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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78720 vezes)

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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #45 em: 20/08/2022, 10:28 »
 
"Não vejo justiça nesta guerra", admitiu um soldado russo

20:14 - 17/08/22 POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Fonte de imagem: © Reprodução Redes Sociais

Ao fazer declarações sobre a guerra, Pavel Filatyevsabia sabe que pode ser preso.

O soldado russo Pavel Filatyev decidiu partilhar publicamente a sua opinião sobre a invasão russa na Ucrânia, mesmo consciente de que pode sofrer fortes consequências, inclusive ser preso.

"Não vejo justiça nesta guerra. Não vejo a verdade aqui", confessou à imprensa em Moscovo, já após ter regressado dos combates entre a Rússia e a Ucrânia por ter ficado ferido. Nas declarações que prestou admitiu que não tem medo de lutar, mas precisa de "sentir justiça", para compreender se o que está a fazer "é correto".

"Acredito que tudo isto está a falhar não só porque o governo roubou tudo, mas porque nós, russos, não sentimos que o que estamos a fazer é correto", admitiu ao jornal The Guardian.

Há duas semanas, Filatyev publicou 141 páginas onde faz uma descrição diária do que viveu em conjunto com a sua unidade de paraquedistas que foi enviada da Crimeia para a Ucrânia continental. Explica como entraram em Kherson, capturaram o porto marítimo e lidaram com o fogo pesado de artilharia durante mais de um mês perto de Mykolaiv.

Já nessa altura questionava-se sobre a presença das tropas russas no território ucraniano. "Pensava que só estávamos aqui a fazer mal", confessou, ao recordar que se interrogava: "Para que precisamos desta guerra?".

Enquanto estava a lutar, Filatyev pensou para si próprio que se sobrevivesse iria "fazer o que pudesse para impedir" que a invasão continue. Explicou que escreveu as suas memórias porque "não conseguia continuar calado, embora saiba que provavelmente não irá mudar nada" e, provavelmente, apenas terá "problemas".

O soldado espera que a guerra "chegue ao fim após protestos populares", porém disse que esse cenário "parece muito distante". Confessou estar "aterrorizado com o que acontecerá a seguir", visto que acredita que a Rússia "irá lutar pela vitória, apesar do terrível custo".

"Quanto vamos pagar por isso? Quem ficará no nosso país?", perguntas de Filatyev sem resposta perante um conflito cujo fim parece não estar à vista.






Fonte: noticiasaominuto.com                    Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2055984/nao-vejo-justica-nesta-guerra-admitiu-um-soldado-russo
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #46 em: 20/08/2022, 10:28 »
 
Ucrânia: O que pode acontecer se a planta nuclear de Zaporizhzhia explodir?

20.08.2022 às 08h27
RITA AGUIAR DE MATOS



Metin Aktas, Anadolu Agency, Getty Images

O mês de agosto foi marcado por mais ataques à usina nuclear de Zaporizhzhia, assim como por um crescente receio de que um desastre nuclear se avizinhe. À medida que aumenta a tensão internacional com russos e ucranianos a culparem-se mutuamente pelos bombardeios, Zaporizhzhia torna-se um local cada vez mais perigoso não apenas para os dois países, mas para a Europa

Construída na era soviética, a usina nuclear de Zaporizhzhia é, atualmente, o maior reator nuclear da Europa. A sua planta contém seis reatores de água pressurizada, dos quais pelo menos dois estão, neste momento, ativos, fornecendo energia a cerca 4 milhões de residências ucranianas e assumindo, por isso, um papel de destaque para o país.

Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, que esta planta nuclear tem sido um alvo importante para a Rússia, não apenas por ser um ponto de controlo no que toca à eletricidade ucraniana, mas porque a própria cidade de Zaporizhzhia, onde esta se situa, se encontra numa posição estratégica de grande interesse para ambos os lados.

Embora a região de Zaporizhzhia esteja parcialmente ocupada desde o começo do conflito, a planta nuclear da cidade só foi ocupada pelo exército russo a 4 de março, tendo mantido as suas atividades desde então: enquanto a Ucrânia controla a margem oeste, definida pela passagem de um rio local conhecido, o Dnipro, os russos ocupam a zona ao redor da usina, na margem leste do rio, incluindo a própria planta.

Nos últimos meses, vários ataques têm sido relatados na região da planta nuclear, aumentando o receio internacional de que algum tipo de material radioativo possa vir a ser libertado intoxicando não apenas a Rússia e a Ucrânia, mas vários outros países da Europa. Agosto registou vários destes ataques dentro do complexo da usina nuclear de Zaporizhzhia, intensificando a preocupação já sentida de que os combates possam aumentar o risco de um acidente nuclear.

Sabe-se que a Rússia tem armazenado no território da planta nuclear equipamento militar e que a própria Ucrânia, que promove uma zona nuclear desmilitarizada, já terá atacado a usina recorrendo a drones. Os últimos ataques, no entanto, são ainda de autor desconhecido, sendo que ambos os países se culpam mutuamente pelo sucedido. Se por um lado os ucranianos acusam os russos de atacarem as instalações da usina com o objetivo de cortarem o fornecimento de energia de algumas das cidades do país, os russos defendem que é a Ucrânia a responsável pelos últimos bombardeamentos.

Porque é a usina nuclear um local tão perigoso?

A usina nuclear de Zaporizhzhia concentra grandes quantidades de material radioativo, extremamente tóxico não apenas para o ser humano, como para toda a natureza. Quando se sucedeu a explosão de um dos reatores de Chernobyl, por exemplo, na qual apenas 5% de todo o material radioativo armazenado terá sido libertado, as consequências foram amplas e diversas. Segundo estimativas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 4 mil pessoas terão morrido resultado do incidente, duas delas diretamente da explosão, 28 da síndrome de radiação aguda e as restantes de outras complicações que se foram fazendo sentir meses e anos mais tarde.

O material radioativo libertado na explosão de Chernobyl depositou-se, depois, não apenas na Ucrânia, onde se encontra a planta, mas também em países como a Bielorrússia, a Rússia e alguns outros locais da Europa estando, ainda hoje, presente no solo que rodeia a dita planta como poeira e detritos e deixando as regiões que rodeiam Pripyat, a cidade que abriga a central elétrica, e as zonas a cerca de cem quilómetros de Kiev, cidade próxima de Chernobyl, inabitáveis. Estes locais mereceram, por isto, a designação de zona de exclusão definindo os limites das regiões que não estão aptas para habitação devido aos elevados níveis de radiação, prejudiciais ao ser humano, que apresentam.

