como veículos, drones e miras de visão térmica, ou recursos como medicamentos, comida e rádios.
Ao New York Times, Sokolenko explica que a ONG tem estabelecido contactos directos com os militares ucranianos, fazendo-lhes chegar a assistência mediante a inscrição nas armas das mensagens pedidas.
Trata-se de um método que “não é muito oficial, nem muito permitido”, diz ainda ao jornal americano. No entanto, prossegue, “eles [os soldados] precisam de fazê-lo, porque nós podemos dar-lhes coisas que o nosso governo não lhes pode dar de momento”.
O limite mínimo dos donativos é 150 dólares, podendo chegar aos 5 mil se a arma escolhida for um canhão howitzer M777. A iniciativa está a correr pelo mundo fora, tanto que, dos quase 2 mil pedidos de mensagem que já receberam, 95% foram em inglês: “Feliz Dia do Pai”, “Este é um míssil gay”, “Com amor, de Silicon Valley” ou “Lutar contra o fascismo é um emprego a full-time” foram alguns deles.
Fonte: publico.pt Link: https://www.publico.pt/2022/08/22/mundo/noticia/dedicatorias-misseis-financiam-esforco-guerra-ucraniano-2017956
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Ucrânia: Zelensky promete regresso da bandeira nacional a territórios ocupados pela Rússia
Por MultiNews Com Lusa em 12:57, 23 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Zelensky-4.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a flutuar em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.
Num discurso por ocasião do Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em Kiev, Zelensky assegurou que o estandarte do país “regressará a todas as cidades e aldeias que estão agora temporariamente ocupadas pela Rússia”, de acordo com a agência espanhola EFE.
O Dia da Bandeira Nacional antecipa o dia da independência da Ucrânia, que será assinalado na quarta-feira, 24 de agosto, dia em que também se cumprem seis meses da invasão do país pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro.
“A bandeira azul e amarela da Ucrânia voltará a flutuar onde pertence, onde deve flutuar por direito: em todas as povoações temporariamente ocupadas da Ucrânia”, reafirmou Zelensky.
Referiu-se a Melitopol, “onde aqueles que vão perder” a guerra “não podem estar”, ou a Kherson, onde “não pode haver uma bandeira daqueles que não sabem o que é a liberdade”, bem como à central nuclear de Zaporijia, que está sob controlo russo.
Segundo Zelensky, a bandeira ucraniana também voltará a ser hasteada nas cidades da Crimeia e nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no Donbass, no leste do país.
A Rússia reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk pouco antes de invadir a Ucrânia.
“Não importa como alguém tente distorcer a História, estas cores estão historicamente associadas à Crimeia”, disse Zelensky.
A cerimónia de hasteamento da bandeira contou com a presença de representantes do Governo, deputados, funcionários governamentais e militares.
No fim de semana, Zelensky declarou que os ucranianos devem estar cientes de que a Rússia pode tentar fazer algo “particularmente cruel” esta semana.
A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu hoje um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações de que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.
As advertências ocorrem depois Moscovo ter acusado os serviços secretos ucranianos do assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.
A Ucrânia negou qualquer envolvimento no atentado.
Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-zelensky-promete-regresso-da-bandeira-nacional-a-territorios-ocupados-pela-russia/
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Ucrânia: Julgamento de prisioneiros de guerra pelas forças russas pode acontecer “nos próximos dias”, alerta ONU
Por Filipe Pimentel Rações em 15:42, 23 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-ucranianos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Na segunda-feira, o líder da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, anunciou que as autoridades pró-russas instaladas nessa região da Ucrânia vão prosseguir com o julgamento dos prisioneiros de guerra ucranianos que estão detidos na central de Azovstal, em Mariupol.
As declarações de Pushilin chegam apesar dos avisos do Presidente Volodymyr Zelensky de que a punição desses militares ucranianos ditaria o fim da possibilidade de quaisquer conversações com a Rússia, acusando as forças russas de quererem montar um “julgamento espetáculo”.
Agora, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que um julgamento de prisioneiros de guerra à margem de um tribunal formalmente constituído viola as normas do direito internacional. E alerta que esse procedimento poderá acontecer já “nos próximos dias”.
“De acordo com o direito internacional, indivíduos com estatuto de prisioneiros de guerra têm imunidade de combatentes e não podem ser julgados por terem participado em hostilidades, ou por atos de guerra legais cometidos no decurso do conflito armado”, esclarece Ravina Shamdasani, porta-voz da Alta-comissária das NU para os Direitos Humanos.
Caso as autoridades pró-russas em Donetsk decidam avançar com o julgamento, deve ser garantido aos prisioneiros de guerra “um julgamento justo”, salienta Shamdasani, que acrescenta que “nenhuma sentença ou castigo poderá ser aprovado sobre eles a não ser que tenha sido proferido por um tribunal imparcial e regularmente constituído”.
Assim, as NU frisam que as forças em Donetsk não têm autoridade para condenar os militares ucranianos capturados e que “o direito humanitário internacional proíbe o estabelecimento de tribunais exclusivamente criados para julgar prisioneiros de guerra”.
Além disso, “privar deliberadamente um prisioneiro de guerra de direitos a um julgamento justo e regular configura um crime de guerra”.
A representante da agência das NU para os Direitos Humanos adianta que existem relatos de que as forças russas em Donetsk têm impedido que observadores internacionais e independentes tenham acesso aos soldados ucranianos capturados, “expondo-os ao risco de serem torturados para extrair confissões”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-julgamento-de-prisioneiros-de-guerra-pelas-forcas-russas-pode-acontecer-nos-proximos-dias-alerta-onu/
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Ucrânia acusa Rússia de "raptar" crianças ucranianas
23 de agosto 2022 às 21:27
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/8/23/830948.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
"Mais de 1.000 crianças de Mariupol", cidade agora ocupada pelo exército russo, “foram ilegalmente dadas a estrangeiros em Tiumen, Irkutsk, Kemerovo e no distrito de Altaï", na Sibéria, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ucraniano, em comunicado.
A Ucrânia acusou esta terça-feira Moscovo de realizar adoções de crianças ucranianas de forma ilegal, que foram transferidas de zonas ocupadas diretamente para a Rússia, contra a sua vontade.
“A Rússia continua a raptar crianças a partir do território ucraniano e a providenciar a sua adoção ilegal por cidadãos russos”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ucraniano, em comunicado.
“Mais de 1.000 crianças de Mariupol”, cidade agora ocupada pelo exército russo, “foram ilegalmente dadas a estrangeiros em Tiumen, Irkutsk, Kemerovo e no distrito de Altaï”, na Sibéria, diz ainda o mesmo documento, que cita informações divulgadas pelas autoridades de Krasnodar, a sudoeste da Rússia e perto da fronteira com a Ucrânia.
O MNE da Ucrânia informa ainda na nota que mais de 300 crianças ucranianas encontram-se em “estabelecimentos especializados” da região de Krasnodar.
Deste modo, a Ucrânia considera que estes atos constituem uma “grave violação da Convenção de Genebra” no que diz respeito à proteção de civis em tempo de guerra e da Convenção da ONU sobre os direitos das crianças, acusou o ministério. E deixou claro:“Todas as crianças ucranianas ilegalmente transportadas para território russo devem ser entregues aos pais ou aos seus tutores legais."
Recorde-se que Kiev, desde o início da invasão russa, acusa Moscovo de obrigar civis ucranianos, incluindo crianças, que se encontram em zonas ocupadas pelas tropas russas, a irem para a Rùssia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/779362/ucr-nia-acusa-r-ssia-de-raptar-criancas-ucranianas
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Ucrânia diz que filha de ideólogo de Putin foi executada pela Rússia
MadreMedia / Lusa
23 ago 2022 10:29
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O secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia declarou hoje que o assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, foi uma "execução realizada pelos serviços secretos russos".
Em declarações ao canal ucraniano 24 reproduzidas por agências de notícias locais, Oleksii Danilov negou as acusações dos serviços secretos russos que implicam a Ucrânia na morte de Dugina.
“O nosso Serviço de Segurança não tem nada a ver com isso”, afirmou, sublinhando que a mulher “não tinha realmente importância” para a Ucrânia.
“O FSB [Serviço Federal de Segurança da Federação Russa] fê-lo [o homicídio] e agora estão dizer que foi alguém do nosso lado que o cometeu”, acrescentou Danilov.
O responsável pelo Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia sublinhou que os ucranianos “não trabalham assim” e têm tarefas mais importantes: “Não estamos envolvidos na explosão que matou esta mulher, isso é obra dos serviços secretos ucranianos”, reiterou.
Danilov disse ainda que Daria Dugina e o seu pai, visto como o ideólogo de Vladimir Putin, criticaram o que a Rússia chama de “operação especial” militar na Ucrânia, porque achavam que estava a prolongar-se por muito tempo.
Na sua opinião, são os serviços secretos russos que estão a começar a livrar-se das pessoas que criticam os alegados “sucessos” militares da Rússia na guerra.
Já Mykhailo Podoliak, conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e membro da equipa nomeada por Kiev para negociar um possível cessar-fogo com a Rússia, disse na rede social Twitter que as acusações de Moscovo “não são mais do que o resultado da propaganda” difundida pelo Kremlin, que “está a criar novamente mundos fictícios”.
Daria Dugina, filha de Alexander Dugin morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.
Dugin reagiu ao assassínio da filha — que as autoridades russas atribuem ao regime de Kiev — dizendo que o povo russo não pode ser alvo dos inimigos de Moscovo.
Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Daria Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-que-filha-de-ideologo-de-putin-foi-executada-pela-russia
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Zelensky promete regresso da bandeira nacional a territórios ocupados pela Rússia
MadreMedia / Lusa
23 ago 2022 13:52
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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a flutuar em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.
Num discurso por ocasião do Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em Kiev, Zelensky assegurou que o estandarte do país “regressará a todas as cidades e aldeias que estão agora temporariamente ocupadas pela Rússia”, de acordo com a agência espanhola EFE.
O Dia da Bandeira Nacional antecipa o dia da independência da Ucrânia, que será assinalado na quarta-feira, 24 de agosto, dia em que também se cumprem seis meses da invasão do país pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro.
“A bandeira azul e amarela da Ucrânia voltará a flutuar onde pertence, onde deve flutuar por direito: em todas as povoações temporariamente ocupadas da Ucrânia”, reafirmou Zelensky.
Referiu-se a Melitopol, “onde aqueles que vão perder” a guerra “não podem estar”, ou a Kherson, onde “não pode haver uma bandeira daqueles que não sabem o que é a liberdade”, bem como à central nuclear de Zaporijia, que está sob controlo russo.
Segundo Zelensky, a bandeira ucraniana também voltará a ser hasteada nas cidades da Crimeia e nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no Donbass, no leste do país.
A Rússia reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk pouco antes de invadir a Ucrânia.
“Não importa como alguém tente distorcer a História, estas cores estão historicamente associadas à Crimeia”, disse Zelensky.
A cerimónia de hasteamento da bandeira contou com a presença de representantes do Governo, deputados, funcionários governamentais e militares.
No fim de semana, Zelensky declarou que os ucranianos devem estar cientes de que a Rússia pode tentar fazer algo “particularmente cruel” esta semana.
A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu hoje um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações de que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.
As advertências ocorrem depois Moscovo ter acusado os serviços secretos ucranianos do assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.
A Ucrânia negou qualquer envolvimento no atentado.
Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-promete-regresso-da-bandeira-nacional-a-territorios-ocupados-pela-russia
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É dia da independência na Ucrânia. O que se celebra e receia num país há seis meses em guerra?
MadreMedia
24 ago 2022 05:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As manifestações públicas estão proibidas em Kiev e em Kharkiv os festejos dão lugar a um toque de recolher obrigatório. O Dia da Independência da Ucrânia, em guerra, é vivido com precaução e medo de ataques da Rússia aos símbolos nacionais.
O data, que comemora este ano o 31.º aniversário da independência da Ucrânia - declarada em 24 de agosto de 1991, pouco antes da dissolução formal da União Soviética, de que fazia parte -, é assinalada com restrições e medidas adicionais de segurança um pouco por todo o país, devido ao receio de mais ataques russos numa semana de forte simbolismo.
O dia da independência fica manchado por coincidir com a marca dos seis meses de guerra que assombra o país desde fevereiro e que causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
No fim de semana, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante um dos seus discursos diários, declarou que os ucranianos devem estar atentos aos movimentos russos, considerando a data comemorada.
"[A próxima semana] é muito importante para todos nós, para o nosso país. O nosso Dia da Bandeira, o nosso Dia da Independência, está à nossa frente. A comemoração dos veteranos da guerra pela liberdade da Ucrânia está à frente", disse Zelensky.
Contudo, advertiu: "Devemos estar conscientes de que esta semana a Rússia pode tentar fazer algo particularmente desagradável, algo particularmente cruel", observando ao mesmo tempo que seria "como em qualquer outra semana durante estes seis meses, a Rússia fez sempre a mesma coisa: desagradável e cruel".
“[Uma das] tarefas-chave do inimigo é humilhar-nos, ucranianos, desvalorizar as nossas capacidades, os nossos heróis, semear o desespero, o medo, semear conflitos", criticou.
O presidente ucraniano acrescentou ainda que este ano é "realmente especial", considerando que "se pode literalmente sentir no ar da Crimeia que a ocupação lá é temporária e que a Ucrânia está a regressar”.
A sensação de medo que permeia a guerra concentra-se principalmente em relação à central nuclear de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, onde os contínuos bombardeamentos e combates levantaram temores de uma catástrofe nuclear, e nos edifícios governamentais e alvos civis, a propósito da comemoração dos 31 anos da independência no país.
Na terça-feira, os Estados Unidos manifestaram preocupação com possíveis ataques russos a alvos específicos do governo e civis ucranianos durante o Dia de Independência da Ucrânia.
A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.
Washington pediu mesmo aos cidadãos norte-americanos que saiam da Ucrânia pelos "meios de transporte terrestre privados disponíveis".
Perante estes receios, as autoridades de Kiev anunciaram a proibição de qualquer manifestação pública de 22 a 25 de agosto na capital.
No sábado, o governador da região de Kharkiv anunciou um longo toque de recolher de 23 a 25 de agosto. "Vamos ser o mais vigilantes que pudermos durante o feriado da nossa independência", argumentou Oleg Synegubov no Telegram.
A todo este contexto de tensão soma-se a acusação da Rússia aos serviços secretos ucranianos relativamente ao assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Kremlin, no qual a Ucrânia nega qualquer envolvimento.
Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.
A efeméride será também assinalada em outras cidades europeias, como é caso de Lisboa, com a realização de uma cerimónia simbólica comemorativa, e de Berlim, onde está agendada uma “marcha pela liberdade”.
O festival solidário "Connect for Ukraine", que começa hoje em Oeiras e que decorrerá até domingo no Estádio Municipal Mário Wilson, espera cerca de 7.000 pessoas por dia, com as receitas a reverterem para o apoio aos refugiados ucranianos.
Durante cinco dias, pelo festival vão passar cerca de uma dezena de grupos e artistas portugueses, ucranianos e do espaço da lusofonia, como Luís Represas, HMB, Aurea, Martinho da Vila, Matias Damásio, Anna Trincher, Iryna Fedyshyn e Oleksandr Ponomariov.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/e-dia-da-independencia-na-ucrania-o-que-se-celebra-e-receia-num-pais-ha-seis-meses-em-guerra
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Ucrânia: Missão da AIEA à central nuclear de Zaporijia acontece “nos próximos dias”, avança diretor-geral
Por MultiNews Com Lusa em 13:52, 25 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/ukraine-official-says-russian-troops-approaching-zaporizhzhia-nuclear-plant-1645898539484-1.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, disse hoje que a inspeção à central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, poderá ocorrer “nos próximos dias”, enquanto a Rússia prometeu colaborar.
Em entrevista ao canal France 24, depois de um encontro em Paris esta manhã com o presidente francês Emmanuel Macron, Grossi disse que “há um acordo de princípio” com a Ucrânia e a Rússia sobre a visita à central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia e sob controlo russo, e que estão a ser discutidos os detalhes da inspeção técnica.
“A hipótese de uma fiscalização é iminente”, adiantou, especificando que a inspeção poderá ser realizada dentro de poucos dias.
Segundo Grossi, houve “dúvidas e objeções políticas” de ambos os lados, mas não há bloqueio.
“Acho que estamos muito próximos de ambos os lados aceitarem a visita. Não podemos arriscar, além do drama da guerra, um acidente nuclear”, acrescentou o responsável da AIEA.
Na quarta-feira, Rafael Grossi, reuniu-se em Istambul com uma delegação russa liderada pelo chefe de empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom, Alexei Likhachov, para discutir a possível inspeção da central.
Também hoje, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, garantiu ao seu homólogo francês, Sébastien Lecornu, que a Rússia prestará a assistência necessária à AIEA para a visita à central nuclear de Zaporijia.
Numa conversa telefónica promovida por Paris, Shoigu salientou à França a “importância das visitas do pessoal da AIEA à central nuclear de Zaporijia e a disponibilidade para prestar a assistência necessária aos inspetores da organização”.
Numa breve declaração publicada na rede social Telegram, o ministro russo também comentou com o homólogo francês a sua avaliação sobre as “ações das Forças Armadas ucranianas que podem perturbar o funcionamento seguro da central”.
Na terça-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, discutiu também com a sua homóloga francesa, Catherine Colonna, as condições da missão da AIEA na central nuclear.
Segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, a inspeção já tem também a luz verde do presidente russo, Vladimir Putin.
A situação nas proximidades da central foi um motivo de preocupação internacional das últimas semanas, depois dos recentes bombardeamentos nas imediações, dos quais a Moscovo e Kiev se acusam mutuamente e que suscitaram alarmes sobre um possível acidente nuclear.
Na quarta-feira, quando passaram seis meses desde o início da invasão russa, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia no Conselho de Segurança da ONU de “deixar o mundo à beira de uma catástrofe radioativa”, transformando a fábrica de Zaporijia, que está sob o controlo das forças russas desde 04 de março, “numa zona de combate”.
Segundo Zelensky, a Rússia está a usar a fábrica como “provocação”, com os bombardeamentos e o envio de “terroristas” para a zona, ameaçando assim toda a Europa e outras regiões vizinhas.
O líder ucraniano apoiou o envio de uma missão da AIEA a Zaporijia e solicitou que a agência assumisse o “controlo permanente” das instalações.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Na guerra, que hoje entrou no seu 183.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-missao-da-aiea-a-central-nuclear-de-zaporijia-acontece-nos-proximos-dias-avanca-diretor-geral/
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Snipers ucranianos resgatam animais abandonados nos campos de batalha
25/08/22 15:14 ‧ HÁ 22 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
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© D.R.
O casal já salvou cerca de 30 animais desde o brotar do conflito.
Uma ‘sniper’ ucraniana e o marido, que lutam na linha da frente pelas forças armadas do país, já resgataram dezenas de animais de estimação abandonados nos campos de batalha, desde o brotar do conflito.
Oksana Krasnova, de 27 anos, usa o seu próprio salário para adquirir comida e cuidar dos animais, antes de providenciar o seu transporte em veículos militares até a capital ucraniana, para serem realojados.
A jovem, que trabalhava como advogada em Kyiv antes do início da guerra, luta pelo país com o marido, Stanislav Krasnov, de 35 anos, na região de Donetsk. O casal já resgatou mais de 30 animais, ao passar pelas aldeias abandonadas.
“Adoro animais, e costumava ajudar a resgatar animais com o meu marido mesmo antes da invasão russa”, revelou Oksana, em declarações à agência britânica PA.
A ‘sniper’ revelou também ter os seus próprios animais que, agora, se encontram sob os cuidados dos pais, na capital ucraniana. “Nunca pensaria em abandoná-los”, complementou.
O primeiro animal que salvou na linha da frente foi o resgate que, até à data, mais a marcou. Tratava-se de uma pequena cadela preta, presa num edifício abandonado, que estava “claramente traumatizada”.
“Penso que já estaria ali há cerca de um mês – foi horrível”, confessou, acrescentando que o animal estaria a alimentar-se de batatas cruas, até ser resgatado.
Quando foi descoberta, a cadela “estava deitada no chão”, pelo que o casal colocou “uma almofada debaixo da sua cabeça”, ao mesmo tempo que o animal “latia, chorava e espumava pela boca”.
“Tivemos de empurrá-la para uma caixa, e transportá-la no nosso veículo militar. Ela estava a ter convulsões, e não achámos que sobreviveria”, contou.
Contudo, Oksana alimentou-a de hora a hora e vigiou-a de perto, até que a sua saúde começou a melhorar.
“Temos um amigo com alguns voluntários, em Kyiv, que trabalham com animais traumatizados. Ele acolheu a cadela”, disse, revelando que o animal está, agora, com uma família adotiva.
Ainda que o casal resgate maioritariamente cães e gatos, já ajudaram também animais de porte pequeno, como coelhos e pássaros, que, normalmente, voltam a libertar quando recuperam a saúde.
Neste momento, Oksana e Stanislav estão a cuidar de uma vara de porcos, assegurando que estão seguros e que têm comida suficiente.
“Os animais que resgatamos mostram-se muito agradecidos. Às vezes é muito difícil dizer adeus, porque passo tanto tempo a cuidar deles. Mas sinto-me aliviada por saber que não passarão fome ou sofrerão novamente”, rematou.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2060334/sniper-ucraniana-resgata-animais-abandonados-nos-campos-de-batalha
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Promessas de dinheiro, terrenos, vagas universitárias e até liberdade: eis os esforços de Putin para expandir um exército cada vez mais enfraquecido
26.08.2022 às 13h34
RITA AGUIAR DE MATOS
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OLGA MALTSEVA/ Getty Images
Putin anunciou planos para expandir o exército russo seis meses depois de ter dado início a uma guerra para a qual pode, agora, não ter capital humano suficiente. A sua necessidade de aumentar as tropas pode, no entanto, não coincidir com a vontade do seu povo em aderir às forças russas. O Kremlin já se viu, inclusive, obrigado a recorrer a incentivos que foi acusado de não cumprir: eis a realidade de um exército cada vez mais enfraquecido
Vladimir Putin assinou esta quinta-feira um decreto que permitirá a incorporação de mais 137 mil soldados no exército a partir de 1 de janeiro de 2023. Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, que a Rússia tem ocultado os números oficiais de mortos e feridos do seu exército. Ainda assim, várias autoridades ocidentais estimam que estes possam atingir os 70 a 80 mil soldados, o que justificaria a mais recente decisão do Presidente russo.
A adesão ao exército tem sido incentivada pelo Kremlin desde o primeiro dia da invasão, de apelos na televisão e redes sociais a intervenções na rua, todos os homens russos entre os 18 e os 60 anos têm sido convidados a unir forças para vencer a guerra, nomeada pelo Presidente russo como uma “operação militar especial”. O decreto assinado por Putin pode, no entanto, assumir-se como um possível indicativo do enfraquecimento das forças russas e da necessidade cada vez mais acentuada de reforçar o capital humano que foram perdendo ao longo dos seis meses de conflito.
O decreto não deixa claro se esta expansão do exército será feita através do recrutamento de mais voluntários ou expandido o serviço militar obrigatório, ou mesmo implementando ambas as medidas. Atualmente, os homens russos entre os 18 e os 27 anos estão sujeitos a recrutamento, embora muitos possam evitar ou reduzir o seu período de serviço, geralmente por um ano, recorrendo a atestados médicos ou matriculando-se no ensino superior.
Na eventualidade do Kremlin aumentar os seus esforços recrutando mais voluntários, é necessário ter em conta um pormenor decisivo: os cidadãos russos querem integrar o exército? “(A guerra) é muito dolorosa até mesmo para se falar”, diz à BBC uma cidadã russa não identificada. “Matar os nossos irmãos é errado”, acrescenta. Apesar de ainda muitos estarem a favor dos avanços da Rússia sobre a Ucrânia, as opiniões do povo russo em relação à guerra dividem-se e muitos têm vindo a recusar-se a participar em qualquer atividade relacionada com a mesma, ora por serem contra, ora por recearem não regressar.
Numa tentativa de contornar esta tendência e atrair novos recrutas, as autoridades russas têm oferecido aos voluntários quantidades significativas de dinheiro, terrenos e até vagas privilegiadas para os seus filhos em diversas instituições de ensino do país. Em algumas situações, os recrutadores chegaram mesmo a visitar prisões russas com o objetivo de inscrever presos no exército, atraindo-os com promessas de liberdade e dinheiro.
Medidas como as referidas vêm reforçar a narrativa de que existe, de facto, uma crescente necessidade de novos recrutas para o exército russo, mas cada vez mais dificuldades nesse recrutamento. “O problema do Kremlin é que a maioria dos russos não está disposto a morrer por Putin ou pela restauração do ‘grande império’. O recrutamento não é possível nas atuais circunstâncias porque não há consenso civil na Rússia para a guerra”, explica à BBC o analista Pavel Luzin. “Comparemos isto com a Ucrânia. Os ucranianos estão prontos para lutar “, acrescentou.
Tal como Luzin, vários especialistas defendem que o número de voluntários que aderem ao exército é baixo, retratando uma realidade diferente daquela descrita pelo Presidente russo. “Eles têm um sério problema de mão de obra”, defende, em resposta à U.S.News, o tenente-general, agora reformado, Ben Hodges, cuja última posição antes de se reformar incluía o comando de todas as operações do exército dos EUA na Europa a partir do ano em que a Rússia invadiu a Ucrânia e anexou a Crimeia em 2014. “Sinceramente, não me parece que haja muitas pessoas que querem estar no exército russo agora”, acrescenta.
A falta de interesse em aderir às forças russas pode também ter origem no sentimento de desconfiança no governo que se tem vindo a fomentar entre o povo russo. De acordo com o testemunho do jornalista de investigação Roman Dobrokhotov, à BBC, as promessas feitas pelo Kremlin para incentivar voluntários à inscrição no exército não chegam a ser cumpridas, desde o dinheiro a tudo o resto. “As pessoas não veem esse dinheiro”, conta. “Estão a voltar [da Ucrânia] agora e a dizer-nos a nós, jornalistas, como foram enganadas. Isto também influencia a situação, esta falta de confiança no nosso governo, não acho que esta estratégia tenha sucesso”.
A mãe de um jovem voluntário de 24 anos morto nos seus primeiros dias de combate conta ao mesmo órgão de comunicação que o filho foi enviado com uma preparação mínima, apesar de, segundo a lei russa, todos os recrutas terem de ser sujeitos a um treino de, pelo menos, quatro meses antes de serem enviados para a guerra. “Eles mandam-nos simplesmente como galinhas tontas! Mal seguraram uma arma antes”, desabafa. O recrutamento deste tipo de jovens mal preparados é, de acordo com Dobrokhotov, um sinal de desespero por parte das autoridades russas. “Estes não são o tipo de soldados necessários para uma guerra vitoriosa. O Kremlin ainda espera que a quantidade possa vencer a qualidade. Acham que podem pegar nestas centenas de milhares de pessoas desesperadas com as suas dívidas e simplesmente atirá-las para a zona de conflito”, argumenta.
Uma vez que existe um intervalo de quatro meses de treino obrigatório para novos recrutas, impõe-se ainda a questão do quão rápido Putin conseguiria, de facto, expandir o seu exército até porque, além da preparação física, é também necessário fornecer veículos, rações e outros equipamentos que já parecem, por si só, escassos para as forças atualmente em serviço. “Se Putin dissesse ‘Vamos fazer uma grande mobilização’, mesmo que o fizesse, levaria meses até que tivesse um número de tropas treinadas, organizações e formações preparadas para lutar. E eles não têm o equipamento para novas tropas”, explica Hodges.
Em resposta à U.S.News, Colin Kahl, um dos membros do Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, chegou mesmo a nomear os esforços de Putin “mais um erro de cálculo” do seu governo.
Fonte: visao.sapo.pt Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-08-26-promessas-de-dinheiro-terrenos-vagas-universitarias-e-ate-liberdade-eis-os-esforcos-de-putin-para-expandir-um-exercito-cada-vez-mais-enfraquecido/
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Hackers vendem dados roubados a fabricante de armas europeu e NATO investiga implicações
Cristina A. Ferreira - Casa dos Bits
26 ago 2022 15:10
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Os contornos do ataque ao fabricante de armamento que tem sido fornecido pelos aliados à Ucrânia ainda estão a ser investigados. Os hackers garantem que deu acesso a dados confidenciais da NATO, a agência garante que não mas está a investigar.
A NATO está a investigar o impacto do roubo de informação a um fabricante europeu de armas que produz mísseis fornecidos pelos aliados à Ucrânia. Entre os dados roubados estão informações que podem ser relevantes sobre este armamento.
A BBC encontrou referências à oferta em fóruns em russo e em inglês. O grupo pede 15 bitcoins (317 mil euros à cotação atual) por 80GB de informação e diz que já teve um comprador. Na descrição do “pacote” explica que contém informação classificada de colaboradores que participaram em projetos militares já concluídos, desenhos técnicos, apresentações, fotos, vídeos, informações de contratos e armamento e correspondência trocada com outras empresas.
Na amostra gratuita a que a BBC teve acesso, havia documentos classificados com as etiquetas NATO Confidential, NATO Restricted. O grupo partilhou depois mais dois documentos classificados como NATO Secret, o segundo mais importante dos cinco níveis em que a NATO classifica os seus documentos. Aí há informações sobre alguém central numa missão de inteligência alegadamente realizada em 2020 na Estónia, mas a autenticidade ainda não foi confirmada.
A empresa atacada é a MBDA Missile Systems, que confirma o ataque, mas que já garantiu não haver informação classificada entre os dados que foram postos à venda. A empresa também releva que os dados comprometidos foram roubados de um disco rígido externo e que tem cooperado com as autoridades italianas no âmbito do caso, já que o roubo aconteceu em Itália.
A NATO entretanto confirmou as investigações, mas diz que não tem indícios de que o ataque, que pode ter partido dos sistemas de um fornecedor da MBDA, tenha implicações na sua infraestrutura. "Estamos a avaliar queixas relacionadas com dados alegadamente roubados da MBDA. Não temos qualquer indicação de que qualquer rede da NATO tenha sido comprometida", referiu um porta-voz da empresa em declarações à BBC.
A MBDA Missile Systems existe desde 2001 e resulta da fusão de três empresas do sector de França, Reino Unido e Itália. Soma 13 mil empregados.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/hackers-vendem-dados-roubados-a-fabricante-de-armas-europeu-e-nato-investiga-implicacoes
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Ucrânia investiga líder checheno por crimes de guerra
Lusa
26 ago 2022 14:38
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Serviço de Segurança Ucraniano (SBU) designou hoje o líder checheno, Ramzan Kadirov, e dois dos seus assessores como "suspeitos" de crimes de guerra, durante a invasão da Ucrânia.
Kadirov e as suas forças serviram, desde o início da invasão, em fevereiro, como tropas de apoio para parte relevante das forças russas nas frentes de conflito, como Mariupol ou Severodonetsk.
Em comunicado hoje divulgado, o SBU garante que tem "provas irrefutáveis" de que Kadirov "dirigiu pessoalmente o desenvolvimento e planeamento de operações militares" nessas regiões.
Os serviços ucranianos também estão a investigar o vice-chefe do Serviço Federal da Guarda Nacional Russa para a República da Chechénia, Danil Martinov, responsável pela segurança pessoal de Kadyrov.
Martinov é suspeito de, em 05 de março, ter ordenado a tomada de quase 500 pessoas como reféns numa clínica de internato em Borodiansk, incluindo pacientes, funcionários e habitantes locais.
Um terceiro suspeito é o comandante de um batalhão motorizado da Guarda Nacional da Federação Russa, Husein Mezhidov, a quem os serviços ucranianos culpam de crimes de guerra pelo uso como "escudos humanos" de quase 200 habitantes da cidade de Gostomel.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
RJP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/ucrania-investiga-lider-checheno-por-crimes_6308cddd6029515904cf1df0
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Kiev reivindica morte de 200 paraquedistas russos em ataque a base
MadreMedia / Lusa
26 ago 2022 19:27
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de 200 paraquedistas russos morreram num ataque de tropas ucranianas a uma base militar russa na cidade de Kadiivka, reivindicou hoje o chefe da administração militar de Lugansk, Serhiy Haidai.
Numa mensagem na rede social Telegram, citada pela agência Ukrinform, Haidai explicou que as forças armadas ucranianas fizeram “explodir” o hotel Donbass, em Kadiivka, onde os russos têm uma base desde 2014.
O Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia avalia as baixas entre as tropas russas, desde o início da invasão russa da Ucrânia, em cerca de 46.250, referindo 400 nas últimas 24 horas.
De acordo com a lista divulgada pelas autoridades ucranianas na rede social Facebook, entre 24 de fevereiro e 26 de agosto as forças ucranianas também destruíram 1.936 tanques, 4.251 veículos blindados de combate, 1.040 sistemas de artilharia, 272 sistemas de foguetes de lançamento múltiplo (MLRS) e 148 sistemas de defesa antiaérea.
As tropas russas também terão perdido 234 aeronaves, 202 helicópteros, 834 veículos aéreos não tripulados táticos operacionais, 196 mísseis de cruzeiro, 15 navios, 3.162 veículos-tanque e camiões e 99 equipamentos especiais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Na guerra, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-reivindica-morte-de-200-paraquedistas-russos-em-ataque-a-base
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Ucrânia: Alemanha suspeita que russos espiam soldados ucranianos em formação
Por MultiNews Com Lusa em 13:46, 26 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos-1.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Agências russas alegadamente espiaram o treino de soldados ucranianos no uso de novas armas em bases militares, incluindo uma norte-americana, localizada na Alemanha, noticiou hoje o jornal alemão Der Spiegel.
De acordo com este jornal, o serviço de contra-informações militar alemão MAD teve “pistas” sobre essas operações de espionagem, indicando dois locais que, em particular, teriam sido objeto de vigilância: a base de Idar-Oberstein (Renânia-Palatinado) e a de Grafenwöhr (Baviera), administrada pelo exército norte-americano.
Em Idar-Oberstein, o exército alemão treinou soldados ucranianos no uso do obus “Panzerhaubitze 2000”, enquanto em Grafenwöhr, as forças armadas norte-americanas treinaram ucranianos em sistemas de artilharia ocidentais.
De acordo com o MAD, os campos de treino também foram sobrevoados várias vezes por aviões não tripulados (‘drones’) e os serviços alemães suspeitam que a Rússia também tenha tentado escutar telemóveis de ucranianos em treino na Alemanha.
O MAD também teme que os serviços russos estejam a tentar eliminar opositores que fugiram da Rússia para se refugiar na Alemanha, ou possíveis desertores das forças de segurança.
A Alemanha tem sido palco de vários casos de espionagem nos últimos anos, atribuídos aos serviços de informações russos.
Na quinta-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, visitou uma base militar na Alemanha onde soldados ucranianos estão a receber formação, aproveitando para referir a importância deste género de ações no apoio à resistência de Kiev perante a invasão russa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-alemanha-suspeita-que-russos-espiam-soldados-ucranianos-em-formacao/
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Ucrânia: Acossada no início da guerra, Kiev exibe agora troféus e dilemas
Por MultiNews Com Lusa em 15:54, 26 Ago 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Mariupol-ucranianos-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Ameaçada pela proximidade das forças russas e castigada pelos bombardeamentos aéreos, no início da invasão da Ucrânia, Kiev é, seis meses depois, uma cidade descomprimida que já se permite a exibição de troféus de guerra, mas também dos seus dilemas.
Quando as forças russas começaram a abandonar, no final de março, as posições que mantinham às portas da capital ucraniana, para se concentrarem na frente do Donbass (no leste do país), a cidade recomeçou a sua vida, mas não totalmente onde a tinha deixado, adaptando-se à sua nova normalidade.
Se há seis meses, cerca de metade da população, estimada em 3,5 milhões antes da invasão russa iniciada em 24 de fevereiro, se colocou em fuga, deixando para trás uma “cidade fantasma”, hoje o cenário é radicalmente diferente.
A maioria dos controlos militares foi removida, os transportes públicos voltaram a circular, o comércio reabriu, os trabalhadores regressaram às empresas, os espetáculos de ópera e de ballet estão de novo nos palcos, os restaurantes, bares e cafés enchem-se de clientes, entre manifestações patrióticas na forma de bandeiras nacionais e insultos ao Presidente russo, Vladimir Putin, e as discotecas vibram de música, mas só até às 23:00, hora de recolher obrigatório.
Além das limitações de movimentos, entre o trauma dos primeiros dias de guerra e os receios de que ela volte a Kiev, o toque frequente das sirenes de alarme aéreo acaba por ser o sinal mais evidente para os seus habitantes de que esta continua a ser a capital de um país em guerra.
Há poucos dias, Valentina Kurdyukova assistia a um espetáculo de uma banda filarmónica no Teatro da Ópera, quando este foi interrompido pelo alarme. “Mas os músicos continuaram a tocar nos abrigos canções patrióticas, tentando animar as pessoas. Este era o concerto em que queria estar, não queria outro, e vai ficar na minha memória como o concerto de uma vida”.
Para a empresária de 34 anos, esta é também a “atmosfera espritual” que deseja absorver nestes tempos, entre “uma guerra terrível e cruel” e “também paradoxalmente bonita pela forma como une os ucranianos, levando-os a acreditar em si próprios, na Ucrânia e no Exército”.
Para Valentyna, o regresso às rotinas, às salas de espetáculos, restaurantes e cafés é também uma forma de resistência. “Temos de viver com isto e não ceder. É isso que os russos querem: acabar com a nossa cultura, com a nossa língua, com a nossa nação. Então, tenho de assumir a minha responsabilidade e continuar a frequentar estes lugares, ser corajosa e prosseguir a minha vida”.
Numa entrevista recente, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que entende o desejo dos habitantes de Kiev de descomprimir após todo o sofrimento dos últimos meses. “Eles estão vivos, querem ter a sensação de que a vida continua e não se pode ficar deprimido a toda a hora. E é ótimo para a economia”.
Ao mesmo tempo, entende a incredulidade de habitantes de outras regiões do país, onde a guerra continua a ser travada com intensidade: “Eles olham para Kiev e dizem: ‘Como é que se pode ficar sentado nos cafés quando as pessoas estão a morrer aqui?’ Eles também estão certos”, prosseguiu Zelensky, acrescentando: “As atitudes são diferentes, e ambas estão corretas de certa forma”.
Para Valentyna, esse é um sentimento de culpa que não deseja assumir, porque sair de casa e praticar os seus ‘hobbies’ é algo que a faz sentir “viva e saudável” face ao abalo psicológico que carrega desde 24 de fevereiro e nada lhe garante que os russos tenham desistido da capital ucraniana.
“Não é preciso que seja em Kiev para sentir os acontecimentos da guerra como se tivessem ocorrido aqui”, comenta, dando o exemplo do bombardeamento, na quarta-feira, da estação ferroviária de Dnipropetrovsk, que provocou pelo menos 25 mortos, entre os quais dois menores. “Sofremos por cada canto deste país, porque estamos unidos e conhecemos gente em toda a parte”.
Como forma de combater a fadiga de guerra e elevar a motivação da população Kiev, as autoridades locais colocaram na rua Khreshchatyk, uma das principais da cidade, dezenas de blindados e viaturas militares russas destruídos pelo Exército ucraniano, numa parada militar alternativa visando o dia da independência nacional, assinalado na mesma quarta-feira em que Dnipropetrovsk foi atacada.
Esta rua, que atravessa a praça que testemunhou a Revolução Laranja, em 2003 e 2004, e os protestos do Euromaidan, dez anos mais tarde, era um deserto quase completo após a invasão russa, com todo o comércio encerrado, e os únicos vestígios de vida apenas podiam ser encontrados num controlo militar, entretanto removido, e num pequeno grupo de voluntários a encher sacos de areia, quando Kiev era uma “cidade fortaleza”.
Bohran, um produtor de cinema de 19 anos, era um dos voluntários e, quando questionado pela Lusa, nos primeiros dias de março, se algum dia os russos ultrapassariam aqueles sacos de areia, pediu tempo para pensar e apenas respondeu: “Vamos dar o nosso melhor”.
“Olhem para eles agora”, afirma em desafio, seis meses depois, no mesmo local, outro Bohran, contemplando a exibição de carros russos destruídos. “Isto significa que a Rússia não conseguiu fazer nada, mesmo sendo o segundo exército do mundo, mais os seus tanques. Agora estão vazios, morreram todos, e pelo menos estes já não podem fazer nada”, prossegue o estudante de 20 anos, proveniente de Kharkiv, uma das cidades mais fustigadas pela guerra na Ucrânia, falando junto de um jardim que assinala com pequenas bandeiras nacionais os nomes dos “ucranianos e estrangeiros mortos por Putin” nesta “estúpida guerra”.
Ao longo da extensa e monumental rua Khreshchatyk, estão exibidos grandes blindados, como o MSTA-C ou Akacia, T-72 e T-90, ‘Grads’ (lança-‘rockets’, carros de assalto, viaturas de comunicações, de transporte, destruídos em várias regiões do país, e quase todos carbonizados, pairando um cheiro persistente de ferro queimado.
O estado de algumas destas viaturas denuncia o que lhes aconteceu. A torre de um blindado foi arrancada por um tiro de artilharia, que se encontra exposta ao lado da carcaça do que restou do veículo, outro ficou com a dianteira desfeita, outros ainda, poucos, estão quase intactos. Mas todos foram agora tomados pelos ucranianos, que deixam pintadas inscrições nos veículos destruídos com os nomes das cidades atingidas pela guerra.
“Diziam que iam tomar Kiev em três dias e seriam recebidos com flores. Afinal, chegaram ao centro de Kiev, mas com nuances”, ironiza Oksana Joahannessen, uma fotógrafa de 38 anos, que não tem dúvidas sobre o efeito positivo desta exposição: “Isto faz-nos acreditar ainda mais no exército ucraniano e aliviar um pouco do ‘stress’ do dia-a-dia e do sobressalto das sirenes de alarme aéreo”.
No que era uma rua de ausentes, as viaturas russas chamam agora milhares de ucranianos, alguns deles envoltos em bandeiras nacionais, levando crianças pela mão, antes do regresso às aulas, previsto para 01 de setembro.
“É uma grande exposição e um bom exemplo da coragem da Ucrânia e dos seus soldados e as pessoas estão a gostar. Elas vivem as suas vidas normais e pacíficas, mas também precisam ver que isto não acabou e é preciso força”, comenta Aliakessandri Apeikin, 35 anos, um bielorrusso que se apresenta, ao contrário do Presidente do seu país, Aleksandr Lukashenko, aliado de Moscovo, “um amigo da Ucrânia”, onde é voluntário na recolha de donativos para o Exército.
E é nele sobretudo que pensa Sasha, 21 anos: “Temos um inimigo poderoso e as pessoas estão unidas, cansadas mas os nossos soldados estarão muito mais do que nós e agora podemos ver os resultados”. O estudante de engenharia até se esforça por manifestar pesar pelos russos que morreram naqueles carros de combate, mas este sentimento equilibra-se logo a seguir.
“Nós não pedimos esta guerra. Eles também atacaram as nossas cidades e matam ucranianos, incluindo mulheres e crianças”, afirma, à sombra da sede do município de Kiev, de arquitetura estalinista, onde um cartaz enorme exige, em inglês, “Libertem os defensores de Mariupol”, numa alusão aos militares ucranianos detidos pelos russos ao fim de vários meses de resistência do complexo siderúrgico de Azovstal.
“Continuamos a acreditar que vamos ganhar, mas vai demorar mais tempo do que pensávamos”, afirma ainda o estudante. “O próximo inverno vai ser duro. Venha o que vier, estamos prontos”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-acossada-no-inicio-da-guerra-kiev-exibe-agora-trofeus-e-dilemas/
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Guerra. Ministra alemã assegura mais ajuda militar à Ucrânia
JORNAL I
28/08/2022 11:20
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"Para mim está claro que a Ucrânia defende a nossa liberdade e a nossa ordem pacífica, pelo que continuaremos o apoio financeiro e militar pelo tempo que for necessário", disse Annalena Baerbock, ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.
Annalena Baerbock, ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, afirmou este domingo que o país irá continuar a oferecer ajudar mílitar à Ucrãnia, na sequência da invasão russa, que "durará anos".
"Para mim está claro que a Ucrânia defende a nossa liberdade e a nossa ordem pacífica, pelo que continuaremos o apoio financeiro e militar pelo tempo que for necessário", reiterou a responsável, em declarações ao jornal Bild, acrescentando que o mundo deve assumir "que esta guerra se prolongará por anos", uma vez que, "infelizmente, o Governo russo tem a ideia fixa de quebrar a Ucrânia e o seu povo", acrescentou. "Faremos o que for preciso para que esse objetivo não se concretize", prometeu a ainda a ministra.
Tanto Annaela Baerbock como o ministro da economia, Robert Habeck, já exigiram o fim da dependência energética da Rússia, uma posição já tomada antes do início da guerra, manifestando-se assim contra a construção do segundo gasoduto de Nord-Stream.
Assim sendo, Baerbock rejeita as propostas dos seus parceiros liberais para reativar Nord Stream 2, como forma de fazer frente à emergência de escassez de gás.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/779673/guerra-ministra-alema-assegura-mais-ajuda-militar-a-ucr-nia-?seccao=Mundo_i
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Ucrânia: Putin quer reforçar Forças Armadas com mais 137 mil soldados
Por Filipe Pimentel Rações em 16:44, 25 Ago 2022
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O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto (em russo) que visa aumentar em 10% o número de efetivos nas Forças Armadas da Rússia, com um acréscimo de mais 137 mil militares.
Atualmente, o país conta com pouco mais de um milhão de soldados e cerca de 900 mil civis ao serviço das suas Forças Armadas. A medida é aprovada numa altura em que Moscovo está a procurar reforçar o seu poder militar, presumivelmente para compensar as perdas sofridas nos teatros de guerra na Ucrânia.
O decreto presidencial de Putin, que deverá entrar em vigor no dia 1 de janeiro de 2023, indica que “o tamanho numérico das Forças Armadas da Federação Russa deverá ser estabelecidos nos 2.039.758”, dos quais 1.150.628 deverão ser militares. Anteriormente, o número de pessoal militar era de 1.013.628.
Várias notícias têm revelado que o governo russo tem procurado recrutar combatentes nas prisões e empresas públicas na Rússia, com recurso a ofertas de amnistia e de salários acima da média nacional.
Estimativas de fontes ocidentais apontam que a Rússia terá perdido já entre 70 mil e 80 mil soldados, por ferimento ou morte, desde que arrancou a guerra com a Ucrânia no dia 24 de fevereiro passado, relata a ‘BBC’.
O ministério da Defesa do Reino Unido já tinha informado que, apesar de o Kremlin estar a formar batalhões de voluntários, “níveis muito limitados de entusiasmo popular pelo voluntarismo para combater na Ucrânia” faria com que a Rússia tivesse dificuldade em suprir as perdas sofridas nos seis meses de guerra.
Contudo, os números de perdas de militares russos não são consensuais. Estimativas oficiais das Forças Armadas da Ucrânia indicam que a Rússia terá perdido 45.850 militares desde o início da guerra.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-putin-quer-reforcar-forcas-armadas-com-mais-137-mil-soldados/
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Ucrânia: equipa da AIEA já está a caminho de Zaporijia, “na sua missão mais difícil da história”
Por Francisco Laranjeira em 10:42, 29 Ago 2022
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Uma equipa da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) já está a caminho de Zaporijia, segundo alertou o responsável do órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas, Rafael Grossi, que garantiu a missão deve chegar ainda esta semana à maior central nuclear da Europa, ocupada pelas forças russas desde fevereiro.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kouleba, frisou já que a missão seria “a mais difícil da história da AIEA”. A Ucrânia tem acusado a Rússia de manter a central nuclear como refém, utilizando como depósito de armas e palco de ataques. Já Moscovo acusa Kiev de disparar imprudentemente contra a instalação. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, alertou que a Europa estava “a um passo” de um desastre de radiação.
A AIEA garantiu que a sua missão vai avaliar os danos físicos à instalação e “determinar a funcionalidade dos sistemas de segurança e proteção”
Segundo a Energoatom, agência nuclear da Ucrânia, acusou que nas últimas 24 horas as tropas russas atacaram a cidade vizinha de Enerhodar e a central nuclear, ferindo 10 pessoas, quatro das quais trabalhavam em Zaporijia.
A AIEA informou no último domingo que os níveis de radiação estavam normais, que dois dos seis reatores da central estavam operacionais e que, embora nenhuma avaliação completa tenha sido feita, os recentes combates danificaram uma tubulação de água, que já foi reparada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-equipa-da-aiea-ja-esta-a-caminho-de-zaporijia-na-sua-missao-mais-dificil-da-historia/
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Ucrânia: “Estamos no início de um crise muito mais funda, que está a dividir o mundo”, alerta Durão Barroso
Por Francisco Laranjeira em 14:09, 29 Ago 2022
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A guerra na Ucrânia é, para Durão Barroso, apenas o início da uma crise muito funda. “Estou muitíssimo preocupado com a situação na Ucrânia. Acho que o mundo não é o mesmo depois de 24 de fevereiro, acho que só estamos no início de uma crise muito mais funda, que está a dividir o mundo. E temos de estar preparados para o longo prazo”, avisou esta segunda-feira, durante a partipação no Summer CEmp, organizado pela representação da Comissão Europeia em Portugal, que este ano decorre, na Ribeira Grande, nos Açores.
O antigo presidente da Comissão Europeia admitiu mesmo que não vê uma solução para o conflito no médio e longo prazo. “O mais grave é que aqueles que têm alguma responsabilidade e que estão em posições de decisão também não estão a ver (o desfecho). (…) Temos uma situação de grande incerteza que é muito séria do ponto de vista militar, humanitário e ecónomico e acho que na Europa temos de estar preparados para isso”, sublinhou, realçando a resposta dos Estados-membros da UE. “Reagiu com coragem, com força e determinação, mais talvez que aquela que Putin esperava.”
“A Europa está a tornar-se mais madura, mais adulta do ponto de vista geopolítica. A Europa, durante muitos anos, viveu na ilusão que as questões do mercado resolviam tudo. Ora é muito importante termos um mercado comum, temos um mercado interno, mas a Europa tem de se dotar de uma política externa e de defesa mais consequentes e consistentes”, frisou, elogiando a aplicação das sanções contra Moscovo. “Seria uma tragédia para a Europa, não perdíamos o respeito por nós próprios, perdíamos na batalha dos princípios e valores, mas era o encorajamento que maiores e mais graves ameaças fossem feitas” a outros países da NATO ou da UE.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-estamos-no-inicio-de-um-crise-muito-mais-funda-que-esta-a-dividir-o-mundo-alerta-durao-barroso/
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Suécia anuncia ajuda militar e económica no valor de 94 milhões de euros
Agência Lusa 29 ago 2022 11:42
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O Governo da Suécia anunciou hoje um novo pacote de auxílio à Ucrânia, no valor de 94 milhões de euros, que será dividido em partes iguais entre ajuda económica e militar.
O anúncio foi conhecido durante a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, a Estocolmo, onde agradeceu o apoio fornecido pela Suécia e voltou a sublinhar as deficiências da artilharia ucraniana na defesa contra a nova invasão da Rússia, que teve início em fevereiro passado.
"A Suécia vai continuar a ser um amigo e um aliado muito próximo e vai apoiar a Ucrânia", disse a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, acrescentando que o apoio militar encontra-se em "consonância com as necessidades ucranianas".
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Ann Linde, assinalou, por sua vez, que Estocolmo vai especificar "em breve" o tipo de armamento que vai ser enviado para a Ucrânia.
"Enquanto a guerra prosseguir vamos continuar a pedir armas", afirmou Kuleba que pediu "à Europa para se manter unida" contra a Rússia.
O Governo sueco realizou, até ao momento, três envios de armamento para a Ucrânia que incluíram sistemas de mísseis, lança-foguetes, espingardas e munições, além de mantimentos.
Com o fornecimento de armas à Ucrânia, a Suécia rompeu a tradição de não enviar material militar para países em conflito, interrompida desde a invasão soviética da Finlândia em 1939.
A intervenção militar russa no território ucraniano também levou a que tanto a Finlândia como a Suécia pusessem termo ao seu estatuto de não-alinhamento e se candidatassem à adesão à NATO, processo que foi aprovado na última cimeira da Aliança Atlântica que decorreu em Madrid, Espanha, em junho passado.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/8/29/325837-suecia-anuncia-ajuda-militar-e-economica-no-valor-de-94-milhoes-de-euros/
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Alemanha e França opõem-se à proibição de turistas russos visitarem a UE
Por Francisco Laranjeira em 09:43, 30 Ago 2022
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A União Europeia não deve impedir que os turistas russos visitem o bloco, segundo defendem Alemanha e França, revelou esta terça-feira a agência Reuters, antes da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros em Praga que visa discutir a exigência dos países bálticos e outros Estados-membros para a proibição de vistos.
“Enquanto entendemos as preocupações de alguns Estados-membros neste contexto, não devemos subestimar o poder transformador de experimentar a vida em sistemas democráticos em primeira mão, especialmente para as gerações futuras”, pôde ler-se no documento franco-alemão.
“As nossas políticas de vistos devem refletir isso e continuar a permitir contatos pessoais na UE com cidadãos russos não vinculados ao governo russo”, sublinhou.
Até ao momento, a Comissão Europeia lembrou que cabe a cada país decidir se emite vistos a turistas russos, e vários países, especialmente os vizinhos da Rússia, têm anunciado uma diminuição ou mesmo suspensão da atribuição de vistos turísticos para cidadãos russos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já pediu à União Europeia que desse o passo de suspender os vistos, tendo reforçado o pedido durante uma visita, na semana passada, do ministro português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, a Kiev.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/alemanha-e-franca-opoem-se-a-proibicao-de-turistas-russos-visitarem-a-ue/
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Ucrânia: Rússia alerta que mísseis ucranianos fizeram “duas brechas” em armazém de combustível na central nuclear de Zaporíjia
Por Filipe Pimentel Rações em 12:11, 30 Ago 2022
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As autoridades militares instaladas pela Rússia em Zaporíjia relatam que foram identificadas “duas brechas” num edifício que armazena combustível para o reator da maior central nuclear da Europa.
As informações são avanaçadas pelo jornal ‘ABC’, depois de os militares russos terem apontado que um ataque de mísseis alegadamente realizado pela Ucrânia danificou severamente o teto desse armazém.
Na rede social Telegram, Vladimir Rogov, responsável pela administração russa da região de Zaporíjia, publicou esta terça-feira imagens de satélite que alegadamente mostram as brechas feitas pelos mísseis ucranianos, afirmando que, após o ataque, deflagraram fogos nas áreas florestais que circundam a central nuclear.
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Moscovo e Kiev têm trocado acusações sobre ataques a Zaporíjia, transferindo entre si a responsabilidade de colocar em risco a segurança dos reatores e de aumentar o perigo de fugas de radiação.
De recordar que esta segunda-feira a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou que estava a caminho da central, a fim de investigar os danos sofridos no contexto dos combates que têm decorrido entre as forças russas e ucranianas.
O regime de Vladimir Putin tem sido frequentemente acusado de estar a bloquear a visita dos especialistas da AIEA, mas hoje o Kremlin assegurou que espera que a missão decorra normalmente e que é algo do interesse da Rússia.
Citado pela ‘Reuters’, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, saliento que “temos interesse nesta missão, e há muito tempo que esperamos por ela”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-russia-alerta-que-misseis-ucranianos-fizeram-duas-brechas-em-armazem-de-combustivel-na-central-nuclear-de-zaporijia/
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Ucrânia: UE doa cinco milhões de comprimidos para proteger ucranianos de radiação
Por MultiNews Com Lusa em 12:15, 30 Ago 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A União Europeia (UE) vai doar cinco milhões de comprimidos de iodeto de potássio para proteger os ucranianos da potencial exposição à radiação, numa altura em que a central nuclear ucraniana de Zaporijia está ocupada por forças russas.
Em comunicado hoje divulgado, a Comissão Europeia aponta que, na passada sexta-feira, “a UE recebeu do governo da Ucrânia uma solicitação [para envio] de comprimidos de iodeto de potássio como medida preventiva de segurança para aumentar o nível de proteção em torno da central nuclear de Zaporijia”.
Respondendo a tal solicitação, “o Centro Europeu de Coordenação de Resposta mobilizou rapidamente 5,5 milhões de medicamentos de iodeto de potássio através do Mecanismo de Proteção Civil da UE para a Ucrânia, incluindo cinco milhões das reservas de emergência e 500.000 da Áustria”, precisa o executivo comunitário.
O apoio tem um valor financeiro de mais de 500 mil euros e será entregue à Ucrânia a partir das instalações logísticas instaladas na Alemanha.
A ideia é que comprimidos de iodeto de potássio sejam “utilizados em cenários limitados para evitar que o iodo radioativo inalado ou engolido fosse absorvido pela tiroide”, adianta a Comissão Europeia.
Citado pela nota, o comissário europeu da Gestão de Crises, Janez Lenarčič, vinca que “nenhuma central nuclear deverá alguma vez ser utilizada como teatro de guerra”.
“É inaceitável que vidas civis sejam postas em perigo. Toda a ação militar em torno da central nuclear de Zaporijia deve cessar imediatamente”, apela o responsável.
Na segunda-feira, a Ucrânia e a Rússia voltaram a acusar-se mutuamente de ataques contra Zaporijia, no dia da partida de uma missão de peritos internacionais para a central nuclear ucraniana ocupada por forças russas.
As forças russas assumiram o controlo da central nuclear de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, cerca de duas semanas depois de terem invadido o país vizinho, em 24 de fevereiro.
Uma série de ataques nas últimas semanas, denunciados pelas duas partes como sendo da responsabilidade da outra, levaram ao receio de um acidente nuclear grave na central.
A Ucrânia tem quatro centrais nucleares em funcionamento, com um total de 15 reatores, seis dos quais na de Zaporijia.
O acidente nuclear mais grave de sempre ocorreu em solo ucraniano, em 1986, na central de Chernobyl, quando a Ucrânia fazia parte da antiga União Soviética.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-doa-cinco-milhoes-de-comprimidos-para-proteger-ucranianos-de-radiacao/
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Ucrânia: “Se querem sobreviver, é hora de os militares russos fugirem”, avisa Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 14:50, 30 Ago 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky recomendou às forças russas que fugissem quando começa a tomar forma a contra-ofensiva da Ucrânia, inclusive na região sul de Kherson, a primeira grande cidade capturada pela Rússia na sua invasão da Ucrânia. O líder da Ucrânia já prometeu, em diversas ocasiões, que a Ucrânia iria recuperar a sua cidade.
“Se eles querem sobreviver, é hora de os militares russos fugirem. Vão para casa”, avisou Zelensky, no seu discurso ao país, embora sem mencionar explicitamente a nova estratégia da contra-ofensiva. No entanto, reafirmou o compromisso de recuperar toda a Ucrânia, incluindo a Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.
“A Ucrânia está a devolver-se a si mesmo. E vai devolver a região de Kharkiv, região de Luhansk, região de Donetsk, região de Zaporizhzhia, região de Kherson, Crimeia, definitivamente toda a nossa área de água do Mar Negro e do Mar de Azov”, prometeu. “Isso vai acontecer. Isso é nosso. E assim como a nossa sociedade entende, quero que os ocupantes também entendam. Não haverá lugar para eles em terras ucranianas.”
A Rússia, no entanto, já anunciou planos de realizar um referendo em Kherson sobre a adesão à Rússia, o que autoridades ucranianas dizem ser uma farsa projetada para ajudar a Rússia a tomar a cidade à força. O que motivou maior urgência e esforços da Ucrânia para reconquistar a região antes que esta seja anexada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-se-querem-sobreviver-e-hora-de-os-militares-russos-fugirem-avisa-zelensky/
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Espanha anuncia envio de munições de longo alcance e material de inverno para a Ucrânia
MadreMedia / Lusa
30 ago 2022 15:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Espanha vai enviar para a Ucrânia esta semana munições de longo alcance e material de inverno destinado às forças militares, disse hoje a ministra espanhola da Defesa, Margarita Robles.
“Esta semana, quatro aviões de um país aliado vão levar para a Ucrânia munições de longo alcance e amanhã [quarta-feira] sairá uma caravana importante com material de inverno. São as duas prioridades que nos pediu o Governo ucraniano”, disse Margarita Robles, em Praga, onde decorre uma reunião informal de ministros da Defesa da União Europeia.
Sem dar mais detalhes do material militar que Espanha vai enviar para a Ucrânia, que enfrenta um ataque da Rússia desde 24 de fevereiro, a ministra espanhola agradeceu “aos países aliados” que estão a ajudar o Governo de Espanha a entregar este material a Kiev.
Na reunião de Praga, os ministros da Defesa europeus discutem hoje a proposta de criação de uma missão de treino de alto nível da União Europeia para o exército ucraniano.
A ideia de lançar uma missão de treino da UE para as forças ucranianas foi revelada na semana passada pelo Alto Representante para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell.
À chegada à reunião de hoje, à qual preside, Borrell assumiu como prioridade do encontro a discussão sobre “a ideia de uma missão de treino de alto nível para o exército ucraniano”, e disse esperar que seja alcançada já em Praga a “luz verde política” a esta iniciativa.
“Hoje é uma reunião informal e, por isso, não pode ser tomada nenhuma decisão, mas creio que podemos alcançar hoje um acordo político geral. Mais tarde serão definidos os detalhes. Nós temos um procedimento complexo para identificar objetivos, dimensão, recursos… Mas hoje espero que tenhamos uma luz verde política para esta missão”, declarou o Alto Representante.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
A ONU apresentou como confirmados 5.663 civis mortos e 8.055 feridos na guerra, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/espanha-anuncia-envio-de-municoes-de-longo-alcance-e-material-de-inverno-para-a-ucrania
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Rússia avisa que vai retaliar se UE suspender vistos para cidadãos russos
MadreMedia / Lusa
30 ago 2022 14:55
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=NDNjBqZ2rX4G3baMZO7K3GkphmKmEyUh5NsG5nytHfoVYa8eyoaIcPMJuLxxD4PZqt9O6kaaNwd5iXzj9rIZXkRR5X3GKyPetIQxBj23VTX85hs=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia vai retaliar se a União Europeia (UE) decidir suspender os vistos para cidadãos russos em resposta à ofensiva militar de Moscovo na Ucrânia, alertou hoje o Kremlin, que acusa os europeus de irracionalidade "próxima da loucura".
O aviso de Moscovo surge porque alguns países querem proibir a entrada de turistas russos na Europa, enquanto outros preferem uma medida mais simbólica, como a suspensão de um acordo que prevê algumas facilidades na concessão de vistos para certas categorias de cidadãos russos.
“Sabemos que há diferentes pontos de vista entre os europeus, vamos acompanhar isso de perto. É uma decisão muito séria que pode ser tomada contra os nossos cidadãos e tal decisão não pode ficar sem resposta”, avisou o porta-voz do Kremlin (Presidência russa), Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.
“Para responder, temos de garantir que servimos os nossos melhores interesses e protegemos os interesses dos nossos cidadãos. Ainda não sabemos quais as medidas que os europeus vão tomar”, acrescentou.
Uma eventual suspensão do acordo de facilitação de vistos a turistas russos estará no centro das discussões dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE, reunidos hoje e quarta-feira, num formato informal, em Praga.
“Pouco a pouco, Bruxelas e as capitais europeias mostram uma total falta de julgamento (…). Esta irracionalidade, que faz fronteira com a loucura, permite que tais medidas (sobre vistos) sejam debatidas”, declarou o porta-voz do Kremlin.
Os países europeus já impuseram várias sanções económicas à Rússia, para punir Moscovo pela sua ofensiva militar contra a Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro.
No que diz respeito aos vistos, parece improvável uma proibição total, na ausência de consenso em torno desta medida reclamada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Esta proibição de vistos emitidos a turistas russos para o espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação), que seria uma medida sem precedentes, é particularmente exigida pelos Estados bálticos, mas a Alemanha opõe-se a isso, e a Comissão Europeia também não é a favor.
Os 26 países do espaço Schengen (22 Estados da UE, mais a Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein) receberam em 2021 três milhões de pedidos de vistos de curta duração de todas as categorias (turismo, estudos, viagens de negócios), com os cidadãos russos a liderarem, com 536.000 pedidos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-avisa-que-vai-retaliar-se-ue-suspender-vistos-para-cidadaos-russos
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Rússia. Ministro da defesa "afastado" por liderança "ineficaz"
HUGO GEADA
30/08/2022 09:03
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Fonte de imagem: © AFP
O estilo de liderança de Sergei Shoigu está a ser responsabilizado pelo “estagnar” da invasão russa na Ucrânia.
O ministro da defesa da Rússia, Sergei Shoigu, foi colocado “de parte” pelo Presidente Vladimir Putin, enquanto serviços de inteligência britânicos afirmam que o ministro está a ser “ridicularizado” pelo líder russo e os seus soldados pela sua liderança “ineficiente”.
Estas atualizações dos serviços de inteligência chegam numa altura em que a invasão russa na Ucrânia está “estagnada”.
“Notícias recentes de meios de comunicação independentes russos afirmam que, devido aos problemas que a Rússia está a enfrentar na guerra contra a Ucrânia, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, está a ser marginalizado dentro da liderança russa, com comandantes operacionais a informarem diretamente o Presidente Putin sobre o curso da guerra”, escreveu o Ministério da defesa britânico no Twitter, citado pelo Guardian.
“Oficiais e soldados russos com experiência em primeira mão da guerra, provavelmente, ridicularizam Shoigu diariamente pela sua liderança ineficaz e fora de contato, desde que o progresso da invasão russa estagnou”, escreve o ministério inglês, acrescentando ainda que “Shoigu lutou muito tempo para superar sua reputação de falta de experiência militar substantiva, uma vez que passou a maior parte da sua carreira no setor de construção e no Ministério de Situações de Emergência”.
Shoigu, da remota região russa de Tuva, é o mais antigo ministro do governo russo. Tornou-se ministro de situações de emergência do Kremlin após o colapso da União Soviética, e foi escolhido pelo Presidente Putin para ocupar a pasta da Defesa em 2012, tendo sido um dos responsáveis por controlar a anexação da Crimeia em 2014.
Numa altura em que a invasão russa na Ucrânia atinge a marca dos seis meses, que coincidiu com o dia de Independência da Ucrânia, Shoigu afirmou que a campanha militar da Rússia na Ucrânia diminuiu deliberadamente de intensidade para reduzir as baixas civis.
“Tudo está a ser feito para evitar baixas. Claro que isso diminui o ritmo dos ataques. Mas estamos a fazer isso deliberadamente”, disse o ministro da Defesa numa reunião de ministros da Defesa da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) no Uzbequistão.
Estas notícias coincidem com uma visita de uma equipa de vigilância nuclear das Nações Unidas, que chegaram esta na segunda-feira à central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, disse o chefe da agência, enquanto a Rússia e Ucrânia trocam acusações em relação a bombardeamentos que tem acontecido nas suas proximidades, alimentando receios de um desastre nuclear.
O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, tenente-general Igor Konashenkov, disse que as forças russas abateram um ‘drone’ ucraniano sobre a central nuclear de Zaporizhzhia, no domingo.
O aparelho não tripulado “atingido pelo fogo militar russo aterrou no telhado da Unidade Especial 1 [da central] sem causar danos e ferimentos graves”, disse o porta-voz militar, citado pela agência espanhola EFE.
Do outro lado, a empresa estatal ucraniana de energia atómica Energoatom acusou o exército russo de ter efetuado ataques contra a cidade de Enorgodar, onde se situa a central, e contra a própria instalação nuclear no domingo.
Os ataques provocaram 10 feridos, incluindo quatro funcionários da central nuclear, segundo a mesma fonte.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/779792/r-ssia-ministro-da-defesa-afastado-por-lideranca-ineficaz?seccao=Mundo_i
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Ucrânia: Portugal favorável a suspensão de acordo de facilitação de vistos com Rússia, diz MNE
Por MultiNews Com Lusa em 17:11, 30 Ago 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal considera que, no atual contexto da agressão militar russa à Ucrânia, a União Europeia não deve ter um acordo de facilitação de vistos com Moscovo, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, que discorda, todavia, de uma proibição total.
Em declarações hoje à chegada a uma reunião informal de chefes de diplomacia da União Europeia (UE), em Praga, que tem entre os pontos em agenda uma discussão, na quarta-feira, sobre medidas que poderão ser adotadas para dificultar ou impedir a concessão de vistos a cidadãos russos, reclamada por Kiev e vários Estados-membros, João Gomes Cravinho advogou uma solução equilibrada, manifestando-se favorável à eventual suspensão do acordo de vistos em vigor com a Rússia.
“Há diferentes ideias que estão em cima da mesa, nomeadamente um documento preparado pela presidência checa e um outro documento preparado em conjunto pela França e Alemanha, que expõem diferentes ideias sobre o nosso relacionamento com a Rússia”, começou por apontar o ministro português.
João Gomes Cravinho salientou que, “em primeiro lugar”, a UE concentra todos os seus esforços no sentido de “diminuir a capacidade da máquina militar e da própria economia russa, visto que ela alimenta a máquina militar”, além de estar a fazer “todo o possível para reduzir, e se possível eliminar mesmo, a dependência europeia em relação aos combustíveis fósseis russos”.
Já quanto à questão dos vistos, que surge na ordem do dia nesta ‘rentrée’ política comunitária, face aos pedidos do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas também de vários países membros da UE, designadamente os Bálticos, no sentido de uma proibição de concessão de vistos a cidadãos russos, o chefe da diplomacia portuguesa recordou que, “desde o princípio” do conflito que a União sempre disse que as suas medidas “não são contra o povo russo, mas sim contra o regime e a sua capacidade de fazer guerra”, um princípio que o bloco não quer abandonar.
“Por outro lado, também não vejo por que é que a Rússia haveria de beneficiar de um regime de facilitação de vistos, que é um regime para países com quem temos confiança. Manifestamente, não podemos ter com a Rússia”, declarou então.
Segundo o ministro, “há diferentes modalidades” que podem ser exploradas, e “que não chegam a uma proibição total de vistos”, que “seria uma mensagem errada a passar à população russa”.
Lembrando que esta reunião não deverá produzir nenhuma decisão dado tratar-se de um encontro em formato informal, João Gomes Cravinho apontou que, no entanto, este é “obviamente um fórum muito importante para comparar ideias, para debater e moldar uma resposta coletiva”, manifestando-se convicto de que será possível chegar a um compromisso equilibrado, que poderá então passar pela suspensão do acordo de facilitação que a UE tem com a Rússia desde 2007, para desse modo tornar o processo mais complexo e dificultar designadamente as viagens de turismo de cidadãos russos, uma possibilidade avançada nos últimos dias por fontes europeias.
“Não vemos razão para, nestas circunstâncias, termos um acordo de facilitação de vistos com a Rússia. A Rússia não é um país em que podemos ter o tipo de confiança que está subjacente a esse tipo de acordo. Poderá até haver outras medidas, mas vamos ver quais são as ideias produzidas pelos colegas à volta da mesa”, concluiu.
A reunião informal de chefes de diplomacia da UE, que decorre até quarta-feira à tarde na capital da República Checa – que assume a presidência semestral do Conselho da UE até final do ano – segue-se a uma outra, ao nível de ministros da Defesa, celebrada hoje de manhã, também em Praga.
Estes dois encontros assinalam a ‘rentrée’ política da UE depois das férias de verão, e têm lugar poucos dias depois de se terem assinalado seis meses sobre o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-portugal-favoravel-a-suspensao-de-acordo-de-facilitacao-de-vistos-com-russia-diz-mne/
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Ucrânia: Kiev anuncia criação de corredores para quem quiser sair da Crimeia
Por MultiNews Com Lusa em 17:58, 30 Ago 2022
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A Ucrânia está a desenvolver corredores de segurança para os residentes da Crimeia que queiram abandonar a península anexada pela Rússia desde 2014, anunciou hoje um conselheiro presidencial ucraniano.
Mikhailo Podoliak disse que as rotas poderão ser usadas “durante a desocupação ativa” da Crimeia, sem adiantar mais pormenores, incluindo sobre eventuais operações das forças ucranianas.
“Por agora, pedimos a todos que fiquem o mais longe possível das instalações militares e verifiquem os abrigos”, escreveu Podoliak na rede social Twitter.
A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A agência ucraniana Urkinform, que cita a mensagem de Podoliak, disse que o “nível amarelo” de ameaça terrorista foi prorrogado pelas autoridades pró-russas da Crimeia até 08 de setembro, e até 16 de setembro na cidade autónoma de Sevastopol, na mesma península.
Segundo a Ukrinform, um movimento de resistência designado por “Fita Amarela” apelou aos residentes na Crimeia para se manterem afastados das instalações militares russas e, se fosse possível, para saírem da península, tal como Podoliak.
A agência ucraniana também noticiou que na manhã de 16 de agosto, após a deflagração de um incêndio numa subestação elétrica e a detonação de munições, “formaram-se enormes filas à saída da península da Crimeia em direção à Federação Russa”.
No final de julho, a sede da frota russa do Mar Negro localizada em Sevastopol foi alvo de um ataque com um drone (aeronave não tripulada), obrigando ao cancelamento das celebrações do dia da marinha da Rússia.
A reduzida dimensão do ataque e a aparente utilização de meios pouco sofisticados fizeram levantar a hipótese de ter sido levado a cabo por insurgentes ucranianos, noticiou na altura a agência norte-americana AP.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem afirmado que as forças armadas da Ucrânia pretendem reconquistar os territórios ocupados pela Rússia, incluindo a Crimeia.
“Vamos expulsá-los para a fronteira. Para a nossa fronteira, cuja linha não mudou. Os invasores conhecem-na bem”, reafirmou Zelensky na segunda-feira, referindo-se também à Crimeia, além dos territórios sob ocupação russa desde que começou a guerra em curso, em 24 de fevereiro.
A Ucrânia anunciou, na segunda-feira, o início de uma contraofensiva no sul do país, que Moscovo reivindicou ter repelido provocando mais de 1.200 baixas entre as forças ucranianas.
Num outro desenvolvimento, as forças russas bombardearam hoje a cidade de Kharkiv (leste) pelo segundo dia consecutivo, depois de um ataque na segunda-feira ter provocado quatro mortos e 11 feridos, disse o presidente da câmara local.
“Ataque de artilharia no distrito de Kyivskyi. Várias ‘chegadas’”, escreveu Ihor Terekhov na rede social Telegram, referindo-se a projéteis que terão atingido aquela zona de Kharkiv.
Terekhov deu ainda conta de “um incêndio num edifício alto” devido aos ataques, segundo a Ukrinform.
O centro da cidade já tinha sido atingido por bombardeamentos russos na segunda-feira, que mataram quatro pessoas, de acordo com o governador da região, Oleg Synegoubov.
Com cerca de 1,4 milhões de habitantes antes da guerra e situada a poucas dezenas de quilómetros da fronteira russa, Kharkiv foi a capital ucraniana até 1934, quando a Ucrânia era uma república soviética.
As autoridades ucranianas e russas têm divulgado informações sobre os combates em curso desde 24 de fevereiro, incluindo baixas civis e militares, mas muitas dessas informações não podem ser verificadas por fontes independentes.
A ONU confirmou a morte de mais de 5.600 civis desde o início do conflito, mas tem alertado que o balanço será consideravelmente superior.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-kiev-anuncia-criacao-de-corredores-para-quem-quiser-sair-da-crimeia/
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Rússia acusa Bálticos de russofobia e fascismo, depois de os três países terem demolido monumentos da era soviética
Por Filipe Pimentel Rações em 18:34, 30 Ago 2022
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O governo russo acusou esta terça-feira a Estónia, a Letónia e a Lituânia de estarem a seguir políticas xenófobas e de tratarem as suas minorias étnicas russófonas como “cidadãos de segunda”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que “o que está a acontecer nos Estados bálticos é, para nós, inaceitável e irá certamente afetar o estado das relações bilaterais com estes países, que estão já em total declínio”, cita a ‘Reuters’.
O Kremlin aponta também que as escolas, jardins de infância e órgãos de comunicação social em que se fale a língua russa estão a ser encerrados nos países bálticos, acusando os três governos de implementarem “abordagens russofóbicas” e de terem ativado “uma campanha sem precedentes, quase fascista, para remover barbaramente, em massa, memoriais aos soldados soviéticos libertadores”.
Na década de 1940, a Estónia, a Letónia e a Lituânia foram integradas por Moscovo na União Soviética, quando estavam sob o jugo das forças nazis da Alemanha de Adolf Hitler, tendo conquistado a independência em 1991, com o colapso do bloco soviético.
Contudo, desde que a Rússia deu início à sua guerra contra a Ucrânia, o trio báltico tem vindo a adotar uma postura ainda mais dura contra o regime liderado por Vladimir Putin, apelando a medidas mais agressivas para travar o avanço da máquina de guerra russa, para que não haja contágio a outros países.
As palavras austeras do Kremlin surgem depois de, no passado dia 25 de agosto, a Letónia ter demolido um monumento de 80 metros na capital Riga, que comemorava “Os Libertadores da Letónia Soviética e de Riga dos Invasores Alemães Fascistas”.
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Outros monumentos da era soviética têm sido derrubados pelas autoridades letãs.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O parlamento da Letónia aprovou a demolição no passado mês de maio, apontando como razão a guerra contra a Ucrânia.
Dias antes, a 16 de agosto, a Estónia anunciou que ira começar a remover todos os monumentos relacionados com a presença soviética no país, um deles perto da fronteira com a Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-acusa-balticos-de-russofobia-e-fascismo-depois-de-os-tres-paises-terem-demolido-monumentos-da-era-sovietica/
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Crise energética: Entregas de gás russo à Europa suspensas até sexta-feira
Por MultiNews em 06:15, 31 Ago 2022
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As entregas de gás russo à Europa, através do Nord Stream 1, vão ser interrompidas a partir de hoje até à próxima sexta-feira, devido à manutenção do gasoduto, segundo anunciou na passada sexta-feira a gigante energética russa Gazprom.
“É preciso fazer manutenção a cada 1.000 horas” de operação, indicou, em comunicado, a russa Gazprom.
O anúncio surgiu numa altura em que a Europa se depara com problemas energéticos, acusando a Rússia de usar esta fonte como chantagem. Em particular a França, que acusou Moscovo de usar a energia como “uma arma de guerra”.
“Muito claramente, a Rússia está a usar o gás como arma de guerra e devemos preparar-nos para o pior cenário de uma interrupção completa do fornecimento”, já garantiu a ministra de Transição de Energia de França, Agnes Pannier-Runacher, em declarações à rádio ‘France Inter’.
Os Governos europeus procuram soluções para responder aos crescentes custos de energia para empresas e residências e encontrar alternativas ao abastecimento russo para armazenar para o inverno. A convicção europeia é que Moscovo esteja a elevar os preços do gás para tentar enfraquecer a determinação da UE pela invasão à Ucrânia, uma tática que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerou, na última segunda-feira, de terrorismo económico.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/crise-energetica-entregas-de-gas-russo-a-europa-suspensas-ate-sexta-feira/
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Ucrânia: UE deve proibir entrada de turistas russos. “O tempo para meias medidas já foi”, aponta ministro ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 09:42, 31 Ago 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
A União Europeia deve proibir a entrada dos turistas russos, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, esta quarta-feira, exortando medidas aos ministros do bloco europeu, reunidos em Praga. O responsável ucraniano também propôs um programa no qual os soldados russos que se rendessem seriam recompensados com “uma nova vida” embora sem precisar.
Os países orientais e nórdicos apoiam fortemente a proibição do turismo russo ao passo que a Alemanha e França já alertaram os seus pares que seria contraproducente, garantindo que os russos comuns ainda deveriam ter acesso ao Ocidente.
É expectável que os ministros da União Europeia concordem em princípio com a suspensão de um acordo de facilitação de vistos com Moscovo – o que significa que os russos teriam de esperar mais e pagar mais pelos vistos – mas não uma proibição total de viagens da UE.
“O tempo para meias medidas já foi”, alertou Kuleba, em declarações à agência ‘Reuters’. “Somente uma política dura e consistente pode produzir resultados.”
“Uma proibição de visto para turistas russos será uma resposta apropriada à guerra genocida de agressão da Rússia no coração da Europa, apoiada por uma esmagadora maioria de cidadãos russos”, garantiu Kuleba.
Gabrielius Landsbergis, ministro dos Negócios Estrangeiros lituano, apontou que deve ser feito mais. “A posição da Lituânia é que o número de turistas (russos) que chegam à UE tem de ser reduzido, se não completamente cancelado”, explicou.
Estónia, Finlândia, Lituânia, Letónia e Polónia escreveram uma declaração conjunta pedindo à Comissão Europeia que proponha medidas para “diminuir decisivamente o fluxo de cidadãos russos para a União Europeia e o espaço Schengen”, revelou o ‘Financial Times’. “Até que tais medidas estejam em vigor no nível da UE, consideraremos a criação de medidas temporárias no nível nacional para abordar questões iminentes de segurança pública relacionadas ao aumento do fluxo de cidadãos russos através das nossas fronteiras.”
Kuleba também propôs o lançamento de um programa especial para soldados russos que não queiram lutar na Ucrânia. “(A mensagem): salve-se e vá embora. Baixe as armas, renda-se às forças ucranianas e tenha a oportunidade de começar uma nova vida”, disse. “Estou confiante de que vale a pena fazer esta oferta, porque mesmo que um soldado russo deponha as armas e decida sair, isso significa salvar vidas ucranianas e uma paz mais próxima”, frisou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-deve-proibir-entrada-de-turistas-russos-o-tempo-para-meias-medidas-ja-foi-aponta-ministro-ucraniano/
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“Não devemos subestimar” a força militar da Rússia, alerta general alemão
Por Filipe Pimentel Rações em 18:57, 31 Ago 2022
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Fonte: Twitter / General Eberhard Zorn
O General Eberhard Zorn, o oficial militar mais graduado das Forças Armadas da Alemanha, alertou que o Ocidente não pode subestimar a força militar da Rússia, avisando que o Kremlin poderá abrir uma segunda frene de guerra se assim o desejar.
Em entrevista à agência ‘Reuters’, Zorn afirma que “a maioria das forças terrestres da Rússia pode estar retida na Ucrânia neste momento, mas, ainda assim, não devemos subestimar o potencial dessas forças para abrirem um segundo teatro de guerra”.
O oficial realça que “a maior parte da força naval russa ainda não foi mobilizada para a guerra na Ucrânia, e a Força Área russa ainda conta também com um potencial significativo”, e isso “representa também uma ameaça para a NATO”.
“Do ponto de vista militar, a Rússia é bem capaz de expandir o conflito a nível regional”, diz Zorn, e os países mais próximos das fronteiras russas poderiam ser os próximos alvos, considerando que o exclave de Kaliningrado, entalado entre a Lituânia, a Polónia e o Mar Báltico, poderá vir a estar sob a mira bélica de Moscovo.
Apesar de reconhecer que as ofensivas russas na Ucrânia terem vindo a perder fôlego nas últimas semanas, o general alemão considera que a Rússia mantém-se firme e a progredir no teatro de guerra.
“Apoiada por fogo de artilharia massivo, [as tropas russas] continuam a avançar, independentemente das vítimas civis ucranianas”, sublinha Zorn, lembrando que “os russos têm enormes quantidades de munição ao seu dispor”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/nao-devemos-subestimar-a-forca-militar-da-russia-alerta-general-alemao/
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Transferência forçada de civis ucranianos para a Rússia é "crime de guerra"
MadreMedia / Lusa
1 set 2022 07:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Moscovo está a transferir à força civis ucranianos, incluindo os que fogem do conflito, para a Rússia ou áreas ocupadas pelos russos na Ucrânia, ações que constituem "crimes de guerra", refere um relatório divulgado hoje pela Human Rights Watch.
“As transferências são uma grave violação das leis de guerra, que constituem crimes de guerra e potenciais crimes contra a humanidade”, destaca a organização não governamental (ONG) em comunicado.
A Human Rights Watch (HRW) aponta ainda que as autoridades russas ou ligadas a Moscovo também submeteram milhares de cidadãos a uma forma de triagem de segurança coerciva, punitiva e abusiva chamada “filtragem”.
Num relatório de 71 páginas, esta ONG documentou as transferências de civis ucranianos através de entrevistas a 54 pessoas que foram para a Rússia, passaram por “filtragens”, tiveram familiares ou amigos que foram transferidos para a Rússia ou que apoiaram ucranianos que tentaram deixar a Rússia.
Em 05 de julho, a HRW escreveu ao governo russo com um resumo das suas descobertas e com questões, mas não recebeu resposta.
Embora o número total de civis ucranianos transferidos para a Rússia permaneça incerto, Belkis Wille, investigadora sénior de crises e conflitos da HRW e coautora do relatório, contou à agência Lusa que alguns entrevistados referiram que estiveram em processos de “filtragem” com milhares de outros.
“Um homem disse que estava na fila de espera e era o número 60.000 e teve de esperar cerca de um mês pela sua vez. É difícil ter números, pois apenas temos acessos aos divulgados pela Rússia e é difícil saber quantos desses foram transferências forçadas”, explicou.
Para Belkis Wille, os civis ucranianos “não devem ficar sem escolha a não ser ir para a Rússia” e “ninguém deve ser forçado a passar por um processo de triagem abusivo para alcançar a segurança”.
No final de julho, a agência de notícias russa TASS divulgou que mais de 2,8 milhões de ucranianos entraram na Federação Russa vindos da Ucrânia, incluindo 448.000 crianças.
“Muitos foram deslocados e transportados de uma maneira e contexto que os tornam transferências forçadas ilegais”, salienta esta ONG em comunicado.
A HRW entrevistou ucranianos que fugiram da área de Mariupol, cidade portuária sitiada no sudeste da Ucrânia, e vários transferidos da região de Kharvik, tendo também abordado civis que conseguiram escapar da zona de guerra para o território controlado pela Ucrânia sem passar pela “filtragem”.
Segundo testemunhas citadas no relatório, as autoridades russas avisaram os civis que “não tinham escolha” a não ser permanecer em áreas ocupadas pelos russos ou ir para a Rússia.
“É claro que teríamos aproveitado a oportunidade para ir à Ucrânia se pudéssemos, com certeza. Mas não tivemos escolha, nenhuma possibilidade de ir para lá”, contou uma mulher transferida de Mariupol.
Já moradores de algumas aldeias e de uma cidade na região leste de Kharkiv, na fronteira com a Rússia, também foram transferidos à força para a Rússia, denuncia a ONG.
Um homem de 70 anos da vila de Ruska Lozova disse que as forças russas ameaçaram puni-lo caso o Exército ucraniano regressasse.
Embora este ucraniano não tenha cedido, centenas de famílias da aldeia partiram para a Rússia, acrescenta a HRW.
Outros ucranianos referiram à ONG que foram para a Rússia voluntariamente, incluindo homens que evitam a lei marcial da Ucrânia, que, com poucas exceções, não permite que homens entre os 18 e 60 anos deixem o país.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
A ONU apresentou como confirmadas mais de 5.600 vítimas civis mortas, sublinhando que este número está muito aquém dos valores reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/transferencia-forcada-de-civis-ucranianos-para-a-russia-e-crime-de-guerra
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Coreia do Norte quer enviar trabalhadores para reconstruir regiões da Ucrânia ocupadas pela Rússia
MadreMedia
1 set 2022 09:25
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YjNjvAw343/KGJK89gcOo1/92UNo0Ab6ZZnVqwoFDQdd9g+O/sxdXLldQv79ecTI6wAx/XrizqIM3D1u2y09xU+5cBBZXWJmVRqr4ZL6LQ2EmwI=)
Fonte de imagem: Lusa
A Coreia do Norte está a sugerir o envio de trabalhadores da construção civil para ajudar a reconstruir os territórios ocupados pela Rússia no leste da Ucrânia.
A ideia é abertamente endossada por altos funcionários e diplomatas russos, que preveem uma força de trabalho barata e trabalhadora que poderia ser lançada nas "condições mais difíceis", um termo que o embaixador da Rússia na Coreia do Norte usou numa entrevista recente, adianta a Associated Press (AP).
De acordo com a AP, o embaixador da Coreia do Norte em Moscovo reuniu-se recentemente com enviados dos dois territórios separatistas apoiados pela Rússia na região de Donbass, na Ucrânia, e expressou otimismo sobre a cooperação no "campo da exportação de mão de obra" norte-coreana, citando o alívio das restrições sanitárias por causa da pandemia no seu país.
As negociações surgem na sequência do reconhecimento da independência dos territórios de Lugansk e Donetsk, pela Coreia do Norte, tornando-se assim das poucas nações, para além da Rússia e da Síria, a reconhecer a independência destes territórios ocupados.
O envio de trabalhadores norte-coreanos para o Donbass entraria em conflito com as sanções do Conselho de Segurança da ONU impostas à Coreia do Norte sobre os seus programas nucleares e de mísseis e complicaria ainda mais a pressão internacional liderada pelos EUA para o seu desarmamento nuclear.
De acordo com um analista do Instituto de Estratégia de Segurança Nacional – um think tank administrado pela agência de espionagem da Coreia do Sul –, “a ideia de empregar trabalhadores norte-coreanos para a reconstrução do pós-guerra tem mérito real para a Rússia", disse, citado pela AP. "Um grande número de trabalhadores da construção civil norte-coreanos foram para a Rússia em anos anteriores, a demanda por esta mão de obra tem sido forte por ser barata e conhecida por trabalho de qualidade", reconheceu o analista.
Antes das sanções de 2017, as exportações de mão de obra eram uma rara fonte legítima de moeda estrangeira para a Coreia do Norte, trazendo centenas de milhões de dólares por ano para o governo. O Departamento de Estado dos EUA estimou, anteriormente, que cerca de 100.000 norte-coreanos estavam a trabalhar no exterior enviados pelo governo, principalmente para a Rússia e para a China. Alguns países africanos (incluindo o Médio Oriente), europeus e o sul da Ásia também têm recebido trabalhadores norte-coreanos, refere a agência de notícias.
Contudo, ainda não está claro o quão lucrativo o Donbass pode ser para a Coreia do Norte. A Rússia está com pouco dinheiro, devido às sanções ocidentais que visam as suas instituições financeiras e uma ampla faixa de indústrias. A Coreia do Norte provavelmente não tem interesse em ser paga em rublos, por causa das preocupações com o poder de compra da moeda, que chegou ao fundo durante os primeiros dias da guerra, antes de Moscovo tomar medidas para restaurar artificialmente o seu valor.
"A competição estratégica dos Estados Unidos com a China, e o confronto com a Rússia, deram à Coreia do Norte espaço para respirar enquanto se aproxima de Moscovo e Pequim numa frente unida para combater a influência dos EUA e promover um sistema internacional multipolar", refere Hong Min, analista do Instituto de Unificação Nacional da Coreia do Sul. "A Coreia do Norte pode ter em mente outras intenções para além dos ganhos de curto prazo com a exportação de mão de obra", disse citado pela AP.
Com AP*
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/coreia-do-norte-quer-enviar-trabalhadores-para-reconstruir-regioes-da-ucrania-ocupadas-pela-russia
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EUA. Instituto ataca campanha para desacreditar contraofensiva ucraniana
Lusa - Há 2 horas
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O instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) denunciou hoje uma campanha da Rússia para desacreditar a contraofensiva ucraniana no sul, anunciada por Kyiv em 29 de agosto. © Reuters
O instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) denunciou hoje uma campanha da Rússia para desacreditar a contraofensiva ucraniana no sul, anunciada por Kyiv em 29 de agosto.
O Ministério da Defesa russo começou a conduzir uma operação de informação para apresentar a contraofensiva ucraniana como tendo fracassado decisivamente quase logo que foi anunciada", disse o ISW na sua análise diária sobre a guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro.
Horas depois de as autoridades ucranianas terem anunciado a operação no sul da Ucrânia, Moscovo disse que as suas forças tinham posto termo à contraofensiva e abatido mais de 1.200 combatentes ucranianos num só dia.
O ISW disse que "vários bloguistas militares proeminentes" têm estado a promover a campanha do Ministério da Defesa.
Adicionalmente, referiu, outros defensores da Rússia nas redes sociais estão a promover a narrativa de que a contraofensiva foi uma imposição dos aliados ocidentais da Ucrânia por razões políticas.
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Fonte de imagem: msn.com
O ISW disse também que os meios de comunicação do Kremlin (Presidência da Rússia) falaram num alegado conflito entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o chefe das forças armadas, general Valerii Zaluzhnyi, "para reforçar a narrativa" de que a contraofensiva foi lançada por razões políticas.
Segundo tais versões, o general Zaluzhnyi defendeu que as forças ucranianas não estavam militarmente preparadas para a contraofensiva.
"As operações militares à escala desta contraofensiva não têm êxito ou falham num dia ou numa semana", disse o instituto norte-americano.
Os analistas do ISW referiram que as forças ucranianas têm andado a preparar a operação há meses, "atacando e perturbando as linhas terrestres de comunicação russas, o comando e controlo russos, e os sistemas logísticos russos em todo o sudoeste da Ucrânia ocupada".
"O momento do início da contraofensiva é consistente com a degradação observada das capacidades russas" na região de Kherson, considerou o ISW.
Segundo os analistas, "não há razão para suspeitar que o 'timing' tenha sido materialmente influenciado por considerações ou tensões inadequadas".
As operações " irão muito provavelmente desenrolar-se ao longo das próximas semanas e possivelmente meses, à medida que as forças ucranianas tirem partido das condições que estabeleceram para derrotar determinados setores da linha que identificaram como vulneráveis", acrescentou o ISW.
As autoridades ucranianas, que têm recebido armamento dos aliados ocidentais, têm declarado que pretendem libertar as zonas ocupadas desde o início da guerra, bem como a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Na terça-feira, Kyiv anunciou que estava a criar corredores de segurança para a saída de residentes da Crimeia e recomendou aos que não pudessem abandonar a região que se afastassem de instalações militares russas.
As autoridades ucranianas e russas têm divulgado informações sobre os combates, incluindo baixas civis e militares, mas muitas dessas informações não podem ser verificadas por fontes independentes.
A ONU confirmou a morte de mais de 5.600 civis desde o início do conflito, mas tem alertado que o balanço será consideravelmente superior.
Nas últimas horas, o Reino Unido confirmou a morte de um britânico que foi para a Ucrânia como médico voluntário.
A morte de Craig Mackintosh foi comunicada pela família.
O médico foi morto em 24 de agosto, "em ação", disse uma sua irmã numa plataforma criada para financiar o repatriamento do corpo, sem dar mais pormenores sobre as circunstâncias.
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse hoje à agência francesa AFP que está "a ajudar a família de um britânico que morreu na Ucrânia e que está em contacto com as autoridades locais".
Fonte: msn.com Link: https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/eua-instituto-ataca-campanha-para-desacreditar-contraofensiva-ucraniana/ar-AA11lI4P?ocid=winp1taskbar&cvid=1506696875f74e3a90dc1d3d815f57e2
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Ucrânia: Missão que vai inspeccionar Zaporijia já está na central nuclear
MadreMedia / Lusa
1 set 2022 13:16
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A missão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) enviada para investigar a central nuclear ucraniana de Zaporijia, controlada pelas tropas russas, já se encontra nas instalações, informou a agência nuclear ucraniana Energoatom.
"A missão da AIEA chegou à central de Zaporijia", lê-se na mensagem publicada no Telegram.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, tinha anunciado que a agência mantinha a agenda das visitas à central nuclear ocupada, a maior da Europa, apesar dos relatos de bombardeamentos nas proximidades esta manhã.
Rafael Grossi confirmou na quarta-feira, antes de partir de Kiev em direção a Zaporijia, que a missão tenciona passar vários dias na central e que a organização também pretende criar uma representação permanente nas instalações.
A central nuclear, ocupada pelas tropas russas poucos dias depois do inicio, a 24 de fevereiro, da invasão de territórios ucranianos, tem sido alvo de ataques frequentes nas últimas semanas, de que as forças ucranianas e russas se acusam mutuamente, aumentando os receios de fugas de material nuclear.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-missao-que-vai-inspeccionar-zaporijia-ja-esta-na-central-nuclear
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Ucrânia: “Europa não é uma grande ‘boutique’ ou restaurante.” Zelensky celebra acordo dos 27 para restringir vistos a turistas russos
Por Francisco Laranjeira em 13:09, 1 Set 2022
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O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, celebrou a decisão da União Europeia em restringir os vistos a turistas russos, lembrando que a Europa é “um território de valores” e não “uma grande ‘boutique’ ou restaurante”.
“Agradeço aos europeus que entendem que durante uma guerra, o dever de qualquer pessoa normal é lutar para que o agressor perca, para que a ocupação termine, para que os militares russos deixem a terra ucraniana”, frisou o presidente ucraniano na sua mensagem diária à população da Ucrânia, agradecendo aos 27 pelo acordo.
Zelensky reforçou que é humilhante quando a Europa é vista como “uma grande ‘boutique’ ou restaurante”: “A Europa é sobretudo um território de valores, não de consumo primitivo.”
“Quando os cidadãos de um estado que quer destruir os valores europeus usam a Europa para o seu entretenimento ou compras, para a recreação das suas amantes, enquanto eles mesmos trabalham para a guerra ou simplesmente esperam em silêncio pela queda imoral da Rússia, o que está a acontecer agora, então isso é completamente contrário ao que a Europa estava unida em geral”, frisou o presidente da Ucrânia.
Da mesma forma, destacou que o objetivo inicial da União Europeia era apoiar a paz no Velho Continente, para o qual ressaltou que “a Europa não se pode tornar moralmente surda”. “Porque se houver tanta surdez, se houver tanta perda da capacidade de distinguir o cheiro de sangue nas notas, não haverá Europa, não haverá uma Europa pacífica”, acrescentou Zelensky.
Os países da União Europeia concordaram na passada quarta-feira restringir os vistos para turistas russos, suspendendo o acordo de facilitação de vistos, o que significará uma redução significativa no número de autorizações de entrada na União e mais obstáculos à sua obtenção. A suspensão do acordo acabou por ser o ponto de encontro entre os Estados-Membros que pediam a proibição total da entrada de russos na União Europeia, como os bálticos, e os que se diziam mais seletivos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/ucrania-europa-nao-e-uma-grande-boutique-ou-restaurante-zelensky-celebra-acordo-dos-27-para-restringir-vistos-a-turistas-russos/
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Ucrânia: Kremlin diz que é “absurda” decisão da UE sobre vistos para russos
Por MultiNews Com Lusa em 13:15, 1 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin qualificou hoje como “absurda” a decisão da União Europeia (UE) de suspender o acordo de facilitação de vistos com a Rússia, decidida quinta-feira como uma sanção pela ofensiva militar russa na Ucrânia.
“Esta é uma decisão ridícula de uma série de disparates”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária.
“Isto é mau para os russos, porque os vistos serão provavelmente mais longos e mais difíceis de obter”, admitiu, mas a medida também tornará as coisas “mais complexas” para os europeus.
No entanto, não mencionou quaisquer medidas concretas de retaliação por parte do Kremlin, que já antes avisou que o fará.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram na quinta-feira suspender o acordo assinado em 2007, mas não chegaram a acordo sobre uma proibição mais ampla dos vistos russos, como exigido por alguns Estados-membros.
O alto representante da UE para as relações externas, Josep Borrell, afirmou que os países limítrofes da Rússia “podem tomar medidas a nível nacional para restringir a entrada na União Europeia”.
No entanto, esclareceu que estas medidas deveriam estar em conformidade com as regras da área Schengen e sublinhou a importância de os membros da sociedade civil russa poderem continuar a viajar para a União Europeia.
Antes da reunião, a Polónia e os três Estados bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) tinham dito que estavam a considerar banir unilateralmente os viajantes russos, se a UE não o fizesse.
Em declarações à saída da reunião informal de ‘rentrée’ dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, dominada pela questão da circulação de cidadãos russos na UE, João Gomes Cravinho indicou que, apesar das diferentes posições entre os Estados-membros à partida para esta discussão – alguns defendiam a proibição total de entrada de cidadãos da Rússia no espaço comunitário -, foi possível chegar a “uma solução partilhada por todos”, que passa por dificultar a concessão de vistos.
Lembrando que este acordo de facilitação de vistos “foi assinado no quadro de uma parceria estratégica com a Rússia na primeira década deste século [em 2007]”, João Gomes Cravinho salientou que “essa parceria estratégica já não existe”.
“Não há razão nenhuma para nós termos em relação à Rússia um mecanismo de facilitação de vistos que nós não temos com tantos outros países do mundo, e, portanto, vamos terminar com o acordo de facilitação de vistos”, disse, acrescentando que “isso vai levar a um grau de exigência muito maior, portanto o crivo mais apertado na verificação da documentação de quem viaja para a UE”.
Por outro lado, revelou, está também a ser desenvolvido um “trabalho técnico complexo” relacionado com a circulação de russos que já têm atualmente visto, e isto atendendo a que, atualmente, “há cerca de 12 milhões de vistos Schengen emitidos para cidadãos russos”, com durações variáveis.
O ministro explicou que os Estados-membros da UE estão agora “a verificar quais são exatamente as condições que permitem condicionar” a circulação de cidadãos russos com vistos emitidos, notando que “alguns países, nomeadamente aqueles que têm fronteiras terrestres com a Rússia, têm razões significativas em termos de segurança nacional para querer condicionar esse fluxo, porque são dezenas ou mesmo centenas de milhares de russos que podem desequilibrar países com populações pequenas”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-kremlin-diz-que-e-absurda-decisao-da-ue-sobre-vistos-para-russos/
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Ucrânia: Rússia perdeu mais de 900 militares de elite nos seis meses de guerra
Por Filipe Pimentel Rações em 15:22, 1 Set 2022
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A Rússia terá pedido mais de 900 soldados das suas forças especiais, paraquedistas, fuzileiros e pilotos na guerra que começou contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro passado.
De acordo com informação avançada pela ‘BBC’, pelo menos 337 fuzileiros, 245 elementos das forças especiais da Guarda Nacional russa, 151 soldados do serviço de informações militares, cerca de 144 paraquedistas, 20 membros dos serviços de segurança e aproximadamente 67 pilotos de aviões de combate.
Essas perdas representam um significativo impacto sobre a máquina de guerra da Rússia, visto que a formação de profissionais de elite é algo dispendioso e que leva o seu tempo, pelo que é pouco provável que o Presidente Vladimir Putin consiga encontrar substitutos com os mesmos níveis de capacidades atempadamente.
Aponta o órgão de comunicação social britânico, com base em dados públicos, que, por exemplo, formar um único piloto militar poderá demorar até 17 anos e custar perto de 14 milhões de euros.
Contudo, é expectável que o número de perdas seja expressivamente mais elevado, considerando que a Rússia deixou, logo nas primeiras semanas da guerra, de divulgar números de baixas nas suas forças que combatem na Ucrânia.
Estimativas das Forças Armadas ucranianas apontam que, até hoje, a Rússia terá perdido 48.350 militares.
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No entanto, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos avançou este mês que já terão morrido ou sido feridos 80 mil soldados russos.
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Rússia enfrenta séria escassez de pessoal militar na Ucrânia, indicam serviços de inteligência americanos
Por Francisco Laranjeira em 16:47, 1 Set 2022
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A Rússia enfrenta uma “séria” escassez de militares na Ucrânia e tem procurado novas formas de aumentar os seus níveis de tropas, incluindo o uso de prisioneiros, garantiu esta quinta-feira altos funcionários americanos, em declarações à televisão ‘CNN’.
“O exército russo está a passar por uma grave escassez de mão de obra na Ucrânia. Acreditamos que o Ministério da Defesa russo está a tentar recrutar membros do serviço contratado para compensar essa escassez de mão de obra, incluindo forçar soldados feridos de volta ao combate, adquirir pessoal de empresas de segurança privada e pagando bónus aos recrutas”, revelou um funcionário.
Essa avaliação dos Estados Unidos é baseada em dados dos serviços de inteligência, que detalharam que “é provável” que a Rússia comece a recrutar criminosos condenados na Ucrânia “em troca de indultos e compensação financeira”.
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto na semana passada para aumentar o número de soldados do Exército russo na Ucrânia em 137 mil pessoas, elevando o número total de soldados em território ucraniano para 1.150.628. último saldo fornecido pela Ucrânia de soldados russos mortos durante a guerra é de 41 mil.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-enfrenta-seria-escassez-de-pessoal-militar-na-ucrania-indicam-servicos-de-inteligencia-americanos/
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Ucrânia: Milhares de escolas destruídas e insegurança marcam início do ano escolar, alerta UNICEF
Por MultiNews Com Lusa em 17:17, 1 Set 2022
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Quatro milhões de crianças regressaram hoje às salas de aulas na Ucrânia, um regresso testemunhado pela UNICEF que lembrou as milhares de escolas destruídas no país e a sensação de insegurança que impera devido ao conflito em curso.
A concluir uma visita de três dias por todo o país, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Catherine Russell, acompanhou no terreno o início do novo ano letivo na Ucrânia e encontrou-se com alunos, pais e professores.
“O novo ano letivo deveria ser um momento de entusiasmo e esperança, numa época em que as crianças regressam às salas de aula e partilham experiências do seu verão com amigos e professores”, afirmou Catherine Russell, citada num comunicado enviado pela agência que integra o sistema das Nações Unidas.
No entanto, segundo frisou a representante, “para quatro milhões de crianças na Ucrânia, o sentimento é de inquietação”.
“As crianças estão a regressar às escolas – muitas das quais foram danificadas durante a guerra – com histórias de destruição, sem saber se os seus professores e amigos estarão lá para as receber. Muitos pais hesitam em mandar os filhos para a escola, sem saber se estarão em segurança”, prosseguiu.
Segundo a UNICEF, milhares de escolas em todo o país foram danificadas ou destruídas na sequência do conflito desencadeado pela ofensiva militar russa, iniciada no final de fevereiro, com menos de 60% das escolas a serem consideradas pelo Governo ucraniano seguras e elegíveis para reabrir.
Neste primeiro dia do regresso às aulas, Catherine Russell visitou uma escola primária reabilitada que havia ficado danificada durante as primeiras semanas de guerra.
“Atualmente, apenas 300 alunos podem frequentar esta escola devido à capacidade do abrigo anti-bombas, ou seja, 14% do número de alunos que frequentavam esta unidade de ensino antes do início da guerra”, precisou a UNICEF na mesma nota informativa.
A agência da ONU informou hoje que está a trabalhar com o Governo de Kiev para ajudar a levar as crianças da Ucrânia de volta à aprendizagem.
Os esforços para o regresso das crianças à aprendizagem incluem a reabilitação de escolas, o fornecimento de computadores portáteis, ‘tablets’ e outros materiais a professores e alunos, assim como orientações de segurança em tempos de guerra para crianças e professores.
“As escolas na Ucrânia estão desesperadas por recursos para construir abrigos anti-bombas em vez de parques infantis, as crianças estão a aprender sobre segurança de engenhos não detonados em vez de segurança rodoviária”, acrescentou a diretora-executiva da UNICEF.
E concluiu: “A educação das crianças da Ucrânia tem vindo a ser dramaticamente comprometida. Após mais de dois anos da pandemia e seis meses desde o início da guerra, a sua saúde física e mental está sob enorme pressão. Deve ser feito mais para enfrentar o que para muitos tem sido uma triste realidade”.
Durante esta visita ao território ucraniano, Catherine Russell encontrou-se também com a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, com quem abordou, a par das questões educacionais, “meios de reforço da resposta conjunta à crise humanitária” e “a importância do acesso humanitário seguro, atempado e sem impedimentos a todas as crianças que necessitam de assistência crucial, segundo o direito humanitário internacional”, informou ainda a UNICEF.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
A ONU apresentou como confirmadas mais de 5.600 vítimas civis mortas, sublinhando que este número está muito aquém dos valores reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-milhares-de-escolas-destruidas-e-inseguranca-marcam-inicio-do-ano-escolar-alerta-unicef/
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Ucrânia: AIEA já inspecionou central de Zaporijia e garante que vai permanecer
Por MultiNews Com Lusa em 17:37, 1 Set 2022
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O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, disse hoje que já “viu o que precisava ver” durante a inspeção à central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, onde garantiu que a organização iria permanecer.
“Conseguimos, durante estas poucas horas, reunir muitas informações. Vi as principais coisas que precisava ver”, disse Rafael Grossi aos jornalistas russos que acompanham a delegação de especialistas da AIEA nesta central ocupada pelas forças fiéis a Moscovo, no sul da Ucrânia.
A missão de especialistas da AIEA assegurou que ficará na central de Zaporijia, depois de a ter inspecionado, numa missão de alto risco destinada a evitar um desastre nuclear no local onde russos e ucranianos se acusam mutuamente de bombardeamentos.
“Conseguimos algo muito importante hoje. E o mais importante é que a AIEA vai ficar aqui. Que todos saibam que a AIEA vai ficar em Zaporijia”, disse Grossi.
O responsável da organização, que lidera pessoalmente a missão de fiscalização de 14 pessoas, já tinha anunciado, na quarta-feira, a intenção de instalar uma “presença permanente” no local, que está no centro de fortes preocupações.
“Fizemos uma avaliação inicial. Vimos o trabalho dedicado dos funcionários e da direção. Apesar das circunstâncias muito, muito difíceis, eles continuam a trabalhar com profissionalismo”, acrescentou o diretor da AIEA.
Em Kiev, o chefe do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Robert Mardini, pediu a suspensão de todas as operações militares à volta da central, avisando que um ataque seria “catastrófico”.
“Já é hora de parar de brincar com fogo e tomar medidas concretas para proteger este local”, disse Mardini.
Rússia e Ucrânia acusam-se mutuamente, há várias semanas, de colocarem em risco a central nuclear, que é a maior da Europa.
Um dos dois reatores em operação foi desligado devido a bombardeamentos que os ucranianos atribuem às forças russas, enquanto Moscovo acusa Kiev de ter enviado equipas de sabotagem para a central atómica.
A central está localizada ao longo do rio Dnieper, cuja margem esquerda é controlada neste setor por tropas russas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
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Ucrânia: Macron defende diálogo com a Rússia e alerta que Turquia não pode ser o único ponto de contacto com Putin
Por Filipe Pimentel Rações em 17:58, 1 Set 2022
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O Presidente francês Emmanuel Macron defende que é preciso manter um canal de diálogo aberto com Vladimir Putin e critica os colegas europeus por optarem por cessar a comunicação com o governo russo.
Esta quinta-feira, Macron afirmou que “o trabalho de um diplomata é falar com todos e, particularmente, com as pessoas com as quais discordamos”. E lançou uma pergunta: “Quem quer que a Turquia seja a única potência mundial a falar com a Rússia?”.
Depois de ter sido acusado de adotar uma abordagem demasiado brande e conciliadora para com a Rússia, ao invés de se juntar à retórica mais dura da maioria dos Estados-membros da União Europeia, o líder francês diz que os governos europeus não devem “ceder a qualquer forma de moralidade desacertada que apenas nos enfraqueceria”.
As palavras de Macron surgem numa altura em que a Turquia tem vindo a consolidar, e até fortalecer, o seu estatuto de potência mundial, atuando como mediador entre a Rússia e a Ucrânia, de que é exemplo o acordo estabelecido entre Kiev e Moscovo para desbloquear o envio de cereais ucranianos para os mercados mundiais.
Por sua vez, o Presidente francês tem vindo a realizar várias chamadas telefónicas com Putin, para procurar esclarecer a situação no terreno e tentar persuadir o líder russo a fazer recuar as suas forças na Ucrânia.
Contudo, comentários como “a Rússia não deve ser humilhada”, fizeram com que Macron recebesse críticas dos parceiros europeus e na NATO, especialmente dos países da Europa de Leste, que têm sido as vozes mais duras contra o regime de Putin.
A liderança francesa recusa que esteja a tentar extrair de Putin concessões, que levariam a Ucrânia a aceitar o que alguns observadores chamam de “má paz”, considerando que fazer qualquer cedência a Moscovo é premiar o agressor pela agressão.
Hoje, Macron afirmou que a guerra da Rússia na Ucrânia é “imperialista” e que “não devemos permitir que a Rússia vença”. Ainda assim, salientou que a França quer “trabalhar para uma vitória da Ucrânia ou para uma paz negociada com condições que sejam aceitáveis para a Ucrânia”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-macron-defende-dialogo-com-a-russia-e-alerta-que-turquia-nao-pode-ser-o-unico-ponto-de-contacto-com-putin/
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Ucrânia: “Central nuclear de Zaporijia e a sua integridade física foram violadas várias vezes”, acusa responsável da ONU
Por Francisco Laranjeira em 09:52, 2 Set 2022
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O responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, denunciou que a integridade física da central nuclear de Zaporijia, ocupada pela Rússia, foi violada em diversas ocasiões e mostrou-se preocupado com a situação no local – a equipa de especialistas da agência das Nações Unidas regressaram esta sexta-feira às linhas da frente para avaliar os danos físicos à maior central nuclear da Europa.
“É óbvio que a central e a sua integridade física foram violadas várias vezes… isso é algo que não pode continuar a acontecer”, apontou o responsável. Grossi revelou, no entanto, que conseguiu percorrer todo o complexo, examinando áreas-chave, como os sistemas de emergência e as salas de controlo. Ainda assim, a sua equipa tem ainda muito trabalho para terminar a análise dos aspetos técnicos.
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O complexo nuclear foi capturado pelas forças russas no início da invasão russa à Ucrânia e tornou-se um foco de profunda preocupação com a possibilidade de que os bombardeamentos nas proximidades possam causar um desastre nuclear. Kiev e Moscovo têm trocado acusações sobre os bombardeamentos – os ucranianos acusam a Rússia de usar a instalação para proteger as suas tropas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-central-nuclear-de-zaporijia-e-a-sua-integridade-fisica-foram-violadas-varias-vezes-acusa-responsavel-da-onu/
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Suicídios? Já são sete os oligarcas russos que morreram em circunstâncias duvidosas
MadreMedia / Lusa
1 set 2022 15:30
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A longa lista de oligarcas russos a morrer em circunstâncias atribuídas pelas autoridades a "suicídio", imediatamente antes e após a invasão da Ucrânia, aumentou hoje com a morte do presidente da petrolífera Lukoil, Ravil Maganov.
O presidente da Lukoil, petrolífera russa que havia lamentado “os trágicos acontecimentos na Ucrânia”, morreu hoje após cair de uma janela do Hospital Clínico Central de Moscovo, onde estava internado, informaram as agências russas Interfax e TASS.
Sete oligarcas russos, sobretudo da indústria de petróleo e gás, morreram recentemente em circunstâncias duvidosas, que as autoridades classificam como suicídio, de acordo com uma contabilização recente da Deutsche Welle.
Foi o caso, a 19 de abril, do milionário Sergei Protosenya, em Lloret de Mar (Espanha), que foi encontrado enforcado na sua residência, juntamente com a mulher esfaqueada.
Na mesma altura, o oligarca Vladislav Avayev, foi encontrado morto no seu apartamento de luxo em Moscovo, juntamente com a sua esposa e filha de 13 anos.
No final de janeiro, um mês antes de as tropas russas invadirem a Ucrânia, Leonid Schulman, um executivo de topo da Gazprom, também morreu em circunstâncias classificadas como suicídio.
De forma semelhante, a 24 de março o bilionário Vasily Melnikov, executivo da gigante empresa de equipamentos médicos MedStom, foi encontrado morto ao lado da esposa, Galina, e dos dois filhos menores, no seu apartamento na cidade russa de Ninzhni Novgorod.
A 25 de fevereiro, Alexander Tyulyakov, outro ex-executivo da Gazprom, foi encontrado morto em casa em São Petersburgo.
Três dias depois, Mikhail Watford, magnata do petróleo e gás nascido na Ucrânia, também foi encontrado morto na garagem da sua propriedade rural em Surrey, no sul da Inglaterra.
Andrei Krukovsky, diretor da estância de ski Krasnaya Polyana, localizada perto de Sochi e segundo a imprensa russa frequentada pelo presidente Vladimir Putin e seus convidados, foi encontrado morto após uma queda de um penhasco, de acordo com o jornal russo Kommersant.
Hoje, disse uma fonte anónima à Interfax, Ravil Maganov “caiu da janela do seu quarto no Hospital Clínico Central e morreu devido aos ferimentos”.
Maganov, de 67 anos, tinha sido hospitalizado devido a um ataque cardíaco e estava a tomar antidepressivos, segundo a mesma fonte.
A agência TASS indicou, citando fontes policiais, que o incidente foi considerado “morte por suicídio” e ocorreu às 07:00 locais (04:00 GMT).
Em março, após a invasão da Ucrânia, a Lukoil não expressou apoio a esta decisão do Kremlin, ao contrário de outras empresas públicas e privadas russas, e pelo contrário deu a entender a sua desaprovação.
Em comunicado aos acionistas, o conselho de administração da petrolífera expressou na altura “as suas mais profundas preocupações com os trágicos eventos na Ucrânia”.
O presidente da Lukoil trabalhou desde 1993 na petrolífera em cargos executivos, tendo sido o primeiro vice-presidente executivo e supervisionado a exploração e produção.
Em 2020, o conselho de administração da Lukoil nomeou Maganov como presidente para o lugar de Valeri Greifer, que faleceu em abril daquele ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/suicidios-ja-sao-sete-os-oligarcas-russos-que-morreram-em-circunstancias-duvidosas
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Rússia vai parar de vender petróleo aos países que impuserem teto de preços, garante Kremlin
Por Francisco Laranjeira em 12:27, 2 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia vai parar de vender petróleo para países que venham a impor tetos de preços aos recursos energéticos russos, garantiu esta sexta-feira o Kremlin – segundo os responsáveis russos, os tetos levariam a uma desestabilização significativa do mercado global de petróleo.
“As empresas que impõem um teto de preço não estarão entre os destinatários do petróleo russo”, prometeu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas. “Nós simplesmente não vamos cooperar com eles em princípios que não sejam os de mercado”, sublinhou.
Os ministros das Finanças do G7 vão reunir-se virtualmente esta sexta-feira para firmar planos para impor um teto de preço às compras de petróleo russo, com o objetivo de reduzir as receitas financeiras de Moscovo.
A União Europeia, no início deste ano, impôs uma proibição parcial às compras de petróleo russo, que Bruxelas diz que interromperá 90% das exportações da Rússia para o bloco de 27 membros quando entrar em vigor. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, garantiu que a UE deveria considerar um teto de preço semelhante nas compras de gás à Rússia. Peskov frisou que serão os cidadãos europeus que estão a pagar o preço de tais medidas.
“Os mercados de energia estão em alta. Isso ocorre principalmente na Europa, onde as medidas anti-Rússia levaram a uma situação em que a Europa está a comprar gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos por muito dinheiro – dinheiro injustificado”, acusou Peskov, garantindo que a Rússia está a estudar como um teto de preços sobre as exportações de petróleo pode afetar a sua economia. “Uma coisa pode ser dita com confiança: tal movimento levará a uma desestabilização significativa dos mercados de petróleo.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-vai-parar-de-vender-petroleo-aos-paises-que-impuserem-teto-de-precos-garante-kremlin/
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Ucrânia acusa Rússia de manipulação da visita da AIEA à central de Zaporijia
MadreMedia / Lusa
2 set 2022 13:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
(http://A Ucrânia acusou hoje a Rússia de "manipular" a visita dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) à central nuclear de Zaporijia, situada no sudeste do território ucraniano e atualmente sob controlo das tropas russas.)
Para Kiev, os especialistas da AIEA, organismo que integra o sistema da ONU, vão ter muitas dificuldades na elaboração de um relatório imparcial sobre a situação na central que está “sob constantes” ataques.
“O Exército russo mente, manipula e altera a realidade na central nuclear ao difundir – apenas – informações à AIEA que lhe são benéficas”, denunciou a empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia (Energoatom) através de uma mensagem divulgada na rede social Telegram.
De acordo com a Energoatom, a presença de veículos militares russos na sala das turbinas (onde se encontram os reatores) “foi explicada aos especialistas da AIEA como equipamento das ‘forças de defesa química'”
“Os russos não permitiram à missão a entrada no centro crise da central, onde estão presentes militares russos e que a AIEA não devia ver (…) ocultando a presença de invasores russos armados”, acrescentou o mesmo texto.
A entidade estatal ucraniana alegou que os russos que ocupam a central nuclear desde o dia 04 de março, poucos dias depois do início da ofensiva militar contra a Ucrânia (a 24 de fevereiro), “bloquearam as comunicações de telemóvel e de Internet” em Energodar, a localidade onde se situa a infraestrutura, para evitarem o envio de “fotografias e vídeos” das instalações e da “cidade dormitório”.
A empresa ucraniana referiu ainda que os militares russos limitaram a presença de “pessoal operacional da central” durante a visita dos peritos da AIEA.
A entidade disse também que a “maior parte dos jornalistas” presentes na entrada da central nuclear eram “propagandistas russos” e que os militares impediram a entrada de repórteres ucranianos e estrangeiros que não foram autorizados a passar os postos de controlo.
A Energoatom considera que a missão acabou por ser um “espetáculo planeado” porque estavam presentes residentes de Energodar, povoação ocupada pela Rússia e que “se queixaram de bombardeamentos por parte das Forças Armadas da Ucrânia”.
“Os ocupantes mentem, alteram os factos e as provas sobre o bombardeamento da central, assim como as consequências e danos na infraestrutura das instalações. Como era esperado, culpam as Forças Armadas da Ucrânia”, acusou a Energoatom.
“Nestas condições, é evidente que vai ser difícil para a AIEA fazer uma avaliação imparcial da situação da central nuclear de Zaporijia”, referiu.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse na quinta-feira, após a visita ao local, que “é óbvio que a central e a integridade física das instalações foram violadas várias vezes, de forma casual ou deliberada”.
“Não temos elementos para fazer esta avaliação mas é uma realidade que temos de reconhecer. É algo que não pode continuar a acontecer”, pelo que a AIEA, afirmou o representante, está a “tratar de acionar certos mecanismos e estabelecer uma presença permanente” de alguns especialistas da agência das Nações Unidas na central.
O chefe da missão, que visitou “três ou quatro áreas chave que queria inspecionar pessoalmente” – como unidades de energia nuclear, geradores a diesel e salas de controlo – e que afirmou ter falado com trabalhadores e moradores de Energodar, reiterou que a “AIEA está na central e não sai do local”.
Os especialistas da AIEA “vão permanecer (no local) até domingo ou segunda-feira” para aprofundarem a inspeção no sentido da elaboração de um relatório, segundo referiu Grossi, que posteriormente irá apresentar o documento à direção da agência da ONU com sede em Viena.
Sem ter especificado um número exato, o diretor-geral da AIEA indicou que um grupo de especialistas vai permanecer na central.
“Com a esperança de que possam facultar-me e a todos uma avaliação imparcial, neutral e tecnicamente sólida do que possa estar a acontecer”, indicou.
Por sua vez, a Energoatom disse, na quinta-feira, que atualmente permanecem cinco técnicos da AIEA na central.
O chefe da administração provisória pró-russa de Energodar, Alexandr Volga, disse hoje à televisão estatal russa Rossia-24 que “neste momento na central ficaram oito pessoas da AIEA” mais “outras quatro que as acompanham”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-acusa-russia-de-manipulacao-da-visita-da-aiea-a-central-de-zaporijia
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Ucrânia: Antiga PM ucraniana considera inaceitável “trocar território por paz”
Por MultiNews Com Lusa em 13:55, 2 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A antiga primeira-ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko afirmou hoje que é inaceitável para o seu país “trocar territórios pela paz”, lembrando que os territórios ucranianos ocupados pelas forças russas são já quase iguais ao território de Portugal.
Nas Conferências Estoril, Tymoshenko fez uma intervenção em que repetiu várias vezes que “só há um caminho para a paz e esse é a vitória no campo de batalha”, agradecendo o apoio de Portugal e da Europa.
“Um acordo de paz que a liderança russa quer propor significa apenas perda. O pretexto são os territórios que a Federação Russa já ocupou e que quase igualam o território de Portugal. Não é aceitável para a Ucrânia e para o mundo livre trocar território pela paz”, sublinhou.
A antiga chefe de Estado respondia à questão sobre qual o caminho para a paz e quando poderá acabar a guerra, em que recordou os vários momentos em que a Rússia se apoderou de territórios, não só na Ucrânia (Crimeia em 2014 e agora no Donbass) mas na Geórgia (2008) também.
Negociar aceitando trocar território pela paz e ceder à “desmilitarização cogitada por Putin” não é solução porque esta é uma luta pela democracia.
“Seria perder as nossas raízes, a nossa cultura aceitar a ‘russificação’ e isto “não é negociável. Significaria capitulação. Ninguém na Ucrânia, do Presidente a uma criança, aceitaria tais condições”, repetiu.
“A minha resposta é muito clara: não há dois caminhos”, afirmou num debate sob o tema “Paz na Europa”, em que participou também Aleksander Kwaśniewski, antigo Presidente da Polónia, que como todos os participantes sustentou que a guerra é da Europa e não só da Ucrânia e que tem de acabar rapidamente.
Também Hryhoriy Nemyria, primeiro vice-Presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento da Ucrânia, lembrou que os soldados e o povo ucraniano estão “a sacrificar a sua vida pela Europa e o futuro da Europa”.
Os participantes no debate, incluindo a Kolinda Grabar Kitarovic, antiga Presidente da Croácia (2015-2020) mostraram-se convencidos de que o objetivo principal do Presidente russo, Vladimir Putin, é controlar a Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 191.º dia, 5.663 civis mortos e 8.055 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-antiga-pm-ucraniana-considera-inaceitavel-trocar-territorio-por-paz/
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Rússia deve pagar inverno “doloroso e traumático” da Ucrânia e da Europa, refere ministro da Estónia
Por Francisco Laranjeira em 14:29, 2 Set 2022
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As nações da União Europeia e da NATO devem expandir as sanções à Rússia, assim como a ajuda militar à Ucrânia, para garantir que Putin não possa usar o inverno para minar a unidade ocidental, pediu esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia. Os próximos passos devem incluir, segundo Urmas Reinsalu, mais restrições às lucrativas exportações de petróleo de Moscovo, cujo embargo deve entrar em vigor em dezembro, e medidas sobre as exportações de gás.
“Aumentar o preço das sanções pode criar um impulso mais forte para que o agressor comece a pensar em acabar com a guerra. Acho que seria estrategicamente errado pensar que agora só temos de ser pacientes e esperar pelo que acontecerá com o nível de entrega de armas e sanções que alcançamos. Não, temos de acelerar”, atirou Reinsalu.
“Só existe uma pessoa que pode acabar com a guerra e esta é Putin. Se o preço vai ameaçar a sua posição, a sua pirâmide de poder, se avançarmos nessa direção através da nossa ajuda e determinação das sanções, isso seria um divisor de águas”, referiu o responsável.
O inverno parece destinado a exacerbar as crises energéticas e de custo de vida da Europa. “Se a nossa força de vontade para tomar decisões práticas for muito fraca, então será apenas uma crise equilibrada, uma guerra equilibrada. Olhando para o inverno, será muito doloroso e traumático. Devemos aumentar imediatamente o preço para o agressor”, referiu Reinsalu.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-deve-pagar-inverno-doloroso-e-traumatico-da-ucrania-e-da-europa-refere-ministro-da-estonia/
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Crise energética: Gasoduto Nord Stream “completamente” parado devido a nova avaria, alerta Gazprom
Por MultiNews Com Lusa em 19:25, 2 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O grupo russo Gazprom anunciou hoje que o gasoduto Nord Stream, vital para os fornecimentos à Europa, vai parar “completamente” para reparação de uma turbina, após ter estado inativo durante três dias para manutenção.
Em comunicado, a Gazprom indicou ter descoberto “fugas de óleo” na turbina durante esta operação de manutenção e indicou que até à sua reparação o fornecimento de gás estará “completamente suspenso”.
A Rússia devia retomar no sábado o fornecimento de gás através do gasoduto, após uma interrupção de três dias.
Hoje, o Kremlin tinha indicado que o funcionamento do gasoduto está “ameaçado” pela escassez de peças para reposição devido às sanções impostas a Moscovo depois do início da ofensiva russa na Ucrânia.
A Gazprom tem reduzido o gás fornecido via Nord Stream nos últimos meses e em julho já tinha feito trabalhos de manutenção durante 10 dias, tendo depois retomado as entregas com um nível mais limitado.
No contexto de guerra na Ucrânia, a energia tem estado no centro de um braço-de-ferro entre Moscovo e os países ocidentais, que acusam a Rússia de utilizar o gás “como uma arma”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/crise-energetica-gasoduto-nord-stream-completamente-parado-devido-a-nova-avaria-alerta-gazprom/
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Guerra contra quem não entrega pátria é ameaça para humanidade, diz Zelensky
MadreMedia / Lusa
3 set 2022 19:02
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O Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, avisou hoje que uma guerra contra um povo que não renuncia à sua pátria é uma ameaça para a humanidade.
“Quando as pessoas são mortas simplesmente por serem quem são, por não desistirem da sua pátria, é uma ameaça para a humanidade enquanto tal”, escreveu Volodymir Zelensky na sua conta do Telegrama, relatada pela agência noticiosa Unian.
O Presidente ucraniano acrescentou que, “quando um Estado transforma a pobreza energética ou a fome numa arma, prejudica a todos no mundo” e que “quando um Estado tenta conquistar outro porque quer ser colonizador, é uma ameaça para todos aqueles que valorizam a sua independência”.
Zelenski acompanhou a mensagem com imagens sobre as consequências da guerra na Ucrânia.
Por outro lado e na sua mensagem diária noturna, o Presidente da ucraniano indicou que na reunião de sexta-feira do Estado-Maior, a segunda esta semana, foram tomadas “certas decisões” que todos “vão ver”.
Segundo Zelenski, foram discutidas principalmente questões relacionadas com fornecimentos militares e apoio às tropas ucranianas.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-contra-quem-nao-entrega-patria-e-ameaca-para-humanidade-diz-zelensky
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Fábrica nuclear de Zaporijia deixou de fornecer energia ao lado ucraniano
MadreMedia / Lusa
3 set 2022 16:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O maior complexo nuclear ucraniano e também da Europa deixou de fornecer eletricidade aos territórios controlados pela Ucrânia, informaram hoje as autoridades apoiadas pelo Kremlin, citadas pela agência AP.
O anúncio foi feito numa altura em que inspetores da agência nuclear das Nações Unidas (ONU) prosseguem com a sua missão no local.
A administração municipal nomeada pela Rússia em Enerhodar, onde a fábrica de Zaporijia está localizada, justificou a situação com um alegado bombardeamento efetuado por tropas ucranianas na manhã de hoje e que terá destruído uma importante linha de energia.
“O fornecimento de eletricidade para os territórios controlados pela Ucrânia foi suspenso devido a dificuldades técnicas”, indicou a administração municipal. Não ficou esclarecido se a eletricidade do complexo nuclear está contudo a chegar às áreas controladas pelos russos.
Vladimir Rogov, membro da administração regional indicada pelo Kremlin, afirmou que um projétil atingiu uma área situada entre dois reatores. Tais alegações não puderam ser confirmadas imediatamente por outras fontes.
Nas últimas semanas, a Ucrânia e a Rússia culparam-se mutuamente pelos bombardeamentos na unidade e nas proximidades, ao mesmo tempo que se acusavam também de tentativas de boicotar a visita de especialistas da ONU, que chegaram ao complexo nuclear na quinta-feira.
A missão da Agência Internacional de Energia Atómica visa ajudar a proteger o local.
O Ministério da Defesa russo acusou as tropas ucranianas de terem efetuado na sexta-feira uma tentativa de se apoderarem daquele espaço, apesar da presença dos peritos da AIEA, ao enviarem 42 barcos com 250 militares das forças especiais e “mercenários” estrangeiros para tentar um desembarque na margem do reservatório próximo de Kakhovka.
O Ministério russo indicou que quatro caças russos e dois helicópteros destruíram cerca de 20 barcos e os outros retrocederam no rumo. Informou também que a artilharia russa atingiu a margem direita do rio Dnieper, controlada pela Ucrânia, para atingir o grupo de desembarque que estava em retirada.
O mesmo ministério alegou que os militares russos mataram 47 soldados, incluindo 10 “mercenários” e feriram 23. Estes dados não puderam ser verificados de forma independente através de outras fontes.
A Rússia tinham dito anteriormente que cerca de 60 soldados ucranianos tentaram desembarcar perto da fábrica na quinta-feira e que as forças russas impediram essa tentativa.
Na manhã de hoje, nem o Governo ucraniano, nem a operadora de energia nuclear do país, Enerhoatom, comentaram essas alegações.
O complexo nuclear sofreu repetidamente a desconexão completa da rede elétrica da Ucrânia desde a semana passada, com a Enerhoatom a culpar pelo sucedido o bombardeamento e incêndios perto do local provocados por morteiros.
As autoridades ucranianas locais acusaram por seu turno Moscovo de atacar com ‘rockets’ duas cidades próximas do complexo nuclear, do outro lado do rio Dnieper, imputação que tem sido feita repetidamente nas últimas semanas.
Em Zorya, uma pequena vila a cerca de 20 quilómetros da fábrica de Zaporijia, os moradores ouviram na sexta-feira o som de explosões na área. Não é porém o bombardeamento que mais os preocupa mas o risco de uma fuga radioativa da fábrica.
“A fábrica, sim, é parte mais assustadora”, disse à AP Natalia Stokoz, mãe de três filhos, justificando: “As crianças e os adultos serão afetados, e é assustador se o complexo nuclear explodir.”
Durante as primeiras semanas da guerra, as autoridades deram comprimidos de iodo e máscaras às pessoas que moravam perto da fábrica em caso de uma eventual exposição à radiação.
Entretanto, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ofereceu-se hoje para assumir o papel de “facilitador” na questão do complexo nuclear de Zaporijia, num telefonema com o Presidente russo, Vladimir Putin, indica um comunicado da presidência turca.
Paralelamente, os militares ucranianos informaram hoje que as forças russas pressionaram durante a noite no leste industrial do país, enquanto também tentavam manter as áreas capturadas no nordeste e sul da Ucrânia, incluindo a região de Kherson.
Disseram ainda que as forças ucranianas repeliram cerca de meia dúzia de ataques russos na região de Donetsk, incluindo perto de duas cidades apontadas como alvos-chave do esforço de Moscovo para capturar o resto da província.
A região de Donetsk é uma das duas que integram o coração industrial de Donbass na Ucrânia, ao lado de Lugansk, que foi invadida por tropas russas no início de julho.
Por outro lado, um bombardeamento russo matou uma criança de 8 anos e feriu outras quatro numa cidade do sul da Ucrânia perto da região de Kherson, segundo versão das autoridades ucranianas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/fabrica-nuclear-de-zaporijia-deixou-de-fornecer-energia-ao-lado-ucraniano
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Acordo permitiu à Ucrânia exportar 1,68 milhões de toneladas de cereais no primeiro mês
Lusa
18:07
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/08/cropped-navio_libano.jpg)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Os produtos exportados foram sementes de girassol, farinha de girassol, óleo da mesma planta, cevada, trigo, milho, soja, beterraba sacarina, ervilha e colza.
A Ucrânia exportou 1,68 milhões de toneladas de produtos agrícolas desde a entrada em vigor, a 01 de agosto, do acordo para desbloquear os portos, fechados por causa da invasão russa do país, informaram neste sábado as autoridades turcas.
Entre 01 de agosto e 01 de setembro, 69 navios partiram dos três portos ucranianos de Odessa, Chornomorsk e Yuzhni, segundo dados divulgados pela Autoridade Marítima turca e publicados hoje nos media locais.
A informação adianta que os produtos exportados foram sementes de girassol, farinha de girassol, óleo da mesma planta, cevada, trigo, milho, soja, beterraba sacarina, ervilha e colza, embora não indique as quantidades de cada.
A 20 de agosto, as Nações Unidas, que mediaram com a Turquia as negociações para que se alcançasse o acordo, indicaram um volume total de 656.000 toneladas exportadas de cereais ucranianos, com o milho representando 74%, produtos de girassol 14%, e trigo 10%.
Cerca de 23% de todas as mercadorias foram descarregadas nos portos turcos, adiantou ainda a Autoridade Marítima.
Outros países recetores são Alemanha, China, Coreia do Sul, Egito, Espanha, França, Grécia, Índia, Irão, Irlanda, Israel, Itália, Líbano, Líbia, Holanda, Reino Unido, Roménia, Somália, Sudão e Djibuti.
A Autoridade especifica que 22 dos navios tinham ficado presos nos portos por causa da invasão russa e, finalmente, conseguiram sair graças ao acordo, enquanto os restantes foram, neste período de abertura para esses portos para transportarem a carga para os seus destinos.
Todos os navios vindos da Ucrânia ou com destino para aquele país são inspecionados em Istambul por delegados russos, ucranianos, turcos e das Nações Unidas.
No total, 86 navios seguiram para a Ucrânia sob o acordo, após passarem por uma inspeção em Istambul, na Turquia, ou estão atualmente a passar por esse processo, acrescentou a nota.
O acordo, assinado em julho passado, tem validade de 120 dias, mas será prorrogado automaticamente caso nenhum dos países envolvidos se oponha.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/03/acordo-permitiu-a-ucrania-exportar-168-milhoes-de-toneladas-de-cereais-no-primeiro-mes/
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Tropas russas lançam 16 ataques em Donbass e fazem vítimas
Lusa
14:02
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/02/cropped-doc-20220222-35782074-09776766.jpg?mark64=aHR0cHM6Ly9lY28uaW1naXgubmV0L0VDT193YXRlcm1hcmsucG5nP2ZtPXBuZw%3D%3D&markscale=33&markalign=center,left&w=1200)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
14 instalações civis foram destruídas ou danificadas, incluindo nove edifícios residenciais, edifícios administrativos, empresas privadas e uma empresa de serviços públicos.
A polícia ucraniana relatou nesta sábado a ocorrência de 16 bombardeamentos russos na região de Donbass, no leste do país, que fizeram vítimas entre os civis.
“As forças de ocupação bombardearam as cidades de Avdiivka, Kurakhove, Sloviansk, Kramatorsk, Krasnohorivka, Vuhledar, a cidade de Bilbasivka, as aldeias de Ivanivske, e Bogoyavlenka”, informou a polícia numa mensagem no Telegram, citada pela agência Ukrinform.
As forças de segurança ucranianas esclareceram ainda que o exército russo usou mísseis, lançadores múltiplos Grad e Uragan, além de fogo de artilharia.
É referido ainda que 14 instalações civis foram destruídas ou danificadas, incluindo nove edifícios residenciais, edifícios administrativos, empresas privadas e uma empresa de serviços públicos.
A polícia referiu também que mais 315 pessoas foram evacuadas.
Desde o início da evacuação obrigatória da população, mais de 13.000 pessoas, incluindo 586 com deficiência e 2.237 crianças, foram retiradas com a ajuda da polícia.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/03/tropas-russas-lancam-16-ataques-em-donbass-e-fazem-vitimas/
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Guerra na Ucrânia provocou a morte a mais de sete mil civis
Lusa
12:12
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/08/russia-vs-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Desde o início da guerra, a polícia ucraniana registou 22 mil bombardeamentos por tropas russas que atingiram mais de 24 mil objetos civis.
O Ministério do Interior Ucraniano estima que a guerra de agressão russa tenha provocado, até ao momento, a morte a mais de sete mil civis e outros 5.500 feridos.
“Quero sublinhar que os bombardeamentos estão a tirar a vida aos civis. O número de civis mortos durante esta guerra ultrapassa agora os sete mil. E mais 5.500 civis foram feridos”, disse no sábado na televisão Ukrinform o primeiro vice-ministro do Interior, Ucraniano Yevhenii Yenin, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Yenin acrescentou ainda que, desde o início da guerra, a polícia ucraniana registou 22 mil bombardeamentos por tropas russas, que atingiram mais de 24 mil objetos civis.
“Os russos continuam a bombardear o território da Ucrânia independente com paixão maníaca, sem parar por um momento em 191 dias. Só no último dia, a polícia recebeu informações sobre o bombardeamento de 28 centros populacionais”, disse o responsável, sublinhando que nestes “impiedosos bombardeamentos” são mortos civis.
Até agora, a ONU deu como confirmada a morte de 5.663 civis e 8.055 feridos, embora admitindo que estes números estão muito aquém dos reais.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/03/guerra-na-ucrania-provocou-a-morte-a-mais-de-sete-mil-civis/
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Rússia acusa Ucrânia de atacar com 'drones' central de Zaporíjia
04/09/22 14:06 ‧ HÁ 4 HORAS POR LUSA
(https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/naom_6311ac84b0221.jpg)
© Reuters
A Rússia acusou hoje a Ucrânia de ter tentado atacar, no sábado, com oito 'drones' o território da central nuclear ucraniana de Zaporijia, controlada pelas forças russas desde o início de março.
"Apesar da presença de representantes da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) na central nuclear de Zaporijia, o regime de Kiev continua com as provocações visando criar uma ameaça de um desastre causado pelo Homem", disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov.
Na comunicação diária sobre a guerra, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que no sábado que "oito 'drones' carregados com munições foram usados para atacar o território da central nuclear".
Ainda, segundo Konashenkov, os 'drones' que se aproximaram da central nuclear foram "bloqueados por equipamento eletrónico de guerra russo", tendo as munições sido lançadas em áreas desertas, que distam mais de um quilómetros e meio do perímetro da central nuclear.
A Rússia e a Ucrânia acusam-se mutuamente, há semanas, de fazerem ataques à central nuclear de Zaporijia.
Entretanto, hoje, o jornal 'online' independente The Insider, especializado em jornalismo de investigação, 'fact check' e análise política, com sede na cidade de Riga, na Letónia, publicou um vídeo sobre os ataques russos que ocorreram na noite de 2 para 3 de setembro a partir de território da central nuclear.
O vídeo mostra que a Rússia tem sistemas de lançamento de mísseis localizados em vários pontos situados nas proximidades da central nuclear.
Na sexta-feira, o Estado-Maior da Ucrânia afirmou que a Rússia retirou todos os equipamentos militares da central nuclear, antes da inspeção dos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2066397/russia-acusa-ucrania-de-atacar-com-drones-central-de-zaporijia
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Enquanto "contam cêntimos", a Ucrânia "conta vítimas". A resposta da primeira-dama à inflação
JN/Agências
Ontem às 20:13
(https://static.globalnoticias.pt/jn/image.jpg?brand=JN&type=generate&guid=9d92ec6c-2000-4f97-818b-e43fefce55f0&w=744&h=495&t=20220903193410)
Olena Zelenska
Foto: Jabin Botsford / POOL / AFP
É certo que o impacto económico da guerra na Ucrânia é difícil para todos os aliados do país, mas enquanto uns "contam cêntimos" os ucranianos "contam as vítimas", disse à BBC Olena Zelenska, mulher do presidente ucraniano.
Numa entrevista concedida à BBC, e nalguns trechos que foram hoje divulgados, a primeira-dama ucraniana foi desafiada a deixar uma mensagem aos britânicos perante o aumento das contas da energia, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Olena Zelenska disse compreender a dificuldade da situação, destacando o custo humano do conflito armado para o seu país, porque enquanto os britânicos contam os cêntimos das contas bancárias ou dos bolsos, os ucranianos fazem o mesmo e, a acrescentar a isso, contabilizam também as baixas humanas.
"Permita-me lembrar que na época da pandemia de covid-19, que ainda está aí, quando houve aumentos de preços a Ucrânia também foi afetada. Além disso, os preços também estão a subir na Ucrânia e, a juntar a isso, o nosso povo está a ser morto", sustentou.
A totalidade da entrevista, gravada há dias no palácio presidencial de Kiev, só será transmitida no domingo pela BBC. A mulher de Volodymyr Zelensky salientou ainda que se o apoio ao seu país fosse mais forte, a crise seria mais curta.
Estes comentários surgem depois de o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ter dito numa recente visita a Kiev que as famílias da Europa teriam que suportar a crise do custo de vida para combater a agressão russa.
No Reino Unido, a inflação homóloga situa-se nos 10,1%, mas o Banco de Inglaterra anunciou, recentemente, que poderá atingir os 13% até ao final do ano, em resultado da subida dos preços da energia.
Fonte: jn.pt Link: https://www.jn.pt/mundo/enquanto-contam-centimos-a-ucrania-conta-vitimas-a-resposta-de-olena-zelenska-ao-custo-da-guerra-15136192.html
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Anne Applebaum: "A elite 'Putinista' tem medo de uma Ucrânia europeia"
Por Ricardo Alexandre
04 Setembro, 2022 • 14:29
(https://static.globalnoticias.pt/tsf/image.jpg?brand=TSF&type=generate&guid=fb686591-d7b0-4b02-a405-01d11263bc07&w=800&h=450&t=20220904135521)
Anne Applebaum durante as Conferências do Estoril© Álvaro Isidoro/Global Imagens
É das maiores especialistas do mundo na Europa de leste e no comunismo soviético. Anne Applebaum na TSF sobre Gorbatchev, a Rússia, a Ucrânia e a Europa.
Escritora, autora, jornalista, licenciada em História e Literatura pela Universidade de Yale, em 1986, e na London School of Economics, onde atualmente leciona e dirige um programa sobre desinformação, Anne Applebaum é mestre em relações internacionais pelo Colégio St. Antony, em Oxford, antes de se mudar para Varsóvia, Polónia, em 1988, como correspondente da revista The Economist. O primeiro livro foi Entre o Oriente e o Ocidente, um relato de viagem. O segundo foi Gulag: Uma História, publicado em 2003 e premiado em 2004 com o Prémio Pulitzer de Não Ficção Geral.
Foi editora do The Spectator, colunista do Daily Telegraph e Sunday Telegraph, escreveu para o The Independent, cobriu as importantes transições sociais e políticas na Europa do Leste, antes e depois da queda do Muro de Berlim em 1989.
Escreve agora para a revista The Atlantic, para a qual entrevistou há poucos meses o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Recentemente foi publicado em português pela Bertrand o livro Fome Vermelha: A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia, sobre a grande fome de 1932-33.
Anne Applebaum veio a Lisboa e a Cascais para as Conferências do Estoril. E conversou com a TSF (entrevista emitida no programa O Estado do Sítio)
Anne Applebaum, gostaria de começar perguntando-lhe sobre Mikhail Gorbachev. Politicamente falando, o que é que nos pode dizer sobre o seu legado? É positivo?
Claro, o legado de Gorbachev é positivo. Ele acabou com um império tirânico que reprimiu milhões de pessoas, foram assassinadas milhões de pessoas, começaram guerras que foram a fonte de uma enorme quantidade de violência e terror. É um legado um pouco estranho, porque é claro que ele acabou com o império sem realmente querer fazê-lo. Ele começou simplesmente por querer melhorar o comunismo, ou salvar o comunismo, ou reformar o comunismo. E então descobriu-se que isso era impossível. Uma vez que as pessoas começaram a falar abertamente sobre o legado do comunismo, e quando puderam dizer o que queriam, imediatamente começaram a criticar o sistema. E, claro, os membros do império, seja na Polónia, Hungria ou Ucrânia, imediatamente começaram a dizer que queriam algo diferente. Então, ele foi alguém que ficou surpreendido com a história, mas mesmo assim fez uma grande contribuição.
Ficou surpreendida com as reações e comentários do Kremlin sobre a morte de Gorbatchov?
Na verdade, eu esperava que o Kremlin fosse ainda mais negativo do que foi. Foram principalmente muito concisos. Não houve muitos comentários. Eu vi alguns liberais russos a dizer que, com o passar do tempo, eles agora refletem mais sobre o legado de Gorbatchov. E eles apreciam mais o que ele fez, embora, como eu disse, ele não quisesse alcançar tudo o que conseguiu, mas deu à Rússia alguns anos de liberdade; deu às pessoas uma sensação de esperança na década de 1990; iniciou uma era de grande mudança e criatividade. E dado o quão impopular ele era realmente nas últimas décadas, foi interessante ver, com a sua morte, algumas pessoas começarem a reavaliar o seu legado.
Podemos dizer que, de alguma forma, Vladimir Putin é a antítese de Gorbachev?
Putin reivindica a legitimidade em que baseou a sua presidência na ideia de que reverterá os erros do final dos anos 1980 e 1990. Então, os erros de... especialmente de Gorbachev. Por isso reconstruirá o Império, reconstruirá um sistema político centralizado. Emprestando uma linguagem de outra pessoa, ele tornará a Rússia "grande novamente". Então, está explicitamente a procurar desfazer o que Gorbachev fez para construir um império com a Rússia no centro. E ele realmente construiu toda uma historiografia que, eu acho, significa que muitos russos e também pessoas fora da Rússia agora se lembram da era dos anos 80 e 90. Como eu digo, eles não se lembram do momento de criatividade e liberdade e esperança. Em vez disso, lembram-se apenas da crise económica, que foi realmente culpa de uma série de erros soviéticos acumulados ao longo de muitas décadas.
A guerra na Ucrânia... a invasão total da Ucrânia começou há seis meses. Nesta altura, estamos a assistir a algum tipo de impasse?
Houve um impasse na guerra nos últimos dois meses, eu diria que as linhas da frente se tornaram bastante obsoletas. Eu acho que vamos descobrir nos próximos dias e semanas que os ucranianos estão a começar a mudar o impasse, estão a começar a atacar no sul da Ucrânia, agora são capazes de atingir alvos russos atrás das linhas russas. E estão a fazer isso com bastante frequência. Quero dizer, eu agora olho para o meu telefone todas as manhãs para ver quais os novos alvos que os ucranianos atingiram, seja em Kherson ou mesmo ou Crimeia, ou mesmo em Belgorod, que é a cidade russa a leste de Karkhiv. Então, penso que se estão a preparar para algo maior.
Não acha que a Ucrânia é um país demasiado prisioneiro de sua geografia? Li no seu livro Fome Vermelha - A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia, que a ausência de fronteiras naturais no território ucraniano tornou muito mais difícil consolidá-lo como um Estado soberano...
Somos todos prisioneiros da nossa geografia, quero dizer, a história e a tradição de cada país são moldadas pelos sítios onde eles estão, sejam eles um povo costeiro ou um povo de montanha. E sim, os ucranianos são uma nação que surgiu numa região que é aberta, principalmente sem montanhas, tem alguns grandes rios, mas não, num sentido geral, sem limites naturais. E isso tornou-a, ao longo do tempo, o foco de diferentes tipos de ambições imperiais, sejam russas ou polacas, ou mesmo alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. E tornou mais difícil para os ucranianos consolidarem-se como Estado.
E os russos há muito tentam negar a Ucrânia como nação. Isso também é algo que sai da leitura do seu livro Fome Vermelha - A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia: tudo o que Estaline faz é muito para negar a Ucrânia como um Estado
Os russos não só negam a legitimidade da Ucrânia como Estado, mas acho que veem o movimento nacional ucraniano e a própria identidade ucraniana como uma espécie de ameaça para eles. E isso remonta ao século IXX. As tentativas de falar ucraniano, ensinar ucraniano, criar qualquer tipo de instituição em torno da Ucrânia, sempre foram esmagadas, com especial dureza, seja pelos czares ou mais tarde por Estaline, e agora por Putin, porque eles veem a Ucrânia como uma espécie de identidade rival ou concorrente ou conjunto de ideias concorrentes. E também porque a Ucrânia, na verdade, desde o século IXX, tem sido associada a uma ideia de Europa, a uma novidade europeia, sabe? Somos uma nação eslava, uma nação eslava oriental, mas fazemos parte da Europa, e estamos a ver-nos mesmos como ligados à cultura polaca e checa e à cultura da Europa central. Os russos sempre perceberam isso como uma ameaça, ameaça ao seu domínio e seu estilo de governo, que sempre foi autocrático e sempre foi antieuropeu. E essa é a fonte da discussão entre eles.
Os russos têm medo da Ucrânia europeia...
Eu não diria que os russos como nação estão com medo, mas a elite russa está com medo, a elite "Putinista", porque isso seria um desafio ideológico para eles. São uma autocracia, construíram a sua legitimidade na ideia de que são antieuropeus, antiocidentais - eles são uma elite imperial. E os ucranianos afirmam algo diferente: ser europeu para acreditar na democracia, para acreditar no estado de direito. Essas são ideias que podem atrair muitos russos. Há muitos russos que também estão interessados na Europa e que se sentem ligados à Europa. E então, o que Putin mais teme é que essas ideias se espalhem dentro da Rússia, e ele vê essas ideias a virem da Ucrânia, vê-as como uma ameaça a ele e ao poder que tem.
O principal assunto do livro Fome Vermelha é a Grande Fome dos anos 30, o Holomodor... os ucranianos estão fartos desse debate?
Eu não sei se os ucranianos estão exaustos do debate sobre o Holodomor. Mas agora estão a enfrentar um tipo diferente de ameaça, uma ameaça existencial. Claro que, embora o Holodomor esteja em segundo plano, as pessoas lembram-se e fazem comparações entre o presente e o passado. E entendem que foi tudo uma tentativa de destruir a nação ucraniana e que isso é agora aquilo que acontece de novo. Mas se não estão focados nesse passado agora, é porque estão, focados, realmente, num presente muito duro e no futuro.
É razoável aceitar a ideia de que as políticas de Estaline em relação à Ucrânia nos anos 30 do século passado não eram diretamente contra os ucranianos e que as vítimas foram todas as nações e povos dentro da União Soviética?
Bem... a fome era uma fome soviética. E foi o resultado dessa política agrícola catastrófica através da qual Estaline tirou as terras dos camponeses e as redistribuiu. E isso afetou todos os russos, toda a gente no Cazaquistão, todos. Mas dentro daquela Grande Fome, Estaline viu a oportunidade de endurecer e tornar a fome deliberadamente mais radical e mais extrema dentro da Ucrânia. E houve uma série de decisões que foram tomadas no outono de 1932, que foram projetadas para fazer exatamente isso, incluindo tipos especiais de restrições a certas cidades e vilarejos ucranianos. Criando uma espécie de cordão à volta da Ucrânia, ninguém tinha autorização para deixar a Ucrânia, havendo necessidades especiais por cereais e também outros produtos como frutas e legumes e gado de agricultores ucranianos, medidas que foram projetadas para piorar a fome. E o efeito foi muito claro: há um aumento nas mortes na Ucrânia no inverno e na primavera de 1933, e elas são um resultado direto dessas decisões. E, sabe, se olhar para as conversas entre Estaline e o dirigente comunista ucraniano na época, é fácil ver que houve uma decisão de fazer isso, e que foi baseada no medo do nacionalismo ucraniano e de que os camponeses ucranianos saíssem do controlo de Estaline.
Todo o espírito político ou patologias políticas que definem a Ucrânia contemporânea - e a Anne escreveu o livro muito antes de 24 de fevereiro deste ano, mas, claro, já depois da anexação da Crimeia em 2014 - mas essas características da política da Ucrânia contemporânea, escreveu, podem ter como raiz o que aconteceu em 1933. Em que sentido?
O sistema político ucraniano tem muitas fontes, e há muitas razões pelas quais é assim, mas a experiência de 1933 e do estalinismo de forma mais ampla, teve o efeito de fazer muitos ucranianos temerem ou desconfiarem, ou pelo menos ficarem distantes do estado. Então, qualquer coisa que tenha que ver com governo ou poder eram 'ELES', eram outras pessoas, eram estranhos, não éramos 'NÓS'. E um dos efeitos disso, acho, é que você pode ver desde a independência da Ucrânia que, embora os ucranianos tenham sido muito bons em criar instituições cívicas e organizar a sociedade civil e organizar manifestações realmente extraordinárias em 2014 em Maidan, - as manifestações duraram muitas semanas e exigiram todo um sistema de pessoas a trazer comida e abrigos e ajudando-se uns aos outros, mantendo as manifestações, nisso eles foram muito bons; mas têm sido menos bons no exercício do poder estatal e na criação de instituições estatais fortes. E eu acho que é em parte o legado do passado, que muitos ativistas cívicos, estejam dispostos a juntar-se à manifestação, ou a criar uma organização anticorrupção, mas são muito mais cautelosos em estar no governo, porque o governo é visto como algo mau ou negativo. Sabe, uma das minhas esperanças é que esta guerra e a experiência de combate ajudem os ucranianos a superar essa tradição.
E isso é, em parte, porque toda uma elite política nos anos 30 foi eliminada. E são os sucessores deles, digamos, que têm medo de se chegar à frente para funções no Estado...
Havia uma elite ucraniana, na verdade havia comunistas ucranianos também, quase todos eles foram eliminados na década de 1930, numa espécie purga que se seguiu imediatamente à fome, e aqueles que não morreram em 33 e 34, morreram na época das purgas mais amplas em 37 e 38. E isso significava que o Partido Comunista Ucraniano, como existiu depois disso, nas décadas de 1940, 50 e 60, foi realmente imposto a partir de Moscovo. Então, essas eram pessoas que de alguma forma foram aprovadas ou formadas por Moscovo, que falharam com os ucranianos e eram vistos como forasteiros. E mesmo os primeiros líderes da Ucrânia independente, a maioria dos quais são ex-comunistas, não se sentiam muito ucranianos como sabe, não sentiam o seu povo. E foi realmente só, eu acho, depois da Revolução Laranja em 2005, que se começou a ter essa sensação de que as pessoas que realmente nos representam estão a concorrer ao governo, mas mesmo assim era difícil interessar muitos ucranianos na política porque a atitude automática é que toda a política é corrupta. Toda política é má. Qualquer um que tenha poder não é uma boa pessoa.
E a partir de agora, é muito provável que todos os políticos, os líderes políticos ucranianos, sejam muito estilo Zelensky...
Não sei se todos serão do estilo Zelensky; Zelensky tem muitos críticos. Eles estão bastante quietos desde que a guerra começou, embora se possa ouvi-los um pouco. E acho que outros tipos de líderes surgirão da guerra e dos movimentos cívicos que foram criados para apoiar os militares. Mas acho que está claro que os futuros líderes serão pessoas que acreditam na democracia e que acreditam que os ucranianos devem ter a escolha de quem os governa e líderes que procuram comunicar-se com pessoas comuns em linguagem comum.
Para alguém que estuda há tanto tempo o comunismo e o Leste Europeu, pensa que a Europa está agora a ser ameaçada por tendências antidemocráticas?
Eu acho que a Europa está há muito em perigo pelas tendências antidemocráticas, assim como a maioria das democracias modernas noutras partes do mundo. Claro que a história é diferente de país para país, cada país tem suas próprias tradições nacionais, mas o fenómeno da extrema-direita, movimentos autocráticos, que têm muito em comum uns com os outros, e de fato aprendem uns dos outros, e em muitos casos têm apoio direto de Moscovo, é um fator importante na política de muitos países europeus. Olhe para a França, olhe para a Itália. Veja a Alemanha. Quer dizer, a AfD não é um movimento grande, mas é suficiente grande para remodelar o parlamento alemão. E também temos Viktor Orban na Hungria, o movimento Kaczynski na Polónia, esses são movimentos e são partidos políticos que essencialmente afirmam que representam algo real e que, uma vez que tomam o poder, podem mudar as regras para que possam permanecer no poder. E é isso que você pode ver que já aconteceu na Hungria. E podemos imaginar isso a acontecer noutro lugar.
Será que toda essa guerra evoluiria de maneira diferente se Donald Trump ainda estivesse no poder nos EUA?
Acho que teria sido completamente diferente se Donald Trump ainda estivesse no poder. Não consigo imaginar Donald Trump a apoiar o exército ucraniano na medida em que Joe Biden o fez, acho que, realmente, temos muita sorte que Biden seja Presidente agora, apesar de todas as suas falhas. Ele é alguém que ainda se lembra da Guerra Fria e, portanto, ainda está ligado à ideia da América como fonte de liberdade e defensora da democracia no mundo. E tomou a decisão de apoiar a Ucrânia tendo isso em conta.
Fonte: tsf.pt Link: https://www.tsf.pt/mundo/anne-applebaum-a-elite-putinista-tem-medo-de-uma-ucrania-europeia-15137067.html
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Ucrânia agradece à Alemanha, mas pede maior liderança
04 set, 2022 - 16:32 • Lusa
(https://images.rr.sapo.pt/39330256667889afbe0edefaultlarge_1024.jpg)
Scholz com Shmyhal. Foto: Hannibal Hanschke/EPA
Primeiro-ministro ucraniano está de visita ao país. Situação com Alemanha normalizada.
O primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmyhal, agradeceu a ajuda prestada pela Alemanha ao seu país, mas exortou Berlim a assumir uma maior liderança na União Europeia (UE) para a reconstrução da Ucrânia.
"Agradeci ao Presidente germânico a solidariedade e o apoio recebido da Alemanha", disse Schmyhalna sua conta no Twitter, após realizar uma reunião, que durou uma hora, com o chefe de Estado alemão, Frank-Walter Steinmeier, no âmbito da visita uma Berlim.
Schmyhal, que foi recebido com honras militares pelo chanceler alemão Olaf Scholz, manifestou também a sua gratidão pela receção na Alemanha de quase um milhão de refugiados do seu país, desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.
A Ucrânia estima receber na próxima semana um novo lote de cinco mil milhões de euros de ajuda financeira e militar prometida pela UE, lembrou Schmyhal, que considerou que a Alemanha deveria assumir um papel de maior liderança para promover a reconstrução do seu país.
O encontro entre o primeiro-ministro ucraniano e o Presidente alemão serviu para encerrar as divergências bilaterais, depois de o próprio Steinmeier desistir de viajar para a capital ucraniana, em abril passado, quando lhe foi dito de Kiev que a sua presença não era desejada.
A crítica ao Presidente alemão esteve ligada às suas funções anteriores como chefe da Chancelaria, sob o mandato do chanceler social-democrata, Gerhard Schröder, e dos Negócios Estrangeiros, sob o mandato da conservadora Angela Merkel, etapas em que a dependência energética da Alemanha em relação à Rússia foi consolidada.
Após intensos esforços diplomáticos, tais divergências foram consideradas ultrapassadas, a que se seguiu uma viagem de Scholz a Kiev, juntamente com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o então primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.
A Alemanha é o principal contribuinte da ajuda militar e financeira à Ucrânia por parte de parceiros da UE, mas Scholz tem sido frequentemente criticado pela falta de determinação ou lentidão na materialização desse apoio.
Fonte: rr.sapo.pt Link: https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2022/09/04/ucrania-agradece-a-alemanha-mas-pede-maior-lideranca/298451/
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Ucrânia: Russos usam Zaporijia como arma nuclear, diz Zelensky
Por MultiNews com Lusa em 08:28, 5 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou o exército russo, que controla Zaporijia desde o início de março, de usar a central nuclear ucraniana como uma arma nuclear, criando “o maior perigo na Europa”.
“Eles ocuparam a nossa central nuclear. A maior da Europa. Isso significa seis vezes Chernobyl”, disse Zelensky, referindo-se ao acidente nuclear de 1986 na Ucrânia, numa entrevista à rede norte-americana ABC News.
Isso “significa o maior perigo na Europa (…), significa que [as forças russas] usam armas nucleares”, disse o chefe de Estado ucraniano.
Zelensky defendeu que “não deve haver equipamento militar no território. Não deve haver trabalhadores da central rodeados de pessoas com armas de fogo”.
A Rússia e a Ucrânia acusam-se mutuamente, há semanas, de fazerem ataques à central nuclear de Zaporijia.
No domingo, a Rússia acusou a Ucrânia de ter tentado atacar, no sábado, com oito ‘drones’ o território de Zaporijia.
Também no domingo, o jornal ‘online’ independente The Insider, especializado em jornalismo de investigação, ‘fact check’ e análise política, com sede na cidade de Riga, na Letónia, publicou um vídeo sobre os ataques russos que ocorreram na noite de 2 para 3 de setembro a partir de território da central nuclear.
O vídeo mostra que a Rússia tem sistemas de lançamento de mísseis localizados em vários pontos situados nas proximidades da central nuclear.
Na sexta-feira, o Estado-Maior da Ucrânia afirmou que a Rússia retirou todos os equipamentos militares da central nuclear, antes da inspeção dos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Zelensky disse à ABC News que não está a considerar um encerramento controlado da central para evitar fugas de radiação devido à dependência do país desta infraestrutura energética, especialmente durante o inverno.
“Sei que os russos gostariam que os reatores fossem desligados da rede ucraniana para ligá-los à rede russa, mas não concordamos com essas ideias”, disse o chefe de Estado.
A central nuclear de Zaporijia, ocupada pelas forças russas, “perdeu novamente a ligação” com a rede elétrica, anunciou no sábado, em comunicado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cujos especialistas estão no local.
A última linha ainda em operação “foi danificada”, explicou a AIEA, recordando que as outras três haviam sido “perdidas anteriormente durante o conflito”.
Já em 25 de agosto, a central foi totalmente desconectada da rede ucraniana pela primeira vez, antes de a ligação ser restabelecida.
A AFP sublinha que a situação em Zaporijia preocupa muitos líderes internacionais, tendo em conta que a zona tem sido alvo de vários bombardeios, aumentando o temor de um desastre nuclear.
Na quinta-feira, depois de uma inspeção às instalações, o diretor da AIEA disse que a “integridade física” da fábrica tinha sido “violada em várias ocasiões”, sublinhando que é tal ” não pode continuar a acontecer”.
No entanto, Rafael Grossi não nomeou os responsáveis pela situação.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russos-usam-zaporijia-como-arma-nuclear-diz-zelensky/
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Rússia afirma que sanções ocidentais provocam interrupção do fornecimento de gás para Europa
MadreMedia / AFP
5 set 2022 11:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que a interrupção do fornecimento de gás russo para a Alemanha através do gasoduto estratégico Nord Stream é responsabilidade apenas do Ocidente, porque as sanções impedem a manutenção adequada das infraestruturas do setor.
"Os problemas de bombeamento (de gás) surgiram em consequência das sanções dos Estados ocidentais. Não há nenhuma outra razão para estes problemas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
A declaração foi feita poucos dias após a paralisação completa do Nord Stream, gasoduto crucial para o abastecimento dos países europeus, que temem uma crise energética no inverno.
"São estas sanções (...) que levaram à situação que estamos a ver agora", disse numa entrevista coletiva por telefone.
O porta-voz do Kremlin também rebateu "categoricamente" as "tentativas incessantes" do Ocidente de "transferir a responsabilidade e a culpa" para Moscovo.
"O Ocidente, neste caso a União Europeia, Canadá e o Reino Unido, são os responsáveis pela situação ter chegado a este ponto", disse.
Dmitri Peskov voltou a justificar a interrupção do fornecimento de gás russo para a Alemanha através do gasoduto Nord Stream, anunciado na sexta-feira, devido a uma "manutenção séria" que, segundo ele afirmou, afeta a última turbina que funcionava até o momento.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-afirma-que-sancoes-ocidentais-provocam-interrupcao-do-fornecimento-de-gas-para-europa
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Rússia: Tribunal revoga a licença do jornal independente Novaya Gazeta
MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um tribunal de Moscovo revogou hoje a licença de distribuição da edição em papel do jornal Novaya Gazeta, considerado um pilar do jornalismo de investigação na Rússia, após um pedido do órgão regulador das telecomunicações russo [Roskomnadzor].
“O tribunal de Basmanny em Moscovo reconheceu como inválido o certificado de registo [enquanto meio de comunicação] da versão em papel do Novaya Gazeta”, declarou o jornal na rede social Telegram.
O jornal já tinha sido obrigado a suspender a publicação em março, face a repressão exercida por Moscovo às críticas relacionadas com o conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro passado.
O anúncio de hoje ocorre após a morte e o funeral de Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética – que morreu na semana passada aos 91 anos -, que foi um apoiante histórico do Novaya Gazeta.
O editor-chefe do Novaya Gazeta, Dmitry Muratov – vencedor do Prémio Nobel da Paz em 2021 — esteve presente nas cerimónias fúnebres de Mikhail Gorbachev, que foram realizadas no sábado.
Num comunicado, o tribunal de Basmanny confirmou a revogação após uma denúncia apresentada no final de julho pelo Roskomnadzor.
O órgão regulador das telecomunicações afirmou que o jornal não entregou, de acordo com as regras em vigor, “os estatutos da redação” durante um novo registo administrativo em 2006.
A ONU já reagiu à decisão judicial, classificando-a como um “novo golpe” para a independência dos meios de comunicação social russos.
A decisão é “mais um golpe na independência dos meios de comunicação russos, cujas atividades já foram prejudicadas pelas restrições legais e pelo aumento dos controlos estatais impostos na sequência do ataque da Federação Russa à Ucrânia”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, num comunicado.
Em outros dois processos separados, também apresentados em julho, Rozkomnadzor solicitou o cancelamento das autorizações para o portal e para uma nova revista do Novaya Gazeta. Estas queixas devem ser estudadas pela justiça russa no decorrer do mês.
No final de março, a Novaya Gazeta, que cobriu de forma crítica o conflito na Ucrânia, decidiu suspender a sua publicação, tanto na Internet como a edição em papel, por medo de represálias na Rússia. De facto, o jornal não era impresso há meses.
A edição ‘online’ europeia, criada após a suspensão do jornal na Rússia em 28 de março, passou a figurar na lista de portais e páginas na Internet bloqueados pelo Roskomnadzor, após um pedido apresentado pelo Ministério Público russo.
As autoridades russas também acusam o meio de comunicação social de ter infringido a lei por não identificar de forma clara nos seus artigos as organizações e indivíduos designados por Moscovo como “agentes estrangeiros”.
Fundada em 1993, a publicação Novaya Gazeta é conhecida pelas suas investigações jornalísticas minuciosas sobre a corrupção das elites russas e as graves violações de direitos humanos, particularmente na Chechénia.
Seis dos seus jornalistas foram mortos desde a sua fundação.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-tribunal-revoga-a-licenca-do-jornal-independente-novaya-gazeta
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União Europeia disponibiliza novo financiamento de 500 milhões de euros à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A União Europeia (UE) disponibilizou hoje uma nova verba de 500 milhões de euros à Ucrânia que se destina a financiar alojamento e educação de deslocados e ainda a apoiar o setor da agricultura no país.
O porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer, salientou, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, que a verba foi disponibilizada no âmbito de um acordo assinado, hoje, com o primeiro-ministro ucraniano, Denis Chmygal.
A verba está incluída no programa de apoio anunciado na primavera.
A 8.ª reunião do Conselho de Associação UE-Ucrânia decorre hoje, em Bruxelas.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, uma guerra condenada pela generalidade da comunidade internacional e que resultou em sanções impostas a Moscovo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-disponibiliza-novo-financiamento-de-500-milhoes-de-euros-a-ucrania
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Agência nuclear da ONU inicia missão permanente na central nuclear de Zaporijia
MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:30
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A missão permanente da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) teve início hoje na central nuclear ucraniana de Zaporijia com dois membros permanentes, após outros seis especialistas que fizeram inspeções nos últimos dias abandonarem o local.
“Os integrantes da missão da AIEA deixaram a central nuclear, deixando duas pessoas na qualidade de observadores”, declarou Vladimir Rogov, membro do conselho pró-russo da província ucraniana, à rádio Komosomolskaya Pravda.
O chefe da administração pró-russa da cidade de Energodar, que abriga a central nuclear, Alexander Volga, confirmou a notícia à agência de notícias russa Interfax, observando que os inspetores “serão encarregados de controlar a segurança da operação da central nuclear”.
“Por indicação da própria missão e do senhor [diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, os inspetores devem ficar permanentemente e serão trocados periodicamente. Ele cumpriu a promessa de que a missão será permanente”, acrescentou Volga.
Segundo o político pró-russo, “no momento, apenas um reator está a operar”, fornecendo energia para a rede elétrica, incluindo para clientes ucranianos.
“Devido à reparação das linhas de alta tensão, foi decidido parar um reator e deixar outro em funcionamento”, explicou Volga, lembrando que o segundo reator será posto em funcionamento quando estiver concluída a reparação das linhas de alta tensão.
Volga acrescentou que no momento a situação radiológica ao redor da central é normal.
A Rússia e a Ucrânia acusam-se há semanas de ataques à fábrica de Zaporijia.
Diante do aumento das tensões em torno da central nuclear, a AIEA enviou uma delegação chefiada por Grossi para analisar a situação no local.
Na terça-feira, Grossi apresentará um relatório ao Conselho de Segurança da ONU sobre sua missão em Zaporijia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/agencia-nuclear-da-onu-inicia-missao-permanente-na-central-nuclear-de-zaporijia
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Rússia condena ataque à embaixada em Cabul e exige julgamento dos responsáveis
Lusa
5 set 2022 12:26
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Fonte de imagem: sapo.pt
A Rússia condenou hoje o atentado terrorista ocorrido em Cabul, em que morreram dois funcionários da embaixada russa no Afeganistão e 11 outras pessoas ficaram feridas, e exigiu a captura e o julgamento dos responsáveis pelo incidente.
"Trata-se de um atentado. Condenamos categoricamente este tipo de atos terroristas. Agora, o mais importante é obter informações a partir do local dos factos sobre o que aconteceu aos nossos representantes, aos nossos diplomatas", afirmou, na tradicional conferência de imprensa diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, indicou ter a informação de que o atentado foi perpetrado por "um terrorista que ativou um artefacto explosivo" nas imediações da entrada da secção consular da embaixada da Rússia em Cabul, provocando dois mortos entre os funcionários da missão diplomática.
"De imediato foram tomadas medidas para reforçar a proteção do perímetro exterior" da embaixada, acrescentou Lavrov à entrada de uma reunião com o homólogo tajique, Sirojiddin Muhriddin.
O chefe da diplomacia russa acrescentou que, além das forças de segurança russas ligadas à embaixada, estiveram no local militares das autoridades talibã e os serviços secretos do Afeganistão.
"Acreditamos que os responsáveis por este atentado terrorista e os respetivos executantes recebam rapidamente a merecida punição", sublinhou Lavrov.
Segundo as autoridades afegãs, pelo menos duas pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas no atentado suicida de hoje depois de um bombista suicida ter detonado vários explosivos junto à entrada da representação diplomática russa, localizada na zona sudoeste da capital afegã.
O incidente ocorreu "em frente à embaixada russa, quando o bombista suicida tentou atacar o chefe de segurança da embaixada", disse o chefe da polícia da zona, Malavi Saber, em declarações à agência espanhola EFE.
"Entre os mortos está um funcionário afegão da embaixada russa e um civil", referiu inicialmente a mesma fonte, precisando que um membro das forças de segurança talibãs consta entre os 11 feridos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo já confirmou, entretanto, que a explosão matou dois membros do pessoal da embaixada.
A agência noticiosa estatal russa RIA Novosti também referiu o ataque, avançando que o incidente ocorreu quando um funcionário diplomático russo se dirigiu à zona exterior da embaixada para chamar os nomes dos candidatos a um visto que ali aguardavam.
A Rússia foi um dos poucos países a defender a reaproximação ao regime talibã, apesar de não contar com o reconhecimento da comunidade internacional.
JSD (SCA) // SLX
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/russia-condena-ataque-a-embaixada-em-cabul-e-_6315de152a6ac059057a54f1
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Ucrânia: Zelensky diz que a ofensiva no sul possibilitou a libertação de duas cidades
Por MultiNews com Lusa em 11:03, 5 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Zelensky-2.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou hoje que a contra-ofensiva lançada há uma semana para recuperar territórios ocupados pela Rússia no sul do país já resultou na libertação de duas cidades.
“Não vou contar os detalhes, mas as bandeiras ucranianas estão a voltar aos lugares onde deveriam estar por direito”, disse o presidente ucraniano, após outra reunião do Estado-Maior, na qual foi analisada a estratégia bélica ucraniana.
No seu discurso na noite de domingo, Zelenky foi um pouco mais claro, afirmando que o 42.º batalhão separado da infantaria motorizada das Forças Armadas da Ucrânia havia “libertado duas cidades no sul” do país “graças às suas ações heroicas”.
Zelensky fez estas declarações após os meios de comunicação ucranianos terem publicado uma foto de soldados levantando a bandeira do seu país nos telhados de um hospital em Vysokopillya.
Esta cidade na região de Kherson, que tinha cerca de 4.000 cidadãos antes da guerra, fica localizada ao sul de Krivoy Rog e a cerca de 160 quilómetros a nordeste da cidade ocupada de Kherson.
Pouco antes, o chefe do Gabinete da Presidência, Andriy Yermak, publicou a foto na rede social Telegram e escreveu “passo a passo”.
A Ucrânia está a atacar as linhas logísticas e de abastecimento das tropas russas no sul há uma semana, bem como os seus armazéns, depósitos de armas e postos de comando e controlo, a fim de reduzir as capacidades e impedir o abastecimento dos russos.
Zelensky também disse que na frente oriental, soldados do 63.º batalhão da 103.ª Brigada de Defesa Territorial conseguiram libertar uma cidade na região pró-russa de Donetsk, embora não tenha revelado o seu nome.
Os meios de comunicação ucranianos afirmam que se trata da cidade de Ozerne, entre Sloviansk e Siversk.
O Presidente ucraniano também assegurou que a 54.ª brigada – que se dirige na direção de Lisichansk [Lugansk] e Siversk [Donetsk] – “avançou e recuperou em alguns momentos”.
O Presidente ucraniano também enfatizou que “a bandeira ucraniana e a liberdade retornarão à Crimeia”, península ucraniana anexada pela Rússia em 2014.
“Libertaremos todas as nossas terras, todo o nosso povo”, sublinhou Zelensky, mais uma vez, no seu discurso.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-diz-que-a-ofensiva-no-sul-possibilitou-a-libertacao-de-duas-cidades/
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Programa de treino no Reino Unido para transformar cidadãos ucranianos em soldados vai expandir-se, indica ministro
Por Francisco Laranjeira em 11:59, 5 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: Reuters
O Reino Unido está a expandir significativamente um programa de treino que pretende transformar potencialmente dezenas de milhares de cidadãos ucranianos em soldados da linha de frente para combater a Rússia, informou esta 2ª feira a televisão britânica ‘Sky News’.
O curso de combate está a ser estendido de três para cinco semanas, mantendo mais treino no Reino Unido, longe da ameaça de ataques de mísseis russos – um perigo para quem está a aprender a tornar-se um soldado. Cerca de 4.700 pessoas já passaram pelo programa em bases militares no norte, sudoeste e sudeste da Inglaterra desde que começou em junho, com os comandantes a pretender continuar o apoio enquanto a Ucrânia precisar de novas tropas para combater a invasão russa.
Instrutores militares de outros oito países, incluindo Nova Zelândia, Suécia e Países Baixos, juntaram-se aos seus homólogos britânicos para fornecer o treino adequado. Ben Wallace, secretário de Defesa, disse que demonstra a “nossa determinação partilhada de apoiar as Forças Armadas da Ucrânia”.
Wallace garantiu que o curso de treino “desenvolveu-se rapidamente e agora estamos a estendê-lo para cinco semanas para fornecer a melhor preparação possível para os soldados ucranianos que em breve serão em operações de combate ativo”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/programa-de-treino-no-reino-unido-para-transformar-cidadaos-ucranianos-em-soldados-vai-expandir-se-indica-ministro/
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Ucrânia: planos para realização de referendo em Kherson são colocados em pausa devido à falta de segurança, informam responsáveis russos
Por Francisco Laranjeira em 12:37, 5 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os planos para a realização de um referendo na região de Kherson, na Ucrânia, foram colocados em pausa devido à situação de segurança, informou esta segunda-feira a agência de notícias estatal russa ‘TASS’, citando uma autoridade russa instalada na região.
Kirill Stremousov, vice-chefe da administração regional civil-militar indicada pela Rússia, garantiu ainda que a vital ponte rodoviária Antonivskyi, que cruza o rio Dnipro perto da cidade de Kherson, estava intransitável para carros após semanas de bombardeamentos ucranianos.
As autoridades russas haviam já informado que seriam realizados diversos referendos sobre a adesão das províncias ucranianas à Rússia em setembro, em Kherson, bem como na região vizinha de Zaporijia e nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, para coincidir com as eleições locais na Rússia.
Quase toda a região de Kherson foi tomada pelas forças russas em março e a cidade de Kherson continua a ser a única capital regional ucraniana capturada pela Rússia desde o início da invasão, a 24 de fevereiro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-planos-para-realizacao-de-referendo-em-kherson-sao-colocados-em-pausa-devido-a-falta-de-seguranca-informam-responsaveis-russos/
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Portugal atibuiu 51.716 protecções temporárias a pessoas que fugiram da guerra
Agência Lusa 05 set 2022 13:52
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Fonte de imagem: dnoticias.pt
O SEF atribuiu até hoje 51.716 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e comunicou ao Ministério Público a situação de 728 crianças que chegaram a Portugal sem os pais.
Segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 51.716 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 30.792 dos quais a mulheres e 20.924 homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (11.121), Cascais (3.106), Porto (2.519), Sintra (1.778) e Albufeira (1.284).
O SEF indica também que emitiu 42.347 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.
Este certificado, emitido após o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social e Autoridade Tributária terem atribuído os respetivos números, é necessário para os refugiados começarem a trabalhar e acederem a apoios.
Durante o processo de atribuição destes números, os cidadãos podem fazer a consulta dos números que, entretanto, vão sendo atribuídos, na sua área reservada da plataforma digital https://sefforukraine.sef.pt.
O SEF avança também que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.632 menores, representando cerca de 26% do total.
O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 728 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver "perigo atual ou iminente".
Nestas situações, em que na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos "perigo atual ou iminente".
O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através daquela plataforma 'online' criada pelo SEF disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrer aos balcões deste serviço de segurança.
No entanto e no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/5/326729-portugal-atibuiu-51716-proteccoes-temporarias-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra/#
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Ucrânia acusa Rússia de forçar pacientes do hospital em Donetsk a combater, indicam responsáveis militares
Por Francisco Laranjeira em 15:25, 5 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia estará a forçar pacientes de hospitais em territórios ocupados da Ucrânia a participar de combate, denunciou esta segunda-feira o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, que garantiu que o exército de Putin tem utilizado ‘altas forçadas’ para promover o regresso de homens feridos e doentes para a linha da frente para compensar as baixas sofridas pelas tropas.
“A mobilização forçada está atualmente em andamento nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia. Em Donetsk, os ocupantes russos encontraram uma nova ‘fonte’ para repor as perdas de mão de obra”, acusou o organismo ucraniano. “Por exemplo, recentemente, representantes do exército de ocupação russo começaram a chegar aos hospitais locais e a ‘dar alta’ à força aos pacientes. Em particular, ‘dispensam’ homens em idade de alistamento que estão a receber tratamento para várias doenças ou ferimentos, inclusive por participar de hostilidades.”
O número total de mortes de soldados russos desde fevereiro está agora na região de 49.800, segundo revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa da Ucrânia.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-acusa-russia-de-forcar-pacientes-do-hospital-em-donetsk-a-combater-indicam-responsaveis-militares/
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Crise energética: Em tempos de ‘vacas magras’, UE gastou mais gás até julho do que em igual período de 2021
Por Filipe Pimentel Rações em 15:51, 5 Set 2022
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A Europa está a cair nos braços de uma crise energética que alguns observadores já consideram ser a maior de sempre. A guerra na Ucrânia aprofundou ainda mais as divisões entre Moscovo e Bruxelas e tornou dolorosamente evidente a dependência da União Europeia do gás que flui a partir da Rússia.
Para evitar um desastre energético de grandes proporções, os 27 Estados-membros aprovaram em julho uma estratégia que prevê cortar em 15% o consumo de gás, para ser possível enfrentar o inverno que se aproxima e que se prevê que seja um dos mais frios e escuros, quer metaforicamente, quer literalmente.
Contudo, e apesar de a Comissão Europeia ter já anunciado que as reservas no bloco estão já a mais de 80% da sua capacidade total, algo que só estava planeado acontecer em novembro, as estimativas apontam que as populações europeias estão a consumir mais gás hoje do que no ano passado.
De acordo com a consultora energética Rystad Energy, citada pelo ‘Euractiv’, o gás usado na produção elétrica entre janeiro e julho deste ano esteve 4,28% acima do valor registado no mesmo período de 2021. Quanto ao carvão, o consumo aumentou ainda mais, 11,9%, nos primeiro sete meses deste ano, face a igual período do ano passado.
Os números apontam que a produção de eletricidade através do gás caiu 20,8% este ano, sendo que a produção energética pelo carvão caiu 11,8%, o que, no total, equivale a 110 terawatts por hora de eletricidade, o que, segundo os especialistas, reflete as reduções no abastecimento de gás russo à Europa.
Explica a que Rystad que em agosto de 2021 a Rússia fornecia cerca de 350 milhões de metros cúbicos de gás por dia à Europa, sendo que hoje se situa nos 50 milhões de metros cúbicos diários, o que representa uma queda de 85%. Além da instabilidade energética que isso lançou sobre o ‘velho continente’, fez também disparar os preços do gás, que no dia 26 de agosto estava nos 346 euros por megawatt por hora.
No que toca à energia hidroelétrica, que produz cerca de 16% de toda a eletricidade consumida pela Europa, os dados indicam que as condições de seca severa e extrema que se fizeram sentir por todo o continente deixaram a sua marca.
Por exemplo, em França, que é o maior produtor europeu de energia proveniente de fontes hídricas, a capacidade hidroelétrica caiu 27%. Em Itália a queda foi de 40%, e em Espanha de 44%. Por cá, o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, já tinha alertado que a capacidade hidroelétrica estava nos 50%, devido à falta de água.
A par disso, também as instalações de produção elétrica através do nuclear sofreram cortes, devido à reduzida quantidade de água nos rios, que é usada para arrefecer os reatores. Nesse quadro, França verificou uma redução de 57% da produção de eletricidade nuclear este ano.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/crise-energetica-em-tempos-de-vacas-magras-ue-gastou-mais-gas-ate-julho-do-que-em-igual-periodo-de-2021/
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Atores Ben Stiller e Sean Penn estão agora na ‘lista negra’ da Rússia, informa ministério
Por Francisco Laranjeira em 14:08, 5 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia ampliou esta segunda-feira a sua ‘lista negra’ para incluir os nomes de 25 cidadãos americanos que têm manifestado o apoio à Ucrânia no contexto da guerra. E entre os novos nomes estão dois conhecidos do grande público: os atores Ben Stiller e Sean Penn.
Ben Stiller visitou a capital ucraniana, Kiev, no final de junho último e ainda teve um encontro com o presidente do país, Volodimir Zelensky. Por sua vez, Penn viajou para o país europeu em meados de março com a intenção de gravar um documentário sobre o conflito.
Junto com Stiller e Penn estão várias figuras políticas americanas, como a secretária de Comércio, Gina Raimondo, e alguns dos seus assessores, vários senadores republicanos e democratas e diretores de ONGs, segundo nota divulgada pela pasta diplomática russa.
Moscovo argumentou que esta decisão vem como uma “resposta às crescentes sanções pessoais do Governo Joe Biden contra cidadãos russos”. A Rússia já sancionou um total de 1.073 cidadãos americanos.
“As ações hostis das autoridades norte-americanas, que continuam a seguir um curso russofóbico, destruindo os laços bilaterais e intensificando o confronto entre a Rússia e os Estados Unidos, continuarão a ser rejeitadas”, afirmou o Ministério russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/atores-ben-stiller-e-sean-penn-estao-agora-na-lista-negra-da-russia-informa-ministerio/
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Ocidente não deve esquecer que nem todos os russos apoiam Putin e que “Rússia democrática e europeia” ainda é possível, diz dissidente
Por Filipe Pimentel Rações em 17:53, 5 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Mikhail Khodorkovsky, empresário russo exilado e uma das grandes vozes críticas do regime do Presidente Vladimir Putin, apela a que todos os russos sabotem as estruturas do Estado, para enfraquecer o esforço de guerra na Ucrânia e para desestabilizar o próprio governo.
Depois de ter passado dez anos na prisão, entre 2003 e 2013, agora vive em Londres, e contou ao ‘The Guardian’ que “precisamos de explicar às pessoas o que podem fazer”, e defende que a população tem um grande potencial para frustrar a máquina de guerra do Kremlin que tem rolado sobre o país vizinho.
O apelo de Khodorkovsky à revolta pretende galvanizar os russos em prol da sua própria liberdade, bem como da liberdade de todo os povos subjugados por Moscovo. Ele diz que as demostrações podem ir da pintura de graffitis com mensagens anti-guerra à sabotagem de caminho de ferro que estejam a ser usados para transportar mantimentos, armas e outros bens para a frente de guerra. No limite mais extremo, podem até passar por incendiar centros de recrutamento, diz o dissidente.
“Mas somos muito claramente contra métodos terroristas que possam ferir pessoas desarmadas”, salienta, criticando o assassinato de Daria Dugina, filha do ideólogo de Putin, Aleksander Dugin.
Khodorkovsky aponta que o Presidente russo tem uma habilidade inata para a manipulação e que é alguém que se consegue adaptar facilmente aos mais variados contextos, explicando que, embora no início do seu percurso como líder da Rússia possa ter aparentado estar disponível para a aberturas ao Ocidente, “ele nunca teve quaisquer visões liberais”.
O dissidente afirma que hoje é constrangedor e até difícil para muitos russos assumirem-se enquanto tal, considerando que a guerra lançado pelo Kremlin sobre a Ucrânia empurrou toda a população russa para o campo da infâmia.
Nesse sentido, insta os governos ocidentais a não negligenciarem os russos que não se reveem no atual governo e que se opõem à guerra. “O Ocidente tem aliados ideológicos na Rússia, que consideram que a Rússia se deverá desenvolver num caminho europeu”, frisa Khodorkovsky.
“Se Putin viver mais 10 ou 15 anos, penso que fará reduzir o número de russos orientados para a Europa, e penso que isso não será bom para ninguém, exceto para Putin”, alerta.
Ainda assim, considera que o regime de Putin acabará eventualmente por ruir, sendo que uma vitória da Ucrânia seria um elemento fundamental dessa queda. Quanto ao futuro, o dissidente acredita que a Rússia deveria ser “reformada” e tornar-se numa federação parlamentar mais liberal. Acredita que esse cenário poderá ser alcançado sem derramamento de sangue, “mas isso será bastante improvável”, admite.
Khodorkovsky descreve a guerra na Ucrânia e o atual quadro geopolítico como “um pesadelo”, mas sentencia que “isso não significa que a Rússia e a Europa se tenham separado para sempre”.
“É extremamente importante que neste cenário emotivo difícil mantenhamos uma mente calma, um pragmatismo e uma visão do futuro, de uma Rússia democrática e europeia”, salienta.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ocidente-nao-deve-esquecer-que-nem-todos-os-russos-apoiam-putin-e-que-russia-democratica-e-europeia-ainda-e-possivel-diz-dissidente/
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Envios de armas para a Ucrânia estão a reduzir arsenais da UE, alerta Borrell
Por MultiNews Com Lusa em 18:08, 5 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) alertou hoje para a redução dos arsenais dos Estados-membros do bloco comunitário com a entrega de armas e munições à Ucrânia, para responder à invasão russa, apelando a uma maior coordenação.
“As reservas militares de muitos Estados-membros foram, não diria esgotadas, mas fortemente reduzidas porque temos estado a fornecer muita capacidade [militar] aos ucranianos”, disse Josep Borrell, numa intervenção feita ‘online’ num debate com legisladores europeus, em Praga, na República Checa.
“Têm de ser repostas e a melhor maneira é ser feito conjuntamente — e a mais barata”, salientou o Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, reforçando que se os Estados-membros aumentarem a sua capacidade militar todos do mesmo modo, “o resultado será um enorme desperdício de dinheiro porque não há maneira de cancelar as duplicações — e há muitas — nem de resolver as faltas”.
A ofensiva militar russa iniciada no território ucraniano em 24 de fevereiro – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com o envio de armamento para Kiev e a imposição a Moscovo de sanções.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/envios-de-armas-para-a-ucrania-estao-a-reduzir-arsenais-da-ue-alerta-borrell/
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Putin alerta para as consequências ecológicas à rejeição da energia russa por parte da Europa
MadreMedia / Lusa
5 set 2022 16:52
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou hoje para as consequências ecológicas adversas da rejeição da Europa ao gás russo, alegando que vai obrigar ao uso de minerais fósseis que são mais prejudiciais ao meio ambiente.
“Adquirir gás russo barato e depois cortar o fornecimento desse gás e usar imediatamente tudo o que foi declarado anátema, incluindo carvão, não é a melhor solução para os problemas ecológicos globais”, disse Putin, durante um fórum na região russa de Kamchatka.
O Presidente russo defendeu que, para reduzir a poluição, são necessárias ações oportunas que contemplem a adaptação da indústria.
“Acho que a importância deste problema (…) exige cooperação à escala internacional. É impossível de outra forma. É impossível resolver problemas globais com soluções locais, mesmo que na base desses esforços locais existam objetivos nobres”, disse Putin.
O líder usso explicou que alguns países cometeram erros do ponto de vista da ecologia, ao “tomar muitas decisões” com base em objetivos nobres, mas inatingíveis, que acabaram por levar a consequências adversas.
Putin referia-se ao facto de a Europa estar a procurar diminuir a sua dependência da energia russa, depois da invasão da Ucrânia, no âmbito de sanções económicas, ao mesmo tempo que acusa o Kremlin de estar a usar a energia como arma de guerra.
Nos últimos dias, os países europeus acusaram Moscovo de estarem a preparar o corte de energia, no próximo inverno, questionando as razões para a suspensão de fornecimento de gás à Europa através do gasoduto Nord Stream.
O consórcio russo de gás que gere o Nord Stream anunciou na sexta-feira que iria suspender o fluxo de gás para a Europa através da Alemanha devido a uma fuga de óleo detetada numa turbina da única estação de compressão ainda em funcionamento, o que a União Europeia já disse que é uma “falácia”.
Hoje, o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, voltou a rejeitar qualquer tentativa de culpa pela suspensão do fornecimento de gás.
“Temos assistido a constantes tentativas de nos responsabilizar pelo que está a acontecer. Rejeitamos categoricamente essas suspeições. (…) O problema com o fornecimento de gás surgiu devido às sanções impostas ao nosso país e a uma série de empresas russas, por parte dos países ocidentais, incluindo a Alemanha e o Reino Unido”, justificou Peskov.
O porta-voz do Kremlin disse que “apenas uma turbina do gasoduto permanece operacional e, mesmo assim, com falhas, o que justifica a interrupção de fornecimento”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-alerta-para-as-consequencias-ecologicas-a-rejeicao-da-energia-russa-por-parte-da-europa
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ONU divulga hoje relatório sobre central nuclear de Zaporijia
MadreMedia
6 set 2022 07:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Missão de especialistas está na Ucrânia desde a semana passada e esta terça-feira a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) deve divulgar as suas descobertas dentro da central.
Será o diretor geral da AIEA, Rafael Grossi, a emitir esta terça-feira um relatório sobre a segurança da central nuclear de Zaporijia, cujo local tem sido alvo de bombardeamentos próximos.
"O diretor-geral Grossi emitirá na terça-feira um relatório sobre a situação de segurança, proteção e salvaguardas nucleares na Ucrânia – incluindo as descobertas da missão ao ZNPP – e mais tarde no mesmo dia informará o Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a missão à central”, lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira.
Refira-se que quatro dos seis membros da missão da ONU na central deixaram o local e os outros dois especialistas da AIEA permanecerão de forma permanente, revelou o órgão de vigilância nuclear da ONU.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-divulga-hoje-relatorio-sobre-central-nuclear-de-zaporijia
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Rússia quer comprar armas à Coreia do Norte, dizem os norte-americanos
MadreMedia
6 set 2022 08:51
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Fonte de imagem: AFP or licensors
Problemas em adquirir material de guerra leva os russos a procurarem outros mercados.
A informação está a ser veiculada por alguma imprensa norte-americana, nomeadamente o New York Times. A Rússia pretende comprar armas militares à Coreia do Norte, revelação essa confirmada pelas autoridades do governo de Joe Biden.
"O Ministério da Defesa da Rússia está em vias de adquirir milhões de rockets e artilharia à Coreia do Norte para utilizar no campo de batalha na Ucrânia", revelou um funcionário do governo, quando questionado sobre o relatório do jornal.
Tudo isto se deverá ao facto da Rússia estar com problemas em adquirir material bélico, sobretudo devido às sanções impostas por vários países, devido à invasão à Ucrânia. "Continuam a sofrer de escassez de oferta", salientou o mesmo funcionário que não foi identificado.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-quer-comprar-armas-a-coreia-do-norte-dizem-os-norte-americanos
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Russos treinam com tropas chinesas e Putin acompanha
MadreMedia / AFP
6 set 2022 10:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, viajou nesta terça-feira (6) ao extremo leste do país para acompanhar a parte final dos exercícios militares com a participação de vários países aliados, incluindo a China, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Putin chegou à base militar de Sergueievski, onde estava reunido com o ministro da Defesa Serguei Shoigu e o comandante do Estado-Maior, Valeri Guerassimov, informou Peskov.
Após a reunião, Putin observou "a fase final dos exercícios", disse o porta-voz.
As manobras militares denominadas Vostok-2022 começaram no dia 1 de setembro e prosseguirão até quarta-feira, 7, em vários campos de treino do extremo leste russo e no mar da região.
Moscovo informou que mais de 50.000 soldados e mais de 5.000 equipamentos militares, incluindo 140 aviões e 60 navios, participam nas manobras.
Entre os países participantes estão vários países que fazem fronteira com a Rússia, além da Síria, Índia e da aliada crucial China.
A última vez que a Rússia organizou exercícios deste género foi em 2018.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-treinam-com-tropas-chinesas-e-putin-acompanha
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Kiev diz que já morreram mais de 50.000 soldados russos e 380 crianças ucranianas
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 09:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas declararam hoje que mais 50.000 soldados russos e também 380 crianças ucranianas já morreram desde a invasão russa na Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro por ordem do Presidente russo, Vladimir Putin.
O Estado-Maior do Exército ucraniano indicou, numa mensagem publicada na rede social Facebook, que “cerca de 50.150” soldados russos morreram no quadro dos combates, incluindo 350 nas últimas 24 horas.
Segundo a fonte, desde o início da invasão foram destruídos 2.077 tanques de guerra, 1.179 sistemas de artilharia, 296 lançadores de foguetes múltiplos autopropulsados e blindados, 156 sistemas antiaéreos, 236 aviões e 207 helicópteros da Ucrânia.
O Estado-Maior do Exército afirmou que as forças russas também sofreram a perda de 876 drones, 209 mísseis de cruzeiro, 15 navios e 3.305 veículos e tanques de combustível, antes de sublinhar que “os dados ainda estão a ser atualizados”.
“O inimigo russo sofreu as maiores perdas durante o último dia na direção de Donetsk”, disse o Exército ucraniano.
Por outro lado, a fonte indicou que “o inimigo continua a concentrar os seus esforços em estabilizar o controlo total sobre o território da região de Donetsk, mantendo os distritos temporariamente ocupados em Kherson, parte de Kharkiv, Zaporijia e Mikolaiv”.
“Ainda existe a ameaça de ataques aéreos e de mísseis em massa contra infraestruturas militares e civis em todo o território da Ucrânia”, referiu o Exército ucraniano, afirmando ainda que “nas águas do Mar Negro, navios inimigos com mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ ainda estão prontos para serem usados”.
Por fim, as autoridades ucranianas disseram que as tropas do país “repeliram com sucesso as tentativas ofensivas do inimigo nas áreas de Soledar, Zaitseve, Shakhta Butivka e Spartak”.
A Procuradoria ucraniana também divulgou hoje, através de uma mensagem na rede social Telegram, que conseguiu verificar a morte de 382 crianças e que “mais de 741” também ficaram feridas na Ucrânia.
“Esses números não são definitivos, já que os trabalhos estão em andamento nos locais das hostilidades ativas e nos territórios temporariamente ocupados e libertados”, indicou a Procuradoria.
A província de Donetsk é a que apresenta o maior número de vítimas, com 389 vítimas entre mortos e feridos. Depois estão as regiões de Kharkiv, com 204; Kiev, com 116; Mikolaiv, com 71; Chernigov, com 68; Lugansk, com 61; Kherson, com 55; Zaporijia, com 46; e Dnipropetrovsk, com 26.
A fonte indicou que 2.328 instituições de ensino sofreram danos materiais devido aos ataques das forças russas, das quais 289 foram “completamente destruídas”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-diz-que-ja-morreram-mais-de-50-000-soldados-russos-e-380-criancas-ucranianas
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Ocidente está relutante em levar Putin a julgamento pelo crime de agressão, acusam responsáveis ucranianos
Por Francisco Laranjeira em 11:43, 6 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-5-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os principais aliados ocidentais da Ucrânia ainda não assinaram um acordo para estabelecer um tribunal para julgar Vladimir Putin e o seu círculo íntimo pelo crime de agressão e as principais autoridades da Ucrânia acusam que pretendem deixar espaço para futuras relações com a Rússia.
“Por um lado, os países condenam publicamente a agressão mas, por outro, estão a colocar o pé na porta de fecho das relações com a Rússia para que não feche completamente”, alertou Andriy Smyrnov, vice-chefe da administração presidencial da Ucrânia, que tem liderado o esforço do país para estabelecer um tribunal internacional. “Têm tentado manter algum espaço para manobras diplomáticas”, referiu. “Sabemos que os acordos com a Rússia não valem o papel em que estão escritos.”
As suas alegações chegam depois do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ter referido que a Rússia não deveria ser designada como um estado patrocinador do terrorismo, algo que as autoridades ucranianas e alguns políticos americanos haviam defendido. Para a Rússia, tal designação significaria que Washington havia cruzado um ponto sem retorno.
As autoridades ucranianas garantiram ainda que desde abril que tentam convencer os seus aliados ocidentais a estabelecer um tribunal ad hoc que responsabilizaria a liderança sénior da Rússia pelo crime de agressão devido à invasão da Ucrânia. Até ao momento, apenas os países bálticos e a Polónia prometeram apoio ao tribunal, disseram autoridades ucranianas. “Esperamos um apoio mais amplo”, disse o procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin. “Para nós, o apoio do Reino Unido e dos EUA é muito importante, assim como o resto do mundo civilizado”, disse Smyrnov.
Os aliados ocidentais, no entanto, estão relutantes em tentar julgar Putin e outras figuras importantes, um ato que provavelmente acabaria com todas as relações. A Ucrânia acredita que isso é indicativo de que, apesar da escala de atrocidades e declarações públicas contra a Rússia, alguns dos seus aliados preveem possíveis negociações com a atual liderança russa. “Será como julgar os diretores dos campos de concentração e deixar Hitler e a sua equipa livres”, apontou Oleh Gavrich, membro da equipa de Smyrnov no gabinete presidencial.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ocidente-esta-relutante-em-levar-putin-a-julgamento-pelo-crime-de-agressao-acusam-responsaveis-ucranianos/
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Campanhas nas redes sociais contra refugiados ucranianos estão a aumentar mas são falsas, alerta relatório
Por Filipe Pimentel Rações em 11:50, 6 Set 2022
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Uma análise do Laboratório de Investigação Forense Digital (DFRLab) do Conselho Atlântico revela que estão a aumentar as campanhas nas redes sociais na Polónia contra os refugiados ucranianos que procuram proteção nesse país.
Etiquetas como #TravaraUcranizaçãodaPolónia, têm estado a disseminar-se pelas redes sociais na Polónia, sendo que esse particular ‘hashtag’ já foi referenciado em cerca de 50 mil publicações no Twitter, adianta o relatório, citado pela ‘Euronews’.
Movimentos políticos de extrema-direita polacos tem usado o crescimento dessas campanhas para suportar os seus ataques às políticas de acolhimento de refugiados ucranianos e de apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia.
Contudo, o relatório denuncia essas campanhas nas redes sociais como “falsas”, que são promovidas por um número muito reduzido de contas no Twitter, que se comportam como ‘bots’, ou seja, contas automatizadas operadas sem intervenção direta de um utilizador humano.
“Um pequeno número de pessoas está a tentar fortalecer o movimento [anti-refugiados ucranianos] e a tentar fazer passá-lo como expressão de apoio nativo, e não é esse o caso”, alerta Givi Gigitashvili, investigador do DFRLab.
O especialista reitera que, apesar do aparente crescimento de adesão a esse movimento, a tendência crescente é artificial. “Este tipo de sentimentos anti-Ucrânia não está a ganhar terreno assim tão facilmente, porque a sociedade tem uma atitude diferente face aos ucranianos”, elucida.
A declaração de Gigitashvili encontra correspondência num estudo publicado em julho pelo Instituto Económico da Polónia que demonstrou que 77% dos cidadãos polacos apoiam os refugiados ucranianos desde o início da guerra.
Esse apoio só não é ecoado pelo partido de extrema-direita Confederação, que tem criticado a política do governo de abrir as fronteiras aos refugiados da Ucrânia, acusando-o de dar a essas pessoas melhores condições do que as que oferece à própria população polaca.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/campanhas-nas-redes-sociais-contra-refugiados-ucranianos-estao-a-aumentar-mas-sao-falsas-alerta-relatorio/
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Crise energética: Argélia é fornecedor “confiável” de gás à Europa, diz presidente do Conselho Europeu
Por Filipe Pimentel Rações em 13:17, 6 Set 2022
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Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, acredita que a Argélia é um fornecedor “confiável” de gás à Europa, numa altura em que a União Europeia procura novas fontes de abastecimento para substituir a energia oriunda da Rússia.
De visita oficial ao país norte-africano, onde se reuniu com o Presidente Abdelmadjid Tebboune, na capital Argel, Michel disse aos jornalistas que “dadas as circunstâncias internacionais que todos conhecemos, a cooperação energética é obviamente essencial”.
(https://i.ibb.co/khmDVmV/Captura-de-ecr-2022-09-06-145047.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O responsável europeu destaca que “vemos a Argélia como um parceiro confiável, leal e empenhado no campo da cooperação energética”. Assim, e sendo o maior exportador de gás africano, a Argélia deverá assim aumentar o volume de exportações para os países da UE.
Antes da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a Argélia fornecia cerca de 11% do gás consumido no bloco europeu, face aos 47% enviados por Moscovo. De acordo com o ‘Middle Eastern Economic Survey’, o envio de gás da Argélia para a Europa caiu 18% no primeiro semestre de 2022, face ao mesmo período de 2021.
Contudo, a Europa está ciente do papel mais proeminente que o país norte-africano poderá desempenhar no suprimento das necessidades energéticas num contexto de corte total do abastecimento russo.
Ainda no mês passado, o Presidente francês Emmanuel Macron esteve em Argel, onde se encontrou com as autoridades argelinas com o fim de “diversificar” as fontes energéticas da Europa.
Apesar de a Argélia estar bem posicionada para mitigar parte das necessidades energéticas da União Europeia, alguns observadores consideram que a substituição do gás russo levará tempo, e que, até lá, os 27 Estados-membros devem encontrar soluções e ter um amplo leque de opções.
Recorde-se que ainda hoje o ministro russo da Energia, Nikolai Shulginov, alertou que é “altamente improvável” que a Europa consiga abandonar a sua dependência do gás russo até 2027. O responsável salientou que “dificilmente a Europa pode recorrer a alguém, exceto aos Estados Unidos, que estão a aumentar a produção de gás natural liquefeito”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/crise-energetica-argelia-e-fornecedor-confiavel-de-gas-a-europa-diz-presidente-do-conselho-europeu/
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“Absolutamente suicida”: Rússia responsabiliza EUA pela crise energética na Europa
Por Filipe Pimentel Rações em 13:46, 6 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo defende que os Estados Unidos são os principais responsáveis pela crise energética que grassa pela Europa, forçando os líderes europeus a assumirem medidas “suicidas” para cortar a cooperação económica e energética com a Rússia.
A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, quando questionada pela agência ‘Reuters’ sobre o que seria preciso para que o gasoduto Nord Stream 1 voltasse a enviar gás para a Europa, sentenciou que “quem começou isto têm de acabá-lo”.
Ela acusou os EUA de há muito tempo quererem quebrar as relações energéticas entre a Rússia e grandes Estados europeus, como a Alemanha, e argumenta que desde a era soviética Moscovo tem sido um fornecedor confiável da Europa. E aponta que Washington empurrou os líderes dos Estados-membros da União Europeia a adotarem medidas sancionatórias que só prejudicam os países europeus.
“O domínio de Washington prevaleceu”, salientou Zakharova, acrescentando que “é absolutamente suicida, mas parece que eles [os europeus] terão de enfrentar a situação”.
Enquanto o Ocidente tem acusado a Rússia de usar a energia como uma ferramenta de chantagem contra a Europa para conseguir o levantamento das sanções de que é alvo, Moscovo tem consistentemente alegado que a culpa da crise energética no ‘velho continente’ é dos próprios países ocidentais e das medidas punitivas que aplicam à Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/absolutamente-suicida-russia-responsabiliza-eua-pela-crise-energetica-na-europa/
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Rússia: Quase meio milhão de pessoas deixaram o país este ano, mais do dobro de 2021
Por Filipe Pimentel Rações em 15:25, 6 Set 2022
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Dados divulgados esta terça-feira pelo serviço estatal de estatística da Rússia, Rosstat, revelam que entre janeiro e julho deste ano já saíram do país cerca de 419 mil pessoas, mais de o dobro das 202 mil saídas registadas em igual período de 2021.
De acordo com as informações oficiais, a Ucrânia, país que desde fevereiro é o palco de uma guerra de grande escalada, é o destino mais procurado por quem deixa a Rússia. Assim, nos primeiros sete meses deste ano, 79.600 pessoas deixaram a Rússia e deram entrada na Ucrânia.
Também na lista dos destinos mais procurados estão antigas repúblicas soviéticas, como o Tajiquistão, a Arménia, o Quirguistão, o Cazaquistão e o Uzbequistão.
Do total de saídas não constam apenas cidadãos russos, mas também trabalhadores oriundos dos países circundantes.
Em sentido contrário, em janeiro e julho, entraram na Rússia 322.348 pessoas, número ligeiramente superior às 316.77 entradas registadas no mesmo período do ano passado.
As tendências de saída da Rússia são conhecidas numa altura em que a União Europeia está a implementar medidas para limitar o acesso de cidadãos russos aos territórios europeus.
No dia 31 de agosto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, anunciou que os 27 Estados-membros tinham, por fim, chegado a um acordo para terminar o entendimento que existia, dede 2007, entre Bruxelas e a Rússia, que facilitava a emissão de vistos para os cidadãos russos.
Assim, o coletivo europeu pretende dificultar a entrada de pessoas com nacionalidade russa nos Estados-membros da UE, considerando que os cidadãos russos não devem poder fazer turismo pela Europa, como se uma guerra não estivesse a ser travada pelo seu governo.
Contudo, quer a própria Comissão Europeia, quer, por exemplo, a Alemanha, tinham alertado para o perigo de estabelecer uma proibição total, argumentando que muitos russos decidem abandonar a Rússia por não se reverem nas políticas do Presidente Vladimir Putin e procurar refúgio e uma vida mais livre nos países a ocidente.
Nesse âmbito, a Comissão Europeia revelou hoje que a emissão de vistos para cidadãos russos passará a custar 80 euros, subindo dos atuais 35 euros, e o processo poderá demorar entre 15 e 45 dias.
Esta semana, Mikhail Khodorkovsky, um empresário russo que foi preso pelo Kremlin e que agora está exilado no Reino Unido, pediu ao Ocidente para não se esquecer que em todos os cidadãos da Rússia apoiam Putin, as suas políticas e a sua guerra na Ucrânia, sugerindo que a Europa não feche as suas portas àqueles que procuram fugir do regime russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-quase-meio-milhao-de-pessoas-deixaram-o-pais-este-ano-mais-do-dobro-de-2021/
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Rússia acusa Ocidente de impedir exportação de cereais e fertilizantes
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 15:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou hoje o Ocidente de quebrar o acordo internacional de Istambul ao impedir a exportação de cereais e fertilizantes russos através do Mar Negro.
“Os nossos colegas ocidentais não estão a fazer o que nos foi prometido pelo secretário-geral da ONU [António Guterres]”, disse Lavrov numa conferência de imprensa.
O ministro russo acusou os países ocidentais de se recusarem a tomar medidas para “levantar sanções logísticas que obstruem o livre acesso aos cereais e aos fertilizantes (russos) no mercado mundial”.
Lavrov sublinhou que Moscovo está a trabalhar com a ONU para cumprir integralmente os acordos alcançados em julho em Istambul, que criaram um corredor marítimo da costa ucraniana – que foi bloqueada pelos russos após a invasão na Ucrânia em 24 de fevereiro – ao Mediterrâneo para a exportação de cereais ucranianos.
O acordo, selado com a mediação do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pressupunha também o fornecimento de cereais e fertilizantes russos através do Estreito de Bósforo.
Várias dezenas de navios com produtos ucranianos partiram dos portos de Odessa, Chornomorsk e Pivdenny, localizados no Mar Negro.
A Rússia – que transformou o Mar de Azov num oceano interior ao tomar os portos ucranianos de Mariupol e Berdyansk – sustenta que a sua capacidade de exportação é muito maior em relação à da Ucrânia, tornando os seus suprimentos cruciais para evitar uma crise global de alimentos.
Alguns países, especialmente os africanos, pediram o levantamento das sanções que afetam as exportações russas de cereais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-acusa-ocidente-de-impedir-exportacao-de-cereais-e-fertilizantes
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Crise energética: Justificação de Moscovo para corte de gás à Europa é "obviamente falsa"
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 20:17
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Estados Unidos acusaram hoje a Rússia de "decidir fechar" o gasoduto Nord Stream que abastece a Europa e consideraram "obviamente falsa" a justificação de Moscovo, que associa a suspensão às sanções ocidentais pela invasão russa da Ucrânia.
“Os EUA e a Europa estão a trabalhar em conjunto para garantir que haja reservas suficientes”, assegurou um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, prometendo que “as reservas de gás da Europa estarão cheias pela primeira vez”.
A mesma fonte referiu que “ainda há muito trabalho a fazer” para encontrar formas de “aumentar as reservas de gás da Europa ou ajudar a impulsionar outras fontes de energia sempre que possível”.
A Rússia já exigiu em março que, a partir de 01 de abril, os países europeus pagassem em rublos pelo gás russo, em resposta à desconexão de vários bancos russos do sistema interbancário internacional ‘Swift’, mas vários recusaram fazê-lo, incluindo a Bulgária e a Polónia, pelo que a Gazprom lhes cortou o fornecimento.
Nos últimos meses, a gigante russa de gás suspendeu total ou parcialmente o fornecimento a 12 Estados-membros e interrompeu o trânsito de gás através do gasoduto ‘Nord Stream’ em várias ocasiões durante o verão, devido a alegadas obras de manutenção.
Na sexta-feira passada, acabou por interromper o fornecimento por tempo indeterminado, alegadamente devido a uma suspeita de fuga de óleo na única estação de compressão que ainda estava em operação, algo que a União Europeia classificou de “falácia”
A Rússia defendeu-se no domingo das críticas da União Europeia por cortar o fornecimento através do gasoduto Nord Stream afirmando ser o resultado das sanções e ações ocidentais e alertou que os preços do gás podem subir ainda mais.
No contexto de guerra na Ucrânia, a energia tem estado no centro de um braço-de-ferro entre Moscovo e os países ocidentais, que acusam a Rússia de utilizar o gás “como uma arma”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/crise-energetica-justificacao-de-moscovo-para-corte-de-gas-a-europa-e-obviamente-falsa
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Cidade da central nuclear de Zaporijia foi hoje bombardeada
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 20:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A cidade ucraniana onde se situa a central nuclear de Zaporijia foi hoje bombardeada, horas após a divulgação de um relatório da agência nuclear da ONU pedindo uma "zona de segurança" em torno do local controlado pelos russos.
“Neste momento, há explosões na cidade de Energodar (no sudeste da Ucrânia). As provocações continuam. Há bombardeamentos a ser levados a cabo pelos ocupantes”, indicou na plataforma digital Telegram o presidente da câmara pró-Kiev no exílio, Dmytro Orlov, instando a população da cidade de 50.000 habitantes antes da guerra a “manter-se nos seus abrigos” para se proteger, segundo a agência UNIAN.
Citado pela agência russa TASS, Vladimir Rogov, membro da administração da ocupação pró-russa da região de Zaporijia, rejeitou estas afirmações e afirmou, por sua vez, que se tratara de “um bombardeamento das Forças Armadas ucranianas” que tinha resultado “no segundo corte da eletricidade” no mesmo dia em Energodar.
“É possível que haja mais ataques”, declararam os responsáveis pela ocupação russa do local.
Os bombardeamentos da zona da central de Zaporijia, a maior da Europa, ocorreram algumas horas após a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que fez uma avaliação do estado das instalações, ter divulgado o seu relatório apelando para a criação de um perímetro de segurança em volta da central, situada perto da linha da frente, para impedir um desastre nuclear, classificando a atual situação como “insustentável”.
Há várias semanas que as instalações da grande central nuclear de Zaporijia e os seus arredores, em Energodar, são bombardeados, rejeitando Kiev e Moscovo a responsabilidade de tais ataques e culpando-se mutuamente da escalada dos combates naquela zona
Especialistas da agência especializada da ONU visitaram na semana passada a central e viram ‘in situ’ sinais de ataques anteriores.
O chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Iermak, afirmou na rede social Twitter que “as provocações russas em Energodar, à volta das instalações da central nuclear, não estão a funcionar”.
“Deve ser dada uma resposta forte a estas manipulações [russas que querem dizer] ‘levantem as sanções — terão gás'”, defendeu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 195.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cidade-da-central-nuclear-de-zaporijia-foi-hoje-bombardeada
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EUA recusam classificar Rússia como Estado "patrocinador do terrorismo"
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 20:54
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O governo dos Estados Unidos descartou hoje classificar a Rússia como um país "patrocinador do terrorismo", pela invasão lançada na Ucrânia, defendendo que teria "consequências indesejadas" quer para os ucranianos, quer para o resto do mundo.
“Não é a forma mais eficaz, ou a maneira mais contundente de responsabilizar a Rússia pelas suas ações”, destacou a porta-voz da presidência norte-americana (Casa Branca), Karine Jean-Pierre, em declarações aos jornalistas.
A reação surgiu horas depois do Presidente norte-americano, Joe Biden, ter recusado publicamente acrescentar Moscovo à ‘lista negra’ do Departamento de Estado.
Para Karine Jean-Pierre, considerar a Rússia um “patrocinador do terrorismo” poderia afetar “seriamente” a distribuição de ajuda em território ucraniano, ou o acordo entre Kiev e Moscovo para permitir a exportação de cereais.
Por sua vez, a presidência russa (Kremlin) celebrou através do principal porta-voz, Dimitri Peskov, a cautela por parte da Casa Branca, considerando que o mero debate sobre esta questão já é “monstruoso” por si só.
“É bom que o Presidente [dos Estados Unidos] responda assim”, realçou Peskov em declarações à televisão estatal, citadas pela agência de notícias russa TASS.
Atualmente, o governo dos EUA considera Cuba, Coreia do Norte, Irão e Síria como países que “não cooperam totalmente” com os norte-americanos na luta contra o terrorismo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 195.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-recusam-classificar-russia-como-estado-patrocinador-do-terrorismo
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EUA anunciam teste com míssil intercontinental e informam Moscovo
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 20:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram hoje que vão testar na quarta-feira um míssil balístico intercontinental (ICBM), uma revelação pouco habitual e destinada a evitar um agravamento das tensões com a Rússia em pleno conflito na Ucrânia.
“Este teste do míssil Minuteman III não armado terá lugar amanhã [quarta-feira], na manhã de 07 de setembro, a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia”, indicou o general Pat Ryder, porta-voz do Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano), em declarações aos ‘media’.
“Trata-se de um teste de rotina que estava previsto há algum tempo, e que como os anteriores testes vai validar e verificar a eficácia e grau de preparação do sistema”, acrescentou.
“Os Estados Unidos notificaram antecipadamente o Governo russo”, sublinhou o porta-voz.
Os EUA não anunciam habitualmente os seus testes com mísseis ICBM.
O último teste do Minuteman III, um míssil equipado com uma ogiva e que em contexto de guerra pode transportar uma bomba nuclear, foi adiado por duas ocasiões. Seria efetuado com sucesso em 16 de agosto.
O Minuteman III, operacional desde há 50 anos, é o único míssil terra-ar do arsenal nuclear dos Estados Unidos desde 2005.
Foi instalado em silos de lançamento e distribuídos por três bases militares norte-americanas no Wyoming, Dakota do Norte e Montana (norte dos Estados Unidos).
Os mísseis Trident, lançados a partir do mar, são transportados por submarinos norte-americanos, enquanto as bombas nucleares são transportadas por bombardeiros estratégicos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-anunciam-teste-com-missil-intercontinental-e-informam-moscovo
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Lituânia acusa Bielorrússia de danificar "repetidamente" vedação na fronteira
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 21:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O governo da Lituânia acusou hoje a Bielorrússia de "danificar repetidamente e deliberadamente" a vedação recentemente construída na fronteira entre os dois países, apontando que militares bielorrussos estão a ajudar imigrantes ilegais a chegarem à União Europeia (UE).
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Lituânia instou o governo de Minsk a tomar o mais rápido possível “todas as medidas necessárias para que estes incidentes não ocorram novamente”.
No comunicado, Vílnius apontou ainda que os soldados bielorrussos contribuíram para danificar a cerca e ajudaram “imigrantes ilegais” a atravessar para a Lituânia.
A fronteira, com quase 680 quilómetros de extensão, faz parte da fronteira externa da UE, onde as tensões aumentaram em 2020 depois de milhares de pessoas tentarem entrar em território comunitário de forma irregular.
Bruxelas acusou o líder bielorrusso Alexander Lukashenko de trazer imigrantes de regiões atingidas pela crise para a fronteira da UE, para pressionar o Ocidente por ter imposto sanções desde o início da guerra na Ucrânia.
Esta situação afetou particularmente a Lituânia, que, após um período sem incidentes, voltou a registar um aumento nas tentativas de cruzar a cerca da fronteira em agosto.
O governo de Vilnius respondeu à crise de 2020 construindo uma proteção de fronteira e uma cerca de quatro metros de altura com uma espiral de arame farpado no topo, concluída em agosto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lituania-acusa-bielorrussia-de-danificar-repetidamente-vedacao-na-fronteira
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Guterres pede compromisso de Moscovo e Kiev para travar ações militares em Zaporijia
MadreMedia / Lusa
6 set 2022 21:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu hoje que Rússia e Ucrânia se comprometam em travar atividades militares perto ou a partir da central nuclear de Zaporijia e que garantam um acordo por um perímetro desmilitarizado.
Numa reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na central nuclear, convocada pela Rússia, Guterres declarou que o secretariado das Nações Unidas “orgulhosamente apoiou” a “missão crítica” da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) em Zaporijia, mas frisou que continua “seriamente preocupado” com a situação dentro e ao redor daquelas instalações ucranianas, ocupadas pelas tropas russas.
“Qualquer ação que possa colocar em risco a integridade física, a segurança ou a proteção da central nuclear é inaceitável. Todos os esforços para restabelecer a central como infraestrutura puramente civil são vitais”, disse Guterres.
Nesse sentido, o secretário-geral da ONU pediu um compromisso por parte das forças russas, para retirar todo o pessoal e equipamentos militares daquele perímetro, e um compromisso das forças ucranianas, de não entrar naquela área.
Guterres aproveitou para lamentar o facto de que, no mês passado, a 10.ª Conferência de Revisão das Partes do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares não ter conseguido chegar a um consenso.
“O documento final procurou abordar a questão da segurança das centrais nucleares em zonas de conflito armado, inclusive na Ucrânia. Mas a Conferência não conseguiu chegar a um consenso para aproveitar a oportunidade para fortalecer o Tratado”, disse o ex-primeiro-ministro português.
Horas antes da reunião do Conselho de Segurança, a AIEA divulgou o seu relatório da visita à central de Zaporijia, no qual exigiu o estabelecimento de uma “zona de segurança” em redor daquela central nuclear ucraniana, para que se evite um acidente grave.
Perante as missões diplomáticas presentes no Conselho de Segurança, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, apresentou detalhes do relatório e afirmou que “estão a brincar com o fogo”.
Detalhando sete pilares do que considera ser fundamentais para a segurança das instalações, Grossi afirmou que o primeiro – dedicado à integridade física da central – “foi comprometido e continua a ser”.
“Vi isso pessoalmente e é inaceitável. Estão a brincar com o fogo e algo catastrófico pode acontecer. É por isso que pedimos a criação de uma zona de segurança na central de Zaporijia”, declarou, por videoconferência.
O segundo pilar referido por Grossi é que todos os sistemas e equipamentos da central deveriam estar totalmente funcionais e a operar normalmente.
“Mas vimos que estão a operar em circunstancias desafiadoras, com equipamento militar em várias áreas”, observou.
Também o ‘staff’ da central encontra-se a trabalhar em circunstâncias difíceis, com a AEIA a recomendar que os trabalhadores sejam ser autorizados a regressar “à sua rotina normal de responsabilidade e autoridade”, incluindo a receberam suporte familiar.
O quarto pilar referido por Grossi foi a necessidade de uma fonte de energia externa: “é crucial, porque, sem isso, a central pode perder funcionalidades cruciais, incluindo o arrefecimento de reatores. Sem isso, podemos ter um acidente nuclear”, alertou.
Grossi chamou ainda a atenção para a necessidade de cadeias logísticas e de transporte ininterruptas, uma vez que está em causa a maior central nuclear da Europa, que, “neste nível industrial”, requer um constante fluxo de equipamentos, mas que acabou interrompido pela guerra.
Em sexto lugar, o diplomata argentino destacou que os equipamentos de monitorização de radiação da central, fundamentais para se medir os níveis de radiação da mesma, foram afetados pelo conflito.
Por último, o diretor da AEIA alertou que, para um bom funcionamento, a central precisa de linhas de comunicação continuas e fidedignas com o regulador ucraniano e outras organizações. Contudo, “vimos repetidamente que estas linhas foram interrompidas”, disse.
Rafael Grossi, que liderou a visita de inspeção, afirmou que se tratou de “uma missão histórica” e que “permitiu fazer um relatório imparcial e técnico da situação”.
“As missões anteriores foram para apanhar os pedaços, mas esta missão foi para impedir que algo terrível aconteça”, declarou.
Esta é a terceira reunião do Conselho de Segurança sobre a Central de Zaporijia, após as reuniões sobre o assunto nos dias 11 e 23 de agosto, ambas solicitadas pela Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guterres-pede-compromisso-de-moscovo-e-kiev-para-travar-acoes-militares-em-zaporijia
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Zelensky pede a Wall Street que invista na Ucrânia
MadreMedia / AFP
6 set 2022 17:31
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Fonte de imagem: Lusa/Arquivo
O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky falou nesta terça-feira, durante a abertura da Bolsa de Nova York, pedindo que os investidores apostem no seu país enquanto luta para recuperar o território invadido pelas forças russas.
"Estamos a reconstruir a nossa economia, e queremos dar-vos a oportunidade de trabalharem junto connosco", disse Zelensky, que apareceu num vídeo com a frase: "O poder da liberdade" estampada na sua t-shirt.
"A Ucrânia é o caso de uma vitória futura e uma oportunidade para que invistam agora em projetos que gerem (...) centenas de milhares de dólares para compartilharem a vitória connosco", disse o presidente ao anunciar uma campanha de promoção de investimentos chamada, "Vantagem Ucraniana".
Depois da sua intervenção, o sino de abertura da Bolsa de Valores tocou entre aplausos como tem sido habitual em todas as aberturas deste mercado norte-americano.
Segundo a Ucrânia, serão precisos, pelo menos, 750 mil milhões de dólares (757 mil milhões de euros) para reconstruir o país, depois a destruição generalizada causada pelas forças russas, cuja invasão começou em fevereiro de 2022.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/economia/artigos/zelensky-pede-a-wall-street-que-invista-na-ucrania
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A falta de chips pode ser a solução para Putin perder a guerra?
06.09.2022 às 18h00
MANUEL NOBRE MONTEIRO
(https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/5/2022/02/220224_GettyImages-1238721305-1600x1054.jpg)
Cartaz “Stop Putin, Stop guerra”
Getty Images
O défice de chips da Rússia é uma das consequências das sanções do Ocidente, que impedem as forças armadas russas de renovarem os stocks de produtos. O jornal Politico teve acesso a uma lista de componentes eletrónicos que o país está a tentar conseguir
Seis meses após a primeira invasão à Ucrânia, a Rússia está a ser confrontada com um grave défice tecnológico. Após a utilização de armas muito mais do que o previsto, o país liderado por Vladimir Putin está limitado em termos de stock de antigas munições da Era Soviética e a capacidade em adquirir equipamentos eletrónicos que necessita para manter o esforço de guerra está cada vez mais comprometida, devido às sanções impostas pelo Ocidente. Com as importações suspensas, os militares russos estão a recorrer a chips destinados a eletrodomésticos para utilizar em equipamentos militares, como armas e mísseis.
O acesso a chips de alta tecnologia que a Rússia pode – ou não – conseguir ter, pode vir a marcar a evolução (ou o desfecho) da guerra. A Ucrânia está empenhada em garantir que esta aquisição seja fortemente limitada, enviando alertas internacionais aos aliados ocidentais para que o inimigo russo não consiga obter o que necessita da sua “lista de compras”. O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, sublinhou que a escassez de produtos está a tornar.se um fator decisivo na evolução da guerra. “De acordo com as nossas informações, os russos já gastaram cerca de metade do seu arsenal de armas”, referiu, acrescentando que não têm qualquer possibilidade de restabelecer os stocks.
A “lista de compras” elaborada pelo Kremlin, a que o jornal Politico teve acesso, está dividida em três categorias prioritárias e contém semicondutores, transformadores, conectores, invólucros, transístores, isoladores e outros componentes, produtos que Moscovo costumava encomendar às empresas do Reino Unido, da Holanda, da Alemanha, do Reino Unido, entre outras.
O programa de aquisições militares russo é “extenso, bem financiado, e tem uma enorme base militar e industrial que produz material”, explica James Byrne, diretor do Open-Source Intelligence and Analysis Research Group, do centro de defesa e segurança britânico RUSI, citado pelo jornal Politico. “Mas agora gastaram tanto na Ucrânia, que precisam de um grande volume de novos fornecimentos. E as sanções vão tornar-lhes [a tarefa] mais difícil…Portanto, vão ter de dar prioridade às coisas críticas, e é por isso que estamos a ver estes documentos. É óbvio que pensamos que eles estão a lutar para garantir os abastecimentos”, conclui.
Problemas no bloqueio de exportação
Os países ocidentais fortaleceram as sanções à Rússia, com controlos de venda de chips mais rígidos, com o objetivo de diminuir a capacidade militar russa. No entanto, há quem defenda que este regime de controlo de exportação pode não conseguir impedir as transferências de tecnologia. “Depois de os chips saírem das fábricas, é muito difícil ter a certeza para onde vão parar”, refere Diederik Cops, investigador na organização Flemish Peace Institute, citado pelo Politico. O medo do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, é que a Rússia consiga obter os produtos através de países intermediários, como a China ou o Irão, que compram a tecnologia e depois vendem-na a Moscovo.
“Países como a Coreia do Norte e o Irão acumularam anos de perícia para contornar as sanções. A Rússia preparou-se certamente para lidar com isto nos últimos meses…Os russos podem também contar com a aptidão histórica para criar os tais canais, também foi rotina durante a Guerra Fria. E existem longas fronteiras com os países vizinhos e uma grande rede de países aliados com quem trabalhar”, explica Cops.
Os EUA, a Europa e outros aliados ocidentais criaram regimes de licenciamento para impedir que as empresas exportassem tecnologia militar potencial para clientes que pudessem ser considerados um risco para a sua segurança. Mas é “um enorme desafio monitorizar os canais ilegais de proliferação, e mesmo os canais legais, para ver quem é o utilizador final”, diz ainda o especialista.
Fonte: visao.sapo.pt Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-09-06-a-falta-de-chips-pode-ser-a-solucao-para-putin-perder-a-guerra/
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Presidente ucraniano diz que coordenou com Truss "aumentar a pressão" sobre a Rússia
6 de setembro 2022 às 22:21
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/6/831942.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
"O objetivo é acabar com a agressão e levar os perpetradores à justiça", escreveu o líder ucraniano, através do Twitter, acrescentando que foi o "primeiro líder estrangeiro" a falar com Liz Truss após ter sido confirmada como primeira-ministra.
Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, afirmou esta terça-feira ter coordenado com a nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, "aumentar a pressão" sobre a Rússia, na sequência da invasão à Ucrânia.
"O objetivo é acabar com a agressão e levar os perpetradores à justiça", escreveu o líder ucraniano, através do Twitter, acrescentando que foi o "primeiro líder estrangeiro" a falar com Liz Truss após ter sido confirmada como primeira-ministra.
Downing Street, em comunicado, afirmou que Truss comunicou a Zelenski que o Reino Unido manterá seu "apoio à liberdade e à democracia" no seu país, que espera visitar brevemente.
A agora líder do governo do Reino Unido, afirmou que a Ucrânia "pode contar com a ajuda de longo prazo do Reino Unido", salientou a mesma fonte. Assim, os dois líderes discutiram "a necessidade de fortalecer a segurança global e as medidas necessárias para cortar os fundos que estão a alimentar a máquina de guerra de Putin", acrescentou uma porta-voz da Truss.
Note-se que a Rússia afirmou não esperar qualquer melhoria diplomática nas relações com o Reino Unido, indicou o porta-voz do Kremlin.
"A julgar pelas declarações de Truss, proferidas quando ainda era ministra dos Negócios Estrangeiros (...), podemos dizer, com grande certeza, que não devemos esperar mudanças para melhor", disse Dmitry Peskov, citado pela agência de notícias oficial russa TASS.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780330/presidente-ucraniano-diz-que-coordenou-com-truss-aumentar-a-pressao-sobre-a-r-ssia
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Putin quer impedir exportação de cereais ucranianos para a Europa
Mariana Espírito Santo
9:02
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/08/cropped-doc-20220731-39087671-10099700.jpg)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Putin vai falar com o Presidente turco para exigir que os cereais ucranianos se dirijam para "os países mais pobres" e não para a Europa.
O Presidente russo quer travar a exportação dos cereais ucranianos para a Europa, reiterando que quer que se dirijam para “os países mais pobres”. Vladimir Putin disse que vai falar com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre este assunto. Putin sinalizou também que as sanções do Ocidente contra o país eram um perigo para o mundo inteiro, que na sua opinião se está a voltar cada vez mais para a Ásia.
A nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, já conversou com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy para prometer o “apoio total” à Ucrânia. Além disso, também já se alinhou com o Presidente norte-americano, Joe Biden, sendo que ambos prometeram fortalecer o relacionamento perante a agressão de Vladimir Putin.
Os ministros da Energia da União Europeia (UE) deverão reunir-se esta sexta-feira para discutir várias medidas para a crise energética, nomeadamente a fixação de limites aos preços do gás natural que vem da Rússia.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/07/putin-quer-impedir-exportacao-de-cereais-ucranianos-para-a-europa/
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Ucrânia: Putin garante que invasão vai fortalecer a Rússia. “Tenho a certeza de que não perdemos nada e não perderemos nada”, frisa
Por Francisco Laranjeira em 09:43, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente Vladimir Putin garantiu, esta quarta-feira, que a Rússia vai emergir mais forte da sua invasão à Ucrânia ao atacar a “febre das sanções” dos Estados Unidos e da Europa em resposta à guerra.
“Tenho a certeza de que não perdemos nada e não perderemos nada”, referiu Putin no Fórum Económico do Leste, em Vladivistok, depois de ter sido questionado sobre o conflito na Ucrânia pelo moderador do painel após um discurso no qual não mencionou diretamente a guerra uma vez. “A principal coisa que ganharemos é fortalecer a nossa soberania.”
“A epidemia foi substituída por outros desafios, também de caráter global, que ameaçam o mundo inteiro”, sublinhou o líder do Kremlin, em referência ao impacto económico da Covid-19. “Quero dizer a febre das sanções do Ocidente, as suas tentativas agressivas de impor um modelo de comportamento a outros países, privá-los da sua soberania e subordiná-los à sua vontade.”
O líder russo insistiu ainda que era “impossível” isolar a Rússia, acrescentando: “Entendemos os riscos e precisamos mantê-los em foco.”
Putin atacou as sanções internacionais um dia depois de um relatório interno confidencial preparado para o Governo russo mostrou que o país pode enfrentar uma recessão mais longa e profunda à medida que o impacto das sanções dos EUA e da Europa se espalha.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-garante-que-invasao-vai-fortalecer-a-russia-tenho-a-certeza-de-que-nao-perdemos-nada-e-nao-perderemos-nada-frisa/
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Presidente russo Vladimir Putin avisa que é impossível isolar a Rússia
Agência Lusa 07 set 2022 09:40
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Foto EPA/MIKHAIL METZEL/KREMLIN POOL/SPUTNIK
O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que é impossível para os países ocidentais isolarem a Rússia, apesar das sanções contra Moscovo, que representam uma "ameaça para o mundo inteiro".
"Não importa o quanto alguns gostariam de isolar a Rússia, é impossível fazê-lo", disse Putin num fórum económico focado na Ásia, em Vladivostok, cidade no extremo oriente da Rússia.
A pandemia da covid-19 "foi substituída por novos desafios globais, que ameaçam o mundo inteiro. Refiro-me à febre das sanções do ocidente", acrescentou Putin.
O Presidente russo denunciou "a teimosa recusa das elites ocidentais em ver os factos" e "a dominação ardilosa dos Estados Unidos" na implementação de pesadas sanções contra a Rússia, após a invasão russa na Ucrânia em 24 de fevereiro.
"Mudanças irreversíveis ocorreram em todo o sistema de relações internacionais", observou.
Apesar de uma enxurrada de sanções ocidentais, Putin disse que a Rússia "não perdeu nada e não perderá nada". "Há alguma polarização a acontecer, mas penso que só será benéfico", acrescentou.
Diante de muitos líderes económicos e políticos asiáticos, particularmente chineses, Putin também elogiou "o papel crescente" da região Ásia-Pacífico nos assuntos mundiais, em contraste com um ocidente que descreveu como em declínio, prejudicado em particular pela " inflação".
"O papel dos países da região Ásia-Pacífico cresceu significativamente", declarou.
Perante "a agressão tecnológica, financeira e económica do Ocidente", o Presidente russo disse estar satisfeito com o "distanciamento realizado pouco a pouco" da economia russa do dólar, do euro e da libra esterlina, "moedas pouco fiáveis", em favor do yuan chinês.
Na terça-feira, a gigante estatal russa do gás Gazprom, anunciou que a China passaria a pagar os seus contratos em rublos e yuans, no lugar de dólares, um novo sinal de reaproximação entre Moscovo e Pequim em meio a tensões com o Ocidente.
"A maioria absoluta dos Estados da Ásia-Pacífico não aceita a lógica destrutiva das sanções", disse Putin novamente.
"Uma parceria criativa abrirá enormes novas oportunidades para os nossos povos", disse Putin no seu discurso.
Putin e o Presidente chinês, de Xi Jinping, vão reunir-se nos dias 15 e 16 de setembro em Samarcanda, no Uzbequistão, por ocasião de uma cimeira regional, anunciou hoje a diplomacia russa, naquela que viagem ao estrangeiro do chefe de Estado chinês desde o início da pandemia.
"Em menos de 10 dias, uma nova reunião dos nossos líderes (Vladimir Putin e Xi) acontecerá na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX)", anunciou o embaixador russo em Pequim, Andrei Denissov, citado pelas agências de notícias russas Ria Novosti e Tass.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/7/326964-presidente-russo-vladimir-putin-avisa-que-e-impossivel-isolar-a-russia/
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Ucrânia: comandantes russos têm enfrentado motins em massa, garantem serviços de inteligência ucranianos
Por Francisco Laranjeira em 10:30, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os comandantes russos no sul da Ucrânia têm enfrentado motins em massa depois de diversos regimentos terem-se recusado a lutar devido à falta de abastecimentos básicos e sem salários, revelou esta quarta-feira o tabloide britânico ‘Daily Mail’, que revelou que o 127º regimento russo do 1º corpo do exército terá ignorado as ordens para se juntar à batalha perto da cidade de Kherson, segundo dados dos serviços de inteligência ucranianos.
Os soldados que lideraram o motim terão dito aos superiores que não podiam lutar porque sofriam semanas de escassez de água e rações, tudo isto sem receber os respetivos salários – as agências de inteligência russas GRU e FSB ‘investigaram’ os indivíduos responsáveis por liderar a revolta e terá removido os responsáveis das suas posições, explicaram os militares da Ucrânia.
Os amotinados, os chamados ‘refuseniks’, têm sido enviados para centros de detenção em território ocupado pela Rússia, onde são intimidados a regressar às linhas de frente ou mantidos em condições terríveis e torturados. A segurança de tais campos é garantida por mercenários do Grupo Wagner, também conhecido como o exército privado de Putin.
O 127º regimento é apenas uma das várias unidades russas que optaram por ignorar ordens – dezenas de soldados demitiram-se das suas funções em massa. Outros depuseram as suas armas depois de semanas de batalha, enquanto estavam drasticamente carentes de comida, água e munições, isto quando surgem relatos do sucesso da contraofensiva da Ucrânia na frente sudeste, no qual terão sido recapturadas várias áreas antes ocupadas pelo exército russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-comandantes-russos-tem-enfrentado-motins-em-massa-garantem-servicos-de-inteligencia-ucranianos/
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Garantir fracasso da invasão de Putin à Ucrânia: Truss e Biden já falaram e estabeleceram compromisso
Por Francisco Laranjeira em 10:45, 7 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Biden-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente americano, Joe Biden, já conversou com a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss durante a noite de terça-feira e foi acordado o estreitar de relações dos dois países bem como garantir o fracasso do presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia.
“Os líderes reforçaram o seu compromisso com o fortalecimento da liberdade global, abordando os riscos representados pelas autocracias e garantindo o fracasso de Putin na Ucrânia”, explicou um porta-voz de Downing Street, em declarações à ‘BBC’.
“A primeira-ministra espera trabalhar com o presidente Biden como líderes de democracias livres para enfrentar desafios comuns, particularmente os problemas económicos extremos desencadeados pela guerra de Putin”, disse.
Foi ainda discutido entre os dois líderes “a força duradoura do seu relacionamento especial” e concordaram em construir essa união, inclusive promovendo as suas alianças de defesa através da NATO e da AUKUS (aliança formada pelo Reino Unido, Estados Unidos e Austrália).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/garantir-fracasso-da-invasao-de-putin-a-ucrania-truss-e-biden-ja-falaram-e-estabeleceram-compromisso/
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Oligarcas russos terão oferecido dinheiro à Ucrânia para evitar sanções ocidentais, garante Governo ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 12:36, 7 Set 2022
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Alguns empresários russos sancionados pelo Ocidente ofereceram à Ucrânia dinheiro para que sejam levantadas as sanções de que são alvo, informou esta quarta-feira o jornal britânico ‘Financial Times’ – segundo a publicação, o bilionário Mikhail Fridman, um dos cofundadores do Alfa-Bank, o maior banco privado da Rússia, tal como diversos outros empresários russos, entraram em contacto com a Ucrânia para fazer a oferta, embora não estando claro quando estas foram feitas.
Muitos oligarcas russos, sancionados pelo Ocidente pela invasão russa da Ucrânia, procuram formas de evitar as sanções que limitam o dinheiro que têm, o que podem gastar e para onde podem ir. Muitos estão sob observação da Rússia e temem represálias caso se manifestem contra a guerra.
Mas, segundo o ‘FT’, a Ucrânia não está aberta às suas propostas. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky “recusou” a ideia de suspender as sanções contra alguns empresários russos. “A Ucrânia não está a usar sanções como uma ferramenta de chantagem. Isto é uma questão de princípio. O principal objetivo das sanções é parar a guerra e não encontrar condições para um acordo para as levantar”, frisou Rostislav Shurma, vice-chefe do gabinete de Zelensky.
No caso de Fridman, que nasceu na Ucrânia, Zelensky frisou que só aceitaria a oferta se este denunciar Putin, destruir o seu passaporte russo e for mais crítico da invasão russa da Ucrânia, revelou fonte próxima de Zelensky – Fridman, por seu lado, negou ter falado sobre como obter a cidadania ucraniana com o Governo de Kiev.
Também não está claro se a Ucrânia descartou completamente qualquer uma das ofertas dos russos.
Em maio último, as autoridades ocidentais consideraram a ideia de suspender as sanções contra os russos se doassem dinheiro para a Ucrânia, segundo revelou a ‘Associated Press’: Chrystia Freeland, vice-primeira-ministra e ministra das Finanças do Canadá, propôs a ideia numa cimeira financeira do G7, embora não esteja claro se a ideia tenha sido totalmente rejeitada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/oligarcas-russos-terao-oferecido-dinheiro-a-ucrania-para-evitar-sancoes-ocidentais-garante-governo-ucraniano/
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Países bálticos ‘fecham’ as portas aos cidadãos russos: medidas devem ser aplicadas nos próximos 10 dias
Por Francisco Laranjeira em 11:56, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os países bálticos preparam-se para restringir, quase por completo, as passagens da fronteira para os russos que possuem vistos Schengen, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevics.
Após uma reunião entre os oito ministros dos Negócios Estrangeiros nórdicos e bálticos, Rinkevics anunciou que foi alcançado um acordo conjunto para restringir a entrada através das fronteiras russas e bielorrussas à Letónia, Estónia e Lituânia para os cidadãos russos.
“O que vimos nas últimas semanas e meses é que o número de passagens de fronteira por cidadãos russos com vistos Schengen aumentou drasticamente, o que está a tornar-se uma questão de segurança pública mas também uma questão de natureza moral e política”, explicou o ministro, salientando que haverá exceções para os cidadãos russos que cruzam a fronteira por motivos humanitários e familiares, motoristas de longo curso e diplomatas. Os detalhes serão anunciados nos próximos dias.
Edgars Rinkevics acrescentou que espera que as medidas sejam aplicadas nos próximos 10 dias e entrarão em vigor ao mesmo tempo nos três países.
A Finlândia, que reduziu a emissão de vistos de turista para russos em 10%, não vai restringir todos os russos que viajam com vistos Schengen até que uma decisão seja tomada no nível da UE. “Também esperamos que a Comissão possa fazer uma recomendação a nível europeu, porque, infelizmente, a Finlândia e o aeroporto de Helsínquia tornaram-se uma das rotas de trânsito para pessoas que voam para a Grécia, Espanha ou Itália”, disse o ministro finlandês, Pekka Haavisto. “É muito importante que, ao nível da UE, abordemos este problema”, acrescentou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/paises-balticos-fecham-as-portas-aos-cidadaos-russos-medidas-devem-ser-aplicadas-nos-proximos-10-dias/
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União Europeia exige poupança obrigatória de energia e limites para gás russo
MadreMedia
7 set 2022 12:09
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Presidente da Comissão europeia revela pela primeira vez que esta medida terá de ser obrigatória, admitindo também que a Rússia é um fornecedor "pouco confiável"
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, propôs esta quarta-feira cinco medidas para lidar com a crise energética, uma das quais a poupança energética por parte dos países da UE.
“Temos uma escassez global de fornecimento de energia. Portanto, é preciso haver uma redução inteligente da demanda. Iremos propor uma meta obrigatória de redução do consumo de eletricidade nas horas de ponta”, salientou a presidente da Comissão Europeia.
De acordo com o revelado por Ursula von der Leyen, a Comissão Europeia quer impor também um teto máximo para os lucros das empresas produtoras de eletricidade com baixos custos e uma “contribuição solidária” das empresas de combustíveis fósseis, assim como estabelecer um limite para a compra de gás russo.
Estas medidas, que Bruxelas quer “imediatas”, visam “proteger consumidores e empresas vulneráveis”, numa altura em que famílias e empresas enfrentam “preços astronómicos de eletricidade” e se assiste a “uma enorme volatilidade do mercado”.
Estas propostas foram apresentadas pela presidente do executivo comunitário na antevéspera de um Conselho extraordinário de ministros da Energia, agendado para sexta-feira em Bruxelas, com vista à adoção de medidas ao nível comunitário para fazer face à subida galopante dos preços da energia na UE, agravada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que já entrou no sétimo mês.
“Estamos perante uma situação extraordinária, porque a Rússia é um fornecedor pouco fiável e está a manipular os nossos mercados energéticos. A nossa unidade e a nossa solidariedade assegurar-nos-ão que prevaleceremos”, declarou Von der Leyen.
*Com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-exige-poupanca-obrigatoria-de-energia
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Base russa em Melitopol é destruída depois de hackers ucranianos terem enganado soldados com perfis falsos de mulheres atraentes, revela responsável
Por Francisco Laranjeira em 14:13, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Uma base russa foi atacada pelas forças armadas da Ucrânia depois de um hacker ucraniano ter criado perfis falsos de mulheres atraentes nas redes sociais e, dessa forma, ter enganado as tropas de Putin a revelar a sua posição, revelou esta quarta-feira o tabloide britânico ‘Daily Mail’.
Em declarações aos britânicos do ‘Financial Times’, Nikita Knysh, de Kharkiv, que é profissional de IT, explicou que queria usar as suas habilidades de hacker para ajudar o seu país a vencer a Rússia e fundou o grupo ‘Hackyourmom’ – conjuntamente com o seu grupo de 30 hackers, enganaram os soldados russos estacionados em Melitopol. Através das imagens, conseguiram determinar a localização da base militar russa naquela cidade do sul da Ucrânia.
Dias depois, a base militar foi atacada, segundo confirmou Ivan Fedorov, autarca de Melitopol, na rede social ‘Telegram’. “Outra noite explosiva em Melitopol e Myrne, no distrito de Melitopol. Às 13h, moradores de todos os bairros ouviram fortes explosões. A primeira era tão forte que as janelas de algumas casas tremeram e o gesso caiu. Estamos a aguardar a confirmação de que as Forças Armadas da Ucrânia destruíram outra base dos ocupantes com ataques de precisão. O inimigo nunca estará em paz em nossa terra.”
Mais tarde, escreveu: “Em Melitopol, uma das maiores bases inimigas no território da central ‘Actovolorlit’ foi destruída.” As filmagens mostraram os ruídos e as luzes brilhantes das explosões perto da base.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/base-russa-em-melitopol-e-destruida-depois-de-hackers-ucranianos-terem-enganado-soldados-com-perfis-falsos-de-mulheres-atraentes-revela-responsavel/
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Militar de topo da Ucrânia assume responsabilidade por ataque a base aérea russa na Crimeia
Por Filipe Pimentel Rações em 16:35, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O comandante das Forças Armadas ucranianas, Valeriy Zaluzhnyi, admitiu ter sido responsável por várias ordens de ataque a bases aéreas da Rússia na Ucrânia, incluindo pelo ataque que destruiu as instalações militares de Saky, na península da Crimeia, ocupada por Moscovo desde 2014.
Num artigo de opinião divulgado pela publicação ucraniana Ukrinform, Zaluzhnyi denuncia o que considera ser a estratégia da Rússia para afastar a guerra da população russa, instalando bases no território do país vizinho, e escreve sobre “os esforços bem-sucedidos das Forças Armadas da Ucrânia para transferir fisicamente as hostilidades para a Crimeia”, cita a ‘Reuters’.
“Referimo-nos a uma séria de ataques de foguetes contra as bases aéreas do inimigo na Crimeia, sobretudo, no aeródromo de Saky”, afirmou o oficial militar, explicando que foram atingidos 10 aviões russos.
Até agora, a Ucrânia nunca tinha confirmado, de forma clara e inequívoca, que tinha sido responsável pelo ataque à base russa na Crimeia, sendo este artigo de opinião a primeira confirmação oficial.
Valeriy Zaluzhnyi reconhece também a guerra poderão estender-se pelo ano de 2023. “Há todas as razões para acreditar que o conflito se prolongará para além do ano de 2022.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/militar-de-topo-da-ucrania-assume-responsabilidade-por-ataque-a-base-aerea-russa-na-crimeia/
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Ucrânia: Partido de Putin propõe referendos à anexação de territórios ocupados para dia 4 de novembro
Por Filipe Pimentel Rações em 17:33, 7 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O partido Rússia Unida, que tem uma vasta maioria no parlamento russo e que está intimamente associado ao Presidente Vladimir Putin, propôs esta quarta-feira que os referendos para anexar os territórios ocupados na Ucrânia aconteça no dia 4 de novembro.
A data não é escolhia por acaso, pois é nesse mesmo dia que se celebra o Dia da Unidade Nacional da Rússia, sendo que o dirigente do Rússia Unida, Andrey Turchak, considera que realizar os referendos nesse dia será “certo e simbólico”, de acordo com publicação na sua página na rede social Telegram.
(https://i.ibb.co/b64NsGw/Captura-de-ecr-2022-09-07-185859.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Após a auscultação, que vários observadores consideram que serão simulações democráticas e que não refletirão a vontade das populações visadas, “Donetsk, Luhansk e muitas outras cidades russas finalmente regressarão ao seu porto de partida”, salienta Turchak, “e o mundo russo, agora dividido por fronteiras formais, recuperará a sua integridade”. E assegura que as populações dessas regiões “estão prontas para isso há muito tempo”.
Depois do anúncio, um oficial da administração instalada por Moscovo na região de Kherson, Kirill Stremousov, garantiu que “faremos os preparativos para essa data precisa, mesmo que estejamos para realizar esse referendo neste exato momento”.
No passado mês de julho, as informações indicavam que os referendos para a anexação de Kherson e de Zaporíjia estariam agendados para setembro. Contudo, o processo foi suspenso devido ao agravamento do contexto de seguranças nas regiões, devido aos combates e bombardeamentos constantes.
O Rússia Unida tem 323 dos 444 lugares ocupados na Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, pelo que se a proposta for avançada é praticamente certo de que será aprovada, considerando, também, que muitos outros partidos com assento parlamentar apoiam a fação dominante.
Ao anexar os territórios atualmente sob controlo das suas forças militares, a Rússia procurará consolidar as conquitas feita na Ucrânia, numa altura em que alguns observadores considera que a máquina de guerra de Putin está a perder fulgor, devido à falta de pessoal, fruto de um elevado número de baixas, e de equipamento.
Dados das Forças Armadas ucranianas indicam que, desde o início da guerra, Moscovo já terá perdido mais de 50 soldados, feridos ou mortos, e milhares de unidades de material bélico.
(https://pbs.twimg.com/media/FcCDrAlXoAIAbER?format=png&name=small)
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-partido-de-putin-propoe-referendos-a-anexacao-de-territorios-ocupados-para-dia-4-de-novembro/
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Ocidente está a seguir "uma política baseada na provocação" contra a Rússia, aponta Erdogan
JORNAL I
07/09/2022 15:38
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/7/831987.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Depois de criticar a posição do ocidente, o chefe do Estado turco sublinhou a forma como tem equilibrado os laços políticos entre a Rússia e a Ucrânia.
O Presidente da Turquia, Recep Erdogan, afirmou “muito abertamente” que os países ocidentais estão a seguir “uma política baseada na provocação” contra a Rússia.
"Posso dizer muito abertamente que não considero correta a atual atitude do Ocidente. [...] O Ocidente está a seguir uma política baseada na provocação", declarou Erdogan numa conferência de imprensa com o homólogo sérvio, Aleksandar Vucic, quando foi questionado sobre a crise energética na Europa.
Depois de criticar a posição do ocidente, o chefe do Estado turco sublinhou a forma como tem equilibrado os laços políticos entre a Rússia e a Ucrânia.
"Quando se tenta travar uma guerra de forma tão provocadora, não se poderá alcançar os resultados desejados. Nós, Turquia, sempre mantivemos uma política de equilíbrio entre a Rússia e a Ucrânia", salientou.
Recorde-se que a Turquia forneceu a Kiev drones militares, mas não aderiu como os restantes países da NATO às sanções aplicadas contra a Rússia desde o início da ofensiva de Moscovo na Ucrânia.
Atualmente, a crise de gás na Europa está no centro da discussão política. Para Erdogan, a crise energética é o resultado de uma política europeia de fazer frente a Putin, levando-o a utilizar esta matéria-prima como arma.
"Claro, a Europa colhe o que semeou. Desde logo, a postura da Europa contra Putin, com a imposição das sanções, levaram Putin, quer queira quer não, ao ponto de dizer: 'se fizerem isso, eu farei isto'", apontou chefe de Estado turco ainda em Ancara, antes de seguir para Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina.
"Putin usa todas as possibilidades e armas à sua disposição. Uma das mais importantes é o gás natural. [...] É lamentável, não queríamos, mas isto está a acontecer e acho que, neste inverno, a Europa vai ter problemas realmente sérios. Nós, na Turquia, não teremos esse problema", frisou.
Ainda assim, Erdogan pronunciou-se contra a invasão russa no início do conflito, estando a favor da integridade territorial da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia (anexada pela Rússia em 2014). Contudo, tem feito várias declarações nas quais tomou o lado russo.
Durante o período de negociações, a diplomacia turca teve um importante papel no desbloqueio da exportação de cereais ucranianos e de fertilizantes russos. Em Istambul, Ucrânia, Rússia, Turquia e as Nações Unidas assinaram os acordos sobre a exportação de cereais e de produtos agrícolas através do Mar Negro.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780377/ocidente-esta-a-seguir-uma-politica-baseada-na-provocacao-contra-a-r-ssia-aponta-erdogan?seccao=Mundo_i
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Hackers pro-Rússia reivindicam ataque DDoS que afetou mais de 20 sites do governo japonês
Francisca Andrade
Casa dos Bits
7 set 2022 16:22
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
O incidente registado no Japão, que afetou um vasto conjunto de websites governamentais, surge após ataques em larga escala do grupo de piratas informáticos a websites governamentais na Itália, Lituânia, Estónia, Polónia e Noruega.
O governo do Japão confirmou que mais de 20 websites, pertencentes a quatro ministérios, sofreram disrupções devido a um ataque DDoS. O ataque foi reivindicado pelo grupo de piratas informáticos pro-Rússia Killnet através de uma mensagem deixada no seu canal de Telegram.
Além de causarem disrupções nos websites governamentais, os hackers terão também impactado o portal dos impostos autárquicos, assim como a Mixi, considerada como a segunda maior rede social do Japão.
Como avança a Reuters, o governo japonês está a investigar o envolvimento do grupo de hackers no ataque. “Estamos cientes de que o grupo sugeriu que estava por trás do ataque, mas, neste momento, ainda estamos a investigar a causa do mesmo, incluindo o envolvimento dos piratas informáticos”, afirma Hirokazu Matsuno, porta-voz do governo do país.
Numa nota enviada ao SAPO TEK, Sergey Shykevich, Threat Intelligence Group Manager da Check Point Software, explica que o tipo de ataque utilizado pelos hackers foi concebido para “derrubar” serviços online, ou recursos de rede, sobrecarregando os servidores com milhares de pedidos e excedendo a capacidade de resposta.
Os motivos do grupo Killnet “para estes ataques deve-se ao apoio do Japão à Ucrânia na atual guerra contra a Rússia, bem como a uma disputa de décadas sobre as Ilhas Kuril, sobre as quais ambas as partes reclamam a soberania”, detalha o responsável.
O incidente registado no Japão surge após ataques em larga escala do grupo de piratas informáticos a websites governamentais na Itália, Lituânia, Estónia, Polónia e Noruega.
Referenciando um recente relatório da empresa de cibersegurança, Sergey Shykevich lembra que se registou um aumento global de 42% a nível de ciberataques, com uma subida significativa de ataques levados a cabo por grupos de hackers patrocinados e mobilizados pelo Estado, “que ganharam ímpeto desde o início da guerra Rússia-Ucrânia”.
“Como já avisámos anteriormente, as organizações nos países afetados devem estar atentas aos riscos, uma vez que estes grupos utilizam instrumentos variados para atingir os seus objetivos, incluindo roubo de dados e ataques perturbadores”, realça.
Os ciberataques são cada vez mais usados como arma de guerra: um cenário que tem sido observado nos últimos meses com a preparação da ofensiva russa contra a Ucrânia, que terá estendido o efeito a 42 países. Os especialistas em cibersegurança esperavam que os conflitos na Ucrânia tivessem maior impacto no campo digital, porém, a infraestrutura ucraniana tem vindo a resistir às táticas do Kremlin.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/hackers-pro-russia-reivindicam-ataque-ddos-que-afetou-mais-de-20-sites-do-governo-japones
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Roger Waters defende rendição de Ucrânia: “Atirar gasolina, ou seja, armas, para o fogo não resulta"
7 de setembro 2022 às 19:53
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/7/832006.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Músico enviou carta à primeira-dama da Ucrânia, defendendo o fim da guerra.
Roger Waters, músico dos Pink Floyd, escreveu na segunda-feira uma carta aberta a Olena Zelenska, primeira-dama da Ucrânia, em que pede pelo fim da guerra com a Ucrânia a aceitar a autonomia dos territórios de Donetsk e Luhansk, reinvindicados pela Rússia, na sequência da invasão.
“Se ‘apoiar a Ucrânia’ significa enviar mais armas ao governo de Kiev, está completamente enganada”, escreveu. “Atirar gasolina, ou seja, armas, para o fogo não resulta", começou por ter o músico no texto.
Waters afirma que Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia , mostrou, no passado, "ter boas intenções", fazendo referência a declarações feitas em 2019, quando o líder ucraniano prometeu acabar com a guerra civil no leste e dar autonomia às regiões de Donetsk e Luhansk”.
(https://scontent.xx.fbcdn.net/v/t39.30808-6/305446098_611835453646760_2135580307555418118_n.jpg?stp=dst-jpg_p206x206&_nc_cat=1&ccb=1-7&_nc_sid=8024bb&_nc_ohc=5-mTMVePYBkAX-aCsM7&_nc_ht=scontent.xx&edm=AN6CN6oEAAAA&oh=00_AT9yCqMmQOYYSugs2rNIiNkajJYpS-tfpkB8pdYKsTuaaQ&oe=631D2BFC)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
“Podemos assumir que as políticas eleitorais do seu marido não caíram bem junto de determinadas fações políticas em Kiev”, acrescenta o artista, rematando: "Infelizmente, o seu marido concordou em menosprezar, de uma forma totalitária e antidemocrática, a vontade do povo ucraniano"
“As forças nacionalistas extremistas que desde então mandam na Ucrânia ultrapassaram as várias linhas vermelhas traçadas pelos vossos vizinhos, a Rússia. Como consequência, foram esses mesmos nacionalistas extremistas a conduzir o país para esta guerra desastrosa", pode ainda ler-se na mesma carta.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780396/roger-waters-defende-rendicao-de-ucr-nia-atirar-gasolina-ou-seja-armas-para-o-fogo-nao-resulta
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A União Europeia tem um plano, Putin acha-o 'estúpido' e o inverno continua uma incógnita
MadreMedia
7 set 2022 20:09
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A disputa entre a União Europeia e a Rússia em torno do fornecimento de gás ao velho continente vai definir o inverno. É isso que a torna tão urgente, uma vez que ao contrário do que acontece em Portugal, na generalidade do país e durante a maior parte dessa estação, vários países da Europa do norte e central precisam desta energia para manter os espaços a uma temperatura que contorne o frio que se faz sentir fora dos edifícios.
A Rússia sabe-o, a União Europeia sabe-o. Depois de na sexta-feira a Gazprom, que gere o gasoduto Nord Stream, ter anunciado que iria suspender o fluxo de gás para a Europa através da Alemanha devido a uma fuga de óleo detetada numa turbina da única estação de compressão ainda em funcionamento - o que a União Europeia já disse que é uma “falácia” - e um dia depois da mesma empresa ter divulgado um vídeo do continente europeu a gelar perante a ausência do gás russo, a Comissão Europeia veio anunciar que quer um limite de preços para importações de gás por gasoduto da Rússia para a União Europeia para contornar os “valores extremamente elevados”.
A posição consta de um documento de trabalho que o executivo comunitário divulgou hoje e que será discutido no Conselho Extraordinário da Energia da próxima sexta-feira, no qual a instituição argumenta que, para a UE conseguir uma reduzida exposição ao gás russo, deveria considerar como “opção mais viável”, impor um “limite de preços para as importações de gás por gasoduto”.
Para a Comissão Europeia, tal solução também permitirá contornar os “preços extremamente elevados do gás natural, [que] permitiram à Rússia manter as receitas apesar dos cortes deliberados nos volumes”, numa altura em que se registam fortes perturbações no abastecimento a alguns países da UE (principalmente a 13 Estados-membros) e em que se teme rutura total.
“O gás russo por gasoduto não pode ser facilmente desviado para países terceiros. Um limite de preço do gás russo por gasoduto permitiria a compra desse gás na medida em que o preço não excedesse um limiar preestabelecido. O limite de preço aplicar-se-ia no momento da importação, deixando a formação de preços para a venda de gás dentro do mercado interno inalterada”, explica a instituição no documento de trabalho, consultado pela Lusa.
De acordo com Bruxelas, uma fixação do limite de preços acima do custo marginal de produção poderia ajudar a assegurar o abastecimento e a baixar os preços.
Embora admitindo que “a medida pode muito bem ser utilizada pela Rússia para justificar novas ruturas ao abrigo dos contratos existentes”, o executivo comunitário garante que, devido “à diversificação, poupança e armazenamento, e dada a última perturbação, a UE está agora melhor preparada para este cenário”.
Esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou também que a instituição quer impor um teto máximo para os lucros das empresas produtoras de eletricidade com baixos custos e uma “contribuição solidária” das empresas de combustíveis fósseis, assim como estabelecer um limite para a compra de gás russo.
Estas três medidas, que Bruxelas quer “imediatas”, fazem parte de um pacote de propostas anunciado hoje por von der Leyen com vista a “proteger consumidores e empresas vulneráveis”, quando famílias e empresas enfrentam “preços astronómicos de eletricidade” e se assiste a “uma enorme volatilidade do mercado”.
O pacote inclui ainda duas outras propostas: uma meta vinculativa para redução do consumo de eletricidade e a facilitação de apoio à liquidez por parte dos Estados-membros para as empresas de serviços energéticos que se confrontam com problemas devido a essa volatilidade do mercado.
As propostas foram apresentadas na antevéspera de um Conselho extraordinário de ministros da Energia, agendado para sexta-feira em Bruxelas, com vista à adoção de medidas ao nível comunitário para fazer face à subida galopante dos preços da energia na UE, agravada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que já entrou no sétimo mês.
Bruxelas aponta no documento de trabalho que, no que toca ao gás por gasoduto, “fornecedores fiáveis como a Noruega têm maximizado os seus aprovisionamentos de gás à UE”.
Ora, a resposta da Rússia era de esperar. Vladimir Putin disse que o país irá interromper o fornecimento de petróleo e gás se forem impostos tetos de preços.
"A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no setor da energia não tem condições de impor nada. O teto de preços é uma decisão absolutamente estúpida", disse Putin durante o Fórum Económico Oriental.
O presidente russo, Vladimir Putin, negou ainda que Moscovo esteja a usar a energia como uma "arma".
"Dizem que a Rússia usa energia como arma. Mais coisas sem sentido! Que arma usamos? Fornecemos o que for necessário de acordo com os pedidos" dos importadores, disse Putin ao Fórum Económico Oriental na cidade portuária de Vladivostok, no Pacífico.
Absurdos e tetos à parte, à medida que nos aproximamos dos meses mais frios, o planeamento do inverno continua vulnerável à ansiedade da guerra.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-uniao-europeia-tem-um-plano-putin-acha-o-estupido-e-o-inverno-continua-uma-incognita
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Em atualização Zelensky diz que as forças da Ucrânia recuperaram o controlo de várias localidades perto de Kharkiv
MadreMedia
7 set 2022 21:47
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Fonte de imagem: Lusa
Volodymyr Zelensky tinha antecipado o anúncio de "grande notícias" sobre Kharkiv para breve. A Informação está agora a ser adiantada pela agência AFP.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou esta quarta-feira que as suas forças conseguiram recuperar o controlo de várias localidades que tinham sido ocupadas pelas forças russas na região de Kharkiv, avança a AFP.
(https://i.ibb.co/vQjncXD/Captura-de-ecr-2022-09-07-215959.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Na segunda-feira, Zelensky tinha antecipado o anúncio de "grande notícias" sobre a contraofensiva levada a cabo pelas forças ucranianas naquela região. "Esta semana, temos boas notícias da região de Kharkiv", onde há "localidades nas quais a bandeira ucraniana voltou" a ser hasteada, disse Zelensky em discurso vespertino, sem dar mais detalhes.
Na semana passada, a Ucrânia tinha lançado uma contraofensiva nas regiões ocupadas pela Rússia, em Kherson, no sul do país. Nos últimos dias, os observadores tinham informado sobre um suposto avanço das forças ucranianas na região de Kharkiv, mas estas afirmações não puderam ser confirmadas com fontes independentes.
Entretanto, foi divulgado na rede Telegram um vídeo cuja descrição diz que "soldados ucranianos removeram a bandeira vermelha depois de terem libertado o território". O território a que se refere chama-se Nova Husarivka, perto de Balakleya, em Kharkiv.
A região de Kharkiv está parcialmente ocupada pelo exército russo desde que este iniciou a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro. A cidade homónima - a segunda maior do país - costuma ser alvo de bombardeamentos, mas as forças russas não conseguiram conquistá-la.
*Com AFP
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-diz-que-as-forcas-da-ucrania-recuperaram-o-controlo-de-varias-localidades-perto-de-kharkiv
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Partido de Putin propõe referendos de anexação de territórios sob controlo russo na Ucrânia a 04 de novembro
MadreMedia / Lusa
7 set 2022 17:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O partido do Presidente russo, Vladimir Putin, Rússia Unida, propôs hoje realizar a 04 de novembro referendos nos territórios sob controlo russo na Ucrânia, com o objetivo de os anexar à Rússia.
“Donetsk, Lugansk e muitas outras cidades russas vão, por fim, regressar ao seu porto de origem. E o mundo russo, atualmente dividido por fronteiras formais, recuperará a sua integridade”, declarou o secretário do Conselho-Geral da Rússia Unida, Andrei Turtchak, citado pelo partido.
“Seria oportuno realizar esses referendos no Donbass [leste ucraniano] e nos territórios libertados a 04 de novembro”, acrescentou Turtchak, citado pela agência de notícias Ria Novosti.
O responsável referia-se às regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk, no leste do território ucraniano, cuja independência Moscovo reconheceu mesmo antes do início da sua ofensiva, a 24 de fevereiro, bem como das regiões de Kherson e Zaporijia, que o exército russo maioritariamente ocupa.
“Vamos preparar-nos para esta data concreta”, reagiu, segundo as grandes agências russas, um responsável das autoridades instaladas por Moscovo em Kherson, Kirill Stremoossov.
O dia 04 de novembro corresponde, na Rússia, ao dia da Unidade Nacional, que comemora uma revolta popular do século XVII que expulsou de Moscovo as forças de ocupação polacas.
As tropas russas ocupam atualmente faixas de território sobretudo no sul da Ucrânia, incluindo a cidade de Kherson, que tinha 280.000 habitantes antes da guerra.
Separatistas pró-russos controlam desde 2014 a maior parte das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste industrial do país.
A Rússia já realizou em março de 2014 um referendo na Crimeia, península ucraniana que anexou após esse escrutínio, precedido por uma intervenção das forças especiais russas.
As autoridades ocupantes russas na Ucrânia falam há meses na ideia de proceder a referendos de anexação à Rússia, mas a administração de Kherson disse na segunda-feira que o resultado da votação era incerto por causa da contraofensiva das forças ucranianas neste momento em curso na região.
A Rússia distribuiu passaportes russos aos habitantes de alguns territórios ocupados na Ucrânia, após ter feito o mesmo nos últimos anos nos territórios do leste ucraniano, sob controlo dos separatistas pró-russos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 196.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/partido-de-putin-propoe-referendos-de-anexacao-de-territorios-sob-controlo-russo-na-ucrania-a-04-de-novembro
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ONU reforça alertas para alegados "campos de filtragem" na Rússia
MadreMedia / Lusa
7 set 2022 23:12
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje para as persistentes alegações de deslocamento forçado, deportação e para os chamados "campos de filtragem" administrados pela Rússia face a cidadãos ucranianos e pediu que as denúncias sejam investigadas.
Numa reunião do Conselho de Segurança para abordar denúncias de deslocamento forçado de civis ucranianos e o uso de operações de “filtragem” pelas forças russas, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Rosemary DiCarlo, fez um ponto da situação do número de vítimas causadas pela guerra e afirmou estar “extremamente preocupada” com os relatos sobre “campos de filtragem”.
“As persistentes alegações de deslocamento forçado e os chamados ‘campos de filtragem’ administrados pela Federação Russa e forças locais afiliadas são extremamente preocupantes. Tais denúncias devem ser investigadas com a cooperação das autoridades competentes”, apelou a subsecretária-geral.
Além de DiCarlo, também a secretária-geral adjunta de Direitos Humanos e chefe do Escritório de Direitos Humanos da ONU em Nova Iorque, Ilze Kehris, fez um ‘briefing’ da situação, informando que “cerca de sete milhões de pessoas estão deslocadas internamente na Ucrânia e milhões buscaram refúgio fora do país”, “em qualquer direção possível”.
“Violações de direitos humanos em territórios ocupados pela Rússia, ou controlados por grupos armados afiliados, também fizeram com que as pessoas fugissem. Essas condições levaram a uma situação em que aqueles que fugiam do perigo muitas vezes se sentiam compelidos a evacuar em qualquer direção possível, independentemente das suas preferências”, relatou Kehris.
O Escritório de Ilze Kehris documentou “um número significativo” de civis que foram deslocados para a Rússia, incluindo cerca de uma dúzia de casos em que as Forças Armadas russas ordenaram que civis em Mariupol deixassem as suas casas ou abrigos, levando-os para territórios ucranianos controlados pela Rússia ou para a própria Federação Russa.
“Uma vez deslocados para território russo, nos casos documentados pela ONU, os civis tiveram liberdade de movimento. Muitos ucranianos optaram por viajar para outros países ou retornar à Ucrânia. No entanto, aqueles que optaram por regressar não receberam recursos financeiros ou outros apoios para fazê-lo”, explicou a líder de Direitos Humanos, frisando que aqueles que foram levados para regiões remotas da Rússia, os custos de retorno tornaram-se “particularmente proibitivos”.
Ainda de acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU, há alegações credíveis de transferências forçadas de crianças desacompanhadas para a Rússia ou território ucraniano ocupado por Moscovo.
“Estamos preocupados que as autoridades russas tenham adotado um procedimento simplificado para conceder a cidadania russa a crianças sem cuidados parentais e que essas crianças sejam elegíveis para adoção por famílias russas”, disse Ilze Kehris perante o Conselho de Segurança.
De acordo com o artigo 50 da 4.ª Convenção de Genebra, a Rússia está proibida de alterar o estatuto pessoal dessas crianças, incluindo a nacionalidade.
Ilze Kehris declarou estar particularmente preocupada com o facto de os planos anunciados pelas autoridades russas não parecerem incluir medidas para o reagrupamento familiar ou de outras formas garantir o respeito pelo princípio do interesse superior da criança.
Em relação aos campos de filtragem, de acordo com “relatórios credíveis” recebidos pela ONU, há inúmeras violações de direitos humanos, incluindo os direitos à liberdade, segurança pessoal e privacidade.
“Nos casos que o nosso Escritório documentou, durante a ‘filtragem’, as Forças Armadas russas submeteram pessoas a revistas corporais, às vezes envolvendo nudez forçada, e interrogatórios detalhados sobre antecedentes pessoais, laços familiares, visões políticas e lealdades do indivíduo. Examinaram pertences pessoais e recolheram dados de identidade pessoal, fotos e impressões digitais”, disse Kehris.
“Estamos particularmente preocupados que mulheres e meninas estejam em risco de abuso sexual durante os procedimentos de filtragem”, acrescentou a funcionária das Nações Unidas.
Antes do início da reunião do Conselho de Segurança, convocada pela Albânia e pelos Estados Unidos da América, a representante norte-americana junto à ONU, Linda Thomas-Greenfield, advogou que a “filtragem” que vem sendo feita pela Rússia resume “uma série de horrores que vêm acontecendo em tempo real na Europa e que ecoam um período muito sombrio do passado”.
“Temos evidências de que centenas de milhares de cidadãos ucranianos — incluindo crianças — foram interrogados, detidos e deportados à força, e alguns deles enviados para áreas muito remotas. (…) Alguns simplesmente desaparecem”, disse a embaixadora.
“Então, estamos aqui hoje para esclarecer o que está a acontecer nesses centros de filtragem e exigir que a Rússia interrompa essas operações, permita que observadores independentes acedam a esses locais e verifiquem o bem-estar desses indivíduos”, acrescentou Thomas-Greenfield.
Por sua vez, o embaixador russo, Vasily Nebenzya, afirmou que tudo não passa de uma “invenção” e “propaganda” da Ucrânia e dos seus aliados ocidentais contra Moscovo.
Acusando a delegação norte-americana de “cinismo”, Nebenzya relembrou que a administração do ex-presidente Donald Trump chegou a reter migrantes mexicanos que pediram asilo nos Estados Unidos em condições “desumanas” e a “separar famílias”.
Ainda no campo das comparações, o diplomata russo mencionou a prisão de Guantánamo, em que as autoridades norte-americanas “detiveram ilegalmente, sem investigação ou julgamento”, vários prisioneiros.
Nebenzya advogou que nenhum ucraniano é impedido de deixar a Rússia e afirmou que o seu país é o que mais acolhe refugiados ucranianos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-reforca-alertas-para-alegados-campos-de-filtragem-na-russia
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Hackers ucranianos localizam bases russas com perfis de mulheres sexys nas redes sociais
07 SET 2022
A engenharia social funciona de forma muito simples. Primeiro, conhecer os hábitos humanos, depois lançar o engodo. Foi o que aconteceu na Ucrânia quando os hackers de Zelensky precisavam saber a localização das bases dos soldados da Rússia. O engodo usar perfis falsos de mulheres bonitas e sexys e atrair os combatentes. Depois a partilha de informação levou à localização das bases.
O trabalho seguinte foi usar os drones, que são uma arma poderosa nas mãos dos soldados ucranianos, e atacar essas bases agora devidamente identificadas.
(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/soldados_redes_russas00.jpg)
Fonte de imagem: pplware.sapo.pt
Segundo reporta o Financial Times, os hackers ucranianos criaram falsos perfis online de mulheres para enganar soldados russos a revelarem a sua localização. O conflito em curso na Ucrânia lançou algumas formas inovadoras de combater uma guerra.
Sabemos como as forças ucranianas têm usado drones comerciais, bem como pilotos civis de drones na sua luta contra o poder russo. Enquanto o Ocidente apoia a Ucrânia com armas e drones, os soldados ucranianos têm também vindo a adaptar-se à evolução das necessidades no terreno - e isto inclui inovação para acrescentar mais ações que surtam numa ajuda à sua capacidade ofensiva.
Hackers ucranianos estão no terreno a combater "no lado negro"
No que quase parece um mundo completamente diferente, grupos de profissionais informáticos na Ucrânia transformaram-se em hackers para utilizar as suas capacidades na luta contra a agressão russa. Outrora habituados a escritórios elegantes, estas pessoas estão agora a trabalhar a partir de locais secretos para se manterem a salvo enquanto lutam pelo seu país.
O Financial Times falou com um desses grupos ucranianos liderado por Nikita Knysh. Antes da invasão russa, Knysh, de 30 anos, trabalhou como especialista em segurança cibernética, impedindo o sucesso dos hackers. O início do assalto russo em fevereiro mudou tudo, e Knysh queria servir o país com o seu conjunto de habilidades.
Abordou um antigo mentor e um dos homens mais ricos da Ucrânia, Vsevolod Kozhemyako, à procura de uma ligação à Internet Starlink que Elon Musk estava a enviar para a Ucrânia. Knysh tinha reunido uma equipa de 30 pessoas com os mesmos interesses, escondidos num albergue barato em Vinnytsia.
Denominado Hackyourmom, o grupo apontou o alvo à Rússia usando as suas habilidades cibernéticas e a Internet gratuita fornecida pela rede Starlink.
Knysh disse à FT que o seu grupo estava envolvido nas falsas ameaças de bomba contra aviões com destino à Rússia, que viram dezenas de voos atrasados ou cancelados por completo. No entanto, o seu mais recente ataque visava enganar os soldados russos, para que estes revelassem a sua localização e, as respetivas bases militares.
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Fonte de imagem: pplware.sapo.pt
Mulheres sexys como armadilha para os soldados russos
As fotografias enviadas pelos soldados foram utilizadas para identificar a sua localização, a remota base militar em Melitopol ocupada. Estes pormenores foram depois transmitidos aos militares da Ucrânia. Foi apenas uma questão de dias até o grupo ver a base explodida pela artilharia ucraniana, disse Knysh à FT.
Os militares ucranianos recusaram-se a comentar sobre o papel dos hackers no ataque. Ainda assim, Knysh afirma que o grupo também esteve envolvido noutros hackers, tais como os que envolviam estações de televisão russas ou a exposição de bases de dados de contratantes militares russos. O grupo já desapareceu do albergue, mas continua a trabalhar remotamente.
Tudo isto mostra como os velhos hábitos são uma fraqueza e que a rede Starlink pode ter sido uma das mais poderosas armas neste conflito.
Fonte: pplware.sapo.pt Link: https://pplware.sapo.pt/informacao/hackers-ucranianos-localizam-bases-russas-com-perfis-de-mulheres-sexys-nas-redes-sociais/
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Ucrânia: Trabalhador humanitário britânico capturado por separatistas russos pode ter sido sujeito a “tortura indescritível”
MadreMedia / AFP
8 set 2022 11:03
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Paul Urey, o trabalhador humanitário que morreu sob captura em Donetsk, pode ter sido sujeito a tortura e violência enquanto esteve em cativeiro. O seu corpo foi devolvido à Ucrânia esta quarta-feira. O britânico tinha sido acusado pelas autoridades separatistas por “atividades mercenárias”, tendo estas adiantado que ele morreu de “stress”.
Detido em abril pelos separatistas da República Popular do Donetsk, Paul Urey foi dado como morto em julho. O seu corpo foi agora devolvido à Ucrânia com “possíveis sinais de tortura indescritível”, como adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, no Twitter.
“Deter e torturar civis é bárbaro. Eu expresso as minhas mais profundas condolências aos familiares e pessoas próximas”, continuou Kuleba, que disse que Paul Urey era “um homem corajoso e que se dedicou a salvar pessoas”. “A Ucrânia nunca o esquecerá nem os seus feitos. Vamos identificar os responsáveis por este crime e responsabilizá-los. Eles não se vão escapar à justiça”, concluiu o ministro.
(https://i.ibb.co/Svbymfk/Captura-de-ecr-2022-09-08-113040.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os líderes separatistas anunciaram a morte na prisão de Paul Urey a 10 de julho. Segundo Daria Morozova, representante dos separatistas pró-russos de Donetsk, Urey sofria de diabetes e de problemas renais, respiratórios e cardíacos, além de "stress". "Extremamente preocupada" com o seu estado de saúde, a mãe de Urey, nascido em 1977, disse então que o seu filho sofria de diabetes do tipo 1 e precisava de insulina com frequência.
A Presidium Network, uma organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido, anunciou a 29 de abril que dois trabalhadores humanitários que conhecia, Paul Urey e Dylan Healy, tinham sido capturados pelos militares russos no sul da Ucrânia enquanto tentavam retirar uma mulher e duas crianças de Zaporizhzhia.
De acordo com a Presidium, Urey era um experiente trabalhador humanitário que passou oito anos no Afeganistão e Healy, nascido em 2000, trabalhava na cozinha de uma rede hoteleira no Reino Unido.
A família de Urey e o governo britânico de Londres defenderam sempre que ele foi detido no leste da Ucrânia durante uma missão humanitária, mas separatistas pró-Rússia na região de Donetsk acusaram-no de ser um mercenário e não um trabalhador humanitário, a conduzir “operações militares e trabalho no recrutamento e treino de mercenários para os gangues armados ucranianos".
Não obstante a “gravidade dos seus crimes, Paul Urey recebia atendimento médico adequado", disse ainda Morozova. "Apesar disso, e devido ao seu diagnóstico e o stress, morreu a 10 de julho", acrescentou.
A representante de Donetsk acusou ainda as autoridades britânicas de saberem que Urey estava detido pelas forças armadas de Donetsk, mas não fizeram nada por ele. Já o governo de Londres disse que a responsabilidade recaia inteiramente sobre Moscovo.
"A Rússia deve assumir total responsabilidade" pela morte de Urey, disse Liz Truss, na altura secretária dos Negócios Estrangeiros britânicos e agora primeira-ministra do Reino Unido.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-trabalhador-humanitario-britanico-capturado-por-separatistas-russos-pode-ter-sido-sujeito-a-tortura-indiscritivel
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Gazprom divulga vídeo que mostra Europa congelada no inverno sem fornecimento de gás russo
07.09.2022 às 16h46
Manuel Nobre Monteiro
(https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/5/2022/09/220907_Capture.png)
Fonte de imagem: visao.sapo.pt
Companhia russa de gás natural publicou um vídeo que mostra um cenário europeu gelado sem o fornecimento do seu gás
“O inverno será longo”. Foi este o aviso que a gasífera russa Gazprom divulgou nas redes sociais, num vídeo publicado com imagens sombrias e em tom melancólico, a mostrar o que irá acontecer à Europa caso o fornecimento de gás natural seja totalmente suspenso por Moscovo.
No vídeo, com menos de dois minutos, podem ver-se várias imagens de algumas das principais cidades europeias a congelar, acompanhadas de uma música triste e soturna. A letra da canção, interpretada pela voz da cantora russa Varvaza Vizbor, refere-se a um “inverno longo e frio”, mas não foi criada especificamente para o vídeo.
O gás está a ser usado como arma de chantagem energética para atingir o Ocidente, já que a Rússia culpa os países aliados pela interrupção do fornecimento de gás natural à Europa, em consequência das sanções e ações ocidentais, alertando que os preços do gás podem subir ainda mais.
Anton Gerashchenko, conselheiro do governo ucraniano, partilhou o vídeo na rede social Twitter, questionando, ironicamente, a eficácia desta ação. “Eles acham mesmo que podem matar milhares de ucranianos, capturar territórios de outro país e a Europa vai fingir que não vê, só porque tem medo de uma chantagem usando o gás natural??”, perguntou.
(https://i.ibb.co/KN7XXw6/Captura-de-ecr-2022-09-08-113728.jpg)
Fonte de imagem: visao.sapo.pt
Veja o vídeo clicando em baixo no link oficial da noticia:
De recordar que este vídeo foi publicado após a companhia russa Gazprom suspender, no passado sábado, o fluxo de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1.
Fonte: visao.sapo.pt Link:https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-09-07-gazprom-divulga-video-que-mostra-europa-congelada-no-inverno-sem-fornecimento-de-gas-russo/
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AO MINUTO: Aliados da Ucrânia reunidos hoje; "Boas notícias" em Kharkiv
08/09/22 07:43 ‧ Há 3 Horas por Notícias ao Minuto
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Fonte de imagem: © Reuters
Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.
O presidente da Ucrânia anunciou, na quarta-feira, que algumas localidades na região de Kharkiv tinha sido recapturadas aos russos. Durante o seu discurso diário, Volodymyr Zelensky não adiantou muitas pormenores acerca dos resultados da contraofensiva, mas disse que eram "boas notícias" para a região.
Já esta quinta-feira, o ministro da Defesa da Bielorrússia iniciou exercícios militares. De acordo com a Reuters, Viktor Khrenin explicou que os exercícios, que estão previstos durar uma semana, servem para praticar "a libertação de território temporariamente capturado pela inimigo".
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2068961/ao-minuto-aliados-da-ucrania-reunidos-hoje-boas-noticias-em-kharkiv
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Coronel Mendes Dias ao Nascer do Sol: "Nunca vamos ter um conflito nuclear"
Vítor Rainho 08/09/2022 11:15
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/8/832037.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © Mafalda Gomes
A guerra da Ucrânia não se justifica com o argumento de que estamos perante a democracia versus autocracia, defende Mendes Dias.
Na primeira parte da entrevista publicada na edição passada do Nascer do Sol, e que pode ler na edição online do semanário, o coronel Mendes Dias contou-nos o seu percurso militar e as razões que o fizeram passar à reserva e mais tarde à reforma. Explicou como o marcou a chegada a Portugal, em 1975, quando a mãe teve de proteger os três filhos, à saída do aeroporto, das pedradas contra os retornados. Mendes Dias deu ainda conta dos horrores a que assistiu na Bósnia, onde teve de desempalar homens com um pau pelo ânus acima, de tirar mulheres da corda, que tinham sido violadas e depois enforcadas, entre outras barbaridades. Questionado sobre a invasão da Ucrânia e as razões para os militares que a comentam na CNN Portugal terem opiniões tão díspares, o coronel deu o seu ponto de vista que agora aprofunda. Mendes Dias recusa ver esta guerra como um confronto entre democracia versus autocracia e dá-nos o seu olhar sobre as razões profundas do conflito. «A fronteira da Europa não pode começar na Polónia», defende. O coronel é casado com uma das praças do primeiro pelotão feminino do Grupo de Instrução da Escola Prática de Artilharia e tem um filho.
Acha que os majores generais Agostinho Costa e Carlos Branco têm informações dos russos?
Têm informação de todos. Podem é, de vez em quando...
Desculpe, mas no caso concreto dos ataques à Crimeia o major general Agostinho Costa afirmou que aquele ataque só podia ser efetuado por aviões estrangeiros, falando-se na possibilidade de serem ingleses.
Não sei quais foram as fontes, mas o que é correto é que não são britânicos. Isto é que é dizer a verdade.
Mas com que conhecimento é que diz que não britânicos.
Porque os MiG29 não equipam as forças britânicas. Podem é ter sido os britânicos e os americanos que ajudaram a reconfigurar o Fulcram MiG 29 para que possam usar os AGM88. E como fui à procura de saber? Porque neste último pacote de ajuda norte americana, pela primeira vez, constavam os mísseis AGM88. Então o pensamento honesto e leal é questionar porque é que se fornece se não pode ser lançado? Esta é a pergunta que se faz. Não é o contrário. Se não tiver a certeza digo muitas vezes estou a especular. Essas pessoas [os majores generais Agostinho Costa e Carlos Branco] têm as suas opiniões, informadas de determinada maneira e podem até colocar, coisa que eu não faço, não sei se o fazem intencionalmente ou não, algum peso, algum estado de alma nas suas opiniões.
Não fica com urticária quando ouve os seus colegas falarem’
Se não lhe disser que, às vezes, fico com uma ‘pulsaçãozinha’ a mais, estaria a mentir. Claro que fico, mas não transponho isso para os meus comentários, os meus estados de alma, primeiro por questões de ética, embora as pessoas sejam livres de dizerem o que querem, não os levo para a TV
Mas, às vezes, o coronel vai, depois dos oficiais generais, à televisão dizer o contrário do que eles disseram. A história da Crimeia foi apenas um dos exemplos. Penso que um dos seus colegas defendeu que a Rússia está a ganhar a guerra...
E está. Nós temos de lidar com aquilo que é, independentemente do nosso gosto pessoal. Já estou farto de dizer que para a Europa e para os norte-americanos não calhava nada bem deixar a Rússia encostar de novo a fronteira da Europa à Polónia, nem deixar encravar a Ucrânia no Mar Negro. Esta é que é para mim a verdadeira questão.
Como assim?
Repare que sempre que a fronteira da Europa esteve na Polónia houve problemas. Por isso é que as senhoras polacas foram violadas pelos alemães, depois pelos soviéticos. Está na grande planície norte-europeia, Polónia, Ucrânia, por isso é que Ukraine quer dizer fronteira. Verdadeiramente, a fronteira da Península Europeia passa pela fronteira ainda hoje internacionalmente reconhecida, como não podia deixar de ser, a fronteira oriental da Ucrânia. A vitória na Guerra Fria face à União Soviética permitiu empurrar a fronteira da Europa que estava na Polónia, lá para a verdadeira fronteira da península europeia, lá para leste, para a Ucrânia, que funciona como um ‘tampão’, quer para um lado como para outro. Esta é a fatalidade posicional. A norte é a Bielorrússia e a sul tem os Cárpatos. E se a Rússia pretende dar profundidade estratégica para oeste, nós também o pretendemos para leste. Isto quer dizer, de forma simples, que se necessitarmos de trocar espaço por tempo, é possível fazê-lo. Podemos dar como exemplo o caso russo quando Napoleão para lá investiu. Os russos foram dando território, queimando tudo, recuando para depois ganhar condições para repelir os opositores. O que significou a derrota da União Soviética ou a implosão, como lhe queiram chamar? Significou milhões de quilómetros quadrados perdidos, milhões de habitantes. Mas o que significou também? O Mar Cáspio era um mar soviético, deixou de o ser. Na Geórgia perdeu o acesso ao mar daquele lado, agora já o tem com a Abecásia, não se lembra da guerra de 2007? Lá em cima, com os países bálticos, perderam a saída para o Mar Báltico. Os portos de Riga, Talín... é isto que quer dizer implosão da União Soviética. E, portanto, a procura dos mares quentes é uma constante histórica, que já vem do tempo do pai de Catarina II da Rússia. Portanto, não é correto colocar esta guerra no patamar da democracia versus autocracia. Ainda disse há poucos dias na TV como é que nós fazemos disto um absoluto? E isto não é ser pró- -Rússia, pró-Ucrânia, pró-nada, é uma análise honesta, intelectual, leal – quando jogamos dessa maneira da democracia versus autocracia esquecemos que procuramos acordos com o Azerbaijão. É o Azerbaijão uma democracia? Procuramos acordos com os Emirados Árabes Unidos. São os Emirados Árabes Unidos uma democracia? Procuramos acordos com a Venezuela. É a Venezuela uma democracia? O bandido que era o príncipe saudita, que deixou de o ser rapidamente. É a Arábia Saudita uma democracia? Como é que nós podemos colocar isso neste patamar? Eu tenho muita dificuldade em ver isto assim, embora perceba. Podemos encarar a China como uma democracia? Queremos que a China deixe de apoiar um lado, mas depois sabemos que, em 2021, a Volkswagen vendeu para lá 3,3 milhões de viaturas. Pode a Volkswagen resistir sem o mercado chinês? Eu ponho isto neste patamar.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780429/coronel-mendes-dias-ao-nascer-do-sol-nunca-vamos-ter-um-conflito-nuclear?seccao=Portugal_i
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Polícia ucraniana desmantela extensa rede de abuso sexual infantil que envolve crianças russas
Por Francisco Laranjeira em 11:47, 8 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Ucranianos.jpg)
A polícia ucraniana descobriu uma extensa rede de abuso sexual infantil, que envolve dezenas de crianças russas cujas imagens e vídeos terão sido comercializados dentro e fora do país, revelou esta quinta-feira o jornal britânico ‘The Guardian’ – mas é impossível levar o caso adiante por causa da invasão russa da Ucrânia.
Houve um homem ucraniano detido e identificadas 15 crianças russas, atualmente residentes na Rússia, mas os responsáveis ucranianos da região de Kiev referiram que não são capazes de rastrear outras vítimas ou prender outros suspeitos devido à quebra das relações entre a Rússia e a Ucrânia. “Infelizmente, esses tipos de crimes são comuns em todos os lugares, na Ucrânia e na Europa”, explicou Oleh Tkalenko, promotor sénior da região de Kiev, que liderou a investigação. “Mas o que nos aterroriza é a grande escala desses crimes na Rússia.”
“As vítimas desses crimes estão nos segmentos mais vulneráveis da população”, explicou o promotor. “Os pais que forçam os seus filhos a fazer isso são extremamente pobres. E é muito difícil impedir que esses arquivos se espalhem. E é realmente frustrante porque, devido ao conflito, todos os nossos contactos com colegas russos foram cortados.”
A investigação começou em junho, quando a unidade de crimes cibernéticos da polícia ucraniana recebeu informações de que um grande número de imagens de abuso sexual infantil estava a ser alvo de download na região de Kiev. Um mês depois, as autoridades revistaram uma casa em Bucha, onde foram encontrados mais de 100 mil imagens e vídeos de abuso sexual infantil. “Tentámos identificar as crianças e vítimas desses crimes que estavam envolvidas na rede”, frisou Tkalenko. “Ficámos chocados quando descobrimos que eram todos cidadãos russos. Identificámos 15 deles até agora mas estamos a falar de dezenas de crianças envolvidas.”
Algumas das vítimas tinham apenas 9 anos e são provenientes de várias áreas da Rússia, incluindo Moscovo, Kaliningrado e Krasnodar.
O suspeito foi colocado em prisão domiciliar pelos juízes e aguarda um veredicto: se for considerado culpado, pode ser condenado até 5 anos de prisão.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/policia-ucraniana-desmantela-extensa-rede-de-abuso-sexual-infantil-que-envolve-criancas-russas/
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Líder das Forças Armadas da Ucrânia alerta para risco de Rússia usar armas nucleares e para a possibilidade de uma III Guerra Mundial
Por Filipe Pimentel Rações em 12:39, 8 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/06/nuclear.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O chefe das Forças Armadas ucranianas, o general Valeriy Zaluzhnyi, alerta que existe o risco de a Rússia poder vir a usar armas nucleares contra a Ucrânia, que poderá escalar para um conflito nuclear “limitado” com outros países.
“Há uma ameaça direta do uso, sob determinadas circunstâncias, de armas nucleares táticas por parte das Forças Armadas russas”, alerta o responsável militar ucraniano num artigo de opinião publicado esta quarta-feira na ‘Ukrinform’.
“É também impossível afastar completamente a possibilidade do envolvimento direto dos principais países do mundo num conflito nuclear ‘limitado’, no âmbito do qual a perspetiva de uma Terceira Guerra Mundial é diretamente visível”, avisa.
O governo russo já negou quaisquer planos para usar armas nucleares e armas químicas no teatro de guerra ucraniano, mas Kiev, e também alguns observadores e líderes políticos, mantém-se céticos quanto às garantias oferecidas por Moscovo, numa altura em que o grau de desconfiança entre os dois lados da barricada é o mais baixo das últimas décadas.
Zaluzhnyi acredita que a guerra prolongar-se-á por 2023 e que nesse ano, para que a Ucrânia possa alcançar conquistas significativas e recuperar territórios às forças russas, as Forças Armadas ucranianas deverão executar “uma série de contra-ataques consecutivos, e idealmente simultâneos”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/lider-das-forcas-armadas-da-ucrania-alerta-para-risco-de-russia-usar-armas-nucleares-e-para-a-possibilidade-de-uma-iii-guerra-mundial/
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Nações Unidas garantem ter relatos “credíveis” de crianças ucranianas transferidas à força para a Rússia
Por Francisco Laranjeira em 11:13, 8 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/06/Sem-T%C3%ADtulo.png)
Fonte: Nações Unidas
As Nações Unidas garantiram existir relatos “credíveis” de que as forças russas enviaram crianças ucranianas para a Rússia para adoção como parte de um programa de realocação forçada e deportação em larga escala. Ilze Brands Kehris, secretária-geral adjunta da ONU para direitos humanos, frisou, na reunião do Conselho de Segurança da ONU, que as forças russas também estão a realizar operações de “filtragem” nas quais ucranianos em territórios ocupados enfrentam verificações de segurança sistemáticas que envolveram “numerosas” violações dos direitos humanos.
“Houve alegações credíveis de transferências forçadas de crianças desacompanhadas para o território ocupado pela Rússia ou para a própria Federação Russa”, denunciou Kehris. “Estamos preocupados que as autoridades russas tenham adotado um procedimento simplificado para conceder a cidadania russa a crianças sem cuidados parentais e que essas crianças sejam elegíveis para adoção por famílias russas”, disse.
Os procedimentos de filtragem de adultos ucranianos considerados próximos do Governo ou militares ucranianos envolveram tortura e a transferência para colónias penais russas e outros centros de detenção, disse Kehris.
“Nos casos que o nosso escritório documentou, durante a ‘filtragem’, as forças armadas russas e grupos armados afiliados submeteram pessoas a revistas corporais, às vezes envolvendo nudez forçada e interrogatórios detalhados sobre antecedentes pessoais, laços familiares, visões políticas e lealdades do indivíduo em questão”, denunciou. “Estamos particularmente preocupados que mulheres e meninas estejam em risco de abuso sexual durante os procedimentos de ‘filtragem’.”
A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, apontou igualmente na reunião que estimativas de várias fontes, incluindo o Governo russo, indicam que as autoridades russas interrogaram, detiveram e deportaram à força entre 900 mil e 1,6 milhões de ucranianos – milhares de crianças foram submetidas a filtragem, “algumas separadas das suas famílias e levadas de orfanatos antes de serem colocadas para adoção na Rússia”. Segundo informações dos Estados Unidos, “mais de 1.800 crianças foram transferidas de áreas da Ucrânia controladas pelos russos para a Rússia” apenas em julho.
Acusando o Ocidente de tentar manchar o seu país , o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, rejeitou as alegações, chamando-as de “infundadas”. “Até onde podemos julgar, procedimentos semelhantes são aplicados na Polónia e em outros países da União Europeia contra refugiados ucranianos”, explicou, considerando que as alegações feitas na reunião são “um novo marco na campanha de desinformação das nações ocidentais”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nacoes-unidas-garantem-ter-relatos-crediveis-de-criancas-ucranianas-transferidas-a-forca-para-a-russia/
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Ucrânia. Contra-ofensiva ucraniana já permitiu libertação de sete cidades: mapa mostra recuo das tropas russas
Por Francisco Laranjeira em 14:56, 8 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-ucranianos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As forças da Ucrânia recapturaram uma faixa de território na região de Kharkiv enquanto continua a contra-ofensiva ucraniana contra as tropas russas – um mapa, partilhado nas redes sociais, exibe a marcha dos combates e refere a libertação de sete cidades.
(https://i.ibb.co/Sm9Mkm4/Captura-de-ecr-2022-09-08-152130.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), think tank americano, garantiu que a Ucrânia capturou até 388,5 quilómetros quadrados na região leste esta 3ª e 4ª feira, tendo avançado pelo menos 21 km de profundidade no território controlado pelos russos ao norte de Izyum em direção a Kupyanskisk. Os ganhos seguem o envio de tropas russas para combater a ofensiva ucraniana na região de Kherson, no sul, cuja capital ocupada pela Rússia é um prÉmio estratégico para ambos os lados.
O presidente Volodymyr Zelensky frisou, no seu discurso noturno na 4ª feira, que “esta semana temos boas notícias da região de Kharkiv”, acrescentando que “todos os cidadãos sentem-se orgulhosos dos nossos guerreiros”.
Apesar dos ganhos relatados pelas forças ucranianas, a cidade de Kharkiv foi palco de bombardeamentos russos que mataram duas pessoas e deixaram cinco feridos, disse o governador regional, Oleh Syniehubov, no seu canal na rede social ‘Telegram’.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-contra-ofensiva-ucraniana-ja-permitiu-libertacao-de-sete-cidades-mapa-mostra-recuo-das-tropas-russas/
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Kiev reivindica reconquista de mais de 20 localidades às forças russas
MadreMedia / Lusa
8 set 2022 15:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Exército ucraniano disse hoje ter reconquistado mais de 20 localidades controladas por Moscovo na região de Kharkiv, onde reclama ter avançado 50 quilómetros nas defesas russas.
“Unidades militares penetraram nas defesas inimigas por 50 quilómetros. Durante as operações ativas em direção a Kharkiv, mais de 20 localidades foram libertadas”, explicou Oleksiy Gromov, um oficial ucraniano, durante uma conferência de imprensa.
Na noite de quarta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha anunciado avanços nesta região fronteiriça com a Rússia, cuja capital Kharkiv, a segunda maior cidade do país, resiste às tropas de Moscovo desde o início da invasão, em 24 de fevereiro.
Zelensky assegurou ainda que, no sul do país, “em certas direções”, o exército ucraniano “avançou profundamente nas defesas inimigas, entre dois e várias dezenas de quilómetros”, dependendo do setor.
No Donbass, os soldados ucranianos avançaram igualmente dois e três quilómetros em redor das cidades que ainda mantêm sob controlo, Kramatorsk e Sloviansk, recuperando a localidade de Ozerne, que estava em posse dos russos, segundo Gromov.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-reivindica-reconquista-de-mais-de-20-localidades-as-forcas-russas
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Mundo regrediu cinco anos com covid-19, guerra na Ucrânia pode piorar cenário
Agência Lusa 08 set 2022 10:16
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Foto Shutterstock
O mundo retrocedeu cinco anos em termos de desenvolvimento, educação e esperança e qualidade de vida com a covid-19, segundo as conclusões de um relatório das Nações Unidas publicado hoje.
No relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) expressa-se ainda o receio de que a guerra na Ucrânia piore ainda mais a situação.
Pela primeira vez desde a sua criação há mais de 30 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano - que tem em conta a esperança de vida, educação e qualidade de vida -, diminuiu dois anos consecutivos, em 2020 e 2021, regressando ao nível de 2016.
E este "imenso declínio" diz respeito a mais de 90% dos países do planeta, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Um marco que, segundo os especialistas, resulta de uma espiral de crises que começou com a pandemia de covid-19 e tem agora como expoente principal a invasão russa da Ucrânia e os seus efeitos colaterais a nível global.
O PNUD, responsável pela elaboração do estudo há 32 anos, deteta uma regressão para os níveis de 2016, o que implica, em última análise, novos encargos para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que a comunidade internacional aspirava atingir até 2030.
O declínio é generalizado, com mais de 90% dos países a reportarem uma deterioração dos seus níveis em 2020 ou 2021. Mais de 40% registaram retrocessos em ambos os anos, de acordo com o PNUD, que detetou uma recuperação "parcial e desigual" e vê carências particularmente significativas na América Latina e Caraíbas, África SubSariana e no sul da Ásia.
A Suíça, Noruega, Islândia, Hong Kong, Austrália, Dinamarca, Suécia, Irlanda, Alemanha e Holanda ocupam os dez primeiros lugares neste Índice de Desenvolvimento Humano, enquanto a Espanha permanece no 27.º lugar. Na base estão o Sudão do Sul, República Centro-Africana, Chade, Níger, Burundi e Sul do Sudão.
O administrador do PNUD, Achim Steiner, apelou à solidariedade internacional para se continuar a fazer progressos num mundo que "tenta desesperadamente responder a crises sucessivas" e advertiu contra o risco de se pensar apenas a curto prazo.
O responsável reconheceu que em tempos de inflação ou crise energética pode ser "tentador" subsidiar os combustíveis fósseis, mas considerou que isto retrata as "mudanças sistémicas" que o mundo precisa a longo prazo.
"Temos uma estreita janela de oportunidade para reiniciar os nossos sistemas e construir um futuro com ação decisiva sobre as alterações climáticas e a criação de novas oportunidades para todas as pessoas", acrescentou.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/8/327080-mundo-regrediu-cinco-anos-com-covid-19-guerra-na-ucrania-pode-piorar-cenario/
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Rússia vai promover uso do "rublo digital" nas transacções internacionais
Agência Lusa 08 set 2022 12:36
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Fonte de imagem: dnoticias.pt
O Banco Central da Rússia (BCR) anunciou hoje que irá promover o uso do rublo digital, atualmente em processo de teste, nas transações internacionais.
Em declarações à televisão pública russa, a governadora Elvira Nabiúlina afirmou que o banco central vai "promover ativamente a possibilidade de usar o rublo digital nas transações internacionais".
O supervisor do sistema bancário russo criou "desde o início um protótipo, um modelo, que pode ser ligado a outros sistemas monetários", explicou Nabiúlina, alertando, no entanto, que "tal como no Sistema de Transferência de Mensagens Financeiras e no caso do cartão bancário MIR, é necessária a aceitação da contraparte".
O protótipo da plataforma digital rublo foi criado em dezembro de 2021 e os testes, que serão realizados em várias etapas, começaram em fevereiro deste ano em 12 bancos russos.
Numa primeira fase, está prevista a ligação das instituições de crédito à plataforma e a possibilidade de transferências entre os clientes particulares.
Na segunda etapa, o Tesouro Federal será conectado à plataforma e terão início a "emissão de contratos inteligentes e operações entre pessoas físicas e jurídicas e o Estado".
O início dos testes com clientes e operações reais está previsto para abril de 2023.
Segundo a governadora Nabiúlina, os bancos "estão interessados nesta experiência".
"Vai durar até ao início do próximo ano, quando começarmos a realizar certos tipos de operações limitadas e depois iniciaremos a sua implementação gradual", prosseguiu.
O Banco Central da Rússia já tinha antecipado que a partir de 2024 iniciar-se-iam as transações cambiais de rublos digitais para divisas estrangeiras, além da criação de carteiras para clientes não residentes.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/8/327102-russia-vai-promover-uso-do-rublo-digital-nas-transaccoes-internacionais/
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Guerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
Publicado 6 horas atrás on Setembro 8, 2022 Por Redação A Nação
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Além do impacto humanitário e económico, o meio ambiente está fortemente ameaçado, alertam cientistas da Universidade do Minho em revista internacional
O conflito armado na Ucrânia está a provocar elevados impactos ambientais, além dos humanitários e económicos, o que poderá conduzir a um ecocídio, ou seja, à destruição do ambiente natural por ação humana deliberada ou negligente. O alerta é dos investigadores Ronaldo Sousa e Janine Silva, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho), num artigo agora publicado na conceituada revista científica “Frontiers in Ecology and the Environment”.
“Conflitos armados desta dimensão causam efeitos negativos na biodiversidade e nos ecossistemas. Na Ucrânia, os principais problemas são a possível contaminação dos habitats terrestres e aquáticos por derrames de petróleo e metais pesados, entre outros, fruto da destruição de zonas de armazenamento de combustíveis, infraestruturas de transporte e complexos industriais e urbanos”, explica Ronaldo Sousa.
(https://anacao.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Ronaldo-Sousa-e1662650536725.jpg)
Ronaldo Sousa (Foto: DR)
“Por outro lado, várias espécies de peixes e mamíferos como o icónico bisonte europeu, com amplas distribuições geográficas e que estão ameaçados, podem ser fortemente prejudicados pela fragmentação do habitat e perda de concetividade causados pelo conflito”, realça.
Outro problema prende-se com a deslocação de pessoas e o movimento de soldados e equipamentos militares, que podem ser responsáveis pela introdução de espécies não nativas. Segundo Ronaldo Sousa, os efeitos de longo prazo podem incluir, igualmente, o declínio nas populações de animais selvagens, através do aumento da caça ilegal, pesca e exploração de recursos naturais, a fragmentação de habitats devido à construção de muros ao longo das fronteiras, a presença de minas terrestres e a desflorestação.
A grande dificuldade na exportação de cereais, dos quais a Ucrânia é um grande produtor mundial, poderá ter impactos em países mais pobres e até distantes, levando a uma maior exploração de recursos noutros locais, vinca o também professor do Departamento de Biologia da UMinho.
UNESCO sem sistema de apoio à biodiversidade perante a guerra
A juntar a isto, foram tomadas muitas ações a nível político, financeiro e comercial para encerrar projetos de colaboração com organizações russas, interrompendo projetos científicos e com consequências diretas na conservação da biodiversidade ucraniana e russa. Finalmente, a Ucrânia opera 15 reatores nucleares e a Rússia possui um vasto arsenal, havendo por isso o risco de um desastre nuclear.
Com uma guerra “sem fim à vista”, os dois investigadores do CBMA consideram “importante chamar à atenção das pessoas sobre os danos irreversíveis aos ecossistemas, não esquecendo os humanitários”. A UNESCO tem implementado um sistema de ajuda para o património arquitetónico, quando este é destruído em contexto de conflito, mas o mesmo não acontece com a conservação da biodiversidade, concluem.
Fotos: DR.
Fonte: anacao.sapo.pt Link: https://anacao.sapo.pt/guerra-pode-causar-um-ecocidio-na-ucrania/
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Ajuda dos EUA à Ucrânia vai permitir recuperar territórios
MadreMedia / Lusa
8 set 2022 19:03
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano agradeceu hoje em Kiev ao secretário de Estado norte-americano por uma nova ajuda militar dos Estados Unidos, garantindo que esta permitirá a reconquista dos territórios ocupados pela Rússia.
“São sinais muito importantes, para nós trata-se da garantia de que podemos recuperar os nossos territórios, as nossas terras”, disse Volodymyr Zelensky ao receber Antony Blinken, referindo-se à nova ajuda militar de Washington a Kiev numa altura em que o exército ucraniano reivindica êxitos em várias frentes contra as forças russas.
Os ganhos mais significativos na grande contraofensiva ucraniana em curso desde a semana passada, nomeadamente para retomar a região ocupada de Kherson, ocorreram na região de Kharkiv, fronteiriça com a Rússia a nordeste, onde as forças ucranianas afirmam ter feito as defesas russas recuar cerca de 50 quilómetros, recuperando mais de 20 localidades.
No sul da Ucrânia, as forças de Kiev afirmam ter ultrapassado “muito”, até “várias dezenas de quilómetros”, as linhas russas e “libertado várias localidades”, segundo um alto responsável do Estado-Maior ucraniano, Oleksiï Gromov.
No Donbass, a bacia mineira do leste da Ucrânia onde decorreram os combates mais violentos da guerra nos últimos meses, Kiev disse que as suas tropas avançaram entre dois e três quilómetros perto de Kramatorsk e de Sloviansk e recuperaram a aldeia de Ozerné.
Tais avanços, neste momento impossíveis de verificar por fontes independentes, serão os mais importantes para a Ucrânia desde a retirada das tropas russas das imediações de Kiev, no fim de março, e são anunciados quando Blinken realiza uma visita-surpresa a Kiev, a sua segunda desde o início da invasão, com a promessa de uma nova ‘tranche’ de ajuda.
A progressão da contraofensiva ucraniana é “constante”, congratulou-se hoje o chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, Mark Milley, no final de uma reunião dos aliados da Ucrânia realizada na base norte-americana de Ramstein, na Alemanha, e destinada a coordenar a ajuda militar a Kiev. A Rússia não comentou.
Após o seu encontro com Zelensky e o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, Blinken prometeu o apoio dos Estados Unidos “até que a agressão [russa] termine e a Ucrânia seja totalmente soberana”.
“Aquilo a que estamos a assistir é o preço que a Rússia tem a pagar, que é já extraordinário, e que vai ser cada vez maior”, comentou Blinken, que se deslocou à capital ucraniana para discutir uma nova ‘tranche’ de 2,8 mil milhões de euros para Kiev e 18 países da região.
Dessa quantia, 675 milhões irão diretamente para Kiev sob a forma de carregamentos de armamento, munições e sistemas de artilharia HIMARS, que já permitiram às forças ucranianas atingir colunas de abastecimento russas muito recuadas em relação à linha da frente.
Quanto aos restantes 2,2 mil milhões, eles serão entregues como empréstimos e subsídios à Ucrânia e aos países que se sentem ameaçados pela Rússia, para a compra de armas norte-americanas.
Esta nova verba faz ascender a 15,2 mil milhões de euros o total da ajuda norte-americana à Ucrânia desde o início da invasão, há mais de seis meses.
Entre os países elegíveis, estão a Geórgia e a Moldova, que têm no seu território zonas controladas por separatistas pró-russos, bem como os países bálticos e ainda a Bósnia, onde as tensões estão a aumentar com os dirigentes sérvios.
Em Kiev, o secretário de Estado norte-americano começou por visitar um hospital que trata crianças vítimas da guerra, na companhia do seu homólogo ucraniano.
“Trouxe amigos”, disse o Kuleba aos jovens doentes, oferendo-lhes peluches.
Entre as novas promessas feitas à Ucrânia, a Noruega ofereceu 160 mísseis Hellfire e equipamento de visão noturna, a Alemanha forneceu equipamentos para o inverno e os Países Baixos formação em desminagem.
Blinken saudou depois, em Kiev, os “progressos claros e reais” da contraofensiva do exército ucraniano para recuperar territórios controlados pelas forças russas.
“Ainda é muito cedo, mas vemos progressos claros e reais no terreno, nomeadamente na zona à volta de Kherson (sul), mas também desenvolvimentos interessantes no leste, no Donbass”, disse Antony Blinken.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 197.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ajuda-dos-eua-a-ucrania-vai-permitir-recuperar-territorios
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Ucrânia: EUA salientam “sucesso demonstrado” das forças de Kiev contra a Rússia
Por Filipe Pimentel Rações em 15:16, 8 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Sem-T%C3%ADtulo-9-e1662646509324.png)
Fonte: Twitter / Secretary of Defense Lloyd J. Austin III
O Secretário da Defesa dos Estados Unidos destacou esta quinta-feira o “sucesso demonstrado” das forças ucranianas na guerra contra a Rússia e afirmou que as armas e equipamentos enviados pelo Ocidente tem permitido à Ucrânia “resistir ao massacre contínuo da Rússia”.
As declarações de Lloyd Austin chegam numa altura em que o Secretário de Estado, Anthony Blinken, está de visita à Ucrânia para entregar mais um pacote de assistência financeira e militar, no valor de dois mil milhões de dólares.
O responsável da Defesa sublinha que, apesar de a Rússia continuar a lançar ataques sobre território ucraniano, “agora vemos o sucesso demonstrado dos nossos esforços comuns no campo de batalha”.
Sugerindo que a guerra não deverá terminar em breve, Austin aponta que a coligação de países que se encontram ao lado de Kiev “deve posicionar-se de forma a apoiar os bravos defensores da Ucrânia no longo prazo”.
“Isso significa um fluxo de capacidades continuado e determinado”, adianta.
Perante a audiência de membros do chamado Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, que se realizou hoje em Berlim, na Alemanha, o titular da Defesa norte-americana avançou que seria entregue mais um pacote de ajuda à Ucrânia, esse avaliado em 675 milhões de dólares, incluindo tanques, foguetes e munições de artilharia.
Desde que a guerra começou a 24 de fevereiro passado, os EUA já forneceram à Ucrânia um apoio total de mais de 10 mil milhões de dólares.
Relata a ‘Reuters’ que Washington está ciente de que a Rússia espera que a unidade ocidental venha a sofrer uma dura prova de fogo durante os meses mais frios do ano, numa altura em que a Europa se prepara para fazer frente a um inverno pautado pela incerteza energética, fruto dos cortes no abastecimento de gás russo ao ‘velho continente’.
“O nosso apoio ao direito inalienável da Ucrânia para se defender não vacila por causa de algum percalço”, diz Austin, acrescentando que “à medida que a guerra evolui, também nós temos de evoluir”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-eua-salientam-sucesso-demonstrado-das-forcas-de-kiev-contra-a-russia/
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Rússia diz que ceder controlo de Zaporijia condena mundo a catástrofe nuclear
MadreMedia / Lusa
8 set 2022 21:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, disse hoje que ceder o controlo da central nuclear de Zaporijia à Ucrânia seria condenar a Europa e o mundo a uma "catástrofe nuclear".
“Dizer que esta instalação [Zaporijia] pode ser colocada sob controlo do regime de Kiev, que não controla nada em absoluto, é ridículo”, afirmou a governante, citada pela agência de notícias russa TASS.
Zakharova insistiu, ainda, na tese de que a Ucrânia está a instrumentalizar a central nuclear de Zaporijia para fazer chantagem a criar ameaças nucleares no âmbito da guerra e instou o Ocidente a investigar “as provocações e crimes de falsa bandeira” tal como fez “noutras partes do mundo”.
A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente de ataques contra a central, que têm feito recear um desastre nuclear.
Após esforços diplomáticos, uma delegação da AIEA teve acesso na semana passada às instalações e teve a oportunidade de constatar a situação no terreno.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 195.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-ceder-controlo-de-zaporijia-condena-mundo-a-catastrofe-nuclear
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Ucrânia: Kiev exige a Moscovo indemnização superior a 300 mil milhões de euros pela invasão
Por MultiNews com Lusa em 08:55, 9 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/08/3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro da Justiça ucraniano, Denys Maliuska, disse, numa entrevista publicada hoje, que o país vai exigir à Rússia mais de 300 mil milhões de euros em indemnizações pela invasão da Ucrânia.
“O nosso objetivo é chegar a uma resolução numa sessão especial da Assembleia Geral da ONU, em outubro, que lançará as bases para um mecanismo internacional de indemnização”, disse o governante numa entrevista ao diário alemão Waz.
“Queremos uma compensação por todos os danos que a Rússia causou na Ucrânia através da sua guerra de agressão. Os danos diretos causados pela destruição de infraestruturas, edifícios residenciais ou indústria ascendem a mais de 300 mil milhões de euros”, disse Maliuska.
O ministrou também mencionou “danos ambientais” bem como “danos pessoais infligidos às vítimas de guerra”, que considerou incalculáveis.
“Assumimos que centenas de milhares de pessoas tenham morrido por causa da guerra. Os familiares têm direito a uma indemnização”, disse Maliuska.
O ministro disse já ter pedido o acesso às reservas do banco central russo congeladas pelos países do G7.
Maliuska salientou ainda que os ativos de empresas estatais russas, como a Gazprom ou a Rosneft, “devem fluir para este fundo”, bem como o dinheiro das contas dos oligarcas russos e dos seus ativos no estrangeiro, alvo de sanções internacionais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Na guerra, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-exige-a-moscovo-indemnizacao-superior-a-300-mil-milhoes-de-euros-pela-invasao/
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União Europeia avança com decisão formal de suspender acordo de facilitação de vistos para russos
9 de setembro 2022 às 11:53
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Fonte de imagem: Dreamstime
O acordo vigorava desde 2007 e tinha como objetivo simplificar a entrada de cidadãos russos com um visto de curta duração para o espaço Schengen de livre circulação. Agora serão aplicadas as regras gerais do código de vistos.
O Conselho da União Europeia (UE) tomou, esta sexta-feira, a decisão formal de suspender o acordo de facilitação de vistos para os cidadãos russos. A restrição no território comunitário começará a partir de segunda-feira.
Esta adoção formal surge devido à proposta apresentada pela Comissão Europeia na passada terça-feira, no âmbito do acordo político alcançado em Praga a 31 de agosto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.
O acordo vigorava desde 2007 e tinha como objetivo simplificar a entrada de cidadãos russos com um visto de curta duração para o espaço Schengen de livre circulação. Agora serão aplicadas as regras gerais do código de vistos.
Ou seja, os requerentes russos são confrontados com uma taxa de visto mais elevado – o preço passa dos 35 euros para os 80 euros para todos os requerentes – e também com um aumento do tempo de processamento: os consulados demorarão 15 dias em vez de 10 a decidir sobre o pedido de visto. Ainda assim, este período pode ser prolongado até a um máximo de 45 dias em casos individuais, quando for necessário um exame mais aprofundado do pedido.
Também começam a ser aplicadas regras mais restritivas quanto aos vistos de entradas múltiplas, com os cidadãos russos a deixarem de ter acesso fácil a vistos válidos para várias entradas no espaço Schengen, sendo que serão exigidos mais documentos para comprovar os seus motivos.
"Um acordo de facilitação de vistos permite o acesso privilegiado à UE aos cidadãos de parceiros de confiança com os quais partilhamos valores comuns. Com a sua guerra de agressão não provocada e injustificada, incluindo os seus ataques indiscriminados contra civis, a Rússia quebrou esta confiança e espezinhou os valores fundamentais da nossa comunidade internacional", considerou hoje o ministro do Interior da República Checa, Vit Rakusan, país que preside ao Conselho da UE no corrente semestre.
Segundo Rakusan, a decisão do conselho é “uma consequência direta das ações da Rússia" e mais uma prova do "compromisso inabalável" do bloco europeu para com a Ucrânia e o seu povo.
Na reunião entre os chefes de diplomacia dos 27 Estados-membros, no final de agosto, o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse, na altura, que não havia “razão nenhuma” para ter com a Rússia “um mecanismo de facilitação de vistos” que não existe com outros países.
Segundo os dados da Comissão, à data de 01 de setembro deste ano, cerca de 963 mil russos detinham vistos válidos para o espaço Schengen.
Em comunicado, o Conselho ainda apontou que a Comissão Europeia deverá apresentar em breve "diretrizes adicionais para assegurar que esta suspensão não tenha um impacto negativo em certas pessoas que viajam para a UE para fins essenciais, tais como jornalistas, dissidentes e representantes da sociedade civil".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780544/uniao-europeia-avanca-com-decisao-formal-de-suspender-acordo-de-facilitacao-de-vistos-para-russos
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Diretor da CIA diz que invasão russa da Ucrânia pode ser já considerada um fracasso
Por Filipe Pimentel Rações em 12:45, 9 Set 2022
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O diretor da CIA, uma das principais agências de informação dos Estados Unidos, defende que a invasão russa da Ucrânia pode ser já considerada um fracasso, numa altura em que as forças ucranianas têm conseguido lançar contraofensivas e a reconquistar territórios que estavam ocupados pelos militares russos.
William Burns acusa o Presidente de russo de ter subestimado a força de Kiev quando planeou a invasão da Ucrânia, no que o Kremlin inicialmente tinha considerado que seria uma “operação militar especial” que duraria poucos dias. Passados seis meses, a Ucrânia ainda não foi tomada e vários relatos indicam que a máquina de guerra russa estará a perder vigor, devido a perdas de dezenas de milhares de soldados e de unidades de equipamento bélico.
Em Washington, o líder da CIA aponta que “Putin agora acredita que será mais duro do que os ucranianos, do que os europeus, do que os americanos, mas eu e os meus colegas na CIA acreditamos que Putin está errado, da mesma forma que se enganou profundamente na sua assunção de que os ucranianos não resistiriam”, cita o ‘New York Times’.
O responsável argumenta que a guerra não só expôs “a fraqueza das Forças Armadas russas, mas também resultará em prejuízos de longo prazo sobre a economia russa e para gerações de russos”. Dessa forma, considera que os objetivos de Putin que motivaram a agressão contra a Ucrânia falharam.
De recordar que a o Presidente ucraniano Volodimir Zelensky informou esta quinta-feira que, desde o início de setembro, as suas tropas conseguiram recapturar mais de mil metros quadrados de território que tinha sido perdido para as forças de Moscovo.
O Secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse hoje, em Praga, na República Checa, que a Ucrânia tem conseguido fazer grandes avanços em Kherson, uma das principais regiões ucranianas que caíram em mãos russas, sendo que também em Kharkiv as tropas de Zelensky têm conseguido progressos.
O Instituto para o Estudo da Guerra, um grupo de reflexão nos EUA, prevê que a Ucrânia conseguirá retomar pontos importantes em Kharkiv nos próximos dias, apontando a erosão da confiança do comando das tropas russas, que está no nível mais baixo desde meados de maio.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/diretor-da-cia-diz-que-invasao-russa-da-ucrania-pode-ser-ja-considerada-um-fracasso/
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ONU denuncia tortura a prisioneiros de guerra ucranianos e russos
MadreMedia / Lusa
9 set 2022 12:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A ONU denunciou hoje que os prisioneiros de guerra ucranianos nas mãos da Rússia ou de grupos armados associados a Moscovo são alvo de tortura e de maus tratos, o mesmo sucedendo com presos russos.
Segundo a representante para a Ucrânia do Gabinete dos Direitos Humanos da ONU, Matilda Bogner, a situação é “particularmente alarmante” no campo de prisioneiros de Olenivka, na província de Donetsk, ocupada pela Rússia, que, em julho, foi alvo de um bombardeamento que matou meia centena de detidos, entre os quais vários soldados ucranianos que defenderam a cidade de Mariupol.
“Documentámos uma série de violações contra prisioneiros de guerra. Tivemos acesso total a locais de detenção e internamento no território controlado pelo governo da Ucrânia, mas a Rússia não nos deu acesso”, frisou Bogner, que falava à imprensa destacada em Genebra através de uma videoconferência a partir de Odessa.
Bogner destacou que há informações credíveis de que os prisioneiros ucranianos são espancados à chegada aos centros de detenção e que os que sofrem de hepatite, tuberculose ou outras doenças não recebem tratamento ou são separados do grupo principal.
Teme-se, acrescentou, que a situação de saúde se deteriore e que possa haver um surto infeccioso difícil de controlar.
Por outro lado, Bogner disse que a ONU também tem informações sobre pelo menos quatro prisioneiras de guerra grávidas e pediu à Rússia que as libertasse por razões humanitárias, pedido ao qual não obteve resposta.
A ONU também documentou casos de prisioneiros ucranianos que não têm permissão para comunicar com as respetivas famílias para dizer que foram capturados, ou a sua localização e estado de saúde.
A este respeito, Bogner sublinhou que os escritórios especializados em direitos humanos que a ONU estabeleceu em toda a Ucrânia recebem diariamente inúmeras chamadas telefónicas de parentes à procura de informações sobre soldados ou civis desaparecidos.
No sentido inverso, Bogner referiu que a ONU tem “amplo acesso” aos centros de detenção de prisioneiros de guerra russos na Ucrânia, mas observou que também existem situações de tortura e de maus-tratos que ocorrem com frequência nos interrogatórios iniciais e durante a transferência do detido para a prisão.
No entanto, Bogner salientou que a Ucrânia “cumpre, geralmente”, os padrões de tratamento humanitário.
Até agora, o Gabinete para os Direitos Humanos da ONU confirmou que 5.767 civis ucranianos foram mortos e 8.292 feridos nas hostilidades, embora tenha sempre o cuidado de enfatizar que os números reais são muito maiores.
Por outro lado, a agência conseguiu verificar que, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro passado, 416 pessoas foram detidas arbitrariamente e desapareceram em territórios sob controlo russo, e que, destas, apenas 166 foram libertadas, enquanto 16 foram encontradas mortas.
Da mesma forma, a ONU disse ter documentado que as forças de segurança ucranianas efetuaram 51 detenções arbitrárias, havendo informações sobre o desaparecimento de 30 pessoas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-denuncia-tortura-a-prisioneiros-de-guerra-ucranianos-e-russos
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Rússia envia reforços para Kharkiv depois de contraofensiva ucraniana
09/09/22 14:54 ‧ Há 21 mins por Lusa
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O exército da Rússia enviou reforços militares, entre os quais veículos blindados e canhões, para a região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, onde as forças ucranianas estão a fazer uma contraofensiva, divulgaram hoje as agências noticiosas russas.
Segundo a France-Presse (AFP), as agências russas publicaram imagens do Ministério da Defesa russo que mostram estes reforços em trânsito em direção à região de Kharkiv, apesar de não ter sido feito no imediato qualquer anúncio oficial.
Este envio de reforços militares surge numa altura em que as forças da Ucrânia dizem que fizeram avanços na região de Kharkiv.
Citando a entrevista de um funcionário russo a uma televisão do país, é dado conta que decorrem "lutas ferozes" em torno da cidade de Balakliya, que Kiev anunciou na quinta-feira que conseguiu recuperar aos russos.
"Nós não controlamos mais Balakliya. Estão em andamento tentativas de desalojar as forças ucranianas, mas a luta lá é feroz e as nossas tropas estão retidas nos arredores da cidade", disse Vitali Gantchev.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.700 civis mortos e cerca de 8.100 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070044/russia-envia-reforcos-para-kharkiv-depois-de-contraofensiva-ucraniana
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Rússia realiza eleições locais e regionais em plena repressão política
09/09/22 14:52 ‧ Há 28 mins por Lusa
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As eleições locais e regionais começaram hoje em toda a Rússia, apesar da ausência de uma oposição credível diante das ondas de repressão exacerbadas desde a ofensiva militar do Kremlin na Ucrânia.
De acordo com a Comissão Eleitoral russa, 44 milhões de eleitores vão às urnas em 82 regiões.
Catorze milhões de russos irão eleger os seus governadores por sufrágio direto, enquanto outros seis milhões devem renovar os deputados dos parlamentos regionais.
Além disso, em doze grandes cidades, incluindo a capital Moscovo, os eleitores devem eleger os responsáveis dos órgãos municipais.
Em Moscovo, muitos anúncios incentivam as pessoas a votar, oferecendo-lhes a participação em lotarias nas assembleias de voto para ganhar prémios, segundo a agência de notícias AFP.
Em muitas regiões, a votação deverá ocorrer ao longo de três dias, um modo de funcionamento eleitoral adotado em 2020 para limitar o fluxo e o risco de infeção pelo SARS-CoV-2.
Em meados de agosto, a chefe da Comissão Eleitoral, Ella Pamfilova, justificou a manutenção deste tipo de escrutínio estendido como uma "poderosa medida preventiva" e um "formato muito prático".
Entretanto, muitos ativistas russos acusaram as autoridades de usar este formato eleitoral alargado para fraudar mais facilmente os votos, já que as urnas são armazenadas por um longo tempo antes de serem contadas.
A votação ocorre num clima de repressão agravado pela invasão na Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro. Dezenas de críticos do Governo foram detidos ou fugiram do país nos últimos meses e a maioria dos meios de comunicação independentes foi encerrada.
O ativista Alexei Navalny - que está atualmente preso e é o principal opositor do Presidente russo, Vladimir Putin -, pediu ainda assim aos russos que votem, seguindo uma estratégia de "votação inteligente", que consiste em votar no candidato mais bem colocado para vencer o do Kremlin.
"Qualquer ação destinada a enfraquecer os elementos do sistema de Putin é correta e constitui um dever cívico", disse Navalny, na terça-feira, na rede social Twitter.
O opositor pediu um voto "contra a guerra, as mentiras, a corrupção e a pobreza".
Navalny foi condenado em março a nove anos de prisão e as suas organizações foram banidas em 2021 na Rússia.
Essa estratégia de "voto inteligente" já teve algum sucesso no passado, mas sem alterar profundamente o cenário político russo, que ainda é amplamente dominado pelo partido de Vladimir Putin.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070042/russia-realiza-eleicoes-locais-e-regionais-em-plena-repressao-politica
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Ucrânia. Titulares de cargos públicos russos acusam Putin de traição
08/09/22 16:32 ‧ Há 22 Horas por Lusa
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Um grupo de deputados municipais russos entregou hoje na Câmara de Deputados (Duma) uma petição para que acuse de alta traição o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, por iniciar uma guerra na Ucrânia.
"Consideramos que a decisão do Presidente Putin sobre o início da operação militar especial prejudica a segurança da Rússia e dos seus cidadãos", lê-se na petição apresentada pelos deputados da assembleia municipal de Smolninskoye, cidade natal de Putin, pertencente ao distrito de São Petersburgo.
Segundo o diário digital Meduza, o objetivo da petição é que Putin seja deposto do cargo que ocupa na liderança do Kremlin, onde chegou em 2000 e, nos termos da revisão constitucional que entretanto insistiu que fosse feita para retirar o limite de mandatos presidenciais consecutivos, poderá ficar até 2036, ano em que completará 84 anos.
"Na nossa opinião, com o começo da operação militar especial no território da Ucrânia, há, nas ações do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, indícios de um crime previsto no artigo 73.º da Constituição da Federação Russa, alta traição", sustentam.
De acordo com a petição, desde o início das hostilidades estão a morrer cidadãos russos, a economia nacional degradou-se e está a registar-se uma fuga de investidores e de cérebros do país.
Além disso, ocorrerá um alargamento da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) a leste e, devido à decisão do Presidente, a fronteira entre a Rússia e a Aliança Atlântica duplicou de tamanho, com a entrada da Finlândia e da Suécia.
A intervenção militar russa também provocou o efeito contrário à desmilitarização do país vizinho -- objetivo inicialmente apresentado por Putin como um dos propósitos desta "operação militar especial" --, com o fornecimento ocidental à Ucrânia de armamento no valor de 38.000 milhões de dólares (38.120 milhões de euros).
A petição foi apoiada pela "maioria dos deputados presentes", indicou um dos signatários, Dmitri Paliuga, que não precisou o respetivo número.
Na quarta-feira, por ocasião do Fórum Económico Oriental, em Vladivostok, Putin negou que tenha sido a Rússia a iniciar as operações militares na Ucrânia em fevereiro último e a violar o direito internacional, invadindo um Estado independente e soberano.
Segundo uma sondagem divulgada esta semana, cerca de 70% dos russos apoia em maior ou menor grau a campanha militar da Rússia na Ucrânia, à qual se opõe cerca de 18% da população.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 197.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2069345/ucrania-titulares-de-cargos-publicos-russos-acusam-putin-de-traicao
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Ucrânia: “Tem condições para restabelecer a soberania total, incluindo a Crimeia, no próximo ano”, indica ex-general
Por Francisco Laranjeira em 15:34, 9 Set 2022
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“Os ucranianos salvaram o seu país”, garantiu o general Ben Hodges, ex-comandante geral do Exército dos Estados Unidos na Europa, nos bastidores da Conferência Internacional de Tbilisi do Instituto McCain, citado pela revista ‘Newsweek’. “Eles estabeleceram as condições para restaurar a soberania total, para incluir a Crimeia, acho que no próximo ano”, apontou o militar, já reformado.
A previsão seria praticamente inimaginável há 6 meses, quando as forças russas ainda estavam fisicamente presentes a curta distância da capital ucraniana de Kiev – as forças russas retiraram-se dda região no final de março e desde meados do verão os avanços russo no Donbass, no leste da Ucrânia, também pararam.
“Meio ano depois da invasão russa, o suposto segundo melhor exército do mundo é agora o segundo melhor exército da Ucrânia”, explicou Hodges. “Depois de todo este tempo, a Rússia ainda controla menos de 20% do território da Ucrânia e sua capacidade de conduzir novas operações ofensivas está praticamente esgotada.”
O passo dado, garantiu Ben Hodges, terá de ser dado pelos parceiros ocidentais da Ucrânia, através do fornecimento do apoio militar e material mas também moral necessário para alcançar uma vitória militar completa. “É preciso que haja uma declaração de que queremos que a Ucrânia vença, que ela recupere todo o seu território, que ela seja capaz de se defender no futuro e que faremos tudo o que for necessário. para ajudá-los a fazer isso”, apontou Hodges.
O antigo militar está confiante de que Washington está totalmente ciente das necessidades da Ucrânia. “Não devemos saber publicamente quais são essas necessidades porque nunca se quer que o inimigo saiba quais são as suas capacidades e quais as deficiências”, disse ele. “Mas tenho 100% de certeza de que o Departamento de Defesa dos EUA e o Conselho de Segurança Nacional sabem exatamente o que a Ucrânia precisq.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link:https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-tem-condicoes-para-restabelecer-a-soberania-total-incluindo-a-crimeia-no-proximo-ano-indica-ex-general/
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Famalicão: Ação solidária de recolha de material escolar para a Ucrânia
Setembro 9, 2022 12:03 pm
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Fonte de imagem: cidadehoje.sapo.pt
A BeAtive Night, que vai decorrer no Parque da Devesa, no dia 24 de setembro, sábado, vai incluir uma ação solidária para com a Ucrânia.
Esta é uma oportunidade para doar material escolar no âmbito da iniciativa – “Back to school: Support children in Ukraine”. Recorde-se que Vila Nova de Famalicão e Zhytomyr tornaram-se “cidades-irmãs” através de um protocolo de cooperação celebrado à distância, no âmbito das comemorações do Dia da Cidade de Vila Nova de Famalicão de 2022, um compromisso que tem por objetivo a partilha de informação, de ideias e de programas que contribuam para o desenvolvimento sustentável e harmonioso de ambas as cidades, bem como a entreajuda para o desenvolvimento económico e a solidariedade entre os povos, entre outros propósitos.
A solidariedade com a cidade irmã de Famalicão será incentivada no quadro do regresso às aulas com o objetivo de recolher material escolar para aquela localidade fustigada pela guerra. Todos os participantes podem ajudar, entregando o dia da realização do #BEACTIVE materiais como: mochilas, cadernos pautados e quadriculados A4, canetas, marcadores e lápis, borrachas, réguas e esquadros, furadores, molas e clips.
Fonte: cidadehoje.sapo.pt Link: https://cidadehoje.sapo.pt/famalicao-acao-solidaria-de-recolha-de-material-escolar-para-a-ucrania/
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Artistas como Paul McCartney e Slash assinam guitarras para apoiar Ucrânia
9 de setembro 2022 às 15:48
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Fonte de imagem: Gibson Instagram
Leilão terá início a 11 de outubro.
A Gibson anunciou recentemente que irá vender 100 guitarras autografadas por grandes nomes da música internacional, como por exemplo Paul McCartney, Slash, Mark Knopfler e os Rolling Stones, com os lucros a serem revertidos a favor do povo ucraniano, na sequência da invasão russa.
“Sinto-me feliz por poder leiloar esta minha guitarra, de forma a apoiar o povo ucraniano”, afirmou McCartney, em comunicado à imprensa.
As guitarras, para além das assinaturas, contam com as cores da Ucrânia (amarelo e azul), assim como desenhos de pássaros e ainda o símbolo da paz.
Além dos artistas já enumerados, também Nile Rodgers, Margo Price, Blossoms, Kasabian, Madness, The Vaccines e My Chemical Romance fazem parte desta iniciativa.
O leilão terá início a 11 de outubro.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780579/artistas-como-paul-mccartney-e-slash-assinam-guitarras-para-apoiar-ucr-nia
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Ataques em Donetsk fazem pelo menos sete mortos e 27 feridos
9 de setembro 2022 às 22:44
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/9/832267.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
ONU já contabilizou, desde o início da guerra, mais de 5.700 civis mortos e cerca de 8.100 feridos.
As autoridades da República Popular de Donetsk (RPD) acusaram esta sexta-feira as tropas ucranianas de terem provocado pelo menos setem mortes e 27 feridos numa série de ataques aéreos na região.
O Exército da Ucrânia, escreve a agência de notícias russa TASS, que cita o Quartel-General da Defesa da RPD, lançaram ainda uma ofensiva contra um hospital do distrito de Kalininsk. Note-se que as autoridades daquela região não avançaram com qualquer balanço de mortos ou feridos.
A ONU já contabilizou, desde o início da guerra, mais de 5.700 civis mortos e cerca de 8.100 feridos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780635/ataques-em-donetsk-fazem-pelo-menos-sete-mortos-e-27-feridos-
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Mais de 30 zonas de Kharkiv foram libertadas desde final de agosto
09/09/22 22:36 ‧ HÁ 13 HORAS POR LUSA
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As forças ucranianas já "libertaram" mais de 30 zonas da região de Kharkiv desde o final de agosto, durante a contraofensiva lançada por Kyiv para recuperar o terreno perdido para Moscovo, divulgou hoje o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O governante ucraniano já tinha apontado esta semana o progresso que está a ser alcançado pelas suas forças.
No seu habitual discurso noturno diário à nação, Zelensky referiu que espera que as forças ucranianas continuem a mover-se "gradualmente" para devolver a bandeira ucraniana às cidades conquistadas pela Rússia.
Volodymyr Zelensky pediu ainda aos habitantes destes territórios que informem os militares ucranianos dos crimes cometidos pelos "ocupantes", para que sejam recolhidas o máximo de provas possíveis.
Por outro lado, o governador de Kharkiv, Oleg Sinegubov, instou a população que fugiu das áreas agora "libertadas" a não regressar por enquanto, devido à destruição de infraestruturas essenciais, noticiou a agência UNIAN.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa - justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.700 civis mortos e cerca de 8.100 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070431/mais-de-30-zonas-de-kharkiv-foram-libertadas-desde-final-de-agosto
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Washington exige libertação "imediata" do líder de Navalny
10/09/22 03:58 ‧ HÁ 8 HORAS POR LUSA
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© Lusa
"Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a crescente e arbitrária interferência do governo russo nos direitos de Alexei Navalny", disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price.
Segundo um comunicado divulgado na sexta-feira, o governo russo teria impedido Navalny de comunicar livremente com os advogados, vigiando os encontros e colocando obstáculos à troca de documentos entre o ativista e a sua equipa de defesa.
A decisão das autoridades prisionais russas de colocar Navalny "repetidamente em confinamento solitário por supostas infrações menores é mais uma prova de uma perseguição politicamente motivada", de acordo com o departamento liderado por Antony Blinken.
A detenção de Navalny no regresso à Rússia "já era vergonhosa, mas a insistência do Kremlin em persegui-lo ainda mais só realça a sua insegurança e o seu medo daqueles que dizem a verdade", sublinhou a administração Biden.
Na quinta-feira, Navalny disse ter sido impedido de ter conversas em privado com os seus advogados.
Além disso, segundo ele, cada documento trocado com a sua defesa será agora sujeito a uma "verificação durante três dias" pela administração da prisão.
"Na verdade, não resta nada, formalmente, dos meus direitos à defesa, que já eram bastante ilusórios", disse o ativista anticorrupção de 46 anos.
Navalny, considerado o principal opositor do Presidente russo Vladimir Putin, foi condenado em março a nove anos de prisão por suposta fraude. As organizações que liderava foram banidas em 2021 na Rússia.
Na sexta-feira, Navalny pediu aos russos que votem nas eleições locais e regionais, apesar da ausência de uma oposição credível diante das ondas de repressão exacerbadas desde a ofensiva militar do Kremlin na Ucrânia.
O ativista apelou aos eleitores que sigam uma estratégia de "votação inteligente", que consiste em votar no candidato mais bem colocado para vencer o do Kremlin.
"Qualquer ação destinada a enfraquecer os elementos do sistema de Putin é correta e constitui um dever cívico", disse Navalny, na terça-feira, na rede social Twitter.
O opositor pediu um voto "contra a guerra, as mentiras, a corrupção e a pobreza".
As eleições locais e regionais começaram na sexta-feira em toda a Rússia, com a votação a ocorrer ao longo de três dias.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070492/washington-exige-libertacao-imediata-do-lider-de-navalny
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Estados Unidos limitam preços do petróleo russo
10/09/22 06:22 ‧ HÁ 5 HORAS POR LUSA
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© Lusa
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na sexta-feira diretrizes a impor um preço máximo ao petróleo russo, a partir de 5 de dezembro, apesar das ameaças da Rússia de cortar o fornecimento.
As diretrizes obrigam companhias de seguros e empresas financeiras que facilitam o comércio internacional de petróleo a garantir que o crude russo é adquirido a um preço igual ou inferior a um limite estabelecido pelo Estados Unidos, juntamente com outros membros do G7.
O preço máximo entrará em vigor em 05 de dezembro para o petróleo bruto e em 05 de fevereiro de 2023 para produtos derivados do petróleo.
"O limite de preços procura criar incentivos que reduzam as receitas da Rússia enquanto o seu petróleo continua a fluir", refere, num comunicado, o Departamento do Tesouro.
"Estamos a avançar com esta proposta extraordinária porque é essencial que a comunidade global tome medidas para negar ao Kremlin as receitas que está a usar para sustentar a sua economia e travar a sua guerra injustificável na Ucrânia", sublinhou o comunicado.
"A conclusão é que todos ganham menos o Kremlin", garantiu o departamento, liderado pela secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen.
Na quarta-feira, o Presidente russo Vladimir Putin ameaçou cortar o fornecimento de gás, petróleo e carvão, em resposta às propostas apresentadas pelo G7 e pela União Europeia (UE) destinadas a limitar os preços do petróleo e gás russos.
O grupo dos sete países mais industrializados do mundo, o G7, tinha levantado a possibilidade de permitir o transporte global de petróleo russo e respetivos derivados apenas se os produtos forem vendidos abaixo de um preço máximo.
A proposta tem como pano de fundo a tentativa de cortar o financiamento da campanha militar russa na Ucrânia, numa altura em que a UE adquiriu 54% de todos os combustíveis fósseis exportados pela Rússia desde o final de fevereiro por um valor de 85,1 mil milhões de dólares.
Embora não existam números oficiais disponíveis, estima-se que a Rússia tenha investido cerca de 100 mil milhões de euros no financiamento da guerra contra a Ucrânia, de modo que a receita da exportação de combustíveis se tornou o "fator chave" para a campanha militar russa.
A ofensiva lançada a 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070494/estados-unidos-limitam-precos-do-petroleo-russo
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Bósnia marca particular com a Rússia e já há quem recuse ir a jogo
10/09/22 07:50 ‧ HÁ 4 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
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Miralem Pjanic tomou posição oficial após decisão da Federação bósnia.
A Federação de futebol da Bósnia e Herzegovina (NFS BIH) anunciou, na sexta-feira, que irá disputar um jogo particular com a seleção da Rússia a 19 de novembro, em São Petersburgo. A decisão, porém, não agradou aos jogadores que fazem parte da seleção e Miralem Pjanic, que dispensa apresentações e que é um dos atletas mais influentes daquele país, já garantiu que não vai apresentar-se em campo frente aos russos.
"Ligaram-me a perguntar o que pensava sobre o jogo. Disse aquilo que achava, mas fiquei surpreendido com a decisão ser outra. Não é uma boa decisão e estou sem palavras. Quando a seleção começa a jogar bem acontece sempre algo de errado. Não tenho palavras. A Federação conhece a minha posição e apenas digo que isto não é bom. Eu não vou jogar", explicou Pjanic, que recentemente deixou o Barcelona para assinar pelo Al Sharjah, em declarações reproduzidas pelo AS.
Refira-se que também os adeptos não gostaram da decisão tomada pela Federação e estão a levar a cabo um boicote que com o objetivo de fazer cair a atual direção e provocar novas eleições.
(https://pbs.twimg.com/media/FcN4zRFX0AcWHs8?format=jpg&name=small)
Fonte de imagem: noticiasaominuto.com
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/desporto/2070509/bosnia-marca-particular-com-a-russia-e-ja-ha-quem-recuse-ir-a-jogo
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Ministra dos Negócios Estrangeiros alemã faz visita surpresa a Kyiv
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A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, chegou hoje a Kiev para uma visita surpresa destinada a "mostrar" que a Ucrânia "pode contar" com o apoio de Berlim, anunciou o Governo alemão.
"Eu viajei para Kiev hoje para mostrar que podem continuar a confiar em nós. Que continuaremos a apoiar a Ucrânia enquanto for necessário, com entrega de armas, com apoio humanitário e financeiro", declarou Annalena Baerbock, citada num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.
Esta é sua segunda visita a Kiev desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
Além da ajuda financeira e militar, a Alemanha pretende ajudar Kiev a realizar operações de desminagem e "lançar luz sobre os crimes de guerra cometidos, em particular enviando peritos, incluindo um procurador", especificou a ministra na nota.
"Para mim, está claro que [o Presidente russo, Vladimir] Putin está a contar com que nos cansemos do sofrimento na Ucrânia", advertiu.
Mas a Alemanha, assegurou a ministra, permanecerá ao lado dos ucranianos que "lutam contra a agressão russa, não só para defender o seu direito humano à paz e à liberdade, mas também para defender a nossa ordem de paz europeia".
A atitude inicial hesitante da Alemanha em relação a Moscovo após a eclosão da guerra há seis meses e a falta inicial de apoio militar de Berlim a Kiev irritaram profundamente o Governo do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Entretanto, a situação mudou. O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse querer que o seu país assuma uma "responsabilidade especial" para ajudar a Ucrânia a fortalecer os seus sistemas de artilharia e defesa aérea.
Uma nova era nas relações bilaterais, menos tensa, parece estar a ocorrer, ilustrada pela iminente chegada de um novo embaixador ucraniano em Berlim.
O seu antecessor, Andrij Melnyk, atacou a atitude tímida da Alemanha em relação à Rússia durante meses.
A ofensiva lançada em 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070515/ministra-dos-negocios-estrangeiros-alema-faz-visita-surpresa-a-kyiv
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Vídeo. O momento emocionante em que combatentes ucranianos cantam o hino
10/09/22 10:00 ‧ HÁ 2 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO
(https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/naom_631c4e51afd03.jpg)
© DR
As imagens foram gravadas no campo de batalha.
Numa altura em que já se passaram mais de seis meses desde o início da invasão das tropas russas na Ucrânia e o cenário que se prevê não inclui o fim deste conflito, os militares ucranianos continuam a demonstrar sinais de resistência.
Nas redes sociais as tropas da Ucrânia continuam a partilhar momentos de resistência, assim como de devoção ao país, como é o caso deste vídeo em que cantam em uníssono o hino nacional, 'a Ucrânia ainda não morreu'.
As imagens mostram dezenas de soldados fardados que estarão no campo de batalha.
O momento é partilhado dias depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensly, ter dito que houve avanços e também de acordo com a Reuters estas tropas terem avançado cerca de 50 km no campo de batalha - fazendo as tropas russas recuar na região de Kharkiv - há também novidades na região separatista do Donbass.
Pelo menos sete pessoas morreram e 27 ficaram feridas num ataque aéreo na região de Donetsk. As forças russas já disseram que foi um ataque das tropas ucranianas.
Veja o vídeo acima, clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070538/video-o-momento-emocionante-em-que-combatentes-ucranianos-cantam-o-hino
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Putin vota nas eleições regionais russas com campanha ucraniana ao fundo
10/09/22 11:03 ‧ HÁ 1 HORA POR LUSA
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© Reuters
O Presidente russo, Vladimir Putin, votou hoje remotamente nas eleições municipais e regionais russas, que vão decorrer durante três dias e encerram no domingo, quando a Rússia continua a sua campanha militar na Ucrânia.
"O dia 11 de setembro é o dia do voto unido na Rússia. Entretanto, pode-se votar antecipadamente e remotamente. É um sistema de votação confortável e confiável. Quem puder e quiser usá-lo, eu recomendo", disse Putin, num vídeo publicado pelo Kremlin, que mostrou o Presidente russo a votar no computador do seu escritório.
O Presidente russo declarou que esperava que os eleitores russos expressassem a "sua posição ativa".
Esta é a segunda vez que Putin vota remotamente, a última vez no ano passado, quando entrou em isolamento durante a pandemia de covid-19.
A Rússia iniciou as eleições municipais e regionais no na sexta-feira, com a abertura de mais de 38.000 assembleias de voto.
De acordo com as autoridades eleitorais russas, no âmbito dessas eleições, mais de 31.000 deputados e funcionários serão eleitos em 82 regiões do país, incluindo 14 governadores, nos quais mais de 44 milhões de eleitores poderão votar.
Embora a presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Ella Pamfilova, tenha descrito a campanha eleitoral como "bastante competitiva, enérgica e animada", os candidatos da oposição denunciaram que foram removidos sob várias desculpas da campanha eleitoral.
Ao contrário dos anos anteriores, praticamente não se observou propaganda eleitoral nem manifestações de apoio ou protestos antes das eleições.
Em Moscovo, as eleições abrangerão 125 dos 146 distritos da capital e serão eleitos 1.417 deputados municipais de um total de mais de 5.700 candidatos.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2070545/putin-vota-nas-eleicoes-regionais-russas-com-campanha-ucraniana-ao-fundo
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RÚSSIA: ‘FILTRAGEM’ DE CIVIS UCRANIANOS VIOLA DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO
9 September 2022
(https://www.amnistia.pt/wp-content/uploads/2022/09/286172-scaled.jpg)
Sergei Chuzavkov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Após verificação pela ONU de que os soldados russos têm submetido civis ucranianos a um procedimento de abusos de direitos designado como “filtragem” – uma prática que a Amnistia Internacional comprova ser profundamente abusiva e humilhante – a diretora da Amnistia para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers, relembra:
“O processo conhecido como ‘filtragem’ é uma violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário. As nossas investigações revelam que, por um lado, muitos ucranianos deslocados acabam, involuntariamente, em território russo ou território ocupado pela Rússia, mesmo que não tenham sido forçados a deslocarem-se para lá. No entanto, as deportações e transferências forçadas de civis que se encontram nestes territórios ocupados são proibidas pelo direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade. Subjugar os civis que foram deslocados à força nestas regiões aos abusos do processo de “filtragem” é um modo cruel de atuação”.
“Subjugar os civis que foram deslocados à força nestas regiões aos abusos do processo de “filtragem” é um modo cruel de atuação”
Marie Struthers
“Estamos também preocupados com os grupos vulneráveis, particularmente crianças desacompanhadas, separadas ou órfãs, pessoas idosas e pessoas com deficiências, algumas impedidas por soldados russos de se deslocar para território controlado pela Ucrânia. Uma vez transferidas para esses locais, muitas pessoas viram-se incapazes de abandonar a Rússia ou áreas ocupadas pela Rússia”.
“Estamos também preocupados com os grupos vulneráveis, particularmente crianças desacompanhadas, separadas ou órfãs, pessoas idosas e pessoas com deficiências, algumas impedidas por soldados russos de se deslocar para território controlado pela Ucrânia”
Marie Struthers
“As autoridades russas devem permitir que a comunidade internacional aceda e vigie os abrigos temporários de acolhimento de civis ucranianos e os procedimentos de retirada de civis que se encontram cercados pelo conflito. Devem ainda assegurar, com efeito imediato, que os civis ucranianos possam sair em segurança das zonas de guerra e entrar em territórios controlados pela Ucrânia. Aos que se encontram na Rússia devem ser-lhes também disponibilizados meios para que consigam voltar à Ucrânia ou deslocar-se para um país terceiro”.
Contexto
A Amnistia Internacional documentou múltiplos casos de soldados russos que violaram os direitos humanos de civis ucranianos detidos, através dos procedimentos de “filtragem” enquanto estes abandonavam a zona de guerra ou atravessavam a fronteira para dentro ou para fora da Rússia.
Crianças desacompanhadas, separadas e órfãs, bem como civis cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência em instituições de Mariupol, foram transferidos à força para Donetsk. Nesse período, algumas das crianças e civis encontravam-se já em processo de retirada para áreas controladas pela Ucrânia.
As pessoas idosas, em especial, enfrentam maior risco de ficar presas em áreas controladas pela Rússia ou mesmo na Rússia, devido à falta de informação, aos seus rendimentos e a situações de mobilidade reduzida. Não parecem existir sistemas que facilitem o regresso de pessoas idosas ou com deficiência da Rússia ou de territórios ocupados pela Rússia a territórios controlados pelo governo da Ucrânia.
Fonte: amnistia.pt Link: https://www.amnistia.pt/russia-filtragem-de-civis-ucranianos-viola-direito-internacional-humanitario/
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Guerra na Ucrânia: Kiev anuncia ter recuperado Kupiansk, no leste do país
MadreMedia / Lusa
10 set 2022 14:49
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=ZmE4eSmsq9QdmA5axn8VnrP+jg/DnwCcikpRNsIxNOvtuqoOSOgjSrargsFkt6LAnWNI7haGcE2t+acwIu1B17xX8x5nCuxwelNEHp1R5MEMshc=)
As forças ucranianas anunciaram hoje ter recuperado a cidade de Kupiansk, no este da Ucrânia, uma localidade chave nas mãos do exército russo há vários meses, adiantou a AFP.
As forças especiais ucranianas difundiram imagens nas redes sociais, mostrando os seus oficiais em Kupiansk, “que foi e será sempre ucraniana”, disseram. ´
As imagens mostram um grupo de soldados de camuflado, com armas automáticas e reunidos em torno de um veículo blindado.
Um responsável regional publicou, por seu lado, uma fotografia de soldados ucranianos na cidade de 27 mil habitantes, com o texto: “Kupiansk é a Ucrânia”.
O novo avanço importante reivindicado pelas forças ucranianas acontece depois de Kiev ter afirmado ter recuperado nos últimos dias o controlo de 30 localidades na zona de Kharkiv, na fronteira com a Rússia.
A cidade de Kupiansk, situada a cerca de 120 quilómetros a sudeste de Kharkiv, caiu nas mãos dos russos menos de uma semana depois do início da ofensiva de Moscovo na Ucrânia, a 24 de fevereiro.
A tomada de controlo pelas forças ucranianas pode colocar um sério problema a Moscovo, uma vez que a cidade se encontra nas rotas de abastecimento de outras posições russas na linha da frente.
Kiev pode brevemente, de acordo com observadores do conflito, aumentar a sua pressão sobre outras cidades controladas pelos russos, sobretudo Izium, que tinha uma população de cerca de 45 mil habitantes antes do início da guerra e que tem uma grande importância para as operações militares de Moscovo.
A ofensiva lançada em 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-anuncia-ter-recuperado-kupiansk-no-leste-do-pais
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O contra-ataque surpresa da Ucrânia
10 de setembro 2022 às 15:19
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/10/832290.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Kiev não hesitou em aproveitar a fraqueza das linhas russas a sudeste de Kharkiv, penetrando em profundidade e pressionando Izium, a grande base militar russa no Donbass.
Enquanto todos os olhos estavam postos em Kherson, cujas defesas as forças russas tentavam reforçar face a uma contra-ofensiva ucraniana, Kiev lançou um ataque rápido e inesperado do outro lado do país, a sudeste de Kharkiv, esta semana. Reconquistaram cerca de 400 quilómetros de território, segundo estimou o Instituto para o Estudo da Guerra, penetrando cerca de 20km nas linhas russas. E talvez ainda mais crucial, deixando sob ameaça Izium, uma cidade transformada numa espécie de enorme base militar, a principal rampa de lançamento dos invasores para o oeste do Donbass.
Este avanço em profundidade deixou surpresos analistas, num conflito que se tornara uma guerra de atrito, com linhas da frente quase estáticas, após o falhanço das ambiciosas manobras russas contra Kiev e Kharkiv. O ataque ucraniano é descrito como tendo sido encabeçado por um «poderoso punho blindado», explicou Rob Lee, investigador sénior do Foreign Policy Research, no Twitter, tendo 15 tanques ucranianos rumado para a aldeia de Balakliia, sob ocupação russa, que foi cercada, estando a decorrer aqui os combates mais ferozes.
O choque dos invasores aumentou ainda mais quando se aperceberam de que a sua aviação não conseguiria varrer o avanço ucraniano. As forças russas continuam a estar em vantagem nos céus, mas os ucranianos tinham transportado discretamente para a área grandes quantidades de defesas anti-aéreas, protegendo o seu contra-ataque, naquilo a que os militares costumam chamar de uso de armas combinadas.
Pensa-se que esta parte da linha da frente estivesse a ser guarnecida sobretudo por unidades da Guarda Nacional da Rússia, que é dada como estando com uma moral particularmente baixa e a sofrer deserções, dispondo de artilharia insuficiente na região. Já as forças ucranianas não hesitaram em aproveitar-se disso.
«O pressuposto é que a Ucrânia tirou vantagem do reposicionamento dos russos para longe do norte e leste da vasta linha da frente para lançar este ataque surpresa», explicou o editor para a Defesa e Segurança do Guardian, Dan Sabbagh, referindo-se ao foco dos invasores na cidade de Bakhmut, em Donetsk, que já tentam conquistar há semanas, martelando-a sistemática e lentamente com bombardeamentos maciços, tentando aproximar-se de Kramatorsk, o grande ponto de abastecimento das forças ucranianas no Donbass.
Já o contra-ataque no sudeste deixou claro que a Ucrânia «está disposta a ser flexível e oportunista», notou Sabbagh. «E que qualquer pessoa que esteja segura de saber a estratégia de Kiev deveria em vez disso estar disposta a ser surpreendida».
Entretanto, com as forças ucranianas a tomar decididamente a iniciativa, o Kremlin arrisca ter de estar a apagar fogos, tendo de decidir se move tropas para o sudeste de Kharkiv, se continua a apostar no seu assalto a Bakhmut ou se reforça Kherson, no sul. Nesta frente, as forças russas também não têm tido muito boas notícias, tendo as forças armadas ucranianas anunciado esta quinta-feira ter avançado dezenas de quilómetros em direção à cidade, que tentam isolar da península da Crimeia, principal ponto de abastecimento dos russos nesta região.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780660/o-contra-ataque-surpresa-da-ucr-nia
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Zelensky prevê uma "rápida desocupação" da Ucrânia no inverno
MadreMedia / Lusa
11 set 2022 08:21
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prognosticou no sábado uma "rápida desocupação" do país este inverno, pelo facto de os militares russos "estarem a fugir em várias direções".
No decurso da sua intervenção no fórum internacional anual na Yalta European Strategy (YES), que decorreu em Kiev, Zelensky disse que “o período invernal pode ser um ponto de inflexão na libertação dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia”.
“Para isso o nosso exército necessita de um fornecimento sistemático dos tipos de armas necessários”, disse, segundo indicou a página digital da presidência.
“Julgo que este inverno é um ponto de inflexão e pode implicar uma rápida desocupação da Ucrânia. Vemos como [as forças russas] estão a fugir em algumas direções. Se formos um pouco mais fortes com as armas, poderemos desocupar mais rapidamente”, disse.
Zelensky sublinhou ainda que o exército ucraniano continua preparado para avançar no terreno e “defender a [sua] terra”.
A ofensiva lançada em 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-preve-uma-rapida-desocupacao-da-ucrania-no-inverno
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Ucrânia: Último reator de Zaporijia desligado após energia restabelecida
MadreMedia / Lusa
11 set 2022 10:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A operadora nuclear ucraniana revelou hoje que foi desligado o último dos seis reatores de Zaporijia, após ter sido restabelecido fornecimento de eletricidade a Enerhodar, cidade onde está localizada a maior central nuclear da Europa.
A Energoatom adiantou que uma das linhas que ligava a central à rede nacional ucraniana de eletricidade foi restaurada na noite de sábado, permitindo à empresa encerrar o último reator.
A última linha de energia tinha sido cortada na segunda-feira, deixando a central sem qualquer tipo de fonte de energia exterior.
Zaporijia era até ao momento alimentada pelo único dos seis reatores que se mantinha operacional, fornecendo energia aos seus sistemas de segurança.
No sábado, os presidentes ucraniano e francês, Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de garantir a segurança de Zaporijia, alertando para a “situação muito preocupante” vivida naquela infraestrutura.
De acordo com o Eliseu, citado por agências noticiosas, nesta conversa telefónica os dois presidentes reiteraram o apoio ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)”, que na sexta-feira tinha alertado para a “situação insustentável” em Zaporijia devido ao apagão em Enerhodar.
Zelensky e Macron sublinharam a exigência de garantir a retirada das tropas russas daquela zona para garantir a segurança em Zaporijia.
Segundo o Presidente ucraniano foi dado muito tempo à crise na central nuclear de Zaporijia.
“A nossa posição é que a única maneira de proteger a Europa de um desastre nuclear é desmilitarizar a central”, afirmou.
Num vídeo publicado na página oficial da AIEA na sexta-feira, o diretor-geral da agência, Mariano Grossi, deu conta da “grave situação” que aconteceu na noite de quinta-feira em Zaporijia na sequência de um apagão em Enerhodar, devido a um bombardeamento que destruiu a infraestrutura de energia que alimenta a cidade.
“Esta é uma situação insustentável e cada vez mais precária. Enerhodar escureceu. A central nuclear não tem energia externa. E vimos que quando a infraestrutura foi reparada, acabou por ser danificada novamente”, lamentou.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ultimo-reator-de-zaporijia-desligado-apos-energia-restabelecida
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Autoridades ucranianas dizem que recapturaram mais de três mil quilómetros quadrados
MadreMedia / Lusa
11 set 2022 12:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades militares da Ucrânia anunciaram hoje que as suas tropas recapturaram mais de 3.000 quilómetros quadrados de território em setembro das forças russas, durante uma contraofensiva no nordeste da Ucrânia.
“Desde o início de setembro, mais de 3.000 quilómetros quadrados retornaram ao controlo ucraniano”, disse Valerii Zaluzhnyi, comandante-em-chefe do Exército ucraniano, num comunicado.
“Em torno de Kharkiv, começamos a avançar não apenas para o sul e o leste, mas também para o norte. Estamos a 50 quilómetros da fronteira”, declarou ainda Zaluzhnyi.
A Rússia anunciou no sábado que havia “retirado” as suas forças presentes “nas regiões de Balakliia e Izium”, a fim de “fortalecer” o seu sistema em torno de Donetsk, mais ao sul, uma das capitais dos separatistas pró-russos.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-ucranianas-dizem-que-recapturaram-mais-de-tres-mil-quilometros-quadrados
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Ucrânia assegura que forças russas prosseguem retirada de várias regiões de Kherson
MadreMedia / Lusa
11 set 2022 21:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O estado-maior das Forças Armadas ucranianas assegurou hoje que na sequência dos avanços de sábado em Kharkiv, as forças russas retiraram de diversas localidades da província de Kherson.
De momento, e segundo Kiev, as forças russas limitam-se a missões de reconhecimento aéreo e de sabotagem para dificultar a ofensiva ucraniana. Assim, terão lançado 16 projéteis e bombardeado três posições em território ucraniano, que atingiram 15 localidades.
Também na região de Sumy terão ocorrido bombardeamentos russos com carros de combate, morteiros, artilharia e lança-foguetes contra infraestruturas de quatro localidades.
Já na região de Kramatorsk, província de Donetsk, as bombas russas também flagelaram diversas posições, enquanto nas regiões onde recuaram terão deixado diverso material militar, incluindo camiões Kamaz e veículos blindados Tiger.
Segundo um balanço oficial do Governo ucraniano, pelo menos 52.650 militares russo já foram mortos na Ucrânia desde o início da operação militar en 24 de fevereiro. Nas últimas 24 horas, Kiev reivindicou a morte de 400 soldados russos.
Estes movimentos de tropas russas em direção a leste foram confirmados por Moscovo, que no sábado justificou estas manobras para reforçar as posições na vizinha região de Donetsk.
A Ucrânia indicou já ter “libertado” este mês 3.000 quilómetros quadrados no seu contra-ataque. A Rússia controla cerca de 120.000 quilómetros quadrados de território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrani-assegura-que-forcas-russas-prosseguem-retirada-de-varias-regioes-de-kherson
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Zelensky agradece aos ucranianos defesa do país no 200.º dia de guerra
MadreMedia / Lusa
12 set 2022 06:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu no domingo à população pela defesa do país e quando a invasão russa completou 200 dias, ainda sem perspetivas de uma solução negociada para o conflito.
“Nestes 200 dias conseguimos muito, mas o mais importante, o mais complicado, está para chegar”, afirmou o dirigente ucraniano na sua mensagem diária ao país.
Zelensky elogiou a ação do exército ucraniano, dos “combatentes que heroicamente contiveram o inimigo” e dedicou o discurso “a todos os que estiveram valentemente de pé durante 200 dias, sendo o motivo exato para que a Ucrânia esteja de pé”.
“Acreditamos em vós, aos que estão a fazer o seu trabalho, a arriscar a sua vida, defendendo o seu país durante todos estes 200 dias, a — 15 graus centígrados, a + 35 graus centígrados, às 02:00 ou às 06:00, numa qualquer segunda-feira ou no Dia da Independência, apesar do cansaço, da tensão e do perigo”, assinalou.
O Presidente ucraniano agradeceu individualmente às tropas terrestres pela seu “valente e desinteressado trabalho”, um trabalho “duro”, à Força Aérea, que felicitou por “repelir com êxito o inimigo” na região de Donetsk, e às forças navais ao recordar os seus “êxitos”.
Zelensky expressou ainda satisfação pelas suas tropas, as que “escrevem a história da independência, a história da vitória, a história da Ucrânia”.
A Ucrânia reivindicou um dos seus principais êxitos desde o início da guerra, quando no sábado o Ministério da Defesa anunciou que as suas tropas estavam a registar importantes avanços na região de Kharkiv.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-agradece-aos-ucranianos-defesa-do-pais-no-200-o-dia-de-guerra
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A Ucrânia fintou a Rússia em Kharkiv. Será que virou a maré?
12 de setembro 2022 às 08:13
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/12/832352.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Kiev convenceu o Kremlin de que ia cair sobre Kherson e afinal rasgou as linhas russas a sudeste de Kharkiv, a mais de 500km de distância. Os invasores retiram de Iziym e até o ditador checheno se queixa em público.
A contraofensiva da Ucrânia no sudeste de Kharkiv surpreendeu o Kremlin, semeando a confusão entre forças russas, que começaram desordenadamente a bater em retirada de Izium, aponta o mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. É que, de um momento para o outro, a guarnição desta cidade – porta de entrada para o oeste do Donbass, talvez a mais importante base de apoio logístico russa na região – deixou de estar a uma distância relativamente confortável da linha da frente, temendo um cerco.
Kiev finalmente conseguiu a iniciativa na guerra, enganando Moscovo ao ameaçar com um grande contraofensiva em Kherson, no sul. Levando os invasores a enviar reforços vindos do leste para esta cidade estratégica, enquanto as forças ucranianas discretamente se preparavam para avançar em Izium, a mais de 500 km de distância.
Apesar deste conflito se ter tornado uma guerra de atrito ao longo dos últimos meses, o exército ucraniano conseguiu penetrar a linha da frente russa, chegando a uma profundidade de mais de 70 km. Estima-se que tenha recuperado uns três mil quilómetros quadrados de território numa questão de dias, mais do que os russos conseguiram conquistar desde abril.
Talvez mais importante ainda, Kiev tem divulgado imagens das suas tropas a entrar em Kupiansk, a norte de Izium, cortando uma estrada e linha ferroviária essencial para o abastecimento dos russos. Declarando ter reconquistando a aldeia de Velikiy Burluk, este sábado, a meros 15 km da sua fronteira com a Rússia.
A justificação do Governo de Vladimir Putin foi muito semelhante à dada para a catastrófica retirada dos arredores de Kiev e do norte da Ucrânia. Explicando que as suas forças saíram de Izium meramente para “reagrupar”, retirando do sudeste de Kharkiv para concentrar esforços no oblast – uma divisão administrativa equivalente aos nossos distritos – de Donetsk. No entanto, apesar da repressão de vozes críticas, começam a ouvir-se vozes críticas mesmo no seio da liderança russa.
“Foram cometidos erros”, declarou Ramzan Kadyrov, o temido senhor da guerra que Putin colocou à frente da Chechénia, que sempre se afirmou o mais leal seguidor do Presidente. “Se hoje ou amanhã não forem feitas mudanças na estratégia, vou ser forçado a falar com a liderança”, assegurou Kadyrov no Telegram, reagindo às notícias da retirada em Izium. “Pode não ser simpático quando dizes a alguém a verdade na cara, mas eu gosto de dizer a verdade”.
Já o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, assegurou que a contraofensiva a sudeste de Kharkiv correu ainda “melhor do que o esperado”. Em vez do habitual lento avanço russo, graças a bombardeamentos massivos de artilharia contra trincheiras ucranianas, ou destruindo cidades quarteirão a quarteirão, a Ucrânia lançou um ataque relâmpago. Recorreu a concentrações de forças mecanizadas, com apoio de grandes quantidades de defesas antiaéreas, impedindo a aviação russa de travar o contra-ataque.
No entanto, há o risco das forças ucranianas se estenderem demais e ficarem expostas a um contra-ataque. Depois de reconquistar tanto território, “tens de controlá-lo e estar pronto a defendê-lo”, ressalvou Reznikov, em entrevista ao Financial Times. Garantindo que a moral russa sofreu um choque enorme, chegando o Kremlin recorrer a cerca de 1200 tropas chechenas de Kadyrov, conhecidas pela sua brutalidade, para policiar a linha da frente e evitar deserções
Afinal, a contraofensiva a sudeste de Kharkiv não só apanhou o Kremlin desprevenido – ao longo das últimas semanas, a Radio Free Europe obteve imagens que mostravam forças russas a ser transferidas na direção contrária, para sul, através da Ponte do Estreito de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia – como até “surpreendeu alguns ucranianos”, notou Orla Guerin, correspondente da BBC.
“Tudo isto é catártico para os ucranianos e tranquilizador para os seus apoiantes ocidentais”, considerou Guerin. São notícias que chegam em ótima hora para Kiev, que temia que um impasse desgastasse o apetite da NATO em oferecer apoia militar e financeiramente. Tendo o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, pedido fundos de emergência no equivalente a uns 17 mil milhões de euros, este domingo, para reparar a infraestruturas ucranianas, de maneira a enfrentar as baixas temperaturas do inverno.
Fintas ucranianas Para conseguir surpreender a Rússia, a Ucrânia dedicou-se a uma extensiva operação de desinformação. Foi lançando ataques em Kherson – alguns deles com custos humanos enormes, tendo o Washington Post descrito um enorme influxo de tropas ucranianas feridas ou até mutiladas nos hospitais do sul – e até reconquistando algumas aldeias nos arredores da cidade, enquanto impedia a ida de jornalistas para a linha da frente, para impedir que fosse percetível que as suas forças afinal estavam a ser concentradas noutro lado.
Ao mesmo tempo, as secretas ucranianas conduziam uma caça aos informadores russos no oblast de Kharkiv, impedindo-os de avisar os invasores que muito do mais moderno equipamento vindo da NATO estava a ser enviado para a região, descreveu uma fonte militar da Ucrânia ao Guardian. Os informadores “foram quase completamente limpos, eram sobretudo civis ucranianos normais, mas também alguns agentes russos à paisana”, explicou. “Os russos não faziam ideia do que estava a acontecer”.
Já os militares ucranianos desfrutavam de uma visão bastante límpida do que esperar, muito graças ao apoio de secretas ocidentais, seja através de redes de espiões ou imagens de satélite.
Kiev tem tido “informação quase minuto a minuto, 24/7, a ser-lhes entregue pela enorme capacidade global americana, dando-lhes uma ideia muito clara sobre o que os russos andam a fazer”, frisou Paul Rogers, professor de estudos da paz na Universidade de Bradford e consultor de segurança global do Oxford Research Group, à conversa no podcast do jornalista Owen Jones. “Suspeito que as secretas ucranianas podem saber o que algumas unidades russas vão fazer antes delas próprias saberem”, rematou Rogers.
Contudo, não é por a Ucrânia de momento ter vantagem que uma vitória total se aproxima, avalia. “Não há qualquer hipótese de a Ucrânia ser derrotada agora, tanto quanto é imaginável, porque mesmo que enfrentasse enormes dificuldades, a NATO simplesmente aumentaria a sua atuação”, ressalvou este analista. “Por outro lado, a Rússia, nas mãos de alguém como Putin, tem sempre a opção de ameaçar escalar com o uso de armas nucleares táticas”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780712/a-ucr-nia-fintou-a-r-ssia-em-kharkiv-sera-que-virou-a-mare-
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Exército ucraniano diz que controlou “mais de 20 localidades” em 24 horas
Por MultiNews com Lusa em 09:59, 12 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/08/OAxQ7ZcQ.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Exército ucraniano anunciou esta segunda-feira que retomou “mais de 20 localidades” em 24 horas, no quadro da sua contraofensiva contra o exército russo, nomeadamente no leste da Ucrânia.
“A libertação de localidades dos invasores russos continua nas regiões de Kharkiv e Donetsk” (leste), referiu o Exército ucraniano no seu relatório matinal.
“Em toda a linha de frente, as forças ucranianas conseguiram expulsar o inimigo de mais de 20 localidades” em 24 horas, acrescenta-se no documento.
“Durante a retirada, as tropas russas abandonaram as suas posições às pressas e fugiram”, segundo o Exército.
A Ucrânia afirmou no domingo ter recuperado cerca de 3.000 quilómetros quadrados do seu território, principalmente na região de Kharkiv, desde o início de setembro.
Na noite de domingo, várias regiões do leste, norte, sul e centro do país sofreram extensos cortes de energia, atribuídos pelas autoridades ucranianas aos ataques russos. Perto de Kharkiv, a central termoelétrica número 5, a segunda do país, foi afetada, segundo a Presidência ucraniana.
A energia foi rapidamente restaurada em algumas das áreas afetadas.
Na região de Kharkiv, 80 por cento do fornecimento de eletricidade e água foi restaurado, disse hoje o vice-chefe do gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, na rede social Telegram.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/exercito-ucraniano-diz-que-controlou-mais-de-20-localidades-em-24-horas/
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ONU acusa Rússia de intimidar opositores internos da guerra na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
12 set 2022 10:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou hoje a Rússia de intimidar os opositores da guerra na Ucrânia e de praticar várias "formas de censura" no país.
Na Rússia, “a intimidação, as medidas restritivas e as sanções contra pessoas que se opõem à guerra na Ucrânia prejudicam o exercício das liberdades fundamentais garantidas pela Constituição, em particular os direitos à liberdade de reunião, expressão e associação”, afirmou a alta-comissária em exercício, Nada Al-Nashif, no discurso de abertura da 51ª sessão do Conselho de Direitos Humanos.
“A pressão exercida sobre os jornalistas, o bloqueio da internet e outras formas de censura são incompatíveis com o pluralismo da comunicação social e violam o direito de acesso à informação”, acrescentou.
Nada Al-Nashif pediu ainda a Moscovo para “reconsiderar as medidas tomadas com o objetivo de estender o rótulo de ‘agente estrangeiro’ a pessoas consideradas ‘sob influência estrangeira’ e para criminalizar contactos não declarados com representantes de Estados ou organizações estrangeiras considerados atentatórios da ‘segurança’ da Federação da Rússia”.
A guerra na Ucrânia será discutida várias vezes durante esta sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que estará reunido durante um mês.
O mais alto órgão de defesa dos direitos humanos da ONU lançou em maio uma investigação de alto nível sobre violações cometidas por militares russos na Ucrânia.
Os investigadores deverão ser ouvidos em 23 de setembro pelo Conselho, mas há uma pressão crescente para que o órgão também analise os abusos dos direitos humanos na Rússia e crie um cargo de Relator Especial.
No entanto, não é certo que os países ocidentais concordem em aprovar um projeto de resolução sobre este assunto já que receiam não conseguir uma maioria, sendo que os textos teriam de ser aprovados pela maioria dos 47 Estados-membros do Conselho.
Nada Al-Nashif, que ocupa o cargo de alta-comissária interina até à chegada a Genebra do austríaco Volker Türk, nomeado na semana passada para suceder a Michelle Bachelet, não fez qualquer recomendação específica ao Conselho, deixando a decisão aos diplomatas.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já terá causado a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, sete milhões das quais para os países vizinhos, tendo a ONU classificado esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-acusa-russia-de-intimidar-opositores-internos-da-guerra-na-ucrania
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Rússia sofre maior derrota militar na invasão desde o abandono de Kiev: contra-ofensiva ucraniana supera em 8 vezes as tropas russas
Por Francisco Laranjeira em 12:18, 12 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As forças ucranianas superaram as tropas russas numa proporção de oito para um durante a contra-ofensiva relâmpago no passado fim de semana, denunciou esta segunda-feira o chefe do Governo apoiado pela Rússia na região de Kharkiv, na Ucrânia. As forças ucranianas invadiram os centros de abastecimento russos de Izium e Kupiansk, naquela que foi a pior derrota militar da Rússia desde que as suas forças foram forçadas a abandonar Kiev logo após o início da invasão ordenada por Vladimir Putin.
Vitaly Ganchev, em entrevista ao canal de televisão estatal ‘Rossiya-24’, garantiu que as forças ucranianas capturaram assentamentos anteriormente controlados pela Rússia no norte da região, rompendo a fronteira com a Rússia, e que “cerca de 5.000” civis foram evacuados para a Rússia. Ganchev sustentou ainda que “a situação está a tornar-se mais difícil a cada hora”, acrescentando que a fronteira com a região russa de Belgorod está agora fechada.
O Ministério da Defesa da Rússia publicou, este domingo, um mapa no qual foi possível ver-se que as forças russas abandonaram quase inteiramente a região de Kharkiv.
Na região de Kherson, no sul da Ucrânia, controlada pela Rússia, onde uma ofensiva mais lenta fez com que as forças de Kiev obtivessem ganhos modestos nas últimas semanas, uma autoridade instalada pela Rússia disse que não há motivo para preocupação. “Em Kherson não há pânico”, apontou Kirill Stremousov, na rede social ‘Telegram’.
Já o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos EUA, informou esta segunda-feira um aumento do progresso ucraniano na região de Kherson, com as forças de Kiev a aproximar-se da cidade de Kherson, depois de semanas de bombardeamentos de artilharia. “Está calmo. Possivelmente é a calmaria antes da tempestade mas estamos prontos para ficar até ao fim e não entregaremos a nossa cidade russa de Kherson a ninguém”, prometeu Stremousov.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-sofre-maior-derrota-militar-na-invasao-desde-o-abandono-de-kiev-contra-ofensiva-ucraniana-supera-em-8-vezes-as-tropas-russas/
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Ucrânia recupera terreno e Putin tem cada vez mais dificuldade em projetar uma imagem de força
MadreMedia
12 set 2022 14:07
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EPA/GAVRIIL GRIGOROV / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT
Como uma "operação especial de desinformação" permitiu à Ucrânia ter a maior vitória militar na guerra desde que expulsou as tropas russas dos subúrbios de Kiev, em abril — e o que é que isso representa para Putin e para a moral das suas tropas.
A atualidade informativa tem sido marcada pelos surpreendentes sucessos da contraofensiva ucraniana, os mais significativos desde que as tropas de Kiev conseguiram expulsar as forças de Putin da capital, em abril.
Ontem, pelas contas das autoridades ucranianas, tinham sido recuperados mais de 3.000 quilómetros quadrados de território só em setembro, durante uma contraofensiva no nordeste, especificamente na região de Kharkiv, a segunda maior cidade do país (recorde-se que as tropas de Vladimir Putin controlam cerca de 120.000 quilómetros quadrados de território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014).
Os soldados russos foram obrigados a retirar de Balakliya, Izium e Kupiansk — um triângulo estratégico para os russos na região. Incapaz de esconder a derrota, o Kremlin assumiu a retirada, mas com o objetivo de “fortalecer-se” em torno de Donetsk, mais a sul, uma das capitais dos separatistas pró-russos.
Parte do sucesso desta contraofensiva no nordeste poderá deve-se ao que a Ucrânia apelidou de "operação especial de desinformação" — numa referência irónica ao facto de a Rússia se referir internamento à guerra como uma "operação militar especial".
O porta-voz das forças especiais do exército ucraniano, Taras Berezovets, descreveu-o da seguinte forma ao The Guardian: “A Rússia pensou que íamos atacar no Sul e levou para lá o seu equipamento. Em vez disso, a ofensiva aconteceu onde eles menos esperavam, o que os deixou em pânico.”
Mas a sul também se anunciam progressos. Segundo Natalia Humeniuk, porta-voz do exército ucraniano, as tropas de Kiev já conseguiram recuperar cinco localidades na região de Kherson, tendo sido libertados cerca de 500 quilómetros quadrados — uma informação que ainda não foi possível confirmar de forma independente.
Volodymyr Zelensky acredita que “este inverno é um ponto de inflexão e pode implicar uma rápida desocupação da Ucrânia. Vemos como [as forças russas] estão a fugir em algumas direções. Se formos um pouco mais fortes com as armas, poderemos desocupar mais rapidamente”, assinalou durante uma intervenção no fórum internacional anual na Yalta European Strategy (YES) .
A Rússia, por sua vez, desvalorizou formalmente os avanços ucranianos e mantém que os objetivos definidos para este conflito serão cumpridos — e a resposta russa aos recuos em Kharkiv não tardou, com a cidade a ser atingida por vários mísseis, deixando-a sem luz e sem água.
A leitura dos serviços de inteligência britânicos é de que em Kharkiv, "desde quarta-feira, a Ucrânia recuperou o equivalente a duas vezes o território da Região de Londres [cerca de 3 mil quilómetros quadrados]".
Já a "sul, junto a Kherson, a Rússia está provavelmente com dificuldades em transportar reservas suficiente através o rio Dnipro para a linha da frente. Uma ponte flutuante russa improvisada, que começou a ser construída há duas semanas, continua incompleta. A artilharia ucraniana de longo alcance está a bombardear os acessos no Dnipro com tanta frequência que impedem qualquer reparação de pontes por parte da Rússia", acrescenta.
Assim, conclui o relatório desta segunda-feira, 12 de setembro, "os rápidos sucessos da Ucrânia podem ter implicações significativas para o conjunto do desenho operacional russo. É muito provável que a maior parte das forças [russas] na Ucrânia seja obrigada a dar prioridade a ações defensivas de emergência. A já limitada confiança que as tropas russas têm na liderança militar deverá deteriorar-se ainda mais".
Talvez por isso, Kirill Stremousov, um dos líderes impostos pela Rússia no território ocupado de Kherson, tenha estado particularmente ativo no Telegram na manhã desta segunda-feira, publicando diversos vídeos com o objetivo de aumentar a moral das tropas.
Em casa, a contraofensiva ucraniana começa a "pesar" sobre a reputação de Putin.
Nacionalistas russos exigem agora ao seu líder que faça mudanças imediatas na ofensiva, com vista a garantir uma vitória definitiva sobre a Ucrânia, escreve a Reuters,
O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, aliado de Putin e cujas tropas estão também na linha da frente, assumiu que a campanha militar não está a correr como esperado. "Se hoje ou amanhã não forem feiras mudanças na operação militar especial, serei forçado a ir até à liderança e explicar-lhes a situação no terreno".
Rybar, um proeminente blogger do Telegram, que apoia a intervenção militar, criticou o silêncio de Moscovo sobre esta contraofensiva. "Agora é o tempo de calar e não dizer nada... isto prejudica seriamente a causa", disse.
"Por causa de erros que não conhecemos, o controlo do processo político foi perdido", assumiu Sergei Markov, um analista pró-Kremlin, que aparece recorrentemente na televisão estatal, nas redes sociais. "Eu garanto-vos que esta confusão não vai durar. Mas de momento, é uma confusão".
“Parece que está na altura de endurecer,” defendeu Vladimir Solovyov, no seu programa de televisão este domingo, dizendo que a Rússia não está a fazer o suficiente para travar o exército ucraniano e quebrar as suas linhas de abastecimento.
Igor Girkin, que ajudou a lançar a guerra no Donbass em 2014, comparou o colapso de uma das principais frentes de batalha na Ucrânia à batalha de Mukden, em que uma derrota catastrófica no conflito russo-japonês levou à Revolução Russa de 1905. O ex-operacional do FSB, que tem apelidado o ministro da Defesa de "o marechal de papelão", tem dito repetidamente que a Rússia será derrotada se não declarar uma mobilização nacional de tropas para este conflito.
Mesmo que a fúria seja, nesta fase, direcionada para as chefias militares, a contraofensiva ucraniana não abona em favor da imagem de estratega militar e político de Vladimir Putin, numa guerra anunciada como "operação especial", que se esperava ver "resolvida" em algumas semanas e leva já mais de seis meses.
"A força é a única fonte de legitimidade de Putin", diz Abbas Gallyamov, que em tempos foi responsável por escrever os discursos do líder russo, ao The New York Times. "E numa situação em que ele não tem força, a sua legitimidade vai cair até chegar a zero", acrescentou.
Segundo alguns analistas ouvidos pelo NYT, a realidade não suporta a narrativa de Putin sobre a Ucrânia, criando "buracos" na ideia de que o exército russo é invencível, de que a Ucrânia é um país de corruptos e cobardes ou de que a Rússia "não perdeu nada" com este conflito (segundo um balanço oficial do Governo ucraniano, pelo menos 52.650 militares russo já foram mortos na Ucrânia desde o início da operação militar).
E o descontentamento começa a ser visível até em Moscovo, cidade que a Putin tentou "escudar" dos custos do conflito.
Tatiana Stanovaya, analista política russa, diz que ao minimizar a guerra — inclusive apelidando-a de "operação militar especial" — o Kremlin criou para os russos uma realidade paralela, de aparente normalidade, provavelmente crente de que este seria um conflito de curto prazo. No entanto, recuo após recuo, a narrativa é difícil de manter.
Na tragédia dos números, dão-se como confirmados 13 milhões de deslocados, pelo menos 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, mas sabe-se que serão muitos mais, num conflito que, para já, continua sem fim à vista.
Não é claro como é que a Rússia vai responder aos avanços da Ucrânia no terreno — ou o que Putin está disposto a fazer para travar o "momentum" ucraniano, mas tal irá determinar se este momento é uma viragem decisiva na guerra ou apenas mais uma batalha.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-recupera-terreno-e-putin-tem-cada-vez-mais-dificuldade-em-projetar-uma-imagem-de-forca
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Ucrânia: Portugal atribuiu mais de 52.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra
Por MultiNews Com Lusa em 14:13, 12 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/11/sef.jpg)
Portugal atribuiu até hoje mais de 52 mil proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Segundo a última atualização feita pelo SEF, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 52.121 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 30.969 dos quais a mulheres e 21.152 homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (11.227), Cascais (3.143), Porto (2.548), Sintra (1.793) e Albufeira (1.280).
O SEF indica também que emitiu 42.602 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.
Este certificado, emitido após o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social e Autoridade Tributária terem atribuído os respetivos números, é necessário para os refugiados começarem a trabalhar e acederem a apoios.
Durante o processo de atribuição destes números, os cidadãos podem fazer a consulta dos números que, entretanto, vão sendo atribuídos, na sua área reservada da plataforma digital https://sefforukraine.sef.pt.
O SEF avança também que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.686 menores, representando cerca de 26% do total.
O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 729 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.
Nestas situações, em que na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.
O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através daquela plataforma ‘online’ criada pelo SEF disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrer aos balcões deste serviço de segurança.
No entanto e no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-atribuiu-mais-de-52-000-protecoes-temporarias-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra/
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Ucrânia: vídeo documenta violenta explosão em central termoelétrica em Kharkiv após ataque russo (com vídeo)
Por Francisco Laranjeira em 15:28, 12 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A explosão maciça na central ucraniana CHPP-5, de Kharkiv, devido a um ataque com mísseis russos, mergulhou a região na escuridão. Em diversos vídeos colocados nas redes sociais, é possível ver-se a onda de choque devastadora que se espalha em todas as direções.
(https://i.ibb.co/kDnJ7Yf/Captura-de-ecr-2022-09-12-171719.jpg)
Os ataques da Rússia atingiram as maiores centrais termoelétricas do leste e centro da Ucrânia – Kharkovskaya e Zmievskaya na região de Kharkiv, naquele que foi consiserado uma retaliação cruel pelas perdas maciças registadas pelas tropas russas.
(https://i.ibb.co/ykBxdKf/Captura-de-ecr-2022-09-12-171838.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
(https://i.ibb.co/ggF6NJV/Captura-de-ecr-2022-09-12-171903.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente Volodymyr Zelensky condenou os ataques “terroristas”, destinados a privar os civis de calor e luz. “Frio, fome, escuridão e sede – para nós não tão assustador e mortal quanto a sua ‘amizade e fraternidade'”, apontou o líder da Ucrânia, nas redes sociais. “A história vai colocar tudo no lugar. E estaremos com gás, luz, água… e SEM vocês!”
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-video-documenta-violenta-explosao-em-central-termoeletrica-em-kharkiv-apos-ataque-russo-com-video/
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"É o fim de todo o mal". Ucranianos de Izyum comemoram a partida dos russos
MadreMedia / AFP
12 set 2022 15:53
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=ZjZl5fltmeT0kXhrHNo8QzvMCiIzVmDrcNNUaNMC67XGiuEtpnGhjBKif+U8WWDQrXhy1LhwQ/R8w+QWMrNbHDwPoCIwNxfuoTUdoYjAhrMUE9Y=)
Fonte de imagem: AFP or licensors
Após meses de ocupação e combates, os habitantes de Izyum expressaram a sua "felicidade" com a chegada das tropas ucranianas, que na sua contraofensiva expulsaram as tropas russas.
Na manhã de domingo, Nadia Nesolena, 61 anos, estava na rua quando os primeiros soldados ucranianos entraram nesta cidade, que tinha uma população de 50 mil habitantes antes da guerra, e que se tornou num importante ponto de logística e abastecimento para as tropas russas.
"Recebemo-los com lágrimas nos olhos. Estávamos à sua espera há meses. Estamos muito felizes", disse à AFP numa colina da cidade, onde está localizada a única antena que permite que telemóveis acedam à rede móvel. A ocupação russa "foi muito difícil, mas tivemos a sorte de ter uma casa com um alçapão e comida", diz Nadia.
Na mesma colina, Yuri Kurochka, de 64 anos, diz que não encontra palavras para expressar a sua alegria.
"É o fim de todo o mal", declara este homem que subiu a colina para ligar aos seus familiares, refugiados em Kiev e Kharkiv desde março, quando as tropas invasoras russas chegaram. Para as tropas ucranianas grita: "Por favor, não nos deixem aqui com esses russos!"
Nesta cidade no nordeste da Ucrânia, de onde os últimos soldados russos saíram no sábado a fugir da contraofensiva ucraniana, uma enorme coluna branca foi vista no domingo.
O depósito de munições russo que explodiu no sábado, antes do regresso das tropas ucranianas, ainda estava em chamas esta segunda-feira.
Grigori Pivovar, 61 anos, também viu os soldados ucranianos no domingo. "Tínhamos lágrimas nos olhos. Que felicidade ver os nossos meninos chegarem". O homem também agradeceu por poder sair e passear pela cidade quase deserta com o seu filho adolescente, Kirilo.
Vários moradores de Izyum disseram à AFP que muitos dos seus vizinhos pró-Rússia foram para o leste, mesmo antes da retirada dos soldados do Kremlin.
Segundo Moscovo, milhares de pessoas foram abrigadas na Rússia nos últimos dias.
Os seis meses de combates nesta cidade próxima à frente de batalha, na região de Kharkiv, e ocupada desde a primavera pelas tropas russas, deixaram a sua marca.
Casas, prédios, lojas, um templo religioso, duas pontes e uma escola foram destruídos pelas explosões, segundo repórteres da AFP.
No prédio incendiado da câmara municipal, a bandeira ucraniana foi novamente hasteada e os soldados patrulham as ruas. Dezenas de veículos militares russos abandonados são reconhecíveis pela letra Z, símbolo das forças de ocupação. E, pelo caminho, vêem-se crateras, árvores queimadas, pedaços de granadas e munições não deflagradas.
Ao tomar esta importante cidade na estrada Kharkiv-Dombass no fim de semana, os ucranianos romperam o cerco russo nesta parte desta bacia industrial.
Não muito longe, numa cidade recentemente recuperada às forças russas, projéteis e munições de todos os tipos acumulam-se em várias casas. "Enviaremos essas munições de presente, por via aérea", diz o soldado "Tank", encarregado de supervisionar esse material, entre risos.
Na manhã de domingo, a sua primeira tarefa foi retirar as minas da cidade e desativar os artefatos explosivos deixados pelo exército russo.
Na cidade, "Tank" e os homens da sua unidade encontraram armas, roupas militares, coletes à prova de balas e rações alimentares. "Não comemos comida russa, não é bom", diz ele em jeito de brincadeira.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/e-o-fim-de-todo-o-mal-ucranianos-de-izyum-comemoram-a-partida-dos-russos
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Guerra. ONU acusa Rússia de intimidar e censurar opositores internos
JORNAL I
12/09/2022 16:41
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/12/832392.png?type=artigo)
Fonte de imagem: ionline.sapo.pt
"A pressão exercida sobre os jornalistas, o bloqueio da internet e outras formas de censura são incompatíveis com o pluralismo da comunicação social e violam o direito de acesso à informação", disse a responsável da ONU.
Nada AI-Nashif, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, acusou esta segunda-feira Moscovo de intimidar os opositores da guerra da Ucrânia.
Na Rússia, “a intimidação, as medidas restritivas e as sanções contra pessoas que se opõem à guerra na Ucrânia prejudicam o exercício das liberdades fundamentais garantidas pela Constituição, em particular os direitos à liberdade de reunião, expressão e associação”, afirmou a alta-comissária em exercício, no discurso de abertura da 51ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, acrescentando que "a pressão exercida sobre os jornalistas, o bloqueio da internet e outras formas de censura são incompatíveis com o pluralismo da comunicação social e violam o direito de acesso à informação".
Deste modo, a responsável pediu à Rússia para “reconsiderar as medidas tomadas com o objetivo de estender o rótulo de ‘agente estrangeiro’ a pessoas consideradas ‘sob influência estrangeira’ e para criminalizar contactos não declarados com representantes de Estados ou organizações estrangeiras considerados atentatórios da ‘segurança’ da Federação da Rússia”.
O temas derivados da invasão russa serão abordados várias vezes durante esta sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que estará reunido durante um mês.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780755/guerra-onu-acusa-r-ssia-de-intimidar-e-censurar-opositores-internos?seccao=Mundo_i
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Como vai reagir a Rússia ao avanço da Ucrânia? A resposta é imprevisível
MadreMedia / AFP
12 set 2022 18:40
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Fonte de imagem: AFP or licensors
A Ucrânia reconquistou várias cidades e milhares de quilómetros quadrados das mãos russas nos últimos dias, uma reviravolta para a qual a resposta de Moscovo é imprevisível.
No final de agosto, a situação parecia estagnada. Mas desde então, o conflito mudou e a Ucrânia obteve importantes vitórias territoriais.
"Será como uma bola de neve, começará a rolar, rolar, rolar (...) E veremos o segundo maior exército do mundo recuar", disse o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, ao jornal francês Le Monde nesta segunda-feira.
Há semanas, os ucranianos anunciaram uma contraofensiva em Kherson, no sul, uma das primeiras cidades capturadas por Moscovo após o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro. No entanto, a retirada mais importante das forças russas ocorreu a norte.
"O ataque a Kherson não foi apenas uma distração, mas também desempenhou esse papel", comentou à AFP Alexandre Grinberg, do Instituto de Segurança e Estratégia de Jerusalém.
Após o anúncio, explica o especialista, muitas tropas russas deixaram a região de Kharkiv e Izyum, no norte, com o objetivo de reforçar a frente sul. Mas não conseguiram.
Analistas ocidentais acreditam que a Ucrânia quer atingir as linhas de abastecimento do seu inimigo. No sábado, as forças de Kiev anunciaram a recaptura de Kupiansk, um centro ferroviário estratégico no norte do país.
Os russos "dependem muito da malha ferroviária para transportar equipamentos pesados e munição de artilharia", explicou o general aposentado norte-americano Ben Hodges, ex-comandante das forças da NATO na Europa.
Numa região com muitos rios, "basta destruir as pontes [para] cortar as cadeias logísticas", confirma Alexandre Grinberg.
Em poucos dias, Kiev recuperou a eficácia que a caracterizou durante a primavera, quando as forças do Kremlin abandonaram o seu objetivo de tomar a capital para se concentrar no Donbass, a área de mineração no leste do país.
Móvel, com pequenas unidades autónomas e imbuído de patriotismo, o exército ucraniano têm desafiado consecutivamente as tropas russas, que têm uma hierarquia excessivamente piramidal e um Estado-Maior descrito como desconectado do terreno.
"A Rússia carece acima de tudo de força humana", diz Alexander Khramchikhin, um especialista militar russo independente. "É incapaz de controlar grandes territórios e uma grande linha de frente", acrescenta, apontando ainda para os "dados de inteligência dos EUA", que ajudam Kiev.
Como resultado, os ucranianos obtiveram "o primeiro deslocamento de uma posição inimiga em campo aberto desde o início da guerra", observa o coronel francês Michel Goya.
"Mesmo que tivesse falhado, o simples facto de poder organizar duas operações ofensivas simultâneas com 20 mil homens a uma distância de 700 km, contra russos que já não são capazes de fazê-lo, mostraria por si só que as curvas de capacidade se cruzaram", acrescenta.
A história da guerra, no entanto, é cheia de reviravoltas.
A Rússia insiste que vai reagir. O porta-voz do ministério da Defesa, Igor Konashenkov, informou nesta segunda-feira sobre bombardeamentos em áreas recuperadas por Kiev no leste e o Kremlin garantiu que a sua ofensiva continuará "até que os objetivos sejam alcançados".
Alexander Grinberg antecipa importantes movimentos russos, embora prefira não aventurar-se quanto à sua eficácia. "Será necessário ver se esta derrota, muito espetacular, mesmo que seja apenas tática, tem algum impacto na opinião pública" na Rússia.
O presidente russo, Vladimir Putin, "está muito limitado nas suas opções", diz Ivan Klyszcz, investigador do Instituto de Política Externa de Tallinn, na Estónia. Mesmo uma derrota parcial seria impossível de justificar após mais de seis meses de esforços.
Negociar parece fora de questão. Mas a médio prazo, a aproximação do inverno pode mudar a situação.
"Moscovo está a depositar as suas esperanças no inverno e nos problemas socioeconómicos de Kiev", conclui Alexander Khramchikhin.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/como-vai-reagir-a-russia-ao-avanco-da-ucrania-a-resposta-e-imprevisivel
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Corpos com "sinais de tortura" encontrados em localidade recuperada pela Ucrânia
MadreMedia / AFP
12 set 2022 18:04
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=MWIz3V6MMAMYlOs6W84rAfiJ82xO6ZknWuSBlGTqz8RQUfPfoDG6vpDAGcm0ppUoyNYajiPPUgQBcErC2fbak7JiC53TYRJsZ5c0QAvCjmz05ck=)
Fonte de imagem: Dimitar DILKOFF / AFP
Quatro corpos de civis foram encontrados com "vestígios de tortura" na cidade de Zaliznychne, recentemente recapturada pela Ucrânia, informou a Procuradoria nesta segunda-feira.
"Três deles foram enterrados perto de casas particulares, o outro foi enterrado no terreno de uma empresa de alcatrão em frente à estação ferroviária".
Os corpos foram encontrados no domingo "e tinham vestígios de tortura", revelou a Procuradoria no Facebook.
"De acordo com a versão preliminar da investigação, as vítimas foram mortas pelos militares russos durante a ocupação da cidade", acrescentaram.
A entidade indica que foram os moradores que notificaram "as forças de segurança e apontaram que soldados russos mataram os seus concidadãos".
Na semana passada, a localidade voltou ao controle de Kiev.
Nos últimos dias, a Ucrânia anunciou progressos significativos na região de Kharkiv, que faz fronteira com a Rússia.
As forças russas foram acusadas de atrocidades, inclusive nos arredores de Kiev, como em Bucha, de onde se retiraram no final de março. Moscovo nega qualquer crime e garante que são falsificações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/corpos-com-sinais-de-tortura-encontrados-em-localidade-recuperada-pela-ucrania
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Fotógrafo ucraniano radicado em Faro mostra «Vozes fora da Guerra»
Por Bruno Filipe Pires -
13 de Setembro de 2022 - 8:35
(https://barlavento.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Vozes-fora-da-Guerra-03-1068x601.jpg)
Serhiy Stakhnyk reside em Portugal desde 1999. Fonte de imagem: barlavento.sapo.pt
Serhiy Stakhnyk, 46 anos, 23 dos quais a viver no Algarve, foi à procura de compatriotas que a guerra empurrou para Portugal para mostrar as suas histórias em «Vozes fora de Guerra».
São retratos e histórias de famílias ucranianas que a guerra empurrou para Portugal, que têm como pano de fundo, a destruição provocada pela guerra nas suas cidades de origem.
A mostra, que está patente até 6 de dezembro, no Jardim Manuel Bivar, inaugurou na terça-feira, 6 de setembro, na véspera do Dia do Município de Faro e incluída no programa da efeméride.
O projeto demorou cerca de quatro meses a preparar, segundo conta o autor Serhiy Stakhnyk, que tem um estúdio de fotografia perto do Mercado Municipal, onde algumas das imagens foram captadas.
O fotógrafo não conhecia ninguém. «Fiz várias publicações nas redes sociais, em ucraniano e também em português, a explicar o que queria fazer. Escrevia: fotógrafo em Portugal quer fazer um projeto sobre os nossos refugiados. Procuro quem queira participar. Houve alturas em que recebi muitas respostas, mas a maioria dos refugiados da Ucrânia vão para Lisboa e Porto», onde são acolhidas por associações de apoio.
(https://barlavento.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Vozes-fora-da-Guerra-02.jpg)
Fonte de imagem: barlavento.sapo.pt
«Para o Algarve só vem quem já cá tem família a residir. Consegui, no entanto, encontrar famílias em Lagos, Burgau, Moncarapacho e Olhão. Algumas acabaram por mudar de ideias». Na verdade, a maior dificuldade não foi geográfica mas humana.
«Nem todas as pessoas que fugiram querem dar a cara. Não querem que sintam pena deles. Mas as famílias que vieram com crianças pequenas querem mostrar e partilhar as suas emoções e sentimentos e contar o que lhes aconteceu» relata Serhiy Stakhnyk, que acabou por contar com a ajuda de voluntários em Lisboa e da Associação de Apoio à Comunidade Ucraniana em Portugal. Fez, pelo menos, duas viagens com o estúdio às costas. Por outro lado, a exposição não se esgota nas fotografias. Cada uma tem um QR Code, para ser lido com o telemóvel, que remete para uma página com a história por detrás das imagens, em três idiomas, português, inglês e ucraniano.
Olhares tristes, mas cheios de dignidade é talvez o denominador comum do conjunto. «Mas cada pessoa que veja a exposição, decidirá. Com os meus conhecimentos, quis mostrar o que está a acontecer na Ucrânia. Em Portugal temos ideias muito calmas e não nos passa pela cabeça aquela realidade. Imagine estar aqui na rua ou no centro comercial e, de repente, começarem a chover bombas por cima de si. O que pretendo mostrar é o que pode acontecer a qualquer pessoa» apanhada numa agressão militar. E mostra. Os retratados têm em mãos uma imagem da destruição das suas cidades de origem. Obtê-las foi outra dificuldade.
«Algumas zonas são hoje campos de batalha. Tentei contactar as autoridades municipais mas, por vezes, não estava lá ninguém. Contactei várias agências de notícias e fotojornalistas. Foi difícil conseguir fotografias em boa resolução. Houve alguma desconfiança, porque as imagens podem dar informações sobre a guerra e podem ser interpretadas de outra forma. Mas à exceção de duas ou três, a maioria foi-me cedida».
E como é que alguém que já viveu metade da vida em Portugal, vê a invasão russa em larga escala, de um país soberano livre e democrático?
«Para mim é inacreditável. Tenho primos na Rússia que visitava. Conheço a mentalidade deles. Agora o que sinto é ódio. Cerca de 80 por cento dos russos apoiam o que está a acontecer. O sistema consegue fazer uma lavagem cerebral de tal forma que até os jovens acreditam. Até hoje estou ainda a digerir tudo isto».
(https://barlavento.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Vozes-fora-da-Guerra-01.jpg)
Fonte de imagem: barlavento.sapo.pt
No dia 24 de fevereiro, «levantei-me às 06h00 da manhã e recebi uma mensagem da minha irmã que morava a 60 quilómetros de Kyiv. Enviou-me um vídeo, filmado com o telemóvel na sua varanda, que mostrava aos helicópteros a sobrevoar a casa e a lançar foguetes para um campo militar próximo. Disse-me: Serhiy ,estamos a ser bombardeados! Nos dois dias seguintes, não sabia o que fazer da minha vida. Depois acalmei e pensei como começar a viver com isto».
A família acabou por deixar tudo para trás e aproveitou uma oportunidade para imigrar para os Estado Unidos da América. Já tinha visitado Portugal, mas preferiu outro destino mais próspero. «Não tenho queixas. Temos aqui tudo para uma boa vida: o mar, sítios bonitos para visitar e amigos. A única coisa é que aqui é difícil sobreviver materialmente. Mas isso não é só para mim. É também para vocês todos», conclui.
Serhiy Stakhnyk nasceu a 11 de maio de 1976 na Ucrânia. É fotografo comercial freelance, com áreas direcionadas para fotografia de imóveis, arquitetura e interiores, produto e vídeos promocionais. Reside em Portugal desde 1999. Formou-se em Economia no país de origem. Veio para o Algarve há 23 anos e mais recentemente começou a interessar-se pela fotografia.
Depois de uma formação inicial na ALFA, completou o curso profissional da ETIC_Algarve. Já ganhou vários prémios em concursos de fotografia sobre renovação urbana e património cultural. A título pessoal, interessa-se por recuperar o encanto perdido e as antigas técnicas de retrato.
A exposição de rua conta com a curadoria da ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve.
Fonte: barlavento.sapo.pt Link: https://barlavento.sapo.pt/cultura/fotografo-ucraniano-radicado-em-faro-mostra-vozes-fora-da-guerra
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“Foram cometidos erros”: Aliado de Putin critica liderança militar russa na Ucrânia e acusa Putin de não saber o que se passa no terreno
Por Filipe Pimentel Rações em 13:51, 12 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Ramzan-Kadyrov-scaled-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Ramzan Kadyrov, o líder da república semi-autónoma da Chechénia apoiado pelo governo russo, critica a liderança do esforço de guerra da Rússia na Ucrânia, afirmando que subestimaram a resistência das forças de Kiev.
“Foram cometidos erros e penso que [a Rússia] retirará as conclusões necessárias”, disse Kadyrov numa mensagem de áudio publicada na rede social ‘Telegram’. “Se hoje ou amanhã não forem feitas mudanças estratégicas, serei obrigado a falar com a liderança do ministério da Defesa [russo] e com a liderança do país para explicar a situação real que se vive no terreno.”
Os comentários do líder checheno chegam depois de o Kremlin ter implementado regras severas para impedir qualquer tipo de crítica relativamente à atuação da Rússia na guerra na Ucrânia. Apesar de ser um dos elementos mais leais do círculo interno do Presidente russo Vladimir Putin, Kadyrov não se coíbe de fazer declarações públicas sem antes passarem pelo crivo de Moscovo.
E as ‘fugas’ de críticas têm vindo a acumular-se entre as linhas russas. Ainda este fim de semana, as administrações russas instaladas na região de Kharkiv, na Ucrânia, revelaram que as tropas de Moscovo foram derrotadas no curso de uma contraofensiva por parte das tropas ucranianas, que superavam os russos numa proporção de oito para um.
Vitaly Ganchev, um dos líderes russos na região, em entrevista ao canal de televisão estatal ‘Rossiya-24’, confirmou que as forças ucranianas capturaram povoamentos anteriormente controlados pela Rússia a norte, e que “cerca de 5.000” civis foram evacuados para a Rússia.
Ganchev sustentou ainda que “a situação está a tornar-se mais difícil a cada hora que passa”, acrescentando que a fronteira com a região russa de Belgorod está agora fechada. A contraofensiva permitiu às forças de Kiev estabelecerem posições a cerca de 50 quilómetros da fronteira com a Rússia.
Putin tem reiterado que a Rússia não tem sofrido quaisquer perdas na Ucrânia, mas os desenvolvimentos do passado fim de semana colocam o Presidente numa encruzilhada da qual a manipulação da narrativa oficial e dos fluxos de informação poderá não ser suficiente para tentar assegurar à população russa que a ofensiva continua a surtir progressos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/foram-cometidos-erros-aliado-de-putin-critica-lideranca-militar-russa-na-ucrania-e-acusa-putin-de-nao-saber-o-que-se-passa-no-terreno/
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Contra-ataque ucraniano provocou "implicações significativas" na invasão
13 de setembro 2022 às 09:38
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/13/832440.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Reconquista de Kharkiv por parte da Ucrânia pode ter derrubado a moral dos soldados da Rússia e o funcionamento da sua ofensiva.
O contra-ataque ucraniano em Kharkiv, que repeliu as forças russas e reconquistou esta região, está a ser considerado um sucesso enorme, enquanto o ministério da defesa do Reino Unido afirma que provocará “implicações significativas para o funcionamento operacional geral da Rússia” e para o moral dos soldados no terreno.
“A maioria das forças na Ucrânia provavelmente está a ser forçada a priorizar ações defensivas de emergência”, escreveu o ministério num post no Twitter na manhã de segunda-feira, cita o Guardian. “A confiança já limitada que as tropas russas destacadas têm na liderança militar sénior provavelmente irá se deteriorar ainda mais”, conclui.
As autoridades militares da Ucrânia anunciaram que as suas tropas recapturaram mais de três mil quilómetros quadrados de território em setembro das forças russas, mais do que os russos conseguiram conquistar desde abril, e forçaram as tropas invasoras a abandonar mais de 20 cidades e aldeias.
Mas as forças russas não ficaram de braços cruzados a observar estas vitórias ucranianas. Foi reportado, esta segunda-feira, diversas explosões e lançamentos de mísseis em Kharkiv que deixaram a região sem energia e fornecimento de água.
“A situação da noite passada está a repetir-se. Devido aos ataques russos o fornecimento de energia e água foi interrompido”, disse o Presidente da câmara de Kharkiv, Ihor Terekhov, numa publicação no Telegram, acrescentando que os serviços de emergência estão a trabalhar para restaurar os serviços, que já estavam a funcionar em cerca de 80% da cidade.
Segundo o Kremlin, a intervenção militar russa na Ucrânia vai continuar “até que os objetivos sejam atingidos”, garantiram as autoridades.
“A operação militar especial vai continuar até que os objetivos fixados inicialmente sejam atingidos”, afirmou a imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitindo que, atualmente, “não existem quaisquer perspetivas de negociações” entre Moscovo e Kiev.
Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, os ataques que atingiram Kharkiv na segunda-feira foram dirigidos contra tropas e equipamentos de guerra das unidades nacionalistas Kraken, da 113.ª Brigada de Defesa Territorial e da 93.ª Brigada Mecanizada, localizadas nas cidades de Kupiansk e Izium, recentemente recuperadas pela Ucrânia.
“As perdas do inimigo somaram 250 soldados e mais de 20 equipas de combate”, declarou.
Eleições regionais As eleições regionais e municipais, que aconteceram esta segunda-feira, foram concluídas na Rússia, confirmando a força da Rússia Unida, o partido do Kremlin, que procura consolidar o seu poder com base na campanha militar iniciada na Ucrânia em 24 de fevereiro.
Nestas eleições, que decorreram durante três dias, com a possibilidade de voto antecipado pela internet em diversas regiões, foram convocados mais de 44 milhões de eleitores e foi registado uma divergência no nível de participação.
Nas eleições que decorreram em 11 regiões russas terão votado entre 13% e 44% dos eleitores inscritos, enquanto nas eleições para as assembleias legislativas locais a percentagem situou-se entre os 13% e os 38%.
A fraca participação terá favorecido a Rússia Unida, que mantinha uma intenção de voto de 41%, segundo uma recente sondagem do Fundo de opinião pública, e que procurou afirmar-se com uma campanha discreta e muito crítica face aos candidatos opositores.
A campanha militar russa na vizinha Ucrânia foi utilizada pela Rússia Unida como uma “arma de arremesso” contra a oposição, a quem estavam reservadas poucas opções: o exílio, manifestar-se publicamente contra a “operação militar especial” e assumir as consequências, ou o silêncio.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780803/-contra-ataque-ucraniano-provocou-implicacoes-significativas-na-invasao
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Ucrânia: Putin pode utilizar armas nucleares após derrotas recentes, aponta antiga responsável da NATO
Por Francisco Laranjeira em 11:21, 13 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, pode utilizar armas nucleares depois das derrotas contundentes do exército russo no nordeste da Ucrânia, alertou esta terça-feira uma antiga responsável da NATO ao programa ‘Today’, da ‘BBC Radio 4’.
“Temo que eles respondam agora de maneiras realmene imprevisíveis e de maneiras que podem até envolver armas de destruição em massa”, apontou Rose Gottemoeller, antiga vice-secretária-geral na NATO e ex-diplomata americana, que alertou que Moscovo poderia ordenar um “ataque de demonstração nuclear, seja um único ataque sobre o Mar Negro ou talvez um ataque às instalações militares ucranianas, tendo por objetivo lançar o terror não apenas nos corações dos ucranianos mas também nos parceiros e aliados globais da Ucrânia”.
Sobre o uso de armas nucleares, Gottemoeller revelou ser uma possibilidade. “Sim, e quero enfatizar que não acredito que os russos impliquem o seu sistema estratégico central – os seus mísseis balísticos intercontinentais ou mísseis lançados por submarinos que atacam os Estados Unidos.”
Os alertas da antiga responsável chegam depois da Ucrânia term conseguido recapturar uma faixa de território na província de Kharkiv, no nordeste do país, com diversas autoridades americanas a alegar que estas vitórias podem marcar um ponto de viragem na guerra.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou na passada 2ª feira que os soldados ucranianos libertaram mais de 6 mil quilómetros quadrados de território em apenas 12 dias.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-pode-utilizar-armas-nucleares-apos-derrotas-recentes-aponta-antiga-responsavel-da-nato/
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Rússia reage com bombardeamentos 'em massa' nas linhas da frente na Ucrânia
MadreMedia / AFP
13 set 2022 12:41
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Fonte de imagem: Lusa
O exército russo afirmou nesta terça-feira que ordenou ataques aéreos "em massa" em todas as linhas da frente ucraniana, depois das forças de Kiev terem recuperado "muito terreno" na contraofensiva.
De acordo com informação avançada, ao início da tarde, pela AFP, "as forças aéreas e a artilharia estão realizar ataques em massa contra unidades das forças armadas ucranianas em todas as direções operacionais", disse citando o Ministério da Defesa russo no seu relatório diário sobre o conflito.
O ministério mencionou bombardeamentos perto de Sloviansk, Konstantinivka e Bajmut, no leste da Ucrânia; nas regiões de Mykolaiv e Zaporizhzhia, no sul; e em Kharkiv, no nordeste, onde a Ucrânia lançou uma contraofensiva relâmpago que obrigou as forças russas a retirarem-se da maior parte da região.
O Kremlin acusou as forças ucranianas de torturar e castigar civis no território recuperado por Kiev.
"Segundo as nossas informações, há inúmeras ações punitivas contra habitantes da região de Kharkiv. Há pessoas torturadas e maltratadas. É indignante", declarou à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
A Ucrânia afirmou na segunda-feira que reconquistou cerca de 6.000 km2 de território em várias frentes.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-reage-com-bombardeamentos-em-massa-nas-linhas-da-frente-na-ucrania
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São já 10 os oligarcas russos mortos em condições suspeitas desde o início da guerra: Ivan Pechorin encontrado sem vida depois de cair do barco
Por Francisco Laranjeira em 10:27, 13 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Ivan Pechorin, diretor administrativo da indústria de aviação da Corporação de Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico (ERDC), de 39 anos, foi o último oligarca russo a morrer em condições misteriosas, após cair de um barco em alta velocidade na costa de Vladivostok, na noite do passado sábado. Sobe assim para 10 o número de magnatas com ligações à indústria petrolífera e do gás a morrer em circunstâncias consideradas suspeitas desde o início da invasão da Ucrânia.
“A morte de Ivan é uma perda irreparável para amigos e colegas, uma grande perda para a corporação”, lamentou a Corporação de Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico. “Oferecemos as nossas sinceras condolências à família e amigos.”
Segundo a Pravda.ru, agência de notícias pró-Kremlin, Pechorin e um grupo de amigos “já estavam bêbados” quando embarcaram num barco na noite de sábado na ilha Russky, perto da cidade de Vladivostok. Pechorin terá caído do convés da frente do barco cerca de 40 minutos depois do início da viagem. O seu corpo viria a aparecer na ilha Russky, após dois dias de busca.
A morte de Pechorin pode ser um acidente trágico ou um “acidente trágico”, segundo Rebekah Koffler, ex-funcionária da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos e autora de “Putin’s Playbook: Russia’s Secret Plan to Defeat America”. “É inteiramente plausível que Pechorin tenha caído ao mar do barco porque estava bêbado. Fazer festas a bordo de um barco, nadar no mar sob a influência no escuro – tudo isso é consistente com a forma como os oligarcas russos se divertem. Mas também contribui para uma história credível”, apontou a autora, em declarações à ‘Fox News Digital’. “É improvável que a verdade seja descoberta porque as investigações russas não são de confiança. Se este fosse um trabalho de sucesso, seria feito para parecer exatamente um trágico acidente.”
A morte de Pechorin acontece oito meses depois do seu antigo chefe, Igor Nosov, ter morrido de um AVC aos 43 anos, num incidente também de contornos misteriosos e soma-se a uma lista de várias magnatas russos que morreram em circunstâncias consideradas suspeitas desde 24 de fevereiro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/sao-ja-10-os-oligarcas-russos-mortos-em-condicoes-suspeitas-desde-o-inicio-da-guerra-ivan-pechorin-encontrado-sem-vida-depois-de-cair-do-barco/
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Delegados de 18 municípios russos pedem demissão de Vladimir Putin
RTP - Ontem às 21:13
(https://img-s-msn-com.akamaized.net/tenant/amp/entityid/AA11KjGw.img?w=768&h=421&m=6&x=262&y=93&s=114&d=114)
Fonte de imagem: msn.com
Delegados de 18 municípios de Moscovo e de São Petersburgo subscreveram uma carta aberta a exigir que o presidente do país se demita.
© DR
“Nós, os deputados municipais da Rússia, acreditamos que as ações do presidente V.V. Putin prejudicam o futuro da Rússia e dos seus cidadãos. Exigimos a demissão de Vladimir Putin do cargo de Presidente da Federação Russa!” refere o documento publicado por Knesia Torstrem, representante do distrito de Semenovsky de São Petersburgo.
A carta aberta foi disseminada através da rede social Twitter.
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Fonte de imagem: msn.com
“É difícil falar publicamente devido à repressão. Por isso, elaboramos este texto conciso”, afirmou Torstrem ao The Insider. Os “delegados ainda não estão proibidos de ter uma opinião. E ainda não é ainda proibido falar da demissão do presidente. Ele não é um monarca, mas um trabalhador contratado, recebe salários pago pelos nossos impostos”.
“A nossa função”, acrescentou, “é representar os interesses do povo, e vemos que as pessoas não estão satisfeitas. E o nosso povo é a fonte do poder, de acordo com a Constituição. Eu pessoalmente não entendo os motivos das ações de Vladimir Putin. Penso que não se deve estar no poder tanto tempo”, afirmou. O apelo para a demissão do presidente surge entre denúncias de irregularidades na votação do fim de semana para as autoridades micupais e regionais, a par do rápido avanço das tropas ucranianas no nordeste do seu país.
Os signatários colocam-se na mira das autoridades e arriscam ser punidos ao abrigo de uma lei aprovada após a invasão da Ucrânia, que proibe virtualmente qualquer discurso que critique a guerra.
Fonte: msn.com Link: https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/delegados-de-18-munic%C3%ADpios-russos-pedem-demiss%C3%A3o-de-vladimir-putin/ar-AA11Kee0?ocid=winp1taskbar&cvid=a1688260982c4de1bb6d718b99afe02f
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Colt angaria €170.000 para refugiados da Ucrânia e ajuda humanitária
Publicado 5 horas atrás on Setembro 13, 2022Por Redação A Nação
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Fonte de imagem: anacao.sapo.pt
Donativos suportam o Disasters Emergency Committee
Desde abril deste ano, a Colt Technology Services doou €170.000 ao Disasters Emergency Committee (DEC) para apoiar a organização na sua missão de salvar, proteger e reconstruir vidas através de uma resposta humanitária eficaz.
O DEC reúne 15 das principais instituições de caridade do Reino Unido com o objetivo de angariar fundos de forma rápida e eficiente em tempos de crise. Reunindo recursos para trabalhar como um único organismo, o DEC é fundamental para coordenar uma resposta eficaz às catástrofes humanitárias. Esta organização tem atualmente em curso duas campanhas: a ajuda aos deslocados da Ucrânia, e o apoio de emergência humanitária decorrente das cheias recentes que fustigaram o Paquistão. Os donativos angariados destinam-se a apoiar os serviços essenciais de urgência tais como o salvamento, as habitações de emergência e, a longo prazo, destinam-se a ajudar os refugiados a reconstruirem as suas vidas.
Numa demonstração única de apoio, os colaboradores da Colt juntaram-se aos esforços de angariação de fundos impulsionados pelas equipas de Corporate Social Responsibility (CSR) da empresa a nível global e foi realizado um leilão beneficente no qual os colaboradores foram contribuindo euro a euro.
Gary Carr, Chief Financial Officer da Colt, afirma a este propósito: “Ficámos muito consternados com o conflito na Ucrânia e com as outras emergências humanitárias que têm vindo a ocorrer, e entendemos que era altura de fazermos alguma coisa para angariarmos fundos para as pessoas que estão a ser afetadas pela crise no mundo inteiro. Ficámos muito agradados com a enorme onda de generosidade e com toda a energia que os nossos colaboradores dedicaram a esta angariação de fundos. É um privilégio apoiarmos instituições como o DEC, uma vez que prestam ajuda urgente, abrigo e cuidados de emergência às pessoas que fogem de conflitos e de catástrofes”.
Por seu turno, Saleh Saaed, CEO do DEC, sublinha: “Em nome do DEC e das organizações que o integram queremos agradecer aos colaboradores da Colt pela imensa generosidade que demonstraram. As instituições de caridade do DEC continuam a fornecer alimentos, dinheiro, cuidados médicos e muito mais, aos deslocados, tanto na Ucrânia como nos países vizinhos. A resposta a este apelo ultrapassou todas as nossas melhores expectativas e gostaria de agradecer pessoalmente a cada uma das pessoas que na Colt fez donativos, ajudou a angariar fundos e a passar a palavra. Os seus esforços irão permitir aos voluntários que estão na linha da frente prestar apoio e ajudar as pessoas afetadas por este conflito devastador, tanto agora, como nos meses e anos vindouros”.
Sobre a Colt Technology Services
A Colt Technology Services está empenhada em transformar a forma como o mundo trabalha através da conectividade.
A Colt IQ Network liga mais de 1000 centros de dados aos maiores hubs empresariais e de negócios nas regiões da Europa, da Ásia e da América do Norte, ligando mais de 31.000 edifícios em todo o mundo.
A Colt compreende as exigências das empresas relativamente à conectividade e oferece soluções de banda larga seguras, ágeis e on-demand, bem como soluções de voz para assegurar o sucesso das empresas. O leque de clientes da Colt inclui empresas que fazem utilização intensiva de dados em mais de 220 cidades localizadas em mais de 30 países. A Colt é mundialmente reconhecida como sendo uma empresa inovadora e pioneira nas áreas de SDN (Software Defined Networks) e de NFV (Network Function Virtualization).
A Colt, empresa privada, é uma das empresas financeiramente mais saudáveis do setor das telecomunicações e por isso pode colocar as necessidades dos seus clientes no topo das prioridades do seu negócio. Mais informação disponível em www.colt.net.
Foto: DR.
Fonte: anacao.sapo.pt Link: https://anacao.sapo.pt/colt-angaria-e170-000-para-refugiados-da-ucrania-e-ajuda-humanitaria/
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Ucrânia: ajuda militar de longo prazo do Ocidente é alternativa à entrada na NATO de Kiev, sugere relatório
Por Francisco Laranjeira em 14:59, 13 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os aliados da Ucrânia devem comprometer-se com transferências de armas em larga escala e investimento nas defesas do país durante várias décadas como alternativas às aspirações de Kiev em ingressar na NATO, revelou esta terça-feira o jornal britânico ‘The Guardian’, com base num relatório encomendado por Volodymyr Zelensky, presidente ucranianos, e da responsabilidade do ex-secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, e do chefe de gabinete de Zelensky, Andrey Yermak
O objetivo do relatório era fornecer uma estrutura de segurança para a Ucrânia que garantisse que a Rússia não tentaria uma nova invasão: a possível futura adesão à NATO foi uma das questões que a Rússia alegou como justificativa para a sua invasão, a 24 de fevereiro último.
O relatório, objeto de amplas consultas diplomáticas, não propõe que os países da NATO coletivamente sejam obrigados a disponibilizar as suas tropas em defesa da soberania da Ucrânia mas sustentou que não deve haver restrições à ajuda diplomática e económica militar fornecida pelos países membros da NATO – o nível de apoio pode ser medido de acordo com o nível de ameaça e deve ser aplicado a todas as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia.
“A garantia de segurança mais forte para a Ucrânia reside na sua capacidade de se defender contra um agressor. Para isso, a Ucrânia precisa de recursos para manter uma força defensiva significativa capaz de resistir às forças armadas e paramilitares da Federação Russa”, apontou o relatório. “Isso requer um esforço de várias décadas de investimento sustentado na base industrial de defesa da Ucrânia, transferências de armas escaláveis e apoio de inteligência de aliados, missões de treino intensivo e exercícios conjuntos sob as bandeiras da União Europeia e da NATO.”
“Depois do fim desta guerra, devemos garantir que a Rússia nunca possa invadir novamente. A melhor maneira de fazer isso é a Ucrânia ter uma força militar significativa capaz de resistir a qualquer futuro ataque russo. Construir e manter tal força requer um compromisso de várias décadas dos aliados da Ucrânia. Adotar essas recomendações enviaria um forte sinal a Vladimir Putin: isso mostraria que o nosso compromisso com a Ucrânia não vacilará e que sua guerra é inútil”, apontou Rasmussen.
O grupo central de países aliados que se aproximarão à Ucrânia inclui os EUA, Reino Unido, Canadá, Polónia, Itália, Alemanha, França, Austrália, Turquia e países nórdicos, bálticos, da Europa Central e Oriental.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ajuda-militar-de-longo-prazo-do-ocidente-e-alternativa-a-entrada-na-nato-de-kiev-sugere-relatorio/
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Ucrânia: Rússia recusa “no momento” avançar com a mobilização geral perante a contraofensiva militar ucraniana, garante Kremlin
Por Francisco Laranjeira em 15:20, 13 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin descartou, esta terça-feira, a possibilidade de realizar planos de mobilização geral perante a contraofensiva lançada nos últimos dias pelo exército ucraniano em várias partes do país, o que provocou a retirada das forças russas nas zonas sul e leste da Ucrânia.
“Não, no momento está fora de conversa”, assegurou Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, segundo apontou a agência de notícias russa Interfax.
O vice-presidente da Duma, Mikhail Sheremet, já havia levantado a hipóteses de uma mobilização geral, algo que o líder do Partido Comunista Russo, Genadi Zyuganov, também fez. “Na minha opinião, a operação especial na Ucrânia e Donbass transformou-se numa guerra nos últimos dois meses”, explicou. “Esta guerra foi declarada contra nós pelos Estados Unidos, Europa e NATO”, argumentou.
“Eles trouxeram toda o lixo, as armas e mercenários para a Ucrânia e estão a tentar reverter a situação a favor dos nazis”, explicou. “Nenhuma pessoal normal no nosso país pode concordar com o curso dos acontecimentos”, explicou. Zyuganov enfatizou que “toda guerra exige uma resposta”, segundo um comunicado publicado pelo partido no site. “Acima de tudo, é necessária uma mobilização máxima de forças e recursos”, concluiu.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-recusa-no-momento-avancar-com-a-mobilizacao-geral-perante-a-contraofensiva-militar-ucraniana-garante-kremlin/
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Ucranianos dizem que oficiais russos estão a vender secretamente as casas e a fugirem com as famílias da Crimeia
MadreMedia
13 set 2022 17:14
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EPA; YURI KOCHETKOV; epa04131956
Informação revelada esta terça-feira pelos serviços secretos ucranianos
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, tem prometido quase diariamente novas tentativas de reconquista de território no seu país. Depois de Kharkiv, as atenções poderão estar agora a virarem-se para o sul do país e ainda para a Crimeia. Face a este desenvolvimento, e de acordo com os serviços secretos ucranianos, alguns oficiais russos estarão a tentar vender as suas casas naquela zona do país, de forma secreta, para regressarem à Rússia.
(https://i.ibb.co/Hh0JqGR/Captura-de-ecr-2022-09-13-190521.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
"Estão a começar a mobilizar-se juntamente com as suas famílias, de volta ao território russo. Uma contraofensiva bem sucedida das Forças de Defesa da Ucrânia está a forçar as chamadas autoridades da Crimeia a reinstalarem as suas famílias com urgência no território da Federação Russa. Apesar das garantias à população da Crimeia de que é seguro permanecer na península, representantes da administração de ocupação da Crimeia, funcionários do FSB e comandantes de algumas unidades militares estão a tentar vender as suas casas secretamente e a evacuar com urgência as suas famílias", lê-se num comunicado dos serviços de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia.
(Artigo atualizado às 17h20)
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucranianos-dizem-que-oficiais-russos-estao-a-vender-secretamente-as-casas-e-a-fugirem-com-as-familias-da-crimeia
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Rússia pagou 300 milhões a partidos e candidatos estrangeiros para ganhar influência nesses países
MadreMedia / AFP
13 set 2022 18:53
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Paulo Rascão | MadreMedia
Dados revelados por relatório da Inteligência dos Estados Unidos da América, que não revelou o destino do dinheiro.
A Rússia enviou pelo menos 300 milhões de euros a partidos políticos e candidatos estrangeiros em mais de duas dúzias de países desde 2014 para ganhar influência, revelou nesta terça-feira uma avaliação da Inteligência dos EUA, que "avalia que esses são números mínimos e que a Rússia provavelmente transferiu fundos adicionais secretamente em casos que não foram detetados", revelou um alto funcionário do governo.
A inteligência dos EUA não revelou informações sobre países específicos.
Mas num dos casos citados, a avaliação salienta que um embaixador russo num país asiático não identificado cedeu milhões de dólares a um candidato presidencial.
O governo do presidente Joe Biden solicitou a avaliação após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, o que levou a um grande esforço dos EUA para isolar Moscovo e armar Kiev.
O funcionário do governo revelou também que diplomatas dos EUA estavam a partilhar estas descobertas com governos em mais de 100 nações.
A nova avaliação não cobriu a política doméstica dos EUA, mas anteriormente a Inteligência dos EUA disse que Moscovo interveio nas eleições americanas de 2016, principalmente em manipulação dos media, para apoiar Trump, que expressou admiração pelo presidente russo, Vladimir Putin.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-pagou-300-milhoes-a-partidos-e-candidatos-estrangeiros-para-ganhar-influencia-nesses-paises
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Com os russos em fuga de Kharkiv, a Ucrânia pensa no seu futuro
João Campos Rodrigues 14/09/2022 09:02
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/14/832554.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Garantir a segurança ucraniana depois da guerra não implica entrar na NATO, indica um relatório encomendado por Zelensky.
Dado o rápido avanço das suas forças no sudeste de Kharkiv, o Governo de Kiev começa a pensar no futuro. Mesmo que Kremlin consiga estabilizar a linha da frente no rio Oskil, como anteveem os analistas, o impacto desta derrota sobre a moral das suas tropas foi enorme, levando a críticas públicas no seio da liderança russa e a especulação sobre um potencial golpe palaciano. Daí que a Ucrânia até já pondere como evitar uma eventual nova invasão da Rússia após o final desta guerra. E a solução não passa necessariamente por fazer parte da NATO, avaliou um relatório encomendado por Volodymyr Zelenskiy, divulgado esta terça-feira, abrindo caminho para começar a negociar.
A questão é que promessas de Moscovo – que já se comprometera a nunca intervir militarmente na Ucrânia, nos memorandos de Budapeste, assinados em 1994, a troco desta abdicar do arsenal nuclear que herdara da URSS – não chegam para que os ucranianos alguma vez fiquem seguros. “A mais forte garantia de segurança para a Ucrânia reside na sua capacidade de se defender a si mesma contra uma agressão”, diz o relatório, da autoria de Anders Fogh Rasmussen, antigo secretário-geral da NATO, em conjunto com Andrey Yermak, chefe de gabinete de Zelensky.
“Isso requer um esforço de várias décadas para investimento sustentado na base industrial de Defesa da Ucrânia, transferências escaláveis de armamento e apoio de inteligência de aliados”, continuava o relatório. Algo que seria conjugado com a promessa de sanções automáticas do Ocidente em caso de agressão da Rússia, juntando-se a isto “missões de treino intensivas e exercícios conjuntos sob a bandeira da UE e da NATO”.
Esta última parte certamente não cairia nada bem a Vladimir Putin. Mas a esperança de Kiev é que, continuando a guerra a correr de forma tão desastrosa para o Kremlin, este acabe por não ter alternativa que não ceder. A proposta tem a vantagem de abrir mão da necessidade de um acordo de defesa coletiva – ou seja, de que países ocidentais se comprometessem em defender militarmente a Ucrânia após um eventual acordo de paz – e certamente seria mais digerível para a NATO, apesar dos custos.
À mesa de negociações? O timming da divulgação deste relatório poderia sinalizar a disposição de Kiev para capitalizar os seus ganhos militares com negociações, antes que o conflito congele no inverno, arrastando-se. Já o Kremlin mostrou ter alguma abertura a sentar-se à mesa de negociações. Talvez por estar consciente que a Ucrânia recuperou em dias mais território do que os russos conquistaram desde abril.
“Não nos recusamos a negociar”, garantiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, em entrevista ao canal Rossiya-1, pouco após a magnitude da derrota russa no sudeste Kharkiv se tornar clara.
Não espanta que Kiev insista que a única maneira de forçar Putin a desistir da invasão é derrotando-o no campo de batalha. Daí que as suas forças explorem o sucesso em Kharkiv, lançando em simultâneo ataques no sul, cada vez mais próximos de Kherson, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, num contra-ataque que está a “progredir de forma significativa”. Deixando as lideranças militares russas divididas entre mandar reforços para o leste – onde agora os ucranianos conseguem atingir as linhas de abastecimento russas em Lugansk com os mísseis M142 HIMARS, disparando a partir das margens do rio Oskil – ou para Kherson, uma cidade portuária crucial, chave para o Kremlin poder sonhar alguma vez chegar a Odessa.
kharkiv russia ucrania futuro guerra
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780905/com-os-russos-em-fuga-de-kharkiv-a-ucr-nia-pensa-no-seu-futuro?seccao=Mundo_i
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Putin terá rejeitado um acordo de paz com a Ucrânia dias após o início da invasão, aponta relatório
Por Francisco Laranjeira em 10:06, 14 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin terá rejeitado um acordo provisório de paz com Kiev no início da invasão, revelou esta quarta-feira a ‘Reuters’ – segundo a agência noticiosa, o enviado-chefe do presidente russo para a Ucrânia fechou um acordo que satisfazia a exigência da Rússia de que a Ucrânia ficasse fora da NATO. No entanto, Putin rejeitou o acordo e avançou com a sua campanha militar.
O enviado da Rússia, Dmitry Kozak, um dos aliados do presidente russo, frisou a Putin que o acordo que ele firmou removeu a necessidade de a Rússia perseguir uma ocupação em larga escala da Ucrânia, segundo as fontes contactadas pela agência noticiosa. Putin havia afirmado repetidamente antes da guerra que a NATO e a sua infraestrutura militar estavam a aproximar-se das fronteiras da Rússia ao aceitar novos membros da Europa Oriental, preparando-se para trazer a Ucrânia para a sua órbita. Publicamente, o líder do Kremlin referiu que isso representava uma ameaça existencial à Rússia, forçando-o a reagir.
Putin deixou claro, quando lhe foi apresentado o acordo de Kozak, que as concessões negociadas pelo seu assessor não foram suficientemente longe e que havia expandido os seus objetivos para incluir a anexação de faixas do território ucraniano: ou seja, o acordo foi cancelado. O Kremlin já reagiu, através do porta-voz Dmitry Peskov: “Isso não tem absolutamente nenhuma relação com a realidade. Isso nunca aconteceu. É uma informação absolutamente incorreta.”
