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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78788 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #105 em: 04/09/2022, 18:27 »
 
Enquanto "contam cêntimos", a Ucrânia "conta vítimas". A resposta da primeira-dama à inflação

JN/Agências
Ontem às 20:13



Olena Zelenska
Foto: Jabin Botsford / POOL / AFP


É certo que o impacto económico da guerra na Ucrânia é difícil para todos os aliados do país, mas enquanto uns "contam cêntimos" os ucranianos "contam as vítimas", disse à BBC Olena Zelenska, mulher do presidente ucraniano.

Numa entrevista concedida à BBC, e nalguns trechos que foram hoje divulgados, a primeira-dama ucraniana foi desafiada a deixar uma mensagem aos britânicos perante o aumento das contas da energia, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Olena Zelenska disse compreender a dificuldade da situação, destacando o custo humano do conflito armado para o seu país, porque enquanto os britânicos contam os cêntimos das contas bancárias ou dos bolsos, os ucranianos fazem o mesmo e, a acrescentar a isso, contabilizam também as baixas humanas.

"Permita-me lembrar que na época da pandemia de covid-19, que ainda está aí, quando houve aumentos de preços a Ucrânia também foi afetada. Além disso, os preços também estão a subir na Ucrânia e, a juntar a isso, o nosso povo está a ser morto", sustentou.

A totalidade da entrevista, gravada há dias no palácio presidencial de Kiev, só será transmitida no domingo pela BBC. A mulher de Volodymyr Zelensky salientou ainda que se o apoio ao seu país fosse mais forte, a crise seria mais curta.

Estes comentários surgem depois de o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ter dito numa recente visita a Kiev que as famílias da Europa teriam que suportar a crise do custo de vida para combater a agressão russa.

No Reino Unido, a inflação homóloga situa-se nos 10,1%, mas o Banco de Inglaterra anunciou, recentemente, que poderá atingir os 13% até ao final do ano, em resultado da subida dos preços da energia.






Fonte: jn.pt                      Link: https://www.jn.pt/mundo/enquanto-contam-centimos-a-ucrania-conta-vitimas-a-resposta-de-olena-zelenska-ao-custo-da-guerra-15136192.html
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #106 em: 04/09/2022, 18:34 »
 
Anne Applebaum: "A elite 'Putinista' tem medo de uma Ucrânia europeia"

Por Ricardo Alexandre
04 Setembro, 2022 • 14:29



Anne Applebaum durante as Conferências do Estoril© Álvaro Isidoro/Global Imagens

É das maiores especialistas do mundo na Europa de leste e no comunismo soviético. Anne Applebaum na TSF sobre Gorbatchev, a Rússia, a Ucrânia e a Europa.

Escritora, autora, jornalista, licenciada em História e Literatura pela Universidade de Yale, em 1986, e na London School of Economics, onde atualmente leciona e dirige um programa sobre desinformação, Anne Applebaum é mestre em relações internacionais pelo Colégio St. Antony, em Oxford, antes de se mudar para Varsóvia, Polónia, em 1988, como correspondente da revista The Economist. O primeiro livro foi Entre o Oriente e o Ocidente, um relato de viagem. O segundo foi Gulag: Uma História, publicado em 2003 e premiado em 2004 com o Prémio Pulitzer de Não Ficção Geral.

Foi editora do The Spectator, colunista do Daily Telegraph e Sunday Telegraph, escreveu para o The Independent, cobriu as importantes transições sociais e políticas na Europa do Leste, antes e depois da queda do Muro de Berlim em 1989.

Escreve agora para a revista The Atlantic, para a qual entrevistou há poucos meses o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Recentemente foi publicado em português pela Bertrand o livro Fome Vermelha: A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia, sobre a grande fome de 1932-33.

Anne Applebaum veio a Lisboa e a Cascais para as Conferências do Estoril. E conversou com a TSF (entrevista emitida no programa O Estado do Sítio)

Anne Applebaum, gostaria de começar perguntando-lhe sobre Mikhail Gorbachev. Politicamente falando, o que é que nos pode dizer sobre o seu legado? É positivo?

Claro, o legado de Gorbachev é positivo. Ele acabou com um império tirânico que reprimiu milhões de pessoas, foram assassinadas milhões de pessoas, começaram guerras que foram a fonte de uma enorme quantidade de violência e terror. É um legado um pouco estranho, porque é claro que ele acabou com o império sem realmente querer fazê-lo. Ele começou simplesmente por querer melhorar o comunismo, ou salvar o comunismo, ou reformar o comunismo. E então descobriu-se que isso era impossível. Uma vez que as pessoas começaram a falar abertamente sobre o legado do comunismo, e quando puderam dizer o que queriam, imediatamente começaram a criticar o sistema. E, claro, os membros do império, seja na Polónia, Hungria ou Ucrânia, imediatamente começaram a dizer que queriam algo diferente. Então, ele foi alguém que ficou surpreendido com a história, mas mesmo assim fez uma grande contribuição.

Ficou surpreendida com as reações e comentários do Kremlin sobre a morte de Gorbatchov?

Na verdade, eu esperava que o Kremlin fosse ainda mais negativo do que foi. Foram principalmente muito concisos. Não houve muitos comentários. Eu vi alguns liberais russos a dizer que, com o passar do tempo, eles agora refletem mais sobre o legado de Gorbatchov. E eles apreciam mais o que ele fez, embora, como eu disse, ele não quisesse alcançar tudo o que conseguiu, mas deu à Rússia alguns anos de liberdade; deu às pessoas uma sensação de esperança na década de 1990; iniciou uma era de grande mudança e criatividade. E dado o quão impopular ele era realmente nas últimas décadas, foi interessante ver, com a sua morte, algumas pessoas começarem a reavaliar o seu legado.