Com isto em mente, facilmente se compreende o receio e a preocupação que se têm criado em torno da usina de Zaporizhzhia. Até porque, e embora os reatores se encontrem reforçados por aço e cimento, assim como sistemas de proteção contra incêndio, sendo, inclusive, projetados para suportar um impacto substancial, como, por exemplo, a colisão de um avião, o embate de um míssil pode ter consequências mais problemáticas.

Além disso, o principal receio dos especialistas não é propriamente a explosão de um reator que, embora não seja impossível, é incerta. “O que temos aqui com o envolvimento militar é muito difícil… Se vários fatores catastróficos se juntarem, uma explosão pode ser possível”, diz ao Al Jazeera Ross Peel, gerente de pesquisa e transferência de conhecimento do Centro de Estudos de Ciência e Segurança do King’s College London. “É difícil dizer se isso acontecerá e quais poderão ser as possíveis consequências disso. Depende de como a explosão acontece”, acrescenta.

Caso ocorra uma explosão, as preocupações recaem sobretudo sobre a possibilidade de os bombardeamentos que têm acontecido em redor da instalação poderem danificar a infraestrutura crítica, incluindo os próprios reatores. “Os reatores precisam de ser constantemente resfriados pela água que passa por (eles)”, explica ao mesmo órgão de comunicação MV Ramana, professor da Escola de Políticas Públicas e Assuntos Globais da Universidade da Colômbia Britânica. “Se esse fluxo de água for cortado, de alguma forma, o reator pode perder o resfriamento e o combustível começará a derreter. Isso criará uma alta pressão e pode gerar uma explosão”, acrescentou.

Uma explosão poderia ser o começo de uma situação semelhante à ocorrida em Chernobyl. “Provavelmente várias centenas de milhares de pessoas a tentar fugir daquela área”, descreve Ramana. “Haveria uma nuvem (de radiação), mas não poderíamos vê-la. Podemos rastrear a nuvem porque temos instrumentos sensíveis que medem os níveis de radiação”, explica.

A rutura total de um reator, no entanto, é, segundo os especialistas, improvável. O principal receio é exatamente que situações como a avaria dos sistemas de refrigeração e a libertação de material combustível radioativo ocorram. “Estamos principalmente com medo da libertação de radiação, não necessariamente de uma explosão”, admite à Al Jazeera Amelie Stoetzel, membro do Departamento de Estudos de Guerra do King’s College London.  “Mesmo que pareça assustador, a libertação de radiação, em qualquer caso, seria catastrófica”, acrescentou.

De acordo com a Energoatom, autoridade nuclear ucraniana, os impactos dos mais recentes bombardeamentos foram próximos da área de armazenamento de combustível radioativo, o que reforça os receios que se têm feito sentir na esfera internacional e que já terão sido discutidos por autoridades como a ONU que veio, inclusive, pedir o fim imediato de qualquer ação militar perto da usina nuclear de Zaporizhzhia, alertando para um “risco muito real de um desastre nuclear”.

A manutenção da usina é essencial

Embora a planta nuclear de Zaporizhzhia esteja, de momento, sob o controlo russo, os operadores que lá se encontram a trabalhar são os mesmos que exerciam funções antes do começo da guerra, ou seja, são funcionários ucranianos forçados a trabalhar pelo inimigo. A sua presença na usina não pode ser dispensada já que a manutenção da planta nuclear é crucial para o seu bom funcionamento, assim como para impedir que qualquer atividade potencialmente perigosa suceda.

De acordo com os relatos, os soldados russos têm submetido os funcionários da planta a interrogatórios violentos. Apesar de todos serem peças importantes para o funcionamento apropriado e seguro da usina, vários funcionários têm abandonado as suas posições, levantando preocupações sobre a segurança da planta, segundo autoridades ucranianas. Alguns funcionários encontram-se, inclusive, desaparecidos.

A presença de tropas russas dentro do perímetro da usina tem, sem dúvida, afetado as operações, segundo o que explica Edwin Lyman, diretor de segurança de energia nuclear da União de Cientistas Preocupados, um grupo de vigilância, à NPR. “Isso coloca pressão sobre a equipa ucraniana”, explica.

Dmytro Orlov, presidente da câmara exilado de Enerhodar, a cidade onde se situa a usina, disse na televisão ucraniana que a moral dos trabalhadores se encontra baixa, especialmente depois de alguns soldados russos terem alegadamente espancado um funcionário até à morte em julho.

Qual é o risco de um desastre nuclear ocorrer?

A preocupação internacional leva a crer que existe um grande risco. O chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, descreveu, inclusive, a atual crise de supervisão de segurança como uma ameaça terrível à saúde pública e ao meio ambiente na Ucrânia, e muito além de suas fronteiras, considerando que a situação está “completamente fora de controlo”.

O receio de que as explosões possam ter danificado de alguma forma a usina e que a manutenção possa não estar a ser feita corretamente, resultado da pressão das tropas russas sobre os operários ucranianos, levou Grossi a sugerir uma missão de inspeção à usina. “Existe um catálogo de coisas que nunca deveriam estar a acontecer em nenhuma instalação nuclear”, reforça.

Ironicamente, a Ucrânia, o país que mais tem abordado a questão dos riscos nucleares e que terá, inclusive, proposto uma desmilitarização da planta nuclear, não concordou com a missão proposta por Grossi, com a Energoatom argumentando, em junho, que qualquer visita da AIEA legitimaria a presença da Rússia lá.

Parece, por isso, existir uma vertente política forte nas ações da Ucrânia em relação à usina, não se tratando apenas de uma questão de proteger o país de desastres radioativos, ainda que não deixe de ser um fator chave. Assim, este país pode ser acusado de exagerar algumas das suas alegações no que toca aos perigos vividos em Zaporizhzhia. Afinal, a desmilitarização da usina nuclear, embora uma decisão prudente, serviria também um objetivo militar já que negaria às forças russas o uso de uma planta a partir da qual podem bombardear com relativa imunidade sem serem atacados de volta pelo inimigo, neste caso a Ucrânia, por terem receio das consequências nucleares dos seus próprios ataques. Como explica o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, os russos podem estar a utilizar a usina nuclear como o seu próprio “escudo nuclear”. “É claro que os ucranianos não podem retaliar para que não haja um terrível acidente envolvendo a usina nuclear”. Isto poderá ter permitido à Rússia bombardear áreas como a cidade de Nikopol, do outro lado do rio, que sofreu fortes ataques nas últimas semanas.

De acordo com vários meios de comunicação ucranianos, a Rússia terá ainda investido em instalações minadas. Segundo o chefe das tropas de defesa contra radiação química e biológica das forças armadas russas, Maj Gen Valery Vasiliev: “Ou haverá terra russa ou um deserto arrasado”.