Já Mykhailo Podolyak, assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apontou que a Rússia usou as negociações de paz como uma cortina de fumo para se preparar para a invasão. “Hoje, entendemos claramente que o lado russo nunca se interessou por um acordo pacífico”, disse.
Segundo a ‘Reuters’, o esforço para finalizar um acordo de paz intensificou-se logo após a invasão da Rússia, a 24 de fevereiro. Em poucos dias, Kozak acreditou ter o acordo da Ucrânia com os principais termos que a Rússia procurava e recomendou a Putin que assinasse o acordo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-tera-rejeitado-um-acordo-de-paz-com-a-ucrania-dias-apos-o-inicio-da-invasao-aponta-relatorio/
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UE vai conseguir sobreviver à “chantagem da Rússia” e ao “longo inverno”, garante primeira-ministra da Finlândia
Por Filipe Pimentel Rações em 16:02, 13 Set 2022
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A líder do governo finlandês garantiu esta terça-feira que a União Europeia sobreviverá ao “longo inverno” que se aproxima e ao que chama de “chantagem da Rússia”, país que, tal como muitos outros líderes europeus, acusa de usar a energia para atacar o bloco.
Perante o Parlamento Europeu, antes de sessão do plenário, Sanna Marin afirmou que “a Rússia poderá desafiar-nos, chantagear-nos e ameaçar-nos, mas não cederemos”, sublinhando que para tal a UE precisa de manter a “unidade, a determinação e a coragem”.
“As ações da Rússia unificaram o Ocidente de uma forma sem precedentes, ao passo que a Rússia está mais isolada do que nunca”, sentencia a primeira-ministra da Finlândia.
Marin reconheceu que a UE enfrenta um cenário bastante negro, agudizado pela guerra na Ucrânia, pela crise energética, pela inflação, pela recessão, for finanças cada vez mais sobrecarregadas, por desastres naturais, por ameaças ao regime democrático e pelo aumento do poder tecnológico de Estados autocráticos.
Ainda assim, afirmou que “mesmo na hora mais negra existe esperança” e assegurou que “a Ucrânia sairá vencedora com o nosso apoio”.
A líder finlandesa explicou que a maior força da UE é a sua unidade e a confiança mútua entre os seus 27 Estados-membros, e que a Rússia está a usar a energia como arma de chantagem “para erodir o apoio europeu à Ucrânia e quebrar a nossa unidade”. E deixa um aviso: “[o Presidente russo Vladimir] Putin não pode ser bem-sucedido”.
Tocando na decisão da UE para dificultar a emissão de vistos para cidadãos russos, Marin apontou que “as sanções devem refletir-se nas vidas diárias dos russos comuns”, e que “não é correto que, enquanto a Rússia mata civis na Ucrânia, turistas russos viagem livremente pela Europa”.
“Podemos contabilizar os custos da guerra em euros, ma os ucranianos contam-nos em vidas humanas”, asseverou, acrescentando que “há que admitir que temos sido demasiado ingénuos no que toca à Rússia” e que “devíamos ter escutado com mais atenção os nossos amigos dos Estados bálticos e da Polónia, que viveram sob o jugo soviético”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ue-vai-conseguir-sobreviver-a-chantagem-da-russia-e-ao-longo-inverno-garante-primeira-ministra-da-finlandia/
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Ucranianos acusados de colaborar com a Rússia estão a fugir de Kharkiv e do Donbass
Por Filipe Pimentel Rações em 18:10, 13 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades da Ucrânia confirmam que vários ucranianos acusados de colaborar com as forças russas estão a fugir das regiões recentemente recuperadas em Kharkiv e no Donbass em direção à Rússia.
Sergei Haidai, governador de Luhansk, escreveu na rede social Telegram que “russos e colaboradores estão a fugir” para a Rússia, destacando que são moradores dessa região, bem como de Alchevsk e de outras cidades ocupadas pela Rússia em 2014, aquando da tomada da península ucraniana da Crimeia.
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O responsável indica que as filas para sair da Ucrânia e entrar na Rússia “têm quilómetros de extensão” e avisa todos os ucranianos que colaboraram com as tropas russas que “puniremos todos”.
Os militares de Kiev têm vindo a pressionar fortemente as linhas russas em Kharkiv, parte de uma contraofensiva iniciada há cerca de duas semanas, com a Ucrânia a afirmar que já terá recuperado o controlo de quase toda essa região. Em resposta à aparente derrota nesse teatro de combate, Moscovo desencadeou vários ataques aéreos e com mísseis contra centrais elétricas e outros locais, relata o ‘The Guardian’.
Haidai afirma que os ucranianos que cooperaram com as forças russas “têm medo da raiva ucraniana”, avançando que foram vistas filas de carros que se atingiram os 12 quilómetros.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucranianos-acusados-de-colaborar-com-a-russia-estao-a-fugir-de-kharkiv-e-do-donbass/
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Ucrânia: Scholz pede a Putin que ordene “retirada total” das forças russas
Por MultiNews com Lusa em 18:59, 13 Set 2022
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O chanceler alemão, Olaf Scholz, apelou hoje ao Presidente russo, Vladimir Putin, para ordenar a “retirada total” de território ucraniano das forças russas, em dificuldades face a uma contraofensiva.
O líder alemão “instou o Presidente russo a encontrar uma solução diplomática o mais rapidamente possível, com base num cessar-fogo, na retirada total das tropas russas e no respeito pela integridade territorial e soberania da Ucrânia”, segundo um comunicado do Governo.
Scholz também apelou ao Presidente russo para aplicar “plenamente” o acordo sobre a exportação de cereais ucranianos.
O porta-voz do governo alemão, Steffen Hebestreit, disse que os dois líderes falaram por telefone hoje durante 90 minutos, depois de Scholz ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na semana passada.
“Tendo em conta a gravidade da situação militar e as consequências da guerra na Ucrânia, o chanceler instou o Presidente russo a procurar uma solução diplomática o mais rapidamente possível”, detalhou o porta-voz em comunicado.
O chanceler sublinhou ainda que, se a Rússia tomar “medidas adicionais” para anexar os territórios ucranianos, isso não ficará sem resposta e advertiu-o de que não ganhará o reconhecimento internacional em nenhuma circunstância.
Ambos os líderes discutiram a situação em torno da central nuclear de Zaporíjia, e Scholz sublinhou que é crucial proteger a segurança das instalações, para as quais instou a evitar escaladas e a implementar imediatamente as medidas propostas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Em relação à crise alimentar global, o chanceler sublinhou a importância do acordo patrocinado pelas Nações Unidas e pela Turquia para permitir a exportação de cereais ucranianos por via marítima através de um corredor no Mar Negro.
Scholz “apelou ao Presidente russo para não desacreditar este acordo e continuar a aplicá-lo na sua totalidade”, e pediu ainda a Putin que os prisioneiros de guerra ucranianos sejam tratados de acordo com o direito humanitário internacional.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-scholz-pede-a-putin-que-ordene-retirada-total-das-forcas-russas/
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Ucrânia: Contraofensiva tem feito emergir relatos de tortura e assassinato pelas tropas russas nas regiões libertadas, denunciam autoridades
Por Francisco Laranjeira em 11:15, 14 Set 2022
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A recente contraofensiva no nordeste da Ucrânia tem permitido recapturar faixas do território que foram ocupadas pelas tropas russas nos últimos meses mas, nas áreas recém-libertadas, estão entrelaçados sentimentos de alívio e de tristeza, conforme surgem cada vez mais relatos de tortura e assassinatos durante o período de ocupação russa, revelou esta quinta-feira os britânicos da ‘BBC’.
Artem, que mora na cidade de Balakliya, na região de Kharkiv, revelou que foi detido pelos russos durante mais de 40 dias e foi torturado com eletrocussão. Balakliya foi libertada a 8 de setembro último, depois de ter sido ocupada por seis meses, com o epicentro da brutalidade na esquadra de polícia da cidade, que as forças russas utilizaram como quartel-general. Artem denunciou que podia ouvir gritos de dor e terror vindos de outras celas, que as forças ocupantes garantiam que pudessem ser ouvidos ao desligar o barulhento sistema de ventilação do prédio.
“Eles desligaram para que todos pudessem ouvir como as pessoas gritam quando são eletrocutadas”, acusou Artem. “Faziam isso em alguns dos presos dia sim, dia não… Até faziam isso com as mulheres”. O cidadão ucraniano frisou ainda que foi detido porque os russos encontraram uma foto do seu irmão, um soldado, de uniforme. Outro homem de Balakliya foi detido durante 25 dias porque tinha a bandeira ucraniana. As autoridades ucranianas dizem que até oito homens foram mantidos em celas destinadas a duas pessoas.
Na estrada para Balakliya, foram vistos veículos militares marcados com o símbolo “Z” pró-guerra – aparentemente abandonados pelos russos enquanto fugiam. Uma escola, numa aldeia próxima, foi totalmente destruída num dos últimos atos dos russos antes de terem sido expulsos. O chefe regional de Kharkiv, Oleh Syniehubov, sublinhou que a tarefa crítica agora é restaurar o fornecimento de água e eletricidade mas há preocupações de que as linhas de energia possam ser minadas. Sobre um possível regresso das tropas russos, limitou-se a responder: “Estamos em guerra, há sempre perigo.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-contraofensiva-tem-feito-emergir-relatos-de-tortura-e-assassinato-pelas-tropas-russas-nas-regioes-libertadas-denunciam-autoridades/
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Ucrânia: polícia ucraniana identifica mais de 5 mil soldados russos envolvidos em crimes de guerra
Por Francisco Laranjeira em 11:47, 14 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A polícia ucraniana identificou mais de 5 mil soldados russos que alegadamente estarão envolvidos em crimes de guerra na região de Kiev desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro último. O chefe da polícia de Kiev, Andriy Nebitov, apontou que os seus agentes estão a tentar identificar esses soldados russos, que se “envolveram no que aconteceu no território, violaram fronteiras soberanas e cometeram crimes contra os ucranianos”, apontou, em declarações à agência de notícias ucraniana ‘Ukrinform’.
Confirmou ainda que os respetivos nomes e cargos estão a ser estabelecidos conforme estão a ser identificados os respetivos parentes e locais de residência em território russo. No entanto, Nebitov alertou que muitos foram transferidos para outras áreas da linha da frente.
“Estamos a trabalhar principalmente para recolher informações técnicas, tanto nós mesmos como os serviços de inteligência”, garantiu o responsável da Ucrânia, sublinhando que houve uma transferência de tropas russas de KIev para reforçar a área de Kharkov. Espero que “a maioria morra ali”, expressou Nebitov. “Aqueles que não o fizeram também morrerão nos próximos dias e, se não o fizeram, espero que o Tribunal Penal Internacional e a Justiça ucraniana os façam pagar”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-policia-ucraniana-identifica-mais-de-5-mil-soldados-russos-envolvidos-em-crimes-de-guerra/
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Ucrânia recupera território. Com isto, quais são as opções de Putin?
MadreMedia
14 set 2022 13:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Com os avanços da Ucrânia, a Rússia pode ter de repensar a sua estratégia para o conflito que dura desde fevereiro. Contudo, as opções de Vladimir Putin não são muitas — e podem trazer consequências com as quais não quer ter de lidar.
De acordo com fontes oficiais da Ucrânia, as suas forças territoriais terão recuperado milhares de quilómetros quadrados de território nestes últimos dias na região de Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, após seis meses de guerra. E, nesta segunda-feira, Kiev reivindicou a reconquista de 500 quilómetros quadrados em duas semanas de contraofensiva na região de Kherson, um ponto estratégico fundamental para russos e ucranianos devido ao acesso ao Mar Negro.
"As tropas russas estão a abandonar de forma apressada as suas posições e a fugir", lia-se numa nota oficial.
A avaliar pelos relatos dos repórteres no terreno, a Ucrânia está mesmo a rechaçar a Rússia de posições que ocupava há vários meses. A AFP esteve em Izyum, cidade estratégica na região de Kharkiv, onde se constatou o controlo ucraniano de uma cidade ocupada pelos russos desde o início da primavera.
Com isto, quais são as opções de Vladimir Putin após o revés militar russo na Ucrânia? Apesar de o presidente russo ainda não ter comentado publicamente o que se está a passar com as suas forças no nordeste da Ucrânia, está sob pressão dos nacionalistas no seu país para recuperar o território perdido.
Segundo a Reuters, os especialistas referem que Putin tem poucas opções de reparação rápida — e a maioria das medidas que poderia tomar vêm com riscos geopolíticos.
Estabilizar as tropas. Depois, reagrupar e atacar
Os analistas militares russos e ocidentais concordam que, do ponto de vista de Moscovo, as forças russas precisam de estabilizar urgentemente a linha da frente, deter o avanço da Ucrânia, reagrupar-se e, se possível, lançar a sua própria contra-ofensiva.
No entanto, existem dúvidas no Ocidente sobre se a Rússia tem as forças terrestres ou equipamento suficiente, dado o número de baixas que sofreu e a quantidade de equipamento que foi abandonado ou destruído nos últimos tempos.
Outra opção passaria pela utilização de mísseis de longo alcance para destruir as infraestruturas ucranianas de maior importância, uma medida que certamente iria atrair a condenação internacional.
Mobilização de reservas
Por isso, uma opção seria mobilizar mais tropas. Todavia, especialistas dizem que não há mão-de-obra disponível para o conflito, uma vez que a campanha de recrutamento não está a ter a adesão que se previa. Assim, restam as reservas.
A mobilização das reservas russas, que totalizam cerca de 2 milhões de homens com serviço militar nos últimos cinco anos, é exequível — mas é preciso tempo para treinar e destacar pessoas.
O Kremlin disse na terça-feira que, "neste momento", não pretende recorrer a uma mobilização a nível nacional.
Segundo os especialistas, uma mobilização seria popular entre os nacionalistas, mas não tanto entre alguns homens russos nos centros urbanos, menos interessados em aderir ao conflito.
Quais os perigos a considerar?
Contudo, ir por este caminho significaria que a Rússia assumia uma guerra aberta com a Ucrânia — e não uma "uma operação militar especial", com objetivos limitados. Além disso, seria admitir que o conflito está a correr mal para Moscovo.
Neste cenário, as forças russas poderiam também assistir a um maior número de mortes, por não ser possível garantir a proteção das tropas (como defendem ter feito até então).
É também por esse motivo que a Rússia alega não entrar numa guerra nuclear. Para além de infligir baixas em massa, tal medida poderia arrastar formalmente os países ocidentais para uma guerra direta com a Rússia.
Por outro lado, colocar a Rússia numa guerra assumida com a Ucrânia também pode implicar riscos políticos internos, já que há a possibilidade de uma reação pública contra um projeto "forçado".
O inverno pode trazer a solução para Putin (ou nem por isso)
Assim, Vladimir Putin, está muito limitado nas suas opções — e já se viu que negociar com a Ucrânia parece fora de questão. Mas, a médio prazo, a aproximação do inverno pode mudar a situação.
Putin espera que os preços da energia e possíveis faltas neste inverno levem a Ucrânia — apoiada pela Europa — a aceitar uma trégua nos termos da Rússia. Recorde-se que, no contexto de guerra na Ucrânia, a energia tem estado no centro de um braço-de-ferro entre Moscovo e os países ocidentais, que acusam a Rússia de utilizar o gás "como uma arma".
Neste sentido, alguns diplomatas europeus acreditam que o recente sucesso da Ucrânia no campo de batalha minou o desejo de alguns europeus de pressionar Kiev a fazer concessões. No entanto, países como a Alemanha parecem ter-se tornado mais duros com Moscovo nas últimas semanas — e mais determinados a resolver os problemas energéticos do inverno.
Contudo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prevê uma "rápida desocupação" do país este inverno, pelo facto de os militares russos "estarem a fugir em várias direções".
Para Zelensky, "o período invernal pode ser um ponto de inflexão na libertação dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia". "Para isso, o nosso exército necessita de um fornecimento sistemático dos tipos de armas necessários", apontou ainda.
E se Putin bloquear a exportação de cereais?
Putin queixou-se recentemente de que o acordo entre a ONU e a Turquia que permite à Ucrânia exportar cereais e outros alimentos através do Mar Negro é injusto para os países mais pobres e para a Rússia. Por isso, pretende reunir-se em breve com o líder turco, Tayyip Erdogan, para discutir a revisão do acordo.
Se Putin quiser prejudicar a Ucrânia através dos cereais, poderá suspender ou cancelar o acordo — ou recusar-se a renová-lo quando este expirar em novembro.
Tomada esta decisão, vai ter de lidar com as consequências: o Ocidente e os países mais pobres de África e do Médio Oriente vão acusar Putin de agravar a escassez global de alimentos, dizem os especialistas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-recupera-territorio-com-isto-quais-sao-as-opcoes-de-putin
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“Europa não é o único consumidor de gás natural”: Rússia diz que há outros países dispostos a pagar pela sua energia
Por Filipe Pimentel Rações em 12:16, 14 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O governo da Rússia afirma que o fecho das portas da Europa ao seu gás natural não tem enfraquecido a economia do país, e garante que há outros Estados dispostos a comprar energia russa.
“A Europa não é o único consumidor de gás natural e não é o único continente que precisa de gás natural”, frisa Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, sugerindo que a Rússia não depende da região europeia para vender gás e colher receitas da exportações de energia.
De recordar que, na semana passada, a empresa russa de gás, a Gazprom, anunciou que tinha estabelecido um acordo com a China para que o pagamento pelo fornecimento de energia à potência asiática pudesse ser feito em rublos ou em yuans, em vez de em dólares.
E o reforço da cooperação energética entre Pequim e Moscovo não se fica por aí, pois a Rússia já indicou que tem planos para construir um reforçar as ligações de gás com a China, através do gasoduto conhecido como ‘Poder da Sibéria’, que fez aumentar em 63,4% o fluxo desse combustível fóssil nos primeiros seis meses deste ano.
Peskov salientou também que há outras regiões que estão bem posicionadas para responder às necessidades energéticas da União Europeia, apontando que Moscovo não poderá ser responsabilizada pela falta de energia no países da UE.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no passado dia 24 de fevereiro, o bloco europeu tem vindo a aperceber-se, de forma dolorosa, da sua profunda dependência da energia oriunda da Rússia, algo que vários observadores consideram colocar em risco a própria autonomia da UE, que ficou refém de um país com o qual não partilha dos seus valores fundamentais, entre eles a democracia e o respeito pelos direitos humanos.
Desde então, o coletivo dos 27 Estados-membros tem procurado alternativas ao fornecimento energético russo, prestando especial atenção aos Estados Unidos e aos países do Norte de África. Recentemente, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, deslocou-se até à Argélia, país que antes da guerra fornecia cerca de 11% de todo o gás consumido na UE.
Michel caracterizou a Argélia como um fornecedor “confiável” da Europa e destacou que “dadas as circunstâncias internacionais que todos conhecemos, a cooperação energética é obviamente essencial”.
Ainda esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no seu terceiro discurso do Estado da União, avançou que estão em cima da mesa planos para a criação de um grupo de trabalho que procurará soluções para combater a subida dos preços da energia no bloco.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/europa-nao-e-o-unico-consumidor-de-gas-natural-russia-diz-que-ha-outros-paises-dispostos-a-pagar-pela-sua-energia/
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“O mundo não está a salvo com Putin”: Ex-Presidente da Ucrânia garante que contraofensiva “ainda não terminou”
Por Filipe Pimentel Rações em 12:48, 14 Set 2022
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Petro Poroshenko, que ocupou o cargo de Presidente da Ucrânia entre 2014 e 2019, garante que a contraofensiva das tropas ucranianas “ainda não terminou”, depois de Kiev ter conseguido, nos últimos dias, recuperar territórios que estavam sob controlo da Rússia.
Em referência às reconquistas, Poroshenko afirma que “foram mais de 3.000 quilómetros quadrados e o impulso ainda não terminou, apesar de [o Presidente russo Vladimir] Putin tente mobilizar o mais rapidamente possível as suas reservas e trazê-las de território russo para a fronteira com a região de Kharkiv”, cita a ‘Euronews’.
O antigo Chefe de Estado ucraniano acredita que o apoio da Europa não esmorecerá, mesmo num contexto de uma crescente crise energética, fruto dos sucessivos cortes no abastecimento de gás russo ao continente, o que vários líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciam como sendo uma tática de Moscovo para chantagear a União Europeia e para quebrar a unidade entre os Estados-membros no apoio à Ucrânia.
Poroshenko considera que o apoio fornecido pelos países ocidentais à Ucrânia não se trata de mera “assistência”, mas que “é um investimento de cada um dos Estados-membros europeus na sua própria segurança”.
“Se não pararmos Putin aqui, na Ucrânia, amanhã Putin aparecerá nos seus países”, avisa, destacando que enquanto o Presidente russo se mantiver no poder, a Europa não estará segura.
“Precisamos de garantir a segurança do mundo e da Europa, ‘desputinizando’ a Europa, o mundo e a Rússia”, defende, e sentencia que “o mundo não está a salvo com Putin, e poderá estar seguro sem ele”.
Ainda esta manhã, Ursula von der Leyen, no seu discurso do ‘Estado da União’, que teve a Primeira-Dama da Ucrânia, Olena Zelenska, como convidada de honra, assegurou que a UE vai apoiar a reconstrução de escolas na Ucrânia com 100 milhões de euros e que a cooperação com Kiev será aprofundada, por exemplo, com a integração da Ucrânia na zona livre de telecomunicações em ‘roaming’ e com a abertura do mercado único europeu a esse país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/o-mundo-nao-esta-a-salvo-com-putin-ex-presidente-da-ucrania-garante-que-contraofensiva-ainda-nao-terminou/
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Ucrânia: Zelensky cumpre visita simbólica à cidade recém-libertada de Izium. “Estamos a ir apenas numa direção – para a frente e até à vitória”, aponta
Por Francisco Laranjeira em 14:46, 14 Set 2022
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez esta quarta-feira uma visita simbólica à cidade de Izium, localizada na região de Kharkov e recentemente libertada das tropas russas, e participou na cerimónia oficial de hasteamento da bandeira. “”Estamos a ir apenas numa direção – para a frente e até à vitória”, aponta o presidente ucraniano, durante a visita.
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“Antes, ao olhar para cima, estávamos sempre à procura do céu azul e do sol. Agora, principalmente nos territórios ocupados, procuramos apenas uma coisa: a bandeira do nosso país”, disse Zelensky, acompanhado pela presença dos “militares heróis”.
Kiev estimou que o território conquistado às forças russas no leste da Ucrânia, nas últimas semanas, supere já os 4 mil quilómetros quadrados e Zelensky sublinhou que os últimos meses nessas áreas foram “extremamente difíceis”, mas enfatizou que, mesmo que a Rússia consiga ocupar “temporariamente” algumas áreas, não poderá obter o controlo do povo ucraniano.
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Rússia prende e multa seis pessoas na Crimeia por passarem música ucraniana durante casamento
Por Filipe Pimentel Rações em 16:36, 14 Set 2022
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Seis pessoas foram detidas e multadas durante a celebração de um casamento na península ucraniana da Crimeia, ocupada pela Rússia desde 2014, por passarem uma música patriótica que evoca a libertação do jugo russo.
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Informação avançada pela imprensa russa indica que o incidente aconteceu na semana passada e que os organizadores da festa e os convidados foram acusados de “promover símbolos nazis” e de denegrirem as Forças Armadas da Rússia. Em causa está uma música intitulada ‘Chernova Kalyna’ que insta à libertação “dos grilhões moscovitas” e que se tornou um hino à resistência ucraniana face à invasão russa, explica o ‘The Moscow Times’.
Um juiz da cidade de Bakhchisarai, na Crimeia, sentenciou o dono da propriedade onde se realizava o casamento a uma pena de prisão de 14 dias, sem direito a julgamento. Também o DJ e artistas contratados para dançar na festa receberam uma sentença de 10 dias de prisão, ao passo que a mãe do noivo ficará detida durante cinco dias. Duas outras pessoas terão sido multadas em cerca de 840 euros.
Esta semana, Sergei Aksyonov, primeiro-ministro da Crimeia nomeado pelo Kremlin, escreveu na rede social Telegram que cantar “slogans pró-ucranianos” e entoar “canções nacionalistas” nesse território são considerados atos de “traição ao nosso país e a todos aqueles que hoje defendem a paz”.
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E deixou um recado: “Para aqueles que apoiam o regime nazi ucraniano, seria lógico partirem para o país que tanto amam”.
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo
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Ambição da Ucrânia para integrar a NATO é a “principal ameaça à Rússia” e motiva a guerra, diz Kremlin
Por Filipe Pimentel Rações em 17:07, 14 Set 2022
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O governo russo afirmou esta quarta-feira que as ambições da Ucrânia para passar a integrar a NATO, uma aliança político-militar transatlântica criada no final da II Guerra Mundial para conter a Rússia, representa uma ameaça para o país. E salientou que a guerra é necessária para evitar esse cenário.
Ontem, o gabinete do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky emitiu um documento no qual declara a “aspiração [da Ucrânia] para se juntar à NATO e para beneficiar da sua estrutura de defesa coletiva”.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin criticou esse documento e apontou que a ideia de a Ucrânia fazer parte da Aliança Atlântica é “a principal ameaça à Rússia”, pois, “uma vez mais, enfatiza a relevância e a necessidade urgente para garantirmos a nossa própria segurança e os nossos interesses nacionais”, cita a ‘Reuters’.
Ou seja, Dmitry Peskov argumenta que a Rússia considera a guerra com a Ucrânia indispensável para impedir que o país vizinho passe a integrar o coletivo da NATO.
De recordar que antes do estalar do conflito armado, a 24 de fevereiro deste ano, Moscovo exigia garantias legalmente vinculativas de que Kiev nunca integraria a aliança, que não lhe foram dadas. O Ocidente apontou que a Rússia usou isso como pretexto para lançar a ofensiva de larga escala contra a Ucrânia, mas que a invasão já estava planeada há muito mais tempo.
Peskov destacou também que Zelensky está a recorrer aos países ocidentais, através de apoio financeiro e militar, para tentar garantir a sua segurança, mas disse que a Ucrânia poderia fortalecer a sua proteção ao ceder imediatamente às exigências da Rússia, embora não tenha detalhado.
“A liderança da Ucrânia tem de agir de forma a eliminar a ameaça à Rússia”, instou Peskov, e acrescentou, cripticamente, que “eles sabem perfeitamente quais deverão ser essas ações”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ambicao-da-ucrania-para-integrar-a-nato-e-a-principal-ameaca-a-russia-e-motiva-a-guerra-diz-kremlin/
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A central nuclear de Zaporijia tem estado sob ameaça. Pode um desastre no coração da Europa atingir Portugal?
Manuel Ribeiro - Texto
MadreMedia
14 set 2022 15:30
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Central Nuclear de Zaporijia STRINGER / AFP
Zaporijia alberga a maior central nuclear da Europa. A região tem sido alvo de ataques e cortes de energia, que colocam a central em perigo, temendo-se um desastre nuclear. Rui Curado da Silva, professor e investigador em física das partículas da Universidade de Coimbra, ajuda a perceber o que está em causa.
Zaporijia tem sido uma das preocupações da comunidade internacional depois do assalto militar russo à central nuclear, deixando a Europa em suspenso pelo perigo de um desastre nuclear.
Construída em Enerhodar, ainda no tempo da antiga URSS (1980), a central de Zaporijia tem seis reatores de água pressurizada, é a maior da Europa e uma das dez maiores centrais nucleares do mundo.
A Ucrânia tem cinco centrais nucleares, incluindo Chernobyl, que está desativada desde o acidente de 25 de abril de 1986, num total de 15 reatores. Destes, quatro estão na central de Rivne, dois em Khmelnitski, três no sul da Ucrânia e os referidos seis em Zaporijia.
Desde a invasão da Rússia, em fevereiro de 2022, as centrais nucleares ucranianas têm sido uma preocupação tanto para as autoridades locais como para a comunidade internacional.
É que, apesar da convenção de Genebra dizer que, em caso de guerra, “centrais nucleares de produção de energia eléctrica, não serão objecto de ataques mesmo que constituam objetivos militares”, a Rússia ignorou por completo o referido artigo 56 e tomou de assalto o controle da central de Zaporijia, em março.
Chegou-se a temer o pior, já que os bombardeamentos chegaram a 150 metros de um dos reatores, provocando alguns incêndios nas imediações. No entanto, para os especialistas, um dos maiores perigos para a central é perder o sistema de arrefecimento dos reatores que evita a fusão do núcleo ou a fuga de radiação, e não os bombardeamentos, propriamente ditos.
“Na altura em que foi feito o primeiro ataque, em que se bombardeou a região com obuses, apenas o reator 4 estava operacional, a cerca de 60% da sua capacidade. O reator 1 estava em manutenção. Os reatores 2 e 3 estavam em modo de paragem. Os reatores 5 e 6 estavam no modo de reserva, a funcionar a baixa potência”, descreve Rui Curado Silva, professor de Instrumentação Nuclear na Universidade de Coimbra, em entrevista ao SAPO24.
Nas últimas semanas, a central só manteve um reator a funcionar, que foi desativado no sábado passado. “O que era perigoso era o reator que estava a funcionar em pleno ficar sem o fornecimento de energia elétrica. Não tendo a possibilidade de arrefecer o seu núcleo, poderia fundir e originar um acidente parecido com o que aconteceu em Fukushima”, compara o especialista.
“Em Fukushima, eles tinham geradores a gasóleo” para situações de emergência, “mas como estes ficaram inundados por causa do tsunami, não ativaram, dando-se a tal fusão do reator e o acidente que todos sabemos hoje”, recorda.
No caso de Zaporijia, para a central funcionar corretamente, precisa de corrente externa de fornecimento de energia elétrica (linhas de 750 volts), normalmente, têm mais que uma ligada para haver redundância
“O que aconteceu nas últimas semanas foi: primeiro a central foi cortada da rede elétrica, ficou sem alimentação externa e depois uma central térmica a carvão, que está logo ao lado e que fornece energia através de uma linha elétrica de socorro, ou seja, de emergência, também foi cortada”.
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Esquema do fornecimento de energia à central nuclear de Zaporijia. Rui Curado Silva créditos: DR
O que valeu para evitar o desastre foi um nível de segurança suplementar, que foi introduzido sobretudo depois de Fukushima: os tais geradores a gasóleo, que neste caso, “não foram inundados”. De acordo com o especialista, estando os geradores a funcionar, é possível arrefecer o núcleo dos reatores, das barras nucleares que estavam cheias de urânio e que precisam de mergulhar constantemente nas piscinas para arrefecer e manter a segurança da central.
“O problema é que estes geradores a gasóleo só asseguram energia por uns dias (+/- 7 dias)”, avisa o professor. “E depois podem voltar a ser reabastecidos, mas neste caso a questão que se coloca seria por quem? Pelos russos, pelos ucranianos?”, questiona.
O corte de energia em toda a zona de Enerhodar, deixou o único reator ativo em perigo e toda a comunidade internacional, incluindo a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em Inglês), em alerta máximo de preocupação. “Sem energia não é possível manter o sistema de arrefecimento dos reatores e das piscinas, onde está a arrefecer o combustível usado, e sequer desligar o reator em segurança”.
Felizmente a energia foi restabelecida e foi possível desativar o último reator. No entanto, mesmo desativado em segurança, “o reator tem de ser constantemente arrefecido, tal como a água das piscinas de combustível usado que também precisa de energia elétrica, para evitar acidentes, que, contudo, seriam em menor risco. Todavia, permanece o risco de radioatividade”, lembra Curado da Silva.
De acordo com o professor de Instrumentação Nuclear da Universidade de Coimbra, “as barras de urânio do combustível usado têm que estar dentro dessas piscinas com água, porque a água também protege das radiações emitidas, sendo que esse combustível tem de estar submerso durante, pelo menos, oito anos até poder ser retirado e tratado”, explica.
O material dos reatores pode fundir se não for arrefecido, e esse é o pior cenário e foi o que aconteceu em Chernobyl e Fukushima.
“Outra situação também grave, que pode acontecer, é as piscinas deixarem de ter energia elétrica para o processo de arrefecimento. Ou, no caso de Zaporijia, um obus atingir uma das piscinas e elas perderem água”.
“Uma fuga dessa água altamente contaminada é muito perigosa para a região. Já houve várias fugas pequenas da água das piscinas. Por exemplo, na Inglaterra levaram anos para reparar esse tipo de fuga”, informa.
“Para além disso, há muito material altamente radioativo que já saiu das piscinas e está ali guardado na central e que, a haver um ataque, pode espalhar poeiras pela região”, alerta.
Então, os reatores precisam de estar em arrefecimento constante, mesmo desativados. “Na verdade eles não estão desligados, apenas não estão a produzir energia elétrica para a rede”, explica Curado da Silva. Estão em modo "baixo potência de funcionamento".
Sem energia para os manter, poderão surgir fugas e até evaporação, causando nuvens radioativas e, neste último caso, chegar a mais pontos da Europa. Daí se falar do tal risco de um acidente nuclear para toda a Europa.
Questionado se o risco neste momento é mínimo, o professor e investigador responde que “não é mínimo, apenas está controlado.” Tem havido altos e baixos, e neste momento, “não é o de maior perigo”.
“A situação, com o que tem acontecido nos últimos dias, tem estado melhor”, tranquiliza o professor e investigador do Laboratório de Instrumentação e Física das Partículas da Universidade de Coimbra.
Na segunda-feira, o diretor da IAEA disse que é urgente estabelecer um compromisso pela Rússia e pela Ucrânia para não atacar ou bombardear a fábrica.
"Tentamos mantê-lo simples, tentamos torná-lo prático, porque precisamos dele o mais rápido possível", disse Grossi, uma vez que os bombardeamentos próximo da central de Zaproijia não foram interrompidos.
Basta um erro de cálculo para que o alvo falhe e atinja a central. “Apesar dos cenários mais prováveis de acidente, daqueles que conseguimos imaginar tendo em conta o que terá acontecido no passado, aquilo que eu acho que será mais perigoso é uma dessas bombas atingir as piscinas e a água vaporizar”, diz o professor da Universidade de Coimbra.
“A água vaporiza-se, vai para a atmosfera e pode criar-se uma nuvem altamente contaminada, mas será um problema que não irá afetar Portugal e até países à volta. Será uma situação localizada. Mas podem sempre acontecer acidentes que nunca pensamos, situações imprevisíveis”, acrescenta.
“Em Chernobyl, curiosamente, surgiu uma situação que podia ser muito pior, caso acontecesse, e ninguém fala nisso, mas está registada”, lembra o investigador.
“Quando foi utilizada água para arrefecer a zona que explodiu do reator, este estava em plena fusão, formou-se uma piscina de água por baixo e a estrutura do reator estava a partir-se e a cair em cima dessa água por baixo do reator. Se o reator tivesse caído nessa água, ia provocar uma explosão brutal e fazer estragos num raio de 50 a 100 km e a Europa ia ficar completamente contaminada. A onda de poluição ia atingir zonas bem distantes deixando grandes partes da Europa sem possibilidade de habitar por causa da contaminação”, descreve Curado da Silva.
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Professor Rui Curado da Silva. créditos: DR
“Felizmente, o problema foi detectado a tempo e conseguiram tirar a água por intermédio de pessoas que se voluntariaram para o fazer. Quando o reator em fusão caiu já não estava lá a água e evitou-se a explosão. Ninguém tinha pensado nisso, aliás esse pormenor está representado na série Chernobyl, se quiserem ver para melhor perceber o que aconteceu”, sugere o especialista.
Questionado sobre o modo como está a acompanhar a situação na Central Nuclear, o professor reforça, “no caso de Zaporijia, o mais assustador é desligarem a central da rede elétrica”.
O professor lança, também, um alerta para a segurança dos técnicos que se encontram dentro da central, dizendo que é preciso assegurar aos engenheiros condições para continuarem o seu trabalho, porque, avisa, “os acidentes podem dar-se por erro humano. Pode não ser um obus ou uma operação militar, mas sim um erro humano”, reforça. “Por exemplo, muitos acidentes que aconteceram em centrais foram por falha humana”, relembra.
Para Rui Curado da Silva, a opção mais segura para a central nuclear de Zaporijia passa por seguir as indicações da Agência Atómica (IAEA) e manter a central no regime atual, “creio que é a opção mais correta, e não sair dali até que os soldados abandonem o local e que a situação se resolva”, conclui o professor da Universidade de Coimbra.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-central-nuclear-de-zaporijia-tem-estado-sob-ameaca-pode-um-desastre-no-coracao-da-europa-atingir-portugal
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Putin diz a Guterres que dará "prioridade" ao envio de cereais da Ucrânia para países necessitados
MadreMedia / AFP
14 set 2022 18:51
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Contacto telefónico entre presidente da Rússia e secretário-geral da ONU centrou-se nos acordos de exportação de cereais ucranianos.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira ao secretário-geral da ONU, António Guterres, durante um telefonema, que a "prioridade" deveria ser enviar grãos ucranianos para os países mais necessitados, disse o Kremlin.
Durante a conversa dos dois homens, "as atenções concentraram-se principalmente na implementação dos acordos de Istambul sobre a exportação de grãos ucranianos. Ambos os lados enfatizaram a importância de atender às necessidades, prioritariamente, daqueles em África, Oriente Médio e América Latina que precisam de comida", revelou a presidência russa em comunicado.
Outro assunto discutido entre ambos foi a questão que envolve a central nuclear de Zaporijia, com Putin a assegurar a cooperação entre a Rússia e a delegação da AIEA que está presente no local.
"A situação em torno da central nuclear foi discutida, inclusive no contexto dos resultados da visita da delegação da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica ou Atómica) a 1º de setembro. Vladimir Putin fez uma avaliação positiva da cooperação construtiva com a agência e falou sobre as medidas tomadas pela Rússia para garantir a segurança e proteção física das instalações do ZNPP", disse o Kremlin.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-a-guterres-que-dara-prioridade-ao-envio-de-cereais-da-ucrania-para-paises-necessitados
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"Ainda estamos longe da paz", diz Guterres após telefonema com Putin
MadreMedia / Lusa
14 set 2022 19:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia permanece muito distante, admitiu hoje o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, após uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.
"Ainda estamos longe de um acordo de paz. (...) Estaria a mentir se dissesse que isso vai acontecer rapidamente", disse Guterres num 'briefing' à imprensa, na sede da ONU em Nova Iorque.
De acordo com o secretário-geral da ONU, as probabilidades de um cessar-fogo "são mínimas", frisando que continuará a perseguir esse objetivo.
O líder da ONU discutiu hoje com Putin a situação na Ucrânia e, segundo detalhou, abordou com o Presidente russo as possibilidades de estender o acordo para exportação de cereais pelo Mar Negro, bem como formas para facilitar as vendas de fertilizantes russos e a questão da central nuclear ucraniana de Zaporijia.
Guterres informou que a ONU está a tentar mediar as conversações para que as exportações russas de amoníaco pelo Mar Negro sejam retomadas, com uma extensão do acordo internacional que permitiu o desbloqueio de portos ucranianos para libertar milhões de toneladas de cereais daquele país.
O amoníaco é amplamente utilizado no desenvolvimento de fertilizantes e a Rússia é um dos principais produtores mundiais de fertilizantes, mas as vendas foram reduzidas de forma significativa desde a invasão russa da Ucrânia, com Moscovo a denunciar a existência de muitos obstáculos.
Embora os Estados Unidos e a União Europeia tenham clarificado que as suas sanções não afetam alimentos e fertilizantes russos, por enquanto muitas empresas privadas estão relutantes em estar envolvidas em tais operações, segundo fontes da ONU.
Guterres e Putin abordaram ainda, no telefonema de hoje, a situação dos prisioneiros de guerra e a missão que as Nações Unidas enviarão para investigar o ataque contra uma prisão em Olenivka, na Ucrânia, onde morreram 50 prisioneiros ucranianos, cuja autoria é alvo de acusações cruzadas entre Moscovo e Kiev.
De acordo com Guterres, a Rússia prometeu não colocar nenhum obstáculo aos investigadores da ONU e permitirá que estes realizem o seu trabalho.
Questionado sobre os recentes avanços das tropas ucranianas e sobre o significado destas manobras para um possível fim da guerra, desencadeada por Moscovo no final de fevereiro, Guterres afirmou: "Ainda estamos longe da paz".
Guterres lembrou ainda que a guerra na Ucrânia está a devastar um país e a afundar a economia global, com consequências dramáticas, especialmente para os países pobres.
O conflito na Ucrânia será tema de destaque entre os líderes internacionais que estarão na próxima semana em Nova Iorque para participarem nas reuniões anuais da Assembleia-Geral da ONU, embora Guterres tenha destacado hoje a importância de lidar com outras crises, como a alimentar e a climática.
"O Debate Geral deste ano deve ser sobre dar esperança. Essa esperança só pode vir através do diálogo e do debate que são o coração pulsante das Nações Unidas", concluiu António Guterres.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ainda-estamos-longe-da-paz-diz-guterres-apos-telefonema-com-putin
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Zet Gallery apresenta sábado exposição única em Portugal com obras de 5 artistas ucranianas
Publicado 3 horas atrás on Setembro 14, 2022 Por Redação A Nação
(https://anacao.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/zet-gallery-hugo-delgado-e1663172423918.jpg)
Foto: Hugo Delgado
Ministra Ana Catarina Mendes é convidada de honra numa ação que decorre às 16 horas, em Braga
A zet gallery inaugura este sábado, em Braga, dia 17 de setembro, às 16 horas, a exposição FIRST IMPRESSIONS, que resulta do trabalho artístico de 5 artistas refugiadas ucranianas a quem o dstgroup deu acolhimento – alojamento, atelier, recursos para a produção das obras de arte e uma bolsa mensal de €1000/artista.
As 5 artistas, Yevheniia Antonova, Margaryta Alfierova, Oleksandra Skliarenko, Hanna Kyselova e Nataliia Diachenko, apresentarão trabalhos ligados à pintura, ilustração, escultura e fotografia, que desenvolveram em residência artística desde abril deste ano, altura em que começaram a chegar a Braga.
Estas artistas vieram de diferentes cidades da Ucrânia e as suas histórias cruzam-se no momento em que se sentem impelidas a abandonar o seu país e que, depois, se encontram e conhecem em Braga para trabalhar com a zet gallery, para recomeçar.
As suas práticas artísticas deambulam entre a pintura, a ilustração, a fotografia ou a escultura e os seus currículos divergem na extensão e no caminho percorrido até aqui.
First Impressions é um ambicioso e emotivo projeto curatorial onde são apresentadas as primeiras obras por elas produzidas em Portugal, resultantes dos seus processos de adaptação, aprendizagem, investigação e descoberta.
“Esta exposição não é uma viagem. É, antes, um tempo parado na curva dos dias que correm, mas não passam. É feita das primeiras impressões, do que cada coisa diz sobre o que se sente”, afirma Helena Mendes Pereira, diretora geral e curadora da zet gallery.
A presidir a inauguração estará a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que tutela também as áreas da Igualdade e das Migrações, acompanhada pelo presidente do dstgroup, José Teixeira, a diretora da Zet Gallery, Helena Mendes Pereira, bem como de outras personalidades, tais como a Cônsul da Ucrânia, Alina Ponomarenko, ou a Vice-Presidente da Câmara Municipal Braga, Sameiro Araújo.
Foto: Hugo Delgado.
Fonte: anacao.sapo.pt Link: https://anacao.sapo.pt/zet-gallery-apresenta-sabado-exposicao-unica-em-portugal-com-obras-de-5-artistas-ucranianas/
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Tropas ucranianas encontram "câmara de tortura" na cidade libertada de Balakliya, em Kharkiv
14 de setembro 2022 às 19:00
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/14/832624.jpeg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Ministério de Defesa da Ucrânia, numa mensagem publicada nas redes sociais, faz referência a uma parede na qual foi esculpida a oração do Pai Nosso e uma cruz, alegadamente por prisioneiros ucranianos.
A cidade ucraniana de Balakliya, na região de Kharkiv, recentemente recuperada pelas tropas de Kiev, continha uma "câmara de tortura", anunciou esta quarta-feira o Ministério de Defesa da Ucrânia.
O governo, numa mensagem publicada nas redes sociais, faz referência a uma parede na qual foi esculpida a oração do Pai Nosso e uma cruz, alegadamente por prisioneiros ucranianos.
"Câmara de tortura russa em Balakliya libertada. O Pai Nosso foi esculpido na parede por prisioneiros ucranianos. A Rússia deve ser responsabilizada por este flagrante genocídio", lê-se na mensagem.
(https://i.ibb.co/vspQGBp/Captura-de-ecr-2022-09-14-202414.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Cerca de 40 pessoas foram detidas durante a ocupação russa naquela cidade, avança Serhii Bolvinov, chefe do departamento de investigação da Polícia Estadual da região de Kharkik, dando ainda o exemplo de um homem que terá ficado 46 dias encarcerado e torturado com choques elétricos.
"Além disso, os investigadores têm informações sobre os moradores mortos da cidade. Sabe-se que foram baleados no posto de controlo pelos russos no último dia da ocupação", afirmou Bolvinov.
(https://i.ibb.co/hCwn8Dc/Captura-de-ecr-2022-09-14-202126.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Algumas zonas da cidade ainda não têm água ou eletrecidade.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780975/tropas-ucranianas-encontram-c-mara-de-tortura-na-cidade-libertada-de-balakliya-em-kharkiv
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Tribunal de Moscovo ilegaliza Sindicato de jornalistas russos
MadreMedia / Lusa
14 set 2022 20:19
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Tribunal Urbano de Moscovo ilegalizou hoje o Sindicato dos jornalistas da Rússia, organização que se destacou no seu apoio a 'media' declarados "agentes estrangeiros" e que foi acusado de difundir informações falsas sobre a campanha militar russa na Ucrânia.
O Tribunal acedeu desta forma a um pedido da procuradoria de Moscovo, segundo indicou o diário Kommersant.
A procuradoria justificou o pedido na sequência de uma auditoria, que detetou supostas violações “graves e irreparáveis” cometidas pela organização sindical.
Em particular, indicou que os seus membros não efetuavam cotizações desde 2019.
A procuradoria também indicou que alguns dos membros do sindicato compareceram perante os tribunais por motivos administrativos e após terem participado em manifestações não autorizadas, incluindo a convocada em apoio do jornalista russo Ivan Safronov, condenado a prisão por “alta traição”.
O sindicato também foi associado a recolha de fundos em apoio de meios de comunicação declarados “agentes estrangeiros” na Rússia e à sistemática publicação de “informações não verídicas”.
O advogado Machim Krupski, defensor da organização, insistiu que a solicitação da procuradoria é ilegal e injustificada, anunciando um recurso da decisão.
Anteriormente, o Tribunal Taganski de Moscovo tinha imposto uma multa de 500.000 rublos (8.300 euros), o máximo aplicável da norma que pune a difusão de “notícias falsas” sobre a campanha militar russa na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.800 civis mortos e cerca de 8.400 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tribunal-de-moscovo-ilegaliza-sindicato-de-jornalistas-russos
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Moscovo proíbe mais 30 britânicos de entrarem na Rússia
14 de setembro 2022 às 21:20
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/14/832633.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Diplomacia russa justifica a decisão com o percurso "inamistoso" do Reino Unido, "no âmbito do qual Londres toma medidas destinadas a desacreditar a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e oferece ajuda consequente ao regime nazi de Kyiv".
A Rússia incluiu mais 30 britânicos na sua 'lista negra' de pessoas proibidas de entrarem no país, acusando-as de apoiar a Ucrânia e espalhar notícias falsas sobre a guerra.
"Foi tomada a decisão de incluir na lista negra 30 dirigentes de entidades britânicas, que respondem pela promoção coordenada de uma agenda informativa antirrussa, e a representantes do 'lobby' da Defesa britânico", pode ler-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.
Deste modo, a diplomacia russa justifica a decisão com o percurso "inamistoso" do Reino Unido, "no âmbito do qual Londres toma medidas destinadas a desacreditar a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e oferece ajuda consequente ao regime nazi de Kyiv".
A lista atualizada inclui Francis Ingham, diretor da Associação de relações públicas e comunicações, Nicky REgazzon, cofundador de PR Network, e Hamish de Bretton-Gordon, especialista em armas químicas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780983/moscovo-proibe-mais-30-brit-nicos-de-entrarem-na-r-ssia-
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Zelensky sofre acidente de carro. Caso vai ser investigado
MadreMedia
15 set 2022 00:44
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Médicos garantem que não há ninguém com ferimentos graves.
O carro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sofreu esta quarta-feira à noite um acidente, em Kiev, revelou a Reuters, citando um assessor do líder ucraniano.
"Em Kiev, um automóvel colidiu com o carro do presidente da Ucrânia e os veículos da comitiva", começou por escrever o assessor Sergei Nikirofov numa mensagem divulgada no Facebook.
(https://i.ibb.co/Wz5NKJh/Captura-de-ecr-2022-09-15-091835.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Zelensky, refira-se, estava de regresso da cidade de Izium, recentemente reconquistada aos russos, quando teve o acidente, que irá ser investigado.
O presidente ucraniano foi examinado por médicos e não terá sofrido ferimentos graves.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-sofre-acidente-de-carro-caso-vai-ser-investigado
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Cidade ameaçada por inundações após ataque russo a infraestrutura hidráulica
Agência Lusa 15 set 2022 03:21
(https://static-storage.dnoticias.pt/www-assets.dnoticias.pt/images/configuration/R/630_360_1663177526-335.jpg)
Fonte de imagem: dnoticias.pt
A cidade de Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia está sob ameaça de inundação após um ataque russo que danificou uma infraestrutura hidráulica e causou a subida de um rio, realçou esta quarta-feira a presidência ucraniana.
"No ponto de impacto, observamos um fluxo de água de 100 m3 por segundo, o que é um grande volume. O nível da água do Ingoulets [o rio] muda a cada hora", salientou o vice-chefe da administração presidencial, Kyrylo Tymoshenko.
Segundo a mesma fonte, o centro e outro distrito desta cidade de 600 mil habitantes estão "sob risco de inundação".
"É um desafio para todos nós, mas a situação está sob controlo. Todos os serviços estão envolvidos para eliminar a ameaça o mais rápido possível", acrescentou, numa mensagem na rede social Telegram.
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, natural de Kryvyi Rih, já tinha anunciado um ataque russo que visou uma "infraestrutura hidráulica", sem causar baixas.
Para Zelensky, o ataque de Moscovo foi uma "tentativa de inundar Kryvyi Rih".
"O Estado terrorista continua a travar uma guerra contra civis. (...) Tudo o que os ocupantes podem fazer é semear o pânico, criar uma situação de emergência, tentar deixar as pessoas sem luz, calor, água e comida", realçou o Presidente ucraniano.
O governador da região, Valentin Reznitchenko, mencionou, por sua vez, que sete mísseis russos Kh-22 foram disparados de um avião, danificando "gravemente" esta infraestrutura.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.800 civis mortos e cerca de 8.400 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/15/328011-cidade-ameacada-por-inundacoes-apos-ataque-russo-a-infraestrutura-hidraulica/
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A ‘maldição’ dos aliados de Putin: Desde o início da guerra, pelo menos 11 oligarcas russos morreram em circunstâncias misteriosas
Por MultiNews em 12:02, 15 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A guerra da Rússia contra a Ucrânia começou a 24 de fevereiro, e ao longo dos já mais de 200 dias de conflito pelo menos 11 milionários russos e pessoas de poder e influência política morreram em circunstâncias consideradas, no mínimo, estranhas. Apesar de não haver qualquer confirmação oficial do envolvimento dos serviços de segurança russos, vários observadores não afastam a possibilidade de os incidentes terem contado com a mão do Kremlin.
Um deles é Ivan Pechorin, dirigente da Corporação para o Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico. Foi encontrado sem vida, no dia 12 de setembro, em Vladivostok, depois de, alegadamente, ter caído do seu luxoso iate e de se ter afogado no Cabo de Ignatiev, no Mar do Japão.
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/ivan-pechorin.png)
Ivan Pechorin
Fonte: Twitter / WhereisRussiaToday
Pechorin estaria responsável pelo programa de modernização da indústria da aviação da Rússia e trabalhar diretamente com o Presidente russo Vladimir Putin.
No início deste ano, Igor Nosov, diretor-geral da mesma empresa, morreu de ataque cardíaco, depois de ter assumido a liderança em maio de 2021.
Nos primeiros dias de setembro, Ravil Maganov, presidente da administração da maior petrolífera privada da Rússia, a Lukoil, foi comunicado como morto. A imprensa russa avançou que o empresário teria acidentalmente caído da janela do hospital onde estava internado.
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Ravil Maganov
Fonte: Twitter / OSINT News
A Lukoil, contudo, emitiu um comunicado sucinto, e parco em detalhes, a informar que Maganov morrera devido a “doença grave” no dia 1 de setembro.
Alguns relatos apontam que terá tropeçado enquanto fumava à janela, tendo sido encontrado um maço de cigarros junto ao corpo.
Aleksander Subbotin, um gestor de topo, foi encontrado morto, em maio, na cave de uma casa num subúrbio de Moscovo, que pertenceria a um curandeiro conhecido como Xamã Magua, que praticava rituais de purificação.
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Aleksander Subbotin
Fonte: Twitter
O curandeiro confirmou, segundo relatos, que Subbotin foi até sua casa alcoolizado e sob o efeito de drogas e exigiu-lhe que desempenhasse um ritual para curá-lo dos efeitos da ressaca.
Análise preliminares apontam que a morte se deveu a uma falha cardíaca.
No campo dos oligarcas com posições anti-guerra, contam-se oito, tendo em comum grandes fortunas, ligações aos círculos do poder no Kremlin e ao gás.
Na manhã de 25 de fevereiro, um dia após o início da invasão russa da Ucrânia, Aleksander Tyulyakov, executivo de topo da divisão de Segurança Corporativa da Gazprom, a gigante russa do gás sob controlo do Kremlin e, mais especificamente, de Putin, foi encontrado morto na sua casa em São Petersburgo. A imprensa aponta que terá sido encontrado enforcado na sua garagem.
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Aleksander-Tyulyakov.png)
Aleksander Tyulyakov
Fonte: Twitter / Sergej Sumlenny
A morte de Tyulyakov aconteceu cerca de um mês depois de outro executivo da Gazprom, Leonid Shulman, ter sido encontrado sem vida em casa com os pulsos cortados, na mesma cidade russa.
No dia 28 de fevereiro, foi a vez de Mikhail Watford, um peso-pesado da indústria da energia, ser encontrado morto na sua casa no Surrey, no Reino Unido, onde vivia com a sua família e construiu um império imobiliário.
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Mikhail-Watford-267x300.png)
Mikhail Watford
A sua morte foi considerada suicídio por enforcamento, e as autoridades britânicas consideraram que não foi possível apurar com certeza as causas do óbito.
O milionário russo mudou o seu nome de Tolstosheya para Watford quando se mudou para o Reino Unido em 2000.
Em março deste ano, os cadáveres do multimilionário Vasily Melnikov e da sua família foram encontrados no seu apartamento de luxo em Nijni Novgorod, no oeste da Rússia.
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Vasily Melnikov
Fonte: Twitter / News in Support of Ukraine
As informações divulgadas dão conta de que as quatro pessoas foram esfaqueadas até à morte. A versão oficial indica que Melnikov terá assassinado a sua família e depois cometido suicídio, com a qual os vizinhos e outros familiares descordam.
O oligarca construiu a sua fortuna numa empresa do setor da Saúde que foi alvo das sanções lançadas pelos países ocidentais no âmbito da guerra contra a Ucrânia.
Sergei Protosenya, bem como a sua mulher e filha, foram encontrados mortos a 19 de abril, na região de Lloret de Mar, em Espanha. O magnata foi líder da Novatek, gigante russa do gás, e tinha uma fortuna avaliada em 400 milhões de euros.
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Sergei Protosenya
Fonte: Twitter / The Life News
O oligarca ter-se-á enforcado, ao passo que as outras duas vítimas foram esfaqueadas fatalmente. O filho sobrevivente e outros familiares recusam a tese oficial de suicídio e denunciam que as mortes foram obra de assassinos profissionais.
O caso ainda estará a ser investigado pela polícia catalã.
Um dia antes, em Moscovo, o oligarca Vladislav Avayev, a sua mulher e a sua filha de 13 anos foram encontrados sem vida num apartamento em Moscovo, pela filha sobrevivente de 26 anos.
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Vladislav Avayev
Fonte: Twitter / Free Ukraine
Uma vez mais, a versão oficial foi de que Avayev, antigo conselheiro de Putin e ex-vice-presidente do terceiro maior banco da Rússia, o Gazprombank, terá assassinado a mulher e a filha e depois cometido suicídio.
Em maio, foi a vez de Andrei Krukovsky, diretor do resort de luxo em Sochi, Krasnaya Polyana, propriedade da Gazprom, ter morrido, alegadamente por ter caído de um penhasco durante uma caminhada.
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Dois meses depois, Yuri Voronov, CEO da empresa de logística e transportes AstraShipping, terá cometido suicídio, depois de ter sido encontrada uma arma de fogo junto ao seu cadáver, descoberto em São Petersburgo.
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Yuri Voronov
O mais recente homem influente a morrer em circunstâncias suspeitas na Rússia foi Vladimir Nikolayevich Sungorkin, editor-chefe do jornal estatal russo ‘Komsomolskaya Pravda’ e aliado de Vladimir Putin.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Apesar de não ser uma oligarca, não deixa de ser uma figura de proa do aparelho de Estado russo, considerando que o jornal era uma importante plataforma de propaganda usada pelo Kremlin para disseminar a sua narrativa oficial e para controlar os fluxos de informação que chegam à população russa.
Sungorkin, de 68 anos, terá sofrido, na passada 4ª feira, um “acidente vascular cerebral” durante uma viagem de negócios
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/a-maldicao-dos-aliados-de-putin-desde-o-inicio-da-guerra-pelo-menos-11-oligarcas-russos-morreram-em-circunstancias-misteriosas/
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Ucrânia: ataque russo atinge barragem na cidade natal de Zelensky, denunciam autoridades. População obrigada a evacuar devido às cheias
Por Francisco Laranjeira em 10:38, 15 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Uma barragem em Kryvyi Rih, a maior cidade do centro da Ucrânia, foi alvo de um ataque de oito mísseis de cruzeiro russos na passada quarta-feira, denunciaram as autoridades ucranianas, que pediram aos moradores da área para evacuarem – também o presidente, Volodymyr Zelensky, avançou que a barragem da sua cidade natal foi atingida.
(https://i.ibb.co/7pM2W3w/Captura-de-ecr-2022-09-15-133811.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os ataques atingiram a barragem do reservatório de Karachunov, explicou Zelensky, que considerou a Rússia como um “estado terrorista”. O sistema de água “não tem valor militar” e centenas de milhares de civis dependem dele diariamente, apontou.
“Para evitar riscos desnecessários, peço aos moradores que evacuem”, referiu o chefe da administração militar de Kryvyi Rih, Oleksandr Vilkul, em comunicado. Num post na rede social ‘Telegram’, o responsável garantiu que foram inundadas 112 casas e que as obras para reparar a barragem no rio Inhulets estavam em marcha, o que provocou “a diminuição das inundações”.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
(https://i.ibb.co/sjdkTKV/Captura-de-ecr-2022-09-15-134000.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ataque-russo-atinge-barragem-na-cidade-natal-de-zelensky-denunciam-autoridades-populacao-obrigada-a-evacuar-devido-as-cheias/
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“Se cumprirem seis meses, ficam livres. Se desertarem, são executados”: Líder do grupo Wagner recruta prisioneiros russos para enviar para a Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 13:01, 15 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O fundador do grupo mercenário Wagner da Rússia surgiu em diversos vídeos nas redes sociais a tentar recrutar prisioneiros para lutar na Ucrânia, segundo avançou esta quinta-feita os britânicos da ‘BBC’: nas imagens é possível ver-se Yevgeniy Prigozhin a abordar um grande grupo de detidos.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Prigozhin garantiu aos prisioneiros que as suas sentenças seriam anuladas em troca do seu ingresso no grupo militar, considerado como o ‘exército privado’ de Putin. O vídeo confirmou as alegações de que a Rússia pretende aumentar as suas tropas através do recrutamento de criminosos. Embora a lei russa não permita a anulação de penas de prisão em troca de serviço mercenário, Prigozhin insistiu que “ninguém volta para trás das grades” se servir no seu grupo.
“Se cumprirem seis meses, ficam livres”, pôde ouvir-se no vídeo. O responsável, no entanto, alertou os potenciais recrutas sobre a deserção. “Se chegarem à Ucrânia e decidirem que não é para vocês, serão executados.” Foram também perceptíveis as regras do grupo Wager, que proíbem álcool, drogas e “contactos sexuais com mulheres locais, flora, fauna, homens – qualquer coisa”.
O líder do grupo mercenário alertou ainda para as dificuldades que a Rússia enfrenta no conflito na Ucrânia, sublinhando que “esta é uma guerra difícil, nem de perto como a Chechénia e outros”. No mesmo vídeo, referiu que os condenados se devem matar com granadas de mão se estiverem em risco de ser capturados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/se-cumprirem-seis-meses-ficam-livres-se-desertarem-sao-executados-lider-do-grupo-wagner-recruta-prisioneiros-russos-para-enviar-para-a-ucrania/
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Ucrânia. A visita surpresa de Zelensky a cidade recapturada
Hugo Geada 15/09/2022 10:45
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/15/832666.png?type=artigo)
Fonte de imagem © AFP
Depois da reconquista das forças ucranianas da cidade de Izium, o Presidente Zelensky fez uma visita para elogiar o exército.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizou, esta quarta-feira, uma visita surpresa à cidade recapturada de Izium, depois de meses de controlo das forças russas que deixaram a região devastada.
“A nossa bandeira azul e amarela está hasteada sobre Izium”, disse o Presidente ucraniano, que participou na cerimónia de hasteamento da bandeira ucraniana, na sua conta de Telegram, numa mensagem acompanhada por uma foto ao lado de militares.
“A visão é muito chocante, mas não é chocante para mim”, disse Zelensky, citado pela Associated Press. “Começámos por ver as mesmas fotos de Bucha, dos primeiros territórios desocupados, então com os mesmos prédios destruídos e pessoas mortas”, descreveu, fazendo menção ao momento em que as tropas ucranianas retomaram Bucha e descobriram uma série de crimes de guerra, como valas comuns e corpos de civis, muitos deles com sinais de tortura.
O Presidente ainda aproveitou para agradecer o trabalho do comandante das forças ucranianas. “Estou grato ao comandante das forças terrestres das Forças Armadas Ucranianas, Oleksandr Syrsky, e a todos os nossos guerreiros por libertar a terra ucraniana do inimigo. Vocês salvaram o nosso povo, os nossos corações, crianças e o futuro”, declarou.
Depois desta importante vitória, a Ucrânia tem como objetivo libertar todo o território ocupado pelas forças invasoras russas depois de expulsá-las num rápido contra-ataque no nordeste do país.
Num discurso na noite de terça-feira, o Presidente ucraniano revelou que, até ao momento, cerca de 8 mil quilómetros quadrados foram libertados, o que representa toda a região nordeste de Kharkiv.
Acrescentou ainda que as “medidas de estabilização” foram concluídas em cerca de metade desse território “e numa área liberada de aproximadamente o mesmo tamanho”, cita o Guardian, apesar de afirmar que estas medidas “ainda estão em marcha”.
O conselheiro presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych, revelou que as perspetivas agora são de aproveitar os ganhos obtidos este fim de semana na região de Kharkiv, movendo os seus esforços para a província oriental de Luhansk.
“Há agora um ataque a Lyman e pode haver um avanço em Siversk”, disse Arestovych, mencionado pelo jornal inglês.
Contudo, o líder pró-Rússia da República Popular de Donetsk negou as alegações e disse que Lyman continua a ser controlado pelas suas forças, afirmando ainda que “a situação foi estabilizada”.
Orçamento de defesa
Ainda esta terça-feira, Zelensky anunciou que o orçamento do país para a defesa terá um valor de mais de mil biliões de hryvnias (cerca de 27 mil milhões de euros) em 2023, noticiou a imprensa local.
Durante o habitual vídeo noturno dirigido à população, o Presidente ucraniano confirmou que a proposta para o orçamento de defesa e segurança para 2023 tinha sido discutida na reunião, ainda que sem concretizar montantes. Mas, numa reunião do Estado-Maior-General do exército ucraniano, realizada na terça-feira, em Kiev, adiantou estes valores e indicou também que a Ucrânia retomou o pagamento de pensões aos reformados que vivem nos territórios ucranianos reconquistados às forças russas desde o início da contraofensiva por Kiev.
A Casa Branca anunciou que os Estados Unidos provavelmente irão anunciar mais um pacote de ajuda militar para a Ucrânia nos “próximos dias”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781020/ucr-nia-a-visita-surpresa-de-zelensky-a-cidade-recapturada?seccao=Mundo_i
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Continua o "assassinato" do Novaya Gazeta. Justiça russa revoga licença do site do jornal independente
MadreMedia / AFP
15 set 2022 14:16
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AFP or licensors
A justiça russa revogou nesta quinta-feira a licença do site do jornal Novaya Gazeta, representando a decisão um novo revés para este bastião do jornalismo investigativo, crítico da intervenção militar na Ucrânia.
Através da sua conta no Telegram, a Novaya Gazeta informou que o Supremo Tribunal russo aceitou uma denúncia da agência reguladora de comunicação da Rússia, a Roskomnadzor. O site permite o acesso gratuito aos arquivos e às investigações publicadas pela Novaya Gazeta.
O jornal anunciou que vai recorrer contra a decisão. Se for confirmada, a Novaya Gazeta não informou se a medida implicará o encerramento do site ou uma proibição de publicar novos conteúdos no portal.
O editor-chefe do jornal, Dmitri Muratov, foi um dos vencedores do Prémio Nobel da Paz em 2021.
Na audiência perante o Supremo, Muratov denunciou "o assassinato" de seu jornal, de acordo com a Novaya Gazeta. Segundo o jornalista, esta medida privará os leitores russos do seu "direito à informação". A decisão foi anunciada após três denúncias anunciadas em julho pela Roskomnadzor, todas atendidas pela justiça russa.
No início de setembro, um tribunal de Moscovo revogou a licença para a versão impressa do jornal e depois a licença para uma nova revista lançada na Rússia pela Novaya Gazeta.
O jornal não é publicado efetivamente desde o final de março, quando a direção decidiu suspender a publicação por medo de represálias, perante um momento de forte repressão aos que criticam a ofensiva russa na Ucrânia. Nas últimas semanas, no entanto, o site tinha retomado a publicação de novos conteúdos.
A Novaya Gazeta afirmou que o Supremo Tribunal revogou a licença do site por não especificar que algumas organizações citadas eram "agentes do exterior".
Na Rússia, dezenas de organizações e indivíduos foram declarados "agentes estrangeiros", e esse estatuto deve ser mencionado sistematicamente em todas as publicações, sob pena de sanções.
A pressão contra a imprensa independente já estava a aumentar na Rússia, mas a ofensiva do Kremlin na Ucrânia acelerou-a drasticamente. Dezenas de sites foram bloqueados e muitos jornalistas fugiram do país.
Em 5 de setembro, o ex-jornalista Ivan Safronov, de 32 anos e considerado um especialista em questões de defesa, foi condenado a 22 de anos de prisão por "traição", um caso que, segundo o mesmo, é uma vingança pelo seu trabalho.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/continua-o-assassinato-do-novaya-gazeta-justica-russa-revoga-licenca-do-site-do-jornal-independente
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Xi e Putin. Porque é que eles precisam tanto deste encontro?
Inês F. Alves - Texto
MadreMedia
15 set 2022 12:33
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EPA/MAXIM SHIPENKOV / POOL
Vladimir Putin reúne-se com Xi Jinping esta quinta-feira no Uzbequistão, naquilo que espera ser uma mensagem de união e força entre os dois líderes, sobretudo numa altura em que cresce a animosidade do Ocidente e ambos enfrentam agendas desafiantes em casa.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou ontem a Samarcanda, no Uzbequistão, para participar na cimeira de chefes de estado da Cooperação de Xangai. O encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, no início da tarde de quinta-feira, será o mais aguardado.
Recorde-se que este será o primeiro encontro cara-a-cara entre Xi Jinping e Vladimir Putin depois da invasão russa à Ucrânia.
Na sua agenda para esta conferência estão dois temas quentes: a Ucrânia, onde Putin leva mais de seis meses de guerra, ainda que continue a referir-se internamente ao conflito como uma "operação especial militar"; e Taiwan, depois da visita de duas comitivas norte-americanas, a primeira com a presidente da Câmara dos Representantes e a segunda com a senadora norte-americana Marsha Blackburn, o que fez escalar as tensões entre a ilha e Pequim, que respondeu levando a cabo vários exercícios militares e sanções comerciais.
Este encontro entre os líderes dos dois países acontece numa altura em que Putin está cada vez mais isolado pelos Estados Unidos e pelos parceiros Europeus.
Ainda ontem, no discurso do Estado da União, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, reiterou o apoio incontestado à Ucrânia, a manutenção das sanções à Rússia, sendo este o cenário que traçava: “Putin vai falhar (...). O setor financeiro da Rússia está em modo de suporte de vida pelas nossas sanções. A indústria russa está parada. Quero deixar bem claro que as sanções são para ficar e quero dizer que ficarão até que se resolva esta crise”.
Os EUA, por sua vez, continuam a enviar ajuda militar a Kiev, o que o presidente Volodymyr Zelensky reconheceu ser fundamental no esforço para recuperar território às forças russas. A última semana tem sido marcada pelos ganhos significativos na contraofensiva ucraniana: 6.000 quilómetros quadrados de território, segundo as forças de Kiev, sobretudo a nordeste, na região de Kharkiv, onde fica a segunda maior cidade do país, e em Kherson, um ponto estratégico de acesso ao Mar Negro.
A Rússia respondeu ao recuo com bombardeamentos em Kharkiv, mas começam a ser mais audíveis as críticas dos nacionalistas russos, que exigem às chefias militares e mesmo a Putin uma mão firme — e definitiva — para que a Rússia saia vitoriosa deste conflito. Começam também a levantar-se apelos à mobilização nacional de tropas na Rússia, o que iria contrariar a narrativa que o Kremlin construiu internamente, de que não se está perante uma guerra aberta. Por outro lado, a ideia do exército invencível russo, começa também a cair por terra, colocando-se em causa a moral das tropas russas. Putin tem várias opções pela frente, mas todas terão consequências políticas.
Para Putin, o encontro com Xi pode contrariar a imagem de uma Rússia isolada e projetar uma imagem de força.
O líder chinês, por seu turno, está sob pressão interna devido à sua política covid-zero, que continua a manter milhões em confinamento. O impacto no desenvolvimento económico é grande e está a atrair críticas internacionais quando direcionada a minorias étnicas. Acresce a isto a tensão latente com Taiwan, cuja soberania a China reclama, considerando-a uma província rebelde desde que os nacionalistas do Kuomintang ali se refugiaram em 1949, após perderem a guerra civil contra os comunistas.
Desde a visita de Pelosi, em agosto, os EUA iniciaram negociações comerciais com Taiwan e deram passos no sentido de oferecer apoio militar à ilha — o que aumenta o fosso diplomático também entre Washington e Pequim.
Tudo isto quando Xi Jinping está a semanas de um encontro com a liderança do Partido Comunista e precisa de projetar poder. Esta é também uma oportunidade para reiterar o seu papel enquanto líder global, refere o The New York Times, assinalando que se trata da primeira viagem internacional desde que esteve em Myanmar, em 2020.
A última vez que Xi Jinping e Putin estiveram juntos foi em fevereiro, antes do início da guerra na Ucrânia, por altura do arranque dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim. À data, resultou deste encontro um firmar de uma amizade "sem limites" e críticas à influência dos EUA nas suas regiões, recorda o The New York Times.
A China recusou-se a criticar Putin pela invasão da Ucrânia e é um importante cliente do petróleo russo, tendo adquirido níveis recorde desta matéria-prima em maio, junho e julho, ajudando a Rússia a colmatar o efeito das sanções ocidentais.
Na agenda de Putin, à margem deste evento, consta reuniões com o presidente do Irão, Quirguistão, Paquistão, Turquia e Índia. Por seu lado, Xi Jinping efetuará duas visitas de Estado, ao país anfitrião da cimeira e ao Cazaquistão, naquela que será a primeira viagem do presidente da China ao estrangeiro desde a pandemia de covid-19.
Os dois líderes estão em Samarcanda para participar na 22.ª edição da cimeira de chefes de Estado da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, sigla em Ingês), um grupo de segurança geopolítica regional.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/xi-e-putin-porque-e-que-eles-precisam-tanto-deste-encontro
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"Sou uma traidora porque sobrevivi graças às rações russas?". Em Izyum, os habitantes confrontam-se após a retirada de Moscovo
MadreMedia / AFP
15 set 2022 16:02
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=OGU055BURHYK7ttfuxBT8b1HVGiw5rpY3NdJzcBHTAp44d3JWU1xKj4FClT7xiitGhifDp9B+jvirCyzS3lPA6u10Cf6WM/sFfkJIJ9wAF4cj84=)
AFP or licensors
Na praça central de Izyum, cidade recuperada pelas forças de Kiev no leste da Ucrânia, a partida dos russos gerou confrontos e discussões quanto à atitude dos habitantes durante a ocupação.
Na manhã de quarta-feira, a bandeira ucraniana foi hasteada em frente à câmara municipal, completamente destruída pelos bombardeamentos, na presença do presidente Volodymyr Zelensky.
O governante prometeu "vitória" ao seu povo na sua primeira visita à região de Kharkiv desde a libertação desta área este mês, quase completamente recuperada pelas suas forças em apenas 15 dias.
Um pouco depois da visita do presidente, dezenas de moradores, em sua maioria idosos, reuniram-se naquela mesma praça no centro de Izyum. Em vez de ver Zelensky, cuja visita não tinha sido anunciada com antecedência, queriam ver o autarca da cidade, Valeri Marchenko, para apresentar reivindicações, como o restabelecimento dos serviços e auxílios.
Marchenko, porém, não apareceu. O tom aumentou na praça pública. Deveriam eles ter aceitado a ajuda dos russos durante a ocupação? As opiniões divergem, e aqueles que aceitaram a ajuda humanitária russa foram visados.
"Queriam que eu morresse, é isso?", defendeu-se Svitlana Ficher, de 55 anos, que aceitou ajuda russa.
"Ela quer ser alimentada pelos russos", diz um homem. "Vendeste a Ucrânia por comida", grita outra mulher.
Uma mulher intervém para defender Svitlana, assediada pela multidão. "E o que é que vocês comeram durante todo este tempo?", pergunta. "Comemos os produtos da nossa própria terra", respondeu um homem.
Svitlana Ficher disse à AFP que foi dizer à praça central para dizer a Marchenko que ele é "um idiota, um mentiroso. Salvou a sua pele e deixou as pessoas para trás", acusando-o de deixar a cidade antes da chegada dos russos.
"Não tínhamos informações sobre as evacuações, eu não consegui sair. E agora sou uma traidora porque sobrevivi graças às rações russas?", indigna-se.
As conversas também giraram em torno dos responsáveis pela destruição da cidade, apanhada no meio dos combates.
Os russos ou os ucranianos? As opiniões divergem sobre isso também. Alguns dizem que os moradores também participaram na destruição.
"Estas disputas são o problema da democracia. Com os russos isto não aconteceria", reclamou um homem que entrou brevemente na discussão antes de fugir.
No leste da Ucrânia, a maioria dos habitantes fala russo e alguns são pró-Moscovo. Cerca de 47.000 pessoas viviam em Izyum antes da guerra, mas menos de metade terá permanecido, de acordo com uma fonte local.
Muitos habitantes pró-russos permaneceram em Izyum durante a ocupação, entre abril e 10 de setembro. Alguns, porém, partiram antes da chegada das forças ucranianas, especialmente os mais envolvidos em colaborar com a ocupação russa, contou à AFP um soldado ucraniano que pediu anonimato.
Taisiya Litovka, uma enfermeira de 46 anos, prefere ficar fora das disputas. "Estávamos perdidos (...) mas estamos no céu há quatro dias", declara, referindo-se à ocupação russa.
Litovka espera agora que as comunicações sejam restabelecidas para que possa ligar para aos seus filhos no oeste da Ucrânia.
Um pouco mais longe, um homem carrega uma bandeira ucraniana às costas. Gueorgui Jykidzé, de 60 anos, é da Geórgia e é casado com uma ucraniana de Izyum.
"Saímos (da Geórgia) porque houve uma guerra na Geórgia, mas a guerra seguiu-nos. Temos um inimigo comum na Ucrânia e na Geórgia, que é a Rússia", ressalvou.
Na cidade, soldados ucranianos patrulham as ruas desde o último domingo. Dois tanques a transportar soldados de infantaria passam pelo centro. Os habitantes estão a voltar lentamente para a cidade.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sou-uma-traidora-porque-sobrevivi-gracas-as-racoes-russas-em-izyum-os-habitantes-confrontam-se-apos-a-retirada-de-moscovo
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Imagem Peregrina de Fátima ainda está na Ucrânia. E a Nossa Senhora oferecida a Lviv permanece em Portugal
Alexandra Antunes -Texto
MadreMedia
15 set 2022 16:38
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Era para ficar 30 dias, mas a Imagem da Virgem Peregrina que o Santuário de Fátima enviou para a Ucrânia em março ainda permanece no país em guerra. Por outro lado, a imagem doada para Lviv e benzida no 13 de Maio também ainda não saiu de Portugal. Mas o mês de outubro pode trazer estas viagens.
Quando a Imagem Peregrina de Nossa Senhora, a n.º 13, foi para a Ucrânia, em março, decidiu-se que ficaria no país em guerra durante 30 dias. O ponto central seria a catedral de Lviv, mas com a intenção de que "daí pudesse chegar a outras dioceses da Ucrânia e a muitas paróquias, onde fosse possível", explicou o Reitor do Santuário, Pe. Carlos Cabecinhas, em maio.
Contudo, devido ao cenário de guerra, o Arcebispo local pediu "o prolongamento da presença da Imagem ou a sua cedência". O Santuário de Fátima decidiu que a visita podia prolongar-se, mas deu "resposta negativa" à sua doação.
"A Imagem Peregrina, por definição, é aquela que parte do Santuário e regressa ao Santuário de Fátima", apontou.
A Imagem n.º 13
A Imagem n.º 13 é uma réplica da Imagem n.º 1. Feita segundo indicações da Irmã Lúcia, "a primeira Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima foi oferecida pelo bispo de Leiria e coroada solenemente pelo arcebispo de Évora, em 13 de maio de 1947. A partir dessa data, a Imagem percorreu, por diversas vezes, o mundo inteiro, levando consigo uma mensagem de paz e amor", segundo informação do santuário.
De acordo com uma nota da instituição, "a génese deste percurso remete para o ano de 1945, pouco depois do final da 2.ª Guerra Mundial, quando um pároco de Berlim propôs que uma imagem de Nossa Senhora de Fátima percorresse todas as capitais e cidades episcopais da Europa, até à fronteira da Rússia".
"A ideia foi retomada em abril de 1946, por um representante do Luxemburgo no Conselho Internacional da Juventude Católica Feminina, e, no ano seguinte, no preciso dia da sua coroação, teve início a primeira viagem. Depois de mais de meio século de peregrinação, em que a Imagem visitou 64 países dos vários continentes, alguns deles por diversas vezes, a Reitoria do Santuário de Fátima entendeu que ela não deveria sair mais, a não ser por alguma circunstância extraordinária, como foi o caso da Jornada Mundial da Juventude no Panamá, em janeiro de 2019”, é referido.
Para responder aos pedidos provenientes de todo o mundo, foram, entretanto, feitas 13 réplicas da primeira Imagem Peregrina.
Neste seguimento, o Santuário decidiu "oferecer uma Imagem nova, idêntica àquela peregrina, para que fique de forma definitiva na catedral de Lviv", que foi benzida na celebração do 13 de Maio.
Agora, passados quatro meses desta oferta, a diretora do Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, explica ao SAPO24 que a Imagem ainda não foi para a Ucrânia, mas que seguirá "logo que estiverem reunidas todas as condições, isto é, em princípio, em outubro".
Quanto à Imagem n.º13, continua no país, "ao cuidado do Arcebispo de Lviv, na Igreja de Nossa Senhora da Natividade", e "deverá ficar até outubro", mas não há ainda uma "data certa" para o regresso a Portugal.
Segundo Carmo Rodeia, "tem sido frequente a correspondência [com a Ucrânia], havendo sempre a preocupação do Arcebispo Metropolita da Igreja Greco-Católica de Lviv em manter o Santuário informado desta peregrinação".
Os passos para a chegada da Imagem n.º 13 à Ucrânia
A 10 de março, pouco depois de ter rebentado a guerra na Ucrânia, o Arcebispo Metropolita da Igreja Greco-Católica de Lviv, Ihor Vozniak, fez um pedido formal ao Santuário de Fátima: o país queria receber no seu território a Imagem Peregrina de Nossa Senhora.
"Pedimos que nos possam enviar a Imagem da Virgem Peregrina de Fátima para a Ucrânia para que possamos rezar pedindo a sua proteção para que a paz regresse ao país", apelou.
Dois dias depois, o Santuário de Fátima anunciou o envio da Imagem n.º 13 para o país. "Unidos no mesmo espírito de oração, é com agrado que o Santuário de Fátima responde positivamente ao pedido de envio de uma Imagem da Virgem Peregrina de Fátima", referia a carta enviada ao Arcebispo.
Nessa carta, era explicado que a deslocação desta Imagem ao território ucraniano, que acontece pela primeira vez, "se deve a este esforço pastoral de oração pela paz no mundo, em especial na Ucrânia".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/imagem-peregrina-de-fatima-ainda-esta-na-ucrania-e-a-nossa-senhora-oferecida-a-lviv-permanece-em-portugal
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UE irá enfrentar Rússia "o tempo que for preciso", diz Ursula von der Leyen
15 de setembro 2022 às 17:11
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/15/832708.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Visita da Presidente da Comissão Europeia decorre ao mesmo tempo que o encontro entre os presidentes russo e chinês, Vladimir Putin e Xi Jinping, respetivamente, no Uzbequistão, na sequência de uma cimeira regional da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), considerada como uma "alternativa" às potências ocidentais.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu esta quinta-feira, em Kiev, que a União Europeia (UE) irá enfrentar a Rússia "o tempo que for preciso".
Na sua terceira visita à capital ucraniana desde o início da invasão russa à Ucrânia, Von der Leyen conversou com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o primeiro-ministro, Denys Chmygal, admitindo estar impressionada com "a bravura" das tropas de Kiev na frente de guerra, confirmando ainda uma ajuda financeira de 5 mil milhões de euros.
Note-se que a visita da Presidente da Comissão Europeia decorre ao mesmo tempo que o encontro entre os presidentes russo e chinês, Vladimir Putin e Xi Jinping, respetivamente, no Uzbequistão, na sequência de uma cimeira regional da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), considerada como uma "alternativa" às potências ocidentais.
Vladimir Putin aproveitou a ocasião para denunciar as tentativas ocidentais de criar um "mundo unipolar", elogiando a "posição equilibrada" de Pequim, que nunca se demonstrou nem a favor ou contra a "operação especial" na Ucrânia. Em resposta, o homólogo chinês assegurou que o seu país está pronto para assumir o papel de "grande potência" com a Rússia, insistindo na necessidade de "obter estabilidade face ao caos".
Ainda em Kiev, Zelensky estabeleceu que "a prioridade" do país é entrar no mercado comum da União Europeia, onde bens, serviços e capitais podem circular livremente entre os países. "A questão prioritária para nós é a integração da Ucrânia no mercado comum da UE, já que estamos a caminho do estatuto de membro da UE", disse o líder ucraniano.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781063/ue-ira-enfrentar-r-ssia-o-tempo-que-for-preciso-diz-ursula-von-der-leyen
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Vala comum com 440 corpos encontrada em Izyum depois das forças russas abandonarem a cidade
MadreMedia
15 set 2022 20:52
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Fonte de imagem: EPA/SERGEY KOZLOV
As autoridades policiais da região de Kharkiv descobriram uma vala comum com 440 corpos em Izyum. A revelação ocorreu depois das forças russas baterem em retirada após ocuparem esta cidade estratégica desde abril.
Serhii Bolvinov, investigador-chefe da polícia da região de Kharkiv, adiantou à Sky News que todos os corpos vão ser exumados e levados para examinação forense no que está a ser encarada como uma enorme operação policial para recolher provas de crimes de guerra perpetrados pelas forças russas.
Bolvinov disse ainda que há provas de que cada corpo foi enterrado individualmente e de que a investigação encetada em Kharkiv levantou sinais de haver outros locais onde as forças russas terão enterrado pessoas.
"Posso dizer que este é um dos maiores locais de enterro numa cidade libertada, contém mais de 440 sepulturas", continuou.
O investigador-chefe, porém, não adiantou para já se houve casos de tortura descobertos entre as campas. "Sabemos que algumas pessoas foram mortas [a tiro], outras devido a fogo de artilharia, outras ainda devido a bombardeamentos. Temos também a informação de que ainda há muitos corpos por identificar. Por isso mesmo, as causas de morte vão ser apuradas durante a investigação", concluiu.
Esta nova descoberta traz à memória a descoberta de centenas de cadáveres nas ruas e em valas comuns em Bucha, na periferia de Kiev, a 2 de abril. Tal como em Izyum, os corpos foram encontrados depois de cessar a ocupação russa dessa cidade. Moscovo negou todas as acusações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/vala-comum-com-440-corpos-encontrada-em-izyum-depois-das-forcas-russas-abandonarem-a-cidade
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Pressão russa no Donbass continua a fazer-se sentir em Bakhmut
MadreMedia / Lusa
15 set 2022 20:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A cidade ucraniana de Bakhmut, no Donbass, está coberta por um espesso fumo branco, visível a vários quilómetros, enquanto procura resistir à forte pressão ofensiva das forças russas.
Nesta cidade, que está há vários meses nas imediações da linha de frente dos combates, um bloco de prédios de habitação com cinco andares foi atingido por um ataque, durante a madrugada de hoje.
De manhã, as chamas ainda eram visíveis no bairro, onde os bombeiros procuravam encontrar corpos no meio dos destroços fumegantes.
“Ouvi um som, como um trovão. Havia muitos vidros partidos”, disse um homem de 78 anos, que pediu anonimato, que mora no bloco de prédios atingido.
“Deixei de ter janelas ou portas. Está tudo destruído. Há pessoas debaixo dos escombros. E eu estou vivo”, surpreende-se, explicando que a porta da frente estava bloqueada e que teve de ser resgatado pelos bombeiros.
Questionado sobre a frequência desse tipo de ataques, Valeri, de 62 anos, que não quis revelar o apelido, garante que acontece todos os dias, na maioria das vezes durante a noite, atribuindo-os exclusivamente às forças russas.
Mas em Bakhmut nem todos têm a certeza de Valeri.
“É evidente, vem dos ucranianos”, garante uma habitante da cidade, apontando para a direção em que estão localizadas as posições da artilharia comandada por Kiev
Na região de Donbass, alguns habitantes permanecem favoráveis ao Governo de Moscovo.
Segundo a Presidência ucraniana, na região de Donetsk – uma das duas províncias que constituem o Donbass – os ataques russos atingiram Bakhmut nas últimas 24 horas, mas também várias outras localidades, incluindo Toretsk, Mykolaivka, Avdiivka, Krasnogorivka, Myrnograd e Chassiv Iar.
No centro de Bakhmut, alguns transeuntes dirigem-se até à única loja de conveniência que ainda permanece aberta, para comprar pão, latas de comida ou pilhas elétricas.
O comerciante colocou uma mesa na entrada para vender os seus produtos, já que a loja está mergulhada na escuridão, por falta de eletricidade.
As pessoas da cidade parecem não prestar atenção ao som das balas que assobiam à passagem, ou às explosões ensurdecedoras nas proximidades.
Na ausência de água corrente, as pessoas enchem latas nos fontenários.
Privados de eletricidade, aproveitam geradores para recarregar os telemóveis, tirando proveito de a rede telefónica ainda funcionar em alguns lugares.
Valentin Zagoudailo, 77 anos, vende leite em frente à loja de conveniência, sentado num banco.
O ex-oficial das forças especiais do Exército soviético, que diz ter lutado em Cuba e no Vietname, tem 35 vacas na sua quinta, numa aldeia próxima, de onde se desloca diariamente para vender leite em Bakhmut.
“A missão das autoridades ucranianas é destruir a cidade, para que não haja mais habitantes”, diz Zagoudailo, embora reconheça que preferia ver os russos afastados da região.
Muito perto, num outro banco, uma senhora idosa chora e lamenta-se em voz alta, enquanto as granadas continuam a cair, não muito longe do centro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pressao-russa-no-donbass-continua-a-fazer-se-sentir-em-bakhmut
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Rússia contra intervenção de Zelensky por videoconferência na ONU
15 de setembro 2022 às 22:01
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/15/832745.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Delegação da Ucrânia, segundo fontes diplomáticas, solicitou de forma extraordinária que o líder ucraniano pudesse intervir com um vídeo pré-gravado.
A Rússia opôs-se esta quinta-feira ao pedido da Ucrânia à ONU para que Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, pudesse discursar por videoconferênciana na Assembleia Geral. A decisão dos Estados-membros será conhecida na sexta-feira.
A delegação da Ucrânia, segundo fontes diplomáticas, solicitou de forma extraordinária que o líder ucraniano pudesse intervir com um vídeo pré-gravado, na sequência da invasão russa.
Regra geral, são representados por ministros ou diplomatas de baixo escalão os países cujos líderes não viajam para Nova Iorque, ação que, segundo dizesm as mesmas fontes, a Rússia quer bloquear no que diz respeito à Ucrânia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781099/r-ssia-contra-intervencao-de-zelensky-por-videoconfer-ncia-na-onu
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Ucrânia: AIEA exige que Rússia retire “imediatamente” tropas de central nuclear de Zaporíjia
Por Filipe Pimentel Rações em 17:52, 15 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução que exige à Rússia a retirada imediata das suas forças da central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia.
No texto aprovado, a que a ‘Reuters’ teve acesso, 26 dos 35 países com assento no órgão diretor clamam que a Rússia “acabe imediatamente com todas as ações contra, e na, Central Nuclear de Zaporíjia e em qualquer outra instalação nuclear na Ucrânia”. Dois dos países votaram contra a resolução e sete abstiveram-se.
Do lado do ‘não’ estiveram, sem surpresa, a própria Rússia e a China, sendo o Egipto, a África do Sul, o Senegal, o Burundi, o Vietname, a Índia e o Paquistão optaram por não se posicionarem nem a favor nem contra.
No entanto, a mensagem dos 26 é clara: “deploramos as persistentes ações violentas da Federação Russa contra instalações nucleares na Ucrânia, incluindo a presença contínua das forças russas e de funcionários da Rosatom [agência nuclear russa] na Centra Nuclear de Zaporíjia”.
Em reação, a delegação da Rússia na AIEA afirma que a resolução não faz qualquer referência ao que considera serem bombardeamentos feitos pelas tropas ucranianas contra a central, pois “são apoiadas e defendidas pelos países ocidentais de todas as formas possíveis”.
Uma resolução semelhante já tinha sido aprovada pelos membros da AIEA em março, mas isso foi antes de a Rússia marcar uma presença significativa em Zaporíjia.
Por sua vez, a delegação dos Estados Unidos argumenta que “a Rússia está a tratar as infraestruturas civis da Ucrânia como alvos militares, procurando privar o país do controlo sobre os seus próprios recursos energéticos e usa a central como uma base militar contra a Ucrânia”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-aiea-exige-que-russia-retire-imediatamente-tropas-de-central-nuclear-de-zaporijia/
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Ucrânia: Portugal “fortemente empenhado” na reconstrução de escolas, garante ministério
Por MultiNews com Lusa em 08:37, 16 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Gomes-Cravinho-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal está “fortemente empenhado” na reconstrução de escolas na Ucrânia e espera que o processo seja concluído a tempo do próximo ano letivo, disse na quinta-feira à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), João Gomes Cravinho.
“Portugal está fortemente empenhado, particularmente na região de Jitomir, que eu visitei, e que vai ser o local onde vamos fazer a reconstrução o mais rápido possível de escolas. Gostaríamos que as escolas estivessem prontas. Esperamos que as escolas estejam prontas para o próximo ano letivo”, disse o ministro em Washington, à saída de um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
“Estamos a falar de escolas completamente destruídas, mas, independentemente das dinâmicas da guerra, é fundamental que as crianças da Ucrânia tenham possibilidade de continuar a sua vida escolar. E vamos trabalhar com as autoridades ucranianas para as apoiar nesse sentido”, acrescentou o chefe da diplomacia portuguesa.
Cravinho esteve no mês passado em Jitomir, na Ucrânia, onde discutiu com as autoridades ucranianas as possibilidades de apoio de Portugal à reconstrução desta região, particularmente centrado na educação e nas escolas.
Além do apoio para a reconstrução de escolas, na ocasião o MNE informou que as autoridades locais pediram ajuda também, conjuntamente com outros parceiros internacionais, para definir a base curricular para os alunos da região.
Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou na quarta-feira que a União Europeia vai destinar “100 milhões de euros para construir escolas” destruídas pelas forças de Moscovo, ajuda que se junta aos “mais de 19 mil milhões de euros” de ajuda entregue à Ucrânia, incluindo equipamento militar.
Von der Leyen fez o anúncio durante o discurso sobre o Estado da União Europeia, perante o Parlamento Europeu e na presença da primeira-dama ucranina, Olena Zelenska.
Desde o início da guerra, adiantou, foram destruídas ou danificadas mais de 70 escolas e, citando Olena Zelenska, a presidente da Comissão Europeia contou que as crianças na Ucrânia vão para a escola com duas mochilas: a da escola e uma outra de emergência com água, material de primeiros socorros e uma muda de roupa interior.
“Imaginem o que é mandar as crianças para a escola e não se saber se voltam a ver-se no final do dia”, disse aos eurodeputados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-fortemente-empenhado-na-reconstrucao-de-escolas-garante-ministerio/
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Ucrânia: Conselho da Europa apoia criação de tribunal especial para julgar Rússia por “violações do direito internacional”
Por MultiNews com Lusa em 19:01, 15 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Soldados-ucranianos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os membros do Conselho da Europa, organismo do qual a Rússia foi excluída devido à invasão da Ucrânia, apoiaram hoje a criação de um tribunal especial para julgar e responsabilizar os autores de “violações do direito internacional” no conflito.
O comité de ministros, que reúne os representantes dos 46 estados-membros do Conselho da Europa, adotou uma decisão na qual “toma nota com interesse” das propostas da Ucrânia para a criação deste tribunal, bem como de “um amplo mecanismo de compensação internacional que inclui, como primeiro passo, um registo de danos”.
“É de extrema importância uma resposta jurídica internacional firme e inequívoca à agressão contra a Ucrânia, que não permita a impunidade por graves violações do direito internacional, enfatizando a responsabilidade legal dos autores de tais violações”, salientou este órgão.
Na decisão, adotada por unanimidade, o comité de ministros também reiterou o seu compromisso “com a independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”.
Esta declaração inclui os territórios conquistados pela Rússia desde o início da invasão em fevereiro, mas também a península da Crimeia, que Moscovo anexou em 2014.
Em abril, a assembleia do Conselho da Europa pediu a criação urgente de um tribunal criminal especial com mandato “para investigar e julgar o crime de agressão supostamente cometido sob a liderança política e militar da Federação Russa”.
Com sede em Estrasburgo, para poder trabalhar com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, dependente do Conselho da Europa, o tribunal especial “deve ter o poder de emitir mandados de captura internacionais” e não ser limitado pela imunidade do Estado, dos chefes de Estado e de governo ou de outros cargos públicos.
A Rússia foi excluída do Conselho da Europa em março, devido à invasão da Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-conselho-da-europa-apoia-criacao-de-tribunal-especial-para-julgar-russia-por-violacoes-do-direito-internacional/
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AO MINUTO: "País assassino"; Eletricidade começa a ser reposta em Kharkiv
16/09/22 08:40 ‧ Há 52 mins por Notícias ao Minuto
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© Wojciech Grzedzinski/For The Washington Post via Getty Images
Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.
Depois de mais 200 dias de guerra na Ucrânia, foi descoberta, na quinta-feira, uma vala comum com cerca de 440 corpos em Izyum, cidade que esteve ocupada pelos soldados russos e que foi libertada nos últimos dias.
Os corpos serão exumados e levados para exames forenses, pelo que hoje deverão ser conhecidas mais informações sobre a investigação já em curso.
O presidente da Ucrânia comparou a situação às de Bucha e Mariupol, que se tornaram símbolos das atrocidades russas.
Fonte: noticiasaominuto.com Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2074236/ao-minuto-pais-assassino-eletricidade-comeca-a-ser-reposta-em-kharkiv
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Ucrânia: “Contra-ataque ucraniano é muito eficaz mas não é o fim da guerra”, indica NATO
Por Francisco Laranjeira em 09:51, 16 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, garantiu esta sexta-feira que o contra-ataque da Ucrânia contra as tropas russas tem sido muito eficaz mas alertou que os países devem preparar-se para o longo prazo, uma vez que a resposta da Ucrânia não sinaliza o início do fim da guerra.
“É claro que é extremamente encorajador ver que as forças armadas ucranianas conseguiram retomar território e também atacar atrás das linhas russas”, frisou Stoltenberg à rádio britânica ‘BBC’.
“Ao mesmo tempo, precisamos entender que este não é o começo do fim da guerra, precisamos estar preparados para o longo prazo”, referiu.
“A Ucrânia provou que tem capacidade para libertar os territórios ocupados e esse é um grande reconhecimento da força das tropas ucranianas – da sua coragem, bravura, capacidade e determinação. Impulsionou o moral em toda a Ucrânia”, lembrou, garantindo que o apoio “sem precedentes” dos aliados e parceiros da NATO “estáa a fazer a diferença no campo de batalha todos os dias”.
“Ao mesmo tempo, precisamos perceber que a guerra não acabou. A Rússia ainda controla cerca de 20% do território da Ucrânia e a Rússia ainda tem poderes militares substanciais. Moscovo pode mobilizar ainda mais”, finalizou Stoltenberg.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-contra-ataque-ucraniano-e-muito-eficaz-mas-nao-e-o-fim-da-guerra-indica-nato/
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Em atualização Mais uma vala comum descoberta em Izyum. ONU vai investigar mortes
MadreMedia / AFP
16 set 2022 10:50
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Dimitar DILKOFF / AFP
Depois de uma outra encontrada com 440 corpos, mais outra descoberta numa floresta
Depois de se ter descoberto na última quinta-feira uma vala comum com cerca de 440 corpos, esta sexta-feira as autoridades ucranianas começaram por encontrar outra com 17 soldados ucranianos, marcada com uma cruz e com a frase "Exército ucraniano, 17 pessoas. Morgue de Izyum", sendo que já no início desta tarde encontraram o que parece ser um segundo local com duas centenas de corpos, salienta a Sky News.
A vala é perto daquela onde foram então descobertos mais de 440 corpos, no nordeste da cidade de Izyum. Esta sexta-feira foram revelados mais detalhes, nomeadamente a localização da mesma, numa floresta perto da cidade que foi reconquistada pelas tropas ucranianas no início da semana.
Entretanto, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos revelou nesta sexta-feira que quer enviar uma equipa a Izyum para verificar as alegações ucranianas.
"Os nossos colegas na Ucrânia estão a acompanhar essas alegações e pretendem organizar uma visita a Izyum para determinar as circunstâncias da morte desses indivíduos", disse.
(Artigo atualizado às 12h50)
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-uma-vala-comum-descoberta-em-izium
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Rússia acusa Ucrânia de atacar cidade russa na fronteira comum: ataque provocou um morto e o corte do fornecimento elétrico
Por Francisco Laranjeira em 10:16, 16 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/nirsJNAX.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades russas anunciaram, esta sexta-feira que uma pessoa morreu e duas ficaram feridas após o suposto bombardeio das Forças Armadas ucranianas na cidade de Valuiki, na região russa de Belgorod, perto da fronteira comum.
“As Forças Armadas da Ucrânia bombardearam Valuiki. Os sistemas de defesa aérea responderam, embora tenha havido alguns danos no solo. Segundo informações preliminares, um civil morreu. Dois feridos estão a receber assistência médica no local”, denunciou o governador da região, Viacheslav Gladkov, na rede social ‘Telegram’.
(https://i.ibb.co/6bzx2wj/Captura-de-ecr-2022-09-16-140415.jpg)
Segundo o responsável, uma subestação elétrica da cidade foi danificada em decorrência do ataque, cortando o fornecimento de energia aos moradores.
Além disso, oito casas particulares e três carros foram incendiados devido ao suposto ataque ucraniano a Valuiki, uma cidade com uma população de cerca de 30 mil habitantes.
(https://i.ibb.co/Rp717Rg/Captura-de-ecr-2022-09-16-140554.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-acusa-ucrania-de-atacar-cidade-russa-na-fronteira-comum-ataque-provocou-um-morto-e-o-corte-do-fornecimento-eletrico/
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Fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia “é moralmente aceitável”, defende Papa Francisco
Por Francisco Laranjeira em 10:38, 16 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Papa Francisco defendeu que é moralmente legítimo que as nações forneçam armas à Ucrânia para ajudar o país a defender-se da invasão russa. Após uma viagem de três dias ao Cazaquistão, o Sumo Pontífice pediu no entanto a Kiev para estar aberta a uma eventual diálogo com O Kremlin.
“Esta é uma decisão política que pode ser moral, moralmente aceitável, se for feita sob condições de moralidade”, explicou o Papa, que expôs os princípios da “Guerra Justa” da Igreja Católica Romana, que permitem o uso proporcional de armas mortais para autodefesa contra uma nação agressora. “A legítima defesa não é apenas lícita, mas também uma expressão de amor à pátria. Quem não se defende, quem não defende algo, não ama. Quem defende (algo) ama”, frisou.
Sobre o fornecimento de armas às forças armadas da Ucrânia, frisou: “Pode ser imoral se a intenção for provocar mais guerra, ou vender armas ou despejar armas que (um país) não precisa mais. A motivação é o que em grande parte qualifica a moralidade dessa ação”, disse, apelando no entanto ao entendimento.
“É sempre difícil entender o diálogo com países que iniciaram uma guerra. É difícil mas não deve ser descartado”, explicou. “Eu não excluiria o diálogo com nenhum poder que esteja em guerra, mesmo que seja com o agressor… Por vezes tem de haver um diálogo assim. Cheira mal mas tem de ser feito”, apontou. “O diálogo é sempre um passo à frente, com a mão estendida, sempre. Porque senão fechamos a única porta razoável para a paz.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/fornecimento-de-armas-ocidentais-a-ucrania-e-moralmente-aceitavel-defende-papa-francisco/
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"Ouviram-se as sirenes, são muitos os mortos”. Enviado especial do Papa está pela quarta vez na Ucrânia
MadreMedia
16 set 2022 11:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O enviado especial do Papa à Ucrânia, o cardeal Konrad Krajewski, realiza a sua quarta visita à Ucrânia desde o início do conflito.
O cardeal polaco Konrad Krajewski, prefeito do novo Dicastério para o Serviço da Caridade, está pela quarta vez de visita à Ucrânia como enviado especial do Papa Francisco.
Num vídeo divulgado pelo Vatican News na quinta-feira, o cardeal refere que "a situação é muito difícil, ainda esta noite ouviram-se as sirenes, são muitos os mortos".
Segundo o cardeal, o Papa Francisco pediu-lhe para "confirmar as pessoas na fé, dar esperança, estar perto delas, estar com elas".
Desde o Vaticano, D. Konrad Krajewski fez 3600 km numa carrinha que transportou alimentos para a população ucraniana, um presente do Papa.
"Esta é a quarta vez que o Santo Padre me envia à Ucrânia, mas desta vez de uma maneira muito diferente, por assim dizer", diz D. Konrad Krajewski.
"Queremos estar com todas as viúvas, com os filhos dos homens mortos e feridos", precisou.
Além disso, o cardeal pretende "ir ao longo da fronteira, até Kharkiv, e estar com todos aqueles que estão evangelicamente presentes nos lugares onde a tragédia acontece".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ouviram-se-as-sirenes-sao-muitos-os-mortos-enviado-especial-do-papa-esta-pela-quarta-vez-na-ucrania
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Ucrânia: Estados Unidos aprovam novo pacote de apoio militar de 600 milhões de euros
Por Francisco Laranjeira em 11:26, 16 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos aprovaram um novo pacote de ajuda à Ucrânia no valor de 600 milhões de euros, o que faz elevar para 15.180 milhões de euros o total de apoio milita concedido às forças armadas ucranianas pela Administração Biden. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, para uma nova entrega de armas à Ucrânia.
Em comunicado, o Departamento de Estado detalhou que, a pedido do presidente dos Estados Unidos, um novo pacote de armas, munições e equipamentos adicionais foi concedido a partir dos inventários do Departamento dos Estados Unidos de Defesa.
“Juntamente com os nossos aliados e parceiros, estamos a entregar as armas e equipamentos que as forças ucranianas têm usado tão efetivamente enquanto continuam a sua bem-sucedida contra-ofensiva contra a invasão russa”, referiu Blinken, aplaudindo a “admirável determinação” com que o povo ucraniano está a “defender a sua pátria”.
“Os Estados Unidos estão a fornecer assistência militar à Ucrânia, assim como os nossos aliados e parceiros de mais de 50 países para apoiar a sua defesa. As capacidades que estamos a entregar são cuidadosamente calibradas para fazer a maior diferença no campo de batalha e fortalecer a mão da Ucrânia na mesa de negociações quando for a hora certa”, acrescentou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-estados-unidos-aprovam-novo-pacote-de-apoio-militar-de-600-milhoes-de-euros/
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Rússia: Governadores querem autonomia para mobilizar voluntários para combaterem na Ucrânia
Por Filipe Pimentel Rações em 13:36, 16 Set 2022
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Alguns Governadores das 85 regiões federais da Rússia estão a apoiar o apelo feito pelo líder da Chechénia Ramzan Kadyrov, para que possam ter autonomia para mobilizar combatentes voluntários nos seus territórios para a guerra na Ucrânia, de forma a mitigar a perda de militares no Nordeste e no Sul do país vizinho.
Kadyrov escreveu na rede social Telegram que “a Rússia é um estado federal em que as regiões podem tomar a iniciativa para iniciar qualquer empreendimento”, incluindo o que chama de “automobilização”.
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“Não devia ser preciso esperar que o Kremlin declare lei marcial”, salienta o líder checheno, aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin, apontando que os Governadores das várias regiões da Rússia não podem “ficar sentados e esperar pelo fim da operação militar especial na Ucrânia”.
Kadyrov acredita que cada um dos responsáveis regionais “é perfeitamente capaz de recrutar, preparar e treinar, pelo menos, mil voluntários”, o que poderia aumentar as forças da Rússia com 85 mil novos soldados e ajudaria a terminar a guerra na Ucrânia “no menor tempo possível”.
Relata o ‘The Moscow Times’ que três Governadores já expressaram o seu “total apoio” à proposta de Kadyrov, sendo que Sergei Aksyonov, que o governo russo apontou como primeiro-ministro da península Crimeia, anexada à Rússia em 2014, foi o primeiro a dar o seu respaldo.
Aksyonov argumenta que a região já enviou para os campos de batalha na Ucrânia mais de 1.200 combatentes e que está em processo de formação de mais dois batalhões.
O Governador de Kursk, Roman Starovoit, seguiu o exemplo do homólogo da Crimeia, que diz que já enviou 800 voluntários para o país vizinho e que mais residentes estão a ser recrutados para montar uma defesa contra uma eventual invasão da Rússia pelas forças ucranianas.
Por fim, Sergei Nosov, responsável regional de Magadan, completa a lista dos Governadores que, até ao momento apoiam a chamada à ação expressa do Kadyrov.
Contudo, até ao momento, o Kremlin tem afastado a possibilidade de uma mobilização a nível nacional. Ainda esta semana, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que essa decisão “de momento, está fora de questão”.
Acumulam-se os relatos das grandes perdas que as forças russas estão a sofrer na Ucrânia, depois de a ofensiva que Putin esperava que durasse algumas semanas ter já ultrapassado os 200 dias. Os militares estão cansados, desmotivados e descoordenados e a perder equipamento, e as unidades têm cada vez menos efetivos.
Estimativas das Forças Armadas ucranianas indicam que, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, a Rússia já perdeu 54.050 soldados, mais de dois mil tanques, 250 aviões e 216 helicópteros, bem como mais de mil sistemas de artilharia e 15 navios.
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Ucrânia: Putin garante a Modi querer acabar a guerra “o mais depressa possível”
Por MultiNews Com Lusa em 15:27, 16 Set 2022
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O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que quer terminar o conflito na Ucrânia “o mais depressa possível”, depois de ter ouvido as preocupações do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
À margem da cimeira da Organização para a Cooperação de Xangai, que decorre em Samarcanda, Uzbequistão, Narendra Modi disse a Vladimir Putin que este não é o “momento para uma guerra”.
Em resposta, o Presidente russo garantiu que é sua intenção terminar o conflito na Ucrânia “o mais depressa possível”, dizendo a Modi que entende as suas “preocupações” sobre esta questão.
“Conheço a sua posição sobre o conflito na Ucrânia, as suas preocupações (…) Faremos tudo para acabar com isso o mais depressa possível”, garantiu Putin, que atribui responsabilidade exclusiva ao regime de Kiev.
“Infelizmente, a liderança da Ucrânia recusou qualquer processo de negociação e indicou que quer alcançar os seus objetivos por meios militares, no campo de batalha”, denunciou o líder russo.
Modi sublinhou que este é o momento para a defender a “democracia, a diplomacia e o diálogo”, mostrando-se disponível para conversar com Putin sobre “como avançar no caminho da paz”.
Até hoje, Modi tem-se abstido de condenar explicitamente a invasão russa da Ucrânia e continua a dizer que Moscovo é o “pilar essencial” da política externa indiana, elogiando a “parceria estratégica” entre os dois países.
As declarações do líder indiano acontecem um dia depois de Putin ter reconhecido que a China, principal aliada da Rússia, tem revelado “preocupações” com o rumo do conflito na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-garante-a-modi-querer-acabar-a-guerra-o-mais-depressa-possivel/
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Ucrânia: Maioria das pessoas enterradas na vala comum em Izium é civil, garante chefe de polícia local
Por Francisco Laranjeira em 15:44, 16 Set 2022
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A maioria das pessoas enterradas na vala comum em Izium, no leste da Ucrânia, é civil, garantiu esta sexta-feira o chefe de polícia da Ucrânia. “Numa estimativa preliminar, civis. Embora tenhamos informações de que também há soldados, ainda não recuperámos um”, apontou Ihor Klymenko, garantindo que as exumações continuam.
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As autoridades da Ucrânia relataram terem encontrado uma vala comum que conteria 440 corpos em Izium, um antigo reduto da linha da frente das tropas russas, em mais uma prova dos crimes de guerra cometidos pelo invasor. Além dos enterrados na vala comum, Klymenko denunciou ainda que foram encontrados cerca de 50 civis mortos até agora na região de Kharkiv na última semana.
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À televisão ucraniana, Klymenko assegurou que sete estudantes do Sri Lanka foram presos e torturados na cidade de Vovchansk, perto da fronteira russa.
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Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-maioria-das-pessoas-enterradas-na-vala-comum-em-izium-e-civil-garante-chefe-de-policia-local/
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Ucrânia: Alemanha pede exclusão da Bielorrússia do Euro2024 de futebol
Sportinforma / Lusa
16 set 2022 14:50
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Alemanha pede afastamento da Bielorrússia do Euro 2024 (Photo by Vladimir Krainov / AFP) AFP or licensors
O sorteio da fase de apuramento para a competição, que decorrerá em 10 estádios alemães, está marcado para 09 de outubro, em Frankfurt.
A Alemanha, anfitriã do campeonato Europeu de futebol de 2024, pediu hoje à UEFA que exclua a Bielorrússia da competição, devido ao seu apoio à Rússia na invasão militar à Ucrânia, anunciou o ministério do Interior do país.
Numa carta enviada ao presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, a ministra do Interior, Nancy Faeser, pediu também à UEFA o afastamento de russos e bielorrussos que ocupem cargos no organismo que gere o futebol europeu.
Na sequência da invasão militar da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro, a UEFA anunciou a exclusão dos clubes russos e das seleções nas competições por si organizadas.
A ministra alemã entende que “a Bielorrússia, como grande apoiante da Rússia, também está a violar o direito internacional e deve ser excluída de todas as competições”, e acrescenta: “O mundo do desporto deve aproveitar o momento para adotar uma posição conjunta na luta contra o desrespeito pelos direitos humanos”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já, segundo a ONU, quase 6.000 mortos civis e mais de 8.000 feridos.
As Nações Unidas alertam, no entanto, para a probabilidade de o número real ser muito maior, já que, por enquanto, não é possível conhecer todas as vítimas nas cidades da Ucrânia.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/euro/artigos/ucrania-alemanha-pede-exclusao-da-bielorrussia-do-euro2024-de-futebol
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Primeira-dama da Ucrânia vai ao funeral de Isabel II? Downing Street não comenta
MadreMedia
16 set 2022 15:44
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
De acordo com notícias divulgadas esta manhã, espera-se que a mulher do presidente da Ucrânia, Olena Zelenska, represente o país no funeral da Rainha na segunda-feira, como sinal da gratidão pelo apoio que o Reino Unido deu às forças ucranianas.
Não seria uma hipótese Volodymyr Zelensky marcar presença, uma vez que a viagem seria considerada perigosa.
Segundo o The Guardian, um porta-voz do n.º 10 apontou que "há relatos em volta de vários indivíduos", mas "o Palácio foi claro sobre não divulgar uma lista de convidados".
Assim, Downing Street também não confirma nomes de convidados "por razões de segurança".
Segundo uma lista divulgada pela Reuters e pela BBC, uma série de líderes mundiais, membros da realeza e outros dignitários vão estar presentes no funeral, na segunda-feira.
A Rússia está entre os países que não foram convidados, o que levou o Ministério das Relações Exteriores a referir que a decisão teve "fins geopolíticos".
"Vemos essa tentativa britânica de usar a tragédia nacional, que tocou o coração de milhões de pessoas em todo o mundo, para fins geopolíticos, para acertar contas com nosso país... como profundamente imoral", disse a porta-voz do Ministério, Maria Zakharova, num comunicado, salientando que "isto é particularmente blasfemo contra a memória de Isabel II".
Refira-se que as relações entre os dois países estão num ponto de ruptura desde o início da ofensiva na Ucrânia. Além da Rússia, também a Bielorrúsia e Myanmar foram excluídos do funeral da Rainha.
O Reino Unido cumpre atualmente um período de luto nacional na sequência da morte de Isabel II, que morreu aos 96 anos em 8 de setembro, após mais de 70 anos de reinado, o mais longo da história do Reino Unido.
Após a morte da monarca, o seu filho primogénito assumiu aos 73 anos as funções de rei como Carlos III.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/primeira-dama-da-ucrania-vai-ao-funeral-de-isabel-ii-downing-street-nao-comenta
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Zelensky acusa Rússia de "assassínios" e "tortura" em Izium
MadreMedia / Lusa
16 set 2022 17:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje as forças russas de "assassínios" e "torturas", depois de centenas de túmulos terem sido descobertos numa floresta perto de Izium, cidade recentemente recuperada pelas forças de Kiev.
“A Rússia provoca apenas morte e sofrimento. Assassinos. Torturadores. Privados de tudo o que é humano”, disse Zelensky na sua conta da rede social Telegram, prometendo uma “punição terrivelmente justa”.
“Bucha, Mariupol, agora, infelizmente, Izium. A Rússia (…) deve ser responsabilizada”, prometeu o líder ucraniano.
Hoje, as autoridades ucranianas desenterraram corpos, alguns deles com marcas de tortura, num cemitério, numa zona recentemente recapturada às forças russas.
Cavando na chuva, trabalhadores retiraram corpo após corpo do solo arenoso numa floresta de pinheiros perto de Izium, onde as autoridades dizem estar 445 sepulturas.
As forças ucranianas conseguiram acesso ao local depois de terem recapturado Izium, bem como grande parte da região de Kharkiv, numa contra-ofensiva contra o Exército russo.
Alguns dos corpos foram encontrados com as mãos amarradas nas costas e cordas no pescoço, disse o procurador-chefe da região, Oleksandr Filchakov, admitindo que outras provas de tortura foram igualmente descobertas noutros lugares.
Autoridades ucranianas disseram que também encontraram evidências de tortura em outros lugares da região.
Testemunhas e um investigador ucraniano disseram que alguns foram baleados e que outros foram mortos por fogo de artilharia, minas ou ataques aéreos.
A agência de Direitos Humanos da ONU já disse que vai investigar as mortes.
As autoridades acreditam que a maioria das pessoas enterradas sejam civis, mas havia pelo menos uma vala comum onde foram descobertos 17 soldados ucranianos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-acusa-russia-de-assassinios-e-tortura-em-izium
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Assembleia Geral da ONU autoriza que intervenção de Zelensky na próxima semana seja pré-gravada
MadreMedia
16 set 2022 18:11
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Dos 193 países membros, 101 votaram a favor da medida abrindo assim a exceção para o presidente da Ucrânia. Rússia e mais sete países votaram contra.
Nesta sexta-feira, os Estados-membros da ONU autorizaram excepcionalmente o presidente ucraniano a falar por mensagem de vídeo na Assembleia Geral anual das Nações Unidas na próxima semana.
Dos 193 países membros, 101 votaram a favor da medida, que cria uma exceção à regra do discurso presencial e permite que Volodymyr Zelensky "entregue uma declaração pré-gravada" durante a Assembleia Geral.
Sete países membros votaram contra, incluindo a Rússia, e 19 se abstiveram.
(https://i.ibb.co/J7VbLjr/Captura-de-ecr-2022-09-16-184148.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A 77.ª Assembleia Geral da ONU começou na terça-feira (14), em Nova Iorque, mas é na próxima semana (20) que decorrem as reuniões ao mais alto nível. No discurso de abertura, o secretário-geral pediu solidariedade a todas as nações do mundo para ultrapassar os vários desafios que o mundo enfrenta.
O chefe da ONU disse ainda que a organização é a casa da “cooperação global” e a Assembleia Geral o que dá vida a essa colaboração. António Guterres alertou ainda que os meses adiante continuarão “testando a força e a durabilidade do multilateralismo que a ONU representa”.
Já o novo presidente da Assembleia Geral, Csaba Korosi, comentou, entre outros assuntos, a guerra na Ucrânia dizendo que está a criar "agitações humanitárias não vistas desde a Segunda Guerra Mundial, o que testa as instituições".
Korosi caracterizou o conflito como “um ponto de viragem para todos” e ressaltou que a menos que o mundo esteja vigilante, o “método” de guerra decorrente da invasão russa pode tornar-se parte da rotina da comunidade internacional. “Esta guerra deve ser interrompida. Mata as pessoas, mata o desenvolvimento, mata a natureza e mata os sonhos de milhões”, enfatizou.
O novo presidente alertou ainda para o risco de uso de armas nucleares, sendo o maior dos últimos 40 anos. “Esta sinistra realidade chama todos nós a nos unirmos em torno da questão do desarmamento”, observou.
*Com AFP
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/assembleia-geral-da-onu-autoriza-que-intervencao-de-zelensky-na-proxima-semana-seja-pre-gravada
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“É profundamente imoral”: Rússia critica decisão britânica de não convidar para o funeral da rainha Isabel II
Por Francisco Laranjeira em 10:59, 16 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia criticou a decisão britânica de não convidar uma autoridade russa para o funeral da rainha Isabel II como “profundamente imoral” – a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, apontou no entanto que a Rússia transmitiu a sua simpatia ao povo britânico, apesar do desprezo.
Em comunicado, divulgado pela agência de notícias russa ‘TASS’, pôde ler-se: “O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico informou a embaixada russa em Londres da sua decisão de se abster de convidar a Rússia, incluindo altos funcionários da embaixada, para participar nas cerimónias de luto após a morte da rainha Isabel II.”
“Acreditamos que a tentativa do Reino Unido de tirar vantagem de uma tragédia nacional que tocou os corações de milhões de pessoas ao redor do mundo para acertar contas connosco durante os dias de luto é profundamente imoral”, acusou Maria Zakharova, considerando que a decisão de impedir os russos no funeral foi “particularmente cínica” por causa do papel desempenhado pela rainha durante a II Guerra Mundial.
“A imagem unificadora da rainha Isabel II, que não interferiu na política por uma questão de princípio durante o seu reinado, não se tornou um obstáculo aos ataques dissidentes de Londres, que estão sujeitos ao cumprimento dos seus próprios objetivos conjecturais. De nossa parte, expressamos as nossas profundas condolências ao povo britânico pela grande perda que se abateu sobre eles.”
Rússia, Bielorrússia e Myanmar não foram incluídos na lista de convites para funerais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/e-profundamente-imoral-russia-critica-decisao-britanica-de-nao-convidar-para-o-funeral-da-rainha-isabel-ii/
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Anthony Blinken acusa Rússia de atos "atrozes" na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
16 set 2022 19:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, acusou hoje a Rússia de agir de forma "atroz", após a descoberta de centenas de cadáveres enterrados à pressa perto de Izium, na Ucrânia, referindo potenciais crimes de guerra.
A Rússia está a agir de “forma atroz, e isso vê-se repetidamente de cada vez que a onda russa se retira de partes de territórios que ocupou na Ucrânia. Vê-se o que ela deixa no seu rasto”, declarou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos à imprensa.
“E esta última descoberta de aparentemente mais de 440 sepulturas em Izium vem recordar-nos disso”, acrescentou.
Blinken instou as autoridades ucranianas a documentarem essas atrocidades, sublinhando que “em muitos casos, tratar-se-á de crimes de guerra”.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky disse hoje que “mais de 400 cadáveres” tinham sido encontrados numa vala comum perto de Izium, cidade recentemente recuperada aos russos pelo exército ucraniano.
Falando numa conferência de imprensa, Antony Blinken comentou também que a Rússia está sob “pressão”, após as preocupações expressas por Pequim e Deli sobre o conflito.
“Penso que o que estamos a ouvir da parte da China e da Índia reflete as preocupações de todo o mundo quanto ao impacto da agressão da Rússia à Ucrânia, e não só as do povo ucraniano”, afirmou o secretário de Estado norte-americano.
“Creio que isso aumenta a pressão sobre a Rússia para pôr fim à sua agressão”, acrescentou.
Os líderes indiano e chinês expressaram ao Presidente russo, Vladimir Putin, as suas preocupações, à margem de uma cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCS) em Samarcanda, no Uzbequistão.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse hoje a Putin que vivemos um tempo “que não é de guerra”, segundo imagens transmitidas pelas televisões.
No dia anterior, Putin reconhecera que a China, principal aliada de Moscovo, lhe tinha transmitido as suas “preocupações” em relação ao conflito na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 205.º dia, 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/blinken-acusa-russia-de-atos-atrozes-na-ucrania
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Ucrânia: 99% dos corpos exumados em Izyum apresentam sinais de morte violenta
MadreMedia
16 set 2022 19:47
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"99%" dos corpos exumados nesta sexta-feira em Izyum, a cidade no leste da Ucrânia que as forças ucranianas recuperaram recentemente aos russos, "mostram sinais de morte violenta", informou o governador regional Oleg Synegubov.
"Há vários corpos com as mãos amarradas nas costas e uma pessoa foi enterrada com uma corda no pescoço. Claramente essas pessoas foram torturadas e executadas", disse Synegubov no Telegram, acompanhando a sua mensagem com fotos de centenas de túmulos encontrados perto de Izyum.
O anúncio do governador é feito na sequência da descoberta nesta quinta-feira de uma vala comum com cerca de 440 corpos. Esta sexta-feira foram revelados mais detalhes, nomeadamente a localização da mesma, numa floresta perto da cidade que foi reconquistada pelas tropas ucranianas no início da semana.
Um jornalista da AFP viu pelo menos um corpo com as mãos amarradas com uma corda, mas não pôde confirmar se se tratava de um civil ou militar porque o cadáver estava muito deteriorado.
"Os corpos foram enviados para a realização de autópsias e assim determinar as causas exatas das mortes", explicou.
Oleg Synegubov afirmou pelo Telegram que "também havia crianças" entre os corpos exumados por "200 agentes e especialistas" que trabalham no caso.
"Cada morte será investigada individualmente e apresentada a tribunais internacionais como prova dos crimes de guerra cometidos pela Rússia", acrescentou. "O alcance dos crimes cometidos [pelos russos] em Izyum é enorme", sustentou ainda, denunciando "um terror sanguinário e brutal".
Entretanto, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos revelou nesta sexta-feira que quer enviar uma equipa a Izyum para verificar as alegações ucranianas.
"Os nossos colegas na Ucrânia estão a acompanhar essas alegações e pretendem organizar uma visita a Izyum para determinar as circunstâncias da morte desses indivíduos", disse.
O encarregado para os Direitos Humanos ucraniano, Dmytro Loubinets, indicou no Telegram que "há provavelmente mais de 1.000 cidadãos ucranianos torturados e assassinados nos territórios libertados da região de Kharkiv".
A contraofensiva que o exército ucraniano lançou no início de setembro na região permitiu a reconquista de territórios que as tropas russas ocupavam.
O Kremlin já havia sido acusado de crimes de guerra, supostamente cometidos nos arredores de Kiev nas primeiras semanas do conflito, mas as autoridades russas negaram sempre essas acusações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-99-dos-corpos-exumados-em-izyum-apresentam-sinais-de-morte-violenta
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Putin sugere à UE que levante sanções ao Nord Stream 2 se enfrenta dificuldades com o gás
MadreMedia / Lusa
16 set 2022 20:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, dirigiu-se hoje aos países da União Europeia (UE) para sugerir que levantem as sanções ao gasoduto Nord Stream 2 para aliviarem as queixas sobre o aumento do preço do gás no inverno.
“Enfim, se estão impacientes, se tudo é tão difícil, decidam e levantem as sanções no Nord Stream 2, são 55 mil milhões de metros cúbicos por ano. Basta pressionarem o botão e tudo se resolve”, afirmou o líder do Kremlin em conferência de imprensa no final da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), que decorreu na cidade de Samarcanda, no Uzbequistão.
Putin recordou não ter sido a Rússia que bloqueou o Nord Stream 2, antes a Alemanha, e inclusivamente antes do início da campanha militar na Ucrânia em 24 de fevereiro.
O Presidente da Rússia também assegurou que Moscovo não cortou o gás à Europa através do Nord Stream 1 por intenção, mas foi forçado a tomar essa decisão pelo facto de não receber peças de substituição para as turbinas e que deixaram de funcionar devido às sanções.
A UE tem insistido que as turbinas russas não estão submetidas a sanções, mas Putin respondeu que estas se encontra submetidas à lei britânica, pelo facto de a filial britânica da Siemens efetuar as reparações e manutenção dos motores do gasoduto.
“Temos culpa? Pensem quem tem a culpa. Que não nos acusem a nós pelos seus próprios erros”, sublinhou.
Putin frisou ainda que o gigante do gás russo Gazprom e o Governo russo cumpriram e continuam a cumprir todas as obrigações contratuais.
“Deste lado nunca houve falhas, nem haverá”, defendeu.
Na perspetiva de Putin, a Europa pretende culpabilizar Moscovo “para se proteger da indignação dos seus próprios cidadãos” pela crise energética.
“Esta é outra tentativa de transferir o problema ou a dor de cabeça dos doentes para os sãos. A crise energética na Europa não começou com o início da operação militar especial [na Ucrânia], mas muito antes”, precisou.
Em paralelo, Putin confirmou em Samarcanda a “próxima” entrega de gás natural à Turquia, que qualificou de “parceiro fiável”, e anunciou que “um quarto” destas entregas serão pagas em rublos.
Esta indicação, emitida na sequência do encontro bilateral que manteve com o homólogo turco Recep Tayyip Erdogan, confirma o acordo firmado entre os dois dirigentes durante o seu anterior contacto pessoal no início de agosto em Sochi, sul da Rússia.
Putin indicou ainda ter recebido “o sinal” que autoriza a exportação de produtos russos a partir dos portos turcos, e quando a Rússia permanece submetida a pesadas sanções ocidentais.
“As nossas empresas receberam o sinal de que poderão exportar os seus produtos a partir da Turquia”, anunciou, e exprimindo a intenção de “aumentar de forma significativa” as trocas comerciais com Ancara.
A Turquia assumiu uma função decisiva na conclusão em julho, sob a égide das Nações Unidas, de um acordo com Kiev e Moscovo que permite a exportação de cereais ucranianos através do mar Negro e do Bósforo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-sugere-a-ue-que-levante-sancoes-ao-nord-stream-2-se-enfrenta-dificuldades-com-o-gas
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“Não estamos com pressa”. Putin recusa alterar estratégia apesar da contra-ofensiva de Kiev
MadreMedia / Lusa
16 set 2022 19:45
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O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou hoje a possibilidade de uma mudança de estratégia no campo de batalha na Ucrânia, apesar dos sucessos da contra-ofensiva ucraniana na região de Kharkiv.
“O plano de operação militar especial não requer mudanças”, disse Putin durante uma conferência de imprensa após a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, em Samarcanda, Uzbequistão.
Após a retirada das tropas russas de Kharkiv há uma semana, Putin defendeu que o Estado-Maior do Exército russo está a tomar decisões operacionais com base no que é importante e lembrou que o “objetivo principal é a libertação de todo o território de Donbass”, lembrando que isso mesmo está a acontece, “apesar das tentativas de contra-ofensiva” da Ucrânia.
“A nossa operação ofensiva no Donbass não terminou. Continua a ritmo lento (…), o Exército russo ocupa novos territórios”, explicou Putin, lembrando que a Rússia não está no terreno “com todo o Exército”, mas “apenas com uma parte”.
“Não estamos com pressa”, disse o líder russo.
A retirada russa de Kharkiv desencadeou críticas ao progresso da campanha militar russa e, pela primeira vez, alguns políticos e funcionários russo chegaram a falar da possibilidade de uma derrota militar.
O líder do Partido Comunista russo, Guennadi Ziuganov, assegurou no Parlamento, em Moscovo, que o país já está “em guerra”, não só com a Ucrânia, mas com os países da NATO, para os quais pediu medidas políticas, económicas e militares extraordinárias.
Vários funcionários e líderes regionais, como o líder checheno Ramzán Kadírov, reconheceram os erros cometidos pelos generais e defenderam a mobilização geral, opção que o Kremlin rejeitou esta semana.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
RJP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-estamos-com-pressa-putin-recusa-alterar-estrategia-apesar-da-contra-ofensiva-de-kiev
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Ucrânia: Embaixadora ucraniana em Portugal acusa Rússia de banalizar a guerra
Por MultiNews Com Lusa em 18:45, 16 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/embaixada-ucrania-portugal-e1663350311654.jpg)
Fonte: Facebook / Embaixada da Ucrânia na República Portuguesa
A embaixadora ucraniana em Portugal, Inna Ohnivets, acusou hoje a Rússia de querer que “o mundo se habitue à guerra”, na inauguração em Lisboa de uma exposição de desenhos históricos de crianças polacas na Segunda Guerra Mundial.
“A Rússia quer que o mundo se habitue à guerra, que aceite a guerra e, simplesmente, se esqueça dela. Isso nunca deve ser uma realidade”, disse a embaixadora na inauguração da exposição intitulada “Mãe, eu não quero a guerra!”, em exibição na Embaixada da Polónia e na Embaixada da Ucrânia em Lisboa.
A exposição apresenta desenhos históricos das crianças polacas de 1946, que constituem um relato das suas experiências do tempo da Segunda Guerra Mundial e da ocupação da Polónia pela Alemanha nazi de 1939-1945.
“O mundo deve olhar para as crianças e ouvir as crianças, porque elas são o nosso presente e o nosso futuro”, disse Ohnivets, na sua intervenção na sessão, onde criticou duramente a invasão russa do seu país, ao lado da embaixadora da Polónia em Portugal, Joanna Pilecka.
A embaixadora polaca lembrou uma frase do pedagogo Janusz Korczak, que dizia que “uma criança não é um soldado, não defende a sua pátria, embora sofra com ela”, para apresentar o mote da exposição hoje inaugurada, apelando a que as pessoas também olhem para a guerra “através dos olhos das crianças, ouvindo as suas emoções”.
Inna Ohnivets disse que as crianças “são, sem dúvida, os mais afetados pela guerra, ao assistirem à destruição e aos crimes horrendos, que os privam de uma infância feliz”, lembrando que há muitos jovens entre as mais de cinco milhões de pessoas que foram obrigadas a abandonar a Ucrânia, por causa da invasão russa.
“E o mais chocante é que a vida de 383 crianças foi perdida para sempre, 747 crianças ficaram feridas, e o destino de centenas de crianças ucranianas, que foram levadas ilegalmente para a Rússia pelos invasores, é desconhecido”, denunciou a embaixadora.
A exposição, patente nos gradeamentos da Embaixada da Ucrânia e da Embaixada da Polónia em Lisboa pode ser visitada até 16 de outubro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-embaixadora-ucraniana-em-portugal-acusa-russia-de-banalizar-a-guerra/
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União Europeia pede criação de tribunal para crimes de guerra após descoberta de corpos em Izium
MadreMedia / Lusa
17 set 2022 14:36
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A República Checa, que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Europeia, pediu hoje a criação de um tribunal internacional para crimes de guerra, após a descoberta de centenas de corpos sepultados na Ucrânia.
O apelo acontece depois da descoberta de cerca de 450 sepulturas nos arredores de Izium, uma cidade no leste da Ucrânia recapturada dos russos na semana passada, com alguns dos corpos exumados mostrando sinais de tortura.
“No século XXI, esses ataques à população civil são impensáveis e hediondos”, disse o ministro das Relações Exteriores checo, Jan Lipavsky, na sua conta do Twitter.
“Não devemos ignorá-lo. Somos pela punição de todos os criminosos de guerra”, acrescentou, insistindo: “peço o rápido estabelecimento de um tribunal internacional especial que processará o crime de agressão”.
Segundo os investigadores, alguns corpos exumados estavam com as mãos amarradas nas costas. Corpos de crianças também foram encontrados.
A República Checa, um ex-país comunista e agora membro da União Europeia e da NATO, recebeu cerca de 400.000 refugiados ucranianos e forneceu ajuda militar no valor de cerca de 150 milhões de euros à Ucrânia, invadida pela Rússia em 24 de fevereiro.
Até agora, cerca de 450 sepulturas foram localizadas nas proximidades de Izium, na área libertada pelas tropas ucranianas de Kharkov.
Segundo o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, as tropas russas teriam incorrido ali em “atrocidades” comparáveis às reveladas em Bucha, a cidade nos arredores de Kiev, onde em abril foram encontrados centenas de corpos de civis com sinais de tortura e de aparentemente terem sido executados.
A Ucrânia, apoiada por uma comissão da ONU e investigadores internacionais, acusa Moscovo de crimes de guerra naquela cidade dos arredores da capital.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-pede-criacao-de-tribunal-para-crimes-de-guerra-apos-descoberta-de-corpos-em-izium
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Vela: Fugiu da Ucrânia, vive na Suíça e foi campeã mundial em Portugal. A história da miúda especial sem barco
Miguel Morgado - Texto
MadreMedia
17 set 2022 17:13
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Fonte de imagem: DR
Alina Shapovalova é natural de Odessa, no Mar Negro, Ucrânia. Fugiu da guerra ao lado dos pais, irmãs e a avó. Um encontro em Itália com Carmen La Rena Casco, mudou-lhe a vida e fê-la mudar de país. Vive e treina na Suíça. Os telefonemas do seu “anjo da guarda” permitiram ter barcos para ir ao Europeu, na Polónia, e sagrar-se campeã mundial sub-16 em Vilamoura. Hoje, já tem embarcação própria e quer continuar a velejar e a sonhar.
Uma simples chamada telefónica pode mudar o rumo de uma história pessoal a quem, por força das circunstâncias vividas no país onde vivia, poderia estar reservado um cenário bem diferente. Para pior.
O gesto básico de teclar os números, curiosamente com sucesso, sempre à primeira tentativa, para a pessoa certa, ligação feita para três geografias, Portugal incluído, mudou a vida a Alina Shapovalova, jovem velejadora, natural de Odessa, no Mar Negro, Ucrânia.
Se Alina, 15 anos, é a personagem central, Carmen Casco-Canepa desemboca no enredo como elo de ligação, e de salvação, ao desempenhar o papel de um dos “anjos da guarda” da jovem velejadora. Ela, e a ajuda de mãos amigas, mãos essas integradas na sua universal rede de contactos, permitiram mudar os planos que a vida parecia reservar para Alina Shapovalova.
O encontro em Itália. O início da história escrita através dos telefonemas
Esta “entrega de carta a Garcia” adaptada à conectividade do mundo atual começou, no entanto, com um encontro fortuito, cara a cara, em Itália, durante uma competição náutica para jovens.
Para Carmen, Alina Shapovalova não era uma perfeita desconhecida. “Conhecia-a, e à família, em Itália. Já a tinha visto competir em Optimist. A Alina esteve em alguns dos nossos eventos e era já uma ótima velejadora”, referiu em conversa telefónica com o SAPO24, diretamente da Suíça.
“Em abril, ainda estava a competir em Optimist, no meeting de Carca (na sua 40.ª edição)”, em Riva del Garda, Itália, na maior competição de Optimist no mundo, com mais de 1000 embarcações. “Terminou em 8.º na geral e foi a primeira rapariga”, recordou. A vitória mereceu honras de destaque na imprensa da sua cidade natal, Odessa.
A história começa aqui. “Estava lá (em Riva Del Garda), falei com o pai, contou-me a situação com a qual debatiam-se na Ucrânia. Estava desesperado devido à conjuntura vivida no seu país”, testemunhou.
“Ajudei”, exclamou, sem hesitar. “Pouco tempo depois, no início de maio, após a competição em Itália, o pai ligou-me”. Resultado: “Vieram viver para a Suíça. Veio a família toda, pai e mãe, as três filhas (uma delas tem uma bolsa de estudo em Zurique) e a sogra”, enumerou.
A ajuda não parou na solução encontrada para uma nova casa e um novo início de vida. “No mesmo dia, contei a história a um grande amigo do clube (DRSC Sailing) e a Alina começou a treinar”, contou.
Seguiram-se novos capítulos à velocidade cruzeiro e novas competições, já na classe Laser. “Foi a um campeonato nos Países Baixos. Não tinha barco. Liguei a um amigo, falei-lhe da história e ele mesmo cedeu o barco dele para ela competir”, recordou.
A “sorte” não se ficou por aqui e acompanhou nova mudança geográfica. “Aconteceu também no europeu, na Polónia (em junho). Preciso de um barco”, recordou, entre risos, um pensamento materializado em voz. E conseguiu um “sim e à primeira” escutado no telemóvel.
Alina Shapovalova competiu. Fez parte do Programa Solidário EurILCA 4 Youth European Championships & Open European Trophy e terminou em 8.º nos sub-16
Título mundial sub-16 em Vilamoura
Nova rodagem do esquadro competitivo. A régua traçou a linha até Vilamoura, para os Mundiais dos escalões jovens, em pleno verão, no final de agosto.
“A história em Portugal não foi diferente. Arranjei, de novo, um barco, e à primeira chamada”, sorriu, novamente.
A diferença para as outras competições é que no Algarve, Alina viria a conquistar o título mundial sub-16 de ILCA 4 e a sagrar-se vice-campeã na classificação geral.
Carmen Casco-Canepa faz uma pausa na narrativa e recorda as três chamadas telefónicas feitas. Do outro lado da linha, as pretensões que originaram a ligação, foram sempre atendidas. Invariavelmente à primeira tentativa. Uma vez, duas, três vezes. O “sim” ao pedido – “preciso de um barco” - ouviu-se em três países diferentes. Países Baixos, Polónia e Portugal.
Reconhece ser “uma história pouco usual”, mas esse facto, curioso, torna-a “especial”, atirou. “Nunca tive de ligar duas vezes. A primeira pessoa a quem liguei acedeu logo e disse imediatamente que sim”, relembrou.
Reforça o facto de a velejadora não ter, então, embarcação própria. “É algo especial. E foi sempre o barco daquela pessoa. A quem liguei, arranjou e disponibilizou-o”, pormenorizou.
“Sou de Odessa, no Mar Negro”
Altura de Alina se apresentar ao SAPO24 e contar algumas partes já apresentadas. “Sou de Odessa, no Mar Negro”, apontou ao telefone. “Não somos uma família de velejadores. O meu pai começou-o como hobby e levou-me a competir”, ressalvou, durante a conversa telefónica.
Velejou e treinou até ao último minuto permitido pela lógica da sobrevivência na sua terra natal. Ultrapassado o limite, mudou de país. “Estou na Suíça, onde vivo e treino. Aliás, estamos todos, eu e a minha família, desde meados de maio, três meses depois do início da guerra”, sublinhou, na única citação ao conflito a leste.
Fala dela e dos sonhos que carrega.
“Tento ser profissional e estudo ao mesmo tempo, numa escola, no ensino normal”, assumiu. “Ainda não decidi se vou para a universidade”, afiançou com as incertezas próprias da idade e do futuro que não adivinha. “Se sonho com os Jogos Olímpicos? Sim. Paris? Veremos se já, seria espetacular, tentaremos”, assegurou a jovem velejadora.
Clube de Vela de Lagos emprestou barco para treinos
Alina Shapovalova recorda a passagem por Portugal e Vilamoura onde se sagrou campeã mundial sub-16. “Viemos para Portugal a 1 de agosto. Treinei no clube de Vilamoura. Deram-me um barco para a uma semana de treinos”, contou.
O caudal da cronologia de acontecimentos obriga a nova interrupção na narração. A voz de interlocutora principal dá lugar a quem a ajudou por águas algarvias antes do ILCA 4 Youth World Championships.
“Recebemos uma chamada (do Rodrigo Moreira Rato, que nos ajuda a organizar a prova do Circuito Mundial GC 32, em Lagos, juntamente com o clube de vela de Lagos e a Marina) para ajudar uma velejadora ucraniana”, explica Martinho Fortunato, da Marina de Lagos.
“A Alina necessitava de um barco para treinar antes do Mundial. O clube de Vela de Lagos emprestou um. Os treinos foram em Vilamoura e, entretanto, chegou uma embarcação para competir”, resumiu.
A história surge pormenorizada nas redes sociais do LX Sailing, uma página dedicada ao mundo da vela.
“Temos uma pequenina percentagem de responsabilidade. Contentes pelas coisas terem corrido bem. Não foi a semana com barco emprestado que a fez ganhar, foi o ano, mas se o pedido não tivesse sido satisfeito andaria seguramente mais stressada”, aludiu Martinho Fortunato.
Regresso à voz de quem está na linha da frente desta história. “A dois dias da competição chegou o barco dos meus patrocinadores, a quem estou muito grata”, reconheceu Alina. “Ofereceram-me um, veio de Itália, uma oferta do construtor. Usei os barcos deles quando corria em Optimist. E treinei dois dias, dois pequenos treinos, no barco com o qual competi e consegui o título mundial sub-16 (e 3.º lugar na geral)”, relembrou.
“É uma miúda especial. Chamo-lhe a miúda mágica”
Carmen, a mulher que possibilitou que tudo isso fosse uma realidade, reentra em campo. “É uma miúda especial. Chamo-lhe a miúda mágica. Digo-lhe que ela deve ter algo de especial”, confidenciou. “Foi campeã mundial sem barco”, regozijou.
Nos Países Baixos, Polónia e Portugal “teve sempre barcos diferentes”, fez questão de lembrar. Mas hoje a realidade é diferente. “Alberto e Paolo Portillia, donos do Nautivela (empresa naval italiana) ofereceram-lhe um Laser que usará enquanto necessitar. O nosso treinador principal, Damir Nakrst, comprou todo o equipamento (mastro, vela, retranca, etc.) e Alina pode usá-lo sempre que precisar”, destacou.
“Finalmente tem um barco”, concluiu, orgulhosa e feliz por ter contribuído para esta história pessoal e este sonho que está longe do seu fim e que necessita de ser alimentado.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/desporto/artigos/vela-fugiu-da-ucrania-vive-na-suica-e-foi-campea-mundial-em-portugal-a-historia-da-miuda-especial-sem-barco
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Biden avisa Putin que haverá consequências se usar armas químicas ou nucleares
MadreMedia / Lusa
17 set 2022 15:57
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente dos Estado Unidos avisou Vladimir Putin que haverá consequências se a Rússia usar armas nucleares ou químicas na Ucrânia e pediu ao homólogo russo para não o fazer, segundo a agência Efe.
“Não, não, não o faça. Irá mudar a face da guerra como nunca antes desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Joe Biden, numa entrevista ao programa “60 Minutos” da CBS, citado pela Efe.
Num excerto do programa, descreve a Efe, o jornalista Scott Pelley perguntou ao presidente norte-americano sobre a eventual resposta dos EUA se o presidente da Rússia recorrer a armas nucleares ou químicas para mudar o curso do conflito na Ucrânia.
Joe Biden respondeu que haveria “consequências” e que os russos “se tornariam os maiores párias que o mundo já viu”.
“A resposta dependerá da extensão do que eles fizerem”, avisou o líder democrata dos EUA.
Desde o inicio da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro, os Estados Unidos e aliados impuseram sanções ao setor financeiro russo, a Putin e a dezenas de funcionários, homens de negócios e oligarcas russos, e forneceram ajuda militar a Kiev.
Os Estados Unidos acreditam que a China e a Índia estão a aumentar a “pressão” sobre o Kremlin para acabar com a guerra, depois dos seus líderes, Xi Jinping e Narendra Modi, expressarem a Putin preocupação sobre as consequências do conflito.
A entrevista de Joe Biden à CBS será exibida na íntegra no domingo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/biden-avisa-putin-que-havera-consequencias-se-usar-armas-quimicas-ou-nucleares
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Central nuclear de Zaporijia religada à rede elétrica da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
17 set 2022 20:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A central nuclear de Zaporijia foi novamente ligada à rede elétrica ucraniana, indicou hoje a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), após ter ficado privada de eletricidade, o que aumentava o risco de um acidente nuclear.
“A linha de 750 quilovolts reparada está a alimentar a maior central nuclear da Europa (…) com a eletricidade necessária para garantir o arrefecimento dos reatores e outras funções de segurança”, anunciou a AIEA num comunicado.
Desde que foi desligada da rede elétrica do país, a central, alvo de bombardeamentos nas últimas semanas, de que russos e ucranianos se acusam mutuamente, e cujos reatores foram parados, só contava com uma fonte de alimentação – a central térmica – para assegurar o arrefecimento das suas instalações. O risco era que essa fonte de alimentação fosse também cortada.
Situada no sul da Ucrânia, sobre o rio Dniepr, a central passou para o controlo das forças russas em março e os bombardeamentos das suas instalações fizeram temer uma catástrofe nuclear.
Uma equipa de especialistas da AIEA, agência nuclear especializada da ONU, conseguiu lá deslocar-se no início de setembro, fazendo cerca de 120 quilómetros por estrada no meio de fogo cruzado, e dois dos seus elementos ficaram lá para manterem uma vigilância permanente às suas condições de funcionamento.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 206.º dia, 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/central-nuclear-de-zaporijia-religada-a-rede-eletrica-da-ucrania
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Guerra na Ucrânia: Decisão de invadir terá sido "agora ou nunca" para Putin
MadreMedia / Lusa
18 set 2022 08:13
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EPA/SERGEI BOBYLEV / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT
A jornalista britânica Catherine Belton, autora do livro "Os Homens de Putin", considera que a decisão do Presidente russo, Vladimir Putin, de invadir a Ucrânia terá partido de uma perspetiva de que seria "agora ou nunca".
“Penso que a maioria dos peritos sobre a Rússia esperava que [Putin] continuasse com as mesmas táticas disfarçadas, que apenas reconhecesse a independência de Donetsk e Lugansk, porque ele sempre tentou manter um grau de negação e isso é importante, tratando-se de um regime do [antigo serviço secreto soviético] KGB, que quer manter o seu ‘soft power’, as suas redes de influência”, afirmou Belton, agora jornalista do Washington Post e autora de “Os Homens de Putin: Como o KGB se apoderou da Rússia e depois atacou o Ocidente”, publicado no dia 22 em Portugal pela Ideias de Ler.
Em entrevista à Lusa, Belton reconheceu que só acreditou que a invasão da Ucrânia iria mesmo avançar no momento do seu anúncio e que, “apesar de passar sete anos a investigar o lado mais negro do regime de Putin nunca imaginaria que Putin quereria tirar a máscara, porque não fazia qualquer sentido racional”.
“O que vimos, como resultado das suas ações violentas, foram sanções que esmagaram muitas das redes russas no Ocidente, todos estes oligarcas alvo de sanções, que passaram décadas a construir as suas reputações, a construir a sua influência de ‘soft power’, isso ficou agora completamente minado, mas talvez Putin tenha decidido que era agora ou nunca”, disse à Lusa a jornalista, antiga correspondente em Moscovo do Financial Times.
Para Catherine Belton, Putin “obviamente sobrestimou a capacidade militar russa e cometeu um erro de cálculo em relação ao que o governo [do presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky faria”.
“Penso que os governos ocidentais também o fizeram. Pensavam que Zelensky teria de ser retirado do país, que o regime cairia em três dias. Temos todos uma grande dívida para com o Presidente Zelensky por não ter fugido, por ter ficado lá, porque isso deitou abaixo muitos dos planos russos. Eles realmente esperavam entrar e tomar o país e que Zelensky fugiria ao primeiro avistamento do exército russo, tal como o presidente afegão fugiu ao ver os talibãs”, afirmou a Belton, lembrando o “precedente” de o antigo presidente ucraniano pró-russo Viktor Yanukovich, que abandonou o país após a revolução de 2014.
Catherine Belton enfrentou, com a editora da versão original do livro, cinco processos de oligarcas russos (na maioria alvo de sanções após a invasão da Ucrânia) por difamação nos tribunais londrinos (conhecidos pela legislação que facilita as acusações contra jornalistas), e viu esses casos cair por terra, com exceção do movido por Roman Abramovich, que levou a que fosse alcançado um acordo que motivou ligeiras alterações em algumas passagens do livro.
Ainda assim, Belton mostra-se quase satisfeita por a situação se ter desenvolvido desta forma, visto que o seu caso foi um dos que abriram a discussão para uma reforma da legislação que permite que sejam movidos processos por difamação contra jornalistas no Reino Unido, naquilo que o Sindicato britânico dos Jornalistas já definiu como uma forma de “intimidação deliberada por litigantes ricos com os bolsos fundos”.
“Os Homens de Putin” — uma alusão, no título original, a “A Gente de Smiley”, de John le Carré — fez parte das listas de melhores livros de 2020 de publicações como The Economist, The Times e The New Statesman, entre outras.
Na obra, concebida ao longo de anos e com recurso a inúmeras fontes, Belton tece o retrato da ascensão de Putin à presidência russa e dos múltiplos esquemas políticos e económicos que rodearam – e rodeiam – o líder russo.
“Na Rússia, a cumplicidade voluntária do Ocidente ajudara a produzir uma simulação de uma economia de mercado normal pelo KGB. As instituições de poder e o mercado, que era suposto serem independentes, não eram, em boa verdade, mais do que fachadas do Kremlin. […] O sistema judicial não era um sistema judicial, era um ramo do Kremlin. O mesmo se aplicava ao parlamento, às eleições e à oligarquia. Os homens de Putin controlavam tudo. Era um sistema fantasma de direitos fantasmas, para pessoas e empresas”, escreve Belton, já no epílogo.
A guerra é "insustentável"
A jornalista britânica Catherine Belton antecipa que a insustentabilidade económica da invasão da Ucrânia pela Rússia vai levar a que haja mudanças no Kremlin, pela ação de elementos mais "progressistas" dentro da elite.
Belton acredita que se veem cada vez mais sinais de uma saturação por parte das elites na Rússia.
"Penso que muitos nas elites, aqueles que fizeram as suas fortunas na era de Ieltsin, ficaram chocados e surpreendidos. A comunidade dos serviços secretos internacionais também, mas depois toda a gente se habituou. O mesmo com a população. Ligam a TV e fingem que não se passa nada. As sanções têm um impacto, mas a Rússia sobrevive. Substituem-se bens de consumo por outros provenientes da China, da Turquia, as coisas parecem iguais, mas não são e vai ficar muito, muito pior", afirmou a agora jornalista do Washington Post.
A antiga jornalista da Reuters e ex-correspondente do Financial Times em Moscovo acredita que a Rússia vai enfrentar um "aperto maciço devido à enorme quebra nas receitas de energia".
"Penso que vai haver muitas dificuldades pela frente. Embora os 'falcões' em torno [do Presidente russo, Vladimir] Putin tenham fortalecido a sua posição - e são eles quem conduz o esforço da guerra -, acredito que, no final, não vai ser sustentável e a dada altura haverá elementos mais progressistas, possivelmente de dentro dos serviços de segurança, que vão tentar mudar a situação, porque precisam que a Rússia sobreviva", disse Belton.
Questionada sobre a leitura que faz de esse esforço de mudança ter de vir do topo e não da população em geral, Catherine Belton lembrou que a repressão é agora "quase total" e que um cidadão pode enfrentar 15 anos na cadeia por criticar a guerra.
Belton deu o exemplo de declarações de Mikhail Khodorkovsky que, numa palestra recente, questionava quem se lembrava de protestos de rua na Alemanha de Leste: "E porquê? Porque era uma ditadura muito autoritária e totalitária".
"Terá de vir da elite e não tenho dúvida de que vai acontecer, mas é uma questão de quanto tempo vai demorar. Quando se atinge o ponto em que se sabe que a economia do país vai ficar sem dinheiro, isso também pode gerar agitação de baixo para cima, porque as pessoas têm de comer", frisou a jornalista.
"Os Homens de Putin" chega às livrarias portuguesas no dia 22 de setembro, pela Ideias de Ler, depois de, em 2020, ter sido classificado como dos melhores livros do ano por publicações como o Financial Times ou a New Statesman.
Ao longo de mais de 500 páginas, que demoraram sete anos a ser preparadas, Belton traça o retrato do presidente russo e das pessoas que o rodearam e rodeiam na ascensão e manutenção do poder, incluindo os múltiplos esquemas económicos e políticos que lhes permitiram destruir opositores e reforçar as suas posições.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.827 civis mortos e 8.421 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-decisao-de-invadir-tera-sido-agora-ou-nunca-para-putin
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Ucrânia: Ocupação russa diz ter eliminado grupo armado em Kherson
MadreMedia / Lusa
18 set 2022 11:52
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Forças russas em Kherson. EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT -- MANDATORY CREDIT -- HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
Autoridades russas de ocupação em Kherson, no sul da Ucrânia, avançam que um grupo armado foi eliminado em combates na noite de sábado no centro da cidade, que é alvo de uma contra-ofensiva ucraniana.
“No centro de Kherson, houve um confronto entre unidades do exército russo que patrulhavam as ruas da cidade e um grupo não identificado”, disse hoje o governo de ocupação na rede social Telegram.
“Após uma breve luta, os atacantes foram eliminados”, continuou a fonte, acrescentando que nenhum soldado russo e nenhum civil ficaram feridos.
Do lado ucraniano, a porta-voz do comando sul do Exército, Natalia Goumeniouk, denunciou uma “provocação”, explicando, em declarações a um canal de televisão ucraniano, que o tiroteio e as explosões ocorridas sábado, em Kherson, “são uma provocação do ocupante”.
“Avisamos que as provocações ocorreriam entre 17 e 20 de setembro. Elas visam manchar a imagem das forças armadas ucranianas”, acrescentou.
Na Rússia, a imprensa publicou um vídeo mostrando dois veículos blindados cercados por soldados durante o incidente, numa avenida na área da estação ferroviária de Kherson.
Neste vídeo, um dos tanques abre fogo com a metralhadora, enquanto outros tiros são ouvidos.
Hoje, um responsável da ocupação russa, Kirill Stremoussov, assegurou que a situação estava “calma” em Kherson.
Desde o final de agosto, tropas ucranianas lideram uma grande ofensiva para retomar a região e a cidade de Kherson, a única capital regional do país, que caiu em mãos russas no início de março.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ocupacao-russa-diz-ter-eliminado-grupo-armado-em-kherson-no-sul-da-ucrania
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Ucrânia: Já estão a ser exumados os cadáveres encontrados em Izium
MadreMedia / Lusa
18 set 2022 11:04
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epa09830920 A handout photo made available by the Donetsk Regional Civil-Military Administration Council shows Donetsk Regional Theatre of Drama destroyed by an airstrike in Mariupol, Ukraine, 16 March 2022 (issued on 17 March 2022). Russians launched an air strike on the Drama Theater and the Neptune swimming pool in Mariupol, a press release by the Donetsk Regional State Administration states. Several hundred Mariupol residents were hiding in the Drama Theater and their fate remains unknown as the entrance to the bomb shelter is blocked by debris, the press statement reads further. EPA/Donetsk Regional Civil-Military HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES epa09830920
Segundo o portal Ukrinform, que cita fontes regionais, as mortes dos civis aconteceram em Donetsk, na região leste do país, onde as tropas ucranianas tentam retomar o controlo das áreas ocupadas pelos russos.
Em Nikopol, no sul do país, os ataques russos danificaram dezenas de edifícios residenciais, bem como a rede de gás e de eletricidade.
Entretanto, em Izium, uma das localidades libertadas no país, iniciou-se a tarefa de identificação dos cadáveres encontrados nas sepulturas, alguns deles com sinais de tortura.
De acordo com a vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, foram já exumados 59 corpos, tendo sido identificado um número ainda não determinado, informa a Ukrinform.
Os cadáveres correspondem a 16 civis masculinos, 26 mulheres e 17 soldados, a maioria dos quais com sinais de não ter morrido de forma natural.
Até à data foram encontradas nos arredores da cidade recentemente libertada das tropas russas 440 sepulturas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na sua última mensagem, no sábado à noite, acusou Moscovo de “práticas nazis”, semelhantes às atrocidades cometidas na II Guerra Mundial.
Na sua anterior mensagem vídeo, na noite de sexta-feira, o líder ucraniano apelou à comunidade internacional para que atue contra a Rússia e comparou a situação em Izium com os crimes de guerra revelados em abril em Bucha, na periferia de Kiev.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ja-estao-a-ser-exumados-os-cadaveres-encontrados-em-izium
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Rússia diz ter eliminado grupo armado em Kherson
18 de setembro 2022 às 12:02
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/18/832886.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
"No centro de Kherson, houve um confronto entre unidades do exército russo que patrulhavam as ruas da cidade e um grupo não identificado", disse hoje o governo de ocupação na rede social Telegram. "Após uma breve luta, os atacantes foram eliminados", sendo que nenhum civil foi ferido.
Um grupo armado não identificado foi eliminado em combates na noite de sábado no centro da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, anunciaram este domingo autoridades russas de ocupação na cidade.
"No centro de Kherson, houve um confronto entre unidades do exército russo que patrulhavam as ruas da cidade e um grupo não identificado", disse hoje o governo de ocupação na rede social Telegram. "Após uma breve luta, os atacantes foram eliminados", sendo que nenhum civil foi ferido.
Já Natalia Goumeniouk, porta-voz do comando sul do Exército ucraniano, denunciou uma "provocação", dizendo, em declarações a um canal de televisão ucraniano, que o tiroteio e as explosões ocorridas naquela noite, em Kherson, “são uma provocação do ocupante". E frisou: “Avisamos que as provocações ocorreriam entre 17 e 20 de setembro. Elas visam manchar a imagem das forças armadas ucranianas".
A imprensa russa publicou um vídeo em que é possível ver dois veículos blindados cercados por soldados durante o incidente, numa avenida na área da estação ferroviária de Kherson.
Também Kirill Stremoussov, responsável russo, assegurou que a situação na cidade estava "calma".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781241/r-ssia-diz-ter-eliminado-grupo-armado-em-kherson
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Guerra na Ucrânia: Novas acusações de tortura e avisos para o aumento de ataques russos a alvos civis
MadreMedia / Lusa
18 set 2022 14:45
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Kharkiv, Ucrânia, 6 de setembro de 2022 EPA/SERGEY KOZLOV
As autoridades ucranianas apresentaram imagens de outra localidade libertada onde soldados russos alegadamente torturaram civis, e hoje o Ministério da Defesa britânico avisou que, com derrotas no campo de batalha, podem aumentar os ataques a alvos civis.
Num comunicado divulgado online, os procuradores da região de Kharkiv disseram ter encontrado uma cave onde as forças russas alegadamente torturaram prisioneiros na aldeia de Kozacha Lopan, perto da fronteira com a Rússia, antes de retirarem.
As imagens divulgadas mostram um telefone de rádio militar russo TA-57 com fios adicionais e clipes a ele ligados, aparelhos da era soviética que as autoridades ucranianas afirmam que as forças russas usam como fonte de energia para eletrocutar prisioneiros durante interrogatórios.
O Ministério da Defesa britânico avisou, entretanto, que a Rússia provavelmente aumentará os seus ataques a alvos civis, uma vez que sofre derrotas no campo de batalha, e as autoridades ucranianas relataram bombardeamentos russos esta noite a atingir cidades de uma vasta extensão da Ucrânia.
“Nos últimos sete dias, a Rússia aumentou a sua mira em infraestruturas civis, mesmo onde provavelmente não vê nenhum efeito militar imediato”, disse o ministério num ‘briefing’ online.
“À medida que enfrenta contratempos nas linhas da frente, a Rússia provavelmente estendeu os locais que está disposta a atacar numa tentativa de minar diretamente a moral do povo e do governo ucranianos.”
No sábado, um ataque russo matou quatro médicos que tentaram evacuar um hospital psiquiátrico na aldeia de Strelecha, região de Kharkiv, disse o governador Oleh Syniehubov, e dois pacientes ficaram feridos.
Perto da cidade de Zaporijia, o comboio de veículos em que seguia o cardeal do Vaticano Konrad Krajewski ficou debaixo de fogo no sábado, enquanto descarregavam mantimentos, informou o serviço de notícias do Vaticano, forçando-os a procurar cobertura.
“Pela primeira vez na minha vida, não sabia para onde fugir. Porque não basta correr, é preciso saber para onde ir”, disse o cardeal polaco.
Do outro lado da batalha, as forças separatistas que controlam grande parte de Donetsk acusaram hoje os ucranianos de bombardearem uma colónia de prisioneiros de guerra em Olenivka, matando um prisioneiro e feriu quatro.
Mais de 50 prisioneiros de guerra foram mortos num ataque de julho à prisão de Olenivka, do qual as autoridades russas e ucranianas se acusam mutuamente.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-novas-acusacoes-de-tortura-e-avisos-para-o-aumento-de-ataques-russos-a-alvos-civis
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“Russos e ucranianos acreditam que podem ganhar". Guterres não vê solução para a guerra no curto prazo
MadreMedia / Lusa
18 set 2022 15:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Secretário-Geral da ONU António Guterres manifestou pessimismo sobre o final a curto prazo da guerra na Ucrânia e exortou a China a restaurar as condições para que os direitos humanos da comunidade muçulmana uigur sejam respeitados.
“Os russos e os ucranianos acreditam que podem ganhar a guerra. Não vejo qualquer possibilidade, a curto prazo, de uma negociação séria”, disse numa entrevista à RFI o diplomata português, que reconheceu que o objetivo agora é procurar alternativas para atenuar as consequências de uma guerra que deverá durar muito tempo.
Falou, por exemplo, na aceleração das exportações de cereais e fertilizantes ucranianos e russos porque há países que estão a passar por dificuldades, especialmente em África.
Em relação à vala comum com 440 sepulturas descobertas na sexta-feira na cidade ucraniana de Izium, na região de Kharkiv, Guterres disse esperar que o Tribunal Penal Internacional possa investigar para apurar responsabilidades.
Depois de ouvir o relatório tornado público pela alta comissária para os Direitos Humanos, Michele Bachelet, que foi muito crítica quanto às políticas do governo chinês na região de Xinjiang e do grupo étnico uigur, Guterres apelou a Pequim para “restabelecer as condições” para que este grupo étnico “possa ter” os seus direitos humanos “respeitados”.
“Ainda mais importante é que esta comunidade possa sentir que a sua identidade cultural e religiosa é respeitada e que tem condições para participar na sociedade [chinesa] como um todo. Espero que esta questão, que penso ser essencial, seja resolvida”, disse Guterres.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-e-ucranianos-acreditam-que-podem-ganhar-guterres-nao-ve-solucao-para-a-guerra-no-curto-prazo
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"Peço que me incluam na lista de agentes estrangeiros no meu amado país". Estrela da música russa critica a guerra na Ucrânia
MadreMedia / AFP
18 set 2022 18:08
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Fonte de imagem: AFP or licensors
Alla Pugacheva, uma das grandes estrelas da música russa, criticou neste domingo o conflito na Ucrânia e falou sobre a morte de soldados por "objetivos ilusórios".
Na sua conta de Instagram, na qual tem quase 3,5 milhões de seguidores, Pugacheva, de 73 anos, reagiu ao anúncio de sexta-feira de que o seu marido, o ator Maxim Galkin, foi incluído na lista dos chamados "agentes estrangeiros" na Rússia.
"Peço que me incluam na lista de agentes estrangeiros no meu amado país", escreveu Pugacheva, conhecida na Rússia como "Primadonna", numa mensagem direcionada ao ministério da Justiça.
"Porque solidarizo-me com o meu marido, que é uma pessoa honesta e ética, um verdadeiro e incorruptível patriota russo, que só deseja prosperidade, paz e liberdade de expressão na sua pátria", acrescentou Pugacheva.
A artista destacou que o seu marido quer "o fim das mortes dos nossos meninos por objetivos ilusórios que transformam o nosso país em pária e pesam muito na vida dos seus cidadãos".
O marido da cantora mora atualmente fora da Rússia e já criticou abertamente a ofensiva militar na Ucrânia. O governo pune qualquer crítica à intervenção na Ucrânia com multas e penas de prisão.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/peco-que-me-incluam-na-lista-de-agentes-estrangeiros-no-meu-amado-pais-estrela-da-musica-russa-critica-a-guerra-na-ucrania
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E agora, Putin? Kremlin tem poucas boas opções após recuo das forças russas
Por Francisco Laranjeira em 07:15, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
E agora, Putin?
As forças armadas da Rússia estão em retirada, os seus rivais estão a ficar mais otimistas e mesmo os seus apoiantes estão a expressar um raro desconforto: o presidente russo pode estar na sua posição mais fraca desde que lançou a invasão da Ucrânia, há mais de 200 dias.
Em Washington, Europa e até Moscovo, a questão agora é o que Putin pode estar a planear para recuperar uma iniciativa que escapa a cada nova atualização do campo de batalha.
O Kremlin pode ordenar a mobilização militar total, pressionar com mais força na sua guerra da energia ou até mesmo tolerar um movimento drástico como um ataque nuclear tático? As autoridades ocidentais e analistas militares concordaram que Putin parece ter poucas boas opções disponíveis.
“Não é realmente nada invejável quando se olha para a guerra da sua posição”, apontou Michael Kimmage, que se concentrou na questão Ucrânia-Rússia no Departamento de Estado durante a Administração Obama. “De certa forma, todo o conceito de guerra está errado e isso é um fardo enorme para Putin, já que as coisas pioraram consideravelmente na última semana.”
Então, que soluções existem?
Reagrupar após uma retirada
Com a Ucrânia a procurar consolidar os seus ganhos e avançar mais no território controlado pela Rússia, a necessidade imediata do Kremlin é conter a maré. Putin pode lidar mais rapidamente com a inquietação em casa, interrompendo os avanços ucranianos e regressando ao relativo impasse que provou ser um ponto de pressão eficaz sobre Kiev e os seus aliados ocidentais.
No curto prazo, isso significará estabilizar as linhas defensivas russas na região industrial oriental de Donbass – composta pelas províncias gémeas de Luhansk e Donetsk, onde a Rússia lutou arduamente para avançar no verão – bem como no sul ao redor do crucial cidade costeira de Kherson.
Stephen Twitty, tenente-general reformado do Exército dos Estados Unidos e ex-vice-comandante do Comando Europeu dos EUA, apontou que a Ucrânia está longe da vitória e que espera que a guerra continue por mais tempo – “mais um ano ou dois”. No entanto, se a Rússia não conseguir manter a linha no leste e no sul, isso pode significar “game over” para o Kremlin e Putin.
“Eles queriam toda a Ucrânia; não entendi. Eles queriam a capital Kiev; não entendi. E assim mudaram para os objetivos de tomar o leste e o sul e estabelecer essa ponte terrestre” para a Crimeia, referiu Twitty. “Se eles não atingirem esses objetivos, falharam nesta campanha e agora possuem uma tendência de falhar. E, portanto, não acho que Putin desistirá tão fácil.”
A ambição essencial de Putin parece ser o controlo contínuo da Crimeia, bem como a anexação do Donbass e das terras costeiras ao longo do Mar Negro – embora as autoridades instaladas por Moscovo tenham cancelado os referendos propostos para essas áreas após o avanço ucraniano.
Alguns especialistas especularam que o Kremlin poderia ter como objetivo avançar mais para o oeste para elevar o moral e cortar os portos da Ucrânia – um pilar económico fundamental e fonte dos embarques de grãos para o mundo – ou então reagrupar no Donbass para um contra-ataque próprio no leste.
Quaisquer que sejam os próximos passos de Putin, ele não deu qualquer indicação de reduzir as suas ambições expansivas, apesar dos eventos recentes. Não está claro, no entanto, o que os seus militares podem realisticamente alcançar com a sua força atual.
Mobilização total
Os comentadores pró-Kremlin na televisão estatal, assim como nas redes socais, fizeram crescer as críticas a Putin, com apelos renovados para uma escalada militar. Ramzan Kadyrov, um aliado próximo de Putin que lidera a República da Chechénia, expressou a sua crescente frustração com o que chamou de fracassos militares “surpreendentes” da Rússia na Ucrânia, dizendo que “seria forçado a falar com a liderança do Ministério da Defesa” se não houvesse mudanças na estratégia.
Kadyrov foi mais longe: no seu canal ‘Telegram’, pediu a todos os líderes de uma província russa que reunissem mil voluntários para se juntar à luta, que ele disse que reuniria 85 mil pessoas – “quase um exército!” A mobilização que o Kremlin sempre quis evitar, depois de ter minimizado a guerra como uma “operação militar especial”. Uma mobilização geral de soldados russos chamaria a atenção para o conflito e admitiria implicitamente que a campanha militar não está a correr bem.
A mobilização geral permitiria aos militares atrair ainda mais os 2 milhões de reservistas da Rússia, expandir o recrutamento e colocar o Kremlin em posição de pressionar a sua indústria para uma posição de guerra – mas viria a exigir treino pesado e poderia levar pelo menos até à primavera para ter efeito no campo de batalha.
Pode levar a uma reação ‘desagradável’ nas principais cidades russas, onde a vida continuou como de costume, apesar das sanções, e onde os moradores não sofreram o mesmo número de vítimas do que nas províncias rurais até ao momento.
“Se se pegar nos jovens de Moscovo e São Petersburgo, que são politicamente mais poderosos do que os das províncias, e começarem a morrer na Ucrânia enquanto a Rússia está a perder, essa é uma posição politicamente muito arriscaada para Putin estar”, apontou Kristine Berzina, membro sénior de política de segurança e defesa do German Marshall Fund. Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, garantiu esta semana que o Kremlin não estava a considerar a mobilização total mas que o debate era bem-vindo – até certo ponto. “Pontos de vista críticos podem ser considerados pluralismo desde que permaneçam dentro dos limites da lei”, explicou. “Mas a linha é muito, muito tênue. É preciso ter cuidado aqui.”
Pedir paz
Por último, embora uma esperança muito pequena, estão as conversações de paz, pelo qual crescem vozes na Rússia que pressionam pelo fim da invasão e pela retirada das forças russas na Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/e-agora-putin-kremlin-tem-poucas-boas-opcoes-apos-recuo-das-forcas-russas/
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Chernozem: o ‘ouro negro’ ucraniano que Putin pretende monopolizar e assim controlar a despensa mundial
Por Francisco Laranjeira em 11:24, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-5-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os solos mais férteis do planeta, um ‘milagre da biosfera’, ou os ‘Chernozem’, poderão estão no centro dos interesses de Moscovo e de Putin para monipolizar e controlar a despensa mundial – um ano antes do início da invasão russa, foi decidido realizar um referendo na Ucrânia para determinar se esses solos poderiam ser comprados por países estrangeiros, o que causou nervosismo entre as facções pró-Rússia.
‘Chernozem’ é o novo Eldorado que a Rússia quer dominar. Mas não qualquer terra mas as terras negras, ou ‘chernozems’, da Ucrânia, que são os solos mais férteis do mundo. Mas para os agricultores ucranianos são uma maldição e uma bênção. Se se, por exemplo, somar a produção da Ucrânia e da Rússia, Putin poderia monopolizar 73% da produção mundial, segundo dados do Serviço Agrícola Estrangeiro dos EUA, o que significaria um verdadeiro choque para o mercado.
A Rússia e a Ucrânia são, respetivamente, o primeiro e o quinto exportadores de cereais, garantiu esta segunda-feira o jornal espanhol ‘ABC’. Estima-se que a área global total de ‘chernozem’ ocupe apenas 7% da superfície da Terra. E a Ucrânia possui mais de um quarto das terras negras cultiváveis do planeta, o que representa 56,5% da área total do país.
A ambição russa já tem um longo caminho. O historiador americano Scott Reynolds, autor do livro “Oceans of Grain”, afirmou que “a União Soviética não existia como tal até anexar a Ucrânia. E a URSS só sobreviveu enquanto teve aquele celeiro”. Reynolds também detalhou que, em 2011, Putin tentou criar um cartel de grãos com a Ucrânia e, assim como os países produtores de petróleo, “eles poderiam ter ditado os preços e restringido as exportações” mas o seu projeto fracassou.
Os especialistas enfatizaram que a dependência da Rússia com o seu mercado de petróleo e gás pode tornar-se obsoleto a longo prazo, especialmente quando a transição renovável já está em marcha. E as mudanças climáticas já afetam três quartos do território russo. Assim, o trunfo do controlo agrícola é uma aposta segura e um sector vital para o Kremlin. Mas Moscovo não quer qualquer terra, mas as do leste, que são as mais férteis da Ucrânia. Coincidentemente, estes são Donetsk e Lugansk, controlados em parte por rebeldes pró-Rússia, que têm a maior produção de trigo. E Kharkiv, Zaporizhia e Dnipropetrovsk geram mais de 20% dos grãos do país.
No entanto, o interesse em ‘chernozems’ não é apenas um síndrome da vizinha Rússia. Antes, as empresas nacionais ucranianas ou estrangeiras, por lei, não podiam comprar terras, somente alugar. Assim, em 2020, a Ucrânia cedeu o controle de mais de 3 milhões de hectares de terras agrícolas a empresas privadas como NCH Capital, UkrLandfarming, a fundos da Arábia Saudita e China ou à empresa russa Renaissance Group.
Um ano antes da guerra, foi autorizado a venda de terras e seria decidido em 2024, em referendo, se poderia ser feito para empresas estrangeiras. O que se traduziu em milhões de hectares de ‘chernozem’ que poderiam ficar nas mãos de outros países, algo que causou o nervosismo das facções pró-Rússia na Ucrânia.
No entanto, a superexploração está a degradar o solo fértil. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a Ucrânia perde 500 milhões de toneladas de solo por ano devido à erosão. Para cada tonelada de grãos produzidos, são perdidas 10 toneladas de solo. No entanto, isso não impede a ambição desenfreada. O que está claro é que estourou uma febre pelo novo ‘ouro negro’.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/chernozem-o-ouro-negro-ucraniano-que-putin-pretende-monopolizar-e-assim-controlar-a-despensa-mundial/
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Ucrânia: “Putin está a falhar em todos os seus objetivos estratégicos”, aponta responsável militar britânico
Por Francisco Laranjeira em 14:38, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin está a “falhar em todos os seus objetivos estratégicos militares”, garantiu esta segunda-feira o chefe da equipa de Defesa do Reino Unido – o almirante sir Tony Radakin referiu que a pressão sobre o presidente russo está a aumentar à medida que as defesas do seu país enfraquecem diante dos contra-ataques ucranianos, confirmando o que os serviços de Inteligência britânicos avançaram sobre a capacidade das forças da linha da frente da Rússia terem reservas adequadas ou de moral para resistir aos avanços ucranianos.
“Desde o início que dissemos que foi um erro estratégico do presidente Putin, e erros estratégicos levam a consequências estratégicas. E neste caso é uma falha estratégica”, apontou sir Tony Radakin, em declarações à televisão ‘BBC’. “Putin está a falhar em todos os seus objetivos estratégicos militares. Ele queria subjugar a Ucrânia; isso não vai acontecer.”
“Queria assumir o controlo da capital; vimos que foi derrotado anteriormente. Vimos que queria enfraquecer a NATO. A NATO está agora muito mais forte e temos a adesão da Finlândia e da Suécia. Queria quebrar a determinação internacional. Bem, na verdade esta fortaleceu-se durante este período, e ele está sob pressão, os seus problemas estão a aumentar”, apontou.
Putin, segundo o especialista, não tem mão de obra ou equipamento suficiente para realizar os seus objetivos militares, especialmente porque as forças ucranianas tornam-se mais fortes. “Também estamos a ver as magníficas forças armadas ucranianas, que foram corajosas, estão a lutar pelo seu país e abraçaram o apoio internacional que todos nós estamos a fornecer”, explicou.
No entanto, apesar do acumular de problemas para o Kremlin, é necessário cautela. “Acho que é significativo em termos do que está a acontecer no terreno – é realmente significativo para o moral ucraniano e significativo para o impacto que tem nas forças russas. Mas as pessoas precisam de ser cautelosas; o resultado provável é que vai continuar por muito tempo”, frisou.
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou recentemente que a Rússia aumentou os seus ataques a alvos civis nos últimos sete dias, apesar de as suas ações “não terem efeito militar imediato”. “Enquanto enfrenta reveses nas linhas de frente, a Rússia provavelmente estendeu os locais que está preparada para atacar numa tentativa de minar diretamente o moral do povo e do Governo ucraniano”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-esta-a-falhar-em-todos-os-seus-objetivos-estrategicos-aponta-responsavel-militar-britanico/
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Ucrânia: Uso de armas nucleares por Putin teria uma resposta “consequente”, promete Biden
Por Francisco Laranjeira em 14:55, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/11/President_of_the_United_States_Joe_Biden_2021.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos emitiram um severo aviso ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre o uso de armas nucleares durante a invasão da Ucrânia.
Joe Biden, entrevistado para o programa ’60 Minutes’, da CNN, naquela que foi a sua primeira aparição num programa noticioso de longa duração desde a sua eleição, foi questionado sobre a possível implantação de “armas nucleares químicas ou táticas” pela Rússia devido aos fortes revezes sofridos ao longo da invasão. “Não. Não. Não”, exclamou o presidente americano. “Vai mudar a face da guerra como nada o fez desde a II Guerra Mundial”, garantindo que a resposta dos aliados seria “consequente”.
“A Rússia tornar-se-ia mais pária no mundo do que alguma vez foi”, acrescentou Biden. “E dependendo da extensão do que fizerem vai determinar a respetiva resposta.”
(https://i.ibb.co/j8VtHJ3/Captura-de-ecr-2022-09-19-154115.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo
Oo Kremlin respondeu ao aviso de Biden de que Putin não deveria recorrer a armas de destruição em massa: o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, pediu para que lessem “a doutrina nuclear” russa, que determina que o uso de armas nucleares pode seguir “uma agressão contra a Rússia ou um seu aliado com o uso de armas de destruição em massa” ou se o país enfrentar uma agressão “quando a própria existência do Estado estiver ameaçada”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-uso-de-armas-nucleares-por-putin-teria-uma-resposta-consequente-promete-biden/
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O que se sabe sobre as valas comuns encontradas em Izyum na Ucrânia
MadreMedia / AFP
19 set 2022 14:46
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 440 sepulturas foram encontradas numa floresta perto de Izyum, no leste da Ucrânia. Alguns dos corpos estavam com as mãos amarradas. Outros mostravam sinais de terem sofrido violência.
Investigadores ucranianos começaram as suas investigações na sexta-feira (16) e isto é o que se sabe até agora:
O que encontraram?
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou, na semana passada, a descoberta de uma "vala comum", após a libertação da cidade de Izyum. No mesmo local, também foram encontradas mais de 440 sepulturas que remontam ao espaço temporal entre março a setembro de 2022.
De uma delas, os investigadores exumaram os corpos de pelo menos 17 soldados ucranianos. Uma cruz sobre o túmulo trazia a inscrição: "Exército ucraniano, 17 pessoas. Morgue de Izyum".
As autoridades afirmam que existem mais de 440 sepulturas, porque o último número inscrito nas cruzes é 445, apurou a AFP.
Os números estão, em grande parte, inscritos em cruzes de madeira. Algumas delas também têm nomes e datas.
Cerca de 100 corpos foram exumados desde domingo (18).
Torturados ou mortos em combate?
As autoridades ucranianas suspeitam de que alguns dos mortos foram torturados pelas forças russas durante a ocupação da região nordeste de Kharkiv. Pelo menos dois dos cadáveres foram encontrados com as mãos atadas, observaram jornalistas da AFP.
Um deles "tinha as mãos amarradas, a mandíbula quebrada e duas facadas nas costas", descreveu um membro da Procuradoria de Kharkiv, que pediu para não ser identificado.
Os restos mortais foram identificados como sendo de um combatente voluntário pró-ucraniano, acrescentou a mesma autoridade.
Também foram exumados corpos de civis mortos durante os combates de março. Entre eles estão três membros da família de Volodimir Kolesnik, mortos no bombardeamento da sua casa, a 9 de março. A sua tia, primo e a esposa deste morreram e foram levados para o cemitério, relatou Kolesnik, morador de Izyum, à AFP.
Em que fase está a investigação?
Uma dúzia de equipas de quatro pessoas (um promotor, um investigador e dois especialistas) conduziram investigações no domingo. Socorristas vestidos com macacões brancos ficaram encarregados das exumações em si.
O procurador de Kharkiv, Yevgen Sokolov, que lidera a investigação, disse não ter um número exato das pessoas que teriam sofrido mortes violentas.
"Faremos contas assim que terminarmos as exumações", afirmou.
Segundo ele, dos corpos exumados até agora, "a maioria tem ferimentos por bombardeamentos e explosões", enquanto outros apresentam "ferimentos por objetos cortantes e mostravam sinais de morte violenta".
Sokolov disse que um combatente tinha "as mãos amarradas atrás das costas" e outro foi encontrado com "uma corda à volta do pescoço e as extremidades danificadas".
O procurador estima que será necessária mais uma semana para exumar os outros corpos, se as condições meteorológicas permitirem.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-que-se-sabe-sobre-as-valas-comuns-encontradas-em-izyum-na-ucrania
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Rússia qualifica como "mentiras" as denúncias da Ucrânia sobre corpos encontrados em Izyum
MadreMedia / AFP
19 set 2022 10:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou esta segunda-feira que as tropas russas tenham matado centenas de pessoas, colocando-as em valas comuns.
A Rússia qualificou como "mentiras" as informações sobre a descoberta de centenas de corpos e de uma vala comum em Izyum, cidade do leste da Ucrânia, após a retirada das forças de Moscovo desta região.
"É uma mentira. Vamos defender a verdade nesta questão", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
"É o mesmo roteiro de Bucha", acrescentou Peskov, em referência a outra cidade ucraniana onde as forças russas foram acusadas de cometer crimes, o que Moscovo nega.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-chama-de-mentiras-as-denuncias-da-ucrania-sobre-corpos-encontrados-em-izyum
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Rússia acusa selecionador ucraniano de "promover ódio" e exige à UEFA a sua exclusão
Sportinforma
19 set 2022 16:24
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=Mzk1sbi6KDVD6PkcCs2mc+KaewJNrheGPv/EberE0vlATD2k0RZLbgtc/96bZAr5U+hrHDVzn8At/dl2TGYCA5cZxVpONQs+cRA1NphIHk5NX8U=)
Oleksandr Petrakov, selecionador da Ucrânia AFP or licensors
Em entrevista ao 'The Guardian', Oleksandr Petrakov afirmou ser capaz de "matar dois ou três inimigos", caso os militares russos invadissem Kiev.
A Federação Russa de Futebol exigiu à UEFA a expulsão imediata do selecionador ucraniano, Oleksandr Petrakov, acusando-o de "promover o ódio público com base na nacionalidade" de "usar o futebol para declarar visões políticas", algo que vai contra as normas do organismo máximo do futebol europeu.
Na base desta exigência por parte da federação russa está uma entrevista dada em abril por Oleksandr Petrakov ao jornal 'The Guardian', na qual este afirmou ser capaz de "matar dois ou três inimigos", caso os militares russos invadissem Kiev, local onde reside.
É o próprio 'The Guardian' que dá agora conta da carta enviada pela federação russa à UEFA, na qual o seu secretário geral, Denis Rogachev defende que estas declarações do selecionador ucraniano foram feitas "representam uma mensagem política que, obviamente, viola os princípios fundamentais da neutralidade política" pelos quais se rege o futebol europeu.
Rogachev argumenta então que Oleksandr Petrakov efetuou um "apelo à violência" e que este seu comentário constitui um ato de "discriminação com base na nacionalidade", tendo o técnico defendido a suspensão de todos os atletas russos "sem qualquer justificação legal", argumenta aquele dirigente da federação russa.
Entretanto, a Federação Ucraniana de Futebol fez já questão de sublinhar que o seu selecionador se limitou a afirmar-se "pronto para defender a sua pátria, as suas mulheres e as suas crianças", deixando ainda uma questão: "De que tipo de discriminação podemos falar em relação a uma nação que, deliberadamente, comete genocídio contra outra?", aponta
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/russia-acusa-selecionador-ucraniano-de-promover-odio-e-exige-a-uefa-a-sua-excluasoao
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Ucrânia: Separatistas pró-russos condenam funcionários da OSCE a penas de prisão
Por MultiNews Com Lusa em 16:47, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Separatistas pró-russos no leste da Ucrânia condenaram hoje dois funcionários da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a 13 anos de prisão, por “alta traição”, informaram agências russas.
Em abril, o Ministério da Segurança do Estado da região separatista de Lugansk anunciou a detenção de dois membros da missão da OSCE na região, Dmitri Chabanov e Maksim Petrov, acusados de terem transmitido informações aos serviços de informações estrangeiros.
“Os juízes consideram Dmitry Chabanov culpado (…) e condenam-no a cumprir uma pena de 13 anos de prisão”, disse hoje o Supremo Tribunal da região separatista de Lugansk, citado pela agência Ria-Novosti.
Poucas horas depois, o mesmo tribunal pronunciou o mesmo veredicto contra Petrov, que trabalhava como intérprete para a OSCE, segundo agências russas.
De acordo com o Ministério da Segurança dos separatistas, “a investigação concluiu que Dmitry Shabanov, como assistente de segurança na base de patrulha avançada de Stakhanavoskaya, transmitiu informações confidenciais” a “representantes dos serviços de informações estrangeiros”.
O Ministério acrescentou que Shabanov foi recrutado em 2016 por um ex-oficial do SBU, os serviços de segurança da Ucrânia, e por um agente da CIA, a agência de informações norte-americana, na Ucrânia.
Segundo as autoridades separatistas, Shabanov cometeu atos de “alta traição” entre agosto de 2021 e abril de 2022.
A secretária-geral da OSCE, Helga Schmid, já reagiu a este veredicto, denunciando com veemência a condenação dos dois funcionários.
“Peço a sua libertação imediata e incondicional”, disse Schmid, num comunicado, acrescentando que um terceiro funcionário da OSCE está ainda detido pelos separatistas.
Na semana passada, a OSCE disse que as acusações contra os seus colaboradores foram “fabricadas”.
Com sede em Viena desde a sua criação em 1975, a OSCE nasceu no coração da Guerra Fria para promover o diálogo leste-oeste e integra 57 estados-membros, incluindo países da NATO e aqueles que se encontram na órbita de influência da Rússia.
Os funcionários hoje condenados faziam parte de uma missão de observação no leste da Ucrânia, em 2014, após acordos que reduziram a intensidade dos confrontos que eclodiram naquele ano entre separatistas apoiados por Moscovo e forças de Kiev.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-separatistas-pro-russos-condenam-funcionarios-da-osce-a-penas-de-prisao/
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Rússia envia mísseis anti-aéreos da era soviética para a Ucrânia. Fortes perdas de material pressionam o Kremlin
Por Filipe Pimentel Rações em 17:57, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Ucr%C3%A2nia-guerra.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia está a mobilizar mísseis anti-aéreos antigos para os teatros de batalha na Ucrânia, à medida que fortes perdas de equipamento militar têm vindo a ser apontadas como obstáculos aos avanços das forças russas no país vizinho.
De acordo com a agência finlandesa ‘Yle’, pelo menos quatro das 14 bases com mísseis anti-aéreos ao redor de São Petersburgo foram esvaziados de equipamento entre agosto e setembro, explica o especialista em assuntos militares Marko Eklund.
“É muito provável que o equipamento que tenha sido removido [das bases] tenham sido maioritariamente sistemas velhos S-300”, que datam dos tempos da União Soviética, aponta Eklund.
O especialista acredita que em São Petersburgo se mantêm os mais modernos sistemas S-400, para proteger a segunda maior cidade da Rússia, próxima da fronteira com a Finlândia. A agência ‘Yle’ estima que as 14 baterias colocadas em círculo ao redor de São Petersburgo incluem mais de 100 plataformas móveis de tiro equipadas com pelo menos 450 mísseis.
Esta transferência de mísseis para a Ucrânia não é a primeira, sendo que a mesma fonte indica que vários mísseis desapareceram da região de Voronezh, no sul da Rússia, três meses após o início da guerra. É quase certo que tenham sido enviados para as linhas da frente das tropas russas no país vizinho.
Estima-se que, até ao momento, a Rússia tenha disparado mais de 500 mísseis S-300 contra alvos ucranianos e que agora terá somente 7.000 mísseis restantes, segundo informações do Ministério da Defesa ucraniano.
Kiev calcula que a Rússia já tenha perdido cerca de 168 sistemas de defesa anti-aérea e 238 mísseis de cruzeiro.
(https://i.ibb.co/vXjWKtY/Captura-de-ecr-2022-09-19-190748.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-envia-misseis-anti-aereos-da-era-sovietica-para-a-ucrania-fortes-perdas-de-material-pressionam-o-kremlin/
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Ucrânia: Bálticos começaram a aplicar acordo de fecho de fronteiras a russos
Por MultiNews Com Lusa em 18:37, 19 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Putin-2.jpg)
FILE PHOTO: RussiaN President Vladimir Putin attends an event at the Novo-Ogaryovo state residence outside Moscow, Russia, July 23, 2020. Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY./File Photo/File Photo
Estónia, Letónia e Lituânia fecharam as suas fronteiras a partir de hoje aos cidadãos russos, com poucas exceções, mesmo que tenham visto para o espaço Schengen de circulação.
A decisão dos Estados bálticos de restringirem ao máximo a entrada nos respetivos territórios, a partir de hoje, 19 de setembro, de cidadãos russos tinha sido aprovada a 08 de setembro, num acordo assinado na altura também pela Polónia.
Os três Estados bálticos deixaram de emitir vistos turísticos e outras autorizações a cidadãos russos pouco tempo depois do início da invasão russa da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro.
No entanto, até agora, os cidadãos russos com vistos de qualquer um dos países do espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) podiam viajar livremente para os territórios destes países bálticos.
“A Rússia é um Estado imprevisível e agressivo. Três quartos dos seus cidadãos apoiam a guerra. É inaceitável que as pessoas que apoiam a guerra possam viajar livremente pelo mundo, para a Lituânia, para a União EUropeia”, disse hoje a ministra do Interior da Lituânia, Agne Bilotaite.
O Ministério do Interior da Lituânia disse que 11 cidadãos russos foram impedidos de entrar naquele país a partir da meia-noite. A maioria tentava entrar por terra de Kaliningrado ou da Bielorrússia. Não foram relatados incidentes.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Urmas Reinsalu, disse ao jornal finlandês Helsingin Sanomat que as viagens russas colocavam preocupações de segurança porque “há informação de que espiões russos usaram identidades falsas e realizaram várias atividades na Europa com vistos turísticos”.
Serão abertas exceções para diferentes categorias, incluindo “dissidentes”, “casos humanitários”, razões familiares e titulares de autorizações de residência na UE, bem como o trânsito de viajantes de e para o enclave russo de Kaliningrado, no Báltico.
A decisão dos estados do Báltico e da Polónia, também com fronteira com a Rússia, tinha sido anunciada num comunicado conjunto assinado pelo primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, e os seus homólogos dos países bálticos – a estónia Kaja Kallas, a lituana Ingrida Simonyte e o letão Arturs Kriszjanis Karins.
O acordo avançou depois de estes países não terem conseguido que a União Europeia no seu conjunto adotasse mais esta medida como sanção a Moscovo pela invasão da Ucrânia.
Não houve indicações de novas restrições de viagem hoje para os russos que procuram entrar na Polónia, apesar de o país ter concordado em introduzir também a proibição até ao dia de hoje.
A Polónia, que faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, ainda tem restrições apertadas aos viajantes russos que restam da pandemia de covid-19.
Mais de 65.000 russos atravessaram a Polónia este ano, à semelhança do mesmo período do ano passado, mas 10 vezes menos do que antes da pandemia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-balticos-comecaram-a-aplicar-acordo-de-fecho-de-fronteiras-a-russos/
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Zelensky assina decreto para criar comandos militares em Kherson
MadreMedia / Lusa
19 set 2022 18:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou hoje um decreto para criar comandos militares em diversas localidades da região de Kherson, alvo de uma contraofensiva por parte das forças ucranianas para reconquistar território desde finais de agosto.
O diploma, publicado pelo gabinete da Presidência ucraniana, prevê a criação de comandos militares em várias localidades dos distritos de Kajovska, Berislav, Skadovsk e Genichesk, entre outros, segundo a agência de notícias UNIAN.
A Ucrânia anunciou em finais de agosto uma contraofensiva em Kherson, situada na costa do mar Negro, depois de romper a primeira linha de defesa das tropas russas.
O Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas indicou a 11 de setembro que as forças russas estavam a começar a retirar de várias localidades da região, movimentações que fizeram disparar as especulações sobre um possível ponto de viragem na guerra, já que até agora, os avanços feitos pelos forças ucranianas tinham sido muito escassos.
As primeiras vitórias da Rússia na fase inicial da guerra, que começou no final de fevereiro, foram precisamente cidades do sul e do leste da Ucrânia e, atualmente, as tropas russas controlam cerca de um quinto do território ucraniano.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 208.º dia, 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-assina-decreto-para-criar-comandos-militares-em-kherson
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Bálticos começaram a aplicar acordo de fecho de fronteiras a russos
MadreMedia / Lusa
19 set 2022 18:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Estónia, Letónia e Lituânia fecharam as suas fronteiras a partir de hoje aos cidadãos russos, com poucas exceções, mesmo que tenham visto para o espaço Schengen de circulação.
A decisão dos Estados bálticos de restringirem ao máximo a entrada nos respetivos territórios, a partir de hoje, 19 de setembro, de cidadãos russos tinha sido aprovada a 08 de setembro, num acordo assinado na altura também pela Polónia.
Os três Estados bálticos deixaram de emitir vistos turísticos e outras autorizações a cidadãos russos pouco tempo depois do início da invasão russa da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro.
No entanto, até agora, os cidadãos russos com vistos de qualquer um dos países do espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) podiam viajar livremente para os territórios destes países bálticos.
“A Rússia é um Estado imprevisível e agressivo. Três quartos dos seus cidadãos apoiam a guerra. É inaceitável que as pessoas que apoiam a guerra possam viajar livremente pelo mundo, para a Lituânia, para a União EUropeia”, disse hoje a ministra do Interior da Lituânia, Agne Bilotaite.
O Ministério do Interior da Lituânia disse que 11 cidadãos russos foram impedidos de entrar naquele país a partir da meia-noite. A maioria tentava entrar por terra de Kaliningrado ou da Bielorrússia. Não foram relatados incidentes.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Urmas Reinsalu, disse ao jornal finlandês Helsingin Sanomat que as viagens russas colocavam preocupações de segurança porque “há informação de que espiões russos usaram identidades falsas e realizaram várias atividades na Europa com vistos turísticos”.
Serão abertas exceções para diferentes categorias, incluindo “dissidentes”, “casos humanitários”, razões familiares e titulares de autorizações de residência na UE, bem como o trânsito de viajantes de e para o enclave russo de Kaliningrado, no Báltico.
A decisão dos estados do Báltico e da Polónia, também com fronteira com a Rússia, tinha sido anunciada num comunicado conjunto assinado pelo primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, e os seus homólogos dos países bálticos – a estónia Kaja Kallas, a lituana Ingrida Simonyte e o letão Arturs Kriszjanis Karins.
O acordo avançou depois de estes países não terem conseguido que a União Europeia no seu conjunto adotasse mais esta medida como sanção a Moscovo pela invasão da Ucrânia.
Não houve indicações de novas restrições de viagem hoje para os russos que procuram entrar na Polónia, apesar de o país ter concordado em introduzir também a proibição até ao dia de hoje.
A Polónia, que faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, ainda tem restrições apertadas aos viajantes russos que restam da pandemia de covid-19.
Mais de 65.000 russos atravessaram a Polónia este ano, à semelhança do mesmo período do ano passado, mas 10 vezes menos do que antes da pandemia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/balticos-comecaram-a-aplicar-acordo-de-fecho-de-fronteiras-a-russos
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Ucrânia. Desconfiado das chefias militares, Putin aposta em forças irregulares
João Campos Rodrigues 20/09/2022 08:19
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/20/833002.jpg?type=artigo)
Fonte de imagem © AFP
Após o descalabro russo no sudeste de Kharkiv, unidades regionais ou mercenários ganham destaque. O Kremlin até recruta em prisões.
A Rússia tem recorrido aos habituais bombardeamentos maciços para travar o ímpeto das forças ucranianas, entusiasmadas com a sua estrondosa vitória a sudeste de Kharkiv. Até agora, tudo indica que os resultados da concentração de artilharia russa estejam a ser tão decepcionantes para o Kremlin como de costume. Se a falta de coordenação das forças russa é apontada há muito por analistas, a expectativa é que isso seja mais notório com a crescente aposta do regime de Vladimir Putin em unidades regionais ou paramilitares, em vez do exército, lê-se no mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra.
Este fenómeno pode ser explicado pela “relação cada vez mais amarga de Putin com as chefias militares e o ministério da Defesa russo”, tendo essa frustração do Presidente aumentado com o falhanço dos generais em antecipar a contra-ofensiva no sudeste de Kharkiv. Daí que seja esperado que muitos dos novos recrutas russos sejam integrados em batalhões regionais de voluntários. Destacando-se os batalhões das repúblicas separatistas russas no Donbass, cheios de gente recrutada à força, e unidades chechenas de Ramzan Kadyrov, conhecido como o senhor da guerra favorito de Putin, que tem procurado ganhar destaque neste conflito.
Numa altura em que a moral é vista como um problema grave para as tropas russas no geral, a lealdade dos combatentes chechenos ao seu líder não causa grandes dúvidas, havendo relatos de que as unidades de Kadyrov até foram usadas para perseguir desertores russos, quando parecia que a linha da frente ia colapsar a sudeste de Kharkiv. Contudo, também há queixas de discriminação, avançou o Insider, um site noticioso ligado à oposição russa, tendo combatentes não-chechenos integrados nestas unidades contado ser colocados nos pontos onde os combates são mais intensos.
E, por mais que Kadyrov gabe a ferocidade dos seus homens, não é esperado que estes tenham uma coordenação particularmente boa com os ramos das forças armadas, podendo dificultar aquilo que militares chamam de “armas combinadas”. Ou seja, conjugar bombardeamentos aéreos ou de artilharia com avanços da infantaria ou forças mecanizadas, algo em que as forças russas já têm tido dificuldades, avaliam analistas.
O mesmo problema é esperado no que toca ao uso de mercenários pela Rússia. Dado que Putin até agora tem evitado ordenar mobilização a nível nacional, com recrutamento compulsivo, o regime autorizou empresas de mercenários a ir buscar soldados às prisões, oferecendo reduções de pena em troca, avançou o Washington Post. Tanto a moral como a disciplina destes recrutas é vista como um potencial problema para os russos.
Esta escassez de recursos humanos é algo que nem a vantagem da Rússia em termos de artilharia parece capaz de colmatar. Nos últimos dias, os militares ucranianos não só têm conseguido consolidar as sua posições ao longo do rio Oskil, a leste de Kharkiv e próximo de Lugansk, como até anunciaram ter estabelecido testas-de-ponte na margem leste. A contra-ofensiva ucraniana em Kherson, no sul do país, está a ganhar ritmo, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra. O que leva os invasores a conduzir retiradas controladas de posições mais vulneráveis ao redor desta cidade, para evitar uma fuga caótica semelhante ao que se viu em Izium.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781335/ucr-nia-desconfiado-das-chefias-militares-putin-aposta-em-forcas-irregulares?seccao=Mundo_i
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Polónia distribui comprimidos de iodo a todos os bombeiros do país devido a receios de acidente nuclear em Zaporizhia
Por Francisco Laranjeira em 10:15, 20 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/Zaporozhe-units-Energoatom-460.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério do Interior da Polónia começou a distribuir comprimidos de iodo a todos os bombeiros profissionais do país como uma medida preventiva contra o perigo que representa um potencial acidente na central nuclear ucraniana de Zaporizhia, ocupada pelas tropas russas e alvo de bombardeamentos nos últimos dias.
“Como parte das atividades de gestão de crises e proteção civil, em conexão com informações dos media sobre os combates na região da central nuclear, foram entregues comprimidos que contêm iodeto de potássio na semana passada na sede do distrito do corpo de bombeiros do Estado”, frisou o ministério, em comunicado. No entanto, trata-se de um “procedimento padrão” previsto em lei e utilizado em caso de uma “possível emergência radiológica”.
O Executivo polaco, no entanto, não quis causar o alarme e esclareceu que, de momento, “não existe tal ameaça e a situação é continuamente monitorizada pela Agência Nacional de Energia Atómica”.
“Os serviços responsáveis pela segurança do Estado estão em constante preparação e é assegurada a quantidade adequada de iodeto de potássio para cada cidadão polaco”, pôde ler-se no comunicado. Além disso, as autoridades polacas lembraram que os médicos e especialistas não recomendam o uso preventivo de iodeto de potássio por conta própria.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-distribui-comprimidos-de-iodo-a-todos-os-bombeiros-do-pais-devido-a-receios-de-acidente-nuclear-em-zaporizhia/
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Ucrânia: Apelo de anexação imediata das forças pró-russas de Luhansk e Donetsk causa pânico no Kremlin, apontam especialistas
Por Francisco Laranjeira em 10:45, 20 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Instituto para o Estudo da Guerra está convencido de que o apelo das autoridades pró-Rússia para anexar imediatamente as províncias de Luhansk e Donetsk “está a aterrorizar as forças auxiliares e o Kremlin”. Como a Rússia não controla a totalidade dessas regiões, a anexação de territórios indiretos significaria que as áreas controladas pela Ucrânia seriam “pela definição do Kremlin, parcialmente ‘ocupadas’ por autoridades ucranianas legítimas e forças ucranianas avançadas”, disse o ISW.
Isso “colocaria o Kremlin na estranha posição de exigir que as forças ucranianas desocupassem o território ‘russo’ e na posição humilhante de ser incapaz de cumprir essa exigência”, denunciou o ISW.
Não está claro, no entanto, que Putin gostaria de “se colocar em tal situação para o benefício duvidoso de tornar mais fácil ameaçar a NATO ou a Ucrânia com uma escalada que seria altamente improvável de conduzir nesta fase”, apontou o ISW.
Nas últimas semanas, os militares ucranianos libertaram territórios significativos capturados pelas forças russas na região de Kharkiv e cruzaram a fronteira com a Rússia. Os analistas consideraram essa a maior derrota de Moscovo desde o início da invasão, a 24 de fevereiro. Os militares russos garantiram que a sua retirada era uma necessidade de “reagrupamento” .
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-apelo-de-anexacao-imediata-das-forcas-pro-russas-de-luhansk-e-donetsk-causa-panico-no-kremlin-apontam-especialistas/
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“Putin está em guerra não apenas com a Ucrânia mas com toda a União Europeia. E está a perder”, assegura primeiro-ministro espanhol
Por Francisco Laranjeira em 10:27, 20 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia está em guerra não apenas com a Ucrânia, mas com toda a União Europeia e está a perder, apontou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao jornal ‘POLÍTICO’. O chefe de Governo de Espanha garantiu que Vladimir Putin “está a usar a energia como uma ferramenta de guerra” porque está ameaçado pelos valores da UE, frisou, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que reuniu mais de 150 chefes de Estado e de Governo.
Mas enquanto Putin conseguiu aumentar o preço da energia na Europa, forçando intervenções musculadas no mercado para reduzir a dor financeira nas famílias e empresas, Sánchez insistiu que Moscovo está na realidade a aproximar a UE. Para Sánchez, o bloco europeu está a aprender com as sucessivas crises que assolam o continente desde 2008, citando os exemplos dos acordos entre Governos da UE para reunir dívidas, coordenar investimentos em defesa e de travar a dependência da energia russa.
O sistema energético da Europa é agora “um mercado que não funciona”, apontou Sánchez, exigindo novas políticas criativas que seriam impensáveis há apenas alguns anos. “Aprendendo com o modelo pandémico da Covid-19, por que não centralizamos as compras de gás, como fizemos com as vacinas?”, sugeriu o responsável.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-esta-em-guerra-nao-apenas-com-a-ucrania-mas-com-toda-a-uniao-europeia-e-esta-a-perder-assegura-primeiro-ministro-espanhol/
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Rússia e Ucrânia vão trocar 200 prisioneiros de guerra
MadreMedia / AFP
20 set 2022 09:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Rússia e Ucrânia concordaram em trocar 200 prisioneiros numa das maiores trocas da guerra nestes sete meses, disse o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
Erdogan fez o anúncio após conversas na semana passada com o presidente russo, Vladimir Putin, à margem de uma cúpula regional no Uzbequistão.
Erdogan não forneceu detalhes completos sobre a troca, apelidando as pessoas trocadas de "reféns" e não revelando quantos havia de cada lado.
"Duzentos reféns serão trocados mediante acordo entre as partes. Acho que será dado um passo significativo", disse Erdogan à televisão norte-americana PBS, na segunda-feira.
A Turquia, membro da NATO, tentou permanecer neutra no conflito, fornecendo drones de combate para Kiev e evitando sanções lideradas pelo Ocidente contra Moscovo.
Erdogan disse que teve a "impressão" de que Putin estava disposto a acabar com a guerra.
"Tivemos discussões muito extensas e ele está realmente mostrando que está disposto a acabar com isso o mais rápido possível", disse Erdogan.
"Essa foi a minha impressão porque a forma como as coisas estão a acontecer é bastante problemática."
Erdogan disse que o regresso da Rússia das terras capturadas seria uma parte importante de qualquer trégua duradoura.
"Se a paz for estabelecida na Ucrânia, é claro que devolver a terra que foi invadida será importante", disse.
Questionado repetidamente se Putin deveria ser responsabilizado por invadir a Ucrânia, Erdogan disse que não havia benefício em tomar partido.
"Não vamos defender um único líder. Em vez disso, temos que procurar uma solução que satisfaça todas as partes envolvidas."
Refira-se que Erdogan tentou repetidamente reunir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Turquia para negociações de trégua.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-e-ucrania-vao-trocar-200-prisioneiros-de-guerra
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Semana de alto nível da ONU arranca hoje em formato presencial perante desafios da guerra
MadreMedia / Lusa
20 set 2022 08:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A semana de alto nível da 77.ª Assembleia-Geral da ONU, que reunirá líderes de todo o mundo em Nova Iorque, arranca hoje presencialmente, com atenções concentradas na crise internacional desencadeada pela invasão russa na Ucrânia.
Após dois anos em formato virtual e híbrido devido à covid-19, esta nova sessão da Assembleia-Geral decorrerá de forma totalmente presencial, apesar de a pandemia ainda marcar o quotidiano em várias partes do mundo, e ainda estar no radar das discussões previstas para o evento.
Contudo, e apesar dos protocolos básicos de saúde definidos para a Assembleia-Geral, poucos eventos paralelos ocorrerão no recinto da ONU em Manhattan.
Entre as figuras políticas aguardadas esta semana em Nova Iorque estão o Presidente norte-americano, Joe Biden, o chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.
Apesar de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deixar o seu país para se deslocar a Nova Iorque, as Nações Unidas autorizaram que faça um discurso pré-gravado na sessão de alto nível, uma exceção à exigência de que todos os líderes falem pessoalmente.
Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa, que se deslocará a Nova Iorque para participar na Assembleia-Geral pela segunda vez desde que é líder do executivo português.
Apesar da tentativa de restabelecer a normalidade pós-pandemia, o funeral da Rainha Isabel II alterou a ordem habitual dos trabalhos, uma vez que vários chefes de Estado e de Governo tiveram de alterar as suas viagens para poderem comparecer às cerimónias fúnebres em Londres e depois deslocarem-se para Nova Iorque.
Um desses casos é o dos Estados Unidos – país anfitrião do evento e que tradicionalmente se apresenta em segundo lugar na abertura do debate da Assembleia-Geral -, mas que só discursará na quarta-feira devido à presença do chefe de Estado, Joe Biden, no funeral da monarca britânica.
Como habitual, será o Brasil a abrir os discursos de alto nível na Assembleia-Geral, através do Presidente, Jair Bolsonaro, na manhã de hoje.
A abertura da 77.ª Assembleia-Geral ocorre num momento em que o planeta é assolado por crises em várias frentes: guerra russa na Ucrânia, as crises alimentar, energética e climática, as tensões entre China e Estados Unidos ou questões nucleares.
Contudo, espera-se que a invasão da Ucrânia seja mesmo o tema dominante, até por ter sido levada a cabo por um membro permanente do Conselho de Segurança, importante órgão da ONU cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, e que acabou por desencadear uma crise de confiança sobre as próprias Nações Unidas.
“É por isso que a próxima semana é tão crítica. Acreditamos que este é um momento para defender as Nações Unidas e demonstrar ao mundo que ela ainda pode enfrentar os desafios globais mais prementes do mundo”, disse na sexta-feira a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Linda Thomas-Greenfield, apontando como prioridades principais da Assembleia-Geral abordar a insegurança alimentar global, promover a saúde global e “defender a Carta da ONU para moldar o futuro das Nações Unidas”
Nesse sentido, é esperado que os países ocidentais usem esta semana para intensificar as críticas a Moscovo e, por outro lado, que a Rússia ignore as tentativas de isolamento e tente minar a narrativa ocidental sobre a guerra, segundo vários analistas ouvidos pela Lusa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/semana-de-alto-nivel-da-onu-arranca-hoje-em-formato-presencial-perante-desafios-da-guerra
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Kherson e Donbass realizam referendos de anexação à Rússia de 23 a 27 de setembro
Por MultiNews com Lusa em 14:26, 20 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-ucranianos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A região de Kherson, localizada no sul da Ucrânia e controlada pelas tropas de Moscovo, e os territórios separatistas pró-Rússia da região do Donbass, no leste, vão organizar referendos de integração de 23 a 27 de setembro.
Os referendos no Donbass serão realizados nas autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, que o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu como independentes, pouco antes de enviar tropas para a Ucrânia, em fevereiro.
Uma integração destas regiões pode escalar o conflito na Ucrânia. O país liderado por Volodymyr Zelensky, logo após este anúncio, prometeu “liquidar” a “ameaça” russa.
“A Ucrânia vai resolver a questão russa. Esta ameaça só pode ser liquidada pela força”, escreveu no Telegram o chefe da Administração Presidencial ucraniana, Andrii Yermak, denunciando estes referendos como uma “chantagem” de Moscovo, motivada pelo “medo da derrota”.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 208.º dia, 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kherson-e-donbass-realizam-referendos-de-anexacao-a-russia-de-23-a-27-de-setembro/
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Ucrânia. Desconfiado das chefias militares, Putin aposta em forças irregulares
20 de setembro 2022 às 08:24
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/20/833003.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Após o descalabro russo no sudeste de Kharkiv, unidades regionais ou mercenários ganham destaque. O Kremlin até recruta em prisões.
A Rússia tem recorrido aos habituais bombardeamentos maciços para travar o ímpeto das forças ucranianas, entusiasmadas com a sua estrondosa vitória a sudeste de Kharkiv. Até agora, tudo indica que os resultados da concentração de artilharia russa estejam a ser tão decepcionantes para o Kremlin como de costume. Se a falta de coordenação das forças russa é apontada há muito por analistas, a expectativa é que isso seja mais notório com a crescente aposta do regime de Vladimir Putin em unidades regionais ou paramilitares, em vez do exército, lê-se no mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra.
Este fenómeno pode ser explicado pela “relação cada vez mais amarga de Putin com as chefias militares e o ministério da Defesa russo”, tendo essa frustração do Presidente aumentado com o falhanço dos generais em antecipar a contra-ofensiva no sudeste de Kharkiv. Daí que seja esperado que muitos dos novos recrutas russos sejam integrados em batalhões regionais de voluntários. Destacando-se os batalhões das repúblicas separatistas russas no Donbass, cheios de gente recrutada à força, e unidades chechenas de Ramzan Kadyrov, conhecido como o senhor da guerra favorito de Putin, que tem procurado ganhar destaque neste conflito.
Numa altura em que a moral é vista como um problema grave para as tropas russas no geral, a lealdade dos combatentes chechenos ao seu líder não causa grandes dúvidas, havendo relatos de que as unidades de Kadyrov até foram usadas para perseguir desertores russos, quando parecia que a linha da frente ia colapsar a sudeste de Kharkiv. Contudo, também há queixas de discriminação, avançou o Insider, um site noticioso ligado à oposição russa, tendo combatentes não-chechenos integrados nestas unidades contado ser colocados nos pontos onde os combates são mais intensos.
E, por mais que Kadyrov gabe a ferocidade dos seus homens, não é esperado que estes tenham uma coordenação particularmente boa com os ramos das forças armadas, podendo dificultar aquilo que militares chamam de “armas combinadas”. Ou seja, conjugar bombardeamentos aéreos ou de artilharia com avanços da infantaria ou forças mecanizadas, algo em que as forças russas já têm tido dificuldades, avaliam analistas.
O mesmo problema é esperado no que toca ao uso de mercenários pela Rússia. Dado que Putin até agora tem evitado ordenar mobilização a nível nacional, com recrutamento compulsivo, o regime autorizou empresas de mercenários a ir buscar soldados às prisões, oferecendo reduções de pena em troca, avançou o Washington Post. Tanto a moral como a disciplina destes recrutas é vista como um potencial problema para os russos.
Esta escassez de recursos humanos é algo que nem a vantagem da Rússia em termos de artilharia parece capaz de colmatar. Nos últimos dias, os militares ucranianos não só têm conseguido consolidar as sua posições ao longo do rio Oskil, a leste de Kharkiv e próximo de Lugansk, como até anunciaram ter estabelecido testas-de-ponte na margem leste. A contra-ofensiva ucraniana em Kherson, no sul do país, está a ganhar ritmo, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra. O que leva os invasores a conduzir retiradas controladas de posições mais vulneráveis ao redor desta cidade, para evitar uma fuga caótica semelhante ao que se viu em Izium.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781336/ucr-nia-desconfiado-das-chefias-militares-putin-aposta-em-forcas-irregulares
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Guterres diz que guerra na Ucrânia ameaça humanidade mas não condena Rússia
MadreMedia / Lusa
20 set 2022 14:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou hoje na abertura do debate da Assembleia-Geral que a guerra na Ucrânia é uma "ameaça ao futuro da humanidade", mas evitou qualquer condenação direta à Rússia.
Num discurso sobre os grandes problemas que afetam a ordem mundial, era esperado que Guterres colocasse o foco na situação na Ucrânia e o secretário-geral da ONU preferiu assinalar possíveis entendimentos para resolver o conflito ao apontar o acordo, envolvendo as Nações Unidas e a Turquia, para escoar cereais acumulados nos portos ucranianos desde o início da guerra.
“Quando nos reunimos num mundo repleto de turbulências, uma imagem de promessa e esperança vem à minha mente: o navio ‘Brave Commander’. Ele navegou no Mar Negro com a bandeira da ONU hasteada orgulhosamente. Por um lado, o que vocês veem é uma embarcação como qualquer outra navegando pelos mares. Mas olhem mais de perto. Na sua essência, este navio é um símbolo do que o mundo pode alcançar quando agimos juntos”, disse Guterres na abertura do seu discurso.
“Está carregado com cereais ucranianos para o povo do Corno de África. Ele navegou por uma zona de guerra — guiado pelas próprias partes do conflito — como parte de uma iniciativa abrangente sem precedentes para obter mais alimentos e fertilizantes (…). A Ucrânia e a Federação Russa — com o apoio da Turquia — convergiram para que isso acontecesse, apesar das enormes complexidades, dos opositores e até do inferno da guerra. Alguns podem chamar de milagre no mar. Na verdade, é a diplomacia multilateral em ação”, observou.
Frisando que a guerra desencadeou uma destruição generalizada, com violações massivas dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, Guterres avaliou que os relatórios sobre cemitérios em Izyum, cidade na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, são “extremamente preocupantes”.
De acordo com as autoridades locais, foram descobertas 443 sepulturas em Izyum, incluindo uma que continha os corpos de 17 soldados ucranianos e uma inscrição que dizia “Exército ucraniano, 17 pessoas. Izyum, morgue”.
“A luta custou milhares de vidas. Milhões foram deslocados. Milhares de milhões em todo o mundo foram afetados. Estamos a ver a ameaça de divisões perigosas entre o ocidente e o sul. Os riscos para a paz e a segurança globais são imensos. Devemos continuar a trabalhar pela paz de acordo com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional”, apelou.
Contudo, na visão do ex-primeiro-ministro português, a comunidade internacional “não está pronta ou disposta a enfrentar os grandes desafios dramáticos da nossa era”, “crises que ameaçam o próprio futuro da humanidade e o destino do nosso planeta, como a guerra na Ucrânia e a multiplicação de conflitos em todo o mundo”.
Ainda sobre as consequência diretas do conflito na Ucrânia, o líder das Nações Unidas sublinhou a necessidade de o mundo se unir para aliviar a crise alimentar global e “abordar urgentemente” a crise do mercado global de fertilizantes, apelando à “remoção de obstáculos” à exportação de fertilizantes russos.
“Este ano, o mundo tem comida suficiente, o problema é a distribuição. Mas se o mercado de fertilizantes não estiver estabilizado, o problema do próximo ano pode ser o próprio abastecimento de alimentos. (…) É essencial continuar a remover todos os obstáculos remanescentes à exportação de fertilizantes russos e seus ingredientes, incluindo amoníaco”, afirmou
“Esses produtos não estão sujeitos a sanções — e estamos a avançar na eliminação dos efeitos indiretos. Outra grande preocupação é o impacto dos altos preços do gás na produção de fertilizantes nitrogenados. Isso também deve ser abordado com seriedade. Sem ação agora, a escassez global de fertilizantes irá transformar-se rapidamente numa escassez global de alimentos”, alertou.
Nas palavras de Guterres, “um inverno de descontentamento global está no horizonte” e a humanidade está “presa numa colossal disfunção global”.
O líder das Nações Unidas aludiu à necessidade de criação de mecanismos de diálogo para ultrapassar as divisões.
“É por isso que delineei elementos de uma nova Agenda para a Paz no meu relatório sobre a ‘Nossa Agenda Comum’. Estamos empenhados em aproveitar ao máximo todas as ferramentas diplomáticas para a solução pacífica de disputas, conforme estabelecido na Carta das Nações Unidas”, anunciou.
Nesse sentido, Guterres apelou à liderança e a participação das mulheres em todo o processo, e à prevenção e construção da paz.
“Isso significa fortalecer a previsão estratégica, antecipar pontos de conflito que podem explodir em violência e enfrentar ameaças emergentes representadas pela guerra cibernética e armas autónomas letais. Significa expandir o papel dos grupos regionais, fortalecer a manutenção da paz, intensificar o desarmamento e a não-proliferação, prevenir e combater o terrorismo e garantir a responsabilização. E significa reconhecer os direitos humanos como fundamentais para a prevenção”, sublinhou.
O debate de alto nível da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU arrancou hoje, em Nova Iorque, com a presença de chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, e irá prolongar-se até ao final da semana, com a guerra da Rússia na Ucrânia sob foco.
Espera-se que as potências ocidentais usem os seus discursos na ONU para reafirmem o seu apoio a Kiev e que procurem uma maior pressão sobre o Kremlin da parte de países com posições vagas, nomeadamente os africanos.
Por outro lado, espera-se que a Rússia utilize este evento para tentar minar a narrativa dos Estados Unidos e da Europa sobre a guerra.
Na semana passada, após um telefonema com o Presidente russo, Vladimir Putin, Guterres já havia admitido que um acordo de paz na Ucrânia “permanece muito distante”, visão que se manifestou no discurso de hoje.
Apesar de Guterres não ter usado o seu discurso de hoje para condenar as ações russas, é esperado que faça uma declaração mais incisiva durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre a guerra agendada para quarta-feira e para a qual foram convidados os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guterres-diz-que-guerra-na-ucrania-ameaca-humanidade-mas-nao-condena-russia
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“De momento não há possibilidade” de uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia, garante Kremlin
Por Francisco Laranjeira em 15:22, 20 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Peskov-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin reforçou, esta terça-feira, que “neste momento” não é possível alcançar uma solução pacífica ou diplomática para a guerra na Ucrânia, desencadeada a 24 de fevereiro último, pela ordem de invasão do presidente russo, Vladimir Putin, que tem sido marcada nas últimas semanas por uma série de contra-ofensivas do exército ucraniano.
“No momento, essa possibilidade não é visível”, apontou o porta-voz da presidência russa, Dimitri Peskov, conforme foi noticiado pela agência de notícias russa Interfax, depois de o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter alertado que as tropas russas “só têm duas opções: fugir da nossa terra ou render-se”.
Segundo a agência de notícias ‘Sputnik’, as autoridades russas afirmaram que a operação na Ucrânia vai continuar até que as metas estabelecidas no início sejam alcançadas. No entanto, observou que estão prontos para o regresso das negociações de paz, que estão congeladas desde abril último.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/de-momento-nao-ha-possibilidade-de-uma-solucao-diplomatica-para-a-guerra-na-ucrania-garante-kremlin/
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Confirmado: Rússia afastada do EURO 2024 pela UEFA
Sportinforma
20 set 2022 16:10
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Adeptos russos no Espanha - Rússia @EPA/ZURAB KURTSIKIDZE
A Federação Russa de Futebol anunciou que a sua seleção não vai estar presente no sorteio da fase de apuramento, agendado para 9 de outubro.
A Federação Russa de Futebol emitiu esta terça-feira nas suas plataformas oficiais um comunicado no qual confirma que não vai estar presente no sorteio da fase de apuramento para o Campeonato da Europa de 2024 da UEFA, agendado para 9 de outubro, em Frankfurt.
No comunicado, aquele organismo explica que na base desta ausência está a decisão tomada pela UEFA em fevereiro último de suspender a participação das seleções e clubes russos das competições por si organizadas até anúncio em contrário. Algo que ainda não aconteceu. Quer isto dizer que a Rússia não vai, assim, participar no EURO 2024, cuja fase final vai ter lugar na Alemanha.
Está assim confirmada a revelação feita pelo presidente da Federação Ucraniana de futebol na manhã desta terça-feira nas redes sociais.
"Tal como solicitado, a Fedração Russa não vai estar presente no dia 9 de outubro Frankfurt, na Alemanha. Pelo menos até 2024, a Rússia não vai poder participar em competições internacionais de futebol. O Euro 2024 vai realizar-se sem o país agressor", escreveu Andrii Pavelko.
Entretanto, a UEFA confirmou também, no documento em que explica os procedimentos para a qualificação para o próximo Campeonato da Europa, que a Rússia não irá disputar essa competição. Após reunião do seu Comité Executivo, na Croácia, o organismo máximo do futebol europeu explicou que, em concordância com a decisão tomada a 28 de fevereiro, confirmada pelo TAD a 15 de julho, todas as equipas russas estão proibidas de participar em competições europeias. Desta forma, a Rússia não vai poder participar na qualificação para o Campeonato da Europa.
Assim, serão 53 as seleções a disputar a fase de qualificação, entre elas Portugal. As 53 seleções serão divididas em 10 grupos (sete de cinco e três de seis). De fora desta fase ficam então a Rússia, excluída, e a Alemanha, que na condição de país anfitrião está diretamente apurada para a fase final.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/euro/artigos/confirmado-russia-afastada-do-euro-2024-pela-uefa
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“Guerra não é só contra a Ucrânia, está a ter consequências gravíssimas” para todo o mundo, alerta Costa
Por Filipe Pimentel Rações em 16:26, 20 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/10/1-antonio-costa.jpg)
O Primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que a guerra da Rússia contra a Ucrânia “é uma violação claríssima do Direito Internacional”, instando a que Moscovo cesse as hostilidades e que permita ao país vizinho recuperar a paz.
“Não podemos ignorar as consequências dramáticas globais que esta guerra está a ter”, salientou António Costa, destacando a intervenção do presidente da União Africana, Macky Sall, designadamente no que toca à falta de cereais e “sobretudo de fertilizantes”, algo que “pode colocar em causa a culturas do próximo ano” nos países de África.
O Primeiro-ministro sublinhou que o mundo está ciente de que “esta guerra não é uma guerra só contra a Ucrânia, é uma guerra que está a ter consequências gravíssimas em termos internacionais”.
Quanto à participação do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, numa reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Costa frisou que “tudo o que são pontos de diálogo são positivos”.
“Esta guerra tem que terminar, com o restabelecimento do direito internacional, e há um esforço grande que a diplomacia pode desenvolver”, afirmou, destacando a importância do apoio bilateral dos governos à Ucrânia e do multilateralismo encabeçado pela ONU, em parceira com a Turquia, no campo da retoma das exportações dos cereais ucranianos.
Mas Costa lembrou que “ainda há um longo caminho que todos temos que percorrer até atingir a paz” e apontou que “a vinda do ministro Lavrov pode ser um bom sinal, ou pode não ser”.
“Esperemos que seja”, admitiu, acrescentando que espera que “possa ser um passo em direção àquilo que é fundamental”, ou seja, a paz na Ucrânia. Costa reiterou que Portugal “tem tido uma posição inequívoca desde o dia 24 de fevereiro, de condenação absoluta desta guerra” e de “apoio incondicional à Ucrânia”.
O Primeiro-ministro não afasta possíveis contactos do ministro dos Negócios Estrangeiro português, João Gomes Cravinho, com o homólogo russo durante a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que arrancou hoje em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
“Mantemos sempre as portas abertas ao diálogo com a Rússia” e “achamos fundamental que esse diálogo exista”, garantiu Costa.
O líder do Governo adiantou que Portugal avançará com uma candidatura a membro não-permanente do Conselho de Segurança para 2026 e que têm vindo a ser desenvolvidos “os esforços necessários para que essa candidatura seja bem-sucedida”, apontando que o país tem uma política externa “consistente” e que é “uma ponte” entre culturas.
Esta quinta-feira, António Costa discursará perante a Assembleia Geral, optando por não detalhar os assuntos que abordará.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/guerra-nao-e-so-contra-a-ucrania-esta-a-ter-consequencias-gravissimas-para-todo-o-mundo-alerta-costa/
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Putin fala hoje ao país pela primeira vez desde o início da guerra
Por Filipe Pimentel Rações em 16:13, 20 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Putin-2-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo Vladimir Putin deverá, na noite desta terça-feira, dirigir-se à população da Rússia pela primeira vez desde que começou a guerra com a Ucrânia a 24 de fevereiro.
A informação é avançada pela televisão russa ‘RBC’, citando três fontes governamentais que indicam que o pronunciamento terá como tema central os referendos para a anexação das regiões ucranianas de Luhansk, Donetsk, Zaporíjia e Kherson, que deverão passar a fazer parte da Rússia, pelo menos aos olhos do Kremlin.
(https://i.ibb.co/Z17chrC/Captura-de-ecr-2022-09-20-170058.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Por seu lado, a ‘Aljazeera’ relata que ainda nada é certo e que o Kremlin não confirmou oficialmente o pronunciamento de Putin. Contudo, a acontecer, o mesmo órgão de comunicação escreve que é “inesperado” e que terá sido organizado à pressa, sem preparação prévia.
O anúncio do discurso é feito no mesmo dia em que o Parlamento russo aprova uma nova lei que endurece as punições para crimes de deserção, danos a propriedade militar e insubordinação, quando forem cometidos durante o processo de mobilização para a Ucrânia ou no contexto de combates.
As administrações militares instaladas pela Rússia nas regiões ocupadas na Ucrânia revelaram que estão a fazer todos os preparativos para que os referendos sejam realizados entre 23 e 27 de setembro.
Em reação, a Kiev acusa Moscovo de estar a chantagear a Ucrânia, usando como reféns as cidades ocupadas e que serão anexadas pela Rússia, e aponta que os referendos não terão qualquer legitimidade legal sobre essas zonas do país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/putin-fala-hoje-ao-pais-pela-primeira-vez-desde-o-inicio-da-guerra/
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Rússia endurece penas para soldados que não cumprem ordens
MadreMedia / Lusa
20 set 2022 17:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A câmara baixa do Parlamento da Rússia, controlada pelo Kremlin, aprovou hoje legislação para endurecer a punição de soldados que violam deveres, num esforço para aumentar a disciplina entre os militares que lutam na Ucrânia.
O conjunto de emendas ao Código Penal da Rússia introduz punições severas por incumprimento de ordens, deserção ou rendição ao inimigo.
O projeto de lei precisa agora de receber a aprovação da câmara alta do Parlamento, devendo em seguida ser assinado pelo Presidente Vladimir Putin para se tornar lei — medidas que são consideradas meras formalidades.
De acordo com a nova legislação, abandonar uma unidade militar durante um período de mobilização ou lei marcial será punível com penas até 10 anos de prisão, em comparação com os cinco anos da lei atual.
Os militares que voluntariamente se renderem ao inimigo também enfrentarão uma pena de prisão de até 10 anos, e os condenados por saques poderão ser condenados a 15 anos de cadeia.
Uma outra emenda introduz uma pena de prisão de até 10 anos para quem se recusar a combater ou a seguir ordens de oficiais.
A aprovação da nova legislação surge no momento em que relatos divulgados nos ‘media’ internacionais mencionam a recusa de soldados russos para combater na invasão da Ucrânia.
Ao contrário da Ucrânia – que realizou uma ampla mobilização com o objetivo de atingir um exército ativo de um milhão de soldados – a Rússia continua a contar com um contingente de voluntários e organizações como o Instituto para o Estudo da Guerra informaram que o número de voluntários e de mercenários tem aumentado nas últimas semanas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-endurece-penas-para-soldados-que-nao-cumprem-ordens
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Guerra na Ucrânia: EUA e NATO veem referendos pró-russos como prova de fraqueza de Moscovo
MadreMedia / Lusa
20 set 2022 19:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os EUA e a NATO disseram hoje que a convocação de referendos sobre a anexação das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, e das administrações de Kherson e Zaporijia, na Ucrânia, é sinal de fraqueza da Rússia.
Para Washington, a convocação dos dois referendos separados é um sinal de fraqueza russa na Ucrânia e a NATO disse que podem constituir uma “nova escalada da guerra”, para esconder debilidades das forças militares russas.
“A Rússia está a realizar referendos falsos com três dias de antecedência, porque continua a perder terreno no campo de batalha”, disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.
“São uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial. (…) Sabemos que serão manipulados e que a Rússia os usará como base para anexar esses territórios, agora ou no futuro”, denunciou o conselheiro de Segurança Nacional.
Para o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, os “simulacros de referendo” organizados pelas autoridades instaladas por Moscovo em quatro regiões da Ucrânia, são “uma nova escalada da guerra de Putin”.
“Esses referendos falsos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”, escreveu Stoltenberg na sua conta da rede social Twitter, defendendo que “a comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional”.
Os territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, vão realizar de 23 a 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia, anunciaram hoje as autoridades locais.
Os escrutínios terão lugar nas regiões de Donetsk e Lugansk, cuja independência o Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu pouco antes de lançar a sua ofensiva militar contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro.
Respondendo aos apelos das autoridades pró-russas no Donbass, também representantes de um órgão consultivo pró-russo na região de Zaporijia, apenas parcialmente controlada pelas tropas russas, juntaram-se hoje aos seus colegas de Lugansk, Donetsk e Kherson, pedindo a realização imediata de um referendo sobre a sua adesão à Rússia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-eua-e-nato-veem-referendos-pro-russos-como-prova-de-fraqueza-de-moscovo
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Rússia perde controlo total da região de Lugansk
21 de setembro 2022 às 08:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/21/833102.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Vitória simbólica das forças ucranianas pode comprometer ambições russas durante a sua “operação militar especial”.
As forças armadas da Ucrânia anunciaram que recuperaram o controle de Bilohorivka, perto da cidade de Lysychansk, na região de Lugansk, e estão a preparar-se para retomar toda esta região aos invasores russos.
“Haverá luta por cada centímetro… O inimigo está a preparar a sua defesa. Portanto, não vamos simplesmente marchar”, escreveu no Telegram o governador regional, Serhiy Haidai, sobre a vila que fica 10 quilómetros a oeste da cidade de Lysychansk, que caiu para os russos após semanas de batalhas difíceis em julho.
“Em breve vamos expulsar todos estes canalhas à vassourada”, disse o governador. “Passo a passo, centímetro a centímetro, libertaremos toda a nossa terra dos invasores”, prometeu Haidai.
Esta é uma pequena, mas simbólica vitória para as forças ucranianas, que continuam a complicar as ambições do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, de controlar a Ucrânia.
Luhansk e a província vizinha de Donetsk compõem a região oriental industrializada de Donbass, que Moscovo disse que pretendia aproveitar como objetivo principal de sua chamada “operação militar especial”.
Esta conquista ucraniana surge numa altura em que as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk decidiram acelerar a organização de referendos sobre a integração na Rússia, após a contraofensiva ucraniana ter recuperado território ao exército russo, anunciou o líder separatista de Donetsk, Denis Pushilin.
“Tenho uma proposta: unir esforços entre os chefes das repúblicas e os Parlamentos para elaborar os passos e as ações que nos permitam iniciar os preparativos para o referendo”, disse o líder separatista de Donetsk no seu canal no Telegram.
Pushilin debateu com o seu homólogo de Lugansk, Leonid Pasechnik, a necessidade de “sincronizar” tanto a organização das consultas como as medidas de segurança para travar o avanço das forças ucranianas.
Por isso, apelou para que o referendo sobre a integração na federação russa decorra no mesmo dia em ambos os territórios, tal como aconteceu quando estalou a sublevação militar pró-russa, em 2014.
Num post no Telegram, o governador instalado em Kherson pela Rússia, Volodymyr Saldo, afirmou que também esperava que esta região fosse “uma parte da Rússia, um membro de pleno direito de um país unido”, informou a Reuters. As forças russas controlam cerca de 95% do território ucraniano de Kherson, no sul do país.
Saldo não indicou uma data para a votação proposta, mas afirmou que pediu ao Kremlin que dê autorização “o mais rapidamente possível” à consulta, acrescentando que a união com a Rússia “seguraria a região” e seria um “triunfo da justiça histórica”. “Tenho a certeza de que a liderança russa aceitará os resultados do referendo”, acrescentou.
Contudo, o Kremlin argumenta que esta é uma questão para as autoridades locais instaladas na Rússia e os cidadãos das regiões decidirem.
Após as afirmações de Saldo, o chefe do parlamento russo disse que apoiaria as regiões que se juntam à Rússia.
“Hoje, precisamos de apoiar as repúblicas com as quais assinamos acordos de assistência mútua”, disse o presidente da Duma russa, Vyacheslav Volodin, referindo-se aos acordos assinados entre Moscovo e o Donetsk e Lugansk que abriram caminho para o Kremlin despachar dezenas de milhares de tropas para a Ucrânia em fevereiro.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781436/r-ssia-perde-controlo-total-da-regiao-de-lugansk
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Embaixadora dos EUA na Ucrânia diz que mobilização na Rússia é um “sinal de fraqueza" de Moscovo
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 09:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A embaixadora norte-americana na Ucrânia, Bridget Brink, considerou hoje que o anúncio da mobilização parcial de cidadãos na Rússia e os referendos para a anexação de territórios ucranianos são um "sinal de fraqueza, de fracasso” das autoridades russas.
"Referendos e mobilização semelhantes são sinais de fraqueza, do fracasso russo", afirmou Brink na rede social Twitter, garantindo que o seu país continuará "a apoiar a Ucrânia o tempo que for preciso".
Um dos conselheiros da presidência ucraniana, Mykhailo Podoliak, ridicularizou os anúncios do Kremlin, lembrando o fracasso do plano russo de uma guerra-relâmpago na Ucrânia e como Moscovo continua a negar os seus fracassos militares na Ucrânia.
"Os russos que exigiam a destruição da Ucrânia, no final, acabaram por obter: 1. Mobilização. 2. Fronteiras encerradas, contas bancárias bloqueadas. 3. Cadeia por deserção. Tudo ainda está conforme o planeado, não é? A vida tem um grande sentido de humor", declarou Podoliak no Twitter.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/embaixadora-dos-eua-na-ucrania-diz-que-mobilizacao-na-russia-e-um-sinal-de-fraqueza-de-moscovo
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O complicado voo de Lavrov até Nova Iorque: avião tem de evitar espaço aéreo de vários países
MadreMedia / Lusa
20 set 2022 20:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O avião que transporta o chefe da diplomacia da Rússia para Nova Iorque, onde participará na Assembleia Geral da ONU, terá de evitar o espaço aéreo dos países que o encerraram aos aviões russos devido à guerra na Ucrânia.
“A rota não tem escalas e voará a contornar o espaço aéreo encerrado por países inamistosos” estando previsto que o voo se prolongue por 12,5 horas, disse hoje Serguei Ryabkov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo e ‘número dois’ de Serguei Lavrov, citado pela agência noticiosa da Rússia, TASS.
Os aviões russos estão impedidos de sobrevoar o espaço aéreo da União Europeia (UE), bem como o de outros países não comunitários, como o Reino Unido, Noruega ou Suíça, além do Canadá e dos próprios Estados Unidos.
O percurso que o avião de Lavrov irá fazer não foi adiantado.
Para os Estados Unidos, porém, Lavrov e respetiva delegação receberam vistos necessários para entrar no país, mas apenas para participar na reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o chefe da diplomacia russa fará uma intervenção e terá cerca de duas dezenas de reuniões bilaterais, afirmou na semana passada a porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros russo, Maria Zakharova.
Na ocasião, a “questão logística” relacionada com a ida de Lavrov aos Estados Unidos estava ainda por tratar.
Hoje, o Presidente russo, Vladimir Putin, indicou que Lavrov defenderá, na intervenção na Assembleia Geral da ONU, a posição de Moscovo para que se ponha “fim ao mundo unipolar”.
Depois de receber as cartas credenciais de embaixadores estrangeiros, em Moscovo, Putin prometeu manter a “política externa soberana” russa e acusou os Estados Unidos de quererem impor a “hegemonia” na Assembleia Geral da ONU.
Embora tenha enviado Lavrov a Nova Iorque, Putin não planeia fazer nenhum discurso na Assembleia Geral deste ano, já que a intervenção russa na Ucrânia tem sido amplamente condenada por todo o mundo.
“O desenvolvimento da multipolaridade enfrenta a resistência daqueles que se esforçam por manter um papel hegemónico nos assuntos mundiais e controlar tudo: a América Latina, a Europa, a Ásia e a África. […] Mas isso não pode continuar para sempre. É impossível”, afirmou Putin.
“Nós, na Rússia, não vamos descartar o nosso percurso soberano. Como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, queremos promover uma agenda internacional unificadora […] e contribuir para o regulamento de graves crises regionais”, adiantou.
A semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas começou na terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, e irá prolongar-se até à próxima segunda-feira, com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo, entre eles o primeiro-ministro português, António Costa.
Esta é a primeira Assembleia Geral desde o início da guerra na Ucrânia e a primeira em formato presencial desde o início da pandemia.
O evento decorre sob o tema “Um momento divisor de águas: soluções transformadoras para desafios interligados”, e terá como foco a guerra na Ucrânia e as crises globais a nível alimentar, climático e energético.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-complicado-voo-de-lavrov-ate-nova-iorque-aviao-tem-de-evitar-espaco-aereo-de-varios-paises
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Putin anuncia mobilização parcial na Rússia e avisa Ocidente: "Temos armas mais poderosas que a NATO e usaremos tudo o que temos à disposição"
MadreMedia
21 set 2022 07:02
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Presidente da Rússia teve discurso bastante duro para o Ocidente, a quem ameaçou com armas. Putin diz que objetivo na Ucrânia continua a ser o mesmo, libertar Donbass.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, dirigiu-se esta quarta-feira ao país, pela primeira vez após a invasão da Ucrânia, em fevereiro último e declarou uma mobilização parcial do país para a guerra na Ucrânia.
"Cidadãos que estão na reserva e que já tiveram serviço militar ou que têm especialidades importantes irão ter mais treino para participar nas operações militares. O decreto de mobilização parcial já está assinado e a mobilização começará hoje mesmo. A decisão de lançar a operação militar especial foi necessária e o objetivo continua a ser libertar Donbass. Kiev recusou-se a negociar a paz e procura agora armas nucleares", começou por dizer Vladimir Putin, salientando depois avanços na Ucrânia. "Lugansk está quase libertado e estamos a progredir na libertação de Donetsk".
O discurso gravado de Putin, que durou cerca de 15 minutos, teve ameaças também para o Ocidente. "A Rússia deve tomar as medidas necessários para defender a sua soberania. O Ocidente quer destruir a Rússia, mas digo-lhes isto: temos muitas armas para responder, não é um bluff. A integridade territorial da nossa terra-mãe, a nossa independência e a nossa liberdade serão garantidas, repito, com todos os meios de que dispomos. Temos armas mais poderosas que a NATO e usaremos tudo o que temos à disposição”, referindo depois que houve um momento em que a Ucrânia quis a paz, ao contrário do Ocidente.
"Estavam satisfeitos com os acordos de Istambul. Mas isso não era do agrado do Ocidente e a Ucrânia não aceitou a proposta de paz. Depois enviaram mercenários treinados pela NATO para lutarem na Ucrânia. Os militares ucranianos são treinados pela NATO, são equipados pela NATO e comandados por militares da NATO", disse.
Sobre os referendos terça-feira anunciados pelos separatistas pró-russos nas regiões de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Lugansk, Putin manifestou todo o seu apoio. “Faremos tudo para garantir a segurança a segurança das pessoas que querem demonstrar a sua vontade. Ali há uma política de terror e violência, os neo-nazis matam pessoas, atacam hospitais e escolas. Não podemos abandonar essas pessoas”, disse Putin, acusando o Ocidente de ter iniciado os ataques junto à central nuclear de Zaporíjia.
300 mil pessoas mobilizadas
Entretanto, já depois do discurso de Vladimir Putin, o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, confirmou a mobilização de quase 300 mil pessoas que estavam na reserva, salientando que esta medida aplicar-se-à "apenas àqueles com experiência militar anterior".
Shoigu afirmou também que todas as pessoas referidas "receberão treino militar antes de serem mobilizadas", salientando que as escolhas não vão recair em pessoas como "recrutas ou estudantes". O ministro confirmou ainda que até ao momento já morreram 5937 soldados russos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-declara-mobilizacao-parcial
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Mobilização na Rússia contraria todos os planos, diz conselheiro de Zelensky
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 10:59
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O conselheiro do Presidente ucraniano afirmou hoje que a mobilização de reservistas anunciada hoje pela Rússia contraria todos os planos iniciais de Moscovo, que esperava que a agressão demorasse apenas três dias até a Ucrânia sucumbir.
“Estamos no dia 210 da ‘guerra de três dias’. Os russos, que exigiam a destruição da Ucrânia, acabaram por ser mobilizados, por ver fronteiras encerradas, por enfrentar um bloqueio das suas contas bancárias, por ser presos por deserção”, escreveu Mijailo Podolyak numa mensagem divulgada na rede social Twitter.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.
A medida, que já entrou hoje em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
Numa das primeiras reações da Ucrânia à mobilização parcial decretada pelo Presidente russo e noticiada pela agência de notícias ucraniana Ukrinform, Podolyak ironiza: “Ainda está tudo dentro dos planos, certo? A vida tem um grande sentido de humor”.
O ministro da Defesa russo, Sergey Shoigu, anunciou hoje a mobilização de 300 mil reservistas e reconheceu que o país perdeu 5.937 soldados durante a campanha na Ucrânia iniciada em fevereiro.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mobilizacao-na-russia-contraria-todos-os-planos-diz-conselheiro-de-zelensky
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China apela a cessar-fogo na Ucrânia após Moscovo anunciar mobilização parcial
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 11:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A China apelou hoje ao diálogo e a que se apoie "qualquer esforço" que permita um cessar-fogo na Ucrânia, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado uma mobilização parcial.
“Todos os esforços que levem a uma solução pacífica desta crise devem ser apoiados”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.
O porta-voz assegurou que a posição da China sobre o conflito “sempre foi clara e não mudou”. Esta passa por “respeitar a integridade territorial de todos os países”, incluindo a Ucrânia e, ao mesmo tempo, atentar para as “legítimas preocupações de segurança” da Rússia.
Pequim declarou repetidamente a sua oposição às sanções contra Moscovo por “não terem base no Direito internacional” e “não resolverem os problemas”.
Putin e o homólogo chinês, Xi Jinping, encontraram-se na quinta-feira passada na cidade uzbeque de Samarcanda, na véspera da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), liderada pela China e pela Rússia.
No início da reunião, Putin apreciou o facto de Pequim sempre ter mantido “uma posição equilibrada” sobre a Ucrânia, embora tenha admitido “perguntas e preocupações” por parte do líder chinês.
Xi assegurou que está disposto a trabalhar com a Rússia para “prestar apoio mútuo” em assuntos relativos aos seus respetivos “interesses fundamentais”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/china-apela-a-cessar-fogo-na-ucrania-apos-moscovo-anunciar-mobilizacao-parcial
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Navalny prevê "enorme tragédia" com mobilização parcial
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 12:19
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O opositor russo Alexei Navalny previu uma "enorme tragédia" com a mobilização parcial dos cidadãos anunciada hoje pelo Presidente, Vladimir Putin.
“Tudo isso levará a uma enorme tragédia e a uma enorme quantidade de mortes”, declarou o principal opositor russo, que atualmente se encontra preso, durante uma audiência de um dos vários processos que enfrenta na Rússia, num vídeo divulgado pelos meios de comunicação russos.
“É claro que a guerra criminosa que atualmente ocorre só se agrava e aumenta, e Putin tenta envolver o maior número possível de pessoas”, lamentou Navalny, empregando uma palavra proibida pelo Kremlin [guerra], que classifica a invasão da Ucrânia como uma “operação militar especial”.
Segundo Navalny, ao mobilizar 300.000 reservistas para fortalecer as tropas de Moscovo na Ucrânia, Vladimir Putin pretende “manchar as mãos [de sangue] de centenas de milhares de pessoas”.
“Tudo é feito para que um único homem mantenha o seu poder (…) e o prolongue”, lamentou o opositor, preso desde janeiro de 2021.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.
A medida, que entra já em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.
O anúncio de “mobilização parcial” dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/navalny-preve-enorme-tragedia-com-mobilizacao-parcial
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Voos de ida para fora da Rússia esgotam após discurso de Putin
Jornal i
21/09/2022 12:15
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Fonte de imagem: ionline.sapo.pt
População receia que, em breve, os homens com idade para combater não possam abandonar o país.
Os voos de ida para fora da Rússia, segundo a Reuters, esgotaram em poucas horas, esta quarta-feira, depois de o Presidente russo ter anunciado uma mobilização parcial, que diz respeito a cerca de 300 mil reservistas.
Os voos para Istambul, na Turquia, e Erevan, na Arménia, esgotaram, sublinhe-se que ambos os países permitem a entrada sem visto de russos.
Dados do Google Trends, citados pela imprensa internacional, indicam um pico nas pesquisas da Aviasales, o site mais popular da Rússia para a compra de voos.
Além dos voos diretos para Istambul e Erevan, as ligações com passagem por Tbilissi, na Geórgia, também estavam indisponíveis e os bilhetes para o Dubai chegavam já aos 300 mil rublos, cerca de cinco mil euros.
O aumento da pesquisa sobre voos e os bilhetes esgotados ficam a dever-se ao receio de que, em breve, os homens com idade para combater sejam impedidos de abandonar o país.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781461/voos-de-ida-para-fora-da-r-ssia-esgotam-apos-discurso-de-putin?seccao=Mundo_i
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Petição contra mobilização russa reúne mais de 179 mil assinaturas
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 13:51
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Uma petição contra a mobilização, parcial ou total, na Rússia, reuniu mais de 179.000 assinaturas na plataforma Change.org, cujo número disparou após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter mobilizado 300.000 reservistas para a Ucrânia.
“Nós, cidadãos da Rússia, homens e mulheres, pronunciamo-nos contra uma mobilização parcial ou geral. O Presidente Vladimir Putin não tem, e não pode ter, fundamentos legais ou causas argumentadas e ponderadas para anunciá-la”, afirma a petição.
O texto acrescenta que os russos não estão dispostos a submeter os seus irmãos, filhos, maridos, pais e avós a perigos físicos e morais na “situação atual de incerteza”.
“Esta petição estará em vigor durante todo o período da operação militar especial no território da Ucrânia e até que termine”, acrescenta a petição, que adicionou dezenas de milhares de assinaturas nas últimas horas.
Putin anunciou hoje uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.
A medida, que entra já em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.
O anúncio de “mobilização parcial” dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.
“Considero necessário apoiar a proposta [do Ministério da Defesa] de mobilização parcial dos cidadãos na reserva, aqueles que já serviram (…) e com uma experiência pertinente”, declarou.
“O decreto sobre a mobilização parcial foi assinado” e entra hoje em vigor hoje, acrescentou Putin, sublinhando “falar apenas de mobilização parcial”, numa resposta a rumores surgidos nas últimas horas sobre uma mobilização geral.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/peticao-contra-mobilizacao-russa-reune-mais-de-179-mil-assinaturas
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Zelensky "não acredita" que a Rússia vá usar armas nucleares
MadreMedia
21 set 2022 14:41
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EPA/SERGEY DOLZHENKO
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, reagiu às declarações de Vladimir Putin, que avançou esta quarta-feira com uma mobilização parcial de tropas na reserva e deixou uma ameaça velada sobre o uso de armas nucleares.
Zelensky "não acredita" que a Rússia vá usar armas nucleares na guerra na Ucrânia.
"Não acho que essas armas serão usadas. Não acho que o mundo deixará isso acontecer", afirmou o chefe de Estado ucraniano, em entrevista ao canal alemão Bild TV.
Zelensky alertou ainda para o risco de se ceder perante as ameaças do líder russo: "amanhã Putin pode dizer que, tal como com a Ucrânia, quer parte da Polónia, caso contrário vai usar armas nucleares. Não podemos fazer esse tipo de compromissos".
O líder ucraniano considerou ainda que a mobilização parcial decretada por Putin se deve à baixa moral das tropas russas. "Ele precisa de um exército de milhões... e ele vê que uma grande parte dessas tropas que nos enfrenta, simplesmente foge", disse.
Putin quer "afogar a Ucrânia em sangue, e também com o sangue dos seus soldados", concluiu.
A Ucrânia já tinha reagido, pela voz de Mijailo Podolyak, conselheiro de Zelensky, que afirmou que a mobilização de reservistas anunciada hoje pela Rússia contraria todos os planos iniciais de Moscovo, que esperava que a agressão demorasse apenas três dias até a Ucrânia sucumbir.
“Estamos no dia 210 da 'guerra de três dias'. Os russos, que exigiam a destruição da Ucrânia, acabaram por ser mobilizados, por ver fronteiras encerradas, por enfrentar um bloqueio das suas contas bancárias, por ser presos por deserção”, escreveu Mijailo Podolyak numa mensagem divulgada na rede social Twitter.
“Ainda está tudo dentro dos planos, certo? A vida tem um grande sentido de humor”, salientou com ironia.
Putin dirigiu-se ao país para a anunciar uma mobilização parcial, de militares na reserva, para a guerra na Ucrânia — à qual se continua a referir como "operação militar especial".
Neste discurso à nação, em que assume que o seu principal objetivo é "libertar o Donbass", o líder russo deixou várias ameaças ao Ocidente, entre as quais a de usar todas as armas à disposição para defender o seu país.
"A Rússia deve tomar as medidas necessários para defender a sua soberania. O Ocidente quer destruir a Rússia, mas digo-lhes isto: temos muitas armas para responder, não é um bluff. A integridade territorial da nossa terra-mãe, a nossa independência e a nossa liberdade serão garantidas, repito, com todos os meios de que dispomos. Temos armas mais poderosas que a NATO e usaremos tudo o que temos à disposição”.
Nas entrelinhas está uma ameaça velada sobre o uso de armas nucleares.
Perante os avanços territoriais recentes das forças ucranianas — que Putin atribui ao armamento e às informações disponibilizadas pelo Ocidente à Ucrânia, o que na sua ótica, "ultrapassa todos os limites" —, havia na Rússia quem exigisse ao líder um pulso mais firme na condução da guerra. Agora, segundo o ministro da Defesa russo, cerca de 300 mil pessoas foram chamadas formalmente a integrar o esforço de guerra.
Face à escalada do conflito, a China — a quem a instabilidade pouco interessa, porque não é boa para os negócios — a pedir que se chegue a um cessar-fogo através de diálogo e negociações. Já os líderes europeus viram este discurso de Putin com um sinal claro de que a sua incursão militar está a falhar.
A decisão de mobilizar militares na reserva acontece um dia depois do parlamento aprovar sanções duras para soldados que desertem, que se rendam ou que se recusem a seguir ordens.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-nao-acredita-que-a-russia-vai-usar-armas-nucleares
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Líder checheno diz que decisão de Putin coloca Kiev e NATO "numa situação desesperada"
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 15:07
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O líder da Chechénia, Ramzan Kadyrov, considerou hoje que o apelo do Presidente russo Vladimir Putin à mobilização militar parcial colocou "a elite de Kiev e toda a NATO numa situação desesperada", em mensagem divulgada no Telegram.
“Apoio totalmente as decisões tomadas pelo Presidente”, indica no texto o líder da república russa do Cáucaso do Norte de larga maioria muçulmana, ao considerar que estas “medidas necessárias, importantes e preventivas” se destinam a proteger a integridade territorial da Rússia.
“Não é segredo para ninguém que nos últimos anos foi travada uma guerra contra a Rússia e da forma mais cruel. Num certo período teve uma forma oculta, mas agora é óbvia para todos”, indica o líder checheno, apontado pelos Estados Unidos como um “homem de mão” de Putin e submetido, como a sua família, a sanções impostas pelo Tesouro (Finanças) norte-americano.
Kadyrov acusa ainda a NATO de planear instalar mísseis e contingentes militares perto da fronteira da Rússia “antes dos acontecimentos do Donbass”, e de “esses mesmos países” fomentarem a instabilidade na região do Cáucaso, operações que considera destinadas ao fracasso.
“Por isso é muito importante terminar a operação especial no Donbass (…) evitar para que o inimigo venha ao nosso país, às nossas cidades, às nossas casas”, sublinha, para além de insistir no “falhanço” da NATO no projeto de expansão até às fronteiras russas e de denunciar o envio de armamento para os “ucraniano-nazis”, utilizado para bombardear a “população civil” do Donbass.
O todo-poderoso líder checheno, cujas unidades têm estado envolvidas em combates em território ucraniano desde início do conflito, acusa o ocidente de ter tentado “destruir a Rússia através da nossa república”, numa referência às guerras travadas neste território durante as presidências de Boris Ieltsin e Vladimir Putin, uma situação que reforça a necessidade de uma mobilização parcial dos reservistas e num cenário que considera comparável.
“Apoio totalmente a decisão do Presidente (…). Nós, na República da Chechénia, participamos ativamente nesse processo desde o primeiro dia, mas agora exista uma diretiva do chefe de Estado e vamos cumpri-la a 100%”, conclui Kadyrov, que deixa ainda três mensagens mobilizadoras: “Onde há injustiça nós aparecemos!”, “Poder Ahmat” e “Alá é Grande!”.
Putin anunciou hoje uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.
A medida, que entra já em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.
O anúncio de “mobilização parcial” dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.
“Considero necessário apoiar a proposta [do Ministério da Defesa] de mobilização parcial dos cidadãos na reserva, aqueles que já serviram (…) e com uma experiência pertinente”, declarou.
“O decreto sobre a mobilização parcial foi assinado” e entra hoje em vigor hoje, acrescentou Putin, sublinhando “falar apenas de mobilização parcial”, numa resposta a rumores surgidos nas últimas horas sobre uma mobilização geral.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lider-checheno-diz-que-decisao-de-putin-coloca-kiev-e-nato-numa-situacao-desesperada
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Guerra na Ucrânia: Marcelo diz que ameaças de Putin devem ser encaradas "com serenidade"
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 15:20
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NUNO VEIGA/LUSA
O Presidente português considerou hoje que as ameaças do Presidente russo sobre uma escalada nuclear da guerra na Ucrânia têm de ser encaradas “com serenidade” e que associou as palavras de Putin à realização da Assembleia-Geral da ONU.
Na madrugada de hoje, durante um discurso à nação, o Presidente da Federação Russa disse que perante “a ameaça” que representa o “regime nazi de Kyiv”, apoiado financeira e militarmente pelo Ocidente, Moscovo vai recorrer a “todos os meios ao seu dispor para proteger” o país, numa alusão ao armamento nuclear.
“Isto não é um 'bluff'”, avisou.
Questionado pelos jornalistas sobre se Vladimir Putin estava a “fazer 'bluff'”, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que “já não é a primeira vez” que o Presidente russo faz estas ameaças.
“Há momentos em que [Putin] sobe o tom vocal, o tom verbal, mas essa subida deve ser encarada com serenidade, é uma oportunidade, a Assembleia-Geral [das Nações Unidas] está reunida, uma forma é dizê-lo lá na Assembleia-Geral, outra é dizê-lo à distância”, completou.
Sem se querer pronunciar mais sobre as declarações do Presidente da Rússia, que também anunciou a mobilização parcial da população em torno do conflito que começou a 24 de fevereiro, o chefe de Estado português reiterou a posição da União Europeia e da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (NATO) de funcionarem como “fatores de paz e não de conflito e guerra”, mas também de não reconhecerem os referendos nas regiões conquistadas por Moscovo e que não são reconhecidas pelo Direito Internacional.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-marcelo-diz-que-ameacas-de-putin-devem-ser-encaradas-com-serenidade
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Rússia: Lituânia eleva nível de prontidão do exército depois de anúncio de mobilização de Putin. Finlândia garante que está atenta
Por Filipe Pimentel Rações em 15:42, 21 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Lituânia elevou o nível de prontidão dos seus exércitos depois de o Presidente russo Vladimir Putin ter anunciado que iria executar uma mobilização parcial para engrossar as fileiras nos teatros de combate na Ucrânia.
Esta quarta-feira, o ministro da Defesa lituano afirmou que a reação tem como objetivo “prevenir quaisquer provocações por parte do lado russo”.
“Considerando que a mobilização militar da Rússia acontecerá também na região de Kaliningrado, na nossa vizinhança, a Lituânia não pode simplesmente ficar a ver”, escreveu Arvydas Anusauskas na rede social Facebook.
Apesar de não fazer fronteira diretamente com a Federação Russa, a Lituânia, tal como a Polónia, localiza-se ‘paredes meias’ com o exclave russo de Kaliningrado, tendo já esse território estado no centro da intensificação das tensões entre o Estado báltico e o país liderado por Putin, no contexto da aplicações das sanções europeias contra Moscovo.
Por outro lado, a Finlândia, que a leste partilha fronteira com a Rússia, garantiu que está atenta às movimentações militares no país vizinho, na sequência do pronunciamento de Putin.
Esta manhã, o ministro da Defesa do país nórdico, Antti Kaikkonen, salientou que “ao redor da Finlândia, posso dizer que a situação militar está estável e calma”, mas avisa que “as nossas forças de defesa estão bem preparadas e a situação está a ser monitorizada atentamente”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-lituania-eleva-nivel-de-prontidao-do-exercito-depois-de-anuncio-de-mobilizacao-de-putin-finlandia-garante-que-esta-atenta/
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A "maldição" dos aliados de Putin: antigo responsável do Instituto de Aviação de Moscovo morre após queda num lance de escadas
Por Francisco Laranjeira em 15:10, 21 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A ‘maldição’ dos aliados de Putin conheceu, esta quarta-feira, mais um capítulo, com mais um alto funcionário a mergulhar para a morte esta quarta-feira: Anatoly Gerashchenko, antigo chefe do Instituto de Aviação de Moscovo (MAI), entre 2007 e 2015, alegadamente terá escorregado e caído de um lance de escadas na sede do instituto em Moscovo.
A agência de notícias russa Izvestia, citando uma fonte não identificada, informou que Gerashchenko “caiu de uma grande altura” e desceu vários lances de escada. Terá sido declarado morto no local.
“A 21 de setembro de 2022, Anatoly Nikolaevich Gerashchenko, doutor em ciências técnicas, professor, conselheiro do reitor do Instituto de Aviação de Moscovo, faleceu na sequência de um acidente”, escreveu o serviço de imprensa da organização. “A equipa do Instituto de Aviação de Moscovo expressa condolências à família e amigos de Anatoly Nikolaevich. Esta é uma perda colossal para o MAI e para a comunidade científica e pedagógica.’
A MAI é uma das principais universidades de pesquisa científica da Rússia, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia aeroespacial e está intimamente ligada ao Ministério da Defesa de Putin.
Gerashchenko, de 73 anos, tinha uma carreira totalmente dedicada ao instituto. Recebeu a Medalha da Ordem de Serviços à Pátria, Primeira Classe da Rússia, e era um professor distinto com mais de 50 publicações científicas que permaneceu como um conselheiro influente até se reformar, em 2015.
A sua morte decorre menos de duas semanas depois de um executivo nomeado para ajudar a supervisionar o desenvolvimento no Extremo Oriente da Rússia ter morrido numa queda estranha de um barco em movimento poucos dias depois de participar de um fórum económico com Putin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/a-maldicao-dos-aliados-de-putin-antigo-responsavel-do-instituto-de-aviacao-de-moscovo-morre-apos-queda-num-lance-de-escadas/
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Em atualização Biden: "Uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada"
MadreMedia
21 set 2022 16:51
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EPA/JUSTIN LANE
A discursar nas Nações Unidas, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, acusou Putin de fazer "ameaças nucleares irresponsáveis" e lembrou que "uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada".
Ao tomar a palavra no debate geral da 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, Biden disse que "esta guerra [na Ucrânia] tem o objetivo de extinguir o direito de a Ucrânia existir enquanto Estado", e acusou Putin de violar "descaradamente" os princípios fundadores da Carta das Nações Unidas.
O Presidente dos Estados Unidos defendeu que "se as nações podem perseguir sem consequências as suas ambições imperiais", a ordem do pós-Segunda Guerra Mundial desmorona-se.
Visando as ameaças veladas de Vladimir Putin no seu mais recente discurso à nação, anunciando uma mobilização parcial de tropas na reserva e avisando o Ocidente que usará todas as armas à sua disposição para defender a Rússia, Biden lembrou que "uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve ser travada".
Assim, classificou as ameaças de Putin como "irresponsáveis" e garantiu que os EUA continuarão a ser solidários com a Ucrânia neste conflito. Joe Biden, alertou, todavia, que os custos de fazer frente à Rússia vão aumentar, com o preço da energia e da comida a galopar, em parte como resultado das sanções que têm sido aplicadas a Moscovo.
Biden enquadrou a Rússia neste discurso como agressor, que coloca em causa a ordem mundial, e os EUA como um um defensor dessa mesma ordem e líder nos temas críticos, como as alterações climáticas, a escassez alimentar ou a defesa dos Direitos Humanos.
Uma palavra para China e outra para o Irão
Ainda neste discurso, Joe Biden quis deixar uma palavra para a China, garantindo que os EUA não procuram o conflito, apesar das tensões entre os dois gigantes económicos, particularmente em relação a Taiwan.
A China reclama soberania sobre a ilha, considerando-a uma província rebelde desde que os nacionalistas do Kuomintang ali se refugiaram em 1949, após perderem a guerra civil contra os comunistas.
As tensões escalaram após a visita de duas comitivas norte-americanas, a primeira com a presidente da Câmara dos Representantes, e a segunda com a senadora norte-americana Marsha Blackburn, a que Pequim respondeu levando a cabo vários exercícios militares e sanções comerciais.
Em resposta, os EUA iniciaram negociações comerciais com Taiwan e deram passos no sentido de oferecer apoio militar à ilha — o que aumentou o fosso diplomático também entre Washington e Pequim.
"Deixem-me ser muito direto sobre a competição entre os EUA e a China", disse o presidente norte-americano no púlpito da ONU: "os Estados Unidos não estão à procura um conflito. Os Estados Unidos não estão à procura de uma Guerra Fria" com a China, enfatizou.
Biden garantiu que os EUA continuam "comprometidos com a política de Uma Só China", do que a Taiwan diz respeito (mas recorde-se que Biden também garantiu recentemente que defenderão a ilha que Pequim considera "rebelde" em caso de uma invasão chinesa).
Antes de finalizar, Biden direcionou o discurso para o Irão: "hoje estamos ao lado dos cidadãos corajosos e as mulheres corajosas do Irão, que neste momento protestam contra o governo para garantir direitos básicos", alargando a crítica à China e a Myanmar, e assegurando que os EUA vão sempre defender os Direitos Humanos.
Pelo menos oito manifestantes morreram até esta quarta-feira em protestos no Irão, na sequência da morte de Masha Amini, de 22 anos, na sexta-feira, após a sua prisão pela polícia da moral, por desrespeitar o código de vestuário imposto às mulheres no país.
A jovem, que deveria ser sido libertada após uma "sessão de esclarecimentos", acabou internada no hospital e veio a falecer. Segundo as autoridades iranianas, esta sofreu uma paragem cardíaca, mas ativistas e o Alto Comissariado de Direitos Humanos afirmam que ela foi agredida violentamente na cabeça.
Ainda sobre o Irão, Biden assegurou que o país nunca irá adquirir armas nucleares, com a ameaça implícita de recorrer à força se tal for necessário.
De olhos postos na América Latina e em África, Biden disse apoiar a expansão do Conselho de Segurança da ONU para melhor representar estas regiões do mundo.
"Os Estados Unidos apoiam [a intenção de] aumentar o número de representantes permanentes e não permanentes do Conselho", disse Biden à Assembleia Geral da ONU. "Isso inclui lugares permanentes para aquelas nações que apoiamos durante muito tempo, lugares permanentes para países de África, da América Latina e do Caribe. Os Estados Unidos estão comprometidos com esse trabalho vital", disse.
O discurso de Joe Biden nas Nações Unidas durou cerca de 30 minutos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/biden-uma-guerra-nuclear-nao-pode-ser-vencida-e-nunca-deve-ser-travada
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Rússia: Putin enfrenta fúria da população e responde com força. Dezenas de manifestantes anti-mobilização detidos e colocados em autocarros
Por Filipe Pimentel Rações em 16:18, 21 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo Vladimir Putin anunciou uma mobilização parcial que pretende reforçar as suas forças na Ucrânia em cerca de 300 mil. A medida está a ser recebida com descontentamento por várias pessoas por toda a Rússia, com protestos em diversas cidades, como Ecaterimburgo, Tomsk e Sibéria.
De acordo com informações avançadas pela OVD-Info, uma plataforma que monitoriza a atividade policial na Rússia, já foram detidas pelo menos 66 pessoas em todo o país. Contudo, outras informações indicam que serão já mais de 100 os detidos em protestos.
Vários vídeos publicados nas redes sociais mostram grupos de dezenas de pessoas a manifestarem-se contra a ordem dada por Putin, num claro desafio ao clima de opressão que se vive no país e à ordem de protestos públicos.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As imagens mostram as forças de segurança russas a tentar dispersar os ajuntamentos e a deter algumas pessoas. As informações que circulam apontam que em algumas regiões, como em Ecaterimburgo, a polícia está a prender manifestantes e a colocá-los em autocarros, sendo que o destino dessas pessoas não é certo.
Há também registo de protestos em Irkutsk e Khabarovsk, sendo que a atuação das forças de segurança é semelhante em todos os locais.
Vários manifestantes exibem cartazes com apelos ao fim da guerra contra a Ucrânia e contra a mobilização decretada por Putin. Na Sibéria, uma das mensagens exclama que “Os nossos maridos, pais e irmão não querem matar outros maridos e pais”.
(https://i.ibb.co/SVmkM2b/Captura-de-ecr-2022-09-21-193553.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Vesna, movimento de oposição ao regime de Putin, e os apoiantes de Alexei Navalny, um dos principais críticos do Kremlin que está atualmente detido, pedem à população em todo o país que se mobilize, mas contra o governo russo, que saia para as ruas e demonstre o seus descontentamento, pelo que é expectável que os protestos continuem a fazer-se ouvir em várias regiões.
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-putin-enfrenta-furia-da-populacao-e-responde-com-forca-dezenas-de-manifestantes-anti-mobilizacao-detidos-e-colocados-em-autocarros/
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Líder sérvio bósnio oferece observadores para referendos nas regiões separatistas da Ucrânia
Por MultiNews Com Lusa em 17:21, 21 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O membro sérvio da presidência bósnia, Milorad Dodik, declarou em Moscovo que está disposto a enviar observadores para o referendo nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, leste da Ucrânia, para a sua integração na Rússia, indicaram hoje os ‘media’ bósnios.
O líder nacionalista dos sérvios bósnios, citado pelo portal Klix, considerou os referendos como uma decisão autónoma dos cidadãos, apesar de decorrerem num cenário de guerra e com ausência de garantias.
“O referendo é um tema importante nos últimos dias e consideramos que a questão da integração na Rússia é uma decisão autónoma dessas regiões, mas também da própria Rússia. Por isso respeitamos essa eleição e a forma de integração”, disse Dodik.
Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin em 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre 23 e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.
Dodik assegurou que os observadores da Republika Srpska – RS, que forma a Bósnia-Herzegivina em conjunto com a Federação de croatas e muçulmanos (bosníacos) – poderão participar na supervisão deste plebiscito.
“A nossa gente (…) participou com frequência como observadores nas eleições na Rússia. Têm experiência nessa área e para mim seria uma honra que participem num acontecimento tão importante”, declarou.
Segundo indicou o Klix, Dodik reuniu-se em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin, com quem abordou o preço do gás natural para a Bósnia-Herzegovina e as eleições gerais que decorrem no país balcânico em 02 de outubro.
O líder da RS pediu ainda o apoio da Rússia na ONU para o prolongamento da missão militar EUFOR-Althea da União Europeia na Bósnia-Herzegovina, cujo mandato atual expira em novembro próximo.
Em 2021, Dodik anunciou a intenção de devolver à entidade sérvia bósnia diversos poderes concedidos às instituições centrais, e que foi encarada por diversos setores como uma forma de separatismo.
Dodik foi incluído na lista de sanções dos Estados Unidos, que o acusam de obstruções ao processo político na Bósnia-Herzegovina, e por “contínuas ameaças” à estabilidade das instituições centrais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/lider-servio-bosnio-oferece-observadores-para-referendos-nas-regioes-separatistas-da-ucrania/
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Ucrânia: Parlamento de Kiev declara de “inadmissibilidade” dos referendos de adesão à Rússia
Por MultiNews Com Lusa em 17:57, 21 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O parlamento da Ucrânia aprovou hoje uma declaração de “inadmissibilidade” dos referendos de adesão à Rússia propostos pelas autoridades separatistas russófonas das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.
A decisão foi confirmada pelo deputado Yaroslav Zhelezniak na sua conta digital Telegram, ao referir que a proposta foi aprovada por 272 dos 450 deputados da Rada, o parlamento de Kiev.
“O parlamento aprovou a declaração sobre a inadmissibilidade da realização dos pseudo-referendos no território da Ucrânia”, informou Zhelezniak.
As autoridades pró-russas das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson anunciaram na terça-feira a intenção de efetuar referendos entre 23 e 27 de setembro sobre a adesão destes territórios à Federação russa.
O anúncio foi de imediato criticado pelos países ocidentais e organizações internacionais, que detetam nesta medida uma nova tentativa de escalada do conflito por parte do Presidente russo Vladimir Putin.
As autoridades russófonas da Crimeia organizaram em 2014 um referendo de adesão à Rússia e cujo resultado legitimou a anexação da península por Moscovo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-parlamento-de-kiev-declara-de-inadmissibilidade-dos-referendos-de-adesao-a-russia/
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Ucrânia: Biden acusa Rússia de violar valores da ONU e condena ameaça nuclear de Putin
Por MultiNews Com Lusa em 18:06, 21 Set 2022
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O Presidente dos EUA, Joe Biden, condenou hoje a “ameaça nuclear sobre a Europa” feita pelo seu homólogo russo, Vladimir Putin, e acusou a Rússia de “violar descaradamente” os valores da ONU.
Na sua intervenção na Assembleia Geral da ONU, que decorre em Nova Iorque, Biden denunciou “a guerra brutal e desnecessária” na Ucrânia e responsabilizou pessoalmente Putin por estar a desrespeitar o direito internacional, com sistemáticos abusos contra a população ucraniana.
O Presidente norte-americano disse que “as provas de atrocidades” encontradas em valas comuns na Ucrânia devem “fazer o nosso sangue gelar”, condenando a Rússia por estar a “tentar apagar um estado soberano do mapa”.
Biden criticou ainda Putin por hoje ter feito uma declaração em que fez uma “ameaça nuclear sobre a Europa”, dizendo que o mundo não pode ficar indiferente perante este tipo de declarações.
“É impossível vencer uma guerra nuclear. Ela não deve ser travada”, defendeu o Presidente dos EUA, que se mostrou disponível para continuar a procurar tratados internacionais para a limitação de armas nucleares.
Sobre esta questão, Biden denunciou ainda a forma como a China está a aumentar o seu arsenal nuclear “sem qualquer transparência” e comprometeu-se a evitar que “o Irão adquira armas nucleares”.
O Presidente norte-americano pediu a todos os países que se manifestem contra a invasão russa da Ucrânia, garantindo que o seu país estará “sempre ao lado das nações e dos povos que vejam a sua soberania ameaçada”.
“Que não fiquem dúvidas, nós não hesitamos. Escolheremos sempre a liberdade e a soberania”, prometeu Biden, que rejeitou os argumentos invocados por Putin de que a Rússia está a responder a ameaças ocidentais.
“Ninguém ameaçou a Rússia”, garantiu Biden.
O Presidente norte-americano dedicou ainda parte relevante da sua intervenção a mostrar a sua preocupação com a “insegurança alimentar” em várias partes do mundo, sublinhando que a guerra na Ucrânia está a ameaçar o suprimento mundial de alimentos e anunciando um novo pacote, de 2,9 mil milhões de dólares (aproximadamente o mesmo valor em euros) para combater o flagelo da fome.
Biden elogiou os esforços da ONU para mediar negociações que permitiram a criação de corredores de exportação de cereais a partir da Ucrânia e lembrou que as sanções ocidentais contra Moscovo nunca colocaram em causa a possibilidade de a Rússia continuar a exportar cereais e fertilizantes.
O Presidente norte-americano colocou mesmo a questão da segurança alimentar como uma prioridade e uma urgência, pedindo à comunidade internacional que se una nos esforços de combater a fome, em particular entre as crianças.
“Em qualquer lugar onde os pais não consigam alimentar os seus filhos, nada mais interessa”, disse Biden.
O líder dos EUA lembrou ainda que o seu Governo continua empenhado na luta contra as alterações climáticas e, por isso, fez o país regressar ao Tratado de Paris e tem dados sinais de empenho em reduzir as emissões de carbono.
Biden criticou ainda a forma como muitas minorias continuam a ser perseguidas, apelando à ONU e à comunidade internacional para que evite que as pessoas sejam penalizadas pelas suas crenças religiosas ou opções sexuais, fazendo uma referência “aos corajosos homens e mulheres no Irão, que se manifestam hoje mesmo para defender os seus direitos mais básicos”.
Sobre as relações com a China, Biden explicou que está empenhado em evitar conflitos abertos, mas sempre procurando que haja espaço para uma concorrência saudável entre potências comerciais.
“Deixem-me ser muito claro. Não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos um conflito. Queremos um mundo próspero e transparente”, disse Biden, referindo-se aos esforços diplomáticos para encontrar soluções que beneficiem todas as partes, lembrando a atitude que os Estados Unidos têm tido em relação a Taiwan e às disputas com Pequim sobre a soberania deste território.
Biden falou ainda da necessidade de encontrar soluções de paz para conflitos como os do Iémen ou da Síria, para resolver a violência de gangues no Haiti ou para colocar fim ao êxodo da população na Venezuela.
Sobre o conflito israelo-palestiniano, Biden disse defender uma solução de dois Estados, mostrando-se empenhado em continuar a insistir no diálogo moderado entre as partes.
No final, e apesar de elencar uma longa lista de desafios “perigosos e incertos”, Biden mostrou confiança nas Nações Unidas para agirem como “instituição sólida” e na comunidade internacional para combater abusos aos direitos humanos e lutar por um “mundo mais justo”.
“Os desafios são grandes, mas as nossas capacidades são ainda maiores”, concluiu o Presidente norte-americano, lembrando que os líderes sentados na sala magna da sede das Nações Unidas não são “testemunhas passivas da História”, mas antes “atores ativos”.
A semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas começou na terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, e irá prolongar-se até à próxima segunda-feira, com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo, entre eles o primeiro-ministro português, António Costa.
Esta é a primeira Assembleia Geral desde o início da guerra na Ucrânia e a primeira em formato presencial desde o início da pandemia.
O evento decorre sob o tema “Um momento divisor de águas: soluções transformadoras para desafios interligados”, e terá como foco a guerra na Ucrânia e as crises globais a nível alimentar, climático e energético.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-biden-acusa-russia-de-violar-valores-da-onu-e-condena-ameaca-nuclear-de-putin/
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Ucrânia: Costa considera mensagem de Putin uma “grande desilusão”
Por MultiNews Com Lusa em 19:10, 21 Set 2022
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O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que a comunicação ao país do Presidente russo, Vladimir Putin, foi “uma grande desilusão” e elogiou o discurso feito pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, nas Nações Unidas.
“A mensagem hoje do Presidente Putin é uma grande desilusão para todos os que desejam o fim rápido da guerra e o restabelecimento da paz na Ucrânia e a necessidade urgente de conter os efeitos à escala global que esta guerra está a ter”, declarou António Costa aos jornalistas, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Hoje, numa comunicação ao país, o Presidente da Federação Russa anunciou a mobilização de reservistas, referendos para a anexação de territórios ucranianos e prometeu recorrer a “todos os meios ao seu dispor para proteger” o país, numa alusão ao armamento nuclear, acrescentando: “Isto não é ‘bluff'”.
Segundo o primeiro-ministro, o discurso que Joe Biden fez a seguir perante a Assembleia Geral das Nações Unidas “foi de uma grande serenidade, muito claro a reafirmar que a guerra nuclear não pode existir e que, portanto, essas ameaças são de uma total irresponsabilidade e não é mesmo o caminho a seguir”.
O Presidente dos Estados Unidos da América acusou a Rússia de “violar descaradamente” os valores da ONU com “a guerra brutal e desnecessária” na Ucrânia e condenou a “ameaça nuclear sobre a Europa”, declarando que “é impossível vencer uma guerra nuclear, ela não deve ser travada”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a mensagem de Vladimir Putin “deve ser encarada com serenidade”, referindo que “já não é a primeira vez” que o Presidente russo “sobe o tom vocal, o tom verbal”.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Putin falou na Rússia para ser ouvido num momento em que decorre em Nova Iorque o encontro entre líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, “mas o que importa é manter a mesma serenidade, as mesmas posições de princípio”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-costa-considera-mensagem-de-putin-grande-desilusao/
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se de emergência
Por MultiNews em 19:35, 21 Set 2022
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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) agendaram uma reunião de emergência em Nova Iorque para esta quarta-feira, depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter ordenado a mobilização de centenas de milhares de russos para lutar na Ucrânia, adianta a Reuters.
Os responsáveis estão em Nova Iorque, nos Estados Unidos, para o encontro anual de líderes mundiais nas Nações Unidas.
Recorde-se que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje uma “mobilização parcial” dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.
A medida, que entra já em vigor, obedece à necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, sublinhou o chefe de Estado russo, na mensagem transmitida pela televisão.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar “todos os meios” ao seu dispor para “se proteger”, declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ministros-dos-negocios-estrangeiros-da-ue-reunem-se-de-emergencia/
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Bruxelas e Londres veem sinais de que invasão falha e Macron pede "pressão máxima"
Lusa
21 set 2022 18:59
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A presidente da Comissão Europeia e a primeira-ministra do Reino Unido consideraram hoje a decisão do Presidente russo de mobilizar os reservistas no contexto do conflito na Ucrânia "um sinal de que a invasão russa está a falhar".
Ursula von der Leyen e Liz Truss, que realizaram a sua primeira reunião bilateral à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), "condenaram as ações russas na Ucrânia e concordam que os apelos de Putin para mobilizar milhares de reservistas são um sinal de que a invasão russa da Ucrânia está a falhar".
"São uma declaração de fraqueza", disseram num comunicado conjunto após a reunião em Nova Iorque, no qual também sublinharam o seu compromisso de manter o apoio à Ucrânia "o tempo que for necessário".
A presidente da Comissão Europeia e a nova primeira-ministra do Reino Unido também discutiram as relações entre o bloco comunitário e Londres e o controverso protocolo da Irlanda do Norte, mas o breve comunicado conjunto não explica o conteúdo da discussão sobre este ponto.
Também à margem da reunião de líderes da ONU, o Presidente francês, Emmanuel Macron, pronunciou-se sobre o discurso de Vladimir Putin, e pediu a imposição de "pressão máxima" ao seu homólogo russo, para pôr fim a uma guerra "que não faz sentido".
A Rússia está "cada vez mais isolada", encurralada "numa guerra que só eles querem", e o decreto de mobilização contribuirá para este isolamento, disse o presidente francês, em declarações aos meios de comunicação de Nova Iorque recolhidas pela rede BFMTV.
Já o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, afirmou que "a paz mundial está em risco" devido à "chantagem nuclear" da Rússia, após as ameaças do Presidente russo.
"Ameaçar o uso de armas nucleares é inaceitável e um perigo real para todos. A comunidade internacional deve unir-se para evitar estas ações. A paz mundial está em risco", alertou o Alto Representante numa mensagem nas redes sociais.
Borrell acusou o Presidente russo de procurar uma "grave escalada" do conflito na Ucrânia com os seus anúncios de "referendos falsos", mobilização parcial da população e "chantagem nuclear".
Vladimir Putin decretou hoje a mobilização parcial de 300.000 reservistas para a guerra na Ucrânia, uma medida que procura contrariar o que chamou de "chantagem nuclear" da NATO, que visa "destruir" a Rússia.
A Rússia lançou uma operação militar de ocupação da Ucrânia no dia 24 de fevereiro que se prolonga há quase sete meses.
ANP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/bruxelas-e-londres-veem-sinais-de-que-invasao_632b51e9eeb42a1afe6352f5
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Duma russa apela à Assembleia Geral da ONU que condene ações dos EUA e NATO
Lusa
21 set 2022 19:27
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Fonte de imagem: sapo.pt
O parlamento da Rússia apelou hoje à Assembleia Geral das Nações Unidas, ao Parlamento Europeu e aos vários líderes mundiais para condenarem as ações dos Estados Unidos e da NATO no âmbito da guerra na Ucrânia.
"Os deputados da Duma (parlamento) estatal apelam à Assembleia Geral da ONU, aos políticos e aos parlamentares dos países de todo o mundo para condenarem veementemente as ações perigosas dos Estados Unidos e da NATO", disse o presidente da Comissão de Assuntos Internacionais, Leonid Slutski, numa declaração lida na assembleia.
Os deputados lamentam que "os esforços da Rússia, que há oito anos se opõem ao genocídio da população da região do Donbass, se revelem infrutíferos", disse Slutsky.
Na declaração é afirmando que "as ações irresponsáveis dos países da NATO, que fazem entregas massivas de armas letais à Ucrânia e enviam mercenários estrangeiros", levaram os cidadãos ucranianos a procurar "proteção e assistência" na Rússia, de acordo com o texto, citado pela agência de notícias Interfax.
"As forças que levaram a cabo um golpe de Estado na Ucrânia em 2014 abandonaram finalmente a resolução pacífica do conflito intra-ucraniano", acusam ainda os deputados.
O apelo será enviado a todos os parlamentos "sem exceção em todos os continentes" e "também será lido na sessão da Assembleia Geral da ONU", disse Slutsky numa entrevista ao canal de televisão Rossiya-24.
Também hoje, o senado russo aprovou uma lei que simplifica a obtenção da cidadania russa para estrangeiros que assinem um contrato de serviço militar.
Esta é uma das muitas medidas que estão a ser promovidas no âmbito da "mobilização" anunciada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que estipula que milhares de pessoas, reservistas, serão convocadas para o serviço militar.
"Muito provavelmente, mais pessoas serão convocadas das regiões ocidentais e centrais da Federação Russa", explicou o chefe do Comité de Defesa da Duma, Andrei Kartapolov, acrescentando que "cada indivíduo receberá uma ordem com base nas suas capacidades".
Por seu turno, o primeiro vice-presidente da Comissão de Construção e Habitação da Duma, Vladimir Koshelev, salientou que será apresentado um projeto de lei no final da semana para pagar as hipotecas e automóveis dos cidadãos mobilizados, de acordo com a agência de notícias TASS.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
ANP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/duma-russa-apela-a-assembleia-geral-da-onu_632b5b7a06d0d21b1bd1f8c6
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União Europeia mantém ajuda militar à Ucrânia e vai aumentar sanções à Rússia
Por MultiNews com Lusa em 08:39, 22 Set 2022
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A UE vai manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia, anunciou esta quarta-feira o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, no final de uma reunião de emergência em Nova Iorque.
O conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunido de emergência em Nova Iorque, “decidiu manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções económicas, setoriais e individuais à Rússia”, disse Borrell aos jornalistas no final do encontro.
“Foi uma decisão tomada rapidamente nesta reunião de emergência do conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros e que demonstra a determinação da União Europeia [UE] em continuar a ajudar a Ucrânia a enfrentar a agressão russa”, salientou.
Borrell remeteu para mais tarde as medidas detalhadas, referindo que só poderão ser definidas numa reunião formal, e manifestou-se certo de que será alcançado “um acordo unânime para as novas sanções”.
O alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros adiantou apenas que há a intenção de afetar setores tecnológicos russos e deu como certo que “vai haver uma nova lista de pessoas” abrangidas pelas sanções a adotar.
“Compreendo que gostariam de saber quem são as pessoas, quais são os setores, quais são os montantes, mas isso é algo que não podia ser feito hoje. Hoje foi a decisão política”, reforçou.
A UE quis com esta decisão enviar “uma mensagem política forte” horas depois do discurso de Putin, afirmou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, participou “na primeira parte da reunião” dos ministros da UE “para informar acerca dos últimos desenvolvimentos”, referiu Borrell.
“As referências a armas nucleares não abalam a nossa determinação, resolução e unidade em ficar ao lado da Ucrânia e o nosso apoio alargado à capacidade da Ucrânia de defender a integridade territorial e soberania, demore o que demorar. Mais ainda, a UE reafirma o compromisso de maior apoio à resiliência dos parceiros orientais e Balcãs ocidentais”, de acordo com uma declaração divulgada no final do encontro dos responsáveis da UE.
“A UE mantém-se inabalável no apoio à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia e exige que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as tropas e equipamento militar de todo o território da Ucrânia, nas fronteiras reconhecidas internacionalmente”, pode ler-se no documento.
Na quarta-feira, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a mobilização de reservistas, referendos para a anexação de territórios ucranianos e prometeu recorrer a “todos os meios ao seu dispor”, numa alusão ao armamento nuclear, acrescentando: “isto não é bluff”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/uniao-europeia-mantem-ajuda-militar-a-ucrania-e-vai-aumentar-sancoes-a-russia/
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Ucrânia: Discurso de Zelensky aplaudido de pé na Assembleia-Geral da ONU
Por MultiNews com Lusa em 08:55, 22 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O discurso do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na 77.ª Assembleia-Geral da ONU foi aplaudido de pé na quarta-feira por dezenas de delegações internacionais que assistiam ao pronunciamento, numa nova manifestação coletiva de apoio ao país.
Apesar de o seu discurso ter sido gravado e transmitido virtualmente na Assembleia-Geral, a maioria das missões diplomáticas, juntamente com chefes de Governo e de Estado de todo o mundo, não ficaram indiferentes às palavras do líder ucraniano e aplaudiram as suas palavras.
Quem não se levantou, nem aplaudiu o discurso do Presidente da Ucrânia foi, sem surpresa, a delegação russa, que assistiu ao momento de semblante fechado.
No seu pronunciamento, Volodymyr Zelensky afirmou que a decisão russa de mobilizar cerca de 300.000 reservistas demonstra que Moscovo está longe de pensar em negociações para pôr fim aos quase sete meses de guerra, mas insistiu que a Ucrânia irá sair vencedora na guerra.
“Eles [russos] falam sobre negociações, mas anunciam uma mobilização militar. Eles falam sobre as negociações, mas anunciam pseudo-referendos nos territórios ocupados da Ucrânia”, disse.
“A Rússia quer guerra. É verdade. Mas a Rússia não será capaz de parar o curso da história”, disse Zelensky, acrescentando que “a humanidade e a lei internacional são mais fortes” do que o que considerou ser um “Estado terrorista”.
A Rússia ainda não falou na Assembleia Geral da ONU, estando previsto que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, discurse no próximo sábado.
O discurso de Zelensky foi marcante não apenas pelo conteúdo, mas também pelo contexto. Aconteceu após o anúncio da mobilização anunciada por Putin.
Por outro lado, foi a primeira vez que o Presidente ucraniano, trajando a habitual camisola verde, se dirigiu aos líderes mundiais desde a invasão da Rússia em fevereiro.
Zelensky defendeu que Moscovo esta a preparar as suas tropas para uma nova invasão no inverno e a preparar fortificações enquanto mobiliza mais tropas no maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Estabelecendo várias “pré-condições para a paz” na Ucrânia, que às vezes chegam a prescrições mais amplas para melhorar a ordem global, o Presidente ucraniano pediu aos líderes mundiais que retirem à Rússia o voto nas instituições internacionais, bem como o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, argumentando com o facto de os “agressores precisam ser punidos e isolados”.
Apesar de Zelensky não ter comparecido presencialmente a este importante evento das Nações Unidas em Nova Iorque, a primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska, assistiu à transmissão do discurso na Assembleia-Geral, o qual também recebeu com aplausos.
Olena Zelenska, juntamente com o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, foram recebidos na terça-feira pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, com quem abordaram o impacto da guerra na situação humanitária, direitos humanos e a segurança nuclear no país.
A semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas começou na terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, e irá prolongar-se até à próxima segunda-feira, com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo, entre eles o primeiro-ministro português, António Costa.
Esta é a primeira Assembleia Geral desde o início da guerra na Ucrânia e a primeira em formato presencial desde o início da pandemia.
O evento decorre sob o tema “Um momento divisor de águas: soluções transformadoras para desafios interligados”, e terá como foco a guerra na Ucrânia e as crises globais a nível alimentar, climático e energético.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-discurso-de-zelensky-aplaudido-de-pe-na-assembleia-geral-da-onu/
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Kiev anuncia troca de 215 prisoneiros de guerra com Rússia, incluindo “heróis” de Azovstal
Por MultiNews com Lusa em 09:07, 22 Set 2022
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Fonte: Imagens da emissora ucraniana UATV
A Ucrânia anunciou na quarta-feira a troca com a Rússia de 215 soldados, entre os quais os chefes da defesa da siderurgia de Azovstal, em Mariupol, que se tornou num símbolo de resistência à invasão russa.
“Conseguimos libertar 215 pessoas”, a maior troca desde o início da invasão russa, em fevereiro, anunciou na televisão o chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Yermak.
Em troca, a Rússia recuperou 55 prisioneiros, incluindo o ex-deputado Viktor Medvedchuk, amigo próximo de Vladimir Putin, acusado de alta traição por Kiev, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no seu discurso diário.
Como parte dessa “operação há muito preparada”, cinco comandantes militares “super-heróis”, incluindo chefes de defesa de Azovstal, foram transferidos para a Turquia, acrescentou Zelensky.
Essas pessoas irão permanecer na Turquia “em absoluta segurança e em condições confortáveis” até ao “fim da guerra”, mas poderão encontrar-se naquele território com as suas famílias, nos termos de um acordo com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Dez prisioneiros de guerra estrangeiros (cinco britânicos, dois norte-americanos, um marroquino, um sueco e um croata) serão transferidos da Rússia para a Arábia Saudita ao abrigo da troca entre Moscovo e Kiev, anunciou ainda o presidente ucraniano.
Os últimos defensores ucranianos de Mariupol, entrincheirados no complexo industrial de Azovstal, renderam-se às forças russas entre 16 e 20 de maio, após três meses de intensos combates.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kiev-anuncia-troca-de-215-prisoneiros-de-guerra-com-russia-incluindo-herois-de-azovstal/
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Finlândia prepara “solução nacional” para impedir passagem de russos no país
Por MultiNews com Lusa em 09:04, 22 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/fin-800x563-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Finlândia vai preparar uma “solução nacional” para limitar ou mesmo impedir a passagem de turistas russos pelo seu território, anunciou na quarta-feira o seu ministro dos Assuntos Estrangeiros.
O país nórdico já reduziu para um décimo, em setembro, o número de vistos concedidos a russos, em resposta à invasão da Ucrânia por Moscovo, mas é atualmente o único membro da União Europeia que faz fronteira com a Rússia a permitir a entrada de cidadãos russos com vistos Schengen.
Nesse sentido, o Governo finlandês “decidiu preparar uma solução nacional para limitar ou impedir completamente esse trânsito de turistas russos”, disse o ministro dos Assuntos Estrangeiros, Pekka Haavisto.
As medidas “podem incluir nova legislação, a ser adotada muito rapidamente, ou uma interpretação da lei em vigor”, acrescentou.
“A Finlândia não quer ser um país de trânsito para os vistos Schengen emitidos por outros países. Pretendemos controlar esse tráfego”, afirmou o ministro.
Helsínquia reclama uma decisão europeia concertada, mas “não pode estar segura de que a mesma aconteça rapidamente”, frisou Haavisto.
Segundo uma sondagem publicada na quarta-feira pelo jornal Ilta-Sanomat, cerca de 70% dos finlandeses querem o fim da emissão de vistos turísticos para cidadãos russos.
Após o anúncio feito por Vladimir Putin, de mobilização de centenas de milhar de reservistas para relançar a ofensiva russa na Ucrânia, o tráfego na fronteira estava “normal”, de acordo com a guarda fronteiriça finlandesa.
A situação “não mudou significativamente”, escreveu aquela unidade no Twitter, negando rumores que circulam na internet sobre filas com vários quilómetros de extensão para entrar no país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/finlandia-prepara-solucao-nacional-para-impedir-passagem-de-russos-no-pais/
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Reino Unido diz que é "improvável" que mobilização de Putin seja eficaz "nos próximos meses"
MadreMedia
22 set 2022 09:32
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Fonte de imagem: Lusa
Presidente da Rússia quer recrutar 300 mil soldados entre os combatentes nas reservas.
O Ministério da Defesa do Reino Unido (MOD) considera que a Rússia irá enfrentar "desafios logísticos e administrativos para reunir os 300.000" combatentes que estão na reserva.
Segundo um estudo do Ministério, é mesmo "improvável que as tropas sejam eficazes em combate nos próximos meses", sendo esta medida "efetivamente uma admissão de que a Rússia esgotou o número de voluntários dispostos a lutar na Ucrânia".
Tal como já visto ontem em várias cidades russas, o MOD salienta que esta posição de Vladimir Putin "provavelmente será altamente impopular entre partes da população russa".
(https://i.ibb.co/g68wdH2/Captura-de-ecr-2022-09-22-102819.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reino-unido-diz-que-e-improvavel-que-mobilizacao-de-putin-seja-eficaz-nos-proximos-meses
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Mais de 1.000 detidos em protestos na Rússia contra mobilização parcial
MadreMedia / Lusa
21 set 2022 21:36
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As forças de segurança russas detiveram já mais de 1.000 pessoas nos protestos nacionais hoje convocados por um movimento pacifista contra a mobilização parcial de reservistas para combater na Ucrânia, anunciada pelo Presidente, Vladimir Putin.
“Às 18:36 TMG (19:36 de Lisboa), já havia mais de 1.113 pessoas detidas em 38 cidades”, indicou a organização independente de defesa dos direitos cívicos OVD-Info, que monitoriza detenções e foi declarada “agente externo” na Rússia.
O número de detenções está a aumentar rapidamente: a organização registou detidos em Moscovo, São Petersburgo, Yekaterimburgo, Perm, Ufa, Krasnoyarsk, Cheliabinsk, Irkutsk, Novosibirsk, Yakutsk, Ulan-Ude, Arkhangelsk, Korolev, Voronezh, Zheleznogorsk, Izhevsk, Tomsk, Salavat, Tiumen, Volgogrado, Petrozavodsk, Samara, Surgut, Smolensk, Belgorod e outras cidades.
O ministério público de Moscovo advertiu de que punirá com até 15 anos de prisão a organização e participação em ações ilegais.
Também será punida administrativa ou criminalmente a difusão de convocatórias para participar em ações ilegais ou para realizar outros atos ilegais nas redes sociais, bem como fazer apelos a menores de idade para participarem em atos ilegais.
Na capital, houve pelo menos 409 detidos, e em São Petersburgo, pelo menos 444, segundo a mesma fonte.
No centro de Moscovo, onde se concentraram centenas de manifestantes na rua Arbat (talvez a mais famosa artéria moscovita e a mais antiga, datada do século XV), onde historicamente se reuniam escritores, artistas plásticos e músicos), as detenções por parte da polícia antimotim começaram assim que o protesto começou.
Os manifestantes gritavam “Não à guerra”, entre aplausos, e “Putin para as trincheiras”.
Um manifestante com um cartaz de protesto foi detido logo a seguir pelos agentes policiais, que o arrastaram dali para fora, enquanto outros manifestantes gritavam “A polícia é a vergonha da Rússia”.
“Por que é que estão a fazer isto se vocês, amanhã mesmo, também vão ser mandados para a guerra da Ucrânia?”, perguntaram alguns a agentes das forças de segurança.
“Morrer por quê, por causa de quê?”, acrescentaram.
Entre as palavras-de-ordem, também se ouvia “Vida para os nossos filhos”, numa referência às declarações do chefe da comissão de Defesa da Duma ou Câmara de Deputados, Andrei Kartapolov, de que os primeiros mobilizados serão suboficiais na reserva com menos de 35 anos e oficiais com menos de 45 anos.
Os cidadãos tentaram formar cadeias humanas para impedir as detenções, enquanto os polícias criavam cordões para impedir a passagem dos manifestantes, cuja intenção era descer a rua Arbat até chegar ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Pouco depois, as forças da ordem começaram a dispersar os manifestantes e a empurrá-los de volta até ao início da rua pedonal.
O decreto de Putin estipulou que o número de pessoas convocadas para o serviço militar ativo seria determinado pelo Ministério da Defesa, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse numa entrevista televisiva que 300.000 reservistas com experiência relevante de combate e serviço serão inicialmente mobilizados.
Além da convocação de protestos, a Rússia tem também assistido a um acentuado êxodo de cidadãos desde que Putin ordenou que o exército invadisse a Ucrânia, há quase sete meses.
No discurso que hoje de manhã proferiu ao país, em que anunciou uma mobilização parcial dos reservistas, o Presidente russo também fez uma ameaça nuclear velada aos inimigos russos do Ocidente.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 210.º dia, 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-1-000-detidos-em-protestos-na-russia-contra-mobilizacao-parcial
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Amigo de Putin foi um dos trocados. Rússia tinha 'oferecido' 50 prisioneiros por Medvedchuk
MadreMedia
22 set 2022 07:24
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
270 prisioneiros de guerra foram trocados entre Rússia e Ucrânia nesta última quarta-feira.
O anúncio da troca de prisioneiros foi quarta-feira anunciado por ambas as partes, mas agora ficou a saber-se que a Ucrânia aceitou incluir nestas negociações um amigo próximo de Vladimir Putin, concretamente o político pró-Rússia, Viktor Medvedchuk, detido por Kiev há meses.
A troca de prisioneiros só foi possível após longos meses de negociações, sendo que o próprio Medvedchuk havia pedido através de um vídeo que fosse trocado por civis e soldados ucranianos que resistiram em Mariupol.
(https://i.ibb.co/PW5k7FJ/Captura-de-ecr-2022-09-22-103728.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Durante a troca realizada nesta quarta-feira, a Ucrânia recebeu 215 pessoas, incluindo 124 oficiais, ao passo que do lado russo foram entregues 55 prisioneiros.
“Inicialmente, ofereceram-nos devolver 50 do nosso povo em troca de um dos que estavam no centro de detenção do Serviço de Segurança da Ucrânia. Conversámos. Insistimos. O número aumentou de 50 para 200. Eles já estão na Ucrânia. Acho que este é um bom resultado”, declarou Zelensky.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/amigo-de-putin-foi-um-dos-trocados-russia-tinha-oferecido-50-prisioneiros-por-medvedchuk
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Rússia. Quase 1.400 pessoas detidas em protestos contra a mobilização parcial, diz ONG
Jornal i 22/09/2022 10:40
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/22/833203.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Organização diz ainda que 509 pessoas foram detidas em Moscovo e pelo menos 541 em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.
Os protestos contra a mobilização parcial de cidadãos decretada por Vladimir Putin, Presidente da Rússia, fez pelo menos 1.386 detidos, anunciou esta quinta-feira uma organização não-governamental (ONG), OVD-Info.
A organização independente, que rastreia as detenções e já foi declarada "agente estrangeiro" pelas autoridades russas, já havia reportado na quarta-feira que mais de 1.113 pessoas já tinham sido detidas em protestos em 38 cidades russas, entre as quais Moscovo, São Petersburgo, Ecaterimburgo, Perm, Ufa, Krasnoyarsk, Chelyabinsk, Irkutsk, Novosibirsk, Yakutsk, Ulan-Ude, Arkhangelsk, Korolev, Voronezh, Zheleznogorsk, Izhevsk, Tomsk, Salavat, Tyumen, Volgogrado, Petrozavodsk, Samara, Surgut, Smolensk e Belgorod.
Entre os detidos encontram-se vários jornalistas e o Ministério Público de Moscovo advertiu de que punirá com até 15 anos de prisão a organização e participação em ações ilegais. A juntar às represálias, também será punida administrativa ou criminalmente a difusão de convocatórias para participar em ações ilegais ou para realizar outros atos ilegais nas redes sociais, por exemplo apelando a menores de idade para participarem em atos ilegais.
A mesma fonte precisa ainda que 509 pessoas foram detidas em Moscovo e pelo menos 541 em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781538/r-ssia-quase-1-400-pessoas-detidas-em-protestos-contra-a-mobilizacao-parcial-diz-ong?seccao=Mundo_i
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Putin pode chamar até um milhão de soldados russos para a Ucrânia com a mobilização parcial
Por Francisco Laranjeira em 13:31, 22 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-5-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um milhão de cidadãos russos pode ser chamado a lutar na guerra na Ucrânia devido à mobilização parcial anunciada por Vladimir Putin, revelou esta quarta-feira o jornal independente russo que opera no exílio ‘Novaya Gazeta’, que citou um funcionário anónimo do Governo de Putin.
O sétimo parágrafo do decreto, assinado pelo presidente russo na passada 4ª feira, e que está sob sigilo, permite ao Ministério da Defesa russo chamar até um milhões de pessoas, apesar de Sergei Shoigu ter anunciado que seriam 300 mil os convocados, todo com “experiência militar anterior”. “Não são as pessoas que nunca viram ou ouviram nada sobre o exército!, apontou”, acrescentando que os alunos “podem continuar a ir às aulas”.
Putin, n discurso transmitido pela televisão à nação, garantiu disse que o serviço militar só se aplicaria aos “cidadãos que estão atualmente na reserva, especialmente aqueles que serviram nas forças armadas, têm certas profissões militares e experiência relevante”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-pode-chamar-ate-um-milhao-de-soldados-russos-para-a-ucrania-com-a-mobilizacao-parcial/
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“Como partir o braço” torna-se expressão mais procurada no Google da Rússia
Por Francisco Laranjeira em 13:21, 22 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/10/google-laptop-computer-search-engine-1jongP.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Após o anúncio de mobilização parcial de Vladimir Putin, os russos não perderam tempo em encontrar soluções para evitar o envio para a Ucrânia: segundo o Google, a frase “como partir um braço” ou como “sair da Rússia” foram as mais pesquisadas do motor de busca esta quarta-feira, garantiu o grupo Mozhem Obyasnit, na rede social ‘Telegram’.
Como o Google Trends classifica os itens de pesquisa de zero a 100, sendo que zero representa o ponto de menor interesse e 100 o de maior, a procura por formas de partir um braço passou de 0 quando Putin fez o anúncio ao país, para a pontuação de 38 em possíveis 100 depois da convocatória dos reservistas feita pelo Kremlin, revelou a revista norte-americana “Newsweek”..
A chamada à linha de combate de 300 mil reservistas tem causado agitação social na Rússia nas últimas horas, com mais de mil pessoas detidas, sobretudo em cidades onde as manifestações têm sido mais vigorosas – Moscovo e São Petersburgo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/como-partir-o-braco-torna-se-expressao-mais-procurada-no-google-da-russia/
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Rússia diz que notícias sobre filas para sair do país são exageradas
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 14:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Kremlin considerou hoje que as notícias sobre a existência de filas para sair do país após a entrada em vigor da mobilização parcial ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, são exageradas.
“Os relatos de que há um certo burburinho nos aeroportos são muito exagerados”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, durante uma conferência de imprensa, alertando para a existência de “muita informação falsa”.
Peskov respondia a uma pergunta sobre as notícias divulgadas em vários meios de comunicação sobre as filas de pessoas nos postos fronteiriços, tentando abandonar a Rússia, bem sobre a compra intensiva de passagens aéreas para destinos onde os russos não precisam de visto de entrada.
A mobilização parcial ordenada por Putin, na quarta-feira, para enfrentar os reveses militares na Ucrânia, provocou uma onda de protestos nas principais cidades russas, que resultaram em mais de 1.300 detidos.
O movimento pacifista Vesná (Primavera) convocou para sábado um novo protesto nacional contra a mobilização parcial.
“A mobilização já está a ocorrer ativamente em todo o país. Em breve, milhares dos nossos homens serão enviados para a frente de batalha. Podemos e devemos manifestar-nos contra isso!”, disse o movimento na conta da rede social Telegram.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-noticias-sobre-filas-para-sair-do-pais-sao-exageradas
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Antigo primeiro-ministro russo revela que ameaça nuclear de Putin é “bluff” e que o seu regime “vai colapsar em dois anos”
Por Francisco Laranjeira em 14:49, 22 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Mikhail Kasyanov, antigo primeiro-ministro russo, revelou que a ameaça de Vladimir Putin de usar armas nucleares na Ucrânia é um ‘bluff’ e previu o fim do seu regime num espaço de dois anos.
Em declarações aos britânicos do ‘Channel 4 News’, Kasyanov, que serviu como primeiro-ministro do presidente Putin entre 2000 e 2004 antes de ser demitido e exilado, frisou que “duvida muito” que o líder russo use armas nucleares. Para o crítico do regime do Kremlin, que fugiu da Rússia para um local desconhecido, a guerra na Ucrânia, que viu cerca de 55 mil soldados russos mortos e milhares de tanques destruídos, pode mesmo conduzir ao colapso do regime de Putin.
As manifestações não se fizeram esperar em 38 cidades da Rússia depois do anúncio da mobilização parcial de Putin. “Em termos de mobilização, não é um ‘bluff’. Em termos de uso potencial de armas nucleares, acho que é”, frisou Kasyanov, revelando que o líder do Kremlin planeia anexar as áreas ocupadas da Ucrânia através de referendos falsos e chamá-las de seu próprio território.
“Ele quer agora chantagear os líderes ocidentais, toda a sociedad ocidental. Quer reconhecer, através desses referendos artificiais, as partes ocupadas da Ucrânia como território russo e dizer aos líderes ocidentais depois disso: ‘Putin está pronto para usar armas nucleares para defender o território soberano russo’.”
“Mas duvido muito que Putin use armas nucleares porque ele sabe que para os líderes ocidentais é a mesma coisa, se houver anexação e reconhecimento, a natureza da guerra não mudaria”, explicou o antigo responsável político russo.
Kasyanov considerou que a campanha de recrutamento é um dos movimentos domésticos mais arriscados das duas décadas de Putin no poder, depois de o Kremlin ter prometido que isso não aconteceria. “Sinto que até o final do ano, haverá uma situação completamente diferente e hoje Putin, ao anunciar a mobilização geral, já iniciou o período do fim da sua era.”
“O potencial militar do exército ucraniano vai crescer e eles terão uma vantagem decisiva no campo de batalha que levará à mudança da situação e, como penso, ao colapso do regime de Putin”, revelou.
E o futuro, como poderia ser? Kasyanov apontou que “Putin poderia, apenas para sair da sua posição, nomear algum tipo de sucessor, que não seria um verdadeiro líder do país por um certo período de tempo, que conduziria naturalmente ao colapso do regime. Então, inevitavelmente, haverá eleições democráticas mas levará tempo, não será amanhã, não em seis meses, mas em dois anos. Nesse período de tempo, Putin parte para algum lugar, parte, não sei, para o resort Baikal Lake ou para a China”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/antigo-primeiro-ministro-russo-revela-que-ameaca-nuclear-de-putin-e-bluff-e-que-o-seu-regime-vai-colapsar-em-dois-anos/
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Ucrânia. Putin arrisca a fúria de uma "maioria silenciosa"
22 de setembro 2022 às 08:08 João Campos Rodrigues
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/22/833186.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O regime russo prometia ordem e prosperidade a troco de apatia. Agora, muitas famílias temem ver entes queridos ser levados para a linha da frente. Mas Putin, humilhado no campo de batalha, não tinha muito mais opções.
Para enfrentar a crónica escassez de recrutas, Vladimir Putin arranjou todo um conjunto de novos problemas. Com o anúncio de uma mobilização militar parcial, esta quarta-feira, o Kremlin quer encher as suas fileiras com mais 300 mil efetivos. Contudo, ao mesmo tempo, deixou muitas famílias russas receosas que a qualquer momento os seus entes queridos sejam enviados para a linha da frente, bem conscientes que tantos outros - o Pentágono estima que a Rússia tenha sofrido até 80 mil baixas, o Kremlin admite menos de seis mil - voltaram a casa em caixões. E parece cada vez maior o risco de uma vingança nuclear, caso as forças de Putin continuem a ser escorraçadas pelos ucranianos (ver página 4).
Teoricamente, podem ser recrutados aqueles com experiência militar, entre os 18 e os 60 anos, dependendo da patente, com destaque para quem tenha formação especializada, como sapadores, engenheiros ou atiradores furtivos. A lista exata das especialidades mais desejadas não é pública, para não revelar as lacunas do Kremlin, o que certamente estará a deixar ansiosos muitos reservistas russos.
Logo após o anúncio da mobilização militar parcial, a primeira desde a II Guerra Mundial, nos tempos de Estaline, houve mais de uma centena de manifestantes detidos, avançou a Reuters, (ver páginas 6-7) com os protestos a estenderem-se desde centros urbanos, como Moscovo, aos confins da Federação Russa. É algo que se viu sobretudo na distante Sibéria, segundo o Moscow Times, em repúblicas russas mais pobres, como Buryatia, terra natal de uma parcela desproporcional dos soldados abatidos na Ucrânia.
No entanto, o problema do Kremlin não são os poucos russos politizados e com coragem para sair à rua, enfrentando o risco de uma imediata e expectável detenção. A sua preocupação é a “maioria silenciosa”, a base do seu poder, aqueles que sentiram algum alívio em deixar o poder político nas mãos de Putin, apreciando a ordem e relativa prosperidade que ofereceu, após os anos de caos e miséria da doutrina de choque de Boris Ieltsin.
“Durante décadas, o projeto de Estado de Putin alimentou uma apatia entranhada entre a população”, notou Eliot Rothwell, um jornalista residente em Moscovo, especializado nas antigas repúblicas soviéticas, num artigo na Tribune. “Os russos viraram-se para dentro, focando-se no que conseguem controlar: a si mesmos, à sua família, as suas vidas pessoais. Procuraram viver não em oposição ao Estado, mas ignorando-o”.
É a essa “maioria silenciosa” que Putin tem prometido, insistentemente, que a invasão não é uma guerra, mas sim uma operação militar especial. Que poderiam manter a sua vida mais ou menos normal, ainda que sofrendo alguns impactos económicos e sem acesso a marcas ocidentais. Agora, essa espécie de contrato social foi quebrado.
“Mas parece que há limites”, lembrou Anne Applebaum, investigadora do Johns Hopkins University School of Advanced International Studies, no Atlantic. “Daí que ele não fale de uma verdadeira mobilização em massa - que envolveria recrutamento obrigatório de homens jovens em números enormes - mas de mobilização parcial. Nada de estudantes, nada de recrutamento geral, só a ativação de reservistas com experiência militar”.
Putin só avançou com essa mobilização parcial porque não lhe restavam grandes alternativas. Ou sequer desculpas minimamente plausíveis.
Quando os russos falharam em tomar Kiev, no início da guerra, o Kremlin assegurou que não foram derrotados, estavam só a concentra-se em conquistar o resto do Donbass; quando foram corridos de Kharkiv, recentemente, deixando para trás arsenais inteiros, não estavam a fugir, apenas a “reagrupar” em Donetsk e Lugansk. E agora, como é que o Kremlin explica ter perdido o controlo total de Lugansk, esta segunda-feira, com a derrota em Bilohorivka, nos subúrbios de Lysychansk, que conquistara a tanto custo, durante semanas de combate?
Ainda por cima, seria de esperar mais avanços das forças ucranianas em Lugansk, tendo estas chegado ao rio Oskil. Deixando as linhas de abastecimento russas na região expostas ao fogo devastador dos M142 HIMARS, os lança-mísseis de longo alcance americanos que Kiev tão eficazmente sabe usar.
“Já perdemos, o resto é uma questão de tempo”, lamentara esta semana Igor Girkin, no Telegram. Este antigo espião, ícone da ala mais extrema dos nacionalistas russos, que ganhara a alcunha de Strelkov quando combatia no Donbass, em 2014, tem apontado o dedo a Putin, acusando-o de ocultar um descalabro militar. Contudo, até entre a coligação que suporta Putin, o descontentamento se torna cada vez mais notório. Ouvindo-se críticas do líder checheno, Ramzan Kadyrov, ou apelos do Partido Comunista Russo - que, apesar de oficialmente estar na oposição, está alinhado com o regime russo e apoiou entusiasticamente a invasão - a uma mobilização militar massiva.
É que a operação militar na Ucrânia “tornou-se uma guerra”, declarou esta semana Gennady Zyuganov, líder dos comunistas. Atrevendo-se a falar de uma guerra em público, algo que levara à detenção de outros, acusados de desinformação.
Já Kiev parece consciente da pressão política que causaria uma contraofensiva ucraniana bem-sucedida, como a que se viu no sudeste de Kharkiv. Isso até fazia parte do plano, explicara a antiga primeira-ministra Yulia Tymoshenko, ao SOL.
“Aqui estamos todos convencidos que, mal as tropas russas no sul da Ucrânia sejam esmagadas, imediatamente levará ao início do colapso do regime”, garantira, referindo-se ao suposto contra-ataque em Kherson, uma finta para levar o Kremlin a reforçar a região, enquanto os ucranianos se prepararam para atacar no sudeste de Kharkiv. É que, após uma vitória sonante de Kiev, “as lutas internas das elites russas escalarão enormemente. Porque deixarão de acreditar que a Rússia está no lado vencedor”, anteviu Tymoshenko.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781519/ucr-nia-putin-arrisca-a-f-ria-de-uma-maioria-silenciosa
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Alemanha disposta a acolher desertores russos
MadreMedia / AFP
22 set 2022 15:51
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Fonte de imagem: 24
"Quem se opuser corajosamente a Putin e se colocar em perigo real pode pedir asilo político na Alemanha", declara a ministra do Interior em entrevista.
A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, declarou nesta quinta-feira, em entrevista, que o país está disponível para acolher desertores do Exército russo "ameaçados de grave repressão".
Esta informação surge um dia após o anúncio do envio de reservistas russos para lutarem na Ucrânia.
"Quem se opuser corajosamente a Putin e se colocar em um perigo real pode pedir asilo político na Alemanha", declara Nancy, ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Nessa mesma linha, o ministro da Justiça, Marco Buschmann, afirmou no Twitter que os russos que fogem do seu país são "bem-vindos" à Alemanha.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alemanha-disposta-a-acolher-desertores-russos
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Guterres considera "totalmente inaceitável" debate sobre conflito nuclear
22 set 2022 15:32
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Fonte de imagem: Lusa
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou hoje, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia, "totalmente inaceitável" que a ideia de um conflito nuclear, "outrora impensável", "se tenha tornado objeto de debate".
Guterres discursou numa reunião ministerial sobre a situação do conflito ucraniano, convocada pela França e intitulada “A luta contra a impunidade na Ucrânia”, a qual contou com os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e da Ucrânia, Dmytro Kuleba.
"A guerra da Rússia na Ucrânia não mostra sinais de cessar. Os últimos sete meses foram de sofrimento e devastação indescritíveis. Os últimos desenvolvimentos são perigosos e perturbadores. Eles estão mais longe de qualquer perspetiva de paz – e em direção a um ciclo interminável de horror e derramamento de sangue", iniciou Guterres.
"Como eu disse desde o início, esta guerra sem sentido tem potencial ilimitado para causar danos terríveis – na Ucrânia e em todo o mundo. A ideia de conflito nuclear, outrora impensável, tornou-se objeto de debate. Isso por si só é totalmente inaceitável. Todos os Estados com armas nucleares devem comprometer-se novamente com o não uso e a eliminação total de armas nucleares", exortou o secretário-geral.
Apesar dos apelos, António Guterres não referiu - diretamente - em nenhum momento as ameaças feitas na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, sobre uma escalada nuclear da guerra.
Nas suas declarações perante o Conselho de Segurança, Guterres alertou que, diariamente, "em média cinco crianças são mortas ou feridas" na Ucrânia, "marcadas pelo pesadelo da guerra, desde a violência à separação familiar".
"Cerca de 14 milhões de pessoas foram forçadas a fugir, a maioria mulheres e crianças. A situação só vai piorar com a aproximação do inverno e com a diminuição do fornecimento de gás e eletricidade", disse.
Guterres fez também menção ao trabalho que o Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos tem feito em território ucraniano, salientando o "impacto inaceitável desta guerra nos direitos humanos".
"Os relatórios são um catálogo de crueldades: execuções sumárias, violência sexual, tortura e outros tratamentos desumanos e degradantes contra civis e prisioneiros de guerra. Os últimos relatos de cemitérios em Izyum são extremamente perturbadores", advogou, pedindo que todas essas alegações sejam minuciosamente investigadas, para que seja garantida a responsabilização pelas mesmas.
Esta reunião do Conselho de Segurança é presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros de França, Catherine Colonna, e contou ainda com declarações do procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan.
Foram ainda autorizados a participar na reunião Estados-membros como Bielorrússia, República Checa, Alemanha, Lituânia e Polónia. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também integrou a reunião.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guterres-considera-totalmente-inaceitavel-debate-sobre-conflito-nuclear
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Lewandowski vai usar braçadeira de capitão da seleção ucraniana no Mundial
Sportinforma / AFP
22 set 2022 14:46
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Robert Lewandowski festeja. (Photo by JANEK SKARZYNSKI / AFP) AFP or licensors
Avançado polaco vai assim representar um país que não vai estar presente na competição.
O capitão da seleção da Polónia, Robert Lewandowski, recebeu simbolicamente nesta terça-feira a braçadeira de capitão da seleção ucraniana, fora do Mundial de 2022, que irá utilizar, no decorrer da competição, junto à do seu país.
"É uma grande honra para mim usar esta braçadeira de capitão com as cores da seleção ucraniana no Mundial", explicou à imprensa o avançado que esta temporada se transferiu para o Barcelona, citado pela agência PAP, depois de receber a braçadeira azul e amarela do ex-jogador e treinador da Ucrânia, Andriy Shevchenko.
"Todo o país está afetado pela guerra, o mundo inteiro está em perigo", referiu, por sua vez, Shevchenko, visivelmente emocionado.
"Ao mesmo tempo, todos trabalham e fazem o que podem para contribuir e ajudar uns aos outros, para a poiar o país. Os jogadores de futebol não são exceção. É também uma mensagem ao mundo: estamos aqui, lutamos, continuamos vivos e nunca vamos desistir", sublinhou durante o encontro com Lewandowski no Estádio Nacional de Varsóvia, citado pelo jornal 'Gazeta Wyborcza'.
O Torneio Mundial do Catar vai arrancar no dia 20 de novembro.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/lewandowski-vai-usar-bracadeira-de-capitao-da-selecao-ucraniana-no-mundial
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Antigo árbitro ucraniano entre os prisioneiros de guerra trocados com a Rússia
Sportinforma
22 set 2022 18:59
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Árbitro de futebol
O antigo árbitro foi detido esteve como prisioneiro de guerra nos últimos cinco meses.
Rússia e Ucrânia realizaram, esta quinta-feira, a maior troca de prisioneiros desde o início do conflito, que começou a 24 de fevereiro, quando os russos invadiram o território ucraniano.
Foram 300 os prisioneiros trocadas entre os dois países em guerra, entre eles um antigo árbitro de futebol.
Dmytro Kubryak, um antigo juiz de futebol ucraniano, trabalhava como médico e foi capturado pelas tropas russas durante uma ofensiva em Mariupol. O antigo árbitro foi detido esteve como prisioneiro de guerra nos últimos cinco meses.
Um dos nomes sonantes na troca de prisioneiros é Viktor Medvedchuk, um oligarca ucraniano pró-russo, e amigo pessoal de Vladimir Putin. Medvedchuk foi trocado por 55 militares do batalhão de Azov.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/artigos/antigo-arbitro-ucraniano-entre-os-prisioneiros-de-guerra-trocados-com-a-russia
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"Não quero morrer". O relato de russos que fugiram da mobilização
MadreMedia / AFP
22 set 2022 16:15
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KAREN MINASYAN / AFP
Na área de desembarque do aeroporto de Yerevan, na Arménia, Sergei parece abatido e exausto depois de fugir às pressas da Rússia, com o seu filho, por medo de ser enviado para a "frente", na Ucrânia.
Sergei, 44 anos, prefere não revelar o seu sobrenome por ser um entre os muitos milhares de russos que deixaram o seu país desde a invasão da Ucrânia. Um fenómeno que parece ter aumentado desde o anúncio, na quarta-feira, de Vladimir Putin para uma mobilização parcial de reservistas.
As autoridades disseram que 300.000 reservistas serão convocados, mas muitos russos temem uma mobilização muito maior.
"A situação na Rússia levou-me à decisão de sair. Sim, saímos da Rússia por causa da mobilização", declarou Sergei à AFP.
O seu filho, Nikolai, de 17 anos, concorda: "Decidimos não esperar a convocatória para o exército" e insiste na "incerteza" que reina na Rússia, expressando "tristeza" diante dos acontecimentos.
Sentimento partilhado por outros russos que chegaram no mesmo voo que Sergei e Nikolai à Arménia, país do Cáucaso que recebe cidadãos russos sem visto até um período de 180 dias.
"Não é uma boa coisa ir para a guerra no século XXI, para dizer o mínimo", diz Alexei, de 39 anos, desconhecendo se algum dia vai poder retornar à Rússia. "Tudo vai depender da situação".
Outro russo, que não quis revelar a sua identidade, "por razões de segurança", afirma que ficou "chocado" quando a mobilização foi anunciada.
Na Rússia, "quase ninguém apoia esta guerra", diz, antes de acrescentar: "É tão doloroso, só quero que acabe".
Desde a ordem de mobilização de Putin, a maioria das pessoas que chegam a Yerevan são homens em idade de combate. Muitos deles pareciam assustados e relutantes em partilhar as razões para deixar tudo para trás.
Dmitri, de 45 anos, explica que fugiu para a Arménia com uma única mochila, deixando para trás a esposa e os dois filhos, sem "nenhuma ideia" do que vai fazer.
"Não quero ir para a guerra. Não quero morrer nessa guerra sem sentido. É uma guerra fratricida", resume.
De acordo com a ferramenta Google Trends, que acompanha as tendências de busca no Google, a frequência de "deixar a Rússia" aumentou quase 100 vezes após o anúncio da mobilização na manhã de quarta-feira.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta quinta que os relatos de um êxodo de russos foram "muito exagerados".
No entanto, voos da Rússia, já muito limitados e caros desde a adoção das sanções ocidentais na sequência da invasão da Ucrânia, esgotaram para os próximos dias para quase todos os destinos ainda disponíveis.
E nas redes sociais, muitos temem um iminente fecho de fronteiras, que privaria os russos de qualquer saída, inclusive por via terrestre.
Um moscovita de 23 anos, gerente de projeto, disse à AFP sob condição de anonimato que havia reservado um voo com urgência após o anúncio da mobilização, quando pretendia deixar a Rússia em outubro.
"Tenho medo da mobilização. Sou um dos que correm o risco de ser convocado", disse.
Entre os amigos, "alguns foram às manifestações (contra a mobilização), porque não têm nada a perder. Outros examinam as leis e consultam advogados para saber se correm o risco de serem chamados", continua o jovem.
Na quarta-feira, mais de 1.300 pessoas foram presas em toda a Rússia em protestos contra a mobilização, segundo a ONG especializada OVD-Info.
De acordo com os últimos dados do Serviço de Imigração da Armênia, em junho quase 40.000 russos chegaram ao país desde o início da invasão da Ucrânia. Na Geórgia, país vizinho, 50.000 chegaram no mesmo período, segundo dados oficiais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-quero-morrer-o-relato-de-russos-que-fugiram-da-mobilizacao
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Rússia vai pagar cerca de 3.500 euros por mês a quem for ‘mobilizado’ para a guerra. Já há mais de 10 mil voluntários
Por Filipe Pimentel Rações em 18:08, 22 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo surpreendeu o mundo, esta quarta-feira, quando anunciou uma mobilização parcial da população com o objetivo de adicionar mais 300 mil soldados às suas forças que combatem na vizinha Ucrânia.
Contudo, mesmo antes de as autoridades militares emitirem a convocação oficial dos reforços, cerca de 10 mil voluntários apresentaram-se nos centros de recrutamento russos e expressaram a sua vontade para serem enviados para as linhas da frente da guerra.
Citado pela agência de notícias russa ‘Interfax’, Vladimir Tsimlyansky, porta-voz da Defesa, afirma que “durante o primeiro dia da mobilização parcial, perto de 10 mil cidadãos apareceram nos centros de recrutamento de livre vontade sem esperarem pela convocação”.
Nas redes sociais circulam imagens que alegadamente mostram a mobilização dos voluntários na localidade da província de Sakha, na Sibéria, com homens a abraçarem os seus próximos antes de entrarem num autocarro. Outros registos mostram uma fila de homens, durante a noite passada, junto a um avião de transporte de tropas estacionado na pista.
Ainda, um vídeo que se considera ter sido filmado na Chechénia mostra dezenas de homens jovens a marchar na rua, escoltados por forças policiais.
Além disso, os russos que forem mobilizados para combater na Ucrânia poderão receber, no mínimo, cerca de 3.509 mil euros (205 mil rublos).
Alexander Avdonin, responsável militar da Rússia em Yakutia, explica à agência ‘RIA’ que “todos os cidadãos convocados para a mobilização são equiparados a militares contratados, recebem abono monetário no mesmo valor, a partir de 205 mil rublos, dependendo do cargo e da patente militar”.
Contudo, os valores a pagar poderão variar entre as várias regiões, cujas administrações têm legitimidade para estabelecer os valores.
Avdonin refere que o Kremlin, no âmbito da ordem de mobilização, a primeira desde a II Guerra Mundial, dará preferência a soldados que tenham já servido, no mínimo, três anos e que tenham treino militar.
Apesar do esforço para revitalizar as sua forças que combatem na Ucrânia, Putin deixou de foram da mobilização estudantes com mais de 18 anos e que frequentem cursos de formação profissional, principalmente por não terem a experiência militar procurada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-vai-pagar-cerca-de-3-500-de-euros-por-mes-a-quem-for-mobilizado-para-a-guerra-ja-ha-mais-de-10-mil-voluntarios/
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Segundo o estado-maior russo, nas últimas 24 horas, 10.000 voluntários pediram para ser mobilizados
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 18:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de 10.000 pessoas apresentaram-se como voluntárias nas últimas 24 horas após o anúncio do Presidente Vladimir Putin para serem mobilizados no âmbito da ofensiva militar na Ucrânia, afirmou hoje o estado-maior russo.
“Durante o primeiro dia de mobilização parcial, cerca de 10.000 cidadãos deslocaram-se por si próprios aos comissariados militares, sem esperar pela sua convocação”, assegurou Vladimir Tsimlianski, um porta-voz do estado-maior russo, citado pela agência noticiosa Interfax.
Imagens difundidas nas redes sociais indicavam apresentar uma mobilização na localidade da província de Sakha (Iakutia), na Sibéria, com homens a abraçarem os seus próximos antes de entrarem num autocarro.
Noutras imagens publicadas pela popular aplicação Telegram Mash, via-se uma fila de homens, durante a noite, junto a um avião de transporte de tropas estacionado na pista.
Um vídeo apresentado como filmado na Chechénia, república russa do Cáucaso, mostrava dezenas de homens jovens a marchar na rua, enquadrados por polícias.
O Ministério da Defesa não divulgou qualquer imagem oficial da mobilização e não forneceu dados sobre o número de pessoas que receberam uma convocatória para se deslocarem às instalações militares.
Na quarta-feira, Vladimir Putin anunciou uma “mobilização parcial” que deverá abranger cerca de 300.000 reservistas com “experiência militar”.
Mais de 1.300 pessoas foram detidas em toda a Rússia na quarta-feira no decurso de ações de protesto contra a mobilização.
Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/segundo-o-estado-maior-russo-nas-ultimas-24-horas-10-000-voluntarios-russos-pediram-para-ser-mobilizados
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Lavrov e Blinken trocam acusações em reunião do Conselho de Segurança
Lusa
22 set 2022 18:44
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Fonte de imagem: sapo.pt
Os chefes da diplomacia russa e norte-americana trocaram hoje acusações numa reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia, com Serguei Lavrov a acusar o ocidente de falsas narrativas e Antony Blinken a pedir responsabilização pela guerra.
Os dois governantes discursaram numa reunião ministerial, convocada pela França, sobre "A luta contra a impunidade na Ucrânia", a qual contou ainda com a presença do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, do secretário-geral nas Nações Unidas, António Guterres, entre outros.
Na sua declaração, Antony Blinken disse que o Presidente russo, Vladimir Putin, deve ser responsabilizado por "destruir" a ordem internacional ao travar uma guerra contra a Ucrânia.
"A própria ordem internacional, pela qual nos reunimos aqui para defender, está a ser desfeita diante dos nossos olhos. Não podemos -- não vamos -- permitir que o Presidente Putin escape", frisou o secretário de Estado norte-americano.
Na visão de Blinken, o anúncio feito por Putin na quarta-feira, sobre os planos de mobilizar cerca de 300.000 reservistas quando os líderes mundiais se encontravam reunidos na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, foi uma indicação do "total desprezo de Moscovo" pelo Conselho de Segurança.
Além do anúncio de mobilização parcial, Putin recordou a importância do arsenal nuclear do seu país como argumento face à contraofensiva ucraniana.
Putin indicou que recorrerá a "todos os meios ao seu dispor para proteger" o país, numa alusão ao armamento nuclear: "Isto não é um 'bluff'", avisou durante um discurso à nação.
Nesse sentido, Antony Blinken pediu a todos os membros do Conselho de Segurança da ONU que "enviem uma mensagem clara de que as ameaças nucleares imprudentes [da Rússia] devem parar imediatamente".
"Digam-lhe para parar de colocar os seus interesses acima dos interesses do mundo, incluindo do seu próprio povo. Digam-lhe para parar de rebaixar este Conselho e tudo o que ele representa", apelou o norte-americano, dirigindo-se às missões diplomáticas ali presentes.
Por outro lado, Lavrov acusou a Ucrânia e o ocidente de tentar impor uma "narrativa completamente diferente" sobre o conflito, que coloca Moscovo como o agressor.
O ministro russo acusou a Ucrânia e os seus aliados de "impunidade" na região leste de Donbass, alegando que Kiev estava a negar direitos básicos à sua população russófona.
"As pessoas foram privadas das suas pensões de aposentação, subsídios, acesso à educação e direitos civis básicos", advogou Lavrov.
O líder da diplomacia russa acusou ainda o ocidente de armar a Ucrânia com o único objetivo de enfraquecer a Rússia e assegurou que esta política faz com que os Estados Unidos e a Europa sejam "parte" deste conflito.
Além disso, o ministro russo acusou a Ucrânia de "táticas terroristas" como o uso de "escudos humanos" e alegou que o país se tornou num "estado completamente totalitário com conotações nazis em que as normas do direito humanitário internacional são espezinhadas".
Ao contrário dos seus homólogos internacionais presentes na reunião, Lavrov optou por sentar-se na mesa do Conselho de Segurança apenas no momento do seu discurso, tendo deixado a sala imediatamente depois.
Esta reunião do Conselho de Segurança foi presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros de França, Catherine Colonna, e contou ainda com declarações do procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan.
Como se trata de uma reunião ministerial, os chefes da diplomacia de todas as potências do Conselho de Segurança estiveram presentes.
Foram ainda autorizados a participar na reunião Estados-membros como Bielorrússia, República Checa, Alemanha, Lituânia e Polónia. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também integrou a reunião.
Antes mesmo do início da reunião, já havia sinais de uma atmosfera carregada na sala do Conselho de Segurança.
O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, disse ironicamente à imprensa que planeava manter uma "distância social segura" de Lavrov durante esta reunião.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/lavrov-e-blinken-trocam-acusacoes-em-reuniao-_632ca11ed323a31b106fc6af
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Kiev denuncia que prisioneiros ucranianos entregues por Moscovo foram torturados na prisão
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 19:57
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Muitos dos ucranianos entregues a Kiev por Moscovo na grande troca de prisioneiros de guerra foram "brutalmente torturados" durante o cativeiro, denunciou hoje um alto funcionário do Governo da Ucrânia.
“Muitos deles foram brutalmente torturados”, disse Kyrylo Budanov, chefe do departamento de inteligência do Ministério da Defesa ucraniano, numa conferência de imprensa, sem, contudo, avançar pormenores sobre a natureza das supostas torturas.
Budanov adiantou que também “há pessoas cuja condição física é mais ou menos normal”, apesar da “desnutrição crónica devido às más condições prisionais”.
Os prisioneiros foram mantidos em vários estabelecimentos penitenciários em territórios ucranianos ocupados por tropas russas, bem como na Rússia, acrescentou Budanov, que participou na organização da troca de detidos.
Segundo o ministro do Interior da Ucrânia, Denys Monastyrsky, “todos” os ucranianos envolvidos na troca necessitam de “reabilitação psicológica”.
Quarta-feira, a Ucrânia e a Rússia realizaram a maior troca de prisioneiros militares desde o início da invasão russa no final de fevereiro.
Kiev recuperou dez estrangeiros (cinco britânicos, dois norte-americanos, um marroquino, um sueco e um croata) e 205 ucranianos, incluindo os chefes de defesa da siderúrgica Azovstal, na cidade de Mariupol, símbolo de resistência à invasão russa.
Em troca, Moscovo recebeu 55 russos e um ex-deputado ucraniano Viktor Medvedchuk, considerado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, e acusado de alta traição por Kiev.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-denuncia-que-prisioneiros-ucranianos-entregues-por-moscovo-foram-torturados-na-prisao
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Zelensky pede aos russos para "protestarem" contra a mobilização de reservistas
MadreMedia / AFP
22 set 2022 21:46
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, instou nesta quinta-feira os russos a "protestar" contra a mobilização de reservistas anunciada pelo Kremlin ou a se "renderem" às forças de Kiev.
"Cinquenta e cinco mil soldados russos morreram nesta guerra em seis meses (...) Querem mais? Não? Então, protestem! Lutem! Fujam! Ou rendam-se" ao exército ucraniano, disse, Zelensky em russo, numa mensagem por vídeo.
"São as vossas opções de sobrevivência", acrescentou.
Segundo Zelensky, as autoridades russas preparam-se para mobilizar "até um milhão de homens".
Oficialmente, Moscovo anunciou na quarta-feira a mobilização de 300.000 reservistas.
Mais de 1.300 pessoas foram detidas na quarta-feira em toda a Rússia durante os protestos contra a mobilização, segundo a ONG OVD-Info.
O anúncio da mobilização também provocou uma afluência de russos que queriam deixar o país, com filas nas fronteiras terrestres de vários países.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-pede-aos-russos-para-protestarem-contra-a-mobilizacao-de-reservistas
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NATO denuncia "com a maior firmeza" os "pretensos referendos" no leste da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 20:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Conselho do Atlântico Norte da NATO emitiu hoje uma declaração onde condena "com a maior firmeza" o projeto de "pretensos" referendos nas regiões separatistas do leste da Ucrânia ou nas "regiões em parte controladas" pelo exército russo.
“Os aliados jamais reconhecerão a anexação, ilegal e ilegítima, da Crimeia pela Rússia. Os simulacros de referendo que serão organizados nas regiões de Donetsk, Lugansk, de Zaporíjia e Kherson [sobre a integração destes territórios da Federação da Rússia] não têm qualquer legitimidade e constituem uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas. Os países da NATO não reconhecem a anexação destes territórios, que será considerada ilegal e ilegítima. As regiões em causa pertencem à Ucrânia. A Rússia procura de forma evidente garantir ganhos territoriais, e apelamos a todos os Estados que se oponham a estas iniciativas”, indica o texto.
Nas conclusões da reunião, o Conselho do Atlântico Norte da NATO também considera que a decisão da Rússia em decretar uma mobilização parcial constitui uma “nova escalada da guerra que promove com total ilegalidade” contra a Ucrânia, e rejeita o “discurso irresponsável” de Moscovo no campo do nuclear.
“A Rússia possui os meios de terminar com o conflito. Deve imediatamente pôr termo a esta guerra e retirar-se da Ucrânia”, indica o comunicado.
O Conselho do Atlântico Norte da organização militar aliada ocidental também reafirma o seu “compromisso sem falhas à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia no interior das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”, e ao seu “direito natural à legítima defesa”, com os Estados-membros a comprometerem-se num “apoio político e prático à Ucrânia, que continua a defender-se da agressão perpetrada pela Rússia”.
Por fim, o comunicado sublinha que a NATO “é uma aliança defensiva” e prosseguirá empenhada “na paz, segurança e estabilidade no conjunto da zona euro-atlântica”, frisando ainda a sua “unidade e determinação a defender e proteger cada centímetros quadrado do território da Aliança”.
Os referendos sobre a adesão dos territórios ucranianos de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson à Federação russa começam sexta-feira e decorrem até 27 de setembro, indicaram as autoridades pró-russas dessas regiões.
Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin a 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre hoje e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.
O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, juntamente com o da mobilização de 300.000 reservistas russos para combater na Ucrânia e de uma ameaça velada de utilização de armas nucleares contra o Ocidente.
De imediato surgiram críticas dos países ocidentais e organizações internacionais ao discurso de Putin, que classificaram como uma nova tentativa de escalada do conflito por parte do chefe de Estado russo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou sobre tais declarações, afirmando-se “profundamente preocupado” com os planos de Moscovo de efetuar referendos sobre a adesão de territórios ucranianos ocupados à Federação russa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nato-denuncia-com-a-maior-firmeza-os-pretensos-referendos-no-leste-da-ucrania
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Em atualização "A gravidade dos crimes cometidos não podem passar impunes. Não podemos deixar de condenar a Rússia"
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 22:06
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Fonte de imagem: Lusa
António Costa critica, na ONU, a ameaça nuclear e pede à Rússia para cessar hostilidades.
O primeiro-ministro, António Costa, criticou hoje as "irresponsáveis ameaças de recurso a armas nucleares" do Presidente russo, Vladimir Putin, e pediu à Rússia para cessar hostilidades em vez de escalar o conflito na Ucrânia.
António Costa deixou estas mensagens logo no início do seu discurso no debate geral da 77.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), encontro marcado pela invasão russa da Ucrânia e as suas consequências globais.
"A Rússia deve cessar as hostilidades e permitir a criação de um diálogo sério e sustentado, orientado para o cessar-fogo e para a paz. Este não é o tempo de a Rússia escalar o conflito ou fazer irresponsáveis ameaças de recurso a armas nucleares", afirmou.
O primeiro-ministro começou a sua intervenção, feita em português, referindo que a ONU foi criada com os objetivos de manutenção da paz e da segurança mundiais e de "poupar gerações futuras ao flagelo da guerra, em 1945, para acrescentar: "77 anos depois, ainda não conseguimos alcançar estes objetivos. Pelo mundo, muitas crianças, e até adultos, nunca conheceram a paz".
Depois, falou da "invasão injustificada e não provocada da Ucrânia, em flagrante violação do direito internacional, desde logo em violação da Carta das Nações Unidas", com "efeitos devastadores para o povo ucraniano, atingindo brutalmente as populações civis".
António Costa defendeu que "a gravidade dos atos cometidos torna imperativa uma investigação independente, imparcial e transparente para que os crimes cometidos não passem impunes" e fez questão de "condenar, uma vez mais, a agressão russa" e de reiterar "o apoio de Portugal à soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia".
O primeiro-ministro manifestou também a solidariedade de Portugal para "com todos aqueles que, em todo o mundo, e em particular no continente africano, sofrem com os impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia", realçando que "têm sido os mais vulneráveis aqueles que mais sentem o impacto da crise energética e alimentar – depois de fustigados por quase três anos de crise pandémica".
Por isso, quis "deixar claro e inequívoco que as necessárias sanções aplicadas à Rússia não podem afetar, direta ou indiretamente, a produção, transporte e pagamento de cereais ou fertilizantes".
"Saudamos os esforços de todo o sistema das Nações Unidas, em particular do seu secretário-geral,
António Guterres, para a resolução deste conflito e para a mitigação dos efeitos nefastos que dele resultam, como a crise alimentar", disse.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-gravidade-dos-crimes-cometidos-nao-podem-passar-impunes-nao-podemos-deixar-de-condenar-a-russia
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Hungria quer que sanções da UE à Rússia sejam levantadas até fim do ano
MadreMedia / Lusa
22 set 2022 19:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O primeiro-ministro húngaro, o ultra-nacionalista Viktor Orban, quer que as sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia sejam levantadas até dezembro e vai organizar uma "consulta nacional" sobre o assunto.
Numa reunião interna do partido Fidesz, no poder, o líder húngaro pediu aos militantes “para que façam tudo o que for possível para garantir que a Europa levante as sanções o mais tardar no final do ano”, escreveu hoje o jornal pró-governo Magyar Nemzet, informação que o governo “confirmou” à France-Presse.
Orbán é o único aliado que resta ao Presidente russo, Vladimir Putin, na União Europeia (UE) e, embora a Hungria tenha aderido às sanções, obteve uma isenção para o petróleo transportado por oleoduto, negociou com a gigante russa Gazprom entregas adicionais, tem criticado repetidamente o impacto na economia europeia e recusou-se a apoiar militarmente a Ucrânia.
Ao mesmo tempo, o Fidesz anunciou o lançamento de uma consulta pública, um método usado desde 2015 para denunciar, por exemplo, a política de migrações da UE.
O questionário pretende dar aos húngaros “a oportunidade de expressarem a sua opinião sobre o assunto”, disse aos jornalistas Mate Kocsis, líder do grupo parlamentar do partido. “Não é normal que as sanções só sejam decididas pela elite de Bruxelas”, afirmou.
O jornal, que tem uma linha pró-Fidesz, adianta que Orbán disse na reunião que as sanções se tornaram “uma guerra económica global” e que o conflito iria durar pelo menos até ao próximo ano.
Orbán disse que, sem as sanções, a União Europeia poderia recuperar e evitar uma recessão futura, notando que a punição económica prejudica mais a Europa do que a Rússia.
As novas críticas a Budapeste surgem quando os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE se reuniram hoje, à margem da Assembleia Geral da ONU, para considerar sanções adicionais face à “última escalada” de Moscovo.
O Presidente Putin, que lançou uma ofensiva militar na Ucrânia a 24 de fevereiro que ainda perdura, anunciou esta semana a mobilização de centenas de milhares de reservistas e as autoridades pró-russas a organização de referendos nos territórios ucranianos ocupados por tropas de Moscovo para decidirem se querem a anexação à Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/hungria-quer-que-sancoes-da-ue-a-russia-sejam-levantadas-ate-fim-do-ano
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Referendos em Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson arrancam: cidadãos vão escolher se querem (ou não) ser integrados na federação russa
Por MultiNews com Lusa em 06:00, 23 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os referendos sobre a adesão dos territórios ucranianos de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson à Federação russa começam hoje e decorrem até 27 de setembro, indicaram as autoridades pró-russas dessas regiões.
Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin a 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre hoje e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.
O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, juntamente com o da mobilização de 300.000 reservistas russos para combater na Ucrânia e de uma ameaça velada de utilização de armas nucleares contra o Ocidente.
De imediato surgiram críticas dos países ocidentais e organizações internacionais ao discurso de Putin, que classificaram como uma nova tentativa de escalada do conflito por parte do chefe de Estado russo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou sobre tais declarações, afirmando-se “profundamente preocupado” com os planos de Moscovo de efetuar referendos sobre a adesão de territórios ucranianos ocupados à Federação russa.
Numa reunião do Conselho de Segurança realizada na quarta-feira, Guterres sublinhou que “qualquer anexação do território de um Estado por outro Estado resultante da ameaça ou uso da força é uma violação da Carta da ONU e do direito internacional”.
O membro sérvio da Presidência bósnia, Milorad Dodik, declarou em Moscovo que está disposto a enviar observadores para o referendo nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, leste da Ucrânia, para a sua integração na Rússia, segundo a imprensa bósnia.
O líder nacionalista dos sérvios-bósnios, citado pelo portal Klix, considerou os referendos uma decisão autónoma dos cidadãos, apesar de decorrerem num cenário de guerra e com ausência de garantias.
A convocação destas consultas populares nos territórios ocupados pelas forças russas segue-se ao referendo de adesão à Rússia realizado em 2014 pelas autoridades russófonas na Crimeia e cujo resultado legitimou a anexação da península por Moscovo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/referendos-em-donetsk-lugansk-zaporijia-e-kherson-arrancam-cidadaos-vao-escolher-se-querem-ou-nao-ser-integrados-na-federacao-russa/
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Ucrânia. Maior troca de prisioneiros desde início de invasão russa
23 de setembro 2022 às 08:06
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/23/833277.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Mais de 300 pessoas foram envolvidos na troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, recebeu de braços abertos os soldados responsáveis pela defesa de Mariupol.
Um dia depois de Vladimir Putin ter anunciado uma mobilização parcial da população de forma a ajudar o exército na invasão da Ucrânia, foi registada a maior troca de prisioneiros desde o início da guerra, com mais de 300 pessoas envolvidas nesta ação, incluindo dez estrangeiros e os comandantes que lideraram uma prolongada defesa ucraniana em Mariupol no início deste ano.
A Ucrânia recebeu 215 pessoas, incluindo 124 oficiais, ao passo que do lado russo foram entregues 55 prisioneiros.
“Todos os militares foram entregues ao território da Federação Russa através de transportes militares aéreos e estão em instituições médicas do Ministério da Defesa da Rússia”, anunciou o Kremlin.
Entre os prisioneiros envolvidos nesta troca, um projeto que estava em preparação há muito tempo e envolveu intensas negociações, com a ajuda da Turquia e Arábia Saudita, aquele de maior perfil é o confidente do Presidente russo, Viktor Medvedchuk, um antigo legislador ucraniano acusado de alta traição.
Em abril, o conselheiro foi colocado em prisão domiciliária e Putin imediatamente acusou Kiev de “limpar o campo político de todas as forças que defendem uma resolução pacífica” da crise Rússia-Ucrânia.
Os estrangeiros libertados lutavam a favor da Ucrânia: cinco britânicos, dois americanos, um marroquino, um croata e um sueco, que foram libertados pela Rússia para a Arábia Saudita.
Segundo o Guardian, os britânicos já se encontraram com as suas famílias. Shaun Pinner, um dos soldados libertados, que tinha sido ameaçado com pena de morte, foi fotografado com a sua mãe e agradeceu a todas as pessoas que tornaram a sua liberdade possível.
“Felicidade” neste “importante passo” A notícia da troca de prisioneiros foi recebida com grande felicidade na Ucrânia e é considerada uma importante vitória. “Esta é uma grande vitória para a maioria dos ucranianos que acordaram de manhã com esta notícia. Eles estão emocionados”, informou o jornalista da Al Jazeera, Gabriel Elizondo, a reportar na capital ucraniana.
“Qualquer soldado libertado seria considerado uma vitória para os ucranianos, mas este é um momento particularmente especial tendo em conta quem são”, nota o jornalista. “A maioria desses 215 prisioneiros que foram libertados eram do batalhão Azov que resistiu ao longo de semanas e semanas na siderurgia de Mariupol. Eles são considerados há muitos meses como heróis nacionais pela sua incrível bravura”, acrescentou Elizondo.
Envolvida na mediação desta troca de prisioneiros, a Turquia considera que este é um “importante passo em direção ao fim da guerra”.
“A Turquia está a observar os resultados da sua crença no poder do diálogo e da diplomacia”, disse o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, à Reuters, depois de uma visita aos Estados Unidos. “Esta troca de prisioneiros, que ocorreu sob a mediação da Turquia, é um passo importante para acabar com a guerra”.
“Continuaremos os nossos esforços para alcançar a paz e a estabilidade no futuro. Por exemplo, assim que voltarmos, ligaremos novamente para os líderes e continuaremos nossa diplomacia telefónica com eles”, acrescentou.
Não é a primeira vez que a Rússia e a Ucrânia realizam um acordo desta natureza. Em 2019, durante a anexação da Crimeia por parte das forças russas, os dois países celebraram um acordo, na altura considerado um “marco”, onde foram libertados 35 prisioneiros ucranianos.
Entre as maiores trocas de prisioneiros de sempre está o acordo entre Israel e o Hamas onde foram trocadas 1027 pessoas (incluindo palestinianos, árabes, ucranianos, sírios entre outras nacionalidades) pelo soldado israelita Gilad Shalit, detido pelos militares palestinianos durante cinco anos.
Este foi o maior acordo de troca de prisioneiros que Israel já fez e o preço mais alto que teve de pagar por um único soldado.
Mais detenções em protestos Os protestos contra a mobilização parcial de cidadãos decretada por Vladimir Putin resultou na detenção de pelo menos 1.386 pessoas, anunciou esta quinta-feira uma organização não-governamental (ONG), OVD-Info.
A organização independente, que rastreia as detenções e já foi declarada “agente estrangeiro” pelas autoridades russas, já havia reportado na quarta-feira que mais de 1.113 pessoas já tinham sido detidas em protestos em 38 cidades russas, entre as quais Moscovo, São Petersburgo, Ecaterimburgo, Perm, Ufa, Krasnoyarsk, Chelyabinsk, Irkutsk, Novosibirsk, Yakutsk, Ulan-Ude, Arkhangelsk, Korolev, Voronezh, Zheleznogorsk, Izhevsk, Tomsk, Salavat, Tyumen, Volgogrado, Petrozavodsk, Samara, Surgut, Smolensk e Belgorod.
Entre os detidos encontram-se vários jornalistas e o Ministério Público de Moscovo advertiu que punirá com até 15 anos de prisão a organização e participação em ações ilegais.
“Todas as pessoas estão com medo. Sou pela paz e não quero ter de balear ninguém. Mas defender esta posição agora é muito perigoso, caso contrário haveria muito mais pessoas”, disse o manifestante Vasily Fedorov, ao Guardian.
A juntar às represálias, também será punida administrativa ou criminalmente a difusão de convocatórias para participar em ações ilegais ou para realizar outros atos ilegais nas redes sociais, por exemplo apelando a menores de idade para participarem em atos ilegais.
A mesma fonte precisa ainda que 509 pessoas foram detidas em Moscovo e pelo menos 541 em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.
Existem inúmeras pessoas que pretendem escapar à mobilização parcial da população e, para tal, já compraram bilhetes de avião para abandonar o país, no entanto, o Kremlin nega estas informações, considerando-as um exagero, apesar de muitos voos para países que não necessitam de visto russo, como a Turquia ou a Arménia, já estarem esgotados.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781609/ucr-nia-maior-troca-de-prisioneiros-desde-inicio-de-invasao-russa
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Abramovich envolvido em troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia
MadreMedia
23 set 2022 08:43
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Fonte de imagem: Lusa
Alguns britânicos que estavam detidos em Donetsk confirmaram que o ex-dono do Chelsea foi fundamental nas conversações.
O russo Roman Abramovich, ex-presidente do Chelsea, terá estado envolvido na recente troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia, escreve a imprensa inglesa desta sexta-feira.
Há muita que é conhecida a ligação do oligarca com Vladimir Putin, sendo que Abramovich também foi um dos responsáveis pela mediação dos primeiros encontros entre os governos da Ucrânia e Rússia, para a discussão de um eventual fim de guerra.
Agora terá estado envolvido também naquela que foi a maior troca de prisioneiros, na ordem dos 300, entre as duas nações. Alguns cidadãos britânicos que estavam detidos na Rússia confirmaram a presença do antigo dono do Chelsea.
"Shaun (prisioneiro) estava a conversar sobre futebol com ele há muito tempo e eu estava a conversar com o seu assistente", disse outro prisioneiro, de seu nome Harding, ao The Sun, relatando os primeiros momentos em que foi libertado, ainda em território ucraniano.
“Disseram-nos que Roman Abramovich teve um papel fundamental para nos libertarem. É extraordinário pensar que ele esteve envolvido", concluiu.
Refira-se que o multi-milionário foi um dos muitos russos que viu serem-lhe impostas sanções, devido à sua ligação a Vladimir Putin, o que obrigou à venda do Chelsea.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/abramovich-envolvido-em-troca-de-prisioneiros-entre-ucrania-e-russia
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"Isto pode ser o princípio do fim de Putin", diz ex-primeiro-ministro finlandês
Agência Lusa 23 set 2022 09:44
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Foto Gerardo Santos/Global Imagens
O ex-primeiro-ministro finlandês e atual diretor do Instituto Universitário Europeu (EUI) Alexander Stubb considerou que situação na Rússia é imprevisível, que se deve estar preparado para o pior e que pode até ser o fim de Putin.
"Não quero prever nada, mas isto pode ser o principio do fim para Putin. O seu discurso [sobre a mobilização parcial na Rússia] foi de desespero, ele está encurralado e por isso é uma situação perigosa", disse numa entrevista à Lusa, em que também abordou o papel dos meios de comunicação social.
Alexander Stubb participou numa Conferência Internacional do Observatório da Europa Central para os Meios Digitais, que termina hoje em Praga, tendo sido o orador principal num debate sobre "Fact-checking: factos, informação e media".
Para o político finlandês, o líder russo deixou três mensagens-chave no discurso que pronunciou há dois dias: "mobilização parcial de jovens, continuação da guerra e ameaça velada de usar armas nucleares."
"Ninguém pode saber, mas, com Putin, temos de estar preparados para o impossível. Muita gente diz que ele é irracional, mas ele é racional na sua perspetiva", afirmou.
Segundo o antigo primeiro-ministro finlandês, Putin queria tornar a Rússia grande de novo, à semelhança do discurso de Donald Trump, e fazer uma guerra simples e rápida, mas tudo o que pretendia virou-se ao contrário: a Ucrânia tornou-se europeia, a Europa uniu-se, a aliança transatlântica revitalizou-se, a NATO ganhou um novo propósito e a Finlândia e a Suécia entraram na NATO.
"Para nós parece que Putin foi estúpido ou irracional, mas não se espere que ele esteja a fazer 'bluff', ele pode estar a fazê-lo e não usar armas nucleares, mas temos de estar preparados para o pior. Isto é muito importante", advertiu.
Para Stubb, há golpes palacianos ou mudanças de regime na Rússia, mas os lideres em geral são afastados e não mortos e nem se pode saber se lhe seguiria um nacionalista mais extremista. "A Rússia é uma sociedade muito disfuncional, mas não pensámos que chegasse a este ponto", afirmou.
"A Rússia tinha dois instrumentos de poder, a energia, que já não tem, já que a Europa se está a separar da dependência face ao gás russo; e o outro era o aparelho militar, e agora vê-se que a NATO nem sequer teve de aparecer para se verificar o seu mau desempenho no terreno", acrescentou.
Sobre a situação na Rússia, o político finlandês é da opinião que "pode levar a uma nova fase da guerra".
"A partir de agora, todos perceberam que isto vai levar muito tempo e as pessoas que, na Rússia, têm vivido com a narrativa da operação especial, vão perceber que isto é uma guerra e começar a pensar que podem ter de ir combater e morrer (...),levando a jovem geração a reagir contra o regime", defendeu.
"Talvez por isso Putin tenha sido sempre tão relutante em falar de mobilização e agora fala apenas numa mobilização parcial", acrescentou.
Stubb argumentou que as dificuldades da Rússia vão, todavia, manter-se, "especialmente porque se sabe que eles [os russos] não conseguem sustentar ou fornecer material a 150 mil tropas, dos quais segundo as estimativas americanas terão morrido entre 70-90 mil".
"Como poderão fazê-lo para 300 mil?", questionou.
Sobre os meios de comunicação social perante a atual situação, Stubb considerou que a guerra na Ucrânia os está a por à prova: "todos vivemos numa bolha de informação".
"Tal como os media russos são alimentados por uma propaganda de guerra dirigida para uma certa direção (...) o mesmo acontece no Ocidente, onde a informação e propaganda que temos é também numa perspetiva ucraniana, a qual, penso, é todavia mais factual do que a russa", disse.
Citando a expressão de Miguel Poiares Maduro, também presente na conferência, de que "os media são os editores da democracia", Alexander Stubb realçou que, embora o problema do jornalismo é ter de dar os dois lados e fazer o contraditório, questionou: "Que fazer se um dos lados é mais factual em 90% do que os outros 10% - é correto pô-los no mesmo plano?"
Sem resposta explícita à sua própria pergunta, Stubb aproveitou para sublinhar que "a liberdade de expressão acarreta a responsabilidade e, por isso, o papel dos media tradicionais como guardiões da democracia é tão importante".
Tal como acontece com um político em que uma mentira ou uma verdade mal confessada pode levar as pessoas a descrer nos políticos de modo geral, os media são igualmente afetados pela perda da confiança dificilmente recuperável, quando exageram uma história ou a contam afastada da verdade, disse.
"Os media tradicionais devem ver-se como guardiões e verificadores de factos, o que por vezes pode ser desconfortável porque pensam que estão do lado certo da cerca... mas ninguém é perfeito", concluiu o diretor do EUI.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/23/329143-isto-pode-ser-o-principio-do-fim-de-putin-diz-ex-primeiro-ministro-finlandes/
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Grupos armados russos estão a forçar pessoas a votar nos referendos, denuncia Kiev
Por Francisco Laranjeira em 09:43, 23 Set 2022
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O resultado dos referendos realizados nas quatro regiões ocupadas da Ucrânia não está em dúvida – também por isso a comunidade internacional automaticamente assumiu ser uma “farsa”. No entanto, o governador ucraniano da região de Lugansk, agora no exílio, Sergey Gaidai, acusou esta sexta-feira a Rússia de utilizar grupos armados para forçar as pessoas a votar nos referendos.
“Os ocupantes russos organizaram grupos armados para cercar as casas e forçar as pessoas a participar no chamado ‘referendo'”, denunciou o responsável, em declarações ao jornal britânico ‘The Guardian’, referindo haver ameaças aos cidadãos. “Aqueles que não participarem na votação serão automaticamente despedidos dos seus empregos.” Garantiu ainda que as autoridades russas proibiram a população local de deixar as cidades entre 23 e 27 de setembro.
Moscovo já defendeu, no entanto, que os referendos nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e outros territórios cumprem os padrões internacionais e a Carta da ONU. “Os moradores dos outros territórios libertados têm esse direito, um direito legal. E na situação atual é o direito à vida”, avançou a presidente do Conselho da Federação Russa, Valentina Matviyenko.
Foram abertas assembleias de voto em várias cidades russas dedicados aos refugiados. A Comissão Eleitoral Central de Kherson prevê que cerca de 750 mil pessoas vão participar no referendo, com cerca de meio milhões de pessoas registadas como eleitores na região de Zaporizhia – 394 assembleias de voto foram estabelecidas na região e outras 102 na Rússia. Em Donetsk, foram impressas 1,5 milhões de células de referendo – estão disponíveis 450 assembleias ede voto e outras 200 na Rússia para os refugiados.
“Por razões de segurança”, nos quatro dias do referendo, a população das quatro regiões será convidada a votar perto das respetivas casas, e não nas assembleias de voto, ou será conduzida à volta das casas dos cidadãos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/grupos-armados-russos-estao-a-forcar-pessoas-a-votar-nos-referendos-denuncia-kiev/
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Putin foi “pressionado a invadir a Ucrânia para colocar pessoas decentes em Kiev”, diz Berlusconi
Por Francisco Laranjeira em 11:52, 23 Set 2022
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O presidente russo, Vladimir Putin, foi “pressionado” a invadir a Ucrânia e queria colocar “pessoas decentes” no comando em Kiev, referiu o antigo primeiro-ministro de Itália, Silvio Berlusconi, o que atraiu fortes críticas a dois dias das eleições legislativas transalpinas.
O líder político, cujo partido Forza Italia pertence à coligação de direita que deve vencer as eleições marcadas para este domingo, é amigo de longa data de Putin e os seus comentários lançaram o alarme juntos dos aliados ocidentais.
“Putin foi pressionado pelo povo russo, pelo seu partido e pelos seus ministros para criar essa operação especial”, apontou Berlusconi, à televisão pública italiana RAI, na passada quinta-feira. O plano da Rússia era originalmente conquistar Kiev “numa semana” e substituir o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por “um Governo de pessoas decentes” e sair “na semana seguinte”, referiu.
“Eu nem entendi por que motivo as tropas russas espalharam-se pela Ucrânia enquanto deveriam ter ficado apenas em Kiev”, avançou Berlusconi, de 85 anos, que já descreveu Putin como um irmão mais novo.
Perante a reação adversa aos comentários, Berlusconi emitiu esta sexta-feira uma comunicado no qual garantiu que as suas opiniões foram “demasiado simplicadas”. “A agressão contra a Ucrânia é injustificável e inaceitável, a posição (da Forza Italia) é clara. Estaremos sempre com a UE e a NATO”, explicou.
“São palavras escandalosas e muito sérias”, acusou o líder do Partido Democrata de centro-esquerda, Enrico Letta, e principal rival da coligação. “Se na noite de domingo o resultado for favorável à direita, a pessoa mais feliz será Putin”, disse Letta na rádio RAI.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-foi-pressionado-a-invadir-a-ucrania-para-colocar-pessoas-decentes-em-kiev-diz-berlusconi/
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Ucrânia: Irlanda, Polónia e países bálticos querem alargar sanções a Moscovo
Por MultiNews Com Lusa em 16:12, 23 Set 2022
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Irlanda, Polónia e os estados bálticos querem que o novo pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia abranja o banco da empresa energética Gazprom, segundo uma proposta divulgada hoje pela agência espanhola Europa Press.
A proposta da Irlanda, Polónia, Estónia, Lituânia e Letónia é alargar a lista de entidades excluídas do sistema de ligação de transferências bancárias Swift ao Gazprombank, Alfa Bank, Rosbank e Tinkoff Bank.
Os cinco países querem também que a UE proíba a importação de diamantes e cigarros da Rússia, bem como o veto à colaboração com Moscovo no setor da energia nuclear.
A proposta foi apresentada no âmbito das negociações em curso de um novo pacote de sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.
Os cinco países pretendem também a proibição de serviços por companhias de seguros russas, bem como a proibição de importação pela UE de produtos derivados do gás de petróleo liquefeito.
Outro dos pontos incluídos no documento citado pela Europa Press é vetar a exploração, produção e distribuição com a Rússia de petróleo bruto, gás natural e outros combustíveis fósseis, bem como a construção de instalações, equipamento ou tecnologias ligadas à produção de eletricidade.
A proposta prevê também a proibição da compra de produtos imobiliários na UE a cidadãos e empresas da Federação Russa.
Os países da UE pretendem impor novas medidas restritivas a Moscovo, na sequência do anúncio da mobilização parcial da população, ameaças nucleares e referendos nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.
As conversações prosseguirão este fim de semana, em Bruxelas, com vista a ter um primeiro texto no início da próxima semana, para ser discutido a nível de embaixadores na quarta-feira, acrescentou a agência espanhola.
A UE e países como os Estados Unidos, Reino Unido ou Japão têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses de Moscovo desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há sete meses.
Além das sanções, os aliados ocidentais têm fornecido armamento à Ucrânia, que permitiu às forças ucranianas realizarem uma contraofensiva nas últimas semanas.
Face aos reveses na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, na quarta-feira, uma mobilização parcial que abrange 300.000 reservistas e ameaçou usar todas as armas, incluindo nucleares, em caso de ameaça à integridade territorial da Rússia.
A advertência de Putin inclui os territórios ucranianos da Crimeia, anexada em 2014, e de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, que iniciaram hoje uma votação sobre a integração na Rússia.
A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade dos referendos em curso, que decorrem até 27 de setembro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-irlanda-polonia-e-paises-balticos-querem-alargar-sancoes-a-moscovo/
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China transmite apoio à Ucrânia pela sua integridade territorial nas Nações Unidas
Por Francisco Laranjeira em 16:22, 23 Set 2022
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O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, transmitiu esta sexta-feira ao seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, o “respeito da China pela soberania da Ucrânia e pela sua integridade territorial”, segundo escreveu Kuleba na rede social ‘Twitter’.
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Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, Wang também transmitiu a “sua rejeição do uso da força como meio de resolver diferenças” entre os países.
Por seu lado, a conta no Twitter do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China limitou-se a postar uma foto do aperto de mão dos dois ministros, com as suas bandeiras atrás, sem qualquer comentário.
As palavras de Wang, transcritas por Kuleba, não representam uma grande mudança na atitude da China, especialmente porque não incluem a menor crítica dirigida à Rússia e, portanto, não traduzem qualquer mudança na equidistância que Pequim tentou mostrar nesta guerra.
Alguns países, como a Índia, parecem mostrar cada vez mais diferenças com a Rússia. Não é o caso da China, que ainda ontem no Conselho de Segurança mostrou mais uma vez a sua ambiguidade ao defender o princípio da integridade territorial mas aludindo mais uma vez à necessidade de compreender as razões da Rússia. A neutralidade chinesa, embora inclinada em relação à Rússia, poderá ser esclarecida este sábado, dia em que Wang Yi vai tomar a palavra perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/china-transmite-apoio-a-ucrania-pela-sua-integridade-territorial-nas-nacoes-unidas/
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Ucrânia: Portugal pede à China que use influência para demover Putin de retórica nuclear
Por MultiNews Com Lusa em 16:55, 23 Set 2022
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O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), João Gomes Cravinho, disse hoje que pediu à China que utilize a sua influência para demover o Presidente russo, Vladimir Putin, da retórica sobre a utilização de armas de destruição maciça.
Em declarações à imprensa portuguesa em Nova Iorque, onde participou na 77.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), Cravinho indicou que usou o seu encontro de quarta-feira com o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, para abordar a invasão russa da Ucrânia.
“Sim, falámos da guerra. Muito em particular, aquilo que eu sublinhei ao meu colega chinês foi que, embora possamos ter ideias diferentes sobre a natureza da guerra, era fundamental que a China utilizasse a sua influência para explicar ao Presidente Putin que a retórica sobre a utilização de armas de destruição maciça é absolutamente inaceitável, descabida e que era fundamental que se eliminasse do vocabulário do Presidente russo”, disse o MNE português.
Desde o início da guerra, a China tem sido um dos países que se tem abstido de condenação a atuação da Rússia na Ucrânia, em palcos como o Conselho de Segurança e a Assembleia-Geral da ONU.
Contudo, Wang Yi garantiu hoje ao homólogo ucraniano, Dmytro Kouleba, que Pequim pediu respeito pela “soberania e integridade territorial” de todos os países, de acordo com a imprensa estatal chinesa.
Já sobre o encontro entre os MNE português e chinês, a agência estatal chinesa noticiou que Wang Yi observou que a “relação China-Portugal resistiu ao teste das mudanças no cenário internacional e alcançou um desenvolvimento sólido com base na compreensão e confiança mútua”, acrescentando que o “povo chinês tem sentimentos amigáveis em relação ao povo português”.
“Os dois países têm avançado na cooperação prática enquanto superam o impacto da pandemia de covid-19”, disse Wang, acrescentando que as exportações de produtos agrícolas e alimentares portugueses para a China estão a crescer rapidamente, e que a cooperação entre grandes empresas de ambos os países, assim como a cooperação tripartida, estão a progredir.
Wang Yi disse ainda que Portugal, “como um importante membro da União Europeia”, tem desempenhado um papel positivo e construtivo nas trocas entre a China e o bloco europeu.
De acordo com a agência Xinhua, a China mostrou estar disposta a trabalhar com Portugal para, em conjunto, defender o papel central da ONU nos assuntos internacionais e promover a causa da paz, do desenvolvimento e do progresso.
Wang Yi também expressou a expectativa de que a União Europeia adote uma “atitude objetiva, racional e imparcial” (…) de modo a “produzir resultados vantajosos para todos”.
Já sobre a posição de Cravinho, Xinhua indicou que o português destacou o papel crítico da China na abordagem de desafios comuns, como salvaguardar a paz e a segurança e combater as alterações climáticas.
Elogiando a eficácia do princípio “um país, dois sistemas” em Macau, Cravinho disse esperar que Macau continue a funcionar como uma ponte para facilitar a cooperação Portugal-China, de acordo com Xinhua.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-pede-a-china-que-use-influencia-para-demover-putin-de-retorica-nuclear/
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Putin mobilizou o país para reforçar ofensiva na Ucrânia. Mas há quem consiga escapar
Por Filipe Pimentel Rações em 18:09, 23 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo ordenou esta semana uma mobilização parcial que tem como objetivo adicionar 300 mil soldados às forças que combatem na Ucrânia. Em várias regiões da Rússia, o anúncio foi recebido com protestos, que resultaram na detenção de centenas de pessoas por todo o país.
Apesar de o Kremlin de Vladimir Putin ter garantido que os estudantes universitários não estavam abrangidos pela medida, alguns relatos que circulam na imprensa internacional dão conta de que mesmos esses jovens estão a ser chamados para prestar serviço militar no país vizinho.
No entanto, o Ministério da Defesa russo informou, esta sexta-feira, que existem outras exceções à mobilização parcial, entre elas os profissionais que trabalhem nas “indústrias de alta tecnologia, bem como no sistema financeiro da Rússia”, cita a ‘BBC’.
Alguns observadores consideram que o texto do decreto da mobilização é bastante vago, permitindo ao Kremlin manter uma considerável margem de manobra caso entenda que é necessário alargar o espetro de militares a mobilizar.
A imprensa adianta que um dos parágrafos do texto é totalmente desconhecido do público, tendo o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, explicado que se trata do número de pessoas que poderão vir a ser chamadas durante a mobilização, e que se trata de informação secreta.
Oficialmente, Putin procura mobilizar até 300 mil soldados, mas o jornal ‘Novaya Gazeta’, citando fontes anónimas do governo, sugere que o parágrafo confidencial poderá permitir a convocação de até um milhão de pessoas.
Outro periódico russo, o ‘Kommersant’, relata que, em algumas regiões da Rússia, soldados que tinham sido dispensados do serviço militar devido a problemas de saúde foram chamados pelas autoridades militares locais para voltarem a servir.
Não será de surpreender que Putin tenha aberto exceções à ordem de mobilização, considerando que o país continuará a precisar de manter à tona uma economia fragilizada pelas sanções aplicadas pelos países ocidentais. Além disso, o esforço de guerra exige uma contínua produção de equipamentos e armamento, pelo que se toda a população masculina adulta fosse mobilizada, ou mesmo uma porção significativa dessa fatia demográfica, causaria sérios danos à Rússia, algo que Putin, certamente, pretende evitar.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/putin-mobilizou-o-pais-para-reforcar-ofensiva-na-ucrania-mas-ha-quem-consiga-escapar/
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Embaixadora da Ucrânia em Portugal deixa cargo e sai "com saudade"
JORNAL I
23/09/2022 15:56
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/23/833311.png?type=artigo)
Fonte de imagem: ionline.sapo.pt
Inna Ohnivets sai "muito satisfeita" como o seu trabalho nos últimos sete anos que esteve em Portugal.
Inna Ohnivets afirmou esta sexta-feira que irá cessar funções como embaixadora da Ucrânia em Portugal “nos primeiros dias de outubro” e que partirá “com saudade"; defendendo ainda que a anunciada mobilização da Rússia para o continuar da guerra não vai impedir a vitória do seu país.
"Trabalho aqui há sete anos. Para os embaixadores ucranianos, o termo da missão diplomática no estrangeiro é quatro anos", explicou Ohnivets, em declarações aos jornalistas, em Braga, confessando não saber quem sera o próximo embaixador da Ucrânia em Portugal.
A diplomata diz sair "muita satisfeita" com o seu desempenho por ter conseguido estabelecer contactos "bem sucedidos" a diferentes níveis, deixando "muitos amigos em Portugal", e frisa: "É um país maravilhoso, adoro a língua portuguesa, gosto muito de Portugal. Vou terminar a minha missão com saudade".
Já sobre a a anunciada mobilização de 300 mil reservistas russos - que desencadeou pânico entre os civis, que querem sair do país, com bilhetes de avião esgotados, e o aumento de manifestações considerada ilegais aos olhos de Moscovo - a embaixadora da Ucrânia em Portugal acredita que a Ucrânia conseguirá a vitória graças ao "armamento moderno fornecido pelos países ocidentais".
"Na minha opinião, isso [mobilização de reservistas] não vai influir nos resultados da guerra. Na guerra moderna, é muito importante ter o armamento moderno e sofisticado e com este armamento é possível destruir o exército do inimigo", disse.
"Na realidade, temos resultados positivos no campo de batalha, porque temos o armamento moderno fornecido pelos países ocidentais e isso vai assegurar para a Ucrânia a vitória", concluiu.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781645/embaixadora-da-ucr-nia-em-portugal-deixa-cargo-e-sai-com-saudade?seccao=Portugal_i
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"A Rússia já falhou". Mobilização de reservistas é sinal de desespero, diz ex-assessora de Zelensky
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 09:29
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Iuliia Mendel, ex-assessora do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje em entrevista à Lusa que "a Rússia já falhou" os seus objetivos na guerra da Ucrânia e que a mobilização de reservistas é "um sinal de desespero".
“A Rússia já falhou no cumprimento dos seus objetivos: retirar a independência à Ucrânia, matar o Presidente, instituir um regime-fantoche, tomar Kiev e tornar a Ucrânia uma baía da Rússia”, disse à Lusa Iuliia Mendel, de 35 anos, secretária de imprensa e porta-voz de Zelensky entre 2019 e 2021.
“De uma só penada, [o Presidente russo, Vladimir] Putin achou que tomaria o país, o que não faz qualquer sentido, porque a Ucrânia é o maior território de liberdade da região pós-soviética e, se alguém vier a Kiev, compreenderá que nunca fomos bem-vindos na Rússia e sabíamos que a Rússia estava em guerra no Donbass e anexou a Crimeia [em 2014] — portanto, era um inimigo — pelo que seria impossível obedecer à Rússia de que maneira fosse”, afirmou.
Mendel, residente em Kiev e que acredita que a Ucrânia ganhará a guerra, acaba de publicar nos Estados Unidos um livro sobre a sua experiência na equipa do “ator cómico que se tornou estadista e do estadista que se tornou líder em tempo de guerra”, intitulado “The Fight of Our Lives — My time with Zelensky, Ukraine’s battle for democracy, and what it means for the world” (“A Luta das Nossas Vidas — O tempo que passei com Zelensky, a batalha da Ucrânia pela democracia e o que ela significa para o mundo”, em tradução livre), publicado pela One Signal, chancela da Simon & Schuster, e ainda sem edição em Portugal.
“Sim, acredito que vamos ganhar esta guerra — tenho de acreditar que ganharemos esta guerra, porque acredito no meu país e sempre acreditarei no meu país. Simplesmente, não temos alternativa, esta é a batalha pela nossa mera existência. Temos de a travar, combater esta cruel invasão. O mundo não pode ser assim tão injusto — a justiça e a liberdade devem triunfar e temos de acreditar nisso”, sustentou.
Sobre a contraofensiva das forças ucranianas em curso e que já reconquistou ao exército russo vastas parcelas de território, a ex-assessora de Zelensky foi categórica: “Todos os ucranianos acreditam que esta contraofensiva pode produzir resultados; nós realmente confiamos no nosso exército e nos nossos voluntários e acreditamos que podem trazer paz à Ucrânia e começar a recuperar os nossos territórios e a trazer a nossa população de volta”.
“Há 1,2 milhões de ucranianos que ainda estão sob ocupação [russa], o que é uma coisa terrível. Portanto, por um lado, estamos a celebrar a contraofensiva, mas, por outro lado, os nossos corações sangram quando vemos todas aquelas valas comuns e quando vemos os sinais de tortura e os cadáveres que os russos torturaram e mataram — assassinaram — crianças, famílias…”, observou
“É uma experiência horrível e é muito assustador perceber, pelo que estamos a encontrar [nos territórios recuperados], o que estará a acontecer nos territórios que estão ainda sob ocupação russa”, acrescentou.
Quanto ao anúncio por Putin de uma mobilização parcial de militares na reserva — cerca de 300.000, segundo o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu — Iuliia Mendel definiu-o como uma medida desesperada.
“O anúncio por Putin de uma mobilização parcial é, na verdade, um sinal de desespero, porque ele entendeu que alcançou tudo o que era possível com o número de tropas que andou a preparar durante cerca de dez meses e que isso não foi suficiente – e é claro que é assustador que ele vá mobilizar pessoas dos territórios ocupados e mandar ucranianos combater ucranianos. Veremos como correrá…”, comentou.
Por outro lado, salientou, esse anúncio de mobilização dos reservistas desencadeou na Rússia o que a ex-porta-voz de Zelensky interpretou como “um sinal positivo”.
“Um sinal positivo é vermos uma parte dos russos a revoltar-se e a manifestar-se nas ruas contra a mobilização. É claro que é um bocado cínico da parte deles concordarem matar ucranianos, mas não concordarem em ser enviados para a linha da frente e ser mortos, mas, pelo menos, já é um sinal de esperança que as decisões deste ditador que está no poder há 23 anos estejam a abrir fendas no seu regime, isso dá alguma forma de esperança”, frisou.
“Quão mais sangrento for, quantas mais pessoas ele enviar para lá, mais sangrenta esta guerra será”, o que desencadeará mais protestos da população russa, acrescentou, numa altura em que esta já incendiou vários postos de recrutamento com ‘cocktails’ molotov, após o anúncio de mobilização de parte dos reservistas, depois de as forças de segurança russas já terem procedido à detenção de mais de mil manifestantes em cerca de 40 cidades do país.
A propósito do discurso que Putin proferiu na quarta-feira fazendo uma ameaça velada de utilização de armas nucleares e afirmando “Isto não é ‘bluff'”, a ex-assessora de Zelensky disse não saber “o que pensar sobre se Putin estará realmente a considerar iniciar uma Terceira Guerra Mundial”.
“Acho que o mundo está a tentar fazer tudo para não repetir esse tipo de experiência do passado (utilização de armas nucleares), mas, de facto, já há alguns paralelos com a Segunda Guerra Mundial, como as práticas de genocídio e uma crise de fome artificialmente criada… Por isso é que a Ucrânia está a combater pelas nossas vidas e a pedir ao mundo para aumentar a sua ajuda, com referências à guerra, sanções, recursos, armamento, treino, ajuda humanitária e aos refugiados”.
Iuliia Mendel termina o seu livro com “um agradecimento especial a todos quantos entendem que a Ucrânia não é um país do passado”.
“Nós somos o futuro. Quebrámos as grilhetas do espaço pós-soviético e tornámo-nos um território de liberdade. E agora, todo o mundo sabe”, escreveu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-russia-ja-falhou-mobilizacao-de-reservistas-e-sinal-de-desespero-diz-ex-assessora-de-zelensky
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Joe Biden promete resposta 'rápida e severa' se a Rússia anexar territórios da Ucrânia
MadreMedia
23 set 2022 23:08
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente dos Estados Unidos alertou a Rússia para não anexar territórios da Ucrânia através de referendos "falsos". As medidas serão "rápidas e severas", avisou.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou nesta sexta-feira, que a Rússia pagará custos "rápidos e severos" se usar referendos "falsos" para anexar territórios da Ucrânia.
"Os referendos da Rússia são uma farsa, um falso pretexto para tentar anexar partes da Ucrânia à força, uma violação flagrante do direito internacional", declarou Biden em comunicado.
"Trabalharemos com nossos aliados e parceiros para impor custos económicos adicionais rápidos e severos à Rússia", acrescentou.
Os referendos começaram esta manhã nas regiões de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia e terá a duração de cinco dias.
As autoridades ucranianas referem que as populações estão a votar sob a ameaça de serem castigadas.
Por outro lado, o presidente do parlamento russo (Duma) justificou os referendos como sendo "um direito à autodeterminação dos povos, inscrito na Carta das Nações Unidas", invocou Viacheslav Volodin numa mensagem publicada no Telegram.
A União Europeia também já anunciou que vai rejeitar o resultado do referendo sobre a anexação dos territórios seja ele qual for.
"Todo o mundo ouviu a última declaração de Putin com os seus planos de avançar com referendos falsos com prelúdio para a anexação ilegal que nunca será reconhecida", disse o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em Nova Iorque.
*com AFP
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/joe-biden-promete-resposta-rapida-e-severa-se-a-russia-anexar-territorios-da-ucrania
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Ucrânia. Referendos aumentam risco nuclear
24 de setembro 2022 às 12:18
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/24/833370.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Com a anexação dos territórios ocupados na Ucrânia, o Kremlin ameaça escalar o conflito
O Kremlin apressou-se a levar a cabo referendos nas regiões ocupadas da Ucrânia, com o propósito de formalizar a sua anexação, esta sexta-feira. O previsível resultado daria motivos para o regime de Vladimir Putin celebrar, após as suas sucessivas derrotas no campo de batalha, além de facilitar o recrutamento forçado de habitantes destas regiões, algo que o Kremlin tanto precisa (ver texto ao lado). E talvez ainda possa servir para estancar os contra-ataques ucranianos, caso o fluxo de armamento vindo da NATO diminua devido aos receios de líderes ocidentais de que Putin reaja aos ataques a estes supostos territórios russos com armas nucleares táticas. Ou seja, ogivas mais pequenas – pensa-se que a Rússia tenha duas mil armas destas no seu arsenal – que podem ser até 50 vezes mais pequena que a bomba de Hiroshima, desenhadas para ser usadas no campo de batalha sem desencadear necessariamente um holocausto nuclear.
Não espanta que os residentes pró-ucranianos vejam com desprezo os referendos em Lugansk, Donetsk, Zaporínjia – os invasores nem sequer têm controlo sobre a capital deste oblast – e Kherson. «É treta. Todos o sabem. Todos o compreendem. Os resultados estão previstos», acusou um habitante de Berdyansk, em Zaporínjia, que como tantos outros fugiu para território ucraniano por temer uma autêntica caça ao homem conduzida pelas forças russas. Falou ao Financial Times sob condição de anonimato, temendo represálias contra familiares ainda em Berdyansk.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla inglesa), que tem como papel monitorizar eleições, já veio a público declarar o óbvio, que referendos em territórios em guerra, contrárias à lei ucraniana e sem presença de observadores independente não eram legalmente vinculativas. Mas isso não impedirá o Kremlin de o ver como tal, aproveitando para fazer ameaças nucleares, como explicou Dmitry Medvedev, antigo presidente, atual nº 2 do conselho de segurança russo e em tempos conhecido com fantoche de Putin.
«Ingerência no território russo é um crime que permite que uses todas as forças de autodefesa», assegurou Medvedev, no início da semana passada, numa publicação no Telegram. «Por isso é que estes referendos são tão temidos por Kiev e pelo Ocidente», rematou.
Já Volodymyr Zelensky mostra-se resoluto em não se deixar intimidar por ameaças nucleares. «Amanhã Putin amanhã pode dizer: ‘Além da Ucrânia queremos outra parte da Polónia, ou vamos usar armas nucleares’. Não podemos fazer esses compromissos», defendeu. «Vamos agir de acordo com os nossos planos, passo a passo», garantiu o Presidente ucraniano, cujas forças têm reforçado as suas posições no rio Oskil, no sudeste de Kharkiv, chegando a estabelecer novas testas de ponte, enquanto avançam no sul, em Kherson.
Contudo, isso não impede que alguns aliados ocidentais de Zelensky estejam a ponderar se querem continuar a enviar tanto armamento e munições, arriscando uma vitória estrondosa da Ucrânia. Algo que poderia ser lido pelo Kremlin como uma situação em que «a própria existência do Estado está em causa», ou seja o patamar para o uso de armas de destruição massiva estabelecido pela doutrina nuclear russa.
Daí o risco das armas nucleares táticas. «Se tens estas armas nucleares mais pequenas, menos destrutivas, a ameaça de as usar parece mais credível», explicou Nina Tannenwald, professora de Relações Internacionais na Brown University, à Euronews. «Elas de facto parecem mais utilizáveis, e isso torna mais provável que líderes as possam usar numa crise».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781683/ucr-nia-referendos-aumentam-risco-nuclear
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Ucrânia: Russos obrigam população a votar várias vezes nos referendos de adesão
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 12:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades da região ucraniana de Jerson, sob controlo da Rússia, denunciaram que os militares presentes na zona obrigam a população a votar várias vezes no referendo de adesão a Moscovo proposto pelas autoridades pro-russas.
A região entrou hoje no segundo dia de votações de uma consulta que o vice-presidente de Jerson, Yuri Sobolevski, classificou na sua conta de Telegram como um “teatro do absurdo”.
“Há ‘comissões eleitorais’ acompanhadas de militares armados que percorrem a região e vão a casa dos eleitores que tentam por todos os meios evitá-los. Alguns já tiveram azar duas vezes: tiveram de preencher o boletím e votar segunda vez”, denunciou.
Segundo as autoridades regionais, as tropas russas comprovam que todos os elementos dos agregados familiares votaram e, se não for assim, obrigam um deles a depositar votos nas urnas por cada um dos familiares.
As autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, assim como as autoridades pro-russas de Jerson e Zaporijia iniciaram na sexta-feira um referendo de adesão à Rússia, que terminará na terça-feira.
Moscovo já adiantou que respeitará o resultado da votação, o que não acontece com a Ucrânia e grande parte da comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, a NATO ou a União Europeia.
As autoridades pró-russas da Crimeia realizaram um referendo de adesão à Rússia em 2014, cujo resultado serviu de legitimação para o Presidente russo, Vladimir Putin, anexar a península ao território da Federação Russa.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-russos-obrigam-populacao-a-votar-varias-vezes-nos-referendos-de-adesao
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Rússia demite vice-ministro da Defesa
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 14:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O vice-ministro da Defesa russo, o general do Exército Dmitri Bulgákov, responsável pelo abastecimento e munições, foi demitido do cargo, informou hoje a Defesa, em comunicado.
Para o cargo foi designado o general coronel Mijaíl Mizíntsev, que até agora desempenhava funções como chefe do Centro de Comando Nacional da Defesa.
“O general do Exército Dmitri Bulgákov foi libertado do seu cargo de vice-ministro de Defesa da Rússia, por ter recebido outro destino”, refere-se no comunicado, sem mais detalhes.
O novo vice-ministro da Defesa, com 60 anos, comandou operações do Exército russo na Síria e dirigiu o assalto que em maio terminou com a captura da cidade de Mariupol, sueste da Ucrânia.
Esta substituição ocorre numa altura em que o Presidente russo, Vladimir Putin, convocou a “mobilização parcial” de reservistas para reforçar a ofensiva na Ucrânia.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-demite-vice-ministro-da-defesa
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Rússia aumenta penas por rendição ou recusa em combater
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 16:17
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje emendas ao Código Penal que preveem até 10 anos de prisão para os militares que se rendam ou se recusem a combater em período de mobilização.
As alterações, que tinham sido votadas no Parlamento esta semana, foram publicadas no portal do Governo e por isso entram em vigor.
As emendas preveem penas que podem ir até 10 anos de prisão para os soldados que desertem, que se rendam “sem autorização”, que recusem combater ou que desobedeçam às ordens em período de mobilização.
Os atos de pilhagem também são puníveis com penas até 15 anos de prisão.
As alterações legislativas ocorrem quando a Rússia anunciou esta semana uma mobilização parcial de reservistas para combater na Ucrânia, onde as forças russas têm registado reveses nas últimas semanas.
A ordem de mobilização, que abrange segundo as autoridades 300.000 pessoas, suscitou inquietação, levando muitos russos a deixar o país.
Segundo o Kremlin, Putin assinou também hoje uma lei que facilita o acesso à nacionalidade russa para estrangeiros que se alistem por pelo menos um ano no exército, num momento em que Moscovo tenta por todos os meios recrutar mais homens para combater na Ucrânia.
Com esta medida, os estrangeiros que pretendam a nacionalidade não têm de apresentar a justificação de cinco anos de residência em território russo normalmente requeridos.
A lei parece dirigir-se principalmente a imigrantes provenientes das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, que ocupam os empregos mais difíceis nas grandes cidades, como Moscovo.
Antes mesmo de a lei ser assinada por Putin, o Quirguistão e o Uzbequistão apelaram esta semana aos seus cidadãos para não participarem em qualquer conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-aumenta-penas-por-rendicao-ou-recusa-em-combater
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Reforços russos vão demorar
24 de setembro 2022 às 17:00
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Mesmo tendo experiência militar, os recrutas à força terão que ser retreinados. Muitos já na linha da frente.
Era notório um certo desespero nas políticas de recrutamento do Kremlin, cada vez mais dependente de milícias chechenas ou mercenários, recrutando até em prisões. Contudo, com o anúncio de uma mobilização nacional parcial, nesta quarta-feira, pretendendo ir buscar 300 mil reservistas, a escassez de recursos humanos do Kremlin não fica resolvida, apontam analistas. Ao mesmo tempo que escalou o descontentamento entre a população russa, que até agora não tinha sentido tão diretamente os impactos da guerra.
O problema do Kremlin é que o contingente russo na Ucrânia está debilitado por baixas catastróficas – já perderam até 80 mil tropas, estima o Pentágono, batendo largamente as 15 mil baixas soviéticas ao longo de duas décadas de ocupação do Afeganistão. E têm de defender uma gigantesca linha da frente, com mais de mil quilómetros, como frisou Vladimir Putin, no discurso em que anunciou a mobilização nacional parcial.
A medida, que deixa bem claro que Putin não pretende pôr termo à invasão num futuro próximo, «pode chegar para sustentar os atuais níveis de recursos humanos das forças armadas russas em 2023, ao compensar as baixas russas», avaliou o Instituto para o Estudo da Guerra. «Apesar que nem isso é claro ainda».
Foi essa escassez que obrigou o Kremlin a retirar as suas melhores tropas de Izium, a sudeste de Kharkiv, para reforçar Kherson, a mais de 500 quilómetros a sul. Forças ucranianas não hesitaram em aproveitar o ponto fraco, avançando em profundidade e levando invasores a fugir, de forma caótica, deixando para trás arsenais inteiros. O regime de Putin sabe que, se não fizer nada, poderá voltar a ter buracos na linha da frente. E aí o descalabro militar haveria de repetir-se. O problema do Kremlin é que o reforço deverá demorar a chegar.
Teoricamente, a mobilização nacional parcial deverá abranger só reservistas com experiência de combate. E a Rússia, apesar de ter ter reservas com quase 25 milhões de efetivos, não tem com prática refrescar-lhes regularmente a memória. Ou seja, centenas de milhares de recrutas – potencialmente com pouca vontade de combater, sendo que muitos estarão em fraca forma física – terão que ser retreinados.
«A prática, na Rússia, é que as brigadas de linha da frente tratem da maior parte do treino das novas tropas», explicou um correspondente para a Defesa da Forbes. No entanto, talvez o Kremlin conte com uma desaceleração do conflito. O meses de outubro, novembro e dezembro costumam ser muito frios e chuvosos permitindo às novas tropas estar expostas a confrontos menos ferozes enquanto reaprendem a combater. Isto assumindo que o Governo de Kiev não decide insistir nas suas operações ofensivas, apesar das dificuldades causadas pelo duro inverno ucraniano.
Já preparar em território russo as reservas mobilizadas também será difícil. Ainda este verão se avançava que boa parte dos oficiais de unidades de instrução foram mobilizados para a Ucrânia, tentando colmatar as baixas sofridas na primavera, durante a falhada tentativa de cerco a Kiev.
Na prática, estes novos recrutas à força «terão alguma experiência militar, por isso não vai ser preciso treiná-las a disparar uma arma», reforçou Shashank Joshi, correspondente de Defesa do Economist. «Mas eles têm oficiais para os liderar? Têm equipamento com que lutar? Têm rádios portáteis seguros suficientes?», questionou.
Aqui, entra a mobilização da indústria russa, anunciada em paralelo. Contudo, isso não enfrentará a escassez de recursos como semicondutores – essencial para a produção de chips – que tem obrigado as forças armadas russas a recorrer a equipamento e munições ao estilo da II Guerra Mundial. Estando o seu stock de material mais moderno, como mísseis inteligentes, muito em baixo.
Já o custo político da mobilização pode ser enorme. «As guerras são populares até que subitamente não são», escreveu Max Bergmann, investigador Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla inglesa). «Demorou dois anos para o público americano se virar decisivamente contra a guerra do Iraque devido ao crescendo das baixas, repetidas mobilizações e uma sensação de confusão quanto aos motivos da guerra», exemplificou o investigador.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781691/reforcos-russos-vao-demorar
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Autoridades pró-russas relatam participação elevada em referendos sobre anexação
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 17:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades pró-russas no leste e sul da Ucrânia referem uma participação elevada no primeiro dia de votação dos referendos de anexação, hoje no seu segundo dia, enquanto residentes e fontes ucranianas denunciam coação para participar na consulta.
Segundo o líder da autoproclamada república de Donetsk, Denis Pushilin, a participação no primeiro dia de votação foi de 23,64%, enquanto na vizinha Lugansk foi de 21,97%.
“Estou próxima da Rússia e considero-me russa. Apesar de ter nascido e crescido em Lugansk, onde vivo há 64 anos, sempre quis estar perto da Rússia”, disse à agência oficial TASS a primeira pessoa a introduzir hoje o seu voto nesta região pró-russa.
Noutro vídeo, uma jovem residente de Antratsit qualificou de “histórica” a votação, acrescentando: “Voto pela paz, a felicidade e o nosso bem-estar”.
No sudeste, na região de Zaporíjia, a presidente da comissão eleitoral, Galina Katiushchenko, disse que 20,5% dos votantes já participaram no referendo de anexação à Rússia.
A participação na consulta na província de Kherson, no sul, foi de 15,3%, segundo a presidente do órgão eleitoral pró-russo, Marina Zakhrova.
Na Rússia, tal como em Kiev e no ocidente, ninguém duvida de que o resultado dos referendos, cuja votação se prolonga até terça-feira, será favorável às pretensões do Kremlin de anexar estas quatro regiões ucranianas, nenhuma das quais controla totalmente, tal como fez em 2014 na Crimeia.
Em Donetsk e Lugansk “aproximadamente 90% votará” a favor da anexação destas regiões, reconhecidas como independentes pelo Kremlin três dias antes da invasão da Ucrânia, segundo fontes próximas da administração presidencial russa.
Em Kherson e Zaporíjia, o resultado será também de cerca de 90%, com uma participação de 80%.
Em muitas zonas, comissões eleitorais ambulantes deslocam-se de casa em casa, acompanhadas de soldados armados.
Oficialmente, o objetivo é garantir a segurança dos residentes, mas as autoridades ucranianas dizem tratar-se de aumentar a participação a todo o custo.
Em mensagem escrita enviada à Efe, um eleitor que vive numa localidade ao sul de Kherson, Viktor, contou que a comissão eleitoral se deslocou à sua casa hoje de manhã: “Eram três, acompanhados de vários soldados com armas automáticas”.
Apontaram os dados do seu passaporte e deram-lhe um boletim.
“Marquei o ‘não’ e meti-o na urna”, disse Viktor, acrescentando que outros vizinhos marcaram a cruz onde lhes disseram, “sob o olhar atento das armas automáticas, quer quisessem quer não”.
Com a anexação, os homens em idade militar da região serão mobilizados, afirmou Viktor.
“Seremos lançados contra as nossas forças armadas como carne para canhão”.
Em alguns casos, os membros das comissões eleitorais apontam os dados das pessoas que votam contra a anexação ou ameaçam-nas de expulsão das suas casas se não fizerem a cruz no sítio certo, diz um canal da rede social Telegram que recolhe testemunhos de residentes de Kherson.
Yuriy Sobolevskiy, representante das autoridades de Kherson leais a Kiev, disse que em alguns casos os residentes são obrigados a votar várias vezes ou a introduzir boletins em nome dos familiares que não estão em casa.
O presidente da autarquia de Enerhodar, na região de Zaporíjia, descreveu hoje situações semelhantes, enquanto, segundo o ‘media’ da oposição russa “Astra”, na localidade de Vasilivka, na mesma província, algumas pessoas que marcaram a “opção errada” foram detidas.
O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, afirmou na sua conta de Telegram que em algumas localidades sob controlo russo as autoridades estão a contabilizar votos de eleitores que estão a lutar na frente de combate ou até que já morreram.
Fontes da autarquia de Mariupol prévia à tomada da cidade pelos russos falam de “brigadas móveis” que esperam os trabalhadores quando chegam aos seus postos de trabalho e pressionam-nos a votar sob ameaça de perderem os seus empregos.
O anúncio oficial de realização dessas consultas populares para anexação dos territórios ucranianos sob ocupação russa foi feito num discurso à nação proferido na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin.
Os referendos foram anunciados juntamente com a mobilização de 300.000 reservistas russos para combater na Ucrânia e uma ameaça velada de utilização de armas nucleares contra o Ocidente.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-pro-russas-relatam-participacao-elevada-em-referendos-sobre-anexacao
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Mais de 680 detidos em protestos na Rússia contra mobilização
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 18:24
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 680 pessoas foram detidas hoje em novos protestos contra a mobilização parcial decretada na quarta-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para reforçar as tropas na Ucrânia, segundo organizações independentes.
“Às 18:51 em Moscovo (16:51 em Lisboa) já tinham sido detidas 689 pessoas em 30 cidades”, assinalou a organização OVD-Info, que faz o seguimento de detenções na Rússia.
O maior número de detenções teve lugar em Moscovo, onde as forças policiais tinham detido a essa hora 345 pessoas.
Na capital russa, as autoridades mobilizaram um vasto dispositivo policial que atuou preventivamente e deteve várias pessoas que passavam pelo local onde estava previsto decorrer a manifestação, segundo a agência Efe.
“Por que me levam? Vou para a estação de metro”, disse uma jovem aos polícias que a escoltavam para uma carrinha policial, obtendo como resposta: “Vamos, senão vai ser pior!”
Em São Petersburgo, a segunda cidade do país, havia 129 detidos e a polícia usou bastões, segundo os ‘media’ locais.
O protesto foi convocado pelo movimento juvenil opositor Vesná (Primavera) sob o lema “Assembleia de mulheres de negro”.
Este foi o segundo dia de protestos contra a mobilização ordenada por Putin, que a justificou com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
No protesto anterior, que decorreu na quinta-feira, foram detidas cerca de 1.400 pessoas em todo o país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-680-detidos-em-protestos-na-russia-contra-mobilizacao
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Lavrov acusa o Ocidente de russofobia "grotesca"
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 19:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou hoje na ONU o Ocidente de "russofobia sem precedentes" e "grotesca".
"A russofobia oficial no Ocidente não tem precedentes, a sua dimensão é grotesca", declarou Lavrov, ao discursar na 77.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
"Não hesitam em declarar a sua intenção não apenas de infligir uma derrota militar ao nosso país, mas também de destruir a Rússia", afirmou, defendendo os "referendos" de anexação em curso em várias regiões da Ucrânia e atacando diretamente os Estados Unidos.
"Ao declarar-se a sua vitória na guerra fria, Washington considera-se quase um enviado de Deus na Terra, sem qualquer dever, mas com o direito sagrado de agir com impunidade em qualquer lugar e a qualquer momento", declarou Lavrov.
O chefe da diplomacia de Moscovo defendeu os "referendos" de anexação que decorrem em quatro regiões ucranianas sob controlo total ou parcial das forças, considerando que as populações recuperam "a terra onde os seus antepassados viveram durante centenas de anos".
A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade das consultas.
Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro.
Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk com o apoio de Moscovo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lavrov-acusa-o-ocidente-de-russofobia-grotesca
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China pede que Moscovo e Kiev não deixem conflito "transbordar"
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 20:19
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, pediu hoje, na Assembleia Geral da ONU, que a Ucrânia e a Rússia não deixem a guerra "transbordar" e protejam os direitos e interesses legítimos dos países.
“Pedimos a todas as partes envolvidas que evitem que a crise transborde e protejam os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento”, disse Wang Yi.
“A prioridade é facilitar as negociações de paz”, sublinhou o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, pedindo uma “resolução pacífica da crise ucraniana” através de “discussões justas e pragmáticas”.
A China é oficialmente neutra quanto ao conflito, mas tem sido acusada pelos ocidentais de ser muito conciliadora com a Rússia, embora as autoridades dos Estados Unidos tenham expressado esperanças, após as declarações de Pequim esta semana na ONU.
O ministro chinês também se reuniu em Nova Iorque com o seu colega ucraniano Dmytro Kouleba, assegurando-lhe que Pequim pediu respeito pela “integridade territorial de todos os países”.
“A solução fundamental é abordar as preocupações legítimas de segurança de todas as partes e construir uma arquitetura de segurança equilibrada, eficaz e sustentável”, disse hoje Wang Yi.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/china-pede-que-moscovo-e-kiev-nao-deixem-conflito-transbordar
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Rússia admite fila de 2.300 carros que querem atravessar para a Geórgia
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 22:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia admitiu hoje a existência de uma fila de cerca de 2.300 veículos na fronteira com a Geórgia, que esperam na Ossétia do Norte para passarem pelo desfiladeiro Verjni Lars, o único entre os dois países.
“Atualmente, no território da República da Ossétia do Norte-Alânia, há uma acumulação significativa de carros à espera para passarem pela fronteira de Verjni Lars. Há cerca de 2.300 no total”, disse o Ministério do Interior daquela região russa.
A polícia da Ossétia pediu aos cidadãos para que não viajem em direção à Geórgia.
A fila está a aumentar desde quarta-feira, dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a mobilização parcial para enviar cerca de 300.000 reservistas para combater a Ucrânia.
Situações semelhantes repetem-se nas fronteiras da Rússia com o Cazaquistão, Mongólia e Finlândia.
Milhares de homens russos temendo uma notificação oficial para se juntarem às fileiras na frente deixaram ou estão a tentar deixar o país para evitar combater na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-admite-fila-de-2-300-carros-que-querem-atravessar-para-a-georgia
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Ucrânia pede ao Conselho de Segurança reunião sobre referendos de anexação russa
MadreMedia / Lusa
24 set 2022 23:00
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia solicitou hoje que o Conselho de Segurança se reúna na terça-feira para abordar os referendos de anexação que a Rússia convocou em várias regiões, considerando que são uma "violação brutal" da Carta da Nações Unidas.
O embaixador ucraniano, Sergiy Kyslytsya, solicitou a reunião com urgência numa carta ao seu homólogo francês, Nicolas de Rivière, atual presidente do órgão, pedindo também que um representante do Governo da Ucrânia e o secretário-geral da ONU, António Guterres, possam intervir.
Kyslytsya acusou a Rússia de “continuar a violar a soberania e integridade territorial da Ucrânia, organizando um simulacro de ‘referendos’ nos territórios temporariamente ocupados” para consultar sobre a sua anexação, na qual as autoridades pró-russas destacaram uma alta participação, enquanto a Ucrânia denunciou numerosas coações.
O embaixador aparentemente enviou a carta durante a conferência de imprensa do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, depois de este ter participado hoje na Assembleia Geral da ONU, onde afirmou que o Governo russo “respeitará inquestionavelmente os resultados dos referendos”, embora não tenha respondido se prosseguirá com a anexação imediata após a publicação dos resultados.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusou também a União Europeia e Estados Unidos de não serem “neutros” e fazerem parte do conflito.
Serguei Lavrov falava numa conferência de imprensa após a sua participação na Assembleia Geral da ONU e depois de ser questionado sobre se um resultado favorável significaria uma anexação imediata, ao que respondeu: “A Rússia respeitará a expressão do povo ucraniano”.
Antes, ao discursar na 77.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, Lavrov acusou o Ocidente de “russofobia sem precedentes” e “grotesca”.
“A russofobia oficial no Ocidente não tem precedentes, a sua dimensão é grotesca”, declarou.
“Não hesitam em declarar a sua intenção não apenas de infligir uma derrota militar ao nosso país, mas também de destruir a Rússia”, afirmou, defendendo os “referendos” de anexação em curso em várias regiões da Ucrânia e atacando diretamente os Estados Unidos.
“Ao declarar-se a sua vitória na guerra fria, Washington considera-se quase um enviado de Deus na Terra, sem qualquer dever, mas com o direito sagrado de agir com impunidade em qualquer lugar e a qualquer momento”, declarou Lavrov.
O chefe da diplomacia de Moscovo defendeu os “referendos” de anexação que decorrem em quatro regiões ucranianas sob controlo total ou parcial das forças, considerando que as populações recuperam “a terra onde os seus antepassados viveram durante centenas de anos”.
A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade das consultas.
Em 2014, a Rússia utilizou um referendo idêntico para legitimar a anexação da Crimeia, depois de ter invadido e ocupado esta península ucraniana situada na costa norte do Mar Negro.
Na mesma altura, eclodiu uma guerra separatista nas regiões de Donetsk e Lugansk com o apoio de Moscovo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk dias antes de ordenar a invasão de Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-pede-ao-conselho-de-seguranca-reuniao-sobre-referendos-de-anexacao-russa
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Rússia: Detidas mais 821 pessoas em protestos contra mobilização militar
MadreMedia / Lusa
25 set 2022 13:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos 821 pessoas foram detidas no sábado em 34 cidades devido a protestos que eclodiram na Rússia contra a mobilização militar decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, segundo um balanço divulgado pela organização de direitos civis OVD-Info.
Moscovo foi a cidade com maior número de detidos, cerca de 400, mas também foram detidas pessoas em São Petersburgo (142 detidos), Novosibirsk (71), Irkutsk (20), Tomsk (19), Izhevsk (17), Ufa (16), entre outros locais.
Os protestos começaram depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ordenado uma mobilização parcial para fortalecer as Forças Armadas, após os recentes reveses na guerra na Ucrânia.
O decreto reanimou os protestos no país contra a campanha militar na Ucrânia.
Só primeiro dia, mais de 1.300 pessoas foram presas, segundo a OVD-Info.
Entretanto, a presidente do Senado da Rússia, Valentina Matviyenko, apelou hoje às autoridades regionais para evitarem arbitrariedades na mobilização parcial de reservistas ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, para lidar com os reveses militares na Ucrânia.
"Depois da assinatura do respetivo decreto, o Ministério da Defesa tornou públicos os critérios para a seleção das pessoas chamados para as fileiras", disse Matviyenko, numa mensagem dirigida aos governadores regionais e publicada no seu canal do Telegram.
A responsável salientou que sobre uma questão tão "sensível não deveria haver lugar a várias interpretações e lacunas para a aplicação subjetiva" do decreto de mobilização.
"Ao mesmo tempo, estamos a ver relatos locais de casos de mobilização incorreta de cidadãos, que claramente não estão em conformidade com as regras de seleção declaradas pelo comando militar russo e que são ativamente discutidas na sociedade e nas redes sociais", advertiu a presidente do Senado.
Segundo a Defesa, que anunciou a mobilização de 300.000 reservistas, podem ser chamados para as fileiras os soldados rasos e suboficiais com até 35 anos, os oficiais subalternos até aos 50 anos e oficiais superiores até aos 55 anos de idade.
"Dá a impressão de que em alguns lugares consideram mais importante informar rapidamente do que desempenhar bem uma importante tarefa do Estado", disse Matviyenko, referindo-se a casos de mobilização de pais de famílias numerosas e de outros que não preenchem os critérios de seleção.
Sublinhou que tais excessos são "absolutamente inaceitáveis" e que considera "completamente justa" a reação negativa da sociedade aos mesmos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-detidas-mais-821-pessoas-em-protestos-contra-mobilizacao-militar
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Ucrânia: Odessa volta a ser atacada com drones de fabrico iraniano
MadreMedia / AFP
25 set 2022 13:50
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Entrada da Câmara Municipal de Odessa. EPA/GEORGE VITSARAS
O Exército ucraniano denunciou este domingo, 25 de setembro, que a cidade costeira de Odessa foi atacada de madrugada com drones de fabrico iraniano, dois dias depois de um ataque russo com uma arma similar ter matado dois civis.
"Odessa foi atacada novamente por drones suicidas do inimigo", denunciou o Comando Operacional Sul do exército ucraniano.
"O inimigo atingiu três vezes o prédio da administração no centro da cidade", detalhou, numa mensagem no Facebook, acrescentando que um dos drones foi derrubado pela Força Aérea ucraniana sem deixar vítimas.
Natalia Gumeniuk, uma porta-voz do Comando Operacional do Sul, disse à AFP que eram "drones iranianos".
O ataque ocorreu dois dias depois de dois civis terem sido mortos em Odessa, num ataque russo cometido com recurso a um drone de fabricação iraniana. Ainda na sexta-feira, 23 de setembro, quatro drones iranianos foram abatidos no sul do país, segundo as Forças Armadas ucranianas.
Nesse contexto, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia divulgou um comunicado, na sexta-feira, informando a sua decisão de retirar a acreditação do embaixador iraniano no país e reduzir, significativamente, o número de funcionários diplomáticos da Embaixada iraniana em Kiev.
"A parte iraniana foi informada de que o fornecimento de armas à Rússia (...) vai contra a posição de neutralidade, respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia", acrescentou o mesmo ministério.
"Fornecer armas à Rússia para que faça guerra na Ucrânia é um ato hostil que representa um duro golpe nas relações entre Ucrânia e Irão", acrescentou.
No sábado (24), Teerão disse lamentar a decisão do governo ucraniano.
"Teerão lamenta a decisão do governo ucraniano, referente às relações diplomáticas com a República Islâmica do Irão", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Nasser Kanani, em comunicado.
"Esta decisão baseia-se em informações infundadas transmitidas pela propaganda da imprensa estrangeira" contra o Irão, acrescentou.
Kanani destacou "a política clara de neutralidade ativa do seu país no conflito entre Ucrânia e Rússia, a sua oposição à guerra e a necessidade de uma solução política das diferenças, sem recorrer à violência".
O Irão responderá de "forma apropriada à decisão do governo ucraniano", concluiu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-odessa-volta-a-ser-atacada-com-drones-de-fabrico-iraniano
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Comunidade russa na Suíça protesta em Genebra contra mobilização militar
MadreMedia / Lusa
25 set 2022 15:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de uma centena de membros da comunidade russa na Suíça manifestou-se hoje junto à sede das Nações Unidas, em Genebra, contra a mobilização parcial decretada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, para prolongar a guerra na Ucrânia.
Segundo a agência Efe, a manifestação foi convocada por um movimento de oposição à guerra na Ucrânia, juntando centenas de manifestantes que, munidos de cartazes em russo e em inglês, pediram o fim da guerra e a detenção do Presidente russo.
“É evidente que a mobilização não mudará o decurso da guerra na Ucrânia. Apenas irá prolongar o conflito, aumentar a perda de vidas humanas e os prejuízos económicos”, refere um comunicado da organização.
Alguns manifestantes seguravam bandeiras ucranianas e outros a bandeira branca, azul e vermelha, que se tornou no símbolo dos russos que se opõem a este conflito.
“O regime de Putin, agonizante, está disposto a sacrificar um número incalculável de vidas na Ucrânia”, referem os promotores do protesto, alertando para que poderá chegar a um milhão o número de efetivos mobilizados para a guerra.
Entretanto, segundo um balanço divulgado hoje pela organização de direitos civis OVD-Info, pelo menos, 821 pessoas foram detidas no sábado em 34 cidades devido a protestos que eclodiram na Rússia contra a mobilização militar decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin.
Moscovo foi a cidade com maior número de detidos, cerca de 400, mas também foram detidas pessoas em São Petersburgo (142 detidos), Novosibirsk (71), Irkutsk (20), Tomsk (19), Izhevsk (17), Ufa (16), entre outros locais.
Os protestos começaram depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter ordenado uma mobilização parcial para fortalecer as Forças Armadas, após os recentes reveses na guerra na Ucrânia.
No primeiro dia de protestos, mais de 1.300 pessoas foram presas, segundo a OVD-Info
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/comunidade-russa-na-suica-protesta-em-genebra-contra-mobilizacao-militar
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Concertos de Roger Waters cancelados na Polónia
25 de setembro 2022 às 15:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/25/833422.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Músico acusa Polónia de "censura draconiana".
Os concertos de Roger Waters agendados para 2023 em Cracóvia, na Polónia, foram cancelados, depois das declarações do co-fundador dos Pink Floyd acerca do governo ucraniano.
O cancelamento surge dias antes de a autarquia considerar Waters uma "persona non grata", como demosntração de "indignação" pelas palavras do músico em relação à guerra.
No sábado, os gestores do recinto acusaram Roger Waters de cancelar o concerto por iniciativa própria, contudo, o cantor atacou a entidade e acusou-a de promover um boicote aos seus concertos.
No Facebook, o artista afirmou que "Lukasz Wantuch não parece querer saber nada da história" do seu trabalho, da sua vida, "a custo pessoal e em serviço dos direitos humanos", e acusou o autarca de "censura draconiana".
No início ddeste mês, Roger Waters escreveu uma carta aberta à primeira dama da Ucrânia, Olena Zelenska, na qual culpou "nacionalistas extremistas" ucranianos por "conduzir o país rumo a esta desastrosa guerra", criticando ainda o apoio do Ocidente à Ucrânia sob a forma de armas e pedindo que Kyiv cedesse em prol do diálogo e da paz.
Também no Facebook, o cantor remeteu para Lucasz Wantuch uma das letras da famosa música "Another Brick in The Wall", pedindo-lhe para "deixar as crianças em paz".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781735/concertos-de-roger-waters-cancelados-na-polonia
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Rússia promete corrigir "erros" após convocação de doentes, idosos e estudantes
MadreMedia / AFP
25 set 2022 18:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades russas prometeram este domingo corrigir os "erros" depois de idosos, doentes e estudantes terem sido incluídos na campanha de recrutamento lançada em todo o país.
Quando o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quarta-feira a mobilização parcial dos reservistas para o conflito na Ucrânia, disse que apenas pessoas com conhecimentos ou experiência militar "relevantes" seriam convocadas.
Mas muitos expressaram indignação após surgirem casos, por vezes absurdos, de pessoas inaptas chamadas para servir.
Na região de Volgograd, um centro de treino enviou de volta para casa um militar aposentado de 63 anos, diabético e com problemas neurológicos.
Na mesma região, o diretor de uma pequena escola rural, Alexander Faltin, de 58 anos, recebeu a convocação, apesar de não ter experiência militar.
A sua filha publicou um vídeo nas redes sociais que depressa se tornou viral. Depois disso, conseguiu voltar para casa, após a revisão dos seus documentos, segundo a agência RIA Novosti.
A presidente do Senado, Valentina Matviyenko, pediu este domingo que as campanhas de mobilização sejam vistas com atenção.
"Os erros de mobilização (...) estão a provocar reações ferozes na sociedade, e com razão", disse no Telegram.
Esses erros são novos exemplos dos problemas logísticos que ocorreram desde o início da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro. No sábado, a Rússia anunciou a substituição do seu principal general responsável pela logística, pelo meio da campanha de mobilização.
Contudo, as autoridades apresentam a mobilização de pessoas teoricamente isentas como casos isolados — mas, mesmo assim, é preciso ter em atenção as consequências.
Valeriy Fadeev, presidente do conselho de direitos humanos do Kremlin, pediu ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, que "resolva urgentemente os problemas" para evitar "minar a confiança do povo".
Para reforçar o sucedido, citou vários casos, como o recrutamento de 70 pais de famílias numerosas na região leste da Buriácia e de enfermeiras e parteiras sem formação militar.
Fadeev disse que todos foram convocados "sob a ameaça de julgamento criminal" e também criticou aqueles que "distribuem as convocações às duas da manhã, como se estivessem a tomar todos como desertores", o que causa "descontentamento", alertou.
Vários estudantes disseram à AFP que receberam chamadas, apesar de as autoridades terem prometido que não seriam incluídos na campanha de mobilização.
No sábado, Putin assinou um decreto que confirma que estudantes de centros de formação profissional e ensino superior estão isentos de mobilização.
Outra situação que gerou polémica é o caso de manifestantes contra a ofensiva na Ucrânia que receberam ordens de mobilização enquanto detidos. O Kremlin disse que nesses casos "não havia nada de ilegal".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-promete-corrigir-erros-apos-convocacao-de-doentes-idosos-e-estudantes
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Rússia. Protestos continuam contra mobilização militar
Sónia Peres Pinto 26/09/2022 09:50
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/9/26/833443.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Filas vão-se acumulando na fronteira com a Mongólia. EUA dizem que uso de armas nucleares terá “consequências catastróficas” para a Rússia.
Os protestos na Rússia contra a mobilização militar continuam a não dar tréguas. Ainda no sábado foram detidas, pelo menos, 821 pessoas. Moscovo foi a cidade com maior número de detidos, cerca de 400, mas também foram detidas pessoas em São Petersburgo (142 detidos), Novosibirsk (71), Irkutsk (20), Tomsk (19), Izhevsk (17), Ufa (16), entre outros locais, de acordo com um balanço divulgado pela organização de direitos civis OVD-Info.
No entanto, o Ministério da Defesa russo conta outra versão e divulgou um vídeo, onde mostra cidadãos e voluntários mobilizados a chegar a uma unidade militar em Kaliningrado.
Mas as longas filas filas de veículos que se vão acumulando na fronteira entre a Rússia e a Mongólia este domingo contrariam essa versão do Governo russo. O chefe de um posto de controle na cidade de Altanbulag disse à AFP que mais de 3 000 russos entraram na Mongólia via terrestre desde quarta-feira, a maioria deles homens.
Destes, cerca de 2 500 eram homens e só 500 mulheres e crianças. “Desde 21 de setembro, o número de cidadãos russos que entram na Mongólia aumentou”, disse o chefe do posto de controle, major G. Byambasuren.
Há relatos de pessoas que aguardam horas para atravessar a fronteira. Byambasuren explicou ainda que cidadãos russos podem visitar a Mongólia e ficar sem visto durante 30 dias, havendo a possibilidade de estender a estadia por mais 30 dias.
EUA alertam para armas nucleares Os Estados Unidos alertaram Moscovo de que qualquer uso de armas nucleares terá “consequências catastróficas” para a Rússia, porque Washington e os seus aliados responderão “de forma decisiva”. O assessor de segurança nacional da Casa Branca acrescentou: “Comunicámos diretamente, em privado, a níveis muito elevados com o Kremlin, que qualquer uso de armas nucleares terá consequências catastróficas para a Rússia. Que os Estados Unidos e os nossos aliados responderemos de forma decisiva”, disse Jake Sullivan, em entrevista à CBS News.
Para o responsável norte-americano, é preciso “levar muito a sério” o possível uso de armas nucleares pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
Segundo Sullivan, os Estados Unidos têm sido “claros e específicos” sobre o que implicaria um eventual uso de armas nucleares: O Governo do Presidente Joe Biden “responderá com decisão”.
Já o Governo alemão propõe que, como parte do próximo pacote de sanções europeias contra Moscovo, cidadãos europeus fiquem impedidos de ocupar cargos em empresas estatais russas, disse o diário Süddeutsche Zeitung. Em causa está uma lista de propostas para sancionar Moscovo, após ter sido anunciada a mobilização de 300 mil reservistas para combater na Ucrânia. Entre as medidas, está a proposta para impedir que cidadãos de países europeus possam ocupar no futuro cargos nos conselhos de administração ou na gestão de empresas estatais russas, uma vez que tal prática constitui “corrupção estratégica”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/781755/r-ssia-protestos-continuam-contra-mobilizacao-militar?seccao=Mundo_i
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“Agora vamos todos para casa”: jovem russo dispara sobre responsável de centro de recrutamento militar
Por Francisco Laranjeira em 10:19, 26 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/transferir-2022-09-26T101900.970.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um homem disparou, esta segunda-feira, no escritório de recrutamento militar em Ust-Ilimsk, ferindo com gravidade o comissário militar. O atirador já foi preso pelas forças de segurança. O incidente decorreu quando o comissário instruía os recrutas, onde estava Ruslan Zinin, de 25 anos e alvo de recrutamento militar, que terá dito aos restantes “agora vamos todos para casa” antes de disparar.
(https://i.ibb.co/C6jbK1k/Captura-de-ecr-2022-09-26-103541.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Ao jornal russo ‘Astra’, a mãe do agressor frisou que o filho “não recebeu ordem de mobilização mas chegou ao seu melhor amigo, que não tem experiência no exército. Disseram que haveria uma mobilização parcial mas eles levam toda a gente”, denunciou.
O tiroteio é o mais recente ataque após cinco dias de vandalismo contra sedes de recrutamento em todo o país. Ust-Ilimsk é uma cidade no noroeste da região de Irkutsk, na Sibéria, que teve cerca de 300 cidadãos convocados como parte da mobilização decretada pelo presidente russo, Vladimir Putin. O governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, confirmou os incidentes: “O comissário militar Alexander Vladimirovich Eliseev está nos cuidados intensivos, em estado extremamente grave. Os médicos estão a lutar pela sua vida. O atirador foi preso imediatamente e será punido”, prometeu o responsável, que garantiu que vai reforçar as medidas de segurança nos centros de alistamento militar.
Durante os primeiros seis meses da invasão da Ucrânia, houve pelo menos 20 esquadras de polícia militar na Rússia incendiadas. Desde o anúncio de Vladimir Putin, houve uma onda de incêndios criminosos em toda a Rússia de escritórios de registo militar e também em administrações locais.
A 21 de setembro, o escritório de alistamento militar no distrito de Lomonosovsky, em Leningrado, foi incendiado, assim como outro em Nizhny Novgorod. No dia seguinte, mais dois escritórios foram atacados em outras partes do país. Nos dias seguintes houve ataques contra pelo menos mais cinco escritórios.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/agora-vamos-todos-para-casa-jovem-russo-dispara-sobre-responsavel-de-centro-de-recrutamento-militar/
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Rússia acusada de obrigar ucranianos a combater compatriotas
ECO
10:32
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/06/cropped-doc-20220621-38809981-10026525.jpg?w=359.094&q=60&auto=compress,format)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Enquanto militares russos alistam centenas de milhares de homens para lutar na Ucrânia, o Kremlin procura também forçar ucranianos dos territórios ocupados a combater na guerra.
Depois da mobilização de centenas de milhares de novos combatentes anunciada na semana passada por Vladimir Putin, o Kremlin estará a obrigar também ucranianos de territórios ocupados pelas forças russas a lutar contra as tropas da Ucrânia.
A notícia é avançada pelo The New York Times, que relata que os ocupantes russos nas regiões ucranianas de Kherson e Zaporijia estão a reunir homens para a guerra, ao mesmo tempo que estão em curso os referendos sobre a adesão à Federação Russa.
Segundo oficiais ucranianos, todos os homens com idades entre 18 e 35 anos foram proibidos de sair desses territórios e ordenados a apresentar-se para o serviço militar, mas vários estão a esconder-se e a procurar fugir.
“Muitas pessoas estão a chamar-nos e a perguntar se os poderíamos ajudar a sair. Mas, infelizmente, não podemos”, disse Halyna Odnorih, uma coordenadora na cidade de Zaporijia para as pessoas que escaparam das regiões ocupadas, citada pelo jornal norte-americano.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/26/russia-acusada-de-obrigar-ucranianos-a-combater-compatriotas/
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Europa deve tratar a Rússia “com respeito”, avisa Vladimir Putin
Por Francisco Laranjeira em 11:23, 26 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo sustentou, esta segunda-feira, que o Ocidente deve tratar a Rússia “com respeito” durante o encontro com o homólogo bielorruso, Alexandr Lukashenko, em Sochi, no Mar Negro.
(https://i.ibb.co/92fSf0Z/Captura-de-ecr-2022-09-26-1035411.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
No início do encontro, que não foi anunciado pelo Kremlin, Lukashenko garantiu que o futuro da Europa está com a Rússia e Bielorrússia. “Estão próximos à Rússia, onde há tudo o que eles precisam. E eles têm o que podemos comprar deles: tecnologias e outras coisas. De que mais precisam?”, referiu o presidente bielorrusso.
No entanto, o líder do Kremlin respondeu: “Tratar-nos com respeito”, frisou.
A mobilização parcial anunciada por Vladrimir Putin foi também alvo de comentário de Lukashenko, que desvalorizou o facto de milhares de jovens estarem a fugir para o exterior para evitar a convocatória.
“A Rússia tem recursos para mobilizar 25 milhões, então deixe fugir 30 ou 50 mil. Deixe-os fugir, eles vão voltar. Depois só terá de decidir o que fazer com eles”, garantiu, acrescentando que não estava preocupada com os milhares de bielorrussos que, em 2020, deixaram o país após as eleições presidenciais, descritas como fraudulentas pela oposição e pela comunidade internacional.” Não sei como você se sente sobre isso, mas não fiquei muito chateado quando aconteceu comigo”, finalizou.
(https://i.ibb.co/Jsj4y9G/Captura-de-ecr-2022-09-26-115510.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/europa-deve-tratar-a-russia-com-respeito-avisa-vladimir-putin/
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Patriarca russo diz que sacrificar a vida na guerra lava todos os pecados
Agência Lusa 26 set 2022 10:49
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Foto Ververidis Vasilis/Shutterstock.com
O patriarca ortodoxo russo Cirilo (Kirill I) afirmou que os russos que sacrificam as suas vidas no campo de batalha na Ucrânia têm lavados "todos os seus pecados".
"Sabemos que hoje muitos estão a morrer nos campos de batalha interna. A Igreja reza para que esta batalha termine o mais rápido possível, para que o menor número possível de irmãos se mate nesta guerra fratricida", disse o patriarca russo num sermão proferido no domingo à noite, citado pela agência de notícias RIA Novosti.
Cirilo acrescentou que a Igreja Ortodoxa Russa "percebe que se alguém, movido por um sentido de dever, pela necessidade de cumprir o seu juramento, permanece fiel à sua vocação e faz o que pensa ser o seu dever e se, no cumprimento deste dever, essa pessoa morre, então, sem dúvida, comete um ato equivalente a um sacrifício pelos outros".
"Acreditamos que este sacrifício lava todos os pecados que uma pessoa cometeu", disse o patriarca russo, que também rezou pelo fim rápido da "batalha interna" na Ucrânia e pela vitória da Rússia.
"A Igreja, que exerce o seu ministério pastoral em relação aos povos da Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e tantos outros povos na imensidão da Rússia histórica, hoje sofre especialmente e reza especialmente pelo fim imediato das lutas internas", disse.
Cirilo também rezou pelo "triunfo da justiça, porque sem justiça não pode haver paz duradoura, pelo restabelecimento da comunhão fraterna, pela superação de tudo o que se acumulou ao longo dos anos e que levou a este conflito sangrento".
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/26/329485-patriarca-russo-diz-que-sacrificar-a-vida-na-guerra-lava-todos-os-pecados/
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Reino Unido diz que novos recrutas russos vão mal preparados para a frente
MadreMedia / Lusa
26 set 2022 13:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Defesa britânico considerou hoje que muitas das tropas russas enviadas pela Rússia para a Ucrânia como parte da mobilização parcial irão lutar "com uma preparação mínima" e que sofrerão, "provavelmente, um elevado nível de desgaste".
Num relatório com a mais recente análise à guerra na Ucrânia, o Ministério da Defesa do Reino Unido refere que os diferentes grupos de incorporados começaram a chegar às bases militares russas em terreno ucraniano, fruto das “muitas dezenas de milhar de convocatórias emitidas” aos reservistas.
Nesse sentido, acrescenta o ministério, a Rússia “enfrenta agora o desafio logístico e administrativo de dar instrução às tropas”
“Ao contrário da maioria dos exércitos ocidentais, as forças armadas russas dão aos soldados um treino inicial de baixo nível dentro das unidades operacionais designadas, em vez de o fazerem em centros de instrução”, sublinha-se no relatório, que alerta para o facto de muitos deles não terem tido qualquer experiência militar em anos.
“A falta de instrutores militares e a pressa com que a Rússia avançou com a mobilização sugerem que muitos dos soldados irão para a linha da frente com uma preparação mínima. Provavelmente irão sofrer um alto nível de desgaste” psicológico, conclui o relatório do Ministério da Defesa britânico.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e “desmilitarizar” a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e imposição a Moscovo de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reino-unido-diz-que-novos-recrutas-russos-vao-mal-preparados-para-a-frente
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Protestos contra mobilização de Putin crescem em toda a Rússia: já foram detidas mais de 2.300 pessoas
Por Francisco Laranjeira em 15:14, 26 Set 2022
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Mais de 2.350 pessoas foram detidas em toda a Rússia desde o anúncio do presidente Vladimir Putin de uma mobilização parcial, segundo revelou esta 2ª feira o grupo independente de monitorização de protestos OVD-Info, em várias cidades da Rússia. O grupo alertou ainda que o número de detidos pode ser maior.
Este domingo, foram detidas pelo menos 128 pessoas em cinco cidades, incluindo Makhachkala, Yakutsk, Irkutsk, Reftinsky e Kotlas.
Makhachkala é a capital da região predominantemente muçulmana do Daguestão. Muitos protestos mais intensos eclodiram em algumas regiões de minorias étnicas na Rússia, incluindo o Daguestão, com grupos ativistas e autoridades ucranianas a garantir que essas minorias estão a ser desproporcionalmente aldo de recrutamento para a guerra na Ucrânia.
Têm surgido diversos vídeos nas redes sociais sobre os protestos da população russa, em particular no Daguestão.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/protestos-contra-mobilizacao-de-putin-crescem-em-toda-a-russia-ja-foram-detidas-mais-de-2-300-pessoas/
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Opinião: Os heróis de Putin serão mesmo os veteranos?
26 de Setembro, 2022
(https://penacovactual.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/LPA.jpg)
Luís Pais Amante
Os volumes escritos por Liev Tolstói “Guerra e Paz” têm merecido, ao longo dos tempos, apreciações de diversos tipos, embora seja sempre uma obra grande e uma grande obra.
Para mim -que os li completos numa publicação em francês durante 2 anos- quando tinha vintes- não está, hoje, em causa o rigor que o Escritor deu à sua descrição da época (1805 a 1820) nem ao que, na História, se convencionou designar por “Campanha da Rússia” de Napoleão Bonaparte.
Está em causa, especialmente, a sua fixação em São Petersburgo (moderno) e em Moscovo (velho) e, também, a dicotomia no pensamento dos povos destas duas regiões, já então. Na Rússia do czarismo! … em plena França do Imperialismo!
O Livro cria uma narrativa muito fiel e pormenorizada das invasões napoleónicas na Rússia e das suas batalhas, ao mesmo tempo que caracteriza a sociedade através da escalpelização de cerca de 500 personagens, que diz não terem nada de parecido com a realidade: seria ficção! Só que, quem escreve sabe que a caneta e o pensamento ou o pensamento e a caneta, constituem, sempre, realidades vividas ou, pelo menos, desejadas, tendentes a surgirem, como bem descreve a Psicanalista Didata Maria Fernanda Alexandre. Tolstói é sublime na descrição dos servos, das sociedades secretas e da guerra, embora muito polémico na montagem da sua teoria fatalista da História em que os acontecimentos obedeceriam a um determinismo histórico irrefutável…ou a um “final feliz”.
Todavia,
Para o que aqui nos interessa, importante é realçar o que na época foi digno de grandes discussões, de grandes reparos ao autor, de acusações direcionadas para a eventual distorção pura e simples da Rússia em guerra…
Estamos, naturalmente, a relembrar que os Veteranos da Guerra de então (Batalha de Borodino, em especial) nunca se conformaram com o tom apoteótico dado à Juventude Russa e aos seus feitos, em desfavor da marca específica que eles (Veteranos) na sua valentia e conhecimento trouxeram ao amortecimento da campanha que, apesar da debandada russa e da subsequente abertura a Napoleão das portas de uma Moscovo destroçada, foi considerada vitoriosa para os Jovens soldados que se exaltavam com o carisma do Czar Alexandre.
!… Tão vitoriosa que ainda hoje alimenta o mito de um poderio militar, afinal inexistente …!
Na Guerra da Ucrânia, onde Putin está há 7 meses -sem ter a coragem de lá ir- a palavra de ordem das suas unidades é “debandada”; os tais soldados Jovens não querem esta guerra de loucos, contrária aos ditames da civilidade; nem querem morrer…fogem do Imperador Putin.
Não só do campo de batalha, mas de toda a Rússia, para o mundo civilizado. Houve, significativamente, um retrocesso brutal nas ações em continuidade (invasão; guerra; desrespeito pelos princípios básicos do Direito Internacional; diferenciação nos direitos à existência pacífica; dissimulação nas relações internacionais e falsidade nas intenções e na fantochada dos referendos).
Se bem tentamos perceber este chefe oligarca, nascido em São Petersburgo, mas reconhecido na velha Moscovo (onde cultiva e destrói as benesses) ele ainda vai tentar abocanhar mais solo ucraniano. Parece alimentar-se de terra…
Ou, se o não conseguir abocanhar, vai reduzi-lo a escombros e a cinzas, que significam o inferno tenebroso do seu cérebro pequeno -que parece doente- e só se recorda dos retratos do estado em que deixaram Moscovo, aquando da ocupação de Napoleão.
É muito difícil alguém vaticinar o que por aí vem. É mesmo imprudente.
Só sabemos:
– que, até agora, se tem considerado que o Imperialismo ambicionado por Putin lhe vai sair
muito mais caro do que ele algum dia cogitou;
– que a Guerra não é ambicionada pelo Povo Russo (Povo Irmão do Povo Ucraniano) que está a encher as prisões e em manifestações reprimidas;
– que o esperto Putin, afinal, uniu e tornou maior a Nato que pretendia reduzir na sua
influência;
– que (contrariamente ao que defende) consolidou, unindo, a Democracia a Ocidente;
– que só tem parcerias com países considerados párias pela História;
– que conseguiu dar visibilidade à liderança do resiliente (e inteligente) Volodymyr Zelensky;
E não sabemos:
– em que versão do Livro de Tolstói se terá inspirado, ou se fala francês como era obrigatório os czares saberem?
Uma coisa parece certa: o tempo de exibir os Veteranos russos descontentes por volta de 1820, já passou mesmo há muito!
E nem esses obedeceriam a uma mobilização tão imperial, digamos assim, como a que se lembrou de chamar os Reservistas para a morte quase certa em cenários sanguinários que, inexoravelmente, serão julgados.
Fonte: penacovactual.sapo.pt Link: https://penacovactual.sapo.pt/2022/09/26/opiniao-os-herois-de-putin-serao-mesmo-os-veteranos/
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Agência nuclear da ONU diz-se preocupada com risco de acidente na Ucrânia
Por MultiNews Com Lusa em 12:13, 26 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou esta segunda-feira que o risco de um acidente nuclear na Ucrânia, onde a central de Zaporijia é frequentemente alvo de ataques, é atualmente uma das suas principais preocupações.
“No topo da nossa lista e das nossas preocupações está a situação na Ucrânia”, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, na abertura da Assembleia Geral desta agência da ONU.
“Temos que fazer tudo ao nosso alcance para evitar um acidente nuclear, que acrescentaria uma tragédia” à situação de guerra no país, afirmou Grossi.
O diplomata argentino referiu-se especificamente à central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, que está sob ocupação das tropas russas desde quase o início da invasão da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Grossi lembrou que esta instalação está “sob fogo” e alertou que, se ocorrer um acidente, não pode ser atribuído a um desastre natural, mas à falta de ação.
“Sabíamos o que teria que ser feito e há um plano na mesa para fazê-lo”, disse o responsável da AIEA.
Nesse sentido, Grossi sublinhou que na semana passada esteve em contacto com as autoridades russas e ucranianas, com as quais insistiu na urgência de estabelecer uma zona de proteção e segurança nuclear em torno de Zaporijia.
“O trabalho no local permitir-nos-ia estabilizar uma situação que é simplesmente inaceitável”, declarou.
Grossi liderou uma visita à central nuclear de Zaporijia no início de setembro, onde desde então há uma equipa de dois inspetores internacionais que informam sobre a situação no local.
Por sua vez, o presidente da autoridade reguladora nuclear da Ucrânia, Oleh Korikov, acusou a Rússia de ser um “Estado terrorista nuclear” pela sua invasão da Ucrânia e a ocupação de Zaporijia e outras instalações nucleares, como Chernobyl, que foi ocupada no início da guerra, mas posteriormente abandonada no início de abril devido à contra-ofensiva das tropas ucranianas.
A Rússia, por sua vez, acusou hoje novamente a Ucrânia dos ataques na central nuclear de Zaporijia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/agencia-nuclear-da-onu-diz-se-preocupada-com-risco-de-acidente-na-ucrania/
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António Guterres pede fim da “era da chantagem nuclear” e apela a “recuo”
Por MultiNews Com Lusa em 16:17, 26 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje ao fim da “era da chantagem nuclear”, afirmando que o uso de armas nucleares levaria a um “armagedão humanitário”, tornando necessário um “recuo” face às atuais tensões.
À margem da 77.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, num evento que assinala o Dia Internacional da Eliminação Total de Armas Nucleares, Guterres comprometeu-se a trabalhar estreitamente com todos os Estados-Membros para neutralizar as ameaças nucleares, recordando o período da Guerra Fria, que colocou “a Humanidade a poucos minutos da aniquilação” e estabelecendo um paralelo com o atual “esgrimir dos sabres nucleares”.
“Deixem-me ser claro: a era da chantagem nuclear deve terminar. A ideia de que qualquer país poderia lutar e vencer uma guerra nuclear é insana. Qualquer uso de uma arma nuclear incitaria um armagedão humanitário. Precisamos de recuar”, disse.
Face aos reveses na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, na semana passada, uma mobilização parcial que abrange 300.000 reservistas e ameaçou usar todas as armas, incluindo nucleares, em caso de ameaça à integridade territorial da Rússia, sublinhando não estar a “fazer bluff”.
Num momento em que a 77.ª Assembleia-Geral da ONU se aproxima do fim, Guterres aproveitou a presença de vários chefes de Governo e de Estado em Nova Iorque para apelar a um novo compromisso contra o uso de armas nucleares.
“Exorto todos os Estados a usarem todas as vias de diálogo, diplomacia e negociação para aliviar as tensões, reduzir o risco e eliminar a ameaça nuclear. Mais amplamente, também precisamos de uma nova visão para o desarmamento nuclear e a não-proliferação”, pediu.
“No mês passado, tive a honra de visitar Hiroshima e conhecer os bravos sobreviventes do ataque [nuclear] de 1945, os hibakusha. A cada ano, os seus números diminuem. Mas a mensagem deles fica mais audível: as armas nucleares são o poder mais destrutivo já criado. Elas não oferecem segurança – apenas carnificina e caos. A sua eliminação seria o maior presente que poderíamos dar às gerações futuras”, declarou Guterres.
O líder das Nações Unidas recordou que a sua proposta de Nova Agenda para a Paz exige um desarmamento significativo e o desenvolvimento de um entendimento comum das múltiplas ameaças que a humanidade enfrenta.
“Precisamos de levar em conta a evolução da ordem nuclear, incluindo todos os tipos de armas nucleares e seus meios de lançamento. E precisamos abordar as linhas ténues entre armas estratégicas e convencionais e o nexo com novos domínios do ciberespaço e do espaço sideral”, afirmou.
