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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78851 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1335 em: 14/12/2022, 10:08 »
 
Forças de Kiev abateram 13 drones no último ataque russo contra capital

Lusa
14 dez 2022 09:24



Fonte de imagem: sapo.pt

O sistema de defesa antiaéreo ucraniano abateu "um total de 13 drones" lançados pela Rússia durante um ataque contra Kiev hoje de manhã, indicou o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Os terroristas começaram com 13 Shahed", refere a mensagem de Zelensky, referindo-se aos "drones kamikazes" (aparelhos aéreos não tripulados) de fabrico iraniano.

De acordo com as informações provisórias, foi abatido "um total de 13 drones" pelo sistema de defesa antiaéreo, acrescentou o presidente ucraniano na mesma transmissão efetuada através das redes sociais. 

Anteriormente, o ???????presidente da câmara de Kiev já tinha indicado terem havido várias explosões na capital ucraniana.

"Explosões no bairro Shevchenkivsky. Os serviços [de emergência] estão a caminho", escreveu Vitali Klitschko, na plataforma Telegram.

O responsável acrescentava, na altura, que o sistema de defesa antiaérea tinha abatido 10 drones de fabrico iraniano sobre Kiev e os arredores da capital.

Até ao momento, as autoridades não registaram quaisquer vítimas, enquanto a administração militar da capital indica que destroços de um drone danificaram dois edifícios administrativos.

Há várias semanas que a Rússia faz regularmente ataques contra as infraestruturas energéticas na Ucrânia, impedindo milhões de pessoas acesso ao abastecimento de eletricidade.

 

PSP (EJ) // SB

Lusa/Fim





Fonte: sapo.pt                            Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/forcas-de-kiev-abateram-13-drones-no-ultimo_63999885e161f5430f5d49d6
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1336 em: 15/12/2022, 10:59 »
 
Ucrânia: armas nucleares são a “única” opção para a Rússia vencer a guerra, indica comandante russo

Por Francisco Laranjeira   em 10:03, 14 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O uso de armas nucleares pode ser a única forma de a Rússia vencer a sua guerra contra a Ucrânia, reconheceu esta quarta-feira um comandante da milícia russa de Donetsk, Alexander Khodakovsky, em declarações à televisão estatal: o vídeo do momento foi publicado online, na rede social ‘Twitter’, pelo jornalista da ‘BBC’, Francis Scarr.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Segundo o comandante, as autoridades militares russas compreendem que os seus recursos “têm limites” e sugeriu que possa ter de se recorrer a armas nucleares para derrota a Ucrânia. “Todos percebem que a próxima espiral de escalada só pode ser o estágio nuclear da guerra”, disse Khodakovsky.

A ameaça nuclear tem estado presente desde o início da invasão russa à Ucrânia e fez subir o receio de que Vladimir Putin possa ordenar o uso de armas nucleares se sentir que não tem outra maneira de vencer a guerra ou se entrar em conflito maior com a NATO.

A Rússia poderia implantar armas nucleares se NATO cruzar “certas fronteiras” e se envolver “diretamente” no conflito militar, revelou Khodakovsky – até agora, o Ocidente limitou o seu envolvimento na guerra a fornecer apoio humanitário e militar à Ucrânia, já que o envio de tropas provavelmente levaria a uma escalada da guerra.

O comandante referiu ainda que a Rússia não tem capacidade de combater a NATO através de armas convencionais. “Não temos a capacidade – somos um país que agora está a lutar contra todo o mundo ocidental e não temos os recursos para derrotar o bloco da NATO com meios convencionais”, referiu. “Mas temos armas nucleares para isso. Foram construídas especialmente para tais situações. É por isso que só há uma opção.”







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-armas-nucleares-sao-a-unica-opcao-para-a-russia-vencer-a-guerra-indica-comandante-russo/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1337 em: 15/12/2022, 11:09 »
 
Vídeo mostra passo a passo como soldados russos devem render-se a drones

Casa dos Bits
14 dez 2022 10:13



Fonte de imagem: tek.sapo.pt

O vídeo faz parte do projeto governamental ucraniano "I Want to Live", uma iniciativa destinada a incentivar os soldados russos que estão na Ucrânia a renderem-se.

O exército ucraniano divulgou um vídeo institucional com instruções “passo a passo” sobre como os soldados enviados pela Rússia a território da Ucrânia podem render-se perante um dos seus drones.

