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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78757 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #75 em: 31/08/2022, 09:56 »
 
Ucrânia: Portugal favorável a suspensão de acordo de facilitação de vistos com Rússia, diz MNE

Por MultiNews Com Lusa em 17:11, 30 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Portugal considera que, no atual contexto da agressão militar russa à Ucrânia, a União Europeia não deve ter um acordo de facilitação de vistos com Moscovo, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, que discorda, todavia, de uma proibição total.

Em declarações hoje à chegada a uma reunião informal de chefes de diplomacia da União Europeia (UE), em Praga, que tem entre os pontos em agenda uma discussão, na quarta-feira, sobre medidas que poderão ser adotadas para dificultar ou impedir a concessão de vistos a cidadãos russos, reclamada por Kiev e vários Estados-membros, João Gomes Cravinho advogou uma solução equilibrada, manifestando-se favorável à eventual suspensão do acordo de vistos em vigor com a Rússia.

“Há diferentes ideias que estão em cima da mesa, nomeadamente um documento preparado pela presidência checa e um outro documento preparado em conjunto pela França e Alemanha, que expõem diferentes ideias sobre o nosso relacionamento com a Rússia”, começou por apontar o ministro português.

João Gomes Cravinho salientou que, “em primeiro lugar”, a UE concentra todos os seus esforços no sentido de “diminuir a capacidade da máquina militar e da própria economia russa, visto que ela alimenta a máquina militar”, além de estar a fazer “todo o possível para reduzir, e se possível eliminar mesmo, a dependência europeia em relação aos combustíveis fósseis russos”.

Já quanto à questão dos vistos, que surge na ordem do dia nesta ‘rentrée’ política comunitária, face aos pedidos do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas também de vários países membros da UE, designadamente os Bálticos, no sentido de uma proibição de concessão de vistos a cidadãos russos, o chefe da diplomacia portuguesa recordou que, “desde o princípio” do conflito que a União sempre disse que as suas medidas “não são contra o povo russo, mas sim contra o regime e a sua capacidade de fazer guerra”, um princípio que o bloco não quer abandonar.

“Por outro lado, também não vejo por que é que a Rússia haveria de beneficiar de um regime de facilitação de vistos, que é um regime para países com quem temos confiança. Manifestamente, não podemos ter com a Rússia”, declarou então.

Segundo o ministro, “há diferentes modalidades” que podem ser exploradas, e “que não chegam a uma proibição total de vistos”, que “seria uma mensagem errada a passar à população russa”.

Lembrando que esta reunião não deverá produzir nenhuma decisão dado tratar-se de um encontro em formato informal, João Gomes Cravinho apontou que, no entanto, este é “obviamente um fórum muito importante para comparar ideias, para debater e moldar uma resposta coletiva”, manifestando-se convicto de que será possível chegar a um compromisso equilibrado, que poderá então passar pela suspensão do acordo de facilitação que a UE tem com a Rússia desde 2007, para desse modo tornar o processo mais complexo e dificultar designadamente as viagens de turismo de cidadãos russos, uma possibilidade avançada nos últimos dias por fontes europeias.

“Não vemos razão para, nestas circunstâncias, termos um acordo de facilitação de vistos com a Rússia. A Rússia não é um país em que podemos ter o tipo de confiança que está subjacente a esse tipo de acordo. Poderá até haver outras medidas, mas vamos ver quais são as ideias produzidas pelos colegas à volta da mesa”, concluiu.

A reunião informal de chefes de diplomacia da UE, que decorre até quarta-feira à tarde na capital da República Checa – que assume a presidência semestral do Conselho da UE até final do ano – segue-se a uma outra, ao nível de ministros da Defesa, celebrada hoje de manhã, também em Praga.

Estes dois encontros assinalam a ‘rentrée’ política da UE depois das férias de verão, e têm lugar poucos dias depois de se terem assinalado seis meses sobre o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.






Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-portugal-favoravel-a-suspensao-de-acordo-de-facilitacao-de-vistos-com-russia-diz-mne/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #76 em: 31/08/2022, 09:58 »
 
Ucrânia: Kiev anuncia criação de corredores para quem quiser sair da Crimeia

Por MultiNews Com Lusa em 17:58, 30 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Ucrânia está a desenvolver corredores de segurança para os residentes da Crimeia que queiram abandonar a península anexada pela Rússia desde 2014, anunciou hoje um conselheiro presidencial ucraniano.

Mikhailo Podoliak disse que as rotas poderão ser usadas “durante a desocupação ativa” da Crimeia, sem adiantar mais pormenores, incluindo sobre eventuais operações das forças ucranianas.

“Por agora, pedimos a todos que fiquem o mais longe possível das instalações militares e verifiquem os abrigos”, escreveu Podoliak na rede social Twitter.

A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A agência ucraniana Urkinform, que cita a mensagem de Podoliak, disse que o “nível amarelo” de ameaça terrorista foi prorrogado pelas autoridades pró-russas da Crimeia até 08 de setembro, e até 16 de setembro na cidade autónoma de Sevastopol, na mesma península.

Segundo a Ukrinform, um movimento de resistência designado por “Fita Amarela” apelou aos residentes na Crimeia para se manterem afastados das instalações militares russas e, se fosse possível, para saírem da península, tal como Podoliak.