Podemos dizer que, de alguma forma, Vladimir Putin é a antítese de Gorbachev?

Putin reivindica a legitimidade em que baseou a sua presidência na ideia de que reverterá os erros do final dos anos 1980 e 1990. Então, os erros de... especialmente de Gorbachev. Por isso reconstruirá o Império, reconstruirá um sistema político centralizado. Emprestando uma linguagem de outra pessoa, ele tornará a Rússia "grande novamente". Então, está explicitamente a procurar desfazer o que Gorbachev fez para construir um império com a Rússia no centro. E ele realmente construiu toda uma historiografia que, eu acho, significa que muitos russos e também pessoas fora da Rússia agora se lembram da era dos anos 80 e 90. Como eu digo, eles não se lembram do momento de criatividade e liberdade e esperança. Em vez disso, lembram-se apenas da crise económica, que foi realmente culpa de uma série de erros soviéticos acumulados ao longo de muitas décadas.

A guerra na Ucrânia... a invasão total da Ucrânia começou há seis meses. Nesta altura, estamos a assistir a algum tipo de impasse?

Houve um impasse na guerra nos últimos dois meses, eu diria que as linhas da frente se tornaram bastante obsoletas. Eu acho que vamos descobrir nos próximos dias e semanas que os ucranianos estão a começar a mudar o impasse, estão a começar a atacar no sul da Ucrânia, agora são capazes de atingir alvos russos atrás das linhas russas. E estão a fazer isso com bastante frequência. Quero dizer, eu agora olho para o meu telefone todas as manhãs para ver quais os novos alvos que os ucranianos atingiram, seja em Kherson ou mesmo ou Crimeia, ou mesmo em Belgorod, que é a cidade russa a leste de Karkhiv. Então, penso que se estão a preparar para algo maior.

Não acha que a Ucrânia é um país demasiado prisioneiro de sua geografia? Li no seu livro Fome Vermelha - A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia, que a ausência de fronteiras naturais no território ucraniano tornou muito mais difícil consolidá-lo como um Estado soberano...

Somos todos prisioneiros da nossa geografia, quero dizer, a história e a tradição de cada país são moldadas pelos sítios onde eles estão, sejam eles um povo costeiro ou um povo de montanha. E sim, os ucranianos são uma nação que surgiu numa região que é aberta, principalmente sem montanhas, tem alguns grandes rios, mas não, num sentido geral, sem limites naturais. E isso tornou-a, ao longo do tempo, o foco de diferentes tipos de ambições imperiais, sejam russas ou polacas, ou mesmo alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. E tornou mais difícil para os ucranianos consolidarem-se como Estado.

E os russos há muito tentam negar a Ucrânia como nação. Isso também é algo que sai da leitura do seu livro Fome Vermelha - A Guerra de Estaline Contra a Ucrânia: tudo o que Estaline faz é muito para negar a Ucrânia como um Estado

Os russos não só negam a legitimidade da Ucrânia como Estado, mas acho que veem o movimento nacional ucraniano e a própria identidade ucraniana como uma espécie de ameaça para eles. E isso remonta ao século IXX. As tentativas de falar ucraniano, ensinar ucraniano, criar qualquer tipo de instituição em torno da Ucrânia, sempre foram esmagadas, com especial dureza, seja pelos czares ou mais tarde por Estaline, e agora por Putin, porque eles veem a Ucrânia como uma espécie de identidade rival ou concorrente ou conjunto de ideias concorrentes. E também porque a Ucrânia, na verdade, desde o século IXX, tem sido associada a uma ideia de Europa, a uma novidade europeia, sabe? Somos uma nação eslava, uma nação eslava oriental, mas fazemos parte da Europa, e estamos a ver-nos mesmos como ligados à cultura polaca e checa e à cultura da Europa central. Os russos sempre perceberam isso como uma ameaça, ameaça ao seu domínio e seu estilo de governo, que sempre foi autocrático e sempre foi antieuropeu. E essa é a fonte da discussão entre eles.

Os russos têm medo da Ucrânia europeia...

Eu não diria que os russos como nação estão com medo, mas a elite russa está com medo, a elite "Putinista", porque isso seria um desafio ideológico para eles. São uma autocracia, construíram a sua legitimidade na ideia de que são antieuropeus, antiocidentais - eles são uma elite imperial. E os ucranianos afirmam algo diferente: ser europeu para acreditar na democracia, para acreditar no estado de direito. Essas são ideias que podem atrair muitos russos. Há muitos russos que também estão interessados ​na Europa e que se sentem ligados à Europa. E então, o que Putin mais teme é que essas ideias se espalhem dentro da Rússia, e ele vê essas ideias a virem da Ucrânia, vê-as como uma ameaça a ele e ao poder que tem.

O principal assunto do livro Fome Vermelha é a Grande Fome dos anos 30, o Holomodor... os ucranianos estão fartos desse debate?

Eu não sei se os ucranianos estão exaustos do debate sobre o Holodomor. Mas agora estão a enfrentar um tipo diferente de ameaça, uma ameaça existencial. Claro que, embora o Holodomor esteja em segundo plano, as pessoas lembram-se e fazem comparações entre o presente e o passado. E entendem que foi tudo uma tentativa de destruir a nação ucraniana e que isso é agora aquilo que acontece de novo. Mas se não estão focados nesse passado agora, é porque estão, focados, realmente, num presente muito duro e no futuro.

É razoável aceitar a ideia de que as políticas de Estaline em relação à Ucrânia nos anos 30 do século passado não eram diretamente contra os ucranianos e que as vítimas foram todas as nações e povos dentro da União Soviética?