O vídeo, narrado em russo, mostra três homens de farda e braçadeiras brancas, numa trincheira, num cenário de neve, a serem conduzidos ao cativeiro ucraniano por um pequeno quadricóptero vermelho.

Segundo avança a publicação Business Insider, o objetivo do vídeo é tornar o processo de rendição mais seguro. Os soldados russos que se rendem são instruídos a entrarem em contacto com a linha telefónica direta "I Want to Live", para combinar a hora e o local do encontro com antecedência.

Dado o tempo reduzido de voo de um drone, observa-se, “a precisão e pontualidade na chegada são críticas”. Uma vez no local, é indicado aos soldados que esperarem que o drone apareça ou por mais instruções. “Ao avistar o drone faça contato visual com ele”, refere-se no vídeo. Os soldados devem então levantar os braços e sinalizarem que estão prontos para seguir.

Veja o vídeo


Fonte de imagem: tek.sapo.pt

Veja o vídeo e a galeria de imagens clicando no link oficial da noticia em baixo:
O drone segue, depois, em direção aos elementos do exército ucraniano mais próximos. É também dada indicação de que se a bateria do drone terminar, o dispositivo regressará à base, sendo que os soldados devem parar o seu percurso e aguardar a chegada de um novo. Por fim, o vídeo mostra o encontro dos três homens fardados com os soldados ucranianos, de braços levantados, que depois se deitam de bruços, no chão, para serem revistados.

A iniciativa "I Want to Live" foi lançada em setembro e, de acordo com o exército ucraniano, já contabiliza milhares de contactos de soldados russos.

Veja as imagens de satélite que já foram publicadas desde o início do conflito


Fonte de imagem: tek.sapo.pt







Fonte: tek.sapo.pt                                Link:https://tek.sapo.pt/multimedia/artigos/video-mostra-passo-a-passo-como-soldados-russos-devem-render-se-a-drones
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1338 em: 15/12/2022, 11:13 »
 
Ataque russo atinge edifício público e quatro prédios residenciais em Kiev

14 de dezembro 2022 às 11:20


Fonte de imagem: AFP

Quatro prédios residenciais" ficaram "ligeiramente" danificados pelo ataque com drones das tropas russas, reportou a Administração Militar ucraniana.

As tropas russas lançaram, esta quarta-feira, um ataque com drones contra a capital ucraniana, atingindo um edifício administrativo e quatro prédios residenciais. 

"Estilhaços de drones (aparelhos aéreos não tripulados) atingiram um edifício administrativo" na zona de Chevtchenkivsky, disse a Administração Militar ucraniana, num comunicado publicado no Telegram, acrescentando que quatro prédios residenciais" ficaram "ligeiramente" danificados. 

Entretanto, Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, disse que o sistema de defesa antiaéreo ucraniano abateu hoje "um total de 13 drones" lançados pela Rússia durante o ataque contra Kiev. 







Fonte: sol.sapo.pt                            Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787761/ataque-russo-atinge-edificio-p-blico-e-quatro-predios-residenciais-em-kiev
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1339 em: 15/12/2022, 11:16 »
 
Papa pede Natal com menos gastos. "Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano"

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 11:54



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Papa Francisco pediu hoje uma "diminuição dos gastos" no Natal, com o objetivo de economizar e enviar doações aos ucranianos "que estão a sofrer tanto" desde o início da invasão russa em fevereiro.

“Irmãos e irmãs, eu vos digo, há tanto sofrimento na Ucrânia. Tanto. Gostaria de chamar a atenção para as próximas férias de Natal. É lindo celebrar o Natal, mas vamos diminuir um pouco o nível dos gastos do Natal”, pediu Francisco, no final da sua audiência geral semanal no Vaticano.

“Vamos fazer um Natal mais humilde, com presentes mais humildes. Vamos enviar o que economizarmos para o povo ucraniano que precisa. Estão a sofrer tanto, estão com fome, frio, tantas pessoas estão a morrer porque não há médicos ou enfermeiras”, afirmou o líder religioso, diante dos fiéis reunidos na sala Paulo VI.

E concluiu: “Não nos esqueçamos: o Natal, sim. Na paz com o Senhor, sim. Mas com os ucranianos no coração. Façamos este gesto concreto por eles”.

Francisco tem apelado de forma insistente à paz na Ucrânia desde o início da ofensiva militar russa, em 24 de fevereiro, um assunto que aborda regularmente nos seus discursos.

Na quinta-feira, durante uma cerimónia pública em Roma, emocionou-se e não conseguiu esconder as lágrimas ao evocar mais uma vez a Ucrânia “martirizada” pela guerra.