A agência ucraniana também noticiou que na manhã de 16 de agosto, após a deflagração de um incêndio numa subestação elétrica e a detonação de munições, “formaram-se enormes filas à saída da península da Crimeia em direção à Federação Russa”.

No final de julho, a sede da frota russa do Mar Negro localizada em Sevastopol foi alvo de um ataque com um drone (aeronave não tripulada), obrigando ao cancelamento das celebrações do dia da marinha da Rússia.

A reduzida dimensão do ataque e a aparente utilização de meios pouco sofisticados fizeram levantar a hipótese de ter sido levado a cabo por insurgentes ucranianos, noticiou na altura a agência norte-americana AP.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem afirmado que as forças armadas da Ucrânia pretendem reconquistar os territórios ocupados pela Rússia, incluindo a Crimeia.

“Vamos expulsá-los para a fronteira. Para a nossa fronteira, cuja linha não mudou. Os invasores conhecem-na bem”, reafirmou Zelensky na segunda-feira, referindo-se também à Crimeia, além dos territórios sob ocupação russa desde que começou a guerra em curso, em 24 de fevereiro.

A Ucrânia anunciou, na segunda-feira, o início de uma contraofensiva no sul do país, que Moscovo reivindicou ter repelido provocando mais de 1.200 baixas entre as forças ucranianas.

Num outro desenvolvimento, as forças russas bombardearam hoje a cidade de Kharkiv (leste) pelo segundo dia consecutivo, depois de um ataque na segunda-feira ter provocado quatro mortos e 11 feridos, disse o presidente da câmara local.

“Ataque de artilharia no distrito de Kyivskyi. Várias ‘chegadas’”, escreveu Ihor Terekhov na rede social Telegram, referindo-se a projéteis que terão atingido aquela zona de Kharkiv.

Terekhov deu ainda conta de “um incêndio num edifício alto” devido aos ataques, segundo a Ukrinform.

O centro da cidade já tinha sido atingido por bombardeamentos russos na segunda-feira, que mataram quatro pessoas, de acordo com o governador da região, Oleg Synegoubov.

Com cerca de 1,4 milhões de habitantes antes da guerra e situada a poucas dezenas de quilómetros da fronteira russa, Kharkiv foi a capital ucraniana até 1934, quando a Ucrânia era uma república soviética.

As autoridades ucranianas e russas têm divulgado informações sobre os combates em curso desde 24 de fevereiro, incluindo baixas civis e militares, mas muitas dessas informações não podem ser verificadas por fontes independentes.

A ONU confirmou a morte de mais de 5.600 civis desde o início do conflito, mas tem alertado que o balanço será consideravelmente superior.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-kiev-anuncia-criacao-de-corredores-para-quem-quiser-sair-da-crimeia/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #77 em: 31/08/2022, 10:03 »
 
Rússia acusa Bálticos de russofobia e fascismo, depois de os três países terem demolido monumentos da era soviética

Por Filipe Pimentel Rações em 18:34, 30 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O governo russo acusou esta terça-feira a Estónia, a Letónia e a Lituânia de estarem a seguir políticas xenófobas e de tratarem as suas minorias étnicas russófonas como “cidadãos de segunda”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que “o que está a acontecer nos Estados bálticos é, para nós, inaceitável e irá certamente afetar o estado das relações bilaterais com estes países, que estão já em total declínio”, cita a ‘Reuters’.

O Kremlin aponta também que as escolas, jardins de infância e órgãos de comunicação social em que se fale a língua russa estão a ser encerrados nos países bálticos, acusando os três governos de implementarem “abordagens russofóbicas” e de terem ativado “uma campanha sem precedentes, quase fascista, para remover barbaramente, em massa, memoriais aos soldados soviéticos libertadores”.

Na década de 1940, a Estónia, a Letónia e a Lituânia foram integradas por Moscovo na União Soviética, quando estavam sob o jugo das forças nazis da Alemanha de Adolf Hitler, tendo conquistado a independência em 1991, com o colapso do bloco soviético.

Contudo, desde que a Rússia deu início à sua guerra contra a Ucrânia, o trio báltico tem vindo a adotar uma postura ainda mais dura contra o regime liderado por Vladimir Putin, apelando a medidas mais agressivas para travar o avanço da máquina de guerra russa, para que não haja contágio a outros países.

As palavras austeras do Kremlin surgem depois de, no passado dia 25 de agosto, a Letónia ter demolido um monumento de 80 metros na capital Riga, que comemorava “Os Libertadores da Letónia Soviética e de Riga dos Invasores Alemães Fascistas”.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Outros monumentos da era soviética têm sido derrubados pelas autoridades letãs.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O parlamento da Letónia aprovou a demolição no passado mês de maio, apontando como razão a guerra contra a Ucrânia.

Dias antes, a 16 de agosto, a Estónia anunciou que ira começar a remover todos os monumentos relacionados com a presença soviética no país, um deles perto da fronteira com a Rússia.






Fonte: multinews.sapo.pt                   Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-acusa-balticos-de-russofobia-e-fascismo-depois-de-os-tres-paises-terem-demolido-monumentos-da-era-sovietica/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #78 em: 31/08/2022, 10:04 »
 
Crise energética: Entregas de gás russo à Europa suspensas até sexta-feira

Por MultiNews em 06:15, 31 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

As entregas de gás russo à Europa, através do Nord Stream 1, vão ser interrompidas a partir de hoje até à próxima sexta-feira, devido à manutenção do gasoduto, segundo anunciou na passada sexta-feira a gigante energética russa Gazprom.

