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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78904 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1290 em: 09/12/2022, 21:34 »
 
Kiev acusa: "Rússia instalou lançadores de mísseis na central nuclear de Zaporíjia"

MadreMedia
9 dez 2022 08:29



STRINGER / AFP

As forças russas terão colocado sistemas de lançamento de mísseis Grad na central nuclear de Zaporíjia, de acordo com a Ucrânia.

Esta informação foi inicialmente divulgada pela operadora de energia nuclear estatal ucraniana Energoatom, citada pelo Kyiv Independent. De acordo com a Energoatom, os Grads provavelmente serão usados ​​para atingir as cidades de Nikopol e Marhanets, do lado oposto do rio Dnipro, usando o reator e o prédio de armazenamento de combustível como um "abrigo" de um possível ataque por parte dos ucranianos.

As tropas russas haviam construído "estruturas defensivas" perto do sexto reator da central nuclear, violando as regras de segurança nuclear e de radiação, salientou a operadora. “Desde o início” da invasão “foram colocados pessoal, equipamento militar, armas e explosivos, minados o território da estação e as vias de acesso à mesma”, acrescentou a Energoatom.

"Apelamos à AIEA e a toda a comunidade atómica mundial, informando sobre a colocação adicional de mísseis Grad na central atómica. E mais uma vez apelamos à criação de uma zona de segurança dentro e ao redor da estação para a sua desmilitarização completa e desocupação", lê-se no comunicado da operadora de energia nuclear.

Refira-se que foi o próprio presidente da Rússia, Vladimir Putin, que confirmou esta quinta-feira que as tropas russas vão continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques já obrigaram Kiev a enormes cortes de energia e água.

Contudo, apesar da Energoatom salientar o possível ataque a cidades como as de Nikopol e Marhanets, as últimas informações, das últimas 24 horas, reportam bombardeamentos em outros cidades que não as mencionadas, nomeadamente a Donetsk, Kherson, Kharkiv, Zaporíjia, Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Lugansk, que resultaram em cinco mortes civis.







Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-acusa-russia-instalou-lancadores-de-misseis-na-central-nuclear-de-zaporijia
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1291 em: 09/12/2022, 21:37 »
 
Guerra fria e longa é o desejo de Putin

9 de dezembro 2022 às 08:31


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Bombardear civis e instalações elétricas na Ucrânia continua a ser a estratégia de Moscovo. A guerra está cada vez mais fria e assassina.

por João Sena

A Ucrânia reconheceu que não tem capacidade para restaurar a 100% a sua infraestrutura elétrica – que foi seriamente danificada pelos constantes ataques russos – e quem sofre são os civis. Essa é, até agora, a única ‘vitória’ do Presidente russo, que fez saber, durante uma reunião no Kremlin, que o exército está preparado para ficar na Ucrânia durante muito tempo e que, neste momento, não faz sentido mobilizar mais soldados. Na mesma ocasião, Putin assegurou que a Rússia não será a primeira a utilizar o seu arsenal nuclear.

Apesar das críticas a nível mundial, Vladimir Putin afirmou que vai continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques têm como consequência enormes cortes de energia e de água, deixando milhões de pessoas ao frio e sem luz, em mais uma atitude criminosa do Presidente russo.

Nas últimas horas, os militares russos dispararam mais de mil foguetes e mísseis contra a rede elétrica da Ucrânia.

Putin justifica estes ataques como uma resposta à explosão de uma ponte na Crimeia e a outros ataques que atribui às tropas ucranianas.

Além desses ataques estratégicos, os russos bombardearam, no dia de ontem, a cidade de Toretsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, causou a morte a uma pessoa e dois feridos, adiantou o governador da região, Pavlo Kyrylenko.

Nessa lógica de destruição, o exército russo bombardeou o jardim zoológico de Yampil e retomou a iniciativa de recuperar a região de Lyman, no norte do Donbás.

 

Risco nuclear

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que o Governo está a trabalhar em conjunto com a Agência Internacional de Energia Atómica de modo a criar uma zona de proteção à volta da fábrica nuclear de Zaporizhzhya, que é, neste momento, controlada pelos russos.