Fonte: 24.sapo.pt                               Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/papa-pede-natal-com-menos-gastos-vamos-enviar-o-que-economizarmos-para-o-povo-ucraniano
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1340 em: 15/12/2022, 11:18 »
 
NATO enfrenta “verdadeira” escassez de armas devido à guerra na Ucrânia

Por Beatriz Maio   em 12:14, 14 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O arsenal bélico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é cada vez mais reduzido como consequência do auxílio que tem prestado à Ucrânia para se defender da invasão russa, de acordo com a embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) Julianne Smith.

Embora o intuito da organização seja ajudar o máximo possível, esta colaboração tornou-se “muito séria”, tanto para os aliados da NATO como para a Ucrânia, revelou a representante dos EUA, ao esclarecer que “é um desafio significativo para as próprias forças militares ucranianas, que estão a enfrentar carências e diminuição dos stocks”.

Perante este problema, estão a ser feitos esforços entre diversas entidades e organizações para aumentar as reservas de armamento em conjunto com o Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (UDCG) e com os EUA, de acordo com a revista ‘Newsweek’.

Atualmente, a NATO está a prestar auxílio a 50 nações, algumas das quais não são membros da organização, o que tem dificultado a coordenação da assistência a todas. Porém, pretende determinar como pode “dar a garantia à indústria de armamento para reabrir as linhas de produção”, o que tem vindo a ser debatido.

Em novembro, foi anunciado o envio de armas adicionais, um pacote de assistência de 287 milhões de dólares da Suécia, baterias de mísseis Hawk e mísseis de Espanha, bem como 500 milhões de dólares de assistência do Canadá, na sétima reunião do UDCG com os 50 países e organizações, que contou com o secretário da Defesa dos EUA Lloyd Austin e o presidente dos Chefes do Estado-Maior Conjunto Mark Milley.

“Vamos manter a nossa dinâmica durante todo o inverno para que a Ucrânia possa continuar a consolidar os ganhos e tomar a iniciativa no campo de batalha”, frisou Austin salientando que “as tropas ucranianas estão a lutar com força e determinação”.

Estão, de momento, a ser analisadas compras de armas multinacionais, um esforço “centrado no declínio dos stocks em toda a aliança da NATO para um país como a Estónia, que deu uma enorme quantidade de assistência em matéria de segurança à Ucrânia”, comentou Smith ao admitir que a organização está a enfrentar uma “verdadeira” escassez de armas.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros estónio, Urmas Reinsalu, defendeu que os aliados da NATO precisam de aumentar o envio de armas à Ucrânia para permitir uma vitória total de Kiev. “É necessário mudar o curso desta guerra”, reiterou, assegurando que “a única forma de o conseguirmos fazer no contexto atual é aumentar significativamente a gama de todos os tipos de armamento convencional”.

A NATO está agora focada em “repor os inventários dos EUA e os stocks esgotados dos aliados e parceiros”, confessou o secretário da Defesa dos Estados Unidos ao esclarecer que estão “a trabalhar com a indústria para aumentar a produção para continuar a satisfazer as necessidades das forças ucranianas, assegurando ao mesmo tempo que os EUA, os parceiros e aliados estão prontos para se defenderem”.

A NATO está também em contacto com a União Europeia (UE) que se tem empenhado em prestar a assistência necessária a todos os Estados-membros.







Fonte: multinews.sapo.pt                             Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nato-enfrenta-verdadeira-escassez-de-armas-devido-a-guerra-na-ucrania/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1341 em: 15/12/2022, 11:20 »
 
Tréguas no Natal ou no Ano Novo fora de questão, diz Kremlin

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 13:10



Fonte de imagem: Lusa

Umas eventuais tréguas nos combates no terreno entre as tropas russas e ucranianas no Natal ou Ano Novo estão fora de questão, declarou hoje o Kremlin, que continua a justificar a ofensiva com a necessidade de proteger a população.

“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, aos jornalistas, depois de questionado sobre a possibilidade de uma pausa nos combates na Ucrânia.

Peskov indicou que a principal tarefa das Forças Armadas russas é “proteger” as populações das áreas ocupadas e reconheceu como “difícil” a situação na região de Donetsk (no leste da Ucrânia), uma das quatro regiões ucranianas que Moscovo agora reivindica como sua.