“É preciso fazer manutenção a cada 1.000 horas” de operação, indicou, em comunicado, a russa Gazprom.

O anúncio surgiu numa altura em que a Europa se depara com problemas energéticos, acusando a Rússia de usar esta fonte como chantagem. Em particular a França, que acusou Moscovo de usar a energia como “uma arma de guerra”.

“Muito claramente, a Rússia está a usar o gás como arma de guerra e devemos preparar-nos para o pior cenário de uma interrupção completa do fornecimento”, já garantiu a ministra de Transição de Energia de França, Agnes Pannier-Runacher, em declarações à rádio ‘France Inter’.

Os Governos europeus procuram soluções para responder aos crescentes custos de energia para empresas e residências e encontrar alternativas ao abastecimento russo para armazenar para o inverno. A convicção europeia é que Moscovo esteja a elevar os preços do gás para tentar enfraquecer a determinação da UE pela invasão à Ucrânia, uma tática que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerou, na última segunda-feira, de terrorismo económico.






Fonte: multinews.sapo.pt                   Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/crise-energetica-entregas-de-gas-russo-a-europa-suspensas-ate-sexta-feira/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #79 em: 31/08/2022, 10:06 »
 
Ucrânia: UE deve proibir entrada de turistas russos. “O tempo para meias medidas já foi”, aponta ministro ucraniano

Por Francisco Laranjeira em 09:42, 31 Ago 2022


Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster

A União Europeia deve proibir a entrada dos turistas russos, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, esta quarta-feira, exortando medidas aos ministros do bloco europeu, reunidos em Praga. O responsável ucraniano também propôs um programa no qual os soldados russos que se rendessem seriam recompensados com “uma nova vida” embora sem precisar.

Os países orientais e nórdicos apoiam fortemente a proibição do turismo russo ao passo que a Alemanha e França já alertaram os seus pares que seria contraproducente, garantindo que os russos comuns ainda deveriam ter acesso ao Ocidente.

É expectável que os ministros da União Europeia concordem em princípio com a suspensão de um acordo de facilitação de vistos com Moscovo – o que significa que os russos teriam de esperar mais e pagar mais pelos vistos – mas não uma proibição total de viagens da UE.

“O tempo para meias medidas já foi”, alertou Kuleba, em declarações à agência ‘Reuters’. “Somente uma política dura e consistente pode produzir resultados.”

“Uma proibição de visto para turistas russos será uma resposta apropriada à guerra genocida de agressão da Rússia no coração da Europa, apoiada por uma esmagadora maioria de cidadãos russos”, garantiu Kuleba.

Gabrielius Landsbergis, ministro dos Negócios Estrangeiros lituano, apontou que deve ser feito mais. “A posição da Lituânia é que o número de turistas (russos) que chegam à UE tem de ser reduzido, se não completamente cancelado”, explicou.

Estónia, Finlândia, Lituânia, Letónia e Polónia escreveram uma declaração conjunta pedindo à Comissão Europeia que proponha medidas para “diminuir decisivamente o fluxo de cidadãos russos para a União Europeia e o espaço Schengen”, revelou o ‘Financial Times’. “Até que tais medidas estejam em vigor no nível da UE, consideraremos a criação de medidas temporárias no nível nacional para abordar questões iminentes de segurança pública relacionadas ao aumento do fluxo de cidadãos russos através das nossas fronteiras.”

Kuleba também propôs o lançamento de um programa especial para soldados russos que não queiram lutar na Ucrânia. “(A mensagem): salve-se e vá embora. Baixe as armas, renda-se às forças ucranianas e tenha a oportunidade de começar uma nova vida”, disse. “Estou confiante de que vale a pena fazer esta oferta, porque mesmo que um soldado russo deponha as armas e decida sair, isso significa salvar vidas ucranianas e uma paz mais próxima”, frisou.






Fonte: multinews.sapo.pt                   Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-ue-deve-proibir-entrada-de-turistas-russos-o-tempo-para-meias-medidas-ja-foi-aponta-ministro-ucraniano/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #80 em: 31/08/2022, 22:27 »
 
“Não devemos subestimar” a força militar da Rússia, alerta general alemão

Por Filipe Pimentel Rações em 18:57, 31 Ago 2022


Fonte: Twitter / General Eberhard Zorn

O General Eberhard Zorn, o oficial militar mais graduado das Forças Armadas da Alemanha, alertou que o Ocidente não pode subestimar a força militar da Rússia, avisando que o Kremlin poderá abrir uma segunda frene de guerra se assim o desejar.

Em entrevista à agência ‘Reuters’, Zorn afirma que “a maioria das forças terrestres da Rússia pode estar retida na Ucrânia neste momento, mas, ainda assim, não devemos subestimar o potencial dessas forças para abrirem um segundo teatro de guerra”.

O oficial realça que “a maior parte da força naval russa ainda não foi mobilizada para a guerra na Ucrânia, e a Força Área russa ainda conta também com um potencial significativo”, e isso “representa também uma ameaça para a NATO”.

“Do ponto de vista militar, a Rússia é bem capaz de expandir o conflito a nível regional”, diz Zorn, e os países mais próximos das fronteiras russas poderiam ser os próximos alvos, considerando que o exclave de Kaliningrado, entalado entre a Lituânia, a Polónia e o Mar Báltico, poderá vir a estar sob a mira bélica de Moscovo.