Bem... a fome era uma fome soviética. E foi o resultado dessa política agrícola catastrófica através da qual Estaline tirou as terras dos camponeses e as redistribuiu. E isso afetou todos os russos, toda a gente no Cazaquistão, todos. Mas dentro daquela Grande Fome, Estaline viu a oportunidade de endurecer e tornar a fome deliberadamente mais radical e mais extrema dentro da Ucrânia. E houve uma série de decisões que foram tomadas no outono de 1932, que foram projetadas para fazer exatamente isso, incluindo tipos especiais de restrições a certas cidades e vilarejos ucranianos. Criando uma espécie de cordão à volta da Ucrânia, ninguém tinha autorização para deixar a Ucrânia, havendo necessidades especiais por cereais e também outros produtos como frutas e legumes e gado de agricultores ucranianos, medidas que foram projetadas para piorar a fome. E o efeito foi muito claro: há um aumento nas mortes na Ucrânia no inverno e na primavera de 1933, e elas são um resultado direto dessas decisões. E, sabe, se olhar para as conversas entre Estaline e o dirigente comunista ucraniano na época, é fácil ver que houve uma decisão de fazer isso, e que foi baseada no medo do nacionalismo ucraniano e de que os camponeses ucranianos saíssem do controlo de Estaline.

Todo o espírito político ou patologias políticas que definem a Ucrânia contemporânea - e a Anne escreveu o livro muito antes de 24 de fevereiro deste ano, mas, claro, já depois da anexação da Crimeia em 2014 - mas essas características da política da Ucrânia contemporânea, escreveu, podem ter como raiz o que aconteceu em 1933. Em que sentido?

O sistema político ucraniano tem muitas fontes, e há muitas razões pelas quais é assim, mas a experiência de 1933 e do estalinismo de forma mais ampla, teve o efeito de fazer muitos ucranianos temerem ou desconfiarem, ou pelo menos ficarem distantes do estado. Então, qualquer coisa que tenha que ver com governo ou poder eram 'ELES', eram outras pessoas, eram estranhos, não éramos 'NÓS'. E um dos efeitos disso, acho, é que você pode ver desde a independência da Ucrânia que, embora os ucranianos tenham sido muito bons em criar instituições cívicas e organizar a sociedade civil e organizar manifestações realmente extraordinárias em 2014 em Maidan, - as manifestações duraram muitas semanas e exigiram todo um sistema de pessoas a trazer comida e abrigos e ajudando-se uns aos outros, mantendo as manifestações, nisso eles foram muito bons; mas têm sido menos bons no exercício do poder estatal e na criação de instituições estatais fortes. E eu acho que é em parte o legado do passado, que muitos ativistas cívicos, estejam dispostos a juntar-se à manifestação, ou a criar uma organização anticorrupção, mas são muito mais cautelosos em estar no governo, porque o governo é visto como algo mau ou negativo. Sabe, uma das minhas esperanças é que esta guerra e a experiência de combate ajudem os ucranianos a superar essa tradição.

E isso é, em parte, porque toda uma elite política nos anos 30 foi eliminada. E são os sucessores deles, digamos, que têm medo de se chegar à frente para funções no Estado...

Havia uma elite ucraniana, na verdade havia comunistas ucranianos também, quase todos eles foram eliminados na década de 1930, numa espécie purga que se seguiu imediatamente à fome, e aqueles que não morreram em 33 e 34, morreram na época das purgas mais amplas em 37 e 38. E isso significava que o Partido Comunista Ucraniano, como existiu depois disso, nas décadas de 1940, 50 e 60, foi realmente imposto a partir de Moscovo. Então, essas eram pessoas que de alguma forma foram aprovadas ou formadas por Moscovo, que falharam com os ucranianos e eram vistos como forasteiros. E mesmo os primeiros líderes da Ucrânia independente, a maioria dos quais são ex-comunistas, não se sentiam muito ucranianos como sabe, não sentiam o seu povo. E foi realmente só, eu acho, depois da Revolução Laranja em 2005, que se começou a ter essa sensação de que as pessoas que realmente nos representam estão a concorrer ao governo, mas mesmo assim era difícil interessar muitos ucranianos na política porque a atitude automática é que toda a política é corrupta. Toda política é má. Qualquer um que tenha poder não é uma boa pessoa.

E a partir de agora, é muito provável que todos os políticos, os líderes políticos ucranianos, sejam muito estilo Zelensky...

Não sei se todos serão do estilo Zelensky; Zelensky tem muitos críticos. Eles estão bastante quietos desde que a guerra começou, embora se possa ouvi-los um pouco. E acho que outros tipos de líderes surgirão da guerra e dos movimentos cívicos que foram criados para apoiar os militares. Mas acho que está claro que os futuros líderes serão pessoas que acreditam na democracia e que acreditam que os ucranianos devem ter a escolha de quem os governa e líderes que procuram comunicar-se com pessoas comuns em linguagem comum.

Para alguém que estuda há tanto tempo o comunismo e o Leste Europeu, pensa que a Europa está agora a ser ameaçada por tendências antidemocráticas?

Eu acho que a Europa está há muito em perigo pelas tendências antidemocráticas, assim como a maioria das democracias modernas noutras partes do mundo. Claro que a história é diferente de país para país, cada país tem suas próprias tradições nacionais, mas o fenómeno da extrema-direita, movimentos autocráticos, que têm muito em comum uns com os outros, e de fato aprendem uns dos outros, e em muitos casos têm apoio direto de Moscovo, é um fator importante na política de muitos países europeus. Olhe para a França, olhe para a Itália. Veja a Alemanha. Quer dizer, a AfD não é um movimento grande, mas é suficiente grande para remodelar o parlamento alemão. E também temos Viktor Orban na Hungria, o movimento Kaczynski na Polónia, esses são movimentos e são partidos políticos que essencialmente afirmam que representam algo real e que, uma vez que tomam o poder, podem mudar as regras para que possam permanecer no poder. E é isso que você pode ver que já aconteceu na Hungria. E podemos imaginar isso a acontecer noutro lugar.