“A operação militar especial continua”, acrescentou o porta-voz, usando os termos utilizados pelas autoridades russas para caracterizar a invasão iniciada a 24 de fevereiro por ordem do Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Por outro lado, o Kremlin garantiu que, se os mísseis ‘Patriot’, associados aos sistemas antiaéreos que Kiev pede há vários meses aos Estados Unidos, forem enviados para a Ucrânia, tornar-se-ão “alvos legítimos” das Forças Armadas russas.

“Absolutamente”, disse Peskov quando questionado se concorda com as declarações do vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, que, no final de novembro, disse que os mísseis ‘Patriot’, caso chegassem à Ucrânia, tornar-se-iam “imediatamente um alvo legítimo das Forças Armadas” russas.

Peskov observou que, para já, se abstém de fazer mais comentários, porque, por enquanto, a possibilidade de os Estados Unidos fornecerem sistemas antiaéreos ‘Patriot’ à Ucrânia só foi relatada na imprensa sem confirmação oficial de Washington.

Segundo reportou na terça-feira a cadeia de televisão norte-americana CNN, a administração dos Estados Unidos, liderada pelo Presidente Joe Biden, está a finalizar os preparativos para enviar os mísseis ‘Patriot’ para a Ucrânia, adiantando que a confirmação oficial pode ocorrer ainda na semana em curso.

A Ucrânia pediu aos Estados Unidos este sistema de defesa antiaérea e de ataque, capaz de intercetar mísseis balísticos e de cruzeiro, dada a intensificação dos bombardeamentos russos, que têm destruído infraestruturas essenciais ucranianas, nomeadamente centrais elétricas.

Desconhece-se, porém, a quantidade de baterias antiaéreas a enviar para a Ucrânia.

Uma bateria inclui normalmente um radar, que deteta e rastreia o alvo, computadores, geradores e uma estação de controlo, além de oito pequenos lançadores com quatro mísseis prontos para disparar.

Hoje, o porta-voz do Kremlin também se recusou a adiantar uma data para a tradicional conferência de imprensa anual de Vladimir Putin, que foi adiada para 2023.

O Presidente russo adiou a habitual conferência de imprensa anual sem explicações, num momento em que Moscovo tem sofrido alguns reveses na campanha militar na Ucrânia.

A Rússia tem descartado a retirada das forças armadas da Ucrânia, prometendo continuar a lutar.

Ainda hoje, um alto funcionário da ocupação russa no leste da Ucrânia, Denis Pushilin, chegou a garantir, em entrevista à agência de notícias Ria Novosti, que pretende “libertar Odessa e Cherniguiv”, duas cidades ucranianas localizadas respetivamente no sul e no norte, longe da atual linha da frente.

Questionado sobre essas declarações, Dmitri Peskov desdramatizou-as, sublinhando que a prioridade é “proteger as pessoas das regiões de Lugansk e Donetsk”, no leste da Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: 24.sapo.pt                                Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/treguas-no-natal-ou-no-ano-novo-fora-de-questao-diz-kremlin
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1342 em: 15/12/2022, 11:22 »
 
Zelensky recebeu prémio Sakharov do Parlamento Europeu em nome do povo ucraniano

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:06



Fonte de imagem: Lusa

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar à criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra da Rússia, por ocasião da entrega oficial, hoje, do Prémio Sakharov ao povo ucraniano.

“Não podemos esperar pelo fim da guerra para levar a julgamento todos aqueles que começaram esta guerra”, disse o líder ucraniano, que falou por videoconferência no hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

No seu discurso de aceitação do prémio, recebido com uma longa ovação pelos eurodeputados, o Presidente ucraniano sublinhou que a agressão russa visa privar a Europa da liberdade e insistiu que a vitória sobre Moscovo deve garantir que nenhuma “política genocida contra o Povo ucraniano” pode ser aplicada no futuro.

Zelensky aproveitou para pedir que seja criado um tribunal especial para julgar os crimes de guerra cometidos pelas forças russas em território ucraniano, que estão a ser investigados por várias organizações internacionais, bem como pelas autoridades judiciais nacionais.

“Temos de agir agora. Não podemos esperar pelo fim da guerra para colocar perante a Justiça todos aqueles que prevaricaram. (…) Será a proteção mais eficaz da liberdade, dos direitos humanos, do Estado de direito e de outros valores comuns que estão presentes neste Parlamento através do Prémio Sakharov”, argumentou Zelensky.

O Presidente ucraniano apelou ainda a uma “nova arquitetura de segurança”, em que a comunidade internacional se organize para impedir a repetição de atos de agressão entre os países.