Apesar das ameaças russas, qualquer desastre nuclear vivido em Zaporizhzhia ameaçaria não apenas a Ucrânia, mas o sul da própria Rússia com contaminação nuclear, pelo que se torna crucial perceber se as palavras proferidas por Vasiliev se tratam de facto de uma ameaça, ou apenas de uma chantagem. Além disso, e de acordo com a operadora ucraniana Energoatom, as forças russas que ocupam a área parecem estar a preparar-se para “conectar a usina à rede elétrica da Crimeia”, o que, segundo o testemunho de Michael Black, diretor do Centro de Engenharia Nuclear do Imperial College London, à Al Jazeera, pode ser algo positivo do ponto de vista dos desastres nucleares. “É encorajador ver que os russos querem usar a eletricidade; isso implica que eles não queiram danificar (a usina)”, explicou.

Que países seriam afetados por um desastre nuclear?

O raio de impacto de um desastre nuclear ocorrido em Zaporizhzhia pode ser mais extenso e afetar mais país do que apenas a Rússia e Ucrânia. A localização geográfica da usina permite, inclusive, que uma fuga de radiação possa atingir qualquer parte do continente europeu. “Zaporizhzhia fica no meio do continente. Então, não importa para onde o vento esteja a soprar, alguém vai ser contaminado”, explica Ramana.

É difícil prever em concreto que locais seriam afetados já que tal depende de vários fatores. “É imprevisível, nós realmente não sabemos para onde a nuvem (de material radioativo) iria, pode ir para qualquer lugar realmente, dependendo das condições climáticas”, explica. “A única certeza que realmente temos é que a atividade militar em torno da usina nuclear representa um risco. E como exatamente isso vai acontecer é muito difícil de prever”, disse Ross.






Fonte: visao.sapo.pt                Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-08-20-ucrania-o-que-pode-acontecer-se-a-planta-nuclear-de-zaporizhzhia-explodir/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #47 em: 20/08/2022, 10:35 »
 
Ataque com drone contra sede da frota russa na Crimeia sem vítimas

20/08/22 10:25 ‧ HÁ 6 MINS POR LUSA


Fonte de imagem: © Reuters

A sede da frota russa do Mar Negro em Sevastapol, na Crimeia, foi atacada hoje por um drone (aeronave não tripulada), mas sem provocar vítimas ou danos graves, anunciou o governador da cidade.

"Odrone foi abatido mesmo por cima da sede da frota, caiu no telhado e pegou fogo", descreveu Mikhail Razvojaev na rede social Telegram, citado pela agência francesa AFP.

Razvojaev atribuiu o ataque às forças ucranianas, que ainda não reagiram à acusação.

Trata-se do segundo ataque do género contra a sede da frota do Mar Negro em Sevastopol em menos de um mês.

Em 31 de julho, um ataque idêntico provocou cinco feridos e levou ao cancelamento das cerimónias do Dia da Frota Russa, celebrado nesse dia.

A Rússia acusou as forças ucranianas de terem sido responsáveis pelo ataque, mas a Ucrânia negou o seu envolvimento e considerou a alegação como uma provocação.

O incidente de hoje surge no meio de uma série de explosões e ataques contra infraestruturas militares russas na Crimeia, a península ucraniana anexada por Moscovo em 2014.

Na quinta-feira à noite, as forças russas abateram um drone perto de um aeródromo militar em Sevastopol.

Na terça-feira, ocorreram explosões numa base militar e num depósito de munições na Crimeia, que a Rússia descreveu como um ato de sabotagem.

No início do mês, uma explosão de munições destinadas à aviação militar perto do aeródromo militar Saki, na Crimeia, provocou um morto e vários feridos.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano, desencadeando uma guerra que, ao fim de quase seis meses, não tem ainda perspetivas de terminar.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm alertado que será elevado.

A guerra provocou também 12 milhões de refugiados e de deslocados internos.

A generalidade da comunidade internacional condenou a Rússia pela invasão da Ucrânia.

A União Europeia e países como os Estados Unidos, o Reino Unido ou o Japão têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos e fornecido armas à Ucrânia.






Fonte: noticiasaominuto.com                    Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2057342/ataque-com-drone-contra-sede-da-frota-russa-na-crimeia-sem-vitimas
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #48 em: 22/08/2022, 22:34 »
 
Dedicatórias em mísseis financiam esforço de guerra ucraniano

Nina Muschketat
22 de Agosto de 2022, 18:12



REUTERS/SERHII NUZHNENKO

Os donativos são convertidos em equipamento militar e recursos como medicamentos, comida ou rádios, e distribuídos aos soldados que se disponham a inscrever as mensagens nos mísseis antes de os lançar contra o inimigo.

Vale tudo. Desde uma mensagem de parabéns a um pedido de casamento, ou até mesmo a uns “cumprimentos” a Putin, como é sugerido no site oficial da iniciativa, Signmyrocket.com. Uma vez definido o texto, basta escolher o tipo de arma na qual a mensagem será inscrita, transferir o donativo e, em cerca de 2 semanas, será enviada uma fotografia ou um vídeo a comprovar que a mensagem foi mesmo catapultada pelos ares. O alvo: os soldados russos.

Foi esta a forma que Anton Sokolenko, um jovem ucraniano de 21 anos que estuda Tecnologias da Informação, arranjou para angariar fundos para a Ucrânia, que vão directamente para a organização não-governamental onde decidiu registar-se, em Março, como voluntário, a Center for Assistance to the Army, Veterans and Their Families (Centro de Assistência para o Exército, Veteranos e as suas Famílias).

A ideia, se bem que “provocadora”, como admitiu o fundador ao portal de notícias norte-americano Business Insider quando questionado quanto à sua ética, tornou-se em mais um gesto de solidariedade para com as tropas e civis ucranianos, entre os muitos que têm emergido no contexto da ofensiva russa.

“Não sou suficientemente corajoso para participar na guerra, por isso estou a tentar fazer o meu melhor para ajudar os soldados a manterem-se vivos e a matarem inimigos”, explica Sokolenko. “No início da guerra não estava a fazer nada e isso estava a incomodar-me”.

Inspirada nos próprios soldados ucranianos, que já vinham a inscrever nos mísseis desenhos e mensagens a vingar os mortos, a iniciativa começou por ser divulgada, há cerca de três meses, num canal do Telegram, que rapidamente viu o número de seguidores a subir a pique. Visando uma maior internacionalização, Sokolenko acabou por criar uma plataforma oficial para este projecto que designou de “correio via artilharia”.

Desde então, já foram angariados mais de 200 mil dólares, que foram convertidos em equipamento militar, como veículos, drones e miras de visão térmica, ou recursos como medicamentos, comida e rádios.

Ao New York Times, Sokolenko explica que a ONG tem estabelecido contactos directos com os militares ucranianos, fazendo-lhes chegar a assistência mediante a inscrição nas armas das mensagens pedidas.