Será que toda essa guerra evoluiria de maneira diferente se Donald Trump ainda estivesse no poder nos EUA?

Acho que teria sido completamente diferente se Donald Trump ainda estivesse no poder. Não consigo imaginar Donald Trump a apoiar o exército ucraniano na medida em que Joe Biden o fez, acho que, realmente, temos muita sorte que Biden seja Presidente agora, apesar de todas as suas falhas. Ele é alguém que ainda se lembra da Guerra Fria e, portanto, ainda está ligado à ideia da América como fonte de liberdade e defensora da democracia no mundo. E tomou a decisão de apoiar a Ucrânia tendo isso em conta.







Fonte: tsf.pt                    Link: https://www.tsf.pt/mundo/anne-applebaum-a-elite-putinista-tem-medo-de-uma-ucrania-europeia-15137067.html
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #107 em: 04/09/2022, 18:36 »
 
Ucrânia agradece à Alemanha, mas pede maior liderança

04 set, 2022 - 16:32 • Lusa


Scholz com Shmyhal. Foto: Hannibal Hanschke/EPA

Primeiro-ministro ucraniano está de visita ao país. Situação com Alemanha normalizada.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmyhal, agradeceu a ajuda prestada pela Alemanha ao seu país, mas exortou Berlim a assumir uma maior liderança na União Europeia (UE) para a reconstrução da Ucrânia.

"Agradeci ao Presidente germânico a solidariedade e o apoio recebido da Alemanha", disse Schmyhalna sua conta no Twitter, após realizar uma reunião, que durou uma hora, com o chefe de Estado alemão, Frank-Walter Steinmeier, no âmbito da visita uma Berlim.

Schmyhal, que foi recebido com honras militares pelo chanceler alemão Olaf Scholz, manifestou também a sua gratidão pela receção na Alemanha de quase um milhão de refugiados do seu país, desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.
A Ucrânia estima receber na próxima semana um novo lote de cinco mil milhões de euros de ajuda financeira e militar prometida pela UE, lembrou Schmyhal, que considerou que a Alemanha deveria assumir um papel de maior liderança para promover a reconstrução do seu país.

O encontro entre o primeiro-ministro ucraniano e o Presidente alemão serviu para encerrar as divergências bilaterais, depois de o próprio Steinmeier desistir de viajar para a capital ucraniana, em abril passado, quando lhe foi dito de Kiev que a sua presença não era desejada.

A crítica ao Presidente alemão esteve ligada às suas funções anteriores como chefe da Chancelaria, sob o mandato do chanceler social-democrata, Gerhard Schröder, e dos Negócios Estrangeiros, sob o mandato da conservadora Angela Merkel, etapas em que a dependência energética da Alemanha em relação à Rússia foi consolidada.

Após intensos esforços diplomáticos, tais divergências foram consideradas ultrapassadas, a que se seguiu uma viagem de Scholz a Kiev, juntamente com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o então primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.

A Alemanha é o principal contribuinte da ajuda militar e financeira à Ucrânia por parte de parceiros da UE, mas Scholz tem sido frequentemente criticado pela falta de determinação ou lentidão na materialização desse apoio.






Fonte: rr.sapo.pt                     Link: https://rr.sapo.pt/noticia/mundo/2022/09/04/ucrania-agradece-a-alemanha-mas-pede-maior-lideranca/298451/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #108 em: 05/09/2022, 09:52 »
 
Ucrânia: Russos usam Zaporijia como arma nuclear, diz Zelensky

Por MultiNews com Lusa   em 08:28, 5 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou o exército russo, que controla Zaporijia desde o início de março, de usar a central nuclear ucraniana como uma arma nuclear, criando “o maior perigo na Europa”.

“Eles ocuparam a nossa central nuclear. A maior da Europa. Isso significa seis vezes Chernobyl”, disse Zelensky, referindo-se ao acidente nuclear de 1986 na Ucrânia, numa entrevista à rede norte-americana ABC News.

Isso “significa o maior perigo na Europa (…), significa que [as forças russas] usam armas nucleares”, disse o chefe de Estado ucraniano.

Zelensky defendeu que “não deve haver equipamento militar no território. Não deve haver trabalhadores da central rodeados de pessoas com armas de fogo”.

A Rússia e a Ucrânia acusam-se mutuamente, há semanas, de fazerem ataques à central nuclear de Zaporijia.

No domingo, a Rússia acusou a Ucrânia de ter tentado atacar, no sábado, com oito ‘drones’ o território de Zaporijia.

Também no domingo, o jornal ‘online’ independente The Insider, especializado em jornalismo de investigação, ‘fact check’ e análise política, com sede na cidade de Riga, na Letónia, publicou um vídeo sobre os ataques russos que ocorreram na noite de 2 para 3 de setembro a partir de território da central nuclear.

O vídeo mostra que a Rússia tem sistemas de lançamento de mísseis localizados em vários pontos situados nas proximidades da central nuclear.

Na sexta-feira, o Estado-Maior da Ucrânia afirmou que a Rússia retirou todos os equipamentos militares da central nuclear, antes da inspeção dos peritos da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Zelensky disse à ABC News que não está a considerar um encerramento controlado da central para evitar fugas de radiação devido à dependência do país desta infraestrutura energética, especialmente durante o inverno.

“Sei que os russos gostariam que os reatores fossem desligados da rede ucraniana para ligá-los à rede russa, mas não concordamos com essas ideias”, disse o chefe de Estado.

A central nuclear de Zaporijia, ocupada pelas forças russas, “perdeu novamente a ligação” com a rede elétrica, anunciou no sábado, em comunicado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cujos especialistas estão no local.