“A Ucrânia e a Europa têm de alcançar uma nova arquitetura de segurança para garantir a paz internacional e o Estado de direito. Faz parte da nossa obrigação moral”, argumentou Zelensky.

Em resposta à intervenção do líder ucraniano, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destacou a coragem e os sacrifícios do povo ucraniano, assegurando que os países da comunidade continuarão ao lado de Kiev, na resistência à agressão russa.

“A mensagem da Europa foi clara: nós estamos com a Ucrânia. Não vamos olhar para o outro lado. O povo ucraniano não só está a lutar uma guerra pela independência, mas uma guerra de valores. Os valores subjacentes à nossa vida na União Europeia, que assumimos como um dado adquirido”, disse Metsola.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu.

O prémio foi criado em 1988 para homenagear indivíduos e organizações que defendem os direitos humanos e as liberdades fundamentais e deve o seu nome ao físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, consistindo num certificado e num prémio de um valor de 50 000 euros.

Em 2021, o Parlamento atribuiu o prémio ao líder da oposição russa Alexei Navalny.







Fonte: 24.sapo.pt                                 Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-recebeu-premio-sakharov-do-parlamento-europeu-em-nome-do-povo-ucraniano
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1343 em: 15/12/2022, 11:24 »
 
Erdogan revela que mantém diálogo com Putin e Zelensky e que continua a acreditar num acordo de cessar-fogo

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:26



Fonte de imagem: Lusa

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse hoje que ainda está confiante na possibilidade de alcançar um cessar-fogo na Ucrânia, mantendo o diálogo com os líderes russo e ucraniano.

“O meu diálogo com os presidentes Vladimir Putin [da Rússia] e Volodymyr Zelensky [da Ucrânia] continua. Espero que possamos chegar a um acordo de cessar-fogo, que poderá abrir o caminho para uma paz a longo prazo”, declarou Erdogan, na primeira cimeira tripartida que envolve a Turquia, o Turquemenistão e Azerbaijão.

Na cimeira, que decorre na cidade turquemena de Turkmenbashi, o Presidente turco, citado pela agência russa Interfax, acrescentou que uma paz “justa” só pode ser alcançada através do diálogo.

“É por isso que, desde o primeiro dia, procuramos acabar com o derramamento de sangue e que demos passos sinceros e de boa-fé, tanto a nível de chefes de Estado quanto a outros”, sublinhou.

Em Moscovo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, descartou uma trégua na Ucrânia no Natal ou Ano Novo.

“Não recebemos nenhuma proposta de ninguém e esse assunto não está na ordem do dia”, disse Peskov.

Domingo, segundo a Presidência turca, Erdogan falou ao telefone com os líderes da Rússia e da Ucrânia e expressou a Putin o “desejo mais sincero de que a guerra termine o mais rápido possível”.

Hoje, na cimeira, e no quadro de crise energética mundial, Erdogan adiantou que a Turquia está disponível para servir como intermediária nas exportações do gás turquemeno para o Ocidente e, em particular, para a Europa.

“Atualmente, o gás do Cáspio (da parte do Azerbaijão) chega aos mercados ocidentais através da Turquia. É preciso começar a trabalhar agora para iniciar o fornecimento de gás turquemeno aos mercados ocidentais”, afirmou, citado pela agência russa Interfax.

O Presidente turco exortou os homólogos do Azerbaijão, Ilham Aliev, e do Turquemenistão, Serdar Berdimuhamedov, a ampliar a cooperação na área da energia.

Além disso, manifestou a vontade de negociar com os dois países a importação de energia elétrica para a Turquia.

Erdogan destacou que o principal objetivo da cooperação entre os três países é aproveitar os atuais processos globais e regionais em favor da população e garantir a estabilidade regional.

A cooperação entre os três países, acrescentou, é de grande importância no contexto dos desafios e crises atuais.

Por seu lado, o Presidente do Azerbaijão aproveitou para destacar o aumento das relações comerciais entre os três países.

“Durante os primeiros 10 meses de 2022, o comércio entre o Azerbaijão e a Turquia aumentou 45%, atingindo o patamar de 5.000 milhões de dólares [4.700 milhões de euros]”, disse Aliev, lembrando que Baku investiu cerca de 20.000 milhões de dólares (18.800 milhões de euros) na economia turca, enquanto Ancara investiu 14.000 milhões de dólares (13.150 milhões de euros) no seu país.