Soube-se também que cerca de 10 mil militares ucranianos e igual número de civis podem ter sido detidos pelas tropas russas e enviados para centros de detenção, que, por aquilo que já se viu nesta guerra, são verdadeiros campos de concentração. Quem o afirma é Oleksandr Kononenko, responsável pelos direitos humanos na zona do conflito, que adiantou: “Os civis estão a ser detidos de forma ilegal como prisoneiros de guerra devido ao seu apoio ao exército ucraniano”.

 

Rússia não sai do sítio

No plano militar, as tropas russas continuam empenhadas em conquistar o leste e sul da Ucrânia, mas os progressos têm sido nulos. Talvez por isso mesmo, os russos estejam a realizar exercícios militares na vizinha Bielorrússia, como pode ver-se nos vídeos publicados por Moscovo onde soldados e tanques russos fazem exercícios de artilharia. Aliás, ainda ontem a Rússia admitiu que é vulnerável na zona da Crimeia. Essa informação surge depois de vários ataques contra alvos russos distantes da frente de batalha, que foram atribuídos aos ucranianos.







Fonte: sol.sapo.pt                           Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787410/guerra-fria-e-longa-e-o-desejo-de-putin
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1292 em: 09/12/2022, 21:38 »
 
Zelensky afirma que as minas na Ucrânia cobrem uma área de mais de 170 mil quilómetros quadrados

Por Beatriz Maio em 11:12, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente ucraniano Volodymir Zelensky revelou, esta quinta-feira, que as minas terrestres na Ucrânia cobrem uma área de mais de 170 mil quilómetros quadrados e serão investigadas de forma a responsabilizar a Rússia, entre outras acusações, por “terrorismo”.

“Tenho a certeza: Esta será uma das acusações contra a Rússia por agressão, precisamente por terrorismo”, confessou o líder da Ucrânia depois de lamentar a morte de vários polícias em Kherson devido explosivos colocados pelas tropas russas, citado pelo jornal espanhol El País.

“Esta é a forma de terror russo que terá de ser combatida nos próximos anos. Os terroristas estão deliberadamente a tentar deixar para trás tantas armadilhas mortais quanto possível”, alertou Zelensky ao explicar que a utilização de minas – seja em terra, edifícios ou carros – é “mais cruel e maléfica” do que a utilização de mísseis “porque não existe um sistema anti minas que possa destruir pelo menos parte da ameaça”, referindo-se ao equipamento de defesa aérea.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/zelensky-afirma-que-as-minas-na-ucrania-cobrem-uma-area-de-mais-de-170-mil-quilometros-quadrados/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1293 em: 09/12/2022, 21:42 »
 
“Só nos falta chegar a Lisboa”: Comentador de TV russo quer que exército de Moscovo conquiste a Europa para um continente “sem americanos”

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 12:30, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Um comentador de televisão russo pró-Kremlin defendeu, esta semana que o Exército russo deveria conquistar “toda a Eurásia”, de “Vladivostok a Lisboa”, tendo em vista o estabelecimento de um continente “sem americanos”.

“Eu gosto da ideia de uma Eurásia calma e pacífica, de Vladivostok a Lisboa. Nós já temos Vladivostok, a única coisa que nos falta é chegar a Lisboa”, disse o comentador em causa, no canal 1 da televisão estatal russa.

O vídeo do momento foi divulgado por Anton Gerashchenko, atual conselheiro do ministro da Administração Interna da Ucrânia, e ex-vice-ministro da mesma pasta. “Geopolítica russa: uma ‘Eurásia pacífica, de Vladivostok a Lisboa, incluindo a Coreia do Sul, o Japão e Taiwan’ – tudo ‘para garantir que não há americanos na Europa’”, escreveu no Twitter o responsável, explicando o tema da conversa no programa de TV russo.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
“O primeiro passo, do meu ponto de vista, seria ao menos Lviv. Não estou a falar de Kiev, Chernihiv ou Karkhiv. Lviv, a saída para as antigas fronteiras da União Soviética”, continua o comentador, sobre os primeiros passos a tomar na conquista de territórios europeus pelos russos.

“De facto, havia uma estação ferroviária fantástica em Chop, na fronteira com a Hungria. Passei por ema em 1978, e era boa. Vamos até Chop. Se esta tarefa é o mínimo, e o máximo é ainda a ausência de americanos em território da Eurásia, então…”, disse o comentador, antes de ser interrompido pelo apresentador: “Lisboa é o objetivo máximo, disseste antes…”.