Trata-se de um método que “não é muito oficial, nem muito permitido”, diz ainda ao jornal americano. No entanto, prossegue, “eles [os soldados] precisam de fazê-lo, porque nós podemos dar-lhes coisas que o nosso governo não lhes pode dar de momento”.

O limite mínimo dos donativos é 150 dólares, podendo chegar aos 5 mil se a arma escolhida for um canhão howitzer M777. A iniciativa está a correr pelo mundo fora, tanto que, dos quase 2 mil pedidos de mensagem que já receberam, 95% foram em inglês: “Feliz Dia do Pai”, “Este é um míssil gay”, “Com amor, de Silicon Valley” ou “Lutar contra o fascismo é um emprego a full-time” foram alguns deles.






Fonte: publico.pt                     Link: https://www.publico.pt/2022/08/22/mundo/noticia/dedicatorias-misseis-financiam-esforco-guerra-ucraniano-2017956
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #49 em: 23/08/2022, 15:31 »
 
Ucrânia: Zelensky promete regresso da bandeira nacional a territórios ocupados pela Rússia

Por MultiNews Com Lusa em 12:57, 23 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a flutuar em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.

Num discurso por ocasião do Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em Kiev, Zelensky assegurou que o estandarte do país “regressará a todas as cidades e aldeias que estão agora temporariamente ocupadas pela Rússia”, de acordo com a agência espanhola EFE.

O Dia da Bandeira Nacional antecipa o dia da independência da Ucrânia, que será assinalado na quarta-feira, 24 de agosto, dia em que também se cumprem seis meses da invasão do país pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro.

“A bandeira azul e amarela da Ucrânia voltará a flutuar onde pertence, onde deve flutuar por direito: em todas as povoações temporariamente ocupadas da Ucrânia”, reafirmou Zelensky.

Referiu-se a Melitopol, “onde aqueles que vão perder” a guerra “não podem estar”, ou a Kherson, onde “não pode haver uma bandeira daqueles que não sabem o que é a liberdade”, bem como à central nuclear de Zaporijia, que está sob controlo russo.

Segundo Zelensky, a bandeira ucraniana também voltará a ser hasteada nas cidades da Crimeia e nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no Donbass, no leste do país.

A Rússia reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk pouco antes de invadir a Ucrânia.

“Não importa como alguém tente distorcer a História, estas cores estão historicamente associadas à Crimeia”, disse Zelensky.

A cerimónia de hasteamento da bandeira contou com a presença de representantes do Governo, deputados, funcionários governamentais e militares.

No fim de semana, Zelensky declarou que os ucranianos devem estar cientes de que a Rússia pode tentar fazer algo “particularmente cruel” esta semana.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu hoje um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações de que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.

As advertências ocorrem depois Moscovo ter acusado os serviços secretos ucranianos do assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

A Ucrânia negou qualquer envolvimento no atentado.

Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.







Fonte: multinews.sapo.pt                   Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-zelensky-promete-regresso-da-bandeira-nacional-a-territorios-ocupados-pela-russia/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #50 em: 23/08/2022, 15:59 »
 
Ucrânia: Julgamento de prisioneiros de guerra pelas forças russas pode acontecer “nos próximos dias”, alerta ONU

Por Filipe Pimentel Rações em 15:42, 23 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Na segunda-feira, o líder da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, anunciou que as autoridades pró-russas instaladas nessa região da Ucrânia vão prosseguir com o julgamento dos prisioneiros de guerra ucranianos que estão detidos na central de Azovstal, em Mariupol.

As declarações de Pushilin chegam apesar dos avisos do Presidente Volodymyr Zelensky de que a punição desses militares ucranianos ditaria o fim da possibilidade de quaisquer conversações com a Rússia, acusando as forças russas de quererem montar um “julgamento espetáculo”.

Agora, a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que um julgamento de prisioneiros de guerra à margem de um tribunal formalmente constituído viola as normas do direito internacional. E alerta que esse procedimento poderá acontecer já “nos próximos dias”.

“De acordo com o direito internacional, indivíduos com estatuto de prisioneiros de guerra têm imunidade de combatentes e não podem ser julgados por terem participado em hostilidades, ou por atos de guerra legais cometidos no decurso do conflito armado”, esclarece Ravina Shamdasani, porta-voz da Alta-comissária das NU para os Direitos Humanos.

Caso as autoridades pró-russas em Donetsk decidam avançar com o julgamento, deve ser garantido aos prisioneiros de guerra “um julgamento justo”, salienta Shamdasani, que acrescenta que “nenhuma sentença ou castigo poderá ser aprovado sobre eles a não ser que tenha sido proferido por um tribunal imparcial e regularmente constituído”.

Assim, as NU frisam que as forças em Donetsk não têm autoridade para condenar os militares ucranianos capturados e que “o direito humanitário internacional proíbe o estabelecimento de tribunais exclusivamente criados para julgar prisioneiros de guerra”.

Além disso, “privar deliberadamente um prisioneiro de guerra de direitos a um julgamento justo e regular configura um crime de guerra”.

A representante da agência das NU para os Direitos Humanos adianta que existem relatos de que as forças russas em Donetsk têm impedido que observadores internacionais e independentes tenham acesso aos soldados ucranianos capturados, “expondo-os ao risco de serem torturados para extrair confissões”.





Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-julgamento-de-prisioneiros-de-guerra-pelas-forcas-russas-pode-acontecer-nos-proximos-dias-alerta-onu/

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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #51 em: 23/08/2022, 22:04 »
 
Ucrânia acusa Rússia de "raptar" crianças ucranianas

23 de agosto 2022 às 21:27


Fonte de imagem: AFP

"Mais de 1.000 crianças de Mariupol", cidade agora ocupada pelo exército russo, “foram ilegalmente dadas a estrangeiros em Tiumen, Irkutsk, Kemerovo e no distrito de Altaï", na Sibéria, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ucraniano, em comunicado.

A Ucrânia acusou esta terça-feira Moscovo de realizar adoções de crianças ucranianas de forma ilegal, que foram transferidas de zonas ocupadas diretamente para a Rússia, contra a sua vontade.

“A Rússia continua a raptar crianças a partir do território ucraniano e a providenciar a sua adoção ilegal por cidadãos russos”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ucraniano, em comunicado.

“Mais de 1.000 crianças de Mariupol”, cidade agora ocupada pelo exército russo, “foram ilegalmente dadas a estrangeiros em Tiumen, Irkutsk, Kemerovo e no distrito de Altaï”, na Sibéria, diz ainda o mesmo documento, que cita informações divulgadas pelas autoridades de Krasnodar, a sudoeste da Rússia e perto da fronteira com a Ucrânia.