Apesar de reconhecer que as ofensivas russas na Ucrânia terem vindo a perder fôlego nas últimas semanas, o general alemão considera que a Rússia mantém-se firme e a progredir no teatro de guerra.

“Apoiada por fogo de artilharia massivo, [as tropas russas] continuam a avançar, independentemente das vítimas civis ucranianas”, sublinha Zorn, lembrando que “os russos têm enormes quantidades de munição ao seu dispor”.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/nao-devemos-subestimar-a-forca-militar-da-russia-alerta-general-alemao/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #81 em: 01/09/2022, 10:21 »
 
Transferência forçada de civis ucranianos para a Rússia é "crime de guerra"

MadreMedia / Lusa
1 set 2022 07:10



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Moscovo está a transferir à força civis ucranianos, incluindo os que fogem do conflito, para a Rússia ou áreas ocupadas pelos russos na Ucrânia, ações que constituem "crimes de guerra", refere um relatório divulgado hoje pela Human Rights Watch.

“As transferências são uma grave violação das leis de guerra, que constituem crimes de guerra e potenciais crimes contra a humanidade”, destaca a organização não governamental (ONG) em comunicado.

A Human Rights Watch (HRW) aponta ainda que as autoridades russas ou ligadas a Moscovo também submeteram milhares de cidadãos a uma forma de triagem de segurança coerciva, punitiva e abusiva chamada “filtragem”.

Num relatório de 71 páginas, esta ONG documentou as transferências de civis ucranianos através de entrevistas a 54 pessoas que foram para a Rússia, passaram por “filtragens”, tiveram familiares ou amigos que foram transferidos para a Rússia ou que apoiaram ucranianos que tentaram deixar a Rússia.

Em 05 de julho, a HRW escreveu ao governo russo com um resumo das suas descobertas e com questões, mas não recebeu resposta.

Embora o número total de civis ucranianos transferidos para a Rússia permaneça incerto, Belkis Wille, investigadora sénior de crises e conflitos da HRW e coautora do relatório, contou à agência Lusa que alguns entrevistados referiram que estiveram em processos de “filtragem” com milhares de outros.

“Um homem disse que estava na fila de espera e era o número 60.000 e teve de esperar cerca de um mês pela sua vez. É difícil ter números, pois apenas temos acessos aos divulgados pela Rússia e é difícil saber quantos desses foram transferências forçadas”, explicou.

Para Belkis Wille, os civis ucranianos “não devem ficar sem escolha a não ser ir para a Rússia” e “ninguém deve ser forçado a passar por um processo de triagem abusivo para alcançar a segurança”.

No final de julho, a agência de notícias russa TASS divulgou que mais de 2,8 milhões de ucranianos entraram na Federação Russa vindos da Ucrânia, incluindo 448.000 crianças.

“Muitos foram deslocados e transportados de uma maneira e contexto que os tornam transferências forçadas ilegais”, salienta esta ONG em comunicado.

A HRW entrevistou ucranianos que fugiram da área de Mariupol, cidade portuária sitiada no sudeste da Ucrânia, e vários transferidos da região de Kharvik, tendo também abordado civis que conseguiram escapar da zona de guerra para o território controlado pela Ucrânia sem passar pela “filtragem”.

Segundo testemunhas citadas no relatório, as autoridades russas avisaram os civis que “não tinham escolha” a não ser permanecer em áreas ocupadas pelos russos ou ir para a Rússia.

“É claro que teríamos aproveitado a oportunidade para ir à Ucrânia se pudéssemos, com certeza. Mas não tivemos escolha, nenhuma possibilidade de ir para lá”, contou uma mulher transferida de Mariupol.

Já moradores de algumas aldeias e de uma cidade na região leste de Kharkiv, na fronteira com a Rússia, também foram transferidos à força para a Rússia, denuncia a ONG.

Um homem de 70 anos da vila de Ruska Lozova disse que as forças russas ameaçaram puni-lo caso o Exército ucraniano regressasse.

Embora este ucraniano não tenha cedido, centenas de famílias da aldeia partiram para a Rússia, acrescenta a HRW.

Outros ucranianos referiram à ONG que foram para a Rússia voluntariamente, incluindo homens que evitam a lei marcial da Ucrânia, que, com poucas exceções, não permite que homens entre os 18 e 60 anos deixem o país.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.

A ONU apresentou como confirmadas mais de 5.600 vítimas civis mortas, sublinhando que este número está muito aquém dos valores reais.







Fonte: 24.sapo.pt                       Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/transferencia-forcada-de-civis-ucranianos-para-a-russia-e-crime-de-guerra
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #82 em: 01/09/2022, 10:30 »
 
Coreia do Norte quer enviar trabalhadores para reconstruir regiões da Ucrânia ocupadas pela Rússia

MadreMedia
1 set 2022 09:25



Fonte de imagem: Lusa

A Coreia do Norte está a sugerir o envio de trabalhadores da construção civil para ajudar a reconstruir os territórios ocupados pela Rússia no leste da Ucrânia.

A ideia é abertamente endossada por altos funcionários e diplomatas russos, que preveem uma força de trabalho barata e trabalhadora que poderia ser lançada nas "condições mais difíceis", um termo que o embaixador da Rússia na Coreia do Norte usou numa entrevista recente, adianta a Associated Press (AP).