“A ausência de americanos no território da Eurásia. Também há o Japão, há Taiwan, há a Coreia do Sul. Não os excluo, de todo, e há armas nucleares norte-americanas”, continuou o comentador, no programa.

“Que pacifista és”, termina o apresentador, interrompendo o discurso ao comentador, no vídeo divulgado nas redes sociais.







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/so-nos-falta-chegar-a-lisboa-comentador-de-tv-russo-quer-que-exercito-de-moscovo-conquiste-a-europa-para-um-continente-sem-americanos/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1294 em: 09/12/2022, 21:44 »
 
Putin avisa: Desejo do Ocidente de manter o domínio aumenta risco de “potencial conflito no mundo”

Por Beatriz Maio em 13:12, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente russo Vladimir Putin frisou que o desejo do Ocidente de manter o seu domínio leva a que aumentem os riscos de um potencial conflito a nível mundial, após alertar que a ameaça nuclear está a aumentar.

“O potencial conflito no mundo está a crescer e isto é uma consequência direta das tentativas das elites ocidentais de preservar por qualquer meio o seu domínio político, financeiro, militar e ideológico”, salientou Putin numa mensagem partilhada através de vídeo.

Ao dirigir-se à cimeira de ministros da defesa da Organização de Cooperação de Xangai e de um grupo de países ex-soviéticos, o líder russo comentou que a Ucrânia “multiplica deliberadamente o caos e agrava a situação internacional”, acusando o Ocidente de “explorar” a Ucrânia e utilizar o seu povo como “carne para canhão”, avança a Sky News.

Anteriormente, o presidente russo tinha já advertido que vai recorrer a todos os meios para defender o seu país e, esta quinta-feira, reunido com soldados garantiu que a missão da Rússia na Ucrânia “está a ser cumprida”.

Hoje decorreu a reunião anual do Conselho de Direitos Humanos do país onde a guerra na Ucrânia foi um dos temas centrais. Putin aproveitou para mencionar que o conflito ainda se pode prolongar por muito tempo, porém negou que esteja a ser planeada uma nova mobilização militar.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/uncategorized/putin-avisa-desejo-do-ocidente-de-manter-o-dominio-aumenta-risco-de-potencial-conflito-no-mundo/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1295 em: 09/12/2022, 21:46 »
 
‘Ilusionismo’ de Putin: Só 3 das 16 mulheres que estiveram com o presidente russo é que eram mães de soldados mobilizados para a Ucrânia

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 13:45, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Foi no dia 23 de novembro que Putin tomou uma atitude que apanhou muitos de surpresa, mas que logo fez levantar sobrolhos de desconfiança: a administração do presidente anunciava que este convidou 16 “mães de soldados mobilizados para a operação militares especial na Ucrânia” para a sua residência oficial. Agora, sabe-se que apenas três das 16 mulheres que estiveram com o líder russo é que eram de facto mães de soldados que foram obrigados a ir para a frente de batalha devido à ordem de mobilização parcial, decretada por Putin em setembro.

O jornal russo de oposição ao Kremlin Meduza consultou a lista, publicada pela presidência russa na sua página oficial, das mulheres que se encontraram com Putin e chegou à conclusão que, tirando três convidadas, as outras russas eram mães de soldados que se voluntariaram para combater ainda antes da mobilização parcial ou progenitoras de militares já com carreira no Exército russo.

Putin levou assim a cabo mais um ‘truque de ilusionismo’, encontrando-se com as alegadas mães de soldados mobilizados, dizendo-lhes que “sentia a mesma dor” o que elas enquanto tomavam chá, comiam bolos e frutas numa das luxuosas residências do presidente russo, que cumpriu os objetivos: calar ou reduzir o tom dos jovens, pais e famílias que reclamavam contra o decreto presidencial de mobilização de reservistas.

As três mulheres identificadas como sendo, de facto, mães de soldados russos mobilizados foram Yulia Belekhova, que também tem ligações políticas a uma coligação pró-Putin, Elena Alekseeva, doméstica de Belgorod, e Marina Bakhlina, uma cozinheira de Yakutsk.

As escolhas das outras mulheres não foi feita ao acaso, relata o Meduza, que explica que 11 das participantes da reunião trabalhavam em instituições estatais, diretamente financiadas pelo Kremlin, ou em movimentos políticos ou sociais pró-Putin. Por exemplo, representatnes de organizações independentes, como o Comité das Mães de Soldados da Rússia, não foram convidados de todo.