“Sem eliminarmos as armas nucleares, não poderá haver paz. Não pode haver confiança. E não pode haver futuro sustentável. Vamos sair da Assembleia deste ano com um novo compromisso de trabalhar para o futuro pacífico que todos buscamos”, apelou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/antonio-guterres-pede-fim-da-era-da-chantagem-nuclear-e-apela-a-recuo/
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Rússia e China sentam-se, pela primeira vez, no banco dos réus no Conselho de Direitos Humanos
Por MultiNews Com Lusa em 16:19, 26 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Xi-Jinping-Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os países ocidentais e respetivos aliados estavam há vários meses relutantes em acusar a Rússia e a China, temendo que não fossem capazes de construir uma aliança suficientemente forte para ter os textos aprovados pela maioria dos 47 estados membros do Conselho de Direitos Humanos.
Mas as organizações não-governamentais (ONG) têm vindo a aumentar a pressão pata que o principal órgão de luta pelos direitos humanos da ONU se interesse pela situação na Rússia e na região de Xinjiang, no noroeste da China, onde Pequim é acusada de crimes contra a humanidade.
Os países ocidentais acabaram por conseguir as acusações, que terão duas fases.
Na semana passada, os países membros da União Europeia (UE), exceto a Hungria, apresentaram um projeto de resolução pedindo ao Conselho a nomeação de um relator especial para monitorar a situação dos direitos humanos na Rússia pelo período de um ano, iniciativa que Moscovo considerou como “politicamente tendenciosa”.
A medida ocorre no meio das preocupações ligadas à intensificação da repressão na Rússia, à medida que a guerra continua na vizinha Ucrânia.
Hoje, foram os Estados Unidos, apoiados pelo Reino Unido, Canadá, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega, que lançaram um projeto de resolução para solicitar um debate no Conselho, a realizar em fevereiro e março de 2023, sobre os direitos humanos situação em Xinjiang.
Outros países, no entanto, poderão copatrocinar o texto nos próximos dias.
Nas discussões gerais, o embaixador checo no Conselho de Direitos Humanos, Vaclav Balek, falando em nome da UE, enfatizou que os 27 pediram ao órgão na ONU que fiscalize e avalie de perto a situação dos direitos humanos na China.
O texto, muito breve, toma nota “do interesse na avaliação” publicada a 31 de agosto pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Região Autónoma Uigur de Xinjiang.
“Este Conselho deve ser capaz de discutir o relatório e o respetivo seguimento deve ser igual às conclusões”, disse hoje o embaixador francês na comissão, Jérôme Bonnafont.
Há vários anos que a China foi acusada — com provas físicas e documentais — por países ocidentais e organizações de direitos humanos de ter trancado em Xinjiang mais de um milhão de uigures e outros membros de minorias muçulmanas, incluindo cazaques, em campos de detenção.
Pequim rejeita as acusações, alegando combater o terrorismo e garantir o desenvolvimento da região.
No relatório, o alto-comissário Bonnafont não fala de genocídio, mas evoca possíveis “crimes contra a humanidade” e “provas credíveis” de tortura e violência sexual, instando a comunidade internacional a agir.
Pequim rejeitou veementemente as acusações e acusou a ONU de se tornar “serva e cúmplice dos Estados Unidos e do Ocidente”.
Nas últimas semanas, nos bastidores em Genebra, a China exerceu pressão significativa sobre os países para tentar evitar qualquer iniciativa contra Pequim.
“Não temos medo”, disse na semana passada o diretor do Gabinete de Comunicação de Xinjiang, Xu Guixian.
“Estamos prontos para lutar”, assegurou Guixian à imprensa em Genebra, garantindo que achina irá tomar “contramedidas apropriadas”.
As duas resoluções serão submetidas à votação dos 47 Estados membros do Conselho a 06 ou 07 de outubro.
No entanto, as sondagens nesse sentido não permitem um resultado claro para ambos os lados.
Sem surpresa, durante os debates de hoje, em Genebra, Rússia e China receberam apoio de países como Cuba e Venezuela, que se opõem firmemente a qualquer interferência do Conselho.
Outros países, como o Paquistão, de maioria muçulmana, também argumentaram que a questão de Xinjiang continua a ser uma questão de “assuntos internos” da Rússia.
Quanto aos países africanos membros do Conselho, que os Estados ocidentais regularmente conseguem convencer, têm primado pelo silêncio. Apenas o representante do Malawi, Mathews Gamadzi, falou lamentando que o Conselho esteja “paralisado pela politização”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-e-china-sentam-se-pela-primeira-vez-no-banco-dos-reus-no-conselho-de-direitos-humanos/
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Magnata russo conhecido como o ‘chef de Putin’ admite ter criado Grupo Wagner
Por Filipe Pimentel Rações em 16:29, 26 Set 2022
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Yevgeny Prigozhin, um milionário russo e um dos aliados mais próximos do Presidente Vladimir Putin, admitiu esta segunda-feira ter criado a organização de mercenários conhecidas como Grupo Wagner.
Após vários anos a negar qualquer ligação ao grupo, e tendo já processado órgãos de comunicação social, como o ‘Bellingcat’, por traçarem associações entre ele e a organização, o homem que é conhecido como o ‘Chef de Putin’, por fim, confirma as suspeitas, embora já se tomasse como certo que liderava o Grupo Wagner.
Dessa forma, Prigozhin estabelece uma ligação direta entre a organização de mercenários e o Kremlin, apesar de o Presidente russo sempre ter negado qualquer envolvimento do grupo nas operações militares da Rússia.
Relata a imprensa internacional que o oligarca confessou ter criado do Grupo Wagner para enviar para a região do Donbass, na Ucrânia, em 2014, combatentes competentes, no mesmo ano em que a Rússia anexou a península da Crimeia, pertencente ao país vizinho.
Prigozhin adianta que “no dia 1 de maio de 2014, um grupo de patriotas nasceu, que mais tarde adquiriu o nome de BTG Wagner”, cita o ‘Politico’, acrescentando o oligarca que a organização já atuou na Síria, em África e na América Latina, regiões onde a Rússia tem interesses estratégicos.
No entanto, apesar de ter confirmado que o Grupo Wagner esteve presente na Ucrânia em 2014, o líder não confirmou que estivessem nesse país agora mesmo, a combater ao lado dos soldados russos. Ainda assim, me março deste ano, a Defesa do Reino Unido tinha informado que cerca de mil mercenários russos teriam sido enviados para as regiões orientais da Ucrânia para suportar a máquina de guerra de Putin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/magnata-russo-conhecido-como-o-chef-de-putin-admite-ter-criado-grupo-wagner/
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Ucrânia: Estados Unidos anunciam pacote de mais de 450 milhões de euros para financiar agências de segurança
Por MultiNews Com Lusa em 17:54, 26 Set 2022
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Os Estados Unidos anunciaram hoje uma nova ajuda à Ucrânia de 457,5 milhões de dólares (soma idêntica em euros) para financiar agências de segurança, incluindo polícias, guardas de fronteira e investigadores de crimes de guerra.
“As nossas remessas de equipamentos de proteção, equipamentos médicos e veículos blindados reduziram significativamente o número de mortes entre civis ucranianos”, explicou o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, quando anunciou esta ajuda.
“Os Estados Unidos estão com o povo ucraniano e continuam comprometidos em apoiar uma Ucrânia democrática, independente e soberana”, acrescentou o Departamento de Estado, em comunicado.
Este novo pacote, que eleva a ajuda total dos EUA às forças de segurança ucranianas para 645 milhões de dólares (soma semelhante em euros), soma-se aos milhares de milhões de dólares em ajuda militar que Washington enviou para Kiev.
Recentemente, as autoridades ucranianas anunciaram a descoberta de centenas de sepulturas numa floresta perto da cidade de Izium, que esteve em mãos russas e foi retomada pelas forças ucranianas.
Os corpos de 447 pessoas, a maioria civis, foram encontrados, alguns mostrando sinais de tortura, alegadamente vítimas de violência de soldados russos.
Na passada semana, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou à Assembleia Geral da ONU sobre a descoberta de duas novas valas comuns em zonas libertadas da ocupação russa e exigiu que a Rússia fosse “punida” por esses crimes de guerra.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-estados-unidos-anunciam-pacote-de-mais-de-450-milhoes-de-euros-para-financiar-agencias-de-seguranca/
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Putin concede cidadania russa a Edward Snowden
MadreMedia
26 set 2022 17:18
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente russo Vladimir Putin concedeu esta segunda-feira a cidadania russa a Edward Snowden, ex-analista da CIA, que recebeu asilo político naquele país, em 2013.
Snowden, refira-se, ficou conhecido por divulgar informações confidenciais da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, quando ainda era funcionário da CIA.
As autoridades norte-americanas há muito que exigem a entrega do agora cidadão russo de 39 anos para enfrentar um julgamento, dado que é acusado de atos de espionagem.
Snowden foi assim um dos 75 estrangeiros cuja nacionalidade foi então concedida esta segunda-feira, de acordo com o site oficial do governo. O ex-analista havia realizado este pedido de cidadania em 2020.
O advogado de Edward Snowden, Anatoly Kucherena, revelou à agência de notícias estatal russa RIA Novosti que a sua mulher, Lindsay Mills, uma americana que mora com Snowden na Rússia, também solicitará um passaporte russo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-concede-cidadania-russsa-a-edward-snowden
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Zelensky e ucranianos entre os nomeados para o Prémio Sakharov 2022
MadreMedia / Lusa
26 set 2022 22:00
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o povo e as organizações civis ucranianas estão nomeadas para a edição de 2022 do Prémio Sakharov, do Parlamento Europeu, pela contribuição extraordinária para proteger a liberdade de consciência, foi hoje anunciado.
Trata-se da mais alta homenagem prestada pela União Europeia ao trabalho em matéria de direitos humanos.
Também indicados ao galardão, cujo vencedor será anunciado na terceira semana de outubro, estão, segundo o Parlamento Europeu, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, a jornalista morta durante uma operação israelita na Cisjordânia ocupada, Shireen Abu Akleh, a Comissão da Verdade colombiana e a líder indígena e ativista brasileira Sonia Guajajara.
Com quatro dos sete grupos políticos a mostrarem a apoio à Ucrânia, o prémio provavelmente deverá ser atribuído a Zelensky ou ao povo ou as organizações civis ucranianas.
Embora esses quatro grupos concordem que a cidadania ucraniana seja reconhecida pelo prémio, há uma divisão sobre quem deve ser a cara que os representa.
O grupo do Partido Popular Europeu e os Conservadores e Reformistas manifestam-se a favor de que o prémio seja dado ao chefe de Estado da Ucrânia, num reconhecimento à sua coragem em se manter no país e por ser “uma inspiração para todos os ucranianos que resistem e também para todos os europeus”.
Em contraste, os sociais-democratas e os liberais do Renovar a Europa estão comprometidos com o povo ucraniano, sendo representado por “iniciativas da sociedade civil” e “instituições estatais e públicas que fornecem ajuda de emergência” e defendem e protegem os direitos humanos, as liberdades e a democracia.
Os Verdes, por sua vez, apresentaram a candidatura da líder brasileira Sonia Guajajara, cujo trabalho se concentra na proteção do direito dos povos indígenas, tornando-se alvo de perseguições – e criminalizada – por parte de agentes do Estado.
A esquerda europeia ainda indicou a Comissão Colombiana da Verdade, uma das três instituições que compõem o Sistema Integral de Verdade, Justiça, Reparação e Não Repetição da Colômbia, criado no acordo de paz de 2016 para defender os direitos de milhões de vítimas da guerra civil colombiana.
Também foi nomeado a jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, assassinada em maio, enquanto cobria uma operação militar israelita num campo de refugiados em Jenin, após 25 anos a trabalhar para rede de televisão Al Jazeera, tendo se tornado numa figura de destaque no mundo jornalismo e defensora da liberdade expressão.
Outro grupo de eurodeputado optou por apresentar a candidatura de um dos fundadores do WikiLeaks, Julian Assange, acusado pelos Estados Unidos de 20 crimes por informações e documentos expostos ‘online’.
Desde 1988, o Parlamento Europeu atribui o Prémio Sakharov, um galardão em homenagem ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov e com um valor de 50.000 euros.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-e-ucranianos-entre-os-nomeados-para-o-premio-sakharov-2022
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Guerra na Ucrânia: Referendos de adesão à Rússia nos territórios ocupados terminam esta terça-feira
Francisco Laranjeira em 06:30, 27 Set 2022
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Terminam esta 3ª feira os referendos sobre a integração na Federação Russa de Donbass e Lugansk – nas regiões de Donetsk e Kherson a votação presencial ocorrerá apenas hoje.
Estes referendos, com o modelo daquele que formalizou a anexação da península ucraniana da Crimeia (sul) pela Rússia em 2014, denunciados pela comunidade internacional, têm estado a ser preparados há vários meses. Nenhuma das regiões é totalmente controlada pela Rússia e a hipótese da sua integração em território russo representaria uma grande escalada no conflito, que dura há quase oito meses.
O referendo nos territórios ocupados por Kiev foi considerado uma “farsa” tanto por ucranianos e ocidentais. As autoridades separatistas de Donetsk e Lugansk, no entanto, já o declararam válido – de acordo com as autoridades pró-Rússia locais, a participação atingiu 76,09% no terceiro dia de votação em Lugansk e ultrapassou 50% em Donetsk. Mais de 850 mil pessoas foram às urnas.
Para a presidente da Câmara Alta do Parlamento russo (Duma), Valentina Matviyenko, os residentes das áreas ocupadas estão a votar “pela vida ou morte.”
Volodymyr Zelensky, depois de reiterar nos últimos dias que os referendos em andamento em Donbass, Kherson e Zaporizhia são “falsos”, garantiu, em entrevista à televisão americana ‘CBS’: “O Governo russo pode anunciar oficialmente que o referendo” nos territórios ocupados da Ucrânia “é terminar e anunciar os resultados”.
No entanto, isso vai “tornar impossível continuar qualquer negociação diplomática com o presidente da Federação Russa e ele sabe muito bem”, explicou, ressalvando que “este é um sinal muito perigoso do presidente Putin, que nos diz que Putin não vai acabar com esta guerra”, concluiu Zelensky.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/guerra-na-ucrania-referendos-de-adesao-a-russia-nos-territorios-ocupados-terminam-esta-terca-feira/
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Russos desesperados para não ir para a linha da frente
27 de setembro 2022 às 08:20
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Fonte de imagem: AFP
O peso da mobilização tem recaído sobre as repúblicas mais pobres. Os russos mais ricos sempre fugiram ao horror da tropa e das suas praxes brutais, ou Dedovshchina.
É cada vez mais claro que a mobilização militar parcial ordenada por Vladimir Putin será mais caótica e menos seletiva do que este prometeu. Até legisladores ou jornalistas de órgãos estatais russos se começam a queixar em público – apontando o dedo não ao Kremlin, claro, mas sim a administrações regionais.
Com isso cresce a fúria de muitos russos, que não querem arriscar a vida por um esforço de guerra que parece condenado, assistindo-se a sucessivos ataques a centros de recrutamento.
O desespero é tal que um jovem se imolou num centro de recrutamento, este domingo, em Ryazan, a sudeste de Moscovo, mostra um vídeo divulgado pelo jornal independente russo Novaya Gazeta. Testemunhas contaram ao canal local YA62 que o jovem, enquanto derramava líquido para isqueiro sobre a cabeça, soltava gargalhadas e gritava: “Não quero ir para a guerra”. Acabando por ficar com 90% do seu corpo coberto por queimaduras.
No dia seguinte, um homem armado com uma caçadeira de canos serrados, vestido de camuflado, foi filmado a abrir fogo no centro de recrutamento de Ust-Ilim, na distante região siberiana de Irkutsk. Um oficial, Alexander Yeliseyev, ficou em estado crítico, sendo atingido à queima-roupa logo após fazer um discurso para explicar a um grupo de recrutas que iam ser mandados para a Ucrânia, avançou o media regional Lyudi Baykala, citado pelo Guardian.
“Ninguém vai a lado nenhum”, gritou o atirador antes de disparar, tendo sido identificado como Ruslan Zinin. Este habitante local, de 25 anos, nem sequer recebera uma carta de alistamento, contou a mãe de Zinin, Marina, ao site noticioso independente Astra.
Mas estava “muito perturbado” por ter descoberto no dia anterior que o seu melhor amigo morrera em combate na Ucrânia. E ficara furioso ao saber que vários dos seus amigos receberam ordens para se apresentar no centro de recrutamento, mesmo não tendo qualquer experiência militar, apesar de Putin ter prometido que a mobilização seria parcial, aplicando-se apenas a reservistas.
Desde o primeiro momento da guerra que o Kremlin era acusado de colocar dezenas de milhares de reservistas na linha da frente na Ucrânia, apesar da legalidade dúbia disso, por se tratar de uma suposta “operação militar especial”. Agora, com a mobilização militar parcial, o regime de Putin já tem alguma cobertura legal para essa prática expandindo-a. E, para mais uma vez, de abusar desse mandato, desta vez chegando a ordenar que manifestantes contra a guerra fossem para a linha da frente, acusou a OVD-Info.
Esta ONG de defesa dos direitos humanos já registou pelo menos 15 casos de manifestantes que receberam os seus papéis de recrutamento quanto foram detidos por protestar. É uma prática que não é nova – cá em Portugal, nos tempos da Guerra Colonial, era bem sabido que muitos dos jovens apanhados quando regressavam de França, após fugirem, eram mandados para a Guiné, o teatro mais duro do conflito – e parece ter como objetivo intimidar e calar vozes dissonantes.
“Eu estava pronto para o habitual: ser detido, levado para a esquadra da polícia e ir a tribunal”, explicou Mikhail Suetin, um ativista de 29 anos, que é uma presença habitual nos protestos contra o regime em Moscovo, em declarações à France Press. “Mas dizerem-me: ‘Amanhã vais para a guerra’... Isso foi uma surpresa”, admitiu Suetin, que foi ameaçado com dez anos de prisão caso não combatesse. Entretanto foi libertado, após recusar, e espera o desfecho do seu processo.
Miséria e praxes brutais Na Rússia, o peso do serviço militar sempre recaiu sobre as populações das repúblicas mais pobres, no norte do Caucaso, na Sibéria ou nas vizinhanças da Mongólia. É destas regiões que é oriundo o grosso das forças profissionais russas, procurando aqui melhores melhores condições de vida. E estas minorias também estão desproporcionalmente presentes entre os recrutas não-voluntários.
Desde sempre que muitos russos fazem tudo para evitar cumprir o serviço militar, escapando a condições terríveis e às brutais praxes das forças armadas da Rússia, mais conhecidas por dedovshchina, qualquer coisa como “governo dos avós”. Ainda há dois anos uma reportagem do Moscow Times expunha como soldados russos eram alvos de todo o género de abusos nestas praxes, incluindo espancamentos, extorsão e até violações.
Um soldado chegou ter a sua testa cortada com uma lâmina de barbear pelos camaradas, ficando a ler-se a palavra russa para “pénis”. O jovem acabou a suicidar-se com a sua AK-47, num caso que chocou a Rússia. Outro recruta abateu a tiro oito militares, explicando que o fizera em retaliação a abusos constantes e ameaças de violação.
Quem foge a isto mais facilmente são os mais ricos. Isenções do serviço militar “podem ser conseguidas por motivos de saúde ou por estudar na faculdade”, lê-se no Economist. “Outra maneira de escapar ao recrutamento é subornar alguém. Recrutadores e médicos frequentemente vezes falsificam isenções pelo preço certo. Muitos russos de classe média pagam”.
Talvez por isso Putin tenha hesitado em anunciar uma mobilização geral, teoricamente poupando gente sem experiência militar e estudantes. “Com altos níveis de evasão do recrutamento entre as famílias mais prósperas, ao chamar aqueles com anterior experiência militar permite ao Kremlin evitar mobilizar os filhos da elite urbana”, explicou a Foreign Policy. Porque esses “provavelmente desencadeariam protestos contra a guerra que o resto do público russo”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781815/russos-desesperados-para-nao-ir-para-a-linha-da-frente
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Como a Língua nos ajuda a entender a guerra na Ucrânia
MadreMedia
27 set 2022 09:42
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Popular olha para a igreja de Izyum, na região de Kharkiv, danificada por um míssil. Juan BARRETO / AFP
A situação linguística da Ucrânia é complexa e tem uma relação bastante rígida com a identificação nacional. Aqui, Serguéi Lúnin explica-nos como evoluiu a Língua ao longo dos séculos e, com ela, a identidade de uma nação.
1. A diversidade linguística da Ucrânia
Durante séculos, a divisão linguística da Ucrânia foi tanto regional como social. A maioria da população, até aos tempos da Guerra Fria, sempre falou ucraniano e viveu no campo.
Também para o Este e o Sul, durante a colonização tardia, imigraram russos, alemães, gregos, búlgaros, romenos, albaneses, judeus, suecos, etc., mas eram uma minoria, mesmo todos juntos. Sou descendente dos camponeses russos que imigraram para o Sul, mas não nasci ali. Antes da segunda metade do século XVII, o Este e, antes do século XIX, o Sul foram um país diferente: de nómadas turcomanos com, até o século XIII, restos de população que falava alano (uma língua que também foi falada na Península Ibérica). É na fronteira com este Wild East, sempre em guerra, que se formou a cultura única dos cossacos.
A maioria camponesa falava ucraniano, mas não era o caso da aristocracia, dos funcionários, da burguesia. A Polónia na primeira metade do século XVII controlava quase todas as terras onde viviam ucranianos. Já a aristocracia, mesmo se não era polaca, aceitou gradualmente a língua, a religião e a cultura polacas. Ao mesmo tempo a exploração dos camponeses pelos donos de terras intensificou-se. Muitos judeus imigraram para as cidades e vilas e monopolizaram vários negócios. A Ucrânia estava em vias de se tornar uma Polónia Oriental, mas a situação foi muito exacerbada pelo conflito religioso e social. Os camponeses e os cossacos que falavam ucraniano e pertenciam à Igreja Ortodoxa sentiram-se oprimidos pelos católicos polonófonos e judeus.
No ano 1648 tudo mudou. Através da rebelião de cossacos estabeleceu-se no Wild East um estado ucraniano separado, purificado, por assim dizer, dos polacos e judeus. Mas as regiões velhas, no Oeste, ficaram sob o domínio da Polónia. Na mesma época, uma região quase deserta a este da fronteira com a Rússia (onde nasci e vivo) foi colonizada por uma multidão de ucranianos refugiados e um punhado de russos.
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Legenda: Riscas vermelhas: representam os territórios dependentes do Canato da Crimeia; Riscas roxas: representam os territórios dependentes do império Otomano; Riscas azuis: representam os territórios dependentes da comunidade Polaco-Lituana; Riscas verdes: representam os territórios dependentes do Czarato da Rússia /Império Russo; Pontos amarelos representam a fronteira oriental do Sacro Império Romano-Germânico; Riscas azuis claras seguidas de azul mais escuro representam o Condomínio do Reino da Polónia e do Grão Ducado da Lituânia.
2. Entre o polaco e o russo
Naquela época coexistiam na Ucrânia várias línguas, incluindo polaco, eslavo eclesiástico, latim, grego. As línguas antigas, como na Europa Ocidental, eram conhecidas apenas por uma pequena minoria. Mas o polaco durante algum tempo competiu com o ucraniano mesmo no estado cossaco, onde já não moraram polacos. Como em Portugal, a língua do inimigo era usada contra o mesmo inimigo: imprimiram-se textos contra o catolicismo em polaco.
O estado cossaco optou pela Rússia com que compartilhava a religião e a língua de alta cultura (a eslava eclesiástica). O clero ucraniano integrou-se na sociedade russa com facilidade, já que tinha mais educação do que o russo, e o czar sentia que a Rússia era uma nação atrasada. O papel do clero ucraniano na formação da ideia da nação russa comum (de russos, ucranianos e bielorussos) foi muito importante. A língua desta nação afastou-se gradualmente do eslavo eclesiástico e, embebida de elementos da língua russa popular, chegou ao ponto em que se tornou a língua literária russa moderna. A contribuição de um ucraniano, Gogol, foi uma das mais importantes.
Quanto à nova aristocracia cossaca, procurava preservar a autonomia do seu estado dentro da Rússia — mas falhou. Integrou-se na aristocracia russa e, ao mesmo tempo, uma parte dela criou o projeto nacional ucraniano moderno e a língua ucraniana literária moderna, baseada diretamente na língua do povo. É um ponto importante: o nacionalismo ucraniano surgiu aqui, no Leste, nas cidades de Kharkiv, Poltava, Chernihiv, e foi inspirado em grande parte pelo nacionalismo europeu, especialmente o de Herder.
Foi uma situação típica e paradoxal: as massas camponesas, que falavam ucraniano, não tinham um sentimento nacional formado, e uma minoria das classes altas que o tinha, precisava de competir pelas almas com o império que se nacionalizava ao mesmo tempo (o processo em que participava a maioria destas mesmas classes altas).
Foi naquela época (na primeira parte do século XIX) que o processo atravessou o rio Dnipro. No Oeste nada mudara: mesmo sob o domínio do império russo a aristocracia católica polonófona e a burguesia judia dominavam totalmente a vida social. Mas em 1772 aconteceu um evento importante: o império austríaco anexou uma parte daquele território, isto é a Galícia (e duas outras terras pequenas também).
3. O nacionalismo ucraniano e a repressão da língua
A Galícia ficava sob a dominação cultural polaca (com a competição alemã) e estava protegida do império russo administrativamente. Porém, quando a nova elite ucraniana da Galícia (filhos de padres greco-católicos) descobriu o nacionalismo, viu três opções: não apenas a polaca, mas também duas importadas do Leste: a russa e a ucraniana. A parte que escolheu a opção ucraniana chegou para criar um porto de abrigo para o nacionalismo ucraniano que já se tinha formado no Leste.
Durante um longo tempo o combate espiritual entre os dois impérios — o russo, com estado, e o polaco, sem estado, mas com uma elite vigorosa — era a única coisa que preocupava São Petersburgo, no Oeste. Já no Leste e no Sul tudo parecia calmo: aristocracia era quase totalmente russófona, nas cidades formaram-se comunidades russas, os judeus gradualmente secularizavam-se e também optavam pela língua russa.
Porém, no ano 1863 o império viu no movimento ucraniano um problema. Cometeu o mesmo erro que Putin está a cometer agora: tentou submeter o nacionalismo à força e provocou uma resistência cada vez mais forte. O governo não quis gastar muito dinheiro e assimilar as massas camponesas do modo francês — através da educação obrigatória. A proibição de editar livros e jornais em ucraniano parecia uma opção barata e eficaz, mas provou-se inspiradora para nacionalistas. (Note-se que não foram proibidos todos os livros, mas apenas os destinados às massas.) A opressão mais metódica durou de 1876 até à revolução de 1905. Foi nesta época que foi muito útil o porto de abrigo na Galícia.
Na verdade, os impérios ficaram demasiado robustos. O movimento nacionalista tinha pouca hipótese de vencer no combate espiritual contra a Rússia e mesmo contra o império semiclandestino polaco na Galícia e outras regiões ocidentais. A força deles punha o sentimento nacionalista de lado. A força não apenas policial, mas também dos processos sociais: urbanização, educação de massas, etc.
Por que razão o combate foi espiritual? Porque as fronteiras linguísticas e culturais eram muito porosas. Era fácil imaginar-se ucraniano, polaco ou russo. Durante séculos foi uma escolha, não a predestinação. Isto é a razão de a escolha linguística ter uma relação bastante rígida com a identificação nacional aqui na Ucrânia. É o ponto mais importante.
4. A russificação como política
Nos últimos cinquenta anos antes da Grande Guerra a situação linguística nas cidades aproximou-se gradualmente da moderna: a população crescia rapidamente, o russo tornava-se a língua franca mesmo no Oeste (não na Galícia, claro, onde predominava o polaco). O valor da minoria polaca diminuiu, as massas ucranianas e judias já falavam russo como segunda e até primeira língua. O campo ficou o mesmo, porque o nível da literacia era muito baixo (ao contrário dos séculos XVII e XVIII, quando a guerra religiosa estimulou o desenvolvimento da educação primária mesmo na aldeia).
Naquela época a ideia de nação ucraniana juntou-se naturalmente à ideia do socialismo: as mesmas pessoas procuravam libertação de massas social, espiritual e linguística. Alguns camponeses descobriram as ideias progressistas. Mas as almas da maioria do povo foram dominadas pela propaganda do estado e da igreja, que criaram no início do século XX um movimento protofascista, parecido com o franquismo. Não foi difícil persuadir os camponeses do Oeste (excluindo as terras de Habsburgos, fora do Império Russo) que a única força capaz de os libertar da opressão do latifundiário polaco (e católico) e capitalista judeu era o czar, ortodoxo como eles. Isto, combinado com a judeofobia tradicional, foi a causa principal da penúltima vaga de genocídio nas terras ucranianas, durante a Guerra Civil.
Como disse, os nacionalistas e social-democratas tinham pouca hipótese de vencer. Mas tudo mudou após dois tiros — os de Princip, que mataram o arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria-Hungria. Foi aquele sérvio que criou a União Soviética e o estado ucraniano moderno. O império russo não estava suficientemente preparado para os rigores da Guerra Mundial. Irrompeu a Revolução e os vários movimentos socialistas tomaram as rédeas. Entre eles: o ucraniano e o bolchevique que produziu sistemas parecidos, mas diversos como leninismo, estalinismo, “socialismo desenvolvido” e putinismo.
Graças à Revolução de 1917 nunca mais se repetiu a russificação intensa, como nas últimas décadas do czarismo. A ideia da nação russa comum e da língua russa comum foi arquivada, já a ideia minoritária (mesmo entre os social-democratas do império) que ucranianos e bielorrussos eram povos distintos estabeleceu-se para sempre. Mas as ideias têm vidas complicadas. A derrota decisiva do império pelo leninismo foi abrandada pelos sistemas seguintes e agora o putinismo combina “o socialismo desenvolvido” com o imperialismo pré-revolucionário. Com o retorno gradual da velha ideia imperial também foi lentamente retomada a russificação.
Porém, com o prestígio do ucraniano muito mais alto e a institucionalização muito mais forte do que antes da Revolução, o papel decisivo passou aos fatores sociais: urbanização, industrialização, educação compulsória, cultura de massa. Estas foram as forças que pela primeira vez fizeram as massas mudarem de língua na grande parte.
5. O portunhol da Ucrânia: o súrjic
Não foi uma mudança rápida e definida, tão pouco foi definitiva. A proximidade das duas línguas foi a razão de um bilinguismo quase universal (com a maioria de ucranianos a falar o russo cada vez melhor e uma grande parte de russos e outras etnias, se não a falar, pelo menos a entender o ucraniano) e também foi a razão da predominância na boca das massas da língua de confluência — o súrjic. É homólogo do portunhol: uma língua totalmente funcional, mas sem forma literária e sem qualquer padrão. O súrjic aparecera já na época do czarismo, mas a educação obrigatória e o desenvolvimento da cultura de massa fizeram-no a verdadeira língua maioritária (sem qualquer prestígio e desprezado por muitos, claro). Infelizmente, não há qualquer movimento para elevá-lo a língua literária e os livros escritos em súrjic (às vezes artificial) são raríssimos.
Mas a própria língua ucraniana anda a balançar entre o russo e o polaco. Na Galícia existia também uma língua de confluência polaco-ucraniana, e os restos dela abundam nos textos de escritores naturais de Galícia. Tais escritores são muitos, porque na região as posições do ucraniano ficavam seguras mesmo na péssima época de russificação dissimulada dos anos setenta e oitenta. Pode-se dizer que a União Soviética e a Alemanha nazista fizeram da Galícia uma fortaleza da cultura ucraniana, porque aquela expulsou polacos (o grupo dominante até a Segunda Guerra Mundial) e esta matou muitos judeus, abrindo o caminho para os camponeses povoarem Lviv e outras cidades já depois da guerra.
6. A ucranização durante o leninismo
Mas retornemos ao começo. Porquê uma indigenização tão radical (a ucranização foi uma parte dela), algo impensável na Europa de há cem anos? Porquê aventurar nos anos vinte o que a Espanha iniciou apenas em 1978 e a França tem nenhuma intenção de pôr em prática até hoje?
Para compreender a radicalidade do leninismo deve-se levar em conta o seguinte: durante a Guerra Civil a maioria, mesmo entre os social-democratas russos, não queria reconhecer a independência da Polónia e da Finlândia. A independência — e até a autonomia — da Ucrânia parecia algo como a independência do Algarve.
Primeiro, o leninismo foi uma ideologia mundial. Para alcançar o comunismo planetário, o sistema do poder devia ser purificado do imperialismo russo, criando condições para integrar a Alemanha (o país mais importante para os primeiros bolcheviques) e, necessariamente, a Polónia, a barreira natural em frente dela.
Segundo, mesmo a Ucrânia, tendo ganhado independência provisória durante a Guerra Civil, mostrou a Lenin a importância do fator nacional com a resistência feroz dos rebeldes camponeses, se não do seu exército. Por estas duas razões, a Ucrânia e outras repúblicas foram reconhecidas como estados-nações, com os seus próprios partidos comunistas, fronteiras definidas, etc. A Ucrânia e a Bielorrússia, tendo os seus próprios ministérios das relações exteriores, tomaram parte na fundação da Organização das Nações Unidas. Foi apenas uma formalidade, um truque? Sim, foi. Mas levou à revolução de veludo de 1991. Quando o partido comunista perdeu o poder, não havia nenhum impedimento formal de proclamar a independência. Um ponto muito importante: a Ucrânia moderna surgiu como estado-nação há mais de cem anos e não em 1991.
Na área de política linguística já não se pode falar em truques. A indigenização foi uma das causas maiores de preservação das línguas minoritárias mesmo com a russificação a ser retomada pouco a pouco. Porquê? Pela primeira vez as massas passaram a ser educadas obrigatoriamente — e não foi na língua do império, mas na sua própria língua. Nos anos vinte e trinta, a indigenização tinha dois níveis: no nível nacional desenvolvia-se a ucranização, mas no nível local foram tratadas com o mesmo respeito tais línguas como iídiche, polaca, russa, alemã, grega, búlgara, etc.
Aquela época também era a primeira em que a cultura de massa começou a ganhar importância. Toda a gente lia jornais e ouvia rádio. Depois da Segunda Guerra Mundial toda a gente começou a ver televisão, com a programação da emissora nacional e das emissoras regionais ficar na grande parte em ucraniano. As emissoras de Moscovo tiveram muito mais prestígio, claro.
7. O prestígio do russo durante a União Soviética
O prestígio é uma das palavras-chaves. Com cada década passada, especialmente na época do “socialismo desenvolvido”, teria sido mais difícil viver na Ucrânia sem perfeito domínio do russo. Mas era possível. Muito dependia da região, claro. Nas regiões ocidentais (na Galícia e em algumas em redor dela) mesmo nos anos setenta e oitenta era totalmente possível andar na escola, aprendendo russo como uma língua semi-estrangeira, ler apenas livros ucranianos, ouvir rádio e ver TV só em ucraniano, depois procurar trabalho mesmo na cidade de Lviv, etc. Mas o prestígio do russo influenciava as mentes cada vez mais fortemente — e a gente que agora está a reclamar a proibição total da língua e da cultura russas há quarenta anos, na grande parte, falava russo (na rua se não em casa) e tinha cartões de membro do Partido Comunista.
Esqueci dois acontecimentos com o impacto mais profundo: o grande terror e a grande fome artificial dos anos trinta. Há uma opinião difundida de que aquelas tragédias quase acabaram com a ucranização. Não foi o caso. O terror atingiu gente letrada em toda a União Soviética. O problema foi a nova nação ucraniana não ter uma classe educada firmemente estabelecida. A morte prematura de muitos dos seus representantes teve consequências drásticas para a cultura, sim — mas não para a língua. A qualidade da produção artística sofreu, mas o terror não reduziu o volume da produção em ucraniano. Não foi um problema sociolinguístico.
A grande fome foi uma parte da grande guerra contra a aldeia. O seu alvo foi usar as massas camponesas para industrialização e urbanização (e explorar o resto nos colcozes como escravos). Foram estes fatores sociais que causaram a mudança linguística profunda, como já disse acima. Há um mito de que as aldeias mais ou menos vazias foram repovoadas por camponeses russos — mas isto é uma simples mentira.
8. O retrocesso das línguas minoritárias
Na política linguística dos anos trinta houve apenas um retrocesso significativo: o cancelamento da indigenização no nível local. Ao mesmo tempo o grande terror incluiu as chamadas “operações nacionais” que dizimaram comunidades como a polaca, a alemã, a grega. Uns anos depois, os nazis mataram um milhão de judeus ucranianos. Aquilo e a onda de antissemitismo dos últimos anos de estalinismo quase acabaram com a riquíssima cultura na língua iídiche (mas mesmo neste caso os fatores internos foram tão importantes como a violência externa, com muitos judeus simplesmente a mudar de iídiche para russo).
Já no caso da língua ucraniana não se vê nenhuma ligação direta entre as tragédias acima mencionadas e a russificação. O ponto alto da ucranização foi o estabelecimento de liceus onde se ensinava tudo em ucraniano (apenas liceus agriculturais e pedagógicos). Isto aconteceu na metade dos anos trinta, isto é, depois da primeira onda do terror e depois da grande fome.
Como já disse, antes da dissolução da União Soviética não houve nenhuma volta definitiva à russificação. Apenas um enfraquecimento gradual da ucranização — com os fatores sociais a terem um papel mais importante do que a política do estado.
9. A independência e o prestígio russo na Ucrânia
Poderíamos pensar que tudo mudou com a independência de 1991. Não foi exatamente o caso. A lei que tornou o ucraniano a língua nacional foi votada em 1989, dois anos antes da dissolução da União Soviética, e permaneceu em vigor até 2012.
Um ponto importante: na Europa, não há nenhum país em que 30% da população tenha uma língua reconhecida como a sua língua materna, mas que fique na posição de uma língua minoritária e indesejável. Porém, o único censo na Ucrânia independente (o de 2001) mostrou que 30% chamavam o russo a sua “língua nativa”. O termo “língua nativa”, em uso corrente na Ucrânia, é tão ambíguo que, na verdade, é inadequado. Umas pessoas pensam na sua primeira língua como “nativa”, outras — na língua dos seus antepassados, mesmo sem dominá-la totalmente ou usando-a apenas como língua segunda.
A verdadeira percentagem de pessoas que falavam única ou predominantemente o russo no dia a dia em 2001 devia ser muito mais elevada do que 30%. Mas não nos podemos esquecer do súrjic. Estando ele na boca de milhões, pouca gente iria responder que falava súrjic, mesmo se a pergunta tivesse sido feita. O súrjic e o bilinguismo tornam a fronteira linguística muito porosa e até imaginária. Na verdade, trata-se não de realidade linguística mas de identificação com uma ou outra língua.
Na recusa em reconhecer o russo como a segunda língua oficial, Ucrânia juntou-se a países como o Paquistão e a Indonésia que têm tais línguas indesejáveis (e a percentagem dos falantes é ainda maior: de 40%). Porém — outro paradoxo — o estatuto oficial do ucraniano não pôs fim à russificação gradual e a importância deste estatuto oficial até aos últimos anos foi grande, mas menor do que parece de fora.
Nos anos noventa o papel dos processos sociais, mencionados acima, tornou-se o mais evidente. Continuava a urbanização. A cultura de massa ganhou uma relevância inimaginável nos tempos soviéticos. Com o prestígio do ucraniano a crescer, o prestígio do russo permanecia quase o mesmo.
10. A guerra de Putin e os direitos dos russófonos
A verdadeira mudança linguística que vemos agora, com o ucraniano a ganhar terreno rapidamente e o russo proclamado “a língua de inimigo” não oficialmente, mas na opinião de muitos, tem pouco que ver com a independência de 1991. A sua razão principal é outra: as repetidas tentativas de Putin de subjugar a Ucrânia de alguma maneira. Espero que todos saibam que a invasão russa na Ucrânia começou não em Fevereiro último, mas há oito anos — no início de 2014. Mas a primeira tentativa de pôr o nosso país sob o controlo do Kremlin ocorreu nos primeiros anos do século XXI. Usando pressão ardilosa, já no ano 2002 Putin fez com que fosse nomeado como primeiro-ministro ucraniano o seu fantoche — Víctor Ianukóvitch.
A Revolução Laranja foi exatamente a reação contra este ato de guerra híbrida. Anos depois, quando Ianukóvitch, já como o presidente ucraniano, perdeu a sua legitimidade, primeiro, com a reforma constitucional ilícita e, segundo, com a tentativa de fazer a Ucrânia um satélite da Rússia, ocorreu a segunda revolução deste tipo. Não foi nada um golpe de estado.
Infelizmente, desta vez Putin não queria reconhecer o seu insucesso e começou a guerra com a invasão da Crimeia. A sua agressão foi a única razão da mudança drástica do clima social. Na Ucrânia de há vinte anos havia muito pouco chauvinismo, mas não foi o caso há três anos. Antes de setembro de 2017 todas as acusações de discriminação de russófonos na Ucrânia da parte do Kremlin eram uma simples mentira. Mesmo sem o estatuto da segunda língua oficial o russo tinha tanto prestígio e era usado tão frequentemente que era de facto a segunda língua nacional. Porém, o presidente Porochenko, que quis usar a onda de chauvinismo para ganhar as eleições, apoiou a lei sobre educação de 2017. Esta lei, pela primeira vez, reduziu os direitos de uma grande parte da população ucraniana em função da sua origem étnica e da sua língua. Já tenho menos direitos do que os húngaros ucranianos e estes têm menos direitos do que as pessoas de etnia ucraniana.
A lei está a desacordo com a constituição ucraniana e mesmo com o código penal. Segundo este, tal discriminação é um crime. Mas a lei entrou em vigor e no ano 2019 foi votada mais uma lei anticonstitucional, a da língua ucraniana. Esta outra lei introduz a discriminação em muitas áreas fora da educação. Não espero nada de bom após a vitória ucraniana nesta guerra já não híbrida e muito mais terrível. Com tanta gente a sofrer, a nova onda de chauvinismo pode tornar-se bastante danosa para nós — a comunidade russófona da Ucrânia. A comunidade que na sua maioria está a defender o país tão fortemente como os falantes do ucraniano.
Repito que o único responsável pela situação é Putin. Com a sua pretensa proteção da língua russa não apenas matou milhares de russófonos ucranianos mas também fez as posições da língua na Ucrânia muito mais fracas. Com a sua pretensa desnazificação, Vladimir Putin tornou o sentimento chauvinista, quase inexistente na Ucrânia de há vinte anos, muito mais vigoroso. Se a Ucrânia de 2023 aceitar como o seu lema “nada contra a nação, tudo pela nação”, quem deve ser culpado é aquele que não quer acreditar sequer na existência da nação ucraniana.
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Serguéi Lúnin é russófono da Ucrânia Oriental. Nasceu e vive na cidade de Khárkiv. Frequentemente usa o ucraniano para escrever textos, dar entrevistas, conduzir apresentações.
Formou-se na universidade de Kharkiv, a mais antiga universidade do país que existe sem interrupções drásticas. É historiador e tradutor que trabalha com inglês e português.
Como historiador, tem duas principais áreas de trabalho: 1) os rebeldes camponeses ucranianos durante a Guerra Civil de 1917–1921; 2) o conflito linguístico em vários países, incluindo o Portugal de quinhentos, seiscentos e oitocentos, e a sua relação com o processo de criação de nações.
Já durante a guerra, saiu na Rússia um livro ucraniano sobre a luta de rebeldes nacionalistas de 1920 contra os bolcheviques, traduzido e amplamente comentado pelo Serguéi. Também escreveu o primeiro artigo académico em ucraniano sobre o conflito linguístico norueguês.
Foi tradutor das conhecidas obras Chernobyl: History of a Tragedy e The Gates of Europe: A History of Ukraine, de Serhii Plokhy (traduziu ainda várias outras obras do autor).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/como-a-lingua-nos-ajuda-a-entender-a-guerra-na-ucrania
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Putin pode anunciar formalmente a anexação dos territórios ocupados na Ucrânia já esta sexta-feira
Por Francisco Laranjeira em 10:47, 27 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-5.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente Vladimir Putin poderá anunciar formalmente a adesão dos territórios ocupados da Ucrânia esta sexta-feira, durante o discurso programado para as duas casa do Parlamento russo, garantiu esta terça-feira o Ministério da Defesa britânico, na última atualização do relatório dos serviços de Inteligência.
“Existe uma possibilidade realista de que Putin use o seu discurso para anunciar formalmente a adesão das regiões ocupadas da Ucrânia à Federação Russa. Os referendos atualmente em andamento nesses territórios estão programados para terminar a 27 de setembro [hoje]”, pôde ler-se na publicação.
“É quase certo que os líderes russos esperam que qualquer anúncio de adesão seja visto como uma defesa da ‘operação militar especial’ e consolide o apoio patriótico ao conflito. Essa aspiração provavelmente será prejudicada pela crescente conscientização interna dos recentes reveses da Rússia no campo de batalha e um desconforto significativo sobre a mobilização parcial anunciada na semana passada”, continuou.
(https://i.ibb.co/SPkCJKy/Captura-de-ecr-2022-09-27-113532.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-pode-anunciar-formalmente-a-anexacao-dos-territorios-ocupados-na-ucrania-ja-esta-sexta-feira/
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Putin refugia-se em palácio secreto após anunciar mobilização parcial
CNN Portugal , HCL
Ontem às 19:34
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/632ab0dc0cf26256cd36bdb3/1024.jpg)
Fonte de imagem: cnnportugal.iol.pt
Edifício fica entre Moscovo e São Petersburgo e até tem um edifício termal de três andares
Num momento em que a mobilização parcial decretada por Vladimir Putin gerou vários protestos violentos em várias cidades e levou milhares de cidadãos a fugirem da Rússia para não participarem na guerra na Ucrânia, o presidente russo decidiu refugiar-se num complexo palaciano secreto a meio caminho entre Moscovo e São Petersburgo.
A notícia está a ser avançada por vários media internacionais, baseados em informações apuradas pela jornalista independente russa Farida Rustamova, que cita três fontes próximas da agenda presidencial.
Putin terá viajado para este complexo de luxo, que se situa dentro de uma floresta, na quarta-feira e tem estado a descansar “o seu corpo e alma”, disse Rustamova numa publicação no Telegram.
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/6331ec590cf26256cd379274/)
Imagens obtidas pelo opositor Alexei Navalny do palácio onde Putin estará refugiado
De acordo com o Daily Mail, a casa onde Putin estará a descansar possui um edifício termal de três andares, onde funciona também uma piscina flutuante, um banho de lama e um salão de beleza.
Há pouca informação acessível ao público sobre a propriedade secreta de Putin, mas, segundo a Fundação Anti-Corrupção, criada pelo ativista russo Alexei Navalny, a residência é o escape favorito de Putin. A organização de Navalny afirma também que a propriedade é parcialmente detida por Yuri Kovalchuk - o bilionário que é descrito como o banqueiro pessoal de Putin.
De acordo com Farida Rustamova, Putin pretende permanecer no complexo até, pelo menos, quinta-feira. A jornalista também afirmou que o presidente russo tinha pré-gravado vários vídeos de reuniões, que a imprensa estatal russa pretende divulgar esporadicamente ao longo da semana, para tentar mascarar a sua ausência do público.
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/6331ec590cf2f9a86eb79309/)
Imagem de satélite do complexo palaciano onde Putin estará a descansar
Rustamova disse que Putin partiu para o seu palácio no dia em que anunciou a mobilização militar parcial, numa tentativa de reforçar a invasão vacilante na sequência dos ganhos ucranianos.
A mobilização apenas afetaria russos já com experiência militar, segundo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que disse que seriam convocados 300 mil reservistas. No entanto, o próprio decreto tem termos muito mais amplos, semeando entre os russos receios de um recrutamento mais abrangente no futuro, fator que terá sido determinante para o êxodo de russos registado na última semana.
Fonte: cnnportugal.iol.pt Link: https://cnnportugal.iol.pt/putin/russia/putin-refugia-se-em-palacio-secreto-apos-anunciar-mobilizacao-parcial/20220926/6331ed280cf2f9a86eb79333
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“Não é bluff. A Rússia tem o direito de se defender com armas nucleares se necessário”, avisa Medvedev
Por Francisco Laranjeira em 10:35, 27 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/15010739_0_131_2824_1727_600x0_80_0_0_2561d4580bbb05355f8fef5800842298-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O antigo presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, levantou esta terça-feira, de forma explícita, o espectro de um ataque nuclear contra a UcrÂnia, garantindo que dessa forma a aliança militar liderada pelos Estados Unidos ficaria de fora do conflito com receio de um apocalipse nuclear.
O atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia assegurou que a o país tem o direito de se defender com armas nucleares se for levada além dos seus limites e isso “certamente não é um ‘bluff'”.
“Vamos imaginar que a Rússia seja forçada a usar a arma mais temível contra o regime ucraniano que cometeu um ato de agressão em larga escala que é perigoso para a própria existência de nosso Estado”, apontou Medvedev, na rede social ‘Telegram’.
“Acredito que a NATO não interferiria diretamente no conflito, mesmo nesse cenário”, disse Medvedev. “Os demagogos do outro lado do oceano e na Europa não vão morrer num apocalipse nuclear.”
“Além disso, tudo faremos para evitar que os nossos vizinhos, que são hostis para connosco, adquiram armas nucleares. Por exemplo, a Ucrânia nazi que é hoje diretamente governada pelos países da NATO”, continuou Medvedev
“Tenho de lembrá-los novamente – para aqueles ouvidos surdos que ouvem apenas a si mesmos. A Rússia tem o direito de usar armas nucleares se necessário”, reforçou o responsável político, acrescentando que o faria “em casos predeterminados” e em estrita conformidade com a política estatal. Segundo a doutrina nuclear da Rússia, Putin pode usar armas nucleares se o Estado enfrentar uma ameaça existencial, inclusive de armas convencionais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nao-e-bluff-a-russia-tem-o-direito-de-se-defender-com-armas-nucleares-se-necessario-avisa-medvedev/
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Fortes explosões sentidas na zona dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, acusam Suécia e Dinamarca: há muitos indícios de sabotagem
Por Francisco Laranjeira em 15:37, 27 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/nord-stream-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As suspeitas de uma possível sabotagem pairam sobre as três fugas detetadas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que “alarmaram” o Kremlin e levaram a Dinamarca a declarar emergência nos sectores de eletricidade e gás do país. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, garantiu que “nenhuma versão pode ser descartada”.
No entanto, a emissora nacional sueca ‘SVT’ relatou, esta terça-feira, que os sismólogos registaram explosões perto dos oleodutos ‘Nord Stream’ nas últimas 36 horas.
“As estações de medição na Suécia e na Dinamarca registaram fortes explosões submarinas na mesma área em que decorreram as fugas de gás”, apontou. “Não há dúvidas que são explosões”, reforçou Björn Lund, professor de sismologia na Rede Sísmica Nacional Sueca, que detetou duas explosões claras: uma delas teve magnitude de 2,3, semelhante a um terramoto percetível e foi registada em estações de medição em todo o país.
A primeira explosão terá sido registada às 2h03 da noite de 2ª feira, ao passo que a segunda teve lugar às 19h04 do mesmo dia – os avisos sobre as fugas de gás vieram da administração marítima às 13h52 e às 20h41 de segunda-feira, respetivamente, depois de diversos navios terem detetado bolhas à superfície.
Informações dos círculos de segurança na Alemanha sustentam que há muitos indícios de que os dois gasodutos foram deliberadamente danificados num ato de sabotagem, garantiu a publicação germânica “Tagesspiegel”.
(https://i.ibb.co/pxVdB8v/Captura-de-ecr-2022-09-27-160546.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
(https://i.ibb.co/znxhDLP/Captura-de-ecr-2022-09-27-160609.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Também o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki , apontou um “ato de sabotagem”. “Podemos ver claramente que é um ato de sabotagem, um ato que provavelmente marca o próximo estágio na escalada da situação que estamos enfrentando na Ucrânia”, disse ele.
Morawiecki participou durante o dia na cerimónia de abertura do gasoduto do Báltico , na qual também esteve presente a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. Nesse sentido, o primeiro-ministro polaco destacou que a inauguração desta estrada representa “o fim da era de dominação russa na área do gás” e tem defendido que se tratou de “uma era marcada por chantagens, ameaças e extorsões”. “.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/fortes-explosoes-sentidas-na-zona-dos-gasodutos-nord-stream-1-e-nord-stream-2-acusam-suecia-e-dinamarca-ha-muitos-indicios-de-sabotagem/
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Putin diz que referendos de anexação visam "salvar a população" russófona
MadreMedia / Lusa
27 set 2022 14:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou hoje a realização de referendos de anexação organizados por Moscovo em quatro regiões da Ucrânia com o objetivo de "salvar a população" russófona desses territórios.
“O resgate das pessoas em todos estes territórios onde se realiza o referendo (…) está no centro das atenções da nossa sociedade e de todo o país”, disse Putin numa reunião com membros do Governo, citado pela agência francesa AFP.
A declaração de Putin coincide com o último dia da votação nas regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk, no Donbass (leste) e em Kherson e Zaporijia (sul), iniciada na sexta-feira, 23.
A Ucrânia e os aliados ocidentais não reconhecem a validade dos referendos, que denunciaram como uma farsa.
Em 2014, a Rússia usou o resultado de um referendo, que também decorreu sob ocupação militar, para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia.
O porta-voz do Kremlin (Presidência), Dmitri Peskov, disse hoje que a situação nas quatro regiões irá mudar após o anúncio dos resultados do referendo.
“Mudará radicalmente, evidentemente, do ponto de vista jurídico, do ponto de vista do Direito internacional, com todas as consequências correspondentes para as garantias de segurança nestes territórios”, disse Peskov, citado pela agência espanhola EFE.
“O nosso sistema legal considerará todas as opções e, claro, os nossos deputados, os nossos órgãos executivos e as nossas equipas jurídicas estão prontos”, acrescentou.
Pela primeira vez desde sexta-feira, quando se iniciou a consulta, a votação decorreu hoje em mesas de voto, uma vez que nos quatro dias anteriores tinha sido realizada em locais improvisados ou nas casas das pessoas, um procedimento que foi justificado com o objetivo de garantir a segurança dos eleitores.
Nas autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, foram abertas 450 e 461 mesas de voto, respetivamente.
As autoridades pró-russas da região de Zaporijia, que é controlada em mais de 70% pelo exército russo, anunciaram a abertura de 349 mesas de voto.
Na região de Kherson, que está ocupada em mais de 90%, as autoridades anunciaram a criação de 198 comissões eleitorais.
Os referendos foram declarados válidos pelos seus organizadores, que alegaram uma participação superior a 50%.
Uma fonte parlamentar russa citada pela agência oficial TASS disse que a anexação destes territórios à Rússia será muito provavelmente formalizada já na sexta-feira, 30 de setembro, dia em que Putin poderá discursar ao país.
A União Europeia (UE) anunciou hoje que irá impor sanções a todas as pessoas envolvidas na organização dos referendos de anexação, que considerou como ilegais.
“Haverá consequências para todos aqueles que participaram na organização destes referendos ilegais e que os apoiaram”, disse um porta-voz da diplomacia da UE em Bruxelas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-referendos-de-anexacao-visam-salvar-a-populacao-russofona
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Ucrânia: Mais de 97% apoiam a anexação à Rússia nos referendos, indicam primeiros resultados
Por Francisco Laranjeira em 15:20, 27 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/20220906emb750x450.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Mais de 97% dos eleitores apoiam a anexação à Rússia, de acordo com os primeiros resultados das autoridades pró-russas, no resultado dos referendos nos territórios ucranianos controlados pelas forças russas no leste e sul do país.
Com 16% e 14% dos votos apurados nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, 98,05% e 97,79%, respetivamente, dos eleitores foram a favor da incorporação desses territórios à Rússia, informou a agência Interfax.
Na região de Kherson, com 12% contados, 97,47% dos participantes aprovaram a adesão à Federação Russa, enquanto na vizinha Zaporizhia, com 20% contados, 98% aprovaram a adesão à Rússia.
As autoridades ucranianas descreveram o processo, que começou na passada sexta-feira, como um “show de propaganda”, e as autoridades ocidentais disseram que os resultados não serão reconhecidos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-mais-de-97-apoiam-a-anexacao-a-russia-nos-referendos-indicam-primeiros-resultados/
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Referendos da Rússia? "Não serão reconhecidos por ninguém", afirma João Gomes Cravinho
27 de setembro 2022 às 15:50
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/27/833543.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Desde sexta-feira passada até hoje, a população que vive nos territórios ucranianos ocupados de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson tive de votar para aderir à Federação russa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou, esta terça-feira, que os referendos em curso nos territórios ucranianos ocupados pelas tropas russas não serão reconhecidos pela comunidade internacional, uma vez que partem de um “poder ilegítimo” da Rússia.
"[Os referendos] não têm nenhum valor. Estes resultados não serão reconhecidos por ninguém", assinalou João Gomes Cravinho no Ministério dos Negócios Estrangeiros, após a cerimónia de lançamento de um selo solidário pelos CTT a fim de ajudar o povo ucraniano.
Na ótica do ministro, a “atitude” russa é uma farsa, visto que o seu poder é “ilegítimo” nas zonas ocupantes no território ucraniano, pelo que “o reconhecimento internacional será nulo".
Quanto à utilização de armas nucleares, Gomes Cravinho disse ser “muito importante que os responsáveis russos deixem de falar de forma irresponsável” sobre este assunto, ao notar que este “tipo de ameaça” nem sequer “intimida”.
"Em relação à escalada [do conflito na Ucrânia], eu creio que seria importante a Rússia procurar uma saída para a situação que criou. Todos já perceberam que a Rússia não vai ganhar esta guerra, logo é preciso encontrar uma maneira de sair da situação que criou e isto, obviamente, tem de começar pela retirada do território ucraniano", observou.
De notar que os referendos para aderir à Federação russa nos territórios ucranianos ocupados de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson terminam hoje, segundo as autoridades pró-russas.
Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk – reconhecidas pelo Kremlin desde passado fevereiro – convocaram um referendo de integração na Rússia entre 23 e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, que estão parcialmente sob domínio russo.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781859/referendos-da-r-ssia-nao-serao-reconhecidos-por-ninguem-afirma-joao-gomes-cravinho
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Russos apontam o dia 4 de outubro para integração de territórios ucranianos
MadreMedia
27 set 2022 19:19
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Votos dos referendos ainda não foram contados, mas já há data para uma aprovação da anexação.
O Conselho da Federação da Rússia está a considerar a anexação dos territórios ucranianos para o próximo dia 4 de outubro. A afirmação é de Valentina Matvienko, presidente do Conselho.
Os votos dos referendos realizados em quatro regiões da Ucrânia ainda estão a ser contados, mas Matvienko aponta já uma data para a anexação.
"Respeitamos a vontade dos cidadãos de Donetsk, Luhansk, Zaporijía e Kherson, e se tal for a vontade deles, certamente que apoiaremos a sua entrada na Rússia. A reunião do Conselho da Federação está agendada para 4 de outubro e acredito que, se tudo estiver confirmado, estaremos prontos para considerar a anexação", salientou Matvienko.
Refira-se que os primeiros resultados do referendo foi hoje revelado por algumas autoridades russas, dando conta de uma grande maioria a favor da anexação, acima dos 98%, nos votos já contados.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-apontam-o-dia-4-de-outubro-para-integracao-de-territorios-ucranianos
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Novas explosões perto da central nuclear de Zaporíjia, ocupada pelos russos
MadreMedia / Lusa
27 set 2022 21:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Várias bombas deflagraram hoje perto da central nuclear ucraniana de Zaporíjia, ocupada por tropas russas, e estilhaçaram vidros em alguns edifícios, mas com danos limitados, indicou a Agência internacional de Energia Atómica (AIEA).
Os inspetores da agência da ONU que permanecem nas instalações indicaram que foram registadas esta manhã novas explosões perto do canal que fornece água ao sistema de refrigeração da central, uma componente essencial para a segurança da instalação.
“Não se registaram danos na estrutura ou na equipa presente na central, mas duas janelas da sala do reator da unidade ficaram partidas” assinalou a AIEA em comunicado.
Na segunda-feira, diversas bombas deflagraram no setor das ligações elétricas, a algumas centenas de metros do centro de formação da central nuclear, a maior da Europa.
Estas explosões e bombardeamentos são os primeiros em vários dias e demonstram “que a situação permanece precária e é necessária uma ação imediata para reduzir o risco de acidente”, assinalou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, citado no comunicado.
Grossi recordou que a maior central nuclear da Europa está “em metade de uma zona de guerra”.
O chefe da AIEA manteve contactos na semana passada com a Rússia e a Ucrânia para impulsionar a criação de uma zona de segurança em redor da central, e na segunda-feira insistiu na disponibilidade de prosseguir as consultas nos dois países.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/novas-explosoes-perto-da-central-nuclear-de-zaporijia-ocupada-pelos-russos
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Autoridades pró-russas anunciam vitória do "sim" à anexação em Zaporijia
MadreMedia / Lusa
27 set 2022 21:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades pró-Moscovo anunciaram hoje que os cidadãos da região ucraniana de Zaporijia, uma das quatro ocupadas pela Rússia, aprovaram a anexação à Federação Russa no referendo organizado pelo Kremlin e que decorreu nos últimos quatro dias.
De acordo com autoridades eleitorais instaladas pela Rússia na região, 93,11% das pessoas votaram a favor da anexação.
Num processo de referendo considerado sem credibilidade pelos países ocidentais e grande parte da comunidade internacional, os resultados de três outras regiões ucranianas devem divulgados em breve.
O resultado predeterminado prepara o terreno para uma nova fase perigosa na guerra da Rússia na Ucrânia, já que se espera que sirva de pretexto para Moscovo anexar as quatro regiões, o que poderá acontecer já na sexta-feira.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-pro-russas-anunciam-vitoria-do-sim-a-anexacao-em-zaporijia
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Número de russos que entra na UE sobe 30% depois de mobilização militar
MadreMedia / Lusa
27 set 2022 21:35
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Pelo menos 66.000 cidadãos russos entraram na União Europeia na semana passada, a maioria dos quais através da Finlândia e da Estónia, o que representa um aumento de 30% face à semana anterior, anunciou hoje a Frontex.
Segundo avança a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras (Frontex), em comunicado hoje divulgado, este aumento “significativo” das entradas de russos na UE foi provocado sobretudo pelos 30 mil cidadãos da Rússia que chegaram à Finlândia nos últimos quatro dias.
Estes cidadãos russos entraram na União Europeia com autorização de residência e vistos para os Estados-membros da UE ou que fazem parte do espaço Schengen, sendo que alguns deles têm até dupla nacionalidade.
Milhares de russos deixaram o país desde quarta-feira passada, dia em que o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma mobilização parcial para enviar cerca de 300.000 reservistas para combater a Ucrânia.
A Finlândia já anunciou que vai adotar uma “política estrita” para reduzir a emissão de vistos para russos que querem entrar no país, numa tentativa de conter a situação, explicando que o aumento de entradas está a causar “graves danos à posição internacional de Helsínquia”.
“A Frontex estima que o número de passagens ilegais da fronteira vai provavelmente aumentar se a Federação Russa decidir fechar a fronteira aos potenciais recrutados”, referiu a agência, acrescentando que o número de cidadãos que chega às fronteiras da UE vai aumentar ainda mais num curto prazo, “devido às incertezas” causadas pela mobilização militar.
A longo prazo, esclareceu, haverá “um crescimento de passagens ilegais nas fronteiras externas da UE com a Rússia e a Ucrânia, bem como um aumento das estadias ilegais na UE de cidadãos russos que já se encontram nos Estados-Membros”.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro, mais de 1,3 milhões de cidadãos russos entraram na União Europeia através das suas fronteiras terrestres.
No entanto, mais de 1.273.000 cidadãos russos regressaram à Rússia através das fronteiras terrestres com a UE.
No início de agosto, a Comissão Europeia evitou comentar um possível veto aos vistos de turismo para cidadãos russos, deixando a decisão aos Estados-membros.
A Finlândia e a Rússia partilham uma fronteira com cerca de 1.340 quilómetros, a mais longa entre todos os países da União Europeia.
Até agora, os turistas russos podiam entrar no espaço Schengen por via terrestre através da fronteira finlandesa, ao contrário doo que acontece nos países bálticos e na Polónia, que impuseram restrições mais rígidas para impedir essas entradas.
O Governo da Letónia declarou hoje um “estado de emergência preventivo” na fronteira do país com a Rússia face à eventual chegada em massa de russos a fugir da mobilização ordenada por Moscovo.
De acordo com o ministro do Interior letão, Kristaps Eklons, a situação ao longo da fronteira da Letónia com a Rússia e a Bielorrússia “está calma e sob controlo”, mas a declaração de emergência vai permitir que o serviço de guarda de fronteiras da Letónia reúna rapidamente mais recursos ou peça ajuda às forças armadas em caso de incidentes.
A mobilização tem provocado protestos e milhares de detenções desde que foi comunicada ao país por Putin, na sequência de uma contraofensiva das forças ucranianas que permitiu a Kiev reconquistar zonas que estavam sob controlo russo, no âmbito da guerra em curso na Ucrânia desde 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/numero-de-russos-que-entra-na-ue-sobe-30-depois-de-mobilizacao-militar
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Giorgia Meloni garante à Ucrânia apoio do novo governo italiano
MadreMedia / Lusa
28 set 2022 07:45
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A líder do Irmãos de Itália (FdI), Giorgia Meloni, vencedora nas legislativas italianas no domingo, garantiu à Ucrânia que poderá contar com o total apoio do novo governo do país.
“Pode contar com o nosso apoio leal à causa da liberdade do povo ucraniano. Permaneça forte e mantenha a fé!”, escreveu Meloni na rede social Twitter, numa mensagem dirigida ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
A mensagem de Meloni surgiu em resposta a uma mensagem anterior de Zelensky, na qual o chefe de Estado ucraniano deu os parabéns à candidata e ao FdI pela vitória nas eleições.
“Agradecemos o apoio contínuo de Itália à Ucrânia contra a agressão russa. Contamos com uma colaboração frutífera com o novo Governo italiano”, escreveu no Twitter Zelensky, em duas mensagens, em ucraniano e italiano.
O até agora primeiro-ministro italiano Mario Draghi demonstrou publicamente, desde o início da guerra, o apoio do país à Ucrânia. Também Meloni já tinha condenado a invasão russa.
O mesmo não acontece com os parceiros de coligação do FdI, Liga e Força Itália.
O líder da Liga, Matteo Salvini, demonstrou ao longo dos anos admiração pelo Presidente russo, Vladimir Putin. Já depois da invasão, Salvini questionou a eficácia das sanções impotas contra a Rússia.
Em 2019, o Ministério Público de Milão abriu uma investigação que envolveu Gianluca Savoini, ex-porta-voz de Matteo Salvini, que terá negociado num hotel de Moscovo para obter fundos através da venda de petróleo.
De acordo com a acusação, os fundos teriam como destino a Liga, mas Salvini alegou que o antigo porta-voz não falou em nome do partido, e fez negócios por conta própria.
Em 22 de setembro, o líder do Força Itália, Silvio Berlusconi, defendeu que Putin, de quem é próximo, foi empurrado para a guerra na Ucrânia pelos separatistas pró-russos no Donbass, a comunicação social e o povo russos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/giorgia-meloni-garante-a-ucrania-apoio-do-novo-governo-italiano
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Ucrânia: UE considera “ilegais” referendos de anexação organizados por Moscovo
Por MultiNews com Lusa em 08:35, 28 Set 2022
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O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse hoje que os “referendos” de anexação organizados por Moscovo nas regiões ucranianas foram “ilegais” e os resultados “manipulados”.
“Trata-se de uma nova violação à soberania e à integridade territorial da Ucrânia, no contexto de violações sistemáticas dos direitos humanos”, disse Borrell através de uma mensagem difundida pela rede social Twitter.
“Nós saudamos a coragem dos ucranianos que continuam a opor-se e a resistir à invasão russa” acrescentou o chefe da diplomacia do bloco europeu.
As autoridades pró-Rússia nas regiões ucranianas de Zaporijia, Kherson e Lugansk reivindicaram na terça-feira uma vitória do “sim” à anexação pela Rússia, estando ainda a aguardar-se pelos resultados da quarta região ucraniana ocupada pela Federação Russa.
De acordo com autoridades eleitorais instaladas pela Rússia nas quatro regiões, 93,11% dos cidadãos de Zaporijia votaram a favor da anexação à Rússia, após a contagem de 100% dos boletins de voto.
Na região de Kherson, a administração de Moscovo informou que 87,05% dos eleitores votaram a favor do “sim” à anexação, tendo sido também contados todos os votos.
Pouco depois, as autoridades em Lugansk também anunciaram a vitória do “sim”, enquanto a contagem na quarta região ucraniana onde também se realizou um “referendo”, o Donbass (leste), continua, apesar de as autoridades já terem anunciado que “o sim prevaleceu largamente”.
Em 2014, a Rússia já tinha usado o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-considera-ilegais-referendos-de-anexacao-organizados-por-moscovo/
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Putin pode anunciar anexação na sexta-feira
28 de setembro 2022 às 08:55
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/28/833599.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Donetsk, Lugansk, Zaporijjia e Kherson podem passar a integrar a Rússia esta sexta-feira.
No mesmo dia em que terminam os referendos sobre a possível anexação de quatro zonas ucranianas por parte da Rússia, o Ministério da Defesa do Reino Unido avança que o Presidente Vladimir Putin pode anunciar a medida já esta sexta-feira.
É esperado que o líder russo discurse perante o parlamento, esta sexta-feira, e declare a anexação de Donetsk, Lugansk, Zaporijjia e Kherson, o que representa 15% do território ucraniano.
“Os líderes da Rússia quase certamente esperam que qualquer anúncio de adesão seja visto como uma justificativa da ‘operação militar especial’ e consolide o apoio patriótico ao conflito”, disse o ministério da Defesa inglês. “Esta aspiração provavelmente será prejudicada pela crescente consciencialização interna sobre os recentes contratempos no campo de batalha da Rússia e um desconforto significativo sobre a mobilização parcial anunciada na semana passada”.
Os referendos foram convocados pelos parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk de forma a ser reconhecida a sua integração na Rússia, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijjia, parcialmente sob domínio russo.
A decisão foi alvo de grande contestação internacional e será objeto de discussão em reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Numa reunião desta organização na semana passada, António Guterres sublinhou que “qualquer anexação do território de um Estado por outro Estado resultante da ameaça ou uso da força é uma violação da Carta da ONU e do direito internacional”.
As autoridades ucranianas dizem temer que os homens nos territórios recém-ocupados sejam recrutados para combater, tal como aconteceu nas partes do leste da Ucrânia que estão sob ocupação russa desde 2014.
“O Kremlin ordenará provavelmente ao Ministério da Defesa russo que inclua civis ucranianos no território ucraniano ocupado e recentemente anexado no ciclo de recrutamento russo”, disse o Instituto para o Estudo da Guerra, um think-tank norte-americano, na sua avaliação diária sobre a guerra na Ucrânia.
Numa altura em que crescem os receios da mobilização parcial da população, a Geórgia e o Cazaquistão, dois dos países vizinhos da Rússia, confirmaram um aumento acentuado da chegada de russos desde 21 de setembro, quando Moscovo decretou a mobilização.
O Ministério do Interior da Geórgia disse que as chegadas de russos quase duplicaram para cerca de 10.000 por dia após o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização de 350.000 reservistas.
Problemas no Nordstream As Autoridades Marítimas da Suécia alertaram para dois “pontos de fuga” no gasoduto Nord Stream 1 em águas suecas e dinamarquesas, após também terem sido detetadas fugas no gasoduto Nord Stream 2.
“As autoridades já foram informadas de que se registam dois pontos de fuga no gasoduto Nord Stream 1, que também não está operacional, mas que contém gás”, disse o ministro dinamarquês para o Clima e a Energia através de um comunicado citado pela agência France Press.
A Comissão Europeia disse que era prematuro especular sobre a causa destas fugas. Opinão diferente têm os russos, que não descartam a sabotagem.
Dmitry Peskov, o porta-voz do Kremlin, declarou que o seu governo está muito preocupado com a situação e que exige uma investigação imediata, uma vez que se trata de uma questão para a segurança energética de “todo o continente”.
Apesar de ainda não ser possível confirmar se as fugas se devem a um ataque, as autoridades da Suécia revelaram queforam registadas duas explosões submarinas, “muito provavelmente devido a detonações”, perto dos locais onde foram detetadas fugas nos gasodutos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/781918/putin-pode-anunciar-anexacao-na-sexta-feira
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Polónia e Bulgária pedem aos seus cidadãos que saiam já da Rússia
Por MultiNews em 08:16, 28 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os governos da Bulgária e da Polónia estão a pedir a todos os seus cidadãos que saiam urgentemente da federação russa, o que pode ser uma antecipação de que as passagens de fronteira se tornem muito mais difíceis, numa altura em que milhares de pessoas fogem da mobilização forçada na Rússia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da República da Bulgária pede aos seus cidadãos “que se abstenham de viajar para a Federação Russa” e recomenda àqueles que lá estão que “considerem a possibilidade de deixar o país o mais rápido possível, usando meios de transporte atualmente disponíveis”, pode ler se num comunicado.
Já o MNE da Polónia fez uma declaração semelhante, dizendo que os voos com a Rússia foram suspensos e incentivando os restantes cidadãos a sair: Em caso de deterioração drástica da situação de segurança, fecho de fronteiras ou outras circunstâncias imprevistas, a evacuação pode ser significativamente impedida ou mesmo impossível… Recomendamos que os cidadãos da República da Polónia que permanecem na Federação Russa deixem o seu território usando os meios comerciais e privados disponíveis.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-e-bulgaria-pedem-aos-seus-cidadaos-que-saiam-ja-da-russia/
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Estados Unidos e Europa estão a ficar sem armas para enviar para a Ucrânia, alertam responsáveis
Por Francisco Laranjeira em 10:50, 28 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos e a Europa estão a ficar sem armas para entregar à Ucrânia, garantem diversos responsáveis militares. Na indústria de armamento americana, o nível normal de proddução de peças de artilharia para o óbus de 155 mm, uma arma de artilharia pesada de longo alcance que tem sido bastante utilizada para deter as forças invasoras da Rússia, é de cerca de 30 mil peças por ano, em períodos de paz. Ora, os soldados ucranianos utilizam essa quantidade em apenas duas semanas, alertou Dave Des Roches, membro militar sénior e antigo diretor de operações da NATO, citado pelo canal americano ‘CNBC’.
“Estou muito preocupado. A menos que tenhamos nova produção, que leva meses para aumentar, não teremos capacidade de fornecer aos ucranianos”, apontou Des Roches.
A Europa não vive melhor situação, frisou Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE. “Os stocks militares da maioria dos Estados-membros europeus da NATO estão, não diria esgotados, mas utilizados em alta proporção, porque temos fornecido muita capacidade aos ucranianos.”
Na passada 3ª feira, Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, realizou uma reunião especial dos diretores de armas para discutir soluções para reabastecer o stock de armas dos países membros da aliança atlântica.
Os analistas militares, contudo, apontaram para uma questão fundamental: as nações ocidentais têm produzido armas em volumes muito menores em tempos de paz, com os Governos a optar por reduzir o fabrico, produzindo apenas armas conforme necessário. Stoltenberg reiterou, durante a Assembleia Geral da NATO, que era necessário investir nas suas bases industriais no sector das armas. “Agora estamos a trabalhar com a indústria para aumentar a produção de armas e munições”, apontou Stoltenberg ao ‘New York Times’.
O que significa, para as forças ucranianas, é que alguns dos seus equipamentos mais importantes – como o obus de 155 mm – precisam de ser substituídos por armamentos mais antigos e menos otimizados. “E isso é um problema”, apontou Des Roches, porque “o alcance é fundamental nesta guerra. Esta é uma guerra de artilharia”.
Outras armas nas quais a Ucrânia confia e que agora são classificadas como “limitadas” no inventário dos Estados Unidos incluem os HIMARS, mísseis Javelin, mísseis Stinger, obus M777 e munição de 155 mm.
O Javelin, por exemplo, tem sido indispensável no combate aos tanques russos. Mas a produção nos Estados Unidos é baixa, a uma taxa de cerca de 800 por ano, e Washington já enviou cerca de 8.500 para a Ucrânia, de acordo com o CSIS – mais de uma década de produção.
Jack Watling, especialista em guerra terrestre do Royal United Services Institute, em Londres, acredita que ainda há amplo espaço para a Ucrânia dispor de muitas das armas de que precisa. “Há tempo para resolver este problema antes que se torne crítico. Mas os ucranianos vão precisar de ser cautelosos sobre a sua taxa de gastos e onde utilizam essas munições, porque não há um abastecimento infinito”, revelou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/estados-unidos-e-europa-estao-a-ficar-sem-armas-para-enviar-para-a-ucrania-alertam-responsaveis/
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Responsáveis pró-russos das regiões ucranianas ocupadas pedem formalmente adesão à Rússia
Por Francisco Laranjeira em 11:31, 28 Set 2022
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Fonte de imagem: Reuters
O administrador russo da região de Luhansk, na Ucrânia, pediu esta quarta-feira formalmente ao presidente russo que incorpore a zona na Federação Russa: Leonid Pasechnik, segundo avançou a agência ‘Reuters’, levou em consideração “o facto de a população da república ter aprovado a decisão no referendo”, numa votação que o Ocidente e a Ucrâmnia classificaram como “ilegal e falsa”.
“Peço que considere que a República Popular de Lugansk se torne parte da Rússia”, pediu o responsável a Vladimir Putin. Foi emitido pelas autoridades pró-russas de Kherson um comunicado semelhante. Em carta publicada na sua conta do Telegram, Vladimir Saldo disse que os moradores da região de Kherson fizeram “uma escolha histórica” a favor da Rússia.
“Estamos cientes do vínculo histórico, cultural e espiritual com o povo multinacional da Rússia”, apontou Pasechnik, na rede social ‘Telegram’ que pouco antes havia indicado que viajaria para Moscovo, à semelhança do seu colega da região ucraniana de Donetsk, também no leste, Denis Pushilin, para formalizar a anexação à Rússia, apesar de grande parte ainda permanecer sob controlo ucraniano.
De acordo com autoridades eleitorais instaladas na Rússia, 93% dos votos na região de Zaporizhzhia apoiaram a anexação, assim como 87% na região de Kherson, 98% na região de Luhansk e 99% em Donetsk. Os países ocidentais disseram que as votações foram um exercício coercitivo para fornecer um pretexto para a Rússia anexar cerca de 15% do território ucraniano e ameaçaram novas sanções contra Moscovo se os planos de anexação fossem adiante.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em videoconferência na passada terça-feira no Conselho de Segurança da ONU, revelou que “qualquer anexação no mundo moderno é um crime, um crime contra todos os Estados que consideram a inviolabilidade da fronteira vital para eles mesmos”.
Se a Rússia declarar as quatro regiões ucranianas como parte do seu território, Putin pode retratar qualquer tentativa ucraniana de recapturá-las como um ataque à própria Rússia, justificando uma resposta militar potencialmente mais dura.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/responsaveis-pro-russos-das-regioes-ucranianas-ocupadas-pedem-formalmente-adesao-a-russia/
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Soldados russos estão a ligar para o Ministério da Defesa ucraniano a perguntar como se devem render, garante responsável
Por Francisco Laranjeira em 13:32, 28 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os russos que estão a ser mobilizados para o esforço de guerra do Kremlin estão a tentar evitar as linhas da frente, entregando-se às autoridades ucranianas, apontou Andriy Yusov, porta-voz da direção dos serviços de Inteligência do Ministério da Defesa ucraniano, em entrevista à televisão estatal local – segundo o responsável, os russos entraram em contacto pela linha direta criada pelo Ministério da Defesa da Ucrânia, a 19 de setembro, dois dias antes do presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado a mobilização parcial… para se render.
“Agora há muitas ligações para a linha direta de russos recém-mobilizados ou mesmo daqueles que ainda não foram mobilizados”, apontou Yusov. “Eles ligam e dizem: ‘Se estou mobilizado, o que devo fazer, O que tenho que fazer, qual é a maneira certa de me render?’.” Yusov garantiu ainda que a Rússia já esgotou os recrutas disponíveis nos distritos administrativos de Donetsk e Luhansk, duas áreas sob controlo do Kremlin.
Desde o anúncio de Putin, já foram enviados para as bases militares dezenas de milhares de homens, onde foram rapidamente equipados e receberam um treino mínimo antes de serem conduzidos à pressa para a linha da frente. “A falta de treinadores militares e a pressa com que a Rússia iniciou a mobilização sugerem que muitas das tropas convocadas serão enviadas para a linha de frente com o mínimo de preparação relevante”, disse o ministério britânico.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/soldados-russos-estao-a-ligar-para-o-ministerio-da-defesa-ucraniano-a-perguntar-como-se-devem-render-garante-responsavel/
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Rússia deixa de emitir passaportes para pessoas mobilizadas
MadreMedia / Lusa
28 set 2022 13:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia vai deixar de emitir passaportes para os reservistas mobilizados pelo Exército, pode ler-se hoje no portal informativo do Governo russo, no momento em que milhares de pessoas procuram sair do país.
“Se um cidadão já foi convocado para o serviço militar ou recebeu uma convocação (para mobilização ou alistamento), o passaporte internacional será recusado”, anuncia o portal governamental, referindo que, nestes casos, “será feito um aviso ao cidadão para explicar o motivo da recusa e o prazo de validade dessa recusa”.
Os russos precisam de um passaporte internacional para viajar para a maioria dos países estrangeiros, embora se possam deslocar para países como Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão com um passaporte interno, equivalente a um cartão de identidade.
O anúncio de restrições à emissão de passaportes internacionais ocorre quando muitos russos temem o encerramento da fronteira, no âmbito de uma campanha de mobilização de reservistas para enviar mais tropas para a Ucrânia.
O êxodo atingiu uma dimensão que obrigou os serviços de segurança russos a montarem um gabinete de mobilização móvel, na fronteira com a Geórgia, para intercetar aqueles que procuram sair do país.
O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que apenas aqueles que já possuem experiência militar ou competências relevantes para o exército serão mobilizados, contudo, o recrutamento de idosos, doentes e estudantes, supostamente isentos, está a provocar mal-estar entre a população.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-deixa-de-emitir-passaportes-para-pessoas-mobilizadas
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Portugueses com dupla nacionalidade a viver na Rússia podem ser enviados para a Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 14:52, 28 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Gomes-Cravinho.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os cidadãos portugueses que estejam na Rússia por motivos não essenciais devem ponderar sair do país, avançou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, alertando que os luso-russos no país não poderão contar com proteção consular da embaixada portuguesa, mesmo invocando dupla nacionalidade, caso sejam mobilizados pelo Kremlin.
“A 21 de setembro de 2022, as autoridades russas decretaram uma mobilização militar, com efeitos imediatos. Alerta-se que os duplos nacionais luso-russos são considerados, pelas autoridades russas, apenas como cidadãos russos. Assim, na eventualidade de serem mobilizados, não poderão solicitar proteção consular junto da Embaixada, invocando dupla nacionalidade, por esta não ser reconhecida na Rússia”, apontou a página do Portal das Comunidades Portuguesas.
“Desde aquela data, as saídas da Rússia por via terrestre e aérea encontram-se sobrecarregadas e estão sujeitas a controlo acrescido nas fronteiras. Reitera-se a recomendação para que sejam evitadas deslocações à Rússia e para que cidadãos nacionais que se encontram no país, por razões não essenciais, ponderem sair pelas alternativas disponíveis”, referiu o ministério.
Portugal não é o único país a recomendar aos seus cidadãos para abandonar, com efeitos imediatos, a Rússia devido ao receio da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin. Os Estados Unidos emitiram um aviso semelhante, esta quarta-feira: a Embaixada dos Estados Unidos na Rússia pediu aos seus cidadãos que deixem este país “imediatamente”, segundo um comunicado publicado no site da delegação diplomática em Moscovo. “Os cidadãos dos Estados Unidos não devem viajar para a Rússia e aqueles que residem ou viajam (agora) para a Rússia devem deixar o país imediatamente enquanto há opções limitadas de viagens de negócios”, pôde ler-se na nota.
Também as delegações diplomáticas da Polónia e Bulgária pediram a todos os cidadãos que se encontrem na Rússia que deixem o país urgentemente. “Os búlgaros que permanecem na Rússia são aconselhados a estarem extremamente alertas, a evitar locais onde muitos estão a reunir-se e a levar em conta o desenvolvimento da situação com toda a atenção necessária”, diz a mensagem do ministério búlgaro.
“De acordo com a lei federal russa sobre migração, os cidadãos da Quirguistão que obtiveram a cidadania russa e, portanto, têm dupla cidadania, são considerados apenas cidadãos russos”, alertou a embaixada do Quirguistão em Moscovo.
O Instituto para o Estudo da Guerra, com sede em Washington, apontou, num relatório recente, que as autoridades russas “provavelmente vão mobilizar comunidades etnicamente não russas e imigrantes numa taxa desproporcional” para a invasão da Ucrânia, lançada no final de fevereiro. “Um membro do Conselho Russo de Direitos Humanos do Kremlin, Kirill Kabanov, propôs o serviço militar obrigatório para imigrantes da Ásia Central que receberam a cidadania russa nos últimos 10 anos, ameaçando confiscar a sua cidadania russa se eles não mobilizarem”, apontou o relatório – no caso do Quirguistão, estão atualmente mais de 1 milhão de cidadãos na Rússia como trabalhadores migrantes. Cerca de metade possui dupla nacionalidade, pelo que são elegíveis para a mobilização militar da Rússia.
A 20 de setembro último, os deputados russos aprovaram um projeto de lei sobre emendas ao Código Penal que prevê longas penas de prisão para cidadãos russos que se recusem a ingressar nas forças armadas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/portugueses-com-dupla-nacionalidade-a-viver-na-russia-podem-ser-enviados-para-a-ucrania/
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Mais de 260.000 homens fugiram da Rússia por medo de serem enviados para lutar na Ucrânia
O site de informação independente Meduza, censurado no início de março pelo Kremlin, revelou que os serviços de segurança do Kremlin confirmaram que mais de 260.000 homens haviam fugido da Rússia desde a última quarta-feira, quando Vladimir Putin ordenou a mobilização parcial de 300.000 homens para engrossar as fileiras de seus agentes na ofensiva contra a Ucrânia. O número chocante pode aumentar com o passar das horas, já que Moscou planeja apertar as medidas. De fato, especula-se que Putin poderia proibir a saída de todos os jovens, em idade de lutar, a partir do próximo dia 28 de setembro.
(http://i.imgur.com/m5QgNm3.jpg) (https://imgur.com/m5QgNm3)
Os rumores precipitaram a saída de muitos cidadãos temerosos de acabar recrutados. Meduza também adverte que o número manipulado pelo FSB russo pode ser inventado e que pode até haver muitos outros milhares que estão fugindo do país.
Durante a mensagem televisionada na quarta-feira passada, Putin ordenou uma mobilização parcial que inclui o recrutamento de todos os cidadãos da reserva e aqueles que estavam no exército que têm experiência.
(http://i.imgur.com/smMt3ip.jpg) (https://imgur.com/smMt3ip)
Os russos também estão fugindo porque o chefe do Kremlin assinou uma lei que endurece as penas para desertores: o Código Penal reformado punirá os soldados que se recusarem a participar das hostilidades com penas de até 15 anos de prisão. Da mesma forma, aqueles que se renderem voluntariamente ao lado inimigo podem enfrentar penas de até dez anos de prisão.
De acordo com a ferramenta estatística Google Trends, que permite saber a frequência com que uma palavra é digitada no Google, as pesquisas na Rússia com os termos "passagem" e "avião" mais que dobraram desde as 06:00 GMT da última quarta-feira, no início do discurso televisivo gravado por Vladimir Putin.
Fonte:mdig
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Embaixada dos EUA na Rússia pede a cidadãos que abandonem país de imediato
Agência Lusa 28 set 2022 13:24
(https://static-storage.dnoticias.pt/www-assets.dnoticias.pt/images/configuration/OR/shutterstock_2104010108.jpg)
Fonte de imagem: dnoticias.pt
A Embaixada dos Estados Unidos na Rússia emitiu hoje um novo alerta de segurança para os cidadãos norte-americanos, pedindo-lhes que deixem o país "de imediato", apesar dos poucos voos comerciais disponíveis devido à invasão russa da Ucrânia.
Num comunicado, a representação diplomática dos Estados Unidos da América (EUA) em Moscovo advertiu que "os voos comerciais são atualmente extremamente limitados, de modo que por vezes não há nenhum disponível".
No entanto, a embaixada confirmou que as rotas terrestres para sair do território russo ainda estão abertas.
"Se quiser sair da Rússia, deve fazer os preparativos necessários o mais rápido possível. A embaixada dos EUA está neste momento muito limitada na prestação de assistência aos cidadãos norte-americanos e as condições podem tornar-se cada vez mais limitadas", segundo a mesma nota informativa.
A representação diplomática alertou ainda que as autoridades russas poderão "começar a negar a dupla cidadania aos norte-americanos e o acesso à assistência consular para impedir a sua saída do país" após ter anunciado, no passado dia 21, a mobilização parcial.
"Os cidadãos norte-americanos não devem viajar para a Rússia e aqueles que residem no país ou em território russo devem partir de imediato", disse a embaixada dos EUA no comunicado, no qual precisou que a representação diplomática irá fornecer todas as informações relevantes sobre as possibilidades de acesso aos países vizinhos.
Neste sentido, a embaixada recordou aos cidadãos norte-americanos que "a liberdade de expressão e o direito de reunião pacífica não estão garantidos na Rússia", instando-os "a evitar protestos e a tirar fotografias das forças de segurança no âmbito de tais eventos".
"As autoridades russas já prenderam cidadãos russos que participaram em manifestações", referiu.
Também hoje, a Polónia e a Bulgária apelaram aos respetivos cidadãos que abandonem a Rússia o mais rápido possível, recorrendo aos meios de transporte disponíveis.
Os Governos de Varsóvia e Sófia receiam que seja cada vez mais difícil abandonar o território russo.
O anúncio de Moscovo da mobilização de 300 mil reservistas, feito na semana passada, está a desencadear o êxodo de um grande número de homens russos em idade militar que se recusam a lutar na Ucrânia, alvo de uma ofensiva militar russa desde fevereiro passado.
Estes homens estão a fugir do país em direção à Turquia, Geórgia, Arménia, Mongólia, Cazaquistão e Finlândia.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/28/329806-embaixada-dos-eua-na-russia-pede-a-cidadaos-que-abandonem-pais-de-imediato/
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Bruxelas propõe oitavo pacote de sanções face a nova escalada do Kremlin
Lusa
15:45
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Fonte de imagem: sapo.pt
O novo pacote de sanções da UE inclui um teto ao preço do petróleo russo e novas restrições ao comércio.
A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira um oitavo pacote de sanções à Rússia, face à “nova escalada” do Kremlin na sua agressão à Ucrânia, com a realização de “referendos fraudulentos”, mobilização parcial e a ameaça de recurso a armas nucleares.
O novo pacote de sanções da União Europeia, apresentado em linhas gerais em Bruxelas pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e pelo Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, inclui um teto ao preço do petróleo russo, novas restrições ao comércio para privar a Rússia de cerca de sete mil milhões de euros de receitas, uma proibição de exportações de mais produtos para privar o Kremlin de tecnologias-chave para a máquina de guerra russa, e uma atualização da lista de indivíduos e entidades alvo de medidas restritivas.
Bruxelas propõe também nesta nova ronda de sanções a proibição de prestação de serviços europeus à Rússia e a proibição de cidadãos da UE terem assento em órgãos diretivos de empresas estatais russas, argumentando que “a Rússia não deve beneficiar do conhecimento e da perícia” dos europeus.
“Na última semana, a Rússia escalou a invasão da Ucrânia para um novo nível, e estamos determinados a fazer com que o Kremlin pague o preço por esta nova escalada. Hoje, estamos a propor um novo pacote de sanções muito duras contra a Rússia”, anunciou Von der Leyen.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/09/28/bruxelas-propoe-oitavo-pacote-de-sancoes-face-a-nova-escalada-do-kremlin/
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Futebol: Diniyar Bilyaletdinov, antiga estrela da Rússia, chamado para combater na Ucrânia
Sportinforma
28 set 2022 16:32
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Diniyar Bilyaletdinov SERGEI ILNITSKY
Bilyaletdinov foi internacional russo em 46 ocasiões. Foi um dos principais jogadores da seleção russa que chegou até às meias-finais do Euro2008.
Diniyar Bilyaletdinov vai ter de deixar o gozo da reforma como antigo futebolista e preparar-se para ir combater na Ucrânia. O antigo internacional russo recebeu uma notificação para se juntar ao exército do seu país para ir combater na Ucrânia. Uma notificação que surge após o anúncio de mobilização militar parcial feito pelo presidente Vladimir Putin.
"O Diniyar recebeu, de facto, uma notificação. É difícil falar sobre emoções porque ele não serviu no exército apesar de ter cumprido serviço militar. Foi algo específico relacionado com o desporto. Foi há cerca de 19 anos", começou por dizer, Rinat Bilyaletdinov, pai de Diniyar Bilyaletdinov, ao jornal russo 'Sports'.
O pai do antigo jogador do Everton diz não perceber a notificação, já que Diniyar Bilyaletdinov tem 37 anos e a mobilização é para russos até 35 anos.
"O Diniyar fez o juramento, mas serviu sempre numa linha desportiva. A lei diz para chamarem pessoas até aos 35 anos e ele tem 37. Há aqui uma certa inconsistência. Ele vai tentar perceber se a notificação está correta ou se foi enviada antecipadamente. Se houvesse uma mobilização geral, não havia qualquer questão. Mas neste caso, o presidente decidiu-se por uma mobilização parcial e tudo deve ser feito conforme a lei", recordou o pai do antigo internacional russo.
Diniyar Bilyaletdinov era um médio direito que brilhou no Lokomotiv Moscovo, de onde saiu para a Premier League para jogar no Everton. Voltaria ao seu país em 2011/12, onde viria a jogar em emblemas como Rubin Kazan, Spartak Moscovo, Anzhi e Torpedo. Ainda jogou no Trakai, da Lituânia.
Bilyaletdinov foi internacional russo em 46 ocasiões. Foi um dos principais jogadores da seleção russa que chegou até às meias-finais do Euro2008, onde viriam a ser eliminados pela Espanha.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/futebol-diniyar-bilyaletdinov-antiga-estrela-da-russia-chamado-para-combater-na-ucrania
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Lagos e Cruz Vermelha unem-se para apoiar refugiados de guerra
Por barlavento - 29 de Setembro de 2022 - 9:14
(https://barlavento.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Lagos-Cruz-Vermelha-1068x601.jpg)
Fonte de imagem: barlavento.sapo.pt
Lagos vai angariar verbas para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa, que visa apoiar todos os refugiados de guerra.
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Câmara Municipal de Lagos acabam de lançar uma campanha solidária, que visa a recolha de verbas para o Fundo de Emergência da CVP, com o objetivo de apoiar refugiados de guerra.
Através do slogan «O nosso maior atributo são as pessoas», Lagos decidiu, este ano, unir-se à Cruz Vermelha para desenvolver uma campanha de sensibilização «centrada na importância do valor humano que, contando a história de oito protagonistas locais de várias nacionalidades, reforça a vertente solidária do concelho, indo mais além dos seus atributos naturais», explica a própria autarquia.
A campanha, a decorrer até dia 31 de dezembro, é composta por um vídeo principal, disponível na página da CVP e nos meios eletrónicos do município de Lagos, e, ainda, por oito pequenos vídeos com as histórias de cidadãos de Lagos.
Estes oito testemunhos serão lançados semanalmente durante os próximos meses.
A iniciativa integra ainda uma campanha digital nacional, a presença nos média e em suportes offline, como outdoors, mupis, entre outros.
O principal propósito é o de sensibilizar a população e as empresas para a necessidade «urgente de se apoiar quem mais apoia e tem estado na linha da frente de vários conflitos: a Cruz Vermelha», aponta a Câmara Municipal de Lagos.
Outro dos objetivos da campanha é o de demonstrar que o município, além de ser «reconhecido pela sua história, valências turísticas e capacidade de integrar novas comunidades, pode contribuir para aumentar a ajuda humanitária àqueles que em todo o mundo vivem em situações de emergência extrema», afirma.
A campanha pode ser consultada aqui e as contribuições podem ser realizadas para a conta da CVP, através de transferência bancária (IBAN | PT50 0035 0027 00080920130 67).
Fonte: barlavento.sapo.pt Link: https://barlavento.sapo.pt/algarve/lagos-e-cruz-vermelha-unem-se-para-apoiar-refugiados-de-guerra
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Ucrânia. Polónia quer resposta convencional face a um ataque nuclear russo
João Campos Rodrigues 29/09/2022 09:18
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© AFP
Caso sejam usadas armas nucleares táticas na Ucrânia, Varsóvia quer uma resposta “devastadora” da NATO. Washington mantém-se ambígua.
Enquanto Vladimir Putin fazia ameaças nucleares, a NATO desvalorizava-as, mas mantinha-se em silêncio quanto ao que faria no caso da utilização de armas nucleares táticas – ou seja, ogivas mais pequenas, feitas para serem usadas no campo de batalha – contra a Ucrânia.
O maior receio era que isso despoletasse um conflito apocalíptico, com mísseis intercontinentais – carregados com as chamadas armas nucleares estratégicas, mais potentes – a pulverizar cidades inteiras. Contudo, Zbigniew Rau, ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, assegurou que, na opinião de Varsóvia, a resposta ao eventual uso de armas de destruição maciça pela Rússia deve ser “devastadora”, mas apenas convencional.
“Pelo que sabemos, Putin está a ameaçar usar armas táticas nucleares em solo ucraniano, não atacar a NATO”, explicou Rau, numa entrevista à NBC. “O que significa que a NATO deveria responder de uma forma convencional”, salientou.
Não espanta a posição do Governo polaco, sempre receoso dos seus vizinhos russos, tendo-se mostrado um dos mais firmes aliados da Ucrânia.
Por um lado, num confronto entre a NATO e a Rússia, Varsóvia passaria a ser a linha da frente, daí as reservas quanto ao nuclear. Por outro, a Polónia, à semelhança dos países bálticos, há muito que tenta pressionar a NATO a ser mais dura em relação a Putin.
Nem todos acham piada a isso. “Esta é uma afirmação disparatada do sr. ministro polaco”, comenta Carlos Mendes Dias, coronel na situação de reserva, questionado pelo i quanto a uma eventual resposta convencional a ataques nucleares táticos pelos russos. “A NATO não está em guerra com a Rússia, nem a Rússia com a NATO”, lembra o coronel. “A NATO só despoleta o seu artigo 5º se for ela própria atacada. A Ucrânia não pertence à NATO. E os países da fronteira estão constantemente a tentar arrastar-nos para essa situação. É escusado”.
“A Rússia não altera a situação que está a viver no espaço de batalha, que é a Ucrânia, utilizando armento nuclear. Só a vai deixar mais isolada”, frisa o coronel. No entanto, também se poderia apontar que antes de 24 de fevereiro a maioria dos analistas garantiam que uma invasão da Ucrânia não ocorreria, que isso seria contrário aos interesses do Kremlin. A imprevisibilidade de Putin não deixa os mais receosos descansados.
Do ponto de vista da Polónia, talvez a ameaça de uma retaliação convencional da NATO face ao horror de um ataque nuclear faça Putin pensar duas vezes. Afinal, os países NATO possuem enorme capacidade militar.
“Imagine que a Turquia , que também é NATO, deixa de aplicar o tratado de Montreux e permite a passagem de vasos de guerra”, exemplifica Mendes Dias. “É sabido que a marinha americana está no controlo dos mares do mundo, tem uma série de frotas incluindo no Mediterrâneo”, explica.
“A marinha britânica também lá está, com capacidades como mísseis de longo alcance. Há desde armamento antiaéreo, sistemas lança-foguetes múltiplos, aeronaves”, continua o coronel. “Em julho havia de 130 aeronaves dos aliados no nível máximo de alerta. A situação não é de hoje”.
Contudo, “se o Ocidente ataca coletivamente a Rússia com as suas forças armadas convencionais, então a resposta da Rússia poderia ser nuclear”, notou Evgeny Buzhinsky, um tenente-general russo na reforma, na semana passada, em declarações à Al Jazeera. É que “não há comparação entre o potencial militar convencional do Ocidente e o da Rússia”.
A questão é que “qualquer conflito nuclear entre a Rússia e os Estados Unidos levaria a completa destruição mútua”, alertou Buzhinsky. Putin tem nas mãos um arsenal nuclear enorme, estimando-se que possua quase seis mil ogivas.
Apesar dos apelos de Kiev para que a NATO se comprometa em responder a um eventual ataque nuclear russo, a Administração de Joe Biden tem evitado a clareza mostrada por Varsóvia. “Decidiu manter os avisos quanto às consequências de um ataque nuclear, deliberadamente vagos para que o Kremlin se preocupe sobre como é que Washington poderá responder”, explicou ao Washington Post uma fonte oficial na Casa Branca.
Esses avisos têm sido feitos diretamente ao Governo russo e de forma privada, ao longo dos últimos meses. E a ideia será cultivar aquilo a que se chama “ambiguidade nuclear”. Ou seja, dissuadindo um ataque, mas dando espaço de manobra para que Biden não se comprometa em desencadear uma guerra nuclear entre potências.
Neste espécie de jogo de póquer nuclear, Putin não só garantiu que não está a fazer bluff, como ainda conta com os referendos nos territórios ucranianos ocupados – nomeadamente Lugansk, Donetsk, Zaporínjia e Kherson – para aumentar a parada.
Com o anúncio do previsível “sim” à anexação pela Rússia, na quarta-feira, supostamente com entre 87% a 99.2% a favor, o Kremlin pode argumentar que, aos seus olhos, qualquer contra-ataque ucraniano seria um ataque a território russo.
Aumentando a pressão nuclear, por mais que o Ocidente denuncie os referendos como uma fraude, havendo inúmeros relatos de abusos e pressão sobre os eleitores. Sem contar com a ilegalidade de se conduzir um referendo em plena guerra, com boa parte da população em fuga, sem sequer se controlar a totalidade do território. Em Zaporínjia, os russos nem a capital deste oblast controlam.
Já Dmitry Medvedev veio explicitar publicamente as ameaças do seu líder. “Se a ameaça à Rússia exceder os níveis estabelecidos de perigos, vamos ter de responder”, garantiu o antigo Presidente, em tempos visto pelo Ocidente como a esperança de reforma na Rússia, hoje um dos mais belicosos dirigentes do Kremlin. E essa tal resposta nuclear russa “será sem pedir a permissão de ninguém, sem longos debates”, assegurou Medvedev, esta terça-feira, no Telegram.
O problema é que, à medida que as forças da Rússia são humilhadas no campo de batalha, também cresce o receio que o Kremlin recorra a medidas mais desesperadas. “Obviamente, o Presidente Putin está a perder a guerra na Ucrânia”, avaliou o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco. “Portanto, a sua reação é lançar uma mobilização. Mas a mobilização não parece ajudá-lo a vencer a guerra”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782014/ucr-nia-polonia-quer-resposta-convencional-face-a-um-ataque-nuclear-russo?seccao=Mundo_i
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Moscovo procura recrutar russos em fuga da guerra junto às fronteiras
MadreMedia / Lusa
29 set 2022 06:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As longas filas de russos que procuram escapar à mobilização militar continuavam esta quarta-feira a 'entupir' as estradas para fora do país, enquanto Moscovo terá estabelecido gabinetes de recrutamento nas fronteiras, para intercetar alguns destes.
A Ossétia do Norte, região russa que faz fronteira com a Geórgia, decretou estado de “alerta máximo” e anunciou que comida, água, equipamentos de aquecimento e outras ajudas devem ser trazidas para aqueles que passam dias em filas.
No outro lado da fronteira, na Geórgia, voluntários também estão a mobilizar água, cobertores e outros tipos de assistência.
Aquela região russa restringiu a entrada de muitos carros de passageiros no seu território e montou um gabinete de recrutamento na fronteira de Verkhy Lars, referiram agências de notícias russas.
De acordo com o Ministério do Interior da Geórgia, cerca de 10.000 cidadãos russos estão a atravessar diariamente a fronteira.
Alguns meios de comunicação divulgaram fotos junto à fronteira, onde era visível uma carrinha preta com as palavras: gabinete de alistamento militar.
Outro gabinete deste género foi estabelecido no lado russo junto à fronteira com a Finlândia, segundo a agência de notícias russa independente Meduza.
O anúncio de Moscovo da mobilização de 300 mil reservistas, feito na semana passada, está a desencadear o êxodo de um grande número de homens russos em idade militar que se recusam a lutar na Ucrânia, alvo de uma ofensiva militar russa desde fevereiro passado.
Embora o Presidente russo, Vladimir Putin, tenha anunciado em 21 de setembro uma mobilização “parcial”, muitos russos temem que seja muito mais amplo e arbitrário.
Na Rússia surgem inúmeros relatos de homens sem formação militar e de todas as idades a receberem avisos para serem mobilizados.
Aleksandr Kamisentsev, que deixou a sua casa em Saratov e fugiu para a Geórgia, descreveu a situação no lado russo da fronteira como “muito assustadora”.
“É tudo muito assustador, lágrimas, gritos, um grande número de pessoas. Há um sentimento de que o governo não sabe como organizá-lo. Parece que eles querem fechar a fronteira, mas ao mesmo tempo têm medo de que os protestos aconteçam e deixam as pessoas saírem”, contou o russo à agência Associated Press (AP).
Manifestantes munidos de bandeiras georgianas e ucranianas e cartazes como “Russia Kills” [Rússia Mata, em português] saudaram os russos na fronteira esta quarta-feira.
Os russos têm atravessado a fronteira de carro, mota, bicicleta ou a pé.
Também há longas filas na fronteira com o Cazaquistão, que recebeu mais de 98 mil russos desde a semana passada.
A Rússia tem fronteiras terrestres com 14 países.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/moscovo-procura-recrutar-russos-em-fuga-da-guerra-junto-as-fronteiras
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Ucrânia: cerca de um quinto dos portugueses acredita que NATO e Rússia vão envolver-se num conflito direto, aponta sondagem
Por Revista de Imprensa em 09:33, 29 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A NATO deve continuar a dar ajuda militar à Ucrânia, segundo revelou esta quinta-feira uma sondagem da Aximage para o ‘JN’, ‘DN’ e ‘TSF’: dois terços do portugueses (67%) concordam com o apoio prestado, ao passo que cerca de metade (49%) acredita na vitória dos ucranianos. Para os inquiridos, a guerra vai polongar-se no tempo (45%) ou escalar para um conflito direto entre a aliança atlântica e a Rússia (21%). No entanto, há 7% que receiam que termine com uma guerra nuclear.
O conflito na Ucrânia promete estender-se no tempo, segundo a maioria dos portugueses: apenas 15% acreditam que o desfecho está próximo, seja por um acordo entre as partes (9%) ou porque a Ucrânia termine por ceder territórios à Rússia (6%).
Mas há outras possibilidades: pelo menos dois em cada 10 portugueses acredita que vai haver um conflito direto entre a NATO e a Rússia, sobretudo entre as mulheres, com mais 7 pontos percentuais do que os homens. São também mais pessimistas no caso de uma guerra nuclear (mais quatro pontos percentuais do que os homens) – um terço das mulheres (33%) prevê uma escalada tanto na amplitude como nos efeitos da guerra. São também as mulheres que mais discordam (23%) da entrega de armas a Kiev quando comparado com os homens (15%).
Por último, o apoio militar ocidental aos ucranianos é o sentimento nacional prevalecente, com apenas 15% dos portugueses a discordar.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-cerca-de-um-quinto-dos-portugueses-acredita-que-nato-e-russia-vao-envolver-se-num-conflito-direto-aponta-sondagem/
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Ucrânia: Descoberta uma quarta fuga nos gasodutos do Báltico
Por MultiNews com Lusa em 07:57, 29 Set 2022
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A Guarda Costeira sueca confirmou hoje ter descoberto uma nova fuga de gás, de menor dimensão, do gasoduto Nord Stream 2 no Mar Báltico, elevando o número de fugas dos dois gasodutos russos para quatro.
“Há duas fugas do lado sueco e duas fugas do lado dinamarquês”, disse um oficial da Guarda Costeira à agência de notícias France-Presse.
“A distância é algo subjetivo, mas elas estão próximas uma da outra”, disse o responsável, referindo-se às duas fugas do lado sueco.
“Trata-se de um grande derrame de cerca de 900 metros de diâmetro e outro mais pequeno de cerca de 200 metros”, disse Jenny Larsson, porta-voz da Guarda Costeira, ao jornal Svenska Dagbladet.
Até agora, as autoridades dos dois países tinham confirmado uma fuga na área do Mar Báltico pertencente à Suécia, a nordeste da ilha de Bornholm, e duas na área pertencente à Dinamarca.
As fugas estão a causar agitação marítima significativa na superfície da água, ao longo de várias centenas de metros, o que impossibilita a inspeção imediata das estruturas, segundo as autoridades.
Suécia, Dinamarca, Alemanha, União Europeia (UE) e NATO alegaram que as fugas do Nord Stream foram causadas por um “ato intencional” e “sabotagem”.
Por seu lado, o Kremlin qualificou de “sem sentido e absurdas” as acusações europeias de que a Rússia pode ser responsável pelo danos detetados nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, apontando o dedo aos Estados Unidos.
Os serviços de informações russos (FSB) abriram um inquérito a um “ato de terrorismo internacional”, depois da alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream no Mar Báltico, anunciou na quarta-feira a procuradoria-geral russa.
A procuradoria acrescentou ainda que “a Federação da Rússia sofreu um grave prejuízo económico devido a estes atos”.
Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas vai reunir-se a pedido da Rússia, a propósito desta sabotagem, anunciaram na quarta-feira a Suécia e a França.
A Ucrânia acusou na terça-feira a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um “ataque terrorista” contra a União Europeia (UE).
O primeiro Nord Stream, com capacidade de bombeamento de 55.000 milhões de metros cúbicos de gás por ano, foi interrompido após a Rússia alegar uma fuga de óleo na única estação de compressão russa que ainda estava em operação.
Já o Nord Stream 2 nunca entrou em operação devido ao bloqueio da infraestrutura por parte de Berlim, mesmo antes do início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro.
No entanto, ambos os gasodutos estão preenchidos com gás e, portanto, devem manter uma pressão estável.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-descoberta-uma-quarta-fuga-nos-gasodutos-do-baltico/
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Papa ajudou na mediação da troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia
Agência Lusa 29 set 2022 11:12
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Fonte de imagem: dnoticias.pt
O Papa ajudou na mediação de troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia, publicou hoje a revista La Civiltà Cattolica da Companhia de Jesus, sublinhando que Francisco revelou a sua participação durante a viagem ao Cazaquistão.
"Alguns enviados ucranianos vieram até mim. Entre estes, o vice-reitor da Universidade Católica de Ucrânia, acompanhando pelo conselheiro do Presidente [ucraniano, Volodymyr Zelensky] para assuntos religiosos, um evangélico", explicou Francisco durante uma reunião no Cazaquistão com 19 jesuítas que trabalhavam na chamada "região russa" da Companhia de Jesus, transcrita pela revista.
"Conversamos, discutimos. Também compareceu um chefe militar que trata da troca de prisioneiros, sempre com o conselheiro religioso do Presidente Zelensky. Desta vez, trouxeram-me uma lista de mais de 300 prisioneiros. Pediram-me para fazer algo para mudar [a situação]. Imediatamente, liguei para o embaixador russo para perceber se algo poderia ser feito, se uma troca de prisioneiros poderia ser acelerada", afirmou o Papa.
Francisco explicou aos jesuítas que queria manter a porta do diálogo aberta desde o primeiro momento do conflito.
O Papa lembrou que no dia seguinte ao início da guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro, deslocou-se à embaixada russa e disse ao embaixador que gostaria de falar com o Presidente [russo, Vladimir] Putin "desde que deixasse uma pequena janela para o diálogo".
Embora a viagem papal a Kiev não esteja excluída, porque a "tem sempre em mente", Francisco acrescentou que "a vontade de Deus não é ir agora, talvez mais tarde".
Sobre o conflito iniciado pela Rússia em 24 de fevereiro, Francisco foi categórico diante de algumas críticas devido aos seus apelos, sem citar o agressor.
"Quando um bispo católico ucraniano me veio visitar, dei-lhe um pacote com minhas declarações sobre o assunto. Defini a invasão da Ucrânia como uma agressão inaceitável, repugnante, sem sentido, bárbara, sacrílega... Leiam todas as declarações!", afirmou.
"No entanto, para enfrentar o conflito é necessário permanecer próximo das vítimas, o que não deve impedir a reflexão", acrescentou.
O Papa também se referiu à polémica devido às suas palavras sobre a morte de Daria Duguina, filha do ideólogo do Kremlin Alexander Duguin que morreu num ataque, "como vítima do conflito".
"As pessoas comuns em todos os conflitos são as verdadeiras vítimas, que pagam na própria pele pelas loucuras da guerra. Então, eu também me referi àquela jovem que voou pelos ares. Neste momento, tudo o que eu disse foi esquecido e a atenção voltou-se apenas a essa referência. Mas eu entendo as reações das pessoas, porque estão a sofrer muito", esclareceu.
Francisco reiterou que "houve fatores internacionais que contribuíram para provocar a guerra".
O Papa lembrou "que um chefe de Estado" lhe disse em dezembro de 2021 que "estava muito preocupado porque a NATO foi ladrar às portas da Rússia sem entender que os russos são imperiais e temem a insegurança nas fronteiras".
"Ele expressou medo de que isso desencadeasse uma guerra, o que aconteceu após dois meses. Portanto, não se pode ser simplista no raciocínio sobre as causas do conflito. Vejo o imperialismo em conflito. Quando se sentem ameaçados e em declínio, os imperialismos reagem a pensar que a solução é desencadear uma guerra", argumentou.
Para o Papa, é um erro pensar que esta é uma guerra apenas entre Rússia e Ucrânia, ou que é "um filme de 'cowboys', em que há bons e maus", tratando-se antes de "uma guerra mundial".
"Há quem diga, por exemplo, que a Guerra Civil Espanhola foi feita para preparar a II Guerra Mundial. Não sei se é mesmo assim, mas poderia ser. Não tenho dúvidas, porém, que já estamos a viver a III Guerra Mundial", considerou Francisco.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/29/329956-papa-ajudou-na-mediacao-da-troca-de-prisioneiros-entre-russia-e-ucrania/#
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Líderes europeus falam em "sabotagem" do Nord Stream
29 de setembro 2022 às 09:27
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/29/833705.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
A Europa aponta o dedo ao Kremlin, os russos acusam os EUA. A fuga de gás natural pode virar tragédia ambiental.
Três fugas simultâneas nos gasodutos Nord Stream, que ligam a Rússia à Alemanha, atravessando o Mar Báltico, foram descritos como atos de “sabotagem” por Ursula Von der Leyen, estando a ser apontado o dedo ao Kremlin. Sendo que “qualquer interrupção deliberada da infraestrutura energética europeia ativa é inaceitável e levará à resposta mais forte possível”, garantiu a líder da Comissão Europeia.
A primeira fuga misteriosa foi detetada no Nord Stream 2, ao largo da ilha dinamarquesa de Bornholm. Pouco depois, outras duas fugas foram encontradas no Nord Stream 1, uma delas ao largo da Dinamarca e outra em águas suecas, logo após sismólogos registarem explosões nas imediações, avançou a agência France Press.
Viu-se borbulhar debaixo de água (foto abaixo), por onde passa o Nord Stream 1, dado que apesar dos gasodutos não estarem a funcionar de momento – o Nord Stream 1 está em reparações, o Nord Stream 2 nunca foi inaugurado – ainda havia restos de gás natural dentro desta infraestrutura que se extende por uns 1200 quilómetros.
Alguns notaram o timming do incidente, que surgiu na mesma altura em que se inaugura um novo gasoduto entre a Noruega, que com a guerra na Ucrânia se tornou o maior fornecedor de gás natural da Europa, e a Polónia. Já a Rússia negou ter algo a ver com este incidente.
As alegações de Bruxelas “são bastante previsíveis e também previsivelmente estúpidas”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Apontando o dedo aos Estados Unidos, acusando-os de quererem beneficiar da exportação de energia para a Europa. “Eles estão muito, muito interessados em receber os seus super lucros”, denunciou.
A expetativa é que equipas de investigação da Suécia e Dinamarca demorem algumas semanas a alcançar as fugas, quanto mais a haver reparações. Havendo alertas que, graças a estas fugas, é quase impossível que a Rússia recomece a bombear o seu gás natural através do Mar Báltico este inverno.
Seja quem forem os responsáveis, os riscos ambientais deste incidente são enormes, avisou Stefano Grassi, chefe de gabinete do comissário europeu para a Energia. As fugas de gás natural “arriscam tornar-se um disastre climático e ecológico”, avisou Grassi, citado pelo Financial Times, preocupado libertação de metano um gás com um efeito de estufa muito maior que o dióxido de carbono.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782017/lideres-europeus-falam-em-sabotagem-do-nord-stream
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Ucrânia: “Recebemos ordens para matar todos os civis que vemos”. Reveladas conversas dos soldados russos com as suas famílias
Por Francisco Laranjeira em 11:17, 29 Set 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/The_first_military_training_of_the_Preobrazhensky_regiment_17.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Recebemos ordens para matar todos os que vemos”, segundo denunciou um soldado russo, ouvido num dos vários áudios verificados pelo jornal americano ‘The New York Times’ que revelaram as dificuldades das tropas invasoras nos campos de batalha na Ucrânia – nas conversas telefónicas com a família na Rússia, ‘chovem’ críticas à gestão da guerra por Putin, as terríveis condições dos seus regimentos ou as dificuldades em lidar com as tropas ucranianas.
“Estamos em Bucha. A nossa defesa está num impasse. Estamos a perder esta guerra. Recebemos ordens para matar todos os que vemos. Putin é um idiota – ele quer tomar Kiev mas não há como fazê-lo”, relatou um soldado russo, numa chamada telefónica à sua namorada. Identificado como Sergey, o soldado referiu que o seu comandante deu ordens para os civis ucranianos serem levados para a floresta e executados. “Eles podem entregar as nossas posições. É isso que vamos fazer, matar qualquer civil que passar e arrastá-los para a floresta. Já me tornei um assassino.”
Outro soldado garantiu que “ninguém nos disse que iríamos para a guerra. Avisaram-nos um dia antes de partirmos”. “Treinámos por dois ou três dias”, relatou um outro soldado, numa conversa com um amigo. “Fomos enganados como crianças.”
O Governo ucraniano e os seus serviços de Inteligência têm gravado milhares de ligações feitas entre militares da Rússia e os respetivos familiares mas até ao momento não tinham sido divulgados mas são um relato interno das falhas nos campos de batalha assim como as execuções de civis.
“Mãe, esta guerra é a pior decisão que o nosso Governo já tomou. Quando vai tudo isto acabar?”, apontou um militar, cuja mãe respondeu que na Rússia os órgãos de comunicação social informavam que estava tudo “a correr como o planeado”.
Os áudios publicados dão conta também das perdas das forças armadas russas – um soldado do 331º Regimento Aerotransportado relatou que todo o 2º batalhão, composto por 600 soldados, tinha sido “aniquilado”. Outro membro das Forças Armadas russas, questionado por um familiar sobre o número de mortos, respondeu que um terço dos soldados do seu regimento tinha perdido a vida.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-recebemos-ordens-para-matar-todos-os-civis-que-vemos-reveladas-conversas-dos-soldados-russos-com-as-suas-familias/
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Maquilhagem, máquinas de lavar e papel higiénico (entre outros): lista de produtos alvos de sanções à Rússia pela UE promete ficar bem maior
Por Francisco Laranjeira em 13:33, 29 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Da maquilhagem a charutos, passando pelas máquinas de lavar e papel higiénico, a lista de produtos afetados pelas sanções da União Europeia contra a Rússia está na iminência de ficar muito maior, apontou esta quinta-feira o jornal britânico ‘The Guardian’.
O projeto de lei de sanções, após o anúncio das medidas de destaque pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na passada 4ª feira, quer restringir fortemente as importações e exportações de e para a Rússia. O executivo da UE propõs ainda limitar o preço do petróleo russo e impor novas restrições ao comércio de alta tecnologia como parte do oitavo pacote de sanções para “fazer o Kremlin pagar” pela escalada da guerra na Ucrânia – está tammbém proposta a proibição de cidadãos de União Europeia de terem presença nos conselhos de administração em empresas estatais russas.
(https://i.ibb.co/LrDv4q6/Captura-de-ecr-2022-09-29-153421.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Comissão Europeia quer interromper a venda de eletrodomésticos europeus, incluindo máquinas de lavar, porque as autoridades acreditam que o exército russo tem ‘capturado’ esses produtos devido aos seus chips, uma vez que acabaram os semicondutores no país. A UE também quer restringir as importações de bens que geram rendimento para a Rússia, como a madeira, o papel e a celulose, cigarros e cosméticos.
Bolsas e malas, telefones e carros, papel e papel de jornal, roupas femininas, produtos de maquilhagem e de barbear fazem parte de uma longa lista de itens sujeitos a restrições comerciais que também inclui muitos produtos industriais, ferramentas e substâncias químicas.
Os embaixadores da UE vão discutir o novo pacote de sanções esta sexta-feira e é expectável que cheguem a acordo rapidamente. Recorde-se que é necessário que sejam aprovadas por unanimidade para poderem entrar em vigor.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/maquilhagem-maquinas-de-lavar-e-papel-higienico-entre-outros-lista-de-produtos-alvos-de-sancoes-a-russia-pela-ue-promete-ficar-bem-maior/
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Finlândia implementa proibição de entrada a turistas russos
MadreMedia / Lusa
29 set 2022 14:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O governo finlandês vai encerrar hoje totalmente as suas fronteiras aos turistas russos, mesmo aos cidadãos portadores de um visto emitido num país do espaço Schengen.
A medida anunciada na semana passada vai entrar hoje em vigor à meia-noite (hora local) e pretende restringir o fluxo de cidadãos russos que entram na Finlândia, a maior parte dos quais segue depois viagem para outros países do bloco europeu.
Para o governo de Helsínquia, a chegada de um grande número de cidadãos russos “pode prejudicar a posição da Finlândia a nível internacional”.
A Rússia e a Finlândia partilham uma fronteira de 1340 quilómetros.
A mesma medida foi aplicada, nas últimas semanas, pelas três república bálticas (Estónia, Letónia e Lituânia) e pela Polónia.
“As restrições vão manter-se em vigor até nova ordem. Esta medida tem como objetivo deter por completo o turismo russo na Finlândia e o trânsito dos turistas russos através do nosso país”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês, Pekka Haavisto, em conferência de imprensa.
A medida não vai afetar os viajantes russos que precisam de se deslocar à Finlândia “por motivos especiais”, tais como visitas a familiares residentes no país, estudos, trabalho ou por razões humanitárias.
De acordo com o governo, as restrições também não se aplicam a diplomatas da Rússia, cidadãos russos que tenham autorização de residência no país ou a requerentes de asilo político.
Com as ligações aéreas e ferroviárias cortadas – no quadro das sanções decretadas pela União Europeia contra Moscovo – e com as restrições em vigor nas três repúblicas bálticas e na Polónia, a Finlândia era o único ponto de entrada de cidadãos russos no bloco europeu.
De acordo com os dados da Guarda Fronteiriça da Finlândia, 55.362 cidadãos russos entraram no país desde que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, decretou na semana passada a mobilização de 300 mil reservistas, que devem ser incorporados nas forças presentes na campanha militar contra a Ucrânia.
Este valor aumentou em 86 por cento (mais 29.703 pessoas) as chegadas de russos à Finlândia comparativamente aos valores registados antes da mobilização dos reservistas.
O executivo de Helsínquia recebeu numerosas críticas a nível nacional e internacional por permitir o trânsito fronteiriço com a Rússia, apesar da invasão russa da Ucrânia iniciada a 24 de fevereiro.
A pressão política obrigou o Executivo liderado pela social-democrata Sana Marin a encontrar um mecanismo legal para bloquear o turismo sem violar o acordo de Schengen.
Os serviços de segurança finlandeses não consideram que a chegada de turistas russos seja uma ameaça para a Finlândia, como alegam os países bálticos e a Polónia, e, por isso, tiveram de encontrar um “outro argumento legal”.
Por isso, Helsínquia passou a encarar o turismo russo, no contexto da guerra na Ucrânia, como um fator que “pode prejudicar de forma grave as relações internacionais” da Finlândia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/finlandia-implementa-proibicao-de-entrada-a-turistas-russos
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Putin diz que conflitos com a Ucrânia são resultado do "colapso da União Soviética"
29 de setembro 2022 às 18:40
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/9/29/833808.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
"Sabemos que o Ocidente está a criar cenários para provocar novos conflitos no espaço da CEI. Mas já temos (conflitos) suficientes", afirmou o líder russo.
Vladimir Putin disse esta quinta-feira que os conflitos na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), incluindo a atual invasão russa à Ucrânia, foram "obviamente" o resultado do "colapso da União Soviética".
"Basta olhar para o que está a acontecer agora entre a Rússia e a Ucrânia, o que está a acontecer nas fronteiras de alguns países da ex-União Soviética. Tudo isso, obviamente, é resultado do colapso da União Soviética", disse o lider russo durante uma reunião com autoridades dos países membros da Comunidade de Estads Independentes (CEI), que reúne as ex-repúblicas soviéticas.
"Sabemos que o Ocidente está a criar cenários para provocar novos conflitos no espaço da CEI. Mas já temos (conflitos) suficientes", disse ainda.
Vladimir Putin afirmou ainda que "uma ordem mundial mais justa" está a ser formada para se contrapor a "uma hegemonia unipolar" promovida pelo Ocidente, que, segundo o russo, está a entrar "em colapso".
"Ao agarrar-se ao passado e ao tentar levar a cabo uma política de 'diktat' [exigência absoluta imposta pelo mais forte] em todas as áreas - das relações internacionais à economia, passando pela cultura e desporto - este famoso coletivo ocidental está a criar novos problemas e novas crises", referiu.
Já no dia 16 de setembro, durante uma cimeira regional asiática, Putin afirmou que a sua estratégia funciona como um contrapeso à ordem ocidental.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782084/putin-diz-que-conflitos-com-a-ucr-nia-sao-resultado-do-colapso-da-uniao-sovietica
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“Vamos estar num lugar perigoso no próximo ano, com a Rússia a ficar com falta de opções”
Fátima Caçador - Casa dos Bits
29 set 2022 18:40
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Depois de 30 anos de trabalho nos serviços secretos ingleses, Alex Younger partilhou em Lisboa uma visão crua sobre os desafios da cibersegurança e de uma divisão cada vez mais estremada entre os grandes blocos geopolíticos. O que significa isso para as organizações portuguesas, que podem ser alvos ou apanhadas no fogo cruzado?
Especialista em segurança internacional, cibersegurança e geopolítica, Alex Younger apresentou no IDC Directions 22 um retrato claro da situação atual e dos riscos o mundo corre com a “questão da Rússia”. Mesmo assim considera que esta é a segunda maior preocupação de cibersegurança, colocando em primeiro lugar uma mudança que está em curso e que tem a ver com a forma como a Internet está a ser dividida, e se vai ficar do lado da democracia ou do autoritarismo.
Depois de trinta anos nos serviços secretos, o antigo responsável dos serviços secretos britânicos, o MI6, Alex Younger admite que quando entrou ao serviço ser espião era mais divertido e era possível circular pelo mundo de forma mais fácil, mas depois chegou o Google e tornou tudo pesquisável.
A corrida contra o tempo no combate ao terrorismo e a necessidade de inovar e de adaptar estratégias para defender o país e os seus amigos foi também recordada pelo especialista, que admite que o seu grande desapontamento é a percepção de que a história não acabou depois da queda do muro de Berlim e que ideologicamente estamos a divergir. “A luta entre os dois blocos continua e a tecnologia é uma das suas faces, que se manifesta na cibersegurança”, lembra.
A situação de guerra atual na Ucrânia tem também esse lado de ciberguerra, que começou ainda antes da invasão da Rússia Crimeia mas que se aprofundou depois disso.
“SE A 22 DE FEVEREIRO ME DISSESSEM QUE A UCRÂNIA IA RESISTIR DESTA FORMA CONTRA A RÚSSIA ERA UMA SURPRESA”, ADMITE, AVALIANDO AS VANTAGENS QUE DERAM AO PAÍS DE VOLODYMYR ZELENSKYY A CAPACIDADE DE SE MANTER NA FRENTE DESTA GUERRA COM A MOBILIZAÇÃO RÁPIDA E A VANTAGEM MORAL DO SEU LADO.
Ainda assim Alex Younger acredita que “a maior batalha ainda vai acontecer e penso que não será resolvido [o conflito] rapidamente”, afirmou, explicando que inicialmente pensávamos que o ocidente tinha a vantagem do poder económico e que Vladimir Putin tinha o poder militar mas que afinal se revelou que era o contrário devido à questão energética.
“Vamos estar num lugar perigoso no próximo ano, com a Rússia a ficar com falta de opções”, adianta ainda o especialista, referindo que quem ouvir o último discurso de Putin vai perceber que ele ainda não chegou onde queria. Os riscos que dai surgem são de uma escalada de guerra, utilização do pode atómico e de ciberguerra, um risco que Alex Younger diz que ainda não se materializou mas para o qual temos de estar preparados.
O especialista lembra que “a infraestrutura da Ucrânia está a ser atacada todos os dias” mas que está a resistir e que “deve ser olhada como um exemplo de como usar um problema e transformar numa solução”, com a capacidade de se reinventar e de unir a ajuda internacional. Na perspetiva de Alex Younger, a Rússia vai continuar as ciberoperações patrocinadas pelo Estado com ciberespionagem e desinformação nas redes, procurando a divisão dos aliados ocidentais.
A grande questão é se Putin vai usar técnicas ciberdestrutivas. “Tinha previsto que não era provável porque esse é um ato de guerra e Putin não sabe bem qual é o limite da Nato e tem muito respeito pela nossa capacidade ofensiva no ciberespaço”, afirma, mas a sabotagem dos gasodutos Nord Stream no Mar Báltico fez com que colocasse essa teoria em pausa.
Com a incerteza sobre a evolução da situação, Alex Younger coloca a questão sobre o que isso representa para as organizações em Portugal, que podem ser um alvo ou ser apanhadas no fogo cruzado.
Entre a democracia e o autoritarismo na Internet
A divisão da internet, entre os regimes democráticos e os autoritários, com estratégias muito diferentes de atuação é vista por Alex Younger como um risco maior para o futuro da humanidade e para o mundo que vamos deixar aos nossos filhos. “A tecnologia é uma área de competição chave e vamos estar num mundo dividido”, lembra, avisando que do lado ocidental não se conhece um plano mas que o da China está escrito e publicado, aconselhando todas as pessoas a lerem o “Made in China 2025” para perceber o que Xi Jinping, presidente da China, pretende fazer nos próximos anos.
A diferença na forma como os vários blocos tratam a cibersegurança é para o especialista bem clar a e traduz-se de forma rápida. “É uma ironia que nós, como capitalistas temos uma abordagem muito socialista à internet, enquanto a China é muito capitalista, com uma grande diversidade de players e muito desorganizada, onde os ciber hacktivistas não parecem estar muito conscientes do que estão a fazer”. Mesmo assim há traços claros: se o ataque for para roubar segredos comerciais é da China e se forem segredos políticos é da Rússia.
Sem querer deprimir a audiência, o especialista sublinha que estes riscos estão a interferir nos cálculos das empresas e que é preciso trabalhar para preparar-se para os ciberataques que podem surgir. Por isso deixou alguns conselhos, como a utilização da imaginação, olhando de fora para dentro para perceber o perfil da empresa nos cenários e tomar decisões proporcionais. Fazer benchmark com a concorrência do sector, para não ser o mais fraco do grupo e mais vulnerável, e resolver os problemas em tempo de paz são também apontados como estratégias inteligentes.
“PONHAM S PESSOAS NA POSIÇÃO EM QUE PENSAM COMO RESPONDER QUANDO FOREM ATACADAS E QUE PRESS RELEASE VÃO ESCREVER NO DIA A SEGUIR”, AVANÇA.
Reconhecendo que hoje a capacidade de inteligência e segurança já não está concentrada nos governos, Alex Younger sublinha que a cibersegurança é também um problema humano, uma questão de educação, e que as organizações têm que perceber o risco que um elemento interno alienado representa. Para os lideres das organizações fica a ideia de que eles próprios são as primeiras vulnerabilidades porque muitas vezes acreditam que as regras não se aplicam ao seu caso, e por isso são mais vulneráveis.
“NO FINAL SOU OPTIMISTA. O QUE APRENDI EM 30 ANOS DE CARREIRA É QUE A CAPACIDADE DE USAR A IMAGINAÇÃO E SER ÁGIL É A MELHOR MANEIA DE SAIR DE UM PROBLEMA”, DEFENDE, AVISANDO QUE “NÃO É ALTURA DE ENTRAR EM PÂNICO MAS DE OLHAR DE FORMA SÉRIA PARA UM ASSUNTO COM QUE TEMOS DE LIDAR.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/vamos-estar-num-lugar-perigoso-no-proximo-ano-com-a-russia-a-ficar-com-falta-de-opcoes
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Putin diz que invasão a Ucrânia é resultado do colapso da União Soviética
MadreMedia / Lusa
29 set 2022 18:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que os conflitos na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), incluindo o atual entre a Rússia e a Ucrânia, foram "obviamente" o resultado do "colapso da União Soviética".
“Basta olhar para o que está a acontecer agora entre a Rússia e a Ucrânia, o que está a acontecer nas fronteiras de alguns países da ex-União Soviética. Tudo isso, obviamente, é resultado do colapso da União Soviética”, disse o líder russo, durante uma reunião com autoridades dos países membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que reúne as ex-repúblicas soviéticas.
“Sabemos que o Ocidente está a criar cenários para provocar novos conflitos no espaço da CEI. Mas já temos (conflitos) suficientes”, acrescentou Putin.
O Presidente russo também afirmou que uma “ordem mundial mais justa” está a ser formada para se contrapor a “uma hegemonia unipolar”, promovida pelo Ocidente, que disse estar “em colapso”.
“Ao agarrar-se ao passado e ao tentar levar a cabo uma política de ‘diktat’ [exigência absoluta imposta pelo mais forte] em todas as áreas – das relações internacionais à economia, passando pela cultura e desporto – este famoso coletivo ocidental está a criar novos problemas e novas crises”, explicou Putin.
Em 16 de setembro, durante uma cimeira regional asiática, o Presidente russo já tinha apresentado a sua estratégia como um contrapeso à ordem ocidental, saudando o “papel crescente dos novos centros de poder”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-invasao-a-ucrania-e-resultado-do-colapso-da-uniao-sovietica
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Ucrânia: Imprensa oficial chinesa muda de tom após Putin ameaçar com uso de armas nucleares
Por MultiNews Com Lusa em 18:30, 29 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A decisão do líder russo, Vladimir Putin, de mobilizar até 300.000 tropas na reserva e de ameaçar com o uso de armas nucleares na Ucrânia suscitaram uma mudança de tom na imprensa chinesa sobre o conflito.
Hu Xijin, um proeminente comentador chinês e ex-editor-chefe do Global Times, jornal oficial do Partido Comunista da China, escreveu esta semana que, embora o uso de armas nucleares desse à Rússia vantagem na Ucrânia, também comprometeria o Tratado de Não -Proliferação de Armas Nucleares e a paz mundial.
“Não importa se a culpa é dos Estados Unidos ou do Ocidente, a Rússia não deve levar a situação ao limite de ‘vida ou morte’. A humanidade está em paz e para manter essa paz é necessário algum espaço de manobra e compromissos”, apontou.
Jin Canrong, professor na Escola de Estudos Internacionais da Universidade Renmin, em Pequim, disse que Putin deve refletir profundamente sobre o uso de armas nucleares. “Seria um desastre para o mundo”, apontou.
Jin escreveu que, mesmo que a Rússia pudesse mobilizar e enviar 300.000 reservistas para a Ucrânia, isso apenas melhoraria a defesa nas áreas ocupadas pela Rússia, mas provavelmente não alteraria o desenrolar da guerra.
Zhou Ming, colunista militar da Phoenix TV, frisou que o uso de armas nucleares não pode ser justificado, já que a Ucrânia cumpriu com a sua promessa de entregar milhares de armas atómicas, em 2001, visando dar garantias de segurança a Moscovo.
Ele opinou ainda que os EUA e a NATO teriam motivos para atacar a Rússia directamente, se Putin usasse armas nucleares.
A imprensa oficial chinesa reportou também que muitos jovens russos fugiram do país após a mobilização decretada por Putin. Os artigos consideraram ser compreensível que eles quisessem escapar da convocação, já que o exército russo é incapaz de fornecer comida ou armas suficientes.
Apesar de a China ter procurado manter neutralidade, a imprensa estatal do país mostrou inicialmente simpatia pela posição russa, culpando os Estados Unidos pelo conflito.
Os órgãos oficiais chineses evitaram referir a morte de civis em ataques russos e ampliaram sobretudo a mensagem de Moscovo, citando apenas funcionários do Kremlin e os órgãos oficiais russos como fontes noticiosas sobre o conflito.
Nas primeiras semanas após o início da invasão, a imprensa chinesa divulgou notícias positivas sobre as operações militares da Rússia e previu que Moscovo venceria a guerra rapidamente.
A mudança de tom surge depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter levantado “questões e preocupações” sobre o conflito, durante uma reunião com o homólogo russo, Vladimir Putin, no Uzbequistão, em meados de setembro.
Numa reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, na semana passada passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, frisou também que “todos os países merecem respeito pela sua soberania e integridade territorial”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-imprensa-oficial-chinesa-muda-de-tom-apos-putin-ameacar-com-uso-de-armas-nucleares/
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Trump oferece-se para mediar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Diz que se fosse presidente a guerra “não teria acontecido”
Por Filipe Pimentel Rações em 18:49, 29 Set 2022
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O antigo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que muito provavelmente será o candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais de 2024 contra o atual Joe Biden, anunciou estar disponível para liderar um grupo que possa tentar mediar as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia.
Recorrendo à rede social online que criou depois de ter sido expulso do Twitter, a ‘Truth Social’, garantiu que “a catástrofe Rússia/Ucrânia definitivamente não teria acontecido se eu fosse Presidente”. O ex-Presidente defende que os EUA devem ser “estratégicos, inteligentes (brilhantes!)” e “alcançar um acordo negociado AGORA”.
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Quanto à alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream, próximos das águas territoriais das Finlândia e da Dinamarca, Trump escreve que “estão todos a falar do grande furacão que se abateu sobre a Florida, como deveria ser, mas talvez um acontecimento muito mais importante a longo prazo tenha sido o anúncio de que os Gasodutos Nord Stream 1 e 2 foram SABOTADOS”.
O político republicano salienta que tanto a Rússia como a Ucrânia “precisam e querem” um “acordo negociado”, e alerta que “o mundo inteiro está em risco”. E termina com a questão, que deixa em aberto: “Serei eu a liderar o grupo???”.
Trump já elogiou publicamente o presidente russo Vladimir Putin, e durante o seu mandato a sua relação com o líder do Kremlin foi bastante próxima, dando azo a suspeitas de que o norte-americano terá contado com os serviços secretos da Rússia, bem como financiamento de fontes russas, para vencer as eleições contra a democrata Hillary Clinton. Assim, no cenário hipotético em que Trump venha a encabeçar esse grupo de mediação, é possível que Zelensky não veja tal com bons olhos e que as negociações não surtam qualquer efeito positivo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/trump-oferece-se-para-mediar-negociacoes-de-paz-entre-russia-e-ucrania-diz-que-se-fosse-presidente-a-guerra-nao-teria-acontecido/
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Putin vai assinar tratados da anexação das regiões ocupadas na Ucrânia às 13 horas (e estará na Praça Vermelha para grande discurso de celebração)
Por Francisco Laranjeira em 06:00, 30 Set 2022
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O presidente russo, Vladimir Putin, vai assinar esta sexta-feira os tratados para a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Jershon e Zaporihzoa, segundo anunciou o Kremlin. “A cerimónia de assinatura terá lugar na sala Saint George do Grande Palácio do Kremlin”, apontou Dmitry Peskov, porta-voz da Presidência russa, na sua conferência de imprensa diária.
Peskov revelou que a cerimónia vai ter lugar às 15 horas locais (13 horas em Lisboa), durante o qual Putin vai discursar e reunir-se com os líderes das regiões controladas por Moscovo à margem do evento.
A anexação oficial era amplamente esperada após as votações que se encerraram na passada terça-feira nas áreas sob ocupação russa na Ucrânia. Vários países ocidentais, como os Estados Unidos, bem como a NATO, já garantiram que não reconhecerão a legitimidade dos processos, que entendem que serão manipulados pelo Kremlin para servir os seus propósitos e forçar a anexação dessas regiões à Rússia.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, reforçou entretanto as críticas sobre a legalidade dos referendos. “Sob ameaças e às vezes até sob a mira de armas, as pessoas foram retiradas das suas casas ou locais de trabalho para votar em urnas de vidro”, acusou, durante uma conferência de imprensa em Berlim. “Isso é o oposto de eleições livres e justas”, denunciou. “E isso é o oposto da paz. É uma paz ditada. Enquanto este ditame russo prevalecer nos territórios ocupados da Ucrânia, nenhum cidadão está seguro. Nenhum cidadão é livre.”
Os referendos à população residente nas regiões ucranianas de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Luhansk, sob controlo das tropas de Moscovo, terminaram na passada terça-feira. As administrações instaladas por Moscovo nas quatro regiões do sul e leste da Ucrânia apontaram, na passada 3ª feira, que 93% dos eleitores na região de Zaporizhia apoiaram a anexação, assim como 87% na região de Kherson, 98% na região de Luhansk e 99% em Donetsk.
Será realizado depois um grande concerto na Praça Vermelha de Moscovo, onde já foi montada uma tribuna com telas de vídeo gigantes, com outdoors que proclamam “Donetsk, Luhansk, Zaporizhia, Kherson – Rússia!”. “Putin fará um grande discurso sobre o assunto”, informou Dmitry Peskov, porta-voz da Presidência russa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-vai-assinar-tratados-da-anexacao-das-regioes-ocupadas-na-ucrania-as-13-horas-e-estara-na-praca-vermelha-para-grande-discurso-de-celebracao/
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Anexação de territórios será oficializada por Putin na sexta-feira
30 de setembro 2022 às 08:53
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Fonte de imagem: AFP
Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson farão parte da Rússia. Esta é a maior anexação forçada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O Kremlin anunciou que as quatro regiões ocupadas na Ucrânia, Donetsk, Lugansk, Zaporijjia e Kherson, que realizaram referendos, dando vitória à anexação pela Rússia – referendos organizados por Moscovo e que foram considerados inválidos por Kiev e pelos seus aliados ocidentais – vão ser incorporados no país esta sexta-feira.
Os acordos serão assinados “com todos os quatro territórios que realizaram referendos e fizeram pedidos correspondentes ao lado russo”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa cerimónia que terá lugar em Moscovo por volta das 15h (13h em Portugal).
Após as cerimónias de assinatura, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará um grande discurso e irá estar reunido com os novos administradores das regiões ucranianas nomeados por Moscovo, revelou o Kremlin.
A área total prevista que será anexada pela Rússia representa cerca de 15% da Ucrânia e inclui aproximadamente quatro milhões de pessoas. Segundo o The Economist, a decisão de Vladimir Putin de incorporar estas regiões é a maior anexação forçada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Uma medida que foi alvo de grande contestação internacional e que será objeto de discussão no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Já na semana passada, António Guterres tinha sublinhado que “qualquer anexação do território de um Estado por outro Estado resultante da ameaça ou uso da força é uma violação da Carta da ONU e do direito internacional”.
As autoridades ucranianas dizem temer que os homens nos territórios recém-ocupados sejam recrutados para combater, tal como aconteceu, nas regiões do leste da Ucrânia que estão sob ocupação russa desde 2014.
“O Kremlin ordenará provavelmente ao Ministério da Defesa russo que inclua civis ucranianos no território ucraniano ocupado e recentemente anexado no ciclo de recrutamento russo”, disse o Instituto para o Estudo da Guerra, um think-tank norte-americano, na sua avaliação diária sobre a guerra na Ucrânia.
Quarta fuga no Nord Stream A guarda costeira da Suécia no início desta semana descobriu uma quarta fuga de gás nos gasodutos danificados de Nord Stream, alertou um porta-voz da guarda costeira ao jornal Svenska Dagbladet. “Dois desses quatro estão na zona económica exclusiva da Suécia”, disse a porta-voz, Jenny Larsson, enquanto um relatório publicado pela Reuters avisa que os outros dois estão na zona económica exclusiva dinamarquesa.
A União Europeia suspeita que estas fugas tenham sido causadas por sabotagem e prometeu uma resposta “robusta” a qualquer interrupção intencional de sua infraestrutura de energia. “Estas fugas estão a causar riscos para a navegação e danos ambientais substanciais. Apoiamos as investigações em curso para determinar a origem dos danos”, assinalam os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
O Kremlin pediu uma investigação internacional urgente sobre as fugas detetadas nos gasodutos no Mar Báltico, uma situação que descreveu como “extremamente perigosa”.
“Esta é uma situação extremamente perigosa e que exige uma investigação urgente. Tudo vai depender da situação. Naturalmente, a interação de vários países será necessária”, disse o porta-voz da Presidência russa.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782117/anexacao-de-territorios-sera-oficializada-por-putin-na-sexta-feira
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Ucrânia: Ataque russo em Zaporijia mata 23 pessoas e fere 28, denuncia governador
Por MultiNews com Lusa em 09:17, 30 Set 2022
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Fonte de imagem : multinews.sapo.pt
Um ataque russo a um comboio humanitário na cidade de Zaporijia causou a morte de 23 pessoas e feriu 28, disse hoje o governador da região do sul da Ucrânia, Oleksandr Starukh.
Num comunicado divulgado através da plataforma Telegram, Starukh disse que as forças russas atacaram um comboio humanitário que seguia em direção ao território ocupado pela Rússia.
O governador publicou ainda imagens de veículos queimados e corpos caídos na estrada.
Starukh disse que os organizadores do comboio humanitário pretendiam viajar para território ocupado pela Rússia para resgatar familiares e depois levá-los para local seguro.
O governador disse que equipas de socorro estavam no local do ataque, que até ao momento não foi reivindicado pela Rússia.
O ataque acontece no dia em que Moscovo se prepara para anexar Zaporijia e outras três regiões ucranianas: Lugansk, Donetsk e Kherson.
Na quinta-feira, o Kremlin tinha anunciado que as quatro regiões da Ucrânia, que realizaram referendos entre 23 e 27 de setembro sobre a adesão à Rússia, serão hoje incorporadas no país.
A anexação oficial já era esperada depois da votação nas áreas sob ocupação russa na Ucrânia, cujos habitantes, alegou Moscovo, apoiavam esmagadoramente a anexação formal destes territórios pela Rússia.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que os chamados ‘referendos’ nas regiões ocupadas foram realizados durante o conflito armado ativo, em áreas sob ocupação russa e fora do quadro legal e constitucional da Ucrânia, pelo que “não podem ser chamados de expressão genuína da vontade popular”.
As consultas separatistas em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia foram condenadas por Kiev e pelo Ocidente, que consideram os referendos “farsas” democráticas.
No caso de Kherson, região que faz fronteira com a península anexada da Crimeia, mais de 87% dos eleitores apoiaram a anexação russa, enquanto mais de 93% dos participantes em Zaporijia apoiaram esta opção, segundo fontes pró-russas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ataque-russo-em-zaporijia-mata-23-pessoas-e-fere-28-denuncia-governador/
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Rússia já teve três vezes mais mortes na Ucrânia do que nos 9 anos em que esteve no Afeganistão
Por Francisco Laranjeira em 12:41, 30 Set 2022
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Em apenas sete meses de guerra, Moscovo terá tudo três vezes mais mortos (45 mil) do que a URSS teve nos seus 9 anos de ocupação do Afeganistão ou quase tantos quanto os Estados Unidos no Vietname, revelou esta sexta-feira o jornal espanhol ‘El Mundo’.
A NATO calculou que terão sido 45 mil os soldados russos mortos na Ucrânia, um número que está envolto em incerteza. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, referiu esta quinta-feira que 58.500 soldados russos morreram desde o início da guerra, um número muito superior ao avançado pelo Kremlin. “Vieram matar-nos e morreram. Estão a mentir-vos sobre o alegado número de mortos ser seis mil. [São] 58.500! Essa é a verdade. Todos eles morreram porque uma pessoa quis guerra. Apenas uma, servida por muitos”, garantiu o líder ucraniano.
Zelensky apelou ainda os cidadãos russos que impeçam Vladimir Putin de continuar a guerra que está a pôr em causa a vida da própria população. “O preço de uma pessoa na Rússia querer que esta guerra continue será que toda a sociedade russa será privada de uma economia normal, de uma vida decente e do respeito pelo valor humano”, afirmou. “Para impedir isto têm de parar aquele na Rússia quer a guerra mais do que a vida. A vossa vida, cidadãos russos.”
A decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de mobilizar centenas de milhares de reservas russas este mês quase certamente exacerbará as divisões internas na Rússia, destacando as más políticas militares de seu regime. Isso deve levar a Ucrânia e seus aliados ocidentais a se prepararem para um ataque de tropas mal treinadas e desarticuladas.
Os aliados da Ucrânia estimam, além disso, que a guerra vai intensificar-se nos próximos meses, uma vez que Putin parece estar a preparar-se para uma grande ofensiva no inverno, quando o solo ucraniano congelar e assim facilitar o uso de meios blindados. É uma estratégia que parece não ter o apoio dos militares russos, que não têm muito a dizer: a Rússia é uma ditadura unipessoal.
Segundo o jornal americano ‘The New York Times’, o presidente tem ligado aos comandantes russos na frente e está pessoalmente no comando das operações no terreno. O que pode ter reflexos nas perdas russas na Ucrânia – três vezes mais mortos do que a URSS no Afeganistão (14.453, segundo os números oficiais de Moscovo), e quanto tantos quanto os Estados Unidos no Vietname (58.281).
As enormes perdas russas parecem explicar a decisão de Putin de chamar 300.000 reservistas (embora o valor real possa ser 1,2 milhões), com a intenção de tê-los na linha de frente – possivelmente em tarefas de suporte e não na linha de frente – em três ou quatro meses. “Existe uma chance de que a Rússia lance uma grande ofensiva de inverno, porque sua doutrina militar acredita que a favorece. O exército russo estima que, quando o chão congelou com a chegada de inverno, os seus meios blindados tenham um ganho de mobilidade”, explicou uma fonte ao jornal espanhol.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-ja-teve-tres-vezes-mais-mortes-na-ucrania-do-que-nos-9-anos-em-que-esteve-no-afeganistao/
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Ucrânia pede para aderir à NATO, afirma Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 15:14, 30 Set 2022
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O presidente ucraniano anunciou que a Ucrânia já entregou o pedido de adesão à NATO. O anúncio foi feito depois da reunião urgente do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, no contexto da “adesão” das regiões ocupadas de Zaporizhia, Kharkiv, Donetsk e Luhansk à Rússia.
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“De facto, já chegámos à NATO. Já comprovámos a compatibilidade com os padrões da aliança atlântica. Eles são reais para a Ucrânia, no campo de batalha e em todos os aspetos da nossa interação”, apontou Zelensky, nas redes sociais. “Confiamos uns nos outros, ajudamo-nos uns aos outros e protegemo-nos uns aos outros. Esta é a aliança.”
“Hoje a Ucrânia está a candidatar-se para tornar-se um membro, de forma acelerada. Estamos a dar o nosso passo decisivo ao assinar o pedido de adesão acelerada da Ucrânia à NATO”, frisou.
Os membros do Conselho de Segurança Nacional discutiram a questão das tentativas de anexar o território da Ucrânia e o aumento da participação da Rússia na guerra, bem como as formas de combater a anexação de terras ucranianas.
O Conselho de Segurança Nacional considerou a questão da segurança coletiva da Ucrânia e do espaço euro-atlântico, bem como as medidas para a sua implementação e reforço. A questão da expansão da coligação internacional de apoio à Ucrânia, o aumento da assistência militar e técnica, reforço das sanções contra a Rússia, propostas para garantir a segurança do Estado ucraniano, o combate às ameaças híbridas, bem como a ativação da estratégia de dissuasão nuclear da Rússia pelos membros da NATO foram discutidos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-pede-para-aderir-a-nato-afirma-zelensky/
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Rússia: Putin acusa EUA e aliados de sabotarem gasodutos Nord Stream
Por Filipe Pimentel Rações em 15:46, 30 Set 2022
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O presidente da Rússia responsabilizou os Estados Unidos e os seus aliados pelas várias explosões que esta semana tornaram inoperacionais os dois gasodutos Nord Stream, interrompendo o fornecimento de gás russo aos países da Europa central.
Esta sexta-feira, além de oficializar a anexação de quatro regiões ucranianas, Vladimir Putin aproveitou o discurso e as atenções do mundo para dizer que “as sanções não eram suficientes para os anglo-saxões, por isso decidiram passar à sabotagem”.
Sem apontar qualquer prova e depois de vários países ocidentais, bem como a NATO, terem apontado as culpas ao Kremlin, Putin salienta que “podem não acreditar, mas de facto eles [EUA e aliados] organizaram as explosões nos gasodutos internacionais Nord Stream”.
Washington já negou qualquer envolvimento no incidente, e também o fez Moscovo, com alguns oficiais a caracterizarem as acusações como descabidas.
Relata a ‘Reuters’ que a União Europeia está ainda a investigar a causa das explosões dos Nord Stream, mas a Dinamarca informou hoje que tudo aponta para que as fugas no Nord Stream 2 estejam resolvidas até amanhã. No entanto, as fugas no Nord Stream 1 só deverão estar resolvidas no dia seguinte.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-putin-acusa-eua-e-aliados-de-sabotarem-gasodutos-nord-stream/
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“Nunca iremos reconhecer os referendos ilegais”: Estados-membros da UE condenam anexações. Biden dize que “não têm qualquer legitimidade”
Por Filipe Pimentel Rações em 16:33, 30 Set 2022
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Os 27 Estados-membros da União Europeia emitiram um comunicado conjunto no qual garantem à Rússia que, para o bloco, as quatro regiões que Vladimir Putin anexou oficialmente esta sexta-feira serão sempre territórios da Ucrânia.
“Rejeitamos firmemente e condenamos inequivocamente a anexação ilegal das regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia pela Rússia”, declaram os 27 em uníssono, garantindo que “não reconhecemos e nunca iremos reconhecer os referendos ilegais que a Rússia orquestrou como um pretexto para mais esta violação da independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia, nem os seus resultados falsificados e ilegais”.
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Com uma linguagem dura, mas clara, a UE sentencia que “a Crimeia, Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Luhansk são Ucrânia” e apela a que toda a comunidade internacional siga o seu exemplo na rejeição da anexação.
“Fortaleceremos as nossas medidas restritivas para deter as ações ilegais da Rússia”, salientam os Estados-membros, acrescentando que “a Rússia está a colocar em risco a segurança global”.
E a Eu deixa um aviso a Putin: “As ameaças nucleares feitas pelo Kremlin, a mobilização militar e a estratégia de tentar apresentar o território da Ucrânia como sendo da Rússia (…) não abalarão a nossa determinação”.
Do outro lado do Atlântico também já se fizeram ouvir os protestos. Em comunicado, a Casa Branca, liderada por Joe Biden, afirma que “os Estados Unidos condenam a tentativa fraudulenta da Rússia para anexar o território soberano da Ucrânia”.
Ecoando as palavras de UE, Biden frisa que os referendos e os tratados de anexação assinados hoje por Putin “não têm qualquer legitimidade” e que “os Estados Unidos honrarão sempre as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia”.
O líder norte-americano diz que “continuaremos a apoiar os esforços a Ucrânia para recuperar o controlo do seu território através do reforço das suas forças armadas e por via diplomática”, recordando que esta semana os EUA anunciaram um novo pacote de assistência da Kiev no valor de 1,1 mil milhões de dólares.
Além disso, a Casa Branca avança também que aplicará novas sanções à Rússia, que “imporão custos a indivíduos e entidades – dentro e fora da Rússia – que forneçam apoio político ou económico às tentativas ilegais para alterar o estado do território ucraniano”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/nunca-iremos-reconhecer-os-referendos-ilegais-estados-membros-da-ue-condenam-anexacoes-biden-dize-que-nao-tem-qualquer-legitimidade/
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Ucrânia: Tropas de Putin “serão simplesmente exterminadas”, avisa conselheiro de Zelensky
Por Filipe Pimentel Rações em 17:12, 30 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Mykhailo Podolyak, conselheiro do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, afirma que, para a estratégia de Kiev, as anexações “não importam”, garantindo que não abalam a determinação da Ucrânia em resistir às forças russas e em libertar os territórios ocupados.
Em declarações ao ‘Politico’, antes de Vladimir Putin anunciar, esta sexta-feira, a anexação formal à Rússia das regiões de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Luhansk, o conselheiro ucraniano considera que a mobilização decretada pelo Kremlin para reforçar as forças russas na Ucrânia “mostra que a Rússia já não tem um exército profissional”, que “está a ser substituído por pessoas sem qualquer treino”, que “serão simplesmente exterminadas”.
“Pode parecer paradoxal, mas de facto esta mobilização joga a nosso favor”, diz Podolyak, explicando que “isto mostra ao povo da Rússia que o país está realmente em guerra, que não está a ter grande sucesso nesta guerra, que serão os próprios russos a pagar o preço”.
Aponta que a Putin só resta mais uma carta para jogar na guerra: as armas nucleares, e afirma que isso seria “absurdo”. Podolyak diz que os Estados Unidos devem fazer com que a Rússia tenha noção, sem margem para dúvidas, das consequências que que sofrerá caso decida usar armas nucleares, e aponta que, se tal vier a suceder, devem estar preparadas fortes medidas de retaliação que destruam a infraestrutura de defesa da Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-tropas-de-putin-serao-simplesmente-exterminadas-avisa-conselheiro-de-zelensky/
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Ucrânia: NATO promete apoio a Kiev após anexação ilegal “do tamanho de Portugal”
Por MultiNews Com Lusa em 17:58, 30 Set 2022
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O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, assegurou hoje que a anexação ilegal pela Rússia de quatro províncias ucranianas, com “uma área aproximadamente do tamanho de Portugal”, não altera o compromisso da Aliança em apoiar a Ucrânia.
“Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 15% do território da Ucrânia, uma área aproximadamente do tamanho de Portugal, foi tomado ilegalmente pela Rússia com a ponta da pistola”, declarou Stoltenberg em conferência de imprensa e após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado a incorporação na Rússia das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.
O chefe da NATO considerou que a guerra na Ucrânia está num “momento decisivo”, definiu a anexação “ilegal e ilegítima” desses territórios como “a mais séria escalada” desde o início da guerra, e garantiu que os membros da organização militar ocidental jamais reconhecerão estas anexações.
“A Ucrânia tem o direito de retomar estes territórios agora ocupados pela força e iremos apoiá-la para que continue a libertá-los”, afirmou.
Stoltenberg também advertiu que a eventual utilização pela Rússia da arma nuclear terá “graves consequências”.
O chefe dos aliados também comentou o pedido de adesão acelerada da Ucrânia à NATO anunciado pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pouco depois de a Rússia ter anexado quatro regiões ucranianas, ao indicar que essa decisão “requer a unanimidade” dos 30 Estados-membros.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-nato-promete-apoio-a-kiev-apos-anexacao-ilegal-do-tamanho-de-portugal/
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Ucrânia: Rússia facilita acesso à nacionalidade para estrangeiros que se alistem nas Forças Armadas
Por MultiNews Com Lusa em 18:12, 30 Set 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia vai facilitar o acesso à nacionalidade russa para estrangeiros que assinem um contrato com as Forças Armadas, através de um decreto assinado hoje pelo Presidente, Vladimir Putin.
“Cidadãos estrangeiros ou apátridas que assinem um contrato de serviço nas Forças Armadas Russas (…), por pelo menos um ano, e participem (ou tenham participado) em operações militares por pelo menos seis meses” podem beneficiar de um procedimento simplificado para obter um passaporte russo, de acordo com o decreto.
Além disso, mulheres, pais e filhos de quem morre no cumprimento de serviço militar podem solicitar a nacionalidade, através de um outro procedimento simplificado, de acordo com a agência de notícias Interfax.
As candidaturas serão processadas num prazo não superior a três meses, a contar da data de apresentação dos documentos necessários, conforme consta do decreto, que entra em vigor a partir do momento da sua assinatura, e procura dar resposta às necessidades militares perante a atual invasão da Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-russia-facilita-acesso-a-nacionalidade-para-estrangeiros-que-se-alistem-nas-forcas-armadas/
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"A vitória será nossa!", garante Putin na Praça Vermelha
MadreMedia / Lusa
30 set 2022 20:25
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu hoje que a Rússia conquistará "a vitória" no conflito com a Ucrânia, num concerto realizado na Praça Vermelha, no centro de Moscovo, para celebrar a anexação de quatro territórios ucranianos.
“A vitória será nossa!”, gritou o Presidente russo, sob os aplausos de uma multidão de vários milhares de pessoas.
“Bem-vindos a casa!”, declarou Putin, dirigindo-se a habitantes dos territórios ucranianos anexados, considerando que estes tinham “regressado à sua pátria histórica”.
“A Rússia não abre só as portas de sua casa às pessoas, ela abre o seu coração”, afirmou ainda, num palco especialmente instalado na emblemática praça junto ao muro do Kremlin (sede da Presidência russa).
Entre a multidão presente, muitas bandeiras russas eram brandidas, e algumas pessoas ostentavam também as fitas de São Jorge, com riscas negras e laranja, uma antiga decoração militar czarista que se tornou um símbolo da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha nazi.
Vários ecrãs gigantes e um forte sistema de som foram igualmente instalados para permitir às pessoas acompanhar o discurso do Presidente russo e a atuação de várias estrelas da música russa que se apresentaram em palco.
O chefe de Estado russo, no poder há 22 anos, evocou “um dia especial, histórico, de verdade e de justiça”, numa altura em que os soldados russos, segundo ele, “defendem heroicamente a escolha das pessoas” na Ucrânia.
“Faremos tudo para apoiar os nossos irmãos e irmãs em Zaporijia, Kherson, Lugansk e Donetsk, para aumentar a sua segurança, relançar a economia, reconstruir”, afirmou também, algumas horas após ter assinado a anexação dessas quatro regiões ucranianas, numa cerimónia no Kremlin.
Após esse simbólico ato no Kremlin, que representou um novo passo na sua guerra contra a soberania e integridade territorial do país vizinho, Putin defendeu, de microfone em riste, o seu mantra de que a Rússia criou a Ucrânia moderna.
“Não posso deixar de recordar como se formou a União Soviética. Foi a Rússia que criou a Ucrânia moderna, transferindo territórios significativos para lá, os territórios históricos da própria Rússia, juntamente com a população”, disse Putin.
“Ficamos mais fortes, porque estamos juntos. A verdade está connosco, e na verdade há força” declarou Putin, acrescentando de novo: “Então, a vitória será nossa!”.
Kiev e os seus aliados ocidentais condenaram amplamente tal anexação, tendo-a a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, o bloco de defesa ocidental) classificado como “ilegítima”, ao passo que os países da União Europeia (UE) e do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) declararam que “nunca reconhecerão [tais] alegadas anexações”.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Putin não tenciona, por enquanto deslocar-se às quatro regiões ucranianas agora anexadas por Moscovo, em pleno conflito militar com Kiev.
“Por agora, não, porque neste momento há muito trabalho pela frente, mas tal acontecerá certamente dentro de algum tempo”, disse Dmitri Peskov, citado pelas agências noticiosas russas e questionado sobre a hipótese de tal visita.
As quatro regiões ucranianas ocupadas cujos tratados de anexação Putin hoje assinou correspondem a cerca de 15% do território da Ucrânia – Donetsk e Lugansk (que já reconhecera como repúblicas independentes pouco antes de invadir a Ucrânia), Kherson e Zaporijia (onde se situa a maior central nuclear da Europa).
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 219.º dia, 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-vitoria-sera-nossa-garante-putin-na-praca-vermelha
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Rússia veta no Conselho de Segurança resolução que condena referendos de anexação russos em territórios ucranianos
MadreMedia / Lusa
30 set 2022 21:03
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia vetou hoje, como esperado, uma resolução apresentada pelos Estados Unidos e pela Albânia no Conselho de Segurança da ONU que condenava os referendos de anexação russos em territórios ucranianos sob ocupação de Moscovo.
A resolução recebeu 10 votos a favor, um contra e quatro abstenções.
O projeto de resolução, intitulada “Os Chamados Referendos Ilegais na Ucrânia”, condenava as consultas organizadas e realizadas pela Rússia de 23 a 27 de setembro em quatro regiões ocupadas na Ucrânia e declarava que os mesmos não têm validade e não podem constituir a base para a anexação dessas regiões pelo Kremlin.
“Realmente esperam que a Rússia aprove esta resolução?”, questionou, ironicamente, o representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzia, antes de vetar o projeto.
Como a resolução foi vetada pela Rússia – que tem direito de veto como membro permanente do Conselho de Segurança-, o projeto deverá seguir para votação da Assembleia-Geral da ONU, onde a esmagadora maioria dos países tem condenado a invasão russa da Ucrânia.
Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU alertou a Rússia que a anexação de territórios ucranianos “não terá valor jurídico e merece ser condenada”, frisando que “não pode ser conciliada com o quadro jurídico internacional”, naquela que foi uma das declarações mais fortes feitas por António Guterres desde a invasão russa da Ucrânia.
Em 21 de setembro, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou planos para realizar referendos nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia e mobilizar parcialmente as reservas militares para apoiar o esforço de guerra da Rússia na Ucrânia.
Realizados os referendos, que, segundo o Kremlin, foram apoiados pela maioria da população, as quatro regiões da Ucrânia serão agora incorporadas à Rússia.
Em 2014, a Rússia já tinha usado o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-veta-no-conselho-de-seguranca-resolucao-que-condena-referendos-de-anexacao-russos-em-territorios-ucranianos
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Guerra na Ucrânia: Zelesnky aponta "resultados significativos" da contraofensiva no leste do país
MadreMedia / Lusa
30 set 2022 21:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, congratulou-se hoje com os "resultados significativos" da contraofensiva ucraniana no leste do país, num momento em que a cidade estratégica de Lyman, controlada pelas forças russas, está parcialmente cercada pelas tropas de Kiev.
“Temos resultados significativos no leste do país (…) Todos já ouviram falar do que está a acontecer em Lyman, na região de Donetsk. São etapas que significam muito para nós”, salientou o chefe de Estado ucraniano no seu habitual vídeo diário dirigido à nação.
Zelensky elogiou todos os combatentes pela Ucrânia, defendendo que “todo o território” deve ser libertado.
O governante reconheceu que o “caminho é difícil”, embora claro: “É o caminho da independência, integridade territorial, integração no mundo civilizado e desenvolvimento social”.
“Esta será a melhor prova de que o direito internacional e os valores humanos não podem ser violados por nenhum Estado terrorista, mesmo um tão descarado como a Rússia”, frisou, num discurso divulgado no mesmo dia em que o Presidente russo, Vladimir Putin, formalizou a anexação de quatro regiões ucranianas.
Putin assinou hoje, em Moscovo, os tratados de anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, apesar da condenação internacional e da Ucrânia.
As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100.000 quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de países como a Hungria e Portugal ou um pouco menos do que a Bulgária, segundo a agência espanhola Efe.
A assinatura da anexação das quatro regiões do leste e sul Ucrânia, que a Rússia controla apenas parcialmente, seguiu-se a um discurso de Putin, que defendeu a “decisão inequívoca” dos cidadãos daqueles territórios, manifestada em referendo não reconhecidos por Kiev nem pela comunidade internacional.
Sobre ao ataque mortal ocorrido hoje contra civis em Zaporijia, Zelensky denunciou “um assassinato deliberado e absolutamente calculado” pelo Exército russo.
Um ataque russo a um comboio humanitário na cidade de Zaporijia resultou em pelo menos 30 mortos e 28 feridos, referiu o chefe de Estado ucraniano, no mais recente balanço.
Já as autoridades de ocupação pró-Rússia em Zaporijia acusaram as forças ucranianas de terem disparado contra estes veículos para impedir que civis que esperavam chegassem à área sob controle russo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-zelesnky-aponta-resultados-significativos-da-contraofensiva-no-leste-do-pais
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Nord Stream: Antony Blinken diz que acusações de Putin sobre gasodutos são "absurdas e ultrajantes"
MadreMedia / Lusa
30 set 2022 21:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, negou hoje as acusações "absurdas" e "ultrajantes" do Presidente russo, Vladimir Putin, que acusou os países anglo-saxónicos de serem responsáveis pelas fugas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2.
“Não tenho nada a acrescentar a essas alegações absurdas do Presidente Putin de que nós ou nossos parceiros aliados somos responsáveis de alguma forma por isto”, referiu Blinken, em conferência de imprensa.
O chefe de diplomacia norte-americana voltou a denunciar uma “escandalosa campanha de desinformação” da Rússia.
Numa conferência ao lado da homóloga canadiana, Mélanie Joly, o norte-americano referiu que não pretende antecipar “a investigação em andamento” sobre a origem das explosões que resultaram em fugas nos gasodutos, mas assegurou que está em “contacto próximo” com os europeus sobre o assunto.
O chefe de Estado russo acusou hoje os ocidentais, durante o seu discurso no Kremlin após a anexação de quatro províncias ucranianas, de estarem na origem das “explosões” que provocaram fugas importantes nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, construídos para transportar gás russo em direção à Europa.
“Ao organizarem as explosões nos gasodutos internacionais que atravessam o fundo do Mar Báltico, começaram na realidade a destruir a infraestrutura energética europeia”, denunciou, ao atribuir esta “sabotagem” aos “anglo-saxónicos”.
Vladimir Putin salientou também que os Estados Unidos “estão a pressionar” os países europeus a cortar completamente o fornecimento de gás russo “para se apoderarem do mercado europeu”.
Suécia, Dinamarca, Alemanha, União Europeia (UE) e NATO alegaram esta semana que as fugas do Nord Stream foram causadas por um “ato intencional” e “sabotagem”.
Por seu lado, o Kremlin tinha qualificado de “sem sentido e absurdas” as acusações europeias de que a Rússia pode ser responsável pelo danos detetados nos gasodutos Nord Stream 1 e 2.
A Ucrânia acusou na terça-feira a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um “ataque terrorista” contra a União Europeia (UE).
O primeiro Nord Stream, com capacidade de bombeamento de 55.000 milhões de metros cúbicos de gás por ano, foi interrompido após a Rússia alegar uma fuga de óleo na única estação de compressão russa que ainda estava em operação.
Já o Nord Stream 2 nunca entrou em operação devido ao bloqueio da infraestrutura por parte de Berlim, mesmo antes do início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro.
No entanto, ambos os gasodutos estão preenchidos com gás e, portanto, devem manter uma pressão estável.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nord-stream-antony-blinken-diz-que-acusacoes-de-putin-sobre-gasodutos-sao-absurdas-e-ultrajantes
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Número de mortos em ataque russo a Zaporijia sobe para 30 pessoas
MadreMedia / Lusa
30 set 2022 22:38
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O número de vítimas hoje causado por um ataque russo contra um comboio humanitário na cidade de Zaporijia, pouco antes de a Rússia anunciar a sua anexação, subiu para 30 mortos e 88 feridos, anunciou a polícia ucraniana.
O número anterior, avançado pela polícia daquela região, dava cinta de 26 mortos e 81 feridos
De acordo com as autoridades regionais, entre os mortos encontram-se pelo menos duas crianças, e uma das pessoas hospitalizadas nos centros médicos da cidade é uma menina de três anos.
O número de vítimas ainda não é definitivo, adiantou a polícia.
O trabalho dos serviços de emergência e do Exército ucraniano continua no local do ataque, que atingiu um comboio civil que, hoje de manhã, se preparava para deixar Zaporijia em direção aos territórios sob controlo russo naquela região.
Segundo a comunicação social ucraniana, o objetivo da viagem era fornecer ajuda humanitária e ir buscar familiares que estavam nas áreas ocupadas.
Quando os mísseis russos atingiram o comboio, 100 pessoas estavam no posto de controlo, refere a imprensa.
De acordo com a agência de notícias ucraniana Interfax, as autoridades ucranianas estão a recolher provas no local para prepararem a abertura de uma investigação por crimes de guerra.
O ataque foi inicialmente anunciado pelo governador da região, Oleksandr Starukh, que divulgou, através da plataforma Telegram, imagens de veículos queimados e corpos caídos na estrada.
O ataque aconteceu no dia em que Moscovo anunciou a anexação de quatro regiões da Ucrânia: além de Zaporijia tambémLugansk, Donetsk e Kherson, na sequência de referendos realizados entre 23 e 27 de setembro e cujos alegados resultados terão mostrado uma adesão quase total da população à sua incorporação na Rússia.
Nem a Ucrânia nem a comunidade internacional reconhece as anexações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/numero-de-mortos-em-ataque-russo-a-zaporijia-sobe-para-30-pessoas
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Banco Mundial concede mais 540 milhões de euros à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 08:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Banco Mundial anunciou que irá conceder um apoio adicional no valor de 530 milhões de dólares (540,6 milhões de euros) para permitir à Ucrânia "responder às necessidades urgentes causadas pela invasão russa".
O apoio, que assume a forma de um empréstimo, através do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, é garantido pelo Reino Unido, no valor de 500 milhões de dólares (510 milhões de euros), e pela Dinamarca, no valor de 30 milhões (30,6 milhões de euros), revelou na sexta-feira o Banco Mundial, num comunicado.
“O balanço da destruição e danos na Ucrânia é impressionante e continua a aumentar. O apoio da comunidade internacional até agora tem sido impressionante (…). O povo ucraniano enfrenta um longo caminho para a reconstrução e os parceiros continuarão a apoiar”, garantiu no comunicado a vice-presidente do Banco Mundial para a Europa e Ásia Central, Anna Bjerde.
O Banco Mundial já tinha disponibilizado, no total, assistência financeira de emergência no valor de 13 mil milhões de dólares (13,26 mil milhões de euros), do quais 11 mil milhões de dólares (11,22 mil milhões de euros) já foram desembolsados.
Também na sexta-feira, o Congresso norte-americano aprovou um projeto de lei que inclui cerca de 12,3 mil milhões de dólares (12,55 mil milhões de euros) em assistência económica e de segurança à Ucrânia para fortalecer a defesa do país a curto e longo prazo contra a invasão russa.
Os Estados Unidos já gastaram 65 mil milhões de euros em apoio à Ucrânia desde o início da guerra.
No início de setembro, o Banco Mundial avaliou o custo “atual” da reconstrução da Ucrânia em 349 mil milhões de euros, e precisou que “deverá aumentar nos próximos meses e quando a guerra prossegue”.
A economia da Ucrânia entrou em colapso desde o início da guerra, com o Banco Mundial a prever uma queda de 45% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/banco-mundial-concede-mais-540-milhoes-de-euros-a-ucrania
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Japão condena anexação pela Rússia de quatro regiões ucranianas
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 08:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida condenou "veementemente" como ilegal e uma violação da soberania da Ucrânia a anexação pela Rússia de quatro regiões ucraniana, anunciada pelo Presidente russo Vladimir Putin na sexta-feira.
“O processo que a Rússia chamou de referendo e a sua anexação de partes da Ucrânia nunca deverá ser aceite”, disse Kishida, num telefonema com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, na sexta-feira.
Kishida disse que também garantiu a Zelensky, numa conversa de 30 minutos, que o Japão está comprometido em trabalhar com outras nações do G7 e com a comunidade internacional em geral para apoiar ainda mais a Ucrânia.
O primeiro-ministro japonês disse que prevê aplicar novas sanções contra o Kremlin e prometeu propor, durante uma reunião dos líderes do G7 a que irá presidir em 2023, tanto sanções duras como o início de uma discussão sobre a reconstrução da Ucrânia.
Putin assinou na sexta-feira, em Moscovo, os tratados de anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, apesar da condenação internacional e da Ucrânia.
As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100 mil quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de Portugal, segundo a agência espanhola Efe.
O Japão está a avaliar quando poderá reabrir a embaixada em Kiev, algo que Kishida descreveu como importante para a manutenção de contactos próximos entre o Japão e a Ucrânia.
O Japão fechou a embaixada em março, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia se intensificou, tendo transferido parte das suas operações diplomáticas para Lviv, no oeste da Ucrânia.
O Japão anunciou no passado dia 26 um outro pacote de sanções contra Moscovo que impede exportações de produtos que possam vir a ser usados em armamento químico, juntando-se às medidas restritivas aplicadas por outros países e que são destinadas a isolar financeiramente a Rússia e os ativos dos dirigentes de Moscovo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/japao-condena-anexacao-pela-russia-de-quatro-regioes-ucranianas
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Búlgaros vão a votos no domingo, preocupados com consequências da guerra na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 09:35
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os búlgaros vão às urnas no domingo pela quarta vez em menos de dois anos, numa eleição marcada pela guerra na Ucrânia, pelo aumento dos custos energéticos e por uma inflação galopante.
As eleições antecipadas seguem-se ao derrube do governo pró-ocidental do líder da aliança Continuamos a Mudança, Kiril Petkov, em junho, que perdeu uma moção de censura no parlamento, apenas seis meses depois de tomar posse.
A iniciativa da moção de censura partiu do partido Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB, direita conservadora), de Boiko Borissov, que esteve uma década no poder e é apontado como favorito nas sondagens.
Com cerca de sete milhões de habitantes, o país eslavo dos Balcãs, de religião ortodoxa e tradicionalmente próximo de Moscovo, vai às urnas dividido em relação à guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro deste ano.
O governo de Petkov recusou pagar a Moscovo os fornecimentos de gás na moeda russa, o rublo, e expulsou da Bulgária 70 funcionários diplomáticos russos.
O governo interino entretanto nomeado adotou uma abordagem mais suave em relação à Rússia, “complicando a posição da Bulgária como membro da NATO e da União Europeia (UE)”, segundo a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos.
Numa declaração sobre a votação do domingo, a IFES alertou para o perigo de “interferência externa ou mesmo de adulteração” de uma eleição que “incitará ideologias pró-ocidentais e pró-russas”.
Com a previsão de uma abstenção elevada, as eleições poderão não resolver o impasse político, dado que as sondagens indicam uma divisão de votos que tornará difícil a formação de um governo com uma maioria confortável, segundo as agências internacionais.
Um recente inquérito da Gallup International, citado pela agência norte-americana AP, atribuiu a vitória ao GERB, com 25,9% de votos, seguido do partido de Petkov, com 19,2%.
Parvan Simeonov, um analista político da Gallup International baseado em Sófia, disse que a guerra na Ucrânia tem uma forte influência nestas eleições.
“Enquanto nas sondagens anteriores a divisão era a favor e contra o modelo de governação dos últimos 10 anos personificado pelo GERB e Boyko Borissov, as principais questões agora são a estabilização, manter os preços baixos e lidar com as consequências da guerra”, disse Simeonov à AP.
“A principal divisão do país encontra-se agora entre Leste e Ocidente no mapa político, e não entre o ‘status quo’ e a mudança”, acrescentou.
Relativamente às eleições anteriores, desapareceu a luta contra a corrupção, promovida por Petkov, com os búlgaros mais preocupados com as suas condições de vida.
De acordo com um inquérito recente, 80% dos búlgaros receiam ficar sem gás natural e, portanto, sem aquecimento nos meses de inverno.
“As principais questões [nas eleições] são a inflação, o empobrecimento e a crise em geral”, disse o sociólogo búlgaro Andrey Raychev à agência espanhola EFE.
“A questão já não é quem rouba quanto, mas porque há tanta inflação e como pode ser controlada”, acrescentou.
Boiko Borissov, dirigindo-se aos apoiantes do partido no último evento da campanha em Sófia, mostrou-se confiante numa vitória clara do GERB.
“Esta é a única solução para a Bulgária. Temos a rara oportunidade de ter um governo estável”, disse o ex-primeiro-ministro, de 63 anos, que está a disputar um quarto mandato.
Kiril Petkov, 42 anos, considerado um liberal pró-europeu, está também confiante em resultados positivos.
“Espero certamente que sejamos o primeiro poder político. O objetivo é ter uma maioria no próximo parlamento juntamente com os outros dois partidos – Bulgária Democrática e Partido Socialista”, disse Petkov à AP.
Os apelos do líder do partido pró-Rússia Vazrazhdane, Kostadin Kostadinov, para a “total neutralidade” da Bulgária na guerra na Ucrânia parecem atrair muitos eleitores, já que as últimas sondagens lhe atribuem 11,3% dos votos, contra 4,9% nas eleições anteriores.
Membro da NATO desde 2004, e da UE desde 2007, a Bulgária tinha o Produto Interno Bruto (PIB) ‘per capita’ mais baixo da UE em 2021.
Para a votação de domingo, estão inscritos mais de 6,6 milhões de eleitores, que vão escolher os 240 deputados do parlamento de entre mais de 5.300 candidatos distribuídos por 867 listas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bulgaros-vao-a-votos-no-domingo-preocupados-com-consequencias-da-guerra-na-ucrania
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Turquia rejeita anexação ilegal de território ucraniano pela Rússia
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 10:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Turquia não reconhece a anexação pela Rússia das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, formalizada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, noticiou hoje a agência turca Anadolu.
“Esta decisão, que constitui uma grave violação dos princípios estabelecidos do Direito internacional, não pode ser aceite por nós”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco num comunicado.
O Governo de Ancara considerou que a guerra na Ucrânia “está a assumir dimensões cada vez mais graves” e reiterou o seu apoio à resolução do conflito “com base numa paz justa a ser alcançada através de negociações”.
A diplomacia turca recordou que a Turquia tomou uma posição idêntica em relação à anexação pela Rússia da península ucraniana da Crimeia, com base num “referendo ilegítimo realizado em 2014”.
Desde então, tem manifestado “o seu forte apoio à integridade territorial, independência e soberania da Ucrânia”, disse o ministério liderado por Mevlut Cavusoglu.
A Turquia, que integra a NATO, promoveu negociações entre a Ucrânia e a Rússia para tentar um cessar-fogo, mas sem sucesso.
Ancara conseguiu negociar um acordo entre os dois países e a ONU que permitiu retomar a distribuição mundial de cereais que estavam retidos em portos ucranianos devido à guerra.
A anexação das quatro regiões ucranianas seguiu-se a referendos realizados num contexto de guerra, cuja legitimidade foi recusada pela Ucrânia e pela comunidade internacional.
Na sexta-feira, a Rússia usou o seu poder de veto para impedir o Conselho de Segurança das Nações Unidas de condenar a anexação de Donetsk e Lugansk (no Donbass, leste), e de Kherson e Zaporijia (sul).
Na sequência da anexação das quatro regiões, a Ucrânia formalizou um pedido de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês).
A possibilidade da entrada da Ucrânia na Aliança Atlântica foi uma das justificações dadas por Putin para ordenar a invasão do país vizinho, em 24 de janeiro deste ano.
Antes da invasão, Putin exigiu à NATO garantias de que nunca aceitaria a adesão da Ucrânia e da Geórgia, bem como o regresso das forças aliadas às posições anteriores ao alargamento a Leste.
A NATO e os aliados ocidentais recusaram tais exigências.
Numa reação ao pedido de adesão da Ucrânia, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, lembrou, na sexta-feira, que a decisão tem de ser aprovada por todos os membros da aliança.
Stoltenberg disse também que a Ucrânia tem o direito de retomar os territórios “agora ocupados pela força” e prometeu o apoio dos aliados nesse processo de libertação.
“Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 15% do território da Ucrânia, uma área aproximadamente do tamanho de Portugal, foi tomado ilegalmente pela Rússia com a ponta da pistola”, declarou Stoltenberg.
A anexação das quatro regiões ucranianas seguiu-se a uma mobilização parcial decretada por Putin em 21 de setembro, após reveses sofridos pelas tropas russas na Ucrânia.
A mobilização, que abrange 300.000 mil reservistas, levou dezenas de milhares de russos a fugir para países vizinhos.
Desconhece-se o número de baixas civis e militares da guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm afirmado que será muito elevado.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-rejeita-anexacao-ilegal-de-territorio-ucraniano-pela-russia
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Guerra na Ucrânia: Kiev diz ter cercado milhares de tropas russas na região 'anexada' de Donetsk
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 13:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia reivindicou hoje ter cercado milhares de soldados russos na zona da cidade de Lyman, na região de Donetsk, anexada pela Rússia, onde retomou o controlo de cinco aldeias.
“As forças russas estão cercadas em Lyman”, disse o porta-voz do exército ucraniano, Sergei Cherevatiy à televisão ucraniana, citado pela agência francesa AFP.
De acordo com o porta-voz, mais de 5.000 soldados russos tinham-se entrincheirado na cidade de Lyman e arredores nos últimos dias, mas o seu número poderá ter diminuído devido aos combates ocorridos desde então.
“Os soldados russos baseados em Lyman abordaram os seus superiores com um pedido de retirada, mas este foi rejeitado”, disse o porta-voz, segundo a agência espanhola EFE.
O governador da região vizinha de Lugansk, Serguei Gaidai, escreveu nas redes sociais que os soldados russos cercados têm como opções “fugir, morrer juntos ou render-se”, noticiou a AFP.
O porta-voz do exército ucraniano disse que as tropas de Kiev recuperaram o controlo de cinco aldeias em redor de Lyman, aumentando a pressão sobre os soldados russos que se encontram encurralados.
“As medidas de estabilização continuam aí”, afirmou, segundo a EFE.
O mesmo porta-voz disse que quase todas as rotas de fuga ou de fornecimento de munições das forças russas na zona estão bloqueadas.
As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.
Donetsk, no Donbass, é uma das quatro regiões anexadas pela Rússia na sexta-feira, após referendos realizados em tempo de guerra, cuja legitimidade não foi reconhecida pela Ucrânia nem pela comunidade internacional.
Além de Donetsk, o Presidente russo, Vladimir Putin, formalizou a anexação de Lugansk, também no Donbass, Kherson e Zaporijia (sul).
A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, também após um referendo realizado sob ocupação militar.
Na sexta-feira, um alto funcionário separatista pró-russo admitiu que os russos estavam a lutar em Lyman no limite, numa situação que descreveu como difícil, segundo a AFP.
Depois de Moscovo ter reivindicado o controlo do leste da Ucrânia, no âmbito da ofensiva iniciada em 24 de fevereiro deste ano, as forças ucranianas lançaram uma contraofensiva nas últimas semanas, que lhes permitiu recuperar parte do território.
O exército ucraniano fez ganhos territoriais significativos na região de Kharkiv, a noroeste de Donetsk, onde Lyman está localizado.
As forças ucranianas também estão a tentar avançar na região de Donetsk, onde os russos estão a resistir, segundo a AFP.
A Ucrânia tem recebido armamento dos aliados ocidentais, que terá sido decisivo para a contraofensiva lançada pelas suas forças.
Devido aos reveses militares na Ucrânia, Putin decretou, em 21 de setembro, uma mobilização parcial que abrange 300.000 reservistas.
Desde então, milhares de russos fugiram para países vizinhos para escapar à mobilização.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-diz-ter-cercado-milhares-de-tropas-russas-na-regiao-anexada-de-donetsk
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Rússia suspende fornecimento de gás a Itália previsto para hoje
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 13:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A empresa russa Gazprom suspendeu as suas entregas de gás à Eni previstas para hoje, alegando a impossibilidade de o transportar através da Áustria, anunciou a empresa italiana.
“A Gazprom informou-nos que não pode confirmar a entrega dos volumes solicitados para hoje, citando a impossibilidade de transportar o gás através da Áustria”, disse a Eni num comunicado.
Em consequência, “os fluxos de gás russo para a Eni através do ponto de entrada de Tarvisio serão zero” durante o dia de hoje, acrescentou a gigante italiana, citada pela agência francesa AFP.
A maior parte do gás russo entregue em Itália passa pela Ucrânia através do gasoduto TAG que chega a Tarvisio, no norte do país, na fronteira com a Áustria.
Segundo um porta-voz da Eni citado pela agência noticiosa italiana AGI, a Gazprom afirma não ser capaz de cumprir as regras necessárias para obter o serviço de distribuição do gás na Áustria.
“Estamos a trabalhar para verificar com a Gazprom se é possível reativar os fluxos para Itália”, disse o porta-voz.
As exportações de gás russo para a Europa têm vindo a decrescer constantemente desde o início das sanções impostas à Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.
Na sequência da invasão russa da Ucrânia, a Eni anunciou, no início de março, que iria vender a sua participação de 50% no gasoduto Blue Stream, que controla igualmente com a gigante russa Gazprom.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-suspende-fornecimento-de-gas-a-italia-previsto-para-hoje
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Encontrados 20 civis mortos a tiro dentro dos carros no nordeste da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
1 out 2022 14:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos 20 civis foram encontrados mortos a tiro dentro dos seus carros, no nordeste da Ucrânia, perto de Kupyansk, anunciou hoje o governador regional de Kharkiv, Oleg Synegoubov, no Telegram.
“Foi descoberto um comboio de carros com civis mortos a bordo. De acordo com dados preliminares, 20 pessoas morreram nesses carros”, lê-se na mensagem do governador regional, citada pela AFP.
Segundo Oleg Synegoubov, “os ocupantes [russos] atacaram aqueles civis que tentavam escapar aos bombardeamentos”. “É uma crueldade que não tem justificação”, acrescentou.
O governador da região de Kharkiv, onde os corpos foram encontrados, disse que “a polícia e especialistas foram ao local” e que “está em andamento uma investigação”.
Na sexta-feira, uma equipa da AFP viu pelo menos 11 corpos de civis, mortos a tiro nos seus seus carros, numa estrada abandonada pelos russos, depois da retirada da região, na semana passada.
O comboio de veículos que a AFP viu na sexta-feira encontrava-se numa estrada que fica 70 quilómetros a leste de Kharkiv, quando foi alvejado.
Os cadáveres ainda estavam no local, dentro ou ao lado de seis veículos.
Um pequeno autocarro foi completamente queimado, onde estavam quatro corpos deitados nos bancos, um dos quais parecia ser de uma criança.
Os civis mortos foram encontrados num local onde ocorreram, recentemente, combates entre ucranianos e russos, na grande contraofensiva ucraniana na região.
Diante de dificuldades militares, os soldados russos recuaram mais para leste, atravessando o rio Oskil, mas os ucranianos conseguiram atravessá-lo, marcando um grande sucesso para Kiev.
Um oficial separatista pró-Rússia, por sua vez, acusou, na quinta-feira, o exército ucraniano de ter disparado contra um comboio de civis na região de Kharkiv, matando trinta pessoas, sem fornecer mais detalhes.
Desde o início da invasão, Kiev denunciou abusos por parte das tropas de Moscovo, acusações sistematicamente rejeitadas pela Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/encontrados-20-civis-mortos-a-tiro-dentro-dos-carros-no-nordeste-da-ucrania
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"Medidas mais drásticas". Líder da Chechénia defende uso de "armas nucleares de baixa potência" pelo exército russo
JORNAL I
01/10/2022 19:10
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/1/833933.jpg?type=artigo)
© AFP
O líder, próximo do Presidente da Rússia e com quem esteve na sexta-feira em Moscovo para a formalização da anexação de quatro regiões ucranianas pela Rússia, defendeu que a “operação militar especial” deve ser feita “no sentido pleno do termo” em vez das tropas russas se “limitarem a brincar”.
O líder da República russa da Chechénia, Ramzan Kadyrov, considerou, este sábado, que o exército russo deve tomar “medidas mais drásticas” ao recorrer a “armas nucleares de baixa potência” na invasão da Ucrânia.
"Na minha opinião, medidas mais drásticas devem ser tomadas, incluindo a declaração de lei marcial nas áreas de fronteira e o uso de armas nucleares de baixa potência", afirmou Ramzan Kadyrov numa mensagem na rede social Telegram.
O líder, próximo do Presidente da Rússia e com quem esteve na sexta-feira em Moscovo para a formalização da anexação de quatro regiões ucranianas pela Rússia, defendeu que a “operação militar especial” deve ser feita “no sentido pleno do termo” em vez das tropas russas se “limitarem a brincar”.
"Não devemos tomar decisões tendo em conta a 'comunidade ocidental-americana'", apontou ainda Kadyrov, ao recordar que o Ocidente quer prejudicar a Rússia.
Depois de a cidade de Lyman ter sido recuperada pelo exército ucraniano, o líder checheno lamentou que o coronel-general russo encarregado das operações, Alexandre Lapin, não tivesse fornecido “as informações necessárias” para que os soldados conseguissem defender a sua posição, o que acabou por determinar a retirada das tropas este sábado para alegadamente “procurar melhores posições”.
"Não pode haver lugar para nepotismo no exército, especialmente nestes tempos difíceis", criticou ainda Kadyrov.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782210/medidas-mais-drasticas-lider-da-chechenia-defende-uso-de-armas-nucleares-de-baixa-pot-ncia-pelo-exercito-russo?seccao=Mundo_i
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Pelo menos 24 civis foram encontrados mortos a tiro em viaturas no nordeste da Ucrânia
1 de outubro 2022 às 21:13
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/1/833940.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Entre as vítimas estão 13 crianças e uma mulher grávida.
Pelo menos 24 civis – entre as quais 13 crianças e uma mulher grávida – foram encontrados mortos a tiro em viaturas, no nordeste da Ucrânia, perto de Kupyansk, anunciou, este sábado, o governador regional, Oleg Synegoubov.
"Uma caravana de carros com civis mortos a bordo foi descoberta", adiantou o governador na conta da rede social Telegram, assinalando a morte de "24 pessoas, incluindo uma mulher grávida e 13 crianças".
"Os ocupantes [russos] atacaram os civis, que tentavam escapar do bombardeamento", revelou Synegoubov.
De acordo com a procuradoria-geral, o ataque envolveu sete carros, na caravana atingia pelas tropas russas, onde estavam crianças acompanhadas pelos pais.
Na sexta-feira, também foi identificado um ataque idêntico a este, onde pelo menos 11 corpos de civis, mortos a tiro nos seus carros, foram igualmente encontrados, numa caravana que fugia dos ataques russos, num local onde ocorreram recentemente confrontos entre as forças ucranianas e russas.
A contraofensiva ucraniana desenvolvida nos últimos dias tem levado os soldados russos a recuarem para leste, ao atravessarem o rio Oskil, onde estão a ser confrontados por forças de Kiev.
Já na quinta-feira, um oficial separatista pró-russo acusou o exército ucraniano de ter disparado contra uma caravana automóvel com civis, em Kharkiv, ataque este que terá resultado na morte de 30 pessoas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782217/pelo-menos-24-civis-foram-encontrados-mortos-a-tiro-em-viaturas-no-nordeste-da-ucr-nia
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Zaporijia: AIEA confirma "detenção temporária" de diretor da central nuclear
MadreMedia / Lusa
2 out 2022 08:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Em comunicado, a agência nuclear a Organização das Nações Unidas (ONU) refere que, após ter sido informada da detenção pela Ucrânia, contactou as “autoridades competentes”, numa aparente referência à Rússia, tendo sido informada de que Ihor Murashov “está detido temporariamente”.
De acordo com o seu mandato de segurança e proteção nuclear, segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, a agência aguarda uma resolução rápida e satisfatória deste assunto.
No comunicado lê-se que a detenção tem um impacto “muito significativo” na segurança e proteção nuclear da central, ocupada pelas tropas russas desde março.
“A detenção de um elemento da equipa da central é fonte de grande preocupação, também pelo impacto psicológico e a pressão sobre o resto da equipa, o que prejudica a segurança nuclear”, afirmou Rafael Grossi.
O diretor-geral da AIEA referiu ainda que “a sua ausência [de Ihor Murashov] também tem um impacto imediato e grave na tomada de decisões para garantir a segurança e a proteção da central”.
Os especialistas da AIEA que estão na central nuclear de Zaporijia reportaram hoje várias explosões, que, no entanto, não tiveram impacto direto nos sistemas de segurança.
Rafael Grossi continua a envidar esforços para acordar e implementar uma zona de segurança nuclear em torno daquela central nuclear, o mais rapidamente possível.
Para isso, segundo a AIEA, prevê-se que se desloque a Kiev e a Moscovo na próxima semana.
A central nuclear da Zaporijia está ocupada desde 04 de março por tropas russas e, nos últimos meses, tem sido atingida por bombardeamentos dos quais Kiev e Moscovo se acusam mutuamente.
A Ucrânia acusou hoje a Rússia de ter sequestrado o diretor da central nuclear da Zaporijia, horas depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter formalizado a anexação daquela região ucraniana.
A empresa estatal Energoatom, que gere as centrais nucleares ucranianas, disse que tropas russas pararam o carro de Ihor Mourachov, na sexta-feira à tarde, vendaram-no e levaram-no para um local desconhecido.
“A sua detenção põe em risco a segurança da Ucrânia e da maior central nuclear da Europa”, disse o presidente da Energoatom, Petro Kotin, citado pela agência norte-americana AP.
Kotin exigiu a libertação imediata de Mourachov.
A Rússia não se pronunciou ainda sobre a acusação.
A Ucrânia tem quatro centrais nucleares em funcionamento, com um total de 15 reatores, seis dos quais na de Zaporijia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou, na sexta-feira, o tratado de integração de Zaporijia na Federação Russa, juntamente com as regiões de Donetsk, Lugansk e Kherson.
A decisão seguiu-se a referendos realizados em tempo de guerra, cuja legitimidade foi rejeitada pela Ucrânia e pela comunidade internacional.
A Rússia usou o mesmo método para anexar a península ucraniana da Crimeia, em 2014.
O conflito atual na Ucrânia foi desencadeado pela invasão russa do país vizinho, em 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zaporijia-aiea-confirma-detencao-temporaria-de-diretor-da-central-nuclear
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Alemanha, Dinamarca e Noruega vão entregar à Ucrânia 16 obuses eslovacos em 2023
MadreMedia / Lusa
2 out 2022 17:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, anunciou hoje que vão ser entregues à Ucrânia, no próximo ano, 16 obuses Zuzana fabricadas na Eslováquia.
Os sistemas de artilharia Zuzana serão fabricados na Eslováquia e financiados, em conjunto, pela Dinamarca, Noruega e pela Alemanha, disse a ministra da Defesa ao canal de televisão público ARD, depois de regressar da sua primeira viagem à Ucrânia, desde que a Rússia invadiu este país.
O obus autopropulsionado Zuzana, que possui um chassi e rodas, é a principal arma de artilharia fabricada pela indústria de defesa eslovaca e o único sistema de artilharia produzido neste país, segundo a agência de notícias alemã (DPA).
De acordo com o fabricante, este obus pode disparar todos os tipos de munições de calibre 155 milímetros da NATO.
O valor total da compra deste equipamento militar está estimado pelo Ministério da Defesa alemão em 92 milhões de euros (90 milhões de dólares), sendo que será adquirido pelos três países (Dinamarca, Noruega e Alemanha).
No sábado, Christine Lambrecht fez uma visita surpresa à Ucrânia, num momento em que Kiev exige insistentemente que Berlim entregue tanques de combate.
Lambrecht viajou para a cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, disse o Ministério da Defesa da Alemanha, em comunicado, tendo-se reunido com o seu homólogo ucraniano, Oleksiï Reznikov.
Os líderes ucranianos pedem há semanas ao governo alemão que permita a entrega de tanques modernos de combate, que possam fazer a diferença na luta contra as tropas russas.
Nenhum país da NATO forneceu até agora tanques de guerra ocidentais a Kiev, que recebe equipamentos projetados pelos soviéticos. O chanceler alemão Olaf Scholz diz que não quer agir sozinho na entrega de armamento à Ucrânia e só tomará decisões de acordo com seus aliados ocidentais.
No sábado, esta posição foi reafirmada pela ministra da Defesa durante sua visita a Odessa, segundo declarações transmitidas pelo canal público alemão ARD.
“Não haverá uma posição isolada da Alemanha””, disse a responsável do executivo alemão. “Sempre consultaremos os nossos parceiros sobre o que a Ucrânia precisa concretamente”, acrescentou.
“No entanto, pelas impressões que tive hoje, a defesa aérea e a artilharia estão atualmente em primeiro plano”, referiu Lambrecht na entrevista à ARD, sublinhando que viu “como a população é martirizada por drones”.
Em termos de equipamento militar, até agora Berlim entregou principalmente sistemas de artilharia e defesa aérea.
“Levamos muito a sério as ameaças” de Vladimir Putin de usar armas nucleares, realçou Lambrecht na ARD.
A ministra aconselhou “todos a não minimizarem” a ameaça, alertando para a necessidade de ela “não nos deixar paralisados”.
Antes da ministra da Defesa, a chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, foi duas vezes a Kiev. O chanceler Scholz fez uma visita àquele país em junho, com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o então líder do governo italiano, Mario Draghi.
A visita de Lambrecht ocorreu um dia depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporizhia e Kherson. Estas anexações foram condenadas por unanimidade pelos aliados da Ucrânia.
Antes de sua visita à Ucrânia, Lambrecht deslocou-se à vizinha Moldávia, onde prometeu fortalecer a cooperação para treino e equipamento de militares. O país, um dos mais pobres da Europa, sofre diretamente as consequências humanitárias e financeiras da guerra lançada por Moscovo contra a Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alemanha-dinamarca-e-noruega-vao-entregar-a-ucrania-16-obuses-eslovacos-em-2023
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Rapper russo de 27 anos morreu para evitar combater na guerra com a Ucrânia
Mariana Coelho
2 out 2022 12:23
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Fonte de imagem: Twitter
Ivan Vitalievich Petunin decidiu colocar um fim à própria vida depois de o presidente russo ter ordenado a mobilização parcial. O rapper Walkie anunciou que iria cometer suicídio ao publicar um vídeo nas redes sociais.
Ivan Vitalievich Petunin, mais conhecido por Walkie, cometeu suicídio aos 27 anos para não ter de participar na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O rapper russo anunciou a decisão na sua página de Telegram, através de um vídeo onde explicava que não queria matar.
Motivado pela mobilização parcial do presidente Vladimir Putin, o rapper Walkie tirou a própria vida esta sexta-feira, 30 de setembro, na cidade de Krasnodar, no sul da Rússia, tal como aponta o "Correio da Manhã". O corpo foi encontrado perto de um prédio.
"Se estão a ver este vídeo, então eu já não estou vivo. Não iria conseguir suportar o pecado do homicídio na minha alma e não quero fazê-lo. Não estou preparado para matar", garantiu aos seguidores. "Às vezes temos de morrer pelos nossos princípios", continuou, apelidando Putin de "maníaco".
(https://i.ibb.co/DbVZXpj/Captura-de-ecr-2022-10-03-093436.jpg)
Fonte de imagem: magg.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Nos últimos dias, milhares de russos têm fugido do país pela fronteira, abrigando-se em países vizinhos como a Geórgia.
Fonte: magg.sapo.pt Link: https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-internacional/artigos/rapper-russo-guerra-ucrania
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Tribunal Constitucional russo valida anexação de territórios ucranianos
MadreMedia / Lusa
2 out 2022 13:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Tribunal Constitucional da Rússia validou hoje os tratados de anexação de quatro territórios ucranianos assinados pelo Presidente Vladimir Putin, permitindo que o parlamento (Duma) inicie, na segunda-feira, o processo de alteração da Constituição.
O tribunal reconheceu que os tratados assinados entre Putin e os líderes separatistas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia estão em “conformidade com a Constituição da Federação Russa”, segundo um comunicado citado pela agência francesa AFP.
Os juízes declaram que consideram constitucional a incorporação destas regiões orientais e meridionais da Ucrânia na Federação Russa e a criação de quatro novas entidades federais no seu seio.
O presidente do Tribunal Constitucional, Valeri Zorkin, presidiu à reunião em São Petersburgo, na qual foi considerado o pedido apresentado por Putin na madrugada de sábado, de acordo com a agência espanhola EFE.
Zorkin foi um dos convidados na cerimónia de assinatura do tratado no Salão de S. Jorge do Kremlin (Presidência), em Moscovo.
A anexação dos quatro territórios pela Rússia, que se segue à da Crimeia, em 2014, foi rejeitada e condenada pela Ucrânia, as Nações Unidas e a generalidade da comunidade internacional.
O presidente da Duma, Vyacheslav Volodin, anunciou hoje que os deputados se vão reunir na segunda-feira, para discutir as emendas constitucionais relacionadas com a integração dos territórios anexados.
“Na segunda-feira, iremos considerar as emendas às leis constitucionais, bem como a ratificação dos tratados internacionais que foram assinados”, disse Volodin, citado pela agência oficial russa TASS.
Volodin disse que a Duma está empenhada na criação rápida das condições para que cada cidadão que vive nos territórios anexados “se sinta protegido, esteja num único campo jurídico do ponto de vista da proteção social, do sistema financeiro e do espaço económico”.
Putin está a seguir as mesmas medidas que tomou quando a Rússia anexou a Crimeia, há oito anos, que também foi integrada na Federação Russa após um referendo realizado sob ocupação militar.
Na altura, o Tribunal Constitucional deu também luz verde para a anexação, tal como as duas câmaras do parlamento russo (Duma e Senado).
Ao discursar no Kremlin na sexta-feira, Putin disse que os quatro territórios ucranianos foram separados da Rússia pela desintegração da União Soviética, em 1991, um acontecimento que considerou uma tragédia imposta sem consulta à população.
Disse que foi a Rússia que criou a Ucrânia moderna ao ceder territórios historicamente ligados a Moscovo, e que é agora correto que voltem à pátria russa.
Segundo peritos citados pela EFE, a anexação destes territórios parcialmente ocupados pelo exército russo exigirá a reforma da Constituição, que foi alterada há dois anos, num controverso referendo, para permitir a permanência de Putin no poder até 2036.
Foi também introduzida então uma cláusula que proíbe o chefe de Estado de ceder territórios pertencentes à Federação Russa a outro país.
A anexação obrigará a uma emenda ao Artigo 65 da Constituição, para que as atuais 85 entidades federais passem a ser 89.
Todo este processo decorre no quadro de uma guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tribunal-constitucional-russo-valida-anexacao-de-territorios-ucranianos
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Ucrânia: como vai evoluir o conflito depois da anexação dos quatro territórios pela Rússia?
Por Francisco Laranjeira em 08:15, 3 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin deu, na passada 6ª feira, mais um passo na sua ameaça à UcrÂnia e à paz na região com a anexação oficial das quatro regiões que foram submetidas a um referendo que ‘determinou’ a sua vontade de pertencer à Rússia. Mas, o que significa isso?
O presidente russo foi bastante claro, no seu discurso, ao garantir que os habitantes dessas repúblicas “serão cidadãos russos para sempre”, o que implica que se a Ucrânia continuar a sua ofensiva para recuperar o território agora anexado, estaria a atacar cidadãos russos. De facto, estão incluídas nas novas repúblicas territórios que nem sequer são controlados militarmente.
Putin defendeu que responde ao desejo de “milhões de cidadãos”, que têm o “direito” de pedir a adesão à Rússia em virtude do princípio da autodeterminação dos povos, que, como salientou, também está contemplado pela própria ONU.
O que Putin procura com esta ação?
Em primeiro lugar, tenta deter a ofensiva militar ucraniana e assim deixar de perder os territórios inicialmente conquistados. As tropas russas foram expulsas de grande parte da região de Kharkov. Mas, obviamente, a anexação destas quatro regiões torna-as, segundo a doutrina de Putin, território russo – assim, qualquer ataque nessas áreas será considerado por Moscovo como um ataque ao próprio país, o mesmo como se estivessem a bombardear São Petersburgo, Rostov ou Moscovo.
Se somarmos a esta anexação a ameaça nuclear de Putin, não podemos descartar que um ataque ucraniano a essas regiões possa ter como resposta as armas atómicas, como parte de uma guerra que começou por ser ofensiva mas transformou-se agora em defensiva.
Mas estas ações podem ter uma segunda leitura: a possibilidade de que, após a anexação oficial destes quatro territórios, Putin tente consolidar as suas conquistas e tenta procurar uma estabilização das novas fronteiras, acabando assim com a invasão e renunciando à conquista de mais territórios.
Assim, a Rússia pode estar a tentar entrar em negociações com Kiev e com o Ocidente para impedir que a Ucrânia avance. No seu discurso, Putin exortou a Ucrânia a sentar-se à mesa das negociações, embora tenha avisado de que a entrega do controlo das quatro regiões não estaria na mesa.
A Rússia atingiu, no mesmo dia que assinou os tratados, a Ucrânia com mísseis e drones suicidas, naquele que foi o mais pesado bombardeamento nas últimas semanas. Os especialistas avançam que Putin vai provavelmente usar ainda mais o seu stock cada vez menor de armas de precisão e aumentar os ataques como parte de uma estratégia para escalar a guerra a um ponto de destruir o apoio ocidental à Ucrânia.
Com a Ucrânia a prometer recuperar todo o território ocupado e a Rússia a prometer defender os seus ganhos, ameaçando o uso de armas nucleares e mobilizando mais 300 mil soldados, as duas nações estão numa rota de colisão cada vez mais crescente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-como-vai-evoluir-o-conflito-depois-da-anexacao-dos-quatro-territorios-pela-russia/
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Milhares de russos mobilizados para a guerra já foram mandados para casa
MadreMedia
3 out 2022 08:09
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Não reúnem condições para irem para a Ucrânia, de acordo com um governador russo, e acabaram por ser recusados para serviço militar.
Vladimir Putin anunciou há duas semanas uma mobilização geral de cidadãos para a guerra na Ucrânia, com o objetivo de conseguir 300 mil novos soldados. No entanto, a verdade é que o planeamento não tem corrido como o presidente da Rússia certamente esperava.
Se nos primeiros dias registaram-se confrontos e manifestações em várias cidades do país, depois foi a vez de milhares de cidadãos fugirem da Rússia de forma a evitarem a chamada para a guerra. E agora há novos desenvolvimentos, concretamente o facto de muitos dos que acabaram por mobilizados estarem a voltar a casa por não cumprirem os critérios necessários para irem lutar na Ucrânia.
"Cerca de metade já voltaram para casa, pois não atendiam aos critérios de seleção para entrar no serviço militar", revelou Mikhail Degtyarev, governador russo da região de Khabarovsk.
Mais um percalço no planeamento de Vladimir Putin, isto após também outras polémicas nesta mobilização geral, como por exemplo milhares de pessoas chamadas terem sido 'chumbadas' por fatores de saúde ou por terem idade a mais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/milhares-de-russos-mobilizados-para-a-guerra-ja-foram-mandados-para-casa
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Líder checheno vai enviar filhos de 14, 15 e 16 anos para lutarem pela Rússia na Ucrânia
MadreMedia / AFP
3 out 2022 11:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O líder checheno Ramzan Kadyrov, aliado do presidente russo Vladimir Putin, revelou esta segunda-feira que vai enviar três dos seus filhos adolescentes - de 14, 15 e 16 anos - para a frente ucraniana da guerra.
"É hora de se provarem a si mesmos numa luta real, só posso saudar esse desejo", escreveu Kadyrov no Telegram, colocando um vídeo dos jovens a disparar mísseis num campo de tiro. “Akhmat, Eli e Adam estão prontos para usarem as suas habilidades na zona da NWO. E eu não estou a brincar. Em breve irão para a linha de frente e estarão nas secções mais difíceis da linha de contato."
(https://i.ibb.co/wysfdc2/Captura-de-ecr-2022-10-03-151337.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Refira-se que já este fim de semana, Ramzan Kadyrov defendeu o recurso a "armas nucleares de baixa potência" por parte da Rússia, para reforçar os esforços de invasão da Ucrânia.
"Na minha opinião, medidas mais drásticas devem ser tomadas, incluindo a declaração de lei marcial nas áreas de fronteira e o uso de armas nucleares de baixa potência", disse Kadyrov, novamente na rede social Telegram, onde também condenou o "nepotismo" no seio do exército russo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lider-checheno-vai-enviar-filhos-de-14-15-e-16-anos-para-lutarem-pela-russia-na-ucrania
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Parlamento russo ratifica tratados de anexação de quatro regiões ucranianas
MadreMedia / Lusa
3 out 2022 14:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Duma, câmara baixa do parlamento russo, ratificou hoje os tratados de anexação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Kherson e Zaporijia, todas em território ucraniano, assinados na sexta-feira pelo Presidente Vladimir Putin.
As leis de ratificação foram votadas uma a uma e receberam o apoio unânime dos deputados russos, que aplaudiram o resultado da votação, realizada de modo eletrónico.
Putin formalizou na sexta-feira em Moscovo a anexação destas quatro regiões ucranianas, áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.
As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100.000 quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de países como a Hungria e Portugal ou um pouco menos do que a Bulgária, segundo a agência espanhola EFE.
A Federação Russa, que tem mais de 147 milhões de habitantes, ultrapassará os 150 milhões com estas anexações.
Uma grande parte dos países e das organizações da comunidade internacional condenou estas anexações, dizendo que são o resultado de “falsos referendos”, comprometendo-se a não reconhecer qualquer validade a esta decisão.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/parlamento-russo-ratifica-tratados-de-anexacao-de-quatro-regioes-ucranianas
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EUA e a NATO eliminariam todas as forças russas na Ucrânia se Putin usasse armas nucleares, garante antigo diretor da CIA
Por Francisco Laranjeira em 10:45, 3 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos e os seus aliados destruiriam as tropas e equipamentos russos na Ucrânia, assim como a sua frota no Mar Negro, caso Vladimir Putin use armas nucleares no país, garantiu o antigo diretor da CIA, David Petraeus, à televisão americana ‘ABC News’, salientando que não conversou com o conselheiro de segurança social, Jake Sullivan, sobre a provável resposta americana à escalada nuclear da Rússia.
“Responderíamos na liderança de um esforço coletivo da NATO que eliminaria todas as forças convencionais russas que podemos ver e identificar no campo de batalha na Ucrânia e também na Crimeia e em todos os navio no Mar Negro”, apontou o general, atualmente reformado.
Questionado se o uso de armas nucleares pela Rússia na Ucrânia traria os Estados Unidos e a NATO para a guerra, Petraeus disse que não seria uma situação que desencadeasse o Artigo 5 da aliança, que exige uma defesa coletiva – isto porque a Ucrânia não faz parte da NATO. No entanto, estaria em ordem “uma resposta dos Estados Unidos e da NATO”.
A probabilidade de a radiação se estender aos países da NATO pode ser interpretada como um ataque a um membro da NATO. “Pode ser o caso”, explicou. “O outro caso é que isso é tão horrível que tem de haver uma resposta. Não pode ficar sem resposta. Não se quer, novamente, entrar numa escalada nuclear aqui. Mas tem de se mostrar que não pode ser aceite de forma alguma.”
Para o antigo responsável militar, Putin “está desesperado”. “A realidade do campo de batalha que ele enfrenta é, eu acho, irreversível”, disse. “Nenhuma quantidade de mobilização caótica, que é a única maneira de a descrever; nenhum montante de anexação; nenhuma quantidade de ameaças nucleares, mesmo veladas, pode realmente tirá-lo dessa situação específica”, apontou. “Em algum momento vai ter de haver esse reconhecimento. Em algum momento, terá de haver algum tipo de negociações.”
“Ainda pode piorar para Putin e para a Rússia. E mesmo o uso de armas nucleares táticas no campo de batalha não vai mudar nada”, garantiu David Petraeus, alertando: “Ainda assim, é preciso levar a ameaça a sério.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-e-a-nato-eliminariam-todas-as-forcas-russas-na-ucrania-se-putin-usasse-armas-nucleares-garante-antigo-diretor-da-cia/
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Kremlin consulta população sobre fronteiras de duas regiões anexadas ilegalmente
MadreMedia / Lusa
3 out 2022 12:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A presidência russa vai consultar a população das regiões ucranianas de Kharkiv e Zaporijia, anexadas na semana passada após um referendo condenado pela comunidade internacional, para definir as suas fronteiras, anunciou hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Segundo o representante do Kremlin, a Rússia reconhece as fronteiras das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk – também anexadas na sexta-feira passada – com base nas estabelecidas em 2014, quando o conflito ucraniano começou, mas em Kharkiv e Zaporijia “será consultada a população”.
Questionado pela imprensa sobre se os territórios das regiões de Kharkiv e Zaporijia controlados pelo exército ucraniano são territórios russos, Peskov escusou-se a responder, afirmando apenas que “não tinha nada a acrescentar”.
O porta-voz da presidência russa também decidiu não dar pormenores sobre a forma como serão feitas as consultas aos habitantes dessas regiões.
“Agora não posso responder à pergunta. Sem dúvida, a configuração [das fronteiras] dependerá apenas da vontade das pessoas que vivem nesses territórios”, disse, acrescentando que não estão previstos, para já, novos referendos nos territórios das regiões controladas por Kiev.
A Duma ou Câmara dos Deputados da Rússia vai ratificar hoje as leis de anexação assinadas pela Federação Russa com os líderes pró-russos das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kharkiv e Zaporijia.
Além destas leis, foram ainda enviadas, no domingo, à Duma os projetos de lei constitucionais para a entrada desses territórios no Estado russo.
De acordo com os documentos, nestas quatro regiões a língua oficial será o russo, embora seja permitido o uso do ucraniano, enquanto a moeda nacional passa a ser o rublo e as quatro regiões manterão os seus nomes.
Moscovo anunciou a anexação das quatro regiões da Ucrânia, na sequência de referendos realizados entre 23 e 27 de setembro e cujos alegados resultados terão mostrado uma adesão quase total da população à sua incorporação na Rússia.
Nem a Ucrânia nem a comunidade internacional reconhecem as anexações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kremlin-consulta-populacao-sobre-fronteiras-de-duas-regioes-anexadas-ilegalmente
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Rússia está a contrabandear grãos ucranianos para financiar guerra de Putin, denuncia responsável
Por Francisco Laranjeira em 14:46, 3 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-6.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia tem contrabandeado o grão ucraniano para financiar a guerra de Putin, denunciou esta segunda-feira a ‘Associated Press’, na sequência de um trabalho investigativo, que revelou que o navio ‘Laodiceia’, da propriedade da Síria, faz parte de uma sofisticada operação de contrabando russo que tem usado manifestos falsificados e de subterfúgio marítimo para roubar grãos russos no valor de pelo menos 543 milhões de euros.
O ‘Laodicea’ atracou no Líbano no último verão, o que provocou um alerta dos responsáveis ucranianos de que o navio estava a transportar grãos roubados e instaram as autoridades libanesas a apreender o navio. Moscovo considerou a alegação “falsa e infundada”, ao passo qeu o procurador-geral do Líbano ficou ao lado do Kremlin, declarando que as 10 mil toneladas de cevada e farinha de trigo não tinham sido roubadas.
Através de imagens de satélites e dados de transponders de rádio marítimo foi possível rastrear três dúzias de navios que fizeram mais de 50 viagens transportando grãos de áreas ocupadas pelos russos na Ucrânia para portos na Turquia, Síria, Líbano, entre outros países. O contrabando, segundo diversos especialistas júridicos, pode constituir um potencial crime de guerra.
Os russos “têm a obrigação absoluta de garantir de que os civis não são privados da sua capacidade de subsistência e de alimentação”, referiu David Crane, promotor veterano que esteve envolvido em várias investigações internacionais de crimes de guerra. “É pura pilhagem e isso também é uma ofensa passível de ação sob a lei militar internacional.”
Vídeos publicados nas redes sociais nos últimos meses mostram um fluxo constante de camiões de transporte de grãos que se deslocam para o sul através das áreas ocupadas da Ucrânia. O Kremlin negou ter roubado qualquer grão mas a agência de notícias estatal russa ‘TASS’ informou, a 16 de junho último, que os grãos ucranianos estavam a ser transportados para a Crimeia, no que resultava em longas filas nos postos de fronteira.
Uma imagem de satélite de 11 de julho mostra o Laodiceia amarrado num porto em Feodosia, na Crimeia. O transponder de rádio do navio estava desligado e os seus porões de carga estavam abertos, sendo preenchidos com uma substância branca dos camiões que esperavam. Duas semanas depois, quando chegou à cidade portuária libanesa de Trípoli, alegou estar a carregar grãos de um pequeno porto russo do outro lado do Mar Negro.
Impossível: o Laodiceia não poderia ter recolhido a sua carga em Kavkaz, o porto russo listado no manifesto. O casco do navio, que chega a 8 metros abaixo da superfície, encalharia no porto relativamente raso, que segundo o regulador de transporte da Rússia só pode acomodar navios com profundidade máxima de 5,3 metros. O porto em Feodosia tem mais de duas vezes a profundidade – facilmente capaz de acomodar o grande navio. O Laodiceia é um dos três navios de carga a granel operados pela Syriamar Shipping, uma empresa estatal síria sob sanções dos Estados Unidos desde 2015 pelos seus laços com o regime do presidente sírio Bashar al-Assad.
Outra empresa envolvida no contrabando de grãos é a United Shipbuilding, uma empresa de defesa estatal russa que constrói navios de guerra e submarinos para a marinha russa. A empresa, através da sua subsidiária Crane Marine Contractor, comprou três navios de carga apenas algumas semanas antes de Putin invadir a Ucrânia. Os três navios fizeram pelo menos 17 viagens entre a Crimeia e portos na Turquia e na Síria.
O papel da Turquia no roubo de grãos ucranianos é particularmente sensível porque o país da NATO tentou desempenhar o papel de mediador entre os dois países em guerra. A Turquia ajudou a intermediar um acordo entre a Rússia e a Ucrânia em julho para permitir que ambos os países exportassem grãos e fertilizantes através de corredores seguros no Mar Negro.
Nos últimos dois meses, as autoridades ucranianas disseram que mais de 150 navios de transporte de grão partiram de portos que ainda controlam, incluindo embarques para a Somália e o Iémen, nações devastadas pela guerra que atualmente enfrentam fome.
Ami Daniel, CEO da empresa de análise de dados marinhos ‘Windward’, garantiu que os navios ‘no escuro’ são uma bandeira vermelha de que algo ilegal está a decorrer, frisando que é comum os contrabandistas falsifiquem manifestos de embarque e declarações alfandegárias para esconder a verdadeira origem da sua carga. “A falsificação ilegal de documentação é uma tática usada por maus atores para disfarçar a origem das mercadorias que estão a transportar, seja para fugir de sanções, traficar mercadorias ilícitas ou outros crimes”, finalizou Daniel, antigo oficial da marinha israelita.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-esta-a-contrabandear-graos-ucranianos-para-financiar-guerra-de-putin-denuncia-responsavel/
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Rússia colocou jornalista que protestou contra Putin em lista de procurados
MadreMedia / AFP
3 out 2022 14:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Maria Ovsyannikova estará desaparecida depois de ter sido colocada em prisão domiciliar em agosto.
O Ministério do Interior da Rússia colocou esta segunda-feira a ex-jornalista da televisão estatal Maria Ovsyannikova, que protestou contra a ofensiva do presidente Vladimir Putin na Ucrânia durante uma transmissão ao vivo, numa lista de procurados.
O nome de Ovsyannikova foi adicionado à lista do ministério, de acordo com o site. A jornalista, refira-se, foi acusada de divulgar informações falsas sobre as forças armadas russas e foi colocada em prisão domiciliar em agosto. Ovsyannikova pode apanhar até 10 anos de prisão se for condenada.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-colocou-jornalista-que-protestou-contra-putin-em-lista-de-procurados
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“É muito provável que Putin cancele completamente as exportações de gás para a Europa em pleno inverno”, aponta ministro
Por Francisco Laranjeira em 13:15, 3 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/06/costa-e-silva.jpg)
Fonte de imagem: D.R. Lusa
A não existência de uma política comum para a energia é um “erro estratégico” da Europa, defendeu esta segunda-feira o ministro da Economia, António Costa e Silva, ao jornal espanhol ‘El País’, garantindo que não existiria uma crise energética se houvesse um mercado único europeu neste sector.
A oposição de França à construção de um terceiro gasoduto, que ligue a Península Ibérica à Europa Central, o ministro defendeu que França “estava habituada a exportar energia” mas, na sequência da seca e do baixo caudal dos rios, tornou-se importadora. “A Europa tem de mostrar solidariedade, neste momento também eles estão a importar energia. Para termos uma União resiliente é necessário criar um mercado único de energia, construir interconexões e diversificar as fontes de abastecimento. Se isto tivesse sido feito mais cedo, a Europa não estaria nesta situação. Trata-se de um grande erro estratégico”, reconheceu Costa e Silva, que destacou o papel português neste particular.
“A curto prazo, o que estamos a discutir com a Alemanha, Polónia e os países bálticos é a possibilidade de converter Sines, o nosso grande porto de águas profundas, num centro de receção de gás natural liquefeito para o transbordo de grandes navios para navios mais pequenos para o norte da Europa. Isto poderia cobrir parte da escassez da Alemanha e poderia estar disponível dentro de alguns meses”, apontou, garantindo “não estar alarmado” sobre o próximo inverno. “Nunca podemos subestimar a amplitude da estupidez humana. Em pleno inverno, é muito provável que Putin cancele completamente as exportações de gás para a Europa”, frisou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/e-muito-provavel-que-putin-cancele-completamente-as-exportacoes-de-gas-para-a-europa-em-pleno-inverno-aponta-ministro/
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Cibersegurança: “Sem dúvida a Ucrânia vai prevalecer nesta guerra e ciberguerra”
Fátima Caçador - Casa dos Bits
3 out 2022 17:09
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Em direto de Kiev, do “campo de batalha”, o responsável pela área de transformação digital do Governo da Ucrânia é claro quanto aos desafios que o país tem enfrentado na cibersegurança mas mostra confiança de que a infraestrutura se vai manter resiliente com a ajuda dos parceiros.
O ciberataque de que a Ucrânia foi alvo no início de 2022 é apenas um dos muitos episódios de uma ciberguerra que já se prolonga há vários anos e que se agudizou depois da crise com a invasão na Crimeia, em 2014. Victor Zhora, Chief Digital Transformation Officer da Ucrânia, diz que o país e as infraestruturas críticas estão debaixo de fogo diariamente e que só com muita resistência e o apoio de parceiros se tem mantido resiliente.
“É um privilégio falar na Bitsight Xperience diretamente do campo de batalha da primeira ciberguerra mundial”, afirmou o responsável pela área de cibersegurança da Ucrânia. Mesmo com os problemas de ligações de internet, e a instabilidade da conetividade, Victor Zhora entrou em direto na conferência Bitsight Xperience, falando para uma audiência de CEOs e CIOs de empresas europeias de várias áreas de negócio. A cibersegurança foi um tema chave na conferência que decorreu no dia 28 e 29 de setembro em Lisboa, onde o SAPO TEK foi Media Partner.
Aproveitando a oportunidade e intervir em direto, Victor Zhora explicou como os indicadores de segurança e a visibilidade das ciberameaças são importantes para combater estas ciberagressões que já decorrem desde 2014, ano das eleições presidenciais e da invasão russa na Crimeia. Estas agressões resultaram em várias intrusões que se repetiram em 2015 e 2016 e que levaram ao desenvolvimento de um sistema de cibersegurança e centros de operações que permitiram reforçar competências para resistir, com a ajuda de parceiros internacionais.
“No início de janeiro deste ano, quando tudo indicava que a guerra estava a chegar e quando preparávamos a nossa componente de ciberdefesa, o site do nosso Governo e outros sites enfrentaram um ataque direto, assim como os sistemas de informação, a que se seguiram vários ataques a instituições financeiras e outras instituições”, lembrou, referindo que desde ai a parte “digital” da guerra continuou a evoluir diariamente, a par da guerra no terreno que também afeta as infraestruturas.
A cronologia dos ataques nos últimos 9 meses foi também apresentada por Victor Zhora, que mostrou como o problema se estendeu muito para além das fronteiras da Ucrânia.
“OS ATORES DE ATAQUES, PATROCINADOS PELA RÚSSIA, TINHAM UMA SÉRIE DE ALVOS E ATAQUES TAMBÉM NOUTROS PAÍSES E ISSO FEZ COM QUE ESTA CIBERGUERRA SE TORNASSE UM PROBLEMA GLOBAL EM TODO O MUNDO”, AFIRMA VICTOR ZHORA. “TODOS ESTÃO EM RISCO E DEVÍAMOS JUNTAR ESFORÇOS PARA DEFINIR COMO PODEMOS PROTEGER-NOS”.
Os objetivos dos atacantes eram diversos e para além de perturbarem os sistemas estavam também ligados a fake news. “Depois de meses de ciberguerra percebemos que os hackers tinham como objetivo transmitir propaganda, desinformação e influenciar a sociedade, divulgando notícias falsas da guerra”, constatou o responsável, que referiu que o objetivo da Ucrânia tem sido tornar a rede mais resiliente para resistir a estes ataques e que está a ser conseguido.
“Em geral os ataques informáticos estão ligados a operações militares no terreno [kinectic operations] e foram preparados meses ou anos antes”, justifica. Depois de mais de 1.200 incidentes de cibersegurança registados pelo CERT da Ucrânia desde o início da guerra, às áreas de governo, segurança e defesa, transportes, Telecom e IT, assim como a organizações comerciais, “os sistemas da Ucrânia mantêm-se resilientes com a fantástica ajuda dos nossos parceiros da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e outros países e organizações”.
Para Victor Zhora é crucial manter esta cooperação entre os países e organizações, porque em alguns incidentes têm de haver uma ação concertada para mitigar os ataques, como aconteceu em abril com o ataque à infraestrutura elétrica que podia ter afetado toda a região.
“TODOS DEVEM ESTAR PRONTOS PARA SER UM ALVO DE ATAQUE E TODOS TÊM DE TER UM PLANO DE RESPOSTA", DEFENDE O CHIEF DIGITAL TRANSFORMATION OFFICER DA UCRÂNIA.
Em relação ao que se pode esperar no futuro, Victor Zhora admite que a Rússia vai continuar com os ataques e a testar a infraestrutura e os sistemas de informação da Ucrânia para encontrar vulnerabilidades, e utilizar ransomware para perturbar as organizações e sector privado e também para financiarem as operações, o que significa que “o sector privado tem de estar muito atento”, avisa.
No fim de tudo, fica uma nota positiva. “Como continuamos a resistir, apreciamos partilhar o que aprendemos com os nossos parceiros e o que sabemos destes eventos, e queremos continuar a contar com o apoio nesta missão muito crítica e muito importante”, defende o responsável pela cibersegurança da Ucrânia que não tem hesitações em afirmar que “sem dúvida a Ucrânia vai prevalecer nesta guerra e ciberguerra”.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/ciberseguranca-sem-duvida-a-ucrania-vai-prevalecer-nesta-guerra-e-ciberguerra
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Investigação indica que Rússia está a contrabandear cereais ucranianos
3 de outubro 2022 às 17:58
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Fonte de imagem: AFP
Investigação foi levada a cabo pela agência noticiosa Associated Press e pelo progarama "Frontline" do canal PBS.
A Agência noticiosa Associated Press (AP) e o programa do canal PBS "Frontline" acusaram numa investigação conjunta a Rússia de contrabandear cereais ucranianos de modo a ajudar os russos na guerra na Ucrânia.
A notícia foi publicada esta segunda-feira pela AP, que escreve que, quando o navio de carga Laodicea atracou no Líbano no verão passado, diplomatas ucranianos disseram que o navio estava a transportar cereais roubados pela Rússia e instaram as autoridades libanesas a apreender o navio.
A Rússia veio dizer que as acusações eram "falsas e infundadas" e o procurador-geral do Líbano assumiu o lado russo, dizendo que as cerca de 10 mil toneladas de cevada e farinha de trigo não foram roubadas, permitindo que o navio descarregasse.
De acordo com a investigação da AP e do programa "Frontline", o navio sírio Laodicea faz parte de uma operação de contrabando russa, que tem usado manifestos falsificados e subterfúgios marítimos para roubar cereais ucranianos no valor de pelo menos 530 milhões de dólares (542 milhões de euros) - dinheiro que ajudou a alimentar a máquina de guerra do Presidente russo, Vladimir Putin.
A viagem terá começado na cidade de Melitopol, no sul da Ucrânia, que a Rússia ocupou nos primeiros dias de guerra. De acordo com o autarca daquela localidade, Ivan Fedorov, os ocupantes navio estariam a transportar grandes quantidades de cereais da região de comboio e camião para portos da Rússia e da Crimeia, a península ucraniana ocupada pelos russos em 2014.
O Kremlin nega, contudo, ter roubado cereais mas a agência de notícias estatal daquele país Tass, adiantou a 6 de junho que os cereais ucranianos estavam a ser transprtadas para a Crimeia, resultando em longas filas nos postos de fronteira.
A AP usou imagens de satélite e dados de "transponders" de rádio marítimo para rastrear vários navios que fizeram mais de meia centena de viagens a transportar cereais de áreas ocupadas pela Rússia na Ucrânia para portos na Turquia, Síria, Líbano e outros países.
Os jornalistas que fizeram parte da investigação reviram ainda manifestos de transporte, investigaram mensagens publicadas nas redes sociais, entrevistaram agricultores, transportadores e funcionários para descobrir os pormenores desta alegada operação de contrabando em massa.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782301/investigacao-indica-que-r-ssia-esta-a-contrabandear-cereais-ucranianos
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Governo convoca embaixador russo em Lisboa e condena anexação “ilegal” de regiões ucranianas
MadreMedia / Lusa
3 out 2022 19:09
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Fonte de imagem: Lusa
O Ministério dos Negócios Estrangeiros convocou hoje o embaixador russo em Lisboa, a quem transmitiu a “firme rejeição” e a “inequívoca condenação” do Governo português da anexação “ilegal” de territórios ucranianos pela Rússia.
Durante a reunião, o Diretor-Geral de Política Externa, Rui Vinhas, sublinhou ao embaixador russo, Mikhail Kamynin, que o “ato de anexação é ilegal e configura uma violação grosseira do Direito Internacional, cujos efeitos Portugal jamais reconhecerá”, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.
“Além do apelo para que as autoridades russas anulem a sua decisão, foi igualmente transmitido ao embaixador da Federação Russa em Lisboa que esta anexação põe em causa a ordem internacional e a arquitetura de segurança europeia”, destacou o ministério liderado por João Gomes Cravinho.
O Governo português transmitiu ainda ao embaixador russo, na reunião que decorreu no Ministério dos Negócios Estrangeiros, que “a União Europeia adotará medidas restritivas adicionais e continuará a apoiar a integridade territorial e a soberania da Ucrânia”.
Vários países da União Europeia já tinham chamado os embaixadores russos no fim de semana para transmitirem esta mesma mensagem.
Em Espanha, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação também convocou hoje o embaixador da Rússia em Madrid, Yuri Korchagin, em protesto contra a anexação de quatro regiões ucranianas por Moscovo.
Segundo fontes diplomáticas citadas pela Europa Press, Madrid insistiu junto do embaixador russo que a Espanha não reconhece esta "farsa" eleitoral, numa referência aos referendos que Moscovo fez nesses territórios, e deixou claro o firme apoio à soberania territorial da Ucrânia.
Também a Itália transmitiu hoje a condenação pela anexação russa de regiões ucranianas através do Secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o embaixador Ettore Sequi.
Numa conferência de imprensa depois de o embaixador russo, Sergey Razov, ter sido convocado para uma reunião, Sequi declarou que a Itália condena o referendo "falso" que a Rússia realizou em áreas da Ucrânia ocupadas pelas suas forças e não reconhecerá a declaração de Moscovo de que as anexou.
O Presidente russo, Vladimir Putin, formalizou na sexta-feira em Moscovo a anexação de quatro regiões ucranianas - de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.
A Duma, câmara baixa do parlamento russo, ratificou hoje os tratados de anexação das regiões ucranianas,
As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100.000 quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de países como a Hungria e Portugal ou um pouco menos do que a Bulgária, segundo a agência espanhola EFE.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-convoca-embaixador-russo-em-lisboa-e-condena-anexacao-ilegal-de-regioes-ucranianas
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Reservistas russos já chegaram a Lugansk
3 de outubro 2022 às 19:20
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/3/834031.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Através da rede social Telegram, o Ministério da Defesa russo anunciou que os moradores de Lugansk sairam à rua para receber os reservistas mobilizados.
Os primeiras reservistas russos mobilizados por ordem de Vladimir Putin já chegaram à região de Lugansk, recentemente anexado, para proteger o território, dominado maioritariamente por Moscovo.
Através da rede social Telegram, o Ministério da Defesa russo anunciou que os moradores de Lugansk sairam à rua para receber os reservistas mobilizados, treinados pelo Exército russo.
Anteriormente, o ministério já tinha informado que as pessoas mobilizadas pelo Kremlin, depois de concluirem o período de instrução e treino de combate, iriam iniciar uma das suas principais missões, controlar os territórios do leste da Ucrânia tomados por Moscovo.
Recorde-se que no dia 21 do mês passado, o líder russo assinou um decreto que autorizava a "mobilização parcial" na Rússia e o ministério da Defesa, Serguei Soigu, referiu que essa mobilização poderia atingir as 300 mil pessoas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782306/reservistas-russos-ja-chegaram-a-lugansk
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Fazer eleições nas áreas anexadas pelos russos e prescindir da Crimeia. O plano de Elon Musk para acabar com a Guerra na Ucrânia
MadreMedia
3 out 2022 18:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O magnata Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X, não costuma coibir-se de transmitir as suas opiniões no Twitter. Desta vez, está a levar a votação um plano para terminar a Guerra na Ucrânia. Organizar eleições observadas pela ONU nos territórios ocupados pela Rússia e fazer com que a Crimeia se torne internacionalmente reconhecida como território russo são algumas das sugestões, que estão a merecer críticas.
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
"Refazer as eleições sob supervisão da ONU das regiões anexadas. A Rússia sai se essa for a intenção do povo". Esta foi uma das propostas que o bilionário Elon Musk levou a votação na sua conta oficial do Twitter como parte de um hipotético plano de paz para a Rússia e a Ucrânia.
As outras medidas passam por tornar "a Crimeia formalmente uma parte da Rússia" — observando Musk que "sempre o foi desde 1783" —, "assegurar fornecimento de água à Crimeia" e garantir que "a Ucrânia mantém-se neutral".
De momento, entre as opções de "sim" ou "não" a este plano, o "não" leva clara vantagem, com 59,1% dos mais de 670 mil votos já feitos.
Além disso, este plano avançado por Musk está a ser alvo de muitas críticas, especialmente por parte de ucranianos, que o acusam de ignorância e de imiscuir-se em temas que não conhece.
"Pá, Elon. Parece que perdeste muitas aulas de história enquanto te tiveste a concentrar no espaço e em carros elétricos. As tuas propostas parecem-se com as de Putin. Espero que não tenha sido nesse sentido", respondeu Serhiy Prytula, apresentador e ator com historial de participação política.
Em resposta, Musk defendeu que o seu plano "será provavelmente o resultado final" do conflito, sendo apenas "uma questão de quantas pessoas morrerão" até então. Noutro tweet, alerta para o risco de um conflito nuclear se um acordo não for alcançado.
A sugestão é feita depois da Duma, a câmara baixa do parlamento russo, ter ratificado os tratados de anexação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Kherson e Zaporijia, todas em território ucraniano, assinados na sexta-feira pelo Presidente Vladimir Putin.
As leis de ratificação foram votadas uma a uma e receberam o apoio unânime dos deputados russos, que aplaudiram o resultado da votação, realizada de modo eletrónico.
Putin formalizou na sexta-feira em Moscovo a anexação destas quatro regiões ucranianas, áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.
As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100.000 quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de países como a Hungria e Portugal ou um pouco menos do que a Bulgária, segundo a agência espanhola EFE.
A Federação Russa, que tem mais de 147 milhões de habitantes, ultrapassará os 150 milhões com estas anexações.
Uma grande parte dos países e das organizações da comunidade internacional condenou estas anexações, dizendo que são o resultado de “falsos referendos”, comprometendo-se a não reconhecer qualquer validade a esta decisão.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/fazer-eleicoes-nas-areas-anexadas-pelos-russos-e-prescindir-da-crimeia-o-plano-de-elon-musk-para-acabar-com-a-guerra-na-ucrania
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Diretor da central nuclear de Zaporijia foi libertado
Lusa
3 out 2022 18:50
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Fonte de imagem: sapo.pt
O diretor-geral da central nuclear ucraniana de Zaporijjia, Igor Murachov, detido na sexta-feira pela Rússia, que controla o local, foi libertado, anunciou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
"Saúdo a libertação de Igor Murachov", escreveu na rede social Twitter o diretor da AIEA, Rafael Grossi, que confirmou que Murachov já está em casa "são e salvo".
O diretor da central nuclear de Zaporijia tinha sido detido por uma patrulha russa, quando viajava da central para a cidade de Ernogodar, controlada pelos russos.
O veículo que transportava o diretor da central fora detido e este retirado do automóvel, tendo posteriormente sido conduzido, com os olhos vendados, para um destino desconhecido", de acordo com relatos da agência que opera a unidade nuclear.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, condenou no sábado esta "detenção ilegal".
"Este crime é mais um ato de terrorismo de Estado da Rússia e representa uma grave violação do direito internacional", disse Kuleba.
A central nuclear, a maior da Europa, está ocupada desde o início de março por tropas russas, localizando-se na região de Zaporijia, um dos territórios ucranianos oficialmente anexados por Moscovo.
Uma delegação da AIEA, liderada por Rafael Grossi, visitou o local no início de setembro e dois dos seus inspetores permanecem nas instalações.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
RJP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/diretor-da-central-nuclear-de-zaporijia-foi_633b22fd402ee91b36f0ba78
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Guia gratuito em português e ucraniano reforçado para regresso às aulas e procura de emprego
Casa dos Bits
4 out 2022 08:08
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A atualização do guia online de conversação criado para facilitar a integração de ucranianos na comunidade portuguesa resulta em 1.500 novas palavras, elevando para mais de 10.000 o número total.
O guia de conversação Ucraniano-Português e Português-Ucraniano disponibilizado online, de forma gratuita, pela Infopédia ganhou novos recursos, sempre com o objetivo de facilitar a integração dos ucranianos que estão em Portugal.
As novas entradas, associadas às categorias "Educação" e "Emprego", pretendem ser úteis para os alunos, encarregados de educação e professores dos estabelecimentos de ensino de todo o país, bem como para todos os que procuram emprego e/ou formação profissional.
Esta atualização resulta em 1.500 novas palavras, reunidas com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional - IEFP e de Adriana Miranda, professora de Português Língua Não Materna. Para cada palavra, pergunta ou expressão é apresentada a respetiva tradução - em português ou ucraniano -, a locução áudio e a pronúncia em alfabeto romano.
Adaptado à realidade social, económica e institucional portuguesa, o Guia de Conversação tem como objetivo facilitar o contacto entre falantes de ucraniano e português em diversos contextos. Desde o lançamento, no final de junho de 2022, soma 12 mil visualizações nas categorias Transportes, Saúde, Casa, Serviços públicos, Restaurante e Referência rápida, refere a Infopédia numa nota enviada às redações.
A plataforma online é de utilização totalmente gratuita e disponibiliza vocábulos úteis para a comunicação em contexto escolar, em serviços de saúde (hospitais, centros de saúde e veterinários), em serviços públicos (como Segurança Social, SEF, autarquias ou forças de segurança), na restauração, em transportes, entre outros.
Aceda ao guia de conversação Ucraniano-Português e Português-Ucraniano da Infopédia.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/guia-gratuito-em-portugues-e-ucraniano-reforcado-para-o-regresso-as-aulas-e-a-procura-de-emprego
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Ucrânia. Generais russos "estão a morder-se uns aos outros"
João Campos Rodrigues 04/10/2022 08:22
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Fonte de imagem: © AFP
O Kremlin perdeu Lyman quando apostava em Kherson, mas até aí está a recuar. Senhores da guerra russos culpam as forças armadas.
Dias após ser declarada a anexação dos territórios ocupados pelo Kremlin, os sucessivos contra-ataques das forças ucranianas - tomando Lyman, uma cidade chave para a logística russa, tendo sido anunciados avanços nos arredores Kherson - mostram que o regime de Vladimir Putin não tem como manter o que conquistou. Pelo menos até ao inverno, quando é esperado que o ritmo das operações abrande, e que algumas das 300 mil tropas prometidas pelo Kremlin cheguem à linha da frente.
Não há dúvida de que o Governo de Kiev tem sabido aproveitar esta janela de oportunidade. As suas forças avançaram de oeste para este, cercando Lyman, uma que cidade no oblast - o equivalente aos nossos distritos - de Donetsk, que costumava ter perto de vinte mil habitantes. Putin prometera que este território pertenceria à Rússia “para sempre”, mas as suas mais de cinco mil tropas aí estacionadas rapidamente bateram em retirada, no fim de semana, com receio de serem cercadas. Tiveram que o fazer debaixo de fogo, dado que os ucranianos tinham a única rota de fuga da cidade sob alcance da sua artilharia há dias.
As redes sociais ucranianas rapidamente foram inundadas com imagens de veículos militares destruídos e tropas russas mortas ou capturadas, logo após ser declarada vitória da Ucrânia em Lyman, uma porta de entrada em Lugansk. Enquanto o Kremlin justificava que as suas forças estavam somente a conduzir um “reagrupamento tático”, entricheirando-se em “posições mais vantajosas”.
Se o Kremlin sofrera uma derrota tão expressiva em Lyman fora porque enviara as reservas disponíveis para Kherson, do outro lado da Ucrânia, apontaram analistas. “A decisão de não reforçar as linhas da frente vulneráveis em Kupyansk ou Lyman foi quase de certeza de Putin”, lia-se num relatório do Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa), publicado no fim-de-semana, após a queda de Lyman. Sugerindo que “Putin quer saber muito mais em manter o terreno estratégico dos oblasts de Zaporínjia e Kherson do que Lugansk”.
Se for esse o caso, o Presidente russo deve estar furioso. Esta segunda-feira, o próprio Kremlin admitia avanços extraordinários dos ucranianos no norte de Kherson, ao longo do rio Dnipre, recuperando uma série de aldeias, numa profundidade de pelo menos 20 quilómetros. Mas o porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, assegurou que as suas forças recuaram para “uma linha defensiva pré-preparada” e que pelo meio “infligiram enormes danos” aos ucranianos.
“À procura de culpados” Poucos ficaram convencidos com as desculpas do Kremlin, sendo notória a revolta entre os nacionalistas russos mais virulentos, com ligações profundas no seio das forças armadas e de segurança, que ainda há uns dias celebravam a mobilização militar parcial. E dentro das chefias militares russas, “já se começaram a morder uns aos outros”, assegurou Volodymyr Zelensky. “Estão à procura de culpados”.
Mais uma vez, o líder checheno, Ramzan Kadyrov, não hesitou em lavar roupa suja em público. O senhor da guerra favorito de Putin, crucial para o regime manter a estável o turbulento norte do Caucaso, goza de uma liberdade de manobra sem paralelo entre dirigentes do Kremlin. Fez questão de realçar as suas credenciais nacionalistas, prometendo enviar para a guerra os seus três filhos adolescentes, de 14, 15 e 16 anos, sugerindo o uso de armas nucleares táticas. para evitar derrotas semelhantes no futuro. Entretanto, apontou o dedo a Alexander Lapin, o coronel-general responsável pelas forçar armadas em Lyman, acusando-o de ter o seu quartel-general demasiado longe da frente e de deixar as suas tropas despreparadas. Levando ao afastamento de Lapin pelo Kremlin, no dia seguinte.
As críticas de Kadyrov foram acompanhadas pelas de Evgeniy Prigozhin, líder da Wagner, a empresa de mercenários conhecida por fazer o trabalho sujo do Kremlin. Os generais russos deviam estar a lutar “descalços com metralhadoras na linha da frente”, escreveu no Telegram. Não é certo que seja o conselho mais prático. Desde o primeiro momento da guerra que os general russos têm tido uma taxa de mortalidade anormalmente alta devido a bombardeamentos ou assassinatos. Sendo isso considerado um fator na desorganização das forças do Kremlin.
As criticas públicas de Kadyrov e Prigozhin, cujas milícias e mercenários deveriam estar a atuar em Donetsk em coordenação com os efetivos de Lapin, “indicam que o fosso entre as forças russas tradicionais e não-tradicionais provavelmente está-se a aprofundar”, salientou o ISW.
Se os vários ramos das forças armadas russas já mostravam dificuldade em agir em conjunto, imagine-se quando as tropas que estiverem no terreno forem em boa parte recrutas à força. Até propagandistas do Kremlin se queixam dos erros durante a mobilização, discutindo casos de gente conscrita por engano, dado serem de idade avançada, estarem em más condições físicas ou sofrerem de alcoolismo.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782326/ucr-nia-generais-russos-estao-a-morder-se-uns-aos-outros?seccao=Mundo_i
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ENTREVISTA/Ucrânia: Adesão da Ucrânia à NATO é impossível no curto prazo, confirma analista
Por MultiNews com Lusa em 09:13, 4 Out 2022[/size
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Nenhum país da NATO espera que seja possível uma adesão rápida da Ucrânia à organização militar ocidental, mas é possível o início de “conversações profissionais”, indicou em entrevista à Lusa o investigador e académico Arkady Moshes.
“Ninguém fora da Ucrânia espera que seja possível que a Ucrânia adira à NATO num processo rápido e facilitado. Nove países da NATO manifestaram o seu apoio, mas restam 21 Estados-membros. Ninguém recusou, mas de facto não apoiam. Ninguém pensa que a Ucrânia possa aderir à NATO de uma forma simples”, assinalou no decurso de um contacto telefónico com a Lusa.
Arkady Moshes comentava as declarações do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que na passada sexta-feira, logo após a cerimónia no Kremlin que formalizou a anexação de quatro províncias do leste da Ucrânia à Rússia, assinalou que tinha efetuado um passo decisivo ao assinar a candidatura da Ucrânia à adesão acelerada à NATO.
No entanto, o diretor do programa de investigação para a vizinhança leste da União Europeia e Rússia do Instituto Finlandês de Assuntos Internacionais (FIIA), sediado em Helsínquia, admite o início de “conversações profissionais” entre Kiev e a Aliança ocidental.
“Será um diálogo que não implicará negociações formais, num estrito sentido político, mas através de um diálogo muito profissional sobre o que a Ucrânia terá de fazer para se tornar um candidato”, prognosticou.
“A Ucrânia já é um candidato à União Europeia, e essa decisão da UE alterou a realidade anterior, porque antes não era candidata a nada. Agora, a Ucrânia é oficialmente candidata e se a NATO avançar face à vaga promessa feita em 2008 na cimeira de Bucareste de que um dia a Ucrânia seria um membro, através do início de consultas, discussões, sobre quais os requisitos politico-militares e outros aspetos, poderá fazer sentido para a Ucrânia”, precisou.
No entanto, o membro do Programa de Novas Abordagens sobre Pesquisa e Segurança na Eurásia (PONARS, Eurásia) na Universidade George Washington exclui a possibilidade de a Ucrânia se tornar “no curto prazo” um membro efetivo da NATO.
Ao abordar a recente sabotagem dos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que abasteciam a Europa, Arkady Moshes não deteta, numa perspetiva estratégica, qualquer benefício para todos os países afetados.
“Trata-se de uma decisiva disrupção da espinha dorsal da cooperação económica entre a Rússia e a Europa [União Europeia]. Porque com a energia excluída dessa cooperação, as relações tornam-se muito primitivas. A Rússia perderá não apenas dinheiro, mas a possibilidade de, em simultâneo, exercer pressão e restaurar as relações”, considerou.
Neste cenário, admite que a Rússia sairá mais prejudicada.
“A Europa perderá economicamente, mas menos que a Rússia. É um paradoxo. Não sei quem fez a sabotagem. Mas estrategicamente a Rússia vai ser mais prejudicada. Porque se havia um sinal de que se apostava num caminho para romper as relações, era o fim da história”.
Arkady Moshes perspetiva “um próximo inverno ainda difícil para a Europa em termos de energia”, mas com alternativas que começam a ser concretizadas.
“A Europa encontrará alternativas porque não existe escassez de energia no mundo. Será apenas necessário reorientar a logística, as formas de distribuição, incluindo negociar com o Qatar de outra forma”.
“A Europa tem ainda mais possibilidade de reorientar os seus abastecimentos de energia, e a Rússia a possibilidade de reorientar as suas exportações de energia. Mas do ponto de vista estratégico, e objetivamente, a Rússia perde muito mais”, concluiu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/entrevista-ucrania-adesao-da-ucrania-a-nato-e-impossivel-no-curto-prazo-confirma-analista/
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Da ameaça ao terror: Quatro cenários para uma guerra nuclear na Ucrânia
Por Pedro Gonçalves em 11:03, 4 Out 2022
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O fim de semana foi tenso entre Putin e os aliados da Rússia: se antes o presidente russo clamava vitória com a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia, a perda da cidade estratégica de Lyman valeu a Putin críticas de Ramzan Kadyrov, líder da Chechénia, que sugeriu que a Rússia devia considerar o uso de “armas nucleares de baixa potência” como retaliação pela perda de território para as forças ucranianas.
O ‘desafio’ deixa a comunidade internacional em alerta. O Kremlin respondeu depois, fazendo valer-se da doutrina nuclear russa, que explicita que as armas nucleares podem ser usadas em dois casos: se houver uma agressão contra a Rússia ou qualquer um dos seus aliados com armas de destruição maciça, ou “caso se verifique uma ameaça à existência do próprio Estado” russo.
Um estado que tem reivindicado territórios como seus perante os clamores de “ilegalidade” do Ocidente, que se seguiram aos de “crimes de guerra” perante os horrores descobertos em valas comuns, aquando da reconquista de territórios pela Ucrânia. Um estado que, se por um lado ameaça com armas nucleares e que, esta segunda-feira, votava na Duma a adesão à Rússia dos territórios anexados, por outro lado admite no mesmo dia que não sabe que partes de Kherson e Zaporíjia passam a fazer parte do país, face aos avanços das tropas ucranianas nas linhas de combate.
Analistas de guerra ouvidos pelo El Mundo, admitem que o risco de escalada do conflito para o uso de armas nucleares é relativamente baixo, mas tem tendência a crescer, cada vez que Putin se vê com menos saídas para uma vitória, que não envolvam uma guerra nuclear.
Também a Rússia e a NATO têm mantido o conflito dentro do território ucraniano, mas aumenta a pressão sobre Putin para atacar os países da Aliança que têm ajudado a Ucrânia e garantido o fornecimento de bens essenciais e armas. Uma pressão que só aumenta a cada dia que dura a guerra.
São apontados pelos especialistas do FRS, um ‘think thank’ francês de discussão de temas de defesa nacional e estratégia, quatro cenários possíveis ara uma guerra nuclear na Ucrânia:
Detonação longínqua – O menos arriscado seria a Rússia optar por uma detonação subterrânea no Mar Negro. Sem vítimas, mostraria a ‘vontade’ russa de passar o conflito para o plano nuclear. Seria previsível, já que as armas nucleares teriam que ser transportadas dos armazéns onde estão guardadas, e depois acopladas aos mísseis que as compõem. A União Europeia (UE) acompanharia os desenvolvimentos e reagiria, primeiro com avisos a Moscovo, depois divulgando todas as movimentações que antecipariam a detonação. Poderia, aponta Eric Schlosser, autor de ‘Armas Nucleares, o acidente de Damasco e a ilusão de segurança’, dar-se o cenário da UE lançar um ataque cibernético aos sistemas russos antes de se dar a detonação.
Massacrar um batalhão ucraniano – Seria a opção com um efeito mais imediato no campo de batalha: o ataque nuclear contra um alvo militar ucraniano, como uma base aérea ou um batalhão. Significaria a morte de poucos civis, mas com muitas baixas militares. Lançaria o medo e o pânico, deixaria uma zona contaminada e abriria a possibilidade a novo ataque.
Ataque cirúrgico – O cenário mais difícil de acontecer e que já foi o que se tentou com o cerco a Kiev, nos primeiros meses da guerra: fazer cair o governo ucraniano. Neste caso, um ataque nuclear com o único objetivo de matar o presidente Volodymyr Zelensky e os que com ele se escondem nos bunkers subterrâneos.
Hiroshima n.º2 – O pior cenário possível: a destruição massiva de uma grande cidade ucraniana, como Dnipro ou Vinitisia. O objetivo seria massacrar grande número de civis e levar a Ucrânia a um estado de terror que resultasse na rendição. Difícil de imaginar para muitos, mas não para Putin, que já chegou a recordar no seu discurso da passada sexta-feira que os EUA “abriram um precedente” ao usar armas nucleares em 1945, para por fim à II Guerra Mundial. Causaria choque global e forte retaliação, mas significaria que a China, cuja doutrina nuclear estabelece “não ser o primeiro a usar armas nucleares”, se afastaria de Moscovo e Putin perderia um dos seus principais (e raros) aliados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/da-ameaca-ao-terror-quatro-cenarios-para-uma-guerra-nuclear-na-ucrania/
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Ucrânia: Conversações de paz entre Zelensky e Putin são “impossíveis”: “Negociaremos com outro presidente da Rússia”, refere líder ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 11:20, 4 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Volodymyr Zelensky assinou um decreto no qual formalmente torna “impossível” a possibilidade de qualquer conversa de paz com Vladimir Putin, embora tenha deixado a porta aberta para conversações de paz com a Rússia.
“A Ucrânia não negociará com a Rússia enquanto Putin for o presidente da Federação Russa. Negociaremos com o novo presidente”, apontou Zelensky, logo após o Kremlin formalizar a anexação de quatro territórios ucranianos, numa medida que Kiev e os seus aliados ocidentais denunciaram como uma farsa ilegítima.
“Ele [Putin] não sabe o que é dignidade e honestidade. Portanto, estamos prontos para um diálogo com a Rússia, mas com outro presidente da Rússia”, reforçou Zelensky.
Zelensky já tinha sublinhado, na passada 3ª feira, durante uma intervenção por videoconferência no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que uma eventual anexação de territórios da Ucrânia pela Rússia, através de referendos, iria significar que “não há nada a negociar” com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. O presidente ucraniano garantiu que os eleitores “foram forçados a votar sob a mira de armas” e que os resultados “foram escritos com antecedência”.
No depoimento, a que a delegação russa se opôs, o chefe de Estado ucraniano pediu ainda um reforço de sanções contra a Rússia, assim como a sua expulsão da ONU e de todas as organizações internacionais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-conversacoes-de-paz-entre-zelensky-e-putin-sao-impossiveis-negociaremos-com-outro-presidente-da-russia-refere-lider-ucraniano/
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Ucrânia assina maior avanço militar desde o início da guerra: linha da frente russa recua 30 quilómetros
Por Francisco Laranjeira em 10:11, 4 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/yavoriv-ukraine-soldiers-of-6th-squadron-8th-cavalry-199fa0-1024.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia assinou o seu maior avanço no sul do país desde o início da guerra, depois de ter ultrapassado as defesas russas – segundo um responsável pró-Rússia, as tropas ucranianas conseguiram recapturar várias aldeias ao longo do rio Dnipro, incluindo a cidade de Dudchany, a cerca de 30 quilómetros a sul da antiga linha da frente, o que sustentou o avanço mais rápido registado até ao momento.
As forças russas tinham-se entrincheirado em posições fortemente reforçadas ao longo da linha de frente desde as primeiras semanas da invasão. No leste do país, as forças ucranianas também expandiram a sua ofensiva rápida, recuperando mais território em áreas anexadas pela Rússia e ameaçando as linhas de abastecimento para as tropas russas.
O presidente Volodymyr Zelenskyy garantiu que o exército ucraniano assumiu o controlo de várias cidades em várias áreas, embora sem avançar com mais detalhes, já depois da cidade oriental de Lyman, em Donetsk, ter sido “totalmente limpa” das forças russas.
Segundo o Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia, a liderança militar da Federação Russa decidiu deslocar para a zona as unidades das tropas da Guarda Russa que se encontra baseada nos limites administrativos do Distrito Militar da Sibéria e o contingente de tropas russas na Síria.
Segundo a Ucrânia, as unidades do 3º Corpo do Exército russo, recém-formado como resultado da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin, “estão impossibilitados de desempenhar efetivamente as tarefas que lhes são atribuídas. Armas e equipamentos militares obsoletos e inutilizáveis, abandono arbitrário de posições e recusa em realizar tarefas de combate por pessoal, consumo de bebidas alcoólicas, violações sistemáticas da disciplina militar são as principais razões para a desmoralização dos militares das unidades da unidade”, apontam os responsáveis ucranianos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-assina-maior-avanco-militar-desde-o-inicio-da-guerra-linha-da-frente-russa-recua-30-quilometros/
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Rússia já não controla totalmente nenhuma das quatro regiões ucranianas anexadas
MadreMedia
4 out 2022 10:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Vladimir Putin anunciou na última sexta-feira a anexação de quatro regiões da Ucrânia, concretamente Donetsk, Lugansk, ambas no leste, e ainda Zaporijjia e Kherson, a Sul. A verdade, contudo, é que poucas horas depois de o ter anunciado, os russos deixaram de controlar totalmente essas mesmas quatro regiões.
Já antes do discurso de anexação de Vladimir Putin e também dos referendos levados a cabo nestas regiões, as tropas ucranianas, a 20 de setembro, conseguiram recuperar a cidade de Bilohorivka, que fica a 20 quilómetros da área de Lysychansk-Sievierodonetsk, o último reduto ucraniano na região de Luhansk que a Rússia capturou a 3 de julho.
Após esse avanço, já no último sábado a Ucrânia reivindicou então a posse de Lyman, uma importante e estratégica cidade na região de Donetsk, algo que acabou também por ser confirmado pelas autoridades russas.
Por último, na noite de segunda-feira, as tropas de Zelensky conseguiram romper as defesas de Moscovo na região de Kherson. As informações, mais uma vez, foram confirmadas por militares russos, o que traduz assim que, neste momento, a Rússia já não controla totalmente nenhuma das regiões anexadas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-ja-nao-controla-totalmente-nenhuma-das-quatro-regioes-ucranianas-anexadas
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Russos admitem “enormes perdas” na guerra com a Ucrânia e que as tropas adversárias não param de tentar romper linhas de defesa
Por Pedro Gonçalves em 15:11, 4 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/Tropas-russas.jpg)
TOPSHOT - Ukrainian soliders rest on an armoured personnel carrier (APC) before their move at the recently retaken eastern side of the Oskil River in Kupiansk, Kharkiv region, on September 29, 2022, amid the Russian invasion of Ukraine. (Photo by Yasuyoshi CHIBA / AFP) (Photo by YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images)
As autoridades pró-russas de Luhansk e Kherson reconheceram hoje que as forças ucranianas estão a tentar romper as suas defesas em algumas zonas das duas regiões anexadas pela Rússia, mas disseram que estão a resistir.
O porta-voz militar de Luhansk (leste), Andrei Marochko, disse à agência oficial russa TASS que as tropas ucranianas avançaram até perto da cidade de Kreminna, onde as forças leais a Moscovo estão a tentar resistir.
“A situação na cidade de Kreminna está mais ou menos calma, sob controlo, mas o inimigo não pára de tentar romper a nossa linha de defesa”, disse Marochko, segundo a agência espanhola EFE. Marochko disse que as forças ucranianas sofreram “enormes perdas”, mas admitiu que, apesar disso, “estão a tentar avançar”.
Em Kherson (sul), o chefe adjunto pró-russo da administração militar e civil, Kiril Stremousov, disse que as forças ucranianas estavam sob fogo perto de Dudchany. “Na área de Dudchany, o avanço dos nazis [forças ucranianas] parou praticamente. Agora, a aviação e a artilharia estão a aniquilar todos aqueles que invadiram o território soberano da Federação Russa”, disse Stremousov na rede social Telegram.
O atual avanço ucraniano no leste e sul do país segue-se à libertação de mais de 450 localidades na região nordeste de Kharkiv. A imprensa ucraniana noticiou, na segunda-feira, que as forças de Kiev retomaram o controlo da cidade de Borova, localizada a leste do rio Oskil, na região de Kharkiv, no âmbito da contraofensiva lançada no início de setembro. Segundo o mesmo jornal, as forças ucranianas atravessaram já o rio Oskil e a contraofensiva “inclui agora também as regiões vizinhas de Donetsk e Luhansk da Ucrânia”.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse no seu discurso noturno ao povo que “a luta feroz continua” e que novas localidades foram libertadas em várias regiões, mas sem especificar. As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russos-admitem-enormes-perdas-na-guerra-com-a-ucrania-e-que-as-tropas-adversarias-nao-param-de-tentar-romper-linhas-de-defesa/
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200 mil soldados mobilizados poderão estar a treinar para eventual guerra nuclear
MadreMedia
4 out 2022 15:58[/size]
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Informações vindas da Rússia dão conta de um suposto exercício junto à fronteira com a Ucrânia.
O Ministério da Defesa da Rússia divulgou esta terça-feira que 200 dos 300 mil soldados na reserva que foram mobilizados para a guerra na Ucrânia já estão a treinar para o combate. Novas informações, no entanto, dão conta que muitos desses novos recrutas poderão estar a ser preparados para um eventual ambiente de guerra nuclear, química ou biológica.
Este cenário deixa o mundo em alerta, até porque desde domingo que o Ministério da Defesa russo tem colocado imagens e informações dos treinos dos novos soldados, sobretudo formas de luta em terrenos contaminados por armas nucleares, químicas ou biológicas.
Nas redes sociais são também vários os jornalistas que têm acompanhado de perto a guerra na Ucrânia que relatam possíveis exercícios de treino de ordem nuclear, junto à fronteira ucraniana.
"Está a ser montada uma unidade para um exercício perto da fronteira com a Ucrânia. Várias contas de Telegram referem-se ao mesmo como um teste nuclear", escreveu o jornalista alemão e especialista em armamento Lars Winkelsdorf.
(https://i.ibb.co/n7BNsB4/Captura-de-ecr-2022-10-04-165611.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Outros vídeos nas redes sociais dão também conta de um eventual comboio nuclear a caminho dos tais exercícios militares, embora o destino final não seja revelado. Treinos esses que o jornal inglês The Times também anunciou na sua edição de segunda-feira à noite.
A publicação inglesa, no entanto, é mais descritiva, referindo que os tais possíveis exercícios poderão ocorrer junto ao Mar Negro. Outras fontes apontam para que o treino possa ocorrer no Ártico, para onde se dirigirá o submarino nuclear K-329 Belgorod.
(https://i.ibb.co/vL5yYDp/Captura-de-ecr-2022-10-04-165716.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/200-mil-soldados-mobilizados-poderao-estar-a-treinar-para-eventual-guerra-nuclear
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Governo espanhol "apoia" inclusão da Ucrânia na candidatura Ibérica ao Mundial
Sportinforma / Lusa
4 out 2022 15:18
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Fonte de imagem: SAPO Desporto
Ucranianos já tinham organizado, em parceria com a Polónia, o Euro2012, tendo ainda albergado a final da Liga dos Campeões de 2018, no Estádio Olímpico de Kiev.
O governo de Espanha manifestou hoje o seu “apoio” à inclusão da Ucrânia na candidatura conjunta ibérica à organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2030, acreditando que o desporto e a paz devem estar sempre juntos.
“É claro que o governo apoiaria a inclusão da Ucrânia na candidatura ibérica por um motivo: vincular o desporto à paz é sempre uma boa notícia”, justificou a porta-voz do Executivo, Isabel Rodríguez.
O jornal inglês The Times noticiou segunda-feira que os governos de Portugal e Espanha já tinham dado o seu acordo â inclusão da Ucrânia na proposta, o mesmo acontecendo com o seu presidente, Volodymyr Zelensky.
Na quarta-feira, na sede da UEFA, em Nyon, Suíça, os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), respetivamente Fernando Gomes e Luis Rubiales, vão promover uma conferência de imprensa para falar do tema.
A Ucrânia organizou, em parceria com a Polónia, o Euro2012, tendo ainda albergado a final da Liga dos Campeões de 2018, no Estádio Olímpico de Kiev.
O The Times indica que o país de Leste receberia alguns desafios da fase de grupos, facto que poderia ser uma ajuda na recuperação de infraestruturas no período pós-guerra.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/governo-espanhol-apoia-inclusao-da-ucrania-na-candidatura-iberica-ao-mundial
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Roger Waters acredita que está na "lista de alvos a abater" apoiada pelo governo da Ucrânia
4 de outubro 2022 às 17:23
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/4/834102.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O artista defende que não há crimes de guerra perpetrados pela Rússia na Ucrânia.
Numa recente entrevista à Rolling Stones, Roger Waters, ex-Pink Floyd, assegurou que está numa “lista de alvos a abater” apoiada pelo governo da Ucrânia.
O artista explicou que depois das suas recentes declarações - onde culpa a Ucrânia pela invasão da Rússia - o seu nome surgiu “numa lista negra de uma organização extremista ucraniana”.
Waters acredita “que não há crimes de guerra perpetrados pela Rússia na Ucrânia”, argumentando que esses alegados crimes só foram reportados por meios de comunicação ocidentais. “É exatamente o contrário de falar sobre a propaganda russa, que os russos interferiram nas nossas eleições, que os russos fizeram isso. São tudo mentiras, mentiras, mentiras, mentiras”, afirmou à revista americana.
“Não se esqueçam que estou numa lista de alvos a abater apoiada pelo governo ucraniano”, continuou o músico. “Estou no raio da lista e eles mataram pessoas recentemente… Quando te matam, escrevem ‘liquidado’ por cima da tua fotografia. Bom, eu estou numa dessas fotografias”, alertou.
Recentemente o ex-Pink Floyd enviou duas cartas abertas. A primeira a Olena Zelenska, primeira-dama ucraniana, na qual defendia que foram os “nacionalistas extremistas” do seu país a conduzir o país para a guerra e lhe sugeria a rendição. A segunda foi a Vladimir Putin, presidente da Rússia, pedindo-lhe que colocasse um fim à guerra.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782364/roger-waters-acredita-que-esta-na-lista-de-alvos-a-abater-apoiada-pelo-governo-da-ucr-nia
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Zelensky aponta avanços "rápidos e poderosos" do seu Exército no sul
MadreMedia / Lusa
4 out 2022 21:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destacou hoje que as forças ucranianas estão a alcançar avanços "rápidos e poderosos" no sul do país, acrescentando que "dezenas" de localidades foram reconquistadas esta semana nas quatro regiões recentemente anexadas por Moscovo.
O Exército ucraniano está a fazer “avanços bastante rápidos e poderosos no sul” do país, destacou o chefe de Estado ucraniano durante o habitual discurso noturno diário, divulgado na rede social Telegram.
“Dezenas de localidades foram liberadas apenas esta semana” nas quatro regiões anexadas pela Rússia no final da semana passada, ou seja, no sul e no leste da Ucrânia, acrescentou Zelensky.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-aponta-avancos-rapidos-e-poderosos-do-seu-exercito-no-sul
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EUA anunciam novo pacote de 627,3 milhões de euros em ajuda militar a Kiev
MadreMedia / Lusa
4 out 2022 19:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente norte-americano, Joe Biden, informou hoje o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, da concessão de um novo pacote de ajuda militar de 625 milhões de dólares (627,3 milhões de euros).
De acordo com um comunicado da Casa Branca, Biden, que estava acompanhado pela sua vice-presidente, Kamala Harris, durante a chamada com Zelensky, reiterou o apoio dos Estados Unidos da América (EUA) à defesa da Ucrânia contra a invasão russa pelo “tempo que for necessário”.
A assistência dos EUA inclui sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS), que têm longo alcance, assim como armamento, munições e veículos blindados.
O Presidente norte-americano também afirmou que o seu país está disposto a impor “custos severos” a qualquer indivíduo, entidade ou país que apoie os esforços da Rússia para anexar o território ucraniano.
Por outro lado, Biden comemorou o “sucesso” do acordo que permitiu a exportação “segura” de cereais ucranianos para os mercados internacionais e afirmou que é necessário que isso continue.
Antes do início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro deste ano, os EUA já prestavam assistência militar a Kiev e treino às suas forças armadas, mas essa ajuda foi redobrada após o conflito atual.
A Rússia concluiu na terça-feira os procedimentos parlamentares para a incorporação de quatro territórios parcialmente ocupados no leste e sul da Ucrânia, ação que levou Kiev a fechar as portas a qualquer diálogo de paz com o Presidente russo, Vladimir Putin, considerando a anexação nula.
Os tratados de incorporação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia receberam hoje a aprovação do Senado russo, onde obtiveram o apoio de todos os membros da Câmara Alta do Parlamento.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-anunciam-novo-pacote-de-6273-milhoes-de-euros-em-ajuda-militar-a-kiev
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Andrei Kurkov dá voz aos esquecidos da "zona cinzenta" no Donbas
MadreMedia / Lusa
5 out 2022 09:37
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Entrevista ao escritor Andrey Kurkov MIGUEL A. LOPES/LUSA
O escritor ucraniano Andrei Kurkov escreveu um romance sobre um apicultor que viaja com as suas abelhas pelo território devastado do conflito no Donbas, muito antes da invasão russa, apenas para dar voz às pessoas esquecidas da “zona cinzenta”.
Agora com a guerra a decorrer, cuja escalada considera ter sido em certa medida previsível, deixou a ficção em suspenso e está empenhado na luta em defesa da Ucrânia, usando como armas a escrita sobre a realidade, para explicar a invasão ao mundo, contou em entrevista à agência Lusa.
“Abelhas cinzentas” é o título do romance que acaba de chegar a Portugal, pela Porto Editora, apesar de ter sido originalmente publicado em 2018, que aborda o conflito no Donbas, a decorrer desde 2014.
Andrei Kurkov não tinha planeado escrever um livro sobre a guerra até 2017.
O que aconteceu é que após a anexação da Crimeia e o início da guerra em Donbas, chegaram vários refugiados a Kiev e o escritor conheceu várias pessoas, uma delas, um homem que todos os meses ia a uma aldeia na linha da frente, onde permaneciam sete famílias, para lhes levar medicamentos e outros bens, porque não havia nada, “eletricidade, gás, farmácia, polícia, era uma terra de ninguém, uma zona cinzenta”, contou.
Depois de consultar o mapa e perceber que essa “zona cinzenta” era o território entre os separatistas e o exército ucraniano, que compreendia aldeias onde chegavam a viver apenas duas ou três pessoas, e de ter constatado que havia “mais de 200 livros sobre a guerra, mas nada sobre as pessoas apanhadas no meio”, decidiu “dar voz a essas pessoas”.
“Foi assim que comecei. Muitas coisas vieram para a história por causa dos eventos reais e conversas, e quis ter a Crimeia na história, porque ninguém escrevia sobre a Crimeia a seguir à anexação”.
Kurkov inventou uma pequena aldeia de apenas três ruas – Starhorodivka –, situada perto de Gorlivka, onde vivem apenas dois homens, Sergeyich e Pashka, inimigos de infância, que passam a tolerar-se e a conviver por uma questão de sobrevivência.
A história começa no inverno de 2017, durante a hibernação das abelhas, e descreve o dia-a-dia de Sergeyich, há três anos sem eletricidade, com frio, fome e solidão.
A chegada da primavera impele-o a empreender uma viagem por estrada com as suas colmeias, através do território da Ucrânia oriental devastado pela guerra, para fora da zona cinzenta, em busca de um lugar na natureza onde possa libertar as abelhas para recolherem o pólen.
“Quando pensei na personagem principal quis que fosse um Apicultor, porque nunca são agressivos, são pessoas consideradas sábias nas suas povoações e muito respeitadas, e têm uma ocupação que os mantém afastados da realidade política”.
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Entrevista ao escritor Andrey Kurkov créditos: MIGUEL A. LOPES/LUSA
As abelhas aqui funcionam como uma metáfora, na medida em que Sergeyich “tem respeito pelas abelhas, porque acredita que são as únicas criaturas vivas que conseguiram criar uma sociedade comunista, porque trabalham, fabricam mel, o mel é-lhes tirado, não são pagas, mas elas não se queixam, apenas continuam a trabalhar, tal como os mineiros e outros trabalhadores do tempo soviético”.
“As abelhas são também insetos coletivos, o que torna possível compará-las com humanos coletivos. A mentalidade soviética é coletiva, em que as pessoas não querem ser vistas separadamente do grande grupo, porque isso implica ter responsabilidade, ter um rosto, e ter um rosto em Donbas, ser visível, é sempre perigoso, porque nas sociedade coletivas tens a multidão, e a multidão decide o que fazer, mas ninguém tem um nome no meio da multidão”, afirmou.
Mostrando que a Ucrânia está no lado oposto da Rússia, Andrei Kurkov afirmou que os ucranianos são individualistas, porque nunca tiveram uma monarquia.
“Os russos eram unidos em torno do czar e eram ensinados a aceitar e a amar o czar, os ucranianos escolhem os líderes desde o século XVI”, afirmou, acrescentando que os ucranianos “nunca tiveram respeito por regras, leis, governos e políticos”.
“Por isso, temos 400 partidos políticos, e na Rússia continua a haver, como na União Soviética, um sistema de um partido político, que é o Rússia Unida, o partido de Putin”.
Andrei Kurkov é ucraniano, mas nasceu em São Petersburgo, reside em Kiev desde a infância, mas escreve ficção apenas em russo, o que já motivou reações muito negativas por parte de alguns intelectuais ucranianos.
“Sou de etnia russa, mas com identidade ucraniana, tenho a minha opinião e estou preparado para lutar por isso, e estou a lutar, e tenho recebido muito ódio nas últimas semanas no Facebook por causa dos meus pontos de vista e declarações, mas eu não quero saber. Eu sou ucraniano com origem russa”, clarificou.
Apesar de ter escrito “Abelhas cinzentas” vários anos antes da invasão russa, a 24 de fevereiro deste ano, Kurkov considera que, na altura, a escalada já era previsível, porque “Putin não estava contente com esta guerra congelada”, porque a anexação da Crimeia continuava a não ser reconhecida, a Rússia estava a sofrer sanções e “a única forma de parar isso era atacar a Ucrânia e obrigar o governo ucraniano a anunciar que a Ucrânia aceitava uma anexação do Donbas e da Crimeia”.
Uma personagem da história afirma a dada altura que “o que aconteceu é o que o Putin diz que aconteceu” e que “o Putin não mente”.
Segundo Kurkov existe ainda muita gente na Rússia que pensa assim, que tem esta “confiança cega no Czar Putin”, apesar de “poderem verificar que ele mente todos os dias”.
De momento tem a escrita ficcional em suspenso, porque está empenhado em escrever sobre a realidade, nomeadamente em artigos e ensaios.
“Interrompi um romance que estava a escrever sobre Kiev em 1919, um romance histórico, e interrompi no dia em que a guerra começou e não pude continuar”.
“Não posso escrever ficção porque estou comprometido com a realidade. Não me posso distrair da guerra. Para escrever ficção é preciso distrair-me da realidade, é preciso saber sair da realidade pelo menos três horas por dia”.
* Ana Leiria (texto) e Miguel A. Lopes (fotos), da agência Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/andrei-kurkov-da-voz-aos-esquecidos-da-zona-cinzenta-no-donbas
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Putin promulga tratados de anexação de quatro regiões ucranianas
MadreMedia / Lusa
5 out 2022 09:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou hoje a anexação à Rússia das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, de acordo com dois decretos publicados no portal oficial russo de informações jurídicas.
No início desta semana, os tratados de anexação dos quatro territórios à Rússia também receberam aprovação das duas câmaras do Parlamento russo.
Vladimir Putin formalizou na sexta-feira passada, em Moscovo, a anexação das quatro regiões ucranianas, áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-promulga-tratados-de-anexacao-de-quatro-regioes-ucranianas
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Ucrânia. Forças russas perdem controlo total de regiões anexadas
HUGO GEADA
05/10/2022 10:32
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/5/834153.png?type=artigo)
© AFP
Novo esforço da contraofensiva ucraniana valeu ao país a maior conquista territorial desde o início da invasão russa.
A Rússia já não exerce o controlo total de nenhuma das quatro províncias anexadas na semana passada, Donetsk, Luganks, Kherson e Zaporijia, depois das tropas ucranianas avançaram dezenas de quilómetros em Kherson e de conquistarem ganhos adicionais no leste.
Os militares russos reconheceram que as forças de Kiev invadiram a região de Kherson, no sul da Ucrânia, acrescentando que as “unidades de tanques superiores” conseguiram “penetrar nas profundezas da defesa” russa em torno das aldeias de Zoltaya Balka e Alexsandrovka.
Estes comentários estão a ser interpretados como uma confissão de que a contraofensiva no sul da Ucrânia está a ganhar um ritmo dramático, dois meses depois de começar, escreve o Guardian.
As forças ucranianas parecem ter alcançado o seu maior avanço na região desde o início da guerra, rompendo a linha de frente e avançando rapidamente ao longo do rio Dnieper.
“Hoje, o movimento ofensivo do nosso exército e de todos os nossos defensores continuou. Há novas povoações libertadas em várias regiões”, disse o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Os combates ferozes continuam em muitas áreas da frente – mas a perspetiva destas hostilidades permanece óbvia – cada vez mais ocupantes tentam escapar, o exército inimigo sofre cada vez mais baixas e há um entendimento crescente de que a Rússia cometeu um erro ao ir para a guerra contra a Ucrânia”, afirmou.
As duas câmaras do Parlamento russo já ratificaram a adesão das quatro regiões ucranianas à Rússia, uma decisão condenada pela comunidade internacional e, esta terça-feira, o senado da Federação russa aprovou a incorporação. Estas regiões representam cerca de 18% do território ucraniano.
Contudo, parece ainda existir alguma confusão sobre onde foram traçadas as fronteiras das regiões de Kherson e Zaporijia.
A Rússia anunciou que vai “consultar” a população sobre a decisão, enquanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que ainda não foi tomada nenhuma decisão oficial sobre esta matéria nestas duas regiões.
Segundo o representante do Kremlin, a Rússia reconhece as fronteiras das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk com base nas estabelecidas em 2014, quando o conflito ucraniano começou, mas em Kharkiv e Zaporijia “será consultada a população”.
Zelensky exclui negociações com Putin O Presidente da Ucrânia assinou um decreto declarando formalmente qualquer conversa de paz com o seu homólogo russo como “impossível”, mas deixando a porta aberta para conversas com a Rússia.
Este decreto formalizou os comentários feitos por Zelensky na passada sexta-feira, depois de Putin ter proclamado as quatro regiões como parte da Rússia. “Putin não sabe o que é dignidade e honestidade. Portanto, estamos prontos para um diálogo com a Rússia, mas com outro Presidente da Rússia”, disse o líder ucraniano.
O Kremlin reagiu a este decreto afirmando que Moscovo espera por uma mudança na posição da Ucrânia sobre as negociações de paz, acrescentando que “são necessários dois lados para negociar”.
“Vamos esperar que o atual Presidente mude de posição ou que o próximo Presidente mude de posição no interesse do povo ucraniano”, disse o Peskov a jornalistas.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782412/ucr-nia-forcas-russas-perdem-controlo-total-de-regioes-anexadas?seccao=Mundo_i
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Ucrânia: A guerra entrou "numa fase perigosa", avisa chefe da diplomacia europeia
MadreMedia / Lusa
5 out 2022 12:14
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, considerou hoje que a guerra da Ucrânia, causada pela invasão russa, está agora "numa fase perigosa" devido ao "cenário assustador" relativo às armas nucleares da Rússia.
“A guerra continua e as notícias do campo de batalha são boas para a Ucrânia. A Ucrânia está a voltar à ofensiva, [mas] a guerra entrou numa nova fase, uma fase que é sem dúvida perigosa porque estamos perante um cenário assustador, ao qual não devemos fechar os olhos”, declarou o Alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
Intervindo num debate na sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, Josep Borrell falou num “cenário de uma guerra convencional envolvendo uma potência nuclear, uma potência nuclear que está atualmente a recuar no cenário convencional e que ameaça utilizar armas nucleares”.
“É certamente um cenário preocupante, no qual temos de mostrar que o nosso apoio à Ucrânia não está a vacilar”, sublinhou.
Apesar de vincar que “a Ucrânia está a avançar em três frentes, no Donbass, […], no centro sul de Zaporijia, avançando para Mariupol, e finalmente em Kherson”, o chefe da diplomacia comunitária apontou que a Rússia “ainda tem a superioridade numérica, a superioridade do poder de fogo”, razão pela qual é necessária cautela.
Hoje mesmo, os Estados-membros da UE chegaram a acordo político sobre novas sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, um oitavo pacote que deverá entrar em vigor na quinta-feira como “forte resposta” à anexação de territórios ucranianos.
Proposto pela Comissão Europeia na passada quarta-feira, face à “nova escalada”russa com a realização de “referendos fraudulentos”, à mobilização parcial e à ameaça de recurso a armas nucleares, o novo pacote de sanções da União Europeia inclui um teto ao preço do petróleo russo, novas restrições ao comércio para privar a Rússia de cerca de sete mil milhões de euros de receitas, uma proibição de exportações de mais produtos para privar o Kremlin de tecnologias-chave para a máquina de guerra russa e uma atualização da lista de indivíduos e entidades alvo de medidas restritivas.
Em concreto, a UE acrescentou à lista de sanções individuais os responsáveis pró-russos nas regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, ocupadas pela Rússia.
Nos últimos dias, registaram-se inclusive ataques russos contra a zona da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, a maior da Europa, depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado uma mobilização parcial de 300 mil reservistas russos.
“A situação do exército russo é muito má. Entre outras coisas, porque os soldados russos não sabem para que serve a guerra e os 300 mil que serão levados das suas casas para a frente de batalha compreenderão ainda menos, pelo que a guerra pode ser ganha no campo de batalha, mas deve ser ganha sobretudo no campo das ideias. Além da guerra em si, há outra guerra, que é a guerra pela supremacia dos valores”, disse ainda hoje Josep Borrell.
E numa altura em que se temem ruturas no abastecimento russo à UE, nomeadamente de gás, o chefe da diplomacia comunitária vincou que o Presidente russo, Vladimir Putin, “está à espera do frio, de cortes no fornecimento de gás, de preços elevados e temperaturas baixas para minar a vontade europeia de continuar a apoiar a Ucrânia”.
“Este é o lugar para pedir aos europeus que compreendam o que está em jogo porque o nosso apoio à Ucrânia não é apenas uma questão de generosidade, o nosso apoio à Ucrânia deve ser infalível porque a segurança da Ucrânia está intrinsecamente ligada à nossa própria segurança”, adiantou.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro passado.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-a-guerra-entrou-numa-fase-perigosa-avisa-chefe-da-diplomacia-europeia
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Oficial: Ucrânia junta-se a Portugal e Espanha na candidatura ao Mundial2030
Sportinforma / Lusa
5 out 2022 13:17
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Troféu Mundial de Futebol
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024.
A Ucrânia vai acompanhar Portugal e Espanha numa candidatura conjunta à organização do Mundial2030 de futebol, oficializaram hoje as federações dos dois países ibéricos, em conferência de imprensa na sede da UEFA.
“A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) incorporaram a Ucrânia na candidatura para o Mundial2030. As duas federações comunicaram a sua intenção à UEFA, que imediatamente expressou o seu total apoio”, frisaram os organismos liderados por Fernando Gomes e Luis Rubiales, em comunicado.
Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem redimensionar a única candidatura europeia para a organização da principal competição mundial de seleções em 2030, cujo protocolo de colaboração entre FPF e RFEF já tinha sido assinado em outubro de 2020.
A proposta foi apresentada em junho de 2021 e recebeu o apoio da UEFA, enfrentando a concorrência, pelo menos, de um projeto sul-americano (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), um africano (Marrocos) e um intercontinental (Arábia Saudita, Egito e Grécia).
“A comissão coordenadora do Mundial2030, liderada por António Laranjo, vai passar a incluir representantes da delegação ucraniana. A candidatura de Portugal, Espanha e Ucrânia cumprirá os prazos previstos para a apresentação do seu caderno de encargos à FIFA. Acreditamos que a família do futebol mundial irá apoiar esta iniciativa”, concluíram.
O Qatar acolherá a 22.ª edição do campeonato do mundo este ano, de 20 de novembro a 18 de dezembro, seguindo-se uma inédita coorganização entre três países (Canadá, Estados Unidos e México), em 2026, e a celebração do centenário da prova, em 2030.
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024, após Portugal ter recebido o Euro2004 e a Espanha o Euro1964 e o Mundial1982, ao passo que a Ucrânia albergou o Euro2012, em conjunto com a Polónia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com a ONU, que encara esta crise de refugiados como a pior em plena Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, a invasão daquela nação tem sido condenada pela generalidade da comunidade internacional, que responde com envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra no leste europeu 5.996 civis mortos e 8.848 feridos, vincando que estes números estão muito aquém dos reais.
O principal campeonato de futebol está a decorrer desde agosto dentro das fronteiras ucranianas, mas com partidas à porta fechada e na proximidade de abrigos contra os bombardeamentos, enquanto a seleção nacional joga como visitada na ‘vizinha’ Polónia.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/oficial-ucrania-junta-se-a-portugal-e-espanha-na-candidatura-ao-mundial2030
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Ana Catarina Mendes acolhe de "braços abertos" a Ucrânia na candidatura ibérica para o Mundial 2030
Sportinforma / Lusa
5 out 2022 14:32
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Ana Catarina Mendes, líder parlamentar do PS
Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem redimensionar a única candidatura europeia para a organização da principal competição mundial de seleções em 2030.
A ministra-adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, recebeu hoje “com grande satisfação” e de “braços abertos” a integração da Ucrânia na candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial2030 de futebol.
“O desporto é palco para promover a tolerância e celebrar a solidariedade. Façamos desta candidatura uma celebração da paz e dos valores comuns que unem toda a humanidade”, escreveu na rede social Twitter Ana Catarina Mendes, responsável pela tutela do Desporto.
A integração da Ucrânia na já anunciada candidatura ibérica à organização do Mundial2030 de futebol foi oficializada hoje pelas federações de Portugal (FPF) e Espanha (RFEF), em conferência de imprensa na sede da UEFA, em Nyon, na Suíça.
Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem redimensionar a única candidatura europeia para a organização da principal competição mundial de seleções em 2030, cujo protocolo de colaboração entre FPF e RFEF já tinha sido assinado em outubro de 2020.
O Qatar acolherá a 22.ª edição do campeonato do mundo este ano, de 20 de novembro a 18 de dezembro, seguindo-se uma inédita coorganização entre três países (Canadá, Estados Unidos e México), em 2026, e a celebração do centenário da prova, em 2030.
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024, após Portugal ter recebido o Euro2004 e a Espanha o Euro1964 e o Mundial1982, ao passo que a Ucrânia albergou o Euro2012, em conjunto com a Polónia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com a ONU, que encara esta crise de refugiados como a pior em plena Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/ana-catarina-mendes-acolhe-de-bracos-abertos-a-ucrania-na-candidatura-iberica
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António Costa e Pedro Sánches querem um Mundial2030 "para a paz"
Sportinforma / Lusa
5 out 2022 14:43
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O primeiro-ministro, António Costa. ANTÓNIO COTRIM/LUSA Lusa
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024.
Os chefes de governo de Portugal e Espanha, António Costa e Pedro Sánchez, disseram que os dois países estão prontos, juntamente com a Ucrânia, para receber em 2030 um Mundial de futebol “para a paz”.
“Já demonstrámos capacidade para organizar eventos de primeira linha. Portugal e Espanha estão prontos para receber, juntamente com a Ucrânia, o Mundial de futebol de 2030. Queremos um campeonato para a paz, mostrar o melhor do desporto, mas também os melhores valores da Europa”, escreveu o primeiro-ministro luso na rede social Twiiter, mensagem que também foi publicada pelo presidente do governo espanhol.
Os dois chefes de Governo publicaram as mensagens um do outro.
A Ucrânia vai acompanhar Portugal e Espanha numa candidatura conjunta à organização do Mundial2030 de futebol, oficializaram hoje as federações dos dois países ibéricos, em conferência de imprensa na sede da UEFA.
“A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) incorporaram a Ucrânia na candidatura para o Mundial2030. As duas federações comunicaram a sua intenção à UEFA, que imediatamente expressou o seu total apoio”, frisaram os organismos liderados por Fernando Gomes e Luis Rubiales.
Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem redimensionar a única candidatura europeia para a organização da principal competição mundial de seleções em 2030, cujo protocolo de colaboração entre FPF e RFEF já tinha sido assinado em outubro de 2020.
A proposta foi apresentada em junho de 2021 e recebeu o apoio da UEFA, enfrentando a concorrência, pelo menos, de um projeto sul-americano (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), um africano (Marrocos) e um intercontinental (Arábia Saudita, Egito e Grécia).
“A comissão coordenadora do Mundial2030, liderada por António Laranjo, vai passar a incluir representantes da delegação ucraniana. A candidatura de Portugal, Espanha e Ucrânia cumprirá os prazos previstos para a apresentação do seu caderno de encargos à FIFA. Acreditamos que a família do futebol mundial irá apoiar esta iniciativa”, concluíram.
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024, após Portugal ter recebido o Euro2004 e a Espanha o Euro1964 e o Mundial1982, ao passo que a Ucrânia albergou o Euro2012, em conjunto com a Polónia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com a ONU, que encara esta crise de refugiados como a pior em plena Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/antonio-costa-e-pedro-sanches-querem-um-mundial2030-para-a-paz
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Coreia do Norte. Um regime à procura de atenção
JOÃO CAMPOS RODRIGUES
05/10/2022 14:50
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/5/834170.jpg?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Quando Kim lançou um míssil que semeou o pânico no Japão, a mensagem era: “Não se esqueçam de nós”, diz Paul French. Perante o foco na guerra da Ucrânia, o regime questiona-se “porque é que os americanos não estão a falar deles”.
O regime de Kim Jong-un, desesperado para negociar algum alívio nas duras sanções de que a Coreia do Norte é alvo, não parece nada satisfeito por ter saído da agenda mediática internacional.
Como tal, decidiu pregar um valente susto aos seus vizinhos, esta terça-feira, disparando um míssil balístico sobre o Japão, pela primeira vez em cinco anos, tendo este voado mais de 4500 km. Uma distância suficiente para que atingisse o território norte-americano de Guam, se tivesse seguido outra trajetória antes de se despenhar sobre o oceano Pacífico.
Lá que foi um susto foi. A população do norte do Japão, incluindo na ilha de Hokkaido e na cidade de Aomori, acordaram com o som de sirenes. E receberam um sms do Governo onde se lia: “A Coreia do Norte parece ter lançado um míssil. Por favor vão para dentro de edifícios ou do metro”, avançou um correspondente do Guardian. Tendo os transportes públicos sido suspensos em Hokkaido e Aomori, soando também alertas noutros pontos do Japão.
Apesar do míssil norte-coreano ter sobrevoado o país a mais de mil quilómetros de altitude, mais alto até do que a Estação Espacial Internacional, não é de estranhar o pânico da população, que ainda recebeu mensagens a avisar para o risco da queda de destroços. Claro que, tratando-se do Japão, também se viram exemplos de uma calma quase inacreditável. Como um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, de cidadãos a saírem tranquila e ordeiramente do metro de Tóquio enquanto soavam sirenes.
A mensagem que Pyongyang procurava transmitir é óbvia. “Não se esqueçam de nós, queremos que se continuem a focar em nós”, é a leitura que faz Paul French, autor do livro Coreia do Norte: Estado de paranoia, escrito após ter o raro privilégio de visitar os bastidores da Coreia do Norte, fazendo-se passar por potencial investidor.
Ultimamente, este regime eremita tem estado estranhamente silencioso. Algo que French pensa poder estar relacionado com a pandemia. A ideia é que a covid-19 tenha chegado com algum atraso à Coreia do Norte – não havia propriamente um grande número de turistas ou visitantes a aterrar no aeroporto de Pyongyang e a propagar o vírus – e talvez ainda esteja a alastrar, num país onde se sabe pouco do que se passa. E onde a subnutrição e a falta de acesso a medicamentos torna qualquer doença ainda pior.
“Não sabemos quão mau foi a covid-19 na Coreia do Norte”, salienta este autor britânico, que mantém contacto próximo com exilados no Reino Unido, lar de uma das maiores comunidades norte-coreanas fora da Coreia do Sul ou da China.
“Exilados norte-coreanos têm-me dito que lá muita gente não tem aparecido no trabalho, que se fala de uma estranha doença, alguns edificios são subitamente fechados”, explica French. “Mas não há nenhum confinamento comparável ao que vimos em Xangai ou noutras cidades”.
Também não foram divulgadas imagens de grandes campanhas de vacinação. “E obviamente este é um país onde poderiam simplesmente pôr toda a gente em fila indiana para ser vacinada, se tivessem doses e quisessem saber”, lembra. Claro que, “Se visse que ia perder um certo número de pessoas, o regime iria simplesmente deixá-lo acontecer”, diz o autor britânico. “É impossível saber com certeza”.
Chamar a atenção O certo é que há muito tempo que Kim Jong-un não faz manchetes. Não por falta de tentativas, atenção. Ainda a semana passada conduziu quatro rondas de testes de mísseis balísticos de curto alcance, mas não conseguiu despertar grandes atenções.
O mundo continua focado em assuntos como o conflito na Ucrânia, na crise energética e alimentar que isso gerou, no aumento do custo de vida. A última vez que Pyongyang conseguiu alguma atenção mediática foi quando se soube que ia começar a vender munições aos russos, sendo visto como sinal de fragilidade da máquina de guerra do Kremlin.
Para o regime dos Kim, que sempre usou as suas ameaças e o seu programa nuclear como moeda de troca para conseguir mais alguma da ajuda humanitária que depende, é um problema enorme. Não só a Administração de Joe Biden não lhes tem ligado nenhuma, como “com a situação na Ucrânia, e outras crises também, o dinheiro que a ONU e o Programa Alimentar Mundial consegue reunir para a Coreia do Norte diminuiu. E já vinha a diminuir há uns anos”, avalia French. Que não estranharia uma escalada nos testes de mísseis da Coreia do Norte, talvez até testes nucleares.
“Vem aí o inverno”, aponta o autor britânico. “Normalmente, outubro é quando começa a ficar muito frio na Coreia do Norte e começamos a ver problemas com o abastecimento de comida e medicamentos, bem como escassez de energia”, explica. “É certo como um relógio. Esta é a altura em que começamos a ver algumas ameaças e exigências de Pyongyang, de que querem mais ajuda”.
Até agora, a reação de Washington ao míssil disparado sobre o Japão foi realçar o seu compromisso em defender este seu aliado. Conduzindo exercícios conjuntos com caças americanos e japoneses sobre o mar do Japão, avançou a Nikkei, em simultâneo com exercícios com forças sul-coreanas. Contudo, quem sabe que negociações poderão decorrer nos bastidores?
“É interessante que a Administração Biden até agora não teve de pensar na Coreia do Norte, de todo”, nota French. “A Administração Clinton teve de pensar nisso, a de Bush também. A Administração Obama tinha a chamada ‘paciência estratégica’. E Trump, claro, teve aqueles encontros bizarros com Kim Jong-u. Mas Biden não teve de dizer nada sobre a Coreia do Norte”.
Isso é estranho para o regime, aos olhos do qual há uma certa codependência com os EUA. Ou seja, por um lado vêm-nos como estando constantemente a minar a dinastia Kim, por outro servem como base da sua legitimidade. Quase toda a propaganda norte-coreana gira à torno da Guerra da Coreia (1950-1953) – na qual bombardeamentos americanos mataram uns três milhões de coreanos, arrasando três quartos de Pyongyang – e da promessa que o mesmo não voltará a suceder.
“Provavelmente o regime está a pensar em porque é que os americanos não estão a falar deles. Sentem-se solitários”, explica French. “Mas ninguém está a pensar na Coreia do Norte de momento. Aqui no Reino Unido estamos a pensar como é que nos vamos aquecer no inverno, quanto mais na Coreia do Norte”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782431/coreia-do-norte-um-regime-a-procura-de-atencao?seccao=Mundo_i
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Fernando Gomes relativiza geografia da Ucrânia na candidatura ao Mundial 2030
Sportinforma / Lusa
5 out 2022 15:20
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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, discursa durante a cerimónia de posse dos orgãos sociais da Federação após ter sido reeleito para um terceiro mandato à frente do organismo, na Cidade de Futebol, em Oeiras, 9 de julho de 2020. MÁRIO CRUZ/LUSA Lusa
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) desvalorizou hoje a distância geográfica entre a Península Ibérica e a Ucrânia, que aderiu à candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial2030.
“Estamos inseridos na Europa, somos países europeus e a candidatura é europeia. Há cerca de um ano tivemos um Europeu de 2020 que se disputou entre Londres e Baku. Estamos na Europa e temos de falar dela”, lembrou Fernando Gomes, numa conferência de imprensa decorrida na sede do regulador do futebol europeu, em Nyon, na Suíça.
O dirigente luso falava ao lado dos presidentes da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e da Associação Ucraniana de Futebol (UAF), Luis Rubiales e Andrii Pavelko, respetivamente, ‘selando’ a inclusão daquele país do leste europeu na proposta ibérica.
“Quando decidimos avançar com esta candidatura, era claramente para vencer. Demos agora este passo tendo em consciência plena o momento histórico em que o mundo vive. Estão criadas as condições para termos uma candidatura pela paz em termos de bem-estar e aproximação dos povos, mas que é claramente ganhadora”, frisou o líder da FPF.
Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem redimensionar a única candidatura europeia para a organização da principal competição mundial de seleções em 2030, cujo protocolo de colaboração entre FPF e RFEF já tinha sido assinado em outubro de 2020.
“Todos nós desejamos que em 2030 a guerra tenha terminado. A ideia [de incorporar a Ucrânia] partiu das pessoas que em 2018 iniciaram um processo que tem conduzido a candidatura ibérica. Obviamente, não somos indiferentes àquilo que se está a passar no mundo e sempre abordamos na perspetiva de uma candidatura europeia unir os povos e Europa num bem mais comum. Depois de acertarmos posições, perguntámos à UEFA se a ideia fazia sentido e recebemos claramente um sinal positivo”, notou Fernando Gomes.
A proposta foi apresentada em junho de 2021 e recebeu o apoio da UEFA, enfrentando a concorrência, pelo menos, de um projeto sul-americano (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), um africano (Marrocos) e um intercontinental (Arábia Saudita, Egito e Grécia).
“Estamos em 2022 e são oito anos que queremos que passem depressa no sentido da aproximação dos povos. Nessa perspetiva, estamos perfeitamente convencidos de que serão encontrados os mecanismos para haver paz na Europa e em 2030 a Ucrânia tenha condições para organizar partidas do Campeonato do Mundo”, terminou o dirigente luso.
A comissão coordenadora do Mundial2030, liderada por António Laranjo, vai passar a incluir representantes da delegação ucraniana, chefiada pelo presidente da UAF, Andrii Pavelko, cuja adesão vai ter os seus termos “discutidos e definidos no devido tempo”.
“Esta candidatura tem muitas coisas para vencer, como história, estádios maravilhosos, gastronomia, turismo e muitas coisas que estão à volta do futebol, mas hoje damos um passo em frente. Juntos representamos o poder de transformação que o futebol tem na sociedade. Palavras como transformação, reconstrução, integração e esperança estarão intimamente ligadas às questões técnicas que já estávamos a desenvolver. Acreditamos, por isso, que esta candidatura é muito melhor”, manifestou, por sua vez, Luis Rubiales.
O presidente da RFEF, que já apresentou os 15 estádios candidatos em Espanha, numa lista que será reduzida a 11 e deve conjugar três recintos portugueses, confirmou que Madrid continua como sede desportiva do evento e Lisboa enquanto sede administrativa.
O Qatar acolherá a 22.ª edição do campeonato do mundo este ano, de 20 de novembro a 18 de dezembro, seguindo-se uma inédita coorganização entre três países (Canadá, Estados Unidos e México), em 2026, e a celebração do centenário da prova, em 2030.
A escolha dos países organizadores do Mundial2030 está prevista para o 74.º congresso da FIFA, em 2024, após Portugal ter recebido o Euro2004 e a Espanha o Euro1964 e o Mundial1982, ao passo que a Ucrânia albergou o Euro2012, em conjunto com a Polónia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com a ONU, que encara esta crise de refugiados como a pior em plena Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/fernando-gomes-relativiza-geografia-da-ucrania-na-candidatura-ao-mundial-2030
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Covid-19 e guerra na Ucrânia abrandam os progressos na redução da pobreza mundial
MadreMedia / Lusa
5 out 2022 16:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia foram os maiores travões à progressão da redução da pobreza global desde 1990, segundo um relatório do Banco Mundial hoje divulgado.
Segundo as conclusões do estudo, aquele organismo financeiro internacional projetou que quase 600 milhões de pessoas terão de subsistir com menos de 2,15 dólares por dia até 2030, comprometendo assim o objetivo de eliminar a pobreza extrema até esse ano.
O Banco Mundial estima que a pandemia causada pelo novo coronavírus tenha empurrado cerca de 70 milhões de pessoas para a pobreza extrema em 2020, o maior aumento num ano desde que esta métrica começou a ser seguida em 1990.
O estudo refere que, no final de 2020, cerca de 719 milhões de pessoas viviam no limiar de pobreza extrema, com menos de 2,15 dólares por dia.
“O progresso na redução da pobreza extrema parou agravado pelo fraco crescimento da economia global”, cita a Efe o presidente do Grupo do Banco Mundial, David Malpass, a falar sobre a apresentação daquele relatório.
Malpass, aponta a Efe, referiu também a inflação, a depreciação da moeda e crises de desenvolvimento como fatores adicionais que contribuíram para o abrandamento da redução da pobreza.
O relatório defende que 2020 marcou um ponto de viragem histórico, sendo que era da convergência global dos rendimentos terminou e deu lugar a divergências.
Maior parte do custo da pandemia foi suportada pelos mais pobres, pois entre os 40% mais pobres as perdas de rendimento foram em média de 4%, duas vezes mais elevadas do que entre os 20% mais ricos.
Como resultado, aponta, a desigualdade global aumentou pela primeira vez em décadas.
O relatório também indica que a África subsariana é onde estão atualmente 60% da população a viver pobreza extrema (389 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar de pobreza extrema).
Segundo o Banco Mundial, para atingir o objetivo de redução da pobreza fixado para 2030, cada país daquela região subsaariana teria de atingir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 9% ao ano durante o resto da presente década.
Segundo o relatório, as reformas das políticas públicas internas podem ajudar a retomar o progresso na redução da pobreza, mas a cooperação internacional também terá de ser intensificada.
Em matéria de política fiscal, o Banco Mundial instou os governos a evitarem subsídios gerais e a aumentarem as transferências monetárias específicas, a darem ênfase ao crescimento a longo prazo e a mobilizarem as receitas internas sem prejudicarem os pobres.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-e-guerra-na-ucrania-abrandam-os-progressos-na-reducao-da-pobreza-mundial
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Manifestantes agitam bandeiras da Rússia após golpe de Estado no Burkina Faso
MadreMedia / AFP
5 out 2022 17:28
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AFP or licensors
Dezenas de manifestantes agitaram bandeiras russas nesta terça-feira na capital do Burkina Faso, no dia em que uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) chegou ao país, após o segundo golpe de Estado neste ano.
Os manifestantes gritaram palavras de ordem em favor da Rússia e apelos para que a França abandone a sua presença no país. Também lançaram alertas contra a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) contra "qualquer interferência".
O país está mergulhado em incerteza desde o fim de semana, depois do tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba — que liderou um golpe de Estado em janeiro — foi deposto pelo jovem capitão Ibrahim Traore.
O golpe coincidiu com protestos violentos contra a França, nos quais manifestantes agitaram bandeiras russas, o que alimentou especulações de que Traore poderia seguir os passos de outros regimes de países francófonos da África e aprofundar os seus laços com a Rússia.
A delegação da Cedeao chegou hoje ao Burkina Faso, liderada pela ministra da Guiné-Bissau, Suzi Carla Barbosa, cujo país preside o bloco. No mesmo dia, concluiu a sua missão, depois de "dois encontros importantes, o primeiro com líderes religiosos e tradicionais, e o principal com o capitão Ibrahim Tahore", disse o ex-presidente do Níger Mahamadou Issoufou, mediador para o Burkina Faso na Cedeao.
O novo dirigente informou que a visita da entidade africana visa a "estabelecer um contato com as novas autoridades de transição", como parte do apoio que o órgão deu ao Burkina Faso.
Nas ruas, manifestantes cantaram lemas como "França vá embora", "Não à interferência da Cedeao" e "Vida longa à cooperação entre Rússia e Burkina Faso".
Ibrahim Traore agradeceu aos seus apoiantes pela sua mobilização e garantiu-lhes que as suas "diferentes mensagens foram ouvidas", mas pediu aos mesmos que desocupassem os espaços públicos.
Traore prometeu ontem que será mantido o calendário para um regresso a um governo civil até julho de 2024 e afirmou que tal poderá acontecer ainda antes.
Na Rússia, Yevgeny Prigozhin, fundador do polémico grupo paramilitar Wagner, cuja atuação foi registada na República Centro-Africana e no Mali, cumprimentou Traore, ao qual chamou "bravo filho do seu país" na rede social da sua empresa, Concord. Traore e os seus homens "fizeram o necessário, e fizeram-no unicamente pelo bem do seu povo", acrescentou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/manifestantes-agitam-bandeiras-da-russia-apos-golpe-de-estado-no-burkina-faso
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Tribunal de Estrasburgo condena Rússia em processo movido por Navalny, opositor de Putin
Por MultiNews Com Lusa em 17:21, 4 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/08/alexei-navalny.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou hoje a Rússia a pagar ao opositor russo Alexei Navalny e outras 14 pessoas entre 3.500 e 5.000 euros, por violação de direitos consagrados na Convenção Europeia dos Direitos do Homem.
O Tribunal decidiu “que o Estado inquirido deve pagar aos requerentes, no prazo de três meses, os montantes indicados (…), mais qualquer custo que possa ser a cargo, relativamente a danos não pecuniários, a converter em a moeda do Estado inquirido à taxa aplicável à data de liquidação”, lê-se no acórdão.
Navalny, um dos mais conhecidos opositores do Presidente russo, Vladimir Putin, tinha apresentado várias queixas, de acontecimentos até 2020, incluindo por considerar que a sua detenção e condenação é apenas por motivos políticos.
O líder oposicionista, de 45 anos, foi detido no início de 2021 ao voltar da Alemanha, onde se recuperou de um grave envenenamento sofrido em agosto na Sibéria, pelo qual culpa diretamente o Presidente russo, Vladimir Putin.
Neste processo, Navalny pediu 50.000 euros por danos não pecuniários e 450.000 rublos pelos serviços prestados pelos seus representantes legais, mas o Tribunal Europeu considerou os montantes excessivos.
Navalny e os outros recorrentes alegaram junto da justiça, além de outras queixas, que foram administrativamente processados e condenados a detenção administrativa ou multa por participação em marchas não autorizadas em Moscovo, em 26 de março de 2017.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deu-lhes razão e considerou que houve “privação ilegal de liberdade”, “falta de imparcialidade” do tribunal russo onde foram julgados, “medidas desproporcionadas” pela sua “participação em assembleia pacífica”, e ainda “incapacidade de apresentar provas”.
Tendo em conta o caráter semelhante dos pedidos, o Tribunal considerou apropriado examiná-los conjuntamente num único acórdão, explicou.
Quanto ao prazo estipulado para o pagamento, define ainda que “a partir da expiração dos três meses devem ser acrescidos juros simples sobre os montantes a taxa igual à taxa de empréstimo marginal do Banco Central Europeu durante o período de incumprimento, mais três pontos percentuais”.
A decisão foi tomada por unanimidade, refere ainda o tribunal de Estrasburgo, e o acórdão é definitivo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/tribunal-de-estrasburgo-condena-russia-em-processo-movido-por-navalny-opositor-de-putin/
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Decreto de anexação de Putin inclui a central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia
MadreMedia / AFP
5 out 2022 16:09
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STRINGER / AFP
A Rússia tomou formalmente a central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, que as forças de Moscovo ocupam há meses, de acordo com um decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin e publicado nesta quarta-feira.
"O governo deve garantir que as instalações nucleares da central [...] sejam aceites como propriedade federal", diz o decreto, publicado dias antes de uma possível visita à Rússia do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.
Grossi, entretanto, anunciou a sua partida imediata para Kiev para "discutir o estabelecimento de uma zona de proteção" à volta da central nuclear ucraniana em Zaporijia, a maior da Europa.
"A caminho de Kiev para reuniões importantes. A necessidade de uma zona de proteção ao redor da central [nuclear] é mais urgente do que nunca", referiu Rafael Grossi, numa mensagem divulgada através da rede social Twitter.
A viagem, que estava marcada para esta semana mas que passou a ter caráter urgente, tem como objetivo "continuar as consultas" para estabelecer um dispositivo de proteção da central "o mais rapidamente possível", indicou a AIEA.
A central, a maior da Europa, está localizada na região de Zaporizhzhia, um dos territórios ucranianos que a Rússia anexou formalmente na semana passada. A central fica próxima à linha que separa os territórios controlados por Kiev e os ocupados por Moscovo.
Depois da gestão administrativa da usina ter sido transferida para os russos na quarta-feira, a operadora nuclear ucraniana Energoatom demonstrou indignação com "a criação de pseudo-empresas com nomes de empresas ucranianas".
A decisão russa mostra "a agonia do mundo imaginário louco do país agressor", criticou a Energoatom.
Moscovo e Kiev acusam-se mutuamente de bombardeamentos ao local há vários meses, levantando o espetro de um grande desastre nuclear, semelhante ao de Chernobyl, em 1986.
O seu diretor, Igor Murachov, foi detido pela Rússia na sexta-feira, tendo a AIEA afirmado que não irá retomar as suas funções na central, embora a agência internacional não saiba ainda quem o substituirá.
Embora Kiev defenda uma zona desmilitarizada à volta da central, Rafael Grossi pediu, em setembro, para "se manter as coisas simples", considerando que "a Ucrânia e a Rússia devem concordar com o princípio muito simples de não atacar ou bombardear a central" e devem comprometer-se "a que nenhuma ação militar tenha como alvo a central ou os seus arredores".
O Presidente russo ratificou hoje as leis que reivindicam a anexação de quatro regiões da Ucrânia - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia -- depois de um referendo realizado na semana passada, que a maior parte da comunidade internacional não reconheceu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/decreto-de-anexacao-de-putin-inclui-a-central-nuclear-ucraniana-de-zaporizhzhia
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Ucrânia. Territórios anexados serão da Rússia “para sempre”, diz Peskov
José Miguel Pires 05/10/2022 23:14
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/5/834206.png?type=artigo)
© Valery Sharifulin/TASS
Porta-voz do Kremlin justificou retirada das tropas. O Presidente russo espera que a situação nos territórios anexados recentemente por Moscovo “se estabilize”.
Desde o Kremlin, o porta-voz do Governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que os territórios ucranianos oficialmente anexados por Moscovo “ficarão com a Rússia para sempre”, e que não existe contradição entre a retirada de tropas russas destas regiões - que comportam cerca de 18% do território ucraniano - e a sua anexação.
Também ontem, Vladimir Putin que falava numa reunião transmitida pela televisão russa, assumiu que “a situação irá estabilizar-se” nos territórios ucranianos anexados pela Rússia e que poderão ser desenvolvidos “pacificamente” de ora em diante. O Presidente russo assegurou que o resultado dos “referendos” de anexação organizados por Moscovo “não provocou apenas satisfação, mas também surpreendeu”, tendo em conta as “condições difíceis” no local.
“O resultado é mais do que convincente, é absolutamente transparente e sem dúvidas”, garantiu o líder do Executivo russo, apesar de as forças ucranianas continuarem a sua contraofensiva, clamando vitória a leste e a sul do país, nas regiões recentemente anexadas por Moscovo. Isto ao mesmo tempo que o líder russo promulgava os tratados de anexação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Kherson e Zaporíjia.
Medo nuclear Vladimir Putin assinou, ontem, também, um decreto que ordena o Governo russo a tomar as ‘rédeas’ da planta nuclear de Zaporíjia, transformando-a em “propriedade federal” russa, conforme avançou a Reuters.
O anúncio fez aumentar o receio de uma escalada nuclear do conflito armado na Ucrânia, no mesmo dia em que Mycle Schneider, coordenador do Relatório Anual sobre a Indústria Nuclear Mundial, considerou que o conflito está a criar uma situação de risco nuclear mundial. “O mundo está visivelmente mais próximo de um desastre com uma central nuclear do que em qualquer ponto nas últimas décadas, porque a base das regras de segurança nuclear já não existe na Ucrânia”, contou o especialista à agência Lusa, pedindo especial atenção aos contornos delicados da central de Zaporíjia, cujo diretor-geral foi detido por tropas russas, acabando libertado na passada segunda-feira. “Não é preciso um perito nuclear para perceber que se o principal responsável de uma central nuclear for raptado e o restante pessoal operacional estiver a agir sob ameaça permanente, a probabilidade de falha de qualquer tipo dispara”, explicou o especialista alemão.
Borell alerta Desde Estrasburgo, o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, alertou que “a guerra [na Ucrânia] entrou numa nova fase, uma fase que é sem dúvida perigosa porque estamos perante um cenário assustador, ao qual não devemos fechar os olhos”, apesar de as notícias do campo de batalha serem “boas para a Ucrânia”.
Na sessão plenária do Parlamento Europeu, Josep Borrell falou num “cenário de uma guerra convencional envolvendo uma potência nuclear, uma potência nuclear que está atualmente a recuar no cenário convencional e que ameaça utilizar armas nucleares”, considerando ser “certamente um cenário preocupante, no qual temos de mostrar que o nosso apoio à Ucrânia não está a vacilar”.
Também ontem foi um dia de acordo político sobre mais um pacote de sanções à Rússia. O oitavo desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro. Proposto pela Comissão Europeia, este pacote de sanções é uma resposta à “nova escalada” russa, com a realização de “referendos fraudulentos”, a mobilização parcial e a ameaça de recurso a armas nucleares. Algumas das medidas são a colocação de um teto ao preço do petróleo russo, bem como novas restrições ao comércio que deverão resultar na privação de cerca de sete mil milhões de euros de receitas à Rússia.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/782466/ucr-nia-territorios-anexados-serao-da-r-ssia-para-sempre-diz-peskov?seccao=Mundo_i
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Ministério da defesa ucraniano propõe a russos ida aos Jogos Olímpicos, na vertente de corrida...por estarem a fugir
MadreMedia
6 out 2022 08:01
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AFP or licensors
Post humorístico nas redes sociais está a tornar-se viral.
Em tempos de guerra há também...tempo para bom humor. Nas últimas semanas as tropas ucranianas têm conseguido ganhar terreno às suas homólogas russas, que, relatam várias notícias, têm fugido de volta ao seu país. Vladimir Putin assinou então um decreto de mobilização, no sentido de conseguir mais efetivos para a frente da guerra, mas a verdade é que muitos cidadãos têm tentado fugir da Rússia.
Nesse sentido, e em jeito de brincadeira, o ministério da defesa da Ucrânia propôs aos russos a participação na próxima edição dos Jogos Olímpicos, concretamente na modalidade de corrida.
Num post que está a tornar-se viral, nas redes sociais, o ministério revela então algumas imagens, ilustradas com cartoons, de russos a fugirem do seu país e com um fundo musical também ele sugestivo, o do single de Lenny Kravitz, Fly Away.
"Eles estão a correr. O exército russo também está a correr. Talvez estejam a montar a melhor equipa de corrida de todos os tempos para os Jogos Olímpicos? Bem, más notícias… eles ainda fazem exames antidoping por lá", lê-se no post.
(https://i.ibb.co/mBMxTpN/Captura-de-ecr-2022-10-06-093620.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministerio-da-defesa-ucraniano-propoe-a-russos-ida-aos-jogos-olimpicos-na-vertente-de-corrida-por-estarem-a-fugir
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A Rússia é quem mais armas fornece à Ucrânia. Tropas fogem e deixam tudo para trás
MadreMedia
6 out 2022 07:07
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Moscovo tornou-se oficialmente o principal 'fornecedor' de armamento das forças armadas ucranianas.
As tropas ucranianas têm recebido novas armas todos os dias, mas ironicamente as mesmas não têm chegado do Ocidente. Ou melhor, a juntar a essas estão as que os ucranianos capturam às tropas russas que têm fugido das regiões que a Ucrânia tem recapturado nas últimas semanas. E, feitas as contas, acabaram por ser em larga maioria comparadas com as armas oferecidas pelo Ocidente.
"O rápido avanço da Ucrânia na região de Kharkiv, há um mês, acabou por colocar centenas de peças de armadura russa nas mãos de Kiev. O exército russo deixou para trás as suas armas pesadas e armazéns de suprimentos numa retirada desorganizada", lê-se numa reportagem do Wall Street Journal.
A grande mais valia destas capturas são, essencialmente, a enorme quantidade de tanques, obuses e veículos de combate que os russos, à pressa, deixaram para trás. Muitos deles estavam imaculados, sem quaisquer problemas, ao passo que outros, com avarias, estarão a ser utilizados para peças de reposição.
E são estes armamentos que estarão na base do sucesso recentes das tropas ucranianas, que têm recuperado vários quilómetros diários à ofensiva russa. Aliás, segundo a reportagem do WSJ, vários tipos de armas estavam perto de esgotarem na Ucrânia, pelo que estas capturas têm sido fundamentais.
“Temos tantos troféus que nem sabemos o que fazer com eles. Começámos como um batalhão de infantaria e agora estamos a tornar-nos num batalhão mecanizado. Os russos não têm mais vantagem no poder de fogo. Destruímos todas as suas unidades de artilharia antes de lançar a ofensiva e começámos a avançar tão rápido que eles nem tiveram tempo de abastecer e carregarem os seus tanques. Simplesmente fugiram e deixaram tudo para trás", revelou Ruslan Andriyko, vice-presidente de Izyum, uma das cidades onde foram capturadas mais armas.
Juntando aquelas que foram deixadas para trás em Kiev e outras mais a norte da Ucrânia, faz com que Moscovo seja, neste momento, o maior 'fornecedor' de armas da Ucrânia, à frente mesmo dos EUA ou outros países aliados. A diferença é que as que chegam à Ucrânia provenientes do Ocidente serão mais avançadas.
Com a rápida captura de territórios até então 'perdidos' para a Rússia também são várias centenas de tropas que se rendem aos ucranianos, com a entrega de armas e tanques.
(https://i.ibb.co/8rRXqmP/Captura-de-ecr-2022-10-06-094149.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
De acordo com algumas contas feitas pelo site holandês Oryx, de análise de defesa e pesquisa de guerra, a Ucrânia terá capturado nas últimas semanas mais de 400 tanques de batalha russos, 92 obuses autopropulsados, 445 veículos de combate de infantaria, perto de 200 veículos blindados de combate e 44 sistemas de foguetes de lançamento múltiplo.
Evidentemente que também a Ucrânia tem perdido armamento para a Rússia, mas, novamente segundo o Oryx, até aqui as tropas ucranianas não perdem para as russas, tendo perdido 'apenas' 109 tanques, 15 canhões autopropulsados e 63 veículos de combate de infantaria desde o início da guerra, em fevereiro.
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Infografia do Wall Street Journal créditos: WSJ
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-russia-e-quem-mais-armas-fornece-a-ucrania-tropas-fogem-e-deixam-tudo-para-tras
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Kremlin diz que notícia sobre fuga de 700 mil homens é uma "farsa"
MadreMedia / Lusa
6 out 2022 13:35
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Fonte de imagem: Lusa
A Presidência russa (Kremlin) classificou hoje como "uma farsa" a informação divulgada de que 700.000 russos saíram do país devido à mobilização militar parcial para a Ucrânia, anunciada em 21 de setembro pelo Presidente, Vladimir Putin.
“Isso parece ser uma farsa”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária, referindo-se aos números publicados pela edição russa da revista norte-americana Forbes.
“Não me parece que essas notícias devam ser levadas a sério”, adiantou o porta-voz, que assegurou que o número de pessoas que deixaram o país após o anúncio da mobilização “está longe” de ser tão alto como a imprensa sugere.
Na semana passada, Putin ordenou que todos os homens mobilizados por engano fossem mandados para casa, face aos crescentes protestos e alegações de arbitrariedade contra os responsáveis dos postos de alistamento.
Na terça-feira, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que, desde 21 de setembro, mais de 200.000 cidadãos juntaram-se às fileiras, de um total de 300.000 reservistas que devem ser mobilizados.
As autoridades do Cazaquistão referiram, por sua vez, que mais de 200.000 russos entraram no país da Ásia Central após a declaração de mobilização parcial na Rússia.
No mesmo dia em que foi anunciada a mobilização parcial, uma petição contra a decisão angariou quase 180 mil assinaturas, enquanto decorria uma verdadeira corrida para compra de bilhetes de avião com destino aos países vizinhos da Rússia.
Os voos ficaram rapidamente cheios e os preços dos bilhetes para as restantes ligações aéreas dispararam, aparentemente impulsionados pelo receio de que as fronteiras da Rússia pudessem ser fechadas ou de que fosse anunciada uma convocação mais abrangente para as linhas da frente do conflito em curso na Ucrânia, desencadeado pela ofensiva russa que teve início em 24 de fevereiro.
Também as fronteiras terrestres foram rapidamente procuradas, instalando-se filas de vários quilómetros de carros para sair da Rússia.
Na Finlândia, o número de pessoas provenientes da Rússia para tentar passar a fronteira quase duplicou nos dias a seguir ao anúncio da mobilização, tendo Helsínquia acabado por decidir bloquear a entrada a turistas russos.
Também a Polónia e os três Estados bálticos – Estónia, Letónia e Lituânia – que fazem fronteira com a Rússia, tomaram medidas semelhantes, restringindo ao máximo a entrada de cidadãos russos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kremlin-diz-que-noticia-sobre-fuga-de-700-mil-homens-e-uma-farsa
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Cimeira em Praga: Josep Borrell promete construir uma “nova ordem sem a Rússia”
Por Pedro Gonçalves em 12:06, 6 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Começou esta quinta-feira a primeira cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE), em Praga, que junta líderes de países da União Europeia (UE) com outros 17 países (num total de 44) , incluindo vários que pretendem juntar-se ao bloco europeu, como a Ucrânia ou a Turquia, ou o Reino Unido, único país a sair da UE.
O encontro terá como um dos pontos-chave o isolamento internacional da Rússia, no seguimento da invasão da Ucrânia, assegura Josep Borrel, chefe da diplomacia da EU e um dos responsáveis pelo encontro. “Este encontro é uma forma de procurar uma nova ordem sem a Rússia. Não significa que queremos excluir a Rússia para sempre, mas esta Rússia, a Rússia de Putin, não tem assento”, esclareceu Borrell à Reuters.
A reunião inaugural do grupo da CPE, idealizado pelo presidente francês Emmannuel Macron, é vista pela comunidade internacional como uma mostra de solidariedade entre os vários países de um continente afetado por diversas crises, como a de segurança e socioeconómica, decorrentes Guerra na Ucrânia. É também um momento de união entre vários países europeus. “Desde o Reino Unido ao Azerbaijão, do Cáucaso ao Mar do Norte, do Báltico ao Mediterrâneo. Todos os que podem chamar-se europeus estão aqui, para mostrar uma divisão clara entre europeus e a Rússia”, adiantou Borrell.
“Este é o sinal que queremos mandar, que infelizmente não conseguimos construir uma nova ordem de segurança com a Rússia. A Rússia está isolada… Não têm assento, todos os outros estão cá”, resumiu Borrell no arranque do encontro.
Outros temas a dominar a primeira cimeira da CPE serão o ‘travão’ nos preços dos combustíveis fósseis e na subida dos preços da energia, que estão a deitar por terra os esforços da recuperação económica após a recuperação económica pós-pandémica.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cimeira-em-praga-josep-borrell-promete-construir-uma-nova-ordem-sem-a-russia/
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Ucrânia: UE aprova formalmente 8.º pacote de sanções à Rússia
Por MultiNews com Lusa em 11:12, 6 Out 2022
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O Conselho da União Europeia (UE) aprovou esta quinta-feira formalmente o oitavo pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, que entrará em vigor assim que for publicado no Jornal Oficial, o que acontecerá “em breve”.
O pacote formalmente acordado “introduz na legislação da UE a base para estabelecer um limite de preços relacionado com o transporte marítimo de petróleo russo para países terceiros e mais restrições ao transporte marítimo de petróleo bruto e produtos petrolíferos para países terceiros”, de acordo com um comunicado de imprensa do Conselho.
As novas sanções foram propostas pela Comissão Europeia — que já saudou a aprovação desta quinta-feira – na sequência da escalada militar russa na Ucrânia e a anexação ilegal das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.
O oitavo pacote de sanções inclui medidas destinadas a reforçar a pressão sobre o governo e a economia russos e ainda enfraquecer as capacidades militares da Rússia.
Os 27 Estados-membros concordaram ainda em sancionar indivíduos e entidades que tenham desempenhado um papel na organização de referendos ilegais nas quatro regiões ucranianas em causa, representantes do setor da defesa, e pessoas que difundem desinformação sobre a guerra.
O Conselho alargou também os critérios para abranger que facilitar a evasão das sanções da UE.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-aprova-formalmente-8-o-pacote-de-sancoes-a-russia/
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“Confirmamos detonações”: Investigação às fugas de gás no Nord Stream 1 e 2 reforça tese de sabotagem
Por Pedro Gonçalves em 12:46, 6 Out 2022
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O procurador do Ministério Público sueco Mats Ljungqvist anunciou esta quinta-feira que foram levantados os bloqueios policias que delimitaram nos últimos dias as fugas detetadas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que fornecem à Alemanha gás vindo da Rússia. Segundo o responsável, a investigação está finalizada e as suspeitas de que se está perante um caso de sabotagem foram “reforçadas”.
Ljungqvist afirma, em comunicado que as provas recolhidas no local apontam para a existência de explosões, que causaram as fugas de gás no Mar Báltico, ao largo da Suécia. “Confirmamos que houve detonações no Nord Stream 1 e 2, n zona económica exclusiva da Suécia, que causaram graves danos nos gasodutos. A investigação à cena do crime reforçou as suspeitas de sabotagem grave. Recolhemos prova e apreendemos material que agora vai ser cuidadosamente analisado”, explicou o responsável pela investigação sueca ao caso.
Houve também fugas no Nord Stream 1 e 2, detetadas na zona económica exclusiva da Dinamarca, que motivaram a polícia de Copenhaga a lançar também uma investigação. As fugas registaram uma diminuição de expulsão de gás na segunda-feira o que permitiu uma inspeção às possíveis causas na origem dos danos causados a estas infraestruturas.
As autoridades suecas estabeleceram um bloqueio à volta da zona afetada do gasoduto, num raio de mais de 9 quilómetros do local, que só agora foi levantado.
As conclusões finais sobre a investigação ainda não são conhecidas, mas estarão para breve, segundo o Ministério Público sueco.
Ainda antes da investigação ao caso, já a União Europeia havia apontado sabotagem como a causa para as fugas detetadas nos dois gasodutos. Logo no fim de setembro, Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia (EU), avisou que em caso de ataque a quaisquer infraestruturas energéticas, a resposta da Europa seria “robusta”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/multinews/confirmamos-detonacoes-investigacao-as-fugas-de-gas-no-nord-stream-1-e-2-reforca-tese-de-sabotagem/
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Vídeo mostra Zelensky a defender falantes de língua russa nas regiões independentistas em 2014? - Polígrafo
Salomé Leal
6 out 2022 15:00
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No dia 1 de outubro, em publicação no Twitter, recordam-se declarações de Volodymyr Zelensky, visivelmente mais novo, a um programa de televisão. Traduzido para inglês, o vídeo de 36 segundos mostra o Presidente ucraniano a defender os falantes de russo nas regiões independentistas da Ucrânia:
"No leste e na Crimeia, as pessoas querem falar russo. Deixem-nas em paz. Legalmente, devemos dar-lhes o direito de falar russo. A linguagem nunca devia dividir o nosso país. Sou descendente judeu, falo russo, mas sou um cidadão ucraniano. Amo este país e não quero pertencer a nenhum outro. Rússia e Ucrânia são povos irmãos. Conheço milhões, milhares de pessoas que vivem na Rússia e que são maravilhosas. Somos de uma cor, de um só sangue. Percebemo-nos uns aos outros, independentemente da linguagem."
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Desde então, novas leis discriminatórias face aos ucranianos de língua russa foram aprovadas no país, a guerra estalou na Ucrânia e é díficil acreditar, hoje, que tenha sido Zelensky a proferir estas declarações. Mais ainda quando o registo destas frases (pelo menos em inglês) é praticamente inexistente na Internet. Se o disse, a quem o disse? E quando?
O Polígrafo fez uma pesquisa reversa do vídeo divulgado no Twitter, mas a verdade é que os resultados não foram suficientemente claros. O vídeo tinha sido partilhado em blogs, no Reddit, no YouTube... mas não constava em nenhuma página oficial de orgãos de comunicação social. Próximo passo: ouvir as declarações de Zelensky no YouTube, recorrer à ferramenta de transcrição e fazer uma pesquisa pelas palavras de Zelensky, desta vez em russo.
Desta feita, vários jornais russos e ucranianos citam as declarações do Presidente ucraniano em artigos de janeiro de 2021, como este do "NRUS": "As redes sociais estão a discutir um vídeo de Volodymyr Zelensky, filmado a 1o de março de 2014 - ou seja, após o início da anexação da Crimeia e depois da abolição da lei da língua Kivalov-Kolesnichenko a 23 de fevereiro, que deu à língua russa o status de uma língua regional."
É neste artigo que surge, pela primeira vez, o vídeo original do programa de notícias ucraniano "TSN", transmitido a partir de um estúdio de televisão com sede em Podil, Kiev, desde 2013. Na entrevista, concedida em 2014, Zelensky repreendeu alguns ucranianos por não ouvirem os habitantes do Donbass e apelou ainda ao Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, para que este evitasse um conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia. Além disso, fica claro que a tradução para o inglês bate certo com as declarações de Zelensky à data.
Avaliação do Polígrafo:
Verdadeiro
(https://cdn.ifcncodeofprinciples.poynter.org/storage/badges/419FB54A-B5CA-8D26-B88A-659CBA781ECD.png)
Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Fonte: poligrafo.sapo.pt Link: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/video-mostra-zelensky-a-defender-falantes-de-lingua-russa-nas-regioes-independentistas-em-2014
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Quem são os candidatos a substituir Putin? E qual a probabilidade de um golpe de Estado? Historiador enuncia hipóteses
Por Francisco Laranjeira em 14:50, 6 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin_Patrushev.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, perdeu o contacto com a realidade – depois de declarar uma mobilização parcial para tentar reverter as derrotas na Ucrânia, intensificou as ameaças nucleares da Rússia. A cada dia da invasão, a Rússia fica cada isolada no panorama internacional. Cada vez mais dependente da China, para evitar que a sua economia entre em colapso devido às sanções do Ocidente, e os sucessivos fracassos em solo ucraniano, levam à pergunta: quem poderá suceder a Putin se houver um golpe de Estado?
Um historiador ofereceu a sua perspetiva de um golpe de Estado na Rússia para expulsar Vladimir Putin e enumerou os possíveis candidatos a substitui-lo – Sergey Radchenko, professor do Henry A Kissinger Center for Global Affairs e da Johns Hopkins School of Advanced International Studies, num artigo para a revista ‘Foreign Affairs’, garantiu que a história recente não oferece muito encorajamento a quem espera que o líder russo seja destronado.
“Mesmo que os deputados de Putin concluam que querem Putin fora, removê-lo do poder será difícil. Moscovo não sofreu tentativas de golpe de Estado, bem-sucedidas ou malsucedidas, desde que a União Soviética caiu”, garantiu, afirmando que “não faltarão possíveis usurpadores”. É “quase certo” de que quem rodeia Putin “está a olhar cuidadosamente e a pensar através de potenciais cenários de sucessão”.
Então, quem poderia assumir o poder no Kremlin, segundo o historiador?
Ministro da Defesa, Sergei Shoigu – um ‘apparatchik’ de pedigree distinto mas agora com um registo militar irremediavelmente manchado. O seu apoio, no entanto, é essencial para qualquer conspiração para tomar o poder.
Chefe do Conselho de Segurança, Nikolai Patrushev – muitas vezes nomeado entre os possíveis sucessores de Putin, embora seja improvável, se não por outra razão que não seja por ser mais velho do que Putin.
Ex-presidente Dmitry Medvedev – tem recorrido à retórica genocida para se manter relevante mas ninguém o leva a sério.
Presidente da Duma estatal, Vyacheslav Volodin – está claramente na corrida e ‘controla’ a legislação para qualquer legitimação de um novo líder.
Primeiro-ministro Mikhail Mishustin – tecnocrata capaz e um ‘cavalo negro’ que galopa por terrenos onde os ‘cavalos escuros’ historicamente obtiveram grandes vitórias.
Antigo primeiro-ministro Sergei Kirienko – liberal caducado a quem Putin confiou a supervisão do território ucraniano ocupado.
Antigo guarda-costas de Putin, Viktor Zolotov – atual chefe da Guarda Nacional russa, pode muito bem suceder ao seu chefe.
Alexander Kurenkov – outro antigo guarda-costas de Putin e agora ministro das situações de emergência.
Dois ‘outsiders’ estrangeiros – o infatigável checheno Ramzan Kadyrov e Yevgeny Prigozhin, um confidente de Putin e oligarca russo que controla o grupo paramilitar Wagner.
“Os sucessores podem muito bem romper com o comportamento dos antecessores quando conveniente. Isso significa que a eventual substituição de Putin não tem de ser investida na sua agenda neo-imperialista. Na verdade, se Putin fosse expulso, os seus sucessores provavelmente culpariam a Ucrânia pelas suas decisões e tentariam começar com uma ficha limpa”, apontou Sergey Radchenko.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/quem-sao-os-candidatos-a-substituir-putin-e-qual-a-probabilidade-de-um-golpe-de-estado-historiador-enuncia-hipoteses/
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Mais de 530 corpos exumados na região de Kherson
MadreMedia / Lusa
6 out 2022 14:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas exumaram mais de 530 corpos de civis em territórios reconquistados às forças russas no nordeste do país desde o início da contraofensiva das suas forças armadas, anunciou hoje a polícia de Kharkiv.
“Contámos e removemos nos territórios libertados os corpos de 534 civis, incluindo 226 mulheres, 260 homens, 19 crianças e 29 outras pessoas cujo sexo ainda não foi determinado”, disse o chefe do departamento de investigação da polícia de Kharkiv, Serhiy Bolvinov, numa conferência de imprensa.
Bolvinov disse que estes números incluem os corpos exumados de uma floresta perto de Izium, onde foram encontradas cerca de 440 sepulturas não assinaladas após a partida dos russos em 16 de setembro.
As autoridades ucranianas dizem também ter encontrado dezenas de alegadas câmaras de tortura e centros de detenção onde os prisioneiros foram mantidos em condições desumanas.
A Polícia Nacional da Ucrânia disse, na quarta-feira, que está a investigar 928 alegados crimes de guerra cometidos por forças russas durante a sua ocupação da região de Kharkiv.
As forças russas foram acusadas de numerosos abusos nos territórios sob o seu controlo na Ucrânia, em particular em Bucha, arredores de Kiev, onde foram descobertos cadáveres de civis após a sua retirada da zona no final de março.
Moscovo negou ter cometido estes crimes e considerou uma mentira a descoberta de corpos em Izium.
Depois de ter recebido armamento ocidental, as tropas ucranianas iniciaram uma contraofensiva no final de agosto, que lhes permitiu recuperar algumas das zonas sob controlo de Moscovo.
O exército ucraniano já recuperou a maior parte da região de Kharkiv, no nordeste, e está agora na ofensiva no leste do país, onde recentemente recapturou o nó ferroviário de Lyman, e no sul, onde tem como objetivo capturar a cidade de Kherson.
“As forças armadas ucranianas libertaram mais de 400 quilómetros quadrados da região de Kherson desde o início de outubro”, disse hoje a porta-voz do comando militar no sul, Natalia Gumeniuk, citada pela agência francesa AFP.
Kherson é uma das quatro regiões ucranianas que a Rússia anexou no final de setembro, no âmbito da sua invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro deste ano.
Além de Kherson, foram anexadas pela Rússia as regiões de Donetsk, Lugansk e Zaporijia, onde se situa a maior central nuclear da Europa.
O exército de Moscovo disse hoje, no seu relatório diário, que “o inimigo foi afastado da linha de defesa das tropas russas” na região de Kherson.
Segundo Moscovo, as forças ucranianas destacaram quatro batalhões táticos para esta frente e “fizeram várias tentativas para romper as defesas russas” perto de Dudchany, Sukhanove, Sadok e Bruskinskoye.
As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A invasão russa da Ucrânia foi condenada pela generalidade da comunidade ocidental e os aliados ocidentais têm fornecido armamento às forças armadas ucranianas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-530-corpos-exumados-na-regiao-de-kherson
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Rússia diz estar "totalmente comprometida" em evitar guerra nuclear
6 de outubro 2022 às 18:04
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/6/834284.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Declarações surgem semanas após o polémico discurso de Vladimir Putin, que deixou no ar a possibilidade de uma ameaça nuclear.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, afirmou esta quinta-feira que o país está "totalmente comprometido com o princípio" de não 'alimentar' uma guerra nuclear.
“Não pretendemos participar nesse terrível discurso dedicado a empolar a retórica nuclear. O grau aumenta cada vez mais, mas isso deve-se a estruturas e países centrados na NATO", disse a responsável, em conferência de imprensa.
Recorde que ainda ontem o chefe da diplomacia da União Europeia (UE) considerou que a guerra na Ucrânia entrou “numa fase perigosa” devido ao “cenário assustador” desencadeado pelas armas nucleares da Rússia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782538/r-ssia-diz-estar-totalmente-comprometida-em-evitar-guerra-nuclear
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Opositor russo Vladimir Kara-Murza acusado de 'alta traição' depois de participar em três eventos públicos. Um deles foi em Lisboa
MadreMedia
6 out 2022 16:22
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Fonte de imagem: Lusa
O oponente russo Vladimir Kara-Murza, que já está preso por criticar a ofensiva na Ucrânia, foi acusado de "alta traição", disse o seu advogado nesta quinta-feira.
O oponente russo Vladimir Kara-Murza, que já está preso por criticar a ofensiva na Ucrânia, foi acusado de "alta traição", disse o seu advogado na quinta-feira, um crime que acarreta pesadas penas de prisão.
"O nosso cliente foi acusado de falar e criticar as autoridades russas em três ocasiões em eventos públicos em Lisboa, Helsínquia e Washington. Os discursos não ameaçavam [a Rússia] de forma alguma, eram críticas públicas", disse o advogado, Vadim Prokhorov, citado pela agência de notícias russa TASS.
(https://i.ibb.co/xCTVKLk/Captura-de-ecr-2022-10-06-222034.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
De acordo com a EuropaPress, Vladimir Kara-Murza foi acusado de cooperar com "um país da NATO" e isso pode custar-lhe uma pena de "20 anos" de prisão.
Preso desde abril, o político e jornalista terá "difundido informação falsa sobre as Forças Armadas Russas, desde a invasão à Ucrânia", refere a mesma fonte. Kara-Murza foi detido à saída de casa, em Moscovo.
Kara-Murza, de 40 anos, é um ex-jornalista próximo ao opositor Boris Nemtsov, assassinado perto do Kremlin em 2015, e de Mikhal Khodorkovski, um ex-oligarca convertido em detrator do presidente Vladimir Putin.
*com AFP
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/opositor-russo-vladimir-kara-murza-acusado-de-alta-traicao-depois-participar-em-tres-eventos-publicos-um-deles-foi-em-lisboa
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Diretor desportivo da turma de Donetsk acusa: "A FIFA destruiu o Shakhtar! Se fosse Barcelona, Bayern ou Real…"
Sportinforma
6 out 2022 21:35
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O Shakhtar perdeu quarta-feira com o Real Madrid AFP or licensors
Srna criticou a forma como o organismo máximo do futebol europeu permitiu que os futebolistas que actuassem em clubes ucranianos rescindissem os seus contratos e assinassem por clubes de outros países já fora da janela de mercado.
Darijo Srna, antigo internacional croata que representou durante várias épocas o Shakhtar Donetsk e que desempenha agora as funções de diretor desportivo no clube ucraniano deixou após a derrota para a Liga dos Campeões com o Real Madrid duras críticas à FIFA pela falta de ajuda dada às formações da Ucrâia na sequência da guerra que assolou aquele país.
Srna criticou a forma como o organismo máximo do futebol europeu permitiu que os futebolistas que actuassem em clubes ucranianos rescindissem os seus contratos e assinassem por clubes de outros países já fora da janela de mercado.
"A FIFA destrui-nos! Não nos protegeu em momento algum. Se fosse o Real Madrid, o Barcelona ou o Bayern Munique nesta situação de certeza que os ajudaria muito rapidamente. Gostaria que alguém da FIFA viesse à Ucrânia e convivesse connosco, para perceberem o que é viver com sirenes e bombas. Tínhamos 14 estrangeiros, com valor de mercado de 150 a 200 milhões de euros e foi permitido que saíssem sem congelar os contratos", apontou Srna.
ote-se que o encontro ante o Real Madrid foi o primeiro em que o Shakhtar não apresentou em campo qualquer jogador brasileiro neste século, em 103 partidas na Champions.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/diretor-desportivo-da-turma-de-donetsk-acusa-a-fifa-destruiu-o-shakhtar-se-fosse-barcelona-bayern-ou-real
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Ucrânia faz apelo a soldados russos: "Rendam-se. Garantimos vida e segurança"
MadreMedia / AFP
7 out 2022 08:12
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O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, pediu nesta sexta-feira que as tropas russas larguem as suas armas, prometendo-lhes "vida e segurança".
"Rendam-se. Vocês ainda podem salvar a Rússia da tragédia e o exército russo da humilhação", disse Reznikov num vídeo dirigido às tropas russas. "Garantimos vida, segurança e justiça a todos os que se recusam a lutar imediatamente. E garantiremos um tribunal para aqueles que deram ordens criminais.".
O ministro falou também diretamente para os oficiais russos, garantindo que estes foram traídos por quem lhes dá ordens. "Os vossos paraquedistas estão a morrer agora na margem direita do Dniepre. Eles sabem o que fazem. Mas alguém no Kremlin decidiu mandá-los para a morte certa. Por que isto está a acontecer? É muito simples: vocês foram enganados e traídos. Estão a pagar com sangue pelas fantasias e objetivos falsos de alguém. Eles agora não te ouvem. Porque ouvir alguém agora significa admitir erros. E em Moscovo eles não gostam da verdade. É mais fácil para eles dizerem que vocês morreram heroicamente na batalha”, salientou.
(https://i.ibb.co/YLKSvc8/Captura-de-ecr-2022-10-07-094048.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Reznikov disse ainda que os soldados ucranianos não precisam de terras russas, "nós temos o suficiente", salientando que estão a levar "todos de volta".
As tropas ucranianas, refira-se, têm liderado contra-ofensivas no sul e no leste do país nas últimas semanas, recuperando grandes áreas do território.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-faz-apelo-a-soldados-russos-recusem-lutar-garantimos-vida-e-seguranca
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A humanidade de um soldado ucraniano que já é viral: "Acabar contigo? Não somos como vocês"
MadreMedia
7 out 2022 06:54 Gonçalo Lopes - Texto
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Twitter Arslon Xudosi
Militar arriscou a vida, com tiros a voarem e granadas a rebentarem, para libertar um russo que estava preso contra uma parede.
Um tanque russo MT-LB foi alvo de uma emboscada por soldados ucranianos e acabou por colidir contra uma casa. Durante o incidente, um soldado russo ficou preso entre o veículo e a parede que estava a desmoronar. No meio de tiros e granadas, que são audíveis no vídeo, um combatente ucraniano preferiu ajudar o militar inimigo, que lhe pedia para ser morto.
Em autêntico ambiente de guerra, o soldado ucraniano arriscou a própria vida para salvar o seu homólogo russo. Ao mesmo tempo que pedia cobertura aos seus colegas, para libertar o tropa, também questionava o elemento que estava preso entre o tanque e a parede. A dado momento, este pediu-lhe que acabasse com ele. Contudo, recebeu uma resposta que, quiçá, não estivesse à espera: "Não somos como vocês".
No vídeo disponibilizado nas redes sociais, no entanto, não é visível o que acabou por acontecer, embora várias informações nas redes sociais deem conta da recuperação de mais um tanque russo, por parte do exército ucraniano, e da captura de um soldado ferido em combate.
(https://i.ibb.co/Mn52NxP/Captura-de-ecr-2022-10-07-094739.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-humanidade-de-um-soldado-ucraniano-que-ja-e-viral-acabar-contigo-nao-somos-como-voces
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"Deus colocou-o no poder". Patriarca russo dá aos parabéns a Vladimir Putin no seu 70.º aniversário
MadreMedia
7 out 2022 09:43
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AFP or licensors
O líder da Igreja Ortodoxa Russa disse hoje que a liderança de Vladimir Putin sobre a Rússia foi mandatada por Deus. O Patriarca Cirilo tem sido um apoiante vocal da invasão da Ucrânia.
Cirilo, que mantém uma estreita relação com o Kremlin e é um amigo pessoal de Putin, tem apelado aos russos nas suas homilias para cerrarem fileiras com o Kremlin e o exército russo na sua guerra santa contra o “Anticristo”, numa referência ao Governo ucraniano e patrocinadores ocidentais.
O patriarca russo promove a ideia do “mundo russo”, devendo englobar os locais onde se fale russo e se pratique a fé ortodoxa, e tornar-se zona de influência de Moscovo independentemente das fronteiras internacionais, numa missão messiânica de defesa dos russos e dos seus valores tradicionais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/deus-colocou-o-no-poder-patriarca-russo-da-aos-parabens-a-vladimir-putin-no-seu-70-o-aniversario
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Biden avisa que ameaça nuclear russa coloca mundo em risco de “apocalipse”
ECO
9:38
(https://eco.imgix.net/uploads/2022/03/cropped-doc-20220308-36099456-09810584.jpg?mark64=aHR0cHM6Ly9lY28uaW1naXgubmV0L0VDT193YXRlcm1hcmsucG5nP2ZtPXBuZw%3D%3D&markscale=33&markalign=center,left&w=1200)
Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Joe Biden considera que, pela primeira vez desde a crise dos mísseis cubanos durante a Guerra Fria, o mundo está em risco de "apocalipse" devido à ameaça russa do usar armas nucleares.
O Presidente dos Estados Unidos disse que a ameaça russa de utilizar armas nucleares no conflito da Ucrânia coloca o mundo em risco de um “apocalipse”. Tal acontece pela primeira vez desde a crise dos mísseis cubanos no auge da Guerra Fria, sublinhou Joe Biden.
“Não enfrentamos a perspetiva de um apocalipse desde [o ex-Presidente John F.] Kennedy e a crise dos mísseis cubanos” em 1962, afirmou, numa angariação de fundos em Nova Iorque, onde disse que o homólogo russo, Vladimir Putin, “não estava a brincar” quando fez as ameaças.
Há meses que responsáveis norte-americanos alertam para a perspetiva de a Rússia poder utilizar armas de destruição maciça na Ucrânia, após uma série de reveses estratégicos no campo de batalha. No entanto, ainda esta semana disseram não ter visto qualquer mudança nas forças nucleares russas que exigisse uma mudança na postura de alerta das forças nucleares dos EUA.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/10/07/biden-avisa-que-ameaca-nuclear-russa-coloca-mundo-em-risco-de-apocalipse/
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ANDREI KURKOV: "OS RUSSOS NÃO PERDERAM APENAS A SUA REPUTAÇÃO, PERDERAM A FÉ NESTA GUERRA"
António Moura dos Santos
Texto
Paulo Rascão
Fotografia
7 out 2022
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créditos: Paulo Rascão | MadreMedia
A guerra tirou-lhe a vontade de escrever ficção, mas apenas isso. Um dos maiores romancistas ucranianos vivos, Andrei Kurkov tem usado o poder da palavra para combater o poder das armas russas. Acaba de lançar "Diary of an Invasion", relato da sua experiência do conflito, iniciada naquele fatídico 24 de fevereiro. Mas o que o trouxe a Lisboa é "Abelhas Cinzentas", história das peripécias de Sergeyich, um apicultor ucraniano do Donbas, quando ainda existia uma zona cinzenta e onde era difícil discernir amigo de inimigo. Escrito em 2018, este romance foi agora lançado em Portugal pela Porto Editora e quase serve de preâmbulo para o que viria. Essa narrativa constrói-se de humor e ambivalência, mas para Kurkov — que até é um russo étnico — não há sombra de dúvidas de que lado está.
Este livro foi escrito em 2018 e a sua narrativa situa-se em 2017, quando a guerra no Donbas estava num impasse. Muito mudou desde então. Como olha agora para "Abelhas Cinzentas"?
Bem, é um sentimento muito estranho. A altura em que escrevi isto quase parece um período feliz, porque esta "zona cinzenta" já não existe sequer, foi destruída e ocupada pelos russos. Não sei o que aconteceu aos seus habitantes, e havia muitos deles, milhares, a viver por lá. Não posso dizer que me sinta nostálgico em relação a esses tempos, mas é a prova de que qualquer situação má pode piorar. É preciso pensar o que mais pode acontecer para avaliarmos o perigo do nosso momento atual, mesmo que esse não seja o máximo perigo possível.
No que toca à zona cinzenta, tem referido em várias entrevistas que, apesar das aparentes semelhanças entre a Rússia e a Ucrânia, os seus povos têm mentalidades muito diferentes. Em "Abelhas Cinzentas", a ideia da zona cinzenta não parece ser apenas geográfica, mas também mental, já que descreve a população como ambivalente quanto à guerra. Como se explica isto?
A grande diferença é que os russos, tal como os soviéticos, têm uma mentalidade coletiva. Estão preparados para tudo quando estão num grande grupo ou numa multidão. Já os ucranianos sempre foram individualistas. O que acontece é que na zona leste do país e na Crimeia, esta mentalidade coletiva permaneceu, mesmo depois do colapso da União Soviética, porque os políticos ucranianos nunca conseguiram perceber como unir as pessoas, integrar as várias regiões num só país. Estas pessoas nas extremidades da Ucrânia vivem sob o controlo dos mafiosos e dos oligarcas locais. Por exemplo, no Donbas, a sua nostalgia pelo período soviético foi apoiada pela televisão russa. Existe, ainda hoje, um canal chamado "Nostalgiya", que pode ser acedido por satélite, e que mostra filmes e programas soviéticos. É possível manter as pessoas nesta bolha se elas quiserem. Os habitantes do Donbas foram levados a pensar que Putin está a restaurar a vida soviética — é por isso que pensaram que era bom voltar atrás no tempo. A maioria não tem escolarização, são pessoas trabalhadoras, são proletariado, mineiros.
É uma área maioritariamente industrial, não é?
Sim, eles não viajam, nunca foram ao ocidente e não viajam muito na Ucrânia. O que significa que o seu acesso à informação foi por si mesmas limitado. Só a população mais nova das grandes cidades como Donestk e Lugansk é que é mais moderna e bem-viajada. Há um enorme fosso entre os habitantes mais contemporâneos e urbanos e os restantes 95% da população.
Aquando da invasão, entrevistámos um empresário português que fugiu de Odessa e ele contou-nos como o seu sócio, luso-ucraniano, confessava algum saudosismo, particularmente quanto à estabilidade que a vida na União Soviética proporcionava em relação ao tempo atual.
Mas esse também é um elemento de diferença das mentalidades, porque para a maioria dos ucranianos, a liberdade é mais importante do que a estabilidade — pelo contrário, para os russos e os soviéticos, esse sempre foi o aspeto mais importante. Na verdade, a propaganda soviética que passou constantemente desde a Segunda Guerra Mundial defendia que podíamos viver com pobreza, mas ao menos não passaríamos por outra guerra. Ou seja, a ausência de guerra era, por si só, a grande dádiva e deveríamos apreciá-la e não pedir mais nada.
"A vida mudou completamente, está de pernas para o ar. Não consigo escrever ficção, não consigo continuar romances nos quais estava a trabalhar"
Em relação à população do Donbas, refere na nota prévia do livro que esta ambivalência é uma forma de sobrevivência. E o protagonista, Sergeyich, por exemplo, deixa de notar nas explosões ao longe, passam a fazer parte do silêncio. Parece uma ideia de que as pessoas têm de se adaptar às circunstâncias.
Mas isso é também parte dessa mentalidade coletiva. Não queres mostrar a tua cara, tens medo de te destacar. Deves ser cinzento como toda a gente, para que ninguém te diferencie dos outros milhões de pessoas. A ideia do 'cinzento' é que tudo o que é cinzento é invisível, porque não prestamos atenção a esta cor. Da primeira vez que fui ao Donbas, ainda antes da guerra e dos eventos da praça Maidan [uma onda de manifestações e de agitação civil na Ucrânia, entre 2013 e 2014], fiquei chocado como praticamente não havia, por exemplo, vedações pintadas com cores vivas. Toda a gente quis usar preto ou branco ou cinzento, ou seja, cores que não atraem atenção. É quase como que permanece o medo dos tempos de Estaline: escondes-te, vives invisível e ficas feliz de morrer na tua cama e não num gulag.
Como que uma cicatriz mental que permanece?
Sim, é um medo genético.
Ao mesmo tempo, ao ler este livro, sente-se que Sergeyich não só vive preocupado com a segurança das suas abelhas, como também tem saudades das pessoas que o deixaram. Esta ideia de cuidado e da necessidade humana por conexões, mesmo em tempos de guerra, foi uma ideia que quis explorar?
Em tempos de dificuldade, as pessoas querem estar com alguém, querem ter esteios na sua vida. No meu livro "Death and the Penguin", que foi editado há 20 anos em Portugal [publicado como "Morte de um Estranho", pela Temas & Debates, em 2002], eu abordei este tema, porque passa-se num tempo de crise e uma pessoa está a sobreviver por si só e está pronta para sobreviver com mais alguém, com quem tome conta de si se algo acontecer.
E, neste caso, estamos a falar de um homem que, como menciona no livro, viu-se completamente abalado pela guerra, desprovido daquilo e de quem amava. O que permanece é a noção de responsabilidade que tem quanto às suas abelhas. Há uma ideia de manter a missão, mesmo quando tudo o resto colapsa?
A apicultura na Ucrânia é muito importante no Donbas — e é uma atividade que faz uma pessoa tornar-se mais individualista, porque costuma estar sozinha com as abelhas. Os apicultores sempre foram vistos como pessoas sábias e nunca agressivas. Por isso, apesar de ele manter esta atitude política ambivalente, não deixa de ser ucraniano, porque é teimoso, individualista — é ele que vai sozinho cobrir o corpo do soldado com neve quando o Pashka se recusa a ajudá-lo. Ele toma decisões por si só, porque quando se trata de responsabilidade coletiva, estás sempre à espera que te digam o que fazer. E se és capaz de fazê-lo por ti mesmo, quer dizer que já não fazes parte [desse grupo coletivo]. Diria que é um caso de identidade mista, da identidade da fronteira, entre o coletivo e o ucraniano.
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créditos: Paulo Rascão | MadreMedia
É interessante, porque no início do livro, as duas personagens que acompanhamos parecem incorporar esses dois tipos de mentalidades de que fala: Paskha parece ser mais "separatista" ou "russo" e Sergeyich mais "ucraniano".
Sim, porque ele [Sergeyich] é um agricultor. Perto de 300 mil ucranianos foram deportados nos anos 30 porque não quiseram dar a sua terra ao estado, não quiseram quintas coletivizadas. De certa forma, estiveram a proteger o que era seu até ser-lhes tirado à força. Nesta lógica, Sergeyich é ucraniano, porque mantém as suas colmeias, são o seu tesouro.
No que toca à necessidade de adaptação aos tempos de guerra, teve de fazê-lo quando a Ucrânia foi invadida em fevereiro. Pode descrever como foram estes últimos meses para si?
Eu e a minha mulher tornámo-nos praticamente refugiados. Os nossos filhos mais velhos estão em Kiev, o nosso mais novo já tinha saído da cidade antes da guerra e esteve connosco durante uma semana na zona oeste da Ucrânia, mas depois regressou a Kiev e esteve lá durante todo o tempo, debaixo de bombardeamentos. A vida mudou completamente, está de pernas para o ar. Não consigo escrever ficção, não consigo continuar romances nos quais estava a trabalhar. É como um daqueles filmes de estrada, às vezes muito triste. O nosso carro está neste momento em Berlim — nos últimos dois meses, viajámos perto de oito mil quilómetros pela Europa. Vamos voltar para a Ucrânia, mas eu vou continuar a viajar, porque tenho mais eventos.
Algumas das notas que escreveu para o "Diary of an Invasion"e alguns artigos de opinião que publicou dias antes da invasão demonstram que não queria acreditar que a guerra iria acontecer. Para quem nunca experienciou isso — ou sequer imaginou tal cenário —, pode descrever como foi esse processo mental?
Eu estava a pensar que a escalada era possível e que aconteceria de certeza, mas apenas no Donbas. Mas na Ucrânia, tradicionalmente não confiamos em políticos e não gostamos dos líderes políticos, por isso, cada vez que Zelensky repetia, todos os dias, "não vai haver guerra, preparem os vossos piqueniques", eu ficava cada vez mais certo de que a guerra chegaria. E depois, claro, chegou e quando fomos acordados por explosões em Kiev às cinco da manhã foi o fim da nossa vida anterior. Fiquei paralisado durante uma hora, estava em frente à janela a olhar para a rua e não estava lá ninguém, nem carros a passar. Passados 40 minutos, a senhora da casa à nossa frente começou a passear dois cães. Foi como se a vida retomasse lentamente, mas já aconteceu com um sentimento completamente diferente, de total ausência de estabilidade. Fui então com a minha mulher e com um amigo que estava connosco procurar por abrigos anti-bomba perto de nossa casa.
Essa nova perspetiva a olhar para a cidade, foi um sentimento quase alienígena?
Sim, e é interessante porque durante vários anos tivemos setas vermelhas pintadas nos edifícios a mostrar as direções para o abrigo anti-bomba mais próximo e eu habituei-me a elas. Nunca procurei por nenhum abrigo, nem a morada nem em que estado se encontrava. Tornou-se parte da paisagem. O perigo estava lá à vista, mas apenas programado.
"Claro que senti desconforto psicológico, especialmente quando a maioria dos intelectuais ucranianos posiciona-se contra a língua russa de forma muito agressiva. Eu compreendo-os, mas a minha língua não pertence a Putin ou ao Kremlin, é uma versão ucraniana da língua russa"
Tem defendido a ideia de que a língua ucraniana é uma arma de resistência contra a invasão russa. Pode elaborar quanto a isso?
Bem, a relação entre a Rússia e a Ucrânia inclui também 400 anos de tentativas russas de eliminar a língua ucraniana. Depois da Batalha de Poltava, em 1711, na qual os ucranianos foram derrotados por Pedro, o Grande, ele emitiu um decreto a banir livros religiosos em língua ucraniana. Tem sido sempre uma guerra dos russos contra a identidade ucraniana, porque esta faz-se de língua, história e cultura. Para quebrá-la, uma das formas mais fáceis é forçar as pessoas a esquecerem-se da sua língua nativa — neste caso, obrigar ucranianos a falar russo. Aliás, a língua russa foi usada como um instrumento de assimilação, porque passou a ser entendido em países como o Uzbequistão, a Ucrânia ou a Bielorrússia, que se uma pessoa souber falar russo, vai ter uma carreira, ganhar dinheiro, ter uma vida melhor. Se falar ucraniano, vai ser um agricultor, um camponês, uma pessoa pobre. E os camponeses na Ucrânia e na União Soviética, até aos anos 60, não tinham sequer passaportes, não tinham o direito de sair da sua aldeia para uma vila ou uma cidade.
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Livro: Abelhas Cinzentas
Autor: Andrei Kurkov
Editora: Porto Editora
Preço: 16,92€
Estavam, portanto, num estado de quase servidão?
Sim, era servidão, praticamente. Se falasses ucraniano, manter-te-ias um servo; se mudasses para russo, terias — especialmente se te tornasses num membro do Partido Comunista — um futuro melhor. Esta é uma das razões da guerra, porque para muitos ucranianos, o russo é a língua do inimigo, porque foi usada para destruir a identidade ucraniana. E agora o ucraniano está lentamente a regressar, os mais jovens gostam de falar esta língua — mesmo que a maioria seja bilingue — porque está na moda, é uma língua de resistência cultural. E a literatura de língua ucraniana na Ucrânia é muito mais dinâmica que a russa. Eu prevejo que haja menos russo a ser falado no futuro, porque hoje 40% das pessoas falam russo, mas mais de metade deles são russos étnicos, é a sua língua nativa, é confortável e não precisam de aprender outra. Se viveres numa cidade como Kharkiv ou Odessa, onde 95% das pessoas fala russo, não há incentivos a falar ucraniano.
E quando diz que a língua foi um pretexto para a guerra, também tem a ver com o argumento de que Kiev estava a perseguir as comunidades russófonas?
Só que Kiev também é uma cidade onde se fala russo. Eu cresci lá, na minha escola tínhamos à volta de 1200 estudantes, talvez menos, mas eu só conheci um rapaz proveniente de uma família que falava ucraniano.
O Andrei é também um ucraniano de coração, mas é etnicamente russo
Sim, e escrevo ficção em russo. Tenho 61 anos, acho que a geração mais nova de escritores é sobretudo falante de ucraniano. Ainda temos escritores russófonos, mas são uma minoria.
Alguma vez sentiu algum tipo de sentimento contraditório quanto a essa dualidade, pelo menos desde 2014?
Já tive discussões com nacionalistas sobre o facto de escrever em russo — algo que fiz durante quase 32 anos, desde a independência da Ucrânia. Julgo que toda a gente tem o direito de usar a sua língua nativa. Se fosse ucraniano étnico, provavelmente teria começado a escrever em ucraniano a partir de 1991, mas a minha língua é russa. Claro que senti desconforto psicológico, especialmente quando a maioria dos intelectuais ucranianos posiciona-se contra a língua russa de forma muito agressiva. Eu compreendo-os, mas a minha língua não pertence a Putin ou ao Kremlin, é uma versão ucraniana da língua russa, que já existe há vários séculos na Ucrânia. Para mim, o Gogol é um escritor ucraniano. Mesmo escrevendo em russo, ele usou tantas palavras e frases ucranianas que as trouxe para a língua russa.
"Quero que a literatura volte ao seu estado normal, em que há ficção sobre a guerra, romances históricos, histórias de amor, ficção científica, etc. Não quero a dominação da guerra enquanto tópico sobre a arte e a cultura na Ucrânia depois do conflito acabar"
E os seus temas também? Há a disputa se "Almas Mortas" é um romance ucraniano ou russo.
Se o compararem com os escritores russos clássicos, nem um deles escreveu com o humor, com a magia, com este tipo de ironia em conto de fadas. Isso vem da Ucrânia, porque temos uma imaginação mais louca, há mais tradições de narrativa oral. Durante séculos, tivemos poetas vagabundos errantes com instrumentos musicais muito complexos, como a Kobza ou a Bandura, que escreviam baladas sobre temas da história ucraniana. Os russos não tinham essa tradição.
Fala de humor, sátira, contos de fadas, que também podem ser características atribuídas à sua escrita. Mas tem dito que neste momento não há espaço para humor na ficção, pelo menos na Ucrânia.
Na ficção, não, mas na vida quotidiana tem surgido uma nova vaga de humor que também é uma forma de resistência, sobre a guerra ou as declarações de Putin. Os ucranianos não são fatalistas como os russos, eles não protestam, dizem que não podem mudar nada. Os ucranianos, quando estão infelizes, vão para as ruas e organizam eventos como os de 2004 [Revolução Laranja] ou os de 2013 [Euromaidan]. Há uma diferença enorme entre estas duas nações. Se estivermos preparados para protestar e lutar pelo que acreditamos, estaremos muito mais abertos ao futuro, porque saberemos que podemos mudar as coisas. Os russos não: o Czar é concedido por Deus, deves amá-lo ou matá-lo, e amar o seguinte. É esta a tradição russa.
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créditos: Paulo Rascão | MadreMedia
Escreveu também que "guerra" e "livros" são dois conceitos incompatíveis, e que tem sido difícil para os escritores ucranianos focarem-se em ficção. Mas qual pensa que será o legado cultural desta guerra para o futuro?
Desde 2014, com a anexação da Crimeia, temos tido muito mais livros sobre a guerra do que sobre histórias de amor ou policiais. Isto é um pouco preocupante, porque lembro-me dos anos 60 e 70, quando o principal tópico dos livros na União Soviética era a II Guerra Mundial, sobre os nazis e os heróis soviéticos. Estamos a viver uma repetição, de parte da literatura ser substituída por propaganda — não comissionada pelo estado, mas porque muitos escritores sentem que tem escrever sobre isto.
Repetir as mesmas linhas narrativas uma e outra vez?
Sim, e eu não quero isso. Quero que a literatura volte ao seu estado normal, em que há ficção sobre a guerra, romances históricos, histórias de amor, ficção científica, etc. Não quero a dominação da guerra enquanto tópico sobre a arte e a cultura na Ucrânia depois do conflito acabar.
Mas a arte é muitas vezes o reflexo do estado mental do povo. Crê que os ucranianos vão adotar uma postura mais militante?
Radicalizada. Mas a sociedade já está assim. Alguns intelectuais estão à procura de inimigos dentro dos seus círculos. Este é outro perigo. Há cada vez mais discurso de ódio na Ucrânia. Direcionado à Rússia, sim, mas também aos membros da própria sociedade, muitos deles pró-ucranianos. Está a criar-se um clima de paranoia.
"[A União Soviética] Era o país do controlo total. O meu irmão mais velho, que agora tem 68 anos, era um dissidente que foi preso uma vez sob acusações de invadir um quiosque de gelados, quando na verdade foi detido porque estava a partilhar literatura proibida"
De uma perspetiva ocidental, e apesar de todas as diferenças entre si, sempre pareceu haver uma afinidade cultural entre a Rússia e a Ucrânia. Ela existia? E se sim, poderá alguma vez ser recuperada?
Havia, no que toca ao mundo do espetáculo. A Ucrânia era um mercado para o entretenimento russo praticamente até ao ano passado. No YouTube, era possível verificar que os ucranianos consumiam vídeos russos — de música pop, stand-up comedy, etc... —, mais até que vídeos ucranianos. Hoje, é o contrário, os ucranianos não querem saber da cultura ou do entretenimento russo e penso que continuará a ser assim. Os russos não perderam apenas a sua reputação, perderam a sua fé nesta guerra. O facto de estarem a bater em retirada e a fugir, a roubar carros a civis para abandonar a linha da frente. Foi aí que os ucranianos subitamente se aperceberam que são mais poderosos, são capazes de criar o seu mercado de entretenimento, de prestar atenção à própria cultura.
Viveu enquanto cidadão soviético durante um período significativo da sua vida. Como é que caracteriza este sentimento de perda que Putin parece nutrir quanto à União Soviética?
Era o país do controlo total. O meu irmão mais velho, que agora tem 68 anos, era um dissidente que foi preso uma vez sob acusações de invadir um quiosque de gelados, quando na verdade foi detido porque estava a partilhar literatura proibida. Eu lembro-me como o sistema lutava contra toda a gente que não concordava com o regime. Nessa altura, Putin era um oficial do KGB. Mas ele nunca deixou o KGB, nunca saiu deste estado sob o qual quer controlar tudo — e que toda a gente que discorde de si deve ser morta, exilada ou presa. Ele usou muitas narrativas nostálgicas direcionadas sobretudo à geração soviética: começou a elogiar Estaline — creio até que tentou introduzir uma pena criminal para quem comparar Estaline a Hitler. A sua frase mais repetida dos últimos 22 anos foi que o colapso da União Soviética foi a sua principal tragédia pessoal. É óbvio que ele quer restaurar isto, quer fazer 'da Rússia grande outra vez'.
Mas a atuação de Putin nas últimas duas décadas — na Geórgia, por exemplo — não parece mais até que está a tentar criar um novo Império Russo, ao invés de uma União Soviética?
Concordo, e acho que isso é até mais perigoso. Porque quando ele fala sobre o império, refere-se também à sua geografia, e a Finlândia e a Polónia fizeram parte desse império russo. É por isso que os polacos se sentem tão ameaçados e tão frágeis, tão dispostos a ajudar a Ucrânia. E ambos tornaram-se independentes. Foi uma coincidência feliz, a Revolução de 1917, pois enquanto o Exército Vermelho andava ocupado com a Ucrânia — havia quatro ou cinco exércitos a lutar no território desde 1917 até 1921 —, não havia bolcheviques suficientes para controlar a Polónia ou a Finlândia. Mas o governo soviético foi, por exemplo, capaz de controlar os livros escolares da Finlândia até um período tardio da União Soviética. Não deixavam os finlandeses escrever sobre a guerra Russo-Finlandesa de 1939. Que eles, ainda por cima, ganharam.
"Podemos dizer que, sim, esta é uma guerra entre os EUA e a Rússia através dos ucranianos, mas não nos podemos esquecer de que foi a Rússia que a começou contra a Ucrânia, não contra os EUA"
Pode alegar-se que a viagem de Sergeyich pelo país para manter as suas abelhas a salvo não é assim tão diferente dos refugiados ucranianos que tiveram de abandonar o país devido à invasão russa. Quais pensa que serão as consequências deste êxodo?
A longo prazo, a Ucrânia terá menos população do que antes, porque penso que até 30% dos refugiados não vão regressar. Em particular as populações do Donbas, cujas casas foram destruídas — em Mariupol, por exemplo. Não têm nada a que regressar e não querem voltar. Eu tenho conhecido muitos refugiados na Europa durante estas minhas viagens. Mantenho contacto com uma família de Druzhkivka, perto de Donetsk, que eu penso que não vai regressar.
Este criar de uma diáspora ucraniana pode criar mais consciencialização quanto à Ucrânia?
De uma forma, sim, mas há países onde a diáspora ucraniana já estava presente há muitos anos e era muito grande. O Canadá, por exemplo, onde há dois milhões de pessoas de origem ucraniana. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Chrystia Freeland, tem origem ucraniana, por exemplo.
Temos visto numerosas formas de apoio do ocidente à causa ucraniana, mas estamos perante o inverno e a crise energética que o conflito tem causado na Europa. Como pensa que a solidariedade europeia se vai aguentar nos próximos meses?
O principal problema prende-se com a Alemanha e a França. Eu julgo que ambos têm reservas suficientes de gás até à primavera. Os preços subiram muito, por isso vai ser doloroso, e vai fazer com que o apoio da população esmoreça em relação ao passado. Mas a nível político, julgo que o apoio vai manter-se. Quero dizer, vai manter-se enquanto os americanos apoiarem também. Os EUA são os líderes do apoio à Ucrânia e os outros seguem-nos, por isso acho que vão manter a ajuda até a guerra terminar e os ucranianos recuperarem o seu território.
E como avalia as afirmações que a Ucrânia não passa de um joguete dos interesses americanos e da NATO contra a Rússia, de que é uma espécie de guerra tampão?
Temos uma guerra a vários níveis. No topo, a nível geopolítico, temos uma guerra entre a Rússia e os EUA; no nível mais subterrâneo, temos uma guerra da Rússia contra a Ucrânia e a identidade russa e para expandir o Império Russo. Podemos dizer que, sim, esta é uma guerra entre os EUA e a Rússia através dos ucranianos, mas não nos podemos esquecer de que foi a Rússia que a começou contra a Ucrânia, não contra os EUA.
Todos os prognósticos quanto ao fim da guerra têm falhado, e agora temos a mobilização parcial russa, os avanços do exército ucraniano no leste e os referendos feitos para justificar a anexação dos territórios ocupados pela Rússia. Talvez seja algo injusto perguntar-lhe isto, mas o que pensa que virá a seguir?
Considero que neste mês haverá, provavelmente, um grande escalar do conflito. Os russos estão a ficar sem munições. Eles usaram quase todo o seu stock soviético, estão a comprar mais munições no Irão e querem comprar a outros países, mas vão tentar manter os territórios que controlam. Vão enviar centenas de milhares de russos para a guerra sem preparação para lutar, e muitos vão ser mortos, mas Rússia já não têm tantos tanques como tinha, nem sistemas de artilharia. Ainda têm uma grande quantidade de aviões militares e bombardeiros, mas o exército ucraniano profissionalizou-se muito. Por isso, posso apenas dizer que é provável que, se a guerra não tiver terminado no próximo verão, vai ficar congelada, a nova frente de batalha vai ter mais de dois mil quilómetros. Com isso, vai ser criada uma nova “zona cinzenta”, mas esta não vai ter praticamente habitantes, porque tudo estará destruído.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/vida/artigos/andrei-kurkov-os-russos-nao-perderam-apenas-a-sua-reputacao-perderam-a-fe-nesta-guerra
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Nobel da Paz vai para advogado bielorrusso Ales Bialiatski, para uma organização russa e outra ucraniana
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:08, 7 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/ales.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O advogado bielorrusso Ales Bialiatski, e duas organizações de direitos humanos, a Memorial, fundada em Moscovo, na Rússia, e o Centro pela Liberdades Civis, que trabalha na Ucrânia.
A cerimónia desta sexta-feira em Oslo premiou o advogado, um dos pioneiros do movimento democrático que emergiu na Bielorrússia na década de 1980. “Dedicou a sua vida à promoção da democracia e ao desenvolvimento pacífico do seu país natal”, lê-se na publicação no Twitter do Prémio Nobel que anuncia Ales como um dos vencedores.
Já a associação Memorial, que após o início da guerra foi encerrada por ordem governamental russa, foi destacada por ser “baseada na noção de que confrontar crimes de guerra do passado é essencial para prevenir outros novos”. Esta organização, fundada em 1987, desenvolve esforços para combater o militarismo e para promover os direitos humanos e um governo com base na lei. Recorda a organização do Nobel que, durante as guerras na Chechénia, a Memorial concentrou e verificou informação sobre abusos e crimes de guerra levados a cabo pelas forças russas e pró-russas. Em 2009, a responsável da Memorial na Chechénia, Natalia Estemirova, foi morta por causa deste trabalho.
O outro vencedor, o Centro pelas Liberdades Civis da Ucrânia, venceu o Nobel da Paz pelos esforços, após a invasão russa, de identificar e documentar os crimes de guerra russos contra a população ucraniana. “O centro está a desenvolver um papel pioneiro em culpar as partes responsáveis pelos crimes de guerra”, explica a Fundação Nobel.
O Centro pelas Liberdades Civis, adianta a fundação “foi fundada com o objetivo de fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia. Tomou uma posição para fortalecer a sociedade civil ucraniana e pressionar as autoridades para tornar a Ucrânia uma democracia de pleno direito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/nobel-da-paz-vai-para-advogado-bielorrusso-ales-bialiatski-e-para-uma-organizacao-russa-e-outra-ucraniana/
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Ucrânia. Zelensky acusa Rússia de fazer "chantagem nuclear"
7 de outubro 2022 às 10:09
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/7/834327.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Autoridades ucranianas acusaram a Rússia de tentar “semear o medo” com novas ofensivas e de fazer “chantagem nuclear”.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusa a Rússia de “chantagem nuclear”, após novos confrontos entre Moscvo e Kiev pelo controle da central nuclear de Zaporizhzhia, numa altura em que os invasores a cidade do sul da Ucrânia com sete foguetes, provocando a destruição de um prédio de apartamentos na manhã de quinta-feira.
As autoridades disseram à emissora pública ucraniana, Suspilne, que pelo menos três pessoas morreram e pelo menos cinco ficaram presas sob os escombros.
O ministro das Relações Internacionais da Ucrânia denunciou os ataques “deliberados” dos mísseis russos contra infraestrutura civil de Zaporizhzhia, acusando as forças russas de tentarem “semear o medo”.
“Durante a noite, sete mísseis russos atingiram pessoas que dormiam pacificamente nas suas casas em Zaporizhzhia”, escreveu no Twitter Dmytro Kuleba, acrescentando que, durante a noite, foram disparados mais misseis. “Os russos continuam a atacar civis deliberadamente para semear o medo. O terror russo deve ser interrompido – pela força de armas, sanções e isolamento total”, afirmou.
Esta nova ofensiva russa foi descrita como uma “chantagem nuclear” pelo Presidente ucraniano.
“A captura da central nuclear de Zaporizhzhia representa uma chantagem nuclear e a tentativa de exercer pressão sobre o mundo e a Ucrânia”, disse Volodymyr Zelensky, citado pelo Guardian. “Podem até nem estar a usar as armas, mas ainda assim podem estar a chantagear ao não ter ninguém trabalhar na central nuclear. As pessoas não estão a receber eletricidade”, explicou.
A Rússia capturou esta central nuclear em março, pouco depois de invadir a Ucrânia, e o Presidente Vladimir Putin ordenou, esta quarta-feira, que o seu governo assumisse o controle total sobre suas operações.
A central de Zaporizhzhia é a maior da Europa e, até ao momento, a equipa técnica ucraniana continua a operá-la, apesar da ocupação do local pelas forças russas.
Reagindo a estas acusações do Presidente ucraniano, o Kremlin afirmou estar “totalmente comprometido” em não permitir que aconteça uma guerra nuclear.
“Não pretendemos participar nesse terrível discurso dedicado a empolar a retórica nuclear. O grau aumenta cada vez mais, mas isso deve-se a estruturas e países centrados na NATO”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.
Estas afirmações chegam depois do chefe da diplomacia da União Europeia (UE) ter considerado que a guerra na Ucrânia entrou “numa fase perigosa” devido ao “cenário assustador” desencadeado pelas armas nucleares da Rússia.
“A guerra continua e as notícias do campo de batalha são boas para a Ucrânia. A Ucrânia está a voltar à ofensiva, [mas] a guerra entrou numa nova fase, uma fase que é sem dúvida perigosa porque estamos perante um cenário assustador, ao qual não devemos fechar os olhos”, assinalou Josep Borrell.
Além destes ataques, a Rússia lançou dois mísseis contra Khmelnytsky, cidade no centro da Ucrânia, contudo errou os seus alvos, e, segundo as autoridades ucranianas, utilizou drones kamikaze fornecidos pelo Irão para atingir as cidades de Mykolaiv, Kharkiv e Odessa.
Os militares ucranianos dizem que conseguiram derrubar 18 drones adicionais antes de chegarem a Odessa e Mykolaiv.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782579/ucr-nia-zelensky-acusa-r-ssia-de-fazer-chantagem-nuclear
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Nobel da Paz atribuido a ativista bielorruso e a duas organizações de direitos humanos
7 de outubro 2022 às 11:18
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/7/834330.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Uma das organizações é russa e a outra ucraniana.
O Prémio Nobel da Paz foi esta sexta-feira atribuido em Oslo, na Noruega, ao ativista bielorruso Ales Bialiatski e a duas organizações de direitos humanos - a russa Memorial e a ucraniana Center for Civil Liberties.
Num comunicado divulgado pelo Comité Noel Norueguês lê-se que os vencedores "representam a sociedade civil nos seus países de origem. Há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Fizeram um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder. Juntos, demonstram a importância da sociedade civil para a paz e a democracia".
O Comité quis "homenagear três destacados campeões de direitos humanos, democracia e coexistência pacífica nos países vizinhos Bielorrússia, Rússia e Ucrânia", que "através dos seus esforços consistentes a favor de valores humanistas, antimilitaristas e princípios de direito (...) revitalizaram e honraram a visão de paz e fraternidade entre as nações de Alfred Nobel – uma visão mais necessária no mundo de hoje".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782584/nobel-da-paz-atribuido-a-ativista-bielorruso-e-a-duas-organizacoes-de-direitos-humanos
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“Comité do Nobel tem uma ideia interessante da palavra ‘paz'”, acusa assessor de Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 14:35, 7 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/mykhailo-podolyak-1-1.jpeg)
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O principal assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou esta sexta-feira o Prémio Nobel da Paz por ter reconhecido personalidades da Ucrânia, Bielorrússia e Rússia ao mesmo tempo, e questionou o trabalho da sociedade civil nestes dois últimos países.
(https://i.ibb.co/7JB18K4/Captura-de-ecr-2022-10-07-154950.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“O Comité do Nobel tem uma ideia interessante da palavra ‘paz’ se representantes de dois países que atacaram um terceiro receberem o prémio juntos”, acusou Mykhailo Podolyak, que ironizou com a “fantástica” coincidência.
“Nem as organizações russas nem bielorrussas organizaram uma resistência à guerra”, disse o conselheir, na rede social ‘Twitter’.
O Comité Norueguês fez com que os prémios coincidissem com o ativista bielorrusso Ales Bialiatski, a ONG russa Memorial e o Centro de Liberdades Civis da Ucrânia para destacar o trabalho da sociedade civil nos três países. “Juntos, eles demonstram o significado da sociedade civil para a paz e a democracia”, concluiu o júri.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/comite-do-nobel-tem-uma-ideia-interessante-da-palavra-paz-acusa-assessor-de-zelensky/
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Ucrânia: Kiev já recuperou 500 quilómetros quadrados de território na região de Kherson
Por MultiNews Com Lusa em 07:37, 7 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Zelensky-6-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia recuperou até agora 500 quilómetros quadrados de território na região de Kherson, como resultado da contraofensiva que tem obrigado as forças russas a recuarem, revelou esta quinta-feira o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Desde 01 de outubro, mais de meio milhar de quilómetros quadrados de território e dezenas de localidades foram libertadas do falso referendo russo, apenas na região de Kherson”, destacou o chefe de Estado ucraniano no seu habitual discurso noturno diário.
O Presidente ucraniano também destacou os “sucessos” alcançados no leste do país, enquanto referiu que acredita que estes se irão estender à região de Zaporijia.
“Chegará o dia em que falaremos também da libertação da Crimeia”, acrescentou.
No seu discurso divulgado na rede social Telegram, Zelensky também abordou as alegações do Irão de que não existem ‘drones’ de fabrico iraniano na Ucrânia.
Zelensky referiu, no entanto, que as “pessoas os veem no céu”.
“Nós derrubamo-los. Mas eles dizem-nos que não há ‘drones’ iranianos na Ucrânia. Bem, vamos encontrar maneiras de garantir que não haja mais nenhum”, frisou.
Depois de ter recebido armamento ocidental, as tropas ucranianas iniciaram uma contraofensiva no final de agosto, que lhes permitiu recuperar algumas das zonas sob controlo de Moscovo.
O exército ucraniano já recuperou a maior parte da região de Kharkiv, no nordeste, e está agora na ofensiva no leste do país, onde recentemente recapturou o nó ferroviário de Lyman, e no sul, onde tem como objetivo capturar a cidade de Kherson.
Kherson é uma das quatro regiões ucranianas que a Rússia anexou no final de setembro, no âmbito da sua invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro deste ano.
Além de Kherson, foram anexadas pela Rússia as regiões de Donetsk, Lugansk e Zaporijia, onde se situa a maior central nuclear da Europa.
O exército de Moscovo disse hoje, no seu relatório diário, que “o inimigo foi afastado da linha de defesa das tropas russas” na região de Kherson.
Segundo Moscovo, as forças ucranianas destacaram quatro batalhões táticos para esta frente e “fizeram várias tentativas para romper as defesas russas” perto de Dudchany, Sukhanove, Sadok e Bruskinskoye.
As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A polícia de Kharkiv divulgou esta quinta-feira que as autoridades ucranianas exumaram mais de 530 corpos de civis em territórios reconquistados às forças russas no nordeste do país desde o início da contraofensiva das suas Forças Armadas.
As autoridades ucranianas dizem também ter encontrado dezenas de alegadas câmaras de tortura e centros de detenção onde os prisioneiros foram mantidos em condições desumanas.
A Polícia Nacional da Ucrânia disse, na quarta-feira, que está a investigar 928 alegados crimes de guerra cometidos por forças russas durante a sua ocupação da região de Kharkiv.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-ja-recuperou-500-quilometros-quadrados-de-territorio-na-regiao-de-kherson/
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Putin cada vez mais isolado: Críticas já chegam do círculo interno do presidente russo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:39, 7 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Depois de se ver isolado de anteriores aliados, da Europa e de quase todo o mundo, no seguimento da invasão da Ucrânia, Vladimir Putin vê agora críticas à sua atuação enquanto presidente também a chegarem-lhe do seu círculo mais íntimo.
Segundo adianta o Washington Post, os serviços secretos dos EUA obtiveram informação que dá conta de que um membro do círculo interno de Putin, próximo do presidente, confrontou-o diretamente com o seu desacordo perante a forma como tem sido gerida a guerra na Ucrânia.
Esta crítica é o sinal mais claro de que já há oposição interna à liderança russa sobre como os esforços na guerra têm corrido da pior maneira para Moscovo, algo que motivou Putin a ordenar a mobilização parcial de centenas de milhares de reservistas, como forma de combater as pesadas baixas russas nas frentes de guerra.
A informação obtida pelos EUA foi incluída no briefing diário de Joe Biden, e partilhada com outros oficiais de topo norte-americanos. As críticas focam-se sobretudo na má-gestão feita do conflito e dos erros feitos por aqueles que dão e executam as ordens militares.
O círculo mais próximo de Putin, de onde partem as críticas agora reveladas, é composto por poucos elementos, maior parte deles conselheiros e assessores, que foram colegas do presidente na altura em que era agente da KGB ou quando ocupou o cardo de delegado do presidente da Câmara se São Petersburgo, na década de 1990, depois do colapso da União Soviética.
“Desde o início da ocupação que temos observado um alarme crescente de vários membros do círculo interno de Putin. A nossa pesquisa sugere que estão preocupados pelas recentes derrotas russas no campo de batalha, falta de direção e limitações militares graves”, adianta ao The Washington Post um oficial que teve acesso à informação secreta.
Ao mesmo jornal, o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, admite que tem havido tensão e debate entre líderes russos aquando da mobilização ordenada por Putin. “Há desacordo em momentos como esse. Alguns acham que devemos agir de forma diferente. Mas isso é tudo parte do processo de trabalho habitual. Não é sinal de divisão”, garante Peskov, recusando ser verdade que uma pessoa próxima de Putin o tenha confrontado diretamente.
Críticas de oficiais nomeados pelo Kremlin nas regiões anexadas
A reprovação às decisões tomadas por Putin e, principalmente, pelo ministro da Defesa da Rússia, já chegam também das regiões anexadas ilegalmente pelo Kremlin (Kherson, Zaporíjia, Luhansk e Donetsk).
Kirill Stremousov, um dos responsáveis pela administração militar civil da região ocupada de Kherson, nomeado pelo Kremlin, chegou mesmo a sugerir que o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, deveria matar-se.
Stremousov arrasou os “generais e ministros” de Moscovo, pela forma como falharam o entendimento dos problemas nas frentes de guerra e territórios tomados pelos russos.
“De facto há muitos que dizem: se fossem eles um ministro da Defesa que permitiu que as coisas chegassem a este estado, deviam, como oficias, dar um tiro neles mesmos. Mas sabem, para muitos a palavra ‘oficial’ é incompreensível”, defendeu o responsável num vídeo divulgado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-cada-vez-mais-isolado-criticas-ja-chegam-do-circulo-interno-do-presidente-russo/
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Casa Branca diz não ter sinais de que a Rússia se prepara para usar armas nucleares
MadreMedia / Lusa
7 out 2022 19:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Casa Branca disse hoje que não encontra razões para alterar a estratégia nuclear dos EUA, assegurando não ter indicações de que a Rússia se prepara para recorrer ao seu arsenal nuclear.
“Não temos motivos para ajustar a nossa postura nuclear estratégica, nem temos qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar-se para usar armas nucleares, de forma iminente”, explicou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.
Este esclarecimento surge um dia depois de comentários do Presidente Joe Biden, que avisou que o mundo está a enfrentar, pela primeira vez desde a Guerra Fria, o risco de um “apocalipse nuclear”.
Questionada sobre se o tom alarmista do Presidente se devia a novas informações obtidas pelos Estados Unidos, a porta-voz respondeu que não, durante uma breve sessão de perguntas e respostas a bordo do avião que transporta Joe Biden para uma viagem para o noroeste do país.
“Enfrentamos hoje a perspetiva de um ‘Armageddon’, desde Kennedy e da crise dos mísseis cubanos” em 1962, disse Biden, na quinta-feira, durante um evento de angariação de fundos em Nova Iorque, durante o qual defendeu que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, “não estava a brincar” quando ameaçou usar armas atómicas.
Perante a resistência ucraniana à invasão russa, alimentada pela ajuda militar ocidental, Vladimir Putin fez alusão à possibilidade de uso da bomba atómica, durante um discurso televisionado em 21 de setembro, mostrando-se pronto para recorrer a “todos os meios” no seu arsenal, na luta contra o Ocidente, que acusou de querer “destruir” a Rússia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/casa-branca-diz-nao-ter-sinais-de-que-a-russia-se-prepara-para-usar-armas-nucleares
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Zelensky diz que a Rússia está a "preparar a sua sociedade" para um possível conflito nuclear
MadreMedia
7 out 2022 22:50
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Fonte de imagem: Lusa
Em entrevista à BBC, o presidente da Ucrânia declarou que as autoridades Russas estão a preparar-se para utilizar armamento nuclear, embora acredite que a "Rússia não está preparada" para tal. Zelensky nega ter pedido à NATO um ataque contra a Rússia.
O presidente Volodymyr Zelensky negou ter solicitado qualquer ataque dentro de território russo, alegando que terá havido má interpretação na tradução do que terá dito num evento online, na quinta-feira.
"Deve-se avançar com ações preventivas", disse Zelensky, fazendo referência a sanções, e não a "ataques", esta noite em entrevista à BBC.
Nas últimas semanas, o exército ucraniano reconquistou quase 2.500 km² de território desde o início da última contraofensiva, forçando a Rússia a abandonar posições ocupadas logo no início da invasão, declarou nesta sexta-feira o presidente Volodimir Zelensky.
"Só nesta semana, os nossos soldados libertaram 776 km² de território, no leste do nosso país, e 29 cidades incluindo seis na província de Luhansk", disse citado pela AFP.
De acordo com a BBC, os territórios anexados pela Rússia levantaram temores de uma possível escalada na guerra que já dura há sete meses. O presidente Putin e outros altos funcionários russos, sugeriram que armas nucleares - possivelmente armas táticas menores - poderiam ser usadas para defender as regiões recém-anexadas, embora as forças aliadas digam que não há evidências de que Moscovo esteja preparado para o fazer.
Na entrevista, Zelensky disse que os russos "começaram a preparar a sua sociedade", para um possível escalar do conflito. "Eles não estão preparados para o fazer, para utilizar (armas nucleares), mas já começaram a falar nisso. Acho que só por falar nisso já é perigoso", disse o presidente ucraniano.
"O que vemos é que quem está no poder, na Rússia, gosta de viver e por isso o risco de utilizarem armas nucleares não é definitivo como dizem os especialistas. Isto porque eles sabem que não haverá ponto de retorno assim que as utilizem".
(https://i.ibb.co/3WxvXL1/Captura-de-ecr-2022-10-08-001921.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os comentários de quinta-feira, proferidos por Zelensky espoletaram reações no Kremlin. É um "apelo para começar outra guerra mundial", disse o porta-voz Dmity Peskov. Já Lavrov disse que os comentários do presidente ucraniano demonstram que a Rússia tinha razão quando lançou a operação militar especial na Ucrânia.
"Zelensky pediu à NATO um ataque nuclear preventivo contra a Rússia. Isto demonstra ao mundo outra prova da ameaça do regime de Kiev", disse Lavrov.
A entrevista à BBC aconteceu horas depois de Joe Biden ter classificado a ameaça nuclear russa como o "Armagedão". O mundo está a viver uma crise nuclear parecida com a crise dos mísseis em Cuba, disse o presidente norte-americano citado pelo canal de televisão.
(notícia atualizada às 23h20)
*com agências
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-diz-que-a-russia-esta-a-preparar-a-sua-sociedade-para-um-possivel-conflito-nuclear
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Estamos outra vez à beira do Apocalipse?
MadreMedia 7 out 2022 18:56
A opinião de José Couto Nogueira
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Estou a ser alarmista? Talvez. Mas não sou o único. Michael Dobbs, no New York Times, afirma que “durante seis décadas, a crise dos mísseis em Cuba tem sido vista como a maior confrontação da nossa época, a mais próxima da aniquilação nuclear. A guerra na Ucrânia apresenta um perigo pelo menos da mesma magnitude, sobretudo agora, depois de Vladimir Putin se ter encurralado num canto, ao declarar que grandes áreas da vizinha Ucrânia pertencem à Rússia 'para sempre'”.
Mesmo assumindo que o Sr. Putin é um protagonista racional que não deseja um confronto nuclear, a assumpção não é necessariamente garantida. Ao contrário do que se julga, o maior perigo de uma guerra nuclear em Outubro de 1962 não se deveu a um confronto olhos-nos-olhos entre Khrushchev e Kennedy, mas à incapacidade de ambos em controlar os acontecimentos que tinham desencadeado.
Analistas e especialistas militares apresentam os mesmos receios, baseando-se nos factos que ocorreram há exactamente 60 anos. Na altura, nem Khrushchev nem Kennedy queriam chegar ao ponto de não-retorno, mas vários incidentes no terreno (que seria agora entediante recordar, mas podem ser revistos aqui, podiam ter ultrapassado as vontades dos dois protagonistas.
A situação conjuntural presente é, com certeza, muito diferente. Na altura, tratava-se de movimentações de peças num jogo de xadrez, digamos assim, para as colocar em boa posição para uma eventual guerra. O perigo resolveu-se com a deslocação dessas peças, num acordo que só muito mais tarde foi conhecido: os soviéticos retiraram os mísseis de Cuba e os norte-americanos recuaram os que tinham instalados na Turquia.
Agora, a guerra já está a decorrer. Putin pode não estar a perdê-la, mas certamente não a está a ganhar. Já perdeu a face uma vez, ao falhar o objectivo inicial de ocupar Kiev em poucos dias, e está a perdê-la de novo, ao ver as suas tropas recuar e perder terreno no nordeste e sudeste da Ucrânia. Impossibilitado de reconhecer o desaire — pela sua própria natureza e pela agora evidente aposta no sonho de reconstruir a ex-USSR —, decidiu subir a parada. Incorporou na Federação Russa territórios ucranianos que nem sequer ocupa totalmente — e cada vez menos —, transformando assim qualquer ataque na região numa invasão à “mãe pátria”. No dia 21 anunciou a mobilização de reservistas, o que implicitamente equivale a transformar a “operação militar especial” numa guerra. E, esta semana, no seu primeiro discurso público oficial desde 24 de Janeiro, afirmou que o confronto era um “conflito existencial contra o Ocidente”, ou seja, uma questão de sobrevivência do país, e que portanto podia recorrer a quaisquer meios para se defender, inclusive armas nucleares.
Tal como em 1962, a subida de tom de um lado levou à subida de tom do outro. Biden, citado por todos, inclusive pelo Guardian, respondeu que “temos a ameaça nuclear, se as coisas continuam por este caminho. Estamos a tentar perceber qual é a saída de Putin. Onde é que ele encontra uma porta? Como é que ele fica, se perder não só a face como um poder significativo?”.
Ele e os responsáveis da NATO afirmaram que o uso de armas nucleares, mesmo tácticas (isto é, pequenas e localizadas), teria uma resposta imediata, sem dizer qual seria — por enquanto.
A grande questão, debatida por pequenos e grandes, é exactamente essa: até onde irá Putin. (Por acaso fez agora 70 anos e, portanto, como qualquer homem da sua idade, vê o horizonte de vida mais próximo.) A curto prazo, não parece que a sua liderança esteja em perigo, mas a cada dia que passa diminui de prestígio, tanto dentro como fora da Rússia. Por um lado, a mobilização foi mal recebida pelos russos, que até agora viam a “operação militar” como uma coisa distante. Muitos recusaram-se a ser alistados e centenas de milhar têm fugido do país — os números variam e estão sempre a mudar, mas são notórios.
Os fugitivos representam as mais aptas cabeças do país, o que terá efeitos a curto e longo prazo. Aqui não resisto a citar Tom Friedman, no New York Times: “A transformação da Rússia numa Coreia do Norte está a transformar um país que já deu ao mundo os mais famosos autores, compositores, músicos e cientistas numa nação mais adequada a fabricar batatas fritas (potato chips) do que microchips, a ganhar fama mais pela roupa interior envenenada do que pela alta costura, e mais concentrada em abrir os seus reservatórios subterrâneos de gás e petróleo do que os reservatórios à superfície de génio e criatividade. O mundo inteiro fica diminuído com a diminuição da Rússia feita por Putin”.
Friedman é um pouco exagerado; nem a Coreia do Norte tem uma cultura e massa crítica comparável à Federação Russa, nem o mundo inteiro fica diminuído com a repressão putinista. Mas a elegância do texto tem razão de ser, porque não só os que fogem como também os que ficam e perderam a voz representam uma perda que demorará décadas a recuperar — depois do regime de Putin, que não se cabe quando acabará.
E, quando acabar, o que pode acontecer também não é um prognóstico muito optimista. Na Rússia não há oposição à ditadura que se veja; a única figura com prestígio é Navalny, que está preso por décadas, e qualquer afirmação ou manifestação menos elogiosa dá direito a penas extensas. Por outro lado, existe um grupo variado de intelectuais, empresários e militares que considera Putin demasiado fraco e quer uma acção mais musculada na Ucrânia. Não existe nenhum mecanismo constitucional ou legal para substituir Putin; na URSS esse papel era cumprido pelo Politburo, que desapareceu e a Duma (parlamento) não tem esses poderes. Pelo que se vê e ouve nos media e nas redes sociais, a corrente de extrema-direita, chamemos-lhe assim, parece a mais forte em termos de eliminar ou demitir Putin. O resultado, do ponto de vista da ameaça nuclear, seria ainda pior.
A tese da “crise existencial” da Rússia tem raízes históricas e, ao longo da história, justificou muitas atitudes agressivas das sucessivas ditaduras que dominaram o país. A ideia de que a Rússia não tem o devido papel no concerto das nações e é minimizada pelos países europeus determinou as políticas de Nicolau II e de Estaline.
A NATO, que é uma aliança defensiva, sempre foi vista como uma iniciativa ofensiva dos Estados Unidos. De facto, a NATO tem sido a desculpa para a Europa descurar completamente a sua defesa — contra a Rússia ou outro inimigo —, protegida pela “sombrinha” do poder militar norte-americano. Estava nos cuidados intensivos, sobretudo depois de Trump a ter considerado um “mau negócio” e reduzida a um clube de generais dos países participantes, que se reuniam de vez em quando para brincar às guerras — teoricamente, porque nenhum país europeu tem forças armadas que se vejam. (Esta semana, na nossa AR, o PCP, numa das suas tiradas surreais, chamou a aliança de “fascista”, uma etiqueta que perdeu completamente o sentido. Actualmente não há regimes nem alianças internacionais estritamente fascistas. Adiante.)
Putin foi realmente o grande revitalizador da NATO — isto já foi dito milhares de vezes. Tivesse respeitado a integridade da Ucrânia, os membros da aliança continuariam alegremente a enriquecê-lo com as compras de petróleo e gás, e não pensariam em rearmar-se. Mesmo agora, que estão francamente assustados com a invasão, não consideram ameaçar a existência da Rússia, apenas contê-la.
Mas as raízes históricas cá estão. Putin, ou quem o suceder, pode muito bem sentir-se obrigado a cumprir a missão imaginária de salvar a pátria. Ainda esta semana, o patriarca da igreja ortodoxa disse em Moscovo que foi Deus que colocou Vladimir Putin no poder. Com o apoio divino, não há nenhuma opção que esteja fora de cogitação — inclusive o Apocalipse.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/estamos-outra-vez-a-beira-do-apocalipse
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Em atualização Ucrânia: Ponte entre Rússia continental e Crimeia abalada por enorme explosão. Moscovo já abriu uma investigação criminal
MadreMedia
8 out 2022 08:31
A ponte que liga a Rússia continental com a península da Crimeia está em chamas, informaram as agências de notícias RIA Novosti e Tass, que citam um responsável russo local.
(https://i.ibb.co/VThTm8z/Captura-de-ecr-2022-10-08-095837.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A mesma fonte indicou que se trata de um depósito de combustível que se incendiou, tendo sido cortada a circulação rodoviária na ponte.
Entretanto, o Comité de Investigação Russo disse que "abriu uma investigação criminal relacionada com o incidente na ponte da Crimeia", adiantando que a explosão ocorreu depois de "um camião ter explodido".
(https://i.ibb.co/QY3JZw3/Captura-de-ecr-2022-10-08-095857.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Segundo o Comité Nacional Anti-Terrorismo da Rússia, um camião bomba acionou sete vagões que transportavam combustível para pegar fogo, resultando num “colapso parcial de duas secções da ponte”.
Trata-se de um ponto de acesso chave que Rússia construiu depois de ter ocupado e anexado a Crimeia da Ucrânia, em 2014, em violação do direito internacional.
O incêndio ocorreu horas após as explosões terem atingido a cidade ucraniana de Kharkiv, esta manhã.
O autarca de Kharkiv, Ihor Terekhov, disse na plataforma de mensagens Telegram que as explosões resultaram de ataques de mísseis no centro da cidade, não existindo informação de baixas até ao momento.
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ponte-entre-russia-continental-e-crimeia-abalada-por-enorme-explosao
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Bill Browder: "Se os ucranianos conseguirem expulsar os soldados russos, Putin não tem condições para continuar no poder"
Salomé Leal
8 out 2022 09:00
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=NWRmVoldU/vqzvyAQN7p0KTVRLVn4+8l5TsYYF/BFwRTUNBGSpjz/CIaKWS0l4uI2JFD2Zj/Ee6suJu6PEtnlzTZS3E6jWy+mRH0ECbQ4NJEHLc=)
© Inês França
Em passagem por Portugal para a apresentação do seu mais recente livro, "Dinheiro Sujo", Bill Browder concede uma entrevista ao Polígrafo. Fala sobre a guerra da Ucrânia, sobre a sua própria guerra com Vladimir Putin e traça cenários negativos para os próximos tempos: "Nenhum dos lados está preparado para se render."
Há sete meses que Vladimir Putin começou uma guerra na Ucrânia. É expectável que acabe em breve?
Não. Eu acho que, nesta guerra, nenhum dos lados está preparado para se render. Por um lado, Putin não pode mostrar nenhum sinal de fraqueza, não pode mostrar compromisso. Por outro, os ucranianos têm sido tão vitimizados, tão massacrados, que não há capacidade para se comprometerem de igual forma. Em cima disto, estamos agora a verificar que nenhum dos países tem uma vantagem militar decisiva. É claro que a Ucrânia conseguiu afastar as tropas russas de determinadas regiões, mas temos agora uma Rússia preparada para trazer para o terreno 300 mil soldados. A minha previsão é que isto se vai prolongar durante algum tempo.
Certo, mas não estaremos prestes a assistir a uma paragem forçada durante os meses de Inverno? Ou pelo menos parcial, já que é praticamente impossível fazer progressos em terreno nevado e sob temperaturas gélidas. O que é que podemos esperar da guerra nos próximos meses, nomeadamente em termos de meios para combater?
A Rússia e a Ucrânia começaram esta guerra nos meses de inverno, a 24 de fevereiro. Não me parece que vá ser feita uma pausa nos próximos meses. Agora, é claro que podemos esperar uma guerra energética, que aliás já começou. Começou com o fecho das torneiras do gás, nomeadamente através do gasoduto Nordstream. Além disso, também as explosões que tiveram lugar nos últimos dias são parte desta nova guerra energética. E parece-me claro que Putin vai fazer todos os possíveis para conseguir prolongá-la...
Armas nucleares?
Não. Armas nucleares são uma possibilidade, é um facto, mas eu acho que continua a existir uma escalada a vários níveis entre o momento que vivemos agora e um possível ataque nuclear. Ou seja, não prevejo que vá acontecer.
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© Inês França
Acredita que a Ucrânia continua a ser um peão importante para a Rússia? Ou, neste momento, já se trata de reconquistar a honra perdida?
Esta guerra nunca foi sobre a Ucrânia ou sobre a Rússia. Sempre foi sobre Vladimir Putin a tentar desesperadamente continuar no poder. E sempre se soube que começar uma guerra é uma boa forma de manter no poder quem lá está.
Mas vamos imaginar que Putin perde o Donbas, ou até a Crimeia. Há condições para o Presidente russo continuar no poder?
Não. Se os ucranianos expulsarem os soldados russos da Ucrânia, Putin não tem condições para continuar no poder. O que nos leva às conclusões óbvias: ele vai usar tudo o que pode e o que não pode para não chegar a esse resultado.
Reconhece que a NATO teve a sua quota de impacto nesta guerra? Afinal, havia uma promessa a ser cumprida em termos de avanços para o leste...
A NATO não provocou guerra nenhuma. Porque no caso de realmente ter provocado, porque é que Putin não está em guerra com a Finlândia e com a Suécia neste momento, dois países que se juntaram recentemente à NATO? A Finlândia sempre prometeu ficar neutra e depois integrou a Aliança Atlântica. Além disso, o próprio Putin disse que se a NATO se expandisse para leste este entraria em guerra com toda a gente. Mas não o fez... Mais uma vez, esta é uma guerra sobre ficar no poder.
Enquanto homem que tentou durante vários anos perceber o que pensa Putin, como crê que esta guerra vai acabar?
Não acho que vá acabar. Nesta situação o mais comparável seria a Guerra do Irão-Iraque, em que nenhum dos lados tinha uma vantagem decisiva e que se prolongou durante cerca de oito anos e meio até que ambos ficaram exaustos e pararam.
Mas as guerras têm custos financeiros... Há condições para prolongar este conflito durante anos?
Não. E essa é uma grande questão: de que lado está o tempo? Putin aposta tudo em como no Ocidente nós não temos a capacidade para sustentar os elevados preços de petróleo, do gás, dos alimentos... E nós estamos, deste lado, a apostar tudo nas sanções, esperanto que, se as conseguirmos utilizar da melhor forma possível, Putin vá ficar sem dinheiro.
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© Inês França
Era precisamente sobre sanções que queria falar agora: acredita que o facto de as estarmos a aplicar a oligarcas russos e até a Vladimir Putin nos esteja a trazer os resultados desejados?
Há ínumeros resultados distintos entre aqueles que desejamos: o principal é privar Putin do seu dinheiro.
E conseguimos?
Não. Nós já congelámos 350 mil milhões de dólares em reservas do Banco Central do Governo russo. Indo atrás dos oligarcas, estamos também a congelar o dinheiro de Putin, é um facto, mas ainda há muito dinheiro que entra no país sem ser através dos oligarcas. Fontes como o petróleo, o gás... As receitas com estes recursos são de cerca de mil milhões de dólares por dia. Enquanto esse dinheiro continuar a entrar no país, estamos longe de atingir os nossos objetivos.
É mais ou menos sabido que o Ocidente está a sofrer mais com a guerra do que a economia russa...
Isso não é verdade. A economia da Rússia está em terríveis condições. Milhares de empresas retiraram-se do país... o sistema bancário russo está congelado, as pessoas não conseguem levantar dinheiro dos próprios bancos...
Portanto a ideia de que continua tudo bem é uma imagem falsa criada pela Rússia?
É simplesmente desinformação. Acredito que a Rússia esteja a sofrer 10 ou 15 vezes mais do que o Ocidente.
No seu mais recente livro, "Dinheiro Sujo", auto-intitula-se como inimigo número um de Vladimir Putin. Não lhe parece manifestamente exagerado esse título? Quer dizer, depois da guerra criada contra Zelensky, depois de Alexei Navalny ter sido envenenado...
Quando chegámos a uma conclusão relativamente ao título do livro nenhuma dessas duas coisas tinha acontecido. Foi seguramente antes da guerra na Ucrânia, pelo menos. Portanto, neste momento, diria que Zelensky é o inimigo número um de Putin. Depois colocaria Navalny em segundo lugar e acho que posso ocupar a terceira posição.
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© Inês França
Recuando ao seu passado, como era ser o homem capitalista numa família de comunistas? O seu avô era líder do partido comunista dos Estados Unidos, tanto quanto sei.
Era bastante irritante, na verdade. Toda essa filosofia é algo que eu nunca pensei que encaixasse comigo. Sempre achei tudo bastante exasperador e foi isso que inspirou a minha rebelião. Nós tínhamos em casa o pequeno livro vemelho do Mao [Tse Tung] e todo o tipo de livros que envolviam Marx e a América... o meu avô até escreveu ensaios sobre isso.
Uma boa motivação para ir para a Rússia. Enquanto homem de negócios e de dinheiro, acha que não é bem-vindo na Europa? Isto apesar de ter nacionalidade britânica...
É verdade. Há um preconceito contra pessoas dos negócios, homens de negócios bem sucedidos em particular, na Europa. Diria até que não há uma cultura de celebração de sucesso financeiro. Por outro lado, se fores a Dallas, no Texas, sendo um homem de negócios e com sucesso, as pessoas adoram-te. E lá, quando as pessoas são bem sucedidas, elas mostram que o são. Têm orgulho. Diferentes lugares têm diferentes culturas e visões sobre o dinheiro e o sucesso. Mas no final do dia, os sentimentos que as pessoas na Europa nutriram sobre mim e sobre os meus negócios foram superados pelo sentimento de indignação relativamente ao que Putin estava a fazer. E foi assim que eu consegui passar algumas leis cá...
Precisamente... as suas ideias foram muito bem recebidas nos Estados Unidos, nomeadamente quando apresentou a Lei Magnitsky, de que vamos falar mais à frente. Qual era a sua relação com Barack Obama na altura?
Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente. Mas os meus objetivos iam claramente em direção contrária aos deles. O principal objetivo dele, por exemplo, era fazer aquilo a que chamava o "Reset russo", precisamente porque queria começar do zero as relações dos Estados Unidos com a Rússia e isso significava fazer vista grossa aos abusos de direitos humanos, significava não desafiar a Rússia em quase todas as questões problemáticas que chegavam daquele país... E isso tornou-se um problema, porque eu queria criar consequências que atingissem diretamente Vladimir Putin. Quando comecei a trabalhar na Lei Magnitsky, ele fez todos os possíveis para sabotar o meu trabalho porque ia contra os seus objetivos.
Quando Donald Trump chegou, a situação alterou-se?
Nem por isso. Mudou e não mudou... Eventualmente, o Obama não conseguir parar-me, já que nos Estados Unidos existem têm duas fontes de poder: o executivo, que é o Presidente, e o legislativo, que é o Congresso. O poder legislativo, durante o período em que eu estava em campanha, passou dois tipos de Actos Magnitsky. Um primeiro, que era especificamente dirigido para a Rússia, e um segundo, que abrangia o mundo inteiro. Tudo isto aconteceu com Obama no poder. E foi ele, inclusive, que assinou as duas leis. Agora, quando o Trump chegou... Não acho que ele tenha prestado sequer atenção ao Ato Magnitsky. Ou sequer mostrado interesse em saber do que se tratava. Mas o Governo dele foi bastante bom no que respeita a pô-lo em prática.
Sim... As contas mostram que Trump utilizou este ato em várias situações, vários casos...
E eu fiquei muito grato por isso. Acontece que o Trump, enquanto pessoa, tinha todas estas ideias malucas sobre Putin, inclusive a de me entregar à Rússia em troca de algo...
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© Inês França
Recordar-se-á certamente do momento em que foi à Rússia pela primeira vez avaliar a frota de pesca em Murmansk... sabia de antemão que esta seria a oportunidade de uma vida? Quer dizer, 99% de desconto, como diz, não é de se desperdiçar...
Quando vi a frota de pesca, avaliei os barcos em cerca de dois mil milhões de dólares, sendo que podia comprar metade da frota por dois milhões e meio. Nessa altura tornou-se bastante claro para mim que este era um dos meus maiores negócios...
Foi a partir daí que deu o salto para se tornar no maior investidor estrangeiro na Rússia?
Foi sobretudo isso que me inspirou a tornar-me no maior investidor na Rússia, sim.
Enquando auto-nomeado capitalista, como é que descrevia a Rússia de Putin? Politica e economicamente
Chamar-lhe-ia uma cleptocracia. Isto porque não há uma única pessoa que vá para os serviços do Governo sem ter o objetivo de roubar dinheiro. E estamos a falar de um espetro que vai desde os polícias de trânsito até ao Presidente do país. Assim sendo, eu diria mesmo que se trata de um Estado-máfia e até de um Estado fascista, de certo modo, já que o Governo reprime os povos de maneira a permitir-se a si próprio roubar todo o dinheiro.
Basicamente, as profissões mais bem pagas na Rússia são, por exemplo, estar nos departamentos da Polícia, no KGB... Qualquer agência governamental que tenha o poder para fazer das pessoas reféns. São esses os cargos que acabam por fazer mais dinheiro, até porque muitas vezes obrigam à prática de raptos e coisas semelhantes...
Já repetiu por várias vezes que Vladimir Putin se tornou um oligarca e não um Presidente. Quando é que isso aconteceu e porque é que acabou consigo a ser expulso da Rússia?
Quando Putin chegou ao poder na Rússia, havia 22 oligarcas que detinham 40% do país. O que ele fez de imediato foi prometer que se ia livrar de todos esses oligarcas, mas como? O primeiro passo foi prender o oligarca mais rico da Rússia, Mikhail Khodorkovsky. Putin levou-o a tribunal e permitiu que os canais de televisão fossem até lá e filmassem este homem a ser julgado. Como é óbvio, isto teve um efeito profundo nos outros oligarcas, que se dirigiram então a Putin e perguntaram: "O que é que temos que fazer para não acabarmos numa cela?" Putin respondeu: "50%." Tudo isto aconteceu em 2004, o ano em que Putin se tornou o maior oligarca russo e o ano a partir do qual os nossos interesses começaram a divergir. Antes disso, ele estava bem com o facto de eu desafiar oligarcas. Depois disso, enquanto oligarca, ficou bastante descontente com a minha presença.
Num artigo da revista "TIME" é o próprio Bill que diz que há um rasto de mortos diretamente relacionado com a vontade que Putin tem de o ver a si morto. Podia ter saído, em 2005, mas decidiu começar uma guerra pessoal com Putin. Porquê essa escolha e porquê continuar até hoje?
Eu fui expulso em 2005 e fiz, de imediato, duas coisas: trouxe todas as pessoas à minha volta comigo e tirei todo o nosso dinheiro da Rússia. Aí, pensei que fosse esse o fim da história. Acontece que o meu escritório em Moscovo, que mantive, foi invadido em 2007 e a polícia apreendeu todos os nossos documentos. Depois, abriram um processo criminal contra um dos meus funcionários para conseguirem chegar à negociação. Nessa altura, a minha motivação inicial era parar esse processo. Só que depois eles conseguiram abrir os documentos e usaram-nos para roubar 230 milhões de dólares em impostos que nós tínhamos pago ao Governo russo. Mais tarde, foi aberto um processo criminal contra mim e as coisas começaram a escalar. De tal forma que nunca houve um momento em que eu sentisse que podia simplesmente esquecer aquilo tudo.
Portanto está tecnicamente preso?
Estou preso. Esta não foi uma guerra que eu escolhi, foi uma guerra que eles escolheram começar.
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© Inês França
O seu advogado, Sergei Magnitsky, foi torturado, privado de cuidados médicos e encontrado morto na sua cela de orisão em Moscovo, logo após ter descoberto a tal fraude dos 230 milhões de dólares de que falávamos há pouco... Houve uma justificação legal para ele ter sido preso?
Não. Não houve. Foi tudo fabricado. Ele não fez nada e não havia sequer um argumento legal que eles pudessem ter apresentado para justificar a prisão dele. Vieram atrás de mim e atrás dele, foi tudo feito com base em motivação política.
Na sequência da morte de Magnitsky, em 2012 o Congresso dos EUA aprovou uma lei, com o mesmo nome, que impôs sanções a uma lista de funcionários russos que se acredita serem responsáveis por graves violações de direitos humanos, congelando quaisquer bens que detenham nos EUA e proibindo-os de entrar nesse território. Quão eficazes são essas sanções e o que é que está a ser feito atualmente, durante a guerra de Putin, através do Ato Magnitsky?
Estas sanções são bastante efetivas e são-no de duas formas diferentes: primeiro, são devastadoras para a pessoa que está a ser sancionada, porque não só os seus ativos ficam congelados nos Estados Unidos como no resto do Mundo nunca mais ninguém lhes quererá tocar, porque a verdade é uma: ninguém quer violar sanções dos Estados Unidos; segundo, elas são ainda mais poderosas, não para quem é sancionado, mas para quem tem medo de ser sancionado. Cria-se quase um clima de medo à volta dos "bandidos", que começam a pensar que podem ser os próximos.
O que eu fiz foi andar atrás de membros do congresso e de membros do Parlamento Europeu, do Parlamento britânico, do Parlamento canadiano, reunindo-me com cada um deles individualmente e explicando-lhes a lógica das sanções, quão importantes e quão úteis elas eram. Ao fazer isto, consegui criar um modelo do Ato Magnitsky, que está agora a ser usado de cada vez que a Rússia faz algo terrível novamente. Congelam-se os bens e proíbem-se os vistos. O Ato Magnitsky foi a ideia original que nos levou até onde nos encontramos agora em termos de sanções.
Tem noção de quantas pessoas já foram "vítimas" do Ato Magnitsky?
Nós sabemos até ao momento que há 500 pessoas em empresas que estão na lista global "Magnitsky". E creio que há agora cerca de duas mil pessoas que foram sancionadas pela União Europeia (UE) através das sanções relacionadas com a Ucrânia.
Mas a União Europeia não foi tão recetiva...
Os Estados Unidos passaram o Ato Magnitsky logo em 2012, como disse. Por outro lado, só em dezembro de 2020 é que a União Europeia passou a sua própria versão deste Ato. O facto é que eles não o utilizaram assim tanto, desde então, e nós estamos a tentar mudar isso. Mas a verdade é que estão a ser bastante assertivos no que toca à Ucrânia. Provavelmente melhor do que qualquer outra região do mundo... sobretudo se tivermos em conta os nomes das pessoas que foram sancionadas.
Às vezes parece subestimar o poder de Putin e o que ele pode fazer consigo. Estamos seguros, neste momento?
Acho que nesta sala, agora, provavelmente estamos seguros, sim. Mas a verdade é que ninguém sabe. Tenho que ser sempre bastante cuidadoso em termos de como vivo o meu dia-a-dia, porque qualquer coisa pode acontecer com base neste ódio que Putin tem por mim.
Já se convenceu alguma vez de que alguém estava a persegui-lo?
Sim. Em 2015, por exemplo, fui informado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de que havia um plano para me raptar e para me levar de volta à Rússia. Isto porque Putin estava verdadeiramente zangado comigo depois de o Ato Magnitsky ter passado, então decidiu começar a seguir-me pelo mundo, inclusive com mandatos de prisão da Interpol e ameaças de rapto. A intenção era levar-me de volta para a Rússia para que me pudessem torturar, obrigar-me a fazer uma confissão falsa e matar-me na prisão.
A verdade é que tornou a sua história muito pública. Se algo acontece, os dedos vão estar apontadas para Putin. Isso está a fazê-lo recuar?
Sim, acho que isso pode estar a ajudar. Mas a verdade é que todos sabiam quem era Boris Nemtsov e eles [Governo russo] mataram-no na mesma... ou seja, neste momento não tenho nenhuma garantia segura. O que sei é que o facto de ser um caso público aumenta o preço do que quer que seja feito contra mim. E se o preço for demasiado alto é possível que eles pensem numa forma mais fácil de me levar de volta, como a extradição ou a Interpol.
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© Inês França
Há uma guerra de desinformação em andamento que é sobretudo notória na Rússia. A guerra alimentou o "monstro" e Putin tem produzido cada vez mais notícias falsas. No entanto, como diz no seu livro, a Rússia é um dos países mais transparentes do mundo, política e economicamente falando. Assim sendo, porque é que continuamos a acreditar no que nos chega?
Nós conhecemos a verdade. Mas Putin é uma espécie de Joseph Goebbels (Ministro da Propaganda na Alemanha Nazi) da Rússia: quanto maior a mentira, mais fácil é que as pessoas acreditem nela. Não importa o que as pessoas consigam ver com os seus próprios olhos, eles acabam por fazer com que acreditemos em ideias malucas.
A Rússia tentou, nos últimos meses, passar uma imagem de alegria e tranquilidade nas ruas, mas a mobilização mostrou que as pessoas não estão muito satisfeitas com o que está a acontecer. O que é e o que não é encenado naquele país?
A moeda é encenação. Se olharmos para a taxa de câmbio do rublo neste momento não estamos a ver os números verdadeiros. As pessoas não podem tirar dinheiro dos bancos, não podem trocar dinheiro. Tudo isto ao mesmo tempo que o dinheiro proveniente do petróleo continua a entrar no país.
Também não acredito que a Rússia tenha forças militares tão fortes quanto eles garantem. É mais uma "fake news". Aliás, estamos a vê-la ser desmascarada com a péssima performance na Ucrânia. Além disso, o Governo fala como se se importasse com o interesse nacional russo, mas, ao roubar tanto dinheiro, como pode realmente estar importado?
No que diz respeito à coesão da UE, a eleição de Giorgia Meloni em Itália pode funcionar como apaziguador?
Em teoria, sim. A União Europeia exige unanimidade para tomar decisões de política externa. Assim, a cada seis meses há uma revisão das sanções que são aplicada. Na teoria ela pode dizer: "Sabem que mais, nós vetamos todas estas sanções" e, a partir desse momento, não há nada que a União Europeia possa fazer. A não ser que os páises, individualmente, sancionassem a Rússia... mas a União Europeia deixaria de conseguir impor as sanções em todo o seu território.
Mas a verdade é que eu acho que a Itália tem bastantes items na agenda que não apenas o facto de serem nacionalistas e nos quais têm que pensar. A ideia de que eles poderiam perder dinheiro da União Europeia ao irem contra aquilo que a UE pretende fazer. Há muito dinheiro em jogo.
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Fonte: poligrafo.sapo.pt Link: https://poligrafo.sapo.pt/internacional/artigos/bill-browder-se-os-ucranianos-conseguirem-expulsar-os-soldados-russos-putin-nao-tem-condicoes-para-continuar-no-poder
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Presidente bielorrusso ofereceu um ‘voucher’ a Putin no seu 70.º aniversário…para comprar um trator
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:11, 7 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin, presidente da Rússia, completou 70 anos esta sexta-feira e teve direito a receber presentes de vários líderes de países da antiga União Soviética, que foram ao Palácio Konstantin, em São Petersburgo, a fim de deixar as prendas de aniversário.
Entre os presentes esteve Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia, que ofereceu a Putin um presente que é, simultaneamente, especial e insólito: um trator.
O autocrata bielorrusso não apareceu em São Petersburgo com o veículo, mas sim como um vale-presente. A escolha de um trator é simbólica, já que o veículo é um dos grandes orgulhos da produção industrial bielorrussa desde os tempos da URSS.
Lukashenko adiantou aos jornalistas que o trator que ofereceu a Putin é de um modelo muito semelhante ao que o próprio usa no seu jardim.
Não se conhece, para já a resposta de Putin ao presente, que foi revelado pelo gabinete presidencial de Lukashenko. No arranque da cimeira informal da Comunidade de Estados Independentes (CEI), em São Petersburgo, Putin optou antes por usar o seu discurso para pedir aos seus homólogos o desenvolvimento de medidas para resolver e sanar os conflitos existentes entre países da antiga União Soviética.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/presidente-bielorrusso-ofereceu-um-voucher-a-putin-no-seu-70-o-aniversario-para-comprar-um-trator/
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Nova equipa da AIEA assume funções na central nuclear de Zaporijia
MadreMedia / Lusa
7 out 2022 19:38
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Uma nova equipa da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), integrada por quatro peritos, assumiu a missão de apoio e assistência da agência para o nuclear da ONU na central nuclear de Zaporijia, sudeste da Ucrânia e sob controlo russo.
Em comunicado hoje divulgado na sua conta Twitter, o organismo para o nuclear da ONU esclarece que diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, “confirmou que foi concluída a primeira rotação” desta missão na Ucrânia.
“Uma nova equipa reforçada com peritos em segurança e controlo da AIEA encontra-se na central” e prosseguirá a “indispensável missão”, acrescenta o texto.
Os quatro peritos que agora substituem os dois funcionários que estavam na central desde o início de setembro “apoiarão a zona de proteção da segurança nuclear” em torno da central de Zaporijia, que Grossi pretende confirmar durante as próximas reuniões com Moscovo e Kiev.
A AIEA tem alertado desde há vários meses sobre o perigo de um acidente nuclear nestas instalações, pelo facto de a central se encontrar numa zona de guerra e ser alvo de numerosas explosões e bombardeamentos.
O exército russo ocupou a central no início de março passado. Considerada a maior instalação do género na Europa, com seis reatores nucleares VVER-1000, não está a produzir energia elétrica desde 11 de setembro.
Na quarta-feira, o Presidente russo Vladimir Putin anunciou a nacionalização da central nuclear, que até ao momento continua a ser operada por funcionários e trabalhadores ucranianos.
Ao ser questionado na quinta-feira sobre a nacionalização da central por parte da Rússia, o diretor-geral disse ser um tema relacionado “com o direito internacional” e um “assunto complexo”.
Após sublinhar que as anexações “não se aceitam pelo direito internacional, nem pela Carta das Nações Unidas nem por outros instrumentos, Grossi concluiu que “a nossa posição é que é esta instalação é uma instalação ucraniana”, e escusou-se a comentar a atual situação militar no terreno, apenas desejando “que a guerra termine”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nova-equipa-da-aiea-assume-funcoes-na-central-nuclear-de-zaporijia
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Rússia continua a lançar ataques a Zaporizhzhia
8 de outubro 2022 às 09:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/7/834411.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Os serviços de emergência ucranianos descobriram novas vítimas mortais provocadas pela mais recente ofensiva militar russa em Zaporizhzhia.
Os mais recentes ataques da Rússia a Zaporizhzhia, cidade onde se encontra a maior central nuclear da Europa, sob o poder dos russos, fizeram pelo menos 11 mortos, soube-se depois das autoridades terem descoberto novos cadáveres resultantes da ofensiva desta quinta-feira.
Os serviços de emergência ucranianos afirmaram que recuperaram os corpos de oito civis dos escombros de um edifício residencial e o secretário do conselho municipal de Zaporizhzhia, Andrii Kurtiev, revelou que pelo menos 15 pessoas ainda estão desaparecidas.
O chefe da administração militar regional da cidade, Oleksandr Starukh, afirmou que pelo menos 21 pessoas foram resgatadas e que existem equipas ainda no terreno a trabalhar para encontrar sobreviventes.
«Não há objetivos militares importantes perto do local atingido, apenas prédios civis e apartamentos», explicou Starukh.
Esta nova ofensiva russa, que terá sido feita com recurso a drones, foi descrita como uma «chantagem nuclear» pelo Presidente ucraniano.
«A captura da central nuclear de Zaporizhzhia representa uma chantagem nuclear e a tentativa de exercer pressão sobre o mundo e a Ucrânia», disse Volodymyr Zelensky, citado pelo Guardian. «Podem até nem estar a usar as armas, mas ainda assim podem estar a chantagear ao não ter ninguém trabalhar na central nuclear. As pessoas não estão a receber eletricidade», explicou.
A Rússia capturou esta central nuclear em março, pouco depois de invadir a Ucrânia, e o Presidente Vladimir Putin ordenou, esta quarta-feira, que o seu governo assumisse o controle total sobre suas operações.
A central de Zaporizhzhia é a maior da Europa e, até ao momento, é a equipa técnica ucraniana que continua a operá-la, apesar da ocupação do local pelas forças russas.
Reagindo às acusações do Presidente ucraniano, o Kremlin afirmou estar «totalmente comprometido» em não permitir que aconteça uma guerra nuclear.
«Não pretendemos participar nesse terrível discurso dedicado a empolar a retórica nuclear. O grau aumenta cada vez mais, mas isso deve-se a estruturas e países centrados na NATO», disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.
Estas afirmações chegam depois do chefe da diplomacia da União Europeia (UE) ter considerado que a guerra na Ucrânia entrou «numa fase perigosa» devido ao «cenário assustador» desencadeado pela ameaça nuclear.
«A guerra continua e as notícias do campo de batalha são boas para a Ucrânia. A Ucrânia está a voltar à ofensiva, [mas] a guerra entrou numa nova fase, uma fase que é sem dúvida perigosa porque estamos perante um cenário assustador, ao qual não devemos fechar os olhos», assinalou Josep Borrell.
Controlo das áreas anexadas
A Rússia já não detém o controlo total sobre nenhuma das quatro províncias anexadas na semana passada, Donetsk, Luganks, Kherson e Zaporijia, depois das tropas ucranianas avançaram dezenas de quilómetros em Kherson e de obterem ganhos adicionais no leste.
Os militares russos reconheceram, esta terça-feira, que as forças de Kiev invadiram a região de Kherson, no sul da Ucrânia, acrescentando que as «unidades de tanques superiores» conseguiram «penetrar nas profundezas da defesa» russa em torno das aldeias de Zoltaya Balka e Alexsandrovka.
Estes comentários estão a ser interpretados como uma confissão de que a contraofensiva no sul da Ucrânia está a ganhar um ritmo dramático, dois meses depois do seu início, escreve o Guardian.
As duas câmaras do Parlamento russo já ratificaram a adesão das quatro regiões ucranianas à Rússia, uma decisão condenada pela comunidade internacional e, esta terça-feira, o senado da Federação russa aprovou a incorporação. Estas regiões representam cerca de 18% do território ucraniano.
Contudo, parece ainda existir alguma confusão sobre onde foram traçadas as fronteiras das regiões de Kherson e Zaporijia.
A Rússia anunciou que vai «consultar» a população sobre a decisão, enquanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que ainda não foi tomada nenhuma decisão oficial sobre esta matéria nestas duas regiões.
Bielorrússia, Rússia e Ucrânia partilham Nobel
O Prémio Nobel da Paz foi, esta sexta-feira, atribuído em Oslo, na Noruega, ao ativista bielorrusso Ales Bialiatski e a duas organizações de direitos humanos – a russa Memorial e a ucraniana Center for Civil Liberties.
O Comité Nobel Norueguês escreve que os vencedores «representam a sociedade civil nos seus países de origem. Há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Fizeram um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder. Juntos, demonstram a importância da sociedade civil para a paz e a democracia».
O Comité quis «homenagear três destacados campeões de direitos humanos, democracia e coexistência pacífica nos países vizinhos Bielorrússia, Rússia e Ucrânia», que «através dos seus esforços consistentes em prol de valores humanistas, antimilitaristas e princípios de direito [...] revitalizaram e honraram a visão de paz e fraternidade entre as nações de Alfred Nobel – uma visão mais necessária no mundo de hoje».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782665/r-ssia-continua-a-lancar-ataques-a-zaporizhzhia
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Ucrânia: Kiev e Moscovo confirmam que central de Zaporijia está novamente desligada
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 09:32
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Fonte de imagem: 24
As autoridades da Ucrânia e da Rússia confirmaram hoje que a central nuclear de Zaporijia foi novamente desligada da rede elétrica após os recentes atentados noturnos dos quais os dois países se acusam mutuamente.
A operadora de energia ucraniana Energoatom confirmou, hoje de manhã, que “a última linha de comunicação com o sistema elétrico foi desligada às 00:59 locais (22:59 de sexta-feira em Lisboa)” e que a central está agora a funcionar apenas com geradores a diesel.
O administrador russo da região, recentemente anexada pela Rússia, Vladimir Rogov, referiu que a central foi desligada “em resultado do bombardeamento das tropas ucranianas”.
Segundo Kiev, a central só poderá funcionar desta maneira durante 10 dias.
“É necessário reparar e restabelecer o funcionamento das linhas de comunicação da central nuclear de Zaporijia com o sistema elétrico”, adverte a Energoatom, em comunicado hoje divulgado na rede social Facebook.
A central, a maior da Europa e atualmente sob controlo dos militares russos, já tinha sido desligada da rede elétrica em 5 de setembro.
Considerado um dos grandes pontos estratégicos da guerra, tem sido alvo de acusações mútuas da Rússia e da Ucrânia praticamente desde o início do conflito, com os dois lados a realizarem bombardeamentos que atrapalham constantemente o funcionamento da instalação.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-kiev-e-moscovo-confirmam-que-central-de-zaporijia-esta-novamente-desligada
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União Europeia condena decreto russo de controlo da central nuclear de Zaporijia
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 15:51
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A União Europeia (UE) condenou hoje "fortemente" o decreto do Presidente russo, Vladimir Putin, sobre a "apropriação ilegal" da central nuclear ucraniana de Zaporijia, a maior da Europa, e a criação de uma empresa governamental nesse sentido.
“A UE não reconhece e condena veementemente a anexação ilegal pela Rússia das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson. Consequentemente, o decreto sobre a apropriação da central de Zaporijia é ilegal, legalmente nulo e sem efeito”, disse o Alto Representante da UE para as Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell, em comunicado.
O chefe da diplomacia comunitária insistiu que a Rússia “deve retirar as suas forças e equipamentos militares e devolver o controlo da central nuclear ao seu legítimo proprietário, a Ucrânia”.
Na quarta-feira, a Rússia apropriou-se formalmente da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, ocupada militarmente há meses, o que levou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) a viajar de urgência para Kiev.
A Rússia “irá gerir as instalações nucleares da central (…) como propriedade federal”, refere o decreto, assinado por Vladimir Putin.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, anunciou a sua partida imediata para Kiev para “discutir o estabelecimento de uma zona de proteção” à volta da central nuclear ucraniana em Zaporijia, a maior da Europa.
Neste contexto, Josep Borrell afirmou ser urgente a “presença reforçada da AIEA no local e o seu acesso sem entraves à central, dado o interesse da segurança de toda a Europa”.
Além disso, pediu que seja estabelecida “imediatamente” uma zona de proteção de segurança nuclear, sem prejuízo da soberania e integridade territorial da Ucrânia, uma tarefa na qual a UE apoia fortemente os esforços do diretor-geral da AIEA.
“A UE mantém o seu apoio inabalável à independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia dentro das suas fronteiras, internacionalmente reconhecidas, e exige que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas tropas e equipamentos militares de todo o território da Ucrânia”, enfatizou Borrell.
Além disso, deixou claro que a UE “continuará a fornecer um forte apoio económico, militar, social e financeiro à Ucrânia pelo tempo que for necessário”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-condena-decreto-russo-de-controlo-da-central-nuclear-de-zaporijia
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O luto em tempos de guerra: as explicações de dois psicólogos
Sofia Gabriel
Psicólogo/a
Mauro Paulino
Psicólogo/a
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Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt
O processo de luto não é apenas originado pela morte de familiares e pessoas próximas, mas também por todas as perdas simbólicas que envolvem um contexto de guerra.
Em tempos de guerra, toda a humanidade se encontra em luto.
Por processo de luto entende-se o processo de adaptação ao mundo após experienciar uma perda significativa, a qual deixa um enorme vazio que é acompanhado por sentimentos de tristeza e desamparo.
Desta forma, o processo de luto não é apenas originado pela morte de familiares e pessoas próximas, mas também por todas as perdas simbólicas que envolvem um contexto de guerra: perda da liberdade, da sensação de segurança e proteção, da estabilidade, das expectativas e planos para o futuro, da cultura e da própria identidade.
A vivência de uma perda num contexto de guerra encontra-se associada a sentimentos de revolta, zanga, impotência e frustração, os quais são acompanhados de imagens traumáticas (por exemplo, corpos de pessoas, momento da morte de uma pessoa próxima, destruição da própria casa). Inclusivamente, para as pessoas que deixam tudo para trás e que não estão em contacto direto com as imagens da guerra, existe um risco elevado de construírem imagens mentais ainda mais violentas e traumáticas (por exemplo, pensar que o familiar foi assassinado, devido a dificuldades de contacto, e que ficou em agonia durante horas).
Em poucas palavras, existe um risco elevado de ser desenvolvido um luto traumático. As mencionadas imagens traumáticas surgem de forma automática, facilitando que a pessoa em luto sinta que está a enlouquecer e que perdeu o controlo sobre a sua própria vida, bem-estar e saúde mental. São igualmente prevalentes sentimentos de culpa (“Será que eu o poderia ter salvo?”) e raiva (“Porquê ela? O mundo é tão injusto!”).
O risco de não existir um momento de despedida e rituais fúnebres é elevado e, por sua vez, o risco de uma pessoa em luto entrar em negação e recusar-se a acreditar que a pessoa perdida morreu. Em particular, no que remete para os rituais fúnebres, a literatura da especialidade aponta que estes são importantes por três fatores, nomeadamente:
1 - São o momento de confronto com a realidade, veracidade e irreversibilidade da perda.
2 - São uma oportunidade para receber afeto, estar em contacto com a dor e expressar as emoções.
3 - Facilitam um momento de homenagem e despedida.
Surge assim um processo de luto ambíguo, frequente no caso de pessoas desaparecidas, em que os familiares não possuem “um corpo para chorar”. São comuns pensamentos como “Será que ele ainda está vivo?” e sentimentos de culpa por não procurar exaustivamente a pessoa perdida.
A nível individual, as imagens traumáticas, os sentimentos de culpa e raiva e a tendência a negar a realidade e veracidade da perda dificultam a aceitação e integração da perda na identidade, fomentando o risco de serem desencadeadas complicações no processo de luto e desenvolvidas patologias como a Depressão e Perturbação do Stresse Pós-Traumático.