O MNE da Ucrânia informa ainda na nota que mais de 300 crianças ucranianas encontram-se em “estabelecimentos especializados” da região de Krasnodar.

Deste modo, a Ucrânia considera que estes atos constituem uma “grave violação da Convenção de Genebra” no que diz respeito à proteção de civis em tempo de guerra e da Convenção da ONU sobre os direitos das crianças, acusou o ministério. E deixou claro:“Todas as crianças ucranianas ilegalmente transportadas para território russo devem ser entregues aos pais ou aos seus tutores legais."

Recorde-se que Kiev, desde o início da invasão russa, acusa Moscovo de obrigar civis ucranianos, incluindo crianças, que se encontram em zonas ocupadas pelas tropas russas, a irem para a Rùssia.






Fonte: sol.sapo.pt                  Link: https://sol.sapo.pt/artigo/779362/ucr-nia-acusa-r-ssia-de-raptar-criancas-ucranianas
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #52 em: 24/08/2022, 10:30 »
 
Ucrânia diz que filha de ideólogo de Putin foi executada pela Rússia

MadreMedia / Lusa
23 ago 2022 10:29




O secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia declarou hoje que o assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, foi uma "execução realizada pelos serviços secretos russos".

Em declarações ao canal ucraniano 24 reproduzidas por agências de notícias locais, Oleksii Danilov negou as acusações dos serviços secretos russos que implicam a Ucrânia na morte de Dugina.

“O nosso Serviço de Segurança não tem nada a ver com isso”, afirmou, sublinhando que a mulher “não tinha realmente importância” para a Ucrânia.

“O FSB [Serviço Federal de Segurança da Federação Russa] fê-lo [o homicídio] e agora estão dizer que foi alguém do nosso lado que o cometeu”, acrescentou Danilov.

O responsável pelo Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia sublinhou que os ucranianos “não trabalham assim” e têm tarefas mais importantes: “Não estamos envolvidos na explosão que matou esta mulher, isso é obra dos serviços secretos ucranianos”, reiterou.

Danilov disse ainda que Daria Dugina e o seu pai, visto como o ideólogo de Vladimir Putin, criticaram o que a Rússia chama de “operação especial” militar na Ucrânia, porque achavam que estava a prolongar-se por muito tempo.

Na sua opinião, são os serviços secretos russos que estão a começar a livrar-se das pessoas que criticam os alegados “sucessos” militares da Rússia na guerra.

Já Mykhailo Podoliak, conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e membro da equipa nomeada por Kiev para negociar um possível cessar-fogo com a Rússia, disse na rede social Twitter que as acusações de Moscovo “não são mais do que o resultado da propaganda” difundida pelo Kremlin, que “está a criar novamente mundos fictícios”.

Daria Dugina, filha de Alexander Dugin morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.

Dugin reagiu ao assassínio da filha — que as autoridades russas atribuem ao regime de Kiev — dizendo que o povo russo não pode ser alvo dos inimigos de Moscovo.

Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Daria Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados das Nações Unidas, que classificam esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.






Fonte: 24.sapo.pt                   Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-diz-que-filha-de-ideologo-de-putin-foi-executada-pela-russia
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #53 em: 24/08/2022, 10:30 »
 
Zelensky promete regresso da bandeira nacional a territórios ocupados pela Rússia

MadreMedia / Lusa
23 ago 2022 13:52




O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu hoje aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a flutuar em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.

Num discurso por ocasião do Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em Kiev, Zelensky assegurou que o estandarte do país “regressará a todas as cidades e aldeias que estão agora temporariamente ocupadas pela Rússia”, de acordo com a agência espanhola EFE.

O Dia da Bandeira Nacional antecipa o dia da independência da Ucrânia, que será assinalado na quarta-feira, 24 de agosto, dia em que também se cumprem seis meses da invasão do país pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro.

“A bandeira azul e amarela da Ucrânia voltará a flutuar onde pertence, onde deve flutuar por direito: em todas as povoações temporariamente ocupadas da Ucrânia”, reafirmou Zelensky.

Referiu-se a Melitopol, “onde aqueles que vão perder” a guerra “não podem estar”, ou a Kherson, onde “não pode haver uma bandeira daqueles que não sabem o que é a liberdade”, bem como à central nuclear de Zaporijia, que está sob controlo russo.

Segundo Zelensky, a bandeira ucraniana também voltará a ser hasteada nas cidades da Crimeia e nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no Donbass, no leste do país.

A Rússia reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk pouco antes de invadir a Ucrânia.

“Não importa como alguém tente distorcer a História, estas cores estão historicamente associadas à Crimeia”, disse Zelensky.

A cerimónia de hasteamento da bandeira contou com a presença de representantes do Governo, deputados, funcionários governamentais e militares.

No fim de semana, Zelensky declarou que os ucranianos devem estar cientes de que a Rússia pode tentar fazer algo “particularmente cruel” esta semana.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu hoje um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações de que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.

As advertências ocorrem depois Moscovo ter acusado os serviços secretos ucranianos do assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

A Ucrânia negou qualquer envolvimento no atentado.

Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.






Fonte: 24.sapo.pt                    Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-promete-regresso-da-bandeira-nacional-a-territorios-ocupados-pela-russia
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #54 em: 24/08/2022, 10:32 »
 
É dia da independência na Ucrânia. O que se celebra e receia num país há seis meses em guerra?

MadreMedia
24 ago 2022 05:55



Fonte de imagem: 24.sapo.pt 

As manifestações públicas estão proibidas em Kiev e em Kharkiv os festejos dão lugar a um toque de recolher obrigatório. O Dia da Independência da Ucrânia, em guerra, é vivido com precaução e medo de ataques da Rússia aos símbolos nacionais.

O data, que comemora este ano o 31.º aniversário da independência da Ucrânia - declarada em 24 de agosto de 1991, pouco antes da dissolução formal da União Soviética, de que fazia parte -, é assinalada com restrições e medidas adicionais de segurança um pouco por todo o país, devido ao receio de mais ataques russos numa semana de forte simbolismo.

O dia da independência fica manchado por coincidir com a marca dos seis meses de guerra que assombra o país desde fevereiro e que causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No fim de semana, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante um dos seus discursos diários, declarou que os ucranianos devem estar atentos aos movimentos russos, considerando a data comemorada.

"[A próxima semana] é muito importante para todos nós, para o nosso país. O nosso Dia da Bandeira, o nosso Dia da Independência, está à nossa frente. A comemoração dos veteranos da guerra pela liberdade da Ucrânia está à frente", disse Zelensky.

Contudo, advertiu: "Devemos estar conscientes de que esta semana a Rússia pode tentar fazer algo particularmente desagradável, algo particularmente cruel", observando ao mesmo tempo que seria "como em qualquer outra semana durante estes seis meses, a Rússia fez sempre a mesma coisa: desagradável e cruel".