O Kremlin, segundo relatam fontes, terá percebido que seria difícil reunir “a quantidade de mães certa” para acalmar os ânimos. “Não se podia pegar em qualquer pessoa na rua, porque podiam fazer perguntas ou dizer alguma coisa”, relata fonte próxima do Kremlin.

Terão sido inclusive funcionários da administração presidencial a encontrar ou sugerir as mulheres que poderiam participar, sendo que seriam condições essenciais serem apoiantes de Putin. Pelo menos duas, relata fonte interna, já teriam tido reuniões anteriores no Kremlin com o Diretorado de Projetos Sociais, procurando ajuda para instituições que encabeçam, ligadas ao regime.

Moscovo instruiu as várias administrações regionais para que encontrassem “mulheres apropriadas” para estarem no encontro com Putin, sendo que as “candidatas prioritárias” seriam sempre familiares de oficiais estatais, membros de partidos e coligações pró-Putin e trabalhadores de projetos e instituições financiadas pelo Kremlin.

“Em última análise, os chefes delas, com quem elas têm de ter cuidado, são os governadores que as enviaram para conhecer Putin, e o Presidente”, explica fonte anónima, ao mesmo tempo que diz que as mulheres que não eram mãos de soldados mobilizados estavam “motivadas pela oportunidade de conhecer o chefe de Estado” e “ficarem famosas e conhecidas a nível regional”.

Contactadas, as participantes na reunião com Putin não responderam às perguntas sobre a polémica.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ilusionismo-de-putin-so-3-das-16-mulheres-que-estiveram-com-o-presidente-russo-e-que-eram-maes-de-soldados-mobilizados-para-a-ucrania/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1296 em: 09/12/2022, 21:47 »
 
Navalny classifica de “vergonhosa” pena de oito anos de cadeia a opositor russo

Por MultiNews Com Lusa em 14:00, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A condenação hoje do opositor russo Ilya Yashin a oito anos e meio de prisão por criticar a ofensiva militar contra a Ucrânia é “um veredicto vergonhoso”, denunciou o também opositor Alexei Navalny.

“Outro veredicto vergonhoso e ilegal de (Vladimir) Putin, que não vai silenciar Ilya e não deve intimidar as pessoas honestas na Rússia”, reagiu Navalny, numa mensagem divulgada pelos seus apoiantes nas redes sociais.

Navalny, que está detido na Rússia desde o início de 2021, acrescentou que está “orgulhoso” de Yashin, assegurando que ele “sobreviverá a tudo”.

Um tribunal de Moscovo condenou hoje o opositor Ilya Yashin a oito anos e meio de cadeia, por este ter criticado a ofensiva militar russa contra a Ucrânia, após um julgamento que ilustra o clima de intimidação e repressão por parte do regime do Presidente Vladimir Putin.

O tribunal considerou Ilia Yashin culpado de ter cometido o crime de divulgar “informações falsas” sobre o exército russo, explicou o coletivo de juízes.

Ilya Yashin, 39 anos, foi detido em junho e julgado por ter denunciado, durante uma intervenção ao vivo num canal da plataforma YouTube, “o assassínio de civis” na cidade ucraniana de Busha, perto de Kiev, onde o exército russo está a ser acusado de abusos.

Nos últimos meses, várias pessoas foram condenadas a penas de prisão, depois de serem condenadas por divulgar “informações falsas” ou por “desacreditar” o Exército.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/navalny-classifica-de-vergonhosa-pena-de-oito-anos-de-cadeia-a-opositor-russo/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1297 em: 09/12/2022, 21:49 »
 
Em atualização Putin diz que terá de ser "alcançado um acordo" para acabar com conflito na Ucrânia

MadreMedia / AFP
9 dez 2022 14:48



Fonte de imagem: Lusa

O presidente russo, Vladimir Putin, disse esta sexta-feira que, em última análise, será necessário um acordo para encerrar os combates na Ucrânia, nove meses depois do Kremlin ter lançado a sua "operação militar especial"

"A confiança, é claro, está quase em zero. Mas, no final, terá de ser alcançado um acordo. Eu já disse muitas vezes que estamos prontos para esses acordos e estamos abertos" a eles, revelou Putin durante uma cúpula de líderes regionais na capital do Quirguistão.







Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-diz-que-tera-de-ser-alcancado-um-acordo-para-acabar-com-conflito-na-ucrania
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1298 em: 09/12/2022, 21:52 »
 
“A Rússia vai ter de aprender a respeitar a lei”: Zelensky responde após Putin dizer que “devia ter começado a invasão à Ucrânia mais cedo”

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:59, 9 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Putin declarou esta sexta-feira, numa conferência de imprensa no Quirguistão, que tinha planeado lançar a “operação especial militar na Ucrânia” – como o presidente russo insiste em chamar à invasão da Ucrânia – antes dia dia em que aconteceu, a 24 de fevereiro deste ano.

“A Rússia devia ter começado uma ‘operação’ na Ucrânia mais cedo, mas esperávamos chegar a um acordo no âmbito do ‘Minsk-2’”, declarou o presidente russo que, no entanto, diz que, como resultado da guerra, “tudo está a decorrer de acordo com o planeado e “não há quaisquer problemas sentidos na Federação Russa”.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A polémica declaração depressa teve resposta de Kiev. Mykhailo Podolyak, conselheiro de Volodymyr Zelensky e porta-voz do gabinete do Presidente da Ucrânia escreveu no Twitter: “Putin não se arrepende de ter começado um genocídio na Ucrânia, mas arrepende-se de não o ter começado mais cedo. Um bom lembrete a todos os que apoiam acordos com o Diabo, sobre com quem estão a líder. A Federação Russa vai ter de aprender a respeitar a lei internacional e a aceitar as realidades ‘no terreno’, que corresponde às suas fronteiras em 1991”.

“No processo da operação militar especial, refiro-me à duração do processo de estabelecimento, a operação está a decorrer como previsto, e tudo está estável do nosso lado. Não temos preocupações ou problemas aqui, hoje”, declarou Putin no mesmo discurso que deu origem à ‘resposta’ de Kiev.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/a-russia-vai-ter-de-aprender-a-respeitar-a-lei-zelensky-responde-apos-putin-dizer-que-devia-ter-comecado-a-invasao-a-ucrania-mais-cedo/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1299 em: 09/12/2022, 21:54 »
 
Viseu: Município promove campanha solidária para a comunidade de Kalush, na Ucrânia

Por Estação Diária - 9 de Dezembro, 2022


Fonte de imagem: estacaodiariajornal.sapo.pt

A Câmara Municipal de Viseu está a promover uma campanha solidária de recolha de bens para enviar nesta quadra de Natal para a comunidade de Kalush, na Ucrânia, cidade que pediu geminação com Viseu.

“Decidimos levar avante uma iniciativa que se chama “Luz para Kalush”, a cidade da Ucrânia que nos pediu geminação. A ideia é ser uma campanha de recolha a dois níveis: para as crianças e para os adultos”, anunciou Fernando Ruas, no final da reunião do executivo.

O autarca adiantou que o objetivo é “recolher brinquedos e roupas, como gorros, luvas e agasalhos de inverno e outras coisas específicas de crianças”, além de “velas, lanternas, candeeiros a gás, artigos de iluminação, geradores e aquecedores, carregadores, pilhas, etc”, artigos que possam ajudar a minorar os efeitos de eventuais situações de falta de eletricidade, e que “possam propiciar algum conforto”, disse.

Os pontos de recolha são a sede dos Bombeiros Voluntários de Viseu, os serviços sociais da autarquia, numa campanha que conta ainda com o apoio da rede solidária de Viseu.

Sobre o processo de geminação, solicitado pela cidade ucraniana à Câmara de Viseu, em novembro deste ano, Fernando Ruas disse que “foi a situação mais favorável” que encontrou na Câmara.

“Toda a gente está de acordo em dar resposta positiva a este pedido de geminação, mas é bom até, antes de fazer a geminação, mostrar esta solidariedade para com a comunidade”, defendeu Fernando Ruas.