Contudo, como já partilhado, não são apenas aqueles que perderam pessoas próximas que se encontram em luto, mas toda a humanidade. Neste sentido, a perda da fé, da esperança e da confiança na bondade humana vivida por pessoas de todas as partes do mundo (e não somente por aqueles que rodeiam a região em guerra), faz com que estejamos a viver um luto coletivo.
E é, em parte, esta vivência de uma experiência negativa comum que nos aproxima durante um momento de tamanha fragilidade e facilita os atos de caridade e ajuda humanitária.
Se sentir que o sofrimento causado pelas perdas reais (perda de pessoa próxima) e simbólicas (perda das expectativas para o futuro, perda de uma relação) está a impedir o seu bem-estar, peça ajuda especializada. Vivemos tempos de incerteza e medo que poderão intensificar possíveis vulnerabilidades, mas não está sozinho(a).
As explicações são de Sofia Gabriel e Mauro Paulino da MIND | Instituto de Psicologia e Forense.
Fonte: lifestyle.sapo.pt Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/fitness-e-bem-estar/artigos/o-luto-em-tempos-de-guerra-as-explicacoes-de-dois-psicologos
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Cereais ucranianos chegam a Espanha de comboio
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 16:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um comboio com cereais da Ucrânia chegou a Espanha no âmbito de um projeto-piloto que estuda a possibilidade de utilizar o transporte ferroviário como complemento ao marítimo, afetado pelo conflito com a Rússia, anunciou hoje o Governo espanhol.
A Ucrânia é um importante produtor e exportador mundial de cereais e quase todas as suas exportações são tradicionalmente feitas a partir dos seus portos do Mar Negro, mas a invasão russa do país, em fevereiro, perturbou gravemente as exportações ucranianas de cereais, fazendo subir os preços dos alimentos.
No âmbito de um projeto-piloto que visa estudar a viabilidade da importação de cereais ucranianos por via ferroviária, um comboio de mercadorias pertencente ao operador ferroviário estatal espanhol Renfe partiu de Madrid a 09 de agosto para a cidade polaca de Chelm, perto da fronteira ucraniana.
O comboio, constituído por 25 contentores de 12 metros cada, foi carregado com 600 toneladas de grãos ucranianos, antes de iniciar a viagem de regresso de 2.400 quilómetros.
Num comunicado citado pela agência France-Presse, o ministério espanhol dos Transportes disse hoje que o comboio chegou a Barcelona na quinta-feira à noite, após paragens em Lodz, na Polónia central, e Duisburg, na Alemanha ocidental.
“Este projeto permite-nos analisar a viabilidade técnica e económica do transporte ferroviário de cereais, como complemento do modo marítimo, numa altura marcada pela guerra na Ucrânia”, afirmou o ministério.
A iniciativa, acrescentou, mostrou que “no contexto atual, o transporte ferroviário de longa distância requer um grande esforço de coordenação entre os diferentes atores envolvidos no processo”.
A 22 de julho, a Rússia e a Ucrânia assinaram um acordo, apoiado pela ONU e mediado pela Turquia, para levantar o bloqueio naval de Moscovo e libertar milhões de toneladas de cereais bloqueados, ajudando a evitar uma crise alimentar global.
Desde essa altura, dezenas de navios carregados com produtos alimentares agrícolas deixaram os portos ucranianos do Mar Negro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cereais-ucranianos-chegam-a-espanha-de-comboio
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Sergei Surovikin é o novo comandante do exército russo
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 14:57
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Defesa russo anunciou hoje a nomeação de Sergei Surovikin como novo comandante para sua "operação militar especial" na Ucrânia, após reveses no terreno e sinais de crescente descontentamento entre as elites sobre a condução do conflito.
“O general do exército Sergei Surovikin foi nomeado comandante do grupo combinado de tropas na área de operações militares especiais” na Ucrânia, anunciou o Ministério da Defesa russo no Telegram.
Surovikin, de 55 anos, é um veterano da guerra civil no Tajiquistão na década de 1990, da segunda guerra na Chechênia na década de 2000 e da intervenção russa na Síria lançada em 2015.
O agora novo comandante dos soldados russos liderava, até aqui, o grupo de forças “Sul” na Ucrânia, de acordo com um relatório do ministério russo datado de julho.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sergei-surovikin-e-o-novo-comandante-do-exercito-russo
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"Parabéns, senhor Presidente". Ucranianos fazem pouco da Rússia e de Putin depois de explosão da ponte na Crimeia
MadreMedia
8 out 2022 11:57
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Sergei SUPINSKY / AFP
Apesar de não reivindicar responsabilidade pela explosão que provocou hoje o colapso de uma parte da ponte que liga a Rússia à península da Crimeia, a Ucrânia está a reagir com prazer ao rescaldo desta ação. O Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano partilhou um vídeo alusivo ao aniversário de Vladimir Putin, ao passo que no centro de Kiev já há uma instalação que celebra as explosões.
"Bom dia, Ucrânia!" É assim que Oleksiy Danilov, o Secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, legendou a publicação que fez no Twitter em reação à explosão que destruiu parcialmente a ponte Kerch, que liga a Rússia à Crimeia.
(https://i.ibb.co/Lxgz55K/Captura-de-ecr-2022-10-08-175752.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo e imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
No vídeo, é possível ver fotografias dos danos causados à ponte lado a lado com a célebre atuação da atriz Marilyn Monroe quando cantou os parabéns a John F. Kennedy quando este era presidente dos EUA, em 1962.
A inclusão desse momento icónico é uma referência ao facto de esta sexta-feira, 7 de outubro, ter sido o dia de aniversário de Vladimir Putin, presidente da Rússia, servindo assim de provocação ao líder do Kremlin.
Já Anton Gerashchenko, conselheiro do Ministro da Administração Interna da Ucrânia, tem partilhado vários memes, desde uma montagem de Putin a fazer uma contagem para a explosão da ponte até à sugestão jocosa de que foi artilharia ucraniana a flutuar em barcos insufláveis a disparar sobre essa infraestrutura.
(https://i.ibb.co/6v2s1b7/Captura-de-ecr-2022-10-08-175855.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Entretanto, os artistas ucranianos Andrusiv V., Serdyukov O., Kalinovska Y. e Visich M. apressaram-se a criar uma peça a satirizar a explosão: um quadro em tamanho grande, a imitar um selo postal, onde se vê a ponte a sofrer explosões.
Este objeto, colocado nas ruas de Kiev, tem vindo a ser alvo de atenção, com vários transeuntes a parar para tirar fotografias.
(https://i.ibb.co/nQnQ1Tp/Captura-de-ecr-2022-10-08-175956.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Quando ao ato em si, o Comité Nacional Anti-Terrorismo da Rússia indicou hoje, tal como a Agência Nacional Antiterrorista, que, segundo informações preliminares, se tratou da explosão de sete tanques de combustível de um comboio que se dirigia para a península da Crimeia. O ato causou pelo menos três mortes.
Neste momento, ainda não houve quer a reivindicação da autoria deste ato da parte da Ucrânia nem uma acusação formal da parte da Rússia — sendo que as autoridades da Crimeia já disseram que estas explosões deveram-se a "vandalismo ucraniano".
A ponte é um ponto de acesso chave que a Rússia construiu depois de ter ocupado e anexado a Crimeia da Ucrânia, em 2014, em violação do direito internacional.
[Notícia atualizada às 14:19]
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/parabens-senhor-presidente-ucranianos-fazem-pouco-da-russia-e-de-putin-depois-de-explosao-da-ponte-na-crimeia
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Identificado suspeito de causar explosão na ponte entre Rússia e Crimeia. Há três mortes a registar
MadreMedia
8 out 2022 08:31
(https://i.ibb.co/RNmtTkd/Captura-de-ecr-2022-10-08-180618.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos três pessoas morreram na explosão que danificou a ponte da Kerch, entre a Rússia e a Crimeia, anunciaram neste sábado os investigadores russos, que afirmaram ter já identificado o dono do camião armadilhado que terá detonado enquanto circulava nesta infraestrutura.
"De acordo com dados preliminares, três pessoas morreram", provavelmente "os passageiros de um veículo que estava perto do camião quando este explodiu", anunciou o Comité de Investigação da Rússia em comunicado.
"Os corpos de duas vítimas, um homem e uma mulher, já foram retirados da água", informou o Comité, sem dar detalhes sobre a terceira vítima.
O órgão, responsável pelas principais investigações criminais na Rússia, também alegou ter identificado o camião e o seu proprietário — um habitante da região de Krasnodar, no sul da Rússia — suspeito de estar por trás da explosão.
(https://i.ibb.co/LRW1Y1n/Captura-de-ecr-2022-10-08-180635.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
(https://i.ibb.co/MgcpX7f/Captura-de-ecr-2022-10-08-180650.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja os vídeos e imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
"Foi aberta uma investigação no seu local de residência. A rota do camião e os documentos relevantes estão a ser estudados", acrescentaram os investigadores.
Segundo o Comité Nacional Anti-Terrorismo da Rússia, o camião bomba acionou sete vagões que transportavam combustível para pegar fogo, resultando num “colapso parcial de duas secções da ponte”. O incidente teve como resultado o desmoronamento de duas secções da ponte onde passavam os carros.
As autoridades da Crimeia atribuíram esta ação ao "vandalismo ucraniano". "Os vândalos ucranianos conseguiram chegar à ponte da Crimeia com as suas mãos ensanguentadas. Agora têm algo de que se orgulhar: durante 23 anos de gestão, não conseguiram construir nada digno de atenção na Crimeia, mas conseguiram danificar a ponte russa", disse o presidente do Conselho de Estado da Crimeia, Vladimir Konstantinov.
"Esta é toda a essência do regime de Kiev e do Estado ucraniano. A morte e a destruição são tudo o que recebem", escreveu na sua conta na rede social Telegram.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, escreveu, por sua vez, na mesma rede social, que "a reação do regime de Kiev à destruição de infraestruturas civis atesta a sua natureza terrorista".
Segundo a União das Seguradoras da Rússia, os danos causados à ponte devem ficar entre os 3,3 milhões e os 8,2 milhões de euros.
A organização não tem, atualmente, informações sobre os contratos de seguro vigentes para a infraestrutura, que custou na época em que foi construída cerca de 3,6 mil milhões de euros e foi construída pela empresa do empresário Arkadi Rottenberg, amigo do Presidente russo, Vladimir Putin.
Trata-se de um ponto de acesso chave que Rússia construiu depois de ter ocupado e anexado a Crimeia da Ucrânia, em 2014, em violação do direito internacional.
Em maio de 2018, Putin inaugurou a secção automobilística da ponte da Crimeia sobre o Estreito de Kerch, a mais longa da Europa, com 19 quilómetros, para contornar o isolamento da península.
No final de 2019, foi também inaugurado o troço ferroviário sobre a ponte, condenado tanto pela Ucrânia como pelo Ocidente, que continuam a considerar a península como parte do território ucraniano.
O incêndio ocorreu horas após as explosões terem atingido a cidade ucraniana de Kharkiv, esta manhã.
O autarca de Kharkiv, Ihor Terekhov, disse na plataforma de mensagens Telegram que as explosões resultaram de ataques de mísseis no centro da cidade, não existindo informação de baixas até ao momento.
"De acordo com dados preliminares, três pessoas morreram", provavelmente "os passageiros de um veículo que estava perto do caminhão quando explodiu", disse o Comitê de Investigação da Rússia em comunicado.
"Os corpos de duas vítimas, um homem e uma mulher, já foram retirados da água", informou o Comitê, sem dar detalhes sobre a terceira vítima.
O órgão, responsável pelas principais investigações criminais na Rússia, também alegou ter identificado o caminhão e seu proprietário, suspeito de estar por trás da explosão.
O proprietário seria um habitante da região de Krasnodar, no sul da Rússia.
"Foi aberta uma investigação em seu local de residência. A rota do caminhão e os documentos relevantes estão sendo estudados", acrescentaram os investigadores.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ponte-entre-russia-continental-e-crimeia-abalada-por-enorme-explosao#
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Tráfego reaberto na ponte que liga Crimeia à Rússia
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 15:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O líder da Crimeia, Sergei Aksionov, anunciou hoje que o tráfego foi reaberto para carros e autocarros na ponte que liga esta península à Rússia continental e que foi alvo de uma explosão de um camião-bomba. Os comboios também já passam na ponte.
No Telegram, Sergei Aksionov anunciou a reabertura do tráfego para carros, isto horas depois da ponte ter ficado danificada.
“O tráfego de veículos na ponte da Crimeia reabriu. O tráfego está agora aberto para carros e autocarros, com procedimentos completos de inspeção”, disse o líder da Crimeia.
A península da Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014.
A ponte que foi alvo de uma explosão provocada por um camião-bomba é um símbolo da anexação da Crimeia e é considerada uma infraestrutura cara a Vladimir Putin.
De acordo com as agências de notícias RIA Novosti e Tass a explosão resultou de um incêndio num depósito de combustível.
A circulação rodoviária na ponte esteve cortada, apesar de se tratar de um ponto de acesso chave que Rússia construiu depois de ter ocupado e anexado a Crimeia da Ucrânia, em violação do direito internacional.
O tráfego ferroviário também já foi retomado na ponte que liga a península da Crimeia à Rússia.
Segundo a empresa Grand Service Express, que opera conexões entre a Crimeia e a Rússia, dois comboios deixaram a península no início da noite para Moscovo e São Petersburgo.
"Os comboios vão atravessar a ponte da Crimeia", assegurou a empresa na rede social Telegram.
O incêndio aconteceu horas após explosões terem atingido a cidade ucraniana de Kharkiv, esta manhã.
Segundo a União das Seguradoras da Rússia, os danos causados à ponte devem ficar entre os 3,3 milhões e os 8,2 milhões de euros.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/trafego-reaberto-na-ponte-que-liga-crimeia-a-russia
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Prémios para correspondentes de guerra dominados por reportagens na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 22:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A cobertura jornalística da invasão militar russa na Ucrânia dominou a atribuição dos Prémios Bayeux Calvados-Normandie para correspondentes de guerra, hoje anunciados em Bayeux, França.
De acordo com a organização, o júri atribuiu os primeiros prémios das categorias de Fotografia, Televisão e Rádio a reportagens feitas na Ucrânia, enquanto o primeiro prémio de Imprensa Escrita distinguiu um trabalho jornalístico sobre o Burkina Faso.
Segundo escolha do júri, o primeiro prémio de Fotografia foi para o fotojornalista Evgeniy Maloletka, que registou, para a Associated Press, o transporte de uma grávida ferida num ataque a uma maternidade em Mariupol, a 09 de março.
O prémio principal de Imagem Vídeo foi atribuído a Mstyslav Chernov, por uma reportagem em Mariupol também para aquela agência noticiosa.
O primeiro prémio de Rádio foi atribuído a Maurine Mercier, da France Info - RTS, com uma reportagem sobre uma mãe e uma filha que "relatam duas semanas de violações e terror em Busha", e o de Televisão é repartido por Théo Maneval e Pierre Dehoorne, da France 5, com o trabalho jornalístico "Viktor e o beijo da guerra".
Nas categorias de prémios do público, o primeiro prémio de Fotografia foi para Vadim Ghirda, com uma imagem, para a Associated Press, de duas crianças a olharem através do vidro de um comboio, de partida de Lviv, a 03 de março, dias depois da invasão militar russa.
O primeiro prémio de Imprensa Escrita distinguiu Mariam Ouedraogo, do Éditions Sidwaya, sobre mulheres deslocadas no Burkina Faso, enquanto o prémio de televisão para longa reportagem distinguiu Philip Cox, do jornal The Guardian, com uma reportagem no Sudão.
O galardão de jovem repórter foi para Abdulmonam Eassa, com um trabalho no Sudão para o Le Monde, o New York Times e a Getty Images.
Esta foi a 29ª. edição dos prémios Bayeux Calvados-Normandie.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/premios-para-correspondentes-de-guerra-dominados-por-reportagens-na-ucrania
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NATO tem de "fazer mais" contra "delírios de grandeza" de Putin, diz ministra da Defesa alemã
MadreMedia / Lusa
8 out 2022 23:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A governante alemã fez as declarações durante uma visita à Lituânia, onde na sexta-feira inaugurou um centro de comando que permitirá a transferência de até 5.000 soldados, ao lado do seu homólogo lituano, Arvydas Anusauskas.
“Uma coisa é certa: a situação atual significa que precisamos de fazer mais juntos”, reforçou Lambrecht, enfatizando que ninguém pode “saber até onde podem ir os delírios de grandeza de Putin”, noticiou a televisão pública alemã, DW.
“A brutal guerra de agressão russa na Ucrânia está a ficar cada vez mais brutal e sem escrúpulos… A ameaça russa de armas nucleares mostra que as autoridades russas não têm escrúpulos”, acrescentou.
O Presidente Vladimir Putin e outras autoridades russas aludiram em várias ocasiões às capacidades nucleares de Moscovo ao abordarem o papel dos países ocidentais relativamente ao seu apoio à Ucrânia.
A Casa Branca disse hoje que não encontra razões para alterar a estratégia nuclear dos EUA, assegurando não ter indicações de que a Rússia se prepara para recorrer ao seu arsenal nuclear.
“Não temos motivos para ajustar a nossa postura nuclear estratégica, nem temos qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar-se para usar armas nucleares, de forma iminente”, explicou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.
Este esclarecimento surge um dia depois de comentários do Presidente Joe Biden, que avisou que o mundo está a enfrentar, pela primeira vez desde a Guerra Fria, o risco de um “apocalipse nuclear”.
Nas declarações que fez hoje em Vilnius, a ministra alemã também reiterou o compromisso de Berlim de fortalecer o flanco leste da NATO.
“Ouvimos as ameaças da Rússia à Lituânia, que estava a aplicar as sanções europeias na fronteira com Kaliningrado. Não são as primeiras ameaças, e devemos levá-las a sério e estar preparados”, disse ela, reforçando: “Estamos ao lado dos nossos aliados”.
A Lituânia faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, bem como com a Bielorrússia, país aliado da Rússia.
A Alemanha enviou os seus primeiros efetivos militares para a Lituânia em 2017 e, na sequência da invasão russa da Ucrânia, concordou em aumentar a sua missão na Lituânia.
Na sexta-feira, Lambrecht inaugurou um centro de comando alemão permanente na Lituânia.
Na ocasião, disse que o centro ajudaria a mover uma brigada da NATO, composta de 3.500 a 5.000 soldados, para a Lituânia em 10 dias, se necessário.
Existem atualmente cerca de 1.600 soldados da NATO estacionados na Lituânia.
“A segurança da Lituânia é a segurança da Alemanha. É com essa promessa de segurança comum que nos estamos a comprometer hoje”, disse Lambrecht na cerimónia na base militar de Rukla.
Fonte: 24.sapo.pt Link: A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, disse hoje em Vilnius que a NATO deve "fazer mais" contra o que classificou como os "delírios de grandeza" do Presidente russo Vladimir Putin.
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Mísseis russos em Zaporijia fazem pelo menos 17 mortos e 40 feridos
9 de outubro 2022 às 10:32
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/9/834459.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Segundo avança Oleksandr Starukh, chefe da administração militar regional de Zaporijia, Moscovo bombardeou hoje com dez mísseis a cidade onde está localizada a principal central nuclear da Ucrânia
Um ataque das tropas russas com mísseis na cidade ucraniana de Zaporijia provocou pelo menos 17 mortos e 40 feridos, reportou este domingo Anatoly Kurtev, o autarca local.
"Como resultado do ataque (...) vários edifícios de apartamentos e algumas ruas residenciais da cidade foram danificados. De acordo com dados preliminares, cinco casas foram destruídas e cerca de 40 pessoas foram feridas. Neste momento, sabe-se que 17 pessoas foram mortas", escreveu o presidente da câmara interino, através do Telegram, segundo a agência de notícias Ukrinform.
Segundo avança Oleksandr Starukh, chefe da administração militar regional de Zaporijia, Moscovo bombardeou hoje com dez mísseis a cidade onde está localizada a principal central nuclear da Ucrânia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782716/misseis-russos-em-zaporijia-fazem-pelo-menos-17-mortos-e-40-feridos-
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Ucrânia: Olga Tokarczuk diz que guerra prova que humanidade não aprendeu com os erros
MadreMedia / Lusa
9 out 2022 08:35
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A guerra da Ucrânia prova que a humanidade não aprendeu nada com os seus próprios erros, disse hoje a prémio Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, confessando que nove meses depois ainda está em choque e não encontra voz para falar do conflito.
“Estou em choque desde o dia 23 de fevereiro e não sei que testemunho posso dar sobre o que está a acontecer”, afirmou a escritora polaca, confessando ainda não ter encontrado “a voz do narrador sensível” que nos seus livros lhe permite alcançar uma visão global sobre os temas que trata na sua escrita.
O narrador sensível dentro de si vê os impactos da guerra na "separação das famílias” ou na “própria natureza” mas, não sendo “política, nem analista”, a escritora admite: “ainda não consigo pegar na voz dele” e falar de uma guerra sobre a qual “poucas pessoas sabem tudo o que está a acontecer”.
Oradora numa mesa de autores do Folio – Festival literário Internacional de Óbidos - a escritora galardoada com o prémio Nobel da literatura em 2018 preferiu hoje falar de livros e do processo criativo em que diz não ser “dona do próprio fado”.
“O tema aparece-me e é muito teimoso, muito impertinente”, partilhou hoje com o público do Folio para justificar que não irá escrever sobre Óbidos ou o festival em que participou pela primeira vez.
A escritora que hoje se propunha falar de “limites”, cumpriu ao longo de uma hora de conversa a promessa de que “rapidamente” iria “ultrapassar os limites e falar sobre outros temas, entre os quais as diferentes perspetivas que portugueses e polacos têm sobre as fronteiras.
“Estamos num país onde as fronteiras foram delimitadas há 800 anos” disse, lembrando que no seu país “as fronteiras foram sempre móveis” e que a sua avó, “que viveu sempre na mesma cidade, teve tripla nacionalidade”.
A “insubordinação” que em pequena a levava a “atravessar e voltar” repetidamente a fronteira com a República Checa, transpôs em adulta para a escrita que no seu caso “é obsessiva”, ao correr da voz do tal narrador que “não tem género”.
No evento que hoje juntou cerca de 200 pessoas para ouvir a escritora, Olga Tokarczuk fez ainda questão de deixar “uma vénia ao leitor”, que considera sempre “mais inteligente que o escritor, e um elogio à “nova profissão dos blogers literários que tornaram mais democrática a crítica literária”.
A mesa de Olga Tokarczuk encerrou o programa de hoje no Folio, que decorre até ao dia 16 em 24 espaços da vila de Óbidos.
Durante 11 dias, cerca de 300 autores de dez países participam no festival que integra 16 exposições, 36 concertos, 14 mesas de autores, 62 apresentações e lançamentos de livros, 16 oficinas, ao que se juntam tertúlias, workshops e masterclasses e sessões de cinema, entre muitas outras iniciativas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-olga-tokarczuk-diz-que-guerra-prova-que-humanidade-nao-aprendeu-com-os-erros
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Motorista do camião que explodiu na Crimeia alegadamente desconhecia atentado
MadreMedia / Lusa
9 out 2022 10:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O motorista do camião que explodiu, no sábado, na ponte que liga a península da Crimeia à Rússia continental "alegadamente não tinha conhecimento do atentado planeado", refere comunicado oficial, publicado no jornal russo RBC e citado EFE.
Segundo fonte das forças de segurança russas ao jornal RBC, o motorista recebeu a ordem para transportar fertilizantes pela Internet, tendo sido “utilizado, ou seja, alegadamente não tinha conhecimento do atentado planeado”.
Esta versão corresponde à versão oficial divulgada no dia anterior pelo Comité de Investigação da Rússia e pelo Comité Nacional Antiterrorista.
De acordo com essas entidades, a explosão causou o incêndio de sete vagões de combustível de um comboio.
Especialistas em explosivos do departamento local do Serviço Federal de Segurança (FSB) estão a investigar a natureza e a origem dos explosivos.
Paralelamente está marcada para hoje uma avaliação das estruturas da ponte por parte de mergulhadores.
A ponte sofreu um desabamento da parte rodiviária em dois lados.
De acordo com o jornal Mash, o camião foi inspecionado visualmente antes de ir para a ponte, mas o agente que realizou esse trabalho não encontrou nada suspeito.
Num vídeo publicado no Telegram é possível ver o veículo a ser inspecionado, no entanto, a supervisão não incluiu raios-X.
Equipamentos especiais, instalados na entrada da ponte, em teoria, deveriam detetar explosivos em veículos, segundo avança o jornal ‘online’ Meduza.
Já o Mash afirma que o camião estaria a ser conduzido por Majir Yusubov, 52, tio do proprietário do veículo.
O canal Telegram Baza, por sua vez, transmitiu um vídeo do sobrinho, Samir Yusubov, de 25 anos, no qual este afirma que “não ter nada a ver com o que aconteceu na ponte da Crimeia”.
Em setembro este camião foi visto no território de Krasnodar.
Por alguns dias, Majir, morador do território vizinho de Krasnodar, não entrou em contacto com a família.
A península da Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014.
A ponte que foi alvo de uma explosão provocada por um camião-bomba é um símbolo da anexação da Crimeia e é considerada uma infraestrutura cara a Vladimir Putin.
O incêndio aconteceu horas após explosões terem atingido a cidade ucraniana de Kharkiv, no sábado de manhã.
Segundo a União das Seguradoras da Rússia, os danos causados à ponte devem custar entre os 3,3 milhões e os 8,2 milhões de euros.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/motorista-do-camiao-que-explodiu-na-crimeia-alegadamente-desconhecia-atentado
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Bielorrússia convoca embaixador de Kiev para denunciar "plano de ataque" dentro do país
9 de outubro 2022 às 12:03
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/9/834465.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Decisão surge após Igor Kizim ter recebido uma nota oficial de protesto sobre "os planos de Kiev para atacar a Bielorrússia", informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.
O embaixador ucraniano Igor Kizim foi convocado no sábado pela Bielorrúsia para denunciar formalmente Kiev por alegadamente planear um ataque dentro do país, acusação que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia negou.
Decisão surge após Igor Kizim ter recebido uma nota oficial de protesto sobre "os planos de Kiev para atacar a Bielorrússia", informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia. Na mesma declaração, o porta-voz do ministério ucraniano, Oleg Nikolenko, "rejeitou categoricamente as insinuações do regime bielorrusso" sobre os alegados planos.
"Não descartamos que a entrega da nota diplomática possa fazer parte do plano russo de provocar e acusar ainda mais a Ucrânia. As autoridades bielorrussas devem parar de obedecer aos caprichos do Kremlin e parar imediatamente de apoiar a Rússia na sua agressão contra a Ucrânia", disse ainda o ministério ucraniano, numa nota publicada no Facebook. O porta-voz apelou ainda à população bielorrussa "para não sucumbir às provocações".
"A Ucrânia nunca invadiu territórios estrangeiros. Aderimos estritamente às normas e princípios fundamentais do direito internacional e da Carta das Nações Unidas", pode ler-se.
Recorde-se que Alexander Lukashenko, Presidente bielorrusso, confirmou esta semana abertamente que o seu governo participa na ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia, depois de meses a tentar esconder o seu envolvimento.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782722/bielorr-ssia-convoca-embaixador-de-kiev-para-denunciar-plano-de-ataque-dentro-do-pais
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Alemanha vai dar equipamento de inverno às tropas ucranianas no valor de 11 milhões de euros
9 de outubro 2022 às 13:21
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/9/834469.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Tropas ucranianas irão receber 100 mil casacos interiores quentes e outras roupas de inverno, bem como tendas coletivas aquecidas, centenas de geradores de energia móveis e embalagens de alimentos em "grandes quantidades", de acordo com um jornal alemão.
A Alemanhã vai dar ao exército ucraniano equipamento de inverno, num valor de 11 milhões de euros, escreve este domingo o semanário alemão "Spiegel", acrescentando que a medida é uma resposta ao pedido de ajuda partiu Kiev.
Assim, as tropas ucranianas irão receber 100 mil casacos interiores quentes e outras roupas de inverno, bem como tendas coletivas aquecidas, centenas de geradores de energia móveis e embalagens de alimentos em "grandes quantidades", refere a publicação.
Oleksii Reznikov, o ministro da Defesa ucraniano, havia solicitado, no final do verão, a doação e equipamentos de inverno para as tropas, através, através da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). O governante, ainda numa carta enviada a Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO afirmou que as fardas para os 200 mil soldados eram "necessárias com urgência".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782726/alemanha-vai-dar-equipamento-de-inverno-as-tropas-ucranianas-no-valor-de-11-milhoes-de-euros
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Vladimir Putin reúne-se com Conselho de Segurança na segunda-feira
9 de outubro 2022 às 14:53
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/9/834475.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Conselho de Segurança é composto pelos principais ministros, políticos e representantes dos serviços de segurança e militares russos.
O Presidente da Rússia vai estar reunido com o seu Conselho de Segurança, composto pelos principais ministros, políticos e representantes dos serviços de segurança e militares russos, esta segunda-feira.
"Está marcada para amanhã (segunda-feira) uma reunião do presidente com os membros permanentes do Conselho de Segurança", disse este domingo o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov.
A reunião irá ocorrer dois dias após explosão que danificou a ponte da Crimeia, uma infraestrutura que é considerada um símbolo da anexação da Crimeia, e que provocou a morte de três pessoas.
Anda esta semana, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, afirmou o país está "totalmente comprometido com o princípio" de não 'alimentar' uma guerra nuclear.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782733/vladimir-putin-re-ne-se-com-conselho-de-seguranca-na-segunda-feira
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Ponte da Crimeia retoma circulação após explosão
9 de outubro 2022 às 17:51
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/9/834484.jpeg?type=Artigo)
Fonte de imagem: Twitter
Circulação ferroviária também foi retomada, ainda que com alguns constrangimentos, nomeadamente veículos maiores.
A ponte da Crimeia voltou a ter circulação rodoviária em duas das vias após a explosão que ocorreu no sábado, anunciou este domingo o vice-primeiro-ministro russo, Marat Khusnullin.
O responsável, através do Telegram, partilhou ainda vídeo em que mostra a circulação de carros nas duas vias ao longo da ponte Kerch [ponte da Crimeia]. “A iluminação foi ajustada na parte da estrada, novas marcações foram aplicadas, cercas de barreira foram restauradas”, le-se ainda na publicação.
A circulação ferroviária também foi retomada, ainda que com alguns constrangimentos, nomeadamente veículos maiores.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782741/ponte-da-crimeia-retoma-circulacao-apos-explosao
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Em atualização Putin classifica explosão na ponte da Crimeia de "ato terrorista"
MadreMedia / AFP
9 out 2022 18:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a explosão na ponte da Crimeia foi um "ato terrorista".
Putin acusou os serviços secretos ucranianos de serem responsáveis pela explosão e classificou o incidente de "ato terrorista" contra uma infraestrutura importante.
"Os autores, os executores e os patrocinadores são os serviços secretos ucranianos", declarou Putin durante uma reunião com o chefe do Comité de Investigação russo, citado por agências de notícias russas.
A ponte que foi alvo de uma explosão provocada por um camião-bomba é um símbolo da anexação da Crimeia e é considerada uma infraestrutura cara a Vladimir Putin.
O incêndio aconteceu horas após explosões terem atingido a cidade ucraniana de Kharkiv, no sábado de manhã.
Segundo a União das Seguradoras da Rússia, os danos causados à ponte devem custar entre os 3,3 milhões e os 8,2 milhões de euros.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-classifica-explosao-na-ponte-da-crimeia-de-ato-terrorista
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Rússia alerta para "aumento considerável" de ataques ucranianos em regiões fronteiriças
MadreMedia / Lusa
9 out 2022 19:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os serviços de segurança russos (FSB) referiram hoje um "aumento considerável" de ataques ucranianos a territórios fronteiriços com a Ucrânia, que mataram uma pessoa e feriram outras cinco na última semana.
“Desde o início de outubro, o número de ataques de formações armadas ucranianas contra os territórios fronteiriços da Rússia aumentou significativamente”, afirmou em comunicado o FSB, que também é responsável pelo controlo de fronteiras.
De acordo com os serviços de segurança da Rússia, esses ataques aconteceram principalmente da região de Belgorod, que faz fronteira com Kharkiv, na Ucrânia, onde as forças de Kiev recuperaram milhares de quilómetros quadrados de território desde o início de setembro, mas também nas regiões russas de Bryansk e Kursk.
”Na última semana, foram registados mais de 100 bombardeamentos de 32 localidades, com recurso a múltiplos sistemas de lança-foguetes, artilharia, morteiros e drones”, avançou o FSB.
Segundo adiantou, “um residente foi morto e cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança” nesses bombardeamentos ucranianos, que também destruíram duas centrais elétricas, onze edifícios residenciais e dois administrativos.
Oito postos de controlo fronteiriços também foram danificados, de acordo com a mesma fonte.
O governador da região de Kursk, Roman Starovoit, acusou hoje as forças ucranianas de bombardear o Mosteiro de São Nicolau, na fronteira entre os dois países.
“Não houve feridos. Um dos projéteis atingiu o edifício, o fogo foi rapidamente extinto”, adiantou o governador na rede social Telegram, onde publicou fotos do telhado e da parede danificados.
Em julho, o exército russo acusou Kiev de ter disparado três mísseis contra a cidade de Belgorod, capital da região com o mesmo nome.
De acordo com as autoridades da Rússia, em abril, um depósito de combustíveis foi atacado por helicópteros ucranianos, a cerca de 40 quilómetros da fronteira.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-alerta-para-aumento-consideravel-de-ataques-ucranianos-em-regioes-fronteiricas
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Scholz e Biden condenam anexações e lamentam "erros de cálculo" de Putin
MadreMedia / Lusa
9 out 2022 20:36
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O chanceler da Alemanha e o presidente dos Estados Unidos condenaram hoje as recentes anexações de territórios da Ucrânia pela Rússia e lamentaram os "erros de cálculo" do presidente russo, Vladimir Putin, nesta guerra.
Olaf Scholz e Joe Biden tiveram hoje uma conversa telefónica sobre os mais recentes desenvolvimentos da invasão militar russa na Ucrânia, condenando a “nova escalada” com as anexações de territórios ucranianos, que consideram uma violação massiva dos princípios da Carta da Organização das Nações Unidas.
Citado pela agência espanhola Efe, o porta-voz do executivo alemão, Steffen Hebestreit, afirmou que o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente norte-americano, Joe Biden, concordaram que a mobilização parcial decretada por Vladimir Putin demonstra, mais uma vez, “o preço amargo” que os cidadãos russos têm de pagar “pelos erros de cálculo” do seu presidente.
Os dois políticos lamentaram ainda as recentes ameaças nucleares “irresponsáveis” de Putin, que, a concretizarem-se, teriam “consequências extraordinariamente graves para a Rússia”.
Embora tenham falado sobre o conflito na Ucrânia, a conversa telefónica entre Scholz e Biden serviu ainda para preparar as próximas reuniões do G7 (fórum político que reúne responsáveis do Canadá, de França, da Alemanha, da Itália, do Japão, dos Estados Unidos e do Reino Unido) e do G20 (grupo formado pelos ministros das Finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias mundiais e a União Europeia).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/scholz-e-biden-condenam-anexacoes-e-lamentam-erros-de-calculo-de-putin
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UE condena "incessantes" ataques russos contra população civil
MadreMedia / Lusa
9 out 2022 21:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Alto Representante da União Europeia (UE) para a política Externa, Josep Borrell, condenou hoje os "incessantes" ataques russos contra a população civil ucraniana após o bombardeamento de um edifício residencial em Zaporíjia, que provocou pelo menos 17 mortos.
“A UE condena os ataques incessantes da Rússia contra a população civil em toda a Ucrânia, com dezenas de vítimas todas as semanas”, disse Borrell na rede social Twitter.
O chefe da diplomacia da UE destacou que o ataque russo ao prédio em Zaporíjia matou pelo menos 17 civis e feriu 40.
“Todos os responsáveis ??serão responsabilizados”, acrescentou Borrell.
A Rússia voltou a atacar Zaporíjia 24 horas após a explosão que danificou a ponte da Crimeia e no mesmo dia em que Vladimir Putin acusou os serviços secretos ucranianos de estarem por trás do que classificou como um “ato terrorista”, que representa um novo revés para a frágil logística de guerra de Moscovo.
As Forças Armadas russas lançaram doze mísseis sobre Zaporíjia, em um novo ataque à infraestrutura civil.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ue-condena-incesantes-ataques-russos-contra-populacao-civil
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Ucrânia sob ataques na capital e em várias cidades durante hora de ponta desta segunda-feira
10 de outubro 2022 às 09:06
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O centro de Kiev já não era atacado desde junho. Há registo de, pelo menos, oito mortos e 24 feridos.
Twitter/@lesiavasylenko
A capital Kiev e várias cidades ucranianas foram bombardeadas, esta segunda-feira durante a hora de ponta, provocando, pelo menos, oito mortes e 24 feridos, segundo disse um adjunto do ministro do Interior da Ucrânia, Rostyslav Smyrnov, citado pela Sky News.
O centro de Kiev já não era atacado desde junho. Segundo a agência Reuters, um dos mísseis caiu perto de um parque infantil e as ruas da cidade estão rodeadas com focos de colunas de fumo negro. As outras explosões registaram-se em Lviv, Ternopil e Zhytomyr no oeste da Ucrânia e ainda em Dnipro e Kremenchuk no centro da Ucrânia. No total, foram lançados 75 mísseis, dos quais 41 foram abatidos pelas forças ucranianas, confirmou o Ministério da Defesa da Ucrânia na rede social Twitter.
"Eles estão a tentar destruir-nos e limpar-nos da face da terra...destruir o nosso povo que dorme em casa, em Zaporizhzhia. Matar pessoas que vão trabalhar em Dnipro e Kyiv", reagiu o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky num vídeo publicado na rede social Telegram.
E acrescentou: "O alarme de ataque aéreo não para em toda a Ucrânia. Há mísseis a cair. Infelizmente, há mortos e feridos. Por favor, não deixem os abrigos. Cuide de si e dos seus entes queridos. Seguremo-nos e sejamos fortes".
(https://i.ibb.co/MGHKmXq/Captura-de-ecr-2022-10-10-092951.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
De acordo com a agência Reuters, as janelas dos edifícios da Universidade de Taras Shevchenko, em Kiev, foram rebentadas, tendo sido necessário o apoio das tropas ucranianas totalmente equipadas no exterior do edifício.
"A capital está a ser atacada por terroristas russos! Os mísseis atingiram objetos no centro da cidade (no distrito de Shevchenkivskyi) e no distrito de Solomyanskyi. As sirenes dos ataques aéreos estão a disparar e, por conseguinte, a ameaça continua", afirmou o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, nas redes sociais, ao afirmar que as ruas centrais da capital “foram bloqueados por agentes da lei” e que os serviços de socorro já estão a trabalhar.
Note-se que os ataques ocorreram após à explosão que danificou a ponte que liga a Rússia à península da Crimeia. O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou este ataque como "um ato de terrorismo destinado a destruir infraestruturas civis criticamente importantes" e nomeou os serviços especiais ucranianos como os autores do ataque.
"Isto foi concebido, levado a cabo e ordenado pelos serviços especiais ucranianos", disse Putin num vídeo partilhado no Telegram.
Porém, a Ucrânia não reivindicou a autoria da explosão, mas celebrou-a. Após esta alegada ofensiva, Putin vai reunir-se com seu o Conselho de Segurança já esta segunda-feira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782761/ucr-nia-sob-ataques-na-capital-e-em-varias-cidades-durante-hora-de-ponta-desta-segunda-feira
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Ucrânia: Assembleia-Geral da ONU inicia hoje debate sobre anexações russas
Por MultiNews com Lusa em 07:30, 10 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/02/onu.jpg)
Flag of the United Nations
A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) reúne-se a partir de hoje para discutir a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, sendo esperada posteriormente a votação de uma resolução que condene a ação de Moscovo.
A reunião surge na sequência de um veto imposto por Moscovo numa resolução que foi a votos, no passado dia 30 de setembro, no Conselho de Segurança da ONU e que condenava os referendos organizados nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, no leste e sul da Ucrânia, e a sua consequente anexação pela Federação Russa.
A convocatória desta reunião partiu oficialmente da Ucrânia e da Albânia, mas conta também com o claro impulso dos Estados Unidos, que já haviam anunciado a sua intenção de apelar à Assembleia-Geral depois do veto da Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido).
Na Assembleia-Geral, nenhum país tem poder de veto, mas as resoluções do órgão têm menos peso do que as do Conselho de Segurança.
A Ucrânia e os seus aliados já recorreram a este órgão em março passado para condenar a invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro, e obtiveram um apoio esmagador, de 141 dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.
Na passada quinta-feira, a Rússia pediu que a votação da resolução na Assembleia-Geral da ONU fosse secreta.
O embaixador da Rússia junto da ONU, Vasily Nebenzya, disse, numa carta de seis páginas enviada a todos os outros embaixadores da ONU e obtida pela agência Associated Press (AP), que o conselho jurídico da ONU confirmou que uma votação secreta pode ser usada “na tomada de decisões”.
Aparentemente, a Rússia espera obter um maior apoio por parte de alguns dos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral se os votos não forem públicos.
A Assembleia-Geral anunciou que esta sessão especial sobre a Ucrânia terá início hoje à tarde, quando o projeto de resolução – que procura condenar a “tentativa de anexação ilegal” das quatro regiões ucranianas e que irá exigir que Moscovo reverta imediatamente as suas ações – será apresentado.
Diplomatas disseram esperar que os discursos dos Estados-membros continuem na terça-feira, com uma votação da resolução a decorrer, provavelmente, na quarta-feira.
As votações de resoluções neste órgão são tradicionalmente públicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-assembleia-geral-da-onu-inicia-hoje-debate-sobre-anexacoes-russas/
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Putin confirma bombardeamentos: "Foi realizado um ataque maciço com armas de precisão"
MadreMedia
10 out 2022 11:37
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Presidente da Rússia diz também que ataques poderão continuar se o seu país for novamente alvo de ameaças.
Várias cidades na Ucrânia foram alvos de ataques na manhã, algo que o presidente russo, Vladimir Putin, confirmou durante uma reunião esta segunda-feira do seu Conselho de Segurança. O líder refere que esta medida surge como retaliação pelo ataque que atingiu a ponte que permite a ligação entre a Rússia e a Península da Crimeia, no último sábado.
"Por proposta do Ministério da Defesa russo e de acordo com o plano do Estado-Maior, foi realizado um ataque maciço com armas de precisão de longo alcance contra usinas, comandos militares e centros de comunicação da Ucrânia", disse o presidente russo, apontando o dedo à Ucrânia da explosão na ponte na Crimeia.
"É óbvio que os serviços secretos ucranianos ordenaram, organizaram e executaram o ataque terrorista destinado a destruir a infraestrutura civil crítica da Rússia", referiu Putin, salientando também que os bombardeamentos poderão continuar.
"Se os ataques continuarem contra a Rússia, a resposta será dura. As respostas serão da mesma escala que as ameaças à Rússia. No caso de novas tentativas de realizarem atos terroristas no nosso território, a resposta da Rússia será dura", assinalou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-confirma-bombardeamentos-foi-realizado-um-ataque-macico-com-armas-de-precisao
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Bielorrússia ativa força conjunta com Rússia face a possível ataque
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 12:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, acusou hoje a Ucrânia de estar a preparar-se para atacar a Bielorrússia e anunciou o destacamento de uma força conjunta com tropas russas na fronteira com a Rússia.
“Devido ao agravamento da situação nas fronteiras ocidentais da União [russo-bielorrussa], concordámos em destacar um agrupamento regional da Federação Russa e da República da Bielorrússia”, disse Lukashenko, citado pela agência noticiosa estatal Belta.
Numa reunião com os chefes militares no Centro de Gestão Estratégica do Ministério da Defesa bielorrusso, Lukashenko disse que a formação da força conjunta decorre dos acordos bilaterais de defesa com a Rússia.
“Devo informar-vos que a formação deste grupo já começou. Está a decorrer há, penso eu, dois dias. Dei uma ordem para começar a formar este grupo”, afirmou.
O líder bielorrusso disse que a Rússia participará na força conjunta com apenas cerca de mil efetivos, porque “já tem problemas suficientes”.
“Por favor, preparem-se para acolher estas pessoas em breve e acomodá-las onde for necessário, de acordo com o nosso plano”, ordenou aos responsáveis pela defesa do país.
Lukashenko e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, mantiveram um encontro bilateral à margem da cimeira informal da Comunidade de Estados Independentes, realizada na cidade russa de S. Petersburgo, na sexta-feira.
Lukashenko disse aos seus chefes militares que foi alertado, no domingo, por “canais não oficiais”, para um ataque contra a Bielorrússia “a partir do território da Ucrânia”.
“Disseram-nos que seria a Ponte da Crimeia 2”, afirmou, numa alusão à explosão que danificou, no sábado, a ponte que liga a Rússia à península ucraniana anexada em 2014, que Moscovo atribuiu a um ataque terrorista ucraniano.
“A minha resposta foi simples: diga ao Presidente da Ucrânia e a outras pessoas insanas, se ainda lá estiverem, que a Ponte da Crimeia será o fim da linha para eles se tocarem num único metro do nosso território com as suas mãos sujas”, disse, citado pela Belta.
“Esta é a vossa responsabilidade, considerem isto uma ordem”, disse Lukashenko aos chefes militares e de segurança, prometendo uma “resposta decente a qualquer inimigo”.
“Há décadas que nos preparamos para isso”, afirmou, citado pela agência oficial bielorrussa.
Lukashenko questionou ainda o motivo de a Ucrânia alegadamente pretender abrir uma segunda frente da guerra na fronteira com a Bielorrússia, que considerou ser “uma loucura do ponto de vista militar”.
“O processo já começou. Estão a ser empurrados pelos seus patrões para desencadear uma guerra contra a Bielorrússia, a fim de nos atrair e lidar com a Rússia e a Bielorrússia de uma só vez”, disse.
As declarações de Lukashenko foram divulgadas no dia em que a Rússia bombardeou várias regiões da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, provocando dezenas de mortos e feridos.
A Bielorrússia apoiou a invasão da Ucrânia, lançada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bielorrussia-ativa-forca-conjunta-com-russia-face-a-possivel-ataque
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Guerra na Ucrânia: Putin promete "respostas severas" em caso de ataques como na Crimeia
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 14:07
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
“Se as tentativas de ataques terroristas no nosso território continuarem, as respostas da Rússia serão severas e a sua escala corresponderá ao nível das ameaças colocadas”, disse Putin na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança russo, transmitida pela televisão.
“Ninguém deve ter qualquer dúvida”, advertiu o líder russo, citado pela agência francesa AFP.
A Rússia bombardeou hoje as regiões ucranianas de Kiev, Khmelnytskiy, Lviv, Dnipro, Vinnitsia, Zaporijia, Sumy, Kharkiv e Jitomir, provocando dezenas de mortos e feridos, bem como cortes de energia.
A capital ucraniana não era atacada desde 26 de junho.
Estes bombardeamentos seguiram-se à destruição parcial, no sábado, da ponte Kerch, que liga a Rússia à Crimeia e que simboliza a anexação da península ucraniana por Moscovo, em 2014.
Putin disse, no domingo, que a ponte foi alvo de um “ato terrorista” e responsabilizou os “serviços secretos ucranianos” pelo ataque.
Ao descrever os ataques desta manhã, Putin disse que o exército russo usou “armas de longo alcance de alta precisão” contra a “infraestrutura energética, militar e de comunicações da Ucrânia”.
Disse também que ao visar a ponte da Crimeia, a Ucrânia se tinha “colocado ao mesmo nível que os terroristas mais hediondos”.
“Não foi possível não responder”, afirmou aos membros do Conselho de Segurança da Federação Russa.
Sem precisar datas, Putin disse ainda que, no passado, o exército ucraniano atacou três vezes a central nuclear russa em Kursk (sudoeste), localizada a 85 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, e tentou atacar o gasoduto TurkStream que liga a Rússia à Turquia através do Mar Negro.
Os bombardeamentos russos desta manhã foram condenados por vários aliados da Ucrânia, incluindo Portugal, e serão discutidos pelos líderes do G7 na terça-feira, numa videoconferência em que participará o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O grupo, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, é constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
A União Europeia (UE) também está representada no G7.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-putin-promete-respostas-severas-em-caso-de-ataques-como-na-crimeia
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Guerra na Ucrânia: Medvedev diz que ataque massivo russo foi apenas o "primeiro episódio"
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 14:00
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ex-Presidente e número dois do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, garantiu hoje que os recentes ataques massivos contra a Ucrânia foram apenas o "primeiro episódio", pedindo o "desmantelamento total" do poder político ucraniano.
“O primeiro episódio foi exibido, haverá outros”, escreveu Medvedev na rede social Telegram, após uma reunião do Conselho sob a liderança do Presidente russo, Vladimir Putin.
“O Estado ucraniano — na sua atual configuração, como regime político nazi – representará uma ameaça constante, direta e clara à Rússia. Por isso, além de proteger o nosso povo e proteger as fronteiras do país, o objetivo das nossas ações futuras, na minha opinião, deve ser o desmantelamento completo do regime político da Ucrânia”, justificou o líder russo.
Pelo menos oito pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas no primeiro bombardeamento russo contra Kiev registado na manhã de hoje, segundo o balanço mais recente.
Posteriormente uma segunda vaga de explosões foi ouvida em Kiev, às 09:16 locais (07:16 em Lisboa). Até agora não foram fornecidas informações sobre as vítimas deste segundo bombardeamento.
Hoje de manhã registou-se também o terceiro bombardeamento em cinco dias contra a cidade de Zaporijia (sul), no qual, segundo alguns meios de comunicação, uma pessoa morreu.
Os media ucranianos também relatam várias explosões de mísseis na cidade de Dnipro, bem como ataques em Jitomir, perto de Kiev, em Khmelnytskyi, mais a leste, na margem do rio Bug do sul, e em Ternopil (a leste, nas margens do rio Seret).
Os militares ucranianos disseram que a Rússia disparou 75 mísseis contra a Ucrânia hoje de manhã, dos quais a defesa antiaérea abateu 41.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-medvedev-diz-que-ataque-massivo-russo-foi-apenas-o-primeiro-episodio
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Forças Armadas acompanham passagem de navio russo por águas portuguesas
10 de outubro 2022 às 18:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/10/834596.JPG?type=Artigo)
Bruno Gonçalves
Estado-Maior-General das Forças Armadas diz que este é um procedimento normal.
As Forças Armadas estão esta segunda-feira a acompanhar a passagem de um navio científico da Federação Russa, o Akademic Ioffe" por águas portuguesas.
A informação foi adiantada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), numa nota enviada à imprensa:
"As Forças Armadas Portuguesas, através de meios navais pertencentes ao Sistema de Forças Nacional, estão a acompanhar a passagem do navio científico da Federação Russa "Akademik Ioffe", durante o seu trânsito por águas portuguesas".
O navio científico russo "é proveniente do Mar do Norte".
O EMGFA escreve ainda que "este é um procedimento normal de vigilância dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, sempre que navios de guerra de países que não pertencem à NATO navegam em águas portuguesas".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782840/forcas-armadas-acompanham-passagem-de-navio-russo-por-aguas-portuguesas
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Ucrânia suspende exportação de eletricidade após danos causados por ataques russos
Lusa
10 out 2022 18:29
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Fonte de imagem: sapo.pt
A Ucrânia anunciou hoje que vai suspender as exportações de eletricidade a partir desta terça-feira, devido aos danos causados pelos recentes bombardeamentos russos que afetaram várias instalações energéticas.
Os bombardeamentos de hoje, "que atingiram a geração de calor e subestações elétricas", forçaram a Ucrânia "a parar as exportações de eletricidade a partir de 11 de outubro de 2022 para estabilizar o seu próprio sistema de energia", anunciou o Ministro da Energia, German Galushchenko, através da sua conta no Facebook.
"Foi a exportação de eletricidade da Ucrânia que ajudou a Europa a reduzir o consumo de recursos energéticos russos. É por isso que a Rússia está a destruir o nosso sistema energético, matando a possibilidade de exportar eletricidade da Ucrânia", disse o ministro.
O primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal, avançou que espera que seja possível reparar "entre hoje e amanhã" (terça-feira) as infraestruturas elétricas danificadas pelos ataques lançados pela Rússia nas últimas horas em várias cidades do país, incluindo Kiev, e que já fizeram pelo menos onze mortos.
Shmigal declarou que, apesar de "dezenas de mísseis" terem atingido as instalações e infraestruturas energéticas de até onze regiões e a cidade de Kiev, "a maioria" pode ser reparada ainda hoje.
"O fornecimento de eletricidade foi interrompido em quase todo o país. Há problemas com o abastecimento de água em oito regiões. O governo, juntamente com todos os departamentos responsáveis, iniciou a implementação de um plano operacional para a reparação de aparelhos danificados", disse.
Para facilitar os trabalhos de reparação, Shmigal pediu à população que limitasse o consumo de eletricidade, especialmente à noite, pelo menos durante os "poucos dias" que se espera que todo este processo dure.
"Se possível, não ligue os dispositivos mais consumidores de energia --- aquecedores, fogões elétricos e chaleiras, caldeiras, micro-ondas, máquinas de lavar roupa, máquinas de café, ferros -- para reduzir a carga no nosso sistema elétrico e permitir restabelecê-lo o mais rapidamente possível", disse.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
ANP // PDF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/economia/ucrania-suspende-exportacao-de-eletricidade_634457afcb81f21b45249481
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Rússia prolonga prisão de opositor distinguido com prémio de direitos humanos do Conselho da Europa
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 19:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A justiça russa prolongou hoje até 12 de dezembro a prisão preventiva do opositor Vladimir Kara-Murza, hoje galardoado com o prémio Vaclav Havel de direitos humanos do Conselho da Europa.
O tribunal Basmanni de Moscovo rejeitou o pedido da defesa, de uma medida cautelar menos severa para o ativista anti-regime.
Kara-Murza, detido desde abril por ter “desacreditado” as Forças Armadas da Rússia, foi acusado de alta traição por criticar no estrangeiro as autoridades russas, incluindo em Lisboa.
O Serviço Federal de Segurança (FSB, os serviços de informações russos) também considerou que o ativista político “colaborou durante muito tempo com um dos países da NATO”.
Na Rússia, o delito de alta traição pode implicar uma pena entre 12 e 20 anos de prisão.
Kara-Murza, que nega as acusações, foi hoje contemplado também por ter criticado publicamente desde o início “a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”.
O galardão foi entregue a sua mulher, Evgenia Kara-Murza, que vive com os seus três filhos nos Estados Unidos.
“Estou aqui porque há quase 20 anos me casei com um homem íntegro, um homem cuja honestidade, cujo sentido do dever e da honra é verdadeiramente inspirador, apesar de bastante difícil para quem o pratica”, disse a mulher do opositor.
Kara-Murza, que escrevia artigos de opinião em diversos ‘media’, incluindo o Washington Post, e residia fora da Rússia, regressou ao seu país apesar das numerosas advertências e foi detido em abril por alegadamente difundir informações falsas sobre o Exército.
Considerado pela Amnistia Internacional (AI) um preso de consciência, pertencia ao círculo próximo do opositor Boris Nemtsov, assassinado em Moscovo em 2015, e trabalhou para a organização Rússia Aberta de Mikhail Khodorkovski, o ex-oligarca que no exílio se tornou acérrimo crítico do Presidente russo Vladimir Putin.
O jornalista e opositor de 41 anos, declarado agente estrangeiro na Rússia e que também fez campanha a favor da “lista Magnitski” de sanções contra os atentados aos direitos humanos na Rússia, foi acusado de desacreditar as Forças Armadas num discurso pronunciado perante a Câmara de representantes do Arizona, nos Estados Unidos, em 15 de março.
Kara-Murza garante ter sido envenenado por agentes russos em duas ocasiões, em 2015 e 2017, devido às suas atividades públicas. Segundo o coletivo de investigação Bellingcat, terá sido seguido pela mesma unidade do FSB que terá envenenado o líder da oposição Alexei Navalny, atualmente a cumprir oito anos de prisão.
Na passada terça-feira, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (CEDH) condenou Moscovo por ter anulado a candidatura de Vladimir Kara-Murza às eleições na Rússia pelo facto de possuir dupla nacionalidade russa e britânica.
O opositor possui nacionalidade russa desde o seu nascimento e obteve a nacionalidade britânica após se ter instalado no Reino Unidos aos 15 anos, juntamente com sua mãe.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-prolonga-prisao-de-opositor-distinguido-com-premio-de-direitos-humanos-do-conselho-da-europa
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Ucrânia contraria Putin e diz que ataques de hoje não são resposta a explosão de ponte da Crimeia
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 19:54
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os serviços secretos ucranianos acusaram a Rússia de estar a preparar os bombardeamentos de hoje desde o início do mês, contrariando a versão russa de que foram uma resposta à explosão na ponte da Crimeia.
“Os russos têm vindo a planear ataques com mísseis a Kiev e às infraestruturas das cidades ucranianas desde o início de outubro”, disse a Direção de Inteligência do Ministério da Defesa ucraniano, citada pela agência noticiosa Ukrinform.
As forças russas receberam instruções do Kremlin (Presidência) em 02 e 03 de outubro, para preparar ataques de mísseis contra “infraestruturas civis críticas e áreas centrais de cidades ucranianas densamente povoadas”, segundo os serviços secretos ucranianos.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que os bombardeamentos de hoje foram uma resposta ao “ataque terrorista” contra a ponte de Kerch entre a Crimeia e a Rússia, no sábado, que atribuiu aos serviços secretos ucranianos.
“É evidente que os serviços especiais ucranianos foram os organizadores e os autores do ataque” na ponte, disse Putin durante uma reunião do Conselho de Segurança da Federação russa, segundo a transcrição publicada no ‘site’ do Kremlin.
A ponte é vista como um símbolo da anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014.
Desde o início da guerra em curso, em 24 de fevereiro deste ano, tem sido utilizada no transporte de equipamento militar pesado e no reabastecimento das tropas russas no sul da Ucrânia.
Apesar dos danos sofridos no sábado, parte da ponte continua a ser usada.
O porta-voz Estado-Maior General das Forças Armadas ucranianas, Yuzef Venskovich, disse que muitos dos mísseis usados hoje foram lançados a partir dos mares Cáspio e Negro.
Venskovich disse que a ameaça de ataques com mísseis “existe em qualquer altura”, pelo que as forças armadas ucranianas permanecerão vigilantes.
“Apelo aos cidadãos para que observem medidas de segurança”, disse, pedindo que “devem ir para os abrigos” se soarem os alarmes de ataques aéreos.
Os ataques desta manhã visaram Kiev, Khmelnytskiy, Lviv, Dnipro, Vinnitsia, Zaporijia, Sumi, Kharkiv e Jitomir.
Os bombardeamentos provocaram 11 mortos e 89 feridos, de acordo com o balanço mais recente das autoridades ucranianas.
Algumas das cidades atingidas sofreram cortes no fornecimento de energia elétrica.
O Governo apelou à população para que reduzisse o consumo de eletricidade entre as 17:00 e as 22:00 locais (mais duas horas em relação a Lisboa).
Anunciou também a suspensão da exportação de eletricidade a partir de terça-feira, para estabilizar o seu próprio sistema de energia.
“Foi a exportação de eletricidade da Ucrânia que ajudou a Europa a reduzir o consumo de recursos energéticos russos. É por isso que a Rússia está a destruir o nosso sistema energético, matando a possibilidade de exportar eletricidade da Ucrânia”, disse o ministro da Energia ucraniano, German Galushchenko.
As informações sobre a guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-contraria-putin-e-diz-que-ataques-de-hoje-nao-sao-resposta-a-explosao-de-ponte-da-crimeia
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Assembleia-geral da ONU aprova votação pública sobre anexações russas de territórios ucranianos
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 22:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) decidiu hoje que a votação da resolução que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia será feita de forma pública e não secreta, após receber 107 votos favoráveis nesse sentido.
Os 193 Estados-membros da ONU reuniram-se na tarde de hoje para discutir a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, com o presidente da Assembleia-Geral, Csaba Korosi, a levar a votos um pedido da Albânia para que a votação fosse pública, após terem circulado informações de que a Rússia pretendia que os votos fossem secretos.
Na votação levada a cabo por Korosi, 107 países posicionaram-se a favor do voto público, 13 contra e 39 abstiveram-se, segundo dados da ONU.
A reunião de hoje surge na sequência de um veto imposto por Moscovo numa resolução que foi a votos, no passado dia 30 de setembro, no Conselho de Segurança da ONU e que condenava os referendos organizados nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, no leste e sul da Ucrânia, e a sua consequente anexação pela Federação Russa.
Na passada quinta-feira, a Rússia pediu que a votação da resolução na Assembleia-Geral da ONU fosse secreta.
O embaixador da Rússia junto da ONU, Vasily Nebenzya, disse, numa carta de seis páginas enviada a todos os outros embaixadores da ONU e obtida pela agência Associated Press (AP), que o conselho jurídico da ONU confirmou que uma votação secreta pode ser usada “na tomada de decisões”.
Aparentemente, a Rússia esperava obter um maior apoio por parte de alguns dos 193 Estados-membros da Assembleia-Geral se os votos não forem públicos.
Após a decisão hoje adotada, os Estados-membros da ONU irão debater o tema, sendo esperada a votação da resolução no final das discussões, o que poderá acontecer na quarta-feira.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/assembleia-geral-da-onu-aprova-votacao-publica-sobre-anexacoes-russas-de-territorios-ucranianos
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Biden promete que Putin pagará pelos ataques a várias cidades da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
10 out 2022 20:09
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou hoje o bombardeamento maciço de várias cidades da Ucrânia e prometeu que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, será responsabilizado pelas "atrocidades" cometidas durante a guerra.
“Os Estados Unidos condenam veementemente os ataques de mísseis russos de hoje na Ucrânia, incluindo em Kiev. Esses ataques mataram e feriram civis, além de destruir infraestruturas não militares”, criticou Biden, em comunicado.
O líder norte-americano, que transmitiu as condolências aos familiares das vítimas, considerou que esses atentados “demonstram mais uma vez a completa brutalidade da guerra ilegal de Putin contra o povo ucraniano”.
“Esses ataques apenas reforçam o nosso compromisso com o povo da Ucrânia. Juntamente com os nossos aliados, continuaremos a impor sanções à Rússia, pela sua agressão, continuaremos a responsabilizar Putin e a Rússia pelas suas atrocidades e crimes de guerra, bem como a fornecer o apoio necessário à Ucrânia”, prometeu o Presidente dos EUA.
Pouco antes, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, tinha telefonado ao seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, para expressar o seu apoio, perante os ataques russos de hoje.
Os bombardeamentos russos em larga escala lançados hoje contra várias cidades ucranianas, incluindo Kiev, provocaram numerosas vítimas e a destruição de importantes infraestruturas, enquanto a população procura proteção em abrigos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa mensagem ao povo ucraniano, disse que os ataques em várias regiões da Ucrânia visam danificar as infraestruturas de energia e provocar baixas entre a população civil.
A Rússia realizou estas iniciativas militares dois dias depois de um ataque numa ponte que liga a Crimeia à Rússia, pelo qual Moscovo acusa Kiev.
O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou lançar novos ataques, se a Ucrânia insistir em cometer “ataques terroristas” contra a Rússia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/biden-promete-que-putin-pagara-pelos-ataques-a-varias-cidades-da-ucrania
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Ucrânia: Serviços secretos põem na lista de “busca e captura” Medvedev e Zakharova
Por MultiNews Com Lusa em 19:20, 10 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Inauguration_of_Dmitry_Medvedev_7_May_2008-7.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os serviços secretos ucranianos puseram na lista de “busca e captura” o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dimitri Medvedev, e os porta-vozes dos Negócios Estrangeiros e da Defesa russos, Maria Zakharova e Igor Konashenkov.
A Ucrânia acusa o ex-presidente da Federação Russa e atual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dimitri Medvedev, de infringir a segunda parte do artigo 110 do Código Penal, que implica uma “fragilização da integridade territorial e da inviolabilidade da Ucrânia cometida por uma pessoa que é um representante do poder”, nos termos da base de dados do Ministério do Interior ucraniano.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), que é a principal agência de segurança e informações do Governo ucraniano nas áreas de contraespionagem e combate ao terrorismo, também incluiu na mesma lista a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, que incorreu na terceira parte do mesmo artigo do Código Penal: a “fragilização da integridade territorial e da inviolabilidade da Ucrânia” e “a morte de pessoas ou outras consequências graves”.
Outro dos nomes adicionados à lista pelos serviços secretos ucranianos foi o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, que, nas últimas horas, defendeu que “o objetivo dos ataques” contra a Ucrânia “foi alcançado”.
Zakharova afirmou no sábado, após o ataque à ponte de Kerch, a principal via de ligação entre a Rússia e a Crimeia, que a reação da Ucrânia àquele acontecimento testemunhava “a natureza terrorista do regime de Kiev”.
Por sua vez, Medvedev afirmou que os ataques com mísseis hoje lançados por Moscovo sobre o centro de Kiev e outras cidades ucranianas mais não são que “o primeiro episódio”, ameaçando que “haverá outros”.
Segundo a Polícia Nacional Ucraniana, o mais recente balanço dos bombardeamentos de hoje com mísseis russos a vários pontos do território ucraniano aponta para 11 mortos e 89 feridos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 229.º dia, 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-servicos-secretos-poem-na-lista-de-busca-e-captura-medvedev-e-zakharova/
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Quem é o “General Armageddon”? Novo comandante militar da Rússia na Ucrânia é conhecido pela capacidade de agir “brutalmente” na guerra
Por Francisco Laranjeira em 07:30, 11 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A 8 de outubro, no mesmo dia em que uma grande explosão atingiu a ponte que liga a Crimeia à Rússia, o Ministério da Defesa russo anunciou que o general Sergey Surovikin havia sido nomeado o novo comandante das forças russas na Ucrânia. O anúncio marca a primeira vez que um indivíduo foi oficialmente declarado responsável pelo esforço de guerra; anteriormente, apenas os comandantes que lideravam grupos específicos de forças eram nomeados publicamente pelo ministério.
Surovikin, que os media russos chamaram de “General Armageddon” pela sua capacidade de agir “brutalmente” na guerra, ganhou as manchetes pela primeira vez durante o fracassado golpe soviético de 1991, quando três manifestantes foram mortos sob seu comando.
O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, nomeou um novo comandante para liderar as forças russas na Ucrânia: o general Sergey Surovikin. Em 2017, Surovikin foi nomeado Comandante das Forças Aeroespaciais Russas e, desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, ele liderou o grupo de forças “Sul” da Rússia, que capturou a cidade de Sievierodonetsk.
Em abril, a ‘BBC News’ informou que o general Alexander Dvornikov, chefe do Distrito Militar do Sul da Rússia, havia sido colocado no controlo do esforço de guerra do país na Ucrânia. Mais tarde, um grupo de investigadores independentes da Equipa de Inteligência de Conflitos, citando uma fonte, informou que o vice-ministro da Defesa, Gennady Zhidko, havia substituído Dvornikov como o líder das tropas da Rússia.
Agora com 55 anos, Surovikin já serviu nas forças especiais soviéticas, inclusive no Afeganistão. Durante a tentativa de golpe de 1991, o então jovem de 24 anos estava no comando da 2ª Divisão de Fuzileiros Motorizados da Guarda, que tentou romper as barricadas no cruzamento do Garden Ring de Moscovo com a Avenida Novy Arbat. Três manifestantes foram mortos nos confrontos. Surovikin passou vários meses sob custódia, mas as acusações contra ele foram levantadas (o Ministério Público de Moscovo determinou que ele estava “a cumprir as ordens do seu comando”).
Sergey Surovikin mais tarde participou do conflito armado que abalou o Tajiquistão no início dos anos 1990 e na Segunda Guerra Chechena. O líder checheno Ramzan Kadyrov escreveu no sábado que conhece bem Surovikin há quase 15 anos, acrescentando que “o grupo unido de forças está agora em boas mãos” e que está confiante de que Surovikin “fará as coisas certas” na frente.
Surovikin também liderou as tropas russas na Síria, depois de ter sido nomeado comandante das forças russas na Síria em maio de 2017. Em outubro daquele ano, ele foi encarregado das Forças Aeroespaciais Russas e, em dezembro, foi nomeado Herói da Rússia pela operação que liderou na Síria. Em agosto de 2021, Surovikin foi promovido ao posto de general – o posto mais alto ocupado por qualquer oficial atualmente ao serviço nas forças armadas da Rússia.
Segundo uma fonte próxima ao Kremlin, Surovikin é um defensor do lançamento de ataques de mísseis em larga escala em infraestruturas, incluindo infraestruturas civis. “Surovikin não é sentimental”, diz-se nos corredores do Kremlin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/quem-e-o-general-armageddon-novo-comandante-militar-da-russia-na-ucrania-e-conhecido-pela-capacidade-de-agir-brutalmente-na-guerra/
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ONU teme nova onda de refugiados após ataques russos a cidades ucranianas
MadreMedia / AFP
11 out 2022 08:19
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Fonte de imagem: AFP
O chefe da ONU para os refugiados alertou nesta segunda-feira que mais pessoas podem ser forçadas a deixar as suas casas na Ucrânia, após ataques russos com mísseis em Kiev e outras cidades.
"O horror do que aconteceu hoje na Ucrânia é imperdoável", disse, na segunda-feira, em Genebra o alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.
"O bombardeamento contra civis, casas e infraestruturas não militares de forma indiscriminada em muitas cidades da Ucrânia significa que a guerra tornou-se mais difícil para os civis. Temo que os eventos destas últimas horas causem mais deslocamentos."
A Rússia lançou na segunda-feira a sua maior onda de ataques na Ucrânia em resposta à explosão de uma ponte que liga a península da Crimeia.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro, mais de 7,6 milhões de ucranianos fugiram para a Europa em busca de asilo.
Embora muitos deles tenham retornado, mais de 4,2 milhões de ucranianos registaram-se para obter a condição de proteção temporária em países da UE. Quase 7 milhões de pessoas deslocaram-se dentro do país, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Grandi indicou que as pessoas poderiam mobilizar-se dentro da Ucrânia após os ataques desta segunda-feira, que deixaram 14 mortos e quase 100 feridos, segundo Kiev.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-teme-nova-onda-de-refugiados-apos-ataques-russos-a-cidades-ucranianas
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G7 reúne-se esta terça-feira com Zelensky: situação na Ucrânia após violentos ataques russos a Kiev vai estar em debate
Por Francisco Laranjeira em 07:15, 11 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O G7, grupo dos sete países com as maiores economias do mundo, vão reunir-se esta terça-feira, por videoconferência, para debater a situação na Ucrânia.
“Os países do G7 vão participar numa videoconferência às 14 horas (hora europeia). O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, vai participar no início da reunião”, anunciou o porta-voz do Governo alemão, Steffen Gebeshreit.
A confirmação surge após os ataques desta segunda-feira, durante a hora de ponta, em 16 cidades ucranianas, incluindo Kiev, que danificaram edifícios, ruas e também um parque infantil no centro da capital. O objetivo de Putin para estes ataques era atingir infraestruturas de energia, militares e de comunicação. Foram lançados 83 mísseis, confirmou a ministra da defesa ucraniana, dos quais 43 foram abatidos.
O consulado alemão terá sido atacado por um dos mísseis, embora ainda não haja informações sobre possíveis mortos ou feridos, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/g7-reune-se-esta-terca-feira-com-zelensky-situacao-na-ucrania-apos-violentos-ataques-russos-a-kiev-vai-estar-em-debate/
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Vingança de Putin lança terror sobre Kiev
11 de outubro 2022 às 08:27
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Fonte de imagem: AFP
Após o ataque contra a ponte de Kerch, joia da coroa de Putin, foram bombardeados alvos civis por toda a Ucrânia.
Mostrando-se de orgulho ferido pelo ataque contra a sua preciosa ponte de Kerch, entre a Crimeia e a Rússia, Vladimir Putin lançou ataques massivos e indiscriminados contra alvos civis, de Kiev, a Odessa, Kharkiv ou Lviv. Ameaçando que a escalada pode não ficar por aqui. “Que não haja dúvida”, declarou o Presidente russo, perante as câmaras, dirigindo-se ao seu conselho de segurança. “Se as tentativas de ataques terroristas continuarem, a resposta da Rússia será severa”. Levando aliados da Ucrânia, como a Alemanha, a comprometerem-se ainda mais com a sua defesa, enquanto um dos poucos amigos do Kremlin, a Bielorrússia, ameaçava os ucranianos.
Kiev já não via um horror assim desde o início da guerra. Mesmo aí, os alvos russos pareciam ser sobretudo militares. Desta vez, mísseis russos atingiram a ponte Klitschko, nomeada em honra do presidente da Câmara, feita de vidro e atravessando o rio Dnipro, que servia pedestres e bicicletas e tem uma das vistas mais populares entre turistas. Assim como uma das mais movimentadas estradas da capital ucraniana, em plena hora de ponta. Foi destruída uma marshrutka, ou seja, uma das carrinhas taxis tão populares na Ucrânia (foto acima).
O objetivo do Kremlin foi massacrar o máximo de civis possível, acusou Volodymyr Zelensky. “Eles querem pânico e caos”, frisou o Presidente da Ucrânia, explicando que o principal alvo do Kremlin foi a infraestrutura energética ucraniana, estando o inverno à porta, com as temperaturas a começar a baixar. “O segundo alvo foram as pessoas. As horas e os alvos foram especialmente escolhidos para causar o máximo de estragos possível”.
É difícil ter uma leitura diferente de Zelensky. Quando sirenes soaram em Kiev, pouco antes do começo das aulas, crianças tiveram de fugir de um parque infantil, onde cairia um míssil. A Filarmónica Nacional da Ucrânia também foi atingida, anunciou o ministério da Cultura, assim como vários museus.
“Foi horrível. Num instante apareceu um buraco nas nossas vidas”, relatou Olena Badakh, uma avó cujo apartamento tem vista para o parque infantil em Shevchenko, falando à BBC. “Passei a minha vida inteira aqui. Fui à escola aqui. Limpei o parque, plantei relva. O meu filho e agora o meu neto cresceram aqui”, lamentou o marido de Olena, Valeri, perto da cratera. “Há sempre tantos miúdos aqui”.
Se o objetivo de Putin era desmoralizar os ucranianos, o que não faltou foi gente que ficou ainda mais determinada em enfrentar os invasores. “Não sei no que Putin está a pensar. Não consigo sequer dizer se está doente ou a tentar assustar-nos”, disse Tetiana Kononir, uma residente que observava a limpeza do parque Shevchenko enquanto conversava com um correspondente do Guardian. “Isto só nos une ainda mais”.
Humilhação Se a explosão na ponte de Kerch - esta não foi reivindicada pelo Governo de Zelensky, que apontou o dedo a um eventual conflito entre o aparelho de segurança russo e os mercenário da Wagner, que ganham cada vez mais peso nas operações de guerra - foi motivo para celebrações de ucranianos nas redes sociais, para Putin foi mais uma humilhação.
Ainda por cima sendo a Crimeia a joia da coroa do Kremlin na Ucrânia. É difícil saber quão impopular a atual invasão é, mas a anexação desta península, em 2014, foi amplamente apoiada pelos russos, causando um pico na popularidade de Putin e não sendo sequer questionada pela oposição, incluindo por figuras como Navalny.
Este ataque contra a ponte de Kerch surgiu numa altura em que muitos russos se viram contra o esforço de guerra, devido à mobilização militar parcial. Enquanto muitos dos mais fervorosos nacionalistas se insurgiam contra Putin, exigindo que seja mais dura. O massacre de civis em cidades ucranianas já satisfez alguns deles.
“Nós avisamo-vos, Zelensky, que a Rússia ainda não tinha começado a sério”, escreveu no Telegram, Ramzan Kadyrov, o senhor da guerra que controla a Chechénia, que nas últimas semanas se atrevera a criticar publicamente generais russos. “Agora estou 100% satisfeito com a forma como a guerra está a ser conduzida”.
No entanto, se 45 dos 75 mísseis disparados sobre cidades ucranianas esta segunda-feira foram intercetados, anunciou Kiev, talvez os próximos ataques russos sejam mais difíceis. Tendo até a Alemanha, tão reticente em enviar armamento para a Ucrânia, decidido enviar sistemas de defesa antiaérea IRIS-T SLM já nos próximos dias.
“O renovado fogo de mísseis sobre Kiev e muitas outras cidades mostra o quão importante é fornecer à Ucrânia sistemas de defesa aéreos rapidamente”, declarou a ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht.
Já a Bielorrussia parece ponderar entrar na guerra, formando um grupo militar com a Rússia. Mas há dúvidas que isso seja mais do que uma ameaça. “Estou cético da Bielorrússia entrar no conflito”, avaliou William Alberque, investigador do International Institute for Strategic Studies, à France Press. “As tropas bielorrussas estão sobretudo dedicadas a reprimir o seu próprio povo”, lembrou.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782873/vinganca-de-putin-lanca-terror-sobre-kiev
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Bombardear ponte da Crimeia
11 de outubro 2022 às 08:39
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Afinal, hoje, perante a impossibilidade de Moscovo ser assim aceite por qualquer ucraniano a bem, é caso para perguntar o que quer ele com esta Guerra. Diga-nos, Sr. Putin, o que quer agora? Porque não põe as suas tropas em casa, em vez as fazer morrer sem glória e só temporariamente?
Os russos querem fazer-nos ter pena dos 3 mortos no bombardeamento da Ponte da Crimeia, que nem se sabe quem o fez (mas Putin também demonstrou preferir não o saber). Mas como podemos ter assim tanta pena deles (embora todos os mortos nos façam pena, e o principal responsável pelos desta Guerra é Putin), se há demasiados russos a apoiarem Putin e as suas loucuras, e a Rússia ataca e mata indiscriminadamente civis ucranianos, incluindo criancinhas – como agora, nesta suposta vingança.
O que dizer de um ataque a um parque infantil em Kiev.
Putin, com esta Guerra, já demonstrou ser estúpido e indiferente ao seu próprio povo. E não há terrorismo mais perigoso do que o estúpido. Mas é pela estupidez que os nazis têm sido vencidos.
Afinal, hoje, perante a impossibilidade de Moscovo ser assim aceite por qualquer ucraniano a bem, é caso para perguntar o que quer ele com esta Guerra. Diga-nos, Sr. Putin, o que quer agora? Porque não põe as suas tropas em casa, em vez as fazer morrer sem glória e só temporariamente? Só porque tem cada vez mais medo dos seus inimigos internos, também nazis e imperialistas? O que lhe dá alento? Haver ainda uma ou outra pessoa no Ocidente que falam em falcões que apoiam neste guerra os EUA e em entusiastas que apoiam Kiev? Mas não serão esses cada vez mais minoritários? Acredita sinceramente nas patacoadas que diz, mais o porta-voz do Kremlin, mais o MNE russo?
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782884/bombardear-ponte-da-crimeia
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Balanço das autoridades ucranianas aponta para 19 mortos e 105 feridos nos ataques russos a várias cidades
11 de outubro 2022 às 10:00
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/11/834643.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Mísseis atingiram sobretudo infraestruturas de energia, deixando mais de 300 localidades ucranianas sem luz. A Ucrânia já anunciou que vai interromper as exportações de eletricidade para a Europa.
Os ataques russos a diversas cidades na Ucrânia provocaram pelo menos 19 mortos e 105 feridos, informaram as autoridades ucranianas num novo balanço divulgado esta terça-feira de manhã.
"De acordo com dados preliminares, 19 pessoas morreram e 105 ficaram feridas", afirmou o serviço estatal para situações de emergência ucraniano na rede social Telegram.
No último balanço partilhado na noite de ontem, estavam indicados 14 mortos e 97 feridos nos bombardeamentos que atingiram várias cidades ucranianas, incluindo a capital de Kiev, que desde o final de junho não sofria ataques das tropas russas.
Além de Kiev, as cidades de Lviv, Dnipro, Zaporijia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr e outras tantas foram também atingidas por mísseis russos na segunda-feira.
Os ataques danificaram gravemente a rede de eletricidade da Ucrânia, ao deixar mais de 300 localidades sem luz, explicou a mesma fonte.
Os cortes de energia estão a afetar muitas regiões, pelo que a Ucrânia terá de interromper as exportações de eletricidade para a Europa.
O Presidente da Rússia confirmou ontem a autoria dos ataques e justificou-os com o ataque “terrorista” que ocorreu no sábado contra a ponte que liga o território russo à península da Crimeia, parte do sul da Ucrânia que está anexada a Moscovo desde 2014.
Também admitiu que o objetivo dos mísseis enviados era atingir infraestruturas de energia, militares e de comunicação.
Esta manhã, já se registou um novo ataque russo na cidade de Zaporíjia, no sul do país, que tem sido atingida por bombardeamentos russos nas últimas semanas. Doze mísseis do tipo S-300 acertaram em infraestruturas civis, o que resultou na morte de uma pessoa, de acordo com o serviço estatal para situações de emergência.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782892/balanco-das-autoridades-ucranianas-aponta-para-19-mortos-e-105-feridos-nos-ataques-russos-a-varias-cidades
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Ucrânia: Assembleia Geral da ONU rejeita votação secreta proposta pela Rússia sobre as quatro regiões anexadas
Por Francisco Laranjeira em 10:49, 11 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia não obteve os votos necessários para realizar, de forma secreta, a votação de uma resolução sobre as anexações russas na Ucrânia na Assembleia Geral das Nações Unidas, depois de a maioria dos países ter-se manifestado contra – mais especificamente, uma proposta da Albânia para a votação ser realizada de forma aberta venceu, com 107 votos a favor, 13 contra e 39 abstenções, segundo revelou a ONU em comunicado.
O representante albanês na ONU argumentou que manter tal votação em segredo seria um “precedente perigoso” numa questão tão substantiva de paz e segurança sem que cada país tornasse público o seu ponto de vista sobre o conflito na Ucrânia.
A votação que a Rússia pretendia manter secreta era uma condenação, proposta pelos Estados Unidos, à anexação da Rússia das quatro regiões ucranianas após os referendos realizados entre 23 e 27 de setembro.
O representante da Rússia nas Nações Unidas, Vasili Nebenzia, criticou a decisão. “Foi uma manifestação ultrajante em nome da Assembleia Geral que nunca tinha visto durante o meu mandato aqui”, frisou, em declarações à agência ‘TASS’.
A Rússia já havia feito campanha antecipada para que a votação fosse secreta, aparentemente à espera de um resultado melhor.
Ao contrário do Conselho de Segurança, as resoluções da Assembleia Geral da ONU não são vinculantes sob o Direito Internacional. A votação, agora de forma aberta, será suficiente apenas como um teste global de sentimento em relação à guerra na Ucrânia por parte dos Estados-membros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-assembleia-geral-da-onu-rejeita-votacao-secreta-proposta-pela-russia-sobre-as-quatro-regioes-anexadas/
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Ucrânia: Bombardeamentos russos de 2.ª feira podem configurar crime de guerra, afirma a ONU
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:36, 11 Out 2022
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Os bombardeamentos russos de várias cidades na Ucrânia, na segunda-feira, “podem ter violado” as leis da guerra e equivaler a crimes de guerra se “foram intencionalmente visados” alvos civis, declarou hoje a ONU.
“Pedimos à Rússia que se contenha perante qualquer escalada” de violência, disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, numa conferência na sede da ONU em Genebra.
A organização considera particularmente inquietante os alvos atingidos – alvos civis – bem como o momento escolhido para bombardear os alvos na Ucrânia, em horas de grande movimento de pessoas nas ruas.
O gabinete de direitos humanos da ONU confirmou hoje que pelo menos 12 pessoas foram mortas e mais de uma centena feridas nos bombardeamentos russos de segunda-feira em cidades ucranianas, sublinhando que muitos dos projéteis visaram alvos civis, o que viola o direito internacional.
As autoridades ucranianas avançaram números mais elevados de vítimas, com 19 mortos e 105 feridos.
A porta-voz disse que os ataques a Kiev, Dnipropetrovsk, Zaporijia, Sumy e outras áreas causaram danos em pelo menos 12 infraestruturas energéticas e algumas foram destruídas, outra indicação de ataques deliberados a alvos civis.
“Estes ataques, com o inverno à porta, levantam preocupações sobre a segurança de civis e populações vulneráveis”, alertou Shamdasani, que sublinhou que tornar alvos as infraestruturas indispensáveis à sobrevivência da população “é proibido pelo direito humanitário internacional”.
“Exortamos a Federação Russa a abster-se de uma nova escalada no conflito e a pedimos que tome todas as medidas necessárias para evitar baixas civis e danos em infraestruturas não militares”, concluiu a porta-voz.
Mísseis, foguetes e drones russos caíram sobre a Ucrânia em retaliação pelo ataque, “terrorista”, segundo o Presidente russo, Vladimir Putin, que destruiu parcialmente a ponte que liga a Rússia à península da Crimeia, anexada em 2014.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/ucrania-bombardeamentos-russos-de-2-a-feira-podem-configurar-crime-de-guerra-afirma-a-onu/
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Turquia pede cessar-fogo à Rússia em vésperas de encontro de Erdogan com Putin
MadreMedia / AFP
11 out 2022 10:20
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Arquivo / Lusa
A Turquia pediu, nesta terça-feira, um cessar-fogo viável entre a Rússia e a Ucrânia "o mais rápido possível", dizendo que ambos os lados estão a afastar-se da via diplomática à medida que a guerra se arrasta. Erdogan espera encontrar-se com Putin na quarta-feira.
"Um cessar-fogo deve ser estabelecido o mais rápido possível. Quanto mais cedo melhor", disse o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, em entrevista à televisão turca.
Na quarta-feira, o presidente Recep Tayyip Erdogan vai reunir-se com o homólogo russo, Vladimir Putin, à margem de uma conferência regional na capital do Casaquistão, Astana, disse um funcionário do governo turco à AFP.
A Turquia permanece neutra durante o conflito na Ucrânia, mantendo boas relações com os seus dois vizinhos do Mar Negro -- a Rússia e a Ucrânia.
Erdogan ainda não comentou os ataques mais recentes dos russos a cidades da Ucrânia na segunda-feira, que mataram pelo menos 19 pessoas e feriram mais de 100.
Mas o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, já conversou com o homólogo ucraniano Dmytro Kuleba após os ataques, disse uma fonte diplomática turca, sem dar mais detalhes.
Erdogan, que se encontrou com Putin à margem da conferência no Uzbequistão no mês passado, espera reunir Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para negociações de paz, que nenhum dos lados demonstrou querer particularmente, mas que as autoridades turcas insistem que são essenciais e realistas.
A Turquia é um membro da NATO que se absteve em aderir às sanções ocidentais contra a Rússia. Erdogan está ansioso para impulsionar o comércio com Moscovo, enquanto tenta estabilizar a economia turca na corrida para as eleições de junho próximo.
Contudo, Ancara cedeu à pressão dos Estados Unidos e confirmou que os últimos três bancos turcos que ainda processavam pagamentos com cartões russos estavam desligados.
A decisão seguiu-se a semanas de alertas cada vez mais contundentes de Washington para que a Turquia limitasse os laços económicos com a Rússia ou enfrentasse a ameaça de sanções.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-pede-cessar-fogo-a-russia-em-vesperas-do-encontro-de-erdogan-com-putin
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Ucrânia: Rússia reivindica novos ataques contra alvos militares e energéticos
Por MultiNews com Lusa em 13:06, 11 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia lançou hoje novos ataques contra alvos militares e instalações de energia na Ucrânia, um dia depois de ter efetuado bombardeamentos em grande escala em todo o país, anunciou o Ministério da Defesa russo.
“Hoje, as forças armadas russas continuaram a realizar ataques maciços com armas de longo alcance e de alta precisão a partir de bases terrestres e marítimas contra locais militares e instalações elétricas na Ucrânia”, disse o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov.
Sem precisar o número de ataques nem os locais visados, o porta-voz militar disse que os objetivos foram alcançados.
“Todos os locais designados foram atingidos”, disse Konashenkov, citado pela agência francesa AFP.
O porta-voz disse também que o exército russo repeliu os ataques ucranianos em várias frentes no sul e leste do país.
As autoridades da região de Lviv, na zona ocidental da Ucrânia, disseram que as forças russas bombardearam hoje uma infraestrutura de energia, num ataque que deixou 30 por cento da cidade sem eletricidade.
Lviv foi uma das áreas sujeitas a bombardeamentos maciços na segunda-feira, que atingiram várias partes da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev.
As autoridades ucranianas disseram que bombardeiros russos Tu-95 e Tu-160 que operam sobre o Mar Cáspio lançaram mísseis cerca das 07:00 locais de hoje (05:00 em Lisboa), mas sem dar informações sobre os alvos.
O comando militar da região de Zaporijia informou que as tropas russas dispararam 12 mísseis contra instalações civis na cidade na noite passada, num ataque que provocou um morto.
Os serviços de emergência ucranianos ativaram hoje um alerta de ataque aéreo a nível nacional.
“Atenção, ao longo do dia, há uma elevada probabilidade de ataques de mísseis em todo o território ucraniano”, anunciaram os serviços, segundo a agência espanhola EFE.
Os bombardeamentos de segunda-feira, que afetaram mais de 300 povoações, provocaram 19 mortos e mais de uma centena de feridos, disseram as autoridades ucranianas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que ordenou os bombardeamento na sequência da destruição parcial da ponte da Crimeia, no sábado, que atribuiu a um “ataque terrorista” dos serviços secretos ucranianos.
Os ataques russos foram condenados pelos aliados da Ucrânia, incluindo Portugal, e serão discutidos pelo G7 numa reunião urgente convocada para hoje.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai participar na reunião por videoconferência.
O grupo das sete economias mais desenvolvidas é constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
A União Europeia também está representada no G7.
A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela invasão russa do país, em 24 de fevereiro deste ano.
As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas partes em conflito não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-reivindica-novos-ataques-contra-alvos-militares-e-energeticos/
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Ucrânia: Rússia está aberta a negociações com o Ocidente mas aguarda proposta séria, reconhece Lavrov
Por Francisco Laranjeira em 13:15, 11 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Lavrov-Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro nos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garantiu que Moscovo está aberta a negociações com o Ocidente sobre a guerra na Ucrânia, salientando que até ao momento não recebeu qualquer proposta séria para negociar.
Em entrevista à televisão russa estatal, esta terça-feira, Lavrov afirmou que a Rússia está disposta a envolver-se em negociações com os Estados Unidos ou com a Turquia para encontrar uma solução para terminar com o conflito, que atravessa já o seu oitavo mês.
A recetividade da Rússia às negociações chega num momento em que as forças armadas russas têm sofrido derrotas pungentes desde o início de setembro, que mudou o ímpeto do conflito a favor da Ucrânia.
O responsável da diplomacia russa negou no entanto que a Rússia tenha recusado negociações, como foi apontado pelo porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby. “Isso é uma mentira”, disse Lavrov. “Não recebemos qualquer oferta séria para fazer contacto”, explicou, sublinhando que a Rússia não recusaria uma reunião entre o presidente Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em meados de novembro, na cimeira do G20 na Indonésia. “Dissemos repetidamente que nunca recusámos reuniões. Se houver uma proposta, então vamos considerá-la”, frisou.
Lavrov observou ainda que as negociações diretas entre a Rússia e a Ucrânia foram interrompidas no final de março. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky descartou falar com Putin depois de a Rússia ter reivindicado a anexação de quatro regiões ucranianas que ocupa parcialmente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-esta-aberta-a-negociacoes-com-o-ocidente-mas-aguarda-proposta-seria-reconhece-lavrov/
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NATO pondera envio de mais defesa aérea para a Ucrânia e prepara exercícios com armas nucleares
MadreMedia
11 out 2022 14:35
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Fonte de imagem: Lusa
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse em conferência de imprensa que os aliados estão a ponderar envio de mais sistemas de defesa aérea para Ucrânia e informa que os exercícios da próxima semana poderão incluir armas nucleares.
No rescaldo dos fortes ataques da Rússia a cidades ucranianas, na segunda-feira, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse em conferência de imprensa que os aliados estão a ponderar envio de mais sistemas de defesa aérea para Ucrânia.
Em vésperas de uma reunião de dois dias dos ministros da Defesa dos Aliados, na quarta-feira e quinta-feira em Bruxelas, o líder da Aliança Atlântica vincou que, por essa razão e apesar de "a NATO não ser parte do conflito", tem estado a prestar apoio "com um papel fundamental", para defesa da soberania da Ucrânia, assegurando que tal suporte se manterá "durante o tempo que for necessário".
"Estamos em conjunto com os aliados NATO a ponderar o envio de sistemas de defesa mais sofisticados de modo a melhorar a defesa aérea da Ucrânia", disse o secretário-geral.
"Temos de estar preparados para qualquer eventualidade e é esse um dos temas que vamos discutir amanhã na reunião com os ministros da defesa dos aliados NATO", acrescentou.
Numa altura em que o Kremlin ameaça o Ocidente com armas nucleares, Jens Stoltenberg salientou que "as ameaças nucleares do Presidente Putin são perigosas e irresponsáveis".
"A Rússia sabe que uma guerra nuclear não pode ser ganha e nunca deve ser travada", mas de qualquer forma "estamos a acompanhar de perto as forças nucleares russas", garantiu.
O secretário-geral disse ainda que os exercícios militares previstos para a próxima semana, "Steadfast Noon", poderão incluir armas nucleares.
"Este é um exercício de rotina que acontece todos os anos", enfatizou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
Segundo o jornal alemão Berliner Sonntagsblatt, na operação de treino militar, "Steadfast Noon", as forças da NATO praticam, entre outras manobras, o "transporte de armas nucleares entre silos e apuram-se os sistemas de lançamento das ogivas".
O secretário-geral deixou claro que a NATO defenderá todos os aliados e que a dissuasão nuclear é "segura e eficaz".
Em relação à ameaça nuclear por parte da Rússia, Stoltenberg disse que os aliados estão a monitorizar de perto, mas ainda não conseguiram ver movimentos nesse sentido.
"A NATO está preparada para defender os seus aliados, sempre esteve e ficou ainda mais quando a Rússia invadiu a Ucrânia", disse Stoltenberg aos jornalistas.
(notícia atualizada às 15h26)
*com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nato-pondera-envio-de-mais-defesa-aerea-para-a-ucrania
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Atribuídas 53 mil proteções temporárias a refugiados ucranianos
11 de outubro 2022 às 13:15
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/11/834663.jpg?type=Artigo)
João Campos Rodrigues
Segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), desde o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 53.126 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia. Dessas mais de 53 mil proteções concedidas, 31.362 foram dadas a mulheres e 21.764 a homens.
Dados do SEF dão conta de que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser Lisboa (11.512), Cascais (3.213), Porto (2.635), Sintra (1.814) e Albufeira (1.300).
Em simultâneo, informa este mesmo serviço, foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.662 menores, o que representa cerca de 25% do total.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782912/atribuidas-53-mil-protecoes-temporarias-a-refugiados-ucranianos
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Ucrânia: “Zelensly está ao mesmo nível de Osama bin Laden” e o Ocidente está “a patrocinar o terrorismo”, acusa presidente da Duma russa
Por Francisco Laranjeira em 14:52, 11 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/Chairman_of_the_State_Duma_Viacheslav_Volodin_Chairman_of_the_Supreme_People%E2%80%99s_Assembly_of_the_DPRK_Pak_Thae-song_and_First_Deputy_Chairman_of_the_State_Duma_Ivan_Melnikov.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Viacheslav Volodin, presidente da Duma russa, comparou esta terça-feira o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Osama bin Laden, o falecido líder da organização terrorista Al-Qaeda, acusando-o de “dar ordens para realizar ataques terroristas”.
“O presidente da Ucrânia, ao dar ordens para realizar ataques terroristas, está ao mesmo nível de Osama bin Laden e outros terroristas internacionais. Os políticos ocidentais que apoiam o regime de Zelensky estão a patrocinar o terrorismo”, acusou.
Assim, “o regime de Kiev tornou-se um terrorista”, dando como exemplo “os ataques regulares contra as infraestruturas cruciais de centrais nucleares em Zaporizhia e Kursk, o assassinato de figuras públicas na Ucrânia e na Rússia e a sabotagem da ponte da Crimeira”. “As ações de Zelensky causaram sofrimento ao povo ucraniano, refém das suas políticas nazis”, escreveu, na sua conta do Telegram, enfatizando “que a paciência da Rússia esgotou-se”.
Volodin lembrou ainda uma regra conhecida em todo o mundo, explicou. “Não se negoceia com terroristas”, afirmou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensly-esta-ao-mesmo-nivel-de-osama-bin-laden-e-o-ocidente-esta-a-patrocinar-o-terrorismo-acusa-presidente-da-duma-russa/
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China "preocupada" com guerra na Ucrânia após bombardeamentos russos
11 de outubro 2022 às 15:08
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/11/834678.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China expressou a “vontade” que o país tem de “trabalhar com a comunidade internacional” e desempenhar um “papel construtivo na redução das tensões”.
Após os recentes bombardeamentos das tropas russas em várias cidades ucranianas, a China expressou “preocupação” com o “desenvolvimento da situação atual na Ucrânia.
“A China pede às partes envolvidas que resolvam as suas diferenças por meio do diálogo e da consulta”, disse esta terça-feira Mao Ning, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa, salientanto a “vontade” que o país tem de “trabalhar com a comunidade internacional” e desempenhar um “papel construtivo na redução das tensões”.
Também hoje, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos confirmou que pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas os bombardeamentos russos no início desta semana, violando o direito internacional.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782924/china-preocupada-com-guerra-na-ucr-nia-apos-bombardeamentos-russos-
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Apoiantes de Putin elogiam ataques de segunda-feira e pedem para manter esta intensidade
11 de outubro 2022 às 15:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/11/834684.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Os elogios partiram dos comentadores nacionalistas russos e correspondentes de guerra dos media estatais, que há muito esperavam por uma resposta à contra-ofensiva ucraniana que decorreu nas últimas semanas, tendo sido o ataque à ponte entre a Rússia e a Crimeia a gota de água para avançar com os bombardeamentos de ontem, que provocaram a morte de pelo menos 19 pessoas e mais de 100 feridos.
Figuras pró-Kremlin elogiaram a grande série de ataques russos, que aconteceram esta segunda-feira em várias cidades ucranianas, incluindo a capital Kiev, e pedem ao Presidente Vladimir Putin para manter a intensidade da ação militar.
Os elogios partiram dos comentadores nacionalistas russos e correspondentes de guerra dos media estatais, que há muito esperavam por uma resposta à contra-ofensiva ucraniana que decorreu nas últimas semanas, tendo sido o ataque à ponte entre a Rússia e a Crimeia a gota de água para avançar com os bombardeamentos de ontem, que provocaram a morte de pelo menos 19 pessoas e mais de 100 feridos.
Para certos comentadores, Moscovo deve manter a intensidade dos ataques de segunda-feira, já outros defenderam que Putin está a tomar uma posição branda quanto ao conflito ucraniano.
Há várias semanas que os apoiantes de Putin pediam medidas mais drásticas no campo de batalha na Ucrânia e parece que o ataque à ponte foi o empurrão que faltava para a Rússia encetar vários ataques a infraestruturas de energia, militares e de comunicação, como afirmou o líder russo.
Quando a ponte foi atingida, a diretora da televisão russa RT, financiada pelo Estado, chegou mesmo a perguntar, nas redes sociais, qual deveria ser a resposta de Moscovo ao ataque.
Alexander Kots, correspondente de guerra do jornal tablóide pró-Kremlin Komsomolskaya Pravda, defendeu no seu órgão de comunicação que “este é um daqueles casos em que o país precisa de mostrar que nos podemos vingar".
A resposta de Putin esta segunda-feira mereceu elogios e apreciações de diversas pessoas. "Aqui está a resposta", disse a diretora da RT, mostrando-se satisfeita pela ação das forças russas na Ucrânia. Já o principal apresentador deste canal, Anton Krasovsky, partilhou um vídeo na segunda-feira, a dançar numa varanda com um boné com a letra Z, o símbolo das forças militares russas.
Nesse mesmo dia, Ramzan Kadyrov, o influente líder da Chechénia, disse estar "100% feliz" com o decorrer da “operação militar especial”, em específico com as “medidas drásticas” seguidas pelo Kremlin, reiterando a uso das armas nucleares de baixa intensidade contra as forças ucranianas.
Também o governador da Crimeia, Sergei Aksyonov, descreveu os ataques de segunda-feira como "boas notícias", ao defender que a Rússia deveria manter esta intensidade na sua ação militar.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782931/apoiantes-de-putin-elogiam-ataques-de-segunda-feira-e-pedem-para-manter-esta-intensidade
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Ucrânia: NATO quer mobilizar mais munições para Kiev e salvaguardar gasodutos europeus
Por MultiNews com Lusa em 16:00, 11 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/stoltenberg.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os ministros da Defesa da NATO vão discutir, numa reunião em Bruxelas, a mobilização de mais munições e equipamentos para “ajudar a Ucrânia a ganhar a guerra”, bem como a proteção de infraestruturas dos Aliados, como gasodutos europeus.
O anúncio foi hoje feito pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, que falando em conferência na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas, indicou que “os ministros da Defesa [dos Aliados] vão reunir-se esta semana num momento importante para a segurança transatlântica”.
“Iremos rever os nossos progressos no reforço da dissuasão e defesa da NATO, iremos aumentar ainda mais a proteção ou infraestruturas críticas à luz da sabotagem dos oleodutos do Nord Stream e reforçaremos e manteremos o nosso apoio à Ucrânia para que possa continuar a defender-se e a libertar território da ocupação russa”, referiu.
Um dia antes de uma reunião de dois dias dos ministros da Defesa dos Aliados, na quarta-feira e quinta-feira em Bruxelas, o responsável precisou que, nesta reunião ministerial, os ministros da tutela irão “tomar decisões para aumentar os ‘stocks’ de munições e equipamentos, para acelerar a entrega de capacidades e para utilizar o processo de planeamento de defesa da NATO para fornecer à indústria a procura a longo prazo de que necessitam para impulsionar a produção”.
Segundo Jens Stoltenberg, “é importante para todos que a Ucrânia ganhe a batalha”.
“Se Putin vencer, isso não será apenas uma grande derrota para os ucranianos, mas será uma derrota e perigosa para todos nós, porque tornará o mundo mais perigoso e nos tornará mais vulneráveis a novas agressões russas e esta é a razão pela qual estamos a utilizar equipamentos dos países da NATO para dar apoio à Ucrânia […] e também a abordar como podemos aumentar a produção para podermos produzir mais, tanto para reabastecer os ‘stocks’ [dos Aliados], como para continuar a apoiar” as forças ucranianas, elencou.
De acordo com o secretário-geral da Aliança Atlântica, de momento, “a Ucrânia precisa de uma vasta gama de sistemas diferentes, como armas, artilharia, veículos blindados, sistemas de defesa aérea, armas anti-tanque, mas também combustível, vestuário de inverno, sistemas de comunicação e muitos tipos diferentes de apoio”.
Nesta reunião, os ministros da Defesa dos Aliados vão ainda, segundo o responsável, “abordar a proteção ou as infraestruturas críticas”, numa altura em que a Rússia é acusada de sabotar os gasodutos da Nord Stream, que fornecem gás natural russo à Europa.
“A NATO tem vindo a trabalhar nisto há muitos anos e, na sequência da sabotagem dos oleodutos Nord Stream, reforçámos ainda mais a nossa vigilância em todos os domínios, [nomeadamente] duplicámos a nossa presença nos mares Báltico e do Norte para mais de 30 navios apoiados por aeronaves de patrulha marítima e capacidades submarinas”, apontou Jens Stoltenberg.
Além disso, “os Aliados estão também a aumentar a segurança em torno de instalações chave e a intensificar a partilha de informações”, adiantou o líder da Aliança Atlântica, anunciando “novas medidas para reforçar a resiliência e proteger as infraestruturas críticas”.
“O ataque deliberado contra as infraestruturas críticas dos Aliados será enfrentado com uma resposta unida e determinada”, avisou ainda Jens Stoltenberg.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro passado.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-nato-quer-mobilizar-mais-municoes-para-kiev-e-salvaguardar-gasodutos-europeus/
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Casa-mãe do Facebook colocada oficialmente na lista de organizações “terroristas e extremistas” da Rússia
Tek / Lusa
11 out 2022 16:34
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A Rússia colocou oficialmente a gigante norte-americana Meta, detentora das redes sociais Facebook e Instagram, na lista de organizações “terroristas e extremistas”, abrindo a possibilidade de processos judiciais reforçados contra os utilizadores no país.
A Meta foi classificada entre as organizações “terroristas e extremistas” do serviço russo de supervisão financeira, constatou hoje a agência noticiosa France-Presse (AFP) no portal deste órgão do Governo russo.
Em março, a Meta foi declarada uma organização “extremista” por um tribunal russo e as suas duas principais redes sociais, Instagram e Facebook, foram bloqueadas na Rússia.
Recorde-se que, na altura, a Meta mudou temporariamente a sua política de conteúdos para permitir posts com apelos à violência contra invasores russos, que passaram a ser considerados uma forma de discurso político, em vez de simples discursos de ódio. Em resposta, a Rússia abriu um processo contra a Meta, apelando à justiça para que considere a tecnológica como uma organização criminosa, acusando-a de ser uma “organização extremista”.
O Comité Russo de Investigação indicou que a decisão da Meta violava os artigos da lei criminal contra as manifestações públicas para atividades extremistas. "Estas ações da direção da Meta não só formam uma ideia de que a atividade terrorista é permissível, como têm o objetivo de incitar o ódio e a inimizade direcionado aos cidadãos da Federação Russa", salientou.
Foi assim instaurada em tribunal uma ação para reconhecer a Meta como uma organização extremista e proibir as suas atividades na Rússia. Estima-se que o Facebook tenha 7,5 milhões de utilizadores na Rússia, o Instagram 50,8 milhões e o WhatsApp 67 milhões.
A ilegalização de atividades de organizações com o “estatuto” de “extremista e terrorista” estendeu-se também o movimento Vesná (Primavera), fundado em 2013, em São Petersburgo, que organizou vários protestos contra a mobilização parcial de reservistas russos para combater na Ucrânia.
Após o Presidente russo, Vladimir Putin, ter assinado, a 21 de setembro, o decreto de mobilização parcial para o conflito ucraniano, o movimento Vesná convocou ações de protesto em Moscovo e nas principais cidades do país, em que milhares de pessoas foram presas.
A mobilização parcial de 300.000 reservistas provocou um êxodo de homens em idade militar para o exterior. O líder da oposição russa, Alexei Navalny, detido, acusou Putin de tentar matar centenas de milhares de pessoas, enviando-as “para a trituradora da guerra”.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/casa-mae-do-facebook-colocada-oficialmente-na-lista-de-organizacoes-terroristas-e-extremistas-da-russia
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Os 84 mísseis disparados pela Rússia poderão ter custado 721 milhões de euros
MadreMedia
11 out 2022 17:09
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Fonte de imagem: Lusa
A Rússia, tal como admitiu o seu líder Vladimir Putin, lançou na última segunda-feira um ataque sem precedentes à Ucrânia. Foram 84 os mísseis lançados pelas tropas russas, que provocaram 19 mortes e mais de cem feridos, até ao momento. Bombardeamentos, esses, que saíram bem caros ao ministério da defesa de Putin.
A Forbes fez as contas e cada míssil terá custado quase 8,6 milhões de euros. Ou seja, no total, para vingar a explosão na ponte da Crimeia, como Putin salientou, a Rússia poderá ter gasto valores na ordem dos 721 milhões de euros.
Este é o valor máximo que a publicação sugere, não tendo todos os detalhes sobre os 84 mísseis disparados pelas forças russas. A valorização dos mesmos vai, segundo a mesma, dos 412 aos tais 721 milhões.
Foram várias as fontes, incluindo a Ucrânia, que deu pistas sobre os projéteis utilizados pelos russos, nomeadamente os mísseis Kh-101, S-300 e Tornado-S, avaliados como os mais caros. Outros foram disparados, mais baratos, mas em menor quantidade. A precisão do ataque, contudo, faz com que os especialistas acreditem que terão sido utilizados aqueles mais sofisticados, mas também mais caros.
"A Forbes calculou o custo com base na suposição de que a maioria dos mísseis que atingiram os alvos eram caros e altamente precisos (...) Os 84 mísseis de cruzeiro e 24 drones lançados pela Rússia em toda a Ucrânia esta segunda-feira, implicaram um valor total médio de US$ 400-700 milhões (cerca de 412M€-721M€)", lê-se na Forbes.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/os-84-misseis-disparados-pela-russia-poderao-ter-custado-721-milhoes-de-euros
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Zelensky pede aos lideres do G7 para ajudarem a financiar “escudo aéreo” para a Ucrânia
size=8pt]Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:16, 11 Out 2022[/size]
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, pediu esta terça-feira aos líderes do G7 que o ajudem no financiamento de um “escudo aéreo” para a Ucrânia, no seguimento do uma série de bombardeamentos e ataques várias cidades ucranianas, nos quais 19 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, segundo o último balanço dos serviços de emergência ucranianos.
Numa mensagem deixada em vídeo, Zelensky pediu ao ‘Grupo de 7’ que ajudem a reforçar os sistemas de defesa aérea da Ucrânia, depois dos mísseis russos terem danificado várias centrais elétricas ucranianas.
“Estou a pedir-vos para reforçarem o esforço de ajudar financeiramente com a criação de um escudo aéreo para a Ucrânia. Milhões de pessoas ficarão gratas ao G7 por tamanha ajuda. O líder russo está na fase final do seu reino, mas ainda tem espaço para uma escalada de violência”, alertou Zelensky.
O presidente ucraniano falou também sobre uma eventual entrada da Bielorrússia no conflito, após o anúncio de Lukashenko de que, juntamente com a Rússia, seria criada uma força conjunta para responder a um suposto ataque da Ucrânia contra território bielorrusso.
“A Rússia está diretamente a tentar arrastar a Bielorrússia para esta guerra, brincando com a provocação de que estamos a prepara um ataque contra este país”, lamentou Zelensky, pedindo que sejam colocados observadores internacionais na fronteira entre os dois países para “monitorização da situação de segurança”.
Foi ainda pedido aos países do G7 que imponham limites nos preços das exportações de petróleo e gás russos: “Zero lucros para um estado terroristas”, afirmou.
Zelensky já havia referido a ideia de um escudo aéreo numa conversa com o primeiro-ministro Justin Trudeau, que antecedeu o encontro, e a qual foi referida numa publicação feita no Twitter. “A Ucrânia precisa de um escudo aéreo para proteger civis e infraestruturas”, referiu.
(https://i.ibb.co/BNSgwD0/Captura-de-ecr-2022-10-12-101943.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-pede-aos-lideres-do-g7-para-ajudarem-a-financiar-escudo-aereo-para-a-ucrania/
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Ucrânia afirma que foram exumados mais 78 corpos de civis na região de Donetsk
MadreMedia
11 out 2022 17:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
À medida que vão reconquistando território aos russos, as forças ucranianas têm descoberto várias valas comum, com muitos corpos civis.
A Ucrânia revelou esta terça-feira que recuperou os restos mortais de dezenas de civis mortos em duas cidades na região leste de Donetsk, na Ucrânia, recentemente recapturadas às forças de Moscovo.
"Nas cidades libertadas de Sviatogirsk e Lyman, as autoridades descobriram locais de enterros em massa de civis", salientou o procurador-geral em comunicado, acrescentando que 34 restos mortais foram exumados em Sviatogirsk e outros 44 em Lyman.
Há indícios de várias famílias inteiras enterradas, muitas delas crianças. Em Lyman, por exemplo, foi descoberto o corpo de um bebé de apenas um ano.
"Cerca de 110 valas foram descobertas no cemitério de Nova Masliakivka, em Lyman, entre as quais estão os túmulos de crianças. A mais nova tem apenas um ano de idade. Está enterrada ao lado de toda a família. No total, 44 corpos já foram exumados durante a inspeção", acrescentou o Ministério Público de Lyman.
Fonte: https://censor.net/en/p3373034
(https://i.ibb.co/PYF4f9M/Captura-de-ecr-2022-10-12-102746.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-afirma-que-foram-exumados-mais-78-corpos-de-civis-na-regiao-de-donetsk
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Portugal já forneceu 315 toneladas de material militar à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
11 out 2022 18:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Portugal já forneceu 315 toneladas de material militar letal e não letal à Ucrânia, incluindo "armamento e munições", 14 veículos blindados e tem 700 'kits' de primeiros socorros "disponíveis para entrega".
“Já fornecemos um total de 315 toneladas de material militar letal e não letal, incluindo as categorias que referi, entre armamento, munições, equipamento militar”, avançou a ministra da Defesa, Helena Carreiras, ouvida em audição regimental na Assembleia da República e em resposta a uma pergunta colocada pela deputada da Iniciativa Liberal Patrícia Gilvaz.
Entre o material já enviado para a Ucrânia por Portugal incluem-se também “14 veículos blindados M113” e “material de comunicações, rádios” e ainda material médico, nomeadamente “700 ‘kits’ de primeiros socorros disponíveis para entrega”.
Helena Carreiras disse que o Governo está a avaliar “em articulação com o Laboratório Nacional do Medicamento um pedido de equipamento médico” e sublinhou que foram disponibilizadas “cerca de 300 camas para refugiados ucranianos em primeiro atendimento, em instalações das Forças Armadas”.
“Mais um conjunto de lugares no hospital das Forças Armadas nos polos de Lisboa e Porto, para feridos ucranianos caso fosse necessário virem. Até esta data não nos foi solicitado”, acrescentou.
Momentos antes o deputado Diogo Leão, do PS, tinha pedido à governante para “clarificar os esforços de apoio à Ucrânia para que não restem duvidas que não há sacrifícios feitos em vão e que a defesa da Ucrânia é a defesa da Europa e da democracia”.
“Disponibilizamos aquilo que podemos, com os limites que conhecemos e a Ucrânia aceita e ninguém se queixou que estamos a dar material que não pode ser usado ou que está ultrapassado, pelo contrário”, respondeu a ministra da Defesa.
Além deste material, Portugal vai disponibilizar treino militar a soldados ucranianos no âmbito da missão da União Europeia com esse objetivo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-ja-forneceu-315-toneladas-de-material-militar-a-ucrania
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Guerra na Ucrânia: Ministro russo nega existência de batalhões de voluntários integrados por desportistas
MadreMedia / Lusa
11 out 2022 21:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro do Desporto da Rússia, Oleg Matitsin, desmentiu hoje que o seu ministério esteja a formar batalhões de voluntários entre os atletas e desportistas russos para combaterem na Ucrânia.
“Não estamos a formar batalhões com desportistas profissionais. Cada um deve fazer o seu trabalho da melhor forma”, disse o ministro em declarações aos ‘media’.
Matitsin reagia desta forma a informações que davam conta da intenção do Governo russo de formar unidades de especialistas integradas exclusivamente por desportistas.
“Cada um tem o direito de optar, seja desportista, trabalhador ferroviário ou condutor. Se alguém pretender alistar-se como voluntário e defender a sua pátria, todas as honras e elogios para ele”, assinalou o ministro.
As autoridades russas ordenaram há alguns meses a todas as regiões a formação de batalhões de voluntários, apesar de os recuos no campo de batalha e a falta de efetivos terem forçado o Presidente russo, Vladimir Putin, a declarar em setembro uma mobilização parcial.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-ministro-russo-nega-existencia-de-batalhoes-de-voluntarios-integrados-por-desportistas
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Ucrânia pede à população que "limite" consumo de energia
MadreMedia / Lusa
11 out 2022 22:02
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo ucraniano pediu hoje à população que "limite" o consumo de eletricidade após a Rússia ter atacado instalações energéticas em várias regiões.
“Vamos pedir hoje que limitem o consumo de eletricidade. Além disso, durante o horário de pico — das 17:00 e às 23:00 — por favor, não ligue aparelhos de uso intensivo de energia”, solicitou o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, no serviço de mensagens Telegram.
O líder ucraniano citou “placas elétricas, chaleiras elétricas” ou “radiadores, fornos e ferros, microondas, cafeteiras, máquinas de lavar a roupa e de lavar a louça”.
“Isto é muito importante para o funcionamento estável do nosso sistema energético” e para a reparação de infraestruturas danificadas, argumentou, uma vez que a Ucrânia tem sido alvo, desde segunda-feira, de vários ataques russos às instalações energéticas, em retaliação à destruição parcial da Ponte da Crimeia.
Apenas na segunda-feira, “3.900 localidades foram privadas de eletricidade”, mas, “desde então, a energia foi restabelecida em 3.800” deles, disse o primeiro-ministro ucraniano, registando 33 ataques no país desde o início do dia de hoje.
“Mas estamos unidos e vamos ficar firmes”, assegurou o governante, dizendo que os ucranianos já tinham reduzido o consumo de eletricidade em 10% no domingo, respondendo ao mesmo apelo das autoridades.
Chmygal saudou ainda que “o fornecimento de eletricidade nas regiões foi estabilizado”, citando a região de Kharkiv (nordeste).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-pede-a-populacao-que-limite-consumo-de-energia
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Farmácias da Finlândia esgotam comprimidos de iodo após governo sugerir compra
N.N./Lusa
12 out 2022 02:13
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Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt
As farmácias da Finlândia esgotaram em poucas horas as suas existências em pastilhas de iodo, depois de o governo ter pedido hoje de manhã para que a população as comprasse como prevenção de risco de radiação nuclear.
A Associação Finlandesa de Farmacêuticos confirmou hoje em comunicado que os comprimidos de iodo de potássio se esgotaram “temporariamente” em todas as farmácias do país, mas que vão estar disponíveis “em breve”.
A associação adiantou que, apesar da sugestão das autoridades, “não há necessidade urgente” de adquirir pastilhas de iodo.
A aquisição deste produto, para a qual é necessária em receita médica, foi tão grande que chegou a colapsar temporariamente a venda em linha da maior cadeia de farmácias do país, a Yliopiston Apteekki.
Durante a manhã de hoje, o Ministério dos Assuntos Sociais e da Saúde da Finlândia tinha sugerido à população menor de 40 anos que comprasse pastilhas de iodo de potássio como medida de prevenção de risco de radiação nuclear.
O Ministério explicou hoje em comunicado que agora não há pastilhas de iodo para menores de três anos à venda na Finlândia, pelo que os centros de saúde devem importá-las e distribuí-las pelos pais e pelas mulheres grávidas.
O iodeto de potássio previne a absorção de iodo radioativo através das tiroides, que pode causar cancro ou lesões nesta glândula quanto o corpo está exposto à radiação nuclear.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o uso destes comprimidos em caso de nuclear às pessoas de até 40 anos e às mulheres grávidas, neste caso para proteger o feto.
As autoridades finlandesas recordaram que a forma mais eficaz de reduzir a exposição é procurar refúgio em espaços interiores, enquanto o consumo de iodo é uma “medida de proteção complementar”.
Solicitou ainda aos cidadãos para que não tomem os comprimidos por sua iniciativa e esperarem que as autoridades de proteção civil lançam um aviso de emergência, se for necessário.
Fonte: lifestyle.sapo.pt Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/farmacias-da-finlandia-esgotam-comprimidos-de-iodo-apos-governo-sugerir-compra
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Ucrânia: Presidente turco e Vladimir Putin encontram-se esta quarta-feira em Astana
Por MultiNews com Lusa em 07:15, 12 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Erdogan.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, vai reunir-se com seu homólogo russo, Vladimir Putin, esta quarta-feira em Astana, à margem de uma cimeira regional na capital do Cazaquistão, disse hoje um responsável turco à agência de notícias AFP.
A Turquia, que mantém uma posição neutra desde o início da invasão russa na Ucrânia, já se havia oferecido para mediar a abertura das negociações entre Kiev e Moscovo.
Erdogan – que ainda não comentou os ataques russos a várias cidades na Ucrânia na segunda-feira que deixaram pelo menos 19 mortos e cerca de 100 feridos -, disse que a abordagem “equilibrada” de Ancara nesse conflito está a ser apreciada pelos Ocidentais.
Os Presidentes turco e russo já se haviam reunido à margem de uma cimeira regional no Uzbequistão no mês passado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, manteve contactos por telefone com autoridades russas na segunda-feira, após os últimos ataques russos, disse uma fonte diplomática turca.
Hoje, Cavusoglu, numa entrevista à televisão turca, disse que “um cessar-fogo deve ser estabelecido o mais rápido possível. Quanto mais cedo melhor”.
“Infelizmente, [os dois países] rapidamente se afastaram da diplomacia”, desde as conversas entre negociadores russos e ucranianos em março em Istambul, declarou Cavusoglu.
“À medida que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia se arrasta, infelizmente, a situação fica pior e mais complicada”, acrescentou.
O ministro turco também pediu “uma paz justa” baseada na integridade territorial da Ucrânia.
“Deve haver uma paz justa para a Ucrânia. Para onde está a ir a guerra? Ela está a acontecer em solo ucraniano (…). Deve iniciar-se um processo que garanta a integridade territorial e as fronteiras da Ucrânia “, enfatizou o ministro.
“Sem um cessar-fogo, não é possível falar sobre essas questões de maneira saudável: um cessar-fogo viável e uma paz justa”, sublinhou Cavusoglu.
Erdogan tem a esperança de promover negociações de paz entre Vladimir Putin e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que são consideradas essenciais pelas autoridades turcas.
Embora seja membro da NATO, a Turquia não aderiu às sanções ocidentais contra a Rússia. Erdogan, que enfrenta uma situação económica difícil antes das eleições marcadas para junho, deseja manter e desenvolver o comércio com Moscovo.
No entanto, sob pressão dos Estados Unidos, Ancara anunciou no mês passado que os últimos três bancos turcos que ainda aceitavam cartões bancários russos decidiram encerrar as parcerias.
A decisão seguiu semanas de alertas cada vez mais urgentes de Washington, instando a Turquia a limitar as suas relações económicas com a Rússia, ou corre o risco de ser sujeita a sanções.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-presidente-turco-e-vladimir-putin-encontram-se-esta-quarta-feira-em-astana/
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Rússia continua sem dar tréguas com novos ataques
12 de outubro 2022 às 08:41
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/12/834727.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
As autoridades ucranianas reportaram uma nova escalada no número de mortes, com 14 vítimas mortais, após novos ataques russos.
Depois de ter lançado os mais ferozes ataques desde o início da guerra, Moscovo continua sem dar tréguas a Kiev, lançando novos mísseis, inclusive para Zaporizhzhia, onde se situa a maior central nuclear da Europa. Segundo as autoridades ucranianas, o número de mortes subiu para 19 e pelo menos 105 pessoas foram reportadas como feridas.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que continuam a lançar ataques aéreos de longo alcance contra infraestruturas militares e que providenciam energia à Ucrânia, uma ofensiva que deixou partes do país sem energia após os ataques de segunda-feira.
Os bombardeamentos, de segunda e terça-feira, atingiram várias cidades ucranianas, incluindo a capital de Kiev, que desde o final de junho não sofria ataques das tropas russas.
Além de Kiev, as cidades de Lviv, Dnipro, Zaporijia, Sumi, Kharkiv e Jytomyr foram também atingidas por mísseis russos na segunda-feira.
Após os mais recentes ataques em Zaporizhzhia, foi registada pelo menos uma vítima mortal como consequência dos ataques que aconteceram durante a noite, com mísseis S-300. “Eles são essencialmente partes de um sistema de defesa aérea que foi adaptado para atingir alvos terrestres, apesar de não serem muito precisos, danificam o suficiente para atingir um stand de automóveis”, disse o jornalista do Al Jazeera, Rory Challands.
Além do disparo de mísseis nesta região, foi ainda reportado que o diretor-geral adjunto da central nuclear de Zaporíjia, Valeriy Martynyuk, foi raptado pelas forças russas, esta segunda-feira, e está detido num local desconhecido, revelou a empresa estatal de energia nuclear da Ucrânia, a Energoatom, através do Telegram.
Segundo a empresa, a Rússia espera obter “a informação de que necessitam desesperadamente sobre os ficheiros pessoais dos empregados da central nuclear de Zaporíjia”, a fim de os forçar “a trabalhar para a Rosatom [empresa estatal russa de energia nuclear] o mais rapidamente possível” e estará a utilizar “táticas de tortura e intimidação”.
A Energoatom apelou ao chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, para que tome “todas as medidas possíveis” para ajudar a libertar Martynyuk.
ONU condena novos ataques Estes devastadores ataques aconteceram como retaliação, por parte da Rússia, após o ataque contra a ponte de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia e que é considerada a joia da coroa do Presidente russo, Vladimir Putin, e estão a ser amplamente criticados pela comunidade internacional.
As Nações Unidas acusam a Rússia de ter violado os princípios desta organização sobre a condução de hostilidades segundo o Direito Internacional Humanitário após os vários ataques com mísseis.
“Estamos seriamente preocupados que alguns dos ataques pareçam ter como alvo infraestruturas civis essenciais, o que indica que estes ataques podem ter violado os princípios sobre a condução de hostilidades sob o Direito Internacional Humanitário”, explicou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, citada por diversos meios de comunicação internacionais. “Pedimos à Federação Russa que se abstenha de uma nova escalada e tome todas as medidas possíveis para evitar baixas civis e danos à infraestrutura civil”.
Contudo, não existem sinais que estes ataques parem tão cedo, com diversas figuras pró-Kremlin a elogiarem a grande série de ataques russos e a apelarem a Putin para manter a intensidade da ação militar.
Os elogios partiram dos comentadores nacionalistas russos e correspondentes de guerra dos media estatais, que há muito esperavam por uma resposta à contraofensiva ucraniana.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/782975/r-ssia-continua-sem-dar-treguas-com-novos-ataques
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Polónia deteta fuga no oleoduto Druzhba que liga a Rússia à Alemanha
MadreMedia / Lusa
12 out 2022 09:01
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Arquivo / Lusa
Uma das duas linhas do oleoduto Druzhba, que liga a Rússia à Alemanha, foi encerrada após uma fuga ter sido detetada no centro da Polónia, anunciou hoje a empresa polaca PERN.
"As causas do incidente não são conhecidas neste momento - o bombeamento na linha danificada foi imediatamente interrompido. A linha 2 da tubulação está a operar normalmente", disse a PERN num comunicado, acrescentando que a fuga foi detetada na noite de terça-feira.
No final de setembro, explosões submarinas de alta potência danificaram no Mar Báltico os gasodutos Nord Stream 1 e 2, que liga a Rússia à Alemanha, provocando fuga de metano.
Washington e Moscovo acusaram-se mutuamente pela tentativa de sabotar os gasodutos construídos pela Rússia. Os confrontos entre os dois países prolongaram-se durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, que fora convocada pela Rússia para discutir os problemas nos gasodutos.
uécia e Dinamarca divulgaram um relatório provando que as fugas tinham sido provocadas por fortes explosões submarinas, no Mar Báltico.
Há vários anos que os Estados Unidos avisam a Alemanha dos riscos de ficar dependente da energia russa.
Os ataques aos oleodutos levaram as empresas de energia e os governos europeus a reforçar a segurança em torno desta infraestrutura energética.
Estes incidentes ocorreram após a invasão da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro, e a posterior aplicação de sanções aos russos - nomeadamente sobre os produtos petrolíferos - pelos países Ocidentais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/polonia-deteta-fuga-no-oleoduto-druzhba-que-liga-a-russia-a-alemanha
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Ministros da Defesa da NATO reúnem-se para reforçar apoio à Ucrânia perante ameaças russas
MadreMedia / Lusa
12 out 2022 06:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) reúnem-se, hoje e quinta-feira em Bruxelas, para reforçar o apoio à Ucrânia devido às ameaças russas, debatendo ainda a salvaguarda de infraestruturas críticas como gasodutos europeus.
Falando na conferência de imprensa de antecipação da reunião, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou que a Aliança Atlântica irá mobilizar mais munições e equipamentos para “ajudar a Ucrânia a ganhar a guerra”, discutindo também a proteção de infraestruturas críticas dos Aliados, como gasodutos europeus.
Em concreto, nesta reunião ministerial, os ministros da tutela vão “tomar decisões para aumentar os ‘stocks’ de munições e equipamentos”, mobilizando tal apoio para a Ucrânia, numa altura em que o país necessita de “uma vasta gama de sistemas diferentes, como armas, artilharia, veículos blindados, sistemas de defesa aérea, armas anti-tanque, mas também combustível, vestuário de inverno e sistemas de comunicação”, elencou Jens Stoltenberg.
Neste encontro, os ministros da Defesa dos Aliados vão ainda, segundo o responsável, “abordar a proteção de infraestruturas críticas”, quando a Rússia é acusada de sabotar os gasodutos da Nord Stream, que fornecem gás natural russo à Europa, razão pela qual a NATO já aumentou a presença nos mares Báltico e do Norte para vigilância.
Nas declarações à imprensa, o secretário-geral da NATO salientou ainda que o Presidente russo, Vladimir Putin, “está a falhar na Ucrânia”, uma vez que a sua estratégia “não está a decorrer como planeado”, admitindo, porém, cautela sobre um eventual uso de armas nucleares por parte da Rússia.
Nos últimos dias, registaram-se, entre outras áreas visadas, ataques russos contra a zona da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, a maior da Europa, depois de Putin ter anunciado uma mobilização parcial de 300 mil reservistas russos.
Já esta segunda-feira, dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em bombardeamentos provocados pelas forças russas em várias regiões ucranianas, nomeadamente na zona de Kiev.
Esta foi a primeira vez que a capital ucraniana foi bombardeada desde junho passado, após o início da guerra causada pela invasão russa em fevereiro deste ano.
Portugal estará representado nesta reunião da NATO pela ministra da Defesa, Helena Carreiras.
O encontro começa, hoje à tarde, com uma reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, na qual participa o ministro ucraniano da Defesa, Oleksii Reznikov, para informar os Aliados sobre os desenvolvimentos no terreno e as necessidades da Ucrânia para o inverno.
Este Grupo de Contacto e Defesa é uma iniciativa dos Estados Unidos e visa discutir com os Aliados o apoio militar à Ucrânia na guerra contra a Rússia. O primeiro encontro deste grupo aconteceu em abril passado na base aérea norte-americana de Ramstein, no sudoeste da Alemanha.
Segue-se um jantar de trabalho, hoje à noite, para o qual estão convidados os homólogos da Finlândia e da Suécia, bem como o ministro da Defesa da Ucrânia, e já na quinta-feira haverá novas discussões, nomeadamente do grupo de planeamento nuclear e do Conselho do Atlântico Norte.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou a fuga de milhões de pessoas e a morte de milhares de civis, segundo as Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministros-da-defesa-da-nato-reunem-se-para-reforcar-apoio-a-ucrania-perante-ameacas-russas
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Dos disparos contra civis à destruição de Alepo: quem é Sergei Surovikin, o novo general de Putin para comandar a guerra na Ucrânia
12.10.2022 às 08h13
(https://images.trustinnews.pt/uploads/sites/5/2022/10/221011_GettyImages-899208650-1600x843.jpg)
Sergei Surovikin assiste ao brinde entre Vladimir Putin e o então primeiro-ministro Dmitry Medvedev, numa cerimónia de estado em Moscovo, em 2017, de homenagem aos militares que combateram na Síria, liderados pelo general Foto: Photo by Kirill Kudryavtsev/ POOL/ AFP via Getty Images
Esteve no golpe de estado falhado contra Gorbachev, em 1991, e em conflitos armados no Tajiquistão, na Chechénia e na Síria. A sua crueldade valeu-lhe o epíteto de General Armagedão
Sergei Surovikin, 56 anos e natural da Sibéria, é o novo comandante do exército russo em território ucraniano, o primeiro a liderar toda a ofensiva russa desde o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro. A nomeação foi anunciada no passado sábado, 8, pelo Ministério da Defesa russo, e os mais recentes bombardeamentos em várias cidades ucranianas, que começaram esta segunda-feira, já tiveram a sua assinatura.
Conhecido entre os pares como o “general armagedão”, devido à sua extrema crueldade, Surosvikin apresenta um longo historial de agressividade sem freio ao serviço das Forças Armadas. Ainda antes da queda da URSS, deu ordens à sua unidade para disparar sobre manifestantes pró-democracia, em Moscovo, durante uma tentativa de golpe de estado falhada contra Mikhail Gorbachev, em agosto de 1991, por parte da ala mais radical do Partido Comunista. Três civis morreram na sequência da ação dos homens que liderava e acabou por cumprir seis meses de prisão.
Quatro anos depois, em 1995, Surovikin foi condenado por tráfico ilegal de armas, mas a sentença seria posteriormente anulada. O militar prosseguiu a carreira no exército e chegou a ser acusado de agredir os subordinados, em 2004 – um dos seus coronéis ter-se-á suicidado na sequência de um desses episódios.
Do seu currículo consta a passagem por conflitos armados no Tajiquistão, na Chechénia e na Síria. Aqui, assumiu papel preponderante na destruição da cidade de Alepo, então reduto dos rebeldes opositores ao regime de Bashar al-Assad. Certo dia, em Moscovo, Surovikin alegou que todos os acontecimentos ali passados tinham sido em defesa dos interesses da Rússia. Anos mais tarde, em 2020, um relatório da organização não-governamental Human Rights Watch apontava-o como um dos responsáveis por dezenas de ataques aéreos e terrestres a alvos civis, como “casas, escolas, unidades de saúde, mercados, locais onde as pessoas vivem, trabalham e estudam”. Além disso, foi acusado de ter sido cúmplice na utilização de armas químicas.
O general Sergei Surovikin lidera a Força Aérea Rússia desde 2017 e já tinha sido designado por Putin como comandante da ofensiva russa no Sul da Ucrânia. Agora, passa a chefiar todas as frentes de batalha. “Ele é muito cruel, mas é também um comandante competente”, afirmou, ao jornal britânico The Guardian, Gleb Irisov, um antigo tenente que serviu sob as ordens de Surovikin até 2020. “Mas ele não será capaz de resolver todos os problemas”, acrescentou Irisov, referindo-se à “escassez de armas e homens” na linha da frente.
Para já, com os ataques diretos a estruturas civis em Kiev, Lviv e outras cidades ucranianas, o general armagedão poderá estancar algumas vozes de descontentamento entre os nacionalistas russos, que reclamam mais poder de fogo sobre o país vizinho. O líder checheno Ramzan Kadyrov também já substituiu as críticas à inércia russa por uma “aprovação a 100%”, face aos bombardeamentos desta semana.
Fonte: visao.sapo.pt Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-10-12-dos-disparos-contra-civis-a-destruicao-de-alepo-quem-e-sergei-surovikin-o-novo-general-de-putin-para-comandar-a-guerra-na-ucrania/
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Serviços de segurança russos detêm oito suspeitos de ataque à ponte da Crimeia
MadreMedia / AFP
12 out 2022 08:47
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AFP - AFP or licensors
A Rússia deteve oito suspeitos, incluindo cinco russos, de terem participado no atentado à ponte que liga a Crimeia à Rússia.
A Rússia deteve oito suspeitos pela explosão mortal na ponte que liga a Crimeia à Rússia, disse o serviço de segurança do FSB em comunicado citado por agências de notícias na quarta-feira.
Os suspeitos incluem cinco russos e "três cidadãos ucranianos e arménios", disse, sem fornecer mais detalhes.
"Os explosivos estavam escondidos em 22 rolos de película de plástico para construção pesando 22.770 quilos", disse a FSB.
Os rolos partiram num barco, em agosto, do porto ucraniano de Odessa para a Bulgária. Transitaram pelo porto de Poti, na Geórgia, e seguiram depois por terra para a Arménia antes de chegar à Rússia, de acordo com o FSB.
Os explosivos entraram na Rússia a 4 de outubro num camião com matrícula georgiana e chegaram à região de Krasnodar, no dia 6 de outubro, dois dias antes das explosões, disse a FSB.
O "ataque terrorista" foi organizado pelos serviços secretos ucranianos, com um agente de Kiev a coordenar o trânsito dos explosivos, de acordo com o FSB.
No sábado, uma explosão destruiu parcialmente a ponte rodoviária e ferroviária que liga a Crimeia à Rússia, matando três pessoas, causando danos e um grande incêndio.
A ponte é logisticamente crucial para Moscovo - um elo de transporte vital para equipamentos militares e soldados russos que lutam na Ucrânia.
É também um monumento tornado simbólico para o presidente Vladimir Putin quando inaugurou pessoalmente a estrutura em 2018.
A explosão provocou comemorações por parte dos ucranianos. A Rússia culpou Kiev pela explosão e na segunda-feira lançou ataques de mísseis em toda a Ucrânia, matando pelo menos 19 pessoas e ferindo mais de 100.
(notícia atualizada às 09h25)
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/servicos-de-seguranca-russos-detem-oito-suspeitos-de-ataque-a-ponte-da-crimeia
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Ucranianos angariaram 10 milhões em 24 horas num crowdfunding para comprar drones kamikaze
MadreMedia
12 out 2022 15:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Na última segunda-feira, após o ataque massivo da Rússia à Ucrânia, com 84 bombardeamentos em algumas das principais cidades ucranianas, um político daquele país, Serhiy Prytula, em colaboração com um ativista, Serhii Sternenko, lançou uma campanha de crowdfunding (um financiamento coletivo, que consiste na obtenção de capital de múltiplas fontes de financiamento, em geral doações) na tentativa de angariar dinheiro para comprarem drones kamikaze.
E o apelo ao financiamento correu da melhor maneira, dado que em pouco mais de 24 horas foram angariados quase 10 milhões de euros.
De acordo com informações da imprensa ucraniana, esta verba irá agora ser utilizada na compra de, pelo menos, 50 drones kamikaze Ram II, veículos aéreos não tripulados, com uma carga explosiva de 3 kg, projetados e construídos por empresas ucranianas, e que terão como objetivo destruir artilharia de lançamento de mísseis.
(https://i.ibb.co/nbZH1qP/Captura-de-ecr-2022-10-12-161801.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Revela o site da marca RAM que este modelo que as forças militares ucranianas vão agora adquirir é um dos mais modernos sistemas aéreos que têm um alcance de voo de 60 km e podem permanecer no ar durante 40 minutos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucranianos-angariaram-10-milhoes-em-24-horas-num-crowdfunding-para-comprar-drones-kamikaze
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Putin acusa EUA de desviar o fornecimento do gás russo para Europa
12 de outubro 2022 às 13:26
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Fonte de imagem: AFP
O corte das relações entre a Europa e a Rússia vai custar 300 milhões de euros aos cofres europeus devido ao aumento do preço do gás, declarou o Presidente russo. Mesmo com o romper dos laços, Putin disse que está disposto a fornecer gás sem qualquer limitação, através de um outro gasoduto, mas deixou claro que “a bola está do lado da Europa”.
O Presidente da Rússia acusou o Ocidente, sobretudo os Estados Unidos, de ser o país atrás dos problemas que têm acontecido no fornecimento de gás russo à Europa. O corte das relações entre a Europa e a Rússia vai custar 300 milhões de euros aos cofres europeus devido ao aumento do preço do gás, declarou Vladimir Putin.
“O setor energético passa por crises sérias devido ao desequilíbrio entre a procura e a entrega e as posições destrutivas de algumas nações, que têm ambições geopolíticas particulares e querem discriminar abertamente a Rússia no mercado internacional”, considerou o líder russo no discurso de abertura do Fórum sobre energia Russian Energy Week (REW), em Moscovo.
Para Putin, o ataque do Nord Stream 2 foi um "ato de terrorismo internacional que beneficia os Estados Unidos, a Ucrânia e a Polónia", para “destruir um canal de gás barato e obrigar a comprar por preços muito maiores”, apontando o dedo neste caso aos EUA.
No entanto, sobre este dossiê, o Presidente russo disse que têm tudo “bem documentado” e que sabe “quem são os seus autores, são aqueles que beneficiam, aqueles que querem ganhar com os conflitos”.
“Por trás disto está aquele que quer acabar definitivamente com as relações entre a UE e a Rússia, que querem acabar com a Europa como sujeito político e tomar o mercado deixado vazio pela Rússia”, afirmou, ao insistir: “Os Estados Unidos que ganham muito com o fornecimento de combustíveis à Europa”.
O afastamento da Europa sobre o gás russo vai trazer mais implicações, sobretudo a nível económico. Segundo Putin, o território europeu vai perder 300 mil milhões de euros devido ao aumento do preço do gás.
Mesmo com o romper desses laços, o líder russo disse que está disposto a fornecer gás sem qualquer limitação, através de um gasoduto que não foi atingido e que pode transportar 27 mil milhões de metros cúbicos de gás para a Europa. Putin deixou claro: “A bola está do lado da Europa”.
“Fomos nós que cortamos os fornecimentos? Não. Estamos dispostos a fazer os fornecimentos de forma completa. Mas há alguns que não querem isso. É vossa decisão. Não deve haver política, mas projetos comerciais em que participam empresas russas e europeias, para resolver os problemas”, sustentou.
E por isso começou a apontar defeitos e prejuízos que a Europa enfrentará caso compre gás aos Estados Unidos: “O gás liquefeito dos EUA é muito mais caro do que o russo, agora muito mais. Há riscos maiores, são instáveis porque os fornecimentos americanos podem navegar para outras regiões, que iam para a Europa e a meio do caminho mudaram de direção, porque noutras regiões propuseram mais dinheiro”.
Já no mercado europeu, “o gás é três vezes mais caro e acelera a inflação”, realçou.
Depois de avisos ao Ocidente, o Presidente da Rússia também acusou a Ucrânia de ataques “terroristas” em infraestruturas, como aquele que aconteceu na ponte que liga a Rússia à Crimeia, no sábado, e também contra centrais nucleares.
“A destruição da ponte para a Crimeia foi organizada pelos dirigentes de Kiev”, disse Putin, classificando os ucranianos como “racistas” que recorrem à “repressão”.
Note-se que esta quarta-feira foi anunciado pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) a detenção de cinco russos e três cidadãos da Ucrânia e da Arménia pela explosão que danificou a ponte da Crimeia.
De sublinhar ainda que, no Fórum sobre energia Russian Energy Week (REW), que decorre em Moscovo, estão presentes o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, e o ministro da Energia do Azerbaijão. O único representante europeu é o ministro da Energia da Hungria.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783015/putin-acusa-eua-de-desviar-o-fornecimento-do-gas-russo-para-europa-
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Bunkers improvisados, comprimidos de iodo e kits de emergência para crianças: Ucranianos preparam-se para possível ataque nuclear russo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:11, 12 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os bombardeamentos russos feitos contra várias cidades ucranianas, incluindo a capital, Kiev, esta segunda-feira, que deixaram um rasto de destruição e morte, com pelo menos 19 vítimas mortais e mais de 100 feridos, lançaram o medo entre a população de uma escalada no conflito. Perante as ameaças reiteradas de Putin, que já garantiu a possibilidade de usar armas nucleares no conflito, há muitos ucranianos que já se estão a preparara para a eventualidade de um ataque nuclear devastador.
Oleksandr Kadet mostrou ao The New York Times que já tem um ‘bunker improvisado’ pronto: no barracão que tem no jardim está montada uma sala subterrânea, a mais de dois metros de profundidade, com uma escotilha de cimento, que o residente em Kiev espera que seja suficiente para o proteger a ele e à mulher.
Nos últimos dias, ele e a mulher têm estado a recolher bens essenciais para abastecer o bunker – anteriormente era um poço -, com água engarrafada, comida e enlatados, rádios, baterias e ‘power banks’.
“Estamos mais ansiosos agora, especialmente depois dos ataques. Mas acho que, no caso de uma explosão nuclear, poderemos sobreviver se ficarmos no nosso abrigo por alguns dias”, afirma Oleksandr.
Os medos surgiram logo após a destruição parcial da ponte de Kerch, que liga a Rússia à Península da Crimeia (anexada em 2014), por um carro-bomba que explodiu. Putin classificou o ato como “terrorismo” e a retaliação fez-se sentir depois.
O porta-voz do Kremlin veio depois acalmar os receios de uma retaliação nuclear, defendendo que o ataque à ponte não permitia tal resposta perante a doutrina da defesa russa. Ainda assim, Putin já tinha avisado, em setembro, que iria “usar todos os meios à disposição para proteger a Rússia e o seu povo”, no caso de território ocupado por russos ser ameaçado. A ameaça de uso de armas nucleares ficou bem patente: “Isto não é bluff”, afirmou Putin.
Em Kiev vive-se com medo, e Oleksandr não é o único a preparar-se para o pior. “Tenho um receio muito real sobre como os russos vão responder a tudo isto. Já me senti mais segura aqui, mas agora sinto que algo vai acontecer em Kiev”, conta Krystina Gevorkova, que andava com uma amiga a tratar de recolher bens essenciais num supermercado.
O governo local também admite a possibilidade de um ataque nuclear e a Câmara Municipal de Kiev já garantiu a distribuição de comprimidos de iodeto de potássio (que impede a absorção de iodo radioativo pela tiroide em caso de radiação nuclear), também disponibilizando o medicamento nas farmácias da cidade “com base em recomendações médicas”.
Nas escolas também há medidas a serem tomadas. Há pais que já foram avisados pelos agrupamentos escolares para prepararem kits de emergência para as crianças levarem para a escola. Nadiia Stelmakh, que tem uma loja, conta que uma mãe já lhe apareceu com uma lista da escola que pedia uma série de itens, incluindo luvas de látex, um poncho, botas, lenços, toalhetes e uma lanterna. “As pessoas estão mesmo preocupadas. Eu também tenho uma mochila de emergência, mas acho que se houver uma ameaça nuclear iminentes, não teremos tempo de fugir”, termina a lojista.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/bunkers-improvisados-comprimidos-de-iodo-e-kits-de-emergencia-para-criancas-ucranianos-preparam-se-para-possivel-ataque-nuclear-russo/
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Ucrânia: Central nuclear de Zaporijia volta a estar ligada à rede elétrica
MadreMedia / Lusa
12 out 2022 17:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A central nuclear de Zaporijia voltou hoje a estar ligada à rede de eletricidade, depois de as funções vitais de segurança terem sido asseguradas por geradores, anunciou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
“Fui informado pela nossa equipa no local que a energia externa da central nuclear de Zaporijia foi restaurada”, anunciou o diretor da AIEA, Rafael Grossi, numa atualização a uma declaração anterior divulgada na rede social Twitter.
Grossi informou, hoje de manhã, que a central ocupada pela Rússia tinha perdido a ligação à rede externa de energia, passando a depender de geradores a gasóleo para o arrefecimento dos reatores nucleares.
A falta de arrefecimento pode provocar uma fusão do núcleo de um reator e originar a libertação de radioatividade potencialmente catastrófica.
Na atualização da informação, Grossi disse que o operador da central, a ucraniana Energoatom, informou que o corte de energia “foi causado pelo bombardeamento de uma subestação distante, o que revela a precariedade da situação”.
“Precisamos de uma zona de proteção o mais rapidamente possível”, disse Grossi, reafirmando o apelo que já tinha feito de manhã, e que discutiu na terça-feira, em Moscovo, com o Presidente russo, Vladimir Putin.
Numa declaração na sua página na internet, a AIEA nada disse sobre a resposta de Putin, mas anunciou que Grossi vai reunir-se com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nos próximos dias, na sequência das conversações em Moscovo.
A Energoatom, responsável pelas centrais nucleares na Ucrânia, disse que as forças russas que ocupam a unidade de Zaporijia impediram a entrada de combustível para os geradores de emergência.
“A Energoatom preparou e expediu outro lote de gasóleo para a ZNPP [sigla em inglês da central]. No entanto, a partir das 10:00, o lado russo não permite a passagem do comboio de veículos da companhia”, denunciou.
O corte na energia foi provocado por um bombardeamento russo que danificou a subestação de Dniprovska na região de Dnipropetrovsk, a norte de Zaporijia, pelas 09:00 locais (menos duas horas em Lisboa), segundo a empresa estatal.
“O bombardeamento russo e os danos à infraestrutura energética, relacionados com o funcionamento de centrais nucleares, são as mesmas manifestações de terrorismo nuclear, tal como o bombardeamento direto da ZNPP, e conduzem às mesmas consequências e ameaças de um acidente de radiação”, disse a Energoatom.
“Os invasores continuam a desprezar a segurança nuclear e radiológica da maior central nuclear da Europa, ameaçando o mundo com um desastre radiológico”, acrescentou.
A Rússia e a Ucrânia têm-se culpado mutuamente por bombardeamentos contra a central, que danificaram alguns dos edifícios da instalação e o sistema de fornecimento de energia.
A Rússia declarou que a central passou para a sua posse, na sequência da anexação da região de Zaporijia, no final de setembro, juntamente com Donetsk, Lugansk e Kherson, no âmbito da ofensiva que lançou em 24 de fevereiro deste ano.
A Ucrânia tem quatro centrais nucleares com um total de 15 reatores, embora nem todos em funcionamento.
Seis dos reatores estão na central de Zaporijia, a maior da Europa.
O acidente mais grave numa central nuclear ocorreu em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, quando o país integrava a antiga União Soviética.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-central-nuclear-de-zaporijia-volta-a-estar-ligada-a-rede-eletrica
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Portugal apoia resolução da ONU que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia
MadreMedia / Lusa
12 out 2022 18:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Portugal votará a favor de uma resolução que irá a votos na Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) e que procura condenar a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, disse hoje a embaixadora portuguesa, Ana Paula Zacarias.
A reunião de emergência da Assembleia-Geral para abordar a anexação de territórios ucranianos pela Rússia foi retomada hoje de manhã (hora local) na sede da organização internacional em Nova Iorque com os posicionamentos dos diplomatas, momento em que a representante permanente portuguesa junto da ONU apelou aos 193 Estados-membros que votem a favor da resolução.
“Portugal condena firmemente os chamados referendos organizados pela Rússia e a sua subsequente anexação dos territórios ucranianos de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia. Esta é a maior anexação desde a Segunda Guerra Mundial e constitui outra violação flagrante do Direito Internacional e da princípios consagrados na Carta da ONU”, defendeu Ana Paula Zacarias.
“Portugal considera estes referendos e anexações ilegais, nulos e sem efeito e não reconhece os seus efeitos políticos e jurídicos. Reafirmamos o nosso apoio à soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas e pelo direito da Ucrânia à autodefesa em face da agressão estrangeira em curso”, acrescentou a diplomata.
Nesse sentido, a embaixadora portuguesa anunciou que Portugal copatrocinou a resolução e votará a favor da mesma.
“Nós encorajamos fortemente os outros [Estados-membros] a fazerem o mesmo”, apelou a ex-secretária de Estado dos Assuntos Europeus.
“Devemos continuar a enfrentar esta situação coletivamente para preservar uma ordem internacional. Esta é a hora de agir. (…) A hora de respeitar os princípios de paz e segurança que são a base desta organização”, frisou.
Ana Paula Zacarias apelou ainda à renovação do acordo para exportação de cereais da Ucrânia, assinado em 22 de julho sob a égide da ONU.
Além de exigir que a Rússia reverta a anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, a resolução apoiada pelo Ocidente – e que irá a votos no final das declarações do corpo diplomático presente na reunião – declara que as ações de Moscovo violam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e são “inconsistentes” com os princípios da Carta da ONU.
A resolução proposta diz que as anexações também “não têm validade sob o Direito Internacional e não formam a base para qualquer alternância do estatuto dessas regiões da Ucrânia”.
O documento exige que a Rússia “retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do território da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas” de forma a permitir a resolução pacífica do conflito, através do “diálogo político, negociações, mediação e outros meios pacíficos”.
A Rússia pretendia que a votação fosse secreta, esperando obter um maior apoio por parte de alguns dos 193 Estados-membros se os votos não fossem públicos. Contudo, a Assembleia-Geral decidiu que a votação será feita de forma pública.
Os 193 Estados-membros da ONU iniciaram o debate sobre esta questão na segunda-feira e, após uma pausa na terça-feira, espera-se que o concluam hoje, prosseguindo assim com a votação.
Nos últimos dias, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos vêm tentando angariar o máximo de apoio possível para o projeto de resolução, na tentativa de deixar claro o isolamento da Rússia no cenário internacional.
Esta reunião surge na sequência de um veto imposto por Moscovo numa resolução que foi a votos no passado dia 30 de setembro, no Conselho de Segurança da ONU, e que condenava os referendos organizados no leste e sul da Ucrânia, e a sua consequente anexação pela Federação Russa.
Na Assembleia-Geral, nenhum país tem poder de veto, mas as resoluções do órgão têm menos peso do que as do Conselho de Segurança.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-apoia-resolucao-da-onu-que-condena-a-anexacao-de-territorios-ucranianos-pela-russia
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Polónia distribui comprimidos de iodo devido a receio de ataque nuclear russo contra a Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 20:03, 12 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Após os primeiros confrontos na central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, muitos polacos acorreram às farmácias para comprar comprimidos de iodeto de potássio, perante os receios de um desastre nuclear. Agora, o governo da Polónia já está a distribuir gratuitamente o medicamento, numa altura em que se teme uma escalada de violência no conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Com os bombardeamentos russos deste domingo e segunda-feira a atingirem várias cidades ucranianas, entre elas Zaporíjia, aumentou o medo de um eventual desastre nuclear, pelo que, na Polónia, já estão a ser tomadas medidas de prevenção.
Segundo a Euronews, desde setembro que o governo polaco estabeleceu pontos de distribuição de comprimidos de iodeto de potássio em vários pontos do país.
Ainda, o mesmo medicamento está a ser enviado para escolas, câmaras municipais, edifícios governamentais e quartéis de bombeiros, entre outros.
“Isto é uma preparação para um eventual incidente com uma central nuclear”, explicou Błażej Poboży, vice-ministro da Administração Interna da Polónia. “Neste momento, não há uma ameaça real de contaminação radioativa, mas queremos estar preparados mesmo para qualquer variável impossível”, acrescentou o responsável.
O iodeto de potássio é um sal de iodo que previne a absorção de iodo radioativo através da tiroide – que pode causar cancro e lesões nesta glândula -, quando o corpo é exposto a radiação nuclear. A OMS recomenda o consumo de comprimidos de iodo em caso de acidente nuclear a pessoas de até 40 anos e às mulheres grávidas, para proteger o feto.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-distribui-comprimidos-de-iodo-devido-a-receio-de-ataque-nuclear-russo-contra-a-ucrania/
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Diretor da agência da ONU para a área do nuclear volta a Kiev para negociar zona segura em Zaporijia
MadreMedia / Lusa
12 out 2022 20:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O diretor-geral da agência da ONU para a área do nuclear anunciou hoje que está de regresso a Kiev para continuar a negociar a criação de uma zona de segurança para evitar um acidente na central nuclear de Zaporijia.
“Continuarei o trabalho para criar uma zona de proteção de segurança nuclear à volta da central nuclear de Zaporijia”, no sul da Ucrânia, disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, numa mensagem na rede social Twitter, na qual indicou que estava a caminho da capital ucraniana.
Grossi encontrou-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, na terça-feira na cidade russa de S. Petersburgo.
Na semana passada já se tinha encontrado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para tentar fechar um acordo que evite um acidente na central de Zaporijia, o maior complexo nuclear ucraniano e também da Europa.
A central foi ocupada pelas forças russas nos primeiros dias da ofensiva militar lançada por Moscovo no território ucraniano, iniciada no final de fevereiro, e tem estado sob intensos bombardeamentos.
O diretor-geral da AIEA informou entretanto que já foi restabelecido o fornecimento de energia à central nuclear, que tinha sido hoje novamente interrompido devido aos danos causados por um bombardeamento de uma subestação elétrica.
“Precisamos de uma zona de proteção o mais rápido possível”, pediu Grossi, na mesma mensagem.
A central de Zaporijia já perdeu e recuperou a energia elétrica várias vezes, nos últimos dias, forçando a ativação de geradores a diesel de emergência para manter os sistemas vitais a funcionar.
A AIEA tem alertado há meses para o perigo de um acidente nuclear em Zaporijia e para a necessidade de criar uma área de proteção à volta da central ucraniana, que a Rússia não apenas ocupou militarmente, mas também declarou ser propriedade do Estado russo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/diretor-da-agencia-da-onu-para-a-area-do-nuclear-volta-a-kiev-para-negociar-zona-segura-em-zaporijia
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Biden: Condenação na ONU de "anexações ilegais" russas na Ucrânia envia "mensagem clara" a Moscovo
MadreMedia / Lusa
13 out 2022 06:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A condenação pela maioria dos países-membros da Assembleia-Geral da ONU das "anexações ilegais" russas de território ucraniano enviou uma "mensagem clara" a Moscovo, disse, na quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos.
Joe Biden sublinhou que esta posição mostra que a Rússia não pode “apagar um Estado soberano do mapa”.
O chefe de Estado norte-americano acrescentou, numa declaração, que “143 nações estiveram do lado da liberdade, soberania e integridade territorial”.
Na quarta-feira, os 193 Estados-membros da Assembleia-Geral da ONU aprovaram, por 143 votos a favor, uma resolução que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, reforçando o isolamento de Moscovo na cena internacional.
Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Nicarágua votaram contra, e 35 países abstiveram-se, incluindo China, Índia, Paquistão e África do Sul.
Além de exigir que a Rússia reverta a anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia, a resolução declara que as ações de Moscovo violam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e são inconsistentes com os princípios da Carta da ONU.
A resolução condena claramente os “chamados referendos ilegais” da Rússia e a “tentativa de anexação ilegal” e diz que são inválidos à luz do direito internacional.
O texto promove também a resolução do conflito através de “diálogo político, negociação, mediação e outros meios pacíficos”, no respeito das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia e dos princípios da Carta da ONU.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/condenacao-na-onu-de-anexacoes-ilegais-russas-na-ucrania-envia-mensagem-clara-a-moscovo
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Situação da fome no mundo em 2022 é "sombria"
N.N./Lusa
13 out 2022 07:34
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Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt
"Sombria" é como o Índice Global da Fome 2022 classifica a situação da fome no mundo, agravada pelas últimas crises e pelas atualmente em curso: impacto da pandemia de COVID-19, guerra na Ucrânia e alterações climáticas.
“Como mostra o Índice Global da Fome (IGF) de 2022, a situação global da fome é sombria. A sobreposição das crises que o mundo enfrenta está a revelar as falhas dos sistemas alimentares, dos globais aos locais, e a realçar a vulnerabilidade das populações de todo o mundo em relação à fome”, lê-se no seu mais recente relatório, hoje divulgado.
No documento, o IGF denuncia que “a percentagem de pessoas sem acesso regular a calorias suficientes está a aumentar”, em relação aos “cerca de 828 milhões de pessoas subalimentadas em 2021, o que representa uma inversão de mais de uma década de progresso no combate à fome”, devido a “uma onda de crises”.
O estudo prevê que “a situação é suscetível de piorar perante a atual onda de crises globais sobrepostas – conflito, alterações climáticas e repercussões económicas da pandemia de covid-19 – todas elas poderosas potenciadoras de fome”.
“A guerra na Ucrânia veio aumentar ainda mais os preços globais dos alimentos, de combustíveis e fertilizantes e tem o potencial de agravar ainda mais a fome em 2023 e nos anos seguintes”, sustentam os especialistas responsáveis pela elaboração do índice, considerando que “estas crises vêm juntar-se a fatores subjacentes, tais como pobreza, desigualdade, governação inadequada, fracas infraestruturas e baixa produtividade agrícola, que contribuem para a fome e vulnerabilidade crónicas”.
“A nível mundial e em muitos países e regiões, os atuais sistemas alimentares são inadequados para enfrentar estes desafios e acabar com a fome”, vaticinam.
Situação pode agravar-se em 2023
Segundo os especialistas, “sem uma mudança significativa”, existe um potencial de agravamento da situação já em 2023, não se prevendo que o mundo no seu conjunto consiga atingir um nível baixo de fome até 2030, como previsto nas metas definidas na chamada Agenda 2030 (traçada pela ONU e composta por 17 grandes objetivos de desenvolvimento sustentável).
O IGF apresenta uma escala de gravidade da fome que inclui os níveis “baixo, moderado, grave, alarmante e extremamente alarmante”.
De acordo com o estudo, “a fome elevada persiste em demasiadas regiões”, os níveis de população que se encontram subnutridos estão a aumentar e não se prevê qualquer melhoria até 2030.
O sul da Ásia é a região que apresenta os valores mais elevados e a África subsaariana a segunda região com os níveis de fome mais graves, com a subalimentação e a taxa de mortalidade infantil “mais altas do que qualquer outra região do mundo”, nos termos do relatório, que considera que também em regiões como a África oriental, a Ásia ocidental e o norte de África “os valores são preocupantes”.
O sul asiático é também a região com maior taxa de atraso no crescimento infantil (raquitismo) e, “de longe, a maior taxa de emaciação infantil do que qualquer outra região do mundo”.
Emaciação infantil significa percentagem de crianças com menos de cinco anos com baixo peso para a sua altura, o que é reflexo de subnutrição aguda, explica o IGF no relatório, apontando este como um dos quatro indicadores em que se baseia como instrumento “para medir e acompanhar de forma abrangente a fome a nível global, regional e nacional ao longo dos últimos anos e décadas”.
Os outros três indicadores que utiliza na sua fórmula para captar “a natureza multidimensional da fome” são a subalimentação, o atraso no crescimento infantil (que reflete subnutrição crónica) e a taxa de mortalidade infantil de crianças com menos de cinco anos.
Os especialistas apontam para que cinco países do mundo estejam num nível alarmante — quatro deles africanos e o Iémen, um país em guerra civil desde 2014, que provocou, segundo a ONU, “a pior crise humanitária do mundo” e que, em outubro de 2020, a edição anual do IGF incluía já entre os países com níveis de fome alarmantes.
Quatro países num nível alarmante
Além disso, o IGF coloca quatro países num nível provisoriamente alarmante — mais três países africanos e a Síria, também palco de uma guerra civil desde 2011 – e 35 países num nível grave de fome (a maioria dos quais também africanos, além de Timor-Leste, Haiti, Índia e Paquistão, Papua-Nova Guiné, Coreia do Norte e Afeganistão, onde os talibãs retomaram o poder há pouco mais de um ano e que enfrenta uma grave crise económica).
As possíveis soluções apontadas no relatório passam pela transformação dos sistemas alimentares, bem como pela importância do papel que os Governos locais desempenham nestas regiões.
“Num sistema alimentar global que ficou aquém do fim sustentável da fome, é importante olhar para a governação dos sistemas alimentares a nível local, onde os cidadãos estão a encontrar formas inovadoras de responsabilizar os decisores pela resolução do problema da insegurança alimentar e nutricional”, refere uma das especialistas, Danielle Resnick, num ensaio incluído no relatório do IGF deste ano.
“Embora a transformação dos sistemas alimentares requeira, em última análise, intervenções a múltiplos níveis, justifica-se uma maior concentração na governação local dos sistemas alimentares”, porque “as práticas de gestão dos recursos naturais, os métodos agrícolas e pecuários e as preferências alimentares assentam frequentemente nas tradições culturais locais, experiências históricas, e condições agroecológicas”, defende Resnick.
Para o relatório do Índice Global de Fome de 2022, foram avaliados dados de 136 países. De entre estes, havia dados suficientes para calcular a pontuação de IGF de 2022 e classificar 121 países (a título de comparação, foram classificados 116 países no relatório de 2021), refere ainda o documento.
Fonte: lifestyle.sapo.pt Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/situacao-da-fome-no-mundo-em-2022-e-sombria
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Surovikin. Último defensor da URSS comanda os russos na Ucrânia
13 de outubro 2022 às 08:18
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SPUTNIK, Kremlin pool
Quando Ieltsin subiu a um tanque, desmobilizando os militares no golpe de 1991, os únicos que abriram fogo eram comandados por Sergei Surovikin. Que foi escolhido por Putin para liderar a invasão da Ucrânia.
Ouviram-se tiros quando um poeta hippie se esgueirou pela escotilha de um tanque soviético, a 21 de agosto de 1991. Ilya Krichevsky, de 28 anos, queria convencer a tripulação a não avançar contra dezenas de milhares de moscovitas barricados na Casa Branca russa. Protestavam contra o golpe de Estado orquestrado pela linha dura dos comunistas, sequestrando Mikhail Gorbatchev e tentando impedir o colapso da União Soviética.
“Para a maioria de nós, tanques são assustadores. Mas ele tinha servido numa divisão de tanques e não tinha medo deles”, explicou à época um dos melhores amigos de Krichevsky, Viktor Kolikov, à conversa com uma correspondente do Los Angeles Times. Krichevsky talvez pensasse que conseguiria apelar ao bom senso dos militares, como fizera Boris Iéltsin dois dias antes, chegando a subir para cima de um blindado. Mas as tropas deste batalhão de guardas Taman, uma força de elite, estavam decididas a não ceder. Quando abriram fogo sobre civis, fizeram os únicos mortos do Golpe de Agosto. Morreu também Dmitri Komar, de 23 anos, veterano do Afeganistão, que acorreu em auxilio de Krichevsky, bem como Vladimir Usov, de 37 anos, que pereceu debaixo das lagartas de um tanque. Ficou para a história o nome do comandante desse batalhão de guardas Taman, Sergei Surovikin, então capitão. Hoje lidera as forças russas na Ucrânia, aos 56 anos. Tendo começado por semear o terror, bombardeando alvos civis por todo o país, esta semana, de Kiev a Kharkiv, passando por Lviv e Odessa.
O papel histórico de Surovikin, enquanto único oficial disposto a derramar sangue para evitar a queda da URSS, conjuga-se bem com uma guerra em que Vladimir Putin tenta reconquistar a Ucrânia, joia da coroa entre as repúblicas soviéticas. Entretanto, Surovikin, após passar pelos brutais campos de batalha da Chechénia, ainda ganhou fama de carniceiro na Síria, tendo um papel de destaque na destruição de Alepo. Em 2017 até seria promovido à liderança da Força Aérea russa, o ramo que mais brutal e eficazmente contribuiu para salvar o regime de Bashar Al-Assad. Valendo a Surovikin a alcunha de “general armagedão”.
Não espanta que os canais de Telegram dos mais extremistas nacionalistas russos fervilhem de entusiasmo, após meses de frustração com sucessivos revesses militares do Kremlin. “Todos nos lembramos dos acontecimentos na Casa Branca, em agosto de 1991”, salientou o chefe dos mercenários da Wagner, Yevgeny Prigozhin. “Surovikin é o oficial que, sem hesitar, tendo recebido uma ordem, entrou num tanque e acorreu a salvar o seu país”, continuou, descrevendo o novo líder das forças na Ucrânia como sendo “o comandante mais competente do exército russo”, um militar “lendário”.
Contudo, não há mudança de liderança que seja milagrosa. Surovikin “é muito cruel mas também é um comandante competente”, garantiu Gleb Irisov, um antigo coronel da Força Aérea russa que trabalhou com o “general armagedão”. Em declarações ao Guardian, Irisov reconheceu a capacidade de Surovikin para coordenar diferentes ramos militares, algo que tem faltado ao Kremlin. “Mas ele não vai ser capaz de resolver todos os problemas. A Rússia tem falta de armas e recursos humanos”.
De Alepo até Severodonetsk “Tudo é um alvo, seja humano, árvore ou rocha”, contou um médico, que no mês anterior ficara ferido num bombardeamento russo, atingindo uma cidade arruinada. “Tudo está a ser exterminado em conluio com as Nações Unidas. Eles todos veem e ouvem, mas não respondem. E não conseguem parar esta máquina de guerra”.
O cenário em que este médico desabafou com o Guardian não foi Mariupol, Severodonetsk ou Lysychansk, mas o leste de Alepo, na Síria, então refúgio da oposição a Assad. O ano não era 2022, corria 2016. E então, como na Ucrânia, Surovikin destacava-se ao leme da máquina de guerra do Kremlin.
Para os sírios apanhados no meio deste conflito, parecia o fim do mundo. No entanto, para o regime de Putin foi um enorme sucesso. Mostrando que, sofrendo poucas baixas, podiam desafiar a hegemonia americana no Médio Oriente, que conseguiam intervir pelo mundo fora.
Foi uma escola tão importante para as forças armadas que o Kremlin fez questão que quase todos os altos quadros passassem por lá. Para conseguirem “instilar lições da Síria na educação da próxima geração de pessoal militar”, aprendendo observando oficiais como Surovikin aniquilar cidades, pedaço a pedaço, descrevia um relatório do Instituto para o Estudo da Guerra, publicado o ano passado.
Os militares russos já tinham posto isso em prática na capital chechena, Grosny, mas a Síria trouxe um novo requinte tecnológico. Talvez essa memória traga saudades a Ramzan Kadyrov, cujas milícias do pai combateram do lado do Kremlin na Segunda Guerra da Chechénia, entre 1999 e 2000. O ditador, que contou conhecer Surovikin desses tempos, reconheceu o talento destruidor mostrado pelo “general armagedão” em Alepo. Saudando a sua nomeação para comandante das forças da Ucrânia, após semanas a apelar que Putin fosse ainda mais duro.
“Agora estou 100% satisfeito com a maneira como a operação especial está a ser conduzida”, elogiou Kadyrov, no Telegram, quando decorriam bombardeamento de alvos civis na Ucrânia. No entanto, se isso funcionou em Alepo, onde os insurgentes não possuíam mais do que mísseis anti-aéreos de ombro, poderá não ter o mesmo impacto contra um inimigo que não está indefeso nos céus. Que possui uma força aérea própria e tem vindo a receber sistemas antiaéreos avançados vindos da NATO. Dos cerca de oitenta mísseis de longo alcance russos disparados esta segunda-feira, segundo o Governo ucraniano, uns cinquenta foram intercetados.
Desde os bombardeamentos desta semana, Berlim decidiu enviar para Kiev pelo menos quatro plataformas de mísseis IRIS-T, guiados por infravermelhos. O chanceler Olaf Scholz explicou que uma única unidade consegue defender “uma cidade inteira”. E Washington também promete enviar ainda mais defesas antiaéreas de última geração.
Surovikin não é o primeiro a comandar as forças russas da Ucrânia que traz consigo experiência síria. O seu antecessor, Alexander Dvornikov, até era alcunhado de “carniceiro da Síria”, mas não foi propriamente bem sucedido. O próprio “general armagedão” também teve dificuldades na Ucrânia, tendo liderado as forças russas no sul desde julho. Por um lado, é-lhe apontada a liderança do assalto devastador a Severodonetsk, uma das poucas vitórias de que o Kremlin se pode gabar. Por outro, apesar das suas tropas terem conseguido aguentar Kherson, têm sofrido baixas pesadas e recuado lentamente. Tendo perdido porções cruciais de território a oeste desta cidade estratégica, na semana antes de ser promovido, permitindo aos ucranianos atingir mais facilmente a retaguarda russa com mísseis de longo alcance.
Oligarcas com saudade do império Em 1991, Surovikin e Prigozhin estavam de lados opostos da barricada. “Nessa época eu estava do lado dos manifestantes, as forças liberais”, admitiu o chefe da Wagner. “Ainda estamos a pagar por esse erro”, confessou. Lamentando ter participado na desintegração da URSS, “o maior império dos nossos tempos”, algo visto como a “maior catástrofe geopolítica” do século XX por Putin.
Desde aí, Prigozhin e Surovikin seguiriam caminhos paralelos. Após seis meses na prisão, o capitão que massacrara civis no Golpe de Agosto foi perdoado pelo próprio Ieltsin, sendo depois promovido a major. Na caótica década de 90, quando gigantescas empresas estatais soviéticas foram vendidas ao desbarato a oligarcas ligados ao crime organizado, Prigozhin, que passara nove anos preso por assalto à armada, soube aproveitar para construir uma fortuna. Já Surovikin foi acusado de participar na pilhagem dos gigantes arsenais da URSS - um bênção sem precedentes para o mercado negro de armamento, alimentando conflitos por todo o globo - e seria condenado por tráfico de armas, acabando esta decisão judicial por ser revertida.
Não seriam as únicas investigações ao atual comandante do Kremlin na Ucrânia. Há dez anos até foi apontado pela imprensa russa como sendo o favorito do Ministério da Defesa para chefe da Polícia Militar, mas a sua nomeação foi bloqueada pela procuradoria-geral militar, notando que havia conflito de interesses. É que Surovikin foi acusado de espancar um tenente-coronel, em 2004, no mesmo ano em que outro dos seus subordinados, o coronel Andrei Shtaka, deu um tiro de pistola na cabeça diante do “general armagedão”, após ser publicamente alvo de duras críticas deste.
De facto, poucos incorporam a brutalidade inerente às forças armadas russas como Surovikin. Este militar, nascido em Novosibirsk, na extensão gelada da Sibéria, serviu nas spetsnaz - as temidas forças especiais soviéticas - durante a sangrenta ocupação do Afeganistão (1979-1989), e ao longo da sua carreira “foi perseguido por alegações de corrupção e brutalidade”, descreveu o Ministério da Defesa britânico.
Isso poderá causar problemas a Surovikin. “A ‘dureza’ que a comunidade pró-guerra tanto adora é um traço de personalidade da era soviética que resulta da brutalização”, avaliou o Instituto para o Estudo da Guerra. ”Isso causa medo nos subordinados, do tipo que inibe que relatem honestamente problemas ou falhanços, encoraja a mentir e a desviar as culpas. E produz a mesma abordagem robótica a executar ordens que contribuiu para os falhanços russos na Ucrânia”.
Não espanta que mal Surovikin tomou as rédeas, além de bombardear alvos civis, tenha empurrado as suas forças contra Bakhmut, onde se assistiu a duros combates, avançou a Reuters. Os russos têm tentado conquistar esta cidade no Donbass há meses, sem sucesso, numa lenta ofensiva com recurso aos seus habituais bombardeamentos massivos. Enquanto oficias ucranianos, cuja iniciativa e flexibilidade tática tem sido elogiada pela NATO, se dedicam a procurar buracos na longa linha da frente. Como aconteceu a sudeste de Kharkiv, em Izium, onde não hesitaram em lançar uma contraofensiva surpresa, veloz e em profundidade, com incrível sucesso.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783061/surovikin-ltimo-defensor-da-urss-comanda-os-russos-na-ucr-nia
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Rússia está a utilizar “drones kamikaze” para atingir infraestruturas críticas na capital da Ucrânia
Rui Parreira
Casa dos Bits
13 out 2022 09:44
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
As autoridades ucranianas referem que estão a ser atingidas infraestruturas residenciais na cidade de Mykolaiv, nos arredores de Kiev.
A guerra na Ucrânia continua a escalar, com a investida nos últimos dias da Rússia nas regiões da capital do país, Kiev. As autoridades locais da capital ucraniana referem que a Rússia está a utilizar os chamados “drones kamikaze” contra infraestruturas da cidade, tendo mesmo atingido edifícios residenciais, avança a France 24.
O exército russo estará a apontar a infraestruturas críticas na região da cidade de Mykolaiv. O autarca da cidade referiu que dois andares superiores de um edifício foram destruídos num único ataque, deixando o restante em escombros.
A Ucrânia tem acusado a Rússia de utilizar nos seus ataques drones fabricados no Irão nas últimas semanas, conhecidos como Shahed-136. O Kremlin não comentou as acusações, mas o Irão já negou o fornecimento dos drones ao exército russo.
Oleksiy Kuleba, governador regional da capital ucraniana, salientou que o ataque com os drones ocorreu em áreas em torno da capital, mas ainda não tinha informações sobre eventuais vítimas. O ataque também foi confirmado pelo vice-presidente do gabinete presidencial, Kyrylo Tymoshenko, na sua conta do Telegram. Refere que foram atingidas infraestruturas cruciais, mas sem avançar detalhes.
É o quarto dia consecutivo que a população de Kiev acorda com as sirenes de ataques aéreos, sendo obrigados a procurarem refúgio subterrâneo. E desde segunda que a Rússia lançou ataques a diversas cidades ucranianas com mísseis, embora cerca de metade tenham sido intercetados pelos sistemas de proteção do país.
Os drones Shahed-136 são considerados lentos e com capacidade de voar a baixas altitudes, sendo fáceis de anular através das defesas aéreas convencionais. As autoridades ucranianas terão referido que a Rússia lançou um total de 86 destes drones, mas que cerca de 60% acabaram por ser destruídos no ar. O facto de o exército russo ter utilizado diferentes drones em simultâneos, permitiu-lhe uma maior taxa de sucesso nos ataques aos edifícios, explica o website ucraniano Ukrinform.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/russia-esta-a-utilizar-drones-kamikaze-para-atingir-infraestruturas-criticas-na-capital-da-ucrania
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Ucrânia. Inaugurou-se uma "nova era de defesa aérea"
Jornal i 13/10/2022 09:18
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Fonte de imagem: © AFP
Kiev ainda anunciou avanços a nordeste de Kherson. Há motivos para a guarnição russa estar nervosa.
O Ucrânia entrou numa “nova era de defesa aérea”, declarou o seu ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov, no Twitter, jubilante com a chegada das primeiras das plataformas de mísseis IRIS-T prometidos pela Alemanha.
Os bombardeamentos russos contra alvos civis, esta semana, já causaram esse dissabor ao Kremlin, ao levar Berlim a tomar a iniciativa. Isto no mesmo dia em que a Ucrânia se gabou de reconquistar cinco localidades – Novovasylivka, Novogrygorivka, Nova Kamyanka, Tryfonivka e Chervone – no nordeste de Kherson, cuja guarnição russa até recentemente estava sob comando direto do general Sergei Surovikin.
Esta cidade portuária, estratégica para qualquer avanço que o Kremlin sonhe fazer rumo a Odessa, num futuro que parece distante, pouco a pouco vai ficando em maior risco de ser cercada. Vladimir Putin tem insistido em colocar a nata das suas forças aqui, apontam analistas. Mas mesmo assim os russos continuam a recuar, tendo abandonado recentemente posições no oeste de Kherson.
O Kremlin assegurou que foi uma retirada programada, para posições mais vantajosas. “Os russos dizem que organizaram a sua retirada. Mas quando organiza a sua saída, não deixa armas, cuecas e almofadas”, notou um socorrista ucraniano, à conversa com a France Press. Tropas ucranianas mostram-se convictas de que a moral inimiga é baixa e sonham conseguir entrar em Kherson antes deste inverno. E, como tal, também antes da chegada dos prometidos 300 mil novos recrutas russos, ainda que a sua potencial eficácia no campo de batalha seja questionada.
Cada vez mais há a sensação que Putin “errou totalmente nos cálculos” ao invadir a Ucrânia, como descreveu esta quarta-feira Joe Biden, numa entrevista à CNN. Não só o Presidente americano anunciou o envio ao ucranianos de Nasams, defesas antiaéreas avançadas de fabrico norueguês, como o arsenal russo de mísseis de precisão e longo alcance está quase esgotado, avaliou uma fonte na NATO à Reuters.
Assim sendo, a vingança de Putin pelo ataque à ponte de Kerch, esta segunda-feira, saiu cara, custando-lhe uns oitenta mísseis de longo alcance, segundo números avançados pelo Governo ucraniano.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783089/ucr-nia-inaugurou-se-uma-nova-era-de-defesa-aerea?seccao=Mundo_i
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Ordem enviou "e-mail" aos advogados a proibir assistência jurídica ao Governo e empresas da Rússia?
Salomé Leal
13 out 2022 09:00
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Se exerce advocacia e está inscrito na Ordem dos Advogados Portugueses, então é provável que tenha recebido, esta terça-feira, um email relativo às "medidas relacionadas com sanções que afectam a prestação de serviços de aconselhamento jurídico". Mas será verdade, como explica ao Polígrafo um leitor, que os advogados ficam proibidos de prestar aconselhamento jurídico a empresas russas?
A resposta está nesta passagem do comunicado divulgado na passada segunda-feira, 10 de outubro, no portal da Ordem dos Advogados Portugueses: "Caros Colegas, em 6 de outubro de 2022, o Conselho da União Europeia, relativamente à situação na Ucrânia, acordou medidas relacionadas com sanções que afectam a prestação de serviços de aconselhamento jurídico."
De facto, a Decisão (PESC) 2022/1909 da União Europeia, inscrita no documento consultado pelo Polígrafo, "alarga a atual proibição de prestação de determinados serviços à Federação da Rússia mediante a proibição da prestação de serviços de arquitetura e de engenharia, bem como de serviços de consultoria informática e de aconselhamento jurídico".
Mais especificamente, estes "serviços de aconselhamento jurídico" abrangem "a prestação de aconselhamento jurídico a clientes em matérias não contenciosas, incluindo transações comerciais, que envolvam a aplicação ou a interpretação da lei; a participação com clientes ou em seu nome em transações comerciais, negociações e outras relações com terceiros; e a elaboração, execução e verificação de documentos jurídicos".
Por outro lado, os "serviços de aconselhamento jurídico" não incluem a "representação, o aconselhamento, a elaboração e a verificação de documentos no contexto dos serviços de representação jurídica, a saber, em matérias ou processos perante agências administrativas, tribunais ou outros órgãos jurisdicionais oficiais devidamente constituídos, ou em processos arbitrais ou de mediação".
De acordo com a Ordem dos Advogados, que proíbe assim a prestação, "directa ou indirecta, de aconselhamento jurídico por advogados ao Governo da Rússia, a pessoas colectivas, entidades ou organismos estabelecidos na Rússia", este impedimento não se aplica à "prestação de serviços estritamente necessários ao exercício do direito de defesa em processos judiciais e ao direito a uma tutela jurisdicional efectiva" nem à "prestação de serviços estritamente necessários para assegurar o acesso a processos judiciais, administrativos ou arbitrais num Estado-Membro, nem para o reconhecimento ou execução de uma sentença ou sentença arbitral proferida num Estado-Membro, desde que essa prestação de serviços seja compatível com os objectivos do presente regulamento e do Regulamento (UE) n.º 269/2014 do Conselho".
Além desses casos, o aconselhamento jurídico pode continuar a ser feito se estiver em causa a prestação de serviços destinados ao "uso exclusivo de pessoas jurídicas, entidades ou órgãos estabelecidos na Rússia que sejam de propriedade ou controladas exclusiva ou conjuntamente por uma pessoa jurídica, entidade ou órgão incorporado ou constituído sob a legislação de um Estado-Membro, de um país membro do Espaço Económico Europeu, da Suíça ou de um país parceiro". A "prestação de serviços estritamente necessários para a resolução até 8 de janeiro de 2023 de contratos celebrados antes de 7 de outubro de 2022, ou de contratos acessórios necessários à execução de tais contratos" também escapa à proibição.
No mesmo comunicado, assinado pelo bastonário Luís Menezes Leitão, é ainda pedido aos "colegas" que "tomem em consideração em quaisquer contactos com constituintes que estejam abrangidos por estas medidas restritivas".
Avaliação do Polígrafo:
Verdadeiro
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Fonte: poligrafo.sapo.pt Link: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/ordem-enviou-e-mail-aos-advogados-a-proibir-assistencia-juridica-ao-governo-e-empresas-da-russia
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Presidente da Turquia reúne-se com Putin para alcançar um cessar-fogo na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
13 out 2022 09:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que o seu objetivo é conseguir "quanto antes" um cessar-fogo na Ucrânia, apesar das dificuldades no campo de batalha, para impedir mais mortes.
“O nosso objetivo é manter o incentivo já alcançado, apesar das dificuldades no terreno, e alcançar quanto antes um cessar-fogo para travar o derramamento de sangue”, disse Erdogan na reunião de líderes na cimeira da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia (CICA), realizada na capital do Cazaquistão.
“Todos nós sofremos as consequências da crise na Ucrânia, regional e globalmente. Sempre disse que, com a ajuda da diplomacia, uma paz justa pode ser alcançada”, sublinhou.
Erdogan disse aos líderes de vinte países, incluindo o Presidente russo, Vladimir Putin, que “não há vencedor na guerra e nem vencido uma paz justa”.
O Presidente turco, que se reunirá hoje em Astana precisamente com Putin para tratar da guerra na Ucrânia, considerou que os intensos esforços conjuntos de Ancara e da ONU para eliminar as consequências da invasão russa foram reconhecidos “por todo o mundo”, como é o acordo de Istambul sobre a exportação de cereais ucranianos para aliviar a crise alimentar mundial.
Erdogan também destacou o sucesso da maior troca de prisioneiros até hoje entre a Rússia e a Ucrânia no final de setembro, na qual Kiev conseguiu libertar mais de 200 presos, incluindo os “heróis” do regimento Azov que defendiam a fábrica de metalúrgica Azovstal, na cidade de Mariupol.
A Rússia conseguiu trazer 55 prisioneiros russos para casa, incluindo um amigo íntimo de Putin, o ucraniano Viktor Medvedchuk.
O chefe de Estado turco tentou assumir um papel de mediador na guerra na Ucrânia, em que Ancara apoia diplomaticamente Kiev, mas sem impor sanções à Rússia e manter um bom relacionamento com Moscovo.
Erdogan e Putin encontram-se hoje pela quarta vez este ano, e o Kremlin acredita que o Presidente turco apresentará oficialmente as suas propostas sobre possíveis negociações entre Moscovo e o Ocidente ao seu homólogo russo.
O jornal turco Milliyet indicou recentemente que a Turquia está disposta a organizar conversações entre Rússia, Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido, um plano que já foi apresentado a Washington e as primeiras impressões teriam sido “positivas”.
Por sua vez, Putin deverá explicar a Erdogan a sua proposta de criar um grande centro de distribuição de gás russo para a Europa na Turquia diante das fugas que desabilitaram totalmente o Nord Stream 1 e parcialmente o Nord Stream 2 e da intenção da União Europeia (UE) em não retomar o fluxo de hidrocarbonetos russos através desses gasodutos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-da-turquia-reune-se-com-putin-para-alcancar-um-cessar-fogo-na-ucrania
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Ucrânia: Assembleia-Geral da ONU condena anexações russas com apoio esmagador de 143 países
Por MultiNews com Lusa em 00:20, 13 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/02/onu.jpg)
Flag of the United Nations
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, com uma esmagadora maioria de 143 votos, uma resolução que condena a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, reforçando o isolamento de Moscovo na panorama internacional.
O projeto de resolução, elaborado pela União Europeia e copatrocinado por dezenas de países de vários continentes, obteve 143 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções.
“A ONU não tolerará tentativas de anexação pela força”, disse a embaixadora norte-americana junto à ONU, Linda Thomas Greenfield, minutos antes da votação.
Já o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, insistiu que o seu país está a atuar na Ucrânia em defesa de uma população e que os referendos, e consequente anexação, tiveram o apoio da população local.
Além de exigir que a Rússia reverta a anexação de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, a resolução declara que as ações de Moscovo violam a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e são inconsistentes com os princípios da Carta da ONU.
A resolução condena claramente os “chamados referendos ilegais” da Rússia e a “tentativa de anexação ilegal” e diz que são inválidos sob o direito internacional.
O texto também inclui linguagem de apoio à redução do conflito e promove a resolução do mesmo através de “diálogo político, negociação, mediação e outros meios pacíficos”, com respeito às fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia e de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-assembleia-geral-da-onu-condena-anexacoes-russas-com-apoio-esmagador-de-143-paises/
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Adesão da Ucrânia à NATO “será uma escalada garantida para a Terceira Guerra Mundial”, diz Rússia
Por Francisco Laranjeira em 11:06, 13 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Haverá uma III Guerra Mundial se a Ucrânia aderir à NATO, garantiu esta quinta-feira o secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, Alexander Venediktov.
“Kiev está bem ciente de que tal passo significaria uma escalada garantida para uma Terceira Guerra Mundial. Aparentemente, é com isso que eles contam – para criar ruído informativo e chamar a atenção para si próprios mais uma vez”, apontou, em entrevista à agência estatal russa TASS.
Segundo o membro do Conselho de Segurança da Rússia, o presidente Vladimir Putin sabe que as ações tomadas pelos ocidentais mostram que eles são parte direta do conflito. “A adesão da Ucrânia à NATO dará automaticamente ao envolvimento do Ocidente [no conflito] uma nova qualidade”, referiu, o que traria graves consequências para toda a humanidade.
“Os próprios membros da NATO entendem a natureza suicida deste passo”, afirmou, lembrando que alguns países admitiram aceitar a entrada da Ucrânia. “Mas as potências mais sérias, e até Bruxelas [referindo-se à sede da União Europeia], reagiram a essa iniciativa sem entusiasmo e emitiram imediatamente um conjunto padrão de contra-argumentos, descumprimento dos padrões do bloco, existência de disputas territoriais e assim por diante”, continuou o conselheiro.
A posição da Rússia sobre o assunto não se alterou. “A adesão da Ucrânia à NATO ou a algumas outras alianças formadas sob os auspícios dos Estados Unidos é inaceitável para nós”, concluiu.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já assinou o pedido oficial de adesão à NATO no mesmo dia em que o homólogo russo, Vladimir Putin, oficializou a anexação das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, e de Kherson e Zaporihzia, no sul.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/adesao-da-ucrania-a-nato-sera-uma-escalada-garantida-para-a-terceira-guerra-mundial-diz-russia/
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Borrell. Ataque nuclear à Ucrânia não levaria a guerra nuclear, apenas a uma resposta militar que aniquiliaria exército russo[/b
Por Francisco Laranjeira em 11:51, 13 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Borrell.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O chefe da diplomacia europeia alertou, esta quinta-feira, que a União Europeia, a NATO e os Estados Unidos vão responder caso Moscovo decida realizar um ataque nuclear na Ucrânia, garantindo que o exército russo seria “aniquilado”.
Josep Borrell, num discurso da cidade belga de Bruges perante a Academia Diplomática Europeia, assegurou que o Kremlin não pode fazer ‘bluff’. “Putin não se pode dar ao luxo de fazer ‘bluff’. Tem de ficar claro que aqueles de nós que apoiam a Ucrânia também não estão a fazer ‘bluff’. E um ataque nuclear à Ucrânia provocaria uma resposta não sob a forma de ataque nuclear mas uma resposta militar tão poderosa que o exército russo seria aniquilado”, garantiu.
Nesse sentido, Kiev deve continuar a ter apoio militar e procurar a via diplomática “sempre que possível”. “Temos de estar prontos para fazer tanto quanto fazemos agora nas negociações de paz. O mundo precisa que a guerra pare”, frisou.
A votação na Assembleia Geral da ONU, no qual foram condenadas as anexações russas de território ucraniano, mereceu ainda assim cinco países a votar favoravelmente, ao passo que 35 outros, incluindo China, África do Sul e Índia, a absterem-se.
“20% da comunidade global decidiu apoiar ou não rejeitar as anexações russas. Para mim, são muitas. Estamos felizes porque a garrafa está bastante cheia mas ainda está um pouco vazia. Temos de continuar a trabalhar para fazer o mundo rejeitar esta guerra com mais clareza”, disse Borrell.
Fonte:multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/borrell-ataque-nuclear-a-ucrania-nao-levaria-a-guerra-nuclear-apenas-a-uma-resposta-militar-que-aniquiliaria-exercito-russo/
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Ucrânia: “Guerra de Putin faz parte de uma cruzada maior contra o Ocidente”, diz Olaf Scholz
Por Francisco Laranjeira em 14:24, 13 Out 2022
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O chanceler alemão Olaf Scholz considerou a guerra russa na Ucrânia como parte de uma cruzada da Rússia contra as democracias liberais. “Vladimir Putin e os seus aliados deixaram isso muito claro: esta guerra não é apenas sobre a Ucrânia. Ele consideram a sua guerra como parte de uma cruzada maior, uma cruzada contra a democracia liberal”, acusou o chefe de Governo germânico, esta quinta-feira, em Berlim.
O processo “atingiu um nível totalmente novo” quando Putin atacou a Ucrânia, numa “cruzada contra a democracia liberal, a ordem internacional, baseada em regras, liberdade e progresso. O nosso modo de vida e, como diz Putin, contra o Ocidente coletivo, isto é, contra todos nós”.
“E é por isso que a Ucrânia deve vencer”, referiu, sublinhando que a Alemanha vai continuar a apoiar a Ucrânia com armas e através de meios de ajuda económica, financeira e humanitária “enquanto for necessário”.
Olaf Scholz congratulou-se ainda com uma conquista “séria” que a Assembleia Geral das Nações Unidas tenha condenado a anexação das quatro regiões ucranianas pela Rússia com o apoio de 143 estados mas revelou ser difícil manter esta ampla coligação porque “o argumento russo é muito forte de que as sanções ocidentais causam o aumento dos preços”.
A recusa da Alemanha em apoiar com blindados a Ucrânia foi justificado por Olaf Scholz, apontando que nenhum Estado fornece tais veículos: entre outras coisas, é difícil organizar a manutenção e a Rússia teria oportunidade de estudar as tecnologias militares ocidentais mais avançadas se capturasse esses veículos, que poderiam também tornar-se alvo da propaganda russa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-guerra-de-putin-faz-parte-de-uma-cruzada-maior-contra-o-ocidente-diz-olaf-scholz/
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Putin diz a Erdogan que pretende criar um "centro de processamento de gás russo" na Turquia
MadreMedia
13 out 2022 12:27
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Vyacheslav PROKOFYEV / SPUTNIK / AFP
As sanções impostas à Rússia pela Europa interrompeu o fornecimento de gás russo sendo a Turquia uma rota confiável, foi esta a mensagem que Vladimir Putin transmitiu pessoalmente ao seu homólogo turco e que tinha anunciado ontem no encontro sobre a energia em Moscovo.
"A Turquia tornou-se a rota mais confiável para entregas, mesmo para a Europa. Poderíamos considerar a possibilidade de criar um centro de gás na Turquia para abastecer outros países", disse o líder russo a Erdogan na reunião que aconteceu hoje à margem da CICA - Conferência sobre Medidas de Fortalecimento da Confiança na Ásia, que reúne 11 chefes de Estado e 50 delegações incluindo observadores, parceiros e convidados da organização fundada pelo Cazaquistão, em 1992 e que tem como tema a segurança e prosperidade na Ásia.
(https://i.ibb.co/JmMWYJT/Captura-de-ecr-2022-10-13-150413.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
"Este novo centro de processamento de gás que poderíamos criar juntos - é claro - também seria uma plataforma não apenas para o fornecimento [à Europa], mas também para determinar o preço, porque essa é uma questão muito importante - a questão dos preços", disse Putin a Erdogan.
"Hoje, os preços estão altíssimos. Assim, poderíamos facilmente regular o custo ao nível normal de mercado, sem qualquer tom político", referiu o presidente russo.
Por seu lado, o presidente da Turquia defendeu os laços comerciais de Ancara com Moscovo apesar de os Estados Unidos e a União Europeia estarem a exercer pressão sobre a Turquia para que cumpra as sanções impostas a Moscovo devido à sua invasão à Ucrânia.
Mas de acordo com a AFP, Erdogan recusou as sanções, no entanto, o presidente turco prometeu oferecer um local neutro para possíveis negociações de paz e foi aprovando uma série de acordos que viram o valor das exportações para a Rússia mais do que dobrar nos últimos meses.
Na Reunião desta tarde, com o presidente russo, Erdogan mencionou a construção da primeira central nuclear na Turquia, que Ancara espera abrir no próximo ano.
Erdogan também levantou a ideia de a Rússia construir uma segunda central nuclear no norte do país, enquanto Putin propôs confiar mais na Turquia para transportar gás natural russo.
"Embora os passos da Turquia e da Rússia perturbem certos círculos, estou certo que farão os países menos desenvolvidos mais felizes", disse Erdogan, referindo-se ao acordo dos cereais ucranianos retidos e cujas entregas através do Mar Negro ajudou a intermediar.
Este foi o seu quarto encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin, em três meses.
(notícia atualizada às 13h20)
*com AFP
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-a-erdogan-que-pretende-criar-um-centro-de-processamento-de-gas-russo-na-turquia
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14 países NATO associam-se a projeto de defesa antimíssil lançado pela Alemanha
MadreMedia / Lusa
13 out 2022 15:04
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EPA/TOMS KALNINS
Catorze países da NATO associaram-se hoje à Alemanha para comprarem em comum materiais de defesa antiaérea e antimíssil, no âmbito de uma iniciativa designada "escudo do céu europeu", indicou a agência noticiosa AFP.
Este projeto, apresentado pelo chancelar alemão Olaf Scholz, destina-se em particular à compra de sistemas Iris-T e Patriot, respetivamente de origem alemã e norte-americana, esclareceu a ministra da Defesa alemã Christine Lambrecht.
A Alemanha lidera esta iniciativa à qual se associaram o Reino Unido, Bélgica, Bulgária, República Checa, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Países Baixos, Noruega, Eslováquia, Eslovénia e Roménia.
Todos os países são signatários da proposta de intenção transmitida à NATO durante a reunião dos ministros da Defesa da Aliança.
A Finlândia, candidata à adesão, associou-se ao projeto.
“Os novos meios, totalmente interoperacionais e integrados de forma transparente da defesa aérea e antimíssil da NATO, reforçarão consideravelmente a nossa capacidade em defender a Aliança contra todas as ameaças aéreas e antimísseis”, assinalou em comunicado Mircea Geoana, secretário-geral adjunto da NATO.
“Este compromisso é hoje ainda mais crucial, quando assistimos aos impiedosos e cegos ataques de mísseis da Rússia na Ucrânia, que matam civis e destroem infraestruturas essenciais”, sublinhou.
No entanto, diversos ‘media’ citados hoje pelo ‘site’ Euractiv admitiram que o “escudo do céu europeu” indicaram que poderá ser equipado com o sistema de interceção de mísseis Arrow 3, de origem israelita.
A França e a Polónia não se associaram a esta iniciativa, apesar de fonte francesa citada pela AFP se ter referido a “uma excelente iniciativa” e admitido que a NATO “necessita de sistemas de defesa antiaérea, antimíssil e antidrones”.
Paris argumentou que o seu sistema “MAMBA” de defesa terra-ar de médio alcance já se encontra plenamente integrado na cadeia de controlo do comando aéreo aliado da NATO, enquanto Varsóvia disse pretender instalar o seu próprio sistema de defesa aérea.
No final de março passado, o Governo alemão tinha já admitido adquirir um sistema israelita de defesa antimísseis, segundo revelou na ocasião a presidente do Comité de Defesa do parlamento.
“Dada a ameaça e os vários sistemas de armas de que dispõe a Rússia, é claro que devemos estar interessados, é lógico”, declarou então Marie-Agnes Strack-Zimmermann ao jornal Welt.
O relator do parlamento para o orçamento de defesa, Andreas Schwarz, também considerou no final de março que “o sistema israelita Arrow 3 é uma boa solução”, com um custo de cerca de dois mil milhões de euros e podendo estar operacional em 2025 a partir de três locais na Alemanha.
Após anos de subinvestimento na Defesa, a Alemanha deu uma volte-face histórico no final de fevereiro, na sequência da invasão da Ucrânia pelo exército russo.
Em 27 de fevereiro, poucos dias após o início da ofensiva russa, Olaf Scholz anunciou um envelope financeiro excecional de 100 mil milhões de euros para modernizar o exército e o objetivo de ultrapassar 02 por cento das despesas militares no Produto Interno Bruto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/14-paises-nato-associam-se-a-projeto-de-defesa-antimissil-lancado-pela-alemanha
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Governo português envia para a Ucrânia helicópteros Kamov sem licença para operar em Portugal
Por MultiNews com Lusa em 16:25, 13 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Helena-Carreiras.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal vai enviar para a Ucrânia os seis helicópteros Kamov de combate a incêndios, atualmente sem licença para operar por serem de origem russa e um dos quais inoperacional, anunciou esta quinta-feira a ministra da Defesa, Helena Carreiras.
“A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”, anunciou Helena Carreiras.
Falando à imprensa portuguesa em Bruxelas, no final da reunião dos ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), na qual foi discutida a guerra na Ucrânia, a governante apontou estarem em causa “seis helicópteros que precisam de reparação, um deles inoperacional porque foi acidentado”.
Helena Carreiras vincou que estes seis helicópteros Kamov, que serão “transferidos no estado em que estão”, serão “muitíssimo úteis à Ucrânia e essa cedência foi muito agradecida pelas nossas contrapartes ucranianas”.
“Os ucranianos conhecem as condições em que se encontra o material”, apontou a ministra da Defesa, recordando a “cadeia logística de helicómetros semelhantes” detida pela Ucrânia, que os poderá reparar.
A ideia é que a transferência das aeronaves ocorra “o mais rapidamente possível”, adiantou Helena Carreiras.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou a fuga de milhões de pessoas e a morte de milhares de civis, segundo as Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/governo-portugues-envia-para-a-ucrania-helicopteros-kamov-sem-licenca-para-operar-em-portugal/
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Guerra. Autoridades russas de Kherson pedem retirada de civis
Jornal i 13/10/2022 16:31
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/13/834900.png?type=artigo)
© AFP
“Levem os vossos filhos e vão-se embora", aconselhou o responsável russo daquele território anexado por Moscovo.
As autoridades de ocupação russas que se encontram no poder na região de Kherson, na Ucrânia, pediram esta quinta-feira a Moscovo para que seja organizada a retirada de civis daquele território anexado pela Rússiam na sequência dos recentes ataques das tropas ucranianas.
"Dirijo-me à liderança do país, gostaria de pedir a vossa ajuda na organização deste trabalho. Nós, habitantes da região de Kherson, sabemos que a Rússia não abandona os seus, e a Rússia oferece sempre apoio onde há dificuldades", disse Vladimir Saldo, chefe da administração regional de ocupação.
O responsável, numa mensagem publicada no Telegram, acrescentou que "todos os residentes da região de Kherson que desejem proteger-se dos ataques de mísseis [ucranianos] se possam mudar para outras regiões russas. E aconselha: “Levem os vossos filhos e vão-se embora".
Saldo, antigo deputado do parlamento russo e agora chefe de Kherson, recordou que aquela região "fez a sua escolha" e confirmou no referendo "a decisão de se integrar na Rússia, de restaurar a justiça histórica e o que se perdeu ao longo dos últimos anos".
"Sabíamos que esta decisão não seria reconhecida pelas autoridades ucranianas e esperávamos que estas se vingassem. E foi isso que aconteceu, as cidades da região de Kherson são sujeitas a ataques diários com mísseis", pode ler-se ainda.
O responsável, citando as palavras de Vladimir Putin, líder da Rússia, referiu que “os ataques com mísseis causam sérios danos, antes de mais nada aos civis", assim como “hotéis, casas, mercados, lugares onde muitos civis se reúnem, tornam-se alvos de mísseis", disse.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783150/guerra-autoridades-russas-de-kherson-pedem-retirada-de-civis-?seccao=Mundo_i
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“Foi uma manhã produtiva”: Ucrânia abate quatro helicópteros russos em menos de 20 minutos
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:11, 13 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/militares-ucranianos.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Quatro helicópteros russos foram abatidos pelas forças ucranianas em cerca de 18 minutos, durante a manhã desta quinta-feira.
O ministro da Defesa ucraniano adiantou que as aeronaves foram intercetadas a sul da Ucrânia e disse afirmou que “foi uma manhã produtiva” para o exército ucraniano.
“Não há espaço para ‘aligatores’ aqui, a estragarem o bonito céu de outono. O clima local é hostil para eles”, afirmou Oleksiy Reznikov, fazendo referência ao nome habitualmente dado aos helicópteros de ataque Ka-52 usados pela Rússia habitualmente.
Esta ‘vitória’ para o exército ucraniano surge no terceiro dia de ataques russos perto de Kiev. A capital da Ucrânia foi alvo de novos ataques esta quinta-feira, tendo sido atingida por drones-kamikaze de fabrico iraniano.
Segundo o governador regional de Kiev, a ofensiva foi lançada nos arredores da cidade.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/foi-uma-manha-produtiva-ucrania-abate-quatro-helicopteros-russos-em-menos-de-20-minutos/
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Investigação revela que empresa norte-americana forneceu serviços à Rússia
13 de outubro 2022 às 17:34
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/13/834907.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Denúncia foi feita por funcionário da empresa em abril desde ano com a Extreme Networks a negar a acusação, argumentado que o caso não passava de um trabalhador que estava insatisfeito e que acabou por ser despedido por não ter desempenhado bem as suas funções. Mas a agência noticiosa mostra que não é bem assim.
Uma investigação levada a cabo pela agência Reuters informa que a empresa norte-americana Extreme Networks forneceu serviços à Rússia, como sistemas de comunicação a fabricantes de material bélico russo.
A denúncia foi feita por um funcionário da empresa em abril desde ano com a Extreme Networks a negar a acusação, argumentado que o caso não passava de um trabalhador que estava insatisfeito e que acabou por ser despedido por não ter desempenhado bem as suas funções.
Mas a agência noticiosa mostra que não é bem assim: depois de analisar documentos de 2017 a 2021, como relatórios de vendas, e ter falado com três fontes diferentes que tinham conhecimento dos negócios em causa, a Reuters encontrou provas de que a Extreme Networks forneceu mesmo equipamentos informáticos a empresas na Rússia – e entre as quais a MMZ Avangard – que fabrica mísseis do sistema de defesa anti-aéreo S-400 e que desde 2014 que está impedida de receber fornecimentos norte-americanos.
Uma das fontes ouvidas pela Reuters disse que a MMZ Avanguard recorreu a uma empresa fachada para que conseguisse contornar as sanções dos EUA, tendo como recurso a DEMZ, que fabricava ferramentas para a manutenção das carruagens ferroviárias, estando inativa desde 2016. Foi em dezembro de 2017 que a MMZ Avanguard começou a comprar equipamento à empresa norte-americana.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783157/investigacao-revela-que-empresa-norte-americana-forneceu-servicos-a-r-ssia-
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Ataque russo em Mykolaiv faz pelo menos quatro mortos
13 de outubro 2022 às 19:31
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/13/834924.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Equipas de socorro encontraram inicialmente o corpo de um homem debaixo dos escombros, tendo os outros três corpos sido tirados nas últimas horas.
Quatro mortos é o novo balanço das autoridades ucranianas na sequência do bombardeamento das tropas russas que atingiu um prédio na cidade de Mykolaiv, durante a noite.
“Infelizmente, o número de vítimas no edifício destruído pelo exército russo está a aumentar", informou Hanna Zamazeyev, chefe do Conselho Regional de Mykolaiv, ao reportar a recuperação de mais um corpo nos escombros do edifício.
As equipas de socorro encontraram inicialmente o corpo de um homem debaixo dos escombros, tendo os outros três corpos sido tirados nas últimas horas.
Um rapaz de 11 anos foi ainda resgatado dos escombros, onde permaneceu durante seis horas. A agência ucraniana Ukrinform noticiou que as autoridades receiam que mais cinco pessoas possam estar sob os destroços do edifício de cinco pisos.
Recorde-se que durante as últimas 24 horas, a Rússia bombardeou nove regiões na Ucrânia, incluindo a região de Kiev, e acusou esta quinta-feira a Ucrânia de ter bombardeado a cidade russa de Belgorod, perto da fronteira entre os dois países.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783173/ataque-russo-em-mykolaiv-faz-pelo-menos-quatro-mortos
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Regime russo declarado como "terrorista" pela Assembleia do Conselho da Europa
13 de outubro 2022 às 21:00
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/13/834931.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O texto declara "o atual regime russo como terrorista", condena os "designados referendos" sobre a anexação de quatro regiões da Ucrânia (Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia), e insta que estes "devem ser considerados nulos" e "sem qualquer efeito legal ou político".
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, uma resolução que declara o atual regime russo de “terrorista”, na sequência da guerra na Ucrânia.
A anúncio foi feito por Tiny Kox – o presidente da APCE – durante uma sessão plenária hoje realizada, que contou com a presença (virtual) de Volodymyr Zelensky, o Presidente ucraniano. "A resolução foi aprovada por unanimidade", disse o responsável.
O texto declara "o atual regime russo como terrorista", condena os "designados referendos" sobre a anexação de quatro regiões da Ucrânia (Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia), e insta que estes "devem ser considerados nulos" e "sem qualquer efeito legal ou político".
Na mesma ocasião, os deputados do Conselho da Europa aproveitaram para criticar as "ameaças de guerra nuclear" que consideram ser uma violação do direito internacional e, portanto, um ato incompatível com as "responsabilidades" de uma nação "com um posto permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”. A mesma publicação frisa também o “firme apoio" do Conselho da Europa à "independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia".
Após a aprovação da declaração, o líder ucraniano escreveu uma mensagem através do Twitter, dizendo: "Este é um sinal poderoso à comunidade mundial e à Rússia de que o castigo pelos crimes é inevitável”.
(https://i.ibb.co/DrBKFjp/Captura-de-ecr-2022-10-14-100002.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Recorde-se que, em 16 de março, o Conselho da Europa expulsou a Rússia do principal órgão de direitos humanos do continente.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783179/regime-russo-declarado-como-terrorista-pela-assembleia-do-conselho-da-europa-
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Governador russo acusa tropas ucranianas de destruírem munições junto à fronteira
13 de outubro 2022 às 21:51
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Fonte de imagem: AFP
Responsável russo acusa tropas ucranianas de atacarem cidade russa fronteiriça.
Vyacheslav Gladkov, governador da região russa de Belgorod, situada junto à fronteira com a Ucrânia, acusou esta quinta-feira as tropas ucranianas de destruírem um depósito de munições na sequência de um ataque contra uma vila russa.
“Após um ataque das Forças Armadas ucranianas, um depósito de munições explodiu numa vila na região de Belgorod", escreveu o responsável, através do Telegram, acrescentando que segundo "os dados preliminares", não resultaram "mortos ou feridos".
Também hoje, as autoridades russas acusaram a Ucrânia de bombardear um prédio residencial na cidade de Belgorod, junto à fronteira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783183/governador-russo-acusa-tropas-ucranianas-de-destruirem-municoes-junto-a-fronteira
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Ucrânia. Europa promete "aniquilar" exército russo se usar armas nucleares
João Campos Rodrigues 14/10/2022 08:58
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/14/834947.png?type=artigo)
© AFP
O chefe da diplomacia europeia ressalvou que uma eventual resposta não seria nuclear. Enquanto Stoltenberg assegura que a probabilidade de um conflito nuclear é “extremamente remota”.
O mundo viu a veia vingativa de Vladimir Putin quando o Presidente russo ordenou sucessivos ataques contra infraestruturas civis na Ucrânia com mísseis de longo alcance e drones suicidas. Perante os receios de que a vingança se torne nuclear, o responsável pela diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, veio avisar que, se isso acontecesse, a resposta do Ocidente não seria nuclear, para evitar um cenário apocalíptico. Contudo, “seria uma resposta tão poderosa, do ponto de vista militar, que as Forças Armadas russas seriam aniquiladas”.
“Putin diz que não está a fazer bluff. Bem, ele não se pode dar ao luxo de fazer bluff”, salientou Borrell, numa conferência de imprensa em Bruxelas, esta quinta-feira. “E tem de ser claro que as pessoas que estão a apoiar a Ucrânia, a União Europeia e os Estados-membros, os EUA e a NATO também não estão a fazer bluff”, garantiu.
O discurso duro de Borrell, no que toca a uma eventual ofensiva convencional em resposta a um ataque nuclear russo, poupou-lhe os dissabores de Emmanuel Macron. Quando o Presidente frisou que França, “evidentemente”, não responderia com um ataque nuclear, deu por si a ser alvo de críticas.
“É um erro político”, acusou Jean-Louis Thiériot, um conservador do partido Os Republicanos, citado pelo Politico. “Um dos princípios da dissuasão nuclear é que haja incerteza”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783196/ucr-nia-europa-promete-aniquilar-exercito-russo-se-usar-armas-nucleares-?seccao=Mundo_i
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Vice-presidente do parlamento ucraniano em Maputo em busca de apoio
MadreMedia / Lusa
14 out 2022 09:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O primeiro vice-presidente do parlamento ucraniano, Oleksandr Korniyenko, está de visita a Maputo para pedir apoio na guerra contra a Rússia, conflito em que Moçambique se tem mostrado neutral.
“Infelizmente, há dois dias, mais uma vez, Moçambique não se juntou” aos países que condenaram a Rússia na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), referiu Korniyenko, em resposta escrita a questões colocadas pela Lusa.
“Notamos a posição consistente de Moçambique” de “não votar contra as resoluções sobre a Ucrânia” desde 2014, abstendo-se ou sem participar nas votações, mas agora o dirigente pede votos de apoio.
“Durante todas as minhas reuniões em Maputo, apelarei aos meus interlocutores para apoiarem as iniciativas ucranianas destinadas a combater a agressão russa, nas Nações Unidas, no seu Conselho de Segurança, bem como noutras organizações internacionais”, sublinhou.
“Vamos continuar a precisar da máxima assistência possível de parceiros”, incluindo “da região africana e especialmente de Moçambique, que foi eleito como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período 2023-2024”, referiu.
Oleksandr Korniyenko está de visita à capital moçambicana com um programa que não foi divulgado.
A viagem surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, ter iniciado na última semana um périplo por países africanos, interrompido na segunda-feira devido ao intensificar da guerra.
Korniyenko referiu que um “papel importante no desenvolvimento das relações entre a Ucrânia e os países africanos pertence às relações interparlamentares”.
“É por isso que estou aqui”, sublinhou o dirigente parlamentar ucraniano. “Temos muito o que conversar com Moçambique”, por entre relações com muitos anos e em que a Ucrânia também já apoiou Moçambique, referiu Korniyenko.
“Em particular, durante a guerra civil, a Ucrânia [na altura parte da União Soviética] prestou assistência a Moçambique, quando muitos dos soldados do seu país foram educados em universidades ucranianas ou receberam formação sob a liderança de instrutores” daquele país, destacou.
Atualmente, os laços com Moçambique vão além dos 50 ucranianos que hoje vivem no país, acrescentou.
“Há um diretor de um banco e um professor universitário entre os ucranianos em Moçambique”, mas “há também ucranianos de espírito, ou seja, moçambicanos que outrora se formaram nas universidades” da Ucrânia e hoje “trabalham no Governo e representam o partido no poder”.
Moçambique esteve entre os países que se abstiveram em três resoluções que foram a votos na Assembleia-Geral da ONU desde a invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.
A primeira resolução condenou a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia devido à guerra, outra suspendeu Moscovo do Conselho de Direitos Humanos e a terceira, que foi a votos na quarta-feira, condenou a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, reforçando o isolamento de Moscovo no panorama internacional.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/vice-presidente-do-parlamento-ucraniano-em-maputo-em-busca-de-apoio
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Mark Leonard: Guerra na Ucrânia sem fim à vista e custos políticos na UE a aumentar
MadreMedia / Lusa
14 out 2022 09:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A escalada da guerra na Ucrânia mostra que estamos perante um conflito sem fim à vista, e que pode ter graves consequências sociais e custos políticos, sustenta o diretor do Conselho Europeu de Relações Externas, Mark Leonard.
“Temo que estaremos numa guerra muito longa. Não vejo como pode acabar (…) Estamos num caminho de escalada no momento e temo que, assim que de um lado começar a correr bem, isso nos levará a outro tipo de caminho de escalada”, disse Mark Leonard em entrevista à agência Lusa.
Do ponto em que estamos, afirmou, “é muito difícil ver como se sai deste ciclo” porque “estamos muito longe de ter qualquer fórum para negociações. Não há canais diplomáticos abertos neste momento” e “o grande medo é que se transforme numa guerra nuclear, o que seria impensável”.
Uma das consequências, além da destruição do país invadido pela Rússia, que Leonard destacou é que “os custos políticos estão a começar a aumentar” para os países da União Europeia e a guerra pode realmente contribuir para conflitos sociais e a ascensão do populismo.
“Já vimos o colapso do Governo búlgaro, do Governo italiano, e penso que o que se pode ver no próximo período de tempo é que a crise na Ucrânia provoca uma série de outras crises. Já tivemos uma crise de refugiados, (esta) pode ser cinco, seis vezes pior do que a de 2015; a crise económica que está a chegar pode ser muito pior do que a crise do euro… E depois a crise do populismo pode ser ainda pior do que em 2016”, teme este analista.
“É esse um dos receios nos próximos meses, que mais governos caiam”, sublinhou o diretor do Conselho Europeu de Relações Externas, que esteve em Portugal para participar nas Conferências de Lisboa.
“Vimos os resultados na Suécia (em que a aliança de direita e extrema-direita venceu as eleições), vamos ter uma eleição na Dinamarca, e penso que poderá ter um impacto muito negativo na funcionalidade da União Europeia se (Georgia) Meloni e (Vitor) Orbán e pessoas assim começarem a trabalhar em conjunto”, advertiu, referindo-se à futura chefe de governo de Itália, líder da extrema-direita, e do primeiro-ministro nacionalista da Hungria.
Mark Leonard adverte que estamos numa economia de tempo de guerra, “teremos uma política em tempo de guerra” e os governos, que não têm como por fim à guerra, terão de explicar isso muito bem às pessoas.
“O dividendo de paz que tivemos nas últimas décadas está a chegar ao fim”, biliões de euros vão ser gastos na defesa e não há como evitar a escalada dos custos da energia, afirmou.
A guerra na Ucrânia só parcialmente está a ser travada com tanques, aviões e projéteis, uma grande parte tem a ver com a resiliência social e Vladimir Putin, o Presidente russo, joga esperando que a dos russos dure mais do que a dos apoiantes ocidentais que estão a financiar da Ucrânia neste momento.
Quanto mais tempo a guerra continuar, maior é a probabilidade de conduzir “a estes terríveis efeitos de segunda e terceira ordem, efeitos políticos, efeitos económicos, efeitos sociais”.
“É preciso proteger as pessoas o máximo possível das consequências negativas. Em segundo lugar, explicar o que se está a passar. Em terceiro lugar, mostrar que se está a fazer tudo possível para encontrar uma solução diplomática, porque as pessoas são mais propensas a apoiar medidas agressivas contra a Rússia se pensarem que o objetivo é tentar trazer a paz”, sustentou diretor do Conselho Europeu de Relações Externas.
Mark Leonard referiu ainda lições que a guerra já deu, como fazer os europeus perceber que têm muitos recursos — maior mercado único, investimento em defesa, capacidade de moldar regras — mas para os transformar em poder real e para se defender “é preciso pensar e organizar-se de uma maneira diferente”.
Outra questão é repensar o modelo económico. “Costumávamos pensar que a interdependência transformava inimigos em amigos. Estamos a descobrir que isso não é verdade com a Rússia”, afirmou.
“Também temos de repensar sobre como nos relacionamos com o resto do mundo. Costumávamos ver o resto do mundo desesperado para se tornar como nós, ser transformado de acordo com os nossos valores. Percebemos que o principal desejo no resto do mundo é recuperar o controlo e definir o seu próprio futuro, e não estão desesperados para se tornarem como nós”, defendeu ainda na entrevista à Lusa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mark-leonard-guerra-na-ucrania-sem-fim-a-vista-e-custos-politicos-na-ue-a-aumentar
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Ucrânia: Rússia utiliza instrutores e drones iranianos para ataques a alvos civis, acusam responsáveis ucranianos
Por Francisco Laranjeira em 12:58, 14 Out 2022
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As forças russas têm utilizado instrutores iranianos em Kherson e na Crimeia para operar os drones kamikaze Shahed-16, denunciou esta sexta-feira o Centro Nacional de Resistência ucraniana – nas áreas ucranianas administradas pela Rússia de Zalizniy Port, Hladivtsi em Kherson e Dzhankoy na Crimeia, “monitorizam diretamente o lançamento de drones contra alvos civis ucranianos, incluindo ataques a Mykolaiv e Odessa”, acusaram. “O Irão ajuda o agressor não apenas com equipamentos mas também com pessoas.”
Peloe menos, três drones operados por forças russas atacaram a pequena cidade de Makariv, a oeste da capital Kiev, na passada 5ª feira, e as autoridades ucranianas garantiram que as infraestruturas críticas foram atingidas por drones suicidas feitos pelo Irão, que sempre negou ter fornecido equipamento militar à Rússia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França garantiu que qualquer venda de drones iranianos para a Rússia seria uma violação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas – apesar das advertências de Washington, o Irão terá entregue centenas dos seus drones à Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-utiliza-instrutores-e-drones-iranianos-para-ataques-a-alvos-civis-acusam-responsaveis-ucranianos/
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“Vitória será a melhor homenagem”: Ucrânia celebra Dia dos Defensores e dos mortos caídos em combate
Por Francisco Laranjeira em 14:15, 14 Out 2022
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Esta sexta-feira, no feriado ortodoxo da Proteção da Mãe de Deus, os ucranianos celebram o Dia dos Defensores da Ucrânia. Desde os tempos antigos, a Mãe de Deus era a santa padroeira dos cossacos ucranianos e de todos os tipos de forças armadas ucranianas. Face à invasão russa, as celebrações ganharam novo impacto e nas redes sociais têm sido muitos os vídeos a ‘celebrar’ a ocasião.
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Volodymyr Zelensky assinalou o dia com uma mensagem nas redes sociais, enaltecendo os feitos dos mortos caídos em combate: “Glória eterna aos guerreiros que as deram suas vidas pela nossa liberdade! Eles são os nossos heróis. Os seus feitos estão para sempre na história do nosso país, nos nossos corações. E a vitória, que vai seguramente acontecer, será a melhor homenagem aos nossos defensores”, escreveu o presidente da Ucrânia.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/vitoria-sera-a-melhor-homenagem-ucrania-celebra-dia-dos-defensores-e-os-mortos-caidos-em-combate/
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“É desagradável mas fazemos o que está certo”: Putin não tem qualquer arrependimento da invasão à Ucrânia e alerta “para catástrofe global” em caso de confronto com NATO
Por Francisco Laranjeira em 15:15, 14 Out 2022
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Putin garantiu, esta sexta-feira, que não tem qualquer arrependimento em relação à invasão da Ucrânia e insistiu que a Rússia estava a fazer a coisa certa, durante uma conferência de imprensa na capital do Cazaquistão, Astana. “O que está a acontecer hoje é desagradável, mas estamos a fazer o que está certo.”
No entanto, segundo o presidente russo, um confronto com a NATO conduziria a uma “catástrofe global”. “Espero que aqueles que estão a dizer isso sejam inteligentes o suficiente para não tomarem essas medidas”, acrescentou.
O presidente russo frisou ainda que não vê “necessidade” de conversas com o presidente americano, Joe Biden. “Devem perguntar-lhe se está pronto para manter essas conversas comigo ou não. Não vejo necessidade, para ser honesto”, explicou, afastando a possibilidade de um encontro com Biden à margem da cimeira do G20 em novembro. Aliás, apontou, a sua participação na Indonésia ainda não está decidida. “A questão da minha viagem não foi finalizada. A Rússia vai certamente participar. Quanto ao formato, ainda estamos a pensar nisso”, disse Putin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/e-desagradavel-mas-fazemos-o-que-esta-certo-putin-nao-tem-qualquer-arrependimento-da-invasao-a-ucrania-e-alerta-para-catastrofe-global-em-caso-de-confronto-com-nato/
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Ucrânia: Putin abre a porta a negociações de paz mas especialistas alertam que a Rússia pode usar as tréguas para preparar nova ofensiva em 2023
Por Francisco Laranjeira em 15:36, 14 Out 2022
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Vladimir Putin abriu a porta a negociações de paz temporária com a Ucrânia, revelou esta sexta-feira o jornal independente russo ‘Meduza’. Uma decisão que, segundo o líder do Kremlin, é apoiada pela Índia e a China pelo “diálogo pacífico” na Ucrânia.
O presidente russo, que baixou o tom belicoso dos últimos dias, pode até retirar as suas tropas da região de Kherson mas impôs diersas condições: a Crimeia não fará parte das negociações e o território anexado do Donbass permanecerá sob controlo russo. É improvável que Kiev concorde com essas condições e o críticos do Kremlin têm sugerido que a tentativa de negociações de paz mais não seja que um pretexto para as tropas russas reagruparem e renovarem os seus ataques.
Nas últimas semanas, diversos representantes das autoridades russas têm comentado, com maior frequência, a possibilidade de negociações com a Ucrânia ou com países ocidentais. Esta 6ª feira, por exemplo, Sergey Naryshkin, responsável pelo Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia, sugeriu que as negociações eram possíveis mas apenas “sob certas condições”. O próprio Vladimir Putin já havia levantado o tema em setembro último: “Vamos fazer tudo para garantir que isso termine o mais rápido possível. Infelizmente, apenas o lado oposto, a liderança ucraniana, declarou a sua recusa em negociar, declarou que quer alcançar os seus objetivos por meios militares ou, como dizem, no campo de batalha.”
Segundo o ‘Meduza’, as autoridades russas desenvolveram uma nova “opção tática”. Neste cenário, em vez de fazer a Ucrânia concordar com um tratado de paz completo, o Kremlin procuraria um cessar-fogo temporário. Os líderes da Rússia acreditam que isso pode ser feito através de negociações entre as tropas russas e ucranianas – sem o envolvimento do presidente de qualquer um dos países.
Assim, o Kremlin tem tentado “influenciar os líderes ocidentais” e o presidente da Turquia, Recep Erdogan, “convence” a Ucrânia a regressar à mesa das negociações. O “argumento simples” russo é “as baixas civis devem ser evitadas”.
Ao mesmo tempo, segundo fontes do jornal, Putin não tem planos para acabar com a guerra e espera usar o possível cessar-fogo para se preparar para uma nova ofensiva. Na visão de Putin, a trégua permitiria ao exército russo treinar os soldados recém-mobilizados para a guerra e reabastecer o seu equipamento. No plano do Kremlin, a “nova ofensiva em grande escala” pode começar aproximadamente em fevereiro ou março de 2023.
O conselheiro de Zelensky, Mykhailo Podolyak, diz que “este cenário não é absolutamente do interesse da Ucrânia, então essas propostas – sejam ou não feitas publicamente – estão fora de questão”, enfatizando que a Ucrânia está “extremamente interessada” em derrotar a Rússia militarmente: “Porque essa é a única coisa que nos permitirá realmente acabar com a guerra, ganhar a oportunidade de punir brutalmente os criminosos de guerra através dos canais legais e facilitar indiretamente o lançamento de um cenário em que o sistema político da própria Rússia é transformado.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-abre-a-porta-a-negociacoes-de-paz-mas-especialistas-alertam-que-a-russia-pode-usar-as-treguas-para-preparar-nova-ofensiva-em-2023/
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Povo ucraniano, organização colombiana e Assange são finalistas do Prémio Sakharov: vencedor é anunciado este domingo
Por MultiNews Com Lusa em 16:02, 14 Out 2022
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O povo ucraniano e os seus representantes, a Comissão da verdade da Colômbia e o ativista da WikiLeaks Julian Assange são os candidatos ao Prémio Sakharov 2022, do Parlamento Europeu (PE), segundo anunciou a instituição. Este domingo, a Conferência de Presidentes do PE irá escolher o vencedor do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2022, sendo o galardão entregue em 13 de dezembro, na sessão plenária de Estrasburgo
De acordo com um comunicado do PE, a candidatura do “corajoso povo da Ucrânia, representado pelo seu presidente, os seus dirigentes eleitos e a sociedade civil”, resultou da junção de três nomeações de grupos parlamentares: os conservadores do PPE, os socialistas do S&D e o ECR (centro-direita).
A candidatura da Comissão da verdade da Colômbia, instituição criada ao abrigo do acordo de paz de 2016 no país, como o objetivo de estabelecer os factos sobre as violações dos direitos humanos durante o conflito e defender os direitos de milhões de vítimas da guerra civil o país, foi apresentada pelo grupo parlamentar Left, de esquerda.
Julian Assange, um dos fundadores da associação WikiLeaks – que divulgou documentos sobre crimes de guerra, detenções arbitrárias e violações de direitos humanos – está detido no Reino Unido, com risco de ser extraditado para os Estados Unidos e ser julgado por espionagem e crime informático.
A sua candidatura foi apresentada por 41 eurodeputados e os três finalistas foram selecionados pelas comissões dos Negócios Estrangeiros e do desenvolvimento do PE.
Em 2021, o prémio foi atribuído ao líder da oposição russo, Alexei Navalny, pela sua luta contra a corrupção e os abusos de poder no Kremlin, que foi representado pela filha por estar detido na Rússia.
O galardão, que honra o físico e dissidente político Andrei Sakharov, é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu desde 1988, no valor de 50 mil euros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/povo-ucraniano-organizacao-colombiana-e-assange-sao-finalistas-do-premio-sakharov-vencedor-e-anunciado-este-domingo/
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Ucrânia afirma que Rússia tem cerca de 300 drones fornecidos pelo Irão
MadreMedia / Lusa 14 out 2022 16:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, disse hoje que as Forças Armadas russas atualmente têm "cerca de 300 unidades" de 'drones' fornecidos pelo Irão.
Segundo Reznikov, as autoridades russas estariam agora em negociações com Teerão para comprar mais alguns milhares desses aparelhos aéreos não tripulados, segundo a agência de notícias UNIAN.
“Se vai acontecer ou não, veremos. Mas devemos estar preparados para isso, para não ficarmos parados. Estamos a desenvolver sistemas para os repelir. O nosso Exército está a derrubá-los, já aprendemos como fazê-lo”, disse o ministro da Defesa ucraniano.
As autoridades ucranianas acusam desde agosto o Irão de fornecer os chamados “drones ‘kamikaze'”, que chocam com os alvos, ao Exército russo, embora Teerão tenha negado estar envolvido nessa transação, assim como Moscovo.
No final de setembro, a Ucrânia retirou as credenciais do embaixador iraniano em Kiev e anunciou uma redução significativa da presença diplomática iraniana.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-afirma-que-russia-tem-cerca-de-300-drones-fornecidos-pelo-irao
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Bielorrússia diz que o país aguarda a chegada de tropas russas “nos próximos dias” para proteger as fronteiras
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:19, 14 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Alexander Lukashenko acusou a Ucrânia de estar a preparar um ataque em território bielorrusso e garantiu que tinha chegado a acordo com Putin para a criação de uma força conjunta com a Rússia para defesa e proteção das fronteiras, perante a “ameaça” ucraniana e do Ocidente. Agora, segundo o ministro da Defesa de Bielorrússia, o projeto está a avançar e as tropas russas começarão a chegar a território bielorrussos já “nos próximos dias”.
“Tropas da componente russa da força conjunta regional vão começar a chegar à Bielorrússia nos próximos dias”, garantiu o responsável em Minsk.
O anúncio surge horas depois de Lukashenko, presidente bielorrusso, deixar um aviso para a Ucrânia e o Ocidente não “encurralarem” a Rússia, sublinhando que Moscovo tem armas nucleares por alguma razão.
“O mais importante é, não levem o interlocutor ou mesmo o adversário a ficar encurralado. Não devem nunca cruzar essas linhas, essas linhas-vermelhas, como dizem os russos. Não as ultrapassem”, afirmou Lukashenko em entrevista à NBC.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/bielorrussia-diz-que-o-pais-aguarda-a-chegada-de-tropas-russas-nos-proximos-dias-para-proteger-as-fronteiras/
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Doação dos Kamov é à Ucrânia, mas quem ganha é o Estado português
14 de outubro 2022 às 19:28
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/14/834989.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O envio destes seis helicópteros que precisam de reparações, estando um inoperacional, é uma prenda que poupa dinheiro ao Estado português.
O caso da frota de helicópteros Kamov, que há anos causam problemas e gastos ao Estado português, foi resolvido. Estas seis aeronaves de combate a incêndios, de fabrico russo, serão enviadas para a Ucrânia. Apesar dos seis precisarem de reparação - estando um deles inoperacional, após ter caído no parque de merendas de Ourém, em 2012 - serão “transferidos no estado em que estão”, explicou a ministra da Defesa, Helena Carreiras, numa conferência de imprensa em Bruxelas. Ainda assim, as aeronaves serão “muitíssimo úteis à Ucrânia e essa cedência foi muito agradecida pelas nossas contrapartes ucranianas”, assegurou.
Trata-se de uma prenda que também poupa muito dinheiro e eventuais embaraços ao Estado português. Recorde-se que os Kamov-Ka-32 foram adquiridos em 2008, apesar de apelos de peritos para que se optasse por outras marcas, dado virem a custo zero, para abater parte da dívida da antiga URSS a Portugal. Anos depois, a transferência da gestão destes helicópteros para a Everjets seria das decisões mais polémicas do então ministro Miguel Macedo.
Entretanto, multiplicaram-se os escândalos, as dezenas de milhões em reparações e peças - nunca se soube o valor exato gasto pelo Estado português. Com as sanções à Rússia devido à invasão da Ucrânia, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação até retirou aos aparelhos a licença para operar.
“Os ucranianos conhecem as condições em que se encontra o material”, declarou Helena Carreiras. Que espera que a “cadeia logística de helicópteros semelhantes” dos ucranianos lhes permita fazer algo com a frota de Kamov.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783241/doacao-dos-kamov-e-a-ucr-nia-mas-quem-ganha-e-o-estado-portugu-s
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Central elétrica russa atingida por ataque ucraniano, diz governador local
14 de outubro 2022 às 19:55
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/14/834992.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Foram necessárias “até quatro horas” para ativar uma infraestrutura de reserva e restabelecer o fornecimento de eletricidade, disse o governador de Belgorod.
Uma central elétrica situada na cidade russa de Belgorod, junto à fronteira com a Ucrânia, foi atacada pelas tropas ucranianas, informou esta sexta-feira o governador local, Viatcheslav Gladkov.
“Uma central elétrica (...) incendiou-se após um ataque a Belgorod", escreveu o responsável russo numa mensagem publicada no Telegram, afirmando serem necessárias “até quatro horas” para ativar uma infraestrutura de reserva e restabelecer o fornecimento de eletricidade, mas sem adiantar quantas pessoas ficaram afetadas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783243/central-eletrica-russa-atingida-por-ataque-ucraniano-diz-governador-local-
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Elon Musk quer EUA a financiar o seu sistema de satélites na Ucrânia
14 de outubro 2022 às 21:44
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O sistema Starlink – construído pelas empresas do bilionário, com mais de 2.200 satélites de baixa órbita – forneceu Internet de banda larga a mais de 150.000 estações terrestres ucraniana. Sistema esse que está a custar 20 milhões de dólares por mês (cerca de 20 milhões de euros) à SpaceX, disse Musk, no Twitter.
Elon Musk, o patrão da Tesla e fundador da Space X, pediu ao Departamento de Defesa dos EUA para que assuma o financiamento da sua rede de satélites que fornece comunicações para as forças militares ucranianas. A proposta está a ser discutida, segundo uma fonte do Pentágono.
O sistema Starlink – construído pelas empresas do bilionário, com mais de 2.200 satélites de baixa órbita – forneceu Internet de banda larga a mais de 150.000 estações terrestres ucraniana. Sistema esse que está a custar 20 milhões de dólares por mês (cerca de 20 milhões de euros) à SpaceX, disse Musk, no Twitter.
Recorde-se que numa troca de mensagens na mesma rede social, na semana passada, o homem mais rico do mundo argumentou que, para que haja paz, a Rússia devia ter permissão para manter a Península da Crimeia, que anexou em 2014, e a Ucrânia devia desistir da vontade de aderir à NATO.
Musk também iniciou uma sondagem no Twitter perguntando se "a vontade do povo" deveria decidir se as regiões anexadas continuam parte da Ucrânia ou se tornam parte da Rússia.
Em resposta, em tom sarcástico, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, criou uma outra sondagem, na qual perguntava "de qual Elon Musk gosta mais?: 'Aquele que apoia a Ucrânia' ou 'Aquele que apoia a Rússia'".
O dono da Tesla disse que “ainda apoiava” a Ucrânia, acrescentando que estava convencido de que "a escalada maciça da guerra causará grandes danos à Ucrânia e possivelmente ao mundo".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783250/elon-musk-quer-eua-a-financiar-o-seu-sistema-de-satelites-na-ucr-nia
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Zelensky acredita que bandeira ucraniana vai regressar "a todas as cidades"
MadreMedia / Lusa
14 out 2022 21:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está confiante de que as suas Forças Armadas podem recuperar os territórios ocupados pela Rússia, incluindo a Crimeia, e, desta forma, devolver a bandeira da Ucrânia a "todas as cidades" do país.
“Libertamos o norte do nosso país. Estamos a libertar a região de Kharkiv, estamos a libertar todo o leste e é claro que vamos conseguir. Vamos devolver a bandeira ucraniana a todas as nossas cidades”, realçou esta sexta-feira Zelensky, referindo-se em especial às cidades do sul, incluindo a Crimeia.
O governante ucraniano discursou esta sexta-feira, por ocasião do Dia dos Defensores, destacando também que é responsabilidade do Estado libertar todos os cidadãos ucranianos que estão em cativeiro russo ou que foram “deportados à força”.
Zelensky alertou que ambas as tarefas são verdadeiramente complicadas, mas manifestou a sua confiança de que o Exército fará a sua parte e que o objetivo será alcançado se a população ucraniana permanecer unida.
O chefe de Estado ucraniano enalteceu também o espírito combativo da população , mencionando as diferentes lutas que diferentes gerações têm enfrentado ao longo da história, desde os primeiros confrontos contra a Rússia.
“Esta é a glória de quem liberta e não escraviza. Esta é a glória de quem conduz à paz e não a destrói. Esta é a glória de quem luta, luta pela liberdade de tal forma que se tornam lendas mesmo durante a sua vida”, acrescentou, citado pela a agência de notícias Ukrinform.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.221 civis mortos e 9.371 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-acredita-que-bandeira-ucraniana-vai-regressar-a-todas-as-cidades
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Ucrânia desesperada por fechar os céus
JOÃO CAMPOS RODRIGUES
15/10/2022 11:06
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Fonte de imagem: © AFP
A Alemanha enviou defesas tão avançadas que nem os seus militares as receberam. Putin conta com drones do Irão.
Face aos sucessivos ataques do Kremlin contra civis, durante esta semana, o Governo de Kiev mudou a lista de compras que entregara à NATO, dando prioridade a defesas antiaéreas. Imagens de mísseis russos a atingir estradas movimentadas, em hora de ponta, ou de crateras em parques infantis, deram nova urgência a esses apelos. Governos ocidentais prontamente responderam enviando alguns dos seus mais modernos equipamentos, como os IRIS-T alemães ou NASAMS, de fabrico norueguês. O que a Ucrânia gostaria mesmo seria receber Patriot americanos, mas Washington ainda está a pensar no assunto. Já o Kremlin também tenta ganhar vantagem nos céus, contando com a sua nova frota de drones iranianos.
Se os ataques desta semana foram particularmente cruéis, matando pelo menos doze civis e ferindo mais de uma centena só em Kiev, Zaporíjia e Dnipro, segundo contas das Nações Unidas, não é novidade o Kremlin visar propositadamente a infraestrutura civil. Desde há semanas que forças russas atingem centrais elétricas e barragens, coincidindo com uma sucessão de revesses sofridos pelos invasores no campo de batalha.
«Eles querem destruir o nosso sistema energético», frisara Volodymyr Zelensky, na segunda-feira, quando mísseis de longo alcance e drones suicidas cruzavam os céus da Ucrânia. É que o impacto dos ataques à rede elétrica talvez seja mais mortífero que os bombardeamentos em si. Aproxima-se o duro inverno ucraniano e muitos poderão não ter maneira de se aquecer, arriscando morrer de frio.
Entre comentadores pró-Kremlin, multiplicam-se os incentivos a estes ataques. «Precisamos de atingir a infraestrutura, que não pode ser separada entre militar e civil», apelou Bogdan Bezpalko, membro do conselho do Kremlin para relações interétnicas, perante as câmaras da televisão estatal russa.
«Tem que ser feito constantemente. Não apenas uma vez, mas durante entre duas a cinco semanas, para incapacitar toda a infraestrutura deles», continuou. «Então, a Ucrânia cairá no frio e escuridão».
Se o regime de Vladimir Putin ainda não conseguiu fazer isso, não foi por falta de vontade, avaliou Konrad Muzyka, analista da Rochan Consulting, falando ao Washington Post. «Eles estão com falta de mísseis guiados de precisão», salientou, notando que os ataques com estes mísseis diminuíram ao longo dos últimos meses. «Essa é a única explicação que tenho».
Enxames de drones ‘motoreta’ vindos do Irão
Dos cerca de oitenta mísseis disparados pela Rússia esta segunda-feira, mais de metade foram intercetados, anunciaram as autoridades ucranianas. Agora, a expectativa é que se torne ainda mais difícil para o Kremlin atingir os seus alvos. A chegada dos primeiros dos quatro IRIS-T (ver foto) oferecidos pelo Governo alemão é apontada como ponto de viragem nas capacidades antiaéreas da Ucrânia.
Estas plataformas disparam mísseis guiados por infravermelhos, bastando uma para defender «uma cidade inteira», assegurou o chanceler Olaf Scholz, e são sistemas de médio alcance topo de gama. A versão oferecida é tão recente que ainda nem as próprias Forças Armadas alemãs a receberam. Já o Governo português gabou-se de dar à Ucrânia uma frota velha de seis helicóptero Kamov, de fabrico soviético. Precisando todos de reparações e estando um deles inoperacional por se ter despenhado num parque de merenda no Montijo.
Cada IRIS-T tem uma bateria, composta por três lança-mísseis montados em camiões, controlados por um centro de comando a uns vinte quilómetros de distância. É no centro de comando que está a sua grande vantagem relativamente aos sistemas antiaéreos de fabrico soviético de que a Ucrânia tem dependido, como os Buk e o S-300. O centro de comando integra informação do radar de cada lança-mísseis, permitindo que hajam em conjunto para abater vários alvos em simultâneo, dificultando que forças russas os ultrapassem disparando uma chuva de drones e mísseis.
Como tal, os IRIS-T, à semelhança dos NASAMS oferecidos pelos EUA, são ideais para enfrentar o enxame de drones Shahed-136 que o Kremlin comprou ao Irão. Estes drones são baratos – custam cerca de 20 mil euros cada – e podem ser lançados a partir de uma camioneta. «Não são particularmente rápidos, funcionando com um motor de dois tempos pouco sofisticado, semelhante ao de um corta-relva. Também não vão aproximar-se sorrateiramente de ninguém», descreveu a Foreign Policy. As tropas russas até alcunham os Shahed de «motoretas», devido ao zumbido característico que fazem.
Contudo, seguindo a doutrina de drones iraniana, não precisam de ser velozes ou discretos. «O objetivo de usar estes Shaheds é que voem em grupos grandes e consigam sobrecarregar defesas aéreas», explicou à revista Samuel Bendett, analista do think tank CNA. Basta que um ou dois passem para causar estragos brutais, soltando um drone kamikaze mais pequeno com mais de 35 kg de explosivos.
Pensa-se que Moscovo até conte com a ajuda de instrutores iranianos no terreno, a treinar as suas tropas em Kherson e na Crimeia no uso de drones, descrevia um relatório do Instituto para o Estudo da Guerra, esta semana. Suspeita-se que esses instrutores sejam da Guarda Revolucionária Iraniana, apesar desta estar tão ocupada a suprimir os protestos maciços no seu próprio país (ver página 54).
Kalibr versus IRIS-T, Iskander versus Patriot
Os drones suicidas disparados pelos Shahed são particularmente eficazes por serem pequenos e muito difíceis de atingir com os mísseis antiaéreos de ombro enviados pela NATO aos ucranianos. Mas as forças russas contam com armas bem mais formidáveis que os Shahed-136. Como os Kinzhal, mísseis supersónicos ar-terra, capazes de voar a mais de dez vezes a velocidade do som, desenhados para ultrapassar os sistemas de defesa antiaéreos da NATO. Apesar de Putin tanto se gabar deles, apontando-os como a «arma ideal», têm tido pouco uso na Ucrânia – pensa-se que o Kremlin não tenha muitos e os esteja a guardar para um eventual confronto com a NATO.
Os russos apostam sobretudo nos Kalibr, disparados pela frota do Mar Negro, capazes de voar a baixas altitudes para evitar radares. E sobretudo nos Iskander, mísseis balísticos transportados em camiões, com um alcance de centenas de quilómetros.
Os IRIS-T são bons para travar os mísseis Kalibr, avaliou Denys Smazhnyi, responsável pelo treino das forças antiaéreas ucranianas. Mas «a melhor proteção contra mísseis balísticos continua a ser o betão», lamentou Smazhnyi, ao Economist. Basta fazer as contas. Não só os Iskander, dado o seu alcance, tendem a estar a cair de uma enorme altura a grande velocidade quando detetados pelas defesas, como só a sua ogiva pode pesar 700 kg, enquanto um míssil IRIS-T inteiro pesa uns meros cem quilos.
Seria uma história diferente se os ucranianos tivessem acesso aos Patriot, talvez a plataforma mais eficaz do planeta contra mísseis balísticos. Contudo, cada bateria custa o equivalente a uns astronómicos mil milhões de euros, requerendo pelo menos 70 militares treinados durante meses para os operar.
Washington não tem muitos Patriot disponíveis e está com pouca vontade de os oferecer à Ucrânia, mas há negociações a decorrer, avançou o Politico. Estando também em cima da mesa o envio dos seus caças F-16 e de drones Gray Eagle.
O chefe do Estado-Maior americano, Mark Milley, sugeriu a possibilidade do envio dos Patriot, esta quarta-feira. Ao mesmo tempo que parecia querer evitar que os EUA pagassem a conta. «Muitos países têm os Patriot, muitos países têm outros sistemas», declarou Milley, em conferência de imprensa. «A tarefa será juntá-los, colocá-los no terreno, treinar. E porque cada um destes sistemas é diferente, garantir que os conseguimos ligar, que têm radares que comunicam uns com os outros». Daí que, até agora, os americanos optem por enviar os NASAMS. Que ainda têm a vantagem de ser amplamente usados por Estados membros da NATO, havendo vastas reservas de munições.
No campo de batalha
Não só estes sistemas antiaéreos podem aumentar a segurança das cidades ucranianas e da rede elétrica, como também podem ser uma dor de cabeça para as forças russas, caso Kiev corra o risco de as utilizar no campo de batalha. Quando os ucranianos detetaram um buraco na linha da frente a sudeste de Kharkiv, um dos motivos apontados para o seu sucesso foi a capacidade de discretamente acumular defesas antiaéreas na região, impedindo a aviação do Kremlin de intervir e esmagar a contraofensiva.
Isso poderia ter impacto em Kherson, uma região chave para o controlo da costa do Mar Negro, que os ucranianos contam reconquistar antes da chegada do inverno. O Kremlin tem aí a única porção de território a oeste do rio Dnipro sob o seu controlo e Putin tem feito tudo para a manter. Havendo indícios que o fez o conselho de alguns generais, lia-se num relatório do Instituto para o Estudo da Guerra.
Como tal, o Kremlin decidiu colocar forças de elite em Kherson, sobretudo paraquedistas, com o propósito de reagir rapidamente caso haja quebras na linha da frente. Já os ucranianos têm-se dedicado a usar artilharia de longo alcance para rebentar pontes sobre o Dnipro, bem como os pontões montados pelos invasores, dificultando o abastecimento das guarnições russas a oeste do Dnipro. Se os paraquedistas que os socorrem não conseguirem voar, a situação fica ainda mais delicada. E talvez seja também por isso a Ucrânia agora insiste tanto em receber defesas antiaéreas.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783263/ucr-nia-desesperada-por-fechar-os-ceus?seccao=Mundo_i
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Putin garante que mobilização dos 300 mil soldados estará concluída dentro de duas semanas
MadreMedia
14 out 2022 20:05
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Fonte de imagem: Lusa
Líder russo diz que 16 mil já estão a participar em ações militares.
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta sexta-feira que, afinal, a mobilização dos 300 mil novos soldados para a guerra na Ucrânia está "a correr bem" e que dentro de duas semanas estarão todos operacionais.
Foram várias as notícias, e vídeos revelados, sobre milhares de russos a fugirem do seu país, quando o Putin anunciou uma mobilização geral de 300 mil novos soldados, muitos deles na reserva e outros cidadãos sem qualquer formação militar. Esta tarde, contudo, o presidente russo revelou que esta medida está prestes a ser concluída.
“222.000 já estão a treinar juntamente com as outras tropas. Outros 33 mil já foram integrados em unidades e 16.000 já fazem parte de grupos que estão a participar em ações militares. Dentro de duas semanas esperamos que estejam todos preparados”, anunciou o presidente russo após a conclusão do encontro entre líderes da Comunidade de Estados Independentes (CEI) realizado em Astana.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-garante-que-tera-os-300-mil-soldados-mobilizados-dentro-de-duas-semanas
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Guerra na Ucrânia: Alemanha alerta que Rússia pode usar refugiados como arma
MadreMedia / Lusa
15 out 2022 16:57
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, advertiu hoje contra a guerra híbrida levada a cabo pela Rússia, que poderá procurar dividir a Europa ao favorecer um afluxo de refugiados no seu território.
“Não se trata somente de uma guerra travada com as armas, mas também [na frente] da energia, e para tal nós encontrámos uma resposta”, disse Annalena Baerbock, citada pela France-Presse, no congresso do seu partido, os Verdes, que ocorre em Bona, no oeste da Alemanha.
A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã espera, no entanto, que a guerra seja cada vez mais “travada pelo medo e pela divisão”, defendendo que isso é que se deve “evitar”.
A governante referia-se, em particular, a um afluxo de refugiados provenientes de outros países além da Ucrânia, “porque esta guerra é híbrida e outros países participam nela”, acusando a Sérvia de contribuir para um forte aumento das chegadas de migrantes à Europa.
Os Estados-membros da UE, no seu conjunto, acusam aquele país dos Balcãs de ser uma porta de entrada na união para os migrantes turcos, indianos, tunisinos, cubanos e burundeses, que não necessitam de visto para chegar à Sérvia.
Recusando uma situação “onde as pessoas são utilizadas como uma arma”, a Alemanha está novamente em contacto com a Chéquia e Eslováquia para encontrar uma solução contra a reativação ‘de facto’ da ‘rota dos Balcãs’.
A Sèrvia, candidata à adesão à UE desde 2012 mas igualmente próxima da Rússia, encontra-se no itinerário que vai desde a Grécia à Hungria ou Croácia, passando pela Macedónia do Norte ou Albânia.
Centenas de milhares de sírios que fugiam da guerra, afegãos ou irquianos procuraram essa rota durante a crise migratória de 2015.
Desde 2016 e do fecho das fronteiras, o número de passagens baixou consideravelmente, mas está de novo em forte alta este ano.
A Alemanha acolheu cerca de um milhão de refugiados em 2015, durante um afluxo massivo que também contribuiu para o crescimento do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).
Desde a invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro, Berlim já registou a entrada no seu território de cerca de um milhão de refugiados, dos quais uma grande maioria de mulheres e crianças de nacionalidade ucraniana.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-alemanha-alerta-que-russia-pode-usar-refugiados-como-arma
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Militares e polícias ucranianos em competição desportiva no metro de Kiev
Sportinforma / Lusa
15 out 2022 18:12
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Evento da federação de culturismo da Ucrânia, em Kiev SERGEY DOLZHENKO
O Dia dos Defensores é celebrado desde 2015, em homenagem aos soldados que defenderam o país no conflito na Crimeia, anexada pela Rússia.
A federação de culturismo da Ucrânia realizou hoje uma competição desportiva para militares e polícias numa estação de metro de Kiev, assinalando o Dia dos Defensores, que se comemorou na sexta-feira.
Organizado em conjunto com a associação ucraniana Desporto para Todos, os participantes no evento tiveram desafios como levantamentos de peso e outros exercícios de força, como o de transportar pneus ou grandes pesos.
A estação Maidan Nezalezhnosti, na Praça da Independência, foi o palco da iniciativa que juntou equipas das forças armadas, do departamento estatal de investigações, da guarda nacional, dos serviços tributários e dos de emergência, entre outros.
Em conjunto, homenagearam o polícia Vasyl Paveliev, campeão ucraniano de atletismo de força e que foi morto em combate na guerra com a Rússia.
O Dia dos Defensores é celebrado desde 2015, em homenagem aos soldados que defenderam o país no conflito na Crimeia, anexada pela Rússia.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/modalidades/mais-modalidades/artigos/militares-e-policias-ucranianos-em-competicao-desportiva-no-metro-de-kiev
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Guerra na Ucrânia: Kiev persiste na ofensiva em Kherson e obriga russos a fortalecer defesas
MadreMedia / Lusa
15 out 2022 19:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O exército ucraniano manteve hoje sob forte pressão a região anexada de Kherson, obrigando as tropas russas a fortalecer as suas defesas para evitar a perda de mais territórios no sul e leste da Ucrânia.
“Neste momento começou a fase ativa da ofensiva do exército ucraniano que esperávamos”, afirmou, em declarações à televisão pública russa, o vice-chefe da administração instalada pela Rússia na região anexada de Kherson (sul da Ucrânia), Kiril Stremoúsov.
De acordo com o jornal russo Moskovski Komsomolets, o exército ucraniano terá reunido cerca de 60.000 militares, estacionados neste momento nas regiões de Kherson e de Mykolaiv.
O representante pró-russo tentou minimizar a situação e destacou que o exército russo “está preparado para repelir todos esses ataques e resistir até ao fim”.
Segundo Stremoúsov, o lado ucraniano optou hoje por duelos de artilharia, que se concentram nas áreas circundantes à cidade de Dudchani, localizada na margem direita do rio Dnieper, ainda controlada pela Rússia.
Os ataques ucranianos ativaram sistemas de defesa antiaérea sobre Nova Kakhovka, onde duas explosões foram ouvidas, sem danos relatados.
O risco da ofensiva ucraniana obrigou na passada quinta-feira o governador interino de Kherson, Vladimir Saldo, a pedir ajuda à Rússia para retirar os civis, tendo o vice-primeiro-ministro russo, Marat Jusnulin, assegurado que Moscovo iria oferecer alojamento gratuito aos refugiados.
Isto depois das recentes perdas significativas de território sofridas pelo exército russo perante o avanço ucraniano, que conseguiu recuperar mais de 1.000 quilómetros quadrados nesta região ucraniana.
Mais a norte, ao longo do rio Dnieper, nas regiões ucranianas de Mykolaiv e Zaporijia, as tropas russas também se mantêm na defensiva, informou hoje o Estado-maior das Forças Terrestres da Ucrânia.
“Nas direções de Novopavlovsk (Mykolaiv) e Zaporijia, o inimigo não realizou ações ofensivas e continua a traçar linhas e posições defensivas. Disparou morteiros, canhões e foguetes de artilharia em mais de 20 distritos”, sublinhou o comando ucraniano, que relatou ter causado graves baixas nas forças russas.
O exército ucraniano informou ainda que “um grande número de feridos estão internados em instalações médicas nos territórios temporariamente ocupados”.
“Os hospitais estão sobrelotados na cidade de Tokmak, região de Zaporijia”, indicou a mesma fonte.
De acordo com testemunhos dos residentes locais citados por Kiev, “os hospitais (nas zonas ocupadas pela Rússia) não aceitam civis devido ao excesso de trabalho dos médicos e à falta de camas”.
Devido à escassez “dos cuidados médicos e à recusa do comando das forças de ocupação russas em retirar os feridos graves para o território da Rússia, a taxa de mortalidade ultrapassa os 50%”, acrescentou a entidade militar.
Por seu lado, o Ministério da Defesa russo assegurou que nas primeiras horas desta sexta-feira “travou os preparativos do exército ucraniano” de uma operação de desembarque na zona da central nuclear de Zaporijia, controlada por tropas russas.
O porta-voz do comando russo, Igor Konashénkov, disse que na sequência desta ação foram “aniquilados mais de 50 militares ucranianos”, destruídas cinco lanchas rápidas, duas barcaças, dois tanques e quatro veículos blindados.
Entretanto, o ataque russo a uma instalação de energia em Kiev hoje de manhã colocou em risco o fornecimento de eletricidade na capital e na região, que pode estar sujeita a cortes de emergência.
“O inimigo levou a cabo outro ataque bárbaro contra a infraestrutura crítica. Como resultado, a instalação da infraestrutura de energia na região de Kiev sofreu uma destruição severa”, informou a empresa estatal de energia Ukrenergo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-persiste-na-ofensiva-em-kherson-e-obriga-russos-a-fortalecer-defesas
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Elon Musk recua e anuncia que vai continuar a financiar a rede Starlink na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
15 out 2022 21:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O patrão da SpaceX, Elon Musk, anunciou hoje que vai continuar a financiar a rede de Internet Starlink na Ucrânia, após reverter os apelos emitidos sexta-feira ao Governo dos EUA para que assumisse o financiamento da rede de satélites.
“Que não seja um impedimento (…) mesmo que o Starlink continue a perder dinheiro e que outras empresas recebam milhares de dólares do contribuinte, vamos continuar a financiar o Governo ucraniano”, indicou, na rede social Twitter, o homem mais rico do mundo, numa referência à sua rede de Internet por satélite que fornece comunicações vitais às forças militares ucranianas.
Na sexta-feira, também numa mensagem no Twitter, Elon Musk preveniu que o SpaceX “não podia continuar a financiar indefinidamente o sistema existente e enviar milhares de terminais suplementares”.
“Não é razoável”, reforçou na mesma altura.
Em setembro, a SpaceX enviou uma carta ao Pentágono, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA), indicando que não podia continuar a assumir os custos do serviço na Ucrânia, segundo indicou a CNN.
De acordo com a cadeia televisiva, a empresa do multimilionário pedia à Defesa norte-americana que assumisse a responsabilidade do financiamento da utilização do Starlink pelo Governo ucraniano, com um custo calculado em 400 milhões de dólares (quase a mesma quantia em euros) para os próximos 12 meses.
Após o início da guerra na Ucrânia, a SpaceX disponibilizou milhares de terminais que permitem assegurar uma ligação à Internet devido a uma constelação de satélites que formam a rede Starlink.
Até ao momento, cerca de 25.000 terminais já se encontram ativos no país.
Elon Musk assegura que, à exceção de uma “fraca percentagem”, a totalidade dos custos da deslocação e manutenção dos terminais Starlink na Ucrânia foram assumidos pela SpaceX.
Em junho, segundo Kiev, cerca de 15% das infraestruturas existentes na Ucrânia estavam destruídas ou danificadas.
A rede Starlink, construída pelas empresas de Musk e com mais de 2.200 satélites de baixa órbita, tem assim contribuído para manter uma cobertura de Internet nas regiões da Ucrânia atingidas pelo Exército russo, tendo fornecido Internet de banda larga a mais de 150.000 estações terrestres ucranianas.
O Starlink também é profusamente utilizado pelas forças ucranianas para calcular a trajetória dos seus mísseis e geolocalizar os seus alvos.
Numa troca de mensagens no Twitter, na semana passada, Musk argumentou que, para alcançar a paz, a Rússia devia manter a península da Crimeia, que anexou em 2014, defendendo ainda que a Ucrânia devia adotar um estatuto neutro, abandonando a intenção de aderir à NATO.
Musk também iniciou uma sondagem no Twitter perguntando se “a vontade do povo” deveria decidir se as regiões anexadas continuam parte da Ucrânia ou se tornam parte da Rússia.
Numa resposta sarcástica, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criou uma outra sondagem no Twitter perguntando “de qual Elon Musk gosta mais?: ‘Aquele que apoia a Ucrânia’ ou ‘Aquele que apoia a Rússia'”.
Musk respondeu a Zelensky que “ainda” apoiava a Ucrânia, mas que estava convencido de que “a escalada maciça da guerra causará grandes danos à Ucrânia e possivelmente ao mundo”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/elon-musk-recua-e-anuncia-que-vai-continuar-a-financiar-a-rede-starlink-na-ucrania
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Energia. "Fechar centrais foi prematuro"
16 de outubro 2022 às 11:20
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/16/835058.png?type=Artigo)
Mafalda Gomes
De acordo com Clemente Pedro Nunes, o encerramento da central de Sines em julho do ano passado e do Pego em novembro custa cerca de 2100 milhões, quase a verba que o Governo anunciou para apoiar empresas na conta do gás e da luz. Mira Amaral diz que evitaria importações.
Por Daniela Soares Ferreira e Sónia Peres Pinto
O Governo anunciou a «maior intervenção de sempre» na energia. Trata-se de um pacote de três mil milhões de euros para minimizar o impacto do aumento do custo da energia. Uma intervenção que irá beneficiar, acima de tudo, os clientes empresariais. Mas esta é a fatura a pagar por o Governo ter antecipado o fecho das duas centrais a carvão.
A opinião é de Clemente Pedro Nunes, professor catedrático do Instituto Superior Técnico. «Estamos a pagar o preço do disparate enorme que foi feito pelo Governo ao fechar prematuramente as duas centrais. Até agora, o encerramento antecipado da central de Sines em julho do ano passado e do Pego em novembro, custou-nos para cima de 2 100 milhões de euros», ou seja, menos 900 milhões face à verba agora anunciada pelo Executivo.
De acordo com o responsável, apesar de o apoio ao gás natural não estar relacionado diretamente com a eletricidade nem com o fecho da central do Pego acaba por afetar indiretamente. «Com o fecho da central do Pego e da central de Sines ficamos mais dependentes do gás natural e, logo, temos de comprar mais gás natural para produzir eletricidade e, com isso, vamos ao mercado comprar mais e quanto mais se vai comprar ao mercado mais faz subir o preço. Temos que pagar o preço que está a ser pedido. É o princípio básico da oferta e da procura e nós estamos a ajudar o mercado a subir porque estamos a gastar mais gás natural do que devíamos», salienta.
Também Mira Amaral garante ao nosso jornal que se a Central do Pego «estivesse a funcionar teríamos mais gás natural para produzir energia elétrica e não precisaríamos de importar tanta eletricidade de Espanha».
O que está em cima da mesa
De acordo com Duarte Cordeiro, com este pacote, o Governo tem como meta poupanças de 30% a 31% na eletricidade e 23% a 42% no gás. E esta intervenção terá duas componentes: serão canalizados mil milhões de euros de excedentes das contas públicas de 2022 para fazer descer os custos de gás natural dos consumidores empresariais em 2023. Por outro lado, serão injetados no sistema elétrico 2 mil milhões de euros também para beneficiar clientes empresariais.
Em relação ao gás natural, o ministro do Ambiente prevê que esta injeção de mil milhões de euros, distribuída por consumos empresariais avaliados em 24 terawatt hora (TWh), permitirá baixar o custo do gás para as empresas em 42 euros por megawatt hora (MWh).
Um desconto que irá permitir às empresas economizar 23% a 42% face ao que pagariam em 2023 com os preços que o Governo estima para o gás no próximo ano. Segundo o ministro do Ambiente, o Executivo traçou dois cenários, um em que os custos de gás das empresas podem ascender a 4,9 mil milhões de euros em 2023, e outro em que podem chegar a 2,75 mil milhões de euros. Segundo o Governo, em 2021 as empresas suportaram em Portugal custos com gás natural de 745 milhões de euros.
Em relação à eletricidade, os dois mil milhões de euros poderão dividir-se em 500 milhões de euros de «medidas políticas» (como a afetação de receitas dos leilões de licenças de emissão de dióxido de carbono e da Contribuição Extraordinária do Setor Energético ao sistema elétrico) e 1500 milhões de euros de «medidas regulatórias» (entre estas inclui-se a canalização para os clientes industriais dos ganhos que a central a gás da Tapada do Outeiro teve com os seus contratos de longo prazo de gás natural).
Uma verba que, segundo o governante, poderá permitir às empresas economizar perto de 30% face ao que pagariam em 2023 de acordo com as projeções do Governo, baseadas numa previsão de custo grossista da eletricidade de 258 euros por MWh para 2023.
Duarte Cordeiro disse que «é fundamental esta intervenção por uma razão evidente: Foi a partir da energia que se iniciaram os impactos da inflação, que sentimos em toda a Europa e em Portugal, é na intervenção no mercado energético que conseguimos também conter a propagação dos aumentos dos preços da energia em toda a dimensão da sociedade».
Para Duarte Cordeiro «ao interferimos no gás e na eletricidade estamos a interferir, naturalmente, no pão, no leite, em todos os domínios que dizem respeito à produção de serviços e produtos da nossa sociedade». Por isso não tem dúvidas: «Temos que nos preparar para cenários de preços mais elevados, se não se verificarem tanto melhor».
Verbas são suficientes?
Para Clemente Pedro Nunes ninguém sabe se essa verba será suficiente. «No gás, o que foi dito, nomeadamente pelos parceiros sociais, há mil milhões que vêm do Orçamento do Estado e isso é dinheiro novo que visa ‘subsidiar’ o preço para os industriais». E lembra que esse valor é acima de tudo para empresas. Já o pacote dos mil milhões de euros, em princípio, é sobretudo para as empresas que não podem ir para o mercado regulado. E dá como exemplo o setor têxtil, do vidro, da cerâmica, da indústria química, que tem bastantes consumos.
O mesmo argumento é usado por Luís Mira Amaral. «Este valor é claramente insuficiente para as empresas. E isso é visível pelas queixas do setor têxtil, cerâmica e vidros. Estou a falar de indústrias que consomem diretamente gás natural».
Inflação poderia ter sido menor
Um dos especialistas ouvidos pelo nosso jornal reconhece que são medidas importantes para mitigarem a atual elevada inflação, mas pecam por tardias. «Se o Executivo tivesse implementado estas medidas mais cedo, a inflação não seria atualmente tão elevada. E se tivesse adotado estas medidas no final do ano passado, quando os preços da eletricidade começaram a sua escalada de alta e os preços dos combustíveis fósseis, desde o petróleo ao gás natural, iniciaram a sua subida, as empresas não teriam repercutido parte desses custos nos seus preços finais aos clientes e consumidores e agravado a inflação».
Mas reconhece que «é uma medida importante para mitigar a considerável desaceleração económica projetada pelo Governo para o próximo ano», defendendo que, a partir da implementação destas medidas, «é esperado também que as empresas, perante este alívio dos custos energéticos, possam abrandar a transferência de custos para os consumidores, culminando numa desaceleração da inflação».
E mesmo que as empresas sejam as maiores beneficiadas lembra que essas medidas também terão impacto na fatura a pagar pelas famílias, «sobretudo se os preços dos bens e serviços começarem a desacelerar, contribuindo dessa forma para uma recuperação do rendimento disponível perdido pelas famílias nos últimos trimestres».
Outro especialista defende que a intervenção do Estado tem um papel fundamental para controlar o impacto da subida dos preços (inflação) na energia, o que depois se traduz em aumentos em todos os outros setores, tanto nos bens como nos serviços. Já em relação às medidas anunciadas diz que «deixaram a sensação de que o Governo poderia ir bem mais longe nas medidas apresentadas inicialmente».
E deixa um alerta: «É importante que o Governo olhe também para as restantes categorias, além dos produtos energéticos. Embora numa primeira fase a inflação tenha sido alimentada principalmente pelos produtos energéticos e alimentação, os efeitos inflacionistas estão também a pressionar outros setores que merecem a atenção do Governo para que a ação nesta matéria não se limite apenas ao gás e eletricidade».
No entanto, reconhece que as medidas «deverão ter mais impacto nas empresas, mas que por sua vez também impactarão os consumidores uma vez que as empresas deverão diminuir assim os seus custos e evitarão passá-los para o consumidor final».
Já em relação a esta intervenção do Governo, salienta que «é importante relembrar que este é o papel do Estado: atenuar as desigualdades entre as classes sociais, por via da redistribuição de rendimentos e apoios às classes sociais mais vulneráveis».
E quanto ao montante reconhece poderia ser possível ir mais longe, «se o Estado fizesse novamente uma revisão (em baixa) dos impostos sobre os combustíveis», lembrando que «os preços dos combustíveis continuam a retirar poder de compra às famílias e a penalizar as empresas, sendo que nesta matéria a intervenção do Estado poderia ser francamente maior».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783307/energia-fechar-centrais-foi-prematuro
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Ucrânia diz que já morreram 65 mil russos desde o início da guerra
MadreMedia
16 out 2022 12:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As forças armadas ucranianas estimam que pelo menos 65 mil russos tenham morrido desde o início da guerra.
Os números, não confirmados por nenhuma entidade externa oficial, foram atualizados este domingo pelo estado-maior geral das forças armadas ucranianas.
De acordo com as autoridades ucranianas, as forças russas perderam ainda 2.529 e 5.193 veículos blindados desde o começo da guerra.
(https://i.ibb.co/7JrTYsG/Ucr-nia-diz-que-j-morreram-65-mil-russos-desde-o-in-cio-da-guerra-Atualidade-SAPO-24.png)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-que-ja-morreram-65-mil-russos-desde-o-inicio-da-guerra
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Tiroteio em centro militar na Rússia faz 11 mortos e 15 feridos
15 out, 2022 - 22:00 • Diogo Camilo
(https://images.rr.sapo.pt/353764862950930f3558defaultlarge_1024.jpg)
Fonte de imagem: rr.sapo.pt
Dois voluntários abriram fogo contra outros soldados durante um treino de tiro em Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia. Ministério da Defesa da Rússia descreve o incidente como um "ataque terrorista".
Dois soldados abriram fogo este sábado num centro militar em Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia. O ataque terrorista, como o Ministério da Defesa da Rússia descreve, matou 11 pessoas e fez 15 feridos.
Segundo a agência noticiosa russa RIA, os dois voluntários, originários de países da ex-União Soviética, atiraram contra outros soldados durante um treino de tiro com e foram mortos, também a tiro, de seguida, pelas autoridades.
Em comunicado, Moscovo chamou ao incidente de "ataque terrorista”.
O caso acontece semanas após a mobilização de 300 mil reservistas ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin, para a guerra na Ucrânia. Esta sexta-feira, o chefe de Estado avançou que 220 mil russos já tinham sido chamados.
Fonte: rr.sapo.pt Link: https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2022/10/15/tiroteio-em-centro-militar-na-russia-faz-11-mortos-e-15-feridos/303837/
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“Portugal devia ter um grupo de reatores nucleares com Espanha”, diz Bruno Gonçalves
16 Outubro 2022
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Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear desdramatiza risco de acidente na central ucraniana de Zaporijjia e atesta que "o nuclear está entre as formas de energia que menos mortes causou".
O investigador e presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), Bruno Gonçalves, defende que onuclear pode ter um papel importante na Europa num contexto de crise energética e descarbonização. Embora assuma que é necessário avaliar em detalhe se uma central tradicional de energia nuclear faz sentido para Portugal, aponta que uma solução conjunta com Espanhaseria viável.Quanto ao risco de desastre nuclear, o professor indica que é improvável, mesmo no cenário de guerra que se verifica agora entre a Rússia e a Ucrânia. Que papel é que o nuclear pode ter na transição energética, tendo em conta a demora que seria expectável na construção de uma central? A central da Finlândia entrou em funcionamento em maio. Efetivamente, demorou mais tempo e foi mais cara do que o previsto... Leia mais em:
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/entrevista/portugal-devia-ter-um-grupo-de-reatores-nucleares-com-espanha-diz-bruno-goncalves/
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China e Egito pedem aos seus cidadãos para deixarem imediatamente a Ucrânia
MadreMedia / Lusa
16 out 2022 16:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades da China e do Egito pediram hoje aos cidadãos destes países para deixarem imediatamente a Ucrânia devido ao perigo que representa a guerra no país.
Tanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros como a Embaixada da China em Kiev pediram aos cidadãos chineses na Ucrânia para “melhorarem as precauções de segurança e de saída”, segundo um comunicado, citado pelo jornal oficial chinês Global Times, que avança que a embaixada vai ajudar a organizar a retirada de pessoas necessitadas.
As autoridades chinesas reconheceram o seu apoio à integridade territorial da Ucrânia contra a invasão russa, mas defendem meios diplomáticos para pôr fim ao conflito, enquanto acusam os Estados Unidos de provocarem Moscovo para iniciar uma guerra em larga escala.
Também a Embaixada do Egito na Ucrânia publicou um alerta aos seus cidadãos para que deixem o país com efeito imediato.
O jornal Egypt Today refere que diplomatas egípcios pediram também aos cidadãos do Egito para que tenham “o máximo de cautela durante a sua partida e fiquem longe de áreas perigosas”.
Nas últimas horas, a Embaixada da Sérvia na Ucrânia fechou temporariamente por motivos de segurança, segundo uma mensagem publicada na página da internet da missão diplomática.
“A equipa diplomática continuará a trabalhar desde Belgrado até que se cumpram as condições para regressar à Ucrânia”, refere a mensagem.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/china-e-egito-pedem-aos-seus-cidadaos-para-deixarem-imediatamente-a-ucrania
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Ucrânia diz que, apesar dos ataques russos, foi mantida a "estabilidade energética"
MadreMedia / Lusa
16 out 2022 16:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia mantém a sua "estabilidade energética" apesar dos sucessivos ataques russos contra as infraestruturas críticas do país nos últimos dias, afirmou hoje o primeiro-ministro do país, Denys Shmyhal.
“O agressor tenta intimidar os cidadãos e paralisar o setor de energia do nosso país, em particular na capital. Mas a Ucrânia está pronta para lidar com essa situação”, disse Shmythal através da sua conta no Facebook, informou o portal Ukrinform, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Segundo o primeiro-ministro, nos últimos dias “foram mobilizados esforços” para reparar os danos causados pelos ataques e restabelecer o fornecimento de energia elétrica em cerca de 4.000 habitações afetadas pelos ataques.
O início da última semana ficou marcado por sucessivos ataques russos, com mísseis, artilharia ou drones de fabrico iraniano, na região de Kiev e em outras áreas do centro e oeste do país, como a cidade de Lviv.
O objetivo prioritário dos ataques russos contra alvos civis ucranianos foram instalações críticas para o abastecimento de energia do país, que ficou paralisado durante horas em algumas localidades, como Lviv, embora o fornecimento tenha sido restabelecido nos dias seguintes.
Apesar de o serviço ter sido normalizado, Shmyhal alertou para a necessidade de poupar e evitar o consumo excessivo de eletricidade, quer de manhã, quer à tarde.
Os ataques na região de Kiev foram os primeiros em meses e forçaram a ativação de alarmes antiaéreos sobre a capital durante vários dias.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-que-apesar-dos-ataques-russos-foi-mantida-a-estabilidade-energetica
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Nobel da Paz. Dissidentes do espaço pós-soviético reconhecidos
16 de outubro 2022 às 16:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/16/835077.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Os abusos de direitos humanos na Europa de Leste estão na ordem do dia, em plena invasão russa da Ucrânia. Contudo, entre os ucranianos, houve quem não gostasse de partilhar o prémio Nobel da Paz com russos e bielorrussos, acusando a academia do Nobel de reforçar a ideia de Russkiy Mir, em que se alicerçam os sonhos imperiais de Putin.
Ativistas pelos direitos humanos no espaço pós-soviético, em particular na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, foram galardoados com o prémio Nobel da Paz este ano. O trabalho do bielorusso Ales Bialiatski, bem como da associação Memorial ou do grupo ucraniano Centro de Liberdades Civis é um tema que tem vindo há baila como nunca. Graças aos sonhos imperiais de Vladimir Putin, que invadiu a Ucrânia motivado pelo rancor com a perda do poder de Moscovo devido à queda da União Soviética.
No caso de Bialiatski, hoje com 60 anos, já luta por direitos humanos na Bielorrússia desde a década de 1980, quando o atual ditador, Alexander Lukashenko, era um mero vice-secretário-geral de uma quinta coletivizada. Bialiatski, um académico dedicado à literatura bielorrussa, envolvido num partido clandestino pela independência durante o período soviético, criaria o Centro de Direitos Humanos Viasna, que significa algo como “primavera”, para responder à repressão que se seguiu à subida ao poder de Lukashenko. Dedicando-se a apoiar manifestantes presos e as suas famílias lá fora, bem como a documentar o uso de tortura pelas autoridades da ditadura bielorrussa.
O próprio Bialiatski passaria boa parte do resto da sua vida sair e a entrar na prisão. Não poderá aceitar presencialmente o prémio Nobel por estar neste momento preso, tendo sido detido em 2021, durante a repressão dos protestos contra suspeita fraude eleições nas presidenciais. O ativista foi acusado de suposta fraude fiscal, não tendo sequer sido julgado até agora. Dias antes da sua detenção, denunciara na sua página de Facebook que as secretas de Lukashenko «estão a agir como um regime de ocupação». Lembrando que estavam a sair à rua «centenas de milhares de manifestantes por toda a Bielorrússia e centenas estão detidos».
Já antes de Bialiatski ganhar o prémio Nobel o regime bielorrusso estava no centro da agenda mediática, dado se tratar do mais próximo aliado do Kremlin e ter lançado ameaças contra a Ucrânia. Havia receios de que Lukashenko, que já permitira que forças russas atravessassem o seu território para atingir Kiev pelo norte, no início da guerra, somasse as suas próprias Forças Armadas à invasão.
É que o regime «está à procura de inimigos externos», apontou Svetlana Tikhanovskaia, líder da oposição e rival do ditador nas últimas eleições. Contudo, Lukashenko até perdeu controlo da situação militar na própria Bielorrússia, assegurou Tikhanovskaia perante o Parlamento Europeu, na quarta-feira. Considerando que as ameaças servem para justificar a presença das tropas russas de que o ditadura agora precisa para manter o poder. O facto de haver indícios de que militares russos até estão a ir buscar grandes quantidades de munições aos arsenais bielorrussos, notou o Instituto para o Estudo da Guerra, só reforçam essa percepção.
Enquanto isso, na Ucrânia, a associação galardoada com o Nobel da Paz continua as suas investigações, recolhendo provas dos crimes de guerra russos. O seu trabalho vai aumentando consoante as forças ucranianas vão libertando mais território – recentemente participaram na investigação em Izyum, a sudeste de Kharkiv, onde as autoridade anunciaram a exumação de quase quinhentos cadáveres, trinta deles com sinais de tortura.
Não que na Ucrânia, polarizada pela invasão, a ideia de partilhar um prémio com ativistas bielorrussos ou russos tenha caído bem a toda a gente. Mesmo que as associação russas laureada seja a Memorial, criada ela própria por um ativista com um prémio Nobel, Andrei Sakharov, dedicada a documentar as vítimas das perseguições estalinistas, boa parte das quais era ucraniana. Tendo a Memorial sido encerrada por ordem do Governo de Putin, que acusou esta associação de ter laços com agentes estrangeiros.
Ainda assim, para muitos, partilhar o Nobel entre antigas repúblicas soviéticas traz à memória a ideia de Russkiy Mir, ou “mundo russo”, que Putin usou para justificar a invasão. E «quanto mais forças ucranianos, russos e bielorrussos a estar nos mesmos espaços públicos, mais reforças este conceito e a narrativa de Putin», queixou-se a ativista de direitos humanos Valeriia Voshchevska, no Twitter.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783325/nobel-da-paz-dissidentes-do-espaco-pos-sovietico-reconhecidos
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Guerra na Ucrânia: Moscovo confirma chegada de primeiro contigente russo à Bielorrúsia
MadreMedia / Lusa
16 out 2022 17:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Defesa russo confirmou hoje a chegada do primeiro contingente de soldados à fronteira bielorrussa, de um total de 9.000, no âmbito do acordo entre os dois países para reforçar a linha da guerra na Ucrânia.
“Os primeiros comboios com soldados russos chegaram à Bielorrússia”, disse o porta-voz do Kremlin em declarações à agência russa TASS, um processo que durará “vários dias”.
A Rússia estima que o número total de soldados não exceda 9.000, neste novo destacamento na Bielorrússia, um Estado aliado que tem usado como plataforma anexa para operações na invasão ao território ucraniano.
Os presidentes da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e da Rússia, Vladimir Putin, assinaram este compromisso na passada segunda-feira, numa reunião seguida de repetidas condenações por parte da Ucrânia, que nega a ameaça de que Minsk diz ser alvo.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs o envio de observadores internacionais para a região.
O Ministério da Defesa bielorrusso já tinha avançado no sábado a chegada das primeiras tropas russas, iniciando um destacamento que, diz, pretende “reforçar a proteção” do território bielorrusso no contexto da guerra na vizinha Ucrânia.
O governo de Lukashenko insiste que se trata apenas de fins defensivos, numa tentativa de afastar os receios de uma intervenção clara ao lado da Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-moscovo-confirma-chegada-de-primeiro-contigente-russo-a-bielorrusia
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Guerra na Ucrânia: Kiev denuncia assassínio do diretor da orquestra de Kherson
MadreMedia / Lusa
16 out 2022 17:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Cultura da Ucrânia denunciou hoje o assassínio do diretor da Orquestra Filarmónica de Kherson, Yuri Kerpatenko, por alegadamente se ter negado a cooperar com as tropas russas naquela região, anexada por Moscovo.
De acordo com informações de meios de comunicação social ucranianos, mencionados pela agência Efe, Kerpatenko foi executado em sua casa por soldados russos, no sábado.
As autoridades pró-russas de Kherson, no norte da também anexada península da Crimeia, organizaram um concerto no dia 01 de outubro para celebrar o “restabelecimento da paz” na região.
Kerpatenko, que era titular da filarmónica desde 2004, negou-se categoricamente a colaborar nesse concerto, bem como a abandonar a cidade recentemente anexada pela Rússia.
À notícia da presumida execução do diretor da orquestra seguiram-se condenações de vários governos europeus, como a Alemanha, cuja ministra da Cultura, Claudia Roth, expressou o seu assombro pelo propósito do Presidente russo, Vladimir Putin, “e os seus algozes”, de quererem “destruir a cultura e a identidade ucranianas”.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-denuncia-assassinio-do-diretor-da-orquestra-de-kherson
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Uma semana depois, Kiev volta a acordar sob ataques russos. Ucrânia diz que foi atingida por drones iranianos
17 de outubro 2022 às 08:56
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/17/835105.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Foram ouvidas, pelo menos, três explosões. Provocaram um incêndio num edifício não residencial e danos em vários prédios de apartamentos. Quanto ao número de possíveis vítimas, ainda estão a ser recolhidas informações pelas autoridades ucranianas.
Kiev, capital da Ucrânia, foi mais uma vez bombardeada, esta segunda-feira de manhã, por drones iranianos, acusou o Governo ucraniano. Foram ouvidas, pelo menos, três explosões. Estes ataques acontecem exatamente uma semana depois da vaga de ataques russos contra Kiev.
As explosões aconteceram entre as 6h35 e as 6h58 (4h35 e 4h58 em Lisboa), tendo o primeiro ataque sido antecedido por um soar de sirenes de ataque aéreo, segundo apurou a agência France-Presse.
Quase uma hora depois, o autarca de Kiev anunciou que várias explosões tinham atingido o bairro de Shevchenkiv, no centro da capital, e pediu aos cidadãos, tal como as restantes autoridades ucranianas, que se mantenham a salvo até que as sirenes de ataque aéreo parem de soar ou que recorram aos abrigos.
Segundo o chefe de gabinete da presidência da Ucrânia, as explosões devem-se a “ataques de drones ‘kamikaze’” de origem iraniana.
"Os russos acham que [este ataque] vai ajudá-los, mas mostra o seu desespero", disse Andrey Yermak, na rede social Telegram.
Yermak também confirmou que as explosões provocaram um incêndio num edifício não residencial e danos em vários prédios de apartamentos. Quanto ao número de possíveis vítimas, ainda estão a ser recolhidas informações pelas autoridades ucranianas.
Depois dos primeiros ataques, um jornalista da agência France-Presse viu um drone a cair sobre um prédio, enquanto dois agentes policiais o tentavam abater com as suas armas de serviço.
Note-se que, na passada sexta-feira, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, disse que as Forças Armadas russas têm atualmente "cerca de 300 unidades" de drones de combate fornecidos pelo Irão.
De acordo com Oleksii Reznikov, citado pela agência de notícias UNIAN, as autoridades russas estiveram no Teerão, capital do Irão, para comprar mais alguns milhares desses aparelhos aéreos não tripulados.
Desde agosto que as autoridades ucranianas acusam o Irão de fornecer os chamados "drones 'kamikaze'", que chocam com os alvos, à Rússia. Ambos os países negam estar envolvidos nessa transação.
No final de setembro, a Ucrânia retirou as credenciais do embaixador iraniano em Kiev e anunciou uma redução significativa da presença diplomática iraniana.
Na passada segunda-feira, o exército russo lançou 83 mísseis sobre a Ucrânia, confirmou o Ministério da Defesa ucraniano, dois dias depois de uma explosão ter danificado uma ponte russa na Crimeia, uma infraestrutura estratégica e que liga a península à Rússia, país que anexou o território.
O ataque causou pelo menos 10 mortos e 60 feridos, incluindo cinco vítimas mortais e 51 feridos em Kiev.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira que não estavam previstos novos ataques "massivos" na Ucrânia.
"No imediato, não há necessidade de ataques massivos. Atualmente, existem outros objetivos. De momento. Depois veremos", declarou Putin em conferência de imprensa após uma cimeira regional no Cazaquistão, assegurando ainda que não tem por objetivo "destruir a Ucrânia".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783349/uma-semana-depois-kiev-volta-a-acordar-sob-ataques-russos-ucr-nia-diz-que-foi-atingida-por-drones-iranianos
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Ucrânia volta a acusar Rússia de ataques com "drones kamikazes" iranianos em Kiev
Tek / Lusa
17 out 2022 09:12
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
O autarca de Kiev confirmou diversas explosões que se deveram a ataques de drones em vários prédios de apartamentos da cidade. Polícias tentaram abater dos aparelhos com as suas armas de serviço.
As explosões sentidas esta manhã no distrito de Shevchenkiv, no centro da capital ucraniana, Kiev, deveram-se a "ataques de drones kamikaze", disse o chefe de gabinete da presidência do país. "Os russos acham que [este ataque] vai ajudá-los, mas mostra o seu desespero", disse Andrey Yermak, na plataforma Telegram, acrescentando que foram usados drones (aeronaves não tripuladas) de fabrico iraniano.
Também no Telegram, o autarca de Kiev confirmou que as explosões se deveram a ataques de drones, que provocaram um incêndio num edifício não residencial e danos em vários prédios de apartamentos. Os bombeiros e os serviços médicos e de emergência já estão no local e a autarquia da capital está a tentar recolher informações sobre possíveis vítimas, acrescentou Vitali Klitschko.
Após os primeiros ataques, um jornalista da agência France-Presse viu um drone a cair sobre um prédio, enquanto dois agentes policiais o tentavam abater com as suas armas de serviço.
Na sexta-feira, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, disse que as Forças Armadas russas têm atualmente "cerca de 300 unidades" de drones de combate fornecidos pelo Irão.
Segundo Reznikov, as autoridades russas estariam agora em negociações com Teerão para comprar mais alguns milhares desses aparelhos aéreos não tripulados, segundo a agência de notícias UNIAN. "Se vai acontecer ou não, veremos. Mas devemos estar preparados para isso, para não ficarmos parados. Estamos a desenvolver sistemas para os repelir. O nosso Exército está a derrubá-los, já aprendemos como fazê-lo", disse o ministro da Defesa ucraniano.
As autoridades ucranianas acusam desde agosto o Irão de fornecer os chamados "drones kamikaze", que chocam com os alvos, ao Exército russo, embora Teerão tenha negado estar envolvido nessa transação, assim como Moscovo.
No final de setembro, a Ucrânia retirou as credenciais do embaixador iraniano em Kiev e anunciou uma redução significativa da presença diplomática iraniana.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/ucrania-volta-a-acusar-russia-de-ataques-com-drones-kamikazes-iranianos-em-kiev
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Em atualização Zelensky: "Drones e mísseis russos estão a atacar toda a Ucrânia"
MadreMedia
17 out 2022 09:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Presidente ucraniano confirmou um novo ataque massivo por parte da Rússia, uma semana após outro ataque semelhante.
Volodymyr Zelensky confirmou esta segunda-feira, através das redes sociais, que a Rússia está a atacar "toda a Ucrânia", de norte a sul do país, aterrorizando a população, mas salienta também que este ataque "não irá quebrar" os ucranianos.
"Durante toda a noite e toda a manhã, o inimigo aterrorizou a população civil. Drones e mísseis estão a atacar toda a Ucrânia Um prédio residencial foi atingido em Kiev. O inimigo pode atacar as nossas cidades, mas não será capaz de nos derrubar", referiu o presidente.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-drones-e-misseis-russos-estao-a-atacar-toda-a-ucrania
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Autoridades procuram vítimas nos escombros de edifíco atingido em Kiev
Lusa
17 out 2022 09:27
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Fonte de imagem: sapo.pt
Pelo menos duas pessoas ficaram soterradas nos escombros de um edifício residencial em Kiev que foi bombardeado hoje pelas forças russas, anunciaram as autoridades ucranianas.
A capital ucraniana foi atingida quatro vezes esta manhã em ataques com drones (aeronaves não tripuladas) que danificaram também a estação de caminhos-de-ferro, disseram as autoridades locais.
"Como resultado de um ataque de drones 'kamikaze' no distrito de Shevchenko, na capital, ocorreu uma explosão num edifício residencial. Até agora, 18 pessoas foram resgatadas do mesmo. De acordo com informações preliminares, dois residentes permanecem debaixo dos escombros", disse o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.
O autarca disse que a demolição dos escombros estava em curso para tentar encontrar as vítimas.
O trânsito foi cortado em algumas ruas da capital, noticiou a agência ucraniana Ukinform.
As autoridades ucranianas disseram que registaram quatro explosões a partir das 09:00 (menos duas horas em Lisboa).
Um fotógrafo da AP fotografou um dos drones, com a asa em forma de triângulo e a ogiva pontiaguda claramente visíveis contra o céu azul, segundo a descrição da agência norte-americana.
Os ataques ocorreram uma semana depois de a Rússia ter lançado uma campanha de bombardeamentos contra infraestruturas de energia em várias regiões da Ucrânia, que provocaram dezenas de mortos e feridos.
Numa reação aos ataques de hoje, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as ações das forças russas "não irão quebrar" o povo ucraniano.
"O inimigo pode atacar as nossas cidades, mas não serão capazes de nos quebrar", afirmou nas redes sociais, citado pela agência francesa AFP.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/autoridades-procuram-vitimas-nos-escombros-de_634d14913ab6b21b0aec4198
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Ucrânia: SEF já concedeu 53.434 proteções temporárias, incluindo a 13.673 menores
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 13:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) já concedeu 53.434 proteções temporárias a cidadãos e residentes da Ucrânia, dos quais 13.673 a menores, desde o início da guerra no país, em fevereiro, anunciou hoje aquela polícia.
De acordo com os mais recentes dados do SEF, hoje divulgados, do total das proteções temporárias (53.434) em Portugal a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 31.504 foram a mulheres e 21.930 a homens.
Os municípios com o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (11.589), Cascais (3.242), Porto (2.645), Sintra (1.819) e Albufeira (1.304), adianta o SEF.
Relativamente aos 13.673 menores, a legislação portuguesa divide-os em categorias de “acompanhados” e “não acompanhados”.
No caso de crianças acompanhada pelo progenitor ou representante legal comprovado não há pedido de intervenção de qualquer outra entidade, enquanto relativamente aos menores não acompanhadas, na presença de outra pessoa que não seja o seu progenitor ou representante legal comprovado, mas sem perigo atual ou iminente, há uma comunicação ao Ministério Público (MP) da área geográfica da residência declarada ao SEF, para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
Já no caso das crianças não acompanhadas, mas na presença de outra pessoa que não o seu progenitor ou representante legal comprovado, mas em perigo atual ou iminente para a vida ou grave comprometimento da integridade física ou psíquica da criança ou jovem, é contactada de imediato a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da área de competência, para adotar os procedimentos urgentes e prestar a assistência adequada.
Existe ainda a figura do “menor não acompanhado e entregue a si mesmo”, sendo considerado que “essa criança está em perigo atual ou iminente” e é contactada de imediato a CPCJ de área de competência, para adotar os procedimentos urgentes e prestar a assistência adequada.
Desde o início do conflito, a 24 de fevereiro, o SEF já comunicou ao Ministério Público (MP) 734 casos de menores que se apresentaram na presença de outra pessoa que não o seu progenitor ou representante legal comprovado, sem perigo atual ou iminente.
Comunicou ainda à CPCJ 15 menores não acompanhados e/ou na presença de outras pessoas que não os seus progenitores.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou a fuga de milhões de pessoas e a morte de milhares de civis, segundo as Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-sef-ja-concedeu-53-434-protecoes-temporarias-incluindo-a-13-673-menores
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UE aprova mais 500 milhões de ajuda militar à Ucrânia. Portugal vai dar formação
Lusa e ECO
13:44
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Fonte de imagem: eco.sapo.pt
Com esta nova parcela, contribuição para a Ucrânia ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz soma já 3,1 mil milhões de euros. Portugal entra na missão para dar formação a militares ucranianos.
O Conselho da União Europeia (UE) adotou esta segunda-feira a sexta parcela de 500 milhões de euros de ajuda à Ucrânia, no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz. Segundo um comunicado do Conselho, com esta nova parcela, a contribuição da UE para a Ucrânia ao abrigo deste mecanismo soma já 3,1 mil milhões de euros.
As medidas de assistência, decididas em conformidade com as prioridades definidas por Kiev, consistem em 490 milhões de euros para equipamento militar concebido para aplicação de força letal com fins defensivos, bem como em dez milhões de euros destinados a cobrir o fornecimento de equipamento e outro tipo de material, como equipamento de proteção individual, caixas de primeiros socorros e combustível.
Além disso, ambas as medidas de assistência permitirão igualmente a manutenção e reparação de equipamento militar já doado pelos Estados-Membros da UE à Ucrânia no âmbito do mecanismo para a paz.
Com estas medidas, “a UE intensifica o seu apoio à Ucrânia para que esta defenda a soberania e a integridade territorial do país dentro das fronteiras que lhe são internacionalmente reconhecidas e defenda a população civil da guerra de agressão russa em curso”, destaca o comunicado, salientando que a verba se destina a apoiar as capacidades das forças armadas ucranianas.
Na quinta-feira, no final de uma reunião da NATO, em Bruxelas, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, anunciou que Portugal vai enviar para a Ucrânia os seis helicópteros Kamov de combate a incêndios, atualmente sem licença para operar por serem de origem russa e um dos quais inoperacional.
“A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”, disse Helena Carreiras. Em causa estão, especificou, “seis helicópteros que precisam de reparação, um deles inoperacional porque foi acidentado”.
Portugal vai dar formação a militares ucranianos
A partir do Luxemburgo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, anunciou ao início da tarde desta segunda-feira a participação de Portugal numa missão à escala europeia para dar formação a militares ucranianos, em matérias “específicas e de curta duração”, que estará sediada na Alemanha e na Polónia.
Além da deslocação de militares portugueses para darem algumas dessas formações nestes dois países da Europa central, o governante referiu, no final de uma reunião com os homólogos da UE, que também está prevista a “participação de militares ucranianos em atividades de formação em Portugal, nomeadamente nos carros de combate”.
Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP3, o ministro da Defesa garantiu ainda que houve consenso nesta reunião em torno da continuação do apoio militar “muito firme e alargado” à Ucrânia, com Kiev a pedir defesas antiaéreas; da intensificação das sanções à Rússia; e ainda dos contactos com o Tribunal Penal Internacional “para que todos os crimes de guerra possam ser investigados e levados” à justiça.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/10/17/ue-aprova-mais-500-milhoes-de-ajuda-militar-a-ucrania-portugal-vai-dar-formacao/
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Ucrânia: Rússia adverte Israel para consequências de fornecer armas a Kiev
Por MultiNews com Lusa em 13:53, 17 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia advertiu hoje Israel de que se fornecer armas à Ucrânia irá prejudicar as relações entre Moscovo e Telavive, depois de um ministro israelita ter admitido a entrega de armamento a Kiev.
“Aparentemente, Israel pretende também fornecer armas ao regime de Kiev. Um passo muito insensato. Irá destruir todas as relações interestatais entre os nossos países”, afirmou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia ex-chefe de Estado, Dmitri Medvedev.
Numa declaração na rede social Telegram, Medvedev acusou o Governo ucraniano de ser nazi, uma das justificações dadas por Moscovo para a invasão do país vizinho, em 24 de fevereiro deste ano.
“Basta olhar para os símbolos [nazis] usados pelos seus atuais capangas”, disse, referindo-se às tatuagens usadas por alguns membros do batalhão ultranacionalista ucraniano Azov, segundo a agência espanhola EFE.
O ministro da Diáspora israelita, Nachman Shai, condenou, no domingo, o alegado fornecimento de mísseis balísticos iranianos à Rússia e defendeu a entrega de armas à Ucrânia por parte de Israel.
“Não há dúvida de qual o lado que Israel deveria escolher neste conflito sangrento. Chegou o momento de a Ucrânia receber de Israel o mesmo apoio militar que recebe dos Estados Unidos e da NATO”, disse Shai.
Uma porta-voz do primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, disse à AFP que o seu gabinete não comentaria as observações de Medvedev.
Até agora, as autoridades israelitas limitaram a sua cooperação com a Ucrânia à ajuda humanitária e à entrega de equipamento não letal, a fim de não prejudicar a sua relação com Moscovo.
A ajuda militar de Teerão a Moscovo tem passado pelo fornecimento de drones [aeronaves não tripuladas) Shahed, rebatizado pela Rússia como Guran-2, com o qual o exército russo destrói infraestruturas civis ucranianas.
De acordo com o Instituto de Estudos de Guerra norte-americano, o Irão também forneceu alegadamente drones Arash-2 e mísseis balísticos, algo que Teerão nega categoricamente.
Os aliados ocidentais da Ucrânia, incluindo Portugal, têm fornecido ajuda militar a Kiev.
Algumas das armas norte-americanas e europeias permitiram às forças armadas ucranianas lançar recentemente uma contraofensiva e recuperar território que estava sob ocupação russa.
A guerra na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-adverte-israel-para-consequencias-de-fornecer-armas-a-kiev/
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65320 mortos, mais de 2500 tanques, 268 aviões e 16 barcos. São estas as contas da Ucrânia às baixas russas
MadreMedia
17 out 2022 10:09
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Dados revelados esta segunda-feira pelas forças armadas ucranianas.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, já tinha revelado alguns números no último fim de semana. "As perdas totais do inimigo em termos de pessoal estão aproximando-se de 65.000", disse então.
No entanto, esta segunda-feira, as forças armadas do país foram mais ao pormenor, revelando todas as perdas do exército de Vladimir Putin desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro.
Zelensky tinha revelado então que as baixas humanas do lado russo estavam a aproximar-se das 65 mil. Contudo, esta segunda-feira esse número já foi ultrapassado, agora num total de 65320 soldados mortos do lado da Rússia.
Há outros dados estatísticos revelados, como a destruição de 2537 tanques, 268 aviões, 242 helicópteros ou mesmo 16 barcos, durante estes oito meses de guerra.
guerra
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/65320-mortos-mais-de-2500-tanques-268-avioes-e-16-barcos-sao-estas-as-contas-da-ucrania-as-baixas-russas
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Militares portugueses vão integrar missão de treino de soldados ucranianos
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 13:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, anunciou hoje que militares portugueses vão participar numa missão de treino da União Europeia (UE), agora aprovada, de soldados ucranianos, que decorrerá na Polónia e Alemanha.
“Tomámos uma decisão importante relacionada com o estabelecimento de uma missão de apoio militar, uma missão de formação militar, para apoio à Ucrânia, que será essencialmente sediada na Alemanha e na Polónia e Portugal também participará, bem como os demais países europeus”, afirmou o chefe da diplomacia portuguesa.
Em declarações aos jornalistas portugueses no final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, no Luxemburgo, João Gomes Cravinho lembrou que “há novos militares ucranianos que estão a entrar ao serviço e que precisam de formação e haverá também necessidade de formação especializada na utilização de certos tipos de equipamento”.
“Aquilo que se está a prever é a ida de militares ucranianos para a Polónia e para a Alemanha para formação específica, de curta duração”, estipulando-se também “a participação de militares portugueses nessas ações, bem como a participação de militares ucranianos em atividades de formação em Portugal, nomeadamente nos carros de combate”, esta última ação já no âmbito de outra iniciativa bilateral, precisou o governante.
De acordo com João Gomes Cravinho, a UE está agora “em processo de se organizar a missão de formação e o que há, da parte portuguesa, é uma disponibilização” para participar na iniciativa.
“Nos próximos dias, o Ministério da Defesa estará em condições de dar pormenores”, concluiu o chefe da diplomacia portuguesa.
O encontro decorreu numa altura de escalada de tensões na guerra na Ucrânia após recentes ameaças nucleares e novos bombardeamentos russos em série.
Nesta reunião dos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros, foi então aprovado um reforço do apoio à Ucrânia, com a adoção formal da missão de formação da UE do exército ucraniano, que se soma à já mobilizada ajuda militar, financeira e humanitária.
Proposta em agosto passado pelo chefe da diplomacia europeia a pedido das forças ucranianas, esta missão teve agora ter ‘luz verde’ para a UE conseguir, em solo europeu, treinar cerca de 15 mil soldados ucranianos, principalmente com formação militar básica.
A ideia é que esta missão de treino para o exército ucraniano avance já nas próximas semanas em países como a Polónia e a Alemanha.
Em junho passado, o Governo português manifestou a disponibilidade de Portugal para dar treino a militares ucranianos.
Num comunicado divulgado no final da reunião, o Conselho da UE apontou que esta Missão de Assistência Militar de apoio à Ucrânia tem como objetivo “contribuir para reforçar a capacidade militar das Forças Armadas ucranianas para conduzir eficazmente operações militares, a fim de permitir à Ucrânia defender a sua integridade territorial dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, exercer efetivamente a sua soberania e proteger os civis”.
Com uma duração inicial de dois anos e um financiamento de 106,7 milhões de euros, esta missão será destinada à formação individual, coletiva e especializada às forças armadas ucranianas, incluindo as forças de defesa territorial.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou a fuga de milhões de pessoas e a morte de milhares de civis, segundo as Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militares-portugueses-vao-integrar-missao-de-treino-de-soldados-ucranianos
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Jornalista dissidente russa fugiu do país após ser posta em prisão domiciliária
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 15:25
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A jornalista russa Marina Ovsiannikova, colocada em prisão domiciliária por ter condenado a guerra russa na Ucrânia em direto na televisão, fugiu do país com a filha, indicou hoje o seu advogado.
“Ovsiannikova saiu da Rússia com a sua filha algumas horas depois de ter abandonado o apartamento onde se encontrava em prisão domiciliária”, disse Dmitri Zakhvatov à agência de notícias francesa AFP, precisando que mãe e filha se encontram na Europa.
“Elas estão bem, esperam poder falar publicamente, mas, por enquanto, isso ainda não é certo”, acrescentou.
Este anúncio ocorreu duas semanas depois de ter sido emitido pelas autoridades russas um mandado de busca da jornalista de 44 anos, dando a entender estaria em fuga.
Indiciada em agosto por “divulgação de informações falsas” sobre o exército russo — um crime punível com dez anos de prisão –, foi colocada em prisão domiciliária por um tribunal de Moscovo, com a proibição de utilizar qualquer meio de comunicação.
Em meados de março deste ano, alguns dias após o início da ofensiva russa na Ucrânia, Ovsiannikova tinha interrompido o telejornal da noite da grande estação russa Pervy Canal, onde trabalhava como jornalista havia quase 20 anos, empunhando em direto um cartaz em que apelava para o fim dos combates e instava os cidadãos russos a “não acreditarem na propaganda” da imprensa oficial russa.
Por esse ato, foi detida por um breve período e condenada ao pagamento de uma multa. Em seguida, abandonou o país para trabalhar para o jornal alemão Die Welt.
Em julho, regressou à Rússia para tentar manter a guarda dos seus dois filhos menores, que o ex-marido, ainda residente na Rússia, estava a tentar retirar-lhe.
Apesar dos riscos, continuou a criticar a partir de Moscovo o poder e a guerra russos, antes de ser novamente detida e formalmente acusada de “divulgação de informações falsas” sobre o exército.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 236.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/jornalista-dissidente-russa-fugiu-do-pais-apos-ser-posta-em-prisao-domiciliaria
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União Europeia investiga alegado uso de 'drones' iranianos pela Rússia
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 15:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A União Europeia (UE) está a investigar a venda pelo Irão de 'drones' à Rússia para utilização pelas forças russas na guerra da Ucrânia, revelou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, admitindo mais sanções a responsáveis iranianos.
“Estamos à procura de mais informação dos serviços de informações sobre a utilização de drones iranianos na Ucrânia, por parte das forças armadas russas”, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.
Em declarações aos jornalistas portugueses no final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, no Luxemburgo, João Gomes Cravinho acrescentou que a UE está “a investigar”, pelo que “naturalmente que se se verificar que foram drones iranianos vendidos à Rússia depois de 24 de fevereiro [data de início da invasão russa da Ucrânia], haverá sanções acrescidas ao Irão”.
Já hoje, os chefes da diplomacia da UE aprovaram sanções aos responsáveis pela repressão aos protestos no Irão, após a morte de uma jovem iraniana.
“O ministro iraniano, em conversa telefónica comigo na sexta-feira e também com o próprio [chefe da diplomacia da UE] Josep Borrell negou determinantemente que o Irão tenha vendido drones à Rússia”, adiantou João Gomes Cravinho à imprensa.
As autoridades ucranianas acusam desde agosto o Irão de fornecer os chamados “drones ‘kamikaze'”, que chocam com os alvos, ao Exército russo, embora Teerão tenha negado estar envolvido nessa transação, assim como Moscovo.
No final de setembro, a Ucrânia retirou as credenciais do embaixador iraniano em Kiev e anunciou uma redução significativa da presença diplomática iraniana.
Hoje, o Conselho da UE adotou hoje sanções contra os responsáveis iranianos, incluindo a chamada política da moralidade, na sequência da detenção e morte da jovem Mahsa Amini, pelo uso incorreto do véu islâmico.
A lista de sanções, publicada no Jornal Oficial da UE, inclui onze responsáveis iranianos, entre os quais o ministro da Informação, Iça Zarepour, que fica impossibilitado de entrar no bloco europeu e os seus bens serão congelados, bem como quatro entidades, como a polícia de moralidade do Irão.
O chefe da polícia da moralidade, Mohammad Rostami e o chefe das forças policiais iranianas em Teerão, Hossein Rahimi, estão também entre as personalidades sancionadas.
O Irão tem sido palco de protestos desde que Mahsa Amini, uma jovem curda iraniana de 22 anos, morreu a 16 de setembro depois de ter sido presa em Teerão pela chamada Polícia de Moralidade por ter alegadamente violado um código de vestuário que exige que as mulheres usem o hijabe, o véu tradicional muçulmano que cobre a cabeça e os ombros.
Dezenas de pessoas foram mortas em quase um mês de protestos, sobretudo manifestantes, mas também elementos das forças de segurança, e centenas de outras foram detidas, de acordo com as autoridades iranianas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-investiga-alegado-uso-de-drones-iranianos-pela-russia
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Moscovo bloqueia site ucraniano para soldados russos que se querem render. Página recebeu mais de 2000 pedidos
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:50, 17 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos-1.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O governo russo decretou um bloqueio nacional de acesso a um website, criado pela Ucrânia, que encoraja membros das forças russas a renderem-se. Na página do projeto estatal ‘Hochu Zhit’ (Quero Viver, em ucraniano), é possível que os soldados russos contactem a plataforma com garantias de proteção, seja por abandonarem o exército russo, seja para fugir à mobilização de reservistas decretada por Putin.
O bloqueio à página surge após notícia de uma enxurrada de pedidos feitos no site, por russos, pedindo para se renderem e abandonarem as forças militares. De acordo com o Kiyv Independent, em menos de duas semanas o site recebeu mais de dois mil pedidos de rendição.
(https://i.ibb.co/52VCYS3/Captura-de-ecr-2022-10-17-221030.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Garantimos cumprimento da Convenção de Genebra para a Proteção dos Prisioneiros de Guerra, três refeições por dia, serviços médicos, apoio legal de organizações internacionais, comunicações regulares com familiares, possibilidade da sua troca por militares das Forças Armadas da Ucrânia presos na Federação Russa”, assegura o governo ucraniano na página do projeto.
“Todos os que se renderem voluntariamente vão constar como capturados em combate. Isto vai garantir todos os pagamentos e apoios dados a todos os militares pela Rússia, bem como dar proteção perante uma eventual acusação na justiça”, lê-se no website que agora não pode ser visitado em território russo.
A página encontra-se disponível desde dia 4 de outubro, depois de o anúncio da sua criação ter sido feito pelo Ministério da Defesa da Ucrânia, poucos dias antes de Putin anunciar que 220 mil reservistas haviam sido mobilizados no seguimento do seu decreto.
Segundo o Roskomsvoboda Project, uma organização não-governamental contra a censura, já é a segunda vez que a página em questão vê o seu acesso bloqueado na Rússia. “O projeto já foi bloqueado duas vezes… A primeira vez foi com uma ‘máscara’ em que todos os domínios e sub-domínios tinham acesso limitado, agora foi mesmo todo o website”, explicam os responsáveis.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/moscovo-bloqueia-site-ucraniano-para-soldados-russos-que-se-querem-render-pagina-recebeu-mais-de-2000-pedidos/
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Moscovo anuncia fim da “mobilização parcial” na cidade
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:30, 17 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Tanques-russos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Câmara municipal de Moscovo, Serguei Sobianin, anunciou hoje o fim da “mobilização parcial” na cidade decretada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para reforçar a capacidade militar russa em plena guerra da Ucrânia.
“Segundo a informação do comissário militar de Moscovo, as tarefas de mobilização parcial, assentes num decreto presidencial e instruções do ministério da Defesa, foram concluídas na sua totalidade”, indicou o responsável moscovita.
Sobianin precisou que os pontos de recolha dos mobilizados encerraram hoje pelas 14:00 locais (12:00 em Lisboa). “As convocatórias enviadas no decurso do processo de mobilização ao local de residência e empresas deixam de ser válidas”, acrescentou, citado pela agência noticiosa russa Interfax.
Na semana passada, as autoridades russas confirmaram que 220.000 pessoas foram recrutadas no âmbito da “mobilização parcial” decretada no país, e com um objetivo inicial de 300.000 mobilizados.
A “mobilização parcial” decretada por Putin originou manifestações em Moscovo e outras cidades russas, incluindo São Petersburgo, apesar das advertências das autoridades.
Em paralelo, o ministério da Defesa da Bielorrússia anunciou hoje que a Rússia enviará cerca de 170 tanques, até 200 veículos blindados de combate e perto de 100 peças de artilharia e morteiros para a fronteira sul da Bielorrússia, que separa o país da Ucrânia.
Previamente, a Defesa revelou que o exército bielorrusso assumiu também hoje a proteção de infraestruturas críticas na fronteira com a Ucrânia, incluindo pontes, vias ferroviárias e cruzamentos rodoviários, para evitar “sabotagens e provocações”, assinalou o ministério da Defesa bielorrusso.
“Com o objetivo de evitar sabotagens e provocações foram protegidas pontes, cruzamentos, vias férreas, e foram instalados postos de controlo com armas ligeiras e equipamento militar”, indicou o ministério em comunicado na sua conta Telegram.
Minsk também aguarda a chegada de pelo menos 9.000 soldados russos que vão integrar o agrupamento militar conjunto da União estatal da Rússia e Bielorrússia, e perante o aumento das tensões na vizinha Ucrânia, invadida por Moscovo em fevereiro passado.
O vice-ministro bielorrusso da Defesa e cooperação militar internacional, coronel Valeri Revenko, esclareceu hoje perante 19 adidos militares estrangeiros as atividades para garantir a segurança do país “na atual situação político-militar”.
Revenko argumentou que o alto nível de tensão em torno da Bielorrússia tornou necessária a adoção de um conjunto de medidas estratégicas adicionais de contenção, destinadas a evitar a “desestabilização da situação e desencadear uma agressão militar”.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.
Fonte: Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/moscovo-anuncia-fim-da-mobilizacao-parcial-na-cidade/
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É preciso "tratar de negociar com o Sr. Hitler" o congelamento da guerra
MadreMedia
17 out 2022 16:48
A opinião de Francisco Sena Santos
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os atuais oito meses de guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia já são demasiado tempo de muito sofrimento. Não podemos continuar espetadores passivos da escalada do sofrimento, das mortes e da devastação na Ucrânia.
Centenas de milhar de casas ucranianas onde continua a viver gente perderam as condições mínimas para que se possa viver lá. Aos vidros quebrados em todas e muitos tetos abatidos pelos bombardeamentos, junta-se a campanha russa de corte de energia — eletricidade e aquecimento. O inverno anuncia-se como inferno. É preciso que a escalada da guerra neste oitavo mês leve à contra escalada e ao cessar-fogo.
Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha de Hitler invadiu a Polónia e desencadeou a II Grande Guerra. Em abril de 40, as tropas nazis ocuparam a Dinamarca e a Noruega. Logo no mês seguinte, foi o Benelux, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Em 17 de junho de 1940, o marechal Pétain rendeu-se e a França ficou dividida em duas metades: a parte norte, incluindo Paris, ficou ocupada pelas tropas alemãs. Ao longo do verão de 40, a Itália de Mussolini — em aliança com Hitler — entrou pela França mediterrânica e também invadiu a Grécia e o Egito (então sob soberania colonial britânica). Em abril de 41, alemães e italianos ocuparam a Jugoslávia. A partir de 21 de junho de 41 a Alemanha ousou entrar pela União Soviética. Ainda em 1941, em 7 de dezembro, o Japão — alinhado com a Alemanha de Hitler — causou o “Dia da Infâmia” ao atacar Pearl Harbor; horas depois, os EUA declararam guerra ao Japão e a América passou a estar como combatente na II Grande Guerra Mundial.
A resistência militar a Hitler passou a ser robusta. Os bombardeamentos britânicos a Colónia, em maio de 42, com grande destruição nesta cidade alemã marcaram o início de uma nova fase da guerra.
Em novembro de 42, o esforço de guerra dos Estados Unidos no conflito era enorme. Mas numa reunião do presidente Roosevelt com conselheiros houve quem comentasse: “A lição da história é a de que as guerras só terminam pela negociação. Esta guerra já durou demasiado tempo. É preciso tratar de negociar com o Sr. Hitler. É hora de dar à diplomacia uma hipótese para funcionar. Precisamos de uma solução que permita que ambos os lados saiam com alguma coisa”.
A II Grande Guerra ainda teria mais 34 meses de devastação, até acabar, em 1945 — os alemães renderam-se em maio e os japoneses em setembro.
Os atuais oito meses de guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia já são demasiado tempo de muito sofrimento.
Não podemos continuar espetadores passivos da escalada do sofrimento, das mortes e da devastação na Ucrânia. O dever de ajudar a Ucrânia está a prolongar o martírio dos ucranianos — embora a permitir-lhes resistir ao agressor.
Estamos numa fase em que se sente estar a crescer o risco de a guerra ficar fora de controlo.
Estamos numa fase em que as consequências comerciais do rompimento da ordem internacional está a levar centenas de milhões de pessoas, famílias e empresas a sofrerem os efeitos do caro custo de vida e dezenas de países estão ameaçados pela recessão — até mesmo a China, até agora fora da guerra.
Estamos, e isto é o principal, numa fase em que o número de mortos e feridos aumenta diariamente, nos dois lados do confronto.
Tanto o discurso como a prática das partes em confronto, com crescendo de ameaças, deslegitimação de interlocutores e recusa de qualquer aproximação aos pontos de vista do adversário, limitam o espaço para a negociação.
Mas há qualquer coisa. A ONU e a Turquia de Erdogan já conseguiram o acordo para escoamento de alimentos.
Percebe-se que a Ucrânia deseje afastar qualquer negociação com os russos quando estes estão a anexar parte do território do país.
As partes, de facto, não estão em posição simétrica:
- A Ucrânia está a ser agredida pela Rússia;
- A Ucrânia está do lado justo neste conflito.
Qualquer negociação não pode partir da equivalência entre agredido (Ucrânia) e agressor (Rússia).
A negociação diplomática tem de partir da inequívoca responsabilização do Kremlin de Putin.
A negociação também não pode aceitar a legitimação da mutilação russa de territórios da Ucrânia. A soberania da Ucrânia sobre esses territórios é inquestionável.
O objetivo da negociação urgente é evitar que a atual tragédia evolua para uma calamidade mais ampla e mais devastadora.
Se for conseguido de ambas as partes o congelamento do confronto, portanto a paragem no recurso às armas, fica alcançada uma trégua que dá espaço para ser explorada alguma solução política.
A China é uma potência que pode juntar-se de modo poderoso aos esforços que a ONU e a Turquia já têm tentado. A Índia e a Santa Sé são outros possíveis mediadores pela comunidade internacional.
O essencial é evitar que todas as partes continuem expostas à atual violência. Também é preciso evitar que países como a Arábia Saudita do sinistro Mohamed bin Salman possam continuar a fazer chantagem sobre o mundo por terem a mão na torneira do petróleo. Biden, em lastimável erro de avaliação, apertou a mão a Salman. Mas este traiu Biden e juntou-se a Putin no golpe de redução da produção diária de petróleo que assim faz subir o preço.
É preciso evitar que o relacionamento internacional continue nesta escalada hostil.
É assim que, neste 2022, será preciso seguir a recomendação daquele conselheiro de Roosevelt há 80 anos: “É preciso tratar de negociar com o Sr. Hitler”. É escusado dizer quem agora faz de Hitler.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/e-preciso-tratar-de-negociar-com-o-sr-hitler-o-congelamento-da-guerra
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Zelensky estreia-se como escritor: Livro com os principais discursos chega em dezembro
Por MultiNews Com Lusa em 18:20, 17 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O primeiro livro do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que reúne uma seleção de discursos que explicam a jornada daquele país desde 2019, em defesa contra a “agressão da Rússia”, será publicado em Portugal no dia 5 de dezembro.
O anúncio foi feito hoje pela Vogais, chancela da Penguin Random House Grupo Editorial Portugal, que vai editar a obra, que pretende ser um “apelo” do presidente ucraniano ao apoio do mundo e pela defesa da democracia.
“Uma Mensagem da Ucrânia” é o título do livro, que inclui 16 discursos de guerra de Zelensky, que o próprio selecionou de entre mais de mil, “para explicar a jornada da Ucrânia desde 2019”, bem como uma introdução, na qual reflete sobre o que tem aprendido sobre si próprio e a Ucrânia desde a invasão do país pela Rússia, em fevereiro deste ano.
“Desde a minha tomada de posse em 2019, já proferi mais de mil discursos pelo mundo. Escolhi os 16 discursos deste livro porque, mais do que quaisquer outros, ajudá-lo-ão a compreender-nos: as nossas aspirações, os nossos princípios e os nossos valores. Acima de tudo, este livro ajudá-lo-á a ouvir a mensagem que queremos dirigir ao mundo: a de que somos um povo livre e independente, e de que lutaremos até o último soldado russo ter deixado o nosso território”, descreve Zelensky, citado no comunicado da editora.
Segundo a editora, este livro relata a história da Ucrânia, a história de uma nação em defesa contra a “agressão da Rússia”, de um povo que luta pela defesa da democracia, e um “grito de guerra para o mundo se manifestar e lutar pela liberdade”.
“Uma mensagem da Ucrânia” inclui ainda um prefácio de Arkady Ostrovsky, editor das secções da Rússia e da Europa de Leste da revista The Economist, que foi convidado pela Penguin Random House para explicar o contexto dos discursos e a sua importância, e que descreve esta como “a maior guerra na Europa desde 1945”.
Todas as receitas provenientes da venda deste livro serão dadas à United24, uma iniciativa para recolher donativos para apoiar a Ucrânia.
Além de Portugal, o livro será publicado, ainda em 2022 nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Espanha, e em 2023 na Dinamarca, Países Baixos, Noruega, Polónia, República Checa e Finlândia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-estreia-se-como-escritor-livro-com-os-principais-discursos-chega-em-dezembro/
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Avião militar cai em zona residencial na Rússia
17 de outubro 2022 às 18:27
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/17/835151.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: Twitter
Queda foi confirmada por Governo russo.
Um avião militar russo caiu numa área residencial da cidade de Yeysk, junto às margens do Mar de Azov, na Rússia, confirmou o ministério da Defesa, citado por agências russas.
"No local da queda do Sukhoi 34, no pátio de uma das zonas residenciais, o combustível do avião incendiou-se", informou o governo.
Imagens, a circular nas redes sociais, e que serão do local da queda do avião, mostram um incêndio num edifício, com chamas em vários andares.
(https://i.ibb.co/LCyd40d/Captura-de-ecr-2022-10-17-222312.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O ministério deu ainda conta de que os pilotos terão conseguido ejetar-se antes da queda, quando o avião estava a realizar um voo de treino.
A cidade de Yeysk, onde ocorreu o incidente, está localizada no Mar de Azov, em frente à cidade ucraniana de Mariupol.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783393/aviao-militar-cai-em-zona-residencial-na-r-ssia
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Macedónia do Norte e Montenegro cancelam participação na Eurovisão devidos aos “custos da estadia” no Reino Unido
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:48, 17 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/04/eurovisao.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Macedónia do Norte e o Montenegro cancelaram a sua participação na edição deste ano do Festival Eurovisão devidos aos “elevados custos de estadia” no Reino Unido, onde vai decorrer o concurso.
De acordo com um comunicado emitido pelos canais nacionais dos dois países, os custos e investimentos associados à participação no Festival Eurovisão foram os principais fatores que pesaram na decisão. As duas nações juntam-se assim à Rússia na lista de países que não vão participar na edição deste ano, mas por motivos diferentes: os russos estão impedidos de entrar no concurso devido à invasão lançada à Ucrânia, e assim continuarão pelo menos até ao ano que vem.
Normalmente, cada canal emissor paga uma quantia para o país entrar no concurso. O valor varia mediante a dimensão do país. Segundo a BBC, alguns países viram o preço da ‘inscrição’ na Eurovisão aumentar, já que a Rússia, devido ao tamanho do seu território, era um dos países que mais pagava para entrar no festival.
O valor pago por cada país não é conhecido, mas, segundo as contas do The Independent, o total pago por todos os países participantes ultrapassa os cinco milhões de euros.
“Para além dos custos de registo significativos, também há os custos de estadia no Reino Unido, para além de pouco interesse de patrocinadores. Por isao decidimos direcionar os recursos existentes para projetos nacionais já planeados”, diz o canal público do Montenegro RTCG.
O canal macedónio MRT também justifica a ausência com “o aumento dos custos de registo para a participação”, para além dos problemas gerados pela crise energética na Macedónia.
A próxima edição da Eurovisão terá lugar em Liverpool, após ter sido vencida pela Ucrânia. A cidade inglesa viu os preços dos alojamentos dispararem depois de se saber que seria lá a final do festival. O The Independet recorda que, em alguns casos, os preços chegaram a ultrapassar os seis mil euros por noite.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/macedonia-do-norte-e-montenegro-cancelam-participacao-na-eurovisao-devidos-aos-custos-da-estadia-no-reino-unido/
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Moldova diz que tomará medidas de proteção se Rússia ameaçar a sua soberania
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 18:59
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Presidente da Moldova, Maia Sandu, anunciou que o seu país tomará "medidas de proteção" se a Rússia ameaçar de alguma forma a sua soberania e integridade territorial, depois de três mísseis russos terem sobrevoado o espaço aéreo moldavo na semana passada.
“A segurança dos nossos cidadãos tem sido a nossa principal preocupação desde o primeiro dia da guerra e desde as primeiras semanas de hostilidades. Recorremos aos nossos parceiros com um pedido para ajudar a melhorar as nossas capacidades de defesa”, disse Sandu.
A presidente comunicou que as autoridades moldavas ainda estão a “negociar” com os seus aliados o reforço da defesa do país, aguardando “resultados mais concretos”.
Na semana passada, três mísseis russos sobrevoaram o espaço aéreo moldavo antes de atingirem vários locais na Ucrânia ocidental. O Ministério da Defesa da Roménia, país vizinho da Moldova, disse que os mísseis poderiam ter vindo de bases militares russas na península da Crimeia.
Na altura, Maia Sandu condenou o incidente como “uma grave violação do espaço aéreo”, bem como da “neutralidade” da Moldova, “um país pacífico”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/moldova-diz-que-tomara-medidas-de-protecao-se-russia-ameacar-a-sua-soberania
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Kiev reivindica destruição de 37 dos 43 drones usados em ataque russo
MadreMedia / Lusa
17 out 2022 19:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A força aérea ucraniana afirma que a Rússia atacou hoje o território ucraniano com um total de 43 drones 'kamikaze', dos quais 37 foram abatidos por Kiev.
O representante do comando da força aérea ucraniana, Yuriy Ihnat disse na televisão ucraniana que os drones “voaram do sul, 43, dos quais 37 foram eliminados” e que “todas as forças e meios – aviação, sistemas de mísseis antiaéreos e outras forças de defesa – estiveram envolvidos”.
“Pelo menos 86% dos aparelhos destruídos são Shahed (de fabrico iraniano). Este não é um mau resultado para estes alvos”, referiu Ihnat.
A força aérea ucraniana apelou ao público para que deixe as tropas ucranianas fazer o seu trabalho, face a uma imagem a circular nas redes sociais que mostra um homem a tentar disparar contra um objeto voador a partir de uma janela.
“Não há necessidade de disparar pela janela”, disse Ihnat, avisando que as balas disparadas em áreas densamente povoadas podem atingir inocentes, especialmente as de espingardas de caça.
O representante do comando da força aérea acrescentou que a Ucrânia espera agora que os seus parceiros reforcem o seu sistema de defesa aérea para cobrir o máximo possível do território da Ucrânia.
Anteriormente, o ministro do Interior, Denis Monastyrsky, tinha relatado que a Rússia tinha atacado a Ucrânia com 42 drones ‘kamikaze’, 36 dos quais foram abatidos.
“O ataque deveria exceder os de segunda-feira passada, quando houve bombardeamentos de mísseis, mas não aconteceu”, disse o ministro, dizendo que demonstrou que a Rússia não tinha conseguido atingir o seu objetivo.
Os serviços de emergência ucranianos anunciaram hoje que recuperaram os corpos de quatro pessoas após um ataque russo com ‘drones’ em Kiev, enquanto na região de Sumy morreram mais quatro pessoas com um míssil.
Segundo o presidente da Câmara de Kiev, Vitaliy Klitschkó, esta manhã houve um total de cinco explosões na capital ucraniana, todas causadas por ‘drones’ Shahed de fabrico iraniano.
O Serviço de Emergência do Estado informou ainda que um míssil russo atingiu um prédio administrativo de uma subestação elétrica em Sumy, no norte do país, tendo sido retirados dos escombros quatro corpos e três pessoas vivas.
Na região de Dnipropetrovsk (centro), uma pessoa ficou ferida na sequência de um ataque com um míssil nas instalações de uma subestação elétrica, acrescentaram os serviços de resgate.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-reivindica-destruicao-de-37-dos-43-drones-usados-em-ataque-russo
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Ataques com drones e trocas de prisioneiros. Como vão as relações entre a Rússia e a Ucrânia?
Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia
17 out 2022 20:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Em Kiev, o dia de hoje começou com várias explosões e com as autoridades ucranianas a apelar aos residentes que procurassem refúgio, exatamente uma semana após uma vaga de ataques russos contra a capital da Ucrânia.
Segundo jornalistas da agência noticiosa France-Presse, as explosões aconteceram entre as 06:35 e as 06:58 (04:35 e 04:58 em Lisboa), tendo a primeira explosão sido antecedida pelo soar de sirenes de ataque aéreo.
Cerca de uma hora depois, o autarca de Kiev confirmou que várias explosões — fala-se em pelo menos cinco — tinham atingido o bairro de Shevchenkiv, no centro da capital, e pediu aos cidadãos que se mantivessem a salvo até que as sirenes de ataque aéreo parassem de soar.
Há vítimas a registar?
Os serviços de emergência ucranianos anunciaram que recuperaram os corpos de quatro pessoas em Kiev, enquanto na região de Sumy morreram mais quatro pessoas com um míssil.
“Durante as operações de resgate em Kiev, as unidades do Serviço de Emergência do Estado resgataram 19 pessoas. Quatro pessoas morreram e três foram hospitalizadas. Os trabalhos continuam”, informaram os serviços de emergência em comunicado.
A primeira vítima mortal encontrada foi uma mulher de 34 anos que morreu em casa, no bairro de Shevchenkivskyi, e que estava grávida de seis meses.
Pouco depois os serviços de resgate retiraram dos escombros o corpo sem vida do seu companheiro, da mesma idade.
O que causou as explosões?
As explosões sentidas esta manhã no distrito de Shevchenkiv, no centro da capital ucraniana, Kiev, deveram-se a "ataques de drones ‘kamikaze’", disse o chefe de gabinete da presidência do país.
"Os russos acham que [este ataque] vai ajudá-los, mas mostra o seu desespero", disse Andrey Yermak na plataforma Telegram, acrescentando que foram usados 'drones' (aeronaves não tripuladas) de fabrico iraniano.
Também no Telegram, o autarca de Kiev confirmou que as explosões se deveram a ataques de drones, que provocaram um incêndio num edifício não residencial e danos em vários prédios de apartamentos.
A força aérea ucraniana afirma que foi utilizado um total de 43 drones 'kamikaze', dos quais 37 foram abatidos por Kiev.
Um fotógrafo da AP fotografou um dos drones, com a asa em forma de triângulo e a ogiva pontiaguda claramente visíveis contra o céu azul, segundo a descrição da agência norte-americana.
O que diz o presidente ucraniano?
Numa reação aos ataques de hoje, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as ações das forças russas “não irão quebrar” o povo ucraniano.
“O inimigo pode atacar as nossas cidades, mas não serão capazes de nos quebrar”, afirmou nas redes sociais, citado pela AFP.
E a União Europeia?
A União Europeia (UE) está a investigar a venda pelo Irão de 'drones' à Rússia para utilização pelas forças russas na guerra da Ucrânia, revelou hoje o chefe da diplomacia portuguesa, admitindo mais sanções a responsáveis iranianos.
“Estamos à procura de mais informação dos serviços de informações sobre a utilização de drones iranianos na Ucrânia, por parte das forças armadas russas”, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.
Caso se conclua "que foram drones iranianos vendidos à Rússia depois de 24 de fevereiro [data de início da invasão russa da Ucrânia], haverá sanções acrescidas ao Irão”, explicou.
Entretanto, o que se passa na Rússia?
O presidente da Câmara municipal de Moscovo, Serguei Sobianin, anunciou esta segunda-feira o fim da “mobilização parcial” na cidade decretada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para reforçar a capacidade militar russa em plena guerra da Ucrânia.
“Segundo a informação do comissário militar de Moscovo, as tarefas de mobilização parcial, assentes num decreto presidencial e instruções do ministério da Defesa, foram concluídas na sua totalidade”, indicou o responsável moscovita.
Sobianin precisou que os pontos de recolha dos mobilizados encerraram hoje pelas 14:00 locais (12:00 em Lisboa). “As convocatórias enviadas no decurso do processo de mobilização ao local de residência e empresas deixam de ser válidas”, acrescentou, citado pela agência noticiosa russa Interfax.
Por outro lado, foi também concretizada a troca de 220 prisioneiros de guerra — 110 de cada lado —, anunciaram hoje as autoridades russas da região anexada de Donetsk.
De acordo com o relato feito por Pushilin na rede social Telegram, as autoridades da região anexada entregaram à Ucrânia “essencialmente mulheres”.
O número de prisioneiros libertados inclui 80 marinheiros mercantes, que tinham sido feito reféns, além de 30 soldados das repúblicas de Donetsk e de Lugansk.
Como é que Portugal olha para o conflito?
João Gomes Cravinho anunciou hoje que militares portugueses vão participar numa missão de treino da União Europeia.
“Tomámos uma decisão importante relacionada com o estabelecimento de uma missão de apoio militar, uma missão de formação militar, para apoio à Ucrânia, que será essencialmente sediada na Alemanha e na Polónia e Portugal também participará, bem como os demais países europeus”, afirmou.
Gomes Cravinho lembrou ainda que “há novos militares ucranianos que estão a entrar ao serviço e que precisam de formação e haverá também necessidade de formação especializada na utilização de certos tipos de equipamento”.
“Aquilo que se está a prever é a ida de militares ucranianos para a Polónia e para a Alemanha para formação específica, de curta duração”, estipulando-se também “a participação de militares portugueses nessas ações, bem como a participação de militares ucranianos em atividades de formação em Portugal, nomeadamente nos carros de combate”, esta última ação já no âmbito de outra iniciativa bilateral, precisou o governante.
Por cá, o SEF informou esta segunda-feira que já concedeu 53.434 proteções temporárias a cidadãos e residentes da Ucrânia, dos quais 13.673 a menores, desde o início da guerra no país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ataques-com-drones-e-trocas-de-prisioneiros-como-vao-as-relacoes-entre-a-russia-e-a-ucrania
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Enxames de drones iranianos pairam nos céus da Ucrânia
18 de outubro 2022 às 08:55
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/18/835184.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Operadores russos escreveram “por Belgorod” num dos Shahed-136. Putin pode estar com escassez de mísseis.
Quando drones kamikaze iranianos furaram as defesas antiaéreas de Kiev, ameaçando áreas residenciais, agentes da Polícia Nacional deram por si sem outra opção que não tentar travá-lo como conseguiam, mostram imagens de câmaras corporais divulgadas pelas autoridades ucranianas.
Pararam os veículos em cima de uma ponte, ouvindo o som aterrorizante daquilo que parecia ser um Shahed-136, com um zumbido que lhe valeu a alcunha de “motoreta” entre as tropas russas. E abriram fogo com o que tinham à mão, metralhadoras, espingardas e até pistolas, conseguindo abater o drone, que se despenhou com uma enorme explosão, enquanto os agentes corriam.
Era apenas um entre os 28 drones de fabrico iraniano atirados pelos russos contra a capital ucraniana, na manhã de segunda-feira, sendo que só cinco atingiram os seus alvos, anunciou o presidente da Câmara, Vitaliy Klitschko. Apesar dos seus apelos para que a população ficasse em casa, podia-se ver bastante gente na rua, seguindo com a sua vida quotidiana, relatou um correspondente da BBC. O que poderia ilustrar o heroísmo dos habitantes de Kiev, mas também um certo cansaço por ouvirem sirenes de ataque aéreo a soar quase todos os dias, habituando-se a ignorá-las.
Os ataques com drones decorreram por toda a Ucrânia, causando pelo menos quatro mortes em Kiev e quatro em Sumy. Incluindo uma grávida de seis meses, Victoria, e o seu companheiro, Bohan, de 34 anos, cujos corpos foram encontrados nos escombros do seu apartamento, no bairro de Shevchenkivskyi, no centro da capital.
Poderia pensar-se que tal atrocidade seria um peso na consciência dos operadores destes drones. No entanto, pelo menos alguns mostraram entusiasmo com a missão, como se fosse vingança. Nos destroços de um dos Shahed-136 – que os russos rebatizaram Geran-2, talvez ironicamente, dado que significa “gerânio” – lia-se uma mensagem para os ucranianos.
“Por Belgorod”, escreveram na fuselagem deste drone suicida, avançou a Reuters, referência a uma cidade russa, a meros oitenta quilómetros de Kharkiv. Belgorod raramente tem sido atingida – analistas apontam que deve alguma acordo entre Kiev e seus parceiros da NATO, exigindo que os militares ucranianos se limitem a atacar apenas o seu território, para evitar uma escalada – mas foi bombardeada este domingo. Fazendo quatro feridos, anunciaram as autoridades locais, no dia após a arder uma subestação elétrica, avançou a Ukrinform.
Esta ronda de ataques com drones contra a Ucrânia seguiu-se a outra vaga de bombardeamentos recorrendo a dezenas de mísseis de longo alcance e drones, fazendo pelo menos onze mortos, segundo as contas das Nações Unidas. Os ataques desta segunda-feira atingiram sobretudo alvos civis, mais uma vez, com foco na infraestrutura energética, deixando centenas de aldeias sem eletricidade, avaliaram as autoridades. Instalações da rede elétrica chegaram a arder em Dnipropetrovsk, no sudeste do país, após serem atingidas com um míssil, numa altura em que o gelado inverno ucraniano está à porta.
O Governo da Ucrânia tem-se mostrado plenamente consciente de que há um esforço do Kremlin para usar o inverno como arma. Aliás, até apelou à população que limite o uso de eletricidade entre as 17 e as 23h, dado que cidades como Kiev, Kharkiv e Lviv já viram o seu abastecimento perturbado por bombardeamentos nos últimos meses.
Enxames mortíferos O Governo ucraniano estima que o Kremlin tenha comprado mais de 2600 drones ao Irão. Estes Shahed-136 podem ser lentos, barulhentos, rudimentares, mas também são baratos, custando o equivalente a uns 20 mil euros cada. É essa a sua força. Podem ser lançados em vagas, avassalando com o peso dos números as defesas antiaéreas.
A NATO já enviou plataformas de mísseis terra-ar de última geração, os NASAMS – confiáveis o suficiente para ser usados na defesa do Pentágono – e os IRIS-T, que são mais eficazes contra esta tática do que as defesas antiaéreas soviéticas que a Ucrânia usado dependido. Mas também não fazem milagres.
Analistas apontam que o último bombardeamento massivo, recorrendo praticamente apenas a drones suicidas, é mais outra indicação da escassez de mísseis de longo alcance do Kremlin, que há tanto se fala. Começaram esta guerra com uns 900 Iskander, os poderosos mísseis balísticos preferidos dos militares russos, agora possuem menos de 125, avaliou um alto oficial da NATO, ao Guardian.
Não foi só a Rússia que ficou mal na fotografia com estes ataques contra civis. O Irão, que nega ter vendido drones ao Kremlin contra todas as evidências, também é alvo de críticas. Paris e o Londres até acusam a venda de ser uma violação das cláusulas relativas a mísseis do acordo nuclear de 2015, que Teerão tenta desesperadamente reatar, para escapar às sanções. Não que haja grande esperança disso que enquanto os seus drones kamikaze andarem a ser atirados contra grávidas em Kiev.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783426/enxames-de-drones-iranianos-pairam-nos-ceus-da-ucr-nia
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Ucrânia: Exumados mais de 600 corpos de civis em Kharkiv
Por MultiNews com Lusa em 07:35, 18 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/08/9031bef50d491c3e523f080917f5669e.jpg)
Fonte: Serviço de Segurança da Ucrânia
As autoridades ucranianas já exumaram mais de 600 corpos de civis na região de Kharkiv, no nordeste do país, após a retirada das tropas russas, adiantou o ministro do Interior, Denis Monastyrsky.
“Já exumámos mais de 600 corpos de mortos na região de Kharkiv. Não conseguimos identificá-los de imediato”, explicou o ministro.
“Entendemos que à medida que nos aproximamos da vitória revelam-se novos crimes de guerra cometidos pelos ocupantes”, realçou.
Monastyrsky observou que as autoridades enfrentaram a mesma situação em todos os territórios libertados pela Rússia, referindo-se às “câmaras de tortura deixadas pelos russos”.
Há um problema, indicou, ressaltando que a identificação dos corpos é feita através de análise de DNA (ácido desoxirribonucleico), que deve ser realizada em laboratórios especiais.
“Os nossos parceiros internacionais ajudaram-nos para que isso fosse feito de forma rápida, mas entendemos que esse trabalho demora semanas, às vezes meses, para perceber exatamente que foi torturado”, acrescentou.
O líder da Administração Interna ucraniana alertou ainda que “qualquer território ocupado significa dezenas de civis torturados, prisioneiros (…)”, dizendo que é isso que o país “enfrenta todos os dias”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-exumados-mais-de-600-corpos-de-civis-em-kharkiv/
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70% dos ucranianos consideram que guerra deve continuar até ser vencida: apenas 26% apoiam negociações com a Rússia
Por Francisco Laranjeira em 10:02, 18 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/militares-ucranianos.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia deve continuar a guerra até sair vitoriosa do conflito, sustentaram 70% dos ucranianos que participaram numa sondagem realizada pela Gallup: segundo a empresa americana, apenas 26% desejam abrir negociações com a Rússia. Já 91% considerou que um triunfo na guerra significa que a Ucrânia volta a recuperar todos os territórios perdidos, incluindo a Crimeia.
O estudo, realizado entre 2 e 11 de setembro em todas as regiões da Ucrânia, incluindo o Donbass, zona em que os militares do país reconquistaram com sucesso faixas do território controlado pela Rússia, destacou ainda que 76% dos homens ucranianos estão a favor de lutar a guerra até à vitória, em comparação com 64% das mulheres que dizem o mesmo. Geograficamente, Kiev (83%), e nas regiões oeste (82%), central (78%) e norte (75%) do país são as mais entusiastas na vitória frente à Rússia, números superiores aos registados no leste do país (56%) e no sul (58%).
Por entre os diversos sucessos da contra-ofensiva da Ucrânia, que começou no final de agosto, o público do país manifesta-se bastante otimista em continuar a luta até que a vitória seja alcançada. Conforme os ucranianos provaram a vitória no campo de batalha, a guerra está longe de terminar.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/70-dos-ucranianos-consideram-que-guerra-deve-continuar-ate-ser-vencida-apenas-26-apoiam-negociacoes-com-a-russia/
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"Outro tipo de ataques terroristas russos". Instalações elétricas na Ucrânia debaixo de fogo
18 de outubro 2022 às 10:50
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/18/835194.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O plano para destruir as construções energéticas traçado pelo Presidente da Rússia continua em marcha. Depois dos ataques de ontem, com drones de origem iraniana, a Ucrânia voltou a ser bombardeada nas suas infraestruturas elétricas, afastando cada vez mais a hipótese de negociar paz com a Rússia.
Três ataques russos atingiram, esta terça-feira, instalações elétricas na capital da Ucrânia, um dia depois da cidade ter sido atacada por drones de origem iraniana, anunciou o gabinete da presidência do país invadido. Esta ronda de ataques traça cada vez mais o distanciamento entre a Ucrânia e a Rússia na tentativa de negociar a paz.
"De acordo com as primeiras informações, foram lançados três ataques contra instalações elétricas" na zona oriental de Kiev, disse Kyrylo Tymochenko, conselheiro do chefe de Estado da Ucrânia sem avançar com mais detalhes.
Mais tarde esta manhã, a procuradoria de Kiev anunciou que duas pessoas morreram nestes ataques, segundo indicou a agência Reuters. Já nos ataques de ontem, que também atingiram instalações de energia em várias regiões do país, pelo menos oito pessoas perderam a vida, entre as quais quatro em Kiev.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recorreu à rede social Twitter para evidenciar “outro tipo de ataques terroristas russos”: “A destruição da infraestrutura crítica e energética ucraniana”.
Segundo o chefe de Estado, desde o dia 10 de outubro, a Rússia destruiu “30% das centrais elétricas ucranianas”, o que causou “apagões massivos em todo o país”.
“Não há lugar para negociar com o regime de Putin”, frisou Zelensky.
Esta segunda-feira, a Ucrânia foi atacada por um total de 43 drones ‘kamikaze’, dos quais 37 foram abatidos por Kiev.
Segundo explicou o representante do comando da força aérea ucraniana, Yuriy Ihnat, na televisão ucraniana, os drones "voaram do sul, 43, dos quais 37 foram eliminados" e que "todas as forças e meios - aviação, sistemas de mísseis antiaéreos e outras forças de defesa - estiveram envolvidos".
"Pelo menos 86% dos aparelhos destruídos são Shahed (de fabrico iraniano). Este não é um mau resultado para estes alvos", considerou Ihnat.
A força aérea ucraniana aconselhou o público a deixar as tropas ucranianas fazer o seu trabalho, depois de estar a circular nas redes sociais uma imagem de um homem a tentar disparar contra um objeto voador a partir de uma janela.
"Não há necessidade de disparar pela janela", avisou Ihnat, ao explicar que as balas disparadas em áreas densamente povoadas podem atingir civis, sobretudo as de espingardas de caça.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783438/outro-tipo-de-ataques-terroristas-russos-instalacoes-eletricas-na-ucr-nia-debaixo-de-fogo-
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"Não há lugar para negociar com o regime de Putin", diz Zelensky depois de mais uma série de ataques a instalações elétricas
JORNAL I
18/10/2022 10:55
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/18/835195.jpg?type=artigo)
© AFP
O plano para destruir as construções energéticas traçado pelo Presidente da Rússia continua em marcha. Depois dos ataques de ontem, com drones de origem iraniana, a Ucrânia voltou a ser bombardeada nas suas infraestruturas elétricas, afastando cada vez mais a hipótese de negociar paz com a Rússia.
Três ataques russos atingiram, esta terça-feira, instalações elétricas na capital da Ucrânia, um dia depois da cidade ter sido atacada por drones de origem iraniana, anunciou o gabinete da presidência do país invadido. Esta ronda de ataques traça cada vez mais o distanciamento entre a Ucrânia e a Rússia na tentativa de negociar a paz.
"De acordo com as primeiras informações, foram lançados três ataques contra instalações elétricas" na zona oriental de Kiev, disse Kyrylo Tymochenko, conselheiro do chefe de Estado da Ucrânia sem avançar com mais detalhes.
Mais tarde esta manhã, a procuradoria de Kiev anunciou que duas pessoas morreram nestes ataques, segundo indicou a agência Reuters. Já nos ataques de ontem, que também atingiram instalações de energia em várias regiões do país, pelo menos oito pessoas perderam a vida, entre as quais quatro em Kiev.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recorreu à rede social Twitter para evidenciar “outro tipo de ataques terroristas russos”: “A destruição da infraestrutura crítica e energética ucraniana”.
Segundo o chefe de Estado, desde o dia 10 de outubro, a Rússia destruiu “30% das centrais elétricas ucranianas”, o que causou “apagões massivos em todo o país”.
“Não há lugar para negociar com o regime de Putin”, frisou Zelensky.
Esta segunda-feira, a Ucrânia foi atacada por um total de 43 drones ‘kamikaze’, dos quais 37 foram abatidos por Kiev.
Segundo explicou o representante do comando da força aérea ucraniana, Yuriy Ihnat, na televisão ucraniana, os drones "voaram do sul, 43, dos quais 37 foram eliminados" e que "todas as forças e meios - aviação, sistemas de mísseis antiaéreos e outras forças de defesa - estiveram envolvidos".
"Pelo menos 86% dos aparelhos destruídos são Shahed (de fabrico iraniano). Este não é um mau resultado para estes alvos", considerou Ihnat.
A força aérea ucraniana aconselhou o público a deixar as tropas ucranianas fazer o seu trabalho, depois de estar a circular nas redes sociais uma imagem de um homem a tentar disparar contra um objeto voador a partir de uma janela.
"Não há necessidade de disparar pela janela", avisou Ihnat, ao explicar que as balas disparadas em áreas densamente povoadas podem atingir civis, sobretudo as de espingardas de caça.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783439/nao-ha-lugar-para-negociar-com-o-regime-de-putin-diz-zelensky-depois-de-mais-uma-serie-de-ataques-a-instalacoes-eletricas?seccao=Mundo_i
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Ucrânia: Regiões anexadas pela Rússia estão sob proteção nuclear, revela Kremlin
Por Francisco Laranjeira em 11:22, 18 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As quatro regiões ucranianas anexadas pela Rússia estão sob a proteção do seu arsenal nuclear, revelou esta terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov: a declaração russa surge num momento de tensão aguda entre a NATO e a Rússia, com a realização de exercícios militares para testar a prontidão das suas forças de armas nucleares.
“Todos esses territórios são partes inalienáveis da Federação Russa e estão todos protegidos. A sua segurança é fornecida ao mesmo nível do resto do território da Rússia”, garantiu o porta-voz.
A anexação foi condenada pela Ucrânia, os seus aliados ocidentais e uma esmagadora maioria de países na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Vladimir Putin já avisou, em setembro último, que Moscovo estava pronta para usar armas nucleares, se necessário, para defender a “integridade territorial” da Rússia. Também o presidente dos EUA, Joe Biden, frisou, a 6 de outubro, que a ameaça russa trouxe o mundo mais perto do “Armagedom” do que em qualquer outro momento desde a crise dos mísseis cubanos de 1962.
Diversos analistas apontaram que a probabilidade de Putin recorrer a armas nucleares aumentou desde que o seu exército sofreu uma série de grandes derrotas. Outros especialistas, no entanto, argumentaram que o risco nuclear é exagerado, sugerindo que seria suicida para Putin embarcar em tal escalada.
A NATO deu início, esta segunda-feira, aos seus exercícios de preparação nuclear e disse que espera que a Rússia realize os seus próprios exercícios nucleares em breve. Peskov, no entanto, garantiu não ter informações sobre o assunto. “Existe um sistema estabelecido de notificações para informar sobre a realização de exercícios, e isso é feito pelos canais do Ministério da Defesa”, disse.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-regioes-anexadas-pela-russia-estao-sob-protecao-nuclear-revela-kremlin/
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Rod Stewart aluga casa para alojar família de refugiados ucranianos
18 de outubro 2022 às 13:45
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Cantor divulgou o gesto de modo a incentivar mais pessoas a fazerem o mesmo.
O músico, de 77 anos, Rod Stewart arrendou uma casa no Reino Unido para alojar uma família de sete refugiados ucranianos, a quem mobilou o apartamento e vai pagar a renda e as despesas durante pelo menos um ano.
A notícia foi avançada pelo The Mirror, que revela que a família chegou ao Reino Unido sem dinheiro e sem saber falar inglês.
O cantor contou que quando os conheceu pela primeira vez, a família desceu as escadas, enquanto trajava roupas tradicionais ucranianas.
"Foi tão simpático eles terem feito esse esforço. Eles fizeram-me um chá e comemos muitos biscoitos e chocolates, apesar do filho bebé deles estar sempre a roubar dos meus. Foi mesmo maravilhoso", confessou.
Rod Stewart afirmou que costuma levar a cabo gestos solidáriosm, mas que prefere deixá-los em segredo. Contudo, desta vez optou por contar ao mundo a boa ação, de modo a incentivar outras pessoas a ajudar cidadãos ucranianos que estejam a passar por situações semelhantes.
O artista avançou ainda que está a considerar alugar outra casa para acolher mais refugiados.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783450/rod-stewart-aluga-casa-para-alojar-familia-de-refugiados-ucranianos
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Inverno está a chegar: ucranianos preparam-se ‘para congelar’ à medida que a Rússia intensifica ataques ao sector energético do país
Por Francisco Laranjeira em 14:47, 18 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O inverno está a chegar à Ucrânia, onde é frequente as temperaturas caem (bastante…) abaixo de zero. Centenas de milhares de ucranianos procuram soluções para enfrentar uma temporada que promete ser brutal. Os recentes ataques russos, em Kiev e diversas cidades ucranianas, com drones e mísseis atingiram centrais energéticas. Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, garantiu que os ataques russos derrubaram 30% das centrais energéticas do país, causando “apagões maciços”.
Em declarações à ‘Associated Press’, Artem Panchenko, de 9 anos, explicou o sentimento. “Está frio e há bombardeamentos”, garantiu. “Está muito frio. Estou a dormir com as minhas roupas no nosso apartamento”, enquanto ajuda a sua avó a acender uma fogueira numa cozinha improvisada ao lado do bloco de apartamentos praticamente abandonado. Vivem sem gás, água ou eletricidade há três semanas, depois de os ataques russos terem cortado os serviços públicos na sua cidade na região de Kharkiv, na Ucrânia.
Conforme se instala o frio, quem não fugiu dos intensos combates, bombardeamentos regulares e meses de ocupação russa no leste da Ucrânia estão a tentar desesperadamente descobrir como enfrentar os meses frios.
Na aldeia vizinha de Kurylivka, Viktor Palyanitsa garantiu que juntou madeira suficiente para durar o inverno inteiro. No entanto, pretende começar a dormir ao lado do fogão de lenha ao invés de sua casa, uma vez que as janelas foram destruídas por estilhaços. “Não é confortável. Gastamos muito tempo na recolha de lenha. Pode-se ver a situação em que estamos a viver”, lamentou Palyanitsa.
As autoridades ucranianas têm trabalhado para restaurar gradualmente a eletricidade na área nos próximos dias. A seguir virão as reparações na infraestrutura de água e gás, garantiu Roman Semenukha, deputado do governo regional de Kharkiv. “Só depois disso poderemos começar a restaurar o aquecimento”, disse.
As autoridades das áreas controladas pela Ucrânia da região vizinha de Donetsk pediram a todos os moradores que evacuassem e alertaram que os serviços de gás e água em muitas áreas provavelmente não serão restaurados até ao inverno. Como na região de Kharkiv, os ucranianos ainda vivem em milhares de casas que foram destruídas por ataques russos, com telhados desfeitos e janelas destruídas, incapazes de fornecer proteção contra o clima frio e húmido.
Com tantas cidades da região destruídas e confortos modernos praticamente desaparecidos, a necessidade de sobrevivência superou qualquer preocupação – as casas tornaram-se abrigos rudimentares da era medieval, onde os moradores vivem à luz de velas, recolhem água dos poços e agasalham-se para se proteger do frio.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/inverno-esta-a-chegar-ucranianos-preparam-se-para-congelar-a-medida-que-a-russia-intensifica-ataques-ao-sector-energetico-do-pais/
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Diplomacia ucraniana pede a Zelensky corte de relações com Irão
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 16:59
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, propôs hoje ao Presidente, Volodymyr Zelensky, o rompimento das relações diplomáticas com o Irão pelo fornecimento de 'drones' suicidas à Rússia.
Para justificar o seu apelo, Kuleba lembrou “os inúmeros casos de destruição causados por ‘drones’ iranianos à infraestrutura civil da Ucrânia, as mortes e sofrimentos causados ao povo, bem como o surgimento de informações sobre a possível continuação do fornecimento de armas do Irão à Rússia”
Para o chefe da diplomacia ucraniana, é evidente que Teerão forneceu aviões não tripulados à Rússia “enquanto diz que é contra a guerra e não apoia nenhuma das partes”.
Nos últimos dias, Kiev denunciou repetidamente o uso de ‘drones’ de fabrico iraniano por parte das forças russas, para atacar a infraestrutura civil de energia na Ucrânia.
“As ações do Irão são maldades e mentiras que não podemos tolerar”, criticou Kuleba, dizendo que “Teerão fica com total responsabilidade pelo corte das relações com a Ucrânia”.
Ainda assim, Dmytro Kuleba prometeu reconsiderar esta posição “se o Irão parar de fornecer armas à Rússia”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/diplomacia-ucraniana-pede-a-zelensky-corte-de-relacoes-com-irao
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Parlamento ucraniano denuncia ocupação russa da autoproclamada república chechena da Ichkéria
Por MultiNews Com Lusa em 17:51, 18 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O parlamento ucraniano denunciou hoje a ocupação russa do território da autoproclamada república chechena da Ichkéria, anunciada em 1997 pela guerrilha separatista após o fim da primeira guerra chechena com o Exército russo.
O texto aprovado pela Rada suprema, o parlamento ucraniano, declara o “reconhecimento da república chechena da Ichkéria como território provisoriamente ocupado pela Federação russa”.
Em simultâneo, condena o que qualifica de “genocídio do povo checheno” pela Rússia.
Em particular, são referidos os crimes cometidos durante a primeira (1994-1996) e segunda guerra chechena (1999-2009), a primeira ordenada pelo então Presidente Boris Ieltsin e a segunda iniciada quando o atual chefe de Estado, Vladimir Putin, ainda ocupava o cargo de primeiro-ministro russo.
O documento aprovado também denuncia as “ações criminosas” cometidas pelo império czarista na sua conquista do Cáucaso entre 1817 e 1864, e as deportações massivas ordenadas por Estaline em 1944, por suposta colaboração dos chechenos com o ocupante alemão durante a Segunda Guerra Mundial.
A Rada apela ainda a todos os membros da ONU e às organizações internacionais que garantam uma investigação independente a estes crimes e que os culpados sejam responsabilizados perante a justiça.
Segundo organizações de direitos humanos, as duas guerras da Chechénia provocaram dezenas de milhares de mortos, entre civis e combatentes.
O atual líder checheno, Ramzan Kadyrov, 46 anos, assegurou por diversas ocasiões que a Ichkéria deixou de existir no momento em que a guerrilha separatista anunciou a criação de um califado islâmico.
Kadyrov, que se aliou à Rússia na segunda guerra chechena, sugeriu a utilização de armamento nuclear de baixa potência na Ucrânia, onde combateram unidades chechenas ao lado do Exército russo, com destaque no assalto à cidade portuária de Mariupol e na sequência da invasão militar de 24 de fevereiro.
Combatentes chechenos exilados opositores de Kadyrov também combatem ao lado do Exército ucraniano e acusam o chefe máximo da República da Chechénia, integrada na Federação da Rússia com elevado grau de autonomia, de liderar um regime repressivo com o beneplácito de Putin.
A Rada também se propõe analisar um projeto de reconhecimento da independência da Ichkéria, cujo autoproclamado presidente Aslan Maskhadov foi assassinado em março de 2005 por uma unidade de forças especiais dos serviços de segurança russos (FSB).
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, tem referido por diversas vezes que a Ichkéria é uma ficção e sem qualquer existência legal.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/parlamento-ucraniano-denuncia-ocupacao-russa-da-autoproclamada-republica-chechena-da-ichkeria/
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Chefe da cibersegurança da Alemanha demitido após denúncias de ligações à Rússia
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 15:25
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O diretor da agência nacional de cibersegurança da Alemanha foi demitido na sequência de denúncias de possíveis ligações aos serviços secretos russos, anunciou hoje o Ministério do Interior.
Segundo a mesma fonte, a ministra do Interior, Nancy Faeser, demitiu Arne Schoenbohm do cargo de diretor da agência BSI após acusações que “afetaram a necessária confiança do público na neutralidade e imparcialidade” da sua gestão, indicou a agência de notícias alemã DPA.
Schoenbohm cofundou há uma década um grupo de cibersegurança que reúne especialistas de instituições públicas e do setor privado. A comunicação social alemã noticiou que um dos seus membros é uma empresa fundada por um ex-agente dos serviços secretos russos.
O Governo alemão afirmou há mais de uma semana que estava a investigar as denúncias em pormenor.
Arne Schoenbohm, de 53 anos, era o diretor da agência BSI desde fevereiro de 2016. Não foi ainda anunciado quem lhe sucederá no cargo.
O ministério indicou que a decisão de o substituir é também do interesse dos 1.500 funcionários da agência e da sua necessidade de trabalhar sem especulações envolvendo o pessoal, noticiou a DPA.
Existe na Alemanha uma preocupação cada vez maior de que infraestruturas essenciais do país sejam alvo da Rússia, por causa do apoio de Berlim à Ucrânia, invadida no início deste ano pelas forças militares russas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 237.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/chefe-da-ciberseguranca-da-alemanha-demitido-apos-denuncias-de-ligacoes-a-russia
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Irão tem acordo para enviar mísseis de curto alcance e drones para a Rússia
Por Francisco Laranjeira em 15:49, 18 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Irão prometeu fornecer à Rússia mísseis superfície-superfície, além de mais drones, garantiu esta terça-feira a agência ‘Reuters’, segundo dois altos funcionários iranianos e dois diplomatas iranianos, uma medida que provavelmente enfurecerá os Estados Unidos e outras potências ocidentais. Foi celebrado um acordo no passado dia 6, quando o primeiro vice-presidente do Irão, Mohammad Mokhber, dois altos funcionários da poderosa Guarda Revolucionária do Irão e um funcionário do Conselho Supremo de Segurança Nacional visitaram Moscovo para conversar com a Rússia sobre a entrega das armas.
“Os russos pediram mais drones e mísseis balísticos iranianos com maior precisão, particularmente a família de mísseis Fateh e Zolfaghar”, reconheceu um dos diplomatas iranianos. Já uma autoridade ocidental confirmou à agência a existência de um acordo entre o Irão e a Rússia para fornecer mísseis balísticos de curto alcance superfície-superfície, incluindo o Zolfaghar, o que não constitui uma violação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 2015. “Onde eles estão a ser usados não é um problema do vendedor. Não tomamos partido na crise da Ucrânia como o Ocidente. Queremos o fim da crise por meios diplomáticos”, disse o diplomata.
“Os russos queriam comprar centenas dos nossos mísseis, mesmo os de médio alcance, mas dissemos que poderíamos enviar em breve algumas centenas dos mísseis Zolfaghar e Fateh 110 de curto alcance, superfície-superfície”, explicou um dos oficiais de segurança. “Não posso dar a hora exata, mas em breve, muito em breve, serão enviados em 2 e três remessas.”
A Ucrânia relatou uma série de ataques russos usando drones Shahed-136 de fabrico iraniano nas últimas semanas. O Irão já negou fornecer os drones para a Rússia, enquanto o Kremlin negou esta terça-feira que as suas forças usaram drones iranianos para atacar a Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garantiu que não tem qualquer informação sobre o seu uso. “É usado equipamento russo com nomenclatura russa”, disse. “Todas as outras perguntas devem ser direcionadas ao Ministério da Defesa.”
Vários Estados-membros da União Europeia pediram um conjunto de sanções ao Irão pelo seu fornecimento de drones para a Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/irao-tem-acordo-para-enviar-misseis-de-curto-alcance-e-drones-para-a-russia/
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Atual presença diplomática da Rússia no ocidente sem "qualquer sentido" - Lavrov
Lusa
18 out 2022 19:02
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Fonte de imagem: sapo.pt
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou hoje que a Rússia não vê "qualquer sentido" em manter a atual presença diplomática no ocidente, anunciando que Moscovo vai começar a concentrar-se na Ásia e em África.
"Não existe qualquer sentido nem qualquer desejo, naturalmente, de manter a mesma presença nos países ocidentais", declarou Lavrov durante um encontro com jovens diplomatas recrutados recentemente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Os diplomatas russos trabalham "em condições que dificilmente podemos qualificar de humanas, criam-lhes constantemente problemas, emitem constantemente ameaças", sublinhou Lavrov.
"Mas o mais importante é que aí não existe trabalho após a Europa ter decidido fechar-se em relação a nós, de suspender toda a cooperação económica", prosseguiu.
"Que fazer? Não podemos obrigar os outros a amar-nos", acrescentou o chefe da diplomacia russa.
"Os países do terceiro mundo, na Ásia como em África, têm necessidade pelo contrário de uma atenção suplementar", assegurou, precisando que a Rússia possui numerosos projetos nessas regiões do mundo, em particular comerciais, "que exigem um acompanhamento diplomático".
"Nestas condições, vamos colocar o centro de gravidade nos países que estão dispostos a trabalhar em condições de igualdade e cooperar connosco numa base mutuamente vantajosa", concluiu Lavrov.
Numerosos países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria, Bulgária ou Portugal, expulsaram em massa diplomatas russos após o início da ofensiva russa na Ucrânia em 24 de fevereiro.
Em certos casos, estas expulsões foram acompanhadas de acusações de espionagem.
Moscovo prometeu responder a cada uma destas medidas, e dezenas de diplomatas ocidentais já foram expulsos da Rússia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/atual-presenca-diplomatica-da-russia-no_634eec2dfa19331b4bfbe63e
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Sobe para 15 número de mortos em queda de avião militar russo perto de Azov
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 20:05
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A queda na segunda-feira de um avião militar russo em Yesk, uma cidade do sudeste da Rússia, provocou 15 mortos, indica o último balanço oficial, com o Presidente Vladimir Putin a enviar hoje condolências às famílias das vítimas.
Um balanço divulgado hoje de madrugada dava conta de 13 mortos, incluindo três crianças. Posteriormente, o Ministério para as Situações de Emergência confirmava a 14.ª vítima mortal.
Os investigadores dizem privilegiar a pista de uma “falha técnica” do aparelho, caça-bombardeiro Sukhoi 34, para explicar o acidente que ocorreu nesta cidade de 90.000 habitantes banhada pelo mar de Azov e situada em frente ao porto de Mariupol, atualmente controlado pelas forças separatistas ucranianas pró-russas e pelo exército de Moscovo.
“Uma vítima morreu devido às queimaduras”, indicou na rede Telegram a vice-governadora da região russa de Krasnodar, Anna Minkova, elevando para 15 mortos o balanço deste incidente.
Minkova precisou que ficaram feridas 43 pessoas, incluindo nove crianças, com 25 ainda internadas no hospital, das quais três em estado crítico.
O Presidente russo, Vladimir Putin, “apresenta as suas mais sinceras condolências às famílias que perderam os seus próximos nesta catástrofe”, referiu entretanto em declarações aos ‘media’ o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
O acidente registou-se no final da tarde de segunda-feira, quando um Sukhoi 34, que realizava um voo de treino, caiu junto de um prédio habitacional com 600 residentes.
O impacto do aparelho militar, repleto de combustível, provocou um incêndio em cinco andares de um prédio, indicou o Ministério para as Situações de Emergência.
O comité de investigação russo sublinhou que o piloto, que conseguiu ejetar-se antes da queda do aparelho, estava a ser interrogado pelos seus serviços.
Os registos do voo foram recuperados no local e amostras de combustível foram enviadas para o aeródromo de onde descolou o caça-bombardeiro, indicou este organismo responsável pelas principais investigações na Rússia.
Vladimir Putin ordenou de imediato a partida para o local dos ministros da Saúde, Mikhail Murashko, e das Situações de emergência, Alexandr Kurenkov, indicou um comunicado do Kremlin.
Por sua vez, o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, decretou hoje um período de luto naquela zona.
As imagens da explosão e das chamas envolvendo toda a fachada do edifício geraram uma onda de comoção na Rússia, segundo relatou a agência noticiosa AFP.
Dezenas de civis depositaram hoje em frente ao prédio atingido ramos de flores e brinquedos, em memória das crianças mortas na tragédia. Numa faixa horizontal também colocada no local, podia ler-se a frase: “Yesk. 17/10/2022. Vamos recordar-nos. Estamos de luto”.
Pelo menos cinco andares do edifício ficaram carbonizados, uma varanda colapsou e diversas viaturas que estavam nas imediações do prédio ficaram destruídas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sobe-para-15-numero-de-mortos-em-queda-de-aviao-militar-russo-perto-de-azov
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Equipas humanitárias da ONU alarmadas com traumas em 10 milhões de pessoas na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 20:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os traumas causados pela guerra em cerca de 10 milhões de pessoas na Ucrânia é das preocupações principais das equipas humanitárias no terreno, a par da aproximação do inverno gélido, disse hoje a coordenadora residente das Nações Unidas.
Num ‘briefing’ sobre a situação humanitária na Ucrânia em Nova Iorque, organizado pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), Denise Brown afirmou que o trauma é uma das novas grandes dimensões da guerra da Rússia na Ucrânia, sendo que cerca de 10 milhões de pessoas precisarão de algum tipo de apoio nesse sentido.
“O trauma será a nova batalha. Diferentes níveis de trauma, seja em relação a soldados desmobilizados, crianças que ouvem as sirenes de bombardeamentos todos os dias, ou apenas pessoas regressando aos seus trabalhos. Temos mesmo de manter esta questão no radar”, apelou a coordenadora da ONU.
Muitos idosos na Ucrânia, adiantou, estão “completamente confusos com o que está a acontecer”.
Brown afirmou que outra das preocupações que lhe “tira noites de sono” é a aproximação do inverno e as suas consequências para os ucranianos que têm as suas casas destruídas, sem formas de se aquecer.
“Não vamos conseguir chegar a todo o lado. É preciso roupa de inverno, cobertores, colchões, comida, geradores de energia. Coisas muito básicas e que todos vão precisar para um inverno seguro. Mas os danos nas infraestruturas, que atingiram geradores de energia, não é algo a que a ajuda humanitária possa chegar. É preciso ajuda dos Estados-Membros”, disse.
A canadiana, que é também coordenadora humanitária na Ucrânia desde julho último, frisou perante o corpo diplomático presente na reunião que falta de dinheiro não é o problema, uma vez que foi “alcançada uma ajuda financeira enorme” em prol dos ucranianos.
Por resolver está conseguir acesso às pessoas que estão em locais não controlados pelo Governo ucraniano.
“A guerra não acabou e a emergência humanitária não acabou. Pela primeira vez, não tive de me focar na recolha de fundos, o que me permite focar noutro tipo de trabalho. (…) Isto é diferente: não tem a ver com secas, com colheitas falhadas, mas com uma guerra que mata pessoas. A destruição é total em alguns locais, não sobrou nada”, observou.
“Há uma semana uma explosão aconteceu a pouco mais de um quilómetro do meu escritório na Ucrânia. Nós [equipas humanitárias] estamos na mesma situação que muitas pessoas, mas a ONU não sairá da Ucrânia”, garantiu.
Joyce Msuya, secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários e vice-coordenadora de Ajuda de Emergência do OCHA, alertou que a assistência humanitária apenas tem sido entregue em locais controlados por Kiev, sendo que a ajuda não está a alcançar os locais dominados pelas tropas russas, uma vez que não é garantida a segurança às equipas humanitárias.
“A situação irá piorar à medida que os bombardeamentos continuam e o inverno se aproxima”, avaliou Msuya.
“Apelo ao pleno respeito ao direito internacional humanitário em todas as operações militares — tomando cuidado constante para poupar civis e bens civis, incluindo infraestruturas essenciais”, acrescentou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 237.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/equipas-humanitarias-da-onu-alarmadas-com-traumas-em-10-milhoes-de-pessoas-na-ucrania
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Um dia a Ucrânia será membro da NATO mas agora prioridade é guerra - Stoltenberg
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 20:26
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O secretário-geral da NATO garantiu hoje que a Ucrânia tem as portas da organização militar abertas, mas sublinhou que agora os aliados estão concentrados em manter o fornecimento de armas ao país para ganhar a guerra à Rússia.
“As portas da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) continuam abertas e, um dia, a Ucrânia será membro da aliança. Mas a curto prazo, a prioridade é dar apoio à Ucrânia para lhe permitir fazer mais avanços no campo de batalha e assegurar que acaba a guerra de uma forma que lhe garanta que continuará a ser um país soberano”, declarou Jens Stoltenberg, numa entrevista no fórum de Berlim organizado pela Fundação Körber.
“Essa é a condição prévia para qualquer debate sobre a sua adesão”, acrescentou o líder político da NATO (bloco de defesa ocidental), quando, questionado sobre a situação da adesão da Finlândia e da Suécia, apontou as diferenças existentes em relação a Kiev.
Helsínquia e Estocolmo já eram parceiros próximos da Aliança Atlântica e participavam em missões e diálogo político com os restantes aliados, indicou, ao passo que, no caso da Ucrânia, o país está no meio de uma guerra, e “a prioridade é enviar apoio militar”.
Stoltenberg insistiu ainda que o apoio militar da NATO à Ucrânia não tem precedentes e está a ser fundamental para o avanço da contraofensiva ucraniana no terreno.
“Sem a ajuda dos aliados, [as forças ucranianas] não teriam conseguido fazer estes avanços e repelir as tropas russas”, recordou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 237.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-dia-a-ucrania-sera-membro-da-nato-mas-agora-prioridade-e-guerra-stoltenberg
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Irão disposto a dialogar com Kiev após alegações "infundadas" sobre 'drones'
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 21:19
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Irão afirmou hoje estar disposto a dialogar com Kiev para clarificar as alegações "sem fundamento" sobre o fornecimento à Rússia por Teerão de armas e 'drones' utilizados na ofensiva russa contra a Ucrânia.
Kiev e os seus aliados ocidentais acusaram a Rússia de utilizar nas últimas semanas ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) de fabrico iraniano para efetuar ataques na Ucrânia.
Hoje, o Kremlin (Presidência russa) afirmou não ter conhecimento da utilização dessas armas pelo Exército russo.
Ao considerar tais afirmações “sem fundamento” e “baseadas em falsas informações”, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nasser Kanani, assegurou hoje, num comunicado, que “o Irão está pronto para negociar e discutir com a Ucrânia para solucionar estas acusações”.
“As afirmações segundo as quais a República Islâmica envia armas, incluindo ‘drones’ de combate, para serem utilizadas na guerra na Ucrânia” são “falsas”, declarou o ministério.
Após diversos ataques dos chamados ‘drones’ ‘kamikaze’ sobre Kiev, a Ucrânia pediu na segunda-feira à União Europeia (UE) que impusesse novas sanções a Teerão.
Hoje, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, sugeriu ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a rutura das relações diplomáticas com o Irão.
Segundo Kuleba, Teerão forneceu ‘drones’ iranianos à Rússia “dizendo-nos que é contra a guerra e que não apoia nenhuma das partes”.
Nos últimos dias, Kiev denunciou por diversas vezes a utilização pela Rússia de ‘drones’ de fabrico iraniano, em particular os Shahed 136 ‘kamizake’, para atacar infraestruturas energéticas civis na Ucrânia.
Para justificar a sua proposta a Zelensky, o chefe da diplomacia ucraniana sublinhou ainda “o surgimento de relatórios sobre o possível fornecimento de armas pelo Irão à Rússia”, e após a publicação de artigos em diversos ‘media’ que apontam a entrega para breve de mísseis iranianos terra-terra às tropas de Moscovo.
O ministério iraniano considerou que as alegações sobre os fornecimentos de armamento se inserem numa “intencional instauração, com objetivos políticos e pelos ‘media’ de certos países, de um clima” hostil a Teerão.
“A República Islâmica, desde o início do conflito, sempre sublinhou a necessidade de pôr termo e resolver os diferendos por meios pacíficos”, acrescentou o porta-voz.
Em setembro, a Ucrânia já tinha reduzido a presença diplomática iraniana no país, em represália por alegadas entregas de armamento de Teerão a Moscovo.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/irao-disposto-a-dialogar-com-kiev-apos-alegacoes-infundadas-sobre-drones
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Ucranianos e iranianos protestam em Lisboa contra fornecimento de armas pelo Irão à Rússia
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 21:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de meia centena de ucranianos e iranianos estão concentrados hoje à noite em frente à embaixada do Irão, em Lisboa, para protestar contra o fornecimento de armas por parte do Irão ao regime russo.
“Slava Ukraine”, “Iran drones kills Ukraine” [drones iranianos matam na Ucrânia], “Putin terrorista” e “mulher, vida, liberdade”, são algumas das palavras de ordem que se podem ler nos diversos cartazes empunhados por cidadãos ucranianos e iranianos nesta iniciativa conjunta de protesto.
“Os ucranianos não estão contra o povo do Irão, mas sim contra o regime fascista tal como o de Vladimir Putin”, afirmou Pavlo Sadoka, presidente da associação de ucranianos de Portugal, promotora da iniciativa.
Yasea, um iraniano de 35 anos residente em Portugal há oito anos, disse à agência Lusa que “com este protesto pretendem que o embaixador do Irão em Portugal seja expulso porque não se sentem seguros”.
Segundo a associação que promoveu o protesto, “o Irão é um estado totalitário que ajuda o regime de Putin quando entrega mísseis balísticos aos fascistas de Moscovo e drones-kamikaze e um país onde as mulheres são mortas apenas pela maneira como se vestem”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucranianos-e-iranianos-protestam-contra-fornecimento-de-armas-pelo-irao-a-russia
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Rússia anuncia retirada de civis de Kherson perante ameaça de contraofensiva ucraniana
MadreMedia / AFP
18 out 2022 23:55
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Fonte de imagem: AFP or licensors
O Exército russo anunciou nesta terça-feira que prepara a retirada dos moradores da cidade ucraniana de Kherson, perante uma contraofensiva ucraniana em larga escala, anunciou o comandante das tropas russas na Ucrânia.
O anúncio foi feito no decorrer de uma campanha de bombardeamentos russos que destruiu, em pouco mais de uma semana, 30% das centrais elétricas da ex-república soviética, segundo as autoridades de Kiev.
Os ataques são a resposta a uma contraofensiva que permitiu às forças ucranianas recuperar milhares de quilómetros quadrados no sul e no leste, conquistados pelas tropas russas após a invasão ao país, em 24 de fevereiro.
O general Sergei Surovikin, que assumiu o comando das tropas russas na Ucrânia há 10 dias, ordenou a preparação de uma operação de retirada dos civis de Kherson (sul), principal cidade da região homónima, anexada por Moscovo.
"O Exército russo irá garantir, antes de tudo, a evacuação segura da população" de Kherson, onde os bombardeamentos ucranianos à infraestrutura civil "criam uma ameaça direta", declarou Surovikin ao canal público Rossiya 24. "A situação na zona da operação militar especial pode ser descrita como tensa. O inimigo não cede às tentativas de atacar as posições das forças russas", descreveu.
O Exército russo tinha relatado anteriormente um avanço na região leste de Kharkiv, o primeiro desde o lançamento da contraofensiva ucraniana, no começo do verão.
"Desde 10 de outubro, 30% das centrais ucranianas foram destruídas, o que provocou cortes de eletricidade em todo o país", tuitou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Atualmente, 1.162 localidades (...) estão sem eletricidade", informou o porta-voz dos serviços de emergência, Oleksandr Khorunzhyi, depois da Rússia ter atacado novamente a infraestrutura energética. Nos últimos dias, a Rússia realizou cerca de "190 bombardeamentos com mísseis, drones suicidas e artilharia em 16 regiões ucranianas", apontou Khorunzhyi. Na ofensiva, 70 pessoas foram mortas e 240 ficaram feridas, acrescentou.
Após os ataques de terça-feira, Volodimir Zelensky reiterou a recusa a negociar com o presidente russo, Vladimir Putin. A intenção das tropas de Moscovo, denunciou, é "aterrorizar e matar civis".
O Exército russo confirmou que bombardeou infraestruturas de energia ucranianas. Várias localidades da região de Zhytomyr, a oeste de Kiev, e a cidade de Dnipro ficaram sem energia elétrica.
"A situação é atualmente crítica em todo o país, porque as nossas regiões dependem umas das outras", declarou o representante da presidência Kirilo Tymoshenko. "Todo o país deve preparar-se para cortes no fornecimento de energia, água e aquecimento", acrescentou.
Os ataques russos das últimas horas atingiram Kiev, Kharkiv (leste), Mikolaiv (sul) e as regiões de Dnipro e Zhyomyr (centro). "A cidade não tem energia elétrica nem água", afirmou o autarca de Zhyomyr, Serguei Sukhomlin. "Os hospitais funcionam com energia de reserva."
A Ucrânia acusou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de negligenciar o destino dos prisioneiros ucranianos capturados pelos russos, os quais a organização internacional ainda não visitou. "Infelizmente, a cada intercâmbio constatamos que a falta de ação do CICV levou os nossos prisioneiros de guerra e reféns civis a serem torturados diariamente mediante a fome e a eletrocussões", afirmou o encarregado de direitos humanos ucraniano Dmytro Lubinets.
A Ucrânia afirmou que a Rússia utiliza drones suicidas de fabrico iraniano nos seus ataques e pediu que sejam impostas novas sanções contra Teerão. O Ministério da Defesa ucraniano afirmou que as suas tropas derrubaram 38 desses aparelhos não tripulados modelo Shahed-136 de fabrico iraniano, nas últimas 24 horas.
Segundo Volodimir Zelensky, "o fato de a Rússia pedir ajuda ao Irão é o reconhecimento do Kremlin de fracasso militar e político". O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão, Nasser Kanani, afirmou que essas acusações "não têm fundamento" e "são baseadas em informações falsas".
O governo russo indicou que ignorava se o seu Exército usava drones iranianos na Ucrânia. "É usada tecnologia russa com nomes russos", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-anuncia-retirada-de-civis-de-kherson-perante-ameaca-de-contraofensiva-ucraniana
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Um ‘jogo de números’: como funcionam os sistemas de defesa aérea e porque é que a Ucrânia está ansiosa por mais proteção
Por Francisco Laranjeira em 07:30, 19 Out 2022
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A Ucrânia tem recebido uma ampla gama de apoio militar dos Estados Unidos e restantes aliados ocidentais. Mas, recentemente, Volodymyr Zelensky fez um apelo urgente especificamente para recursos adicionais de defesa aérea do Ocidente para tentar responder ao aumento dos ataques aéreos da Rússia.
O pedido do presidente da Ucrânia entende-se quando se observa os tipos de armas aéreas que a Ucrânia enfrenta e como as defesas podem neutralizar essas ameaças. Para isso, segundo o site ‘The Conversation’, é importante entender que este tipo de guerra tem somente a haver com o número de recursos que cada lado tem à disposição.
A 10 de outubro de 2022, a Rússia lançou uma grande barragem de armas aéreas contra vários alvos na Ucrânia. Os tipos de armas envolvidas no ataque incluíam mísseis balísticos de curto alcance e mísseis de cruzeiro. Os mísseis balísticos tendem a seguir um caminho previsível e são um pouco mais fáceis de rastrear. Já os mísseis de cruzeiro carregam um sistema de propulsão que lhes permite manter a velocidade e voar em trajetórias mais imprevisíveis, incluindo próximas ao solo. Tornam-se por isso mais difíceis de detetar, rastrear e abater.
Dias mais tarde, a 17 de outubro, uma ‘chuva’ de drones explosivos de fabrico iraniano caiu na capital Kiev: estes tendem a ser armas pequenas que são difíceis de defender. Quando circulam no ar, são capazes de vigiar uma região de interesse, recolhendo informações antes de identificar um alvo específico para atacar.
A defesa contra todas essas ameaças aéreas envolve um sistema integrado de vários elementos. Assim, são necessários radares de alerta precoce, que ficam localizados nas fronteiras da Ucrânia e detetam primeiro a aproximação de mísseis. Estes são depois rastreados ao longo das suas trajetórias de voo por uma rede dispersa de radares adicionais.
A principal contramedida defensiva contra mísseis balísticos e de cruzeiro envolve mísseis terra-ar, embora não seja uma tarefa fácil: o SAM deve rastrear e acertar num alvo em alta velocidade que pode estar a mudar de direção.
Nos EUA, por exemplo, os principais ativos estratégicos, como a Casa Branca, são protegidos contra ataques aéreos pelo National Advanced Surface-to-Air Missile System (NASAMS), que foi projetado para neutralizar uma variedade de ameaças, incluindo mísseis de cruzeiro, aviões e drones. Cada NASAMS contém 12 SAMs intercetores. O NASAMS é uma das opções consideradas pelos Estados Unidos para ajudar a Ucrânia.
Outro exemplo notável de um sistema de defesa aérea é o ‘Iron Dome’ de Israel, um sistema projetado para se defender contra foguetes e projéteis de artilharia lançados a até 250 quilómetros de distância. Cada bateria de mísseis do ‘Iron Dome’ consiste em 3 e 4 lançadores de mísseis, cada um com até 20 SAMs intercetores. Tem uma taxa de sucesso de 90% contra armamento lançado contra Israel e é descrito como o sistema de defesa antimísseis mais eficaz que o mundo já viu.
Tanto o NASAMS como o ‘Iron Dome’ são eficazes contra drones. No entanto, os SAMs são uma maneira cara de se defender contra esses alvos de baixo custo e podem ser sobrecarregados por um grande número de drones. Estão a ser desenvolvidas armas de energia direcionada, como lasers, para uma abordagem potencialmente mais económica para neutralizar drones de baixo custo.
Voltamos ao ‘jogo de números’: diferentes sistemas de defesa aérea têm uma gama de eficácia contra diferentes ameaças aéreas, ainda que nenhum seja 100% eficaz. Um adversário pode reduzir significativamente a eficácia da defesa aérea lançando salvas de várias armas simultaneamente. Portanto, um atacante sempre pode dominar um defensor se tiver mais mísseis de ataque do que o defensor tem mísseis defensivos. Por outro lado, um número suficiente de sistemas defensivos pode fazer com que um invasor pare de disparar completamente. Torna-se uma guerra de atrito e o vencedor a ser o lado com mais mísseis.
A Ucrânia, provavelmente, tem defesas aéreas suficientes para proteger alvos militares estratégicos, como centros de comando e controlo e depósitos de munição. Mas não têm cobertura para muitos ativos importantes, como centros de transporte e instalações de energia e água, os tipos de alvos que têm estado na mira dos ataques russos.
O fornecimento de um número significativo de sistemas de defesa aéreo pode mudar significativamente o curso do conflito. Em algum ponto, a Rússia vai ter de lidar com o stock limitado de mísseis e teria uma perspetiva, muito mais assustadora, de depender apenas das forças terrestres para atingir os seus objetivos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/um-jogo-de-numeros-como-funcionam-os-sistemas-de-defesa-aerea-e-porque-e-que-a-ucrania-esta-ansiosa-por-mais-protecao/
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Ucrânia. Rede elétrica devastada por drones e mísseis
19 de outubro 2022 às 08:59
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/19/835271.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Civis sofreram quando bombas caíram em áreas residenciais. Agora passam frio com a destruição de quase um terço das centrais elétricas.
O horror que se viveu em cidades ucranianas foi a face mais visível dos bombardeamentos com mísseis e drones as últimas semanas. Mas, entretanto o principal alvo dos russos, a rede energética, ia dando de si. Quase um terço das centrais elétricas da Ucrânia foram destruídas durante esta vaga de ataques, declarou Volodymyr Zelensky, esta terça-feira.
Alertando que o país enfrenta apagões massivos, num momento em que ucranianos necessitam desesperadamente de se aquecer para enfrentar a chegada do inverno. E assegurando que, perante tais ataques contra infraestruturas civis, “não há espaço para negociações com o regime de Putin”.
“Só me vêm palavrões à cabeça”, admitiu Pavlo Raboschuk, um informático de 33 anos, residentes em Zhytomyr, a oeste de Kiev. A sua cidade, com uns 250 mil habitantes, ficou paralisada na terça-feira, sem eletricidade ou água, no rescaldo de um ataque russo que forçou hospitais a ativar os geradores de emergência. Enquanto Raboschuk se dedicava a acumular mais comida desidratada, água e agasalhos em casa, contou à Associated Press. Preparando-se para “um inverno duro e escuro”-
Raboschuk não é o único ucraniano que se prepara para um inverno gelado. É que “A Rússia não tem hipótese no campo de batalha e tenta compensar as suas derrotas militares com terror”, assegurou Zelensky. A questão é que a humilhação que têm sofrido as forças armadas russas parece aprofundar-se, com a Ucrânia a avançar na região estratégica de Kherson. E são esperados ainda mais ataques contra infraestruturas civis.
Entretanto, o Kremlin não se dedica só a atacar civis também deu uso à sua nova frota de Shahed-136 na linha da frente. Estes drones suicidas iranianos – pintados e rebatizados de Geran-2 pelos russos – têm sobrevoado posições de artilharia e tanques ucranianos a sudeste de Kharkiv, sempre aos pares, de maneira a confundir sistemas antiaéreos, antes de serem atirados contra contra os defensores.
“Noutras áreas os russos têm um poder de artilharia avassalador, e aguentam-se com isso. Aqui, já não têm essa vantagem na artilharia, então começaram a recorrer a estes drones”, notou o coronel Rodion Kulagin, que comanda a artilharia da 92.ª Brigada Mecanizada da Ucrânia, ao Wall Street Journal.
A diferença entre o sudeste de Kharkiv e outros pontos da linha da frente foi uma contraofensiva surpresa dos ucranianos, reconquistando mais de três mil quilómetros de território, bem como a cidade estratégica de Izium e enormes quantidades de armamento, uma perda de que os russos ainda não recuperaram. Mas, entretanto, só os Shahed-136 já destruíram quatro howitzer e dois blindados na área operacional da brigada de Kulagin.
O Kremlin, que se estima ter comprado uns 2600 Shahed-136, custando cerca de vinte mil euros cada, conta receber ainda mais drones suicidas iranianos, avançou a Reuters, esta terça-feira. Tendo o regime de Putin também comprado mísseis balísticos de curto alcance Zolfaghar e Fateh-110. Todas estas manobras são apontadas como mais um sinal que a industria de defesa russa enfrenta dificuldade em suprir os seus militares de armamento e munições, tendo tido até de recorrer à Coreia do Norte para obter abastecimentos.
Já a NATO reagiu garantindo que vai enviar para a Ucrânia sistemas de defesa antiaérea adequados para caçar drones. “A coisa mais importante que podemos fazer é cumprir com o que os aliados prometeram, que é entregar ainda mais sistemas de defesa aérea”, assegurou o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, esta terça-feira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783516/ucr-nia-rede-eletrica-devastada-por-drones-e-misseis
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Povo ucraniano, organização colombiana e Assange são finalistas do Prémio Sakharov: vencedor é conhecido hoje
Por MultiNews com Lusa em 07:00, 19 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O povo ucraniano e os seus representantes, a Comissão da verdade da Colômbia e o ativista da WikiLeaks Julian Assange são os candidatos ao Prémio Sakharov 2022, do Parlamento Europeu (PE), segundo anunciou a instituição. Esta quarta-feira, a Conferência de Presidentes do PE irá escolher o vencedor do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2022, sendo o galardão entregue em 14 de dezembro, na sessão plenária de Estrasburgo.
De acordo com um comunicado do PE, a candidatura do “corajoso povo da Ucrânia, representado pelo seu presidente, os seus dirigentes eleitos e a sociedade civil”, resultou da junção de três nomeações de grupos parlamentares: os conservadores do PPE, os socialistas do S&D e o ECR (centro-direita).
A candidatura da Comissão da verdade da Colômbia, instituição criada ao abrigo do acordo de paz de 2016 no país, como o objetivo de estabelecer os factos sobre as violações dos direitos humanos durante o conflito e defender os direitos de milhões de vítimas da guerra civil o país, foi apresentada pelo grupo parlamentar Left, de esquerda.
Julian Assange, um dos fundadores da associação WikiLeaks – que divulgou documentos sobre crimes de guerra, detenções arbitrárias e violações de direitos humanos – está detido no Reino Unido, com risco de ser extraditado para os Estados Unidos e ser julgado por espionagem e crime informático.
A sua candidatura foi apresentada por 41 eurodeputados e os três finalistas foram selecionados pelas comissões dos Negócios Estrangeiros e do desenvolvimento do PE.
Em 2021, o prémio foi atribuído ao líder da oposição russo, Alexei Navalny, pela sua luta contra a corrupção e os abusos de poder no Kremlin, que foi representado pela filha por estar detido na Rússia.
O galardão, que honra o físico e dissidente político Andrei Sakharov, é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu desde 1988, no valor de 50 mil euros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/povo-ucraniano-organizacao-colombiana-e-assange-sao-finalistas-do-premio-sakharov-vencedor-e-conhecido-hoje/
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Emirados anunciam 100 milhões de dólares em ajuda à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 20:42
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje mais de 100 milhões de dólares em ajuda humanitária à Ucrânia, depois de os países do Golfo Pérsico terem sido acusados de apoiar a Rússia na sequência da última decisão da OPEP+ de cortar a produção de petróleo.
A agência noticiosa estatal Emirati WAM disse que a decisão foi divulgada pelo presidente do país, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, como “ajuda adicional” para a população ucraniana afetada pela invasão russa.
O Ministro do Estado para a Cooperação Internacional dos Emirados, Reem al Hashimy, afirmou numa declaração citada na nota que “esta ajuda adicional provém da convicção de Sua Alteza o Presidente na solidariedade humana, especialmente em casos de guerra e conflito”.
Reem al Hashimy recordou que os EAU tinham prestado ajuda semelhante à Ucrânia nos últimos meses desde o início da invasão, em finais de fevereiro, e que o seu país tinha também enviado ajuda humanitária aos refugiados na Polónia e na Moldávia em resposta ao apelo da ONU.
A medida surge numa altura em que os EUA e vários países ocidentais acusam os países árabes da OPEP+ de apoiarem a Rússia, argumentando que o acordo para reduzir a produção de petróleo beneficia os russos e é prejudicial para o Ocidente.
De facto, o governo dos EUA considerou que a Arábia Saudita está a apoiar a Rússia económica, moral e militarmente com a sua decisão, e a Casa Branca declarou que irá rever a sua relação com o mundo árabe como resultado disso.
Face às críticas, a Arábia Saudita, que lidera a OPEP+ ao lado da Rússia, anunciou também a doação de 400 milhões de dólares em ajuda humanitária à Ucrânia, e manifestou a sua vontade de “mediar” o conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/emirados-anunciam-100-milhoes-de-dolares-em-ajuda-a-ucrania
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Um dia a Ucrânia será membro da NATO mas agora prioridade é guerra - Stoltenberg
MadreMedia / Lusa
18 out 2022 20:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da NATO garantiu hoje que a Ucrânia tem as portas da organização militar abertas, mas sublinhou que agora os aliados estão concentrados em manter o fornecimento de armas ao país para ganhar a guerra à Rússia.
“As portas da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) continuam abertas e, um dia, a Ucrânia será membro da aliança. Mas a curto prazo, a prioridade é dar apoio à Ucrânia para lhe permitir fazer mais avanços no campo de batalha e assegurar que acaba a guerra de uma forma que lhe garanta que continuará a ser um país soberano”, declarou Jens Stoltenberg, numa entrevista no fórum de Berlim organizado pela Fundação Körber.
“Essa é a condição prévia para qualquer debate sobre a sua adesão”, acrescentou o líder político da NATO (bloco de defesa ocidental), quando, questionado sobre a situação da adesão da Finlândia e da Suécia, apontou as diferenças existentes em relação a Kiev.
Helsínquia e Estocolmo já eram parceiros próximos da Aliança Atlântica e participavam em missões e diálogo político com os restantes aliados, indicou, ao passo que, no caso da Ucrânia, o país está no meio de uma guerra, e “a prioridade é enviar apoio militar”.
Stoltenberg insistiu ainda que o apoio militar da NATO à Ucrânia não tem precedentes e está a ser fundamental para o avanço da contraofensiva ucraniana no terreno.
“Sem a ajuda dos aliados, [as forças ucranianas] não teriam conseguido fazer estes avanços e repelir as tropas russas”, recordou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 237.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-dia-a-ucrania-sera-membro-da-nato-mas-agora-prioridade-e-guerra-stoltenberg
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Em atualização Rússia avisa: "A batalha por Kherson está prestes a começar"
MadreMedia
19 out 2022 07:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Vice-administrador russo da região de Kherson, na Ucrânia, deixou aviso nas redes sociais.
O Exército russo anunciou nesta terça-feira que está a preparar a retirada dos moradores da cidade de Kherson, perante uma contraofensiva ucraniana em larga escala. Contudo, as forças militares de Vladimir Putin não baixam os braços e o vice-administrador russo da região de Kherson deixou uma mensagem alarmante nas redes sociais.
"A batalha por Kherson está prestes a começar, num futuro muito próximo", escreveu Stremousov no Telegram, que deu também conselhos à população. "São aconselhados a deixarem a área próxima às hostilidades, se possível, para não se exporem a riscos desnecessários”.
(https://i.ibb.co/zP2sbw7/Captura-de-ecr-2022-10-19-094249.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link da noticia oficial em baixo:
De acordo com os últimos dados, as tropas russas esperam evacuar cerca de 60 mil pessoas para a zona de Dnipro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-avisa-a-batalha-por-kherson-esta-prestes-a-comecar
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Rússia começa a evacuar cidade de Kherson e proíbe passagem de civis na zona ocupada durante uma semana
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:13, 19 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia começou a retirar a população da cidade de Kherson esta quarta-feira de manhã, tendo também sido decretada proibida a passagem de civis nas zonas ocupadas pelos russos naquela região.
As medidas surgem numa altura em que as tropas ucranianas começam a ganhar terreno a sul de Kherson, região que tem sido palco de fortes ofensivas nos últimos dias.
De acordo com o The Moscow Times, as autoridades militares russas instaladas em Kherson esperam retirar entre 50 mil a 60 mil civis nas zonas da margem esquerda do rio Dnipro até à próxima semana.
A população de Kherson receberu um aviso por SMS esta quarta-feira de manhã, pedindo a evacuação imediata da cidade para evitar possível bombardeamento na eventualidade de um contra-ataque ucraniano, de acordo com a agência estatal de notícias russa RIA-Novosti.
Os oficiais pró-russos em Kherson publicaram imagens nas redes sociais que mostram os civis a serem retirados da cidade, para o outro lado do rio. Também o canal Rossiya 24 YV, controlado pelo Kremlin, mostrou imagens de pessoas à espera para cruzarem o Dnipro de ferry, acompanhadas pelas forças russas.
(https://i.ibb.co/239JqgN/Captura-de-ecr-2022-10-19-145423.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-comeca-a-retirar-populacao-de-kherson-e-proibe-passagem-de-civis-na-zona-ocupada-durante-uma-semana/
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Presidente do COI defende presença de dirigentes russos e bielorrussos em Seul
Sportinforma
19 out 2022 11:35
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Fonte de imagem: Thomas Bach
Posição de Thomas Bach foi duramente criticada por vários membros da assembleia, que lamentaram ter de compartilhar o espaço onde o evento decorre com representantes russos e bielorrussos, enquanto os ucranianos trabalham à distância.
O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, defendeu hoje a presença de dirigentes da Rússia e Bielorrússia na Assembleia de Comités Olímpicos Nacionais, assinalando que não foram os responsáveis pela guerra na Ucrânia.
“Esta guerra não foi iniciada pelo povo russo, nem pelos desportistas russos, nem pelo Comité Olímpico Russo, nem pelos membros do COI na Rússia. Só se pode impor sanções a quem for responsável por algo”, justificou Thomas Bach, na abertura do evento, que decorre em Seul.
A posição do dirigente alemão foi duramente criticada por vários membros da assembleia, que lamentaram ter de compartilhar o espaço onde o evento decorre com representantes russos e bielorrussos, enquanto os ucranianos se vêm obrigados a seguir os trabalhos à distância, desde o seu país parcialmente ocupado.
“Deveria ser ao contrário”, resumiu o presidente do comité dinamarquês, Hans Natorp, mas Bach escudou-se “no interesse de todos”, advertindo que o COI resistirá “com firmeza a qualquer tentativa de politização do desporto”.
O dirigente alemão também encontrou uma justificação para a contradição que se retira da defesa da presença dos dirigentes russos e bielorrussos em Seul e da decisão do COI de suspender atletas daqueles países ou impedi-los de utilizar símbolos nacionais. Uma justificação que retira todo o odioso do organismo olímpico internacional.
Segundo Bach, o COI optou por aquela via por considerar que dessa forma estaria a proteger os atletas da Rússia e da Bielorrússia, perante a possibilidade de outros países impedirem a sua entrada para disputarem provas e que o fez “com o coração pesado”.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,6 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 238.º dia, 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/jogos-olimpicos/artigos/presidente-do-coi-defende-presenca-de-dirigentes-russos-e-bielorrussos-em-seul
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“Um cenário sangrento”: Ex-deputado russo admite guerra civil com derrota de Putin na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:13, 19 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A derrota na guerra na Ucrânia poderia significar o fim de Vladimir Putin no poder russo, ao fim de mais de duas décadas. Quem o garante é um antigo membro do parlamento russo e opositor de Putin, que adianta que após a queda do poder seguir-se-ia uma guerra civil.
Mark Feygin, ex-deputado na Duma, e advogado de direitos humanos (representeou, por exemplo, a banda Pussy Riot) adianta que a derrota de Putin na Ucrânia desencadearia uma “sangrenta guerra civil” com uma variedade de fações e regiões a lutarem por garantir o poder.
“O que vai acontecer depende de como esta guerra acabar. O mais fácil seria as elites russas decidirem escolher um substituto para Putin, um substituto que pudesse negociar com o Ocidente, que pudesse garantir algumas bases para concluir as logísticas da guerra, e depois trabalhar para futuras eleições”, explica Feyn, que considera que uma possível libertação de Kherson, Zaporíjia, Luhansk ou Donetsk, anexadas pela Rússia, já seria uma derrota para o Kremlin.
O substituto mais provável para Putin seria Mikahil Mishustin, atual primeiro-ministro, defende o opositor de Putin. Mishustin te mantido uma presença modesta nas comunicações estatais russas e não esteve diretamente envolvido na decisão de lançar a invasão à Ucrânia, o que seria uma vantagem.
“É a solução mais confortável para a elite. Assim conseguiam uma forma de ter poder, tendo potencial de se regenerarem e, basicamente, voltar à sua posição na hierarquia com o mínimo de consequências próprias”, defende Mark Feygin em entrevista à Newsweek.
O cenário de uma guerra civil
O cenário mais negro seria uma guerra civil, se Putin não se dobrasse perante a oposição contra ele verificada. “As elites russas vão-se dividir em fações, os que apoiam o Putin, os que não o apoiam, os que vão tentar tirá-lo do poder. E isto vai levar a uma guerra civil. Putin pode ser a razão desta guerra começar, se se sentir ameaçado, se vir que a sua remoção do poder esta iminente”, garante o ex-deputado.
“Seria um cenário de todos contra todos, na corrida ao poder. E poderá tudo ser uma situação muito mais sangrenta”, calcula Feygin, que prevê o envolvimento de outros países, seja por ambição ou necessidade, enquanto os líderes regionais russos podem chegar “a ter de lutar pela independência”.
“Há outros centros de oposição, outros territórios que se vão juntar a este cenário de guerra civil. E não podemos esquecer outros países maiores, como a China e outros, que podem ter interesse em determinado resultado neste conflito. Também eles vão ser agentes neste ‘jogo’”, termina Mark Feygin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/um-cenario-sangrento-ex-deputado-russo-admite-guerra-civil-com-derrota-de-putin-na-ucrania/
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Putin impõe lei marcial nas quatro regiões ucranianas anexadas
Por Francisco Laranjeira em 13:08, 19 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, impôs a lei marcial nas quatro regiões ucranianas anexadas pela Rússia, informou esta quarta-feira a agência de notícias estatal russa ‘TASS’.
O anúncio foi feito pelo líder russo durante um discurso numa reunião do Conselho de Segurança Nacional, que garantiu que se limitava a formalizar, em decreto, uma situação que já existe “de facto”. O texto vai ser agora sujeito à aprovação das duas câmaras do Parlamento russo, naquela que é tida como uma mera formalidade.
O jornalista do ‘Financial Times’, Max Seddon, utilizou as redes sociais para partilhar o vídeo do discurso de Putin, no qual anunciou a lei marcial em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia, no qual o presidente da Rússia anunciou ainda que os líderes pró-Rússia das regiões ocupadas vão ter poderes extras de segurança. Para o jornalista, o anúncio de Putin é uma resposta clara aos reveses militares da Rússia, incapazes de travar a contra-ofensiva da Ucrânia.
(https://i.ibb.co/cQhY2nf/Captura-de-ecr-2022-10-19-150257.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo acusou ainda o Governo da Ucrânia de não reconhecer a expressão democrática dos cidadãos das quatro regiões e de se recusar a negociar. “O bombardeamento continua e os civis estão a morrer”, lamentou Putin, segundo a agência de notícias russa Interfax. A Rússia reivindicou o seu direito de aplicar todas as suas leis nas regiões ocupadas, embora não tenha controlo de todo o seu território. As autoridades pró-Rússia em Kherson relataram, esta quarta-feira, o início de uma ofensiva na área pelas Forças Armadas ucranianas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-impoe-lei-marcial-nas-quatro-regioes-ucranianas-anexadas/
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Ucrânia: Defesa aérea de Kiev anuncia destruição de vários mísseis russos
Por MultiNews com Lusa em 14:47, 19 Out 2022
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As baterias de defesa aérea ucraniana abateram “vários mísseis russos” disparados contra Kiev, anunciou hoje o presidente da Câmara da capital, Vitaly Klitschko, que pede aos habitantes atenção aos alertas de bombardeamentos.
Desde segunda-feira, a capital ucraniana foi repetidamente atacada por aeronaves não tripuladas (‘drones’) ‘kamikaze’ russos, que atingiram infraestruturas de energia e mataram cinco pessoas, incluindo uma mulher grávida na segunda-feira, e três outros civis na terça-feira.
Contudo, as autoridades ucranianas acreditam que os sistemas antiaéreos estão a ser eficazes, apelando aos habitantes de Kiev para estarem atentos aos avisos de bombardeamentos.
“O alerta antiaéreo não acabou. Fiquem nos abrigos. A defesa antiaérea ainda está em ação”, disse Klitschko na rede social Telegram.
Pouco antes das explosões que foram ouvidas nas últimas horas, o governador da região de Kiev, Oleksi Kuleba, anunciou que a defesa antiaérea também está “em ação” nesta área.
De igual forma, o governador da região de Vinnytsia (sudoeste) afirmou que este território foi alvo de mísseis russos e pediu aos moradores para que fiquem nos abrigos.
O exército ucraniano anunciou que abateu dois mísseis russos na região de Cherniguiv, no norte do país, referindo que já destruiu 223 aviões não tripulados de fabrico iraniano, desde meados de setembro.
Hoje, a União Europeia reuniu provas que demonstram que os aviões não tripulados usados pela Rússia contra a Ucrânia foram fornecidos pelo Irão, ao mesmo tempo que prepara sanções contra o regime iraniano, apesar dos desmentidos de Teerão.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-defesa-aerea-de-kiev-anuncia-destruicao-de-varios-misseis-russos/
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Muro na fronteira com a Rússia recolhe apoio geral entre os partidos da Finlândia: decisão do projeto avança em 2023
Por Francisco Laranjeira em 12:50, 19 Out 2022
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A construção de um muro ao longo da fronteira com a Rússia tem amplo apoio entre os líderes dos principais partidos da Finlândia – em causa está erguer uma barreira parcial, que vai cobrir uma extensão de entre 130 e 260 quilómetros em áreas que foram identificadas como riscos potenciais para a migração em grande escala da Rússia. Recorde-se que a fronteira com a Rússia estende-se por 1.340 quilómetros, naquela que é a maior linha de demarcação de toda a União Europeia.
A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, afirmou que quer garantir o apoio às forças fronteiriças para que possam “conduzir um controlo eficaz” e para que estejam “preparadas para situações extremas”. “Queremos garantir que tenhamos apoio suficiente para que nossa força de guarda de fronteira realize um controle de fronteira eficaz e apropriado. Além disso, precisamos estar preparados para quaisquer situações perturbadoras”, acrescentou
“É uma questão de garantir a vigilância adequada da fronteira (leste) da Finlândia no futuro”, explicou a responsável, na passada 3ª feira.
O espetro de uma migração em larga escala ganhou maior dimensão depois de Vladimir Putin ter anunciado a mobilização de reservistas para a Ucrânia. Os números de entrada de cidadãos russos na Finlândia começaram a multiplicar-se por oito.
As partes principais do muro seriam erguidas no sudeste da Finlândia, onde ocorre a maior parte do tráfego fronteiriço de e para a Rússia, mas serão provavelmente construídas algumas secções também em redor de estações de fronteira no norte.
É expectável que a construção possa demorar até quatro anos e deverá custar várias centenas de milhões de euros no total, de acordo com a agência de notícias finlandesa STT. Uma secção piloto de cerca de três quilômetros será decidida em breve e construída rapidamente, mas a decisão de todo o projeto pode ser adiada para o próximo Governo, pois a Finlândia vai realizar eleições gerais em abril de 2023.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/muro-na-fronteira-com-a-russia-recolhe-apoio-geral-entre-os-partidos-da-finlandia-decisao-do-projeto-avanca-em-2023/
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Há 50 trabalhadores da central nuclear de Zaporijia ainda detidos
MadreMedia / Lusa
19 out 2022 12:21
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de 50 trabalhadores da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, ocupada militarmente por militares russos desde março, estão "ainda prisioneiros" de Moscovo, disse hoje o presidente da operadora ucraniana Energoatom.
“Mais de 150 trabalhadores da central foram capturados” desde o início da invasão russa, no final de fevereiro, sendo “o destino de alguns ainda desconhecido”, afirmou Petro Kotin, citado pela agência francesa de notícias AFP.
“Alguns já foram libertados, mas “vários foram mortos e outros torturados”, garantiu.
Segundo Petro Kotin, “há cerca de 50 pessoas que ainda estão prisioneiras”, pelo que a operadora nuclear ucraniana decidiu “publicar, nos próximos dias, a lista” de trabalhadores que ainda estão em mãos russas e “apelar à comunidade internacional para ajudar a libertá-los”.
O presidente da Energoatom avançou ainda com alguns detalhes sobre a detenção do ex-diretor geral da central nuclear de Zaporijia, Igor Murachov, detido pelos russos no final de setembro e libertado alguns dias depois.
“Mantiveram-no numa cave durante três dias”, disse, defendendo que “ficar sentado numa cadeira durante um dia inteiro com um saco na cabeça” é uma forma de tortura.
Kotin também indicou que os russos “gravaram vídeos com Murachov para fins de propaganda”, mas não avançou mais pormenores sobre o conteúdo ou distribuição dos filmes.
O presidente da Energoatom admitiu “não saber onde se encontram” atualmente os dois trabalhadores “sequestrados” no início desta semana pelas forças russas — o diretor informático da central, Oleg Kostioukov, e o diretor-geral adjunto, Oleg Ocheka.
A Rússia ocupa militarmente o território da central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, tendo o Presidente, Vladimir Putin, reivindicado a anexação da região (incluindo a central) no início de outubro, bem como a de outras regiões ucranianas.
O local é alvo frequente de bombardeamentos, pelos quais Kiev e Moscovo se responsabilizam mutuamente, mas que levam a Agência Internacional de Energia Atómica a considerar a situação “insustentável” e a defender o estabelecimento de uma “zona de segurança” em redor da central nuclear para “evitar um acidente grave”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ha-50-trabalhadores-da-central-nuclear-de-zaporijia-ainda-detidos
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Povo ucraniano distinguido com o prémio Sakharov
19 de outubro 2022 às 15:56
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/19/835304.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O anúncio foi feito hoje no Parlamento Europeu.
A União Europeia atribuiu, esta quarta-feira, o prémio Sakharov ao povo ucraniano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o povo e as organizações civis ucranianas foram distinguidos pela contribuição extraordinária para proteger a liberdade de consciência.
O prémio Sakharov, atribuído anualmente desde 1988, é a mais alta homenagem prestada pela União Europeia ao trabalho em matéria de direitos humanos.
Nomeados estavam também o fundador do Wikileaks, Julian Assange; a jornalista morta durante uma operação israelita na Cisjordânia ocupada, Shireen Abu Akleh; a Comissão da Verdade colombiana; e a líder indígena e ativista brasileira Sonia Guajajara.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783553/povo-ucraniano-distinguido-com-o-premio-sakharov
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“Provas abundantes”. Europa e EUA admitem sanções ao Irão por fornecer drones kamikaze à Rússia
MadreMedia / Lusa
20 out 2022 06:07
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo dos Estados Unidos ameaçou aplicar sanções ao Irão por fornecer os drones 'kamikaze' que a Rússia tem usado contra a população e infraestrutura civil crítica na Ucrânia, seguindo os passos da União Europeia.
Num comunicado divulgado na quarta-feira, as autoridades norte-americanas indicaram que há “provas abundantes” de que o Irão está a enviar para a Rússia drones (aeronaves não tripuladas) que estão a ser usados na Ucrânia e garantiram que “não hesitarão” em usar sanções e “outras ferramentas apropriadas” para punir todas as partes envolvidas.
O Governo iraniano tem negado sistematicamente a entrega de armamento, em particular de drones, à Rússia.
No comunicado, Washington acusou o Irão de mentir e garantiu estar determinado, junto com os parceiros ocidentais, a impedir que a Rússia continue a receber equipamento militar de Teerão.
Horas antes, também a União Europeia (UE) admitiu impor sanções contra o regime iraniano, sublinhando ter reunido “provas” suficientes de que os ‘drones’ utilizados pela Rússia na Ucrânia foram fornecidos por Teerão.
“Agora que reunimos provas suficientes, estamos a trabalhar numa resposta europeia clara, rápida e firme”, disse Nabila Massrali, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.
Uma lista de sanções foi submetida aos Estados membros e é esperada uma decisão “durante a semana”, referiu uma fonte diplomática citada pela agência de notícias France-Presse.
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se na quarta-feira em Nova Iorque, a pedido dos Estados Unidos, França e Reino Unido, devido à presença de ‘drones’ iranianos na guerra russa na Ucrânia.
No final da sessão à porta fechada, o representante permanente adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, avisou que o país irá reconsiderar a continuidade da sua cooperação com o secretário-geral da ONU, António Guterres, caso a organização envie à Ucrânia uma missão para inspecionar a utilização de ‘drones’ iranianos na guerra.
Já o principal diplomata iraniano na ONU, Saeed Iravani, argumentou que o Irão tem cooperação de defesa com a Rússia há muitos anos, mas que Teerão não apoia a guerra na Ucrânia, nem forneceu nenhuma arma fabricada pelo seu país à Rússia para uso na guerra contra a Ucrânia.
A Força Aérea ucraniana indicou na quarta-feira ter destruído 223 ‘drones’ iranianos desde meados de setembro.
Os europeus já tinham sancionado na segunda-feira onze altos responsáveis iranianos, incluindo o chefe da polícia da moralidade, envolvidos na repressão aos protestos desencadeados pela morte da jovem Mahsa Amini.
A jovem Mahsa Amini, de 22 anos, morreu no hospital em 16 setembro, depois de ser detida dias antes pela polícia da moralidade por não utilizar corretamente o véu islâmico.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/provas-abundantes-europa-e-eua-admitem-sancoes-ao-irao-por-fornecer-drones-kamikaze-a-russia
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Ucrânia. A batalha de Kherson aproxima-se
João Campos Rodrigues 20/10/2022 08:52
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/20/835362.png?type=artigo)
© AFP
Ucranianos avançam no campo de batalha, em casa as elites mostram-se arrojadas e minorias revoltam-se. A vida não está fácil para Putin.
A situação na linha da frente russa está complicada, mas em casa não está muito mais fácil. A batalha por Kherson parece prestes a começar, com a administração local imposta pelo Kremlin a retirar até 60 mil civis dos arredores da cidade, face ao avanço ucraniano.
Entretanto, Vladimir Putin declarou lei marcial nas regiões ucranianas anexadas. Permitirá aos russos controlá-las melhor, impondo recolher obrigatório, limitando o movimento e criando forças de defesa territorial, uma espécie de milícia local. Na prática, isso pode permitir ao Kremlin recrutar ucranianos à força – há relatos que tal já sucedida, mas agora poderia fazê-lo abertamente.
Visto da Rússia, onde cresce o descontentamento com a mobilização militar parcial, haverá quem veja com bons olhos a lei marcial declarada em Kherson, Zaporínjia, Donetsk e Lugansk. Desde o início da invasão que a narrativa do Kremlin é que tropas russas estão a morrer para proteger ucranianos russófonos. Agora, parte da mensagem que transmite com a lei marcial é que terão de ser estes a morrerem para se defender.
É algo crucial para Putin. Os conflitos étnicos dentro da Federação tornam-se cada vez mais notórios, até sangrentos, como se viu este sábado, num campo de treino em Belgorod, a meros 80km de Kharkiv. Recrutas das republicas russa do Daguestão e da Adigueia, maioritariamente muçulmanas, queixaram-se que a guerra na Ucrânia não era sua, lia-se num relatório do Instituto para o Estudo da Guerra.
Ao que um comandante respondeu que a invasão é “guerra santa” e apelidando o profeta Maomé de “cobarde”. Recrutas tajiques não gostaram, abrindo fogo e matando pelo menos onze pessoas, após pedirem aos camaradas muçulmanos que se afastassem da linha de tiro.
Têm sido militares oriundos de minorias étnicas russas que sofrem o grosso das baixas, estando sobre-representados nas Forças Armadas à partida – dado que tendem a ser mais pobres, alistavam-se mais em busca de melhores condições de vida – e multiplicando-se as queixas de que são atirados para onde os combates são mais duros. Contudo, se a periferia da Rússia treme, o centro do poder também.
Se as elites russas sempre se degladiaram nos bastidores, agora atrevem-se a fazê-lo publicamente, com extremistas como o chefe dos mercenários da Wagner, Yevgeny Prigozhin, a juntar-se ao líder checheno, Ramzan Kadyrov, para criticar generais e até o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, amigo próximo do Presidente, exigindo uma escalada do conflito.
“As elites tornam-se arrojadas e mais decisivas”, salientou a Foreign Policy. Enquanto Putin, em tempos quase omnipotente na Rússia, “foi forçado a submeter-se a correntes que não controla”, escolhendo para comandante na Ucrânia Sergei Surovikin, o general favorito de Prigozhin e Kadyrov.
Contudo, o próprio Surovikin admitiu que “o inimigo tenta continuamente atacar as posições das tropas russas”.
Explicando, esta quarta-feira, perante as câmaras de televisão, que “ações e planos adicionais relacionados com a cidade de Kherson dependerão do desenvolvimento da situação militar e tática, que não é fácil”.
À beira do horror do combate urbano Surovikin começou por bombardear infraestruturas civis, devastando em particular a rede elétrica, mas a crueldade não bastou para mudar o cenário na linha da frente. O seu segundo ato foi preparar a defesa de Kherson, gerindo a retirada de cerca de dez mil civis por dia, que se iniciou esta quarta-feira.
Já as autoridades ucranianas, que anunciaram esperar entrar em Kherson talvez ainda esta semana, apontam que as imagens de multidões vestidas à civil a atravessar o rio Dnipro podem não ser mais do que de um disfarce para uma retirada da cidade. Tendo apelado a que os seus cidadãos não acatem as ordens do Kremlin para fugir.
“Eles querem levar o nosso povo como refém e usá-los como escudos humanos”, acusou Yaroslav Yanushevich, responsável pela administração militar do oblast de Kherson, no Telegram. “Não permitam que o império malévolo se esconda atrás de vocês, dos vossos pais, dos vossos filhos”, apelou.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/783617/ucr-nia-a-batalha-de-kherson-aproxima-se?seccao=Mundo_i
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União Europeia avança com novas sanções contra Irão pelo fornecimento de drones à Rússia
20 de outubro 2022 às 11:23
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/20/835381.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
As novas medidas foram confirmadas pela presidência checa da UE.
A União Europeia (UE) anunciou, esta quinta-feira, que vai avançar com novas sanções contra o Irão por fornecer drones à Rússia. As forças armadas russas têm recorrido aos drones iranianos nos últimos ataques à Ucrânia.
"Os embaixadores da UE concordaram com medidas contra entidades que fornecem drones iranianos que atingem a Ucrânia", afirmou a presidência checa da UE na rede social Twitter.
(https://i.ibb.co/ZBM5CYS/Captura-de-ecr-2022-10-20-150559.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Em causa estará o congelamento dos “bens de três indivíduos e uma entidade responsável pelas entregas de drones”, indicou.
Além desta medida, a EU também está preparada “para estender as sanções a mais quatro entidades iranianas que já figuravam numa lista de sanções anterior".
Desde o dia 10 de outubro, a Rússia terá realizado cerca de 300 ataques - perpetuados por mísseis e drones - apenas a infraestruturas de energia ucranianas, apontou o ministro da energia da Ucrânia.
Perante este contexto, Herman Halushchenko afirmou a uma estação de televisão ucraniana que o governo quer reduzir em 20% o consumo de energia e que o povo ucraniano tem colaborado para limitar o uso de eletricidade.
“Verificámos uma redução no consumo”, apontou o ministro. “É uma redução voluntária. Mas, quando não for suficiente, teremos de proceder a cortes de energia obrigatórios“, admitiu o ministro.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783634/uniao-europeia-avanca-com-novas-sancoes-contra-irao-pelo-fornecimento-de-drones-a-r-ssia
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Rússia planeia operaçao de bandeira falsa contra central hidroelétrica para inundar Kherson, garantem especialistas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:41, 20 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia está a por em marcha um plano de ataque para destruir uma barragem e central hidroelétrica de Nova Kakhova, com o objetivo de causar uma devastadora inundação na região de Kherson, que permitira desviar as atenções da retirada das tropas russas da cidade. Quem o garante é uma organização ‘think thank’ de especialistas em guerra.
A informação tem por base o anúncio, feito pelo general russo Sergei Surovikin, novo comandante das forças armadas russas que estão no terreno de guerra ucraniano, de que as tropas ucranianas estão a preparar um “ataque devastador” na barragem de Nova Kakhova. A informação, dada pelo general na televisão estatal russa, é vista pelos especialistas do Instituto para o Estudo da Guerra como uma mentira, criada para disfarçar uma ‘operação de bandeira falsa’ – em que as tropas levam a cabo um ataque fingindo ser o inimigo.
Para os especialistas, citados pelo Daily Mail, neste ataque as tropas russas vestir-se-iam como o exército ucraniano para destruir a barragem e lançar o caos, quer com a inundação, quer com o corte de energia que se seguiria, já que a central hidroelétrica é chave na produção de energia elétrica na Ucrânia. Por isso, o anúncio deste ‘ataque’ foi previamente feito em televisão nacional pelas forças russas.
O ‘golpe’ serviria para não deixar a descoberto uma “humilhante retirada” dos soldados russos de Kherson.
Ao mesmo tempo, a destruição da central hidroelétrica aumentaria ainda mais as dificuldades energéticas na Ucrânia que, após mais de 300 ataques russos contra infraestruturas energéticas do país, nas últimas duas semanas, foi obrigada a anunciar ‘apagões’ na rede já a partir de hoje. Os apagões acontecem em várias regiões ucranianas, entre as 7h00 e as 22h00.
A barragem, concluem os especialistas, já foi atingida por artilharia ucraniana algumas vezes, uma vez que uma estrada-chave de acesso e circulação em Kherson fica nas imediações do local e é recorrentemente utilizada pela Rússia para fazer chegar tropas à região ilegalmente anexada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-planeia-operacao-de-bandeira-falsa-contra-central-hidroeletrica-para-inundar-kherson-garantem-especialistas/
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Sobrinho-neto de John F. Kennedy revela que esteve na Ucrânia a lutar contra a Rússia
20 de outubro 2022 às 12:45
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Instagram/Conor Kennedy
Conor admitiu que ficou “profundamente comovido” pelo o que vê a acontecer na Ucrânia e que quando soube da possibilidade de alistar na Legião Internacional da Ucrânia, deslocou-se no dia para a embaixada para colocar o seu nome.
Conor Kennedy, sobrinho-neto do 35º presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, esteve a lutar contra a Rússia em nome da Legião Internacional da Ucrânia durante um tempo indefinido.
A confirmação surgiu pelo próprio na rede social Instagram. “Sei que esta história vai sair, por isso quero contar a minha versão primeiro para retirar o melhor dela e para encorajar outros a tomarem ações”, começou por dizer o jovem de 25 anos numa publicação de uma fotografia, onde está com um colete de balas completamente assinado nas costas.
Conor admitiu que ficou “profundamente comovido” pelo o que vê a acontecer na Ucrânia e que quando soube da possibilidade de alistar na Legião Internacional da Ucrânia, deslocou-se no dia para a embaixada para colocar o seu nome.
O atual namorado da cantora brasileira Giulia Be não quis ter especial tratamento, por isso não contou à família e amigos para não os preocupar, apenas disse a uma pessoa onde estava e a outra qual era o verdadeiro nome.
“Ao entrar, não tinha experiência militar, mas sabia que podia carregar coisas pesadas e aprendo depressa. Estava também disposto a morrer ali. Por isso, logo concordaram em enviar-me para a frente nordestina”, contou.
Conor Kennedy revelou que não esteve muito tempo na guerra, mas que viu e sentiu “muita coisa”. Frisou que gostou de ser soldado, mais do que estava à espera.
“É assustador. Mas a vida é simples, e as recompensas por encontrar coragem e por fazer o bem são substanciais. Os meus amigos na Ucrânia sabem o porquê de ter voltado a casa. Eu vou dever sempre o exemplo deles. Eu sei o quão sortudo sou por ter regressado, mas eu também repetir todos os riscos novamente com eles”, sublinhou.
E continuou a relatar a experiência na Ucrânia: “Esta guerra, como todas, é horrível. Os meus colegas legionários – que vieram de países, origens e ideologias diferentes – são verdadeiros lutadores da liberdade. Tal como os cidadãos que conheci, muitos dos quais perderam tudo na longa luta contra a oligarquia em direção a um sistema democrático. Eles sabem que isto não é uma guerra entre iguais, é uma revolução”, referindo-se a pessoas de nacionalidade russa.
Conor disse que esta guerra “vai moldar o destino da democracia neste século” e ainda fez um pedido geral: “Junte-se à legião, ajude na fronteira, ou envie material médico. Todos os dias, alguém lá sacrifica tudo por uma paz duradoura. Não lhes pode ser pedido que ajam sozinhos”.
De acordo com um relatório, a Legião Internacional da Ucrânia, criada em fevereiro, recebeu numa semana a inscrição de 20 mil pessoas de 52 países.
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Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783641/sobrinho-neto-de-john-f-kennedy-revela-que-esteve-na-ucr-nia-a-lutar-contra-a-r-ssia
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Rússia acusa Portugal de “violar obrigações” com envio de seis helicópteros Kamov para a Ucrânia
Por MultiNews com Lusa em 13:06, 20 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Moscovo criticou esta quinta-feira a decisão do Governo português de enviar seis helicópteros de combate a incêndios de origem russa para a Ucrânia, dizendo que se trata de uma “violação das suas obrigações contratuais”.
A diplomacia russa considera que a decisão tomada pelo Governo português de enviar seis helicópteros Kamov de combate a incêndios para a Ucrânia, ajudando na luta contra a invasão russa, é uma “violação das obrigações contratuais” por parte de Lisboa, referindo-se ao facto de serem aeronaves de origem russa.
“Pedimos aos nossos colegas (portugueses) de se inibirem de dar passos que possam desacreditar Portugal como um parceiro fiável”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, na rede social Twitter.
(https://i.ibb.co/xhbgHCc/Captura-de-ecr-2022-10-20-151550.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Em outubro, Portugal anunciou o envio para a Ucrânia dos seis helicópteros Kamov, que estavam atualmente sem licença para operar, por serem de origem russa, um dos quais estava inoperacional.
“A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”, disse na altura a ministra a Defesa de Portugal, Helena Carreiras.
A ministra sublinhou que os helicópteros seriam transferidos no estado em que se encontravam, precisando de reparação, mas acreditando que serão “muitíssimo úteis à Ucrânia”, acrescentando que Kiev tinha agradecido o gesto do Governo português.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-acusa-portugal-de-violar-obrigacoes-com-envio-de-seis-helicopteros-kamov-para-a-ucrania/
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Caça russo dispara míssil junto a avião inglês que patrulhava o Mar Negro. Kremlin diz que foi “erro técnico”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:13, 20 Out 2022
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Um caça russo disparou um míssil quando estava próximo de uma aeronave inglesa que estava a partilhar o espaço aéreo internacional no Mar Negro. O episódio aconteceu a 29 de setembro, mas só agora foi revelado pelo ministro da Defesa do Reino Unido, Bem Wallace.
No parlamento, Wallace garantiu que as patrulhas foram suspensas logo depois do incidente e que manifestou preocupação com o caso ao seu homólogo russo, Sergei Shoigu.
A Rússia respondeu que se tratou de “um erro técnico” à Defesa inglesa e Wallace explicou que, depois, as patrulhas de espaço aéreo naquela zona foram retomadas, agora com as aeronaves a serem escoltadas por caças.
“Gostava de partilhar os detalhes de um incidente recente que ocorreu em espaço aéreo internacional acima do Mar Negro. A 29 de setembro, uma aeronave civil RAF RC-135 Rivet Join, em patrulha de rotina no Mar Negro, teve interação com dois caças SU-27 russos. Não é raro este tipo de aeronave ser avistado e este dia não foi diferente”, começou por explicar Wallace.
“No entanto, na interação ocorrida, acontece que um dos caças SU-27 libertou um míssil nas proximidades do RAF Rivet Joint, para lá do alcance visual dos pilotos”, continuou o ministro da Defesa inglês, explicando que o incidente durou 90 minutos e que a patrulha e aeronave regressaram sem problemas à base.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/caca-russo-dispara-missil-junto-a-aviao-ingles-que-patrulhava-o-mar-negro-kremlin-diz-que-foi-erro-tecnico/
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Ucrânia: Governo desconhece críticas de Moscovo e mantém entrega dos Kamov a Kiev
Por MultiNews com Lusa em 14:35, 20 Out 2022
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A ministra da Defesa afirmou hoje desconhecer as críticas do regime de Moscovo face à intenção do Governo português enviar seis helicópteros Kamov para a Ucrânia e adiantou que essa decisão de apoiar Kiev se mantém.
“Relativamente aos [helicópteros] Kamov, o que posso dizer é que a intenção se mantém, naturalmente, nas atuais circunstâncias. Como em qualquer outra política, se houver circunstâncias que nos obriguem a revisitar e a ponderar tal far-se-á, mas não há qualquer intenção de alterar nas presentes circunstâncias”, afirmou Helena Carreiras no final do Conselho de Ministros.
Moscovo criticou hoje a decisão do Governo português de enviar seis helicópteros de combate a incêndios para a Ucrânia, de origem russa, dizendo que se trata de uma “violação das suas obrigações contratuais”.
Confrontada com esta posição do Governo russo, a ministra da Defesa afirmou “desconhecê-la”.
“Portanto, não vou comentá-la”, acrescentou, adiantando, no entanto, o seguinte: “Naturalmente, nem antecipámos ou tivemos grandes preocupações com as obrigações contratuais relativamente à Federação Russa”.
A diplomacia russa considera que a decisão tomada pelo Governo português de enviar seis helicópteros Kamov de combate a incêndios para a Ucrânia, ajudando na luta contra a invasão russa, é uma “violação das obrigações contratuais” por parte de Lisboa, referindo-se ao facto de serem aeronaves de origem russa.
“Pedimos aos nossos colegas (portugueses) de se inibirem de dar passos que possam desacreditar Portugal como um parceiro fiável”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, na rede social Twitter.
Em outubro, Portugal anunciou o envio para a Ucrânia dos seis helicópteros Kamov, que estavam atualmente sem licença para operar, por serem de origem russa, um dos quais estava inoperacional.
“A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”, disse na altura a ministra a Defesa de Portugal, Helena Carreiras.
A ministra sublinhou que os helicópteros seriam transferidos no estado em que se encontravam, precisando de reparação, mas acreditando que serão “muitíssimo úteis à Ucrânia”, acrescentando que Kiev tinha agradecido o gesto do Governo português.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-governo-desconhece-criticas-de-moscovo-e-mantem-entrega-dos-kamov-a-kiev/
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Rússia avisa que treino de ucranianos torna UE “parte do conflito”
Por MultiNews com Lusa em 14:40, 20 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia avisou hoje que a União Europeia (UE) passou a fazer “parte do conflito” na Ucrânia, por ter aprovado uma missão de treino de milhares de soldados ucranianos.
“Quase 107 milhões de euros estão destinados a isso. Este passo aumenta o fornecimento de armas letais ao regime de Kiev e aumenta qualitativamente o envolvimento da UE, tornando-a parte do conflito”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em conferência de imprensa.
Zakharova referia-se à aprovação, na segunda-feira, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, de uma missão de assistência militar para o treino de cerca de 15 mil soldados das Forças Armadas da Ucrânia, durante dois anos, em território comunitário.
A porta-voz da diplomacia russa lembrou que o Ocidente decidiu manter a ajuda militar à Ucrânia, “aumentando o seu potencial de defesa antiaérea” e permitindo a Kiev preparar-se “para uma guerra prolongada”.
“Isto, inevitavelmente, conduzirá a um aumento no número de vítimas. Mas, certamente, tal não constitui uma preocupação para o Ocidente. Esse é um dos seus objetivos”, disse Zakharova.
Na rede social Twitter, também esta quinta-feira, a porta-voz da diplomacia russa já tinha criticado o Governo português por ter enviado seis helicópteros de combate a incêndios para a Ucrânia, de origem russa, dizendo que se trata de uma “violação das suas obrigações contratuais”.
“A Rússia não deu o seu consentimento para esta entrega, ainda mais quando Lisboa transfere helicópteros para a Ucrânia e não para não combater incêndios”, explicou a porta-voz.
Na conferência de imprensa, Zakharova denunciou que, desde o início da invasão, em fevereiro, os países da NATO forneceram à Ucrânia 300 tanques, 130 carros de infantaria, 400 veículos blindados, 700 peças de artilharia, além de vários projéteis e munições.
“E, depois de tudo isso, os regimes dos países da UE pedem aos seus cidadãos para que tomem menos banhos, que garantam aquecimento por conta própria, porque não lhes podem garantir conforto. Sabemos em que gastam o dinheiro e, agora, também o sabem os cidadãos dos países da UE “, disse a porta-voz da diplomacia russa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-avisa-que-treino-de-ucranianos-torna-ue-parte-do-conflito/
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Como detetar um iminente ataque nuclear de Putin? Ocidente monitoriza por satélite locais de armazenamento da Rússia
Por Francisco Laranjeira em 11:19, 20 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/61049501_605.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A NATO iniciou, a 17 de outubro, os exercícios nucleares chamados ‘Steadfast Noon’ na Bélgica, que durarão duas semanas, e espera agora que a Rússia conduz o ‘Grom’, os seus próprios exercícios nucleares, no final deste mês, pela 2ª vez em 2022. O ‘Steadfast Noon’ vai contar com a participação de 60 aeronaves de 14 aliados (incluindo bombardeiros B-52 dos Estados Unidos) e é “uma atividade de treino de rotina e periódica” não relacionada com a guerra na Ucrânia, segundo a organização atlântica.
O contexto, no entanto, está longe de ser rotineiro: os treinos nucleares da NATO coincidem com a invasão da Ucrânia pela Rússia e alguns analistas, referiu esta quinta-feira o jornal espanhol ‘La Vanguardia’, sustentam que podem potenciar uma escalada do conflito.
O momento é, por isso, alarmante, embora os riscos ainda pareçam pequenos. Mas, quanto mais as forças russas forem empurradas para trás, maior será o medo que Vladimir Putin possa usar armas nucleares na Ucrânia – como reconheceu Joe Biden, o mundo enfrenta a maior ameaça de um “Armagedom” desde a crise dos mísseis cubanos de 1962.
No início do conflito, os Estados Unidos adiaram o teste de um míssil balístico intercontinental ‘Minuteman III’ devido aos receios de que o lançamento fosse visto como uma escalada. Desde então, o Ocidente sentiu a necessidade de alertar a Rússia sobre as consequências “catastróficas” de recorrer a armas nucleares. O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, garantiu que o cancelamento do ‘Steadfast Noon’ seria um sinal de fraqueza. No entanto, para Hans Kristensen, da Federação de Cientistas Americanos, a situação é um “exemplo de livro didático” de escalada em que ambos os lados querem mostrar que levam a sério a dissuasão e não podem diminuir por medo de parecer fracos.
O mundo vai ter algum sinal de que Putin poderá cruzar o limiar nuclear? Provavelmente, sim, diz o Ocidente: a julgar pelo conhecimento prévio da invasão russa, parecem ter uma boa visão sobre a tomada de decisões do Kremlin. Quanto aos satélites e outros meios técnicos, muito dependerá das armas que eles decidirem usar.
Os arsenais de armas “estratégicas” de longo alcance da Rússia e dos Estados Unidos são bem guardados sob o Novo Tratado START, que limita o número de ogivas implantadas em mísseis, bombardeiros e submarinos a 1.550. O problema é que muitos deles são mantidos em situação de alta disponibilidade e podem ser disparados sem aviso prévio. Satélites e radares terrestres só vão identificar e rastrear mísseis balísticos depois de estes serem disparados; os mísseis de cruzeiro serão difíceis de detetar devido aos voos baixos.
No entanto, o uso de tais armas é improvável, porque carregam um risco muito maior de provocar uma guerra com a NATO, na medida em que podem ser confundidos com um ataque ao Ocidente. A NATO vai acompanhar de perto o exercício Grom, que no passado incluiu testes de ICBMs lançados por submarinos.
Uma possibilidade mais viável é um ataque nuclear limitado, utilizando uma ou mais das cerca de 2.000 armas “táticas” russas, que normalmente têm menor poder explosivo e menor alcance. A NATO tem cerca de 100 dessas armas armazenadas na Europa.
As ogivas táticas da Rússia estão em dezenas de armazéns, longe dos aviões e mísseis necessários para as lançar. Por isso, os preparativos para o seu uso podem ser detetáveis. A chave é monitorizar o movimento de ogivas nucleares dos locais de armazenamento por satélite e outros meios. As ogivas seriam transportadas por comboio ou camião, guardadas por unidades de elite da 12ª Direção Principal, responsável pela sua manutenção, e acompanhadas por viaturas de bombeiros e viaturas especiais de recuperação.
Os países ocidentais conhecem os sinais indicadores porque, após a Guerra Fria, colaboraram durante décadas com a Rússia para melhorar a segurança do seu arsenal nuclear sob o Programa Cooperativo de Redução de Ameaças (CTR). Alguns dos equipamentos e procedimentos especializados da Rússia foram projetados com a ajuda de especialistas ocidentais.
Para William Moon, veterano especialista de CTR, um grande movimento de ogivas seria quase certamente detetado. No entanto, para uma demonstração tática limitada, a Rússia poderia tentar mover uma ou duas ogivas ocultas em camiões comuns. Detetar tal movimento é muito difícil. Mas, argumentou James Acton, do think tank Carnegie Foundation, ocultar o movimento de ogivas nucleares seria contra o propósito da Rússia: “Putin vai querer que saibamos que está a preparar-se para o uso nuclear. Vai preferir ameaçar o uso armas nucleares e obter concessões em vez de realmente usá-las.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/como-detetar-um-iminente-ataque-nuclear-de-putin-ocidente-monitoriza-por-satelite-locais-de-armazenamento-da-russia/
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Putin visita treino de reservistas mobilizados para a Ucrânia e dispara uma espingarda
Por MultiNews Com Lusa em 18:35, 20 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, visitou hoje uma base militar onde reservistas mobilizados estão a ser treinados para lutar na Ucrânia, aproveitando para disparar com uma arma semi-automática.
Putin, vestido com um casaco de inverno, colocou os óculos de proteção e um capacete, deitou-se no chão e disparou uma espingarda de ‘sniper’, de fabrico russo, Dragunov, de 7,62 milímetros para a testar, em imagens que foram transmitidas pela televisão pública russa.
(https://i.ibb.co/MSVx4fj/Captura-de-ecr-2022-10-20-190117.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
O Presidente inspecionou a coordenação das unidades de combate e a preparação do pessoal mobilizado no polígono da região de Ryazan, do Distrito Militar Ocidental, a cerca de 200 quilómetros de Moscovo.
Em 21 de setembro, Putin decretou a mobilização de 300.000 reservistas para reforçar as forças militares presentes na invasão da Ucrânia, dos quais pouco mais de 200.000 já ingressaram nas fileiras do Exército.
Os ‘media’ independentes têm divulgado relatos de reservistas que se queixam de que apenas estão a ter alguns dias de treino, mal tendo tempo para experimentar as armas com que devem lutar na Ucrânia.
Hoje, o Ministério da Defesa russo garantiu que cada soldado usará pelo menos 600 balas e cinco granadas durante o treino.
O Presidente recebeu um relatório do ministro da Defesa, Serguei Shoigu, sobre o processo de treino dos soldados em várias especialidades militares e inspecionou exercícios práticos de treino tático, com recurso a armas de fogo, de engenharia e de prática médica em combate.
Putin também pôde observar como os reservistas mobilizados praticam um curso de assalto a nível de esquadrão e como lidam com veículos blindados inimigos, em exercícios de simulação.
O Presidente também visitou um complexo de tiro, onde os recrutas são treinados por instrutores, e onde teve a oportunidade de disparar com uma arma.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-visita-treino-de-reservistas-mobilizados-para-a-ucrania-e-dispara-uma-espingarda/
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Sergei Surovikin, a face impiedosa da campanha russa na Ucrânia
MadreMedia / AFP
20 out 2022 18:42
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Russian Defence Ministry / AFP)
Sergei Surovikin tornou-se o rosto da "operação militar especial" russa na Ucrânia. Com fama de general impiedoso, este veterano das piores guerras que Moscovo travou na sua história recente está por trás de uma campanha de bombardeamentos massivos.
Apelidado de "General Armagedão" pela imprensa ocidental, Surovikin, de 56 anos, foi nomeado comandante das forças russas na Ucrânia em 8 de outubro.
Sob a sua responsabilidade está a tarefa de dar a volta a uma série de derrotas sofridas pelas tropas de Moscovo, que recuaram em várias frentes.
Após semanas de silêncio do exército sobre os seus reveses no terreno, Surovikin apareceu na televisão na terça-feira, em uniforme militar e perante de várias bandeiras, para reconhecer uma situação "tensa" e alertar que não tem medo de tomar uma "decisão muito difícil".
É possivelmente por declarações como estas, e o seu aparente controlo da situação, que Vladimir Putin escolheu para o posto o general Surovikin, um veterano da guerra soviética no Afeganistão, da segunda guerra chechena nos anos 2000 e da campanha na Síria de 2015.
"Ele é uma pessoa muito conhecida, os militares falam muito sobre ele. Tem a reputação de ser um comandante insano, traumatizado e implacável", comentou à AFP um conhecido especialista militar russo, que pediu para permanecer anónimo por medo de represálias do poder. "Putin adora-o. Na Síria, expulsava os oficiais do Estado-Maior para dirigir os ataques" acrescenta este especialista.
De acordo com o analista independente Alexandr Khramchikhim, as forças "do sul" que Surovikin liderou até agora na Ucrânia foram as "mais bem-sucedidas" contra os ucranianos. "É o único critério na situação atual", adianta.
A mudança de estratégia já é visível: dois dias após a nomeação de Surovikin, o exército russo lançou uma enxurrada de mísseis contra infraestruturas ucranianas, causando cortes de eletricidade e de água corrente em várias cidades. Alguns bombardeamentos repetiram-se pouco depois, como prenúncio de um inverno rigoroso para os ucranianos.
Justificando estes ataques na televisão, Putin confirmou que eles foram realizados "por proposta do Ministério da Defesa". Isto é, uma ordem de Sergei Surovikin. A reputação de Surovikin ganhou o respeito da linha dura do Kremlin: o líder checheno pró-Putin Ramzan Kadyrov, que criticou o comando militar russo na Ucrânia pela sua incompetência, disse-se "100% satisfeito" com sua nomeação.
Pela sua parte, Leonid Volkov, opositor russo, acusou Surovikin de ser um "ladrão lendário" que enriqueceu com a extração ilegal de madeira. "Ele é um empresário, não um general", escreveu no Twitter. Mas é apenas a sua capacidade de reverter a situação na Ucrânia que o regime levará em conta na avaliação de Surovikin.
Na terça-feira, já aprovou a transferência para a Rússia da população da cidade ocupada de Kherson, um sinal de que Moscovo pode preparar-se para perdê-la para ataques ucranianos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/serguei-surovikin-a-face-impiedosa-da-campanha-russa-na-ucrania
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"Não estamos preocupados em satisfazer a Rússia", afirma MNE sobre os helicópteros Kamov
20 out 2022 18:58
(https://www.diarioaveiro.pt/api/assets/download/news/2022/10/914006de-2f23-42e8-a158-e28e986a5ea3.jpg)
Fonte de imagem: diarioaveiro.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje sobre o envio de helicópteros Kamov para a Ucrânia que Portugal condena a invasão russa desde o início e não está preocupado em satisfazer a Rússia.