“[Uma das] tarefas-chave do inimigo é humilhar-nos, ucranianos, desvalorizar as nossas capacidades, os nossos heróis, semear o desespero, o medo, semear conflitos", criticou.

O presidente ucraniano acrescentou ainda que este ano é "realmente especial", considerando que "se pode literalmente sentir no ar da Crimeia que a ocupação lá é temporária e que a Ucrânia está a regressar”.

A sensação de medo que permeia a guerra concentra-se principalmente em relação à central nuclear de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, onde os contínuos bombardeamentos e combates levantaram temores de uma catástrofe nuclear, e nos edifícios governamentais e alvos civis, a propósito da comemoração dos 31 anos da independência no país.

Na terça-feira, os Estados Unidos manifestaram preocupação com possíveis ataques russos a alvos específicos do governo e civis ucranianos durante o Dia de Independência da Ucrânia.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.

Washington pediu mesmo aos cidadãos norte-americanos que saiam da Ucrânia pelos "meios de transporte terrestre privados disponíveis".

Perante estes receios, as autoridades de Kiev anunciaram a proibição de qualquer manifestação pública de 22 a 25 de agosto na capital.

No sábado, o governador da região de Kharkiv anunciou um longo toque de recolher de 23 a 25 de agosto. "Vamos ser o mais vigilantes que pudermos durante o feriado da nossa independência", argumentou Oleg Synegubov no Telegram.

A todo este contexto de tensão soma-se a acusação da Rússia aos serviços secretos ucranianos relativamente ao assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Kremlin, no qual a Ucrânia nega qualquer envolvimento.

Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.

A efeméride será também assinalada em outras cidades europeias, como é caso de Lisboa, com a realização de uma cerimónia simbólica comemorativa, e de Berlim, onde está agendada uma “marcha pela liberdade”.

O festival solidário "Connect for Ukraine", que começa hoje em Oeiras e que decorrerá até domingo no Estádio Municipal Mário Wilson, espera cerca de 7.000 pessoas por dia, com as receitas a reverterem para o apoio aos refugiados ucranianos.

Durante cinco dias, pelo festival vão passar cerca de uma dezena de grupos e artistas portugueses, ucranianos e do espaço da lusofonia, como Luís Represas, HMB, Aurea, Martinho da Vila, Matias Damásio, Anna Trincher, Iryna Fedyshyn e Oleksandr Ponomariov.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/e-dia-da-independencia-na-ucrania-o-que-se-celebra-e-receia-num-pais-ha-seis-meses-em-guerra
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #55 em: 25/08/2022, 14:12 »
 
Ucrânia: Missão da AIEA à central nuclear de Zaporijia acontece “nos próximos dias”, avança diretor-geral

Por MultiNews Com Lusa em 13:52, 25 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, disse hoje que a inspeção à central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia, poderá ocorrer “nos próximos dias”, enquanto a Rússia prometeu colaborar.

Em entrevista ao canal France 24, depois de um encontro em Paris esta manhã com o presidente francês Emmanuel Macron, Grossi disse que “há um acordo de princípio” com a Ucrânia e a Rússia sobre a visita à central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia e sob controlo russo, e que estão a ser discutidos os detalhes da inspeção técnica.

“A hipótese de uma fiscalização é iminente”, adiantou, especificando que a inspeção poderá ser realizada dentro de poucos dias.

Segundo Grossi, houve “dúvidas e objeções políticas” de ambos os lados, mas não há bloqueio.

“Acho que estamos muito próximos de ambos os lados aceitarem a visita. Não podemos arriscar, além do drama da guerra, um acidente nuclear”, acrescentou o responsável da AIEA.

Na quarta-feira, Rafael Grossi, reuniu-se em Istambul com uma delegação russa liderada pelo chefe de empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom, Alexei Likhachov, para discutir a possível inspeção da central.

Também hoje, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, garantiu ao seu homólogo francês, Sébastien Lecornu, que a Rússia prestará a assistência necessária à AIEA para a visita à central nuclear de Zaporijia.

Numa conversa telefónica promovida por Paris, Shoigu salientou à França a “importância das visitas do pessoal da AIEA à central nuclear de Zaporijia e a disponibilidade para prestar a assistência necessária aos inspetores da organização”.

Numa breve declaração publicada na rede social Telegram, o ministro russo também comentou com o homólogo francês a sua avaliação sobre as “ações das Forças Armadas ucranianas que podem perturbar o funcionamento seguro da central”.

Na terça-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, discutiu também com a sua homóloga francesa, Catherine Colonna, as condições da missão da AIEA na central nuclear.

Segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, a inspeção já tem também a luz verde do presidente russo, Vladimir Putin.

A situação nas proximidades da central foi um motivo de preocupação internacional das últimas semanas, depois dos recentes bombardeamentos nas imediações, dos quais a Moscovo e Kiev se acusam mutuamente e que suscitaram alarmes sobre um possível acidente nuclear.

Na quarta-feira, quando passaram seis meses desde o início da invasão russa, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia no Conselho de Segurança da ONU de “deixar o mundo à beira de uma catástrofe radioativa”, transformando a fábrica de Zaporijia, que está sob o controlo das forças russas desde 04 de março, “numa zona de combate”.

Segundo Zelensky, a Rússia está a usar a fábrica como “provocação”, com os bombardeamentos e o envio de “terroristas” para a zona, ameaçando assim toda a Europa e outras regiões vizinhas.

O líder ucraniano apoiou o envio de uma missão da AIEA a Zaporijia e solicitou que a agência assumisse o “controlo permanente” das instalações.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

Na guerra, que hoje entrou no seu 183.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-missao-da-aiea-a-central-nuclear-de-zaporijia-acontece-nos-proximos-dias-avanca-diretor-geral/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #56 em: 26/08/2022, 13:54 »
 
Snipers ucranianos resgatam animais abandonados nos campos de batalha

25/08/22 15:14 ‧ HÁ 22 HORAS POR NOTÍCIAS AO MINUTO


© D.R.

O casal já salvou cerca de 30 animais desde o brotar do conflito.

Uma ‘sniper’ ucraniana e o marido, que lutam na linha da frente pelas forças armadas do país, já resgataram dezenas de animais de estimação abandonados nos campos de batalha, desde o brotar do conflito.

Oksana Krasnova, de 27 anos, usa o seu próprio salário para adquirir comida e cuidar dos animais, antes de providenciar o seu transporte em veículos militares até a capital ucraniana, para serem realojados.

A jovem, que trabalhava como advogada em Kyiv antes do início da guerra, luta pelo país com o marido, Stanislav Krasnov, de 35 anos, na região de Donetsk. O casal já resgatou mais de 30 animais, ao passar pelas aldeias abandonadas.