Fonte: estacaodiariajornal.sapo.pt                             Link: https://estacaodiariajornal.sapo.pt/viseu-municipio-promove-campanha-solidaria-para-a-comunidade-de-kalush-na-ucrania/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1300 em: 09/12/2022, 21:56 »
 
Guerra na Ucrânia pode vir a ser uma guerra global, avisa secretário-geral da NATO

9 de dezembro 2022 às 19:44


Fonte de imagem: AFP

"É uma guerra terrível na Ucrânia. É também uma guerra que se pode tornar numa guerra total, que alastra para uma grande guerra entre a NATO e a Rússia", acrescentou, frisando que o Ocidente está a trabalhar "todos os dias" para evitar esse cenário.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, avisou esta sexta-feira que a guerra na Ucrânia pode aumentar ao ponto de se tornar uma guerra entre a Rússia e a NATO. 

“Se as coisas correrem mal, podem correr terrivelmente mal", referiu o líder da Aliança Atlântica, em declarações à estação norueguesa NRK.

"É uma guerra terrível na Ucrânia. É também uma guerra que se pode tornar numa guerra total, que alastra para uma grande guerra entre a NATO e a Rússia", acrescentou, frisando que o Ocidente está a trabalhar "todos os dias" para evitar esse cenário.

O líder da Noruega também alertou à imprensa que é importante evitar um conflito "que envolva mais países da Europa e se torne numa guerra travada na Europa."

Recorde-se que Moscovo tem acusado os aliados da NATO de se tornarem efetivamente uma parte do conflito, nomeadamente apoiando Kiev com armas, treinamentos e apoiando a inteligência militar para atacar as forças russas.

Ainda hoje, Putin defendeu que será necessário um acordo "no final" do conflito na Ucrânia, mas avisou que tem dúvidas sobre a confiança que Moscovo poderá depositar nos seus interlocutores.

"No final teremos de chegar a um acordo. Já disse várias vezes que estamos prontos para essas negociações, estamos abertos, mas isso obriga-nos a pensar com quem estamos a lidar", realçou Putin.







Fonte: sol.sapo.pt                            Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787477/guerra-na-ucr-nia-pode-vir-a-ser-uma-guerra-global-avisa-secretario-geral-da-nato
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1301 em: 09/12/2022, 21:59 »
 
Bulgária aprova pela primeira vez envio de ajuda militar à Ucrânia

MadreMedia / Lusa
9 dez 2022 20:05



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Parlamento búlgaro aprovou hoje o envio de ajuda militar à Ucrânia, pela primeira vez desde o inicio da invasão russa, tendo os deputados acordado também uma lista de armamento.

O envio de apoio às forças ucranianas, que procuram expulsar do seu território as tropas de Moscovo, foi aprovada com 148 votos a favor (em 240), mas teve forte oposição de grupos socialistas e pró-russos.

A lista de armas é confidencial, mas fontes governamentais indicaram que serão enviadas em particular armas ligeiras e munições. Segundo o jornal Dnevnik, uma resolução previamente aprovada pelo Parlamento deu aos deputados um período de um mês para elaborarem a lista, tendo em conta as capacidades militares da Bulgária.

O ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, disse que o país não se pode dar ao luxo de enviar sistemas de defesa aérea russos e caças Su-25, dos quais Kiev necessita.

“A minha opinião sobre isto tem sido conservadora, porque tenho de garantir as capacidades de defesa da Bulgária”, disse Stoyanov, sublinhando que a ajuda vai ao encontro das “prioridades ucranianas”.

A Bulgária é um dos poucos países da União Europeia que ainda não enviou ajuda militar à Ucrânia porque o Partido Socialista, um aliado do anterior governo de coligação, bloqueou a possibilidade em maio.

Embora a Bulgária não tenha enviado armas, os seus fornecedores exportaram para o país armamento em grande quantidade. Em agosto, Sófia aprovou acordos de exportação de armas no valor de mais de 500 milhões de euros.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bulgaria-aprova-pela-primeira-vez-envio-de-ajuda-militar-a-ucrania
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1302 em: 09/12/2022, 22:04 »
 
Washington denuncia "parceria militar em larga escala" entre Rússia e Irão

Lusa
9 dez 2022 20:27



Fonte de imagem: sapo.pt

A presidência norte-americana (Casa Branca) denunciou hoje o reforço de uma "parceria militar em larga escala" entre Moscovo e Teerão, que em breve poderá permitir aos dois países fabricarem conjuntamente 'drones'.

Numa altura em que o Irão já fornece ao Exército russo 'drones' (aeronaves não-tripuladas) para uso na Ucrânia, John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional do executivo norte-americano, realçou que, em troca, a Rússia "ofereceu ao Irão um nível sem precedentes de apoio militar e técnico" e que este relacionamento está a transformar-se numa "parceria de defesa completa".