De acordo com a AP, o embaixador da Coreia do Norte em Moscovo reuniu-se recentemente com enviados dos dois territórios separatistas apoiados pela Rússia na região de Donbass, na Ucrânia, e expressou otimismo sobre a cooperação no "campo da exportação de mão de obra" norte-coreana, citando o alívio das restrições sanitárias por causa da pandemia no seu país.

As negociações surgem na sequência do reconhecimento da independência dos territórios de Lugansk e Donetsk, pela Coreia do Norte, tornando-se assim das poucas nações, para além da Rússia e da Síria, a reconhecer a independência destes territórios ocupados.

O envio de trabalhadores norte-coreanos para o Donbass entraria em conflito com as sanções do Conselho de Segurança da ONU impostas à Coreia do Norte sobre os seus programas nucleares e de mísseis e complicaria ainda mais a pressão internacional liderada pelos EUA para o seu desarmamento nuclear.

De acordo com um analista do Instituto de Estratégia de Segurança Nacional – um think tank administrado pela agência de espionagem da Coreia do Sul –, “a ideia de empregar trabalhadores norte-coreanos para a reconstrução do pós-guerra tem mérito real para a Rússia", disse, citado pela AP. "Um grande número de trabalhadores da construção civil norte-coreanos foram para a Rússia em anos anteriores, a demanda por esta mão de obra tem sido forte por ser barata e conhecida por trabalho de qualidade", reconheceu o analista.

Antes das sanções de 2017, as exportações de mão de obra eram uma rara fonte legítima de moeda estrangeira para a Coreia do Norte, trazendo centenas de milhões de dólares por ano para o governo. O Departamento de Estado dos EUA estimou, anteriormente, que cerca de 100.000 norte-coreanos estavam a trabalhar no exterior enviados pelo governo, principalmente para a Rússia e para a China. Alguns países africanos (incluindo o Médio Oriente), europeus e o sul da Ásia também têm recebido trabalhadores norte-coreanos, refere a agência de notícias.

Contudo, ainda não está claro o quão lucrativo o Donbass pode ser para a Coreia do Norte. A Rússia está com pouco dinheiro, devido às sanções ocidentais que visam as suas instituições financeiras e uma ampla faixa de indústrias. A Coreia do Norte provavelmente não tem interesse em ser paga em rublos, por causa das preocupações com o poder de compra da moeda, que chegou ao fundo durante os primeiros dias da guerra, antes de Moscovo tomar medidas para restaurar artificialmente o seu valor.

"A competição estratégica dos Estados Unidos com a China, e o confronto com a Rússia, deram à Coreia do Norte espaço para respirar enquanto se aproxima de Moscovo e Pequim numa frente unida para combater a influência dos EUA e promover um sistema internacional multipolar", refere Hong Min, analista do Instituto de Unificação Nacional da Coreia do Sul. "A Coreia do Norte pode ter em mente outras intenções para além dos ganhos de curto prazo com a exportação de mão de obra", disse citado pela AP.

Com AP*






Fonte: 24.sapo.pt                       Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/coreia-do-norte-quer-enviar-trabalhadores-para-reconstruir-regioes-da-ucrania-ocupadas-pela-russia
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #83 em: 01/09/2022, 13:51 »
 
EUA. Instituto ataca campanha para desacreditar contraofensiva ucraniana

Lusa - Há 2 horas


O instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) denunciou hoje uma campanha da Rússia para desacreditar a contraofensiva ucraniana no sul, anunciada por Kyiv em 29 de agosto. © Reuters

O instituto norte-americano para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) denunciou hoje uma campanha da Rússia para desacreditar a contraofensiva ucraniana no sul, anunciada por Kyiv em 29 de agosto.

O Ministério da Defesa russo começou a conduzir uma operação de informação para apresentar a contraofensiva ucraniana como tendo fracassado decisivamente quase logo que foi anunciada", disse o ISW na sua análise diária sobre a guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro.

Horas depois de as autoridades ucranianas terem anunciado a operação no sul da Ucrânia, Moscovo disse que as suas forças tinham posto termo à contraofensiva e abatido mais de 1.200 combatentes ucranianos num só dia.

O ISW disse que "vários bloguistas militares proeminentes" têm estado a promover a campanha do Ministério da Defesa.

Adicionalmente, referiu, outros defensores da Rússia nas redes sociais estão a promover a narrativa de que a contraofensiva foi uma imposição dos aliados ocidentais da Ucrânia por razões políticas.


Fonte de imagem: msn.com

O ISW disse também que os meios de comunicação do Kremlin (Presidência da Rússia) falaram num alegado conflito entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o chefe das forças armadas, general Valerii Zaluzhnyi, "para reforçar a narrativa" de que a contraofensiva foi lançada por razões políticas.

Segundo tais versões, o general Zaluzhnyi defendeu que as forças ucranianas não estavam militarmente preparadas para a contraofensiva.

"As operações militares à escala desta contraofensiva não têm êxito ou falham num dia ou numa semana", disse o instituto norte-americano.

Os analistas do ISW referiram que as forças ucranianas têm andado a preparar a operação há meses, "atacando e perturbando as linhas terrestres de comunicação russas, o comando e controlo russos, e os sistemas logísticos russos em todo o sudoeste da Ucrânia ocupada".