"Não há nenhuma razão para não fornecermos este apoio à Ucrânia", defendeu João Gomes Cravinho, em declarações aos jornalistas, em Dublin, onde está a acompanhar a visita de Estado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Questionado se a insatisfação da Rússia com a entrega dos helicópteros Kamov não deve preocupar Portugal, o ministro respondeu: "Não. Temos uma invasão da Ucrânia pela Rússia, nós não estamos preocupados em satisfazer a Rússia, nós estamos preocupados em criar condições para que a Rússia possa sair dos territórios da Ucrânia que ocupou e regressar à legalidade internacional".
No seu entender, este gesto não constitui "nenhuma nova frente", porque Portugal tem tido uma posição "muito clara" sobre a invasão russa da Ucrânia desde o início, em 24 de fevereiro.
"Nós apoiamos a Ucrânia neste processo de defesa do seu território, da sua integridade territorial e da sua soberania, e condenamos sem qualquer nuance a invasão da Ucrânia pela Rússia", frisou.
Como enquadramento, o ministro referiu que "aquilo que estava previsto era a recuperação dos Kamov", mas "com a eclosão da guerra e com as sanções deixou de ser possível, porque boa parte das peças vêm da Rússia".
"A Ucrânia, por outro lado, tem a sua própria cadeia de fornecimento e, portanto, consegue recuperar os Kamov e, nesse sentido, os ucranianos ficaram muito satisfeitos com esta possibilidade que agora se irá concretizar", acrescentou.
Em outubro, Portugal anunciou o envio para a Ucrânia de seis helicópteros Kamov, de origem russa.
A ministra da Defesa, Helena Carreiras, disse hoje que o Governo mantém a intenção de enviar os seis helicópteros para a Ucrânia e manifestou desconhecimento em relação a críticas do regime russo sobre esta matéria.
Dos seis Kamov do Estado, adquiridos em 2006, um está acidentado desde 2012, outros dois estão para reparação desde 2015 e os restantes três estão inoperacionais desde o início de 2018.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-estamos-preocupados-em-satisfazer-a-russia-afirma-mne-sobre-os-helicopteros-kamov
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Navalny diz ser visado por novas acusações passíveis de 30 anos de prisão
Por MultiNews Com Lusa em 18:28, 20 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Navalny.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O opositor russo Alexei Navalny afirmou hoje estar a ser alvo de novas acusações penais por “promoção do terrorismo”, “apelo ao extremismo”, “financiamento de atividades extremistas” e “reabilitação do nazismo”, passíveis de um total de 30 anos de prisão.
“Os advogados calcularam que deve chegar a 30 anos, tendo em conta as penas previstas por cada um destes artigos”, indicou o opositor, na prisão desde 2021, em mensagem difundida pela sua equipa nas redes sociais.
O militante anticorrupção, considerado o principal crítico do Presidente Vladimir Putin, precisa ter recebido uma notificação que o informa da abertura de um novo processo criminal, e quando já se encontra detido.
“Sou um génio do mundo criminal (…) Todos pensavam que estava há dois anos em isolamento, na prisão, mas de facto estava a cometer crimes de forma ativa”, ironizou, ao felicitar os investigadores russos pela sua “vigilância”.
Segundo indicou, as novas acusações estão em parte relacionadas com vídeos publicados pelos seus aliados no exílio, que continuam a promover no estrangeiro ações contra o Governo russo e o Presidente Putin.
Alexei Navalny foi detido na Rússia em janeiro de 2021, no seu regresso ao país após uma grave tentativa de envenenamento, que atribuiu ao Kremlin.
Em março passado, foi condenado a nove anos de prisão em regime “severo” por acusações de “fraude” que considera fictícias.
O opositor continua a transmitir mensagens aos seus advogados que denunciam Vladimir Putin e a sua intervenção militar na Ucrânia, e de seguida divulgadas na internet pela sua equipa.
No passado verão, Navalny afirmou por diversas vezes ter sido colocado numa cela disciplinar no centro penitenciário perto de Vladimir, 200 quilómetros a leste de Moscovo, onde se encontra detido.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/navalny-diz-ser-visado-por-novas-acusacoes-passiveis-de-30-anos-de-prisao/
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"Mundial da paz". UEFA realça simbolismo da integração da Ucrânia na candidatura ibérica ao Mundial2030
MadreMedia / Lusa
20 out 2022 20:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A integração da Ucrânia na candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Campeonato do Mundo de futebol de 2030 é "simbolicamente interessante", considerou hoje Aleksander Ceferin, presidente da UEFA.
“A Ucrânia vai contribuir como os outros países. Ainda não se estipulou quantos jogos e onde [vão ser disputados], mas é simbolicamente interessante a sua inclusão. Vai ser o Mundial da paz. O futebol está contra a guerra”, lançou o esloveno durante um colóquio em Buenos Aires, Argentina.
A Ucrânia vai acompanhar Portugal e Espanha numa candidatura conjunta à organização do Mundial2030 de futebol, anunciaram em 05 de outubro as federações dos dois países ibéricos, em conferência de imprensa na sede da UEFA, mostrando assim solidariedade para com o país do leste europeu, alvo de uma invasão militar da Rússia.
Por seu turno, Alejandro Domínguez, líder da CONMEBOL, que acompanhava Ceferin na iniciativa, sublinhou que todos estão “contra a guerra”, mas realçou o seu apoio à candidatura conjunta entre Uruguai (organizador do Mundial de 1930), Argentina, Paraguai e Chile.
“Este não é um Mundial qualquer”, vincou, apontando para a celebração dos 100 anos do primeiro Campeonato do Mundo e considerando que, caso os países sul-americanos sejam os eleitos para acolher o Mundial2030, será “um regresso à essência”.
E acrescentou: “Não vamos competir com dinheiro e luxo. Não é o momento para isso. Os nossos estádios estão cheios de história”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/desporto/artigos/mundial-da-paz-uefa-realca-simbolismo-da-integracao-da-ucrania-na-candidatura-iberica-ao-mundial2030
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Ucrânia: Quinze drones de fabrico iraniano abatidos
MadreMedia / Lusa
20 out 2022 20:46
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Quinze drones de fabrico iraniano utilizados pelos russos na guerra da Ucrânia foram abatidos, informou hoje o estado-maior ucraniano.
Segundo os militares ucranianos, o exército russo utilizou um total de 20 veículos aéreos não tripulados (UAV) e lançou vários ataques com mísseis contra cerca de 20 localidades, sobretudo na região de Donetsk.
Donetsk, Kherson, Lugansk e Zaporiyia foram anexadas pela Rússia na sequência de referendos não reconhecidos pela comunidade internacional. No entanto, os combates não cessaram nestes locais, onde as tropas ucranianas afirmam estar a avançar.
O estado-maior general ucraniano acusou as tropas russas de violarem as normas do direito humanitário e as leis e costumes da guerra ao atacarem continuamente infraestruturas críticas e lares civis, relata a Ukrinform.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-quinze-drones-de-fabrico-iraniano-abatidos
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Líder ucraniano pede à população para limitar consumo de eletricidade
21 de outubro 2022 às 08:54
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/21/835457.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Com 30% das centrais de energia danificadas depois de ataques russos, autoridades da Ucrânia vão ter de fazer cortes na eletricidade.
Pela primeira vez desde o início da guerra, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou aos cidadãos para “limitarem o consumo de eletricidade”, numa altura em que 30% das centrais energéticas estão danificadas devido a ataques da Rússia.
“Por favor, limitem o consumo de eletricidade e de aparelhos que consumam muita energia”, pediu o Presidente ucraniano durante o seu discurso noturno à nação, esta quarta-feira, revelando que mais três centrais de energia foram atingidas por ataques naquele dia.
Uma das instalações atingidas foi uma grande central termoelétrica a carvão na cidade de Burshtyn, no oeste da Ucrânia.
Segundo os especialistas, estas restrições energéticas na Ucrânia são “muito significativas”.
“Esta é a primeira vez que tais restrições nacionais são implementadas desde a invasão da Rússia em fevereiro”, reportou o jornalista da Al Jazeera, Mohammed Jamjoom. “O fornecimento de energia deve ser restringido diariamente entre as 7h e as 23h, podendo haver apagões temporários se as pessoas não cumprirem essas restrições ou tentarem conservar seu consumo de energia”, acrescentou.
“Muitas autoridades ucranianas ao longo das últimas 48 horas têm repetido que os cidadãos também devem fazer mais para se preparar para o inverno”, informou ainda o jornalista. “Todos os ucranianos com quem conversámos em bairros que foram afetados por quebras de energia após ataques de mísseis ou ataques de drones nos últimos dias disseram que estão preocupados para que a situação piore, mas que estão a tentar prepararem-se o melhor que conseguem”.
O governo vai limitar o uso de iluminação pública nas cidades e a empresa nacional de energia da Ucrânia aconselhou ainda os cidadãos a carregarem todos os seus dispositivos eletrónicos até as 7 horas (5 horas da manhã em Portugal), avisaram esta quinta-feira, recordando que poderão acontecer interrupções no fornecimento de eletricidade de até quatro horas seguidas que devem afetar todo o país.
A operadora do sistema de transmissão de eletricidade na Ucrânia, Ukrenergo, reforçou a importância de carregar telemóveis, powerbanks, lanternas e baterias.
Evacuação de Kherson O líder nomeado pelo Kremlin da região de Kherson, Vladimir Saldo, disse esperar que cerca de 50 mil a 60 mil pessoas sejam evacuadas da região do sul parcialmente ocupada nos próximos seis dias em resposta à intensificação dos combates.
“O lado ucraniano está a reunir forças para uma ofensiva em larga escala”, disse Saldo à televisão estatal russa, esta quarta-feira. “Onde os militares operam, não há lugar para civis”, disse, num plano em que é suposto serem retiradas 10 mil pessoas por dia desta região.
O político acrescentou ainda que as forças de Moscovo tinham recursos para manter a capital regional, que também se chama Kherson, e até mesmo contra-atacar, se necessário.
“Não vamos entregar a cidade”, reforçou numa entrevista televisionada nacionalmente na quarta-feira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783704/lider-ucraniano-pede-a-populacao-para-limitar-consumo-de-eletricidade
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Em atualização 2000 soldados mobilizados por Putin chegam a Kherson. Médicos e professores evacuados pela Rússia
MadreMedia
21 out 2022 09:39
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Fonte de imagem: Lusa
Presidente russo pretende continuar a dominar uma das quatro regiões anexadas. Contudo, autoridades estão a precaver uma eventual derrota e já começaram a retirar quadros superiores da cidade
Cerca de 2000 soldados russos mobilizados por Vladimir Putin chegaram ao território ocupado de Kherson para reforçarem as unidades na linha de frente, isto perante a ofensiva ucraniana, que ameaça voltar a tomar conta de uma região anexada pela Rússia.
A informação foi revelada pelas autoridades ucranianas, que garantem também que o governo de Putin já emitiu uma "ordem para preparar a evacuação das chamadas instituições bancárias, ao mesmo tempo que elaboram listas de evacuação de médicos e professores russos" que atravessaram a fronteira após a anexação de Kherson.
(https://i.ibb.co/QcvXHLT/Captura-de-ecr-2022-10-21-094615.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/2000-soldados-mobilizados-por-putin-chegam-a-kherson-medicos-e-professores-evacuados-pela-russia
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Parlamento Europeu aprova posição sobre rejeição de vistos russos
MadreMedia / Lusa
21 out 2022 06:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Parlamento Europeu (PE) decidiu hoje a sua posição de negociação da legislação que vai impedir os Estados membros de reconhecer os vistos russos emitidos em regiões ucranianas ocupadas e nos territórios separatistas da Geórgia.
Em todo o caso, vai querer salvaguardar o direito de qualquer pessoa fugir da invasão russa da Ucrânia.
O voto no PE, aprovado com 6540 votos e favor e seis contra, com 36 abstenções, vai permitir aos negociadores da instituição iniciar as conversações com os do Conselho Europeu para alcançar um acordo nas próximas semanas, uma vez que os Estados membros concordam com o princípio de rejeitarem vistos ou passaportes russos emitidos nas regiões ocupadas da Ucrânia e Geórgia.
Quando a decisão for adotada, os vistos e passaportes russos emitidos naquelas zonas, ou para residentes nelas, não vão ser aceites como válidos para entrar no Espaço Schengen.
Os eurodeputados, por seu lado, realçaram que “todas as pessoas têm direito a fugir do conflito na Ucrânia e a entrar na União Europeia por razões humanitárias”, conforme comunicado do PE.
“A anexação russa da Crimeia e Sebastopol, Donetsk, Lugansk, Khersón e Zaporizhzhya, na Ucrânia, é ilegal e a União Europeia condenou a decisão da Federação Russa reconhecer a independência de regiões separatistas na Geórgia. Por isso, os Estados membros e aliados do Espaço Económico Europeu não devem aceitar documentos de viagem emitidos pela Federação Russa nestas regiões”, ainda segundo o Parlamento Europeu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/parlamento-europeu-aprova-posicao-sobre-rejeicao-de-vistos-russos
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Russos armadilharam barragem? "Bomba atómica de água" inundaria 80 aldeias e Kherson e energia ficaria em risco para o inverno
MadreMedia
21 out 2022 07:21
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Fonte de imagem: AFP
Acusações surgem do lado ucraniano, nomeadamente do presidente Zelensky. Especialistas dizem que caso seja verdade, muito estará em risco.
Se a Rússia destruir a barragem de Kakhovka, 80 aldeias e Kherson seriam inundadas, com o colapso da estrutura, e haveriam sérias dificuldades para o fornecimento de energia ucraniana durante todo o inverno.
Esta é, pelo menos, a análise feita por alguns ambientalistas. Um dos quais revelou ao jornal britânico The Telegraph que caso o local seja atacado, desencadearia uma autêntica "bomba atómica de água nas cidades e vilas vizinhas", como se pode ver na animação abaixo.
(https://i.ibb.co/qWwJH58/Captura-de-ecr-2022-10-21-095216.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Os mesmos especialistas garantem também que esta possibilidade colocaria em risco o "fornecimento de energia durante todo o inverno na Ucrânia" e, além disso, a explosão da barragem iria significar que a água no reservatório de Kakhovka estaria "num nível demasiado baixo para arrefecer a central nuclear de Zaporíjia".
Também um soldado ucraniano, de seu nome Vladislav, que luta na região de Kherson, foi entrevistado por alguns órgãos de comunicação, e salientou que alguns russos capturados mencionaram a destruição da barragem. "Eles falaram sobre isso. Eu nem ficarei surpreso se eles o fizerem, tudo o que fazem é genocídio.”
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Simulação daquilo que poderia acontecer se a barragem explodisse
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também abordou este assunto, nesta quinta-feira, garantindo que esta possibilidade é séria.
"Temos informações de que os russos armadilharam a central hidroelétrica de Kakhovka. Os militares russos acreditam que a rutura da barragem poderia cobrir a retirada da margem direita do rio Dnipro e impedir ou atrasar os avanços ucranianos pelo rio. A barragem contém cerca de 18 milhões de metros cúbicos de água. Se destruída, mais de 80 aldeias, incluindo a capital regional Kherson, serão inundadas. Eliminar a barragem significaria um desastre em grande escala. Com este ato de terrorismo, eles podem destruir, entre outras coisas, até mesmo a possibilidade de fornecer água do Dnipro à Crimeia", disse o presidente Volodymyr Zelensky, pedindo uma reação geral a esta possibilidade.
“Devemos agora todos juntos – todos os europeus, todos os líderes mundiais, todas as organizações internacionais – deixar claro para o estado terrorista que tal ataque significaria exatamente o mesmo que o uso de armas de destruição em massa. As consequências para a Rússia devem ser apropriadas. O mundo deve reagir, preventivamente. Isso agora é fundamental. O princípio da resposta preventiva às ameaças à segurança deve finalmente tornar-se um dos princípios básicos da política internacional”, salientou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-armadilharam-barragem-bomba-atomica-de-agua-inundaria-80-aldeias-e-kherson-e-energia-ficaria-em-risco-para-o-inverno
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Luke Skywalker já enviou mais de 500 drones para a Ucrânia: estrela da saga ‘Star Wars’ é rosto de campanha de apoio a Kiev
Por Francisco Laranjeira em 12:01, 21 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/24076833847_974e219e0b_b.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia ganhou um reforço de luxo: nada mais do que Luke Skywalker, o icónico herói da saga ‘Star Wars’. Ou, mais bem dito, o ator Mark Hamill, que interpretou o jovem Jedi na trilogia de George Lucas, que estreou em 1977, durante uma aparição no “Sound On” da Bloomberg Radio, assumiu o envio de 500 drones para auxiliar Kiev na sua luta contra a invasão da Rússia.
O veterano ator, de 71 anos, garantiu que só enviou o equipamento porque a Ucrânia precisa desesperadamente dos drones. “Muito simples: a Ucrânia precisa de drones. Eles definem os resultados da guerra, protegem as suas terras, o seu povo, monitorizam a fronteira, são os olhos no céu”, explicou. “Fiquei realmente chocado porque eles dão-me essas atualizações pelo menos duas ou três vezes por semana sobre o que está a acontecer e disseram-me que receberam mais de 500 drones desde isto começou”, concluiu Hamill.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou no mês passado que Hamill havia sido nomeado embaixador do projeto “Exército de Drones” da plataforma de arrecadação de fundos do país UNITED24 – iniciativa que prevê a aquisição regular de drones, a sua manutenção e substituição imediata, bem como o treino de pilotos para forças militares.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Nesta luta longa e desigual, a Ucrânia precisa de apoio adicional contínuo”, disse Mark Hamill, em comunicado, no âmbito da iniciativa. “Agora é a hora de nos unirmos para ajudar a Ucrânia nesta guerra contra o Império do Mal”, exortou, comparando a Rússia ao adversário do seu personagem nos cinemas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/luke-skywalker-ja-enviou-mais-de-500-drones-para-a-ucrania-estrela-da-saga-star-wars-e-rosto-de-campanha-de-apoio-a-kiev/
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Morreram desde o início da guerra na Ucrânia mais de 400 crianças
21 de outubro 2022 às 12:16
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Fonte de imagem: AFP
Terão ainda ficado feridas, pelo menos, 817.
De acordo com dados da Procuradoria-Geral ucraniana, morreram pelo menos 429 crianças na Ucrânia desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro, tendo outras 817 sofrido ferimentos e precisado de ajuda médica.
Segundo os dados oficiais publicados pelos procuradores de tribunais de menores na rede social Telegram, as mortes ocorreram na sequência de diferentes ataques tm todo o país mas especialemente nas regiões do leste da Ucrânia, as mais afetadas pelos ataques russos.
Os números não são definitivos, uma vez que os procuradores continuam a trabalhar para estabelecer o número de vítimas infantis em locais onde há combate, nos territórios ocupados temporariamente pelos russos e naqueles que já foram libertados pelo Exército ucraniano.
Devido os bombardamentos e ataques das forças russas, 2.663 instituições de ensino em toda a Ucrânia sofreram danos e cerca de 326 destas foram completamente destruídas.
Desde 24 de fevereiro, segundo os dados da ONU, morreram pelo menos 6.306 civis e ficaram feridos 9.602. ALém disso, a guerra causou também a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783719/morreram-desde-o-inicio-da-guerra-na-ucr-nia-mais-de-400-criancas-
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Suécia enfrenta vaga de roubos de câmaras dos radares de velocidade: aparelhos acabam por surgir em drones russos na Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 12:23, 21 Out 2022
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Suécia enfrenta vaga de roubos de câmaras dos radares de velocidade: aparelhos acabam por surgir em drones russos na Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 12:23, 21 Out 2022
A Suécia atravessa, nas últimas semanas, uma vaga de roubos de radares de trânsito: ao todo, terão sido roubados cerca de 150 aparelhos para medir a velocidade nas estradas suecas. As câmaras dos dispositivos têm, no entanto, surgido nos drones russos usados na invasão da Ucrânia.
Segundo o jornal diário ‘Aftonbladet’, o Ministério da Defesa ucraniano tem encontrado o mesmo tipo de câmara Canon DSLR instaladas nos radares de velocidade em drones caseiros russos destruídos pelo exérrcito ucraniano.
Os Serviços de Inteligência da Suécia encontra-se a investigar a possível ligação entre o roubo dos dispositivos e equipamentos nos drones russos. “Não podemos fornecer mais detalhes”, apontou Fredrik Hultgren-Friberg, porta-voz do organismo.
Os roubos, segundo os media suecos, decorrem sobretudo à noite, no qual desaparecem cerca de uma dúzia de peças. Têm-se concentrado ao longo das estradas nas regiões de Estocolmo, Uppsala e Dalarna. Na maioria dos casos, os ladrões ficam apenas com a câmara, deixando ou abandonando as restantes peças – o custo de substituição de um dispositivo é de cerca de 22 mil euros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/suecia-enfrenta-vaga-de-roubos-de-camaras-dos-radares-de-velocidade-aparelhos-acabam-por-surgir-em-drones-russos-na-ucrania/
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Ucrânia avisa Rússia: Destruição da barragem em Kherson vai implicar “retaliação em força”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:43, 21 Out 2022
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O gabinete de Volodymyr Zelensky prometeu que não vai “sucumbir à paz pela ameaça”, numa publicação feita nas redes sociais, em resposta aos avisos de que a Rússia estará a preparar uma operação de ‘bandeira falsa’ para destruir a barragem de Kakhovka, na Ucrânia.
Esta quinta-feira, Zelensky acusou os russos de terem estado “a plantar minas” naquela central hidroelétrica, uma das mais importantes para o fornecimento de energia na Ucrânia, numa altura em que as ofensivas russas têm destruído várias centrais de produção de energia.
“Os terroristas russos estão a agonizar. A chantagem nuclear não funcionou, e agora estão a tentar assustar toda a gente com a explosão de central hidroelétrica de Kakhovka. O objetivo deles é começarmos a negociar nos termos que eles querem, Mas não vão ter sucesso. A Ucrânia não vai sucumbir à paz pela coerção”, escreveu nas redes sociais Andriy Yermak, chege do gabinete do presidente ucraniano.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Especialistas acreditam que a Rússia está a preparar uma operação de ‘bandeira falsa’. As tropas disfarçar-se-iam de soldados ucranianos para levar a cabo um ataque, que distrairia as forças ucranianas o suficiente para retirar as tropas de Kherson, onde a Ucrânia ganha terreno, após a anexação ilegal da região pelo Kremlin. O aviso, quer de especialistas do Ocidente, quer de Zelensky, de que um ataque está iminente, surge depois de um general russo ter alertado, no canal de televisão estatal, controlado pelo Kremlin, que a Ucrânia estaria a preparar um ataque a ser lançado contra a barragem. O ato foi visto como uma forma de ‘disfarçar’ a verdadeira natureza da ofensiva.
“Não há uma resposta correta à chantagem. Sanções mais duras, desocupação dos nosso territórios, mais armas e uma posição ainda mais firme perante cada um dos crimes da Rússia. Não nos vão derrotar. Vamos retaliar em força”, garantiu Yermak.
A ideia do Kremlin é causar uma ‘distração’ para a retirada de tropas russas de Kherson e ‘maquilhar’ o fracasso da Rússia em manter o controlo da região. O ataque lançado contra a central hidroelétrica causaria apagões por toda a Ucrânia, assim como inundaria a cidade de Kherson.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-avisa-russia-destruicao-da-barragem-em-kherson-vai-implicar-retaliacao-em-forca/
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"Hack for Peace", uma hackathon para resolver os problemas da guerra
The Next Big Idea
21 out 2022 14:46
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O evento "Hack For Peace", que decorre simultaneamente em vários países europeus, pretende chamar a atenção para os perigos e consequências dos conflitos armados. Ao mesmo tempo, procura soluções inovadoras para resolver os problemas derivados de um clima de guerra.
A hackathon "Hack For Peace" arranca esta sexta-feira, dia 21 de outubro, e estende-se durante o fim de semana, até dia 23. O evento é organizado pela Sigma Software (empresa de software ucraniana do Sigma Group, um dos maiores do mercado escandinavo, que se mudou recentemente para Portugal) e a Tech Nation UK.
Durante estes dias, presencialmente e online, programadores, empreendedores, mentores e investidores oriundos de Portugal, Ucrânia, Reino Unido, Polónia e Suécia vão procurar encontrar soluções e produtos inovadores para dar resposta aos problemas relacionados com a guerra.
Neste âmbito, o desafio da hackathon passa por encontrar maneiras de lidar com quatro áreas essenciais para manter uma nação em guerra, nos dias de hoje, a funcionar:
- Cibersegurança, higiene informativa e guerra mediática;
- Saúde Mental;
- Educação de crianças;
- Logística.
Segundo a mensagem da organização, o evento surge porque a guerra na Ucrânia, um "país pacífico", veio demonstrar que "ninguém se deve sentir seguro". E é por isso que muitas empresas e governos estão a criar e a atualizar os seus planos de contingência, de modo a que estejam mais bem preparados para a eventualidade de no futuro se verem numa situação semelhante.
"Piratear" pelo futuro e pela paz
A "Hack for Peace", de resto, não é um esforço de só um país, mas de vários. E vai juntar diferentes experiências, culturas empresariais e competências. Até porque, como a organização adiantou ao The Next Big Idea (TNBI), construir soluções tecnológicas para resolver problemas de guerra e promover a paz é "muito importante".
"A maior guerra desde a II Guerra Mundial está a acontecer neste momento. Todos, especialmente os europeus, devem compreender isso", explica Den Smyrnov, Media Relations. Nesse sentido, "as soluções tecnológicas podem definitivamente ajudar as empresas, os governos e a generalidade das pessoas a estarem melhor preparados para estas possíveis ameaças. A inovação é a ferramenta certa para isso".
Além de acontecer simultaneamente em Portugal (no GDI Hub em Oeiras, contando com o apoio da Startup Lisboa, GDI Hub, LACS, Startup Portugal, Embaixada ucraniana e da Microsoft), no Reino Unido, na Polónia e na Suécia, o evento tem também lugar em Lviv, na Ucrânia.
"Os ucranianos sabem agora como trabalhar nas circunstâncias mais inesperadas e críticas. Trabalhar a partir de abrigos antibomba tornou-se a nossa nova norma, infelizmente", lamenta.
Apesar disso, a empresa mostra-se "determinada e confiante" no que está a fazer. "Compreendemos que também estamos a lutar, neste caso, na frente económica. Hoje em dia, é de vital importância para o nosso país", sublinha Den.
Para a Sigma Software, este evento assume contornos maiores, uma vez que desde o início da guerra que a empresa tem vindo a ajudar a Ucrânia ao criar "soluções antiguerra e sociais, contribuindo para o crescimento do ecossistema tecnológico ucraniano", remata.
Neste tempo, o que foi feito?
- Angariaram 3,42 milhões de dólares entre os empregados, clientes e parceiros para ajudar o exército e refugiados ucranianos;
- Criaram uma plataforma que liga os anfitriões suecos aos deslocados ucranianos;
- Criaram um chatbot para a cidade de Kharkiv que permite aos residentes verificar o estado das suas casas depois de as áreas onde se encontram terem sido bombardeadas;
- Aumentaram e atualizaram a iniciativa Femmegineering para ajudar as mulheres refugiadas a iniciarem as suas carreiras nas TI;
- Ajudaram a organizar o pavilhão ucraniano na Web Summit 2022.
No total, em 2022, a Sigma Software abriu mais de 10 novos escritórios na Polónia, Portugal, República Checa, Hungria, Bulgária, Alemanha, Argentina, Colômbia e México.
Foram também recebidos mais de 50 novos projetos, elevando o número total para 300.
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/hack-for-peace-uma-hackathon-para-resolver-os-problemas-da-guerra
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Bruxelas anuncia financiamento de 18 mil milhões de euros à Ucrânia para 2023
MadreMedia / Lusa
21 out 2022 15:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A União Europeia (UE) vai financiar a Ucrânia, em 2023, com 18 mil milhões de euros, anunciou hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após a reunião do Conselho Europeu.
“A discussão [entre os líderes da UE] foi em redor do financiamento mensal de 1,5 mil milhões de euros à Ucrânia, financiados pela UE”, disse, acrescentando que isto resulta “num valor global de 18 mil milhões para o próximo ano”.
Falando na conferência de imprensa final da cimeira, que decorreu quinta-feira e hoje, em Bruxelas, a líder do executivo comunitário avançou que Kiev pediu, para 2023, ajuda no valor de três a quatro mil milhões de euros, que Von der Leyen salientou que irão ser disponibilizados também pelos Estados Unidos e instituições financeiras.
Ursula von der Leyen acrescentou também que os ministros das Finanças da UE foram mandatados “para desenvolver o mecanismo adequado” para possibilitar a Kiev “este fluxo de rendimentos fiável”.
A Rússia lançou uma ofensiva militar a 24 de fevereiro que foi condenada pela UE que tem respondido com envio de financiamento e armamento para a Ucrânia e imposição à Moscovo de sanções políticas e económicas.
Os líderes da UE reuniram-se na quinta-feira e hoje em Bruxelas, numa cimeira dominada — no primeiro dia – pela crise energética e hoje por questões de relações internacionais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bruxelas-anuncia-financiamento-de-18-mil-milhoes-de-euros-a-ucrania-para-2023
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Ucrânia virou um laboratório para o futuro da guerra
21 de outubro 2022 às 16:18
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Fonte de imagem: AFP
São precisas vastas quantidades de dados para testar armas inteligentes e nada como uma guerra para isso. Ainda assim, dificilmente deixarão de ser precisos humanos para ocupar território, que é o objetivo da guerra, lembra Mendes Dias.
Enxames de robots assassinos, disrupção cibernética, talvez até armas micro-ondas, lasers ou cyborgs. Não há dúvidas de que serão ingredientes essenciais de uma nova geração de conflitos. Contudo, se há coisa que a invasão russa da Ucrânia nos mostrou, é que essas armas dignas de ficção científica provavelmente terão que conviver com humanos à moda antiga. Escondidos em trincheiras, disparando velhinhas metralhadoras, não muito diferentes das Kalashnikov, ou morteiros e artilharia ao estilo II Guerra Mundial. Que são confiáveis, baratos, fáceis de produzir em massa.
Fala-se disso há décadas, mas pode ser impossível realizar o sonho - ou pesadelo, depende da perspetiva - de uma guerra completamente robotizada, em que não se vê sangue nos campos de batalha, apenas circuitos estilhaçados a faiscar, avalia Carlos Mendes Dias, coronel na reforma, ao i. Pelo menos num futuro próximo, porque na guerra “é preciso ocupar território, organizar e dirigir esse espaço”, explica.
“Podemos lançar no terreno uma máquina, que nos poupa trabalho e até a vida. Mas no final o mais importante é uma lógica de ocupação. De uma central energética, de uma câmara municipal. E no final para quê? Para tirar recursos desse espaço. E isso faz o humano”, aponta o coronel português. “Estamos muito longe da máquina conseguir fazer isso”.
Ainda assim, parece quase inevitável que as máquinas tenham um papel cada vez maior nas nossas guerras. Até por ser cada vez mais economicamente vantajoso.
“Nas aplicações civis, que são aquelas com que trabalhamos, à medida que estes sistemas são mais industrializados, o custo tende a baixar muito”, explica ao i José Santos-Victor, professor Catedrático do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores do Instituto Superior Técnico, investigador do Instituto de sistemas e Robótica de Lisboa (ISR-Lisboa/LARSyS). Que faz questão de salientar não trabalhar com aplicações militares, mostrando até um certo desgosto com esta utilização brutal da ciência.
“Temos o exemplo do automóvel”, continua Santos-Victor. “Se pensarmos na tecnologia toda que está lá dentro, nos componentes, no trabalho, o custo final é relativamente baixo. Está tudo otimizado, a cada passo da produção”.
Essa massificação tem tudo para transformar a maneira como se faz guerra. No que toca aos UAV (Unmanned Aerial Vehicle, na sigla inglesa), ou drones, são vistos por alguns analistas como uma autêntica revolução bélica, comparável à metralhadora ou até à pólvora. Afinal, “tem sido sempre assim ao longo da história”, salienta Mendes Dias. “A guerra tem tido sempre um confronto de tecnologia e técnicas novas. A luta entre a couraça e a lança, digamos, foi uma constante”.
Avanço, depois contra-ataque Vemos essa tal “luta entre a couraça e a lança” decorrer ao vivo na Ucrânia. Quando o Kremlin utilizou os seus enxames de drones iranianos, os Shahed-136, rapidamente ficou claro que as defesas antiaéreas ucranianas teriam dificuldade a enfrentá-los, dependendo muito de sistemas de fabrico soviético, os S-300 ou os Buk. Não que os Shahed-136 sejam a tecnologia mais avançada disponível, sendo lentos e barulhentos, apelidados de “motoretas” pelas tropas russas. A sua grande vantagem é serem usados em números avassaladores. Daí que a Alemanha e os Estados Unidos tenham reagido enviando os sistemas IRIS-T e NASAMS, respetivamente, que são das mais modernas baterias de mísseis antiaéreos, capazes de atingir vários alvos em simultâneo.
Depois começou-se a fazer as contas. Se cada Shahed-136 custa o equivalente a uns 20 mil euros, os NASAM disparam mísseis AIM-120, comummente usados por estados da NATO, havendo amplas reservas, mas custando mais de um milhão de euros cada. Ou seja, se a Rússia gastou entre 11,86 a 18,21 milhões de euros nos ataques com drones na semana passada, estimaram analistas da Molfar, a Ucrânia gastou pelo menos 28,63 milhões de euros a tentar travá-los, com os NASAMS, caças MiG-29, mísseis cruzeiro C-300 ou até fogo de armamento ligeiro. Daí que a NATO tenha prometido enviar equipamento específico para caçar drones.
A criação destas “couraças” contra drones é uma área em expansão. Em abril, o Pentágono testou plataformas da Epirus, Raytheon e Leonardo DRS capazes de emitir micro-ondas de alta potência para destruir circuitos em pleno voo. Em julho, a Raytheon anunciou a construção de um centro para investigação de armas laser na Escócia, com o propósito de abater drones. Têm a vantagem de não se esgotarem - a guerra na Ucrânia, onde se gastam munições a um ritmo nunca visto este século, mostrou a importância disso - porque basta ligá-los à corrente elétrica, explicou Annabel Flores, responsável da Raytheon para a guerra eletrónica. No entanto, não terão nada que ver com os raios laser coloridos que vemos ser disparados nos filmes (ver páginas 16-17), dado serem invisíveis. “Hollywood fá-lo parecer muito interessante e dramático, isto é um pouco diferente”, admitiu Flores à BBC. “Pode parecer uma espécie de anticlímax”.
Por agora, enquanto estes sistemas vão sendo testados e melhorados, as defesas antidrone utilizadas na Ucrânia atingem sobretudo o ponto fraco destes. Interferindo nas comunicações entre o UAV e o seu operador, normalmente através de ondas rádio. É aquilo a que se chama de ou jamming, em inglês.
“Quando falamos de jammers, uma distância aceitável para tentar travar drones é a mais ou menos um quilómetro. Alguns tem de ser à volta dos 500 metros, depende muito do tipo de jammer e de drone”, explica ao i Vasco da Cruz Amador, fundador e diretor-executivo da Global Intelligence Insight, uma consultora de inteligência e segurança.
“Obviamente, se forem drones de grande altitude, que largam explosivos e que nem os consegues ver, contra esses há muito pouco a fazer. Embora haja sistema com mais elevada tecnologia”, aponta Amador. “Na Ucrânia têm sido intercetados drones, mais ainda não estamos num momento em que esta tecnologia fala mais alto, está numa fase inicial”.
Mesmo a perspetiva de que hackers militares pudessem tentar criar problemas aos operadores, numa espécie de guerra cibernética paralela, não é viável, avalia o diretor-executivo da Global Intelligence Insight. “Se tiveres uma central de comando de drones séria - como têm por exemplo os Estados Unidos, que navegam drones pelo mundo inteiro a partir do deserto de Las Vegas - não é algo fácil. Todas essas tecnologias têm defesas contra intrusão no próprio sistema, é quase impossível”, considera. “Se estivermos a falar de um operador no comando de uma estação, pode ser possível, mas o mais fácil é intercetar pela radiofrequência”.
Na prática, é um jogo do gato e do rato, até porque alguns UAV já possuem mecanismos contra jamming. Não que os russos sejam particularmente bons nisso - talvez por isso tenham ido comprar drones ao Irão. Até o Kremlin admitiu que a maioria dos seus fabricantes “não consegue cumprir” com os requisitos da produção de UAV, explicou em setembro o coronel Igor Ischuk, conselheiro do ministério da Defesa, citado pela TASS. Frisando a importância de que a nova geração de drones russos tenha sistemas contra jammers.
Exterminadores “Robots do mundo, vocês foram ordenados a exterminar a raça humana”, proclamava um panfleto escrito por autómatos humanoides, feitos com material orgânico sintético. Queriam revoltar-se e tomar controlo de uma fábrica, onde faziam trabalhos forçados, robota, em checo, uma palavra com origem no eslavo rab, ou escravo. “Não poupem os homens. Não poupem as mulheres. Preservem apenas as fábricas, os caminhos de ferro, minas e matéria-prima”, continuava o manifesto, lido na peça de teatro R.U.R. de Karel Capek. Subiria pela primeira vez aos palcos em 1921, cunhando o termo robot.
No nosso imaginário, a relação com os robots sempre foi marcada por receios. Pela premonição que podemos ser ultrapassados, que a nossa supremacia está em risco. É o que explica o fascínio com o vídeo de um cão robot equipado com uma espingarda, que se tornou viral, com as imagens falsas do suposto guarda-costas robot de um emir do Bahrein ou de soldados ucranianos a modificar drones domésticos, instalando-lhes bombas.
Agora, talvez esses receios sejam mais justificados do que nunca, com a discussão em torno dos Lethal Autonomous Weapon Systems (LAWS), vulgo “robots assassinos”. Ou seja, que não precisam de um operador humano para tomar a decisão de abrir fogo, ao contrário dos drones utilizados nas últimas décadas. Poderiam dar aos robots a tal capacidade de melhor “ocupar território”, como Carlos Mendes Dias explica ser essencial para a guerra. Delegações nas Nações Unidas até têm tentado proibir os LAWS, querendo enquadrá-los na mesma categoria que minas terrestres ou lasers criados para cegar o inimigo. Até há uma campanha a apelar a isso, a “Stop Killer Robots”, que em 2018 divulgou o seu apelo numa carta subscrita por figuras como Stephen Hawking, Elon Musk ou Noam Chomsky.
Pode parecer algo de outro mundo, mas essa capacidade não está distante. “Do ponto de vista tecnológico, para fins civis, temos tido projetos para veículos autónomos aéreos, terrestres ou marinhos. Vários conseguem reconhecer pessoas, quando são aplicações de vigilância”, explica José Santos-Victor. “Conseguem mapear objetos o terreno ou o fundo do mar, desenvolvemos algoritmos com essa capacidade. Temos projetos na área da prevenção e acompanhamento de incêndios florestais, para observar a erosão da costa ou ver se as pontes têm defeitos”, enumera.
“É verdade que há aplicações que ainda não funcionam em todas as condições possíveis, não estruturadas, in the wild, como costumamos dizer”, explica o investigador. “Mas com muitas destas aplicações, o que assistimos ao longo dos últimos anos é que ao princípio funcionavam em ambientes muito ajustados, em laboratório, e progressivamente foram ficando mais robustas. Em certos casos já funcionam em condições muito amplas”, nota Santos-Victor. E seria difícil imaginar um cenário menos caótico que um campo de batalha.
São avanços que surgem “muito à custa de novos métodos de aprendizagem”, salienta. “Podemos treinar sistemas tendo quantidades enormes de dados e computação, com redes neuronais profundas, tendo muitas camadas”. Algo que tornou a Ucrânia numa espécie de laboratório a céu aberto, permitindo à indústria da defesa antever o futuro da guerra. “Imagino que sim”, admite o investigador. “Que infelizmente haja uma motivação para recolher dados, testar sistemas, desenvolvê-los”. E estão lá a ser utilizadas algumas das armas mais promissoras a nível global, incluindo o THeMIS.
Este UGV (Unmanned Ground Vehicle, em inglês), ou drone terrestre, de fabrico estónio, foi oferecido às forças de Kiev para ser usado na recolha de feridos em zonas de combate. Mas “os possíveis usos para o THeMIS”, descrevia o website do fabricante, a Milrem Robotics, “são quase ilimitados”. Afinal, pode ser equipado com uma torre armada, carregando uma metralhadora de calibre pesado. Mais inovador ainda, possui um sistema de aquisição de alvos que lhe permitiria funcionar como um LAWS. É que algo que a Milrem assegura que não permitirá que seja utilizado. Mas certamente estará a analisar os dados obtidos na guerra da Ucrânia com muita atenção.
Não espanta que um think tank russo ligado ao Kremlin, o CAST, tenha oferecido às tropas uma recompensa de um milhão de rublos caso consigam capturar um THeMIS intacto. “O conflito na Ucrânia demonstrou que a guerra moderna é impensável sem o amplo uso de veículos não-tripulados”, explicou Ruslan Pukhov, diretor do CAST, à Business Insider. E os russos “estão a ficar para trás”.
Ainda assim, suspeita-se que tenham sido os primeiros a usar no campo de batalha um drone assassino, primeiro na Líbia, agora na Ucrânia, denunciou a Bulletin of the Atomic Scientists, uma organização dedicada a avaliar os riscos da tecnologia para a humanidade, responsável pelo famoso Relógio do Juízo Final. Notando que o drone suicida produzido pela Kalashnikov, o KU-BLA, consegue detetar e atingir alvos autonomamente, tendo sido já encontrados os seus destroços na Ucrânia.
Clique aqui para conhecer os robots da Ucrânia e da Rússia: https://cdn1.newsplex.pt/media//2022/10/21/835488.pdf?type=L
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783736/ucr-nia-virou-um-laboratorio-para-o-futuro-da-guerra
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Forças ucranianas atacam rotas de reabastecimento russas em Kherson
MadreMedia / Lusa
21 out 2022 19:27
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As forças ucranianas atacaram hoje rotas de reabastecimento militares da Rússia em Kherson, uma das principais áreas urbanas ocupadas pelos invasores no início da guerra, tendo em vista um ataque em larga escala às posições russas na região.
Kyrylo Tymoshenko, conselheiro da presidência ucraniano, afirmou que “88 localidades foram retomadas” até agora às forças russas na região de Kherson, mais 13 do que o anterior balanço da ofensiva na região por Kiev.
As autoridades russas alegaram por seu lado a morte de quatro pessoas, incluindo dois jornalistas, durante um bombardeamento noturno numa ponte em Kherson.
“A cidade de Kherson, como uma fortaleza, está a preparar a sua defesa”, disse o vice-funcionário encarregado da ocupação russa em Kherson, Kirill Stremoussov.
A televisão russa transmitiu imagens de um carro danificado e um engarrafamento de veículos esperando para atravessar o rio.
O exército ucraniano negou ter alvejado civis: “Não estamos a atingir as infraestruturas essenciais, não estamos a atingir assentamentos pacíficos e a população local”, disse uma porta-voz, Natalia Goumenyuk.
A porta-voz do comando operacional da Ucrânia no sul do país garantiu que a ponte Antonivskyi foi atingida apenas após as 22:00 locais, hora de recolher obrigatório para a população civil.
As forças pró-Rússia instaram os civis a deslocarem-se para a margem esquerda do rio Dnieper diante da contra-ofensiva ucraniana nesta região recentemente anexada por Moscovo, quando mais de 15.000 pessoas terão sido já retiradas da região ocupada de Kherson.
Na quinta-feira da semana passada, 13 de outubro, o governador interino da região de Kherson nomeado por Moscovo, Vladimir Saldo, pediu à população civil da parte desse território que se encontra na margem direita do Dnieper que se dirigisse para a outra margem, perante o avanço das tropas ucranianas.
Esta quarta-feira, quando começou a retirada organizada, Saldo afirmou que, no primeiro dia, mais de 7.000 cidadãos foram transportados em ‘ferries’ para a margem esquerda do rio Dnieper.
No total, as autoridades pró-russas pretendem retirar entre 50.000 e 60.000 habitantes num prazo de seis dias.
Além disso, já instalaram as estruturas do poder da administração civil e militar fora da capital regional, também do outro lado do rio.
Também hoje, o governador da região russa de Belgorod, próxima da fronteira com a Ucrânia, Viacheslav Gladkov, alegou um ataque do exército ucraniano contra uma fábrica de tintas que terá deixado uma mulher ferida na cidade de Shebekino.
Os ‘contra-ataques’ ucranianos em zonas fronteiriças russas estão a tornar-se mais frequentes e ainda esta semana as autoridades de Kursk e Belgorod relataram a destruição de uma subestação elétrica e de uma estação ferroviária.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/forcas-ucranianas-atacam-rotas-de-reabastecimento-russas-em-kherson
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Sistemas de abastecimento de água e aquecimento na Ucrânia podem ser atacados, diz o chefe do governo ucraniano
MadreMedia / Lusa
21 out 2022 21:06
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Fonte de imagem: Lusa
O primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal, alertou hoje que as Forças Armadas russas podem atacar as instalações de abastecimento de água e aquecimento, além das infraestruturas elétricas.
“É óbvio que o terror russo vai continuar”, disse Shmigal, que antecipou que os cortes de abastecimento “são prováveis”.
O governante pediu à população para “estar preparada” e se abastecer com água potável e roupas quentes.
O Exército russo intensificou a sua ofensiva na Ucrânia nas últimas semanas, atacando as principais instalações elétricas do país, provocando interrupções no fornecimento, ora programadas, ora por falhas na infraestrutura.
Com este aviso, a Ucrânia alerta para a possibilidade de uma grande parte da população ter de enfrentar um inverno rigoroso em condições adversas, sem abastecimento de água, eletricidade ou aquecimento.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/sistemas-de-abastecimento-de-agua-e-aquecimento-na-ucrania-podem-ser-atacados-diz-o-chefe-do-governo-ucraniano
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Zelensky acusa Rússia de atrasar saída de cereais para instigar crise alimentar
MadreMedia / Lusa
21 out 2022 21:46
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Ucrânia acusou hoje a Rússia de atrasar a saída de barcos de cereais dos portos ucranianos para instigar a crise alimentar e provocar aumentos de tensão política e social em países que dependem dessas exportações.
“O direito à alimentação e à vida sem fome são direitos fundamentais para todas as pessoas do planeta. Por isso, as tentativas da Rússia para exacerbar a crise alimentar são também uma agressão contra cada habitante da Terra”, afirmou Volodymyr Zelensky, em comunicado.
Segundo Zelensky, a exportação de cereais está a ficar “mais tensa” a cada dia que passa, uma vez que Moscovo está a fazer “tudo” para atrasar o processo, no sentido de ”incitar deliberadamente a crise alimentar”.
“Mais de 150 barcos fazem fila para cumprir as suas obrigações contratuais para o abastecimento com os nossos produtos agrícolas. Esta é uma fila artificial, que se forma só porque a Rússia está a atrasar deliberadamente a passagem dos barcos”, frisou.
“Egito, Tunísia, Argélia, Marrocos, Líbano, Iraque, China, Bangladesh e Indonésia” são apenas alguns dos países que sofrem com os atrasos das exportações, acrescentou Zelensky, que reconhece ainda que “a ONU, a Turquia e outros países” têm conhecimento da situação.
As incertezas em torno do acordo de exportação de cereais da Ucrânia já elevaram o preço de alguns produtos, alertou a ONU na quinta-feira, pedindo a extensão da iniciativa para preservar os seus efeitos benéficos para a economia.
“Num ambiente de incerteza comercial, os sinais importam muito”, disse Rebeca Grynspan, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).
“Quando não há clareza, ninguém sabe o que vai acontecer, e a especulação e a acumulação assumem o controlo”, insistiu Rebeca Grynspan, num comunicado à imprensa que acompanha um relatório da sua equipa fornecendo uma atualização sobre a Iniciativa do Cereais do Mar Negro.
As negociações estão em andamento com a Rússia, que se queixa de lhe terem sido “prometidas coisas que não estão a ser cumpridas” nos acordos assinados por Moscovo e Kiev em 22 de julho sob a égide da ONU e da Turquia.
Em pouco tempo, o acordo “ganhou força”, com a “atividade portuária ucraniana a aumentar e grandes cargas de cereais a conseguirem chegar aos mercados mundiais”, segundo indicou a UNCTAD num relatório com uma avaliação inicial desta iniciativa, que levou à estabilização, e posterior baixa, dos preços dos produtos.
“No entanto, com o acordo a terminar dentro de um mês e face à incerteza que paira sobre a sua renovação, os preços de certas matérias-primas como o trigo e o milho voltam a subir”, observou a UNCTAD, sobretudo porque sem esta iniciativa, “há poucas esperanças de garantir a segurança alimentar, particularmente nos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos”.
A primeira parte do acordo permite, por um período de 120 dias, a exportação de cereais ucranianos bloqueados desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro. A segunda parte visa facilitar a exportação de alimentos e fertilizantes russos, apesar das sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia.
Durante as discussões com a ONU, “sublinhamos as nossas preocupações com a implementação da parte russa do acordo, porque ainda estamos a enfrentar problemas com a logística essencial (…). Os nossos navios não estão a ser recebidos nos portos europeus por causa das sanções”, disse hoje o Gennady Gatilov, embaixador russo junto da ONU em Genebra, numa conferência de imprensa.
A intenção da ONU é renovar o acordo por um ano.
“A prorrogação (deste) acordo depende da garantia da plena implementação dos dois acordos anteriormente celebrados”, disse o embaixador, considerando que as negociações avançaram pouco.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-acusa-russia-de-atrasar-saida-de-cereais-para-instigar-crise-alimentar
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Novos ataques russos provocam cortes de energia em várias regiões da Ucrânia
MadreMedia / AFP
22 out 2022 13:00
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Fonte de imagem: AFP or licensors
Novos ataques russos neste sábado contra infraestruturas na zona oeste da Ucrânia provocaram cortes de energia elétrica em várias regiões do país, informaram a operadora Ukrenergo e as autoridades ucranianas.
As forças russas "executaram outro ataque com mísseis contra infraestruturas de energia nas principais redes do oeste da Ucrânia. A escala dos danos é comparável ou talvez maior que a dos ataques de 10 a 12 de outubro", anunciou a Ukrenergo nas redes sociais.
A 10 de outubro, a Rússia atacou a Ucrânia com mais de 80 mísseis, de acordo com Kiev, em aparente represália à explosão que danificou parte da ponte que liga a península da Crimeia à Rússia.
Autoridades ucranianas confirmaram cortes de energia elétrica em diversas regiões do país, que passou a aplicar restrições ao consumo em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
"Os especialistas da Ukrenergo estão a tomar todas as medidas para restabelecer o fornecimento de energia o mais rápido possível", afirmou a operadora ucraniana.
No oeste da Ucrânia, o abastecimento de energia elétrica e de água foi interrompido em partes da região de Volhynia. Já a cidade de Khmelnytskyi ficou sem energia elétrica, sendo pedido aos moradores que se preparem para a falta de água. Os ataques também danificaram as instalações de energia elétrica de Rivne.
A região de Odessa também registou cortes de energia após "dois ataques com mísseis contra a infraestrutura energética da região", afirmou o governador Maksym Marchenko. O governador de Kirovogrado, no centro do país, pediu às empresas e aos moradores que reduzam o consumo de energia elétrica após os ataques contra às instalações dos distritos de Kropivnitski e Golovanivski.
Os ucranianos reduziram voluntariamente o consumo de energia elétrica em até 20% em algumas regiões, informou a Ukrenergo. "Agradecemos tanto às pessoas, que reduziram o consumo em casa, como às empresas, que estão a fazer o mesmo nos seus escritórios e centros de trabalho", afirmou Volodimir Kudrytskyi, presidente da operadora.
Teme-se um "novo tsunami migratório"
O primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, fez um alerta sobre um "novo tsunami migratório" caso persistam os ataques russos contra as infraestruturas civis do país.
Chmygal acusou Moscovo de querer "levar a Ucrânia a uma catástrofe humanitária", de acordo com algumas passagens de uma entrevista que será publicada no domingo pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung. "Se não houver energia elétrica ou água na Ucrânia, (isto) pode desencadear um novo tsunami migratório", alertou.
No seu entender, a Rússia quer punir a Ucrânia "com um inverno frio, no qual as pessoas podem literalmente morrer congeladas". "Isso pode levar a uma catástrofe humanitária planeada, como nunca se observou na Europa desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou.
O primeiro-ministro ucraniano vai reunir-se na segunda-feira em Berlim com o chefe de Governo alemão Olaf Scholz e participará num fórum económico com representantes de empresas alemãs e ucranianas.
Na entrevista, Chmygal também pediu ao governo da Alemanha que entregue novas munições à Ucrânia para enfrentar os ataques aéreos russos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/novos-ataques-russos-provocam-cortes-de-energia-em-varias-regioes-da-ucrania
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Mais de um milhão de casas sem eletricidade na Ucrânia, diz conselheiro de Zelensky
MadreMedia / Lusa
22 out 2022 17:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de um milhão de habitações estão sem eletricidade na Ucrânia, na sequência de ataques russos às infraestruturas elétricas do país, adiantou hoje um conselheiro do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Kyrylo Timochenko.
“Ao dia de hoje, 672.000 clientes foram desligados na região de Khmelnytstyi, 188.400 na região de Mykolaiv, 102.000 na região de Volyn, 242.00 na região de Cherkasy, 174.790 na região de Rivne, 61.913 na região de Kirovograd e 10.500 na região de Odessa”, precisou Timochenko nas redes sociais, citado pela AFP.
O operador da rede de distribuição elétrica da Ucrânia, Ukrenergo, alertou que os danos nas infraestruturas energéticas provocados pelos ataques russos de hoje podem ser mais graves que os causados pelos bombardeamentos ocorridos entre 10 e 12 de outubro.
A Ukrenergo adiantou que as tropas russas levaram hoje a cabo “outro ataque com mísseis contra instalações energéticas das principais redes elétricas das regiões ocidentais da Ucrânia”, acrescentando que “a magnitude dos danos é comparável ou pode superar as consequências dos ataques de 10 a 12 de outubro”.
Segundo a EFE, o operador elétrico ucraniano assinalou, em comunicado, que as suas equipas de reparação vão começar os trabalhos de restabelecimento de energia assim que os serviços de emergência terminem o seu trabalho.
Também através das redes sociais, o presidente ucraniano acusou hoje Moscovo de “um ataque massivo” com 36 disparos de roquetes na noite de sexta-feira para sábado.
“O agressor continua a aterrorizar o nosso país. Durante a noite, o agressor lançou um ataque massivo, com 36 tiros de roquete”, denunciou Zelensky.
Entre as zonas afetadas constam, além de Kiev, as regiões de Chernihiv, Cherkasy, Zhytomyr, Sumy, Jarkiv, Poltava, Dnipropetrovsk, Zaporíjia e Kirovohrad.
Entre 10 e 18 de outubro, 408 instalações da infraestrutura ucraniana foram objeto de ataque e destruição por parte das forças russas e um terço das centrais elétricas da Ucrânia foram danificadas.
Devido à escassez de energia elétrica em consequência dos ataques russos, a Ucrânia viu-se obrigada a introduzir cortes de luz.
Já esta manhã foi lançado um alerta de ataques aéreos para todo o território ucraniano, que se prolongou por três horas, durante as quais os russos levaram ataques em várias regiões do país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-um-milhao-de-casas-sem-eletricidade-na-ucrania-diz-conselheiro-de-zelensky
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O que está a acontecer em Kherson, na Ucrânia?
Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia / Lusa
22 out 2022 19:59
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Autoridades pró-russas instaladas em Kherson, no sul da Ucrânia, ordenaram hoje que todos os residentes abandonassem "imediatamente" a cidade antes de um avanço das forças ucranianas.
Como chegou o aviso?
Numa mensagem no Telegram, as autoridades pró-Kremlin apelaram aos civis daquela que é uma das das principais áreas urbanas ocupadas pelos invasores no início da guerra que utilizem barcos para atravessar o rio Dnieper, para se dirigirem em direção a territórios controlados pela Rússia.
Porquê abandonar o território?
As forças russas citaram uma situação de tensão e uma alegada ameaça de bombardeamentos e “ataques de terror” por Kiev.
Quando começou a contra-ofensiva ucraniana nesta região recentemente anexada por Moscovo?
Em 13 de outubro, o governador interino da região de Kherson nomeado por Moscovo, Vladimir Saldo, pediu à população civil da parte desse território que se encontra na margem direita do Dnieper que se dirigisse para a outra margem, perante o avanço das tropas ucranianas.
Esta quarta-feira, quando começou a retirada organizada, Saldo afirmou que, no primeiro dia, mais de 7.000 cidadãos foram transportados em ‘ferries’ para a margem esquerda do rio Dnieper.
No total, as autoridades pró-russas pretendem retirar entre 50.000 e 60.000 habitantes num prazo de seis dias.
Além disso, já instalaram as estruturas do poder da administração civil e militar fora da capital regional, também do outro lado do rio.
Os ‘contra-ataques’ ucranianos em zonas fronteiriças russas estão a tornar-se mais frequentes e ainda esta semana as autoridades de Kursk e Belgorod relataram a destruição de uma subestação elétrica e de uma estação ferroviária.
As forças ucranianas atacaram, na sexta-feira, rotas de reabastecimento militares da Rússia em Kherson, tendo em vista um ataque em larga escala às posições russas na região.
Kyrylo Tymoshenko, conselheiro da presidência ucraniana, afirmou que “88 localidades foram retomadas” até agora às forças russas na região de Kherson, mais 13 do que o anterior balanço da ofensiva na região por Kiev.
Há vítimas mortais?
As autoridades russas alegaram a morte de quatro pessoas, incluindo dois jornalistas, durante um bombardeamento noturno numa ponte em Kherson.
O exército ucraniano negou ter alvejado civis: “Não estamos a atingir as infraestruturas essenciais, não estamos a atingir assentamentos pacíficos e a população local”, disse uma porta-voz, Natalia Goumenyuk.
A porta-voz do comando operacional da Ucrânia no sul do país garantiu que a ponte Antonivskyi foi atingida apenas após as 22:00 locais, hora de recolher obrigatório para a população civil.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-que-esta-a-acontecer-em-kherson-na-ucrania
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Espanha envia aviões e militares para ajudar na proteção do flanco oriental da NATO
MadreMedia / Lusa
22 out 2022 18:54
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
(http://Espanha vai enviar, nos próximos dois meses, seis caças Eurofighter para a Bulgária e oito F18M para a Roménia, para ajudar na vigilância do espaço aéreo e auxiliar na proteção do flanco oriental da NATO.)
Estes novos envios são resposta a um apelo do Comando Aéreo da NATO (Aircom), para os países aumentarem as suas contribuições de forma sustentada no tempo, para reforçar o escudo aéreo no flanco oriental, perante a invasão russa da Ucrânia.
De acordo com o Ministério da Defesa espanhol, num comunicado citado pela agência Efe, está previsto o envio de um novo destacamento na Bulgária entre 14 de novembro e 2 de dezembro.
Espanha irá enviar para a base aérea de Bezmer um destacamento aerotático de seis Eurofighter e 130 militares, com o objetivo de realizar missões de treino e policiamento aéreo, se a aliança Atlântica o exigir.
O destacamento previsto para a Roménia começa em 1 de dezembro e irá prolongar-se até 31 de março de 2023, na base aérea de Fetesi, sendo enviados oito F18M e 130 militares, que também irão realizar missões de treino e policiamento aéreo.
Este destacamento irá juntar-se ao que foi enviado em 17 de outubro para o quartel romeno de Schitu, onde até 31 de março (prazo prorrogável até 30 de junho) permanecerá o DAT Tigru, formado por um radar de vigilância aérea de longo alcance para controlar o espaço do flanco oriental da NATO.
O radar saiu do porto de Cartagena, com destino à cidade romena de Costanza, no dia 10 de outubro, e 38 militares foram mobilizados para o manterem ativo 24 horas por dia, sete dias por semana.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro, Espanha enviou até setembro destacamentos aerotáticos para a Bulgária (quatro Eurofighter e 133 militares), Lituânia (oito F18M e 130 militares) e Estónia (quatro Eurofighter e 70 militares).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/espanha-envia-avioes-e-militares-para-ajudar-na-protecao-do-flanco-oriental-da-nato
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Zelensky afirma que ataques russos à rede elétrica não impedem avanço de tropas ucranianas
MadreMedia / Lusa
23 out 2022 08:27
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, garantiu que os ataques russos à rede elétrica do país, que deixou hoje mais de um milhão de ucranianos sem luz, não impedirão o avanço das tropas para recuperar os territórios ocupados.
Os russos “mentem quando dizem que esse terror contra a nossa infraestrutura e o nosso povo pode de alguma forma retardar as ações do nosso exército, ou criar algumas dificuldades à nossa defesa”, afirmou Zelensky, citado pela agência Efe, no habitual discurso noturno.
Mais de um milhão de habitações ficaram sem eletricidade na Ucrânia, na sequência de ataques russos às infraestruturas elétricas do país, revelou Kyrylo Timochenko, um conselheiro do Presidente ucraniano,.
“Ao dia de hoje, 672.000 clientes foram desligados na região de Khmelnytstyi, 188.400 na região de Mykolaiv, 102.000 na região de Volyn, 242.00 na região de Cherkasy, 174.790 na região de Rivne, 61.913 na região de Kirovograd e 10.500 na região de Odessa”, precisou Timochenko nas redes sociais, citado pela agência France-Presse.
“Nem este ataque dos terroristas, nem nenhum outro ataque semelhante irá parar os nossos defensores, que estão a receber tudo o que precisam para defender o país e estão a avançar todos os dias”, enfatizou o Presidente ucraniano.
Zelensky disse que ainda que “parcialmente às escuras” a vida na Ucrânia “continua civilizada”, ao contrário do que acontece na Rússia, onde têm “a mesma selvajaria” com eletricidade “como nos tempos antigos”.
O operador da rede de distribuição elétrica da Ucrânia, Ukrenergo, alertou que os danos nas infraestruturas energéticas provocados pelos ataques russos podem ser mais graves que os causados pelos bombardeamentos ocorridos entre 10 e 12 de outubro.
Entre 10 e 18 de outubro, 408 instalações da infraestrutura ucraniana foram alvo de ataque e destruição por parte das forças russas e um terço das centrais elétricas da Ucrânia foram danificadas.
Devido à escassez de energia elétrica em consequência dos ataques russos, a Ucrânia viu-se obrigada a fazer cortes de luz.
Já hoje de manhã foi lançado um alerta de ataques aéreos para todo o território ucraniano, que se prolongou por três horas, durante as quais os russos levaram ataques em várias regiões do país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-afirma-que-ataques-russos-a-rede-eletrica-nao-impedem-avanco-de-tropas-ucranianas
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Rússia anuncia destruição de depósito com 100 mil toneladas de combustível na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
23 out 2022 19:30
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O exército russo anunciou hoje ter destruído um depósito com “mais de 100 mil toneladas” de combustível na sequência de um bombardeamento na região ucraniana de Cherkasy, no centro-este do país, segundo fonte oficial.
O ataque aconteceu concretamente na população de Smela, de acordo com o porta-voz do exército do exército, o general Igor Konashenkov, em declarações à Interfax, citadas pela agência Europa Press.
O responsável deu conta da destruição, na localidade de Alekseyevka, de um armazém de petróleo com combustível diesel para os equipamentos militares das Forças Armadas ucranianas.
Outros cinco depósitos de munições das Forças Armadas da Ucrânia também foram destruídos em várias regiões, tal como seis projeteis do sistema norte-americano de alta mobilidade Himars e um míssil anti-radar Harm, perto da região de Kherson, este do país.
Segundo autoridades locais, nas regiões fronteiriças de Kursk e Belgorod e na província ucraniana anexada de Lugansk, a Rússia começou a construir linhas de defesa.
“Esta semana completou-se o trabalho de dotação de pessoal e construção de duas linhas de defesa reforçadas da região de Kursk”, escreveu hoje no seu canal do sistema de mensagens Telegram Roman Starovoit, governador de Kursk, que faz fronteira com a província ucraniana de Sumy.
Exibindo fotografias, o responsável mostrou os trabalhos desenvolvidos, incluindo o de escavações de uma trincheira para um terceira linha de defesa, que deve ficar pronta em 05 de novembro.
“Estamos prontos para repetir qualquer invasão no nosso território”, disse.
No sábado, o governador de Belgorod, que faz fronteira com a região ucraniana de Kharkiv, publicou imagens com estruturas de proteção antitanques, semelhantes a “dentes de dragão”, blocos de cimentos piramidais usados na Segunda Guerra Mundial para impedir o avanço de brigadas mecanizadas.
Estas linhas de defesa juntam-se às que estão a ser erguidas pelo grupo Wagner em Lugansk, no este da Ucrânia, com escavações e dentes de dragão, apelidada de “linha Prigozhin” ou “linha Wagner”.
Os serviços de informações britânicos revelaram na sua análise de hoje que o projeto sugere que a Rússia “está a fazer um esforço significativo para preparar defesas em profundidade atrás da atual linha da frente, provavelmente para impedir qualquer contraofensiva ucraniana rápida”.
Londres indica que, se os mapas de construção das linhas de defesa forem tão exatos como afirma Prigozhin, fundador do grupo Wagner, “é provável que as obras se inclinem a integrar o rio Siverski Donets na zona defensiva, seguindo parcialmente a linha de controlo de 2015”.
O Instituto para o Estudo da Guerra, dos Estados Unidos, defendeu, por seu lado, no seu relatório de hoje que os mapas russos mostram que a extensão da “linha Wagner” proposta por Prizoghin defenderia a fronteira entre a região russa de Belgorod e as províncias ucranianas de Sumi, Kharkiv e Lugansk.
Mas acrescenta que não conseguiria cobrir o norte de Lugansk, contrariando as promessas do Kremlin de defender toda a região anexada, sendo apenas suficiente para cobrir a zona já controlada pela Rússia antes da invasão de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-anuncia-destruicao-de-deposito-com-100-mil-toneladas-de-combustivel-na-ucrania
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Autoridades russas de Kherson criam milícia local e dizem que todos os homens podem entrar
MadreMedia
24 out 2022 08:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades russas instaladas na região de Kherson revelaram esta segunda-feira a criação de uma milícia local.
"Para todos os homens que desejam permanecer em Kherson, apesar da crescente ameaça à segurança de todos, devido às ações dos nacionalistas ucranianos, a oportunidade foi criada para se juntarem às unidades de defesa territorial da cidade", revelaram as autoridade em comunicado.
De acordo com o governo, as forças de segurança continuam a assegurar a segurança na cidade, mesmo depois de terem pedido aos moradores da região que saiam da cidade devido às preocupações com o avanço das tropas ucranianas.
Na última quinta-feira, 13 de outubro, o governador interino da região de Kherson nomeado por Moscovo, Vladimir Saldo, pediu à população civil da parte desse território que se encontra na margem direita do Dnieper que se dirigisse para a outra margem. De acordo com as autoridades, cerca de 25 mil pessoas já terão sido evacuadas da cidade.
No total, as autoridades pró-russas disseram pretender retirar entre 50.000 e 60.000 habitantes.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-russas-de-kherson-criam-milicia-local-e-dizem-que-todos-os-homens-podem-entrar
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Teerão acorda venda de 40 turbinas a Moscovo para ajudar indústria do gás russa
Agência Lusa 24 out 2022 07:55
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Foto Gevorg Ghazaryan/Shutterstock.com
O Irão assinou um contrato com a Rússia para fornecer 40 turbinas para ajudar a indústria de gás do país, atingida pelas sanções ocidentais devido à invasão da Ucrânia, segundo a agência de notícias estatal, Shana.
Os "sucessos industriais" do Irão "não se limitam ao campo de mísseis e 'drones'", disse o diretor executivo da Iranian Gas Engineering and Development Company, Reza Noushadi, citado na notícia.
"Atualmente, 85% das instalações e equipamento necessários à indústria do gás são fabricados dentro do país e, tendo em conta esta capacidade, foi recentemente assinado um contrato para exportar 40 turbinas de fabrico iraniano para a Rússia", acrescentou, sem especificar quando o contrato foi assinado ou quando se espera que as turbinas sejam entregues.
Como resultado das sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro, a Rússia reduziu ou suspendeu o abastecimento a vários países europeus, fazendo disparar os preços da energia.
O Kremlin diz que as sanções impediram a manutenção das infraestruturas de gás da Rússia. E o Ocidente acusou a Rússia de utilizar o fornecimento de gás como uma arma.
Segundo Noushadi, as sanções dos EUA contra a Rússia destinam-se a excluir Moscovo do mercado do gás e eliminar "um dos maiores concorrentes" dos EUA neste mercado.
A Rússia e o Irão, lar de algumas das maiores reservas de gás do mundo, estão sujeitos a duras sanções dos EUA. Ambos os países sublinharam nos últimos meses a importância de aumentar a cooperação.
O Presidente iraniano, Ebrahim Raissi, disse ao homólogo russo, Vladimir Putin, em meados de setembro, que a cooperação entre os dois países os tornaria "mais fortes".
O Presidente russo visitou Teerão em julho, onde se encontrou com o Presidente, Raissi, e o líder supremo do Irão, o Ayatollah Ali Khamenei, que também apelou a uma "cooperação a longo prazo" mais forte com Moscovo.
Teerão negou recentemente ter fornecido à Rússia armas utilizadas na ofensiva da Ucrânia, em resposta às acusações de Kiev e dos aliados ocidentais de que Moscovo está a utilizar 'drones' de fabrico iraniano na Ucrânia.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/10/24/333267-teerao-acorda-venda-de-40-turbinas-a-moscovo-para-ajudar-industria-do-gas-russa/
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Ucrânia: civis mobilizados da Rússia ameaçam motins: sem treino, armas de má qualidade e preços inflacionados dos equipamentos que têm de pagar
Por Francisco Laranjeira em 09:57, 24 Out 2022
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Ucrânia: civis mobilizados da Rússia ameaçam motins: sem treino, armas de má qualidade e preços inflacionados dos equipamentos que têm de pagar
Por Francisco Laranjeira em 09:57, 24 Out 2022
O conflito na Ucrânia não está a correr bem para o exército russo – este domingo, um Su-30 colidiu com um bloco de apartamentos na cidade russa de Irkutsk, o que perfez 64 aviões de combate russos abatidos pela Ucrânia ou em acidentes, outro recorde negativo na história da guerra moderna, exemplificativo dos enormes danos que a invasão está a provocar naquele que era considerado o segundo maior exército do mundo.
Se no ar o cenário não é famoso para Putin, no terreno as notícias não são igualmente animadoras, resumiu esta segunda-feira o jornal espanhol ‘El Mundo’: em Kherson, a primeira cidade conquistada pelos russos, morreram vários soldados russos conforme o veículo onde seguiam ter explodido no centro da cidade. Na região de Zaporizhia, o hotel Alisa, onde os russos montaram acampamento, explodiu igualmente. Os canais militares russos estão cada vez mais pessimistas sobre o destino de Kherson e da sua guarnição. Para a maioria, parece inevitável uma retirada ordenada. O problema é que não é fácil sair do território sem sofrer baixas ou deixar para trás uma grande quantidade de armamento pesado.
Durante o fim de semana, civis alvo de mobilização parcial publicaram um vídeo no qual podia ver-se um grande grupo de recém-mobilizados, com o rosto tapado, a mostrar a sua indignação com a total falta de treino que receberam, a má qualidade das armas e os preços inflacionados dos equipamentos que tiveram de pagar por si mesmos. Foram levados para a base de Soloti, na região fronteiriça de Belgorod, onde não receberam uma hora de treino. “Disseram-nos que não esperavam nada de nós”, confessou um dos recrutas. “Há pessoas aqui que não conseguem nem 15 quilos de peso, quanto mais mochilas e armas, que chegam a pesar 25 quilos.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-civis-mobilizados-da-russia-ameacam-motins-sem-treino-armas-de-ma-qualidade-e-precos-inflacionados-dos-equipamentos-que-tem-de-pagar/
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Ucrânia: alegações de “bomba suja” da Rússia provocam receios de escalada do conflito
Por Francisco Laranjeira em 10:16, 24 Out 2022
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A guerra na Ucrânia está a tender para “uma escalada descontrolada”, denunciou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, que acusou os responsáveis ucranianos de querer detonar uma “bomba suja”. A alegação foi denunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, que classificou a possibilidade como “absurda e perigosa.” “As mentiras russas sobre a Ucrânia supostamente planear uma ‘bomba suja’ são tão absurdas como perigosas”, escreveu, na rede social Twitter, Dmytro Kuleba.
(https://i.ibb.co/cLFvQBY/Captura-de-ecr-2022-10-24-200249.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Numa declaração conjunta, Grã-Bretanha, França e Estados Unidos garantiram que “o mundo veria qualquer tentativa de usar essa alegação como um pretexto para a escalada”. Responsáveis dos três países reiterarm o seu apoio à Ucrânia e deixaram claro a Shoigu a sua rejeição das “alegações transparentemente falsas da Rússia”.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apontou, este domingo, que a Rússia era a única na região capaz de usar armas nucleares. “Se a Rússia ligar e disser que a Ucrânia está supostamente a preparar algo, isso significa uma coisa: a Rússia já preparou tudo”, garantiu Zelensky. “Acredito que agora o mundo deve reagir da maneira mais dura possível.”
O Ministério da Defesa da Rússia referiu que o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, expressou preocupação este domingo aos seus colegas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Turquia sobre “possíveis provocações ucranianas envolvendo uma ‘bomba suja'”.
Uma “bomba suja” é um dispositivo que usa explosivos convencionais para espalhar material radioativo. A Comissão Reguladora Nuclear dos EUA diz que a maioria das bombas sujas “não libertaria radiação suficiente para matar pessoas ou causar doenças graves”, mas poderia criar o pânico. As bombas nucleares, em comparação, têm explosões que são milhões de vezes mais poderosas, de acordo com o NRC.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-alegacoes-de-bomba-suja-da-russia-provocam-receios-de-escalada-do-conflito/
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Shakhtar Donetsk pede exclusão do Irão do Campeonato do Mundo
Sportinforma
24 out 2022 10:48
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As lágrimas de Roman Yaremchuk e de Oleksandr Zinchenko, depois do segundo golo da Ucrânia diante da Escócia, no apuramento para o Mundial2022. Momento difícil para os ucranianos, que longe, tentam dar uma algria ao seu povo, nestes meses de sofrimento @EPA/Robert Perry @EPA/Robert Perry
Alegado uso de drones iranianos em ataques à Ucrânia na base do pedido.
O Shakhtar Donetsk veio esta segunda-feira, através das suas redes sociais oficiais, pedir à FIFA o afastamento da seleção iraniana do próximo Campeonato do Mundo, a realizar no Qatar, daqui a menos de um mês.
Na raiz deste pedido está o alegado uso de drones iranianos por parte do exército russo em ataques a cidades ucranianas. No texto publicado na sua conta de Twitter oficial, o Shakhtar fala em mais de 250 drones iranianos utilizados no conflito entre Rússia e Ucrânia e que, segundo o mesmo, contribuíram para a destruição de "casas, museus, universidades, escritórios, terrenos desportivos e recreios", e ainda para a morte de muitos ucranianos.
"Enquanto a liderança iraniana se estiver a divertir a observar a seleção, no Mundial, ucranianos serão mortos por drones e mísseis iranianos. Quase 250 drones já atacaram cidades pacíficas da Ucrânia. Cada um deles foi produzido e entregue pelas autoridades iranianas. Instrutores e exército iranianos treinaram e geriram, diretamente, o lançamento de drones que destruíram casas, museus, universidades, escritórios, terrenos desportivos e recreios, e, mais importante, mataram ucranianos, incluindo crianças", lê-se no texto publicado.
Assim, o clube ucraniano pede que a Federação iraniana seja devidamente punida, apelando à FIFA e à comunidade internacional para a exclusão seleção nacional excluída do Mundial.
"Crianças que também sonhavam ver a sua seleção nacional no Mundial. O Shakhtar Donetsk pede à FIFA e a toda a comunidade internacional que afaste, imediatamente, a seleção nacional iraniana da disputa do Campeonato do Mundo, face à participação direta em ataques terroristas a ucranianos. Esta será uma decisão justa, que deve chamar a atenção de todo o mundo para um regime que mata as suas melhores pessoas e ajuda a matar ucranianos", continua.
Finalmente, o campeão nacional ucraniano pede que seja a própria seleção nacional da Ucrânia a tomar o lugar deixado vago pelo Irão, relembrando do trajeto recente daquela seleção nacional e do que alcançou tendo em conta as circunstâncias a que esteve e está sujeita.
"A vaga deveria ser ocupada pela seleção nacional da Ucrânia, que provou que é digna da participação no Mundial. Com condições desiguais face a outras seleções nacionais, durante os 'playoffs', jogaram com coração. Esta decisão é histórica e desportivamente justificada. Apelo a todos que se juntem à pressão sobre a burocracia do futebol. Chega de repetir os erros cometidos no Campeonato do Mundo de 2018, na Rússia, escondendo-se atrás da tese vazia sobre a apoliticidade do desporto"
(https://i.ibb.co/tKQNDH1/Captura-de-ecr-2022-10-24-200608.jpg)
Fonte de imagem: desporto.sapo.pt
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/shakhtar-donetsk-pede-exclusao-do-irao-do-campeonato-do-mundo
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“Mesmo que a paz pareça distante, a reconstrução deve ser considerada agora”. Líderes europeus pedem um novo ‘Plano Marshall’ para a Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 11:20, 24 Out 2022
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O chanceler alemão, Olaf Scholz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apelaram à criação de um ‘Plano Marshall’ para reconstruir a Ucrânia. “A forma de reconstrução determinará que país será a Ucrânia no futuro. Um Estado constitucional com instituições fortes? Uma economia ágil e moderna? Uma democracia vigorosa que pertence à Europa? Embora se deva sempre ter cuidado com comparações históricas, aqui está nada menos do que criar um novo Plano Marshall”, apontaram os dirigentes europeus, num artigo publicado este domingo no jornal alemão ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’.
“Mesmo que a paz ainda pareça distante para a Ucrânia, a reconstrução deve ser considerada agora”, explicaram o presidente da Comissão e o chanceler alemão, que vai discutir, esta segunda-feira, com o seu homólogo ucraniano, Denis Shmihal, num fórum empresarial germano-ucraniano focado nos esforços de reconstrução em Berlim. “Lá queremos discutir com especialistas como a comunidade internacional pode ajudar e apoiar melhor a Ucrânia na sua reconstrução”, pôde ler-se no artigo conjunto.
A Europa tem um papel especial a desempenhar no apoio à Ucrânia porque o país é candidato à adesão à UE, escreveram Scholz e Von der Leyen: “O caminho da reconstrução é, portanto, também o caminho da Ucrânia para a União Europeia. A Ucrânia também está a defender a ordem internacional baseada em regras, a base de nossa coexistência pacífica e prosperidade em todo o mundo. Portanto, quando apoiamos a Ucrânia, estamos a construir o nosso futuro e o da nossa Europa comum”, disse.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mesmo-que-a-paz-pareca-distante-a-reconstrucao-deve-ser-considerada-agora-lideres-europeus-pedem-um-novo-plano-marshall-para-a-ucrania/
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Europa enfrenta dilema: dar apoio militar à Ucrânia ou correr o risco de uma futura agressão da Rússia?
Por Francisco Laranjeira em 12:37, 24 Out 2022
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A Europa enfrenta um dilema: a falta de armas no espaço europeu tem levado diversos países a avaliar o risco de um ataque russo se os respetivos stocks ficarem muito baixos e por isso mesmo podem travar o envio das suas armas para a Ucrânia.
Segundo a ‘Associated Press’, a invasão russa da Ucrânia sobrecarregou os stocks de armas em alguns dos maiores países da NATO – os Estados Unidos e restantes aliados enviaram milhares de milhões de euros em armas e equipamentos para a Ucrânia. Houve países que forneceram todas as suas armas da era soviética e aguardam substitutos americanos.
No entanto, alguns países europeus podem ter dificuldade em reabastecer rapidamente os seus depósitos pois muitos deixaram de ter um sector de defesa forte que possa produzir rapidamente as armas e munições necessárias. Assim cresce o dilema: devem continuar a enviar os seus stocks de armas para a Ucrânia e potencialmente aumentar a sua própria vulnerabilidade a um possível ataque russo? Ou devem manter o que sobrou, o que faz crescer a possibilidade de uma vitória russa na Ucrânia?
“Acreditamos que a Rússia pode restaurar as suas capacidades mais cedo ou mais tarde, porque o presidente russo pode ordenar que os fabricantes de armas mudem para uma produção de 24 horas”, referiu o ministro da Defesa da Estónia, Hanno Pevkur, que revelou que Moscovo enviou soldados não para a frente do conflito mas para fábricas militares.
A Rússia tem um histórico de reconstrução das suas forças armadas para lançar uma invasão contra os seus vizinhos europeus a cada poucos anos, denunciou Pevkur, citando a guerra de 2008 na Geórgia, a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia em 2014 e agora a invasão em larga escala da Ucrânia.
Diversos países, incluindo a Alemanha, estão a enfrentar dificuldades. “Os recursos da Bundeswehr são limitados, como é o caso de outros países europeus”, afirmou o Ministério da Defesa alemão, garantindo que está a trabalhar para eliminar as lacunas.
Os stocks são baixos porque os gastos militares tornaram-se uma prioridade menor para muitos países europeus desde o fim da Guerra Fria. “Quando os noruegueses usam caças F-16 e F-35 em vez de caças suecos, isso afeta a força do mercado de defesa europeu”, disse Max Bergmann, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
Os Estados Unidos há muito pedem a outros Estados-membros da NATO que aumentem os seus gastos na defesa para 2% do PIB, uma meta que a maioria não conseguiu cumprir. Somente após a invasão russa é que os países europeus comprometeram-se a aumentar significativamente os gastos com defesa. Ao mesmo tempo, estão a enviar grande parte do que têm à sua disposição para a Ucrânia.
A Estónia deu à Ucrânia o equivalente a um terço do seu orçamento de defesa, disse Pevkur. A Noruega enviou à Ucrânia mais de 45% do seu stock de obuses, à Eslovénia quase 40% dos seus tanques e à Chéquia cerca de 33% dos seus lançadores de foguetes Salvo, segundo o instituto IfW em Kiel, na Alemanha. O Stimson Center, com sede em Washington, estimou que a guerra na Ucrânia reduziu o stock americano de mísseis antitanque Javelin em até um terço e de mísseis antiaéreos Stinger em 25%.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/europa-enfrenta-dilema-dar-apoio-militar-a-ucrania-ou-correr-o-risco-de-uma-futura-agressao-da-russia/
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Ucrânia: apenas 10% dos cidadãos ucranianos são a favor de negociações com a Rússia, aponta sondagem
Por Francisco Laranjeira em 12:59, 24 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-ucranianos.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A resistência armada da Ucrânia contra a agressão russa deve continuar, apontou esta segunda-feira uma sondagem realizada pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev: 86% dos inquiridos apoiam a resistência, dos quais 71% concordam “fortemente” com o combate às tropas russas, apesar do contínuo bombardeamento de cidades ucranianas e destruição de infraestruturas.
Houve também 15% dos entrevistados que concordam “um pouco” com isso. Apenas 10% dos entrevistados responderam ser necessário avançar para as negociações para interromper os bombardeamentos o mais rápido possível, mesmo que tenham de ser feitas concessões à Federação Russa.
A grande maioria dos entrevistados de língua russa (66%) também acredita que deve ser oferecida resistência armada, mesmo com os bombardeamentos contínuos – no entanto, cerca de 29% dos entrevistados de língua russa são a favor de iniciar negociações de paz.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-apenas-10-dos-cidadaos-ucranianos-sao-a-favor-de-negociacoes-com-a-russia-aponta-sondagem/
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Putin está a construir hospitais subterrâneos para preparar escalada de violência na guerra, avisam especialistas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:11, 24 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin estará a preparar uma escalada de violência na guerra com a Ucrânia e antecipa um conflito com o Ocidente, razão pela qual está a construir hospitais subterrâneos e estará a planear novos esforços de recrutamento de mais militares para as forças russas, avisam especialistas ouvidos pelo Daily Mirror.
Segundo fonte da Segurança europeia, o presidente russo planeia mesmo destruir com a barragem de Kakhovka, na Ucrânia, com o objetivo de provocar a NATO a envolver-se diretamente no conflito. O ataque causaria inundações devastadoras em Kherson, bem como causaria apagões elétricos em todo o país, já que a as centrais de produção elétrica ucranianas têm sido alvo de fortes ofensivas russas nas últimas semanas, fragilizando e ondo em causa a rede de distribuição de energia.
Acredita-se que as forças de Moscovo já terão minado toda a envolvente à estrutura e querem ‘testar’ o Ocidente caso detonem os explosivos.
“Isto não será uma escalada de violência em termos de ataques nucleares, mas vai ao limite a partir do qual a NATO reage. A Rússia sabe que vai enfrentar consequências sérias, ainda que não apregoadas, se lançar um ataque nuclear. Por isso está a testar o Ocidente com atrocidades que estejam abaixo desse limite”, explica um responsável.
“Se acontecer a explosão da barragem, servirá de teste à reação do Ocidente e a Rússia continuará a avançar até encontrar o limite de tolerância da NATO. É ridículo alguém pensar que são verdade as declarações da Rússia de que a Ucrânia vai atacar a barragem. Tudo não passa de uma ‘operação de bandeira falsa’. E se o Ocidente reage, isso significaria um confronto direto com a Rússia e uma escalada a série de violência. Enquanto assim for, a Rússia vai continuar a tentar provocar uma reação e depois, esperamos, verificar-se-á um desacelerar do conflito. Até lá, é guerra por todas as frentes”, termina a mesma fonte.
Segundo oficiais de segurança europeus, há informação de que as caves e subterrâneos de várias cidades russas estão a ser convertidos em ‘hospitais subterrâneos’, unidades de saúde improvisadas para responder a eventuais emergências civis. A Duma, o parlamento russo, está também a preparar legislação para aumentar os esforços de recrutamento de mais militares para o Exército da Rússia, aumentar a mobilização militar de alguns meses para dois anos, e também passar a aceitar mulheres no processo de recrutamento de tropas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-esta-a-construir-hospitais-subterraneos-para-preparar-escalada-de-violencia-na-guerra-avisam-especialistas/
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Moscovo diz que”bomba suja” ucraniana entrou na fase final de preparação
Por MultiNews Com Lusa em 13:47, 24 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia insistiu hoje que a Ucrânia poderá usar uma “bomba suja”, contendo material radioativo, cuja preparação entrou na “fase final”, uma acusação rejeitada por Kiev e pelos seus aliados ocidentais.
“De acordo com as informações de que dispomos, duas organizações ucranianas têm instruções específicas para fazer a chamada `bomba suja`. O seu trabalho entrou na fase final”, disse o chefe da unidade de proteção radiológica, química e biológica das forças armadas russas, tenente-general Igor Kirillov, citado pela agência francesa AFP.
Kirillov disse que Kiev pretende “acusar a Rússia de utilizar armas de destruição maciça” na Ucrânia e lançar, assim, “uma poderosa campanha antirrussa destinada a minar a confiança em Moscovo”.
A Rússia tem reivindicado, desde domingo, que Kiev pretende usar em território ucraniano uma arma convencional contendo material radioativo, designada por “bomba suja”, para culpar a Rússia e desencadear uma resposta dos aliados ocidentais.
Tratar-se-ia de uma operação de `bandeira falsa`, usada num conflito de modo a aparentar ser realizada pelo inimigo para tirar partido das suas consequências.
Kirillov disse que a Ucrânia quer, em particular, “intimidar a população local e aumentar o fluxo de refugiados através da Europa”.
“A detonação de um dispositivo explosivo radioativo conduziria inevitavelmente à contaminação da área, que poderia cobrir vários milhares de metros quadrados”, advertiu.
Kirillov também acusou o Reino Unido de manter contactos com Kiev “sobre a questão de a Ucrânia obter as tecnologias [necessárias] para a produção de armas nucleares”.
O general russo disse que na Conferência de Segurança de Munique, em 19 de fevereiro, cinco dias antes de a Rússia invadir o país vizinho, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou pretender restaurar o estatuto nuclear da Ucrânia.
Disse ainda, citado pela agência russa TASS, que Zelensky apelou, no fim de semana, para um ataque contra o Kremlin (presidência russa) se a Rússia bombardear o “centro de tomada de decisões” na Rua Bankova, em Kiev, onde se situa o seu gabinete.
Em contactos separados no domingo, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, alertou os homólogos norte-americano, francês, britânico e turco para “possíveis provocações por parte da Ucrânia” com o uso de uma “bomba suja”.
Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido declararam hoje, num comunicado conjunto, que as alegações de Moscovo são falsas.
A Ucrânia também desmentiu as alegações russas, que considerou absurdas e perigosas, e Zelensky pediu aos aliados ocidentais uma resposta a Moscovo “tão dura quanto possível”.
A invasão da Ucrânia pela Rússia mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Uma das consequências foi a fuga de mais de 7,7 milhões de pessoas para países europeus, havendo ainda mais de seis milhões de deslocados internos, segundo a ONU.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/moscovo-diz-quebomba-suja-ucraniana-entrou-na-fase-final-de-preparacao/
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Mundial2022: Diretor do Shakhtar pede substituição do Irão pela Ucrânia
Sportinforma / Lusa
24 out 2022 13:49
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Fonte de imagem: desporto.sapo.pt
Clube ucraniano pretende ver penalizado o país asiático pelo apoio prestado à invasão da Rússia.
O diretor-geral do Shakhtar Donetsk pediu hoje à FIFA para substituir o Irão pela Ucrânia no Mundial2022 de futebol, como forma de penalizar o país asiático pelo apoio prestado à invasão da Rússia, através do fornecimento de drones.
“Enquanto os dirigentes iranianos se divertirão a assistir aos jogos da sua seleção nacional no Campeonato do Mundo, os ucranianos estarão a ser mortos por drones e mísseis iranianos”, observou Sergei Palkin, em comunicado publicado nas redes sociais.
O diretor-geral do Shakhtar Donetsk decidiu “apelar à FIFA e à comunidade internacional para impedir de forma imediata a seleção nacional iraniana de disputar o Mundial, devido à participação direta do país nos ataques terroristas contra a Ucrânia”.
O Irão, treinado pelo português Carlos Queiroz, integra o Grupo B do Mundial2022, cuja fase final se realiza no Qatar, entre 20 de novembro e 18 de dezembro, em conjunto com as representações de Inglaterra, País de Gales e Estados Unidos.
A União Europeia já aprovou sanções contra pessoas e entidades iranianas pelo fornecimento de drones ‘kamikaze’ à Rússia, utilizados em ataques contra civis na Ucrânia, o que tem sido negado de forma veemente pelo Irão.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/mundial2022-diretor-do-shakhtar-pede-substituicao-do-irao-pela-ucrania
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40 países exigem que território ucraniano ilegalmente anexado pela Rússia seja devolvido
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:49, 24 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
40 países exigem que território ucraniano ilegalmente anexado pela Rússia seja devolvido
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:49, 24 Out 2022
Representantes de 40 países e várias organizações e associações internacionais participaram esta segunda-feira na primeira conferência parlamentar da Plataforma da Crimeia. O fórum, que decorreu em Zagreb, na Croácia, foi criado para apoiar a soberania da Ucrânia e exigir que a Rússia devolva ao país os territórios ilegalmente anexados de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Luhansk.
Entres os participantes na conferência inaugural do projeto está Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, que já disse que vai reafirmar “o compromisso inquebrável dos EUA a respeito da Ucrânia”.
A conferência terá Gordan Jandrokovic, presidente do parlamento da Croácia, e Ruslan Stefanchuk, presidente do parlamento da Ucrânia, coro oradores inaugurais. Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia também participará no encontro, por videoconferência.
Espera-se que, no final do encontro, seja emitida uma declaração conjunta de apoio à integridade territorial, soberania e fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia.
Ruslan Stefanchuk antecipou que a reunião seria “histórica”, na medida em que procurará formas, ferramentas e mecanismos para “impedir que alguém volte a mudar as fronteiras de um país como lhe apetecer”. O Parlamento Europeu, o Conselho Europeu, a OCDE, a NATO e a União Interparlamentar também estarão representados.
A Plataforma da Crimeia é uma iniciativa da Ucrânia e de Zelensky, cujo objetivo é reverter a anexação da Crimeia, feita pela Rússia em 2014. Para além disso, quer agora combater a anexação de quatro novos territórios, este ano, considerada “uma agressão incivilizada e desumana” por Gordan Jandrokovic.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/40-paises-exigem-que-territorio-ucraniano-ilegalmente-anexado-pela-russia-seja-devolvido/
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Kiev anuncia a reconquista de mais 10 zonas na região anexada de Kherson
Por MultiNews Com Lusa em 15:28, 24 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério da Defesa ucraniano disse que as novas reconquistas ocorreram durante o fim de semana, numa mensagem divulgada na rede social Telegram citada pela agência espanhola Europa Press.
Segundo o ministério, já foram libertadas 90 localidades que estavam sob controlo russo, abrangendo “mais de 12.000 pessoas que vivem” nessas áreas.
As autoridades também indicaram que “medidas de estabilização complexas” foram postas em prática nas localidades reconquistadas aos russos.
Equipas técnicas têm efetuado trabalhos de reparação e operações de instalação, inspeção e remoção de sistemas elétricos danificados nas áreas reconquistadas, segundo Kiev.
Após receber armamento dos aliados ocidentais, a Ucrânia lançou uma contraofensiva nas últimas semanas, que lhe permitiu reconquistar territórios controlados pela Rússia, incluindo nas regiões anexadas por Moscovo.
Face ao avanço das tropas ucranianas, as autoridades pró-russas de Kherson anunciaram hoje a criação de forças de defesa territorial para tentar defender a cidade.
“Para todos os homens que desejam ficar em Kherson, apesar da crescente ameaça em relação à segurança devido a ações dos nacionalistas ucranianos, existe a oportunidade de se juntarem às unidades de defesa territorial da cidade”, anunciou a administração pró-russa no Telegram.
Um dos dirigentes locais instalados por Moscovo, Kiril Stremousov, admitiu, na quarta-feira passada, que as forças ucranianas podem começar a avançar em direção a Kherson e apelou para a evacuação da cidade.
As autoridades pró-russas anunciaram, na semana passada, que pretendem transmigrar para a margem oriental do rio Dniepr 50.000 a 60.000 habitantes de Kherson “por motivos de segurança”.
A Rússia proclamou, em 30 de setembro, a anexação das regiões ucranianas de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Lugansk, que correspondem a 18 por cento da área da Ucrânia.
Moscovo já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, mergulhando a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kiev-anuncia-a-reconquista-de-mais-10-zonas-na-regiao-anexada-de-kherson/
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Afinal, o que é uma “bomba suja”? Tudo sobre a arma que a Rússia acusa a Ucrânia de querer usar
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:36, 24 Out 2022
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Esta segunda-feira, a guerra na Ucrânia fica marcada pela troca de uma série de acusações da Rússia sobre a preparação de uma “bomba suja” que, segundo o Kremlin, as tropas ucranianas vão usar num ataque que está “iminente”.
Mas do que se trata uma “bomba suja? Militarmente, esta arma é conhecida como Dispositivo de Dispersão Radiológica (RDD, na sigla original, em inglês). Trata-se de uma combinação de explosivos, como por exemplo a dinamite, com pós e projéteis radioativos.
Isto significa que uma “bomba suja” não tem capacidade para gerar uma explosão atómica, como o poderia fazer um dispositivo nuclear improvisado ou uma arma nuclear, de acordo com os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC). Nesta bomba, quando os explosivos são detonados, o impacto causado dispersa materiais radioativos em toda a área.
Assim, o maior perigo de destruição deste tipo de explosivo vem da radiação e não da explosão em si. Daí que se chame uma “bomba suja”, porque ‘suja’ todo o local onde explode com radioatividade devastadora.
A radiação produzida por estes engenhos pode causar lesões muito graves, bem como danos avultados em infraestruturas.
Na explosão de uma “bomba suja” apenas as pessoas mais próximas do local da detonação ficam expostas a quantidades de radiação suficientes para desenvolverem doenças graves no imediato, adiantam os CDC. No entanto, os pós radioativos ou projéteis radioativos, colocados no interior da bomba, podem ser dispersados por distâncias muito maiores, podendo ser perigosos, caso o pó seja inalado ou a radioatividade contaminar alimentos ou água.
A melhor maneira de nos protegermos de uma “bomba suja” é procurar refúgio dentro de um edifício, longe de quaisquer portas ou janelas, e permanecer no interior.
A Ucrânia tem negado todas as acusações da Rússia de que se prepara para usar uma “bomba suja” no conflito, ainda que o Kremlin reclame que o dispositivo já tinha entrado na última fase de preparação. Kiev garantiu aos EUA e à França que tudo não passam de mentiras russas e garantiu que todas as instalações estão abertas a inspeções para garantir que tal engenho não está a ser preparado.
“Uma campanha de desinformação da Rússia sobre a bomba suja pode ter como objetivo criar um pretexto para uma operação de bandeira falsa”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmitro Kuleba, dando nova força às informações que circulem de que a Rússia estará a preparar uma operação de bandeira falsa, com o objetivo de criar uma distração para a retirada de tropas russas de Kherson, onde a Ucrânia tem ganhado terreno todos os dias.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/afinal-o-que-e-uma-bomba-suja-tudo-sobre-a-arma-que-a-russia-acusa-a-ucrania-de-querer-usar/
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Exército ucraniano anuncia ter expulsado russos de quatro aldeias no nordeste
MadreMedia / Lusa
24 out 2022 19:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O exército da Ucrânia anunciou hoje ter expulsado as forças russas de quatro aldeias no norte do país, onde uma contraofensiva já lhe permitiu recuperar milhares de quilómetros quadrados de território em setembro.
“Graças às operações bem-sucedidas, as nossas tropas expulsaram o inimigo das localidades de Karmazynivka, Myasojarivka e Nevske, na região de Lugansk, e de Novosadove, na região de Donetsk”, localidades situadas perto umas das outras, indicou na rede social Facebook o Estado-Maior ucraniano.
Também hoje, as forças armadas da Ucrânia reivindicaram hoje a reconquista de mais dez localidades em Kherson (leste), uma das quatro regiões anexadas pela Rússia no final de setembro.
O Ministério da Defesa ucraniano disse que as novas reconquistas ocorreram durante o fim de semana, numa mensagem divulgada na rede social Telegram citada pela agência espanhola Europa Press.
Segundo o ministério, já foram libertadas 90 localidades que estavam sob controlo russo, abrangendo “mais de 12.000 pessoas que vivem” nessas áreas.
As autoridades também indicaram que “medidas de estabilização complexas” foram postas em prática nas localidades reconquistadas aos russos.
A Rússia proclamou, em 30 de setembro, a anexação das regiões ucranianas de Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk, que correspondem a 18 por cento da área da Ucrânia.
Moscovo já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/exercito-ucraniano-anuncia-ter-expulsado-russos-de-quatro-aldeias-no-nordeste
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Guerra na Ucrânia: Kiev acusa Moscovo de atrasar deliberadamente 165 navios de cereais
MadreMedia / Lusa
24 out 2022 19:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia acusou hoje a Rússia de atrasar deliberadamente a partida de mais de 165 navios de transporte de cereais, alargando inspeções realizadas segundo o acordo alcançado sobre estas entregas, cruciais para muitos países de África e Ásia.
“Desde 14 de outubro de 2022, os inspetores russos destacados para o centro de coordenação conjunta em Istambul estenderam significativamente a inspeção dos navios que se dirigem aos portos ucranianos para receber cereais ou que já foram carregados e estão a caminho do seu destino final”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano em comunicado.
“Como resultado, mais de 165 navios estão retidos perto do Estreito de Bósforo, e este número continua a aumentar todos os dias”, acrescentou, denunciando atrasos “politicamente motivados”.
De acordo com o ministério ucraniano, os atrasos retêm três milhões de toneladas de cereais destinadas a abastecer 10 milhões de pessoas.
Kiev acusou Moscovo de “minar a segurança alimentar global” e apelou à comunidade internacional para que pressione Moscovo.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha acusado na sexta-feira a Rússia de adiar “deliberadamente” a passagem de navios.
Segundo Zelensky, a China, o Egito, o Bangladesh, a Indonésia, o Iraque, o Líbano e os países do Magrebe estão entre os Estados afetados por estes atrasos.
Moscovo e Kiev acordaram em julho retomar as exportações de cereais da Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais, interrompidas desde o início da guerra no final de fevereiro, após um acordo patrocinado pela ONU e pela Turquia.
Mais tarde, a Rússia criticou o acordo, dizendo que as suas próprias exportações foram dificultadas pelas sanções impostas pelos países ocidentais.
A Rússia lançou uma ofensiva militar em território ucraniano que dura há oito meses e ameaça prolongar-se, uma invasão condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com apoio económico e militar à Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções políticas e económicas sem precedentes.
A guerra já provocou pelo menos 6.374 mortes de civis e 9.776 feridos, dados que a ONU dá como confirmados, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais, e um número indeterminado de mortes de soldados russos e ucranianos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-acusa-moscovo-de-atrasar-deliberadamente-165-navios-de-cereais
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Ucrânia anuncia ter expulsado russos de quatro aldeias
24 de outubro 2022 às 19:30
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Fonte de imagem: AFP
As forças armadas ucranianas reivindicaram também hoje a conquista de mais dez localidades em Kherson, uma das quatro regoões anexadas pela Rússia no final de setembro.
O exército ucraniano disse esta segunda-feira ter expulsado as forças russas de quatro aldeias do norte do país, numa contraofensiva que terá permitido recuperar milhares de quilómetros quadrados de território-
Na rede social Facebook, o Estado-Maior ucraniano, indicou que, "graças às operações bem-sucedidas" as tropas "expulsaram o inimigo das localidades de Karmazynivka, Myasojarivka e Nevske, na região de Lugansk, e de Novosadove, na região de Donetsk", localidades situadas perto umas das outras.
As forças armadas ucranianas reivindicaram também hoje a conquista de mais dez localidades em Kherson, uma das quatro regoões anexadas pela Rússia no final de setembro.
O Ministério da Defesa da Ucrânia adiantou que as reconquistas aconteceram este fim de semana, numa mensagem divulgada no Telegram e citada pela agência de notícias Europa Press.
De acordo com aquele organismo, já foram libertadas 90 localidades que estavam sob controlo russo, abrangendo "mais de 12.000 pessoas que vivem" nessas áreas.
As autoridades indicaram ainda que "medidas de estabilização complexas" foram postas em prática nas localidades reconquistadas aos russos.
Recorde-se de que 30 de setembro, a Rússia proclamou a anexação das regiões ucranianas de Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk, que correspondem a 18 por cento da área da Ucrânia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783889/ucr-nia-anuncia-ter-expulsado-russos-de-quatro-aldeias-
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Ucrânia. Kremlin ameaça com "escalada descontrolada"
25 de outubro 2022 às 08:18
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Ao ouvir o regime de Putin falar em supostas “armas sujas” ucranianas, Zelensky mostra-se seguro de que os russos estão a preparar alguma.
O Kremlin parece preparar-se para uma eminente derrota em Kherson, não só com a evacuação da cidade, mas também disparando alegações desacreditadas sobre o suposto desenvolvimento de “armas sujas” por parte da Ucrânia. A guerra está prestes a ter uma “escalada descontrolada”, declarou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, numa série de chamadas com os seu homólogos americanos, britânicos, franceses e turcos. Fazendo soar todos os alarmes, com o mundo a questionar-se quanto ao que o regime de Vladimir Putin estará a preparar.
Parece óbvio que os militares ucranianos - que tentam recapturar território o mais rápido possível antes que chegue o inverno, antevendo uma desaceleração nas operações - até sairiam prejudicados pelo uso de armas sujas, ou seja, que lançam material radiológico no ar com uma explosão convencional. Afinal, nesse cenário teriam de avançar a combater através do terreno contaminado, vendo o seu próprio povo afetado.
Contudo, como vemos desde o início da invasão, ao Kremlin tem importado pouco que as suas justificações sejam plausíveis aos olhos da comunidade internacional. O problema é que “se a Rússia liga a dizer que a Ucrânia alegadamente está a preparar algo, isso só pode significar uma coisa: que a Rússia já preparou isto tudo”, apontou Volodymyr Zelensky, falando à nação, domingo à noite. “Todos compreendem bem isso. Compreendem quem é a fonte de tudo o que é sujo que se pode imaginar nesta guerra”.
As alegações de Shoigu são vistas como preparação para o uso de armas não convencionais, no mais terrível dos cenários. Ou, no mínimo, como uma escalada das ameaças nucleares de Putin, tentando dissuadir a NATO de continuar a enviar apoio militar ao Governo de Kiev.
Talvez isso funcione, mas os ucranianos mostram-se resolutos . Apesar de meses de desgaste e dos recentes bombardeamentos com recurso a drones e mísseis, devastando zonas residenciais e a rede elétrica, 86% dos ucranianos defende a continuação da resistência armada contra a invasão, mostra uma sondagem do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS), revelada na segunda-feira. Mostrando que mesmo entre os inquiridos russófonos, que o regime de Putin afirma querer proteger, dois terços pretendem resistir.
“Sim, o terror continua, pessoas morrem ou ficam feridas, famílias ucranianas são obrigadas a passar as suas noites às escuras”, notou o vice-diretor do KIIS, Anton Hrushetskyi, citado pela Reuters. “Contudo, a dor nacional das perdas e destruição não assustam as pessoas”.
Sonhos quebrados No entanto, as ameaças do Kremlin tornam-se mais assustadoras consoante maior é o seu desespero. E a perda de Kherson seria um golpe tremendo, dado ser a única testa de ponte russa na margem ocidental do rio Dnipro.
Esta barreira natural poderia condenar quaisquer ambições de Putin em voltar à carga quando conseguisse recrutar, treinar e equipar tropas suficientes, sonhando tomar Odessa, roubando à Ucrânia toda a costa do Mar Negro. Daí que o Presidente russo tenha apostado tudo aqui - contra o conselho de alguns dos seus generais, deixando um buraco na linha da frente a sudeste de Kharkiv, que os militares ucranianos aproveitaram de forma espetacular - e colocado boa parte das suas forças de elite na cidade, avaliou o Instituto para o Estudo da Guerra.
No entanto, não chegou. O Kremlin ordenou o recrutamento forçado de todos os homens adultos de Kherson, esta segunda-feira, mas “enfrenta uma derrota inevitável”, avaliou o general Richard Dannatt, antigo chefe do exército britânico, à Sky News.
Isto apesar de estarem a chegar novas unidades militares russas à cidade, declarou o chefe das secretas militares ucranianas, Kyrylo Budanov. As forças do Kremlin têm estado “a preparar as ruas da cidade para a defesa”, assegurou em entrevista à Ukrainska Pravda.
Mesmo que os russos recorressem a rebentar a barragem de Kakhovka - que sustém uns 18 milhões de metros cúbicos de água, acima de Kherson - isso só adiaria o avanço das forças ucranianas umas duas ou três semanas, estimou Budanov. Com o efeito colateral de limitar o abastecimento de água na península da Crimeia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783909/ucr-nia-kremlin-ameaca-com-escalada-descontrolada
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Membros do próprio partido pedem a Biden que fale diretamente com Putin para acabar com a guerra
MadreMedia
25 out 2022 06:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um grupo de democratas liberais do Congresso dos EUA está a pressionar o presidente Joe Biden para que este converse diretamente com o líder da Rússia, Vladimir Putin, na tentativa de encontrar soluções para o fim da guerra na Ucrânia.
Assim, os membros do seu partido pretendem que Biden mude a estratégia que escolheu desde o início da guerra, sem diálogo com a Rússia, mostrando-se apenas disponível para apoiar financeiramente a Ucrânia ou com armas.
Com a aproximação do inverno e com a perspetiva dos republicanos - já admitiram cortar o apoio à Ucrânia - voltarem a ter a maioria no Congresso, este grupo de 30 democratas enviaram uma carta à Casa Branca a pedir então para que Joe Biden altere o seu plano para a guerra.
“Como legisladores responsáveis pelo gasto de dezenas de bilhões de dólares dos contribuintes dos EUA em assistência militar (...) acreditamos que tal envolvimento nesta guerra também cria uma responsabilidade para os Estados Unidos explorarem seriamente todos os caminhos possíveis, incluindo o envolvimento direto com a Rússia”, escreveram os democratas da Câmara na carta, nos quais se incluem Ilhan Omar, Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib ou Ayanna Pressley.
O grupo de democratas liberais pediram uma abordagem que poderia até incluir “incentivos para acabar com as hostilidades, incluindo alguma forma de alívio de sanções”, bem como um acordo internacional para “estabelecer garantias de segurança para uma Ucrânia livre e independente que sejam aceitáveis para todas as partes”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/membros-do-proprio-partido-pedem-a-biden-que-fale-diretamente-com-putin-para-acabar-com-a-guerra
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Presidente alemão em Kiev para visita surpresa à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
25 out 2022 09:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, chegou hoje a Kiev, numa visita surpresa à Ucrânia, disse a sua porta-voz à agência de notícias France-Presse (AFP).
“Estou ansioso pelo meu encontro com o Presidente Volodymyr Zelensky, em Kiev, e com a população do norte do país, onde quero ter uma ideia da sua vida num momento de guerra”, afirmou, citado numa nota enviada pela porta-voz.
Antes de se encontrar com Zelensky, Steinmeier visitará a pequena cidade de Korjukiwa (no norte do país, perto da fronteira com a Bielorrússia), que tinha sido ocupada por tropas russas.
A cidade, agora libertada, enfrenta o frio, já que as suas infraestruturas foram destruídas. O Presidente alemão vai oferecer à cidade ajuda para recuperar as infraestruturas energéticas.
“A minha mensagem aos ucranianos: podem contar com a Alemanha! Continuaremos a apoiar a Ucrânia: militarmente, politicamente, financeiramente e a nível humanitário”, sublinhou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-alemao-em-kiev-para-visita-surpresa-a-ucrania
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AIEA envia inspetores à Ucrânia para verificar alegações sobre “bomba suja”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:39, 25 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: Reuters
O organismo de vigilância nuclear da ONU prepara-se para enviar uma equipa de inspetores a duas regiões ucranianas, para aferir as alegações de que a Ucrânia planeia usar uma ‘bomba suja’, feitas pela Rússia.
Os inspetores deverão chegar já nos próximos dias, depois de Kiev ter feito um pedido expresso para tal, para desmentir todas as afirmações russas de que a Ucrânia está a preparar uma operação de ‘bandeira falsa’.
“A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) está ao corrente das afirmações feitas pela Federação Russa no domingo, relativas a alegadas atividades em duas zonas nucleares na Ucrânia”, afirmou o organismo em comunicado, acrescentando que os dois locais em causa já foram alvo de inspeção, uma das quais ocorreu há um mês.
“A IAEA está a preparar-se para visitar os referidos locais nos próximos dias”, afirma a agência, dizendo que irá “aferir a existência de possíveis atividades e material nucleares não-declarados”.
Segundo os meios de comunicação russos, os dois locais alegadamente envolvidos na operação seriam uma central de enriquecimento de minerais em Dnipropetrovsk e o Instituto de Investigação Nuclear, em Kiev.
A Agência Internacional de Energia Atómica não revelou, no entanto, se seriam esses os locais alvo de inspeção.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/aiea-envia-inspetores-a-ucrania-para-verificar-alegacoes-sobre-bomba-suja/
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Crimeia “é a única área da Europa onde está a ocorrer uma purga étnica e religiosa”, acusa Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 12:05, 25 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A península da Crimeia é a “única área na Europa onde está a ocorrer uma purga étnica e religiosa”, alertou esta terça-feira o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que acusou as forças russas de “cometerem milhares de crimes” na região anexada pela Rússia em 2014.
“Tornou-se impossível o desenvolvimento de uma vida normal na Crimeia. As forças de ocupação não só cometeram milhares de crimes no território mas é, desde 2014, a única área da Europa onde ocorre uma limpeza étnica de facto”, acusou o líder da Ucrânia.
“Se é muçulmano, os russos consideram que é culpado. Se é da Crimeia, também. Se tem um passaporte ucraniano, também”, esclareceu, durante o seu discurso no âmbito da primeira conferência parlamentar da Plataforma da Crimeia, que decorre em Zagreb, na Croácia, acusando as autoridades russas de “militarizar constantemente a Crimeia” e “destruindo deliberadamente a península”.
“Não será fácil reintegrar a Crimeia após anos de ocupação, mas graças à cooperação, poderemos garantir isso. Vamos mudar a situação completamente. O regresso da bandeira ucraniana à Crimeia é o regresso da normalidade habitual para todos os europeus, o regresso do que existe em cada um dos seus países – a normalidade de segurança, económica, legal, social e cultural. O regresso da bandeira ucraniana é a chegada da União Europeia à península no sentido pleno dessas palavras”, disse Zelensky.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/crimeia-e-a-unica-area-da-europa-onde-esta-a-ocorrer-uma-purga-etnica-e-religiosa-acusa-zelensky/
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Ucrânia: Putin “calculou mal a sua força e não pode vencer”, critica analista na televisão estatal russa
Por Francisco Laranjeira em 12:26, 25 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Numa rara admissão na televisão estatal russa, um convidado admitiu que a Rússia “calculou mal a sua força” quando o presidente Vladimir Putin decidu pela invasão da Ucrânia, em fevereiro último, e que o líder do Kremlin “não pode vencer”.
Victor Olevich, principal especialista político do Center for Actual Politics, numa intervenção no programa ‘Myesta Vstrechi’, comentou as alegações da Rússia de que Kiev estaria a preparar-se para usar uma “bomba suja” na Ucrânia.
“Estamos a tocar todos os sinos. No passado sábado, Sergei Shoigu (ministro da Defesa da Rússia) falou com [Lloyd] Austin (secretário de Defesa dos Estados Unidos) depois de os americanos terem ligado. Não fomos nós… no domingo, houve conversas com Londres e Paris”, perguntou o apresentador Andrey Norkin.
A resposta de Olevich não se fez demorar. “Está aproxidamente como isso parece. A Rússia iniciou uma operação militar especial, calculou mal a sua força e durante oito meses seguidos não conseguiu vencer”, explicou o analista, ironizando que agora as autoridades russas “reclamam e ficam aborrecidas” porque os adversários de Moscovo, “os mesmos países que querem neutralizar a Rússia, desmembrá-la e destruí-la”, não acreditam nem apoiam a Rússia, “e não estão sequer a ouvir”.
O apresentador ficou surpreendido. “Não estamos a reclamar, estamos indignados”, apontou. “Podemos ficar indignados e com raiva até ficarmos azuis mas isso não vai resolver os nossos problemas de forma alguma”, atirou Olevich.
“A melhor maneira de evitar qualquer provocação é expô-la e não apenas em conversas telefónicas com alguns líderes estrangeiros, especialmente com líderes de países adversários. Estão a planear uma ‘bomba suja’? Onde estão os documentos? Mostrem os documentos – essas provocações não acontecem sem ordens”, desafiou Olevich. “Se a inteligência militar da Rússia tem todos esses dados, é hora de revelá-los.”
Na passada segunda-feira, a Rússia insistiu na sua advertência de que a Ucrânia pretende usar uma “bomba suja” e enviou uma carta às Nações Unidas. “Vamos considerar o uso da ‘bomba suja’ pelo regime de Kiev como um ato de terrorismo nuclear”, disse o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e ao Conselho de Segurança na carta.
O Ocidente rejeitou as alegações de “bomba suja” da Rússia como falsas. “O mundo entenderia qualquer tentativa de usar essa alegação como pretexto para uma escalada”, disseram os ministros dos Negócios Estrangeiros de França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, num comunicado conjunto.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-calculou-mal-a-sua-forca-e-nao-pode-vencer-critica-analista-na-televisao-estatal-russa/
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Líder da Chechénia critica "resposta fraca" da Rússia a ataques ucranianos
25 de outubro 2022 às 12:41
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/25/835706.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Para que a situação mude e as tropas ucranianas recuem nas zonas anexadas pela Rússia, Ramzan Kadyrov propõe uma resposta mais agressiva.
A Rússia tem estado a dar uma resposta “fraca” aos ataques das tropas ucranianas em territórios russos, afirmou esta terça-feira Ramzan Kadyrov, o líder da Chechénia.
"Estamos a responder de uma forma fraca", escreveu o político, no Telegram, de acordo com a agência espanhola EFE, acrescentando que "antes falava-se de uma operação militar especial em território ucraniano", mas agora a "guerra está a ser travada" em solo russo. E frisou: "Estou muito descontente com isso”.
Mesmo com a lei marcial ter sido declarada nas quatro regiões anexadas pela Rússia, no final de setembro – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia –, o exército ucraniano continua a atacar, segundo disse Kadyrov.
Para que a situação mude e as tropas ucranianas recuem naquela zona, Kadyrov propõe uma resposta mais agressiva, argumentando que tudo o que de mau poderia acontecer "já aconteceu" e que não adianta temer a reação do Ocidente. "Não pode ficar pior”, disse.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783947/lider-da-chechenia-critica-resposta-fraca-da-r-ssia-a-ataques-ucranianos
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Vice-primeira-ministra da Ucrânia faz apelo aos cidadãos que estão fora do país: “Não devem voltar para casa até à primavera, o inverno vai ser difícil”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:00, 25 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A vice-primeira-ministra e ministra da Reintegração de Territórios Temporariamente Ocupados da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, aconselhou esta terça-feira os ucranianos refugiados fora do país a manterem-se no exterior durante o inverno, antecipando uma escalada de violência nas ofensivas russas nesse período.
“Se houver oportunidade de passar o inverno fora, isso deve ser feito. Não devem voltar para casa até à primavera, pois o inverno pode ser difícil devido aos ataques terroristas da Federação Russa”, disse na televisão nacional a responsável.
“Vou pedir para não voltarem, nos precisamos de sobreviver ao inverno. Infelizmente as redes elétricas podem não aguentar, todos vemos o que a Rússia está a fazer. Não há necessidade de voltarem para a Ucrânia”, pediu Iryna Vereshchuk.
O pedido surge depois de a Polónia anunciar que está pronta a receber uma nova vaga de refugiados ucranianos no país. Nas últimas semanas, há cada vez mais ucranianos a voltarem a abandonar o país, depois de alguns terem regressado.
Na fronteira ocidental da Ucrânia, entre 15 e 21 de outubro, foi registado um aumento de seis mil refugiados a saírem do país, face à semana anterior, num total de 256 mil pessoas a fugir do horror da guerra.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/vice-primeira-ministra-da-ucrania-faz-apelo-aos-cidadaos-que-estao-fora-do-pais-nao-devem-voltar-para-casa-ate-a-primavera-o-inverno-vai-ser-dificil/
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Rússia: pais que não pagam pensão de alimentos estão a ser mobilizados para a Ucrânia devido às denúncias das ex-mulheres
Por Francisco Laranjeira em 15:00, 25 Out 2022
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A Rússia ‘alargou’ a lista de homens alvo da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin: nada mais do que os pais que se recusam pagar a pensão de alimentos, que têm sido enviados para a linha da frente na Ucrânia. Na cidade de Sochi, a polícia tem reunido os pais em falha de pagamento e enviá-lo para as forças armadas, frisou Margarita Simonyan, editora-chefe da televisão estatal russa e uma porta-voz de Putin.
A ‘campanha’ tem sido liderada por Dana Borisova, apresentadora televisiva na Rússia e antiga modelo na ‘Playboy’, que denunciou o ex-marido, com quem mantém uma disputa judicial, a exemplo de muitas mulheres russas, que decidiram tomar o assunto por conta própria, fornecendo aos oficiais de alistamento detalhes dos antigos parceiros e que não pagam a pensão de alimentos de acordo com os termos do divórcio.
Um soldado mobilizado na guerra de Putin pode receber até 3.300 euros mensais, quatro vezes mais do que a média nacional na Rússia e até oito vezes os salários médios nas regiões mais pobres de onde vêm muitos recrutas.
Uma mulher, Lilya Sergeyeva, segundo revelou o tabloide britânico ‘Daily Mail’, garantiu que o seu ex-cônjuge foi condenado a “trabalho corretivo” por não pagar pensão, o que não a ajudou nem a filha, de 17 anos. Sergeyeva queria que servisse na guerra. “Será até bom se ele for morto”, escreveu, nas redes sociais – os pagamentos de compensação do Estado para familiares mortos em combate podem chegar aos 206 mil euros.
O presidente russo, Vladimir Putin, está desesperado em aumentar os números do seu exército nos últimos meses, depois de sofrer uma série de reveses embaraçosos na guerra. Em setembro último, anunciou a mobilização parcial em todo o país – o ministo da Defesa, Sergei Shoigu, garantiu que seriam recrutados até 300 mil soldados. A decisão levou milhares de russos a fugir do país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-pais-que-nao-pagam-pensao-de-alimentos-estao-a-ser-mobilizados-para-a-ucrania-devido-as-denuncias-das-ex-mulheres/
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Rússia conduz “trabalhos secretos” na central nuclear de Zaporíjia, denuncia operador ucraniano. Há material radioativo em falta
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:28, 25 Out 2022
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O operador de energia nuclear na Ucrânia alertou esta terça-feira que a Rússia poderá estar a produzir a sua própria ‘bomba suja’ numa central nuclear ocupada, após ter acusado Kiev de estar a preparar um engenho deste tipo a ser usado numa operação de bandeira falsa em território ucraniano.
A Energoatom, que dirige a central nuclear de Zaporíjia, região tomada pelo Kremlin, defende que as forças russas conduziram “trabalhos secretos” no local que, suspeita o operador, envolveram gastos de combustível nuclear.
“Assumimos que [os russos] estão a preparar um ato terrorista usando materiais radioativos e resíduos nucleares armazenados na central”, descreve a Energoatom, citada pelo Independent.
O aviso surge numa altura em que a Rússia planeia usar o encontro do Conselho de Segurança da ONU para voltar a repetir as alegações, já amplamente desmentidas, de que a Ucrânia está a preparar uma ofensiva de bandeira falsa no seu próprio território, com o objetivo de culpar Moscovo.
Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e dos EUA já rejeitaram as alegações “claramente falsas”, que terão como objetivo justificar uma escalada de violência no conflito, que já entra no seu nono mês.
Perante as alegações russas, Kiev pediu que inspetores da ONU visitasse os locais referidos nas acusações do Kremlin, para que o organismo reunisse provas contra a Rússia. O pedido foi aceite e já foi anunciado que uma equipa do organismo de vigilância nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), irá à Ucrânia nos próximos dias.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-faz-trabalhos-secretos-na-central-nuclear-de-zaporijia-denuncia-operador-ucraniano-ha-material-radioativo-em-falta/
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Ucrânia pede aos cidadãos que estão no estrangeiro para não voltarem no inverno
25 de outubro 2022 às 16:15
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Fonte de imagem: AFP
Os ataques de mísseis e de drones russos entre 10 e 20 de outubro danificaram mais de 400 instalações em 16 regiões ucranianas, incluindo dezenas de infraestruturas de energia.
Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra ucraniana e chefe de reintegração dos territórios ocupados, pediu esta terça-feira aos cidadãos ucranianos que se encontram no estrangeiro para não regressarem ao seu país durante o inverno, devido à difícil situação energética.
"Peço que não voltem. Precisamos de sobreviver ao inverno. Infelizmente, as redes não vão aguentar. Vocês veem o que a Rússia está a fazer. Se tiverem possibilidade, passem o inverno no estrangeiro, por enquanto", disse a governante, em declarações à estação pública de televisão ucraniana.
Vereshcuk disse ainda que a Rússia está a aterrorizar a população civil, considerando que isso é um sinal de que Moscovo não está a conseguir derrotar as forças de Kiev no campo de batalha.
De acordo com as autoridades ucranianas, os ataques de mísseis e de drones russos entre 10 e 20 de outubro danificaram mais de 400 instalações em 16 regiões ucranianas, incluindo dezenas de infraestruturas de energia.
Andriy Kostin, procurador-geral da Ucrânia, revelou também que desde que começou a guerra, a 24 de fevereiro deste ano, a Rússia lançou 85 ataques contra centrais ucranianas, sendo que destes, 51 foram foram no mês de outubro. Os ataques provocam danos em cerca de 40% da infraestrutura energética da Ucrânia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/783973/ucr-nia-pede-aos-cidadaos-que-estao-no-estrangeiro-para-nao-voltarem-no-inverno
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G7 e Comissão Europeia pressionam Plano Marshall imediato e supervisionado para a Ucrânia
MadreMedia / Lusa
25 out 2022 19:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A presidência alemã do G7 e a Comissão Europeia fomentaram hoje, em Berlim, o avanço de um Plano Marshall para a Ucrânia, sem esperar pelo fim da guerra e dependendo de Kiev desenvolver algumas reformas "verificáveis".
“Nunca é cedo para iniciar a tarefa de reconstrução”, disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, na Conferência Internacional para a Reconstrução e Modernização da Ucrânia, um fórum que dá sequência ao que se realizou em julho em Lugano, na Suíça.
Scholz, coanfitrião do encontro, enquanto líder do país que tem a presidência rotativa do grupo dos países mais industrializados (G7), com a Presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, sublinhou que não se trata de uma conferência de “doadores”, mas de uma nomeação destinada a dar uma estrutura sólida e duradoura à ajuda internacional de que a Ucrânia necessita a curto, médio e longo prazo.
Bruxelas, tal como Berlim, estima em pelo menos 3.000 milhões de euros, podendo aumentar até 5.000 milhões, o défice financeiro mensal que a Ucrânia arrasta como resultado da guerra.
A UE está disposta a suportar um terço desse custo, que representará cerca de 18.000 milhões para todo o ano de 2023.
“A reconstrução da Ucrânia não pode esperar pelo fim da guerra. A Ucrânia precisa de apoio aqui e agora para pagar os salários dos seus professores, dos seus soldados, dos seus polícias ou as pensões”, defendeu Ursula von der Leyen.
Esse buraco financeiro da Ucrânia ascenderá a 5.000 milhões de euros por mês se a Rússia intensificar os seus ataques a infraestruturas, especialmente à energia, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
O FMI, tal como a CE e o Banco Europeu de Investimento (BEI), já estão a trabalhar num programa geral para regular o apoio que, sublinhou Georgieva, será sujeito a uma “supervisão rigorosa”.
“A Ucrânia deu uma lição de coragem ao resistir à Rússia. O FMI apoia e continuará a apoiar o país (…) mas esse apoio impõe poder seguir para onde vai cada euro que lhe é atribuído”, lembrou a responsável do FMI.
“Mostrámos a nossa capacidade de resistir, o Parlamento e a administração continuam a funcionar, apesar das devastações da guerra. Estamos em condições de levar a cabo tanto a modernização como as reformas que os investidores privados e as instituições internacionais exigem”, afirmou, por seu turno o ministro ucraniano do Desenvolvimento Territorial e Local, Oleksii Chernyshov.
O presidente do BEI, Werner Hoyer, sublinhou também a necessidade de regularizar um mecanismo de apoio para que a Ucrânia possa enfrentar o défice orçamental mensal gerado pela guerra.
O BEI quebrou a sua colaboração com a Rússia na sequência da anexação da Crimeia, recordou Hoyer, e agora centra os seus esforços na procura de apoio à Ucrânia também do setor privado, algo que, advertiu, não pode funcionar sem a devida segurança jurídica para esses investidores.
A necessidade de a Ucrânia levar a cabo reformas “verificáveis” pairou sobre a Conferência desde a sua abertura, tanto por representantes da Ucrânia como por organismos internacionais.
O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, ratificou o compromisso de levar a cabo as reformas exigidas pela União Europeia (UE), incluindo garantias de transparência e de luta contra a corrupção.
Kiev está empenhado numa “rápida implementação das reformas em curso”, disse Shmyhal, que abriu e encerrou a conferência ao lado de Scholz e Von der Leyen.
Entre essas reformas estão as que visam proporcionar aos investidores internacionais a segurança jurídica “de acordo com as normas da UE”, referiu Shmyhal, bem como a reforma da legislação aduaneira e laboral.
Numa intervenção virtual, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, defendeu que “a comunidade internacional e as suas instituições devem contribuir para a reconstrução da Ucrânia. E isso deve ocorrer em condições de transparência de acordo com as normas internacionais”.
O Japão assumirá em 2023 a presidência rotativa do G7 — grupo composto pelos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, a Alemanha Itália, França e Japão.
Também em formato virtual, o Presidente da Indonésia, Joko Widodo, país que preside ao G20, o grupo de potências industriais e emergentes, no qual a Rússia ainda está integrada, frisou que “a paz é o elemento prioritário para que se possa considerar uma reconstrução que, além disso, deve ser bem definida”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/g7-e-comissao-europeia-pressionam-plano-marshall-imediato-e-supervisionado-para-a-ucrania
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EUA, Reino Unido e França qualificam de desinformação alegações russas de 'bomba suja'
MadreMedia / Lusa
25 out 2022 20:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O embaixador britânico junto da ONU, James Kariuki, disse hoje que as alegações russas de desenvolvimento pela Ucrânia de 'bombas sujas' são apenas um novo capítulo na prolongada desinformação e propaganda Rússia.
Após uma reunião à porta fechada no Conselho de Segurança para debater as acusações russas, o diplomata do Reino Unido apresentou à imprensa alguns dos detalhes do encontro, indicando que ele, juntamente com os representes da França e dos Estados Unidos na ONU, “foram claros nas suas posições de que tudo não passam de alegações falsas” de Moscovo.
“São alegações falsas. Desinformação como a que vimos antes. Não foi apresentada nenhuma prova. A Ucrânia tem sido clara de que não tem nada a esconder e inspetores da Organização Internacional de Energia Atómica (OIEA) estão a caminho”, disse Kariuki.
“Temos de ser claros: isto é pura desinformação por parte da Rússia, como já vimos muitas vezes, e isto tem de acabar”, frisou.
O embaixador indicou ainda que a Rússia convocou três reuniões esta semana perante o Conselho de Segurança, o que, na visão de James Kariuki, é apenas uma forma de fazer o órgão das Nações Unidas “perder tempo”.
“A Rússia pediu três reuniões esta semana: a reunião sobre ‘bombas sujas’ de hoje, uma sobre armas biológicas e outra para explicarem porque é que se recusaram a permitir uma inspeção da ONU sobre os ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) provenientes do Irão. Estão a fazer-nos perder o nosso tempo com desinformação”, concluiu.
O Conselho de Segurança da ONU debateu hoje à porta fechada as acusações da Rússia, que afirma que a Ucrânia fabricou uma ‘bomba suja’, alegações rejeitadas por Kiev e pelo Ocidente.
O debate foi pedido pela Rússia, cujo embaixador, Vassili Nebenzia, enviou uma carta ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres, em que insiste nas acusações à Ucrânia.
Uma bomba radioativa, ou ‘bomba suja’, consiste em explosivos convencionais cercados por materiais radioativos que são disseminados como pó no momento da explosão.
Logo após a reunião, o representante permanente adjunto da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, afirmou que saiu “satisfeito” do encontro, uma vez que “conseguiu alertar para a questão”.
“Nós explicamos que uma ‘bomba suja’ não é um dispositivo sofisticado para se ser criado. É muito difícil detetar a criação destas bombas, mas nós temos informações dos nossos serviços, que partilhamos numa carta enviada ao secretário-geral. Indicamos que há, pelo menos, duas instalações que têm capacidades científicas para fabricar estas bombas na Ucrânia”, disse Polyanskiy a jornalistas.
De acordo com o diplomata, as duas instalações em causa são o ‘Kharkov Institute of Physics and Technology’ e o ‘Institute for Nuclear Research of the National Academy of Sciences of Ukraine’, localizado em Kiev.
Questionado sobre como é que obteve essas informações, Polyanskiy disse que são provenientes dos serviços de informações russos, recusando-se a fornecer mais detalhes.
“Estamos satisfeitos. Conseguimos o que queríamos, que era alertar para esta questão. Claro que os colegas ocidentais dizem que tudo é propaganda russa, mas estamos satisfeitos porque alertamos para a questão”, disse.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.306 civis mortos e 9.602 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-reino-unido-e-franca-qualificam-de-desinformacao-alegacoes-russas-de-bomba-suja
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Ucrânia. Face a alegações russas, portas abertas a inspetores nucleares
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/26/835788.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O Kremlin insistiu em falar de “bombas sujas” na ONU. Receia-se que seja pretexto para uma escalada.
O Governo ucraniano reagiu às acusações do Kremlin de que estaria a preparar ataques com “bombas sujas” – ou seja, explosivos convencionais que, detonados, espalham material radiológico, de maneira a tornar uma região inabitável – convidando os investigadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) a ver pelos seus próprios olhos que nada disso sucedia.
Não que as alegações russas tenham muitos crentes na comunidade internacional. Contudo, mesmo assim o Kremlin pretende insistir nisso nas Nações Unidas. E o receio é que seja pretexto um para uma escalada das hostilidades.
“Consideraremos o uso de uma ‘bomba suja’ pelo regime de Kiev como sendo um ato de terrorismo nuclear”, prometeu Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU, numa carta dirigida a António Guterres e ao Conselho de Segurança, vista pela Reuters.
A carta não continha qualquer prova de que a Ucrânia – que abdicara do seu arsenal nuclear em 1994, em troco da promessa que a Rússia nunca a atacaria – possuísse uma “bomba suja”, avançou o Guardian. Tinha somente uma lista dos isótopos radioativos a que os ucranianos teriam acesso através das suas centrais elétricas nucleares, ainda por cima com diversos erros, indicando que, quem quer que tenha escrito a carta de Moscovo, não tinha qualquer conhecimento da ciência envolvida.
Entretanto, em paralelo, o regime russo trazia de novo à ONU alegações de que os ucranianos estariam a desenvolver armas biológicas em colaboração com parceiros orientais. Algo com que já tinham justificado a sua demora em tomar a siderurgia de Azovstal, em Mariupol, alegando que sob os bunkers haveria um laboratório. No entanto, mesmo após a tomada de Azovstal, nunca apareceu qualquer prova dos tais laboratórios.
No que toca às supostas “bombas sujas”, a agência estatal russa RIA avançara que estas estariam a ser fabricadas na Central de Enriquecimento Mineral Oriental, em Dnipropetrovsk, e no Instituto de Investigação Nuclear, em Kiev. No entanto, a AIEA, que aceitou o convite da Ucrânia, fez questão de salientar que ambos os locais eram regularmente alvo de vistorias pelos seus investigadores. E que um deles até fora inspecionado o mês passado.
“Todas as nossas conclusões foram consistentes com as declarações de segurança da Ucrânia”, notou Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, terça-feira. “Nenhuma atividade ou material nuclear não declarado foi encontrado ali”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784026/ucr-nia-face-a-alegacoes-russas-portas-abertas-a-inspetores-nucleares
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Mourão: Autarquia doou autocarro à Ucrânia
Por: Hugo Calado
26 Outubro, 2022 - 09:56
(https://odigital.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/autocarro_mourao-696x392.jpeg)
A Câmara Municipal de Mourão, no distrito de Évora, doou um autocarro para a Ucrânia, tendo a entrega sido feita esta semana.
Tratou-se de um autocarro que, apesar de estar em funcionamento, já não cumpria os requisitos legais de transporte de pessoas.
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Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara de Mourão, João Fortes, explicou que a doação do autocarro surgiu “no âmbito de um repto que a Associação Nacional de Municípios lançou por intermédio da Embaixada”.
“Mourão tinha um autocarro que estava para alienar em hasta pública, com um valor de 3 mil euros, pois necessitava de uma manutenção bastante onerosa e nem sequer já o podíamos utilizar no transporte escolar e então num ato altruísta e de abnegação decidimos doar o autocarro”, referiu o autarca.
João Fortes salientou ainda que “o autocarro foi entregue, esta semana em Faro, de onde seguirá também com ajuda humanitária, nomeadamente comida, medicamentos e roupa até um município na Ucrânia”.
“Fica-nos bem enquanto município, enquanto portugueses, dar um bocadinho de nós a quem agora neste momento nada tem”, frisou o edil.
Questionado se tem previso mais algum tipo de apoio à Ucrânia ou se há possibilidade de Mourão vir a receber refugiados, João Fortes adiantou que “estamos prestes a lançar uma plataforma de base de dados, para que alguns munícipes que tenham disponibilidade para acolher famílias possam fazer esse registo”, acrescentando que “após o registo haverá uma avaliação feita pelos técnicos da Ação Social do município e esses migrantes poderão vir para uma habitação condigna de um munícipe e quiçá com oportunidade trabalho, nomeadamente no setor agrícola.”
Fonte: odigital.sapo.pt Link: https://odigital.sapo.pt/mourao-autarquia-doou-autocarro-a-ucrania/
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Afinal, já não é “desnazificação”: Rússia justifica agora a guerra na Ucrânia com a “dessatanização” do país
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:58, 26 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Após Putin, governo russo e os seus apoiantes terem justificado diversas vezes a invasão da Ucrânia com o objetivo de “desnazificar” o país, agora um responsável do Conselho de Segurança da Rússia vem dizer que, afinal, o objetivo é a “desatanização” da Ucrânia, ou seja, eliminar Satanás daquele território.
As declarações polémicas são de Aleksey Pavolov, sub-secretário do Conselho de Segurança russo, num artigo para o portal de notícias AIF.ru. O responsável garante que, na Ucrânia existem “centenas de seitas a operar” ligadas à “Igreja de Satanás”, o que deve servir de motivação e justificação para a continuação da ofensiva russa contra o país.
“Eu acho que, com a continuidade da operação militar especial [em território ucraniano], torna-se cada vez mais urgente levar a cabo uma desatanização da Ucrânia, ou, como o líder da República Chechena, Ramzan Kadyrov, o defende aptamente, uma ‘completa desatanização’”, afirma o responsável num artigo para aquele meio de comunicação russo.
Pavlov adianta que o exato número de seitas satânicas em funcionamento na Ucrânia “é desconhecido”, mas aponta que a “Igreja de Satanás, que se espalhou pela Ucrânia, é uma das religiões oficialmente registadas nos EUA”.
De acordo com o sub-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, algumas seitas foram formadas após os membros “terem sido aprisionados antes com outro propósito e depois terem-se juntado”, outras “existem simplesmente, apoiadas por ligações a mecenas risco”, e algumas “são como uma sociedade por ações, com umas centenas de seguidores de pequenas localidades”.
(https://i.ibb.co/4MV8Mqg/Captura-de-ecr-2022-10-26-145116.jpg)
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/afinal-ja-nao-e-desnazificacao-russia-justifica-agora-a-guerra-na-ucrania-com-a-desatanizacao-do-pais/
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Coronel iraniano responsável por fornecer drones-kamikaze à Rússia é assassinado no Irão
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:05, 26 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Foi assassinado no Irão o coronel Molahsakhi, do Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica, apontado como o responsável pelo fornecimento de drones-kamikaze iranianos à Rússia, que têm sido amplamente usados às centenas, em várias ofensivas, um pouco por todo o território ucraniano.
Segundo o canal ucraniano TSN, a RBC-Ukraine e a agência de notícias iraniana Tasnim, o assassinato ocorreu esta terça-feira, na cidade de Zahedan, no sudeste do Irão.
O coronel Molahsakhi terá sido morto dentro de um carro. No interior do veículo onde o militar foi encontrado morto estava também Javad Kikha, um dos comandantes da Basij (conhecida como a ‘Mobilização dos Oprimidos’), uma milícia paramilitar criada pelo Ayatollah. Também Javad Kikha, que é acusado de chefiar a brutal repressão a todos os protestos contra a governo nas últimas décadas, foi assassinado no ataque.
Segundo os serviços secretos ucranianos, pelo menos 1700 drones Shaed-136, de fabrico iraniano, foram recebidos pela Rússia, com o objetivo de detonarem a sua carga explosiva ou lançarem mísseis para destruírem infraestruturas vitais, blocos habitacionais e para dividir batalhões ucranianos.
O Irão nega veementemente o fornecimento de armas à Rússia, incluindo drones-kamikaze. Teerão chegou mesmo a declarar que está disponível para investigar as alegações juntamente com a Ucrânia.
Por sua vez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já afirmou que não tem “confiança” na liderança iraniana, não só devido à cooperação com a Rússia, mas também por causa do caso em que um avião da companhia aérea ucraniana UIA foi abatido por um míssil iraniano, em janeiro de 2020. Todos os passageiros e tripulação, num total de 176 pessoas morreram. Teerão justificou a ação como “acidental”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/coronel-iraniano-responsavel-por-fornecer-drones-kamikaze-a-russia-e-assassinado-no-irao/
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Ucrânia anuncia exumação de mais mil corpos em territórios reconquistados
26 de outubro 2022 às 13:40
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Dos corpos recuperados, 450 foram encontrados numa vala comum em Izium, na zona de Kharkiv – cidade reconquistada pelo exército ucraniano o inicio de setembro.
As autoridades ucranianas anunciaram esta quarta-feira que exumaram cerca de mil corpos nos territórios recuperados à Rússia, na sequência da guerra.
"Como parte da busca, cerca de mil corpos de heróis e civis mortos já foram exumados", informou o Ministério para a Reintegração de Territórios Ocupados Temporariamente, através de uma mensagem publicada no Telegram.
Dos corpos recuperados, 450 foram encontrados numa vala comum em Izium, na zona de Kharkiv – cidade reconquistada pelo exército ucraniano o início de setembro.
"Entre os mortos não estão apenas militares, mas também civis, adultos e crianças. Os dados exatos só serão conhecidos após a conclusão dos exames", disse ainda o governo da Ucrânia.
A contra-ofensiva ucraniana, no início de setembro no leste do paí, permitiu que Kiev recuperasse centenas de cidades ocupadas pelo exército russo nas províncias de Kharkiv e Donetsk.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784069/ucr-nia-anuncia-exumacao-de-mais-mil-corpos-em-territorios-reconquistados
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Rússia faz exercícios com forças nucleares sob a supervisão de Putin
MadreMedia / Lusa
26 out 2022 14:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
“Sob a liderança do Comandante Supremo das Forças Armadas Vladimir Putin, as forças estratégicas dissuasoras terrestres, marítimas e aéreas conduziram treinos e lançamentos práticos de mísseis balísticos e de cruzeiro”, disse o Kremlin num comunicado citado pela agência francesa AFP.
O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse a Putin de que os exercícios se destinaram a simular um “ataque nuclear massivo” da Rússia em retaliação a um ataque nuclear contra o país, segundo a agência norte-americana AP.
Putin assistiu aos exercícios por videoconferência, de acordo com a agência espanhola EFE.
Os exercícios incluíram a utilização de um míssil balístico disparado na península de Kamchatka, no Extremo Oriente russo, e outro das águas do Mar de Barents, no Ártico.
O exercício também envolveu aviões de longo alcance Tu-95.
“As tarefas definidas no exercício de treino estratégico de dissuasão foram concluídas na totalidade, com todos os mísseis a atingirem os seus alvos”, disse o Kremlin.
Os Estados Unidos disseram que a Rússia informou Washington sobre os exercícios com antecedência.
As forças estratégicas da Rússia são concebidas para responder a ameaças, incluindo a guerra nuclear.
Estão equipadas com mísseis de longo alcance intercontinentais, bombardeiros estratégicos de longo alcance, submarinos e navios de superfície.
Os exercícios coincidiram com um aumento das tensões entre a Rússia e o Ocidente sobre a guerra na Ucrânia, que Moscovo iniciou em 24 de fevereiro deste ano.
A Rússia tem denunciado, desde domingo, um alegado plano de Kiev para usar na Ucrânia um engenho explosivo convencional com elementos radioativos, a chamada “bomba suja”, para desencadear uma resposta dos aliados ocidentais contra Moscovo.
Tratar-se-ia de uma operação de “bandeira falsa”, usada de modo a aparentar ser realizada pelo inimigo para tirar partido das suas consequências.
Shoigu falou, nos últimos dias, ao telefone com os seus homólogos de vários países, incluindo Estados, Unidos, França, Reino Unido, Turquia e China, sobre o alegado plano ucraniano.
A Ucrânia e os seus aliados ocidentais negaram a existência de tal plano, mas Kiev devolveu a acusação e disse que é a Rússia que pretende usar uma “bomba suja” em território ucraniano como pretexto para uma escalada do conflito.
O Presidente norte-americano, Joe Biden, advertiu Moscovo, na terça-feira, de que estaria a cometer um “erro extremamente grave” se usasse uma arma nuclear tática.
A pedido de Moscovo, o Conselho de Segurança da ONU debateu a questão na terça-feira, à porta fechada, com os países ocidentais a denunciarem uma campanha de desinformação por parte da Rússia.
“São alegações falsas. Desinformação como a que vimos antes. Não foi apresentada nenhuma prova. A Ucrânia tem sido clara de que não tem nada a esconder e inspetores da Organização Internacional de Energia Atómica [OIEA] estão a caminho”, disse o embaixador britânico junto da ONU, James Kariuki, no final da reunião.
As acusações russas surgiram numa altura em que a Ucrânia tem em curso uma contraofensiva que lhe permitiu reconquistar territórios controlados pela Rússia, incluindo em regiões anexadas por Moscovo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-faz-exercicios-com-forcas-nucleares-sob-a-supervisao-de-putin
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Rússia recruta comandos afegãos que foram treinados pelos Estados Unidos. "Podem fazer a diferença", dizem especialistas
MadreMedia
26 out 2022 07:18
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AFGHANISTAN'S MINISTRY OF DEFENCE OFFICE / AFP
Alguns tropas relatam ter sido contatados através de WhatsApp e Signal com ofertas para se juntarem à legião estrangeira russa para lutar na Ucrânia.
São os próprios membros do Corpo de Comandos do Exército Nacional do Afeganistão que confirmam os contactos com ofertas para se juntarem às forças armadas russas. Um ex-oficial de comando afegão disse à Foreign Policy que o grupo mercenário Wagner, da Rússia, está por trás do recrutamento.
“Os recrutadores são o Wagner Group. Estão reunindo pessoas de todos os lugares. A única entidade que recruta tropas estrangeiras [para a Rússia] é o Grupo Wagner, não o seu exército. Não é uma suposição, é um fato conhecido”, disse o ex-comando, salientando que estes que estão a ser contactados até poderiam estar a lutar do lado ucraniano. “Eles seriam melhor utilizados pelos aliados ocidentais para lutarem ao lado dos ucranianos. Eles não querem lutar pelos russos; os russos são o inimigo. Mas o que mais eles vão fazer?”.
O recrutamento destes comandos afegãos, refira-se, poderá ter uma justificação. Os mesmos foram treinados pelas tropas especiais dos EUA durante muitos anos, antes da retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, em agosto de 2021. Alguns especialistas, ouvidos pela Foreign Policy, dizem mesmo que caso o recrutamento tenha sucesso, os comandos "podem fazer a diferença" que a Rússia precisa no campo de batalha ucraniano.
Os Estados Unidos terão gasto cerca de 90 mil milhões de euros para construírem as Forças de Defesa e Segurança Nacional Afegãs e embora as tropas tenham-se revelado ineficazes contra os talibã, os comandos, treinados por SEALs da Marinha dos EUA e pelo Serviço Aéreo Especial Britânico, foram sempre muito respeitados.
São entre 20 a 30 mil os comandos do Afeganistão que ficaram sem trabalho desde que os talibã tomaram conta do poder no Afeganistão, de acordo com as últimas notícias, pelo que alguns militares não ficam surpreendidos com uma taxa de recrutamento elevada.
"Eles não têm país, nem empregos, nem futuro. Não têm nada a perder. Eles esperam por trabalho pago, no Paquistão ou Irão, a três ou quatro dólares por dia, ou 10 na Turquia. Se Wagner ou qualquer outro serviço de inteligência vier e oferecer 1000 dólares, eles não rejeitarão. Quem vier recrutar, podem juntar toda uma antiga unidade, porque eles são como irmãos", confessou um antigo militar.
A Foreign Policy revela ainda que teve acesso a algumas mensagens de recrutamento, todas elas iguais. “Quem quiser ir para a Rússia com melhor tratamento e bons recursos: por favor, envie-me o seu nome, nome do pai e a sua patente militar”. Os destinatários são ainda convidados a ajudar a recrutar outros membros das suas unidades. A televisão afegã informou também que as ofertas de recrutamento incluem a cidadania russa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-recruta-comandos-afegaos-que-foram-treinados-pelos-estados-unidos
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Imagens de Satélite mostram linha antitanque na Ucrânia criada pelo grupo mercenário Wagner
Rui Parreira
Casa dos Bits
26 out 2022 17:08
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Conhecida como “linha de Wagner”, a barreira criada pelo grupo mercenário, financiamento pela Rússia, tem quase dois quilómetros de pirâmides de cimento, dispostas em quatro linhas.
Sem sinais da guerra chegar ao fim, a Ucrânia continua a resistir às investidas do exército russo, procurando defender-se e reconquistar territórios. De forma a impedir que os ucranianos avancem no terreno, um grupo de mercenários pró-Rússia, conhecida como Wagner Group, está a construir uma linha de fortificação defensiva.
A chamada linha de Wagner tem quase dois quilómetros de comprimento e situa-se nos arredores da cidade de Hirske, atualmente ocupada pela Rússia, que fica na parte Leste da Ucrânia. As imagens de satélite, fornecidas pela Maxar technologies, mostram um total de quatro linhas, colocadas no terreno em dois pares mais próximos, compostas por pirâmides de cimento. Estas têm o objetivo de travar qualquer veículo ucraniano que tente entrar na cidade, incluindo tanques, reporta a CNN.
Veja na galeria as imagens de satélite da "Linha de Wagner":
Clicando no link oficial da noticia em baixo:
(https://i.ibb.co/gjNgbXg/Captura-de-ecr-2022-10-27-092145.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Além da linha fortificada antitanque, atrás da mesma encontra-se uma trincheira. É referido que a trincheira foi escavada em duas partes, com uma primeira secção começada no dia 25 de setembro e a segunda entre o dia 30 de setembro a 5 de outubro. Fontes de informação russa referem também que esta segunda linha de defesa pretende ser um reforço, no caso do avanço das tropas ucranianas.
O tabloid russo diz que o grupo Wagner pode continuar a fortificar a linha, esticando-a para Leste da fronteira russa-ucraniana até Kreminna e depois para Sul para Svitlodarsk. Pelos dados da CNN, essa extensão seria de cerca de 217 quilómetros.
Foi notado que o Grupo Wagner é especialista em utilizar trincheiras para fortificar posições. O grupo já tinha construído uma barreira com mais de 70 quilómetros de trincheiras no meio do deserto do Líbano para impedir ataques dos seus inimigos ao seu posicionamento.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/imagens-de-satelite-mostram-linha-antitanque-na-ucrania-criada-pelo-grupo-mercenario-wagner
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Imagem Peregrina que estava na Ucrânia já regressou a Fátima
Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia
26 out 2022 20:26
A Imagem Peregrina n.º 13, na Ucrânia desde março, regressou esta quarta-feira a Fátima. Para o país em guerra foi agora a Nossa Senhora que o Santuário ofereceu em maio.
(https://i.ibb.co/8b2Pfdk/Captura-de-ecr-2022-10-27-092802.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Santuário de Fátima anunciou hoje que a Imagem Peregrina n.º13 regressou a Portugal, "depois de ter visitado quinze lugares na Ucrânia, nos últimos sete meses".
Também esta tarde, a Missão Fátima-Ucrânia "levou a escultura oferecida pelo Santuário no passado mês de maio".
Com isto, prevê-se que a Imagem doada pelo Santuário possa percorrer o país, "deslocando-se a todas as zonas onde existir segurança", numa peregrinação que "está já a ser estudada pela Igreja greco-católica de Lviv".
"Agora que a escultura de Nossa Senhora de Fátima é ucraniana vamos procurar que ela percorra o país", disse à Sala de Imprensa do Santuário o padre Vasyl Bilash, um dos responsáveis pela peregrinação em Lviv.
(https://i.ibb.co/pR0xJZY/Captura-de-ecr-2022-10-27-092934.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Para o sacerdote, que chegou a Fátima acompanhado de nove leigos e outros dois sacerdotes ucranianos", a peregrinação da Imagem de Fátima nos últimos sete meses no seu país nata "foi um sinal de esperança que chegou à Ucrânia".
"Milhares de pessoas rezaram diante desta Imagem e muitas, que estavam assustadas e tinham já desistido da vida diante da guerra e das perdas que sofreram, voltaram a acreditar que será possível vencer a guerra e libertar a Ucrânia da ocupação Russa" acentuou.
"Foi um sinal de esperança mas foi também um milagre que a presença da Virgem de Fátima operou", acrescentou o padre.
Outro dos elementos da comitiva lembrou um momento de grande significado para todos. "Uma semana depois de a Imagem ter chegado e da Consagração, os russos começaram a abandonar Kiev e esta libertação da nossa capital foi um dos grandes sinais que a Virgem nos deixou e cujo milagre atribuímos a Nossa Senhora de Fátima", apontou.
A comitiva ucraniana foi recebida em Fátima pelo reitor do Santuário, o Pe. Carlos Cabecinhas, que lembrou a oração "permanente e diária" que se tem feito na Cova da Iria desde que a guerra começou.
"Continuaremos a rezar por vós. Quero que saibam que não estão sozinhos!", disse.
O Santuário frisa ainda que no final do encontro houve uma troca de presentes e foi entoado um cântico ucraniano, como símbolo de um "adeus com a promessa de novos e frutuosos encontros".
Depois disto, só faltava dar mais um passo: a Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, oferecida ao arcebispado de Lviv e benzida no final da Peregrinação Internacional de Maio, vai agora seguir viagem para a Ucrânia, "onde ficará permanentemente".
Os passos para a chegada da Imagem n.º 13 à Ucrânia
A 10 de março, pouco depois de ter rebentado a guerra na Ucrânia, o Arcebispo Metropolita da Igreja Greco-Católica de Lviv, Ihor Vozniak, fez um pedido formal ao Santuário de Fátima: o país queria receber no seu território a Imagem Peregrina de Nossa Senhora.
"Pedimos que nos possam enviar a Imagem da Virgem Peregrina de Fátima para a Ucrânia para que possamos rezar pedindo a sua proteção para que a paz regresse ao país", apelou.
Dois dias depois, o Santuário de Fátima anunciou o envio da Imagem n.º 13 para o país. "Unidos no mesmo espírito de oração, é com agrado que o Santuário de Fátima responde positivamente ao pedido de envio de uma Imagem da Virgem Peregrina de Fátima", referia a carta enviada ao Arcebispo.
Nessa carta, era explicado que a deslocação desta Imagem ao território ucraniano, que acontece pela primeira vez, "se deve a este esforço pastoral de oração pela paz no mundo, em especial na Ucrânia".
A oferta de uma Nossa Senhora à Ucrânia
Quando a Imagem Peregrina de Nossa Senhora, a n.º 13, foi para a Ucrânia, em março, decidiu-se que ficaria no país em guerra durante 30 dias. O ponto central seria a catedral de Lviv, mas com a intenção de que "daí pudesse chegar a outras dioceses da Ucrânia e a muitas paróquias, onde fosse possível", explicou o Reitor do Santuário, Pe. Carlos Cabecinhas, em maio.
Contudo, devido ao cenário de guerra, o Arcebispo local pediu "o prolongamento da presença da Imagem ou a sua cedência". O Santuário de Fátima decidiu que a visita podia prolongar-se, mas deu "resposta negativa" à sua doação.
"A Imagem Peregrina, por definição, é aquela que parte do Santuário e regressa ao Santuário de Fátima", apontou.
Neste seguimento, o Santuário decidiu "oferecer uma Imagem nova, idêntica àquela peregrina, para que fique de forma definitiva na catedral de Lviv", que foi benzida na celebração do 13 de Maio.
Em setembro, o Santuário de Fátima referia ao SAPO24 que a Imagem seguiria para a Ucrânia este mês de outubro, como agora se verifica.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/imagem-peregrina-que-estava-na-ucrania-regressa-a-fatima
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Ucrânia. Putin assiste atento a exercícios nucleares
João Campos Rodrigues 27/10/2022 08:39
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/27/835897.png?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
A NATO também testou as suas capacidades nucleares. Já Kadyrov, cada vez mais influente, quer “varrer da Terra cidades ucranianas”.
É preciso “varrer da Terra cidades ucranianas”, instigou o ditador checheno, Ramzan Kadyrov, pouco antes de Vladimir Putin assistir aos exercícios anuais do arsenal nuclear da Rússia, esta quarta-feira. É que os invasores combatem em “território russo”, continuou Kadyrov no Telegram, queixando-se que os bombardeamentos com drones e mísseis que têm devastado áreas residenciais e a rede energética ucraniana foram “fracos”.
No entanto, se há sítio onde a fraqueza das forças russas é notória é Kherson, uma cidade crucial que parecem estar à beira de perder. Coincidindo com alegações não-fundamentadas da produção de supostas “bombas sujas” ucranianas. E deixando o mundo receoso que seja pretexto para uma escalada.
Putin fez questão de se deixar fotografar enquanto observava atentamente o lançamento de mísseis balísticos e de cruzeiro, um pouco por toda a Rússia, do Extremo Oriente ao Ártico. Estes testes focaram-se na capacidade de lançar armas nucleares estratégicas. Ou seja, as armas mais poderosas, que habitualmente têm entre 500 quilotoneladas a uma mega tonelada, equivalente a entre 30 a 60 vezes a bomba largada em Hiroshima.
A ideia deste exercício militar seria simular um “ataque nuclear massivo” da Rússia, como retaliação a um ataque com armas nucleares contra o país, frisou o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, avançou a Associated Press. Foi lançado um míssil intercontinental terra-terra Yars, assim como mísseis ar-terra Tu-95, e tendo um submarino disparado um Sineva ICBM. Nenhum deles ia carregado com armas nucleares e todos atingiram o seu alvo, gabou-se Shoigu.
Contudo, as armas nucleares estratégicas não são sequer a principal preocupação. O receio é sobretudo a potencial utilização na Ucrânia de armas nucleares táticas, mais “pequenas”, relativamente, claro, e com um poder de entre 10 a 100 quilotoneladas.
Já a NATO – cuja resposta a tal cenário seria apenas convencional, assumiram diversos dirigentes – também conduziu os seus próprios exercícios nucleares, em paralelo, no noroeste da Europa, uma operação apelidada de Steadfast Noon. Envolvendo cerca de 60 aeronaves, incluindo bombardeiros de longo alcance B-52 e caças capazes de levar armas nucleares.
Kherson em jogo Os conselhos de Kadyrov tornam-se cada vez mais influentes junto do Kremlin – o general favorito do ditador checheno, Sergei Surovikin, até foi nomeado como comandante das forças russas na Ucrânia – e isso tem sido pago com o sangue das suas tropas. Milícias chechenas, reputadas pela sua crueldade, têm sido usadas como uma espécie de polícia militar pelo Kremlin, perseguindo tropas russas que fogem da linha da frente, denunciaram autoridades ucranianas. E. quando civis de Kherson têm coragem suficiente para falar com a imprensa ocidental, mencionam frequentemente a presença dos chechenos na cidade.
Aliás, quando militares ucranianos se gabaram de atingir com mísseis de precisão Kairy, nos arredores de Kherson, deixando pelo menos 30 tropas russas mortas e outras cem enterradas debaixo do entulho, tudo indica que tenham atingido forças chechenas, segundo o mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra.
Este foi apenas um entre sucessivos ataques ucranianos contra a logística russa nos arredores de Kherson, tentando isolar esta cidade. Forças russas dedicaram-se a fortificar posições a leste do rio Dnipro, lado oposto de Kherson, de maneira a terem para onde recuar. No entanto, em breve podem nem ter sequer por onde escapar da margem oeste, caso percam controlo da barragem de Kakhovka.
Ambos os lados têm-se acusado mutuamente de pretender destruir a barragem, algo que causaria cheias catastróficas.
No caso dos russos, poderiam destruir a barragem para travar um avanço ucraniano, mas perderiam boa parte do abastecimento de água da Crimeia. No caso dos ucranianos, conseguiriam cercar o inimigo, mas devastariam a sua própria população.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/784136/ucr-nia-putin-assiste-atento-a-exercicios-nucleares-?seccao=Mundo_i
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Rússia usou uma foto de 2010 para alegar que a Ucrânia estava a fazer uma "bomba suja"
MadreMedia
27 out 2022 06:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Acusação foi feita pelo governo da Eslovénia, que reconheceu a foto de uma central nuclear daquele país.
O governo russo acusou esta semana a Ucrânia de estar a preparar detonar uma bomba suja, algo desmentido por Volodymyr Zelensky e ainda por alguns aliados ocidentais, como os Estados Unidos.
Para reafirmar a acusação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia revelou umas fotografias da alegada construção da bomba suja. Essas, contudo, acabaram por ser reconhecidas pelo governo da Eslovénia, que, numa publicação na rede social Twitter, alega que as mesmas pertencem à Agência de Gestão de Resíduos Radares da Eslovénia (ARAO) e datam de 2010.
"A foto usada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia no seu post no Twitter é uma foto da ARAO de 2010. Elas contêm uma fonte radioativa, mas não é nenhuma das fontes radioativas listadas na tabela abaixo da foto. A foto foi publicada sem o conhecimento da ARAO", salientou o governo esloveno.
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=770&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=ZTQ1fV2qfL3AAQEmBaFWJfODpSGhrM4SdYH0bQXAfJ2QjVc5Bab96BdQq3GFAWSU8WEfrt3MgLr8gZoCzAsh7b+SlZv5xQnqbZ4ZgSXR8Evphgk=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-usou-uma-foto-de-2010-para-alegar-que-a-ucrania-estava-a-fazer-uma-bomba-suja
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"Não pretendo atirar em nenhum ucraniano". Recusou-se a lutar e agora é o primeiro russo a ter um processo criminal
MadreMedia / Lusa
27 out 2022 09:13
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Fonte de imagem: AFP or licensors
Homem convocado no âmbito da mobilização parcial decretada por Vladimir Putin pode ser condenado a vários anos de prisão.
A justiça militar russa abriu o primeiro processo criminal contra um reservista que se recusou a lutar na Ucrânia, revelou esta quinta-feira o advogado de Direitos Humanos Pável Chíkov.
"Não vou a nenhuma Ucrânia, nem pretendo disparar contra nenhum ucraniano", respondeu o réu ao comandante que o interrogava, segundo explicou o ativista na rede social Telegram.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-pretendo-atirar-em-nenhum-ucraniano-recusou-se-a-lutar-e-agora-e-o-primeiro-russo-a-ter-um-processo-criminal
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EUA antecipam envio de bombas nucleares ‘melhoradas’ para as bases da NATO na Europa. Começam a chegar em dezembro
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:51, 27 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/bomba-nuclear-B-61.jpg)
A view of a B-61 nuclear bomb trainer being shown at a static display of a 509th Bomb Group FB-111 aircraft.
Os Estados Unidos aceleraram o plano de movimentação da mais recente e melhorada versão da sua principal bomba nuclear para bases da NATO na Europa.
De acordo com o Politico, que cita fontes diplomáticas norte-americanas, a chegada da bomba de gravidade (não guiada e de ‘queda livre’) B61-12 à Europa estava marcada para a próxima primavera mas oficiais norte-americanos anunciaram à NATO que o plano foi antecipado já para dezembro. A decisão foi comunicada numa reunião à porta fechada, em Bruxelas, durante o mês de outubro.
O plano, que envolve a substituição de variado armamento antigo por versões mais recentes em várias plataformas de armazenamento da NATO na Europa, para poderem ser usadas pelos EUA, bem como por caças e bombardeiros dos membros da Aliança, é acelerado numa altura de escalada de tensões de uso de armas nucleares, pela Rússia, na Ucrânia, e de crescente preocupação de que o Ocidente tem de travar Moscovo antes que ultrapasse essa linha.
“Não discutimos pormenores sobre o nosso arsenal nuclear, mas a modernização de armas nucleares US B61 tem decorrido nos últimos anos e está prevista a troca, de forma segura e responsável, de antigo armamento pelas versões atualizadas da B61-12, parte de um amplamente planeado e calendarizado esforço de modernização”, explica o general Patrick Ryder, porta-voz do Pentágono que, no entanto, nega que um aceleramento no processo esteja “relacionado com os eventos que acontecem na Ucrânia.
O anúncio feito na reunião em Bruxelas ocorreu poucos dias antes da NATO começar os seus exercícios nucleares anuais, que terminam este sábado. Esta quarta-feira, a Rússia realizou exercícios nucleares, supervisionados por Putin, onde foi simulado “um ataque nuclear massivo” em retaliação por uma eventual ofensiva do mesmo tipo na Rússia, informou o Kremlin.
A nota emitida após o encontro em Bruxelas, distribuída no Pentágono e aos vários gabinetes governamentais norte-americanos, adianta que 15 membros da NATO defenderam que a Aliança “não deve ceder à chantagem nuclear de Putin. “Tendo em conta o aumento em volume e escala da retórica nuclear da Rússia, um grupo de aliados pediu consulta contínua à NATO para garantir prontidão e comunicações consistentes”, adianta o mesmo documento.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-antecipam-envio-de-bombas-nucleares-melhoradas-para-as-bases-da-nato-na-europa-comecam-a-chegar-em-dezembro/
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Invasão da Ucrânia pode paradoxalmente acelerar transição energética
MadreMedia / Lusa
27 out 2022 13:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou hoje que, paradoxalmente, a invasão da Ucrânia pela Rússia pode ter um efeito positivo para o clima, que é uma potencial aceleração da transição energética devido ao aumento do investimento em energia sustentável.
No relatório anual de 2022 hoje divulgado, a AIE precisa que esta potencial aceleração decorre da previsão de que as emissões globais de gases com efeito de estufa relacionados com a energia atinjam um “ponto alto” já em 2025.
Oito dias antes da Conferência Mundial sobre o Clima da COP27 no Egito, a agência advertiu também no relatório para a “divisão” entre países ricos e pobres em termos de investimento em energia descarbonizada, apelando a um “grande esforço internacional” para “reduzir” este “fosso preocupante”.
“A crise energética global desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia está a causar mudanças profundas e a longo prazo que têm o potencial de acelerar a transição para um sistema energético mais sustentável e seguro”, disse a AIE no documento de apresentação do relatório.
Pela primeira vez, os três cenários estudados todos os anos pela agência sediada em Paris, uma filial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), identificam um pico no consumo de cada um dos combustíveis fósseis (carvão, gás, petróleo) que estão a sufocar o planeta e a provocar o aquecimento global.
No cenário central, que se baseia em compromissos governamentais já anunciados para investimentos climáticos (“Inflation Reduction Act” nos EUA, “Fit for 55” e “RePowerEu” na Europa, “Green Transformation” no Japão…), as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) relacionadas com a energia atingiriam um pico de 37.000 milhões de toneladas em 2025, caindo depois para 32.000 milhões de toneladas em 2050.
Mas, apesar destes esforços, as temperaturas médias subiriam cerca de 2,5 graus até 2100, o que está “longe de ser suficiente para evitar consequências climáticas severas”.
A Agência sublinha mais uma vez a necessidade de investimento maciço em energia limpa, verde ou simplesmente descarbonizada, como a energia nuclear, e de aceleração em certas áreas como as baterias elétricas (para automóveis), fotovoltaicas, e eletrolisadores que irão produzir hidrogénio para descarbonizar a indústria em particular.
No cenário central, estes investimentos teriam de exceder 2.000 mil milhões de dólares até 2030, e teriam de subir para 4.000 mil milhões de dólares para satisfazer as condições do cenário com emissões líquidas zero em 2050.
“São necessários grandes esforços internacionais para colmatar o fosso preocupante no investimento em energia limpa entre economias avançadas e emergentes e em desenvolvimento”, disse a AIE.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/invasao-da-ucrania-pode-paradoxalmente-acelerar-transicao-energetica
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Polónia remove monumentos soviéticos para "desrussificar" o país
MadreMedia / Lusa
27 out 2022 13:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades polacas demoliram hoje quatro monumentos erguidos durante o regime comunista como parte da "desrussificação" dos espaços públicos no país, que foi intensificada com o início da guerra na Ucrânia.
Os monumentos foram removidos simultaneamente e, num discurso transmitido na televisão estatal, o diretor do Instituto Polaco de Memória Histórica (IPN), Karol Nawrocki, disse que o objetivo destas ações era “fazer desaparecer todos os monumentos que glorificam o sistema comunista na Polónia” e salientou que “estes monumentos não deveriam ter estado no espaço público polaco tanto tempo”.
Nawrocki referiu-se às legendas inscritas nos monumentos como “mentiras históricas” e disse que todos eles “simbolizam o mal do sistema comunista” e deveriam ser destruídos “não tanto pela sua estética, mas pelo seu significado”.
Após a remoção destas quatro estátuas, haverá ainda 30 monumentos a serem destruídos, segundo o diretor do IPN, que salientou que este ano mais de 20 desses monumentos já foram removidos, um número que “dado o ritmo lento dos anos após a queda do regime comunista, é um bom resultado”.
Uma das estátuas hoje retiradas tinha sido restaurada em 2017 com um custo de 7.000 euros e continha a inscrição “gratidão ao Exército Vermelho”, mas desde o início da guerra tinha sido pintada com as cores da bandeira ucraniana.
Alguns governos locais expressaram a sua vontade de preservar monumentos da era comunista, tal como em Dabrowa Górnicza (sul da Polónia) onde uma estátua de dois soldados com a inscrição “aos heróis da bandeira vermelha” foi incluída na lista de “desrussificação” do IPN.
No entanto, o presidente da Câmara da cidade e alguns residentes locais opuseram-se à demolição do monumento porque, na sua opinião, se refere à revolução russa, “acontecimentos que tiveram lugar entre 1905 e 1918, sem relação com a era comunista na Polónia, que começou após a Segunda Guerra Mundial”
Após o caso ir a tribunal em Varsóvia, o monumento permaneceu.
A lei que regula a remoção de quaisquer vestígios da era comunista de ruas e edifícios na Polónia data de 2016 e autoriza a remoção de placas, nomes de ruas e monumentos relacionados com a antiga União Soviética de qualquer espaço público.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/polonia-remove-monumentos-sovieticos-para-desrussificar-o-pais
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Ucrânia: Zelensky apela aos ucranianos que poupem eletricidade para vencer a Rússia também na frente energética
Por Francisco Laranjeira em 14:41, 27 Out 2022
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Volodymyr Zelenksy fez, esta quinta-feira, um novo apelo aos cidadãos da Ucrânia a pedir que se limite o consumo de eletricidade como forma de vencer a Rússia “também” na esfera energética. O presidente ucraniano lembrou que, devido aos ataques russos às principais estruturas energéticas do país, têm ocorrido cortes de energia de emergência em muitas cidades e regiões da Ucrânia, razão pela qual “o consumo de energia deve ser limitado”.
“Não importa o que o inimigo faça, a nossa tarefa é quebrar os seus planos e proteger a Ucrânia. E isso não é tarefa apenas de alguém, não diz respeito apenas aos trabalhadores da energia ou a qualquer outra pessoa. Também precisamos da vitória sobre a Rússia na frente da energia”, explicou Zelenky, no seu discurso diário à nação.
Nesse sentido, Zelensky acusou ainda os “terroristas russos” de terem criado condições “tão difíceis” nunca antes vistas ou encontradas. “Na Europa não houve tais ameaças e os nossos especialistas são forçados a superá-las agora. E derrotam-nas com honra”, disse.
O balanço dos últimos avanços na frente da batalha, realizado pelo presidente ucraniano, detalhou mais 8 helicópterso russos abatidos na passada 4ª feira pelo exército ucraniano. “O número total de helicópteros russos abatidos já se aproxima dos 250. Os ocupantes russos já perderam tanto equipamento que não será capaz de restaurar esssas perdas.”
“Continuamos a fazer todo o possível para libertar o nosso povo do cativeiro russo”, acrescentou Zelensky.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-apela-aos-ucranianos-que-poupem-eletricidade-para-vencer-a-russia-tambem-na-frente-energetica/
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Terroristas, traidores, raptores ou espiões: Duma russa levanta limitações à mobilização para reforçar invasão da Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 14:53, 27 Out 2022
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A Duma russa, a Câmara Baixa do Parlamento, concluiu esta quinta-feira a aprovação de uma reforma legislativa que pretende eliminar a proibição de convocar cidadãos russos condenados por crimes graves, incluindo terrorismo ou traição. Vai permitir igualmente a mobilização de pessoas condenadas por rapto ou espionagem, embora se mantenha a proibição para alguns crimes, como o abuso infantil, revelou a agência noticiosa da Rússia, Interfax.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma mobilização parcial em setembro último por decreto para fortalecer a capacidade das Forças Armadas na invasão da Ucrânia: o Kremlin pretendia recrutar cerca de 300 mil pessoas. Putin afirmou, há duas semanas, que estava perto o fim da mobilização, embora oficialmente ainda não tenha ocorrido.
Vários meios de comunicação independentes russos denunciaram que o recrutamento forçado estendeu-se também às prisões por influência do grupo Wagner.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/terroristas-traidores-raptores-ou-espioes-duma-russa-levanta-limitacoes-a-mobilizacao-para-reforcar-invasao-da-ucrania/
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“Restrições sem precedentes”: Ucrânia anuncia ‘apagões’ mais severos e regulares após novos ataques russos a infraestruturas de energia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:16, 27 Out 2022
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Após uma noite em que dezenas de drones-kamikaze, usados pela Rússia, atacaram uma série de infraestruturas de produção de energia na Ucrânia, o país anunciou que os ‘apagões’ elétricos, instituídos em todo o país, vão tornar-se mais severos, regulares e durar mais tempo, em toda a região de Kiev, para já.
No anúncio, feito pela Administração Regional de Kiev e pelo operador da rede elétrica Ukrenergo, foi enfatizado que os horários recentemente definidos para os cortes de energia já não são relevantes. “Nos próximos dias, podemos esperar cortes mais severos e de maior duração”, adiantam as autoridades.
“A Rússia voltou a atacar infraestruturas energéticas. Um grande número de instalações de importância crítica no país está inoperacional. Como resultado, um défice de energia de 30% do consumo total surgiu na cidade de Kiev e em toda a região. Para prevenir o completo corte de energia na capital e nas regiões centrais da Ucrânia, o operador nacional de energia Ukrenergo vai introduzir restrições de energia de emergência sem precedentes”, lê-se na mensagem emitida pelos responsáveis.
Também a Administração Militar Regional de Kiev avisou que, devido aos danos causados pela ofensiva russa, toda a população ucraniana deve preparar-se para o alargamento de cortes de energia, que deverão verificar-se “durante um período indefinido”.
“Os especialistas estão a tomar todas as medidas necessárias para eliminar as consequências dos bombardeamentos. Toda a gente está a trabalhar sem parar. Mais uma vez, em apelo a que usem a eletricidade de forma racionada, em especial durante as horas de pico de consumo. Este é um passo que tomamos para estabilizar a situação no país”, afirmou Oleksiy Kuleba, governador regional de Kiev.
É pedido aos cidadãos que liguem eletrodomésticos e equipamentos que consumam energia um de cada vez, e que reduzam ao mínimo o consumo durante a manhã, entre as 6h00 e as 11h00, e à tarde/noite, entre as 17h00 e as 23h00. As empresas e negócios deverão limitar ou mesmo desligar as luzes exteriores em escritórios, montras de lojas, restaurantes e centros comerciais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/restricoes-sem-precedentes-ucrania-anuncia-apagoes-mais-severos-e-regulares-apos-novos-ataques-russos-a-infraestruturas-de-energia/
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Rússia tem uma segunda linha na frente criada apenas para matar desertores, garantem serviços de inteligência da Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 15:25, 27 Out 2022
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Os serviços de Inteligência da Ucrânia divulgaram, esta quinta-feira, gravações áudio com detalhes perturbadores sobre o moral das tropas russas na linha da frente na Ucrânia, assim como o caos e as divergências internas. Na conversa, um soldado russo confessou à sua mulher que ele e outros homens da sua unidade estão a uma distância confortável do combate real.
“Mudaram-nos de volta para a segunda linha. Há tiroteio lá na frente mas estamos de volta aqui, por enquanto nas trincheiras”, revelou o soldado. “Trouxeram os presos para aqui, da prisão. Levaram-nos a algum lugar bem na frente. E nós estamos sentados aqui como um destacamento de bloqueio de retirada. Se alguém regressar, é para exterminar.”
“Sentamo-nos na segunda linha, guardando a primeira. Atrás de nós, há outra linha. Então é impossível fugir. Eles atiram mesmo. Se alguém fizer esse caminho, é preciso exterminar”, reforçou, sublinhando que qualquer tipo de protesto seria inútil, observando que que os oficiais de defesa russos haviam listado a sua unidade como sendo “em treino” e não no campo de batalha.
Embora a Rússia tenha reforçado as forças com milhares de soldados recém-recrutados e presos recrutados pelo Grupo Wagner, parece que os reforços apenas aumentaram a disfunção entre as fileiras – o Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia informou, no início deste mês, que os presos russos libertados da prisão para lutar “deixam as suas unidades e tentam regressar a território russo” depois de receber as suas armas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-tem-uma-segunda-linha-na-frente-criada-apenas-para-matar-desertores-garantem-servicos-de-inteligencia-da-ucrania/
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Benfica e Shakthar Donetsk anunciam parceria
Sportinforma
27 out 2022 16:00
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Fonte de imagem: desporto.sapo.pt
Águias e ucranianos assinaram protocolo de colaboração em várias vertentes.
Benfica Shakthar assinam protocolo FOTO: slbenfica.pt
Foi esta quinta-feira anunciada uma parceria entre SL Benfica e Shakthar Donetsk, tendo em vista o trabalho conjunto dos dois clubes em termos de apoio social e de preservação património do clube ucraniano.
Este protocolo pressupõe a "partilha de know-how e experiência; integração de um representante da Fundação Benfica no Conselho de Peritos do programa de desenvolvimento social do Shakhtar Donetsk Play at Home que apoiará 100 projetos, envolvendo em particular as crianças; acolhimento de jovens ucranianos sinalizados pela Shakhtar Social a participarem em semanas de campos de férias e acesso a sessões de futebol, para proporcionar uma experiência positiva que os retire por um período de tempo do contexto de guerra", pode ler-se no anúncio publicado pelo clube da Luz.
Para além do apoio social, este acordo também abrange o apoio, por parte de técnicos ligados ao Benfica, na conservação do património do Shakthar Donetsk caso seja necessário.
"Apoiar na conservação de parte do espólio do Shakhtar Donetsk através da cooperação com a equipa técnica do Património Cultural do Sport Lisboa e Benfica; entre outras possibilidades de colaboração a definir entre as partes".
De referir que apenas há poucos meses atrás a 'Fundação Benfica', juntamente com a Fundação Shakhtar Social e o próprio clube ucraniano, ter lançando uma campanha de angariação de bens essenciais para enviar para a Ucrânia; a campanha culminou com o envio de seis camiões de seis toneladas cada.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/artigos/benfica-e-shakthar-donetsk-anunciam-parceria
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Ocidente está "a chegar ao fim" e a próxima década é a mais "perigosa" desde a Segunda Guerra, disse Putin
27 de outubro 2022 às 17:47
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Fonte de imagem: AFP
No seu discurso anual no think tank russo Valdai Club, o líder russo defendeu que o seu país está num modo defensivo, que o Ocidente está a jogar um jogo "perigoso, sangrento e sujo" na Ucrânia e que nunca falou "proativamente" sobre o "possível uso" de armas nucleares.
Vladimir Putin afirmou esta quinta-feira que a Rússia “está apenas a tentar defender o seu direito de existir” e que o "domínio absoluto" do Ocidente está "a chegar ao fim".
No seu discurso anual no think tank russo Valdai Club, o Presidente da Rússia explicou que a próxima década é a mais “crucial” e “perigosa” desde a Segunda Guerra Mundial, frisando que o Ocidente “é incapaz de governar unilateralmente por mais que o tente fazer".
"A Rússia não está a desafiar as elites do Ocidente, a Rússia está apenas a tentar defender o seu direito de existir", continuou o líder russo, afirmando que o Ocidente, além de estar a "tentar limpar a Rússia da face do mapa político" está a jogar um jogo "perigoso, sangrento e sujo" na Ucrânia.
Putin falou da sua família, nomeadamente dos pais – a mãe, enfermeira, e o pai, guarda noturno – para transmitir a mensagem de que está atento ao "pulsar da vida popular, como vivem os cidadãos comuns".
Falando sobre a invasão na Ucrânia em particular, e questionado sobre o que mudou no último ano, Putin continuou a falar da “operação militar especial” e refletiu sobre as tensões geopolíticas: "O que está a acontecer na Ucrânia em particular não são mudanças que estão em andamento desde o início da operação militar especial, são mudanças que vêm a acontecer há muitos anos. Alguns estão a prestar atenção. Estas são mudanças tectónicas de toda a ordem global. Inicialmente é tudo muito calmo e muito tranquilo, mas essas placas estão a mover-se constantemente, depois aproximam-se, as tensões aumentam e um terramoto acontece. É o que acontece aqui. Primeiro um acumular de tensões e depois um terramoto. Estas tensões costumavam acontecer no passado”, disse o líder russo, acrescentando que “estão a surgir novos centros de poder” e as mudanças em questão “estão a acontecer por razões objetivas", explicou.
Vladimir Putin argumentou também que a “operação” era um beco sem saída e, portanto, para si, tinha de ser posta em prática. "Tivemos que decidir o que fazer com o Donbass porque as pessoas viveram oito anos debaixo de fogo. Tivemos de reconhecer a sua independência", considerou, adiantando que o "próximo passo lógico" seria a incorporação da região na Federação Russa.
No que diz respeito às armas nucleares, tema que tem agitado os líderes do Ocidente, Putin disse que "há sempre o perigo de serem utilizadas", mas que nunca falou "proativamente" sobre o "possível uso" das mesmas.
A Rússia, continuou, não despreza a importância do Ocidente: "O diálogo entre a Rússia, o Ocidente e outros centros de desenvolvimento vão tornar-se mais importantes na nova ordem mundial”, disse, argumentando que tentou conservar as boas relações diplomáticas.
"A Rússia não está a desafiar o Ocidente - a Rússia procura reservar o direito de se desenvolver. A nova ordem mundial deve ser baseada na lei e na ordem", disse, por fim.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784205/ocidente-esta-a-chegar-ao-fim-e-a-proxima-decada-e-a-mais-perigosa-desde-a-segunda-guerra-disse-putin
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Revelada nova estratégia do Pentágono: China e Rússia são os “desafios mais perigosos” para os EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:30, 27 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Oito meses depois da invasão russa à Ucrânia, e numa altura em que a China tenta impulsionar a sua força nuclear e espacial, o Pentágono definiu uma nova estratégia, revelada esta quinta-feira, que envolve um maior e mais robusto ‘travão’ aos avanços destes países, num momento tensões crescentes na segurança internacional.
O documento da Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, que inclui listagem de todo o arsenal nuclear dos EUA, bem como de defesa contra mísseis, tem andado a circular no Capitólio dos EUA nos últimos meses, na sua versão secreta.
A versão sem as informações sensíveis foi agora publicada, sem por exemplo especificar como é que o Pentágono vai levar a cabo a “mudança de armamento e pessoal para melhor responder a uma nova era”.
O último documento, datado de 2018 e publicado pela administração de Donald Trump, foi o primeiro desde o fim da Guerra Fria que prevê a mudança de foco da Defesa dos EUA para uma análise dos “poderes gémeos revisionistas” da China e da Rússia no mundo.
O documento, agora com a assinatura da administração do presidente Joe Biden, continua no tema, mas distingue entre a descrição da China como um “desafio militar e tecnológico em andamento” e a Rússia como uma “ameaça aguda”, mas um poder “em declínio”.
A nova estratégia prioriza as ameaças ao país e detalha o mapeamento da resposta militar em termos gerais. Também guia a política do Pentágono e decisões orçamentais numa série de temas, tais como que armas desenvolver e a constituição das forças armadas norte-americanas.
É destacado que a Rússia está armada com 2000 armas nucleares táticas, com “possibilidade de usar esta força para tentar ganhar uma guerra na sua periferia ou evitar derrota, se estiver em risco de perder uma guerra convencional”.
Da mesma forma, é descrito o arsenal nuclear em “rápida expansão” da China, com mais de mil armas nucleares estratégicas expectáveis nos próximos anos.
As ameaças do Irão, Coreia do Norte, e o espectro do terrorismo, por grupos como a Al Qaeda ou o Daesh persistem, salienta o documento, mas “A República Popular da China e a Rússia são desafios mais perigosos para a segurança nacional dos EUA”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/revelada-nova-estrategia-do-pentagono-china-e-russia-sao-os-desafios-mais-perigosos-para-os-eua/
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Ucrânia. Putin fala de um "jogo sujo" e teme-se guerra no espaço
28 de outubro 2022 às 08:26
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/28/835991.jpg?type=Artigo)
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As forças armadas russas desiludiram, mas têm muitas armas por usar. O Kremlin sugeriu utilizar mísseis caça-satélite contra o Ocidente.
Vladimir Putin, que apostou tudo na invasão da Ucrânia, não se mostra arrependido, por mais que as suas tropas estejam a ser batidas no campo de batalha. “Poder sobre o mundo é aquilo que o chamado Ocidente colocou em jogo”, frisou o Presidente russo, que se queixa há muito do enorme fluxo de munições e armamento da NATO recebido por Kiev. “Mas o jogo é perigoso, sangrento e, diria, sujo”, rematou, quinta-feira, no fórum do clube Valdai, que reúne os amigos do Kremlin pelo globo fora. E prometendo que “o período histórico de dominância exclusiva do Ocidente sobre as questões mundiais está a terminar”.
Caso Putin se referisse à ascensão da China a potência mundial, não há muitos analistas que discordem. Mas se estiver a falar da sua Rússia já é outra história. Ainda o ano passado se discutia se o Kremlin, apesar da fraqueza da sua economia, tinha as segundas forças armadas mais poderosas do mundo ou não. Hoje quase não há dúvidas que estas não passavam de um tigre de papel, para desespero do regime. Que, contudo, ainda tem parte do seu arsenal por usar, não só a nível nuclear. Tendo o Kremlin ameaçado até destruir os satélites ocidentais de que dependem as forças ucranianas, enquanto Putin discursava no fórum Valdai.
O regime de Putin não acha piada nenhuma “ao envolvimento em conflitos armados de componentes da infraestrutura espacial civil, incluindo comercial, pelos Estados Unidos e os seus aliados”, queixou-se Konstantin Vorontsov, um alto dirigente do Ministério dos Negócios Estrangeiros russos, falando nas Nações Unidas e citado pela Reuters. Ameaçando que “infraestrutura quase-civil pode ser um alvo legítimo para ataques de retaliação”. Algo que seria uma escalada na invasão, podendo levar a NATO e a Rússia a enfrentarem-se diretamente no conflito.
Guerra de nova geração
O próprio n.º2 das secretas militares ucranianas, Vadym Skibitsky, admitira que os defensores usavam imagens de satélite para guiar mísseis de longo alcance disparados pelos seus HIMARS, em entrevista ao Telegraph, devastando a logística dos invasores.
Isto além dos ucranianos terem acesso a comunicações por satélite através dos Starlink, oferecidos por Elon Musk. E de terem ajuda de uma espécie de exército de analistas amadores, espalhados pelo globo, que desde o início da invasão dedicam o seu tempo livre a vasculhar imagens comerciais de satélite. Procuram posições russas, em tempo real, postando-as no Twitter para que os ucranianos as vejam.
Daí que o Kremlin agora ameace dar uso ao seu arsenal de mísseis caça-satélites. Ainda o ano passado forças russas testaram os chamados mísseis A-Sat, destruíndo um velho satélite espião soviético, o Cosmos 1408. À época, os testes foram criticados por agravar o problema do lixo espacial – ainda esta semana a Estação Espacial Internacional teve de ativar motores para se esquivar dos detritos do Cosmos 1408. Agora, parecem aumentar o risco de uma nova guerra mundial, desta vez iniciada no espaço.
Os países ocidentais “semearam ventos, como dizem, agora colherão tempestades”, ameaçou Putin, perante o fórum Valdai. Estamos perante uma fronteira histórica”, continuou o Presidente da Rússia. “Adiante está provavelmente a mais perigosa, imprevisível e, ao mesmo tempo, importante década desde a II Guerra Mundial”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784234/ucr-nia-putin-fala-de-um-jogo-sujo-e-teme-se-guerra-no-espaco
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Rússia diz que concluiu retirada de civis da região ocupada de Kherson
MadreMedia / Lusa
28 out 2022 09:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
“O trabalho que organiza a saída dos habitantes da margem direita do (rio) Dnipro para regiões seguras na Rússia está concluído”, declarou na noite de quinta-feira Sergei Aksionov, líder da Crimeia, península vizinha de Kherson.
A península da Crimeia foi anexada em 2014 por Moscovo.
A Ucrânia descreve essas transferências de população como “deportações”.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-concluiu-retirada-de-civis-da-regiao-ocupada-de-kherson
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Várias regiões ucranianas ficam sem eletricidade esta sexta-feira. Apagões vão durar “até seis horas”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:34, 28 Out 2022
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Sete regiões ucranianas vão sofrer cortes de energia esta sexta-feira. Em Kiev, Chernihiv, Cherkasy, Zhythomir, Sumy, Kharkiv e Poltava, os apagões deverão durar “entre quatro e até seis horas”, avisa o operador da rede elétrica ucraniana Ukrenergo.
A empresa explica que estras restrições ao consumo elétrico são necessário para reduzir a sobrecarga na rede elétrica nacional, garantir o equilíbrio e sustentabilidade dos sistemas e evitar o colapso completo da distribuição de energia elétrica, após as ofensivas russas das últimas semanas que arrasaram várias infraestruturas de produção e distribuição de energia.
“Os horários e duração deste tipo de cortes de energia serão comunicados ao público atempadamente”, garante a Ukrenergo, fazendo referência ao facto do ‘apagão’ que se vai verificar hoje em várias regiões ucranianas se tratar de um “corte de emergência”.
Segundo a empresa energética ucraniana YASNO, citada pelo canal TSN, estão a ocorrer dois tipos de ‘apagões’ elétricos: de emergência e de estabilização.
Os cortes de emergência podem também ser “cortes locais de energia”. No primeiro caso, ocorrem quando parte ou totalidade de uma infraestrutura de energia é danificada ou destruída devido a bombardeamento ou outro tipo de ataque, e o ‘apagão’ não tem um tempo previsível de duração. No caso de corte local de energia, como o que se verifica em sete regiões ucranianas esta sexta-feira, por norma não excede as cinco horas e acontece quando há falhas na rede elétrica em determinadas áreas.
Quanto aos ‘apagões’ para estabilização, estes ocorrem para equilibrar a operação das redes de energia, garantir que estão estáveis e evitar que colapsem. São iniciados pela Ukrenergo quando o volume de geração de energia é menor do que o volume de consumo, ou quando, devido a danos na infraestrutura, não é possível fazer chegar a energia necessária aos consumidores.
Assim, também quando decorrem reparações, os distribuidores de energia limitam temporariamente o fornecimento aos clientes. Por norma, este tipo de corte para estabilização da rede tem uma duração menor do que o corte de emergência.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/varias-regioes-ucranianas-ficam-sem-eletricidade-esta-sexta-feira-apagoes-vao-durar-ate-seis-horas/
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Rússia rouba restos mortais de herói nacional sepultado em igreja na região ucraniana de Kherson
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:42, 28 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As forças russas pilharam uma igreja em Kherson e roubaram os restos mortais de Grigory Potemkin, um estadista russo, que estava sepultado nesse local, na região ucraniana anexada ilegalmente pelo Kremlin.
Potemkin, general russo que fundou Kherson e liderou a anexação da Península da Crimeia, no século XVIII, pelo Império Russo, estava sepultado num túmulo na Catedral de Santa Catarina, um dos mais importantes monumentos daquela cidade.
Não é caso único: reporta o Independent que, nos últimos dias, vários monumentos a heróis russos naquela região têm sido retirados e movidos para a Rússia. É o caso das homenagens erigidas aos chefes militares do século XVIII Alexander Suvorov e Fyodor Ushakov.
O governador pró-russo de Kherson justificou o ‘roubo’ de restos mortais e monumentos com o objetivo de “proteger os ícones nacionais”, perante a contraofensiva ucraniana que avança na região.
Mais de 70 mil residentes da cidade foram retirados nos últimos dias, segundo o último balanço da administração pró-russa de Kherson, liderada por Vladimir Saldo.
É expectável um conflito na cidade, e a sul da região de Kherson, nos próximos dias, à medida que há reforço de tropas em ambas as partes, com a Ucrânia a querer voltar a tomar o controlo da região recentemente anexada de forma ilegal pela Rússia. Para além de Kherson, também Zaporíjia, Donetsk e Lugansk foram anexadas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-rouba-restos-mortais-de-heroi-nacional-sepultado-em-igreja-na-regiao-ucraniana-de-kherson/
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Rússia acusa Ocidente de impedir distribuição de produtos agrícolas
Por MultiNews Com Lusa em 14:00, 28 Out 2022
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A Rússia acusou hoje os Estados Unidos e a Europa de impedirem o acesso dos produtos agrícolas e fertilizantes russos aos mercados mundiais, prejudicando os países pobres de África, Ásia e América Latina.
Os fertilizantes “permanecem bloqueados principalmente nos armazéns da Letónia (80%), assim como na Estónia, Bélgica e Países Baixos, cujas autoridades não permitem o seu envio através do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU”, denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Num comunicado citado pela agência oficial russa TASS, o ministério de Serguei Lavrov disse que, além dos fertilizantes, as empresas russas não podem transferir, “sem custos”, cerca de 300.000 toneladas de produtos “para os países mais pobres”.
“Os americanos e europeus estão a punir os países de África, Ásia e América Latina”, acusou a diplomacia de Moscovo.
O ministério disse que a Rússia “é um dos principais exportadores mundiais de fertilizantes”, sem os quais as populações dos países pobres “correrão o risco de morrer à fome”.
A guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em 24 de fevereiro deste ano, causou perturbações no abastecimento dos mercados internacionais de produtos agrícolas, fazendo subir os preços e recear uma situação de escassez alimentar.
Em conjunto, segundo a revista britânica The Economist, a Ucrânia e a Rússia forneciam, antes da guerra, 28% do trigo consumido no mundo, 29% da cevada, 15% do milho e 75% do óleo de girassol.
Em 22 de julho, os dois países assinaram acordos com a Turquia e a ONU para permitir o transporte de mais de 20 milhões de toneladas de cereais que estavam bloqueados nos portos ucranianos do Mar Negro.
O processo é controlado pelas partes envolvidas a partir de um Centro Conjunto de Coordenação (CCC) em Istambul, onde os navios são inspecionados.
Até 24 de outubro, realizaram-se 383 viagens a partir de portos ucranianos que permitiram transportar mais de 8,5 milhões de toneladas de cereais, de acordo com dados das Nações Unidas.
No comunicado citado pela TASS, o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que o bloqueio dos produtos russos se deve às sanções ocidentais, “cujo efeito negativo deveria ser neutralizado” pelos acordos de Istambul.
A diplomacia russa denunciou também a acumulação artificial de “um grande número de navios” no porto de Istambul para pressionar os peritos russos e “enfraquecer o processo” de verificação da carga.
Referiu que em mais de 70 navios foram detetadas “violações sistemáticas relacionadas com o não cumprimento das regras de navegação no corredor marítimo e tentativas de contrabando”.
“Tais abusos do corredor humanitário não devem ser ignorados, especialmente dada a investigação em curso sobre as rotas de entrega de explosivos para o ataque terrorista à ponte da Crimeia, em 08 de outubro”, acrescentou.
Moscovo acusou os serviços secretos ucranianos de terem sido responsáveis pelo ataque que danificou a ponte que liga a Rússia à península da Crimeia, anexada em 2014, utilizando explosivos que circularam por vários países vizinhos.
A Ucrânia negou as acusações.
Numa informação de 24 de outubro, o CCC de Istambul disse que 113 navios estavam registados para inspeção no porto turco.
“O CCM está a discutir formas de resolver o atraso”, disse o secretariado do centro, assegurado pela ONU.
O centro conjunto manifestou-se ainda preocupado que os atrasos “possam causar perturbações na cadeia de abastecimento e nas operações portuárias”.
“A próxima colheita está a aproximar-se e os silos nos portos ucranianos cobertos pela Iniciativa estarão em breve novamente cheios”, acrescentou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-acusa-ocidente-de-impedir-distribuicao-de-produtos-agricolas/
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Capital russo “banhado de sangue” invade Portugal desde 2012: aliada de Putin tem investimentos milionários em mansões e hotéis de 5 estrelas
Por Revista De Imprensa em 12:17, 28 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/06/PUTIN.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal não era conhecido por ser um destino preferido pelo grande capital russo mas, segundo apontou esta sexta-feira uma investigação da ‘CNN Portugal/TVI’, há ligações de milhões de euros disfarçados através de uma rede de empresas ligadas a amigos e familiares de Tatyana Gorikova, que foi funcionária pública mas que assumiu papel de destaque no Kremlin: desde 2018, é vice-primeira ministra com responsabilidade nas áreas da Política Social, Trabalho e Saúde.
Vladimir Khristenko, enteado de Golikova e ligado à farmacêutica Generium, responsável pela vacina contra a Covid-19 ‘Sputnik V’, é o ‘rosto’ da operação em Portugal desde, pelo menos, 2012. A ligação da vice-primeira-ministra russa a Portugal foi desvendada por uma investigação da equipa do opositor russo Alexei Navalny, da Fundação Anti-Corrupção – além de uma casa no Guincho e outra em Cascais, há ainda dois hotéis de cinco estrelas: o Senhora da Guia Cascais Boutique Hotel, onde estão um dos melhores campos de golfe do país, e o Farol Hotel.
João Paulo Batalha, ex-presidente da associação Transparência e Integridade, situou a partir de 2012 a transferência significativa de capital russo para Portugal: primeiro através dos vistos gold, depois através de outros mecanismos, como a naturalização por ascendência sefardita utilizada por Roman Abramovich para obter a cidadania portuguesa. “Vem a partir do momento em que Portugal começa a abrir portas para o investimento. Coincide com a nossa crise e com a chegada da troika, numa altura em que os incentivos políticos eram todos para abrir os braços e fechar os olhos, ou seja, captar dinheiro, viesse de onde viesse, sem fazer muitas perguntas.”
A ligação de Tatyana Golikova não deixa dúvidas: “Este dinheiro é, de certeza absoluta, sujo. Na Rússia, ninguém enriquece com um salário de político. É seguramente da rapina do povo russo protagonizada pelo estado russo e liderada pelo presidente Putin”, precisou João Paulo Batalha. “Este tipo de negócio tem todas as marcas de um negócio de lavagem de dinheiro pelos montantes envolvidos e pela maneira como o dinheiro circula, por termos as mesmas pessoas a comprar e a vender. São simulacros de negócio, na verdade fictícios, com recurso a muitos mecanismos de dissimulação ou offshores e exatamente com o objetivo de lavar dinheiro.”
A presença de grandes investimentos russos em território europeu é uma tática comum entre os bilionários do Kremlin. Reino Unido, Itália, França, Espanha e agora Portugal. O dinheiro russo tem-se espalhado pela Europa há décadas, praticamente sem barreiras, até às sanções que resultaram da invasão da Ucrânia. “Penso que agora é bastante óbvio porque é que o dinheiro russo não devia circular livremente na Europa. Porque é que este fluxo tem de ser travado e o que tem de mal. Este dinheiro está encharcado em sangue”, referiu Maria Pevchikh, diretora do departamento de Investigação da fundação de Alexei Navalny.
João Paulo Batalha acusou o Governo português de “inércia”. “Tem tido uma atitude de uma enorme complacência que não sei se é fruto de cumplicidade ou de mera incompetência, mas que tem como resultado Portugal ser um porto seguro para lavagem de dinheiro de oligarcas de muita natureza, incluindo de oligarcas russos, incluindo pessoas que estão politicamente e, eventualmente, até militarmente empenhadas na guerra da Ucrânia.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/capital-russo-banhado-de-sangue-invade-portugal-desde-2012-aliada-de-putin-tem-investimentos-milionarios-em-mansoes-e-hoteis-de-5-estrelas/
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Brasil. Putin tem "boas relações "com Lula e Bolsonaro e quer continuar a cooperar com Brasil
JORNAL I
28/10/2022 14:07
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/10/28/836036.png?type=artigo)
Fonte de imagem: ionline.sapo.pt
"Sabemos que, apesar de situações difíceis dentro do país, eles têm consensos sobre a cooperação com a Rússia” , disse o líder russo ao jornal brasileiro Folha de São Paulo.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou o atual panorama político do Brasil, com o aproximar do dia das eleições brasileiras, afirmando que “tem boas relações” com Lula da Silva e com Jair Bolsonaro, que disputam a segunda volta no próximo domingo, dia 30 de outubro.
“Tenho boas relações com Lula e com Bolsonaro. Não interferimos em processos internos, essa é a coisa mais importante neste momento. Sabemos que, apesar de situações difíceis dentro do país, eles têm consensos sobre a cooperação com a Rússia” , disse o líder russo ao jornal brasileiro Folha de São Paulo, à margem da sessão plenária do clube de debates Valdai, em Moscovo.
“[O Brasil] é o nosso parceiro mais importante na região”, disse ainda Putin, acrescentando que “fará tudo para que essas relações se desenvolvam mais” .
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/784283/brasil-putin-tem-boas-relacoes-com-lula-e-bolsonaro-e-quer-continuar-a-cooperar-com-brasil-?seccao=Mundo_i
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Exército ucraniano reivindica ter abatido 300 'drones' desde setembro
Lusa 28 out 2022 14:11
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Fonte de imagem: sapo.pt
As defesas antiaéreas ucranianas abateram cerca de 300 'drones kamikaze' disparados pela Rússia desde 13 de setembro, data em que foi detetado o primeiro "Shahed 136" derrubado na região de Kharkov, reivindicou hoje o exército da Ucrânia.
Segundo o porta-voz do Comando da Força Aérea ucraniana, Yuriy Ignat, o exército russo esteve a utilizar 'drones' num regime de "vagas sucessivas", com base nos cálculos estratégicos, mas começou a reduzir os disparos porque o número de dispositivos que possuem está a diminuir.
As informações do exército seguem-se a uma declaração do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na mais recente das mensagens que costuma transmitir ao amanhecer, em que afirmou que, desde o início da invasão russa, a Ucrânia sofreu mais de 8.000 ataques aéreos.
Zelensky sublinhou que nos últimos dois dias as forças ucranianas abateram 23 'drones' de um total de 30 lançados por tropas russas e direcionados principalmente contra infraestruturas críticas, energéticas e outros alvos civis.
Zelensky também se referiu ao progresso que a Ucrânia fez em termos de eficácia e capacidade das suas defesas antiaéreas nos oito meses que passaram desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro.
A mensagem de Zelensky foi divulgada numa altura em que a contraofensiva lançada pelo exército ucraniano em Donetsk e Lugansk parece ter desacelerado.
Segundo o portal Ukrinform, que cita o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, as tropas russas estão a concentrar esforços na manutenção do território ocupado na margem direita da região de Kherson.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia, que entrou hoje no 247.º dia, causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança do país, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com o envio de armamento para as autoridades ucranianas e a imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
JSD // APN
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/exercito-ucraniano-reivindica-ter-abatido-300_635bd5f2484e0a43032d8969
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Rússia acusa Ocidente de impedir distribuição de produtos agrícolas
Lusa 28 out 2022 14:15
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Fonte de imagem: sapo.pt
A Rússia acusou hoje os Estados Unidos e a Europa de impedirem o acesso dos produtos agrícolas e fertilizantes russos aos mercados mundiais, prejudicando os países pobres de África, Ásia e América Latina.
Os fertilizantes "permanecem bloqueados principalmente nos armazéns da Letónia (80%), assim como na Estónia, Bélgica e Países Baixos, cujas autoridades não permitem o seu envio através do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU", denunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Num comunicado citado pela agência oficial russa TASS, o ministério de Serguei Lavrov disse que, além dos fertilizantes, as empresas russas não podem transferir, "sem custos", cerca de 300.000 toneladas de produtos "para os países mais pobres".
"Os americanos e europeus estão a punir os países de África, Ásia e América Latina", acusou a diplomacia de Moscovo.
O ministério disse que a Rússia "é um dos principais exportadores mundiais de fertilizantes", sem os quais as populações dos países pobres "correrão o risco de morrer à fome".
A guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em 24 de fevereiro deste ano, causou perturbações no abastecimento dos mercados internacionais de produtos agrícolas, fazendo subir os preços e recear uma situação de escassez alimentar.
Em conjunto, segundo a revista britânica The Economist, a Ucrânia e a Rússia forneciam, antes da guerra, 28% do trigo consumido no mundo, 29% da cevada, 15% do milho e 75% do óleo de girassol.
Em 22 de julho, os dois países assinaram acordos com a Turquia e a ONU para permitir o transporte de mais de 20 milhões de toneladas de cereais que estavam bloqueados nos portos ucranianos do Mar Negro.
O processo é controlado pelas partes envolvidas a partir de um Centro Conjunto de Coordenação (CCC) em Istambul, onde os navios são inspecionados.
Até 24 de outubro, realizaram-se 383 viagens a partir de portos ucranianos que permitiram transportar mais de 8,5 milhões de toneladas de cereais, de acordo com dados das Nações Unidas.
No comunicado citado pela TASS, o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que o bloqueio dos produtos russos se deve às sanções ocidentais, "cujo efeito negativo deveria ser neutralizado" pelos acordos de Istambul.
A diplomacia russa denunciou também a acumulação artificial de "um grande número de navios" no porto de Istambul para pressionar os peritos russos e "enfraquecer o processo" de verificação da carga.
Referiu que em mais de 70 navios foram detetadas "violações sistemáticas relacionadas com o não cumprimento das regras de navegação no corredor marítimo e tentativas de contrabando".
"Tais abusos do corredor humanitário não devem ser ignorados, especialmente dada a investigação em curso sobre as rotas de entrega de explosivos para o ataque terrorista à ponte da Crimeia, em 08 de outubro", acrescentou.
Moscovo acusou os serviços secretos ucranianos de terem sido responsáveis pelo ataque que danificou a ponte que liga a Rússia à península da Crimeia, anexada em 2014, utilizando explosivos que circularam por vários países vizinhos.
A Ucrânia negou as acusações.
Numa informação de 24 de outubro, o CCC de Istambul disse que 113 navios estavam registados para inspeção no porto turco.
"O CCM está a discutir formas de resolver o atraso", disse o secretariado do centro, assegurado pela ONU.
O centro conjunto manifestou-se ainda preocupado que os atrasos "possam causar perturbações na cadeia de abastecimento e nas operações portuárias".
"A próxima colheita está a aproximar-se e os silos nos portos ucranianos cobertos pela Iniciativa estarão em breve novamente cheios", acrescentou.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/russia-acusa-ocidente-de-impedir-distribuicao_635bd7280fc02a42f9fcc1d1
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Exército ucraniano abateu cerca de 300 drones russos desde setembro
28 de outubro 2022 às 15:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/28/836045.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Responsável ucraniano informa que a Rússia tem cada vez menos destes dispositivos.
Desde que foi detetado o primeiro “Shahed 136”, no dia 13 de setembro, as defesas antiaéreas da Ucrânia abateram cerca de 300 drones russos.
Yuriy Ignat, porta-voz do Comando da Força Aérea ucraniana, informou esta sexta-feira que o exército russo esteve a utilizar 'drones' num regime de "vagas sucessivas" de forma estratégica, mas os disparos têm diminuído, uma vez que os dispositivos na posse as tropas russas está a diminuir.
Também hoje, Volodymyr Zelensky – na sua declaração diária transmitida de manhã – reportou que a Ucrânia sofreu mais de 8.000 ataques aéreos desde o início do conflito, em fevereiro, e nos últimos dois dias, as tropas ucranianas abateram 23 drones.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784292/exercito-ucraniano-abateu-cerca-de-300-drones-russos-desde-setembro-
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Sondagem: Mais de metade dos ucranianos acredita que o país está no bom caminho, apesar das condições de guerra
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:44, 28 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Mariupol-ucranianos-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Uma sondagem nacional conduzida pelo Centro Razumkov na Ucrânia revelou que mais de metade dos ucranianos estão confiantes e esperançosos num eventual fim do conflito que começou com a invasão da Rússia no país. 51% dos inquiridos disse acreditar que a guerra na Ucrânia está a desenvolver-se de uma forma positiva.
“Mesmo nas atuais condições de guerra, mais de metade da população (51%) acredita que os eventos na Ucrânia estão a caminhar na direção certa”, afirmou Adrii Bychenko, diretor do Serviço de Sociologia do centro responsável pelo estudo.
Bychenko destaca outro aspeto e realça a visão positivista da população ucraniana: “O paradoxo deste resultado está no otimismo que os participantes mostram durante a guerra, quando em tempos de paz a sociedade ucraniana raramente mostra tamanho otimismo”.
A sondagem mostra ainda que 80% da população acredita que a Ucrânia vai ultrapassar os obstáculos e dificuldades. Os resultados dizem que mais de 90% dos cidadãos confiam nas Forças Armadas da Ucrânia, enquanto 80% confiam no presidente Volodymyr Zelensky. Os partidos políticos e os tribunais são as instituições que reúnem a confiança de uma menor percentagem de ucranianos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/sondagem-mais-de-metade-dos-ucranianos-acredita-que-o-pais-esta-no-bom-caminho-apesar-das-condicoes-de-guerra/
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Rússia anuncia fim da "mobilização parcial" de 300 mil reservistas
MadreMedia / Lusa
28 out 2022 17:45
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YzMylchPfuL0rtq9/J5PHG7QYrwiDY/2ZVwrv0AG2S3DLnCRuyDCTUa+ATb/aFBpZuCTABDpFobkLmBOcLzkE99og6zX9qpTMGHTQ4YN84bwaTc=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia alcançou, em pouco mais de um mês, o objetivo de mobilizar 300 mil reservistas para combater na Ucrânia, disse o ministro da Defesa russo Serguei Shoigu, numa conversa televisionada com o Presidente Vladimir Putin.
“O objetivo de recrutar 300 mil pessoas foi atingido”, declarou Shoigu, precisando que 41 mil deles estão já colocados em unidades militares na Ucrânia.
“Não está prevista mais qualquer outra mobilização”, afirmou, indicando que a Rússia não planeia, para já, mobilizar reservistas adicionais ou civis.
No entanto, realçou, a Rússia continua a aceitar voluntários que se queiram inscrever no exército.
Segundo o ministro, 218.000 reservistas estão a receber instrução militar em bases russas, 41.000 foram já enviados para as unidades que combatem na Ucrânia e outros 41.000 estão na zona de conflito, mas ainda estão numa fase de treino.
“Quero agradecer a todos os que se juntaram às forças armadas. Obrigado por essa lealdade ao dever, por esse patriotismo”, disse, por sua vez, Putin,
O Presidente russo, tal como o ministro, admitiu novamente a existência de “alguns erros” na mobilização, em que muitas pessoas que não eram elegíveis acabaram por ser incorporadas nas Forças Armadas e com a falta de equipamentos.
Em relação a esta última questão, Shoigu garantiu hoje que “todos os problemas” relacionados com a falta de equipamentos militares estão “ultrapassados”.
O Presidente da Rússia anunciou a 21 de setembro último a mobilização de 300.000 reservistas, civis, para consolidar as forças militares, numa altura em que o exército ucraniano obrigou as forças russas a recuar em várias áreas da frente dos combates, em particular no nordeste e no sul da Ucrânia.
O anúncio levou a um êxodo difícil de quantificar de russos que fugiram do país por receio de serem enviados para a guerra.
A Rússia também reivindicou a anexação das quatro regiões do leste e sul da Ucrânia, onde quase toda a linha de frente está localizada.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 247.º dia, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-anuncia-fim-da-mobilizacao-parcial-de-300-mil-reservistas
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Ucranianos em risco de ficarem sem pão e cereais nos supermercados já em 2023
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:26, 28 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Cereais.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A crise alimentar na Ucrânia, mesmo após a assinatura do acordo para a exportação de cereais com a Rússia, mediado pela Turquia, pode agravar-se seriamente no próximo ano. Os agricultores estão já a planear abandonar o cultivo de alguns cereais, devido aos efeitos devastadores da guerra em todo o território ucraniano, o que poderá levar à falta de pão e de alguns cereais nas prateleiras dos supermercados, já no arranque de 2023.
O aviso para este cenário parte de Dmytro Kushnir, diretor da HarvEast Holding, uma das maiores empresas agrícolas da Ucrânia, sediada em Donestk, em entrevista à ucraniana Agronews.
Segundo o responsável, várias empresas e agricultores já têm definidos planos para cortar a produção de cevada e centeio, já que “os custos de produção destes grãos aumentaram e fazem com que se tenham tornado não-rentáveis”. Os cortes poderão estender-se a outros cereais.
Assim, alguns dos produtos mais procurados pelos ucranianos, como o pão de centeio, a sêmola de cevada ou a cevada perolada, parte de pratos típicos da gastronomia ucraniana, deverão deixar de ser vendidos já muito em breve com a chegada de 2023.
“A inflação também contribuiu. O preço envolvido nas várias componentes do processo de produção destes cereais disparou, e também há o colapso das redes de distribuição e logística”, lamenta Kushnir.
Ao mesmo tempo, os agricultores também não estão a conseguir escoar o produto, pelo menos fazendo um lucro que seja mínimo, já que, com a situação da guerra e da inflação, “ninguém vai comprar estes cereais ao seu preço real”.
O empresário agrícola garante que os agricultores e empresas vão começar a recusar plantar e produzir cevada e centeio por completo, o que levará à escassez ou mesmo desaparecimento de pães e outros derivados destes cereais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucranianos-em-risco-de-ficarem-sem-pao-e-cereais-nos-supermercados-ja-em-2023/
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Ocidente reage a ameaças de Putin
29 de outubro 2022 às 09:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/29/836099.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Putin pediu ao ministro da Defesa para investigar a existência de uma ‘bomba suja’ na Ucrânia, algo que os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais rejeitaram.
A comunidade internacional expressou ceticismo em relação às afirmações do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que negou ter qualquer intenção de usar armas nucleares contra a Ucrânia.
O seu homólogo dos Estados Unidos, Joe Biden, «minimizou» a possibilidade de uma guerra nuclear recordando que, até ao momento, o Kremlin apenas utilizou este tipo de ofensiva como «chantagem» contra os líderes ocidentais.
«Se não tem intenção de utilizar, por que é que continua a falar sobre este assunto? Por que é que está a falar sobre a possibilidade de usar armas nucleares?», referiu o Presidente dos Estados Unidos numa entrevista à NewsNation, citada pela Reuters, acrescentando que Putin «tem sido muito perigoso na forma como aborda esta possibilidade».
O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que é possível que a Rússia esteja a considerar o uso de uma «bomba suja», uma bomba radioativa que consiste em explosivos convencionais cercados por materiais radioativos que são disseminados como pó no momento da explosão.
Kirby argumenta que a Rússia está a tentar criar um pretexto para culpar a Ucrânia, apesar das autoridades norte-americanas ainda não terem visto nenhum sinal de que fosse este o caso.
«Muitas vezes, a Rússia culpa os outros pelo que estão a fazer ou prestes a fazer, é por isso que temos que levar esta ameaça muito a sério», disse a Kirby sobre as alegações de Putin, durante uma entrevista à CNN, citado pelo Guardian.
Putin e outros membros do Kremlin tem repetido nas últimas semanas que a Rússia poderia usar armas nucleares de forma a proteger sua integridade territorial, algo que está a ser interpretado por autoridades do Ocidente como ameaças implícitas de que o Kremlin pode vir a usar este arsenal para defender partes anexadas da Ucrânia.
Numa altura em que as lutas no terreno parecem ter abrandado, o Presidente russo pediu ao ministro da Defesa para ligar aos principais comandantes da NATO para abordar a «potencial» detonação de uma «bomba suja» na Ucrânia, escreve o jornal inglês.
O Presidente Putin revelou que a Rússia sabia da existência «de um incidente com uma ‘bomba suja’ que estava a ser preparado» e que a Rússia sabia «onde estava a ser preparada», afirmou num discurso, esta quinta-feira, apesar de não ter relevado quaisquer provas sobre este suposto plano.
As autoridades dos Estados Unidos e os seus aliados ocidentais rejeitaram estas acusações da Rússia negando que qualquer atividade proibida relacionada com armas biológicas estivesse a ocorrer na Ucrânia com o apoio americano.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784343/ocidente-reage-a-ameacas-de-putin
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Marinha russa repeliu ataque de drone na Baía de Sevastopol, na Crimeia
MadreMedia / Lusa
29 out 2022 09:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A marinha russa repeliu um ataque de drones contra a frota russa do Mar Negro na Baía de Sebastopol, disse hoje o governador desta cidade na península anexa da Crimeia.
“Navios da frota russa do Mar Negro estão a repelir um ataque com ‘drones’ (veículos aéreos não tripulados) na Baía de Sebastopol”, disse Mikhail Razvojayev, acrescentando que nenhum edifício foi atingido e que a citação esta “sob controlo”.
A Rússia, que lançou uma ofensiva militar contra a Ucrânia em 24 de fevereiro passado, anexou em 2014 a península ucraniana da Crimeia (sul).
Os ataques ucranianos a Sebastopol ocorrem numa altura em que as tropas de Kiev lançaram uma contraofensiva para recuperar terreno no sul da Ucrânia.
Na quinta-feira, Razvojayev anunciou que a central termoelétrica de Balaklava havia sido alvo de um ataque de ‘drone’, salientando, porém, que não causou grandes danos ou baixas.
Em agosto, o governador pró-russo da Crimeira relatou um outro ataque, o segundo em menos de um mês, com drones ao quartel-general da Frota Russa do Mar Negro, em Sebastopol, que não causou feridos.
Em 31 de julho, um ‘drone’ caiu no pátio da sede da frota e feriu cinco funcionários, levando ao cancelamento de todas as festividades planeadas para o Dia da Frota Russa.
Acusada pela Rússia de estar por trás desse ataque, a Ucrânia negou qualquer envolvimento, considerando as acusações uma “provocação”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/marinha-russa-repeliu-ataque-de-drone-na-baia-de-sevastopol-na-crimeia
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Militares portugueses já regressaram da Roménia, após seis meses de missão da NATO
MadreMedia / Lusa
29 out 2022 11:12
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Militares da primeira força nacional destacada para a Roménia devido ao conflito na Ucrânia, durante a cerimónia de partida, no Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, 15 de abril de 2022. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
A 1.ª Força Nacional Destacada para a Roménia, com militares dos três ramos das Forças Armadas, envolvida desde 15 de abril na missão da NATO intitulada “Eenhanced Vigilance Activities”, regressou na sexta-feira à noite a Lisboa, foi hoje anunciado.
Num comunicado, o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) de Portugal realça que os 211 militares portugueses da Marinha, Exército e Força Aérea “contribuíram para o esforço de dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste”.
“A Força […] participou em exercícios e atividades de treino com unidades congéneres, no sentido de, num contexto de aprofundamento dos laços da Aliança Atlântica e do incremento da capacidade de dissuasão e defesa desta organização face aos acontecimentos do Leste da Europa, testar a interoperabilidade das forças num contexto multinacional”, lê-se no comunicado.
Na cerimónia de receção aos militares estiveram presentes o vice-chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares, major-general Teodorico Lopes, e o Comandante da Brigada de Intervenção, brigadeiro-general Mendes Farinha, entre outras entidades militares, refere o documento.
Em 15 de abril, dia em que os militares seguiram para a Roménia, e numa cerimónia que decorreu no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a força militar portuguesa ia ajudar no processo de prevenção e defesa da paz no leste da Europa, numa altura em que se passara cerca de mês e meio após a invasão russa da Ucrânia (24 de fevereiro).
Num breve discurso, o também comandante Supremo das Forças Armadas salientou a importância desta missão da NATO que a força militar destacada vai cumprir na Roménia no contexto da guerra na Ucrânia.
“É uma missão já prevista e agora consolidada, projetada e reforçada num país amigo, aliado – a Roménia – no quadro de uma aliança defensiva e não ofensiva. Uma aliança que não ataca, que está preparada para prevenir, preservar e defender a paz. É essa também a vossa missão”, sustentou então o Presidente da República.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militares-portugueses-ja-regressaram-da-romenia-apos-seis-meses-de-missao-da-nato
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Meloni reitera apoio de Itália a Zelensky que a convida a visitar país
MadreMedia / Lusa
28 out 2022 20:19
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=ZmM5uNeJEZ5qIYiCaW3LxF7oVO4ZhfiT5y0xMTTnYgHKjUYp0MiIc20aMiF6E6bw6GPEZSzvGJr3NysTybVIRBVWy8XLAbalGE92rgtODvifQ1Y=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A nova primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reiterou hoje, numa conversa telefónica com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o apoio de Itália à Ucrânia, e este convidou-a para visitar o país.
Na rede social Twitter, Zelensky escreveu: “Felicitei Giorgia Meloni pela sua nomeação como primeira-ministra de Itália. Tenho esperança numa cooperação mais frutuosa. Abordámos a integração da Ucrânia na União Europeia (UE) e na NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental). Falei-lhe da atual situação no nosso país e convidei-a para visitar a Ucrânia”.
Sobre a conversa telefónica com Zelensky, Giorgia Meloni disse que reiterou o total apoio do Governo italiano a Kiev, no âmbito das alianças internacionais nas frentes política, militar, económica e humanitária e para a futura reconstrução da Ucrânia.
A chefe do novo executivo italiano confirmou igualmente o compromisso de Itália de empreender todos os esforços diplomáticos possíveis no sentido de pôr fim à agressão da Federação Russa à Ucrânia, indicou o seu gabinete.
Meloni expressou ainda a esperança de que seja renovado um acordo para a exportação de cereais dos portos ucranianos, um pacto fundamental para impedir uma eventual crise alimentar, acrescentou o seu gabinete.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 247.º dia, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/meloni-reitera-apoio-de-italia-a-zelensky-que-a-convida-a-visitar-pais
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Noruega revela identidade do espião russo que se fez passar por investigador brasileiro
MadreMedia / AFP
28 out 2022 23:01
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Terje Bendiksby / NTB
Os serviços de inteligência da Noruega revelaram, na sexta-feira, a verdadeira identidade do espião russo que se disfarçava de investigador brasileiro.
O serviço de contra-espionagem da Noruega (PST) identificou o alegado espião russo como Mikhail Mikushin, um cidadão nascido em 1978, que se fazia passar por um cidadão brasileiro, de 37 anos, chamado José Assis Giammaria.
De acordo com o site de investigação Bellingcat, Mikushin é um oficial da inteligência militar russa.
"Excelente trabalho, Noruega, vocês acabam de deter um coronel da GRU (Agência de Inteligência Militar da Rússia)", escreveu Christo Grozev, investigador do Bellingcat.
As fotos do agente suspeito foram publicadas em vários meios de comunicação noruegueses.
Apesar de negar todas as acusações contra ele, Mikushin será mantido sob custódia por um período de quatro semanas, deliberou o tribunal de Oslo, na sexta-feira. As duas primeiras, o suspeito deve permanecer em total isolamento para evitar o desaparecimento de provas.
O suspeito foi detido pelos serviços secretos noruegueses, no início da semana, quando se dirigia para a Universidade de Tromso, onde alega ser investigador.
Dias antes, o alegado espião tinha sido detido por causa de problemas com o seu visto de residência. Problemas que poderiam levar à sua deportação.
Depois de libertado, a investigação foi alargada para cobrir suspeitas de "espionagem contra segredos de Estado, classificados como prejudiciais aos interesses fundamentais da nação", violação que na Noruega pode ser punível de pena de prisão de até três anos.
“Mania da espionagem”
O PST revela que o suposto agente russo espiava sobre as ameaças "híbridas" que envolvem interesses e assuntos políticos da Noruega no Ártico.
A Noruega partilha uma fronteira de 198 quilómetros a norte com a Rússia.
Depois do anúncio da detenção do alegado agente secreto, a embaixada da Rússia em Oslo criticou aquilo a que chamou de "mania da espionagem" pela Noruega.
Num e-mail enviado à AFP, na quarta-feira, a embaixada russa declarou desconhecer o cidadão, dado como agente ao serviço da Rússia, afirmando que não sabia "de quem ou do que se trata” [a detenção].
"Em geral, a mania de espionagem tem sido ativamente promovida na Noruega, ultimamente", acrescenta ainda o referido comunicado.
Além do alegado espião, a Noruega prendeu nas últimas semanas nove cidadãos russos acusados de voar drones no seu espaço aéreo, em violação de uma proibição introduzida desde o início da guerra na Ucrânia. Os mesmos foram acusados de ter fotografado locais sensíveis em áreas restritas.
Os arrastões de pesca russos, que ainda estão autorizados a atracar em alguns portos noruegueses – apesar da proibição da UE – e os navios de investigação também têm levantado suspeitas na Noruega.
Desde que ultrapassou a Rússia como o maior fornecedor de gás natural para a Europa, por causa da guerra na Ucrânia, a Noruega reforçou a segurança em todos os locais estratégicos nacionais.
O reforço da segurança deve-se à deteção de drones não identificados que sobrevoaram algumas instalações de petróleo e gás norueguês. A sabotagem dos dois oleodutos do Mar Báltico, Nord Stream, também aumentou a tensão na região.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/noruega-revela-identidade-do-espiao-russo-que-se-fez-passar-por-investigador-brasileiro
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Jornalista russa morre atingida por bala perdida em exercício de tiro na Crimeia
Lusa
29 out 2022 11:53
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Fonte de imagem: sapo.pt
Uma jornalista russa de 50 anos morreu, na sexta-feira, após ser atingida por uma bala perdida num exercício de tiro campo de treino militar na Crimeia, península ucraniana anexada em 2014 pela Rússia, anunciou a sua equipa editorial.
Svetlana Babayeva era responsável pela delegação do grupo de media Rossia Segodnia (Russia Today), "morreu num dos campos de treino militar na Crimeia, onde foram realizados exercícios de tiro", anunciou o grupo, citado pelas agências de notícias russas, sem mais detalhes.
A jornalista trabalhou vários anos para o grupo público que inclui nomeadamente a agência de notícias Ria Novosti e o grupo Sputnik, com instalações em Londres ou nos Estados Unidos.
Dmitry Kisseliov, que lidera o grupo, considerado um dos principais propagandistas do país, saudou a memória de uma "pessoa calorosa, que apoiou fortemente a Rússia" e "uma profissional de alto nível, com sólida experiência jornalística".
A porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, também elogiou a memória do jornalista nas redes sociais.
Nascida em 1972, Svetlana Babaeva era, desde 2019, correspondente na cidade de Simferopol, na Crimeia, península anexada pela Rússia e que hoje serve de base de retaguarda da ofensiva militar na Ucrânia.
VP // EA
Lusa/fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/economia/jornalista-russa-morre-atingida-por-bala_635d07978bb502433fff6c4e
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"A Rússia tornou-se um Estado pária. Esperamos que, dentro de pouco tempo, sejam os próprios russos a perceber isso”
MadreMedia / Lusa
29 out 2022 12:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O porta-voz do Parlamento Europeu (PE) defendeu hoje que a União Europeia (UE) deve manter as sanções à Rússia enquanto durar a guerra na Ucrânia e assegurou que os pacotes sancionatórios estão a transformar a Rússia num Estado pária.
“Acredito que, neste momento, a Rússia se tornou um Estado pária. Esperamos que, dentro de pouco tempo, sejam os próprios russos a perceber isso”, sustentou Jaume Duch numa entrevista à Europa Press.
O porta-voz do Parlamento Europeu sublinhou que os oito pacotes de sanções aprovados até hoje “isolam o núcleo duro do Kremlin” e são uma forma de fazer a Rússia “perceber que esta guerra, entre outras coisas, é como um cancro para o seu próprio futuro”, pois as sanções estão a causar muitos danos à economia russa.
Duch lembrou que as sanções levaram à saída de centenas de empresas europeias, bem como ao isolamento diplomático internacional.
“A Rússia foi retirada de muitos fóruns de discussão sobre praticamente qualquer tipo de política” e também em debates no âmbito das Nações Unidas, acrescentou.
Duch argumentou que “ainda há muito a fazer” em termos de sanções e lembrou que o Parlamento Europeu aprovou várias resoluções, com ampla maioria, embora não por unanimidade, “que se comprometem a insistir nas sanções contra a Rússia nos próximos meses”.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -, entrou hoje no 248.º dia e foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição de sanções políticas e económicas ao Kremlin.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-russia-tornou-se-um-estado-paria-esperamos-que-dentro-de-pouco-tempo-sejam-os-proprios-russos-a-perceber-isso
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Ucrânia e Rússia denunciam grande explosão em Zaporíjia
29 de outubro 2022 às 13:49
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/29/836116.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Responsáveis de ambos os país relataram o incidente, que não terá provocado vítimas mortais.
As autoridades russas e ucranianas denunciaram este sábado a ocorrência de uma forte explosão que terá acontecido nas últimas horas na cidade de Zaporijia.
Segudo Oleksander Staruj, chefe da administração ucraniana, o incidente – que não terá causado vítimas mortais – foi um ataque “com mísseis” das tropas russas.
"Todos estão vivos e ilesos, mas, como resultado do impacto, um armazém industrial foi destruído. O evento de hoje lembra-nos mais uma vez que devemos permanecer sempre vigilantes e cuidadosos", escreveu o responsável, através do Telegram.
Já Vladimir Rogov, presidente do movimento "Estamos com a Rússia" e oficial russo na cidade, relatou "grande explosão em Zaporijia por volta das 12h25, horário local", numa mensagem transmitida pela agência TASS, em que se pode ler: "Neste momento, estamos a investigar as circunstâncias da explosão e as suas consequências, mas podemos dizer que uma grande coluna de fumo subiu e a explosão foi ouvida por toda a cidade”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784359/ucr-nia-e-r-ssia-denunciam-grande-explosao-em-zaporijia
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Rússia acusa Reino Unido de estar ligado às explosões nos dois gasodutos Nord Stream
29 de outubro 2022 às 14:58
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/10/29/836120.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Investigações que surgiram para apurar eventuais responsáveis davam conta de sabotagem, uma vez que os vazamentos foram precedidos por explosões.
A Rússia acusou este sábado o Reino Unido de estar envolvido nas explosões de setembro que danificaram os gasodutos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico, desenhados para encaminhar gás russo para a Europa.
“Representantes de uma unidade da Marinha britânica estiveram envolvidos no planeamento, fornecimento e execução do ato terrorista no Mar Báltico a 26 de setembro para minar os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2”, escreveu o Ministério da Defesa da Rússia, na rede social Telegram, sem dais mais pormenores.
Recorde-se que no final de setembro, no dia 26, foram detetadas quatro grandes fugas naqueles gasodutos na ilha dinamarquesa de Bornholm, dois na zona económica sueca e dois na Dinamarca.
As investigações que surgiram para apurar eventuais responsáveis, sem a participação da Rússia, davam conta de sabotagem, uma vez que os vazamentos foram precedidos por explosões.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784363/r-ssia-acusa-reino-unido-de-estar-ligado-as-explosoes-nos-dois-gasodutos-nord-stream
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Rússia suspende acordo sobre exportações de cereais dos portos ucranianos
MadreMedia / Lusa
29 out 2022 18:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia suspendeu hoje o acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos sob o pretexto do ataque de 'drone' a navios na Crimeia anexada, gerando condenação internacional, noticiaram hoje as agências internacionais.
“Em vista do ato terrorista realizado pelo regime de Kiev com a participação de especialistas britânicos contra navios da Frota do Mar Negro e navios civis envolvidos na segurança dos corredores de cereais, a Rússia suspende a sua participação na implementação do acordo sobre a exportação de produtos agrícolas dos portos ucranianos”, anunciou o Ministério russo da Defesa na rede social Telegram.
A Organização das Nações Unidas anunciou hoje estar a envidar esforços para preservar o acordo, depois do anúncio da sua suspensão pela Rússia.
“É vital que todas as partes se abstenham de qualquer ação que coloque em risco o Acordo de Cereais do Mar Negro”, disse, em comunicado, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, enfatizando que o acordo teve um “impacto positivo” no acesso a alimentos para milhões de pessoas em todo o mundo.
Por seu lado, a Ucrânia acusou a Rússia do “falso pretexto” do ataque na Crimeia para justificar a suspensão do acordo, pressionando Moscovo para que “respeite as suas obrigações”.
“Moscovo está a usar um falso pretexto para bloquear o corredor de grãos que fornece segurança alimentar para milhões de pessoas. Apelo a todos os estados para exigir que a Rússia encerre os seus jogos da fome e se comprometa novamente a cumprir as suas obrigações”, disse o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, na rede social Twitter.
O Reino Unido também reagiu, denunciando as “falsas informações” destinadas a “desviar a atenção”.
Já a Turquia “não foi oficialmente notificada” pela Rússia da suspensão do acordo, disse uma fonte de segurança daquele país, que supervisiona as exportações a partir de um centro de coordenação conjunta instalado na capital turca.
O acordo de cereais, concluído em julho sob a égide da ONU e da Turquia, permitiu a exportação de vários milhões de toneladas de cereais retidos nos portos ucranianos desde o início do conflito em fevereiro, o que fez com que os preços dos alimentos disparassem, aumentando o medo da fome.
O presidente russo, Vladimir Putin, aumentou as críticas ao acordo nas últimas semanas, apontando que as exportações da Rússia, outro grande produtor de cereais, estavam a ser prejudicadas pelas sanções.
Moscovo justificou a suspensão com o ataque de ‘drones’ que hoje teve como alvo navios militares e civis da Frota Russa do Mar Negro estacionados na baía de Sebastopol, na Crimeia anexada.
A Crimeia, anexada em março de 2014 pela Rússia após uma intervenção das suas forças especiais e de um referendo denunciado por Kiev e pelo Ocidente, serve como quartel-general desta frota e como base logística de retaguarda para a ofensiva russa na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-suspende-acordo-sobre-exportacoes-de-cereais-dos-portos-ucranianos
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Energia: França recusa dar crédito a acusações da Rússia sobre gasodutos
MadreMedia / Lusa
29 out 2022 19:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A primeira-ministra francesa disse hoje que não deu crédito às acusações do Exército russo de que o Reino Unido está envolvido nas explosões que em setembro danificaram os gasodutos russos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico.
“Há um inquérito em curso e não dou nenhum crédito ao que possa ter sido dito esta manhã”, afirmou Elisabeth Borne, em Lisboa, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo português, António Costa, no âmbito da sua visita oficial a Portugal.
O Exército russo acusou hoje o Reino Unido de estar envolvido nas explosões de setembro que provocaram roturas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, no mar Báltico, concebidos para encaminhar gás russo para a Europa.
Em 26 de setembro foram detetadas quatro grandes fugas nos dois gasodutos, na ilha dinamarquesa de Bornholm. Duas das quatro fugas estão na zona económica exclusiva dinamarquesa e as outras duas na zona sueca.
A Rússia tem alegado repetidamente que não foi incluída na investigação internacional sobre as fugas e explosões nos gasodutos, que ocorreram após uma suposta sabotagem.
As inspeções submarinas preliminares feitas pelas autoridades suecas e dinamarquesas reforçaram as suspeitas de sabotagem, pois os vazamentos foram precedidos por explosões.
A justiça sueca anunciou na sexta-feira a intenção de realizar uma nova inspeção aos gasodutos, assim como o consórcio Nord Stream, que enviou um navio civil sob bandeira russa.
Desde o conflito na Ucrânia, a 24 de fevereiro, os dois gasodutos, que ligam a Rússia à Alemanha, estão no centro das tensões geopolíticas, provocadas pela decisão de Moscovo cortar o fornecimento de gás à Europa numa suposta retaliação às sanções ocidentais.
Fora de serviço, os gasodutos continham gás quando foram danificados.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/energia-franca-recusa-dar-credito-a-acusacoes-da-russia-sobre-gasodutos
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Opinião: Falemos, então, de sujidade…
29 de Outubro, 2022
(https://penacovactual.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/LPA.jpg)
Luís Pais Amante Fonte de imagem: penacovactual.sapo.pt
As “hostes” do ditador que exerce o nepotismo lá prós lados da Sibéria, tem falado só de “sujidade”, ultimamente.
“Bomba suja”, “bomba suja”, “bomba suja”…
E, imagine-se: “O Ocidente está a jogar um jogo sangrento e sujo”, vão gritando histericamente em todas as plataformas que lhes têm trazido só desmascaramento.
Mas é muito difícil dar algum tipo de atenção a quem tem dito tudo e o seu contrário como por exemplo, mais ou menos:
– estamos em manobras conjuntas com a Bielorrússia e, de repente, passámos a estar numa operação especial militar para “desnazificar” os vizinhos Ucranianos o que nos dá direito a entrar à força por ali adentro e matar a esmo deficientes, grávidas e crianças;
– somos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mas exercemos o nosso veto contra qualquer tipo de voto sobre a nossa posição na Ucrânia; somos especiais (quiçá superiores) e a Lei Internacional não se nos aplica;
– a Europa está a violar os contratos que celebrou connosco;
– não atacamos alvos civis; nem hospitais; nem maternidades; nem escolas ou infantários;
– as regiões ocupadas (à força) são território russo e regem-se pelas leis da mãe pátria;
– o que roubamos é nosso (cereais, metais, carros, casas, telemóveis, brinquedos de crianças, recheios, bicicletas, máquinas de lavar roupa e loiça);
– não temos cá oligarcas;
– a democracia, a tolerância e a liberdade passeia pelas ruas de Moscovo;
– a Central de Zaporijia pertence-nos;;
– nenhum russo está a fugir à mobilização;
– O Mar Negro é nosso!
– etc, etc, etc.
!… Aqui chegados, parece ser de elementar raciocínio, livre, concluir que aquela gente perdeu, mesmo, toda a réstia de credibilidade. Só sabem mentir. Só sabem basear os seus fundamentos hitlerianos para semear e multiplicar o terror, em habilidades e maroscas absolutamente intoleráveis no nosso século …!
Fora do contexto da Carta das Nações Unidas; fora do contexto da Declaração Universal dos Direitos Humanos; fora de tudo o que é regulatório!
Incluindo o que é estabelecido -e estabelecido- nas Leis da Guerra!
Fora do mundo civilizado e em paz que toda a Juventude (incluindo a russa) ambiciona.
O que tudo transforma a Guerra da Rússia contra a Ucrânia e os seus métodos de terrorismo traiçoeiro, de brutalidade bruta, como tentativa de submissão de um País soberano a partir da aplicação de sucessivos crimes de guerra, incluindo contra a humanidade, o que ninguém de juízo pode admitir, quanto mais apoiar.
Tudo isto é percepcionado pelo Mundo, incluindo aquela parte dele que se deixou tornar cativo das fontes de encantamento, que vão esmorecendo com o passar do tempo e com a chantagem alimentar.
E, se assim é, que valor tem este frenesim de “pedir batatinhas” à ONU -que não respeitam- para ir inspecionar a Ucrânia (quando o proíbem na própria Rússia) e querer fazer-nos acreditar que a Ucrânia (que se mostra uma Nação absolutamente impressionante do ponto de vista do aprume, da palavra, do trato, da entrega, da disciplina, da força mental … e da limpeza da sujidade alheia) afinal, fabrica a chamada “bomba suja”?
Nós não dizemos que sim, ou que não, por não sabermos; mas acreditamos que a tal “bomba suja” pode já estar na Ucrânia…tal como estarão outras quiçá mais gravosas na aplicação do desespero.
Parece-nos ser o Kremlin (e os seus cérebros de guerra) que já lá deve ter apontado o dispositivo que usa explosivos para espalhar resíduos radioactivos; não foram eles que abriram trincheiras em terras de Chernobyl?
Se sim, é porque percebem mesmo muito de radioactividade e de acidentes deste tipo…
Aliás, se têm acesso a tanto dinheiro sujo (inclusive para investimentos em Portugal), porque não o hão-de ter às bombas deste tipo, também?
Porque quem semeia “sujidade” é a loucura por lá instalada e as suas mistificações abjectas; o que mostra “sujidade” é o estado animalesco em que ficam as escolas depois da fuga dos militares russos obrigados a sustentar esta guerra; … e é a Rússia quem ainda tem capacidade para tudo aquilo que precisa para aterrorizar o Mundo, fazendo -sempre- exactamente o contrário do que afirma.
Ou ainda há margem para acreditar nalguma das patranhas que nos querem vender?
Dá-me, sinceramente, a ideia de que já não!
Fonte: penacovactual.sapo.pt Link: https://penacovactual.sapo.pt/2022/10/29/opiniao-falemos-entao-de-sujidade/
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Biden considera escandalosa suspensão da Rússia do acordo de cereais
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 08:12
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente norte-americano, Joe Biden, considerou hoje escandalosa a decisão da Rússia de suspender a sua participação no acordo sobre as exportações de cereais a partir dos portos ucranianos, vitais para o abastecimento alimentar mundial.
“É simplesmente escandaloso. Não havia nenhuma razão para fazerem isso”, disse Biden, em declarações à imprensa, depois de ter votado por antecipação nas eleições intercalares norte-americanas, em Wilmington, no Estado de Delaware.
A Rússia anunciou hoje a suspensão da sua participação no acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos após um ataque de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas e controladas remotamente) que visou a frota russa estacionada na baía de Sebastopol, na Crimeia anexada.
A ONU comunicou estar a envidar esforços para preservar o acordo, com a Ucrânia a acusar a Rússia do “falso pretexto” do ataque na Crimeia para justificar a suspensão do convénio, pressionando Moscovo para que “respeite as suas obrigações”.
O acordo, concluído em julho sob a égide da ONU e da Turquia, permitiu a exportação de vários milhões de toneladas de cereais retidos nos portos ucranianos desde a invasão russa em fevereiro, o que fez com que os preços dos alimentos disparassem, aumentando o receio da fome.
O Presidente russo, Vladimir Putin, subiu o tom das críticas ao acordo, apontando que as exportações da Rússia, outro grande produtor de cereais, estavam a ser prejudicadas pelas sanções.
A Crimeia, anexada em março de 2014 pela Rússia após uma intervenção das suas forças especiais e de um referendo denunciado por Kiev e pelo Ocidente, serve como quartel-general da frota russa do mar Negro e como base logística de retaguarda para a ofensiva russa na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/biden-considera-escandalosa-suspensao-da-russia-do-acordo-de-cereais
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Russos e ucranianos trocam acusações. Afinal, quem deixou Energodar sem eletricidade?
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 11:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente do bombardeamento desta manhã na cidade de Energodar, no leste do país, nas imediações da central nuclear de Zaporijia, que deixou a maior parte da cidade ucraniana sem eletricidade.
Até ao momento, não há informações de que o ataque tenha causado vítimas.
O autarca de Energodar, Dimitro Orlov, culpou a Rússia por usar este bombardeamento a uma cidade originalmente ocupada pelas forças de Moscovo para “desacreditar as Forças Armadas da Ucrânia”, de acordo com uma mensagem publicada na sua conta da rede social Telegram.
“Como resultado do bombardeamento da zona industrial, a maior parte da cidade ficou sem eletricidade. Antes disso, atingiram uma das subestações”, disse Orlov.
Segundo o autarca, “estão ainda a ser apuradas informações sobre a extensão dos danos e a restauração do fornecimento de energia”. Moscovo ainda não comentou este incidente.
Pouco depois, o oficial russo na cidade, Alexander Volga, atribuiu o ocorrido às forças ucranianas: “Hoje efetuaram um ataque contra a infraestrutura vital e as instalações elétricas de Energodar”, disse na sua conta no Telegram.
“As equipas de emergência já estão a trabalhar. O fornecimento de energia elétrica na cidade será restabelecido em breve. A situação está sob controlo”, acrescentou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-e-ucranianos-trocam-acusacoes-afinal-quem-deixou-energodar-sem-eletricidade
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Está bloqueada rota de exportação de cereais através do Mar Negro
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 14:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O governo ucraniano afirmou hoje que a rota de exportação de cereais através do Mar Negro foi bloqueada, após a Rússia ter anunciado no sábado que suspendia o acordo que lhe permitia operar durante os últimos três meses.
O ministro ucraniano das Infraestruturas, Oleksandr Kubrakov, publicou na sua conta do Twitter uma fotografia do cargueiro “Ikaria Angel” que, segundo ele, deveria zarpar hoje carregado com 40.000 toneladas de cereais, como parte do programa alimentar global da ONU.
“Este alimento foi destinado à Etiópia, que está à beira da fome, mas, devido ao bloqueio da Rússia ao ‘corredor de cereais’, a exportação é impossível”, referiu.
O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, disse que a retirada da Rússia do acordo levou ao bloqueio de 176 navios que já tinham saído dos portos ucranianos no Mar Negro.
Segundo Kuleba, a sua carga totaliza dois milhões de toneladas de cereais, o suficiente para alimentar sete milhões de pessoas.
O ministro ucraniano acrescentou que este estrangulamento surgiu porque já em setembro a Rússia começou deliberadamente a abrandar o funcionamento do corredor, a fim de dificultar o acordo alcançado sob os auspícios da Turquia e das Nações Unidas.
“A Rússia decidiu há muito tempo retomar os seus jogos da fome e está agora a tentar justificá-lo”, disse o chefe da diplomacia ucraniana na sua conta do Twitter.
Kuleba chamou ao argumento de Moscovo a suspensão do acordo devido ao ataque de ontem à sua frota no porto de Sebastopol, que fica a 220 quilómetros do corredor, um “pretexto”.
A iniciativa de permitir o desbloqueio das exportações de cereais ucranianos dos portos de Odessa, Chornomorsk e Pivdenny foi assinada a 22 de julho em Istambul, na Turquia, e deveria expirar a 22 de novembro.
O Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, instou hoje a Rússia a “inverter” a sua decisão e a preservar o pacto de exportação de cereais.
Também o Governo espanhol exortou a Rússia a manter o acordo indireto com a Ucrânia para permitir a exportação de cereais dos portos ucranianos durante a guerra, de modo a não agravar a crise de segurança alimentar.
O ministro espanhol da Agricultura, Pescas e Alimentação, Luis Planas, chamou “lamentável” à decisão de Moscovo e acusou o país de “querer manter aberta a frente da guerra alimentar” e “provocar a fome e a insegurança nos países menos desenvolvidos”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/esta-bloqueada-rota-de-exportacao-de-cereais-atraves-do-mar-negro
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Turquia negoceia com Rússia um regresso do acordo de exportação de cereais
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 14:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo turco iniciou hoje negociações com a Rússia para que o país retome o acordo de exportação de cereais e fertilizantes com a Ucrânia, que abandonou no sábado, após denunciar um ataque de Kiev contra os seus navios.
Um responsável do Governo de Ancara, que pediu para não ser identificado, confirmou à Bloomberg que as negociações vão continuar na segunda-feira se não houver nenhum progresso ao longo do dia de hoje.
A mesma fonte afirmou que “há razões para otimismo”, apesar de a Rússia ter assegurado que a sua retirada do acordo, mediado na altura pela Turquia, teria um alcance indefinido.
O Centro de Coordenação Conjunta das Nações Unidas adiantou no sábado a impossibilidade prática de continuar com as exportações após Moscovo sair do acordo e confirmar que “não há protocolo vigente” para a movimentação de embarcações.
A Rússia anunciou, no sábado, a suspensão da sua participação no acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos após um ataque de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas e controladas remotamente) que visou a frota russa estacionada na baía de Sebastopol, na Crimeia anexada.
As Nações Unidas (ONU) comunicaram estar a envidar esforços para preservar o acordo, com a Ucrânia a acusar a Rússia do “falso pretexto” do ataque na Crimeia para justificar a suspensão do convénio, pressionando Moscovo para que “respeite as suas obrigações”.
O acordo, concluído em julho sob a égide da ONU e da Turquia, permitiu a exportação de vários milhões de toneladas de cereais retidos nos portos ucranianos desde a invasão russa em fevereiro, o que fez com que os preços dos alimentos disparassem, aumentando o receio da fome.
O Presidente russo, Vladimir Putin, subiu o tom das críticas ao acordo, apontando que as exportações da Rússia, outro grande produtor de cereais, estavam a ser prejudicadas pelas sanções.
A Crimeia, anexada em março de 2014 pela Rússia após uma intervenção das suas forças especiais e de um referendo denunciado por Kiev e pelo Ocidente, serve como quartel-general da frota russa do mar Negro e como base logística de retaguarda para a ofensiva russa na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-negoceia-com-russia-um-regresso-do-acordo-de-exportacao-de-cereais
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Alemanha denuncia tentativas de espionagem militar sem precedentes (sobretudo pela Rússia e pela China)
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 12:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A presidente do Serviço de Contrainteligência Militar da Alemanha, Martina Rosenberg, denunciou hoje um recorde histórico de tentativas de espionagem, sobretudo sobre instalações militares e empreendidas pela Rússia e pela China.
Rosenberg alertou que as Forças Armadas Alemãs (Bundeswehr) estão a ser alvo de múltiplos cenários de ameaças, enquanto o Serviço de Contrainteligência Militar continua a detetar “inúmeras anomalias e tentativas de espionagem” por serviços de inteligência de outros países, segundo a agência de notícias Europa Press.
O Serviço de Contrainteligência Militar detetou voos de drones sobre instalações militares da Bundeswehr e centros de treino militar ucranianos.
A mesma fonte exemplificou que o Ministério da Defesa informou que, nas primeiras horas do dia 01 de outubro, drones sobrevoaram repetidamente a área de treino militar de Wildflecken (Baviera), no sul da Alemanha.
No final de agosto, de acordo com relatórios anteriores, os serviços de inteligência russos tentaram espiar o treino militar ucraniano com sistemas de armas ocidentais na Alemanha, tendo sido observados veículos suspeitos junto aos centros de treino de Idar-Oberstein (Renânia-Palatinado) e Grafenwöhr (Baviera).
Segundo Rosenberg, as atividades dos serviços de inteligência estrangeiros já estavam em “alto nível” antes de 24 de fevereiro de 2022, ou seja, antes do ataque da Rússia à Ucrânia.
“O objetivo do nosso trabalho é detetar qualquer atividade de espionagem, especialmente dos serviços de inteligência russos e chineses, na fase inicial e combatê-la de forma eficaz, também em cooperação com autoridades nacionais e internacionais parceiras”, acrescentou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alemanha-denuncia-tentativas-de-espionagem-militar-sem-precedentes-sobretudo-pela-russia-e-pela-china
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Rússia suspende participação nas inspeções de navios com cereais na Turquia
MadreMedia / Lusa
30 out 2022 23:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia suspendeu a participação nas inspeções em Istambul, na Turquia, dos navios que transportam cereais ucranianos, anunciou hoje o Centro de Coordenação Conjunta (JCC, na sigla em inglês), encarregado de supervisionar o acordo de exportações de cereais ucranianos.
A suspensão, por tempo indeterminado, segundo o JCC, surge um dia depois de Moscovo ter rompido a sua participação no acordo sobre a exportação de cereais ucranianos alegando um ataque de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas e controladas remotamente) contra os seus navios.
O Centro de Coordenação Conjunta, que reúne delegados da Rússia, Ucrânia, Turquia e ONU, indicou que 11 navios foram inspecionados hoje, antes de adiantar que Moscovo decidiu não participar mais nas inspeções.
Para suprir a falta de inspetores russos, o JCC propôs, com conhecimento de Moscovo, que as delegações turcas e da ONU fornecessem 10 equipas para inspecionar, na segunda-feira, 40 navios com autorização de saída, proposta que foi aceite pela Ucrânia.
De acordo com o JCC, 112 navios de carga aguardam inspeção ao largo de Istambul.
O acordo sobre a exportação de cereais ucranianos, que entrou em vigor em 01 de agosto e expira em 19 de novembro, permitiu exportar mais de 9,5 milhões de toneladas de cereais e outros géneros agrícolas, segundo o JCC.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-suspende-participacao-nas-inspecoes-de-navios-com-cereais-na-turquia
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Em atualização Ataque massivo por toda a Ucrânia. Não há eletricidade, água e comunicações
MadreMedia
31 out 2022 07:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Toda a Ucrânia está a ser alvo de um ataque massivo na manhã desta segunda-feira, de acordo com as autoridades locais. Inicialmente foi a capital Kiev que sofreu com o lançamento de alguns mísseis, mas horas depois foram reportados ataques por todo o país.
A Ucrânia acusou nesta segunda-feira a Rússia de outro "ataque massivo" a várias infraestruturas elétricas por todo o país, que já provocou a falta de eletricidade nas principais cidades ucranianas, assim como o fornecimento de água e as comunicações.
"Terroristas russos lançaram novamente um ataque massivo contra instalações elétricas em várias regiões ucranianas", disse o vice-presidente da Ucrânia, Kyrylo Tymoshenko.
Os últimos dados apontam mesmo para o lançamento de "mais de 50 mísseis".
"Às 07h00 de 31 de outubro, os ocupantes russos realizaram várias ondas de ataques com mísseis em instalações de infraestruturas críticas na Ucrânia. Mais de 50 mísseis de cruzeiro Kh-101/Kh-555 foram disparados de porta-mísseis estratégicos TU-95/Tu-160 do norte do Mar Cáspio e da área da cidade de Volgodonsk (Rostov Oblast, Rússia). 44 mísseis de cruzeiro foram destruídos pela Força Aérea nas áreas sob responsabilidade do Comando Aéreo Tsentr (Centro) – 18, Comando Aéreo Pivden (Sul) – 12, Comando Aéreo Skhid (Leste) – nove, Comando Aéreo Zakhid (Oeste) – cinco .", lê-se no comunicado do comando da Força Aérea ucraniana.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ataque-massivo-por-toda-a-ucrania-nao-ha-eletricidade-agua-e-comunicacoes
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Xi Jinping aponta para “amplas perspetivas” na amizade entre China e Rússia
MadreMedia / Lusa
31 out 2022 07:56
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Fonte de imagem: EPA
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que a amizade entre a China e a Rússia tem “amplas perspetivas” e assinalou que ainda há “grandes conquistas a serem alcançadas” pelos dois países.
Numa mensagem enviada à Associação de Amizade Pequim - Moscovo, para marcar o 65.º aniversário desde o estabelecimento das relações diplomáticas, Xi disse que a organização fez “contribuições importantes para promover o entendimento mútuo e a confiança entre os dois povos”.
“A amizade entre China e Rússia tem amplas perspetivas e ainda há grandes conquistas a serem alcançadas”, escreveu Xi, segundo a imprensa local.
Semanas antes de a Rússia invadir a Ucrânia, em 04 de fevereiro, Xi Jinping recebeu o homólogo russo, Vladimir Putin. Os dois líderes anunciaram então uma parceria “sem limites”.
Aquele país asiático recusou condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia e criticou a imposição de sanções contra Moscovo. Pequim considerou a parceria com o país vizinho fundamental para contrapor a ordem democrática liberal, liderada pelos Estados Unidos.
Na última Assembleia Geral da ONU, Pequim não criticou a mobilização ou a convocação de referendos para anexação de territórios ucranianos pela Rússia.
Durante uma reunião no Uzbequistão, em setembro, Putin enalteceu o facto de Pequim ter mantido “uma posição equilibrada” sobre o conflito na Ucrânia, embora admitindo "questões e preocupações” por parte da China.
Xi também pediu a Putin “uma liderança conjunta, num mundo em mudança, que defenda os interesses dos países em desenvolvimento”.
Em novembro, a ilha indonésia de Bali vai sediar a cimeira do G20 (Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Reino Unido, África do Sul, Turquia e União Europeia), que contará com a presença de Putin e Xi, anunciou em agosto o presidente indonésio, Joko Widodo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/xi-jinping-aponta-para-amplas-perspetivas-na-amizade-entre-china-e-russia
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Míssil russo atinge a Moldova junto à fronteira com a Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:26, 31 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/moldova-missil.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um míssil russo atingiu território da a Moldova, junto à fronteira com a Ucrânia, esta segunda-feira de manhã. A informação foi confirmada pelo Ministério do Interior moldavo.
(https://i.ibb.co/cLXWcXK/Captura-de-ecr-2022-10-31-153452.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O projétil russo caiu na localidade de Naslavcea, adianta a agência de notícias Nexta. O míssil terá atingido aquela zona após ter sido intercetado pelas defesas antiaéreas da Ucrânia.
Segundo fonte governamental, o míssil atingiu uma zona próxima de floresta e, até ao momento, não há registo de vítimas. No entanto, há registo de algumas casas com danos (janelas partidas), após o impacto.
A queda deste míssil russo na Moldova ocorre num dia em que, pela manhã, a Ucrânia foi atingida por mais de 50 mísseis lançados pela Rússia, que atingiram várias regiões e deixaram boa parte da população sem eletricidade ou água. A região da capital, Kiev, foi uma das mais afetadas pelos ataques. Também a central hidroelétrica de Dnipro foi fortemente atingida nesta ofensiva.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/missil-russo-atinge-a-moldova-junto-a-fronteira-com-a-ucrania/
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Kiev acusa Rússia de novos ataques com 50 mísseis contra infraestruturas de energia
Por MultiNews com Lusa em 10:46, 31 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: Reuters
A Ucrânia acusou esta segunda-feira a Rússia de ter feito um novo ataque de grande dimensão contra a sua infraestrutura de energia nas últimas horas, com o lançamento de mais de 50 mísseis de cruzeiro.
“Mais de 50 mísseis de cruzeiro X-101/X-555 foram lançados utilizando aviões Tu-95 e Tu-160” do norte do Mar Cáspio e da região russa de Rostov, disse a Força Aérea ucraniana na rede social Telegram, citada pela agência francesa AFP.
Os militares ucranianos disseram ter destruído 44 dos mísseis russos, segundo a agência espanhola EFE.
A presidência da Ucrânia tinha alertado para a possibilidade de novos ataques russos contra as instalações de energia do país.
Esta nova onda de bombardeamentos segue-se a um ataque contra a frota russa do Mar Negro em Sebastopol, na madrugada de sábado, que a Rússia atribuiu às forças ucranianas.
Na sequência desse ataque, Moscovo suspendeu o acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos, que tinha assinado, em julho, com as Nações Unidas e a Turquia.
A Rússia já tinha bombardeado em grande escala a infraestrutura de energia da Ucrânia depois de um ataque contra a Ponte da Crimeia, em 8 de outubro, que Moscovo atribuiu aos serviços secretos ucranianos.
A Ucrânia não assumiu a responsabilidade pelos ataques na Crimeia e na base da Frota do Mar Negro.
A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014.
Sebastopol situa-se na Crimeia, mas tem o estatuto de cidade autónoma na Federação Russa, sendo a base da Frota do Mar Negro.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a anexação da Crimeia nem a das regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, já realizada pela Rússia na sequência da invasão do país vizinho, em 24 de fevereiro deste ano.
O chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Kyrilo Tymoshenko, também apontou os ataques russos desta segunda-feira, que atingiram várias regiões do país, noticiou a EFE.
Foram assinalados ataques a instalações críticas na região de Kirovohrad (centro-sul), bem como em Vinnytsia (centro), enquanto na região de Lviv (noroeste) as defesas antiaéreas neutralizaram vários mísseis russos, disserem os meios de comunicação social ucranianos.
Foram também relatados ataques na região de Zaporijia (sudeste), onde se encontra a maior central nuclear da Europa, e na região de Chernigiv (sudoeste).
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que vários distritos da capital ficaram sem eletricidade devido aos novos ataques russos.
Uma parte da capital estava também sem abastecimento de água potável na manhã desta segunda-feira, segundo a agência Ukrinfrom, que cita fontes no gabinete do presidente da câmara.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de de imediato de forma independente.
Os novos ataques russos acontecem numa altura em que a Ucrânia efetua uma contraofensiva no sul e no leste do país, depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais.
A invasão russa da Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O bombardeamento deliberado das infraestruturas de energia na Ucrânia faz recear um agravamento das condições de vida no país em guerra com a aproximação do inverno.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kiev-acusa-russia-de-novos-ataques-com-50-misseis-contra-infraestruturas-de-energia/
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Putin deve apostar no colapso do apoio ocidental no inverno, diz Instituto para o Estudo da Guerra
Por MultiNews com Lusa em 11:57, 31 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-2-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) defendeu que a Rússia deverá manter operações convencionais na Ucrânia, sem recurso a armas nucleares, e apostar no colapso do apoio ocidental durante o inverno.
Na sua mais recente avaliação diária sobre a guerra na Ucrânia, publicada no domingo à noite, o centro de estudos norte-americano considerou ser pouco provável que o presidente russo, Vladimir Putin, recorra a armas nucleares e promova um conflito direto com a NATO, embora insistindo na ameaça.
“É muito provável que Putin continue a insinuar a possibilidade de utilização nuclear tática russa e de ataques à NATO como parte do seu esforço para quebrar a vontade ocidental de continuar a apoiar a Ucrânia”, disse o ISW.
O cenário de utilização da força tática nuclear só se colocaria, na ótica do ISW, com um “súbito colapso” das forças russas que permitisse às forças ucranianas fazerem “avanços descontrolados em todo o teatro de operações”.
O ISW justificou estes cenários com a avaliação de que Putin vai continuar a enviar tropas mal preparadas para a Ucrânia após a mobilização de 300.000 reservistas, “em vez de parar as operações para reconstituir forças militares eficazes”.
Por outro lado, “a teoria da vitória de Putin depende da utilização do inverno rigoroso para quebrar a vontade da Europa”.
A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro deste ano, lançou a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Além de um número de baixas militares e civis por determinar e de milhões de refugiados, a guerra também provocou uma crise energética na Europa, não só pela destruição de infraestruturas vitais, como em consequência das sanções contra Moscovo.
Vários analistas têm antecipado que a Rússia aposta que a crise energética torne difícil a vida dos europeus durante o inverno, levando a pressões para que os governos diminuam o apoio a Kiev e aliviem as sanções contra Moscovo.
Outra consequência da guerra é a subida de preços de bens essenciais e a perturbação dos mercados alimentares devido à suspensão das exportações ucranianas e russas de produtos agrícolas e de fertilizantes.
Na sua avaliação diária sobre a guerra, o Ministério da Defesa do Reino Unido também aludiu hoje ao envio de milhares de reservistas russos para a Ucrânia desde meados deste mês, “em muitos casos mal equipados”.
O ministério britânico disse que imagens de satélite sugerem que os reservistas levam espingardas AKM, “uma arma introduzida pela primeira vez em 1959”.
“Muitas estão provavelmente em condições pouco utilizáveis, após um armazenamento deficiente”, disse o ministério, com base nos seus serviços de inteligência militar.
A AKM, segundo a mesma fonte, usa munições de 7,62 milímetros (mm), “enquanto as unidades de combate regulares da Rússia estão na sua maioria equipadas com espingardas AK-74M ou AK-12 de 5,45 mm”.
Deste modo, as forças armadas russas terão de enviar dois tipos de munições de armas ligeiras para as posições da linha da frente, em vez de um, o que “irá provavelmente complicar ainda mais os sistemas logísticos já sob tensão da Rússia”, acrescentou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-deve-apostar-no-colapso-do-apoio-ocidental-no-inverno-diz-instituto-para-o-estudo-da-guerra/
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Turquia mantém acordo de cereais após retirada russa, Kremlin avisa para perigos
MadreMedia / Lusa
31 out 2022 12:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o seu país manterá o acordo de exportação de cereais oriundos da Ucrânia apesar da retirada da Rússia, que já criticou a decisão de Ancara.
“Embora a Rússia tenha dúvidas sobre isso, porque não tem as mesmas facilidades, nós vamos continuar os esforços para servir a humanidade”, disse Erdogan, que, em conjunto com a com Ucrânia, Rússia e Nações Unidas, tinham acordado, no verão passado, a exportação de 9,5 milhões de toneladas de cereais e de outros produtos alimentares.
O Presidente turco referiu-se aos esforços da Turquia para facilitar a chegada de cereais a países que enfrentam o risco de fome face ao bloqueio das exportações ucranianas devido à invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.
“Com o mecanismo conjunto que estabelecemos em Istambul, contribuímos para aliviar a crise alimentar”, afirmou, referindo-se ao sistema estabelecido para que os navios que saem ou chegam aos portos ucranianos sejam inspecionados na cidade turca.
As palavras de Erdogan já tiveram resposta de Moscovo, com o Kremlin a afirmar que continuar a aplicar para a exportação de cereais da Ucrânia em a Rússia será “perigoso”.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, será perigoso e difícil continuar a aplicar o acordo de cereais ucranianos sem Moscovo.
“Nas condições em que a Rússia fala sobre a impossibilidade de garantir a segurança da navegação nessas áreas, esse acordo é difícil de aplicar e toma um rumo diferente, muito mais arriscado, perigoso”, disse Peskov, depois de interrogado sobre a possibilidade de continuar a cumprir-se o acordo sem a Rússia.
A Rússia anunciou no domingo que suspendeu indefinidamente a participação no acordo, na sequência dos ataques, com ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados), a navios de guerra russos em Sebastopol, um porto localizado na península ucraniana anexada da Crimeia.
Nas declarações, Erdogan lembrou que a Ucrânia e a Rússia produzem um terço do trigo do mundo.
Vários navios partiram hoje de portos ucranianos com destino a Istambul, confirmaram à agência noticiosa espanhola EFE fontes das Nações Unidas.
“Há 16 navios que planeiam transitar pelo corredor marítimo humanitário. Três já estão neste corredor”, disse Ismini Palla, porta-voz da ONU para o Centro de Coordenação Conjunta (JCC), que também inclui Ucrânia, Rússia e Turquia.
Ainda no domingo, o JCC indicou que 11 navios foram inspecionados nesse dia antes de adiantar que Moscovo decidiu não participar mais nas inspeções.
Para suprir a falta de inspetores russos, o JCC propôs, com conhecimento de Moscovo, que as delegações turcas e da ONU fornecessem 10 equipas para inspecionar, hoje, 40 navios com autorização de saída, proposta que foi aceite pela Ucrânia.
Segundo o JCC, 112 navios de carga aguardam inspeção ao largo de Istambul.
O acordo sobre a exportação de cereais ucranianos, que entrou em vigor a 01 de agosto e expira a 19 de novembro, permitiu exportar mais de 9,5 milhões de toneladas de cereais e outros géneros agrícolas, segundo o JCC.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-mantem-acordo-de-cereais-apos-retirada-russa-kremlin-avisa-para-perigos
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União Europeia pode transferir ativos congelados da Rússia para compensar a Ucrânia, admite comissário europeu
Por Francisco Laranjeira em 12:43, 31 Out 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O dinheiro de ativos russos congelados na União Europeia pode ser usado para compensar a Ucrânia devido à invasão do país pela Rússia, garantiu o comissário de Justiça da UE, Didier Reynders.
Segundo Reynders, a UE congelou 17 mil milhões de euros em ativos russos, um número superior aos 13,8 mil milhões apontados em julho – na altura, segundo o responsável europeu, a UE congelouo ativos que pertenciam a oligarcas russos e “outras entidades” em cinco países. No entanto, “até agora, foram congelados os bens de 90 pessoas, mais de 17 mil milhões de euros em sete Estados-membros, incluindo 2,2 mil milhões na Alemanha”, referiu. “Se for dinheiro criminoso confiscado pela UE, é possível transferi-lo para um fundo de compensação para a Ucrânia.”
No entanto, Reynders reconheceu que “esse valor está longe de ser suficiente para financiar a reconstrução” da Ucrânia.
Também Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, manifestou a mesma ideia durante uma conferência de imprensa em julho último, em Estrasburgo, quando apontou que decorriam trabalhos numa “estrutura legal” que lhes permitiria usar os ativos congelados para reconstruir a Ucrânia. “Acho que é uma questão de justiça considerar essa questão”, frisou.
Reynders sustentou ainda que os 300 mil milhões de euros que a UE congelou do Banco Central da Rússia poderiam ser usados como “garantia” até que Moscovo participe voluntariamente na reconstrução do país vizinho. “Do meu ponto de vista, é pelo menos possível manter esses 300 mil milhões de euros como garantia até que a Rússia participe voluntariamente da reconstrução da Ucrânia”, acrescentou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/uniao-europeia-pode-transferir-ativos-congelados-da-russia-para-compensar-a-ucrania-admite-comissario-europeu/
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Cerca de 2,4 milhões de empregos perdidos desde o início da guerra na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
31 out 2022 15:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de 2,4 milhões de empregos perderam-se na Ucrânia desde o início da invasão russa, afirmou hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT), referindo que é o equivalente a 15,5 por cento do mercado laboral antes da guerra.
Este valor, publicado num relatório sobre as perspetivas do mercado de trabalho global, é inferior às previsões de há meio ano, quando a OIT receava perdas de emprego de até 4,8 milhões, uma vez que, entretanto, diminuiu a extensão das regiões ucranianas ocupadas ou sob hostilidades intensas.
Cerca de 10,4% da antiga mão-de-obra da Ucrânia (1,6 milhões de pessoas) está refugiados noutros países, na sua maioria mulheres nos setores da educação, saúde e assistência social, aponta a OIT, observando que apenas 28% destes refugiados encontraram emprego nos países de acolhimento.
A OIT afirma que os efeitos do conflito podem afetar os mercados de trabalho dos países vizinhos, o que pode levar à “desestabilização política e do mercado de trabalho nesses países”
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cerca-de-24-milhoes-de-empregos-perdidos-desde-o-inicio-da-guerra-na-ucrania
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Guerra na Ucrânia: Noruega sobe nível de alerta militar mesmo sem sinal de ameaça imediata
Por MultiNews com Lusa em 15:15, 31 Out 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/Jonas-Gahr-Store.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Noruega vai elevar o seu nível de alerta militar na terça-feira, devido à guerra na Ucrânia, apesar de não ter detetado uma ameaça direta imediata, anunciou hoje o primeiro-ministro, Jonas Gahr Store.
A Noruega é membro da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte) e partilha uma fronteira no Ártico com a Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano.
“A partir de amanhã [terça-feira], a Defesa vai aumentar o seu nível de alerta na Noruega”, disse Store numa conferência de imprensa em Oslo, citado pela agência francesa AFP.
“Não temos hoje motivos para acreditar que a Rússia queira arrastar a Noruega ou qualquer outro país diretamente para a guerra, mas a guerra na Ucrânia torna necessário que todos os países da NATO estejam mais atentos”, afirmou.
Store disse que a Noruega, tal como a Europa, está a viver a “situação de segurança mais grave das últimas décadas”.
“O aumento da tensão torna-nos mais expostos a ameaças e espionagem”, disse também, segundo a agência espanhola EFE.
A Noruega tornou-se o principal fornecedor de gás natural da Europa depois do corte dos fornecimentos russos, na sequência das sanções impostas a Moscovo por ter invadido a Ucrânia.
O país escandinavo já tinha aumentado a segurança dos seus locais estratégicos por ter detetado voos suspeitos de drones (aeronaves não tripuladas), incluindo perto de plataformas petrolíferas distantes no mar, e após a alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no vizinho Mar Báltico.
Nas últimas semanas, vários russos foram presos na Noruega por sobrevoarem ilegalmente o país ou violarem proibições de tirar fotografias em locais sensíveis.
Na semana passada, a contraespionagem norueguesa prendeu um homem suspeito de ser um “agente clandestino” dos serviços russos, que os peritos dizem poder ser um oficial dos serviços secretos militares.
“Devo salientar que nada aconteceu no último dia ou dias que o faça subir [nível de alerta] um patamar agora. É uma evolução ao longo do tempo que o faz acontecer”, insistiu Store.
O primeiro-ministro disse que “as pessoas não verão grandes mudanças na sua vida” com a decisão.
“Trata-se do nosso aparelho militar, do pessoal e de como organizar a sua atividade”, acrescentou.
Segundo o ministro da Defesa, Bjorn Arild Gram, o aumento do nível de alerta militar resultará em medidas em matéria de logística, segurança das comunicações e segurança em torno das instalações militares.
“Nem tudo o que é feito é visível, e nem tudo pode ser falado abertamente”, disse Gram, que se recusou a dar detalhes mais específicos, segundo a EFE.
Face às crescentes tensões entre a Rússia e o Ocidente, a Noruega já tinha aumentado o seu orçamento militar e os esforços de inteligência no norte, onde partilha uma fronteira de 198 quilómetros com a Rússia.
A crise de segurança na Europa desencadeada pela guerra na Ucrânia é considerada a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-noruega-sobe-nivel-de-alerta-militar-mesmo-sem-sinal-de-ameaca-imediata/
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Rússia quer 'compromisso' de Kiev sobre desmilitarização no corredor de transporte de cereais
MadreMedia 31 out 2022 18:34
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Fonte de imagem: Lusa
O exército russo disse na segunda-feira que quer "compromissos", por parte da Ucrânia, para não utilizar o corredor de exportação de grãos para fins militares.
A exigência surge depois do ataque à frota da Crimeia e que levou à suspensão do acordo de exportação de alimentos por parte de Moscovo.
"Não pode haver uma questão de garantir a segurança de qualquer objeto nesta área até que a Ucrânia assuma compromissos adicionais de não usar essa rota para fins militares", disse o Ministério da Defesa russo no Telegram.
No domingo, o Centro de Coordenação Conjunta (JCC, na sigla em Inglês), encarregado de supervisionar o acordo de exportação de cereais, anunciou que a Rússia suspendeu a participação nas inspeções em Istambul.
A suspensão, por tempo indeterminado, segundo o JCC, surge um dia depois de Moscovo ter rompido a sua participação no acordo sobre a exportação de cereais ucranianos alegando um ataque de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas e controladas remotamente) contra os seus navios no porto de Sebastopol, Crimeia.
*com AFP e Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-quer-compromisso-de-kiev-sobre-desmilitarizacao-no-corredor-de-transporte-de-cereais
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Portugal continuará a "contribuir solidariamente" para legítima defesa da Ucrânia
MadreMedia / Lusa 31 out 2022 18:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, garantiu hoje que o Orçamento de Estado para 2023 tem as dotações necessárias para que Portugal possa "contribuir solidariamente" para a legítima defesa da Ucrânia.
Portugal vai manter o apoio à Ucrânia nas várias vertentes – política, humanitária, militar e financeira — afirmou João Gomes Cravinho, ouvido hoje no Parlamento no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2023.
“Não sabemos exatamente qual será a despesa do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz (MEAP) com o apoio à Ucrânia em 2023, e, por conseguinte, a parte que tocará a Portugal”, salvaguardou o ministro.
“Contudo, sabemos que não apoiar a Ucrânia na defesa da ordem internacional e da sua integridade territorial, sairia muito mais caro, porque significaria a nossa entrada numa nova era em que os valores básicos do direito internacional e da Carta das Nações Unidas seriam pouco relevantes face à força bruta”, sustentou.
A quota-parte que cabe a Portugal através da repartição solidária entre os países da União Europeia, é repartida em partes iguais pelos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, esclareceu ainda o chefe da diplomacia portuguesa.
A invasão da Ucrânia tem também uma outra consequência orçamental, anunciou o ministro, com a afetação de 800 mil euros suplementares para a Embaixada em Kiev, “que continua a precisar de ter uma retaguarda em Varsóvia, para além de ter despesas suplementares relacionadas com considerações de segurança”.
Gomes Cravinho recordou ainda que Portugal acolheu mais de 53 mil refugiados ucranianos desde a invasão russa da Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-continuara-a-contribuir-solidariamente-para-legitima-defesa-da-ucrania
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Com o inverno a chegar, Rússia quer deixar Ucrânia sem energia
1 de novembro 2022 às 09:03
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/1/836301.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Mísseis russos destruíram infraestruturas cruciais de energia na Ucrânia, deixando centenas de localidades sem eletricidade.
A Ucrânia sofreu um novo ataque russo depois de ter reportado que diversos mísseis atingiram infraestruturas cruciais, como barragens hidrelétricas, deixando centenas de localidades sem energia. “As Forças Armadas da Federação Russa continuaram a lançar ataques com armamento aéreo e marítimo de longo alcance e alta precisão contra os sistemas de controle militar e energia da Ucrânia”, afirmou o Ministério da Defesa russo em comunicado, citado pelo Al Jazeera, acrescentando ainda que “os objetivos dos ataques foram alcançados”. E as autoridades russas acrescentaram: “Todos os alvos atribuídos foram neutralizados”.
Segundo o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, os mísseis e drones danificaram 18 instalações, “na sua maioria relacionadas com a energia”.
“Os terroristas russos voltaram a atacar maciçamente a Ucrânia. Os seus alvos não são instalações militares, mas infraestruturas civis essenciais”, explicou o chefe do governo ucraniano.
Os mísseis foram disparados de naves russas que voavam sobre a zona norte do Mar Cáspio e da região de Rostov e atingiram alvos nos oblasts de Kiev, Zaporizhzhia e Kharkiv e nas áreas de Mikolaiv, Lviv, Zhytomyr, Kirovohrad e Chernivtsi.
Estes ataques provocaram o corte no fornecimento de água a 80 por cento dos consumidores em Kiev, o que corresponde a 350 mil casas, disse o presidente da câmara da capital, Vitali Klitschko na rede social Telegram.
“Esta é a terceira vez em outubro que vemos estes tipos de ataques, durante uma segunda-feira, contra a capital ucraniana”, disse o jornalista do meio de comunicação do Médio Oriente, Harry Fawcett, a reportar em Vyshhorod, cidade que se situa a 20 quilómetros de Kiev, explicando que os mais recentes ataques foram também os mais “diversos”.
“Foram registados ataques a infraestruturas no este e no sul, e o Governo ucraniano acredita que foram lançados mais de 50 mísseis cruzeiro durante esta ofensiva de ataques”, acrescentou, argumentando que esta “é outra indicação da grande mudança tática” russa, tentando afetar a infraestrutura civil da Ucrânia antes do inverno.
Para além de ter cortado a energia em diversas cidades ucranianas, estes ataques fizeram pelo menos uma vítima mortal, em Kiev, numa altura em que as autoridades ainda estão atentas e a investigar se existem outras mortes.
Os bombardeamentos de segunda-feira seguem-se a um ataque contra a frota russa do Mar Negro em Sebastopol, na madrugada de sábado, que a Rússia atribuiu às forças ucranianas.
Na sequência desse ataque, Moscovo suspendeu o acordo sobre as exportações de cereais dos portos ucranianos, que tinha assinado, em julho, com as Nações Unidas e a Turquia.
Esta nova ofensiva russa acontece, numa altura, em que a Ucrânia efetua uma contraofensiva no sul e no este do país, depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784525/com-o-inverno-a-chegar-r-ssia-quer-deixar-ucr-nia-sem-energia
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Kiev restabelece fornecimento de água e energia elétrica após ataques russos
MadreMedia / AFP
1 nov 2022 09:41
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AFP or licensors
O fornecimento de água e energia elétrica foi restabelecido na região de Kiev, um dia após ataques russos que provocaram cortes em larga escala no abastecimento, anunciou nesta terça-feira o autarca da capital da Ucrânia, Vitali Klitschko.
O fornecimento de água e energia "foi restabelecido por completo", declarou Klitschko no Telegram.
Os ataques russos de segunda-feira contra infraestruturas ucranianas deixaram 80% dos moradores da cidade sem água e 350 mil residências sem energia elétrica.
Klitschko informou que a cidade prosseguirá com alguns cortes de luz programados "devido ao considerável défice no sistema elétrico depois dos ataques selvagens do agressor".
A Rússia intensificou em outubro os ataques contra os sistemas de água e energia elétrica das cidades ucranianas, o que levou as autoridades a adotar restrições em algumas regiões perante do temor de um inverno rigoroso.
O exército da Ucrânia informou que a Rússia lançou 55 mísseis cruzeiro e dezenas de projéteis contra várias regiões do país na segunda-feira.
O conselheiro da presidência Oleksii Arestovich classificou o ataque como "um dos maiores bombardeamentos contra o nosso território, executado pelo exército da Federação Russa".
Mas Arestovich destacou que, graças ao desenvolvimento das defesas aéreas, incluindo a ajuda recebida do Ocidente, "a destruição não foi tão crítica como poderia ter sido".
A Ucrânia afirma que os bombardeamentos russos no último mês destruíram quase um terço das suas centrais de energia elétrica e pediu à população para economizar eletricidade na medida do possível.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-restabelece-fornecimento-de-agua-e-energia-eletrica-apos-ataques-russos
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Kiev descobre 34 câmaras de tortura e prisões em territórios libertados
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 11:00
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A polícia ucraniana afirmou hoje ter descoberto 34 câmaras de tortura em prisões criadas por Moscovo nos territórios do país que foram libertados da ocupação russa.
“Descobrimos nas áreas desocupadas 34 locais onde os russos detiveram ilegalmente e torturaram cidadãos”, publicou o serviço de imprensa da Polícia Nacional Ucraniana na sua conta na rede social Telegram.
Na região de Kharkov foram descobertas 24, em Kherson foram três, outras tantas na região de Kiev, mais duas em Sumi e a restante em Donetsk, pormenorizou a polícia ucraniana.
Na publicação, a polícia acrescenta que, até segunda-feira, instaurou 40.742 processos criminais por crimes cometidos pelos militares russos e respetivos cúmplices no território da Ucrânia.
Segundo a polícia, foram abertos 29.817 processos por casos de violação das leis e práticas de guerra, 8.912 relacionados à usurpação da integridade territorial e inviolabilidade da Ucrânia, 1.841 por colaboração com o inimigo, 87 por alta traição e 37 por sabotagem.
Além disso, e de acordo com dados do portal Children of War, recolhidos por agências locais, desde o início da invasão russa da Ucrânia, 430 crianças morreram no país e mais 823 ficaram feridas.
Outros 249 menores desapareceram e 9.755 crianças foram deportadas para a Federação Russa.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e à imposição de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-descobre-34-camaras-de-tortura-e-prisoes-em-territorios-libertados
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Ucrânia: Três navios de cereais a caminho do corredor humanitário do Mar Negro
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 11:36
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Fonte de imagem: Lusa
Três novos navios de carga com cereais partiram esta manhã dos portos ucranianos em direção ao corredor humanitário do Mar Negro, anunciou o Centro de Coordenação Conjunta (JCC) em Istambul.
"Os movimentos desses três barcos foram aprovados pelas delegações ucraniana, turca e das Nações Unidas. A delegação russa foi informada", avançou à agência francesa AFP fonte do JCC, que supervisiona as exportações de cereais ucranianos, na sequência do acordo internacional assinado um julho passado.
A Rússia, que anunciou na sexta-feira que "suspendia” a sua participação no acordo, alertou na segunda-feira para o "perigo" de continuar a navegação ao longo do corredor sem o seu acordo.
Moscovo, que denunciou um ataque com drones na Crimeia, exige que "a Ucrânia garanta a segurança" no corredor marítimo.
A Turquia e as Nações Unidas estão a tentar superar as objeções russas.
"O coordenador da ONU para a ‘Iniciativa do Mar Negro a favor dos cereais’, Amir Abdulla, continua as discussões com os Estados signatários do acordo para que retomem a sua plena participação no JCC", disse o Centro.
No sábado, a delegação russa anunciou que não participaria em mais inspeções de navios.
O JCC especifica que, apesar da retirada dos inspetores russos, 46 navios foram inspecionados na segunda-feira e podem ser autorizados a usar o corredor do Mar Negro em ambas as direções.
Os ministros turcos da Defesa, Hulusi Akar, e dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, falaram com os seus homólogos russos para sublinhar a importância do corredor do Mar Negro para o transporte de cereais.
O acordo internacional, que expira em 19 de novembro, visa permitir a retoma das exportações ucranianas para evitar uma grave crise alimentar, principalmente em África.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucraniatres-navios-de-cereais-a-caminho-do-corredor-humanitario-do-mar-negro
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Recrutamento militar russo de outono não implica envio de soldados para zona de guerra
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 15:44
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia iniciou hoje a fase de recrutamento de outono para o serviço militar obrigatório e garantiu que os novos recrutas não serão enviados para a zona da "operação militar especial" na Ucrânia.
No total, são convocados 120 mil cidadãos russos, 7.500 a menos do que no mesmo período do ano passado, e o processo de ingresso nas Forças Armadas vai estender-se até 31 de dezembro.
“Os militares que cumprem o serviço militar obrigatório realizam tarefas de acordo com o tipo de unidade para a qual serão designados, mas não serão enviados para a zona da operação militar especial”, afirmou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, após uma reunião com o alto comando militar da Rússia.
Ao mesmo tempo, salientou que aqueles que já completaram o ano de serviço militar obrigatório vão regressar a casa este outono.
O comando militar russo insistiu na garantia de que os recrutas não serão enviados para o território das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e às regiões de Zaporizhia e Kherson, recentemente anexadas por Moscovo.
No entanto, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) norte-americano referiu que os recrutas serão “quase certamente enviados para a Ucrânia” em março ou abril de 2023, assim que terminem o período de instrução militar.
Segundo o ISW, o envio dos recrutas pode ocorrer ainda mais cedo, dependendo da situação no campo de batalha.
O recrutamento de outono na Rússia começa geralmente a 1 de outubro, mas este ano foi adiado por um mês devido à mobilização parcial, decretada a 21 de setembro pelo presidente russo, Vladimir Putin, para lidar com reveses militares na Ucrânia.
Sexta-feira, Shoigu considerou cumprida a ordem do chefe de Estado e anunciou que foi também cumprido o plano de mobilização de 300 mil reservistas, dos quais 87 mil, como afirmou hoje, já foram enviados para a zona da campanha militar na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/recrutamento-militar-russo-de-outono-nao-implica-envio-de-soldados-para-zona-de-guerra
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Presidente turco confiante após conversa com Putin sobre cereais
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 16:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse estar "confiante" após ter falado hoje ao telefone com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre o acordo de exportação de cereais ucranianos, após Moscovo ter abandonado o acordo.
A Rússia anunciou no sábado que estava a “suspender” a sua participação no acordo, após acusar Kiev de um ataque com drone à sua frota na Crimeia.
“Durante a reunião, o Presidente Erdogan manifestou confiança em que todas as partes cooperariam para encontrar uma solução para a questão”, disse hoje a presidência através de uma declaração.
O chefe de Estado turco garantiu que tomaria “as iniciativas necessárias com todas as partes interessadas para resolver os problemas relacionados com a implementação do acordo de Istambul sobre os carregamentos de cereais”, refere a declaração.
Erdogan, que tem oferecido regularmente a sua mediação entre Kiev e Moscovo desde o início do conflito, a 24 de fevereiro, disse que a resolução do acordo de exportação de cereais poderia encorajar as duas partes a regressar ao caminho das negociações de paz.
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Cavusoglu, disse que o Presidente Erdogan deveria também manter conversações com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “nos próximos dias”.
“Acreditamos que vamos ultrapassar isto”, acrescentou o ministro, referindo-se às dificuldades ligadas ao acordo de cereais assinado em Istambul a 19 de julho sob a égide da Turquia e da ONU, que disse “beneficiar toda a gente”.
O acordo, que visa evitar uma grave crise alimentar em África envolvendo a Ucrânia e a Rússia, expira a 19 de novembro.
Permitiu a exportação de quase 10 milhões de toneladas de cereais ucranianos, que se encontram presos nos portos ucranianos desde o início do conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-turco-confiante-apos-conversa-com-putin-sobre-cereais
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Exportação de gás da Gazprom diminui 42,6 % entre janeiro e outubro
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 13:59
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A russa Gazprom exportou menos 42,6% gás entre janeiro e outubro, em relação ao mesmo período de 2021 para países não pertencentes à Comunidade de Estados Independentes (CEI) pós-soviética, entre eles os europeus.
O consórcio russo, no seu canal Telegram, informou que durante os primeiros dez meses do ano foram exportados 91,2 mil milhões de metros cúbicos de gás, 67,6 mil milhões de metros cúbicos a menos do que no mesmo período do ano anterior.
A Gazprom assegurou que os fornecimentos são realizados “de acordo com os pedidos confirmados”.
A empresa russa considerou que a redução do consumo de gás na União Europeia (UE) “foi um fator fundamental” para a redução da procura global.
“Durante os primeiros dez meses do ano, de acordo com os primeiros cálculos e dados operacionais disponíveis, a procura mundial caiu mais de 40.000 milhões de metros cúbicos. 85% desta redução, cerca de 36.000 milhões de metros cúbicos, corresponde aos 27 países da UE”, precisou.
Segundo a empresa russa, o consumo de gás também caiu no Reino Unido, cerca de 4.000 milhões de metros cúbicos.
“Dessa forma, 95% da redução da demanda global corresponde aos países da UE e ao Reino Unido”, explicou a empresa.
De acordo com a Gas Infrastructure Europe (GIE), as reservas de gás nas instalações de armazenamento subterrâneo da Europa foram reabastecidas em 68,6 bilhões de metros cúbicos em 30 de outubro, mas a Gazprom diz não garantir que a Europa passará com segurança pelo outono e inverno.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/economia/artigos/exportacao-de-gas-da-gazprom-diminui-426-entre-janeiro-e-outubro
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Rússia acusa Reino Unido de "dirigir e coordenar" sabotagem do Nord Stream
MadreMedia / Lusa 1 nov 2022 13:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia acusou hoje novamente o Reino Unido de estar na origem das explosões que danificaram os gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico, concebidos para encaminhar o gás russo para a Europa.
“Os nossos serviços de informações têm provas que sugerem que o ataque foi dirigido e coordenado por especialistas militares britânicos”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, numa conferência de imprensa.
“Há evidências de que o Reno Unido está envolvido numa sabotagem, num ataque terrorista contra infraestruturas vitais de energia não russas, mas internacionais”, continuou Peskov.
Segundo o porta-voz do Kremlin, essas ações “não podem ficar sem resposta”, pelo que Moscovo vai agora analisar as medidas a tomar, criticando “o silêncio inaceitável das capitais europeias”.
No sábado, o exército russo tinha acusado Londres de estar envolvida nas explosões que levaram à fuga de gás no Nord Stream, alegações que surgiram após um ataque de ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) perpetrado pelo exército ucraniano contra a frota naval que a Rússia mantém no Mar Negro, na Crimeia, planeado, segundo Moscovo, também por “especialistas britânicos”.
Londres, através do Ministério da Defesa considerou “falsas” as acusações, que servem unicamente para “desviar a atenção” da invasão russa da Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro.
A 26 de setembro, quatro grandes fugas de gás foram detetadas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 na ilha dinamarquesa de Bornholm — dois na zona económica sueca as restantes duas na da Dinamarca.
As investigações submarinas preliminares reforçaram as suspeitas de sabotagem, pois as fugas foram precedidas de explosões.
Os dois gasodutos Nord Stream, que ligam a Rússia à Alemanha, estão no centro das tensões geopolíticas há anos, intensificadas após a decisão de Moscovo cortar o fornecimento de gás para a Europa.
Fora de serviço, no entanto, os dois gasodutos continham gás quando foram danificados.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-acusa-reino-unido-de-dirigir-e-coordenar-sabotagem-do-nord-stream
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Kuleba classifica de "genocídio" ataques russos a sistema energético da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
1 nov 2022 17:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmitro Kuleba classificou hoje como "genocídio parcial" à população os ataques lançados pela Rússia contra o sistema energético e outras infraestruturas importantes do país.
“Os terroristas russos, para além de combaterem o nosso exército, lançam uma guerra de terror contra civis, o que piorou a situação humanitária e danificou cerca de 40% do nosso sistema de energia”, escreveu Kuleba na sua conta no Twitter.
Isso faz parte do “genocídio contra a população ucraniana”, prosseguiu o governante na sua mensagem, na sequência dos ataques massivos às instalações de energia denunciados na segunda-feira pelas autoridades e pelo comando militar ucraniano.
Estes ataques causaram danos em cerca de 10 regiões, sendo que em sete delas houve cortes na eletricidade e no abastecimento de água, como foi o caso de Kiev.
Apesar de o serviço já ter sido reposto na capital ucraniana, foram programados cortes pontuais a fim de estabilizar a operacionalidade do sistema de abastecimento energético, revelou o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko.
Nas últimas semanas, as tropas russas voltaram a intensificar os ataques a Kiev, feitos com o recurso a drones ‘kamikaze’, e dirigidos a infraestruturas energéticas e outros objetivos civis.
Klitschko disse hoje que devido aos últimos ataques 350 mil casas em Kiev ficaram sem abastecimento de eletricidade e que 80% delas não têm água.
Citado pelo jornal “Kyiv Independent”, o Ministério da Transformação Digital ucraniano, assegurou, por seu lado, que os ataques afetaram cerca de 450 torres de comunicações móveis da cidade, sendo os responsáveis pelas interrupções no serviço verificadas na segunda-feira.
Numa anterior mensagem, Kuleba indicou decorrerem trabalhos com parceiros internacionais para restaurar a infraestrutura energética da Ucrânia.
“Garantimos o fornecimento de equipamentos pelos governos e empresas de 12 países: Israel, Espanha, Itália, Lituânia, Alemanha, Macedónia do Norte, Polónia, República da Coreia, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia e França”, acrescentou o ministro.
“Ao todo, estamos a falar de 954 unidade de equipamentos energéticos. Os primeiros lotes de ajuda já estão na Ucrânia, o resto espera-se que chegue num futuro próximo. Continuamos a trabalhar para aumentar o número de parceiros e de apoios”, disse Kuleba.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kuleba-classifica-de-genocidio-ataques-russos-a-sistema-energetico-da-ucrania
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Putin diz a Erdogan que quer "garantias reais" que Kiev respeita acordo sobre cereais
MadreMedia / Lusa
1 nov 2022 17:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, querer "garantias reais" de que Kiev respeita o acordo sobre as exportações de cereais ucranianos, no qual a Rússia suspendeu a participação.
Numa conversa telefónica com Erdogan, o líder russo considerou “necessário” obter de Kiev “garantias reais de estrito respeito pelos acordos de Istambul, em particular de que o corredor humanitário não será usado para fins militares”, referiu o Kremlin num comunicado.
“Só depois disso poderemos analisar a retoma do trabalho” no quadro do acordo cerealífero, sublinhou.
Também hoje, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, abordou o acordo para a exportação de cereais durante uma conversa telefónica com o seu homólogo turco Hulusi Akar, a segunda em 48 horas, segundo um comunicado do exército russo.
Este acordo, assinado em julho sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Turquia, permitiu a exportação de milhões de toneladas de cereais retidas nos portos ucranianos desde o início da ofensiva russa, no final de fevereiro.
No sábado, a Rússia veio, contudo, acusar a Ucrânia de atingir a sua frota na baía de Sebastopol, anexada à Crimeia, com drones aéreos e submarinos, usando para isso o corredor humanitário criado para a exportação dos cereais. Moscovo assegurou que esta operação foi planeada com o apoio de especialistas britânicos.
A Ucrânia, por sua vez, denunciou que este foi um “falso pretexto” para a suspensão do acordo de cereais, enquanto Londres negou qualquer participação neste ataque.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-a-erdogan-que-quer-garantias-reais-que-kiev-respeita-acordo-sobre-cereais
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Boris Johnson diz que Vladimir Putin seria louco se usasse armas nucleares na Ucrânia
01 NOV 2022
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Fonte de imagem: pplware.sapo.pt
Desde a invasão da Ucrânia, Vladimir Putin tem soltado muitas ameaças - algumas consideravelmente preocupantes. Apesar das suas consequências (des)conhecidas, uma delas envolve armas nucleares. Na opinião de Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, usá-las “seria louco”.
O mundo já conheceu as consequências de um desastre nuclear, bem como da utilização dessa tática em contexto de guerra, e não quer ver a história a repetir-se.
A Rússia não declarou guerra à Ucrânia, mas tudo o que tem feito aponta nesse sentido. Desde o início do apelidado conflito, o Kremlin tem atirado ameaças que, a serem verdade, poderiam afetar não apenas a Ucrânia, mas o planeta todo. Uma delas tem, sem dúvida, ficado na cabeça das pessoas: armas nucleares.
Numa entrevista à Sky News, o antigo primeiro-ministro do Reino Unido disse que não pensa que o presidente russo irá utilizar as armas nucleares na guerra com a Ucrânia:
" Não creio que o faça, seria louco se o fizesse.
Na opinião de Boris Johnson, a utilização de armas nucleares significaria que Putin “apresentaria imediatamente a demissão da Rússia do clube das nações civilizadas”, pois seria um “desastre total” para o país, que seria colocado num “congelamento económico criogénico”. Mais do que isso, o presidente russo “perderia muito do meio-termo da concordância tácita global que tem tido”.
(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/putin-720x444.jpg)
Fonte de imagem: pplware.sapo.pt
Para Boris Johnson, “há muita vontade de dar a Putin o benefício da dúvida”, na África subsariana, América Latina e Ásia do Sul. No entanto, caso ele avance com as armas nucleares, essa vontade irá desaparecer, da mesma forma que o “patrocínio dos chineses”.
Embora pense que é “muito, muito, muito, muito improvável que se chegue a isso”, Boris Johnson explicou que, em caso de ataque, haverá algum tipo de resposta, “há todo o tipo de opções”. Para o antigo líder britânico, este é um momento “crítico” e “crucial” para o mundo.
Relativamente à solução para o conflito, Boris Johnson alertou para o perigo de tentar “compreender e encontrar algum tipo de acordo” com Putin:
" Só irá encorajar Putin prosseguir com as agressões.
Por fim, o antigo primeiro-ministro do Reino Unido disse é “absolutamente inevitável” que os ucranianos ganhem a guerra - eventualmente.
Fonte: pplware.sapo.pt Link: https://pplware.sapo.pt/planeta/boris-johnson-diz-que-vladimir-putin-seria-louco-se-usasse-armas-nucleares-na-ucrania/
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Rússia "não se importa" que o mundo passe fome, diz Washington
MadreMedia / Lusa
1 nov 2022 20:45
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia "não se importa" que o mundo passe fome, disse hoje o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, referindo-se à suspensão por Moscovo na participação do acordo de exportação de cereais ucranianos.
“Qualquer decisão de Moscovo contra o acordo é basicamente uma declaração de que não se interessa. Moscovo não quer saber que o mundo possa passar fome. Moscovo não quer saber se as pessoas passam fome”, disse repetidamente Ned Price aos jornalistas, denunciando as ações da Rússia, que agravam, considerou, a crise alimentar global.
O responsável afirmou-se particularmente alarmado com o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo, já entendido como resultado da incerteza em torno do acordo.
Os comentários do porta-voz dos EUA surgem na sequência de o Centro Conjunto de Coordenação, encarregado do acordo internacional sobre a exportação de cereais ucranianos no Mar Negro, ter anunciado a suspensão de todos os movimentos de carga.
O acordo, que foi suspenso no sábado pela Rússia em resposta a tiros contra a sua frota no Mar Negro, fora assinado em Istambul em 19 de julho para durar quatro meses e visava evitar uma grave crise alimentar, particularmente em África.
Permitiu a exportação de quase 10 milhões de toneladas de cereais ucranianos, que se encontravam presos nos portos ucranianos desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-nao-se-importa-que-o-mundo-passe-fome-diz-washington
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Olena Zelenska na Web Summit: "A Rússia põe a tecnologia ao serviço do terror"
Inês F. Alves
The Next Big Idea
1 nov 2022 20:21
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Web Summit
Em Lisboa, no palco da Web Summit, a primeira-dama da Ucrânia lembrou que a tecnologia pode fazer mais do que mover o mundo, ela pode "determinar a direção" em que este se move. E mostrou o que acontece quando a tecnologia é colocada "ao serviço do terror".
A presença de Olena Zelenska em Lisboa, para a abertura da Web Summit, foi revelada pouco antes do arranque da cerimónia de abertura. Subiu ao palco depois das 20h00 para mostrar que "as distopias que lemos nos romances estão mais próximas do que parece".
"Tenho de confessar, quando se trata de alta tecnologia, eu sou apenas uma utilizadora", começou por dizer mas, lembrou, essa experiência de utilizador pode variar muito de pessoa para pessoa.
"Ouvimos dizer que a inovação tecnológica move o mundo, mas penso que é mais do que isso, vocês têm o poder de determinar a direção em que este mundo se move", disse a primeira-dama ucraniana. Depois, à boleia das distopias que se tornam realidade, falou sobre o "terror russo" na Ucrânia, invadida a 24 de fevereiro. "A Rússia põe a tecnologia ao serviço do terror e o que veem hoje é o resultado do uso dessa tecnologia".
Em seguida, Olena Zelenska partilhou as imagens de um míssil a atingir Kiev, cuja tecnologia "é bastante simples, não o suficiente para salvar pessoas, mas para matar pessoas". "É suficiente porque aqueles que detém a tecnologia ajudam ao terror", disse.
Depois, mostrou a fotografia de um casal, um trabalhador no setor das tecnologias e a esposa, grávida de 6 meses, ambos mortos num ataque. E acrescentou: "quando ouvem histórias como esta na Ucrânia devem estar cientes de que não são casos isolados. Na maior parte das vezes, a Rússia bombardeia civis, as nossas casas, ruas e infraestruturas civis".
E trabalhadores no setor de tecnologia na Rússia são hoje colaborantes nesta guerra, acrescentou. Antes trabalhavam no setor privado, hoje parte do esforço de guerra contra a Ucrânia, contou. "Ao mesmo tempo, outros podem ajudar-nos a lutar contra eles e a parar este terror". Assim, para os que estão na Web Summit, Olena deixou uma mensagem: "é isto que vocês podem fazer, podem ajudar-nos a impedir que a lista de vítimas deste terrorismo continue a aumentar".
Seguiram-se as fotografias de outras vítimas de ataques russos a ilustrar o discurso de Olena. "Não conhecia estas pessoas, mas conheço pessoas que sim. É-me muito próximo". "A tecnologia e as redes sociais aproximaram as pessoas, mas imaginem que, subitamente, uma conta deixa de ser atualizada, a pessoa já não publica mensagens e depois vocês veem as imagens a preto e branco, e percebem que o impensável aconteceu. Durante estes meses de guerra, milhares de contas ucranianas nas redes sociais nunca mais vão ser atualizadas", descreveu Olena. "Essas pessoas desapareceram".
"Agora os terroristas russos encontraram um novo alvo para os seus ataques, as nossas infraestruturas energéticas. Estão a atacar as nossas fábricas de energia, há apagões por todo o país", relatou, mostrando um comparativo entre aquilo que Kiev costumava parecer à noite e o que hoje existe: uma cidade às escuras ao final da tarde.
"Como resultado destes ataques, todos os dias ficamos sem eletricidade, comunicações e internet durante horas. Vocês conseguem compreender como pode ser difícil para uma pessoa moderna, sobretudo se trabalharem remotamente ou online. E sabem o que mais é desafiante? Levares as tuas crianças para abrigos em vez de as levares para a escola", continuou.
"E quando as crianças vão à escola temos de lhes dar comida e água, porque não sabemos por quanto tempo podem ter de ficar no abrigo. Agora não investimos em alta tecnologia nas escolas, porque precisamos de comprar geradores", contou. "E eu ainda luto para entender esta realidade de ver crianças em abrigos contra bombas", disse, mostrando depois um vídeo de dezenas de crianças a cantar a música vencedora da Eurovisão deste ano num desses locais. "Como disse um pequeno rapaz, as pessoas deviam estar a voar para Marte, não a correr para as suas caves", citou a primeira-dama ucraniana.
"Agora nós e as nossas crianças somos obrigados a acender fósforos e velas em todo o país quando o sol se põe. Parece uma viagem ao passado, uma viagem que não pedimos. Aprendemos a escolher a mais poderosa bateria e não o mais bonito candeeiro. Temos de ser conscientes sobre o nosso consumo de energia para que seja suficiente para todos", relatou.
Antes de terminar, Olena Zelenska deixou um apelo.
"Sobreviver numa zona de guerra e perante as condições que temos hoje na Ucrânia não é possível sem consequências. Fizemos um estudo e descobrimos que mais de dois terços dos ucranianos agora sofrem de ansiedade. Quase metade das nossas famílias foram separadas (...), o país e as suas pessoas estão em modo de crise. Nestes dias, muitos dos meus projetos estão focados em saúde mental, mas poucos projetos estão preparados para apoiar a saúde mental em contextos de constante terror, então tivemos de desenvolver programas de apoio à saúde mental do zero"
"Queremos garantir que todos os médicos, polícias, bombeiros ou profissionais de call-center, qualquer pessoa que lide com pessoas, está equipada para o trauma psicológico. Queremos que apps de autoajuda estejam disponíveis em todos os smartphones da Ucrânia. Queremos que a tecnologia seja usada para salvar e não para ferir pessoas", continuou.
Depois, a primeira-dama ucraniana deixou exemplos de casos de pessoas atingidas por ataques russos que tiveram de recorrer a tecnologia — como próteses — e reiterou o compromisso do país, mesmo em guerra, em garantir que "todas as vítimas do terror russo recebem o melhor tratamento possível". Da mesma maneira, firmou o compromisso de garantir o acesso à educação para todas as crianças, apesar de as escolas estarem a ser bombardeadas, para que elas "possam sonhar com o futuro".
E reiterou: "esta é uma era em que qualquer pessoa pode ajudar. É muito fácil encontrar projetos que apoiem a nossa luta pela liberdade, a nossa defesa contra o terror e apoiem as nossas pessoas. E o que vos peço é que encontrem estes projetos. (...) Ajudar a Ucrânia agora significa ajudar o mundo a ser um lugar melhor".
Olena Zelenska falou depois sobre a sua fundação, focada sobretudo nas pessoas, e cuja prioridade são escolas e hospitais. "Ajudar pessoas a voltar à vida que conheciam, onde têm um lugar para viver, comida para comer e roupa quente para vestir", enumerou, lembrando as muitas pessoas que, pelos mais diversos motivos, recusaram-se a abandonar as suas casas durante a guerra e que hoje precisam desta ajuda, com urgência.
"Acredito que a tecnologia deve ser usada para criar, salvar e ajudar pessoas, não para destruir. Acredito que essa tecnologia é o futuro. Antes disse-vos que vocês são a força que move o mundo, vocês têm o potencial e a tecnologia que pode ajudar e não destruir. Estou certa de que com a ajuda à Ucrânia vocês podem mover o mundo na direção certa, e convido-os a fazê-lo. Vamos fazê-lo juntos", concluiu Olena Zelenska, tendo sido aplaudida de pé em Lisboa.
Recorde-se que a Ucrânia foi invadida pela Rússia a 24 de fevereiro deste ano, num conflito que já provocou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU. Trata-se já da pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A ONU dá como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando, todavia, que os números podem estar muito aquém dos reais.
A sétima edição da Web Summit arrancou hoje em Lisboa, contando com mais de 70 mil participantes, 2.630 ‘startups’ e empresas, 1.120 investidores e 1.040 oradores.
Além da convidada "surpresa" Olena Zelenska, primeira-dama da Ucrânia, a sessão de abertura da Web Summit contou ainda com a presença do ministro da Economia António Costa Silva, do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, de Lisa Jackson, VP of Environmental Initiatives da Apple, Changpeng Zhao, Co-founder & CEO da Binance, Katie Prescott, Technology Business Editor no The Times e Misan Harriman, Chair / Founder at Southbank Centre / Culture3.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/olena-zelenska-a-russia-poe-a-tecnologia-ao-servico-do-terror
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Polónia constrói cerca de arame-farpado na fronteira com o enclave russo de Kaliningrado
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:39, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/Mariusz-Blaszczak.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Polónia vai construir uma cerca de arame-farpado na fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, anunciou esta quarta-feira o ministro da Defesa polaco Mariusz Blaszczak. A medida surge em resposta aos receios de que a região de Kaliningrado se torne num canal de migração ilegal.
A construção da barreira temporária vai “começar imediatamente”, explicou Blaszczak. A cerca terá 2,5 metros de altura e uma largura de três metros.
Com a escalada de tensão do conflito na Ucrânia, a Defesa polaca justifica a construção da cerca com “preocupações de segurança interna” e recorda também a crise migratória do último outono no país, com milhares de migrantes vindos de África e do Médio Oriente a cruzarem a fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Muitos deles acabaram por morrer.
A União Europeia, na altura, acusou a Bielorrússia, aliada do Kremlin, de ter enviado os migrantes como uma estratégia de guerra para desestabilizar a Europa.
Mariusz Blaszczak adiantou que a cerca que começa já a ser construída será “similar” à já existente na fronteira da Polónia com a Bielorrússia, colocada no ano passado.
O enclave de Kaliningrado, onde a Rússia tem uma presença militar significativa, situa-se na costa do Báltico, entre a Polónia e a Lituânia, e deparada da Bielorrússia por um corredor fronteiriço.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-constroi-cerca-de-arame-farpado-na-fronteira-com-o-enclave-russo-de-kaliningrado/
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Rússia volta a participar nas exportações de cereais ucranianos
2 de novembro 2022 às 12:12
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/2/836402.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Recorde-se que Moscovo suspendeu a sua participação no acordo no sábado, 29 de outubro, após um ataque à sua frota na Crimeia.
A Rússia vai voltar a participar no acordo sobre as exportações de cereais ucranianos, anunciou o Ministério da Defesa daquele país, esta quarta-feira. A decisão foi tomada depois da Ucrânia ter enviado “garantias escritas” à Rússia sobre a desmilitarização do corredor utilizado para o seu transporte.
"A Rússia considera que as garantias recebidas até agora parecem suficientes e retoma a implementação do acordo", declarou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram, citado pela agência francesa AFP.
Recorde-se que Moscovo suspendeu a sua participação no acordo no sábado, 29 de outubro, após um ataque à sua frota na Crimeia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784607/r-ssia-volta-a-participar-nas-exportacoes-de-cereais-ucranianos
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Líderes militares russos estudam quando e onde usar armas nucleares, alertam os EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:59, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos-1.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Altos-responsáveis militares russos discutiram recentemente quando e como Moscovo poderia usar armas táticas nucleares na guerra na Ucrânia, aumentando o alerta e a preocupação com a escalada de violência no conflito.
Segundo oficiais militares norte-americanos, citados pelo New York Times, as conversas entre os responsáveis russos não incluíram Putin, mas lançaram inquietação em Washington, já que os militares russos terão manifestando frustração com as derrotas na frente de guerra.
Ainda que haja preocupação com as conversações sobre uso de armas nucleares, em especial depois de Putin ter feito a ameaça da sua utilização no conflito caso a Rússia ou qualquer um dos seus territórios fossem ameaçados, os EUA referem que não existem provas de que os russos estejam a mover armas nucleares ou que estejam a tomar medidas táticas para preparar um ataque com o mesmo tipo de armamento.
A informação sobre as conversas tidas pelos altos-responsáveis militares russos começaram a circular pelos corredores de Washington DC em meados de outubro. Confrontados com a situação, oficiais norte-americanos recusaram revelar os possíveis cenários previstos pelos russos para uso de armas nucleares.
“Temos sido claros desde início de que os comentários da Rússia de potencial uso de armas nucleares são profundamente preocupantes e nós levamo-los muito a sério. Continuamos a monitorizar todos os desenvolvimentos o melhor que conseguimos, e não temos, para já, indicadores de que a Rússia se esteja a preparar para usar armas nucleares”, afirma John F. Kirby, oficial no Conselho Nacional de Segurança dos EUA, que no entanto não quis falar sobre pormenores específicos dos diálogos ocorridos entre altos-responsáveis russos sobre o tema.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/lideres-militares-russos-estudam-quando-e-onde-usar-armas-nucleares-alertam-os-eua/
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Ucrânia: Fundador do Grupo Wagner elogia Zelensky e deixa alerta: “Não o subestimem”
Por Francisco Laranjeira em 14:37, 2 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Yevgeny Prigozhin, aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin e fundador do grupo militar privado Wagner, elogiou, de forma surpreendente, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, destacando-o como um líder forte e confiante que não deveria ser subestimado.
“Embora seja o presidente de um país hostil à Rússia no momento, Zelensky é um tipo forte, confiante, pragmático e porreiro”, frisou o ‘chef’ de Putin. “Não o subestimem.”
“Para se tornar mais forte, para vencer, é preciso tratar o oponente com respeito. Não o subestime. Sempre procure falhas em si mesmo e veja o que é bom e importante que pode ser aprendido com a experiência do inimigo”, explicou Prigozhin, numa linha ‘desafiante’ com a linha padrão de Moscovo.
Os comentários de Prigozhin sobre Zelensky são um forte contraste com a caracterização do líder ucraniano que Putin e outros altos funcionários do Kremlin têm feito passar – um dia depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, Putin pediu aos soldados ucranianos que destituíssem Zelensky do cargo, garantindo que era mais fácil lidar com generais do que com um “gang de viciados em drogas e neonazis”, referiu.
Prigozhin tem sido uma das vozes mais críticas recentes da invasão russa à Ucrânia e tem sido responsável por várias intervenções públicas, assim como o líder checheno Ramzan Kadyrov, no qual ridiculizou o desempenho dos generais russos na Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-fundador-do-grupo-wagner-elogia-zelensky-e-deixa-alerta-nao-o-subestimem/
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Rússia pede calma na península coreana após disparos de mísseis norte-coreanos
Por MultiNews com Lusa em 13:19, 2 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia apelou hoje a todas as partes envolvidas no conflito coreano para se acalmarem, depois de a Coreia do Norte ter disparado mais de duas dezenas de mísseis que causaram preocupação na Coreia do Sul.
“Consideramos que todas as partes neste conflito devem evitar quaisquer passos que possam provocar um aumento da tensão”, disse o porta-voz do Kremlin (Presidência), Dmitri Peskov, citado pela agência espanhola EFE.
Peskov disse que a “situação na península já é suficientemente tensa” e insistiu que todos devem permanecer calmos.
A declaração surge depois de a Coreia do Sul ter anunciado o disparo de pelo menos 23 mísseis nas últimas horas.
Um dos mísseis atravessou a chamada “Linha da Fronteira Norte”, a divisão marítima ‘de facto’ entre os dois países, disse o exército sul-coreano.
O disparo desencadeou um raro alerta aéreo na ilha sul-coreana de Ulleungdo, cerca de 120 quilómetros a leste da península da Coreia, onde os residentes foram aconselhados a refugiar-se em abrigos, segundo a agência francesa AFP.
Trata-se da “primeira vez desde a divisão da península” após a Guerra da Coreia em 1953, que um míssil norte-coreano caiu tão perto das águas territoriais da Coreia do Sul, disse o exército de Seul.
O Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir o incidente, que analistas dizem ser um dos mais agressivos e ameaçadores em vários anos.
Yoon considerou que a “provocação norte-coreana é uma invasão territorial ‘de facto’ por um míssil que atravessou a Linha da Fronteira Norte pela primeira vez desde a divisão” da península, disse a presidência sul-coreana num comunicado.
Ordenou também “medidas rápidas e severas para fazer a Coreia do Norte pagar um preço elevado pelas suas provocações”, acrescentou a presidência, sem especificar.
A Coreia do Sul encerrou várias rotas aéreas sobre o Mar do Japão, aconselhando as companhias aéreas a fazerem um desvio para “garantir a segurança dos passageiros” nas viagens para os Estados Unidos e o Japão.
Os disparos ocorreram numa altura em que a Coreia do Sul e os Estados Unidos estão a realizar o maior exercício aéreo conjunto da sua história, apelidado de “Tempestade Vigilante”, que envolve centenas de aviões de guerra.
Pyongyang descreveu os exercícios como agressivos e provocadores, noticiou a imprensa oficial norte-coreana.
O marechal Pak Jong Chon, que é secretário do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, advertiu Seul e Washington de que “pagarão o preço mais horrível da História” se atacarem as forças armadas norte-coreanas.
A Coreia do Norte é dos poucos países que apoiam a Rússia na guerra da Ucrânia, que Moscovo desencadeou ao invadir o país vizinho em 24 de fevereiro deste ano.
As duas Coreias estão separadas desde a guerra de 1950-53.
Os dois países continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-pede-calma-na-peninsula-coreana-apos-disparos-de-misseis-norte-coreanos/
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Zelensky já sabe o que vai fazer quando vencer a guerra com a Rússia: “Vou à Crimeia. Quero ver o mar”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:32, 2 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Volodymyr Zelensky revelou que já tem planos para celebrar a vitória na guerra contra a Rússia. Em entrevista à televisão pública checa, o presidente russo disse que, após sair vitorioso no conflito, quer ir à península da Crimeia, eventualmente libertada da anexação russa feita em 2014, para ir ver o mar.
“Eu vou à Crimeia. Quero mesmo muito ir ver o mar”, afirmou quando questionado sobre o que iria fazer quando a Ucrânia saísse vitoriosa da guerra com a Rússia.
Ainda que esteja plenamente confiante numa vitória do país no conflito, Zalensky garante que a sua visita não acontecerá este inverno e adianta que se deslocará à Crimeia noutra estação do ano. “O que é que se faz junto ao mar no inverno? Irei lá quando estiver mais calor”, disse com humor o presidente da Ucrânia.
Zelensky olha com expectativa para o verão e para o comício que está a organizar para essa altura: “Teremos a nossa vitória”, afirmou confiante.
Depois do final do conflito, Zelensky adianta que a segurança continuará a ser a prioridade de topo para a Ucrânia, bem como para outros países que tenham sofrido com as ações da Rússia.
“Depois desta guerra, toda a gente se vai focar no objetivo da segurança. Eu acredito que será a prioridade número um. Nós vamos derrotar a Rússia no nosso território, mas isso não significa que não regressem em 10, 20 anos. Eu quero acreditar que vão mudar de atitude perante o mundo e perante a própria sociedade russa”, sublinhou Zelensky.
O presidente defende que os cidadãos da Ucrânia devem proteger-se “nas fronteiras, no ar, em terra e água” e adiantou que já sugeriu ao primeiro-ministro checo, Petr Fial, que os dois países estabeleçam relações de maior proximidade para criarem um “sistema de defesa seguro e sólido para as futuras gerações”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-ja-sabe-o-que-vai-fazer-quando-vencer-a-guerra-com-a-russia-vou-a-crimeia-quero-ver-o-mar/
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Rússia informa Reino Unido que vai apresentar 'provas' do seu envolvimento no ataque na Crimeia
MadreMedia / AFP
2 nov 2022 14:11
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Fonte de imagem: Lusa
A Rússia vai convocar o embaixador britânico para entregar "provas" do envolvimento do Reino Unido nos recentes ataques com drones contra a frota russa na península da Crimeia – informou Moscovo nesta quarta-feira.
As autoridades britânicas negaram, repetidamente, as acusações russas e afirmaram que, com elas, Moscovo procura "desviar a atenção" dos seus reveses militares na Ucrânia.
"Não há qualquer dúvida sobre o envolvimento dos serviços secretos britânicos" no ataque a navios russos no final de outubro, no Mar Negro, e na sabotagem de gasodutos, em setembro", declarou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.
"O embaixador britânico será convocado e os itens necessários ser-lhe-ão entregues (...) O público será informado dos elementos que serão entregues à parte britânica como prova", acrescentou.
O Kremlin acusa o Reino Unido pelas explosões de setembro, as quais danificaram os gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico, construídos para enviar gás russo para a Europa.
O Exército russo também acusa "especialistas britânicos" de estarem envolvidos num ataque com drones ucranianos, no sábado, contra a sua frota na baía de Sebastopol, na Crimeia.
Na segunda-feira, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly, disse que as acusações russas estão "cada vez mais distantes da realidade" e procuram "desviar a atenção do povo russo dos fracassos russos no campo de batalha".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-informa-reino-unido-que-vai-apresentar-provas-do-seu-envolvimento-no-ataque-na-crimeia
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Putin pode estar a sofrer de doença de Parkinson e cancro no pâncreas, referem serviços de inteligência russos
Por Francisco Laranjeira em 14:53, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin tem doença de Parkinson, num estágio inicial, e cancro do pâncreas, segundo denunciaram diversos documentos de uma fonte de inteligência da Rússia, revelou esta quarta-feira o jornal britânico ‘Sun’. Têm sido vários os rumores sobre a sua doença nos últimos meses, que ganham força conforme o presidente russo, de 70 anos, vai surgindo em público.
Nos documentos pôde ler-se: “Posso confirmar que foi diagnosticado com doença de Parkinson em estágio inicial mas já em progressão. Este facto será negado de todas as formas possíveis e ocultado. Putin toma regularmente todos os tipos de esteróides pesados e injeções inovadoras de analgésicos para impedir a propagação do cancro do pâncras que foi diagnosticado recentemente”, garantiu, frisando:
“Isto não apenas causa muita dor mas Putin tem um estado de inchaço no rosto e outros efeitos colaterais, incluindo lapsos de memória. No seu círculo próximo há rumores de que, além do cancro de pâncreas, que se está a espalhar gradualmente, Putin também tem cancro na próstata”, apontou.
Não é a primeira vez que a saúde de Putin é colocada em causa. A ponto de no Fórum Económico Mundial, em meados de junho, em São Petersburgo, o presidente russo viu-se mesmo obrigado a recorrer a uma citação do escritor americano para dizer que estava bem de saúde, embora tenha falhado na tradução.
“Como disse Mark Twain: ‘Os rumores sobre a minha morte foram muito exagerados’”, disse Vladimir Putin. Contudo, de acordo com o biógrafo do escritor, a citação correta seria “a notícia da minha morte tem sido bastante exagerada”. Em maio útlimo, um oficial militar da Rússia garantiu que Putin estaria “muito doente” devido a doença oncológica. O Kremlin nunca confirmou qualquer doença.
Por outro lado, também o general ucraniano Kyrylo Budanov, citado pela ‘Sky News’, tinha apontado que Putin estaria tão doente que teria de ser encontrado um sucessor para ocupar o lugar que seria eventualmente deixado vago pela saída do atual líder, um processo que estaria já em curso. Segundo o ‘Sunday Times’, Putin padecerá de uma doença sanguínea, como leucemia, e um vídeo divulgado recentemente mostra o presidente russo a tremer num encontro com o contraparte bielorusso Aleksander Lukashenko, com o ‘The Independent’ a noticiar que isso poderia apontar para doença de Parkinson.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/putin-pode-estar-a-sofrer-de-doenca-de-parkinson-e-cancro-no-pancreas-referem-servicos-de-inteligencia-russos/
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Primeira-dama ucraniana visita instituição portuguesa que acolhe refugiados. Veja o momento
João Valadares
2 nov 2022 15:07
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Fonte de imagem: Instagram
Olena Zelenska visitou a SOS Ucrânia, em Cascais, esta quarta-feira, 2 de novembro. No Instagram, publicou imagens que documentam a visita e deixou um agradecimento ao município e ao respetivo presidente da câmara, Carlos Carreiras.
Olena Zelenska, primeira-dama ucraniana, está em Portugal. Além de ter pisado palco da Altice Arena esta terça-feira, 1 de novembro, para abrir a cimeira tecnológica Web Summit, não conseguiu deixar de visitar uma instituição, em Cascais, que acolhe os seus compatriotas, que se viram obrigados a fugir da guerra na Ucrânia.
A visita foi anunciada no Instagram da primeira-dama, esta quarta-feira, 2. Na publicação, Olena Zelenska partilhou um conjunto de imagens que incidiam sobre a sua passagem pela SOS Ucrânia, liderada pelo presidente da câmara de Cascais, Carlos Carreiras, a quem teceu um profundo e sentido agradecimento.
"As primeiras duas centenas e meia de deslocados da Ucrânia chegaram à vila portuguesa de Cascais em meados de março. As pessoas, que estavam em estado de choque por causa da guerra e da deslocação forçada, receberam imediatamente um acolhimento caloroso e atencioso neste centro de emergência", apontou a primeira-dama. De seguida, acrescentou que, neste momento, Cascais é a segunda localidade portuguesa que conta com o maior número de "pessoas deslocadas temporariamente", perfazendo um total de 3.310 cidadãos ucranianos.
Olena Zelenska admitiu que as condições da instituição são "modestas", mas que os seus conterrâneos, forçados a fugir à situação hostil em que a Ucrânia se encontra, têm ali "tudo o que é necessário", podendo "permanecer no centro até que seja encontrado alojamento permanente" para estes.
"Há apoio jurídico gratuito, cursos de línguas, acesso à educação, cuidados de saúde, assistência na procura de emprego", frisou.
No fim, agradeceu a Carlos Carreiras pela sua "incrível hospitalidade" e enfatizou o facto de Cascais continuar a "enviar ajuda humanitária para a Ucrânia", sendo esta "irmandade" confirmada "a partir das ações" que o município tem levado a cabo. "Obrigado, Cascais! Obrigado, Portugal", concluiu Olena Zelenska.
Veja a visita de Olena Zelenska.
(https://i.ibb.co/rs8Pk2p/Captura-de-ecr-2022-11-02-154842.jpg)
Fonte de imagem: magg.sapo.pt
Clique no link oficial da noticia em baixo para visualizar o vídeo
Fonte: magg.sapo.pt Link: https://magg.sapo.pt/atualidade/atualidade-nacional/artigos/primeira-dama-ucraniana-visita-instituicao-que-acolhe-refugiados-veja-o-momento
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Governo regional pró-russo admite que poderá evacuar “à força” cidadãos de Kherson
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:42, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Korabelnyi_district_Kherson_Khersonska_oblast_Ukraine_-_panoramio_7.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades pró-russas da região de Kherson, ilegalmente anexada pelo Kremlin, admitiram que podiam ter obrigado os cidadãos a evacuar a região “à força”, mas sublinharam que só pretendem fazê-lo caso a contraofensiva ucraniana se aproximar mais.
“Estamos a falar da segurança de todos. Todo este processo é voluntário, ninguém os está a obrigar a sair”, garantiu o vice-governador pró-russo Kiril Stremoúsov, num vídeo colocado no seu canal da rede social Telegram.
O responsável, colocado na região pelos russos, acrescenta que “se houver hostilidades, pode ser perigoso” e que os soldados russos e pró-russos podem “ver-se obrigados a proceder à evacuação com recurso à força”.
A lei marcial, decretada pelo presidente russo Vladimir Putin no passado dia 30 de setembro, em Kherson e nas outras três regiões ucranianas anexadas ilegalmente, prevê a evacuação forçada da população destas zonas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/governo-regional-pro-russo-admite-que-podera-evacuar-a-forca-cidadaos-de-kherson/
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Rússia diz que Ocidente deve parar de “encorajar provocações” para evitar desastre nuclear
Por Beatriz Maio em 15:47, 2 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia afirmou, esta quarta-feira, que tem como prioridade evitar um confronto nuclear entre as potências nucleares mundiais, contudo acusou o Ocidente de “encorajar provocações com armas de destruição maciça”.
As capitais ocidentais defendem que Moscovo é responsável pelo aumento da retórica nuclear desde que começou a invasão na Ucrânia a 24 de fevereiro, o que se tem verificado recentemente com a acusação de que Kyiv planeia o uso de uma “bomba suja” radioativa, o que a capital ucraniana negou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo admitiu temer que as cinco potências nucleares estejam “à beira de um conflito armado direto” e afirmou que o Ocidente tem de parar de “encorajar provocações com armas de destruição maciça que podem levar a consequências catastróficas”.
“Estamos fortemente convencidos de que na atual situação complicada e turbulenta, causada por ações irresponsáveis e imprudentes que visam minar a nossa segurança nacional, a tarefa imediata é evitar qualquer choque militar entre as potências nucleares”, divulgou o ministério numa declaração.
A Rússia recordou que se mantém fiel a uma declaração conjunta, emitida em janeiro, juntamente com os Estados Unidos, China, Grã-Bretanha e França, onde os países assumem responsabilidade conjunta de evitar uma guerra nuclear.
“Reafirmamos plenamente o nosso empenho na declaração conjunta dos líderes dos cinco Estados detentores de armas nucleares sobre a prevenção da guerra nuclear e a prevenção de uma corrida aos armamentos a partir de 3 de janeiro de 2022”, afirmou o ministério.
Apesar desta afirmação, salienta-se não só que o presidente russo Vladimir Putin abordou, em diversas ocasiões, a possibilidade de um ataque nuclear relacionado com a guerra na Ucrânia, como o facto de Moscovo ter afirmado repetidamente que a sua doutrina militar permite a utilização de armas nucleares caso a integridade territorial da Rússia esteja sob ameaça.
Em setembro, Putin esclareceu que “não estava a fazer bluff” quando revelou que a Rússia está disposta a utilizar “todos os meios disponíveis” para defender o seu território, acrescentando que os Estados Unidos criaram um “precedente” no final da Segunda Guerra Mundial quando lançaram duas bombas atómicas sobre o Japão.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-diz-que-ocidente-deve-parar-de-encorajar-provocacoes-para-evitar-desastre-nuclear/
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Gasodutos Nord Stream com duas crateras de origem não natural, denuncia operadora
Por MultiNews com Lusa em 15:52, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/nord-stream-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A operadora dos gasodutos Nord Stream confirmou hoje a existência de duas crateras, de origem não natural, após a realização de estudos preliminares.
As crateras estão separadas por 248 metros e a secção do gasoduto entre as duas está destruída.
Num comunicado hoje divulgado, a operadora Nord Stream AG detalhou que os fragmentos estão espalhados num raio de 250 metros.
Os dados foram recolhidos por um navio que esteve no local onde foi registada uma das explosões, na zona económica e exclusiva da Suécia.
Segundo a mesma nota, os investigadores vão continuar a analisar os danos nos próximos três a cinco dias.
A Nord Stream AG está também a aguardar autorização por parte das autoridades dinamarquesas para estender a avaliação dos danos à zona económica e exclusiva daquele país.
Os gasodutos Nord Stream um e dois, que ligam a Rússia à Alemanha, estão no centro das tensões geopolíticas, sobretudo, após Moscovo decidir cortar o fornecimento de gás à Europa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/gasodutos-nord-stream-com-duas-crateras-de-origem-nao-natural-denuncia-operadora/
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Governo de Kherson proíbe venda de álcool a militares russos para combater alcoolismo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:27, 2 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/01/alcool_copos_-e1626359133369.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
governo pró-russo da região ilegalmente ocupada de Kherson decretou a proibição de venda de álcool a todo o pessoal militar russo, numa tentativa de combater o problema do alcoolismo nas tropas enviadas por Moscovo.
O decreto foi divulgado pelo organismo de propaganda russa RBC e publicado nas redes sociais. Segundo o documento, que produz efeitos a partir desta quarta-feira, “a venda de bebidas alcoólicas a todos os membros das forças armadas é proibida em todo o território da cidade de Nova Kakhova e respetivo distrito Kherson.
Para além disso, estabelece a nova legislação, todos os cafés, bares, lojas e quiosques que vendam álcool tem de fechar a partir das 19h00.
As medidas agora postas em marcha em Kherson são semelhantes às já aplicadas na região de Zaporíjia.
A legislação foi aplicada no seguimento de, após Putin decretar a mobilização parcial de reservistas, surgirem vídeos a circular na Internet que mostravam soldados russos, aparentemente alcoolizados, a lutarem entre si. Andriy Gurulyov, deputado da Duma russa, informou que os soldados em causa não chegaram à frente de combate e que tinham regressado a casa por problemas com o álcool. O oficial sublinhou que os soldados mobilizados que tivessem problemas de alcoolismo não seriam tratados à força.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/governo-de-kherson-proibe-venda-de-alcool-a-militares-russos-para-combater-alcoolismo/
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Costa recebeu mulher de Zelensky e reiterou "firme compromisso" com Ucrânia
2 de novembro 2022 às 21:12
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/2/836467.jpg?type=Artigo)
Twitter António Costa
Olena Zelenska discursou na sessão da abertura da Web Summit, em Lisboa.
O primeiro-ministro recebeu, esta quarta-feira em São Bento, a mulher do chefe de Estado ucraniano, Olena Zelenska, tendo aproveitado a ocasião para reafirmar “o firme compromisso” de Portugal no apoio à Ucrânia.
“Reiterei o firme compromisso de Portugal no apoio à Ucrânia e o nosso empenho em encontrar soluções para os enormes desafios com que o país se confronta”, escreveu António Costa no Twitter.
(https://i.ibb.co/F01vYwj/Captura-de-ecr-2022-11-03-102849.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Recorde-se que Olena Zelenska, mulher de Volodymyr Zelensky, está em Lisboa, a propósito da Web Summit, onde discursou na sessão de abertura do mega evento de empreendedorismo e tecnologia.
Na sua intervenção, acusou a Rússia de pôr a tecnologia "ao serviço do terror", tendo pedido ajuda ao setor da inovação.
"A Rússia põe a tecnologia ao serviço do terror e o que vemos hoje é resultado do uso dessa tecnologia", afirmou, sublinhando que esta “deveria ser usada para salvar e ajudar pessoas, não para destruir". "Vocês são a força que move o mundo", acrescentou, dirigindo-se à plateia da Web Summit.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784654/costa-recebeu-mulher-de-zelensky-e-reiterou-firme-compromisso-com-ucr-nia
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Perdas na agricultura ucraniana ultrapassam 30.000 ME
MadreMedia / Lusa
2 nov 2022 22:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As perdas totais na agricultura ucraniana, devido à guerra, ultrapassam os 30.000 milhões de dólares (cerca de 30.560 milhões de euros), disse hoje o responsável de reforma agrária do Programa de Desenvolvimento Agrícola e Rural (AGRO) da USAID.
“De acordo com várias estimativas, as perdas diretas de ativos na agricultura ucraniana chegam a mais de 6.000 milhões de dólares e as perdas totais ultrapassam 30.000 milhões de dólares”, disse Serhiy Kubaj, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), durante a apresentação de um mapa interativo da destruição do setor agrícola ucraniano, citado pela agência Ukrinform.
Segundo aquela entidade, mais de 5% das terras agrícolas da Ucrânia, que são mais de dois milhões de hectares, foram danificadas, devido à guerra.
Por sua vez, o ministro da Política Agrária e Alimentação da Ucrânia, Mykola Solskiy, afirmou que os agricultores enfrentam atualmente muitos desafios, uma vez que à guerra se somam a pressão dos baixos preços dos cereais, condições climáticas difíceis e incertezas em relação ao futuro.
De acordo com os autores da análise, os factos documentados da destruição militar podem ser usados, posteriormente, para reivindicar uma indemnização pelos danos.
Atualmente, o mapa interativo contém informações sobre 213 propriedades danificadas em 25 comunidades territoriais e a maioria refere-se a parcelas agrícolas.
A Escola de Economia de Kiev, no âmbito do projeto “A Rússia vai pagar”, estimou, no início de setembro, o montante dos danos diretos às terras agrícolas e ao complexo agroindustrial na Ucrânia em 6.900 milhões de dólares.
A maioria das perdas refere-se à destruição e danos registados em equipamentos agrícolas (mais de 2.890 milhões de dólares).
Em segundo lugar estão as perdas por destruição e roubo de produção, no valor de 1.870 milhões de dólares.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/perdas-na-agricultura-ucraniana-ultrapassam-30-000-me
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Putin cede e reabre corredor marítimo
3 de novembro 2022 às 08:49
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/3/836493.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O isolamento do Kremlin é cada vez mais notório, acabando a dar meia volta e permitir a venda de cereais ucranianos. O russos até tiveram de ir buscar munições à Coreia do Norte.
No rescaldo de um ataque com drones marítimos contra a frota russa no Mar Negro, o Kremlin ameaçou quebrar o acordo de permitir o transporte e venda dos cereais ucranianos, desesperadamente necessários para evitar a escassez alimentar pelo mundo fora.
Mas Vladimir Putin acabou por ceder, após consultar Recep Tayyip Erdogan, Presidente da Turquia, que tem servido como intermediário entre Kiev e Moscovo. O incidente tem sido apontado como sinal da fragilidade do líder russo, cada vez mais isolado na arena internacional, enquanto as suas forças são acusadas no campo de batalha, face a contraofensivas ucranianas coordenadas com ações de guerrilha.
A concessão de Putin surgiu após uma mera promessa que forças ucranianas não usariam o corredor das Nações Unidas para transporte de cereais de maneira a atingir a frota do mar Negro. “A Federação Russa considera que as garantias recebidas de momento parecem suficientes e volta a implementar o acordo”, lia-se num sucinto comunicado do Ministério da Defesa da Rússia, esta quarta-feira, após a suspensão do acordo desde o fim de semana.
Já Putin – talvez por perceber que a comunidade internacional para a próxima não levaria tão a sério ameaças – desdobrou-se em promessas de afinar a máquina de guerra russa. Isto num momento em que o país tenta mobilizar os seus gigantescos recursos humanos para os lançar no campo de batalha da Ucrânia, através de uma mobilização militar parcial.
“As armas devem ser constante e continuamente melhoradas e continuar eficientes”, declarou o Presidente russo, citado pela agência Reuters. “Para alcançar isto, repito, é importante garantir que há competição ativa entre fabricantes”.
No entanto, há indícios de que a indústria da defesa russa pode não estar a aguentar a crescente procura. Não só o Kremlin já teve que ir buscar drones kamikaze ao Irão, os Shahed-138, como estará no processo de aquisição de mísseis balísticos de médio alcance. E ainda esta quarta-feira a Casa Branca anunciou que a Rússia comprou “um número significativo” de munições para artilharia à Coreia do Norte.
O transporte terá sido disfarçado para “parecer como se estivesse a ser enviado para países no Médio Oriente ou Norte de África”, explicou John Kirby, o porta-voz do conselho nacional de segurança americano. Que prometeu que a chegada de armamento norte-coreano “não vai mudar o rumo da guerra”.
Se partes da linha da frente russa têm dado de si, como se assistiu a sudeste de Kharkiv ou nos arredores de Kherson, “ataques de guerrilheiros ucranianos estão a obrigar o Kremlin a tirar recursos para longe de operações de linha da frente para ajudar a proteger áreas de retaguarda”, lia-se no mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra, que confirmou a ocorrência de dezenas ataques à bomba, assassinatos e atos de sabotagem. “Degradando a capacidade da Rússia se defender contra as contraofensivas ucranianas em curso, quando mais para conduzir as suas próprias operações ofensivas”, explicava.
Mesmo o ataque contra a frota do Mar Negro evidenciava uma mistura entre guerrilha e guerra convencional. Foi levado a cabo por 16 drones, nove no ar e sete no mar, atingindo navios no porto de Sevastopol. Pelo que se vê nas imagens, parece que os drones marinhos foram produzidos modificando jet skis comerciais, apontam analistas. Algo que parece inaugurar uma nova era de combate naval.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784681/putin-cede-e-reabre-corredor-maritimo
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14 milhões de ucranianos deslocados desde o início da invasão russa
Por MultiNews com Lusa em 09:00, 3 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Crian%C3%A7as-refugiados-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A invasão russa da Ucrânia forçou à saída de 14 milhões de ucranianos de casa, o “maior e mais rápido deslocamento em décadas” que aumentou o número de refugiados e deslocados no mundo para mais de 103 milhões.
O alto-comissário da agência da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, destacou hoje, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que os ucranianos estão prestes a enfrentar “um dos invernos mais rigorosos do mundo em circunstâncias extremamente difíceis”.
Entre as dificuldades, inclui-se a destruição contínua de infraestrutura civil que está “a fazer rapidamente com que a resposta humanitária pareça uma gota no oceano de necessidades”, realçou.
Filippo Grandi sublinhou que as organizações humanitárias “aumentaram drasticamente a sua resposta”, mas lembrou que “muito mais deve ser feito, começando pelo terminar de uma guerra sem sentido”.
No entanto, perante “a provável natureza prolongada da situação militar”, Grandi garantiu que a sua agência está a preparar-se para mais movimentos populacionais dentro e fora da Ucrânia.
Numa longa audiência, Grandi explicou ainda aos membros do órgão mais poderoso da ONU que, embora a Ucrânia continue a conquistar manchetes, a sua agência respondeu a 37 emergências em todo o mundo nos últimos 12 meses, decorrentes de conflitos.
“No entanto, as outras crises não estão a conseguir capturar a mesma atenção, indignação, recursos ou ação internacional”, atirou.
O alto-comissário da agência da ONU para os refugiados apontou para os mais de 850.000 etíopes deslocados na primeira metade do ano e disse que o recente aumento do conflito na região de Tigray, no norte do país, teve “um impacto ainda mais devastador sobre os civis”.
A agência de refugiados da ONU também está em Myanmar (antiga Birmânia), onde os militares que governam o país enfrentam resistência armada e cerca de 500.000 pessoas foram deslocadas no primeiro semestre do ano, realçou.
Grandi vincou que o acesso humanitário continua a ser “um grande desafio”, acrescentando que o regresso a casa permanece distante para os quase um milhão de refugiados muçulmanos rohingyas que fugiram de Myanmar para o vizinho Bangladesh.
No Congo, ataques brutais, incluindo violência sexual contra mulheres, adicionaram mais de 200.000 pessoas aos 5,5 milhões já deslocados no país.
O diplomata italiano referiu que estas crises e outras, incluindo a questão de longa data dos refugiados do Afeganistão e da Síria e o complexo fluxo de migrantes das Américas, “não estão apenas a desaparecer da atenção dos ‘media’, mas estão a aumentar pela inação global”.
Os motivos para os deslocamentos também se estão a tornar mais complexos, com novos fatores a forçarem pessoas a fugirem, como as alterações climáticas, sustentou Grandi, apelando a maior atenção e a um financiamento muito maior.
Filippo Grandi manifestou também esperança que a cimeira da ONU sobre alterações climáticas, que decorre este mês no Egito, e a cimeira nos Emirados Árabes Unidos no próximo ano levem em conta quer a ligação do clima com o conflito, quer o deslocamento que causa.
O responsável destacou que a sua agência necessita de 700 milhões de dólares até ao final do ano para evitar cortes severos nos seus erviços.
E pediu um fortalecimento da paz para evitar a recorrência de conflitos, inclusive reforçando a polícia, o sistema judicial e os governos locais em países frágeis.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/14-milhoes-de-ucranianos-deslocados-desde-o-inicio-da-invasao-russa/
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Seis cargueiros de cereais deixam portos ucranianos, anuncia Governo da Turquia
MadreMedia / Lusa
3 nov 2022 09:02
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Fonte de imagem: Lusa
Seis cargueiros carregados com cereais deixaram hoje os portos ucranianos, depois de o tráfego ter sido retomado no dia anterior, anunciou o Ministério da Defesa turco.
Os navios vão utilizar o corredor humanitário seguro no mar Negro, rota que já permitiu a exportação de 9,7 milhões de toneladas de cereais e outros produtos agrícolas da Ucrânia, apesar do conflito, graças ao acordo internacional assinado em julho, sob a égide da Turquia e da ONU.
De acordo com o Ministério da Defesa turco, citado pela agência oficial de notícias turca, 426 navios cruzaram já esta rota segura desde 01 de agosto.
A Rússia retomou, na quarta-feira, a participação no acordo de exportação de cereais ucranianos, depois de indicar ter recebido "garantias escritas" da Ucrânia sobre a desmilitarização daquele corredor marítimo.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros da Turquia, país garante do negócio de cereais, crucial para o abastecimento alimentar mundial, especialmente em África e no Médio Oriente, têm trabalhado para ultrapassar as objeções russas.
Na sexta-feira, Moscovo suspendeu a participação no acordo, na sequência de um ataque com 'drone' [aparelho não tripulado], na região da Crimeia anexada.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/seis-cargueiros-de-cereais-deixam-portos-ucranianos-anuncia-governo-da-turquia
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Central nuclear de Zaporijia ficou totalmente sem energia após bombardeamentos russos
MadreMedia / Lusa
3 nov 2022 09:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia e considerada a maior da Europa, ficou completamente sem energia depois do bombardeamento russo na quarta-feira, que danificou as duas únicas linhas de alta tensão que ligavam a central à rede elétrica ucraniana.
A Energoatom, operadora estatal das centrais nucleares da Ucrânia, informou hoje na rede social Telegram sobre a desconexão da central nuclear da rede elétrica ucraniana, localizada em território da Ucrânia, mas atualmente sob controlo militar russo.
“Ontem, 02 de novembro de 2022, as duas linhas de alta tensão restantes que conectam a central nuclear de Zaporijia à rede elétrica da Ucrânia foram danificadas como resultado do bombardeamento russo. A central perdeu energia às 23:04, horário local [09:04 em Lisboa] “, explicou a empresa.
Por questões de segurança, os 20 geradores a gasóleo de reserva que a central possui foram ligados.
Atualmente, Zaporijia tem potência suficiente para atender as necessidades internas da central com apenas nove geradores a gasóleo em operação.
As unidades de potência número 5 e número 6, que estavam ativas, estão atualmente em processo de desativação, após os bombardeamentos, acrescentou Energoatom.
“Há gasóleo suficiente para manter os geradores de reserva por 15 dias se a energia na central permanecer completamente cortada. Mas a contagem regressiva começa até a perda total de energia da central”, especificou.
A Energoatom acrescentou que “a capacidade da Ucrânia de garantir a segurança da central de Zaporijia é significativamente limitada devido à ocupação russa e à intrusão na administração da central por representantes da Rosatom”, organismo estatal de energia nuclear da Rússia, que assumiu o controlo de Zaporijia.
A situação da central nuclear, a terceira maior do mundo, preocupa a Ucrânia e os países aliados, já que está localizada numa região que foi anexada pela Rússia e ali estão a acontecer intensos combates.
As instalações da central sofreram ataques desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/central-nuclear-de-zaporijia-ficou-totalmente-sem-energia-apos-bombardeamentos-russos
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Web Summit: Como a Microsoft está a ajudar a Ucrânia a mitigar os ciberataques da Rússia
Rui Parreira
Casa dos Bits
3 nov 2022 10:10
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Durante o Web Summit, Brad Smith, presidente da Microsoft e Mykhailo Fedorov, vice-primeiro ministro e ministro da transformação digital da Ucrânia, fizeram um balanço dos esforços na área digital durante a guerra com a Rússia. Microsoft renova suporte e apoio à Ucrânia ao longo de 2023 e investe 100 milhões de dólares.
Desde o início da guerra que a Microsoft tem manifestado apoio à Ucrânia, contra a invasão da Rússia. A gigante tecnológica tem sido um vigilante no espaço cibernético, tendo evitado tentativas de ciberataques a alvos ucranianos pelo Strontium, um grupo ligado ao Departamento Central de Inteligência da Rússia. Durante o Web Summit, Brad Smith, Presidente da Microsoft e Mykhailo Fedorov, vice-primeiro ministro e ministro da transformação digital da Ucrânia, fizeram um balanço dos esforços na área digital durante a guerra com a Rússia.
Mykhailo Fedorov começou a conferência por dizer que o país continua a lutar pela liberdade e independência, sendo a maior guerra na Europa, depois da Segunda Grande Guerra. Hoje esteve presente no Web Summit para falar do lado tecnológico da guerra. A guerra começou com tecnologias, pequenos ciberataques. Atualmente a tecnologia apoia o estado e abre novas oportunidades para as operações de defesa do país. A tecnologia suporta o campo de batalha, tais como os drones e a Inteligência Artificial.
Quando o atual presidente Volodymyr Zelensky assumiu o cargo, o novo governo apostou na digitalização e atualmente tem diversos esforços e avanços nesse campo. Lançaram passaportes eletrónicos, por exemplo, e pode aceder a documentos através de assinaturas digitais diretamente nos smartphones, assim como os diversos serviços públicos através da aplicação oficial do governo.
Desde que a invasão começou, a tecnologia tornou-se vital para evitar os ataques e a Rússia começou mesmo por atacar os seus centros de dados. Uma das principais decisões foi a possibilidade de transferir os seus dados para locais seguros em cloud, permitindo o governo continuar a operar. Há novos serviços a serem lançados semanalmente, afirma. E salienta o papel da Microsoft, referindo-se a Brad Smith, que tem vindo a ajudar o país no combate à Rússia.
(https://i.ibb.co/0GgqwxV/Captura-de-ecr-2022-11-03-195601.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Brad Smith diz que é uma honra estar presente no Web Summit, referindo que a Microsoft escolheu ajudar a Ucrânia. Dizendo que se trata uma nova guerra, com muita tecnologia, uma guerra híbrida com muitas armas cibernéticas. "Esperava-se uma guerra curta, mas já estamos no inverno e esta vai estender-se pelo inverno até 2023". Assume que a Microsoft vai continuar a apoiar a Ucrânia durante o próximo ano, com o mesmo compromisso. Vai continuar a disponibilizar a cloud da Microsoft e servidores espalhados pela Europa. Diz que é um compromisso da Microsoft, mas não está sozinha nesse compromisso. Diz a importância de ajudar o país desde o início da guerra, com o Governo a passar para a cloud todos os serviços públicos, mantendo-se funcionais durante a guerra.
Esta aliança digital é feita entre países e empresas que estão a ajudar a Ucrânia. E diz que esta aliança digital deve manter-se fiel e por isso vai doar 100 milhões de dólares para os esforços de proteção das fronteiras e direitos humanos. E por isso, diz que é o mínimo que pode fazer para ajudar na causa.
Falou-se numa nova guerra híbrida e o ministro ucraniano disse houve uma transformação no exército, menos dependente das armas convencionais para equipamentos tecnológicos. Tem um sistema chamado Delta, que reúne informações em tempo real, para os seus militares. Através de informação fresca e imagens de satélite, consegue-se ter melhor posicionamento das tropas. Tem mais de 3.000 técnicos de IT na frente do combate. Se abrir as redes sociais como o WhatsApp ou Instagram vai poder ver a guerra em direto. Por vezes usam-se tecnologias desta forma, disse o ministro da Ucrânia.
O líder da Microsoft diz que viu ataques massivos não apenas contra exército, mas estruturas civis e humanitárias, que estavam a tentar prestar apoio às vitimas da guerra. Por isso, o esforço da Microsoft e outras empresas passam por mitigar esses ataques. A evolução da proteção dos computadores, muitas vezes através da IA, capaz de intercetar e anular ataques num piscar de olho que podem afetar famílias. Por isso diz que é importante para a NATO e Estados Unidos continuar a suportar a Ucrânia.
Sobre o tema dos satélites de Elon Musk que estão a ajudar a manter o país conectado, diz que não tem problema, tudo a funcionar como esperaria, respondendo às questões de financiamento pedidas pela SpaceX. Também estão a utilizar outras ferramentas de satélite e outras empresas que não a SpaceX. E diz que o seu papel no Web Summit é fechar novas parcerias com mais empresas. Afirma que em casa não tem luz durante muitas horas, porque a Rússia está constantemente a fazer black outs aos sistemas de energia. Estão a trabalhar com mais empresas tecnológicas para manter o país funcional. Quando vê que uma solução funciona muito bem, tentam escalar o máximo possível para outras infraestruturas.
Brad Smith diz que a IA e a tecnologia de reconhecimento acrescenta importância no campo de batalha. A Microsoft diz trabalhar com as Nações Unidas nestas tecnologias. A IA continua a impactar os conflitos militares na frente da batalha, sobretudo na Ucrânia. A proteção dos direitos dos civis e humanos nesta guerra e em qualquer guerra, disponibilizando aos tribunais as tecnologias necessárias para proteger as pessoas. Muitas tecnologias de guerra também colocam os civis em perigo, como os ataques as centrais elétricas. A possibilidade de documentar rapidamente os ataques em escolas e plantas de água e expor, são também ações importantes, que a IA pode ajudar a identificar, por exemplo. As violações aos civis têm de ser protegidas.
O SAPO TEK vai acompanhar toda a edição do Web Summit em direto até dia 4 de novembro. Siga todas as notícias aqui, seguindo também a transmissão em direto no palco principal.
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Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/web-summit-como-a-microsoft-esta-a-ajudar-a-ucrania-a-mitigar-os-ciberataques-da-russia
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Kremlin adverte que ainda não decidiu se vai renovar ‘acordo de cereais’ que termina a 19 de novembro
Por Beatriz Maio em 10:59, 3 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Lavrov-Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin recordou, esta quinta-feira, que poderá não renovar o acordo de cereais do Mar Negro, com término a 19 de novembro, negociação que permitiu a circulação de carregamentos de cereais ucranianos quando a Rússia bloqueou os seus portos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, divulgou que a Rússia ainda terá de avaliar se o acordo está a funcionar antes de decidir se estenderá a sua participação, relata a Reuters.
Também esta quinta-feira, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo Sergei Lavrov instou as Nações Unidas, intermediárias do acordo, a intensificarem esforços para assegurar que os países ocidentais atenuam as restrições que Moscovo afirma dificultar as exportações agrícolas e de fertilizantes.
Moscovo tinha suspendido a sua participação na chamada “Iniciativa do Mar Negro” no sábado, 29 de outubro, após um ataque à sua frota naval na Crimeia, península ucraniana que anexou em 2014.
A iniciativa resulta de acordos assinados pelos dois países, em Istambul, a 22 de julho, sob mediação da ONU e da Turquia, para permitir escoar milhões de toneladas de cereais retidos em portos ucranianos pela guerra desencadeada pela invasão russa, a 24 de fevereiro deste ano.
Desde então, o acordo permitiu a exportação de mais de 9,5 milhões de toneladas de cereais, segundo dados da ONU referentes a 30 de outubro.
O processo tem sido supervisionado por um Centro Conjunto de Coordenação (CCC) em Istambul, o porto onde os navios envolvidos são inspecionados para que a Rússia tenha garantias de que só transportam cereais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kremlin-adverte-que-ainda-nao-decidiu-se-vai-renovar-acordo-de-cereais-que-termina-a-19-de-novembro/
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Bandeira ucraniana volta a ser hasteada em Kherson
Por Beatriz Maio em 13:19, 3 Nov 2022
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As tropas russas retiraram-se, esta quinta-feira, de Kherson, a primeira cidade que ocuparam em março, e a bandeira ucraniana voltou a ser hasteada na cidade.
Após as primeiras notícias a dar conta da retirada dos soldados russos dos principais postos de controlo em Kherson e a publicação de fotografias do edifício administrativo da cidade sem a bandeira russa, os funcionários ucranianos asseguraram que a bandeira ucraniana voltou a ser hasteada.
A informação foi avançada no Telegram por Yevhen Ryshchuk, presidente da câmara da cidade de Oleshky, do outro lado do rio Dnipro, capital da região anexada pela Rússia após ocupá-la militarmente.
“Os residentes da parte direita da região de Kherson relatam que as tropas russas abandonaram os seus postos em Chornobaivka, Stepanivka e Bilozerka”, escreveu Ryshchuk.
Todos estes locais estão localizados à volta de Kherson, um porto fluvial ucraniano nas margens do rio Dnipro.
Embora possa parecer positivo, o deputado ucraniano de Odessa Oleksiy Goncharenko acredita que a retirada da bandeira poderá representar um emboscada para atrair as tropas ucranianas para o local, divulgou no Twitter. Contudo, em declarações à televisão francesa BFMTV revelou que Kherson pode ser reconquistada pela Ucrânia “na próxima semana”.
A região de Kherson, juntamente com Zaporíjia, ambas no sul da Ucrânia, assim como Lugansk e Donetsk, no leste do país, foram anexadas ilegalmente pela Rússia e são onde se registam os maiores confrontos entre as forças russas e ucranianas.
Esta notícia surge depois de semanas de avanços das tropas ucranianas do oeste e norte de Kherson, cidade controlada pelas tropas russas dez dias depois do início da invasão.
(https://i.ibb.co/vQwWCJt/Captura-de-ecr-2022-11-03-200436.jpg)
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/bandeira-ucraniana-volta-a-ser-hasteada-em-kherson/
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“É provável” que tropas russas abandonem Kherson, admite governador regional pró-Kremlin
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:10, 3 Nov 2022
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As tropas russas instaladas na região ilegalmente anexada de Kherson deverão abandonar a cidade, admitiu esta sexta-feira o governador pró-russo Kirill Stremousov.
A revelação foi feita nos meios de comunicação estatais russos, poucas semanas depois de Putin proclamar a anexação ilegal de Kherson.
“É provável que as nossas unidades, os nossos soldados, vão abandonar a margem esquerda (ocidental) do rio Dnipro”, revelou Stremousov.
As declarações surgem um dia depois de uma forte ofensiva, com mais de 20 mísseis lançados pela Rússia, atingir a região. Já esta sexta-feira, também foi verificado que a bandeira russa deixou de estar hasteada na Câmara Municipal de Kherson tenso sido substituída pela bandeira da Ucrânia, revelam oficiais ucranianos na rede social Telegram, o que poderá indicar que uma retirada das tropas russas daquela região estará para breve.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/e-provavel-que-tropas-russas-abandonem-kherson-admite-governador-regional-pro-kremlin/
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“Não há indícios de uma bomba suja” na Ucrânia, garantem responsáveis da IAEA
Por Francisco Laranjeira em 14:37, 3 Nov 2022
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Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) concluíram as suas atividades de verificação em campo em três locais na Ucrânia, a pedido do Governo de Volodymyr Zelensky, garantiu esta quinta-feira o diretor-geral, Rafael Mariano Grossi. Segundo o organismo da ONU, não foram encontrados quaisquer sinais de atividade nuclear não-declarada.
(https://i.ibb.co/m5pC824/Captura-de-ecr-2022-11-03-211032.jpg)
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“Não há indícios de uma bomba suja” na Ucrânia, garantem responsáveis da IAEA
Por Francisco Laranjeira em 14:37, 3 Nov 2022
Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) concluíram as suas atividades de verificação em campo em três locais na Ucrânia, a pedido do Governo de Volodymyr Zelensky, garantiu esta quinta-feira o diretor-geral, Rafael Mariano Grossi. Segundo o organismo da ONU, não foram encontrados quaisquer sinais de atividade nuclear não-declarada.
A Rússia havia alegado uma suposta preparação de uma ‘bomba suja’ por parte da Ucrânia, a ser utilizada numa operação de bandeira falsa. As alegações de Moscovo sobre atividades suspeitas em três locais na Ucrânia motivaram um pedido por escrito para que a IAEA enviasse equipas de inspetores ao Instituto de Pesquisa Nuclear em Kiev, a central de mineração e processamento em Zhovti Kody e a central de produção de maquinaria de Pivdennyi, em Dnipro.
“Nos últimos dias, os inspetores puderam realizar todas as atividades que a AIEA havia planeado realizar e tiveram acesso irrestrito aos locais. Com base na avaliação dos resultados disponíveis até à data e nas informações fornecidas pela Ucrânia, a Agência não encontrou quaisquer indícios de atividades e materiais nucleares não declarados nos locais inspecionados”, garantiu a IAEA em comunicado.
Os inspetores também recolheram amostras ambientais para análise nos laboratórios da IAEA e em sua rede de laboratórios analíticos. A amostragem ambiental é uma medida de salvaguarda normalmente usada com técnicas analíticas ultrassensíveis que podem fornecer informações sobre atividades passadas e atuais relacionadas a utilização de materiais nucleares.
“A pedido do governo da Ucrânia, enviei imediatamente inspetores para os três locais para desempenhar seu papel técnico e independente indispensável na verificação dos factos no terreno. Em poucos dias, eles foram lá e conduziram suas atividades de salvaguarda, em circunstâncias desafiadoras durante o atual conflito na Ucrânia”, disse o diretor-geral.
O diretor-geral Grossi enfatizou que a AIEA continua pronta para realizar outras atividades de verificação na Ucrânia para aferir falta de materiais ou atividades não-declaradas e, assim, impedir qualquer uso indevido de tais materiais no âmbito do conflito.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nao-ha-indicios-de-uma-bomba-suja-na-ucrania-garantem-responsaveis-da-iaea/
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AIEA diz que não encontrou sinais de atividade nuclear não declarada
MadreMedia / Lusa
3 nov 2022 15:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse hoje não ter detetado "qualquer sinal de atividades nucleares não declaradas" em três locais inspecionados a pedido de Kiev, que Moscovo acusa de apagar provas de preparação de uma 'bomba suja'.
“A nossa avaliação técnica e científica dos resultados que temos até agora não mostrou sinais de atividades nucleares ou de material não declarado nestes três locais”, afirmou o chefe da AIEA, Rafael Grossi, em comunicado.
Nos últimos dias, peritos da agência da ONU para o nuclear realizaram e concluíram, “atividades de verificação no terreno em três locais da Ucrânia, a pedido do Governo deste país”, lembrou.
Segundo Grossi, os inspetores puderam realizar “todas as atividades que a AIEA tinha planeado e tiveram acesso ilimitado aos locais”.
“Com base na avaliação dos resultados disponíveis até à data e nas informações fornecidas pela Ucrânia, a agência não encontrou indícios de atividades e materiais nucleares não declarados nos locais”, sublinhou o diretor-geral.
A AIEA vai, “o mais rapidamente possível”, reportar “sobre os resultados da amostragem ambiental”, adiantou Grossi.
Estas inspeções por especialistas da agência nuclear da ONU foram solicitadas pelo Governo ucraniano, depois de Moscovo ter acusado repetidamente Kiev de construir uma ‘bomba suja’ atómica em dois locais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/aiea-diz-que-nao-encontrou-sinais-de-atividade-nuclear-nao-declarada
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Web Summit. Microsoft irá continuar a apoiar Ucrânia com mais de 100 milhões de euros
JORNAL I
03/11/2022 16:26
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/11/3/836533.png?type=artigo)
Fonte de imagem: ionline.sapo.pt
Presidente da empresa afirmou na Web Summit que o montante não serve para apoiar apenas o governo ucraniano, mas a sua população.
Brad Smith, presidente da Microsoft, anunciou esta quinta-feira que a empresa irá continuar a apoiar a Ucrânia em 2023, com um valor de 100 milhões de dólares, o que corresponde a cerca de 102,6 milhões de euros.
"Este é um tempo que exige que estejamos focados em muitas coisas diferentes, é parte do que me trouxe aqui a Lisboa à Web Summit, este ano", disse Smith, no palco principal do Altice Arena, referindo-se ao encontro que teve esta manhã com Mykhailo Fedorov, vice-primeiro-ministro e ministro da Transformação Digital da Ucrânia.
Para "que eu pudesse anunciar que a Microsoft irá estender para todo o ano de 2023 (...) 100 milhões de dólares de tecnologia para apoiar não só o Governo [ucraniano], mas as pessoas da Ucrânia", continuou o responsável.
A sétima edição da Web Summit, que teve início em Lisboa em 2016, registou o seu máximo de capacidade com 71.033 participantes de 160 países.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/784724/-web-summit-microsoft-ira-continuar-a-apoiar-ucr-nia-com-mais-de-100-milhoes-de-euros?seccao=Tecnologia_i
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G7 vai apoiar ucranianos no inverno para evitar que morram
MadreMedia / Lusa
3 nov 2022 17:16
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O grupo dos sete países mais industrializados (G7) vão coordenar o apoio à Ucrânia no inverno, anunciou hoje a chefe da diplomacia alemã, acusando a Rússia de pretender matar os ucranianos de fome ou frio.
“Não permitiremos que a brutalidade desta guerra conduza à morte em massa de idosos e crianças, jovens ou famílias nos próximos meses de inverno”, disse Annalena Baerbock na abertura de uma reunião do G7, segundo a agência francesa AFP.
A organização do apoio à Ucrânia está no topo da agenda do encontro ministerial de dois dias, em Muenster (oeste), para o G7 enviar uma nova mensagem de firmeza à Rússia, que invadiu o país vizinho em 24 de fevereiro deste ano.
Baerbock acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de “tentar fazer com que os ucranianos morram à fome, sedentos ou congelados com a sua estratégia de atacar as suas infraestruturas críticas”.
“É exatamente isso que nós, os parceiros do G7, tentaremos evitar com todos os meios à nossa disposição”, disse Baerbock, citada pela agência espanhola EFE.
Recordou que a Rússia tem intensificado os ataques a infraestruturas críticas da Ucrânia, especialmente instalações energéticas, provocando cortes no fornecimento de eletricidade e de água potável.
Referiu-se também ao fornecimento da Alemanha e outros aliados ocidentais de geradores, aquecedores, bombas de água, equipamento sanitário, habitações pré-fabricadas, cobertores e tendas para apoiar a população ucraniana.
A Alemanha preside atualmente ao G7, de que fazem parte também Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
A Ucrânia é o tema dominante do encontro, mas a situação na China e as tensões com Taiwan também serão discutidas, bem como a situação no Irão.
Baerbock, que é mais crítica de Pequim do que o chanceler Olaf Scholz, alertou para o perigo de “repetir os erros do passado” com a China.
A dirigente do partido Verdes disse que os países do G7 estão prontos para considerar a China como concorrente e rival, segundo a agência francesa AFP.
“O Japão, como país do G7, salienta regularmente como é importante para nós reconhecer e ver que a China mudou nos últimos anos, que não é apenas um parceiro em questões internacionais, mas também um concorrente e ainda mais um rival”, disse.
“É com isto em mente que a China estará hoje na agenda da reunião do G7”, acrescentou a ministra alemã.
Scholz partiu hoje para Pequim, onde se reunirá com o Presidente Xi Jinping.
É o primeiro líder de um país da União Europeia (UE) a visitar a China desde 2019.
Tanto os Verdes como os liberais, os dois parceiros governamentais dos sociais-democratas de Scholz, advertiram, nos últimos dias, contra o estabelecimento ou alargamento de relações de dependência, especialmente com regimes autoritários.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 discutirão também a eficácia das sanções contra a Rússia e espera-se que abordem também medidas futuras nesta área.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/g7-vai-apoiar-ucranianos-no-inverno-para-evitar-que-morram
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Zelensky ameaça não participar na cimeira do G20 se Putin for
3 de novembro 2022 às 19:07
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/3/836549.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
"Se o líder da Federação Russa participar, a Ucrânia não o fará", disse o líder ucraniano, em declarações aos jornalistas.
Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, disse esta quinta-feira que não irá estar presente na próxima cimeira do G20 se o Presidente Russo, Vladimir Putin, também estiver presente.
"Se o líder da Federação Russa participar, a Ucrânia não o fará", disse o líder ucraniano, em declarações aos jornalistas, poucas horas após Joko Widodo, Presidente da Indonésia, país em que acontecerá a cimeira, ter confirmado por telefone ao seu homólogo ucraniano que está convidado.
Um total de 17 chefes de Estado já confirmaram a sua presença, de acordo com um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros indonésio, Teuku Faizasyah.
Recentemente, Putin declarou que não tinha sido tomada qualquer decisão sobre a sua eventual presença no evento.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784740/zelensky-ameaca-nao-participar-na-cimeira-do-g20-se-putin-for
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Marcelo recebeu Olena Zelenska em Belém
Lusa
3 nov 2022 21:07
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu hoje em audiência no Palácio de Belém a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, que está em visita a Portugal desde terça-feira.
Olena Zelenska chegou às 20:41 ao Palácio de Belém, que hoje tinha o dispositivo de segurança reforçado relativamente ao que é habitual.
Depois de registados os sorrisos e algum nervosismo pelos fotojornalistas e repórteres de imagem, Marcelo Rebelo de Sousa encaminhou a primeira-dama ucraniana para a assinatura do livro de honra, que não estava previsto pelo protocolo.
O livro de honra chegou entretanto à sala, Olena Zelenska assinou-o e foi acompanhada pelo Presidente da República português para a sala onde vai decorrer a audiência.
A primeira-dama da Ucrânia chegou a Lisboa na terça-feira e participou na abertura da Web Summit, que se realiza no Altice Arena e na Feira Internacional de Lisboa até sexta-feira.
No arranque da cimeira tecnológica, na terça-feira, e perante um pavilhão cheio, Zelenska acusou o regime russo de Vladimir Putin de estar a utilizar a tecnologia "ao serviço do terror".
"A Rússia põe a tecnologia ao serviço do terror e o que vemos hoje é resultado do uso dessa tecnologia", afirmou, ao encerrar a cerimónia de abertura da Web Summit, e deixou os participantes com imagens da destruição provocada por um míssil em Kyiv, capital da Ucrânia.
A mulher do presidente ucraniano acrescentou que especialistas tecnológicos russos que antes trabalhavam no setor privado colaboram agora na guerra contra a Ucrânia -- que começou a 24 de fevereiro - e pediu ajuda aos empreendedores para enfrentar este problema.
AFE (ER) // JPS
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/marcelo-recebeu-olena-zelenska-em-belem_63642e778bb502433f01a5c7
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Ucrânia: mais de 40% do orçamento do país dedicado a defesa e segurança
MadreMedia / Lusa
3 nov 2022 23:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo da Ucrânia vai gastar 43% do orçamento geral do Estado para 2023 em defesa e segurança, que corresponde a 1.300 milhões de hryvnias (cerca de 35,9 milhões de euros, anunciou hoje o parlamento.
Conforme avança a Europa Press, o primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmigal, agradeceu aos deputados que aprovaram o projeto de lei orçamental, que tem como objetivo alcançar a vitória na guerra iniciada pela Rússia há oito meses.
“Agradeço aos deputados a abordagem construtiva e estadista nesta votação”, afirmou o primeiro-ministro.
O governante sublinhou que “a segurança social é a segunda prioridade”.
“Esperamos fechar com um défice de 38 mil milhões de dólares, sobretudo graças ao apoio dos nossos parceiros internacionais. Em particular, a União Europeia, os Estados Unidos e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Vamos vencer e reconstruir o nosso país”, disse o primeiro-ministro.
Shmigal assegurou que, apesar da guerra, o Governo não planeia aumentar os impostos e, em vez disso, vai reduzir as despesas do Estado em mais de 10.000 milhões de hryvnias (cerca de 277 milhões de euros).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-mais-de-40-do-orcamento-do-pais-dedicado-a-defesa-e-seguranca
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Há sinais de que os russos se preparam para retirar de Kherson
4 de novembro 2022 às 08:40
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/4/836577.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Face à derrota iminente, comandantes russos discutiram o uso de armas nucleares, acusam os EUA. Mas a retirada pode ser uma armadilha.
Surgem cada vez mais sinais de que as forças russas se preparam para retirar de oeste do rio Dnipro, incluíndo de Kherson, a única capital provincial que conquistaram desde 24 de fevereiro. Na prática, isso significaria que Vladimir Putin perderia o principal ganho que obteve com a sua aposta de invadir a Ucrânia. E o Presidente russo nunca foi conhecido como bom perdedor. Talvez por isso altas patentes militares russas tenham começado a discutir o eventual uso de armas nucleares no campo de batalha, avançaram fontes na Administração americana à CBS. As conversas decorrem desde meados de outubro, quando a cidade de Kherson já parecia prestes a regressar às mãos dos ucranianos.
Agora, isso parece iminente. “Provavelmente as nossas unidades, os nossos soldados, saírão para a margem esquerda”, chegou a admitir, um dos administradores instalados em Kherson pelo Kremlin, Kirill Stremousov, esta quinta-feira, numa entrevista a um site russo pró-Putin, citado pela Reuters.
A suspeita de que os militares russos estão de saída da cidade aumentou quando desapareceu a bandeira russa que fora içada sobre a sede da administração regional de Kherson, avançou o Moscow Times. Algo que nem nacionalistas russos deixaram de reparar. “Conduzi até ao edifício do antigo governo regional de Kherson. Posso confirmar que não há nenhuma bandeira”, admitiu Alexander Kots, um correspondente de guerra alinhado com o Kremlin, numa publicação no Telegram.
Tal manobra deixaria os invasores na margem oposta à de Kherson. Perdendo ainda controlo da barragem feita para cortar o canal do Norte da Crimeia, construído em 2014, fazendo com que esta península perdesse acesso a mais de quatro quintos do seu abastecimento de água. E irritando Putin, ao dificultar o desenvolvimento da Crimeia – não foi por acaso que esta barragem foi um dos primeiros alvos na sua invasão.
De facto, a situação da guarnição russa tornou-se desesperada, com forças ucranianas a atingir com mísseis de longo alcance os acessos à margem ocidental, tornando quase impossível abastecê-la. Ainda esta quarta-feira foram divulgadas imagens de seis disparos — aparentemente utilizando os HIMARS enviados pela NATO – que atingiram um pontão construído pelos militares russos, paralelo à ponte de Antonivsky, que já fora danificada por bombardeamentos. A estratégia do Governo ucraniano, naturalmente ansioso por evitar a destruição causada por uma batalha urbana, parece ser forçar os invasores a retirar, em vez de tomar a cidade de assalto ou de a bombardear bairro a bairro, como tem sido a tática de Moscovo no Donbass.
No que toca a Kherson, começa até a faltar munições à guarnição russa, disse um alto dirigente da NATO ao Politico, na quinta-feira. Tem havido relatos que o Kremlin colocou novas unidades na região, mas isso servirá para cobrir a retirada, explicou. Mesmo assim, o Governo de Kiev não baixa a guarda
“Isto pode ser uma provocação de maneira a criar a impressão que as localidades foram abandonadas, que é seguro entrar lá, explicou Natalia Humeniuk, porta-voz do comando militar sul da Ucrânia,. “Considerando que eles têm-se preparado para batalhas nas ruas há muito tempo, a maneira como posicionam as suas unidades, nós estamos conscientes das táticas planeadas e não devemos ter pressa”
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784768/ha-sinais-de-que-os-russos-se-preparam-para-retirar-de-kherson
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Igreja Ortodoxa Ucraniana obedece a Moscovo? Uns dizem que sim, outros afirmam que isso é passado
Alexandra Antunes - Texto
4 nov 2022
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=2100&H=0&delay_optim=1&epic=MWM5EhMUA4UBQrWjllej/1L+k+ps2xzXuH+Rxtw7O+YOYFKYo0u2ozGoES2BBHQaY+nwUjDYcXIxaijr5YdIPoz/RlncnNd4abaE+gakotF47p0=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O arcebispo de Braga recebeu em setembro uma delegação da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Há quem diga que nem tudo o que parece é, uma vez que esta Igreja estará associada ao Patriarcado de Moscovo — o que tem vindo a ser desmentido. Mas fazia parte do grupo um padre ortodoxo russo. A Associação dos Ucranianos em Portugal achou que devia lançar o alerta e preparou uma carta explicativa à Igreja Católica e à comunidade portuguesa.
Igreja Ortodoxa Ucraniana obedece a Moscovo? Uns dizem que sim, outros afirmam que isso é passado
O arcebispo de Braga recebeu, a 30 de setembro, "uma delegação da Igreja Ortodoxa Ucraniana liderada pelo Metropolita Meletiy de Chernivtsi e Bukovina", na qual estava incluído Alexander Piskunov, pároco da Igreja Ortodoxa Russa do Porto.
Contactada pelo SAPO24, a Arquidiocese de Braga identifica a totalidade dos elementos junto a D. José Cordeiro: à esquerda o Metropolita Meletiy, ao centro o P. Gerontiy, "da paróquia ortodoxa ucraniana das Santas Mártires Fé, Esperança e Caridade, que celebra regularmente numa capela da paróquia de Maximinos da Arquidiocese de Braga", e à direita o P. Alexander", que esteve no encontro "na qualidade de tradutor", mas cuja presença e proveniência era "desconhecida" para a Arquidiocese.
Inicialmente, não tinham sido nomeados todos os elementos na fotografia na publicação no Facebook de D. José Cordeiro e também no site de Braga, mas não houve "intenção de ocultar" a informação, "até porque partiu da Arquidiocese de Braga divulgar publicamente este encontro".
"Foi um encontro de apresentação de cumprimentos, dado que o Metropolita Meletiy, da Igreja Ortodoxa Ucraniana, e o Sr. Arcebispo, D. José Cordeiro, ainda não se conheciam pessoalmente", acrescenta a Arquidiocese.
Ao SAPO24, Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, refere que Alexander Piskunov "faz parte do Congresso dos Compatriotas Russos junto da Embaixada da Rússia e da Fundação Mundo Russo". "É uma pessoa completamente contra a Ucrânia", denuncia.
Alexander Piskunov, em declarações ao SAPO24, confirmou ter estado na Arquidiocese com a delegação ucraniana, enquanto tradutor, e frisou que há uma "relação próxima" entre as várias igrejas ortodoxas, mas escusou-se a fazer mais comentários.
(https://i.ibb.co/YtrXfH4/Captura-de-ecr-2022-11-04-094234.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pavlo Sadokha refere ainda que o próprio Metropolita que esteve em Braga é uma figura controversa. Contudo, diz, para se perceber o porquê de isto ser "escandaloso" é necessário fazer a distinção entre as várias igrejas ortodoxas em causa.
Existem três igrejas ortodoxas a considerar neste caso: a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscovo, a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo e a Igreja Ortodoxa da Ucrânia do Patriarcado de Kiev (que em 2019 recebeu autonomia de Constantinopla, declarando assim a independência face à Igreja Ortodoxa Russa).
"A Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo foi criada em 1990, ainda antes da independência da Ucrânia, para, digamos, controlar a Igreja Ortodoxa no território da Ucrânia", começa por dizer Pavlo Sadokha. Na altura da União Soviética, explica, todas as igrejas foram proibidas, exceto as que tinham ligação ao Patriarcado de Moscovo. Por isso, "quando começaram os processos, na altura de Gorbachev, para a queda da União Soviética, e já o povo ucraniano fazia manifestações, Moscovo registou esta Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo".
Feita a distinção, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal aponta o problema nesta situação. "Esta Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo apoia, em geral, a agressão russa na Ucrânia. O que é escandaloso é que eles vieram para Portugal pedir ajuda para a Ucrânia. Creio que muitos dos fiéis e dos bispos [da Igreja Católica] podem não conhecer esta situação e oferecem apoio".
Todavia, ao SAPO24, a Arquidiocese de Braga frisa que "no decurso da conversa [com a delegação ucraniana] foi dito pelo Metropolita que se tinham desvinculado do Patriarcado de Moscovo e que atualmente eram uma Igreja autocéfala".
De recordar que, a 27 de maio, a Igreja Ortodoxa Ucraniana anunciou a sua rutura com o Patriarcado de Moscovo, devido ao apoio aberto deste à "operação militar especial" russa na Ucrânia, mas os meios de comunicação locais noticiam frequentemente que continua a existir apoio desta igreja à Rússia.
"O reconhecimento desta decisão por parte do Patriarcado de Constantinopola seria um caminho, mas o atual contexto internacional e o extremar de posições desaconselha, de momento, este passo", acrescenta a Arquidiocese.
Além disso, a Arquidiocese aponta que a conversa foi "meramente um diálogo ecuménico, das relações a nível da fé, não do plano político internacional", tal como promovido pelo Papa Francisco, entre "duas igrejas que são cristãs".
No Facebook, D. José Cordeiro tinha referido que o encontro serviu para expressar a sua "solidariedade e da Igreja em Braga para com o povo ucraniano, de modo particular com todas as vítimas da guerra na Ucrânia, sublinhando os gestos concretos de apoio e acolhimento dos refugiados da guerra".
"Rezemos pelo povo ucraniano, perseguido na sua terra e disperso pelo mundo, para que o Senhor atenda as nossas preces e os esforços das pessoas de boa vontade e lhe conceda a paz e o regresso a suas casas", escreveu ainda.
Uma carta aos bispos portugueses para dar o alerta
Em forma de alerta — já que, além de Braga, o Metropolita Meletiy também terá estado em Lisboa —, a Associação preparou uma carta à Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), enviada no sábado, 29 de outubro, a que o SAPO24 teve acesso.
"Em primeiro lugar, queremos agradecer todo o apoio que a Igreja Católica em Portugal deu e continua a dar ao povo ucraniano, desde os primeiros dias da invasão militar russa sobre a soberana Ucrânia. Em Portugal, no dia a dia, sentimos o acompanhamento e a preocupação da Igreja com o nosso sofrimento causado pela guerra", pode ler-se.
Segundo a Associação, "esta guerra teve anos e anos de preparação por parte do agressor — Federação Russa —, incluindo a preparação ideológica". "O atual governo russo não reconhece a Ucrânia como país independente, não reconhece a nossa história, a nossa cultura e a nossa fé", acrescentam.
Nesse sentido, denunciam, "um importante elemento da preparação ideológica foi a Igreja Ortodoxa Russa (IOR) dirigida pelo Patriarca Cirilo, ao abençoar os soldados russos que iam invadir a Ucrânia".
"Infelizmente, na própria Ucrânia, ainda existe [filiação] da igreja russa (foi a única que não foi proibida pelo regime soviético), embora com nome diferente, mas com o mesmo Patriarcado de Moscovo — a Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOUPM) — oficialmente criada em 1990 (um ano antes da declaração da Independência da Ucrânia)", é explicado.
Assim, "esta igreja (IOUPM), embora com referência no nome à Ucrânia e registada na autoridade jurídica ucraniana, tem segundo os estatutos total obediência a Moscovo e é parte integrante da Igreja Ortodoxa Russa (IOR)".
Na carta, assinada por Pavlo Sadokha, é ainda referido que, "atualmente, existe uma decisão do Parlamento da Ucrânia sobre o reconhecimento da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo (IOUPM) como uma confissão religiosa de minorias e cuja base está no país do agressor, a Federação Russa — onde os padres desta igreja estão sujeitos às restrições de guerra pela lei marcial, que estabelece a proibição de os clérigos da IOUPM exercerem as suas funções de capelão nas Forças Armadas Ucranianas e em outros órgãos sociais e políticos onde a lei marcial tem aplicação".
Segundo refere o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, "o Serviço de Segurança Interna da Ucrânia (SBU) iniciou 33 processos criminais que decorrem contra sacerdotes e bispos da IOUPM".
"Um bispo — Ioanafan Yeletskii — foi detido. Nos territórios ocupados pelos russos, todos os clérigos da IOUPM cooperam com os invasores. Dois bispos desta Igreja já fugiram dos territórios libertados pelas tropas ucranianas para a Federação Russa", enumera.
E deixa mais uma denúncia, ao referir que "a missão dos bispos da IOUPM que visitaram alguns países da União Europeia (UE), incluindo o Metropolita Meletiy" é "realizar propaganda 'híbrida' entre refugiados ucranianos, para obter informações sobre os países da NATO e sobre outros assuntos do interesse da Federação Russa".
A confirmar esta informação está "o facto de que no encontro com o Arcebispo de Braga, o Metropolita Meletiy foi acompanhado pelo padre da Igreja Ortodoxa Russa que exerce a sua função religiosa na diocese do Porto — Alexander Piskunov — e que também faz parte do conselho dos compatriotas russos junto da embaixada Russa em Portugal".
Segundo a Associação, quem é o Metropolita Meletiy?
De acordo com a carta enviada aos bispos portugueses, o Metropolita ortodoxo "é um hierarca do Patriarcado de Moscovo com sede na cidade ucraniana de Chernivtsi".
"A Ortodoxia Ecuménica não reconhece o seu status no território da Ucrânia porque Meletiy Egorenko é um impostor na hierarquia da Igreja Ortodoxa", pode ler-se no documento, que o justifica da seguinte forma:
- "Meletiy Egorenko acabou a sua formação no Seminário Teológico de Moscovo em 1986 e, como cidadão da Ucrânia, formou-se na Academia Teológica de Moscovo em 1996. Com conhecimento e controlo da KGB da URSS, em 1987, e sendo de nacionalidade ucraniana, foi enviado ao mosteiro de Pochaiv, no oeste da Ucrânia, para impedir a propagação do movimento autocéfalo e trabalhar no interesse dos serviços secretos russos";
- "Durante o tempo do presidente Yanukovych, Meletiy Egorenko foi especialmente reconhecido pela disseminação da 'paz russa' na Ucrânia e recebeu a medalha da Ordem de Serhiy de Radonezh do movimento Kirill Gundyaev";
- "Neste momento, Meletiy Egorenko é responsável pelo departamento das relações externas da IOUPM na Ucrânia. Com o aproveitamento da guerra e com a situação onde muitos ucranianos foram obrigados a tornar-se refugiados na União Europeia, começou a recolher/aproveitar a informação e estatísticas sobre os refugiados, no sentido de saber como são recebidos e como se integram nos países de acolhimento";
- "A IOUPM, seja na Ucrânia, seja na Rússia, nunca condenou, nem em 2014, nem em 2022, a invasão russa contra a Ucrânia e até a caraterizam como uma 'guerra santa' contra a desmoralização dos valores humanos oriundos da Europa. Toda a comunidade ucraniana sabe que o Metropolita Meletiy nunca condenou a invasão da Federação Russa na Ucrânia".
Apesar da denúncia, a Associação frisa que o envio da carta pretende apenas ser um alerta e não uma crítica à Igreja Católica portuguesa.
"Entendemos que a receção dos bispos da IOUPM por diversos católicos em Portugal foi um ato de 'acolhimento de braços abertos' cujo objetivo é ajudar e minimizar o sofrimento do povo ucraniano, mas temos a obrigação moral e a responsabilidade civil de informar a Conferência Episcopal em Portugal e a sociedade portuguesa de que, infelizmente, a palavra 'ucraniano' não significa, automaticamente, uma relação pró-Ucrânia e que, de forma frequente, está a ser usada por programas especiais do governo russo para disfarçar os objetivos da sua invasão contra a Ucrânia", é explicado.
"Tal como a Igreja Cristã e o Cristianismo defendem a vida, os valores humanos, a igualdade e a liberdade, infelizmente a Igreja Ortodoxa Russa defende da mesma maneira a ditadura, a condenação e a morte".
"Nós, como ucranianos e cristãos integrados [na] comunidade portuguesa, temos a obrigação de informar e alertar sobre esta grave situação", é referido na carta, sendo ainda acrescentado que "o governo de Moscovo, através da Igreja Ortodoxa Russa, tenta 'ludibriar' a verdade sobre esta guerra tão injusta".
A fotografia que deu origem a esta denúncia está também a ser partilhada pela organização na Ucrânia para "mostrar a mentira do Patriarca desta Igreja Ortodoxa. Eles dizem que já não pertencem ao Patriarcado de Moscovo, não mostram nenhum documento [que o comprove], dizem que já não colaboram com a Igreja de Moscovo e esta fotografia mostram diretamente que colaboram", apontou Pavlo Sadokha ao SAPO24.
Quando a fotografia da Arquidiocese de Braga foi divulgada, a "comunidade ucraniana no norte começou logo a reclamar", diz Sadokha. "Parece que estes bispos da Igreja Ucraniana do Patriarcado de Moscovo estão a enganar a comunidade portuguesa e a Igreja em Portugal. Isto porque dizem que são da Igreja Ortodoxa Ucraniana — é verdade, têm este nome — , mas esquecem-se sempre de dizer que são do Patriarcado de Moscovo — e essa diferença muda tudo", concluiu.
O que diz a Igreja Ortodoxa Ucraniana?
Em declarações ao SAPO24, o arcipreste Mykola Danylevych, vice-chefe do Departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Ucraniana, explica que "a Igreja Ortodoxa Ucraniana é a Igreja histórica, tradicional e a maior da Ucrânia em termos do número de comunidades".
"Desde 1990, a nossa Igreja tem a carta de uma Igreja autónoma e, desde 27 de maio de 2022, o estatuto de uma Igreja totalmente independente de Moscovo", acrescenta.
Relativamente à visita a Braga, é adiantado que o objectivo da ida do Metropolita à cidade foi apenas visitar a "paróquia ucraniana, que foi fundada em 2017".
"Como parte da visita a Braga, foi feita uma visita de cortesia ao Arcebispo Católico da cidade, José Cordeiro, durante a qual o Metropolita Meletiy lhe agradeceu por ter providenciado à nossa paróquia um local para realizar serviços. Não pedimos nem recebemos qualquer outra ajuda financeira", esclarecem.
Quanto à carta escrita pela Associação dos Ucranianos em Portugal, Mykola Danylevych começa por dizer que o presidente da mesma, Pavlo Sadokha, "é greco-católico e é conhecido pelas suas opiniões extremas".
"A sua posição não reflecte o ponto de vista de todos os ucranianos que vivem em Portugal. Deve recordar-se que ele já protestou contra a nossa Igreja em 2017, assim que a paróquia ucraniana foi criada na cidade de Braga. Nessa altura, muitos ucranianos criticaram os seus ataques à nossa comunidade em Braga nas redes sociais", aponta.
Desta forma, a Igreja Ortodoxa Ucraniana considera "a referida publicação [a carta enviada à CEP], bem como a sua anterior actividade de informação nesta área, como uma tentativa de semear inimizade religiosa entre ucranianos, e também de envolver e comprometer a Igreja Católica em Portugal. A publicação contém muitas informações falsas e manipuladoras sobre a nossa Igreja", remata o arcipreste.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/igreja-ortodoxa-ucraniana-obedece-a-moscovo-uns-dizem-que-sim-outros-afirmam-que-isso-e-passado
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Países do G7 e Austrália concordam em estabelecer preço fixo ao petróleo russo
Por Beatriz Maio em 10:55, 4 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/01/petroleo.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O G7 e a Austrália pretendem estabelecer um preço fixo quando acordarem num preço máximo para o petróleo russo no final deste mês, em vez de adotarem uma taxa variável.
Os funcionários norte-americanos e os países do G7 têm estado em negociações ao longo das últimas semanas sobre o plano sem precedentes de colocar um preço máximo nos carregamentos de petróleo transportados pelo mar, que deverá entrar em vigor a 5 de dezembro, avança a Reuters.
Esta decisão tem como intuito garantir que as sanções da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos da América (EUA), destinadas a limitar a capacidade de Moscovo para financiar a invasão da Ucrânia, não estrangulam o mercado mundial do petróleo.
“A Coligação concordou que o preço máximo será um preço fixo que será revisto regularmente e não um desconto para um índice”, revelou uma fonte do G7 ao explicar: “Isto aumentará a estabilidade e simplificará o cumprimento para minimizar o fardo para os participantes no mercado”.
Embora o preço inicial ainda não tenha sido fixado, deverá ser brevemente. O G7 concordou também em rever regularmente o preço fixo e revê-lo conforme necessário, o que exigirá mais reuniões e burocracia.
O presidente da Rússia Vladimir Putin poderia beneficiar de um variado sistema de preços porque o preço do petróleo russo aumentaria se o Brent aumentasse devido a um corte no petróleo da Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
A Secretária do Tesouro dos EUA Janet Yellen e outros funcionários do G7 argumentam que o limite máximo de preços irá apertar o financiamento à Rússia sem cortar o fornecimento aos consumidores.
De recordar que a Rússia afirmou que se recusará a enviar petróleo para países que estabeleçam limites de preços.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/paises-do-g7-e-australia-concordam-em-estabelecer-preco-fixo-ao-petroleo-russo/
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Ucrânia está a lutar “para que não haja um segundo ou um terceiro país invadido”, diz Zelensky
Por Beatriz Maio em 12:08, 4 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia está não só a defender-se do exército russo como também a lutar “para que não haja um segundo ou um terceiro país invadido”.
O líder esclareceu que a condição para negociar a paz com o presidente russo Vladimir Putin é o regresso das tropas russas ao seu país e o reconhecimento de Moscovo em como cometeu um erro ao invadir a Rússia: “Se se retirarem e reconhecerem que estão terrivelmente enganados, então podemos encontrar um formato de diálogo”, afirmou em entrevista ao jornal espanhol El País.
Contudo, Zelensky acrescentou: “Mas se vamos continuar a sacrificar milhares de vidas para que o nosso território seja desocupado, penso que isso irá impedir o processo [de diálogo] no futuro”.
O futuro da Ucrânia “depende inevitavelmente da sua adesão à União Europeia (UE)”, sublinhou Zelensky ao esclarecer que outros países ameaçados pela Rússia poderiam seguir o seu exemplo: “A guerra começou porque a Rússia não nos considera um país independente, um país europeu”, frisou ao prever que “o mesmo acontecerá na Bielorrússia, onde o povo também quer ser independente”.
“Nem todos os países têm de passar por esta aprovação que estamos a passar e a Rússia não vai facilitar a vida à Bielorrússia, Moldávia ou Geórgia”, divulgou expressando que espera “que os líderes da UE não tenham medo”.
O presidente ucraniano reconheceu que há países dentro da UE que “não querem acelerar o processo” de integração, porém acredita que a previsão é clara: “A Ucrânia será membro da UE e não quero dizer mais cedo ou mais tarde porque penso que já é demasiado tarde”.
Zelensky entende que embora uma grande maioria dos governos europeus esteja a favor que seja prestada assistência militar à Ucrânia, existem outros, como o Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orbán, que se opõem ao fornecimento de armas argumentando que este é um obstáculo à paz.
“É importante salientar a estas pessoas [quem está contra] que esta é uma guerra da Ucrânia contra a agressão russa. Somos um escudo, não entrámos com armas nucleares, com mísseis guiados, não entrámos com drones iranianos ou com tanques para invadir as terras de outras pessoas. Nós não violamos mulheres russas, crianças russas, não torturamos aldeias russas”, salientou enfatizando: “Estamos a lutar para que não haja um segundo ou terceiro país invadido”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-esta-a-lutar-para-que-nao-haja-um-segundo-ou-um-terceiro-pais-invadido-diz-zelensky/
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Putin diz que residentes de Kherson “devem ser retirados de zona com ações mais perigosas”
Por Beatriz Maio em 12:18, 4 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo Vladimir Putin aconselhou, esta sexta-feira, os civis que ainda se encontram na região ucraniana de Kherson, que a Rússia declarou ter anexado em setembro, que abandonem a zona de conflito, informou a agência de notícia russa RIA.
Durante uma reunião com ativistas pró-Kremlin Putin frisou: “Agora, claro, os que vivem em Kherson devem ser retirados da zona das ações mais perigosas porque a população civil não deve sofrer”.
Os funcionários russos instalados na região de Kherson, uma das quatro províncias ucranianas que Putin declarou como parte da Rússia numa cerimónia do Kremlin, apelaram aos civis para que abandonem o oeste da região, onde as forças ucranianas retomaram terreno nas últimas semanas.
Na quinta-feira, o vice-governador russo de Kherson, Kirill Stremousov, emitiu vários apelos através de vídeos para que os residentes saíssem da parte da província na margem ocidental do rio Dnipro.
Segundo ele, as forças russas irão provavelmente desistir em breve da margem ocidental do Dnipro para a Ucrânia, contudo recomenda aos cidadãos que se protejam.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-diz-que-residentes-de-kherson-devem-ser-retirados-de-zona-com-acoes-mais-perigosas/
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Rússia, Irão, Coreia do Norte e China estão a intensificar ciberataques com maior taxa de sucesso
Fátima Caçador - Casa dos Bits
4 nov 2022 13:00
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
O relatório de defesa digital da Microsoft mostra que o número de ataques informáticos promovidos por estados está a crescer, mas também a eficácia. A guerra híbrida da Rússia contra a Ucrânia é um dos fatores relevantes mas há também motivações comerciais e mais ataques destrutivos com origem no Irão e na Coreia do Norte.
As tendências de ciberataques estão reunidas no relatório que a Microsoft acaba de divulgar e ao qual o SAPO TEK teve acesso antecipado. Tom Burt, vice presidente corporativo da área de Customer Security & Trust da Microsoft, explicou a um grupo reduzido de jornalistas como a guerra híbrida lançada pela Rússia à Ucrânia está a afetar o cenário, com o crescimento de ataques patrocinados por estados e reforçou a ideia de que embora estes não sejam dirigidos especificamente aos cidadãos, ninguém está totalmente seguro.
O estudo reúne dados de ataques entre julho de 2021 e junho de 2022, durante os quais foram identificados mais de 43 triliões de indicadores que permitem traçar um retrato da evolução da cibersegurança no mundo. A forma como a empresa está a acompanhar estes temas e o reforço do investimento previsto na unidade de cibersegurança da empresa foram também temas da conversa, já depois de Brad Smith ter estado no Web Summit com Mykhailo Fedorov, vice-primeiro ministro e ministro da transformação digital da Ucrânia, anunciando a continuidade do apoio ao país e um investimento de 100 milhões de dólares.
"Era impossível fazer este relatório sem falar da guerra híbrida da Rússia à Ucrânia", afirma Tom Burt, embora admita que os resultados não trazem nada de inesperado, revelando porém que há mais atividade dos "agentes" patrocinados por Estados e que a situação não se limita ao espaço da Ucrânia ou dos parceiros da NATO. "Também vemos mais ataques destrutivos e não estão confinados à Ucrânia", explica, apontando os ataques do Irão a Israel como um dos exemplos, e juntando também a Coreia do Norte com iniciativas de roubo de criptomoedas.
(https://i.ibb.co/tC2TktX/Captura-de-ecr-2022-11-06-214306.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
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As tendências passam também por uma maior sofisticação das ferramentas usadas pelos atacantes, com reforço do ransomware e das fraudes que comprometem o correio eletrónico das organizações.
"ESTÃO A SER USADOS DADOS DO RANSOMWARE TAMBÉM PARA PRESSIONAR AS EMPRESAS QUE PODEM SER COLOCADAS EM SITUAÇÕES EMBARAÇOSAS COM A AMEAÇA DE PUBLICAR INFORMAÇÃO COMPROMETEDORA", AVISA TOM BURT.
O responsável lembra que "estamos todos debaixo de ataque e as tendências estão a aumentar volume e intensidade" e que em 2022 as previsões indicam que serão roubados 6 triliões de dólares em 2022, um número que cresce para 10 triliões em 2025. "Todos os anos vemos as projeções e os valores apontados no futuro acabam por ficar sempre abaixo das observações reais", admite Tom Burt.
Interrupção de serviços, roubo de criptomoedas e destruição de dados
Segundo o relatório, a eficácia dos ataques patrocinados por estados aumentou de 20% para 40% de taxa de sucesso e é justificada pelos avanços da Rússia na tentativa de destruição das infraestruturas críticas da Ucrânia e a espionagem aos países aliados, incluindo os Estados Unidos (55%), Reino Unido (8%), Canadá (3%), Alemanha (3%) e Suíça (2%).
90% dos ataques detetados no ano passado são provenientes da Rússia e visaram os Estados-Membros da NATO, sendo que 48% desses ataques comprometeram empresas de TI com sede em países da NATO.
Só no último ano, entre julho de 2021 e junho de 2022, a Microsoft bloqueou 37 mil milhões de ameaças por email e 34,7 mil milhões de ameaças de roubo de identidade. o relatório refere que os principais setores afetados pelos ataques de estado-nação detetados pela Microsoft são as TI (22%), ONG e grupos de reflexão (17%), educação (14%), governos (10%), finanças (5%), meios de comunicação (4%), serviços de saúde (2%), transportes (2%), organizações intergovernamentais (2%) e comunicações (2%).
Os ataques de phishing e ransomware também estão a aumentar e no último ano foram registados cerca de 921 ataques a passwords por segundo, um aumento de 74% face ao ano anterior. "Muitos destes resultaram em ataques de ransomware, que, além de duplicarem, afetaram setores como a indústria (28%), saúde (20%), retalho (16%), educação (8%), energia (8%), finanças (8%), governos (8%) e TI (4%)", refere a Microsoft, destacando que estes incidentes não foram distribuídos uniformemente por todas as regiões e que na América do Norte e na Europa, a empresa observou uma redução no número global de casos de ransomware reportados.
Foram bloqueados cerca de 710 milhões de emails de phishing por semana, e a guerra na Ucrânia tornou-se uma nova estratégia de phishing. Desde março de 2022 surgiram emails a fazerem-se passar por organizações legítimas que solicitam doações em Bitcoin e Ethereum, alegadamente para apoiar cidadãos ucranianos.
Tom Burt explica que a Microsoft está a reforçar o investimento nas equipas de cibersegurança e que o relatório pretende ser também um instrumento que os clientes possam usar para reforçar as suas estratégias de segurança.
O relatório completo pode ser acedido através do site da Microsoft, neste link. https://query.prod.cms.rt.microsoft.com/cms/api/am/binary/RWMFIi
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/russia-irao-coreia-do-norte-e-china-estao-a-intensificar-ciberataques-com-maior-taxa-de-sucesso
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Ucrânia enfrenta ameaça russa com coragem e humor negro: conselhos nas redes sociais para lidar com o perigo nuclear multiplicam-se
Por Francisco Laranjeira em 13:07, 4 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia enfrenta, com as armas que tem disponíveis, a ameaça nuclear levantada pela Rússia: e, em muitos casos, o combate é feito com coragem e humor negro. Com a invasão russa já no seu 9º mês, muitos ucranianos não perguntam mais se o seu país vai ser atingido por armas nucleares, antes preparam-se ativamente para essa possibilidade antes impensável.
É o caso de Dmytro Bondarenko, que já encheu os espaços de armazenamento da sua casa, em Kiev, com água e alimentos não perecíveis. Há rolos de fita adesiva para vedar as janelas da precipitação radioativa e tem um fogão a gás e walkie-talkies, revelou esta sexta-feira a ‘Associated Press’. Tem também uma espingarda desportiva semiautomática AR-15 e uma espingarda para proteção, além de caixas de munição. Tem também vasilhas de combustível e pneus sobressalentes, caso precise de abandonar a cidade a correr. “Qualquer preparação pode aumentar as minhas hipóteses de sobreviver”, disse.
Nas mesas de jantar e nos bares, as pessoas costumam discutir qual será a cidade como alvo mais provável ou que tipo de arma poderia ser usada. Muitos, como Bondarenko, estão a recolher provisões e a fazer planos de sobrevivência. Ninguém quer acreditar que isso pode acontecer mas parece estar na mente de muitos na Ucrânia, que viu o pior acidente nuclear do mundo em Chernobyl em 1986.
“É claro que a Ucrânia leva essa ameaça a sério, porque entendemos com que tipo de país estamos a lidar”, reconheceu o assessor presidencial Mykhailo Podolyak. O Kremlin fez alegações infundadas de que a Ucrânia estaria a preparar uma “bomba suja” em áreas ocupadas pelos russos. Kiev negou veementemente e garantiu que as declarações são mais provavelmente um sinal de que Moscovo estaria a preparar tal bomba para culpar a Ucrânia.
A capital da Ucrânia está a preparar-se para a libertação de radioatividade, com mais de mil funcionários treinados para responder, garantiu Roman Tkachuk, chefe do Departamento de Segurança Municipal da capital, acrescentando que foram comprados um grande número de comprimidos de iodeto de potássio e equipamentos de proteção.
Com todas as ameaças de alto nível de Moscovo, Washington e Kiev sobre ameaças atómicas, é natural que as conversas dos ucranianos hoje em dia são repletas de referências ao perigo nuclear. E lidam a situação com humor negro. Há sites que oferecem dicas para sobreviver a uma bomba suja enquanto no TikTok multiplicam-se os vídeos e pessoas a arrumar a “bagagem nuclear”. Em outubro último houve “picos enormes” de visitas ucranianas ao NUKEMAP, um site que permite aos utilizadores simular uma bomba nuclear lançada num determinado local.
Mais de 8 mil ucranianos juntaram-se numa conversa de chat na rede social ‘Telegram’ após uma piada no Twitter de que, em caso de ataque nuclear, os sobreviventes deveriam ir para Schekavytsia Hill, em Kiev, para uma orgia. Noutras regiões da Ucrânia, multiplicam-se os casos de moradores que garantem estar exaustos demais para pensar em novas ameaças, uma vez que sofreram bombardeamentos constantes.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-enfrenta-ameaca-russa-com-coragem-e-humor-negro-conselhos-nas-redes-sociais-para-lidar-com-o-perigo-nuclear-multiplicam-se/
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Ucrânia: Tropas russas ameaçam disparar sobre desertores. “Tática atesta a baixa qualidade, o moral baixo e a indisciplina”, garantem responsáveis britânicos
Por Francisco Laranjeira em 13:22, 4 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O exército russo está a ameaçar disparar nos desertores, segundo avaliou esta sexta-feira o Ministério da Defesa britânico, num sinal claro do moral baixo entre as tropas invasoras: a guerra contra a Ucrânia continua a expor as fraquezas nas forças armadas de Vladimir Putin.
Para os serviços de inteligência do Reino Unido, as forças russas já começaram a enviar “tropas de barreira” ou “unidades de bloqueio” para lidar com a retirada dos seus próprios soldados que não estão dipostos a lutar “devido ao baixo moral”.
“Essas unidades ameaçam disparar sobre os seus próprios soldados em retirada para forçar ofensivas e foram usadas em conflitos anteriores pelas forças russas”, garantiu o Ministério da Defesa britânico, reforçando que os comandantes militares de Putin também estão a procurar manter as suas tropas em posição de defesa “até à morte”.
“Recentemente, os generais russos provavelmente queriam que os seus comandantes usassem armas contra desertores, incluindo possivelmente a autorizar disparos para matar”, acusou o ministério, que afirmou que essa tática “atesta a baixa qualidade, o moral baixo e a indisciplina das forças russas”.
Têm sido vários os relatos de que os soldados recentemente convocados com parte da ordem de mobilização parcial imposta por Putin a 21 de setembro último, que estão a ser enviados para a linha da frente depois de terem recebido pouco ou nenhum treino.
“A mobilização e o nível geral de pânico que agora está a instalar-se na Rússia, com centenas de milhares de homens – seja fugindo do país ou a lutar na Ucrânia – em questão, só vai agravar os problemas que Putin está a enfrentar agora”, garantiu à ‘Newsweek’ Joel Hickman, vice-diretor do programa de Defesa e Segurança Transatlântica do Centro de Análise de Políticas Europeias (CEPA).
“Os militares russos estão exaustos e com pouca moral; sofreram enormes custos em termos de baixas e deserções no campo de batalha, com algumas estimativas sugerindo que podem chegar a 80 mil”, referiu Hickman. “Este é um número extraordinariamente alto para um conflito moderno de oito meses e esses números são impossíveis de sustentar, mesmo com mobilização em massa.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-tropas-russas-ameacam-disparar-sobre-desertores-tatica-atesta-a-baixa-qualidade-o-moral-baixo-e-a-indisciplina-garantem-responsaveis-britanicos/
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Kremlin aprova lei que permite recrutar criminosos para o exército
Por Beatriz Maio em 13:27, 4 Nov 2022
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A partir desta sexta-feira, a lei russa passa a permitir que homens com um registo criminal grave, como homicídio, ou em liberdade condicional possam integrar o exército para participar na invasão da Ucrânia.
O conflito levou a que a restrição imposta anteriormente fosse levantada após a aprovação do presidente russo Vladimir Putin de uma lei que permite que criminosos, que já não estejam presos, sejam chamados para o serviço militar russo, informa o jornal espanhol La Vanguardia.
Porém, os condenados por crimes sensíveis, como abuso sexual de crianças, traição, espionagem, terrorismo, organização de um grupo armado ilegal ou rebelião armada continuam excluídos, tal como Putin decidiu no mês passado.
Quanto aos prisioneiros, não é ainda é permitido que integrem as foças armadas russas, tal como os condenados por sequestro de avião, transporte marítimo ou ferroviário ou por manipulação ilegal de material nuclear.
O chefe do Kremlin concordou com a nova lei depois de a Câmara Baixa do Parlamento e o Conselho da Federação terem aprovado a lei sobre as mobilizações militares.
Esta nova lei possibilita aos quem desempenham serviços sociais alternativos nos órgãos executivos centrais ou nas administrações regionais e locais possam ser enviados para as forças armadas para desempenharem funções civis.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kremlin-aprova-lei-que-permite-recrutar-criminosos-para-o-exercito/
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20 militares portugueses vão treinar soldados ucranianos em missão da União Europeia
Por MultiNews Com Lusa em 15:15, 4 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, anunciou hoje que Portugal deverá participar com “cerca de duas dezenas” de militares na missão da União Europeia que visa treinar soldados ucranianos.
“A missão está a ser definida, mas apontamos para cerca de duas dezenas de militares, de formadores, que poderão participar nas atividades de treino nas áreas em que foram identificadas as nossas capacidades, de acordo sempre com o que é o pedido da Ucrânia”, afirmou Helena Carreiras, que foi ouvida no parlamento, nas comissões de Orçamento e Finanças e de Defesa Nacional, sobre o Orçamento do Estado para 2023.
A ministra vincou que o apoio dado por Portugal à Ucrânia já ultrapassou as 315 toneladas em material militar letal e não letal, sendo feito “com rigor” e “solidariedade” dentro da disponibilidade que o país tem.
Francisco César, vice-presidente da bancada do PS, elogiou a proposta do Governo do Orçamento para 2023 na área da Defesa e questionou a ministra, entre outros temas, sobre a presença portuguesa no flanco leste numa altura de conflito entre a Ucrânia e a Rússia.
“Não apenas mantemos a intenção de continuar com as nossas forças com as missões que temos em curso, como poderá haver ajustamentos pontuais no sentido de reforço, por exemplo, das missões de policiamento aéreo como já fizemos na Lituânia ou na Islândia, e ajustamentos desta força que temos na Roménia”, respondeu Helena Carreiras.
Será um reforço ajustado às “solicitações da NATO em termos do novo modelo de forças” que está “a ser desenhado”, acrescentou.
No entanto, Helena Carreiras salientou que Portugal continua, em conjunto com outros Aliados, a ter uma “visão de 360 graus” no âmbito da Defesa e preocupações “a sul”, nomeadamente em África, no Sahel e no Mediterrâneo.
“Haverá também notícias até ao final do ano sobre a nova projeção para o próximo ano”, afirmou.
Pedro Pessanha, do Chega, questionou a governante sobre os objetivos do Governo quanto ao valor a atingir do PIB [Produto Interno Bruto] em despesas militares, mencionando os 2% pedidos pela NATO aos aliados.
“Nós temos o compromisso de cumprir os 2% até ao final da década, foi o compromisso assumido pelo primeiro-ministro e é esse o compromisso realista que temos tendo em conta que, para além desse compromisso financeiro, há compromissos em duas outras áreas: de capacidades e de contribuições em tropas, em missões, que julgamos terem que ser vistos em conjunto”, referiu Helena Carreiras, acrescentando que existem outros aliados que concordam com esta visão.
A ministra vincou que o compromisso antecipado do Governo de atingir os 1,66% do PIB em Defesa em 2023 se mantém e vincou: “Vamos cumpri-lo”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/20-militares-portugueses-vao-treinar-soldados-ucranianos-em-missao-da-uniao-europeia/
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Kiev vai pedir ao Brasil munições antiaéreas para proteger armazéns de cereais
MadreMedia / Lusa
4 nov 2022 15:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia vai pedir ao Brasil munições para carros de combate antiaéreos, anunciou hoje o ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov, indicando que servirão para proteger armazéns de cereais de ataques russos.
“Vou enviar um pedido ao seu governo porque este tem a oportunidade de nos fornecer munição para os Gepard”, disse Reznikov a um jornalista brasileiro durante uma conferência de imprensa, citado pela agência de notícias Ukrinform,
O ministro ucraniano salientou que são precisas munições para este sistema de artilharia antiaérea alemã “para missões humanitárias”, pois servem para “encerrar” os céus aos ‘drones’ iranianos que pretendam destruir a logística de abastecimento dos armazéns de cereais.
“A partir desses centros, cereais, óleo de girassol e milho são fornecidos aos países com fome. Portanto, se nos derem essas munições, protegeremos o céu dos drones terroristas” e “esta será uma missão humanitária da vossa parte porque salvaremos vidas e as pessoas não passarão fome em África e na Ásia”, argumentou o ministro ucraniano.
Desde o início da guerra, o Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou-se neutro, embora se tenha reunido com o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, em Moscovo, numa visita altamente polémica e no auge dos combates na Ucrânia.
A Ucrânia está a aguardar para saber qual será a posição oficial do Governo do recém-eleito Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu as eleições presidenciais em 30 de outubro e toma posse em 01 de janeiro.
Lula da Silva, durante a campanha eleitoral, questionou o “espetáculo” em que, na sua opinião, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estaria a participar e censurou-o por ter trocado a mesa de negociações pelos parlamentos europeus.
“Poderiam ficar dez, quinze, vinte dias, um mês inteiro sentados num mesa de negociação, a tentar encontrar uma solução. Acho que o diálogo só funciona quando é levado a sério”, disse Lula, que também culpou os Estados Unidos e a União Europeia (UE) de encorajarem uma guerra em que ” Putin não é culpado sozinho”.
O Brasil é um dos países que possuem tanques antiaéreos Gepard e um arsenal de munição para este tipo de blindados.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-vai-pedir-ao-brasil-municoes-antiaereas-para-proteger-armazens-de-cereais
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Guerra entre "regime neonazi" da Ucrânia e Rússia "era inevitável", diz Putin
4 de novembro 2022 às 15:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/4/836618.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Na sua ótica, a “operação especial” serviu – e serve – para emendar os erros de 1941, época em que os serviços russos anunciavam uma invasão da Alemanha à União Soviética e os líderes políticos russos não fizeram os esforços necessários para o impedir.
No Dia da Unidade Nacional da Rússia, que se celebra esta sexta-feira, Vladimir Putin afirmou que o confronto entre o “regime neonazi” da Ucrânia e a Rússia “era inevitável”.
"O confronto da Rússia com o regime neonazi que surgiu na Ucrânia era inevitável. Se não tivéssemos tomado as medidas apropriadas em fevereiro, tudo teria sido igual, [mas estaríamos] numa posição pior", disse o Presidente da Rússia, de acordo com a agência Interfax.
Na sua ótica, a “operação especial” serviu – e serve – para emendar os erros de 1941, época em que os serviços russos anunciavam uma invasão da Alemanha à União Soviética e os líderes políticos russos não fizeram os esforços necessários para o impedir.
“Assumimos a responsabilidade para evitar uma situação muito mais difícil. Recordamos e lembramos o que aconteceu em 1941 quando, apesar dos dados de inteligência sobre a inevitabilidade de um ataque à União Soviética, a adoção das medidas de defesa necessárias foi adiada, e que o preço difícil a pagar foi, então, a vitória do nazismo", continuou Putin.
O líder russo considerou ainda que "o confronto está a acontecer dentro de um povo”, uma vez que, na sua ótica, não há uma separação entre a população dos dois paises.
Recorrendo mais uma vez à história para justificar esta afirmação, Vladimir Putin volta a 1917, à Guerra Civil russa, em que o Exército Branco ficou frente a frente com o Exército Vermelho, quando "potências estrangeiras se regozijaram com a tragédia do povo [russo]” e “não se importaram tanto com os brancos quanto com os vermelhos, perseguiram os seus interesses, enfraqueceram e despedaçaram a Rússia histórica".
"E hoje, constantemente a fornecer armas à Ucrânia [e] a transferir mercenários, são absolutamente implacáveis com os seus cidadãos. Às custas deles, estão a promover os seus objetivos geopolíticos, que não têm nada a ver com os interesses do povo ucraniano", defendeu.
Para Putin, a Ucrânia e o povo ucraniano são as principais vítimas “na sublimação deliberada do ódio aos russos e à Rússia”, frisando: “Na Rússia, é exatamente o contrário: sempre tratámos o povo ucraniano com respeito e calor, confronto”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784810/guerra-entre-regime-neonazi-da-ucr-nia-e-r-ssia-era-inevitavel-diz-putin
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“Sem dúvida, haverá interrupções no fornecimento de calor e água”: Antigo ministro da Energia pede aos ucranianos que se preparem para “o inverno mais duro em 30 anos”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:53, 4 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/08/anthony-indraus-Bb9jWuTMPUk-unsplash.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Ivan Plachkov, antigo ministro da Energia da Ucrânia, avisou esta sexta-feira para aquele que será “o inverno mais difícil desde a independência da Ucrânia, dos últimos 30 anos”. EM entrevista a um canal de televisão ucraniano, Plachkov deixou alguns conselhos aos cidadãos, para saberem como lidar com os expectáveis cortes de energia, falta de aquecimento ou de água, no seguimento das fortes ofensivas russas lançadas contra infraestruturas essenciais em várias regiões da Ucrânia.
O antigo governante defende à TSN que cada agregado familiar deve ter uma pessoa que conheça o esquema de instalação e funcionamento das redes de gás, eletricidade e água de casasa.
“Sem dúvida que vai haver interrupções no funcionamento do aquecimento e no fornecimento de água. Se não há eletricidade, não haverá aquecimento, porque as válvulas não vão funcionar, e assim por diante. A temperatura esperada também será muito baixa”, recorda Ivan Plachkov.
As autoridades ucranianas têm emitido vários alertas e apelado ao racionamento de energia nas habitações, estando a ocorrer cortes temporários alternados em determinadas regiões da Ucrânia.
“Todos os cidadãos foram avisados e devem estar preparados”, defende, alertando que, se a água não for drenada dos sistemas de aquecimento e de distribuição, todo o sistema poderá colapsar e deixar de funcionar.
“Aconselho que em cada casa ou divisão, independentemente do seu objetivo, haja sempre alguém responsável que saiba como funcionam os sistemas e redes instalados em cada casa, para que, por exemplo, possa fechar válvulas de líquido refrigerados, abrir e fechar escoamento e condutas de bem como garantir a drenagem devida na distribuição de água e nos sistemas de aquecimento”, sustenta o antigo ministro, que exemplifica: “Se isso não for feito, a circulação vai parar completamente, porque com -10 ou -15 graus, a água congela e causa uma avaria em todos os sistemas”.
O alerta surge numa altura em que, segundo o governo ucraniano, os russos danificaram entre 35 e 40% de todas as infraestruturas elétricas na Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/sem-duvida-havera-interrupcoes-no-fornecimento-de-calor-e-agua-antigo-ministro-da-energia-pede-aos-ucranianos-que-se-preparem-para-o-inverno-mais-duro-em-30-anos/
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“Polónia não abandonou o sonho de tomar posse de regiões ucranianas”, diz Putin
Por Beatriz Maio em 17:36, 4 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: Reuters
O presidente russo Vladimir Putin afirmou, esta sexta-feira, que o Ocidente está a incutir “disparates históricos” a milhões de pessoas, incluindo o verdadeiro curso da Segunda Guerra Mundial bem como o papel da União Soviética na vitória sobre a Alemanha.
Para Putin “a Polónia não abandonou o sonho de tomar posse de regiões ucranianas”. Embora tenha expressado esta sua crença, o presidente russo não esclareceu o fundamento.
Perante as afirmações do líder russo, a Polónia negou tal intenção e explicou que trata-se apenas de “desinformação difundida por Moscovo numa tentativa de semear a discórdia entre Varsóvia e Kiev”, informa a Reuters.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus – , de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-nao-abandonou-o-sonho-de-tomar-posse-de-regioes-ucranianas-diz-putin/
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EUA anunciam novo pacote de ajuda militar à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
4 nov 2022 18:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os EUA anunciaram hoje que vão enviar para a Ucrânia mais ajuda militar no valor de 400 milhões de dólares (valor idêntico em euros), criando ainda um posto na Alemanha para supervisionar transferências de armas e treino militar.
O novo posto de comando na Alemanha, intitulado Grupo de Assistência à Segurança na Ucrânia, sinaliza um programa mais permanente e de longo prazo para continuar a ajudar Kiev na sua luta contra a Rússia, disse a porta-voz do Pentágono Sabrina Singh.
Os 400 milhões de dólares incluem contratos para 1.100 aviões não tripulados (‘drones’) Phoenix Ghost, o financiamento para recuperar 45 tanques e mais 40 barcos fluviais, entre outros sistemas, disse o Pentágono.
Como as armas estão a ser adquiridas através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, não estarão prontas para transferência imediata para Kiev.
Os EUA comprometeram-se em fornecer mais de 18,2 mil milhões de dólares (valor idêntico em euros) em armas e outros equipamentos para a Ucrânia, desde o início da invasão russa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-anunciam-novo-pacote-de-ajuda-militar-a-ucrania
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Xanana Gusmão critica apoio do Ocidente a Ucrânia
4 de novembro 2022 às 18:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/4/836638.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: João Girão
"Fico mais triste quando lembro que fomos esquecidos 24 anos pelo mundo e nem uma bala e nem uma arma recebemos", refere, sublinhando que para a comunidade internacional “o sofrimento do povo timorense não era nada”.
O antigo Presidente timorense Xanana Gusmão criticou, esta sexta-feira, o apoio militar e financeiro dado à Ucrânia, lembrando que o mesmo não se passou com Timor-Leste e defendeu antes a procura de "uma solução pacífica".
"Fico mais triste quando lembro que fomos esquecidos 24 anos pelo mundo e nem uma bala e nem uma arma recebemos, e tivemos que comprar tudo isso com o nosso sangue, incluindo as fardas, sapatos, porque vários anos andámos descalços e não havia nada. Fomos simplesmente esquecidos”, disse, reconhecendo, no entanto as “consequências desastrosas” da invasão russa da Ucrânia.
Para a comunidade internacional, “o sofrimento do povo timorense não era nada”, lamentou Xanana Gusmão, que falava aos jornalistas à margem da entrega do prémio literário Guerra Junqueiro, Lusofonia, que recebeu da mão do presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira.
“Hoje e a todas as horas falam da Ucrânia, falam de milhões e milhões de dólares. E esses milhões de dólares são para continuar uma guerra contra a Rússia e que provoca, também, problemas aqui na Europa de ordem social e económica", afirmou ainda.
“Vejo que todos os países continuam aptos a mandar milhões de dólares para a Ucrânia. Percebe-se aí que estamos todos influenciados pelos grandes decisores do mundo. Os grandes decisores do mundo estão obcecados pela hegemonia em mostrar que militarmente eu sou o melhor. Economicamente eu sou o maior. Em vez de se esforçarem através de todos os meios possíveis em procurar diálogo, procurar uma solução pacífica, mas não. Dá-se mais e mais dinheiro para armas”, criticou.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784830/xanana-gusmao-critica-apoio-do-ocidente-a-ucr-nia
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Militares russos ocupam à força casas de civis ucranianos em Kherson
MadreMedia / Lusa
4 nov 2022 23:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os militares russos estão a ocupar os apartamentos dos civis ucranianos, após os expulsar à força, na cidade ucraniana de Kherson, disse hoje à agência de notícias Associated Press (AP) um residente naquela localidade.
“Estão a forçar os habitantes da cidade a saírem. Os soldados russos têm-se mudado para os apartamentos livres em toda a cidade de Kherson. É óbvio que estão a preparar-se para lutar contra o Exército ucraniano na cidade”, adiantou o morador, que se apresentou apenas como Konstantin por razões de segurança.
Segundo Konstantin, os soldados russos estão a instalar-se em apartamentos desocupados, indo de porta em porta, verificando as escrituras de propriedade e forçando os inquilinos a sair imediatamente se não puderem confirmar a propriedade das habitações.
Os moradores também relataram problemas com o fornecimento de bens alimentares, acrescentando que hospitais e clínicas não estão a atender pacientes em Kherson.
“Quase não há entregas de alimentos na cidade, os moradores estão a usar os seus próprios ‘stocks’ e estão a fazer filas para as poucas lojas que ainda se encontram abertas”, realçou Konstantin.
A informação de militares a se espalhar pela cidade Kherson sugere que a Rússia poderá estar a preparar-se para uma guerra urbana, antecipando-se aos avanços ucranianos.
As tropas russas têm pedido aos civis residentes em Kherson que deixem a cidade, que fica na margem direita do rio Dnieper e foi isolada do acesso de bens essenciais e alimentares pelo bombardeamento ucraniano.
O vice-administrador pró-russo da região de Kherson, Kirill Stremousov, reiterou solicitações para que os civis partam para a margem esquerda do rio.
Na quinta-feira, Stremousov disse que as forças russas podem se retirar da cidade de Kherson em breve, mas hoje referiu que essa declaração era apenas uma tentativa de encorajar a evacuação urbana.
Por sua vez, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, indicou que os russos estavam a fingir uma retirada de Kherson para atrair o Exército ucraniano.
Zelensky chamou as tentativas de convencer os civis a permanecerem no território controlado pela Rússia de “teatro”.
As forças russas tomaram a cidade Kherson na primeira fase da ofensiva militar na Ucrânia no final de fevereiro.
A Rússia anexou ilegalmente as regiões ucranianas de Kherson, Donetsk, Lugansk e Zaporijia, no final de setembro e declarou lei marcial nas quatro províncias.
A administração pró-russa em Kherson já retirou dezenas de milhares de civis da cidade, citando a ameaça de aumento dos bombardeamentos enquanto o Exército ucraniano prossegue a sua contra-ofensiva.
As autoridades removeram a bandeira da Rússia do edifício da administração na quinta-feira.
A porta-voz militar do sul da Ucrânia, Natalia Humeniuk, alertou que a remoção da bandeira podia ser uma armadilha e disse que os ucranianos não se deviam “apressar” em festejar.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militares-russos-ocupam-a-forca-casas-de-civis-ucranianos-em-kherson
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Desertores na mira das armas
5 de novembro 2022 às 11:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/5/836675.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Ministério da Defesa do Reino Unido alertou que generais russos podem estar a disparar contra soldados que abandonam o campo de batalha.
Numa altura em que surgem diversos sinais de que as forças russas se preparam para abandonar a região de Kherson e que está a ser reportada uma relutância em lutar e uma queda no moral das tropas, o Ministério de Defesa do Reino Unido afirma que, «provavelmente», Moscovo começou a enviar unidades que ameaçam disparar contra os seus próprios soldados em retirada.
Um relatório dos serviços de inteligência britânicos, divulgado na manhã de sexta-feira, descreveu estas unidades russas como «tropas de barreira» ou «unidades de bloqueio» que estão a «ameaçar disparar contra os seus próprios soldados em retirada de forma a forçar ofensivas», uma tática que já tinha sido usada «em conflitos anteriores pelas forças russas», afirmam os britânicos nesta atualização.
«Recentemente, os generais russos, provavelmente, instruíram os seus comandantes a usarem armas contra desertores, incluindo possivelmente disparar para matar os soldados em retirada após um aviso ter sido dado», pode ler-se no relatório, citado por meios de comunicação como o Guardian, que acrescenta ainda que é «provável que os generais também queiram manter as suas posições defensivas até à morte».
«A tática de disparar contra desertores provavelmente comprova a baixa qualidade, o moral baixo e a indisciplina das forças russas», conclui o relatório.
Retirada de Kherson
Enquanto se está a disputar a contraofensiva em Kherson, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, recomendou que os cidadãos fossem evacuados da zona de conflito.
«Aqueles que vivem em Kherson devem ser retirados das zonas de ação mais perigosas, porque a população civil não deve sofrer», declarou Putin à agência de notícias estatal russa, RIA Novosti, durante uma reunião com ativistas pró-Kremlin.
A região de Kherson foi anexada pela Rússia em setembro, juntamente com Donetsk, Luhansk and Zaporizhia, mas agora poderá voltar a perder o controlo russo, tendo sido noticiado que as autoridades estão a preparar uma retirada de oeste do rio Dnipro, incluíndo de Kherson, a única capital provincial que conquistaram desde 24 de fevereiro.
Esta retirada significa abdicar da principal conquista desde o início da invasão à Ucrânia e um ponto de viragem da guerra.
No entanto, as autoridades ucranianas afirmam estar receosas de que Moscovo possa estar a preparar uma armadilha ao fingir uma retirada da região de Kherson, acrescentando que ainda há tropas a lutar nesta zona.
«Isto pode ser a manifestação de uma provocação de forma a criar a impressão de que os povoamentos estão abandonados e que é seguro entrar neles, enquanto as forças russas se preparam para as batalhas de rua», disse a porta-voz do comando militar do sul da Ucrânia, Natalia Humeniuk, em comentários para a televisão, citados pelo jornal inglês.
«Vamos continuar a lutar, também na direção de Kherson, apesar de o inimigo estar a tentar convencer-nos de que estão a abandonar os povoamentos para criar o efeito de uma evacuação total», acrescentou.
Ao mesmo tempo que as forças ucranianas tentam recuperar esta região, no resto do país 4,5 milhões de ucranianos encontram-se sem energia, alertou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acrescentando que dez regiões, além de Kiev, estão a enfrentar problemas com energia devido a ataques russos.
«Há danos nas instalações de energia em diferentes áreas do país», afirmou o Presidente. «Durante a noite de quinta-feira, cerca de 4,5 milhões de consumidores foram temporariamente desconectados do consumo em horários de emergência e estabilização».
Esta é a nova estratégia russa para desconcertar a população ucraniana deixando-os sem meios para se proteger do frio do inverno.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784868/desertores-na-mira-das-armas
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Rússia mantém sigilo sobre a sua estratégia para cidade ucraniana de Kherson
MadreMedia / Lusa
5 nov 2022 18:29
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia mantém sigilo sobre a sua estratégia em Kherson, no meio de relatos contraditórios de retirada e fortalecimento de posições, enquanto os combates continuam noutras frentes.
“Muitas vezes [a retirada] é muito difícil para as pessoas, porque elas têm de deixar as suas casas, as suas vidas”, admitiu hoje o vice-governador pró-russo Kiril Stremoúsov.
As declarações do responsável impostas por Moscovo surgem enquanto a retirada de civis de Kherson, a única capital provincial ucraniana conquistada pela Rússia desde fevereiro, continua a todo vapor, face ao avanço ucraniano.
A partida dos habitantes da cidade e de outras localidades da província homónima ocorre no meio de uma grande incerteza sobre o que vai acontecer nos próximos dias.
Fontes russas não revelam os planos do comando militar, mas descartam a possibilidade de entregar os territórios anexados em setembro passado à Ucrânia, apesar de dar sinais de uma possível retirada, que, por sua vez, são recebidos por Kiev com muita cautela.
Stremousov publicou hoje no Telegram que as autoridades estão a tentar convencer os moradores de Kherson da necessidade da retirada para não colocar a sua segurança em risco.
“As pessoas têm dificuldade em aceitar a nova realidade, mas tentamos convencê-las. Asseguramos-lhes que tudo isto é temporário e é para o bem delas, é para salvar vidas”, sublinhou.
Acrescentou ainda que a retirada é “ajudada” por ataques de forças ucranianas, incluindo “contra casas de civis”.
No sábado, funcionários pró-russos e ‘blogueiros’ militares destacaram “grande atividade” da artilharia na direção de Kherson, algo que, presumivelmente, não havia acontecido até agora.
Além disso, fontes russas relataram o abate de vários mísseis que se dirigiam para a capital regional, onde caíram dois projéteis, segundo os serviços de emergência locais, citados pela agência russa TASS.
O presidente russo, Vladimir Putin, pediu ontem a retirada de civis de Kherson “porque a população civil não deve sofrer bombardeios, ofensivas, contra-ofensivas e outras medidas relacionadas a operações militares”.
O Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia garantiu, por sua vez, que as tropas russas estão a tentar localizar civis que se recusam a deixar Kherson como parte da retirada.
Segundo o especialista militar ucraniano Oleg Zhdanov, os russos não vão deixar Kherson sem uma “grande batalha”.
“Eles estão a construir várias linhas de defesa em torno de Kherson e a preparar a cidade para os combates de rua”, disse o analista à imprensa local.
De acordo com Zhdanov, não é possível esperar que as tropas russas se retirem alegando “um gesto de boa vontade”, como aconteceu na região de Kiev em março passado.
Ao mesmo tempo, o especialista considerou que a destruição que Kherson inevitavelmente sofrerá não será da mesma magnitude que as que ocorreram em Mariúpol ou Severodonetsk, tomadas pelos russos.
“Temos muitas outras maneiras de expulsar o inimigo”, disse ele sem dar mais detalhes.
Entretanto, os combates continuam noutras frentes de batalha, principalmente na região de Donetsk, parcialmente conquistada pelas tropas russas.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse hoje que “lutas ferozes” estão a ocorrer nas cidades de Bakhmut e Soledar, no leste da Ucrânia.
O presidente garantiu que as tropas ucranianas estão ” a manter as suas posições nestas e em algumas outras áreas da região de Donetsk”.
De acordo com Valery Zaluzhny, comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, as tropas russas triplicaram a intensidade dos ataques nos últimos dias.
Sergei Cherevaty, representante de uma das unidades militares do Exército ucraniano, assegurou por sua vez que a situação é muito tensa perto de Avdiivka, cerca de 90 quilómetros a sul de Bakhmut, e Vuhledar, onde os russos tentam cercar as tropas.
“A situação é difícil, mas os soldados estão a resistir. O objetivo estratégico dos russos é conquistar todo o Donbas, para apresentá-lo [como vitória] à sua população. Por isso, eles mostram tenacidade na região de Donetsk”, disse Cherevaty citado pelo portal Liga.net.
Os combates no Donbas também foram confirmados hoje pelo Ministério da Defesa de Moscovo, que disse ter repelido vários ataques ucranianos no leste e no sul.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-mantem-sigilo-sobre-a-sua-estrategia-para-cidade-ucraniana-de-kherson
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Central nuclear de Zaporijia recupera alimentação elétrica
MadreMedia / Lusa
5 nov 2022 19:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A central nuclear ucraniana de Zaporijia, ocupada pela Rússia desde março, recuperou a energia para os seus sistemas de segurança, que perdera durante um bombardeamento na quarta-feira, confirmou hoje a agência atómica da ONU.
“Os repetidos cortes de energia demonstram com muita clareza a gravíssima situação de segurança e de proteção nuclear que esta importante central nuclear enfrenta”, sublinhou o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, num comunicado.
Grossi assegurou que “até agora” os funcionários da central têm conseguido manter a segurança nos seis reatores, os maiores da Europa.
“Mas não pode continuar assim”, avisou o diretor da agência da ONU, referindo-se aos repetidos cortes de eletricidade devido a explosões e bombardeamentos, que obrigam periodicamente ao uso de geradores de reserva para manter sistemas essenciais, como o arrefecimento dos reatores.
Grossi lembrou que há vários meses que exige que se criea uma zona de proteção e segurança nuclear em torno de Zaporijia, “para evitar um acidente nuclear”.
“Não podemos perder mais tempo. Devemos agir antes que seja tarde demais”, disse o chefe da agência da ONU responsável por promover o uso seguro e pacífico da energia atómica.
Zaporijia perdeu todo o fornecimento de energia externa na quarta-feira passada, devido a bombardeamentos, pelos quais a Ucrânia e a Rússia se culpam mutuamente.
Na noite de sexta-feira, técnicos ucranianos da central – que foi ocupada e está a ser administrada pela Rússia – conseguiram restabelecer a energia com recurso a duas fontes externas, desativando assim os geradores a diesel que alimentavam os sistemas da central.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/central-nuclear-de-zaporijia-recupera-alimentacao-eletrica
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Agências russas acusam a Ucrânia de danificar a barragem de Kakhovka com bombardeamentos
MadreMedia / AFP
6 nov 2022 12:38
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AFP or licensors
A barragem hidrelétrica de Kakhovka, na região ucraniana de Kherson, ocupada por forças russas, foi "danificada" após um ataque ucraniano neste domingo, informaram os serviços de emergência regionais a agências de notícias russas.
"Hoje, às 10:00 (8:00 em Lisboa), seis mísseis Himars foram lançados. As unidades de defesa antiaérea derrubaram cinco, um dos quais atingiu a eclusa da barragem de Kakhovka, que foi danificada", declarou um representante dos serviços de emergência, citado pelas agências russas.
Kiev acusou Moscovo nas últimas semanas de querer detonar a barragem, tendo tal denúncia sido negada pelas autoridades de ocupação russas.
A barragem de Kakhovka, tomada no início da ofensiva russa na Ucrânia, permite abastecer de água a península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.
Instalada no rio Dnieper em 1956, durante o período soviético, a estrutura é, em parte, construída de betão e terra, sendo uma das maiores infraestruturas deste tipo na Ucrânia.
Há vários dias que as autoridades de ocupação russas têm vindo a retirar os civis nos arredores deste local perante um "possível ataque de mísseis" à barragem de Kakhovka, cuja destruição levaria à "inundação do margem esquerda" do rio Dnieper, segundo o governador regional instalado por Moscovo em Kherson, Vladimir Saldo.
Se a barragem explodir, "mais de 80 localidades, incluindo Kherson, encontrar-se-ão na zona de inundação rápida", alertou, por sua vez, em 21 de outubro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, perante o Conselho da União Europeia.
"Isso pode interromper o abastecimento de água de grande parte do sul da Ucrânia" e afetar a refrigeração dos reatores da central nuclear de Zaporizhzhia, que extrai água desse lago artificial de 18 milhões de metros cúbicos, advertiu o chefe de Estado.
Perante o risco, a Ucrânia já pediu uma missão de observação internacional. Kakhovka fica cerca de 60 km a leste de Kherson, a primeira grande cidade a cair nas mãos dos russos em março.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/agencias-russas-acusam-a-ucrania-de-danificar-a-barragem-de-kakhovka-com-bombardeamentos
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Ucrânia: Von der Leyen anunciou a Zelensky apoio de 18 mil milhões da UE para 2023
MadreMedia / Lusa
6 nov 2022 15:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A presidente da Comissão Europeia anunciou hoje ao presidente da Ucrânia, a proposta para apoiar o seu país, com empréstimos de 1,5 mil milhões de euros mensais, até um total de 18 mil milhões de euros, durante 2023.
Em comunicado, a Comissão Europeia (CE) informou que a conversa telefónica entre os dois dirigentes, Ursula von der Leyen e Volodimir Zelensky esteve focada em como "garantir apoio financeiro à Ucrânia nos próximos meses" devido à importância, reconhecida por ambos, de "garantir um financiamento previsível e regular o funções essenciais do Estado.
"A presidente von der Leyen informou ao presidente Zelensky que esta semana proporia um grande pacote financeiro da UE, de até 1,5 mil milhões de euros por mês, para um total de até 18 mil milhões de euros, o que contribuiria significativamente para atender às necessidades de financiamento da Ucrânia para 2023", sublinhou a CE.
Adianta ainda que o dinheiro segue para Kiev na forma de empréstimos de longo prazo em condições muito favoráveis e cobrindo os custos de juros, e o objetivo é também servir "para apoiar as reformas da Ucrânia e o seu caminho para a adesão à UE".
Os líderes dos 27 falaram na sua última reunião, há duas semanas, sobre a possibilidade de conceder esse valor mensal à Ucrânia, que os informou que precisa de aproximadamente "três mil milhões a quatro mil milhões de euros por mês", para ter "recursos suficientes para o básico."
“O pacote financeiro da UE terá de ser acompanhado por um apoio semelhante de outros grandes doadores", realçou o Executivo Comunitário, que também confirmou "trabalhos em curso" para continuar a fornecer ajuda humanitária imediata, especialmente durante o inverno, e que "a UE está pronta para apoiar a Ucrânia a longo prazo".
Além disso, a UE espera continuar o pagamento este ano da assistência macrofinanceira de nove mil milhões prometida a Kiev.
Desde o início do ano, o país recebeu um apoio total, a nível europeu, de 19 mil milhões de euros.
Na conversa telefónica, Von der Leyen e Zelensky também falaram sobre as exportações agrícolas ucranianas e o acordo sobre a Iniciativa de Cereais do Mar Negro, para continuar a permitir a saída de alimentos.
Discutiram ainda planos para expandir as capacidades das Rotas de Solidariedade UE-Ucrânia, utilizadas até agora para transportar a grande maioria das exportações agrícolas e não agrícolas ucranianas desde o início da guerra e sobre o reforço das sanções contra Moscovo pela invasão, bem como o apoio do Irão à agressão russa e as respetivas respostas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-von-der-leyen-anunciou-a-zelensky-apoio-de-18-mil-milhoes-da-ue-para-2023
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Soldados russos comem animais de zoológico ucraniano, incluindo bisão e cangurus
Em 06/11/2022 13:51
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Fonte de imagem: maisgoias.com.br
Não se sabe se os russos estavam famintos ou se devoraram os animais como demonstração de poder
Soldados russos que estavam cercados em uma região de Yampil (Ucrânia) comeram vários animais de um zoológico, de acordo com uma entidade que se dedica ao resgate de bichos abandonados durante a guerra, iniciada no fim de fevereiro. Não se sabe se os russos estavam famintos ou se devoraram os animais como demonstração de poder.
O vilarejo foi finalmente libertado em 10 de outubro. Quando voluntários da entidade chegaram ao zoológico, dez dias depois, descobriram carcaças de vários animais devorados, incluindo um bisão, cangurus, burros e avestruzes. Havia ossos e outros restos mortais espalhados por várias partes da localidade. A cena foi descrita pelos ativistas como retrato do “horror”.
Dois camelos, um canguru, vários leitões, pássaros e lobos também morreram no zoo, provavelmente de fome. Alguns animais tiveram a sorte de escapar.
“Os moradores disseram que eles (os russos) comeram os cangurus, ainda não encontramos os ossos porque há muitos deles, eles estão espalhados por todo o zoológico. Havia um bisão, ele estava correndo pelo vilarejo, e depois foi morto e comido. Vários burros, os avestruzes foram comidos”, disse um integrante da organização ao canal ucraniano Espreso.
A equipe agora está coletando evidências que serão entregues ao governo da Ucrânia para estabelecer acusações de crimes contra animais cometidos pelas forças da Rússia. Nos últimos anos tem havido uma forte pressão para incluir o “ecocídio” no estatuto do Tribunal Penal Internacional.
Fonte: maisgoias.com.br Link: https://www.maisgoias.com.br/soldados-russos-comem-animais-de-zoologico-ucraniano-incluindo-bisao-e-cangurus/
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Autoridades preparam Kiev para inverno sem acesso a energia
MadreMedia / Lusa
6 nov 2022 22:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, avisou os habitantes da capital ucraniana de que se devem preparar para o pior neste inverno, se a Rússia continuar a atacar as infraestruturas de energia.
“Estamos a fazer tudo para evitar isso. Mas, sejamos francos, os nossos inimigos estão a fazer tudo para que a cidade fique sem aquecimento, sem eletricidade, sem abastecimento de água”, denunciou o autarca.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já reconheceu hoje que cerca de 4,5 milhões de pessoas estão sem eletricidade, pedindo aos ucranianos para suportarem as dificuldades.
A Rússia tem-se concentrado a atacar as infraestruturas de energia da Ucrânia, no último mês, provocando cortes de energia frequentes em todo o país.
Kiev quer instalar cerca de 1.000 pontos de aquecimento, mas não há garantias que tal seja suficiente para uma cidade de três milhões de habitantes.
À medida que a Rússia intensifica os ataques à capital, as forças ucranianas avançam no sul.
Os habitantes da cidade ucraniana de Kherson, ocupada pela Rússia, receberam mensagens de alerta nos telemóveis, pedindo que evacuassem o mais rápido possível, para se precaverem de um previsível ataque das forças controladas por Kiev.
As forças russas estão a preparar-se para uma contra-ofensiva ucraniana, que poderá tentar a recuperação da cidade de Kherson, no sul, que foi capturada durante os primeiros dias da invasão.