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA vincou ainda que este desenvolvimento é "prejudicial" para a Ucrânia, para os países vizinhos do Irão e para "a comunidade internacional".

Segundo os serviços de informação norte-americanos, Moscovo e Teerão planeiam em particular lançar a produção conjunta de 'drones suicidas' na Rússia, acrescentou John Kirby, sem dar mais detalhes sobre o andamento deste projeto.

O Irão pondera também vender "centenas" de mísseis balísticos à Rússia, referiu, insistindo numa informação que os norte-americanos já tinham tornado pública.

Moscovo está a preparar-se ainda, segundo Washington, para fornecer ao Irão equipamentos "sofisticados", como helicópteros, sistemas de defesa antiaérea e aeronaves de combate, disse John Kirby.

Referindo-se aos relatos de que os pilotos iranianos começaram a treinar na Rússia nos caças russos Su-35, Kirby apontou que "o Irão pode receber os aviões [de combate] no próximo ano", o que "aumentaria significativamente" as capacidades aéreas de Teerão.

A embaixadora do Reino Unido nas Nações Unidas, Barbara Woodward, também emitiu uma declaração a acusar Teerão e Moscovo: "A Rússia nega esses planos. Mas eles também negaram que iriam invadir a Ucrânia, então não acreditamos neles".

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, por sua vez, denunciou as "transações sórdidas" entre Moscovo e Teerão.

John Kirby destacou ainda que Washington espera que o Irão "mude de rumo", assegurando que utilizará "todos os meios à disposição para expor e interromper estas atividades".

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional adiantou que os Estados Unidos vão sancionar "três entidades com sede na Rússia" particularmente ativas na "aquisição e uso de 'drones' iranianos".

Os Estados Unidos estão também a considerar "outras medidas de controlo de exportação", alegadamente para "restringir o acesso do Irão a tecnologias sensíveis".

Estas acusações dos EUA e do Reino Unido surgem horas antes de uma nova reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, centrada na questão do fornecimento de armas para ambos os lados.

A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia foi lançada a 24 de fevereiro e justificada por Vladimir Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

DMC // PDF

Lusa/Fim






Fonte: sapo.pt                        Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/washington-denuncia-parceria-militar-em-larga_63939ba058ca854338af5a16
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1303 em: 09/12/2022, 22:07 »
 
Putin questiona: "Podemos dar-nos bem com alguém?"

Alexandra Antunes - Texto
MadreMedia
9 dez 2022 20:12



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu que vai ser necessário um acordo “no final” do conflito na Ucrânia — mas diz ter dúvidas sobre a confiança que Moscovo poderá depositar nos seus interlocutores.

“No final teremos de chegar a um acordo. Já disse várias vezes que estamos prontos para essas negociações, estamos abertos, mas isso obriga-nos a pensar com quem estamos a lidar”, disse, à margem de uma cimeira regional no Quirguistão.

O que motivou estas declarações?

Vladimir Putin reagia a comentários recentes da ex-chanceler alemã Angela Merkel, que referiu que o acordo de Minsk de 2014, entre Moscovo e Kiev, assinado sob a égide da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), deu à Ucrânia tempo para se fortalecer e enfrentar um conflito armado com a Rússia.

“O acordo de Minsk de 2014 foi uma tentativa de dar tempo à Ucrânia. Aproveitou-se disso, como vemos hoje. A Ucrânia de 2014/2015 não é a Ucrânia de hoje (...) No início de 2015, Putin podia esmagar facilmente” o país, considerou Merkel, em declarações ao jornal alemão Die Zeit.

Os comentários de Angela Merkel foram vistos por Putin como “uma desilusão” porque “obviamente levantaram a questão da confiança”.

Numa altura “em que a confiança já é quase zero, a questão fica mais complicada depois de tais declarações: como é que chegamos a um acordo? Podemos dar-nos bem com alguém? Com que garantias?”, questionou o presidente russo.

“Talvez devêssemos ter começado antes [a ofensiva na Ucrânia], mas, na verdade, estávamos a contar com a possibilidade de chegar a um acordo dentro da estrutura de Minsk”, argumentou.

O que constava no acordo de Minsk?