Aliev destacou que as trocas comerciais entre o Azerbaijão e o Turquemenistão aumentaram cinco vezes em 2022, “o que é um indicador recorde”, mas sem avançar o montante em causa.

Além disso, Aliev anunciou que Baku planeia investir mais 100 milhões de dólares (94 milhões de euros) na ferrovia Baku-Tbilisi-Kars, o que aumentaria em cinco vezes a capacidade de transporte na rota que liga o Azerbaijão à Turquia.

O chefe de Estado azeri acrescentou, por fim, que Baku está a estudar o aumento da capacidade de carga do porto da capital azeri e apelou às empresas turcas e turquemenas para que aproveitem as possibilidades da zona económica franca de Alat, a sul da capital do Azerbaijão.








Fonte: 24.sapo.pt                               Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/erdogan-revela-que-mantem-dialogo-com-putin-e-zelensky-e-que-continua-a-acreditar-num-acordo-de-cessar-fogo
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1344 em: 15/12/2022, 11:27 »
 
Ucrânia: Kiev anuncia que 64 militares e um cidadão americano foram libertados em troca de prisioneiros com a Rússia

Por Francisco Laranjeira   em 14:32, 14 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Ucrânia anunciou, esta quarta-feira, ter garantido a libertação de um cidadão americano, assim como de 64 militares ucranianos na sua última troca de prisioneiros com as forças russas. A garantia foi deixada pelo chefe de gabinete da presidência da Ucrânia, Andriy Yermak, na rede social ‘Twitter’.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

“Sessenta e quatro soldados das Forças Armadas ucranianas que lutaram em Donetsk e Lugansk – em particular, que participaram da defesa da cidade de Bakhmut – estão a voltar para casa”, apontou o responsável ucraniano. “Também foi possível libertar um cidadão americano que ajudou o nosso povo – Suedi Murekezi.”

Segundo a agência de notícias estatal russa ‘TASS’, Murekezi foi preso na região leste de Donetsk, na Ucrânia, em junho último e foi acusado de protestos antirrussos e incitar ao “ódio étnico”. Segundo o advogado do cidadão americano, Murekezi nasceu no Ruanda e mudou-se para os Estados unidos com a sua família em 1994. Viria a mudar-se para a Ucrânia, onde trabalhava numa discoteca de Kherson. Negou ainda ser um combatente.

As forças russas capturaram a cidade de Kherson logo após o início da invasão da Ucrânia em fevereiro, tendo as tropas ucranianas retomado o controlo no outono – desde então, tem sido alvo de frequentes bombardeamentos por parte do exército russo.







Fonte: multinews.sapo.pt                              Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-anuncia-que-64-militares-e-um-cidadao-americano-foram-libertados-em-troca-de-prisioneiros-com-a-russia/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1345 em: 15/12/2022, 11:29 »
 
Eurodeputados aprovam nova ajuda macrofinanceira à Ucrânia de 18 mil milhões de euros para 2023

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 14:51



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje o pacote legislativo para a União Europeia (UE) ajudar financeiramente a Ucrânia com 18 mil milhões de euros, em 2023.

Os eurodeputados aceitaram a alteração votada pelo Conselho da UE para contornar o veto da Hungria à proposta inicial da Comissão Europeia, ao abrigo da qual são os Estados-membros que dão garantias do empréstimo e em alternativa ao orçamento da UE.

O montante de 18 mil ME a emprestar à Ucrânia — verba que será entregue a Kiev em prestações mensais de 1,5 mil ME — terá um período de carência de dez anos.

O objetivo é prestar ajuda financeira a curto prazo, financiar as necessidades imediatas da Ucrânia, reabilitar as infraestruturas críticas e prestar apoio inicial à reconstrução sustentável do pós-guerra, com vista a apoiar a Ucrânia na via da integração europeia.

A guerra lançada contra a Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, provocou uma perda de acesso ao mercado e uma queda drástica das receitas públicas daquele país, enquanto a despesa pública para fazer face à situação humanitária e manter a continuidade dos serviços estatais aumentou acentuadamente.

Entre 2014 e 2022, a UE emprestou 7,2 mil ME a Kiev, sob a forma de ajuda macrofinanceira.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: 24.sapo.pt                             Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eurodeputados-aprovam-nova-ajuda-macrofinanceira-a-ucrania-de-18-mil-milhoes-de-euros-para-2023
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1346 em: 15/12/2022, 11:31 »
 
UNICEF alerta para riscos que 7 milhões de crianças enfrentam pela falta de eletricidade na Ucrânia durante o inverno

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 16:21



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A UNICEF alertou hoje para os riscos que enfrentam 7 milhões de crianças na Ucrânia devido a dificuldades de acesso a eletricidade no inverno, quando segundo a ONU a maioria dos ucranianos a pretende ficar nas suas casas.