“Adoro animais, e costumava ajudar a resgatar animais com o meu marido mesmo antes da invasão russa”, revelou Oksana, em declarações à agência britânica PA.

A ‘sniper’ revelou também ter os seus próprios animais que, agora, se encontram sob os cuidados dos pais, na capital ucraniana. “Nunca pensaria em abandoná-los”, complementou.

O primeiro animal que salvou na linha da frente foi o resgate que, até à data, mais a marcou. Tratava-se de uma pequena cadela preta, presa num edifício abandonado, que estava “claramente traumatizada”.

“Penso que já estaria ali há cerca de um mês – foi horrível”, confessou, acrescentando que o animal estaria a alimentar-se de batatas cruas, até ser resgatado.

Quando foi descoberta, a cadela “estava deitada no chão”, pelo que o casal colocou “uma almofada debaixo da sua cabeça”, ao mesmo tempo que o animal “latia, chorava e espumava pela boca”.

“Tivemos de empurrá-la para uma caixa, e transportá-la no nosso veículo militar. Ela estava a ter convulsões, e não achámos que sobreviveria”, contou.

Contudo, Oksana alimentou-a de hora a hora e vigiou-a de perto, até que a sua saúde começou a melhorar.

“Temos um amigo com alguns voluntários, em Kyiv, que trabalham com animais traumatizados. Ele acolheu a cadela”, disse, revelando que o animal está, agora, com uma família adotiva.

Ainda que o casal resgate maioritariamente cães e gatos, já ajudaram também animais de porte pequeno, como coelhos e pássaros, que, normalmente, voltam a libertar quando recuperam a saúde.

Neste momento, Oksana e Stanislav estão a cuidar de uma vara de porcos, assegurando que estão seguros e que têm comida suficiente.

“Os animais que resgatamos mostram-se muito agradecidos. Às vezes é muito difícil dizer adeus, porque passo tanto tempo a cuidar deles. Mas sinto-me aliviada por saber que não passarão fome ou sofrerão novamente”, rematou.






Fonte: noticiasaominuto.com                      Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2060334/sniper-ucraniana-resgata-animais-abandonados-nos-campos-de-batalha
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #57 em: 26/08/2022, 16:46 »
 
Promessas de dinheiro, terrenos, vagas universitárias e até liberdade: eis os esforços de Putin para expandir um exército cada vez mais enfraquecido

26.08.2022 às 13h34
RITA AGUIAR DE MATOS



OLGA MALTSEVA/ Getty Images

Putin anunciou planos para expandir o exército russo seis meses depois de ter dado início a uma guerra para a qual pode, agora, não ter capital humano suficiente. A sua necessidade de aumentar as tropas pode, no entanto, não coincidir com a vontade do seu povo em aderir às forças russas. O Kremlin já se viu, inclusive, obrigado a recorrer a incentivos que foi acusado de não cumprir: eis a realidade de um exército cada vez mais enfraquecido

Vladimir Putin assinou esta quinta-feira um decreto que permitirá a incorporação de mais 137 mil soldados no exército a partir de 1 de janeiro de 2023. Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, que a Rússia tem ocultado os números oficiais de mortos e feridos do seu exército. Ainda assim, várias autoridades ocidentais estimam que estes possam atingir os 70 a 80 mil soldados, o que justificaria a mais recente decisão do Presidente russo.

A adesão ao exército tem sido incentivada pelo Kremlin desde o primeiro dia da invasão, de apelos na televisão e redes sociais a intervenções na rua, todos os homens russos entre os 18 e os 60 anos têm sido convidados a unir forças para vencer a guerra, nomeada pelo Presidente russo como uma “operação militar especial”. O decreto assinado por Putin pode, no entanto, assumir-se como um possível indicativo do enfraquecimento das forças russas e da necessidade cada vez mais acentuada de reforçar o capital humano que foram perdendo ao longo dos seis meses de conflito.

O decreto não deixa claro se esta expansão do exército será feita através do recrutamento de mais voluntários ou expandido o serviço militar obrigatório, ou mesmo implementando ambas as medidas. Atualmente, os homens russos entre os 18 e os 27 anos estão sujeitos a recrutamento, embora muitos possam evitar ou reduzir o seu período de serviço, geralmente por um ano, recorrendo a atestados médicos ou matriculando-se no ensino superior.

Na eventualidade do Kremlin aumentar os seus esforços recrutando mais voluntários, é necessário ter em conta um pormenor decisivo: os cidadãos russos querem integrar o exército? “(A guerra) é muito dolorosa até mesmo para se falar”, diz à BBC uma cidadã russa não identificada. “Matar os nossos irmãos é errado”, acrescenta. Apesar de ainda muitos estarem a favor dos avanços da Rússia sobre a Ucrânia, as opiniões do povo russo em relação à guerra dividem-se e muitos têm vindo a recusar-se a participar em qualquer atividade relacionada com a mesma, ora por serem contra, ora por recearem não regressar.

Numa tentativa de contornar esta tendência e atrair novos recrutas, as autoridades russas têm oferecido aos voluntários quantidades significativas de dinheiro, terrenos e até vagas privilegiadas para os seus filhos em diversas instituições de ensino do país. Em algumas situações, os recrutadores chegaram mesmo a visitar prisões russas com o objetivo de inscrever presos no exército, atraindo-os com promessas de liberdade e dinheiro.

Medidas como as referidas vêm reforçar a narrativa de que existe, de facto, uma crescente necessidade de novos recrutas para o exército russo, mas cada vez mais dificuldades nesse recrutamento. “O problema do Kremlin é que a maioria dos russos não está disposto a morrer por Putin ou pela restauração do ‘grande império’. O recrutamento não é possível nas atuais circunstâncias porque não há consenso civil na Rússia para a guerra”, explica à BBC o analista Pavel Luzin. “Comparemos isto com a Ucrânia. Os ucranianos estão prontos para lutar “, acrescentou.

Tal como Luzin, vários especialistas defendem que o número de voluntários que aderem ao exército é baixo, retratando uma realidade diferente daquela descrita pelo Presidente russo. “Eles têm um sério problema de mão de obra”, defende, em resposta à U.S.News, o tenente-general, agora reformado, Ben Hodges, cuja última posição antes de se reformar incluía o comando de todas as operações do exército dos EUA na Europa a partir do ano em que a Rússia invadiu a Ucrânia e anexou a Crimeia em 2014. “Sinceramente, não me parece que haja muitas pessoas que querem estar no exército russo agora”, acrescenta.