O acordo de Minsk 1 (em 2015 foi assinado um segundo) estabelecia um cessar-fogo entre o exército ucraniano e os separatistas russos de Lugansk e Donetsk, territórios pró-Rússia no leste da Ucrânia.

A Ucrânia concedia autonomia às duas regiões separatistas em troca da recuperação da fronteira leste com a Rússia, o que nunca aconteceu.

O acordo foi considerado extinto quando Putin anunciou, em setembro passado, que tinha anexado os dois territórios em causa, mas, na verdade, também nunca tinha saído do papel até porque as duas partes tinham interpretações diferentes sobre o texto.

Ainda assim, foi considerado, em conjunto com o segundo acordo de Minsk, no ano seguinte, uma garantia de paz na Europa.

Nos últimos dias, o que tem dito Putin sobre o atual conflito?

Na quarta-feira, o presidente russo reconheceu que o conflito na Ucrânia está a ser "longo" e minimizou o risco de recorrer a armas nucleares.

“Não enlouquecemos, sabemos o que são armas nucleares”, disse Vladimir Putin, que falava por videoconferência ao seu Conselho de Direitos Humanos, uma organização subordinada ao Kremlin.

Depois de várias ameaças de uso do nuclear terem emanado de autoridades russas nos últimos meses, o presidente russo enfatizou que essas armas são “um meio de defesa”, destinadas a um “ataque de retaliação”. Em outras palavras, “se formos atingidos, atingimos em resposta”, reforçou.

Além disso, Vladimir Putin, afirmou que o seu país vai continuar a atacar infraestruturas de energia ucranianas, cujos ataques já obrigaram Kiev a enormes cortes de energia e água.

“Sim, estamos a fazer isso, mas quem é que começou?”, questionou, acusando de seguida o Estado ucraniano de ter “destruído as linhas de energia da central nuclear em Kursk”, uma região russa na fronteira com a Ucrânia, e de “não fornecer água” ao reduto separatista pró-russo de Donetsk, no leste do país.

“Não fornecer água a uma cidade de um milhão de habitantes é um ato de genocídio”, criticou o líder russo, acusando os países ocidentais de fecharem os olhos a essas ações das autoridades ucranianas.

* Com Lusa






Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/putin-questiona-podemos-dar-nos-bem-com-alguem
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1304 em: 11/12/2022, 22:03 »
 
Ucrânia exige medidas à Cruz Vermelha para libertação de prisioneiros de guerra

MadreMedia / Lusa
10 dez 2022 21:50



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A Ucrânia exigiu hoje ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) "medidas concretas e eficazes" para a libertação de prisioneiros de guerra ucranianos.

De acordo com a agência noticiosa ucraniana Ukrinform, a exigência foi feita pelo assessor da Presidência ucraniana, Andrei Yermak, numa reunião com uma delegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha, encabeçada por Mirjana Spoljaric Egger.

No encontro, a Ucrânia manifestou incompreensão “perante a passividade do comité internacional no que diz respeito à garantia dos direitos dos presos ucranianos” e espera que, com Mirjana Spoljaric Egger na direção, aquela organização consiga aceder aos locais de detenção.

Segundo a Ukrinform, Mirjana Spoljaric Egger disse que abordará, com os representantes da Cruz Vermelha, formas de melhorar as condições de detenção dos prisioneiros de guerra e de prevenir casos de tortura.

Ainda assim, lembrou que aquele comité internacional não tem competência para conceder autorização para visitar lugares de detenção de prisioneiros de guerra.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem criticado fortemente o CICV por não fazer o suficiente para ter acesso aos soldados ucranianos feitos prisioneiros pelas forças russas.

O próprio CICV tinha manifestado frustração por não poder cumprir o seu mandato, ao abrigo das Convenções de Genebra, que definem as leis da guerra.

Na quinta-feira passada, aquele comité internacional revelou que teve recentemente acesso aos prisioneiros de guerra ucranianos e russos, visitas que anteriormente tinham sido extremamente limitadas e esporádicas.

A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia descreveu recentemente os maus-tratos infligidos aos prisioneiros de guerra pelos seus captores russos e ucranianos, incluindo casos de tortura.








Fonte: 24.sapo.pt                          Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-exige-medidas-a-cruz-vermelha-para-libertacao-de-prisioneiros-de-guerra
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