A falta de acesso a eletricidade impossibilita as crianças ucranianas de enfrentarem frio extremo, com temperaturas que podem chegar abaixo dos -20ºC no país, impede o acesso ao ensino online – o único acesso de muitas crianças à educação, dada a destruição de escolas – e dificulta o funcionamento das instalações de saúde e dos sistemas de abastecimento de água, de acordo com nota hoje divulgada pela UNICEF.

“Milhões de crianças enfrentam um inverno sombrio e frio, sem saberem quando poderão ter um momento de alívio”, disse Catherine Russel, diretora executiva da UNICEF.

Os ataques em outubro destruíram 40% da capacidade de produção de energia da Ucrânia, expondo ainda mais as famílias ao duro inverno, afetando os meios de subsistência e aumentando a probabilidade de grandes movimentos populacionais adicionais.

Apesar das reparações em curso, a 28 de novembro o sistema energético ucraniano conseguia responder a apenas 70% das necessidades do país, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

À medida que áreas anteriormente afetadas por combates violentos se tornaram acessíveis, a UNICEF começou a distribuir kits de vestuário de inverno, aquecedores de água e geradores na linha da frente e em áreas recentemente alcançáveis das regiões de Kharkiv, Kherson e Donetsk. Até à data, foram adquiridos artigos para o inverno no valor de mais de 20 milhões de dólares (18,8 milhões de euros).

“É essencial que a UNICEF e os seus parceiros humanitários tenham acesso rápido às crianças e famílias que necessitam de assistência humanitária, independentemente do local onde se encontrem”, disse Catherine Russell.

Até à data, a UNICEF conseguiu prestar acesso a cuidados de saúde primários a quase 4,9 milhões de crianças e mulheres na Ucrânia, assegurando ainda acesso a água potável, intervenções de apoio à saúde mental, entre outro tipo de assistência.

Na semana passada, a UNICEF lançou o seu Apelo Anual de Ação Humanitária para as Crianças 2023, pedindo 1,1 mil milhões de dólares (1,032 milhões de euros) para satisfazer as necessidades imediatas e a longo prazo de 9,4 milhões de pessoas, afetadas pela guerra na Ucrânia.

De acordo com uma pesquisa divulgada hoje por outra agência das Nações Unidas, a Organização Mundial para as Migrações (OIM), apesar das muito baixas temperaturas e perturbações no fornecimento de energia e aquecimento, apenas 7% dos ucranianos consideram fugir das suas casas.

A percentagem aumenta se os entrevistados forem questionados sobre a possibilidade de interrupções prolongadas de energia, mas mesmo nessa situação dois terços dos ucranianos planeiam ficar em casa, disse a agência da ONU em comunicado.

O estudo da OIM indica, no entanto, que as condições de muitos ucranianos antes da chegada do inverno estão próximas do limite, já que 43% dos inquiridos admitem ter gasto todas as suas poupanças e 63% indicam que estão a racionar a utilização do gás, eletricidade e combustível.







Fonte: 24.sapo.pt                              Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-alerta-para-riscos-que-7-milhoes-de-criancas-enfrentam-pela-falta-de-eletricidade-na-ucrania-durante-o-inverno
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1347 em: 15/12/2022, 11:33 »
 
Kiev abriu mais de 48.000 averiguações de crimes de guerra

MadreMedia / Lusa
14 dez 2022 16:40



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

As autoridades ucranianas estimam em mais de 48 mil o número de processos criminais instaurados por crimes de guerra cometidos por militares russos e pelos seus "cúmplices" desde o início da invasão, em fevereiro.

O Ministério do Interior ucraniano indicou que “desde o início da invasão em grande escala pela Rússia, os investigadores da Polícia Nacional abriram 48.370 processos criminais por atos criminosos cometidos em território ucraniano por membros das Forças Armadas da Rússia e pelos seus cúmplices”.

De acordo com o Ministério, 36.870 deles correspondem a “violações das leis e normas de guerra”, enquanto 9.128 estão relacionados com “atos contra a integridade territorial e contra a inviolabilidade da Ucrânia”.