A última linha ainda em operação “foi danificada”, explicou a AIEA, recordando que as outras três haviam sido “perdidas anteriormente durante o conflito”.

Já em 25 de agosto, a central foi totalmente desconectada da rede ucraniana pela primeira vez, antes de a ligação ser restabelecida.

A AFP sublinha que a situação em Zaporijia preocupa muitos líderes internacionais, tendo em conta que a zona tem sido alvo de vários bombardeios, aumentando o temor de um desastre nuclear.

Na quinta-feira, depois de uma inspeção às instalações, o diretor da AIEA disse que a “integridade física” da fábrica tinha sido “violada em várias ocasiões”, sublinhando que é tal ” não pode continuar a acontecer”.

No entanto, Rafael Grossi não nomeou os responsáveis pela situação.






Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-russos-usam-zaporijia-como-arma-nuclear-diz-zelensky/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #109 em: 05/09/2022, 13:27 »
 
Rússia afirma que sanções ocidentais provocam interrupção do fornecimento de gás para Europa

MadreMedia / AFP
5 set 2022 11:37



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que a interrupção do fornecimento de gás russo para a Alemanha através do gasoduto estratégico Nord Stream é responsabilidade apenas do Ocidente, porque as sanções impedem a manutenção adequada das infraestruturas do setor.

"Os problemas de bombeamento (de gás) surgiram em consequência das sanções dos Estados ocidentais. Não há nenhuma outra razão para estes problemas", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A declaração foi feita poucos dias após a paralisação completa do Nord Stream, gasoduto crucial para o abastecimento dos países europeus, que temem uma crise energética no inverno.

"São estas sanções (...) que levaram à situação que estamos a ver agora", disse numa entrevista coletiva por telefone.

O porta-voz do Kremlin também rebateu "categoricamente" as "tentativas incessantes" do Ocidente de "transferir a responsabilidade e a culpa" para Moscovo.

"O Ocidente, neste caso a União Europeia, Canadá e o Reino Unido, são os responsáveis pela situação ter chegado a este ponto", disse.

Dmitri Peskov voltou a justificar a interrupção do fornecimento de gás russo para a Alemanha através do gasoduto Nord Stream, anunciado na sexta-feira, devido a uma "manutenção séria" que, segundo ele afirmou, afeta a última turbina que funcionava até o momento.







Fonte: 24.sapo.pt                         Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-afirma-que-sancoes-ocidentais-provocam-interrupcao-do-fornecimento-de-gas-para-europa
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #110 em: 05/09/2022, 13:31 »
 
Rússia: Tribunal revoga a licença do jornal independente Novaya Gazeta

MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:04



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Um tribunal de Moscovo revogou hoje a licença de distribuição da edição em papel do jornal Novaya Gazeta, considerado um pilar do jornalismo de investigação na Rússia, após um pedido do órgão regulador das telecomunicações russo [Roskomnadzor].

“O tribunal de Basmanny em Moscovo reconheceu como inválido o certificado de registo [enquanto meio de comunicação] da versão em papel do Novaya Gazeta”, declarou o jornal na rede social Telegram.

O jornal já tinha sido obrigado a suspender a publicação em março, face a repressão exercida por Moscovo às críticas relacionadas com o conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro passado.

O anúncio de hoje ocorre após a morte e o funeral de Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética – que morreu na semana passada aos 91 anos -, que foi um apoiante histórico do Novaya Gazeta.

O editor-chefe do Novaya Gazeta, Dmitry Muratov – vencedor do Prémio Nobel da Paz em 2021 — esteve presente nas cerimónias fúnebres de Mikhail Gorbachev, que foram realizadas no sábado.

Num comunicado, o tribunal de Basmanny confirmou a revogação após uma denúncia apresentada no final de julho pelo Roskomnadzor.

O órgão regulador das telecomunicações afirmou que o jornal não entregou, de acordo com as regras em vigor, “os estatutos da redação” durante um novo registo administrativo em 2006.

A ONU já reagiu à decisão judicial, classificando-a como um “novo golpe” para a independência dos meios de comunicação social russos.

A decisão é “mais um golpe na independência dos meios de comunicação russos, cujas atividades já foram prejudicadas pelas restrições legais e pelo aumento dos controlos estatais impostos na sequência do ataque da Federação Russa à Ucrânia”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, num comunicado.

Em outros dois processos separados, também apresentados em julho, Rozkomnadzor solicitou o cancelamento das autorizações para o portal e para uma nova revista do Novaya Gazeta. Estas queixas devem ser estudadas pela justiça russa no decorrer do mês.

No final de março, a Novaya Gazeta, que cobriu de forma crítica o conflito na Ucrânia, decidiu suspender a sua publicação, tanto na Internet como a edição em papel, por medo de represálias na Rússia. De facto, o jornal não era impresso há meses.

A edição ‘online’ europeia, criada após a suspensão do jornal na Rússia em 28 de março, passou a figurar na lista de portais e páginas na Internet bloqueados pelo Roskomnadzor, após um pedido apresentado pelo Ministério Público russo.

As autoridades russas também acusam o meio de comunicação social de ter infringido a lei por não identificar de forma clara nos seus artigos as organizações e indivíduos designados por Moscovo como “agentes estrangeiros”.

Fundada em 1993, a publicação Novaya Gazeta é conhecida pelas suas investigações jornalísticas minuciosas sobre a corrupção das elites russas e as graves violações de direitos humanos, particularmente na Chechénia.

Seis dos seus jornalistas foram mortos desde a sua fundação.






Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-tribunal-revoga-a-licenca-do-jornal-independente-novaya-gazeta
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #111 em: 05/09/2022, 13:35 »
 
União Europeia disponibiliza novo financiamento de 500 milhões de euros à Ucrânia

MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:28



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A União Europeia (UE) disponibilizou hoje uma nova verba de 500 milhões de euros à Ucrânia que se destina a financiar alojamento e educação de deslocados e ainda a apoiar o setor da agricultura no país.

O porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer, salientou, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, que a verba foi disponibilizada no âmbito de um acordo assinado, hoje, com o primeiro-ministro ucraniano, Denis Chmygal.

A verba está incluída no programa de apoio anunciado na primavera.

A 8.ª reunião do Conselho de Associação UE-Ucrânia decorre hoje, em Bruxelas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, uma guerra condenada pela generalidade da comunidade internacional e que resultou em sanções impostas a Moscovo.






Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/uniao-europeia-disponibiliza-novo-financiamento-de-500-milhoes-de-euros-a-ucrania
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #112 em: 05/09/2022, 13:37 »
 
Agência nuclear da ONU inicia missão permanente na central nuclear de Zaporijia

MadreMedia / Lusa
5 set 2022 13:30



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A missão permanente da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) teve início hoje na central nuclear ucraniana de Zaporijia com dois membros permanentes, após outros seis especialistas que fizeram inspeções nos últimos dias abandonarem o local.

“Os integrantes da missão da AIEA deixaram a central nuclear, deixando duas pessoas na qualidade de observadores”, declarou Vladimir Rogov, membro do conselho pró-russo da província ucraniana, à rádio Komosomolskaya Pravda.

O chefe da administração pró-russa da cidade de Energodar, que abriga a central nuclear, Alexander Volga, confirmou a notícia à agência de notícias russa Interfax, observando que os inspetores “serão encarregados de controlar a segurança da operação da central nuclear”.

“Por indicação da própria missão e do senhor [diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, os inspetores devem ficar permanentemente e serão trocados periodicamente. Ele cumpriu a promessa de que a missão será permanente”, acrescentou Volga.

Segundo o político pró-russo, “no momento, apenas um reator está a operar”, fornecendo energia para a rede elétrica, incluindo para clientes ucranianos.

“Devido à reparação das linhas de alta tensão, foi decidido parar um reator e deixar outro em funcionamento”, explicou Volga, lembrando que o segundo reator será posto em funcionamento quando estiver concluída a reparação das linhas de alta tensão.

Volga acrescentou que no momento a situação radiológica ao redor da central é normal.

A Rússia e a Ucrânia acusam-se há semanas de ataques à fábrica de Zaporijia.

Diante do aumento das tensões em torno da central nuclear, a AIEA enviou uma delegação chefiada por Grossi para analisar a situação no local.

Na terça-feira, Grossi apresentará um relatório ao Conselho de Segurança da ONU sobre sua missão em Zaporijia.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/agencia-nuclear-da-onu-inicia-missao-permanente-na-central-nuclear-de-zaporijia
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #113 em: 05/09/2022, 14:16 »
 
Rússia condena ataque à embaixada em Cabul e exige julgamento dos responsáveis

Lusa
5 set 2022 12:26



Fonte de imagem: sapo.pt

A Rússia condenou hoje o atentado terrorista ocorrido em Cabul, em que morreram dois funcionários da embaixada russa no Afeganistão e 11 outras pessoas ficaram feridas, e exigiu a captura e o julgamento dos responsáveis pelo incidente.

"Trata-se de um atentado. Condenamos categoricamente este tipo de atos terroristas. Agora, o mais importante é obter informações a partir do local dos factos sobre o que aconteceu aos nossos representantes, aos nossos diplomatas", afirmou, na tradicional conferência de imprensa diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, indicou ter a informação de que o atentado foi perpetrado por "um terrorista que ativou um artefacto explosivo" nas imediações da entrada da secção consular da embaixada da Rússia em Cabul, provocando dois mortos entre os funcionários da missão diplomática.

"De imediato foram tomadas medidas para reforçar a proteção do perímetro exterior" da embaixada, acrescentou Lavrov à entrada de uma reunião com o homólogo tajique, Sirojiddin Muhriddin.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que, além das forças de segurança russas ligadas à embaixada, estiveram no local militares das autoridades talibã e os serviços secretos do Afeganistão.

"Acreditamos que os responsáveis por este atentado terrorista e os respetivos executantes recebam rapidamente a merecida punição", sublinhou Lavrov.

Segundo as autoridades afegãs, pelo menos duas pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas no atentado suicida de hoje depois de um bombista suicida ter detonado vários explosivos junto à entrada da representação diplomática russa, localizada na zona sudoeste da capital afegã.

O incidente ocorreu "em frente à embaixada russa, quando o bombista suicida tentou atacar o chefe de segurança da embaixada", disse o chefe da polícia da zona, Malavi Saber, em declarações à agência espanhola EFE.

"Entre os mortos está um funcionário afegão da embaixada russa e um civil", referiu inicialmente a mesma fonte, precisando que um membro das forças de segurança talibãs consta entre os 11 feridos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo já confirmou, entretanto, que a explosão matou dois membros do pessoal da embaixada.

A agência noticiosa estatal russa RIA Novosti também referiu o ataque, avançando que o incidente ocorreu quando um funcionário diplomático russo se dirigiu à zona exterior da embaixada para chamar os nomes dos candidatos a um visto que ali aguardavam.

A Rússia foi um dos poucos países a defender a reaproximação ao regime talibã, apesar de não contar com o reconhecimento da comunidade internacional.

 

JSD (SCA) // SLX

Lusa/Fim





Fonte: sapo.pt                      Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/russia-condena-ataque-a-embaixada-em-cabul-e-_6315de152a6ac059057a54f1
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #114 em: 05/09/2022, 14:20 »
 
Ucrânia: Zelensky diz que a ofensiva no sul possibilitou a libertação de duas cidades

Por MultiNews com Lusa   em 11:03, 5 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou hoje que a contra-ofensiva lançada há uma semana para recuperar territórios ocupados pela Rússia no sul do país já resultou na libertação de duas cidades.