A falta de interesse em aderir às forças russas pode também ter origem no sentimento de desconfiança no governo que se tem vindo a fomentar entre o povo russo. De acordo com o testemunho do jornalista de investigação Roman Dobrokhotov, à BBC, as promessas feitas pelo Kremlin para incentivar voluntários à inscrição no exército não chegam a ser cumpridas, desde o dinheiro a tudo o resto. “As pessoas não veem esse dinheiro”, conta. “Estão a voltar [da Ucrânia] agora e a dizer-nos a nós, jornalistas, como foram enganadas. Isto também influencia a situação, esta falta de confiança no nosso governo, não acho que esta estratégia tenha sucesso”.

A mãe de um jovem voluntário de 24 anos morto nos seus primeiros dias de combate conta ao mesmo órgão de comunicação que o filho foi enviado com uma preparação mínima, apesar de, segundo a lei russa, todos os recrutas terem de ser sujeitos a um treino de, pelo menos, quatro meses antes de serem enviados para a guerra. “Eles mandam-nos simplesmente como galinhas tontas! Mal seguraram uma arma antes”, desabafa. O recrutamento deste tipo de jovens mal preparados é, de acordo com Dobrokhotov, um sinal de desespero por parte das autoridades russas. “Estes não são o tipo de soldados necessários para uma guerra vitoriosa. O Kremlin ainda espera que a quantidade possa vencer a qualidade. Acham que podem pegar nestas centenas de milhares de pessoas desesperadas com as suas dívidas e simplesmente atirá-las para a zona de conflito”, argumenta.

Uma vez que existe um intervalo de quatro meses de treino obrigatório para novos recrutas, impõe-se ainda a questão do quão rápido Putin conseguiria, de facto, expandir o seu exército até porque, além da preparação física, é também necessário fornecer veículos, rações e outros equipamentos que já parecem, por si só, escassos para as forças atualmente em serviço. “Se Putin dissesse ‘Vamos fazer uma grande mobilização’, mesmo que o fizesse, levaria meses até que tivesse um número de tropas treinadas, organizações e formações preparadas para lutar. E eles não têm o equipamento para novas tropas”, explica Hodges.

Em resposta à U.S.News, Colin Kahl, um dos membros do Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, chegou mesmo a nomear os esforços de Putin “mais um erro de cálculo” do seu governo.






Fonte: visao.sapo.pt                     Link: https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-08-26-promessas-de-dinheiro-terrenos-vagas-universitarias-e-ate-liberdade-eis-os-esforcos-de-putin-para-expandir-um-exercito-cada-vez-mais-enfraquecido/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #58 em: 26/08/2022, 18:02 »
 
Hackers vendem dados roubados a fabricante de armas europeu e NATO investiga implicações

Cristina A. Ferreira - Casa dos Bits
26 ago 2022 15:10



Fonte de imagem: tek.sapo.pt

Os contornos do ataque ao fabricante de armamento que tem sido fornecido pelos aliados à Ucrânia ainda estão a ser investigados. Os hackers garantem que deu acesso a dados confidenciais da NATO, a agência garante que não mas está a investigar.

A NATO está a investigar o impacto do roubo de informação a um fabricante europeu de armas que produz mísseis fornecidos pelos aliados à Ucrânia. Entre os dados roubados estão informações que podem ser relevantes sobre este armamento.

A BBC encontrou referências à oferta em fóruns em russo e em inglês. O grupo pede 15 bitcoins (317 mil euros à cotação atual) por 80GB de informação e diz que já teve um comprador. Na descrição do “pacote” explica que contém informação classificada de colaboradores que participaram em projetos militares já concluídos, desenhos técnicos, apresentações, fotos, vídeos, informações de contratos e armamento e correspondência trocada com outras empresas.

Na amostra gratuita a que a BBC teve acesso, havia documentos classificados com as etiquetas NATO Confidential, NATO Restricted. O grupo partilhou depois mais dois documentos classificados como NATO Secret, o segundo mais importante dos cinco níveis em que a NATO classifica os seus documentos. Aí há informações sobre alguém central numa missão de inteligência alegadamente realizada em 2020 na Estónia, mas a autenticidade ainda não foi confirmada.

A empresa atacada é a MBDA Missile Systems, que confirma o ataque, mas que já garantiu não haver informação classificada entre os dados que foram postos à venda. A empresa também releva que os dados comprometidos foram roubados de um disco rígido externo e que tem cooperado com as autoridades italianas no âmbito do caso, já que o roubo aconteceu em Itália.

A NATO entretanto confirmou as investigações, mas diz que não tem indícios de que o ataque, que pode ter partido dos sistemas de um fornecedor da MBDA, tenha implicações na sua infraestrutura. "Estamos a avaliar queixas relacionadas com dados alegadamente roubados da MBDA. Não temos qualquer indicação de que qualquer rede da NATO tenha sido comprometida", referiu um porta-voz da empresa em declarações à BBC.

A MBDA Missile Systems existe desde 2001 e resulta da fusão de três empresas do sector de França, Reino Unido e Itália. Soma 13 mil empregados.






Fonte: tek.sapo.pt                   Link: https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/hackers-vendem-dados-roubados-a-fabricante-de-armas-europeu-e-nato-investiga-implicacoes
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #59 em: 26/08/2022, 18:07 »
 
Ucrânia investiga líder checheno por crimes de guerra

Lusa
26 ago 2022 14:38



Fonte de imagem: sapo.pt

O Serviço de Segurança Ucraniano (SBU) designou hoje o líder checheno, Ramzan Kadirov, e dois dos seus assessores como "suspeitos" de crimes de guerra, durante a invasão da Ucrânia.

Kadirov e as suas forças serviram, desde o início da invasão, em fevereiro, como tropas de apoio para parte relevante das forças russas nas frentes de conflito, como Mariupol ou Severodonetsk.

Em comunicado hoje divulgado, o SBU garante que tem "provas irrefutáveis" de que Kadirov "dirigiu pessoalmente o desenvolvimento e planeamento de operações militares" nessas regiões.

Os serviços ucranianos também estão a investigar o vice-chefe do Serviço Federal da Guarda Nacional Russa para a República da Chechénia, Danil Martinov, responsável pela segurança pessoal de Kadyrov.

Martinov é suspeito de, em 05 de março, ter ordenado a tomada de quase 500 pessoas como reféns numa clínica de internato em Borodiansk, incluindo pacientes, funcionários e habitantes locais.

Um terceiro suspeito é o comandante de um batalhão motorizado da Guarda Nacional da Federação Russa, Husein Mezhidov, a quem os serviços ucranianos culpam de crimes de guerra pelo uso como "escudos humanos" de quase 200 habitantes da cidade de Gostomel.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

RJP // PDF

Lusa/Fim






Fonte: sapo.pt                       Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/ucrania-investiga-lider-checheno-por-crimes_6308cddd6029515904cf1df0
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