"O momento do início da contraofensiva é consistente com a degradação observada das capacidades russas" na região de Kherson, considerou o ISW.

Segundo os analistas, "não há razão para suspeitar que o 'timing' tenha sido materialmente influenciado por considerações ou tensões inadequadas".

As operações " irão muito provavelmente desenrolar-se ao longo das próximas semanas e possivelmente meses, à medida que as forças ucranianas tirem partido das condições que estabeleceram para derrotar determinados setores da linha que identificaram como vulneráveis", acrescentou o ISW.

As autoridades ucranianas, que têm recebido armamento dos aliados ocidentais, têm declarado que pretendem libertar as zonas ocupadas desde o início da guerra, bem como a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Na terça-feira, Kyiv anunciou que estava a criar corredores de segurança para a saída de residentes da Crimeia e recomendou aos que não pudessem abandonar a região que se afastassem de instalações militares russas.

As autoridades ucranianas e russas têm divulgado informações sobre os combates, incluindo baixas civis e militares, mas muitas dessas informações não podem ser verificadas por fontes independentes.

A ONU confirmou a morte de mais de 5.600 civis desde o início do conflito, mas tem alertado que o balanço será consideravelmente superior.

Nas últimas horas, o Reino Unido confirmou a morte de um britânico que foi para a Ucrânia como médico voluntário.

A morte de Craig Mackintosh foi comunicada pela família.

O médico foi morto em 24 de agosto, "em ação", disse uma sua irmã numa plataforma criada para financiar o repatriamento do corpo, sem dar mais pormenores sobre as circunstâncias.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico disse hoje à agência francesa AFP que está "a ajudar a família de um britânico que morreu na Ucrânia e que está em contacto com as autoridades locais".






Fonte: msn.com                     Link: https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/eua-instituto-ataca-campanha-para-desacreditar-contraofensiva-ucraniana/ar-AA11lI4P?ocid=winp1taskbar&cvid=1506696875f74e3a90dc1d3d815f57e2
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #84 em: 01/09/2022, 13:55 »
 
Ucrânia: Missão que vai inspeccionar Zaporijia já está na central nuclear

MadreMedia / Lusa
1 set 2022 13:16



Fonte de imagem: 24.sapo.pt 

A missão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) enviada para investigar a central nuclear ucraniana de Zaporijia, controlada pelas tropas russas, já se encontra nas instalações, informou a agência nuclear ucraniana Energoatom.

"A missão da AIEA chegou à central de Zaporijia", lê-se na mensagem publicada no Telegram.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, tinha anunciado que a agência mantinha a agenda das visitas à central nuclear ocupada, a maior da Europa, apesar dos relatos de bombardeamentos nas proximidades esta manhã.

Rafael Grossi confirmou na quarta-feira, antes de partir de Kiev em direção a Zaporijia, que a missão tenciona passar vários dias na central e que a organização também pretende criar uma representação permanente nas instalações.

A central nuclear, ocupada pelas tropas russas poucos dias depois do inicio, a 24 de fevereiro, da invasão de territórios ucranianos, tem sido alvo de ataques frequentes nas últimas semanas, de que as forças ucranianas e russas se acusam mutuamente, aumentando os receios de fugas de material nuclear.





Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-missao-que-vai-inspeccionar-zaporijia-ja-esta-na-central-nuclear
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #85 em: 02/09/2022, 10:03 »
 
Ucrânia: “Europa não é uma grande ‘boutique’ ou restaurante.” Zelensky celebra acordo dos 27 para restringir vistos a turistas russos

Por Francisco Laranjeira em 13:09, 1 Set 2022



O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, celebrou a decisão da União Europeia em restringir os vistos a turistas russos, lembrando que a Europa é “um território de valores” e não “uma grande ‘boutique’ ou restaurante”.

“Agradeço aos europeus que entendem que durante uma guerra, o dever de qualquer pessoa normal é lutar para que o agressor perca, para que a ocupação termine, para que os militares russos deixem a terra ucraniana”, frisou o presidente ucraniano na sua mensagem diária à população da Ucrânia, agradecendo aos 27 pelo acordo.

Zelensky reforçou que é humilhante quando a Europa é vista como “uma grande ‘boutique’ ou restaurante”: “A Europa é sobretudo um território de valores, não de consumo primitivo.”

“Quando os cidadãos de um estado que quer destruir os valores europeus usam a Europa para o seu entretenimento ou compras, para a recreação das suas amantes, enquanto eles mesmos trabalham para a guerra ou simplesmente esperam em silêncio pela queda imoral da Rússia, o que está a acontecer agora, então isso é completamente contrário ao que a Europa estava unida em geral”, frisou o presidente da Ucrânia.

Da mesma forma, destacou que o objetivo inicial da União Europeia era apoiar a paz no Velho Continente, para o qual ressaltou que “a Europa não se pode tornar moralmente surda”. “Porque se houver tanta surdez, se houver tanta perda da capacidade de distinguir o cheiro de sangue nas notas, não haverá Europa, não haverá uma Europa pacífica”, acrescentou Zelensky.