Em Kherson, a Rússia está “a ocupar e a evacuar” a cidade, ao mesmo tempo, tentando convencer os ucranianos de que estão a sair, quando, na verdade, estão a fugir, disse Nataliya Humenyuk, porta-voz das Forças do Sul da Ucrânia, em declarações à televisão estatal.
As forças russas também estão a atacar uma região disputada no leste, destruindo quase completamente as centrais de energia que servem a cidade de Bakhmut e a cidade vizinha de Soledar, informou hoje Pavlo Kyrylenko, governador ucraniano da região.
Entre sábado e o dia de hoje, a Rússia lançou quatro mísseis e 19 ataques aéreos atingindo mais de 35 aldeias em nove regiões, de Chernihiv e Kharkiv, no nordeste, a Kherson e Mykolaiv, no sul, de acordo com as autoridades ucranianas.
A linha de frente está agora nos arredores de Bakhmut, onde mercenários do Grupo Wagner, uma sombria companhia militar russa, estão a liderar o ataque.
A boa notícia para os ucranianos, hoje, foi a confirmação de que a central nuclear de Zaporijia foi de novo conectada à rede elétrica, o que lhe permite manter os sistemas vitais de arrefecimento dos seus seis reatores.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-preparam-kiev-para-inverno-sem-acesso-a-energia
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Zelenksy prevê novos ataques massivos russos e prepara-se para responder
MadreMedia / Lusa
6 nov 2022 22:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou hoje que a Rússia está a concentrar forças e meios para "uma possível repetição" dos ataques massivos às infraestruturas ucranianas, mas garantiu que o país está a preparar-se para responder.
“Estamos a prepara-nos para responder”, disse Zelensky, no seu habitual discurso transmitido nas redes, assegurando que os russos usaram drones de ataque iranianos novamente hoje e, embora alguns tenham sido abatidos, outros acertaram nos alvo.
A utilização de drones iranianos foi referida hoje na conversa que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve com o Presidente ucraniano, que afirmou que o mundo inteiro tem de saber que o regime iraniano ajuda a Rússia a prolongar a guerra.
“Se não fosse o fornecimento iraniano de armas ao agressor, estaríamos agora mais perto da paz”, disse.
Zelensky afirmou igualmente que “nenhum porta-aviões Kalibr” entrou em combate no Mar Negro, o que é um “resultado significativo” das forças ucranianas.
O presidente ucraniano também comentou que os “ataques russos ferozes” continuam na região de Donetsk, onde a Rússia sofre “graves perdas”, mas apesar disso “continua a levar os seus soldados e mercenários mobilizados para a morte”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelenksy-preve-novos-ataques-massivos-russos-e-prepara-se-para-responder
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Putin coloca míssil nuclear 'Killjoy' na Bielorrússia. Pode atingir Londres em nove minutos
MadreMedia
7 nov 2022 07:11
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Fonte de imagem: Lusa
Informação revelada pelo Reino Unido. É uma arma hipersónica e muito difícil de travar.
Uma imagem de satélite divulgada pelo Ministério da Defesa britânico revela que um míssil russo com capacidades nucleares foi levado na última semana para o aeroporto de Machulishchi, na Bielorrússia.
Este míssil, com o nome de Killjoy, é uma arma hipersónica e faz parte do arsenal de Putin desde 2018. Tem um alcance de quase 2000 km e, dizem os britânicos, pode chegar a Londres em apenas nove minutos. Além da capacidade de transportar uma ogiva nuclear, este míssil tem capacidade também para levar mais de 500kg de explosivos.
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Ainda de acordo com o Ministério da Defesa britânico, este míssil hipersónico tem uma velocidade máxima de 12 vezes a velocidade do som e é capaz de ser lançado do ar, o que o torna difícil de detetar ou travar em postura defensiva, até porque os mísseis HIMARS, produzidos pelos EUA e fornecidos para a defesa da Ucrânia, são mais lentos para uma eventual tentativa de destruição dos Killjoy.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-coloca-missil-nuclear-killjoy-na-bielorrussia-pode-atingir-londres-em-nove-minutos
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Ucrânia: Autoridades impõem cortes de energia em sete regiões. Rússia já destruiu 40% da rede elétrica do país
Por Francisco Laranjeira em 10:29, 7 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/FfBDWb2XoAAr3Hp.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia vai cumprir, esta segunda-feira, cortes de energia em sete regiões do país – segundo a Ukrenegro, a empresa de energia estatal, as regiões incluem a cidade de Kiev e as regiões de Kiev, Chernihiv, Cherkasy, Zhytomyr, Sumy, Kharkiv e Poltava. Vão também decorrer “cortes de emergência em certas regiões”. “Vão ser feitos por empresas regionais de distribuição de energia caso o déficit seja maior do que o que está planeado. Em caso de cortes de emergência, a eletricidade pode ser cortada antes do planeado e as restrições de consumo podem durar mais”, acrescentou a companhia.
O chefe da administração regional de Kherson, Yaroslav Yanushevych, culpou a Rússia pelos cortes de energia, revelando que na cidade de Beryslav, na região, cerca de 1,5 quilómetros de linhas de energia elétrica foram destruídos, cortando totalmente a energia porque o “dano é bastante extenso”.
Na capital Kiev, o autarca Vitali Klitschko não descartou a perspetiva de um apagão completo na cidade, uma vez que a Rússia continua a sua campanha de ataques à infraestrutura de energia. Klitschko alertou as pessoas para se prepararem e, em caso de apagão total, os moradores devem abandonar a cidade. “Se tem familiares ou amigos fora de Kiev, onde há abastecimento autónomo de água, forno, aquecimento, lembre-se da possibilidade de ficar lá por um certo período de tempo”, referiu, sublinhando: “Mas queremos ser abertos. Os nossos inimigos estão a fazer todo o possível para deixar esta cidade sem aquecimento, sem eletricidade e sem abastecimento de água – em suma, para que todos morramos”, acusou Klitschko.
A Rússia já danificou ou destruiu 40% da rede elétrica da Ucrânia e as autoridades impuseram apagões contínuos para evitar falhas, com as autoridades ucranianas a garantir que a destruição da infraestrutura em vilas e cidades próximas da linha da frente, ou em áreas recentemente libertadas pode levar meio milhão de recém-deslocados a procurar refúgio em outras partes do país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-autoridades-impoem-cortes-de-energia-em-sete-regioes-russia-ja-destruiu-40-da-rede-eletrica-do-pais/
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300 mortos em quatro dias: Militares russos queixam-se de generais “incompetentes” que os tratam como “carne para canhão”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:55, 7 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos-3.jpg)
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Militares da Marinha russa escreveram uma carta ao governador regional em que se queixam que os generais “são incompetentes” e que são tratados “como carne para canhão” Na frente de combate com a Ucrânia.
A carta, escrita por militares da 155ª Brigada de Infantaria Naval, detalha que, nos últimos quatro dias, na região de Pavlivka, pelo menos 300 soldados russos morreram num “massacre” frente às tropas ucranianas.
Os militares revoltados culpam o “catastrófico planeamento” dos generais Rustam Muradov e Zurad Akhmedov, que acusam de “estarem escondidos” perante o caos vivido na região. “Estão a mentir no número de baixas militares com medo de serem responsabilizados”, escrevem os soldados, citados pelo Daily Mail.
(https://i.ibb.co/VQ3xkx3/Captura-de-ecr-2022-11-07-144709.jpg)
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“Os soldados da Brigada da Marinha de Guerra 155 enviaram uma carta ao governador de Primorye, Oleg Kozhemyako, queixando-se das ações de comando e que causaram grandes baixas”, publica o portal russo de notícias Meduza.
Na carta, os signatários exigem que a informação sobre a morte dos 300 soldados russos chegue diretamente a Putin e que uma comissão independente investigue os alegados erros dos generais.
“Quanto mais tempo é que vamos ter de aguentar?”, lamentam os militares.
A informação sobre a carta, surge numa altura em que, em vários canais de Telegram, circulam imagens que mostram soldados num motim, revoltados contra o general Kirill Kulakov, em que gritam “tem vergonha” e “abaixo o regime de Putin”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/300-mortos-em-quatro-dias-militares-russos-queixam-se-de-generais-incompetentes-que-os-tratam-como-carne-para-canhao/
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Guerra. Unidade de elite do exército russo queixa-se da incompetência das chefias
7 de novembro 2022 às 13:03
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/7/836776.png?type=Artigo)
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O Ministério da Defesa da Rússia ainda não fez qualquer comentário sobre a alegada carta de protesto dos militares russos, que fala em “centenas de baixas”.
Os soldados da Brigada da Marinha de Guerra 155 – uma unidade de elite do exército russo – enviaram esta segunda-feira, ao governador do distrito russo de Primorye, uma carta de protesto em que se queixam das altas baixas que sofreram num ataque recente devido à estratégia “incompetente” do comando.
"Os soldados da Brigada da Marinha de Guerra 155 enviaram uma carta ao governador de Primorye, Oleg Kozhemyako, queixando-se das ações de comando e que causaram grandes baixas", escreveu o jornal Meduza, com sede em Riga. Note-se que esta unidade militar é considerada uma força de elite.
O Ministério da Defesa da Rússia ainda não fez qualquer comentário sobre a alegada carta de protesto dos militares russos, que fala em “centenas de baixas”.
O mesmo jornal, que cita outras fontes não identificadas, adianta que esta unidade perdeu mais de metade dos veículos blindados de que dispunha.
Na carta, aquela unidade pede ainda ao governador de Primorye que solicite ao "comandante supremo das Forças Armadas russas" o envio de uma comissão independente para investigar a alegada derrota para as forças de Kiev.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/784968/guerra-unidade-de-elite-do-exercito-russo-queixa-se-da-incompet-ncia-das-chefias-
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Ucrânia: vídeo arrepiante exibe quilómetros de sepulturas de soldados russos numa estrada em Lugansk
Por Francisco Laranjeira em 13:04, 7 Nov 2022
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Um vídeo, publicado nas redes sociais do órgão noticioso bielorrusso ‘NEXTA’ mostrou cenas arrepiantes em Lugansk, no leste da Ucrânia: quilómetros e quilómetros de túmulos de soldados russo à beira da estrada. O vídeo está legendado como “Putin libertou Lugansk dos invasores”, embora não seja claro quando possa ter sido filmado. Em muitas das campas os soldados russos estão alinhados em sepulturas com grandes bandeiras da Rússia ao longo da estrada, outros até tê,m fotos que se presumem ser do falecido.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Em junho último, a Rússia alegou ter libertado 97% da província de Lugansk, aproximando o Kremlin do seu objetivo de capturar totalmente o centro oriental industrial da Ucrânia. No entanto, a realidade viria a mostrar-se diferente: nos últimos dias foi revelado que 39 homens do 252º regimento de fuzileiros motorizados saíram da linha da frente na região de Lugansk, exigindo voltar para a Rússia. Denunciaram terem sido deixados sozinhos na linha da frente e abandonados pelos seus comandantes.
As tropas ucranianas estão atualmente tentando capturar a área, enquanto aumentam a pressão na margem oeste do Dnipro, que divide o país, alimentando especulações de que as forças de Moscovo estão a preparar-se para recuar.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-video-arrepiante-exibe-quilometros-de-sepulturas-de-soldados-russos-numa-estrada-em-lugansk/
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Ucrânia: Kiev recebe sistemas de defesa antiaérea dos EUA, Noruega e Espanha
Por MultiNews com Lusa em 13:37, 7 Nov 2022
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A Ucrânia recebeu novos sistemas de defesa antiaérea dos Estados Unidos, Espanha e Noruega para contrariar o bombardeamento maciço de infraestruturas críticas pela Rússia, anunciou hoje o ministro da Defesa ucraniano.
“Os sistemas de defesa aérea NASAMS e Aspide chegaram à Ucrânia! Estas armas irão fortalecer grandemente o exército ucraniano e tornar os nossos céus mais seguros”, disse Oleksiy Reznikov na rede social Twitter, citado pela agência noticiosa francesa AFP.
“Vamos continuar a abater os inimigos que nos atacam. Graças aos nossos parceiros: Noruega, Espanha e os EUA”, acrescentou Reznikov, que publicou duas fotografias das novas armas, mas sem precisar quantas unidades foram entregues às forças de Kiev.
O NASAMS (sigla em inglês de Sistema Avançado de Mísseis Terra-Ar Norueguês ou Nacional) foi desenvolvido conjuntamente pela Noruega e pelos Estados Unidos.
Aspide designa um sistema de defesa antiaérea produzido em Itália e usado nas suas diferentes versões em duas dezenas de países, incluindo Espanha.
Os militares espanhóis deram instrução no sistema Aspide a militares ucranianos em outubro, na base aérea de Saragoça.
O Aspide proporcionará ao exército ucraniano uma capacidade operacional, bem como um efeito dissuasor, disse à agência espanhola EFE o coronel espanhol Carlos Forcano em 07 de outubro.
Outros países, como a Alemanha e a França, já forneceram sistemas antiaéreos a Kiev.
A Ucrânia tem vindo a pedir aos aliados ocidentais sistemas modernos para se defender dos bombardeamentos russos contra infraestruturas de eletricidade e água, que têm provocado cortes no abastecimento em várias regiões do país.
Esses ataques intensificaram-se no início de outubro, após uma explosão ter danificado a Ponte de Crimeia, que liga o território russo à península ucraniana anexada por Moscovo em 2014.
A Rússia atribuiu a explosão a um “ataque terrorista” levado a cabo pelos serviços secretos ucranianos, negado por Kiev.
A Ucrânia tem denunciado os ataques contra as suas infraestruturas de energia como uma campanha deliberada de Moscovo para fazer sofrer os ucranianos durante o inverno rigoroso que se aproxima.
Moscovo só admite atingir alvos militares.
Os aliados ocidentais de Kiev têm fornecido armamento ao país para enfrentar a invasão russa, o que permitiu às forças ucranianas o lançamento recente de uma contraofensiva.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, mergulhando a Europa naquela que é considerada a pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
As informações sobre a guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-kiev-recebe-sistemas-de-defesa-antiaerea-dos-eua-noruega-e-espanha/
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Portugal atribuiu mais de 54 mil proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia
Por MultiNews com Lusa em 13:40, 7 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal atribuiu até esta segunda-feira mais de 54 000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Segundo a última atualização feita pelo SEF, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 54 356 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 31 969 dos quais a mulheres e 22 387 a homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser registado em Lisboa (11 791), Cascais (3326), Porto (2714), Sintra (1849) e Albufeira (1328).
Acrescenta que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13 752 menores, representando cerca de 25% do total.
O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 735 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.
Nestas situações – na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar -, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.
O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através da plataforma ‘online’ criada pelo SEF, disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrerem aos balcões deste serviço de segurança.
No entanto, no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/portugal-atribuiu-mais-de-54-mil-protecoes-temporarias-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra-na-ucrania/
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Rússia suspeita de ‘roubar’ frigoríficos na UE com o objetivo de usar partes para fabricar armas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:06, 7 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Frigoríficos, máquinas de lavar roupa e até bombas de extração de leite elétricas: um aumento exponencial na procura destes equipamentos em países próximos da Rússia está a levantar suspeitas de que Moscovo está a ‘canibalizar’ e desviar o mercado destes produtos para os poder desmantelar e usar as peças para fabricar e reparara armamento.
Desde o início da invasão russa à Ucrânia que, recorde-se, as forças militares dão conta de encontrar armamento militar russo com semicondutores e outros componentes que pareciam ter sido reaproveitados de outros aparelhos eletrónicos. A medida será uma forma de responder à falta de eletrónica de para equipamentos militares, como transístores, transformadores e microchips, sentido na Rússia nos últimos anos, após uma série de sanções do Ocidente que se seguiram à anexação da Crimeia, em 2014.
Na Arménia, foram importadas mais máquinas de lavar da União Europeia nos primeiros oito meses de 2022, do que todo o total dos dois anos anteriores, mostram os dados do Eurostat.
Já no Cazaquistão, foram importados frigoríficos no valor de mais de 21 mil milhões de euros desde o início de 2022: mais do triplo do registado no mesmo período do ano passado. Também as máquinas de lavar ou os aparelhos elétricos para extração de leite apresentam crescimento nas vendas semelhante.
Da mesma forma, dados do governo cazaque, citados pela Bloomberg, mostram um aumento nas exportações destes produtos para Rússia. Segundo oficiais militares europeus, já foram encontradas partes destes aparelhos em taques russos e outros equipamentos militares usados pelos soldados de Putin.
A Arménia e o Cazaquistão serão os países que servem de ‘porta de entrada’ dos produtos na Rússia, para depois serem desmantelados e as peças reaproveitadas. Os dois países em questão pertencem à União Económica Euroasiática, o que significam que têm trocas comerciais sem fronteiras com a Rússia. Isto significa que muitas das empresas que vendam para estes países podem, na realidade, ver o produtos vendidos serem ‘desviados’ para Rússia.
A porta-voz da Comissão Europeia Miriam Garcia Ferrer já avisou que a UE está atenta aos fluxos comerciais para perceber onde é que as sanções aplicadas à Rússia estão a ser contornadas e garante que “os itens usados pelo exército russo na Ucrânia, baseados em análises forenses dos destroços de armamento” estão a ser monitorizados, sendo que a lista de componentes eletrónicos previstos nas sanções à Rússia serão atualizados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-suspeita-de-roubar-frigorificos-na-ue-com-o-objetivo-de-usar-partes-para-fabricar-armas/
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Em atualização Estado ucraniano assume o controlo de várias empresas 'de importância estratégica'
MadreMedia / AFP
7 nov 2022 14:33
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O Estado ucraniano assumirá o controlo de várias empresas de "importância estratégica" para ajudar o esforço bélico, entre elas a produtora de petróleo Ukrnafta e a fabricante de aviões Motor Sich, anunciou o governo nesta segunda-feira.
"Foi tomada a decisão de expropriar os ativos de empresas de importância estratégica e torná-las propriedade do Estado", disse o secretário do Conselho de Segurança ucraniano, Oleksiy Danilov, em conferência de imprensa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estado-ucraniano-assume-o-controle-de-varias-empresas-de-importancia-estrategica
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Pró-russos anunciam fim da operação para retirar civis de Kherson
Por MultiNews com Lusa em 16:25, 7 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades pró-russas anunciaram hoje o fim da retirada organizada de civis de Kherson e avisaram os que ainda pretendem sair desta zona do sul da Ucrânia que o terão de fazer por meios próprios.
“Hoje, é o último dia da evacuação organizada da margem oriental da região de Kherson”, disse o vice-governador regional Kirill Stremousov numa mensagem na rede social Telegram, citado pela agência espanhola Europa Press.
Kherson é uma das quatro regiões ucranianas anexadas pela Rússia em 30 de setembro, juntamente com Donetsk, Lugansk e Zaporijia, que correspondem a 18 por cento do território da Ucrânia.
As forças armadas ucranianas têm em curso uma contraofensiva que lhes permitiu reconquistar algumas das zonas que tinham perdido depois da invasão do país lançada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano.
As autoridades de Kherson nomeadas por Moscovo tinham pedido a evacuação da região em 13 de outubro, face ao avanço das tropas ucranianas.
“Muitos dos que não saíram de Kherson começaram agora a aperceber-se da gravidade da situação e dos meus avisos”, disse Stremousov.
O dirigente pró-russo disse também que os residentes estavam a ser transportados em autocarros para a península ucraniana da Crimeia, que Moscovo anexou em 2014.
Segundo Stremousov, “serão recebidos por voluntários” na Crimeia e depois transferidos para outras regiões da Rússia, onde ficarão em alojamentos temporários.
“Além disso, cada residente retirado da região de Kherson receberá um pagamento único de 100.000 rublos [cerca de 1.635 euros, ao câmbio atual] e um certificado de alojamento”, acrescentou.
A Rússia concluiu uma primeira fase da evacuação de Kherson no final de outubro, mas alguns dias mais tarde as autoridades pró-russas decidiram alargar o perímetro da zona abrangida.
O exército ucraniano tem continuado a avançar na região, embora tenha alertado para possíveis truques de Moscovo durante a retirada.
O ministro da Defesa ucraniano, Oleksiy Reznikov, admitiu, na sexta-feira passada, a possibilidade de se tratar de uma operação “informativa e psicológica especial” para que Kiev acredite numa falsa retirada e caia numa armadilha.
As autoridades de ocupação acusaram as forças ucranianas de terem atacado uma infraestrutura de energia na região no domingo, causando um corte de eletricidade e água na cidade de Kherson.
Nas últimas semanas, a Rússia destruiu cerca de 40% das infraestruturas de energia da Ucrânia, o que provocou cortes generalizados de energia e de água em muitas áreas, incluindo a capital, Kiev.
O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu, na sexta-feira, que os residentes de Kherson fossem retirados, alegando que a “população civil não deve sofrer bombardeios, ofensivas, contraofensivas e outras medidas relacionadas com operações militares”.
Kiev acusou as forças russas em Kherson de saquear “estabelecimentos industriais, culturais, educativos e médicos, bem como de casas e apartamentos particulares”.
As informações sobre a guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A invasão russa da Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada a pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/pro-russos-anunciam-fim-da-operacao-para-retirar-civis-de-kherson/
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Juiz pró-Rússia alvo de tentativa de homicídio após condenar dois britânicos à morte
Por Beatriz Maio em 17:38, 7 Nov 2022
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O juiz Alexander Nikulin, que condenou dois cidadãos britânicos à morte em junho, está em estado “grave” após sobreviver a uma tentativa de assassinato, revelou o Chefe de Estado da República Popular de Donetsk, na Ucrânia.
Nikulin fez parte de um painel judicial que, em junho, condenou os britânicos Aiden Aslin e Shaun Pinner e o marroquino Brahim Saadoune, que combatiam do lado ucraniano. Apesar da sentença, os ingleses, capturados na Ucrânia, regressaram a casa em setembro.
“Houve uma tentativa com o uso de armas de fogo contra o juiz do supremo tribunal da República de Donetsk Alexander Nikulin”, constatou o líder de Donetsk, Denis Pushilin, nas redes sociais, onde culpou Kiev ao dizer que o ataque teve lugar na sexta-feira à noite na cidade de Vuhlehirsk, na região oriental de Donetsk.
Os dois soldados britânicos em causa foram detidos pelas autoridades russas em abril e, cinco meses depois, libertados ao abrigo de uma troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.
O exército russo invadiu a Ucrânia no dia 24 de fevereiro deste ano, mergulhando a Europa naquela que é considerada a pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/juiz-pro-russia-alvo-de-tentativa-de-homicidio-apos-condenar-dois-britanicos-a-morte/
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Soldado russo sobrevive a 3 granadas: duas caem-lhe em cima, a outra a poucos metros dos pés (com vídeo)
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:07, 7 Nov 2022
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Um militar russo sobreviveu a três granadas de seguida, num momento que foi filmado e depressa se tornou viral nas redes sociais.
As imagens do caso, descrito como “um milagre” mostram um soldado russo entrincheirado. A primeira granada cai-lhe nas costas e, não rebentando no momento do embate, o homem prontamente atira-a para longe.
Em seguida, o militar move-se e é atacado com outra granada: desta vez aterrou no estômago e rebentou mal o russo lhe pegou e a atirou para baixo.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Na terceira granada, o explosivo, lançado através de um drone ucraniano, acaba por rebentar junto aos pés do militar russo, sendo que o vídeo mostra o momento da explosão e a coluna de fumo resultante.
As granadas que aparecem a ser lançadas ao soldado russo estarão a ser transportadas e disparadas por um drone kamikaze, que a Ucrânia diz estar a usar em resposta ao uso do mesmo equipamento, mas de fabrico iraniano, pela Rússia.
Os drones disparam as granadas através de controle remoto mas, por vezes, fatores como o frio afetam o funcionamento do dispositivo explosivo, o que poderá explicar o ‘milagre’ que permitiu a sobrevivência do militar russo atingido por três granadas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/soldado-russo-sobrevive-a-3-granadas-duas-caem-lhe-em-cima-a-outra-a-poucos-metros-dos-pes-com-video/
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“Putin está pronto? Obviamente que não”: Conselheiro de Zelensky diz que Ucrânia só vai negociar com o próximo líder da Rússia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:39, 7 Nov 2022
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O ministro da Defesa russo, e até o próprio Putin, já mostraram que a Rússia está agora mais aberta a eventuais negociações para acabar com o conflito na Ucrânia mas, agora, um conselheiro de Volodymyr Zelensky afirma que Kiev só vai negociar a paz com um eventual sucessor de Putin na liderança da Federação Russa.
As condições da Ucrânia para as negociações de paz são amplamente conhecidas: exigem a retirada imediata de todos os militares russos da Ucrânia. Esta segunda-feira, Mykhailo Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano, recordou que Putin não parece aceitar esta condição, pelo que não será com ele que as negociações decorrerão.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“A Ucrânia nunca recusou negociar. A nossa posição para negociar é aberta e conhecida. 1. A Federação Russa retira todas as tropas da Ucrânia 2. Antes de qualquer discussão”, escreve nas redes sociais Podolyak.
O conselheiro de Zelensky nega que esta seja uma condicionante que Putin esteja disponível para aceitar. “Putin está pronto? Obviamente que não. Assim sendo, somos construtivos na nossa avaliação: Falaremos com o próximo líder da Federação Russa”, lê-se na mensagem escrita por Mykhailo Podolyak no Twitter.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-esta-pronto-obviamente-que-nao-conselheiro-de-zelensky-diz-que-ucrania-so-vai-negociar-com-o-proximo-lider-da-russia/
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Sondagem: Cerca de 88% dos ucranianos acreditam que o seu país será um membro próspero da União Europeia em 10 anos
Por Beatriz Maio em 18:47, 7 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Pelo menos 88% dos cidadãos ucranianos defende que o seu país será um membro próspero da União Europeia (UE) dentro de 10 anos, de acordo com uma sondagem publicada pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev.
A sondagem, que contou com mil inquiridos em toda a Ucrânia, com exceção da península da Crimeia anexada e outras áreas ocupadas pelos russos após a invasão, mostrou que os ucranianos estão otimistas quanto às hipóteses de a Ucrânia aderir à UE, mesmo em regiões em que os cidadãos têm assistido a intensos combates, como no leste.
Esta sondagem permitiu também concluir que 76% dos participantes argumentam que o futuro do país passa pela entrada na UE e apenas 5% pensa que a guerra irá deixar a Ucrânia com uma economia destruída e ser responsável pela emigração massiva de ucranianos, informa a Reuters.
A Ucrânia candidatou-se à adesão à UE pouco depois de a Rússia ter lançado uma invasão em larga escala, no dia 24 de fevereiro deste ano e de Kiev ter obtido o estatuto de candidato em junho. A invasão matou milhares de civis e devastou vastas extensões de território e infra-estruturas, informou a Reuters.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/sondagem-cerca-de-88-dos-ucranianos-acreditam-que-o-seu-pais-sera-um-membro-prospero-da-uniao-europeia-em-10-anos/
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Turquia propõe prolongar por um ano acordo para exportar cereais da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
7 nov 2022 19:08
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O ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse hoje que o seu país proporá o prolongamento por um ano do acordo para exportar cereais a partir dos portos ucranianos, que termina a 19 de novembro.
Em declarações à imprensa turca, Akar argumentou que se devem separar as questões humanitárias do conflito causado pela invasão russa da Ucrânia e defendeu a extensão do acordo por mais um ano.
Referindo-se a como a Rússia voltou recentemente ao acordo, depois de anunciar a sua saída devido a um ataque ucraniano ao porto de Sebastopol, Akar sublinhou os esforços diplomáticos realizados pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
“Dissemos que os combates e as questões humanitárias são assuntos separados”, afirmou o ministro, acrescentando: “A Ucrânia deu uma garantia por escrito à Rússia graças à mediação da Turquia”.
O titular da Defesa turco precisou que pelo menos 431 navios cargueiros zarparam dos portos ucranianos e que os cereais exportados ultrapassam já os dez milhões de toneladas.
“Agora, temos intensificado os nossos esforços para a extensão do acordo sobre os cereais”, disse Akar, acrescentando: “Vamos propor o prolongamento do acordo por um ano”.
O acordo entre a Rússia e a Ucrânia — com a mediação da ONU e da Turquia — permitiu desbloquear a exportação de cereais e outros alimentos a partir dos portos ucranianos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 257.º dia, 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-propoe-prolongar-por-um-ano-acordo-para-exportar-cereais-da-ucrania
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Cimeira ‘Anti-Putin’: Inimigos do Kremlin reúnem-se para discutir a “eliminação” do Presidente russo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:32, 7 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vários ativistas anti-Rússia e antigos políticos russos opositores de Putin estão reunidos na Polónia, nos próximos dias, numa espécie de cimeira ‘anti-Putin’ onde serão discutidas formas de afastar o presidente russo do poder, numa atura em que a guerra na Ucrânia já se prolonga há quase nove meses.
Entre os cenários em discussão, segundo o Euroactiv, está incitar a uma guerra civil, reunir armamento e assassinar Putin. Uma luta de guerrilha interna na Rússia será uma das únicas hipóteses de derrotar Putin, garante um ativista opositor do Kremlin. “O principal objetivo é eliminar fisicamente Putin”, explica Viacheslav Maltsev.
Já outro político russo, que não se quis identificar, relata ao Gazeta Wyborcza que “a luta contra os terroristas implica usar métodos terroristas”.
O encontro é organizado anualmente por Ilya Ponomarev, antigo membro do parlamento russo e o único político a votar contra a anexação da Crimeia, em 2014, que já disse estar a trabalhar num movimento de resistência secreto nos últimos meses. Entre os convidados habituais, que este ano não está presente, está Alexey Navalny, opositor de Putin que se encontra preso.
O encontro do grupo ‘anti-Putin’ surge numa altura em que o presidente russo enfrenta cada vez mais oposição também entre aliados. A mobilização parcial de reservistas levou a uma êxodo de russos a fugirem do país para evitar a guerra, altos-responsáveis de São Petersburgo e Moscovo estão cada vez mais descontentes com os esforços infrutíferos da guerra. Várias elites russas já não apoiam o presidente no poder, segundo revelou um antigo assessor de Putin, Abbas Gallyamov.
Segundo informação secreta dos EUA, um eventual golpe contra Putin seria violento e inesperado. “Ninguém lhe vai perguntar se ele gostava de sair. Vai ter que ser ameaçado com um martelo ou morto. Ou então internado num hospital psiquiátrico. Vão correr com ele. É a única maneira”, ilustra Daniel Hoffman, antigo chefe de posto da CIA em Moscovo, ao Daily Beast.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cimeira-anti-putin-inimigos-do-kremlin-reunem-se-para-discutir-a-eliminacao-do-presidente-russo/
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Rússia prorroga detenção de opositor Ilya Yashin por divulgar “informações falsas”
Por MultiNews com Lusa em 19:37, 7 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/Ilya-Yashin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um tribunal de Moscovo prorrogou até 26 de novembro a detenção de Ilya Yashin, crítico do regime de Vladimir Putin, por ter divulgado alegadas informações falsas sobre as forças armadas russas no contexto da guerra na Ucrânia.
Ilya Yashin, um dos últimos opositores do Kremlin e dos poucos políticos que se pronunciou contra a guerra na Ucrânia, tem estado sob prisão preventiva num centro de detenção desde o início de julho, segundo revelou na altura a agência noticiosa Interfax.
As penas para o crime de divulgação de informações falsas sobre as forças armadas vão de cinco a dez anos de prisão, medida introduzida na Rússia após o início da invasão da Ucrânia.
Yashin foi acusado pela justiça russa de publicar informações falsas sobre os acontecimentos na localidade ucraniana de Bucha, onde segundo as autoridades de Kiev e governos ocidentais as forças russas terão praticado crimes de guerra, e optou por ficar no país, apesar de condenar abertamente a intervenção militar na Ucrânia.
As autoridades russas concluíram agora a sua investigação do caso e enviaram as conclusões ao Ministério Público para aprovação da acusação e seu trâmite para o sistema judicial.
O acusado e a sua equipa de advogados tomarão conhecimento em breve dos resultados da investigação, de acordo com a agência noticiosa TASS.
O tribunal de Moscovo já condenou Yashin a uma multa de 90.000 rublos (pouco menos de 1.500 euros) por criticar a atuação das forças armadas russas na Ucrânia. A repetição deste delito poderia levar a um processo penal.
Desde o início da ofensiva, em 24 de fevereiro, as autoridades russas têm intensificado a repressão contra as vozes críticas da invasão, afastando muitos deles para o exílio e detendo ou processando judicialmente outros.
“As verdadeiras razões da minha detenção são obviamente políticas. Sou um opositor, um deputado independente (municipal), um crítico do Presidente Putin e um opositor da guerra na Ucrânia”, disse o ativista, quando foi detido há cerca de quatro meses.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-prorroga-detencao-de-opositor-ilya-yashin-por-divulgar-informacoes-falsas/
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Ucrânia. Russos massacrados no leste e às escuras no sul
8 de novembro 2022 às 08:08
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/8/836837.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Fuzileiros russos relataram ter sido atirados como “carne” contra uma aldeia em Donetsk, de forma desorganizada, com centenas de baixas.
A vida não está fácil para a guarnição de Kherson, no sul da Ucrânia, que ficou sem eletricidade esta segunda-feira. Mas nem em Donetsk, no leste, a guerra tem corrido bem ao Kremlin e o desespero dos comandantes russos cresce. Estes recorrem a atirar homens para a frente como carne para canhão, acusaram tropas de elite da 155.ª Brigada de Guardas da Marinha, numa carta divulgada em canais de Telegram de militares nacionalistas russos. A existência da carta foi reconhecida até por Alexander Sladkov, um correspondente de guerra pró-Kremlin.
O facto do Kremlin se ter dado ao trabalho de negar os relatos dos bloggers militares, em vez de os ignorar como habitual, foi visto como sinal de nervosismo. “Fomos atirados para uma ofensiva chocante”, assegurava a carta destes fuzileiros, oriundos do distante Extremo Oriente. Foram tirados das bases da frota russa do Pacífico, pouco após o início da invasão, sofrendo pesadas perdas nos arredores de Kiev. A semana passada deram por si quase a sete mil quilómetros de casa, avançando rumo a Pavlivka, uma pequena aldeia a uns de 70km de Donetsk.
A 155.ª Brigada de Guardas da Marinha que no seu pico tinha três mil homens, recebeu ordens para montar uma ofensiva isolada. Levavam consigo morteiros, alguns tanques T-80, blindados BTR-82 e BMP-3. Mas tinham pela frente tropas veteranas, incluindo a 72.ª Brigada Mecanizada, que combate no Donbass desde 2014.
O fogo dos ucranianos, equipados com howitzers polacos e lança-mísseis americanos, seria avassalador. “Em quatro dias perdemos cerca de 300 homens, mortos, feridos ou desaparecidos, como resultado da ofensiva ‘cuidadosamente’ planeada pelos nossos ‘grandes’ comandantes”, lia-se na carta, endereçada a Oleg Kozhemyako, governador do Krai do Litoral, terra natal dos fuzileiros. E apelando a que este enviasse uma comissão independente, não ligada ao Ministério da Defesa, para investigar o sucedido.
“Como é que eles estavam a planear capturar uma localidade passando por campos onde o inimigo permanecia, e que está agora a destruir-nos enquanto evacuamos os feridos e trazemos munições?”, questionavam estas tropas de elite. “Além disso, Pavlivka fica abaixo de Vuhledar e eles estavam a atingir-nos dali”, continuavam, apontando o dedo aos seus generais e à sua ânsia por serem condecorados pelo Kremlin. “Eles não querem saber de nada a não ser decorarem-se. Eles chamam às pessoas de carne”, acusam.
Às escuras Já em Kherson, do outro lado da Ucrânia, guarnição russa ficou sem energia ou água pela primeira desde o início da invasão, esta segunda-feira. Pelo menos dez outras localidades nos arredores foram afetadas após um “ataque terrorista” destruir três linhas elétricas em território ocupado, ao longo da autoestrada de Berislav-Kakhovka, denunciou Yuriy Sobolevskyi, dirigente da administração local nomeada pelo Kremlin, num post no Telegram.
Já em Kiev, há receios de uma escassez de eletricidade em pleno inverno após sucessivos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia. As autoridades chegaram a sugerir que os residentes fugissem da capital no caso de um apagão.
“Se têm família ou amigos fora de Kiev, onde haja fornecimento de água autónomo, um forno, aquecimento, por favor ponderem a possibilidade de ficar lá por um tempo”, apelou o presidente da câmara da capital, Vitali Klitschko, este domingo à noite, perante as câmaras da televisão ucraniana.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785031/ucr-nia-russos-massacrados-no-leste-e-as-escuras-no-sul
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Grupo Wagner inaugura luxuosa sede em São Petersburgo: veja as imagens da nova ‘fábrica de trolls’
Por Francisco Laranjeira em 08:30, 8 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/26235-chef-739_416.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Grupo Wagner apresentou a sua primeira sede oficial: aquele que é considerado o ‘exército privado de Putin’, e um dos grupos mais em destaque na invasão da Ucrânia, aproveitou o ferido do Dia da Unidade Popular, na passada 6ª feira, na Rússia para inaugurar em São Petersburgo a primeira sede aberta do grupo de mercenários conhecido como Companhia Militar Privada Wagner (ChVK, na sua sigla russa).
(https://i.ibb.co/G7jP2m3/Captura-de-ecr-2022-11-08-103234.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Comandanda pelo influente ‘cozinheiro de Putin’, o magnata Yevgeny Prigozhin, desde 2014, a sede é um inponente edifício de vidro situado no cruzamento da Avenida Dalnevostochni com a Rua Zólnaya com a placa ‘ChVK Wagner Center’ na entrada com o W como logotipo.
“A missão do Centro Wagner é fornecer um ambiente confortável para gerar novas ideias que melhorem as capacidades de defesa da Rússia”, apontou Prigozhin, em comunicado, no dia anterior. A cerimónia de abertura da sede contou com a presença de vários homens vestidos com uniformes de camuflagem, provavelmente mercenários a soldo do “cozinheiro de Putin”, assim chamado porque seus primeiros passos no mundo dos negócios foram organizados pela organização do catering do Kremlin.
Agora, o controverso empresário russo é dono da empresa Concord, cuja atividade vai desde a oferta de serviços para a realização de operações militares até espionagem, interferência em processos políticos em países estrangeiros, propaganda enganosa e desinformação. Constitui uma peça essencial da ação clandestina do Kremlin e um dos aliados mais próximos de Putin.
O oligarca foi também o fundador da chamada ‘fábrica de trolls’, ou hackers, que operou até agora a partir do bairro de Ólguino, na periferia noroeste de São Petersburgo, e que agora ocupará seguramente as instalações do novo edifício de vidro.
Prigozhin é o principal dos 13 acusados pelo procurador especial norte-americano, Robert Mueller, de interferência nas eleições de 2016 para afundar a candidata democrata, Hillary Clinton, e possibilitar a vitória do seu oponente, Donald Trump – são acusados de espalhar informações negativas contra os rivais republicanos de Clinton e Trump, Ted Cruz e Marco Rubio, enquanto geravam notícias positivas para o adversário de Clinton, Bernie Sanders.
A ‘fábrica de trolls’ foi fundada por Prigozhin em 2013 com a tarefa de difundir uma imagem positiva da Rússia de Putin no mundo. No ano seguinte, após a anexação da Crimeia e a guerra no leste da Ucrânia, o empresário montou uma base “voluntária” perto da fronteira ucraniana para realizar ações armadas contra o exército ucraniano. Por isso, Prigozhin foi incluído, em 2016, nas listas de sanções dos Estados Unidos e em 2020 da União Europeia.
A experiência de utilização de paramilitares na Crimeia e nas regiões separatistas ucranianas de Donetsk e Lugansk levou ao aparecimento do grupo Wagner, cuja presença também foi confirmada na Síria, Líbia, República Centro-Africana, Mali, Sudão e outros países africanos.
Yevgeny Prigozhin nasceu a 1 de junho de 1961 em Leningrado, hoje São Petersburgo. Ele passou 9 anos na prisão por roubo e outros crimes antes de chegar ao estrelato nos negócios nas mãos do seu mentor, e principal líder do país, Vladimir Putin. Prigozhin ganhou influência na comitiva de Putin após o fracasso da chamada operação militar especial na Ucrânia, que não deveria ter durado mais de uma semana e já dura quase nove meses.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/grupo-wagner-inaugura-luxuosa-sede-em-sao-petersburgo-veja-as-imagens-da-nova-fabrica-de-trolls/
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Reino Unido avisou sobre míssil russo na Bielorrússia. Mas há outros mais poderosos e mais perto de Londres
MadreMedia
8 nov 2022 09:40
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Handout / Russian Defence Ministry / AFP
Britânicos alertaram para os projéteis Killjoy transportados na semana passada, mas há outros, os Kinzhal, que estão desde agosto em Kaliningrado
O Ministério da Defesa britânico revelou na semana passada que a Rússia transportou um míssil com capacidades nucleares para a Bielorrússia e que esse dispositivo poderia, por exemplo, atingir Londres em apenas nove minutos.
No entanto, já em agosto último a Rússia anunciou que tem mísseis Killjoy na região de Kaliningrado, que fica mais perto de Londres de que a própria Bielorrússia. Mas estão também lá outros, considerados os mais sofisticados mísseis hipersónicos que Moscovo tem, concretamente os Kinzhal.
Este têm um alcance de 3000 quilómetros, contra os 2000 dos Killjoy, e o projétil pode alcançar os 12 mil km por hora e é praticamente invisível aos radares.
Assim, no enclave de Kaliningrado, o território mais ocidental da Rússia, que se situa entre a Polónia e a Lituânia, estão três caças MiG-31 com os tais Kinzhal. Foram colocados no aeródromo de Chkalovsk, em agosto, e têm trabalhado em conjunto com os caças do 6º Exército da Força Aérea e Defesa Aérea, bem como com a aviação naval da Frota do Báltico, relatou na altura o Canal 1 da Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reino-unido-avisou-sobre-missil-russo-na-bielorrusia-mas-ha-outros-mais-poderosos-e-mais-perto-de-londres
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“Morrem às centenas todos os dias.” Zelensky diz que frente de Donetsk está coberta de cadáveres russos
Por MultiNews com Lusa em 10:16, 8 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6-1.jpg)
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou na segunda-feira que a frente de Donetsk, onde se travam combates intensos, está “literalmente coberta” com cadáveres russos e que “morrem às centenas todos os dias”.
“A região de Donetsk continua a ser o epicentro da maior loucura dos ocupantes: centenas estão a morrer todos os dias. O terreno em frente às posições ucranianas está literalmente coberto com os corpos dos ocupantes”, afirmou.
Zelensky disse que ao longo da linha da frente, as forças ucranianas estão a manter uma “defesa ativa” e em zonas do leste e do sul estão a empurrar “gradualmente” os russos.
“Pouco a pouco estamos a fazer progressos”, sublinhou.
O líder ucraniano afirmou que alguns militares russos, em face ao que “está a acontecer”, “queixaram-se ao governador da região do Krai do Litoral, sobre perdas colossais”, mas este “mentiu”, afirmando que “as perdas estão ‘longe de ser essas'”.
(https://i.ibb.co/t3cQn9x/Captura-de-ecr-2022-11-08-104901.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
O Presidente ucraniano apelou aos cidadãos russos para encenarem um protesto “feroz”, não nas redes sociais, não “debaixo da coberta”, mas nas ruas “contra o poder em Moscovo”.
Os russos atacaram hoje mais de 50 povoações no Donbass, Zaporiyia, Kherson, Mykolaiv, Kharkov e Dnipropetrovsk, mas as forças ucranianas responderam em todas as frentes, segundo Zelensky, que disse que um dos resultados foi o abate de um avião russo.
O chefe de Estado ucraniano garantiu que o seu país recebeu novos sistemas de defesa aérea e, embora a proteção dos céus “não esteja a cem por cento”, está a progredir em direção a esse objetivo.
Zelensky informou ainda sobre a decisão do Estado-Maior General das Forças Armadas ucranianas de assumir o controlo “pela força” de cinco empresas ucranianas “para satisfazer as necessidades da guerra”.
Em causa estão a Motor Sich, KrAZ, Ukrnafta, Ukrtatnafta e Zaporizhtransformator, que a partir de agora vão estar envolvidas na reparação e produção de equipamento, provisão das forças de defesa e restauração de infraestruturas, anunciou o Presidente ucraniano.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/morrem-as-centenas-todos-os-dias-zelensky-diz-que-frente-de-donetsk-esta-coberta-de-cadaveres-russos/
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Rússia pondera introduzir treino militar como disciplina nas escolas
MadreMedia
8 nov 2022 08:09
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Fonte de imagem: Lusa
O Ministério da Defesa apoiou a ideia de introduzir o treino militar elementar nas escolas e cursos profissionais.
O anúncio desta medida foi feito pelo vice-ministro e Chefe do Estado-Maior do exército russo, Valery Gerasimov. De acordo com o jornal Izvestia, que salienta ter tido acesso a um documento sobre esta matérias, o desejo do Governo é que sejam atribuídas 140 horas à disciplina durante os últimos dois anos de estudo.
“Tendo em conta a relevância da questão em apreço, a proposta de introdução de uma disciplina académica de treino militar básico, nos níveis do ensino secundário geral e secundário profissional, merece a nossa atenção e é apoiada”, disse Valery Gerasimov, numa resposta a Sergei Mironov, líder do partido 'Rússia Justa - Pela Verdade', que tinha feito uma proposta para incluir esta disciplina no programa obrigatório do ensino secundário geral.
Ainda de acordo com esta publicação, todos os partidos estarão prontos para apoiar esta iniciativa. Contudo, alguns defendem que esta disciplina seja dada apenas por pessoas com experiência em combate.
Já o Governo de Putin entende que bastará uma requalificação profissional dos professores existentes, destacando que "se for necessário pessoal adicional", propõe-se "recrutá-los de cidadãos que anteriormente serviram sob contrato em cargos de oficiais e militares".
Segundo revelou Sergei Mironov ao jornal Izvestia, a proposta feita ao Governo teve por base a guerra na Ucrânia. “Com o início da operação militar especial, essa questão tornou-se especialmente aguda. Mesmo muitos voluntários não têm a experiência necessária para participarem das hostilidades. A introdução de tal disciplina nas escolas permitirá preparar sistematicamente os cidadãos para um possível confronto com o inimigo", disse.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-pondera-introduzir-treino-militar-como-disciplina-nas-escolas
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EUA confirmam conversas secretas com o Kremlin sobre a guerra
MadreMedia
8 nov 2022 06:54
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Fonte de imagem: Lusa
O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, confirmou que participou em conversas com altos funcionários do Kremlin com o objetivo de reduzir o risco da guerra espalhar-se para um conflito mais amplo.
Num encontro em Nova Iorque, Jake Sullivan afirmou que os contactos com o Kremlin foram "do interesse dos Estados Unidos", confirmando assim uma notícia avançada segunda-feira por alguma imprensa norte-americana, que tinham revelado conversas entre Sullivan com o seu colega russo Nikolay Patrushev e o conselheiro de cobertura internacional do Kremlin, Yuri Ushakov.
Reconhecendo as conversas, Sullivan afirmou também que a delegação dos EUA estava “consciente de com quem estavam sentados na mesa” e que na reunião privada com os russos terá dito, "na forma mais clara", qual seria a resposta dos Estados Unidos no futuro.
A resposta de Moscovo, ainda de acordo com Sullivan, "não foi clara".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-confirmam-conversas-secretas-com-o-kremlin-sobre-a-guerra
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Microsoft diz que a invasão da Ucrânia fez duplicar ciberataques de estados contra infraestruturas
Tek / Lusa
8 nov 2022 10:06
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Um relatório da Microsoft aponta que a guerra na Ucrânia aumentou os ciberataques da Rússia contra as suas infraestruturas e aliados, onde se incluem os Estados Unidos e outros países da NATO. Irão, Coreia do Norte e a China estão nos países que aumentaram os seus ataques cibernéticos.
Durante 2022, os ataques informáticos praticados por nações contra infraestruturas passaram a representar 40%, face aos 20% registados em 2021. De acordo com o relatório da Microsoft, este aumento deve-se em grande parte ao objetivo da Rússia em danificar infraestruturas ucranianas, bem como à espionagem russa "agressiva" dos aliados da Ucrânia, incluindo os Estados Unidos, para danificar infraestrutura digital.
Moscovo também acelerou as suas tentativas de acesso a empresas de tecnologia para impedir o seu correto funcionamento ou para obter informações dos clientes governamentais dessas empresas, principalmente das que são membros da NATO, como é o caso de Portugal.
Segundo o relatório, 90% dos ataques russos detetados pela Microsoft este ano tiveram como alvo os países membros da NATO.
Além da Rússia, a Rússia, Irão, Coreia do Norte e China estão a intensificar ciberataques com maior taxa de sucesso que também aumentaram significativamente os seus ataques cibernéticos contra infraestruturas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/microsoft-diz-que-a-invasao-da-ucrania-fez-duplicar-ciberataques-de-estados-contra-infraestruturas
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Ucrânia já libertou 50% do território conquistado pela Rússia no início da operação militar especial
Por Francisco Laranjeira em 11:37, 8 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/FfBDWb2XoAAr3Hp.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Nos últimos cinco dias, dois batalhões de infantaria do exército russo, com os aliados das repúblicas de Donetsk e Lugansk, iniciaram uma ofensiva em Pavlivka, na frente de Donetsk, uma das zonas mais bem defendidas pelos ucranianos. As duas unidades lutaram durante meses por Mariupol e sofreram grandes baixas, pelo que foram retiradas da frente e reabastecidas com os novos recrutas civis, que vieram substituir os mortos e feridos. Para surpresa dos defensores, não tentaram rodear os bunkers ou as trincheiras mas foram lançados, com os seus blindados, em frente, como se fazia durante a I Guerra Mundial.
O exército ucraniano, garantiu esta terça-feira o jornal espanhol ‘El Mundo’, destruiu metade dos blindados em poucos minutos e deixaram 300 mortos russos pelo campo de batalha. As imagens dos mortos, captadas por drone, surgiram em todos os grupos militares russos, que pouco a pouco começam a dar conta que o triunfalismo exibido por Moscovo durante meses choca com a realidade no terreno. As críticas sobre a forma de conduzir a guerra já não incidem sobre o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, mas diretamente sobre Putin e o novo comandante, Sergey Surovikin.
Nos primeiros dias da operação militar especial, a Rússia conseguiu ocupar 75 mil quilómetros quadrados da Ucrânia – ao todo, Moscovo garantiu 200 mil quilómetros quadrados de um total de 614 mil que tem a Ucrânia.
Na atualidade, a Ucrânia já libertou mais de 50% desse território, em todas as áreas: a zona que rodeia a capital Kiev, a região de Kharkiv, incluindo toda a fronteira norte. Mas é possível que a Ucrânia não se detenha por aqui: há avanços diários em Lugansk e Kherson.
Fontes ucranianas sublinharam que a Rússia tirou da zona oeste do rio Dnipro as suas melhores unidades e enviou os recrutas para cobrir o espaço. Será complicado para Moscovo conservar a zona por muito mais tempo, com a logística comprometida com os ataques de longa distância dos lançadores HIMARS e a falta de pontes para transportar alimentos ou veículos pesados.
Nos últimos dias, a Rússia registou enormes perdas de soldados em todas as frente. “Os recrutas não têm treino nem equipamento moderno”, apontou um membro das forças especiais ucranianos. Em Svatove, a norte de Lugansk, renderam dezenas de militares nas últimas 24 horas. Reonhecem terem sido abandonados pelos seus oficiais em posições mal defendidas, sem comida ou água. Moscovo regista 300 mortos por dia em toda a Ucrânia, uma marca insustentável para qualquer exército.
A 28 de julho, 105 soldados do batalhão Bootur registaram numa fotografia o momento da partida para a Ucrânia. A semana passada, repetiram a fotografia, no mesmo lugar, mas com somente 15 pessoas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ja-libertou-50-do-territorio-conquistado-pela-russia-no-inicio-da-operacao-militar-especial/
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“Quase todos no batalhão são contra a guerra”: Soldado russo diz que vai evitar matar “povo irmão” na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:16, 8 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos-1.jpeg)
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Após a mobilização parcial de 300 mil reservistas, imposta por Putin, continuam a ser recrutados mais e mais jovens para irem combater na Ucrânia, com a lei marcial ainda em ação na Rússia. Muitos russos fugiram do país para escapar ao envio para o conflito, mas mesmo os que ficaram para continuar os esforços da invasão russa à Ucrânia não concordam com o conflito: é o caso de ‘Greg’, um soldado russo que quebrou o silêncio sobre como é combater pela Rússia e como os militares vêm a continuação da guerra com a Ucrânia.
Greg falou com o El Mundo em Belgorod, a 40 km da fronteira da Rússia com a Ucrânia, onde se concentram muitos militares que voltam do conflito ou que seguem agora pela primeira vez para a linha da frente de combate. Tem 29 anos e alguma experiência com armas, pois trabalhou na polícia durante oito anos. Teve também experiência militar, tendo servido na Frota do Norte e na Síria. “Mas em todos os locais que tive fui sempre cozinheiro”, diz o jovem russo, com humor.
O russo não queria ir para a guerra, mas recebeu a convocatória em outubro. “Recebi no correio. Percebi que não fazia sentido ir para a prisão, e fui ao registo militar. Levaram-me para uma sala. Deram-me as minhas coisas e atribuíram-me uma posição. Depois mandaram-me para o quartel. No dia seguinte tive exercícios de treino, formação de medicina tática e aprendi a conduzir veículos pesados Kamaz”, conta o soldado, que estava a caminho da frente de guerra.
Segundo os meios de comunicação russos, mais de 100 dos novos recrutas já morreram no conflito. Um quinto dos quais ainda antes de chegar à frente de combate. O processo de mobilização de reservistas já foi dado como concluído, mas, uma vez que o decreto ainda está no ativo, legalmente pode continuar.
Há relatos de alguns soldados russos, que se queixam de falta de equipamento ou de generais “incompetentes”, mas Greg diz que este não é o seu caso. “Antes de me vir embora, deram-me uma arma. Uma boa arma, não estava enferrujada. Também me deram um colete à prova de bala e um capacete”, conta o russo, adiantando que teve de trazer algum equipamento de casa: “Trouxe agulhas, linha, roupa de cama e mais munições. Preparei-me devidamente antes”.
Ao contrário do que algumas imagens divulgadas recentemente parecem mostrar, o ambiente vivido entre soldados russos é positivo: “Estamos agora a aproximarmo-nos da fronteira. E estamos todos de bom-humor. Ou quase todos, um em cada 2000 recrutas escaparam da unidade, mas no geral a moral está em alta”, relata Greg.
O jovem russo não critica os que, ao contrário dele, fugiram do país antes de serem recrutados ou que fugiram da frente de batalha, até porque muitos, incluindo Greg, não concordam com a guerra na Ucrânia. “Os que fugiram, esse é um problema deles. Eu não os julgo e são poucos os que o fazem. Espero que não sejam postos na lista dos procurados e que, quando voltarem a casa, a justiça não esteja à espera deles. Eu também sou contra a guerra, quase todos no batalhão são contra a guerra”, explica o militar.
Nesse sentido, Greg garante que vai fazer tudo para não matar na frente de batalha: “Vou evitar matar, em qualquer sentido, porque a vida humana não tem preço. E, apesar do povo ucraniano nos ter confrontado, para nós continuam a ser um povo irmão. Por isso vou fazer tudo para evitar confrontos com eles. Muito poucos de nós querem matar na guerra. Queremos proteger-nos e ao nosso povo”, termina Greg, garantindo que acha que “Putin não está certo”, ainda que admita “entender as suas razões” para ter lançado a invasão à Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/quase-todos-no-batalhao-sao-contra-a-guerra-soldado-russo-diz-que-vai-evitar-matar-povo-irmao-na-ucrania/
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Ucrânia: Zelensky agraciado com a Medalha da Liberdade, a maior honra civil dos Estados Unidos
Por Francisco Laranjeira em 12:39, 8 Nov 2022
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Volodymyr Zelensky recebeu a Medalha da Liberdade de 2022, a mais alta honra civil dos Estados Unidos, atribuído pelo Centro Nacional da Constituição dos EUA. Desta forma, o órgão homenageou o presidente ucraniano pela sua “heroica defesa da liberdade contra a tirania russa”.
Os senadores Chris Coons e Rob Portman visitaram Kiev na última semana e entregaram a medalha a Zelensky pessoalmente – o Constitution Center anunciou o prémio em agosto. Na cerimónia de entrega do prémio, o presidente ucraniano fez um discurso em vídeo, gravado horas antes, no qual afirmou que milhões de pessoas lutam e trabalham para proteger a Ucrânia, e que a Medalha da Liberdade homenageia-os. “E agora vemos do que as democracias são capazes quando agem juntas… Todo o agressor em potencial no mundo vê a ajuda que os Estados Unidos e o mundo livre estão a fornecer-nos e vê todas as sanções impostas contra a Rússia e acreditam que é melhor não começar uma guerra contra a liberdade”, explicou.
Na cerimónia, numa mensagem de vídeo, o antigo presidente americano, George W. Bush considerou Zelensky “o Winston Churchill dos nossos tempos”. Também Jeffrey Rose, presidente do National Constitution Center, leu uma carta de Joe Biden, que chamou Zelensky de um “patritora raro”. “Quando a Rússia lançou o seu brutal ataque à Ucrânia há oito meses, o presidente Zelensky manteve-se firme e declarou: ‘O presidente está aqui.’ As suas palavras levantaram o povo ucraniano e tiveram eco em todo o mundo. Hoje segue a liderar sem medo o país, defendendo a soberania da Ucrânia e a lutar por manter os valores básicos que nos unem a todos”, apontou o presidente americano.
A Medalha da Liberdade, criada em 1988, foi concedida a líderes internacionais e outras figuras célebres que trabalharam para proteger a liberdade em todo o mundo. Os laureados anteriores incluem Nelson Mandela, Mikhail Gorbachev, Muhammad Ali, Lech Walesa, Vaclav Havel e Viktor Yushchenko, o ex-presidente ucraniano que ficou gravemente desfigurado por envenenamento suspeito de ter sido causado pelos russos. Além disso, o próprio Biden recebeu essa medalha em 2017 pelo então presidente Barack Obama.
A medalha é dotada de 100.000 dólares (valor semelhante em euros), que Zelenski confessou que doaria a um novo Fundo de Veteranos Ucraniano.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-zelensky-agraciado-com-a-medalha-da-liberdade-a-maior-honra-civil-dos-estados-unidos/
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Volodymyr Zelensky propõe ao Parlamento nova extensão da lei marcial
8 de novembro 2022 às 14:31
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Governo ucraniano proibiu que todos os homens, entre os 18 e os 60 anos que são elegíveis para serem recrutados para ajudar na guerra, saiam do país.
Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, apresentou esta terça-feira no parlamento dois projetos legislativos para alargar por mais 90 dias a lei marcial e a mobilização geral da população, aprovada a 15 de agosto e que termina em 21 de novembro. É esperado que a medida seja aprovada sem grandes oposições.
O líder ucraniano decretou a lei marcial poucas horas após o inicio da invasão russa, em 24 de fevereiro deste ano, e que inicialmente estava prevista até 26 de março.
Deste modo, o governo da Ucrânia proibiu a atividade política de 15 partidos – argumentando que eram partidos pró-russos.
Com a lei, o governo proibiu que todos os homens, entre os 18 e os 60 anos que são elegíveis para serem recrutados para ajudar na guerra, saiam do país.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785067/volodymyr-zelensky-propoe-ao-parlamento-nova-extensao-da-lei-marcial
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Aliados de Putin já ‘esfregam as mãos’ com eventual vitória dos Republicanos nas intercalares dos EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:41, 8 Nov 2022
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Os meios de comunicação russos, controlados pelo Estado, estão a seguir as eleições intercalares nos EUA com grande interesse, ainda que o tratamento dado ao tema seja notoriamente diferente do ocorrido noutros anos, antes da invasão da Rússia à Ucrânia. A alta cúpula do Kremlin, bem como os aliados mais próximos de Putin, de acordo com o Daily Beast, querem uma vitória do Partido Republicano, este ano mais do que nunca, já que ajudaria a ‘desviar atenções’ da perdas russas na guerra com a Ucrânia e poderia mudar o rumo do conflito, que não está a correr de feição aos invasores.
“Claro que dependemos das eleições nos EUA. Qualquer pessoa que duvide disso deve olhar às notícias que estão na ordem do dia. Todos os comandantes e responsáveis já reportaram que estão a acompanhar as eleições norte-americanas, planeiam acompanhar a noite eleitoral. Porque é que precisariam de ver isso se tudo fosse decidido aqui?”, defendeu Dmitry Abzalov, diretor do Centro de Comunicações Estratégicas da Rússia no programa 60 Minutes, esta terça-feira.
Até o suposto regresso de Donald Trump à política foi tema na Rússia nos últimos dias, com Vladimir Solovyov, propagandista pró-Kremlin, a mostrar um vídeo de um discurso contra Biden e a descrever o antigo presidente dos EUA como “uma pessoa inteligente que diz tudo o que muitos americanos pensam”.
No programa de Solovyov, que contou com vários especialistas e apoiantes de Putin, vários cenários foram discutidos. Andrey Sidorov, especialista e professor de Política Global na Universidade de Moscovo, criticou as tentativas da administração Biden de forçar a Rússia a negociar com a Ucrânia. “Mostraram ainda agora o Trump. Eu, claro, sou aficionado deste ex-presidente. Até gosto das cores dele, as cores do Partido Republicano”, afirmou o comentador, recordando o envolvimento de Trump na invasão ao Capitólio dos EUA e a pressão de que tem sido alvo. “Então deixa que seja pressionado. Eles que se casem, que se cortem, que se matem um ao outro”, atiçou o apresentador.
“Nos não nos podíamos preocupar menos com o que sentem uns pelos outros. O facto é que Trump gera muito ódio na sociedade norte-americana. E quando mais eles se odiarem, melhor será para a Rússia”, sustentou Sidorov. A posição tem sido muito repetida por outros apoiantes e aliados de Putin. Espera-se que uma maior divisão política e social nos EUA signifique uma menor atenção das autoridades norte-americanas à guerra na Ucrânia e, consequentemente, menos apoio e menos ajudas a Zelensky.
Já Sergei Luzyanin, membro do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e professor no Instituto de Relações Internacionais de Moscovo, adiantou no programa russo 60 Minutes o que os apoiantes de Putin esperam das eleições intercalares: “Uma potencial vitória dos Republicanos no Congresso e, eventualmente, no Senado, vai marcar um Dia das Bruxas político. O que vamos ver é um jarro cheio de aranhas americanas venenosas, a destruírem-se mutuamente, a comerem-se umas às outras. Vai ser um processo político aterrados, e poderá levar a mudanças táticas e estratégicas na política internacional. Vamos juntar uma grande quantidade de pipocas e ficar a ver”, defendeu Luzyanin.
Vladimir Kornilov, apoiante de Putin e outro dos convidados do programa, defendeu que com a vitória dos Republicanos, Biden ficaria de mãos atadas na tomada de uma série de decisões, incluindo no orçamento da Defesa e investimento em armamento, o que “desestabilizaria os EUA, bem como os seus aliados”, fazendo referência a um ‘corte’ nas ajudas à Ucrânia e um eventual desacordo com os aliados da NATO.
“Os Republicanos não nos vão ajudar a segurar Kherson. Não há muitas hipóteses de que as coisas mudem a fundo e com magnitude, mas todos os dias os russos continuam a acreditar. Nunca acompanharam as eleições intercalares nos EUA tão de perto. Porquê? Nós confiamos e acreditamos nos Republicanos. Temos mais alguns aliados?”, questionou a apresentadora Olga Skabeeva no final do programa, depois de ter mostrado imagens em que a deputada Republicana Marjorie Taylor Greene afirma que não vai permitir “que nem mais um cêntimo seja atirado para a Ucrânia”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/aliados-de-putin-ja-esfregam-as-maos-com-eventual-vitoria-dos-republicanos-nas-intercalares-dos-eua/
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Ucrânia assegura que não tem sido pressionada a negociar
9 de novembro 2022 às 08:17
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Kiev mantém uma posição inflexível, numa altura em que o Kremlin está na mó de baixo. Mas os russos reforçam as suas fortificações, algo que dificultará avanços rápidos dos ucranianos.
Kiev negou ontem ter sido alvo de pressão do Ocidente para que negoceie com o Kremlin, após o Washington Post avançar que a Casa Branca estaria a insistir nisso. Talvez porque se antevê que Joe Biden possa perder controlo do Congresso nestas eleições intercalares (ver texto ao lado) e muitos republicanos são menos entusiásticos quanto ao apoio financeiro e militar à Ucrânia. Ou então porque as forças russas parecem sob mais pressão que nunca - algo que poderá mudar à medida que mais recrutas apanhados na mobilização militar parcial cheguem à linha de frente, após o expectável congelamento das ofensivas devido ao inverno - e isso poderia fazer com que o Kremlin negociasse numa posição de desvantagem.
Ainda assim, no que toca ao Governo ucraniano, o ponto de partida para quaisquer negociações continua a ser a retirada das tropas russas de todo seu território, garantiu Mykhailo Podalyak, conselheiro de Volodymyr Zelensky. Incluindo áreas que a Rússia ocupou desde 2014, como a Crimeia.
Uma retirada russa daqui é tão improvável que a posição de Kiev é lida como uma recusa em negociar. “Putin está pronto? Obviamente que não”, declarou Podalyak à rádio Svoboda. “Falaremos com o próximo líder”, continuou, explicando que uma trégua permitiria ao regime russo tempo para rearmar, reabastecer-se dos mísseis de longo alcance que lhe começam a escassear, modernizar as suas forças, invadir de novo. E resultando no “mesmo ultimato”.
“Ninguém está a forçar a Ucrânia a entrar numa negociação que não seria proveitosa, ou melhor, a aceitar o ultimato da Rússia”, assegurou o conselheiro de Zelensky. No entanto, começavam a chegar alguns sinais da preocupação de Washington, que esta terça-feira admitiu manter comunicações de alto nível com o Kremlin, garantindo que não foi discutido um eventual acordo de paz, tendo as conversações servido apenas para evitar uma escalada nuclear.
A questão é que, se a Ucrânia não puder contar com o entusiasmo dos seus aliados na NATO, arrisca perder as remessas de armamento que lhe permitiram travar a invasão. Por agora, essa torneira continua aberta, tendo Kiev ainda esta segunda-feira recebido uma remessa de defesas antiaéreas Nasam, enviadas pela Noruega e pelos Estados Unidos, enquanto os nossos vizinhos espanhóis enviaram mísseis Aspide, de fabrico italiano.
“Muito obrigado”, agradeceu o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, no Twitter. “Estas armas irão reforçar significativamente o exército ucraniano e tornar os nossos céus mais seguros”, garantiu.
Já as forças russas têm-se dedicado a fortificar o território conquistado, numa transição de operações ofensivas para defensivas, mostrando como a situação se inverteu desde fevereiro. Duas fábricas em Mariupol, ocupadas após uma das mais ferozes batalhas desta guerra, têm sido usadas para produção de obstáculos, revelou o ministério da Defesa britânico, na terça-feira. Fabricam sobretudo os chamados “dentes de dragão”, triângulos de betão feitos para travar tanques e veículos militares.
Estes dentes de dragão, em conjunto com arame farpado, surgem cada vez mais nos arredores de Mariupol, mas também em Zaporíjia e Kherson. “Esta atividade sugere que a Rússia está a fazer um esforço significativo para preparar defesas em profundidade atrás da sua atual linha da frente”, explicou o ministério da Defesa britânico. Algo que “provavelmente atrasará quaisquer avanços rápidos ucranianos”, alertava.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785108/ucr-nia-assegura-que-nao-tem-sido-pressionada-a-negociar
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Marinha russa está ‘escondida’ na Crimeia desde que foi atacada por drones ucranianos, garantem EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:03, 9 Nov 2022
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Após o ataque de 29 de outubro, onde navios russos na baía de Sevastopol foram atacados por 16 drones ucranianos, a frota da Marinha russa está ‘escondida’ na base da Crimeia e, sublinha a mais recente análise do Instituto Naval dos EUA, tem estado “particularmente tímida” deste a ofensiva, o último revés aos planos da invasão da Rússia à Ucrânia.
Na altura, na sequência do ataque, a Rússia anunciou a suspensão temporária doa cordo dos cereais.
Destacam os responsáveis norte-americanos que a grande, poderosa e afamada frota naval russa deveria ser capaz de, mesmo com todas a perdas em combate, lançar mísseis e participar em ofensivas com relativa impunidade. No entanto, são já várias as ‘baixas’ nas embarcações desde o início da guerra.
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Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Em março um navio russo foi atingido no porto de Berdyansk com um míssil balístico. Um mês depois as forças ucranianas conseguiram afundar o famoso cruzador de mísseis Moskva. Nos últimos meses uma série de ataques da Ucrânia destruíram ou danificaram muitas outras embarcações da Marinha russa, que ainda não foram substituídas.
Moscovo não pode simplesmente enviar mais navios para o Mar Negro, uma vez que a Turquia controla o estreito que liga ao Mediterrâneo e tem direitos legais para restringir acesso e passagem durante uma guerra. Como a passagem está proibida, a frota que a Rússia tem atualmente no Mar Negro é a que se manterá, pelo menos até a Turquia mudar de ideias e deixar passar as embarcações.
No ataque com drones, a Ucrânia conseguiu levar a cabo explosões próximas de navios e até de submarinos. Não é claro os danos causados na frota russa mas, já que os drones enviados pela Ucrânia conseguiram penetrar as defesas russas, há poucas certezas de que os navios russos estejam de facto seguros quando não estão no porto.
Outro aspeto que, segundo especialistas ouvidos pelo Daily Beast, pode ajudar a explicar a ‘retirada’ da frota naval russa para o porto da Crimeia, são os recorrentes ataques da Ucrânia com Veículos de Superfície Explosivos Não-tripulados (USV), que desde setembro têm dado trabalho à Rússia no Mar Negro.
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Estes USVs, que consistem em pequenas embarcações sem tripulante e que transportam uma grande carga explosiva, são habitualmente usados para defender navios e portos de ataques com outras embarcações e USVs mais baratos. Neste caso, têm sido usados pela Ucrânia para danificar a frota naval russa e desestabilizar as operações no mar.
Tudo parece piorar para a Rússia, no que diz respeito ao combate marítimo, já que a frota naval ucraniana está a crescer novamente, ao fim de mais de oito meses de conflito. A Ucrânia está a receber embarcações de patrulha dos EUA e a Marinha Real Britânica está a treinar marinheiros ucranianos.
Tendo em conta o uso inovador que tem sido feito, pela Ucrânia, das armas e equipamentos disponibilizados, e o inesperado sucesso das forças ucranianas no mar, é expectável que os aliados do Ocidente continuem a reforçar a frota naval, também para manter a pressão sobre a Rússia no Mar Negro, onde não pode colocar mais navios.
Assim, enquanto a Rússia luta para ajustar a resposta as novas ameaças, por terra e mar, Moscovo tenta arranjar formas de lidar com os ataques da Ucrânia com mísseis, drones, novo armamento, novos veículos e embarcações.
Na análise do Instituto Naval dos EUA, destaca-se que os pequenos navios-patrulheiros da Rússia tem sido recentemente substituídos por embarcações maiores, capazes de deter ataques e que alguns navios estão a ser movidos de Sevastopol para Novorossiysk, uma zona ainda mais longínqua da frente de guerra no mar, o que poderá indicar uma mudança de estratégia das forças de Putin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/marinha-russa-esta-escondida-na-crimeia-desde-que-foi-atacada-por-drones-ucranianos-garantem-eua/
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Rússia vai ensinar preparação militar nas escolas a partir de 2023
9 de novembro 2022 às 12:27
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Formação, segundo o jornal russo Izvestia, terá um total de 140 horas e será dada a alunos dos últimos anos do ensino secundário, com idades entre os 17 e os 18 anos.
O ensino russo vai incluir, a partir do próximo ano, um curso inicial de preparação militar, anunciou esta quarta-feira o ministro da Educação da Rússia, Sergei Kravtsov.
A nova atualização dos conteúdos do programa escolar "terá início a partir do próximo ano letivo”, adiantou o ministro. “A sua preparação será feita até 1 de janeiro e depois será estudada a sua aprovação.”
A ideia é de Sergei Mironov, deputado e líder do partido Rússia Justa, que também hoje publicou uma mensagem no Telegram a anunciar que "o Ministério da Defesa russo apoiou a introdução, no programa escolar, de um curso de preparação militar inicial".
Na sua ótica, o curso de preparação militar, que "permitirá aos cidadãos prepararem-se de forma planeada para um possível confronto com o inimigo", deve ensinar aos jovens táticas de ações de combate como também “trabalho psicológico”, e os professores têm de ser "pessoas com experiência em combate, veteranos de ações de combate".
"Com a introdução deste objetivo [nos currículos escolares], vamos dar um trabalho real a milhares de pessoas que amam sinceramente o país e que conhecem a teoria e a prática de conduzir ações de combate", escreveu ainda Mironov, referindo que todos os grupos parlamentares da câmara baixa do parlamento russo (Duma) apoiam a iniciativa.
A formação, segundo o jornal russo Izvestia, terá um total de 140 horas e será dada a alunos dos últimos anos do ensino secundário, com idades entre os 17 e os 18 anos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785135/r-ssia-vai-ensinar-preparacao-militar-nas-escolas-a-partir-de-2023
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Comissão Eurpeia propõe ir aos mercados para financiar pacote de ajuda à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
9 nov 2022 13:50
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A Comissão Europeia propôs hoje contrair empréstimos nos mercados de capitais com garantias do próprio orçamento da União Europeia (UE) para financiar o pacote de ajuda à Ucrânia para 2023, no montante de 18 mil milhões de euros.
Em conferência de imprensa, o executivo comunitário apresentou hoje em Bruxelas os termos concretos da proposta – já anteriormente avançada pela sua presidente, Ursula von der Leyen — relativamente ao pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia, a ser concedida na forma de empréstimos em condições extremamente favoráveis, desembolsados em prestações regulares a partir de 2023, com uma média de 1,5 mil milhões de euros por mês.
Apontando que o grande objetivo deste pacote é que, tal como solicitado por Kiev, esta assistência financeira – que visa ajudar a cobrir uma parte significativa das necessidades de financiamento a curto prazo da Ucrânia para 2023 – seja “estável, regular e previsível”, a Comissão Europeia propõe hoje “contrair empréstimos nos mercados de capitais utilizando a estratégia de financiamento diversificada” para garantir os fundos para os empréstimos.
Para aceder aos mercados, Bruxelas propõe “a utilização da margem de manobra do orçamento da UE de 2021-2027 de uma forma orientada para a Ucrânia, limitada no tempo”, sublinhando que a ajuda será então garantida “através do orçamento da UE para 2021-2027, em vez de provisões e garantias bilaterais dos Estados-membros”.
“A margem de manobra é a diferença entre o limite máximo dos recursos próprios (ou seja, o montante máximo de recursos que a Comissão pode pedir aos Estados-membros para contribuir num determinado ano) e os fundos de que a Comissão efetivamente necessita para cobrir as despesas previstas pelo orçamento”, explica o executivo comunitário.
Desta forma, argumenta Bruxelas, evita-se “pressões adicionais sobre um orçamento da UE tenso devido a requisitos de aprovisionamento e acordos complexos”.
De acordo com a proposta de Bruxelas, “os fundos serão concedidos através de empréstimos altamente concessionais, a serem reembolsados no decurso de um período máximo de 35 anos, com início em 2033”.
“Numa outra expressão de solidariedade, a UE também se propõe cobrir os custos das taxas de juro da Ucrânia, através de pagamentos adicionais específicos por parte dos Estados-membros para o orçamento da UE”, acrescenta a Comissão.
Bruxelas destaca ainda que “o apoio ao abrigo deste instrumento exigirá que a Ucrânia reforce ainda mais o Estado de direito, a boa governação, as medidas antifraude e anticorrupção”.
Para que este pacote de ajuda avance, é necessário um acordo interinstitucional com o Parlamento Europeu e o Conselho da UE (Estados-membros), pelo que terá de ultrapassar o atual bloqueio da Hungria, dado a nova emissão de dívida exigir unanimidade dos 27 Estados-membros.
Na terça-feira, no final de uma reunião do Conselho Ecofin, em Bruxelas, o ministro das Finanças, Fernando Medina, adiantou que Portugal “está no grupo muito largo de países” que apoia a proposta de um pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023 no montante de 18 mil milhões de euros, confirmando que a Hungria levantou objeções.
O Governo húngaro anunciou hoje entretanto que vai recusar a proposta da Comissão Europeia.
“Dizemos ‘sim’ ao apoio à Ucrânia mas opomo-nos a um crédito conjunto”, afirmou o ministro de Estado, Gerlely Gulyas, aos jornalistas em Budapeste.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/comissao-eurpeia-propoe-ir-aos-mercados-para-financiar-pacote-de-ajuda-a-ucrania
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Zelensky recebe Óscar de Sean Penn como "símbolo" de fé na vitória da Ucrânia
Jornal i 09/11/2022 15:23
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Fonte de imagem: © AFP
“Quando ganhar, traga-o de volta para Malibu”, disse o ator a Zelensky.
O ator Sean Penn voltou a visitar a Ucrânia, esta é a terceira vez desde o início da invasão russa em fevereiro, e levou um presente especial a Volodymyr Zelensky.
Sean Penn fez questão de entregar um dos seus Óscares, ganhou em 2004 e outro em 2009, ao Presidente ucraniano, no palácio presidencial, em Kiev.
"Sinto-me muito melhor ao saber que um pedaço de mim está aqui", disse o ator ao entregar a estatueta dourada, que ficará no país até ao fim da guerra.
“É apenas uma coisa simbólica”, disse, acrescentando – dirigindo-se a Zelensky - “Quando ganhar, traga-o de volta para Malibu”.
“Desta vez o nosso encontro foi especial. Sean trouxe a sua estatueta dos Óscares como um símbolo da vitória do nosso país. Vai permanecer na Ucrânia até ao final da guerra”, revelou o Presidente Volodymyr Zelensky numa publicação no Telegram.
Por seu lado, Sean Penn também recebeu das mães de Zelensky algo simbólico, o ator foi agraciado com a Ordem de Mérito de Terceiro Grau do Estado ucraniano pelo "apoio sincero" dado ao país desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/785160/zelensky-recebe-oscar-de-sean-penn-como-simbolo-de-fe-na-vitoria-da-ucr-nia?seccao=Mundo_i
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Espião mentor de Putin surge morto em ‘condições misteriosas’: Vitor Cherkesov é a mais recente vítima da ‘maldição dos aliados’ do líder russo
Por Francisco Laranjeira em 12:38, 9 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um antigo espião, mentor de Vladimir Putin no KGB, surgiu morto após “uma doença grave inexplicável”, em São Petersburgo, sem que as autoridades russas tenham avançado mais detalhes. Vitor Cherkesov, de 72 anos, foi despromovido na estrutura do Kremlin após ter criticado publicamente o presidente da Rússia. Antigo responsável por ‘esmagar’ os dissidentes soviéticos, foi crucial para a ascensão de Putin.
Quando Putin chefiou o serviço secreto do FSB antes de se tornar primeiro-ministro, Cherkesov foi promovido como o seu ‘vice’ de confiança. Antes era encarregado da lei e ordem em São Petersburgo quando a cidade russa se tornou a capital do crimes da Rússia, com números recorde de incontáveis assassinatos por contrato não resolvidas.
As relações entre Cherkechov e Putin tornaram-s tensas depois de este ter sugerido, em 2017, que os serviços seecretos estavam a ser corrompidos por Putin. Em 2007, um texto publicado por Cherkesov indicou que os funcionários superiores do FSB estavam a enriquecer como “comerciantes” em vez de serem “gerreiros”. Putin, na resposta insinuou que Cherkesov dificilmente estava ‘livre’ de suspeitas. “Considero incorreto expor tais problemas nos meia”, avisou Putin. “E se alguém age dessa maneira, faz tais alegações sobre uma guerra dos serviços especiais, ele próprio deve primeiro ser impecável.’
Na época, um agente e também um ex-agente que trabalhava para Cherkesov – então diretor do Serviço Federal de Controlo de Drogas – morreu misteriosamente de ‘envenenamento’.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/espiao-mentor-de-putin-surge-morto-em-condicoes-misteriosas-vitor-cherkesov-e-a-mais-recente-vitima-da-maldicao-dos-aliados-do-lider-russo/
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Zelensky agradece solidariedade europeia com proposta de ajuda de 18 mil milhões de euros
MadreMedia / Lusa
9 nov 2022 15:38
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou hoje "a solidariedade" da Comissão Europeia, que avançou com uma proposta de ajuda à Ucrânia de 18 mil milhões de euros em 2023.
Zelensky agradeceu, numa mensagem publicada na rede social Twitter, à Comissão Europeia e à presidente do executivo europeu, Ursula von der Leyen, pelo anúncio de 18 mil milhões de euros em ajudas para 2023, que “mostra verdadeira solidariedade da UE [União Europeia]”.
“Juntos resistimos à agressão da Rússia, juntos vamos reconstruir a Ucrânia, juntos vamos estar na UE”, escreveu Zelensky.
A Comissão Europeia apresentou hoje uma proposta para entregar à Ucrânia 18 mil milhões de euros em empréstimos sob condições favoráveis durante o próximo ano, incluindo os três mil milhões de euros que foram prometidos para este ano e que a UE ainda não conseguiu desbloquear.
Este pacote de assistência macrofinanceira tem de ser aprovado por todos os Estados-membros do bloco europeu, sendo que prevê novas emissões de dívida que têm como aval o orçamento comunitário.
O Governo da Hungria já anunciou que vai recusar a proposta.
“Dizemos ‘sim’ ao apoio à Ucrânia mas opomo-nos a um crédito conjunto”, afirmou o ministro húngaro de Estado, Gerlely Gulyas, em Budapeste.
Gulyas garantiu que a posição de Budapeste não está relacionada com a retenção dos 7.500 milhões de euros de fundos comunitários à Hungria pelas questões relacionadas com o incumprimento das normas do Estado de direito.
O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, disse na segunda-feira que apesar do bloqueio esperado da Hungria vai trabalhar como “todos os Estados-membros para garantir que no final vai haver uma decisão positiva”.
Portugal “está no grupo muito largo de países” que apoia a proposta de um pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023 no montante de 18 mil milhões de euros, revelou em Bruxelas o ministro das Finanças português.
Em declarações aos jornalistas no final de encontros dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo, na segunda-feira) e da União Europeia (Ecofin, na terça-feira), Fernando Medina disse que “nas reuniões destes dois dias, foi possível identificar uma convergência muito ampla dos países europeus relativamente ao pacote de apoio à Ucrânia para 2023”.
Sobre a Hungria, o ministro português disse então que Budapeste manifestou reservas, mas devido a um “enquadramento político” relacionado com o bloqueio do desembolso dos fundos do seu próprio Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Na mesma ocasião, Medina afirmou-se esperançado de que o apoio à Ucrânia seja muito em breve acordado e veja “a luz do dia”.
“A proposta da Comissão é uma proposta forte, porque responde às necessidades da Ucrânia por um período significativo, de um ano, e é também uma proposta bastante equilibrada do ponto de vista dos encargos que cada Estado-membro vai ter de suportar, e por isso Portugal está no grupo muito largo de países que apoia esta proposta da Comissão e esperamos que ela em breve possa ver a luz do dia”, declarou Fernando Medina.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-agradece-solidariedade-europeia-com-proposta-de-ajuda-de-18-mil-milhoes-de-euros
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Rússia ordena retirada das tropas da cidade de Kherson
Por Beatriz Maio em 15:29, 9 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/maxime-dore-p8n6g6l1zyg-unsplash.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro da Defesa da Rússia Sergei Shoigu revelou, esta quarta-feira, que as tropas russas vão retirar-se de Kherson dado que a contraofensiva ucraniana tem vindo a impossibilitar a sua defesa e a impedir o abastecimento à cidade.
Nas palavras do comandante da Rússia na Ucrânia, Sergei Surovikin, esta foi “uma decisão difícil”, contudo após avaliar a situação, a Rússia optou por “assumir a defesa ao longo da margem esquerda do rio Dnipro”, informa o jornal The Kyiv Independent.
A retirada russa poderá significar o desenvolvimento militar mais significativo desde que as forças ucranianas recuperaram a região norte de Kharkiv, em setembro. Assim, após a saída do exército russo, esta ação significa que atualmente só existem militares russos a leste do rio Dnipro.
A ordem de retirada dos militares russos surge na sequência do avanço das forças ucranianas em direção à cidade de Kherson a partir de duas direções. O país invadido tem vindo a defender Kherson, ocupada assim que se deu a guerra, desde agosto e, recentemente, conseguiu derrubar as linhas defensivas russas a norte da cidade.
Segundo as autoridades pró-russas, já foram retirados 115 mil habitantes da cidade. Kherson faz parte das regiões ucranianas anexadas em setembro pela Rússia, juntamente com Lugansk, Donetsk e Zaporiyia, num movimento que apelidou de “referendos”, considerados ilegais por Kiev e rejeitados pela comunidade internacional.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/russia-ordena-retirada-das-tropas-da-cidade-de-kherson/
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Russos anunciam retirada, mas pode ser uma armadilha
10 de novembro 2022 às 09:05
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/10/837029.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Para o Kremlin perder Kherson, o maior prémio que conquistou, seria uma humilhação. Mas Kiev pede que não se celebre antes da festa.
O Kremlin anunciou que vai retirar de Kherson, a única capital provincial ucraniana que ocupou desde 24 de fevereiro, que ainda há umas semanas anexara, prometendo que vinha para ficar “para sempre”. O Governo de Kiev, receoso de uma armadilha, apelou esta quarta-feira a que não se faça já a festa. Mas é difícil não ver a admissão da retirada como uma estrondosa derrota do regime de Vladimir Putin.
“Kherson não pode ser totalmente abastecida e funcionar”, admitiu o comandante russo na Ucrânia, Sergei Surovikin, o infame “general armagedão “, falando perante câmaras da televisão e dirigindo-se ao ministro da Defesa, Sergei Shoigu. Os problemas logísticos sofridos pelos invasores não surgiram por acaso. Os ucranianos há meses que se dedicam a bombardear pontes sobre o rio Dnipro com as plataformas de mísseis de longo alcance oferecidas pela NATO, isolando esta cidade na margem oeste e atingindo também todos os pontões que os militares russos iam tentando montar.
A ideia de Kiev era conseguir que os invasores abandonassem Kherson sem ter que a arrasar com bombardeamentos – como tem sido a tática dos russos no Donbass – e sem recorrer a um assalto, evitando os custos horríveis da guerra urbana. Para conseguir atingir mais facilmente a retaguarda russa, ucranianos foram avançando ao longo de meses em redor da cidade, cruzando pântanos fáceis de defender e planícies atravessadas por canais de irrigação, suspeitando-se que tenham sofrido grandes perdas. Mas, verificando-se a retirada, funcionou.
“Nestas circunstâncias, a opção mais sensata é organizar a defesa ao longo de uma linha de barreira no rio Dnipro”, explicou o general Surovikin. “Vamos salvar a vida dos nossos soldados e a capacidade de combate das nossas unidades. Mantê-las na margem direita é fútil. Algumas delas podem ser utilizadas noutras frentes”, justificou.
Contudo, é difícil imaginar que Putin esteja satisfeito, dado que terá sido o próprio a insistir que mais unidades russas fossem enviadas para Kherson, nos últimos meses, contra o conselho dos seus generais, lia-se num relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. Estimava-se que uns 40 mil russos estivessem a defender a cidade, explicaram analistas ao New York Times, incluindo boa parte das forças de elite que restavam ao Kremlin. Algo que terá contribuído para criar um buraco na linha da frente russa no sudeste de Kharkiv, sorrateiramente explorado pelos ucranianos, numa espantosa contraofensiva surpresa.
Ações em vez de palavras
Nas últimas semanas, aumentavam os sinais de que estaria a ser preparada uma retirada de Kherson. Desde entrevistas a funcionários locais nomeados pelo Kremlin, passando pelo desaparecimento da bandeira russa que pendia sobre a sede da administração estadual.
Mesmo assim, o Governo ucraniano apelou à calma. “As ações falam mais alto do que as palavras”, frisou Mykhailo Podolyak, um conselheiro de Volodymyr Zelensky citado pela BBC. “Não vemos nenhuns sinais de que a Rússia esteja a sair de Kherson sem lutar”, explicou. E “a Ucrânia liberta territórios com base em inteligência, não em declarações na televisão”.
É que ainda há uns dias o Ministério da Defesa britânica alertava que os russos estavam a produzir obstáculos em massa nas fábricas de Mariupol. Como “dentes de dragão”, uns triângulos de betão desenhados para travar tanques e veículos militares, parte dos quais estariam a ser enviados para Kherson.
“A declaração do comando russo pode significar tanto a adoção de uma medida política como pode ser uma armadilha”, acrescentou Podolyak ao Financial Times. “Pode acabar por ser um tapa olhos antes de sermos arrastados para batalhas urbanas”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785224/russos-anunciam-retirada-mas-pode-ser-uma-armadilha
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Vladimir Putin vai estar ausente da cimeira do G20
MadreMedia / Lusa
10 nov 2022 06:16
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Fonte de imagem: Lusa
O Presidente russo, Vladimir Putin, não vai participar na cimeira do grupo das economias mais desenvolvidas (G20), na ilha indonésia de Bali, na próxima semana, anunciou hoje a embaixada russa.
“Posso confirmar que [o ministro dos Negócios Estrangeiros russo] Sergei Lavrov vai liderar a delegação russa ao G20. O programa do Presidente Putin ainda está a ser elaborado, ele poderá participar de forma virtual”, disse a chefe de protocolo da embaixada da Rússia na Indonésia, Yulia Tomskaya.
A cimeira dos chefes de Estado e de Governo do G20 está marcada para terça e quarta-feira, dias 15 e 16 de novembro, com a presença dos líderes dos Estados Unidos e da China, Joe Biden e Xi Jinping, respetivamente.
A Indonésia sofreu forte pressão do Ocidente para excluir a Rússia da cimeira devido à invasão da Ucrânia, mas resistiu, argumentando que o país anfitrião da cimeira devia permanecer neutro.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cujo país não integra o G20, também foi convidado pela Indonésia e deverá participar virtualmente na cimeira.
A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, lançada a 24 de fevereiro, causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classificou esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados, desde o início da guerra, 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-da-russia-vladimir-putin-ausente-da-cimeira-do-g20
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Zelensky "cauteloso" após anúncio da retirada russa de Kherson
MadreMedia / Lusa
9 nov 2022 22:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na noite de hoje que o país estava a reagir com "extrema cautela" ao anúncio da retirada russa da cidade de Kherson (sul).
“O inimigo não nos dá presentes, não mostra gesto de boa vontade, devemos vencer tudo”, disse Zelensky no seu discurso noturno habitual.
“Devemos, portanto, ter extrema cautela, sem emoções, sem correr riscos desnecessários, a fim de libertar todas as nossas terras com o mínimo de perdas possível”, acrescentou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-cauteloso-apos-anuncio-da-retirada-russa-de-kherson
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200 mil mortos entre soldados russos e ucranianos e 40 mil civis perderam a vida na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
10 nov 2022 06:17
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
"Bem mais" de 100 mil soldados russos e até 40 mil civis ucranianos foram mortos ou feridos na guerra na Ucrânia, disse o chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano, Mark Milley.
Numa conferência no The Economic Club, em Nova Iorque, Milley disse que o mesmo número de vítimas tinha sido registado “provavelmente no lado ucraniano”. “Houve uma tremenda quantidade de sofrimento, sofrimento humano”, acrescentou.
O militar disse na quarta-feira que “os indicadores iniciais” mostram que as forças armadas russas estão de facto a retirar os entre 20 mil e 30 mil soldados que tinham na cidade ucraniana de Kherson, como tinham anunciado.
“Acredito que estão a fazer isso para preservar as suas forças para restabelecer as linhas defensivas ao sul do rio (Dniepre), mas isso ainda está para ser visto”, realçou o chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano.
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alertou que os russos podem estar a fingir uma retirada de Kherson para atrair o exército ucraniano para uma batalha de trincheiras na estratégica cidade portuária industrial, uma porta de entrada para a península da Crimeia ocupada pelos russos.
Mark Milley disse que é possível que os russos usem a retirada para reposicionar as tropas para uma ofensiva de primavera, mas sublinhou que “há também uma oportunidade aqui, uma janela de oportunidade para negociações”.
Tanto a Rússia quanto a Ucrânia teriam que alcançar um “reconhecimento mútuo” de que uma vitória militar “talvez não seja alcançável por meios militares e, portanto, é preciso recorrer a outros meios”, notou Milley, citando o fim da Primeira Guerra Mundial como exemplo.
Kherson, no sul da Ucrânia, é umas regiões anexadas em setembro pela Rússia, tal como aconteceu com Lugansk, Donetsk e Zaporijia, o que foi condenado pela comunidade internacional.
Além disso, Kherson é também um dos alvos de uma contraofensiva lançada pelas forças de Kiev há cerca de dois meses.
A cidade de Kherson era a única capital regional que as forças russas tinham ocupado nos mais de oito meses de guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro com uma invasão de território ucraniano por parte da Rússia.
Zelensky disse na terça-feira que está aberto a negociações de paz com a Rússia para pôr um fim à guerra, mas apenas com a condição de que a Rússia devolva todas as regiões ocupadas da Ucrânia, pague indemnizações por danos de guerra e aceite processos por crimes de guerra.
A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classificou esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-100-mil-soldados-russos-mortos-ou-feridos-na-ucrania-dizem-eua
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Ucrânia: ataques com mísseis e drones russos diminuíram de intensidade. Rússia está a acumular para um ataque massivo
Por Francisco Laranjeira em 12:48, 10 Nov 2022
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Os ataques com mísseis e drones russos diminuíram de intensidade nos últimos dias, revelou esta quinta-feira o porta-voz do Comando da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ihnat, frisando no entanto que Moscovo podem estar a preparar-se para reservar munições para um novo ataque em massa contra a Ucrânia.
“É provável que estejam a guardar algum stock para lançar uma ataque. Isso não está excluído, porque o inimigo não abandonou as suas intenções de destruir a nossa infraestrutura crítica”, apontou o porta-voz, que garantiu que os invasores perceberam que o resultado de ataques únicos de mísseis ou drones “não é significativo” – Ignat observou ainda que atualmente as fábricas russas trabalham em três turnos para substituir mísseis de cruzeiro perdidos.
Conforme foi relatado pela Ukrinform, as Forças Armadas da Ucrânia destruíram 278 aviões de combate, 260 helicópteros, 1.499 UAVs operacionais-táticos e 399 mísseis de cruzeiro desde o início da invasão em grande escala da Federação Russa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-ataques-com-misseis-e-drones-russos-diminuiram-de-intensidade-russia-esta-a-acumular-para-um-ataque-massivo/
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França suspende acolhimento de 3.500 refugiados em protesto contra Itália
Por MultiNews com Lusa em 13:04, 10 Nov 2022
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A França suspendeu o acolhimento previsto de 3.500 refugiados atualmente em Itália, como protesto contra a recusa deste país em autorizar o navio ‘Ocean Viking’ a atracar no seu território, anunciou hoje o ministro do Interior francês.
Em conferência de imprensa hoje realizada em Paris, Gérald Darmanin afirmou que a França decidiu acolher “a título excecional” o navio humanitário ‘Ocean Viking’, com 234 migrantes resgatados no Mediterrâneo, mas vai adotar sanções contra Itália pela recusa de receber o barco e quer que a União Europeia faça o mesmo.
Além da “suspensão com efeitos imediatos” do acolhimento de 3.500 refugiados, França vai reforçar os controlos fronteiriços com Itália, afirmou o ministro. “O Governo italiano é quem perde”, considerou, reiterando que “haverá consequências extremamente fortes no relacionamento bilateral” entre os dois países e no relacionamento de Itália com a União Europeia.
Os 3.500 migrantes que deveriam ser transferidos, no próximo verão, de Itália para França faziam parte de um acordo no âmbito do mecanismo europeu para deslocalização noutros países europeus de refugiados que chegam aos principais países recetores, nomeadamente Itália.
Gerald Darmanin defendeu ainda que “todos os outros participantes [neste mecanismo], em particular a Alemanha”, suspendam também o acolhimento previsto de refugiados atualmente em Itália. Segundo Darmanin, o navio de resgate deverá chegar ao porto de Toulon, no sul de França, na sexta-feira, sendo que a guarda costeira francesa já tinha iniciado a retirada médica de algumas pessoas em condições mais frágeis.
O navio, da organização não-governamental (ONG) europeia SOS Méditerranée, com bandeira norueguesa, estava há 19 dias no mar, com 234 migrantes, não tendo recebido autorização das autoridades italianas para desembarcar no país. Segundo alertou a ONG na segunda-feira, a situação a bordo era já “insuportável”, já que os migrantes apresentam “sinais significativos de ansiedade e depressão”.
O ministro francês criticou a decisão de Itália de não atribuir um porto de segurança ao ‘Ocean Viking’, considerando-a “uma escolha incompreensível”, e sublinhou que o acolhimento do navio de resgate de migrantes é feito “a título excecional”.
“Deixei claro, a pedido do Presidente da República, que é a título excecional que acolhemos este barco, tendo em conta os 15 dias de espera no mar que as autoridades italianas fizeram os passageiros esperar”, referiu, no final do Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro do Interior, um terço dos passageiros será realojado em território francês, mas os que não cumprirem os critérios para serem requerentes de asilo “serão devolvidos diretamente”.
O novo Governo de extrema-direita de Itália, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, acusa as organizações humanitárias que resgatam migrantes no mar de encorajarem o fenómeno migratório, pelo que decidiu não autorizar ou não responder aos seus pedidos para atracar em portos italianos.
Vários navios com centenas de migrantes mantiveram-se, durante dias, ao largo da costa italiana, apesar da degradação do estado de saúde dos passageiros.
Na segunda-feira, o ministro das Infraestruturas italiano e líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, sublinhou que a Europa “não pode deixar a Itália sozinha” e pediu ajuda para realojar os migrantes que chegam ao país.
Pelo menos 1.337 pessoas desapareceram nas rotas de migração do Mediterrâneo Central este ano, de acordo com o Projeto de Migrantes Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/franca-suspende-acolhimento-de-3-500-refugiados-em-protesto-contra-italia/
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Guerra na Ucrânia: Bruxelas propõe novo plano para reforçar capacidade de ciberdefesa na UE
Francisca Andrade
Casa dos Bits
10 nov 2022 13:40
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Com esta proposta, a Comissão Europeia espera reforçar a cooperação e investimentos na área da ciberdefesa, de modo a proteger cidadãos e infraestruturas da UE, apostando também num melhor processo de deteção e mitigação das crescentes ameaças.
À medida que a guerra na Ucrânia continua a evoluir, com a invasão por parte da Rússia a duplicar ciberataques contra infraestruturas críticas, a Comissão Europeia apresenta um novo plano de ação para reforçar as capacidades de ciberdefesa da União Europeia (UE).
Com esta nova proposta, Bruxelas espera reforçar a cooperação e investimentos na área da ciberdefesa, de modo a proteger de uma melhor forma os cidadãos e infraestruturas da UE, apostando também num melhor processo de deteção e mitigação das crescentes ameaças.
(https://i.ibb.co/zPQW2DN/Captura-de-ecr-2022-11-11-092537.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Como realça a Comissão Europeia em comunicado, “o ciberespaço não tem fronteiras” e os ciberataques que se têm vindo a registar mostram os riscos que existem tanto para civis como militares.
A nova política tem em vista o reforço das capacidades de ciberdefesa da UE e o fortalecimento da coordenação e cooperação entre as cibercomunidades militares e civis. A política pretende também melhorar o processo de gestão de cibercrises, ajudando a reduzir a dependência da UE no que respeita a tecnologias críticas.
A política centra-se em torno de quatro pilares, que incluem uma variedade de iniciativas concebidas para ajudar a UE e os seus Estados-membros: "agir em conjunto com vista a uma capacidade de ciberdefesa mais forte"; "tornar o ecossistema de defesa mais seguro"; "investir nas capacidades de ciberdefesa"; "criar parcerias com vista a resolver desafios em comum".
Em conjunto com Josep Borrell, Alto Representante da UE para a Política Externa, a Comissão Europeia pretende depois apresentar ao Conselho da UE um relatório centrado em torno do progresso feito na implementação da política de ciberdefesa.
Recorde-se que, de acordo com recente relatório de defesa digital da Microsoft, o número de ataques informáticos promovidos por estados está a crescer, com a guerra híbrida da Rússia contra a Ucrânia a ser um dos fatores relevantes, embora existam também motivações comerciais e mais ataques destrutivos com origem no Irão e na Coreia do Norte.
Veja as imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
(http://[img]https://i.ibb.co/zX3HSwR/Captura-de-ecr-2022-11-11-092921.jpg)[/img]
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A eficácia dos ataques patrocinados por estados aumentou de 20% para 40% de taxa de sucesso. Esta taxa é justificada pelos avanços da Rússia na tentativa de destruição das infraestruturas críticas da Ucrânia e a espionagem aos países aliados, incluindo os Estados Unidos (55%), Reino Unido (8%), Canadá (3%), Alemanha (3%) e Suíça (2%).
De acordo com os dados, 90% dos ataques detetados no ano passado são provenientes da Rússia, tendo vidado os Estados-Membros da NATO. 48% desses ataques comprometeram empresas de TI com sede em países da NATO.
Nota de redação: A notícia foi atualizada com mais informação. (Última atualização: 14h06)
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/guerra-na-ucrania-bruxelas-propoe-novo-plano-para-reforcar-capacidade-de-ciberdefesa-na-ue
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Rússia anuncia início da retirada militar de Kherson
MadreMedia / Lusa
10 nov 2022 17:18
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia anunciou hoje que as suas tropas iniciaram a retirada da estratégica cidade de Kherson, sudeste da Ucrânia, quando aumentam os sinais sobre uma decisão que poderá significar uma viragem no conflito.
Responsáveis oficiais ucranianos citados pela agência noticiosa Associated Press (AP) consideraram que as forças russas não tinham outra alternativa, mas permanecem cautelosos por recearem tratar-se de uma armadilha, com o perigo de uma emboscada.
A situação na cidade portuária permanece muito indefinida, após a saída de dezenas de milhares de habitantes nas últimas semanas por iniciativa das autoridades locais russófonas e do exército de Moscovo, quando a população que decidiu permanecer receia sair das suas casas.
A retirada forçada de Kherson, a única capital provincial que Moscovo conquistou, poderá significar um dos maiores desaires militares para as forças russas, fazendo recordar o seu recuo da região de Kiev no início do conflito, iniciado em 24 de fevereiro passado.
A recaptura de Kherson poderá permitir à Ucrânia recuperar territórios no sul, incluindo eventualmente a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
A retirada russa deverá ainda fazer aumentar a pressão sobre o Kremlin a nível interno para uma escalada do conflito, e quando as avaliações dos serviços de informações norte-americanos se referem a dezenas de milhares de civis e a centenas ou milhares de soldados mortos ou feridos, acrescenta a AP.
Hoje, o ministério da Defesa russo referiu-se a uma “manobra de unidades do grupo russo” em direção à margem esquerda do rio Dniepre, que atravessa Kherson, um dia após o ministro Sergei Shoigu ter ordenado a retirada das tropas da cidade e zonas circundantes no decurso de uma conferência de imprensa onde esteve acompanhado por outros generais e transmitida pela televisão estatal.
Diversos observadores ocidentais, incluindo altos responsáveis militares norte-americanos, consideram que as forças do Kremlin foram forçadas a sair da cidade, e promover uma retirada total que poderá prolongar-se por algum tempo.
Hoje, responsáveis oficiais ucranianos parecem ter suavizado o seu ceticismo. O chefe de estado-maior das Forças Armadas, general Valeriy Zaluzhny, disse que “o inimigo não teve outra opção que a de iniciar a fuga” e após Kiev ter reivindicado a destruição de sistemas de abastecimento e a desorganização do comando militar da Rússia nessa área.
Zaluzhny também assinalou que os recentes avanços ucranianos registados no último mês permitiram o controlo de 41 localidades na região de Kherson, que o Kremlin anexou em setembro através de um referendo considerado ilegal.
No entanto, reconheceu que a liderança militar ucraniana não pode confirmar ou desmentir que as forças russas estão de facto a retirar.
O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak alertou entretanto que as forças russas colocaram minas em Kherson, dizendo que pretendem torná-la numa “cidade da morte”.
Alexander Khara, do ‘tink-thank’ Centro de Estratégias de Defesa com sede em Kiev, revelou à AP que permanecem receios sobre a possibilidade de as forças russas poderem destruir uma barragem da região e provocar uma inundação. O antigo diplomata ucraniano também admitiu a instalação de diversos tipos de armadilhas pelos russos, na sequência da sua retirada.
“Ficaria surpreendido se os russos não preparassem alguma coisa, algumas surpresas para a Ucrânia”, disse à agência noticiosa norte-americana.
Residentes referiram que Kherson estava hoje completamente deserta, e que podiam ser escutadas explosões ocasionais junto à zona perto da ponte Antonivskyi, um ponto de passagem crucial no rio Dniepre e alvo de repetidos bombardeamentos ucranianos.
As bandeiras russas foram retiradas de edifícios administrativos e não existiam sinais de funcionários e militares russos que estavam instalados em diversos apartamentos, disse ainda.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, foram cautelosos nas duas declarações. Sunak contactou hoje com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o seu gabinete referiu que ambos concordaram “na necessidade em manter prudência até que a bandeira ucraniana seja hasteada na cidade”.
No entanto, o chefe das Forças Armadas norte-americana, general Mark Milley, disse na quarta-feira acreditar que estava a ser processada uma retirada, mas que a Rússia concentrou entre 20.000 a 30.000 tropas em Kherson e que uma retirada total poderá prolongar-se por várias semanas.
Outro analista citado pela AP sublinhou que o exército ucraniano tem destruído sistematicamente e desde há vários meses pontes e estradas, tornado quase impossível a transferência das tropas russas da margem direita para a margem esquerda do rio.
“A grande questão é saber se os ucranianos vão fornecer aos russos a oportunidade para uma retirada tranquila, ou alvejá-los durante a travessia para a margem esquerda”, indicou o analista militar ucraniano Oleh Zhdanov.
“O pessoal militar pode ser transportado em b arcos, mas o equipamento necessita de ser transportado através de barcaças e pontões, podendo ser facilmente atingidos pelo exército ucraniano”.
A Rússia desencadeou uma ofensiva militar a 24 de fevereiro na Ucrânia que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-anuncia-inicio-da-retirada-militar-de-kherson
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Hungria vai bloquear sanções da UE à Rússia
10 de novembro 2022 às 18:43
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/10/837081.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O governante frisou que a guerra na Ucrânia e “o fracasso da política de sanções de Bruxelas [contra a Rússia] causaram uma crise energética” a longo prazo.
O Governo da Hungria frisou esta quinta-feira que vai bloquear a aprovação de sanções da União Europeia (EU) à Rússia que estejam ligadas com energia nuclear.
“A ampliação da central nuclear de Paks corresponde aos nossos interesses estratégicos e de segurança nacional. Até agora, conseguimos evitar que Bruxelas imponha sanções ao nosso desenvolvimento nuclear e também o faremos no futuro”, disse Péter Szijjártó, ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, em comunicado.
O governante frisou que a guerra na Ucrânia e “o fracasso da política de sanções de Bruxelas [contra a Rússia] causaram uma crise energética” a longo prazo, acrescentando que os países que, como a Hungria, não têm muitos recursos energéticos, podem usar a energia nuclear para minimizar as mudanças “insensatas” do mercado energético internacional.
Recorde-se que a Hungria – um dos aliados mais próximos da Rússia - assinou, em 2014, um acordo com a empresa russa Rosatom para expandir a Paks, a sua única central nuclear, com um empréstimo russo de 12.500 milhões de euros.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785281/hungria-vai-bloquear-sancoes-da-ue-a-r-ssia-
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Ucrânia: Estados Unidos preparam nova ajuda militar de 400 milhões de dólares
MadreMedia / Lusa
10 nov 2022 20:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Estados Unidos vão atribuir mais 400 milhões de dólares (393 milhões de euros) em ajuda militar à Ucrânia, para apoiar este país no combate à invasão russa, revelaram hoje vários altos responsáveis norte-americanos.
Segundo as fontes governamentais, citadas pela agência Associated Press (AP), o pacote de ajuda conterá grandes quantidades de munições e, pela primeira vez, sistemas de defesa aérea Avenger, altamente móveis.
As autoridades acrescentaram que haverá munições para os Sistemas de Artilharia de Alta Mobilidade, conhecidos como HIMARS, que a Ucrânia têm utilizado com sucesso na sua contraofensiva frente à Rússia.
Contará também com morteiros e mísseis para o sistema antiaéreo terra-ar Hawk.
A confirmação oficial deste novo apoio a Kiev deve ser divulgada ainda hoje, enquanto continua a contagem de votos relativa às eleições intercalares de terça-feira, onde os Republicanos estão perto de garantirem uma estreia maioria na Câmara dos Representantes, noticiou AP.
Já o controlo do Senado está dependente das renhidas candidaturas no Arizona, Nevada e Geórgia.
Entretanto, na Casa Branca, o conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, adiantou que o novo pacote de ajuda à Ucrânia incluiria importantes contribuições para a defesa aérea.
“Este aumento da defesa aérea será crítico para a Ucrânia, pois a Rússia continua a usar mísseis de cruzeiro e ‘drones’ de fabrico iraniano para atacar infraestruturas civis essenciais”, destacou.
Sullivan não referiu o total do apoio militar, mas observou que incluiria mísseis Stinger para o sistema Avenger.
Incluindo a ajuda mais recente, os EUA já atribuíram mais de 18.600 milhões de dólares em armas e outros equipamentos militares para a Ucrânia, desde o início da invasão russa.
Quando questionado esta quarta-feira sobre a ajuda em andamento à Ucrânia, o Presidente Joe Biden manifestou otimismo de que esta continuará, mesmo que os Republicanos assumam o controlo de uma ou ambas as câmaras do Congresso.
“Espero que continuemos com esta abordagem bipartidária de enfrentar a agressão da Rússia na Ucrânia”, salientou o Democrata.
As munições adicionais e as capacidades de defesa aérea surgem num momento em que as tropas russas começaram a retirar-se da importante cidade ucraniana de Kherson.
Esta localidade é a única capital de província que Moscovo capturou, e a retirada russa pode permitir que a Ucrânia reconquiste o território no sul que tinha perdido.
As autoridades ucranianas reconheceram que as forças de Moscovo não tiveram alternativa a não ser fugir de Kherson, mas permaneceram cautelosas, temendo uma emboscada.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-estados-unidos-preparam-nova-ajuda-militar-de-400-milhoes-de-dolares
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Russos fogem de Kherson durante a noite, deixam soldados feridos para trás e destroem pontes para não os perseguirem
Gonçalo Lopes
MadreMedia
11 nov 2022 08:50
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=MThjsm5ng9reyY2lOeI2InuMT/jHVKpLx14e91qSftGd/OhHa+39sFplaF4A4Amkxy1siRnKhg7a3RfdPH+Kh6U+j6mlN2avPikh7GcixZQoHlE=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Ministério da defesa da Rússia ordenou que as tropas abandonassem esta capital regional. Avanços dos militares ucranianos fazem com que russos fujam à pressa, já noite dentro e eliminam acessos à margem esquerda do rio Dnipro.
A cidade de Kherson tem sido o foco de maior tensão na guerra da Ucrânia, pelo menos nas últimas semanas e levou mesmo a que o governo de Vladimir Putin, líder da Rússia, tomasse a decisão de recuar de um território que anexaram em setembro último.
Quilómetro após quilómetro, os ucranianos vão avançando no sentido do centro de Kherson e nas últimas semanas progrediram mais sete quilómetros, estando agora a 16 dos limites desta cidade portuária.
E, apesar das ordens do ministério russo para uma retirada em massa, tem sido aqui que se têm registado os principais confrontos entre tropas inimigas. Segundo relatos de vários órgãos de comunicação, que acompanham a guerra in loco, o facto dos soldados de Vladimir Putin serem cada vez mais uma minoria em Kherson, leva a que estes fujam quando a batalha se intensifica. E os resultados práticos desta fuga traduzem-se em mortos e feridos deixados para trás.
“Eles retiram-se porque sofrem perdas, perdas muito pesadas. Além disso, nem levam os corpos dos seus soldados e deixam os feridos para trás. Estamos constantemente a atacar. Eles não têm escolha a não ser recuarem para além do rio Dnipro, onde estão a concentrar todas as suas forças", confessou um soldado russo ao jornal The Telegraph.
Esta retirada, à pressa, tem sido feita, sobretudo, durante as últimas noites. E à medida que o fazem, após a passagem dos seus soldados, são destruídos os principais acessos à margem esquerda do rio Dnipro, onde as tropas de Vladimir Putin estarão a reagrupar-se. Na última noite, por exemplo, foi destruída a ponte Antonivka, que os observadores consideram ser a travessia do rio Dnipro mais importante para as áreas controladas pelos russos, sendo também a única ponte nas proximidades da central hidroelétrica de Kakhovka, que fornece energia à cidade de Kherson.
(https://i.ibb.co/44TBkSQ/Captura-de-ecr-2022-11-11-094528.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
É ponto assente que à medida que os dias vão passando, há cada vez menos tropas russas em Kherson. Tal como também há menos acessos terrestres à tal margem esquerda do rio Dnipro. Segundo os últimos relatos, além da ponte Antonivka, também nas últimas horas foram destruídas mais duas, uma perto da vila de Kakhovka e outra em Cherson.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-fogem-de-kherson-durante-a-noite-deixam-soldados-feridos-para-tras-e-destroem-pontes-para-nao-os-perseguirem
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Luz azul no céu e aparelhos eletrónicos inutilizáveis: Ameaça nuclear de Putin envolve ataque eletromagnético, avisa especialista
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:51, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As reiteradas ameaças de escalada de violência na guerra com a Ucrânia, feitas pela Rússia, deixaram o mundo em alerta, temendo que Putin se estivesse a referir ao uso de armas nucleares no conflito. No entanto, avisam especialistas e ex-oficiais militares norte-americanos, há outra arma que o presidente russo poderá estar a considerar na sua ameaça: um ataque tático com impulso eletromagnético, conhecido como EMP.
Estas armas são desenhadas para criarem uma forte onda de energia, que origina curto-circuitos em todos os aparelhos elétricos, como computadores, geradores, satélites, rádios, radares e até semáforos. Se a Rússia recorresse a este ataque, poderia desativar praticamente todas as infraestruturas civis e militares essenciais ucranianas e, com um só golpe, deicar toda a Ucrânia sem luz, aquecimento, comunicações ou transportes.
Recorda Roger Pardo-Maurer, veterano das Forças Armadas Especiais e ex-secretário-assistente adjunto da Defesa dos EUA, recorda que os canais estatais russos têm demonstrado como é que um ataque eletromagnético deste tipo no Mar Báltico. “Pode mesmo ser o caso de Putin e os seus generais terem-nos estado a avisar desta possibilidade durante todas as intervenções, com as ameaças enigmáticas de lanças ‘medidas técnico-militares’ não especificadas”, explica o ex-militar.
Uma arma nuclear tática causaria uma enorme explosão, mas não teria os efeitos imediatos esperados de travar as reconquistas ucranianas em todas as frentes de combate. Mas, usar uma arma nuclear para levar a cabo um ataque eletromagnético contra a Ucrânia, cumpriria o objetivo. Em vez de uma bola de fogo e uma gigantesca ‘nuvem-cogumelo’, o que resultaria seria uma orbe de uma luz azul estranha, que pulsaria nos céus, seguida de um silêncio absoluto, já que à altitude em que seria detonada a arma, o som não seria transmitido.
“Uma EMP nuclear relativamente pequena, facilmente lançada pelos mísseis hipersónicos Zircon da Rússia, pode não destruir edifícios ou matar imediatamente muitas pessoas. Mas pode inutilizar permanentemente circuitos elétricos, numa área de milhares de quilómetros quadrados de território ucraniano”, garante Pardo-Maurer.
Segundo o especialista, os equipamentos de defesa fornecidos pela NATO não ajudariam em nada, já que todos os sistemas de rádio, navegação GPS e drones dependem de eletrónica, seja para operar, lançar ou para manutenção. “Os efeitos eletromagnéticos permaneceriam e um ataque deste tipo destruiria 90% de todos os satélites por cima da zona afetada, em apenas três meses”, adianta.
Por exemplo, um ataque EMP lançado sobre Kherson, desligaria os sistemas que permitem operar as barragens da região, causaria entupimento e corte de estradas e pontes, com quilómetros de veículos inutilizáveis, e deixaria a população desesperada para garantir condições mínimas de sobrevivência, incluindo comida, ou aquecimento. A Ucrânia teria que fazer uma ‘pausa’ na tentativa de reconquista de territórios ilegalmente anexados pela Rússia, e Putin teria tempo para ‘respirar’, repor tropas na frente de batalha e repensar a estratégia.
Para Roger Pardo-Maurer, os aliados da Ucrânia deveriam estar a ajudar as forças militares ucranianas a prepararem-se para a realidade possível de um ataque eletromagnético, bem como deviam ser promovidos simulacros para preparara a população para essa eventualidade.
“Finalmente, devíamos também repensa os nossos objetivos. Se Putin contempla o uso de uma arma tática de EMP, então não é só a liberdade da Ucrânia em jogo, é todo o futuro dos próximos conflitos mundiais. Se cedermos à chantagem do Kremlin, outros países se seguirão”, avisa o responsável, recordando que a China e a Coreia do Norte já têm armas com esta capacidade que podem usar a qualquer momento.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/luz-azul-no-ceu-e-aparelhos-eletronicos-inutilizaveis-ameaca-nuclear-de-putin-envolve-ataque-eletromagnetico-avisa-especialista/
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Ucrânia: militares ucranianos já ocupam centro de Kherson: vídeos nas redes sociais mostram a alegria dos residentes
Por Francisco Laranjeira em 14:12, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/militares-ucranianos.png)
Fonte de imgem: multinews.sapo.pt
As tropas ucranianas já entraram em Kherson: segundo diversos vídeos publicados nas redes sociais, o exército de Kiev já colocou a bandeira da Ucrânia em algumas das principais praças da cidade esta sexta-feira.
Nos vídeos é possível constatar a alegria da população pela chegada das tropas ucranianas.
(https://i.ibb.co/WyYmvG8/Sem-T-tulo.jpg)
Fonte de imgem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Recorde-se que o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, revelou, na passada quarta-feira, que as tropas russas iriam retirar-se de Kherson dado que a contraofensiva ucraniana impossibilita a sua defesa e impede o abastecimento à cidade. Nas palavras do comandante da Rússia na Ucrânia, Sergei Surovikin, esta foi “uma decisão difícil”, contudo após avaliar a situação, a Rússia optou por “assumir a defesa ao longo da margem esquerda do rio Dnipro”.
O Ministério da Defesa da Ucrânia já pediu ao soldados inimigos para se “renderem imediatamente”. “Kherson regressou ao controlo ucraniano. Unidades das Forças Armadas ucranianas entraram na cidade”, declarou o Ministério, num comunicado divulgado na rede social Facebook. O Ministério também pediu aos soldados russos para permanecerem no local e “renderem-se imediatamente”, prometendo “preservar a vida e a segurança” daqueles que o fizerem. “Os vossos líderes dizem-vos para vestirem roupas civis e tentarem fugir, por conta própria. Evidentemente, não terão sucesso. Qualquer soldado russo que resista será eliminado. Apenas têm uma solução para evitar a morte: renderem-se imediatamente”, prometeu o Governo ucraniano, no comunicado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-militares-ucranianos-ja-ocupam-centro-de-kherson-videos-nas-redes-sociais-mostram-a-alegria-dos-residentes/
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Rússia “tentou e falhou” teste de novo torpedo nuclear topo de gama, garantem EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:03, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/belgorod.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia terá efetuado exercícios de teste de um novo torpedo nuclear, lançado a partir de um dos seus submarinos, mas a tentativa revelou-se um fracasso. De acordo com fonte militar dos EUA, citada pela CNN, o teste com o torpedo ocorreu nas últimas semanas.
A informação surge depois de vários veículos navais, incluindo o submarino de mísseis-cruzeiro Belgorod, terem sido detetados a abandonar as zonas habitualmente utilizadas pela Rússia para testes de armamento deste tipo, no Ártico, sem que nenhum exercício tivesse sido conduzido.
Washingron acredita que o novo torpedo ou um dos submarinos envolvidos tenha sofrido problemas técnicos de funcionamento. O mesmo oficial militar dos EUA, que prefere ficar no anonimato, garante que a Rússia “tentou e falhou” e que Moscovo tem agora uma janela temporal muito limitada para conseguir levar a cabo os exercícios planeados, já que as águas do Ártico onde costumam ocorrer os testes vão começar a congelar muito em breve.
“Isto pode ser visto como parte de um plano maior, vendo as recentes práticas militares da Rússia de enviar tropas mal treinadas e mal equipadas para a Ucrânia”, continua o responsável.
O Belgorod, um dos mais modernos veículos aquáticos da Rússia e o mais longo submarino nos oceanos atualmente, está desenhado para transportar e lançar o torpedo topo de gama Poseidon, que consiste num drone subaquático que pode levar munições convencionais ou nucleares.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-tentou-e-falhou-teste-de-novo-torpedo-nuclear-topo-de-gama-garantem-eua/
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“Atiram-nos como gatos ao fogo”: Mulheres russas vão para a Ucrânia resgatar os maridos feridos em combate e abandonados
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:41, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um grupo de mulheres russas pôs-se a caminho da Ucrânia para irem salvar os maridos, militares russos, que ficaram feridos em combate e que terão sido abandonados pelos restantes militares, comandantes e generais.
Em vários vídeos, divulgados nas redes sociais e citados pelo Telegraph, as mais de 20 russas relatam que têm pedido informações sobre os companheiros às forças militares russas. Os militares em causa tinham sido recentemente recrutados e estavam há poucos dias na Ucrânia, altura em que terão sido atacados numa contraofensiva ucraniana.
As quatro brigadas de homens, a maioria mobilizados de Kursk, Voronezh e Belgorod, foram atacadas perto de Makiivka, a cerca de 145 km da fronteira da Ucrânia com a Rússia.
Apenas 159 soldados russos sobreviveram ao bombardeamento, muitos deles com ferimentos graves, e não estarão a conseguir chegar a um lugar seguro, muitos deles, segundo as mulheres, a carregarem os camaradas em pior estado às costas.
As mulheres conseguiram chegar à base militar de Valuiki a poucos quilómetros a fronteira ucraniana, para pedirem ajuda. “Os nossos homens foram atirados para a luta, atiram-nos como gatos ao fogo, não deixam que retirem, são ameaçados com execução e que vão ser listados como desaparecidos, porque não estão registados em nenhuma unidade militar”, escreve uma das mulheres, Svetlana Gorbatenko, nas redes sociais.
“Estou grávida do nosso terceiro filho, e não consigo ter o meu marido de volta. Por isso vamos nós lá. Se alguma coisa nos acontecer, agradeçam aos comandantes e militares que nos prometeram que eles voltariam”, lamenta Svetlana.
Outra companheira de um dos soldados mobilizados e abandonados na frente de batalha relata que os militares foram enviados “sem qualquer preparação, provisões ou ordens”.
Yulia explica que lhe foi dito que apenas 30 dos 200 homens atacados pelas forças ucranianas sobreviveram e que o marido tinha “chorado a pedir ajuda”.
Os militares alegadamente abandonados fazem parte dos mais de 300 mil que responderam ao decreto de Putin de mobilização parcial de reservistas, que terminou recentemente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/atiram-nos-como-gatos-ao-fogo-mulheres-russas-vao-para-a-ucrania-resgatar-os-maridos-feridos-em-combate-e-abandonados/
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Retirada de Kherson envolveu mais de 30.000 soldados russos, segundo Moscovo
MadreMedia / Lusa
11 nov 2022 16:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 30.000 soldados russos passaram para a margem esquerda do Rio Dniepre, que divide a região de Kherson, no sul da Ucrânia, anunciou hoje o Ministério da Defesa em Moscovo.
“No total, mais de 30.000 militares russos e quase 5.000 unidades de armamento e veículos militares foram retirados” da margem ocidental do rio, disse o ministério russo, citado pelas agências francesa AFP e espanhola EFE.
O ministério acrescentou que as suas tropas não deixaram nada para trás, nem mesmo carros e equipamento avariado.
A operação deveu-se ao avanço das tropas ucranianas, que entraram hoje na cidade de Kherson, a capital da região com o mesmo nome.
A Rússia citou a superioridade numérica do inimigo para justificar a retirada.
Disse também que se deveu à necessidade de enviar parte deste contingente para outras zonas da frente, o Donbass (Donetsk e Lugansk, no leste) ou Zaporijia (sudeste).
Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk são as quatro regiões ucranianas anexadas pela Rússia em 30 de setembro, numa decisão considerada ilegal por Kiev e pela generalidade da comunidade internacional.
A cidade de Kherson, onde as tropas russas entraram poucos dias depois da invasão (24 de fevereiro), era a única capital regional ucraniana conquistada pela Rússia em quase nove meses de guerra.
No início de setembro, Kiev lançou um ataque-surpresa na região de Kharkiv (nordeste) e reivindicou, desde então, a reconquista de importantes centros logísticos, como Izium, Kupiansk e Lyman (leste).
A retirada foi anunciada pelo comandante russo na Ucrânia, general Serguei Surovikin, na quarta-feira, e foi considerada a maior derrota sofrida desde o início da ofensiva militar no país vizinho.
O revés é ainda mais significativo por ocorrer menos de dois meses depois de o líder russo, Vladimir Putin, ter ordenado a mobilização de 300.000 reservistas para consolidar as tropas em dificuldade perante a contraofensiva ucraniana.
A retirada de Kherson foi apoiada por figuras altamente críticas da estratégia do exército russo na Ucrânia, como o líder checheno, Ramzan Kadyrov, mas mal recebida por especialistas próximos do Kremlin (Presidência).
“A rendição de Kherson é a maior derrota geopolítica da Rússia desde o desmembramento da União Soviética”, considerou Serguei Markov, antigo conselheiro de Putin, citado pelas agências espanhola EFE e norte-americana AP.
Apesar da retirada, o Kremlin afirmou hoje que Kherson continua a ser uma região da Federação Russa.
“É um assunto da Federação Russa. Não pode haver mudança”, disse o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov.
Ao anunciar a mobilização dos reservistas, Putin avisou que a Rússia usaria todos os meios para defender a sua integridade territorial, numa referência à possibilidade de utilização de armas nucleares.
Na perspetiva da Moscovo, as quatro regiões agora anexadas e a península ucraniana da Crimeia, anexada em 2014, fazem parte do território da Federação Russa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/retirada-de-kherson-envolveu-mais-de-30-000-soldados-russos-segundo-moscovo
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“Kherson é nossa, do nosso povo”: Zelensky celebra retirada russa da cidade
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:13, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-7.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Volodymyr Zelensky celebrou esta sexta-feira a reconquista da cidade de Kherson, na região do mesmo nome ilegalmente anexada pela Rússia, depois de as forças russas terem sido obrigadas à retirada, concluída esta sexta-feira.
“Hoje é um dia histórico! Kherson é nossa, do nosso povo”, escreveu o presidente ucraniano no seu canal de Telegram, colocando um emoji da bandeira da Ucrânia.
Zelensky partilhou também imagens que mostram tropas ucranianas no encontro com os habitantes de Kherson, que já estão a celebrar a retoma do controlo ucraniano da região. Nas ruas, os ucranianos cantam e dançam com sorrisos de vitória no rosto.
“A população de Kherson nunca desistiu”, afirmou Zelensky.
(https://i.ibb.co/0t2641Z/Sem-T-tulo.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
De acordo com o ministério da Defesa russo, citado pela AFP, “mais de 30.000 militares russos e quase 5.000 unidades de armamento e veículos militares foram retirados” da margem ocidental do rio Dnipro.
(https://i.ibb.co/8Kg7cLH/Captura-de-ecr-2022-11-13-110815.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A operação de retirada foi levada a cabo depois dos avanços conseguidos pelas tropas ucranianas que, esta sexta-feira de manhã, conseguiram entrar na cidade.
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kherson-e-nossa-do-nosso-povo-zelensky-celebra-retirada-russa-da-cidade/
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Cidadãos de Kherson celebram regresso das tropas ucranianas
Manuel Ribeiro - Texto
MadreMedia
11 nov 2022 18:24
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&png=1&delay_optim=1&webp=1&epic=MjczOmTB7OksUYe3ROKTAz5wpiGgW19XHTtocpIyXvK+VBpdBpD+rkY2OganmcHZBG93SwgyftYvZXAcgBkiAE7YqTj44yjNEtv3SPuQmti2ghQ=)
Kherson: Chegada das tropas ucranianas Telegram
Depois da retirada das tropas russas da cidade de Kherson, as forças armadas ucranianas foram recebidas em festa pela população.
A população de Kherson recebeu, esta sexta-feira, as forças armadas ucranianas em clima de festa.
A cidade era a única capital regional conquistada pela Rússia à Ucrânia, em nove meses de guerra. A sua retoma constitui para a Ucrânia uma enorme vitória. "Os ucranianos estão, finalmente, em casa", diz o canal oficial do governo ucraniano, no Telegram. "Hoje é um dia histórico. Estamos de volta a Kherson", declarou Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia.
"A partir de agora, as nossas defesas estão nas proximidades e as unidades especiais já entraram na cidade", afirma Zelensky.
"O povo de Kherson estava à espera... Nunca desistiram da Ucrânia. A esperança para a Ucrânia é sempre justificada (...) e mesmo quando a cidade não está completamente limpa da presença do inimigo, o próprio povo de Kherson já está a remover símbolos russos das ruas e edifícios e quaisquer vestígios da estadia dos ocupantes em Kherson", disse o chefe de Estado na mensagem divulgada através da sua conta oficial do Telegram.
As imagens partilhadas nas redes sociais, mostram os cidadãos de Kherson a celebrar a chegada dos soldados ucranianos e a retirar símbolos e bandeiras russas de locais públicos.
(https://i.ibb.co/QNwk1G0/Captura-de-ecr-2022-11-13-111357.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Esta madrugada, cerca de 30 mil soldados russos retiraram de Kherson, numa ação anunciada pelo ministério da Defesa russo.
“No total, mais de 30.000 militares russos e quase 5.000 unidades de armamento e veículos militares foram retirados” da margem ocidental do rio Dniepre, disse o ministério, citado pelas agências francesa AFP e espanhola EFE.
Na retirada para a margem esquerda do rio Dniepre, as tropas russas destruíram as pontes por onde passaram. Imagens de satélite, entretanto divulgadas, mostram a destruição da ponte da barragem de Kakhovskaya, em Kherson.
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satellite images of bridges blown up by Russians in Kherson region. créditos: Maxar
Apesar de ter perdido Kherson, Moscovo continua a dizer que toda a região faz parte do território russo como resultado da anexação - juntamente com três outras provinciais ucranianas - oficializada por Putin, há cerca de dois meses.
Para Kiev, a reconquista de Kherson trata-se de uma "vitória extremamente importante" e mostra que "não importa o que a Rússia faça, a Ucrânia vencerá" a guerra, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, citado pela AFP.
Na capital ucraniana também se festeja a chegada das tropas ucranianas à cidade de Kherson. Envergando as cores da Ucrânia, a população celebra, na Praça Maidan, a libertação daquela região.
(notícia atualizada às 23h50)
*com AFP e Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cidadaos-de-kherson-celebram-regresso-das-tropas-ucranianas
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Putin “já recebeu os termos de rendição enviados pelo Ocidente” após retirada de Kherson, garante especialista ligado ao Kremlin
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:53, 11 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Após as tropas russas terem sido obrigadas a retirar-se de Kherson, no seguimento de uma série de contraofensivas ucranianas para recuperar a região ilegalmente anexada pela Rússia, Putin “já recebeu os termos de uma eventual rendição, enviados pelos líderes ocidentais”, após a humilhante derrota.
Segundo Valery Solvey, ex-diretor de Relações Públicas do prestigiado Instituto de Relações Internacionais de Moscovo, e que tem ligações ao Kremlin, adianta que, entre as condições, estaria a desocupação de todos os territórios na Ucrânia, à exceção da Crimeia, que se tornaria numa zona desmilitarizada, com este estatuto a não ser discutido pelo menos até 2029.
Em troca, Putin e os seus aliados evitariam acusações judiciais sobre a guerra e poderiam continuar no poder. De acordo com o politólogo a proposta foi discutida com Kiev e os aliados ocidentais, antes de ser apresentada ao círculo mais próximo de Putin.
Recorde-se que a Rússia, nas últimas semanas, tem demonstrado vontade de voltar à mesa das negociações e, segundo Solvey, os EUA têm pressionado a Ucrânia a fazer o mesmo.
A proposta surge numa altura em que a cidade de Kherson volta a estar sob o controlo da Ucrânia, com a população local a celebrar em clima de festa nas ruas.
Para a Rússia se render, teria que desistir de qualquer anexação das regiões tomadas ilegalmente de Zaporíjia, Luhansk e Donetsk, incluindo áreas ocupadas desde 2014. A única exceção seria a Crimeia, mediante desmilitarização, uma zona de armamento proibido a ser criada entre as fronteiras da Bielorrússia, Rússia e Ucrânia.
De acordo com o especialista, a Rússia teria de abdicar de qualquer presença militar também na região moldava da Transnístria. Em troca a Ucrânia só poderia juntar-se à NATO daqui a sete anos.
Seis países já terão oferecido garantias de segurança, entre as quais que interviriam militarmente caso a Rússia invadisse novamente a Ucrânia.
“Se o presidente Putin não aceitar estas condições, as ações militares continuarão. Se forem retomados os ataques e bombardeamentos massivos a infraestruturas essenciais na Ucrânia, isso significa que ele não está preparado para aceitar estes termos. Se não houver bombardeamentos, isso também não quer dizer que vai aceitar. Significa que continua a contemplar a hipótese e está a tentar ganhar tempo para avaliar a situação”, garante Solvey.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-ja-recebeu-os-termos-de-rendicao-enviados-pelo-ocidente-apos-retirada-de-kherson-garante-especialista-ligado-ao-kremlin/
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Ucrânia volta a Kherson
12 de novembro 2022 às 10:00
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/11/837182.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Depois da retirada dos russos, as forças ucranianas regressaram a Kherson. Mas ainda se receia que se trate de uma emboscada e haja soldados russos escondidos no território.
As forças russas abandonaram por completo Kherson, uma das principais conquistas de Moscovo durante a invasão da Ucrânia. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa russo, numa altura em que as tropas ucranianas já chegaram à região, procedendo com alguma cautela uma vez que existem relatos que soldados russos ficaram para trás e estão escondidos e disfarçados de civis.
Segundo meios de comunicação da Rússia, os soldados russos e a sua artilharia foram transferidos para a margem leste do rio Dnipro, numa manobra que movimentou mais de 30 mil homens, acrescentando que não foram registadas perdas de material ou de qualquer homem.
O Kremlin argumentou que não fazia sentido manter as suas forças nesta região uma vez que era uma tentativa «fútil» perante o crescente contra-ataque ucraniano.
A confirmar-se, esta é uma derrota pesada para Moscovo: Kherson foi uma das mais importantes conquistas da invasão russa, uma vez que servia de porta de entrada para a Crimeia e foi a única capital regional conquistada durante esta ofensiva. Ainda assim, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, recusou reconhecer esta retirada como «humilhante», acrescentando ainda que não existem «arrependimentos».
O Kremlin reforçou também que a retirada das forças russas de Kherson não mudará o estatuto da região, que Moscovo incorporou no país no final de setembro após um referendo, e que também contou com a anexação de Donetsk, Lugansk e Zaporijjia.
«Este é um assunto da Federação Russa e está legalmente fixo e definido. Não há e não pode haver mudanças», disse Peskov sobre o estatuto dos referendos que foram denunciados por Kiev e considerados ilegais pela comunidade internacional.
Depois de abandonarem este território, os russos destruíram a ponte Antonivka, a única passagem rodoviária próxima de Kherson para a margem leste do rio Dnipro.
Bandeira ao alto
Após a retirada da maioria das tropas russas, as unidades ucranianas começaram a entrar em Kherson, reportaram os serviços de inteligência da Ucrânia, um regresso que está a ser considerado um enorme «sucesso» e uma «vitória».
«A Ucrânia está a conquistar outra vitória importante e agora prova que o que quer que a Rússia diga ou faça, a Ucrânia vencerá», escreveu no Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.
Em imagens partilhadas nas redes sociais, é possível observar a infantaria ucraniana a ser recebida pelos moradores em grande festa.
Um membro do conselho regional de Kherson disse à Reuters que quase toda a cidade estava já sob controle das forças armadas ucranianas.
No entanto, os moradores foram aconselhados a permanecer dentro das suas casas. A agência de inteligência ucraniana informou que existem soldados russos que permaneceram em Kherson e que receberam ordens dos seus comandantes para vestir roupas civis e se esconderem.
As autoridades ucranianas instigaram os soldados que ficaram para trás a renderem-se imediatamente, garantindo que a sua segurança seria garantida caso o fizessem. «Existe apenas uma hipótese de evitar a morte e é render-se imediatamente», informaram.
«Em caso de cativeiro voluntário, a Ucrânia garante sobrevivência e segurança. Cumprimos as Convenções de Genebra, garantimos aos prisioneiros de guerra alimentos, assistência médica e a possibilidade da sua troca por soldados das Forças Armadas Ucranianas mantidos em cativeiro na Federação Russa», disseram os serviços de inteligência num comunicado publicado nas redes sociais, pedindo aos soldados para abordarem os militares ucranianos com as suas armas penduradas ao ombro, com uma bandeira ou pano branco, e gritar: «Rendo-me».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785378/ucr-nia-volta-a-kherson
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Poesia: Lágrimas por Kherson
12 de Novembro, 2022
Luís Pais Amante
(https://preview.redd.it/bd1gwwspwez91.png?width=1080&format=png&auto=webp&s=3e1305666700d1de8a093906ef7a15a246494659)
Fonte de imagem: penacovactual.sapo.pt
As imagens irromperam pela televisão adentro
O Povo Ucraniano dança e pula de contentamento
Feliz
Unido
Até divertido
Apesar da ocasião
Está na Praça onde há já muito tempo
Enfrentou a força bruta do ocupante em tormento
Na Capital da Região
Kherson
Em que foi perdido muito sangue
Na batalha feroz, exangue
… em que o inimigo fugiu …
… deixando pra trás o que destruiu …
Muita gente que sai não se sabe bem donde
Mas de baixo da terra, certamente
Muitas Mulheres e Crianças
E até namorados em danças
Duros Resistentes, puros resilientes
Apareceram com a chegada da Bandeira
Que os Heróis Soldados transportaram
E cantaram o Hino da sua Nação
Com muita, muita emoção
Está a acontecer
Para o Mundo inteiro ver
Mostrando
O que é ser ordeiro em guerra
O que é amar a sua terra
O que é ser verdadeiro
…
E eu estou aqui, agarrado à euforia
A pensar como seria bom
Que um qualquer dom
Lhes pudesse dar só alegria
E Liberdade em paz
… e estou a chorar!
Luís Pais Amante
Crente na Vitória deste Povo Heróico
Fonte: penacovactual.sapo.pt Link: https://penacovactual.sapo.pt/2022/11/12/poesia-lagrimas-por-kherson/
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Banksy está na Ucrânia a criar obras de arte nos destroços da guerra. Veja os graffitis do maior artista de rua do mundo
Mariana Coelho
12 nov 2022 16:32
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Instagram
Banksy tem vindo a deixar murais espalhados por uma das cidades mais destruídas pela guerra.
O famoso artista de rua Banksy voltou a fazer das suas. Conhecido pelas obras de arte de cariz humanitário, que pretendem alertar para assuntos como os abusos sexuais nas igrejas ou a crise climática, desta vez está a dedicar trabalhos à guerra que decorre na Ucrânia.
Em fevereiro deste ano, a Rússia invadiu a Ucrânia e começou um conflito que, nove meses depois, ainda perdura. O artista britânico de 48 anos, cuja identidade permanece um mistério, viajou até Borodyanka, a noroeste de Kiev, capital ucraniana. Foi neste local que deixou os seus mais recentes graffitis, tal como notou o "DailyMail".
Um deles, que partilhou no Instagram, trata-se de uma figura de uma ginasta a fazer o pino, equilibrada numas pedras que desabaram e que pertenciam a um edifício agora abandonado. Borodyanka "é a cidade mais destruída da região", de acordo com a procuradora-geral ucraniana Iryna Venediktova, citada pelo "Observador".
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créditos: Instagram
Alvo de bombas e rockets, esta zona residencial ficou destruída. A procuradora-geral ucraniana acredita que o alvo foi "apenas a população civil", já que "não existe qualquer base militar" perto. Na legenda das três fotografias partilhadas por Banksy na conta pessoal do Instagram, apenas escreveu "Borodyanka, Ukraine".
Banksy reúne mais de 11 milhões de seguidores nesta rede social. Apesar de apenas ter partilhado esta obra, já existia alguma especulação de que o artista estaria na Ucrânia, depois de começarem a surgir murais parecidos aos que nos habituou. Todos têm uma coisa em comum: representam crianças.
(https://i.ibb.co/9Gkm0Yb/Captura-de-ecr-2022-11-13-112607.jpg)
Fonte de imagem: magg.sapo.pt
Estas obras de arte aparecem entre os escombros, em rachas, sujidade, lixo. "Um dos murais mostra um homem parecido ao presidente russo, Vladimir Putin, a ser atirado ao chão durante um combate de judo com um pequeno rapaz", escreve o "The Guardian".
Fonte: magg.sapo.pt Link: https://magg.sapo.pt/cultura/artigos/arte-banksy-guerra-ucrania#
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Forças ucranianas recuperam controlo de 60 localidades em Kherson
MadreMedia / Lusa
13 nov 2022 08:07
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no sábado que as forças militares ucranianas recuperaram o controlo de mais de 60 localidades em Kherson, após a retirada do exército russo dessa região do sul do país.
“A partir desta noite, as forças de defesa recuperaram o controlo em mais de 60 localidades na região de Kherson e a polícia começou a tomar medidas de estabilização”, assegurou o presidente ucraniano no seu habitual discurso noturno transmitido nas redes sociais.
Zelensky adiantou que os especialistas em desativação de bombas “têm muito trabalho a fazer” neste território, tendo em conta que quase 2.000 engenhos explosivos já foram removidos, caso de minas, armadilhas e munições por explodir.
Adiantou ainda que dez grupos de peritos em desativação de engenhos explosivos estão trabalhar na região, em conjunto com a polícia e várias unidades das forças de defesa.
“Antes de fugirem de Kherson, os russos destruíram todas as infraestruturas críticas: comunicações, abastecimento de água, aquecimento e eletricidade”, lamentou o Presidente da Ucrânia.
Volodymyr Zelensky agradeceu ainda às forças de defesa e de informações ”pelo brilhante trabalho das tarefas de libertação de Kherson”, acrescentando que “farão o mesmo em Henichesk e Melitopol”.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/forcas-ucranianas-recuperam-controlo-de-60-localidades-em-kherson
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Rússia proíbe entrada de navios estrangeiros no mar de Azov
MadreMedia / Lusa
12 nov 2022 21:02
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério dos Transportes turco informou hoje que as autoridades russas proibiram a entrada no Mar de Azov de navios carregados no exterior.
Os portos ucranianos de Mariupol e Berdyansk, entre a península da Crimeia, que Moscovo anexou em 2014 e a Rússia, situam-se no mar de Azov.
Numa mensagem na rede social Twitter e citando a administração marítima russa, a autoridade turca que tutela o tráfego marítimo afirma que “é proibida a transferência para o norte de navios carregados fora do território russo”.
O Mar de Azov, cuja entrada é o estreito de Kerch está localizado na parte nordeste do Mar Negro, cuja entrada é controlada pela Turquia através do estreito do Bósforo, em Istambul.
O estreito de Kerch é atravessado por uma ponte que liga a Rússia à Crimeia e que foi substancialmente danificada há várias semanas por uma explosão de que Moscovo culpa a Ucrânia.
No Mar de Azov estão os portos ucranianos de Mariupol e Berdyansk, controlados pela Rússia após a invasão da Ucrânia iniciada em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-proibe-entrada-de-navios-estrangeiros-no-mar-de-azov
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Guerra na Ucrânia impede comunicado final da cimeira da Ásia Oriental - MNE russo
Lusa
13 nov 2022 09:01
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Fonte de imagem: sapo.pt
A cimeira da Ásia Oriental, em que participam Estados Unidos e Rússia, terminou hoje em Phnom Penh sem um comunicado conjunto devido a referências à guerra na Ucrânia, anunciou o chefe da diplomacia russa.
"Não houve acordo", disse Serguei Lavrov numa conferência de imprensa após a cimeira que juntou a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e os seus principais parceiros.
"Os Estados Unidos e os seus aliados insistem numa linguagem absolutamente inaceitável em relação à situação na Ucrânia, pelo que será emitida uma declaração presidencial", disse Lavrov, citado pela agência espanhola EFE.
A cimeira juntou na capital do Camboja os 10 países da ASEAN e Austrália, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Nova Zelândia, Rússia e União Europeia.
A ASEAN é formada por Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar (antiga Birmânia), Singapura, Tailândia e Vietname.
Myanmar não enviou qualquer representante à cimeira porque a junta militar, no poder desde o golpe de Estado de 2021, foi vetada pela ASEAN por não facilitar uma solução para a crise política no país.
A reunião juntou na mesma sala Serguei Lavrov, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
Numa atmosfera de divisão e à porta fechada, esperava-se que o encontro fosse dominado pela guerra na Ucrânia, a crise energética e alimentar, e a rivalidade entre China e Estados Unidos, entre outras questões.
O primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, cujo país preside à ASEAN este ano, disse antes da reunião que estava ciente das divisões, mas também confiante de que era possível chegar a acordos para construir uma região "mais pacífica, harmoniosa e próspera".
Lavrov chefia a delegação russa, face à ausência do Presidente Vladimir Putin, que não se deslocou a Phnom Penh nem participará na cimeira do G20, na terça e quarta-feira, na Indonésia.
O Kremlin (Presidência) alegou problemas de agenda e a necessidade de Putin permanecer na Rússia para justificar a sua ausência nas reuniões.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, mergulhando a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1930-1945).
A generalidade da comunidade internacional condenou a Rússia pela invasão e decretou sanções contra interesses russos.
Os aliados ocidentais da Ucrânia têm fornecido armamento às tropas ucranianas, que lançaram recentemente uma contraofensiva e reconquistaram zonas que estavam sob controlo russo, incluindo parte da região de Kherson, no sul.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/guerra-na-ucrania-impede-comunicado-final-da-_6370b3c3e161f5430f51525f
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Ucrânia: Zelensky denuncia "atrocidades" russas em Kherson e "mais de 400 crimes de guerra"
MadreMedia / Lusa
13 nov 2022 23:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que o exército russo fez "as mesmas atrocidades" em Kherson que em outras regiões do país durante a sua ocupação, e afirmou que já foram documentados "mais de 400 crimes de guerra russos".
Zelensky disse, na habitual intervenção diária na televisão, que o exército russo “deixou para trás as mesmas atrocidades que em outras regiões onde conseguiu entrar” e que “os investigadores já documentaram mais de 400 crimes de guerra russos e estão a ser encontrados corpos de civis e soldados”.
“Vamos encontrar e levar à justiça todos os assassinos. Sem dúvida”, garantiu.
Volodymyr Zelensky adiantou que as autoridades ucranianas estão a recuperar as comunicações, a Internet e a televisão, e estão a fazer “todo o possível para restabelecer as capacidades técnicas normais de fornecimento de eletricidade e água, o mais rapidamente possível”, acrescentou.
“A região de Kherson ainda é muito perigosa. Em primeiro lugar, existem minas. Infelizmente, um dos nossos sapadores foi morto e outros quatro ficaram feridos enquanto limpavam as minas”, advertiu ainda o Presidente ucraniano.
Zelensky referiu igualmente que os combates na região de Donetsk são tão intensos quanto nos dias anteriores. “O nível de ataques russos não está a diminuir”, sublinhou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-zelensky-denuncia-atrocidades-russas-em-kherson-e-mais-de-400-crimes-de-guerra
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ONU vota resolução para Rússia pagar indemnizações pela invasão da Ucrânia
Por MultiNews com Lusa em 07:15, 14 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Assembleia-Geral-da-ONU.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Assembleia Geral da ONU agendou para esta segunda-feira uma votação sobre uma resolução que exigirá que Rússia seja responsabilizada por violar o direito internacional ao invadir a Ucrânia, inclusive o pagamento de indemnizações.
O projeto de resolução, obtido pela agência de notícias Associated Press (AP), reconheceria a necessidade de estabelecer um “mecanismo internacional de reparação por danos, mortes ou ferimentos” decorrentes dos “atos injustos” da Rússia contra a Ucrânia.
O documento recomendaria que os 193 Estados-membros da Assembleia, em cooperação com a Ucrânia, criassem “um registo internacional” para documentar reivindicações e informações sobre danos, mortes ou ferimentos causados aos ucranianos e ao Governo de Kiev por Moscovo.
O poder de veto da Rússia no Conselho de Segurança de 15 membros impediu que o órgão com mais poder na ONU tomasse qualquer ação desde que o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que as suas forças invadissem a Ucrânia, em 24 de fevereiro.
Ao contrário das resoluções do Conselho de Segurança, as da Assembleia Geral não são juridicamente vinculativas, mas refletem a opinião mundial e têm demonstrado ampla oposição mundial à ação militar da Rússia.
A resolução proposta é copatrocinada por Canadá, Guatemala, Países Baixos e Ucrânia.
Na terça-feira, a porta-voz da Assembleia Geral, Paulina Kubiak, disse que não vai haver debate sobre o projeto de resolução, mas que os países podem dar uma explicação sobre o seu voto antes ou depois do início dos trabalhos.
A resolução reafirmaria o compromisso da Assembleia Geral com a “soberania, independência, unidade e integridade territorial” ucraniana e reiteraria a sua exigência de que a Rússia “cesse imediatamente o uso da força contra a Ucrânia” e retire todos os militares do terreno.
O documento também expressaria “grave preocupação com a perda de vidas, deslocamento de civis, destruição de infraestrutura e recursos naturais, perda de propriedade pública e privada e calamidade económica provocada pela agressão da Federação Russa contra a Ucrânia”.
O rascunho lembra que o artigo 14 da Carta da ONU autoriza a Assembleia Geral a “recomendar medidas para acerto pacífico de qualquer situação (…) que considere provável prejudicar o bem-estar geral das relações amigáveis entre as nações”, incluindo violações da Carta.
A resolução também se refere a uma resolução da Assembleia Geral, adotada em 16 de dezembro de 2005, intitulada “Princípios e Diretrizes Básicos sobre o Direito a Recurso e Reparação para Vítimas de Violações Graves e Flagrantes das Normas Internacionais de Direitos Humanos e de Violações Graves do Direito Internacional Humanitário”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/onu-vota-resolucao-para-russia-pagar-indemnizacoes-pela-invasao-da-ucrania/
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Putin ordena desmobilização de estudantes de Donetsk e Lugansk
Por MultiNews com Lusa em 09:08, 14 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a desmobilização dos estudantes das chamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, que tinham sido chamados antes da sua anexação por Moscovo, anunciou este domingo o Kremlin.
“Putin ordenou a desmobilização dos estudantes e a organização para o seu regresso à escola”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, citado pela agência Efe.
Peskov acrescentou que as milícias em Donetsk e Lugansk foram integradas nas Forças Armadas russas após a incorporação destas entidades na Federação Russa, em 30 de setembro.
As autoridades pró-Moscovo nestas apelidadas repúblicas populares ordenaram uma mobilização geral em 19 de fevereiro, cinco dias antes de a Rússia lançar a sua “operação militar especial” na Ucrânia.
Na ocasião, todos os homens com idades compreendidas entre os 18 e os 27 anos foram chamados, tendo os homens até 55 anos ficado proibidos de abandonar os territórios das entidades separatistas.
Nas últimas semanas, as forças ucranianas recuperaram parte do território que tinham perdido para a Rússia desde a invasão do seu país lançada em 24 de fevereiro deste ano.
Para isso, têm em curso uma contraofensiva no sul e no leste da Ucrânia tornada possível com o armamento que têm recebido dos seus aliados ocidentais.
A recuperação da cidade de Kherson (sul), na sexta-feira, após a retirada de milhares de soldados russos, foi o mais recente sucesso da contraofensiva ucraniana.
A guerra iniciada pela Rússia mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1930-1945).
Além de baixas ainda por determinar e a destruição de muitas zonas da Ucrânia, a guerra e as sanções impostas à Rússia provocaram perturbações em muitos setores a nível global, particularmente nos mercados de energia e alimentar.
Esta crise ocorre numa altura em que a economia mundial ainda está a tentar recuperar das perturbações causadas pela pandemia de covid-19, questões que serão discutidas no G20.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-ordena-desmobilizacao-de-estudantes-de-donetsk-e-lugansk/
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O inverno vai mudar a guerra. Desde a roupa, a redução horária para salvar feridos, ao mau funcionamento das armas
[size=8pt]Gonçalo Lopes
MadreMedia
14 nov 2022 08:21[/size]
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Fonte de imagem: Lusa
Ministério da Defesa do Reino Unido traça os próximos tempos de conflito entre a Ucrânia e a Rússia. O mau tempo vai mudar a guerra entre os dois países.
O inverno está aí à porta e não há vislumbre do fim do conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia. É verdade que a guerra iniciou-se em pleno inverno, em fevereiro último, mas os próximos meses deverão ser diferentes, dadas as temperaturas negativas previstas para a Ucrânia, muito diferentes das registadas de fevereiro para agora.
Nesse sentido, no seu habitual relatório, o Ministério da Defesa britânico traçou aquilo que poderá ser este conflito nos próximos tempos.
Os especialistas acreditam, por exemplo, que haverá menos ataques por parte de ambos os lados, devido à redução de luz do dia. Se no verão e outono a luminosidade andava na ordem das 15/16 horas diárias, no inverno esse período será reduzido para nove. Diz o relatório que a capacidade de visão noturna "será um bem precioso", pelo que a "vontade de lutar à noite" será menor.
O Ministério relata também que entre novembro e fevereiro as temperaturas andarão perto dos zero graus e que as forças armadas de ambos os países não terão roupas nem acomodações adequadas para fazerem face a este clima. Destacam também o facto da chamada 'hora de ouro', para que ambos os lados possam salvar soldados feridos, ser reduzida para metade e propiciar possíveis confrontos físicos entre as partes.
As armas e o mau funcionamento das mesmas também é salientado neste relatório, assim como o já baixo moral das forças russas, que poderá agravar-se com o frio.
Poderão ser assim vários os fatores que levarão a que os confrontos sejam menores nesta estação do ano.
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Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-inverno-vai-mudar-a-guerra-desde-a-roupa-a-reducao-horaria-para-salvar-feridos-ao-mau-funcionamento-das-armas
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Ministro dos Negócios Estrangeiros russo hospitalizado à chegada à cimeira do G20 em Bali: Rússia desmente
Por Francisco Laranjeira em 09:24, 14 Nov 2022
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Sergei Lavrov foi hospitalizado esta segunda-feira, à chegada a Bali para a cimeira do G20, segundo revelou a agência ‘AP’ – a confirmação foi dada por três funcionários do Governo indonésio, sob condição de anonimato, que garantiram que o diplomata russo estava a ser tratado no resort da ilha devido a um problema cardíaco.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia rapidamente categorizou a notícia como “falsa”. “Sergei Viktorovich e eu estamos aqui na Indonésia a ler as notícias e não podemos acreditar nos nossos olhos”, escreveu a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, no seu canal da rede social ‘Telegram’. “Isso, é claro, é o cúmulo da falsidade.”
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Também Lavrov já se apressou a desmentir qualquer problema de saúde. “Estou no hotel a preparar-me para a cimeira de amanhã”, garantiu o responsável, citado pela agência de notícias russa ‘TASS’.
(https://i.ibb.co/Sxvd44y/Captura-de-ecr-2022-11-14-120210.jpg)Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O jornalista dos britânicos ‘The Guardian’, Pjotr Sauer, utilizou as redes sociais para publicar um vídeo de Sergei Lavrov “no seu hotel em Bali”, enviado por Maria Zakharova, sustentando que as notícias sobre o seu problema de saúde “são um jogo político”.
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Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
O presidente russo, Vladimir Putin, decidiu não participar na cimeira do G20 em Bali, evitando assim um possível confronto com os Estados Unidos e os seus aliados devido à invasão da Ucrânia, estando representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.
Luhut Binsar Pandjaitan, chefe de apoio aos eventos do G-20, apontou que a decisão de Putin de não comparecer foi “a melhor para todos nós”. Presentes estarão o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente chinês, Xi Jinping, e outros líderes mundiais para participar nos dois dias da cimeira que começa esta terça-feira.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ministro-dos-negocios-estrangeiros-russo-hospitalizado-a-chegada-a-cimeira-do-g20-em-bali-russia-desmente/
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“Estamos prontos para a paz em todo o país”, admitiu Zelensky em visita a Kherson
Por Beatriz Maio em 10:35, 14 Nov 2022
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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky está, esta segunda-feira, a visitar a cidade libertada de Kherson, onde denunciou novos crimes de guerra após a descoberta de cadáveres civis e militares.
Embora o líder ucraniano tenha admitido que as tropas russas cometeram “mais de 400 crimes de guerra”, não deixou de ressaltar: “Estamos prontos para a paz em todo o país”. A retirada do exército russo da cidade é vista por Zelensky como uma vitória após longas semanas de resistência.
Assim que chegou a Kherson, o presidente ucraniano frisou: “Estamos a avançar” ao ser saudado e aplaudido pelos residentes. Contudo, existe agora outras preocupações: Tornar a cidade segura, dado que poderá estar minada, e devolver condições básicas aos residentes, ou seja, restaurar a eletricidade e a água a um grande número de habitações.
Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, também descreveu este avanço como um “ponto de viragem” na guerra. Porém, a normalidade ainda não se encontra restabelecida e levará algum tempo, assim como a reconstrução dos locais e infraestruturas destruídas.
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Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/estamos-prontos-para-a-paz-em-todo-o-pais-admitiu-zelensky-em-visita-a-kherson/
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Ucrânia: foram recuperados 4.500 quilómetros quadrados nos últimos dias, garante responsável
Por Francisco Laranjeira em 11:08, 14 Nov 2022
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As autoridades ucranianas garantiram esta segunda-feira que já “libertaram” 179 cidades do sul do país nos últimos dias, após a recente retirada das tropas russas dos territórios anteriormente ocupados.
“Desde o início da semana, as nossas unidades na margem direita do ria Dnieper desocuparam 179 localidades, cobrindo mais de 4.500 quilómetros quadrados”, revelou Vladislav Nazarov, porta-voz do comando sul, em declarações recolhidas pela ‘Unian’.
Nazarov explicou que o inimigo “não pára de bombardear as posições das unidades das Forças Armadas e das comunidades adjacentes”. “Os ocupantes continuam a atacar infraestruturas críticas, bens civis e os territórios da retaguarda”, detalhou o porta-voz.
Diante do sucesso das contra-ofensivas ucranianas, os russos retiraram-se na semana passada da capital Kherson e de outros lugares na margem oeste do rio Dnipro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-foram-recuperados-4-500-quilometros-quadrados-nos-ultimos-dias-garante-responsavel/
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Com os russos fora de Kherson, é altura de negociar a paz? EUA, Europa e Kiev dividem-se
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:58, 14 Nov 2022
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A retirada das tropas russas da cidade de Kherson, na passada sexta-feira, significou uma vitória para a Ucrânia, e as bandeiras amarelas e azuis voltaram a ser hasteadas, em clima de festa, pela cidade. Por outro lado, é uma das mais duras derrotas para a Rússia, que perdeu o controlo de uma das quatro regiões ilegalmente anexadas. No Ocidente, o acontecimento veio reabrir o debate de quando e como as negociações de paz devem acontecer, para pôr o fim ao conflito que já dura há quase nove meses.
Se por um lado o Kremlin, nas palavras do porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, considera que Kherson “continua a pertencer à Federação Russa” e que “nada mudou”, também a Ucrânia dá sinais de querer continuar a ofensiva que tem tido sucesso nos últimos dois meses. “Estamos no bom caminho para vencer batalhas no terreno. Mas a guerra continua”, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmitro Kuleba, no sábado.
Depois de reconquistar milhares de quilómetros quadrados de terreno à Rússia, Kiev considera que ainda tem muito a ganhar e, nos últimos meses, têm-se fechado a potenciais negociações com o invasor. Em outubro, depois dos referendos nos territórios anexados pela Rússia, Zelensky emitiu um decreto que proibia qualquer contacto com Putin.
Joe Biden, presidente dos EUA, partilha a mesma posição: esta não é a altura de procurar diálogo com Moscovo, já que a Ucrânia ainda pode contar com mais vitórias militares e ter mais vantagem nas negociações futuras, e o Kremlin parece não querer fazer quaisquer compromissos que impliquem abandonar as regiões ilegalmente anexadas.
Debate em Washington aquece
Nos EUA, em Washington, o tema já é debate nos corredores da Casa Branca. O chefe do Estado Maior-Conjunto dos EUA, Mark Milley, sustentou que uma solução diplomática devia aproveitar a atual vantagem da Ucrânia, e antes da chegada do inverno que trará uma ‘desaceleração’ na frente de batalha. “Devemos reconhecer mutuamente que uma vitória militar é, provavelmente, no sentido verdadeiro da palavra, inatingível por meio militares. Por isso outras opções devem ser tomadas. Onde há uma oportunidade para negociar, para atingir a paz, devemos aproveitá-la”, considerou numa conferência em Nova Iorque.
Segundo o El País, a administração Biden tem encorajado Zelensky a estar mais aberto a retomar o diálogo e a possibilidade de negociações com a Rússia.
Os EUA estão preocupados com a instalação de “uma fatiga de doações” entre os aliados da Ucrânia, que poderá ser acelerada no inverno, quando o frio testará a robustez das reservas energéticas da Europa.
“Têm havido conversas sobre e importância de a Ucrânia mostrar ao mundo que não fechamos todas as portas à diplomacia, desde que a Rússia abandone os territórios ocupados”, estabelece fonte do governo de Zelebsky, que recusa que haja “pressões” do Ocidente para negociar agora.
Zelensky voltou a admitir negociações no início de novembro, em que não recusou completamente a ideia de se sentar para uma discussão com Putin. “Se retirarem, e admitirem estar completamente errados, estão poderemos encontrar formato para um diálogo”, afirmou em entrevista ao El País. No entanto, ainda que nos EUA muitos oficiais considerem que seria o momento de negociar, Zelensky é perentório ao afirmar que a continuação da anexação de territórios ucranianos pela Rússia “nulifica” a possibilidade de negociações.
A última palavra será sempre de Kiev
Uma pausa para negociações daria hipótese a Putin de ‘comprar tempo’ para reorganizar e reforçar tropas e repensar a operação militar. Não é algo que Washington queira, até porque um diálogo imediato poderia dar a impressão de que os EUA estão a impor as suas opções à Ucrânia. Biden já estabeleceu na passada semana que tudo “vai depender dos ucranianos” e que nada “sobre a Ucrânia acontecerá sem a intervenção da Ucrânia”.
Ao mesmo tempo os EUA, que já ajudaram a Ucrânia em mais de 18 mil milhões de dólares desde o início da guerra, anunciaram recentemente um novo pacote de ajuda de mais de 400 milhões para o inverno.
Na Rússia, alguns círculos do Kremlin interpretam a retirada de Kherson como um pequeno sinal de que Moscovo poderá abrir a possibilidade de negociações num futuro não muito distante. No entanto, a propaganda russa preparou bem a comunicação antes da retirada, para que surgisse enquadrada no facto de já ter atingido os seus principais objetivos na “operação militar especial” na Ucrânia.
Já na UE, são muitas as vozes em Bruxelas que acreditam que a guerra só vai terminar na mesa das negociações, mas concordam com Biden, no sentido em que talvez o momento atual não seja indicado para iniciar negociações de paz imediatamente.
Fontes da UE concordam que a Ucrânia ainda pode ter vitórias e avanços estratégicos no combate, que preparariam melhor a posição do país numa eventual negociação com a Rússia.
Ainda que alguns países, como a Hungria, o Chipre ou a Itália, já tenham dado a entender que este seria o momento para tentar chegar à paz, outros, como a Polónia ou os países Bálticos, sublinham que não é a altura certa, e que terá sempre de ser a Ucrânia a dar o primeiro passo e a ter a última palavra.
O inverno trará uma nova realidade, que poderá pressionar a Rússia a acelerar a vontade de negociar. Fontes dos EUA garantem que as forças do Kremlin não estão preparadas para enfrentar as temperaturas negativas dos próximos meses e está com cada vez menos e pior equipamento, enquanto as tropas ucranianas têm recebido novo equipamento, agasalhos e armamento por parte dos seus aliados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/com-os-russos-fora-de-kherson-e-altura-de-negociar-a-paz-eua-europa-e-kiev-dividem-se/
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Zelensky: Reconquista de Kherson "é o início do fim da guerra"
MadreMedia / Lusa
14 nov 2022 13:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cantou hoje o hino nacional em Kherson, cuja reconquista pelas forças ucranianas saudou como o "início do fim da guerra" iniciada pela Rússia há quase nove meses.
As forças ucranianas entraram na cidade de Kherson na sexta-feira, após a retirada de milhares de soldados russos para a margem oriental do Rio Dniepre, que divide a região do sul da Ucrânia anexada pela Rússia em 30 de setembro.
“Este é o início do fim da guerra”, disse Zelensky, citado pela agência norte-americana AP.
“Estamos passo a passo a chegar a todos os territórios temporariamente ocupados”, disse, acrescentando que a Ucrânia pagou um “preço elevado” em mortos e feridos para reconquistar Kherson após uma “luta feroz”.
Zelensky passeou nas ruas de Kherson, distribuiu medalhas aos soldados e participou numa cerimónia do içar da bandeira nacional no centro da capital da região, que tem o mesmo nome.
Num um vídeo colocado no Twitter pelo seu gabinete e descrito pela agência francesa AFP, Zelensky aparece com a mão sobre o coração a cantar palavras do hino nacional diante de soldados e residentes: “os nossos inimigos perecerão, como orvalho ao sol, e nós também, irmãos, governaremos, no nosso país”.
As imagens de vídeo também o mostram a acenar a residentes que lhe acenaram da janela de um apartamento e gritaram “glória à Ucrânia”, a que o grupo em que estava Zelensky respondeu “glória aos heróis”.
Poucas horas antes, no seu já habitual vídeo noturno, Zelensky tinha alertado os ucranianos para a possibilidade de as forças russas terem deixado armadilhas e minas antes da sua retirada, segundo a AP.
Zelensky apareceu anteriormente de forma inesperada noutras zonas da linha da frente, em momentos cruciais da guerra, para apoiar as tropas e felicitá-las por sucesso no campo de batalha.
Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin (Presidência) recusou-se a comentar a visita de Zelensky a Kherson, limitando-se a reafirmar que se trata de “território da Federação Russa”.
Além de Kherson, a Rússia anexou ao mesmo tempo as regiões ucranianas de Zaporijia (sul), e Donetsk e Lugansk, no Donbass (leste).
A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas regiões anexadas.
Ao formalizar a anexação das quatro regiões, em 30 de setembro, o Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou recorrer a todos os meios, incluindo armas nucleares, para defender a integridade territorial da Rússia.
As forças russas ocuparam Kherson em 02 de março, mas o seu controlo sobre a capital e a parte localizada na margem ocidental do Dniepre durou 254 dias, de acordo com a publicação russa independente Novaya Gazeta.Europe.
A reconquista de Kherson é considerada como um dos maiores sucessos das forças ucranianas na guerra com a Rússia.
A contraofensiva foi lançada depois de a Ucrânia ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-reconquista-de-kherson-e-o-inicio-do-fim-da-guerra
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Biden e Xi Jinping acordaram oposição ao uso de armas nucleares na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:57, 14 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Joe Biden e Xi Jinping chegaram a acordo esta segunda-feira para se oporem ao uso de armas nucleares em qualquer situação, especialmente na Ucrânia.
A informação foi avançada pela Casa Branca, após o presidente dos EUA e o seu homólogo chinês terem estado reunidos no encontro do G20, que decorrem em Bali, na Indonésia.
“O presidente Biden e o presidente Xi reiteraram o seu acordo de que uma guerra nuclear nunca deverá ser levada a cabo e nunca poderá ser ganha, sublinhando a oposição de ambos ao usou ou ameaça de udo de qualquer armas nucleares na Ucrânia”, relata comunicado da Casa Branca, no final do encontro entre os dois líderes.
Joe Biden discursou depois do encontro e manifestou-se “feliz” com a vitória democrata nas eleições intercalares, que permitiram segurar o Senado. Em seguida, relatou alguns detalhes do encontro com Jinping.
“Tivemos uma conversa franca e sincera. A nossas prioridades são claras, ambos defendemos a soberania de cada um dos nosso países, e defenderemos qualquer ameaça aos direitos humanos”, começou por dizer Biden.
“A nossa política quanto à China, e em especial no que diz respeito à Taiwan não mudou. Vamos continuar a lutar pela manutenção da independência de Taiwan. Vamos competir vigorosamente, mas não estou à procura de conflitos”, garantiu Biden.
O tema “da agressão russa à Ucrânia” também motivou troca de palavras entre os dois líderes e marcou o encontro, segundo Biden.
“Reafirmámos que o uso de armas nucleares é inaceitável”, afirmou Biden, que foi convidado para um novo encontro com Xi Jin Ping, a realizar-se em breve.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/biden-e-xi-jinping-acordaram-oposicao-ao-uso-de-armas-nucleares-na-ucrania/
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Ucrânia: UE lança missão militar para formar até 15 mil efetivos das forças ucranianas
Por MultiNews Com Lusa em 14:51, 14 Nov 2022
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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) decidiram hoje, numa reunião em Bruxelas, lançar uma missão de assistência militar para apoiar até 15 mil efetivos das Forças Armadas da Ucrânia, dada a invasão russa do país.
“O Conselho lançou a Missão de Assistência Militar da UE para apoiar a Ucrânia na guerra de agressão em curso e dar formação a até 15.000 efetivos das Forças Armadas ucranianas”, anunciou a Presidência checa do Conselho da UE, numa publicação na rede social Twitter.
No dia em que os chefes da diplomacia da UE se reúnem em Bruxelas, a presidência semestral rotativa assumida pela República Checa acrescenta que “a decisão entra em vigor aquando da sua publicação no Jornal Oficial”.
Proposta em agosto passado pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, a pedido das forças ucranianas, esta missão tem como objetivo treinar, em solo da UE – designadamente na Alemanha e na Polónia –, cerca de 15 mil militares ucranianos.
A missão de formação integrará militares portugueses, tal como revelou o ministro português da tutela, João Gomes Cravinho, na reunião de chefes de diplomacia da UE em outubro, na qual a missão foi acordada.
Terá um mandato inicial de dois anos e um orçamento de mais de 100 milhões de euros.
A decisão foi adotada hoje pelos 27 num Conselho de Negócios Estrangeiros que englobará, na terça-feira, uma reunião ao nível de ministros da Defesa da UE, na qual será também discutida a missão de treino da UE ao exército ucraniano.
Depois da reunião de hoje, o Conselho de Negócios Estrangeiros da UE terá uma segunda sessão na terça-feira, mas na vertente de Defesa, na qual os ministros titulares desta pasta – entre os quais a ministra Helena Carreiras – discutirão também a situação na Ucrânia, e na qual participará o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-lanca-missao-militar-para-formar-ate-15-mil-efetivos-das-forcas-ucranianas/
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Cravinho confirma 9.º pacote de sanções à Rússia para “mais indivíduos e mais entidades, especialmente financeiras”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:54, 14 Nov 2022
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João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros português, falou após encontro dos MNEs da União Europeia (UE), na qual foi acordado o lançamento de uma missão de assistência militar para apoiar até 15 mil efetivos das Forças Armadas ucranianas, perante a invasão russa ao país. Segundo o governante, foi preparado um novo pacote de sanções à Rússia, que será o novo.
No final da reunião, Gomes Cravinho começou por criticar a posição do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko. “Ficou claro que há um forte apoio da sociedade civil da Bielorrússia à Ucrânia, mas o ditador Lukashenko depende de Putin, portanto tem grande dificuldade em navegar entre o apoio da sua população à Ucrânia e o apoio que ele deve a Putin”, considerou o MNE português.
O governante revelou que, no encontro, a reconquista de Kherson pela Ucrânia esteve em destaque. “A reconquista mostra que a guerra está a andar no sentido desejável neste momento, com a reconquista de territórios ocupados ilegalmente pela Rússia, e isso demonstra a determinação, coragem, força da população e forças armadas. Demonstra que o apoio que estamos a dar é o apoio que a Ucrânia precisa”, considerou.
Gomes Cravinho sublinhou que “as sanções tiveram impacto nestes resultados” conquistados pela Ucrânia, e que por isso a diplomacia da UE está a ultimar um novo pacote de sanções à Rússia, após ter visto esta derrota em Kherson.
“Falou-se de novo pacote de sanções, aquele que será o nono, mas que ainda não cristalizou. Estão previstas sanções sobre mais indivíduos e mais entidades, especialmente financeiras”, adiantou Gomes Cravinho, dizendo que o clima na Ucrânia ainda “é um clima mau, mas também há grande determinação em prosseguir, e a vitória ucraniana em Kherson dá muito alento a essas perspetivas”.
O MNE português adianta também que há novas sanções adotadas contra o Irão e justificou-as: “Por um lado pelo apoio prestado à Rússia, no fornecimento de drones, por outro lado devido à repressão interna, sobretudo contra mulheres, mas contra a população em geral. Repressão que se tem vindo a intensificar nestas semanas, perante protestos legítimos da população”, considerou.
Gomes Cravinho acredita que há mais derrotas russas no horizonte e, consequentemente mais vitórias para a Ucrânia.
“A reconquista tem um impacto simbólico e estratégico-militar. Acreditamos que os revezes para a Rússia não vão parar por aqui”, adiantou o governante.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cravinho-confirma-9-o-pacote-de-sancoes-a-russia-para-mais-individuos-e-mais-entidades-especialmente-financeiras/
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Depois de Kherson, Zaporíjia: Especialista aponta para avanços contra as tropas russas que tomaram a região
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:00, 14 Nov 2022
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Depois da reconquista de Kherson, que levou à retirada russa da cidade, e de avanços das tropas ucranianas na região do mesmo nome, a Ucrânia está em festa com esta vitória atingida, numa altura em que o conflito já quase conta com nove meses de duração. Mas, segundo apontam alguns especialistas, poder-se-ão juntar outras vitórias para a Ucrânia em breve.
Segundo Yuriy Fedorov, ex-militar e especialista em assuntos de guerra, é possível que nas próximas semanas vejamos grandes avanços das Forças Armadas da Ucrânia na região, rumo à reconquista do território ilegalmente anexado pela Rússia em setembro.
No programa ‘Feygin Live’, do canal ucraniano TSN, o especialista não revela os planos dos responsáveis militares, justificando que o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia tem a estratégia para reconquistar Zaporíjia fechada ‘a sete chaves’.
No entanto, Fedorov garante que é possível fazer uma previsão de vitória das tropas ucranianas na região através de uma análise ao que está a acontecer neste momento.
“É em Zaporíjia que considero que algumas ações das Forças Armadas da Urânia vão resultar em notáveis avanços. Ninguém em Kiev ou no Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia terá ligado para a frente de batalha para dizer ‘estamos a planear isto ou aquilo’. Mas pela lógica, e para quem percebe o que se passa na frente de guerra, podemos entender o que se vai passar a seguir”, explica o responsável, que compara as movimentações das tropas ucranianas e russas ao que antecedeu a retirada de Kherson.
O inverno, apontam vários especialistas, trará condições ainda mais difíceis para a Rússia vingar na Ucrânia. As tropas estão desanimadas, o armamento escasseia, tanques, embarcações e outros veículos militares foram destruídos e não foram repostos, há armas em mau estado a serem dadas aos soldados, espera-se mais frio e o exército russo não está devidamente equipado. Por outro lado, a Ucrânia tem conseguido juntar mais armamento e equipamento, de melhor qualidade e apropriado para o inverno, devido ao apoio dos aliados do Ocidente.
No entanto, avisa Fedorov, se em Zaporíjia se podem esperar “notáveis avanços” da Ucrânia, o mesmo não se pode dizer de Donstk, outra das regiões ilegalmente anexadas pela Rússia, e onde as tropas se estarão a concentrar mais após a derrota em Kherson, para garantir o controlo russo da região.
As forças russas avançam em Donestk em três direções – Bakhmut, Avdiiv e Novopavliv – , e estão a preparar-se para novas operações de combate mobilizado, ao mesmo tempo que esperam que a perdas humanas e materiais no combate sejam devidamente repostas por Moscovo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/depois-de-kherson-zaporijia-especialista-aponta-para-avancos-contra-as-tropas-russas-que-tomaram-a-regiao/
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Guterres otimista sobre renovação do acordo de exportação de cereais russos e ucranianos
MadreMedia / Lusa
14 nov 2022 17:01
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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou hoje o seu "otimismo" quanto às possibilidades de renovação do acordo que facilita a exportação de cereais e fertilizantes russos e ucranianos e que expira no próximo sábado.
Guterres disse que aproveitará a sua participação na cimeira de líderes do G20 (o grupo das economias mais desenvolvidas e emergentes), realizada terça e quarta-feira na ilha indonésia de Bali, para abordar o acordo com representantes das delegações da Rússia e da Ucrânia.
Kiev participa no encontro como convidado da Presidência indonésia, que assegura atualmente a liderança rotativa do bloco.
“Na sexta-feira tivemos uma reunião muito importante com a delegação russa e eu mesmo falarei com Kiev em algum momento”, disse o representante das Nações Unidas quando questionado sobre o assunto pela comunicação social.
Embora tenha admitido que há “muitos problemas para superar os obstáculos” diante da extensão do acordo, Guterres disse estar “otimista” quanto à sua renovação “graças aos avanços” e aos “esforços que estão a ser feitos por todas as partes envolvidas”.
“Estou esperançoso de que esta iniciativa seja renovada porque é uma questão extremamente importante no mundo de hoje”, afirmou.
Após uma reunião na passada sexta-feira, em Genebra com altos funcionários das Nações Unidas, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Vershinin, afirmou que Moscovo ainda não tomou uma decisão sobre a extensão do acordo.
No início deste mês, a Rússia suspendeu a sua participação no pacto, alegando que a Ucrânia tinha atacado navios russos na Crimeia, mas alguns dias depois concordou em regressar ao acordo.
O acordo sobre as exportações de cereais ucranianos, também designado como “Iniciativa do Mar Negro a favor dos cereais” e que expira a 19 de novembro, permitiu a exportação de 10 milhões de toneladas de cereais e de outros produtos agrícolas desde 01 de agosto, aliviando a crise alimentar global desencadeada pela guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, informou a ONU na semana passada.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou que não renovar o acordo para além de 19 de novembro “seria muito grave” e que a consequência mais imediata seria o aumento dos preços dos cereais.
Um segundo acordo, que também foi firmado em 22 de julho em Istambul, visava facilitar as exportações russas de produtos alimentares e fertilizantes, apesar das sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia.
Os dois documentos foram firmados com o patrocínio da ONU e da Turquia.
Muitos países têm pedido à Rússia para que prolongue o acordo, mas Moscovo queixa-se que as suas exportações de produtos alimentares e de fertilizantes, estes últimos encarados como um bem essencial para a agricultura mundial, estão de facto bloqueadas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guterres-otimista-sobre-renovacao-do-acordo-de-exportacao-de-cereais-russos-e-ucranianos
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Invasão da Ucrânia. "Já houve oito pacotes de sanções" à Rússia e, "seguramente, haverá um novo", afirma João Cravinho
MadreMedia / Lusa
14 nov 2022 17:08
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O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje que "já houve oito pacotes de sanções e haverá seguramente um novo" visando a Rússia, pela invasão da Ucrânia, a ser negociado na União Europeia, com mais sanções individuais e financeiras.
“Vários países falaram [hoje] da possibilidade de desenvolvermos um novo pacote e acredito que isso vá acontecer. Já foram oito pacotes e haverá seguramente um novo, mas esse pacote ainda não cristalizou, ainda estão a ser discutidas modalidades que podem fazer parte desse pacote”, declarou o chefe da diplomacia portuguesa, João Gomes Cravinho.
Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), na qual foi admitida a criação de um nono pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, João Gomes Cravinho apontou que em causa poderão estar “sanções sobre mais indivíduos e sobre mais entidades, incluindo sanções bancárias sobre algumas entidades que ainda estão no sistema SWIFT [relativo ao sistema internacional de instituições bancárias]”.
Apesar de vincar que “há margem ainda para mais sanções”, o governante lembrou que “as sanções precisam de passar por unanimidade, ou seja, por 27 países” da UE.
“Passaram oito pacotes através do crivo desses 27 países” e, “naturalmente, que há preocupação em relação ao impacto que a guerra tem sobre a economia mundial, incluindo um aspeto muito importante, uma demonstração nos últimos tempos de vontade por parte do Presidente [russo, Vladimir] Putin, de instrumentalizar os cereais utilizados no Mar Negro como uma arma contra aqueles que não o apoiam na sua guerra”, prosseguiu.
De acordo com João Gomes Cravinho, assiste-se agora a “um clima mau provocado pela invasão da Ucrânia, mas há também uma grande determinação em prosseguir”.
“A vitória ucraniana em Kherson dá muito alento a essas perspetivas mais positivas sobre o caminho da guerra”, concluiu o responsável.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/invasao-da-ucrania-ja-houve-oito-pacotes-de-sancoes-a-russia-e-seguramente-havera-um-novo-afirma-joao-cravinho
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Ucrânia exige compensações de guerra russas antes de conversações de paz
Por MultiNews Com Lusa em 19:13, 14 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia defendeu hoje perante as Nações Unidas que o pagamento de compensações de guerra pela Rússia é uma condição básica para negociar o fim do conflito e para que Moscovo seja penalizado pela invasão.
Kiev apresentou perante a Assembleia geral da ONU um projeto de resolução que solicita reparações à Federação russa para a Ucrânia e recomenda o estabelecimento de um registo internacional de danos durante o conflito.
O texto, que começou a ser discutido hoje, será votado no final de um debate no qual se inscreveram até ao momento 40 países.
“A Ucrânia terá a enorme tarefa de reconstruir o país e recuperar desta guerra, mas essa recuperação nunca será completa sem um sentido de justiça para as vítimas da guerra russa. Chegou a hora de exigir responsabilidades à Rússia”, disse o embaixador ucraniano, Sergiy Kyslytsya.
O diplomata acusou Moscovo de estar a tentar “destruir” o seu país e de ter cometido “atrocidades” em todas as zonas que ocupou, e reiterou as condições para uma negociação de paz já avançadas pelo Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
“Restauração da integridade territorial da Ucrânia, compensação pelos danos causados pela guerra, perseguição dos criminosos de guerra”, enumerou, assegurando que a aprovação desta proposta na ONU tornará mais viáveis todos os objetivos.
Em resposta, o embaixador russo, Vasili Nebenzia, considerou que esta proposta em discussão na Assembleia geral não é válida na perspetiva do direito internacional e poderá terminar com uma tentativa de “expropriação ilegal de ativos soberanos”.
Nebenzia acusou as potências ocidentais de pretenderem reparações russas na Ucrânia quando durante anos rejeitaram a sua aceitação em outros casos, e assegurou que a concretização do texto terá “implicações sistemáticas para as atividades da ONU”.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-exige-compensacoes-de-guerra-russas-antes-de-conversacoes-de-paz/
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Guerra na Ucrânia: Canadá duplica ajuda a Kiev e aprova novas sanções contra russos
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:30, 14 Nov 2022
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O Canadá impôs hoje mais sanções contra a Rússia, desta vez a 23 altos responsáveis pelo alegado envolvimento em violações dos direitos humanos, e anunciou, por outro lado, a duplicação do valor da sua ajuda à Ucrânia.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, à chegada à ilha indonésia de Bali, onde arranca oficialmente na terça-feira a cimeira do G20.
As sanções anunciadas por Trudeau afetam 23 funcionários do sistema judicial e o aparelho das forças de segurança russas, desde polícias a juízes, procuradores e funcionários prisionais, alegadamente envolvidos na “violação flagrante e sistemática dos direitos humanos contra os líderes da oposição na Rússia”.
A ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly, disse que os funcionários sancionados estavam envolvidos na perseguição ao dissidente russo Vladimir Kara-Murza.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Canadá impôs sanções a mais de 1.400 indivíduos e entidades russas.
Trudeau anunciou também a concessão de mais 500 milhões de dólares canadianos em ajuda militar à Ucrânia, para a aquisição de equipamentos militares de vigilância e comunicações, bem como para a compra de combustível e material médico.
Este valor duplica a ajuda à Ucrânia concedida pelo Canadá desde o inicio da invasão russa, a 24 de fevereiro, que totaliza assim quase mil milhões de dólares canadianos (cerca de 729 milhões de euros).
O primeiro-ministro canadiano afirmou que “esta ajuda militar adicional apoiará os ucranianos, que continuam a combater corajosamente a invasão ilegal, e as novas sanções colocarão mais pressão sobre aqueles que apoiam estes atos de guerra”.
Pouco tempo depois do anuncio feito por Trudeau, Moscovo anunciou que adicionou 100 canadianos à lista de pessoas proibidas de entrar no país, em resposta às sanções contra a Rússia por parte do Canadá.
Um comunicado Ministério dos Negócios Estrangeiros russo refere que a autora Margaret Atwood, o ator Jim Carrey e também Amy Knight, uma historiadora do KGB, estão na lista proibida.
O ministério indicou que estes cidadãos canadianos foram banidos devido ao envolvimento na “agressiva formação anti-Rússia (no Canadá)”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-canada-duplica-ajuda-a-kiev-e-aprova-novas-sancoes-contra-russos/?doing_wp_cron=1668454278.3185589313507080078125
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Ucrânia: Assembleia geral da ONU apoia pagamento de compensações de guerra pela Rússia
MadreMedia / Lusa
14 nov 2022 20:12
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução que considera a Rússia responsável pela violação da lei internacional devido à invasão da Ucrânia e que inclui o pagamento de compensações de guerra.
O texto, impulsionado por Kiev e alguns dos seus aliados, foi aprovado por 94 votos a favor, 14 contra e 74 abstenções, entre os 193 Estados-membros com assento no conclave. Este foi o mais baixo nível de apoio entre as cinco resoluções já adotadas pela Assembleia Geral da ONU desde a invasão russa ao país vizinho, em 24 de fevereiro.
A resolução, que não é vinculativa, solicita o estabelecimento de um mecanismo internacional para as reparações e recomenda o estabelecimento de um registo internacional de danos durante o conflito.
O texto também se escusa em desencadear um processo para as compensações no âmbito da ONU, limitando-se a apoiar essa ideia e a “recomendar” à Ucrânia, com apoio de outros países, que elabore um registo dos danos provocados pela guerra.
“A Ucrânia terá a enorme tarefa de reconstruir o país e recuperar desta guerra, mas essa recuperação nunca será completa sem um sentido de justiça para as vítimas da guerra russa. Chegou a hora de exigir responsabilidades à Rússia”, disse o embaixador ucraniano, Sergiy Kyslytsya na apresentação do documento.
A Rússia opõe-se firmemente a esta iniciativa e contou com o apoio na rejeição do texto de países como a China, Irão, Cuba, e outros apoios mais habituais nas Nações Unidas, como a Síria, Coreia do Norte ou Nicarágua.
O embaixador russo, Vasili Nebenzia, considerou no período de debate que esta proposta não é válida na perspetiva do direito internacional e poderá significar uma tentativa de “expropriação ilegal de ativos soberanos”.
Nebenzia acusou as potências ocidentais de pretenderem reparações russas na Ucrânia quando durante anos rejeitaram a sua aceitação em outros casos, e assegurou que a concretização do texto terá “implicações sistemáticas para as atividades da ONU”.
Entre os países que se abstiveram, alguns indicaram ser favoráveis ao pagamento de indemnizações à Ucrânia, mas argumentaram que a fórmula não era adequada, pelo facto de a Assembleia Geral não fornecer detalhes sobre os mecanismos solicitados e não ter qualquer controlo nem supervisão sobre o processo.
Outros Estados-membros consideraram a proposta precipitada, pelo facto de a guerra prosseguir, ou questionaram o facto de num passado recente não terem sido pagas reparações em outros conflitos.
O Governo ucraniano tem considerado que o pagamento de compensações de guerra é uma condição básica para qualquer negociação de paz com a Rússia, para além da integridade territorial do país e a perseguição dos suspeitos por crimes de guerra.
“Esta resolução aproxima-nos mais desse objetivo”, considerou na sua intervenção o representante ucraniano.
Em paralelo, Louis Charbonneau, diretor da organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) para a ONU, considerou “essencial que as investigações sobre todos os ataques ilegais contra civis e infraestruturas civis prossigam e que não exista impunidade na Ucrânia nem em nenhuma outra situação onde se cometem crimes graves”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-assembleia-geral-da-onu-apoia-pagamento-de-compensacoes-de-guerra-pela-russia
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Rússia destruiu central elétrica em Kherson antes de retirar
MadreMedia / Lusa
14 nov 2022 21:37
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A empresa nacional ucraniana Ukrenergo afirmou hoje que a Rússia destruiu uma central elétrica fundamental em Kherson antes da retirada das suas tropas da cidade e da margem direita do rio Dnieper, no sul da Ucrânia.
“A central energética que fornecia eletricidade a toda a margem direita da região de Kherson e a uma parte significativa da região de Mykolaiv está praticamente destruída”, escreveu o presidente da Ukrenergo, Volodymyr Kudrytsky, na rede social Facebook, acrescentando que foi uma das “consequências do medo impotente dos ocupantes antes da sua fuga”, na semana passada.
“A maior parte da região libertada de Kherson está sem eletricidade desde 06 de novembro [e] estamos a fazer o melhor que podemos para fornecer eletricidade às pessoas assim que possível”, prosseguiu o responsável.
Kudrytsky indicou ainda: “A Ucrânia transmitiu a lista dos equipamentos de que a região de Kherson necessita aos nossos aliados internacionais [e] a Polónia e França já responderam”.
Kherson foi a primeira grande cidade e a única capital regional a cair após a invasão russa, iniciada no fim de fevereiro deste ano.
A retirada forçada das tropas de Moscovo, perante a pressão da contraofensiva ucraniana, constituiu uma afronta para o Presidente russo, Vladimir Putin, que tinha ordenado a mobilização de 300.000 reservistas em setembro.
O exército russo realizou nas últimas semanas várias vagas de ataques maciços com mísseis e ‘drones’ (aparelhos aéreos não-tripulados) kamikazes a infraestruturas energéticas ucranianas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 264.º dia, 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-destruiu-central-eletrica-em-kherson-antes-de-retirar
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Ucrânia: França pede à China que convença Putin a “voltar à mesa de negociações”
Por MultiNews com Lusa em 08:39, 15 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje ao homólogo chinês, Xi Jinping, que interceda junto do líder russo, Vladimir Putin, para que volte à “mesa de negociações” para debater o conflito da Ucrânia, disse o Eliseu.
Emmanuel Macron “pede que a China contribua para (…) enviar mensagens ao Presidente Putin para evitar a escalada e voltar seriamente à mesa de negociações”, indicou a presidência francesa.
Xi Jinping e Emmanuel Macron encontram-se em Bali, na Indonésia, onde decorre até amanhã a cimeira do G20, grupo das nações mais industrializadas do mundo.
Ainda esta manhã, o Presidente da Indonésia, Joko Widodo, apelou ao fim da guerra durante a abertura da cimeira do G20, que reúne na ilha de Bali as principais economias do mundo.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia de covid-19.
Esta é a primeira cimeira do G20 desde que começou a guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, e a falta de consenso entre os participantes poderá refletir-se na declaração final conjunta, como aconteceu na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada no domingo, em Phnom Penh, capital do Camboja.
Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o Presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.
Ainda no que diz respeito ao encontro entre Macron e Xi, a agência de notícias Xinhua noticiou que o líder chinês apontou que, nos últimos anos, as relações sino-francesas mantiveram um impulso positivo de desenvolvimento e os dois países alcançaram progressos positivos importantes na cooperação.
Os esforços da China em modernizar-se vão proporcionar novas oportunidades para todos os países do mundo, incluindo França, enfatizou o Presidente.
Já Macron felicitou Xi pela reeleição como secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista Chinês.
O lado francês espera manter o espírito de respeito mútuo, igualdade e reciprocidade com o lado chinês, fortalecer o intercâmbio ao mais alto nível e aprofundar a cooperação em áreas como a economia e comércio e aviação, frisou Macron.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-franca-pede-a-china-que-convenca-putin-a-voltar-a-mesa-de-negociacoes/
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Ucrânia. Enquanto Zelensky visita Kherson, o leste está sob ataque
15 de novembro 2022 às 08:41
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837349.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Com os recursos que tiraram de Kherson, o Kremlin “passou à ofensiva nas direções de Bakhmut, Avdiika e Novapavlivka”.
Volodymyr Zelensky visitou Kherson, na segunda-feira, para celebrar uma das mais impressionantes vitórias ucranianas. É “o começo do fim” da guerra, prometeu o Presidente ucraniano. Contudo, do outro lado do país, os russos faziam o que prometiam quando retiraram de Kherson, aproveitando não terem de defender esta cidade sitiada na margem oeste do rio Dnipro para avançar a leste, em Donetsk.
Enquanto uma multidão em júbilo recebia Zelensky em Kherson, enchendo a praça principal de bandeiras ucranianas, “o inimigo passou à ofensiva nas direções de Bakhmut, Avdiivka e Novopavlivka”, avisava o estado-maior-general das Forças Armadas da Ucrânia numa publicação no Facebook. No dia anterior os russos tinham lançado dezenas de ataques aéreos, mísseis e salvas de foguetes, anunciaram os militares ucranianos.
Já os media russos gabaram os avanços dos invasores, divulgando até um vídeo filmado por um drone, que diziam mostrar um soldado ucraniano a ser encurralado num túnel por uma equipa de assalto das milícias de Lugansk, tentando abrir fogo desesperadamente antes de ser abatido com granadas.
A reconquista de Kherson pelos ucranianos tirou a Vladimir Putin a sua única testa de ponte na margem oeste do Dnipro - tornando quase impossível qualquer sonho de, após uma eventual vaga de recrutamento e rearmamento russo, marchar contra Odessa e bloquear o acesso da Ucrânia ao Mar Negro - o que espantou muitos analistas.
Para conseguir recuperar a cidade intacta foi necessário cortar as rotas de abastecimento russo através do rio de formas criativas. Usaram sobretudo os lança-mísseis de longo alcance americanos HIMARS, mas dado que estes não tinham potência suficiente para rebentar pontes, tiveram de atingir a ponte Antonivskiy - o acesso da península da Crimeia até Kherson - sucessivamente para fazer crateras quase numa linha reta, de maneira a tornar a rodovia intransitável, apontando depois às equipas de reparação. Em seguida tiveram como alvo os pontões que militares russos foram montando, tendo estes ficado limitados a usar barcaças, que também eram alvejadas.
Contudo, se o Kremlin retirou as entre 20 a 40 mil tropas que guarneciam Kherson - incluindo boa parte das forças de elite que lhe sobram, sobretudo paraquedistas - “não está a criar as condições para um relaxamento das hostilidades para o resto do outono e inverno a dentro”, avaliava o mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. “Ao invés disso estão a lançar uma nova ofensiva no oblast de Donetsk”, continuava o think tank americano. Antevendo um crescendo das hostilidades nas próximas semanas, há medida que tropas tiradas de Kherson forem recolocadas.
As táticas que os russos têm utilizado nesta região, sobretudo em Bakhmut, que já tentam conquistar desde maio, são loucas, já estranhava Zelensky no mês passado. “É aqui que a loucura do comando russo é mais evidente”, apontava. Fosse por Bakhmut estar a sofrer a estratégia russa de esmagar cidades bairro a bairro com artilharia, ou por os assaltos terem como ponta de lança os mercenários da Wagner, uma empresa conhecida por fazer o trabalho sujo do regime de Putin.
Mesmo em Kherson, apesar da toda a alegria, de imagens de civis abraçados aos seus libertadores e a entregarem-lhes flores a situação está complicada, tendo sido recuperados já quase dois mil itens explosivos “deixados pelos russos nesta cidade, denunciou Zelensky. Os habitantes não têm de ter receio que os invasores regressem num futuro próximo. Mas o Presidente já lhes pediu “sejam cuidadosos e não tentem verificar independentemente quaisquer edifícios e objetos deixados pelos ocupantes”. Além dos temores de que a Rússia use as suas posições fortificadas do outro lado do rio para devastar Kherson com artilharia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785534/ucr-nia-enquanto-zelensky-visita-kherson-o-leste-esta-sob-ataque
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Zelensky garante ter chegado o momento de acabar com a “guerra destrutiva” da Rússia. Presidente ucraniano estabelece fórmula para a paz
Por Francisco Laranjeira em 09:22, 15 Nov 2022
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Volodymyr Zelensky sustentou que a guerra na Ucrânia pode estar perto do fim. “Estou convencido que agora é o momento em que a guerra destrutiva com a Rússia pode e deve ser interrompida”, explicou o presidente da Ucrânia, num discurso em vídeoconferência aos líderes do G20, referindo que a Rússia deve “reafirmar a integridade territorial da Ucrânia, retirar as suas tropas e pagar uma indemnização pelos danos causados”.
O recuo russo em Kherson é uma oportunidade para pressionar Putiin e chegar a um acordo de paz. “Nós não vamos permitir que a Rússia recomponha as suas forças”, garantiu. “Por favor, escolham o caminho da liderança – e junto vamos implementar a fórmula da paz”, exortou Zelensky, pedindo igualmente a libertação de todos os prisioneiros ucranianos.
(https://i.ibb.co/LY5krJr/Captura-de-ecr-2022-11-15-114638.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Por outro lado, denunciou as “ameaças loucas da Rússia de utilizar armas nucleares”, sublinhando que não pode haver “nenhuma desculpa para a chantagem nuclear”.
Após o discurso no G20, Zelensky recorreu às redes sociais para garantir que não “haverá Minsk-3”. “Se a Rússia diz que supostamente quer acabar com esta guerra que o prove com ações. Não permitiremos que a Rússia espere, reforce as suas forças e inicie uma nova série de terror e desestabilização global. Não haverá Minsk-3, que a Rússia violará imediatamente após o acordo”, apontou.
Zelensky avançou ainda com dez propostas que ajudem a garantir a paz no país:
– Radiação e segurança nuclear
– Segurança alimentar
– Segurança energética
– Libertação de prisioneiros e deportados
– Aplicação da Carta das Nações Unidas
– Retirada das tropas russas e cessação das hostilidades
– Justiça
– Ecocídio e proteção do ambiente
– Prevenção da escalada
– Confirmação do fim da guerra.
A Rússia já reagiu ao discurso de Zelensky no G20 – segundo a agência russa RIA Novosti, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garantiu que a recusa da Ucrânia em assinar um novo acordo de paz de Misnk é a prova de que Kiev não está interessada em negociar a paz com Moscovo. Tanto a Ucrânia como Rússia acusam-se de violar estes acordos assinados em 2014 e 2015.
Também Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, considerou as propostas da Ucrânia como “irrealistas”. “Voltei a dizer que todos os problemas são com o lado ucraniano, que está a recusar categoricamente as negociações e a apresentar condições que são obviamente irreais”, apontou o responsável, sublinhando que apresentou essa posição da Rússia durante uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, apelou também ao fim da guerra na Ucrânia, durante a abertura da cimeira do G20, que reúne na ilha de Bali as principais economias do mundo.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia da Covid-19.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-garante-ter-chegado-o-momento-de-acabar-com-a-guerra-destrutiva-da-russia-presidente-ucraniano-estabelece-formula-para-a-paz/
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“A nossa era não deve ser de guerra”: líderes do G20 enviam recados a Putin
Por Francisco Laranjeira em 09:41, 15 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Lavrov-Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A “nossa era não deve ser de guerra”: a declaração conjunta dos líderes do G20, reunidos esta semana em Bali, na Indonésia, será mais agressiva para com a Rússia do que o esperado – após semanas de negociações por cada palavra no comunicado, as conclusões apontam que Putin está mais sozinho do que nunca, conforme atestam frases como “é essencial defender o direito internacional e o sistema multilateral que salvaguarda a paz e a estabilidade” ou “é inadmissível o uso ou a ameaça de uso de armas nucleares”.
O G20 não condenou a Rússia em bloco, não deixa Putin encurralado, uma vez que há meia dúzia de membros que não quer ir tão longe na condenação – mas o comunicado lamenta a guerra, pede o seu fim e ressalta que as consequências da agressão estão a prejudicar todos, o que levou alguns líderes mundiais, em particular Xi Jinping, a chegar perto de criticar o seu aliado, condenando o uso de “comida e energia” como armas.
O grupo dos 21 (Espanha participa como convidada) está dividido entre aqueles que condenam abertamente Moscovo e aqueles, como Índia, China, México ou Brasil, que não apontam o dedo, além da própria Rússia, sozinha na sua posição – ninguém saiu em seu apoio em qualquer momento.
A “maioria dos membros condenou veementemente a guerra na Ucrânia e destacou que está a causar imenso sofrimento humano e exacerbando as fragilidades existentes na economia mundial, limitando o crescimento, aumentando a inflação, interrompendo as cadeias de abastecimentos, aumentando a insegurança energética e alimentar e aumentando os riscos para a estabilidade financeira”, aponta o documento.
“O mais positivo é o diálogo que foi estabelecido. Com a nota discordante russa, claro, que levantou um cenário que não condiz com a realidade. Mas todos os países e organizações à mesa mostraram a necessidade de avançar juntos e pôr fim à guerra”, resumiu José Manuel Albares, que acompanha o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, na cimeira, em declarações ao jornal espanhol ‘El Mundo’.
Vladimir Putin não participou na cimeira de G20, tendo enviado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, em sua representação, evitando dessa forma uma possível humilhação pública e imagens desconfortáveis – o ministro russo sentou-se na sala com os representantes do Brasil e do México e ouviu os líderes da União Europeia, Estados Unidos, Japão e Austrália a condenar o seu país – ouviu inclusivamente o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a atacar a agressão de Putin, referindo-se mesmo ao G19 e não ao G20, isolando a Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/a-nossa-era-nao-deve-ser-de-guerra-lideres-do-g20-enviam-recados-a-putin/
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Primeiro-ministro britânico critica ausência de Putin na Cimeira do G20
Por MultiNews com Lusa em 10:10, 15 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, criticou hoje a ausência do chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, na Cimeira do G20, na Indonésia, e instou Moscovo “a sair da Ucrânia” para acabar com a guerra que considerou “bárbara”.
As posições do chefe do governo britânico foram transmitidas hoje na sessão de abertura da Cimeira do G20 que decorre em Bali, Indonésia.
“Percebe-se que Putin não se sinta capaz de se juntar a nós, aqui. Talvez se o tivesse feito pudéssemos tratar de resolver as coisas”, disse Sunak no Cimeira e perante o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov.
“A grande obra que alguém pode fazer é que a Rússia saía da Ucrânia e termine com esta guerra bárbara”, disse ainda o primeiro-ministro britânico, no poder desde outubro, após substituir Liz Truss no cargo.
“É muito simples: os países não deveriam invadir os vizinhos, não deveriam atacar as infraestruturas civis e a população civil e não deveriam ameaçar com a escalada nuclear”, acrescentou.
Para Sunak, o regime de Putin “esmagou os dissidentes internos e revestiu-se de uma fachada para se justificar apenas através da violência” pelo que neste momento “enfrenta uma oposição global” pelas ações que cometeu.
Sunak recordou ainda que o Reino Unido, aliado do governo de Kiev desde o começo na nova invasão da Rússia, em fevereiro, vai “ajudar a Ucrânia durante o tempo que for preciso”.
À margem da Cimeira do G20, Sunak anunciou hoje o novo contrato de construção de cinco fragatas “Type 26” que se somam a outras três da mesma classe e que se encontram nos estaleiros britânicos BAE.
O contrato está orçado em 4.784 milhões de euros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/primeiro-ministro-britanico-critica-ausencia-de-putin-na-cimeira-do-g20/
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Mundial2022: FIFA pede cessar-fogo na Ucrânia durante o campeonato
Sportinforma / Lusa
15 nov 2022 10:20
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Gianni Infantino
Gianni Infantino fez o apelo durante a cimeira do G-20, em Bali.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, pediu hoje um cessar-fogo de um mês na Ucrânia, durante o Mundial de futebol 2022, assegurando que o desporto pode desempenhar um papel unificador.
"O meu apelo a todos vocês é que considerem um cessar-fogo temporário de um mês durante o Campeonato do Mundo", disse durante um almoço para líderes do G20 reunidos na ilha indonésia de Bali.
Na ausência de uma trégua, o responsável, que foi condecorado pelo Kremlin após o Campeonato do Mundo de 2018, falou da possibilidade de "corredores humanitários" ou tudo o que possa levar a retomar o diálogo.
Infantino elogiou o papel unificador do futebol, lembrando que a Rússia organizou o Campeonato do Mundo de 2018 e que a Ucrânia é candidata a acolher a competição em 2030 com Espanha e Portugal.
"Não somos tão ingénuos a ponto de pensar que o futebol pode resolver os problemas do mundo, mas é uma oportunidade para fazer o possível para acabar com os conflitos”, sublinhou.
A 22.ª edição do Campeonato do Mundo arranca no domingo, com o duelo entre o anfitrião Qatar e o Equador, para o Grupo A, e termina em 18 de dezembro.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/mundial/artigos/mundial2022-fifa-pede-cessar-fogo-na-ucrania-durante-o-campeonato
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Rishi Sunak critica ausência de Putin: "Percebe-se que Putin não se sinta capaz de se juntar a nós"
15 de novembro 2022 às 10:43
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Fonte de imagem: AFP
O apoio do Reino Unido à Ucrânia foi mais uma vez deixado claro pelo primeiro-ministro.
Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido, criticou esta terça-feira a ausência de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, na Cimeira do G20, na Indonésia.
"Percebe-se que Putin não se sinta capaz de se juntar a nós, aqui. Talvez se o tivesse feito pudéssemos tratar de resolver as coisas", disse Sunak, perante o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, na sessão de abertura da Cimeira do G20 que decorre em Bali, considerando a guerra na Ucrânia como “bárbara”.
"É muito simples: os países não deveriam invadir os vizinhos, não deveriam atacar as infraestruturas civis e a população civil e não deveriam ameaçar com a escalada nuclear", acrescentou.
Na sua visão, Moscovo "esmagou os dissidentes internos e revestiu-se de uma fachada para se justificar apenas através da violência" pelo que neste momento "enfrenta uma oposição global" pelas ações decidiu cometer.
O apoio do Reino Unido à Ucrânia foi mais uma vez deixado claro pelo primeiro-ministro.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785546/rishi-sunak-critica-aus-ncia-de-putin-percebe-se-que-putin-nao-se-sinta-capaz-de-se-juntar-a-nos
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Condições de Zelensky para negociações de paz com a Rússia “são irrealistas”, garante Lavrov
Por Francisco Laranjeira em 12:12, 15 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garantiu que as condições da Ucrânia para reiniciar as negociações de paz com Moscovo eram “irrealistas” – Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, enumerou as condições para garantir a paz no país em 10 tópicos essenciais.
“Voltei a dizer que todos os problemas são com o lado ucraniano, que está a recusar categoricamente as negociações e a apresentar condições que são obviamente irreais”, apontou o responsável russo, sublinhando que apresentou essa posição da Rússia durante uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron.
Lavrov, em declarações na cimeira do G20, na Indonésia, frisou ainda que Kiev “recusa falar” com Moscovo, o que torna “difícil chegar a um entendimento”.
Sobre a cimeira, o responsável russo sublinhou, sobre os apoios garantidos, que “ninguém, exceto o Ocidente e os seus satélites mais próximos, aderiu às sanções antirrussas”, acrescentando que “todos os países do terceiro mundo que falaram sobre o caso exigiram uma solução pacífica e que se chegue a um acordo o mais depressa possível”. Lavrov garantiu ainda ter conversado, de forma breve, sobre a guerra na Ucrânia com o chanceler alemão, Olad Scholz, e com o presidente francês, Emmanuel Macron – no entanto, segundo a agência ‘Reuters’, o responsável germânico alegou que Lavrov limitou-se a aproximar-se e a “dizer um par de frases – essa foi a conversa”.
Sergei Lavrov liderou a delegação de Moscovo no encontro do G20, após a decisão de Vladimir Putin de não participar na cimeira – o Kremlin justificou a ausência de Putin com problemas de agenda e a necessidade de permanecer na Rússia.
A declaração conjunta da cimeira do G20, que promete ser dura para a Rússia, é também criticada: segundo Lavrov, os países ocidentais tentaram “politizar” o texto, acusando-os de pressionar para incluir uma linha condenando a Rússia pela invasão da Ucrânia em nome de todos os países participantes.
Segundo a agência ‘Reuters’, a “maioria” dos membros condenou fortemente a guerra na Ucrânia, destacando a forte oposição da Rússia a qualquer linguagem vista como uma crítica às suas ações. “Sim, os nossos colegas ocidentais tentaram de todas as formas politizar essa declaração e tentaram passar uma linguagem que implicava condenar as ações da Federação Russa em nome de todo o G20, que nos inclui”, disse Lavrov. “Mas vamos fazer isso de maneira justa e deixar claro que, neste tópico, temos diferenças”, disse Lavrov. “Sim, há uma guerra a acontecer na Ucrânia, uma guerra híbrida que o Ocidente desencadeou e vem a preparar-se há anos.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/condicoes-de-zelensky-para-negociacoes-de-paz-com-a-russia-sao-irrealistas-garante-lavrov/
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Rússia e Ucrânia torturaram prisioneiros de guerra, acusa equipa da ONU
Por Francisco Laranjeira em 12:57, 15 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia e a Ucrânia torturaram prisioneiros de guerra, denunciou esta terça-feira a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas – as equipas de monitorização sediada na Ucrânia sustentou a sua acusação em entrevistas com mais de 100 prisioneiros de guerra de cada lado do conflito.
A Rússia negou torturas ou outras formas de maus-tratos a prisioneiros de guerra; já Kiev garantiu que verificou todas as informações sobre o tratamento de prisioneiros de guerra e vai investigar quaisquer violações, frisando que tomará medidas legais apropriadas.
Matilda Bogner, chefe da missão de monitorização, garantiu, em conferência de imprensa em Genebra, que a “grande maioria” dos prisioneiros ucranianos entrevistados detidos pelas forças russas relataram episódios de tortura e maus-tratos – a responsável deu exemplos de ataques de cães, choques elétricos com tasers ou telefones militares e violência sexual. O tratamento visou intimidar e humilhar os prisioneiros.
Um dos entrevistados, que esteve detido numa colónia penal perto de Olenivka, recordou que os grupos armados próximos da Rússia “prenderam fios aos genitais, ao nariz, e deram-me choques. Simplesmente se divertiam e não estavam interessados nas minhas respostas às suas perguntas”.
Do lado ucraniano, Bogner relatou “alegações credíveis” de execuções sumárias de prisioneiros russos, entre outros abusos – outros prisioneiros relataram condições precárias e humilhantes de transporte, relatando terem sido colocados em camiões e carrinhas nus, com as mãos amarradas nas costas. A equipa da ONU denunciou ainda casos dos chamados “espancamentos de boas-vindas” numa das colónias penais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-e-ucrania-torturaram-prisioneiros-de-guerra-acusa-equipa-da-onu/
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Ucrânia: Secretário-geral da NATO adverte para “erro de subestimar a Rússia”
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 13:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da NATO congratulou-se hoje com os progressos alcançados pelas forças ucranianas, mas alertou para o “erro” que seria “subestimar a Rússia” e defendeu a necessidade de continuar a apoiar a Ucrânia.
“Todos saudamos os progressos que as forças ucranianas fizeram nos últimos dias, em particular com a libertação de Kherson. Tal deve-se à bravura e coragem das forças ucranianas”, começou por referir Jens Stoltenberg, à chegada a uma reunião de ministros da Defesa da União Europeia (UE).
“Ao mesmo tempo, acho que é importante que não cometamos o erro de subestimar a Rússia”, advertiu então o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Stoltenberg observou que “a Rússia mantém capacidades militares significativas, um elevado número de tropas”, e já foi possível constatar que “a Rússia está disposta a sofrer elevadas perdas” durante esta sua agressão militar à Ucrânia.
Para sublinhar a ameaça que a Rússia continua a constituir, o secretário-geral da Aliança Atlântica acrescentou que também já foi possível observar, sobretudo nas áreas que foram libertadas pelo exército ucraniano, “a brutalidade exercida contra civis nesses territórios” ocupados pelas forças russas.
“Por isso, precisamos de continuar a prestar apoio à Ucrânia pelo tempo que for preciso, ao nível de capacidades, mas também através do treino”, defendeu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-secretario-geral-da-nato-adverte-para-erro-de-subestimar-a-russia
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Em atualização Várias regiões da Ucrânia sob forte ataque. Mísseis atingem edifícios em Kiev
MadreMedia
15 nov 2022 14:00
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos dois edifícios residenciais foram atingidos após um ataque russo a Kiev, havendo relatos de destruição em várias cidades ucranianas.
Segundo a BBC, o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirma que os dois edifícios atingidos ficam no bairro de Pechersk, na capital ucraniana.
O autarca refere ainda que vários mísseis russos foram derrubados com sucesso e que as equipas de resgate estão no terreno.
(https://i.ibb.co/k3M6sD2/Captura-de-ecr-2022-11-15-150521.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Há ainda relatos por parte dos autarcas de Lviv e Kharkiv sobre o ataque às suas cidades, assim como em Zhytomyr, Sumy, Rivne e Odessa.
"Há explosões em Lviv", disse o autarca Andriy Sadovy num comunicado nas redes sociais, pedindo aos moradores que fiquem em abrigos, enquanto o seu homólogo de Kharkiv, Igor Terekhov, salientou que houve um "ataque com mísseis" na cidade e que estavam a ser recolhidas informações sobre o número de mortes.
(https://i.ibb.co/8sH2NXt/Captura-de-ecr-2022-11-15-150745.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Kharkiv terá sido atingida pelo menos com dois mísseis e Lviv com um, nomeadamente em infraestruturas energéticas, o que fez com que praticamente as duas cidades ficassem sem energia.
As sirenes antiaéreas foram ativadas em todas as regiões do país, de acordo com responsáveis da defesa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/misseis-atingem-edificios-em-kiev
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Rússia acusada de enviar prisioneiros africanos para a guerra
15 de novembro 2022 às 14:41
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837370.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
“Putin está a enviar cidadãos africanos presos na Rússia para a guerra na Ucrânia", denunciou Oleg Nikolenko, o porta-voz da diplomacia ucraniana, através do Twitter.
A Ucrânia acusou esta terça-feira a Rússia de enviar prisioneiros africanos no país para a frente de guerra depois que veio a público a morte de um estudante zambinano em combate que, alegadamente, cumpria pena numa prisão perto da capital russa.
“Putin está a enviar cidadãos africanos presos na Rússia para a guerra na Ucrânia", denunciou Oleg Nikolenko, o porta-voz da diplomacia ucraniana, através do Twitter.
(https://i.ibb.co/Ybgrqxj/Captura-de-ecr-2022-11-15-151117.jpg)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Recorde-se que, na segunda-feira, a Zâmbia anunciou a morte de um dos seus cidadãos, Lemekhani Nathan Nyirenda, de 23 anos, "que morreu em 22 de setembro de 2022 na Ucrânia", enquanto deveria estar preso numa prisão na Rússia.
O país pediu uma explicação à Rússia “sobre as circunstâncias em que um cidadão zambiano, que cumpria pena de prisão em Moscovo, poderia ter sido recrutado para lutar na Ucrânia e ter perdido a vida”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785559/r-ssia-acusada-de-enviar-prisioneiros-africanos-para-a-guerra-
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Ministra confirma até 20 militares portugueses para formar exército ucraniano
DN/Lusa
15 Novembro 2022 — 15:51
(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.jpg?brand=DN&type=generate&guid=0aeaa7cf-1378-4b61-a2f3-acd1fe7376b1&w=800&h=450&t=20221115155425)
© HUGO DELGADO/LUSA
Helena Carreiras revela que a missão de formação militar do exército ucraniano será focada no "treino básico, treino de tiro, área médica e desminagem".
Portugal vai participar "com até 20 militares" na missão de formação militar da União Europeia (UE) dirigida ao exército ucraniano formalmente lançada esta terça-feira, confirmou em Bruxelas a ministra da Defesa, Helena Carreiras.
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Em declarações à saída de uma reunião de ministros da Defesa da UE, a ministra, que no início do mês já adiantara que Portugal deveria participar nesta missão de assistência militar às Forças Armadas da Ucrânia com "cerca de duas dezenas de militares", apontou que a missão está neste momento a ser planeada entre os 27, mas apontou que Portugal já identificou as áreas privilegiadas de formação e confirmou a estimativa de participação de até 20 militares.
"Analisámos a nova missão da UE de apoio à Ucrânia, uma missão de assistência militar, de treino, em que vamos progredindo na respetiva organização. Portugal vai participar com até 20 militares, que vão treinar soldados ucranianos", disse.
Apontando que "esta é a primeira missão de treino da UE em território europeu", e que ainda "está neste momento a ser planeada", Helena Carreiras notou que "há duas localizações neste momento onde estarão os quartéis-generais da missão, na Alemanha e na Polónia - no caso do treino básico na Polónia, no caso do treino mais especializado na Alemanha", e, insistindo que ainda não foi decidida a distribuição de militares da UE, algo que espera que seja "concretizado muito em breve", antecipou que haja militares portugueses nos dois países.
Helena Carreiras revelou que deverá igualmente haver "a possibilidade de oferta também de módulos de formação em vários outros países" da UE.
Questionada sobre se Portugal poderia acolher um desses módulos de treino, a ministra admitiu que sim, "se eventualmente for essa uma das possibilidades, se for adequado relativamente ao tipo de formação em causa", do mesmo modo que também admite a possibilidade de Portugal "participar com outros países em módulos que sejam oferecidos noutros países".
"Há uma possibilidade de podermos colaborar com Espanha, mas tudo isso está em definição neste exato momento", declarou.
Definidas estão as áreas privilegiadas de treino identificadas por Portugal, "designadamente o treino básico, o treino de tiro, a área médica e a desminagem", apontou.
Por outro lado, e recordando que há muito as autoridades portuguesas deram conta da sua disponibilidade para receber feridos ucranianos, Helena Carreiras revelou que "finalmente" há "um pedido da Ucrânia" no sentido de Portugal acolher feridos.
"Não sabemos ainda quantos, nem em que situação, mas naturalmente reiterámos a nossa vontade e capacidade de poder receber esses feridos. Veremos o que acontecerá nos próximos tempos", declarou.
No dia em que o Conselho da União Europeia lançou formalmente a missão de assistência militar para treinar até 15 mil efetivos das Forças Armadas ucranianas - hoje discutida a nível de ministros da Defesa, depois de aprovada na véspera pelos ministros dos Negócios Estrangeiros -, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que participou no almoço de trabalho com os 27, desvalorizou o facto de esta missão de treino ser lançada apenas agora, quase nove meses depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia, em fevereiro passado.
Stoltenberg enfatizou que os Aliados têm dado treino às forças ucranianas desde 2014, apontando que "sobretudo os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá" ministraram "treino significativo", na própria Ucrânia, desde a anexação ilegal da Crimeia pela Rússia, há oito anos, e a formação tem prosseguido, fora do território ucraniano -- só este ano já foram treinados 10 mil efetivos no Reino Unido, assinalou -, e muitas vezes com a participação de países que são membros da União Europeia.
Defendendo a importância de providenciar mais treino, "porque os ucranianos estão a travar uma batalha sangrenta e extremamente desafiante", o secretário-geral da NATO saudou por isso "a decisão da UE de estabelecer uma missão de treino para as forças ucranianas", reforçando que tal "complementa o que os aliados da NATO já têm feito" e que, advogou, se revelou extremamente importante.
"Dezenas de milhares de tropas ucranianas já foram treinados por aliados da NATO e isso ajudou os ucranianos a fazerem face à invasão da Rússia", afirmou Stoltenberg.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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Fonte: dn.pt Link: https://www.dn.pt/internacional/ministra-confirma-ate-20-militares-portugueses-para-formar-exercito-ucraniano-15354398.html
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Ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos em abrigo antiaéreo por causa do ataque a Kiev
MadreMedia
15 nov 2022 16:21
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EPA/SERGEY DOLZHENKO
Durante uma visita oficial a Kiev, Wopke Hoekstra teve de se refugiar num abrigo para se proteger dos bombardeamentos russos desta terça-feira. Um porta-voz do ministério neerlandês confirmou que toda a delegação está a salvo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos teve de procurar abrigo por causa dos bombardeamentos russos desta terça-feira a Kiev. O diplomata visitava a capital ucraniana quando se deu o ataque.
As sirenes foram ativadas no final de uma conferência de imprensa de Hoekstra em Kiev, onde anunciou que os Países Baixos vão investir mais fundos na investigação dos crimes de guerra a partir de 2023. Pouco depois, foram escutadas várias explosões e a delegação foi transferida de imediato para um abrigo antiaéreo nas proximidades.
"Só pode haver uma resposta a este ataque massivo", disse Wopke Hoekstra, via telefone à CNN internacional. "Olhem para o que a Rússia faz e não para o que diz", avisa o chefe da diplomacia neerlandesa.
"A resiliência, determinação e coragem de Dmitro [Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano] e dos seus compatriotas ucranianos são profundamente impressionantes e inspiradoras. Salienta-se o nosso compromisso forte e contínuo com a Ucrânia", escreveu a equipa de Hoekstra em breve mensagem no Twitter, minutos após os ataques mas sem mencionar a situação.
A delegação tinha previsto para esta tarde uma reunião com o Presidente Volodymyr Zelenski, ainda sem confirmação na sequência dos ataques.
Esta foi a segunda visita de Hoekstra a Kiev desde o início da invasão russa em fevereiro. No decurso da sua viagem em maio passado, o ministro neerlandês também foi forçado a refugiar-se num abrigo após terem soado os alarmes antiaéreos durante a sua visita.
Pelo menos dois edifícios residenciais foram atingidos após o ataque russo, havendo relatos de destruição em várias cidades ucranianas, nomeadamente, Lviv e Kharkiv, Zhytomyr, Sumy, Rivne e Odessa, segundo relatos enviados pelos respetivos autarcas.
De acordo com um porta-voz da força aérea ucraniana, "foram disparados 80 mísseis russos sobre varias infraestruturas críticas para a Ucrânia, tendo sido atingidos edifícios civis".
(notícia atualizada às 16h48)
*com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-de-negocios-estrangeiros-dos-paises-baixos-encaminhado-para-um-abrigo-por-causa-dos-bombardeamentos-em-kiev
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Pelo menos um morto em Kiev por bombardeamentos russos
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 16:57
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=NmUxh/4RUVSe+8s9lplGrz2izI8hbza4/lVVhVS0E+Hdr/pgBjoI2Sr4/SwoSTRfMuqvvczv4CZ6Ec7VChN/QLPGnxO/B8GKQH770VNizkTUSuo=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos uma pessoa morreu hoje na capital da Ucrânia, Kiev, quando esta foi bombardeada com mísseis russos, o que se verificou também noutras cidades do país, como Lviv (oeste) e Kharkiv (nordeste).
O presidente da câmara de Kiev, Vitaly Klitschko, indicou que pelo menos três mísseis russos atingiram edifícios residenciais.
“No bairro de Petchersk, num dos prédios atingidos, as equipas de salvamento encontraram o cadáver de uma pessoa”, lamentou, na plataforma digital Telegram.
“As operações de busca e resgate prosseguem”, acrescentou Klitschko.
Entretanto, após os bombardeamentos russos, a situação da rede elétrica no país “é crítica”, lamentou a Presidência ucraniana, na sequência dos ataques a infraestruturas de produção de energia elétrica em diversas regiões.
“Os terroristas russos levaram a cabo um novo ataque planeado contra as infraestruturas energéticas. A situação é crítica”, escreveu no Telegram o chefe-adjunto do gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymochenko.
Segundo o responsável, a situação em Kiev, atingida por vários mísseis, está “extremamente difícil”.
“Foram impostos horários específicos para cortes de [energia elétrica] de emergência”, acrescentou.
De acordo com um porta-voz da Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou hoje “cerca de” 100 mísseis sobre a Ucrânia, destruindo várias infraestruturas energéticas essenciais em diversas regiões.
“Cerca de 100 mísseis foram disparados (…) a partir do mar Cáspio, a região [russa] de Rostov”, e também “a partir do mar Negro”, indicou Iuri Ignat em direto na televisão ucraniana, precisando que “até agora, não se registou a utilização de ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) de ataque”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 265.º dia, 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pelo-menos-um-morto-em-kiev-por-bombardeamentos-russos
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Carlos Carreiras condecorado por Zelensky
15 de novembro 2022 às 17:10
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837392.png?type=Artigo)
Mafalda Gomes
A informação foi avançada pelo próprio autarca à agência Lusa, dizendo que se sente "muito honrado, embora fosse um prémio que preferia não ter, pois era sinal que não havia guerra".
Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais foi condecorado pelo presidente ucraniano com a Ordem de Mérito do III grau pelo apoio que o município prestou àquele país.
A informação foi avançada pelo próprio autarca à agência Lusa, dizendo que se sente "muito honrado, embora fosse um prémio que preferia não ter, pois era sinal que não havia guerra".
"De qualquer forma, é um prémio que partilho com todos, funcionários municipais, empresas municipais", referiu.
O presidente do município português explicou que a conderação se deveu ao reconhecimento da Ucrânia ao apoio que Cascais tem dado desde que o país foi, em fevereiro desde ano, alvo de uma ofensiva militar pela Rússia.
Recorde-se que aquando da sua passagem em Portugal, no âmbito da Web Summit, a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, visitou um centro de refugiados em Cascais, onde referiu que os primeiros deslocados da Ucrânia, "em estado de choque, receberam um acolhimento caloroso e atencioso".
"As condições aqui são modestas, mas há tudo o que é necessário. Os deslocados ucranianos podem permanecer no centro até que seja encontrado alojamento permanente para eles", disse Zelenska nas redes sociais, onde agradeceu ainda à organização SOS Ucrânia e ao autarca pela sua "incrível hospitalidade".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785580/carlos-carreiras-condecorado-por-zelensky
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Moscovo "não atingirá objetivos" com ataques a centrais de energia ucranianas
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 18
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia "não atingirá os objetivos" de destruição de infraestruturas energéticas ucranianas, disse o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, após os múltiplos ataques russos de hoje com mísseis.
“Está claro o que o inimigo quer. Eles não alcançarão os seus objetivos”, disse Zelensky num curto vídeo publicado na rede social Facebook, em que acrescentou que o exército russo disparou hoje “pelo menos 85 mísseis” direcionados sobretudo para “infraestruturas energéticas”.
Sobre a mesma questão, e na rede social Twitter, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, pediu aos 20 países mais industrializados do mundo (G20), reunidos em Bali, na Indonésia, uma “reação de protesto” contra os ataques russos.
“Os ataques afetaram edifícios residenciais e infraestruturas de energia. Aguardo uma reação da cimeira do G20”, escreveu Kuleba.
Após os novos ataques russos, Zelensky pediu hoje à população que permaneça nos refúgios “durante algum tempo” e confirmou o corte no fornecimento de energia elétrica em “muitas cidades”
“Eu imploro-vos: cuidem-se e fiquem mais algum tempo nos abrigos”, disse Zelensky no vídeo, em que também adiantou que estão em curso trabalhos para repor o mais depressa possível o fornecimento de energia nas zonas em que foi interrompido.
“Estamos a trabalhar, vamos restaurar tudo, vamos sobreviver a tudo! Glória à Ucrânia!”, enfatizou o Presidente ucraniano.
“[O exército russo efetuou] 85 ataques com mísseis contra a Ucrânia, contra as nossas cidades, principalmente contra as infraestruturas de energia. Está claro o que o inimigo quer: mas não vai conseguir”, insistiu.
Segundo a Ukrenergo, a operadora da rede de distribuição de eletricidade da Ucrânia, as áreas mais afetadas pelos ataques russos de hoje são no norte e no centro do país, “onde as paralisações de emergência foram totalmente implementadas”, informou a agência noticiosa ucraniana Ukrinform.
O alarme antiaéreo foi ativado em todo o país e a situação nas instalações de energia é “crítica”, informou o porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yurii Ignat, citado pela agência noticiosa estatal.
A presidência ucraniana, através do vice-chefe de Estado, Kyrylo Tymoshenko, também considerou “crítica” a situação em que as infraestruturas energéticas de grande parte do país se encontram, depois dos sucessivos ataques russos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e a imposição a Moscovo de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/moscovo-nao-atingira-objetivos-com-ataques-a-centrais-de-energia-ucranianas
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Mais de sete milhões de lares da Ucrânia sem eletricidade após ataques russos
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 18:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de sete milhões de habitações da Ucrânia estão sem eletricidade após novos bombardeamentos russos que visaram a rede elétrica do país, indicou hoje a Presidência da República ucraniana.
“Mais de sete milhões de lares estão agora sem eletricidade”, depois de 15 centrais de produção de energia elétrica em toda a Ucrânia terem sofrido danos, declarou nas redes sociais Kyrylo Tymoshenko, o chefe-adjunto do gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Os nossos engenheiros eletrotécnicos estão agora a fazer tudo o que podem para repor o fornecimento de eletricidade o mais rapidamente possível”, acrescentou.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou hoje sobre as infraestruturas de produção de energia elétrica de várias regiões ucranianas “cerca de” 100 mísseis, causando cortes de eletricidade, além de ter atingido igualmente zonas residenciais e feito pelo menos um morto na capital ucraniana, Kiev.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 265.º dia, 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24..sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-sete-milhoes-de-lares-da-ucrania-sem-eletricidade-apos-ataques-russos
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Em atualização Ucrânia: Mísseis atingem Polónia e causam dois mortos
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 19:03
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Fonte de imagem: Lusa
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma “situação de crise”, noticiou a agência Associated Press (AP).
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-misseis-russos-atingem-polonia-e-causam-dois-mortos
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EUA dizem que mísseis russos caíram na Polónia e mataram duas pessoas
15 de novembro 2022 às 20:08
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837404.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Kremlin nega e considera a notícia uma “provocação deliberada”. Governo polaco não confirma mas convocou reunião urgente com o comité de segurança e defesa.
Um alto funcionário dos serviços de informações norte-americanos disse, esta terça-feira, que tinham caído na Polónia, país membro da NATO, mísseis russos, o que terá provocado a morte a duas pessoas.
A imprensa polaca dá conta de que duas pessoas morreram depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola de uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
O Governo polaco não confirmou a informação, adiantou apenas que foi convocada uma reunião com carácter urgente com o Comité de Segurança e Defesa Nacional.
Já o Ministério da Defesa Russo nega que mísseis seus tenham atingido território polaco, classificando a informação como uma “provocação deliberada”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785592/eua-dizem-que-misseis-russos-cairam-na-polonia-e-mataram-duas-pessoas
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Pentágono vai investigar queda de mísseis russos em território da NATO
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Pentágono disse hoje que ainda precisa de corroborar os relatos de mísseis que terão caído na Polónia, país membro da NATO, e reiterou intenção de defender "cada centímetro" de território aliado.
O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que o Departamento de Defesa ainda está a analisar os dados que chegam, não querendo entrar em especulações sobre o que realmente aconteceu na Polónia, após notícias de que mísseis russos teriam atingido a Polónia.
Ainda assim, durante uma conferência de imprensa, o porta-voz do Pentágono reiterou a mensagem transmitida pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, que prometeu defender o território dos países da NATO.
“Quando se trata dos nossos compromissos de segurança e do artigo 5.º, queremos deixar claro que defenderemos cada centímetro do território da NATO”, assegurou
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma “situação de crise”, noticiou a agência Associated Press (AP).
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
O Presidente norte-americano, Joe Biden, garantiu, em março passado, à Polónia que o artigo 5.º do tratado da NATO – que estipula que um ataque a um país membro é um ataque a todos – constitui “um dever sagrado” para os Estados Unidos.
Biden deu essa garantia num encontro com o presidente polaco, Andrzej Duda, cujo país teme a agressividade de Moscovo, após a Rússia ter invadido a Ucrânia.
Joe Biden disse igualmente que o presidente russo, Vladimir Putin, “contava com uma NATO dividida”, mas que essa divisão não se verificou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pentagono-vai-investigar-queda-de-misseis-russos-em-territorio-da-nato
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Letónia condena queda de mísseis russos na Polónia e pede reação
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro da Defesa da Letónia, Artis Pabriks, condenou hoje a queda de mísseis russos na Polónia, país membro da NATO, e defendeu que, como reação, seja implementado um escudo aéreo para a defesa da Ucrânia.
“As minhas condolências aos nossos irmãos de armas polacos. O criminoso regime russo disparou mísseis que atingiram não apenas civis ucranianos, mas também atingiram o território NATO na Polónia. A Letónia apoia totalmente os amigos polacos e condena este crime”, sublinhou Artis Pabriks.
O governante defendeu ainda que, como reação, deve ser implementada a defesa aérea do “espaço aéreo ucraniano”.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem insistido ao longo dos últimos meses nos pedidos de apoio para a instalação de um escudo aéreo destinado a impedir os ataques russos.
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou com urgência a Comissão de Segurança Nacional da Polónia após estes relatos, mas o porta-voz do Governo exortou os meios de comunicação a não publicarem “informações não confirmadas”.
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
A polícia e o Exército já estão presentes no local, segundo os ‘media’, que noticiaram também que os bombeiros confirmaram a ocorrência de explosões naquela localidade, noticiou a agência Efe.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou hoje sobre as infraestruturas de produção de energia elétrica de várias regiões ucranianas “cerca de” 100 mísseis, causando cortes de eletricidade, além de ter atingido igualmente zonas residenciais e feito pelo menos um morto na capital ucraniana, Kiev.
Mais de sete milhões de habitações da Ucrânia estão sem eletricidade após os novos bombardeamentos russos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/letonia-condena-queda-de-misseis-russos-na-polonia-e-pede-reacao
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Rússia diz que relatos de ataque de mísseis na Polónia são "provocação" e nega responsabilidades
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:44
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que os relatos de queda de mísseis russos na Polónia são "uma provocação deliberada para escalar a situação", negando a responsabilidade pelo ataque.
Num comunicado, o Ministério da Defesa da Federação Russa acrescentou que os destroços nas fotografias divulgadas por vários meios de comunicação ocidentais “nada têm a ver com os meios de destruição russos”.
“Nenhum ataque foi realizado contra alvos perto da fronteira entre a Polónia e a Ucrânia através de meios de destruição russos”, esclareceu o Ministério.
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma “situação de crise”, noticiou a agência Associated Press (AP).
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-relatos-de-ataque-de-misseis-na-polonia-sao-provocacao-e-nega-responsabilidades
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Queda de mísseis russos na Polónia é um "ataque à segurança coletiva"
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:46
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu hoje que a queda de mísseis russos na Polónia, incidente que causou dois mortos, é um "ataque à segurança coletiva" e uma "escalada muito significativa" no conflito.
“Quanto mais a Rússia sentir impunidade, mais ameaças haverá para qualquer um que esteja ao alcance dos mísseis russos. Para disparar mísseis em território da NATO. Este é um ataque de mísseis russos à segurança coletiva! Esta é uma escalada muito significativa. Devemos agir”, salientou o chefe de Estado ucraniano numa mensagem na rede social Telegram.
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas. O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou com urgência a Comissão de Segurança Nacional da Polónia após estes relatos.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/queda-de-misseis-russos-na-polonia-e-um-ataque-a-seguranca-coletiva
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João Gomes Cravinho: Queda de mísseis russos na Polónia é uma "irresponsabilidade" de Putin
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:48
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, classificou hoje como uma "irresponsabilidade por parte do Presidente (russo, Vladimir) Putin, por parte das autoridades russas" as informações sobre a queda em território polaco de mísseis russos.
“Se se confirmarem estas notícias, eu não tenho ainda conhecimento, confirmação, mas se se confirmarem, representam mais uma irresponsabilidade por parte do Presidente Putin, por parte das autoridades russas e que, naturalmente, não ficará sem a devida resposta”, disse à agência Lusa o chefe da diplomacia portuguesa.
João Gomes Cravinho considera que “a solução atual para se inverter e reverter a escalada é a retirada das forças russas dos territórios ocupados desde 24 de fevereiro”.
“Portanto, esperamos que a Rússia faça isso de forma voluntária porque já percebemos que no terreno começa a haver condições para a Ucrânia obrigar a Rússia a fazer isso, mesmo que a Rússia não o queira”, acrescentou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/joao-gomes-cravinho-queda-de-misseis-russos-na-polonia-e-uma-irresponsabilidade-de-putin
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Zelensky. "O terror não está confinado às nossas fronteiras nacionais"
15 de novembro 2022 às 20:48
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837406.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Kiev reage à alegada queda de mísseis russo na Polónia.
Um alto funcionário dos serviços de informações norte-americanos disse, citado pela Associated Press, que tinham caído na Polónia, país membro da NATO, mísseis russos, o que terá provocado a morte a duas pessoas.
Kiev já reagiu à informação, ainda não confirmada pelo Governo polaco, com uma mensagem de Volodymyr Zelensky publicada nas redes sociais.
"O terror não está confinado às nossas fronteiras nacionais. Mísseis russos atingiram a Polónia, em todo o território do nosso país amigo. É uma questão de tempo até o terror russo seguir em frente [para outros países]", afirmou o Presidente Ucraniano.
O Governo polaco não confirmou ainda a queda de misseis russos na região de Przewodów, na Polónia, junto à fronteira com a Ucrânia, mas convocou uma reunião urgente com o Comité de Segurança e Defesa Nacional.
Já o Ministério da Defesa Russo nega que mísseis seus tenham atingido território polaco, classificando a informação como uma “provocação deliberada”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785594/zelensky-o-terror-nao-esta-confinado-as-nossas-fronteiras-nacionais
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Biden pede ao Congresso mais 37 mil milhões de dólares em ajuda de emergência para Kiev
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 20:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu ao Congresso 37,7 mil milhões de dólares (36,3 mil milhões de euros) em ajuda de emergência para a Ucrânia, num momento em que Moscovo sofre perdas no campo de batalha.
O pedido de financiamento da administração liderada por Biden, que ocorre quando os congressistas iniciam a sua sessão pós-eleitoral, também solicita 9,25 mil milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros) para a pandemia da doença covid-19, para o país se preparar para um possível surto no inverno.
Os fundos do executivo norte-americano expiram em meados de dezembro, e a ajuda para a Ucrânia e para a covid-19 faria parte do pacote para financiar o Governo até ao final de setembro de 2023.
O pedido de uma quantia tão considerável de dinheiro para a Ucrânia ocorre quando o Partido Republicano está prestes a assumir o controlo da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano) após as eleições intercalares da semana passada.
O líder Republicano da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, alertou que os Republicanos não apoiariam a emissão de um “cheque em branco” para a Ucrânia se obtivessem a maioria.
Shalanda Young, diretora do Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca, disse que mais de três quartos dos 40 mil milhões de dólares (38,6 mil milhões de euros) aprovados pelo Congresso no início deste ano para a Ucrânia já foram desembolsados ou comprometidos.
“Juntos, com forte apoio bipartidário no Congresso, fornecemos assistência significativa que foi fundamental para o sucesso da Ucrânia no campo de batalha — e não podemos deixar esse apoio secar”, disse Young, numa carta enviada à atual presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/biden-pede-ao-congresso-mais-37-mil-milhoes-de-dolares-em-ajuda-de-emergencia-para-kiev
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Portugal reage à informação da queda de mísseis russos em solo polaco
15 de novembro 2022 às 20:59
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837408.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
António Costa e Gomes Cravinho defendem que é preciso esperar por mais dados, mas mostram-se preocupados com consequências.
O primeiro-ministro português também já comentou à notícia sobre a queda de mísseis russos em território polaco, junto à fronteira com a Ucrânia.
António Costa diz que é preciso “aguardar por novas informações”, mas sublinha "Qualquer arma de guerra é letal, deve ser evitada e não deve ser utilizada. É necessário, e como disse a semana passada Zelensky, esta é a hora de se construir a paz". "É preciso evitar novos incidentes", acrescentou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, adiantou, à agência Lusa, que a confirmar-se a informação dos mísseis russos terem caído em território polaco, trata-se de “mais uma irresponsabilidade por parte do Presidente Putin, por parte das autoridades russas e que, naturalmente, não ficará sem a devida resposta".
Para o governante, "a solução atual para se inverter e reverter a escalada é a retirada das forças russas dos territórios ocupados desde 24 de fevereiro". "Portanto, esperamos que a Rússia faça isso de forma voluntária porque já percebemos que no terreno começa a haver condições para a Ucrânia obrigar a Rússia a fazer isso, mesmo que a Rússia não o queira", acrescentou.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785596/portugal-reage-a-informacao-da-queda-de-misseis-russos-em-solo-polaco
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Primeiro-ministro húngaro convoca Conselho de Defesa em resposta a queda de mísseis na Polónia
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 21:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán convocou hoje o Conselho de Defesa "em resposta ao míssil que atingiu território da Polónia", anunciou o seu porta-voz, Zoltan Kovacs.
A reunião iniciou-se às 20:00 locais (19:00 em Lisboa), precisou o mesmo responsável no Twitter, e enquanto Washington referia estar a examinar informações de diversos ‘media’ – qualificadas de “provocações” por Moscovo — onde se indica que dois mísseis russos “atingiram um local na Polónia ou na fronteira com a Ucrânia”.
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O porta-voz do Governo polaco, Piotr Mueller, não confirmou imediatamente esta informação, mas referiu que os principais líderes estavam a realizar uma reunião de emergência devido a uma “situação de crise”, noticiou a agência Associated Press (AP).
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/primeiro-ministro-hungaro-convoca-conselho-de-defesa-em-resposta-a-queda-de-misseis-na-polonia
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NATO quer conhecer todos os factos sobre queda de mísseis na Polónia
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 22:29
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que a Aliança está a "acompanhar" a queda de mísseis na Polónia, realçando a necessidade de "conhecer todos os factos" sobre o ataque.
Stoltenberg disse na sua conta da rede social Twitter que conversou com o Presidente polaco, Andrzej Duda, “sobre a explosão na Polónia”, acrescentando que ofereceu as condolências pela “perda de vidas” no caso da queda de mísseis naquele país membro da NATO.
“A NATO está a acompanhar a situação e os aliados a estão a consultar-se. É importante que todos os factos sejam apurados”, explicou o secretário-geral da Aliança.
(https://i.ibb.co/LtRB2dq/Captura-de-ecr-2022-11-16-102637.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou esta tarde a Comissão de Segurança Nacional depois de meios de comunicação social polacos terem divulgado a notícia de um impacto de um míssil na localidade de Przewodów, perto da fronteira com a Ucrânia, que provocou duas mortes.
O porta-voz do governo polaco pediu aos ‘media’ para não divulgarem “notícias não confirmadas” e sublinhou que as informações que vierem a ser apuradas serão divulgadas “na medida do possível”.
A Rússia assegurou que não realizou qualquer ataque contra alvos perto de Przewodów e classificou como “provocação deliberada” os relatos de uma alegada queda de mísseis russos na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia.
“Nenhum ataque a alvos perto na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia foi realizado por meios de destruição russos”, anunciou o Ministério da Defesa russo, num comunicado.
O Pentágono limitou-se a dizer que está a avaliar as informações e que não tem nenhuma informação que corrobore a tese da queda de mísseis russos na Polónia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nato-quer-conhecer-todos-os-factos-sobre-queda-de-misseis-na-polonia
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Polónia sobe nível de alerta de algumas unidades militares
MadreMedia / Lusa
15 nov 2022 22:29
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo polaco disse hoje que está a investigar a explosão perto da fronteira com a Ucrânia, sem atribuir a responsabilidade a mísseis russos, mas indicou que aumentou "o nível de alerta de algumas unidades militares".
“Acabou de ser decidido aumentar o nível de alerta de certas unidades de combate… e outros militares”, salientou o porta-voz do Governo, Piotr Müller, após uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional.
A mesma fonte referiu que as autoridades “estão no local neste momento” a investigar o ocorrido.
As autoridades polacas estão também a avaliar se é necessário consultar os seus parceiros da NATO, perante a existência de uma ameaça ao seu território.
O responsável pelo Conselho de Segurança Nacional, Jacek Siewiera, adiantou, por sua vez, que o primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, manteve uma conversa sobre esta questão com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, para analisar “as condições de utilização do artigo 4.º” da Aliança Atlântica.
Este artigo da NATO refere que os membros “se consultarão quando, na opinião de qualquer um destes, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de qualquer uma das partes estiver ameaçada”.
Já Jakub Kumoch, secretário de Estado da Presidência polaca, adiantou que o Presidente Andrzej Duda falou hoje à noite ao telefone com o chefe de Estado norte-americano, Joe Biden.
Um alto funcionário dos serviços de informações dos Estados Unidos disse hoje que mísseis russos caíram na Polónia, país membro da NATO, incidente que causou a morte a duas pessoas.
O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, convocou com urgência a Comissão de Segurança Nacional da Polónia após estes relatos, mas o porta-voz do Governo exortou os meios de comunicação a não publicarem “informações não confirmadas”.
Em reação, o Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que os relatos de queda de mísseis russos na Polónia são “uma provocação deliberada para escalar a situação”, negando a responsabilidade pelo ataque.
Num comunicado, o Ministério da Defesa da Federação Russa acrescentou que os destroços nas fotografias divulgadas por vários meios de comunicação ocidentais “nada têm a ver com os meios de destruição russos”.
Por outro lado, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de disparar os mísseis contra a Polónia, defendendo que este é um “ataque à segurança coletiva” e uma “escalada muito significativa” no conflito.
De acordo com órgãos de comunicação polacos, duas pessoas morreram hoje à tarde, depois de um projétil ter atingido uma zona agrícola em Przewodów, uma vila polaca perto da fronteira com a Ucrânia.
A polícia e o Exército já estão presentes no local, segundo os ‘media’, que noticiaram também que os bombeiros confirmaram a ocorrência de explosões naquela localidade, noticiou a agência Efe.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou hoje sobre as infraestruturas de produção de energia elétrica de várias regiões ucranianas “cerca de” 100 mísseis, causando cortes de eletricidade, além de ter atingido igualmente zonas residenciais e feito pelo menos um morto na capital ucraniana, Kiev.
Mais de sete milhões de habitações da Ucrânia estão sem eletricidade após os novos bombardeamentos russos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/polonia-sobe-nivel-de-alerta-de-algumas-unidades-militares
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Míssil atinge a Polónia e Moldávia fica sem eletricidade
15 de novembro 2022 às 23:03
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/15/837420.jfif?type=Artigo)
twitter@wolski_jaros
Pela primeira vez desde o início da guerra, o território da NATO foi atingido. A Polónia pondera a sua resposta e a tensão está em alta.
Quem quer evitar uma guerra mundial susteve a respiração, ao saber que um míssil russo cruzou a fronteira de Polónia, um país membro da NATO, avançou um alto dirigente das secretas americanas à Associated Press. O míssil atingiu Przewodów, uma aldeia a umas dezenas de quilómetros da Ucrânia, terça-feira ao final da tarde, quando a população se dedicava a secar a colheita de cereais deste ano, matando pelo menos duas pessoas, segundo a imprensa polaca, que divulgou imagens de um veículo agrícola desfeito e virado ao contrário, perto de uma cratera (foto acima). Momentos depois, o Governo polaco de Mateusz Morawiecki, trancava-se numa reunião de emergência por causa de uma “situação de crise”, justificou o seu porta-voz, Piotr Mueller, não se alongando muito.
“O terror não está limitado às nossas fronteiras nacionais”, declarou Volodymyr Zelenksy, citado pela Reuters. “Isto é uma escalada significativa, temos de agir”, apelou o Presidente ucraniano. Forças russas tinham passado a tarde a devastar a infraestrutura elétrica do seu país, denunciara, relatando que os invasores recorreram a uma vaga de pelo menos 85 mísseis, como vingança pelo discurso de Zelensky perante o G-20 (ver página 10). Utilizaram sobretudo os mísseis cruzeiro de longo alcance Kh-101 e Kh-555, capazes de voar baixo para escapar aos radares e disparados a partir de bombardeiros estratégicos. A barragem de mísseis russos atingiu centrais elétricas e sistemas de transmissão em dezenas de regiões ucranianas. Desde Kharkiv, no leste, até Lviv, no oeste, muito próximo da fronteira da Polónia. A vizinha Moldávia também ficou sem eletricidade em boa parte do seu território, após um posto de transmissão perto da fronteira ser atingido por um míssil russo.
A NATO observava nervosamente, dado a aliança possuir o famoso artigo 5, que estabelece que um ataque armado contra um dos seus membros é um ataque contra todos. “O criminoso regime russo disparou mísseis que atingiram não só civis ucranianos mas também aterraram em território da NATO”, denunciou o vice-primeiro-ministro da Letónia, Artis Pabriks, no Twitter. “A Letónia está do lado dos seus amigos polacos e condena este crime”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785608/missil-atinge-a-polonia-e-moldavia-fica-sem-eletricidade
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Míssil que atingiu Polónia será de defesa antiaérea ucraniana e terá sido usado para derrubar um vindo da Rússia
MadreMedia
16 nov 2022 06:29
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Sergei SUPINSKY / AFP
De acordo com as descobertas iniciais, as autoridades dos Estados Unidos acreditam que o míssil que atingiu a Polónia foi disparado pelas forças ucranianas contra um míssil russo.
Há informações que apontam para que o míssil possa ser um S-300, que estão na posse da Ucrânia e têm como objetivo destruir os lançados pela Rússia, de acordo com o revelado à agência Associated Press por oficiais dos Estados Unidos.
"Três elementos das autoridades dos EUA disseram que as avaliações preliminares sugerem que o míssil foi disparado por forças ucranianas contra um russo para evitar que este atingisse a infraestrutura elétrica da Ucrânia nesta terça-feira", lê-se.
(https://i.ibb.co/ncj2cgm/Captura-de-ecr-2022-11-16-103447.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os oficiais falaram sob a condição de anonimato porque não estavam autorizados a discutir o assunto publicamente.
Estes mísseis, os S-300, são de fabrico russo e estão na posse das forças armadas da Ucrânia desde os tempos da União Soviética.
Vários outros órgãos de comunicação, citando diversas fontes, referem também que o incidente terá ocorrido depois das defesas antiaéreas terem detetado um míssil russo a entrar em espaço ucraniano, o que acionou o S-300, que acabaria por cair em território polaco.
Também o ministério da Defesa da Bélgica salientou esta quarta-feira essa possibilidade e a Rússia não tem dúvidas sobre o mesmo. "Míssil que atingiu a Polônia foi lançado por sistema de defesa S-300 ucraniano".
Refira-se que a cidade onde caiu o míssil, Przewodow, fica a escassos quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
[Artigo atualizado às 9h45]
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/missil-que-atingiu-polonia-sera-ucraniano-e-tera-sido-usado-para-derrubar-um-da-russia
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G20. Rússia tenta preservar os seus aliados asiáticos
16 de novembro 2022 às 08:33
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/16/837427.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Zelensky troçou da Rússia em pleno “G-19”, delineando um plano para a paz. Lavrov viu o seu país discretamente criticado pela China e Índia.
Enquanto Sergei Lavrov procurava desesperadamente convencer os aliados asiáticos da Rússia a não se afastarem, durante a cimeira do G20, em Bali, choviam mísseis na Ucrânia (ver última página). Foi a vingança russa devido ao inflamado discurso de Volodymyr Zelensky, denunciou o seu Governo. O Presidente ucraniano discursou em vídeo perante líderes das maiores economias mundiais, o “G19”, como descreveu trocistamente, excluindo a Rússia.
Não é de espantar que Sergei Lavrov, que substituiu Vladimir Putin na cimeira, tenha optado por ficar no hotel durante o discurso de Zelensky. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo tem tido uns dias complicados. Não só foi ao G20 numa situação de fragilidade, em representação de um regime que invadiu os vizinhos e que tem sido sucessivamente derrotado, como a Associated Press avançou que foi hospitalizado na chegada à Indonésia, devido a problemas cardíacos, algo que o Kremlin negou. E ainda teve de assistir à China e à Índia, cuja amizade Lavrov tenta cultivar há quase trinta anos, fazerem críticas veladas ao Kremlin.
No que toca a Xi Jinping, ainda que tenha recusado a chamar à invasão russa uma “guerra”, alinhando com o Kremlin nisso, também fez questão de se opor ao uso de armas nucleares na Ucrânia, apesar das recorrentes ameaças do seu amigo Putin. Algo que Zelensky não deixou de reparar, sabendo bem do quanto Moscovo depende de Pequim para contornar as sanções ocidentais, agradecendo a oposição do “G-19” às “loucas ameaças com armas nucleares” que o Kremlin tem usado como forma de “extorsão”.
Já o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, insistiu num regresso à mesa de negociações. A Índia tem-se tentado manter equidistante quanto à guerra na Ucrânia, seja estar a aproveitar a compra de petróleo russo a preço de saldo ou pela sua dependência militar da Rússia, que lhe vendeu entre 70% a 85% do seu armamento, segundo o Instituto Montaigne. Não estamos só a falar de AK-47, mas até caças, submarinos, um porta-aviões, além de quase todos os tanques usados pelos militares indianos. O facto destes modelos - sobretudo os tanques T-72 e T-90 - se estarem a sair tão mal na Ucrânia explica porque é que a Índia se tem dedicado tanto a diversificar as suas compras de armamento, apostando mais em Israel, França e nos EUA.
“Tenho repetidamente dito que temos de encontrar uma maneira de voltar ao caminho de um cessar-fogo e diplomacia na Ucrânia”, salientou Modi. Já Zelensky deixou as suas condições muito claras para tal suceder. “Kherson já foi libertada”, explicou, comparando-o ao Dia D. “Estou convencido que agora é o momento em que a destrutiva guerra russa deve e pode ser terminada”, assegurou.
Para começar, o Kremlin deve retirar imediatamente as suas tropas da central nuclear de Zaporínjia, para evitar um acidente, exigiu o Presidente ucraniano. Depois, assegurar o acordo para a venda de cereais ucranianos através do Mar Negro, parar com os bombardeamentos à rede elétrica - como os que levou a cabo horas após o discurso de Zelensky - e libertar todos os militares e civis ucranianos capturados.
Estas são as exigências mais fáceis. Depois vem o julgamento de criminosos de guerra - é difícil imaginar Putin a ir parar ao banco dos réus - e garantias de segurança à Ucrânia por países terceiros. Além da retirada russa do território ucraniano como reconhecido pela ONU. O que incluíria a Crimeia, cuja perda é impensável para Moscovo, mas para Kiev “isto não é negociável”, prometeu Zelensky.
O Kremlin fez ouvidos moucos, mas lá teve que dar o braço a torcer quanto ao acordo para exportação de cereais e fertilizantes ucranianos, que expirava a 19 de novembro, estando prestes a aceitar a sua extensão, avançou a Bloomberg na terça-feira. Afinal, os amigos de Putin estavam todos a empurrá-lo nessa direção. Não só Modi e Xi não são conhecidos por perdoar fraqueza, algo que as forças armadas russas têm mostrado no campo de batalha, como estão cada vez mais impacientes com os impactos globais da invasão.
“Nós devemos fazer um acordo para manter a cadeia de distribuição tanto de cereais como de fertilizantes estável e garantida”, exigiu o primeiro-ministro indiano no G20, alertando que “a escassez de fertilizante de hoje é a crise alimentar de amanhã”. E o Presidente chinês queixou-se dos que recorrem à “politização, instrumentalização e uso como arma dos problemas alimentares e energéticos”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785616/g20-r-ssia-tenta-preservar-os-seus-aliados-asiaticos
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Explosão na Polónia poderá ter sido causada por defesa anti-aérea da Ucrânia
Por Beatriz Maio em 10:21, 16 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/02/russia-crimeia-ucrania-17572874_403.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério da Defesa russo alega que nas imagens é possível identificar que os fragmentos do míssil anti-aéreo que atingiu a Polónia foi “guiado de um sistema de defesa aérea S-300 ucraniano”, divulgou a Reuters.
A Rússia defendeu, esta quarta-feira, que o ataque na Ucrânia mais próximo da Polónia foi a 35 quilómetros da fronteira, descartando assim a qualquer responsabilidade sob o míssil que caiu em território polaco e matou duas pessoas.
Nas redes sociais, o Ministério da Defesa russo relatou que “os meios de comunicação e funcionários polacos cometem uma provocação deliberada à escalada da situação com a sua declaração sobre o alegado impacto dos foguetes ‘russos’ em Przewodów”, explicando que o exército da Rússia “não lançou nenhum ataque na área”.
(https://i.ibb.co/qDm61sJ/Captura-de-ecr-2022-11-17-111106.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A mesma fonte foi acrescentou ainda que “os destroços publicados pelos meios de comunicação social polacos do local em Przewodów não têm qualquer relação com o exército russo”.
Esta teoria é apoiada pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Joe Biden que partilhou hoje com G7 e aos parceiros da Nato que o míssil que atingiu a Polónia pertence à defesa aérea ucraniana, segundo fonte da NATO citada pela Reuters.
Esta informação já tinha sido, aliás, dada esta quarta-feira por responsáveis norte-americanos citados pela Associated Press. A leitura feita pelos Estados Unidos avançava que a explosão na Polónia poderá ter sido causada pela defesa antiaérea da Ucrânia, ou seja, disparos feitos pelas forças ucranianas contra os mísseis russos.
Kiev alega que abateu a maior parte dos mísseis russos que se aproximaram do território com os seus mísseis de defesa aérea e acrescenta que a região de Volyn, situada perto da fronteira com a Polónia, é um dos locais que foi alvo dos ataques da Rússia.
Quando questionado se era demasiado cedo para concluir que o míssil tinha sido disparado pela Rússia Biden respondeu: “Há informação preliminar que contesta isso. Não quero afirmar nada até que a investigação esteja completa, mas é improvável segundo as linhas da trajetória que tenha sido disparado pela Rússia, mas vamos ver”.
Os Estados Unidos e os países da NATO irão realizar uma investigação antes de agir, esclareceu o presidente dos EUA na Indonésia depois de se encontrar com outros líderes ocidentais à margem de uma cimeira das grandes economias do G20.
O Kremlin disse, também esta quarta-feira, que alguns países fizeram “declarações sem fundamento” sobre o incidente e, segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a Rússia nada tem a ver com o ataque o qual, segundo ele, feito por um sistema de defesa da Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/explosao-na-polonia-podera-ter-sido-causada-por-defesa-anti-aerea-da-ucrania/
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Habitantes de aldeia polaca em choque após explosão de míssil
MadreMedia / Lusa
16 nov 2022 13:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os habitantes da aldeia polaca Przewodow, próxima da fronteira com a Ucrânia, continuam hoje em choque após a explosão, na terça-feira, de um míssil que causou a morte a duas pessoas naquela localidade.
“Estou com medo. Não dormi a noite toda, estou a ver televisão desde hoje de manhã e passam muitas ideias, pensamentos, pela minha cabeça”, disse à agência noticiosa France-Presse (AFP) Joanna Magus, professora do ensino primário em Przewodow, pequena localidade situada a cerca de seis quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
“Espero que seja um míssil perdido. Se não for, estamos indefesos. Não sabemos o que fazer a seguir”, acrescentou Joanna Magus, lembrando, tal como o Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco, que a explosão ocorreu ao início da tarde de terça-feira.
O Presidente polaco, Andrzej Duda, já disse hoje ser “altamente provável” que o míssil tenha sido disparado pela defesa da Ucrânia, numa altura em que a explosão levantou imediatamente preocupações de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) pudesse ser envolvida diretamente no conflito em curso no território ucraniano.
Duda adiantou que nada indica que tenha sido um “ataque intencional” e declarou que a Polónia não vai invocar o artigo 4.º da NATO que prevê consultas entre aliados sempre que esteja ameaçada a “integridade territorial, a independência política ou a segurança” de qualquer dos Estados-membros da Aliança Atlântica.
O chefe de Estado polaco disse à imprensa em Varsóvia ser “muito provável que o míssil tenha sido fabricado na [extinta] União Soviética” e que se trate de um modelo ‘S300’, segundo a agência espanhola EFE.
Em Przewodow, os habitantes indicaram que o projétil atingiu um secador de cereais, localizado próximo da escola primária da pequena aldeia, provocando o “pânico total”.
“Ouvi uma grande explosão, uma explosão terrível. Fui à janela e vi uma enorme nuvem de fumo escura e vi pessoas a correr. Pensei que talvez algo tivesse acontecido ao secador, que um dos aparelhos tivesse avariado e explodido”, acrescentou a professora, que se encontrava em casa.
O marido de Joanna Magus encontrava-se próximo do local da explosão, mas não sofreu qualquer ferimento.
“Estava apavorado. Disse que algo tinha explodido e que duas pessoas estavam mortas. Foi o pânico total”, acrescentou a professora primária ainda à AFP.
As duas vítimas da explosão são homens na casa dos 60 anos, ambos trabalhadores da empresa de secagem de cereais.
Ewa Byra, diretora da escola primária de Przewodow, referiu, por sua vez, que um dos mortos era casado com uma empregada de limpeza do estabelecimento escolar e que o outro era pai de um antigo aluno.
“Não esperávamos realmente este tipo de coisas, mesmo que aconteçam acidentes, sobretudo quando a guerra está a decorrer a apenas seis quilómetros da aldeia”, admitiu, adiantando que será prestado apoio psicológico aos alunos, assim como a todos os outros residentes que frequentam a escola.
Segundo testemunhou no terreno um jornalista da AFP, a polícia isolou o local da explosão.
As autoridades encontram-se junto à estrada que dá acesso à pequena localidade de cerca de 500 habitantes que, além da escola e das casas, tem apenas uma igreja e um cemitério.
Questionado pela AFP, o pároco Bogdan Wazny, que afirmou conhecer “bem” as duas vítimas mortais, sublinhou que a aldeia ficou vazia assim que se espalhou a notícia da explosão do míssil e que ninguém compareceu à missa na tarde de terça-feira, algo raro nesta aldeia situada numa região muito ligada à prática católica.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/habitantes-de-aldeia-polaca-em-choque-apos-explosao-de-missil
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Ucrânia restaura energia em grande parte do país depois dos apagões causados pelos ataques russos
Por Francisco Laranjeira em 14:55, 16 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/nirsJNAX.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu esta quarta-feira que foi restabelecido o fornecimento de energia elétrica em grande parte da Ucrânia depois dos apagões maciços sofridos nos últimos dias como resultado dos ataques perpetrados pela Rússia contra o território ucraniano.
“A maioria dos clientes já viu o serviço elétrico consertado em várias regiões”, afirmou, lamentando que os objetivos do exército invasor esteja concentrado nas instalações energéticas do país.
No entanto, Kirilo Timoshenko, vice-chefe do gabinete da Presidência ucraniana, referiu que milhares de pessoas em várias zonas do país ainda sofrem com problemas técnicos para aceder plenamente ao abastecimento energético. Também as empresas de energia alertaram os clientes para se prepararem para novas interrupções à medida que avançam os trabalhos de reparação.
Na passada terça-feira, a cidade de Lviv foi uma das muitas cidades ucranianas que registou cortes maciços no fornecimento de eletricidade e aquecimento devido à nova onda de ataques russos, que uma vez mais visaram infraestruturas críticas ucranianas – houve também registos de cortes nas ligações à internet em Lviv, que desde o início da guerra na Ucrâna se tornou um dos principais refúgios para os diferentes representantes internacionais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-restaura-energia-em-grande-parte-do-pais-depois-dos-apagoes-causados-pelos-ataques-russos/
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Ucrânia diz ter descoberto "sala de tortura" russa em Kherson
MadreMedia
16 nov 2022 16:04
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Investigadores ucranianos descobriram uma alegada "sala de tortura" na cidade de Kherson, onde dezenas de homens terão sido detidos, eletrocutados, espancados e alguns deles mortos.
Segundo o The Guardian, a polícia disse que os soldados russos tomaram conta do centro de detenção juvenil em meados de março, que de seguida foi transformado numa "sala de tortura", uma prisão para homens que se recusaram a colaborar com Moscovo ou que foram acusados de atividade partidária.
De acordo com vizinhos e comerciantes locais, ouviram-se gritos cerca de seis semanas depois de terem visto soldados russos tomarem o edifício. As testemunhas disseram ainda que começaram a ver pessoas a serem acolhidas com sacos na cabeça e, posteriormente, alguns corpos a serem retirados do local.
(https://i.ibb.co/z7vF8cG/Captura-de-ecr-2022-11-17-111841.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mykola Ivanovych, um dos moradores com vista para o quintal do centro de detenção, disse ter visto dois corpos atirados para as garagens atrás do centro. Jornalistas do The Guardian estavam com as autoridades quando entraram pela primeira vez no espaço, que estava vazio.
Quantos aos responsáveis pelo centro, as testemunhas referiram que nunca viram lhes viram os rostos, já que usavam balaclavas. Habitualmente estavam vestidos de preto da cabeça aos pés.
Um dos homens que passou pelo sala de tortura, Vitaliy Serdiuk, afirma ter sido espancado durante quatro dias. O motivo? O seu filho estava no exército ucraniano.
Zhenia Dremo foi outra das vítimas. Seguiu para o centro de detenção depois de, num posto de controlo, não ter cigarros para dar aos soldados.
"Eles só me bateram um pouco, tive sorte. Mas os meus companheiros de cela foram fortemente espancados", recorda.
Dremo disse ao jornal britânico que só viu as pessoas na sua cela, cerca de oito que mudavam regularmente. Mas refere que se falava num total de 23 celas no total, incluindo pelo menos duas femininas, pelo que cerca de 180 pessoas poderiam ter sido mantidas no local.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-ter-descoberto-sala-de-tortura-russa-em-kherson
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Mísseis “não” são assunto encerrado. “Aguardamos pelas conclusões da investigação”, diz embaixador de Portugal na NATO
Por MultiNews com Lusa em 17:43, 16 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O embaixador português na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) considerou que a reunião de emergência de hoje “não encerra” o assunto do incidente na Polónia, mas atribuiu-o ao “ataque absolutamente maciço” da Rússia à Ucrânia.
“Não [encerra o assunto] de todo” pois “nós aguardamos pelas conclusões da investigação”, reagiu Pedro Costa Pereira, falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas no final de uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, o principal organismo de decisão política da NATO.
“Neste momento, tudo aponta para que tenha sido um míssil que foi disparado pela Ucrânia para intercetar um míssil russo”, mas “se isto aconteceu foi porque houve um ataque absolutamente maciço ou desproporcionado por parte da Rússia e a Ucrânia mais não fez do que se defender”, salientou o representante diplomático.
Reforçando que “ainda não há uma conclusão definitiva a este respeito”, Pedro Costa Pereira vincou que “evidentemente que não há um qualquer assacar de responsabilidades (…) e a Ucrânia exerce o seu direito à legítima defesa, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas e tem todo o apoio da NATO a esse respeito”.
“Estamos todos completamente unidos no Conselho [do Atlântico Norte] no que diz respeito a condenar aquilo que se passou por parte da Rússia […], na solidariedade para com a Polónia e para com a Ucrânia no seu direito à legítima defesa. Não houve qualquer divergência hoje no Conselho relativamente a isso e nem tinha que haver”, assegurou o embaixador português junto da NATO.
Pedro Costa Pereira adiantou que, “se porventura se tivesse verificado que a situação fosse diferente daquela que neste momento parece ser, muito provavelmente o artigo 4.º teria sido acionado e não teria havido qualquer divergência por parte de qualquer Aliado relativamente a isso”.
O artigo 4.º da NATO é ativado quando há uma ameaça à integridade territorial, independência política ou à segurança, lançando as consultas formais entre os Aliados sobre um determinado acontecimento no território da Aliança Atlântica.
Também hoje, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a explosão que matou duas pessoas na Polónia na terça-feira “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.
A Polónia convocou uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO depois de ter anunciado que um “projétil de fabrico russo” tinha caído na localidade de Przewodow, que faz fronteira com a Ucrânia.
Pouco depois do incidente se ter tornado conhecido, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a explosão na Polónia tinha sido causada por um míssil russo.
O Ministério da Defesa russo negou que o míssil tenha sido disparado pelas suas forças, que bombardearam infraestruturas de energia por toda a Ucrânia na terça-feira.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse hoje que havia informações preliminares que punham em causa que o míssil tivesse sido disparado a partir da Rússia.
O Kremlin (Presidência russa) saudou a contenção dos Estados Unidos e reiterou que a Rússia “não tem nada a ver com o incidente na Polónia”.
Fotos publicadas nos meios de comunicação social mostraram um veículo agrícola danificado junto a uma grande cratera e, de acordo com imprensa polaca, as duas vítimas mortais eram trabalhadores agrícolas.
A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.
O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/misseis-nao-sao-assunto-encerrado-aguardamos-pelas-conclusoes-da-investigacao-diz-embaixador-de-portugal-na-nato/
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Zelensky diz que míssil que atingiu Polónia não era ucraniano
16 de novembro 2022 às 18:10
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/16/837484.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
"Acredito que foi um míssil russo com base na credibilidade dos relatórios dos militares", sublinhou Zelensky.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse não ter dúvidas de que o míssil que caiu na Polónia e matou duas pessoas, na noite de terça-feira, não era ucraniano.
De acordo com a agência Interfax, o governante afirmou: "Não tenho dúvidas de que o míssil não era nosso".
Zelensky disse ainda ter recebido relatórios do comando das forças armadas e da força aérea da Ucrânia e que “não pode deixar de confiar neles”.
"Acredito que foi um míssil russo com base na credibilidade dos relatórios dos militares", sublinhou Zelensky.
O líder do governo ucraniano considera ainda que o país deveria ter acesso ao local da explosão.
“Não podemos revelar as conclusões finais? Não temos o direito de estar na equipa de investigação? Claro que sim”, referiu.
As declarações foram feitas depois de o secretário do conselho nacional de segurança e defesa da Ucrânia, Oleksiy Danilov, dizer que o país queria um "estudo conjunto" do incidente de terça-feira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785676/zelensky-diz-que-missil-que-atingiu-polonia-nao-era-ucraniano
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Incidente na Polónia foi defesa ucraniana a ataque "absolutamente maciço"
MadreMedia / Lusa
16 nov 2022 18:20
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O embaixador português na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) considerou que a reunião de emergência de hoje "não encerra" o assunto do incidente na Polónia, mas atribuiu-o ao "ataque absolutamente maciço" da Rússia à Ucrânia.
“Não [encerra o assunto] de todo” pois “nós aguardamos pelas conclusões da investigação”, reagiu Pedro Costa Pereira, falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas no final de uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, o principal organismo de decisão política da NATO.
“Neste momento, tudo aponta para que tenha sido um míssil que foi disparado pela Ucrânia para intercetar um míssil russo”, mas “se isto aconteceu foi porque houve um ataque absolutamente maciço ou desproporcionado por parte da Rússia e a Ucrânia mais não fez do que se defender”, salientou o representante diplomático.
Reforçando que “ainda não há uma conclusão definitiva a este respeito”, Pedro Costa Pereira vincou que “evidentemente que não há um qualquer assacar de responsabilidades (…) e a Ucrânia exerce o seu direito à legítima defesa, tal como consagrado na Carta das Nações Unidas e tem todo o apoio da NATO a esse respeito”.
“Estamos todos completamente unidos no Conselho [do Atlântico Norte] no que diz respeito a condenar aquilo que se passou por parte da Rússia […], na solidariedade para com a Polónia e para com a Ucrânia no seu direito à legítima defesa. Não houve qualquer divergência hoje no Conselho relativamente a isso e nem tinha que haver”, assegurou o embaixador português junto da NATO.
Pedro Costa Pereira adiantou que, “se porventura se tivesse verificado que a situação fosse diferente daquela que neste momento parece ser, muito provavelmente o artigo 4.º teria sido acionado e não teria havido qualquer divergência por parte de qualquer Aliado relativamente a isso”.
O artigo 4.º da NATO é ativado quando há uma ameaça à integridade territorial, independência política ou à segurança, lançando as consultas formais entre os Aliados sobre um determinado acontecimento no território da Aliança Atlântica.
Também hoje, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a explosão que matou duas pessoas na Polónia na terça-feira “foi provavelmente causada” por um míssil ucraniano, mas ressalvou que “não é culpa da Ucrânia”.
A Polónia convocou uma reunião de emergência com os seus aliados da NATO depois de ter anunciado que um “projétil de fabrico russo” tinha caído na localidade de Przewodow, que faz fronteira com a Ucrânia.
Pouco depois do incidente se ter tornado conhecido, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a explosão na Polónia tinha sido causada por um míssil russo.
O Ministério da Defesa russo negou que o míssil tenha sido disparado pelas suas forças, que bombardearam infraestruturas de energia por toda a Ucrânia na terça-feira.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse hoje que havia informações preliminares que punham em causa que o míssil tivesse sido disparado a partir da Rússia.
O Kremlin (Presidência russa) saudou a contenção dos Estados Unidos e reiterou que a Rússia “não tem nada a ver com o incidente na Polónia”.
Fotos publicadas nos meios de comunicação social mostraram um veículo agrícola danificado junto a uma grande cratera e, de acordo com imprensa polaca, as duas vítimas mortais eram trabalhadores agrícolas.
A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.
O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/incidente-na-polonia-foi-defesa-ucraniana-a-ataque-absolutamente-macico
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EUA dizem ser improvável Kiev expulsar forças russas no curto prazo
MadreMedia / Lusa
16 nov 2022 21:17
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
“A probabilidade de uma vitória militar ucraniana, expulsando os russos de toda a Ucrânia, incluindo a Crimeia, a probabilidade de isso acontecer em breve não é muito alta, militarmente”, comentou o chefe do Estado-Maior dos EUA, general Mark Milley, durante uma conferência de imprensa, ao lado do secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin.
Milley classificou ainda como “crime de guerra” os ataques com mísseis russos que atingiram infraestruturas elétricas na Ucrânia, na terça-feira.
“Alvejar deliberadamente a rede elétrica civil, causando danos colaterais excessivos e sofrimento desnecessário à população civil, é um crime de guerra”, acusou o general.
A Rússia realizou ataques maciços sobre as infraestruturas civis ucranianas, em todo o país, na terça-feira, inclusivamente perto da fronteira com a Polónia, deixando milhões de casas sem energia, segundo Kiev.
Milley disse que cerca de um quarto da população ucraniana tinha ficado sem acesso a energia, devido aos ataques de mísseis lançados pelas forças russas e que estimou terem sido entre 60 e 90.
Citando os múltiplos fracassos das forças russas, incluindo a recente retirada da cidade de Kherson, o general norte-americano lamentou que Moscovo tenha decidido realizar “uma campanha de terror”.
“Falharam os seus objetivos estratégicos e agora estão a falhar operacional e taticamente”, concluiu Milley.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-dizem-ser-improvavel-kiev-expulsar-forcas-russas-no-curto-prazo
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NATO perdoa Kiev, mas Zelensky nega ter atingido a Polónia
17 de novembro 2022 às 08:15
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/17/837511.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
A culpa é do regime de Putin, que tornou a Europa de Leste um “campo de batalha imprevisível”, acusou Podolyak. Já na imprensa russa é notório um certo “regozijo” com o embaraço de Kiev.
A queda de um míssil em território da NATO, numa aldeia polaca, causando duas vítimas mortais, foi seguida de uma noite de especulação febril. Incluindo acusações da parte de Volodymyr Zelensky de que fora uma “escalada muito significativa” cometida pelo Kremlin. À luz do dia, analistas estão cada vez mais convencidos de que o míssil era de facto um modelo russo – mais concretamente soviético, dado que os destroços indicam que se trate de um míssil disparado pelos S-300, os velhos sistemas antiaéreos que a Ucrânia tem usado para travar a invasão.
Dado que o alcance destes sistemas não costuma ultrapassar os 150km, parece improvável que o míssil tenha sido disparado pelos russos. Provavelmente os S-300 da Ucrânia estavam a ser utilizados para tentar intercetar mísseis do Kremlin – que passou o dia a conduzir ataques contra a infraestrutura elétrica dos vizinhos, incluindo em Lviv, muito próximo da aldeia de Przewodów– e falharam o alvo.
“Deixem-me ser claro, isto não é culpa da Ucrânia. A Rússia tem responsabilidade última por continuar a sua guerra ilegal contra a Ucrânia”, salientou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, à saída de uma reunião de emergência com embaixadores em Bruxelas, esta quarta-feira. “Não temos indicações de que isto seja resultado de um ataque deliberado e não temos nenhuma indicação que a Rússia esteja a preparar ataques militares ofensivos contra a NATO”, assegurou Stoltenberg.
Já o Ministério da Defesa russo garantiu que a campanha de bombardeamento de terça-feira não tinha visado nenhum alvo a menos de 35km da fronteira da Polónia. “As declarações de diversas fontes ucranianas e dirigentes estrangeiros sobre alegados ‘mísseis russos’ caírem sobre a aldeia de Przewodów são uma provocação deliberada com o objetivo de escalar a situação”, declarou em comunicado, visto pela TASS.
Este desmentido não é particularmente útil para perceber o que de facto se passou, dado o hábito do Kremlin de negar até os incidentes mais óbvios. Mas chega a haver uma sensação de “regozijo” na imprensa russa, de que “há um certo prazer com isto entre algumas secções do aparato de porta-vozes” de Vladimir Putin, apontou Shashank Joshi, editor para Defesa do Economist.
A própria NATO recorreu aos dados sobre o sobrevoava a Polónia no momento do impacto do míssil para apurar a rota deste, avançou uma fonte militar da Aliança à CNN. É sabido que a NATO usa os seus aviões-espiões E-3 para monitorizar manobras dos russos à distância, em tempo real, e que essa informação, vai parar às forças ucranianas, contribuindo muito para o seu sucesso no campo de batalha.
Estes aviões-espiões “têm uma resolução tal que conseguem seguir um bando de gansos”, explicara há uns meses Walter Dorn, professor no Royal Military College of Canada, ao canal CBC. Quando mais um míssil...
Apesar das evidências preliminares, apontadas até por alguns dos seus aliados mais próximos, Zelensky insistiu em negar que a Ucrânia tivesse algo a ver com as duas mortes em Przewodów. “Não tenho dúvida que não foi um míssil nosso”, assegurou o Presidente ucraniano à agência Interfax. Explicando que tinha sido informado disso pelas suas forças armadas e que “não podia senão confiar” nestas.
O incidente não só envergonhou Kiev, como poderá levar a um reforço das linhas de comunicação entre a NATO e Moscovo, de maneira a evitar uma escalada acidental do conflito. “Precisamos de garantir que quando incidentes ou acidentes acontecem, não há uma guerra a decorrer na vizinhança, que isto não foge de controlo”, explicou Stoltenberg, em entrevista à BBC.
O secretário-geral da NATO salientou que no que toca a negociar “a decisão cabe à Ucrânia”. Admitindo, no entanto, que “em algum ponto esta guerra provavelmente acabará na mesa de negociações”. Ressalvando que “o resultado dessas negociações estará intimamente ligado à força no campo de batalha”.
Enquanto Zelensky tentava negar que o míssil que caiu em Przewodów tivesse sido disparado pela Ucrânia, o seu conselheiro Mykhailo Podolyak, teve uma posição mais em linha com a NATO. “É preciso seguir apenas uma lógica. A guerra foi iniciada e está a ser conduzida pela Rússia”, explicou, em declarações à Reuters. “Não pode haver nenhuma outra explicação para qualquer incidente com mísseis”, rematou o dirigente ucraniano. “A Rússia tornou a parte leste do continente europeu num campo de batalha imprevisível”.
Terror além-fronteiras
Até terça-feira, o horror que vive a Ucrânia não se sentia muito em Przewodów. Mas tudo mudou de um momento para o outro. Esta pacata aldeia dedicava-se a secar a sua colheita de cereais quando foi abalada por uma explosão, vitimando um agricultor e um funcionário da única loja local, o “centro da comunidade”, relatou Jevhen Kozak, que morava mesmo ao lado da quinta onde caiu o míssil, falando a um repórter da BBC.
Subitamente, estradas por onde raramente transitava alguém encheram-se de polícia, paramédicos, militares e jornalistas de todos os cantos do mundo. “Estou apavorada, duas pessoas que conhecíamos muito bem morreram”, lamentou à Reuters Joanna Magus, professora numa escola primária que fica a apenas 100 metros do local da explosão. Muitos passaram a ter receio de deixar os seus filhos brincar na rua, ao contrário do habitual.
O receio não desaparecerá tão cedo desta aldeia, nem de outras localidades nos arredores da fronteira ucraniana. Por mais que analistas apontem que arsenais de mísseis de cruzeiro russos – como os X-101 e X-55 que foram o grosso dos bombardeamentos de terça-feira – se estão a esgotar, o Kremlin dispõe dos drones iranianos e tenta comprar mísseis a Teerão. Sendo que a Ucrânia não vai desistir de proteger a sua rede elétrica, estando também em risco de ficar sem munições caso a NATO não acelere o envio de mais.
“Há medida que os stocks de munições de alta precisão se esgotam, mais armas menos avançadas serão usadas”, como os S-300, salientou Frank Gardner, correspondente para Segurança da BBC. “Com o risco inerente de falharem o alvo”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785702/nato-perdoa-kiev-mas-zelensky-nega-ter-atingido-a-polonia
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Ucrânia: Península da Crimeia, Odessa e outras regiões ucranianas alvos de ataques
Por MultiNews com Lusa em 09:18, 17 Nov 2022
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Várias explosões foram ouvidas esta quinta-feira de manhã na cidade de Dzhankoy, no norte da península da Crimeia, território ucraniano ocupado pela Rússia em 2014, divulgou a agência de notícias Ukrinform, enquanto Odessa foi atingida por mísseis russos.
Os meios de comunicação ucranianos citam, como fontes, moradores que gravaram vídeos na área e posteriormente publicaram nas redes sociais. A agência de notícias também divulgou fotos de uma coluna de fumo na cidade administrada pela Rússia.
A Ukrinform referiu ainda que os sistemas de defesa aérea foram ativados na manhã desta quinta-feira nesta área. Nas redes sociais, segundo o meio de comunicação ucraniano, é sugerido um possível ataque ao aeródromo militar localizado na periferia da cidade.
“As defesas antiaéreas russas provavelmente estão ativas em Dzhankoy”, de acordo com as redes sociais, citadas pela Ukrinform, mas são informações que não puderam ser confirmadas de forma independente.
O Governo da Ucrânia assegurou há dias que parte das unidades militares russas que partiram da região de Kherson, no sul da Ucrânia, dirigiram-se para a Crimeia para defender aquele território.
Um ataque russo com mísseis atingiu também esta quinta-feira a região de Odessa, no sul da Ucrânia, pela primeira vez em semanas, disse o governador regional.
Uma infraestrutura local foi atingida, declarou o governador regional de Odessa, Maksym Marchenko, na rede social Telegram, alertando sobre a ameaça de um “enorme dilúvio de mísseis em todo o território da Ucrânia”.
A declaração de Marchenko ocorre quando há relatos dos meios de comunicação sobre explosões em outras partes da Ucrânia e governadores regionais a pedir aos moradores que permaneçam em abrigos antiaéreos enquanto persiste a ameaça de ataques com mísseis.
Estes ataques desta quinta-feira ocorrem após um outro na terça-feira, que também resultou na queda de um míssil na Polónia e provocou duas mortes.
“O míssil não era nosso, sem qualquer dúvida”, declarou na quarta-feira o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na televisão.
“Julgo que era um míssil russo”, acrescentou, mas responsáveis da NATO e do Governo polaco admitem que se tratou provavelmente de um míssil pertencente ao sistema ucraniano de defesa antiaérea.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-peninsula-da-crimeia-odessa-e-outras-regioes-ucranianas-alvos-de-ataques/
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Cheque europeu de ajuda humanitária à Ucrânia totaliza já mil milhões de euros, revela Comissão
Por Francisco Laranjeira em 13:04, 17 Nov 2022
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A União Europeia já disponibilizou mil milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia desde o início da agressão russa, segundo o balanço apresentado esta quinta-feira pelo comissário de Gestão da Crise, Janez Lenarcic, que indicou que a prioridade agora é reparar as infraestruturas danificadas pela onda de ataques russos. O comissário esloveno destacou que 500 milhões foram distribuídos em operações humanitárias na Ucrânia através de agências das Nações Unidas, Cruz Vermelha e outras organizações.
A outra vertente é a ajuda de emergência concreta com a qual os Estados-Membros responderam a 190 pedidos das autoridades ucranianas desde o início da invasão russa. Através do Mecanismo de Proteção Civil da UE, os 27 prestaram ajuda concreta solicitada por Kiev, especialmente no caso de alimentos, remédios, equipamentos médicos e agrícolas ou ambulâncias, no que Lenarcic descreveu como “a maior e longa operação” do história deste instrumento.
Além disso, o responsável pela Gestão de Crises indicou que a UE, com a sua reserva estratégica, está a prestar uma ajuda concreta para além da oferecida pelos Estados-Membros. Neste caso, está a fornecer material de abrigo para os deslocados internos e comprimidos de potássio para evitar possíveis radiações na área da central nuclear de Zaporizhia.
“O inverno está quase a chegar e é a nossa prioridade em termos de ajuda humanitária. As necessidades são ainda mais pronunciadas depois da destruição sistemática de infraestruturas críticas na Ucrânia, que tem causado danos substanciais nas redes de electricidade e água”, sublinhou, garantindo que a UE já está a preparar as necessidades da Ucrânia desde antes do verão e avançou com o envio de 500 geradores de eletricidade, que deve ser redobrado diante dos ataques russos às instalações de energia.
O bloco europeu tem ajudado, através de programas técnicos, a reabilitar os sistemas de água e eletricidade que atendem milhares de civis ucranianos como serviços básicos e indicou que se prepara para enviar mais equipas para reparar esse tipo de instalação.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cheque-europeu-de-ajuda-humanitaria-a-ucrania-totaliza-ja-mil-milhoes-de-euros-revela-comissao/
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Queda do voo MH17: Dois russos e um ucraniano condenados pela morte de 298 pessoas. Ficou provado que míssil veio de Moscovo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:21, 17 Nov 2022
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O tribunal holandês a cargo do julgamento dos quatro suspeitos de abaterem o voo MH17 da Malaysia Airlines, tragédia na qual morreram 298 pessoas, declarou esta quinta-feira que a Rússia “tinha o controlo geral” das forças separatistas a leste da Ucrânia, apontadas como responsáveis pelo lançamento do míssil que causou a queda do avião na Ucrânia, em 2014. Na leitura da sentença, o juiz-presidente do coletivo deu como condenados a prisão perpétua três suspeitos, dois russos e um separatista ucraniano, e como absolvido o outros suspeito, um cidadão russo.
Tudo indica que os russos condenados não deverão sofrer qualquer consequência neste caso, devido aos acordos de não-extradição existentes e previstos pela lei da Rússia.
Os arguidos estavam acusados de organizarem o transporte do míssil BUK e respetivo sistema, mas não diretamente de terem lançado o projétil.
Segundo os juízes, foi dado como provado de que o projétil lançado era de fabrico russo.
“Desde meados de maio de 2014 que a Rússia tinha o referido controlo geral da República Popular de Donetsk”, declarou o juiz-presidente do coletivo, Hendrik Steenhuis, fazendo referência à região por onde o avião passava quando foi abatido, a 17 de julho de 2014.
“O tribunal sustenta que o MH17 foi abatido pelo disparo de um míssil BUK a patir de um campo agrícola perto de Pervomaisk, matando todos os 283 passageiros e os 15 elementos da tripulação”, continuou o magistrado.
Tudo indica que os russos condenados não deverão sofrer qualquer consequência neste caso, devido aos acordos de não-extradição existentes e previstos pela lei da Rússia.
Os procuradores haviam pedido pena de prisão e emissão de mandados de captura para os quatro suspeito, três russos e um separatista ucraniano, que recusaram estar presentes na leitura do veredicto em tribunal.
“Eu sempre defendi que os membros da nossa família foram as primeiras vítimas não-ucranianas desta guerra que começou há oito anos”, defendeu Piet Ploeg, responsável da fundação que representa as famílias das vítimas da tragédia, antes da sessão, citado pelo NY Times.
Na altura, o míssil fornecido às forças separatistas pela Rússia abateu o voo MH17. Todos os passageiros e tripulantes morreram.
A Rússia sempre negou qualquer responsabilidade pelas mortes, mesmo com as provas de que o míssil de superfície-ar Buk tinha sido enviado para a Ucrânia por Moscovo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-tinha-controlo-tribunal-declara-que-aviao-da-malaysia-airlines-foi-abatido-por-missil-de-fabrico-russo/
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Ucrânia com luz verde para se juntar à investigação à queda de míssil que atingiu a Polónia e matou duas pessoas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:09, 17 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/polonia_missil.webp)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Foi dada permissão à Ucrânia para que se junta à investigação ao caso do míssil que atingiu a Polónia, matando duas pessoas. Os investigadores ucranianos poderão agora ir a Przewodów, onde decorrem as diligências desde terça-feira, altura em que o projétil, que os EUA já garantiram não ter provas de que foi lançado pela Rússia, atingiu a pequena localidade, a cerca de 10 km da fronteira polaca com a Ucrânia.
O anúncio foi feito nas redes sociais por Jakub Kumoch, Chefe do Departamento da Política Internacional do Gabinete da Presidência da Polónia.
“Repito mais uma vez: a Ucrânia não é culpada por se defender da Rússia e de lutar contra os mísseis russos”, afirmou o responsável, fazendo referência ao facto, confirmado pela NATO, de que o míssil se trata mesmo de um projétil do sistema de defesa antiaérea ucraniana que, em resposta ao ataque massivo da Rússia, foi acionado e acabou por cair em território polaco.
(https://i.ibb.co/ZNkdHTf/Captura-de-ecr-2022-11-18-102944.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Os investigadores ucranianos vão participar na investigação no local do incidente, na região de Pshevodov, e em todas as diligências. Acho que toda a questão vai ser resolvida calmamente”, continua o responsável.
O ministro da Justiça polaco Zbigniew Ziobro acrescenta que a investigação ao caso está a ser conduzida de forma “intensa e dinâmica”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-com-permissao-para-se-juntar-a-investigacao-a-queda-de-missil-que-atingiu-a-polonia-e-matou-duas-pessoas/
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Bono compara Zelensky a Mandela e Martin Luther King
17 de novembro 2022 às 14:30
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Dreamstime
Músico falou sobre a visita que fez à Ucrânia no livro "Surrender: 40 Canções, uma História"
No seu livro de memórias "Surrender: 40 Canções, uma História", Bono escreve sobre a visita que fez à Ucrânia, onde, na primavera passada, atuou com The Edge no metro de Kiev, e teve uma reunião com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“A nossa viagem é feita a convite do Presidente Zelensky, que conheci em Kiev ainda ele era ator e comediante. Na altura, não imaginava que iria estar à frente da defesa do país, com uma inteligência insubjugável e heroísmo, contra a invasão da Rússia”, escreve o músico no livro que já foi editado em Portugal.
No mesmo livro, o artista da banda U2 fala de “homens terríveis que dão pelo nome de Putin, Estaline, Mao ou Hitler”, contrapondo-os ao seu oposto.
"Outros parecem ter sido moldados pela própria História que estavam a moldar. É como se a grandeza da sua missão os tornasse grandes e fosse maior do que os seus defeitos. Dão pelo nome de Winston Churchill, Nelson Mandela, Martin Luther King e… Volodymyr Zelensky, Aristóteles ou Marx. Muhammad Ali, Beethoven ou Oscar Wilde”, enumera, antes de sublinhar, contudo, que "a história é escrita por homens e incide nos homens, nomes como Joana d'Arc, Rosa Parks, (…) Marie Curie ou Greta Thunberg são mais raros.
"A história deles é raramente a história delas”, acrescenta.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785751/bono-compara-zelensky-a-mandela-e-martin-luther-king
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Líder russófono de Lugansk admite intensificação da ofensiva ucraniana
MadreMedia / Lusa
17 nov 2022 16:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os ataques do exército ucraniano na região de Lugansk, leste da Ucrânia e anexada pela Rússia em setembro passado, intensificaram-se nos últimos dez dias, mas estão a ser contidos, indicou hoje o dirigente russófono local, Leonid Pasechnik.
“Nos últimos dez dias aumentou a pressão [do exército ucraniano]”, disse Pasechnik em declarações à televisão pública russa.
No entanto, assegurou que as forças russas e as milícias russófonas da região “aguentam” a pressão e que “o inimigo não conseguiu obter êxitos”.
O porta-voz militar de Lugansk, Andrei Marochko, tinha referido na quarta-feira que as forças ucranianas concentraram forças perto desta região e tentavam romper insistentemente as linhas de defesa russas.
Pasechnik também indicou que os ucranianos efetuam “tentativas quase diárias” para garantir avanços territoriais em Lugansk e “em todas as direções”.
“Repelimos essas tentativas com regularidade”, asseverou, e acrescentando que “o inimigo sofre muitas baixas”.
O dirigente russófono local assinalou que apenas “uma ínfima parte, cerca de 1%” do território da região de Lugansk não se encontra sob controlo das forças russas, e quando Moscovo anunciou em julho passado o controlo de toda a região.
Em paralelo, bombardeamentos russos provocaram hoje danos em instalações da empresa de gás ucraniana Naftogaz no leste do país, segundo indicou o seu presidente Oleksiy Chesnyskov, citado pelo portal digital Ukrinform.
“Sabemos de várias peças destruídas, outras foram danificadas. Atualmente estão a ser analisadas as consequências e a recolher informações sobre as vítimas”, disse o responsável da Naftogaz, principal fornecedor de gás do país.
As autoridades ucranianas têm acusado a Rússia de ataques sistemáticos contra instalações relacionadas com a produção e fornecimento de gás e contra outras infraestruturas essenciais, incluindo centrais elétricas e outras instalações energéticas.
Esta situação está a originar frequentes cortes no fornecimento de energia elétrica, incluindo em Kiev, a capital ucraniana.
Hoje, o chefe da administração militar regional de Kiev, Oleksiy Kuleba, indicou que estes cortes de emergência vão continuar a ocorrer.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lider-russofono-de-lugansk-admite-intensificacao-da-ofensiva-ucraniana
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EUA repreenderam Zelensky por afirmar em vídeo que “os mísseis russos atingiram a Polónia”
Por Beatriz Maio em 16:52, 17 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Zelensky-4.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, repreendeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por culpar a Rússia pelo míssil que atingiu a Polónia na terça-feira e resultou na morte de duas pessoas, num vídeo partilhado nas redes sociais.
No seu discurso diário habitual, cerca de uma hora após ter sido divulgado que os destroços se encontravam em território polcao, Zelensky afirmou: “Os mísseis russos atingiram a Polónia”, considerando o incidente como “uma escalada muito significativa”.
Esta comunicação do presidente da Ucrânia foi feita pouco tempo depois do incidente, o que levou Sullivan a aconselhar Zelensky a “ser mais cauteloso nas suas declarações públicas”, uma vez que não foi ainda confirmada a responsabilidade do sucedido, relata a CNN Internacional.
Sullivan ligou para o gabinete de Zelensky e recomendou “mais cuidado” na forma como estavam a falar sobre o sucedido. Embora o presidente ucraniano tenha pedido, na terça -feira à noite, para conversar com Joe Biden, não chegaram a entrar em contacto.
No dia do incidente, Biden conversou com o seu homólogo polaco Andrzej Duda para concluir a origem do míssil, porém sem sucesso. O secretário de Estado dos EUA Antony Blinken, que estava em Bali com Biden para participar na cimeira do G20, foi também informado de imediato sobre a explosão, de acordo com um funcionário norte-americano, juntando-se com o conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan na chamada telefónica com Duda.
Os Estados Unidos da América (EUA) e a Polónia concordaram em colaborar numa investigação para apurar a responsabilidade do lançamento do míssil, enquanto que o diretor da CIA Bill Burns encontrou-se com Duda em Varsóvia na quarta-feira à noite, segundo um funcionário dos EUA.
Biden foi o primeiro a aliviar tensão após o míssil que caiu na Polónia ter abalado o mundo ao explicar que a informação inicial sugeria que não tinha sido lançado pela Rússia, enquanto que os seus conselheiros apelaram à calma e paciência, inclusive aos funcionários ucranianos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-repreenderam-zelensky-por-afirmar-em-video-que-os-misseis-russos-atingiram-a-polonia/
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“Um míssil atingiu a nossa cozinha. Estou exausta de ter medo”: Menina ucraniana de 12 anos conta horror vivido na guerra em diário
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:56, 17 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/menina-ucrania.jpg)
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Yeva Skalietska tem 12 anos. É ucraniana e teve que fugir de Kharkiv com a avó, com quem vivia. Juntas viveram o horror do início o de desenrolar da guerra. Viram a própria casa ser destruída por mísseis e bombas de fragmentação. A adolescente registou tudo o que acontecia, em cada dia do conflito, num diário, que agora vai ser publicado na Ucrânia sob o nome ‘Não Sabes o que a Guerra É”.
O El Mundo teve acesso a uma primeira versão da obra e transcreve alguns excertos emocionantes do relato da pequena Yeva.
O diário começa 10 dias antes do início da invasão da Rússia à Ucrânia. No dia 14 de fevereiro de 2022, Yeva celebrava o seu 12.º aniversário, com direito a festa e balões. A ucraniana explica que vive com a avó Irina, e que a mãe a vem visitar algumas vezes. Está na Turquia, mas voltou para a Ucrânia para celebrar o aniversário com a menor.
“24 de fevereiro. Dia 1. a noite de 23 para 24 de fevereiro foi muito normal. Eu dormi profundamente. Mas, por algum motivo, de repente acordei muito cedo. Resolvi sair do quarto para tentar dormir na sala. Deitei-me no sofá, fechei os olhos e adormeci de novo. Às 5h10, fui acordada por um forte som metálico que ecoou pelas ruas. Meu primeiro pensamento foi um carro a ser destruído para sucata, mas isso teria sido muito estranho porque eu não moro perto de ferros-velhos. Então, entendi que era uma explosão. A avó estava parada perto da janela, olhando para a fronteira russa. Ela estava a ver mísseis Grad voando sobre os campos. De repente, um enorme foguete passou pelos céus e explodiu com tanta força que senti meu coração congelar”, conta a menina sobre o início da guerra na Ucrânia.
A avó foi para junto de Yeva e questionou-se “Putin está mesmo a começar uma guerra com a Ucrânia?”. A menina conta que, após essa noite, o tema dominou todos os dias seguintes.
“Cresci a ouvir falar de guerra, mas nunca estive em uma. Eu senti-me apavorada. Não tivemos tempo para pensar. Ninguém estava preparado para a guerra. Sabíamos que tínhamos de sair de casa e chegar à cave. As minhas mãos tremiam, os meus dentes batiam. O medo tomou conta de mim. Percebi que estava a ter o meu primeiro ataque de pânico. A avó tentou acalmar-me, dizendo que ela tinha de se concentrar. Ante, ela pendurou um crucifixo de ouro no meu pescoço. No chat da escola começou uma conversa sobre o que estava acontecendo”, revela a menina Ucraniana.
Quatro dias depois, a 28 de fevereiro, Yeva foi acordada às 3h00 com o barulho de aviões militares a largarem bombas e ouviu disparos de artilharia. Tornou-se habitual procurarem refúgio na cave de vizinhos, ou dos outros avós. Até que chegou um dos dias mais dolorosos para a família, o dia em que viram a casa destruída por um míssil.
“1 de março. Dia 6. Recebemos notícias traumáticas. Um vizinho ligou para nos dizer que um míssil caiu na nossa cozinha. O pessoal de emergência diz que foi uma submunição de bomba de fragmentação (proibida pela Convenção de Genebra). Eles precisam entrar com urgência para verificar se não há mais submunições não detonadas. A cozinha está destruída e tudo o resto são destroços, é muito doloroso. Atacar minha casa é o mesmo que atacar uma parte de mim. Sinto como se meu coração estivesse a ser esmagado. É um lugar cheio de memórias! Lágrimas rolam pelo meu rosto, e é apenas uma pequena parte da mágoa que sinto. Eu não me importo tanto com os objetos quanto com as memórias que eles guardam. Passei minha infância lá e acabou de ser tudo destruído! (…) Aos poucos, eles estão a transformar Kharkiv em ruínas. (…) Será que vai sobrar alguma coisa do nosso apartamento quando acabar a guerra?”, questiona a menina ucraniana.
Com uma clareza impressionante para uma menina de 12 anos, Yeva relata o dia em que uma amiga da avó viu o marido morrer à sua frente, atingido por uma bomba, as vezes que não tinham dinheiro, as refeições que ficaram por comer porque quase não havia comida.
Em março, avó e neta conseguiram, com a ajuda do pai e de um voluntário, passar a fronteira, de comboio, para a Hungria. “Tivemos que ficar ali, com os olhos em lágrimas, a implorar ‘por favor, deixem-nos entrar’. E deixaram! Disseram que mesmo sem a autorização da minha mãe, e mesmo com a avó sem passaporte, deixavam-nos entrar no país, porque as leis normais não se aplicam em tempo de guerra”, conta Yeva, que depois seguiu para Dublin, na Irlanda.
“Não suporto a palavra ‘refugiado’. Nunca consegui. Quando a avó começou a referir-se a nós como refugiadas, imediatamente pedi-lhe que parasse. Fico envergonhada. E eu finalmente entendi o porquê. Tenho vergonha de admitir que não tenho casa… É insuportável, pois fomos obrigadas a fugir do nosso apartamento para nos refugiarmos na cave. Meu sonho é que um dia tenhamos novamente a nossa casa”, escreve no diário a menina ucraniana, cheia de esperança.
“Um dia, estou exausta de jogar bowling no meu aniversário e, de repente, estou exausta de ter de me esconder num abrigo ou numa cave repetidas vezes; exausta de ter medo. Talvez, daqui a muitos anos, eu veja meus parentes novamente. Mas, por enquanto, virei a página e estou a fazer novos amigos. A coisa mais importante que quero dizer é que acredito que só uma grande fé em Deus pode fazer milagres”, conta no diário Yeva, quando se assinalavam mais de 65 dias de guerra na Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/um-missil-atingiu-a-nossa-cozinha-estou-exausta-de-ter-medo-menina-ucraniana-de-12-anos-conta-horror-vivido-na-guerra-em-diario/
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Moldova pede apoio da Roménia e Ucrânia para se defender de mísseis russos
Por MultiNews Com Lusa em 19:22, 17 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades da Moldova solicitaram à Roménia e à Ucrânia que monitorizem e protejam o seu espaço aéreo, informou hoje o presidente da Assembleia Legislativa, Igor Grosu.
“A neutralidade não protege dos mísseis, mas deve ser defendida e, por isso, somos obrigados a defender o nosso espaço aéreo”, disse Grosu à rádio Chisinau.
“Beneficiámos de um programa da UE no valor de 40 milhões de euros, inclusive para isto [defesa do espaço aéreo]. Falamos também com os nossos parceiros ucranianos e romenos porque têm sistemas muito melhores”, disse Igor Grosu numa emissão televisiva do canal Jurnal.
Qualificando o momento de “complicado”, Grosu referiu dois incidentes recentes, em que mísseis russos entraram no espaço aéreo moldavo, tendo um caído em Naslavcea, no norte do país, junto à fronteira com a Ucrânia.
A República da Moldova tem sido também alvo de ciberataques sem precedentes desde o outono passado.
“Nunca tivemos tal onda de ataques e não só a correspondência de autoridades foi alvo, mas sistemas informáticos inteiros. As nossas avaliações mostram que vieram da Federação Russa”, disse o chefe da legislatura moldava.
Grosu anunciou também que dará entrada no parlamento um projeto de lei sobre o Serviço de Informações e Segurança, que fornecerá ferramentas adicionais na luta contra a espionagem.
A República da Moldova está “cheia de espiões da Federação Russa”, disse Grosu, acrescentando que haverá novas emendas legislativas que irão endurecer as penas para crimes de traição e outros associados.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/moldova-pede-apoio-da-romenia-e-ucrania-para-se-defender-de-misseis-russos/
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Turquia medeia negociações para exportação de cereais e fertilizantes russos
MadreMedia / Lusa
17 nov 2022 23:17
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Turquia está a mediar negociações para permitir a exportação de cereais e fertilizantes russos através de portos Europeus da Bélgica, Países Baixos, Alemanha e Estónia, disse hoje o ministro do Exterior turco, Mevüt Çavusoglu.
O chefe da diplomacia turca revelou satisfação por o acordo assinado em julho entre Kiev e Moscovo, para permitir a exportação segura de cereais ucranianos, ter sido prolongado por quatro meses, mas frisou que é preciso atender, também, às exigências de exportação da Rússia.
“Está na nossa agenda eliminar os obstáculos à exportação de cereais e fertilizantes [russos]. Faz parte do acordo de Istambul”, disse Çavusoglu, em conferência de imprensa, em Ankara, por ocasião da visita do seu homólogo mexicano, Marcelo Ebrard.
Segundo o ministro, “ainda que estes produtos não estejam sujeitos a sanções, o seu transporte e pagamento estão”, pelo que não tem havido progressos “especialmente em relação aos fertilizantes”.
Çavusoglu explicou ainda que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, abordou este tema em conversações com as Nações Unidas, com o chefe da diplomacia norte-americana, Anthony Blinken, e com líderes europeus.
“Tivemos uma agenda preenchida para permitir o transporte de fertilizante [russo] desde o porto de Odessa e também de portos na Bélgica, Países Baixos, Alemanha e Estónia. Foram dados passos importantes e a Rússia está satisfeita, embora não tenham sido removidos todos os obstáculos”, comentou o ministro do Exterior turco.
Mevüt Çavusoglu frisou, no entanto, que a mediação destas negociações não significa que a Turquia apoie o país liderado por Vladimir Putin.
“Se defendemos a Rússia? Não. Isto está no acordo e todos deveriam cumpri-lo”, recordou.
O Kremlin assegurou hoje que recebeu garantias da ONU sobre o levantamento de obstáculos às exportações de cereais e fertilizantes russos antes de aceitar a extensão do acordo sobre a exportação de cereais ucranianos.
O acordo negociado entre Kiev e Moscovo, com a mediação da Turquia e da ONU, termina no sábado, mas foi prolongado por mais quatro meses.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/turquia-medeia-negociacoes-para-exportacao-de-cereais-e-fertilizantes-russos
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Crónica da Invasão da Ucrânia, à distância – LXXIX – Onde está Surkov ?
Publicado em 18 de Novembro de 2022 por Jornal de Oleiros
Crónica da Invasão da Ucrânia, à distância – LXXIX
17 de novembro
. Onde está Surkov?
Eminência parda, grande encenador, Rasputine 2.0.
Durante vinte anos, de 1999 a 2020, Vladislav Surkov foi considerado a sombra de Vladimir Putin (Ver Crónica de 7 de abril). Era o homem que instruía o ponto de vista ideológico e que concebeu o plano de propaganda nas televisões oficiais; uma mente brilhante e maquiavélica ao serviço de grandes poderes, com vários lemas conhecidos entre eles diga sempre o que pensa; nunca diga o que sabe.
Em Abril deste ano, o Newsweek noticiou que Surkov foi colocado em prisão domiciliar, por alegado desvio de fundos destinados aos separatistas do Donbass. O advogado russo Feigin e o conselheiro ucraniano Arestovich acreditam que sim.
Que se passou então, e entretanto?
Quem é Surkov e onde está? Não é fácil responder …
(https://jornaldeoleiros.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/vice-300x126.png)
O vice-primeiro-ministro Sergey Ivanov, o primeiro vice-chefe de gabinete da administração presidencial da Rússia Vladislav Surkov e o CEO da ROSNANO, Anatoly Chubais,// Dmitry Astakhov / RIA Novosti
Nascido em 1962 ou 1964, conforme as biografias, de pai checheno e mãe russa étnica, ambos professores em Duba-yurt, na Chechénia, chamava-se de origem Aslambek Dudayev. É possível que tenha escrito livros de ficção política como pseudónimo de Natan Dubovitsky, influenciado por autores como Allen Ginsberg.
Após passar pelo setor privado até aos 35 anos, veio a ocupar diversos cargos governativos de topo e foi conselheiro principal de Putin entre 2013 e 2020. Mas qualquer que fosse o cargo no governo, Surkov marcava as políticas, enfant terrible da política russa.
Durante dez anos, entre 1988 e 2006, Surkov operou no setor privado, em particular nas relações públicas e publicidade nos negócios de Mikhail Khodorkovsky; nos bancos de Mikhail Fridman; na empresa de petróleo Transnefteproduct; e no canal de televisão ORT. Segundo Sergei Ivanov, ex-ministro da Defesa, Surkov serviu na Diretoria Principal de Inteligência do Estado-Maior (GRU) quando cumpriu serviço militar na Hungria. Mas foi sempre mais um homem do bloco de Poder (vlast) do que do bloco de Segurança (Siloviki).
Em 1999 iniciou a carreira política, sendo nomeado vice-chefe do gabinete presidencial e muito rapidamente emergiu como o Rasputine 2.0. Debatia-se na época no círculo íntimo do presidente, nas elites governamentais e mais tarde no partido Rússia Unida que marca deveria o presidente imprimir na vida política. Bastaria glorificar a sua pessoa ou seria preciso uma fórmula ideológica? Em 2006, quando Aleksei Chadaev publica Putin: a sua ideologia provocou um rebuliço. Houve quem apoiasse a necessidade de reconhecer uma ideologia, outros mostraram notória falta de entusiasmo.
Foi então que Surkov emergiu como o grande arquiteto dos conteúdos ideológicos e da embalagem mediática.
Lançou o conceito de “democracia soberana ou gerida” (suverennaia demokratiia) para definir a natureza do regime e a posição da Rússia no cenário mundial (Okara 2007). Segue-se daqui uma série de perversões: a concentração de poderes no Presidente; a eliminação gradual da influência da Duma do Estado e do Conselho da Federação; a importância adquirida pelo Conselho de Segurança e o bloco dos Siloviki; a dissolução dos meios de comunicação independentes; as eleições passam a ser um teatro com resultados decididos antecipadamente, mesmo que haja votação real; o reforço da componente nacionalista na ideologia oficial; a transformação do poder judicial em órgão político punitivo dos opositores ao regime. O resultado foi a castração das instituições democráticas.
Como um dos criadores da ditadura pós-moderna, Surkov despreza a cidadania; não considera os russos prontos a participar na gestão do país por meios democráticos; precisam do patrocínio de um regime autoritário e o país precisa de um teatro político permanente. Com o teatro de massas de Surkov, a política russa começou a tornar-se uma operação militar especial. “É muito provável que a política oficial seja uma operação especial, onde as pessoas dizem uma coisa, pensam outra, fazem uma terceira, mas querem uma quarta. Aliás, o resultado, é uma quinta” –escreveu Surkov no artigo “Tempo ao invés”, em fevereiro de 2001.
Peter Pomerantsev, um dos grandes conhecedores e críticos de Surkov escrevia em 2011: Na Rússia contemporânea, diferentemente da antiga URSS ou da atual Coreia do Norte, o cenário está sempre a mudar: o país é uma ditadura pela manhã, uma democracia na hora do almoço, uma oligarquia na hora do jantar, enquanto, nos bastidores, empresas petrolíferas são expropriadas, jornalistas mortos, biliões desviados. Surkov está no centro do espectáculo, a patrocinar skinheads nacionalistas num momento, a apoiar grupos de direitos humanos a seguir. É uma estratégia de poder baseada em manter a oposição em estado de confusão, uma mudança de forma incessante que é imparável porque é indefinível.
A doutrina da “democracia soberana” entregou ao Estado o controlo dos meios de comunicação de massa, sobretudo todos os canais de televisão. Seguindo o exemplo de Gleb Pavlovskii, Surkov lançou ainda plataformas de media, portais online e uma agência de notícias. Organizou a juventude pró-presidencial (Nashi), e o movimento Rússia Justa (Spravedlivaia Rossiia). A Rússia iria liderar a globalização com uma “marca” ou “voz” específicas: iria ser uma grande potência atraente, com um novo nacionalismo, uma economia moderna, e ferramentas de softpower.
Surkov era contra qualquer regresso à experiência soviética e ao destino euro-asiático.
Em vez disso, a identidade nacional deveria identificar-se como “Europa alternativa” e apoiar todos os movimentos da direita e extrema-direita, como efetivamente sucedeu e sucede nos apoios a Trump, Brexit, Le Pen, Salvini e outros (Surkov 2010; ver também Sakwa 2011b).
A reforçar esta orientação eurocêntrica, Surkov foi o inventor da narrativa A Ucrânia não existe, adotada por Putin.
E como organizador de consensos e diretivas desempenhou um papel primordial na estrutura ideológica que abriu o caminho à invasão da Ucrânia em 2014. Como a Ucrânia não existe, a imposição de relações fraternas pela força é o único método com eficácia provada. Após 2014, recomendava cortar as negociações com Kyiv e a anexação pura e dura do Donbass.
Em 2019, Kyiv tornara-se uma dor de cabeça para todos: a chantagem falhada de Donald Trump sobre o presidente Volodymyr Zelensky foi a causa do primeiro impeachment do “homem laranja”.
No Kremlin, debatia-se o que fazer da guerra em câmara lenta no Donbass. Vladislav Surkov envolveu-se em discussões com Dmitry Kozak. Muito está por apurar nos dossiers da DPR e LPR em que existe a habitual mistura tóxica de manipulação polpitica e corrupção económica:
Certo é que em fevereiro de 2020 Surkov pediu a demissão do cargo, o que foi aceite. Em entrevistas a Vladimir Solovyev e Alexei Venediktov afirmou que renunciava porque o “contexto” mudou. Kozak manteve-se como vice-chefe da casa civil de Putin e homem forte do Bloco do Poder e Putin foi evoluindo para a invasão armada de toda a Ucrânia.
Surkov mergulhou na vida privada até ser, alegadamente, colocado em prisão domiciliar .
(https://jornaldeoleiros.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/surkovcom-putin-300x191.jpg)
Surkov e Putin ALEXEI NIKOLSKY /AFP VIA GETTY IMAGES
Não sabemos quando, nem como, nem se, irá reemergir na vida pública russa.
Amanhã é outro dia.
Fonte: jornaldeoleiros.sapo.pt Link: https://jornaldeoleiros.sapo.pt/2022/11/18/oleiros/cronica-da-invasao-da-ucrania-a-distancia-lxxix-onde-esta-surkov.html
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Crimes de guerra russos expostos à luz do dia
18 de novembro 2022 às 08:41
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/18/837597.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Foram encontrados 63 corpos com sinais de tortura em Kherson e começam a surgir relatos de sobreviventes.
Como noutras regiões ucranianas que os russos foram obrigados a abandonar, pouco a pouco vai havendo uma imagem mais concreta de crimes de guerra cometidos em Kherson. A escala da tortura nesta cidade “é horrível”, contou um membro do conselho municipal, Dmytro Lubynets, falando à agência France Press esta quinta-feira, no dia seguinte a ser descoberto aquilo que as autoridades da Ucrânia descrevem como uma câmara de tortura.
A polícia ucraniana revelou que esta câmara foi montada num centro de correção para adolescentes, ocupado pelos russos em meados de março. Passou a servir para manter cativos habitantes locais suspeitos de atividades de guerrilha, ligações aos militares ou simplesmente de terem simpatia por Kiev. Testemunhas contaram ao Guardian terem frequentemente ouvido gritos desesperados através das grades, vendo pessoas ser levadas para lá com sacos na cabeça e até corpos a serem retirados do edifício. Os seus captores vestiam preto da cabeça aos pés, cobrindo o rosto com balaclavas.
Investigadores ucranianos contaram já ter encontrado em Kherson os corpos de 63 civis, com sinais de tortura, esta quinta-feira. Isto apesar das buscas na cidade estarem a decorrer a um ritmo lento, por receio das minas, explosivos e armadilhas deixadas para trás pelas tropas russas, algo com que os investigadores se têm deparado com bastante regularidade.
Noutra declarada câmara de tortura russa, numa antiga esquadra da polícia onde foi deixado por todo o lado lixo, roupa, tigelas com comida de cão, entre as vítimas estava Anzhela, uma apresentadora do canal Telethon com 49 anos. “No terceiro andar, os homens eram espancados”, contou Anzhela à BBC. “Quando uma pessoa está a ser torturada com eletricidade, tu ouves. Faz um som particular”, explicou, relatando ter sido capturada em junho por homens armados, que a afastaram do seu namorado, lhe meteram um saco na cabeça e levaram de autocarro para a cela número 6. Sendo apenas uma entre as muitas histórias que deverão ser reveladas nas próximas semanas. Afinal, 700 habitantes locais foram dados como desaparecidos, tendo os investigadores detetado pelo menos onze prisões ilegais e quatro câmaras de tortura.
Além destes crimes de guerra, também se tem apurado as responsabilidades da Rússia no caso do voo MH17, entre Amesterdão e Kuala Lumpur, abatido com um míssil quando sobrevoava o Donbass, em 2014. Um tribunal holandês condenou três homens por massacrar as 298 pessoas a bordo do MH17, esta quinta-feira. Nomeadamente Igor Girkin, um ícone dos mais extremistas nacionalistas russos, Sergey Dubinskiy e Leonid Kharchenko, que combatiam pelas forças independentistas do Donbass, apoiadas pelo regime de Vladimir Putin.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785798/crimes-de-guerra-russos-expostos-a-luz-do-dia
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Dez milhões de ucranianos sem eletricidade após ataques russos, informa Zelensky
Por Beatriz Maio em 10:24, 18 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia está a lidar com cortes de energia provocados pelos ataques de mísseis russos, numa altura em que as temperaturas estão cada vez mais baixas ultrapassando os zero graus, relatou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no seu habitual discurso diário.
Zelensky admitiu que houve “cortes de energia de emergência” novamente, porém está a ser feito o possível para normalizar o fornecimento das infraestruturas danificadas. “Até agora, mais de dez milhões de ucranianos estão sem eletricidade”, o mesmo número que se registou na noite de terça-feira após vários de ataques com mísseis.
A maioria das falhas ocorre nas regiões de Vinnytsia, Odesa, Sumy e Kiev, adiantou o líder ucraniano, acrescentando que dezenas de pessoas ficaram feridas como resultado de uma ofensiva em Dnipro. Também em Zaporíjia, que voltou a ser palco de guerra, foram encontrados sete corpos por baixo dos escombros de um prédio residencial destruído pelo bombardeamento russo na noite de quarta-feira, segundo o presidente.
“Voltamos a repetir aos nossos parceiros que apenas a proteção total dos céus ucranianos salvará a Ucrânia e a Europa de muitas possíveis escaladas de agressão russa e definitivamente encorajará a Rússia a realmente acabar a guerra”, apelou Zelensky.
O presidente da Ucrânia saudou ainda a renovação por quatro meses do acordo de exportação de grãos do Mar Negro e o veredicto no julgamento do MH17 na Holanda, gratidão que expressou durante uma conversa com o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres. “A Ucrânia continuará a ser o garante da segurança alimentar global” frisou agradecendo a Guterres pela sua participação no trabalho do Conselho de Coordenação Ucraniano para a Proteção das Crianças.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia ,foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/multinews/dez-milhoes-de-ucranianos-sem-eletricidade-apos-ataques-russos-informa-zelensky/
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Rússia inicia fortificação da Península da Crimeia
Por MultiNews Com Lusa em 10:39, 18 Nov 2022
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A Rússia anunciou hoje que está a construir fortificações na península da Crimeia, invadida em 2014, na sequência da ofensiva ucraniana na região Kherson.
“Os trabalhos de fortificação estão a ser realizados e controlados por mim, no território da Crimeia, para garantir a segurança dos habitantes (da Península da Crimeia), disse Serguei Akasionov, governador instalado por Moscovo na região ucraniana invadida e anexada por Moscovo em 2014.
A decisão das autoridades locais, controladas por Moscovo, ocorre na sequência da contra ofensiva das Forças Armadas de Kiev na região de Kherson, vizinha da Península da Crimeia.
A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-inicia-fortificacao-da-peninsula-da-crimeia/
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"A Europa está a jogar um jogo muito perigoso". Primeiro-ministro húngaro diz que sanções à Rússia vão levar à guerra
MadreMedia / Lusa
18 nov 2022 11:24
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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, classificou hoje as sanções da União Europeia contra a Rússia como um "passo em direção à guerra", reforçando que a estratégia adotada por Bruxelas "é perigosa".
“Quem intervem economicamente num conflito militar toma uma posição”, afirmou o líder nacionalista, na sua tradicional entrevista semanal a uma rádio próxima do Governo.
“Pouco a pouco, estamos a deslizar para a guerra”, insistiu, mostrando-se preocupado com a quantidade de medidas adotadas para sancionar a ofensiva russa na Ucrânia.
Viktor Orban critica regularmente as sanções europeias, apesar de ter votado a favor da sua adoção, ao lado dos seus parceiros, culpando-as pelos reveses económicos no país da Europa Central.
A economia húngara contraiu no terceiro trimestre (em relação ao segundo) e a inflação ultrapassou os 20 por cento, chegando a 45% na alimentação.
O Governo lançou uma “consulta nacional” sobre a questão e colou cartazes no país onde se vê a imagem de um míssil acompanhada da mensagem “As sanções de Bruxelas estão a arruinar-nos”.
O primeiro-ministro disse estar pronto para lutar contra um possível novo pacote de sanções e garantir que a Hungria, muito dependente dos hidrocarbonetos russos, fique “isenta”, como aconteceu com o embargo ao petróleo.
“Agora estamos a fornecer armas destrutivas, estamos a treinar soldados ucranianos no nosso próprio território, estamos a impor sanções energéticas. (…) Estamos a tornar-nos parte integrante” do conflito, defendeu Orban.
“Ainda não somos alvos militares, mas estamos prestes a tornar-nos beligerantes. A Europa está a jogar um jogo muito perigoso”, concluiu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-europa-esta-a-jogar-um-jogo-muito-perigoso-primeiro-ministro-hungaro-diz-que-sancoes-a-russia-vao-levar-a-guerra
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“Estados Unidos mais cedo ou mais tarde vão abandonar a Ucrânia”, garante ex-presidente russo
Por Francisco Laranjeira em 11:49, 18 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos “mais cedo ou mais tarde vão abandonar” a Ucrânia, garantiu esta sexta-feira o antigo presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, afirmando que a questão da entrega de ajuda a Kiev é uma questão “tóxica” no país norte-americano.
“Os Estados Unidos sempre abandonaram os seus amigos. Farão isso, mais cedo ou mais tarde desta vez”, apontou Medvedev, numa publicação da rede social ‘Telegram’, antes de observar que os “congressistas americanos estão a perguntar para onde foi a enorme quantia de dinheiro” dado à Ucrânia. “Para onde irão as dezenas de milhares de milhões reivindicadas por aquele velho estranho que é Joe Biden, que foi apropriadamente descrito como o ‘vice-presidente da Ucrânia’ no Capitólio?”, perguntou-se o ex-presidente russo.
“Não há ilusão de que muito dinheiro será investido na militarização do regime ucraniano, pois isso é parte integrante do consenso russofóbico entre as elites políticas dos EUA”, explicou Medvedev, salientando que “isso tornará cada vez mais difícil” porque os “sentimentos dos americanos comuns vão mudar gradualmente em relação à realidade”. “Eles foram enganados novamente. Num período de recessão e alta de preços em tudo, foram enviados enormes recursos do orçamento dos Estados Unidos numa direção desconhecida em benefício do complexo militar-industrial”, revelou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/estados-unidos-mais-cedo-ou-mais-tarde-vao-abandonar-a-ucrania-garante-ex-presidente-russo/
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Ministra da Defesa realça que Portugal apoia Ucrânia sem esquecer África, Mediterrâneo e Atlântico
MadreMedia / Lusa
18 nov 2022 11:57
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RODRIGO ANTUNES/LUSA
A ministra da Defesa, Helena Carreiras, realçou hoje que Portugal vai contribuir para a missão de treino de soldados ucranianos da União Europeia sem esquecer as obrigações nacionais em África, Mediterrâneo e Atlântico.
"Também sabemos como cortar o pão em dois e colocar um pedaço de carne, batatas fritas e salada nele", disse Lukashenko.
A partir de 22 de novembro, a McDonald's da Bielorrússia passará a operar com o nome de "Vkusno i Tochka" ("Delicioso. Ponto"), a rede russa que assumiu os restaurantes do grupo norte-americano na Rússia.
"Graças a Deus, que vão embora!", disse o presidente durante um encontro com funcionários do setor agroalimentar. "Temos de fazer nós mesmos o que a McDonald's costumava fazer", acrescentou.
O franchise de restaurantes KSB Victory, que opera os restaurantes McDonald's na Bielorrússia, anunciou a 11 de novembro que em breve mudaria o seu nome para Vkusno i Tochka, como na Rússia.
Os primeiros restaurantes com esse nome abriram na Rússia a 12 de junho, substituindo a McDonald's, que deixou o país após a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia em 24 de fevereiro. Bielorrússia é o único aliado da Rússia a participar no conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministra-da-defesa-realca-que-portugal-apoia-ucrania-sem-esquecer-africa-mediterraneo-e-atlantico
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Ucrânia: Ocidente “não deve ditar” os termos de paz para Kiev, que luta para “proteger toda a Europa”, diz ministro
Por Francisco Laranjeira em 12:19, 18 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os aliados ocidentais da Ucrânia “não devem ditar” os termos de paz para Kiev e reconhecer que o país está a lutar contra a Rússia para proteger toda a Europa, considerou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Chéquia, em Londres – Jan Lipavsky, cujo país detém a presidência da UE, culpou igualmente a Rússia do incidente na Polónia, na passada 3ª feira, porque ter atacado a Ucrânia “com mais de 100 mísseis”.
“Não deveríamos estar numa posição em que ditamos à Ucrânia as condições para a paz, se eles estão a lugar pela sua própria sobrevivência”, referiu o responsável, respondendo a uma pergunta sobre a razoabilidade de Kiev em exigir a restauração das fronteiras pré-2014. Em jogo estão, segundo Lipavsky, os princípios de integridade territorial das Nações Unidas e a ordem internacional baseada em regras: “Putin quer destruir o princípio de que as fronteiras dos Estados não são alteradas pela força bruta”, argumentou.
Responsáveis nos Estados Unidos mostraram-se preocupados com o facto de os combates na guerra provavelmente cheguem a um impasse durante o inverno e que Kiev deveria considerar reabir as negociações diplomáticas com a Rússia. Mas há muitas vozes discordantes na Europa, que acreditam que qualquer interrupção iria favorecer e Rússia. Lipavsky frisou que os países europeus estão a beneficiar ao fornecer à Ucrânia ajuda militar, financeira e humanitária.
“Os ucranianos fizeram a escolha clara de que não queriam fazer parte do império de Moscovo”, apontou o ministro. “Era necessário que o Ocidente ajudasse a proteger a Ucrânia a longo prazo”, acrescentou, porque a batalha contra o vizinho “também nos está a proteger”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ocidente-nao-deve-ditar-os-termos-de-paz-para-kiev-que-luta-para-proteger-toda-a-europa-garante-ministro/
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"Também sabemos como cortar o pão em dois e colocar um pedaço de carne". Presidente bielorrusso troça da saída da McDonald's do país
MadreMedia / AFP
18 nov 2022 14:03
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, troçou nesta sexta-feira quanto à saída da rede norte-americana de fast-food McDonald's do seu país, que será substituída por uma empresa russa.
"Também sabemos como cortar o pão em dois e colocar um pedaço de carne, batatas fritas e salada nele", disse Lukashenko.
A partir de 22 de novembro, a McDonald's da Bielorrússia passará a operar com o nome de "Vkusno i Tochka" ("Delicioso. Ponto"), a rede russa que assumiu os restaurantes do grupo norte-americano na Rússia.
"Graças a Deus, que vão embora!", disse o presidente durante um encontro com funcionários do setor agroalimentar. "Temos de fazer nós mesmos o que a McDonald's costumava fazer", acrescentou.
O franchise de restaurantes KSB Victory, que opera os restaurantes McDonald's na Bielorrússia, anunciou a 11 de novembro que em breve mudaria o seu nome para Vkusno i Tochka, como na Rússia.
Os primeiros restaurantes com esse nome abriram na Rússia a 12 de junho, substituindo a McDonald's, que deixou o país após a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia em 24 de fevereiro. Bielorrússia é o único aliado da Rússia a participar no conflito.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tambem-sabemos-como-cortar-o-pao-em-dois-e-colocar-um-pedaco-de-carne-presidente-bielorrusso-troca-saida-do-mcdonalds-do-pais
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Ucrânia: Rússia dispara mísseis de cruzeiro com simulador de ogiva nuclear sobre Kiev, acusam responsáveis ucranianos
Por Francisco Laranjeira em 14:50, 18 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um dos dois mísseis de cruzeiro derrubados em Kiev, esta quinta-feira, estava equipado com um simulador de ogiva nuclear, denunciou a publicação ucraniana ‘Pravda’, citando fontes do ‘Defense Express’ – trata-se de um míssil de cruzeiro Kh-55, que ao invés de uma ogiva tinha um bloco “aparafusado” que agia como um simulador de uma ogiva nuclear.
Para este ataque, os russos retiraram pelo menos um Kh-55 do seu arsenal nuclear, retiraram a ogiva nuclear deste míssil e substituíram-na por um simulador, tendo depois disparado contra a Ucrânia. O Kh-55 é um míssil soviético que foi originalmente desenvolvido como portador de armas nucleares, para a chamada “ogiva especial” (é assim que a gíria militar soviética e russa se refere a uma ogiva nuclear).
Assim, segundo os responsáveis ucranianos, os russos removeram a “ogiva especial” do Kh-55 e não puderam carregar uma ogiva convencional devido à falta de capacidade construtiva, tendo utilizado o Kh-55 como uma ‘carcaça em branco’ para atacar – para os especialistas, o facto de ter sido usado este míssil especial é indicador que o stock de mísseis de cruzeiro na Rússia está a esgotar-se e a atingir níveis críticos para o Kremlin.
Outra hipótese é que o exército russo tenha usado deliberadamente o Kh-55 como uma simulador, para criar o efeito de sobrecarregar a defesa aérea da Ucrânia – no início da invasão, os russos utilizaram “consumíveis” para o efeito, como por exemplo os drones Tupolev Tu-243 soviéticos.
A Federação Russa está a ficar igualmente sem stock dos mais recentes mísseis de cruzeiro Kh-101, projetados para uma ogiva convencional (a variante para lançamento de armas nucleares é conhecida por Kh-102).
A 15 de novembro último, foi abatido um míssil russo Kh-101, fabricado no terceiro trimestre deste anos, o que revela uma alteração no ‘modus operandi’ da Rússia – normalmente, são disparados primeiros os mísseis ‘mais antigos’ e só depois os mais recentes.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-dispara-misseis-de-cruzeiro-com-simulador-de-ogiva-nuclear-sobre-kiev-acusam-responsaveis-ucranianos/
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Ligas Europeias reúnem apoio de 2,3 milhões para o futebol da Ucrânia
Sportinforma / Lusa
18 nov 2022 15:23
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AFP or licensors
A medida foi aprovada na assembleia geral da associação European Leagues, que se realizou na quinta-feira, no estádio do Dragão do Porto, e foi possível graças aos contributos solidários de várias Ligas nacionais.
A associação European Leagues (EL) divulgou hoje um apoio de 2,3 milhões de euros para liga de futebol da Ucrânia, de modo a ajudar o organismo a manter operacional o seu campeonato, que está em curso.
A medida foi aprovada na assembleia geral da EL, que se realizou na quinta-feira, no estádio do Dragão do Porto, e foi possível graças aos contributos solidários de várias Ligas nacionais.
“É um apoio destinado à Liga Ucrânia para que possa organizar a competição. Mas, indiretamente, também vai apoiar as pessoas. É um contributo que serve para, por exemplo, superarem os custos com segurança, que absorvem grande parte do orçamento, devido à situação de guerra que o país atravessa”, explicou Jacco Swart, diretor executivo da EL.
Além deste apoio à liga ucraniana, assembleia geral da European Leagues também deliberou a entrada de três novos membros, representado as ligas de Albânia, Bulgária e Malta, que aumenta para 40 o número de associados da EL.
Foi ainda decidido criar um grupo de trabalho para abordar o tema do futebol feminino, e a forma como a EL pode ajudar os seus membros a avançar com projetos neste âmbito.
Outro dos temas abordados na reunião magna da EL, além do combate à pirataria, foi a redistribuição de receitas oriundas da UEFA e a grande discrepância que existe atualmente entre os clubes participantes e não participantes nas competições europeias.
Os responsáveis da EL querem renovar, para 2024, o acordo que têm com a UEFA neste âmbito, com Jacco Swart a lembrar que “os 96 clubes que participam nas provas europeias recebem 2,7 mil milhões de euros, e os mais de 600 que não são apurados recebem apenas 175 milhões”, oriundo do fundo de solidariedade.
“Há um valor de solidariedade que é atribuído aos clubes que não participam nas provas da UEFA, e é preciso um equilíbrio na distribuição das receitas e evitar a criação de um fosso. Tem sido feito através de um memorando de entendimento com UEFA, que vai agora ser atualizado com novo formato da Liga dos Campeões, em 2024. O que é fundamental é que não se crie poucos clubes com muito dinheiro e muitos com pouco”, disse Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que faz parte da direção da EL.
O dirigente luso voltou a manifestar a sua oposição ao projeto da Superliga europeia, considerando que a sua existência iria “matar o ecossistema das ligas domésticas”.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/futebol/internacional/artigos/ligas-europeias-reunem-apoio-de-23-milhoes-para-o-futebol-da-ucrania
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Ucrânia: Vídeo de assassinatos de soldados russos choca Kremlin. Ministério da Defesa promete levar Zelensky a julgamento por crimes de guerra
Por Francisco Laranjeira em 15:29, 18 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério da Defesa russo prometeu, esta sexta-feira, que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acabará por ser julgado por crimes de guerra. Em causa está um vídeo que alegadamente mostra militares ucranianos a matar deliberadamente mais de 10 soldados russos capturados. Em comunicado, o ministério liderado por Serguei Shoigu garantiu que “o assassinato intencional e metódico de mais de 10 militares russos imobilizados pelos degenerados da UAF [exército ucraniano] com tiros diretos na cabeça não pode ser apresentado como uma ‘exceção trágica’ no contexto da alegada observância geral dos direitos dos prisioneiros de guerra pelo regime de Kiev”, sublinhando que “o vídeo publicado do massacre em massa contra prisioneiros de guerra russos desarmados confirma a essência selvagem do atual regime de Kiev liderado por Zelensky”.
(https://i.ibb.co/2v6gv1r/Captura-de-ecr-2022-11-19-110630.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério russo garantiu que “os militares ucranianos, que se renderam esta semana, estão detidos de acordo com todos os requisitos da Convenção de Genebra relativa ao tratamento de prisioneiros de guerra.
“O assassinato brutal dos militares russos não é o primeiro nem o único crime de guerra. Esta é uma prática comum nas forças armadas da Ucrânia que é ativamente apoiada pelo regime de Kiev e diretamente ignorada pelos seus patronos ocidentais”, acusa o ministério. “Zelensky e os seu capangas serão forçados a enfrentar o julgamento do tribunal da história, povos da Rússia e da Ucrânia, por todos e cada prisioneiro torturado e assassinado”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-video-de-assassinatos-de-soldados-russos-choca-kremlin-ministerio-da-defesa-russo-promete-levar-zelensky-a-julgamento-por-crimes-de-guerra/
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Rússia acusa Kiev de executar mais de uma dezena de soldados russos
MadreMedia / Lusa
18 nov 2022 16:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério da Defesa russo acusou hoje as forças ucranianas de terem executado "com tiros na cabeça" mais de uma dezena de soldados russos que estavam imobilizados depois de detidos.
“Ninguém será capaz de justificar o assassínio deliberado e metódico de mais de dez militares russos imobilizados por degenerados das Forças Armadas ucranianas com tiros diretos na cabeça como uma ‘exceção trágica'”, refere-se num comunicado oficial do ministério.
O “assassínio brutal” dos militares russos, cujas imagens foram divulgadas nas redes sociais, “não é o primeiro nem o único exemplo de crimes de guerra” de Kiev, alega.
“É uma prática difundida dentro do Exército ucraniano, ativamente apoiada pelo regime de Kiev e ignorada pelos seus benfeitores ocidentais”, lê-se no documento, em que se afirma ainda que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e respetivos partidários terão de responder “por cada prisioneiro torturado e assassinado”.
O Conselho de Direitos Humanos russo, ligado ao Kremlin, disse que vai pedir uma reação da comunidade internacional ao vídeo, alegadamente gravado na localidade de Makiivka, na região ucraniana de Lugansk.
Na passada segunda-feira, o governador de Lugansk leal a Kiev, Serhiy Gaidai, afirmou na conta que mantém na rede social Telegram que as tropas ucranianas haviam libertado Makiivka.
O Conselho divulgou no Telegram que encaminhará informações sobre a execução de soldados russos às Nações Unidas, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Conselho da Europa, Amnistia Internacional (AI) e outras organizações.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-acusa-kiev-de-executar-mais-de-uma-dezena-de-soldados-russos
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Kiev diz que cerca de metade do sistema energético está inoperacional
Por MultiNews Com Lusa em 16:41, 18 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/08/kiev.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, afirmou hoje que cerca de metade do sistema energético do país está inoperacional na sequência dos ataques russos contra esta decisiva infraestrutura do país.
“Infelizmente, a Rússia prossegue os seus ataques com mísseis contra a infraestrutura civil essencial da Ucrânia, combatendo contra a sua população civil e privando-a de luz, água, aquecimento e comunicações durante o inverno”, disse Shmyhal em Kiev num encontro com Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia.
“Só no dia 15 de novembro, a Rússia disparou cerca de 100 mísseis contra cidades ucranianas. Quase metade do nosso sistema energético está fora de serviço”, acrescentou.
Shmyhal sublinhou que, nestas condições, a Ucrânia necessita de mais apoio por parte dos aliados europeus nas áreas energética e financeira, através do fornecimento de equipamento e de recursos para garantir o fornecimento de gás e reforçar o setor da energia.
Cerca de 40% das infraestruturas energéticas foram danificadas em outubro no decurso da primeira vaga de ataques com mísseis russos, indicam os dados das autoridades ucranianas.
Na noite de quinta-feira, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que mais de dez milhões de pessoas estão sem eletricidade, em particular nas regiões de Vynnitsia, Odessa, Sumy e Kiev, onde está a ser “feito o possível” para normalizar a situação.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/kiev-diz-que-cerca-de-metade-do-sistema-energetico-esta-inoperacional/
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Volodymyr Zelensky anuncia "futuros sucessos" no campo de batalha
MadreMedia / Lusa
18 nov 2022 23:18
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, antecipou hoje "futuros sucessos" no campo de batalha contra as forças russas, assegurando que os ucranianos não estão a ceder em qualquer uma das regiões.
“Em nenhuma parte da frente [de batalha] cedemos ao inimigo. Respondemos em todos os lugares, ocupamos posições em todos os lugares. Estamos a preparar sucessos futuros em certas áreas”, destacou o governante, no seu habitual discurso de noturno diário divulgado nas redes sociais.
Zelensky especificou que continua a decorrer uma “luta feroz” na região de Donetsk, onde “não houve alívio das hostilidades ou trégua”.
“Cerca de cem ataques russos foram repelidos na região de Donetsk. Todos os nossos guerreiros que resistem no Donbass são verdadeiros heróis”, atirou.
Ao longo de sexta-feira os trabalhadores do setor energético procuraram restaurar a normalidade técnica do fornecimento de eletricidade nas regiões afetadas, explicou Zelensky.
No entanto, a “situação difícil” relacionada com o fornecimento de energia persiste num total de 17 regiões e em Kiev, acrescentou.
Além da região de Kiev e na capital em concreto, o fornecimento elétrico também é “muito difícil na região de Odessa, de Vinnytsia e de Ternopil”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/volodymyr-zelensky-anuncia-futuros-sucessos-no-campo-de-batalha
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Onde será a próxima contraofensiva?
19 de novembro 2022 às 09:58
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Fonte de imagem: AFP
Russos fugidos de Kherson têm sido colocados em Melitopol, onde uma insurgência não os deixa descansados.
Mais de metade das tropas russas que escaparam de Kherson, humilhadas mas aliviadas por terem o rio Dnipro nas suas costas, começam a ser recolocadas nos territórios ocupados. Uns cavam trincheiras e preparam-se para enfrentar a próxima contraofensiva ucraniana, seja ela onde for. Outros foram lançados para o inferno que se vive em Donetsk, sobretudo em Bakhmut e Avdiivk. E muitos receberam ordens para caçar guerrilheiros em Melitopol, onde a insurgência ucraniana se torna cada vez mais incontrolável. O que poderá fazer da segunda cidade de Zaporíjia um ponto fraco nas linha da frente russa, o sitio ideal para a Ucrânia tentar mais uma vez avançar.
Não surpreende que cada vez mais tropas russas expulsem residentes de Melitopol das suas casas. Instalando-se também em infantários ou escolas e expulsando civis dos hospitais para tratar os seus próprios feridos, acusou o presidente da Câmara Ivan Fedorov. «Russos que fugiram de Kherson estão agora a tentar cavar à volta de Melitopol», declarou num live para as redes sociais, citado pelo Odessa Journal. Uma das linhas até foi apelidada pelos invasores de «linha Wagner» ou «linha Prigozhin», relatou Fedorov, em referência a Yevgeny Prigozhin, chefe da empresa de mercenários que tem servido para fazer trabalho mais sujo do regime de Vladimir Putin.
Os mercenários da Wagner são conhecidos como brutais mas eficientes, responsáveis por boa parte dos sucessos da Rússia durante a invasão. Já os russos mobilizados à força nos últimos meses, por ordem de Putin, atirados para a linha da frente com pouco ou nenhum treino, quase dão pena. «Os mobilizados parecem pessoas sem-abrigo. Rebelam-se, passam o dia todo a beber e por isso ameaçam os nossos moradores», relatou Fedorov.
Se é improvável que tropas mal equipadas e treinadas consigam encetar com sucesso operações ofensivas, muito mais complexas, servem bem na defesa de trincheiras, de kalashnikov na mão. E os russos que guarnecem Melitopol poderão ter que o fazer em breve.
Kherson não está livre de perigo, apesar da alegria com a visita de Volodymyr Zelensky, tendo um correspondente do Guardian relatando que pouco antes do discurso do Presidente ouviam-se estrondos dos disparos de HIMARS e o típico ‘swoosh’ dos camiões lança-foguetes Grad, a atirar salvas para a outra margem. Ainda assim, parte das forças ucranianas agora poderão ser deslocadas da região, protegida pelo Dnipro.
Parte delas terão de travar a ofensiva russa em Donetsk, «mas a frente sul na direção de Mariupol e Melitopol operacionalmente é mais importante», frisou Oleksiy Melnyk, um antigo tenente coronel ucraniano, agora codiretor do Razumkov Centre, ao Financial Times. Se avançarem em Zaporíjia, os militares ucranianos «podem cortar os abastecimentos russos às suas tropas e cortar o acesso à península da Crimeia», salientou.
O controlo russo de Melitopol já parece muito frágil à partida. No mapa do Instituto para o Estudo da Guerra, os arredores da cidade até são uma mancha de cor diferente, no meio do sul sob controlo russo, classificada de «área de guerra de guerrilha». Os invasores têm reagido aumentando o número e frequência dos seus postos de controlo, marcando os carros dos residentes em que confiam, avisou a semana passada o Centro de Resistência Nacional da Ucrânia. Esta agência sob tutela das forças especiais tem o propósito de ensinar a civis como dificultar a vida aos invasores, publicando manuais de guerrilha.
Esta dinâmica de resistência em Melitopol poderia ser crucial numa eventual contraofensiva. «Guerrilheiros ucranianos mudaram o jogo», garantia o Kyiv Post. É que, «desde o início da invasão russa, secretas receberam uma enxurrada de informação da população local», salientou o general Vadym Skibitsky ao jornal ucraniano.
Isso não só permitiu que defensores atingam os russos com precisão, antecipando as suas movimentações, como lançou o terror entre os invasores através de assassinatos, dificultando ainda a logística com atos de sabotagem. O mais notório dos quais talvez tenha sido em abril, com a explosão de uma ponte de ferroviária em Yakymivka, nos arredores de Melitopol, que era utilizada para abastecer os russos a partir da península da Crimeia.
«Mesmo generais dos EUA, com os quais cooperamos, estão surpreendidos», contou Skibitsky. E os americanos sabem o quão difícil é lidar como qualquer insurgência, como viram recentemente no Iraque e Afeganistão.
Ainda assim, apesar do quão assustador deve ser guarnecer Melitopol, sendo obrigado a olhar constantemente sobre o ombro, os russos aqui colocados não têm motivo para invejar os camaradas colocados em Donetsk. Bakhmut tornou-se um «inferno», contou um militar das forças especiais ucranianas ao Financial Times, «parece algo saído da II Guerra Mundial, como um posto no Dia D», explicou. Descrevendo o campo de batalha como um labirinto de trincheiras, armadilhas para tanques e crateras.
Afinal, o comandante russo na Ucrânia, Sergei Surovikin, comprometeu-se com Putin em arrastar as suas forças no leste para a frente, a todo o custo. Usando artilharia para lentamente destruir Avdiivka – onde fica uma enorme fábrica de coca-cola, propriedade de Rinat Akhmetov, também dono da metalurgia Azovstal, em Mariupol – e Bakhmut, um nódulo logístico essencial para abastecer as forças ucranianas no Donbass.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785889/onde-sera-a-proxima-contraofensiva-
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Ucrânia: Nove navios com 162.000 toneladas de produtos agrícolas partiram de Odessa
MadreMedia / Lusa
19 nov 2022 12:58
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Nove navios transportando 162.000 toneladas de produtos agrícolas destinados a África, Ásia e Europa zarparam em dois dias do porto de Odessa, assinalando a "iniciativa cerealífera", informou hoje o Ministério das Infraestruturas ucraniano.
A mensagem, publicada no Facebook e citada pela agência Ukrinform, refere-se em particular aos graneleiros BOZBURUN – M e GOKOVKA M, que partiram com 40.000 toneladas de trigo para a Etiópia, o Iémen e Afeganistão.
“Estes são já o oitavo e nono navios fretados pelo Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) como parte da sua assistência aos países africanos e asiáticos”, acrescentou.
Atualmente, 26 navios com uma carga de um milhão de produtos agrícolas ucranianos encontram-se em processo de tramitação nos portos de Odessa, disse.
Desde 1 de agosto último, um total de 475 navios deixaram os portos de Odessa com 11,2 milhões de toneladas de produtos alimentares ucranianos destinados à Ásia, Europa e África.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-nove-navios-com-162-000-toneladas-de-produtos-agricolas-partiram-de-odessa
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Rússia de Putin mais isolada
19 de novembro 2022 às 17:51
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/19/837720.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Estado-pária, olhado de lado até pelos seus amigos, China e Índia.
Quando líderes das maiores economias reúnem no G20, normalmente discussões comerciais dominam a agenda.
Desta vez, em Bali, na Indonésia, o foco foi a invasão da Ucrânia, com a Rússia quase como Estado-pária, olhada de lado até pelos seus amigos, China e Índia.
Na declaração final desta cimeira, escreveu-se que «a maioria dos membros condena fortemente a guerra na Ucrânia», apontando que esta «exacerba as fragilidades existentes na economia global». Talvez por isso a China tenha feito críticas à Rússia, veladas mas pouco habituais, e a Índia insistido que o Kremlin mantivesse o acordo para venda de cereais ucranianos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/785911/r-ssia-de-putin-mais-isolada
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Moscovo pede à ONU que investigue execução de militares russos na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
19 nov 2022 18:37
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Conselho da Presidência Russa para os Direitos Humanos pediu hoje à ONU para criar uma comissão internacional para investigar alegadas execuções de soldados russos no leste da Ucrânia.
“Pedimos a criação de uma comissão internacional para investigar os crimes das Forças Armadas da Ucrânia e dos militantes que lutam ao seu lado, a investigação minuciosa de todos os factos conhecidos e punição dos que os cometeram de acordo com as normas, leis internacionais e legislação nacional”, refere um comunicado citado pela agência de notícias Interfax.
Na sexta-feira, o Ministério da Defesa russo acusou os militares ucranianos de executarem pelo menos uma dezena de prisioneiros de guerra, vistos em imagens que terão mostrado um “assassinato metódico e intencional”.
A Rússia já havia acusado a Ucrânia, em março, de ter levado a cabo execuções semelhantes.
Embora o comunicado do ministério não forneça detalhes sobre as execuções, a sua divulgação coincidiu com uma denúncia feita na sexta-feira pelas autoridades pró-Rússia na região de Donetsk sobre um possível massacre de soldados russos na cidade de Makivka, a leste da capital.
O Ministério da Defesa limitou-se a informar sobre o número de executados e a constatar que “novas evidências, em vídeo, de execuções em massa infligidas pelos militares ucranianos a prisioneiros de guerra russos desarmados confirmam a natureza atroz do regime de Kiev”.
Por sua vez, as autoridades pró-Rússia em Donetsk anunciaram a intenção de entregar as imagens captadas das execuções às Nações Unidas, ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e à Amnistia Internacional para que sejam investigadas.
“É difícil comentar o vídeo da execução dos soldados rendidos no assentamento de Makivka sem ir além da terminologia normativa”, denunciou à agência russa TASS a mediadora russa para os Direitos Humanos em Donetsk, Daria Morozova.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/moscovo-pede-a-onu-que-investigue-execucao-de-militares-russos-na-ucrania
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"Até respirar ficou mais fácil". Kherson regressa à vida com fim da ocupação russa, mas é difícil esquecer as memórias
MadreMedia / Lusa
19 nov 2022 19:35
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Uma semana depois de Kherson, no sul da Ucrânia, ter sido libertada, os residentes não conseguem esquecer as memórias dos terríveis oito meses que passaram sob a ocupação russa, segundo uma reportagem da Associated Press.
Desconhece-se ainda o paradeiro de muitos, há minas por toda parte, as lojas e restaurantes continuam fechados, falta eletricidade e água. Explosões durante o dia e a noite são testemunho dos combates que opõem as forças russas e ucranianas que lutam do outro lado do rio Dnieper.
Apesar das dificuldades, os residentes evidenciam uma misto de alívio, otimismo e até alegria – até porque recuperaram a liberdade de se expressar.
“Até respirar ficou mais fácil. Agora tudo é diferente”, disse Olena Smoliana, uma farmacêutica cujos olhos brilhavam de felicidade ao recordar o dia em que os soldados ucranianos entraram na cidade.
A população de Kherson passou dos 300 mil residentes de antes da guerra para apenas cerca de 80 mil atualmente, mas a cidade está lentamente a ganhar vida. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, caminhou triunfalmente pelas ruas na segunda-feira, saudando a retirada da Rússia – uma derrota humilhante para o homólogo russo Vladimir Putin – como o “início do fim da guerra”.
As pessoas já não receiam sair à rua nem temem que o contacto com soldados russos possa resultar em prisão ou uma cela de tortura e os habitantes reúnem-se nas praças da cidade – enfeitados com fitas azuis e amarelas nas suas bolsas e casacos – para recarregar telefones, procurar água e conversar com vizinhos e parentes.
“Se sobrevivermos à ocupação, sobreviveremos a isso sem problemas”, disse Yulia Nenadyschuk, 53 anos, que se escondeu em casa com o marido, Oleksandr, desde o início da invasão russa, mas agora visita diariamente o centro da cidade.
“Ninguém podia dizer nada em voz alta. Não se podia falar ucraniano”, disse o marido, Oleksandr, 57 anos.
“Estávamos constantemente a ser observados. Nem se podia olhar em volta”, acrescentou.
As forças russas entraram em Kherson nos primeiros dias da guerra vindas da vizinha Crimeia, que Moscovo anexou ilegalmente em 2014, e rapidamente ocuparam a cidade, a única capital regional que os russos capturaram após o início da invasão em 24 de fevereiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kherson-regressa-a-vida-com-fim-da-ocupacao-russa
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Procurador ucraniano fala em 47 mil potenciais crimes de guerra até agora
MadreMedia / Lusa
20 nov 2022 11:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, disse hoje que estão registados 47 mil potenciais crimes de guerra no país e reivindicou um tribunal internacional especial para investigar e julgar "o crime de agressão" da Rússia.
“Não há dúvida de que a extensão dos crimes cometidos pelo exército russo” desde 24 de fevereiro, quando iniciou o ataque militar à Ucrânia, “é simultaneamente brutal e colossal”, afirmou Andriy Kostin, numa intervenção por videoconferência desde Kiev, na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, que decorre em Madrid.
O procurador disse que as autoridades ucranianas, com o apoio de peritos e entidades internacionais, têm até agora “47.000 incidentes registados como crimes de guerra”, que englobam tortura, assassinatos, agressões sexuais ou deslocações e transporte forçados de populações “à escala massiva”, com destino ao que poderão vir a ser considerados “campos de concentração”.
Andriy Kostin destacou que a Rússia tem na Ucrânia uma estratégia de ataque contra civis, com 8.000 mortos não militares, incluindo 400 crianças, identificados até agora.
O procurador lembrou “a chuva de mísseis sobre cidades ucranianas” e infraestruturas críticas das últimas semanas, que considerou “atos de terror e de intimidação contra a população civil”, com destruição de casas e outras infraestruturas vitais para os ucranianos, como centrais energéticas.
Andriy Kostin afirmou que várias regiões da Ucrânia, como a capital, Kiev, estão já com temperaturas negativas e estão criadas “situações humanitárias severas para o Inverno”, questionando como poderá a população sobreviver nestas circunstâncias, sem energia ou aquecimento, e considerou que também nesta dimensão estão em causa crimes de guerra da Rússia.
“As nossas necessidades, as nossas reivindicações e os nossos apelos são bastante simples. Precisamos de parar esta guerra o mais depressa possível para libertar o nossos território e restaurar a nossa soberania e a nossa integridade territorial. E precisamos de garantir justiça às vítimas e sobreviventes das atrocidades cometidas pela Federação Russa, precisamos de pôr um fim à impunidade da Rússia”, disse o procurador-geral ucraniano.
Andriy Kostin, apelou à comunidade internacional “para apoiar o estabelecimento de um tribunal para o crime de agressão, para julgar os cérebros do crime” nomeadamente, o Presidente russo e chefe supremo das forças armadas da Rússia, Vladmir Putin, e “toda a elite russa” envolvida.
O crime de agressão também deve ser julgado por ser “o ponto de partida, que precede todos os outros crimes de guerra”, defendeu.
O procurador insistiu também na necessidade de garantir “a reparação” e compensação aos ucranianos pela destruição do país e das “propriedades dos civis”, através da confiscação de bens de russos.
“A Europa não testemunhou esta destruição desde a II Guerra Mundial” e devem ser adotados novos “mecanismos internacionais para confiscar os bens dos autores”, defendeu, alertando como, ao abrigo do direito internacional, tem sido difícil executar decisões nesse sentido, como algumas ditadas por instâncias como o Tribunal Penal Internacional, o Tribunal Internacional de Justiça ou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
No final da intervenção de Andriy Kostin, um porta-voz da Comissão Política da Assembleia Parlamentar da NATO disse que será adotada uma resolução neste encontro de Madrid que defende “o estabelecimento de um tribunal internacional para investigar e julgar o crime de agressão cometido pela Rússia nesta guerra contra a Ucrânia”.
A sessão deste ano da Assembleia Parlamentar da NATO (Organização do Tratado o Atlântico Norte, a aliança militar entre países europeus e norte-americanos) termina na segunda-feira, com um plenário em haverá uma intervenção do Presidente da Ucrânia, por videoconferência.
A Assembleia Parlamentar da NATO integra 269 deputados dos 30 países da Aliança e outros 100 membros de estados parceiros.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/procurador-ucraniano-fala-em-47-mil-potenciais-crimes-de-guerra-ate-agora
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Ucrânia e Rússia acusam-se mutuamente de bombardear central nuclear de Zaporijia
MadreMedia / Lusa
20 nov 2022 12:23
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Fonte de imagem: Lusa
A agência nuclear ucraniana acusou hoje a Rússia de bombardear a central nuclear de Zaporijia, pouco depois de Moscovo ter acusado Kiev de atacar o local.
"Na manhã de 20 de novembro de 2022 [hoje], como resultado de numerosos bombardeamentos russos, pelo menos 12 ataques foram registados no local da central nuclear de Zaporizjia", afirma a Energoatom, operadora estatal das centrais nucleares da Ucrânia, citada pela AFP.
A Energoatom acusa os russos de "mais uma vez organizarem chantagem nuclear e colocarem o mundo inteiro em risco".
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, disse hoje que "fortes explosões" ocorreram na área da central nuclear de Zaporijia.
"A informação é extremamente perturbadora. As explosões ocorreram no local desta grande central nuclear, o que é totalmente inaceitável”, advertiu Rafael Grossi em comunicado.
A Rússia acusou hoje as forças ucranianas de terem realizado novos bombardeamentos contra a central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, garantindo que o nível de radiação permanece "em conformidade com a norma".
"O regime de Kiev não para as provocações para criar a ameaça de um desastre na central nuclear de Zaporijia", a maior da Europa e militarmente ocupada pela Rússia, afirmaram os militares russos em comunicado.
[Notícia atualizada às 13:19]
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-russia-acusa-forcas-ucranianas-de-terem-bombardeado-central-de-zaporijia
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Parlamento Europeu declara Rússia um Estado patrocinador do terrorismo
MadreMedia / Lusa
20 nov 2022 18:21[/size
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Parlamento Europeu (PE) vai aprovar na quarta-feira, em Estrasburgo (França), uma resolução que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo para que Moscovo venha a responder por crimes alegadamente cometidos na Ucrânia.
A resolução, que foi debatida na sessão plenária de outubro, tem aprovação garantida pelos dois maiores grupos do PE, o Partido Popular Europeu (PPE) e a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D).
Uma delegação dos Verdes/Aliança Livre Europeia, que incluía a vice-presidente Terry Reintke (Alemanha), discutiu a iniciativa do PE em Kiev com o chefe-adjunto de gabinete presidencial, Ihor Zhovkva, anunciou a presidência ucraniana em comunicado no sábado.
“Este comportamento da Rússia é uma justificação direta para a necessidade de o Parlamento Europeu adotar uma resolução designando a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo”, disse Zhovka, referindo-se aos ataques russos na Ucrânia, citado no comunicado.
Zhovka registou os esforços dos Verdes/Aliança Livre Europeia em “assegurar um forte apoio à Ucrânia” por parte do PE, incluindo iniciativas para investigar e julgar alegados crimes de guerra russos, e para criar um mecanismo de compensação pela Rússia dos danos causados ao país vizinho.
A resolução, que será votada no dia em que se completam nove meses da invasão russa, não tem caráter vinculativo, tal como as resoluções a condenar o regime do Presidente Vladimir Putin aprovadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Ao declarar a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, os eurodeputados querem preparar terreno para que Putin e o seu Governo sejam responsabilizados por estes crimes perante um tribunal internacional”, disse o PE na antecipação da sessão plenária de novembro, que começa na segunda-feira.
A União Europeia (UE) não tem um quadro legal que lhe permita declarar um Estado como patrocinador do terrorismo – como lembrou a comissária europeia para os Assuntos Internos, a sueca Ylva Johansson, no debate em outubro -, ao contrário dos Estados Unidos.
O Departamento de Estado norte-americano tem atualmente a Síria (desde 1979), o Irão (1984), a Coreia do Norte (2017) e Cuba (2021) na lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
Em setembro, a administração do Presidente Joe Biden anunciou que não iria incluir a Rússia na lista, apesar de resoluções nesse sentido aprovadas pelas duas câmaras do Congresso, por receio de “consequências não intencionais para a Ucrânia e para o mundo”.
Ainda sobre a guerra na Ucrânia, a agenda da sessão de novembro do PE inclui a aprovação de um empréstimo de 18.000 milhões de euros a Kiev e um debate sobre os esforços internacionais para evitar uma crise alimentar.
Os eurodeputados também vão debater a não aceitação na UE de passaportes emitidos pela Rússia em áreas ilegalmente ocupadas da Geórgia e da Ucrânia.
Na agenda, está igualmente a aprovação do orçamento da UE para 2023, que “visa maior eficácia em lidar com as consequências da guerra na Ucrânia e o processo de recuperação da pandemia” de covid-19.
A criação de um roteiro para as competências digitais, a gestão dos fluxos migratórios para a Europa, o reforço da presença de mulheres nos conselhos de gestão das empresas, os direitos humanos no Qatar e a proteção de infraestruturas essenciais da UE são outros dos temas do plenário.
Os eurodeputados vão ainda assinalar, na terça-feira, os 70 anos do PE, numa cerimónia que abrirá com uma declaração da presidente do parlamento, a maltesa Roberta Metsola.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/parlamento-europeu-declara-russia-um-estado-patrocinador-do-terrorismo
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Russos filmam dois soldados a serem detidos: recusaram-se a ir à guerra
Gonçalo Lopes - Texto
MadreMedia
21 nov 2022 06:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Ativistas de direitos humanos acreditam que este vídeo foi colocado online nas redes sociais “como um aviso para outros” que pretendam fazer o mesmo.
Está a circular um vídeo nas redes sociais, colocado pelas forças armadas de Moscovo, de acordo com a agência noticiosa russa Meduza, que mostra a detenção de dois soldados russos que se recusaram a lutar contra a Ucrânia.
O vídeo começa por mostrar um comandante junto a várias dezenas de soldados e posteriormente dois deles são chamados junto ao superior. Ambos são informados que foi aberto um processo criminal contra eles e são encaminhados para um carro, depois de serem detidos.
Esta recusa implica uma punição na forma de prisão entre dois a três anos.
Segundo a Meduza, este incidente terá ocorrido na região de Belgorod, na Rússia.
(https://i.ibb.co/SrXtJ3Y/Captura-de-ecr-2022-11-21-094006.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russos-filmam-dois-soldados-a-serem-detidos-recusaram-se-a-ir-a-guerra
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Kremlin assegura que “não tem planos” para nova ronda de mobilização de tropas
Por Beatriz Maio em 10:54, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/transferir-2022-09-26T101900.970-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia afirmou esta manhã que “não tem planos” de recrutar mais soldados para combater na Ucrânia, descartando a hipótese de uma nova ronda de mobilização de tropas, revelou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“Não posso falar pelo Ministério da Defesa, mas não há discussões no Kremlin sobre isto”, adiantou Peskov quando questionado sobre um possível alistamento de mais tropas, segundo a Reuters.
No início do ano, o presidente russo Vladimir Putin ordenou uma mobilização “parcial” de reservistas russos – nomeados para unidades militares específicas envolvidos em todas as atividades operacionais, de mobilização e de combate para apoiar o que apelida de “operação militar especial”, onde revelou estarem incluídos nesta convocatória 300 mil soldados.
Esta iniciativa levou centenas de milhares de homens russos a fugir da Rússia para evitar serem recrutados e desencadeou protestos anti-Kremlin em todo o país desde o princípio da invasão.
Putin alegou ter terminado a campanha de mobilização, mas não revogou um decreto oficial que fornece a base jurídica para a ofensiva militar, decisão que deixa em aberto a possibilidade de o Kremlin manter as suas opções em aberto para uma futura convocatória.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kremlin-assegura-que-nao-tem-planos-para-nova-ronda-de-mobilizacao-de-tropas/
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Polónia impede participação da Ucrânia na investigação da queda acidental de um míssil
Por Francisco Laranjeira em 11:23, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/polonia_missil.webp)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Polónia não vai permitir a participação das autoridades ucranianas na investigação à queda de um míssil em Przewodow, no passado dia 15, que causou a morte de duas pessoas – segundo revelou esta quinta-feira a agência polaca Rzeczpospolita, fonte da procuradoria-geral local frisou que “não há possibilidade legal” para a participação da Ucrânia, já que “seria contra o protocolo, além de ir contra o interesse da investigação”.
(https://i.ibb.co/DDZCBtG/Captura-de-ecr-2022-11-21-145308.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A queda do míssil, segundo o Governo da Polónia, foi acidental, tendo mais tarde garantido que o mesmo era ucraniano e não russo, e que terá entrado em território polaco devido às medidas defensivas do exército ucraniano contra um ataque aéreo russo. Na passada 6ª feira, as autoridades ucranianas estiveram no local do incidente mas como mero espectadores.
Volodymyr Zelensky mantém que o míssil não é da Ucrânia, apesar de os aliados sustentarem a hipótese da Polónia – no entanto, salientaram que a responsabilidade da explosão era dos russos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/polonia-impede-participacao-da-ucrania-na-investigacao-da-queda-acidental-de-um-missil/
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De ministros a Zelensky: Os possíveis sucessores de Putin, segundo especialistas russos
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:35, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A perder apoio no seu círculo interno, e perante o descontentamento gerado com a reconquista de Kherson pela Ucrânia, há quem aponte que Putin possa ter queda anunciada, caso perca o conflito. Segundo Valery Solovey, ex-diretor de Relações Públicas do prestigiado Instituto de Relações Internacionais de Moscovo, e que tem ligações ao Kremlin, Putin já estava, desde 2021, à procura de uma figura para lhe suceder na liderança da Rússia, mas as consecutivas derrotas na frente de batalha, têm dificultados os esforços do presidente russo.
Perante uma eventual saída de Putin do poder, a hipótese mais plausível seria o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Mykola Patrushev. Para além de simbolizar alguma ‘continuidade’, por já estar na ‘máquina’ governamental de Moscovo, Solovey relata, ao UNIAN, que é “desejado” por agradar especialmente ao ‘clã Chekista’, o mais influente grupo das elites russas, e que inclui ex-governantes, e ex-funcionários das forças armadas, forças de segurança ou serviços secretos.
“A maioria das fações do poder estão orientadas para este clã. Eles até são apoiados por algumas fações populares, ainda que em menor número. Ninguém arrisca questionar as ambições deles sequer, porque qualquer um que gagueje perante eles, sabe que é a última coisa que vai dizer”, explica o especialistas e historiador.
“Se alguém os critica ou diz alguma coisa contra a vontade deles, pode acabar num acidente de viação estranho. Por exemplo, o Stremousov tinha marcas de facadas, mas morreu num acidente de viação”, exemplifica.
Para Solovey, outra hipótese mais ‘radical’, mas que agradaria aos apoiantes de Putin, em particular nas classes mais baixas, seria Yevgeny Prigozhin. Conhecido como ‘ O Cozinheiro de Putin’, é o líder do grupo de mercenários Wagner, tendo já dito que, em desacordo com Putin em alguns aspetos, iria criar “movimento patriótico conservador”, que deverá tornar-se num partido político em breve, para fazer oposição ao líder russo.
“O Prigozhin é um político que sabe tirar proveito dos tempos de crise. Tem os recursos para responder num tempo de crise, e pensa logo nas coisas a partir desta questão. É popular também entre a classe média, entre os trabalhadores. E há muita população que acha que está na altura de a Rússia te rum líder destes. Isso torna-o influencial e perigoso”, considera o especialista.
No entanto, para Solovey, é “improvável” uma ascensão de Prigozhin tão cedo. “Não irá muito longe”, diz o especialista, pelo menos para já. “No entanto, poderá influenciar a escolha do próximo presidente da Rússia”, explica o historiador e cientista político.
Já Oleksandr Nevzorov, ex-deputado russo, acredita que não existem atualmente figuras na oposição russa que pudessem suceder a Putin. Para o ex-membro da duma, “seria mais provável que Zelenzky se tornasse presidente da Federação Russa” do que um inimigo de Putin subir ao poder.
“Está a emergir um buraco negro no lugar do próximo líder… E na ausência de um líder real nestes espaços, é possível que a Ucrânia acabe dividida. Factualmente, nestes territórios pós-guerra, é pouco provável que surja uma figura mais significante, forte, real e com trabalho provado do que Zelensky”, acredita o também especialista em Marketing Político.
Opinião diferente de Solovey, que acredita ser possível Putin passar o pder de mãos voluntariamente. O processo, se a guerra manter o mesmo rumo, pode começar já no início do próximo ano.
“O candidato número um é Dmytro Patrushev”, adianta o especialista. Patrushev é de uma das famílias mais influentes da Rússia e é o atual ministro da Agricultura russo, um dos governantes mais populares em Moscovo. É filho do Mykola Patrushev. Mikhail Mishustin (primeiro-ministro russo) e Sergey Sobyanin (ex-vice-primeiro-ministro) são também bons candidatos, mas não são tão fortes. Talvez alguém [mais próximo de Putin] quisesse concorrer, mas alguns vão calar-se para preservar a sua liberdade e a vida.
Já para o analista Oleksiy Yizhak, o cenário mais provável para uma mudança de poder na Rússia será um semelhante ao colapso da União Soviética: uma transição controlada de poder que depois, devido a um número de circunstâncias, vai ficar fora de controlo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/de-ministros-a-zelensky-os-possiveis-sucessores-de-putin-segundo-especialistas-russos/
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Ucrânia anuncia descoberta de quatro "locais de tortura" usados por russos em Kherson
MadreMedia / Lusa
21 nov 2022 14:0
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A procuradoria-geral da Justiça da Ucrânia anunciou hoje ter descoberto quatro "locais de tortura" usados pelos russos em Kherson (sul), durante a ocupação desta cidade reconquistada pelas tropas de Kiev em 11 de novembro.
“Em Kherson, os procuradores continuam a registar os crimes da Rússia: foram detetados locais de tortura em quatro edifícios”, adiantou o gabinete do procurador-geral ucraniano na rede de mensagens Telegram.
Segundo o Ministério Público, os investigadores ucranianos foram a quatro edifícios, incluindo “centros de detenção provisória” pré-guerra, “onde, durante a ocupação da cidade, os russos detiveram pessoas ilegalmente e as torturaram brutalmente”.
“Pedaços de cassetetes de borracha, um bastão de madeira, um dispositivo usado pelos ocupantes para eletrocutar civis, uma lâmpada incandescente e balas (…) foram apreendidos”, acrescentou a mesma fonte, dez dias depois da reconquista de Kherson pelo exército ucraniano.
“Os trabalhos para encontrar as salas de tortura e os locais de detenção ilegal de pessoas vão continuar”, afirmou a procuradoria-geral, especificando querer também “identificar todas as vítimas”.
Desde a reconquista de Kherson, em 11 de novembro, Kiev tem denunciado vários “crimes de guerra” e “atrocidades” russas na região, mas, até ao momento, Moscovo não reagiu às acusações.
Na sexta-feira, um relatório divulgado pelo Observatório de Conflitos dos Estados Unidos referiu que, entre março e outubro, mais de 220 pessoas foram detidas ou desapareceram às mãos das tropas russas em Kherson.
O relatório indicou também que 55 dos detidos ou desaparecidos foram torturados, enquanto cinco morreram durante o cativeiro ou pouco depois da sua libertação. Seis dessas pessoas terão sofrido violência sexual ou de género.
Também o comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, denunciou, na semana passada, terem sido descobertas várias valas comuns, tendo as investigações demonstrado que as forças russas torturaram prisioneiros ucranianos com recurso, por exemplo, a choques elétricos. Também existem relatos de execuções e de espancamentos com barras de ferro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-anuncia-descoberta-de-quatro-locais-de-tortura-usados-por-russos-em-kherson
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Ucrânia: “Precisamos de proteção contra a sabotagem russa nas instalações nucleares”, apela Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 14:42, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-7.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Volodymyr Zelensky pediu, esta segunda-feira, aos membros da NATO que garantam a proteção das centrais nucleares da Ucrânia contra a sabotagem russa, um dia depois de a central de Zaporizhia, controlada pela Rússia, ter sido abalada por um forte bombardeamento. “Todas as nações estão interessadas em não ter incidentes perigosos nas nossas instalações nucleares”, apontou o presidente da Ucrânia, num vídeo para a Assembleia da NATO, que decorre em Madrid.
“Todos nós precisamos de proteção garantida contra a sabotagem russa nas instalações nucleares”, referiu Zelensky.
A central nuclear de Zaporizhia, controlada pela Rússia, no sul da Ucrânia, foi bombardeada este sábado e no domingo, o que levantou preocupações sobre um potencial acidente, numa instalação que dista apenas 500 quilómetros de Chernobyl, local do pior desastre nuclear do mundo em 1986.
A Rússia e a Ucrânia trocaram acusações sobre a culpa dos ataques à central, localizada em território controlado pelos russos, perto da linha da frente. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), órgão regulador das Nações Unidas, referiu que tais ataques representam o risco de um grande incidente.
A Rússia alertou, esta segunda-feira, que o bombardeamento de Zaporizhia poderia desencadear um grave acidente nuclear, acusando as forças ucranianas de serem as culpadas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-precisamos-de-protecao-contra-a-sabotagem-russa-nas-instalacoes-nucleares-apela-zelensky/
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Zelensky pede a parlamentos da NATO para declararem Rússia “estado terrorista”
Por MultiNews com Lusa em 14:45, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Zelensky-4.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou hoje aos parlamentos de todos os países da NATO para declararem a Rússia um “estado terrorista” e pediu mais sistemas de defesa aéreos e antimísseis.
Zelensky defendeu, numa intervenção por videoconferência na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, em Madrid, que a Rússia está a levar a cabo uma “política genocida” na Ucrânia, que tem como alvos a população civil ou infraestruturas energéticas e de fornecimento de água, com efeitos similares aos das armas de destruição maciça.
O Presidente ucraniano pediu, por isso, aos parlamentos dos 30 países da NATO que declarem a Rússia como “estado terrorista”, à semelhança do que já fizeram Letónia, Lituânia, Estónia, Polónia e República Checa.
Zelensky pediu também a manutenção e reforço das sanções à Rússia por causa “do terror” que está a provocar aos ucranianos, e ajuda para “aumentar a proteção” da Ucrânia, nomeadamente, mais sistemas de defesa área e antimíssil, “em quantidade e qualidade suficientes”.
O Presidente ucraniano reiterou o desejo de a Ucrânia aderir à NATO e à União Europeia (UE), num momento em que está a defender “no campo de batalha” os valores da democracia, do estado de direito e da liberdade partilhados nas duas organizações, pedindo a todos os cerca de 300 deputados presentes no encontro de Madrid apoio às candidaturas de adesão de Kiev.
A adesão da Ucrânia à NATO e à UE seria uma garantia de paz e segurança para todos os estados-membros das duas organizações, acrescentou.
“Nenhuma das nossas nações está interessada em incidentes perigosos em centrais nucleares e todas querem ter a garantia de proteção das suas populações e das suas infraestruturas de ataques de mísseis”, afirmou Zelensky, segundo a tradução simultânea das suas declarações de ucraniano para inglês e espanhol.
O Presidente ucraniano pediu ainda a criação de um tribunal internacional especial para investigar e julgar “a agressão russa” à Ucrânia.
O presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, o congressista norte-americano Gerard E. Connolly, afirmou, dirigindo-se a Zelensky, que este organismo aprovou neste encontro de Madrid uma resolução a defender a criação desse tribunal especial pedido pelas autoridades ucranianas, com o objetivo de investigar e julgar “a agressão russa” à Ucrânia “e todos os crimes de guerra relacionados”.
O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, disse no sábado, também numa intervenção nesta 68.ª Assembleia parlamentar da NATO, que estão registados 47 mil potenciais crimes de guerra no país cometidos pela Rússia, desde que o início do ataque militar russo, em 24 de fevereiro.
O procurador disse que as autoridades ucranianas, com o apoio de peritos e entidades internacionais, têm até agora “47.000 incidentes registados como crimes de guerra”, que englobam tortura, assassinatos, agressões sexuais ou deslocações e transporte forçados de populações em grande escala, com destino ao que poderão vir a ser considerados “campos de concentração”.
Andriy Kostin disse que há 8.000 mortos não militares, incluindo 400 crianças, identificados até agora.
A sessão deste ano da Assembleia Parlamentar da NATO (Organização do Tratado o Atlântico Norte, a aliança militar entre países europeus e norte-americanos) terminou hoje, em Madrid, e teve a Ucrânia no centro da agenda.
A Assembleia Parlamentar da NATO integra 269 deputados dos 30 países da Aliança e outros 100 membros de estados parceiros, que declararam de forma unânime o apoio à Ucrânia face ao ataque militar da Rússia.
A assembleia é presidida por um dos seus deputados, que assume mandatos de dois anos, tendo hoje sido eleita a senadora francesa Joëlle Garriaud-Maylam como nova presidente, substituindo no cargo Gerard E. Connolly.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-pede-a-parlamentos-da-nato-para-declararem-russia-estado-terrorista/
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Ucrânia: Kremlin promete julgar responsáveis por execução de soldados russos
Por MultiNews com Lusa em 14:47, 21 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin garantiu hoje que vai procurar encontrar os responsáveis pela alegada execução de mais de 10 soldados russos na Ucrânia e que fará tudo o que é possível para os levar à justiça.
O Comité de Investigação da Rússia abriu um processo criminal na semana passada pela execução de pelo menos 11 soldados russos capturados no território da região leste de Lugansk e que, segundo Moscovo, estavam desarmados.
“Não é preciso dizer que a Rússia vai procurar por conta própria aqueles que cometeram esse crime. Eles devem ser encontrados e punidos”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa.
O porta-voz do Kremlin sublinhou que “a Rússia fará tudo o que é possível no âmbito dos mecanismos internacionais para chamar a atenção para este crime e levar à justiça aqueles que possam estar envolvidos nele”.
Questionado sobre se a Rússia vai pedir para colocar os alegados autores na lista internacional de procurados, Peskov respondeu que esse pedido só faria sentido se houvesse alguma “indicação de eficácia ou esperança de eficácia”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kremlin-promete-julgar-responsaveis-por-execucao-de-soldados-russos/?doing_wp_cron=1669042835.3807699680328369140625
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Assembleia Parlamentar da NATO reconhece Rússia como um estado terrorista
Por Francisco Laranjeira em 15:00, 21 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Assembleia Parlamentar (AP) da NATO reconheceu a Federação Russa e o seu regime como um estado terrorista, revelou esta segunda-feira Yehor Chernev, representante permanente da Ucrânia na AP da NATO – a resolução foi adotada por unanimidade em Madrid, palco da na 68ª sessão anual da Assembleia Parlamentar.
“Hoje, adotaremos uma resolução que pede a todos os aliados que identifiquem claramente a Federação Russa e o seu atual regime como uma organização terrorista”, apontou Gerry Connolly, presidente da AP da NATO, antes da votação – a resolução também pede o estabelecimento de um tribunal especial para levar o regime da Rússia à justiça pelos seus hediondos crimes de guerra.
“Também pedimos aos nossos Governos que deem os próximos passos para a adesão da Ucrânia à NATO. Enfatizamos repetidamente que não reconheceremos nenhuma tentativa ilegal da Rússia de anexar territórios soberanos da Ucrânia”, acrescentou Connolly.
Yehor Chernev observou ainda que o tribunal vai permitir a condenação não apenas dos autores diretos de crimes de guerra, mas também da alta liderança da Federação Russa. “A adoção desta resolução é um passo político importante que reflete o estado de espírito nos círculos parlamentares ocidentais e, portanto, influencia a liderança dos países na tomada de decisões”, escreveu, na rede social ‘Facebook’.
A 23 de novembro será a vez do Parlamento Europeu votar uma resolução no qual a Rússia será reconhecida como um estado patrocinador do terrorismo.
(https://i.ibb.co/f1tB261/Captura-de-ecr-2022-11-21-150731.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Chernev acrescentou ainda que a resolução também levou em consideração outros desejos da delegação ucraniana, em particular um aumento no fornecimento de armas para a Ucrânia; o desenvolvimento de passos concretos para a adesão da Ucrânia à NATO; a criação de um mecanismo de cobrança de reparações da Federação Russa pelos danos causados à Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/assembleia-parlamentar-da-nato-reconhece-russia-como-um-estado-terrorista/
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Alemanha vai fornecer à Polónia sistema de defesa anti-aérea Patriot
MadreMedia / Lusa
21 nov 2022 15:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo alemão disponibilizou-se hoje para fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas na semana passada.
“Oferecemo-nos para ajudar a Polónia a manter seguro o seu espaço aéreo com os nossos Eurofighter (aviões) e sistemas de defesa aérea Patriot, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, numa entrevista ao diário Rheinische Post.
Duas pessoas foram mortas na semana passada por um míssil que atingiu a aldeia polaca de Przewodow, perto da fronteira ucraniana, numa explosão que Varsóvia e a NATO disseram que foi provavelmente causada por um míssil defensivo ucraniano.
A Alemanha já se tinha oferecido à Polónia para a apoiar com patrulhas aéreas.
“Congratulo-me com a proposta alemã”, respondeu o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, no Twitter, sobre o sistema de mísseis terra-ar Patriot, de fabrico norte-americano.
“Na minha conversa telefónica com as autoridades alemãs hoje vou propor que o sistema seja estacionado perto da fronteira com a Ucrânia”, acrescentou.
Unidades antiaéreas Patriot alemãs já estão destacadas na Eslováquia. Berlim pretende mantê-las lá “até ao final de 2023 e potencialmente até mais”, avançou também hoje a ministra da Defesa alemã.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alemanha-vai-fornecer-a-polonia-sistema-de-defesa-anti-aerea-patriot
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Rússia não esconde deportações em massa e adoções de crianças ucranianas por famílias russas: mais de 150 mil, só na área do Donbass
Por Francisco Laranjeira em 15:22, 21 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/menina-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 150 mil crianças, só na área do Donbass, foram “evacuadas” para a Rússia para serem adotadas, denunciou o Instituto dos Estados Unidos para o Estudo da Guerra (ISW) – nas redes sociais russas foram divulgados vários documentos que mostram imagens de crianças ucranianas a serem entregues às famílias russas.
Programas de adoção forçada e deportação de crianças ucranianas, sob o pretexto de férias ou programas de reabilitação, fazem presumivelmente parte de uma campanha de despovoamento em massa do presidente russo, Vladimir Putin. “As crianças são levadas para ‘reabilitação’ em acampamentos infantis na Rússia, após o que não são devolvidas aos pais. Essa é uma situação necessária para que o Kremlin obrigue os pais a deixarem as suas casas à procura dos seus filhos”, denunciou um relatório do Centro Nacional de Resistência.
Depois de saírem de casa, os pais dos menores não podem regressar devido à lei marcial imposta pela Rússia naqueles territórios que recentemente anexou com base numa série de referendos que a comunidade internacional considera ilegítimos.
Segundo dados do Escritório Nacional de Informação da Ucrânia, já foram deportadas mais de 11.200 crianças, dados que encontram sustentação em ligações feitas pelos pais ucranianos à procura dos seus filhos – o número exato é muito difícil de rastrear. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, garantiu, em julho último, que foram deportados para a Rússia 2 milhões de ucranianos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-nao-esconde-deportacoes-em-massa-e-adocoes-de-criancas-ucranianas-por-familias-russas-mais-de-150-mil-so-na-area-do-donbass/
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Guerra na Ucrânia: Rússia inicia transferência de ativos em territórios anexados
MadreMedia / Lusa
21 nov 2022 17:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou hoje um decreto para transferir rapidamente para jurisdição russa empresas localizadas nas regiões ucranianas anexadas ilegalmente pela Rússia em setembro, o que significa, na prática, a alienação de ativos ucranianos.
A lei estabelece que os empresários individuais estabelecidos nas quatro províncias do leste e sul da Ucrânia – Lugansk, Donetsk, Zaporijia e Kherson – devem registar-se no Sistema Unificado de Entidades Jurídicas da Rússia o mais tardar até 30 de junho próximo.
As empresas, por sua vez, devem fazer o mesmo até 31 de dezembro do próximo ano.
Além disso, as empresas de Donetsk e Lugansk devem cumprir a legislação russa correspondente aos seus documentos de incorporação a partir dessa mesma data, enquanto as de Zaporijia e Kherson devem cumprir a lei russa a partir de 30 de junho de 2024.
O Kremlin havia anunciado em outubro que era óbvio que o governo teria de lidar com esta questão, dado que existem “bens abandonados” em Donetsk, Lugansk, Zaporizjia e Kherson, e que estes, “claro, não podem ficar parados”.
“Temos que ativá-los. Alguém deve incluí-los no seu balanço”, disse na altura o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov.
“Isto é perfeitamente normal porque é o território da Federação Russa”, disse, isto apesar de a Rússia não controlar completamente nenhuma das quatro províncias.
“Na Crimeia houve proprietários que abandonaram os seus bens quando a península se tornou russa. Muitos, nem todos, foram convidados a reclamar os seus direitos e a registar as suas empresas sob a jurisdição da Federação Russa”, disse.
Por isso, acrescentou, “já existe um precedente” a este respeito.
“Em todo o caso, os bens têm proprietários, e todos têm o direito, nos termos da lei russa, de reclamar os seus direitos sobre este ou aquele ativo, mas já com base no facto de ser território da Federação Russa”, esclareceu Peskov.
A Rússia lançou uma ofensiva militar a 24 de fevereiro na Ucrânia, com a ocupação de alguns territórios cuja anexação proclamou, mas sem reconhecimento por parte da comunidade internacional, que condenou a invasão e decretou sanções sem precedentes contra o regime de Vladimir Putin.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-russia-inicia-transferencia-de-ativos-em-territorios-anexados
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Ucrânia: OMS avisa que inverno coloca riscos de sobrevivência para milhões de pessoas
MadreMedia / Lusa
21 nov 2022 18:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Organização Mundial de Saúde (OMS) contou 703 ataques ao sistema sanitário na Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro, alertando hoje para os riscos do inverno para a sobrevivência de milhões de pessoas.
“Os ataques continuados às infraestruturas de saúde e de energia significam que centenas de hospitais e instalações de saúde deixaram de estar operacionais, sem combustível, água e eletricidade para atender às necessidades básicas”, disse Hans Kluge, diretor regional para a Europa da OMS, num comunicado divulgado em Kiev.
A OMS refere que na Ucrânia, as maternidades precisam de incubadoras, os bancos de sangue precisam de frigoríficos e as camas de cuidados intensivos precisam de ventiladores, lembrando que todos estes equipamentos requerem energia — um bem cada vez mais escasso por causa dos recentes ataques russos às infraestruturas energéticas do país.
“Hoje, 10 milhões de pessoas — um quarto da população — estão sem energia. O frio pode matar. Prevê-se que as temperaturas desçam para 20 graus Celsius negativos em algumas partes do país”, alertou Kluge, que está a realizar a sua quarta visita à Ucrânia desde o início da invasão russa, em final de fevereiro.
O diretor regional da OMS na Europa explicou que há centenas de milhares de famílias que “estão desesperadas para se manter aquecidas”, recorrendo a métodos alternativos de aquecimento, como a queima de carvão ou madeira ou o recurso a geradores a diesel, o que “traz riscos à saúde, incluindo a exposição a substâncias tóxicas que são nocivas para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares”.
Hans Kluge aproveitou ainda para chamar a atenção para as consequências do agravamento das condições físicas na saúde mental dos ucranianos, dizendo que “cerca de 10 milhões de pessoas correm o risco de transtornos mentais, como ‘stress’ grave, ansiedade ou depressão”.
“Ao treinar profissionais de saúde sobre como fornecer serviços de saúde mental, a OMS até agora alcançou 1.400 pessoas com condições graves de saúde mental em toda a Ucrânia”, disse o diretor regional da OMS, referindo as dezenas de milhares de consultas que aqueles especialistas realizaram, através de equipas móveis.
Hanks Kluge defendeu que a Ucrânia precisa de “recursos sustentados” para o sistema sanitário, durante o inverno, mostrando-se preocupado com determinados setores da população mais vulneráveis.
“Estou muito preocupado com os 17.000 doentes com HIV em Donetsk, que em breve poderão ficar sem medicamentos antirretrovirais essenciais, que os ajudam a manter vivos”, avisou o dirigente da OMS, mostrando-se disponível para ajudar a mobilizar agentes parceiros para atenuar este problema.
“Junte-se a isto um aumento esperado da gripe sazonal e dificuldades no acesso aos serviços de saúde, e podemos estar perante um cenário de desastre para as pessoas mais vulneráveis”, avisou Kluge, concluindo que “o sistema de saúde da Ucrânia está a enfrentar os seus dias mais sombrios da guerra até agora”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-oms-avisa-que-inverno-coloca-riscos-de-sobrevivencia-para-milhoes-de-pessoas
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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria visita a Rússia pela segunda vez em seis semanas
MadreMedia / Lusa
21 nov 2022 19:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, viajou hoje para a Rússia pela segunda em seis semanas, mostrando a proximidade a Moscovo do Governo de Viktor Orbán, que se opõe a novas sanções à Rússia.
Szijjarto participou num fórum de tecnologia nuclear em Sochi, junto ao Mar Negro, com vista a avançar na construção de dois novos reatores na central nuclear de Paks, a única que a Hungria tem.
O gigante russo Rosatom será responsável pela expansão destas instalações, seguindo um acordo assinado em 2014.
“Espero sinceramente que nenhum país europeu impeça este investimento”, disse Szijjarto, que insistiu que a energia “é uma questão de segurança nacional, mesmo de soberania”, de acordo com declarações divulgadas pelo seu departamento.
O ministro húngaro tinha já advertido que impedirá a aprovação de sanções da União Europeia à Rússia relacionadas com energia nuclear, porque afetariam a ampliação da sua única central atómica, em curso com ajuda de Moscovo.
“A ampliação da central nuclear de Paks corresponde aos nossos interesses estratégicos e de segurança nacional. Até agora, conseguimos evitar que Bruxelas imponha sanções ao nosso desenvolvimento nuclear e também o faremos no futuro”, garantiu Péter Szijjártó, num comunicado a 10 de novembro.
O chefe da diplomacia húngara viajou para Moscovo em outubro para participar também num evento sobre política energética e foi o único ministro dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) a reunir-se, em setembro, com o chefe da diplomacia russo, Serguei Lavrov, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A UE aprovou vários pacotes de sanções contra a Rússia desde que começou, a 24 de fevereiro, a invasão da Ucrânia por tropas de Moscovo, algumas no setor energético, mas a Hungria conseguiu ficar isenta da aplicação de algumas dessas sanções, como no caso do petróleo, por ser altamente dependente das importações de energia russa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-dos-negocios-estrangeiros-da-hungria-visita-a-russia-pela-segunda-vez-em-seis-semanas
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AIEA não deteta riscos de segurança em Zaporijia após bombardeamentos
Lusa
21 nov 2022 21:11
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A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) considera que, apesar dos fortes bombardeamentos sofridos no fim de semana pela central nuclear ucraniana de Zaporijia, não existem "preocupações imediatas de segurança".
"O estado das seis unidades do reator é estável, e foi confirmada a integridade do combustível usado, do combustível fresco e dos resíduos radioativos de baixa, média e alta atividades nos respetivos armazéns", indicou hoje a agência nuclear da ONU num comunicado.
Os quatro especialistas internacionais que se encontram na maior central nuclear da Europa -- sob ocupação russa -- receberam primeiro informação da direção e depois realizaram uma inspeção para ver em primeira mão os danos causados pelos bombardeamentos de sábado e domingo.
Os inspetores puderam, assim, observar o enorme grau de destruição que as bombas causaram no complexo industrial da central ucraniana.
"Isto é um grande motivo de preocupação, já que demonstra claramente a grande intensidade dos ataques a uma das maiores centrais nucleares do mundo", declarou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, recordando a necessidade de criar um perímetro de segurança em redor do complexo.
A equipa da AIEA indicou que não ocorreram mais ataques à central durante a última noite, nem hoje, até agora, embora tenha havido bombardeamentos na zona da cidade vizinha, Enerhodar, e na respetiva área industrial.
A agência especializada das Nações Unidas considera que os bombardeamentos dos últimos dias foram os mais fortes em meses, sem atribuir responsabilidades a nenhuma das partes no conflito.
Os especialistas da ONU constataram danos em tanques de armazenamento, que causaram "fugas não-radioativas", em vários troços destruídos na estrada principal que rodeia os reatores da central, numa via-férrea e numa conduta de ar pressurizado, e verificaram que duas bombas atingiram o telhado de um edifício auxiliar, entre outros danos.
Grossi anda há meses a apelar de modo infrutífero a Moscovo e Kiev para definirem o mais rapidamente possível um perímetro de segurança nuclear em torno do complexo da central.
A central nuclear de Zaporijia está atualmente sob o controlo das tropas russas, mas as suas imediações sofreram ataques desde o início da invasão russa da Ucrânia, no final de fevereiro, dos quais ucranianos e russos se acusam mutuamente.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 271.º dia, 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
ANC //
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/aiea-nao-deteta-riscos-de-seguranca-em_637beb4f0fc02a42f9064dac
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“Devia ser decapitada em público”: Governador russo de Belgorod ameaça ministra das Infraestruturas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:30, 21 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As derrotas russas na guerra na Ucrânia estão a fazer aumentar a tensão também entre responsáveis políticos e militares de Moscovo, que estão particularmente desanimados após a perda da cidade de Kherson para as tropas da Ucrânia, que conseguiu reconquistar o território legalmente anexado pelo Kremlin.
O mais recente episódio de desacordo entre responsáveis russos é relatado pelo Meduza, jornal russo anti-Kremlin, que conta que Vyacheslav Gladkov, governador regional de Belgorod, na Rússia, está em ‘guerra aberta’ com a ministra regional das Infraestruturas, Oksana Kozlitina.
Num discurso, o responsável chegou mesmo a ameaçar Kozlitina de morte, mostrando-se descontente com o facto de a ministra ter falhado os prazos de entrega de materiais de construção para reforçar as infraestruturas daquela região russa.
“Errar uma vez e falhar um objetivo e não assumir é um desastre. Mas fazê-lo cinco ou seis vezes merece execução. Execução na praça da catedral, devia de ser decapitada em público. Na presença de familiares”, afirmou Vyacheslav Gladkov.
Confrontada com as declarações, Oksana Kozlitina desvalorizou a ameaça e garantiu estar a tomar medidas para cumprir com a chegada de material de construção a Belgorod. “Não vou tornar o Governador Gladkov feliz por ter a minha cabeça decepada”, disse com humor a responsável regional pelas infraestruturas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/devia-ser-decapitada-em-publico-governador-russo-de-belgorod-ameaca-ministra-das-infraestruturas/
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Central nuclear de Zaporíjia. "Da próxima vez podemos não ter tanta sorte"
João Campos Rodrigues 22/11/2022 08:36
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/11/22/837866.png?type=artigo)
© AFP
Após bombardeamentos a uns metros dos sistemas de arrefecimento da central, há receio que o foco das hostilidades fique ainda mais próximo.
A Ucrânia, assim como resto do continente europeu, escapou por pouco a um desastre na central nuclear de Zaporíjia, transformada numa fortaleza das forças russas e bombardeada este domingo. Os disparos foram “um enorme risco, que pôs em jogo a vida de muita gente”, notou Rafael Grossi, o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). As explosões foram a meros metros dos sistemas de segurança, cuja quebra poderia arriscar sobreaquecer o combustível nuclear, alertou Rossi. “Tivemos sorte que um incidente nuclear potencialmente sério não aconteceu”, continuou. “Da próxima vez podemos não ter tanta sorte”.
Provavelmente não será o último momento em que a central nuclear de Zaporíjia, a maior na Europa, e que ficou na linha da frente, na margem sul do Dnipro. Ucranianos e russos estão frente a frente aqui, com os primeiros a queixar-se que os invasores abrem fogo impunemente a partir da central, bem como de Enerhodar, a cidade mais próxima. A tentação de retaliar certamente é grande.
Tanto Kiev como o Kremlin se culpam pelos bombardeamentos. Os russos argumentam que não bombardeariam a sua própria guarnição, os ucranianos acusam-nos de querer fabricar uma desculpa para um incidente nuclear. Pelo menos 15 munições foram disparadas contra a central no domingo, anunciou a Rosenergoatom, a agência nuclear russa, atingindo depósitos de combustível gasto. Mesmo assim, os níveis de radiação registados nas instalações mantiveram-se dentro do normal, assegurou a Agência Internacional de Energia Atómica.
Com a aproximação do duro inverno ucraniano, poderia haver um congelamento das hostilidades. No entanto, está por saber se o comando militar ucraniano não quer tentar aproveitar o ritmo que conseguiu ganhar, obrigando os invasores a recuar a sudeste de Kharkiv e depois em Kherson. Uma possibilidade seria um contra-ataque ucraniano em Lugansk, mais especificamente em Svatove, explicou o Economist. A outra seria um avanço na direção de Melitopol, no oblast – uma divisão administrativa equivalente aos nossos distritos – de Zaporíjia. O que deixaria o foco das hostilidades mais próximo da maior central nuclear europeia.
General inverno No meio deste caos, há meses que a central nuclear de Zaporínjia foi desligada do resto da rede elétrica ucraniana, exceto para receber a energia necessária para os seus sistemas de manutenção ou arrefecimento. Agravando a escassez energética na Ucrânia este inverno, que já levou a que fosse dada ordem de evacuação de Kherson e Mykolaiv.
A infraestrutura destas regiões no sul, palco de alguns dos combates mais duros, foi tão devastada que não há capacidade para enfrentar a descida das temperaturas. A população, a que se pediu que partisse para o oeste e centro da Ucrânia, receberá acomodação, transporte, apoio médico, prometeu a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk, esta segunda-feira.
Desde há meses que Moscovo tenta escalar a crise energética, atingido sistematicamente centrais e redes elétricas. Recorrendo a mísseis de longo alcance ou drones suicidas iranianos.
“Já comecei a usar a burzhuika”, contara Kateryna Sliusarchuk, uma moradora de Kherson com 71 anos, referindo-se aos fogões de metal tradicionais da Ucrânia. “Vou ter de procurar madeira todos os dias para me preparar para o frio. E não vai ser fácil com a minha idade”, admitiu, à conversa com o Guardian.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/786052/central-nuclear-de-zaporijia-da-proxima-vez-podemos-nao-ter-tanta-sorte?seccao=Mundo_i
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Ucrânia: OMS alerta que inverno coloca riscos de sobrevivência para milhões
N.N./Lusa
22 nov 2022 08:41
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Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt
A Organização Mundial de Saúde (OMS) contou 703 ataques ao sistema sanitário na Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro, alertando hoje para os riscos do inverno para a sobrevivência de milhões de pessoas.
“Os ataques continuados às infraestruturas de saúde e de energia significam que centenas de hospitais e instalações de saúde deixaram de estar operacionais, sem combustível, água e eletricidade para atender às necessidades básicas”, disse Hans Kluge, diretor regional para a Europa da OMS, num comunicado divulgado em Kiev.
A OMS refere que na Ucrânia, as maternidades precisam de incubadoras, os bancos de sangue precisam de frigoríficos e as camas de cuidados intensivos precisam de ventiladores, lembrando que todos estes equipamentos requerem energia — um bem cada vez mais escasso por causa dos recentes ataques russos às infraestruturas energéticas do país.
“Hoje, 10 milhões de pessoas — um quarto da população — estão sem energia. O frio pode matar. Prevê-se que as temperaturas desçam para 20 graus Celsius negativos em algumas partes do país”, alertou Kluge, que está a realizar a sua quarta visita à Ucrânia desde o início da invasão russa, em final de fevereiro.
O diretor regional da OMS na Europa explicou que há centenas de milhares de famílias que “estão desesperadas para se manter aquecidas”, recorrendo a métodos alternativos de aquecimento, como a queima de carvão ou madeira ou o recurso a geradores a diesel, o que “traz riscos à saúde, incluindo a exposição a substâncias tóxicas que são nocivas para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares”.
Hans Kluge aproveitou ainda para chamar a atenção para as consequências do agravamento das condições físicas na saúde mental dos ucranianos, dizendo que “cerca de 10 milhões de pessoas correm o risco de transtornos mentais, como ‘stress’ grave, ansiedade ou depressão”.
“Ao treinar profissionais de saúde sobre como fornecer serviços de saúde mental, a OMS até agora alcançou 1.400 pessoas com condições graves de saúde mental em toda a Ucrânia”, disse o diretor regional da OMS, referindo as dezenas de milhares de consultas que aqueles especialistas realizaram, através de equipas móveis.
Hanks Kluge defendeu que a Ucrânia precisa de “recursos sustentados” para o sistema sanitário, durante o inverno, mostrando-se preocupado com determinados setores da população mais vulneráveis.
“Estou muito preocupado com os 17.000 doentes com HIV em Donetsk, que em breve poderão ficar sem medicamentos antirretrovirais essenciais, que os ajudam a manter vivos”, avisou o dirigente da OMS, mostrando-se disponível para ajudar a mobilizar agentes parceiros para atenuar este problema.
“Junte-se a isto um aumento esperado da gripe sazonal e dificuldades no acesso aos serviços de saúde, e podemos estar perante um cenário de desastre para as pessoas mais vulneráveis”, avisou Kluge, concluindo que “o sistema de saúde da Ucrânia está a enfrentar os seus dias mais sombrios da guerra até agora”.
Fonte: lifestyle.sapo.pt Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/ucrania-oms-avisa-que-inverno-coloca-riscos-de-sobrevivencia-para-milhoes
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Ucranianos em Portugal pedem à AR que reconheça Rússia como Estado patrocinador do terrorismo
MadreMedia / Lusa
22 nov 2022 08:46
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal apelou hoje aos membros da Assembleia da República Portuguesa que reconheçam a Rússia como “um Estado patrocinador do terrorismo internacional” e que sejam tomadas medidas para prevenir novos ataques.
Em comunicado, Pavlo Sadokha pede também ao presidente da Assembleia da República e aos líderes dos Grupos parlamentares que reconheçam igualmente o Grupo Wagner como uma “organização envolvida em atos terroristas e que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para prevenir novos ataques terroristas da Rússia contra a Ucrânia e outros países”.
Na segunda-feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha feito um apelo aos parlamentos de todos os países da NATO para declararem a Rússia um "estado terrorista" e pediu mais sistemas de defesa aéreos e antimísseis.
Na nota, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal destaca que a “adoção da presente resolução seria um passo importante em direção ao apoio diplomático à Ucrânia, aos seus cidadãos e à restauração da justiça”.
Pavlo Sadokha lembra que desde o início da “agressão armada” em fevereiro de 2014, a “Federação Russa tem usado táticas de terror contra a população civil, como o bombardeio indiscriminado de cidades e vilas, o uso de munições proibidas, execuções sumárias para limpeza étnica, detenções arbitrárias, violência sexual, sequestros, deportação forçada e ataques contra civis”.
O presidente da Associação destaca igualmente que “alguns dos principais executores dos ataques terroristas contra a população civil iniciados pelo Estado russo são redes militares privadas de mercenários, em destaque entre as quais o Grupo Wagner”.
“Atribuir à Rússia o estatuto de Estado patrocinador do terrorismo internacional teria um papel crucial no fortalecimento das sanções, no isolamento económico, financeiro e diplomático da Rússia e na subsequente incapacidade da Rússia de financiar a brutal guerra contra a Ucrânia”, é sublinhado na nota.
Para Pavlo Sadokha reconhecer a Rússia como “Estado patrocinador do terrorismo” seria “um forte sinal na opinião pública, desencorajando qualquer apoio público, político e económico” por parte de outros Estados, organizações e negócios comerciais com a Rússia ou “auxiliando-o em esquemas de evasão de sanções”.
Na segunda-feira o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu, numa intervenção por videoconferência na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, em Madrid, que a Rússia está a levar a cabo uma "política genocida" na Ucrânia, que tem como alvos a população civil ou infraestruturas energéticas e de fornecimento de água, com efeitos similares aos das armas de destruição maciça.
O Presidente ucraniano pediu, por isso, aos parlamentos dos 30 países da NATO que declarem a Rússia como "estado terrorista", à semelhança do que já fizeram Letónia, Lituânia, Estónia, Polónia e República Checa.
Zelensky pediu também a manutenção e reforço das sanções à Rússia por causa "do terror" que está a provocar aos ucranianos, e ajuda para "aumentar a proteção" da Ucrânia, nomeadamente, mais sistemas de defesa área e antimíssil, "em quantidade e qualidade suficientes".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucranianos-em-portugal-pedem-a-ar-que-reconheca-russia-como-estado-patrocinador-do-terrorismo
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Os ataques russos vão diminuir, mas a guerra agora será contra a Covid-19, pneumonia e gripe
Gonçalo Lopes - Texto
MadreMedia
22 nov 2022 07:17
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Sergei SUPINSKY / AFP
A Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou o alerta para o inverno na Ucrânia, considerando que este será uma experiência “com risco de vida” para milhões de ucranianos.
As forças ucranianas têm recuperado territórios ocupados pelos russos. A cada dia, aliás, avançam mais quilómetros, com os russos a terem recebido há algumas semanas o toque de retirada, de algumas das principais cidades ocupadas ilegalmente, por parte do governo de Vladimir Putin.
A população ucraniana recebeu as suas tropas em festa, mas mesmo sem os russos por perto, a guerra vai continuar. Os bombardeamentos esperados vão diminuir, como alertam os especialistas, devidos às condições climatéricas de um inverno muito rigoroso na Ucrânia. Mas agora é esperada, também, outro tipo de 'guerra', neste caso contra as muitas doenças respiratórias, provocadas pelo frio.
O foco dos ataques russos, nas últimas semanas, têm sido a infraestruturas energéticas, o que tem privado a população ucraniana de se poder aquecer, isto perante temperaturas que vão baixar cada vez mais. Perante isto, este será um inverno, como diz a Organização Mundial da Saúde, que colocará em risco de vida milhões de ucranianos.
“Esperamos que mais dois a três milhões de pessoas deixem as suas casas à procura de calor e segurança. Eles vão enfrentar desafios de saúde únicos, incluindo infeções respiratórias como Covid 19, pneumonia e gripe, e o sério risco de difteria e sarampo em populações subvacinadas”, disse Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.
Os que não conseguirem fugir terão de encontrar outras soluções para se aquecerem, como "queimar carvão ou madeira, ou usar geradores a diesel ou aquecedores elétricos”, o que também traz riscos à saúde. .
"Esta exposição a substâncias tóxicas são prejudiciais para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares, bem como podem provocar queimaduras e ferimentos acidentais”, disse Kluge.
As notícias, de facto, não são nada animadoras para o povo ucraniano. Os cortes de energia têm sido constantes e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, já confirmou que metade da infraestrutura energética de todo o país foi danificada. E já esta terça-feira um diretor de uma das principais empresas fornecedoras de energia salientou que estes apagões deverão durar, pelo menos, até março.
“Gostaria que todos entendessem: os ucranianos provavelmente viverão com apagões até pelo menos ao final de março. O cenário básico é que, se não houver novos ataques à rede elétrica, nas condições atuais de geração de eletricidade, o déficit de energia poderá ser distribuído uniformemente pelo país. Isso significa que as interrupções serão em todos os lugares, mas menos duradouras. Há também diferentes previsões do desenvolvimento desta situação e elas dependem completamente dos ataques da Rússia", disse Sergey Kovalenko, chefe do principal fornecedor privado de energia YASNO.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/os-ataques-russos-vao-diminuir-mas-a-guerra-agora-sera-contra-a-covid-19-pneumonia-e-gripe
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“Abasteçam-se de cobertores”, recomenda responsável: Ucrânia prepara-se para apagões energéticos que podem durar até março
Por Francisco Laranjeira em 12:28, 22 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os apagões energéticos na Ucrânia podem continuar até março, revelou esta segunda-feira Sergey Kovalenko, CEO da empresa privada de energia DTEK Yasno, numa publicação na rede social ‘Facebook’, alertando que os ucranianos devem preparar-se para um inverno frio e sombrio na sequência dos contínuos ataques da Rússia contra a rede elétrica.
O responsável garantiu que a sua empresa estava sob instruções da operadora de rede estatal da Ucrânia para retomar os apagões de emergência nas áreas que cobre, em particular Kiev e a região leste de Dnipropetrovsk. “Embora haja menos apagões agora, quero que todos entendam: muito provavelmente, os ucranianos terão de conviver com apagões até pelo menos o final de março”, alertou, sublinhando:
“Acho que precisamos de estar preparados para diferentes opções, mesmo as piores. Abasteça-se de roupas quentes, cobertores, pense no que vai ajudá-lo a esperar um longo período de paralisação”, disse.
A Rússia tem atacado a rede elétrica da Ucrânia e outras infraestruturas há semanas, numa altura em que a guerra já decorre há 9 meses: os ataques têm provocado ‘blackouts’ generalizados e privou milhões de ucranianos de eletricidade, água e calor. As temperaturas geralmente ficam abaixo de zero na Ucrânia durante o inverno. As autoridades ucranianas começaram a evacuar civis de secções recentemente libertadas das regiões do sul de Kherson e Mykolaiv devido ao receio de que seja difícil sobreviver ao inverno.
Kovalenko acrescentou que, mesmo que não ocorram mais ataques russos, serão necessárias interrupções programadas em toda a Ucrânia para garantir que a energia seja distribuída uniformemente pela rede elétrica danificada.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já garantiu que os ataques com mísseis russos danificaram mais de 50% das instalações de energia do país – o mesmo alerta chegou da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontou que milhões enfrentam um inverno “com risco de vida” na Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/abastecam-se-de-cobertores-recomenda-responsavel-ucrania-prepara-se-para-apagoes-energeticos-que-podem-durar-ate-marco/
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Ucrânia: Rússia prepara nova ronda de mobilização em janeiro que pode chegar aos 700 mil homens, alerta responsável ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 14:48, 22 Nov 2022
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Anton Gerashchenko, assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, afirmou esta terça-feira que a Rússia está a preparar uma segunda ronda de mobilização em janeiro, com planos de convocar até 700 mil reservistas.
(https://i.ibb.co/8MrkVzQ/Captura-de-ecr-2022-11-22-173559.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Numa publicação na rede social ‘Twitter’, o responsável garantiu que os 300 mil homens convocados na primeira mobilização parcial convocada por Putin já foram mortos, feridos ou estão desmoralizados.
Recorde-se que Moscovo convocou mais de 300 mil soldados para lutar na Ucrânia em setembro último para “garantir a segurança de nosso povo e da população dos territórios libertados”, uma medida que levou centenas de milhares de russos a fugir do país para evitar o recrutamento.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já garantiu que não estava a ser discutida no Kremlin nova mobilização de soldados russos para lutar na Ucrânia. No entanto, existem preocupações porque o decreto oficial do Kremlin que dá base legal ao projeto ainda não foi revogado, apesar de Putin já ter anunciado o fim da campanha de mobilização.
Também Mark Galeotti, escritor baseado em Londres especialista sobre a Rússia, comentou a possibilidade numa publicação na rede social ‘Twitter’: segundo o autor, o “Governo russo está muito empenhado em suprimir os rumores sobre a segunda onda de mobilização e por boas razões”.
(https://i.ibb.co/8D06KCL/Captura-de-ecr-2022-11-22-173822.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Tendo em conta a fuga maciça de jovens do país com a primeira vaga. Muitos dos mais habilidosos e aptos não estão a regressar, pelo que o Kremlin tem todos os motivos para não permitir que esses rumores se espalhem para apaziguar a elite e as massas”, escreveu, embora tenha colocado sérias dúvidas sobre o apaziguamento.
“O exército foi levado ao limite com a primeira onda [da mobilização parcial], dos quais cerca de 80 mil foram usados como ‘carne para canhão’ na Ucrânia e 150 mil foram organizados numa espécie de divisões para a primavera. Isso também incluiu o envio de soldados para a Bielorrússia para treino, onde lhes deram armas enferrujadas do fundo de armazéns antigos. Não entendo como seriam capazes de lidar com uma segunda onda”, finalizou o professor.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-prepara-nova-ronda-de-mobilizacao-em-janeiro-que-pode-chegar-aos-700-mil-homens-alerta-responsavel-ucraniano/
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Kiev exige pedido de desculpas de Orban. Primeiro-ministro da Hungria usa cachecol que mostra parte da Ucrânia como território húngaro
Por Beatriz Maio em 18:52, 22 Nov 2022
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O ministério dos negócios estrangeiros ucraniano anunciou, esta terça-feira, que vai convocar o embaixador húngaro para mostrar o seu descontentamento contra o facto de o primeiro-ministro Viktor Orban ter utilizado um cachecol num jogo de futebol onde o país invadido surge como parte da Hungria.
No adereço utilizado por Orban está desenhado um mapa da ‘Grande Hungria’ incluindo território que agora faz parte dos estados vizinhos da Áustria, Eslováquia, Roménia, Croácia, Sérvia e Ucrânia, relata a agência de notícias ucraniana Pravda.
(https://i.ibb.co/cwKw1yT/transferir.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
“A promoção de ideias revisionistas na Hungria não contribui para o desenvolvimento das relações ucrano-húngaras e não respeita os princípios da política europeia”, explicou o porta-voz do ministério ucraniano Oleg Nikolenko nas redes sociais, onde mencionou que “a Ucrânia quer pedido de desculpas e refutação de quaisquer reivindicações húngaras em território ucraniano”.
Esta terça-feira, Orban não abordou diretamente a controvérsia sobre o cachecol numa publicação no Facebook, mas frisou que “o futebol não é política”, acrescentando: “Não interpretem coisas que não estão lá. A equipa nacional húngara pertence a todos os húngaros, onde quer que eles vivam”.
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A Hungria e a Ucrânia têm-se confrontado repetidamente nos últimos anos com o que a Hungria afirma serem restrições ao direito dos húngaros étnicos que vivem na Ucrânia a usar a sua língua materna, especialmente na educação depois de a Ucrânia ter aprovado uma lei em 2017 que restringe o uso de línguas minoritárias nas escolas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kiev-exige-pedido-de-desculpas-de-orban-primeiro-ministro-da-hungria-usa-cachecol-que-mostra-parte-da-ucrania-como-territorio-hungaro/
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Guerra na Ucrânia: Forças russas em “alerta máximo” após ataque de drones na Crimeia
Por MultiNews Com Lusa em 18:54, 22 Nov 2022
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A península ucraniana da Crimeia, controlada pela Rússia, foi alvo hoje de um ataque de drones, com as forças russas a ficarem “em alerta máximo”, informou o Kremlin.
“Houve um ataque com drones”, confirmou o governador da região administrativa de Sebastopol, na Crimeia, Mikhail Razvojayev, que explicou que as forças de defesa aérea estavam em estado de alerta e que já tinham abatido dois desses drones.
Mikhail Razvozhayev acrescentou que nenhuma infraestrutura civil foi danificada e pediu aos habitantes para permanecerem calmos.
A Frota do Mar Negro da Rússia, com base no porto de Sebastopol, na Crimeia, também foi atacada, por aquilo que as autoridades russas classificaram como um ataque “massivo” de drones.
O ataque, que danificou pelo menos um dos seus navios, levou Moscovo a retirar-se momentaneamente do acordo que permite a exportação de cereais dos portos ucranianos.
O governador da região já tinha dito, na semana passada, que as autoridades russas estavam a fortalecer as suas posições na península da Crimeia, quando as forças de Kiev procuram recuperar território ocupado.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-forcas-russas-em-alerta-maximo-apos-ataque-de-drones-na-crimeia/
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Ucrânia: Putin recebeu ‘esboço’ do acordo de rendição na cimeira do G20, garantem serviços secretos dos EUA
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:57, 22 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A guerra na Urânia foi o tema dominante no último encontro do G20, que não contou com a presença de Putin. No entanto, os responsáveis russos que marcaram presença na cimeira receberam um documento que seria um ‘esboço’ de um eventual acordo de rendição da Rússia, que terá sido entregue ao presidente russo.
O caso é relatado pelo jornal ucraniano Pravda, que cita fontes dos serviços secretos dos EUA. Não é, no entanto, revelado qual foi o país a entregar à Rússia o “projeto” do documento.
A Rússia e a Ucrânia já negaram a existência de algum “projeto” do género gerido por intermediários, depois de também os EUA terem afirmado que só se sentarão à mesa das negociações com a Ucrânia.
Segundo a publicação, no esboço recebido por Putin, é proposto que a Rússia liberte todos os territórios ocupados e ilegalmente anexados, incluindo o Donbass. A questão da Crimeia, anexada em 2014, continuaria “entre parêntesis”, e ficaria ‘congelada’ qualquer discussão sobre o estatuto da península durante sete anos. O mesmo se passaria com a adesão da Ucrânia à NATO.
Outro dos pontos seria o fim imediato de todos os ataques com mísseis o que, já que a Rússia atacou a Ucrânia precisamente no dia da cimeira do G20, leva a indicar que as condições não foram acatadas pelo Kremlin.
A Ucrânia já referiu que a posição para um acordo de paz não mudou e Zelensky apresentou a sua ‘fórmula de 10 pontos para a paz’ da cimeira do G20, com enfoque especial na necessidade da Rússia retirar todas as tropas de território ucraniano e pagar as respetivas indemnizações.
Já a Rússia, nas palavras de Peskov, “não tem informação” sobre qualquer “esboço de um acordo de paz”. Os governantes russos ainda não fizeram qualquer apelo direto a Zelensky ou a a Kiev para negociações diretas, ainda que muitos especialistas apontem que, nos bastidores, há muita pressão em Moscovo para levar Putin à mesa das negociações.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-putin-recebeu-esboco-do-acordo-de-rendicao-na-cimeira-do-g20-garantem-servicos-secretos-dos-eua/
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Comediantes russos ligam para o presidente da Polónia na noite em que míssil caiu e fingem ser Macron (Com áudio)
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:00, 22 Nov 2022
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O presidente da Polónia Andrzej Duda falou com um comediante russo que se fez passar pelo presidente francês Emmanuel Macron, na noite em que um míssil atingiu a fronteira polaca junto à Ucrânia. O caso foi admitido pelo gabinete da Presidência esta terça-feira e está a gerar polémica.
Na gravação, que foi divulgada nas redes sociais pela dupla de comediantes russa, composta por Vovan e Lexus, Duda aparece a falar inglês com o interlocutor, que faz um sotaque francês.
Esta será a segunda chamada que os comediantes conseguem fazer chegar ao presidente polaco. “Emmanuel, acredita em mim, eu sou extra cuidadoso. Eu não quero estar em guerra com a Rússia e, acredita em mim, vou ter todos os cuidados”, ouve-se dizer Andrzej Duda.
(https://i.ibb.co/hB7Xbyx/Captura-de-ecr-2022-11-22-220215.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
“Depois da explosão de um míssil em Przewodow, durante a ronda de chamadas com líderes de governo e chefes de Estado, uma pessoa que dizia ser o presidente francês Emmanuel Macron entrou em contacto. Durante a chamada, o presidente Andrzej Duda percebeu, na forma pouco usual pela qual o interlocutor conduziu a conversa, de que se tratava de uma piada e tentou terminar a conversa”, escreveu o gabinete do presidente polaco nas redes sociais.
Foi já aberta uma investigação para tentar perceber como a dupla de humoristas conseguiu chegar à fala com o presidente da Polónia.
Vovan e Lexus já tinham, em 2020, falado com Duda. Na altura, também numa chamada telefónica, fizeram-se passar por António Guterres, secretário-geral da ONU.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/com-audio-comediantes-russos-ligam-para-o-presidente-da-polonia-na-noite-em-que-missil-caiu-e-fingem-ser-macron/
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Kiev confirma diálogo com Teerão sobre uso de 'drones' iranianos pela Rússia
MadreMedia / Lusa
22 nov 2022 23:37
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=MWRhhiunYGOoYh7LjiF14vEhrTQWB7qBeVqqLNaGuENFvI3mpYJV0OPmhW9ahzDbGVEypWYCY4FCzuA+SbPE97wCPLSm3oC+HasMNy+pG5WOSvs=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano confirmou hoje que Kiev e Teerão mantiveram um diálogo sobre o alegado uso de 'drones' iranianos pelas forças russas, durante o conflito em curso na Ucrânia.
O porta-voz da diplomacia ucraniana, Oleg Nikolenko, fez este anúncio em declarações à estação norte-americana CNN, embora não tenha adiantado mais detalhes sobre os efeitos práticos deste diálogo no futuro.
“Esta reunião de especialistas ocorreu. Não posso divulgar detalhes, mas posso garantir que o lado ucraniano continua a tomar as medidas mais decisivas para impedir que a Rússia use armas iranianas na guerra contra a Ucrânia”, salientou.
Nikolenko referiu que a Ucrânia informou o Irão que as consequências de participar no conflito pelo lado russo seriam “desproporcionais” aos benefícios que poderia obter ao colaborar com a Ucrânia.
Washington denunciou que a Rússia comprou centenas de ‘drones’ no mercado iraniano para utilizar na guerra, embora posteriormente, quer os ‘media’, quer as autoridades ucranianas, tenham detalhado que a maioria das peças com as quais estes tipos de armas foram feitas são de fabrico europeu e norte-americano.
A conversa de “especialistas” referida por Nikolenko ocorre numa altura em que a representação iraniana nas Nações Unidas já solicitou uma reunião com o seu homólogo ucraniano “para avaliar as acusações”.
Segundo fonte desta delegação, citada pela CNN, até agora “foram dados passos importantes” no diálogo entre peritos de ambos os países e continuará a sê-lo para esclarecer “qualquer mal-entendido nesta matéria”.
No início de novembro o chefe da diplomacia do Irão reconheceu pela primeira vez que Teerão forneceu drones a Moscovo, insistindo que a transferência surgiu antes da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Anteriormente, funcionários iranianos tinham negado armar a Rússia para a guerra contra a Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 272.º dia, 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-confirma-dialogo-com-teerao-sobre-uso-de-drones-iranianos-pela-russia
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Ucrânia. Mães russas furiosas questionam a masculinidade de Putin
23 de novembro 2022 às 08:25
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/23/837978.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
“Vladimir Vladimirovich, és um homem ou quê?”, questionou uma dirigente de um comité de mulheres.
A história ensinou que mesmo quando os russos se mantêm em silêncio, as sua mães não se calam. Um tremendo número de tropas voltaram à Ucrânia em caixões de zinco ou estropiados, estimando o Pentágono que as baixas russas cheguem aos cem mil, e Vladimir Putin não esquece que foram as mães que encabeçaram a contestação contra a invasão soviética do Afeganistão. Talvez por isso, o Presidente russo pretenda encontrar-se com as mães de reservistas mortos, avançou o jornal russo Vedomosti, na terça-feira. Nesse mesmo dia, dirigentes do Conselho de Mulheres e Mães, que representam os familiares de militares, atreveram-se a questionar a masculinidade de Putin.
“Vladimir Vladimirovich, és um homem ou quê?”, perguntou Olga Tsukanova, uma das organizadoras do conselho, num vídeo divulgado pelo Meduza. A organização ainda esta semana deu uma conferência de imprensa em Moscovo, exigindo que os reservistas apanhados na mobilização parcial de Putin recebessem o treino militar normal e que lhes fosse dado o equipamento adequado, medicamentos ou até mesmo acesso a alimentação. Daí que as mulheres deste conselho não tenham expectativa de estar na lista de mães com quem Putin se irá encontrar, sendo esperado que tal aconteça no Dia da Mãe, celebrado a 27 de novembro na Rússia.
“Vais-te esconder de nós?”, continuou Tsukanova, dirigindo-se a Putin, que nunca foi conhecido por tolerar críticas. “Tens coragem suficiente de nos olhar nos olhos, abertamente, num encontro com mulheres que não estejam no teu bolso, mas sim com mães reais, que viajaram para cá de diferentes cidades, à sua própria custa, para se encontrar contigo?”, desafiou.
Memórias do Afeganistão Seja quem forem as mães com que Putin fale é difícil imaginar o que possa dizer para as consolar. Afinal, elas estarão conscientes que os filhos foram recrutados à força e bruscamente enviados para a frente de batalha, dado terem sido abatidos tão rapidamente.
Não só o Presidente da Rússia não expressou quaisquer remorsos pela guerra, como há cada vez mais relatos de reservistas usados como carne para canhão, a guarnecer fortificações e trincheiras para tentar sustentar as linhas russas sob pressão de sucessivas contraofensivas ucranianas. E que recentemente até levaram os invasores a precisar de retirar de Kherson.
Não só há mães a receber os seus filhos mortos e incapacidades, como algumas não sabem deles de todo. Muitas passam os seus dias à procura num canal de Telegram chamado “procurem pelos vossos”, onde são divulgadas imagens de tropas russas capturadas. E mais de uma centena de mães lançaram uma cruzada para perceber o que se passou com os filhos, tendo enviado uma carta a Putin exigindo respostas, em julho, avançara a Radio Free Europe.
Entre estas mães estava Irina Chistyakova, que procura o seu filho de 19 anos e contou ter recebido três explicações contraditórias para o seu desaparecimento. Disseram-lhe que estaria vivo e ainda a combater, sem explicar porque não falava com a mãe há meses, depois que fora prisioneiro e a seguir que estava morto, sem que pudesse receber o corpo para se despedir.
Quando Chistyakova falou do assunto em público, ordenaram que se calasse. “A minha vida está em perigo e o perigo vem diretamente dos militares”, explicou ao Daily Beast, ainda desgastada, tendo passado parte dos últimos meses a ver fotos de cadáveres por identificar num quartel em Rostov-on-Don, no sul da Rússia. Perante as ameaças dos militares, nem hesitou. “Respondi que este é o meu filho e tentarem assustar-me a dizer que me vão meter uma bala na cabeça é estúpido”, garantiu.
Poucas mães não fariam o mesmo. E mães russas que procuram respostas não gostarão de saber que no início deste mês foram encontrados caixões de zinco, semelhantes aos usados para transportar soldados, abandonados numa lixeira de Belgorod, avançou o Ukrainska Pravda, citando canais de Telegram russos. Esta cidade é próximo o suficiente da fronteira com a Ucrânia para levantar especulação.
Afinal, o Kremlin tem sido acusado de tentar esconder o seu número de baixas, sobretudo com medo das mães. Importa lembrar que, se os mortos sofridos no Afeganistão são considerados um fator crucial na queda da URSS, nesse conflito morreram cerca de 15 mil soviéticos, muito menos do que se pensa terem morrido na Ucrânia. Não parece que seja a distribuir prémios Mulher Heroína - uma condecoração dos tempos de Estaline, dada a mulheres com mais de dez filhos - que Putin as fará esquecer o que perderam.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786155/ucr-nia-maes-russas-furiosas-questionam-a-masculinidade-de-putin
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Sombra de Prigozhin já ameaça Putin: líder do Grupo Wagner tem aproveitado invasão da Ucrânia para subir no Kremlin
Por Revista de Imprensa em 09:11, 23 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A sombra do responsável pelo Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, ‘pesa’ cada vez mais junto de Vladimir Putin – o oligarca, antigo chef do presidente russo, está mais ativo do que nunca e não se poupa a criticar as ações militares da Rússia na Ucrânia – já afirmou que iria criar “movimento patriótico conservador”, que deverá tornar-se num partido político em breve, para fazer oposição ao líder russo.
“Prigozhin é um político que sabe tirar proveito dos tempos de crise. Tem os recursos para responder num tempo de crise, e pensa logo nas coisas a partir desta questão. É popular também entre a classe média, entre os trabalhadores. E há muita população que acha que está na altura de a Rússia te rum líder destes. Isso torna-o influencial e perigoso”, considerou Valery Solovey, ex-diretor de Relações Públicas do prestigiado Instituto de Relações Internacionais de Moscovo.
Depois de ter feito fortuna nos anos 1990 no negócio do catering, a sua influência no Kremlin permitiu-lhe ganhar força, não só a nível financeiro mas sobretudo político, sendo mesmo procurado pelo FBI devido a alegada interferência nas eleições que conduziram Donald Trump à Casa Branca.
Segundo o ‘The Washington Post’, em outubro último, Prigozhin confrontou Putin pela má gestão na invasão da Ucrânia, tendo mesmo elogiado Zelensky. “Embora seja o presidente de um país hostil à Rússia no momento, Zelensky é um tipo forte, confiante, pragmático e porreiro”, frisou o ‘chef’ de Putin. “Não o subestimem.”
A possível ascensão de Prigozhin ao lugar mais elevado do Kremlin é, para a investigadora Joana de Deus Pereira, analista de segurança e risco geopolítico do Royal United Services Institute (RUSI-Europe), contestável. “A janela de oportunidade deu-se quando as tropas russas começaram a dar sinal de desgaste, de fraqueza e de falta de preparação e liderança por parte do Kremlin. Ele não hesitou e avançou dizendo que o Ministério da Defesa não estava a cumprir devidamente as suas funções”, explicou a especialista portuguesa, em declarações ao jornal ‘Público’. “A saída da sombra de Prigozhin pode ser vista como uma afirmação de poder”, assumiu.
Para Joana de Deus Pereira, Prigozhin representa “uma clara ameaça” ao Governo de Putin, uma vez que se está a transformar numa “espécie de centro das atenções políticas”, sobretudo depois do sucesso na batalha de Bakmut – conforme o exército russo retirava, o Grupo Wagner reforçava a presença na cidade. “É uma demonstração que sugere que este grupo armado tem poder, força e estrutura para avançar mesmo quando o Exército está em retirada. Ou seja, é mais uma forma de Prigozhin retirar dividendos políticos”, explicou a investigadora. “Tudo isto lhe deu espaço de manobra para criticar abertamente o Kremlin sobre a estratégia russa no conflito. Algo inimaginável há meses”, revelou.
O peso de Prigozhin no Kremlin é tanto que, segundo o dissidente Mikhail Khodorkovsky, terá já tanto poder como alguns dos membros do Governo. “Faz parte do círculo mais próximo de Putin. E no sistema russo é tudo sobre Putin. Só que ele tem-se destacado dos restantes devido ao Grupo Wagner, que, por exemplo, em África funciona como uma extensão de Moscovo, atuando nos locais onde as forças ocidentais fraquejam, como o Mali ou a República Centro-Africana”, relatou Christopher Kinsey, investigador do Kings College, em Londres. “Tudo isto é uma estratégia para ganhar mais poder no Kremlin e na própria opinião pública russa.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/sombra-de-prigozhin-ja-ameaca-putin-lider-do-grupo-wagner-tem-aproveitado-invasao-da-ucrania-para-subir-no-kremlin/
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Bebé recém-nascido morre após bombardeamento. Zelensky fala em "terror" e "assassínio"
MadreMedia / AFP
23 nov 2022 07:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um bebé recém-nascido foi morto após um ataque russo que atingiu uma maternidade na região de Zaporijia, no sul da Ucrânia, que Moscovo afirma ter anexado, informaram os serviços de emergência ucranianos nesta quarta-feira.
Durante a noite de terça para quarta-feira, "na cidade de Vilniansk, na região de Zaporijia, como resultado de um ataque com míssil no hospital local, "o prédio de dois andares da maternidade foi destruído", disseram as equipas de resgate nas redes sociais.
Os mesmos acrescentaram que havia "uma mulher em trabalho de parto, um bebé recém-nascido e um médico" dentro do prédio.
"Como resultado do ataque, um bebé nascido em 2022 morreu, a mulher e o médico foram resgatados dos escombros", disseram os socorristas, acrescentando que, de acordo com informações preliminares, não havia mais ninguém preso sob os mesmos.
Entretanto, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já falou sobre este ataque, acusando a Rússia de "terror" e "assassínio".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bebe-recem-nascido-morre-apos-bombardeamento-zelensky-fala-em-terror-e-assassinio
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Parlamento Europeu vota resolução que declara Rússia como patrocinador do terrorismo
Por Francisco Laranjeira em 06:30, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/02/6021560aa7b14.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os eurodeputados vão aprovar, esta quarta-feira, uma resolução que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador de terrorismo.
A resolução, que foi debatida na sessão plenária de outubro, tem aprovação garantida pelos dois maiores grupos do PE, o Partido Popular Europeu (PPE) e a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D).
“Durante a guerra contra a Ucrânia, o exército russo intensificou os ataques a alvos civis, incluindo infraestruturas energéticas, hospitais, serviços de assistência médica, escolas e abrigos, violando o direito internacional e o direito humanitário internacional”, pôde ler-se no texto da Comissão Europeia.
“Ao declarar a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, os eurodeputados querem preparar terreno para que Putin e o seu Governo sejam responsabilizados por estes crimes perante um tribunal internacional”, continuou.
A resolução, que será votada no dia em que se completam nove meses da invasão russa, não tem caráter vinculativo, tal como as resoluções a condenar o regime do presidente Vladimir Putin aprovadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Este comportamento da Rússia é uma justificação direta para a necessidade de o Parlamento Europeu adotar uma resolução designando a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo”, disse o chefe-adjunto de gabinete presidencial da Ucrânia, Ihor Zhovkva, referindo-se aos ataques russos na Ucrânia, citado em comunicado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/parlamento-europeu-vota-resolucao-que-declara-russia-como-patrocinador-do-terrorismo/
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UE considera imposição de preço máximo de 65 a 70 dólares sobre petróleo russo
Por Beatriz Maio em 13:13, 23 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A União Europeia (UE) está hoje a debater a imposição de um preço máximo para o petróleo russo entre 65 e 70 dólares por barril, valor que seria mais generoso para Moscovo do que muitos esperavam quando o G7 apresentou pela primeira vez a proposta.
Este valor é muito superior ao custo de produção da Rússia e mais elevado do que algumas nações têm vindo a defender como ‘justo’, embora o país invasor esteja já a vender o seu produto com descontos, o que poderá ter impacto no comércio, relata a Bloomberg.
Após meses de discussão sobre o plano do limite máximo, que foi pela primeira vez pressionado pelos Estados Unidos da América (EUA), espera-se que os países do G7 estabeleçam um valor que não varie mais do que 65 a 70 dólares. Apesar de vários diplomatas da UE defenderem que o nível proposto é demasiado elevado, o preço sugerido está de acordo com a média histórica registada antes da invasão da Ucrânia.
Os embaixadores da UE estão reunidos, esta quarta-feira, com o objetivo definir um mecanismo e um preço máximo e, caso cheguem a acordo, dado que é necessário o apoio de todos os Estados-Membros para ser aprovado, a UE e o G7 podem anunciar o valor máximo estabelecido ainda esta tarde.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ue-considera-imposicao-de-preco-maximo-de-65-a-70-dolares-sobre-petroleo-russo/
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Rússia lança ataque devastador em várias cidades da Ucrânia logo após o Parlamento Europeu ter declarado ser um Estado patrocinador do terrorismo
Por Francisco Laranjeira em 14:36, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/FiQXBVBWQAIIjXl.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Na sequência da declaração do Parlamento Europeu, esta quarta-feira, que classificou a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, o exército russo lançou uma bateria de mísseis sobre a Ucrânia – um alerta de ataque aéreo foi emitido em todo o país e os meios de comunicação locais relataram que os sistemas de defesa aérea entraram em ação em várias partes do país. Na rede social ‘Twitter’, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, assinalou o ataque e pediu que a Ucrânia obtenha “todos os sistemas de defesa aérea necessários o mais rápido possível”.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Na capital Kiev, pelo menos três pessoas morreram e seis ficaram feridas após um ataque com mísseis russos, de acordo com a administração da cidade: Oleksii Kuleba, chefe da administração militar regional, disse que toda a região de Kiev ficou sem eletricidade depois de os mísseis terem atingido a infraestrutura crítica da cidade. Também o autarca da capital, Vitali Klitschko, também informou que o abastecimento de água da cidade havia sido cortado.
O chefe da polícia da região de Kiev, Andrii Nebytov, publicou, na rede social ‘Telegram’, um vídeo no qual se pode ver as consequências de um míssil russo que atingiu um prédio residencial num dos distritos da região de Kiev.
(https://i.ibb.co/znDd0H0/Captura-de-ecr-2022-11-23-202014.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Também Anton Gerashchenko, assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, partilhou um vídeo no Twitter no qual se pode ver um míssil russo a cruzar os céus na região de Kharkiv.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Dnipro está quase sem eletricidade, relatou o autarca Borys Filatov, que revelou que os hospitais estão a funcionar com geradores, enquanto pediu aos cidadãos para fazerem um stock de água. Também foram ouvidas explosões em Lviv e Kremenchuk, no oblast de Poltava. Em Lviv, Andriy Sadovyi, responsável da cidade, apontou que toda a cidade do oeste ucraniano está “sem luz”, alertando que haveria “interrupções” no abastecimento de água.
O efeito dos ataques russos à Ucrânia estenderam-se à vizinha Moldova – Andrei Spînu, vice-primeiro-ministro do país, relatou quedas de energia “massivas” no território: a Moldelectrica, empresa estatal de energia, está a trabalhar para reconectar a eletricidade em mais de 50% do país. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Moldávia, Nicu Popescu, já garantiu que pediu a convocação do embaixador da Rússia depois de os ataques na Ucrânia terem deixado o seu país “no escuro, novamente”.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-lanca-ataque-devastador-em-varias-cidades-da-ucrania-logo-apos-o-parlamento-europeu-ter-declarado-ser-um-estado-patrocinador-do-terrorismo/
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Cidadão russos encontrados em mosteiro de Kiev
23 de novembro 2022 às 14:54
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/23/838027.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Para além dos cidadãos russos, foram também apreendidos "mais de dois milhões de hryvnias (equivalente a 52.000 euros), mais de 100.000 dólares (cerca de 95.000 euros), vários milhares de rublos russos" e "literatura pró-russa, usada para estudos em seminários e escolas paroquiais, inclusive para propaganda ao 'mundo russo'".
Foram encontrados, esta quarta-feira, pelos serviços de segurança da Ucrânia (SBU), cidadãos russos em mosteiros de um ramo da Igreja Ortodoxa Ucraniana, dependente do Patriarcado de Moscovo – que tem assegurado à imprensa não estar ligado à invasão russa.
As descobertas surgem no âmbito de uma investigação ordenada às instalações da Igreja Ortodoxa Ucraniana - incluindo o Mosteiro das Cavernas de Kyiv, declarado Património da Humanidade pela UNESCO - com o objetivo de encontrar esconderijos de espiões e armas, após uma música sobre o despertar da "Mãe Rússia" ter sido cantada num culto dessa igreja.
Para além dos cidadãos russos, foram também apreendidos "mais de dois milhões de hryvnias (equivalente a 52.000 euros), mais de 100.000 dólares (cerca de 95.000 euros), vários milhares de rublos russos" e "literatura pró-russa, usada para estudos em seminários e escolas paroquiais, inclusive para propaganda ao 'mundo russo'".
A ideia de “mundo russo” foi adotada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, como uma das justificações para levar a cabo a “operação especial” na Ucrânia - 'suavizando' as fronteiras entre as nações em nome de uma comunidade unida em torno da língua russa.
O SBU reporta ainda que "mais de 350 edifícios religiosos e 850 pessoas foram minuciosamente investigados" e "mais de 50 pessoas passaram por extensas entrevistas de contraespionagem".
Na visão do serviço de imprensa do Patriarcado de Moscovo, a buscas foram consideradas como um "ato de intimidação" contra os crentes ucranianos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786202/cidadao-russos-encontrados-em-mosteiro-de-kiev-
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Ucrânia: Parlamento Europeu lança campanha para recolher na UE geradores para Kiev
Por MultiNews Com Lusa em 15:09, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2019/11/parlamento-europeu.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Parlamento Europeu lançou hoje uma campanha para recolher, nas cidades da União Europeia (UE), geradores e transformadores de energia para ajudar os ucranianos a passar este inverno, dada a destruição das infraestruturas pela invasão russa da Ucrânia.
Intitulada “Geradores de Esperança”, a campanha hoje lançada pela assembleia europeia em conjunto com a rede das mais de 200 maiores cidades da Europa, a Eurocities, visa “angariar geradores e transformadores de energia para a Ucrânia”, explicou em conferência de imprensa a líder do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Lançada à margem da sessão plenária da instituição, na cidade francesa de Estrasburgo, a campanha é dirigida às cidades da UE para, “de forma muito prática e concreta, levar energia e água limpa aos hospitais e às pessoas e para garantir serviços diários”, elencou Roberta Metsola.
“Apelo a todas as cidades, vilas e regiões de toda a Europa para que se juntem à campanha”, exortou a responsável, pedindo também que os 705 eurodeputados se juntem à iniciativa.
Estes geradores ajudarão a manter em funcionamento instalações essenciais no país, fornecendo energia a hospitais, escolas, instalações de abastecimento de água, centros de assistência, abrigos, postes telefónicos, entre outros.
A iniciativa surge numa altura em que se estima que 10 milhões de ucranianos estejam sem luz, em resultado dos ataques da Rússia a infraestruturas civis críticas, tais como redes de transmissão de eletricidade.
“Este Parlamento [Europeu] e a União Europeia têm demonstrado uma solidariedade notável com a Ucrânia no plano humanitário, militar e financeiro. Agora precisam de apoio prático para os ucranianos poderem passar o inverno”, adiantou Roberta Metsola.
O anúncio surge no dia em que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, apresentada pelo grupo político dos Conservadores e Reformistas Europeus (centro-direita).
Os eurodeputados aprovaram, na sessão plenária em Estrasburgo (França), uma resolução que denuncia como “atos de terror e crimes de guerra” os ataques de Moscovo à Ucrânia, nomeadamente a alvos e infraestruturas civis, informou a instituição em comunicado.
Assim, o Parlamento Europeu classifica a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo que “utiliza métodos de terrorismo”, apelando ainda à adoção de um nono pacote de sanções a Moscovo.