“Não vou contar os detalhes, mas as bandeiras ucranianas estão a voltar aos lugares onde deveriam estar por direito”, disse o presidente ucraniano, após outra reunião do Estado-Maior, na qual foi analisada a estratégia bélica ucraniana.

No seu discurso na noite de domingo, Zelenky foi um pouco mais claro, afirmando que o 42.º batalhão separado da infantaria motorizada das Forças Armadas da Ucrânia havia “libertado duas cidades no sul” do país “graças às suas ações heroicas”.

Zelensky fez estas declarações após os meios de comunicação ucranianos terem publicado uma foto de soldados levantando a bandeira do seu país nos telhados de um hospital em Vysokopillya.

Esta cidade na região de Kherson, que tinha cerca de 4.000 cidadãos antes da guerra, fica localizada ao sul de Krivoy Rog e a cerca de 160 quilómetros a nordeste da cidade ocupada de Kherson.

Pouco antes, o chefe do Gabinete da Presidência, Andriy Yermak, publicou a foto na rede social Telegram e escreveu “passo a passo”.

A Ucrânia está a atacar as linhas logísticas e de abastecimento das tropas russas no sul há uma semana, bem como os seus armazéns, depósitos de armas e postos de comando e controlo, a fim de reduzir as capacidades e impedir o abastecimento dos russos.

Zelensky também disse que na frente oriental, soldados do 63.º batalhão da 103.ª Brigada de Defesa Territorial conseguiram libertar uma cidade na região pró-russa de Donetsk, embora não tenha revelado o seu nome.

Os meios de comunicação ucranianos afirmam que se trata da cidade de Ozerne, entre Sloviansk e Siversk.

O Presidente ucraniano também assegurou que a 54.ª brigada – que se dirige na direção de Lisichansk [Lugansk] e Siversk [Donetsk] – “avançou e recuperou em alguns momentos”.

O Presidente ucraniano também enfatizou que “a bandeira ucraniana e a liberdade retornarão à Crimeia”, península ucraniana anexada pela Rússia em 2014.

“Libertaremos todas as nossas terras, todo o nosso povo”, sublinhou Zelensky, mais uma vez, no seu discurso.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-diz-que-a-ofensiva-no-sul-possibilitou-a-libertacao-de-duas-cidades/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #115 em: 05/09/2022, 14:22 »
 
Programa de treino no Reino Unido para transformar cidadãos ucranianos em soldados vai expandir-se, indica ministro

Por Francisco Laranjeira   em 11:59, 5 Set 2022



Fonte de imagem: Reuters

O Reino Unido está a expandir significativamente um programa de treino que pretende transformar potencialmente dezenas de milhares de cidadãos ucranianos em soldados da linha de frente para combater a Rússia, informou esta 2ª feira a televisão britânica ‘Sky News’.

O curso de combate está a ser estendido de três para cinco semanas, mantendo mais treino no Reino Unido, longe da ameaça de ataques de mísseis russos – um perigo para quem está a aprender a tornar-se um soldado. Cerca de 4.700 pessoas já passaram pelo programa em bases militares no norte, sudoeste e sudeste da Inglaterra desde que começou em junho, com os comandantes a pretender continuar o apoio enquanto a Ucrânia precisar de novas tropas para combater a invasão russa.

Instrutores militares de outros oito países, incluindo Nova Zelândia, Suécia e Países Baixos, juntaram-se aos seus homólogos britânicos para fornecer o treino adequado. Ben Wallace, secretário de Defesa, disse que demonstra a “nossa determinação partilhada de apoiar as Forças Armadas da Ucrânia”.

Wallace garantiu que o curso de treino “desenvolveu-se rapidamente e agora estamos a estendê-lo para cinco semanas para fornecer a melhor preparação possível para os soldados ucranianos que em breve serão em operações de combate ativo”.






Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/programa-de-treino-no-reino-unido-para-transformar-cidadaos-ucranianos-em-soldados-vai-expandir-se-indica-ministro/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #116 em: 05/09/2022, 14:24 »
 
Ucrânia: planos para realização de referendo em Kherson são colocados em pausa devido à falta de segurança, informam responsáveis russos

Por Francisco Laranjeira   em 12:37, 5 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt 

Os planos para a realização de um referendo na região de Kherson, na Ucrânia, foram colocados em pausa devido à situação de segurança, informou esta segunda-feira a agência de notícias estatal russa ‘TASS’, citando uma autoridade russa instalada na região.

Kirill Stremousov, vice-chefe da administração regional civil-militar indicada pela Rússia, garantiu ainda que a vital ponte rodoviária Antonivskyi, que cruza o rio Dnipro perto da cidade de Kherson, estava intransitável para carros após semanas de bombardeamentos ucranianos.

As autoridades russas haviam já informado que seriam realizados diversos referendos sobre a adesão das províncias ucranianas à Rússia em setembro, em Kherson, bem como na região vizinha de Zaporijia e nas autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, para coincidir com as eleições locais na Rússia.

Quase toda a região de Kherson foi tomada pelas forças russas em março e a cidade de Kherson continua a ser a única capital regional ucraniana capturada pela Rússia desde o início da invasão, a 24 de fevereiro.






Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-planos-para-realizacao-de-referendo-em-kherson-sao-colocados-em-pausa-devido-a-falta-de-seguranca-informam-responsaveis-russos/

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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #117 em: 05/09/2022, 15:04 »
 
Portugal atibuiu 51.716 protecções temporárias a pessoas que fugiram da guerra

Agência Lusa  05 set 2022   13:52


Fonte de imagem: dnoticias.pt

O SEF atribuiu até hoje 51.716 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e comunicou ao Ministério Público a situação de 728 crianças que chegaram a Portugal sem os pais.

Segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 51.716 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 30.792 dos quais a mulheres e 20.924 homens.

O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (11.121), Cascais (3.106), Porto (2.519), Sintra (1.778) e Albufeira (1.284).

O SEF indica também que emitiu 42.347 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.

Este certificado, emitido após o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social e Autoridade Tributária terem atribuído os respetivos números, é necessário para os refugiados começarem a trabalhar e acederem a apoios.

Durante o processo de atribuição destes números, os cidadãos podem fazer a consulta dos números que, entretanto, vão sendo atribuídos, na sua área reservada da plataforma digital https://sefforukraine.sef.pt.

O SEF avança também que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.632 menores, representando cerca de 26% do total.

O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 728 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver "perigo atual ou iminente".

Nestas situações, em que na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.

O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos "perigo atual ou iminente".

O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através daquela plataforma 'online' criada pelo SEF disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrer aos balcões deste serviço de segurança.

No entanto e no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.





Fonte:  dnoticias.pt                          Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/5/326729-portugal-atibuiu-51716-proteccoes-temporarias-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra/#
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #118 em: 05/09/2022, 16:16 »
 
Ucrânia acusa Rússia de forçar pacientes do hospital em Donetsk a combater, indicam responsáveis militares


Por Francisco Laranjeira   em 15:25, 5 Set 2022



Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Rússia estará a forçar pacientes de hospitais em territórios ocupados da Ucrânia a participar de combate, denunciou esta segunda-feira o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, que garantiu que o exército de Putin tem utilizado ‘altas forçadas’ para promover o regresso de homens feridos e doentes para a linha da frente para compensar as baixas sofridas pelas tropas.

“A mobilização forçada está atualmente em andamento nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia. Em Donetsk, os ocupantes russos encontraram uma nova ‘fonte’ para repor as perdas de mão de obra”, acusou o organismo ucraniano. “Por exemplo, recentemente, representantes do exército de ocupação russo começaram a chegar aos hospitais locais e a ‘dar alta’ à força aos pacientes. Em particular, ‘dispensam’ homens em idade de alistamento que estão a receber tratamento para várias doenças ou ferimentos, inclusive por participar de hostilidades.”

O número total de mortes de soldados russos desde fevereiro está agora na região de 49.800, segundo revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa da Ucrânia.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt





Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-acusa-russia-de-forcar-pacientes-do-hospital-em-donetsk-a-combater-indicam-responsaveis-militares/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #119 em: 05/09/2022, 16:18 »
 
Crise energética: Em tempos de ‘vacas magras’, UE gastou mais gás até julho do que em igual período de 2021

Por Filipe Pimentel Rações   em 15:51, 5 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Europa está a cair nos braços de uma crise energética que alguns observadores já consideram ser a maior de sempre. A guerra na Ucrânia aprofundou ainda mais as divisões entre Moscovo e Bruxelas e tornou dolorosamente evidente a dependência da União Europeia do gás que flui a partir da Rússia.

Para evitar um desastre energético de grandes proporções, os 27 Estados-membros aprovaram em julho uma estratégia que prevê cortar em 15% o consumo de gás, para ser possível enfrentar o inverno que se aproxima e que se prevê que seja um dos mais frios e escuros, quer metaforicamente, quer literalmente.

Contudo, e apesar de a Comissão Europeia ter já anunciado que as reservas no bloco estão já a mais de 80% da sua capacidade total, algo que só estava planeado acontecer em novembro, as estimativas apontam que as populações europeias estão a consumir mais gás hoje do que no ano passado.

De acordo com a consultora energética Rystad Energy, citada pelo ‘Euractiv’, o gás usado na produção elétrica entre janeiro e julho deste ano esteve 4,28% acima do valor registado no mesmo período de 2021. Quanto ao carvão, o consumo aumentou ainda mais, 11,9%, nos primeiro sete meses deste ano, face a igual período do ano passado.

Os números apontam que a produção de eletricidade através do gás caiu 20,8% este ano, sendo que a produção energética pelo carvão caiu 11,8%, o que, no total, equivale a 110 terawatts por hora de eletricidade, o que, segundo os especialistas, reflete as reduções no abastecimento de gás russo à Europa.

Explica a que Rystad que em agosto de 2021 a Rússia fornecia cerca de 350 milhões de metros cúbicos de gás por dia à Europa, sendo que hoje se situa nos 50 milhões de metros cúbicos diários, o que representa uma queda de 85%. Além da instabilidade energética que isso lançou sobre o ‘velho continente’, fez também disparar os preços do gás, que no dia 26 de agosto estava nos 346 euros por megawatt por hora.

No que toca à energia hidroelétrica, que produz cerca de 16% de toda a eletricidade consumida pela Europa, os dados indicam que as condições de seca severa e extrema que se fizeram sentir por todo o continente deixaram a sua marca.

Por exemplo, em França, que é o maior produtor europeu de energia proveniente de fontes hídricas, a capacidade hidroelétrica caiu 27%. Em Itália a queda foi de 40%, e em Espanha de 44%. Por cá, o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, já tinha alertado que a capacidade hidroelétrica estava nos 50%, devido à falta de água.

A par disso, também as instalações de produção elétrica através do nuclear sofreram cortes, devido à reduzida quantidade de água nos rios, que é usada para arrefecer os reatores. Nesse quadro, França verificou uma redução de 57% da produção de eletricidade nuclear este ano.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/crise-energetica-em-tempos-de-vacas-magras-ue-gastou-mais-gas-ate-julho-do-que-em-igual-periodo-de-2021/
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