Os países da União Europeia concordaram na passada quarta-feira restringir os vistos para turistas russos, suspendendo o acordo de facilitação de vistos, o que significará uma redução significativa no número de autorizações de entrada na União e mais obstáculos à sua obtenção. A suspensão do acordo acabou por ser o ponto de encontro entre os Estados-Membros que pediam a proibição total da entrada de russos na União Europeia, como os bálticos, e os que se diziam mais seletivos.






Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/ucrania-europa-nao-e-uma-grande-boutique-ou-restaurante-zelensky-celebra-acordo-dos-27-para-restringir-vistos-a-turistas-russos/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #86 em: 02/09/2022, 10:05 »
 
Ucrânia: Kremlin diz que é “absurda” decisão da UE sobre vistos para russos

Por MultiNews Com Lusa em 13:15, 1 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O Kremlin qualificou hoje como “absurda” a decisão da União Europeia (UE) de suspender o acordo de facilitação de vistos com a Rússia, decidida quinta-feira como uma sanção pela ofensiva militar russa na Ucrânia.

“Esta é uma decisão ridícula de uma série de disparates”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

“Isto é mau para os russos, porque os vistos serão provavelmente mais longos e mais difíceis de obter”, admitiu, mas a medida também tornará as coisas “mais complexas” para os europeus.

No entanto, não mencionou quaisquer medidas concretas de retaliação por parte do Kremlin, que já antes avisou que o fará.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE decidiram na quinta-feira suspender o acordo assinado em 2007, mas não chegaram a acordo sobre uma proibição mais ampla dos vistos russos, como exigido por alguns Estados-membros.

O alto representante da UE para as relações externas, Josep Borrell, afirmou que os países limítrofes da Rússia “podem tomar medidas a nível nacional para restringir a entrada na União Europeia”.

No entanto, esclareceu que estas medidas deveriam estar em conformidade com as regras da área Schengen e sublinhou a importância de os membros da sociedade civil russa poderem continuar a viajar para a União Europeia.

Antes da reunião, a Polónia e os três Estados bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) tinham dito que estavam a considerar banir unilateralmente os viajantes russos, se a UE não o fizesse.

Em declarações à saída da reunião informal de ‘rentrée’ dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, dominada pela questão da circulação de cidadãos russos na UE, João Gomes Cravinho indicou que, apesar das diferentes posições entre os Estados-membros à partida para esta discussão – alguns defendiam a proibição total de entrada de cidadãos da Rússia no espaço comunitário -, foi possível chegar a “uma solução partilhada por todos”, que passa por dificultar a concessão de vistos.

Lembrando que este acordo de facilitação de vistos “foi assinado no quadro de uma parceria estratégica com a Rússia na primeira década deste século [em 2007]”, João Gomes Cravinho salientou que “essa parceria estratégica já não existe”.

“Não há razão nenhuma para nós termos em relação à Rússia um mecanismo de facilitação de vistos que nós não temos com tantos outros países do mundo, e, portanto, vamos terminar com o acordo de facilitação de vistos”, disse, acrescentando que “isso vai levar a um grau de exigência muito maior, portanto o crivo mais apertado na verificação da documentação de quem viaja para a UE”.

Por outro lado, revelou, está também a ser desenvolvido um “trabalho técnico complexo” relacionado com a circulação de russos que já têm atualmente visto, e isto atendendo a que, atualmente, “há cerca de 12 milhões de vistos Schengen emitidos para cidadãos russos”, com durações variáveis.

O ministro explicou que os Estados-membros da UE estão agora “a verificar quais são exatamente as condições que permitem condicionar” a circulação de cidadãos russos com vistos emitidos, notando que “alguns países, nomeadamente aqueles que têm fronteiras terrestres com a Rússia, têm razões significativas em termos de segurança nacional para querer condicionar esse fluxo, porque são dezenas ou mesmo centenas de milhares de russos que podem desequilibrar países com populações pequenas”.






Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-kremlin-diz-que-e-absurda-decisao-da-ue-sobre-vistos-para-russos/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #87 em: 02/09/2022, 10:08 »
 
Ucrânia: Rússia perdeu mais de 900 militares de elite nos seis meses de guerra

Por Filipe Pimentel Rações em 15:22, 1 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Rússia terá pedido mais de 900 soldados das suas forças especiais, paraquedistas, fuzileiros e pilotos na guerra que começou contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro passado.

De acordo com informação avançada pela ‘BBC’, pelo menos 337 fuzileiros, 245 elementos das forças especiais da Guarda Nacional russa, 151 soldados do serviço de informações militares, cerca de 144 paraquedistas, 20 membros dos serviços de segurança e aproximadamente 67 pilotos de aviões de combate.

Essas perdas representam um significativo impacto sobre a máquina de guerra da Rússia, visto que a formação de profissionais de elite é algo dispendioso e que leva o seu tempo, pelo que é pouco provável que o Presidente Vladimir Putin consiga encontrar substitutos com os mesmos níveis de capacidades atempadamente.

Aponta o órgão de comunicação social britânico, com base em dados públicos, que, por exemplo, formar um único piloto militar poderá demorar até 17 anos e custar perto de 14 milhões de euros.

Contudo, é expectável que o número de perdas seja expressivamente mais elevado, considerando que a Rússia deixou, logo nas primeiras semanas da guerra, de divulgar números de baixas nas suas forças que combatem na Ucrânia.

Estimativas das Forças Armadas ucranianas apontam que, até hoje, a Rússia terá perdido 48.350 militares.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt
 
No entanto, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos avançou este mês que já terão morrido ou sido feridos 80 mil soldados russos.






Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-russia-perdeu-mais-de-900-militares-de-elite-nos-seis-meses-de-guerra/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #88 em: 02/09/2022, 10:10 »
 
Rússia enfrenta séria escassez de pessoal militar na Ucrânia, indicam serviços de inteligência americanos

Por Francisco Laranjeira em 16:47, 1 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Rússia enfrenta uma “séria” escassez de militares na Ucrânia e tem procurado novas formas de aumentar os seus níveis de tropas, incluindo o uso de prisioneiros, garantiu esta quinta-feira altos funcionários americanos, em declarações à televisão ‘CNN’.

“O exército russo está a passar por uma grave escassez de mão de obra na Ucrânia. Acreditamos que o Ministério da Defesa russo está a tentar recrutar membros do serviço contratado para compensar essa escassez de mão de obra, incluindo forçar soldados feridos de volta ao combate, adquirir pessoal de empresas de segurança privada e pagando bónus aos recrutas”, revelou um funcionário.

Essa avaliação dos Estados Unidos é baseada em dados dos serviços de inteligência, que detalharam que “é provável” que a Rússia comece a recrutar criminosos condenados na Ucrânia “em troca de indultos e compensação financeira”.

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto na semana passada para aumentar o número de soldados do Exército russo na Ucrânia em 137 mil pessoas, elevando o número total de soldados em território ucraniano para 1.150.628. último saldo fornecido pela Ucrânia de soldados russos mortos durante a guerra é de 41 mil.





Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-enfrenta-seria-escassez-de-pessoal-militar-na-ucrania-indicam-servicos-de-inteligencia-americanos/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #89 em: 02/09/2022, 10:12 »
 
Ucrânia: Milhares de escolas destruídas e insegurança marcam início do ano escolar, alerta UNICEF

Por MultiNews Com Lusa em 17:17, 1 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Quatro milhões de crianças regressaram hoje às salas de aulas na Ucrânia, um regresso testemunhado pela UNICEF que lembrou as milhares de escolas destruídas no país e a sensação de insegurança que impera devido ao conflito em curso.

A concluir uma visita de três dias por todo o país, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Catherine Russell, acompanhou no terreno o início do novo ano letivo na Ucrânia e encontrou-se com alunos, pais e professores.

“O novo ano letivo deveria ser um momento de entusiasmo e esperança, numa época em que as crianças regressam às salas de aula e partilham experiências do seu verão com amigos e professores”, afirmou Catherine Russell, citada num comunicado enviado pela agência que integra o sistema das Nações Unidas.

No entanto, segundo frisou a representante, “para quatro milhões de crianças na Ucrânia, o sentimento é de inquietação”.

“As crianças estão a regressar às escolas – muitas das quais foram danificadas durante a guerra – com histórias de destruição, sem saber se os seus professores e amigos estarão lá para as receber. Muitos pais hesitam em mandar os filhos para a escola, sem saber se estarão em segurança”, prosseguiu.

Segundo a UNICEF, milhares de escolas em todo o país foram danificadas ou destruídas na sequência do conflito desencadeado pela ofensiva militar russa, iniciada no final de fevereiro, com menos de 60% das escolas a serem consideradas pelo Governo ucraniano seguras e elegíveis para reabrir.

Neste primeiro dia do regresso às aulas, Catherine Russell visitou uma escola primária reabilitada que havia ficado danificada durante as primeiras semanas de guerra.

“Atualmente, apenas 300 alunos podem frequentar esta escola devido à capacidade do abrigo anti-bombas, ou seja, 14% do número de alunos que frequentavam esta unidade de ensino antes do início da guerra”, precisou a UNICEF na mesma nota informativa.

A agência da ONU informou hoje que está a trabalhar com o Governo de Kiev para ajudar a levar as crianças da Ucrânia de volta à aprendizagem.

Os esforços para o regresso das crianças à aprendizagem incluem a reabilitação de escolas, o fornecimento de computadores portáteis, ‘tablets’ e outros materiais a professores e alunos, assim como orientações de segurança em tempos de guerra para crianças e professores.

“As escolas na Ucrânia estão desesperadas por recursos para construir abrigos anti-bombas em vez de parques infantis, as crianças estão a aprender sobre segurança de engenhos não detonados em vez de segurança rodoviária”, acrescentou a diretora-executiva da UNICEF.

E concluiu: “A educação das crianças da Ucrânia tem vindo a ser dramaticamente comprometida. Após mais de dois anos da pandemia e seis meses desde o início da guerra, a sua saúde física e mental está sob enorme pressão. Deve ser feito mais para enfrentar o que para muitos tem sido uma triste realidade”.

Durante esta visita ao território ucraniano, Catherine Russell encontrou-se também com a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, com quem abordou, a par das questões educacionais, “meios de reforço da resposta conjunta à crise humanitária” e “a importância do acesso humanitário seguro, atempado e sem impedimentos a todas as crianças que necessitam de assistência crucial, segundo o direito humanitário internacional”, informou ainda a UNICEF.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.

A ONU apresentou como confirmadas mais de 5.600 vítimas civis mortas, sublinhando que este número está muito aquém dos valores reais.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-milhares-de-escolas-destruidas-e-inseguranca-marcam-inicio-do-ano-escolar-alerta-unicef/
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