A resolução foi aprovada por 494 votos a favor, 58 contra e 44 abstenções.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-parlamento-europeu-lanca-campanha-para-recolher-na-ue-geradores-para-kiev/
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“Putin está com muito medo porque não há perdão na Rússia para czares que perdem guerras”, garante assessor ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 15:30, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/putin.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin “está a lutar pela sua vida” e teme que possa ser morto se a Rússia voltar a sofrer derrotas pesadas após a libertação de Kherson, segundo revelou esta quarta-feira Oleksiy Arestovich, assessor do chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, garantindo que a captura do território controlado pela Rússia fez aumentar drasticamente os receios no Kremlin de que a Ucrânia vença a guerra.
“Putin está com muito medo porque não há perdão na Rússia para os czares que perdem guerras”, explicou, ao jornal britânico ‘The Times’. “Ele está a lutar pela sua vida agora. Se perder a guerra, pelo menos na cabeça dos russos, significa o fim: dele, como figura política, e possivelmente no sentido físico.”
A enorme importância de Kherson para o Kremlin – tanto por causa da sua ligação com a Crimeia anexada à Rússia quanto pelo porto ucraniano de Odessa, a oeste – tornou uma perda embaraçosa para Putin aquando da retirada das suas tropas da região – foi também a maior captura da guerra pela Ucrânia, que fez desencadear novos ataques russos e planos para uma nova ofensiva da Bielorrússia, garantiu Arestovich.
“Isso forçou até mesmo pessoas que são muito leais a Putin a duvidar que possam vencer esta guerra”, sublinhou, garantindo que os ataques recentes russos, que têm visado a estrutura energética da Ucrânia, são uma forma de “chantagem” para forçar a Ucrânia e os seus aliados a negociar com o Kremlin – Putin iria exigir as regiões ocupadas da Crimeia, Donetsk e Lugansk, o que seria visto como uma vitória dos russos, diz o conselheiro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-esta-com-muito-medo-porque-nao-ha-perdao-na-russia-para-czares-que-perdem-guerras-garante-assessor-ucraniano/
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Três pessoas morreram e seis ficaram feridas num ataque em Kiev
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 15:39
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Três pessoas morreram e outras seis ficaram feridas num ataque russo com mísseis hoje contra Kiev, informaram as autoridades ucranianas, que relataram novas falhas de energia em várias cidades, que se estendem à vizinha Moldova.
Os governos regionais de várias regiões da Ucrânia reportaram ataques em rápida sucessão, sugerindo uma vaga concertada por parte das forças russas, que visaram sobretudo infraestruturas críticas, nomeadamente energéticas, mas também prédios de habitação.
“Um prédio de um andar foi danificado” em Kiev, informaram fontes oficiais da capital ucraniana, acrescentando que morreram três pessoas e pelo menos seis ficaram feridas nesse ataque.
A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações com mísseis e ‘drones’ há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.
O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que “uma das instalações de infraestruturas da capital foi atingida” e que houve “várias outras explosões em diferentes distritos” da cidade, que também interromperam o abastecimento de água.
Houve falhas de energia em diversas partes de Kiev, em Kharkiv, em Lviv, e na região sul de Odesa.
Na Moldova, o ministro das Infraestruturas, Andrei Spinu, reconheceu também a existência de falhas de energia em todo o país, repetindo um cenário que já havia ocorrido em 15 de novembro.
O governador regional de Lviv, Maksym Kozytskyy, relatou igualmente “dois ataques de mísseis numa subestação de energia”, na cidade e em vários distritos da região, que ficaram sem energia.
Toda a região de Kiev está agora sem eletricidade, de acordo com o governador Oleksiy Kuleba.
A operadora de empresa estatal de distribuição de eletricidade, Ukrenergo, disse que o ataque de mísseis da Rússia prossegue, reconhecendo a existência de falhas de energia em todas as regiões.
O mais recente ataque ocorreu horas depois de as autoridades ucranianas terem reportado que um ataque com um ‘rocket’ durante a noite destruiu uma maternidade de hospital no sul da Ucrânia, matando um bebé de dois dias.
Após um ataque noturno em Vilniansk, perto da cidade de Zaporijia, a mãe do bebé e um médico foram retirados vivos dos escombros.
A situação é ainda mais grave na cidade de Kherson, no sul – da qual a Rússia se retirou há quase duas semanas após meses de ocupação — onde há cortes de linhas de energia e de água.
Muitos médicos da cidade estão a trabalhar sem luz, impossibilitados de usar elevadores para transportar pacientes para cirurgias e a operar com faróis, luzes de telemóveis e lanternas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/tres-pessoas-morreram-e-seis-ficaram-feridas-num-ataque-em-kiev
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Ucrânia: Página da internet do Parlamento Europeu foi alvo de ciberataque
Tek / Lusa
23 nov 2022 16:05
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A página de internet do Parlamento Europeu foi hoje alvo de um ataque DDoS no dia em que a instituição aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, confirmou fonte oficial.
Fonte da assembleia europeia disse à agência Lusa que “o ‘site’ do Parlamento Europeu foi alvo de um ciberataque”, levando a que a página da internet da instituição esteja inacessível.
O porta-voz do Parlamento Europeu, Jaume Duch, escreveu na rede social Twitter que “a disponibilidade do ‘site’ do Parlamento Europeu está atualmente afetada por elevados níveis de tráfego de rede externa”, garantindo tratar-se de um “ataque” cibernético. O ataque é do tipo Distributed Denial of Service (DDoS).
(https://i.ibb.co/HzWpw7L/Captura-de-ecr-2022-11-23-203416.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A presidente da instituição, Roberta Metsola, acusou através do Twitter um grupo ligado à Presidência russa (Kremlin), de ter cometido “um ciberataque sofisticado” e respondeu escrevendo “Glória à Ucrânia”.
(https://i.ibb.co/SmvFNrz/Captura-de-ecr-2022-11-23-203443.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
As equipas estão a trabalhar para restabelecer todos os sistemas. A indicação inicial era de que a ligação ao site do Parlamento Europeu já teria sido reestabelecida, depois de ter estado cerca de uma hora em baixo, mas o site voltou a estar indisponível, como verificámos à hora de publicação desta notícia.
O ataque terá sido reclamado pelo grupo Killnet, segundo uma informação e imagem que está a ser partilhada por vários meios.
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Os ataques informáticos têm sido utilizados como uma forma de pressão sobre empresas e instituições que apoiam a Ucrânia. Os últimos estudos mostram que a atividade de ciberhacktivistas aumentou desde a invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022. Um relatório da Microsoft indica que o número de ciberataques patrocinados por Estados está a crescer mas também a sua eficácia. Para além da Ucrânia também o Irão e a Coreia do Norte estão entre as fontes mais ativas de ataques.
Bruxelas já tinha feito uma proposta para reforçar a cibersegurança no espaço europeu, procurando reforçar a cooperação e investimentos na área da ciberdefesa, de modo a proteger cidadãos e infraestruturas da UE, apostando também num melhor processo de deteção e mitigação das crescentes ameaças.
Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação. Última atualização 16h39
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/ucrania-pagina-da-internet-do-parlamento-europeu-alvo-de-ciberataque
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Mais um revés para Putin: Sondagens secretas feitas pelo Kremlin revelam que russos “estão fartos da guerra”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:30, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A população russa está pessimista, “farta da guerra” e não vê com bons olhos o futuro do conflito da Rússia com a Ucrânia. Foi este o resultado de uma série de sondagens secretas conduzidas pelo Kremlin junto da população, e que mostram que os cidadãos não apoiam a vontade do presidente de continuar a ofensiva contra a Ucrânia, pelo que Putin estará a perder o apoio popular.
Segundo escreve o jornal Meduza, no início de novembro, o Kremlin contratou em segredo uma série de agências, que conduziram vários estudos de opinião e sondagens em várias regiões russas, influindo o leste e o Distrito Central Federal (que inclui Moscovo). As sondagens revelaram uma população desmoralizada e descontente, com uma visão pessimista em relação ao futuro.
“Estão longe de estarem otimistas sobre o futuro e o futuro da nação. Isto não ajuda à oposição que se tem verificado à operação militar especial. Nada os inspira, nada os animaa, nada os impulsiona para a frente”, contam dois oficiais do Kremlin que estiveram envolvidos no processo.
Os russos que participaram nos estudos mostraram-se, na sua maioria, “indiferentes e apáticos” e “usavam um tom de voz que pareciam que estavam a dizer ‘deixem-nos em paz’”.
Os resultados negativos fizeram soar os alarmes no Kremlin de que poderá estar em causa uma eventual nova mobilização parcial de reservistas, como Putin estaria a preparar.
Os responsáveis envolvidos nos estudos de opinião defendem que o pessimismo não é só devido às vitórias ucranianas em terreno de combate, ou pelas derrotas russas, como a perda de Kherson, mas que é necessário que os responsáveis políticos russos “reconheçam que o povo russo está farto da guerra, por princípio”.
As mesmas fontes explicam que os russos que participaram nos estudos questionam mais do que nunca as razões da guerra, numa altura em que a máquina de propaganda de Moscovo se esforça para garantir o apoio público. Muitas vezes, quando questionados sobre os problemas que assolam a Rússia, alegavam que a origem das questões estava nos esforços mobilizados para a guerra com a Ucrânia.
A mobilização de reservistas, as dificuldades económicas devido às sanções e as decisões do governo de bloquear redes sociais (principalmente o Instagram, ferramenta de trabalho de muitos pequenos negócios), são apontadas como as principais causas do descontentamento, pelos russos.
O Kremlin descarta que, para já, a população se organize em protestos e manifestações pelo fim da guerra, pelo que não deverá tomar atitudes bruscas com os resultados das sondagens ‘secretas’. “As pessoas acabam por se habituar a tudo, não é? É assim que pensamos”, termina fonte do Kremlin ao Meduza.
Uma sondagem da Russian Field, revelada no início do mês, mostrava que apenas 19% dos russos inquiridos achava que a qualidade de vida iria aumentar em breve, enquanto 29% consideravam que a situação iria piorar num futuro próximo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mais-um-reves-para-putin-sondagens-secretas-feitas-pelo-kremlin-revelam-que-russos-estao-fartos-da-guerra/
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Kiev reclama ter abatido 51 de 70 mísseis russos
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 17:24
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AFP or licensors
A Força Aérea ucraniana reivindicou hoje ter conseguido abater 51 dos 70 mísseis russos disparados e que provocaram falhas generalizadas nas principais infraestruturas de energia do país.
"No total, foram disparados cerca de 70 mísseis de cruzeiro Kh-101/Kh-555 Kalibr. As forças de defesa aérea destruíram 51 mísseis. Além disso, cinco ‘drones’ do tipo Lancet foram destruídos no sul do país", informou a Força Aérea da Ucrânia, na rede social Telegram.
O Ministério da Energia da Ucrânia já reconheceu que esta barragem de ataques russos provocou danos graves nas principais infraestruturas energéticas do país, anunciando que milhões de pessoas ficaram sem acesso a eletricidade ou água.
O Ministério também informou que os ataques russos provocaram um 'apagão' temporário na maioria das centrais termoelétricas e hidroelétricas da Ucrânia, afetando o fornecimento de energia para várias regiões do país.
A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações com mísseis e ‘drones’ há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-reclama-ter-abatido-51-de-70-misseis-russos
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Pentágono diz que Rússia regista falta de munições, Moscovo desmente
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 18:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia regista uma "penúria significativa" de munições para a sua artilharia e que poderão limitar no futuro as suas operações na Ucrânia, declarou hoje o ministro da Defesa norte-americano Lloyd Austin, e apesar dos desmentidos de Moscovo.
“Os russos enfrentam problemas logísticos desde o início” da invasão da Ucrânia, e “ainda estão numa situação fragilizada com a logística”, declarou Austin a um grupo de jornalistas a bordo de um avião militar.
“[Os russos] registam uma penúria significativa de mísseis de artilharia”, em particular pelo facto de Kiev ter destruído diversas reservas de munições russas”, precisou o chefe do Pentágono.
A Rússia tem utilizado com frequência a sua artilharia desde o início da guerra, disparando numerosos ‘rockets’ em direção às forças ucranianas antes de se movimentarem no terreno.
“Para este género de operação, são necessárias numerosas munições. Não estou seguro de que [os russos] possuam as suficientes para permitir este género de situações no futuro”, acrescentou Austin.
O chefe do Pentágono precisou que as reservas russas de mísseis de precisão foram “significativamente reduzidas” nos nove meses de guerra, e que Moscovo não terá capacidade de as substituir rapidamente devido às sanções económicas impostas à Rússia, em particular os microprocessadores.
Em paralelo, e através de uma mensagem no Telegram, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, assegurou que, ao contrário das expectativas dos “inimigos”, o país possui suficientes reservas de armamentos para prosseguir os ataques.
“Os inimigos continuam a contar cuidadosamente os nossos lançamentos e as nossas reservas [de armamento]. Deveriam estar mais bem informados e não aguardar por uma escassez dos nossos recursos”, disse.
“Vai prosseguir. Existem [munições] em quantidade suficiente para todos!”, ironizou.
Medvedev disse ter visitado uma companhia estatal russa onde abordou “um aumento do fornecimento de armamento de alta precisão para as Forças armadas russas”, tendo ainda divulgado um vídeo no interior do complexo junto a bombas e torpedos, indicou a agência oficial russa TASS.
Esta empresa, fundada em 1969, é uma das maiores da Rússia na produção de torpedos e bombas.
Hoje, a Rússia disparou cerca de 70 mísseis de cruzeiro sobre diversas regiões da Ucrânia, tendo sido abatidos 51 segundo o Exército ucraniano, apesar destes bombardeamentos terem provocado importantes cortes no fornecimento de energia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pentagono-diz-que-russia-regista-falta-de-municoes-moscovo-desmente
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Autarca de Kiev admite que este pode ser "o pior inverno desde a II Guerra Mundial"
23 de novembro 2022 às 18:50
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/23/838063.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Klitschko acusou Putin de tentar intimidar as pessoas e forçá-las a sair da cidade, através do bombardeamento de infraestruturas civis.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse esta quarta-feira que a capital ucraniana está a enfrentar o "pior inverno desde a II Guera Mundial", na sequência dos ataques russos às infraestruturas energéticas do país.
Em entrevista ao jornal alemão Bild, o autarca alertou que os cidadãos devem estar preparados para o "pior cenário" de cortes de energia generalizados, num contexto de baixas temperaturas, como é típico do inverno na Ucrânia. Caso isto aconteça, o responsável, admitiu que partes da capital pudessem vir a ser evacuadas.
"Temos também de nos preparar para o pior cenário. Isso seria se existissem cortes de energia generalizados e as temperaturas fossem ainda mais baixas. Então, partes da cidade teriam de ser evacuadas, mas não queremos que se chegue a esse ponto", explicou.
Klitschko acusou Putin de tentar intimidar as pessoas e forçá-las a sair da cidade, através do bombardeamento de infraestruturas civis.
"Putin quer aterrorizar as pessoas, fazê-las congelar, sem luz. Mas isso não vai acontecer. A minha impressão é que as pessoas só vão ficar mais zangadas, mais determinadas. Não vamos morrer ou fugir como Putin quer", concluiu.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786234/autarca-de-kiev-admite-que-este-pode-ser-o-pior-inverno-desde-a-ii-guerra-mundial
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Deputado russo adverte que regime vai perseguir Zelensky “para o resto da vida”
Por Beatriz Maio em 19:11, 23 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/GettyImages-1242857994.jpg)
MOSCOW, RUSSIA - SEPTEMBER 01: (----EDITORIAL USE ONLY â MANDATORY CREDIT - "RUSSIAN DEFENSE MINISTRY / HANDOUT" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS----) Soldiers attend strategic military exercise "Vostok-2022" (East) in Moscow, Russia on September 01, 2022. Soldiers and military observers from 14 countries, including Russia, China, India and Azerbaijan are participating in the Vostok-2022 military exercise. (Photo by Russian Defense Ministry / Handout/Anadolu Agency via Getty Images)
O deputado russo Andrei Lugovoi, procurado pela polícia britânica por matar um antigo espião em Londres, frisou que a Rússia pode “perseguir” o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o seu círculo interno “para o resto das suas vidas”.
A participação de Lugovoi no programa ’60 Minutes’ ficou marcada por comentários alarmantes acerca da invasão russa. O deputado defendeu que “temos de procurar justiça por nós próprios”, acrescentando que Zelensky “e o seu círculo deveria ser o primeiro a subir para a forca”.
“Hoje lembrei a Zelensky que a história deve ser recordada”, salientou ao “recomendar” ao presidente ucraniano e aos seus aliados que leiam as memórias de Pavel Sudoplatov, antigo tenente-general das Forças Armadas Soviéticas, autor do livro ‘Operações Especiais: Memórias de um espião soviético’.
Sudoplatov era também espião na Rússia soviética e esteve envolvido em várias grandes operações de inteligência, incluindo o assassinato do revolucionário marxista Leon Trotsky no México, em 1940, e dirigiu a administração da União Soviética em tarefas especiais, realizando espionagem na Europa e nos E.U.A.
“O seu futuro [de Zelensky e dos aliados] é aí descrito com precisão”, destacou ao referir-se ao livro de Sudoplatov. “Creio que não devemos ser tímidos quanto a isso. No futuro, temos de persegui-los por todo o mundo”, defendeu.
Embora tenha deixado publicamente ameaças, Lugovoi ressaltou que “foram dadas garantias seguras” a Zelensky e ao seu círculo pela inteligência americana e britânica. “Tenho a certeza que na Califórnia ou noutro lugar, há casas camufladas”, comentou, porém observou que embora exista “uma casa para cada um deles onde estão a planear passar o resto das suas vidas”, não pensem que “sejam muito bem sucedidos ou afortunados”.
Estas declarações foram alvo de reflexão no Twitter pela observadora russa Julia Davis que escreveu: “Entretanto, na Rússia: O deputado da Duma Andrey Lugovoy, notório pelo seu envolvimento no envenenamento radioativo de Alexander Litvinenko, apareceu na televisão estatal, ameaçando ‘perseguir’ Zelensky e o seu círculo ‘por todo o mundo’. No caso de ter dúvidas sobre o regime de Putin”.
(https://i.ibb.co/tBzWzq1/Captura-de-ecr-2022-11-23-230601.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Lugovoi é procurado pela polícia britânica por suspeita do assassinato de Alexander Litvinenko, um antigo oficial dos serviços secretos russos, o KGB e, mais tarde, o Serviço Federal de Segurança (FSB), que morreu em 2006 depois de ter sido envenenado com polónio-210.
Um inquérito britânico concluiu, em 2016, que o assassinato foi “provavelmente aprovado” pelo então chefe do FSB Nikolai Patrushev e pelo presidente Vladimir Putin. Já em setembro de 2021, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decretou a Rússia como responsável pelo assassinato.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/deputado-russo-adverte-que-regime-vai-perseguir-zelensky-para-o-resto-da-vida/
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Ucrânia: ONU fala em 30 vítimas civis entre mortos e feridos e milhões sem luz e aquecimento
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 20:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Novos ataques russos na Ucrânia fizeram 30 vítimas civis, entre mortos e feridos, e deixaram hoje milhões de pessoas sem eletricidade, acesso a água e aquecimento, quando se registam já temperaturas negativas nalgumas regiões, segundo as Nações Unidas.
Um balanço feito pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) indica que a escalada de ataques deixou completamente sem eletricidade regiões como Lviv, no oeste, Zaporijia e Odessa, no sul, e Chernihiv, no norte.
Os apagões estão também a afetar grandes partes das regiões centrais de Vinnytsya e Dnipro, Khmelnitsk, mais a oeste, Kharkiv e Sumi no nordeste, Mykolaiv no sul e a capital, Kiev.
Em Kiev, toda a população — estimada em cerca de três milhões de pessoas — ficou hoje sem água, e as autoridades informaram que estão a trabalhar 24 horas por dia para restabelecer o abastecimento, o que também aconteceu em partes de Odessa.
Os ataques atingiram, além de infraestruturas, edifícios residenciais em Kiev e nas cidades de Chabany e Vyshhorod, nos arredores da capital, e as autoridades confirmaram que pelo menos 30 civis foram mortos ou feridos nas três localidades.
Na região de Zaporijia, há relatos de um recém-nascido morto devido a um ataque aéreo que atingiu uma maternidade em Vilniansk, e de crianças mortas e feridas nos distritos de Kherson e Berislav.
Os ataques também atingiram pessoas que tentavam receber ajuda, quando uma instalação governamental em Zaporijia, usada por voluntários para distribuir mantimentos, foi atingida, matando e ferindo alguns civis que ali se encontravam, refere o balanço da OCHA.
As equipas de assistência humanitária na Ucrânia estão a trabalhar para apoiar as pessoas que enfrentam os desafios impostos pela crise energética, que já era grave e agora piorou com a nova vaga de ataques de hoje.
Nas últimas semanas, mais de 430.000 pessoas receberam algum tipo de assistência direta para enfrentarem o inverno, e quase 400 geradores foram entregues pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), pela UNICEF, pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para garantir energia em hospitais, escolas e outras instalações críticas.
O Governo informou a população de que foram estabelecidos mais de 4.000 pontos de aquecimento em todas as regiões da Ucrânia, e as Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a fornecer abastecimentos a essas instalações.
De acordo com o Ministério da Energia, falhas temporárias de energia afetaram todas as centrais nucleares ucranianas.
Os ataques de hoje ocorreram horas depois de o Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução declarando a Federação Russa como “estado patrocinador do terrorismo”, afirmando que ataques deliberados e atrocidades cometidas contra a Ucrânia violam os direitos humanos e o direito humanitário internacional.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-onu-fala-em-30-vitimas-civis-entre-mortos-e-feridos-e-milhoes-sem-luz-e-aquecimento
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UE denuncia nova vaga de ataques russos contra infraestruturas energéticas
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 20:21
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, denunciou hoje a vaga de ataques russos contra infraestruturas ucranianas que provocaram um "apagão massivo" na vizinha Moldova.
“Condenação firme dos renovados ataques criminais da Rússia contra civis e infraestruturas na Ucrânia. Apagões massivos, também na Moldova”, criticou o chefe da diplomacia europeia numa mensagem publicada nas redes sociais.
O representante europeu definiu de “cruel e desumano” deixar milhões de pessoas sem água, eletricidade ou aquecimento durante o inverno e afirmou que face às ações russas, a UE manterá o seu apoio à Ucrânia e à Moldova, este último considerado como o país mais pobre da Europa.
Em junho passado, juntamente com a Ucrânia, a Moldova tornou-se candidata à adesão à UE.
A Moldova registou hoje um “apagão massivo” na sequência de uma nova vaga de ataques efetuados pelas forças russas sobre a vizinha Ucrânia e que voltaram a atingir infraestruturas energéticas, indicou o Governo moldavo.
O vice-primeiro-ministro Andrei Spinu, responsável pelas infraestruturas desta pequena ex-república soviética, afirmou que a empresa que gere a rede “está a trabalhar para que mais de 50% do país volte a ser ligado à eletricidade”.
Segundo os ‘media’ locais, entre as cidades mais afetadas pelos apagões inclui-se a capital Chisinau.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ue-denuncia-nova-vaga-de-ataques-russos-contra-infraestruturas-energeticas
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Kremlin nega diálogo com EUA para promover negociações de paz com Kiev
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 21:24
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Kremlin negou hoje que a Rússia e os Estados Unidos estejam em contacto para promover negociações de paz com Kiev, após fonte militar norte-americana ter apontado esse cenário como possível devido ao impasse de Moscovo na Ucrânia.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Mark Milley, referiu em 09 de novembro que é improvável que a Rússia alcance uma “vitória militar no sentido próprio do termo, alcançada por meios militares”, acrescentando que existe “uma janela de oportunidade de negociação”.
Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sublinhou hoje que as palavras de Milley não implicam que Moscovo esteja a manter conversações com os Estados Unidos para propor uma mesa de negociações com a Ucrânia, referiu a agência notícias Interfax.
Também recentemente, Mark Milley realçou que é improvável, no curto prazo, que a Ucrânia seja capaz de expulsar as forças russas dos territórios ocupados por Moscovo, incluindo a Crimeia.
“A probabilidade de uma vitória militar ucraniana, expulsando os russos de toda a Ucrânia, incluindo a Crimeia, em breve, não é muito alta, militarmente”, comentou o chefe do Estado-Maior dos EUA na semana passada.
As autoridades ucranianas têm defendido que as tentativas do Ocidente em pressionar Kiev a reiniciar negociações com Moscovo são “bizarras” e uma exigência de capitulação, principalmente depois de “conquistas militares” no campo de batalha.
Já hoje, o secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, destacou que a Rússia regista uma “penúria significativa” de munições para a sua artilharia e que poderão limitar no futuro as suas operações na Ucrânia, análise negada por Moscovo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kremlin-nega-dialogo-com-eua-para-promover-negociacoes-de-paz-com-kiev
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ONU alerta para risco de "inverno catastrófico" na Ucrânia após novos ataques russos
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 22:29
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje para o risco de um "inverno catastrófico" para milhões de ucranianos após os mais recentes "ataques implacáveis e generalizados" por parte da Rússia contra civis e importantes infraestruturas.
Em mais uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a situação na Ucrânia, e convocada de urgência, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Rosemary DiCarlo, deu detalhes sobre a nova onda de ataques russos com recurso a mísseis e drones que, durante a noite passada, aterrorizou o povo de Kiev, Odessa, Lviv, Mykolaiv, Kharkiv e Zaporijia.
“Enquanto os ucranianos procuravam desesperadamente abrigo dos bombardeamentos, eles também tiveram que lidar com temperaturas congelantes. De facto, esses últimos ataques renovam o medo de que este inverno seja catastrófico para milhões de ucranianos, que enfrentam a perspetiva de meses de frio sem aquecimento, eletricidade, água ou outros serviços básicos”, disse DiCarlo.
“Mesmo antes dos últimos ataques, as autoridades ucranianas informaram que praticamente não havia grandes centrais termoelétricas ou hidroelétricas intactas na Ucrânia. O bombardeamento de hoje provavelmente tornará a situação ainda pior”, avaliou a representante da ONU.
A seguir a Rosemary DiCarlo, foi a vez do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falar – por videochamada – perante o corpo diplomático, tendo pedido que a “justiça dentro das estruturas da ONU” seja restaurada, criticando o facto de a Rússia, como responsável “por todo este terror”, continue a ter poder de veto dentro do Conselho de Segurança, onde tem bloqueado todas as tentativas de ação contra a sua agressão.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-alerta-para-risco-de-inverno-catastrofico-na-ucrania-apos-novos-ataques-russos
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Presidente da Moldova culpa Rússia pela falta de eletricidade
MadreMedia / Lusa
23 nov 2022 23:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Novos ataques com mísseis russos na Ucrânia hoje originaram pela segunda vez um apagão na Moldova e a presidente moldova afirma que a culpa é da Rússia.
“A Rússia deixou a Moldova no escuro. A guerra da Rússia na Ucrânia está a matar pessoas, destruindo blocos de habitação e infraestruturas energéticas com mísseis. A vida das pessoas não pode ser devolvida, mas o fornecimento de eletricidade pode ser restaurado”, disse a presidente Maia Sandu nas redes sociais.
O apagão, que ocorreu às 14:23 horas locais (12:23 em Lisboa) afetou todas as regiões do país, incluindo a capital Chisinau, deixou edifícios sem água e gás e provocou a paragem do trânsito nas ruas.
O diretor da companhia energética Moldoelectrica, Sérgio Aparatu, afirmou que tal como no passado dia 15 de novembro, o sistema automático foi abaixo, contudo conseguiram restabelecer a energia a partir das fontes até aos consumidores, de acordo com a Moldpres.
“Não podemos confiar num regime que nos deixa no escuro e no frio, que mata deliberadamente pessoas simplesmente para manter outros povos na pobreza”, acrescentou Sandu.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-da-moldova-culpa-russia-pela-falta-de-eletricidade
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Ucrânia. "Centros de invencibilidade" contra o terror energético russo
João Campos Rodrigues 24/11/2022 09:15
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/11/24/838087.png?type=artigo)
© AFP
Face aos inevitáveis apagões, os ucranianos terão quatro mil pontos com eletricidade, aquecimento, água e wifi constante, prometeu Zelensky.
Enquanto mísseis russos caíam por toda a Ucrânia, mais uma vez, matando pelo menos sete pessoas esta quarta-feira, o Governo de Volodymyr Zelensky prometia apostar em mais de quatro mil “centros de invencibilidade” para enfrentar o duro inverno que aí vem. A ideia é criar locais onde a população se possa reunir em segurança, sendo assegurado acesso constante e gratuito a eletricidade, aquecimento, água, wifi e cuidados médicos, mesmo perante sucessivos apagões, que parecem inevitáveis.
A situação da rede energética ucraniana é cada vez mais dramática, tendo sido destruída mais de metade da sua capacidade, explicou o primeiro-ministro Denys Shmyhal. Isto apesar de equipas de reparação estarem a trabalhar febrilmente por todo o país, dado os russos terem atingido praticamente todas as centrais hidroelétricas ou térmicas, assim como boa parte das subestações de transmissão. Obrigando a desligar duas outras centrais nucleares – além da de Zaporínjia, tomada por russos no início da invasão e que tem sido recorrentemente bombardeada – da rede elétrica nacional.
Não foi só a Ucrânia que sofreu apagões devido aos bombardeamentos russos desta quarta-feira, que fizeram soar as sirenes de ataque aéreo de Kharkiv, a Kiev, Odessa ou Lviv. A vizinha Moldávia não foi diretamente atingida mas a sua rede elétrica está ligada à ucraniana, ficando sem luz em metade do país.
No entanto, o Governo de Chisinau não tem grande margem para se queixar ou retaliar perante os abusos do regime de Vladimir Putin. Afinal, os russos contam com cerca de duas mil tropas numa missão de “manutenção da paz” em território moldavo, na região separatista da Transnístria. Além disso, a Gazprom, o gigante estatal que domina as reservas de gás natural russas, já ameaçou cortar o abastecimento à Moldávia, que sempre teve uma profunda dependência energética da Rússia, esta terça-feira.
Talvez ainda mais crucial, ao cortar o gás natural que vai para a Moldávia, a Gazprom também estaria a sugerir que pode fechar os gasodutos que atravessam a Ucrânia. São a principal rota que resta ao gás natural russo para chegar a consumidores europeu – sobra ainda o TurkStream, que, como o nome indica, passa pela Turquia até à Bulgária – e uma das grandes fontes de receita do Governo de Kiev.
Pequenos cortes no abastecimento de gás natural “normalmente levam a grandes cortes”, explicou Kateryna Filippenko, um analista da consultora Wood Mackenzie especializada no mercado energético, à CNN Business. “O risco de que cortem o que atravessa a Ucrânia é muito, muito alto”, avisou, avaliando que espera que as torneiras sejam totalmente fechadas ainda antes do final do ano.
Entretanto, a crise humanitária na Ucrânia agrava-se a cada dia. Tendo o diretor para a Europa da Organização Mundial de Saúde, Hans Kluge, alertando que dez milhões de ucraniano, um quarto da população, estão sem energia numa estação em que as temperaturas deverão descer abaixo dos -20 ºC. “O frio pode matar”, lembrou Kluge, e Putin mostra-se bem consciente de disso. Sendo esse um dos muitos motivos para a Rússia ser declarado um Estado patrocinador do terrorismo pela União Europeia (página 9).
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/786259/ucr-nia-centros-de-invencibilidade-contra-o-terror-energetico-russo?seccao=Mundo_i
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Três centrais nucleares religadas à rede ucraniana
24 de novembro 2022 às 11:40
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/24/838099.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Mais de 70% da capital está sem eletricidade.
As três centrais nucleares ucranianas que estão sob controlo de Kiev foram esta quinta-feira religadas à rede elétrica, depois de a conexão ter sido interrompida na quarta-feira, após os ataques massivos da Rússia.
A informação foi hoje avançada pelo Ministério da Energia ucraniano, através social Telegram:
"Após os bombardeamentos massivos de quarta-feira, os trabalhadores do setor da energia conseguiram (...) religar três centrais nucleares à rede elétrica durante a manhã", estando previsto que as instalações comecem a fornecer eletricidade "até à noite".
As centrais nucleares em causa são as de Khmelnytsky e Rivne (no oeste) e a de Pivdennooukraïnsk (sul), que foram desligadas pelo sistema de proteçao automática após os ataques russos que atingiram várias infraestruturas elétricas ucranianas.
"Se não houver novos ataques, conseguiremos reduzir consideravelmente a falta [de eletricidade] no sistema energético até ao final do dia", afirmou German Galouchtchenko, ministro da Energia ucraniano.
O mesmo descreve a situação como "difícil" em todo o país, mas refere que, em algumas regiões, "o fornecimento de eletricidade já aumentou".
Já o autarca de Kiev, Vitaly Klitschko, anunciou na rede social Telegram que cerca de "70 por cento da capital permaneceu sem eletricidade na manhã de hoje", mas que o abastecimento de água, interrompido na quarta-feira em quase toda a cidade após os cortes de energia, foi restabelecido nos bairros situados na margem esquerda do rio Dnieper.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786277/tr-s-centrais-nucleares-religadas-a-rede-ucraniana
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“Bebés, pais e avós estão a congelar no escuro”. Von der Leyen acusa Putin de “terrorismo e crimes de guerra” após novos ataques na Ucrânia
Por Beatriz Maio em 11:40, 24 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/03/ursula-von-der-leyen.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A presidente da Comissão Europeia (CE) Ursula von der Leyen acusou, esta quinta-feira, o presidente russo Vladimir Putin de “terrorismo e crimes de guerra” pelos recentes ataques às infraestruturas da Ucrânia com o objetivo de punir a população civil.
“O povo ucraniano, devido ao bárbaro ataque terrorista de Putin às infraestruturas civis do país, deve enfrentar este próximo Inverno sem eletricidade e, em muitos lugares, sem água corrente”, comentou Von der Leyen numa conferência de imprensa na Finlândia, acrescentando: “Por causa dele, bebés, pais e avós estão a congelar no escuro. Condeno veementemente estes ataques bárbaros, são crimes de guerra”.
A presidente da CE expressou a sua solidariedade com o povo ucraniano e afirmou que a União Europeia (UE) “está ao seu lado nestes tempos difíceis e estará ao seu lado o tempo que for necessário”, informa a Swissinfo.
Von der Leyen também revelou estar certa de que os ucranianos serão capazes de ultrapassar esta “tragédia” porque “são fortes e a sua causa é justa” e, segundo ela, a UE está a trabalhar “a toda a velocidade” num nono pacote de sanções contra a Rússia, que incluirá um limite ao preço do petróleo russo para tentar atingir Putin “onde dói” e enfraquecer ainda mais a sua capacidade militar.
“Estou confiante de que muito em breve passaremos um preço máximo global para o petróleo russo juntamente com o G7 e outros parceiros importantes”, divulgou ao enviar uma mensagem de esperança a Kiev, onde frisou que a UE não descansará “enquanto a Ucrânia não triunfar sobre Putin e a sua guerra ilegal e bárbara”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU confirmou, desde o início da guerra, a morte de 6.595 civis e 10.189 de feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/bebes-pais-e-avos-estao-a-congelar-no-escuro-von-der-leyen-acusa-putin-de-terrorismo-e-crimes-de-guerra-apos-novos-ataques-na-ucrania/
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Associated Press demitiu jornalista que noticiou que o míssil que caiu na Polónia foi disparado pela Rússia
MadreMedia
24 nov 2022 12:03
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AFP or licensors
A história dava conta de que os mísseis que caíram na Polónia, a poucos quilómetros da fronteira com a Ucrânia, tinham sido disparados pela Rússia revelaram-se errados. Com base numa notícia assente numa fonte anónima que se revelou falsa, a Associated Press decidiu despedir o jornalista responsável.
A agência internacional de notícias Associated Press (AP) despediu na segunda-feira James LaPorta, o jornalista que noticiou que os mísseis que caíram na Polónia, a 15 de novembro, e que resultaram na morte de duas pessoas, assim como na agitação do contexto internacional mundial, uma vez que este país é membro da NATO, tinham sido disparados pela Rússia.
Aquando do incidente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que o projétil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicaram que poderá tratar-se de um míssil de defesa antiaérea disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.
James LaPorta, reporter de segurança nacional, foi demitido depois de uma investigação interna, por ter publicado esta notícia com base em fontes que terão pedido anonimato. A AP afirma mesmo que este acontecimento está a levar a agência a rever os seus padrões de uso de fontes anónimas que, neste caso, eram atribuídas a um “alto funcionário da inteligência dos EUA” que não teria sido identificado devido à natureza delicada da situação.
“Revemos todos os erros flagrantes cometidos”, disse Julie Pace, vice-presidente sénior e editora executiva da AP, sobre o erro da. “Levamos nossos padrões muito a sério. Se não vivermos de acordo com nossos padrões, não temos escolha a não ser agir. Confiar na AP e confiar no nosso relatório é fundamental.”
LaPorta, que trabalhava na AP desde 2020, disse na terça-feira: “adoraria comentar oficialmente, mas recebi ordens da AP para não comentar”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/associated-press-demitiu-jornalista-que-noticiou-que-o-missil-que-caiu-na-polonia-foi-disparado-pela-russia
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Político de Moscovo apela “à liquidação do estado ucraniano na sua forma atual”: sobem de tom as vozes na Rússia que negam a existência da Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 12:29, 24 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“A nação ucraniana não existe, é uma orientação política.” O político russo Andrey Medvedev, vice-presidente do Parlamento de Moscovo e jornalista, utilizou a rede social ‘Telegram’ para dar voz a uma tendência cada vez mais marcante na Rússia – a rejeição da existência da Ucrânia.
“A russofobia foi elevada ao nível de política nacional. Kiev nunca vai parar no seu desejo de nos matar”, apontou o responsável, que frisou que a língua ucraniana “ainda estava a ser formada”.
“O exército ucraniano está a disparar sobre as cidades pacíficas de Donbass, porque ideologicamente eles percebem os habitantes dessas cidades como baratas”, disse. “Tudo isso só pode ser interrompido com a liquidação do estado ucraniano na sua forma atual.”
Medvedev (sem ligações a Dmitry Medvedev, antigo presidente russo) é o mais recente político russo a passar mensagens anti-ucranianas que têm subido de tom na Rússia, revelou o think tank Institute for the Study of War (ISW), com sede em Washington. “Políticos proeminentes russo continuam a promover uma retórica abertamente genocida contra a Ucrânia”, denunciou o organismo, apontando os comentários como “abertamente exterminatórios e desumanizadores, convocando para uma guerra genocida contra o estado ucraniano e o seu povo”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/politico-de-moscovo-apela-a-liquidacao-do-estado-ucraniano-na-sua-forma-atual-sobem-de-tom-as-vozes-na-russia-que-negam-a-existencia-da-ucrania/
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Rússia nega ataque a Kiev e atribui responsabilidades à defesa antiaérea ucraniana
MadreMedia / Lusa
24 nov 2022 13:16
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia negou hoje ter atacado Kiev na quarta-feira e remeteu para os mísseis antiaéreos "ucranianos e estrangeiros" a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.
“Não foi feito nenhum ataque em Kiev. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kiev são consequência da queda de mísseis antiaéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.
A Ucrânia acusou na quarta-feira Moscovo de ter lançado mísseis contra Kiev, matando três pessoas, ferindo outras seis e danificando infraestruturas que levaram a novas falhas de energia em várias cidades.
As autoridades locais de várias regiões da Ucrânia reportaram ataques múltiplos, sugerindo uma vaga concertada por parte das forças russas, que visaram sobretudo infraestruturas críticas, nomeadamente energéticas, mas também prédios de habitação.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que “uma das instalações de infraestruturas da capital foi atingida” e que houve “várias outras explosões em diferentes distritos” da cidade, que também interromperam o abastecimento de água.
Foram registadas falhas de energia em diversas partes de Kiev, em Kharkiv, em Lviv, e na região sul de Odessa.
O ataque aconteceu horas depois de as autoridades ucranianas terem reportado o lançamento de um ‘rocket’ durante a noite, que destruiu uma maternidade num hospital no sul da Ucrânia, matando um bebé de dois dias.
A situação foi ainda mais grave na cidade de Kherson (sul) – da qual a Rússia se retirou há quase duas semanas após meses de ocupação — onde houve cortes de linhas de energia e de água.
Muitos médicos da cidade tiveram de trabalhar sem luz, impossibilitados de usar elevadores para transportar pacientes para cirurgias e a operar com faróis, luzes de telemóveis e lanternas.
Segundo a operadora ucraniana Energoatom, os ataques obrigaram a desligar três centrais nucleares ucranianas da rede elétrica – que, entretanto, já voltaram a funcionar -, provocando graves falhas de energia.
A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações essenciais em solo ucraniano com mísseis e ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.
A guerra na Ucrânia, desencadeada pela ofensiva militar russa iniciada em 24 de fevereiro, mergulhou a Europa na crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Segundo a ONU, o conflito gerou mais de seis milhões de deslocados internos (pessoas que foram obrigadas a fugir do local habitual de residência, mas que permaneceram no país).
Também provocou mais de 7,8 milhões de refugiados, que se encontram maioritariamente em países europeus.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-nega-ataque-a-kiev-e-atribui-responsabilidades-a-defesa-antiaerea-ucraniana
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Obras raras de arte ucraniana escapam às bombas em Kiev para exposição em Madrid
MadreMedia / Lusa
24 nov 2022 13:42
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Museu Nacional Thyssen-Bornemisza | Facebook
Uma seleção de 51 obras raras do modernismo ucraniano escapou ao início da recente onda de bombardeamentos russos em Kiev, na Ucrânia, ao serem transportadas para Madrid, Espanha, onde vão ficar expostas a partir de 29 de novembro.
“No olho do furacão. Vanguarda na Ucrânia, 1900-1930” é o título desta mostra que ficará até 30 de abril de 2023 no Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, com um total de 70 obras, segundo informação da organização espanhola, enviada à agência Lusa.
Por seu lado, o diário britânico “The Guardian”, revela, na edição 'online', que 51 obras de arte raras foram transportadas secretamente em dois camiões a partir da capital da Ucrânia, horas antes de começarem os bombardeamentos de mísseis russos em várias cidades do país alvo da invasão, incluindo Kiev.
O propósito é apresentar uma visão completa da arte ucraniana das vanguardas das primeiras décadas do século XX, com as diferentes tendências artísticas, desde a arte figurativa ao futurismo e o construtivismo, segundo informação do museu.
A exposição, organizada cronologicamente, inclui obras dos principais mestres da vanguarda ucraniana, como Oleksandr Bohomazov, Vasyl Yermilov, Viktor Palmov e Anatol Petrytskyi.
A missão de atravessar o país com as peças, passando a fronteira com a Polónia e mais 3.000 quilómetros através da Europa até Madrid, para serem expostas, foi considerada extremamente perigosa, mesmo em contexto de guerra, refere o jornal The Guardian, devido à destruição de várias infraestruturas, incluindo o fornecimento de eletricidade.
Por seu turno, o Museu Nacional Thyssen-Bornemisza indica que a exposição reunirá peças de pintura, desenhos, colagens e cenários de teatro, para divulgar “um capítulo essencial, mas menos conhecido da arte de vanguarda ocidental”.
O The Guardian cita a colecionadora de arte Francesca Thyssen-Bornemisza, indicando que os camiões que levaram as obras de arte “fizeram-no em total secretismo para proteger o maior e mais importante transporte de património cultural ucraniano que deixou o país desde o início da guerra”, em fevereiro deste ano.
Este projeto teve o apoio do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e do ministro da Cultura, Oleksandr Tkachenko, sublinha o museu.
O desenvolvimento das vanguardas na Ucrânia aconteceu num contexto sócio-político complexo: colapsaram impérios, decorreu a I Guerra Mundial e as revoluções de 1917, seguindo-se a Guerra da Independência (1917-1921), e a posterior criação da Ucrânia soviética.
A repressão estalinista contra os intelectuais ucranianos levou ao homicídio de dezenas de escritores, artistas e diretores de teatro, sobretudo por execução sumária, enquanto a fome matou milhões de cidadãos do país, entre 1932 e 1933, recorda a organização da exposição, em Madrid.
“Apesar deste trágico contexto histórico, a arte ucraniana viveu nesses anos um verdadeiro renascimento e um período de experimentação artística”, que a mostra pretende recuperar.
O museu irá acolher um amplo percurso artístico, desde as pinturas neobizantinas dos seguidores de Mykhailo Boichuk e das obras experimentais dos membros da Kultur Lige, que tentaram promover a sua visão da arte contemporânea ucraniana e iídiche, até às peças de Kazymyr Malevych e El Lissitzky, artistas por excelência da vanguarda internacional que trabalharam na Ucrânia e deixaram uma marca significativa no desenvolvimento da cena artística daquele país e no Modernismo europeu.
Também estarão representados artistas que se tornaram figuras de renome internacional, depois de terem nascido e começado a trabalhar na Ucrânia, como Alexandra Exter, Wladimir Baranoff-Rossiné e Sonia Delaunay, que viveu alguns anos em Portugal, convivendo com artistas como Amadeo de Sousa Cardoso e Almada Negreiros.
O Museu Thyssen-Bornemisza assegura, na informação, que esta é a exposição mais completa já realizada da arte ucraniana de vanguarda, contando com empréstimos de instituições como o Museu Nacional e do Museu do Teatro, da Música e do Cinema da Ucrânia, com os quais diz querer “celebrar o dinamismo e diversidade da cena artística ucraniana, enquanto salvaguarda o património do país durante a atual intolerável ocupação do seu território por parte da Rússia”.
Indica ainda que, depois de Madrid, a exposição – que também inclui obras cedidas por colecionadores privados e tem como comissários Konstantin Akinsha, Katia Denysova e Olena Kashuba-Volvach - irá a seguir para o Museu Ludwig, em Colónia, na Alemanha.
“Trazer estas peças com segurança não decorreu sem riscos, mas a prioridade de o fazer prevaleceu, porque os militares russos demonstraram um contínuo desrespeito pela convenção internacional de Haia”, disse ainda ao jornal britânico Francesca Thyssen-Bornemisza.
A colecionadora e mecenas cultural acrescentou que “as tropas russas têm instigado o roubo massivo em todos os territórios ocupados na Ucrânia, onde foram destruídos mais de 500 edifícios e monumentos do património cultural”.
“Esta exposição vai ser uma poderosa lembrança de que a História se repete e que estamos muito perto de um novo desastre”, alertou, comentando que a Rússia “não pretende apenas roubar território, mas também controlar a narrativa do património cultural ucraniano”.
A exposição vai abrir com uma mensagem de vídeo do presidente Volodymyr Zelenskiy, e está previsto um simpósio sobre o papel da solidariedade cultural em tempos de crises, ainda segundo o The Guardian.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/obras-raras-de-arte-ucraniana-escapam-as-bombas-em-kiev-para-exposicao-em-madrid
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Míssil que atingiu Polónia dá o alerta para a falta de proteção do céu da Europa de Leste: países afetados pedem reforço de armamento
Por Beatriz Maio em 13:58, 24 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O incidente na semana passada com dois mísseis que atingiram a Polónia e fizeram duas vítimas mortais desencadeou uma nova preocupação: a proteção dos céus da Europa de Leste que se revelaram inseguros e vulneráveis.
Especulou-se que pudesse ser um ataque russo a um Estado membro da União Europeia (UE) e da NATO, mas esclareceu-se que seria provavelmente um míssil de defesa aérea ucraniana que aterrou por engano na Polónia, intercetando um míssil russo. Contudo, os países membros de ambas as organizações perceberam que seria necessário repensar nos planos de defesa de vários países, devido ao sentimento de insegurança e desproteção, informa o El País.
Berlim decidiu, portanto, oferecer à Polónia sistemas de defesa aérea que tem em reserva, os Patriots americanos, para além do patrulhamento aéreo com os seus aviões Eurofighter, oferta que Varsóvia aceitou. Atualmente, estão a considerar onde colocar as duas unidades deste sistema de mísseis terra-ar de longo alcance de fabrico norte-americano.
O ministro da Defesa polaco Mariusz Blaszczak recebeu a proposta alemã, na segunda-feira, com “grande satisfação” e revelou que provavelmente os posicionaria “perto da fronteira”. No entanto, no final de quarta-feira, depois de saber dos bombardeamentos russos a infraestruturas ucranianas, que deixaram uma dúzia de mortos e falhas de energia em Kiev e outras cidades, Blaszczak admitiu ter pedido à Alemanha para desviar os Patriots para a Ucrânia.
“Isto evitará mais baixas e apagões na Ucrânia e aumentará a segurança na nossa fronteira oriental”, explicou na sua conta do Twitter ao referir-se a uma proposta que exige a aprovação da Alemanha e dos Estados Unidos da América (EUA), fabricante dos mísseis.
Os países pertencentes à NATO mais próximos territorialmente da ameaça russa e que há anos alertam para o risco das políticas “imperialistas e expansionistas” do Kremlin, estão em alerta: Os Bálticos e a Polónia já gastam uma percentagem significativa do seu PIB em equipamento de defesa, enquanto a Estónia mais de 3 por cento.
Porém, perante a ameaça constante do presidente da Rússia, Vladimir Putin, muitos países pretendem aumentar a despesa. “O episódio dos mísseis acelerou os esforços dos Estados para se protegerem melhor. Há uma preocupação crescente de que tal acidente possa voltar a acontecer”, esclarece o analista de defesa no Conselho Europeu das Relações Externas (ECFR) Rafael Loss.
“Os sistemas antiaéreos aumentam a sensação de segurança de poder lidar tanto com outro míssil perdido como com um ataque deliberado e reduzem o risco de escalada”, acrescenta Rafael Loss.
A explosão na Polónia, o primeiro golpe direto e mortal na guerra da Rússia sobre a Ucrânia em território da UE e da NATO, fez soar o alarme na Lituânia, membro da Aliança Atlântica desde 2004, que também quer reforçar as suas defesas aéreas o mais rapidamente possível.
O conselho de segurança nacional do país decidiu acelerar a compra de mísseis antiaéreos de médio alcance, segundo o conselheiro do presidente Gitanas Nauseda que revelou que a conceção de um novo sistema de defesa aérea para a região é “uma prioridade”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A ONU confirmou, desde o início da guerra, a morte de 6.595 civis e 10.189 de feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/missil-que-atingiu-polonia-da-o-alerta-para-a-falta-de-protecao-do-ceu-da-europa-de-leste-paises-afetados-pedem-reforco-de-armamento/
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Presidente bielorrusso avisa que Ucrânia será destruída se não negociar
Lusa
24 nov 2022 14:21
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, pediu hoje à Ucrânia para negociar um acordo com a Rússia, para acabar com o conflito, avisando que, caso contrário, o país será totalmente destruído.
"É preciso parar. Temos de acabar com isto. Porque o que se seguirá será a destruição total da Ucrânia", alertou o Presidente bielorrusso, aliado de Moscovo, perante um grupo de jornalistas russos, à margem da cimeira da Organização do Tratado de Segurança Coletiva pós-soviética, que se realizou na quarta-feira em Erevan.
Lukashenko - que ressalvou não querer pressionar o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky - disse que "tudo depende da Ucrânia", ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade da assinatura de um tratado de paz entre Kiev e Moscovo.
O Presidente bielorrusso admitiu que este objetivo é "difícil, complicado, mas necessário".
Hoje, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha dito que a Ucrânia depende de si própria, para "recuperar a normalidade", bastando que atenda "às exigências do lado russo e, assim, colocando um fim ao sofrimento da população civil".
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
RJP // APN
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/presidente-bielorrusso-avisa-que-ucrania-sera_637f80f0bf437b4323db02af
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Ucrânia multa autarca de Kharkiv por falar e escrever em russo
24 de novembro 2022 às 16:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/24/838149.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
A lei, de acordo com a Europa Press, colocava mesmo antes da guerra o ucraniano como a língua a ser utilizada em todo o território.
O Presidente da Câmara da cidade de Kharkiv, na Ucrânia, foi esta quinta-feira multado em quase 100 euros pelas autoridades do país por ter falado russo na televisão e ter escrito na mesma língua nas redes sociais.
A lei, de acordo com a Europa Press, colocava mesmo antes da guerra o ucraniano como língua a veicular em todo o território.
O autarca foi multado no valor de 3.400 hryvnas (cerca de 93 euros) pelo uso de "linguagem profana" durante transmissões oficiais de televisão, bem como no Facebook e Telegram, indicou a Comissão para a Proteção da Língua do Estado
A sanção entra em vigor no dia 4 de dezembro, data em que culminarão as quatro semanas que Terekhov terá para recorrer.
Igor Terekhov, autarca de Kharkiv desde 11 de novembro de 2021, foi denunciado por várias autoridades regionais .
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786318/ucr-nia-multa-autarca-de-kharkiv-por-falar-e-escrever-em-russo-
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Milhões de ucranianos continuam sem eletricidade após ataques russos
MadreMedia / Lusa
24 nov 2022 17:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia, incluindo a capital Kiev, está hoje, em grande parte, sem eletricidade e água corrente, um dia depois de uma nova vaga de bombardeamentos russos contra diversas infraestruturas energéticas do país.
Nove meses após o início da invasão russa, milhões de ucranianos vão passar o dia sem eletricidade e aquecimento e em Kiev, já atingida por condições meteorológicas típicas do inverno (chuva e neve), cerca de 70% da população da capital ficou sem fornecimento de energia hoje de manhã, segundo a autarquia da cidade.
O abastecimento de água foi restabelecido ao início da tarde, de acordo com a mesma fonte, numa altura em que as temperaturas mal ultrapassaram os zero graus Celsius.
O Ministério da Defesa russo assegurou que os seus bombardeamentos não atingiram Kiev, acusando a defesa antiaérea ucraniana de ser responsável pelos danos na capital.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, próxima da fronteira com a Rússia, “problemas de fornecimento de eletricidade” persistiram, disse o governador da região, Oleg Synegoubov.
O resto da Ucrânia também foi afetado fortemente pelos cortes de energia elétrica, que tem vindo a ser restabelecida gradualmente.
As autoridades de saúde estão particularmente preocupadas com o efeito dos cortes de energia na população, quando as temperaturas na Ucrânia atingem valores muito baixos.
“Os apagões na Ucrânia causados por ataques às infraestruturas de energia estão a colocar milhões de civis em perigo. (…) À medida que o inverno se aproxima e as temperaturas caem, isso afetará as pessoas em áreas próximas e mais distantes da linha de frente, que passaram por condições muito difíceis nos últimos oito meses”, disse hoje o coordenador-geral dos Médicos Sem Fronteiras, Christopher Stokes.
Numa intervenção por videoconferência perante o Conselho de Segurança da ONU, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou, na quarta-feira, os ataques russos contra as infraestruturas de energia, classificando-as como um “crime contra a Humanidade”.
Nas últimas horas, as três centrais nucleares sob o controlo de Kiev foram novamente ligadas à rede de distribuição de energia, prevendo-se que possam abastecer as casas sem eletricidade ainda hoje à noite.
“Se não houver novos ataques, poderemos reduzir significativamente a falta (de eletricidade) no sistema de energia até ao final do dia”, disse o ministro da Energia ucraniano, Guerman Galushchenko.
A Rússia disparou cerca de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia, na quarta-feira, dos quais 51 foram abatidos, segundo Kiev.
Os ataques visaram essencialmente as infraestruturas de energia, que já se encontravam danificadas por outras vagas de bombardeamentos.
No total, “oito instalações de energia” foram afetadas, disse o procurador-geral ucraniano, Andri Kostine, acrescentando que 10 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/milhoes-de-ucranianos-continuam-sem-eletricidade-apos-ataques-russos
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EUA avisam: Putin pode usar ‘Novichok’ em ataque com armas químicas na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:20, 24 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Na eventualidade da Ucrânia continuar a reconquistar territórios, e os russos continuarem a somar derrotas na frente de guerra, Putin poderá recorrer ao Novichok num eventual ataque com armas químicas que causaria centenas de mortos. O aviso é feito por seis oficiais militares dos EUA.
Segundo o Politico, que cita fontes da Casa Branca, a administração do presidente norte-americano Joe Biden já está a trabalhar com os aliados do Ocidente para preparar um eventual ataque desta natureza. De acordo com os responsáveis, Putin recorrerá a armas químicas, como agentes neurotóxicos, para causar muitas mortes, ainda antes de ter de recorrer a um conflito nuclear com a NATO.
O Novichok, que significa ‘novato’ em russo, foi desenvolvido pela União Soviética nos anos 70 como uma arma química que seria mais difícil de detetar, mais potente que outros agentes neurotóxicos, e não prevista no Tratado de Armas Químicas.
O Novichok é uma substância neurotóxica, oito vezes mais potente que agentes como o VX, que pode ser disseminada em estado líquido, sólito (em pós) ou pulverizada. Tal como outros agentes nervosos, bloqueia as mensagens dos nervos para os músculos, causando um total colapso das funções corporais. Os efeitos são muito rápidos após a exposição: primeiro uma contração excessiva das pupilas, depois convulsões e vómitos, paralisia corporal, até à morte.
O químico, recorde-se esteve envolvido no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal, e da sua filha Yulia, em 2018, bem como no caso do opositor russo Alexei Navalny.
Normalmente é usado para alvos individuais, mas, segundo relatam fontes governamentais, Moscovo pondera usar esta e outras substâncias químicas em ataques massivos, lançados em larga-escala contra a população ucraniana.
Alguns destes agentes podem ser transformados em aerossóis, ou até lançados com um explosivo para infligir grandes danos, especialmente humanos, em determinada região.
Estes novos receios surgem depois de relatos de a Rússia alegar que a Ucrânia estaria a preparar um ataque com uma ‘bomba suja’. Após uma série de inspeções, a Agência Internacional de Energia Atómica não encontrou quaisquer provas de que Kiev estivesse a preparar tal arma.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-avisam-putin-pode-usar-novichok-em-ataque-com-armas-quimicas-na-ucrania/
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Europa do Leste está a produzir armas e outros equipamentos militares ao maior ritmo desde a Guerra Fria
Por Beatriz Maio em 17:36, 24 Nov 2022
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A indústria de armamento da Europa de Leste está a produzir cada vez mais armas, cartuchos de artilharia e outros equipamentos militares a um ritmo que não se assiste desde a Guerra Fria, uma vez que vários governos desta região estão a ajudar a Ucrânia a defender-se da invasão russa.
Os aliados têm fornecido a Kyiv armas e equipamento militar desde que a Rússia invadiu o seu território a 24 de fevereiro e foi esgotando o armamento de que dispunha. Também os Estados Unidos da América (EUA) e a Grã-Bretanha prestaram ajuda militar direta à Ucrânia, assim como a Estónia, Letónia e Lituânia, de acordo com o Instituto de Kiel para a Economia Mundial.
Embora vejam a Rússia como líder da antiga União Soviética, alguns países do Pacto de Varsóvia encaram a ajuda à Ucrânia como uma questão de segurança regional, porém funcionários governamentais e empresariais e analistas explicam que a guerra “apresentou novas oportunidades para a indústria de armamento da região”, informa a Reuters.
“Tendo em conta as realidades da guerra em curso na Ucrânia e a atitude visível de muitos países no sentido de aumentar as despesas no domínio dos orçamentos de defesa, existe uma oportunidade real de entrar em novos mercados e aumentar as receitas de exportação nos próximos anos”, comentou o CEO do Grupo de Armamento Polaco (PGZ) Sebastian Chwalek.
A PGZ estatal controla mais de 50 empresas que fabricam armas e munições, desde transportadores blindados a sistemas aéreos não tripulados, e detém participações em mais dezenas de empresas. Durante a próxima década, planeia investir até oito mil milhões de zlotys (1,8 mil milhões de dólares), mais do dobro do seu objetivo anterior à guerra, partilhou Chwalek, acrescentando que “isto inclui novas instalações localizadas mais longe da fronteira com a Bielorrússia, aliada da Rússia, por razões de segurança”.
Outros fabricantes também estão a aumentar a capacidade de produção e a contratar trabalhadores, empresas e funcionários governamentais da Polónia, Eslováquia e República Checa, segundo o CEO do PGZ.
Após o ataque da Rússia, alguns militares e fabricantes da Europa Oriental forneceram todas as armas e munições da era soviética que tinham, enquanto Kyiv esperou pelo equipamento da NATO proveniente do Ocidente. Como os stocks diminuíram, os fabricantes de armas aumentaram a produção tanto de equipamento mais antigo como moderno para manter o fornecimento.
O fluxo de armas ajudou a Ucrânia a fazer frente às forças russas e a recuperar partes ocupadas do seu território na sequência da ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia que causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/europa-do-leste-esta-a-produzir-armas-e-outros-equipamentos-militares-ao-maior-ritmo-desde-a-guerra-fria/
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Se a Estónia for atacada será “completamente destruída”. País teme ataque da Rússia e procura abrigos anti bomba
Por Beatriz Maio em 19:23, 24 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O governo da Estónia está a procurar instalações que possam servir como abrigos anti bomba no meio de um crescente medo de um possível ataque da Rússia. As autoridades do país estiveram em edifícios públicos, escolas e centros comerciais na esperança de encontrar espaços que possam proteger os cidadãos.
Desde junho que a Estónia tem sinalizado abrigos públicos com triângulos azuis num fundo cor-de-laranja, porém o receio que advém da guerra na Ucrânia faz com que surja necessidade de encontrar locais com melhor proteção.
“Há dez anos, a narrativa predominante era que não haveria mais batalhas convencionais, nem foguetes”, comentou o ministro do Interior Lauri Laanemets destacando a importância de o país “se preparar para o pior”.
Abrigos utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, quando os aviões soviéticos bombardearam repetidamente a cidade, como os túneis Bastion que abrigam centenas de pessoas podem voltar a ser necessários. Esta opção tinha sido já considerada em outubro durante uma visita dos ministros da Polónia e Finlândia, altura em que os finlandeses começaram a atualizar a sua rede de mais de 50 mil abrigos de defesa civil construídos ao longo das últimas oito décadas.
O ministro da Estónia mencionou, nesta visita, que o país negligenciou as suas infraestruturas durante três décadas. “Serão necessários alguns anos para equipar os edifícios residenciais de forma a que se tornem abrigos básicos”, disse Laanemets salientando que levará “décadas a desenvolver uma rede de abrigos altamente seguros e construídos propositadamente”.
Ainda assim, os líderes da Estónia defenderam perante a população que o Kremlin não representa atualmente uma ameaça direta e que a NATO fornece a garantia de segurança. Porém, quase um terço dos inquiridos num inquérito lançado pelo governo a 9 de novembro acreditam na probabilidade de o país sofrer um ataque militar.
Há muito que a Estónia tem uma relação difícil com Moscovo que se agravou com a invasão da Ucrânia e ataques cibernéticos, simulações de ataques com mísseis e avisos da Rússia em como poderia desligar a rede elétrica do país.
A primeira-ministra Kaja Kallas referiu a ansiedade da Estónia ao mencionar que se for atacada pela Rússia como a Ucrânia será “completamente destruída”, dada a sua dimensão e capacidade de contra-ataque.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/se-a-estonia-for-atacada-sera-completamente-destruida-pais-teme-ataque-da-russia-e-procura-abrigos-anti-bomba/
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Europa central prevê nova vaga de refugiados ucranianos e pede ajuda a Bruxelas
MadreMedia / Lusa
24 nov 2022 19:25
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A República Checa, a Polónia, a Hungria e a Eslováquia preveem uma nova vaga de refugiados ucranianos depois dos últimos ataques russos e devido ao inverno, e pediram à Comissão Europeia (CE) ajuda adicional para os receberem.
O pedido surge um dia antes da reunião extraordinária sobre migrações que os ministros do Interior dos 27 vão realizar esta sexta-feira em Bruxelas, convocada pela Presidência checa da União Europeia (UE).
“Vem aí mais uma vaga de refugiados”, previu o chefe do Executivo polaco, Mateusz Morawiecki, numa conferência de imprensa na cidade eslovaca de Kosice, depois de participar numa cimeira do Grupo de Visegrado (V4), composta pelos quatro países da Europa central, dos quais três partilham uma fronteira com a Ucrânia.
Os seus primeiros-ministros manifestaram preocupação com o facto de milhões de ucranianos poderem fugir para o ocidente depois dos ataques russos e da situação precária que enfrentam devido à destruição das infraestruturas, que deixaram muitas regiões sem luz, aquecimento e água.
“Exortamos hoje Bruxelas a tomar medidas preventivas rápidas e a ajudar mais os países (de acolhimento), devido aos elevados custos que os refugiados implicam”, disse Morawiecki.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Polónia recebeu mais de quatro milhões de refugiados ucranianos.
Por outro lado, o primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán, lembrou que a imigração de outras regiões, principalmente do Médio Oriente, também aumentou este ano.
“Fazemos um pedido para que a UE nos liberte de parte deste peso”, apelou Orbán depois de recordar que o seu país, além da chegada de um milhão de ucranianos, registou também um aumento de entradas ilegais na sua fronteira sul de pessoas que chegam através da chamada rota dos Balcãs.
A guerra lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
A ONU apresentou também como confirmadas desde o início da guerra a morte de 6.595 civis e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/europa-central-preve-nova-vaga-de-refugiados-ucranianos-e-pede-ajuda-a-bruxelas
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Guerra na Ucrânia: Putin ordena envio de mais armamento “de qualidade” ao Exército russo
Por MultiNews com Lusa em 19:25, 24 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou hoje o fornecimento de mais armamento “de qualidade” às tropas que combatem na Ucrânia, quando se cumprem nove meses do início da campanha militar desencadeada por Moscovo.
“É importante não apenas aumentar o volume e a variedade dos fornecimentos, mas também melhorar a sua qualidade”, disse Putin durante uma reunião do Conselho Coordenador destinado a garantir as necessidades das Forças Armadas.
Putin pediu a melhoria do funcionamento do mecanismo de comunicação entre os militares, os produtores e os fabricantes, com o objetivo de introduzir correções nos pedidos quando seja necessário.
“Não há necessidade de introduzir medidas extraordinárias. Mas temos de pôr em marcha um trabalho preciso, de qualidade, bem coordenado. Isso é sempre útil, mas neste caso é simplesmente necessário garantir oportunamente tudo o que seja necessário para as nossas Forças Armadas durante a operação militar especial”, indicou, utilizando a designação dada pelo Kremlin à invasão da Ucrânia.
Neste sentido, considerou que os soldados no terreno devem receber o armamento e equipamento em datas e quantidades previamente determinadas.
Os serviços de informações norte-americano e britânico indicam desde há alguns meses que o Exército russo enfrenta escassez de efetivos, armamento e munições na Ucrânia.
O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, considerou na quarta-feira que a Rússia enfrenta uma “penúria significativa” de munições para a sua artilharia, em grande medida devido aos problemas logísticos que enfrenta e que poderão limitar no futuro as suas operações no terreno.
Austin também garantiu que as tropas russas possuem cada vez manos mísseis de precisão e que a sua indústria de Defesa enfrenta graves dificuldades para fabricar com rapidez novo armamento teleguiado.
Diversos peritos europeus citados por diversos ‘media’ têm considerado que a retirada russa do terço norte da região de Kherson foi motivada, mais que o avanço do inimigo ou problemas de abastecimento, pela escassez de munições, que apenas chegariam para mais um mês de combates.
No caso dos mísseis de cruzeiro Iskander, que provocaram elevados danos na infraestrutura militar e civil ucraniana, a Rússia apenas disporia de mais 120 unidades.
Perante a impossibilidade de garantir avanços significativos no campo de batalha, o Exército russo optou por desencadear bombardeamentos massivos contra a infraestrutura energética ucraniana e quando se aproxima o inverno, com Kiev a pedir ao ocidente o urgente envio de baterias antiaéreas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/guerra-na-ucrania-putin-ordena-envio-de-mais-armamento-de-qualidade-ao-exercito-russo/
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Visto do espaço: imagens de satélite mostram impressionante ‘apagão’ na Ucrânia após ataques russos
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:28, 24 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/nasa.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Foram divulgadas imagens de satélite impressionantes que mostram a dimensão do ‘apagão’ elétrico que assolou a Ucrânia, após a Rússia ter voltado a atacar uma série de infraestruturas da rede de distribuição, em várias regiões ucranianas, esta quarta-feira
As imagens de satélite, captadas à noite pela NASA e divulgadas pela Sky News, mostram quase todo o território ucraniano lançado na mais profunda escuridão, o que contrasta com as luzes que se veem a partir do espaço noutros países europeus, como mostra a fotografia.
“Estas imagens cinzentas de satélite, partilhadas pela NASA, mostram uma escuridão que cobre a maior parte da Ucrânia, durante a noite. Hoje, o fornecimento de energia está, lentamente, a ser restabelecido”, acrescenta a mesma publicação.
Após os ataques, Kiev já lançou um alerta à população, da cidade e de todos os territórios ucranianos, para que se preparem para aquele que será “o inverno mais difícil desde a II Guerra Mundial”, avisando que serão possíveis cortes de água, energia e até evacuação de localidades.
Já esta quarta-feira o operador de energia ucraniano DTEK garantiu que o fornecimento de energia a todas as infraestruturas essenciais, como hospitais e centrais de distribuição de água, foi totalmente reposto, adiantando que os consumidores iam sendo “gradualmente” novamente ligados à rede elétrica nacional.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/visto-do-espaco-imagens-de-satelite-mostram-impressionante-apagao-na-ucrania-apos-ataques-russos/
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Varsóvia rejeita sistema antimísseis de Berlim e diz que deveria ir para Kiev
MadreMedia / Lusa
24 nov 2022 23:26
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Fonte de imagem: Lusa
O Governo polaco rejeitou hoje um sistema antimísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.
A resposta da Polónia à oferta alemã foi recebida pela Ucrânia, que está desesperada para proteger o seu espaço aéreo, enquanto bombardeamentos russos danificam as estruturas de energia em todo o país.
Mas, entretanto, a ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, salientou que a utilização dos sistemas de defesa da NATO fora do seu território precisa ser acordada por todos os Estados-membros.
“É importante para nós que a Polónia possa contar com aliados para que haja apoio entre todos, mesmo em tempos difíceis”, disse Lambrecht à imprensa em Berlim.
“É por isso que nos oferecemos para apoiar o policiamento aéreo e os [mísseis] Patriot, que fazem parta de uma defesa aérea integrada da NATO, ou seja, destinam-se ao território da NATO. Se foram usados fora da área da NATO, isso deve ser previamente acordado com a NATO e com os aliados”, acrescentou.
Na Polónia, os críticos do partido populista no poder acusaram-no de sacrificar a segurança do país com uma guerra vizinha na Ucrânia em prol de um combate político doméstico que explora o sentimento antialemão para lucros de curto prazo.
“Esta proposta afeta a credibilidade da Polónia e, pior de tudo, a sua segurança. Os alemães recebem um sinal claro de que não queremos a ajuda deles, o potencial de defesa do céu polaco vai ser menor. Na pior guerra na Europa desde 1945, este é um erro imperdoável”, escreveu o vice-editor diário Rzeczpospolita, Michal Szuldrzynski.
O partido populista no poder da Polónia, que vai enfrentar eleições no próximo outono e que vê a sua popularidade prejudicada devido a uma inflação de 18%, vem a intensificar a sua mensagem antialemã — que há muito faz parte da sua retórica.
Após a invasão russa da Ucrânia, a NATO reforçou as suas defesas ao longo do seu flanco oriental, incluindo a Polónia, enquanto Varsóvia trabalhou para fortalecer as suas forças armadas com a aquisição de armas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/varsovia-rejeita-sistema-antimisseis-de-berlim-e-diz-que-deveria-ir-para-kiev
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Kremlin ataca os LGBT numa batalha por "mentes e almas"
25 de novembro 2022 às 09:53
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/25/838206.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Foi proibida a “propaganda LGBT+” para adultos na Rússia, algo que o Kremlin vê como “um elemento de guerra híbrida”.
Enquanto toda a gente fala dos abusos contra pessoas LGBT+ no Qatar, o seu antecessor como anfitrião do Campeonato do Mundo parece não ter querido ficar para trás. A Duma, ou Parlamento russo, já tinha proibido “propaganda LGBT” dirigida às crianças, em 2013, e esta quinta-feira aprovou a criminalização de “propaganda LGBT” para adultos. Uma manobra vista como uma tentativa de silenciar esta comunidade.
A nova legislação penaliza em até 400 mil rublos (o equivalente a 6,36 mil euros) os russos que “propagandizem relações sexuais não-tradicionais”, seja em filmes, livros, anúncios ou meramente em público. Chegando aos cinco milhões de rublos (80 mil euros) no caso de organizações, enquanto os estrangeiros arriscam ser condenados a 15 dias de prisão e depois expulsão do país, aumentando o clima de medo entre as pessoas LGBT+ que ainda não tenham fugido da Rússia.
Há muito que Vladimir Putin se tenta afirmar como um defensor dos supostos valores tradicionais, face àquilo que vê como a degeneração ocidental. É uma cruzada nos costume, por uma Rússia purificada, que ultimamente o regime tem tentado relacionar com a sua invasão da Ucrânia (ver página 7), ou “operação militar especial”, como o Kremlin lhe costuma chamar.
“LGBT hoje é um elemento de guerra híbrida. E nesta guerra híbrida temos de proteger os nossos valores, a nossa sociedade e as nossas crianças”, salientara Alexander Khinshtein, dirigente do Rússia Unida e um dos deputados proponentes da nova legislação contra a “propaganda LGBT”. Explicando que “a operação militar especial tem lugar não só no campo de batalha, mas também nas mentes e almas das pessoas”.
Se o regime de Putin já contava com o apoio do líder da Igreja Ortodoxa russa, Cirilo de Moscovo, este ainda ficou mais cimentado com esta legislação, entusiasticamente apoiada pelo patriarca. Aliás, nos últimos meses o regime tem pintado a sua invasão em tons cada vez mais religiosos. O Kremlin já não fala tanto em querer exterminar nazis, nos seus canais de propaganda ouve-se cada vez mais referência a “dessatanizar” a Ucrânia, como descreveu um dos ideólogos favoritos de Putin, Alexander Dugin. Algo repetido pelo líder checheno, Ramzan Kadyrov, cujas milícias têm ganho destaque com a guerra e que há anos era conhecido mundialmente pela brutalidade com que perseguia pessoas LGBT+.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786374/kremlin-ataca-os-lgbt-numa-batalha-por-mentes-e-almas
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UE quer apertar sanções à Rússia e envia 2,5 mil milhões de euros a Kiev
25 de novembro 2022 às 09:56
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/25/838207.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
A economia ucraniana resiste, apesar das perdas. Kiev conta com apoio internacional para sustentar tropas, mas sobra pouco para reconstruir.
Enquanto a Ucrânia recebia mais uma tranche de 2,5 mil milhões de euros de apoios europeus, esta quinta-feira, Bruxelas preparava-se para apertar as sanções à Rússia. É que, por mais que as forças de Kiev tenham conseguido ganhar ímpeto no campo de batalha, na retaguarda também se combate, de maneira a manter à tona a economia ucraniana. Ao mesmo tempo que os países da NATO tentam devastar a economia russa, para prejudicar o esforço de guerra do Kremlin ou até, quem sabe, virar a opinião pública contra o regime de Vladimir Putin.
“Estamos a trabalhar no duro para atingir a Rússia onde dói”, prometeu Ursula von der Leyen, explicando que já se está a trabalhar para apresentar um novo pacote de sanções europeias. “E estou confiante que muito em breve iremos aprovar um limite global no preço do petróleo russo com o G7 e outros parceiros de destaque”, assegurou a presidente da Comissão Europeia. Na prática, significará que as empresas ficam proibidas de transportar, fornecer seguros ou financiar a compra de petróleo russo acima deste limite.
A Bloomberg avançou que o limite discutido entre a UE e o G7 está entre os 60 e os 70 dólares por barril. O que pode ser mais fogo de vista do que outra coisa, dado que o petróleo russo tem sido vendido a preços de desconto, muito abaixo disso. Já Von der Leyen garantiu que os europeus não têm poupado esforços. “Não vamos descansar até que a Ucrânia tenha prevalecido sobre Putin e a sua guerra ilegal e bárbara”.
Já os custos de reconstruir a Ucrânia depois do fim da guerra aumentam de dia para dia, alertou Serhiy Marchenko, ministro das Finanças ucraniano. Sendo que em agosto o Banco Mundial estimou que seriam precisos mais de cem mil milhões de euros para reparar a infraestrutura do país, sem contar com as enormes perdas humanas.
Os atuais níveis de apoio financeiro do Ocidente a Kiev deverá chegar para “manter o Governo a funcionar”, explicou Marchenko. No entanto, com a guerra a decorrer, não surpreende que o grosso do orçamento sirva para sustentar os militares, sobrando pouco para começar a reconstruir. Arriscando deixar a população numa situação terrível, sobretudo devido aos ataques da Rússia contra a infraestrutura energética ucraniana. E é muito difícil tropas combaterem com motivação quando sabem que as suas famílias estão a passar mal com frio em casa.
Entretanto, a economia ucraniana tem sofrido mas teima em resistir, contra todas a expectativas. “Negócios que são mais móveis relocalizaram para partes mais seguras, levando a crescimento regional”, destacando-se os negócios de IT, explicou Dmitriy Sergeyev, professor de Economia na Universidade Bocconi, num artigo no Conversation. Claro que outras indústrias sofreram, vendo-se uma quebra brutal de 37,2% no segundo trimestre de 2022. Daí que a Ucrânia precise tanto do apoio financeiro ocidental, para sustentar as suas tropas e os seus civis face à agressão da Rússia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786375/ue-quer-apertar-sancoes-a-r-ssia-e-envia-2-5-mil-milhoes-de-euros-a-kiev
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Autoridades pró-russas em Kherson acusam Ucrânia de executar centenas de civis
Por Beatriz Maio em 11:59, 25 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades pró-russas em Kherson, no sul do território ucraniano, denunciaram a alegada execução de pelo menos uma centena de civis pelas Forças Armadas ucranianas na capital da região.
O exército ucraniano é também alegadamente responsável pelo desaparecimento de pelo menos 200 pessoas detidas aleatoriamente, segundo alertou o conselheiro do governador pró-russo, Oleksander Malkevich.
Kherson é o local de recrutamento de militares ucranianos, agentes do Serviço de Segurança e mercenários estrangeiros, cujo principal objetivo “é deter civis em massa para tentar trocá-los por soldados ucranianos capturados pelas forças russas no decurso da guerra”, revelou Malkevich à agência noticiosa TASS.
Para além desta acusação, a Administração Militar Regional de Kherson relatou que pelo menos quatro pessoas foram mortas e dez feridas, na passada quinta-feira, segundo a agência noticiosa Ukrinform. “Por volta das 5 da manhã (hora local), os invasores russos dispararam fogo de artilharia sobre uma área residencial da cidade”, pode ler-se na conta oficial do Telegram do chefe da administração regional, Yaroslav Yanushevich.
“Devido ao bombardeamento, um edifício de arranha-céus incendiou-se. Os projéteis inimigos também atingiram o parque infantil”, acrescentou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU confirmou, desde o início da guerra, a morte de 6.595 civis e 10.189 de feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/autoridades-pro-russas-em-kherson-acusam-ucrania-de-executar-centenas-de-civis/
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Governo ucraniano acusa russos de deixarem explosivos em brinquedos
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 12:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo ucraniano acusou hoje as tropas russas de deixarem explosivos escondidos em brinquedos durante a sua retirada da cidade de Kherson, no sul do país, o que aumenta o perigo para a população civil.
O assessor do Ministério de Assuntos Internos da Ucrânia, Rostyslav Smirnov, fez esta declaração durante a transmissão de um programa de arrecadação de fundos para que é transmitido simultaneamente por todos os canais de televisão ucranianos, segundo a agência de notícias local Ukrinform.
Smirnov indicou que após a saída dos soldados russos da importante cidade que Moscovo chegou a ocupar totalmente, a principal tarefa do Exército ucraniano é desminar a área para a tornar segura.
“Atualmente, o foco principal é a desminagem. O número de minas é extremamente grande (em Kherson). Eu recebo constantemente documentos fotográficos (sobre munição descoberta) em brinquedos infantis, havia uma mina entre duas bolas de futebol (…)”, declarou o funcionário do Governo ucraniano.
Smirnov acrescentou que nos territórios libertados da região de Kherson e na sua capital, as equipas já retiraram mais de 5.000 objetos explosivos.
Os soldados russos abandonaram parte da região de Kherson e a sua capital homónima há apenas algumas semanas e retiraram-se para a margem direita do rio Dnieper, que divide a cidade.
Kherson, no sul da Ucrânia, é uma das quatro regiões ucranianas que a Rússia anexou unilateralmente, juntamente com a vizinha Zaporijia, bem como Lungansk e Donetsk, no leste do país.
Apesar da declaração de anexação, o Exército russo nunca controlou totalmente nenhuma dessas regiões e teve que se retirar de grande parte de Kherson após o avanço das tropas ucranianas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-ucraniano-acusa-russos-de-deixarem-explosivos-em-brinquedos
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Rússia pode precisar de 5 milhões de soldados para vencer a guerra, revela responsável da Ucrânia: Putin deve avançar com nova mobilização no final de 2022
Por Francisco Laranjeira em 12:25, 25 Nov 2022
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A Ucrânia referiu, esta sexta-feira, que a Rússia pode estar a procurar recrutar alguns milhões de soldados para lutar na Ucrânia além dos já convocados na recente mobilização parcial. Apesar de o Kremlin ter garantido que o projeto de Vladimir Putin, que visou a recruta de 300 mil reservistas, terminou oficialmente a 31 de outubro, o facto deste ainda não ter sido revogado gerou receios de que o presidente russo tenha essa opção em aberto.
Oleksiy Gromov, oficial do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, garantiu que num briefing da liderança política da Rússia circulou um documento intitulado “Conclusões da guerra com a NATO na Ucrânia” – segundo o responsável, o documento descreveu os problemas enfrentados pelas tropas russas, como deficiências na cadeia de comando, falta de disciplina e armas obsoletas.
No documento, segundo o responsável, pôde ler-se que “não houve tal guerra por mais de 80 anos, e para a Rússia alcançar a vitória, a composição numérica do seu exército deve ser de cerca de 5 milhões de militares”, apontou Gromov, citado pela agência estatal da Ucrânia, ‘Ukrinform’. É por isso expectável que a próxima onda de mobilização e a introdução da lei marcial no país podem decorrer “num futuro próximo”, avançou a Ukrinform – recorde-se que o pessoal total das formas armadas da Rússia atualmente é de cerca de 2 milhões de soldados.
Questionado sobre qual seria a resposta ucraniana a um aumento do exército russo, Gromov garantiu que esse trabalho “está em andamento” e os “cálculos são feitos quase diariamente”.
Na passada sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou que haveria uma “mobilização do país” depois de a publicação online Pravda.ru ter avançado que Putin faria um apelo até ao final de 2022 para um projeto nacional – a publicação acrescentou que o líder russo vai abordar “a mobilização de soldados e oficiais e a economia”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-pode-precisar-de-5-milhoes-de-soldados-para-vencer-a-guerra-revela-responsavel-da-ucrania-putin-deve-avancar-com-nova-mobilizacao-no-final-de-2022/
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Ucrânia: Kiev confirma ter matado até 10 conselheiros militares iranianos na Crimeia
Por Francisco Laranjeira em 14:58, 25 Nov 2022
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O secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Oleksiy Danilov, confirmou esta sexta-feira que o exército ucraniano matou vários conselheiros militares iranianos na Crimeia – em entrevista ao jornal britânico ‘The Guardian’, o responsável alertou ainda que qualquer iraniano encontrado num território ucraniano ocupado pela Rússia vai tornar-se um alvo militar.
Danilov assegurou que foram detetados na Crimeia vários assessores iranianos a prestar ajuda ao exército russo para pilotar os drones armados Shahed-136 fornecidos pelo regime de Teerão – no entanto, não especificou quantos foram mortos. Segundo a imprensa israelita, houve até 10 conselheiros que terão sido mortos durante a contra-ofensiva ucraniana naquela zona do país. Eles não deveriam estar onde estavam. Estavam no nosso território. Não os convidámos e se eles estão a colaborar com terroristas e a participar na destruição da nossa nação, devemos matá-los”, apontou Danilov.
A Ucrânia tem sido assolada por vários ataques aéreos russos, com recurso a drones e mísseis, que têm tido por alvo a infraestrutura de energia civil da Ucrânia, mergulhando-a em ‘blackouts’ quando o frio do inverno começa a surgir em todo o país.
Depois de inicialmente ter negado a presença de drones iranianos na Ucrânia, o Governo de Teerão veio a reconhecer ter fornecido um “pequeno número” de aeronaves não tripuladas para a Rússia meses antes de Vladimir Putin lançar uma invasão total da Ucrânia. Negou no entanto o envio de técnicos iranianos para ajudar os russos a pilotar os drones do teritório ocupado. Kiev já expressou o seu ceticismo sobre a versão dos eventos do Irão. “Os iranianos continuam a insistir que não são fornecedores de armas para a Federação Russa, mas precisamos de confirmação. Entendemos que essas coisas não voam sem que [as pessoas] aprendam como operá-las, e os russos não têm cérebro para descobrir por conta própria… No mundo moderno, não se pode esconder nada. É apenas uma questão de tempo até que isso se torne público”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-confirma-ter-matado-ate-10-conselheiros-militares-iranianos-na-crimeia/
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“Eu sinto a vossa dor”: Putin reúne-se com mães de soldados russos mobilizados para a Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:59, 25 Nov 2022
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Vladimir Putin reuniu-se esta sexta-feira com um grupo de mulheres que, segundo o Kremlin, são mães de jovens soldados russos, mobilizados para a frente de batalha na Ucrânia.
O encontro decorreu na casa do presidente da Rússia, nos arredores de Moscovo, e Putin tomou chá e comeu bolos e frutas com as mulheres. O encontro foi gravado pela televisão estatal, que divulgou as imagens.
Putin surge numa grande mesa de madeira, com as mães dos soldados ao seu lado e à sua frente, com taças com doces e frutos vermelhos frescos à frente de cada um dos intervenientes.
O chefe de Estado russo falou na reunião. “Eu quero que saibam: Nós partilhamos a vossa dor. Eu, pessoalmente, e toda a liderança do nosso país sentimos a vossa dor”, disse o presidente, dando a entender que algumas mães terão sido chamadas devido á morte dos filhos em combate.
“Nos entendemos que nada compensa a morte de um filho, uma criança”, disse Putin, que no entanto garantiu não ter “quaisquer arrependimentos” relacionados com a “operação militar especial na Ucrânia”, avisando as mãos dos soldado que algumas notícias sobre a guerra na Ucrânia não são de confiança.
“Há muitas notícias falsas, enganos e mentiras”, declarou Putin.
Nas imagens divulgadas, não se ouve qualquer comentário das mulheres que reuniram com o presidente da Rússia.
O encontro surge numa altura em que, segundo a Defesa do Reino Unido, Putin e o Kremlin temem que a revolta dos familiares dos soldados mobilizados no âmbito do decreto presidencial ganhe novos contornos, e que protestos e manifestações saiam a rua, subindo de tom o descontentamento popular com a ofensiva russa lançada há já nove meses contra a Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eu-sinto-a-vossa-dor-putin-reune-se-com-maes-de-soldados-russos-mobilizados-para-a-ucrania/
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Europa acusa Estados Unidos de lucrar com a guerra: aliança contra Putin começa a dar sinais de fraturas
Por Francisco Laranjeira em 11:57, 25 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A aliança do Ocidente contra Vladimir Putin começa a revelar fraturas, explicou esta sexta-feira o jornal ‘POLITICO’: as principais autoridades europeias estão furiosas com a Administração Biden e acusaram agora os americanos de fazer uma fortuna com a guerra enquanto os países da UE sofrem. “Se olharmos com seriedade, o país que mais lucra com esta guerra são os Estados Unidos, porque vendem mais gás a preços mais altos e porque estão a vender mais armas”, garantiu um alto funcionário europeu à publicação. “Os Estados Unidos precisam de perceber que a opinião pública está a mudar em muitos países da UE.”
Os comentários europeus são reflexo dos subsídios americanos que ameaçam destruir a indústria europeia. O diplomata-chefe da UE, Josep Borrell, pediu a Washington que responda às preocupações europeias. “Os americanos – nossos amigos – tomam decisões que têm impacto económico sobre nós”, frisou, em entrevista.
O maior ponto de tensão nas últimas semanas foram os subsídios e impostos verdes de Biden que, segundo Bruxelas, desviam injustamente o comércio da UE e ameaçam destruir as indústrias europeias – apesar das objeções formais da Europa, Washington não deu qualquer sinal que pretende recuar.
Enquanto tentam reduzir a sua dependência da energia russa, a UE voltou-se para o gás dos EUA – mas o preço que os europeus pagam é quase quatro vezes mais alto do que os mesmos combustíveis nos Estados Unidos. É demais para os responsáveis de Bruxelas – o presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu que os altos preços do gás nos EUA não são “amigáveis” e o ministro da Economia da Alemanha pediu a Washington que mostre mais “solidariedade” e ajude a reduzir os custos de energia.
Diversos ministros e diplomatas expressaram a sua frustração com a forma como o Governo de Biden simplesmente ignorou o impacto das suas políticas económicas domésticas sobre os aliados europeus. Quando os líderes da UE enfrentaram Biden sobre os altos preços do gás nos EUA na reunião do G20 em Bali na semana passada, o presidente americano simplesmente parecia não saber do assunto, segundo revelou fonte próxima. Outros funcionários e diplomatas da UE concordaram que a ignorância americana sobre as consequências para a Europa era um grande problema.
A crescente disputa sobre a Lei de Redução da Inflação (IRA) de Biden – um enorme pacote financeiro de impostos, clima e saúde – reacendeu os receios sobre uma guerra comercial transatlântica no topo da agenda política novamente. “A Lei de Redução da Inflação é muito preocupante”, explicou a ministra holandesa do Comércio, Liesje Schreinemacher. “O impacto potencial na economia europeia é muito grande.”
“Os EUA estão a seguir uma agenda doméstica, que é lamentavelmente protecionista e discriminatória contra os aliados”, criticou Tonino Picula, o principal representante do Parlamento Europeu para as relações transatlânticas.
O fornecimento militar à Ucrânia também tem sido uma pedra divisora entre os aliados – os Estados Unidos são de longe o maior apoiante da Ucrânia, com mais de 15,2 mil milhões de dólares em armas e equipamentos fornecidos desde o início da invasão. Segundo Josep Borrell, a assistência da UE cifra-se em cerca de 8 mil milhões de euros. No entanto, a reposição de algumas armas sofisticadas pode demorar “anos” devido a problemas na cadeia de abastecimento e na produção de chips, o que faz potenciar os receios de que a indústria de armamento dos Estados Unidos possa lucrar ainda mais com a guerra.
O Pentágono já desenvolveu um plano para acelerar a venda de armas como forma de resposta à pressão dos aliados em repor os stocks já reduzidos de armas e equipamentos em solo europeu. Um diplomata europeu argumentou que o “dinheiro que eles estão a ganhar com armas” pode ajudar os americanos a perceber “que ganhar todo esse dinheiro com a energia pode ser um pouco demais” – um desconto nos preços do gás poderia ajudar a “manter unidas as nossas opiniões públicas” e negociar com países terceiros o abastecimento de gás. “Não é bom, em termos de ótica, dar a impressão que o seu melhor aliado está, na verdade, a tirar enormes lucros dos seus problemas”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/europa-acusa-estados-unidos-de-lucrar-com-a-guerra-alianca-contra-putin-comeca-a-dar-sinais-de-fraturas/
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NATO destaca "início horrível do inverno" na Ucrânia e promete ajuda
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 11:30
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, admitiu hoje o "início horrível do inverno" na Ucrânia devido à escalada de ataques russos, prometendo apoio às autoridades ucranianas "o tempo que for necessário".
“O Presidente [russo, Vladimir] Putin está a falhar na Ucrânia e está a responder com mais brutalidade [com] vagas de ataques deliberados de mísseis contra cidades e infraestruturas civis, privando os ucranianos de calor, luz e comida. Este é um início horrível do inverno para a Ucrânia”, disse Jens Stoltenberg, em conferência de imprensa em Bruxelas.
Falando à imprensa dias antes de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO se reunirem na Roménia, na terça-feira e quarta-feira, o responsável admitiu que “estes são também tempos difíceis para o resto da Europa e em todo o mundo com o aumento dos preços da energia e dos alimentos”.
“Sim, estamos todos a pagar um preço pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas o preço que pagamos não se compara ao preço que os ucranianos pagam e, se deixarmos Putin ganhar, a Europa pagará um preço muito mais elevado durante muitos anos”, avisou Jens Stoltenberg.
De acordo com o líder da Aliança Atlântica, “se Putin e outros líderes autoritários virem que a força é recompensada, usarão novamente a força para alcançar os objetivos que tornarão o mundo mais perigoso e todos mais vulneráveis”.
“Portanto, é do nosso interesse em termos de segurança apoiar a Ucrânia”, adiantou Jens Stoltenberg, prometendo que a NATO “continuará a apoiar a Ucrânia durante o tempo que for necessário”.
“Não iremos recuar”, garantiu ainda.
Na próxima terça-feira e quarta-feira, decorre em Bucareste, capital da Roménia, uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da NATO, ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que estará centrada na guerra da Ucrânia causada pela invasão russa.
A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.
O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nato-destaca-inicio-horrivel-do-inverno-na-ucrania-e-promete-ajuda
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Temperaturas negativas chegam e milhões em Kiev encontram-se sem luz e aquecimento
25 de novembro 2022 às 16:39
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Fonte de imagem: AFP
Rússia afirma visar apenas infraestruturas militares, tendo atribuído os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.
Dois dias se passaram desde os ataques russos a infraestruturas essenciais e quase metade dos cidadãos de Kiev, capital ucraniana, continua, esta sexta-feira, sem eletricidade, e dois terços sem aquecimento, numa altura em que a temperaturas negativas se fazem sentir no país.
"Um terço das casas em Kyiv já tem aquecimento, os especialistas continuam a trabalhar para restaurar o abastecimento de energia. Metade dos utilizadores ainda estão sem eletricidade", disse o Presidente da Câmara de Kiev, Vitaly Klitschko, onde residem cerca de três milhões de pessoas, acrescentando que, “durante o dia, as empresas de energia planeiam ligar a eletricidade a todos os utilizadores ".
Já Volodymyr Kudrytsky, presidente do conselho de administração da empresa estatal de eletricidade Ukrenergo, referiu que o sistema energético ucraniano passou agora "a fase mais difícil" após o ataque. A eletricidade está parcialmente restaurada e "o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia", explicou.
Sublinhe-se que a estratégia da Rússia de atingir instalações energéticas vitais é considera, aos olhos do Ocidente, como um "crime de guerra", tendo o Presidente Ucrânia, Volodymr Zelensky, considerado os ataques como um "crime contra a humanidade. "Temos de aguentar este inverno — um inverno que todos vão recordar", disse.
A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infraestruturas militares, tendo atribuído os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786404/temperaturas-negativas-chegam-e-milhoes-em-kiev-encontram-se-sem-luz-e-aquecimento-
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Hospitais de Kherson evacuados devido a ataques russos
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 17:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os hospitais em Kherson estão a ser evacuados devido aos constantes ataques russos nesta cidade do sul da Ucrânia, da qual as forças de Moscovo se retiraram há duas semanas, anunciou hoje o governador da região.
“Devido aos constantes bombardeamentos russos, estamos a retirar os pacientes dos hospitais de Kherson”, disse Yaroslav Yanushevich, chefe da administração militar de Kherson, na sua conta da rede social Telegram.
Hoje, pelo segundo dia consecutivo, uma intensa vaga de mísseis atingiu a cidade recentemente libertada de Kherson, numa escalada de violência desde que as forças russas se retiraram da região, há duas semanas, após uma ocupação de oito meses.
Esta vaga ocorre no momento em que a Rússia intensifica o bombardeamento da rede elétrica da Ucrânia e outras infraestruturas civis críticas, numa tentativa de pressionar as autoridades de Kiev.
Yaroslav Yanushevych disse ainda que os ataques de bombardeamentos russos em Kherson mataram 10 civis e feriram outros 54 na quinta-feira, com dois bairros da cidade ainda “sob fogo massivo de artilharia”.
As forças militares na região já tinham avisado ter indicações de que Kherson enfrentaria ataques intensificados à medida que as tropas russas avançavam pelo rio Dnieper.
Dezenas de pessoas ficaram feridas nos ataques que atingiram prédios residenciais e comerciais, incendiando alguns, e provocando uma destruição geral em alguns bairros residenciais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/hospitais-de-kherson-evacuados-devido-a-ataques-russos
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Ucrânia acusa russos de deixarem explosivos em brinquedos
25 de novembro 2022 às 19:38
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/25/838252.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Nos territórios libertados em Kherson, as equipas já retiraram mais de 5.000 objetos explosivos.
O governo ucraniano acusou, esta sexta-feira, as tropas russas de deixarem explosivos escondidos em brinquedos durante a sua retirada da cidade de Kherson.
"Atualmente, o foco principal é a desminagem. O número de minas é extremamente grande (em Kherson). Eu recebo constantemente documentos fotográficos (sobre munição descoberta) em brinquedos infantis, havia uma mina entre duas bolas de futebol (...)", disse Rostyslav Smirnov, assessor do Ministério de Assuntos Internos da Uc, rânia, no âmbito de um programa de arrecadação de fundos para que é transmitido simultaneamente por todos os canais de televisão ucranianos.
Smirnov indica ainda que, após a saída dos soldados russos da cidade, que Moscovo chegou a ocupar totalmente, a principal tarefa do Exército ucraniano é desminar a área para a tornar segura.
O responsável acrescentou que nos territórios libertados em Kherson, as equipas já retiraram mais de 5.000 objetos explosivos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786416/ucr-nia-acusa-russos-de-deixarem-explosivos-em-brinquedos
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Abastecimento de água e luz totalmente restabelecido em Kharkiv
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 21:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades locais de Kharkiv, no leste da Ucrânia, adiantaram hoje que já foi restaurada na sua totalidade o abastecimento de água e eletricidade naquela cidade, após os ataques das forças russas ocorridos esta semana.
O presidente da câmara da cidade, Igor Terekhov, alertou que embora o fornecimento tenha sido retomado, o município ainda regista algumas adversidades para garantir integralmente o abastecimento, principalmente de energia elétrica.
O autarca lembrou que as autoridades locais instalaram espaços para carregamento de dispositivos móveis e outros para compra de bebidas quentes e refeições em diferentes pontos da via pública, de acordo com a agência de notícias local Ukrinform.
As forças russas lançaram na quarta-feira uma nova vaga de ataques contra infraestruturas energéticas ucranianas, que foram gravemente afetadas.
As autoridades ucranianas estimam que cerca de 50% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos recentes ataques.
Em Kiev, quase metade dos habitantes continuavam hoje sem eletricidade e dois terços sem aquecimento, numa altura em que as temperaturas negativas chegam à região, alertou o presidente da câmara da capital ucraniana Vitaly Klitschko.
O presidente do conselho de administração da empresa estatal de eletricidade Ukrenergo, Volodymyr Kudrytsky, referiu que o sistema energético ucraniano passou agora “a fase mais difícil” após o ataque.
A eletricidade está parcialmente restaurada e “o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia”, explicou.
A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infraestruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/abastecimento-de-agua-e-luz-totalmente-restabelecido-em-kharkiv
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Papa lamenta crianças mortas e convida Kiev a tomar "decisões para a paz"
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 22:52
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O papa Francisco lamentou hoje todas as crianças mortas na Ucrânia e convidou Kiev a tomar "decisões com visão de futuro para a paz", numa carta enviada ao povo ucraniano, nove meses após o início da guerra.
“Quantas crianças foram mortas, feridas ou órfãs, arrancadas das suas mães! (…) Como não sentir angústia por elas e por aqueles, jovens e velhos, que foram deportados. A dor das mães ucranianas é incalculável”, assinala o líder da Igreja Católica na carta publicada pela assessoria de imprensa do Vaticano.
“O dever de governar o país em tempos trágicos e de tomar decisões com visão de futuro para a paz é de rigidez”, acrescenta.
O sumo pontífice escreve ainda que “chora” com todos os ucranianos “por cada pequenino que, por causa da guerra, perdeu a vida”.
“Agora estão no seio de Deus, veem a sua angústia e rezam para que acabe”, observou Francisco.
O papa, num outro ponto da carta, lembra também os jovens, que, “para defender bravamente” a pátria, tivera de colocar “as mãos nas armas em vez dos sonhos que cultivaram para o futuro”.
Em seguida, o chefe de Estado do Vaticano citou as mulheres que perderam os maridos e das idosas que foram lançadas para a “noite escura da guerra”.
No sábado, na Basílica de Santa Sofia, em Roma, será comemorado o Holodomor, a Grande Fome ordenada por Estaline que provocou milhões de mortes na Ucrânia Soviética entre 1932 e 1933.
O papa recordou na audiência geral de quarta-feira o genocídio de cerca de sete milhões de ucranianos, cazaques e caucasianos do norte.
Depois de o crime ter sido reconhecido pela ONU em 2003 e pelo Parlamento Europeu em 2008, o parlamento ucraniano definiu-o como genocídio e decidiu comemorá-lo oficialmente no quarto sábado de novembro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-lamenta-criancas-mortas-e-convida-kiev-a-tomar-decisoes-para-a-paz
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Mais de seis milhões de casas continuam com cortes de energia
MadreMedia / Lusa
25 nov 2022 23:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de seis milhões de residências continuavam hoje afetadas por cortes de energia na Ucrânia, dois dias depois dos ataques em massa da Rússia contra infraestruturas energéticas naquele país, adiantou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Os ‘blackouts’ continuavam esta noite [sexta-feira] na maioria das regiões e em Kiev. Mais de seis milhões de lares no total”, em comparação com quase 12 milhões na quarta-feira, o dia em que ocorreu o bombardeamento russo em massa, sublinhou Zelensky no seu habitual discurso noturno diário publicado nas redes sociais.
Kiev, com cerca de 600.000 casas sem eletricidade à noite, e a sua região, assim como as províncias de Odessa (sul), Lviv, Vinnytsia (oeste) e Dnipropetrovsk (centro-leste), são as mais afetadas pelos cortes, acrescentou o governante.
Zelensky voltou a apelar aos ucranianos para que economizem eletricidade nas áreas onde a energia foi restaurada.
A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infraestruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.
O chefe de Estado ucraniano visitou Vyshgorod, um cidade a norte de Kiev, onde os ataques causaram seis mortos e dezenas de feridos na quarta-feira.
As autoridades ucranianas estimam que cerca de 50% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos recentes ataques.
A eletricidade está parcialmente restaurada e “o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia”, explicou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-seis-milhoes-de-casas-continuam-com-cortes-de-energia
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Governo ucraniano agradece a Portugal por ter definido Holodomor, a fome que há 90 anos matou milhões, como genocídio
MadreMedia / Lusa
26 nov 2022 08:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo ucraniano agradeceu, numa nota enviada à Lusa, a solidariedade de Portugal por ter, em 2017, aprovado uma resolução a classificar como genocídio o "Holodomor", a fome que há 90 anos matou milhões na Ucrânia.
Esta mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, enviada na sexta-feira, foi motivada pela efeméride que hoje se assinala na Ucrânia: o 90.º aniversário da grande fome causada por Estaline no país, quando ordenou que as colheitas do país fossem confiscadas em nome da coletivização das terras.
“Amanhã (hoje), 26 de novembro, a Ucrânia recorda as vítimas do Holodomor de 1932-1933 (…) Em março de 2017, o parlamento da República Portuguesa aprovou a resolução n.º 233/XIII [intitulada] ‘Reconhecimento do Holodomor — a Grande Fome de 1932-1933 na Ucrânia’, que classifica o Holodomor de 1932-1933 como genocídio do povo ucraniano”, indicou uma fonte oficial do MNE ucraniano em nota enviada à Lusa.
A mensagem do Governo de Kiev nomeia mesmo alguns municípios portugueses que se aliaram à iniciativa, como “Grândola, Alcanena, Lagos, Águeda, Abrantes e Braga”, e que “reconheceram o facto do genocídio”.
“Muito agradecemos e respeitamos a solidariedade do parlamento e do povo portugueses com os ucranianos, que sofreram uma das maiores tragédias nacionais da sua história entre 1932 e 1933”, lê-se no texto sobre o “Holodomor” – que, em ucraniano, significa precisamente “exterminação pela fome” e só nesse primeiro inverno fez mais de 3,5 milhões de mortos no país.
Hoje, será o primeiro dos quatro sábados de novembro em que a Ucrânia assinalará, com um Dia da Memória, o início do Holodomor, também designado como “A Grande Fome” ou “A Fome-Terror” da era do domínio soviético.
De acordo com o Museu Holodomor, situado em Kiev, até agora, só 16 Estados, além da Ucrânia, reconheceram oficialmente a grande fome como um genocídio: Austrália, Equador, Estónia, Canadá, Colômbia, Geórgia, Hungria, Letónia, Lituânia, México, Paraguai, Peru, Polónia, Portugal, Estados Unidos e Vaticano. Alguns outros países, como Argentina, Chile e Espanha, condenaram-no como “um ato de extermínio”.
Aos 17 se juntaram agora mais dois, a Roménia e a Irlanda, cujos parlamentos aprovaram esta semana resoluções nesse sentido. Deverá seguir-se-lhes pelo menos mais um, a Alemanha, que já anunciou para a próxima quarta-feira que a questão será debatida e votada na câmara baixa do seu parlamento (Bundestag).
A opinião académica continua dividida sobre se a grande fome de 1932-1933 constitui um “genocídio”, sendo a principal dúvida saber se Estaline tinha a intenção de matar ucranianos para anular um movimento de independência contra a União Soviética, ou se a fome foi sobretudo o resultado da combinação da incompetência oficial com as condições naturais.
Na nota enviada à Lusa, o MNE da Ucrânia faz ainda outro agradecimento ao país, sobre a ajuda que lhe tem sido prestada desde que a Rússia o invadiu, a 24 de fevereiro deste ano, fazendo um número ainda indeterminado de mortos e feridos e milhões de deslocados internos e refugiados noutros países europeus.
“Estamos gratos a Portugal pela solidariedade com o povo ucraniano na defesa da sua independência e integridade territorial e pela partilha das legítimas aspirações do povo ucraniano a fazer parte de uma Europa unida, no âmbito dos valores e princípios da defesa da democracia, da paz e da prosperidade dos povos”, conclui o texto.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-ucraniano-agradece-a-portugal-por-ter-definido-holodomor-a-fome-que-ha-90-anos-matou-milhoes-como-genocidio
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Mais um dia às escuras na Ucrânia
26 de novembro 2022 às 10:00
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/25/838276.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
A rede elétrica começa a dar de si, por mais que técnicos façam reparações a todo o vapor. A Ucrânia aposta em ‘centros de invencibilidade’.
Boa parte da Ucrânia continuava sem eletricidade esta sexta-feira, no rescaldo de mais uma vaga de bombardeamentos russos. A rede elétrica gradualmente está a dar de si, por mais que as equipas de técnicos ucranianos percorram o território, reparando instalações que rapidamente são outra vez atingidas.
Esta semana, pela primeira vez desde o início da guerra, até as três centrais nucleares da Ucrânia – incluindo a de Zaporíjia, a maior da Europa, que caíra nas mãos das forças russas logo no início da invasão – tiveram que ser desligadas da rede nacional, esta quarta-feira, após transformadores e subestações de transmissões elétricas serem alvejados por mísseis e drones. À semelhança de praticamente todas as centrais hidroelétricas e térmicas, deixando mais de metade da capacidade energética da Ucrânia fora de jogo.
Engenheiros, técnicos e eletricistas podem não estar na linha da frente, ou ‘linha zero’, como militares ucranianos chamam ao ponto de contacto com forças russas, mas também combatem, à sua maneira. «Antes, um trabalho como este só era necessário após mau tempo extremo», contou Andrii’s Kysenko, chefe de uma equipa de reparações, olhando para um poste de eletricidade derrubado. Estava a trabalhar a todo o vapor em Kherson, recentemente recuperada aos russos, que mas foi deixada em tal estado que seria preciso ordenar a evacuação da cidade quando ainda se celebrava a vitória ucraniana.
«Agora, é como se estivéssemos a reconstruir a rede de transmissão elétrica inteira do nada», desabafou Kysenko esta semana, a um correspondente da BBC. A situação chegou ao ponto de a Ucrânia parecer uma mancha escura na Europa, vista do espaço através de imagens de satélites da NASA. Criando uma situação que não se via há mais de oitenta anos, «um país no continente europeu onde não há luz», denunciou Volodymy Zelensky, em declarações ao Financial Times.
Ainda assim, o Governo ucraniano promete que não vai desistir. Por mais que o Kremlin chegue a assumir que os seus ataques contra infraestrutura civil são uma tentativa de deixar os seus adversários vulneráveis em eventuais negociações.
É que Vladimir Putin bem precisa de uma moeda de troca, com as forças ucranianas a ameaçar continuar as suas contraofensivas mesmo em pleno inverno, tendo já as rotas de abastecimento russas a partir da Crimeia ao alcance das suas baterias de mísseis, com a retirada dos invasores de Kherson. «Juntos aguentámos nove meses de guerra em grande escala. E a Rússia não encontrou maneira de nos quebrar, nem encontrará», declarou o Presidente ucraniano, tentando inspirar alguma confiança com o seu discurso à nação desta quinta-feira à noite.
«Estamos prontos para enfrentar isto», garantiu a primeira-dama, Olena Zelenska, numa entrevista à BBC, dentro de um complexo labiríntico, fortificado com sacos de areia, em Kiev. Lá fora, uns 60% das casas desta cidade com mais de três milhões de habitantes estava sem eletricidade, avisara o presidente da câmara, Vitaly Klitschko, nesse dia.
«Tivemos tantos desafios terríveis», continuou Zelenska. «vimos tantas vítimas, tanta destruição, que apagões não são a pior coisa que nos aconteceu»,
Contudo, o frio também mata, como alertou a Organização Mundial de Saúde, esta semana. Já o próprio alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apontou que os bombardeamentos russos que devastam a infraestrutura elétrica da Ucrânia são uma violação da lei internacional.
«Milhões estão a ser empurrados para miséria extrema e condições de vida terríveis por estes ataques», salientou Türk, num comunicado. «Visto como um todo, isto levanta sérios problemas à luz da lei humanitária internacional, que requer uma vantagem militar direta para cada objeto atacado», lembrou o comissário da ONU.
Já o Presidente ucraniano tem procurado ajuda dos seus aliados europeus para enfrentar a escassez energética, tendo debatido o tema esta sexta-feira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, segundo a Reuters. Por agora, a tragédia humanitária agrava-se, faltando até água em 15 regiões da Ucrânia na sexta-feira, dado as bombas não estarem a funcionar.
O Governo de Kiev prometeu apostar em mais de quatro mil «centros de invencibilidade» para enfrentar o duro inverno que aí vem. A ideia seria criar locais onde a população se possa reunir em segurança, sendo assegurado acesso constante e gratuito a eletricidade, aquecimento, água, wifi e cuidados médicos, mesmo perante sucessivos apagões, que parecem inevitáveis
Contudo, não é claro se isso será feito a tempo de evitar uma tragédia, mesmo estando alguns centros já estão a funcionar. Tendo Zelensky visitado um deles, em Vyshgorod, nos arredores da capital. «Estamos a lutar por vocês e pelo vosso futuro», lia-se debaixo de uma foto divulgada no Twitter, do Presidente a brincar com crianças neste «centro de invencibilidade».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786447/mais-um-dia-as-escuras-na-ucr-nia
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Ucrânia troca prisioneiros com a Rússia pela terceira vez numa semana
MadreMedia / Lusa
26 nov 2022 19:30
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo ucraniano comunicou hoje a libertação de nove militares e três civis que se encontravam em cativeiro russo, naquela que é a terceira troca de prisioneiros com Moscovo numa semana.
“Conseguimos libertar doze dos nossos. Entre eles quatro militares da Marinha, dois guardas nacionais, dois guardas de fronteira, um membro das forças de defesa territorial e três civis: marido e mulher e um homem que foi dado como desaparecido”, escreveu o chefe de gabinete da Presidência, Andriy Yermak, na sua conta da rede Telegram.
Segundo Yermak, os militares teriam sido capturados durante o cerco à cidade costeira de Mariupol, no sul da Ucrânia, à central nuclear de Chernobyl, que as forças russas ocuparam durante um mês na última primavera, e à Ilha das Cobras, no mar Negro.
Segundo o chefe do gabinete presidencial, com esta troca, sobe para 98 o número de prisioneiros de guerra ucranianos trocados com a Rússia numa semana.
“Estamos a trabalhar para libertar todo o nosso povo. Não vamos parar”, concluiu Yermak.
Por seu turno, o Ministério da Defesa russo anunciou que nove soldados russos foram devolvidos este sábado “dos territórios controlados pelo regime de Kiev”.
Na última quinta-feira, 50 soldados prisioneiros de guerra da Ucrânia e da Rússia foram trocados, enquanto na véspera tinham sido libertados 35 soldados russos por outros tantos soldados ucranianos e um civil.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-troca-prisioneiros-com-a-russia-pela-terceira-vez-numa-semana
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Putin encontra-se com mães de luto
26 de novembro 2022 às 20:28
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/26/838315.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O Presidente tentou convencer mães de reservistas mortos de que partilhava a sua dor.
Vladimir Putin olhou nos olhos de mães cujos filhos morreram porque os mandou combater para a Ucrânia, a contra gosto, através da sua mobilização parcial. Faltavam dois dias para o Dia da Mãe, celebrado a 27 de novembro na Rússia, e o Presidente tentou convencer as mães de reservistas - e o resto dos russos - que estava de alguma forma sentido.
«Eu quero que vocês saibam que eu, pessoalmente, e toda a liderança do país, partilhamos esta dor», assegurou Putin. Este antigo agente do KGB nunca foi conhecido por expressar emoção, mas lá tentou. «Nada substituí a perda de um filho», declarou na sexta-feira, perante as câmaras da televisão estatal russa.
Não houve grande dúvidas que, para evitar embaraços ao Kremlin, estas mães foram escolhidas a dedo. Levandoa que durante esta semana o Conselho de Mulheres e Mães, que representa as familiares de militares, criticasse duramente Putin. «Vais-te esconder de nós?», questionou Olga Tsukanova, uma dirigente do conselho, num vídeo divulgado no Meduza. «Tens coragem suficiente de nos olhar nos olhos, abertamente, num encontro com mulheres que não estejam no teu bolso, mas sim com mães reais, que viajaram para cá de diferentes cidades, à sua própria custa, para se encontrar contigo?», acrescentou.
Lá que Putin tem muito a explicar, tem. Afinal, as estimativas mais recentes do Pentágono indicam que as forças do Kremlin tenham sofrido até cem mil baixas, um número equivalente às perdas ucranianas. Números avassaladores, sobretudo se pensarmos que ao longo de dez anos de ocupação soviética do Afeganistão - considerada um fator decisivo no colapso da URSS -morreram uns 15 mil soviéticos. Sendo que um quarto das tropas da URSS nessa invasão eram ucranianas, estimulando os anseios por independência desta república soviética.
Claro que Putin mostrar-se sentido não teria tanto efeito se não houvesse uma admissão de culpa pelo meio. «Houve casos em que o decreto foi violado», admitiu, referindo-se à mobilização parcial. Durante a qual foram mandadas para a frente pessoas incapacitadas, demasiado velhas ou sem o treino militar prometido. Até alguns aliados do Kremlin se queixaram, mas o Presidente pôs a culpa nas autoridades locais, encarregues do recrutamento, «Todos os erros serão corrigidos», prometeu. Mas não a tempo para evitar a dor das mães com quem se reuniu esta sexta-feira.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786486/putin-encontra-se-com-maes-de-luto
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Ucrânia: Maioria dos residentes de Kiev volta a ter água e luz
MadreMedia / Lusa
27 nov 2022 09:46
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
A maioria dos residentes de Kiev voltou a ter acesso ao fornecimento de energia elétrica e a outros serviços básicos, assegurou hoje a administração militar da capital ucraniana.
“Na capital, a eletricidade, a água, o aquecimento e as comunicações foram quase totalmente restabelecidos”, informou a instituição através da respetiva conta na rede social Telegram.
“Tudo funciona normalmente. Só há poucas situações de emergência, que estão localizadas”, informou a administração militar, referindo que as obras de reparação da rede estão na sua “fase final”.
A notícia chega num dia em que é esperada a queda de neve em Kiev e que as temperaturas baixem até aos dois graus Celsius negativos durante o dia e cinco graus Celsius negativos à noite.
Em 23 deste mês, a onda de ataques russos à infraestrutura de energia ucraniana causou apagões generalizados em todo o país, já que a rede elétrica sofreu grandes danos e a maioria das centrais teve de ser desligada.
O abastecimento foi gradualmente restabelecido nos últimos dias, mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou na noite de sábado o apelo para que os cidadãos economizem energia.
Em 14 regiões do país ainda existem restrições, que atingem pelo menos 100 mil consumidores em cada uma delas, acrescentou Zelensky.
O abastecimento de energia elétrica também foi restabelecido na cidade de Kherson, no sul do país, que ficou sem serviços básicos após a retirada russa em 09 de novembro.
O chefe da administração militar regional, Yaroslav Yanushevich, anunciou no sábado que a principal estação de tratamento de esgotos e outras instalações já possuem eletricidade.
“A seguir, a eletricidade será gradualmente fornecida às áreas residenciais da cidade. Isso acontecerá nos próximos dias”, assegurou.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-maioria-dos-residentes-de-kiev-volta-a-ter-agua-e-luz
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“Temos apenas um ou dois diplomatas nalguns países”. Rússia lamenta que países "hostis" tenham reduzido ao mínimo representação diplomática russa
MadreMedia / Lusa
27 nov 2022 12:59
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo da Rússia lamentou hoje que os países "hostis", principalmente da União Europeia (UE), tenham reduzido ao mínimo a presença diplomática russa, descrevendo a situação como "absurda".
“Temos apenas um ou dois diplomatas nalguns países”, disse, citada pela agência noticiosa TASS, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, que sublinhou que não foi Moscovo quem começou a romper relações com esses países, que não nomeou.
Em maio, o Governo russo anunciou a expulsão de 34 diplomatas franceses em resposta ao que considerou uma decisão “provocadora e injustificada” de Paris de declarar 41 funcionários diplomáticos russos como ‘persona non grata’ em resposta à invasão da Ucrânia.
Em abril, a Alemanha tinha já feito o mesmo a 40 outros funcionários da embaixada e consulados russos, expulsando-os, depois, por “trabalharem todos os dias” contra a “coesão” da sociedade, segundo argumentou a chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock.
Dois exemplos que mostram que a representação diplomática na Rússia foi reduzida nos últimos meses como resultado da invasão russa da Ucrânia, que foi condenada pela União Europeia e por grande parte da comunidade internacional.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com o envio de armamento para Kiev e a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/temos-apenas-um-ou-dois-diplomatas-nalguns-paises-russia-lamenta-que-paises-hostis-tenho-reduzido-ao-minimo-representacao-diplomatica-russa
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Rússia anuncia morte de "uma centena de mercenários estrangeiros" na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
27 nov 2022 16:11
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Fonte de imagem: Lusa
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou hoje a morte de "uma centena de mercenários estrangeiros" num ataque com mísseis de alta precisão nas imediações da cidade de Chasiv Yar, na região ucraniana de Donetsk.
“Até 100 mercenários estrangeiros e seis veículos blindados foram destruídos na área de Chasiv Yar em resultado de um ataque com armas de alta precisão das forças aeroespaciais russas nos locais temporários de treino dos chamados milicianos da Legião Estrangeira”, declarou o porta-voz do exército russo, general Igor Konashenkov.
Esta pequena cidade, sob controlo ucraniano, é palco de intensas hostilidades há vários dias e, segundo informação do governador militar ucraniano da região divulgada no sábado, pelo menos três pessoas ficaram feridas devido ao impacto de um míssil russo contra um prédio de apartamentos.
Também o porta-voz do exército russo relatou ataques contra seis postos de comando ucranianos nas regiões de Kherson e Kharkov e outros pontos em Donetsk, especificamente nas cidades de Sadovoe, Dudchany, Zolotaya Balka, Yampol e Kislovka.
O general russo indicou ainda que um depósito de munição para um sistema de foguetes de lançamento múltiplo HIMARS (MLRS) das Forças Armadas ucranianas foi destruído perto da cidade de Dnipro, palco de intensos bombardeamentos russos nos últimos dias.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-anuncia-morte-de-uma-centena-de-mercenarios-estrangeiros-na-ucrania
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Ucrânia: Presidente quer população preparada para novos ataques russos no inverno
Por MultiNews com Lusa em 08:50, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia avisou, no domingo, os cidadãos para estarem preparados para as consequências de novos ataques da Rússia, depois de ter acusado Moscovo de usar o frio contra a população.
Volodymyr Zelensky afirmou que as tropas russas estão a preparar novos ataques: “Sabemos isso com certeza. E enquanto tiverem mísseis, infelizmente não vão parar”.
“Mas a nossa capacidade de nos ajudarmos uns aos outros e de cuidarmos dos mais vulneráveis, a nossa ajuda mútua é um dos elementos de proteção contra o terror, assim como a nossa força”, acrescentou, no vídeo que grava diariamente para a população ucraniana.
Neste sentido, pediu mais uma vez unidade entre os cidadãos ucranianos, e maior atenção aos alertas aéreos.
“Juntos e ajudando-nos uns aos outros, superaremos também este desafio da guerra: este inverno, esta tentativa da Rússia de usar o frio contra o povo”, considerou.
As declarações do Presidente foram feitas depois de a maioria das regiões do país ter conseguido restabelecer o fornecimento de energia, no domingo, na sequência de bombardeamentos russos contra infraestruturas energéticas, na semana passada.
Também este fim de semana, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, acusou o Presidente russo, Vladimir Putin, de tentar usar o inverno como arma.
Stoltenberg lembrou “como é perigoso” para a população europeia “depender da Rússia” para o fornecimento de gás natural.
“Temos agora de avaliar a nossa dependência de regimes autoritários, especialmente da China”, indicou o responsável.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/ucrania-presidente-quer-populacao-preparada-para-novos-ataques-russos-no-inverno/
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“Enviados para a morte”. Mães de soldados russos lançam petição contra a guerra na Ucrânia
Por Beatriz Maio em 11:36, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Não é a primeira vez que as mães de soldados russos que combatem na invasão da Ucrânia se manifestam contra a regra imposta pelo presidente Putin que obriga todos os elegíveis a lutar.
Desta vez, as mães lançaram uma petição, em conjunto com um grupo ativista feminino apelidado de ‘Russian Feminist Anti-War Resistance [Resistência Feminista Russa Antiguerra]’, onde exigem a retirada das tropas russas do território ucraniano. Lançada apenas no domingo, dia em que se comemora o Dia da Mãe na Rússia, a petição publicada no site change.org conta já com quase cinco mil assinaturas, mais precisamente 4.933 até às 10h50 desta segunda-feira.
“A chamada ‘operação militar especial’ vai para nove meses, trazendo destruição, luto, sangue e lágrimas. Tudo o que acontece na Ucrânia e preocupa os nossos corações na Rússia”, menciona o documento onde as mães defendem: “Independentemente da nossa nacionalidade, religião ou condição social nós, as mães da Rússia, temos um desejo em comum: viver em paz e harmonia e criar os nossos filhos num ambiente pacífico sem temer pelo seu futuro”.
Para além da angústia de saber que os filhos estão a combater, as mulheres russas vivem com outra preocupação, o facto de os soldados não terem equipamentos que os permitam realmente atacar e defender-se. Argumentam que os seus filhos foram “enviados para a morte” pelo presidente russo e revelaram que “compram tudo às próprias custas, até coletes à prova de balas”, questionando: “Quem vai sustentar as famílias que perderam o seu ganha-pão? Nós sabemos a resposta, todas essas dificuldades serão um fardo adicional sobre os ombros já sobrecarregados das mães”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/enviados-para-a-morte-maes-de-soldados-russos-lancam-peticao-contra-a-guerra-na-ucrania/
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Ucrânia: “Poderá haver uma evacuação parcial” de Kiev. “Objetivo da Rússia é que este seja o nosso último inverno”, alerta responsável
Por Francisco Laranjeira em 11:43, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/vitali-klitschko-a8849c0f2f114fd3a17d888592cf5414.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades de Kiev “não descartam o pior cenário” devido aos ataques russos contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia e apontam que poderá haver uma evacuação “parcial” da cidade se persistir a falta de energia e água, denunciou esta segunda-feira o autarca da capital da Ucrânia, Vitali Klitschko.
“Não descarto o pior cenário. Não haverá uma evacuação total, talvez parcial, mas não se chamaria evacuação. Seria uma realocação temporária de certos grupos de pessoas para os subúrbios e locais onde estão disponíveis estes serviços”, revelou, numa entrevista à ‘RBK-Ucrânia’.
Os moradores da capital devem “considerar diferentes cenários e estar preparados”, porque “segundo informações do exército, o inimigo planeia realizar ataques contra a infraestrutura do país para intimidar os ucranianos com a escuridão e o frio”, acusou, salientando: “O objetivo da Rússia é fazer todo o possível para que este seja o nosso último inverno.”
“Seria um grande erro se não nos preparássemos para diferentes cenários. Se há um ano alguém começasse a dizer o que iria acontecer no futuro, sobre assassinatos, guerra, violações e genocídio, seria descrito como uma pessoa doente. Hoje é a terrível e dura realidade”, argumentou o autarca, exortando a população que se abasteça com água potável, alimentos, roupas de inverno, telefones e computadores carregados, além de terem disponíveis mapas que possam ser usados offline caso seja necessário sair da cidade.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-podera-haver-uma-evacuacao-parcial-de-kiev-objetivo-da-russia-e-que-este-seja-o-nosso-ultimo-inverno-alerta-responsavel/
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“Quando as bombas brilham do lado de fora da janela, não há dúvida: isto é uma guerra”: jovem autora de 12 anos descreve o impacto da invasão russa na sua vida
Por Francisco Laranjeira em 12:15, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Quando as bombas brilham do lado de fora da sua janela, quando se vê como os aviões as jogam do céu, não há dúvida: isto é uma guerra.” As palavras pertencem à ucraniana Yeva Skalietska, de apenas 12 anos, autora de um livro intitulado ‘Você não sabe o que é a guerra’, um diário escrito como uma válvula de escape pessoal para explicar o impacto da vida quotidiana e a dureza de uma realidade que, felizmente, muitos só assistem pela televisão.
“Quando a sua casa é destruída, a sua escola está sem aulas há semanas e passamos os dias num bunker, não há outra opção: sabe-se que precisa sair e dizer adeus à sua vida”, narrou. Porque “todo o mundo conhece a palavra guerra” mas “muito poucos entendem o que realmente significa . Pode-se dizer que é horrível e aterrorizante mas não se sabe a verdadeira magnitude da dor que ela acarreta. Até lá estar, não se sabe o que é.”
A obra explicou, nas primeiras pagínas, como era a vida feliz da menina e da sua avó Irina: as duas viviam tranquilamente numa linda casa na cidade de Kharkiv, próxima da fronteira com Rússia. No sua dia a dia, a jovem autora tinha aulas de piano, passeios com a avó, visitas da mãe da Turquia, jogos com as amigas ou noites a desenhar. Tudo isto fazia parte do seu quotidiano que desapareceu para sempre a 24 de fevereiro de 2022.
A partir daí, Yeva percebeu a destruição da sua casa, da sua escola e da sua cidade e descobriu o medo latente, “que todos falavam há muito tempo mas sempre sem levar muito a sério”. “Aquilo foi uma guerra, não havia dúvida”, frisou.
“Tomámos a decisão de deixar a Ucrânia porque não tínhamos outra escolha”, revelou Yeva Skalietska. “O nosso apartamento foi demolido e não tínhamos onde morar. Aconteceu a mesma coisa a todos os nossos familiares”.
O ‘Channel 4 News’, do Reino Unido, enviou jornalistas a Kharkiv para cobrir as primeiras semanas da guerra e foi a oportunidade para deixar a Ucrânia. “Decidimos pela Irlanda porque se fala inglês, que é uma língua que estudo”, apontou a menor. “E porque foi acolhedora com os refugiados da Ucrânia.”
Para trás ficaram primos, amigos, tios e professores e muitos entes queridos. Despediu-se dos seus passeios pelo centro da sua cidade, as suas florestas, os seus belos prédios já destruídos, a sua escola, o conservatório ou o rinque de patinagem. Ficaram também para trás os ataques de pânico, a angústia no bunker, os pesadelos, o medo e a incerteza que a acompanhavam desde a queda das primeiras bombas.
Yeva Skalietska manifestou, no seu livro, um desejo. “Gostaria muito de voltar para minha casa, para a minha antiga escola e com os meus velhos amigos”, declarou, e “caminhar sem medo pelas ruas da minha cidade, sob um céu tranquilo”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/quando-as-bombas-brilham-do-lado-de-fora-da-janela-nao-ha-duvida-isto-e-uma-guerra-jovem-autora-de-12-anos-descreve-o-impacto-da-invasao-russa-na-sua-vida/
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Portugal já atribuiu mais de 55 mil pedidos de proteção a refugiados ucranianos
28 de novembro 2022 às 12:35
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/28/838424.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: Miguel Silva
Cerca de 25% dos pedidos dizem respeito a menores.
Portugal já atribuiu, desde o início da guerra na Ucrânia até esta segunda-feira, mais de 55 mil proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, segundo dados atualizados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), esta segunda-feira.
No total, desde o início da guerra a 24 de fevereiro, foram registados 55.254 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 32.411 dos quais de mulheres 22.843 de homens, cerca de 25%, 13.814, dos pedidos diziam respeito a menores.
Segundo o SEF, os municípios com o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (12.000), Cascais (3.417), Porto (2.785), Sintra (1.859) e Albufeira (1.357).
Ao Ministério Público (MP) foi comunicada a situação de 736 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, mas cuja situação não demonstra "perigo atual ou iminente".
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos "perigo atual ou iminente".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786583/portugal-ja-atribuiu-mais-de-55-mil-pedidos-de-protecao-a-refugiados-ucranianos
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"Se viajar, irei a Moscovo e a Kiev". Papa Francisco pronto para mediar a paz e trabalhar na troca de prisioneiros
MadreMedia / Lusa
28 nov 2022 13:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Papa Francisco assegurou hoje que está pronto para mediar a paz entre a Ucrânia e a Rússia e revelou que está já a trabalhar para a troca de prisioneiros.
“A posição da Santa Sé é procurar a paz e a compreensão” entre os lados, disse Francisco numa entrevista ao jornal dos Jesuítas Americanos, acrescentando que a diplomacia do Vaticano “está a avançar nesse sentido e, obviamente, está sempre disposta a mediar”.
Francisco afirmou também ter tomado uma decisão sobre uma viagem aos centros do conflito: “se viajar, irei a Moscovo e a Kiev, a ambos, não só a um lugar”, afirmou.
O Papa confirmou ainda que está a tentar intermediar as trocas de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.
“Estou a trabalhar em geral com a receção de listas de prisioneiros, tanto civis como militares, e tenho-os definidos junto do governo russo”, disse na entrevista.
Moscovo, assegurou, tem sido “muito positivo” na sua resposta às listas que apresentou de civis e soldados ucranianos que poderiam ser libertados.
“Por que não nomeio Putin? Porque não é necessário”, afirmou ainda o Papa Francisco, referindo-se ao Presidente russo, Vladimir Putin.
A Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia a 24 de fevereiro, que ainda perdura, e que foi condenada pela comunidade internacional que respondeu, com destaque para a UE e Estados Unidos, com ajuda militar, humanitária e económica a Kiev e a imposição de sanções económicos e políticas sem precedentes a Moscovo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/se-viajar-irei-a-moscovo-e-a-kiev-papa-francisco-pronto-para-mediar-a-paz-e-trabalhar-na-troca-de-prisioneiros
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Olena Zelenska diz que mais de 40 casos de violência sexual registados na guerra são "ponta do icebergue"
MadreMedia / Lusa
28 nov 2022 15:16
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A justiça ucraniana já iniciou mais de 40 processos criminais por violência sexual cometidos durante a invasão russa iniciada em fevereiro, mas isto é apenas "a ponta do icebergue", afirmou em Londres hoje a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska.
Numa intervenção hoje na Conferência sobre a Prevenção da Violência Sexual em Conflitos, Zelenska revelou que a Procuradoria-Geral da Justiça da Ucrânia está a fazer “um excelente trabalho na coordenação já da investigação deste tipo de crimes”.
“Mais de 40 processos criminais sobre violência sexual cometida durante a guerra em larga escala iniciada pelos russos” já foram iniciados, acrescentou a esposa do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitindo que este número “é apenas a ponta do icebergue”.
“O número real é muito mais alto, e agora estabelecer o número é impossível porque ninguém que enfrentou estes crimes horríveis quer denunciar. (…) Infelizmente, as sobreviventes permanecem muitas vezes em silêncio. Mas quando estiverem prontas para falar, temos de assegurar de que têm acesso a assistência jurídica profissional gratuita e a qualquer tipo de apoio de que possam necessitar”, defendeu.
Olena Zelenska disse estar a ser preparado, em cooperação com o Fundo Mundial de Sobreviventes, um programa provisório para garantir a compensação das vítimas a longo prazo.
“Esta é uma mensagem para todos os russos: vocês vão pagar durante anos por cada pessoa que tenha sido sujeita a estes crimes”, garantiu.
A primeira-dama ucraniana falava na abertura da conferência, que reune representantes de cerca de 70 países hoje e terça-feira na capital britânica para discutir formas de combater este tipo de crimes em países como a Ucrânia, Etiópia ou Colômbia.
A prémio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, iraquiana que foi escrava sexual do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), afirmou que “a resposta internacional não tem sido adequada” e que a comunidade internacional não deu prioridade à violência sexual.
“Por vezes parece mais fácil falar das limitações da política e dos recursos em vez de nos concentrarmos no que podemos fazer. E acredito que a comunidade internacional pode fazer mais”, declarou.
O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, admitiu ser necessário “encontrar formas de falar menos e fazer mais”.
“Os crimes sexuais baseados no género não são apenas alegações de violação ou violência sexual, não apenas contra raparigas e mulheres e rapazes e homens, mas abrangem uma variedade de crimes, incluindo a perseguição do género. Estamos a tentar tirar as políticas do papel e implementá-las no TPI de forma mais eficaz”, garantiu.
Na abertura da conferência, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, James Cleverly, anunciou um novo pacote de financiamento de até 12,5 milhões de libras (14,5 milhões de euros) para ajudar vítimas a ajudar vítimas de violência sexual a processar os responsáveis.
O Reino Unido vai também dar separadamente 3,45 milhões de libras (quatro milhões de euros) para o Fundo de População da ONU, destinado a combater a Violência Baseada no Género na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/olena-zelenska-diz-que-mais-de-40-casos-de-violencia-sexual-registados-na-guerra-sao-ponta-do-icebergue
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Rússia cancela reunião com os EUA sobre controlo de armas nucleares: “Evento fica adiado para uma data posterior”
Por Beatriz Maio em 15:23, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/armas-nucleares.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia adiou a reunião que tinha agendada com os Estados Unidos esta semana, no Cairo, capital do Egito, prevista para decorrer de 29 de novembro a 6 de dezembro, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moscovo e a Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) esta segunda-feira.
Este encontro tinha como intuito o debate do reinício das inspeções ao abrigo do tratado de redução de armas nucleares ‘New Start [Novo começo]’ que foi suspenso em março de 2020 devido à pandemia da Covid-19.
“A sessão anteriormente agendada da Comissão Consultiva Bilateral ao abrigo do Novo Tratado START EUA-Rússia no Cairo (de 29 de Novembro a 6 de Dezembro) não terá lugar nessas datas”, divulgou o ministério acrescentando que o evento ficou “adiado para uma data posterior”, de acordo com o jornal El País.
Embora não tenha sido partilhado qualquer motivo para este adiamento, o jornal Kommersant frisou que a embaixada dos EUA disse que a decisão foi da Rússia.
Anteriormente, o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros russo Sergei Ryabkov minimizou as expectativas de um avanço em termos de negociações entre os países, embora as conversações fossem um sinal de que ambos têm como objetivo, pelo menos, manter o diálogo, apesar de as relações estarem no seu nível mais baixo desde a Guerra Fria.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-cancela-reuniao-com-os-eua-sobre-controlo-de-armas-nucleares-evento-fica-adiado-para-uma-data-posterior/
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Da Noruega aos países do Sul: “Europa tem de preparar-se para centenas de milhares de novos refugiados este inverno”
Por Beatriz Maio em 16:33, 28 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O próximo inverno será ainda mais caótico do que o anterior e a Europa terá de responder a diversas necessidades, entre elas o acolhimento dos que a guerra e o frio obrigam a abandonar as suas casas e cidades natal.
Desta vez, o alerta foi feito pelo chefe do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) Jan Egeland que estimou que, nos próximos meses, centenas de milhares de refugiados ucranianos precisarão de refúgio, mas não só.
Egeland descreve como “terrível” a situação em que se encontram os civis que ainda permanecem na Ucrânia com infraestruturas danificadas, pouca energia e abastecimento de água reduzido. “Estamos numa corrida contra o relógio. Muitas destas comunidades da linha da frente têm recebido pouca ou nenhuma ajuda nos últimos meses”, disse.
“É realmente uma escolha entre congelar ou fugir. Por conseguinte, muitas pessoas estão a fugir voluntariamente”, explicou Jan Egeland numa entrevista à Euronews onde aconselhou a que o continente europeu se prepare para auxiliar refugiados de vários países, entre eles a Noruega.
“A Europa tem de se preparar para centenas de milhares de novos refugiados este inverno da Noruega, do norte para os países do sul da Europa”, advertiu o chefe do NRC.
Organizações humanitárias, tais como o NRC, a Cruz Vermelha e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados, têm-se esforçado por prestar auxílio aos civis que ainda vivem no país palco de guerra há mais de nove meses. Porém, a ajuda não é suficiente e não chega a todos destacou Egeland.
“Milhões de pessoas receberam pouca ou nenhuma ajuda”, dado que as organizações humanitárias não podem ir “para além das linhas da frente e para áreas controladas pela Rússia”, justificou o funcionário da organização humanitária ao recordar que os idosos que viviam perto de Zaporíjia e queriam permanecer em casas “parcialmente destruídas” foram forçados a abandonar as suas residências devido às “temperaturas geladas”.
Os últimos números de outubro apontam para 6,54 milhões de ucranianos deslocados internamente, sendo esta guerra a causa da pior crise humanitária da história europeia recente. Cerca de 7,9 milhões de refugiados fugiram da Ucrânia desde que os tanques russos atravessaram a fronteira a 24 de fevereiro, estando a grande maioria em países vizinhos, ou seja, Polónia, Hungria, Eslováquia, Roménia e Moldávia. Contudo, um número significativo de refugiados tem sido acolhido noutros pontos da Europa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/da-noruega-aos-paises-do-sul-europa-tem-de-preparar-se-para-centenas-de-milhares-de-novos-refugiados-este-inverno/
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Rússia manda bloquear grupo de mães de soldados russos nas redes sociais após críticas a Putin
Por Beatriz Maio em 17:09, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A rede social russa VKontakte proibiu o grupo de familiares de soldados que pressionam o Kremlin para o regresso das tropas mobilizadas da Ucrânia, apelidado de ‘Conselho de Esposas e Mães’.
A página foi bloqueada no domingo, sem que fossem dadas quaisquer explicações ou alternativas, a pedido da Procuradoria-Geral russa após as mães dos soldados russos mobilizados para a frente de batalha na Ucrânia terem-se reunido com presidente Vladimir Putin, informa o jornal The Moscow Times.
Embora tenha afirmado “partilhar a dor” das mães, Putin salientou que “há muitas notícias falsas, enganos e mentiras”, tentando descansar e amenizar a preocupação dos familiares dos soldados.
A especulação de que o grupo poderá estar relacionado com um movimento político que procura um regresso ao domínio soviético e protestou contra as restrições impostas devido à Covid-19 poderá ser um dos motivos para ter sido banido da rede social russa.
Este grupo, que apareceu após o presidente russo ter declarado uma mobilização “parcial” em setembro, afirma representar familiares de 89 cidades russas. Na última publicação, reconheceu ligações ao grupo a ‘União Nacional do Renascimento da Rússia’, porém negou acusações de que se recusa a reconhecer a lei russa.
Membros do Conselho de Esposas e Mães em meados de novembro protestaram no exterior do quartel-general do Distrito Militar Ocidental, exigindo o regresso dos soldados das linhas da frente e negociações de paz com a Ucrânia.
O grupo mostrou desconfiança em relação às autoridades russas que “arrastaram o país para um conflito armado sangrento” e “desintegraram o exército russo”, de acordo com o site de notícias Taiga.info, sediado na Sibéria, que cita as mães.
VKontakte é dirigido por Vladimir Kiriyenko, o filho do primeiro subchefe de gabinete da administração presidencial Sergei Kiriyenko, uma das figuras mais influentes da política russa, com um controlo generalizado sobre a política interna do país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-manda-bloquear-grupo-de-maes-de-soldados-russos-nas-redes-sociais-apos-criticas-a-putin/
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Rússia diz que evitou “uma série de ataques terroristas” preparados por ucranianos contra Zaporíjia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:52, 28 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/Zaporijia.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FS), garantiu esta segunda-feira ter prevenido “a preparação de uma série de ataques terroristas” que iriam ser levados a cabo em espaços com grande concentração de população, em zonas na região de Zaporíjia, ilegalmente anexadas pelo Kremlin.
A informação é avançada pela agência de notícias russa RIA Novosti, a quem as autoridades russas afirmaram ter detido três cidadãos ucranianos, em Melitopol, relacionados com os ataques alegadamente travados pelos russos.
Os suspeitos estariam alegadamente “a caminho para plantar um dispositivo explosivo num dos mercados da cidade”, diz a FSB em relatório. A agência adianta ter apreendido todos os explosivos e respetivos componentes, detonadores eletrónicos, uma granada e várias armas.
Segundo a FSB, dois dos detidos confessaram os crimes e agiam “sob instrução dos serviços secretos ucranianos”, com o objetivo de “intimidar a população civil da região de Zaporíjia”.
Foram abertos processos judiciais contra os três suspeitos, que se encontram agora presos em Moscovo, de acordo com fonte da segurança da Rússia.
Recorde-se que, após a Rússia fazer uma série de alegações de que a Ucrânia estaria a preparar uma ‘bomba suja’ em Zaporíjia, o organismo de vigilância nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atómica, conduziu investigações no local, não tendo encontrado quaisquer provas que sustentassem as acusações da Rússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-diz-que-evitou-uma-serie-de-ataques-terroristas-preparados-por-ucranianos-contra-zaporijia/
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Papa negociou libertação de prisoneiros ucranianos com a Rússia
MadreMedia / Lusa
28 nov 2022 22:03
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O papa confirmou hoje que enviou "listas de prisioneiros" à Rússia para conseguir a sua libertação e deixou claro que se viajar para a região será para visitar tanto Moscovo como Kiev, "os dois, não apenas um local", adiantou a Europa Press.
“Quando recebia listas de prisioneiros, tanto civis como militares, enviava-as ao governo russo, e a resposta era sempre muito positiva”, revelou hoje o papa Francisco numa entrevista publicada ao jornal jesuíta norte-americano ‘América’.
Francisco, que foi criticado no passado por uma alegada ambiguidade no conflito russo com a Ucrânia por não nomear o presidente russo, Vladimir Putin, disse que, quando fala da Ucrânia, fala de “povo mártir, de um povo martirizado”.
“Se há um povo martirizado há alguém que o martiriza. Quando falo da Ucrânia, falo da crueldade, porque tenho muita informação das tropas que chegam”, assinalou o chefe da igreja católica.
“Certamente que o invasor é o Estado russo. Isso é muito claro. Às vezes procuro não especificar para não ofender e condenar antes de forma geral, ainda que se perceba bem a quem estou a condenar. Não é necessário que ponha nome e apelido. Porque não nomeei Putin? Porque não era necessário, já se sabia. Todos sabem qual é a minha postura, com Putin e sem Putin, sem nomeá-lo”, acrescentou o papa.
Francisco lembrou que ao segundo dia da invasão foi à embaixada russa, num gesto pouco habitual para um papa e afirma que na altura disse ao embaixador para dizer a Putin que estava disposto a viajar, com a condição que lhe deixasse uma “janelinha para negociar”.
Na entrevista, explicou que falou três vezes ao telefone com o presidente ucraniano, Volodymir Zelensky e que tomou a decisão de que se viajasse iria a Moscovo e a Kiev, negando alguma vez ter dado a impressão de estar a “encobrir a agressão”, acrescentando que por várias vezes recebeu delegados do governo ucraniano.
Contudo, reiterou que “a postura da Santa Sé é procurar a paz e procurar um entendimento” e que a “diplomacia da Santa Sé está a movimentar-se nesse sentido e obviamente está sempre disponível para uma mediação”.
O papa referiu-se ainda a questões internas da igreja católica, como a abertura do sacerdócio a mulheres, afirmando que esta é uma “questão teológica”, que não está previsto uma abertura às mulheres, mas que isso não pode ser visto como uma “privação”.
“Não está ainda desenvolvida uma teologia da mulher, só há a possibilidade de um princípio administrativo”, disse o papa, valorizando o papel das mulheres.
“A mulher é mãe e vê melhor o mistério da igreja que nós os homens. Por isso, o conselho de uma mulher é tão importante. E a decisão de uma mulher é melhor. Quando uma mulher entra na política ou na gestão, geralmente fá-lo muito bem. E são as mulheres, há muitas economistas, que estão a renovar a economia em sentido construtivo”, disse.
Questionado sobre o racismo no seio da igreja católica norte-americana, o papa classificou-o como um “pecado intolerável”, assim como o abuso sexual de menores, que considerou “monstruoso”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-negociou-libertacao-de-prisoneiros-ucranianos-com-a-russia
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se hoje com Ucrânia e China na agenda
MadreMedia / Lusa
29 nov 2022 06:09
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO iniciam hoje o primeiro de dois dias de reunião, em Bucareste, capital da Roménia, na qual deverão acordar formas de aumentar o apoio à Ucrânia e analisar "os desafios colocados pela China".
Esta reunião do Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política da NATO, que vai juntar ministros dos Negócios Estrangeiros no Palácio do Parlamento, vai contar com a presença do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, para debater as necessidades mais urgentes do país e o apoio da NATO a longo prazo.
No centro da agenda do encontro — no qual vai participar o chefe da diplomacia portuguesa, João Gomes Cravinho, – estará o conflito na Ucrânia, numa altura em que a Federação Russa tem aproveitado a chegada do inverno para aumentar a sua ofensiva.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já antecipou que a Aliança “não vai recuar” e prometeu apoio às autoridades ucranianas durante “o tempo que for necessário”, reconhecendo um “início horrível do inverno” naquele país.
Stoltenberg espera que os ministros dos Negócios Estrangeiros concordem em aumentar o apoio “não letal”.
Quanto à China, o secretário-geral da NATO sublinhou que esta potência “não é um adversário” mas “está a intensificar a modernização militar, aumentando a sua presença, do Ártico aos Balcãs Ocidentais, do espaço para o ciberespaço, e procurando controlar as infraestruturas críticas dos aliados da NATO”.
Stoltenberg alertou para o facto de a guerra na Ucrânia ter demonstrado “a perigosa dependência” face ao gás russo e quer os Aliados a avaliar as suas dependências “de outros regimes autoritários, principalmente da China”.
Foram também convidados a participar nos trabalhos os ministros dos Negócios Estrangeiros da Finlândia e da Suécia, dois países que em maio deste ano apresentaram uma proposta conjunta para aderir à NATO, abandonando décadas de não-alinhamento militar, mas cujo processo ainda não está finalizado, faltando a ratificação da Turquia e Hungria.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Bósnia-Herzegovina, Geórgia e Moldávia também vão estar presentes e o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Antony Blinken.
A reunião decorre na Roménia, país fronteiriço com a Ucrânia, onde Portugal tem presença militar, no âmbito da NATO.
Em outubro, partiram para a Roménia 166 militares portugueses (a 2ª Força Nacional Destacada) para participar nas “enhanced Vigilance Activities” da NATO, que têm como objetivo contribuir para o esforço de dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministros-dos-negocios-estrangeiros-da-nato-reunem-se-hoje-com-ucrania-e-china-na-agenda
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Ucrânia. Boeing propõe oferecer mísseis de longo alcance
29 de novembro 2022 às 08:22
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/29/838485.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
As plataformas GLSDB disparam mísseis baratos e abundantes. Algo essencial dado que os excedentes americanos se estão a esgotar.
O Kremlin só vai parar de bombardear a infraestrutura elétrica ucraniana quando as suas reservas de mísseis de longo alcance e drones se esgotarem, anteviu Volodymyr Zelensky. Até então, os ataques “não vão acalmar”, lamentou. Mas os excedentes dos arsenais da NATO também estão a entrar em rutura, por mais que o seu complexo militar-industrial trabalhe a todo o vapor. Daí que a Boeing tenha proposto enviar os Ground-Launched Small Diameter Bomb (GLSDB) para a Ucrânia, avançou ontem a Reuters.
Há mais disponibilidade dos mísseis baratos e de pequena precisão disparados pelos GLSDB. Contudo, a Casa Branca certamente hesitará em enviá-los dado o seu longo alcance de até 150 km. O que poderá tentar forças ucranianas a atingir território russo, arriscando escalar ainda mais o conflito. Até agora, mesmo quando enviaram as suas plataformas de mísseis de longo alcance HIMARS, os americanos recusaram abastecer a Ucrânia com mísseis de alcance superior a 80 km.
A proposta da Boeing implicaria que estes sistemas chegassem à Ucrânia na primavera do próximo ano. Para os analistas, poderá ser um patamar crucial no conflito. Antevê-se que os militares ucranianos continuem a tentar avançar mesmo durante este inverno, para aproveitar o sucesso das suas recentes contraofensivas no sudeste de Kharkive e em Kherson. No que toca ao Kremlin, é esperado que fortifique o território que conquistou - a retirada de Kherson foi vista como maneira de evitar ficar com as suas tropas cercadas na cidade, presas na margem oeste do Dnipro - e se tente aguentar, enquanto constrói um novo exército recorrendo aos reservistas que apanhou na sua mobilização militar parcial. Lançando-o no campo de batalha algures na primavera.
As munições disparados pelos GLSDB são compostas ao juntar as pequenas bombas aéreas GBU-39 com motores de mísseis M26, amplamente disponíveis nos arsenais americanos. O objetivo “é conseguir quantidade a baixo custo”, explicou à agência americana Tom Karako, diretor do Center for Strategic and International Studies. É que as reservas de munições “estão a ficar relativamente baixas relativamente aos níveis que vamos precisar para dissuadir um conflito com a China”, avisou.
Entretanto, não é por estar na defensiva em boa parte do território ocupado ucraniano que o Kremlin não procura obter ganhos. A brutal ofensiva russa em Donetsk, sobretudo nos arredores de Bakhmut, recorrendo a concentração de artilharia, está a tornar-se cada vez mais sangrenta. Há centenas de mortos por dia, avançou o Guardian, tendo o Kremlin deslocado boa parte das unidades que fugiram de Kherson para esta região, cujo terreno está cheio de trincheiras inundadas ou enlameadas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786636/ucr-nia-boeing-propoe-oferecer-misseis-de-longo-alcance-
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Chega quer que Governo reconheça Rússia como promotora do terrorismo
29 de novembro 2022 às 08:33
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/29/838488.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O partido de André Ventura acusa a Rússia de violar o Direito Internacional e praticar uma política de “terrorismo energético”.
O Chega deu entrada na Assembleia da República com um projeto de resolução que recomenda ao Governo que reconheça a Rússia como Estado “patrocinador do terrorismo internacional”. O partido argumenta que “não restam dúvidas de que estamos perante um regime russo que procura a destruição física e deliberada das infraestruturas civis e do assassinato em massa dos também civis ucranianos”, instando o Executivo socialista a tomar uma posição neste sentido.
Na exposição dos motivos da proposta, os deputados do grupo parlamentar do Chega recordam que a 24 de fevereiro deste ano, a Rússia iniciou “uma ilegal e brutal invasão do território ucraniano” e que, desde o início desta ofensiva, “as forças russas e os grupos paramilitares controlados por Moscovo, têm deixado um rasto de destruição e de barbárie que violam de forma evidente e absoluta, as Convenções de Genebra e os seus protocolos adicionais, que são a essência do chamado Direito Internacional Humanitário e que visa limitar os efeitos dos conflitos armados”.
“Bombardeamento indiscriminado de vilas e cidades, detenções arbitrárias, execuções sumárias, limpezas étnicas, violência sexual, sequestros, deportações forçadas de crianças ou a utilização de armas termobáricas, são algumas das táticas de terror empregues pela Rússia contra a população civil indefesa”, enumera o partido liderado por André Ventura, que considera que estes acontecimentos evidenciam o propósito do Kremlin de “aniquilar indiscriminadamente civis ucranianos”.
Para esta força política, os meios utilizados pelos russos neste conflito, assim como o “empenhamento de mercenários sob as ordens diretas do Kremlin”, como o chamado Grupo Wagner, “são mais uma evidência de que, para Moscovo, os fins justificam quaisquer meios, mesmo que estes sejam violadores das mais elementares normas do Direito Internacional”.
“Mas se tudo isto não fosse já de si intolerável, a Federação Russa passou a utilizar a energia como arma e instrumento de chantagem, limitando, ou cortando mesmo, o acesso ao gás aos países europeus que dele dependem, ao mesmo tempo que pratica uma política de terrorismo energético com a destruição ou danificação das infraestruturas ucranianas produtoras ou distribuidoras de energia, que visa condenar milhões de civis a passar um duro inverno, sem as adequadas possibilidades de aquecimento”, pode ler-se no texto que acompanha a proposta.
Na semana passada o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu, numa intervenção por videoconferência na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, em Madrid, que a Rússia está a levar a cabo uma “política genocida” na Ucrânia, que tem como alvos a população civil ou infraestruturas energéticas e de fornecimento de água, com efeitos similares aos das armas de destruição maciça.
O Presidente ucraniano pediu, por isso, aos parlamentos dos 30 países da NATO que declarem a Rússia como “estado terrorista”, à semelhança do que já fizeram Letónia, Lituânia, Estónia, Polónia e República Checa.
Desde então, o Parlamento Europeu aprovou na passada quarta-feira uma resolução que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo e como um Estado que “utiliza métodos de terrorismo”. Uma vez que a União Europeia (UE) não pode designar oficialmente Estados como patrocinadores do terrorismo, cabe aos Estados-Membros criarem o quadro jurídico para considerarem a possibilidade de acrescentar a Rússia a essa lista. Uma posição nesse sentido desencadearia uma série de medidas restritivas significativas contra Moscovo e teria profundas implicações nas relações da UE com a Rússia.
Apesar disso, o Chega considera que Portugal, enquanto membro da União Europeia e Estado-membro do Conselho da Europa, deve tomar uma “posição consequente nesta matéria”, recomendando ao Governo português que “reconheça a Rússia como Estado patrocinador do terrorismo internacional” e também declare como organizações terroristas o denominado Grupo Wagner, bem como o regimento Kadyrovites, assim como a Milícia Popular do Donbass, a Milícia Popular de Luhansk, ou a milícia conhecida por Forças Armadas Unidas da Nova Rússia, composta por ambas, ou ainda “quaisquer outras milícias ou organizações paramilitares, apoiadas pelo Estado russo, que cometam atos de agressão contra Estados independentes, em nome de interesses russos”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786639/chega-quer-que-governo-reconheca-r-ssia-como-promotora-do-terrorismo
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EUA/Eleições: Maioria Republicana não alterará apoio a Kiev, garante analista
Por MultiNews com Lusa em 08:40, 29 Nov 2022
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A diretora do programa para a Europa e Ásia Central do International Crisis Group, Olga Oliker, defendeu que a maioria Republicana na Câmara de Representantes dos EUA não deverá alterar o apoio norte-americano a Kiev.
“Não espero grandes alterações. Tem existido debate entre os dois partidos, sobre a forma como Washington deve apoiar Kiev. Mas as diferenças são mais aparentes que reais e os consensos não serão difíceis de obter”, disse Oliker durante uma conferência virtual do International Crisis Group, na segunda-feira, sobre o impacto do resultado das recentes eleições intercalares nos EUA na política externa norte-americana, a que a agência Lusa assistiu.
Esta especialista em política europeia e asiática acredita que as poucas diferenças entre Democratas e Republicanos, no Congresso dos EUA, se devem a razões de tática política, com os Republicanos a exigirem da Casa Branca mais explicações sobre a atribuição de fundos no apoio à resistência da Ucrânia perante a invasão russa, iniciada em finais de fevereiro.
Ainda assim, Olga Oliker admite que, com os Republicanos a passarem a controlar a Câmara de Representantes, o Governo do Presidente Joe Biden passará a ser muito mais escrutinado no seu apoio.
“Pode haver algumas resistências à estratégia Democrata na atribuição da ajuda a Kiev, que se tem dividido entre apoio militar e apoio financeiro, com os Republicanos a exigirem da Casa Branca uma alocação de ajuda na área do armamento, em detrimento da ajuda humanitária ou alimentar”, defendeu a diretora de programa do ‘think tank’ com sede em Bruxelas.
Oliker lembrou que é mais fácil monitorizar a ajuda real do Governo norte-americano a Kiev quando esta se efetiva na área do armamento – sobretudo das grandes armas, como mísseis – do que quando ele se realizar no setor humanitário, o que facilita a tarefa de fiscalização da futura maioria Republicana na câmara baixa do Congresso.
Por outro lado, a especialista lembrou que os Republicanos têm uma longa tradição de favorecer o apoio militar a governos estrangeiros em ambientes de conflito armado, recordando que foi essa a estratégia em países como o Afeganistão.
Durante os mandatos do Presidente Democrata Barack Obama (2009-2017), sempre que os Republicanos estiveram em maioria no Congresso, pressionaram o Governo a optar por uma forte presença militar e por um intensivo apoio armamentista no apoio ao regime afegão, lembrou Oliker.
“Mas não estou preocupada sobre a falta de apoio dos EUA à Ucrânia, no futuro figurino de poder no Congresso. Os dois partidos estão sintonizados, no essencial”, sublinhou esta analista, lembrando ainda que os Democratas vão manter o controlo do Senado, o que garante que as escolhas para os lugares de gestão e estratégia se manterão como nos passados dois anos.
Olga Oliker disse ainda que os aliados europeus dos Estados Unidos “suspiraram de alívio”, quando perceberam que muitos dos candidatos das recentes eleições intercalares apoiados pelo ex-Presidente Republicano Donald Trump tinham sido derrotados.
“Penso que isso lhes garantiu que não haverá grandes alterações em termos de política externa nos próximos anos. E isso é bom para a cooperação transatlântica, em particular no que diz respeito à estratégia de apoio a Kiev, nomeadamente no âmbito da NATO”, concluiu esta especialista.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-eleicoes-maioria-republicana-nao-alterara-apoio-a-kiev-garante-analista/
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“Temos de pensar como vamos lutar as batalhas de amanhã”: países da NATO devem aumentar a produção de armas, pede Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 10:20, 29 Nov 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
Os países da NATO precisam de aumentar urgentemente a produção de armas, alertou Dmytro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em entrevista ao jornal ‘POLITICO’, sublinhando que não será possível vencer no campo de batalha a longo prazo sem esse ‘reforço’. “Enquanto lutamos as batalhas de hoje, temos de pensar como lutaremos as batalhas de amanhã”, referiu.
Os países da NATO “devem começar a produção de armas necessárias hoje”, referiu. Sem isso, “não seremos capazes de vencer – simples assim”.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se esta terça e quarta-feira em Bucareste e o apoio militar à Ucrânia vai ser debatido. “A última vez que participei numa reunião ministerial da NATO cheguei com três palavras: armas, armas e armas”, lembrou Kuleba. “Desta vez, embora este pedido permaneça absolutamente agudo, vou especificá-lo dizendo que precisamos de defesa aérea, tanques e linhas de produção.”
O ministro ucraniano frisou ainda que as autoridades precisam ser realistas – e menos dependentes de parceiros inconstantes. “Também temos de enfrentar um facto: existem países no mundo que têm o que a Ucrânia precisa, mas que não vão vender em quantidade suficiente por razões políticas”, acusou. “Em vez de contar com eles e passar meses a tentar convencê-los, a produção tem de ser lançada.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/temos-de-pensar-como-vamos-lutar-as-batalhas-de-amanha-paises-da-nato-devem-aumentar-a-producao-de-armas-pede-ucrania/
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Putin perde 160 generais e coronéis entre os mais de 1.500 oficiais militares desaparecidos na Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 11:15, 29 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/The_first_military_training_of_the_Preobrazhensky_regiment_17.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin já perdeu mais de 1.500 oficiais militares – incluindo quase 160 generais e coronéis – desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, há 9 meses, segundo alertou esta terça-feira o jornal britânico ‘The Independent’. O Kremlin tem sido cauteloso nas suas admissões públicas em relação à escala de perdas militares na Ucrânia, com o número oficial mais recente estabelecido em 5.397, segundo dados revelados em setembro pelo ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu – dado em setembro pelo ministro da Defesa Sergei Shoigu -, bastante abaixo das estimativas ocidentais.
O general Mark Milley, um dos mais graduados dos Estados Unidos, relatou no início de novembro, conforme os russos retiravam-se de Kherson, que as forças de Moscovo e Kiev sofreram, cada uma, mais de 100 mil baixas desde o início da guerra. “Estamos a olhar para bem mais de 100 mil soldados russos mortos e feridos. Provavelmente a mesma coisa do lado ucraniano”, apontou Milley, estimando que terão perdido a vida cerca de 40 mil civis ucranianos.
Uma estimativa do Centro de Análise Naval dos Estados Unidos sugeriu que, por cada soldado russo morto, entre três e quatro dos seus compatriotas são feridos no campo de batalha, segundo dados do ‘KilledInUkraine’, página da rede social ‘Twitter’, que revelou que Moscovo já perdeu mais de 1.500 oficiais.
A lista das alegadas perdas russas, citada pelo coronel ucraniano Anatoly ‘Stirlitz’ Stefan, inclui mais de 150 coronéis e tenentes-coronéis, 205 majores, 296 capitães e quase 500 tenentes seniores – em ordem decrescente de classificação. No escalão mais alto, inclui também oito generais-mor e dois generais-tenentes, mas alega que apenas cinco dessas mortes – todas pertencentes aos detentores do primeiro título – foram confirmadas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-perde-160-generais-e-coroneis-entre-os-mais-de-1-500-oficiais-militares-desaparecidos-na-ucrania/
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NATO compromete-se com futura adesão da Ucrânia: “a Rússia não tem poder de veto”, garante Stoltenberg
Por Francisco Laranjeira em 13:10, 29 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia vai tornar-se membro da NATO, garantiu esta terça-feira o secretário-geral da aliança atlântica, Jens Stoltenberg, antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros que estão reunidos em Bucareste, na Roménia, para angariar apoio urgente à Ucrânia, com o objetivo de garantir que Moscovo não consegue derrotar o país enquanto mantém o bombardeamento das infraestruturas de energia.
“A porta da NATO está aberta”, apontou Stoltenberg. “A Rússia não tem poder de veto” sobre a adesão de países, disse, referindo-se à recente entrada da Macedónia do Norte e Montenegro na aliança. Putin terá também de “receber a Finlândia e Suécia como membros” em breve. “Mantemos isso quanto à adesão da Ucrânia”, explicou, repetindo a promessa realizada em 2008, de que a Ucrânia e a Geórgia iriam integrar a NATO um dia.
“O presidente Putin não pode negar que nações soberanas tomem as suas próprias decisões“, lembrou. “Acho que tem medo da democracia e da liberdade, e esse é o principal desafio para ele.”
No entanto, a adesão da Ucrânia não será imediata: a maioria dos aliados acredita que o foco atual deve ser apenas derrotar a Rússia. “Estamos no meio de uma guerra e portanto não devemos fazer nada que possa minar a unidade dos aliados para fornecer apoio militar, humanitário e financeiro à Ucrânia, porque devemos impedir que Putin vença”, acrescentou.
“Todos nós estamos a pagar um preço pela guerra da Rússia contra a Ucrânia. Mas o preço que pagamos é em dinheiro”, ilustrou Stoltenberg, “enquanto o preço que os ucranianos pagam é um preço pago em sangue”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nato-compromete-se-com-futura-adesao-da-ucrania-a-russia-nao-tem-poder-de-veto-garante-stoltenberg/
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Ucrânia: Portugal vai reforçar contributo para conjunto de apoios da NATO
MadreMedia / Lusa
29 nov 2022 14:01
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MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
O ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou hoje que Portugal vai reforçar o seu contributo no âmbito do apoio que tem sido oferecido pela NATO à Ucrânia, sem precisar valores, que serão abordados em Bucareste.
À entrada da reunião do Conselho do Atlântico Norte que vai juntar hoje e quarta-feira ministros dos Negócios Estrangeiros no Palácio do Parlamento, na capital da Roménia, João Gomes Cravinho salientou que os apoios concretos serão debatidos numa reunião ao nível dos ministros da Defesa, mas garantiu que Portugal vai reforçar o seu contributo no âmbito do “quadro de conjunto de apoios que a NATO está a oferecer à Ucrânia”.
Questionado sobre medidas em concreto, Cravinho respondeu: “Falarei disso dentro da reunião”.
Gomes Cravinho começou por referir que a reunião de hoje regressa a Bucareste, local onde em 2008, num encontro ao nível de chefes de Estado, se realizou “uma cimeira muito importante onde se estabeleceu a política de portas abertas”.
“Essa posição, essa postura, em relação de Ucrânia, à Geórgia, à Moldávia mantêm-se, portas abertas da NATO, e Portugal tem sempre apoiado claramente essa posição que é tanto mais importante hoje quando temos um cenário de ataque da Rússia à Ucrânia”, ressalvou.
Cravinho foi ainda interrogado sobre a opinião de alguns analistas de que a declaração da cimeira de 2008, que abriu a porta a uma eventual adesão da Ucrânia e Geórgia à NATO e gerou uma forte objeção por parte de Vladimir Putin, que estava presente nesse encontro, terá sido um erro. Meses depois desta declaração polémica, a Rússia invadiu a Geórgia.
“Aquilo que julgo ter acontecido em 2008 é que vários, incluindo na altura a administração [George W.] Bush, procuraram promover a ideia da adesão da Ucrânia. Não se foi por esse caminho, manteve-se a ideia de portas abertas, ou seja, a possibilidade de adesão da Ucrânia à NATO num futuro que não tinha um horizonte temporal definido”, respondeu.
Na opinião de Gomes Cravinho, “é muito difícil dizer que a invasão da Rússia tenha a ver com a não adesão da Ucrânia à NATO”.
“Penso que não há nenhuma justificação para a invasão da Ucrânia, não havia nenhum tipo de ameaça à segurança da Rússia, e aquilo que se fez em 2008 não constitui seguramente uma ameaça para a Rússia”, salientou.
Depois de esta manhã o secretário-geral da NATO ter admitido que a Europa tem que estar preparada para receber mais refugiados vindos da Ucrânia, Gomes Cravinho salientou que Portugal já acolheu cerca de 53 mil refugiados ucranianos e tem à volta de cinco mil crianças em escolas portuguesas, esperando, contudo, que estes cidadãos possam regressar em breve ao seu país de origem.
Questionado sobre se Portugal deveria reconhecer a Rússia como um estado promotor do terrorismo – recomendação ao Governo já entregue na Assembleia da República pelo Chega na sequência da resolução não vinculativa do Parlamento Europeu nesse sentido – Gomes respondeu que essa é uma matéria que não está em discussão.
“Isso é uma matéria que tem estado em discussão no Parlamento Europeu, não é uma discussão nem na mesa da União Europeia, muito menos na mesa da NATO, é um assunto que atualmente não está em discussão”, sublinhou.
Já quanto à meta pedida pela NATO aos Aliados de atingir 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares, Gomes Cravinho afirmou que Portugal está a corresponder aos compromissos assumidos pelo país.
“Agora, a situação atual que se vive na Ucrânia tem que ter uma resposta imediata que não tem a ver com metas de percentagem de PIB. Tem a ver com apoio político, militar financeiro e humanitário. Em todas essas frentes Portugal tem dado provas de generosidade e empenho e assim continuará”, sublinhou.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO estão hoje em Bucareste no primeiro de dos dias da reunião do Conselho do Atlântico Norte, na qual deverão acordar formas de aumentar o apoio à Ucrânia e analisar “os desafios colocados pela China”. Foram convidados os ministros dos Negócios Estrangeiros da Finlândia e da Suécia, dois países que aguardam a ratificação para aderir oficialmente à Aliança.
Num jantar de trabalho informal ao final do dia de hoje, fechado à comunicação social, os ministros contarão ainda com a presença do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, para debater as necessidades mais urgentes do país e o apoio da NATO a longo prazo.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-portugal-vai-reforcar-contributo-para-conjunto-de-apoios-da-nato
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Grupo de mercenários russo está a retirar presos das cadeias na República Centro-Africana para combater na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:15, 29 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O grupo Warner, famosa organização de mercenários liderada pelo braço-direito de Putin, está a libertar prisioneiros nas cadeias da República Centro-Africana (RCA) e a recrutá-los para virem combater a guerra na Ucrânia.
Segundo revelaram dois oficiais militares, colocados na RCA, ao Daily Beast, os reclusos retirados das prisões estarão a ser enviados para combater no Donbass e noutras regiões ucranianas.
De acordo com as fontes, dezenas de homens sob custódia policial, por crimes como violações e homicídios, estão a ser recrutados pelo braço africano do grupo Wagner, que inclui operacionais conhecidos como ‘Os Russos Negros’. Muitos dos recrutados serão rebéis considerados pelas autoridades militares como terroristas, por terem usado violência e intimidação contra civis e forças armadas na prossecução de objetivos políticos.
“Desde outubro que eles têm andado nas prisões, militares e civis, a libertarem rebéis, incluindo os que estão detidos por atacarem a aldeia de Bokolobo, em maio, e de terem violado mulheres e meninas. Ninguém os pode parar, porque o governo deu-lhes muito poder e eles agora fazem o que querem”, lamenta um dos responsáveis militares ouvidos.
Outra fonte refere que outros criminosos, presos por atacarem e matarem soldados da RCA num ataque a um campo militar em Bakouma, também foram libertados pelo grupo Wagner, e recrutados para irem combater na Ucrânia. As milícias Wagner terão garantido aos recrutados que seriam levados pelo grupo para combater fora da RCA, no Mali e na Ucrânia.
“Eles disseram que era preciso mais soldados no Mali e na Ucrânia. Acho que mais de 20 pessoas que tínhamos detidas por crimes graves foram libertadas pelo grupo”, adianta fonte oficial policial da RCA.
O grupo Wagner já está a usar prisioneiros russos para combater na guerra na Ucrânia. Em Julho, Yevgeny Prigozhin, o líder do grupo de mercenários, começou a percorrer as cadeias russas numa tentativa desesperada de reforçar as tropas na frete de batalha. Terão sido mais de seis mil prisioneiros russos recrutados para ir para a Ucrânia, com a promessa de amnistia e um salário mensal entre os 1500 e os 3000 euros.
As famílias dos reclusos que estão a ser levados da RCA para a Ucrânia e para outras zonas de ação do grupo Wagner não estão a ser informadas: “Estão só a levar as pessoas, sem dizer nada às mulheres, filhos, mães e pais, às famílias. Se as coisas correram mal ninguém sabe o que lhes aconteceu”, termina um dos oficiais militares da RCA.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/grupo-de-mercenarios-russo-esta-a-retirar-presos-das-cadeias-na-republica-centro-africana-para-combater-na-ucrania/
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Ucrânia recebe foguetes de longo alcance franceses
MadreMedia / AFP
29 nov 2022 15:52
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- EPA/MOHAMMED SABER/ARQUIVO
A Ucrânia declarou na terça-feira que recebeu um sistema de lançamento de rockets da França que se junta ao arsenal de artilharia de longo alcance justificado pela mudança da dinâmica no campo de batalha durante o inverno.
"Os LRU da França chegaram à Ucrânia! O exército ucraniano está agora ainda mais poderoso", tuitou o ministro da Defesa, Oleksiy Reznikov.
A versão de longo alcance - LRU (Long Range Units, na sigla em inglês), tem capacidade para atingir o alvo até 70 quilómetros. Fornecida pelos franceses, este sistema é a quarta versão do sofisticado sistema de lançamento de foguetes (MLRS) após HIMARS, M270 e MARS II -- todos utilizados pela NATO, a ser fornecida à Ucrânia para ajudar Kiev a combater a invasão da Rússia.
Nos últimos meses, a Ucrânia tem utilizado os sistemas fornecidos pelo Ocidente para atingir estações de comando e depósitos de munições em território controlado pela Rússia. Facto que não seria possível com o armamento que o exército de Zelensky possuía.
Kiev continua a pedir mais armas de longo alcance para sustentar o progresso constante no campo de batalha e sistemas de defesa aérea para evitar ondas de ataques russos.
Há duas semanas, o ministro do Exército francês, Sebastien Lecornu, anunciou a entrega de dois LRU à Ucrânia em entrevista ao Le Journal du Dimanche.
Lecornu afirmou que a França também enviaria duas baterias de defesa aérea “Crotale” e estava "a analisar um pedido da Ucrânia para sistemas de radar que são cruciais para detectar ataques a montante".
A França também planeia receber 2 mil dos 15 mil soldados ucranianos que a UE prometeu treinar.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-recebe-foguetes-de-longo-alcance-franceses
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Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia pede apoio "mais rápido, mais rápido, mais rápido"
MadreMedia / Lusa
29 nov 2022 16:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu hoje apoio dos Aliados "mais rápido, mais rápido, mais rápido", salientando a importância para o país de geradores e sistemas de defesa aérea.
O governante ucraniano falava à entrada da reunião do Conselho do Atlântico Norte que reúne em Bucareste, capital da Roménia, hoje e quarta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, recordando que na última ministerial dos Aliados em que participou pediu “armas, armas, armas”.
“Hoje tenho outras palavras diferentes: mais rápido, mais rápido, mais rápido. Agradecemos o que foi feito mas a guerra continua. Nós provámos que conseguimos derrotar a Rússia, provámos que conseguimos ganhar, juntos, nos interesses do inteiro espaço euro-atlântico e do mundo”, defendeu.
Contudo, salientou o ministro, “decisões sobre armas, decisões sobre lançar novas linhas de produção de armas em países ocidentais têm que ser feitas de forma mais rápida”.
“E isto é o que vamos discutir hoje com os ministros dos Negócios Estrangeiros, como acelerar tudo”, frisou.
O ministro ucraniano frisou a necessidade do país de geradores, transformadores e também sistemas de defesa antiaérea, numa altura em que os ataques da Rússia a infraestruturas críticas têm aumentado.
Momentos antes, o secretário-geral da NATO insistiu que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, “está a tentar utilizar o inverno como arma de guerra” contra a Ucrânia, após os ataques das últimas semanas contra infraestruturas energéticas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/economia/artigos/ministro-das-relacoes-exteriores-da-ucrania-pede-apoio-mais-rapido-mais-rapido-mais-rapido
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Milionário russo das criptomoedas morre em queda de helicóptero ainda por explicar. É o terceiro caso em poucas semanas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:34, 29 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/Vyacheslav-Taran.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vyacheslav Taran, de 35 anos, era um famoso empresário russo. O milionário, fundador das plataformas de investimento de criptomoedas Forex Club e Libertex, morreu num misterioso acidente de helicóptero, numa altura em que não havia más condições meteorológicas e a viagem decorria sem problemas, com um piloto experiente. Um dos passageiros, sem explicação, decidiu desistir de embarcar naquele helicóptero no último momento.
O caso tem dado que falar em todo o mundo, e adensa-se o mistério que envolve a morte do milionário russo, que já é a terceira que envolve um empresário na área das criptomoedas a acontecer nas últimas semanas.
A agência Tass, que cita a embaixada russa, apenas confirma a morte do empresário “Vyacheslav Taran na queda de um helicóptero que ocorreu na sexta-feira [25 de novembro] na área da comuna de Villefranche-sur-Mer”.
Já o Daily Mail adianta que o helicóptero tinha partido da Suíça e seguia em direção ao Mónaco, tendo caído naquela localidade francesa. As autoridades francesas estão a investigar o procurador de Nice não descarta que terceiros possam estar envolvidos na queda do helicóptero.
A morte de Vyacheslav Taran segue-se a de Tiantian Kullander, de 30 anos, que terá morrido enquanto dormia, segundo a informação oficial, e Nikolai Mushegian, de 29 anos, que alegadamente morreu afogado numa praia em Porto Rico. O jovem tinha publicado antes no Twitter a dizer que tinha receios de que a CIA ou a Mossad o assassinassem.
Vyacheslav Taran vivia no Mónaco há 10 anos. É casado com a fundadora da revista ‘Hello Monaco’ e deixa três filhos.
A fabricante da aeronave, a Airbus, também lançou uma investigação interna ao que poderá explicar o acidente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/milionario-russo-das-criptomoedas-morre-em-queda-de-helicoptero-ainda-por-explicar-e-o-terceiro-caso-em-poucas-semanas/
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Ucrânia: Aliados da NATO vão reforçar ajuda não letal e estão a analisar entrega de sistemas Patriot
Por MultiNews Com Lusa em 19:26, 29 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os países membros da NATO prometeram hoje reforçar o apoio não letal à Ucrânia, como combustíveis e geradores, e “há um debate a decorrer” sobre o fornecimento dos sistemas de mísseis de defesa antiaérea Patriot, já pedidos pelos ucranianos.
Estas informações foram avançadas pelo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, numa conferência de imprensa sobre o primeiro dia da reunião do Conselho do Atlântico Norte que decorre em Bucareste, capital da Roménia, hoje e quarta-feira, ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança Atlântica.
Vincando que a reunião de Bucareste “está a enviar uma forte mensagem de unidade da NATO e de apoio sustentado à Ucrânia”, Stoltenberg enalteceu que os Aliados fizeram hoje “promessas adicionais” ao pacote de ajuda à Ucrânia ao nível de material não letal.
“Isto vai financiar apoio não letal urgente, incluindo combustíveis e geradores, ajudando a Ucrânia a lidar com as consequências dos ataques da Rússia a centrais de energia”, afirmou, sem detalhar o reforço.
Questionado sobre o fornecimento à Ucrânia de sistemas de mísseis de defesa antiaérea Patriot, pedidos hoje pelo ministro das Relações Exteriores ucraniano à chegada da reunião, Stoltenberg respondeu que “há uma discussão a decorrer” sobre o tema.
No entanto, o secretário-geral da NATO sublinhou que é importante garantir que, além do fornecimento deste tipo de sistemas, que estes estão a funcionar e “são eficazes”, garantindo a existência de peças sobresselentes ou munições.
O governo alemão disponibilizou-se na semana passada a fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas.
Contudo, o Governo polaco rejeitou este sistema oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.
O secretário-geral da NATO vincou ainda que “uma paz duradoura só pode ser uma paz justa” e que a paz “não vai durar nem prevalecer se autocracia prevalecer sob a democracia e liberdade”.
“A maioria das guerras termina na mesa de negociação, muito provavelmente esta guerra vai também terminar na mesa de negociações. Mas o que também sabemos é que o que acontece nessa mesa está ligado à situação no campo de batalha. Pode parecer um paradoxo mas a realidade é que a melhor maneira de atingir uma paz duradoura na Ucrânia é providenciar apoio militar à Ucrânia”, frisou.
Para o líder da NATO, só desta forma é que o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, “vai entender que não pode atingir os seus objetivos no campo de batalha, vai ter que se sentar e negociar em boa-fé e fazer conceções sérias”, disse.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu hoje apoio dos Aliados “mais rápido, mais rápido, mais rápido”, salientando a importância para o país de geradores e sistemas de defesa aérea, nomeadamente os sistemas Patriot.
Os chefes da diplomacia da NATO terminam o primeiro dia da reunião com um jantar de trabalho informal, com a presença dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Suécia e Ucrânia.
Em algumas ruas de Bucareste, perto do Palácio do Parlamento – o edifício mais pesado do mundo, que alberga as duas câmaras do parlamento da Roménia, construído na época do regime do antigo ditador romeno Nicolae Ceausescu – vêm-se bandeiras da Roménia e da NATO em edifícios públicos que nos últimos dias foram iluminados em tons de azul, cor da Aliança Atlântica, assinalando este encontro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-aliados-da-nato-vao-reforcar-ajuda-nao-letal-e-estao-a-analisar-entrega-de-sistemas-patriot/
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Gomes Cravinho diz que Portugal está preparado para receber mais refugiados ucranianos
29 de novembro 2022 às 19:53
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/29/838567.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Portugal já recebeu 53 mil refugiados ucranianos
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a Europa tem de estar preparada para receber mais refugiados ucranianos e João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, garantiu que Portugal está preparado.
"Portugal já acolheu cerca de 53 mil refugiados ucranianos, estamos de braços abertos, esperemos que não seja necessário que mais ucranianos saiam do país, se assim for, Portugal continuará com a sua política de acolhimento.", afirmou Gomes Cravinho.
A guerra na Ucrânia, que dura há nove meses, fez milhões de refugiados. Em Portugal, houve uma onda de solidariedade para receber milhares de refugiados, para que assim pudessem fugir da guerra e refazer as suas vidas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786710/gomes-cravinho-diz-que-portugal-esta-preparado-para-receber-mais-refugiados-ucranianos
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Alemanha garante apoio ao setor energético e entrega "mais de 350 geradores" à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
29 nov 2022 20:38
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Alemanha vai fornecer "mais de 350 geradores" à Ucrânia, afetada pelos ataques russos contra as suas infraestruturas de energia nas últimas semanas, divulgou hoje o porta-voz do Governo alemão.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, manteve uma conversa com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, onde “condenou a continuação dos bombardeamentos” russos e “assegurou um apoio adicional de curto prazo”, inclusive ao setor energético, destacou Steffen Hebestreit, em comunicado.
Berlim assegurou também a Kiev que irá manter um apoio contínuo no setor da defesa aérea e da reconstrução a longo prazo, acrescentou.
A Rússia tem promovido, desde o início de outubro, uma vaga de ataques em massa de mísseis contra as infraestruturas de energia em toda a Ucrânia.
Segundo dados citados pelo Governo ucraniano, entre 25% e 30% deste tipo de infraestruturas ficou danificada.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou na segunda-feira que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, “está a tentar utilizar o inverno como arma de guerra” contra a Ucrânia.
Já hoje, os chefes da diplomacia da NATO comprometeram-se a apoiar a Ucrânia a reparar as suas infraestruturas energéticas atingidas pelos bombardeamentos russos e permitir que a população enfrente o inverno em melhores condições.
Na declaração aprovada no final do seu primeiro dia de reunião em Bucareste, os governantes sublinharam que a “agressão” da Rússia, incluindo os seus “persistentes e desmedidos ataques às infraestruturas civis e energéticas ucranianas” estão “a privar milhões de ucranianos dos serviços básicos”.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/alemanha-garante-apoio-ao-setor-energetico-e-entrega-mais-de-350-geradores-a-ucrania
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Zelensky diz que Rússia se vinga de derrotas militares com centenas de ataques
MadreMedia / Lusa
29 nov 2022 20:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia voltou hoje a acusar a Rússia de promover uma "vingança" contra o país devido às derrotas militares impostas por Kiev, assegurando que, numa semana, Moscovo disparou centenas de vezes contra localidades da zona de Kherson.
“Apenas numa semana o inimigo bombardeou 258 vezes 30 localidades na nossa região de Kherson”, no sul do país, disse Volodymyr Zelensky na sua habitual mensagem noturna transmitida pela televisão.
“Não são capazes de fazer nada, apenas destruições. É o que deixam no seu caminho. O que agora fazem contra a Ucrânia é uma tentativa de vingança. De vingança porque os ucranianos defenderam-se deles por várias vezes”, afirmou.
Segundo a agência noticiosa oficial Ukrinform, a Rússia atacou Kherson 21 vezes nas últimas 24 horas, atingindo com os seus mísseis edifícios residenciais e infraestruturas civis.
À semelhança de dias anteriores, as sirenes de alarme aéreo voltaram a ecoar por toda a Ucrânia, mas sem que fosse registado um ataque massivo.
O porta-voz da Força Aérea ucraniana, Yuryi Ignat, referiu terem sido detetados voos de bombardeiros estratégicos russos, mas que também foram registadas “ameaças de ataque com mísseis instalados em terra”.
Segundo o norte-americano Instituto de Estudo da Guerra (ISW), as forças russas prepararam-se para atingir a Ucrânia na próxima semana com uma nova vaga de ataques com mísseis.
“Mas o mais provável é que estes preparativos apontem para manter o ritmo dos recentes ataques, e não incrementá-los devido às limitações do arsenal de mísseis russo”, assinalou o ISW.
Na segunda-feira, Zelensky tinha advertido sobre um possível novo ataque massivo durante esta semana.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-diz-que-russia-se-vinga-de-derrotas-militares-com-centenas-de-ataques
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Ucrânia. Russos ganham terreno em Bakhmut
30 de novembro 2022 às 08:55
A Ucrânia pediu mais fornecimentos europeus de peças para a sua devastada rede elétrica.
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/11/30/838601.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Após semanas de entusiasmo, com os militares ucranianos a contra-atacar e a conseguir uma estrondosa vitória em Kherson, os invasores ganharam terreno no leste, em Donetsk, tentando cercar Bakhmut. E o custo dos sucessivos bombardeamentos russos contra a rede elétrica da Ucrânia acumulam-se, estando o Governo de Kiev a implorar por ajuda da Europa.
O Kremlin tenta fragmentar a rede energética ucraniana em pequenos pedaços, destruindo subestações elétricas para que mesmo se uma região tiver energia não a consiga passar às vizinhas, ouviram os ministros de países membros da NATO reunidos em Bucareste. Pelo menos 37 fornecimentos de peças foram entregues à Ucrânia, sendo que a principal prioridade terão que ser transformadores, utilizados nas subestações, salientou Artur Lorkowski, diretos da Energy Community, ao Guardian.
“Eles têm algum equipamento que tinham armazenado antes, mas as reservas estão a acabar. O equipamento armazenado não será suficiente para as atividades de reparação”, alertou. Até de carros as autoridades ucranianas precisam, para transportar os seus técnicos, eletricistas e engenheiros pelo país. Aliás, a situação é tal que o Governo de Kiev mal conseguiu celebrar a liberação de Kherson, necessitando de evacuar a cidade face à chegada do inverno, devido à falta de eletricidade.
Já as tropas de Bakhmut, do outro lado do país, no leste, não tiveram uma pausa. Nas semanas antes da retirada de Kherson, a lenta ofensiva russa nesta região - recorrendo a uma acumulação massiva de artilharia - acelerava, ganhando mais ritmo com a chegada de unidades retiradas de Kherson.
O comandante russo na Ucrânia teria prometido a Vladimir Putin que retirando tropas de Kherson, que estava numa posição difícil na margem oeste do Dnipro, conseguiria focar-se no Donbass, lia-se na imprensa estatal russa. De facto, conquistaram algumas posições nos arredores de Bakhmut, usando como ponta de lança mercenários da Wagner e tropas veteranas das milícias separatistas de Lugansk.
O Instituto para o Estudo da Guerra verificou, através da geolocalização de imagens, que as forças russas tomaram a aldeia de Ozarianivka, havendo relatos que entraram também em, Klishchiivka, Kurdiumivka, Andriivka, Zelenopillia e Pidhorodne, tudo localidades a menos de 15 km de Bakhmut, que os russos tentam cercar.
No entanto, apesar desta cidade essencial para o abastecimento dos militares ucranianos no Donbass ficar numa situação mais complicada, “estes ganhos não ameaçam as críticas estradas T0513 (Bakhmut-Siversk) e T0504 (Bakhmut-Kostyantynivka) que servem como principais linhas de comunicação terrestres até Bakhmut”, avaliou o Instituto para o Estudo da Guerra.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786741/ucr-nia-russos-ganham-terreno-em-bakhmut
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Forças armadas da Ucrânia matam 500 soldados russos em apenas um dia, revelam responsáveis
Por Francisco Laranjeira em 11:21, 30 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/2015_8_28-Russian-Army-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia perdeu, esta terça-feira, pelo menos 500 soldados, mortos pelas forças ucranianas, o que atira o total de baixas russas para “cerca de 88.830” desde o início da invasão, a 24 de fevereiro último, segundo apontou o Estado-Maior do exército ucraniano, numa mensagem na rede social ‘Facebook’.
(https://i.ibb.co/k693xyB/Captura-de-ecr-2022-11-30-200821.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Segundo a contabilidade da Ucrânia, desde o início da invasão foram destruídos 2.911 tanques, 1.901 sistemas de artilharia, 209 sistemas de defesa antiaérea e 395 lançadores múltiplos de foguetes autopropulsados e blindados. Foram também destruídos 280 aviões, 261 helicópteros, 1.555 drones, 531 mísseis de cruzeiro, 16 navios, 4.423 veículos e tanques de combustível e 163 equipamentos especiais.
“Os ocupantes russos concentram os seus esforços na contenção das ações das unidades das Forças de Defesa Ucranianas”, explicou o Estado-Maior, salientando que “continua a transferência de pessoal e equipamento militar do inimigo para equipar unidades que sofreram perder”. Acrescentou ainda que “prevê-se que algumas unidades inimigas sejam transferidas do território da Bielorrússia após a aquisição de capacidades de combate”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/forcas-armadas-da-ucrania-matam-500-soldados-russos-em-apenas-um-dia-revelam-responsaveis/
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Portugal reforça com um milhão de euros pacote da NATO de ajuda não letal à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
30 nov 2022 12:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou hoje que Portugal vai avançar com uma contribuição extraordinária de um milhão de euros para o pacote da NATO de apoio não letal à Ucrânia, num contexto de crise energética naquele país.
“Portugal vai dar um contributo extraordinário para o pacote de assistência abrangente, que é um pacote da NATO para apoio não letal e, portanto, que será também dedicado à reposição da capacidade energética da Ucrânia. E demos hoje a indicação que avançaremos com uma contribuição extraordinária de um milhão de euros”, anunciou.
João Gomes Cravinho falava aos jornalistas à margem da reunião do Conselho do Atlântico Norte que junta os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO no Palácio do Parlamento, na capital da Roménia, e termina hoje.
Questionado sobre se Portugal vai ajudar a Ucrânia com geradores ou outro tipo de material que ajude a restaurar o sistema de energia do país e a combater o inverno - que segundo a NATO está a ser usado pelo presidente russo como “arma de guerra” - Cravinho respondeu que essa possibilidade está a ser estudada, mas salientou que “existe neste momento uma escassez generalizada no mercado de geradores em função da elevada procura, justamente para fazer face à destruição provocada pela Rússia”.
“Em relação ao apoio militar, é uma constante. Portugal está constantemente a rever a suas possibilidades e ao longo da duração da guerra iremos com certeza reforçar o nosso apoio”, sublinhou.
Gomes Cravinho fez um balanço desta reunião afirmando que foram dois dias de trabalho “muito interessantes” e que demonstraram “grande unidade e convergência” entre os Aliados.
O chefe da diplomacia portuguesa afirmou que “os reversos militares da Rússia no terreno” têm levado a que este país “tenha concentrado sobretudo os seus ataques contra a população civil nomeadamente procurando danificar infraestrutura civil, elétrica, no sentido de tentar criar as condições mais difíceis possíveis para a população civil”.
“É um crime de guerra, mais um crime de guerra. A Rússia ao longo de todos estes meses tem denotado grande indiferença e desprezo pelo direito internacional incluindo as leis de guerra. Deixar bem claro para a Rússia que a NATO continuará a apoiar a Ucrânia pelo o tempo que for necessário”, vincou.
Questionado sobre se denotou alguma frustração por parte da Suécia e Finlândia - que ainda aguardam a ratificação da Hungria e Turquia dos seus pedidos de adesão à NATO - Cravinho respondeu que teve uma reunião bilateral com o homólogo turco que lhe transmitiu que existem "avanços significativos". A mesma indicação foi passada ao ministro português por parte do ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês.
"Passo a passo estamos a avançar no sentido certo", sublinhou.
O primeiro-ministro português esteve em Kiev em 21 de maio passado, reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e manifestou a disponibilidade de Portugal para participar num programa de reconstrução de escolas e jardins de infância da Ucrânia, ou patrocinar a reconstrução de uma zona territorial a indicar pelas autoridades ucranianas.
Das opções pela reconstrução, o líder do executivo português manifestou preferência pela referente às escolas e jardins de infância, dizendo que o Estado Português tem experiência recente na execução desses programas de modernização de estabelecimentos de ensino.
Em Kiev, no final de uma reunião com o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, António Costa assinou um acordo para a concessão de um apoio financeiro de 250 milhões euros à Ucrânia.
De acordo com os dados mais recentes avançados pela ministra da Defesa, Helena Carreiras, Portugal já forneceu 315 toneladas de material militar letal e não letal à Ucrânia, incluindo “armamento e munições”, 14 veículos blindados e tem 700 ‘kits’ de primeiros socorros “disponíveis para entrega”.
(Notícia atualizada às 13h16)
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-reforca-com-um-milhao-de-euros-pacote-da-nato-de-ajuda-nao-letal-a-ucrania
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Svitlana Mandrych: Autarca ucraniana gere cidade em ruínas a partir de um bunker e recusa abandonar a população
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:54, 30 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/orikhiv-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Chama-se Svitlana Mandrych, tem 51 anos, e é o rosto da resistência ucraniana perante o horror e a violência da invasão russa ao país. A mulher, vice-presidente da Câmara da pequena cidade de Orikhiv, está a cumprir funções depois de o autarca local ter abandonado a cidade, tendo-se refugiado com a família em Zaporíjia. O mesmo fez grande parte da população de 20 mil ucranianos que vivia em Orikhiv. Agora, numa cidade em ruínas, não chegam aos 2 mil.
Svitlana recusa desistir, e continua a fazer os possíveis e impossíveis para manter a cidade a funcionar. As ruas de Orikhiv são buracos e crateras feitos por bombas e mísseis. Praticamente todos os edifícios da cidade, públicos e residenciais, têm as fachadas danificadas, as janelas partidas. Não há hospital, nem sequer uma ambulância. Não há rede de distribuição elétrica, água canalizada, ou gás na cidade.
A autarca local, arregaça as mangas e, com uma equipa de mais duas pessoas, tenta garantir que nada falta a quem, como ela, se recusa a abandonar a cidade e deixá-la colapsar nas mãos dos russos.
Segundo indica a responsável ao The Washington Post, todos os 56 complexos de apartamentos estão danificados ou destruídos, 70% dos lares não têm condições de habitabilidade. As manhãs são os poucos momentos de calma, quando os bombardeamentos cessam. Às 11h00, os habitantes começam a espreitar para fora dos bunkers: é quando chega a ajuda humanitária diária a Orikhiv.
O mesmo faz a presidente da Câmara: sai do bunker. O edifício da Câmara Municipal de Orikhiv, à imagem da cidade, está em ruínas. O segundo andar foi atingido por um míssil. No exterior, as paredes estão forradas com marcas de bala. No bunker improvisado, criado na cave, há duas mesas de madeira e uma única lâmpada para iluminar a sala. É o gabinete de Svitlana Mandrych e da sua equipa.
Com pouco pessoal, há muito a fazer: a autarca garante abastecimento e distribuição de comida e água aos residentes que resistem, depois distribui cobertores e agasalhos, ouve as necessidades de cada família. Distribui algum dinheiro por quem ficou sem nada. Recentemente, e equipa conseguiu distribuir mais de 600 aquecedores alimentados a madeira aos residentes. Mais 350 estão encomendados, mas a autarca teme que não sejam suficientes para chegar a todas as famílias, em especial quem vive em zonas mais remotas.
“Tenho muito medo de me esquecer deles, de não lhes dar a devida atenção. Com o frio que está a chegar, as pessoas vão morrer”, lamenta a presidente da Câmara.
A pouco mais de oito quilómetros há uma frente de guerra, pelo que os momentos de calma são poucos. Ainda na segunda-feira, voluntários estavam a descarregar bens humanitários que chegaram à cidade, quando começaram novos bombardeamentos. Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida.
Sem hospital ou ambulância, sempre que há uma emergência, são as tropas ucranianas a ajudar os residentes de Orikhiv. Entre os militares Svitlana Mandrych é bem conhecida: deram-lhe a alcunha de ‘Anjo’ e é normal estarem em contacto com ela, avisando-a de eventuais ofensivas montadas contra a cidade.
Svitlana diz que a reconquista de Kherson trouxe mais esperança, e conta os dias para que as tropas russas voltem a tomar Zaporíjia.
“Estamos à espera de que esta ofensiva aconteça. Esperávamos que pudesse ser mais cedo. Só podemos viver com esperança. È o que nos tem mantido vivos e sãos”, termina a presidente da Câmara de Orikhiv.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/svitlana-mandrych-autarca-ucraniana-gere-cidade-em-ruinas-a-partir-de-um-bunker-e-recusa-abandonar-a-populacao/
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Carta bomba explode na embaixada da Ucrânia em Madrid e faz um ferido
Por Beatriz Maio em 13:23, 30 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Uma carta bomba explodiu na embaixada ucraniana em Madrid, esta quarta-feira, e deixou um trabalhador ferido, segundo fontes policiais citadas pelo jornal espanhol ABC.
O funcionário que recebeu o objeto que chegou através do correio teve de ser assistido no hospital Nuestra Señora de América. “O trabalhador foi ferido, em princípio ligeiramente, e foi de pé para o hospital”, perto da Avenida de América, revela a mesma fonte.
As autoridades espanholas receberam o alerta por volta das 13h00, ativaram o protocolo antiterrorista e isolaram a área localizada na zona do Conde de Orgaz de Madrid.
“A Polícia Nacional já está a investigar o incidente com a participação da Polícia Científica e da Brigada de Informação Provincial”, adiantaram as autoridades ao acrescentar que foram enviadas unidades Tedax e guias caninos para o local.
Até ao momento, a origem da carta com o explosivo é desconhecida e não há ainda qualquer comentário por parte da embaixada sobre o incidente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/carta-bomba-explode-na-embaixada-da-ucrania-em-madrid-e-faz-um-ferido/
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Mais de 100 mil soldados ucranianos mortos?: Comissão Europeia corrige declaração de Von der Leyen e edita vídeo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:16, 30 Nov 2022
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Fotografia: Guetty Images
Ursula von der Leyen discursou esta quarta-feira sobre os horrores da guerra na Ucrânia mas a declaração da presidente da Comissão Europeia fica marcada por uma ‘gafe’ que obrigou o organismo a vir justificar e corrigir as declarações da responsável.
“A invasão da Rússia à Ucrânia trouxe morte, devastação e sofrimento inqualificável. Todos nos lembramos dos horrores de Bucha. Estima-se que mais de 20 mil civis e mais de 100 mil militares ucranianos tenham sido mortos até agora. A Rússia tem de pagar pelos seus crimes horríveis, incluindo pelo crime de agressão contra um Estado soberano”, declarou no discurso Von der Leyen.
Acontece que não há quaisquer números oficialmente divulgados sobre as baixas do lado ucraniano no conflito. Por isso, a Comissão Europeia viu-se obrigada a justificar a referência de Von der Leyen.
Dana Spinant, porta-voz da Comissão, explicou depois que o discurso da presidente tinha “uma imprecisão”, dizendo que o número de civis e militares mortos referido por Von der Leyen “foi extraído de fontes externas não-oficiais e referia-se às perdas totais, entre mortos e feridos, da Ucrânia”. Segundo retificou a Comissão Europeia, ” objetivo era ilustrara a brutalidade da ação da Rússia”.
Após começar a gerar-se polémica, também o discurso divulgado nos canais oficiais da Comissão Europeia, assim como o vídeo do momento partilhado nas redes sociais, foram editados para não conterem a referência.
No entanto, vários internautas atentos trataram logo de comparar os dois discursos, mostrando as diferenças.
<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”de” dir=”ltr”>🍿😽🍿<br><br>📹🇪🇺🇺🇦🇷🇺Vergleich zwischen dem ersten von Ursula von der Leyen geposteten Video und dem zweiten Video, das geschnitten wurde <a href=”https://t.co/16q76drwPg”>pic.twitter.com/16q76drwPg</a></p>— Der politische Kater! 🙀😹🙀😹🙀😹🙀😹 (@GrunkohlProblem) <a href=”https://twitter.com/GrunkohlProblem/status/1597923300528766976?ref_src=twsrc%5Etfw”>November 30, 2022</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mais-de-100-mil-soldados-ucranianos-mortos-comissao-europeia-corrige-declaracao-de-von-der-leyen-e-edita-video/
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Ucrânia: Blinken alerta para necessidade de defender infraestruturas energéticas
Por MultiNews Com Lusa em 14:41, 30 Nov 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, alertou, esta quarta-feira, para a necessidade de defender as infraestruturas energéticas na Ucrânia, além de as reconstruir, e classificou como “bárbara” a estratégia russa de tirar proveito do inverno.
“Estamos a agir urgentemente para fazer duas coisas: primeiro, garantir que, de uma forma coordenada, estamos a dar à Ucrânia o máximo que podemos, o mais rápido que podemos, para reparar, para substituir, para construir resiliência nas suas infraestruturas energéticas”, afirmou Antony Blinken.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos da América falava, em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho do Atlântico Norte que juntou os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO no Palácio do Parlamento, em Bucareste, e termina esta quarta-feira.
“Ao mesmo tempo, o outro lado da moeda é tentar garantir que essas infraestruturas são o mais eficazmente defendidas, para não entrarmos num ciclo de reparar e substituir equipamento, ter os russos a destruí-lo, e fazer o mesmo de novo”, explicou.
Blinken evidenciou que o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, “está focado agora em tentar destruir o máximo de infraestruturas possível, literalmente em todo o país”.
“Aquecimento, água, eletricidade. Para crianças, para os mais velhos, para os doentes. Estes são os novos alvos de Putin e ele está a atingi-los de forma forte. Esta brutalização do povo ucraniano é bárbara”, criticou.
O governante norte-americano insistiu que os Aliados vão apoiar a Ucrânia durante o inverno e durante o tempo que for necessário.
“O presidente Putin pensa que se aumentar o custo alto o suficiente, o mundo vai abandonar a Ucrânia, que vai deixá-los a defender-se sozinhos. A sua estratégia não tem funcionado e não vai funcionar. Nós vamos continuar a provar que ele está errado, isso foi o que ouvi de forma clara de todos os países aqui em Bucareste”, frisou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-blinken-alerta-para-necessidade-de-defender-infraestruturas-energeticas/
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Ucrânia reforça segurança nas embaixadas no exterior depois de ataque com uma carta bomba em Madrid
Por Francisco Laranjeira em 15:41, 30 Nov 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, ordenou esta quarta-feira o reforço da segurança em todas as representações diplomáticas no exterior após a explosão de uma carta bomba na Embaixada de Madrid, no qual um funcionário saiu levemente ferido.
O funcionário que recebeu o objeto que chegou através do correio teve de ser assistido no hospital Nuestra Señora de América.
Um porta-voz do ministério ucraniano, Oleg Nikolenko, confirmou o incidente na rede social ‘Twitter’, enfatizando que a vida do trabalhador ferido não está em perigo.
(https://i.ibb.co/GvTdtdN/Captura-de-ecr-2022-11-30-202001.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Kuleba exortou ainda o seu homólogo espanhol, José Manuel Albares, a tomar medidas “urgentes” para esclarecer o ataque, embora tenha realçado que as forças de segurança já foram destacadas para a zona.
O responsável ucraniano alertou ainda que tais ataques ou ameaças não vão intimidar a equipa diplomática no exterior ou interromper o seu trabalho diário para combater a agressão russa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-reforca-seguranca-nas-embaixadas-no-exterior-depois-de-ataque-com-uma-carta-bomba-em-madrid/
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“Serão inevitavelmente tomadas medidas”: Rússia ameaça retaliar se UE decidir arrestar ativos congelados devido a sanções
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:50, 30 Nov 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/1313717.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Depois de a Comissão Europeia propor o arresto temporário de ativos congelados a oligarcas e milionários russos, no âmbito das sanções ocidentais à Rússia, o Kremlin já reagiu e ameaçou retaliar caso a medida proposta por Ursula von der Leyen seja tomada.
“Já avisámos e avisamos uma vez mais que, se for feito qualquer arresto de propriedade de cidadãos russos, de empresas ou elementos estatais do nosso país, serão tomadas, inevitavelmente, medidas pela Rússia”, declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.
Sem adiantar mais pormenores, Zakharova declarou que a retaliação seria na mesma medida dos arrestos feitos, mas garantiu que serão tomadas “ações recíprocas e reais”. “Isto não são só palavras”, assumiu a responsável.
Segundo Bruxelas, até ao dia 25 de novembro, o valor total dos bens congelados a russos no âmbito das sanções da UE já chegava quase aos 19 mil milhões de euros.
Von der Leyen explicou esta quarta-feira que o objetivo de arrestar os bens a oligarcas russos é criar “uma estrutura para administrar” o que for arrestado e investir, usando os lucros para financiar a ajuda à Ucrânia e a reconstrução do país.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/serao-inevitavelmente-tomadas-medidas-russia-ameaca-retaliar-se-ue-decidir-arrestar-ativos-congelados-devido-a-sancoes/
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Ministro da Defesa russo diz que já foram treinados mais de 300 mil soldados mobilizados
MadreMedia / Lusa
30 nov 2022 15:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Segundo o ministro russo, muitos destes mobilizados foram voluntários ou eram reservistas e cerca de 8.000 receberam treino para “manipular veículos de combate e tanques, bem como sistemas de artilharia e defesa antiaérea” nos centros de formação organizados pelas Forças Armadas.
Shoigu adiantou ainda que cerca de 3.000 instrutores estiveram envolvidos nos treinos de combate para “novas formações militares” em mais de uma centena de campos distribuídos entre a Rússia e a Bielorrússia.
A mobilização parcial de cidadãos russos foi anunciada por Vladimir Putin, em 21 de setembro, numa mensagem à nação em que explicou a medida com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.
O anúncio foi depois secundado pelo ministro da Defesa, adiantando na mesma ocasião que a medida iria abranger 300 mil homens e entraria em vigor de imediato.
No próprio dia, os voos para sair da Rússia ficaram cheios e os preços dos bilhetes dispararam, tendo começado logo uma série de protestos nas ruas que levaram à detenção de milhares de pessoas.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-da-defesa-russo-diz-que-ja-foram-treinados-mais-de-300-mil-soldados-mobilizados
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Ucrânia. Círculo próximo de Putin pode sentar-se no banco dos réus?
1 de dezembro 2022 às 22:11
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/1/838768.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
França apoiou a proposta europeia de um tribunal para o crime de agressão. Os EUA não se mostram entusiasmados, dado criar precedentes para julgar os responsáveis por invasões como a do Iraque.
A ideia de um tribunal especial para punir os responsáveis pela invasão russa ganha força, tendo a proposta europeia recebido apoio de França, esta quinta-feira. “O objetivo é obter o consenso mais amplo entre membros da comunidade internacional para este projeto”, declarou o ministério dos Negócios Estrangeiros francês, enquanto Emmanuel Macron se preparava para visitar Joe Biden. Contudo, não só há dúvidas que Vladimir Putin alguma vez se sente no banco dos réus, como analistas avisam que a sua condenação in absentia tornaria quaisquer negociações de paz quase impossíveis.
O foco deste tribunal especial não seriam crimes de guerra cometidos por tropas. Algo que recai sobre a alçado do Tribunal Penal Internacional, em Haia, que já criou uma comissão para investigar a invasão da Ucrânia, apesar de a Rússia nunca ter ratificado o TPI, à semelhança dos Estados Unidos.
Em vez disso, o objetivo é julgar o crime de agressão. Ou seja, o planeamento, preparação ou execução da agressão a outro país “por uma pessoa numa posição de efetivamente exercer controlo sobre ou direcionar ação política ou militar de um Estado”, como definem os estatutos das Nações Unidas. No caso da Rússia, referimo-nos a figuras como o próprio Putin, o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov.
Macron - que ao jantar na Casa Branca será recebido com queijos e vinho americano, uma escolha arrojada dada a excelência francesa no que toca a estes produtos - terá dificuldade em convencer Biden a alinhar na proposta deste tribunal especial, apoiada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Até porque poderia ir contra interesses americanos.
“Washington tem visto com apreensão a ideia de um tribunal especial para agressão”, notou Victor Peskin, professor de Política e Estudos Globais. “Há preocupação que isso possa estabelecer um precedente legal que depois encurrale líderes americanos se os próprios EUA invadirem outro país soberano, como fez no Iraque em 2003”, descreveu no Conversation.
Diplomacia em risco? Contudo, nem todos os receios de Washington face à proposta de um tribunal especial são por temer ser responsabilizado pelas suas ações no futuro. Considerar a liderança russa como uma espécie de gangue de criminosos internacionais tornaria quaisquer negociações de paz praticamente impossíveis, exceto no caso do regime de Putin cair.
É uma discussão semelhante à que assistimos quanto à declaração da Rússia como Estado patrocinador do terrorismo. Algo em que a UE já alinhou, mas não os EUA. Não é uma questão do compromisso americano com a Ucrânia ser mais ou menos sólido, aliás, o esforço de países europeus como a Alemanha e até a França é muito mais questionado. O problema é que ser visto como Estado patrocinador do terrorismo pelos EUA - na sua lista está Cuba, o Irão, Síria e Coreia do Norte - implica sanções automáticas. E não é fácil perder esse estatuto.
Esse rótulo “tende a colar-se, em parte porque rescindir a designação como Estado patrocinador do terrorismo pode ser um processo politicamente carregado com requisitos rigorosos”, lia-se num relatório do International Crisis Group.
Para isso acontecer, é necessário que o Presidente americano apresente um relatório que mostre que um Estado teve uma mudança fundamental de liderança e política. Ou então que se absteve de apoiar o terrorismo internacional nos seis meses anteriores. O que parece implausível no caso da Rússia. E isso faria com que os EUA, em eventuais negociações para um cessar-fogo, nem sequer pudessem oferecer um desapertar das sanções significativo e imediato pelo menos durante seis meses. No caso do Sudão, demorou mais de três anos desde que Washington decidiu tirá-lo da lista de Estados patrocinadores de terrorismo até o conseguir.
As vantagens passariam, por exemplo, por isso permitir que vítimas da guerra processassem o Kremlin em tribunais americanos, podendo ser indemnizados pelos estragos sofridos com os fundos russos congelados no estrangeiro. O problema é que o estatuto de Estado patrocinador do terrorismo, apesar de ser “um poderoso sinal de apoio à Ucrânia”, poderia “criar sérios obstáculos” a qualquer esforço diplomático, até a algo semelhante ao acordo para permitir exportação de cereais ucranianos, apontou o Crisis Group.
No que toca à criação de um tribunal especial para o crime de agressão, o cálculo poderia ser semelhante, por muito que a Ucrânia e os seus aliados ocidentais tivessem gosto em ver Putin e o seu círculo mais próximo condenados, mesmo que in absentia. Daí que Kiev faça campanha por isso desde abril, tendo conseguido apoio apenas da Polónia e dos países bálticos - naturalmente receosos dos vizinhos russos - até Bruxelas alinhar, esta semana.
Von der Leyen afirmou na quarta-feira que o estabelecimento deste tribunal requereria apoio da ONU. Mas dirigentes europeus mostraram-se consciente de que certamente a Rússia o iria vetar no Conselho de Segurança, explicando ao Guardian que poderia bastar ter um apoio sólido na Assembleia Geral para ganhar legitimidade.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/786908/ucr-nia-circulo-proximo-de-putin-pode-sentar-se-no-banco-dos-reus-
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Rússia: Tribunal de Moscovo condena oligarca a 19 anos de prisão por desvio de fundos
MadreMedia / Lusa
1 dez 2022 19:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um tribunal de Moscovo condenou hoje o milionário oligarca Ziyavudin Magomedov, fundador do grupo empresarial Summa, a 19 anos de prisão após considerá-lo culpado dos crimes de fraude por desvio de fundos e associação criminosa.
O tribunal impôs ainda restrições à sua liberdade de circulação durante um período de dois anos e uma multa de 2,5 milhões de rublos (cerca de 38.900 euros). Ziyavudin Magomedov foi também destituído das condecorações recebidas no passado, como a Ordem da Amizade e a Ordem de Honra, de acordo com a agência noticiosa Interfax.
O arguido, de 54 anos, será colocado numa prisão de segurança máxima. Magomedov fez grande parte da sua fortuna sob a presidência de Dmitry Medvedev através da empresa Summa, que foi responsável pela realização de grandes projetos, tais como a construção do estádio de Kaliningrado para o Mundial de futebol de 2018.
Foi preso mais tarde nesse ano, juntamente com o seu irmão mais velho, também acusado de fraude e associação criminosa, embora tenha negado consistentemente as acusações.
O estádio de Kaliningrado, chamado Arena Baltika, tornou-se uma fonte de preocupação para os organizadores do Campeonato do Mundo desde o seu início, devido a atrasos no progresso da construção. Em 2017, vários funcionários foram presos por irregularidades nos trabalhos de construção.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-tribunal-de-moscovo-condena-oligarca-a-19-anos-de-prisao-por-desvio-de-fundos
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Espanha: Polícia detona pacote encontrado perto da Força Aérea em Madrid
MadreMedia / Lusa
1 dez 2022 20:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Polícia Nacional espanhola fez hoje uma detonação controlada de um pacote suspeito encontrado nas proximidades do quartel-general da Força Aérea, em Madrid, apesar de não terem sido detetados quaisquer materiais ou dispositivos explosivos.
Segundo a agência EFE, o pacote, que estava dentro de um balde de esfregona e envolto em plástico azul com documentos de tribunal, incluindo uma citação judicial, foi encontrado sob os Arcos de Moncloa por volta das 15:45 horas locais (mais uma do que em Lisboa), quando os serviços de segurança da sede da Força Aérea alertaram a Polícia Nacional.
Os oficiais estabeleceram um perímetro de segurança na área, obrigando a cortar o trânsito entre as ruas Princesa e Isaac Peral, e reportaram a descoberta à Brigada de Informação Provincial, que chamou os peritos em explosivos.
Depois de confirmarem que não foi encontrado qualquer dispositivo explosivo dentro da embalagem, os especialistas decidiram avançar para a sua detonação por volta das 17:15 horas (16:15 em Lisboa), de acordo com o Ministério do Interior, que referiu ainda que a polícia forense esteve também no local a analisar os vestígios
Na quarta-feira um homem ficou ferido sem gravidade na embaixada da Ucrânia em Madrid devido à explosão de um artefacto que estava dentro de um envelope. Desde então, já foi revelada pelas autoridades espanholas a existência de mais cinco cartas com explosivos, a última das quais na embaixada do Estados Unidos em solo espanhol.
De acordo com o secretário de Estado da Segurança do governo espanhol, Rafael Pérez, os outros envelopes com explosivos intercetados na última semana foram enviados para o primeiro-ministro, a ministra da Defesa, a um centro de satélites e a uma empresa de armamento.
O envelope enviado ao primeiro-ministro, Pedro Sánchez, foi intercetado na semana passada, no dia 24 de novembro, e os restantes foram identificados na quarta-feira e hoje.
A Ucrânia está a ser atacada militarmente pela Rússia desde fevereiro, numa agressão condenada pela generalidade comunidade internacional.
A Rússia condenou hoje “qualquer ameaça ou ato terrorista” na sequência do envio destas cartas com explosivos em Espanha.
“Qualquer ameaça ou ato terrorista, sobretudo dirigidos contra uma missão diplomática, são totalmente condenáveis”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela embaixada da Federação Russa em Madrid.
Já o embaixador ucraniano em Espanha, Serhii Pohoreltsev, afirmou hoje que a embaixada está a melhorar os seus sistemas de segurança e defendeu que a Rússia deve ser declarada “Estado terrorista”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/espanha-policia-detona-pacote-encontrado-perto-da-forca-aerea-em-madrid
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MNE russo acusa EUA e NATO de envolvimento direto no conflito na Ucrânia
Lusa
1 dez 2022 13:09
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, acusou hoje o Ocidente, sobretudo os Estados Unidos e a NATO, de se ter envolvido diretamente no conflito na Ucrânia, ao fornecer armamento e instrução aos soldados ucranianos.
Lavrov salientou que os ataques da Rússia às centrais elétricas ucranianas e outras infraestruturas importantes que deixaram milhões sem energia, aquecimento e água, tiveram como objetivo "enfraquecer o potencial militar" da Ucrânia e "inviabilizar o envio de armas ocidentais".
"Não se pode dizer que os Estados Unidos e a NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] não estão envolvidos nesta guerra. Estão a participar diretamente nela", disse Lavrov aos jornalistas numa videoconferência de imprensa.
"E não apenas a fornecer armamento, também estão a dar instrução a soldados. Estão a fazê-lo no Reino Unido, Alemanha, Itália e noutros países", acrescentou.
Lavrov sublinhou que a intensificação dos ataques com mísseis russos tem como objetivo "destruir as centrais elétricas", infraestruturas que "permitem que continuem a enviar armas mortais para a Ucrânia para matar russos".
"As infraestruturas visadas pelos ataques são usadas para garantir o potencial de combate das forças armadas ucranianas e dos batalhões nacionalistas", disse Lavrov.
A Ucrânia e o Ocidente têm acusado Moscovo de atacar infraestruturas civis vitais para "reduzir o moral e forçar a Ucrânia a negociações de paz nas condições da Rússia".
Lavrov insistiu que Moscovo continua aberto para negociações sobre o fim do conflito.
"Nunca pedimos conversações, mas sempre dissemos que estamos prontos para ouvir aqueles que estão interessados num acordo negociado", disse Lavrov.
O Kremlin instou a Ucrânia a reconhecer a Crimeia, que Moscovo anexou em 2014, como parte da Rússia e também outros ganhos obtidos desde que enviou tropas para o leste ucraniano, a 24 de fevereiro deste ano, para combater a "militarização" e a "nazificação" da região.
Questionado sobre a possibilidade de uma reunião entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, o chefe da diplomacia russa respondeu que Moscovo "sempre esteve disponível" para tal, acrescentando, porém, que "ainda não se ouviu nenhuma ideia séria".
Lavrov adiantou que, num contacto telefónico, o homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, levantou a questão dos cidadãos norte-americanos presos na Rússia, mas observou que Putin e Biden concordaram em estabelecer um canal separado de comunicação para discutir o assunto quando se encontraram em Genebra, em junho de 2021.
"Está a funcionar e espero que sejam alcançados alguns resultados", observou.
A administração de Biden tenta, há vários meses, negociar a libertação da estrela da Liga Norte-americana de basquetebol Brittney Griner e de Paul Whelan, um executivo de segurança corporativa de Michigan, para o que terá sugerido um formato de troca de prisioneiros com Moscovo.
Comentando a decisão da Rússia adiar a ronda de negociações para o controlo de armas nucleares com os Estados Unidos, marcada para a semana que hoje termina, Lavrov argumentou ser "impossível discutir atualmente a estabilidade estratégica se se ignorar tudo o que está a acontecer na Ucrânia".
"O objetivo foi anunciado e é o de derrotar a Rússia no campo de batalha ou mesmo destruir a Rússia. Como pode o objetivo de derrotar a Rússia não ter significado para a estabilidade estratégica, considerando que eles querem destruir um ator-chave da estabilidade estratégica?", respondeu Lavrov.
Na videoconferência de imprensa, de cerca de duas horas e meia, Lavrov criticou ainda os Estados Unidos e respetivos aliados da NATO, acusando-os de "atropelarem o direito internacional ao tentar isolar e destruir a Rússia".
Lavrov concluiu acusando também Washington de estar a encorajar outros países, incluindo a Índia, para porem cobro às relações com a Rússia.
"Essas tentativas falharam", terminou.
A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, segundo os mais recentes dados da ONU, que classifica a crise de refugiados como a pior na Europa desde a 2.ª Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de "desnazificar" e "desmilitarizar" a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas às autoridades de Moscovo.
Até quarta-feira, a ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
JSD //CFF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/mne-russo-acusa-eua-e-nato-de-envolvimento_6388a8cdd5a13442e72b7edc
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Zelensky diz que mais de 1.300 prisioneiros foram libertados pelos russos
Por MultiNews com Lusa em 08:30, 2 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou na quinta-feira que mais de 1.300 prisioneiros ucranianos foram libertados pelos russos no decurso da atual guerra.
Zelensky referiu-se a este número durante o seu habitual discurso noturno, ao referir-se à libertação de mais 50 militares detidos pela Rússia.
O chefe de Estado ucraniano precisou tratarem-se de quatro oficiais e 46 sargentos e soldados do Exército, Defesa territorial, Guardas nacionais, Marinha e guardas fronteiriços.
“No total, desde 24 de fevereiro mais de 1.300 ucranianos foram devolvidos do cativeiro russo. Traremos os restantes. Toda a Ucrânia será livre. Todos os ucranianos estarão em casa”, disse.
A Rússia e a Ucrânia trocaram hoje mais 50 prisioneiros de guerra detidos pelas duas partes, informaram respetivamente o ministério da Defesa russo e o gabinete presidencial ucraniano.
“Como resultado do processo de negociação, 50 militares russos em perigo de morte no cativeiro fora devolvidos do território controlado por Kyiv”, assinalou o ministério da Defesa russo dirigido por Serguei Shoigu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-diz-que-mais-de-1-300-prisioneiros-foram-libertados-pelos-russos/
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"Estaríamos em apuros sem os EUA”. Primeira-ministra finlandesa diz que guerra na Ucrânia mostrou que a UE "não é suficientemente forte"
MadreMedia / Lusa
2 dez 2022 09:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A primeira-ministra da Finlândia afirmou hoje que a Europa "não é suficientemente forte" para fazer frente a Moscovo sozinha, numa avaliação "muito honesta" das capacidades europeias na sequência da invasão russa da Ucrânia.
Em visita à Austrália, Sanna Marin disse que a invasão e ocupação da vizinha Ucrânia pela Rússia tinham exposto as fraquezas e erros estratégicos da Europa ao lidar com Moscovo.
“Tenho de ser muito honesta (….) convosco, a Europa não é suficientemente forte. Neste momento, estaríamos em apuros sem os Estados Unidos”, disse a líder do país, candidato à adesão à NATO, numa intervenção no Lowy Institute, um grupo de reflexão sediado em Sydney.
Marin insistiu que a Ucrânia precisa de ser ajudada em “todos os sentidos”, acrescentando que os EUA têm desempenhado um papel central no fornecimento de armas, dinheiro e ajuda humanitária necessários a Kiev para travar o avanço da Rússia.
“Temos de garantir que também reforçamos estas capacidades em termos de defesa europeia, indústria de defesa europeia e que podemos lidar com diferentes tipos de situações”, disse.
A Finlândia tornou-se independente da Rússia há quase 105 anos e, pouco tempo depois, infligiu pesadas perdas ao exército soviético invasor.
A líder finlandesa criticou as políticas da UE que destacavam a importância do envolvimento com o Presidente russo, Vladimir Putin, e disse que o bloco europeu devia ter ouvido os Estados-membros que faziam parte da antiga União Soviética.
Desde que aderiram à UE em 2004, nações como a Estónia e a Polónia vinham a instar outros membros do bloco a adotar uma linha mais dura em relação a Putin, uma posição evitada por França, Alemanha, Itália e Grécia, que favoreciam o estreitamento dos laços económicos com Moscovo.
“Durante muito tempo, a Europa construiu uma estratégia em relação à Rússia para reforçar os nossos laços económicos, para comprar energia à Rússia… pensámos que isto evitaria uma guerra”, mas esta abordagem acabou por se mostrar “totalmente errada”, criticou Marin.
“Eles não se importam com laços económicos, não se importam com sanções. Eles não querem saber de nada disso”, frisou.
Fonte: 24.sapo.pt Link:https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estariamos-em-apuros-sem-os-estados-unidos-primeira-ministra-da-finlandia-diz-que-guerra-na-ucrania-mostru-que-a-ue-nao-e-suficientemente-forte
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Ucrânia: Kremlin diz que Putin está aberto a conversações, mas posição dos EUA não facilita
Por Beatriz Maio em 11:12, 2 Dez 2022
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O Kremlin esclareceu esta sexta-feira que o presidente russo Vladimir Putin está aberto a negociações para assegurar os interesses da Rússia, porém encontrar uma base mútua para as conversações não é fácil devido à posição dos Estados Unidos da América (EUA).
Para a Rússia, os Estados Unidos não reconhecem os “novos territórios” na Ucrânia que a Rússia reivindica como seus, o que desincentiva o entendimento, relata o jornal espanhol El Mundo. Na quinta-feira, o presidente americano Joe Biden afirmou não ter planos imediatos de contactar Putin, contudo admitiu estar disposto para se encontrar com o presidente russo caso este “mostrasse interesse em pôr fim à guerra na Ucrânia”.
Embora exista ainda alguma esperança e os EUA estejam disponíveis para negociar segundo as suas condições, no seu discurso Joe Biden salientou que não há sinais de que as intenções de Moscovo sejam terminar a ofensiva militar. Em março, um mês após a invasão russa, o presidente dos EUA chamou a Putin de “carniceiro” pelas suas ações e ressaltou que o líder do Kremlin “não pode permanecer no poder”.
Tal como Biden, também o presidente francês Emmanuel Macron revelou que a Rússia será responsabilizada pelas suas ações na Ucrânia e recordou as várias tentativas da União Europeia para chegar a um acordo provisório sobre o limite de preço do petróleo.
A Rússia acusa não só os Estados Unidos e a NATO de desempenharem um papel direto e perigoso na guerra como defende que Washington transformou Kyiv numa “ameaça existencial” que Moscovo “não pode ignorar”.
Após o anúncio dos EUA, o Kremlin rejeita os termos impostos para as conversações sobre a Ucrânia, afirmando que a ofensiva de Moscovo vai continuar, avança o jornal Barron’s citando o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Depois de mais de nove meses de combates e com o Inverno a chegar, os países ocidentais estão a tentar aumentar a ajuda à Ucrânia, uma vez os ataques com mísseis e drones deixaram milhões sem aquecimento, eletricidade e água.
A ofensiva militar, que teve início a 24 de fevereiro quando a Rússia invadiu a Ucrânia, causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, segundo os mais recentes dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A invasão russa, que o presidente Putin justifica com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Até quarta-feira, a ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, frisando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kremlin-diz-que-putin-esta-aberto-a-conversacoes-mas-posicao-dos-eua-nao-facilita/
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Ucrânia: Escolas, hospitais e serviços públicos precisam de computadores e smartphones e a Europa quer ajudar
Fátima Caçador
Casa dos Bits
2 dez 2022 11:37
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Foi criada uma iniciativa para recolher donativos de computadores, smartphones e tablets que possam ser usados pelos professores e alunos ucranianos nas escolas, mas também em outros serviços públicos, entre os quais os hospitais. O foco são as zonas mais afetadas pela guerra e são precisos mais de 70 mil equipamentos.
A iniciativa recebeu o nome de Laptops for Ukraine e junta a Comissão Europeia, o Ministério da Transformação Digital da Ucrânia e a DigitalEurope, uma organização europeia que representa a indústria da tecnologia digital. O objetivo é mobilizar esforços de empresas, mas também de todos os cidadãos, para recolher computadores, tablets e smartphones que possam ser usados pelos alunos das escolas ucranianas e também pelos serviços públicos, entre os quais estão os hospitais.
A ideia está também ligada à EUTech4Ukraine, através da qual deverá ser feita a recolha de equipamentos, mas a própria Comissão Europeia está a promover a recolha nas instituições da União Europeia.
O destino são as escolas, hospitais e serviços públicos nas regiões mais afetadas pela guerra na Ucrânia. As autoridades ucranianas identificaram os computadores como uma das necessidades mais prementes no momento e indicam que cerca de 70 mil professores precisam de laptops para continuar a dar aulas, e que 5 mil escolas nas regiões atingidas pela guerra precisam de dispositivos digitais para garantir que 200 mil alunos possam continuar a sua aprendizagem.
Para além disso, são necessários outros equipamentos, entre smartphones, tablets e outros dispositivos eletrónicos, para outros setores e, em particular, para enfermeiros, médicos e administração pública. Os dispositivos podem ser usados, desde que estejam funcionais.
De acordo com os dados partilhados, as empresas podem fazer doações maiores diretamente por meio do mecanismo de proteção civil da União Europeia. Para doações menores, as organizações, empresas e cidadãos com sede na Bélgica podem doar equipamentos através da DigitalEurope, que quer alargar os centros de recolha em toda a Europa.
A Comissão Europeia está também a trabalhar com parceiros da indústria para receber doações, recolher e entregar material através da EUTech4Ukraine, pretendendo também facilitar a recolha de equipamento nas instituições da UE, embora não exista informação específica sobre centros de recolha ou formas de contacto.
O comunicado indica que, através do mecanismo de proteção civil da UE, os dispositivos serão recolhidos e enviados para a Ucrânia, nos locais onde os equipamentos são mais necessários.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/ucrania-escolas-hospitais-e-servicos-publicos-precisam-de-computadores-e-smartphones-e-a-europa-quer-ajudar
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Espanha avisa parceiros e Bruxelas de que cartas armadilhadas podem estar ligadas à Ucrânia
Por MultiNews Com Lusa em 12:09, 2 Dez 2022
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O ministro da Administração Interna espanhol recomendou esta sexta-feira à Comissão Europeia e países parceiros que tomem medidas caso recebam cartas armadilhadas semelhantes às enviadas a várias entidades em Espanha, admitindo que podem estar relacionadas com a guerra na Ucrânia.
Numa carta enviada aos Estados-membros da União Europeia (UE) e a Bruxelas, Fernando Grande-Marlaska avisa que as seis cartas armadilhadas endereçadas ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, às embaixadas da Ucrânia e dos Estados Unidos, entre outras entidades, “podem estar relacionadas com a invasão da Ucrânia pela Rússia”.
No texto, citado pela agência espanhola Europa Press, o ministro dá conta dos pacotes detetados, o primeiro dos quais foi enviado a 24 de novembro para o Palácio da Moncloa (sede do Governo espanhol) e dirigido a Pedro Sánchez.
Dois pacotes semelhantes foram recebidos, na quarta-feira, pela embaixada da Ucrânia em Madrid e pela dos Estados Unidos na quinta-feira.
Outras cartas armadilhadas foram igualmente enviadas para o Ministério da Defesa, o Centro de Satélites da base aérea de Torrejón de Ardoz (Madrid) e a empresa de armas Instalaza, em Saragoça.
Só um dos pacotes armadilhados causou um ferido ligeiro, quando um trabalhador da embaixada da Ucrânia abriu o envelope e sofreu ferimentos nas mãos.
Segundo Marlaska, “as investigações e os resultados das análises que estão a ser realizadas por peritos da polícia nacional mostram que tanto as características dos envelopes como o seu conteúdo são semelhantes”.
Por isso, o ministro espanhol considerou “necessário informar as instituições europeias e os [restantes] Estados-membros destes acontecimentos, que poderão estar relacionados com a invasão da Ucrânia pela Rússia, para que avaliem possíveis ações caso se repitam noutros países”.
O Ministério da Administração Interna espanhol informou, na quinta-feira, que os objetos armadilhados que estavam nos seis envelopes são de fabrico caseiro e provocam uma “deflagração com chama repentina”.
A investigação indicou que as cartas foram enviadas de Espanha, todas em envelopes castanhos com “características semelhantes”, incluindo a caligrafia.
A existência destas cartas foi noticiada após o anúncio, na quarta-feira, da embaixada da Ucrânia, embora a primeira tenha sido a enviada para o primeiro-ministro espanhol, em 24 de novembro.
Na noite do mesmo dia foi confirmada a receção de mais uma carta, dessa vez enviada ao diretor da empresa Instalaza de Saragoça, fabricante de armas que tem fornecido a Ucrânia no âmbito do conflito em curso, desencadeado pela invasão russa.
Na manhã de quinta-feira foi detetado, na base aérea de Torrejón, mais um envelope, este endereçado ao diretor do Centro de Satélites da UE.
Este foi o único caso em que o envelope não foi detonado de forma controlada, pelo que se tornou crucial para a investigação.
Um quinto pacote também foi enviado na manhã de quinta-feira à ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, tendo, pouco depois, sido detetado um sexto pacote na embaixada dos Estados Unidos em Madrid.
As cartas esta sexta-feira enviadas por Marlaska foram dirigidas aos responsáveis pela tutela dos Assuntos Internos dos restantes Estados-membros da UE, à comissária europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, ao presidente da comissão parlamentar das Liberdades, Juan Fernando López Aguilar, à diretora-executiva da Europol (Serviço Europeu de Polícia), Catherine de Bolle, e ao coordenador da operação antiterrorista da UE, Ilkka Salmi.
A todos explicou que a investigação foi assumida pelo Tribunal Nacional e também que ordenou “um aumento das medidas de segurança nas delegações diplomáticas presentes em Espanha, bem como noutras áreas de proteção especial”, reforçando o nível de segurança já decretado após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro passado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/espanha-avisa-parceiros-e-bruxelas-de-que-cartas-armadilhadas-podem-estar-ligadas-a-ucrania/
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Ucrânia: Rússia exige que as anexações sejam reconhecidas pelo Ocidente antes das negociações de paz
Por Francisco Laranjeira em 14:55, 2 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia apontou que a recusa do Ocidente em reconhecer os “novos territórios” conquistados à Ucrânia torna as negociações de paz mais difíceis, em resposta à disponibilidade do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em se encontrar com Vladimir Putin. O Kremlin garantiu estar aberto a negociações mas não à exigência do Ocidente que saia da Ucrânia.
A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas no final de setembro, sem controlar nenhuma delas – nove meses após a invasão, perdeu mais da metade das terras que conquistou.
Joe Biden apontou, esta quinta-feira, que estava pronto para se encontrar com o líder russo “se de facto houver interesse em que ele decida que está à procura de uma maneira de acabar com a guerra”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, apontou anteriormente que Putin permaneceu aberto a negociações destinadas a “garantir os nossos interesses”. Mas Moscovo certamente não estava pronta para aceitar as condições dos EUA: “O que o presidente Biden disse de facto? Disse que as negociações só são possíveis depois de Putin deixar a Ucrânia”, lembrou, frisando que a exigência complicou a procura por uma base mútua para as negociações.
Também Sergey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, reclamou que os países europeus não ofereceram nada de concreto até ao momento em termos de mediação. “Macron tem afirmado regularmente nas últimas duas semanas que planeia uma conversa com o presidente russo”, disse, acrescentando que a Rússia não recebeu qualquer sinal por meio dos canais diplomáticos.
Em visita à Ucrânia, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, disse que não poderia haver paz até que a Rússia parasse de mentir sobre o que estava a fazer na Ucrânia. Em Bucha, onde as tropas russas são acusadas de cometer crimes de guerra no massacre de centenas de civis, disse: “Não pode haver caminho a seguir com base em mentiras. Foram cometidas aqui atrocidades.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-exige-que-as-anexacoes-sejam-reconhecidas-pelo-ocidente-antes-das-negociacoes-de-paz/
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Kremlin rejeita retirar-se da guerra para cumprir exigências de Biden
MadreMedia / Lusa
2 dez 2022 13:49
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Presidência russa (Kremlin) rejeitou hoje a exigência de se retirar da Ucrânia apresentada pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, como condição fundamental para voltar a abrir o diálogo com o homólogo russo, Vladimir Putin.
O Presidente dos Estados Unidos “disse de facto que só seriam possíveis negociações se Putin abandonasse a Ucrânia”, o que Moscovo “obviamente rejeita”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sublinhando que “a operação militar vai continuar”.
Biden disse na quinta-feira que “estava pronto” para falar com Putin se este “encontrasse uma maneira de acabar com a guerra” na Ucrânia e estabeleceu como primeira condição a retirada das tropas russas.
“Se isso acontecer, ficarei feliz em, depois de consultar os meus amigos franceses e a NATO, sentar-me com Putin para ver o que ele tem em mente”, avançou Biden numa conferência de imprensa conjunta em Washington com o Presidente francês, Emmanuel Macron.
Apesar de rejeitar as condições de Biden, Putin “mantém-se aberto a contactos e a negociações, o que é muito importante”, assegurou hoje o porta-voz do Kremlin.
No entanto, adiantou Peskov, “continua a ser muito difícil encontrar um denominador comum para possíveis negociações”, já que os Estados Unidos não reconhecem a anexação de quatro territórios ucranianos reivindicados por Moscovo em setembro, alertou.
“A forma preferível para alcançar os nossos objetivos é através de meios pacíficos e diplomáticos”, sublinhou ainda o porta-voz russo.
Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, também garantiu que Moscovo “sempre esteve disponível” para a possibilidade de uma reunião entre os Presidentes russo e norte-americano, mas disse que “ainda não se ouviu nenhuma ideia séria”.
Lavrov adiantou que, num contacto telefónico, o homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, levantou a questão dos cidadãos norte-americanos presos na Rússia, mas observou que Putin e Biden concordaram em estabelecer um canal separado de comunicação para discutir o assunto quando se encontraram em Genebra, em junho de 2021.
“Está a funcionar e espero que sejam alcançados alguns resultados”, observou Lavrov.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kremlin-rejeita-retirar-se-da-guerra-para-cumprir-exigencias-de-biden
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Gomes Cravinho reconhece que OSCE não pode garantir a paz na Ucrânia
Lusa
2 dez 2022 14:37
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Fonte de imagem: sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros português reconheceu hoje que a OSCE não pode ser responsabilizada pela manutenção da paz na Ucrânia, quando há uma parte, a Rússia, determinada em manter a sua agressão militar ao país vizinho.
"A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que nasceu em 1975, num clima de relações muito tensas, no âmbito da Guerra Fria, não pode agora ser responsabilizada pela manutenção da paz, quando há uma parte, a Rússia, que insiste na invasão da Ucrânia", disse João Gomes Cravinho, que está em Lodz, na Polónia, a participar na reunião anual do Conselho Ministerial deste organismo.
Em declarações à agência Lusa, o chefe da diplomacia portuguesa disse que a reunião em Lodz foi "importante", destacando o número significativo de ministros que esteve presente no encontro da organização, que conta com 57 países e que se encontra "numa situação particularmente difícil".
"A questão que agora se coloca é qual o papel futuro da OSCE. Este foi o tema principal da reunião de hoje. Houve uma larga maioria de países que considera que a organização, embora não esteja em condições de fazer a ponte entre a Rússia e a Ucrânia (...), deve manter-se em funcionamento para o dia em que isso seja possível", afirmou.
Gomes Cravinho sublinhou que a OSCE mantém um papel importante em muitas outras missões, em diferentes partes da sua área de influência, como por exemplo no Cáucaso do Sul, tentando a pacificação entre o Azerbaijão e a Arménia, ou na Ásia Central, onde há vários países com problemas de partilha de fronteiras.
Para o ministro português, o objetivo mais importante a curto prazo é assegurar que a OSCE não desapareça como organização de articulação entre os diversos países, sobretudo num ambiente de ameaça de estagnação, em grande parte devido aos obstáculos colocados pelo regime russo liderado pelo Presidente Vladimir Putin.
"A mais importante conclusão, que resulta da maioria das intervenções no encontro de hoje, é que temos de garantir a subsistência desta instituição, que em relação a diversas matérias está paralisada, porque a Rússia não está a permitir a aprovação do orçamento anual", defendeu Gomes Cravinho.
O chefe da diplomacia portuguesa mostrou-se confiante de que a OSCE "continuará a ser tão importante como foi ao longo da sua vida de quatro décadas e meia", realçando o seu potencial para manter um papel crucial na recomposição de cenários políticos de paz.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
RJP // SCA
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/gomes-cravinho-reconhece-que-osce-nao-pode_638a0f79e161f5430f58ac24
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Putin terá caído numas escadas da sua residência oficial: estado de saúde do presidente russo volta a ser questionado
Por Francisco Laranjeira em 15:14, 2 Dez 2022
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FILE PHOTO: RussiaN President Vladimir Putin attends an event at the Novo-Ogaryovo state residence outside Moscow, Russia, July 23, 2020. Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY./File Photo/File Photo
Vladimir Putin terá dado uma queda numa escada da sua residência oficial, segundo revelou esta sexta-feira o canal russo do Telegram ‘General SVR’: o presidente russo, de 70 anos, terá escorregado e caído de costas ao longo de vários degraus – foi prontamente auxiliado pelos seus guarda-costas, enquanto os médicos pessoais corriam para o assistir.
A queda terá deixado Putin com diversos hematomas na zona do cóccix, embora também tenha destacado problemas do alegado cancro do trato gastrointestinal do presidente russo. “O incidente ocorreu diante dos guarda-costas do presidente, que reagiram rapidamente e correram para ajudar Putin. Três seguranças ajudaram o presidente a chegar ao sofá mais próximo e chamaram os médicos, que estão de prevenção na residência”, relatou o canal.
Na mesma publicação pôde ler-se que os médicos “chegaram em poucos minutos mas não puderam examinar o presidente imediatamente”. Porquê? Devido ao facto de sofrer de um problema oncológico do trato gastrointestinal, “que já apresenta sérios problemas de digestão” e de a queda ter causado uma reação “involuntária”. “Antes do exame, os médicos escoltaram o presidente à casa de banho e ajudaram na limpeza”, relatou o canal, que sublinhou que após um exame completo, foi “diagnosticado um hematoma no cóccix e nos tecidos moles”.
“Usa calçados especiais, mesmo em casa, com revestimento antiderrapante, e as escadas da residência são consideradas ‘seguras’. Acontece que todas as precauções são inúteis quando os nervos estão em jogo, garantiram. Putin está “num cenário de stress constante”, o que tem alarmado cada vez amis os médicos e familiares.
“Putin toma remédios o tempo todo, e preparar o presidente para uma exibição pública está a tornar-se cada vez mais difícil. A isto deve-se acrescentar o aumento dos riscos em termos de segurança pessoal. Todo o complexo de problemas levou o presidente a tomar a decisão de mudar para o modo ‘auto-isolamento’ e passar a maior parte do tempo numa das suas residências [oficiais] equipada com bunkers.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-tera-caido-numas-escadas-da-sua-residencia-oficial-estado-de-saude-do-presidente-russo-volta-a-ser-questionado/
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Kiev admite 10.000 a 13.000 soldados mortos na guerra
MadreMedia / Lusa
2 dez 2022 12:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas corrigiram hoje os números divulgados pela presidente da Comissão Europeia sobre baixas militares, anunciando estimativas de 10.000 a 13.000 mortos, em vez dos 100.000 referidos por Ursula von der Leyen.
As “estimativas oficiais do Estado-Maior do Exército variam de 10.000 a 12.500 ou 13.000 mortos”, disse o conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podoliak, citado pela agência espanhola EFE.
Num vídeo divulgado na quarta-feira, em que defendeu a criação de um tribunal especial para julgar crimes de guerra russos, Von der Leyen disse que mais de 100.000 soldados e mais de 20.000 civis ucranianos tinham sido mortos em nove meses de guerra.
Posteriormente, o seu gabinete admitiu incorreções na informação e esclareceu que o número de 100.000 se referia a mortos e feridos, segundo a agência norte-americana AP.
Podoliak disse hoje que os números referidos por Von der Leyen estavam errados.
“É óbvio, por isso retiraram o vídeo e retiraram esses números”, comentou o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky a uma televisão ucraniana.
Podoliak disse também que o número de civis ucranianos mortos na guerra é superior aos 20.000 referidos pela chefe do executivo da União Europeia (UE).
A Ucrânia e a Rússia têm reivindicado alguns números sobre baixas militares infligidas à outra parte, mas sem validação independente, tal como muitas das informações que divulgam sobre o curso do conflito.
Ambos os lados são suspeitos de minimizar a escala das suas perdas para não prejudicar o moral das suas tropas.
O Estado-Maior do Exército ucraniano disse hoje que cerca de 90.000 soldados russos morreram desde o início da invasão, incluindo 650 durante o dia de quarta-feira.
Em 10 de novembro, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, disse que a Rússia já tinha sofrido “bem mais de 100.000” militares mortos e feridos na invasão da Ucrânia.
Disse também que os números entre as fileiras ucranianas seriam “provavelmente semelhantes”.
“Estamos a falar de bem mais de 100.000 soldados russos mortos ou feridos. O mesmo provavelmente do lado ucraniano”, afirmou então.
Contudo, Zelensky disse à rede de televisão norte-americana CNN, no mesmo dia, que Moscovo tinha perdido “dez vezes mais” militares do que Kiev desde o início da invasão.
Anteriormente, em junho, Zelensky tinha dito que a Ucrânia estava a perder “60 a 100 soldados por dia, mortos em ação, e cerca de 500 pessoas feridas em ação”, de acordo com a agência francesa AFP.
No campo contrário, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, afirmou, em setembro, que 5.937 soldados russos tinham sido mortos até então, e colocou as baixas militares ucranianas em 61.200.
A ONU tem divulgado números sobre a morte de civis ucranianos, mas apenas os que consegue confirmar, alertando sempre que os seus dados estarão muito aquém dos reais.
O seu número mais recente é de 6.655 civis mortos desde o início da guerra.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-admite-10-000-a-13-000-soldados-mortos-na-guerra
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Brno. Consulado ucraniano evacuado devido a "pacote suspeito"
JORNAL I
02/12/2022 13:50
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/12/2/838800.jpg?type=artigo)
© Dreamstime
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Oleg Nikolenko, revelou esta sexta-feira que foram várias as embaixadas e consulados ucranianos que receberam “pacotes sangrentos” com “olhos de animais”.
O consulado ucraniano em Brno, na República Checa, foi esta sexta-feira evacuado depois de ter chegado a estabelecimento um "pacote suspeito", semelhante aqueles que foram interceptados em Espanha.
Esta manhã, a polícia checa adiantou que a área circundante à embaixada, incluindo um jardim de infância, foi evacuada e que “um pacote semelhante chegou à Embaixada da Ucrânia em Praga”.
Os envelopes eram semelhantes aos encontrados em várias instituições espanholas, que continham engenhos explosivos, mas, de acordo com David Chaloupka, porta-voz da polícia, os intercetados na República Checa “continham tecidos de animais mortos”.
Já o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Oleg Nikolenko, revelou esta sexta-feira e foram várias as embaixadas e consulados ucranianos receberam “pacotes sangrentos” com “olhos de animais”.
De acordo com o responsável, pacotes “ensopados com um líquido e cheiro caraterísticos”, foram entregues nas embaixadas da Ucrânia na Hungria, Polónia, Croácia, País Baixos e Itália.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/786944/brno-consulado-ucraniano-evacuado-devido-a-pacote-suspeito?seccao=Mundo_i
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Cuidados reforçados nas embaixadas portuguesas depois de cartas armadilhadas
JORNAL I
02/12/2022 15:11
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© AFP
Também hoje o ministro da Administração interna de Espanha recomendou à Comissão Europeia e aos países parceiros que tomassem medidas caso recebessem cartas armadilhadas semelhantes às enviadas nos últimos dias.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros disse esta sexta-feira que foram dadas indicações às embaixadas portuguesas para reforçarem os cuidados da receção de correio, devido às cartas armidalhadas que estão a chegar a vários outros países.
"Estamos a dar indicações às nossas embaixadas para terem atenção redobrada a encomendas ou correio que recebam", disse João Gomes Cravinho à agência Lusa, a partir de Lodz, na Polónia, onde garantiu que as missões portuguesas no exterior "em função do que aconteceu em Espanha nos últimos dias".
Também hoje o ministro da Administração interna de Espanha recomendou à Comissão Europeia e aos países parceiros que tomassem medidas caso recebessem cartas armadilhadas semelhantes às enviadas nos últimos dias.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português admitiu que houve o envio de uma circular para as representações e embaixadas portuguesas, com recomendações, mas preferiu não dar pormenores por razões de segurança-
"Por motivos de segurança, estas questões devem ser tratadas com o devido recato e a devida descrição", disse João Gomes Cravinho, que se encontra em Lodz, no âmbito da reunião anual do Conselho Ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/786948/cuidados-reforcados-nas-embaixadas-portuguesas-depois-de-cartas-armadilhadas?seccao=Portugal_i
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Ucrânia: Comissão Europeia quer criminalizar subversão das sanções à Rússia na UE
Por MultiNews Com Lusa em 12:49, 2 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/03/ursula-von-der-leyen.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Comissão Europeia propôs hoje criminalizar a subversão das sanções aplicadas pela União Europeia (UE) à Rússia, estabelecendo regras comuns no espaço comunitário para facilitar a investigação e punição de tais violações das medidas restritivas nos países europeus.
“A Comissão Europeia apresenta hoje uma proposta para harmonizar as infrações penais e as penas pela violação das medidas restritivas da UE [pois], embora a agressão russa à Ucrânia ainda decorra, é primordial que as medidas restritivas da UE sejam plenamente aplicadas e que a violação dessas medidas não seja compensadora”, salienta a instituição em comunicado de imprensa.
A proposta visa “estabelecer regras comuns da UE, o que facilitará a investigação, a perseguição e a punição de violações das medidas restritivas em todos os Estados-membros”, destaca Bruxelas, vincando que a subversão das sanções passará a ser classificada como “infração penal grave”.
Em causa estão questões como a mobilização de fundos ou recursos económicos para pessoas ou entidades abrangidas nas listas de sanções, o não congelamento desses fundos, a autorização de entrada de pessoas abrangidas no território de um Estado-membro ou em trânsito, a realização de transações com países terceiros que são proibidas ou restringidas por medidas restritivas da UE, o comércio de bens ou serviços cuja importação ou exportação está vedada ou limitada, a concretização de atividades financeiras proibidas ou restringidas e ainda a prestação de outros serviços como de consultoria jurídica, serviços fiduciários e consultoria fiscal.
Dependendo da infração, um cidadão poderá estar sujeito a uma pena máxima de pelo menos cinco anos de prisão, enquanto as empresas poderão ser alvo de penalizações não inferiores a 5% do total do volume anual de negócios mundial.
Cabe agora ao Parlamento e ao Conselho discutirem e votarem a proposta.
Na passada segunda-feira, o Conselho da UE já iniciou, por unanimidade, o processo para que a subversão das sanções impostas pelo bloco comunitário à Rússia seja integrada na lista de crimes reconhecidos, de forma a evitar que Moscovo, alvo de sanções europeias sem precedentes, consiga contornar as medidas restritivas.
Estas sanções – que incluem sanções individuais, sanções económicas e medidas em matéria de vistos – juntam-se às medidas em vigor impostas à Rússia desde 2014, na sequência da anexação da península da Crimeia e da não aplicação dos acordos de Minsk.
As sanções económicas visam impactar a economia russa e impedir que o Kremlin (Presidência russa) tenha capacidade de prosseguir com a guerra, enquanto as medidas individuais abrangem as pessoas responsáveis pelo apoio, financiamento ou execução de ações que comprometam a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia.
Apesar de as medidas restritivas serem adotadas ao nível da UE, os Estados-membros têm definições diferentes do que constitui uma violação das medidas restritivas e de quais as sanções que deverão ser aplicadas em caso de violação, o que poderá conduzir a diferentes níveis de execução e a um risco de evasão, permitindo, por exemplo, que pessoas sancionadas continuem a ter acesso aos seus ativos, situação que Bruxelas quer contornar.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-comissao-europeia-quer-criminalizar-subversao-das-sancoes-a-russia-na-ue/
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Orbán garante que a Hungria vai manter veto ao plano de ajuda financeira da UE à Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 15:48, 2 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O primeiro-ministro da Hungria garantiu esta sexta-feira que vai continuar a opor-se ao plano da União Europeia de fornecer um pacote de ajuda de 18 mil milhões de euros à Ucrânia, uma posição que promete extremar as tensões entre o bloco europeu e o Governo nacionalista da Hungria.
Em entrevista à rádio estatal, o primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu que a Ucrânia precisa de ajuda para pagar o funcionamento dos serviços essenciais, mas enfatizou que iria manter o veto ao plano da União Europeia de empréstimos conjuntos para financiar o apoio financeiro.
“A questão é como ajudar a Ucrânia”, explicou Orbán. “Uma proposta diz que devemos usar os orçamentos dos Estados-membros da UE para contrair novos empréstimos e usar esse dinheiro para dar à Ucrânia. Não somos a favor disso porque não queremos que a União Europeia se torne uma comunidade de Estados endividados em vez de uma comunidade de Estados-membros cooperantes.”
Orbán propôs ainda que cada um dos 27 Estados-membros da UE usasse o seu próprio orçamento para fornecer assistência à Ucrânia através de acordos bilaterais. “Não aceitaremos o outro plano, não vamos consentir e sem nós ele não existirá”, prometeu. Orbán indicou que a Hungria estaria disposta a fornecer à Ucrânia entre 144 e 168 milhões de euros do seu próprio orçamento, uma quantia que garantiu que não prejudicaria fundamentalmente os interesses nacionais da Hungria.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/orban-garante-que-a-hungria-vai-manter-veto-ao-plano-de-ajuda-financeira-da-ue-a-ucrania/
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Embaixada ucraniana em Madrid recebe novo pacote suspeito
Por MultiNews Com Lusa em 17:05, 2 Dez 2022
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Plaza Mayor, Madrid. Imagem de arquivo
A embaixada da Ucrânia em Madrid recebeu hoje um pacote com alegados vestígios de sangue, semelhante aos recebidos por várias entidades nas últimas horas, tendo um grande destacamento da polícia ocupado, de imediato, as imediações da delegação diplomática.
Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Oleg Nikolenko, o pacote é semelhante aos recebidos por embaixadas e consulados em vários países europeus, mas ainda não é possível tirar conclusões, já que “estão em curso investigações”.
Os pacotes, aparentemente manchados de sangue e contendo olhos de animais, foram enviados para as embaixadas ucranianas na Hungria, Países Baixos, Polónia, Croácia e Itália, embora também tenham sido registadas remessas suspeitas nos consulados do país na Polónia, República Checa e Itália.
“As próprias embalagens estavam encharcadas com um líquido odorífero distinto e tinham um certo fedor. Estamos a estudar o significado destas mensagens”, disse o porta-voz, citado pela agência espanhola Europa Press.
Nikolenko disse também que várias pessoas invadiram a residência do embaixador ucraniano no Vaticano e a embaixada ucraniana no Cazaquistão como parte de uma série de ataques às missões diplomáticas do país.
A embaixada ucraniana em Madrid já tinha sido palco de outro alerta, na quarta-feira, quando recebeu uma carta armadilhada, que provocou ferimentos ligeiros num trabalhador.
O Ministério do Interior espanhol confirmou a receção, por diferentes entidades, de seis pacotes com um mecanismo que provoca uma “deflagração por chama repentina” quando aberto, a primeira das quais foi enviada, em 24 de novembro, para o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
“Temos razões para acreditar que foi lançada uma campanha bem planeada de terror e intimidação contra as embaixadas e consulados ucranianos”, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.
“Incapazes de deter a Ucrânia na frente diplomática, estão a tentar intimidar-nos. No entanto, posso dizer que isto não vai funcionar. Continuaremos a trabalhar eficazmente para alcançar a vitória na Ucrânia”, acrescentou.
A Ucrânia está a cooperar com as autoridades dos países em causa para investigar todos os casos e analisar as ameaças recebidas.
As missões diplomáticas ucranianas no estrangeiro foram colocadas sob o mais alto nível de alerta e segurança, por ordem de Kuleba.
Contactada pela agência Lusa, a embaixada da Ucrânia em Lisboa escusou-se a fazer comentários sobre os acontecimentos.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, disse à Lusa que deu indicações às embaixadas portuguesas para reforçarem os cuidados na receção de correio e garantiu que as missões portuguesas no exterior “estão atentas, em função do que aconteceu em Espanha nos últimos dias”.
O ministro admitiu que foi enviada uma circular para as representações e embaixadas portuguesas, com recomendações, mas preferiu não dar mais pormenores sobre os procedimentos, invocando razões de segurança.
As autoridades portuguesas reforçaram a proteção da embaixada da Ucrânia em Lisboa e admitem reapreciar o nível de ameaça em Portugal, após cartas armadilhadas terem sido recebidas por entidades em Espanha, anunciou hoje o Sistema de Segurança Interna (SSI).
Em resposta a um pedido de esclarecimento da Lusa, na sequência da notícia da receção de pelo menos seis cartas armadilhadas em Espanha, o SSI confirmou que a Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT), que funciona no quadro do Sistema de Segurança Interna, “está a acompanhar atentamente a situação” e que se encontra em “estreita articulação com os seus parceiros espanhóis, europeus e internacionais”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/embaixada-ucraniana-em-madrid-recebe-novo-pacote-suspeito/
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Guerra na Ucrânia: Grupo de “vândalos” rouba mural de Banksy pintado em Kiev
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:08, 2 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O misterioso artista de rua inglês Banksy deu que falar depois de ter confirmado no mês passado que pintou sete novos murais, espalhados por várias regiões ucranianas, com motivos relativos à resistência ucraniana perante a invasão da Rússia. Um dos murais durou pouco mais de duas semanas… porque acabou roubado.
Um mural, pintado por Banksy num edifício em Hostomel, na região de Kiev, foi cortado e removido da fachada onde estava colocado, tendo sido roubado.
Sergey Shuk, cidadão ucraniano, presenciou o momento em que os ladrões roubaram a obra de arte, tendo publicado fotos do “antes e depois” nas redes sociais”.
“Vândalos cortaram o mural de Bansky da fachada de um prédio em Hostomel. A julgar pelo que se vê, o mural foi aplicado sobre um isolamento, que depois foi cortado e roubado”, escreveu o ucraniano nas redes sociais, adiantando que os autores do roubo já foram detidos.
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/banksy2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Não se conhece, para já a identidade dos autores nem os motivos que os levaram a roubar a obra de Bansky. Como explica Shuk, com efeito o mural foi aplicado sobre uma camada de material isolante esponjoso. O mural e a esponja foram cortados pelos ladrões e levados, não se sabendo se, entretanto a obra de arte urbana foi recuperada.
“Antes, em Kiev, já outras pessoas tinham vandalizado um mural de Bansky com um desenho de um cossaco russo”, lamentou o ucraniano, citado pelo jornal russo Meduza.
O mural roubado mostrava uma mulher de rolos no cabelo e com uma máscara de gás, envergando um roupão e com um extintor na mão.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-grupo-de-vandalos-rouba-mural-de-banksy-pintado-em-kiev/
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Já a planear as férias? Este mapa interativo mostra-lhe quais são os destinos mais e menos seguros
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:55, 2 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Com o final do ano quase à porta, muitos já começam a fazer contas e planos para o próximo destino de férias, a visitar em 2023. Mas, num mundo ainda marcado pela pandemia da Covid-19, e que este ano vive tenso com a guerra na Ucrânia, as preocupações relacionadas com a saúde e com a segurança, quando estamos num país estrangeiro, ganham novo relevo no contexto do turismo.
A pensar nisso, a empresa de serviços de segurança e saúde International SOS analisou países de todo o mundo quanto à qualidade dos serviços de saúde disponibilizados e nível de segurança dos turistas em cada nação, tendo contruído um mapa interativo, que pode consultar aqui.
Estre os destinos mais perigosos está, sem surpresas, a Ucrânia. Com a invasão russa, que começou em fevereiro, o país saltou diretamente para o ‘risco extremo’ no mapa interativo, o que demonstra que determinada nação é “muito perigosa” para ser visitada por turistas.
Mas não é caso único: Iraque, Líbia, Afeganistão, Mali, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Somália ou Iémen estão todos na lista dos países mais perigosos para serem visitados no próximo ano.
Com o tumulto vivido na Europa, apesar da guerra na Ucrânia, da inflação, do aumento do custo de vida, tensões políticas e de uma crise energética, o continente continua a ser o mais seguro para ser visitado.
Entre os locais mais seguros do mundo para fazer uma viagem estão a Gronelândia, a Islândia, a Noruega, a Islândia, a Finlândia, o Luxemburgo, a Suíça e a Eslovénia. Todas estas nações têm a classificação de risco de segurança “insignificante”.
Portugal, assim como a esmagadora maioria dos países da UE, aparece a amarelo-claro no mapa interativo, o que significa que o risco de segurança para quem visita o nosso País é considerado “baixo”.
No mesmo mapa, mexendo nos filtros ‘Medical’, e ‘Mental Health’ (canto superior esquerdo), pode também ver os vários países avaliados de acordo com os serviços de saúde disponibilizados e o risco de transmissão da Covid-19, bem como consultar quais os que têm maior ou menor incidência de problemas da saúde mental.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ja-a-planear-as-ferias-este-mapa-interativo-mostra-lhe-quais-sao-os-destinos-mais-e-menos-seguros/
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Apoio militar da UE ao Exército ucraniano supera os 3.100 milhões de euros
MadreMedia / Lusa
2 dez 2022 22:54
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A União Europeia (UE) já garantiu apoio militar ao Exército ucraniano em mais de 3.100 milhões de euros através do Fundo Europeu de Apoio à Paz (FEAP), realçou esta sexta-feira o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.
“Se somarmos este valor ao montante de apoio bilateral que os Estados-membros estão a prestar à Ucrânia, estamos a chegar aos quase 9.000 milhões de euros, três vezes mais, o que é uma quantia impressionante em tão pouco tempo”, sublinhou o Alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
Borrell falava durante uma visita ao centro de treino de Brzeg, na Polónia, onde destacou que a Missão de Aconselhamento Militar da União Europeia treinará um total de 15.000 soldados ucranianos, o que significa um orçamento total de 100 milhões para a UE.
Atualmente, cerca de 1.100 soldados estão a receber treino militar em diferentes zonas.
O chefe da diplomacia europeia sublinhou ainda que serão disponibilizados 16 milhões de euros para equipamento militar com fins de treino.
“Outros países vão juntar-se a nós”, garantiu, dando como exemplo a Noruega, que, embora não seja membro da UE, já manifestou intenção em apoiar a missão com cerca de 15 milhões de euros.
Ainda durante a visita, o diplomata espanhol anunciou que a UE vai abrir um Laboratório Cibernético de Defesa, em conjunto com o Ministério da Defesa da Ucrânia, liderado por Oleksii Reznikov, para permitir a Kiev “avançar com as competências necessárias para defender a Ucrânia dos ciberataques que está a sofrer”.
Borrell elogiou ainda o Exército ucraniano, sublinhando o fracasso das Forças Armadas russas na “conquista” de Kiev e em outros territórios-chave na Ucrânia, de onde Moscovo se retirou nos últimos meses devido à contraofensiva de Kiev.
“Eles mostram que são, em combate real, um dos melhores Exércitos do mundo. Eles têm resistido à agressão russa [como] ninguém poderia esperar”, sublinhou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 282.º dia, 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/apoio-militar-da-ue-ao-exercito-ucraniano-supera-os-3-100-milhoes-de-euros
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Ucrânia afirma que teto ao preço do petróleo vai derrubar a economia da Rússia
MadreMedia / AFP
3 dez 2022 11:16
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EPA/MAXIM SHIPENKOV
"Vamos alcançar o nosso objetivo e a economia da Rússia será destruída. A Rússia terá de assumir a responsabilidade por todos os seus crimes", afirmou no Telegram o chefe de gabinete da presidência ucraniana, Andriy Yermak.
Os 27 países da União Europeia (UE), o G7 e a Austrália chegaram a um acordo esta sexta-feira para impor um preço máximo de 60 dólares ao barril de petróleo russo, uma medida que tem o objetivo de privar Moscovo de uma importante fonte de financiamento para a invasão da Ucrânia.
A medida entrará em vigor esta segunda-feira, em conjunto com um embargo da UE ao petróleo russo, consistindo numa nova intensificação das sanções impostas pelo Ocidente contra a Rússia desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro.
O G7 (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Japão) afirmou que pretende "evitar que a Rússia lucre com a sua guerra agressiva contra a Ucrânia e apoiar a estabilidade nos mercados mundiais de energia".
A Casa Branca afirmou que o acordo europeu "ajudará a limitar a capacidade de Putin de lucrar com o mercado de petróleo para financiar uma máquina de guerra que continua a matar ucranianos inocentes".
A Polónia, grande aliado da Ucrânia, desejava que a UE adotasse um valor muito menor para o teto, com o objetivo de acelerar as dificuldades para a economia russa, e Yermak lamentou que isto não tenha acontecido. "Deveria ter sido fixado em 30 dólares (o barril) para destruí-la mais rapidamente", escreveu o chefe de gabinete da presidência ucraniana.
Os bombardeamentos contra as infraestruturas do setor de energia da Ucrânia deixaram milhões de famílias sem luz, água e aquecimento, num momento em que as temperaturas continuam a baixar com a aproximação do inverno.
Putin considerou que estes bombardeamentos foram "necessários e inevitáveis perante dos ataques provocativos de Kiev", informou o Kremlin ao mencionar uma conversa por telefone na sexta-feira entre o presidente russo e o chefe de Governo da Alemanha, Olaf Scholz.
Segundo Putin, Kiev é responsável pelas explosões que destruíram parcialmente a ponte russa da Crimeia e, portanto, Moscovo estaria no direito de bombardear infraestruturas energéticas da Ucrânia.
Putin voltou a reclamar com Scholz quanto ao apoio financeiro e militar que os países ocidentais fornecem à Ucrânia, o que permitiu às forças de Kiev infligir derrotas humilhantes à Rússia no maior conflito no continente europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na quinta-feira que estava "disposto a conversar" com Putin, mas apenas se o presidente russo procurasse "uma forma de acabar com a guerra" e retirasse as suas tropas do país.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou que a Rússia rejeita as condições. "A operação militar vai continuar", insistiu, usando a terminologia oficial da Rússia para se referir à ofensiva na Ucrânia
A Ucrânia rejeita qualquer negociação com Putin se a sua integridade territorial não for respeitada, o que inclui a península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-afirma-que-teto-ao-preco-do-petroleo-vai-derrubar-a-economia-da-russia
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Autoridades ucranianas pedem à população que "aguente" os constantes cortes de energia
MadreMedia / Lusa
3 dez 2022 12:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
“A partir de segunda-feira, exigirei que a Oblenergo (uma operadora) reveja os horários da região. Muito provavelmente haverá interrupções de quatro horas”, indicou no Telegram o governador da região de Mykolaiv (sul da Ucrânia), Vitali Kim.
Segundo o governador, deverão ser necessárias interrupções mais longas de forma a aliviar a rede elétrica regional.
“Temos que aguentar”, disse aos habitantes da região.
A Rússia tem vindo a bombardear massivamente as instalações de energia ucranianas desde outubro, causando graves danos e levando a cortes de energia que afetam milhões de ucranianos, que vivem grande parte dos dias na escuridão e frio.
No terreno militar, os combates são “duros” no leste do país porque “os russos tiveram tempo de se preparar” para os ataques em Kiev, disse, por sua vez, à televisão ucraniana o governador da região de Lugansk, Serguiï Gaïdaï.
“As forças armadas ucranianas estão a avançar lentamente através da [defesa] russa em direção a Svatové-Kreminna”, acrescentou, sem avançar mais detalhes.
Segundo um boletim matinal do exército ucraniano, a situação é “difícil” perto de Bakhmout, na região de Donetsk, que os russos tentam conquistar desde o verão, até agora sem sucesso.
A batalha em redor desta cidade assumiu uma importância ainda mais simbólica para os oficiais russos, pois a sua conquista seguir-se-ia a uma série de derrotas humilhantes, como as retiradas de Kharkiv (nordeste) em setembro e de Kherson (sul) em novembro.
As mesmas “dificuldades” são enfrentadas pelas tropas de Kiev na região de Kherson (sul), de onde o exército russo se retirou parcialmente em novembro, alegando que queria consolidar as suas posições.
“Os russos bombardearam Kherson [e] danificaram as redes elétricas”, diz o relatório divulgado na manhã de hoje.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-ucranianas-pedem-a-populacao-que-aguente-os-constantes-cortes-de-energia
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Zelensky considera insuficiente limite para preço do petróleo russo
MadreMedia / Lusa
3 dez 2022 20:56
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky considerou hoje insuficiente a limitação do preço do barril de petróleo russo a 60 dólares ao considerar não ser uma "decisão séria", com Kiev a sugerir um preço duas vezes mais baixo.
Na sexta-feira, a União Europeia (UE), o G7 (as sete economias mais ricas do mundo) e a Austrália concordaram na imposição deste teto máximo, com a Rússia a indicar de imediato que “não aceitará” esta limitação, que deverá ser aplicada nos próximos dias para limitar os meios financeiros de Moscovo na sequência da invasão militar da Ucrânia.
O preço do barril de petróleo russo fixa-se atualmente em torno dos 65 dólares, um pouco acima do limite máximo aprovado pelos ocidentais, e que implicará um impacto limitado a curto prazo.
No entanto, e ao início desta manhã, Kiev tinha-se regozijado com a aplicação deste mecanismo penalizador e prenunciado a destruição da economia russa sob o peso das sanções internacionais.
“Era necessário baixar [o preço máximo] a 30 dólares para destruir [a economia russa] ainda mais rapidamente”, indicou na ocasião Andrii Iermak, chefe de gabinete da presidência ucraniana.
Mas ao início da noite, Zelensky adotou uma posição substancialmente mais crítica face aos ocidentais.
“Não é uma decisão séria fixar tal limite para os preços russos, e que é de facto confortável para o orçamento do Estado terrorista”, afirmou, citado pelos serviços da presidência.
“A Rússia já provocou perdas colossais a todos os países do mundo ao desestabilizar deliberadamente o mercado da energia. E o mundo não pode arriscar” um “verdadeiro desarmamento energético de Moscovo”, lamentou. “É uma posição fraca”, acrescentou.
O texto máximo do preço do barril de crude russo foi criticado por Kiev e rejeitado por Moscovo.
“Não aceitaremos esta limitação”, declarou aos ‘media’ o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pelas agências russas, enquanto Moscovo já avisou que deixará de fornecer petróleo aos países que adotarem esta medida.
Nesta primeira reação de Moscovo, Peskov afirmou ainda que a Rússia “se preparou previamente para uma semelhante limitação”, sem fornecer mais detalhes.
Na sexta-feira, os 27 países da União Europeia, o G7 e a Austrália chegaram a acordo sobre “um preço máximo de 60 dólares americanos [cerca de 57 euros] para o petróleo bruto de origem russa transportado por via marítima”, segundo um comunicado conjunto.
O mecanismo entrará em vigor na segunda-feira “ou pouco tempo depois”, precisaram o G7 e a Austrália. Nesse mesmo dia, terá início o embargo da UE ao petróleo russo transportado por via marítima, que vai suprimir dois terços das compras de crude à Rússia.
Desta forma, apenas o petróleo vendido por Moscovo a um preço igual ou inferior a 60 dólares poderá continuar a ser entregue. Para além deste limite, as empresas estão proibidas de fornecer os serviços que assegurem o transporte marítimo (carga e seguros, entre outros).
A Alemanha e a Polónia também decidiram interromper até ao final de 2022 as entregas através de um oleoduto, o que, segundo os europeus, também contribuirá para que as importações russas totais sejam afetadas em mais de 90 por cento.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-considera-insuficiente-limite-para-preco-do-petroleo-russo
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Mais de de 500 localidades ucranianas continuam sem energia elétrica
MadreMedia / AFP
4 dez 2022 12:32
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YURIY DYACHYSHYN / AFP
Mais de 500 localidades ucranianas continuavam sem energia elétrica neste domingo, após os bombardeamentos russos das últimas semanas que afetaram a infraestrutura de energia do país, informou o ministério do Interior.
"O inimigo continua a atacar as infraestruturas essenciais do país. Atualmente, 507 localidades de oito regiões do nosso país estão sem fornecimento de energia", declarou o vice-ministro do Interior, Yevgeniy Yenin.
"A região de Kharkiv é a mais afetada, com 112 localidades isoladas. Nas regiões de Donetsk e Kherson mais de 90; na região de Mykolaiv 82; na região de Zaporizhzhia 76; na região de Lugansk 43", explicou.
As autoridades ucranianas fizeram um apelo no sábado para que a população tente "aguentar" a deterioração das condições de vida.
"Temos de aguentar", afirmou o governador da região Mykolaiv, Vitaliy Kim. Os ucranianos têm ficado diariamente sem energia elétrica e aquecimento central por várias horas e as dificuldades são cada vez mais intensas, pois as temperaturas estão abaixo de zero há alguns dias.
A perspectiva de novos bombardeamentos russos contra a rede de energia ucraniana provoca o temor de um inverno especialmente complicado para a população e uma nova onda de civis em busca de refúgio fora do país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mais-de-de-500-localidades-ucranianas-continuam-sem-energia-eletrica
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Rússia colheu 949 milhões de euros em trigo ucraniano este ano
MadreMedia / Lusa
4 dez 2022 16:33
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia colheu cerca de 1.000 milhões de dólares (949 milhões de euros) em trigo ucraniano desde o início do ano, o que corresponde a aproximadamente 5,8 toneladas deste cereal, segundo dados da NASA.
“A análise mostrou que 5,8 milhões de toneladas de trigo foram colhidas em áreas que não estavam sob o controle ucraniano. Isto representa uma perda de 1.000 milhões de dólares”, lê-se numa nota publicada no ‘site’ do NASA Harvest, o programa de agricultura e segurança alimentar da agência aeroespacial dos Estados Unidos.
O NASA Harvest inclui dados de satélite e modelos produzidos em colaboração com agências parceiras.
No total, a colheita de trigo ucraniano ascendeu a 27 milhões de toneladas este ano, abaixo do recorde de 33 milhões de toneladas, registado em 2021.
Citado na mesma nota, o investigador e consultor do NASA Harvest Joseph Glauber referiu que a estabilização do preço global do trigo no verão pode ser justificada pela diminuição da procura e aumento da oferta.
Ainda assim, alertou que tal não significa que a “crise alimentar acabou”, notando que os “preços internacionais dos alimentos permanecem historicamente altos”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-colheu-949-milhoes-de-euros-em-trigo-ucraniano-este-ano
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EUA acusam Rússia de usar inverno como arma de guerra contra civis ucranianos
MadreMedia / Lusa
4 dez 2022 21:32
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acusou hoje o governo russo de estar a usar o inverno como arma de guerra na Ucrânia e condenou os ataques de Moscovo à infraestrutura e fontes de energia dos cidadãos ucranianos.
Numa entrevista ao canal CBS, citada pela EFE, Blinken considerou que o presidente russo, Vladimir Putin, recusou as tentativas de diálogo para sair do conflito e, em contrapartida, intensificou a sua ofensiva.
“Dobrou as apostas em tudo: mobilizando mais forças, anexando território na Ucrânia e agora usando o inverno como uma arma”, disse o secretário de Estado norte-americano.
Blinken sublinhou que devido ao facto de a Rússia “não ter sido capaz de ganhar no campo de batalha”, o governo de Putin está agora a atacar os civis ucranianos “indo contra a sua infraestrutura energética, tentando deixá-los sem luz e sem aquecimento”.
Os comentários do chefe da diplomacia dos EUA acontecem um dia depois de a diretora dos Serviços Secretos, Avril Haines, ter garantido que o conflito na Ucrânia vai perder intensidade nos meses de inverno, com as partes a tirarem tempo para recuperar e rearmar-se para uma nova ofensiva na primavera.
“Honestamente, vemos que há já um ritmo mais reduzido no conflito”, disse Haines num fórum de defesa nacional na Califórnia.
A responsável disse também que a Rússia está a usar as suas munições muito mais rápido do que as consegue substituir, pelo que Moscovo procura apoio militar noutros países, incluindo a Coreia do Norte.
“Acreditamos que não são capazes de produzir internamente o que estão a gastar neste momento, então vai ser um desafio”, acrescentou Haines.
O governo russo recebeu na sexta-feira um golpe financeiro, depois de os países do G7, a União Europeia e a Austrália acordarem um teto de 60 dólares por barril de petróleo russo transportado por via marítima, esperando limitar as receitas que estão a ser usadas para financiar a guerra.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-acusam-russia-de-usar-inverno-como-arma-de-guerra-contra-civis-ucranianos
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Ucrânia denuncia "aumento drástico" da violência sexual como arma de guerra das tropas russas
5 de dezembro 2022 às 08:07
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/5/838941.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
"Em muitos casos, as pessoas são violadas, torturadas e depois mortas por soldados russos. Muitas vezes, as violações acontecem em frente de familiares e crianças", explicou o procurador-geral da Ucrânia.
O procurador-geral da Ucrânia, Andrei Kostin, denunciou um "aumento drástico" no uso de violência sexual como arma de guerra usada pelas tropas russas.
O responsável, de acordo com a agência alemã DPA, acusou os militares russos de usarem deliberadamente a violência sexual como arma de guerra "para humilharem os ucranianos".
"Em muitos casos, as pessoas são violadas, torturadas e depois mortas por soldados russos. Muitas vezes, as violações acontecem em frente de familiares e crianças", explicou o procurador-geral, acrescentando que "todos os géneros e faixas etárias são afetados". Segundo diz, os comandantes russos costumam ordenar ou apoiar as violações.
Wenzel Michalski, diretor da Human Rights Watch para a Alemanha, disse que esta tem sido uma tática sistemática no contexto da violência que ocorreu desde o início da guerra: "Atos violentos cometidos por soldados, incluindo violações, não são punidos pelas lideranças militares e políticas russas. Pelo contrário, as forças que agem com particular brutalidade continuam a ser homenageadas", explicou Michalski.
Sublinhe-se que, na sexta-feira, a comissão de inquérito da ONU que investiga a guerra na Ucrânia disse que a falta de resposta da Rússia para ter acesso aos territórios ocupados pelas forças armadas russas dificulta o seu trabalho, como por exemplo em falar com vítimas de violência sexual, "uma vez que ainda há muito estigma ligado a ela e muitos não estão dispostos a falar publicamente sobre o que sofreram", acrescentou a bósnia Jasminka Dzumhur.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787079/ucr-nia-denuncia-aumento-drastico-da-viol-ncia-sexual-como-arma-de-guerra-das-tropas-russas-
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Zelensky eleito “Personalidade do Ano” pelo ‘Financial Times’: “Sou mais responsável do que corajoso”
Por Francisco Laranjeira em 10:04, 5 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ‘Financial Times’ nomeou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky “Pessoa do Ano”, uma decisão motivada pela “extraordinária demonstração de liderança e força”, descrito como “um Churchill para a era das redes sociais”. O líder da Ucrânia “encarna a resiliência do seu povo e tornou-se o porta-estandarte da democracia liberal”.
“Tal como Winston Churchill foi à rádio para reunir o seu país durante o blitz [na II Guerra Mundial], Zelensky usouu os meios de comunicação social para fazer campanha incessante em prol de apoio militar e financeiro ocidental, transformando a situação do seu povo numa alavanca moral sobre os líderes na Europa e nos Estados Unidos”, escreveu o jornal britânico.
No entanto, Zelensky tem outra visão. “Sou mais responsável do que corajoso. Odeio desiludir as pessoas”, explicou, garantindo que tentou ligar várias vezes a Putin antes da invasão russa, que seria “um grande erro, uma grande tragédia”. “Estamos a lutar contra pessoas doidas”, lembrou, garantindo que deseja uma vida longe da guerra, a pescar com o seu filho. “Só quero apanhar uma carpa no rio Dnipro”, precisou.
Em maio último, Zelensky foi eleito a “Pessoa Mais Influente do Ano” pelos leitores da revista americana ‘Time’ – o presidente ucraniano superou o CEO da Tesla, Elon Musk, e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-eleito-personalidade-do-ano-pelo-financial-times-sou-mais-responsavel-do-que-corajoso/
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Imagens de satélite mostram expansão do cemitério de Mariupol e presença da Rússia na cidade ucraniana
Rui Parreira
Casa dos Bits
5 dez 2022 10:12
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Há testemunhas na cidade ucraniana Mariupol que dizem que os russos continuam a retirar corpos das ruinas dos edifícios e a enviá-los para o cemitério que continua a crescer.
Apesar da chegada do inverno, a guerra na Ucrânia não parece baixar de tom e a cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, continua a ser uma das mais fustigadas pela invasão russa. Novas imagens de satélite da Maxar Technologies mostram como o cemitério Starokrymske, da cidade, tem vindo a ser expandido, desde que foi invadida em março. Testemunhas da cidade dizem que os soldados russos continuam a retirar corpos dos edifícios destruídos e a serem enterrados no cemitério.
A BBC News estima, a partir da análise das imagens de satélite, que tenham sido criadas mais de 1.500 novas campas no cemitério. E quando a cidade caiu para as mãos da Rússia, em maio, milhares de civis terão morrido. As imagens revelam que mais três grandes locais onde estão a ser enterradas as pessoas têm crescido, perto de Mariupol, nomeadamente Staryi Krym, Manhush e Vynohradne. Estima-se que desde o início da guerra mais de 4.600 campas foram escavadas, mas não se consegue determinar quantas pessoas foram enterradas.
Veja as novas imagens de satélite do cemitério de Mariupol: Clique no link oficial da noticia em baixo, para ver todas as fotos
(https://i.ibb.co/ZfpLhCM/Captura-de-ecr-2022-12-05-190814.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Segundo refere a Maxar, citado pela Euronews, ao longo da cidade, dúzias de edifícios de apartamentos elevados que foram destruídos ou altamente danificados nos ataques de março estão agora a ser demolidos. Refere ainda que estão a ser vistos grandes quantidades de materiais de construção perto das zonas dos centros comerciais no Oeste de Mariupol e em outros locais.
Uma das imagens mostra mesmo um comparativo do teatro de Mariupol destruído nos ataques em março, com uma barreira protetora em redor, numa fotografia captada em novembro. Há mesmo uma imagem que mostra novas estruturas russas na cidade que foram construídas. Há duas fábricas a produzir estruturas antitanque, conhecidos como “Dragon’s teeth” (dentes de dragão).
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/multimedia/artigos/imagens-de-satelite-mostram-expansao-do-cemiterio-de-mariupol-e-presenca-da-russia-na-cidade-ucraniana
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Milhares de focas mortas dão à costa na Rússia
Por Beatriz Maio em 11:12, 5 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Deram à costa russa do Mar Cáspio cerca de 2.500 focas mortas, os únicos mamíferos que habitam neste local e encontram-se sob ameaça desde 2008.
Os animais que terão sido arrastados para a costa da república russa do Daguestão morreram, segundo o Ministério dos Recursos Naturais da República russa, de “causas naturais”, informou a agência noticiosa estatal RIA Novosti.
O Ministério esclareceu que as focas do Cáspio morreram há cerca de duas semanas e não apresentam “sinais de morte violenta ou restos de redes de pesca”, alertando para a possibilidade do número ser, provavelmente, “muito superior”.
De momento, as autoridades continuam a patrulhar a zona costeira para perceber se existem mais focas mortas e apurar possíveis pistas sobre o incidente. De acordo com a agência RIA, os especialistas do Centro Ambiental do Cáspio estão também a analisar a situação para tentar identificar se a razão da morte em massa desta espécie terá realmente sido “natural”.
Embora o número seja elevado, o ministério do Daguestão defende que existem “entre 270 mil e 300 mil” focas do Mar Cáspio, o que considera “estável”. Esta não é a primeira vez que focas aparecem mortas, desde o início do ano mais de 140 focas do Mar Cáspio foram encontradas sem vida nas praias do Cazaquistão, relata a KASPIKA, uma agência para a conservação das focas do Mar Cáspio.
Esta espécie, que se alimenta principalmente de peixe, pode chegar até 1,6 metros de comprimento e pesar até 100 quilos. Desde 2008 que as focas do Cáspio estão na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), dado que têm sido vítimas de caça excessiva, de degradação do habitat e das alterações climáticas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/milhares-de-focas-mortas-dao-a-costa-na-russia/
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Ucrânia: Sirenes de ataque aéreo soam por todo o país, depois de a Rússia lançar mais de 100 mísseis. Explosões registadas em várias cidades
Por Beatriz Maio em 13:29, 5 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As sirenes de aviso de ataque aéreo voltaram a tocar esta segunda-feira não só em Kiev, mas em quase todo o território ucraniano que se encontra sob ataque russo e sofreu já várias explosões.
A Rússia lançou hoje, novamente, vários mísseis, segundo relato do porta-voz da Força Aérea da Ucrânia Yuriy Ihnat, o que provocou várias explosões em Kharkiv, Donetsk, Dnipropetrovsk, Zaporíja e Poltava, segundo o jornal The Kyiv Independent.
Até agora, terão sido disparados 104 mísseis lançados por 13 aviões. Embora as sirenes já tenham sido desligadas, prevê-se uma segunda onda de disparos nos próximos minutos, informa o jornal britânico The Guardian.
Apesar de o alerta de ataque aéreo estar ligado a todo o país invadido, a região da Crimeia e Luhansk são as áreas em maior perigo. Como tal, o governo apelou à população que ainda se encontra na Ucrânia para “não ignorar os alarmes” e abrigar-se.
(https://i.ibb.co/K5Q78pt/Captura-de-ecr-2022-12-05-191611.jpg)
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A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para os países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/ucrania-sirenes-de-ataque-aereo-soam-por-todo-o-pais-depois-de-a-russia-lancar-mais-de-100-misseis-explosoes-registadas-em-varias-cidades/
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Portugal atribuiu mais de 55.000 proteções a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
5 dez 2022 13:43
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Portugal atribuiu até hoje mais de 55.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Segundo a última atualização feita pelo SEF, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 55.560 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 32.569 dos quais a mulheres e 22.991 a homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser registado em Lisboa (12.076), Cascais (3.437), Porto (2.815), Sintra (1.883) e Albufeira (1.370).
Aquele serviço de segurança acrescenta que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.831 menores, representando cerca de 25% do total.
O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 736 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.
Nestas situações – na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar -, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.
O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através da plataforma ‘online’ criada pelo SEF, disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrerem aos balcões deste serviço de segurança.
No entanto, no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-atribuiu-mais-de-55-000-protecoes-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra-na-ucrania
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Míssil de origem desconhecida atinge região da Moldávia perto da fronteira com a Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 14:37, 5 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um míssil caiu na zona norte da Moldávia, revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa do país – o projétil, cuja origem não foi revelada, caiu na cidade de Briceni, perto da fronteira da região de Chernivtsi, na Ucrânia.
(https://i.ibb.co/mcHLL9Y/Captura-de-ecr-2022-12-05-192040.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O míssil foi descoberto pela Polícia de Fronteira num pomar, uma vez que esta segunda-feira, devido aos intensos bombardeamentos russos na Ucrânia, intensificou-se o nível de alerta no país, informou o Ministério dos Assuntos Internos na República da Moldávia (MAI). Segundo os planos de ação do MAI, a polícia da fronteira intensificou o patrulhamento e aumentou o nível de alerta nas áreas de Briceni e Ocnita.
A zona onde foi descoberto o míssil foi isolada pelas autoridades moldavas.
A 10 de outubro último, três mísseis russos cruzaram o espaço aéreo da Moldávia. Na manhã de 31 de outubro, a Federação Russa lançou vários mísseis contra a Ucrânia – partes de um deles caíram no território moldavo depois de um projétil foi abatido pelo sistema antiaéreo ucraniano.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/missil-de-origem-desconhecida-atinge-regiao-da-moldavia-perto-da-fronteira-com-a-ucrania/
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Rússia lança nova vaga de ataques em várias regiões da Ucrânia
5 de dezembro 2022 às 14:39
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/5/838983.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Entre as regiões afetadas estão Zaporijia, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava.
As tropas russas lançaram, esta segunda-feira, uma outra vaga de ataques a várias regiões da Ucrânia, informaram as autoridades ucranianas.
A notícia foi dada por um porta-voz da Força Aérea ucraniana, que informou sobre o lançamento de um primeiro lote de mísseis e levantou a possibilidade de Moscovo estar a realizar os ataques em diferentes fases, com a estratégia de enganar o sistema de mísseis antiaéreo.
Entre as regiões afetadas estão Zaporijia, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava.
Os ataques, dizem ainda as Forças Armadas da Ucrânia, visam infraestruturas energéticas do país, acreditando que irão existir novos cortes de eletricidade, numa altura em que as temperaturas no país estão a descer.
Ainda hoje, a Ukrenergo, operadora estatal de eletricidade ucraniana, informou que o país registou um novo corte geral no fornecimento de eletricidade no contexto de uma situação que "permanece complicada".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787107/r-ssia-lanca-nova-vaga-de-ataques-em-varias-regioes-da-ucr-nia
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Rede desmantelada em Espanha disfarçava canábis como ajuda humanitária para a Ucrânia
N.N./AFP
5 dez 2022 14:57
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=NTFjjFLKO562uHsVovK/Uq7xj5kCalVSg1iz2qBFJNctOTf+SiWsbj1BEnsD5QCw5s+aDGUW+O6gSAP7SkdjwwSOAQW3qj4Hz9MrTLRQ6V6D6vQ=)
Fonte de imagem: lifestyle.sapo.pt
As autoridades espanholas anunciaram esta segunda-feira o desmantelamento de uma rede de tráfico de drogas que disfarçava pacotes de canábis como se fossem suprimentos de ajuda humanitária para a Ucrânia, com o objetivo de enviá-la a vários países europeus.
Segundo a Guarda Civil espanhola, 30 pessoas foram detidas durante esta operação realizada em várias cidades da Andaluzia (sul), entre elas Sevilha, Málaga e Granada.
Os detidos, de nacionalidade espanhola, ucraniana, alemã e marroquina, abasteciam-se em "plantações de canábis espalhadas por toda a geografia andaluza", informou a Guarda Civil em comunicado.
Para exportar a droga, "eles camuflavam a substância entorpecente em caixas de papelão", fazendo-as passar por "provisões e ajuda humanitária destinadas à Ucrânia", acrescentou o comunicado.
Para isso, foi organizada uma falsa "caravana solidária, tentando assim passar despercebida pela polícia e pelos controlos fronteiriços".
Durante a operação, a polícia apreendeu 800 mil euros, bem como seis armas de fogo e 2.500 pés de canábis, segundo a Guarda Civil.
Fonte: lifestyle.sapo.pt Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/drogas-rede-desmantelada-em-espanha-disfarcava-canabis-como-ajuda-humanitaria-para-a-ucrania
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Putin atravessa a ponte da Crimeia atacada em outubro
Por MultiNews Com Lusa em 15:33, 5 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/ds.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo Vladimir Putin deslocou-se esta segunda-feira à ponte da Crimeia parcialmente destruída em outubro num ataque, na sua primeira visita à península anexada desde o início da ofensiva na Ucrânia, indicaram os ‘media’ russos.
As cadeias de televisão russas difundiram imagens que mostram Putin ao volante de uma viatura, afirmando que se encontrava na ponte que liga a península da Crimeia ao território continental da Rússia.
O líder do Kremlin também contactou com trabalhadores e abordou as reparações da ponte de Kerch com um membro do Governo responsável pelo projeto.
A ponte foi danificada em 8 de outubro por uma potente explosão atribuída pelas autoridades russas às forças ucranianas, a que Moscovo respondeu com diversas vagas de ataques contra importantes infraestruturas ucranianas, que prosseguem.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-atravessa-a-ponte-da-crimeia-atacada-em-outubro/
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Rússia alerta Ocidente: “O inverno está apenas a começar”. Kremlin não reconhece preço máximo para o petróleo
Por Beatriz Maio em 16:21, 5 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Ucr%C3%A2nia-guerra.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O vice-presidente russo do Conselho de Segurança Dmitry Medvedev recordou hoje o Ocidente de que “o inverno está apenas a começar”, no dia em que entra em vigor o limite de preço do petróleo russo, definido em 60 dólares.
Medvedev defende que esta medida estabelecida pelo G7 e pela União Europeia, de forma a cortar recursos ao Kremlin, “não é boa para os consumidores”, aconselhando a que se abasteçam de aguardente, cobertores e aquecedores de água, escreveu na sua conta de Telegram.
Para o vice-presidente russo do Conselho de Segurança, as tentativas de regular os preços levam frequentemente ao desaparecimento do produto ou a um aumento do seu custo. “Ninguém anulou a lei dos preços”, frisou ao argumentar que “o mesmo vai acontecer com o petróleo”.
O antigo presidente russo ironizou a situação mencionando que o recorda um “grupo de burgueses europeus bêbados” que decidem nadar em água gelada, razão pela qual alguns morrem afogados.
O Kremlin esclareceu, esta segunda-feira, que não reconhece um preço máximo para o seu petróleo e divulgou que está a preparar uma resposta quanto à decisão da União Europeia e do G7. Anteriormente, o governo russo anunciou que não iria fornecer petróleo bruto a países que imponham restrições ao preço devido à invasão russa na Ucrânia.
Na Ucrânia, o abastecimento de água e eletricidade foi cortado na região de Odessa bem como noutras cidades após uma nova vaga de ataques russos a infraestruturas e civis, o que resultou em dois mortos em Zaporíjia, onde se encontra a maior central nuclear do país e vários edifícios foram destruídos por explosões, de acordo com o site de notícias ucraniano Ukrinform.
A empresa estatal de eletricidade na Ucrânia Ukrenergo informou que os mísseis russos atingiram vários pontos da sua rede e, como tal, teria de fazer cortes de emergência para estabilizar o fornecimento.
Os ataques deixaram tanto a cidade portuária como a cidade industrial de Kryvyi Rih sem eletricidade e aquecimento, enquanto em Mykolaiv houve um corte de energia. Também o funcionamento das estações de bombeamento à volta da cidade foi afetado devido à interrupção de todos os serviços, relatou a Câmara Municipal de Odessa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para os países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-alerta-ocidente-o-inverno-esta-apenas-a-comecar-kremlin-nao-reconhece-preco-maximo-para-o-petroleo/
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Mais três pacotes com olhos de animais enviados a diplomatas ucranianos
Por Beatriz Maio em 16:42, 5 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/dc.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Foram enviados mais três envelopes com olhos de animais a diplomatas ucranianos. Desta vez, os destinatários foram a Embaixada da Ucrânia, em Madrid, o Consulado Geral, em Barcelona, e o Consulado em Málaga.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano Oleh Nikolenko que revelou também a apreensão dos pacotes por parte da Polícia Nacional espanhola esta segunda-feira.
Após este incidente, Nikolenko frisou que o país invadido vai “continuar a trabalhar eficazmente para proteger a Ucrânia do inimigo e para a vitória”, segundo o jornal espanhol ABC.
Esta provocação surge após 21 ataques contra missões diplomáticas ucranianas em doze países diferentes em menos de uma semana. As embaixadas ucranianas que receberam embalagens com olhos de animais no interior situam-se em Espanha, Hungria, Holanda, Polónia, Croácia, Itália e Áustria, sendo que também os consulados gerais em Nápoles e Cracóvia, e no consulado em Brno, na República Checa, foram alvos de ataque.
Pacotes semelhantes foram enviados à legação norte-americana em Madrid, ao primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e à ministra da Defesa de Espanha Margarita Robles. Também a base aérea de Torrejón de Ardoz em Madrid, que está ligada às Forças Armadas Ucranianas, e a sede do fabricante espanhol de armas Instalaza, que produz lança-foguetes que são fornecidos à Ucrânia, receberam encomendas parecidas.
As ameaças começaram com um envelope explosivo que chegou à embaixada ucraniana em Madrid no dia 30 de Novembro e provocou ferimentos ligeiros a um funcionário, ataque que o ministro da Defesa da Ucrânia Oleksiy Reznikov defende ter sido feito pela Rússia, apesar da desassociação pública do Kremlin.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mais-tres-pacotes-com-olhos-de-animais-enviados-a-diplomatas-ucranianos/
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Embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu dois envelopes suspeitos. PSP está a investigar
Por MultiNews Com Lusa em 17:00, 5 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu hoje à tarde dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP que está no local com meios da Unidade Especial de Polícia, disse à Lusa fonte policial.
A embaixada da Ucrânia em Lisboa confirmou à Lusa que chamou a Polícia de Segurança Pública depois de ter identificado “correspondência suspeita”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/embaixada-da-ucrania-em-lisboa-recebeu-dois-envelopes-suspeitos-psp-esta-a-investigar/
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Duas bases aéreas atacadas por ‘drones’ ucranianos, confirma Rússia
Por MultiNews Com Lusa em 18:03, 5 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que duas bases aéreas situadas no centro do país foram hoje atacadas por ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) ucranianos, fazendo três mortos.
Num comunicado, o ministério russo indicou que hoje de manhã, “o regime de Kiev (…) tentou efetuar ataques com ‘drones’ de fabrico soviético à base aérea de Diaguilevo, na região de Riazan, e à de Enguels, na região de Saratov”.
Três militares russos “foram mortalmente feridos” nesses ataques, refere ainda a nota de imprensa, citada pela agência de notícias francesa AFP.
Segundo a agência norte-americana Associated Press (AP), a Rússia afirmou ter intercetado os ‘drones’ ucranianos que atacaram as duas bases aéreas russas, mas que, ainda assim, os danos causaram a morte de três militares.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 285.º dia, 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/duas-bases-aereas-atacadas-por-drones-ucranianos-confirma-russia/
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Zelensky garante que maioria dos mísseis russos foi derrubada
MadreMedia / Lusa
5 dez 2022 16:51
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YWIwL73wrRuw2U3uruyYHSosJQAOqNqEg9wlgP9Y8Oh+3GMGLk1CyorJ2GrPnaxuTzPJ9rVdDsDX2VCBc9NDmAK0Qf5tfsIPUxrpsT1ezxMdnNE=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A defesa antiaérea ucraniana "derrubou a maioria dos mísseis" disparados hoje pela Rússia, assegurou o Presidente Volodymyr Zelensky, enquanto o seu homólogo russo, Vladimir Putin, era informado sobre incidentes em duas bases aéreas.
As sirenes de alerta de bombardeamentos voltaram a soar em várias partes da Ucrânia, esta manhã, depois de vários mísseis russos terem caído no sul do país, embora Zelensky assegure que a maioria deles foi destruída pelas defesas antiaéreas.
“A defesa aérea derrubou a maioria dos mísseis. Os engenheiros de energia já começaram a restaurar a energia. O nosso pessoal nunca desiste”, disse Zelensky na rede social Instagram, referindo-se à resistência ucraniana perante uma nova onda de bombardeamentos russos.
Entretanto, o Presidente russo, Vladimir Putin, foi informado de incidentes em duas bases aéreas nas regiões de Saratov e Ryazan, no centro do país, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“O Presidente recebe regularmente informações, vindas dos serviços competentes, sobre tudo o que está a acontecer”, disse Dmitry Peskov.
De acordo com vários meios de comunicação russos, duas bases aéreas, incluindo uma destinada à aviação estratégica usada para realizar ataques contra a Ucrânia, foram abaladas por explosões.
Os ‘media’ russos acusam a Ucrânia de estar por detrás das explosões, embora ambos as bases estejam localizadas a centenas de quilómetros da fronteira ucraniana.
Kiev não reivindicou a responsabilidade por nenhuma das explosões e as autoridades russas estão a investigar as explosões ocorridas nos aeródromos militares.
“Três pessoas morreram, outras cinco ficaram feridas, duas das quais em estado grave”, disse, em declarações à agência oficial russa TASS, fonte do aeródromo situado na região de Ryazan, a cerca de 200 quilómetros de Moscovo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-garante-que-maioria-dos-misseis-russos-foi-derrubada
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Moldova sofre ‘apagão’ após ataques russos na Ucrânia
Por MultiNews Com Lusa em 16:13, 5 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/vista-aerea-sobre-o-centro-de-chisinau-capital-da-moldavia-no-por-do-sol-moldova-agosto-222330309.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A empresa nacional de energia da Moldova, Moldelectrica, indicou hoje que o sistema elétrico do país está a sofrer perturbações após uma nova vaga de ataques de mísseis russos contra a vizinha Ucrânia.
“A Moldelectrica relata interrupções no sistema elétrico. Existe a possibilidade de desconexões”, disse a empresa na sua página oficial no Facebook.
Registaram-se hoje explosões em várias regiões ucranianas, incluindo Odessa, Zaporijia, Vinnytsia, Cherkassi e Kiev, após o que Ukrenergo, a operadora do sistema de transmissão de eletricidade da Ucrânia, disse que o país está a sofrer o oitavo ataque maciço russo às suas infraestruturas energéticas.
A operadora explicou que o bombardeamento levou a cortes de emergência no sistema elétrico do país.
A 23 de novembro, a Moldova sofreu ‘apagões’ em grande escala, inclusive na capital Chisinau, na sequência de ataques russos ao sistema energético ucraniano, ao qual está ligada.
O país já havia registado perturbações no fornecimento elétrico a 15 de novembro, quando a Rússia levou a cabo o maior ataque à rede ucraniana desde o início da ofensiva, em fevereiro.
Também hoje, perto da cidade moldava de Briceni, perto da fronteira com a Ucrânia, foi descoberto um míssil não detonado, relatou o Ministério da Administração Interna da Moldova.
O projétil foi descoberto por uma patrulha da polícia de fronteira, que, devido aos bombardeamentos russos hoje, intensificou seu nível de alerta.
De acordo com os planos de ação do Ministério da Administração Interna (MAI) de Chisinau, a Polícia de Fronteira intensificou as patrulhas e elevou o nível de alerta na área de Briceni e Ocniţa, no norte da Moldova.
A área onde o míssil foi descoberto foi isolada pela polícia e patrulhas de fronteira e os serviços especializados do Ministério do Interior, Bombteh e IGSU, irão inspecionar o local.
Vários moradores do distrito de Briceni também confirmaram à agência Stiri.md que ouviram duas explosões.
A 31 de outubro, os restos de um míssil, que tinha como alvo a barragem de Novodnestrovsk, na Ucrânia, e que foi abatido pelo sistema de defesa aérea do país vizinho, caiu perto da cidade fronteiriça de Naslavcea, na Moldova. Nenhuma vítima foi registada, mas as janelas e telhados de várias casas foram danificados.
No início de 10 de Outubro, três mísseis russos sobrevoaram o território moldavo durante um ataque à vizinha Ucrânia.
“Uma nova onda de ataques com mísseis está a ocorrer na Ucrânia, o que também tem consequências diretas para o nosso país”, reagiu a primeira-ministra da Moldova, Natalia Gravilita.
“Tanto eu quanto os meus colegas estamos a fazer todos os esforços para manter a situação sob controlo e não permitir riscos para a população”, observou Natalia Gavrilița.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/moldova-sofre-apagao-apos-ataques-russos-na-ucrania/
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Enquanto a Rússia lançava ataque massivo à Ucrânia, Putin visitava a ponte da Crimeia
MadreMedia
5 dez 2022 14:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia lançou esta segunda-feira mais de 100 mísseis contra várias cidades da Ucrânia, de acordo com relatos das autoridades locais.
Este ataque aconteceu precisamente no momento em que Vladimir Putin, presidente da Rússia, visitava a ponte da Crimeia, que ficou danificada após um atentado.
Um vídeo do líder russo a conduzir um carro, de marca Mercedes, foi colocado nas redes sociais, onde se observa Putin a passar na ponte que tinha sido danificada em outubro, ao lado do vice-primeiro ministro Marat Khusnullin.
Esta será a primeira viagem de Vladimir Putin a território ucraniano desde a invasão russa, em fevereiro deste ano.
(https://i.ibb.co/4f4gxz9/Captura-de-ecr-2022-12-05-194041.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
O líder do Kremlin também contactou com trabalhadores e abordou as reparações da ponte de Kerch com um membro do Governo responsável pelo projeto.
Nos bombardeamentos desta segunda-feira, pelo menos duas pessoas morreram, em Zaporijía, após alguns mísseis terem caído junto a áreas residenciais, apesar de alguns terem sido destruídos pelas defesas antiaéreas, revelaram as autoridades locais.
Mais uma vez os ataques visaram essencialmente as infraestruturas energéticas do país, em cidades como Zaporijía, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava.
O governador da região de Zaporijia, Oleksandre Staroukh, informou que pelo menos "duas pessoas morreram e duas ficaram feridas" depois de os mísseis terem atingido casas de habitação na vila de Novossofivka.
Vários prédios foram destruídos, de acordo com fontes militares da região de Zaporijia, e um porta-voz do gabinete da autarquia já tinha relatado anteriormente sucessivas explosões nos arredores da cidade.
Em Kiev, os alertas antiaéreos foram ativados hoje de manhã e as autoridades locais pediram à população para procurar abrigos.
O chefe da administração militar regional, Oleksi Kuleba, também pediu para que não sejam divulgadas informações sobre a situação na capital ucraniana nas redes sociais, aconselhando a que sejam seguidas escrupulosamente as indicações das fontes oficiais.
O porta-voz do Comando da Força Aérea ucraniana, Yuri Ignat, disse temer novas vagas de ataques da Rússia contra infraestruturas críticas, como as que têm ocorrido desde meados de outubro.
Ignat referiu o lançamento de vários mísseis terrestres a partir do sul da Rússia, bem como a partir de navios nos mares Cáspio e Negro.
Também o vice-chefe do gabinete da presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, escreveu na sua conta da rede social Telegram que "o inimigo está a atacar novamente o território", reportando alertas de ataques aéreos em várias partes do país.
(notícia atualizada às 15h15)
*com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/enquanto-a-russia-lancava-ataque-massivo-a-ucrania-putin-visitou-ponte-na-crimeia
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Ucrânia: Operadora de eletricidade anuncia cortes de emergência em todo o país
MadreMedia / Lusa
5 dez 2022 19:42
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A operadora de eletricidade ucraniana Ukrenergo avisou hoje que vai ser preciso realizar cortes de energia de emergência em toda a Ucrânia, devido aos mais recentes ataques russos.
“Devido às consequências dos bombardeamentos (…), para manter o equilíbrio entre a produção e o consumo de eletricidade, será instaurado um sistema de cortes de emergência em todas as regiões da Ucrânia. A eletricidade será fornecida prioritariamente às infraestruturas essenciais”, informou a Ukrenergo na rede social Telegram.
As sirenes de alerta de bombardeamentos voltaram a soar em várias partes da Ucrânia, esta manhã, depois de mísseis russos terem caído no sul do país, embora Zelensky assegure que a maioria deles foi destruída pelas defesas antiaéreas.
“A situação é difícil, mas está sob controlo”, acrescentou a Ukrenergo, quando as forças de Kiev anunciaram que destruíram mais de 60 dos cerca de 70 mísseis lançados pelos russos.
No entanto, “algumas centrais não poderão operar em plena capacidade durante algum tempo. As geadas que se intensificarão nas próximas 24 horas levarão a um défice de energia no sistema”, explicou a empresa.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-operadora-de-eletricidade-anuncia-cortes-de-emergencia-em-todo-o-pais
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Ucrânia: COI vai manter as sanções à Rússia por causa da guerra
Sportinforma / Lusa
5 dez 2022 20:12
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Rússia bombardeia cidades ucranianas
Conflito entre Ucrânia e Rússia dura desde o dia 24 de fevereiro.
O Comité Olímpico Internacional (COI) considera que as sanções impostas aos desportistas russos, devido à invasão da Ucrânia por parte da Rússia em fevereiro, devem ser mantidas, afirmou hoje Mark Adams, porta-voz da instituição.
"A nossa posição não mudou desde fevereiro. O presidente [Thomas Bach] já deixou claro que este não é o momento de levantar as sanções", assinalou o responsável no final de uma reunião do COI em Lausana, na Suíça.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/jogos-olimpicos/artigos/ucrania-coi-vai-manter-as-sancoes-a-russia-por-causa-da-guerra
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Rússia. Um preço que não assusta nem afasta a invasão
6 de dezembro 2022 às 08:31
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Opositores do Kremlin anunciaram o limite do preço do barris de petróleo russos, mas Moscovo desconsidera esta decisão.
Entrou ontem em vigor o embargo das exportações de petróleo russo por via marítima da União Europeia e, ao mesmo tempo, foi fixado um limite de preço máximo do barril por parte dos países que fazem parte do G7 e a Austrália. Segundo o Kremlin, estas medidas irão desestabilizar os mercados globais de energia, mas não afetarão a capacidade de Moscovo de continuar a invasão militar na Ucrânia.
Este plano, acordado pelos membros das nações G7, irá limitar o preço máximo do barril em 60 dólares (cerca de 56,75€) e tem como objetivo reduzir os lucros da Rússia relacionados com a indústria de combustíveis fósseis, limitando assim o seu financiamento militar, e irá afetar 90% das importações europeias de petróleo russo, o que equivale a cerca de 100 mil toneladas (730 milhões de barris) por ano.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, revelou que a Rússia está a preparar-se para responder aos países que participarão nestas decisões. “A Rússia e a sua economia têm a capacidade necessária para responder às necessidades e requisitos da operação militar especial”, respondeu quando questionado se este novo preço do barril de petróleo afetaria a campanha militar da Rússia na Ucrânia.
Peskov argumentou que este limite do preço vai “desestabilizar completamente” os mercados globais de energia e disse aos europeus para se prepararem para preços mais altos.
O petróleo Brent de referência global subiu 1,7%, para 87,01 dólares (cerca de 91€) o barril, na segunda-feira, após a decisão da União Europeia de adotar o limite de preço do petróleo russo.
No entanto, ressalva a BBC, este valor “ainda está bem abaixo dos máximos observados após a Rússia invadir a Ucrânia”. “Os preços mais altos do petróleo tendem a aumentar os preços da gasolina e o custo de vida”, observa o meio de comunicação britânico, oferecendo como exemplo o caso do Reino Unido, onde o custo de vida “está a subir ao ritmo mais elevado dos últimos 41 anos”.
“A Rússia tem deixado muito claro que não venderá [petróleo] bruto a ninguém que assine o limite de preço”, disse Jorge Leon, vice-presidente sénior da consultora de energia norueguesa Rystad Energy, no programa Today da BBC. “Provavelmente, o que vai acontecer é que iremos assistir a algumas interrupções nos próximos meses e, provavelmente, os preços do petróleo começarão a subir novamente nas próximas semanas”.
Explosões na Rússia e na Ucrânia
Foram reportadas, esta segunda-feira, “explosões misteriosas” em duas bases aéreas russas longe das linhas de frente, o que está a levantar a possibilidade de Kiev ter encontrado uma maneira de atingir os bombardeiros russos de longo alcance que estão a ser usados em ataques contra a infraestrutura da Ucrânia.
Segundo meios de comunicação russos, uma das explosões terá acontecido na base aérea Engels-2, na região russa de Saratov, que abriga bombardeiros Tu-95, e a segunda ocorreu na base aérea militar perto da cidade de Ryazan.
Nestes ataques terão morrido três pessoas e cinco ficaram feridas. A causa das duas explosões não foi confirmada.
Entretanto, no mesmo dia, foi também revelado que mísseis russos atingiram edifícios na região de Zaporizhzhia, destruindo várias casas e matando pelo menos duas pessoas, disse uma alta autoridade ucraniana.
O governador da região de Kiev alertou os moradores para permanecerem em abrigos e uma empresa fornecedora de energia avisou que a energia foi cortada após os últimos ataques com mísseis.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787155/r-ssia-um-preco-que-nao-assusta-nem-afasta-a-invasao
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Regulador cancela licença de emissão de televisão russa na Letónia
Agência Lusa 06 dez 2022 09:10
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Fonte de imagem: dnoticias.pt
O Conselho Nacional dos Meios de Comunicação Eletrónicos da Letónia (NEPLP) anunciou hoje que decidiu cancelar a licença de emissão da TV Rain, um canal de televisão russo que apelou à luta contra a Ucrânia.
Numa publicação feita na rede social Twitter, o regulador acusou o canal russo no exílio de uma série de violações das leis da Letónia, nomeadamente por ter mostrado a península da Crimeia como parte da Rússia num mapa.
A TV Rain "irá parar de transmitir em 08 de dezembro", disse, também no Twitter, o líder do NEPLP. "As leis letãs devem ser respeitadas por todos", sublinhou Ivars Abolins.
O regulador da imprensa da Letónia já tinha na sexta-feira multado a empresa em 10.000 euros por ter apoiado a narrativa do Kremlin sobre a invasão.
Ivars Abolins explicou na altura que a TV Rain pediu que fossem enviados fundos para ajudar os soldados russos mobilizados e referiu-se ao exército russo como "o nosso exército".
Abolins acrescentou que era a segunda violação e advertiu que um terceiro incidente seria motivo para cancelar a licença de emissão da TV Rain.
O Ministro da Defesa da Letónia, Artis Pabriks, argumentou no Twitter que "a TV Rain deveria ir trabalhar na Rússia e a sua autorização de residência deveria ser revogada".
O historiador e parlamentar Edvins Ronco da Aliança Nacional (NA) de centro-direita acusou a TV Rain de dirigir uma campanha pública para "melhorar as capacidades de combate do exército russo" e apelou aos serviços de segurança da Letónia para que tomassem medidas contra a estação de televisão.
A TV Rain transmite a partir da Letónia desde julho, com a ajuda do canal comercial TV3, e tem também operações na Geórgia, bem como em Amesterdão e Paris.
Quando deixou a Rússia, a TV Rain foi vista como um dos últimos meios de comunicação social a opor-se à guerra e às políticas autoritárias do Presidente, Vladimir Putin.
O pedido de ajuda para os russos na Ucrânia feito pela TV Rain na noite de quinta-feira provocou duras respostas dos ucranianos e de alguns russos no Twitter.
No entanto, segundo os meios de comunicação locais da Letónia, o canal despediu o repórter que fez comentários sobre o envio de ajuda aos soldados russos na frente ucraniana.
A agência noticiosa LETA citou a jornalista da TV Rain Ekaterina Kotrikadze como tendo dito que o canal terminou a sua cooperação com Alexey Korosteliov, que apresentou o programa na quinta-feira e apelou ao apoio ao exército russo.
O editor-chefe da TV Rain, Tikhon Dzyadko, foi citado a afirmar que a sua organização não apoiava a ajuda aos soldados que lutavam contra a Ucrânia.
Fonte: dnoticias.pt Link: https://www.dnoticias.pt/2022/12/6/339195-regulador-cancela-licenca-de-emissao-de-televisao-russa-na-letonia/
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“Assinar um acordo com esses terroristas não trará a paz”: Zelensky mantém recusa em negociar com Kremlin[/b
Por Francisco Laranjeira em 10:44, 6 Dez 2022
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou esta terça-feira a sua recusa em assinar um acordo de paz com a Rússia, garantindo que mais cedo ou mais tarde os russos vão acabar por não cumprir, lembrando, como exemplo, a assinatura do Memorando de Budapeste de 1994, no qual a Ucrânia renunciou ter armas nucleares da União Soviética em troca do Kremlin respeitar a soberania e o território ucraniano.
A assinatura do referido tratado, segundo o líder ucraniano, há 28 anos, “dá respostas a muitas das questões atuais” sobre a Rússia, razão pela qual reiterou a sua recusa em “assinar algo com esses terroristas”.
“Com o ataque de mísseis desta segunda-feira, a Rússia marcou outro aniversário da assinatura do Memorando de Budapeste. Um documento cujo destino fornece respostas para muitas das questões atuais sobre a Rússia. Simplesmente assinar um acordo com esses terroristas não trará a paz”, afirmou o presidente ucraniano na sua mensagem diária à população.
“Ceder quaisquer elementos de segurança à Rússia significará uma nova guerra (…) Só a libertação de toda a nossa terra e apenas levar os assassinos à justiça pode trazer a paz”, acrescentou.
No Memorando de Budapeste, a Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos deram conjuntamente garantias de segurança à Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão pela sua renúncia a todas as armas nucleares da era soviética nos seus territórios. Entre outras coisas, os signatários comprometeram-se a respeitar a soberania e as fronteiras existentes das três ex-repúblicas soviéticas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/assinar-um-acordo-com-esses-terroristas-nao-trara-a-paz-zelensky-mantem-recusa-em-negociar-com-kremlin/
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Rússia continuará a fortalecer laços com China, Índia, Irão e Turquia
Lusa
10:33
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O conselheiro para Assuntos Internacionais do Kremlin disse que a Rússia planeia cooperar com os países que valorizam a sua soberania e optam pela interação em vez de um "confronto sem sentido".
Rússia continuará a fortalecer os seus laços com China, Índia, Irão, Turquia e outros países que “valorizam a sua soberania” e “rejeitam a russofobia”, afirmou hoje um conselheiro do Kremlin.
“A realidade é que, na última década, além da interação tradicional com parceiros da Comunidade de Estados Independentes (CEI), a Rússia manteve relações fortes e amigáveis com a China, fortaleceu a cooperação com a Índia, Vietname, Indonésia e outros Estados do Sudeste Asiático”, disse o conselheiro para Assuntos Internacionais do Kremlin, Yuri Ushakov.
No fórum de debates “Leituras de Primakov”, Ushakov acrescentou que os laços também se estão a intensificar com “países do Médio Oriente, Irão, Turquia, o mundo árabe e todo o mundo muçulmano em geral”.
Estas declarações são confirmadas pelo crescente intercâmbio comercial com os referidos Estados, acrescentou o conselheiro para Assuntos Internacionais do Kremlin, citado pela agência de notícias Interfax.
“Claro, nós continuaremos os nossos esforços para consolidar as tendências positivas emergentes na criação de uma ordem mundial baseada na multipolaridade”, declarou. A esse respeito, Ushakov disse que a Rússia planeia cooperar com os países que valorizam a sua soberania e optam pela interação em vez de um “confronto sem sentido”.
Fonte: eco.sapo.pt Link: https://eco.sapo.pt/2022/12/06/russia-continuara-a-fortalecer-lacos-com-china-india-irao-e-turquia/
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Carrinhas com bens humanitários para a Ucrânia transportavam droga escondida. Autoridades travam rede de tráfico internacional
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 11:41, 6 Dez 2022
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A Guardia Civil espanhola desmantelou uma rede internacional de tráfico de droga, que atuava na Andaluzia e transportava canábis para vários países europeus, principalmente a Alemanha. Na investigação da Operação Marlin, as autoridades espanholas descobriram que a rede escondia o transporte da droga em carrinhas carregadas também com bens humanitários, que integrariam uma caravana humanitária com destino à Ucrânia.
Segundo o El Mundo, foram detidas 30 pessoas envolvidas na rede de tráfico de droga, sendo que mais de metade eram cidadãos ucranianos.
Os traficantes de droga, que dissimulavam a droga no meio dos bens humanitários, aproveitavam-se da confiança e boa-fé das autoridades que supervisionavam as fronteiras, e que não prestavam muita atenção à fiscalização feita, devido à natureza solidária da missão que alegadamente estariam a fazer.
Para além de cidadãos ucranianos, a rede incluía indivíduos espanhóis, alemães e marroquinos.
A Guardia Civil apanhou a rede em flagrante, durante uma missão humanitária específica na qual transportavam droga, mas as autoridades acreditam que as provas apontam que esta não foi a primeira a única vez que o grupo levou a cabo o esquema e a viagem até à Alemanha.
A canábis era empacotada em caixas de cartão com alimentos, roupa, medicamentos e outros bens. Depois, o grupo integrava-se em missões humanitárias de apoio à Ucrânia, nas caravanas organizadas por associações que incluíssem uma paragem na Alemanha para reabastecer. Uma vez aí, os traficantes separavam os bens e a droga. Os bens humanitários continuavam em carrinha para a Ucrânia, enquanto a canábis ficava na Alemanha, onde era depois traficada.
As autoridades apreenderam mais de 740 euros e 25 mil dólares em dinheiro, 20kg de canábis, 1000 plantas, armas e material policial, como coletes à prova de bala.
Os envolvidos estão acusados dos crimes de tráfico de droga, posse de armas ilegais, organização criminosa e fraude, entre outros crimes.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/carrinhas-com-bens-humanitarios-para-a-ucrania-transportavam-droga-escondida-autoridades-travam-rede-de-trafico-internacional/
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Exército ucraniano está a usar metralhadoras da I Guerra Mundial para combater os russos
Por Beatriz Maio em 12:01, 6 Dez 2022
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Enquanto a Rússia utiliza drones, mísseis hipersónicos, caças de quinta geração como o Su-57 russo e tanques, a Ucrânia recorre a armas mais antigas. Para se defender das tropas russas, o país invadido está a usar metralhadoras da Primeira Guerra Mundial e da Revolução de 1917.
Recentemente, a Rússia recuperou centenas de tanques T-62 guardados nos armazéns, fabricados na União Soviética (URSS) entre 1961 e 1975, bem como aviões também construídos nessa altura. Contudo, não foi a única a pensar na utilização de veículos antigos para enfrentar a guerra, também a Ucrânia está a optar por resgatar tanques produzidos na URSS.
Apesar de o exército ucraniano ter tanques T-62, concebidos na URSS entre 1961 e 1975 que já não estavam em utilização, agora foi ainda mais longe e recuperou a metralhadora Pulemyot Maxima 1910, ou PM M1910, utilizada pelo Exército Imperial Russo durante a Primeira Guerra Mundial e o Exército Vermelho durante a Guerra Civil Russa e a Segunda Guerra Mundial.
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Esta arma é um derivado do Maxim original, a primeira metralhadora totalmente automática do mundo, criada em 1884 pelo inventor britânico-americano Hiram Maxim. Na era czarista, que vigorou na Rússia desde 1547 até a Revolução de 1917, foram adquiridas estas armas à Alemanha e à Grã-Bretanha e posteriormente começaram a ser fabricadas no país.
A sua utilização, mais de um século depois, está a revelar-se bastante eficaz embora sejam metralhadoras maiores e mais pesadas do que as atuais e a sua taxa de fogo seja mais lenta. Porém, apresentam vantagens como o sistema de arrefecimento por água que permite disparar continuamente durante mais tempo.
Em comparação com as mais modernas, que devem ser utilizadas em rajadas curtas e requerem um barril de reserva porque tendem a deformar-se devido ao sobreaquecimento, a M1910 é mais resistente.
A Ucrânia tem 35 mil destas metralhadoras produzidas entre 1920 e 1950, avança o Eurasian Times com base numa auditoria interna de 2012, e esta não é a primeira vez que as utiliza. Já em 2018, desde o início do conflito com os pró-russos em Donetsk e Luhansk que o país recorre a estas armas e aproveitou até para as modernizar.
As forças ucranianas também utilizam armas de artilharia da Segunda Guerra Mundial, tais como M101 de fabrico norte-americano e armas D-44 de fabrico russo desenvolvidas na década de 1940.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/exercito-ucraniano-esta-a-usar-metralhadoras-da-i-guerra-mundial-para-combater-os-russos/
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Rússia vai tomar "medidas pertinentes" contra ataques de Kiev com drones
MadreMedia / Lusa
6 dez 2022 13:34
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia está a tomar "medidas pertinentes" para proteger as suas instalações de ataques de drones de Kiev, anunciou hoje a presidência russa, poucas horas depois de ter denunciado que um ataque provocou um incêndio num aeroporto.
“A linha de continuidade destes ataques terroristas, assumida abertamente pelo regime ucraniano, é um fator de perigo. Por isso, levamo-lo em conta e estamos a tomar as medidas apropriadas”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
O governador da região russa de Kursk, província que faz fronteira com a Ucrânia, afirmou hoje que um ataque com um drone provocou um incêndio num aeroporto.
A denúncia foi feita um dia depois de as autoridades locais russas terem acusado Kiev de ataques com aparelhos não tripulados (drones) contra duas bases da Força Aérea da Rússia.
Na segunda-feira, a Rússia acusou Kiev de ter atacado com drones os aeródromos militares de Ryazan e Saratov, bases da aviação estratégica russa e localizadas a centenas de quilómetros da fronteira ucraniana.
Essas incursões de drones deixaram três mortos e quatro feridos, conforme avançou o Ministério da Defesa russo.
Em agosto, a Ucrânia realizou uma série de ataques contra bases militares na Crimeia, incluindo o aeródromo de Saki, na península anexada pela Rússia em 2014.
O Kremlin adiantou hoje que o Conselho de Segurança da Rússia discutiu com o Presidente, Vladimir Putin, questões relacionadas com a “segurança interna” do país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-vai-tomar-medidas-pertinentes-contra-ataques-de-kiev-com-drones
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Ucrânia: rede elétrica do país pode entrar em colapso até ao Natal, alerta associação humanitária
Por Francisco Laranjeira em 14:42, 6 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A rede nacional de energia da Ucrânia pode entrar em colapso em breve, mais concretamente até ao Natal, o que vai mergulhar milhões de pessoas numa crise humanitária este inverno, alertou esta terça-feira a Mercy Corps, uma organização de ajuda – no seu oitavo ataque com mísseis em oito semanas, a Rússia atingiu a infraestrutura ucraniana de forma violenta na passada 2ª feira, o que provocou diversos apagões. As autoridades garantiram que metade da região de Kiev vai ficar sem eletricidade nos próximos dias.
“Se os ataques continuarem, toda a rede nacional do país pode entrar em colapso em semanas”, alertou a Mercy Corps, numa altura em que cerca de 50% da infrestrutura de energia da Ucrânia está danificada. As temperaturas do inverno na Ucrânia variam entre os -3°C e -20°C, pelo que as cidades do país “ficarão quase inabitáveis nos próximos quatro meses”.
“O que tememos é que, dado o padrão aparente e a intensidade dos ataques aéreos, e seu foco na infraestrutura civil crítica, como a rede elétrica, que em algum momento, se mantiverem esse ritmo nas próximas semanas, o ‘grid’ vai enfrentar uma situação de falha de massa crítica”, relatou Michael Young, diretor do Mercy Corps Ucrânia. “Ou seja, enfrentar interrupções de energia não apenas de horas ou dias, mas potencialmente semanas”, disse.
As empresas que operam com geradores durante os apagões parciais também terão de aumentar os preços para cobrir os seus custos, o que fará aumentar o fardo para as pessoas que tentam alimentar-se. “Está tudo interconectado. A capacidade dos hospitais e clínicas de continuarem a funcionar, de manter as vacinas, de manter os medicamentos armazenados. Armazenamento de alimentos, cadeias de abastecimentos, tudo isso depende de um fornecimento de energia confiável”, acrescentou.
Após os ataques da passada segunda-feira, o chefe do fornecedor nacional de eletricidade Ukrenergo, Volodymyr Kudrytskyi, garantiu que “não tinha dúvidas” de que os militares da Rússia “consultaram” os engenheiros de energia russos antes de os mísseis serem disparados.
O alerta chegou também da Human Rights Watch: a investigadora sénior da Ucrânia, Yulia Gorbunova, alertou que as “condições vão tornar-se mais ameaçadoras à vida, enquanto a Rússia parece ter a intenção de tornar a vida insustentável para o maior número possível de civis ucranianos”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-rede-eletrica-do-pais-pode-entrar-em-colapso-ate-ao-natal-alerta-associacao-humanitaria/
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“Índia compra petróleo russo barato porque os ucranianos estão a sofrer e a morrer todos os dias”, acusa ministro
Por Francisco Laranjeira em 14:59, 6 Dez 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, criticou esta terça-feira, de forma dura, o Governo da Índia por usar a invasão da Rússia como uma “oportunidade” para comprar petróleo russo barato, frisando que Delhi está a ganhar num bom negócio às custas do povo ucraniano.
Em entrevista televisiva ao canal indiano ‘NDTV’, Kuleba reagiu ao teto de preço para o petróleo bruto marítimo russo, acordado entre os países do G7 e aliados, com o objetivo de travar o financiamento do Kremlin para a guerra na Ucrânia. “A oportunidade para a Índia comprar petróleo russo a um preço barato vem do facto de os ucranianos estão a sofrer com a agressão russa e a morrer todos os dias”, sustentou Kuleba à emissora de Delhi. “Vivem em casas sem aquecimento, sem água quente ou sem eletricidade. E esse facto, esperamos, deve ser apreciado por aqueles que tomam decisões sobre a compra de petróleo russo.”
China, Índia e Turquia têm ‘beneficiado’ do petróleo russo com desconto desde o início da invasão da Ucrânia – a Índia acelerou drasticamente as importações de petróleo russo de quase nada, nos primeiros dois meses de 2022, para 677 mil barris por dia, segundo dados de junho último.
Dmytro Kuleba rejeitou ainda o argumento da Índia de que está apenas a apoiar a sua economia e a cuidar do seu interesse nacional, por entre críticas à Europa. “A União Europeia, entre 24 de fevereiro e 17 de novembro, importou mais combustível fóssil da Rússia do que os próximos 10 países juntos”, justificou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, Subrahmanyam Jaishankar. “No que diz respeito à Índia, a importação de petróleo pela UE é cerca de seis vezes maior. O gás é infinitas vezes porque não importamos.”
“Não basta apontar o dedo para a União Europeia e dizer: ‘Eles estão a fazer a mesma coisa.’ O cerne da oportunidade da Índia, a razão central para economizar dinheiro em petróleo e resolver os seus problemas económicos não é o facto de os europeus estarem a comprar o petróleo russo”, refutou Kuleba.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/india-compra-petroleo-russo-barato-porque-os-ucranianos-estao-a-sofrer-e-a-morrer-todos-os-dias-acusa-ministro/
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“Ameaça russa” leva países nórdico-bálticos a reerguer defesas da Guerra Fria, dizem analistas
Por MultiNews com Lusa em 18:12, 6 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A “ameaça russa” está a levar os países da região nórdico-báltica a reconstruir infraestruturas de defesa que tinham sido abandonadas com o fim da Guerra Fria, reconhecem analistas.
Frederik Lojdquist, diretor do Instituto Sueco de Relações Internacionais, explicou que a Suécia, a partir do momento em que a Rússia invadiu a Crimeia em 2014, lançou-se a reconstruir grande parte dos mecanismos de segurança que tinham sido desmantelados com o fim da Guerra Fria, no final dos anos 80.
“A Finlândia manteve algumas dessas infraestruturas, mas a Suécia teve de as começar a reconstruir. E isso é consequência do reconhecimento da ameaça russa, que se acentuou com a recente invasão da Ucrânia”, disse hoje este diplomata sueco, durante uma conferência virtual sobre a “Guerra Híbrida Russa”, organizada pelo Centro para a Análise da Política Europeia (CEPA), em parceria com a embaixada dos Estados Unidos na Suécia, a que a agência Lusa assistiu.
Para Lojdquist, o conceito de guerra híbrida – uma teoria de estratégia militar que conjuga a guerra convencional com a guerra cibernética e outros modos de influência como a diplomacia e a manipulação informativa – obriga a que as políticas de segurança nacionais impliquem tanto a sociedade civil como o Estado, sobretudo quando a ameaça vem de potências como a Rússia.
Hana Shelest, investigadora ucraniana do CEPA e a segunda palestrante na conferência, defendeu a ideia de que a ameaça russa obriga os países vizinhos, nomeadamente os nórdicos e os do Báltico, a reinventarem o conceito de Defesa Total (uma política de defesa que combina o conceito de defesa civil e de defesa militar).
“A guerra na Ucrânia tem provado que é essencial uma boa articulação do Exército com a sociedade civil. E, no que diz respeito à sociedade civil, o conceito essencial é resiliência. Perante a fórmula da guerra híbrida que estamos a viver na Ucrânia, é crucial que a sociedade civil seja resiliente”, explicou esta investigadora.
Shelest lembrou o exemplo dos proprietários de restaurantes na Ucrânia que, perante a ausência de clientes, em plena guerra, encontraram uma forma de ajudar o esforço de guerra comandando por Kiev.
“Os donos desses restaurantes disseram: ‘vamos começar a alimentar a população afetada pela guerra’. E isso é um exemplo de resiliência e de Defesa Total”, disse a investigadora, concordando com a tese de Lojdquist de que, nos tempos atuais, tudo é cenário de guerra.
Para este diplomata sueco, os países do nórdico-báltico – uma formação de cooperação que desde 1992 incluiu cinco países nórdicos (Finlândia, Suécia, Noruega, Islândia e Dinamarca) e três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) – estão a recuperar e a reinventar as infraestruturas de Defesa Total herdadas da Guerra Fria.
Um exemplo desse esforço por parte da Suécia foi a recente criação de um Conselho de Segurança Nacional, cujo objetivo é coordenar os esforços da sociedade civil e das organizações militares, no momento em que a Rússia se afirma como uma ameaça.
Contudo, este diplomata sueco concede que estes esforços de Defesa Total nunca serão eficazes de forma isolada, mas antes lembram a necessidade de cooperação regional e internacional, o que explica as intenções da Finlândia e da Suécia de integrarem a NATO.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ameaca-russa-leva-paises-nordico-balticos-a-reerguer-defesas-da-guerra-fria-dizem-analistas/
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"Capacidade de sobrevivência dos civis está sob ameaça" na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
6 dez 2022 21:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O subsecretário-geral da ONU para as questões humanitárias, Martin Griffiths, advertiu hoje que os ataques russos contra instalações energéticas da Ucrânia ameaçam a capacidade de sobrevivência dos civis e podem originar uma nova deslocação de pessoas.
“Na Ucrânia de hoje, a capacidade de sobrevivência dos civis está sob ameaça”, disse Griffiths ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, citado pela agência francesa AFP.
Griffiths disse que os ataques contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia, que a Rússia iniciou em outubro, “criaram um novo nível de necessidade que afeta todo o país e agrava as necessidades causadas pela guerra”.
“A escala de destruição das infraestruturas de eletricidade e aquecimento requer um maior apoio ao Governo ucraniano para além do que os humanitários podem fornecer”, afirmou.
O diplomata britânico advertiu que milhões de pessoas estão privadas de aquecimento, eletricidade ou água num país onde as temperaturas negativas podem atingir os -20 graus Celsius.
“Vemos o risco de novas deslocações”, avisou Griffiths.
A guerra na Ucrânia provocou mais de 14 milhões de deslocados, dos quais 6,5 milhões em território ucraniano e 7,8 milhões de refugiados noutros países europeus.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, tem sido acusada de estar a “usar o inverno como arma de guerra”, como reafirmou hoje o embaixador francês na ONU, Nicolas de Rivière.
A agência humanitária da ONU lançou, na semana passada, um apelo recorde para 2023, no sentido de satisfazer as crescentes necessidades em todo o mundo, impulsionadas pelo conflito na Ucrânia e pelas alterações climáticas.
“É um apelo recorde e será difícil financiá-lo adequadamente”, admitiu Martin Griffiths, referindo-se a um “mundo enlouquecido” com “uma em cada 23 pessoas” a precisar de ajuda no planeta.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/capacidade-de-sobrevivencia-dos-civis-esta-sob-ameaca-na-ucrania
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Cimeira Mundial para a Ucrânia abre portas hoje: organizações internacionais, instituições e ONG vão debater apoios
Por Francisco Laranjeira em 07:30, 7 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Arranca esta quarta-feira, e até à próxima sexta-feira, a ‘World for Ukraine Summit’ (Cimeira Mundial para a Ucrânia), em Rzeszów, na Polónia: estarão presentes representantes de organizações internacionais, instituições e ONG para debater o apoio à Ucrânia. A ideia da reunião surgiu durante a visita de Joe Biden à Polónia e visa unir os mundos dos negócios e da política para discutir as necessidades e possibilidades mais importantes de ajudar a reparar a Ucrânia após a invasão russa.
A cimeira será realizada no Centro de Exposições e Congressos G2A Arena da província de Podkarpackie Rzeszów-Jasionka. A localização não é acidental – Rzeszów é um importante centro de transporte para a ajuda que flui de todo o mundo para a Ucrânia. Presentes estarão também autarcas de 27 cidades e vilas ucranianas, incluindo Lviv, Mykolaiv, Donbass, Kryvyi Rih, Zhytomyr, Cherkasy, Zaporizhia, regiões de Kiev, bem como Lugansk e Donetsk, onde os danos da guerra são maiores.
Segundo a organização, vão ser três dias de debate e troca de informações sobre as reais necessidades de ajuda em diversas áreas: reabilitação dos feridos, garantia da saúde pública, reconstrução da economia, bem-estar familiar, habitação, cuidados infantis, vida nos territórios ocupados e responsabilização por crimes de guerra, entre outros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cimeira-mundial-para-a-ucrania-abre-portas-hoje-organizacoes-internacionais-instituicoes-e-ong-vao-debater-apoio/
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Barcelos: Duas famílias de refugiados ganham melhores condições de habitabilidade
Publicado 2 horas atrás
on Dezembro 7, 2022
Por Redação A Nação
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Fonte de imagem: anacao.sapo.pt
Uma iniciativa humanitária conjunta, que reuniu a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o Município de Barcelos e a Associação Intensify World, permitiu que duas famílias de refugiados – uma da Ucrânia e outra da Síria – tenham, agora, melhores condições de habitabilidade e conforto nas duas casas de acolhimento onde estão a residir. A ajuda proporcionada por aquelas três instituições permitiu que fossem adquiridos mobiliário e eletrodomésticos, ficando as habitações totalmente equipadas e capazes de proporcionar uma boa estadia no nosso país.
A conclusão deste projeto de ajuda e solidariedade aconteceu no passado dia 6 de dezembro, e foi testemunhado pelos representantes das três instituições envolvidas: Ricardo Costa Lima (líder regional) e António Paulo (gestor dos serviços humanitários em Portugal, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), Vereador António Ribeiro e Filipe Pinheiro, da Câmara Municipal de Barcelos, e Luís Dias, da Associação Intensify World. Esta ação vai permitir que estas duas famílias, a residir em Barcelos, se sintam mais integradas e recuperem das agruras dos conflitos bélicos que sentiram na pele nos seus países de origem.
Foto: DR.
Fonte: anacao.sapo.pt Link: https://anacao.sapo.pt/barcelos-duas-familias-de-refugiados-ganham-melhores-condicoes-de-habitabilidade/
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Ataques "misteriosos" contra o poderio aéreo russo
7 de dezembro 2022 às 08:49
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/7/839128.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Kiev não assume ataques contra bases aéreas em território russo, mas não resistiu celebrar. Mesmo assim, o Kremlin continua a bombardear.
A Ucrânia tem sido devastada por bombardeiros estratégicos, mísseis de longo alcance ou drones suicidas, mas mostrou que consegue retaliar. O Governo de Kiev – provavelmente para não perturbar os seus aliados mais preocupados com uma escalada no conflito – não nega nem confirma ter rebentado um depósito de combustível num aeroporto em Kursk, na Rússia, esta terça-feira. Um dia após audacioso ataques com drones contra bases aéreas russas, a mais de 450 km da fronteira, ameaçando a capacidade do Kremlin para destruir pedaço a pedaço a rede elétrica ucraniana.
Imagens mostram uma enorme explosão a iluminar o céu noturno de Kursk durante a madrugada, vendo-se ainda uma gigantesca coluna de fumo preto na manhã seguinte, devido ao incêndio num tanque de combustível. Fora resultado de um ataque com um drone ucraniano, anunciou o governador deste oblast, Roman Starovoyt. “Não houve baixas, o fogo foi localizado. Todos os serviços de emergência estão a trabalhar no local,”, garantiu no Telegram.
Para o Kremlin, esta demonstração da vulnerabilidade da sua retaguarda trouxe alguma humilhação, multiplicando-se as críticas dos mais extremistas nacionalistas russos quanto à qualidade das defesas aéreas do país. À semelhança do que já se via esta segunda-feira, quando o Ministério da Defesa russo admitiu os ataques nas base aérea de Engels-2, perto de Saratov, e na de Dyagilevo, em Ryazan. Acusando a Ucrânia de utilizar versões modificadas dos Strizh, um antigo drone de reconhecimento de fabrico soviético.
Já o Governo de Kiev pode não ter assumido publicamente a autoria destes ataques, mas não resistiu a celebrar. “Se algo é lançado para o espaço aéreo de outros países, mais tarde ou mais cedo objetos voadores desconhecidos vão voltar ao ponto de partida”, notou Mikhail Podolyak, um conselheiro de Volodymyr Zelensky, no Twitter.
De facto, a base Engels-2 fora crucial para a campanha de bombardeamento contra a infraestrutura elétrica ucraniana, sendo o lar do 121º regimento de bombardeiros pesados, cujos Tu-95 e Tu-160 lançam mísseis de longo alcance impunemente, a partir das alturas.
A estimativa é que a Rússia mantenha umas trinta destas aeronaves em Engels-2, apontou Rob Lee, um investigador do Foreign Policy Research Institute citado pelo Guardian. Mas as instalações em Dyagilevo talvez fossem ainda mais cruciais, não só hospedando algumas das aeronaves do 121.º regimento de bombardeiros pesados, mas sendo a sede da única unidade de aviões-tanque russos, a Il-78, responsáveis por abastecer os bombardeiros estratégicos quando estão em missão no ar.
Ainda assim, o regime de Putin insistiu na sua oitava vaga de bombardeamentos à Ucrânia, logo na noite dos ataques às bases de Engels-2 e Dyagilevo. Atingiram sobretudo a rede elétrica ucraniana no leste, deixando também Odessa sem luz. No entanto, para a próxima, se os ataques contra bases aéreas russas continuarem, talvez os estragos sejam menores.
“Eles terão menos equipamento de aviação depois de sofrerem estragos devido a estas explosões misteriosas”, notou o porta-voz da força aérea ucraniana, Yurii Ihnat. “Isto reduz as suas capacidades”, explicou.
Fonte: sol.sapo.pt Link:https://sol.sapo.pt/artigo/787244/ataques-misteriosos-contra-o-poderio-aereo-russo
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Kiev impõe duas condições para negociar a paz: “Moscovo tem de abandonar os seus planos de guerra e retirar todas as forças do território ucraniano”
Por Beatriz Maio em 11:52, 7 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/220222153436-ukraines-foreign-minister-dmytro-kuleba-0222-preser-super-tease.jpg)
Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia Dmytro Kuleba revelou, esta quarta-feira, que o governo ucraniano tem duas condições para que possa haver negociações de paz com a Rússia, nomeadamente a retirada das tropas russas e o fim dos planos de invasão.
“Para que termine a guerra na Ucrânia têm de acontecer duas coisas”, admitiu Kuleba numa entrevista ao canal televisivo indiano NDTV ao salientar que “Moscovo tem de abandonar os planos de guerra e, depois, retirar todas as forças do território ucraniano”.
Contudo, para que o desejo do país invadido se realize, a Rússia teria de desistir da ofensiva em curso, intenção que o governo russo já admitiu não ter. Como tal, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano desafiou as autoridades indianas a mover esforços para auxiliar a Ucrânia.
Na terça-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky recusou-se a assinar um acordo de paz com a Rússia com a justificação de que não acredita que o presidente russo Vladimir Putin cumpra o compromisso.
Zelensky recordou o Memorando de Budapeste de 1994, altura em que a Ucrânia optou por não ficar com armas nucleares da União Soviética de forma a que o Estado russo respeitasse a soberania e o território ucraniano.
A assinatura deste tratado, ocorrida a 5 de dezembro, “dá resposta a muitas das questões atuais” sobre a Rússia, destacou o líder ucraniano esclarecendo que, por esse motivo, a Ucrânia recusa-se em “assinar algo com esses terroristas”, referindo-se ao governo russo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/kiev-impoe-duas-condicoes-para-negociar-a-paz-moscovo-tem-de-abandonar-os-seus-planos-de-guerra-e-retirar-todas-as-forcas-do-territorio-ucraniano/
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História do extermínio de judeus está a repetir-se na Ucrânia, defende Papa
Por MultiNews Com Lusa em 12:43, 7 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2019/12/papa-francisco.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Papa Francisco considerou esta quarta-feira que “a história se repete” na Ucrânia ao recordar o aniversário do plano secreto que os nazis lançaram na II Guerra Mundial para exterminar os judeus polacos, conhecido como “Operação Reinhard”.
“Na segunda-feira passada, o Centro de Relações Católico-Judaicas da Universidade Católica de Lublin assinalou o aniversário da ‘Operação Reinhard’, que levou ao extermínio de quase dois milhões de vítimas, a maioria de origem judaica, durante a II Guerra Mundial. Que a recordação deste terrível acontecimento inspire todas as intenções e ações em favor da paz”, declarou o Papa durante uma audiência geral.
Durante a saudação aos fiéis polacos, Francisco acrescentou: “A História repete-se, vemos o que está a acontecer agora na Ucrânia”.
Francisco concluiu a audiência pedindo à Virgem da Imaculada, cuja festa se celebra na quinta-feira, que “dê conforto a todos os afetados pela brutalidade da guerra” e “especialmente à martirizada Ucrânia”, além de exortar os fiéis a rezar pelo povo ucraniano “martirizado” e “tão sofrido”.
No prólogo de um livro que acaba de ser publicado com os seus apelos à paz na Ucrânia, o Papa encorajou os fiéis “a continuarem a rezar com insistência pela paz na Ucrânia, verdadeiramente sem nos cansarmos, não devemos nos acostumar com esta guerra como qualquer outra”.
“Não devemos deixar os nossos corações e mentes entorpecidos pela repetição destes graves horrores contra Deus e contra o homem. Não devemos, por nenhuma razão no mundo, acostumar-nos com tudo isso, dando quase como certo que esta III Guerra Mundial fragmentada, que escalou dramaticamente diante de nossos olhos, tornar-se num III Guerra Mundial total”, sublinhou o Papa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/historia-do-exterminio-de-judeus-esta-a-repetir-se-na-ucrania-defende-papa/
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Volodymyr Zelensky é personalidade do ano 2022 para a revista Time
MadreMedia
7 dez 2022 13:09
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Revista Time
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi eleito a personalidade do ano 2022 pela revista Time, assim como "o espírito" do seu país, pela resistência que mostrou perante a invasão russa.
Com o tema "Volodymyr Zelensky e o espírito da Ucrânia", o líder ucraniano foi o escolhido para personalidade do ano da revista Time devido à liderança do seu país perante a invasão da Rússia.
"Para provar que a coragem pode ser tão contagiosa como o medo, para inspirar pessoas e nações a unirem-se em defesa da liberdade, para lembrar ao mundo a fragilidade da democracia - e da paz -, Volodymyr Zelensky e o espírito da Ucrânia são a Personalidade do Ano da Time 2022", escreveu o editor da Time, Edward Felsenthal, no texto a justificar esta opção.
"A escolha deste ano foi a mais clara de que há memória", continuou "Quer a batalha pela Ucrânia nos encha de esperança ou de medo, Volodymyr Zelensky galvanizou o mundo de uma forma como não vimos há décadas", defendeu.
"Nas semanas que se seguiram ao início dos bombardeamentos russos de 24 de fevereiro, a sua decisão de não fugir de Kiev, mas de ficar e de reunir apoio foi crucial", destacou também.
Zelensky "tem estado completamente focado em manter os olhos do Mundo sobre a Ucrânia. O antigo entertainer compreendeu de forma inata que a atenção é a moeda mais valiosa do mundo e conseguiu dominar esse mercado. Ele fê-lo através de uma criação de imagem própria meticulosa e da repetição da sua mensagem. Ele foi contundente, às vezes sarcástico, mas sempre direto: temos de salvar a Ucrânia para salvar a democracia".
A revista sustenta ainda a escolha sublinhando que "desde a sua primeira mensagem, de 40 segundos, no Instagram, no dia 25 de fevereiro - mostrando que o seu gabinete estava intacto e a funcionar - aos discursos diários proferidos remotamente em instituições como parlamentos, o Banco Mundial e os Grammy Awards, o Presidente da Ucrânia esteve em todo o lado".
A seleção de Zelensky sucede à de Elon Musk, eleito pela revista norte-americana como a pessoa mais influente do mundo em 2021. A publicação tem feito esta eleição desde 1927, sendo que na lista para este ano estavam também na calha, entre outros, o presidente chinês Xi Jinping, o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, o Rei Carlos III, os protestantes no Irão e novamente Elon Musk.
Para este ano, a Time selecionou também as mulheres no Irão como as Heroínas do Ano, o grupo musical de k-pop Blackpink como Entertainers do Ano e o jogador de baseball Aaron Judge como o Atleta do Ano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/volodymyr-zelensky-e-personalidade-do-ano-2022-para-a-revista-time
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Embaixadas da Ucrânia receberam 31 pacotes suspeitos no espaço de uma semana
MadreMedia / AFP
7 dez 2022 14:21
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OSCAR DEL POZO / AFP
A Ucrânia anunciou hoje que as suas embaixadas receberam 31 pacotes suspeitos em apenas uma semana, todos com endereço de expedição de uma concessionária de carros Tesla na Alemanha.
"Nos últimos dois dias, chegaram pacotes suspeitos às embaixadas da Itália, Polónia, Portugal, Roménia e Dinamarca, e ao consulado de Gdansk" na Polónia, elevando o número total para "31 em 15 países", disse no Facebook o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.
"Ameaças contra os nossos diplomatas continuam a acontecer", acrescentou, uma semana depois de uma carta-bomba ter explodido na embaixada ucraniana em Madrid, ferindo levemente um funcionário.
Após esse incidente, Kiev reforçou a segurança em todas as suas embaixadas e denunciou uma "campanha de terror planeada" por Moscovo.
No mesmo dia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia revelou que várias representações diplomáticas ucranianas na Europa receberam pacotes com olhos de animais.
Kuleba destacou que "todos os pacotes têm o mesmo endereço de expedição: a concessionária Tesla na cidade alemã de Sindelfingen", nos subúrbios de Estugarda.
O ministro destacou "o nível de profissionalismo" dos "criminosos", que "adotaram medidas para não deixar vestígios de ADN nas embalagens".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/embaixadas-da-ucrania-receberam-31-pacotes-suspeitos-no-espaco-de-uma-semana
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Putin diz pela primeira vez que está a fazer “guerra” na Ucrânia: “Ameaça nuclear está a crescer”, avisa
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:41, 7 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo Vladimir Putin referiu-se à invasão da Rússia à Ucrânia pela primeira vez com a palavra “guerra”. Até agora, Putin tinha sempre usado a expressão “operação militar especial” quando falava publicamente sobre o conflito.
O momento deu-se durante o discurso feito pelo líder russo esta tarde no Conselho para o Desenvolvimento da Sociedade Civil de Direitos Humanos da Rússia. Putin acusou a Ucrânia de ter iniciado o conflito.
“Esta guerra não foi começada por nós, mas em 2014, depois de um golpe de Estado da Ucrânia. Foi iniciada pelas autoridades ucranianas na altura, e entrou nos corredores desta autoridade com a ajuda do referido golpe, para limitar e suprimir a expressão de liberdade da população do Donbass”, declarou Vladimir Putin.
O presidente russo continuou e acusou a Ucrânia de “ignorar os interesses da Rússia em proteger a população que fala russo do Donbass”.
Na mesma intervenção Vladimir Putin referiu que a ameaça de uma guerra nuclear “está a crescer”, mas rejeita que a Rússia faça uso deste tipo de armas primeiro, garantindo que serão apenas usadas “como meio de proteção”.
“Sobre a ameaça de uma guerra nuclear, sim, está a crescer, seria um pecado tentar escondê-lo. A nossa estratégia é usá-las como meios de proteção – e nós consideramos armas de destruição massiva como meios de proteção – tudo em volta de o que podemos chamas de ‘contra-ataque’”, explicou Putin.
O líder da Rússia referiu “grande número de armas táticas nucleares” dos EUA e da Europa, e garantiu que a Rússia não as vai transferir “para lado nenhum”: “Não vamos estar a brandir as nossas armas nucleares como se fossem facas”, referiu Putin.
Saiba mais sobre o tema em:
“Rússia vai ter de defender os seus interesses usando todos os meios”, avisa Putin
https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-vai-ter-de-defender-os-seus-interesses-usando-todos-os-meios-avisa-putin/
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-diz-pela-primeira-vez-que-esta-a-fazer-guerra-na-ucrania-ameaca-nuclear-esta-a-crescer-avisa/
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Pelo menos oito pessoas morreram em ataque russo em Kurakhov
MadreMedia / Lusa
7 dez 2022 17:11
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Pelo menos oito pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas num ataque russo realizado hoje em Kurakhov, 50 quilómetros a oeste de Donetsk, informou o gabinete presidencial ucraniano.
“Kurakhov, região de Donetsk. O inimigo atacou a cidade com vários lançadores de foguetes”, escreveu Kirilo Timoshenko, vice-chefe de gabinete da Presidência, na rede social Telegram, denunciando a morte de pelo menos oito pessoas e ferimentos em outras cinco.
Timoshenko explicou que entre as infraestruturas que foram alvo de fogo inimigo estavam um mercado, uma estação rodoviária, vários postos de gasolina e várias casas, confirmando uma informação também avançada pelo próprio Presidente, Volodymyr Zelensky, minutos antes, que divulgou uma mensagem nas redes sociais classificando o Exército russo como “desumano”.
Numa outra mensagem, o vice-chefe do gabinete presidencial informou posteriormente que na cidade de Yampil, no norte, três pessoas ficaram feridas depois de as forças russas terem usado munições de explosão múltipla em ataques que danificaram a praça central e um prédio administrativo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pelo-menos-oito-pessoas-morreram-em-ataque-russo-em-kurakhov
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Ucrânia: 31 pacotes suspeitos enviados para embaixadas em “terror sem precedentes”, acusa Kiev
Por MultiNews Com Lusa em 17:47, 7 Dez 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, denunciou hoje a continuação de uma campanha de “terror sem precedentes” contra embaixadas ucranianas, com 31 pacotes suspeitos enviados a representações ucranianas em 15 países, incluindo Portugal.
“As ameaças continuam a chegar aos nossos diplomatas”, escreveu Kuleba numa mensagem no Facebook, sublinhando que “a atual campanha de terror contra os diplomatas ucranianos é sem precedentes na sua escala, não só no contexto ucraniano, mas também a nível global”.
Kuleba disse não se lembrar de uma época na história em que tantas embaixadas e consulados do mesmo país “tenham sido sujeitos a ataques tão maciços em tão curto espaço de tempo”.
O ministro disse que nos últimos dois dias foram enviados pacotes suspeitos para embaixadas em Itália, Polónia, Portugal, Roménia e Dinamarca, bem como para o consulado em Gdansk (Polónia).
“No total, já temos 31 casos em 15 países: Áustria, Vaticano, Dinamarca, Espanha, Itália, Cazaquistão, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Estados Unidos, Hungria, França, Croácia e República Checa”, escreveu Kuleba.
De acordo com Kuleba, todos os envelopes foram endereçados do mesmo remetente, um concessionário Tesla na cidade alemã de Sindelfingen e, em regra, foram enviados de estações de correio que não estão equipadas com sistemas de videovigilância.
Além disso, os autores das remessas tomaram medidas para não deixar vestígios de ADN nas embalagens, o que aponta para o facto de a ação ter sido executada por profissionais, sublinhou o ministro.
Kuleba acrescentou que está em contacto constante com os seus homólogos de outros países e que as embaixadas ucranianas cooperam com autoridades estrangeiras na investigação de todos os casos de ameaças.
O ministro recordou que, desde há uma semana, as embaixadas e consulados ucranianos têm reforçado as medidas de segurança.
“Mas não importa o quanto os inimigos tentem intimidar a diplomacia ucraniana, não serão bem sucedidos. Continuamos a trabalhar para a vitória da Ucrânia”, afirmou Kuleba, citado pela agência Ukrinform.
Os primeiros casos do género foram detetados em Espanha, com seis cartas armadilhadas enviadas, a primeira das quais a 24 de novembro para o Palácio da Moncloa (sede do Governo espanhol) e dirigida ao primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
O ministro da Administração Interna espanhol recomendou na passada sexta-feira à Comissão Europeia e países parceiros que tomem medidas caso recebam cartas armadilhadas semelhantes às enviadas a várias entidades em Espanha, admitindo que podem estar relacionadas com a guerra na Ucrânia.
A embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu na segunda-feira dois envelopes suspeitos, tendo chamado a PSP, a qual enviou para o local meios da Unidade Especial de Polícia.
A PSP não encontrou qualquer engenho explosivo nos dois envelopes suspeitos que chegaram hoje à tarde à embaixada da Ucrânia em Lisboa, disse à agência Lusa fonte policial.
A mesma fonte afirmou que “não foram detetados explosivos” na avaliação feita pelo Centro de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo da Unidade Especial de Polícia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-31-pacotes-suspeitos-enviados-para-embaixadas-em-terror-sem-precedentes-acusa-kiev/
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Ucrânia: Sofrimento não pode tornar-se novo normal, defende Alto-Comissário da ONU
Por MultiNews Com Lusa em 18:53, 7 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, defendeu hoje em Kiev que o sofrimento em que estão milhões de civis em toda a Ucrânia “não pode tornar-se o novo normal”.
Falando na capital ucraniana, após uma visita oficial de quatro dias ao país, Volker Türk disse que o nível de danos e destruição que viu em Izium foi “chocante”, segundo um comunicado divulgado pela ONU.
Em Busha, a norte de Kiev, onde, pouco depois da retirada das tropas russas, foram mostradas imagens de cadáveres de civis espalhados nas ruas, empilhados, alguns carbonizados, outros amontoados em valas comuns, desencadeando a indignação da comunidade internacional, o Alto-Comissário da ONU disse que o trauma da população “permanece evidente”.
Acrescentou temer por todos os cidadãos do país que poderão ser vítimas do “longo e sombrio inverno que se aproxima”, confirmando igualmente que as consequências da guerra na Ucrânia têm “sido devastadoras” em matéria de direitos humanos.
“O prognóstico é muito preocupante”, declarou o responsável da ONU, sublinhando que o Alto-Comissariado continua a receber informação sobre crimes de guerra “todos os dias”.
“Continuam a chegar-nos informações sobre execuções sumárias, tortura, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados e violência sexual sobre mulheres, meninas e homens”, precisou.
A sua visita ao país invadido pela Rússia a 24 de fevereiro deste ano coincidiu com a divulgação de um novo relatório sobre o assassínio de civis pela Missão da ONU de Monitorização dos Direitos Humanos na Ucrânia.
O relatório documenta o que aconteceu a 441 civis em zonas de três regiões do norte do território ucraniano – Kiev, Chernigiv e Sumi – que estiveram sob controlo russo até ao início de abril.
A missão das Nações Unidas na Ucrânia está também a trabalhar no sentido de corroborar acusações de mais assassínios nessas regiões e em partes das regiões de Kharkiv e Kherson que foram recentemente recuperadas pelas forças ucranianas, indicou Türk.
Alguns foram mortos “quando estavam a cortar lenha ou a comprar mercearias”, referiu, acrescentando que existem “fortes indicações de que as execuções sumárias documentadas no relatório constituem o crime de guerra de homicídio doloso”.
Sobre os prisioneiros de guerra, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos insistiu que eles devem “sempre ser tratados humanamente” e explicou que o direito internacional prevê que podem ser levados a tribunal “só se forem suspeitos de crimes de guerra”.
Como resultado direto da invasão russa, 17,7 milhões de pessoas precisam presentemente de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento, precisou o responsável.
Volker Türk indicou ainda que um terço da população da Ucrânia se viu obrigada a fugir de casa, tendo quase 7,9 milhões de pessoas abandonado o país – na maioria, mulheres e crianças – e estando 6,5 milhões internamente deslocadas.
De 24 de fevereiro a 05 de dezembro de 2022, a agência das Nações Unidas a que preside confirmou 6.702 civis mortos e 10.479 feridos na Ucrânia, embora sublinhe que estes números estão muito aquém dos reais.
“Deixem-me sublinhar que a forma mais eficaz de impedir esta longa lista de atrocidades de prosseguir é pôr fim a esta guerra sem sentido – nos termos com a Carta da ONU e o direito internacional”, reiterou o Alto-Comissário.
“O meu maior desejo é que todas as pessoas da Ucrânia possam usufruir do direito à paz”, concluiu.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-sofrimento-nao-pode-tornar-se-novo-normal-defende-alto-comissario-da-onu/
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PJ identifica autor das cartas à embaixada da Ucrânia em Lisboa
7 de dezembro 2022 às 21:30
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/7/839201.png?type=Artigo)
Eduardo Martins
Envelope continha sangue e olhos de animais.
A Polícia Judiciária (PJ) conseguiu identificar o autor das duas cartas suspeitas enviadas à embaixada da Ucrânia em Lisboa, tal como aconteceu noutras embaixadas ucranianas e entidades estatais, especialmente em Espanha.
De acordo com a notícia avançada esta quarta-feira pela CNN Portugal e pela TVI, as análises aos envelopes e ao conteúdo das cartas - levadas a cabo pelo Instituto Doutor Ricardo Jorge e pelo Laboratório de Polícia Científica - detetaram vestígios de sangue e de olhos de animais, algo que fazia parte da "assinatura" dos pacotes entregues noutras embaixadas e consulados ucranianos em países europeus.
Segundo a Unidade de Contraterrorismo da PJ o autor das cartas identificou-se como Tesla, a empresa norte-americana detida pelo bilionário Elon Musk. O objetivo, seria denegrir a imagem da empresa de carros elétricos.
Recorde-se que, na semana passada, vários locais em Espanha receberam pacotes com engenhos explosivos e pirotécnicos, tendo o primeiro sido a embaixada ucraniana em Madrid. Esse acontecimento deixou um funcionário da embaixada ferido. Outra das embalagens foi endereçada ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Já em Lisboa, chegaram à embaixada da Ucrânia envelopes com um "cheiro específico" e, apesar dos receios de que os pacotes poderiam conter material pirotécnico, os mecanismos implementados pelas autoridades e pelo governo ucraniano, após as cartas da semana anterior, permitiram detetar a ausência de ameaças no correio.
A PJ estará a coordenar a investigação ao envio destas cartas com outras autoridades judiciárias internacionais.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787320/pj-identifica-autor-das-cartas-a-embaixada-da-ucr-nia-em-lisboa-
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Putin diz que 150 mil russos mobilizados estão na Ucrânia
MadreMedia / AFP
7 dez 2022 15:46
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EPA/GAVRIIL GRIGOROV / KREMLIN POOL / SPUTNIK
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na quarta-feira que metade dos russos convocados para o serviço militar em setembro foram enviados para a Ucrânia.
"Dos 300 mil combatentes mobilizados, 150 mil estão na área das operações" militares, disse o líder russo chamando-lhes de “defensores da pátria”.
Putin falava numa reunião do conselho de direitos humanos do Kremlin, transmitida pela televisão russa, esta quarta-feira, dizendo que cerca de 77 mil estão incorporados em unidades de combate.
“O restante contingente está nas segundas e terceiras linhas de combate, desempenhando funções de defesa territorial ou a receber treino adicional diretamente do teatro de operações", disse.
Reconhecendo que a campanha militar do Kremlin na Ucrânia tornou-se um "processo demorado", o presidente russo elogiou as conquistas territoriais de Moscovo.
"Pode ser um processo demorado, claro", disse Putin em resposta a uma pergunta, mas o novo território ucraniano foi um "resultado significativo" da campanha militar, acrescentou o presidente russo.
Putin descartou, apesar disso, uma segunda mobilização de reservistas para reforçar as tropas que já combatem na Ucrânia.
"Esses rumores... Não fazem sentido. Atualmente, não há necessidade disso nem por parte do Estado nem do Ministério da Defesa", disse Putin durante a reunião.
Em 21 de setembro, Vladimir Putin decretou a mobilização parcial de 300 mil reservistas perante o avanço da defesa ucraniana no leste e sul do país vizinho, as áreas mais atacadas e controladas até então pelos russos.
A Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia a 24 de fevereiro, que ainda perdura e que provocou a morte de pelo menos 6.702 civis e 10.479 feridos, números que a ONU apresentou como confirmados, sublinhando que estão muito aquém dos reais.
Quanto a baixas militares, a Ucrânia e a Rússia têm reivindicado alguns números infligidas à outra parte, mas sem validação independente, tal como muitas das informações que divulgam sobre o curso do conflito.
*com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-150-mil-russos-mobilizados-estao-na-ucrania
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Putin admite utilizar armas nucleares mas só em resposta a ataque inimigo
MadreMedia / Lusa
7 dez 2022 17:23
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EPA/MIKHAIL METZEL/KREMLIN POOL/SPUTNIK / POOL MANDATORY CREDIT
O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu hoje que poderá utilizar armas nucleares, mas só “em resposta” a um eventual ataque inimigo desse tipo ao território da Rússia.
“Consideramos as armas de destruição maciça, as armas nucleares, um meio de defesa. [Utilizá-las] insere-se num contexto a que chamamos ‘ataque de retaliação’: se nos atacam, nós atacamos em resposta”, declarou Putin numa reunião por videoconferência com membros do Conselho de Direitos Humanos ligado ao Kremlin (Presidência russa).
O chefe de Estado russo, que já várias vezes emitiu ameaças de utilização de armas nucleares desde que invadiu a vizinha Ucrânia, a 24 de fevereiro deste ano, disse hoje que “em nenhuma circunstância” iniciará um ataque nuclear, ou seja, a Rússia nunca será a primeira a recorrer ao seu arsenal nuclear.
“A Rússia, em nenhuma circunstância, será a primeira a utilizá-las”, declarou Putin na reunião transmitida pela televisão.
Ao mesmo tempo, o dirigente russo reconheceu que está a aumentar a probabilidade de uma guerra nuclear.
“A ameaça de uma guerra nuclear está a aumentar, para que havemos de iludir-nos?”, observou.
Questionado sobre o envio de armas táticas norte-americanas para países europeus, Putin assegurou que a Rússia não cederá o seu arsenal a ninguém, nem sequer aos seus aliados.
“As armas nucleares norte-americanas encontram-se em grande quantidade em território europeu. Nós não enviámos as nossas armas nucleares a ninguém e não vamos fazê-lo”, afirmou.
Putin garantiu igualmente que, em caso de necessidade, Moscovo defenderá os seus aliados “com todos os meios ao seu dispor”.
O líder russo insistiu ainda que as armas nucleares do país se encontram num estado “mais avançado e moderno” que o arsenal de outras potências atómicas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 287.º dia, 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-admite-utilizar-armas-nucleares-mas-so-em-resposta-a-ataque-inimigo
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“Não enlouquecemos, sabemos o que são armas nucleares”. Putin reconhece conflito "longo" na Ucrânia e relativiza uso de arsenal nuclear
MadreMedia / Lusa
8 dez 2022 08:20
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu quarta-feira que o conflito na Ucrânia está a ser "longo" e minimizou o risco de recorrer a armas nucleares.
“Não enlouquecemos, sabemos o que são armas nucleares”, disse Vladimir Putin, falando por videoconferência ao seu Conselho de Direitos Humanos, uma organização subordinada ao Kremlin.
Depois de várias ameaças de uso do nuclear terem emanado de autoridades russas nos últimos meses, o presidente russo enfatizou que essas armas são “um meio de defesa”, destinadas a um “ataque de retaliação”.
Em outras palavras, “se formos atingidos, atingimos em resposta”, reforçou o chefe de Estado russo.
No entanto, “a ameaça de uma guerra nuclear está crescendo”, face confronto com Ucrânia, observou, culpando americanos e europeus pela situação.
“Qualquer conversa leviana sobre armas nucleares é absolutamente irresponsável”, comentou Washington horas depois.
O Kremlin sempre negou que a sua ofensiva contra a Ucrânia visasse a conquista de novos territórios, alegando querer defender as populações de língua russa e pôr fim à aliança entre Kiev e o Ocidente, considerada ameaçadora pela Rússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-reconhece-conflito-longo-na-ucrania-e-relativiza-uso-de-armas-nucleares
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Escolha de Zelensky como personalidade do ano pela Time é "furiosamente russofóbica", acusa o Kremlin
MadreMedia / AFP
8 dez 2022 11:49
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EPA/MAXIM SHIPENKOV
O Kremlin criticou nesta quinta-feira a "russofobia" e a "cegueira" da revista norte-americana Time, que escolheu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, como a personalidade do ano de 2022 e homenageou o "espírito" do seu país.
"Vemos que a linha editorial desta revista não vai além da corrente dominante em toda a Europa, que é absolutamente cega, anti-russa e furiosamente russofóbica", disse o porta-voz presidencial russo Dmitri Peskov aos repórteres.
A revista afirmou que Zelensky "galvanizou o mundo de uma forma que não víamos há décadas".
Criticado antes da ofensiva do Kremlin no final de fevereiro por não ter realizado as reformas que tinha prometido, a figura de Zelensky adquiriu uma nova dimensão no conflito, unindo a população e as tropas com mensagens de vídeo e visitas à frente de combate.
Zelensky também obteve o apoio crucial dos líderes ocidentais graças a inúmeros discursos à distância, reuniões e telefonemas quase diários.
No entanto, as autoridades russas apresentam-no como o chefe de uma gangue de "nazis" ou "viciados em drogas" e criticam a sua recusa em negociar com Vladimir Putin.
Peskov insistiu nesta quinta-feira que o conflito pode ser encerrado "amanhã, se (Zelensky) desejar".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/escolha-de-zelensky-como-personalidade-do-ano-pela-time-e-furiosamente-russofobica-acusa-o-kremlin
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Putin diz que Moscovo continuará a atacar infraestruturas de energia ucranianas
MadreMedia / Lusa
8 dez 2022 15:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que o seu país vai continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques já obrigaram Kiev a enormes cortes de energia e água.
“Sim, estamos a fazer isso, mas quem é que começou?”, questionou Putin, à margem de uma cerimónia de entrega de medalhas no Kremlin, justificando os ataques como uma resposta à explosão que afetou a ponte da Crimeia, construída pela Rússia, e a outros ataques de Kiev contra alvos russos.
Vladimir Putin acusou o Estado ucraniano de ter “destruído as linhas de energia da central nuclear em Kursk”, uma região russa na fronteira com a Ucrânia, e de “não fornecer água” ao reduto separatista pró-russo de Donetsk, no leste do país.
“Não fornecer água a uma cidade de um milhão de habitantes é um ato de genocídio”, criticou o líder russo, acusando os países ocidentais de fecharem os olhos a essas ações das autoridades ucranianas.
Putin realçou que, assim que surge resposta do lado russo, começa-se a espalhar “o clamor” por “todo o universo”.
“Isso não nos vai impedir de cumprir as nossas missões de combate”, acrescentou.
Desde o ataque à ponte da Crimeia, em outubro, a Rússia tem disparado mísseis contra infraestruturas civis de energia, privando milhões de ucranianos de energia, até mesmo de água e aquecimento à medida que o inverno se aproxima e as temperaturas negativas se fazem sentir.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-moscovo-continuara-a-atacar-infraestruturas-de-energia-ucranianas
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Antigo ministro britânico defende adesão rápida da Ucrânia à UE e NATO
MadreMedia / Lusa
8 dez 2022 16:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O antigo ministro da Defesa britânico Michael Fallon exortou hoje a União Europeia (UE) e a NATO a acelerar "urgentemente" a adesão da Ucrânia para ajudar a economia, facilitando o comércio e o acesso a apoio financeiro.
“Precisamos de pensar mais urgentemente no que se pode fazer para reforçar economia ucraniana a médio e longo prazo. Não basta a UE concordar em deixar a Ucrânia ser candidata se significa 10-15 anos de negociações capítulo a capítulo até poder finalmente aderir”, criticou.
Fallon acrescentou que “é igualmente inútil um clube exclusivo como a NATO dizer que um dia [a Ucrânia] poderá aderir e arranjar alguma forma de parceria preliminar”.
“Ambos os clubes precisam de abrir as suas portas, tal como a Polónia abriu portas aos refugiados ucranianos. Precisamos encorajar a UE a começar agora um processo de adesão dinâmica para abrir as fronteiras ao comércio ucraniano e desmantelar as tarifas e regulamentos para integrar a Ucrânia mais rapidamente, para permitir à Ucrânia ter acesso a instituições de crédito com o Banco Investimento Europeu e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento”, acrescentou.
O político, que abandonou o parlamento britânico em 2019, falava hoje num debate organizado em Londres pela Fundação Instituto de Estudos do Leste, organizadores do Fórum Económico em Karpacz, na Polónia, e a New Europeans International, sobre os desafios da economia ucraniana.
Fallon alegou que, em 2014, foi travado pelo então governo de coligação entre o Partido Conservador de David Cameron e os Liberais Democratas de Nick Clegg de fornecer armas à Ucrânia quando a Rússia anexou ilegalmente a Crimeia.
Ainda assim, reivindicou no início em 2015 um programa de treinos de soldados ucranianos pelo Reino Unido, que ainda continua, e o envio de equipamento militar no início de 2022, antes da invasão em 24 de fevereiro.
Segundo o antigo ministro, que foi responsável pela pasta da Defesa entre 2014 e 2017, “há uma série de coisas que podem ser feitas agora e que os nossos políticos podem fazer agora”, nomeadamente o reforço da defesa antiaérea, até agora “feito de forma esporádica e a conta-gotas”.
“Precisamos de coordenar melhor o abastecimento de armas que a Ucrânia precisa para parar a avalanche de mísseis da Rússia” e proteger as infraestruturas, como centrais elétricas, hospitais, pois isto vai afetar diretamente a população civil, alertou.
Fallon urgiu também a concretização “nas próximas semanas e meses” dos compromissos financeiros feitos pela comunidade internacional para que a Ucrânia continue a pagar salários, pensões e apoios sociais, e o alargamento e reforço de sanções internacionais, nomeadamente ao sistema financeiro russo.
Igualmente presente, o deputado ucraniano Oleksiy Goncharenko elogiou o Reino Unido e a Polónia por terem mostrado ser “os melhores amigos, os mais ativos no apoio, e os mais inteligentes em perceber o que se estava a passar perante o risco da tirania russa e da guerra brutal para o resto do mundo”.
“Atualmente, é claro que a Ucrânia está a ganhar, a questão é quando vai a guerra acabar. O nosso objetivo é acabar guerra o mais depressa possível”, afirmou, identificando a falta de armamento como o principal obstáculo.
Goncharenko disse que os países ocidentais devem parar de hesitar em fornecer mísseis de longo alcance, aviões de combate e tanques porque “a situação humanitária está a piorar” e à beira de se transformar numa “catástrofe”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/antigo-ministro-britanico-defende-adesao-rapida-da-ucrania-a-ue-e-nato
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Famalicão: Colégio Mundos de Vida envia dois geradores para a Ucrânia
Dezembro 8, 2022 6:09 pm
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Fonte de imagem: cidadehoje.sapo.pt
O Colégio Mundos de Vida, em Lousado, envia esta sexta-feira, dois geradores elétricos resultantes da campanha “Acende uma Luz – Geradores da Esperança”, para uma escola e um hospital em Kiev, na Ucrânia. O momento conta com a presença da Cônsul daquele país em Portugal.
Esta visita acontece depois da Embaixada da Ucrânia, em Lisboa, ter tomado conhecimento da campanha que o colégio desenvolveu. Este gesto de solidariedade foi reconhecido pelos representantes da Ucrânia em Portugal que vão enviar a Cônsul para estar presente ainda durante a campanha que está a decorrer com o apoio da comunidade escolar.
Fonte: cidadehoje.sapo.pt Link: https://cidadehoje.sapo.pt/famalicao-colegio-mundos-de-vida-envia-dois-geradores-para-a-ucrania/
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Zelensky diz que Rússia devia ser acusada de terrorismo por minas colocadas na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
8 dez 2022 23:03
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Rússia deveria responder pelas acusações de terrorismo e agressão contra os ucranianos, por causa das minas colocadas nos territórios que ocuparam.
No habitual discurso diário aos ucranianos, o presidente da Ucrânia voltou a lembrar que há mais de 170.000 quilómetros quadrados de território considerado perigoso, por causa das minas e engenhos explosivos deixados pelos russos nos territórios por onde passaram.
Para Zelensky, o regime russo de Vladimir Putin deveria ser acusado de terrorismo pelo uso massivo de minas terrestres, lembrando que quatro polícias – hoje condecorados a título póstumo – morreram por causa da explosão de minas em Kherson.
O presidente ucraniano agradeceu ainda a ajuda internacional que a Ucrânia tem recebido no processo de remoção de minas por parte do Canadá, Japão, Reino Unido e Eslováquia.
A Rússia lançou uma ofensiva militar lançada na Ucrânia a 24 de fevereiro, causando já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.490 civis mortos e 9.972 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-diz-que-russia-devia-ser-acusada-de-terrorismo-por-minas-colocadas-na-ucrania
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Kiev acusa: "Rússia instalou lançadores de mísseis na central nuclear de Zaporíjia"
MadreMedia
9 dez 2022 08:29
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STRINGER / AFP
As forças russas terão colocado sistemas de lançamento de mísseis Grad na central nuclear de Zaporíjia, de acordo com a Ucrânia.
Esta informação foi inicialmente divulgada pela operadora de energia nuclear estatal ucraniana Energoatom, citada pelo Kyiv Independent. De acordo com a Energoatom, os Grads provavelmente serão usados para atingir as cidades de Nikopol e Marhanets, do lado oposto do rio Dnipro, usando o reator e o prédio de armazenamento de combustível como um "abrigo" de um possível ataque por parte dos ucranianos.
As tropas russas haviam construído "estruturas defensivas" perto do sexto reator da central nuclear, violando as regras de segurança nuclear e de radiação, salientou a operadora. “Desde o início” da invasão “foram colocados pessoal, equipamento militar, armas e explosivos, minados o território da estação e as vias de acesso à mesma”, acrescentou a Energoatom.
"Apelamos à AIEA e a toda a comunidade atómica mundial, informando sobre a colocação adicional de mísseis Grad na central atómica. E mais uma vez apelamos à criação de uma zona de segurança dentro e ao redor da estação para a sua desmilitarização completa e desocupação", lê-se no comunicado da operadora de energia nuclear.
Refira-se que foi o próprio presidente da Rússia, Vladimir Putin, que confirmou esta quinta-feira que as tropas russas vão continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques já obrigaram Kiev a enormes cortes de energia e água.
Contudo, apesar da Energoatom salientar o possível ataque a cidades como as de Nikopol e Marhanets, as últimas informações, das últimas 24 horas, reportam bombardeamentos em outros cidades que não as mencionadas, nomeadamente a Donetsk, Kherson, Kharkiv, Zaporíjia, Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Lugansk, que resultaram em cinco mortes civis.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-acusa-russia-instalou-lancadores-de-misseis-na-central-nuclear-de-zaporijia
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Guerra fria e longa é o desejo de Putin
9 de dezembro 2022 às 08:31
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/9/839304.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Bombardear civis e instalações elétricas na Ucrânia continua a ser a estratégia de Moscovo. A guerra está cada vez mais fria e assassina.
por João Sena
A Ucrânia reconheceu que não tem capacidade para restaurar a 100% a sua infraestrutura elétrica – que foi seriamente danificada pelos constantes ataques russos – e quem sofre são os civis. Essa é, até agora, a única ‘vitória’ do Presidente russo, que fez saber, durante uma reunião no Kremlin, que o exército está preparado para ficar na Ucrânia durante muito tempo e que, neste momento, não faz sentido mobilizar mais soldados. Na mesma ocasião, Putin assegurou que a Rússia não será a primeira a utilizar o seu arsenal nuclear.
Apesar das críticas a nível mundial, Vladimir Putin afirmou que vai continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques têm como consequência enormes cortes de energia e de água, deixando milhões de pessoas ao frio e sem luz, em mais uma atitude criminosa do Presidente russo.
Nas últimas horas, os militares russos dispararam mais de mil foguetes e mísseis contra a rede elétrica da Ucrânia.
Putin justifica estes ataques como uma resposta à explosão de uma ponte na Crimeia e a outros ataques que atribui às tropas ucranianas.
Além desses ataques estratégicos, os russos bombardearam, no dia de ontem, a cidade de Toretsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, causou a morte a uma pessoa e dois feridos, adiantou o governador da região, Pavlo Kyrylenko.
Nessa lógica de destruição, o exército russo bombardeou o jardim zoológico de Yampil e retomou a iniciativa de recuperar a região de Lyman, no norte do Donbás.
Risco nuclear
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que o Governo está a trabalhar em conjunto com a Agência Internacional de Energia Atómica de modo a criar uma zona de proteção à volta da fábrica nuclear de Zaporizhzhya, que é, neste momento, controlada pelos russos.
Soube-se também que cerca de 10 mil militares ucranianos e igual número de civis podem ter sido detidos pelas tropas russas e enviados para centros de detenção, que, por aquilo que já se viu nesta guerra, são verdadeiros campos de concentração. Quem o afirma é Oleksandr Kononenko, responsável pelos direitos humanos na zona do conflito, que adiantou: “Os civis estão a ser detidos de forma ilegal como prisoneiros de guerra devido ao seu apoio ao exército ucraniano”.
Rússia não sai do sítio
No plano militar, as tropas russas continuam empenhadas em conquistar o leste e sul da Ucrânia, mas os progressos têm sido nulos. Talvez por isso mesmo, os russos estejam a realizar exercícios militares na vizinha Bielorrússia, como pode ver-se nos vídeos publicados por Moscovo onde soldados e tanques russos fazem exercícios de artilharia. Aliás, ainda ontem a Rússia admitiu que é vulnerável na zona da Crimeia. Essa informação surge depois de vários ataques contra alvos russos distantes da frente de batalha, que foram atribuídos aos ucranianos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787410/guerra-fria-e-longa-e-o-desejo-de-putin
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Zelensky afirma que as minas na Ucrânia cobrem uma área de mais de 170 mil quilómetros quadrados
Por Beatriz Maio em 11:12, 9 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/zzzz.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente ucraniano Volodymir Zelensky revelou, esta quinta-feira, que as minas terrestres na Ucrânia cobrem uma área de mais de 170 mil quilómetros quadrados e serão investigadas de forma a responsabilizar a Rússia, entre outras acusações, por “terrorismo”.
“Tenho a certeza: Esta será uma das acusações contra a Rússia por agressão, precisamente por terrorismo”, confessou o líder da Ucrânia depois de lamentar a morte de vários polícias em Kherson devido explosivos colocados pelas tropas russas, citado pelo jornal espanhol El País.
“Esta é a forma de terror russo que terá de ser combatida nos próximos anos. Os terroristas estão deliberadamente a tentar deixar para trás tantas armadilhas mortais quanto possível”, alertou Zelensky ao explicar que a utilização de minas – seja em terra, edifícios ou carros – é “mais cruel e maléfica” do que a utilização de mísseis “porque não existe um sistema anti minas que possa destruir pelo menos parte da ameaça”, referindo-se ao equipamento de defesa aérea.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-afirma-que-as-minas-na-ucrania-cobrem-uma-area-de-mais-de-170-mil-quilometros-quadrados/
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“Só nos falta chegar a Lisboa”: Comentador de TV russo quer que exército de Moscovo conquiste a Europa para um continente “sem americanos”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:30, 9 Dez 2022
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Um comentador de televisão russo pró-Kremlin defendeu, esta semana que o Exército russo deveria conquistar “toda a Eurásia”, de “Vladivostok a Lisboa”, tendo em vista o estabelecimento de um continente “sem americanos”.
“Eu gosto da ideia de uma Eurásia calma e pacífica, de Vladivostok a Lisboa. Nós já temos Vladivostok, a única coisa que nos falta é chegar a Lisboa”, disse o comentador em causa, no canal 1 da televisão estatal russa.
O vídeo do momento foi divulgado por Anton Gerashchenko, atual conselheiro do ministro da Administração Interna da Ucrânia, e ex-vice-ministro da mesma pasta. “Geopolítica russa: uma ‘Eurásia pacífica, de Vladivostok a Lisboa, incluindo a Coreia do Sul, o Japão e Taiwan’ – tudo ‘para garantir que não há americanos na Europa’”, escreveu no Twitter o responsável, explicando o tema da conversa no programa de TV russo.
(https://i.ibb.co/8zybxSW/Captura-de-ecr-2022-12-09-214046.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
“O primeiro passo, do meu ponto de vista, seria ao menos Lviv. Não estou a falar de Kiev, Chernihiv ou Karkhiv. Lviv, a saída para as antigas fronteiras da União Soviética”, continua o comentador, sobre os primeiros passos a tomar na conquista de territórios europeus pelos russos.
“De facto, havia uma estação ferroviária fantástica em Chop, na fronteira com a Hungria. Passei por ema em 1978, e era boa. Vamos até Chop. Se esta tarefa é o mínimo, e o máximo é ainda a ausência de americanos em território da Eurásia, então…”, disse o comentador, antes de ser interrompido pelo apresentador: “Lisboa é o objetivo máximo, disseste antes…”.
“A ausência de americanos no território da Eurásia. Também há o Japão, há Taiwan, há a Coreia do Sul. Não os excluo, de todo, e há armas nucleares norte-americanas”, continuou o comentador, no programa.
“Que pacifista és”, termina o apresentador, interrompendo o discurso ao comentador, no vídeo divulgado nas redes sociais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/so-nos-falta-chegar-a-lisboa-comentador-de-tv-russo-quer-que-exercito-de-moscovo-conquiste-a-europa-para-um-continente-sem-americanos/
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Putin avisa: Desejo do Ocidente de manter o domínio aumenta risco de “potencial conflito no mundo”
Por Beatriz Maio em 13:12, 9 Dez 2022
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O presidente russo Vladimir Putin frisou que o desejo do Ocidente de manter o seu domínio leva a que aumentem os riscos de um potencial conflito a nível mundial, após alertar que a ameaça nuclear está a aumentar.
“O potencial conflito no mundo está a crescer e isto é uma consequência direta das tentativas das elites ocidentais de preservar por qualquer meio o seu domínio político, financeiro, militar e ideológico”, salientou Putin numa mensagem partilhada através de vídeo.
Ao dirigir-se à cimeira de ministros da defesa da Organização de Cooperação de Xangai e de um grupo de países ex-soviéticos, o líder russo comentou que a Ucrânia “multiplica deliberadamente o caos e agrava a situação internacional”, acusando o Ocidente de “explorar” a Ucrânia e utilizar o seu povo como “carne para canhão”, avança a Sky News.
Anteriormente, o presidente russo tinha já advertido que vai recorrer a todos os meios para defender o seu país e, esta quinta-feira, reunido com soldados garantiu que a missão da Rússia na Ucrânia “está a ser cumprida”.
Hoje decorreu a reunião anual do Conselho de Direitos Humanos do país onde a guerra na Ucrânia foi um dos temas centrais. Putin aproveitou para mencionar que o conflito ainda se pode prolongar por muito tempo, porém negou que esteja a ser planeada uma nova mobilização militar.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/putin-avisa-desejo-do-ocidente-de-manter-o-dominio-aumenta-risco-de-potencial-conflito-no-mundo/
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‘Ilusionismo’ de Putin: Só 3 das 16 mulheres que estiveram com o presidente russo é que eram mães de soldados mobilizados para a Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:45, 9 Dez 2022
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Foi no dia 23 de novembro que Putin tomou uma atitude que apanhou muitos de surpresa, mas que logo fez levantar sobrolhos de desconfiança: a administração do presidente anunciava que este convidou 16 “mães de soldados mobilizados para a operação militares especial na Ucrânia” para a sua residência oficial. Agora, sabe-se que apenas três das 16 mulheres que estiveram com o líder russo é que eram de facto mães de soldados que foram obrigados a ir para a frente de batalha devido à ordem de mobilização parcial, decretada por Putin em setembro.
O jornal russo de oposição ao Kremlin Meduza consultou a lista, publicada pela presidência russa na sua página oficial, das mulheres que se encontraram com Putin e chegou à conclusão que, tirando três convidadas, as outras russas eram mães de soldados que se voluntariaram para combater ainda antes da mobilização parcial ou progenitoras de militares já com carreira no Exército russo.
Putin levou assim a cabo mais um ‘truque de ilusionismo’, encontrando-se com as alegadas mães de soldados mobilizados, dizendo-lhes que “sentia a mesma dor” o que elas enquanto tomavam chá, comiam bolos e frutas numa das luxuosas residências do presidente russo, que cumpriu os objetivos: calar ou reduzir o tom dos jovens, pais e famílias que reclamavam contra o decreto presidencial de mobilização de reservistas.
As três mulheres identificadas como sendo, de facto, mães de soldados russos mobilizados foram Yulia Belekhova, que também tem ligações políticas a uma coligação pró-Putin, Elena Alekseeva, doméstica de Belgorod, e Marina Bakhlina, uma cozinheira de Yakutsk.
As escolhas das outras mulheres não foi feita ao acaso, relata o Meduza, que explica que 11 das participantes da reunião trabalhavam em instituições estatais, diretamente financiadas pelo Kremlin, ou em movimentos políticos ou sociais pró-Putin. Por exemplo, representatnes de organizações independentes, como o Comité das Mães de Soldados da Rússia, não foram convidados de todo.
O Kremlin, segundo relatam fontes, terá percebido que seria difícil reunir “a quantidade de mães certa” para acalmar os ânimos. “Não se podia pegar em qualquer pessoa na rua, porque podiam fazer perguntas ou dizer alguma coisa”, relata fonte próxima do Kremlin.
Terão sido inclusive funcionários da administração presidencial a encontrar ou sugerir as mulheres que poderiam participar, sendo que seriam condições essenciais serem apoiantes de Putin. Pelo menos duas, relata fonte interna, já teriam tido reuniões anteriores no Kremlin com o Diretorado de Projetos Sociais, procurando ajuda para instituições que encabeçam, ligadas ao regime.
Moscovo instruiu as várias administrações regionais para que encontrassem “mulheres apropriadas” para estarem no encontro com Putin, sendo que as “candidatas prioritárias” seriam sempre familiares de oficiais estatais, membros de partidos e coligações pró-Putin e trabalhadores de projetos e instituições financiadas pelo Kremlin.
“Em última análise, os chefes delas, com quem elas têm de ter cuidado, são os governadores que as enviaram para conhecer Putin, e o Presidente”, explica fonte anónima, ao mesmo tempo que diz que as mulheres que não eram mãos de soldados mobilizados estavam “motivadas pela oportunidade de conhecer o chefe de Estado” e “ficarem famosas e conhecidas a nível regional”.
Contactadas, as participantes na reunião com Putin não responderam às perguntas sobre a polémica.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ilusionismo-de-putin-so-3-das-16-mulheres-que-estiveram-com-o-presidente-russo-e-que-eram-maes-de-soldados-mobilizados-para-a-ucrania/
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Navalny classifica de “vergonhosa” pena de oito anos de cadeia a opositor russo
Por MultiNews Com Lusa em 14:00, 9 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Navalny.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A condenação hoje do opositor russo Ilya Yashin a oito anos e meio de prisão por criticar a ofensiva militar contra a Ucrânia é “um veredicto vergonhoso”, denunciou o também opositor Alexei Navalny.
“Outro veredicto vergonhoso e ilegal de (Vladimir) Putin, que não vai silenciar Ilya e não deve intimidar as pessoas honestas na Rússia”, reagiu Navalny, numa mensagem divulgada pelos seus apoiantes nas redes sociais.
Navalny, que está detido na Rússia desde o início de 2021, acrescentou que está “orgulhoso” de Yashin, assegurando que ele “sobreviverá a tudo”.
Um tribunal de Moscovo condenou hoje o opositor Ilya Yashin a oito anos e meio de cadeia, por este ter criticado a ofensiva militar russa contra a Ucrânia, após um julgamento que ilustra o clima de intimidação e repressão por parte do regime do Presidente Vladimir Putin.
O tribunal considerou Ilia Yashin culpado de ter cometido o crime de divulgar “informações falsas” sobre o exército russo, explicou o coletivo de juízes.
Ilya Yashin, 39 anos, foi detido em junho e julgado por ter denunciado, durante uma intervenção ao vivo num canal da plataforma YouTube, “o assassínio de civis” na cidade ucraniana de Busha, perto de Kiev, onde o exército russo está a ser acusado de abusos.
Nos últimos meses, várias pessoas foram condenadas a penas de prisão, depois de serem condenadas por divulgar “informações falsas” ou por “desacreditar” o Exército.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/navalny-classifica-de-vergonhosa-pena-de-oito-anos-de-cadeia-a-opositor-russo/
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Em atualização Putin diz que terá de ser "alcançado um acordo" para acabar com conflito na Ucrânia
MadreMedia / AFP
9 dez 2022 14:48
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Fonte de imagem: Lusa
O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta sexta-feira que, em última análise, será necessário um acordo para encerrar os combates na Ucrânia, nove meses depois do Kremlin ter lançado a sua "operação militar especial"
"A confiança, é claro, está quase em zero. Mas, no final, terá de ser alcançado um acordo. Eu já disse muitas vezes que estamos prontos para esses acordos e estamos abertos" a eles, revelou Putin durante uma cúpula de líderes regionais na capital do Quirguistão.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-tera-de-ser-alcancado-um-acordo-para-acabar-com-conflito-na-ucrania
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“A Rússia vai ter de aprender a respeitar a lei”: Zelensky responde após Putin dizer que “devia ter começado a invasão à Ucrânia mais cedo”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:59, 9 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Putin declarou esta sexta-feira, numa conferência de imprensa no Quirguistão, que tinha planeado lançar a “operação especial militar na Ucrânia” – como o presidente russo insiste em chamar à invasão da Ucrânia – antes dia dia em que aconteceu, a 24 de fevereiro deste ano.
“A Rússia devia ter começado uma ‘operação’ na Ucrânia mais cedo, mas esperávamos chegar a um acordo no âmbito do ‘Minsk-2’”, declarou o presidente russo que, no entanto, diz que, como resultado da guerra, “tudo está a decorrer de acordo com o planeado e “não há quaisquer problemas sentidos na Federação Russa”.
(https://i.ibb.co/PZc3Qdy/Captura-de-ecr-2022-12-09-215052.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A polémica declaração depressa teve resposta de Kiev. Mykhailo Podolyak, conselheiro de Volodymyr Zelensky e porta-voz do gabinete do Presidente da Ucrânia escreveu no Twitter: “Putin não se arrepende de ter começado um genocídio na Ucrânia, mas arrepende-se de não o ter começado mais cedo. Um bom lembrete a todos os que apoiam acordos com o Diabo, sobre com quem estão a líder. A Federação Russa vai ter de aprender a respeitar a lei internacional e a aceitar as realidades ‘no terreno’, que corresponde às suas fronteiras em 1991”.
“No processo da operação militar especial, refiro-me à duração do processo de estabelecimento, a operação está a decorrer como previsto, e tudo está estável do nosso lado. Não temos preocupações ou problemas aqui, hoje”, declarou Putin no mesmo discurso que deu origem à ‘resposta’ de Kiev.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/a-russia-vai-ter-de-aprender-a-respeitar-a-lei-zelensky-responde-apos-putin-dizer-que-devia-ter-comecado-a-invasao-a-ucrania-mais-cedo/
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Viseu: Município promove campanha solidária para a comunidade de Kalush, na Ucrânia
Por Estação Diária - 9 de Dezembro, 2022
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Fonte de imagem: estacaodiariajornal.sapo.pt
A Câmara Municipal de Viseu está a promover uma campanha solidária de recolha de bens para enviar nesta quadra de Natal para a comunidade de Kalush, na Ucrânia, cidade que pediu geminação com Viseu.
“Decidimos levar avante uma iniciativa que se chama “Luz para Kalush”, a cidade da Ucrânia que nos pediu geminação. A ideia é ser uma campanha de recolha a dois níveis: para as crianças e para os adultos”, anunciou Fernando Ruas, no final da reunião do executivo.
O autarca adiantou que o objetivo é “recolher brinquedos e roupas, como gorros, luvas e agasalhos de inverno e outras coisas específicas de crianças”, além de “velas, lanternas, candeeiros a gás, artigos de iluminação, geradores e aquecedores, carregadores, pilhas, etc”, artigos que possam ajudar a minorar os efeitos de eventuais situações de falta de eletricidade, e que “possam propiciar algum conforto”, disse.
Os pontos de recolha são a sede dos Bombeiros Voluntários de Viseu, os serviços sociais da autarquia, numa campanha que conta ainda com o apoio da rede solidária de Viseu.
Sobre o processo de geminação, solicitado pela cidade ucraniana à Câmara de Viseu, em novembro deste ano, Fernando Ruas disse que “foi a situação mais favorável” que encontrou na Câmara.
“Toda a gente está de acordo em dar resposta positiva a este pedido de geminação, mas é bom até, antes de fazer a geminação, mostrar esta solidariedade para com a comunidade”, defendeu Fernando Ruas.
Fonte: estacaodiariajornal.sapo.pt Link: https://estacaodiariajornal.sapo.pt/viseu-municipio-promove-campanha-solidaria-para-a-comunidade-de-kalush-na-ucrania/
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Guerra na Ucrânia pode vir a ser uma guerra global, avisa secretário-geral da NATO
9 de dezembro 2022 às 19:44
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/9/839374.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
"É uma guerra terrível na Ucrânia. É também uma guerra que se pode tornar numa guerra total, que alastra para uma grande guerra entre a NATO e a Rússia", acrescentou, frisando que o Ocidente está a trabalhar "todos os dias" para evitar esse cenário.
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, avisou esta sexta-feira que a guerra na Ucrânia pode aumentar ao ponto de se tornar uma guerra entre a Rússia e a NATO.
“Se as coisas correrem mal, podem correr terrivelmente mal", referiu o líder da Aliança Atlântica, em declarações à estação norueguesa NRK.
"É uma guerra terrível na Ucrânia. É também uma guerra que se pode tornar numa guerra total, que alastra para uma grande guerra entre a NATO e a Rússia", acrescentou, frisando que o Ocidente está a trabalhar "todos os dias" para evitar esse cenário.
O líder da Noruega também alertou à imprensa que é importante evitar um conflito "que envolva mais países da Europa e se torne numa guerra travada na Europa."
Recorde-se que Moscovo tem acusado os aliados da NATO de se tornarem efetivamente uma parte do conflito, nomeadamente apoiando Kiev com armas, treinamentos e apoiando a inteligência militar para atacar as forças russas.
Ainda hoje, Putin defendeu que será necessário um acordo "no final" do conflito na Ucrânia, mas avisou que tem dúvidas sobre a confiança que Moscovo poderá depositar nos seus interlocutores.
"No final teremos de chegar a um acordo. Já disse várias vezes que estamos prontos para essas negociações, estamos abertos, mas isso obriga-nos a pensar com quem estamos a lidar", realçou Putin.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787477/guerra-na-ucr-nia-pode-vir-a-ser-uma-guerra-global-avisa-secretario-geral-da-nato
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Bulgária aprova pela primeira vez envio de ajuda militar à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
9 dez 2022 20:05
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Parlamento búlgaro aprovou hoje o envio de ajuda militar à Ucrânia, pela primeira vez desde o inicio da invasão russa, tendo os deputados acordado também uma lista de armamento.
O envio de apoio às forças ucranianas, que procuram expulsar do seu território as tropas de Moscovo, foi aprovada com 148 votos a favor (em 240), mas teve forte oposição de grupos socialistas e pró-russos.
A lista de armas é confidencial, mas fontes governamentais indicaram que serão enviadas em particular armas ligeiras e munições. Segundo o jornal Dnevnik, uma resolução previamente aprovada pelo Parlamento deu aos deputados um período de um mês para elaborarem a lista, tendo em conta as capacidades militares da Bulgária.
O ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, disse que o país não se pode dar ao luxo de enviar sistemas de defesa aérea russos e caças Su-25, dos quais Kiev necessita.
“A minha opinião sobre isto tem sido conservadora, porque tenho de garantir as capacidades de defesa da Bulgária”, disse Stoyanov, sublinhando que a ajuda vai ao encontro das “prioridades ucranianas”.
A Bulgária é um dos poucos países da União Europeia que ainda não enviou ajuda militar à Ucrânia porque o Partido Socialista, um aliado do anterior governo de coligação, bloqueou a possibilidade em maio.
Embora a Bulgária não tenha enviado armas, os seus fornecedores exportaram para o país armamento em grande quantidade. Em agosto, Sófia aprovou acordos de exportação de armas no valor de mais de 500 milhões de euros.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bulgaria-aprova-pela-primeira-vez-envio-de-ajuda-militar-a-ucrania
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Washington denuncia "parceria militar em larga escala" entre Rússia e Irão
Lusa
9 dez 2022 20:27
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Fonte de imagem: sapo.pt
A presidência norte-americana (Casa Branca) denunciou hoje o reforço de uma "parceria militar em larga escala" entre Moscovo e Teerão, que em breve poderá permitir aos dois países fabricarem conjuntamente 'drones'.
Numa altura em que o Irão já fornece ao Exército russo 'drones' (aeronaves não-tripuladas) para uso na Ucrânia, John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional do executivo norte-americano, realçou que, em troca, a Rússia "ofereceu ao Irão um nível sem precedentes de apoio militar e técnico" e que este relacionamento está a transformar-se numa "parceria de defesa completa".
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA vincou ainda que este desenvolvimento é "prejudicial" para a Ucrânia, para os países vizinhos do Irão e para "a comunidade internacional".
Segundo os serviços de informação norte-americanos, Moscovo e Teerão planeiam em particular lançar a produção conjunta de 'drones suicidas' na Rússia, acrescentou John Kirby, sem dar mais detalhes sobre o andamento deste projeto.
O Irão pondera também vender "centenas" de mísseis balísticos à Rússia, referiu, insistindo numa informação que os norte-americanos já tinham tornado pública.
Moscovo está a preparar-se ainda, segundo Washington, para fornecer ao Irão equipamentos "sofisticados", como helicópteros, sistemas de defesa antiaérea e aeronaves de combate, disse John Kirby.
Referindo-se aos relatos de que os pilotos iranianos começaram a treinar na Rússia nos caças russos Su-35, Kirby apontou que "o Irão pode receber os aviões [de combate] no próximo ano", o que "aumentaria significativamente" as capacidades aéreas de Teerão.
A embaixadora do Reino Unido nas Nações Unidas, Barbara Woodward, também emitiu uma declaração a acusar Teerão e Moscovo: "A Rússia nega esses planos. Mas eles também negaram que iriam invadir a Ucrânia, então não acreditamos neles".
Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, por sua vez, denunciou as "transações sórdidas" entre Moscovo e Teerão.
John Kirby destacou ainda que Washington espera que o Irão "mude de rumo", assegurando que utilizará "todos os meios à disposição para expor e interromper estas atividades".
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional adiantou que os Estados Unidos vão sancionar "três entidades com sede na Rússia" particularmente ativas na "aquisição e uso de 'drones' iranianos".
Os Estados Unidos estão também a considerar "outras medidas de controlo de exportação", alegadamente para "restringir o acesso do Irão a tecnologias sensíveis".
Estas acusações dos EUA e do Reino Unido surgem horas antes de uma nova reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, centrada na questão do fornecimento de armas para ambos os lados.
A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia foi lançada a 24 de fevereiro e justificada por Vladimir Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.
A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/washington-denuncia-parceria-militar-em-larga_63939ba058ca854338af5a16
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Putin questiona: "Podemos dar-nos bem com alguém?"
Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia
9 dez 2022 20:12
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu que vai ser necessário um acordo “no final” do conflito na Ucrânia — mas diz ter dúvidas sobre a confiança que Moscovo poderá depositar nos seus interlocutores.
“No final teremos de chegar a um acordo. Já disse várias vezes que estamos prontos para essas negociações, estamos abertos, mas isso obriga-nos a pensar com quem estamos a lidar”, disse, à margem de uma cimeira regional no Quirguistão.
O que motivou estas declarações?
Vladimir Putin reagia a comentários recentes da ex-chanceler alemã Angela Merkel, que referiu que o acordo de Minsk de 2014, entre Moscovo e Kiev, assinado sob a égide da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), deu à Ucrânia tempo para se fortalecer e enfrentar um conflito armado com a Rússia.
“O acordo de Minsk de 2014 foi uma tentativa de dar tempo à Ucrânia. Aproveitou-se disso, como vemos hoje. A Ucrânia de 2014/2015 não é a Ucrânia de hoje (...) No início de 2015, Putin podia esmagar facilmente” o país, considerou Merkel, em declarações ao jornal alemão Die Zeit.
Os comentários de Angela Merkel foram vistos por Putin como “uma desilusão” porque “obviamente levantaram a questão da confiança”.
Numa altura “em que a confiança já é quase zero, a questão fica mais complicada depois de tais declarações: como é que chegamos a um acordo? Podemos dar-nos bem com alguém? Com que garantias?”, questionou o presidente russo.
“Talvez devêssemos ter começado antes [a ofensiva na Ucrânia], mas, na verdade, estávamos a contar com a possibilidade de chegar a um acordo dentro da estrutura de Minsk”, argumentou.
O que constava no acordo de Minsk?
O acordo de Minsk 1 (em 2015 foi assinado um segundo) estabelecia um cessar-fogo entre o exército ucraniano e os separatistas russos de Lugansk e Donetsk, territórios pró-Rússia no leste da Ucrânia.
A Ucrânia concedia autonomia às duas regiões separatistas em troca da recuperação da fronteira leste com a Rússia, o que nunca aconteceu.
O acordo foi considerado extinto quando Putin anunciou, em setembro passado, que tinha anexado os dois territórios em causa, mas, na verdade, também nunca tinha saído do papel até porque as duas partes tinham interpretações diferentes sobre o texto.
Ainda assim, foi considerado, em conjunto com o segundo acordo de Minsk, no ano seguinte, uma garantia de paz na Europa.
Nos últimos dias, o que tem dito Putin sobre o atual conflito?
Na quarta-feira, o presidente russo reconheceu que o conflito na Ucrânia está a ser "longo" e minimizou o risco de recorrer a armas nucleares.
“Não enlouquecemos, sabemos o que são armas nucleares”, disse Vladimir Putin, que falava por videoconferência ao seu Conselho de Direitos Humanos, uma organização subordinada ao Kremlin.
Depois de várias ameaças de uso do nuclear terem emanado de autoridades russas nos últimos meses, o presidente russo enfatizou que essas armas são “um meio de defesa”, destinadas a um “ataque de retaliação”. Em outras palavras, “se formos atingidos, atingimos em resposta”, reforçou.
Além disso, Vladimir Putin, afirmou que o seu país vai continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques já obrigaram Kiev a enormes cortes de energia e água.
“Sim, estamos a fazer isso, mas quem é que começou?”, questionou, acusando de seguida o Estado ucraniano de ter “destruído as linhas de energia da central nuclear em Kursk”, uma região russa na fronteira com a Ucrânia, e de “não fornecer água” ao reduto separatista pró-russo de Donetsk, no leste do país.
“Não fornecer água a uma cidade de um milhão de habitantes é um ato de genocídio”, criticou o líder russo, acusando os países ocidentais de fecharem os olhos a essas ações das autoridades ucranianas.
* Com Lusa
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-questiona-podemos-dar-nos-bem-com-alguem
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Ucrânia exige medidas à Cruz Vermelha para libertação de prisioneiros de guerra
MadreMedia / Lusa
10 dez 2022 21:50
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia exigiu hoje ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) "medidas concretas e eficazes" para a libertação de prisioneiros de guerra ucranianos.
De acordo com a agência noticiosa ucraniana Ukrinform, a exigência foi feita pelo assessor da Presidência ucraniana, Andrei Yermak, numa reunião com uma delegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha, encabeçada por Mirjana Spoljaric Egger.
No encontro, a Ucrânia manifestou incompreensão “perante a passividade do comité internacional no que diz respeito à garantia dos direitos dos presos ucranianos” e espera que, com Mirjana Spoljaric Egger na direção, aquela organização consiga aceder aos locais de detenção.
Segundo a Ukrinform, Mirjana Spoljaric Egger disse que abordará, com os representantes da Cruz Vermelha, formas de melhorar as condições de detenção dos prisioneiros de guerra e de prevenir casos de tortura.
Ainda assim, lembrou que aquele comité internacional não tem competência para conceder autorização para visitar lugares de detenção de prisioneiros de guerra.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem criticado fortemente o CICV por não fazer o suficiente para ter acesso aos soldados ucranianos feitos prisioneiros pelas forças russas.
O próprio CICV tinha manifestado frustração por não poder cumprir o seu mandato, ao abrigo das Convenções de Genebra, que definem as leis da guerra.
Na quinta-feira passada, aquele comité internacional revelou que teve recentemente acesso aos prisioneiros de guerra ucranianos e russos, visitas que anteriormente tinham sido extremamente limitadas e esporádicas.
A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia descreveu recentemente os maus-tratos infligidos aos prisioneiros de guerra pelos seus captores russos e ucranianos, incluindo casos de tortura.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-exige-medidas-a-cruz-vermelha-para-libertacao-de-prisioneiros-de-guerra
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutem apoio material a Kiev
MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 06:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os chefes de diplomacia da União Europeia (UE) vão debater hoje, em Bruxelas, o apoio à Ucrânia para fazer face à agressão militar russa, em vésperas da última cimeira de líderes do ano, que se realiza na quinta-feira.
Dois dias após o Conselho da União Europeia ter chegado a um acordo para desbloquear o pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023, num montante de 18 mil milhões de euros, contornando o bloqueio da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão centrar-se-ão hoje no apoio material que o bloco comunitário pode continuar a prestar a Kiev, militar mas também para ajudar os ucranianos e enfrentarem o inverno entre cortes de energia provocados por ataques russos a infraestruturas críticas.
Como já tem vindo a ser hábito ao longo dos últimos meses, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, participará na reunião por videoconferência, para dar conta aos 27 dos mais recentes desenvolvimentos no terreno, assim como das necessidades mais urgentes da Ucrânia a nível de apoios.
O Conselho receberá igualmente uma atualização operacional sobre o trabalho da missão de assistência militar da União Europeia de apoio à Ucrânia, na sequência da visita efetuada pelo Alto Representante para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, às instalações de formação da missão em Brzeg, Polónia, a 02 de dezembro.
Esta reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros, na qual Portugal estará representado pelo ministro João Gomes Cravinho, tem também em agenda a imposição de novas sanções ao Irão, na sequência da repressão dos protestos contra a morte do jovem Masha Amini e também do apoio militar que Teerão está a dar a Moscovo,
O Conselho de ministros do Negócios Estrangeiro, o último de 2022 e que tem lugar três dias antes daquela que será também a derradeira cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27 do ano, será antecedido hoje de manhã de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE com os seus homólogos da Parceria Oriental (Ucrânia, Moldova, Azerbaijão, Arménia e Geórgia).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministros-dos-negocios-estrangeiros-da-ue-discutem-apoio-material-a-kiev
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Rússia diz que ataques da Ucrânia já provocaram perto de 4400 mortes entre civis, 132 crianças
MadreMedia
12 dez 2022 09:33
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Fonte de imagem: Lusa
Anúncio feito esta segunda-feira pelo governo no Centro Conjunto de Controlo e Coordenação de Questões Relacionadas a Crimes de Guerra da Ucrânia.
"Durante os 298 dias, 4.376 civis, incluindo 132 crianças, foram mortos. Dentro das fronteiras, também 2.247 civis, incluindo 153 crianças, receberam ferimentos de gravidade variável", lê-se numa mensagem publicada no Telegram.
Ainda de acordo com o governo russo, foram registados até ao momento, "13 mil casos de disparos contra assentamentos da república pelos militares ucranianos". Os militares russos contabilizaram também o total de munições disparadas pela Ucrânia, num total de 88 mil, "incluindo 32 mísseis Tochka-U e 135 mísseis HIMARS MLRS. Além disso, quase 12.000 mísseis Grad e mais de 15.000 projéteis de 155 mm da NATO foram disparados contra os assentamentos".
O governo de Vladimir Putin confirmou também mais trocas de prisioneiros com a Ucrânia, no último caso 150 elementos da Milícia Popular da República Popular de Lugansk, acusando a Ucrânia de maus tratos. "Até ao momento, 150 militares foram libertados do cativeiro ucraniano e cada um deles testemunhou como grave o tratamento desumano contra eles. Mais de 100 deles declararam que foram usadas medidas de violência física", referiam.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-ataques-da-ucrania-ja-provocaram-perto-de-4400-mortes-entre-civis-132-criancas
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Ucrânia: sede do Grupo Wagner é atacada na região de Lugansk. Imagens mostram destruição provocada pelos mísseis HIMARS
Por Francisco Laranjeira em 10:33, 12 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/FjtqLmKXEAI1it9.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Uma sede do grupo mercenário Wagner foi atacada pelas forças armadas da Ucrânia na região de Lugansk, cidade ocupada pela Rússia, denunciou o governador exilado ucraniano da região, Serhiy Haidai, na rede social ‘Telegram’ – diversos membros do grupo paramilitar russo terão sido mortos depois do hotel onde se encontravam instalados ter sido bombardeado.
(https://i.ibb.co/vQw5Kgs/Captura-de-ecr-2022-12-13-094730.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Em entrevista à televisão ucraniana este domingo, Haidai referiu o ataque levado a cabo ao hotel na cidade de Kadiivka, a oeste do principal cidade da região. “Tiveram um pequeno ‘estalo’ lá, exatamente onde fica a sede da Wagner”, referiu o responsável. “Um grande número daqueles que estavam lá morreram.”
A agência de notícias estatal russa ‘TASS’ relatou que o hotel em Stakhanov, o nome russo para Kadiivka, foi destruído por um ataque de míssil ucraniano HIMARS e que as equipas de resgate estavam em trabalhos para limpar os escombros.
(https://i.ibb.co/YQgfJwv/Captura-de-ecr-2022-12-13-094824.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Haidai não forneceu números de vítimas mas disse que quem sobreviveu ao ataque enfrenta agora serviços médicos inadequados. “Tenho a certeza de que pelo menos 50% daqueles que conseguiram sobreviver vão morrer antes de receberem assistência médica”, frisou. “Isso ocorre porque, mesmo na nossa região de Lugansk, eles roubaram equipamentos.” Haidai já tinha relatado ataques de forças ucranianas em outros alvos na região de Lugansk, incluindo o quartel-general de Wagner na cidade de Popasna em agosto.
O Grupo Wagner – uma força de combate de mercenários com o objetivo de promover os interesses militares da Rússia em todo o mundo – opera na Ucrânia, Síria, Líbia, República Centro-Africana e Mali e foi acusado de inúmeras violações de direitos, incluindo tortura e assassinatos. Controlada por Yevgeny Prigozhin, um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin, a Wagner abriu a sua primeira sede oficial na cidade russa de São Petersburgo no início de novembro.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-sede-do-grupo-wagner-e-atacada-na-regiao-de-lugansk-imagens-mostram-destruicao-provocada-pelos-misseis-himars/
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Realeza britânica instruída a “ficar longe” da embaixada russa
Por Beatriz Maio em 12:19, 12 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/FcXJyf3XwAAFWMf.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Moscovo alega que a Família Real Britânica foi aconselhada a “não contactar a embaixada russa” em Londres, segundo o embaixador da Rússia na capital inglesa Andrei Kelin que defendeu que a maioria dos políticos do Ocidente tornaram-se “borboletas que duram um dia”, ponderando pouco sobre o futuro e focando-se apenas em marcar pontos políticos “fúteis”.
Questionado pelo jornal Izvestia sobre a existência de comunicação com o rei Carlos III, o embaixador russo respondeu: “Não e eu sei que os membros da família real são aconselhados a não manter ou entrar em contacto com a embaixada russa”, acrescentando: “Isto priva-os de compreender o que irá acontecer daqui a um mês e um ano com a Ucrânia”.
“Afinal, se as coisas continuarem assim, a Ucrânia tornar-se-á um Estado falido, um buraco negro que terá de ser remendado”, salientou de acordo com a Sky News.
O diplomata no Reino Unido argumentou que os empresários russos, incluindo os oligarcas que acumularam enormes fortunas após a queda da União Soviética, já não consideram Londres como um porto seguro. “Acabou por se revelar um porto pirata”, esclareceu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/realeza-britanica-instruida-a-ficar-longe-da-embaixada-russa/
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Rússia pode atingir os 100 mil soldados mortos no dia de Natal, apontam responsáveis ucranianos
Por Francisco Laranjeira em 12:20, 12 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/transferir-2022-09-26T101900.970.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O número de mortos de soldados russos na Ucrânia continua a subir a um ritmo de entre 300 e 600 por dia, segundo revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa da Ucrânia – ou seja, mantendo o ritmo atual, a Rússia pode atingir a marca dos 100 mil mortos no dia de Natal.
A Ucrânia estimou que houve 94.140 mortos entre as forças russas desde o início da guerra, a 24 de fevereiro último – com 3 mil soldados mortos a cada semana, o número de baixas russas chegaria aos 97 mil a 18 de dezembro e talvez 100 mil no dia de Natal. Os combates recentes na região de Bakhmut fizeram com que os russos perdessem mais de 50 soldados por dia, afirmaram os responsáveis ucranianos.
O inverno começou oficialmente na Ucrânia a 1 de dezembro, e os próximos 90-120 dias podem ser extremamente difíceis para a Ucrânia e a Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, exortou o seu país a ajudar qualquer concidadão sempre que puder, não apenas quando for solicitado. “Para passar por este inverno, temos de nos ajudar mais do que nunca e cuidar uns dos outros ainda mais”, referiu o presidente da Ucrânia, no seu discurso diário à nação. “E, por favor, não pergunte se você pode ajudar, e como. Apenas ajude quando vir que pode.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-pode-atingir-os-100-mil-soldados-mortos-no-dia-de-natal-apontam-responsaveis-ucranianos/
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Russo condenado a pagar 500 euros de multa por ter sonhado com Zelensky
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:54, 12 Dez 2022
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Um cidadão russo foi condenado a pagar uma multa de 30 mil rublos (perto de 500 euros) por publicações feitas nas redes sociais, incluindo uma na qual descrevia um sonho que tinha tido com o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky. O caso foi decidido pelo tribunal da cidade siberiana de Chita segundo a Sibir.Realii.
Ivan Losev foi acusado de delito de “desacreditação do Exército russo”, segundo detalham os documentos judiciais. Na mais polémica das publicações, Losev conta aos seguidores e amigos um sonho no qual foi imobilizado para as forças militares russas e enviado para um campo de treino, que acabou invadido pelos ucranianos, liderados por Zelensky.
“Eles juntaram toda a gente e, quando estavam a preparar-se para nos executar a tiro, o Zelensky passa por mim e diz-me: ‘Vi as tuas stories do Intagram! Glória para a Ucrânia!’. E eu respondo: ‘Glória aos heróis’. O Zelensky deu-me uma palmada no ombro e ordenou ‘Deixe-no ir, mas matem todos os outros”, escreveu o russo condenado nas redes sociais, contando o sonho com o presidente ucraniano, e fazendo referência ao facto de ser crítico da invasão russa à Ucrânia.
Após conhecer a sentença, Losev garante qua vai continuar a fazer publicações nas redes sociais, mesmo as que faz em defesa e apoio da Ucrânia, e admite fugir da Rússia, com medo de ser perseguido e preso.
“Já cheguei à conclusão que talvez terei de fugir ou que, se não tiver tempo de escapar, vou ser posto na prisão. Mas parece-me que esta guerra vai acabar em breve, e não vai ser a favor da Rússia”, declara o homem.
Ivan Losev acredita numa vitória da Ucrânia na guerra e que por isso, mesmo que eventualmente venha a ser preso, defende que irá ser depois libertado: “Assim que a Ucrânia ganhar [a guerra], toda a gente que foi preso por ‘desinformação’ vai ser libertada ou absolvida dos crimes”, considera o russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russo-condenado-a-pagar-500-euros-de-multa-por-ter-sonhado-com-zelensky/
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Município de Penacova troca iluminação de Natal por mais apoios às famílias
12 de Dezembro, 2022
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A decisão prende-se com o aumento exponencial do preço da eletricidade, influenciado pelo atual contexto económico e pelo conflito armado na Ucrânia.
A Câmara de Penacova decidiu cortar na iluminação natalícia, com apenas “alguns apontamentos nos centros das três vilas do concelho”, e aproveitou esta poupança para reforçar os cabazes de Natal entregues a famílias carenciadas.
Se em 2021 aquela Câmara no distrito de Coimbra gastou quase 18 mil euros em iluminação natalícia, este ano a verba cingiu-se a apenas 4.000 euros nuns apontamentos “mais singelos” no centro das vilas de Lorvão, São Pedro de Alva e Penacova, disse à agência Lusa o vereador com a pasta da ação social, Carlos Sousa.
A decisão deve-se ao aumento excecional dos custos com energia e a um contexto económico particularmente difícil para autarquias mais pequenas, notou.
Com a poupança no investimento em iluminação, o município de Penacova optou por reforçar os cabazes de Natal, “quer em quantidade, quer em qualidade”, para as famílias carenciadas do concelho, num investimento de cerca de três mil euros, salientou Carlos Sousa.
Ao todo, deverão ser contempladas pelo cabaz centena e meia de famílias, que já recebem cabazes alimentares todos os meses.
“Além do investimento feito para melhorar os cabazes de Natal, contamos ainda com o apoio de grupos de ação social e solidariedade, que fazem recolha de bens alimentares e de prendas para as crianças”, frisou.
Em nota de imprensa, a Câmara de Penacova realçou ainda que está também em marcha uma campanha de apoio ao comércio local, que envolve mais de uma centena de estabelecimentos, em que são atribuídos vales de compras de até 500 euros, nas lojas aderentes.
Apesar dos cortes na iluminação, até 24 de dezembro, decorre no largo Alberto Leitão, em Penacova, um mercadinho de Natal, que conta com atividades para os mais novos.
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Putin cancela conferência de imprensa anual pela primeira vez em 10 anos, anuncia Kremlin
Por Beatriz Maio em 14:14, 12 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Rússia Vladimir Putin cancelou a sua conferência de imprensa anual pela primeira vez em 10 anos e deu início à sua festa de Ano Novo, anunciou o Kremlin esta segunda-feira, decisão que surge no meio de rumores contínuos sobre a sua saúde.
Desde 2012 que esta conferência se realiza sempre no mês de dezembro, normalmente entre os dias 14 e 23, contudo este ano será diferente dadas as circunstâncias da invasão na Ucrânia que são acompanhadas de suspeitas de que o líder russo poderá sofrer de doenças cancerígenas e Parkinson.
A crescente insatisfação do povo russo poderá ser outro dos motivos para que Putin não queira prestar declarações, com a Rússia a aproximar-se da perda de 100 mil soldados até ao dia de Natal, de acordo com responsáveis ucranianos.
Putin foi avisado de que poderia enfrentar uma revolta interna, a menos que conseguisse conquistar Kiev, visto que a Ucrânia apoiada pelo Ocidente tem dado resposta aos avanços das tropas russas, o que contraria a previsão do país invasor de que a guerra fosse de curta duração.
O seu porta-voz Dmitry Peskov revelou que Putin encontraria uma forma de comunicar com o Kremlin e com os meios de comunicação estatais, divulgando que poderia decorrer uma conferência de imprensa no Ano Novo, porém não esclareceu quanto a uma possível data ou formato.
Também não existe ainda previsão de quando Putin se vai dirigir ao Senado, o que é um dever anual formal nos termos da Constituição.
Tinha sido já decidido pela Rússia que os media ocidentais estavam banidos deste evento que pode durar mais de quatro horas, devido às sanções impostas para tentar acabar com a guerra na Ucrânia. Em 2019, foi acreditado para esta conferência um recorde de 1.895 jornalistas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-cancela-conferencia-de-imprensa-anual-pela-primeira-vez-em-10-anos-anuncia-kremlin/
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Primeiro-ministro ucraniano pede mais ajuda militar para combater ataques russos
Por MultiNews com Lusa em 15:33, 12 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O primeiro-ministro ucraniano apelou a mais ajuda militar, especialmente baterias de mísseis ‘Patriot’ e outros sistemas de defesa antiaérea, para combater os ataques da Rússia, que voltou esta segunda-feira a bombardear regiões no leste da Ucrânia.
Em declarações à cadeia de rádio francesa LCI, Denys Shmyhal disse que a Rússia quer “inundar a Europa com uma nova onda de refugiados ucranianos” ao visar as infraestruturas energéticas do país, o que tem provocado e provocará no inverno falhas no abastecimento de energia elétrica e de água a milhões de pessoas.
Segundo refere a agência noticiosa Associated Press (AP), o fornecimento de mísseis terra-ar ‘Patriot’ para a Ucrânia marcaria “um grande avanço” nos modelos de sistemas de defesa aérea que o Ocidente está a enviar para ajudar um país devastado pela guerra a defender-se dos ataques aéreos russos.
Até agora, acrescenta a AP, nenhum país os ofereceu, embora a Alemanha tenha fornecido mísseis ‘Patriot’ à vizinha Polónia, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
Milhões de ucranianos já fugiram do país desde que a invasão russa começou, a 24 de fevereiro, e há o receio de que muitos mais possam deixar as suas casas durante o inverno.
Milhares de pessoas morreram e dezenas de cidades e vilas em toda a Ucrânia foram reduzidas a escombros durante os mais de nove meses de ataques russos.
A Ucrânia também precisa de ser reabastecida com projéteis de artilharia e tanques de batalha modernos, disse Shmyhal na entrevista transmitida na noite de domingo antes das reuniões em Paris, ao longo da semana em curso, para levantar e coordenar mais ajuda internacional para a Ucrânia.
Os mais de 1.000 ataques russos às infraestruturas desde outubro são projetados “para desencadear outra onda de migração em direção à Europa”, insistiu o primeiro-ministro ucraniano.
O Kremlin já assumiu que os ataques ao sistema de abastecimento de energia e água na Ucrânia são uma retaliação ao que Moscovo diz ter sido um ataque orquestrado por Kiev à principal ponte construída na península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.
Domingo, segundo indicou a Casa Branca, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, falou ao telefone com o homólogo norte-americano, em que Joe Biden reafirmou o “apoio contínuo” de Washington à defesa da Ucrânia enquanto a Rússia continuar os ataques a “infraestruturas críticas” na Ucrânia.
Os repetidos ataques russos às infraestruturas deixaram milhões de ucranianos sem energia, aquecimento ou água em todo o país.
No fim de semana, os ataques de ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) russos perto do porto de Odessa, no Mar Negro, destruíram várias instalações de energia de uma só vez e deixaram a população local sem energia, com exceção de hospitais e maternidades, que contam com o recurso a geradores.
A empresa de abastecimento de energia da Ucrânia, Ukrenergo, disse esta segunda-feira que a situação no sistema continua difícil após os ataques russos, principalmente em Odessa.
Para se defender de novos ataques, Shmyhal reiterou os anteriores pedidos ucranianos de mísseis terra-ar ‘Patriot’ – um sistema altamente sofisticado que até agora não foi lançado – e mais sistemas de defesa antiaérea alemães e franceses.
“A Ucrânia precisa de grandes quantidades de armamento para responder de igual para igual à artilharia russa”, frisou Shmyhal, argumentando que a Rússia dispara entre 50.000 a 70.000 projéteis por dia contra alvos ucranianos.
“Precisamos diariamente de, pelo menos, um terço dessa quantidade”, referiu.
Os organizadores da conferência em Paris adiantaram esperar a presença de mais de 45 países e de 20 instituições internacionais políticas e financeiras.
O foco da reunião será apressar a ajuda à Ucrânia para atender às necessidades de água, energia, alimentação, saúde e transporte durante os duros meses de inverno e enviar uma mensagem a Moscovo de que a comunidade internacional está do lado de Kiev.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/primeiro-ministro-ucraniano-pede-mais-ajuda-militar-para-combater-ataques-russos/
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Nestlé vai investir 40,5 milhões de euros em nova fábrica na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 16:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Nestlé vai investir 40 milhões de francos suíços (40,5 milhões de euros), em novas instalações de produção na Ucrânia, em Smolyhiv, na região ocidental do país, anunciou hoje o grupo suíço.
Com a fábrica de Torchyn, esta nova unidade localizada na região de Volyn deverá integrar-se num polo destinado a tornar-se um centro para produtos culinários da Nestlé, que vai empregar 1.500 pessoas.
O centro vai abastecer o mercado ucraniano e outros mercados europeus, indicou em comunicado o grupo suíço.
O investimento foi anunciado numa altura em que o país se encontra mergulhado num conflito com a Rússia, que invadiu em fevereiro território ucraniano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/economia/artigos/nestle-vai-investir-405-milhoes-de-euros-em-nova-fabrica-na-ucrania
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Ucrânia: MNE espera esta semana novo pacote de sanções à Rússia e desbloqueio de ajuda a Kiev
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:19, 12 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Gomes-Cravinho.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje esperar, esta semana, um novo pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia e o desbloqueio do pacote de ajuda macrofinanceira a Kiev para 2023, contornando o veto da Hungria.
“Haverá hoje à noite uma reunião a nível de embaixadores para afinar alguns elementos sobre o nono pacote” de sanções à Rússia e, “em relação ao apoio macrofinanceiro, será objeto de discussão a nível de chefes de Estado e de Governo esta semana, [pelo que] acredito que esta semana esses dois elementos serão finalizados”, disse João Gomes Cravinho.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, à margem do Conselho de ministros europeus dos Negócios Estrangeiros e da reunião ministerial com a Parceria Oriental, o governante apontou que, na reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), foi abordada a “necessidade de reforçar o apoio [comunitário] à Ucrânia de dois modos”.
“Em primeiro lugar, com o nono pacote de sanções, e devo dizer que em torno da mesa há um consenso generalizado quanto ao impacto que as sanções têm, um impacto muito penalizador para a Rússia, ao contrário daquilo que por vezes se vê entre alguns comentadores. Segundo, foi possível chegar a um acordo sobre o reforço do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, reforçando muito significativamente a afetação financeira para o apoio militar à Ucrânia”, elencou João Gomes Cravinho.
Questionado sobre qual o plano ‘B’ relativamente ao veto húngaro sobre o pacote de 18 mil milhões de euros de ajuda à Ucrânia, o chefe da diplomacia portuguesa insistiu que “o que se pretende é que a ajuda financeira à Ucrânia […] seja aprovada esta semana”.
“Em princípio, deverá haver um acordo nesse sentido. Naturalmente que não pode passar com nenhum veto, portanto a nossa expectativa é que se levante o veto [da Hungria]”, adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Dois dias após o Conselho da UE ter chegado a um acordo provisório para desbloquear o pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023, num montante de 18 mil milhões de euros, contornando o bloqueio da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros centraram-se hoje no apoio que o bloco comunitário pode continuar a prestar a Kiev, ao nível militar, mas também para ajudar os ucranianos a enfrentarem o inverno face aos cortes de energia provocados pelos ataques das forças russas a infraestruturas críticas.
No passado sábado, o Conselho da UE alcançou um acordo preliminar sobre um pacote legislativo que permitirá à UE ajudar financeiramente a Ucrânia ao longo de 2023 com 18 mil milhões de euros.
A proposta foi adotada pelo Conselho por procedimento escrito e será apresentada ao Parlamento Europeu para eventual adoção esta semana.
Os países da UE encontraram, assim, uma solução para tentar contornar o veto da Hungria, que tem mantido bloqueada a ajuda à Ucrânia como uma medida de chantagem para que os seus homólogos europeus dessem ‘luz verde’ ao seu Plano de Recuperação e Resiliência e não congelassem os seus fundos devido aos problemas relacionados com os compromissos de Budapeste com o Estado de direito.
Hoje, os Estados-membros da UE alcançaram um acordo político com vista a assegurar a sustentabilidade financeira do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, que contempla um aumento do teto financeiro para 2023 em dois mil milhões de euros.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-mne-espera-esta-semana-novo-pacote-de-sancoes-a-russia-e-desbloqueio-de-ajuda-a-kiev/
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Ex-oficial militar e especialista garante que Rússia não vai atacar a Ucrânia no Natal no Ano Novo. Saiba porquê
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:45, 12 Dez 2022
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O último ataque massivo com mísseis lançado pela Rússia contra a Ucrânia atingiu várias regiões do país a 5 de dezembro, novamente tendo sobretudo como alvos infraestruturas de distribuição e produção de energia. Teme-se que uma nova ofensiva possa ‘assombrar’ os festejos de Natal e Ano Novo na Ucrânia, que este ano serão muito diferentes do ocorrido no ano passado.
No entanto, segundo um ex-oficial militar ucraniano e especialista em guerra, a Rússia não deverá atacar a Ucrânia no dia de Natal ou no dia de Ano Novo.
Em entrevista ao jornal ucraniano Glavred, Roman Svitan, coronel doa Força Aérea da Ucrânia na reserva e comentador de assuntos de guerra, falou sobre a alegada falta de mísseis que se sente na Rússia, bem como de outro tipo de armamento.
“Mesmo que a Rússia escolha gastar todo o stock de mísseis até ao zero, não vai afetar as ações na frente de combate de qualquer forma. Isto porque os russos usam os mísseis principalmente para destruir infraestruturas na Ucrânia. Eles não conseguem atingir alvos militares com mísseis devido às suas capacidades técnicas limitadas e pela incapacidade de identificarem os alvos. Para além disso, as nossas instalações militares estão constantemente em movimento, precisamente para que os russos não possam calcular a sua localização”, explicou o especialista.
Questionado sobre se as forças russas podem “trazer ‘fogo de artifício’ com mísseis no Ano Novo”, Svitan afastou a ideia, e justifica-a com o facto de a Rússia ter uma capacidade limitada de preparação de mísseis e de efetuar ensaios com os mesmos, num ciclo que ocorre a cada cerca de 15 dias.
“Com base nos ciclos de preparação de mísseis a Rússia poderá, daqui a umas semanas, levar a cabo o mesmo ataque do que a 5 de dezembro, mas não mais do que isso. Não será capaz de ter mais de 100 mísseis para usar”, garante o comandante na reserva.
Assim, segundo os cálculos de Roman Svitan, as forças russas deverão lançar um ataque contra a Ucrânia próximo do dia 20 de dezembro e depois, novamente, na primeira semana de 2023.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ex-oficial-militar-e-especialista-garante-que-russia-nao-vai-atacar-a-ucrania-no-natal-no-ano-novo-saiba-porque/
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Em nome da NATO, presidente da Polónia diz que "nenhum de nós quer fazer com a Rússia o que a Rússia está a fazer ao seu vizinho"
MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 19:08
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, disse hoje em Berlim que o Presidente russo, Vladimir Putin, pode estar seguro de que a NATO nunca atacará a Rússia, ao contrário do que Moscovo fez à sua vizinha Ucrânia.
“O que podemos dizer, como pessoas francas, como políticos, como membros da NATO, que é uma aliança de defesa, o que podemos garantir à Rússia é que nenhum de nós quer fazer com a Rússia o que a Rússia está a fazer ao seu vizinho”, assegurou o chefe de Estado polaco, durante uma visita à capital alemã.
Numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, Duda garantiu que nunca houve intenção de atacar a Rússia.
O líder polaco agradeceu à Alemanha e ao seu homólogo alemão a oferta de instalar baterias de sistemas de defesa antimísseis Patriot na Polónia, o que descreveu como um “gesto muito importante”, sobretudo depois da recente queda de um míssil em território polaco, que provocou duas mortes.
“Para nós na Polónia é um gesto muito importante no quadro da NATO, um gesto muito importante de um aliado, um gesto muito importante de um vizinho e um gesto muito importante entre as nossas duas nações”, sublinhou Andrzej Duda.
O Presidente polaco acrescentou que, nos próximos dias, especialistas polacos e alemães discutirão o local ideal para instalar as baterias antimísseis.
Duda disse ainda que falou com Steinmeier sobre a necessidade de se dirigir à Comissão Europeia para pedir apoio financeiro para os países que acolhem refugiados da Ucrânia.
O Presidente polaco lembrou que atualmente existem cerca de três milhões de refugiados ucranianos na Polónia, e que, para muitos deles, o seu país é apenas um lugar de passagem, o que significa que mais pessoas também chegarão à Alemanha.
Estas pessoas fogem do conflito em curso na Ucrânia, mas também das condições de vida cada vez mais adversas no território ucraniano, devido às temperaturas baixas e à falta de eletricidade e de água.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/em-nome-da-nato-presidente-da-polonia-diz-que-nenhum-de-nos-quer-fazer-com-a-russia-o-que-a-russia-esta-a-fazer-ao-seu-vizinho
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Ucrânia: Tropas russas estão a torturar dois padres detidos, denuncia Arcebispo de Kiev
Por MultiNews com Lusa em 19:12, 12 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O arcebispo da Igreja Católica Grega de Kiev acusou hoje as autoridades russas de terem detido em novembro dois padres ucranianos na cidade de Berdyansk e estarem a torturá-los, indicou hoje a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
Em comunicado, a fundação precisou que, segundo o arcebispo de Kiev, Sviatoslav Schevchuk, os padres Ivan Levitskyi e Bohdan Geleta, detidos a 16 de novembro pelas autoridades russas, estão a ser “torturados sem piedade”
“De acordo com os métodos clássicos de repressão estalinista, deles são extraídas confissões de crimes que não cometeram. De facto, os nossos dois heroicos pastores são diariamente ameaçados de morte sob tortura”, afirmou o arcebispo da capital da Ucrânia, citado pelo Vatican News, o portal de notícias oficial multilíngue do Vaticano.
Esta denúncia mereceu já uma reação do presidente executivo internacional da Fundação AIS, Thomas Heine-Geldern, exigindo a libertação imediata dos dois sacerdotes e recordando, numa nota de imprensa que eles “nunca abandonaram os seus fiéis, apesar de todos os riscos que correram ao permanecer para confortar o seu povo e rezar pela paz”.
“Responsabilizar padres por sabotagem e espionagem lembra as horas mais sombrias e os piores momentos dos regimes totalitários. Então, exigimos que as autoridades envolvidas libertem estes religiosos e tomem as providências necessárias. Pedimos também a todos os nossos benfeitores que rezem pelos padres Levitskyi e Geleta”, afirmou Heine-Geldern.
A prisão dos dois sacerdotes mereceu duras críticas do Exarcado Católico Grego de Donetsk, que emitiu um comunicado, a 30 de de novembro, sobre a situação em que ambos se encontram, alertando “para o facto de quererem forçá-los a confessar que tinham armas na sua posse quando foram detidos”.
No texto, enviado à Fundação AIS Internacional, argumenta-se que “tal confissão seria necessária para legitimar uma decisão judicial que dela resultaria, bem como a condenação ilícita dos dois padres”.
Adverte-se ainda de que um dos sacerdotes, Bohdan Geleta, “tem uma doença crónica e precisa de tomar medicamentos específicos regularmente”, e que “a prisão e a tortura” ameaçam “muito gravemente a sua vida”.
Uma fonte local da Igreja Católica Grega ucraniana explicou à Fundação AIS que o padre Ivan Levitskyi rezava diariamente ao meio-dia com os crentes na Praça da Câmara Municipal de Berdyansk e que, a 16 de novembro, as autoridades pró-russas detiveram não só o sacerdote, mas também duas mulheres que ali estavam em oração, embora as tenham libertado pouco depois, e que, mais tarde, chegaram ao mosteiro e detiveram o segundo padre, Bohdan Geleta.
Segundo as forças leais a Moscovo, citadas no comunicado da Fundação AIS, sobre ambos os padres impende a acusação de que teriam escondidas armas e munições, bem como documentos e propaganda em língua ucraniana, e de que, entre tais documentos, estaria um mapa de um suposto plano de batalha, embora, na verdade, se tratasse de um mapa de 2015, que mostrava o percurso de uma Via Sacra.
O arcebispo de Kiev denunciou também que um terceiro sacerdote ucraniano tinha sido detido por forças russas, afirmando: “O padre Oleksandr Bogomaz foi levado à força por alguns soldados russos que entraram na paróquia após a celebração da missa em Melitopol, na região de Zaporijia, logo no início de dezembro”.
Esse terceiro sacerdote foi posteriormente libertado e a sua libertação prontamente saudada pelo arcebispo, que acusou as forças russas de estarem a “perseguir os padres católicos gregos nos territórios ocupados”, referiu ainda a Fundação AIS.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 292.º dia, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-tropas-russas-estao-a-torturar-dois-padres-detidos-denuncia-arcebispo-de-kiev/
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Guerra na Ucrânia: Vice-governador russo em Kherson ocupada ficou ferido em explosão
MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 19:35
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O vice-governador russo na região de Kherson, sob ocupação de forças russas na Ucrânia, ficou hoje ferido após a explosão do seu carro, mas está "em condição estável", disseram agências russas.
Vitaliï Buliouk, primeiro vice-governador da região de Kherson, que Moscovo anexou no final de setembro sem controlá-la totalmente, “ficou ferido” na sequência “da explosão do seu carro”, declarou o ministro regional da Saúde, Vadim Ilmiev.
“A sua condição é estável, (a lesão é) de gravidade moderada”, disse o ministro, citado pela agência de notícias TASS.
De acordo com Ilmiev, “o motorista do carro morreu instantaneamente”, quando “uma mina direcional explodiu e o carro foi carbonizado”.
O chefe da autoridade regional de Zaporijia, controlada por Moscovo, Vladimir Rogov, acrescentou que a explosão ocorreu em Skadovsk, cidade costeira do Mar Negro, 70 quilómetros a sul de Kherson.
Bouliouk, que era uma figura responsável pelas questões económicas da região, está hospitalizado em Simferopol, na Crimeia anexada.
No início de novembro, as forças russas tiveram de retirar parcialmente da região de Kherson, após uma contra-ofensiva das tropas de Kiev.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-vice-governador-russo-em-kherson-ocupada-ficou-ferido-em-explosao
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Ucrânia. Zelensky pede mísseis Patriot a Joe Biden
Hugo Geada 13/12/2022 09:30
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/12/13/839597.jpg?type=artigo)
Fonte de imagem: © AFP
Perante uma nova onda de ataques, Kiev quer reforçar as suas defesas e evitar uma crise de refugiados vindos da linha da frente da guerra.
A Ucrânia lançou um apelo ao Ocidente para que lhe forneça novos sistemas modernos de defesa aérea, que incluem mísseis Patriot, numa altura em que se está a registar uma nova vaga de ataques russos. Até ao momento, os Estados Unidos têm resistido a enviar para a Ucrânia este modelo de mísseis.
Kiev teme que novos ataques russos possam fazer disparar o número de refugiados provenientes da linha da frente da guerra. “Ninguém sabe quantos, mas haverá centenas de milhares de refugiados, já que o bombardeio terrível e ilegal da infraestrutura civil torna a vida inabitável em muitos lugares”, disse o chefe do Conselho Norueguês de Refugiados, Jan Egeland, à agência Reuters. “Temo que a crise na Europa se aprofunde e que ofusque igualmente as crises noutros lugares do mundo”, acrescentou.
Zelensky também pressionou o líder dos Estados Unidos, Joe Biden, para oferecer mais ajuda na proteção da rede de energia do país. Os ataques russos têm-se focado na rede energética do país, tendo já destruído 50% da rede, desde novembro.
Recentemente, a Polónia tentou que a Alemanha lhes enviasse estes mísseis, uma pretensão que foi rejeitada por Berlim.
Nesta altura sensível do conflito, Zelensky teve de pedir ainda às nações do G7 ajuda para conseguir mais de dois mil milhões de metros cúbicos de gás natural, assim como tanques modernos, e armas de longo alcance.
“Se a Rússia realizar uma retirada das suas forças da Ucrânia, isto garantirá um fim das hostilidades”, disse o Presidente da Ucrânia, durante uma vídeo conferência com os membros da G7. “Não vejo razão para que a Rússia não faça isso agora - a tempo do Natal”, argumentou.
Este pedido foi aceite pelas nações, que se comprometeram a apoiar imediatamente os sistemas de defesa aérea para o país.
“Vamos continuar a coordenar esforços para atender às necessidades mais urgentes da Ucrânia, com foco imediato em fornecer à Ucrânia sistemas e capacidades de defesa aérea”, pode ler-se num comunicado, citado pelo Al Jazeera.
Putin não fará conferência de final de ano O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, não fará a tradicional conferência de imprensa de final de ano pela primeira vez em pelo menos uma década.
Esta conversa com a imprensa é uma ocasião onde o líder russo aproveita para polir a sua imagem, com o Guardian a descrever este evento como “um espetáculo exagerado que permite a Putin fazer o papel de populista na televisão nacional durante todo o mês de dezembro”.
Contudo, este ano, o Presidente russo vai quebrar a tradição, com Moscovo a anunciar que não irá haver nem conferência de imprensa, nem a receção de ano novo no Kremlin.
Segundo o jornal inglês, esta decisão foi influenciada pelo facto da invasão à Ucrânia não estar a correr como planeado.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/787674/ucr-nia-zelensky-pede-misseis-patriot-a-joe-biden?seccao=Mundo_i
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65 frases de 292 dias de guerra na Ucrânia
MadreMedia / Lusa
13 dez 2022 09:52
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AFP or licensors
Seleção de frases sobre a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão da Rússia em 24 de fevereiro.
“Tomei a decisão de lançar uma operação militar especial. Vamos esforçar-nos para alcançar a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.”
Vladimir Putin, Presidente russo, numa declaração na televisão
24-02-2022
“O Presidente Putin escolheu [lançar] uma guerra premeditada que vai resultar em sofrimento e perdas humanas catastróficas.”
Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos
24-02-2022
“Só tenho uma coisa a dizer do fundo do meu coração: Presidente Putin, impeça as tropas de atacar a Ucrânia. Dê uma oportunidade à paz. Muitas pessoas já morreram.”
António Guterres, secretário-geral da ONU
24-02-2022
“Condeno veementemente a ação militar da Rússia à Ucrânia.”
António Costa, primeiro-ministro
24-02-2022
“[A Rússia] escolheu o caminho da agressão contra um país soberano e independente. É uma grave violação do direito internacional e uma séria ameaça à segurança euro-atlântica.”
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO
24-02-2022
“O alvo dos russos não é apenas (…) a Ucrânia, o alvo é a estabilidade na Europa e toda a ordem internacional de paz e responsabilizaremos o Presidente Putin por isso.”
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
24-02-2022
“[A invasão] é uma catástrofe para o nosso continente.”
Boris Johnson, primeiro-ministro britânico
24-02-2022
“É a guerra de Putin.”
Olaf Scholz, chanceler alemão
24-02-2022
“É preciso internar o louco.”
Milos Zeman, Presidente da República Checa, referindo-se a Putin
24-02-2022
“Não há purgatório para criminosos de guerra. Eles vão direto para o inferno, embaixador.”
Sergiy Kyslytsya, representante permanente da Ucrânia junto das Nações Unidas, dirigindo-se ao embaixador da Rússia na reunião do Conselho de Segurança da ONU
24-02-2022
“Estamos aqui. Estamos em Kiev. Estamos a defender a Ucrânia.”
Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, no vídeo de 32 segundos, gravado por si na rua Bankova, em frente ao Gabinete do Presidente da Ucrânia
25-02-2022
“[O Presidente ucraniano e os seus ministros são] uma panelinha de viciados em drogas e neonazis, que se estabeleceram em Kiev e fizeram refém todo o povo ucraniano.”
Vladimir Putin, numa intervenção transmitida pela televisão russa
25-02-2022
“A Rússia (…) não pode sequer sonhar em ter qualquer ação agressiva relativamente a qualquer país da NATO, ou qualquer país amigo da NATO, como é o caso da Suécia e da Finlândia.”
António Costa, primeiro-ministro
25-02-2022
“A guerra voltou à Europa.”
Emmanuel Mácron, Presidente francês
26-02-2022
“Durante a Guerra Fria o PCP era um abjeto vassalo da União Soviética. E hoje é um vassalo do senhor Putin.”
Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS
CNN Portugal, 26-02-2022
“Dizer que o PCP é um vassalo da União Soviética é um insulto.”
António Filipe, deputado do PCP
CNN Portugal, 26-02-2022
“[A invasão russa da Ucrânia é um] ataque à humanidade.”
Donald Trump, antigo Presidente dos EUA
26-02-2022
“Ordeno ao ministro da Defesa e ao chefe de Estado-Maior que ponham a força dissuasora do exército russo [que pode incluir a componente nuclear] em alerta especial de combate.”
Vladimir Putin
27-02-2022
“Nasci lá, estive no exército União Soviética e para eles a vida de uma pessoa não é nada, as pessoas não existem e, portanto, como não há pessoas, não há problema. Por isso, tudo o que eles fazem é para matar.”
Igor Pidgirnyi, médico ucraniano do Hospital São José
Lusa, 28-02-2022
“Sem vocês a Ucrânia fica sozinha. Provem que estão connosco, provem que não nos vão deixar sozinhos. E então a vida ganhará sobre a morte, e a luz vencerá as trevas.”
Volodymyr Zelensky, num debate no Parlamento Europeu
01-03-2022
“Não nos tornemos num país de pessoas assustadas e silenciosas, de cobardes que fingem não notar a guerra contra a Ucrânia desencadeada pelo nosso, obviamente, czar louco.”
Alexei Navalny, opositor russo
Twitter, 02-03-2022
“[Joe Biden] tem experiência e sabe que não há alternativa às sanções, senão a guerra mundial. A terceira guerra mundial seria uma guerra nuclear devastadora.”
Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo
Al Jazeera, 02-03-2022
“Se desaparecermos, que Deus nos proteja, então será a Letónia, a Lituânia, a Estónia, etc... Até ao Muro de Berlim, acreditem em mim.”
Volodymyr Zelensky
03-03-2022
“Quando hoje o presidente Zelensky é transformado em herói nacional, estamos a falar do mesmo presidente que aceitou a incorporação de forças nazis nas Forças Armadas ucranianas.”
João Oliveira, ex-líder parlamentar do PCP
Público, 04-03-2022
“Mais de 1,5 milhões de refugiados da Ucrânia saíram para os países vizinhos em dez dias. Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.”
Filippo Grandi, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados
Twitter, 06-03-2022
"O PCP não apoia a guerra. Isso é uma vergonhosa calúnia. O PCP tem um património inigualável na luta pela paz. O PCP não tem nada a ver com o Governo russo e o seu Presidente.”
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP
06-03-2022
“Em nome de Deus... parem este massacre.”
Papa Francisco
13-03-2022
“Vendo com alguma distância, na verdade, sim, fomos complacentes [com Vladimir Putin].”
Durão Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia
Público, 14-03-2022
“A Europa só estará segura quando acabarmos com a nossa dependência excessiva do gás russo.”
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
15-03-2022
“[Vladimir Putin é] um criminoso de guerra.”
Joe Biden
16-03-2022
“Os russos serão sempre capazes de distinguir os verdadeiros patriotas da escória e traidores, e simplesmente os cuspirão, como um mosquito que acidentalmente voou para as suas bocas.”
Vladimir Putin
17-03-2022
“Os ucranianos surpreenderam o mundo ao travar [o Presidente russo, Vladimir] Putin [e] o mundo subestimou a força das forças armadas ucranianas.”
Petro Poroshenko, ex-Presidente da Ucrânia
Lusa/RTP, 18-03-2022
“As palavras da Bíblia Sagrada vêm-me à cabeça: não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.”
Vladimir Putin, ao justificar a invasão para proteger a população russófona no leste da Ucrânia
Agência russa TASS, 18-03-2022
“Esta medalha é, acima de tudo, para minha nação, para o meu povo e para o seu exército. Estou muito feliz por tê-la conseguido para os representar.”
Yaroslava Mahuchikh, atleta ucraniana, após conquistar a medalha de ouro no salto em altura nos Mundiais de atletismo em pista coberta
19-03-2022
“A Bulgária está connosco, a Grécia acredito que também. A Alemanha está um pouco atrasada. Portugal, bem, quase.”
Volodymyr Zelensky
24-03-2022
“Devemos fazer tudo o possível para que a paz retorne à Ucrânia.”
Xi Jinping, Presidente chinês
25-03-2022
“Quando vemos uma mulher de 30 anos em frente a um tanque [russo] com uma espingarda (…), se falamos da praça Tiananmen, isto é a praça Tiananmen em maior escala.”
Joe Biden, numa alusão ao “homem do tanque” no decurso da repressão aos protestos contra o regime chinês
25-03-2022
“[A terceira Guerra Mundial promovida pela Rússia] já começou há muito.”
Mykola Trofymenko, reitor da Universidade Estatal de Mariupol
Lusa, 26-03-2022
“Os primeiros três dias foram aterrorizantes, estávamos cheios de medo, mas depois pensámos que era normal ouvir as bombas e voltámos a fazer coisas. Todos os dias estou à espera de uma coisa má.”
Rizo, habitante em Kiev, junto do centro comercial Retroville, atingido por um míssil no início da semana
Lusa, 26-03-2022
“[Putin] é um carniceiro.”
Joe Biden, Presidente dos EUA
26-03-2022
"É chocante a brutalidade das imagens que nos chegam de Busha. (…) Uma barbaridade inaceitável que tem de ser veementemente punida pela justiça internacional.”
António Costa
Twitter, 03-04-2022
“Nem um único residente de Bucha sofreu qualquer violência às mãos dos russos. Foi encenado. (...) é uma falsa narrativa apresentada por Kiev.”
Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU
04-04-2022
“[Os militares russos] despejaram aqui [nas traseiras da igreja] pessoas como se fossem restos de comida.”
Andrew Halavin, pároco da Igreja ortodoxa de Santo André, em Bucha, Ucrânia
Público, 04-04-2022
“O objetivo [da Rússia] é a paz das gerações ucranianas futuras e a oportunidade de, finalmente, criar uma Eurásia aberta – de Lisboa a Vladivostok.”
Dmitri Medvedev, antigo primeiro-ministro e ex-presidente da Rússia
Telegram, 05-03-2022
“O vosso povo vai daqui a nada celebrar o aniversário da revolução dos cravos e sabe perfeitamente o que estamos a sentir. Ajudem-nos com tudo o que puderem.”
Volodymyr Zelensky, num discurso por videoconferência perante o parlamento português
21-04-2022
“É um insulto esta declaração [de Volodymyr Zelensky] que faz referência ao 25 de Abril. O 25 de Abril em Portugal foi para libertar e contribuiu para a libertação dos antifascistas. Na Ucrânia estão a ser presos.”
Paula Santos, líder parlamentar do PCP
21-04-2022
“A passividade de António Guterres perante a iminência da guerra na Ucrânia foi inacreditável.”
Franz Baumann, ex-secretário-geral Adjunto da ONU
Lusa, 22-04-2022
“Deixe-me ser bem claro: o Conselho de Segurança [da ONU] falhou em fazer tudo o que estava ao seu alcance para prevenir e acabar com esta guerra.”
António Guterres, perante o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy
28-04-2022
“Ele [Zelensky] aparece na televisão de manhã, de tarde, de noite, aparece no parlamento inglês, no parlamento alemão, no parlamento francês como se estivesse fazendo uma campanha. (…) Esse cara é tão responsável [pela guerra da Ucrânia] como Putin.”
Lula da Silva, ex-presidente do Brasil
Time, 04-05-2022
“Vim celebrar o Dia da Europa em Odessa, a cidade onde Pushkin [poeta russo] disse que se pode sentir a Europa.”
Charles Michel
Twitter, 09-05-2022
”O futuro da Europa é também o vosso futuro, o futuro da nossa democracia é também o futuro da vossa democracia.”
Von der Leyen
09-05-2022
“Ninguém precisa da Ucrânia. A Ucrânia é material descartável na guerra híbrida total contra a Federação Russa.”
Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estransgeiros da Rússia
17-05-2022
“O pior que a União Europeia poderia fazer à Ucrânia era dividir-se agora.”
António Costa
21-05-2022
“Prolongar e insistir na guerra muito mais tempo levará a que passe a ser não uma questão de liberdade da Ucrânia mas, sim, uma nova guerra contra a própria Rússia.”
Henry Kissinger, antigo secretário de Estado do Estados Unidos
24-05-202
“Parece que o calendário do senhor Kissinger não está em 2022, mas em 1938.”
Volodymyr Zelensky
25-05-2022
“Acordo. O Conselho Europeu acaba de decidir dar o estatuto de candidato da UE à Ucrânia e à Moldova.”
Charles Michel
Twitter, 23-06-2022
“Há quem não fuja, e numa ilha da Ucrânia um marinheiro respondeu a um apelo de um barco russo dizendo: ‘Barco russo, go fuck yourself’, que é como quem diz ‘russian boat …’, que é como quem diz ‘Vladimir Putin, go fuck yourself’. Este grito hoje tem que se ouvir em Moscovo e em Kiev.”
Pedro Abrunhosa, músico, num concerto em Águeda
02-07-2022
“Obrigada caro António Guterres pelos seus incansáveis esforços em garantir os acordos com as Nações Unidas e com a Turquia relativos à exportação de cereais na Ucrânia.”
Ursula von der Leyen
Twitter, 22-07-2022
“[Joe Biden e os Estados Unidos] estão a alimentar a guerra na Ucrânia. (…) [Joe Biden] é criminoso de guerra.”
Roger Waters, músico, ex-Pink Floyd
10-08-2022, CNN Internacional
“Não, não, não o faça. Irá mudar a face da guerra como nunca antes desde a Segunda Guerra Mundial.”
Joe Biden, pedindo ao Presidente russo para não recorrer a armas nucleares ou químicas na Ucrânia, numa entrevista ao programa "60 Minutos" da CBS
17-09-2022
“[A Rússia vai utilizar] todos os meios ao seu dispor para proteger a Rússia. Isto não é um 'bluff'.”
Vladimir Putin, numa alusão às armas nucleares
21-09-2022
“Pedimos aos nossos colegas (portugueses) de se inibirem de dar passos que possam desacreditar Portugal como um parceiro fiável.”
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, sobre a decisão do Governo português de enviar seis helicópteros de combate a incêndios para a Ucrânia
Twitter, 20-10-2022
“A amizade entre China e Rússia tem amplas perspetivas e ainda há grandes conquistas a serem alcançadas.”
Xi Jinping, Presidente chinês, numa mensagem enviada à Associação de Amizade Pequim – Moscovo
31-10-2022
“A Rússia põe a tecnologia ao serviço do terror e o que vemos hoje é resultado do uso dessa tecnologia.”
Olena Zelenska, mulher do Presidente ucraniano, ao encerrar a cerimónia de abertura do evento tecnológico Web Summit, em Lisboa
01-11-2022
“[Reconquista de Kherson] é o início do fim da guerra.”
Volodymyr Zelensky, citado pela agência norte-americana AP
14-11-2022
“O PCP não tem nada a ver com o governo russo: não há nada que nos relacione com o Governo russo, nem de longe, nem de perto.”
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP
Lusa, 16-11-2022
“Uma coisa é clara: isto não será bom para o consumidor. Por isso, abasteçam-se de água, fogo, cobertores e aquecedores. O inverno só agora começou.”
Dmitri Medvedev, após a entrada em vigor do limite imposto de 60 dólares por barril para o petróleo bruto russo
Telegram, 05-12-2022
“Consideramos as armas de destruição maciça, as armas nucleares, um meio de defesa. [Utilizá-las] insere-se num contexto a que chamamos ‘ataque de retaliação’: se nos atacam, nós atacamos em resposta. A Rússia, em nenhuma circunstância, será a primeira a utilizá-las.”
Vladimir Putin
07-12-2022
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/65-frases-de-292-dias-de-guerra-na-ucrania
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Regimento russo faz vídeo de apelo por equipamento militar e médico: “Estão quase nus”
Por Francisco Laranjeira em 12:10, 13 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/2015_8_28-Russian-Army-1-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um vídeo de um regimento russo, no qual são pedidos mais equipamentos e abastecimentos médicos na guerra na Ucrânia, tornou-se viral: o comandante de um grupo de soldados mobilizados do Oblast de Kemerovo, na Rússia, apelou ao governador da região, Sergei Tsivilyov, uma vez que os seus homens chegaram quase “nus”.
“Sou instrutor de treino de combate do 247º regimento, cidade de Stavropol. Gostaria de apelar ao governador da região de Kemerovo, Sergei Yevgenyevich “, pôde assistir-se no início do vídeo. “Os combatentes que nos enviou para Stavropol Krai estão quase completamente nus. Eles não têm material médico. O material médico que eles têm é apenas um torniquete”, confirmou o comandante.
As críticas não ficaram por aqui. “Eles quase não têm proteção, apenas duas peças de blindagem. Tudo o resto, as laterais, estão completamente expostas. Eles não têm praticamente mais nada”, relatou o responsável. “Sem cuecas térmicas, os meninos estão a congelar.”
(https://i.ibb.co/HN64VNv/Captura-de-ecr-2022-12-14-092729.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
A Rússia admitiu pela primeira vez que tinha problemas com equipamentos para os soldados mobilizados a 26 de outubro – o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garantiu que a Rússia não tinha equipamento para as centenas de milhares de soldados recrutados sobre o decreto de mobilização assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, a 21 de setembro último. Peskov lembrou ainda que um conselho recém-formado criado por Putin está a trabalhar para resolver problemas com equipamentos e que as autoridades regionais estão a trabalhar para fornecer “o equipamento que falta”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/regimento-russo-faz-video-de-apelo-por-equipamento-militar-e-medico-estao-quase-nus/
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Rússia prepara-se para proibir venda de petróleo a países que apoiem sanções e apliquem tecto máximo para o preço definido pela UE
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:37, 13 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-3.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O governo, autoridades e legisladores russos já decidiram como responder as sanções que envolvem a venda de petróleo russo, em particular o tecto máximo no preço do crude vindo da Rússia, imposto recentemente pela União Europeia. Está já preparado um decreto presidencial que detalha o mecanismo legislativo encontrado para ‘punir’ os países que alinhem com as sanções do Ocidente.
O jornal russo Vedomosti teve acesso a uma primeira versão da legislação que será aprovada, e falou com duas fontes próximas do governo, que confirmaram que há consenso generalizado sobre as medidas a aplicar.
No documento, transparece a ideia de que Putin vai recusar fornecer petróleo russo a países que acordaram com as sanções à Rússia. Segundo o esboço do decreto presidencial, a Rússia vai proibir a venda de petróleo do país em duas situações:
– Se um país que assinou o acordo de tecto máximo no preço do petróleo russo está listado como o último recipiente no contrato
– Se o tecto máximo no preço do petróleo da Rússia está incluído como condição no contracto, ou se os preços de referência estipulados no contrato correspondem ao tecto máximo aplicado nas sanções (60 dólares por barril).
A legislação, segundo relatam as fontes, vai ter uma cláusula que permite aos exportadores de petróleo russo contornarem a proibição se receberem permissão expressa do governo.
O decreto presidencial não será aplicado a quaisquer contratos firmados antes de 5 de dezembro, data a partir da qual entraram em vigor as sanções da UE de tecto máximo nos preços de venda do petróleo russo.
A nova legislação vai produzir efeitos a partir do momento em que for +publicada e estará em vigor até julho de 2023, com possibilidade de extensão.
Os detalhes sobre a implementação do decreto, bem como procedimentos para monitorizar o cumprimento da proibição e lista de países afetados, deverá ser indicada pelo governo de Putin.
O documento, que ainda está a ser finalizado pela administração presidencial, deverá ser assinado por Putin em Breve. Esta segunda-feira, Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, já prometeu que o decreto seria publicado “nos próximos dias”. “O presidente disse que estavam a discutir um decreto relevante, e também disse que ainda estão a ser discutidos alguns aspetos. Nos próximos dias, esta discussão estará finalizada e pronta a implementar na forma de um decreto presidencial”, afirmou Peskov.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-prepara-se-para-proibir-venda-de-petroleo-a-paises-que-apoiem-sancoes-e-apliquem-tecto-maximo-para-o-preco-definido-pela-ue/
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Ucrânia: Kremlin rejeita plano de “três passos” de Zelensky para a paz
Por Francisco Laranjeira em 12:43, 13 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Peskov-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Kremlin afirmou esta terça-feira que a proposta formulada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para chegar a um acordo de paz é na verdade um passo “para continuar as hostilidades”, negando a possibilidade da retirada das tropas russas do território ucraniano antes o fim do ano.
“São três passos para a continuação das hostilidades”, explicou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, referindo-se ao chamado plano de “três passos” para a paz, segundo a agência noticiosa russa Interfax.
Enfatizou ainda que uma possível retirada militar da Ucrânia “não é viável” e argumentou que “a Ucrânia deve aceitar as realidades que surgiram durante esse período”. “Existem realidades que ocorreram devido à política seguida nos últimos 15 a 20 anos pela liderança ucraniana e pelo atual regime ucraniano”, disse.
“Essas realidades indicam que a Rússia tem novos membros que surgiram como resultado de referendos nesses territórios. Sem levar em conta essas realidades é impossível alcançar progressos”, argumentou, referindo-se à decisão de Moscovo em anexar as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhia em setembro último.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kremlin-rejeita-plano-de-tres-passos-de-zelensky-para-a-paz/
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Portugal vai ajudar Ucrânia com geradores, aquecedores e lâmpadas
MadreMedia / Lusa
13 dez 2022 13:37
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Fonte de imagem: Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, assegurou hoje que Portugal vai enviar geradores, aquecedores e lâmpadas LED para a Ucrânia, para contribuir para o novo mecanismo de coordenação da ajuda ao país sob ataque da Rússia.
A conferência “Solidários com a Ucrânia”, organizada hoje em Paris pelo Presidente francês Emmanuel Macron e em que Cravinho participou, criou o Mecanismo de Paris, para coordenação reforçada de ajuda internacional à Ucrânia, visando alocar a ajuda dada a este país com maior eficácia e melhor distribuição no terreno.
“Vamos contribuir para o novo mecanismo de coordenação com geradores, aquecedores e procurando corresponder a um pedido novo do Presidente Zelensky, que está a pedir 50 milhões de lâmpadas LED para reduzir o consumo de eletricidade, procuraremos corresponder a esse pedido. Portugal continuará a fazer a sua parte”, garantiu o ministro português.
Assim, o Governo está agora a proceder à identificação de fornecedores portugueses de geradores para enviar para a Ucrânia, com 650 aquecedores prontos para partir já e mais 1.000 por mês a partir de fevereiro, assim como lâmpadas LED que consomem menos e vão ajudar a Ucrânia a poupar energia.
O ministro lembrou ainda a promessa portuguesa de 250 milhões de euros de ajuda, montante “sem precedentes” para a escala portuguesa, com 30 milhões de euros adicionais para o apoio aos refugiados ucranianos que chegam à Polónia.
A iniciativa de Paris deverá permitir arrecadar mais de 400 milhões de euros em assistência a Kiev.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que interveio através de videoconferência, pediu aos 46 chefes de Estado e representantes presentes em Paris cerca de 800 milhões de euros para que o seu país consiga enfrentar o frio do inverno.
Este dinheiro servirá para a aquisição de gás, mas também para reparar os danos ao sistema energético pelos consecutivos bombardeamentos russos.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-vai-ajudar-ucrania-com-geradores-aquecedores-e-lampadas
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Kremlin rejeita acordo de paz da Ucrânia e a possibilidade de uma retirada das tropas russas antes do fim do ano
MadreMedia / Lusa
13 dez 2022 13:39
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Fonte de imagem: Lusa
O Kremlin afirmou hoje que a proposta apresentada pelo Presidente da Ucrânia para um acordo de paz constitui "um passo para continuar com as hostilidades", rejeitando a possibilidade de uma retirada das tropas russas antes do fim do ano.
“Estes são três passos para a continuação das hostilidades”, disse o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dimitri Peskov, referindo-se ao chamado plano de “Três Passos” para a paz e citado pela agência noticiosa russa Interfax.
Peskov sublinhou que uma retirada militar da Ucrânia “é inviável” e argumentou que a Ucrânia “tem de aceitar a realidade que surgiu” nos últimos anos.
“Existem realidades que ocorreram devido à política seguida pela liderança ucraniana e pelo atual regime ucraniano nos últimos 15 a 20 anos”, referiu o porta-voz.
“Essas realidades indicam que a Rússia tem novos integrantes que surgiram como resultado de referendos nesses territórios. Sem levar em conta essas realidades é impossível fazer progressos”, argumentou, referindo-se à decisão de Moscovo de anexar em setembro as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, parcialmente ocupadas como parte da invasão russa da Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro.
Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a proposta prevê a entrega de mais armamento pelos parceiros de Kiev para “encurtar a agressão russa”, para poder também alcançar estabilidade financeira e social em 2023 e uma “nova diplomacia” que levará a um processo de negociações para “travar a agressão russa”.
“A Ucrânia liderou sempre o processo de negociação e fez todo o possível para impedir a agressão russa. Agora sentimos que está mais próxima a oportunidade de usar a diplomacia para conseguir a libertação de todos os nossos povos e de todos os nossos territórios”, afirmou Zelensky num comunicado da Presidência ucraniana.
Nesse sentido, propôs a realização de uma “cimeira especial” do G7 (o grupo dos sete países mais ricos) para “determinar como e quando os pontos da Fórmula da Paz Ucraniana podem ser aplicados”.
Zelensky também pediu aos líderes do G7 que “demonstrem liderança na aplicação da fórmula da paz na totalidade ou em alguns pontos específicos em particular”.
Entretanto, hoje, a administração regional de Zaporijia imposta pela Rússia confirmou um ataque ucraniano a uma ponte nos arredores de Melitopol, considerada por Kiev como uma das infraestruturas estratégicas importantes porque o exército russo utiliza-a para transportar equipamento militar.
“Ontem [segunda-feira] à noite houve uma explosão na ponte de Kostiantynivka, nos arredores de Melitopol”, confirmou a administração regional pró-Rússia, que assumiu também que parte da estrada foi destruída, impedindo o tráfego de veículos.
A ponte de Kostiantynivka, construída em 1969 e renovada em 2021, segundo a agência russa Interfax, tem cerca de 130 metros de comprimento e atravessa o rio Molochna, em direção à área ocupada de Berdiansk, nas margens do mar de Azov.
Em Donetsk, o líder regional pró-russo, Denis Pushilin, indicou que as forças locais apoiadas pela Rússia estão prestes a conquistar a localidade de Mariinka.
“A situação em Mariinka é difícil. Mas tudo está a ir no bom caminho, já que esta cidade está prestes a ficar sob o nosso controlo”, disse Pushilin, em declarações à televisão russa.
Por sua vez, o vice-líder interino da região de Lugansk, Vitali Kiseliov, assumiu na rede social Telegram que os combates em Mariinka “ainda continuam” e que as tropas russas controlam cerca de 70% da cidade.
“O inimigo oferece resistência. A cidade está completamente cercada e a luta está no centro” da localidade, acrescentou.
Segundo Kiseliov, os militares russos controlam a rodovia para Krasnohirivka, que anteriormente permitia o abastecimento do exército ucraniano nesta cidade.
Para os pró-russos, a tomada de Mariinka é de grande importância, pois poria fim aos bombardeamentos ucranianos contra vários bairros da cidade de Donestsk.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estes-sao-tres-passos-para-a-continuacao-das-hostilidades-kremlin-rejeita-acordo-de-paz-da-ucrania-e-a-a-possibilidade-de-uma-retirada-das-tropas-russas-antes-do-fim-do-ano
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Ucrânia: alertas aéreos soaram esta tarde por todo o país. Deslocação de MiG a caminho da Bielorrússia causa alarme
Por Francisco Laranjeira em 14:52, 13 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os alertas aéreos começaram a soar esta tarde por toda a Ucrânia, incluindo a capital Kiev. O jornalista Jason Jay Smart, do ‘Kyiv Post’, numa publicação na rede social ‘Twitter’, deu conta do momento em que as sirenes tocavam, o que indica aos habitantes para procurarem abrigo perante um eventual ataque aéreo.
(https://i.ibb.co/KcZWPLs/Captura-de-ecr-2022-12-14-093936.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Apesar dos alertas, não foi registado qualquer novo ataque, segundo as autoridades. Os media ucranianos sublinharam que os alertas podem ter sido acionados por caças MiG que descolaram de Ryazan, perto da fronteira da Rússia com a Ucrânia, tendo como destino a Bielorrússia.
(https://i.ibb.co/M1PQ9Yb/Captura-de-ecr-2022-12-14-094133.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Bielorrússia, aliada próxima da Rússia, anunciou esta terça-feira uma inspeção militar antecipada, que pode significar uma maior prontidão de combate no sul do país, o mais recente de uma série de exercício que têm causado preocupação na Ucrânia – diversas ações militares bielorrussas, incluindo um exercício antiterrorista na semana passada, manteve a Ucrânia em dúvida sobre as intenções de Minsk, que poderia entrar na guerra ao lado da Rússia.
Numa declaração em vídeo publicada pelo Ministério da Defesa da Bielorrússia, Alexander Volfovich, secretário de Estado do Conselho de Segurança, garantiu que as verificações abrangeriam praticamente todos os comandos operacionais da Bielorrússia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-alertas-aereos-soaram-esta-tarde-por-todo-o-pais-deslocacao-de-mig-a-caminho-da-bielorrussia-causa-alarme/
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Vladimir Putin e Xi Jinping encontram-se no final do ano
13 de dezembro 2022 às 15:14
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/13/839625.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Data e a agenda da reunião já estão definidas, mas ainda não foi oficialmente anunciado.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Presidente chinês, Xi Jinping, vou estar reunidos já no final deste mês.
A reunião, avança a imprensa internacional, deverá servir para fazer um balanço do ano de 2022 – nomeadamente da guerra na Ucrânia.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que a data e a agenda da reunião já estão definidas, mas ainda não foi oficialmente anunciado.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787704/vladimir-putin-e-xi-jinping-encontram-se-no-final-do-ano-
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Quase mil milhões de euros de donativos para a Ucrânia na conferência de Paris
MadreMedia / Lusa
13 dez 2022 17:47
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=MmI2ZpV/gLgud+p5iGP34b+niQRcbo24E9Gz9NQpkSijc/eMIbIHf7IVCq66MccTCG3sy0Tgi16qdrTtemJzd2bGmReJt0Jvy/cbZu4PQ7a95a8=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A conferência internacional de apoio à Ucrânia realizada em Paris recolheu quase mil milhões de euros para ajudar a população a sobreviver ao inverno, sem as infraestruturas destruídas pelos bombardeamentos russos, anunciou hoje a chefe da diplomacia francesa.
“A ajuda alcançou, ou ultrapassou até, os 800 milhões de euros” pedidos pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na abertura da conferência, declarou Catherine Colonna.
“Na verdade, estou feliz por anunciar-vos que ultrapassámos esse número e que estamos mais próximos dos mil milhões de euros”, acrescentou a ministra francesa numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmyhal.
Destes mil milhões de euros, 415 milhões serão destinados ao setor da energia, 25 milhões para a água, 38 milhões para a alimentação, 17 milhões para a saúde, 22 para os transportes, não estando o restante, quase 493 milhões de euros, ainda discriminado, precisou a ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, acrescentando que os donativos angariados na conferência foram-no em espécie ou em dinheiro.
“O nosso país não se afundará na escuridão”, declarou, por sua vez, Shmyhal, saudando o “poderoso sinal” de apoio à Ucrânia enviado pelo “mundo civilizado”.
“Estamos gratos a todos os países que continuam a ser nossos aliados nestes tempos sombrios”, acrescentou, assegurando mais uma vez que a Ucrânia recuperará a sua soberania e a sua integridade territorial.
A conferência de apoio à Ucrânia reuniu 70 delegações de países e organizações internacionais e visava “ajudar os ucranianos a resistir a este inverno”, explicara o Presidente da República francês, Emmanuel Macron, na abertura do encontro.
As forças russas concentraram-se desde outubro numa campanha de destruição das infraestruturas civis e de produção de energia da Ucrânia, privando milhões de pessoas de eletricidade, aquecimento e água.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 293.º dia, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/quase-mil-milhoes-de-euros-de-donativos-para-a-ucrania-na-conferencia-de-paris
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Professor Mendo Henriques visitou Centro Comunitário Ucraniano
Publicado em 13 de Dezembro de 2022 por Jornal de Oleiros
No âmbito do Seu profundo envolvimento na causa da Ucrânia, o nosso prestigiado Colaborador Mendo Henriques, visitou o Centro Comunitário Ucraniano “Divosvit” em Lisboa.
Reuniu com Bapra Hatanir e com a Directora do Centro Iryna Shnaider e conviveu com um grupo de alunos. O Centro é frequentado por 180 estudantes dos 5 aos 17 anos.
(https://jornaldeoleiros.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/mendo-com-alunos-300x174.png)
Professor Mendo dá aula especial
Juntos partilharam uma aula especial e “transmiti-lhes que, tal como eu, a grande maioria dos portugueses estão agradecidos à Ucrânia por lutarem pela liberdade da Europa e do mundo “, adiantou o Professor ao nosso jornal.
Foram respondidas muitas perguntas,desde a sopa Borscht até à Andriivskyi, a Calçada de Santo André em Kyiv.
(https://jornaldeoleiros.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/prof-mendo-em-visita-2-300x294.jpg)
Professor Mendo com Directora do centro e alunos
Ficam prometidas outras acções e visitas.
* Agradecemos à Sra Directora do centro a amável foto constante no artigo.
Fonte: jornaldeoleiros.sapo.pt Link: https://jornaldeoleiros.sapo.pt/2022/12/13/castelo-branco/professor-mendo-henriques-visitou-centro-comunitario-ucraniano.html
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Ucrânia: Hungria adia ratificação da adesão de Suécia e Finlândia à NATO
Por MultiNews com Lusa em 18:31, 13 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/97779850_NATO-flag-flutters-during-US-troops-arrival-ceremony-in-Adazi-military-base-Latvia-Febr.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Hungria adiou hoje o processo de ratificação da adesão da Suécia e da Finlândia à NATO até ao final de fevereiro de 2023, depois de ter anunciado anteriormente que seria em dezembro.
A entrada dos dois países escandinavos na Aliança Atlântica já foi ratificada por 28 dos 30 membros da organização, incluindo Portugal, faltando o acordo da Hungria e da Turquia.
O debate de ratificação em Bucareste não começará antes do reinício dos trabalhos parlamentares em 20 de fevereiro, anunciou o ministro do Interior, Gergely Gulyás, segundo a agência espanhola EFE.
Gulyás disse que o processo não demorará muito tempo.
Anteriormente, vários membros do executivo húngaro tinham anunciado que a ratificação teria lugar no início de fevereiro, depois de, em outubro, o Governo ter admitido que seria neste mês de dezembro.
Gulyás disse que o apoio dos deputados do Governo, que têm uma maioria de dois terços no parlamento húngaro, “parece estar assegurado”.
“Tal como podemos contar com os nossos aliados, os nossos aliados podem contar connosco”, afirmou.
A Finlândia e a Suécia candidataram-se à adesão à NATO em reação à invasão da Ucrânia pela Rússia.
O primeiro-ministro ultranacionalista da Hungria, Viktor Orbán, é o líder da União Europeia (UE) com os laços mais estreitos com Moscovo.
Vários países da UE, incluindo a Alemanha, e mesmo aliados tradicionais húngaros como a República Checa, a Polónia e a Eslováquia, apelaram a Budapeste para que aprovasse a ratificação da adesão da Finlândia e da Suécia.
O Governo turco, que inicialmente se opôs à entrada da Suécia e da Finlândia, acusando-os de albergar militantes curdos considerados terroristas por Ancara, defende que os dois países têm de tomar mais medidas para obter a autorização final.
A NATO não participa diretamente na guerra da Ucrânia, mas a organização e os aliados têm apoiado Kiev no conflito.
Esse apoio inclui o fornecimento de equipamento militar, o que permitiu a Kiev lançar uma contraofensiva e reconquistar terreno sob controlo das forças russas.
Antes de invadir a Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Rússia exigiu à NATO garantias em forma de tratados de que o país vizinho nunca faria parte da organização militar.
Moscovo exigiu também que as forças aliadas retirassem as suas forças na Europa para as fronteiras anteriores ao alargamento da NATO a Leste.
A NATO recusou essas exigências com base no seu princípio de “porta aberta” e, entretanto, a Ucrânia pediu formalmente a adesão à organização, tal como a Suécia e a Finlândia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-hungria-adia-ratificacao-da-adesao-de-suecia-e-finlandia-a-nato/
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EUA disponíveis para fornecer mísseis Patriot à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
13 dez 2022 21:13
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Estados Unidos estão disponíveis para enviar à Ucrânia mísseis Patriot, após um apelo dos líderes de Kiev sobre a concessão de novos armamentos destinados a contrariar os ataques russos, indicaram hoje responsáveis oficiais em Washington.
A decisão deverá ser aprovada no final desta semana e anunciada até à próxima terça-feira, referiram os mesmos responsáveis citados pela agência noticiosa Associated Press (AP).
As duas fontes, que pediram anonimato, precisaram que os Patriot serão provenientes das reservas do Pentágono e enviadas via marítima para outro país.
Na segunda-feira, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky voltou a pressionar os líderes ocidentais para o fornecimento de armamento mais sofisticado para as suas forças militares e em plena guerra com a Rússia. O envio da bateria de mísseis terra-ar Patriot permitirá reforçar os sistemas de defesa que o ocidente tem fornecido à Ucrânia para contrariar os ataques aéreos russos, e poderá implicar uma escalada do conflito.
No decurso de uma videoconferência na segunda-feira, Zelensky disse à anfitriã Alemanha e a outros líderes do G7, as sete potências industriais ocidentais, que o seu país necessitava de mísseis de longo alcance, tanques modernos, artilharia e baterias de mísseis e outros sistemas de defesa antiaérea de alta tecnologia para conter os ataques russos, dirigidos a infraestruturas cruciais e que deixaram milhões de ucranianos sem eletricidade e água.
Os líderes da Casa Branca e o Pentágono têm considerado prioritário o envio à Ucrânia de sistemas de defesa aérea adicionais, e os mísseis Patriot estavam a ser incluídos num novo pacote de armamento desde há algum tempo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-disponiveis-para-fornecer-misseis-patriot-a-ucrania
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Melitopol. Forças ucranianas danificam ponte estratégica russa
14 de dezembro 2022 às 08:19
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/14/839660.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
A reconquista de Melitopol, cidade ocupada pela Rússia, é atualmente um dos principais objetivos de Kiev.
As forças ucranianas atacaram Melitopol, cidade ocupada pelos russos que serviu de base aos membros do grupo paramilitar Wagner, e danificaram uma ponta utilizada pelo exército russo para transportar equipamento militar. A recuperação desta região é um objetivo-chave para a Ucrânia.
“Ontem [segunda-feira] à noite houve uma explosão na ponte de Kostiantynivka, nos arredores de Melitopol”, confirmou a administração regional pró-Rússia, que assumiu também que parte da estrada foi destruída, impedindo o tráfego de veículos.
O aumento da pressão ucraniana sobre as forças russas em Melitopol parece seguir “um padrão semelhante às táticas usadas contra Kherson antes da sua libertação”, argumenta o Guardian, que explica que as tropas russas e as suas linhas de abastecimento, incluindo ligações logísticas entre a península da Crimeia e o Este, são agora um dos principais alvos da Ucrânia.
A zona Este da Ucrânia tem sido palco de intensos combates, nomeadamente em torno da cidade de Bakhmut.
Tanto a Rússia como a Ucrânia revelaram, esta terça-feira, que a situação no campo de batalha na região oriental de Donetsk, que se situa a Este do país invadido, era difícil, com cada um dos lados a reivindicar sucessos no repelir das tentativas de ataques.
Esta nova ofensiva em Melitopol verifica-se depois de, sábado à noite, Kiev ter reportado um ataque que fez cerca de 200 mortos. Moscovo contrariou esta notícia, afirmando que apenas foram registadas duas vítimas mortais.
Um dos alvos deste ataque foram quartéis russos ocupados pelos mercenários do grupo Wagner.
Apoio europeu Numa altura em que as forças russas estão a colocar um alvo na rede de energia ucraniana, cerca de 70 países e instituições comprometeram-se a doar mais de mil milhões de euros em ajuda imediata à Ucrânia para os seus cidadãos conseguirem enfrentar o inverno.
Numa reunião global, organizada pela França, intitulada “Solidários com a Ucrânia”, foi discutido o que é que estes países poderiam oferecer, até março, de forma a preservar o fornecimento de água, alimentos, energia, saúde e transporte durante o inverno gelado da Ucrânia.
“Este é um sinal poderoso para mostrar que o mundo civilizado está a apoiar a Ucrânia”, disse o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal. “Estamos gratos aos países que permanecem ao nosso lado enquanto sofremos as agressões da Rússia no nosso território e nas nossa infraestruturas civis”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, assegurou que Portugal vai enviar geradores, aquecedores e lâmpadas LED para a Ucrânia, para contribuir para o novo mecanismo de coordenação da ajuda ao país.
Cravinho lembrou ainda a promessa portuguesa de 250 milhões de euros de ajuda, montante “sem precedentes” para a escala portuguesa, com 30 milhões de euros adicionais para o apoio aos refugiados ucranianos que chegam à Polónia.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787740/melitopol-forcas-ucranianas-danificam-ponte-estrategica-russa
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Ucrânia: Explosões em Kiev, diz presidente da câmara
Por MultiNews com Lusa em 08:50, 14 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/vitali-klitschko-a8849c0f2f114fd3a17d888592cf5414.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da câmara de Kiev afirmou que várias explosões ocorreram hoje na capital ucraniana.
“Explosões no bairro Shevchenkivsky. Os serviços [de emergência] estão a caminho”, escreveu Vitali Klitschko, na plataforma Telegram.
O responsável acrescentou que o sistema de defesa antiaérea abateu 10 ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) de fabrico iraniano sobre Kiev e arredores.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, numa crise de refugiados que a ONU classificou como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-explosoes-em-kiev-diz-presidente-da-camara/
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Forças de Kiev abateram 13 drones no último ataque russo contra capital
Lusa
14 dez 2022 09:24
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Fonte de imagem: sapo.pt
O sistema de defesa antiaéreo ucraniano abateu "um total de 13 drones" lançados pela Rússia durante um ataque contra Kiev hoje de manhã, indicou o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Os terroristas começaram com 13 Shahed", refere a mensagem de Zelensky, referindo-se aos "drones kamikazes" (aparelhos aéreos não tripulados) de fabrico iraniano.
De acordo com as informações provisórias, foi abatido "um total de 13 drones" pelo sistema de defesa antiaéreo, acrescentou o presidente ucraniano na mesma transmissão efetuada através das redes sociais.
Anteriormente, o ???????presidente da câmara de Kiev já tinha indicado terem havido várias explosões na capital ucraniana.
"Explosões no bairro Shevchenkivsky. Os serviços [de emergência] estão a caminho", escreveu Vitali Klitschko, na plataforma Telegram.
O responsável acrescentava, na altura, que o sistema de defesa antiaérea tinha abatido 10 drones de fabrico iraniano sobre Kiev e os arredores da capital.
Até ao momento, as autoridades não registaram quaisquer vítimas, enquanto a administração militar da capital indica que destroços de um drone danificaram dois edifícios administrativos.
Há várias semanas que a Rússia faz regularmente ataques contra as infraestruturas energéticas na Ucrânia, impedindo milhões de pessoas acesso ao abastecimento de eletricidade.
PSP (EJ) // SB
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/forcas-de-kiev-abateram-13-drones-no-ultimo_63999885e161f5430f5d49d6
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Ucrânia: armas nucleares são a “única” opção para a Rússia vencer a guerra, indica comandante russo
Por Francisco Laranjeira em 10:03, 14 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/61049501_605.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O uso de armas nucleares pode ser a única forma de a Rússia vencer a sua guerra contra a Ucrânia, reconheceu esta quarta-feira um comandante da milícia russa de Donetsk, Alexander Khodakovsky, em declarações à televisão estatal: o vídeo do momento foi publicado online, na rede social ‘Twitter’, pelo jornalista da ‘BBC’, Francis Scarr.
(https://i.ibb.co/drMXN3w/Captura-de-ecr-2022-12-15-105348.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Segundo o comandante, as autoridades militares russas compreendem que os seus recursos “têm limites” e sugeriu que possa ter de se recorrer a armas nucleares para derrota a Ucrânia. “Todos percebem que a próxima espiral de escalada só pode ser o estágio nuclear da guerra”, disse Khodakovsky.
A ameaça nuclear tem estado presente desde o início da invasão russa à Ucrânia e fez subir o receio de que Vladimir Putin possa ordenar o uso de armas nucleares se sentir que não tem outra maneira de vencer a guerra ou se entrar em conflito maior com a NATO.
A Rússia poderia implantar armas nucleares se NATO cruzar “certas fronteiras” e se envolver “diretamente” no conflito militar, revelou Khodakovsky – até agora, o Ocidente limitou o seu envolvimento na guerra a fornecer apoio humanitário e militar à Ucrânia, já que o envio de tropas provavelmente levaria a uma escalada da guerra.
O comandante referiu ainda que a Rússia não tem capacidade de combater a NATO através de armas convencionais. “Não temos a capacidade – somos um país que agora está a lutar contra todo o mundo ocidental e não temos os recursos para derrotar o bloco da NATO com meios convencionais”, referiu. “Mas temos armas nucleares para isso. Foram construídas especialmente para tais situações. É por isso que só há uma opção.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-armas-nucleares-sao-a-unica-opcao-para-a-russia-vencer-a-guerra-indica-comandante-russo/
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Vídeo mostra passo a passo como soldados russos devem render-se a drones
Casa dos Bits
14 dez 2022 10:13
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
O vídeo faz parte do projeto governamental ucraniano "I Want to Live", uma iniciativa destinada a incentivar os soldados russos que estão na Ucrânia a renderem-se.
O exército ucraniano divulgou um vídeo institucional com instruções “passo a passo” sobre como os soldados enviados pela Rússia a território da Ucrânia podem render-se perante um dos seus drones.
O vídeo, narrado em russo, mostra três homens de farda e braçadeiras brancas, numa trincheira, num cenário de neve, a serem conduzidos ao cativeiro ucraniano por um pequeno quadricóptero vermelho.
Segundo avança a publicação Business Insider, o objetivo do vídeo é tornar o processo de rendição mais seguro. Os soldados russos que se rendem são instruídos a entrarem em contacto com a linha telefónica direta "I Want to Live", para combinar a hora e o local do encontro com antecedência.
Dado o tempo reduzido de voo de um drone, observa-se, “a precisão e pontualidade na chegada são críticas”. Uma vez no local, é indicado aos soldados que esperarem que o drone apareça ou por mais instruções. “Ao avistar o drone faça contato visual com ele”, refere-se no vídeo. Os soldados devem então levantar os braços e sinalizarem que estão prontos para seguir.
Veja o vídeo
(https://i.ibb.co/kD6Sh6L/Captura-de-ecr-2022-12-15-110347.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Veja o vídeo e a galeria de imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
O drone segue, depois, em direção aos elementos do exército ucraniano mais próximos. É também dada indicação de que se a bateria do drone terminar, o dispositivo regressará à base, sendo que os soldados devem parar o seu percurso e aguardar a chegada de um novo. Por fim, o vídeo mostra o encontro dos três homens fardados com os soldados ucranianos, de braços levantados, que depois se deitam de bruços, no chão, para serem revistados.
A iniciativa "I Want to Live" foi lançada em setembro e, de acordo com o exército ucraniano, já contabiliza milhares de contactos de soldados russos.
Veja as imagens de satélite que já foram publicadas desde o início do conflito
(https://i.ibb.co/N2wfNpz/Captura-de-ecr-2022-12-15-110543.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Fonte: tek.sapo.pt Link:https://tek.sapo.pt/multimedia/artigos/video-mostra-passo-a-passo-como-soldados-russos-devem-render-se-a-drones
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Ataque russo atinge edifício público e quatro prédios residenciais em Kiev
14 de dezembro 2022 às 11:20
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/14/839678.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Quatro prédios residenciais" ficaram "ligeiramente" danificados pelo ataque com drones das tropas russas, reportou a Administração Militar ucraniana.
As tropas russas lançaram, esta quarta-feira, um ataque com drones contra a capital ucraniana, atingindo um edifício administrativo e quatro prédios residenciais.
"Estilhaços de drones (aparelhos aéreos não tripulados) atingiram um edifício administrativo" na zona de Chevtchenkivsky, disse a Administração Militar ucraniana, num comunicado publicado no Telegram, acrescentando que quatro prédios residenciais" ficaram "ligeiramente" danificados.
Entretanto, Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, disse que o sistema de defesa antiaéreo ucraniano abateu hoje "um total de 13 drones" lançados pela Rússia durante o ataque contra Kiev.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787761/ataque-russo-atinge-edificio-p-blico-e-quatro-predios-residenciais-em-kiev
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Papa pede Natal com menos gastos. "Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano"
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 11:54
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=OGVhRVzrP7q5Wp2+fWr6nkOU4kNvDE1Io7yEJhyzwzuJkXUFn75m2YnZbSLtI6l7W/b78Sc7qKxgrzTq2+SHHjX9xV+ZxrbD51XudPkC4Cwxccs=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Papa Francisco pediu hoje uma "diminuição dos gastos" no Natal, com o objetivo de economizar e enviar doações aos ucranianos "que estão a sofrer tanto" desde o início da invasão russa em fevereiro.
“Irmãos e irmãs, eu vos digo, há tanto sofrimento na Ucrânia. Tanto. Gostaria de chamar a atenção para as próximas férias de Natal. É lindo celebrar o Natal, mas vamos diminuir um pouco o nível dos gastos do Natal”, pediu Francisco, no final da sua audiência geral semanal no Vaticano.
“Vamos fazer um Natal mais humilde, com presentes mais humildes. Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano que precisa. Estão a sofrer tanto, estão com fome, frio, tantas pessoas estão a morrer porque não há médicos ou enfermeiras”, afirmou o líder religioso, diante dos fiéis reunidos na sala Paulo VI.
E concluiu: “Não nos esqueçamos: o Natal, sim. Na paz com o Senhor, sim. Mas com os ucranianos no coração. Façamos este gesto concreto por eles”.
Francisco tem apelado de forma insistente à paz na Ucrânia desde o início da ofensiva militar russa, em 24 de fevereiro, um assunto que aborda regularmente nos seus discursos.
Na quinta-feira, durante uma cerimónia pública em Roma, emocionou-se e não conseguiu esconder as lágrimas ao evocar mais uma vez a Ucrânia “martirizada” pela guerra.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-pede-natal-com-menos-gastos-vamos-enviar-o-que-economizarmos-para-o-povo-ucraniano
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NATO enfrenta “verdadeira” escassez de armas devido à guerra na Ucrânia
Por Beatriz Maio em 12:14, 14 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/2022-03-23T050909Z_1_LYNXNPEI2M05W_RTROPTP_4_UKRAINE-CRISIS-NATO-scaled-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O arsenal bélico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é cada vez mais reduzido como consequência do auxílio que tem prestado à Ucrânia para se defender da invasão russa, de acordo com a embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) Julianne Smith.
Embora o intuito da organização seja ajudar o máximo possível, esta colaboração tornou-se “muito séria”, tanto para os aliados da NATO como para a Ucrânia, revelou a representante dos EUA, ao esclarecer que “é um desafio significativo para as próprias forças militares ucranianas, que estão a enfrentar carências e diminuição dos stocks”.
Perante este problema, estão a ser feitos esforços entre diversas entidades e organizações para aumentar as reservas de armamento em conjunto com o Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (UDCG) e com os EUA, de acordo com a revista ‘Newsweek’.
Atualmente, a NATO está a prestar auxílio a 50 nações, algumas das quais não são membros da organização, o que tem dificultado a coordenação da assistência a todas. Porém, pretende determinar como pode “dar a garantia à indústria de armamento para reabrir as linhas de produção”, o que tem vindo a ser debatido.
Em novembro, foi anunciado o envio de armas adicionais, um pacote de assistência de 287 milhões de dólares da Suécia, baterias de mísseis Hawk e mísseis de Espanha, bem como 500 milhões de dólares de assistência do Canadá, na sétima reunião do UDCG com os 50 países e organizações, que contou com o secretário da Defesa dos EUA Lloyd Austin e o presidente dos Chefes do Estado-Maior Conjunto Mark Milley.
“Vamos manter a nossa dinâmica durante todo o inverno para que a Ucrânia possa continuar a consolidar os ganhos e tomar a iniciativa no campo de batalha”, frisou Austin salientando que “as tropas ucranianas estão a lutar com força e determinação”.
Estão, de momento, a ser analisadas compras de armas multinacionais, um esforço “centrado no declínio dos stocks em toda a aliança da NATO para um país como a Estónia, que deu uma enorme quantidade de assistência em matéria de segurança à Ucrânia”, comentou Smith ao admitir que a organização está a enfrentar uma “verdadeira” escassez de armas.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros estónio, Urmas Reinsalu, defendeu que os aliados da NATO precisam de aumentar o envio de armas à Ucrânia para permitir uma vitória total de Kiev. “É necessário mudar o curso desta guerra”, reiterou, assegurando que “a única forma de o conseguirmos fazer no contexto atual é aumentar significativamente a gama de todos os tipos de armamento convencional”.
A NATO está agora focada em “repor os inventários dos EUA e os stocks esgotados dos aliados e parceiros”, confessou o secretário da Defesa dos Estados Unidos ao esclarecer que estão “a trabalhar com a indústria para aumentar a produção para continuar a satisfazer as necessidades das forças ucranianas, assegurando ao mesmo tempo que os EUA, os parceiros e aliados estão prontos para se defenderem”.
A NATO está também em contacto com a União Europeia (UE) que se tem empenhado em prestar a assistência necessária a todos os Estados-membros.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nato-enfrenta-verdadeira-escassez-de-armas-devido-a-guerra-na-ucrania/
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Tréguas no Natal ou no Ano Novo fora de questão, diz Kremlin
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 13:10
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Fonte de imagem: Lusa
Umas eventuais tréguas nos combates no terreno entre as tropas russas e ucranianas no Natal ou Ano Novo estão fora de questão, declarou hoje o Kremlin, que continua a justificar a ofensiva com a necessidade de proteger a população.
“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, aos jornalistas, depois de questionado sobre a possibilidade de uma pausa nos combates na Ucrânia.
Peskov indicou que a principal tarefa das Forças Armadas russas é “proteger” as populações das áreas ocupadas e reconheceu como “difícil” a situação na região de Donetsk (no leste da Ucrânia), uma das quatro regiões ucranianas que Moscovo agora reivindica como sua.
“A operação militar especial continua”, acrescentou o porta-voz, usando os termos utilizados pelas autoridades russas para caracterizar a invasão iniciada a 24 de fevereiro por ordem do Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Por outro lado, o Kremlin garantiu que, se os mísseis ‘Patriot’, associados aos sistemas antiaéreos que Kiev pede há vários meses aos Estados Unidos, forem enviados para a Ucrânia, tornar-se-ão “alvos legítimos” das Forças Armadas russas.
“Absolutamente”, disse Peskov quando questionado se concorda com as declarações do vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, que, no final de novembro, disse que os mísseis ‘Patriot’, caso chegassem à Ucrânia, tornar-se-iam “imediatamente um alvo legítimo das Forças Armadas” russas.
Peskov observou que, para já, se abstém de fazer mais comentários, porque, por enquanto, a possibilidade de os Estados Unidos fornecerem sistemas antiaéreos ‘Patriot’ à Ucrânia só foi relatada na imprensa sem confirmação oficial de Washington.
Segundo reportou na terça-feira a cadeia de televisão norte-americana CNN, a administração dos Estados Unidos, liderada pelo Presidente Joe Biden, está a finalizar os preparativos para enviar os mísseis ‘Patriot’ para a Ucrânia, adiantando que a confirmação oficial pode ocorrer ainda na semana em curso.
A Ucrânia pediu aos Estados Unidos este sistema de defesa antiaérea e de ataque, capaz de intercetar mísseis balísticos e de cruzeiro, dada a intensificação dos bombardeamentos russos, que têm destruído infraestruturas essenciais ucranianas, nomeadamente centrais elétricas.
Desconhece-se, porém, a quantidade de baterias antiaéreas a enviar para a Ucrânia.
Uma bateria inclui normalmente um radar, que deteta e rastreia o alvo, computadores, geradores e uma estação de controlo, além de oito pequenos lançadores com quatro mísseis prontos para disparar.
Hoje, o porta-voz do Kremlin também se recusou a adiantar uma data para a tradicional conferência de imprensa anual de Vladimir Putin, que foi adiada para 2023.
O Presidente russo adiou a habitual conferência de imprensa anual sem explicações, num momento em que Moscovo tem sofrido alguns reveses na campanha militar na Ucrânia.
A Rússia tem descartado a retirada das forças armadas da Ucrânia, prometendo continuar a lutar.
Ainda hoje, um alto funcionário da ocupação russa no leste da Ucrânia, Denis Pushilin, chegou a garantir, em entrevista à agência de notícias Ria Novosti, que pretende “libertar Odessa e Cherniguiv”, duas cidades ucranianas localizadas respetivamente no sul e no norte, longe da atual linha da frente.
Questionado sobre essas declarações, Dmitri Peskov desdramatizou-as, sublinhando que a prioridade é “proteger as pessoas das regiões de Lugansk e Donetsk”, no leste da Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/treguas-no-natal-ou-no-ano-novo-fora-de-questao-diz-kremlin
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Zelensky recebeu prémio Sakharov do Parlamento Europeu em nome do povo ucraniano
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:06
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Fonte de imagem: Lusa
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar à criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra da Rússia, por ocasião da entrega oficial, hoje, do Prémio Sakharov ao povo ucraniano.
“Não podemos esperar pelo fim da guerra para levar a julgamento todos aqueles que começaram esta guerra”, disse o líder ucraniano, que falou por videoconferência no hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo.
No seu discurso de aceitação do prémio, recebido com uma longa ovação pelos eurodeputados, o Presidente ucraniano sublinhou que a agressão russa visa privar a Europa da liberdade e insistiu que a vitória sobre Moscovo deve garantir que nenhuma “política genocida contra o Povo ucraniano” pode ser aplicada no futuro.
Zelensky aproveitou para pedir que seja criado um tribunal especial para julgar os crimes de guerra cometidos pelas forças russas em território ucraniano, que estão a ser investigados por várias organizações internacionais, bem como pelas autoridades judiciais nacionais.
“Temos de agir agora. Não podemos esperar pelo fim da guerra para colocar perante a Justiça todos aqueles que prevaricaram. (…) Será a proteção mais eficaz da liberdade, dos direitos humanos, do Estado de direito e de outros valores comuns que estão presentes neste Parlamento através do Prémio Sakharov”, argumentou Zelensky.
O Presidente ucraniano apelou ainda a uma “nova arquitetura de segurança”, em que a comunidade internacional se organize para impedir a repetição de atos de agressão entre os países.
“A Ucrânia e a Europa têm de alcançar uma nova arquitetura de segurança para garantir a paz internacional e o Estado de direito. Faz parte da nossa obrigação moral”, argumentou Zelensky.
Em resposta à intervenção do líder ucraniano, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destacou a coragem e os sacrifícios do povo ucraniano, assegurando que os países da comunidade continuarão ao lado de Kiev, na resistência à agressão russa.
“A mensagem da Europa foi clara: nós estamos com a Ucrânia. Não vamos olhar para o outro lado. O povo ucraniano não só está a lutar uma guerra pela independência, mas uma guerra de valores. Os valores subjacentes à nossa vida na União Europeia, que assumimos como um dado adquirido”, disse Metsola.
O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu.
O prémio foi criado em 1988 para homenagear indivíduos e organizações que defendem os direitos humanos e as liberdades fundamentais e deve o seu nome ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, consistindo num certificado e num prémio de um valor de 50 000 euros.
Em 2021, o Parlamento atribuiu o prémio ao líder da oposição russa Alexei Navalny.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-recebeu-premio-sakharov-do-parlamento-europeu-em-nome-do-povo-ucraniano
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Erdogan revela que mantém diálogo com Putin e Zelensky e que continua a acreditar num acordo de cessar-fogo
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:26
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Fonte de imagem: Lusa
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse hoje que ainda está confiante na possibilidade de alcançar um cessar-fogo na Ucrânia, mantendo o diálogo com os líderes russo e ucraniano.
“O meu diálogo com os presidentes Vladimir Putin [da Rússia] e Volodymyr Zelensky [da Ucrânia] continua. Espero que possamos chegar a um acordo de cessar-fogo, que poderá abrir o caminho para uma paz a longo prazo”, declarou Erdogan, na primeira cimeira tripartida que envolve a Turquia, o Turquemenistão e Azerbaijão.
Na cimeira, que decorre na cidade turquemena de Turkmenbashi, o Presidente turco, citado pela agência russa Interfax, acrescentou que uma paz “justa” só pode ser alcançada através do diálogo.
“É por isso que, desde o primeiro dia, procuramos acabar com o derramamento de sangue e que demos passos sinceros e de boa-fé, tanto a nível de chefes de Estado quanto a outros”, sublinhou.
Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, descartou uma trégua na Ucrânia no Natal ou Ano Novo.
“Não recebemos nenhuma proposta de ninguém e esse assunto não está na ordem do dia”, disse Peskov.
Domingo, segundo a Presidência turca, Erdogan falou ao telefone com os líderes da Rússia e da Ucrânia e expressou a Putin o “desejo mais sincero de que a guerra termine o mais rápido possível”.
Hoje, na cimeira, e no quadro de crise energética mundial, Erdogan adiantou que a Turquia está disponível para servir como intermediária nas exportações do gás turquemeno para o Ocidente e, em particular, para a Europa.
“Atualmente, o gás do Cáspio (da parte do Azerbaijão) chega aos mercados ocidentais através da Turquia. É preciso começar a trabalhar agora para iniciar o fornecimento de gás turquemeno aos mercados ocidentais”, afirmou, citado pela agência russa Interfax.
O Presidente turco exortou os homólogos do Azerbaijão, Ilham Aliev, e do Turquemenistão, Serdar Berdimuhamedov, a ampliar a cooperação na área da energia.
Além disso, manifestou a vontade de negociar com os dois países a importação de energia elétrica para a Turquia.
Erdogan destacou que o principal objetivo da cooperação entre os três países é aproveitar os atuais processos globais e regionais em favor da população e garantir a estabilidade regional.
A cooperação entre os três países, acrescentou, é de grande importância no contexto dos desafios e crises atuais.
Por seu lado, o Presidente do Azerbaijão aproveitou para destacar o aumento das relações comerciais entre os três países.
“Durante os primeiros 10 meses de 2022, o comércio entre o Azerbaijão e a Turquia aumentou 45%, atingindo o patamar de 5.000 milhões de dólares [4.700 milhões de euros]”, disse Aliev, lembrando que Baku investiu cerca de 20.000 milhões de dólares (18.800 milhões de euros) na economia turca, enquanto Ancara investiu 14.000 milhões de dólares (13.150 milhões de euros) no seu país.
Aliev destacou que as trocas comerciais entre o Azerbaijão e o Turquemenistão aumentaram cinco vezes em 2022, “o que é um indicador recorde”, mas sem avançar o montante em causa.
Além disso, Aliev anunciou que Baku planeia investir mais 100 milhões de dólares (94 milhões de euros) na ferrovia Baku-Tbilisi-Kars, o que aumentaria em cinco vezes a capacidade de transporte na rota que liga o Azerbaijão à Turquia.
O chefe de Estado azeri acrescentou, por fim, que Baku está a estudar o aumento da capacidade de carga do porto da capital azeri e apelou às empresas turcas e turquemenas para que aproveitem as possibilidades da zona económica franca de Alat, a sul da capital do Azerbaijão.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/erdogan-revela-que-mantem-dialogo-com-putin-e-zelensky-e-que-continua-a-acreditar-num-acordo-de-cessar-fogo
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Ucrânia: Kiev anuncia que 64 militares e um cidadão americano foram libertados em troca de prisioneiros com a Rússia
Por Francisco Laranjeira em 14:32, 14 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Ucrânia anunciou, esta quarta-feira, ter garantido a libertação de um cidadão americano, assim como de 64 militares ucranianos na sua última troca de prisioneiros com as forças russas. A garantia foi deixada pelo chefe de gabinete da presidência da Ucrânia, Andriy Yermak, na rede social ‘Twitter’.
(https://i.ibb.co/7KH6DBh/Captura-de-ecr-2022-12-15-112547.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
“Sessenta e quatro soldados das Forças Armadas ucranianas que lutaram em Donetsk e Lugansk – em particular, que participaram da defesa da cidade de Bakhmut – estão a voltar para casa”, apontou o responsável ucraniano. “Também foi possível libertar um cidadão americano que ajudou o nosso povo – Suedi Murekezi.”
Segundo a agência de notícias estatal russa ‘TASS’, Murekezi foi preso na região leste de Donetsk, na Ucrânia, em junho último e foi acusado de protestos antirrussos e incitar ao “ódio étnico”. Segundo o advogado do cidadão americano, Murekezi nasceu no Ruanda e mudou-se para os Estados unidos com a sua família em 1994. Viria a mudar-se para a Ucrânia, onde trabalhava numa discoteca de Kherson. Negou ainda ser um combatente.
As forças russas capturaram a cidade de Kherson logo após o início da invasão da Ucrânia em fevereiro, tendo as tropas ucranianas retomado o controlo no outono – desde então, tem sido alvo de frequentes bombardeamentos por parte do exército russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-anuncia-que-64-militares-e-um-cidadao-americano-foram-libertados-em-troca-de-prisioneiros-com-a-russia/
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Eurodeputados aprovam nova ajuda macrofinanceira à Ucrânia de 18 mil milhões de euros para 2023
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:51
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje o pacote legislativo para a União Europeia (UE) ajudar financeiramente a Ucrânia com 18 mil milhões de euros, em 2023.
Os eurodeputados aceitaram a alteração votada pelo Conselho da UE para contornar o veto da Hungria à proposta inicial da Comissão Europeia, ao abrigo da qual são os Estados-membros que dão garantias do empréstimo e em alternativa ao orçamento da UE.
O montante de 18 mil ME a emprestar à Ucrânia — verba que será entregue a Kiev em prestações mensais de 1,5 mil ME — terá um período de carência de dez anos.
O objetivo é prestar ajuda financeira a curto prazo, financiar as necessidades imediatas da Ucrânia, reabilitar as infraestruturas críticas e prestar apoio inicial à reconstrução sustentável do pós-guerra, com vista a apoiar a Ucrânia na via da integração europeia.
A guerra lançada contra a Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, provocou uma perda de acesso ao mercado e uma queda drástica das receitas públicas daquele país, enquanto a despesa pública para fazer face à situação humanitária e manter a continuidade dos serviços estatais aumentou acentuadamente.
Entre 2014 e 2022, a UE emprestou 7,2 mil ME a Kiev, sob a forma de ajuda macrofinanceira.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eurodeputados-aprovam-nova-ajuda-macrofinanceira-a-ucrania-de-18-mil-milhoes-de-euros-para-2023
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UNICEF alerta para riscos que 7 milhões de crianças enfrentam pela falta de eletricidade na Ucrânia durante o inverno
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 16:21
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A UNICEF alertou hoje para os riscos que enfrentam 7 milhões de crianças na Ucrânia devido a dificuldades de acesso a eletricidade no inverno, quando segundo a ONU a maioria dos ucranianos a pretende ficar nas suas casas.
A falta de acesso a eletricidade impossibilita as crianças ucranianas de enfrentarem frio extremo, com temperaturas que podem chegar abaixo dos -20ºC no país, impede o acesso ao ensino online – o único acesso de muitas crianças à educação, dada a destruição de escolas – e dificulta o funcionamento das instalações de saúde e dos sistemas de abastecimento de água, de acordo com nota hoje divulgada pela UNICEF.
“Milhões de crianças enfrentam um inverno sombrio e frio, sem saberem quando poderão ter um momento de alívio”, disse Catherine Russel, diretora executiva da UNICEF.
Os ataques em outubro destruíram 40% da capacidade de produção de energia da Ucrânia, expondo ainda mais as famílias ao duro inverno, afetando os meios de subsistência e aumentando a probabilidade de grandes movimentos populacionais adicionais.
Apesar das reparações em curso, a 28 de novembro o sistema energético ucraniano conseguia responder a apenas 70% das necessidades do país, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
À medida que áreas anteriormente afetadas por combates violentos se tornaram acessíveis, a UNICEF começou a distribuir kits de vestuário de inverno, aquecedores de água e geradores na linha da frente e em áreas recentemente alcançáveis das regiões de Kharkiv, Kherson e Donetsk. Até à data, foram adquiridos artigos para o inverno no valor de mais de 20 milhões de dólares (18,8 milhões de euros).
“É essencial que a UNICEF e os seus parceiros humanitários tenham acesso rápido às crianças e famílias que necessitam de assistência humanitária, independentemente do local onde se encontrem”, disse Catherine Russell.
Até à data, a UNICEF conseguiu prestar acesso a cuidados de saúde primários a quase 4,9 milhões de crianças e mulheres na Ucrânia, assegurando ainda acesso a água potável, intervenções de apoio à saúde mental, entre outro tipo de assistência.
Na semana passada, a UNICEF lançou o seu Apelo Anual de Ação Humanitária para as Crianças 2023, pedindo 1,1 mil milhões de dólares (1,032 milhões de euros) para satisfazer as necessidades imediatas e a longo prazo de 9,4 milhões de pessoas, afetadas pela guerra na Ucrânia.
De acordo com uma pesquisa divulgada hoje por outra agência das Nações Unidas, a Organização Mundial para as Migrações (OIM), apesar das muito baixas temperaturas e perturbações no fornecimento de energia e aquecimento, apenas 7% dos ucranianos consideram fugir das suas casas.
A percentagem aumenta se os entrevistados forem questionados sobre a possibilidade de interrupções prolongadas de energia, mas mesmo nessa situação dois terços dos ucranianos planeiam ficar em casa, disse a agência da ONU em comunicado.
O estudo da OIM indica, no entanto, que as condições de muitos ucranianos antes da chegada do inverno estão próximas do limite, já que 43% dos inquiridos admitem ter gasto todas as suas poupanças e 63% indicam que estão a racionar a utilização do gás, eletricidade e combustível.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-alerta-para-riscos-que-7-milhoes-de-criancas-enfrentam-pela-falta-de-eletricidade-na-ucrania-durante-o-inverno
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Kiev abriu mais de 48.000 averiguações de crimes de guerra
MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 16:40
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas estimam em mais de 48 mil o número de processos criminais instaurados por crimes de guerra cometidos por militares russos e pelos seus "cúmplices" desde o início da invasão, em fevereiro.
O Ministério do Interior ucraniano indicou que “desde o início da invasão em grande escala pela Rússia, os investigadores da Polícia Nacional abriram 48.370 processos criminais por atos criminosos cometidos em território ucraniano por membros das Forças Armadas da Rússia e pelos seus cúmplices”.
De acordo com o Ministério, 36.870 deles correspondem a “violações das leis e normas de guerra”, enquanto 9.128 estão relacionados com “atos contra a integridade territorial e contra a inviolabilidade da Ucrânia”.
As autoridades abriram 2.187 processos por “atividades colaborativas”, 100 por atos de “traição” e 37 por atos de “subversão”.
Hoje mesmo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar à criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra da Rússia, por ocasião da entrega oficial do Prémio Sakharov ao povo ucraniano.
“Não podemos esperar pelo fim da guerra para levar a julgamento todos aqueles que começaram esta guerra”, disse o líder ucraniano, que falou por videoconferência no hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-abriu-mais-de-48-000-averiguacoes-de-crimes-de-guerra
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Rússia ataca prédio da administração regional de Kherson
15 de dezembro 2022 às 09:08
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/15/839769.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Bombardeamento danificou dois andares do edifício, mas autoridades afirmam que não foram reportados feridos.
As forças russas atingiram o prédio da administração regional na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, com mísseis, alertou, um alto funcionário ucraniano, numa altura em que os ataques nesta região do país invadido estão a voltar a aumentar e que podem vir a piorar.
O vice-chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Kyrylo Tymoshenko, disse que o ataque, levado a cabo na quarta-feira, deixou dois andares do prédio, que se situa na praça central de Kherson, cidade que foi libertada do domínio russo em novembro, danificados, mas clarificou que ninguém ficou ferido.
A Rússia tem bombardeado a cidade de Kherson do lado oposto do rio Dnieper desde que deixou a cidade e se retirou da margem ocidental do rio.
Esta segunda-feira, dois civis morreram depois de um ataque russo “massivo” na nesta região, que deixaram ainda outras cinco pessoas feridas.
O governador de Kherson, Yaroslav Yanushevich, confirmou que o ataque russo atingiu uma casa, assim como as linhas de fornecimento de eletricidade, que ficaram danificadas, e aconselhou a população a refugiar-se em abrigos, temendo a possibilidade de novos ataques, disse na sua conta de Telegram.
Numa altura em que parece não haver tréguas entre Rússia e Ucrânia, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá ligado, segundo o Guardian, para Moscovo no início da semana de forma a negociar um cessar fogo e para as tropas russas abandonarem o país até ao Natal, como o primeiro passo para um acordo de paz no conflito, que já dura quase 10 meses, no entanto, o Kremlin afirma que esta opção está fora de questão.
“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas, depois de questionado sobre a possibilidade de uma pausa nos combates na Ucrânia durante o Natal.
“A operação militar especial continua”, acrescentou o porta-voz, numa altura em que Moscovo poderá intensificar estes ataques depois dos Estados Unidos terem confirmado que irão enviar mísseis Patriot para a Ucrânia, algo que torna este país “imediatamente um alvo legítimo das Forças Armadas” russas, já tinha dito, no final de novembro, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev.
As autoridades dos EUA dizem que Washington aprovará o envio do sistema de defesa aérea Patriot para a Ucrânia e a sua formalização deverá ocorrer ainda esta semana, podendo até ser anunciada já na quinta-feira, disseram três oficiais à Associated Press, citados pelo Guardian, na condição de anonimato, uma vez que a decisão não é final e não foi tornada pública.
O sistema de defesa Patriot, caso seja aprovado, será o mais avançado sistema de mísseis terra-ar que o Ocidente forneceu à Ucrânia para ajudar a repelir ataques aéreos russos.
A Ucrânia pediu aos Estados Unidos este sistema de defesa antiaérea e de ataque, capaz de intercetar mísseis balísticos e de cruzeiro, dada a intensificação dos bombardeamentos russos, que têm destruído infraestruturas essenciais ucranianas, nomeadamente centrais elétricas.
Desconhece-se, porém, a quantidade de baterias antiaéreas a enviar para a Ucrânia.
Uma bateria inclui normalmente um radar, que deteta e rastreia o alvo, computadores, geradores e uma estação de controlo, além de oito pequenos lançadores com quatro mísseis prontos para disparar.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787844/r-ssia-ataca-predio-da-administracao-regional-de-kherson
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“Não pedimos que lutem connosco contra os russos. Mas, por favor, forneçam-nos armas para fazê-lo", pede Nobel da Paz
MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 07:05
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Fonte de imagem: Lusa
A vencedora do Nobel da Paz e representante da Ucrânia na atribuição do Sakharov 2022 Oleksandra Matviychuk considera incompreensível que o ocidente diga que a guerra contra a Rússia defende toda a Europa, mas não forneça mais armas modernas.
“Eu sei que muitos países têm veículos blindados, têm caças, têm sistemas de defesa aérea, mas ainda hesitam. Se dizem que estamos a lutar por toda a Europa, por que não nos fornecem armas?”, questionou a advogada de direitos humanos, em entrevista à Lusa, à margem da cerimónia de entrega do Prémio Sakharov, atribuído na quarta-feira pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.
“Não pedimos que lutem connosco contra os russos, podemos fazer isso por nós mesmos. Mas, por favor, forneçam-nos armas para fazê-lo. Não o fazerem é uma coisa que eu não consigo entender”, lamentou, referindo que, nas notícias, parece que os países ocidentais deram à Ucrânia tudo o que este país precisava para combater a invasão russa.
“Infelizmente, não. Ainda temos uma enorme necessidade de armas modernas”, avançou Oleksandra Matviychuk, fundadora da organização de defesa dos direitos humanos Centro de Liberdades Civis da Ucrânia.
Para explicar o apelo, a ativista contou uma história pessoal.
“Tenho uma amiga que se juntou ao exército quando a Rússia começou esta guerra, em 2014. Ela é extremamente corajosa e quando a invasão em grande escala começou, voltou para o exército. Deixou o seu filho de seis anos e continuou a lutar para que ele tivesse um futuro de paz. Ela estava entre os defensores ucranianos que libertaram a região de Kharkiv. Participou na batalha pelo filho. Há uma semana foi [vítima] da explosão de uma mina [apesar de] estar num carro civil”, lembrou, sublinhando que a Ucrânia ainda usa carros civis para combater.
“Não temos veículos armados suficientes. Se tivéssemos veículos blindados, a minha amiga não estaria agora numa cama de hospital a lutar pela vida”.
Apesar de garantir que “pessoalmente, até percebe” que a aliança militar NATO não se queira envolver diretamente na guerra, a advogada garante que a Ucrânia apenas precisa de mais ajuda.
“Entendo que é nossa obrigação lutar contra os ocupantes. Mas o que pedimos é para não nos deixarem lutar de mãos vazias”, afirmou.
Segundo defendeu, os políticos que tomam decisões têm de ser chamados à razão e isso passa por formar movimentos populares.
“Sermos ouvidos depende de quantas pessoas conseguimos mobilizar no apelo geral por justiça. Foi por isso que no meu discurso do Nobel também falei sobre movimentos, sobre cooperação horizontal, sobre solidariedade, sobre iniciativas conjuntas”, explicou.
Para Oleksandra Matviychuk, o futuro da Europa passa pelas pessoas comuns e pelas suas decisões.
“Se os nossos bravos colegas russos defensores dos direitos humanos [co-vencedores do Prémio Nobel], que apenas têm as suas palavras, decidiram chamar abertamente as coisas pelo nome – falaram da guerra como guerra e das atrocidades como atrocidades -, pessoas que têm muito mais instrumentos podem organizar manifestações, podem instar os seus governos a apoiar a Ucrânia e a fornecer mais armas e assistência económica”, referiu a ativista.
Mas não só. Pessoas comuns “podem tomar uma decisão muito simples: dizer que não querem que o seu país compre gasolina à Rússia porque a liberdade vale a pena”, disse.
“Isto não é uma escolha entre dois tipos de gás e dois tipos de preço. É uma escolha entre apoiar o modelo autoritário ou apoiar a democracia”, acrescentou.
“A Europa tem a opção de decidir entre algum desconforto hoje ou uma catástrofe amanhã. Esta é escolha para derrotar Putin e acabar com a tentativa da Rússia de restaurar o império russo.
As “pessoas comuns” são, aliás, aquilo que a ativista ucraniana considera a sua inspiração.
“Quando as tropas russas tentaram cercar Kiev, as organizações internacionais retiraram imediatamente o seu pessoal. Mesmo aqueles que deveriam estar connosco e fornecer ajuda humanitária monitorizando a violação dos direitos humanos. Fizemos um apelo, em março, para que, por favor, voltassem. Não voltaram. Mas as pessoas comuns ficaram. Ajudam-se umas às outras”, disse a vencedora de dois dos mais importantes prémios de defesa da paz, que também se vê como uma pessoa comum.
“Eu também me recusei a sair do país”, referiu, admitindo que receber o Nobel da Paz lhe trouxe uma nova responsabilidade porque a distinção “proporciona uma oportunidade única de se ser ouvida”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/se-estamos-a-lutar-pela-europa-porque-nao-nos-fornecem-armas
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Relatório da ONU documenta pelo menos 441 crimes de guerra russos na Ucrânia
Lusa
15 dez 2022 11:11
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apresentou hoje um relatório do seu Gabinete documentando o assassínio de pelo menos 441 civis na Ucrânia, que podem constituir crimes de guerra dos invasores russos.
O total de 441 civis mortos pelas tropas russas inclui 341 homens, 72 mulheres e 28 crianças (20 rapazes e oito raparigas), segundo a mesma fonte.
"Há fortes indícios que as execuções sumárias documentadas no relatório podem constituir homicídios deliberados, um crime de guerra", enfatizou Türk ao apresentar o documento numa sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a Ucrânia.
O relatório, que apresenta em detalhe uma centena destes assassínios, foi preparado após três visitas de campo e concentra-se em particular nas violações cometidas entre 24 de fevereiro e 06 de abril em 102 cidades nas regiões de Kiev, Chernigiv e Sumi.
"Em alguns casos, soldados russos executaram civis em locais de detenção improvisados, enquanto em outras ocasiões o fizeram nas suas casas, quintais, portas ou postos de controlo de segurança no terreno", disse o Alto-Comissário.
As execuções foram realizadas mesmo em casos "em que a vítima mostrou claramente que não representava uma ameaça, por exemplo, levantando as mãos", acrescentou.
Türk também indicou que o facto de 88% dos mortos serem homens e rapazes parece indicar que foram desproporcionalmente escolhidos como vítimas com base no seu género.
O Alto-Comissário também denunciou outras violações de direitos humanos por parte das forças russas, como ataques de veículos armados e tanques a prédios residenciais, que causaram mais mortes de civis.
O relatório indica que o local onde a ONU documentou mais assassínios de civis no período estudado foi a cidade de Bucha, nos arredores de Kiev, onde foram comprovadas as execuções de 73 pessoas (54 homens, 16 mulheres e três crianças -- dois rapazes e uma rapariga) entre 04 e 30 de março.
"Num trecho de 150 metros na rua Yablunska, em Bucha, 14 civis (incluindo uma rapariga) foram mortos e os seus corpos foram deixados lá", disse Türk.
Além dos mais de 400 assassínios verificados pelo gabinete da ONU, o organismo investiga através de entrevistas com testemunhas e sobreviventes as denúncias de outros 198, incluindo 105 em Bucha, e continuará as suas investigações nas regiões de Kharkiv e Kherson, segundo o Alto-Comissário.
Não apenas as execuções serão investigadas, mas também outras violações relatadas, incluindo prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura, maus-tratos e violência sexual, acrescentou.
O relatório apresentado hoje é paralelo ao elaborado pela própria missão de investigação da ONU para a Ucrânia, composta por três especialistas e que também denunciou indícios de crimes de guerra russos no país vizinho quando apresentou as suas conclusões preliminares em setembro (a ser atualizado em março de 2023).
Türk lembrou que a invasão russa da Ucrânia deixou 18 milhões de pessoas, quase metade da população nacional, com necessidade urgente de ajuda humanitária, enquanto 7,83 milhões de ucranianos fugiram do país e outros 6,5 milhões estão deslocados internamente.
Dez milhões de ucranianos sofrem cortes de energia enquanto a Rússia ataca com mísseis as suas infraestruturas, incluindo centrais elétricas, e outros milhões não têm acesso ao abastecimento de água ou redes de aquecimento, lembrou.
A esses números, o Alto-Comissário acrescentou que 1,5 milhão de crianças ucranianas subsiste "sob risco de depressão, ansiedade, 'stress' pós-traumático e outras condições mentais", depois de viver uma guerra "marcada por graves violações das leis humanitárias e de direitos humanos internacionais".
Türk expressou o desejo de que as violações dos direitos humanos relatadas sejam devidamente investigadas e que os seus autores sejam responsabilizados por um processo legal justo e independente, "garantindo que todas as denúncias de violações, recentes, mas também iniciadas em 2014, sejam investigadas de forma rápida e transparente", afirmou.
No entanto, Türk expressou dúvidas sobre essa possibilidade, uma vez que as autoridades russas ainda não investigaram nenhum dos abusos relatados, enquanto a Ucrânia "enfrenta problemas de recursos e capacidade para fazê-lo".
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Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/relatorio-da-onu-documenta-pelo-menos-441_639b01d71c2bd7432425b416
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Filhas de político russo do partido de Putin gastam milhões de euros em casas de luxo em Portugal
Por Revista de Imprensa em 09:34, 15 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/naom_5d7b6cb13cdb8.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As filhas de alto funcionário público russo, dirigente do partido de Putin, gastaram milhões de euros em imobiliário de luxo em Lisboa e no Algarve através de uma offshore com sede no Chipre, revelou esta quinta-feira a revista ‘Sábado’, na sequência de uma denúncia anónima entregue ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e à Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, no âmbito das investigações das autoridades às transferências de capitais e património de cidadãos russos na União Europeia.
Elena Agipa e Anna Fisun são filhas de Dmitriy Igorevitch Gorodetskiy, dirigente local do partido ‘Rússia Unida’, de Vladimir Putin. Segundo se pôde ler na queixa, “Gorodetskiy desviou durante vários anos exorbitantes valores em dinheiro vivo que foram escondidos em vários bancos do Chipre”, tendo realizado “lavagem de dinheiro através de investimentos imobiliários em Portugal e Algarve. Esta delicada função foi entregue à ex-mulher Nina Ilyinitchna Gorodetskaya e às suas duas filhas, Elena Agipa Gorodetskaya, e Anna Fisun” – em causa estão mais de 10 milhões de euros em valor patrimonial, garantiu a revista semanal, que sublinhou que as duas irmãs gastaram pelo menos 3 milhões de euros em Portugal sem recurso a crédito à habitação.
A utilização de uma offshore cipriota – cujo endereço, que serve de sede a centenas de outras empresas, apareceu nos ‘Offshore Leaks’, que revelou mais de 130 mil contas offshore usadas para cometer fraude tributária. Muitas das empresas registadas no mesmo endereço foram alvo de sanções por parte da Ucrânia – indica “um percurso típico de lavagem de dinheiro”, garantiu João Paulo Batalha, vice-presidente da Frente Cívica. “Portugal é atrativo porque ninguém faz perguntas. Apesar de termos legislação da UE, os corretores imobiliários não fazem perguntas, os notários e advogados que intervêm nesses negócios também não… Assim, Lisboa e Cascais tornam-se bons sítios para comprar propriedades impunemente”, explicou.
Casado com Elena Agipa, Luís Pereira dos Santos, CEO da agência de publicidade McCann, garantiu que a denúncia “não tem qualquer fundamento” e que “se houver sequência à queixa, a investigação será prontamente esclarecida”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/filhas-de-politico-russo-do-partido-de-putin-gastam-milhoes-de-euros-em-casas-de-luxo-em-portugal/
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ONU confirma exportação de 14 milhões de toneladas de cereais da Ucrânia
MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 14:41
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 14 milhões de toneladas de cereais foram até agora exportadas dos portos ucranianos graças à Iniciativa do Mar Nego, disse hoje uma alta funcionária das Nações Unidas.
Numa conferência de imprensa em Genebra, a secretária-geral da CNUCED, Rebeca Grynspan, salientou o impacto do acordo entre a Ucrânia e a Rússia, com mediação das Nações Unidas e Turquia, que reduziu os preços mundiais dos alimentos durante sete meses consecutivos.
“Ultrapassámos 14 milhões de toneladas que foram distribuídas através da Iniciativa de Cereais do Mar Negro”, disse Grynspan, sublinhando que estes são “volumes muito importantes para o mercado”.
O acordo, assinado a 22 de julho pela ONU, Ucrânia, Rússia e Turquia, e com uma duração de 120 dias, ajudou a atenuar a crise alimentar global causada pela guerra, tendo sido prorrogado por quatro meses.
Grynspan rejeitou as acusações de que as exportações de cereais da Ucrânia acabam em países ricos e não em países em desenvolvimento, e explicou que era necessário primeiro distinguir entre as exportações de cereais para gado e as destinadas ao consumo humano.
“Sejamos claros, a maioria das rações para animais nunca foi para países em desenvolvimento, é uma importação de países desenvolvidos”, disse Grynspan.
Em contraste, “os países em desenvolvimento beneficiaram grandemente da Iniciativa em termos de alimentos para consumo humano, argumentou Grynspan, referindo que dois terços das exportações de trigo vão para países em desenvolvimento.
No entanto, a antiga vice-presidente da Costa Rica reconheceu que o volume de cereais exportados se encontra abaixo do nível de 2021, dizendo que “ainda há um caminho a percorrer”.
A antiga vice-presidente manifestou receios de uma escassez de fertilizantes no próximo ano e disse que “o tempo é essencial, uma vez que a época da sementeira não é extensível”.
“É por isso que estamos a trabalhar arduamente para resolver este problema o mais rápido possível”, disse Grynspan.
A Rússia denuncia a não implementação de um segundo acordo também assinado a 22 de julho com a Ucrânia para permitir as suas próprias exportações de cereais e fertilizantes. Moscovo queixa-se de não poder vender a sua produção e fertilizantes devido às sanções ocidentais que afetam em particular os setores financeiro e logístico.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-confirma-exportacao-de-14-milhoes-de-toneladas-de-cereais-da-ucrania
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Presente trazido da Ucrânia explode em sede da polícia polaca em Varsóvia
Por MultiNews com Lusa em 15:47, 15 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um presente recebido por um comandante da polícia da Polónia numa visita recente à Ucrânia explodiu na sede da polícia em Varsóvia, causando-lhe ferimentos ligeiros e a um funcionário civil, indicou hoje o Ministério do Interior.
A explosão ocorreu na quarta-feira de manhã, às 07:50 locais (06:50 de Lisboa), precisou o ministério polaco, sem especificar que objeto recebeu o comandante como presente durante a visita de trabalho à Ucrânia.
O comandante reuniu-se com líderes do Serviço de Situações de Emergência da Polícia da Ucrânia no domingo e na segunda-feira, referiu o Ministério do Interior polaco.
Após a explosão, “o lado polaco perguntou ao lado ucraniano para fornecer explicações esclarecedoras”, acrescentou.
Segundo o ministério polaco, o comandante da polícia está hospitalizado desde quarta-feira para observação, ao passo que o funcionário civil não necessitou de internamento hospitalar.
A Polónia é aliada da Ucrânia e tem-lhe oferecido diversas formas de apoio desde a invasão russa do país em três frentes, a 24 de fevereiro deste ano: Varsóvia tem enviado ajuda militar e humanitária e acolhido um elevado número de refugiados.
A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 295.º dia, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/presente-trazido-da-ucrania-explode-em-sede-da-policia-polaca-em-varsovia/
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Zelensky pede aos líderes da UE que aprovem assistência macrofinanceira
MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 16:14
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu hoje aos líderes da União Europeia (UE) que aprovem o programa de assistência macrofinanceira (AMF) a Kiev, de 18 mil milhões de euros, e o nono pacote de sanções à Rússia.
“Os programas de AMF à Ucrânia também são armas de defesa da liberdade, tal como o nono pacote de sanções da UE contra a Rússia”, disse Zelensky, num vídeo enviado ao Conselho Europeu.
A aprovação da ajuda à Ucrânia está incluída num pacote de medidas que inclui um imposto mínimo sobre as multinacionais, o desbloquear de verbas para a Hungria e a aprovação do plano de recuperação e resiliência deste país.
A nova AMF a Kiev deverá ser atribuída no próximo ano, à razão de 1,5 mil milhões de euros por mês, com um período de carência de dez anos e com os Estados-membros a darem garantias do empréstimo, em alternativa ao orçamento da UE.
O objetivo é prestar ajuda financeira a curto prazo, financiar as necessidades imediatas da Ucrânia, reabilitar as infraestruturas críticas e prestar apoio inicial à reconstrução sustentável do pós-guerra, com vista a apoiar a Ucrânia na via da integração europeia.
A guerra lançada contra a Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, provocou uma perda de acesso ao mercado e uma queda drástica das receitas públicas daquele país, enquanto aumentou acentuadamente a despesa pública para fazer face à situação humanitária e manter a continuidade dos serviços estatais.
A ofensiva militar russa na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-pede-aos-lideres-da-ue-que-aprovem-assistencia-macrofinanceira
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Ucrânia descarta cessar-fogo no Natal e Ano Novo
MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 16:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas descartaram hoje a possibilidade de fazer um cessar-fogo no país no Natal e Ano Novo, alegando que a trégua só seria possível se as forças russas concordassem em abandonar o território.
“Não haverá um cessar-fogo completo do lado ucraniano até que não haja uma única força de ocupação na área”, afirmou, em conferência de imprensa, o general do exército Oleksi Gromov, citado pela agência de notícias Unian.
“A situação na frente não mudou significativamente”, lamentou antes de referir que as forças ucranianas conseguiram avançar cerca de 1,5 quilómetros em direção à localidade de Kreminna, na região de Lugansk.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu à Rússia que retirasse as suas tropas da Ucrânia neste Natal, mas a medida foi totalmente rejeitada pela presidência russa (Kremlin).
“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse, na quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
O responsável russo indicou que a principal tarefa das forças armadas russas “é proteger” as populações das áreas ocupadas e garantiu que “a operação militar especial vai continuar”.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e, apesar das medidas de contra-ataque, Moscovo continua a manter o controlo sobre cerca de 18% do território, incluindo a península da Crimeia, que foi anexada em 2014.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
Desde o início da guerra, já morreram 6.755 civis e há pelo menos 10.600 feridos, de acordo com a ONU que sublinha que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-descarta-cessar-fogo-no-natal-e-ano-novo
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“Preparam 200 mil novos soldados e vão tentar tomar Kiev outra vez”: Zelensky e generais revelam que Rússia já tem próximo grande ataque decidido
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:51, 15 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Na pior das hipóteses acontece já em janeiro, mas o mais provável é que o próximo ataque massivo da Rússia contra a Ucrânia aconteça na altura da primavera. Isto porque os russos já estão a juntar mais militares e armas para a próxima ofensiva.
Quem o garante é Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, o líder das Forças Armadas ucranianas, o general Valery Zaluzhny, e o responsável pelas tropas que estão no terreno de combate, Oleksadr Syrsky, em entrevista ao The Economist.
Segundo os líderes militares ucranianos, é expectável um grande ataque ao Donbass a partir do leste, do sul, ou até a partir da Bielorrússia, aliada de Putin. O grande objetivo das tropas russas será pressionar a Ucrânia a recuar onde tem ganhando terreno e, em última análise, voltar a efetuar uma tentativa para tomar a capital da Ucrânia, Kiev.
“Os russos estão a preparar cerca de 200 mil novos soldados, fresquinhos. Não tenho dúvidas que vão fazer outra investida contra Kiev”, garante Zaluzhny, que recorda que o comandante das forças russas, o general Sergey Surovikin, segundo fontes oficiais, já garantiu que a guerra está para durar e que será “um conflito multianual”.
Vários líderes europeus têm pressionado veladamente a Ucrânia para que dê início a uma solução diplomática, mas Zelensky e os generais consideram que não deverá acontecer em breve, até porque se o conflito fosse interrompido, e as linhas de batalha ‘congeladas’ como agora estão, “isso daria tempo à Rússia para se preparar para o próximo ataque”, e seria “uma repetição dos erros” que conduziram à invasão russa ao país, a 24 de fevereiro.
Se, por um lado, a Ucrânia continua a precisar desesperadamente de ajuda para repelir e recuperar dos ataques russos contra infraestruturas civis, de eletricidade, distribuição e armazenamento de água, ou aquecimento, por outro o general Zaluzhny explica que também as forças do país estão a ficar com pouco ‘stock’ de munições para os sistemas de defesa. Ao mesmo tempo, os líderes ucranianos ouvidos continuam a reclamar melhores sistemas de defesa antiaérea, contra ofensivas de mísseis russos. Os sistemas American Patriots serão uma preciosa ajuda, mas “o treino dos soldados para que os saibam usar demora meses”, e para estarem agora ativados, deviam ter sido fornecidos há meses.
A Ucrânia continua a querer fazer os sacrifícios que a continuação da luta necessita. Mas Zelensky garante que “95 a 96% das pessoas querem a desocupação de todo o território ucraniano”, com a reconquista de tudo o que a Rússia anexou em 2014 (Crimeia), bem como o que foi ilegalmente anexado este ano (Donetsk, Donbass, Zaporíjia e Kherson).
Zelensky argumenta que as garantias de segurança do Ocidente são um “parco substituto” da integridade territorial da Ucrânia, referindo que garantias similares, dadas à Ucrânia pelos EUA e Reino Unido em 1994, quando levou a cabo o desarmamento nuclear, revelaram-se inúteis 20 anos depois.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/preparam-200-mil-novos-soldados-e-vao-tentar-tomar-kiev-outra-vez-zelensky-e-generais-revelam-que-russia-ja-tem-proximo-grande-ataque-decidido/
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Polónia retira veto à taxa de 15% para as multinacionais e desbloqueia 18 mil milhões de euros para ajuda à Ucrânia
Por Beatriz Maio em 16:52, 15 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2020/01/polonia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os países da União Europeia (UE) concordaram, esta quinta-feira, numa taxa mínima de 15% de imposto sobre as sociedades para as grandes multinacionais, como parte da reforma da OCDE para uma taxa mínima global, depois de a Polónia ter retirado o seu veto na Cimeira de Chefes de Estado.
Após esta decisão, tomada horas após o início da reunião realizada em Bruxelas, foram de imediato desbloqueados 18 mil milhões de euros destinados a ajudar a Ucrânia, medida que estava apenas dependente da Polónia, segundo fontes diplomáticas citadas pela agência Europa Press.
A partir de agora, os lucros de grandes grupos ou empresas multinacionais e nacionais, com um valor anual combinado de pelo menos 750 milhões de euros, estão sujeitos a uma taxa mínima de 15 por cento.
Na segunda-feira, os membros da UE anunciaram o acordo sobre um pacote que inclui tanto esta medida como a ajuda financeira de 18 mil milhões de euros para a Ucrânia que será atribuída em 2023, assim como o congelamento de 6,3 mil milhões de euros destinados a fundos regionais para a Hungria e a aprovação do plano de recuperação do país.
A Polónia adiou este acordo, que estava pendente de aprovação formal por escrito e deveria ter sido concluído na quarta-feira, numa tentativa de que a taxa mínima de 15% para as multinacionais não fosse aprovada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/polonia-retira-veto-a-taxa-de-15-para-as-multinacionais-e-desbloqueia-18-mil-milhoes-de-euros-para-ajuda-a-ucrania/
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Ucrânia: UE aprova nono pacote de sanções à Rússia que restringe venda de ‘drones’
MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 21:53
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EPA/OLIVIER HOSLET Lusa
O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje um nono pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, que inclui medidas restritivas para mais 200 indivíduos e entidades e restrições no acesso das forças russas a 'drones'.
“Os embaixadores chegaram a um acordo de princípio sobre um pacote de sanções contra a Rússia como parte do apoio contínuo da UE à Ucrânia”, anunciou na rede social Twitter a presidência checa do Conselho.
Neste que é o nono pacote de sanções à Rússia e o terceiro negociado pela presidência checa da UE, “deverá ser confirmado amanhã através de procedimento escrito”, adianta Praga.
A aprovação foi feita numa reunião dos embaixadores dos Estados-membros, à margem de um Conselho Europeu em Bruxelas.
Com a adoção deste nono pacote de sanções, serão incluídos mais 200 indivíduos e entidades, incluindo as Forças Armadas, assim como empresas de Defesa ligadas ao Kremlin (Presidência russa), membros do Parlamento russo e do Conselho da Federação, ministros, governadores e partidos políticos.
Ao mesmo tempo, está prevista uma proibição à exportação de ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) para a Rússia ou para países terceiros que possam ter relações comerciais com Moscovo, incluindo o Irão, que tem sido acusado de fornecer este tipo de aeronaves às forças russas na Ucrânia.
Além disso, a UE quer impor novos controlos e restrições à exportação, particularmente para os bens de dupla utilização, como produtos químicos e componentes eletrónicos e informáticos.
Um total de 1.241 indivíduos e 118 entidades estão abrangidos na lista de sanções da UE, que abrangem congelamento de bens e proibição de viajar.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ue-aprova-nono-pacote-de-sancoes-a-russia-que-restringe-venda-de-drones
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Mundial do Qatar reacende desinformação sobre ucranianos diz a EDMO
Sportinforma
15 dez 2022 22:40
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Seleção da Ucrânia volta a jogar pela primeira vez desde a invasão russa AFP
Manipulação de informação diminuiu ligeiramente nos últimos dias mas mantém-se ativa.
O Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO) alertou hoje que o Campeonato do Mundo do futebol reacendeu desinformação sobre os ucranianos serem nazis, mostrando vídeos falsos dos adeptos da Ucrânia a espalharem símbolos nazis.
O relatório “Campeonato do Mundo do Qatar reacende desinformação com a alegação de que os ucranianos são nazis”, concluiu que o evento tem originado desinformação sobre a população da Ucrânia ser nazi, através da divulgação de narrativas várias, uma delas mostrava adeptos ucranianos a desenharam um bigode como o do Hitler na mascote oficial do campeonato do Mundo, no Qatar.
Os verificadores de factos concluíram que estas narrativas eram falsas, usando nos vídeos uma imitação do logótipo da Al Jazeera para dessa forma tentar credibilizar a informação.
Tudo sobre o Mundial2022: jogos, notícias, reportagens, curiosidades, fotos e vídeos
O EDMO, projeto que apoia a comunidade independente que trabalha para combater a desinformação, revela que a percentagem de desinformação sobre a guerra na Ucrânia diminuiu ligeiramente no mês anterior, passando de 22% em outubro para 15% em novembro, provavelmente porque a cobertura noticiosa da guerra diminuiu após a libertação da cidade ucraniana de Kherson.
A maioria das notícias falsas verificadas foram sobre a corrupção na Ucrânia, nomeadamente uma em que se alega que oficiais ucranianos estariam a comprar propriedades na Suíça com o dinheiro enviado pelos EUA como ajuda ao povo ucraniano, ou ainda sobre as armas entregues à Ucrânia, que estariam a ir para mãos criminosas.
As principais ‘fake news’ da covid-19 são geralmente as mesmas do ano passado, apesar de algumas delas estarem relacionadas com a gripe.
O mesmo se aplica à desinformação sobre as alterações climáticas, mas com a informação falsa de que o petróleo regenera mais rapidamente na terra do que quando é extraído.
Foi também hoje anunciado que a União Europeia decidiu prolongar o projeto EDMO com um segundo mandato de mais dois anos e meio, com o objetivo de intensificar os seus esforços contra os crescentes desafios da desinformação, incluindo a guerra na Ucrânia.
O SAPO está a acompanhar o Mundial mas não esquece as vidas perdidas no Qatar. Apoiamos a campanha da Amnistia Internacional e do MEO pelos direitos humanos. Junte-se também a esta causa.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/geral/artigos/mundial-do-qatar-reacende-desinformacao-sobre-ucranianos-diz-a-edmo
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Putin pode estar a preparar "grande ofensiva" para Ano Novo
16 de dezembro 2022 às 08:36
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/16/839851.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Kiev alerta para uma potencial nova ofensiva russa.Zelensky está preocupado com os próximos seis meses da guerra.
Segundo altos funcionários de Kiev, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a preparar uma nova grande ofensiva que terá lugar no Ano Novo.
O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, afirmou, em entrevista ao Guardian, que apesar de a Ucrânia ter capacidade para se defender com sucesso contra os ataques de mísseis da Rússia contra infraestruturas importantes, incluindo a rede de energia, nomeadamente numa altura em que os Estados Unidos podem estar a preparar para enviar mísseis Patriot para o país invadido, surgiram provas de que o Kremlin está a preparar uma ampla nova ofensiva.
Os comentários do ministro da Defesa surgem numa altura em que foram feitos comentários semelhantes por parte do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, do chefe das forças armadas, general Valeriy Zaluzhnyi, e do chefe das forças terrestres, o coronel general Oleksandr Syrskyi.
Estas declarações, feitas ao Economist, esta semana, fazem parte de “um esforço amplo e coordenado para alertar contra a complacência entre os aliados ocidentais e destacar a contínua ameaça que a Rússia representa para a Ucrânia”, escreve o jornal inglês.
O presidente ucraniano disse, num discurso online para o Conselho Europeu, que os próximos seis meses do conflito com a Rússia serão “decisivos” na guerra.
“Estas agressões são contra a Ucrânia e contra cada um de vocês, porque o alvo final da Rússia está muito além da nossa fronteira e da soberania ucraniana. Os próximos seis meses exigirão de nós esforços ainda maiores do que os realizados no período anterior”, disse Zelensky, citado pelo Guardian.
Sanções contra oligarcas Os Estados Unidos anunciaram novas sanções, inclusive a um ex-vice-primeiro-ministro russo, Vladimir Potanin, de 61 anos, um dos homens mais ricos da Rússia.
Segundo o governo norte-americano, Potanin é sancionado devido aos seus laços com Vladimir Putin e à ligação com a invasão russa na Ucrânia, mas também pelo seu envolvimento com a Interros, um conglomerado que atua em vários setores, incluindo manufatura, construção e finanças.
Potanin, considerado o segundo homem mais rico da Rússia em 2021, assim como a sua esposa, Ekaterina, e os dois filhos adultos, Ivan e Anastasia, já tinham recebido sanções, entre as quais o bloqueio do seu super-iate, “Nirvana”.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, revelou que “os Estados Unidos vão continuar a impor sanções à Rússia pela sua guerra de agressões contra a Ucrânia”.
“Os ataques da Rússia devastaram a infraestrutura crítica da Ucrânia e causaram mortes e destruição extraordinárias. Hoje, anunciamos medidas de sanções adicionais à Federação Russa e seus facilitadores”, acrescentou. “As nossas ações hoje são uma mensagem clara de que os Estados Unidos não hesitarão em continuar a usar as ferramentas à sua disposição para promover o fim e a responsabilidade pela guerra inescrupulosa do presidente Putin”, concluiu.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787931/putin-pode-estar-a-preparar-grande-ofensiva-para-ano-novo
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Ucrânia: Kiev denuncia grande ataque da artilharia russa contra três cidades
Por MultiNews com Lusa em 08:50, 16 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As autoridades ucranianas disseram que houve esta madrugada explosões em três cidades, acusando a Rússia de ter lançado um “grande ataque com mísseis” contra centrais elétricas e infraestruturas básicas.
As autoridades locais ucranianas, através das redes sociais, referem-se a explosões em Kiev, em Krivoy Rog (centro) e em Kharkiv no nordeste do país.
De acordo com as mesmas fontes, os alarmes sonoros de aviso à população foram acionados.
O autarca de Kharkiv, Ihor Terekhov, disse através do sistema de mensagens Telegram que a cidade encontra-se sem abastecimento de energia elétrica.
Os ataques contra infraestruturas de produção e distribuição de energia fazem parte da nova estratégia militar da Rússia, numa altura em que se regista uma baixa significativa das temperaturas da região.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-denuncia-grande-ataque-da-artilharia-russa-contra-tres-cidades/
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Novo pacote de sanções à Rússia limita venda de drones
Tek / Lusa
16 dez 2022 10:12
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
O Conselho da União Europeia (UE) aprovou ontem o nono pacote de sanções à Rússia depois da invasão da Ucrânia. Este inclui medidas restritivas para mais 200 indivíduos e entidades e limitações no acesso das forças russas a drones.
"Os embaixadores chegaram a um acordo de princípio sobre um pacote de sanções contra a Rússia como parte do apoio contínuo da UE à Ucrânia", anunciou a presidência checa do Conselho na rede social Twitter.
(https://i.ibb.co/Prx9tbJ/Captura-de-ecr-2022-12-16-111456.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Neste que é o nono pacote de sanções à Rússia e o terceiro negociado pela presidência checa da UE, "deverá ser confirmado amanhã através de procedimento escrito", adianta Praga.
Com a adoção deste nono pacote de sanções, serão incluídos mais 200 indivíduos e entidades, incluindo as Forças Armadas, assim como empresas de Defesa ligadas ao Kremlin (Presidência russa), membros do Parlamento russo e do Conselho da Federação, ministros, governadores e partidos políticos.
Ao mesmo tempo, está prevista uma proibição à exportação de drones (aparelhos aéreos não tripulados) para a Rússia ou para países terceiros que possam ter relações comerciais com Moscovo, incluindo o Irão, que tem sido acusado de fornecer este tipo de aeronaves às forças russas na Ucrânia.
Além disso, a UE quer impor novos controlos e restrições à exportação, particularmente para os bens de dupla utilização, como produtos químicos e componentes eletrónicos e informáticos.
Um total de 1.241 indivíduos e 118 entidades estão abrangidos na lista de sanções da UE, que abrangem congelamento de bens e proibição de viajar.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
As imagens de satélite mostram a destruição no terreno em ataques que têm muitas vezes a intervenção de drones
(https://i.ibb.co/sH4Hd4Q/Captura-de-ecr-2022-12-16-111116.jpg)
Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Veja a galeria de imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/novo-pacote-de-sancoes-a-russia-limita-venda-de-drones
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FIFA recusa pedido de Zelensky para emitir mensagem na final do Mundial
16 de dezembro 2022 às 14:20
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/16/839870.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O pedido da Ucrânia não supreende, uma vez que Kiev tem usado grandes eventos mundiais para apelar à paz e falar sobre a guerra na Ucrânia.
A FIFA rejeitou esta sexta-feira um pedido de Volodymyr Zelensky para partilhar uma mensagem de paz antes do da final do Mundial de futebol, que acontece este domingo, no Qatar, num jogo em que a Argentina vai defrontar França.
De acordo com a CNN, o gabinete de imprensa do presidente ucraniano ter-se-á oferecido para aparecer num vídeo exibido aos adeptos no estádio, contudo, a resposta foi negativa. Não ficou claro se a mensagem emitida seria pré-gravada ou emita em direto.
"Pensámos que a FIFA queria usar a sua plataforma para um bem maior", lamentou a fonte citada pelo órgão de comunicação norte-americano.
Acredita-se, no entanto, que ainda estão a decorrer negociações entre a presidência ucraniana e a FIFA.
O pedido da Ucrânia não supreende, uma vez que Kiev tem usado grandes eventos mundiais para apelar à paz e falar sobre a guerra na Ucrânia.
A cúpula do G20, a cerimónia de entrega dos prémios Grammy e o Festival de Cinema de Cannes foram alguns dos eventos onde o líder ucraniano apareceu em vídeo, tendo aindaconcedido entrevistas a jornalistas e artistas, como é o caso de Sean Penn e David Letterman.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787954/fifa-recusa-pedido-de-zelensky-para-emitir-mensagem-na-final-do-mundial
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“Foram aniquilados”: Como a guerra na Ucrânia destruiu uma das brigadas russas mais temidas
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:53, 16 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Submarinos nucleares, ao longo da costa da Península de Kola, na Rússia, misseis capazes de destruir cidades inteiras em armazéns nas montanhas: o arsenal da Rússia no Ártico é protegido, desde a Guerra Fria, por uma das brigadas russas mais temidas de sempre: a 200.ª Brigada Separada de Infantaria Motorizada. Até que, com a guerra na Ucrânia, os seus melhores homens e armas foram enviados para a Ucrânia, pelo que esta unidade está efetivamente destruída.
Foi uma das primeiras unidades a entrar no conflito, a 24 de fevereiro, no ataque mobilizado contra Kharkiv. Poucos meses depois, segundo documentos militares oficiais Ucranianos e do Ocidente, consultados pelo Washington Post, em maio, o grupo já estava a fazer um esforço desesperado para reagrupar na fronteira russa.
O inventário feito nessa altura dava conta de menos de 900 soldados, em apenas dois batalhões da brigada, que antes era composta por cerca de 1600 elementos. O comandante gravemente, ferido, acabou por voltar para a Rússia.
Isto sem contar com os militares feridos ou hospitalizados, os que, entretanto, recusaram combater, ou os que desapareceram em combate.
Depois de meses de perdas territoriais e de tropas, Putin quererá, agora, tentar salvar os seus objetivos com uma força que, atualmente, está como a 200ª brigada: cansada, desmoralizada, sem recursos e remendada com mobilizados sem qualquer experiência ou treino militar.
“Estão com menos de 60% da força intacta, e estão dependentes de reforços que não são suficientes”, relata Pekka Toveri, antigo diretor dos serviços de informação da Defesa da Finlândia.
A partir de maio, continuaram as perdas para a 200.ª brigada russa, principalmente num confronto com as tropas ucranianas em Hrakove, quando a Ucrânia tantou reconquistar partes de Kharkiv.
“Estamos num estado de decadência. Nem nos treinam, dizem-nos ‘Aqui está uma arma, agora vais dar tiros’”, relata um soldado, mobilizado pelo decreto de Putin, que agora serve naquela unidade. Oficiais ocidentais acrescentam que problemas de corrupção, más gestão de recursos e parca tática militar definida, contribuíram para a queda em graça da 200.ª brigada.
A brigada é também afetada pela falta de armamento, de equipamento, que afeta outras unidades militares russas, bem como falta de alimento e combustível.
“Nada do que aquela brigada era permanece. Foram completamente aniquilados”, relata Pavlo Fedosenko, comandante ucraniano.
Agora, segundo revelam documentos oficiais, o que resta da brigada está colocado na região de Luhansk, recuados, onde há relatos de que soldados desta unidade se revoltaram contra os superiores.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/foram-aniquilados-como-a-guerra-na-ucrania-destruiu-uma-das-brigadas-russas-mais-temidas/
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Ucrânia tenta restabelecer fornecimento de energia após novos bombardeamentos russos
MadreMedia / AFP
17 dez 2022 10:15
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Dimitar DILKOFF / AFP
A Ucrânia tentava nas primeiras horas deste sábado restabelecer a eletricidade cortada após uma onda de bombardeamentos russos contra a sua infraestrutura, que a União Europeia denunciou como um crime de guerra.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que Kiev e outras 14 regiões foram afetadas por cortes de água ou eletricidade, mas afirmou que já estavam em curso os trabalhos para solucionar o problema.
Foram disparados 74 mísseis no total, dos quais 60 foram derrubados, segundo o Exército da Ucrânia. No sul do país, em Kryvyi Rig, cidade natal do presidente ucraniano, três pessoas morreram depois de um míssil ter atingido um prédio residencial, segundo o governador regional.
Autoridades instaladas por Moscovo na cidade ucraniana de Lugansk, leste do país, afirmaram que 11 pessoas morreram e 17 ficaram feridas em bombardeamentos da Ucrânia naquela região, controlada pela Rússia.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, condenou hoje "o terror indiscriminado" da Rússia contra a Ucrânia. Num novo pacote de sanções, o bloco proibiu a exportação de motores de drones para a Rússia e "para todos os países terceiros" que possam facilitar esses componentes a Moscovo.
Nos últimos meses, a Rússia sofreu uma série de reveses militares no sul e nordeste da Ucrânia. Desde então, Moscovo optou por bombardear as instalações de energia do país, o que tem deixado milhões de ucranianos sem luz e aquecimento num período de temperaturas gélidas.
Em Kiev, as temperaturas oscilavam nesta sexta-feira entre -1°C e -3°C. A capital resistiu a "um dos maiores ataques com mísseis" desde o começo da invasão russa, em 24 de fevereiro, afirmou o comando militar da região.
Vários moradores da capital passaram horas abrigados no metro. "Quando acordei, vi um míssil no céu e soube que tinha de ir para o metro", contou a atriz Lada Korovay, de 25 anos. O autarca de Kiev, Vitali Klitchko, informou que apenas um terço dos habitantes da cidade dispunham de água e aquecimento, e 40%, de eletricidade.
O comandante das Forças Armadas, Valery Zaluzhny, declarou ontem que prevê uma nova ofensiva russa contra Kiev nos primeiros meses de 2023. Para já, os combates concentram-se no leste e sul da Ucrânia, onde os bombardeamentos também deixaram várias cidades sem luz.
Kharkiv foi uma das cidades atingidas, segundo o autarca Igor Terekhov. Autoridades locais anunciaram à noite tinham haviam restabelecido a eletricidade em 55%. Na região homónima, a porcentagem era de 85%.
Os bombardeamentos russos aconteceram depois dos aliados ocidentais da Ucrânia terem anunciado uma ajuda de mil milhões de euros para a reconstrução das infraestruturas do país.
Nesta sexta-feira, o governo da Bielorrússia anunciou que o presidente russo, Vladimir Putin, visitará o país na segunda-feira para uma reunião com o colega e aliado Alexander Lukashenko. Recorde-se que algumas tropas de Moscovo partiram do território bielorrusso no início da ofensiva.
Minsk informou que os dois presidentes terão um encontro privado e negociações mais amplas com os seus ministros sobre a "integração Bielorrússia-Rússia".
Os países comprometeram-se com um amplo leque de programas para aprofundar os seus laços económicos e de segurança. "Os presidentes devem priorizar as questões de segurança", afirmou o governo de Bielorrússia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-tenta-restabelecer-fornecimento-de-energia-apos-novos-bombardeamentos-russos
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Energia continua na mira de Putin
17 de dezembro 2022 às 11:45
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/17/839929.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O mais recente ataque em massa da Rússia deixou a Ucrânia com apenas 50% da sua energia funcional e atrasou as obras de recuperação e reparação das infraestruturas.
A Ucrânia foi novamente alvo de um ataque em massa, o segundo no espaço de dias, por parte da Rússia, que teve como principal objectivo a destruição das infraestruturas de energia do país liderado por Volodymyr Zelensky.
Segundo a empresa estatal de energia da Ucrânia, Ukrenergo, depois deste ataque – em que foram lançados 76 mísseis que atingiram centrais termoelétricas, hidroelétricas e subestações de redes –, o consumo de energia caiu 50%. A mesma fonte acrescentou que a primeira consequência deste ataque é que vai demorar ainda mais tempo a restaurar o fornecimento de eletricidade.
Estes ataques acontecem depois da Ucrânia ter pedido um reforço para o seu arsenal de forma a proteger a rede de energia do país. Kiev teme que novos ataques russos possam fazer disparar o número de refugiados provenientes da linha da frente da guerra. «Ninguém sabe quantos, mas haverá centenas de milhares de refugiados, já que o bombardeio terrível e ilegal da infraestrutura civil torna a vida inabitável em muitos lugares», disse o chefe do Conselho Norueguês de Refugiados, Jan Egeland, à agência Reuters. «Temo que a crise na Europa se aprofunde e que ofusque igualmente as crises noutros lugares do mundo», acrescentou.
As autoridades dos EUA dizem que Washington aprovará em breve o envio do sistema de defesa aérea Patriot para a Ucrânia, como disseram três oficiais à Associated Press, citados pelo Guardian, na condição de anonimato, uma vez que a decisão não é final e não foi tornada pública.
O sistema de defesa Patriot, caso seja aprovado, será o mais avançado sistema de mísseis terra-ar que o Ocidente fornecerá à Ucrânia para ajudar a repelir ataques aéreos russos.
Apesar de ser considerada uma melhoria considerável no arsenal ucraniano, também constituirá um novo «alvo» na mira do invasor. O Kremlin afirmou, na quarta-feira, que os mísseis Patriot vão converter-se em alvos legítimos das Forças Armadas russas. «Absolutamente», reforçou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, no decurso da conferência de imprensa diária, ao ser questionado se perfilhava as declarações do vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, que em finais de novembro disse que os Patriot se tornariam «imediatamente num alvo legítimo das Forças Armadas» russas.
Grande ofensiva de Ano Novo
Segundo altos funcionários de Kiev, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a preparar uma nova grande ofensiva contra a Ucrânia que terá lugar no Ano Novo.
O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, afirmou, em entrevista ao Guardian, que, apesar de a Ucrânia ter capacidade para se defender com sucesso dos ataques de mísseis da Rússia contra infraestruturas importantes, surgiram provas que mostram que o Kremlin está a preparar uma ampla nova ofensiva.
Em declarações feitas ao Economist, durante a presente semana, o ministro da Defesa justifica que estes alertas fazem parte de «um esforço amplo e coordenado para alertar contra a complacência entre os aliados ocidentais e destacar a contínua ameaça que a Rússia representa para a Ucrânia», escreve o jornal inglês.
O Presidente ucraniano disse, entretanto, num discurso online para o Conselho Europeu, que os próximos seis meses do conflito com a Rússia serão «decisivos» na guerra. «Estas agressões são contra a Ucrânia e contra cada um de vocês, porque o alvo final da Rússia está muito além da nossa fronteira e da soberania ucraniana. Os próximos seis meses exigirão de nós esforços ainda maiores do que os realizados no período anterior», disse Zelensky, citado pelo Guardian.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788013/energia-continua-na-mira-de-putin
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Ucrânia: Alerta perante possibilidade de novos ataques aéreos russos. Criança de ano e meio morreu em Krivoy Rog
MadreMedia / Lusa
17 dez 2022 12:10
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Alertas aéreos soaram hoje de manhã em toda a Ucrânia, após uma onda de bombardeamentos russos na sexta-feira, que causou pelo menos quatro mortos, entre os quais uma criança com um ano e meio, segundo as autoridades.
As autoridades ucranianas referiram que a Ucrânia foi atingida pelo menos por 98 lançamentos de projéteis nas últimas 24 horas, especialmente intensos na zona de Sumy, atingida por 79 destes ataques, afetando várias comunidades, embora sem vítimas.
Quatro pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas na sequência de um ataque contra a localidade de Krivoy Rog, no centro do país, tendo o corpo sem vida de uma criança de um ano e meio sido encontrado hoje de manhã entre os escombros de um prédio.
O governador regional de Dnipropetrovsk, Valentin Reznichenko, descreveu, num relatório publicado hoje, que os mortos são uma mulher com 64 anos e um jovem casal, identificados como pais da criança falecida.
O responsável desta região, onde se localiza Krivoy Rog, indicou que todos os feridos, incluindo quatro menores, foram internados num hospital da cidade.
Sete deles estão em estado grave, segundo a agência nacional de notícias ucraniana Ukrinform.
Os bombardeamentos atingiram ainda diversas localidades povoadas das regiões de Zaporijia e Kherson, concretamente ao largo da margem direita do rio Dnipro.
Enquanto aguardam informações sobre possíveis novos ataques aéreos da Rússia, as autoridades ucranianas informaram que já estão a restabelecer a eletricidade na região de Kiev após os atentados de sexta-feira, que destruíram “infraestruturas críticas e nove casas” e onde pelo menos quatro pessoas ficaram feridas, segundo o Governo ucraniano.
A União Europeia considerou esta nova ofensiva russa como mais um exemplo do “terror indiscriminado” que a Rússia tenta instaurar no país vizinho.
Bruxelas enfatizou que esses ataques constituem “crimes de guerra e são bárbaros”.
“Esses ataques cruéis e desumanos visam aumentar o sofrimento humano e privar o povo ucraniano, mas também hospitais, serviços de emergência e outros serviços críticos, de eletricidade, aquecimento e água”, disse o Serviço Europeu para a Ação Externa, num comunicado.
Por fim, a diplomacia da União Europeia valorizou os esforços do bloco europeu para ajudar a Ucrânia e a “força, coragem e resiliência” da população ucraniana.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-alerta-perante-possibilidade-de-novos-ataques-aereos-russos-crianca-de-ano-e-meio-morreu-em-krivoy-rog
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Marcelo vai a Kiev no próximo ano
17 de dezembro 2022 às 13:30
Data para a visita do Presidente da República a Kiev ainda não está fechada, mas deverá acontecer em meados do próximo ano, após a deslocação de Augusto Santos Silva à capital ucraniana. O tema foi abordado na receção de Olena Zelenska no Palácio de Belém.
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/16/839911.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: Rui Costa
Marcelo Rebelo de Sousa é um dos nove chefes de Estado do Grupo de Arraiolos que ainda não se deslocaram em visita oficial a Kiev, capital da Ucrânia, desde que eclodiu uma guerra naquele país, na sequência da invasão russa, a 24 de fevereiro deste ano.
Fonte de Belém adiantou ao Nascer do SOL que o Presidente da República mantém em aberto a possibilidade de realizar uma visita à Ucrânia, admitindo que possa até acontecer «na primeira metade do próximo ano», apesar de ainda não ter uma data fechada para uma eventual visita ao seu homólogo Volodymyr Zelensky.
A mesma fonte rejeita que o facto de a viagem não estar programada possa ter qualquer leitura política, até porque Marcelo terá abordado a hipótese de visitar Kiev aquando da visita da primeira-dama ucraniana emPortugal. O Presidente recebeu, no início de novembro, em audiência no Palácio de Belém Olena Zelenska, que esteve em Lisboa no primeiro dia da Web Summit, onde discursou.
Acrescentando ainda que a visita «terá que ser numa ocasião que se justifique», a mesma fonte da Presidência alega que Marcelo Rebelo de Sousa está a agurdar ainda o acerto de calendários com o gabinete do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, uma vez que foi convidado em primeiro lugar: «Depois, logo se vê».
Na verdade, esta já tinha sido a principal justificação apontada pelo chefe de Estado português, em maio, quando o primeiro-ministro, a partir de Kiev, comunicou aos jornalistas que o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha convidado Marcelo a realizar uma visita à Ucrânia.
Na altura, o Presidente admitiu a possibilidade de ir a Kiev se e quando o Governo entendesse adequado, realçando que o presidente do Parlamento já tinha sido convidado.
«Se eu vier a ser convidado, terei de ajustar com o Governo, porque o Governo conduz a política externa. Terei de ajustar com o senhor presidente da Assembleia da República, que já tinha dito que tinha sido convidado», declarou, sublinhando que no caso do presidente da Assembleia da República havia «uma questão de retribuição».
«O Presidente Zelensky falou para o Parlamento, foi convidado pelo Parlamento. Compreende-se que haja um convite ao presidente do Parlamento», reiterou.
O Presidente ucraniano discursou em abril na Assembleia da República, numa mensagem curta, onde destacou a violência das forças russas contra a população ucraniana, agradeceu o apoio português à Ucrânia e reforçou o apelo para travar a Rússia de destruir a democracia dos países do leste da Europa. Esta foi a primeira vez que um chefe de Estado interveio por vídeoconferência no Parlamento português.
Já em maio, no final de uma reunião realizada por videoconferência com o presidente do parlamento da Ucrânia, a pedido de Ruslan Stefanchuk, Santos Silva revelou que tinha aceitado o convite do seu homólogo ucraniano para se deslocar «proximamente» a Kiev, numa viagem em que deverá ser acompanhado por uma delegação parlamentar.
«Em primeiro lugar, o presidente do Parlamento da Ucrânia reiterou o convite para minha deslocação a Kiev, e eu mais uma vez aceitei esse convite», afirmou Augusto Santos Silva, adiantando que essa visita iria acontecer logo que fosse «oportuno» e as condições assim o permitissem.
Até agora, apenas o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, se deslocaram em visitas oficiais ao país em guerra há quase dez meses.
Durante a sua presença na capital ucraniana, em maio, no plano institucional, António Costa teve a oportunidade de reunir com o Presidente Zelensky, com quem deu uma conferência de imprensa conjunta, antes de visitar a embaixada de Portugal em Kiev, mas também se encontrou com o seu homólogo, Denys Shmygal, de quem partiu o convite formal para que visitasse a Ucrânia.
O líder do Executivo português foi acompanhado pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André, e pelo embaixador de Portugal na Ucrânia, António Alves Machado. Nessa ocasião, assinou, no final da reunião com o primeiro-ministro ucraniano, um acordo para a concessão de um apoio financeiro de 250 milhões euros à Ucrânia, dos quais 100 milhões foram transferidos ao longo deste ano através de uma conta da Ucrânia no Fundo Monetário Internacional. Os restantes 150 milhões de euros serão transferidos para o Estado ucranianos ao longo dos três próximos anos.
Já em agosto, foi a vez de o ministro dos Negócios Estrangeiros português visitar a capital ucraniana para reunir com o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba. Na altura, João Gomes Cravinho disse sentir-se «honrado» por ter estado em Kiev no Dia da Independência da Ucrânia, data que marcou também os seis meses da invasão russa, em curso desde fevereiro.
Agenda preenchida
Não é novidade que o Presidente da República é conhecido por ter uma agenda muito preenchida, tendo nos últimos meses dado prioridade a visitas oficiais aos Estados Unidos, Brasil, Qatar (para assistir a um jogo da seleção nacional no Mundial) ou mais recentemente a Cabo Verde. Ainda sem programar a ida à Ucrânia, Marcelo está entre os poucos chefes de Estado europeus que ainda não se deslocaram ao país desde que as tropas do Presidente Vladimir Putin atacaram o território ucraniano.
Do Grupo de Arraiolos, que reúne vários chefes de Estado de países da União Europeia, além de Marcelo Rebelo de Sousa, outros oito presidentes ainda não puseram pé na Ucrânia, uns por questões de idade ou falta de oportunidade, outros pelas suas posições ambíguas em relação à Rússia.
Nesta lista constam o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, o Presidente da Bulgária, Rumen Radev, o Presidente da Irlanda, Michael Higgins, o Presidente da Croácia, Zoran Milanovic, o Presidente de Malta, George Vella, o Presidente da Áustria, Alexander van der Bellen, o Presidente da Eslovénia, Borut Pahor, e ainda o Presidente da Finlândia, Sauli Niinistö.
Entre os chefes de Estado que já visitaram Kiev (são sete no total) contam-se o Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, que se deslocou à Ucrânia em outubro; o Presidente da Estónia, Alar Karis, que foi em abril, poucas semanas depois de o país ter sido invadido; a Presidente da Eslováquia, Zuzana Caputová, já em maio; a Presidente da Grécia, Katerina Sakellaropoulou, no início de novembro; o Presidente da Letónia, Egils Levits, em setembro; a Presidente da Hungria, Katalin Novak, no final de novembro; e o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, que já esteve na Ucrânia em cinco visitas oficiais este ano, uma delas por ocasião do Dia da Independência, na mesma altura da deslocação de Gomes Cravinho àquele país.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787995/marcelo-vai-a-kiev-no-proximo-ano
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"Se é um homem de verdade". Zelensky desafia Putin para combate a dois
17 de dezembro 2022 às 17:42
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/17/839952.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
"Seria a última cimeira do Presidente Putin", afirmou o chefe de Estado da Ucrânia.
O Presidente da Ucrânia desafiou, este sábado, o seu homólogo russo para “um combate a dois”.
"Um homem, se é um homem de verdade, quando quer enviar uma mensagem a alguém ou se quer bater-lhe, fá-lo sem recorrer aos serviços de um intermediário. Se eu tivesse tal mensagem para enviar a Putin, fá-lo-ia sozinho", começou por dizer Volodymyr Zelensky, numa entrevista a um canal de televisão francês.
O chefe de Estado ucraniano adiantou ainda que por ele o combate a dois com Vladimir Putin podia ser já “amanhã”. E acrescentou que o encontro "seria a última cimeira do Presidente Putin".
Para Zelensky, a morte de Putin poderia ser o início do fim da guerra, pois “Quando uma pessoa morre, todas as instituições param".
Sublinhe-se que as declarações de Zelensky foram feitas na sequência das notícias de que Putin teria dados ordens ao presidente da região russa da Chechénia para matar o chefe de Estado ucraniano, pouco depois da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788035/se-e-um-homem-de-verdade-zelensky-desafia-putin-para-combate-a-dois
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"A primavera vai chegar. Connosco ou não, mas vai chegar". A vida sob bombas dos últimos moradores da cidade ucraniana de Avdiivka
18 dez 2022 10:39
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Genya SAVILOV / AFP
Há meses que as tropas de Moscovo tentam tomar esta cidade situada na linha de frente, a apenas 13 quilômetros do bastião rebelde de Donetsk, uma das "capitais" dos separatistas russos. Cerca de 30.000 pessoas viviam em Avdiivka antes da guerra. Agora, em meados de dezembro, restam apenas 2.000.
Com uma aparência emaciada, rosto pálido e vestidos com roupas sujas, cerca de 20 moradores da cidade ucraniana de Avdiivka emergem dos porões para recolher pacotes de alimentos distribuídos nas caves de um edifício.
Nenhum deles presta atenção às explosões incessantes que ressoam nesta localidade próxima a Donetsk e sob fogo constante das forças russas.
Carregando caixas do Programa Mundial de Alimentos, retornam lentamente aos seus abrigos subterrâneos, onde vivem sem eletricidade, gás, ou sequer água, mas protegidos dos bombardeamentos.
Vitali Barabash, administrador militar da cidade, descreve à AFP os ataques russos ininterruptos. "A partir das 7:15, começaram a bombardear com foguetes Grad", conta, e enumera os ataques da manhã. Muitos edifícios estão destruídos, sem vidros nas janelas, alguns enegrecidos.
Num porão perto do ponto de distribuição, Svitlana, de 74 anos, compartilha um quarto frio com outras cinco mulheres e dois homens, todos idosos. Antes da guerra, viviam nos andares superiores.
As camas estão cobertas com colchas grossas e sacos de dormir. Numa parede, uma lanterna conectada a uma bateria fornece o mínimo de iluminação.
"É muito difícil... [Os voluntários] afirmam que devíamos ir embora, evacuar, mas para onde? Somos velhos demais, o que podemos esperar de um lugar novo? [...] Este é o nosso porão", explica Svitlana à AFP.
Num quarto vizinho, há uma pequena fogueira que Mycola alimenta com galhos que retira de um pequeno monte de lenha. Duas explosões ressoam do lado de fora. "Quem sabe o que era? Diria que artilharia, ou talvez morteiros", assinala o homem, já acostumado aos sons da guerra.
Para Svitlana, "a esperança é tudo o que temos. A maioria está doente, como toda a gente aqui", lamenta.
Quando o conflito começou na Ucrânia em 2014, Avdiivka foi tomada pelos separatistas, antes de ser reconquistada pelas forças de Kiev. Devido à sua proximidade com a linha de frente, trata-se de um dos pontos quentes desde que a ofensiva russa começou em 24 de fevereiro.
Nos últimos meses, a cidade converteu-se, junto com Bakhmut, num dos cenários de combates mais complicados da frente de batalha.
No norte de Avdiivka, os russos e as forças separatistas da região de Donetsk bloquearam em junho uma das duas principais vias de acesso à cidade.
Também estão posicionados no leste e no sul, onde, nos últimos dias, forçaram as tropas ucranianas a retroceder.
"As nossas tropas retiraram-se [da localidade] de Vodyan [...] porque era absolutamente impossível manter as mesmas posições de antes", explica Vitali Barabash.
O responsável militar de Avdiivka garante que Moscovo acaba de enviar para a cidade tropas do exército regular, que têm "mais treino" do que as separatistas.
Na sua esquadra transformada em bunker, o oficial de polícia de Avdiivka, Rasim Rustamov, acredita que a situação é "verdadeiramente difícil". "Somos alvos constantes de bombardeamentos. Todos os civis estão em perigo", garante.
Entre aqueles que esperam para conseguir um cabaz de comida reina a resignação, como no caso de Lyudmyla, de 62 anos. Ao ser questionada sobre como planeia passar o inverno em Avdiivka, responde: "A primavera vai chegar. Connosco ou não, mas vai chegar".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-primavera-vai-chegar-connosco-ou-nao-mas-vai-chegar-a-vida-sob-bombas-dos-ultimos-moradores-da-cidade-ucraniana-de-avdiivka
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Kiev alvo de ataques de mais de 20 drones
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 06:23
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A capital da Ucrânia foi hoje alvo de ataques de mais de duas dezenas de drones, informaram as autoridades locais, referindo que um ponto crucial de uma infraestrutura foi atingido.
O governo de Kiev disse na rede social Telegram que mais de 20 drones, de fabrico iraniano, foram detetados no espaço aéreo da capital, e pelo menos 15 foram abatidos.
As autoridades acrescentaram que um ponto crítico de uma infraestrutura foi atingido, sem avançar com mais detalhes.
Não se sabe se os ataques causaram vítimas.
A Rússia tem como alvo infraestruturas energéticas, como parte de uma estratégia para tentar deixar a população sem forma de se aquecer.
Na sexta-feira, a capital da Ucrânia foi atingida por um ataque em grande escala da Rússia. Dezenas de mísseis foram lançados em todo o país, causando falhas generalizadas de energia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia contra a Ucrânia já forçou a deslocação de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.
As Nações Unidas confirmaram, desde o início da guerra, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém da realidade.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-alvo-de-ataques-de-mais-de-20-drones
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Ucrânia: Zelensky acrescenta fronteira da Bielorrússia às prioridades do exército ucraniano
Por Francisco Laranjeira em 12:25, 19 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As fronteiras da Bielorrússia, assim como as da Rússia, são prioritárias para o Estado-Maior da Ucrânia, garantiu o presidente do país, Volodymyr Zelensky, na mensagem à população. “A proteção da fronteira com a Rússia e a Bielorrússia também é uma prioridade constante. Estamos a preparar-nos para todos os cenários de defesa possíveis”, frisou, alertando:
“Quem quer que incline Minsk para qualquer coisa não vai ajudá-lo, como qualquer outra ideia doentia nesta guerra contra a Ucrânia e os ucranianos”, acrescentou, sublinhando a importância dos sistemas de defesa aérea, fornecidos pelos aliados, com o objetivo de “privar o Estado terrorista do seu principal instrumento de agressão”.
“Este será um dos passos mais poderosos que vai aproximar o fim da agressão. A Rússia terá de seguir o caminho da cessação da agressão quando não puder seguir mais o caminho dos ataques com mísseis”, apontou o presidente.
Zelensky reforçou ainda a vontade de preparar uma cimeira especial de paz para o inverno: “Para o nosso país e para qualquer outra nação que possa ser objeto da mesma agressão, do mesmo terror que a Rússia trouxe para a nossa terra”. “A fórmula de paz da Ucrânia consiste em dez pontos claros capazes de criar uma nova arquitetura de segurança de importância global, que vai restaurar a liberdade em todas as nossas terras e para todo o nosso povo. Servirá como garantia de liberdade e segurança para outras nações”, afirmou.
As autoridades ucranianas acusaram Aleksandr Lukashenko de cumplicidade com o presidente russo, Vladimir Putin, permitindo o uso do território bielorrusso para a Rússia invadir a Ucrânia, em fevereiro último. Lukashenko, que está no poder desde 1994, vai reunir-se na segunda-feira em Minsk com Putin, o que aumentou os receios sobre um possível envolvimento da Bielorrússia numa nova ofensiva russa em princípios de 2023.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-acrescenta-fronteira-da-bielorrussia-as-prioridades-do-exercito-ucraniano/
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Putin adiou por três vezes a invasão da Ucrânia, garante responsável: serviços secretos russos foram os instigadores do conflito
Por Francisco Laranjeira em 12:41, 19 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/putin-zolotov.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo, Vladimir Putin, adiou em três ocasiões a invasão em grande escala da Ucrânia, garantiu Vadym Skibitskyi, vice-responsável dos serviços de Inteligência de Defesa da Ucrânia, em entrevista ao jornal alemão ‘Bild’, frisando que foi o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Federação Russa a instigar o ataque a 24 de fevereiro último.
“Segundo as nossas informações, o ataque foi adiado em três ocasiões, a última das quais em meados de fevereiro”, denunciou o responsável, que revelou que “Putin discutiu repetidamente a ideia de uma invasão com Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, e Sergei Shoigu, ministro da Defesa”, mas foi o FSB que insistiu.
“Eles – os oficiais do FSB – tinham certeza de que estavam suficientemente preparados para a invasão. Investiram enormes recursos e empurraram Gerasimov para o ataque”, explicou Skibitskyi.
“O facto de as unidades russas terem recebido comida, munição e combustível por três dias – para a tentativa de capturar Kiev – mostra o quanto eles calcularam mal. Todos os seus primeiros alvos militares falharam: não conseguiram cercar Kiev e não conseguiram tomar Sumy, Chernihiv e Kharkiv”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-adiou-por-tres-vezes-a-invasao-da-ucrania-garante-responsavel-servicos-secretos-russos-foram-os-instigadores-do-conflito/
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Ataque russo provoca cortes de energia em Kiev e dez regiões ucranianas
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 12:55
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A cidade de Kiev e dez regiões da Ucrânia estão a ser afetadas por cortes no fornecimento de eletricidade, após nova vaga de ataques com 'drones' pelas forças russas, disse hoje o operador ucraniano Ukrenergo.
“Durante toda a noite, ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) atingiram instalações de energia”, provocando uma situação “difícil” no sistema energético, adiantou a Ukrenergo.
A empresa refere, em comunicado difundido pelo sistema de mensagens Telegram, que, em virtude do ataque, registam-se cortes de eletricidade em Kiev e em “outras dez regiões do país”.
De acordo com as autoridades ucranianas foram disparados sobre a Ucrânia mais de trinta ‘drones’ de fabrico iranianos.
Por outro lado, o Exército russo disse hoje ter abatido quatro mísseis HARM de fabrico norte-americano, sobre a região de Belgrogod, na fronteira entre território da Rússia e a Ucrânia.
“Quatro mísseis HARM (anti-radar) foram abatidos no espaço aéreo da região de Belgorod”, disse o Ministério da Defesa da Rússia no relatório diário difundido através do Telegram.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ataque-russo-provoca-cortes-de-energia-em-kiev-e-dez-regioes-ucranianas
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“Como devo render-me?”: Mais de um milhão de russos ligou para linha de apoio ucraniana ou visitou o seu site
Por Beatriz Maio em 13:56, 19 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/10/guerra-na-ucrania.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Com o número de mortes a chegar perto de 100 mil, mais de um milhão de residentes da Rússia ligaram para uma linha telefónica ucraniana para rendição ou visitaram o seu site, de acordo com um novo relatório.
Mais de 1,2 milhões de pessoas recorreu a este apoio que faz parte do projeto da Ucrânia ‘Hochu Zhit’, que significa ‘quero viver’, ou visitaram o seu website para se informarem sobre as suas opções, relatou o secretário de imprensa governamental ucraniano Andriy Yusov citado pelo jornal Pravda.
“Estas pessoas não pretendem render-se, mas sim encontrar uma forma de se salvarem bem como aos seus familiares durante a guerra sangrenta e injustificada de Putin contra a Ucrânia”, comentou Yusov.
O projeto ‘Hochu Zhit’, que teve início dia 18 de setembro, tem como objetivo ajudar os militares russos a renderem-se em segurança disponibilizando um local onde podem declarar o seu desejo de não lutar contra a Ucrânia e discutir o processo de rendição.
“É uma forma de salvarem a sua vida”, comentou o porta-voz do projeto Vitaliy Matvienko ao explicar: “Quando são enviados para a Ucrânia podem contactar os nossos especialistas, dar a sua localização e, em conjunto com as forças de operações especiais, é planeada a saída em segurança do território ucraniano.
Após dois meses da criação desta linha, foram feitos cerca de 3.500 apelos através do chat ou pelo telefone, segundo Matvienko que não divulgou, porém, quantos soldados completaram o processo de rendição.
Atualmente, mais de 100 pessoas recorrem a este serviço diariamente, informou Yusov salientando que os resultados têm sido “consideráveis”, embora também não tenha indicado quantas rendições bem sucedidas o projeto proporcionou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/como-devo-render-me-mais-de-um-milhao-de-russos-ligou-para-linha-de-apoio-ucraniana-ou-visitou-o-seu-site/
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Rússia diz que cinco milhões de ucranianos chegaram ao país desde fevereiro
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 13:57
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Mais de 5 milhões de refugiados ucranianos entraram na Rússia desde fevereiro, quando começou a agressão militar russa contra o país vizinho, segundo fontes oficiais, citadas pela agência de notícias russa TASS.
“De acordo com os dados mais recentes, mais de 5 milhões de refugiados (da Ucrânia) chegaram ao território da Rússia, incluindo 721.000 crianças”, adiantou a agência.
Atualmente, acrescentou a TASS, cerca de 42.000 pessoas estão em centros de acolhimento temporário, enquanto os restantes estão com familiares ou deixaram a Rússia para países terceiros.
Em novembro, a Rússia alegou ter recebido mais de 4,5 milhões de refugiados da Ucrânia, garantindo que “todos foram para o país voluntariamente”.
Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada aos refugiados no mundo, realizada há três semanas, a Rússia foi criticada por vários países ocidentais por ter causado um dos mais rápidos deslocamentos forçados em massa dos últimos tempos, com 14 milhões de pessoas obrigadas a fugir das respetivas casas.
Na ocasião, os números foram avançados pelo Alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.
Para Moscovo, são os países ocidentais que “estão na origem da migração em massa” por “terem imposto as suas experiências geopolíticas a países débeis”, numa referência a Estados como a Síria, Líbia ou Afeganistão.
A Rússia insiste que fornece aos refugiados ucranianos alojamento, escolas para as crianças, benefícios sociais, cuidados médicos e empregos, bem como pagamentos mensais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-cinco-milhoes-de-ucranianos-chegaram-ao-pais-desde-fevereiro
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Ucrânia admite que Rússia possa anunciar mobilização geral
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 15:28
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, assegurou hoje que a Rússia poderia anunciar uma mobilização geral e não excluiu a possibilidade de um novo avanço militar sobre Kiev.
“Podem fortalecer as suas posições. Entendemos que isso pode acontecer. Em simultâneo, não excluímos a hipótese de que declarem uma mobilização geral”, afirmou Danilov em entrevista ao jornal digital Ukrainska Pravda.
Danilov considerou que essa mobilização também seria convocada “para exterminar o maior número possível” de cidadãos russos, para que “deixem de ter qualquer problema no seu território”.
Nesse sentido, Danilov também recordou que a Rússia não renunciou em garantir o controlo de Kiev nem à ideia de “destruir” totalmente a Ucrânia. “Devemos estar preparados para qualquer coisa”, disse.
“Quero que todos entendamos que [os russos] não renunciaram à ideia de destruir a nossa nação. Se não tiverem Kiev nas mãos, não terão nada nas mãos, temos de entender isso”, prosseguiu Danilov, que também não excluiu que a nova ofensiva russa seja proveniente “da Bielorrússia e de outros territórios”.
Desta forma, Danilov elogiou a decisão de muitos dos seus habitantes, que decidiram permanecer na capital ucraniana quando se iniciou a guerra, para proteger a cidade.
“Esperavam que houvesse pânico, que as pessoas fugissem, que não existisse nada para defender Kiev”, disse ainda, numa referência ao Presidente Volodymyr Zelensky.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-admite-que-russia-possa-anunciar-mobilizacao-geral
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“Heart of Steel". A canção que representará a Ucrânia na Eurovisão foi escolhida num abrigo antiaéreo
MadreMedia
19 dez 2022 16:02
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Eurovisão | DR
“Heart of Steel”, tema da dupla eletrónica Tvorchi, foi escolhido entre as dez canções apresentadas no “Vidbir, que este foi transmitido em direto a partir de um estúdio montado numa estação do metro em Kiev (que funciona como abrigo antiaéreo).
O local subterrâneo foi transformado num estúdio de televisão improvisado para exibir o festival ucraniano, concurso semelhante ao Festival RTP da Canção.
A canção cantada em inglês venceu o voto popular e ficou classificado em segundo lugar pelo júri, que era constituído por Jamala (vencedora da Eurovisão em 2016), Taras Topolya (Antilla) e Yulia Sanina (Hardkiss). Em segundo lugar ficou classificada uma canção cantada em ucraniano pela cantora pop KRUTb.
(https://i.ibb.co/9bJMksr/Captura-de-ecr-2022-12-19-183012.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O próximo país a escolher a sua canção para a Eurovisão é a Albânia, que terá a final da respetiva seleção nacional no próximo dia 22 de dezembro.
Portugal, como é hábito, escolherá a sua canção através do Festival da Canção 2023.
A Ucrânia venceu, em maio, o 66.º Festival Eurovisão da Canção, em Turim, Itália, com o tema “Stefania”, interpretado pela Kalush Orchestra. Por ter vencido o concurso, a Ucrânia deveria ser no próximo ano o país anfitrião, tal como aconteceu em 2005 e 2017. No entanto, a 17 de junho, a EBU anunciou que aquele país não iria acolher o concurso em 2023, devido à guerra no país.
A cidade britânica de Liverpool foi a escolhida para ser a anfitriã em maio de 2023. A Liverpool Arena, junto ao rio Mersey, receberá a final, a 13 de maio, e as meias-finais a 9 e 11 do mesmo mês.
Ucrânia, como o país vencedor deste ano, estará automaticamente classificado para a Grande Final em 2023, juntando-se aos chamados “Big Five”: França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/heart-of-steel-a-cancao-que-representara-a-ucrania-na-eurovisao-foi-escolhida-num-abrigo-antiaereo
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Ucrânia: Portugal atribuiu mais de 56.000 proteções temporárias a pessoas fugidas da guerra
Por MultiNews Com Lusa em 16:41, 19 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Refugiados-Ucr%C3%A2nia-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Portugal atribuiu até hoje mais de 56.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
A última atualização feita pelo SEF dá conta que desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 56.141 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 32.874 dos quais a mulheres e 23.267 a homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser registado em Lisboa (12.194), Cascais (3.487), Porto (2.856), Sintra (1.900) e Albufeira (1.384).
Aquele serviço de segurança acrescenta que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.905 menores, representando cerca de 25% do total.
O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 737 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.
Nestas situações – na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar -, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.
O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através da plataforma ‘online’ criada pelo SEF, disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrerem aos balcões deste serviço de segurança.
No entanto, no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-atribuiu-mais-de-56-000-protecoes-temporarias-a-pessoas-fugidas-da-guerra/
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Reino Unido anuncia apoio à Ucrânia no valor de 287 milhões de euros
19 de dezembro 2022 às 17:17
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/19/840028.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Rishi Sunak vai enviar centenas de milhares de munições de artilharia .
O primeiro-minstro britânico Rishi Sunak anunciou esta segunda-feira um novo pacote de artilharia para apoiar a Ucrânia, durante a cimeira da Força Expedicionária Conjunta, da qual fazem parte 12 países da Europa do norte e é liderado pelo Reino Unido.
O Reino Unido vai enviar centenas de milhares de munições e artilharias, num pacote avaliado em 304 milhões de dólares (287 milhões de euros) este apoio será ao longo do próximo ano.
Sunak pediu ainda aos outros países presentes nesta cimeira que ajudem a Ucrânia com meios de defesa aérea, artilharia e veículos.
A Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24 de Fevereiro deste ano e os dois países ainda não chegaram a um acordo para cessar-fogo.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788111/reino-unido-anuncia-apoio-a-ucr-nia-no-valor-de-287-milhoes-de-euros
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Ponte da Crimeia reaberta ao tráfego dois meses após explosão
Por MultiNews Com Lusa em 17:31, 19 Dez 2022
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As autoridades russas reabriram hoje ao tráfego a ponte de Kerch, que liga a Rússia continental com a Crimeia e onde ocorreu uma forte explosão em outubro, um ataque não reivindicado e em plena guerra com a Ucrânia.
O Ministério dos Transportes da Rússia confirmou a reabertura através de um comunicado onde se indica que a ponte esteva encerrada ao tráfego devido a “trabalhos de reparação e restauração”, indicou a agência noticiosa oficial TASS.
A estrutura foi gravemente danificada em 08 de outubro passado pela explosão de um camião. A destruição parcial da ponte de Kerch constituiu um dos golpes mais simbólicos contra a Rússia desde o início da sua ofensiva militar em fevereiro.
As autoridades russas acusaram de imediato os serviços de informações ucranianos de envolvimento no ataque, e de seguida confirmaram diversas detenções no âmbito de uma investigação por alegado atentado terrorista.
No início de dezembro, o Presidente russo Vladimir Putin percorreu a ponte numa viatura e acompanhado pelo vice-primeiro-ministro Marat Jusnulin, para confirmar os progressos nos trabalhos de reparação de uma infraestrutura com um simbolismo muito particular para Moscovo.
Inaugurada por Putin em 2018, esta ponte tornou-se numa das mais importantes infraestruturas da Crimeia desde a anexação da península à Ucrânia em 2014 e um exemplo prático da ligação deste território à Rússia, um anseio já proveniente do tempo dos czares.
A estrutura, com 19 metros de comprimento, inclui duas vias de transporte ferroviário e rodoviário.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ponte-da-crimeia-reaberta-ao-trafego-dois-meses-apos-explosao/
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Guterres esperançoso com "renascimento da diplomacia" em vários conflitos
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 16:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que mantém "esperança" na resolução de diversos conflitos possibilitada pelo "renascimento da diplomacia" nos últimos meses, apesar dos "muitos motivos para desespero".
Num balanço do ano de 2022 feito à imprensa, Guterres realçou o “poder da diplomacia determinada e discreta” perante a guerra da Rússia da Ucrânia, nomeadamente no desbloqueio de mais de 14 milhões de toneladas métricas de alimentos que estavam retidos nos portos ucranianos, através da Iniciativa de Cereais do Mar Negro, alcançada com Kiev e Moscovo após a mediação da Turquia e da própria ONU.
“O nosso mundo enfrentou muitas provações e testes em 2022 — alguns familiares, outros que talvez não imaginássemos. Pode haver muitos motivos para desespero. As divisões geopolíticas tornaram a solução de problemas globais cada vez mais difícil — às vezes impossível”, começou por dizer o líder das Nações Unidas.
“Mas termino este ano com uma convicção primordial: Este não é um momento para ficar à margem, é um momento de resolução, determinação e — sim — até esperança. Porque, apesar das limitações e das longas adversidades, estamos a trabalhar para resistir ao desespero, lutar contra a desilusão e encontrar soluções reais. Não são soluções perfeitas — nem sempre soluções bonitas — mas soluções práticas que fazem uma diferença significativa na vida das pessoas”, disse.
Num ano marcado por várias guerras em diversas zonas geográficas, o ex-primeiro-ministro português afirmou que o mundo viu “nos últimos meses um renascimento da diplomacia”, que “ajudou a afastar da rutura vários conflitos”.
“Mesmo na guerra brutal na Ucrânia, vimos o poder da diplomacia determinada e discreta para ajudar as pessoas e enfrentar níveis sem precedentes de insegurança alimentar global”, frisou.
Isso inclui cerca de 380.000 toneladas métricas transportadas pelo Programa Alimentar Mundial para apoiar as operações humanitárias em andamento em países como o Afeganistão, Etiópia, Somália e Iémen, segundo o secretário-geral.
Esses movimentos alcançados pela “diplomacia discreta” permitiram, de acordo com a ONU, que o Índice de Preços de Alimentos da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) diminuísse ao longo de oito meses consecutivos — cerca de 15% — evitando que milhões de pessoas em todo o mundo caíssem na pobreza extrema.
“Mas resta-nos muito trabalho. Os preços dos alimentos ainda são muito altos e o acesso a fertilizantes ainda é muito limitado. (…) E não cederemos na busca pela paz na Ucrânia, de acordo com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas”, sublinhou Guterres.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guterres-esperancoso-com-renascimento-da-diplomacia-em-varios-conflitos
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Ucrânia: Embaixada dos EUA na Moldova recebe pacote suspeito
Por MultiNews Com Lusa em 14:57, 19 Dez 2022
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A embaixada dos Estados Unidos na Moldova recebeu hoje um pacote suspeito e solicitou a intervenção das forças policiais para garantir a segurança dos seus trabalhadores.
A porta-voz da embaixada, Carolina Istrati, disse que o pacote “foi identificado durante um controlo de receção de correio postal” e referiu que os protocolos de segurança relevantes foram acionados.
“Seguindo procedimentos de segurança, a embaixada pediu a comparência da polícia depois de identificar um pacote suspeito durante uma verificação de rotina. As autoridades já se encontram na área para gerir a situação”, disse Istrati, segundo o diário ‘Timpul’.
Conforme estes procedimentos, o pacote está agora nas mãos das forças de segurança, que isolaram a área, e emitiram um chamado “código vermelho”.
Diversas cartas e pacotes suspeitos foram enviados nas últimas semanas a missões diplomáticas ucranianas, no contexto da invasão russa. Até à data, houve já 32 ocorrências de pacotes suspeitos em 16 países.
Também em Portugal, a embaixada da Ucrânia em Lisboa recebeu no passado dia 5 de dezembro dois envelopes suspeitos e chamou a PSP, que se deslocou ao local com meios da Unidade Especial de Polícia, mas não encontrou explosivos.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-embaixada-dos-eua-na-moldova-recebe-pacote-suspeito/
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Putin emite decreto que oferece terrenos na Crimeia aos ‘heróis’ da guerra na Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:04, 19 Dez 2022
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Os soldados russos que combatem na guerra na Ucrânia têm mais um ‘incentivo’ para a vitória. Vladimir Putin, presidente da Rússia, emitiu esta segunda-feira um decreto presidencial que prevê que os veteranos da “operação militar especial” na Ucrânia tenham direito a terrenos grátis nos subúrbios de Moscovo, na região anexada da Crimeia e em Sevastopol.
De acordo com o decreto, que foi publicado oficialmente esta segunda-feira e está assinado por Putin, o presidente decidiu oferecer territórios ao pessoal militar com mérito reconhecido no combate, aos veteranos e também aos familiares de soldados que morrerem na guerra.
A legislação significa que os familiares de soldados mortos na guerra, assim como aqueles que já receberam honras militares, podem reclamar os terrenos previstos nestes casos, segundo o diploma de Putin.
O decreto é publicado no dia em que Putin reúne com Lukashenko na Bielorrússia, dando novo ânimo aos receios no Ocidente de que o líder russo consiga ‘arrastar’ aquele aliado do Kremlin para o conflito com a Ucrânia, provocando um eventual envolvimento da NATO na guerra.
O diploma de compensação territorial aos ‘heróis’ de guerra russos não estabelece, no entanto, a localização exata dos terrenos em causa, a dimensão dos mesmos, ou a quantidade de terreno disponível.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-emite-decreto-que-oferece-terrenos-na-crimeia-aos-herois-da-guerra-na-ucrania/
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Chefe dos serviços de informações da Moldova admite ataque russo em 2023
MadreMedia / Lusa
19 dez 2022 19:35
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O chefe do Serviço de Informações e Segurança (SIS) da Moldova, Alexandru Musteata, advertiu hoje que a Rússia poderá atacar o território moldavo nos inícios de 2023 e dependendo da situação na ofensiva contra a Ucrânia.
“A pergunta não é se a Rússia lançará uma ofensiva em direção ao território moldavo, mas antes quando acontecerá”, assinalou Musteata em declarações à cadeia televisiva TVR Moldavia, onde reconheceu que Moscovo poderá tentar estabelecer uma ligação territorial com a região independentista russófona da Transnístria, no leste do país e junto à fronteira ucraniana.
Ao assinalar que a Transnístria é parte do território nacional moldovo, Musteata considerou que a Rússia estaria a atacar o país. “É um risco real e muito elevado”, acrescentou.
Nesta perspetiva, alertou que o maior depósito de munições da Europa se encontra em território da Transnístria e à guarda de soldados russos, com Moscovo a poder utilizá-lo no caso de um hipotético enfrentamento com a Moldova.
Face ao alerta emitido por Musteata, o próprio SIS decidiu esclarecer posteriormente que a alegada ofensiva dependerá da situação das hostilidades na Ucrânia.
A região da Transnístria — cerca de 500 mil habitantes, a maioria de etnia russa — registou algum protagonismo nos últimos meses devido às suas afinidades com o Governo russo e pela importante posição geoestratégica.
As autoridades de Kiev chegaram a denunciar possíveis incursões russas na zona oeste da Ucrânia a partir deste território, que não se concretizaram.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/chefe-dos-servicos-de-informacoes-da-moldova-admite-ataque-russo-em-2023
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Nova ameaça: Putin apresenta o ‘Cisne Branco’, o maior bombardeiro supersónico do mundo, armado com mísseis ‘Killjoy’
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 07:45, 20 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vladimir Putin reforçou a ameaça da possibilidade de recurso a armas nucleares na guerra na Ucrânia, ao apresentar aquele que é o maior bombardeiro sónico do mundo, uma aeronave Tupolev Tu-160, conhecida como o ‘Cisne Branco’.
A aeronave de guerra, armada com devastadores mísseis ‘Killjoy’, que fez o seu voo de estreia esta segunda-feira.
Imagens divulgadas mostram a moderna aeronave a levantar voo, sendo que em seguida realizou uma série de testes e exercícios militares.
Vídeos divulgados mostram a aterragem e a prontidão para o combate do bombardeiro.
Os mísseis que o bombardeiro pode transportar, de nome técnico KH-47M2, são mísseis hipersónicos com capacidade nuclear, e que podem deixar um enorme rasto de destruição. Com um alcance de quase 2 mil quilómetros, estes mísseis podem ter mais de 450 kg de explosivos ou uma ogiva nuclear.
“Mais uma atualização ao bombardeiro estratégico Tu-160M, desenvolvido pela Tupolec Company, que fez o seu primeiro voo”, lê-se no comunicado feito pela Aviação da Rússia.
Desde a altura soviética que o ‘Cisne Branco’ é estratégico na frota aérea russa, mas agora foi totalmente atualizado, renovado e reequipado.
“A maioria das mudanças têm a ver com os sistemas eletrónicos. Para modernizar a aeronave, os técnicos criaram um sistema de navegação sem inércia, sistemas de combustível e de controlo de armas novos”, explica Yuru Gavrilov, especialista em aviação militar, ao jornal Gazeta.
A Rússia tem previstas mais duas atualizações de aeronaves de guerra até ao final deste ano.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/nova-ameaca-putin-apresenta-o-cisne-branco-o-maior-bombardeiro-supersonico-do-mundo-armado-com-misseis-killjoy/
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Rússia. Putin visita Minsk e deixa o mundo em alerta
20 de dezembro 2022 às 09:34
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/20/840075.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Comunidade internacional acusa os dois políticos de estarem a preparar um novo ataque, mas Rússia diz que não está a pressionar Lukashenko.
Pela primeira vez em três anos e meio, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, viajou até Minsk, capital da Bielorrússia, para falar com o seu homólogo, Alexander Lukashenko, numa altura em que surgem rumores de que os aliados podem estar a preparar uma nova ofensiva contra a Ucrânia.
No passado, Lukashenko, também conhecido como o ‘último ditador da Europa”, já tinha permitido que Moscovo usasse a Bielorrússia como uma “plataforma” para enviar dezenas de milhares de soldados russos para a Ucrânia e deixava os jatos de guerra russos descolar das suas bases. No entanto, o Presidente nunca entrou diretamente na guerra ou enviou as suas próprias tropas para os confrontos, nota o Guardian, acrescentando, que este chegou inclusive a “criticar subtilmente” o confronto, referindo que este se estava a “arrastar”.
Perante estes alarmes da comunidade internacional, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, assegurou que a Bielorrússia é o “aliado número um” da Rússia, mas as sugestões de que Moscovo queria pressionar Minsk para se juntar à invasão da Ucrânia eram “invenções estúpidas e infundadas”.
O porta-voz esclareceu que os dois líderes políticos irão discutir a agenda económica das duas nações e questões militares, dado o atual conturbado contexto geopolítico.
O Presidente russo clarificou que a Rússia não quer “absorver” ninguém e que os “inimigos” (que fez questão de não especificar) querem impedir a Rússia de se relacionar com a Bielorrússia, disse durante uma conferência de imprensa conjunta, em Minsk, com Lukashenko, citada pelo Al Jazeera.
Uma nova ofensiva Altos funcionários de Kiev acreditam que Putin está a preparar uma nova grande ofensiva que terá lugar no Ano Novo e, depois desta viagem, existem renovadas preocupações que possa ser lançada uma nova ofensiva através de Minsk.
A líder da oposição da Bielorrússia, Sviatlana Tsikhanouskaya, que se encontra exilada, reforçou esta teoria, alertando para o facto de as probabilidades de Minsk enviar soldados para a Ucrânia “podem aumentar nas próximas semanas”.
Lukashenko “vê a Ucrânia como uma ameaça”, disse Tsikhanouskaya, citada pelo jornal inglês, acrescentando que “uma Ucrânia europeia, livre e democrática é um mau exemplo para as ditaduras de Lukashenko e Putin”, concluindo que “esta guerra é uma decisão lógica para eles”.
A somar às preocupações, os militares russos anunciaram, esta segunda-feira, que iriam participar em manobras “táticas” na Bielorrússia, após o anúncio, em outubro, da formação de uma força conjunta de vários milhares de homens.
A viagem de Vladimir Putin à Bielorrússia é a primeira ao país em três anos e meio, ao passo que Lukashenko visita regularmente a Rússia, nomeadamente para avançar com o projeto de uma união mais profunda entre os dois Estados.
O encontro ocorre depois de a Ucrânia ter sofrido na noite de domingo para ontem um novo ataque, com o disparo pelas forças russas sobre o território ucraniano, incluindo Kiev, de mais de trinta ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) de fabrico iraniano, de acordo com as autoridades ucranianas.
As autoridades locais informaram que “várias instalações e casas” ficaram “danificadas” e pelo menos três pessoas ficaram feridas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788156/r-ssia-putin-visita-minsk-e-deixa-o-mundo-em-alerta
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Um apagão solidário. Esta quarta-feira mergulhe na escuridão pela Ucrânia
MadreMedia / Lusa
20 dez 2022 09:39
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EPA/SERGEY DOLZHENKO
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a instituições e cidadãos em todo o mundo para que apaguem as luzes em 21 de dezembro, como gesto de solidariedade para com a Ucrânia, que combate a invasão russa.
A campanha, batizada como #LightUpUkraine, apela ao desligar das luzes em apoio à Ucrânia, afetada por apagões causados por ataques russos contra as suas infraestruturas de energia. A iniciativa está prevista para as 20:00 na Ucrânia (18:00 em Lisboa) de quarta-feira.
Em plena época natalícia, espera-se que monumentos de todo o mundo, como o Rockefeller Center em Nova Iorque, a Trafalgar Square de Londres ou a Câmara Municipal de Paris se juntem à iniciativa, segundo um comunicado divulgado pelo governo ucraniano citado pela agência Efe.
Esta campanha também pretende arrecadar pelo menos dez milhões de dólares (cerca de 9,4 milhões de euros) para financiar a compra de mil geradores elétricos, para permitir o funcionamento dos hospitais ucranianos.
Num apelo à solidariedade, Zelensky sublinhou que quando os apagões mergulham as pessoas na escuridão durante horas, isso significa que o inimigo não quer apenas tirar a luz, mas "tudo o que faz parte da vida" dos cidadãos.
"É assim que vivemos agora na Ucrânia, defendendo-nos de um inimigo que veio para nos destruir", salientou.
"Precisamos do seu apoio. Porto todos os médicos forçados a operar no escuro. Por todos os pais e mães que fazem o possível para dar às suas famílias o que precisam, mesmo no escuro. Por todos os ucranianos que acreditam na liberdade, apesar da escuridão", frisou Zelensky.
A cidade de Kiev e dez regiões da Ucrânia foram hoje afetadas por cortes no fornecimento de eletricidade, após nova vaga de ataques com 'drones' pelas forças russas, adiantou o operador ucraniano Ukrenergo.
Nos últimos meses, Moscovo tem atacado infraestruturas de energia, deixando milhões de ucranianos sem fornecimento elétrico, uma situação que causa maiores preocupações com o inverno.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-apagao-solidario-esta-quarta-feira-mergulhe-na-escuridao-pela-ucrania
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Putin admite: situação “extremamente difícil” nos territórios sob controlo russo
Por MultiNews Com Lusa em 10:13, 20 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu hoje que a situação é “extremamente difícil” nas quatro regiões do sul e leste da Ucrânia cuja anexação é reivindicada por Moscovo, mesmo sem as ter conquistado totalmente.
“A situação nas Repúblicas Populares de Donetsk, Lugansk, bem como nas regiões de Kherson e Zaporijia é extremamente difícil”, disse Putin.
As declarações do governante surgiram num vídeo destinado aos funcionários do Serviço de Segurança (FSB), Inteligência Estrangeira (SVR) e Proteção de Altos Funcionários (FSO), que celebram anualmente as suas “férias profissionais” em 20 de dezembro.
Vladimir Putin elogiou o trabalho dos membros dos serviços de segurança russos que operam nas “novas regiões da Rússia”, garantindo que “as pessoas que lá vivem, os cidadãos russos”, dependem da “proteção” destes serviços.
O chefe do Kremlin, ele próprio um ex-agente do serviço secreto soviético (KGB), pediu “concentração máxima” aos serviços de contraespionagem.
“É necessário reprimir severamente as ações dos serviços secretos estrangeiros e identificar efetivamente traidores, espiões e sabotadores”, disse Vladimir Putin.
Em setembro, o presidente russo anunciou a anexação de quatro regiões ucranianas (Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson) parcialmente controladas pelo exército russo, depois de terem realizado “referendos” locais denunciados como fictícios por Kiev e pelo Ocidente.
Contudo, em novembro a Ucrânia retomou Kherson, a capital da região com o mesmo nome, um grande revés para Moscovo, após uma contraofensiva de semanas e ações de guerrilheiros ucranianos atrás das linhas inimigas.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/putin-admite-situacao-extremamente-dificil-nos-territorios-sob-controlo-russo/
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Putin mobiliza espiões e forças especiais para controlar fronteiras: “tentativas de violação do território devem ser impedidas utilizando quaisquer forças e meios”
Por Beatriz Maio em 10:34, 20 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Rússia Vladimir Putin ordenou aos Serviços Federais de Segurança (Federal Security Service of the Russian Federation – FSB) o reforço da vigilância do povo e das fronteiras, mobilizando espiões e forças especiais para assegurar a posse do território.
Putin alertou para a “emergência de novas ameaças” que possam surgir esta terça-feira, quando se assinala o dia dos Serviços de Segurança na Rússia, preocupação que se reflete nos serviços secretos, informa a Reuters.
“O trabalho deve ser intensificado através dos serviços de fronteiras e do Serviço Federal de Segurança (FSB)”, advertiu o líder russo destacando que “quaisquer tentativas de violação do território devem ser rápida e eficazmente impedidas, utilizando quaisquer forças e meios, incluindo unidades de ação móveis e forças especiais”.
As ordens do presidente russo são para o FSB, o principal sucessor do KGB da era soviética, intensificar a sua “utilização do potencial operacional, técnico e pessoal” a fim de reforçar o controlo da sociedade.
“A máxima atenção e a concentração de forças é agora necessária por parte das agências de controlo de informação, incluindo a inteligência militar”, salientou de acordo com o seu discurso fornecido pelo Kremlin pedindo para aos militares que aumentem também a supervisão de grandes ajuntamentos, instalações estratégicas e infraestruturas energéticas.
“É necessário suprimir severamente as ações dos serviços especiais estrangeiros, identificar rapidamente os traidores e espiões”, notou.
Desde o início da guerra, as manifestações e reuniões foram rapidamente reprimidas na Rússia, com mais de 1.300 detidos em setembro em protestos que denunciaram a mobilização militar de 300 mil soldados.
A situação nas regiões da Ucrânia que Moscovo anexou em setembro é, nas palavras de Putin, “extremamente difícil”, o que levou a reforçar a “segurança” dos residentes. “É vosso dever fazer tudo o que for necessário para garantir a segurança máxima, respeito pelos direitos e liberdades”, frisou o presidente russo garantindo mais “equipamento e armas modernas”.
A invasão da Rússia na Ucrânia, que se encontra já no 10º mês, não demonstra sinais de estar perto do fim, neste que é o maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial e resultou já na morte de 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, segundo a ONU.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-mobiliza-espioes-e-forcas-especiais-para-controlar-fronteiras-tentativas-de-violacao-do-territorio-devem-ser-impedidas-utilizando-quaisquer-forcas-e-meios/
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Marcelo confirma visita à Ucrânia: "Certamente no próximo ano"
MadreMedia / Lusa
20 dez 2022 12:02
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Fonte de imagem: Lusa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que visitará a Ucrânia “certamente no próximo ano”, indicando que os pormenores terão ainda de ser ajustados com as autoridades ucranianas.
“Quanto à visita à Ucrânia, certamente no próximo ano e quando ajustado com o Presidente Zelensky e as autoridades ucranianas”, afirmou.
O chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas falava aos jornalistas na base militar de Caracal, na Roménia, onde se deslocou para visitar os 212 militares portugueses que ali se encontram no âmbito de uma missão da NATO.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/marcelo-confirma-visita-a-ucrania-certamente-no-proximo-ano
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Drone ucraniano captura imagens do horror em Bakhmut: “Ponto mais quente em toda a linha de frente”, garante Zelensky
Por Francisco Laranjeira em 12:25, 20 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um drone ucraniano capturou recentemente os horrores da batalha pela cidade ucraniana de Bakhmut conforme os confrontos continuam a intensificar-se na região do Donbass, no leste do país, quase 10 meses após o início da invasão – as imagens geolocalizadas partilhadas esta segunda-feira pelo Institute for the Study of War (ISW), think tank dos Estados Unidos, permitem ver espessas nuvens de fumo resultado das explosões.
(https://i.ibb.co/5kqL3JG/Sem-T-tulo.png)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O vídeo, de cerca de 3 minutos e meio, exibe confrontos na periferia leste de Bakmut, onde membros do grupo mercenário Wagner e as tropas ucranianas estão envolvidas em guerras de trincheiras e batalhas de rua.
A batalha por Bakhmut, liderada por combatentes do Grupo Wagner, aumentou depois de as tropas russas se terem retidado da cidade ucraniana de Kherson no mês passado – a captura desta região daria ao exército russo um impulso moral após uma série de derrotas militares em outras partes da Ucrânia.
A cidade de Bakhmut, em si mesmo, não tem muito valor estratégico mas a sua localização é importante – tomar Bakhmut permitiria que as forças do presidente russo, Vladimir Putin, lançassem ataques de artilharia em locais importantes, como as cidades de Kramatorsk e Slovyansk, na região de Donetsk.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu Bakhmut como “o ponto mais quente em toda a linha de frente” e que a Rússia está “a destrui-lo até à terra arrasada”. “Desde maio, os ocupantes tentam quebrar o nosso Bakhmut, mas o tempo passa e Bakhmut já está a quebrar não apenas o exército russo, mas também os mercenários russos que vieram para substituir o exército despedaçado”, acrescentou.
Zelensky visitou esta terça-feira Bakhmut e reuniu-se com oficiais do exército, tendo distribuído distinções e medalhas aos militares, que tudo têm feito para evitar que as tropas russas conquistem a cidade de Bakhmut, que tem sido um dos principais objetivos de Vladimir Putin nos últimos meses.
(https://i.ibb.co/h93bLHM/Captura-de-ecr-2022-12-20-222010.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/drone-ucraniano-captura-imagens-do-horror-em-bakhmut-ponto-mais-quente-em-toda-a-linha-de-frente-garante-zelensky/
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Ucrânia: Voo humanitário com 170 refugiados chega na quinta-feira a Lisboa
MadreMedia / Lusa
20 dez 2022 13:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um voo humanitário com 170 refugiados ucranianos chega na quinta-feira a Lisboa e, algumas horas após aterrar em Portugal, partirá de novo para a Moldávia com 15 toneladas de bens de primeira necessidade, anunciaram hoje as entidades promotoras.
Este voo humanitário surge no âmbito da iniciativa "Check-In Esperança", fruto de uma parceria entre a organização sediada em Portugal Ukrainian Refugees UAPT e a empresa Leroy Merlin.
Num comunicado conjunto, os promotores da iniciativa referem que entre os 170 refugiados estão mulheres e crianças, nomeadamente bebés de colo, bem como animais de estimação.
Para a Ukrainian Refugees UAPT, que presta apoio a refugiados da guerra da Ucrânia, este voo tem “um significado ainda mais relevante pelo facto de ser o último voo humanitário realizado e por se realizar dias antes do Natal”.
Algumas horas após aterrar em Portugal, o avião partirá de novo para a Moldávia com 15 toneladas de bens de primeira necessidade, como aquecedores, geradores, produtos de higiene, entre outros, para depois serem transportados por camiões humanitários até Kiev, onde serão distribuídos pela população em função das necessidades identificadas.
Os refugiados que vão chegar na quinta-feira a Portugal vão ficar instalados na região de Lisboa, sendo a Ukrainian Refugees UAPT responsável pelo alojamento, enquanto a integração no mercado de trabalho estará a cargo da Leroy Merlin.
A última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dá conta de que, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 56.141 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 32.874 dos quais a mulheres e 23.267 a homens.
O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continua a ser registado em Lisboa (12.194), Cascais (3.487), Porto (2.856), Sintra (1.900) e Albufeira (1.384).
Aquele serviço de segurança acrescenta que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.905 menores, representando cerca de 25% do total.
A guerra na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados em países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-voo-humanitario-com-170-refugiados-chega-na-quinta-feira-a-lisboa
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Rússia a ficar sem munições? Mísseis só serão suficientes para mais “três ou quatro” ataques
Por Beatriz Maio em 15:28, 20 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Bandeira-R%C3%BAssia-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia está a ficar sem munições para atingir infraestruturas conseguindo apenas fazer, “no máximo, mais três ou talvez quatro ataques”, segundo o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano Oleksiy Danilov.
Depois destes ataques, Danilov acredita que o país liderado por Vladimir Putin “ficará completamente sem mísseis, o que é inaceitável porque podem ter desafios completamente diferentes e têm de ter alguma reserva”, advertiu Danilov citado pelo jornal Pravda.
Há cerca de um mês, o ministro da Defesa ucraniano Oleksiy Reznikov partilhou uma lista de mísseis russos de alta precisão onde mostrava, numa publicação das redes sociais, um stock reduzido de Iskander, Kalibr, Kh-22/32 e Kh-35.
Porém, o antigo embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) e adjunto de alto nível da Corporação RAND, que colabora com as Forças Armadas sem fins lucrativos, William Courtney aconselhou Danilov e outros funcionários ucranianos a ter atenção a alegações como esta referentes à quantidade de armamento da Rússia.
“Moscovo tem reservas para outros fins, incluindo uma guerra com a NATO” revelou Courtney à Newsweek acrescentando que “não é fácil avaliar o quão disposta a Rússia estará a utilizá-las contra a Ucrânia”.
Embora o número de mísseis terra-ar S-300 que a Rússia pode adaptar a terra-a-terra permaneça incerto, Danilov mostrou-se cético quanto ao facto de Rússia ter bastantes. Contudo, perante as suas alegações, o diretor político sénior do Centro de Controlo de Armas e Não-Proliferação John Erath advertiu que os comentários do secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano podem ser estratégicos.
“Danilov tem como objetivo tranquilizar o público ucraniano e motivá-lo para lutar. Essa tem sido a motivação da Ucrânia até agora: a capacidade de resistir”, salientou destacando que “Kyiv está bem ciente de que a estratégia russa é enfraquecer esse sentimento com ataques a civis e infraestruturas, reforçando assim que não vão atingir o seu objetivo”.
A invasão da Rússia na Ucrânia, lançada a 24 de fevereiro, que se encontra já no 10º mês, não demonstra sinais de estar perto do fim, neste que é o maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial e resultou já na morte de 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) que alerta para que este número possa ser bastante superior.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-a-ficar-sem-municoes-misseis-so-serao-suficientes-para-mais-tres-ou-quatro-ataques/
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Governo espanhol dá 7,5 milhões de euros para candidatura ao Mundial2030 de futebol
MadreMedia / Lusa
20 dez 2022 15:31
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O governo espanhol aprovou hoje um apoio de 7,5 milhões de euros à Real Federação Espanhola de Futebol para preparar a candidatura à organização do Campeonato do Mundo de 2030, em conjunto com Portugal e Ucrânia.
“Terminado o Campeonato do Mundo, a Espanha prepara-se para a candidatura ao Mundial2030, no qual o nosso país participa em conjunto com Portugal e Ucrânia. Este trio, que tem vontade de lutar, representa também a mensagem de paz que está sempre associada ao desporto. Formamos uma boa equipa e temos a certeza da qualidade da nossa candidatura”, resumiu a porta-voz do governo.
A ministra da Política Territorial, Isabel Rodríguez, garantiu que o governo “apoia firmemente esta candidatura” que começou por ser Ibérica e incorporou posteriormente, em 05 de outubro, a Ucrânia, que o no início do ano foi invadida pela Rússia, entretanto afastada de todas as provas internacionais de futebol.
A UEFA já manifestou o seu “apoio incondicional” à candidatura que foi apresentada na sua sede, em Nyon, na Suíça, e que contou com a presença dos três presidentes das federações dos três países, o português Fernando Gomes, o espanhol Luis Rubiales e o ucraniano Andriy Pavelko.
Com esta verba, o executivo espanhol vai financiar, entre outras, atividades de divulgação da candidatura em Espanha e no estrangeiro, bem como a criação de um gabinete de coordenação e desenvolvimento de eventos e de infraestruturas.
De igual modo, o montante vai permitir criar suporte tecnológico para a candidatura e desenvolver infraestruturas para centros de treino das seleções nacionais e autonómicas do país.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/desporto/artigos/governo-espanhol-da-75-milhoes-de-euros-para-candidatura-ao-mundial2030-de-futebol
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Gasoduto que abastece a Europa explode perto da fronteira com a Ucrânia e faz três mortos. Há suspeitas de sabotagem (com vídeo)
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:01, 20 Dez 2022
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Um ramal de um gasoduto russo que transporta gás para a Europa explodiu numa enorme bola de fogo, que matou três pessoas, a cerca de 900 km da fronteira da Rússia com a Ucrânia. Este é mais um episódio de incêndio ou explosão a atingir a infraestrutura, que volta a ser alvo de suspeitas de sabotagem por parte dos russos.
Vídeos gravados nas redes sociais mostram o momento em que a explosão gerou um grande clarão de chamas na zona de Chuvashia. O Daily Mail dá conta de que três trabalhadores, que estariam a operar naquela estrutura, morreram.
(https://i.ibb.co/L99Y2WH/Captura-de-ecr-2022-12-20-222923.jpg)
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Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Haverá ainda outra vítima em estado crítico, segundo os meios de comunicação locais.
Este é o terceiro incidente do género a atingir infraestruturas de energia na Rússia em menos de uma semana. EM todos os casos, foi registada uma explosão antes do incêndio.
O troço afetado situa-se entre Kalinino e Yambakhtin, no gasoduto Urengoy-Pomary-Uzhgorod, construído em 1980, e que transporta gás para a Europa, a partir da Sibéria. Este gasoduto cruza a fronteira com a Ucrânia perto de onde existe outro gasoduto, o de Sudzha, na região de Kursk.
Teme-se que o fornecimento para a Europa possa ser afetado pelo incidente, na infraestrutura que é gerida pela Gazprom. As autoridades russas investigam o caso, mas recusam, como nos outros casos, a tese de que se trata de sabotagem propositada.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/gasoduto-que-abastece-a-europa-explode-perto-da-fronteira-com-a-ucrania-e-faz-tres-mortos-ha-suspeitas-de-sabotagem-com-video/
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Guerra na Ucrânia: Putin fixa amanhã os objetivos das Forças Armadas russas para 2023
Por MultiNews Com Lusa em 16:21, 20 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-2-4.jpg)
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O Presidente russo Vladimir Putin vai fixar os objetivos do Exército russo para 2023 durante um encontro na quarta-feira com altos responsáveis militares, anunciou hoje o Kremlin no nono mês da ofensiva de Moscovo na Ucrânia.
“Vladimir Putin vai convocar uma reunião alargada do Ministério da Defesa (…). Os resultados das atividades das Forças Armadas russas em 2022 serão sintetizadas, as tarefas para o próximo ano serão definidas”, indicou o Kremlin em comunicado.
O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, participará nesta reunião para “dar conhecimento do estado do avanço da operação militar especial” na Ucrânia e o envio de armamentos para as Forças Armadas, acrescentou o Kremlin.
Cerca de 15.000 responsáveis dos diversos ramos das Forças Armadas russas vão participar neste encontro por videoconferência, indicou ainda a presidência russa.
Este encontro decorre após Putin ter decidido anular a tradicional conferência de imprensa do final do ano, e que decorria anualmente no final de dezembro e desde 2001.
A Rússia, que desencadeou em fevereiro uma vasta ofensiva contra a vizinha Ucrânia, registou nos últimos meses diversos reveses militares que forçaram à retirada da região de Kharkiv (nordeste) e da cidade de Kherson (sul).
Putin admitiu hoje que a situação permanece “extremamente difícil” nas quatro regiões do sul e leste da Ucrânia, cuja anexação foi reivindicada por Moscovo mas sem as controlar na totalidade.
No final do verão, Moscovo anunciou a mobilização de 300.000 reservistas russos para as Forças Armadas, um processo assinalado por diversos erros, reconhecidos pelos responsáveis, e que implicou o exílio de milhares de homens no estrangeiro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia, e que prossegue, já causou mais de 14 milhões de deslocados dentro e para fora da Ucrânia, e a ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-putin-fixa-amanha-os-objetivos-das-forcas-armadas-russas-para-2023/
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Jornalistas italianos alvo de disparos "intencionais" das tropas russas em Kherson
20 de dezembro 2022 às 16:42
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/20/840108.png?type=Artigo)
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"Os disparos vieram da margem do outro lado do rio Dnieper, onde se encontra o exército russo", referiu o repórter.
Dois jornalistas italianos foram alegadamente alvo de um ataque deliberado pelas tropas russas na cidade ucraniana de Kherson.
Um projétil "danificou o carro, ficámos presos debaixo de fogo antes de conseguirmos fugir em segurança, perdi algum sangue mas a ferida é ligeira", disse o jornalista Claudio Locatelli, num vídeo com o colega Niccolò Celesti, acrescentando que o veículo em que se encontravam foi “intencionalmente” visado pelas forças de Moscovo.
"Se eu tivesse aberto a porta, teria perdido uma perna ou pior", disse Locatelli. "O carro está bem sinalizado, como transportando jornalistas. O ataque contra nós, considerando o local e a dinâmica, foi intencional", referiu ainda o jornalista.
"Os disparos vieram da margem do outro lado do rio Dnieper, onde se encontra o exército russo", referiu o repórter.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788189/jornalistas-italianos-alvo-de-disparos-intencionais-das-tropas-russas-em-kherson
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“Bastardos tóxicos e fascistas”: Futebolista da seleção nacional russa critica Putin e Lukashenko
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:36, 20 Dez 2022
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Nadiya Karpova, futebolista da seleção nacional da Rússia e que alinha na equipa feminina do Espanyol, está a dar que falar após ter criticado e insultado o presidente russo Vladimir Putin, bem como o seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko.
Numa publicação feita nos ‘stories’ do Instagram, Nadiya não poupou palavras para ‘atacar’ os dois presidentes, que acusou de serem “fascistas” e “o mal”.
“Seus m*****, seus bastardos. Vocês levaram a cabo um genocídio. Vocês deviam de estar a ser julgados. Não são apenas tóxicos, são uns fascistas que há muito não deviam de ter lugar neste mundo. Espero que tenham o que merecem, porque o bem triunfa sempre sobre o mal”, escreveu a atleta russa na publicação, que foi ‘colada’ sob as declarações de Lukashenko, após encontro com Putin.
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/088760c56b7b14c9703aa9f6d50aa992-520x1024.jpeg)
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Os dois líderes reuniram-se para estreitar as ligações que os unem, já que Lukashenko tem-se revelado um aliado de peso do Kremlin, em especial desde a invasão da Ucrânia. Perante acusações do Ocidente de que Putin estaria a tentar arrastar a Bielorrússia para o conflito, os dois líderes negaram veementemente essa teoria.
Esta não é a primeira vez que Nadiya Karpova critica Putin, mas é a primeira vez que o insulta diretamente.
Em entrevista à BBC, em junho, a russa já tinha criticado o regime e sublinhou que a propaganda do Kremlin era criada para “tornar os russos em zombies”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/seus-bastardos-toxicos-e-fascistas-futebolista-da-selecao-nacional-russa-critica-putin-e-lukashenko/
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Ucrânia pede retirada da população de Donetsk devido a ataques russos
20 de dezembro 2022 às 19:43
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/20/840127.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Vereshchuk dirigiu-se em particular aos habitantes com filhos, pedindo que se retirem para zonas mais seguras: "Não arrisquem a vida dos vossos filhos".
Irina Vereshchuk, vice-primeira-ministra da Ucrânia e ministra para a Reintegração dos territórios ocupados, solicitou, esta terça-feira, à população de Donetsk. (leste) para que saía da zona devido aos sucessivos ataques das tropas russas.
“Hoje permanecem pelo menos 200.000 (pessoas) na região de Donetsk. Insistimos que saiam, por exemplo, de Bakmut. Já viram que tipo de bombardeamentos estão a ocorrer agora", afirmou a responsável aos jornalistas, numa conferência de imprensa.
Vereshchuk dirigiu-se em particular aos habitantes com filhos, pedindo que se retirem para zonas mais seguras: "Não arrisquem a vida dos vossos filhos".
Além disso, a governante confirmou ainda que a retirada das regiões da província de Donetsk ainda controladas pelo exército ucraniano se deve verificar durante os meses de inverno. Depois, mais tarde, será feito um ponto de situação, de forma que os civis possam, ou não, voltar para as suas casas. "Ninguém vos deixará sós", assegurou.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788208/ucr-nia-pede-retirada-da-populacao-de-donetsk-devido-a-ataques-russos
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Exército russo foi "destruído" na guerra da Ucrânia e estão a ocorrer "protestos em massa" na Rússia?
Salomé Leal
20 dez 2022 19:30
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
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© EPA
"Revolta na Rússia. Tesouro em falência, protestos em massa, exército destruído", lê-se na legenda do post de 18 de dezembro, onde é difundido um vídeo de quase 12 minutos onde se discute a economia da Rússia. Porém, não há quaisquer menções a "protestos em massa" ou algo que confirme que o Exército da Rússia foi destruído ou derrotado.
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=770&H=0&png=1&delay_optim=1&webp=1&epic=ZGEyaFpLojiSEHc+eWEqxn0nlFxmNC5YVbI9r5LiNtkNNboW52ckik6BxkRJJX9K6ObfpDoDOP4IBhl8Lph2gu0et7s1Ucf9NM6htnnKVAH0y0Y=)
Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Além disso, o jornal britânico "The Guardian" informou, também a 18 de dezembro, que "a moral frágil quase certamente continua a ser uma vulnerabilidade significativa das forças russas". As afirmações são do Ministério da Defesa do Reino Unido, que acrescentou, ainda assim, que as forças russas não foram completamente "destruídas" e que "a guerra continua".
Também a agência Reuters noticiou, a 17 de dezembro, que o presidente russo Vladimir Putin procurou junto dos comandantes respostas sobre como poderia a invasão do país na Ucrânia prosseguir. Putin disse recentemente, inclusive, que os militares russos estão prontos a negociar na Bielorrússia e que a Rússia continua a atacar a Ucrânia com recurso a drones.
Sobre a Bielorússia, a verdade é que, segundo a Interfax, as tropas russas vão realizar exercícios militares na Bielorrússia, avançou o ministério da Defesa da Rússia. "A avaliação final da capacidade de combate e prontidão de combate das unidades será dada pelo comando no estágio final de coordenação, após a realização dos exercícios táticos do batalhão, afirmou o Ministério. Ainda não há data e local para os exercícios militares, mas a decisão parece aumentar a desconfiança do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, face à Bielorrússia: "Estamos a preparar-nos para todos os cenários de defesa possíveis."
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Avaliação do Polígrafo:
FALSO
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Fonte de imagem: poligrafo.sapo.pt
Fonte: poligrafo.sapo.pt Link: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/exercito-russo-foi-destruido-na-guerra-da-ucrania-e-estao-a-ocorrer-protestos-em-massa-na-russia#
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Solidariedade. Das campanhas às cidades onde todos são bem-vindos
20 de dezembro 2022 às 19:29
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/20/840124.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Francisca de Magalhães Barros é ativista e tenta, todos os dias, ser solidária. Harald Bauder é professor universitário e estuda a solidariedade: nomeadamente, as cidades solidárias, onde todos são bem-vindos.
A solidariedade é uma das palavras que mais usamos. Por exemplo, quando ouvimos falar em instituições particulares de solidariedade social, quando fazemos donativos para instituições para sermos solidários... No entanto, será que a conhecemos profundamente? Como são os dias de quem faz dela o seu modo de vida?
“A solidariedade deve ser a base do nosso espírito e da nossa vida diária, um pilar fundamental para reger a nossa vida, sem o qual nada faz sentido”, começa por dizer a ativista dos direitos humanos Francisca de Magalhães Barros, ao i, neste Dia Internacional da Solidariedade Humana que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) tem o propósito de celebrar a nossa unidade na diversidade; lembrar os governos de respeitarem os seus compromissos com os acordos internacionais; consciencializar a população para a importância da solidariedade; estimular o debate sobre as formas de promover a solidariedade para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo a erradicação da pobreza; incentivar novas iniciativas para a erradicação da pobreza.
“A solidariedade é identificada na Declaração do Milénio como um dos valores fundamentais das relações internacionais no século XXI, em que os que menos sofrem ou menos beneficiam merecem a ajuda dos que mais beneficiam”, lê-se no site oficial da ONU. “Consequentemente, no contexto da globalização e do desafio da crescente desigualdade, o fortalecimento da solidariedade internacional é indispensável”.
“Se não formos solidários não servimos o nosso propósito, mas esta é a minha visão de como devemos ser e para qual fomos feitos”, conta Francisca, que é igualmente cronista e pintora, lidando todos os dias com os mais variados casos: violência doméstica, abuso sexual, imigração ilegal, fome - angariou 11 mil euros para ajudar a população do Corno de África e doou mais de 5 mil refeições juntamente com o Banco Alimentar para alegrar o Natal das famílias portuguesas. Por exemplo, naquilo que diz respeito à invasão da Ucrânia pela Rússia, “Juntos pela PAZ! Conflito armado na Ucrânia!” foi o nome da angariação de fundos que a ativista iniciou, juntamente com a Amnistia Internacional, para ajudar aqueles que mais sofreram desde o dia 24 de fevereiro, tendo reunido mais de 9 mil euros.
De acordo com informação disponibilizada na plataforma gofundme, o objetivo era “providenciar apoio financeiro, através de um fundo de emergência que fornece apoio legal, suporte médico e proteção, em segurança, para todas as pessoas que estão em perigo iminente”, “divulgar relatórios e organizar campanhas de mobilização pelos direitos humanos de todas as pessoas que estão a sofrer com este conflito”, “realizar investigação no terreno, garantindo que as violações de direitos humanos que estão a ocorrer são documentadas e expostas ao mundo”, “fazer advocacy política junto da comunidade internacional, nomeadamente com os representantes dos governos, nações e organizações multilaterais para que atuem imediatamente na resolução deste conflito” e promover a “educação para os direitos humanos, contra a desinformação e o discurso de ódio”.
Solidariedade baseada em “experiências e conexões pessoais”? Harald Bauder, Professor de Geografia e Estudos Ambientais na Toronto Metropolitan University, tem como principais áreas de investigação a imigração, os estudos fronteiriços, a cidadania urbana e as cidades solidárias. Mas, afinal, em que consiste este conceito?
“Acho que não existe uma definição padrão de quem está incluído numa Cidade Solidária. Em alguns casos, pode concentrar-se em migrantes e refugiados em situações precárias. Noutras cidades, como Berlim, estão incluídos cidadãos em situações precárias de habitação e saúde”, explica, sendo que estamos a falar de “uma cidade onde ninguém é questionado sobre documentos ou status, uma cidade onde ninguém é ilegal”. “Ainda não entendemos totalmente todas as políticas e práticas de solidariedade que as cidades em todo o mundo estão a adotar. Além disso, existem vários rótulos que as cidades usam, como cidade de refúgio, cidade de boas-vindas e, nos EUA e no Canadá, cidades-santuário”, explica o docente universitário.
“Uma vez que as pessoas veem que os seus vizinhos estão a sofrer, que algumas pessoas precisam de ajuda ou têm direitos negados, a nossa investigação indica que as comunidades urbanas, muitas das vezes, se posicionam e agem em solidariedade”, continua Bauder. “Questionar se a população mundial é solidária pode ser a pergunta errada”, nota - “em vez disso, vemos que são iniciativas muito locais, muitas das vezes baseadas em experiências e conexões pessoais”.
“A minha pesquisa sugere que há uma desconexão entre as políticas nacionais para selecionar migrantes e integrar migrantes e refugiados e as comunidades locais, especialmente cidades, onde a vida acontece e a inclusão e participação de migrantes e refugiados realmente acontece. Nesse contexto, algumas cidades estão a desenvolver políticas que podem contradizer as políticas nacionais de migração e refugiados”, alerta Bauder, realçando que “existem diferenças fundamentais entre as ideias de soberania e solidariedade”.
“A soberania do Estado sugere que um Estado pode tomar decisões de forma totalmente independente e em seu próprio interesse, como se não existissem outros atores”, adiciona. “A solidariedade, por outro lado, implica sempre considerar o ponto de vista do outro e agir de forma a reconhecer as interdependências entre as pessoas e as comunidades. As cidades geralmente adotam a última abordagem”, conclui.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788205/solidariedade-das-campanhas-as-cidades-onde-todos-sao-bem-vindos
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Cem mil trabalhadores digitais deixaram a Rússia este ano
MadreMedia / Lusa
20 dez 2022 18:27
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Cerca de 100.000 profissionais de tecnologias de informação (TI) da Rússia, ou 10% do total, deixaram o país este ano, disseram hoje as autoridades russas, demonstrando a 'fuga de cérebros' causada pela ofensiva contra a Ucrânia.
“Até 10% dos empregados das empresas de TI deixaram o país e não regressaram. No total, cerca de 100.000 especialistas em TI estão no estrangeiro”, disse o ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadayev, citado por agências noticiosas russas.
Segundo Shadayev, 80% dos que deixaram a Rússia continuam a trabalhar para uma empresa russa, uma vez que este tipo de trabalho é particularmente compatível com o teletrabalho.
Muitos dos que deixaram a Rússia mudaram-se para a Turquia, Geórgia, Arménia, Emirados Árabes Unidos ou Ásia Central, onde podem continuar a trabalhar e, portanto, receber os seus salários.
Embora o ministro não tenha mencionado as causas deste êxodo, muitos empregados do setor digital fugiram da Rússia desde o início da ofensiva de Moscovo contra a Ucrânia, no final de fevereiro.
Uma primeira vaga de partidas em massa teve lugar nas primeiras semanas do conflito, e uma segunda no outono, depois do Kremlin ter anunciado a mobilização de centenas de milhares de russos em idade de combate.
Estas partidas, para além do êxodo de centenas de milhares de outros russos, suscitam preocupações sobre uma ‘fuga de cérebros’ que poderia criar escassez de trabalhadores no setor de alta tecnologia, que requer pessoal altamente qualificado.
As sanções económicas ocidentais também aumentam as dificuldades, criando problemas com o financiamento e o fornecimento de certos componentes eletrónicos.
Para evitar agravar a situação, Shadayev recomendou hoje que não sejam impostas “restrições rigorosas” ao teletrabalho dos profissionais de TI, uma vez que tal poderia “forçá-los a procurar trabalho em empresas estrangeiras”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cem-mil-trabalhadores-digitais-deixaram-a-russia-este-ano
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Kiev pede à comunidade internacional que reconheça grupo Wagner como terrorista
Lusa
20 dez 2022 22:33
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Fonte de imagem: sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, insistiu hoje junto dos seus parceiros da comunidade internacional para que reconheçam "imediatamente" o grupo russo de mercenários Wagner como organização terrorista.
Kuleba assinalou que a Ucrânia é a que "mais sofre com as atividades criminosas do Wagner", razão pela qual também endossa a denúncia de vários países africanos, que já alertaram para a "importante ameaça que representa para a sua segurança", após terem confirmado a presença do grupo em várias nações do Sahel.
"Devemos reconhecê-los imediatamente como uma organização terrorista. Não estão apenas a atacar Bakhmut e a destruir completamente uma grande cidade industrial, mas têm uma presença cada vez maior nos Estados africanos", denunciou.
O chefe da diplomacia ucraniana lembrou que os mercenários russos "estão a ajudar a junta 2militar no Burkina Faso".
"Em troca de ajuda militar, o Wagner recebeu permissão para explorar depósitos de ouro nas zonas fronteiriça com o Gana", alertou.
Kuleba realçou que a presença do Wagner em África é a forma de a Rússia "minar" os instrumentos regionais do continente para combater o 'jihadismo', alegando que após a chegada do grupo ao Mali, a junta militar daquele país abandonou os Cinco do Sahel, uma iniciativa de combate ao terrorismo.
"A intervenção russa está a atrasar as perspetivas de restauração do Estado de direito no Mali e Burkina Faso e a destabilizar toda a África Ocidental", acusou.
De acordo com o governante, o Wagner aproveita o caos da região para roubar os seus recursos e depois usar os lucros para financiar a guerra na Ucrânia.
"Essa é a conexão entre a extração de ouro pelo Wagner em África e as hostilidades conduzidas por esse grupo terrorista em território ucraniano", sublinhou Kuleba, que tem exigido mais pressão sobre esses governos africanos que permitem a presença de mercenários russos.
JML // RBF
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/kiev-pede-a-comunidade-internacional-que_63a23b1a4dc61f4344f0f612
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Ucrânia: Zelensky lança campanha para ‘apagão’ global das luzes às 18 horas desta quarta-feira
Por MultiNews Com Lusa em 07:15, 21 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/03/Zelensky-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a instituições e cidadãos em todo o mundo para que apaguem as luzes esta quarta-feira, como gesto de solidariedade para com a Ucrânia, que combate a invasão russa.
A campanha, batizada como #LightUpUkraine, apela ao desligar das luzes em apoio à Ucrânia, afetada por apagões causados por ataques russos contra as suas infraestruturas de energia.
A iniciativa está prevista para as 20 horas na Ucrânia (18 horas em Lisboa) de quarta-feira.
Em plena época natalícia, espera-se que monumentos de todo o mundo, como o Rockefeller Center em Nova Iorque, a Trafalgar Square de Londres ou a Câmara Municipal de Paris se juntem à iniciativa, segundo um comunicado divulgado pelo Governo ucraniano citado pela agência Efe.
Esta campanha também pretende arrecadar pelo menos dez milhões de dólares (cerca de 9,4 milhões de euros) para financiar a compra de mil geradores elétricos, para permitir o funcionamento dos hospitais ucranianos.
Num apelo à solidariedade, Zelensky sublinhou que quando os apagões mergulham as pessoas na escuridão durante horas, isso significa que o inimigo não quer apenas tirar a luz mas “tudo o que faz parte da vida” dos cidadãos.
“É assim que vivemos agora na Ucrânia, defendendo-nos de um inimigo que veio para nos destruir”, salientou.
“Precisamos do seu apoio. Por todos os médicos forçados a operar no escuro. Por todos os pais e mães que fazem o possível para dar às suas famílias o que precisam, mesmo no escuro. Por todos os ucranianos que acreditam na liberdade, apesar da escuridão”, frisou Zelensky.
A cidade de Kiev e dez regiões da Ucrânia foram esta terça-feira afetadas por cortes no fornecimento de eletricidade, após nova vaga de ataques com ‘drones’ pelas forças russas, adiantou o operador ucraniano Ukrenergo.
Nos últimos meses, Moscovo tem atacado infraestruturas de energia, deixando milhões de ucranianos sem fornecimento elétrico, uma situação que causa maiores preocupações com o inverno.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados para países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/ucrania-zelensky-lanca-campanha-para-apagao-global-das-luzes-as-18-horas-desta-quarta-feira/
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Ucrânia: Zelensky no ponto mais quente da linha da frente
21 de dezembro 2022 às 08:23
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
O Presidente tentou levantar a moral das tropas em Bakhmut que sabem que as famílias passam frio. Mercenários da Wagner lideram o assalto russo.
Mercenários russos da Wagner têm lançado sucessivos ataques sobre Bakhmut, uma pequena cidade que o Kremlin ainda tem esperança de conquistar. Os seus defensores, atolados em trincheiras geladas e enlameadas, sob brutal fogo de artilharia, receberam uma visita surpresa de Volodymyr Zelensky, esta terça-feira, distribuindo prémios às suas tropas, colocadas no ponto mais duro da linha da frente.
O Presidente ucraniano visitou posições avançadas de uma das brigadas mecanizadas que tentam impedir forças russas de cercar Bakhmut, anunciou no Facebook. Um dos objetivos do Kremlin em Bakhmut seria cortar uma rota essencial para o abastecimento de Sloviansk e Kramatorsk, as mais importantes cidades sob controlo da Ucrânia no Donbass. Os combates em torno desta cidade têm sido descritos como trazendo à memória a II Guerra Mundial, um autêntico “picador de carne”.
Por um lado, analistas apontam que a moral russa é baixa. Por outro, as tropas ucranianas combatem sabendo que os seus familiares enfrentam um inverno de escassez energética, dado os recorrentes bombardeamentos do Kremlin contra a infraestrutura elétrica da Ucrânia.
“Os heróis de Bakhmut deveriam ter o que qualquer pessoa tem. Tudo deveria estar ok para os seus filhos, para as suas famílias, deveriam estar quentes e saudáveis”, lamentou Zelensky durante a sua visita, em imagens divulgadas nas redes sociais e citadas pela BBC. “Desejava que tivessem luz, mas é uma situação tão difícil que às vezes há luz e depois não há”.
Enquanto as forças russas tornam a vida dos civis ucranianos num inferno, com recurso a mísseis de longo alcance e drones baratos iranianos, estão na defensiva em quase todos os pontos da linha da frente. Têm-se dedicado a fortificar a margem leste do Dnipro na região de Kherson, recuando a sua artilharia, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra. Ao mesmo tempo que concentram forças em Melitopol, como quem espera um ataque, colocando nas ruas dentes de dragão, ou seja, obstáculos piramidais desenhados para travar blindados, tendo o próprio Vladimir Putin admitido esta terça-feira que a situação estava “muito complicada” nas quatro regiões ocupadas. Só nos arredores de Bakhmut os russas continuam a avançar, lentamente e com enormes perdas de ambos os lados.
Para o Kremlim, uma vitória em Bakhmut traria alguns ganhos reputacionais, mas pouco mais, apontam analistas. A ofensiva contra a cidade já se arrasta há mais de cinco meses, dando às forças ucranianas imenso tempo para construir linhas defensivas. Na altura em que este ataque começou, parecia estar desenhado como um movimento de pinça, combinado com uma ofensiva a norte, a partir de Izyum, para cercar tropas ucranianas naquilo a que os comandantes russos chamam de “caldeirão”. Desde então, até Izyum foi reconquistado pela Ucrânia, num contra-ataque a sudeste de Kharkiv.
“Se Bakhmut tivesse sido reconquistado quando eles começaram o seu ataque, em agosto, aí teria sido significativo”, salientou Konrad Muzyka, um analista militar polaco, à Reuters. “É tudo uma questão de ímpeto”.
Contudo, a conquista da cidade tornou-se uma prioridade do Kremlin. Talvez porque as operação neste ponto da linha da frente ficaram nas mãos do chefe da Wagner, Yevgeny Prigozhin, segundo serviços de inteligência da NATO. E este está ansioso por provar que os seus mercenários são mais capazes que os militares, de maneira a reforçar a sua ascensão política
O próprio comandante das forças russas na Ucrânia, Sergei Surovikin, fora recomendado por Prigozhin, que o tem elogiado profusamente. Sob a liderança de Surovikin, os russos alteraram as suas táticas, deixando de recorrer apenas a bombardeamentos massivos – algo lento, ficando os militares limitados pela logística da artilharia – e apostando em assaltos com pequenos destacamentos de infantaria.
Isso é algo que faz render a brutalidade dos condenados que a Wagner têm recrutado nas prisões e das milícias separatistas sob o seu comando, bem como o grande número de recrutas à força que inundam a linha da frente. Os mercenários mais experimentados da Wagner ficam na retaguarda, só avançam como tropa de choque – algo a que militares russos se referem nas suas comunicações intercetadas como “mandar os músicos”, avançou o Guardian – e deixam o trabalho sujo para os novatos.
É uma tática que tem custos humanos pesados. No entanto, evitar isso “nunca foi a principal prioridade da Rússia”, salientou o general Oleskandr Syrsky, o número dois das forças armadas ucranianas, numa entrevista ao Economist.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788226/ucr-nia-zelensky-no-ponto-mais-quente-da-linha-da-frente
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EUA reforçam ajuda militar à Ucrânia: vão enviar mísseis Patriot pela primeira vez desde o início da guerra
Por MultiNews Com Lusa em 10:08, 21 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Responsáveis norte-americanos citados pela agência Associated Press (AP) garantiram que Washington está a preparar um novo pacote de equipamento para ajudar Kiev contra a Rússia.
As mesmas fontes, que pediram para não serem identificadas, porque os pormenores da ajuda ainda não foram divulgados, acrescentaram que, além dos Patriot, o pacote vai incluir bombas de precisão para caças, no que representa uma expansão por parte dos EUA do tipo de armamento avançado que vai enviar à Ucrânia para reforçar as defesas aéreas do país contra o que tem sido uma barragem crescente de ataques com mísseis russos.
O pacote, que deverá ser anunciado durante o dia, vai incluir cerca de mil milhões de dólares (942 milhões de euros) em armas dos ‘stocks’ do Pentágono e mais 800 milhões de dólares (753 milhões de euros) em financiamento através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que financia armas, munições, formação e outros tipos de assistência, acrescentaram as mesmas fontes, citadas pela AP.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e outros responsáveis do país têm pressionado os líderes ocidentais a fornecer armas mais avançadas, incluindo Patriot, o sistema de mísseis terra-ar mais avançado fornecido pelo Ocidente à Ucrânia para ajudar a repelir os ataques aéreos russos.
O momento do anúncio da ajuda militar acontece quando Zelensky está prestes a iniciar a primeira visita fora da Ucrânia desde o início da guerra, em fevereiro, e envia uma forte mensagem de apoio contínuo dos EUA à Ucrânia, à medida que a guerra se arrasta.
Esta ajuda chega também quando o Congresso está prestes a aprovar mais 44,9 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros) em assistência à Ucrânia.
Por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo avisou que a entrega do sistema avançado de mísseis terra-ar seria considerada uma provocação e que os Patriot e quaisquer tripulações que o acompanhassem seriam um alvo legítimo para os militares de Moscovo.
Para Washington, o reforço do apoio à Ucrânia não significa entrar em guerra direta com a Rússia.
O treino para manobrar mísseis Patriot pode levar várias semanas e deverá ser conduzido pelas tropas norte-americanas, na área de treino Grafenwoehr, na Alemanha. Até à data, toda a formação das forças ucranianas pelos EUA e pelo Ocidente tem tido lugar em países europeus.
O pacote de ajuda também vai incluir um número não especificado de conjuntos de Munições de Ataque Direto Conjunto, ou JDAM, foguetes para o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade, milhares de munições de artilharia, camiões, e mísseis antirradiação HARM ar-terra, disseram os mesmos responsáveis, citados pela AP.
De acordo com as autoridades, os pedidos urgentes dos líderes ucranianos e a destruição de infraestruturas de abastecimento de energia do país, essenciais durante o Inverno, acabaram por ultrapassar as reservas dos EUA quanto ao fornecimento dos Patriot.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/eua-reforcam-ajuda-militar-a-ucrania-vao-enviar-misseis-patriot-pela-primeira-vez-desde-o-inicio-da-guerra/
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Kremlin diz que novas armas entregues à Ucrânia “vão agravar o conflito”
Por Beatriz Maio em 11:06, 21 Dez 2022
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Fonte: Twitter / Defense of Ukraine
Após ter sido anunciado que o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky marca presença, esta quarta-feira, em Washington, nos Estados Unidos da América (EUA), o Kremlin antecede que as novas armas cedidas pela Casa Branca vão “vão agravar o conflito”.
O anúncio da deslocação do líder ucraniano ao Congresso e encontro com o presidente dos EUA Joe Biden foi feito por vários órgãos de comunicação norte-americanos e confirmado por Zelensky nas redes sociais.
É esperado que EUA cedam ao país invadido armamento militar, incluindo o sistema de mísseis de defesa anti-aérea Patriot, construído para detetar e atingir um míssil até seis metros de comprimento, capaz de projetar munições até cinco vezes mais rápido do que a velocidade do som.
O presidente ucraniano salientou que a sua visita vai servir “para reforçar a resiliência e as capacidades de defesa da Ucrânia” admitindo que vai discutir com Biden, “em particular, a cooperação entre ambos os países”. “Terei também um discurso no Congresso e uma série de reuniões bilaterais”, acrescentou.
(https://i.ibb.co/THbYbvP/Captura-de-ecr-2022-12-21-230556.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Zelensky tem-se dirigido a vários parlamentos e organizações internacionais, enquanto a sua mulher Olena Zelenska visita várias capitais estrangeiras para angariar apoio para a invasão russa.
Esta viagem aos Estados Unidos ocorre um dia depois do presidente ucraniano ter realizado uma visita de alto risco à cidade de Bakhmut, na disputada província de Donetsk, na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia já causou mais de 14 milhões de deslocados dentro e fora do país e provocou a morte de 6.755 civis, segundo os dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que alerta para a possibilidade destes números estrem muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/kremlin-diz-que-novas-armas-entregues-a-ucrania-vao-agravar-o-conflito/
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“Tiramos água das poças, coamos e bebemos”: relatos de soldados russos na frente de batalha foram intercetados pela Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 11:56, 21 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/09/The_first_military_training_of_the_Preobrazhensky_regiment_17.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Diversas chamadas telefónicas intercetadas pela Ucrânia de soldados russos para os respetivos familiares são sintomáticas das dificuldades da Rússia na Ucrânia – na linha da frente, perto de Lyman, no leste da Ucrânia, a 8 de novembro último, Andrey, um soldado russo, ignorou as ordens dos seus superiores e ligou à mãe através de um telemóvel não autorizado. “Ninguém nos alimenta com nada, mãe. O nosso abastecimento é uma m****. Tiramos água das poças, coamos e bebemos”, relatou o soldado.
Os combates em Lyman foram intensos – tomada pelos russos em maio, foi libertada pelas forças ucranianas em outubro último. Andrey confessou à mãe que as posições ucranianas foram atacadas com bombas de fósforo russas, criticando a falta de munições que poderiam ter sido essenciais na batalha. “Onde estão os mísseis de que Putin se vangloriava?”, atirou.
O conteúdo da conversa entre o soldado e a mãe, que durou 5 minutos e 26 segundos, foi publicado esta quarta-feira pelo jornal britânico ‘The Guardian’, depois de ter sido intercetado pelos militares ucranianos. Mas há diversos relatos do ‘desespero’ dos soldados russos.
“Reforços, não. Comunicação, não”, respondeu um soldado às perguntas de um pai enlutado. “Disseram que não tínhamos permissão para recuar. Caso contrário, podemos ser fuzilados.”
Outro soldado, na região de Donetsk, contou à mulher que estava a pensar render-se. “Estou num saco de dormir, todo molhado e a tossir. Fomos autorizados a ser massacrados.”
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/tiramos-agua-das-pocas-coamos-e-bebemos-relatos-de-soldados-russos-na-frente-de-batalha-foram-intercetados-pela-ucrania/
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Putin promete desenvolver capacidade militar convencional e nuclear, incluindo mísseis sem "equivalente no mundo"
MadreMedia / Lusa
21 dez 2022 14:12
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Rússia vai continuar a desenvolver o seu potencial militar, incluindo a "prontidão de combate" das suas forças nucleares e a utilização de mísseis hipersónicos pela marinha, anunciou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin.
“No início de janeiro, a fragata ‘Almirante Gorshkov’ estará em serviço com novos mísseis Zircon, que não têm equivalente no mundo”, disse Putin durante uma reunião com os líderes militares para fazer um balanço das atividades das forças armadas e estabelecer objetivos para 2023.
O míssil de cruzeiro Zircon, capaz de atingir nove vezes a velocidade do som, pertence a uma nova família de armas desenvolvidas pela Rússia, tal como o míssil balístico Kinjal.
Estes dois mísseis hipersónicos, que Putin descreveu como invencíveis, já foram usados na guerra da Ucrânia.
A reunião dos principais dirigentes do Ministério da Defesa ocorre em plena guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho para o “desmilitarizar e desnazificar”.
Na mesma reunião, o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, disse que a Rússia está a combater “as forças combinadas do Ocidente” na Ucrânia através do seu apoio financeiro e fornecimento de armas a Kiev.
Shoigu anunciou que o exército russo vai instalar bases navais para apoiar a sua frota em Mariupol e Berdiansk, duas cidades que ocupa no sul da Ucrânia.
“Os portos de Berdiansk e Mariupol são totalmente funcionais. Estamos a planear a instalação de bases de apoio a navios, serviços de emergência e unidades de reparação naval”, disse Shoigu, citado pela agência francesa AFP.
Shoigu propôs também aumentar a dimensão das forças armadas para 1,5 milhões de efetivos e elevar o limite de idade para o serviço militar.
“A fim de garantir o cumprimento de tarefas para garantir a segurança militar da Rússia, é necessário aumentar o número de militares para 1,5 milhões, dos quais 695.000 sob contrato”, justificou.
Putin disse concordar com o aumento de efetivos, depois de, em agosto, ter assinado um decreto que já tinha elevado o número de pessoal de combate para 1,15 milhões a partir de 01 de janeiro.
Na sua intervenção, Putin prometeu continuar a desenvolver as capacidades de combate das forças armadas russas, que disse estarem em “constante e diário aumento”.
“Vamos continuar a manter e a melhorar a prontidão de combate da nossa tríade nuclear”, disse também o líder russo, referindo-se às componentes aérea, marítima e terrestre das forças nucleares.
À semelhança do seu ministro da Defesa, Putin também denunciou que a Rússia enfrenta na Ucrânia o potencial e as capacidades de guerra dos principais países da NATO, aludindo às ajudas militares do Ocidente às forças ucranianas.
“Contudo, os nossos soldados, sargentos e oficiais estão a lutar pela Rússia com coragem e estoicismo. Passo a passo estão a resolver as tarefas definidas e estas tarefas serão cumpridas”, disse Putin, citado pela agência espanhola EFE.
Putin disse que os meios da NATO utilizados em operações na Ucrânia para combater as forças russas são bem conhecidos.
“Tendes tudo isto, e tudo isto deve ser minuciosamente analisado e utilizado para construir as nossas forças armadas, para elevar a capacidade de combate das nossas tropas e dos serviços de segurança patrióticos”, afirmou.
“Vocês estão a lutar, e eu não temo estas comparações, (…) como os heróis da Guerra de 1812, da Primeira Guerra Mundial e da Grande Guerra Patriótica”, acrescentou, referindo-se, no último caso, ao período da Segunda Guerra Mundial entre o ataque nazi à União Soviética e a capitulação da Alemanha.
Putin pediu um minuto de silêncio pelos russos caídos na Ucrânia.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-promete-desenvolver-capacidade-militar-convencional-e-nuclear-incluindo-misseis-sem-equivalente-no-mundo
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Ucrânia: EUA investigam empresas que produzem peças para ‘drones’ iranianos
Por MultiNews Com Lusa em 14:24, 21 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos constituíram um grupo que vai investigar a existência de componentes norte-americanos nos aparelhos aéreos não tripulados (‘drones’) iranianos que a Rússia está a usar na campanha militar contra a Ucrânia.
Washington restringe as exportações que podem favorecer o Irão, mas um documento publicado em novembro pela organização Conflict Armament Research revelou que 82% dos componentes dos ‘drones’ iranianos procedem de empresas norte-americanas.
O grupo de investigação cuja criação foi noticiada pela cadeia de televisão norte-americana CNN é constituído por funcionários dos departamentos de Estado da Defesa, Comércio, Justiça e Tesouro.
O Conselho de Segurança Nacional, da Casa Branca, vai supervisionar a investigação às alegadas irregularidades, assim como vai ser solicitada informação a países aliados dos Estados Unidos.
Aparentemente, as empresas implicadas desconheciam a utilização final do material tecnológico, pelo que as autoridades norte-americanas confiam que venham a melhorar os aspetos relacionados com as cadeias de comércio e de abastecimento.
Trata-se de material civil, mas que pode ser usado com fins militares, pelo que o grupo de investigação tem como missão alertar diretamente as empresas cujos componentes são usados nos ‘drones’, como a Texas Instruments.
A companhia norte-americana já disse em comunicado que “não vende qualquer produto à Rússia, Bieolorrússia ou Irão” e que “cumpre as leis e os regulamentos em vigor nos países onde opera”.
De acordo com Kiev, as Forças Armadas da Rússia têm lançado centenas de ‘drones’ para atacar objetivos estratégicos na Ucrânia, principalmente contra instalações que produzem ou armazenam energia.
Apesar das provas que a Ucrânia diz ter recolhido no terreno, o Irão nunca confirmou a colaboração com a Rússia e nega implicações na guerra iniciada p
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-eua-investigam-empresas-que-produzem-pecas-para-drones-iranianos/
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Tropas russas estão em "constante e diário aumento", assegura Putin
21 de dezembro 2022 às 15:31
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"No início de janeiro, a fragata 'Almirante Gorshkov' estará em serviço com novos mísseis Zircon, que não têm equivalente no mundo", disse esta quarta-feira Vladimir Putin, à margem de uma reunião com os líderes militares para fazer um balanço das atividades das forças armadas.
A Rússia vai continuar a investir na sua capacidade militar, nomeadamente na "prontidão de combate" das suas forças nucleares e na utilização de mísseis hipersónicos pela marinha.
"No início de janeiro, a fragata 'Almirante Gorshkov' estará em serviço com novos mísseis Zircon, que não têm equivalente no mundo", disse esta quarta-feira Vladimir Putin, à margem de uma reunião com os líderes militares para fazer um balanço das atividades das forças armadas.
O míssil de cruzeiro Zircon consegue atingir nove vezes a velocidade do som e faz parte do 'baralho' de Moscovo, juntando-se ao míssil balístico Kinjal – ambos já foram usados na guerra na Ucrânia.
Na mesma reunião, Serguei Shoigu, ministro da Defesa, afirmou que o exército russo vai instalar bases navais para apoiar a sua frota em Mariupol e Berdiansk, regiões ocupadas por Moscovo, a sul da Ucrânia.
"Os portos de Berdiansk e Mariupol são totalmente funcionais. Estamos a planear a instalação de bases de apoio a navios, serviços de emergência e unidades de reparação naval", disse Shoigu.
Shoigu propôs também aumentar a dimensão das forças armadas para 1,5 milhões de efetivos e elevar o limite de idade para o serviço militar. "A fim de garantir o cumprimento de tarefas para garantir a segurança militar da Rússia, é necessário aumentar o número de militares para 1,5 milhões, dos quais 695.000 sob contrato", justificou.
Ainda na sua intervenção, Putin assegurou que continua a desenvolver as capacidades de combate do se exército, que disse estarem em "constante e diário aumento".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788290/tropas-russas-estao-em-constante-e-diario-aumento-assegura-putin
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Ucrânia: Estados Unidos já disponibilizou 45 mil milhões de euros em ajuda a Kiev. Biden vai anunciar novo pacote de assistência
Por Francisco Laranjeira em 16:13, 21 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Biden-2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A visita do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a Washington DC, esta quarta-feira, vai ficar marcada pelo anúncio de “um novo pacote significativo de assistência de segurança” dos Estados Unidos a Kiev, que pretende mostrar “o compromisso inabalável de Washington em apoiar a Ucrânia “pelo tempo que for necessário”, garantiu a Casa Branca.
O apoio americano tem sido considerável até ao momento, o que fez da Ucrânia o primeiro país europeu a ser o principal destinatário da ajuda externa dos Estados Unidos desde o Plano Marshall ter ajudado a reconstruir o Velho Continente após a II Guerra Mundial.
Segundo informações do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, até 10 de novembro tinham sido atribuídos mais de 17,49 mil milhões de euros em assistência de segurança americana à Ucrânia desde o arranque da invasão russa, a 24 de fevereiro.
No entanto, levando em linha de conta todos os apoios acordados pela Administração Biden e pelo Congresso, incluindo ajuda financeira para a economia da Ucrânia e assistência humanitária, até 20 de novembro totalizou cerca de 45,13 mil milhões de euros, concluiu o Kiel Institute for the World Economy – no ‘bolo’ estão incluídos 9,31 mil milhões em assistência que inclui assistência alimentar de emergência, assistência médica e apoio a refugiados, além de outros 14,2 mil milhões em apoio financeiro.
Segundo a estimativa do Kiel Institute for the World Economy, o apoio militar americano é de cerca de 21,53 mil milhões de euros, no qual estão incluídos 8,37 mil milhões em assistência de segurança para treino, equipamentos e suporte logístico. Há também 11,94 mil milhões em armas e equipamentos do Departamento de Defesa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-estados-unidos-ja-disponibilizou-45-mil-milhoes-de-euros-em-ajuda-a-kiev-biden-vai-anunciar-novo-pacote-de-assistencia/
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Natal mais cedo este ano na Ucrânia: Igreja Ortodoxa permite celebrações a 25 de dezembro pela primeira vez
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 16:24, 21 Dez 2022
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Os fiéis ortodoxos da Ucrânia terão muitas mudanças no Natal este ano, a começar por estarem a viver os efeitos da invasão da Rússia. Outra diferença deste ano será a possibilidade de celebrar a festa da Natividade mais cedo, uma vez que foi dada a possibilidade, pela Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU), de as congregações celebrarem no dia 25 de dezembro, ao invés do habitual dia 7 de janeiro.
Esta decisão é mais uma linha de divisão estabelecida para separar a Igreja Ortodoxa da Ucrânia da sua congénere, a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) que mantém ligações à instituição em Moscovo, após o agravamento da relação entre as duas igrejas no âmbito da invasão de Putin. Esta última igreja tem, aliás, sido alvo de pedidos e petições públicas para que seja encerrada, sob acusações de suposto apoio à Rússia.
As duas igrejas estão de costas voltadas desde 2018, sendo que o conflito na Ucrânia veio aumentar o fosso entre as duas instituições. A decisão da OCU terá enfurecido os responsáveis da UOC, segundo fontes relatam ao Politico.
“Estamos a dar às pessoas a hipótese de celebrarem num dia diferente”, declarou o arcebispo de Kiev Yevstratiy Zoria, da Igreja Ortodoxa da Ucrânia. Assim, qualquer uma das 700 paróquias pode decidir se quer assinalar o Natal a 25 de dezembro.
O responsável explica que a ‘guerra’ começou a partir de 2017, quando 25 de dezembro passou a ser feriado nacional da Ucrânia. A mudança levou a que alguns fiéis defendessem um afastamento do calendário juliano, seguido pela Igreja Ortodoxa da Rússia.
Zoria acrescenta que, antes da invasão, mais de um terço dos ucranianos defendiam que a Igreja devia seguir o calendário gregoriano. “Os números serão mais altos agora, provavelmente, vamos experimentar e ver o que os fiéis realmente querem”, continua o arcebispo de Kiev, que acrescenta que o Natal pode ser assinalado nos dois dias.
“Não estamos a mudar a data do Natal. Isto vai ser como mais um dia adicional de louvor”, explica o religioso sobre as celebrações que vão ocorrer pela Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/natal-mais-cedo-este-ano-na-ucrania-igreja-ortodoxa-permite-celebracoes-a-25-de-dezembro-pela-primeira-vez/
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Ucrânia faz acordo com a SpaceX para receber 10 mil antenas para satélites Starlink
Rui Parreira - Casa dos Bits
21 dez 2022 17:13
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
Os mais recentes ataques com drones da Rússia colocaram o país em alerta, havendo ameaça de cortes de internet. Os satélites da constelação Starlink continuam a ser importantes para manter o país conectado.
Os satélites da constelação Starlink da SpaceX têm sido determinantes para manter os serviços essenciais operacionais na Ucrânia desde a invasão russa em fevereiro. Entre a doação dos milhares de terminais pela empresa de Elon Musk, com ajuda do financiamento dos Estados Unidos, o país tem vindo a usufruir de internet por satélite.
A Bloomberg avança que a Ucrânia fez um novo acordo com a SpaceX para obter mais alguns milhares de antenas de acesso aos satélites. A razão para tal foi o aumento dos ataques aéreos da Rússia. Segundo o ministro da transformação digital, Mykhailo Fedorov, nos próximos meses vão chegar cerca de 10 mil antenas adicionais. O negócio terá sido falado diretamente com Elon Musk, e o ministro deixou elogios à ajuda que tem prestado ao país. “Musk assegurou que vai continuar a suportar a Ucrânia. Quando tivemos um blackout, mandei-lhe uma mensagem, tendo reagido e executado alguns passos. Ele compreende a situação”, citado pela Bloomberg.
Segundo o ministro, desde que começou a Guerra o país já recebeu cerca de 22 mil antenas de conexão ao Starlink. Ainda não existe um contrato formado para a nova remessa, mas é referido que os países da União Europeia vão assumir e partilhar o pagamento, embora não tenha referido quem. Mykhailo Fedorov disse ainda que todas as questões financeiras até agora estavam resolvidas, mas o país terá de procurar novas formas de financiamento na primavera, ao manter-se a guerra.
Veja na galeria imagens de satélite dos ataques da Rússia à Ucrânia, Clicando no link oficial da noticia em baixo:
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Fonte de imagem: tek.sapo.pt
A prioridade parece mesmo manter o país conectado, afirmando que não existe atualmente nenhuma alternativa que as ligações por satélite. Destaca que a Ucrânia está a preparar-se para o pior cenário, que inclui ainda cortes de energia, aquecimento, assim como água e serviços de esgotos durante dias ou mesmo semanas, caso a Rússia mantenha os ataques às respetivas infraestruturas do país.
No caso das antenas Starlink, apesar de necessitarem de eletricidade para funcionarem, podem ser alimentadas por geradores ou mesmo power banks. “Estamos preparados para viver sem eletricidade durante um mês, com apenas a rede móvel e a disponibilidade de mensagens em texto".
Fonte: tek.sapo.pt Link: https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/ucrania-faz-acordo-com-a-spacex-para-receber-10-mil-antenas-para-satelites-starlink
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Explosão de central nuclear e fenómenos meteorológicos extremos: As previsões para 2023 de Baba Vanga, a ‘Nostradamus dos Balcãs’
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 17:40, 21 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Vangelia Gushterova, conhecida como Baba Vanga, é uma das mais famosas videntes em todo o mundo, conhecida por ter feito previsões acertadas relacionadas com o 11 de setembro e a pandemia da Covid-19. A vidente búlgara, que também previu a morte da princesa Diana, morreu a 11 de agosto de 1996, mas deixou uma enorme lista de previsões que vão até ao ano de 5079.
Para 2023, as previsões da vidente, conhecida como a ‘Nostradamus das Balcãs’ não são as melhores.
Baba Vanga perdeu a visão aos 12 anos, de forma misteriosa, tendo começado a ouvir vozes que, segundo ela, vinham de outra dimensão e anunciavam-lhe o que iria acontecer no futuro.
Com uma eficácia de previsão de 85%, a mulher também ‘adivinhou’ o colapso da União Soviética, o desastre nuclear de Chernobyl, o Brexit e até a própria morte.
Para 2022, Baba Vanga acertou nas profecias de que o degelo iria acelerar e libertar novos vírus letais, de que ocorreriam secas extremas por todo o mundo, bem como cheias e incêndios na Ásia e Austrália.
No entanto, para este ano a vidente falhou na previsão de uma praga de gafanhotos, que atacaria plantações e causaria problemas da Ásia, que realmente aconteceu, mas em 2020.
O que prevê Baba Vanga para 2023?
Segundo os registos que deixou, para 2023 a vidente búlgara prevê a continuação de fenómenos meteorológicos extremos, que afetarão as economias e o bem-estar das populações: ondas de calor, subida das temperaturas, inundações e cheiras.
Outra previsão provável diz respeito a uma das grandes preocupações mundiais neste momento, com a guerra na Ucrânia: o uso de armas químicas, com o receio de que Putin use Novochock no conflito. “Um grande país vai fazer investigação com armas químicas em pessoas, que poderão levar à morte de milhões de seres humanos”, escreveu a vidente.
Também aterradora é o cenário anunciado por Baba Vanga de que ocorrerá em 2023 a explosão de uma central nuclear, que poderá ser uma referência à central de Zaporíjia, palco de conflito na Ucrânia.
Também para 2023 está prevista uma violenta tempestade solar, cujas radiações poderão destruir todas as comunicações por satélite, afetar o funcionamento da Internet e gerar ‘apagões’ de redes elétricas. Com efeito, os cientistas já avisaram para uma forte tempestade solar, que poderá ter efeitos na Terra a 23 de abril de 2023.
Menos provável é a previsão de que esta tempestade causará uma mudança na órbita da Terra, que gerará “um desastre natural sem precedentes”, ou a de que humanidade vai começar a sua própria extinção, ao proibir a conceção e parto natural, substituindo-os por bebés feitos em laboratório.
Para os próximos anos há mais previsões, aparentemente mirabolantes: uma missão espacial a Vénus em 2028, o derretimento total dos calotes polares em 2033, ou a humanidade a viver debaixo de água em 2130.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/explosao-de-central-nuclear-e-fenomenos-meteorologicos-extremos-as-previsoes-para-2023-de-baba-vanga-a-nostradamus-dos-balcas/
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Ucrânia: EUA enviam 1,75 mil ME em ajuda militar e incluem mísseis Patriot
MadreMedia / Lusa
21 dez 2022 17:48
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LusaEPA/ORHAN CICEK / ANADOLU AGENCY TURKEY OUT
Os Estados Unidos anunciaram hoje que fornecerão ajuda militar à Ucrânia no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros), incluindo uma bateria de mísseis Patriot.
O anúncio da Casa Branca surgiu poucas horas antes da chegada de Zelensky, sendo que o pacote de ajuda inclui mil milhões de dólares em armas e equipamentos dos 'stocks' do Pentágono, incluindo a primeira transferência do sistema de defesa aérea Patriot, e 850 milhões de dólares em financiamento através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia (USAI, na sigla em inglês).
Parte da USAI será usada para financiar um sistema de comunicações por satélite, que provavelmente incluirá o Starlink, o crucial sistema de rede de satélites da SpaceX, de propriedade de Elon Musk.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-eua-enviam-175-mil-me-em-ajuda-militar-e-incluem-misseis-patriot
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Monumentos de Lisboa desligam luzes em solidariedade com Ucrânia
21 de dezembro 2022 às 18:27
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/21/840241.jpeg?type=Artigo)
Fonte de imagem: CML
Campanha apela ao desligar das luzes em apoio à Ucrânia.
A Câmara Municipal de Lisboa desligou simbolicamente, esta quarta-feira, entre as 18h00 e 18h30, as luzes da Praça do Município, da Árvore de Natal do Terreiro Paço, da Praça Marquês Pombal, do Castelo de S. Jorge e do Padrão Descobrimentos, associando-se, assim, à campanha #LightUpUkraine.
A campanha apela ao desligar das luzes em apoio à Ucrânia, na sequência da invasão russa, que ficou afetada por apagões causados por ataques russos contra as suas principais infraestruturas de energia.
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
A iniciativa está prevista para as 20h00 na Ucrânia (18h00 em Lisboa) de hoje.
Também a autarquia do Porto já havia anunciado que tanto o edifício da Câmara do Porto, como a Árvore de Natal irão fazer o mesmo.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788316/monumentos-de-lisboa-desligam-luzes-em-solidariedade-com-ucr-nia
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O que são os mísseis Patriot, oferecidos pelos EUA, e porque é que a Ucrânia precisa deste sistema de defesa?
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 19:17, 21 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/sistema-patriot.jpg)
The M860A1 Patriot semitrailer launcher platform and missile cannister manned by soldiers of Alpha 5-52, Air Defense Artillery Brigade, Fort Bliss, Texas is set up and ready for a simulated launch. The Patriot missile system will be used by the Blue Forces to defend against the Red Forces' air attacks during this, the world's largest joint service, multi-national tactical air operations exercise.
Foram longos meses de debate que terminaram com um anúncio esta quarta-feira, precisamente o dia em que o presidente da Ucrânia faz a sua primeira visita ao estrangeiro desde o início da invasão russa. Os EUA anunciaram qua iam enviar o seu mais avançado sistema de defesa antiaérea, o sistema Patriot, em resposta aos apelos urgentes, feitos por Kiev, de necessidade de reforço da defesa contra as ofensivas de Moscovo com misseis e drones.
Este sistema de defesa faz parte do pacote de ajuda de quase dois mil milhões de euros que foi anunciado com a chegada de Zelensky aos EUA, para se encontrar com o presidente norte-americano, Joe Biden.
Os mísseis Patriot, que compõem o sistema, é um dos sistemas de defesa antiaérea mais procurados no mercado de armas dos EUA, e é usado pelas forças sauditas e dos Emirados no Iémen, bem como pela NATO na Europa. O sistema é usado também por Israel.
O que são mísseis Patriot?
Este sistema móvel de superfície-ar e contra mísseis balísticos consegue abater outros mísseis antes que atinjam o seu alvo, bem como aeronaves.
Montados em camiões, os sistemas podem ser movidos livremente e cada um tem capacidade para quatro intercetores de mísseis. São vistos, em termos militares, como uma ‘segurança’, para proteção da população, tropas ou edifícios de fogo inimigo.
Nos últimos anos, os EUA usaram mísseis Patriot em vários conflitos.
Porque pediu a Ucrânia estes sistemas?
Kiev precisa desesperadamente de travar as recorrentes ofensivas contra alvos civis e infraestruturas energéticas essências, que chegam em torrente, todos os meses, vindas da Rússia, contra muitas regiões Ucranianas.
Especialmente desde a perda de Kherson, Putin tem atacado incessantemente centrais de produção de eletricidade, sistemas de aquecimento, redes de distribuição de energia, deixando milhões de famílias na Ucrânia sem luz em casa.
Os sistemas Patriot ajudarão a reforçar as defesas ucranianas contra futuros ataques do género, e para além desta vertente prática, Kiev vê também vantagens simbólicas, já que é um sinal de que os EUA, ao invés do vaticinado por Putin, estão a intensificar os esforços de ajuda à Ucrânia.
O que podem fazer?
Um sistema Patriot pode defender contra cerca de 600 mísseis, ainda que não sejam à prova de falha. Podem abater mísseis balísticos a centenas de quiómetros e têm poderosos sitemas de radar, que ajudam o Patriot a identificar o que é fogo inimigo do que não é.
Quantas pessoas são precisas para operar este sistema?
Um sistema Patriot precisa de cerca de 100 pessoas no total para ser operado, garantem oficiais militares ao New York Times. As tropas ucranianas terão que ser treinadas para operar o sistema, o que, olhando a outros exercícios e tecnologias introduzidas por aliados da Ucrânia no combate, não será problema para as forças de Zelensky.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/o-que-sao-misseis-patriot-oferecidos-pelos-eua-e-porque-e-que-a-ucrania-precisa-deste-sistema-de-defesa/
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Biden garante apoio a Zelensky para uma "paz justa"
21 de dezembro 2022 às 20:48
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Apoiamos a Ucrânia na procura de uma paz justa", disse o líder norte-americano, na sequência da sua reunião com Zelensky, na Sala Oval da Casa Branca, acrescentando ter sido “uma honra” estar junto do líder ucraniano.
O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, assegurou, esta quarta-feira, na Casa Branca, ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que os EUA defendem uma "paz justa" para a Ucrânia, garantido o seu apoio na guerra.
"Apoiamos a Ucrânia na procura de uma paz justa", disse o líder norte-americano, na sequência da sua reunião com Zelensky, na Sala Oval da Casa Branca, acrescentando ter sido “uma honra” estar junto do líder ucraniano.
Biden deixou claro que continuará a ajudar a Ucrânia financeiramente, assim como enviar mais ajuda militar e humanitária, dando destaque para a entrega de mísseis Patriot por parte dos norte-americanos.
O líder dos EUA aproveitou para acusar a Rússia de estar de usar o inverno como uma arma política na guerra.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788326/biden-garante-apoio-a-zelensky-para-uma-paz-justa-
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Zelensky foi a Washington para conseguir mais armas
22 de dezembro 2022 às 08:14
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Fonte de imagem: AFP
Os ucranianos querem mais defesas antiaéreas, blindados e mísseis, para terem alguma hipótese de quebrar
as linhas russas antes da primavera. Anteveem a chegada de um novo exército, que tente de novo conquistar Kiev.
Num momento crucial da guerra na Ucrânia, em que os comandos militares ucranianos receiam que o Kremlin prepare um novo exército para avançar contra Kiev esta primavera, Volodymyr Zelensky visitou os seus aliados mais próximos, procurando auxílio militar para atacar já durante o inverno, aproveitando que os russos estão na defensiva, por agora. O Presidente ucraniano encaminhou-se para Washington num avião militar, esta quarta-feira, para uma visita surpresa ao seu homólogo americano, Joe Biden, um dia após ter visitado tropas no ponto mais quente da linha da frente, Bakhmut.
Trata-se da primeira vez que Zelensky saiu do seu país desde que este foi invadido, em fevereiro. A visita foi organizada em segredo ao longo da última semana, avançou a CNN, sendo considerada uma deslocação de alto risco. Tendo o Presidente ucraniano ido para a Polónia de comboio, até à estação de Przemysl, onde seguiu numa mota 4x4 branca, escoltada por um forte contingente de seguranças, para apanhar boleia numa aeronave militar americana.
O objetivo da visita de Zelensky a Washington é ir buscar “armas, armas e mais armas”, resumiu o seu conselheiro político Mykhailo Podolyak, à Reuters. “É importante explicar pessoalmente porque precisamos de alguns tipos de armas”, frisou. “Em particular veículos blindados, as mais avançadas defesas contra mísseis e mísseis de longo alcance”.
Enquanto o regime de Vladimir Putin segue a estratégia de destruir a infraestrutura elétrica ucraniana, lançando mais de três dezenas de drones iranianos só na madrugada de segunda-feira, a Casa Branca recebeu Zelensky com o anúncio do envio de 1,8 mil milhões de dólares em ajuda militar, o equivalente a 1,7 mil milhões de euros, incluindo uma bateria MIM-104 Patriot.
Este sistema de defesa aérea americano, com tecnologia de ponta, estava há muito na lista de compras do Governo de Kiev, mas Washington hesitava com receio que ao enviar os Patriot provocasse Moscovo. Esta bateria de mísseis pode transformar a capacidade dos ucranianos no que toca a destruir aviões, helicópteros ou até mísseis de cruzeiro, que os russos também têm usado para atingir a rede elétrica ucraniana. Contudo, os Patriot são muito pouco eficazes contra os Shahed-136.
Aliás, os drones iranianos têm provas dadas contra estas defesas aéreas americanas. Os Qasef, um outro modelo de drones kamizaze iranianos, foram usados pelos houthis, um grupo rebelde iemenita alinhado com Teerão, atingindo instalações petrolíferas da Arábia Saudita apesar desta possuir os Patriot, que têm alguma dificuldade a detetar alvos tão pequenos, que voam a baixa altitude. Depois ainda há a questão financeira. Não compensa ter uma bateria que dispara mísseis que custam mais de um milhão de euros para abater vagas de drones comprados por poucas centenas de milhares de euros cada.
Apesar da ameaça dos drones iranianos, Zelensky saudou o alívio que esta bateria Patriot trará ao seu país, vendo-o como “o elemento mais importante deste pacote” de ajuda militar, numa conferência de imprensa conjunta com Biden. “É fundamental criar um espaço aéreo seguro na Ucrânia”, salientou. Descrevendo o envio de equipamento tão avançado como uma demonstração de que Kiev entrou numa “nova fase” na sua já forte relação com Washington. E “cada dólar deste investimento vai reforçar a segurança global”, garantiu Zelensky.
Janela de oportunidade
Zelensky sabe que tem de aproveitar agora para assegurar mais apoio dos americanos, dado que na Ucrânia se vive uma “pausa operacional”, salientou Frank Ledwidge, professor de Estratégia na Universidade de Portsmouth, à NBC. O duro inverno ucraniano dificulta quaisquer manobras ofensivas. E a retirada da guarnição russa de Kherson, que estava vulnerável e isolada na margem ocidental do Dnipro, deixou poucos pontos fracos óbvios que as forças de Zelensky possam atingir. “A Ucrânia está preocupada porque a guerra será longa. E o tempo provavelmente favorece muito a Rússia”, avisou Ledwidge.
O próprio ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, veio anunciar planos para expandir as forças armadas, de pouco mais de um milhão para 1,5 milhões de efetivos, esta quarta-feira. Planeando estender a idade máxima para ser chamado para o serviço militar obrigatório de 27 para 30 anos. Putin, falando aos seus comandantes nesse dia, veio dizer que concordava com o plano apresentado por Shoigu, não surpreendendo ninguém.
“Os russos estão a preparar cerca de 200 mil tropas frescas”, avisou este fim de semana o general Valery Zaluzhny, comandante em chefe das Forças Armadas ucranianas, em entrevista ao Economist. Essas tropas seriam em boa parte recrutas à força, apanhados na mobilização militar parcial de Putin, que ao contrário de outros não foram logo mandados para a linha da frente, cavando trincheiras, guarnecendo fortificações e servindo de carne para canhão
Esse novo exército estará a ser construído na Rússia mas também na Bielorrússia, cujo ditador, Alexander Lukashenko, tem feito tudo para se manter nas boas graças de Putin exceto enviar tropas para a Ucrânia, cedendo ao invés disso os seus treinadores militares. Quando essas novas forças russas estiverem operacionais, “não tenho dúvidas de que farão outra tentativa contra Kiev”, frisou o general Zaluzhny. Ainda por cima a Bielorrússia fica mesmo ali ao pé da capital ucraniana, tendo já servido de rampa de lançamento das forças do Kremlin no início da sua invasão.
Se a performance desastrosa das forças armadas russas têm surpreendido os analistas desde então, os comandantes ucranianos recusam subestimar um inimigo que receiam que volte à carga no próximo ano.
“Os russos não são idiotas”, salientou o general Oleskandr Syrsky, o número dois das forças armadas ucranianas, à publicação britânica. Sabe bem do que fala, tendo ele próprio nascido na Rússia e estudado numa das mais prestigiadas instituições militares russas, onde foi colega de boa parte dos comandantes que agora combate. Avisando que a mobilização parcial de Putin já se faz sentir na linha da frente, com cada vez mais recrutas a chegar. Mas as batalhas na Ucrânia têm sido vencidas pelo lado que tem conseguido fazer chegar munições mais depressa à linha da frente, considerou Syrsky. Daí que o seu Presidente tenha ido esta quarta-feira a Washington, para pedir mais armas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788342/zelensky-foi-a-washington-para-conseguir-mais-armas
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Ucrânia: EUA destinam mais 374 milhões de dólares para ajuda humanitária
Por MultiNews com Lusa em 08:42, 22 Dez 2022
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O Presidente norte-americano, Joe Biden, revelou esta quarta-feira que os Estados Unidos vão destinar mais 374 milhões de dólares em ajuda humanitária à Ucrânia, anuncio feito durante a visita a Washington do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Biden divulgou esta ajuda durante a conferência de imprensa conjunta com Zelensky, na Casa Branca, explicando que estes fundos, que serão canalizados através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), vão atender às necessidades de milhões de ucranianos, para o acesso a cuidados de saúde, água potável e aquecimento.
Em comunicado, a USAID especificou que esta ajuda servirá para fornecer alimentos e outros serviços a 1,5 milhão de ucranianos, noticiou a agência Efe.
Para concretizar este apoio, a agência norte-americana irá coordenar-se com outros parceiros internacionais, como o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A USAID destacou ainda no comunicado que os EUA são o maior doador de ajuda humanitária em resposta à crise na Ucrânia, já que destinou mais de 1.900 milhões de dólares para ajudar ucranianos e refugiados nos países vizinhos.
Durante a conferência de imprensa Biden lembrou o apoio já prestado pelos Estados Unidos à Ucrânia, numa altura em que o Congresso está prestes a aprovar mais 44,9 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros) em assistência.
“Putin não tem intenção de parar esta guerra cruel. Queremos que ucranianos possa continuar a defender-se desta guerra durante o tempo que for preciso. Espero assinar a lei rapidamente”, realçou Biden.
Os Estados Unidos anunciaram também esta quarta-feira que fornecerão ajuda militar à Ucrânia no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros), incluindo uma bateria de mísseis Patriot.
A nova remessa de armamento e equipamentos dos EUA para a Ucrânia, a 28.ª desde agosto de 2021, “fornecerá à Ucrânia capacidades expandidas de defesa aérea e ataque de precisão, bem como munições adicionais e equipamentos críticos que a Ucrânia está a usar de forma tão eficaz para se defender no campo de batalha”, indicou o secretário de Estado, Antony Blinken, em comunicado.
O valor hoje anunciado elevará a assistência militar total dos Estados Unidos à Ucrânia para 21,9 mil milhões de dólares (20,6 mil milhões de euros) desde que Joe Biden tomou posse, em janeiro de 2021.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-eua-destinam-mais-374-milhoes-de-dolares-para-ajuda-humanitaria/
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Ucrânia: Apoio dos EUA “não é caridade” mas “um investimento na liberdade”, garante Zelensky
Por MultiNews com Lusa em 08:43, 22 Dez 2022
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, salientou esta quarta-feira, perante o Congresso norte-americano, que o dinheiro entregue pelos Estados Unidos à Ucrânia “não é caridade”, mas “um investimento na liberdade” e na “segurança global”.
Zelensky destacou que “contra todas as probabilidades” a Ucrânia ainda está de pé, depois de ser recebido com uma ovação estrondosa por parte dos congressistas presentes no Capitólio dos Estados Unidos.
“A Ucrânia está viva e em luta”, sublinhou.
“A tirania russa já não tem qualquer controlo sobre nós”, acrescentou o líder de Kiev num discurso em inglês de 20 minutos, que fechou a primeira viagem do líder ao estrangeiro desde a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro.
O chefe de Estado ucraniano realçou que o que está em jogo no conflito é maior do que apenas o destino do seu país, salientando que a democracia em todo o mundo está a ser testada.
“Esta batalha não pode ser ignorada, à espera que o oceano ou qualquer outra coisa forneça proteção”, frisou, agradecendo aos norte-americanos pelo apoio e liderança internacional na ajuda à Ucrânia.
Em referência ao recente sistema de defesa Patriot, que os EUA vão entregar a Kiev, Zelensky disse esperar que este ajude a “parar o terror russo contra as cidades” ucranianas.
O Presidente ucraniano também deu a entender que não vai relaxar a pressão para obter mais armamento e equipamento mais pesado.
“Temos artilharia, sim”, disse, acrescentando: “Será suficiente? Sinceramente, nem por isso”.
Disse também que “os soldados ucranianos podem perfeitamente operar tanques e aviões americanos”, numa referência ao equipamento que Washington se recusou a fornecer até agora.
Já sobre a ajuda financeira, o governante ucraniano destacou que esta é muito importante: “O vosso dinheiro não é caridade, é um investimento na liberdade, numa segurança global, que gerimos da forma mais responsável possível”.
Na ocasião, Zelensky relacionou a luta contra a Rússia à ameaça colocada pelo Irão, um tema caro ao campo republicano que critica o Presidente democrata, Joe Biden, por ser demasiado complacente com Teerão.
“Os ‘drones’ [aparelhos aéreos não tripulados] mortais enviados pelo Irão para a Rússia às centenas tornaram-se uma ameaça para as nossas infraestruturas estratégicas. Dois (estados) terroristas encontraram-se. E é apenas uma questão de tempo até que ataquem os seus outros aliados”, advertiu.
No final do discurso, Zelensky dirigiu-se à presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e à vice-Presidente dos EUA, Kamala Harris, que presidiam a sessão.
“Quando eu estava ontem [terça-feira] em Bakhmut [uma cidade na região de Donetsk devastada por combates], os nossos heróis deram-me a bandeira, a bandeira deles. A bandeira daqueles que defendem a Ucrânia, a Europa e o mundo à custa das suas vidas”, sublinhou, antes de entregar às duas responsáveis a bandeira ucraniana, azul e amarela, coberta com as assinaturas dos militares.
Em troca, recebeu uma bandeira norte-americana que tinha sido hasteada no topo do Capitólio nesse mesmo dia para assinalar a visita.
O discurso perante o Congresso foi a segunda paragem da visita a Washington, depois de Zelensky se ter reunido na Casa Branca com Biden.
A visita do líder ucraniano ocorre em plena negociação no Congresso dos orçamentos para o ano fiscal de 2023, que contemplam mais 45.000 milhões de dólares (42 mil milhões de euros) em assistência à Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-apoio-dos-eua-nao-e-caridade-mas-um-investimento-na-liberdade-garante-zelensky/
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Kremlin diz que Biden e Zelensky recusam-se a ouvir "preocupações da Rússia"
MadreMedia / AFP
22 dez 2022 10:11
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Fonte de imagem: Lusa
O Kremlin salientou esta quinta-feira que Washington e Kiev estão a fazer ouvidos moucos às preocupações da Rússia após uma visita histórica do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos Estados Unidos.
"Podemos dizer com pesar que até agora nem o presidente (Joe) Biden nem o presidente Zelensky disseram, sequer, algumas palavras que poderiam ser entendidas de potencial prontidão para ouvirem as preocupações da Rússia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que Washington está a fazer uma "guerra indireta" contra a Rússia.
"Nenhuma palavra foi ouvida alertando Zelensky contra o bombardeio contínuo de prédios residenciais em cidades e vilas em Donbass e não houve apelos reais pela paz. Isso sugere que os Estados Unidos continuam a sua linha de combate, numa guerra indireta com a Rússia até ao último ucraniano", acrescentou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kremlin-diz-que-biden-e-zelensky-recusam-se-a-ouvir-preocupacoes-da-russia
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Diretor-geral da AIEA desloca-se hoje a Moscovo para discutir zona de segurança em redor da central nuclear de Zaporizhia
Por Francisco Laranjeira em 07:45, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, viaja esta quinta-feira para Moscovo para diversas reuniões que visam determinar uma zona de segurança ao redor da central nuclear de Zaporizhia, localizada ao sul da Ucrânia e atualmente sob controlo pelas tropas russas.
“As consultas com Rafael Grossi vão acontecer em Moscovo serão dedicadas à iniciativa do diretor-geral sobre a criação de uma zona de segurança nuclear e física ao redor da central”, explicou o embaixador russo em organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulyanov.
Segundo o diplomata russo, é um processo que não avança rapidamente mas as reuniões vão permitir “esclarecer alguns pontos”.
O diretor-geral da AIEA vai reunir-se com representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com elementos da agência nuclear Rosatom, do Ministério da Defesa, da Guarda Nacional e do Serviço Federal de Supervisão Técnica.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, desmentiu no entanto que o presidente russo, Vladimir Putin, tenho um encontro marcado com Grossi durante a sua estadia na capital russa.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/diretor-geral-da-aiea-desloca-se-hoje-a-moscovo-para-discutir-zona-de-seguranca-em-redor-da-central-nuclear-de-zaporizhia/
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Ucrânia: Macron “adia” entrada de Kiev na NATO para não irritar Rússia
Por MultiNews Com Lusa em 11:09, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente francês, Emmanuel Macron, acredita que a entrada da Ucrânia na NATO seria vista pela Rússia como um confronto direto, pelo que defende que este não será o “cenário mais provável” no futuro próximo.
“A entrada da Ucrânia na NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] seria percebida pela Rússia como um confronto. Não é com essa Rússia que queremos” lidar, afirmou, em entrevista a vários jornais, entre os quais o francês ‘Le Monde’, o norte-americano ‘The Wall Street Journal’ e o libanês ‘An Nahar’.
Para Emmanuel Macron, é necessário dar, no final do conflito, “garantias de segurança” tanto à Ucrânia como à Rússia, posição que reiterou na entrevista, apesar de já ter recebido muitas críticas de Kiev e da Europa de leste.
“No final, teremos de colocar todos na mesma mesa”, considerou, acrescentando que não quer que sejam “apenas os chineses e os turcos a negociar no dia seguinte” ao fim das hostilidades.
O Presidente francês voltou também a defender a autonomia estratégica da Europa, dentro da NATO, mas com menor dependência dos Estados Unidos.
“Não há arquitetura de segurança europeia sem autonomia estratégica, na NATO e com a NATO, mas não dependente da NATO”, sublinhou.
“Uma aliança não é algo de que eu dependa, é algo que eu escolho (…) Devemos repensar a nossa autonomia estratégica”, disse.
Depois da guerra, deve haver um acordo “que construa uma nova ordem de estabilidade e segurança naquela região da Europa”, mas, segundo Macron, a Aliança Atlântica não deve ser a única ferramenta para alcançar este resultado.
“Não podemos pensar na segurança desta região apenas através da NATO”, disse, criticando o envio de ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) pelo Irão para a Rússia.
“Está a ser criada uma espécie de multilateralismo do terrorismo”, denunciou.
Macron defendeu ainda que a Ucrânia deve concentrar o seu esforço militar na recuperação do território ocupado pela Rússia desde 24 de fevereiro, deixando implícito que a devolução da Crimeia pode ser adiada.
Embora a recuperação da península da Crimeia, ocupada e anexada pelos russos em 2014, seja algo quase sagrado para o Governo de Kiev, Macron considerou que a prioridade deve ser defender “a Ucrânia atual”.
O líder francês insistiu ainda que a guerra deverá terminar na mesa de negociações e não no campo de batalha.
“Sempre defendi não achar que este conflito possa ser encerrado apenas por meios militares”, lembrou, mostrando-se, no entanto, muito cético quanto à disponibilidade de Moscovo para se sentar e negociar.
“O que os russos têm pedido desde o início é a rendição, não a paz”, referiu.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-macron-adia-entrada-de-kiev-na-nato-para-nao-irritar-russia/
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Cimeira UE-Ucrânia: União Europeia convida Zelensky a visitar Bruxelas dia 3 de fevereiro
Por Beatriz Maio em 11:13, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A União Europeia (UE) convidou o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky a visitar Bruxelas a 3 de fevereiro de 2023, dia em que se realiza a cimeira UE-Ucrânia em local ainda não divulgado.
Este será um evento diferente que não contará com a presença dos 27 Estados-membros, mas com os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, Charles Michel e Ursula von der Leyen, segundo revelou o porta-voz da UE Barend Leyts esta quinta-feira, citado pela revista americana ‘US News’.
“Posso confirmar que a cúpula UE-Ucrânia será realizada a 3 de fevereiro e há um convite aberto ao presidente Zelensky para visitar Bruxelas”, divulgou, esclarecendo que embora o convite seja para que o líder ucraniano se desloque à capital belga não significa que o evento decorra nessa cidade.
A cúpula irá debruçar-se provavelmente em como a UE pode continuar a apoiar a Ucrânia, invadida pela Rússia há já 10 meses, e o percurso do país para se tornar membro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 14 milhões de ucranianos, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de auxílio humanitário e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição de sanções políticas e económicas ao país invasor.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/cimeira-ue-ucrania-uniao-europeia-convida-zelensky-a-visitar-bruxelas-dia-3-de-fevereiro/
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Jornada Mundial da Juventude doa 30 mil euros para a Ucrânia
Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia
22 dez 2022 11:56
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AFP PHOTO/PHILIPPE DESMAZES
"A Fundação JMJ Lisboa 2023, em conjunto com os Comités Organizadores Diocesanos (COD), fez uma doação de 30 mil euros para apoiar o povo ucraniano neste contexto de guerra que o país enfrenta, como resposta ao apelo do Papa Francisco deixado em recente Audiência Geral", informou hoje a organização.
A 14 de dezembro, o pontífice pediu uma "diminuição dos gastos" no Natal, com o objetivo de economizar e enviar doações aos ucranianos "que estão a sofrer tanto" desde o início da invasão russa em fevereiro.
D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, refere que o objetivo desta doação é "materializar o eco que a emoção do Papa Francisco nos provocou na Praça de Espanha, no dia da Imaculada Conceição, ao rezar pela paz na Ucrânia, pelo grande povo ucraniano que vive a guerra, que vive o Inverno, que vive o frio".
"Tudo isto, comparado com as nossas pequenas dificuldades e problemas, só pode ter uma consequência, que é materializarmos o pouquinho que podemos para ir ao socorro imediato desses irmãos e irmãs que tanto precisam", frisou ainda.
Para o bispo auxiliar de Lisboa, "não nos podemos fazer tão presentes de forma tão imediata e eficaz como com a partilha deste pouquinho que conseguimos coordenar, entre o COL e os Comités Diocesanos, para nos fazermos presentes, para verdadeiramente poder acontecer Natal imediatamente junto dos irmãos da Ucrânia".
Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 1 e 6 de agosto de 2023, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures. A iniciativa, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para este ano, mas foi adiada devido à pandemia.
A JMJ foi instituída por João Paulo II, em 1985, e desde então tem-se evidenciado como um momento de encontro e partilha para milhões de pessoas por todo o mundo.
A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou por Buenos Aires (Argentina, 1987), Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Polónia, 1991), Denver (Estados Unidos, 1993), Manila (Filipinas, 1995), Paris (França, 1997), Roma (Itália, 2000), Toronto (Canadá, 2002), Colónia (Alemanha, 2005), Sidney (Austrália, 2008), Madrid (Espanha, 2011), Rio de Janeiro (Brasil, 2013), Cracóvia (Polónia, 2016) e Cidade do Panamá (Panamá2019).
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/jornada-mundial-da-juventude-doa-30-mil-euros-para-a-ucrania
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Ucrânia: Mãe deixa apelo a António Costa uma solução para que o filho que fugiu da Rússia possa viver em Portugal
Por Revista De Imprensa em 12:16, 22 Dez 2022
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A mãe de um desertor russo apelou ao Governo português, em particular ao primeiro-ministro António Costa, por uma solução. “Imploro! Ajudem-me! Não desejo a ninguém nem ao meu pior inimigo o que me está a acontecer. Não tenho medo por mim, tenho medo pelo meu filho. Só quero que venha viver comigo para Portugal, não quero mais nada”, frisou, em lágrimas, Anna, em Tiblissi, na capital da Geórgia, onde se reencontrou, durante três dias, com o filho, relatou esta quinta-feira a revista ‘Sábado’.
Há três anos que mãe e filho não se viam – Anna veio para Portugal e Denis ficou na Rússia a cumprir o serviço militar obrigatório. O plano passava por, após a tropa, Denis viesse viver com a mãe, que entretanto se tinha casado com um cidadão português, mas a pandemia da Covid-19 e o início da invasão russa à Ucrânia, adiaram o sonho.
A mobilização parcial decretada a 21 de setembro por Vladimir Putin, que envolveu 300 mil cidadãos russos, fez Denis fugir para a Geórgia apenas com a roupa que levava no corpo. Sem emprego e sozinho, sobrevive com 600 euros que a mãe, empregada doméstica, envia todos os meses. “Senti que não tinha outra saída. Sou atirador de primeira categoria e por isso percebi logo que não era seguro ficar na Rússia, seria dos primeiros a ser convocado. Não quero matar e não quero morrer, por isso decidi vir para a Geórgia”, explicou o jovem, de 22 anos.
“Eu próprio sou metade russo, metade ucraniano, não quero lutar contra o meu povo e os meus familiares. Não quero matar as minhas irmãs e irmãos”, relatou Denis, que atravessou clandestinamente a fronteira a 28 de setembro. “Claro que tive medo mas tinha de arriscar, apesar de ninguém acreditar que conseguia passar a fronteira.” O jovem partilha um apartamento em Tiblissi com mais desertores – todos sabem que não podem voltar à Rússia, pelo menos enquanto Vladimir Putin se mantiver no poder e os considerar traidores da pátria.
A situação não é fácil para Denis, que dificilmente poderá usar o estatuto de refugiado, uma vez que não fugiu da Ucrânia. Também não pode utilizar o pedido de reagrupamento familiar uma vez que, apesar de dependente financeiramente, é maior de idade e não está a estudar. Só conseguirá entrar em Portugal com um visto. “Só um milagre nos pode ajudar, nada depende de nós. Quero acreditar que o Governo português arranjará uma solução”, finalizou Anna.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-mae-deixa-apelo-a-antonio-costa-uma-solucao-para-que-o-filho-que-fugiu-da-russia-possa-viver-em-portugal/
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Ucrânia: Ex-vice-primeiro-ministro russo e aliado de Putin hospitalizado após ataque em Donetsk
Por Beatriz Maio em 12:20, 22 Dez 2022
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O ex-vice-primeiro-ministro da Rússia e ex-diretor da agência espacial russa Roscosmos Dmitry Rogozin foi atingido nas costas por estilhaços, na sequência de um ataque em Donetsk, e teve de ser hospitalizado, revelou esta quinta-feira nas redes sociais.
Os ferimentos do líder de um grupo de assessores militares que colaboram como exército ucraniano levaram a que tivesse de ser submetido a uma cirurgia após o hotel onde estava hospedado ter sido atingido na quarta-feira à noite.
No Telegram, Rogozin divulgou que estava numa reunião de trabalho acompanhado por “um círculo estreito, num ambiente tranquilo” após o regresso de uma ação de voluntariado quando foi alvo de bombardeamentos que resultaram em duas vítimas mortais e cinco feridos.
“Viemos a este hotel nos últimos meses e, durante oito anos, nunca foi bombardeado. Alguém deu informações e, por volta das 19h45, houve ataques de alta precisão”, escreveu na sua publicação onde divulgou que tem “uma ferida” devido a “um fragmento de metal do tamanho 3×4 mm inserido em cima da omoplata direita”.
As autoridades ucranianas ainda não confirmaram o bombardeamento do hotel por parte do exército russo, mas são relatados combates nas proximidades de Donetsk há já várias semanas. De recordar que a Rússia reivindicou a anexação desta região ucraniana e de outras três que não controla totalmente, em setembro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 14 milhões de ucranianos, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de auxílio humanitário e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição de sanções políticas e económicas ao país invasor.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ex-vice-primeiro-ministro-russo-e-aliado-de-putin-hospitalizado-apos-ataque-em-donetsk/
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Discursos de Putin e Shoigu em Moscovo indicam que Rússia não está interessada em desistir da guerra, diz Instituto para o Estudo da Guerra
Por Beatriz Maio em 13:07, 22 Dez 2022
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Não existem indícios de que a Rússia esteja interessada em desistir da guerra, segundo uma análise dos “discursos significativos” do presidente Vladimir Putin e do ministro da Defesa Shoigu, no encontro de quarta-feira no Ministério da Defesa Russo, em Moscovo, feita pelo Instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW)
Ambos abordaram a estratégia militar russa, mencionando questões financeiras que podem significar uma mudança em como a Rússia está a encarar o conflito e vai proceder daqui em diante, segundo o ISW.
“As derrotas russas na Ucrânia podem persuadir Putin a mudar a alocação estratégica de recursos para o exército russo. Putin pode decidir apropriar-se dos fundos estatais russos de forma a que o Kremlin possa colocar em campo um grande exército convencional às custas do crescimento económico e do conforto do consumidor, como foi feito pelos soviéticos”, pode ler-se no documento publicado pelo instituto.
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O líder da Rússia assegurou que o país invasor “vai fazer de tudo para garantir a segurança de todos os territórios russos, incluindo os que foram anexados ilegalmente”, o que pode significar que “Putin pode já ter decidido reconstituir uma significativa ameaça militar russa convencional contra a Europa”, informa o ISW ao reiterar que tanto o presidente russo como Sergey Shoigu não reconhecem a soberania ucraniana e mantêm-se focados em vencer a Ucrânia nesta ofensiva militar que teve início a 24 de fevereiro.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 14 milhões de ucranianos, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de auxílio humanitário e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição de sanções políticas e económicas ao país invasor.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russia-nao-esta-interessada-em-desistir-da-guerra-indicam-especialistas/
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Ucrânia: Kiev acredita que mais aliados seguirão exemplo dos EUA na entrega de Patriot
Por MultiNews Com Lusa em 13:12, 22 Dez 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, disse hoje acreditar que a decisão dos Estados Unidos de fornecer à Ucrânia defesas antiaéreas Patriot será seguida de medidas semelhantes por outros aliados.
“A Ucrânia receberá em breve a primeira bateria destes sistemas de última geração, o que constitui um nível completamente novo de proteção dos céus. E ainda mais importante é que esta decisão do Presidente Biden abre a porta a outros Patriots”, disse Kuleba numa mensagem do Facebook, segundo a Ukrinform.
O chefe da diplomacia ucraniana observou que o caminho para esta decisão começou mesmo antes da guerra em grande escala, e recordou que o primeiro a pedir publicamente aos EUA para fornecer este sistema de defesa foi o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andriy Yermak, em abril de 2021.
“Lembro-me do ceticismo em relação a este apelo naquela altura, mas acreditámos e trabalhámos a todos os níveis. Lembro-me de que em novembro/dezembro de 2021 levantei esta questão nas negociações”, disse Kuleba.
Acrescentou que nos primeiros dias da guerra, o próprio Kuleba, o presidente ucraniano Volodymir Zelensky, Andriy Yermak e o ministro da Defesa ucraniano Oleksii Reznikov tentaram convencer novamente os seus parceiros norte-americanos da necessidade de sistemas Patriot.
“Já no final de novembro, intensificámos novamente esta conversa. Em particular, quando estive na reunião ministerial da NATO, disse francamente que tinha vindo para os transformadores e Patriot”, disse Kuleba.
O envio dos Patriot, anunciado quarta-feira pouco antes da chegada de Zelensky a Washington, “é um passo muito importante na criação de um espaço aéreo seguro para a Ucrânia” disse o Presidente ucraniano, no final de uma conferência de imprensa ao lado do homólogo norte-americano, após uma reunião bilateral na Casa Branca.
Zelensky frisou que este sistema de mísseis, que os EUA vão fornecer pela primeira vez desde o início da invasão russa da Ucrânia, que dura há mais de 300 dias, ajudará a conter os “ataques às infraestruturas”.
De acordo com Kuleba, o “acordo final” foi alcançado em dezembro durante uma conversa telefónica entre os líderes ucranianos e americanos.
“Patriots na Ucrânia significa salvar vidas civis e infraestruturas. É mais uma derrota estratégica para a Rússia, que perderá força para a intimidação e o terror. Aproxima-se o dia da nossa vitória. Tanto mais que muitas outras questões importantes para além de Patriots foram discutidas nas conversações”, sublinhou Kuleba.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-acredita-que-mais-aliados-seguirao-exemplo-dos-eua-na-entrega-de-patriot/
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Ministro da Defesa russo visita tropas na linha da frente
MadreMedia / Lusa
22 dez 2022 13:27
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, visitou a linha da frente na Ucrânia para inspecionar as posições das forças russas, anunciou hoje o seu gabinete.
Trata-se da segunda visita deste tipo em menos de uma semana, de acordo com a agência francesa AFP.
Shoigu verificou hoje “as condições de destacamento de pessoal e equipamento militar”, disse o Ministério da Defesa na rede social Telegram, que incluiu um vídeo na mensagem.
O ministro também “inspecionou as áreas de posicionamento das unidades militares, as condições de alojamento e de aquecimento do pessoal”.
O ministério, segundo a agência russa TASS, disse que Shoigu ouviu os comandantes das unidades e “prestou especial atenção à organização no domínio do apoio global às tropas envolvidas na operação especial”.
A Rússia designa a invasão da Ucrânia, que lançou em 24 de fevereiro deste ano, como uma “operação militar especial”.
Shoigu “agradeceu ao pessoal pela execução exemplar de tarefas durante a operação militar especial”, lê-se na mensagem citada pela TASS.
“Tendo perguntado sobre o estado de espírito dos combatentes, recebeu uma resposta clara: ‘Combate!'”, acrescentou o ministério.
No vídeo, Shoigu é visto a verificar o estado das trincheiras e um dos abrigos subterrâneos, incluindo a despensa, o ‘stock’ de medicamentos e os beliches de madeira.
O ministro também entrou num carro militar e conduziu ao longo de uma estrada lamacenta, cuja localização exata não foi revelada por razões de segurança, segundo a agência espanhola EFE.
Em 18 de outubro, foi noticiado que Shoigu tinha sobrevoado a linha da frente, mas a imprensa russa esclareceu posteriormente que se tratava de área da Crimeia a 80 quilómetros da zona de combates.
O anúncio de hoje da visita de Shoigu segue-se à deslocação do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Washington, na quarta-feira, durante a qual o seu homólogo norte-americano, Joe Biden, lhe prometeu fornecer os sistemas de defesa aérea Patriot.
Também na quarta-feira, durante uma reunião do Presidente russo, Vladimir Putin, com as chefias militares, Shoigu anunciou que o exército russo vai instalar bases navais em Mariupol e Berdiansk, duas cidades que ocupa no sul da Ucrânia.
Shoigu propôs também aumentar a dimensão das forças armadas para 1,5 milhões de efetivos e elevar o limite de idade para o serviço militar.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministro-da-defesa-russo-visita-tropas-na-linha-da-frente
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Ucrânia: Tropas russas concentradas em capturar Donetsk, garante comandante
Por MultiNews Com Lusa em 15:44, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os esforços do exército russo na Ucrânia estão atualmente concentrados na captura de toda a região de Donetsk, no leste do país, anunciou hoje o comandante das Forças Armadas da Rússia, general Valery Guerasimov.
“A situação na linha da frente estabilizou, os principais esforços das nossas tropas estão concentrados em completar a libertação do território da República Popular de Donetsk” pelos separatistas pró-russos, disse Guerassimov, citado pela agência francesa AFP.
Guerassimov disse que a linha da frente com as forças ucranianas tem atualmente 815 quilómetros de extensão.
Referiu também que as suas forças atingiram mais de 1.300 “alvos críticos” na Ucrânia, o que “reduziu significativamente o potencial de combate das forças armadas ucranianas”.
Guerassimov saudou a utilização “pela primeira vez em condições de combate” de armas hipersónicas russas, como os mísseis Kinzhal.
“Grupos de tropas das Forças Armadas russas intensificaram as hostilidades, infligindo danos irreparáveis ao inimigo em efetivos e equipamento. Assumiram o controlo de cinco vezes mais território da Ucrânia do que as repúblicas populares de Lugansk e Donetsk anteriormente ocupadas”, afirmou ainda, citado pela agência oficial russa TASS.
Desde uma série de recuos militares russos no nordeste e sul da Ucrânia entre setembro e princípios de novembro, a maior parte dos combates está atualmente concentrada no leste, particularmente na cidade de Bakhmut (Donetsk), que as tropas de Moscovo têm tentado capturar desde o verão.
Confrontada com os seus reveses, a Rússia optou, desde outubro, por uma tática de bombardeamento das infraestruturas energéticas ucranianas, causando regularmente cortes de energia e de água em várias zonas do país.
Depois de ter recebido armamento dos seus aliados ocidentais, a Ucrânia lançou uma contraofensiva que lhe permitiu recuperar parte do território que estava sob controlo russo.
Em 30 de setembro, a Rússia anunciou a anexação de Donetsk e Lugansk, as duas regiões que constituem o Donbass.
Separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, apoiados por Moscovo, estão em guerra com Kiev desde 2014.
Dias antes da invasão da Ucrânia, a Rússia reconheceu a independência dos separatistas do Donbass e usou um pedido de auxílio das duas autoproclamadas repúblicas populares como uma das justificações para lançar a operação militar, em 24 de fevereiro deste ano.
Além de Donetsk e Lugansk, Moscovo anunciou também a anexação das regiões de Kherson e de Zaporijia, onde se situa a maior central nuclear da Europa.
O anúncio das anexações, não reconhecidas por Kiev nem pela generalidade da comunidade internacional, foi feito apesar de as tropas russas controlarem apenas parte de cada uma das quatro regiões.
A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-tropas-russas-concentradas-em-capturar-donetsk-garante-comandante/
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Ucrânia: Forças ucranianas encontram nova vala comum em Kherson
Por MultiNews Com Lusa em 15:48, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
As forças armadas ucranianas informaram hoje ter encontrado mais uma vala comum com restos humanos num cemitério de Pravdino, na região de Kherson, depois de terem retomado o controlo da região às tropas russas.
Os corpos descobertos mostraram sinais de tortura e ferimentos de bala após serem exumados e enviados para exame forense, avançou o vice-ministro ucraniano do Interior, Yevhen Yenin, citado pela agência de notícias Ukrinform.
“Foram encontradas mais 36 sepulturas num cemitério de Kherson. Há uma vala comum com restos mortais de soldados. No total, durante a ocupação, as morgues receberam cerca de 700 cadáveres, dos quais uma centena apresentava ferimentos de guerra”, explicou.
O vice-ministro lamentou que continuem por identificar dezenas de corpos, embora tenha garantido que as autoridades estão a recolher amostras de ADN e a fazer análises para identificar as vítimas.
As forças ucranianas já tinham encontrado valas comuns nas regiões de Izium e de Kharkiv depois da passagem do exército russo.
Em Izium, pelo menos 40 dos corpos apresentavam sinais de tortura.
A cidade de Kherson foi reconquistada pelas forças de Kiev em novembro, mas tem sido regularmente atingida por bombardeamentos russos.
As forças russas ocuparam a cidade de Kherson e toda a região circundante pouco após o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro. Quando ali chegaram, a cidade contava com 300.000 habitantes, número que tinha diminuído para 80.000 quando foi reconquistada.
Antes da retirada do exército russo, acompanhada por alguns milhares de civis, foram destruídas as infraestruturas básicas da cidade, segundo as autoridades locais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-forcas-ucranianas-encontram-nova-vala-comum-em-kherson/
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Reforço das forças russas na Ucrânia? EUA dizem que Coreia do Norte enviou carregamento de armas ao Grupo Wagner
Por Beatriz Maio em 16:02, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Os Estados Unidos da América (EUA) divulgaram, esta quinta-feira, que a Coreia do Norte enviou um carregamento de armas aos mercenários do Grupo Wagner para reforçar as forças russas na Ucrânia.
“Podemos confirmar que a Coreia do Norte completou uma entrega inicial de armas ao Wagner, que pagou pelo equipamento”, anunciou um alto funcionário do governo dos EUA, citado pela Reuters, recordando que “no mês passado a Coreia do Norte entregou mísseis à Rússia”.
A quantidade de material fornecido não vai mudar o decurso da guerra na Ucrânia, mencionou o funcionário ao revelar que os EUA estão “preocupados que a Coreia do Norte possa estar a planear o envio de mais equipamento militar”.
O presidente russo Vladimir Putin tem recorrido cada vez mais ao grupo Wagner, propriedade do seu aliado Yevgeny Prigozhin, para obter ajuda na invasão da Ucrânia, de acordo com a administração de Biden que vê esta medida como uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e pretende debater com a organização intergovernamental o assunto.
O funcionário acrescentou ainda que o empresário russo Prigozhin está a gastar mais de 100 milhões de dólares por mês para financiar as operações do Wagner na Ucrânia que, embora tenha dificuldade em recrutar, terá cerca de 50 mil operacionais só em território ucraniano, incluindo 10 mil empreiteiros e 40 mil prisioneiros russos.
Este grupo, composto por veteranos das forças armadas russas que lutaram na Líbia, Síria, República Centro Africana, Mali e outros países, desempenhou um papel importante nos combates na cidade ucraniana de Bakhmut, onde cerca de mil soldados terão morrido, a maioria dos quais condenados, disse o oficial.
Dentro da Rússia, a influência de Prigozhin está a expandir-se e a “independência do seu grupo tem aumentado desde que começou a guerra na Ucrânia”, confessou o funcionário reiterando que “há meses que os militares russos confiam no Wagner para liderar operações de combate”.
Os mísseis balísticos enviados bem como as armas de menor alcance têm capacidade para atingir qualquer parte do mundo, de acordo com os peritos em armamento.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 14 milhões de ucranianos, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/reforco-das-forcas-russas-na-ucrania-eua-dizem-que-coreia-do-norte-enviou-carregamento-de-armas-ao-grupo-wagner/
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Zelensky reúne-se com Presidente polaco para analisar "estratégias para o futuro"
MadreMedia / Lusa
22 dez 2022 16:56
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje em Kiev ter-se reunido com o homólogo polaco, Andrzej Duda, no aeroporto de Rzeszow-Jasionka, no sudeste da Polónia, com quem analisou "os planos estratégicos para o futuro".
“No caminho de regresso [dos Estados Unidos] encontrei-me com um amigo da Ucrânia, o Presidente polaco, Andrzej Duda”, indicou Zelensky nas redes sociais, acompanhando a declaração com um vídeo e com fotografias a mostrar os dois estadistas abraçados.
Zelensky disse ter analisado com Duda a evolução da guerra na Ucrânia, na sequência da invasão russa, iniciada a 24 de fevereiro, e “os planos estratégicos para o futuro, relações bilaterais e interações a nível internacional em 2023”.
Numa declaração, a Presidência ucraniana especificou que o encontro decorreu em Rzeszow, no sudeste da Polónia, cidade de trânsito de grande parte da ajuda destinada à Ucrânia e cujo aeroporto é protegido por um grande contingente militar norte-americano.
A reunião correu no dia seguinte à visita de Zelensky aos Estados Unidos — a primeira viagem ao exterior desde o início da invasão russa — onde se encontrou com o homólogo norte-americano, Joe Biden, e discursou no Congresso.
“Os presidentes [Zelensky e Duda] discutiram uma ampla gama de tópicos, com ênfase no fortalecimento das capacidades de defesa do Estado ucraniano e questões humanitárias”, disse a presidência ucraniana num comunicado hoje divulgado.
Segundo o documento, Zelensky agradeceu a Duda o “apoio firme” prestado à Ucrânia pela Polónia e pelos polacos, que acolhem um número elevado de refugiados ucranianos.
Entretanto, em Varsóvia, o Governo polaco elogiou hoje a decisão dos Estados Unidos de fornecer à Ucrânia sistemas de defesa antiaérea Patriot e recordou que a Polónia já se tinha disponibilizado para o fazer, o que foi recusado pela Alemanha.
“[Os Patriot] são um sistema eficaz para os ataques terroristas russos contra infraestruturas críticas ucranianas”, disse o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, após confirmar que a administração Biden garantiu um novo pacote de ajuda militar que inclui esses sistemas.
“Quando consideramos a transferência dos Patriot para a Ucrânia, pensamos essencialmente na segurança da Polónia, da Ucrânia e de todo o flanco oriental da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, acrescentou o ministro.
O governo polaco tinha proposto a transferência destes sistemas para o território ucraniano, pouco depois de Berlim ter prometido entregá-los a Varsóvia para melhorar a defesa deste país, membro da União Europeia (UE) e da Aliança Atlântica.
Dada à oposição de Berlim ao envio dos Patriot para a Ucrânia, a ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, e o homólogo polaco concordaram que o sistema de mísseis permaneceria em território na Polónia, face às necessidades defensivas do flanco leste da Aliança Atlântica.
Os Estados Unidos anunciaram quarta-feira que fornecerão ajuda militar à Ucrânia no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros), incluindo uma bateria de mísseis Patriot.
O anúncio da Casa Branca surgiu poucas horas antes da chegada de Zelensky, sendo que o pacote de ajuda inclui mil milhões de dólares em armas e equipamentos dos ‘stocks’ do Pentágono, incluindo a primeira transferência do sistema Patriot, e 850 milhões de dólares em financiamento através da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia (USAI, na sigla em inglês).
Parte da USAI será usada para financiar um sistema de comunicações por satélite, que provavelmente incluirá o Starlink, o crucial sistema de rede de satélites da SpaceX, de propriedade de Elon Musk.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-reune-se-com-presidente-polaco-para-analisar-estrategias-para-o-futuro
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Mais de 50 mil pessoas regressaram à cidade de Mykolaiv
22 de dezembro 2022 às 17:16
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/22/840317.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
"Isto significa que a vida está a regressar a Mykolaiv. É evidente que a frente [de guerra] se moveu, por isso, as pessoas estão a regressar a casa mesmo no inverno", disse Kyrylo Tymoshenko, chefe de gabinete adjunto da presidência ucraniana.
Nas últimas semanas, mais de 50.000 residentes regressaram à cidade de Mykolaiv, no sul da Ucrânia.
"Isto significa que a vida está a regressar a Mykolaiv. É evidente que a frente [de guerra] se moveu, por isso, as pessoas estão a regressar a casa mesmo no inverno", disse Kyrylo Tymoshenko, chefe de gabinete adjunto da presidência, durante uma visita à região, acrescentando que a ajuda humanitária "é primeiro prestada a cada comunidade desocupada, o que leva de um a dois meses".
A operação envolve as administrações militares regionais, o governo central, que aprova os fundos, e voluntários e organizações internacionais que distribuem "alimentos, roupa e materiais de construção", precisou, segundo a agência espanhola EFE.
O responsável frisou ainda a importância do pagamento antecipado das pensões e do reinício da atividade de bancos, assim como farmácias e lojas.
"É também psicologicamente importante que as pessoas possam comprar o que precisam. Por conseguinte, pedimos que lojas, padarias, etc. sejam abertas o mais rapidamente possível", disse.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788397/mais-de-50-mil-pessoas-regressaram-a-cidade-de-mykolaiv
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Ucrânia: Portugal alarga critérios para concessão de proteção temporária
Por MultiNews Com Lusa em 18:03, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Governo português decidiu hoje alargar os critérios para a atribuição de proteção temporária de forma a incluir mais pessoas que cheguem da Ucrânia a Portugal, na sequência da guerra, mas não tenham cidadania ucraniana.
Em comunicado, o Conselho de Ministros refere que “foi aprovada a resolução que revê os critérios específicos da concessão de proteção temporária a pessoas deslocadas da Ucrânia, ajustando-os às atuais características do conflito armado, particularidades dos fluxos migratórios e necessidades das pessoas que carecem de apoio”.
Com as alterações, mais pessoas poderão beneficiar do estatuto de proteção temporária nesse contexto, mesmo que não tenham cidadania ucraniana, esclareceu o gabinete da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, em resposta escrita à Lusa.
Em concreto, passam a estar abrangidos cônjuges de cidadãos ucranianos ou unidos de facto, há pelo menos dois anos, bem como os seus filhos, e outros familiares próximos que vivam no mesmo agregado familiar e “dependam totalmente, ou em grande parte, de pessoa cidadã ucraniana”.
A revisão dos critérios inclui também pessoas de outras nacionalidades que estejam a residir na Ucrânia e não possam “regressar de forma duradoura e segura” ao seu país de origem.
Portugal atribuiu, até quarta-feira, 56.272 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, segundo o balanço atualizado pelo Conselho de Ministros.
O executivo acrescenta ainda que já foram pagos quase 22 milhões de euros “a título de prestações sociais para que quem chega possa ter meios para subsistir condignamente”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-alarga-criterios-para-concessao-de-protecao-temporaria/
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Responsável russófono morto em atentado à bomba em Kherson
22 de dezembro 2022 às 18:48
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Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Num comunicado divulgado no Telegram, a administração local indicou que o responsável de Lioubymivka – localidade situada na margem esquerda do rio Dniepre – ocupada pelo exército russo e forças russófonas locais --, "morreu tragicamente após a explosão de um automóvel" provocada por "terroristas ucranianos".
Andrei Chtepa, responsável por Lioubymivka, uma localidade ucraniana sob controlo russo na região de Kherson, foi esta quinta-feira morto num atentado à bomba, anunciou a administração pró-russa neste território.
Num comunicado divulgado no Telegram, a administração local indicou que o responsável de Lioubymivka – localidade situada na margem esquerda do rio Dniepre – ocupada pelo exército russo e forças russófonas locais -, "morreu tragicamente após a explosão de um automóvel" provocada por "terroristas ucranianos".
Note-se que o rio Dniepre, que atravessa a Ucrânia, tornou-se na linha da frente nesta região e após os soldados russos se terem retirado em novembro da margem direita, situada a ocidente, devido ao avanço das tropas ucranianas.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788408/responsavel-russofono-morto-em-atentado-a-bomba-em-kherson
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Ucrânia: Avião com 176 refugiados chegou a Lisboa
Por MultiNews Com Lusa em 19:13, 22 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um voo humanitário com 176 refugiados ucranianos chegou hoje a Lisboa cerca das 17:00 proveniente da Moldova, um avião da companhia aérea ucraniana de baixo custo “Sky Up Airlines”.
O avião aterrou em Lisboa pouco antes das 17:00 e uma hora depois os passageiros já tinham desembarcado no aeroporto militar de Figo Maduro.
Os refugiados são sobretudo mulheres e crianças, alguns chegados hoje mesmo à Moldava provenientes de Kiev.
A chegada dos refugiados decorre da iniciativa “Check-In Esperança”, fruto de uma parceria entre a associação “Ukrainian Refugees UAPT” e a empresa Leroy Merlin.
De acordo com a organização, o avião partirá para a Moldova dentro de algumas horas com 15 toneladas de bens como aquecedores, geradores e produtos de higiene, para depois serem transportados por camiões humanitários até Kiev e serem distribuídos a populações necessitadas.
A associação disse em comunicado que este é o sexto voo que já realizou.
As duas entidades, a associação e a empresa, no mesmo comunicado, garantem que vão assegurar o acompanhamento de longo prazo aos refugiados recém-chegados.
A “Ukrainian Refugees UAPT” foi fundada em fevereiro de 2022 e é uma organização sem fins lucrativos, sediada em Portugal, que presta apoio a refugiados da guerra na Ucrânia, decorrente da invasão russa.
A guerra na Ucrânia causou pelo menos 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões de refugiados em países europeus, pelo que as Nações Unidas classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-aviao-com-176-refugiados-chegou-a-lisboa/
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Portugal continuará a apoiar Kiev até que recupere a soberania total
MadreMedia / Lusa
22 dez 2022 19:26
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O chefe da diplomacia portuguesa, João Gomes Cravinho, garantiu hoje que Portugal continuará a apoiar e a solidarizar-se com a Ucrânia até que as autoridades de Kiev recuperem a totalidade da soberania do país, invadido pela Rússia.
Cravinho falava à agência Lusa no final da assinatura de um Memorando de Entendimento entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros de Portugal e da Polónia sobre ajuda humanitária e assistência à Ucrânia, no valor de 30 milhões de euros, destinado a apoiar o orçamento polaco para acudir aos cerca de 3,5 milhões de refugiados ucranianos em solo polaco.
“Portugal continuará a apoiar e a solidarizar-se com a Ucrânia até que as autoridades de Kiev recuperem totalmente a soberania territorial”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros português, salientando que Portugal tem atuado em quatro vertentes no apoio ao conflito desencadeado pela invasão russa, a 24 de fevereiro.
“Temos a vertente política, com os apoios institucionais e formais nas organizações internacionais; o militar, já enviámos centenas de toneladas em equipamento militar; o financeiro, no valor de 250 milhões de euros, anunciados durante a visita do primeiro-ministro [português, António Costa] a Kiev; e o humanitário, pois já acolhemos mais de 55 mil refugiados ucranianos”, sublinhou Cravinho.
O chefe da diplomacia lembrou, nesse contexto, o prosseguimento do esforço humanitário com o voo que chega hoje a Lisboa com 170 refugiados ucranianos a bordo e que, algumas horas depois, parte para a Moldova com 15 toneladas de bens de primeira necessidade, como aquecedores, geradores, produtos de higiene, entre outros, para depois serem transportados por camiões humanitários até Kiev, onde serão distribuídos pela população em função das necessidades identificadas.
“Portugal é um dos países cuja população mais apoia, acima dos 90%, de forma consistente, a crise de refugiados da Ucrânia. Ao darmos todos este apoio, estamos a demonstrar isso mesmo, a solidariedade da população portuguesa”, sublinhou.
O memorando de entendimento foi assinado pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, Francisco André, e pela embaixadora da Polónia em Lisboa, Joanna Pilecka, que, também à Lusa, agradeceu o esforço de Portugal no apoio às autoridades polacas.
“São dois países longe um do outro, mas próximos na solidariedade e no apoio humanitário na trágica invasão russa da Ucrânia. [Os 30 milhões de euros] são uma oferta generosa à Polónia que, para nós, tem três dimensões: o apoio aos 3,5 milhões de refugiados ucranianos na Polónia, o apoio a todo o suporte logístico da ajuda à Ucrânia e também como doador”, frisou a diplomata polaca.
“Mas o que gostaria de sublinhar é que, para nós, Polónia, onde 77% da população apoia os refugiados desta tragédia no nosso vizinho, este gesto de Portugal não tem só um valor simbólico, mas também a determinação em ajudar. Quero deixar aqui a gratidão do meu país”, acrescentou.
Também em declarações à Lusa, o encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia em Lisboa, Volodymyr Kazlov, mostrou “gratidão” ao apoio que Portugal tem dado “à invasão russa”, salientando o número “elevado” de refugiados ucranianos, cerca de 55 mil.
Kazlov sublinhou esperar que a guerra acabe com a vitória da Ucrânia em 2023 e saudou o facto de Portugal e a Polónia serem “amigos” do país, sublinhando esperar que, no próximo ano também, o país possa tornar-se membro da União Europeia (UE).
“Gostaria de agradecer a todo o povo português toda a ajuda nesta situação difícil. Muitos portugueses entregam muitos bens na embaixada [da Ucrânia em Lisboa], até geradores, pois sabem da situação energética dramática que se vive na Ucrânia. Por isso, o memorando de entendimento testemunha a nossa amizade com os dois países e espero que, em 2023, quando ganharmos a guerra, possamos dar um impulso ainda maior a essa amizade”, afirmou.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-continuara-a-apoiar-kiev-ate-que-recupere-a-soberania-total
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EUA aprovam 1,7 triliões de dólares para agências federais e ajuda à Ucrânia
MadreMedia / Lusa
22 dez 2022 22:43
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O Senado norte-americano aprovou hoje despesas de 1,7 triliões de dólares que financia agências federais até setembro e providencia ajuda militar e económica à Ucrânia, um dia após o discurso dramático do Presidente ucraniano no Congresso.
O projeto de lei, que tem 4.155 páginas, inclui cerca de 772,5 mil milhões de dólares para programas domésticos e 888 mil milhões de dólares para a defesa e financiamento de agências federais até ao final do ano fiscal, no final de setembro.
A iniciativa legislativa foi aprovada por uma votação de 68-29 e agora seguirá para a Câmara para uma votação final, antes de poder ser enviada ao Presidente Joe Biden para ser assinada em lei.
“Este é um dos pacotes de dotações mais significativos que fizemos em muito tempo”, disse o líder da maioria do Senado, Chuck Schumer, acrescentando: “O leque de pessoas que ajuda é grande e profundo”.
Os legisladores aceleraram para obter a aprovação do projeto de lei, antes de um encerramento parcial do Governo, à meia-noite de sexta-feira.
Muitos estavam ansiosos por completar a tarefa antes do previsto agravamento das condições climatéricas, que os poderiam deixar bloqueados em Washington, antes das férias, e outros tentavam anteceder-se a uma nova representação para o próximo ano.
Os senadores ouviram Zelenskyy falar da importância da ajuda dos Estados Unidos ao seu país para a guerra com a Rússia, na noite de quarta-feira.
A medida prevê cerca de 45 mil milhões de dólares em assistência militar, económica e humanitária à nação devastada e aos aliados da NATO, mais do que Biden pediu, elevando a assistência total, até agora, para mais de 100 mil milhões de dólares.
“O vosso dinheiro não é caridade”, disse Zelenskyy aos legisladores e aos americanos que assistiam à sua intervenção a partir das suas casas.
“É um investimento na segurança global e na democracia que lidamos da forma mais responsável”, prosseguiu.
Os legisladores estavam em desacordo sobre quais as emendas a serem votadas, para que a votação final se realizasse de forma expedita.
Os impasses tinham o potencial de impedir a aprovação do projeto de lei antes da meia-noite de sexta-feira. Mas as negociações durante a noite levaram a um avanço e os senadores reuniram-se cedo na manhã de hoje para trabalharem através de mais de uma dúzia de emendas, antes de chegarem a uma votação final.
O projeto de lei de despesas é apoiado por Schumer e pelo líder republicano do Senado Mitch McConnell, embora por razões diferentes.
McConnell citou o aumento de 10% nos gastos com a defesa, que segundo ele dará às Forças Armadas Americanas o financiamento e a garantia necessários para garantir a segurança do país.
“Os maiores militares do mundo terão o aumento de financiamento de que necessitam, ultrapassando a inflação”, disse McConnell, que enfrentou o empurrão de muitos republicanos que não apoiam a lei das despesas e se ressentem de serem forçados a votar num pacote tão maciço, com tão pouco tempo antes de um possível encerramento e do feriado de Natal.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eua-aprovam-17-trilioes-de-dolares-para-agencias-federais-e-ajuda-a-ucrania
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G7 insta Bielorrússia a parar apoio a Moscovo e ameaça com sanções
MadreMedia / Lusa
22 dez 2022 21:54
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O G7 exortou hoje as autoridades bielorrussas a terminarem o apoio à invasão russa da Ucrânia e ameaçaram Minsk com sanções, caso continue a permitir que as Forças Armadas russas utilizem o seu território no contexto da guerra.
“Qualquer outra participação ativa na guerra de agressão ilegal da Rússia seria contrária à vontade e às aspirações do povo bielorrusso. Se as autoridades bielorrussas envolverem a Bielorrússia mais diretamente na guerra da Rússia, o G7 imporá custos adicionais esmagadores ao regime”, sublinharam os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, o conjunto dos sete países mais ricos do mundo, em comunicado.
Os chanceleres do G7 prometeram ainda “melhorar e coordenar estreitamente os esforços para corresponder às necessidades urgentes da Ucrânia por equipamentos militares e de defesa, especialmente de defesa aérea”.
O G7 é formado pelos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Canadá, Reino Unido, França e Itália.
Também os ministros das Finanças do G7, que se reuniram hoje pela última vez antes do final do ano, reafirmaram o seu compromisso com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no sentido de prestar ajuda económica a Kiev no quadro da “guerra de agressão”.
“Reafirmamos que com as nossas sanções não visamos alimentos. Permitimos explicitamente o livre fluxo de produtos agrícolas e fazemos todo o possível para minimizar o possível impacto negativo e efeito indireto em países terceiros”, destaca ainda o G7 no comunicado.
Os países mais industrializados sublinharam ainda que, em conjunto com a comunidade internacional, mostraram “unidade, criatividade e força” para atender às “necessidades humanitárias, materiais e financeiras urgentes da Ucrânia”.
“Até 2022, mobilizamos 32.700 milhões de dólares (cerca de 30.900 milhões de euros) em apoio orçamental para ajudar a Ucrânia a diminuir o seu défice de financiamento para este ano. Este valor total foi desembolsado ou está em processo de desembolso”, sublinharam.
O G7 salientou ainda que até 2023 asseguraram 32.000 milhões de dólares (cerca de 30.200 milhões de euros) em apoio a Kiev, um montante que inclui 18.000 milhões de dólares (cerca de 17.000 milhões de euros) da União Europeia, juntamente com uma doação dos Estados-membros para cobrir os custos.
Este é um complemento ao último pacote de apoio aprovada pelo executivo de Joe Biden, que pode ser aprovado pelo Congresso norte-americano esta semana, bem como o desembolso “iminente” de 500 milhões de dólares (cerca de 472 milhões de euros) em empréstimos adicionais do Banco Mundial garantidos pelo Reino Unido.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/g7-insta-bielorrussia-a-parar-apoio-a-moscovo-e-ameaca-com-sancoes
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Ucrânia. Armas no sapatinho
23 de dezembro 2022 às 08:04
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/23/840349.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Com a oferta dos Patriot, a relação dos EUA e da Ucrânia entrou ‘numa nova fase’. Mas o resto da lista de prendas causa discórdia nos bastidores.
Será um natal duro e gelado para os ucranianos, que tentam sobreviver à ofensiva do Kremlin contra a infraestrutura elétrica do seu país. E os militares, mesmo estando conscientes das dificuldades enfrentadas pelas suas famílias, procuram uma vulnerabilidade nas linhas russas, esperando quebrá-las antes que lá cheguem ainda mais reservistas recrutados à força pelo regime de Vladimir Putin. Já Volodymyr Zelensky dirigiu-se a Washington, para obter mais armas para as suas tropas.
Quando viajou para a Polónia de comboio, saindo na estação de Przemysl e seguindo numa mota 4x4 branca antes de atravessar o Atlântico numa aeronave militar americana, o Presidente ucraniano levou consigo uma bandeira da Ucrânia, trazida da sua visita ao ponto mais sangrento da linha da frente, Bakhmut, para ser oferecida ao Congresso americano. Já Zelensky, na sua primeira saída da Ucrânia desde o início da invasão russa, também recebeu uma prenda de natal antecipada. Tendo Joe Biden, numa conferência de imprensa conjunta, anunciado o envio de ajuda militar no valor de mais de 1,8 mil milhões de dólares, equivalente a 1,7 mil milhões de euros. Incluindo uma bateria dos ansiados mísseis Patriot, visto como um dos mais capazes sistemas de defesa antiaérea do planeta, cuja entrega foi descrita por Zelensky como «uma nova fase» na já estreita cooperação entre a Ucrânia e os Estados Unidos.
Cada bateria de Patriots, que só costumam ser vendidos aos aliados mais próximos de Washingtom, custa uns mil milhões de euros. Estão montadas em camiões e consistem num sistema de lançamento com oito lançadores contendo até quatro mísseis cada, assim como um radar e uma estação de controlo. Trata-se de um sistema com alcance de até 160 km, dependendo do míssil usado, capaz de cobrir uma área de cerca de 68 quilómetros, segundo informaram à DW as Forças Armadas alemãs, que possuem Patriots. É muito eficaz contra helicópteros, aeronaves, mísseis de cruzeiro ou balísticos, dificultando a capacidade do Kremlin devastar a Ucrânia. Contudo, os Patriot não só precisam de ser manejados por uma equipa de 90 tropas, altamente treinadas, algo que ainda irá demorar, como têm grandes dificuldades contra as vagas de drones iranianos baratos a que os russos têm usado contra a rede elétrica.
Os Shahed-136 comprados pelos russos, que os rebatizaram de Geran-2, são pequenos e voam muito perto do chão. Tendo os Patriot mostrado dificuldade contra esse género de alvo na Arábia Saudita, que apesar de possuir estas defesas antiaéreas é recorrentemente atingida com outro modelo de drones kamikaze iraniano, os Qased, disparados pelo houthis, um grupo rebelde iemenita aliado de Teerão. Além de cada míssil disparado pelos Patriot custar mais de um milhão de dólares – os modelos mais recentes chegam aos quatro milhões de dólares – e não compensar usá-los para destruir drones que custam umas poucas centenas de dólares cada.
Os mísseis desta bateria de Patriots enviada pelos EUA deverão ser reservados para alvos prioritários, podendo potencialmente proteger Kiev contra a ameaça do uso de armas nucleares táticas pelo regime de Vladimir Putin. Talvez mais importante ainda, são um sinal de que Washington finalmente ultrapassou as suas reticências em providenciar armamento mais pesado aos ucranianos. Os Patriot faziam parte de uma longa lista de prendas pedidas pela Ucrânia, que inclui F-16, tanques mais avançados ou mísseis de longo alcance, e que foi divulgada pelo Presidente ucraniano no início deste mês.
No entanto, por trás da pompa, circunstância e demonstrações de união, os comandantes militares de Zelensky e o Pentágono discordam quanto ao que a Ucrânia precisa para derrotar os invasores. Os ucranianos, ansiosos por conduzir novas contraofensivas ainda durante o inverno, pretendem receber tanques M1 Abrams, para conseguir avançar em profundidade caso quebrem as linhas russas, como fizeram no sudeste de Kharkiv, tomando Izyum. Mas os M1 Abrams, que estilhaçaram as formações de blindados soviéticos de Saddam Hussein durante a invasão do Iraque, são demasiado complexos de operar e difíceis de manter para a Ucrânia, garantiram dirigentes do Pentágono ao Washington Post, considerando que as forças ucranianas já possuíam tanques suficientes.
Outra fonte de discórdia é o que fazer quanto às vagas de bombardeamentos aéreos russos. Os americanos querem criar umas defesa às camadas, com sistemas mais avançados como os Patriot a destruir alvos de alto valor e outros menos dispendiosos a caçar drones. Mas para o Governo de Kiev a única maneira de impedir de vez a devastação é atingir a origem dos bombardeamentos.
O que significa «ataques combinados contra alvos estacionários do inimigo, primeiro contra as pistas das bases de aeronaves de ataque russas, e nas áreas das posições de lançamento de mísseis balísticos e de cruzeiro», escreveu Mykhailo Zabrodskyi, vice-presidente do Comité para Segurança Nacional, Defesa e Inteligência da Ucrânia, num artigo para a agência Ukrinform. Daí que Zelensky tenha pedido o envio de mísseis terra-terra de longo alcance americanos MGM-140 ATACMS. Algo que Biden garantiu que não deixará no sapatinho do seu homólogo ucraniano.
O receio da Casa Branca é que isso provocasse Putin, que já descreve a sua «operação militar especial» como sendo contra toda a NATO. «É bem sabido que o potencial e capacidade militar de quase todos os principais países da NATO está a ser ativamente utilizado contra a Rússia», queixou-se o Presidente russo, enquanto Zelensky se dirigia a Washington, num discurso perante as chefias militares russas. «Apesar disso, os nossos soldados, sargentos e oficiais estão a lutar», garantindo que estão a avançar «passo a passo».
Passo a passo é uma maneira exata de descrever os avanços russos, que ficaram na defensiva em praticamente toda a linha da frente, exceto em Bakhmut, onde lançam bombardeamentos massivos de artilharia e assaltos com pequenos contingentes de infantaria. É uma maneira de capitalizar o fluxo de carne para canhão que vai chegando à linha da frente. Temendo os comandantes ucranianos que, caso não lancem um golpe devastador às forças russas antes da primavera, Putin consiga treinar um novo exército e avançar de novo, vindo de várias direções, a partir do leste, do sul ou até da Bielorrússia, numa repetição do que se assistiu nos primeiros momentos da invasão.
«Os russos estão a preparar cerca de 200 mil tropas frescas», avisou o general Valery Zaluzhny, comandante em chefe das Forças Armadas ucranianas, ao Economist, esta semana. «Não tenho dúvidas de que farão outra tentativa contra Kiev».
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788428/ucr-nia-armas-no-sapatinho
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Político russo quer Putin investigado por utilizar a palavra “guerra” sobre o conflito na Ucrânia
Por Francisco Laranjeira em 13:25, 23 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/11/putin-zolotov.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um político de São Petersburgo pediu aos promotores de Justiça da Rússia para investigar o presidente Vladimir Putin por este ter usado a palavra “guerra” para descrever o conflito na Ucrânia, acusando o chefe do Kremlin de violar a sua própria lei.
Ao longo dos últimos meses, Putin sempre descreveu a sua invasão como uma “operação militar especial”, tendo assinado leis, em março último, que previam multas pesadas e penas de prisão por desacreditar ou espalhar “informações deliberadamente falsas” sobre as forças armadas, sobretudo colocando as pessoas em risco por chamarem o conflito de “guerra”.
Mas, esta quinta-feira, Putin afastou-se da expressão habitual, em conferência de imprensa: “O nosso objetivo não é fazer girar este volante de um conflito militar, mas, pelo contrário, pôr fim a esta guerra”, referiu o presidente russo aos jornalistas.
Nikita Yuferev, conselheiro da oposição na cidade onde Putin nasceu, apontou no entanto que sabe que a sua contestação legal não vai levar a lado nenhum mas decidiu apresentá-la para expor a “falsidade” do sistema. “É importante para mim fazer isso para chamar a atenção para a contradição e a injustiça dessas leis que Putin adota e assina, mas que ele mesmo não observa”, observou o político, em declarações à agência ‘Reuters’. “Acho que quanto mais falarmos sobre isso, mais as pessoas vão duvidar da sua honestidade, da sua infalibilidade e menos apoio terá.”
Em carta aberta, Yuferev pediu pediu ao procurador-geral e ministro do Interior que “responsabilize (Putin) perante a lei por espalhar notícias falsas sobre as ações do exército russo”.
Yuferev, que pediu à Reuters para não divulgar sua localização, disse que os críticos de Putin que chamaram publicamente a guerra de guerra sofreram duras punições, apesar de diversos críticos do presidente russo terem sofrido recentemente duras punições.
O político da oposição Ilya Yashin foi condenado a 8 anos e meio este mês por espalhar “informações falsas” sobre o exército. Em julho, outro vereador local, Alexei Gorinov, foi condenado a sete anos por criticar a invasão.
Após a publicação da carta aberta, Yuferev disse ter recebido centenas de mensagens de ódio, embora continue a acreditar que a maioria dos russos entende o que realmente se passa na Ucrânia. “Guerra, na sociedade russa, é uma palavra assustadora. Todos foram criados por avós que viveram a II Guerra Mundial, todos se lembram do ditado ‘tudo menos a guerra'”, finalizou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/politico-russo-quer-putin-investigado-por-utilizar-a-palavra-guerra-sobre-o-conflito-na-ucrania/
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Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia era agente da KGB e escondeu passado como “magnata do álcool e tabaco”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:42, 23 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/kirill.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa da Rússia esconde um passado como como agente da KGB e da FSB, tendo também ocultado que fez fortuna em negócios milionários de comércio de tabaco e álcool. Quem o garante é um ex-espião russo da KGB.
Serhii Zhirnov, que trabalhou nos serviços secretos da Rússia, revelou em entrevista ao canal ‘UNIAN’ assegura que o líder religioso russo, muito próximo de Putin, é um oligarca com uma grande fortuna, amealhada nos anos 90, através da importação e distribuição de bebidas alcoólicas e produtos de tabaco.
Segundo afirma o ex-agente da KGB, em alguns círculos de Moscovo Kirill, de nome real Vladimir Mikhailovich Gundyayev, era conhecido como “O Magnata do Tabaco”.
“Mesmo que não fosse um grande bandido, é claramente um grande capitalista, e um oligarca, no mais puro e literal sentido da palavra”, começa por acusar Zhirnov.
O ex-agente secreto continua e justifica: “Porque a igreja dele lucra com as pessoas, envolve-se em várias atividades comerciais, recebe ofertas e doações, que estão todas isentas de quaisquer impostos ou taxas”.
Na entrevista, o russo assegura que o Patriarca de Moscovo “tem muito dinheiro, como aliás tem toda a gente na Igreja Ortodoxa da Rússia”, e explicou que os sinais de que o religioso também é um agente da KGB saltam à vista.
Zhrinov recorda um evento religioso na década de 1970, em que Kirill foi a Genebra, na Suíça, para representar a instituição religiosa no Conselho Mundial de Igrejas num evento. O russo acabou por lá ficar durante mais de dois anos. “Nenhum padre, que não fosse inimigo ideológico, ficaria ali numa missão a longo-termo em Genebra, a não ser que fosse nosso agente infiltrado, ou até um dos nossos empregados”, disse o ex-oficial da KGB.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/patriarca-da-igreja-ortodoxa-da-russia-era-agente-da-kgb-e-escondeu-passado-como-magnata-do-alcool-e-tabaco/
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Rússia exige à NATO e aos Estados Unidos o fim do apoio financeiro e militar à Ucrânia como condição para negociar a paz
Por Francisco Laranjeira em 14:49, 23 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia garantiu, esta sexta-feira, que não haverá negociações de paz para terminar o conflito na Ucrânia enquanto houver pessoal da NATO e dos Estados Unidos no país.
Para o diplomata russo Alexander Darchiev, diretor do Departamento para a América do Norte do ministério russo, há duas condições para que se possam lançar “negociações sérias” para estabelecer a paz no quadro da guerra na Ucrânia, considerando que, sem eles, “não é possível” avançar no diálogo.
Assim, entre as condições está a indicação de que a NATO e os Estados Unidos devem pôr fim aos pacotes de ajuda financeira e militar, assim como a presença de elementos na Ucrânia, ou o reconhecimento da “verdadeira situação do território do país”, indicou, em entrevista à agência estatal russa ‘TASS’.
“Será prematuro lançar negociações sérias sobre garantias de segurança no contexto da Ucrânia e da região euro-atlântica enquanto são injetados armas e fundos no regime ucraniano, enquanto os militares americanos e da NATO permanecem no país, e a menos que reconhecam alguns desenvolvimentos práticos no terreno”, sublinhou Darchiev.
O diplomata russo garantiu que a “bola está agora no campo dos Estados Unidos”, tendo referido que o Kremlin fez “uma tentativa honesta de chegar a uma acordo”, pelo que Moscovo, “nestas circunstâncias”, não confia “nos Estados Unidos nem no Ocidente”.
“Como se viu há algum tempo, as doces garantias ocidentais de não ter qualquer intenção agressiva e de estar comprometido com os acordos de Minsk disfarçaram o esforço de rearmar o exército ucraniano e concentrar forças para retomar Donbass e destruí-lo”, finalizou o diplomata.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-exige-a-nato-e-aos-estados-unidos-o-fim-do-apoio-financeiro-e-militar-a-ucrania-como-condicao-para-negociar-a-paz/
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Países Baixos disponibilizam 2,5 mil milhões de euros a Kiev para 2023
MadreMedia / Lusa
23 dez 2022 19:06
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Governo dos Países Baixos anunciou hoje um pacote total de 2,5 mil milhões de euros de apoio à Ucrânia para 2023, em grande parte destinado a equipamentos militares.
“Cerca de dois mil milhões são destinados ao apoio militar”, precisou o primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte, no decurso de uma conferência de imprensa em Haia.
“O restante será para as áreas humanitária, para a reconstrução de infraestruturas” e no combate à impunidade, acrescentou.
“A utilização exata da contribuição depende das necessidades dos ucranianos e da forma como irá decorrer a guerra”, sublinhou por sua vez o Governo em comunicado.
A ajuda aos trabalhos de reconstrução está destinado à recuperação de infraestruturas, incluindo as energéticas, para além de hospitais, habitações, agricultura ou operações de desminagem, pormenorizou o Governo.
Na semana passada, a ministra da Defesa neerlandesa, Kajsa Ollongren, indicou que os Países Baixos disponibilizaram até ao momento cerca de mil milhões de euros de ajuda militar à Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.
“Os Países Baixos continuarão a apoiar a Ucrânia enquanto a Rússia prosseguir a guerra na Ucrânia”, declarou hoje Rutte em mensagem no Twitter, acrescentando que contactou por telefone o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre as decisões hoje anunciadas por Haia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/paises-baixos-disponibilizam-25-mil-milhoes-de-euros-a-kiev-para-2023
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Putin utiliza a palavra "guerra" e EUA instam o líder russo a "reconhecer a realidade"
MadreMedia / Lusa
23 dez 2022 22:35
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os Estados Unidos exortaram hoje Vladimir Putin a reconhecer a realidade do conflito na Ucrânia e a retirar as suas tropas, após o Presidente russo ter utilizado a palavra "guerra", banida da Rússia, numa conferência de imprensa.
Desencadeada em 24 de fevereiro, a invasão russa na Ucrânia é oficialmente chamada de “operação militar especial” na Rússia.
As autoridades russas introduziram uma lei que prevê pesadas penas de prisão para qualquer publicação de informações sobre o Exército russo consideradas “falsas” e várias pessoas foram condenadas, em particular depois de terem chamado publicamente o conflito de “guerra”.
No entanto, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira, Vladimir Putin usou esta palavra, garantindo que deseja que o conflito na Ucrânia termine “o mais rápido possível”.
“Desde 24 de fevereiro, os Estados Unidos e o resto do mundo sabem que ‘a operação militar especial’ é uma guerra não provocada e injustificada contra a Ucrânia”, sublinhou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.
“No final, depois de 300 dias, Putin chamou a guerra pelo nome”, acrescentou, instando Putin “como próximo passo para reconhecer a realidade” a “encerrar esta guerra retirando as suas tropas da Ucrânia”.
O Departamento de Estado lembrou que “a agressão da Rússia contra a soberania de seu vizinho causou morte, destruição e deslocamento de populações”, seja qual for a terminologia usada por Putin.
Nikita Iouferev, um deputado municipal russo, anunciou esta quinta-feira à noite que apresentou uma queixa contra o Presidente Vladimir Putin, a quem acusou de ter divulgado “informações falsas” ao utilizar a palavra “guerra” para descrever a operação na Ucrânia.
Este pedido tem poucas hipóteses de sucesso, especialmente porque o texto do eleito local contém vários erros factuais, como a data do discurso de Putin ou o próprio nome do Presidente, escrito no feminino, noticiou a agência France-Presse (AFP).
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-utiliza-a-palavra-guerra-e-eua-instam-o-lider-russo-a-reconhecer-a-realidade
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Congresso dos EUA aprova orçamentos para 2023 que incluem 45.000 milhões de dólares para a Ucrânia
MadreMedia / Lusa
23 dez 2022 23:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Congresso dos Estados Unidos aprovou hoje os orçamentos para o ano de fiscal de 2023, que contemplam um gasto de cerca de 1,7 biliões de dólares, incluindo 45.000 milhões de dólares para a Ucrânia.
A última votação na Câmara dos Representantes, câmara baixa do Congresso, permite evitar a paralisação da administração federal norte-americana, conhecida como ‘shutdown’.
O projeto de lei foi aprovado por 225 votos a favor e 201 contra.
Na quinta-feira, a câmara alta norte-americana (Senado) tinha dado a sua aprovação por 68 votos a favor e 29 contra.
Falta agora os orçamentos serem ratificados pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que já assegurou que o irá fazer assim que receba os documentos.
As duas câmaras do Congresso tinham aprovado, preventivamente, uma resolução paralela que prorrogava os atuais orçamentos por mais uma semana, até 30 de dezembro, para garantir o funcionamento do governo federal.
Estes orçamentos para o ano fiscal de 2023, que vai de 01 de outubro a 30 de setembro de 2023, incluem um orçamento de defesa avaliado em cerca de 858 mil milhões de dólares (809 mil milhos de euros) e outros 800 mil milhões dólares (755 mil milhões de euros) para outros itens, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Também cobrem 40,6 mil milhões de dólares (38 mil milhões de euros) para lidar com secas, furacões, inundações, incêndios e outros desastres naturais e emergências nos Estados Unidos; e cerca de 45 mil milhões de dólares (43 mil milhões de euros) em ajuda económica, humanitária e de segurança para a Ucrânia.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que viciou Washington na quarta-feira para um encontro com Biden, defendeu naquele dia no Congresso que o dinheiro para seu país não é caridade: “É um investimento na segurança global e na democracia”.
O projeto de lei tinha ficado suspenso no Senado devido a duas emendas sobre a gestão na fronteira com o México, devido à crise migratória, que foram rejeitadas.
O regulamento inclui também uma reforma para dar maiores garantias à contagem eleitoral, ao esclarecer que o vice-presidente não tem poder para revogar os resultados das eleições presidenciais.
Esta mudança ocorre na véspera do segundo aniversário do ataque ao Capitólio, de 06 de janeiro de 2021, quando apoiantes de Donald Trump tentaram impedir a certificação da vitória eleitoral de Biden.
O líder da maioria Democrata na Câmara de Representantes, Steny Hoyer, congratulou-se com a aprovação dos orçamentos, salientando o apoio à Ucrânia e a lei que garante que “o ataque vergonhoso à democracia não se repete”.
Já o atual líder da minoria na Câmara, Kevin McCarthy, que emergirá como presidente em janeiro, deixou alertas sobre os orçamentos: “A inflação, a economia e o governo vão piorar”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/congresso-dos-eua-aprova-orcamentos-para-2023-que-incluem-45-000-milhoes-de-dolares-para-a-ucrania
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Famalicão: Acenda uma vela pela Ucrânia
Dezembro 24, 2022 1:17 am
(https://cidadehoje.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/cidadehoje.pt-famalicao-acenda-uma-vela-pela-ucrania-2022-12-24_01-16-45-1024x683.jpg)
Fonte de imagem: cidadehoje.sapo.pt
O Município de Famalicão aproveita a época natalícia, em que se exaltam valores como a paz, amizade e solidariedade, para desafiar os famalicenses a acenderem uma vela pela Ucrânia este sábado e domingo e a partilharem o momento nas suas redes sociais, através da hashtag #BringLightToUkraine.
Esta iniciativa resulta dos desafios humanitários colocados pela guerra da Ucrânia e no âmbito do protocolo de geminação assinado entre Famalicão e a cidade ucraniana de Zhytomyr.
Fonte: cidadehoje.sapo.pt Link: https://cidadehoje.sapo.pt/famalicao-acenda-uma-vela-pela-ucrania/
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Guerra na Ucrânia. Artistas e padres visitam tropas ucranianas na linha da frente
MadreMedia
24 dez 2022 18:03
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=ZmNj0TmgXcLKAWOgyI8B74GmG1Nyx2TpURINQSRQruX18Jjm2VbTR0nUGcogA4q6ZdOTIJxYYOJNtwFEGtD8VNRpXfnTm9i79P1G/74mzRTe+I0=)
EPA/SERGEY KOZLOV
Um grupo de artistas visitou os soldados da Guarda Nacional Ucraniana que estão posicionados em Kharkiv, perto da fronteira russa.
Artistas e padres estiveram em alguns locais da linha da frente para motivar as tropas ucranianas durante a presente quadra natalícia.
Alguns ucranianos celebram o Natal no dia 25 de dezembro, mas grande parte da população celebra de acordo com o antigo calendário juliano ortodoxo, a 07 de janeiro.
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=770&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=MjQ0uVhC/zYwWiPb9Uv39IYCOef/9UYJDd8Ke2jJKFtqJyl9Brc0dWMqD33LfvhLYcIfLEHU0lzzXp1oz6+tt+W9ZI4B8WDjHnTo147RC0e4fw0=)
créditos: EPA/SERGEY KOZLOV
Kharkiv e áreas vizinhas têm sido alvo de pesados bombardeamentos desde o início da guerra, em fevereiro, quando as tropas russas entraram na Ucrânia, iniciando um conflito que provocou destruição e uma crise humanitária.
Na semana passada, segundo a BBC, o ministro da Defesa russo também anunciou a criação de uma "brigada criativa", que incluiria cantores e músicos, para "manter a moral e o estado psicológico e político das tropas russas elevado".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-artistas-e-padres-visitam-tropas-ucranianas-na-linha-da-frente
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Presidente do Parlamento Europeu apela a solidariedade com Ucrânia e os mais vulneráveis
MadreMedia / Lusa
24 dez 2022 18:29
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YWUyhWOA0GCnsRjrR30ltCNZVBZBO9gO0gsriqUx0KLrYslHWoz29nLRZVJdGL27i+p6s9CM8LvVf6Ik9Y4SJVHHfqfmYYVh20pySc3ZOnB5Bd4=)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, apelou hoje à solidariedade com a Ucrânia, mas também com os "vulneráveis, os que estão sozinhos, os esquecidos e os ignorados", numa mensagem de vídeo divulgada no Twitter para desejar feliz Natal.
Metsola apelou aos valores europeus e pediu solidariedade “com os que estão a combater na Ucrânia, com os presos na Bielorrússia, com os que estão nas ruas no Irão”.
A política conservadora destacou ainda a “necessidade de garantir dignidade para todos, para aqueles que lutam para sobreviver” e não podem “aquecer as casas” ou “alimentar os filhos”.
Metsola também se referiu a quem chega “em navios partidos à procura de uma nova vida” e a quem quer “viver e amar quem quiser”, mencionando ainda a necessidade de “empoderamento, igualdade e justiça”, principalmente para as mulheres que sofrem abusos e lutam para ter os mesmos direitos dos homens.
Na mensagem, pediu também o fim do racismo, da discriminação, do antissemitismo e da pobreza intergeracional.
A presidente do Parlamento Europeu não mencionou o escândalo de corrupção pelo alegado suborno do Qatar que está a ser investigado pela justiça belga e pelo qual é acusada a eurodeputada Eva Kaili, demitida por Metsola do cargo de vice-presidente.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-do-parlamento-europeu-apela-a-solidariedade-com-ucrania-e-os-mais-vulneraveis
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Guerra na Ucrânia: Kiev pede mais armas para evitar ataques como o de Kherson
MadreMedia / Lusa
24 dez 2022 18:47
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
A Ucrânia pediu novamente mais armas à comunidade internacional para permitir que as suas forças possam punir os "assassinos russos" e evitar tragédias como a que ocorreu hoje em Kherson.
O pedido foi feito pelo ministro da Defesa, Oleksei Reznikov, segundo a agência espanhola Europa Press, horas depois de um ataque russo ter matado oito pessoas na cidade de Kherson (sul) e ferido meia centena.
“O bombardeamento bárbaro de Kherson por terroristas russos não é apenas mais um crime de guerra, mas também uma vingança contra os seus residentes, que resistiram à ocupação e provaram a todo o mundo que Kherson é a Ucrânia”, disse Reznikov.
Controlada pela Rússia desde o início de março, Kherson é uma das cidades recuperadas pelas forças ucranianas no âmbito de uma contraofensiva que lançaram nos últimos meses, depois de terem recebido armamento dos seus aliados ocidentais.
A cidade é a capital da região de Kherson, que a Rússia declarou como anexada no final de setembro, juntamente com Donetsk, Lugansk e Zaporijia, onde se localiza a maior central nuclear da Europa.
A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas regiões anexadas.
Os Estados Unidos anunciaram o fornecimento de sistemas de mísseis Patriot à Ucrânia durante uma visita a Washington, na quarta-feira, do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Foi a primeira viagem de Zelensky ao estrangeiro desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.
O ministro da Defesa ucraniano pediu mais sistemas de defesa antiaérea, artilharia e munições de longo alcance.
Reznikov recordou que a convenção internacional sobre a guerra proíbe ataques contra zonas urbanas, algo com que “os ocupantes russos não se importam”, segundo disse.
O ministro seguiu a linha adotada por Zelensky, que acusou Moscovo de matar por prazer.
“Isto não é uma guerra de acordo com as regras definidas. Isto é terror, isto é matar para intimidar e por prazer”, afirmou Zelensky nas redes sociais sobre o ataque que vitimou civis em Kherson.
Com as suas forças circunscritas a algumas zonas do sul e leste da Ucrânia, a Rússia tem bombardeado, nos últimos meses, o sistema de energia de um país que regista temperaturas muito baixas no inverno.
Esta tática russa foi denunciada recentemente pela ONU, que alertou para o risco que correm milhões de civis na Ucrânia, bem como para a possibilidade de uma nova onda de refugiados na Europa.
Mais de 7,8 milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes das Nações Unidas.
Desconhece-se o número exato de baixas civis e militares em dez meses de guerra, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-pede-mais-armas-para-evitar-ataques-como-o-de-kherson
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Zelensky: "Nenhum drone é capaz de apagar o amanhecer do Natal"
MadreMedia
25 dez 2022 09:21
(https://i.ibb.co/rsy5pcG/Sem-T-tulo.png)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sublinhou no sábado, numa mensagem de esperança ao país por ocasião do Natal, as "circunstâncias difíceis" que o povo ucraniano atravessa, apelando à sua "coragem e bravura".
"Vamos devolver a liberdade a todos os ucranianos", disse Zelensky num discurso transmitido pela Presidência ucraniana, no qual sublinhou a unidade do povo ucraniano e disse que "nenhum drone é capaz de apagar o amanhecer do Natal".
"Veremos a sua luz ainda que debaixo da terra num abrigo antibomba. Vamos encher os nossos corações de calor e luz", disse, elogiando o "espírito férreo" do povo ucraniano.
Zelensky garantiu que a luta "continuará" e "não será ameaçada por apagões programados ou de emergência".
"Nunca sentiremos falta de coragem", acrescentou o chefe de Estado ucraniano, salientando que, depois de tantas "notícias amargas", já é altura de "boas notícias".
Zelensky encorajou os cidadãos a celebrar as festas "como sempre", "cantando canções de Natal mais alto do que o som de um gerador" ou felicitando familiares, "mesmo que a comunicação e os serviços de internet não estejam a funcionar".
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-nenhum-drone-e-capaz-de-apagar-o-amanhecer-do-natal
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Ucrânia diz que ataques de sábado fizeram 16 mortos e 72 feridos entre civis
MadreMedia / Lusa
25 dez 2022 11:01
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As autoridades ucranianas afirmaram hoje que 16 civis morreram e outros 72 ficaram feridos na última ofensiva russa na véspera de Natal.
O chefe adjunto do gabinete presidencial, Kirilo Tymoshenko, disse que todas as mortes tinham sido registadas na região de Kherson, bem como 64 feridos. Dos restantes feridos, sete foram registados em Donetsk e um em Kharkiv.
A região de Kherson foi a mais duramente atingida pelos ataques russos nas últimas 24 horas.
No total, Kherson foi atingida por 74 ataques de mísseis e foguetes russos. De acordo com Kirilo Tymoshenko, os projécteis atingiram instalações de infraestruturas críticas, bem como edifícios privados, um hospital e uma escola, entre outros.
Ao longo da noite passada, foram relatados bombardeamentos pelas forças russas nas regiões de Sumy, Kharkiv, Zaporijia e Mikolaiv, entre outras.
O primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmigal, felicitou os ucranianos pela época festiva e agradeceu-lhes a força que demonstraram desde que a Rússia iniciou a invasão do país há dez meses.
“A guerra separou muitos de nós…. No entanto, apesar de todos os bombardeamentos e ataques terroristas, vamos perseverar. Nem o frio, nem a fome, nem a escuridão nos farão desesperar”, afirmou o primeiro-ministro ucraniano.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-que-ataques-de-sabado-fizeram-16-mortos-e-72-feridos-entre-civis
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Putin diz-se pronto a negociar "soluções aceitáveis", mas acusa o Ocidente de "dividir" a Rússia
MadreMedia
25 dez 2022 11:24
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EPA/PAVEL BEDNYAKOV/SPUTNIK/KREMLIN
A Rússia diz-se pronta a negociar com todas as partes envolvidas no conflito, disse hoje Vladimir Putin numa entrevista à televisão estatal, citada pela agência Reuters.
"Estamos prontos a negociar com todos os envolvidos sobre soluções aceitáveis, mas isso é com eles - não somos nós que nos recusamos a negociar, são eles", disse Putin à televisão estatal Rossiya 1.
"Acredito que estamos a agir na direção certa, estamos a defender os nossos interesses nacionais, os interesses dos nossos cidadãos, do nosso povo. E não temos outra escolha senão a de proteger os nossos cidadãos", disse Vladimir Putin na mesma entrevista.
Quando questionado sobre se o conflito geopolítico com o Ocidente se estava a aproximar-se de um nível perigoso, Putin negou-o.
"Não creio que seja tão perigoso", disse, citado pela agência Reuters.
Putin descreveu a Rússia como um "país único" e disse que a grande maioria de seu povo está unida para defendê-la.
"99,9% dos nossos cidadãos, o nosso povo, está pronto para dar tudo pelos interesses da Pátria", acrescentou.
Na entrevista, o presidente russo acusa ainda Ocidente de estar a tentar "dividir" a Rússia na Ucrânia.
"Tudo se baseia na política dos nossos adversários geopolíticos, que visam dividir a Rússia, a Rússia histórica", disse Putin, agora citado pela AFP.
"Dividir para reinar melhor': eles sempre tentaram fazê-lo, estão a tentar fazê-lo agora, mas o nosso objetivo é bastante diferente: unir o povo russo".
Putin usou o conceito de "Rússia histórica" para afirmar que ucranianos e russos são um só povo, justificando a guerra na Ucrânia.
"Estamos na direção certa, estamos a proteger os nossos interesses e dos nossos cidadãos", disse ainda.
Putin denunciou uma vez mais a posição de Kiev e dos seus aliados ocidentais que "se recusam a realizar conversações", reafirmando a sua "disponibilidade para negociar com todos os participantes neste processo, a fim de alcançar resultados aceitáveis".
"Tentámos sempre assegurar que quaisquer disputas que surjam sejam resolvidas por meios pacíficos, através de negociações", disse.
Questionado sobre a próxima entrega de um sistema de defesa aérea Patriot de Washington a Kiev, na sequência da visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos Estados Unidos, o Presidente russo disse estar "100% seguro" de que o exército russo "destruirá" este equipamento.
"Claro que o destruiremos, 100% de certeza", disse Putin na televisão russa.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-putin-diz-se-pronto-a-negociar-solucoes-aceitaveis
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Papa condena guerra sem sentido na Ucrânia e apela para silenciamento das armas
MadreMedia / Lusa
25 dez 2022 13:53
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O Papa Francisco apelou hoje para o "silenciamento das armas" na Ucrânia, que está a braços com uma "guerra sem sentido", durante a tradicional mensagem de Natal no Vaticano, em que voltou a falar de uma "terceira guerra mundial".
“Que o nosso olhar se preencha com os rostos dos nossos irmãos e irmãs ucranianos que estão a viver este Natal no escuro, no frio ou longe de casa, devido à destruição causada por dez meses de guerra”, disse o Papa argentino, perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro em Roma, alguns dos quais agitando bandeiras ucranianas.
“Que o Senhor nos prepare para gestos concretos de solidariedade para ajudar aqueles que sofrem, e que ilumine as mentes daqueles que têm o poder de silenciar as armas e pôr um fim imediato a esta guerra sem sentido”, acrescentou o pontífice, que incessantemente tem apelado à paz desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro.
Francisco lamentou ainda que as pessoas prefiram “ouvir outros argumentos ditados pela lógica do mundo” e observou “com tristeza que os ventos da guerra continuam a soprar o frio sobre a humanidade”.
Antes de pronunciar a bênção “Urbi et Orbi” (“à cidade e ao mundo”), o Papa deu a sua habitual visão geral dos conflitos no mundo, nomeando dez países afetados pela violência ou tensão, que descreveu como “teatros desta terceira guerra mundial”.
Entre eles estão o Afeganistão, o conflito israelo-palestiniano, o Iémen, a Síria, Myanmar, mas também o Líbano, que está a braços com uma crise económica e social sem precedentes, e o Haiti, onde mais de 1.400 pessoas foram mortas violentamente este ano, de acordo com a ONU.
Pela primeira vez, o Papa mencionou o Irão, que tem sido alvo de uma onda de protestos sem precedentes desde a Revolução Islâmica de 1979.
Desencadeados por reivindicações em defesa dos direitos das mulheres, os protestos levaram já à detenção de cerca de 14.000 pessoas desde meados de setembro, segundo a ONU, e à morte de 469 manifestantes, de acordo com a organização de Direitos Humanos do Irão, sediada em Oslo.
O líder da Igreja Católica exortou ainda à não-utilização de alimentos “como arma”, numa alusão aos conflitos no Corno de África.
“Cada guerra causa fome e utiliza a própria comida como arma, impedindo a sua distribuição às populações que já sofrem”, lamentou o jesuíta argentino, apelando a um compromisso “para que a comida seja apenas um instrumento de paz”.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-condena-guerra-sem-sentido-na-ucrania-e-apela-para-silenciamento-das-armas
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Resistir à Rússia na Ucrânia significa também celebrar o Natal em 25 de dezembro
MadreMedia / Lusa
25 dez 2022 15:44
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Alguns ucranianos ortodoxos decidiram celebrar este ano o Natal em 25 de dezembro, em vez de 07 de janeiro, como era habitual e como fazem os russos, numa decisão que dizem estar ligada à guerra.
A ideia de comemorar o nascimento de Jesus em dezembro era considerada radical na Ucrânia até há pouco tempo, mas a invasão da Rússia, lançada em 24 de fevereiro deste ano, mudou muitos corações e mentes, segundo a agência norte-americana AP.
Em outubro, a liderança da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, que não está alinhada com a igreja russa e um dos dois ramos do cristianismo ortodoxo no país, concordou em permitir que os fiéis celebrassem o Natal em 25 de dezembro.
A escolha tem claros tons políticos e religiosos numa nação com igrejas ortodoxas rivais e onde ligeiras revisões aos rituais podem ter um forte significado numa guerra cultural que decorre paralelamente à guerra militar.
Para algumas pessoas, a mudança de datas representa uma separação da Rússia, da sua cultura, e da religião.
As pessoas de uma aldeia nos arredores de Kiev votaram recentemente sobre a celebração do Natal.
“O que começou em 24 de fevereiro, a invasão em grande escala, é um despertar e um entendimento de que já não podemos fazer parte do mundo russo”, disse à AP Olena Paliy, uma residente de Bobrytsia, de 33 anos.
A Igreja Ortodoxa Russa, que reclama a soberania sobre a ortodoxia na Ucrânia, e algumas outras igrejas ortodoxas orientais continuam a utilizar o antigo calendário juliano.
O Natal cai 13 dias mais tarde nesse calendário, em 07 de janeiro, do que no calendário gregoriano utilizado pela maioria das igrejas e grupos seculares.
A Igreja Católica adotou pela primeira vez o calendário gregoriano moderno, mais astronomicamente preciso, no século XVI, e os protestantes e algumas igrejas ortodoxas têm, desde então, alinhado os seus próprios calendários para efeitos de cálculo do Natal.
O Sínodo da Igreja Ortodoxa da Ucrânia decretou, em outubro, que os reitores da igreja local podiam escolher a data juntamente com as suas comunidades, alegando que a decisão se seguia a anos de discussão, embora também tenha resultado das circunstâncias da guerra.
Em Bobrytsia, alguns membros da fé promoveram a mudança no seio da igreja local, que recentemente passou a fazer parte da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, sem quaisquer ligações à Rússia.
Quando foi realizada uma votação na semana passada, 200 das 204 pessoas votaram em 25 de dezembro como o novo dia para celebrar o Natal.
“Este é um grande passo, porque nunca na nossa História tivemos as mesmas datas de celebração do Natal na Ucrânia que todo o mundo cristão”, disse Roman Ivanenko, um funcionário público em Bobrytsia e um dos promotores da mudança.
“Todo o tempo estivemos separados”, disse Ivanenko, referindo que, com a mudança, estão “a quebrar a ligação” com os russos.
Como em toda a região de Kiev, a manhã de hoje em Bobrytsia começou com o som das sirenes a alertar para possíveis bombardeamentos, mas isso não impediu que as pessoas se reunissem na igreja para assistir pela primeira vez a uma missa de Natal em 25 de dezembro.
No final, não foram relatados ataques na capital.
“Nenhum inimigo pode tirar o feriado, porque o feriado nasce na alma”, disse o reverendo Rostyslav Korchak na sua homilia, durante a qual usou as palavras “guerra”, “soldados” e “maldade” mais do que “Jesus Cristo”.
Anna Nezenko, 65 anos, frequentou a igreja em Bobrytsia em cada Natal desde que o edifício foi inaugurado em 2000, embora sempre em 07 de janeiro.
Disse à reportagem da AP que não se sentia estranha ao fazê-lo hoje.
“O mais importante é o Deus que nasce no coração”, afirmou.
Em 2019, o patriarca ecuménico Bartolomeu, líder espiritual da Igreja Ortodoxa Oriental, concedeu total independência à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
Os ucranianos que favoreceram o reconhecimento de uma igreja nacional em conjunto com a independência política da Ucrânia em relação à antiga União Soviética há muito que procuravam essa aprovação.
A Igreja Ortodoxa Russa e o seu líder, o patriarca Cirilo, protestaram ferozmente contra a iniciativa, dizendo que a Ucrânia não se encontrava sob a jurisdição de Bartolomeu.
O outro ramo importante da ortodoxia no país, a Igreja Ortodoxa Ucraniana, permaneceu leal a Moscovo até ao início da guerra.
Declarou a independência em maio, três meses depois do início da guerra, embora permaneça sob escrutínio governamental.
Esta igreja tem tradicionalmente celebrado o Natal em 07 de janeiro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/resistir-a-russia-na-ucrania-significa-tambem-celebrar-o-natal-em-25-de-dezembro
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Putin afirma que o Ocidente está a tentar "dividir" a Rússia
Lusa
25 dez 2022 11:52
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Ocidente está a tentar "dividir" a Rússia na Ucrânia, disse hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, dez meses depois da invasão da Ucrânia pela Rússia.
"Tudo se baseia na política dos nossos adversários geopolíticos, que visam dividir a Rússia, a Rússia histórica", disse Putin numa entrevista, de que um excerto foi transmitido na televisão pública russa.
"'Dividir para reinar melhor': eles sempre tentaram fazê-lo, estão a tentar fazê-lo agora, mas o nosso objetivo é bastante diferente: unir o povo russo", disse Putin.
O presidente russo já tinha justificado a intervenção militar na Ucrânia em várias ocasiões pela necessidade de unir ucranianos e russos, que, na sua perspetiva, são um e o mesmo povo.
De acordo com Vladimir Putin, o exército russo está "a agir na direção certa" na Ucrânia.
"Estamos a proteger os nossos interesses nacionais, os interesses dos nossos cidadãos, do nosso povo", afirmou.
Putin denunciou uma vez mais a posição de Kiev e dos seus aliados ocidentais que "se recusam a realizar conversações", reafirmando a sua "disponibilidade para negociar com todos os participantes neste processo, a fim de alcançar resultados aceitáveis".
"Tentámos sempre assegurar que quaisquer disputas que surjam sejam resolvidas por meios pacíficos, através de negociações", disse.
Questionado sobre a próxima entrega de um sistema de defesa aérea Patriot de Washington a Kiev, na sequência da visita do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos Estados Unidos, o Presidente russo disse estar "100% seguro" de que o exército russo "destruirá" este equipamento.
"Claro que o destruiremos, 100% de certeza", disse Putin na televisão russa.
MC // JMR
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/putin-afirma-que-o-ocidente-esta-a-tentar_63a83b1a359fe7769868c484
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Conselheiro de Kiev diz que Rússia não quer negociar, mas fugir à responsabilidade
MadreMedia / Lusa
25 dez 2022 14:15
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
O principal conselheiro da Presidência ucraniana, Mikhail Podoliak, desmentiu hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, dizendo que Moscovo não está interessado em quaisquer negociações, como demonstra ao continuar a "matar cidadãos", e que só tenta "fugir às responsabilidades".
Podoliak disse que “Putin precisa de voltar à realidade” e questionou as razões que tem vindo a apresentar para justificar a invasão da Ucrânia.
“Não há outros ‘países, motivos, geopolítica’. A Rússia não quer negociações, mas está a tentar fugir às suas responsabilidades. É óbvio”, escreveu o conselheiro no Twitter.
“Ver-nos-emos em Tribunal”, disse Podoliak, em consonância com a linha da Ucrânia de não se sentar para negociar com a Rússia enquanto este país estiver sob condições impostas pelo Kremlin de Putin.
O conselheiro principal do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também falou horas antes da última ofensiva russa em Kherson, ocorrida na véspera de Natal, da qual resultaram 16 mortos e dezenas de feridos, criticando aqueles que apoiam as chamadas iniciativas de paz do Kremlin.
“Recordarei àqueles que se propõem ter em conta as iniciativas de ‘paz’ de Putin que neste momento a Rússia está a ‘negociar’, matando os habitantes de Kherson, exterminando Bajmut, destruindo as redes de Kiev e Odessa, torturando civis em Melitopol… A Rússia quer matar com impunidade”, escreveu Podoliak no Twitter.
“Matar mulheres, crianças e pessoas idosas na véspera de Natal! É isso que é a ‘paz russa’! Transformar Kherson numa ‘cidade morta’ com projéteis Grad depois de fugir cobardemente! Esta é a própria essência da sede de sangue da Rússia”, afirmou.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/conselheiro-de-kiev-diz-que-russia-nao-quer-negociar-mas-fugir-a-responsabilidade
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Ucrânia: Zelensky alerta para perigo de eventuais ataques nos últimos dias do ano
Por MultiNews Com Lusa em 09:13, 26 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Zelensky-6.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou no domingo os ucranianos para o perigo de possíveis bombardeamentos pelas tropas russas durante as celebrações dos últimos dias do ano.
“Restam apenas alguns dias no ano, devemos estar conscientes de que o nosso inimigo tentará tornar este tempo escuro e difícil para nós”, disse o chefe de Estado no seu discurso da noite, que tem sido transmitido todos os dias pela presidência ucraniana desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.
O líder ucraniano afirmou ainda que “a Rússia perdeu tudo o que podia este ano, mas está a tentar compensar as suas perdas com a soberba dos seus propagandistas depois dos ataques com mísseis” ao país, incluindo ao setor energético.
“Sei que a escuridão não nos impedirá de conduzir os ocupantes a novas derrotas. Mas temos de estar preparados para qualquer cenário”, disse ainda.
Zelensky apelou aos cidadãos para estarem atentos aos alarmes contra ataques aéreos e para se abrigarem.
“Por favor, cuidem de vocês e estejam prontos a ajudar os outros. Quando os ucranianos estão juntos, quando os ucranianos estão gratos uns aos outros, não podemos ser derrotados”, disse.
O Presidente aproveitou a oportunidade para agradecer aos membros das Forças Armadas e aos voluntários, bem como aos serviços de emergência e aos trabalhadores das infraestruturas críticas, professores e trabalhadores dos transportes.
Mais de 7,8 milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes das Nações Unidas.
Desconhece-se o número exato de baixas civis e militares em dez meses de guerra, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-alerta-para-perigo-de-eventuais-ataques-nos-ultimos-dias-do-ano-2/
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Destroços de drone ucraniano matam três pessoas em base militar russa
26 de dezembro 2022 às 09:15
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/26/840503.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Aparelho situa-se a cerca de 500 quilómetros a leste da Ucrânia e foi intercetado à 1h35 (22h35, Lisboa).
A Rússia abateu um 'drone' ucraniano que se aproximava de uma base aérea no sul do país, tendo os destroços do aparelho o atingido mortalmente três pessoas no solo.
"Um veículo aéreo ucraniano não tripulado foi abatido a baixa altitude ao aproximar-se do aeródromo militar Engels na região de Saratov", informou, esta segunda-feira, a agência noticiosa TASS, citando o Ministério da Defesa da Rússia.
O drone situa-se a cerca de 500 quilómetros a leste da Ucrânia e foi intercetado à 1h35 (22h35, Lisboa) pelos "meios de defesa antiaérea das Forças Aeroespaciais da Rússia" e "como resultado da queda dos destroços do 'drone', três técnicos russos que estavam no aeródromo foram mortalmente atingidos".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788583/destrocos-de-drone-ucraniano-matam-tr-s-pessoas-em-base-militar-russa
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Putin quer falar com presidente chinês Xi Jinping antes do final do ano
Por Beatriz Maio em 11:53, 26 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin-5-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo Vladimir Putin pretende falar com o seu homólogo chinês Xi Jinping antes do final do ano, avançou a agência noticiosa estatal russa TASS esta segunda-feira.
Não é ainda conhecida a data em que os líderes vão reunir-se, quais os pormenores do que será debatido ou o formato do encontro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, apenas referiu que “os dois lados vão divulgar os detalhes no devido tempo”.
Quando o líder russo visitou Pequim em Fevereiro, três semanas antes da Rússia ter invadido a Ucrânia, Putin e Xi proclamaram uma parceria “sem limites” entre os países, que assumiu uma grande importância após as sanções dos países ocidentais a condenar a guerra.
Na semana passada, o antigo presidente russo Dmitry Medvedev, agora vice-presidente do Conselho de Segurança de Putin, encontrou-se com Xi Jinping em Pequim, onde o presidente da China afirmou que o país espera que “todas as partes envolvidas na crise da Ucrânia resolvam as preocupações de segurança através de meios políticos”, referiu a agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.
Até ao momento, mais de 7,8 milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém a ONU admite que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-quer-falar-com-presidente-chines-xi-jinping-antes-do-final-do-ano/
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Putin diz ter “100% de certeza” que exército russo consegue “destruir” sistema de mísseis Patriot
Por Beatriz Maio em 13:20, 26 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Guerra-Ucr%C3%A2nia.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente russo Vladimir Putin afirmou ter “100% de certeza” que as forças russas são capazes de “destruir” o sistema antiaéreo de mísseis Patriot enviados pelos Estados Unidos da América (EUA) à Ucrânia.
O líder russo não mostrou quaisquer dúvidas em como Moscovo conseguirá combater o novo sistema de defesa aérea, no valor de seis milhões de dólares. “Diz-se que os sistemas Patriot podem ser enviados para a Ucrânia. Que sejam, também os eliminaremos”, frisou citado pelo Kremlin.
Putin acusou os “opositores geopolíticos de querer destruir a Rússia e a sua história”, utilizando o conceito de “Rússia histórica” para argumentar que ucranianos e russos são “um só povo”, de forma a justificar a sua “ofensiva militar especial” que dura há já 10 meses, no seu discurso de domingo.
Na ótica de Putin, a Ucrânia sempre quis “dividir e conquistar” que é o que “continua a tentar fazer”, já a Rússia tem um objetivo diferente: “Unir o povo russo”. Perante uma invasão que teve início a 24 de fevereiro, Moscovo defende estar a agir “na direção certa, protegendo os interesses nacionais, dos cidadãos e do povo”.
As tropas de defesa aérea russas confirmaram ter abatido um drone ucraniano, que estava a cerca de 100 quilómetros da fronteira ucraniana, cujos destroços fizeram três vítimas mortais esta segunda-feira.
“Um veículo aéreo ucraniano não tripulado foi abatido a baixa altitude ao aproximar-se do aeródromo militar Engels na região de Saratov”, avançou a agência noticiosa TASS, citando o Ministério da Defesa da Rússia.
Até ao momento, mais de 7,8 milhões de pessoas fugiram da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém a ONU admite que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/putin-diz-ter-100-de-certeza-que-exercito-russo-consegue-destruir-sistema-de-misseis-patriot/
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Ex-nadadora bielorrussa condenada a 12 anos de prisão por criticar regime
Sportinforma / Lusa
26 dez 2022 14:46
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Fonte de imagem: desporto.sapo.pt
Aliaksandra Herasimenia tem criticado duramente o apoio dado pelo regime do presidente bielorrusso, Alexandr Lukashenko, à invasão da Ucrânia pela Rússia.
A ex-nadadora bielorrussa Aliaksandra Herasimenia, criadora do Fundo Bielorrusso de Solidariedade Desportiva, foi hoje condenada a 12 anos de prisão, num julgamento que decorreu sem a presença da antiga atleta, medalhada olímpica nos Jogos Londres2012 e Rio2016.
Herasimenia, de 36 anos, foi considerada culpada de atos que ameaçam a segurança da Bielorrússia e de ter apelado à imposição de sanções ao país, tal como Alexandr Opeinik, outro dos fundadores, que condenado à mesma pena.
Herasimenia, que conquistou duas medalhas de prata em Londres2012 e uma de bronze no Rio2016, tem criticado duramente o apoio dado pelo regime do presidente bielorrusso, Alexandr Lukashenko, à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/modalidades/natacao/artigos/ex-nadadora-bielorrussa-condenada-a-12-anos-de-prisao-por-criticar-regime
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Kiev pede exclusão da Rússia da ONU
Por MultiNews Com Lusa em 16:43, 26 Dez 2022
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Flag of the United Nations
A Ucrânia pediu esta segunda-feira a exclusão da Rússia das Nações Unidas, numa iniciativa com poucas hipóteses de sucesso, já que Moscovo tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.
“A Ucrânia pede aos Estados-membros da ONU (…) que privem a Federação Russa do seu estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e a excluam da ONU como um todo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em comunicado.
Para a diplomacia ucraniana, a Rússia “ocupa ilegalmente o lugar da URSS no Conselho de Segurança da ONU” desde 1991, quando se deu o desdobramento da antiga União Soviética em 15 novos países, argumentando que a “Rússia é uma usurpadora do lugar”.
“As três décadas de presença ilegal na ONU foram marcadas por guerras e tomada de territórios de outros países, uma mudança forçada de fronteiras reconhecidas internacionalmente e tentativas de satisfazer as suas ambições neo-imperiais”, frisou Kiev no mesmo comunicado.
Numa mensagem na rede social Twitter, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, acrescentou que “a presença da Rússia no Conselho de Segurança e na ONU como um todo é ilegítima”.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/kiev-pede-exclusao-da-russia-da-onu/
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Ministro do Desporto russo confiante em regresso às provas internacionais em 2023
Sportinforma / Lusa
26 dez 2022 17:15
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Fonte de imagem: Lusa
“Continuamos a dialogar com o Comité Olímpico Internacional (COI) e com as federações internacionais, e espero, e desejo, que em 2023 recebamos boas notícias e os atletas regressem ao desporto internacional”, declarou Oleg Matitsin à imprensa de Moscovo.
O ministro do Desporto da Rússia, Oleg Matitsin, disse hoje que espera que os atletas daquele país possam regressar às competições internacionais em 2023 sob a bandeira russa, na ‘antecâmara’ dos Jogos Olímpicos Paris2024.
“Continuamos a dialogar com o Comité Olímpico Internacional (COI) e com as federações internacionais, e espero, e desejo, que em 2023 recebamos boas notícias e os atletas regressem ao desporto internacional”, declarou Matitsin à imprensa de Moscovo.
Os atletas russos e bielorrussos estão suspensos dos palcos internacionais, pelo COI, desde fevereiro de 2022, devido à invasão da Ucrânia, e para a Rússia este é um ato contínuo nos últimos anos.
Um escândalo de doping a nível estatal afastou a bandeira e o hino russos dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, em 2021, e a participação sob bandeira neutral foi uma solução recentemente proposta por Susanne Lyons, líder do Comité Olímpico dos Estados Unidos.
A ideia de Lyons diz respeito a Paris2024, os próximos Jogos Olímpicos, e esta “voz razoável”, como a classificou o ministro russo, tem eco em “outras de todos os continentes”.
“A Rússia é um sócio fiável do mundo do desporto. Sem russos e bielorrussos, o desporto internacional ficou mais pobre e menos atrativo”, comentou o governante.
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/modalidades/artigos/ministro-do-desporto-russo-confiante-em-regresso-as-provas-internacionais-em-2023
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Ucrânia quer começar negociações de paz com a Rússia em fevereiro e pede um português como mediador
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:15, 26 Dez 2022
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Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia revelou esta segunda-feira que o governo ucraniano planeia começar as negociações de paz com a Rússia, tendo em vista o fim do conflito, já em fevereiro de 2023, por altura do primeiro aniversário da invasão russa ao país.
Em entrevista à Associated Press, Dmytro Kuleba referiu que o país gostaria que fosse um português a mediar as negociações e a sentar-se à mesa das decisões com Zelensky e Putin: António Guterres, secretário-geral da ONU.
O MNE ucraniano manifestou-se “muito satisfeito” com a visita de Zelensky aos EUA e revelou que a administração de Joe Biden desenvolveu um plano especial para que os sistemas Patriot oferecidos à Ucrânia estejam operacionais em seis meses (normalmente o treino leva um ano).
“Toda a guerra acaba por via diplomática. Todas as guerras acabam como resultado nas ações no campo de batalha e na mesa de negociações”, considerou Kuleba, que diz que gostaria que o processo decorresse na ONU, mas que para a Rússia ser ‘convidada’ a juntar-se ao processo, primeiro teria que ser julgada pelos crimes de guerra num tribunal internacional, por exemplo.
Kuleba explica o porquê de a Ucrânia querer Guterres como mediador: “Provou ser um mediador e negociador muito eficiente, e mais importante do que isso, é um homem de princípios e integridade. A sua participação ativa seria muito bem-vinda”, declarou o MNE da Rússia.
A Rússia tem demonstrado abertura a negociações, mas Kuleba afasta que seja verdade a vontade de chegar à paz. “Eles dizem que estão preparados regularmente, o que não é verdade, porque tudo o que fazem na frente de batalha prova precisamente o contrário”, criticou.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-quer-comecar-negociacoes-de-paz-com-a-russia-em-fevereiro-e-pede-um-portugues-como-mediador/
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Kiev acusa Rússia de realizar mais de 4.500 ciberataques em 2022
MadreMedia / Lusa
26 dez 2022 21:02
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Os serviços de cibersegurança da Ucrânia neutralizaram mais de 4.500 ciberataques russos contra o país desde o início de 2022, assegurou hoje um responsável ucraniano.
Numa entrevista à estação televisiva My-Ukraine, Ilya Vitiuk, chefe do departamento de cibersegurança no Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU), denunciou que “o país agressor [Rússia] desencadeia em média mais de dez ciberataques por dia”, acrescentando: “Felizmente, a sociedade ucraniana não está ao corrente da maioria destes ataques”.
“Entrámos em 2022 com oito anos de experiência de guerra híbrida. (…) No momento da invasão, já estávamos preparados para os piores cenários”, prosseguiu.
Segundo referiu Ilya Vitiuk, foram registados cerca de 800 ciberataques em 2020, mais de 1.400 em 2021 e no ano em curso o número triplicou.
Ciberataques “massivos foram repelidos em janeiro e fevereiro e para nós constituíram um treino suplementar antes da invasão” russa no final de fevereiro, apontou Vitiuk.
O mesmo responsável indicou que Moscovo seleciona em particular os setores da energia e da logística, instalações militares, e ainda bases de dados governamentais e fontes de informação.
“Vigiamos os riscos e ameaças em tempo real, 24 sobre 24 horas e sete dias sobre sete dias”, assegurou.
“Conhecemos a maioria dos ‘hackers’ [piratas informáticos] dos serviços especiais russos que trabalham contra nós. Após a vitória da Ucrânia, deverão comparecer perante um tribunal militar internacional”, concluiu.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro e que ainda prossegue, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-acusa-russia-de-realizar-mais-de-4-500-ciberataques-em-2022
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Oligarca russo crítico de Putin morre em queda de janela de hotel de luxo
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:29, 27 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/pavel-antonov.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Pavel Antonov, oligarca russo e crítico do presidente Vladimir Putin, morreu após ter “caído de uma janela” de um hotel de luxo, onde Antonov estava hospedado na Índia.
Antonov, que fez fortuna no setor das carnes fumadas e enchidos morreu em circunstâncias ainda por explicar na totalidade, segundo o Daily Mail, e dois dias depois de um amigo, com quem estava na mesma voagem, ter morrido, alegadamente devido a um “ataque cardíaco”.
O oligarca russo estava na Índia a celebrar o 66.º aniversário, e estava alojado de um luxuoso hotel em Rayagada.
Antonov, que era deputado numa assembleia regional do regime de Putin, é o mais recente caso de oligarcas russos, críticos de Putin ou que saíram do país, a morrer em circunstâncias misteriosas.
Recorde-se que, em julho, Pavel Antonov manifestou-se contra a invasão da Ucrânia e classificou as ações da Rússia no conflito como “terror”, referindo-se ao caso de uma jovem, retirada dos escombros na Ucrânia após um ataque russo, que resgatou a mãe após a morte do pai na ofensiva.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/oligarca-russo-critico-de-putin-morre-em-queda-de-janela-de-hotel-de-luxo/
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Putin e Lukashenko encontram-se duas vezes nas últimas 24 horas para “finalizar muitas questões, incluindo as relações bilaterais”
Por Beatriz Maio em 10:35, 27 Dez 2022
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O líder russo, Vladimir Putin, reuniu-se duas vezes com o homólogo bielorusso, Alexander Lukashenko, nas últimas 24 horas para “finalizar muitas questões”, em São Petersburgo, na Rússia.
Um dos encontros ocorreu durante um pequeno-almoço no Museu Russo, segundo a agência estatal da Bielorrússia Belta, e o outro na cimeira informal com os líderes dos países da Comunidade de Estados Independentes pós-soviéticos, realizada na segunda-feira.
Os líderes da Rússia e Bielorrússia reconheceram publicamente o debate de temas como economia, missões espaciais, idioma russo, “assuntos sérios, incluindo as relações bilaterais” e deram ainda especial importância a “finalizar muitas questões”, avança o jornal The Independent.
Entretanto, o exército ucraniano afirma ter incapacitado 100 soldados russos na região de Zaporizhzhia – entre elas 15 agentes do FSB (Serviço Federal de Segurança da Federação Russa) – num ataque no dia de Natal, uma vez que os combates foram mais intensos em Bakhmut e Lyman na linha da frente da região do Donbass.
Nas redes sociais, é possível ver um vídeo partilhado pelo Kremlin onde Putin e Lukashenko aparecem a conversar.
(https://i.ibb.co/DkxYRv8/Captura-de-ecr-2022-12-27-200233.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
O governo da Rússia divulgou ainda outro momento onde o presidente russo aparece a cumprimentar os líderes do Azerbaijão, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão, Bielorrússia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão que estiveram presentes na cimeira que decorreu a 26 de dezembro
(https://i.ibb.co/ZLmTV7s/Captura-de-ecr-2022-12-27-200308.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém a ONU admite que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-e-lukashenko-encontram-se-duas-vezes-nas-ultimas-24-horas-para-finalizar-muitas-questoes-incluindo-as-relacoes-bilaterais/
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Lavrov ameaça que se Ucrânia levar a cabo “desmilitarização e desnazificação”, o exército russo tratará de o faxer
Por MultiNews Com Lusa em 13:09, 27 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, exigiu hoje à Ucrânia a sua “desmilitarização e desnazificação” para deixar de ser uma ameaça para Moscovo, caso contrário o exército russo tratará de o fazer.
“As nossas propostas para a desmilitarização e desnazificação dos territórios controlados pelo regime [de Kiev], a eliminação das ameaças à segurança da Rússia que daí emanam, (…) são bem conhecidas do inimigo”, disse Lavrov numa entrevista à agência estatal russa TASS.
Lavrov disse que as ameaças à segurança da Rússia incluem as regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, que Moscovo declarou como anexadas em 30 de setembro, numa decisão não reconhecida por Kiev nem pela generalidade da comunidade internacional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo considerou que perante as exigências de Moscovo as autoridades ucranianas só deverão ter uma atitude, que é satisfazê-las “de boa vontade”.
“Caso contrário, o exército russo resolverá o problema”, afirmou.
Quanto à continuação da guerra na Ucrânia, “a bola está no campo” de Kiev e Washington, que está por detrás do Estado ucraniano, disse Lavrov, citado pela agência espanhola EFE.
No fim de semana, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia estava pronto para “negociar com todas as partes envolvidas sobre soluções aceitáveis” na Ucrânia.
“Não somos nós que nos recusamos a negociar, são eles”, disse o líder russo.
Ao lançar a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, Putin disse que a operação visava, entre outros objetivos, “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho.
Moscovo tem reafirmado que não vai parar a guerra até atingir os seus objetivos, enquanto Kiev diz que as negociações não são possíveis até que os russos se retirem de todo o seu território, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.
Na entrevista à TASS, Lavrov disse que os Estados Unidos são o “principal beneficiário” do conflito, tanto em “termos económicos como militares-estratégicos”
Lavrov disse que o objetivo estratégicos dos Estados Unidos e dos seus aliados da NATO é uma vitória no campo de batalha “como mecanismo para enfraquecer significativamente ou mesmo destruir” a Rússia.
“Ao mesmo tempo, Washington está também a resolver uma importante questão geopolítica: quebrar os laços tradicionais entre a Rússia e a Europa e subjugar ainda mais os satélites europeus”, afirmou.
Lavrov disse que a Ucrânia recebeu mais de 40.000 milhões de dólares (mais de 37.500 milhões de euros, ao câmbio atual) em equipamento militar desde fevereiro, “incluindo armas que ainda não foram adotadas pelos próprios exércitos ocidentais, aparentemente a fim de ver como funcionam em condições de combate”.
Acusou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de tentar tudo para arrastar a NATO para um confronto direto com o exército russo, incluindo a “provocação de 15 de novembro”, com a queda de um míssil de defesa ucraniano na Polónia.
“É bom que Washington e Bruxelas tenham sido suficientemente espertos para não caírem neste truque. Mas o incidente mostrou que o regime [de Kiev] não vai parar por nada”, afirmou.
Desconhece-se o número exato de baixas civis e militares em dez meses de guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/lavrov-ameaca-que-se-ucrania-levar-a-cabo-desmilitarizacao-e-desnazificacao-o-exercito-russo-tratara-de-o-faxer/
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MNE russo diz que EUA planearam assassinato de Putin
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:15, 27 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garante que os EUA planearam o assassinato de Putin, no âmbito da invasão à Ucrânia, com o objetivo de “decapitar o Kremlin”.
Em entrevista à agência de notícias russa TASS, o responsável garantiu que chegou mesmo a haver risco da eliminação física do presidente russo.
“Washington foi mais longe: alguns ‘oficiais não identificados’ do Pentágono ameaçaram infligir um golpe para decapitar o Kremlin, de facto estamos a falar de uma ameaça real de eliminação física do Chefe de Estado da Rússia”, afirmou Lavrov.
O MNE russo, no entanto, deixou um aviso: “Se ideias deste género são mesmo cultivadas por alguém, esse alguém devia pensar muito cuidadosamente sobre as possíveis consequências destes planos”.
Lavrov destacou ainda outros sinais de confronto vindos do Ocidente, relacionados com alegadas ameaças nucleares. “Parece que abandonaram completamente a decência. A famosa Liz Truss [ex-PM inglesa] declarou, sem sombra de dúvida, no debate pré-eleitoral, que estava pronta para ordenar um ataque nuclear [contra a Rússia]”, defendeu Lavrov.
O governante criticou ainda o que classificou de “provocações” do regime de Kiev. “Zelensky concordou em ordenar ataques nucleares preventivos por países da NATO contra a Rússia. Isto vai para lá do que é aceitável. Mas não ouvimos isto por parte dos líderes ocidentais”, afirmou o MNE russo.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mne-russo-diz-que-eua-planearam-assassinato-de-putin/
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Diretor dos serviços de segurança russos ligado ao envenenamento de Navalny obrigado a reformar-se devido a fugas de informação
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:52, 27 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O coronel-general Eduard Chernovoltsev, diretor do departamento de ciência e tecnologia NTS da FSB (NII-2), os serviços de segurança da Rússia, foi obrigado a reformar-se. Em causa estarão alegadas fugas de informação.
Chernovoltsev supervisiou os trabalhos do Instituto Científico Forense da FSB, que desenvolveu, entre outros, os agentes nervosos como o Novichok, usado para envenenar opositores de Putin como Alexei Navalny, Vladimir Kara-Murza ou o escritor Dmitry Bykov.
A notícia da reforma forçada do responsável russo é avançada pelo The Insider, que falou com fontes dos serviços de segurança russos. Segundo relataram, ainda que Chernovoltsev já tivesse idade para se reformar, “ele não seria obrigado a abandonar o trabalho se não fossem as fugas de informação” que vieram tornar público o envolvimento da agência estatal nos envenenamentos.
“Há dois anos ele prometeu a Putin que poria fim a todas as fugas de informação. Mas tendo em conta o nosso sistema ‘furado’, é praticamente impossível”, conta um dos oficiais dos serviços de segurança da Rússia.
Outra fonte dá conta de que o general estava muito pressionado pela situação da guerra na Ucrânia e que também terá manifestado desacordo com a continuação do conflito: “Ele dizia muitas vezes a amigos que as coisas tinham ido longe demais”.
Para além de dirigir o departamento NII-2, o general era ainda responsável pelo organismo de proteção de informações sensíveis do FSB, pelo Centro de Tecnologia Especial e do Gabinete de Comunicações Eespeciais.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/diretor-dos-servicos-de-seguranca-russos-ligado-ao-envenenamento-de-navalny-obrigado-a-reformar-se-devido-a-fugas-de-informacao/
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Ucrânia. Os comandantes que viraram a maré contra o Kremlin
27 de dezembro 2022 às 17:31
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/27/840599.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O general Syrskyi defendeu a capital combatendo contra velhos colegas de escola, sendo o cérebro do contra-ataque a sudeste de Kharkiv. Já Zaluzhnyi ajudou a refazer o exército ucraniano quase de raiz.
Nos bastidores, enquanto as luzes da ribalta recaem sobre Volodymyr Zelensky, as chefias militares organizam o esforço de guerra, tratam da logística, asseguram que os ucranianos se mantêm um passo à frente dos invasores. E se os russos agora estão na defensiva, algo impensável em fevereiro, foi muito graças a Valerii Zaluzhnyi e Oleksandr Syrskyi, os generais que têm sido o cérebro das Forças Armadas da Ucrânia, dando bom uso ao fluxo de armamento da NATO que os discursos inflamados de Zelensky têm ajudado a chegar às tropas. Estes comandantes, pouco conhecidos fora da Ucrânia, tornaram-se autênticos ícones para os seus concidadãos desde que travaram a invasão. Havendo rumores que a popularidade do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Zaluzhnyi, despertou alguma inveja entre o círculo mais próximo do Presidente, assim como tensões com o número dois dos militares, Syrskyi, o comandante do exército.
A experiência de Zelensky pode tê-lo preparado para dirigir a nações de forma carismática, perante as câmaras. Mas ucraniano teve sorte por poder contar com chefes militares tão veteranos. Sendo que um deles, Zaluzhnyi, se mostra particularmente desprendido das velhas doutrinas bélicas soviéticas, fazendo parte da primeira geração de oficiais treinados após da queda da URSS. Já Syrskyi, traz a vantagem de conhecer bem o inimigo, tendo até nascido na Rússia e estudado na Escola Superior de Comando de Armas Combinadas de Moscovo, uma prestigiosa escola militar, descrita como uma espécie de West Point soviética.
Quando Zelensky foi visitar Joe Biden a Washington, antes do natal, a lista de prendas que levava foi escrita por estes dois homens, que receiam que o regime de Vladimir Putin aproveite o inverno para construir um novo exército, atirando-o contra a Ucrânia algures entre o final de janeiro e o início de março, seja a partir do sul, do leste ou da fronteira da Bielorrússia, a norte, à semelhança do que se viu em fevereiro passado.
“Nós fizemos todos os cálculos, de quantos tanques, artilharia, etc., é que precisamos”, explicou Zaluzhnyi, numa rara entrevista ao Economist, a semana passada. Frisando que a vastidão da Rússia favorece-a num conflito prolongado. “É por isso que, como durante a II Guerra Mundial, não tenho dúvidas que algures para lá dos Urais, eles estão a preparar novos recursos”, garantiu. Se da primeira vez que se atiraram contra Kiev, Kharkiv e Kherson os russos tinham passado uns três anos e meio ou quatro a acumular recursos, estimou o general, desta vez o potencial destrutivo não será o mesmo.
Mesmo que Putin “aliste mais de um milhão de pessoas no exército para atirar corpos como Zhukov, isso não lhe trará os resultados desejados”, assegurou Zaluzhnyi, referindo-se ao general favorito de Estaline, que virou a maré contra a invasão nazi da URSS. Contudo, “munições estão a ser preparadas, não muito boas, mas ainda assim”, ressalvou. E até agora as batalhas desta guerra têm sido vencidas pelo lado que consegue fazer chegar munições às suas tropas mais rapidamente, acrescentou Syrskyi ao jornal britânico. E este general, o responsável pela defesa de Kiev e pela contra ofensiva a sudeste de Kharkiv, que está na linha da frente desde o início, pediu cautela, por mais surpreendentemente desastrosa que tenha sido o desempenho militar russo. “Os russos não são idiotas”, garantiu este antigo cadete soviético. “Não são fracos. Quem quer que os subestime encaminha-se para a derrota”.
Tarefa Para Zaluzhnyi, um antigo cadete do Instituto de Odessa para Forças Terrestres com 48 anos, oriundo do oeste de Ucrânia, esta guerra começou em junho de 2014, quando foi posto no comando de parte da linha da frente em Donetsk. Deu por si a gerir o caos de um exército “literalmente em ruínas”, como descreveu o então chefe do Estado Maior, Viktor Muzhenko, citado num relatório da Carnegie Endowment for International Peace. A corrupção era sistémica e a lealdade de muitos oficiais estava sob suspeita, após passarem anos a sustentar o regime pró-russo de Viktor Yanukovych, tendo uns 70% dos militares ucranianos estacionados na Crimeia passado para o lado do Kremlin durante a anexação da península.
O trabalho de Zaluzhnyi, que foi nomeado vice-comandante do Setor C, no norte de Donetsk, incluindo Bakhmut, foi pegar em oficiais juniores, alguns com vinte e poucos anos, e ensiná-los a liderar recrutas que muitas vezes eram mais velhos, conscritos numa mobilização militar parcial. “Eles, com a vida e sangue, deram-nos o que nós temos”, recordou o general o ano passado, quando foi escolhido para comandante-em-chefe das Forças Armadas, citado na BBC ucraniano. “Eles pararam o inimigo. E agora estamos nas nossas posições... É o mérito deles”, saudou. Em fevereiro, a resiliência dessas tropas no Donbass, que se converteram na espinha dorsal do exército que resistiu à invasão, seria crucial para fixar tropas russas e impedir o Kremlin de lançar tudo o que tinha na sua ofensiva contra Kiev.
A vantagem do estado degradado das Forças Armadas ucraniana foi tê-las obrigado quase a começar de novo, deixando para trás as doutrinas de comando soviético, baseadas na disciplina e obediência à cadeia de comando, aproximando-se do modelo NATO, que deixam boa parte da iniciativa em oficiais juniores. Em contraste com a linha seguida por generais russos como Sergei Surovikin, atual comandante das forças do Kremlin na Ucrânia.
“Com todo o respeito ao sr. Surovikin”, notou Zaluzhnyi, na sua entrevista ao Economist. “Se olharem para ele, ele é um comum comando petrovita, saído do tempo de Pedro o Grande”, frisou. “Tu olhas para ele e percebes que ou completas a tarefa ou estás f*****. E nós percebemos há muito tempo que isso não funciona”, disse o comandante-em-chefe das Forças Armadas ucranianas.
Êxito surpreendente Quando Syrskyi preparava a defesa de Kiev, sabia bem que tinha muitos colegas de escola do outro lado da barricada. Nascido há 57 anos em Vladimir, na então União Soviética, a uns 200 km a oeste de Moscovo, vivia na Ucrânia desde a década de 80. Mas não era por ter raízes no país vizinho que duvidasse que Putin lançasse uma ofensiva contra a capital ucraniana. Simplesmente parecia-lhe louco que o Kremlin expusesse as suas forças ao horror do combate urbano para conquistar uma cidade com quase três milhões de habitantes.
“Honestamente, não conseguia sequer imaginá-lo”, contou ao Washington Post Syrskyi, que dirigiu o assalto a Debaltseve, em 2015, um dos combates mais duros na guerra do Donbass, ficando encarregue de todas as operações contra os separatistas, em 2017, ficando depois responsável de preparar planos de contingência para um eventual ataque russo à capital, apesar de o achar improvável. “Parecia-me que caso começassem as hostilidades ativas, provavelmente começariam no leste, à volta ou dentro da fronteira das regiões de Donetsk ou Lugansk”.
Aí, Syrskyi enganou-se, mas os planos que preparara tiveram êxito surpreendente. Conhecedor das táticas russas, assumiu que iriam avançar ao longo de duas ou três autoestradas, direitos às principais instalações governamentais da capital. Como tal, estabeleceu dois anéis defensivos, um nos subúrbios outro no centro da cidade, com generais encarregues de cada setor, numa cadeia de comando clara e com autonomia para tomar decisões sem consultar ninguém. Foi algo essencial nos primeiros momentos da invasão, quando ciberataques russos incapacitaram os satélites utilizados pelos militares ucranianos, deixando-os sem comunicações numa altura em que se especulava que Zelensky estaria em fuga. Entretanto, o Presidente ucraniano deu-se a mostrar ao mundo, pedindo aos americanos “munições, não boleia”. Entretanto a estrutura montada por Syrskyi aguentava em defesa da capital
Meses depois, no verão, quando a maré da guerra mudou, seria este general a dirigir pessoalmente a contra ofensiva no sudeste de Kharkiv, sendo creditado por ter detetado esse buraco na linha da frente russa. E colocaria como ponta de lança a 72ª Brigada Mecanizada, que já comandara na defesa de Kiev.
Nessa contra ofensiva, conseguiu tomar numa questão de dias duas localidades essenciais para o abastecimento russo, Kupiansk e Izyum, apesar desta última ter sido transformada numa espécie de fortaleza a céu aberto. O próprio general ficou surpreendido com a velocidade a que os russos fugiram em pânico. Mas não conseguiu aproveitar isso tanto quanto gostaria, por não ter recebido reforços suficientes, admitiu ao Economist. “Estamos sempre com falta de tropas. Nós tivemos a combater esta guerra com reservas praticamente o tempo todo”, lamentou. Além das suas forças terem sido travadas em alguns pontos, por os comandantes russos estarem a atirar para a frente os reservistas alistados à força na mobilização militar parcial de Putin. A lição que tirou disso foi que, apesar do ceticismo de alguns analistas ocidentais, o recrutamento em curso na Rússia poderá ter um impacto enorme daqui a uns meses, quando o novo exército preparado pelo Kremlin for lançado no campo de batalha.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788684/ucr-nia-os-comandantes-que-viraram-a-mare-contra-o-kremlin
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Putin telefona a menina de 8 anos de Zaporíjia e pede-lhe para enviar pepinos
Por Beatriz Maio em 17:58, 27 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Putin-1.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
O presidente da Rússia Vladimir Putin telefonou a uma menina de 8 anos residente em Zaporíjia, território temporariamente ocupado, e pediu-lhe para enviar pepinos, alimento que a sua família cultiva.
“Tomaste chá e bolachas? Estavam boas? Ainda bem, graças a Deus. Cumprimenta a tua mãe e o teu pai” disse Putin ao telefone. “Eu sei que cultivam pepinos e tomates. Podes-me enviar pepinos? Vou esperar pelos presentes de Ano Novo, está bem?”, pediu o líder russo citado pela agência de notícias ucraniana Pravda.
Também os meios de comunicação russos confirmam que Oleksandra Tytarenko, que “sonha em visitar Ded Moroz (uma figura semelhante ao Pai Natal que dá presentes às crianças na passagem de ano) e ir à Crimeia”, falou com Putin.
(https://i.ibb.co/zbwtrRJ/Captura-de-ecr-2022-12-27-201425.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.
A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/putin-telefona-a-menina-de-8-anos-de-zaporijia-e-pede-lhe-para-enviar-pepinos/
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Mercado automóvel. 'Tempestade perfeita' deixa clientes à espera
JOÃO SENA
27/12/2022 18:16
(https://cdn1.newsplex.pt/media/2022/12/27/840604.jpg?type=artigo)
© Bruno Gonçalves
Os ventos cruzados da falta de semicondutores com a guerra na Ucrânia mantêm o setor automóvel em stresse. Há mais compradores do que carros para entrega e, em Portugal, a espera pode demorar longos meses.
Por João Sena
A indústria automóvel mundial continua sob tensão devido à conjugação de vários fatores em diferentes momentos. Primeiro, foi o confinamento nas fábricas chinesas e de Taiwan a provocar a falta de semicondutores - os dois países são responsáveis por mais de 70% da produção mundial; depois, veio uma inflação galopante que fez disparar o preço das matérias-primas; por fim, foi a guerra na Ucrânia a provocar uma crise energética, a fechar fábricas onde se produziam cablagens e a suspender o fornecimento de gás néon - elemento fundamental para o fabrico de ‘chips’ - à China, Taiwan e Coreia do Sul, entre outros países.
Esta ‘tempestade perfeita’ teve repercussões negativas no setor automóvel. Com 2022 a chegar ao fim, a produção automóvel na Europa vai ter uma quebra superior a 20%, a América do Norte regista uma baixa de 3% e de 2,5% na Ásia. Segundo o Automotive News, a redução da produção à escala mundial poderá significar cinco milhões de veículos a menos no mercado em dois anos!
Produção em baixa. Os semicondutores são circuitos integrados que permitem aos dispositivos eletrónicos que utilizamos no nosso dia a dia (telemóveis, computadores, micro-ondas, elevadores ou automóveis) processar, armazenar e transmitir dados. Nos automóveis, estas minúsculas peças são fundamentais para fazer funcionar, por exemplo, a direção assistida, a gestão do motor, o ESP e o sistema de travagem, entre muitos outros. Sem estes componentes, as marcas não conseguem finalizar a produção e colocar no mercado automóveis novos. Tudo isto acontece numa altura em que os construtores investiram massivamente na eletrónica e os carros são cada vez mais digitais. Como exemplo, o Mercedes Classe S necessita de 2444 semicondutores para que todos os sistemas funcionem, ao passo que o BMW X1 utiliza 1254 e o Dacia Duster precisa apenas de 180 semicondutores.
Por falta de semicondutores e cablagens, os grandes construtores foram obrigados a reduzir ou a parar a produção nas fábricas na Europa, como aconteceu com a Renault, Toyota, Volkswagen e Grupo Stellantis, responsável pela produção das marcas Peugeot-Citroën, DS, Opel e Fiat Chrysler. A Autoeuropa foi forçada a parar a produção na fábrica de Palmela o ano passado, mas a situação melhorou e, em 2022, espera produzir 230 mil viaturas. A crise dos ‘chips’ pode custar aos grandes construtores 100 mil unidades/ano, segundo as estimativas de responsáveis do setor. Ainda segundo esses especialistas, a falta de semicondutores pode durar até final do próximo ano, condicionando grandemente a produção de veículos, sobretudo no início de 2023.
A Peugeot vai terminar o ano como a marca mais vendida em Portugal, mas passou por dificldades como nos explicou Jorge Magalhães, diretor de Comunicação e Assuntos Institucionais: “Fomos naturalmente afetados por uma crise que afeta todo o setor e veio sobrepor-se a um contexto de crise sanitária. Houve limitações de produção, mas menores do que em 2021”. A Peugeot faz parte do gigantesco grupo Stellantis e teve de readaptar a sua estratégia. “Desde o início destas crises que o grupo conduz a atividade de produção diariamente, fábrica a fábrica, adaptando a atividade industrial às tendências do mercado automóvel e tendo em conta as diferentes situações que enfrentamos, nomeadamente o fornecimento de peças e os confinamentos. Temos feito tudo para satisfazer as necessidades dos clientes, e as nossas equipas estiveram sempre mobilizadas para entregar as viaturas nos melhores prazos possíveis”, sublinhou Jorge Magalhães.
As expetativas para 2023 são positivas, embora haja sinais preocupantes, como referiu o responsável da marca francesa: “A situação internacional continua muito instável a vários níveis, pelo que temos de encarar 2023 com prudência. Apesar disso, é expetável um crescimento do mercado derivado do facto de terem existido constrangimentos de produção em 2022 que não permitiram satisfazer a procura e que originaram um aumento da carteira de clientes por satisfazer em 2023”. Por isso, manter o primeiro lugar nas vendas de ligeiros de passageiros é o objetivo, segundo Jorge Magalhães. “Para a Peugeot será novamente um ano de grande investimento. Em 2022, tivemos a liderança do mercado em quase todos os segmentos, incluindo SUV e veículos comerciais ligeiros. Em 2023, queremos consolidar estes resultados e, para isso, vamos ter uma das maiores ofensivas de produto de sempre da Peugeot», disse, explicando como: “Vamos fazer uma importante renovação da gama em termos de design, adaptando os modelos à nova imagem da marca, e reforçar a evolução tecnológica, com o lançamento de novos motores elétricos”.
Os chamados construtores generalistas foram grandemente afetados, como reconheceu Hugo Barbosa, diretor de comunicação da Renault Portugal, a segunda marca mais vendida no mercado nacional. “Houve uma combinação de fatores que contribuíram para a situação que estamos a viver. Um deles foi a paragem das fábricas chinesas que produzem ‘chips’, a isso juntou-se o aumento exponencial da compra de computadores e de outros equipamentos que dependem de semicondutores e microprocessadores, já que grande parte da população mundial ficou em teletrabalho e em telescola. A opção das próprias marcas em reduzir as encomendas de semicondutores quando a atividade estava parada devido à covid 19 também contribui para esta situação. Depois, quando a indústria automóvel quis voltar a um ritmo normal já não havia capacidade de produção para abastecer as marcas automóvel”, justificou o responsável da Renault.
A incapacidade de manter a produção normal levou as marcas a readaptar estratégias e a limitar a oferta. “Chegámos a produzir automóveis semiacabados, enviá-los para o país onde iriam ser comercializados e quando houvesse os restantes componentes uma equipa terminava a montagem antes dos carros irem para os concessionários. Era mais caro parar a produção do que produzir carros semiacabados”, referiu Hugo Barbosa.
Com tudo isto, a espera, que antes era de quatro a seis semanas, agora pode ultrapassar os seis meses.
A guerra na Ucrânia parou o fornecimento de componentes e causou um importante estrago nas contas da Renault, que perdeu 2,2 mil milhões de euros com a venda da AvtoVAZ, que produz os modelos Lada. “Com o embargo à Rússia tivemos de nos desfazer da empresa e vendemos tudo ao Instituto de Ciência russo por um rublo. Era um negócio que valia milhões de euros e representava 17% do negócio global da marca”, explicou. As perspetivas da Renault para 2023 são moderadas: “A situação deve estar normalizada ao longo do ano, mas a instabilidade que vivemos nos dois últimos anos torna arriscado fazer previsões. Há indicadores de que vai haver cortes de energia em alguns países da Europa, e isso pode obrigar as fábricas a parar. Depois, há uma situação que pode ser preocupante que é Taiwan. Quando a China tem um discurso hostil sobre esse território fica tudo a tremer pois Taiwan é responsável por uma grande parte da produção de semicondutores para todo o mundo”, referiu. A falta de produto associado ao aumento do preço das matérias-primas e dos custos de logística vai refletir-se, inevitavelmente, no agravamento do preço final dos automóveis novos quando o mercado regularizar. Esse facto pode acelerar a transição para outro tipo de abordagem do cliente, já que “as pessoas vão ter mais dificuldade em comprar automóvel novo e poderão optar por um serviço de mobilidade”, perspetivou Hugo Barbosa.
Clientes desesperam. Também as marcas premium sofreram com a crise dos ‘chips’, como nos explicou João Trincheiras, diretor de comunicação da BMW Group. “A procura por automóveis novos tem sido imensa, devido às limitações que existem na produção. As marcas que ainda estão a vender carros são aquelas que tinham modelos em stock. Na BMW, temos uma carteira enorme de clientes e não temos veículos para entrega. A maioria dos pedidos é de carros elétricos. O mercado premium baseia-se muito nas empresas que procuram este tipo de veículo por causa dos benefícios fiscais”, afimou, exeplificando: “Um cliente do novo iX1 só terá o carro dentro de um ano. Saindo dos elétricos a coisa melhora um pouco, mas será sempre uma espera de alguns meses”. A Mini, que faz parte do Grupo BMW, foi também atingida pela crise: “As cablagens vêm da Ucrânia e quando rebentou a guerra o fornecimento parou e a produção de carros também”. A falta de semicondutores atinge também as motos BMW. “Não há faróis de ‘led’ no mercado e estamos a vender motos com faróis de halogéneo. Quando recebermos os ‘leds’ chamamos os clientes para fazer a troca”, disse João Trincheiras. Esta situação poderá, prolongar-se por mais algum tempo como nos disse o responsável da BMW. “Pelas conversas que tenho tido com quem está no terreno, penso que, até final de 2023, vamos continuar a ter mais clientes do que carros para entrega. Estávamos habituados a gerir o excesso de produto, agora estamos a gerir a escassez de produto. Dizer que não a um cliente é extremamente desagradável”, reconheceu.
A situação que se vive no setor automóvel levou a um posicionamento diferente: “A marca fez uma mudança de estratégia. Em vez de apostar no volume de vendas focou-se na rentabilidade, trabalhando com margens mais pequenas, mas é preciso que haja carros”, concluiu João Trincheiras.
A expetativa dos construtores é que o fornecimento de componentes esteja regularizado no próximo ano, mesmo assim, a produção global de automóveis deverá ser 20% inferior à verificada em 2019, ano em que o setor automóvel mundial registou um recorde de vendas, com 92 milhões de veículos produzidos.
Para compensar a dependência dos fornecedores asiáticos, a Europa vai lançar uma ambiciosa campanha de produção de semicondutores. A Bosch está na primeira linha e vai investir mais de 250 milhões de euros na expansão da sua fábrica, na Alemanha, até 2025. Nos Estados Unidos, a Micron planeia construir uma fábrica de ‘chips’, na zona de Nova Iorque, e investir até 100 mil milhões de euros nessa unidade nos próximos 20 anos.
Não é só a falta de semicondutores e de cablagens que afeta a produção automóvel na Europa. A falta de vidro para fabricar janelas e para-brisas dos automóveis condiciona a produção. A indústria do vidro necessita de grandes quantidades de gás para a fundição dos ingredientes que o compõem (sílica, óxido de cálcio e óxido de sódio), e esse gás vem da Rússia com o que isso representa.
Depois de tudo isto passar, a situação continuará a não ser a mais agradável para o cliente, uma vez que o aumento das matérias-primas e dos custos de logística deverão refletir-se no preço final dos automóveis novos.
Mercado nacional aguenta. De janeiro a novembro de 2022, foram matriculados 166.935 veículos novos, o que representa um incremento de 1,8% relativamente ao mesmo período do ano anterior - ou seja, se não houvesse limitação de carros o mercado de ligeiros de passageiros registava um importante crescimento. Em comparação com o mesmo período do ano de 2019, o último ano de atividade normal, observou-se uma diminuição de 31.9%. Nos primeiros 11 meses do ano, a Peugeot foi a marca mais vendida, com 18.621 unidades, mesmo assim perdeu 10,1% de mercado, surgindo a Renault na segunda posição, com 13.732 unidades vendidas, menos 26,6% relativamente ao ano transato.
Ir a um stand comprar um automóvel novo tornou-se uma experiência frustrante devido à falta generalizada de automóveis para entrega, e quem fica a ganhar é o mercado dos seminovos e usados. Neste momento, há concessionários a vender carros de serviço a preço de carros novos e, nalguns casos, até mais caros, devido ao aumento da procura e à escassez de oferta. No mercado dos usados, o aumento da procura fez os preços subirem entre 20% a 25% ao longo do ano.
Por outro lado, a falta de veículos novos para entrega imediata tem levado ao aumento da importação de automóveis usados. Em 2021, por cada dois carros novos vendidos em Portugal, houve um veículo em segunda mão vindo estrangeiro - principalmente da França, Alemanha, Bélgica e Países Baixos - que entrou no mercado dos ligeiros de passageiros.
Para Hélder Pedro, secretário-geral da Associação de Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), “esta crise teve um efeito grave no mercado nacional, que perdeu mais de 30% face a 2019, e na Europa a quebra é superior 20%”. “Há uma perda importante de volume de mercado, o que significa que é o único setor de atividade que não recuperou no período pós-pandemia”, disse Hélder Pedro, salientando o facto de que “a Europa tem uma dificuldade em termos de soberania tecnológica face à Ásia no que diz respeito a componentes e semicondutores. Por esse motivo, Bruxelas já avançou com uma estratégia para aumentar a independência em relação a esses países no fornecimento de semicondutores, só que a instalação de uma fábrica demora tempo”. O responsável da ACAP lembrou ainda que “a falha de produção não se deve apenas à falta de componentes. A guerra na Ucrânia teve implicações pois grande parte das cablagens são produzidas nesse país, e com a invasão não havia hipóteses de as receber. Por outro lado, há matérias-primas russas indispensáveis para a indústria automóvel e que com o embargo deixaram de poder ser utilizadas. Toda a cadeia de abastecimento teve um encarecimento enorme e isso também condicionou o mercado europeu”.
Hélder Pedro considera que o fornecimento de semicondutores poderá estar normalizado no próximo ano “a nossa expetativa é que tudo esteja regularizado ao longo de 2023 e que o mercado europeu volte ao normal”. Em relação a Portugal, referiu que: “O mercado teve uma quebra superior a 30% relativamente a 2019, o que representa menos de 70 mil carros vendidos”. Com a cadeia de produção reposta, o próximo ano poderá ser de recuperação, mas há outros fatores que podem condicionar a atividade, como disse o responsável da ACAP “há indicadores que não são favoráveis. O aumento da inflação e a subida das taxas de juro podem provocar um abrandamento na economia nacional e uma estagnação do mercado automóvel”.
Ainda há bons negócios. Os concessionários têm aproveitado esta ‘tempestade perfeita’ para escoar os stocks e fazer bons negócios. Para Eurico Amaral, diretor-geral do Polo Santogal-Loures, “a quebra na produção melhorou o negócio das concessões”, e explicou porquê: “Deixou de haver a pressão dos stocks. Durante todo o ano, a procura foi maior do que a oferta, em consequência disso as margens de lucro aumentaram substancialmente. Todos os meses os concessionários recebem carros, têm é muito menos do que esperavam, por isso em termos de negócio o ano de 2022 foi francamente bom”, e deu um exemplo: “No verão, as empresas de rent a car compravam carros a qualquer preço, nem pediam desconto”. No mercado dos usados aconteceu o mesmo, mas, “como a oferta é menor, passaram a valer muito mais. Contudo, a partir de setembro a situação começou a inverter-se e, neste momento, a procura dos particulares é menor”, frisou.
Para Eurico Amaral, as perspetivas para 2023 são animadoras, sobretudo na primeira metado do ano. Há fatores que podem contribuir para isso. “As fábricas não vão conseguir produzir muito mais do que produziram este ano e a procura vai abrandar devido à inflação e à subida das taxas de juro. Como os concessionários têm uma grande carteira de clientes há uma parte do ano que as vendas estão asseguradas: “Penso que no segundo semestre a procura dos particulares vai estabilizar e poderá a haver stocks”.
Fonte: ionline.sapo.pt Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/788689/mercado-automovel-tempestade-perfeita-deixa-clientes-a-espera-?seccao=Tecnologia_i
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Rússia vai proibir venda de petróleo russo a países que apliquem teto de preço
Lusa
27 dez 2022 18:04
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=YWQ3kIJZ446Nxm1wZ5q0Yyu9RQkF+tsETAiPk2TyDKkdv5UddNqJiYuLz0t7JIejfI5Abn3nL/6h6nIpVfY4rQgyfcMUCvJ1V0bpWxmR754sW/Y=)
Fonte de imagem: sapo.pt
A Rússia vai proibir, a partir de 01 de fevereiro, a venda de petróleo a países que apliquem o teto de preço fixado este mês em 60 dólares por barril pela União Europeia, G7 e Austrália, foi hoje divulgado.
"É proibida a entrega de petróleo e derivados russos a pessoas jurídicas estrangeiras e outras pessoas físicas" caso utilizem o preço limite, de acordo com um decreto assinado hoje pelo Presidente russo, Vladimir Putin.
O decreto especifica que esta medida está prevista para um período de cinco meses, "até 01 de julho de 2023".
Só "uma decisão especial" do próprio Vladimir Putin poderá permitir a entrega de petróleo russo a um ou mais países que aplicaram o teto de preço nas últimas semanas, indica o mesmo decreto publicado.
No início de dezembro, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), os países do G7 (grupo das sete maiores economias mundiais) e a Austrália acordaram, após meses de negociações, um limite máximo para o preço do petróleo russo para exportação em 60 dólares (cerca de 55 euros) por barril.
Na prática, apenas o petróleo vendido pela Rússia a um preço igual ou inferior a 60 dólares pode continuar a ser entregue.
Acima deste limite, as empresas ficam proibidas de prestar os serviços que permitem o transporte marítimo da matéria-prima, nomeadamente seguros.
O objetivo desta medida é privar Moscovo de receitas para financiar a intervenção militar na Ucrânia.
No entanto, o preço do barril de petróleo russo (crude dos Urais) está atualmente a rondar os 65 dólares, pouco acima do limite fixado, o que provoca um impacto limitado de curto prazo desta medida, segundo analistas.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou o que considera ser uma "posição fraca" dos seus aliados ocidentais nesta matéria.
Por seu lado, os dirigentes russos declararam repetidamente "não aceitar" este mecanismo, ao mesmo tempo que garantem que a medida "não terá impacto" no curso da ofensiva russa contra a Ucrânia.
Em 09 de dezembro, Vladimir Putin ameaçou o Ocidente com uma redução de produção de petróleo russo, "se necessário", criticando o que disse ser uma "decisão estúpida".
A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo e foi, em 2021, o segundo maior fornecedor desta matéria-prima para os países da UE.
Diversos líderes europeus reconhecem que 90% das exportações de petróleo da Rússia para a UE já serão interrompidas até ao final deste ano, em protesto contra a ofensiva russa na Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
RJP // SCA
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/russia-vai-proibir-venda-de-petroleo-russo-a-_63ab36452585c276be543c2d
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Ano de (muitas) perguntas por responder: Da guerra à Covid, que significou 2022 para o mundo?
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 06:30, 28 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/zelensky-biden-scaled.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
2022 foi um ano que pôs o mundo à prova, mas mais do que respostas, deixou o globo com uma série de dúvidas e perguntas sobre a direção (eventualmente nova) em que a seguimos, enquanto os desafios do ano permitiram ver a realidade sob um novo ângulo.
Da guerra à Ucrânia, à inflação e alterações climáticas, passando pelas tensões entre China e EUA e algumas eleições muito importantes, para o The Economist, a surpresa “mais agradável” é a capacidade de resiliência dos países ocidentais com regimes liberais.
Em particular, destaca-se a resistência do povo ucraniano e do presidente, Volodymyr Zelensky, que se tornaram inspiração para democracias em todo o mundo. Com a ajuda de Biden e do Ocidente, têm sido fornecidas armas e ajudas humanitárias de uma escala nunca antes vista, nem imaginada.
O povo também se fez ouvir em várias nações, com a ida às urnas. Nos EUA, a vitória dos democratas nas intercalares mostrou a vontade do povo em manter direitos fundamentais (como em alguns estados o direito ao aborto, após a anulação pelo Supremo da decisão do caso Roe vs. Wade).
Em França, mesmo com o crescimento da extrema-direita, Marine Le Pen perdeu para Emmanuel Macron. Já em Itália a extrema-direita subiu ao poder pela primeira vez desde o final da II Guerra Mundial, pela figura de Giorgia Meloni, que entretanto tem-se ‘inclinado’ para o centro.
No Reino Unido foi uma catadupa de primeiros-ministros. Depois do escândalo das festas durante a pandemia da Covid-19, Boris Johnson demitiu-se, seguiu-se-lhe Liz Truss, e pouco mais de um mês depois esta demite-se e dá lugar a Rishi Sunak. Pelo caminho ficaram os mercados agitados e uma crise, que é global, acentuada no Reino Unido perante a instabilidade política.
Mas nem só nos países democráticos o povo se fez ouvir. Até em regimes autocráticos houve quem se levantasse contra o sistema. No Irão, após a morte de Mahsa Amini, eclodiu uma onda de protestos, sem fim definitivo à vista, contra a repressão do regime iraniano, especialmente sobre as mulheres.
Na China, Xi Jinping ampliou o domínio do Partido Comunista Chinês e ergueu-se (ainda mais) como chefe permanente, tornando-se o dirigente do comunismo na China mais poderosos desde Mao Tsé-Tung. As medidas ‘zero-Covid’ puseram travão ao crescimento acelerado da economia e paralisaram a população que, no final do ano e farta de restrições, saiu às ruas em protestos, que foram duramente reprimidos. Perante a pressão, as autoridades acabaram por levantar todas as restrições, mas os efeitos ficaram à vista: milhões de infetados com Covid-19, que poderão chegar aos 800 milhões em poucos meses, numa nova onda da pandemia na China.
Enquanto isso, o resto do mundo Ocidental, com o sucesso das vacinas, levantou todas ou quase todas as medidas e prepara-se com expetativa para que a Covid-19 passe de uma pandemia a uma situação endémica, até se tornar numa infeção respiratória sazonal, como a gripe ou outras.
O ano também foi de divisões: se após os atentados de 11 de setembro houve um apoio quase universal aos EUA, com a guerra na Ucrânia o sul do globo terrestre tem resistido em tomar uma posição. Na última votação para condenar a Rússia, na ONU, 35 países abstiveram-se.
No Brasil, a queda de Bolsonaro e vitória de Lula da Silva por pouca margem deixou o país ainda mais dividido. Na Turquia, esmagada pela inflação, Erdogan prepara-se para vencer novamente as eleições em 2023. Em Israel Benjamín Netanyahu evitou a cadeia por corrupção formando um governo de coligação com a extrema-direita. Na Indonésia foram proibidas as relações sexuais fora do casamento, por exemplo.
Os governos revelaram as suas fraquezas e fragilidades, também pressionados pela crise energética, e tentam a fixação dos preços, para aliviar a carga nas famílias. Acelera-se a transição energética, num mundo muito pressionado, em todos os pontos, pelas alterações climáticas, com efeitos cada vez mais graves.
Para o The Economist, este ano o mundo foi “agitado pelo populismo interno e pela ascensão inesperada da China, viu-se desafiado e encontrou um caminho”. Como todos os conflitos, divisões e problemas irão ser tratados
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ano-de-muitas-perguntas-por-responder-da-guerra-a-covid-que-significou-2022-para-o-mundo/
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Ucrânia. Há um impasse no campo de batalha, enquanto um oligarca morre misteriosamente
28 de dezembro 2022 às 09:10
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/28/840638.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Os russos tiveram um dia particularmente sangrento em Bakhmut e tentam tudo para defender Kreminna. Um magnata das salsichas morreu após criticar a “operação militar especial” de Putin.
Enquanto uma onda de ataques russos eram repelidos nos arredores de Bakhmut, iam chegando a Kreminna mais recrutas apanhados na mobilização militar parcial do Kremlin. Combatentes russos tiveram de recuar em partes da cidade e escaparam para a vizinha Rubizhne, anunciaram autoridades ucranianas, mas a carne para canhão russa conseguiu travar os contra-ataques ucranianos. Ou seja, a guerra mais uma vez parece estar num impasse, até à próxima reviravolta. E à medida que o conflito se arrasta, Vladimir Putin tem-se mostrado preocupado com a crescente insatisfação das elites russas devido às sanções ocidentais, dando passos no sentido de nacionalizar a propriedade de oligarcas que saíram do país. Curiosamente, ainda esta terça-feira se soube que morreu um deles, Pavel Antov, um magnata de produção de salsichas, tendo caído da janela num hotel de luxo na Índia.
Entretanto, na Ucrânia, a cidade de Kreminna, um ponto de abastecimento crucial para as forças do Kremlin a noroeste de Lysychansk, tem sido palco de ferozes batalhas. Os russos “compreendem que se perderem Kreminna, em princípio, a linha de defesa inteira vai desmoronar”, explicou Serhiy Haidai, o administrador militar de Lugansk, numa mensagem no Telegram, esta terça-feira.
Por isso, face aos contra-ataques ucranianos, “as tropas ocupantes russas conseguiram construir uma defesa muito poderosa num mês”, relatou Haidai. “Eles estão a trazer para lá uma enorme quantidade de reservas e equipamento. Eles estão constantemente a renovar as suas forças”, garantiu.
Aliás, as tropas que foram lançadas em Kreminna são uma amálgama vinda das mais diversas unidades, lia-se no mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. Isso “sugere que as forças russas estão a ir buscar tropas de diversos pontos ao longo do teatro de operações para preencher buracos na linha Svatove-Kreminna e compensar a continuada degradação das suas forças convencionais”, descreveu o think tank.
Já o Estado Maior da Ucrânia anunciou que travara ataques russos contra duas localidades em Lugansk e seis em Donetsk, declarando ter registado mais 620 baixas inimigas em apenas 24h, sem qualquer menção quanto a perdas ucranianas. Assegurando que “o inimigo russo sofreu as maiores perdas na direção de Bakhmut e Lyman”.
Crime? A misteriosa morte de Pavel Antov, aos 65 anos, adensou as suspeitas de que o Kremlin está farto das queixas dos oligarcas. Afinal, estes viram muitos dos seus ativos financeiros no exterior congelados, deixaram de poder passar férias na Europa ou de visitar os seus filhos que estudam nas mais prestigiadas instituições.
Antov, que fizera fortuna na indústria da produção de salsichas, cometera o deslize de publicar uma mensagem no Whatsapp a criticar os ataques com mísseis contra a infraestrutura elétrica ucraniana. Após tal se tornar público, rapidamente se desdobrou em juras de lealdade a Putin. Acabou por cair de uma janela este sábado, num hotel de luxo no estado indiano de Odisha.
Foi uma festa de aniversário desastrosa para o oligarca russo, até porque no dia anterior um dos seus amigos, Vladimir Budanov, morreu sem explicação no mesmo hotel. “Até agora, parece que Antov caiu acidentalmente da varanda do hotel. Ele provavelmente estava perturbado pela morte do seu amigo”, explicou o chefe da polícia local, Rajesh Pandit, à France Press. Garantindo que “todos os possíveis ângulos quanto à morte dos dois cidadãos russos estão a ser investigados”.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788722/ucr-nia-ha-um-impasse-no-campo-de-batalha-enquanto-um-oligarca-morre-misteriosamente
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Rússia diz ter travado ataque terrorista de dois soldados russos sob ordens da Ucrânia em Chegem. Ambos morreram
Por Beatriz Maio em 11:36, 28 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia afirma ter matado dois militantes russos que estavam a preparar um ataque terrorista na cidade de Chegem, situada em Cabárdia-Balcária, sob ordem da Ucrânia, avança a TASS citando o Centro de Relações Públicas do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia.
“O serviço federal de segurança pôs fim às atividades de dois cidadãos russos anteriormente condenados que, sob instruções dos serviços especiais ucranianos, estavam a preparar um ato terrorista na cidade de Chegem”, informaram as autoridades russas ao divulgar que “após cometerem o crime, planearam partir para a Ucrânia para participar em hostilidades contra as Forças Armadas russas”.
No dia 26 de dezembro, segunda-feira, quando foram detidos nos subúrbios de Nalchik, “ofereceram resistência armada e foram neutralizadas pelo retorno do fogo”, acrescentou o serviço de segurança ao mencionar que faziam parte de uma comunidade terrorista que operou até 2021 num estabelecimento prisional em Cabárdia-Balcária.
Está a decorrer uma investigação para apurar a motivação deste crime, a origem do armazenamento e porte ilegal de armas e ainda para perceber como se procedeu ao transporte e porte também ilegal de explosivos.
As autoridades russas alegam ter encontrado um dispositivo explosivo improvisado com cerca de dois quilos, uma espingarda de assalto AK-74, uma pistola Makarov e munições.
Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém as Nações Unidas admitem que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/russia-diz-ter-travado-ataque-terrorista-de-dois-soldados-russos-sob-ordens-da-ucrania-em-chegem-ambos-morreram/
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2022 em revista: A Guerra na Ucrânia abalou o mundo e o desporto não foi exceção
Pedro Miguel Marques
Sportinforma
28 dez 2022 13:00
(https://thumbs.web.sapo.io/?W=775&H=0&delay_optim=1&webp=1&epic=N2Rmgdj30T9hCwwxQx/Ojifs9ywcCFxx3pBXNvbSBy44qDqHno4nEbuGlbFtDbhQS6jkpCF8yBzaIdlzf83coY/yex40mhZ77zfm3FvaTgQs9bE=)
AFP or licensors
Foi em fevereiro que o mundo acordou com a notícia de que a Rússia tinha avançado para uma invasão militar da Ucrânia. No desporto, desde a exclusão de atletas russos ao drama vivido pelos atletas em solo ucraniano, foram muitas as consequências.
Foi o evento que abalou o mundo em 2022: a 24 de fevereiro a Rússia invadia a Ucrânia, numa ação militar que acabaria por ter repercussões nos mais variados setores. E o desporto não foi exceção.
Palco da final da Liga dos Campeões alterado e clubes russos excluídos das provas da UEFA
No futebol em concreto, da imediato levantou-se a questão de a final da Liga dos Campeões de 2021/22 estar prevista para São Petersburgo, na Rússia. Depois de alguma ponderação, com o agravar do conflito e perante forte pressão pública, a final acabou por ser mesmo movida para Paris.
Entretanto, surgiam relatos dramáticos vindos de futebolistas e treinadores em solo ucraniano, muitos deles estrangeiros e desesperados por não conseguirem regressar aos respetivos países.
A questão dos patrocínios também deu que falar, com a UEFA a acabar por se ver forçada a romper a russa Gazprom, uma das suas principais patrocinadoras.
A presença dos clubes russos nas competições europeias também começou a ser colocada em causa. A UEFA começou por transferir os jogos de clubes russos e ucranianos para terrenos neutros, mas as formações da Rússia acabaram mesmo por ser excluídas das provas da UEFA e impedidas de participar nas edições futuras até decisão em contrário.
Desta decisão do organismo máximo do futebol europeu acabou por beneficiar a seleção nacional feminina de futebol, que havia ficado de fora do apuramento para a fase final do Europeu 2021, atrás da Rússia no seu grupo de qualificação, mas que se viu, assim, repescada.
Nos estádios de futebol sucederam-se as mensagens de apoio e tributo à Ucrânia e as repercussões não se ficaram por aí. O oligarca russo Roman Abramovich, por exemplo, acabou mesmo por vender o Chelsea devido à situação.
A par destas medidas aplicadas pela UEFA, também a FIFA avançou com sanções para com os clubes e seleções russas, ao mesmo tempo que permitiu que os jogadores que atuavam nas equipas ucranianas pudessem assinar por outros clubes mesmo fora das janelas de transferências. com a Rússia a falar em decisões discriminatórias por parte dos dois organismos.
Uma a uma, todas as modalidades acabaram por castigar a Rússia
Mas não foi apenas o futebol a tomar medidas perante o escalar do conflito. A Euroliga de basquetebol terá mesmo sido a primeira competição a suspender os jogos envolvendo equipas russas.
No automobilismo, o Grande Prémio da Rússia foi cancelado e os tenistas russos e bielorrussos foram impedidos de competir sob nome ou bandeira russa. E as sanções foram-se estendendo um pouco por todas as modalidades.
O próprio presidente do Comité Olímpico Internacional defendeu que os atletas da Rússia deveriam ser banidos do desporto, como consequência da invasão daquele país à Ucrânia e
Já perto do final do ano, porém, o presidente do COI disse contudo que era necessário "explorar formas" de reintegrar os atletas russos que foram banidos das competições internacionais.
De acordo com Volodymyr Zelensky, "desde fevereiro, 184 atletas ucranianos morreram em resultado das ações da Rússia".
Fonte: desporto.sapo.pt Link: https://desporto.sapo.pt/geral/artigos/revista-do-ano-a-guerra-na-ucrania-abalou-o-mundo-e-o-desporto-nao-foi-excecao
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Ucrânia diz que está “a meio-caminho da vitória” na guerra mas admite fase “difícil” nos próximos meses
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:11, 28 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Mais de dez meses depois do início da guerra na Ucrânia, o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano acredita que o país está bem encaminhado para uma vitória no conflito e manifesta-se otimista.
Oleksiy Danilov acusa a Rússia de estar a tentar “a destruição dos ucranianos enquanto nação” e diz que as forças da Ucrânia já estão “a meio-caminho da vitória” no conflito. A posição foi transmitida pelo responsável nas redes sociais.
“A Rússia continua a definir objetivos maximalistas na guerra com a Ucrânia – a eliminação do nosso Estado, a destruição dos ucranianos enquanto nação. É tempo de máxima concentração: estamos a meio-caminho da vitória. Mas há uma fase difícil à nossa frente – a de finalmente retirar o agressor da nossa terra e puni-lo pelos seus crimes”, declarou Danilov no Twitter.
Recorde-se que o responsável ucraniano alertou recentemente para a ameaça de um ataque de larga escala da Rússia contra a Ucrânia na véspera do Ano Novo, mas que prevê que as forças russas já não tenham muitos mísseis para levar a cabo os ataques.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-diz-que-esta-a-meio-caminho-da-vitoria-na-guerra-mas-admite-fase-dificil-nos-proximos-meses/
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Foi um ano “muito difícil” para a Gazprom, admite presidente do conselho de administração
Por Beatriz Maio em 16:23, 28 Dez 2022
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O vice-ministro de energia russo e presidente do conselho de administração da companhia de energia russa Gazprom Alexei Miller admitiu, esta quarta-feira, que este foi “um ano desafiante”, uma vez que a empresa tem procurado novos mercados na sequência das sanções internacionais após a Rússia ter lançado uma ofensiva militar à Ucrânia.
“Quero dizer desde já que 2022, naturalmente, se revelou muito, muito difícil”, destacou Miller ao notar uma “mudança total nos mercados energéticos”, durante uma conferência de fim de ano, realizada numa altura em que as tensões aumentam entre a Rússia e o Ocidente.
Apesar de reconhecer adversidades ao longo dos últimos 10 meses, desde que o presidente russo Vladimir Putin ordenou ao seu exército a invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro, o vice-ministro de energia russo salientou que a Gazprom continua a operar de uma forma “muito bem coordenada”, segundo o site A News.
Em 2021, a Rússia era o maior fornecedor de gás para os 27 países da União Europeia (UE), contudo após o início do conflito, a UE reduziu drasticamente as suas importações de gás natural russo.
Atualmente, a Gazprom é responsável por 11% da produção mundial de gás natural e possui as maiores reservas de gás do mundo. A perda dos seus atuais compradores levou a Rússia a procurar mercados alternativos, particularmente na Ásia.
Perante esta adaptação, Miller saudou o lançamento do campo de gás Kovykta na Sibéria na semana passada, o que vai aumentar significativamente as exportações para a China. “O gasoduto ‘Poder da Sibéria’ está agora em funcionamento em toda a sua extensão de mais de três mil quilómetros”, divulgou.
Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém as Nações Unidas admitem que será elevado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/foi-um-ano-muito-dificil-para-a-gazprom-admite-presidente-do-conselho-de-administracao/
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"Não há lugar em Bakhmut que não esteja coberto de sangue", diz Zelensky
MadreMedia / AFP
28 dez 2022 18:07
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Fonte de imagem: Lusa
"Apenas poucos civis" permanecem na cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia, onde os combates continuam – declarou o presidente Volodymyr Zelensky nesta quarta-feira (28).
"No ano passado, 70.000 pessoas viviam ali. Agora restam apenas alguns poucos civis", afirmou Zelensky no Facebook, sem especificar quantos.
Há meses, as forças russas e os paramilitares do grupo Wagner tentam conquistar Bakhmut, com o custo de grandes perdas em ambos os lados e de uma destruição considerável.
"Não há lugar [na cidade] que não esteja coberto de sangue. Não tem uma hora sem o terrível rugido da artilharia", disse Zelensky nesta quarta, numa mensagem acompanhada de várias fotos mostrando a extensão dos danos.
(https://i.ibb.co/8xwN6S3/Captura-de-ecr-2022-12-28-185304.jpg)
Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/nao-ha-lugar-em-bakhmut-que-nao-esteja-coberto-de-sangue-diz-zelensky
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Ex-general russo de topo morre “subitamente” um dia após Putin cancelar visita à fábrica de tanques de guerra onde trabalhava
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:54, 28 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/05/Putin.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Alexei Maslov, um ex-comandante das forças russas, com ligações à Ucrânia, morreu “subitamente” no dia após Putin ter cancelado uma visita à fábrica de tanques de guerra onde o ex-oficial trabalhava como responsável de vendas internacional.
Maslov, de 69 anos, morreu no dia de Natal num hospital militar em Moscovo, mas só agora a morte foi anunciada pela fábrica de equipamento militar Uralvagonzavod.
A partir de 2008, o ex-general chegou a ser o representante militar da Rússia na Nato.
A morte de Maslov, que não teve causa revelada, segue-se a outra muito semelhante, a de Alexander Buzakov, de 65 anos, diretor-geral de um dos maiores e mais antigos estaleiros navais da Rússia, os Admiralty Shipyards.
Os serviços de segurança da Rússia já criaram um “grupo de investigação” ao caso das duas mortes, segundo relata o Daily Mail.
Buzakov estava saudável no dia antes de morrer e, da mesma fora, há relatos de que “Maslov não tinha quaisquer problemas de saúde”. O ex-general tinha liderado as forças russas em terreno de combate entre 2004 e 2008. Na Nato, trabalho com Dmitry Rogozin, oficial próximo de Putin que caiu em desgraça este verão e foi removido pelo presidente russo da Roscosmos, a agência espacial da Rússia.
Putin tinha agendada uma visita para a fábrica de Uralvagonzavod, que tem sido duramente criticada pelo Kremlin por não estar a cumprir a produção de novos tanques de guerra necessária para reforçar os equipamentos russos na frente de guerra na Ucrânia.
No entanto, a visita de Putin, na véspera de Natal foi “cancelada no último minuto”, sem que fosse apresentada qualquer explicação.
As duas mortes surgem depois de Pavel Antonov, oligarca russo crítico de Putin, ter morrido após cair de uma janela de um hotel de luxo na Índia, em circunstâncias ainda por explicar.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ex-general-russo-de-topo-morre-subitamente-no-dia-apos-putin-cancelar-visita-a-fabrica-de-tanques-de-guerra-onde-trabalhava/
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Diplomata russa reage a pedido de expulsão da Rússia da ONU
28 de dezembro 2022 às 18:44
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/28/840677.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que tem poder de veto.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, reagiu esta quarta-feira ao pedido da Ucrânia para que a Rússia seja expulsa do Conselho de Segurança da ONU: “Este é precisamente o caso: quando os cães ladram, a caravana passa", disse a diplomata , numa entrevista à estação de rádio Sputnik, segundo cita a agência estatal russa TASS.
A Ucrânia pediu na segunda-feira a expulsão da Rússia das Nações Unidas, mas é quase impossível porque a Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que tem poder de veto.
"A Ucrânia pede aos Estados-membros da ONU (...) que privem a Federação Russa do seu estatuto de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e a excluam da ONU como um todo", pediu o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em comunicado e acrescentou ainda no Twitter que "a presença da Rússia no Conselho de Segurança e na ONU como um todo é ilegítima".
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788768/diplomata-russa-reage-a-pedido-de-expulsao-da-r-ssia-da-onu
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Rússia oferece congelamento gratuito de esperma a soldados enviados para a Ucrânia
MadreMedia
28 dez 2022 17:16
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
As tropas russas que foram mobilizadas para lutarem na Ucrânia terão o direito de congelar o seu esperma gratuitamente em criobancos, informou a agência de notícias estatal russa TASS.
A agência russa TASS revelou esta quarta-feira, citando Igor Trunov, presidente da União Russa de Advogados, que o ministério da saúde da Rússia respondeu ao seu apelo por assistência financeira para os soldados que estão a lutar na guerra da Ucrânia.
Nesse sentido, o ministério “determinou a possibilidade de apoio financeiro do orçamento federal para conservação e armazenamento gratuito de células germinativas (espermatozóides) para os cidadãos mobilizados”, disse Trunov.
Este apoio surge após as notícias de outubro último, quando foi noticiado na Rússia um aumento significativo na procura de bancos de esperma, logo depois do anúncio de Vladimir Putin de uma mobilização parcial de soldados na reserva para apoiar a guerra na Ucrânia.
“Antigamente, os principais clientes eram as pessoas com doenças crónicas. Agora são os homens saudáveis que congelam o esperma, caso algo lhes aconteça, para que possam ter a possibilidade garantida de serem pais”, lia-se numa peça da BBC no mês de outubro.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-oferece-congelamento-gratuito-de-esperma-a-soldados-enviados-para-a-ucrania
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Ucrânia pede a moradores que abandonem Kherson
28 de dezembro 2022 às 21:47
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/28/840691.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: sol.sapo.pt
Em declarações à CNN, Dmytro Poddubniy, membro do Conselho Municipal de Kherson, afirmou que a cidade é uma das "mais perigosas" neste momento.
A Ucrânia pediu, esta quarta-feira para que os moradores da cidade de Kherson deixem a região.
Em declarações à CNN, Dmytro Poddubniy, membro do Conselho Municipal de Kherson, afirmou que a cidade é uma das "mais perigosas" neste momento, pedindo por isso para que as pessoas deixem a cidade.
O responsável adiantou que alguns moradores não querem abandonar as suas casas. Além disso, há civis que não se encontram aptos para o fazer.
À mesma estação de televisão, Inna Balyoha, que vive em Kherson, afirmou a sua mãe não fosse capaz de suportar a viagem.
"É muito fraca. Não chegará a outra cidade. Muitos permanecem em Kherson sob bombardeamentos por causa dos seus pais", explicou.
Recorde-se que hoje, Kiev anunciou que Kherson tinha sido alvo de 33 mísseis russos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788783/ucr-nia-pede-a-moradores-que-abandonem-kherson
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Várias regiões da Ucrânia sob ataque de mísseis russos
MadreMedia / Lusa
29 dez 2022 08:59
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Fonte de imagem: Lusa
Várias regiões da Ucrânia, incluindo a capital, estavam hoje sob ataque de mísseis russos, noticiou a agência Associated Press (AP).
Em Kiev, a administração regional disse que os sistemas de defesa aérea tinham sido ativados para impedir o ataque com mísseis em curso, mas na capital era possível ouvir várias explosões.
As autoridades ucranianas de várias regiões disseram que alguns mísseis russos foram desativados.
Este é o mais recente ataque russo contra infraestruturas vitais em toda a Ucrânia. Moscovo tem lançado ataques deste tipo semanalmente desde outubro.
Nas regiões de Dnipro (centro-leste) e Odessa (sul), entre outras, as autoridades disseram que desligaram o fornecimento de eletricidade para minimizar os danos nas instalações de infraestruturas críticas, se atacadas.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/varias-regioes-da-ucrania-sob-ataque-de-misseis-russos
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Ucrânia. Civis fogem de Kherson após escalada nos bombardeamentos
29 de dezembro 2022 às 09:03
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/29/840709.jpg?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
O fogo de artilharia de uma margem para a outra do Dnipro tornou-se insuportável. Morreram onze pessoas perto da praça onde os ucranianos celebraram a libertação de Kherson.
Autoridades ucranianas apelam à retirada dos civis que restam em Kherson, depois da troca de fogo de artilharia de um lado para o outro do rio Dnipro ter escalado nos últimos dias. Só na quarta-feira houve 33 ataques com artilharia e um míssil russo a atingir a cidade, anunciou o Estado Maior ucraniano. Não há grandes perspetivas de que nenhum dos lados consiga fazer avanços neste ponto da frente, estando ambos entrincheirados em margens opostas do Dnipro. No entanto, as ofensivas ucranianas de inverno provavelmente não irão passar por esta cidade – durante esta semana será discutido o plano para o próximo ano, garantiu Volodymyr Zelensky – não torna a vida dos civis em Kherson muito mais fácil.
Não espanta que se vejam filas com centenas de veículos à saída da cidade, cheios de civis aterrorizados, que tinham os seus documentos verificados a cada posto de controlo. “Não conseguimos aguentar mais. Os bombardeamentos são tão intensos”, lamentou uma moradora de Kherson, Iryna Antonenko, falando com um correspondente da BBC dentro do seu carro.
Ainda no mês passado, a cidade irrompera em celebrações para receber as tropas ucranianas, que conseguiram forçar a guarnição russa a recuar, cercando-a com ataques metódicos às suas rotas de abastecimento, cortando o acesso à margem leste do Dnipro. Mas mesmo durante a festa ouviam-se alguns estrondos de artilharia disparada do outro lado do rio, indicando o que vinha aí. Aliás, perto do local onde uma multidão em êxtase se reunira a celebrar, acenando bandeiras ucranianas, morreram onze pessoas e dezenas ficaram feridas num ataque com morteiros na véspera de natal.
“Ficámos este tempo todo e pensámos que iria passar, que seriamos sortudos”, continuou Antonenko enquanto fugia.
“Mas um ataque atingiu a casa ao lado da nossa e a casa do meu pai também foi bombardeada”, explicou, contando que se dirigia a Kryvyi Rih, onde tem alguma família, no centro da Ucrânia e longe da linha da frente.
No entanto, se mesmo alguns daqueles que tinham tido a resiliência para aguentar a ocupação russa agora fogem, outros recusam, sobretudo os idosos e doentes. “Tenho dito a estas pessoas que Kherson é das cidades mais perigosas agora”, explicou Dmytro Poddubniy, membro do conselho municipal, falando à CNN. “Peço-lhes que imaginem que estão a ir de férias durante umas semanas. Pode ser mais fácil para eles decidirem partir desta maneira”, contou. “Ainda assim, muitas pessoas estão a ficar na cidade”.
Em termos militares, as forças do Kremlin parecem ter muito pouco a ganhar com estes ataques tão devastadores para os civis. Chegando a recorrer a munições incendiárias ou bombas de fragmentação, ou seja, bombas que soltam explosivos, devastando uma enorme área.
Talvez não passe de um ato de crueldade. Afinal, a única rota viável para a Ucrânia atingir as linhas russas em Kherson parece ser o cordão litoral de Kinburn, que cruza o estuário do Dnipro, a jusante de Kherson. Sendo que ainda a semana passada fontes russas se gabaram de terem repelido assaltos ucranianos contra este cordão litoral, protegido por 4 km de mar e fortificado pelos russos.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788801/ucr-nia-civis-fogem-de-kherson-apos-escalada-nos-bombardeamentos
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Rússia lança novo ataque com mais de 120 mísseis contra a Ucrânia
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 09:09, 29 Dez 2022
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Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
A Rússia lançou um novo ataque massivo contra a Ucrânia na manhã desta quinta-feira, com mais de 120 mísseis a atingiram várias regiões ucranianas.
A informação sobre a ofensiva e o número de mísseis que atingiram o país foi adiantada por Mykhailo Podolyak, que disse que estes foram lançados “para destruir infraestruturas civis cr+iticas e para matar civis em massa”.
Para já ainda não há balanço de vítimas mortais, mas sabe-se que uma menina de 14 anos foi levada em estado grave para o hospital, após explosões em Kiev.
Há registos de mísseis terem atingido Odessa, Kharkiv, Odessa, Lviv e Zhytomyr. O ataque terá sido levado a cabo por terra e mar.
A Força Aérea da Ucrânia adiantou que a Rússia estava a atacar o país “a partir de várias direções, com mísseis lançados a partir de terra e ar”, sendo que drones foram também usados neste ataque que as autoridades descrevem como “massivo”.
As sirenes de ataque aéreo voltaram a soar por toda a Ucrânia esta manhã, antes do ataque, sendo que o conselheiro presidencial Oleksiy Arestovych pediu a todos os cidadãos para procurarem abrigo, informando que os sistemas de defesa antiaérea estavam a funcionar.
Em Kiev, pelo menos 16 mísseis foram intercetados pela defesa ucraniana, enquanto em Mykolaiv, se acordo com o governador local, outros cinco mísseis russos foram abatidos.
Depois de uma série de ataques, nas últimas semanas, contra infraestruturas civis e de energia, os especialistas ucranianos calculavam que, ainda antes do final do ano, voltasse a ocorrer outra grande ofensiva russa conta a Ucrânia.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-lanca-novo-ataque-com-mais-de-120-misseis-contra-a-ucrania/
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RÚSSIA CELEBRA ANO NOVO SEM BRILHO NEM FESTA
SAPO Viagens/AFP 29 dez 2022 11:29
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Apesar das decorações festivas, o ambiente em Moscovo é de tristeza AFP
Os russos estão habituados a festejar o Ano Novo com celebrações espetaculares. Mas este ano, após dez meses de guerra na Ucrânia, poucos estão com vontade de celebrar.
A Rússia iniciou a ofensiva militar contra a ex-república soviética a 24 de fevereiro e sofreu vários reveses no terreno.
Ao invés de gastar dinheiro em festividades grandiosas, Nadejda Arkhipova, moradora de Moscovo, fez um apelo para equiparem melhor os reservistas mobilizados. Alguns deles foram enviados para o "front" sem o material necessário.
"Em primeiro lugar, não deve faltar equipamento de qualidade para os nossos soldados", disse Arkhipova, de 40 anos, à AFP.
A cidade de Moscovo cancelou os fogos de artifício, normalmente, lançados a 31 de dezembro, após uma votação online, na qual a maioria dos moscovitas manifestou-se contra a organização de grandes festividades.
E, embora as autoridades tenham iluminado as ruas cobertas de neve da capital para tentar animar um pouco o ambiente, os retratos de soldados em combate na Ucrânia lembram que a realidade é outra.
Na emblemática Praça Vermelha, as barracas de Natal foram montadas, como de costume, em torno de uma pista de gelo. Mas o presidente russo, Vladimir Putin, cancelou o seu tradicional jogo de hóquei de fim de ano.
O líder russo também não dará sua habitual conferência de imprensa, mas manterá a mensagem de Ano Novo. Será transmitida à meia-noite de 31 de dezembro.
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Iluminações alusivas a 2023 em Moscovo créditos: AFP
Ruas decoradas com símbolos da guerra
Enquanto o conflito na Ucrânia não dá sinais de acabar, Irina Chapovalova uma funcionária de creche de 51 anos, apenas espera a paz chegar. "Muitas pessoas sofrem", lamenta.
A forma como seria comemorada a chegada do novo ano dividiu as autoridades. Alguns queriam organizar celebrações para manter uma atmosfera normal. Outros viram isso como um luxo e um gesto inadequado face ao conflito.
Embora o presidente de Moscovo, Serguei Sobyanin, tenha cancelado as grandes concentrações de pessoas, convocou os moscovitas para comemorar o Ano Novo e lembrou que a cidade organizou comemorações mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.
Vladimir Azarochkin, um estudante de 22 anos que chegou da Sibéria, passeava com a namorada no Parque Gorki, no centro da capital. "As luzes levantam o ânimo", contou.
"Espero que todos os momentos difíceis fiquem no passado e que um novo capítulo comece para cada um de nós", acrescentou.
A decoração deste ano inclui os símbolos da ofensiva na Ucrânia, como a letra "Z", vista nas paredes dos edifícios, ou pendurada nas estradas.
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Decorações luminosas alusivas ao exército russo em Moscovo créditos: AFP
Mas os adornos políticos não agradam a todos. Em São Petersburgo, as autoridades tiveram de remover uma instalação que glorificava a conquista do porto de Mariupol, após a mesma ser vandalizada.
Soldados na televisão
Os canais de televisão não ficaram para trás e também foram obrigados a adaptar-se à nova situação. Regra geral, costumam produzir programas extravagantes para o Réveillon.
O grupo audiovisual público VGTRK prometeu aos telespectadores que poderão desfrutar de “uma atmosfera de Ano Novo, apesar das mudanças no nosso país e no mundo”.
Este ano, o programa da véspera de Ano Novo, Goluboy Ogonek ("Luz Azul"), anunciou que convidaria "heróis da Rússia, de volta da linha da frente".
A transmissão desse especial acontece desde a década de 1960, quando Moscovo ainda fazia parte da União Soviética.
Desta vez, porém, algumas de suas figuras mais emblemáticas não participarão do programa, como Maxim Galkin, ator e apresentador que deixou o país, após condenar a campanha na Ucrânia. A sua esposa, a famosa cantora Alla Pugacheva, que denunciou o conflito, também foi embora.
Anos atrás, por ocasião da chegada de 2013, o canal estatal Pervy Kanal convidou um jovem ator ucraniano para coapresentar seu programa. Era Volodimir Zelensky, agora presidente da Ucrânia. Outros tempos.
Reportagem: Ola Cichowlas
Fonte: viagens.sapo.pt Link: https://viagens.sapo.pt/viajar/noticias-viajar/artigos/russia-celebra-ano-novo-sem-brilho-nem-festa
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Míssil de defesa antiaérea da Ucrânia atinge Bielorrússia. Minsk investiga
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:55, 29 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/12/missil.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um míssil de defesa antiaérea da Ucrânia atingiu território da Bielorrússia esta quinta-feira, segundo relata a agência de notícias do Estado BelTA. O incidente ocorreu no âmbito de um dos maiores ataques organizados pela Rússia contra a Ucrânia desde início do conflito, com mais de 120 mísseis lançados contra várias regiões ucranianas.
O míssil em questão, do qual fotos foram divulgadas nas redes sociais, trata-se de um S-300. O Ministério da Defesa da Bielorrússia já disse estar a investigar o incidente e a apurar se se tratou da ação dos sistemas de defesa antiaérea bielorrussos, que atingiram e derrubaram o míssil, ou se se tratou de um erro. Ao início da tarde, a Defesa bielorrussa adiantou que o míssil havia sido abatidos pelos sistemas de defesa antiaérea do país. “Foram encontrados fragmentos num campo agrícola. Durante o processo de verificação, foi estabelecido que os destroços pertenciam a um míssil guiado S-300, disparado a partir de território ucraniano”, diz o comunicado que adianta que atingiu a localidade de Harbacha, a cerca de 15 km da fronteira com a Ucrânia.
O caso ocorreu entre as 7h00 e as 8h00 desta quinta-feira, ao mesmo tempo que a Rússia lançava o ataque massivo contra a Ucrânia, a partir de terra e mar.
O míssil, que a Bielorrússia garante ser ucraniano, atingiu um campo agrícola, não havendo registo de mortos ou feridos no incidente.
Os mísseis S-300, são mísseis de defesa antiaérea, da era soviética, que são usados quer pela Rússia, quer pela Ucrânia. Em novembro, um destes mísseis, que teria sido disparado pelas forças de defesa aérea da Ucrânia, atingiu a Polónia, matando duas pessoas.
A Ucrânia ussa estes mísseis para intercetar ataques russos, enquanto a Rússia tem ‘reaproveitado’ estas armas para levar a cabo ataques contra alvos em terra, algo que especialistas defendem que é prova de que Putin está a ficar sem stock de mísseis.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/missil-de-defesa-antiaerea-da-ucrania-atinge-bielorrussia-minsk-investiga/
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Mensagem de Ano Novo: Guterres pede que 2023 seja ano de paz “nas palavras e nas ações”
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:12, 29 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2021/02/6033c07b8ddc2.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
António Guterres, secretário-geral da ONU, deixou esta quinta-feira a sua mensagem de Ano Novo, desejando que 20203 seja um ano de paz “nas palavras e nas ações”.
No discurso, publicado nas redes sociais oficiais da ONU, Guterres recordou os desafios e obstáculos à paz mundial, que cresceram em 2022, como a Guerra na Ucrânia, o conflito no Afeganistão ou na República Democrática do Congo, os protestos no Irão, ou as alterações climáticas.
“Em 2022 milhões de pessoas em todo o mundo, literalmente varreram cinzas. Da Ucrânia ao Afeganistão, da RDC e mais além, as pessoas deixaram as ruínas das suas casas e vidas em busca de algo melhor. Em 2023 precisamos de paz, mais o que nunca”, defende Guterres.
O secretário-geral da ONU pediu “paz entre todos, através do diálogo, para acabar com o conflito”. “Paz com a Natureza, com o nosso clima, para construir um mundo mais sustentável.
Paz no lar, para que as mulheres e raparigas possam viver com dignidade e segurança. Vamos colocar a paz no centro das nossas palavras e ações”, afirmou Guterres.
“Juntos, vamos fazer de 2023 um ano em que a paz regressa às nossas vidas, aos nosso lares e ao nosso mundo”, terminou o responsável.
(https://i.ibb.co/hFk2YKg/Captura-de-ecr-2022-12-29-182031.jpg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mensagem-de-ano-novo-guterres-pede-que-2023-seja-ano-de-paz-nas-palavras-e-nas-acoes/
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Governo bielorrusso diz que míssil antiaéreo ucraniano caiu no seu território
MadreMedia / Lusa
29 dez 2022 13:24
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Fonte de imagem: 24.sapo.pt
Um míssil antiaéreo supostamente ucraniano caiu hoje na Bielorrússia, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades militares bielorrussas, que apoiam a ofensiva militar da Rússia na Ucrânia.
De acordo com um comunicado de imprensa divulgado pelo Ministério da Defesa da Bielorrússia, um míssil lançado por um sistema de defesa aérea S-300 “vindo de território ucraniano” caiu hoje pela manhã em território bielorrusso.
Este é o primeiro incidente deste tipo relatado por Minsk desde o início da ofensiva russa na Ucrânia há mais de 10 meses. A Bielorrússia serve como base de retaguarda para as forças russas.
“O chefe de Estado [bielorrusso, Alexander Lukashenko] foi imediatamente informado do incidente”, referiu a nota, acrescentando que o Ministério da Defesa e o Comité de Investigação da Bielorrússia estão a realizar uma investigação para determinar as causas do incidente.
“Duas pistas principais” estão a ser investigadas: ou o míssil se desviou da sua trajetória, caindo por engano na Bielorrússia, ou foi abatido pela defesa antiaérea bielorrussa, referiram os militares.
A agência de notícias estatal Belta publicou fotos de fragmentos de um míssil num campo, que foram retiradas de uma conta na rede social Telegram relacionada com as autoridades bielorrussas.
As autoridades disseram não ter informações sobre feridos ou danos materiais.
Em novembro, a queda de um míssil sobre uma localidade polaca, que vitimou duas pessoas, levantou o temor de a NATO ser arrastada para o conflito na Ucrânia – causando uma grande escalada da tensão na região -, porque a Polónia é protegida por um compromisso de defesa coletiva da Aliança Atlântica.
A Ucrânia acusou a Rússia pela queda deste míssil na Polónia, mas de acordo com o Ocidente e Moscovo, este teria sido lançado por um sistema de defesa antiaérea ucraniano e que se desviou da sua trajetória.
Fonte: 24.sapo.pt Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-bielorrusso-diz-que-missil-antiaereo-ucraniano-caiu-no-seu-territorio
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Guerra na Ucrânia: Soldado russo alcoolizado acaba preso após matar capitão à pancada
Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:26, 29 Dez 2022
(https://multinews.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/04/Soldados-russos.jpeg)
Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
Um soldado russo mobilizado para a guerra na Ucrânia, recentemente promovido a sargento, foi detido depois de se envolver em agressões com o capitão, quando estava alcoolizado.
Segundo o jornal Ukrinform, tudo aconteceu na região de Chelyabinsk, na Rússia, quando o batalhão militar seguia para a Ucrânia de comboio.
Dentro da composição, e sob o efeito do álcool o soldado envolveu-se numa discussão com o capitão, também ele mobilizado no âmbito do decreto de Putin e, depois de o esmurrar violentamente, o superior militar acabou por morrer no local, devido aos ferimentos muito graves.
O militar agressor foi presente ao tribunal militar de Magnitogorsk, que decretou pelo menos dois meses de prisão preventiva, enquanto decorrem as investigações ao caso.
Segundo os documentos oficiais, citado pelo portal Meduza, o episódio aconteceu no dia 23 de dezembro.
Recorde-se que antes de Putin decretar a mobilização parcial de reservistas, o parlamento russo aprovou uma série de alterações ao código penal da Rússia, que agrava as penas para “crimes cometidos durante o período de mobilização, lei marcial ou guerra”. Entre as mudanças está precisamente um artigo que prevê penas mais duras para casos de violência de militares contra os seus superiores.
Assim, se anteriormente o agressor enfrentaria 8 anos de prisão, agora arrisca até 15 anos na cadeia, após ser julgado.
Fonte: multinews.sapo.pt Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/guerra-na-ucrania-soldado-russo-alcoolizado-acaba-preso-apos-matar-capitao-a-pancada/
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Sérvia manifesta vontade de fortalecer relações com a Rússia em 2023
Lusa
31 dez 2022 15:43
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Fonte de imagem: sapo.pt
O Presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, afirmou a sua vontade de fortalecer a cooperação com a Rússia em 2023, depois de fazer um balanço positivo das relações bilaterais durante o ano que agora termina.
Numa reunião com o embaixador russo em Belgrado, Aleksandar Botsan-Kharchenko, o Presidente sérvio assinalou o "desejo de que as relações sérvio-russas, assim como a amizade entre os dois povos, continuem a fortalecer-se", referiu hoje a Presidência sérvia, num comunicado publicado na sua página na internet.
Após agradecer ao diplomata russo a mensagem de Putin a desejar-lhe um bom ano novo e um feliz natal ortodoxo (celebra-se a 07 de janeiro), Aleksandar Vucic manifestou "a esperança de que a paz e a prosperidade voltem à Europa inteira", acrescentou a nota, que não refere se o Presidente sérvio fez alguma menção à invasão da Ucrânia por Moscovo.
Os órgãos de comunicação de Belgrado afirmaram na sexta-feira, citando o 'site' oficial do Kremlin, que o Presidente russo, Putin, parabenizou Vucic e enfatizou que as relações russo-sérvias "continuaram a desenvolver-se progressivamente nos princípios da cooperação estratégica" em 2022.
Os dois países fortaleceram a "cooperação prática nas áreas comercial, económica, cultural e humanitária", tendo também aprofundado "o diálogo político baseado na mútua confiança e coordenaram esforços em assuntos internacionais e regionais, o que foi especialmente significativo mediante a atual e complicada situação geopolítica", referiu Putin, na sua mensagem a Vucic, segundo a televisão pública sérvia RTS.
A Sérvia mantém relações de forte amizade com a Rússia.
Até ao momento, Belgrado tem-se recusado a aderir às sanções impostas pela União Europeia a Moscovo devido à invasão da Ucrânia, apesar de Vucic reiterar que a principal prioridade do seu Governo é aproximar o país de Bruxelas, para garantir que um dia a Sérvia possa estar integrada como membro de pleno direito.
JGA // CSJ
Lusa/Fim
Fonte: sapo.pt Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/servia-manifesta-vontade-de-fortalecer_63b05b1de37919769ef2fad9
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Zelensky deixa mensagem à Rússia: "Ninguém no mundo vos perdoará. A Ucrânia não perdoará"
31 de dezembro 2022 às 16:55
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2022/12/31/840915.png?type=Artigo)
Fonte de imagem: AFP
Também este sábado, as tropas de Moscovo atacaram várias cidades ucranianas – disparando 20 mísseis – em 12 foram intercetados pelas defesas aéreas ucranianas, avançou, na mesmo rede social, o chefe do Estado-Maior ucraniano, Valery Zaluzhny.
Volodymyr Zelensky frisou, este sábado, que a Ucrânia "não perdoará" a Rússia pela invasão.
“Ninguém vos perdoará pelo terror. Ninguém no mundo vos perdoará. A Ucrânia não perdoará", garantiu o Presidente da Ucrânia, numa mensagem publicada no Telegram, acrescentando que não serão perdoados "aqueles que ordenam tais ataques", nem "os que os executam".
Também este sábado, as tropas de Moscovo atacaram várias cidades ucranianas – disparando 20 mísseis – em 12 foram intercetados pelas defesas aéreas ucranianas, avançou, na mesmo rede social, o chefe do Estado-Maior ucraniano, Valery Zaluzhny.
"O inimigo lançou mais de 20 mísseis de cruzeiro a partir de bombardeiros estratégicos Tu-95MS no Mar Cáspio e de sistemas de mísseis terrestres. As nossas forças de defesa aérea destruíram 12 mísseis", escreveu.
Fonte: sol.sapo.pt Link: https://sol.sapo.pt/artigo/789002/zelensky-deixa-mensagem-a-r-ssia-ninguem-no-mundo-vos-perdoara-a-ucr-nia-nao-perdoara