As autoridades abriram 2.187 processos por “atividades colaborativas”, 100 por atos de “traição” e 37 por atos de “subversão”.

Hoje mesmo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a apelar à criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra da Rússia, por ocasião da entrega oficial do Prémio Sakharov ao povo ucraniano.

“Não podemos esperar pelo fim da guerra para levar a julgamento todos aqueles que começaram esta guerra”, disse o líder ucraniano, que falou por videoconferência no hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.







Fonte: 24.sapo.pt                             Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-abriu-mais-de-48-000-averiguacoes-de-crimes-de-guerra
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1348 em: 15/12/2022, 11:35 »
 
Rússia ataca prédio da administração regional de Kherson

15 de dezembro 2022 às 09:08


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Bombardeamento danificou dois andares do edifício, mas autoridades afirmam que não foram reportados feridos.

As forças russas atingiram o prédio da administração regional na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, com mísseis, alertou, um alto funcionário ucraniano, numa altura em que os ataques nesta região do país invadido estão a voltar a aumentar e que podem vir a piorar.

O vice-chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Kyrylo Tymoshenko, disse que o ataque, levado a cabo na quarta-feira, deixou dois andares do prédio, que se situa na praça central de Kherson, cidade que foi libertada do domínio russo em novembro, danificados, mas clarificou que ninguém ficou ferido.

A Rússia tem bombardeado a cidade de Kherson do lado oposto do rio Dnieper desde que deixou a cidade e se retirou da margem ocidental do rio.

Esta segunda-feira, dois civis morreram depois de um ataque russo “massivo” na nesta região, que deixaram ainda outras cinco pessoas feridas.

O governador de Kherson, Yaroslav Yanushevich, confirmou que o ataque russo atingiu uma casa, assim como as linhas de fornecimento de eletricidade, que ficaram danificadas, e aconselhou a população a refugiar-se em abrigos, temendo a possibilidade de novos ataques, disse na sua conta de Telegram.

Numa altura em que parece não haver tréguas entre Rússia e Ucrânia, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, terá ligado, segundo o Guardian, para Moscovo no início da semana de forma a negociar um cessar fogo e para as tropas russas abandonarem o país até ao Natal, como o primeiro passo para um acordo de paz no conflito, que já dura quase 10 meses, no entanto, o Kremlin afirma que esta opção está fora de questão.

“Ninguém apresentou qualquer proposta. Este assunto não está na agenda”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas, depois de questionado sobre a possibilidade de uma pausa nos combates na Ucrânia durante o Natal.

“A operação militar especial continua”, acrescentou o porta-voz, numa altura em que Moscovo poderá intensificar estes ataques depois dos Estados Unidos terem confirmado que irão enviar mísseis Patriot para a Ucrânia, algo que torna este país “imediatamente um alvo legítimo das Forças Armadas” russas, já tinha dito, no final de novembro, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev.

As autoridades dos EUA dizem que Washington aprovará o envio do sistema de defesa aérea Patriot para a Ucrânia e a sua formalização deverá ocorrer ainda esta semana, podendo até ser anunciada já na quinta-feira, disseram três oficiais à Associated Press, citados pelo Guardian, na condição de anonimato, uma vez que a decisão não é final e não foi tornada pública.

O sistema de defesa Patriot, caso seja aprovado, será o mais avançado sistema de mísseis terra-ar que o Ocidente forneceu à Ucrânia para ajudar a repelir ataques aéreos russos.

A Ucrânia pediu aos Estados Unidos este sistema de defesa antiaérea e de ataque, capaz de intercetar mísseis balísticos e de cruzeiro, dada a intensificação dos bombardeamentos russos, que têm destruído infraestruturas essenciais ucranianas, nomeadamente centrais elétricas.

Desconhece-se, porém, a quantidade de baterias antiaéreas a enviar para a Ucrânia.

Uma bateria inclui normalmente um radar, que deteta e rastreia o alvo, computadores, geradores e uma estação de controlo, além de oito pequenos lançadores com quatro mísseis prontos para disparar.







Fonte: sol.sapo.pt                               Link: https://sol.sapo.pt/artigo/787844/r-ssia-ataca-predio-da-administracao-regional-de-kherson
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1349 em: 15/12/2022, 11:39 »
 
“Não pedimos que lutem connosco contra os russos. Mas, por favor, forneçam-nos armas para fazê-lo", pede Nobel da Paz

MadreMedia / Lusa
15 dez 2022 07:05



Fonte de imagem: Lusa

A vencedora do Nobel da Paz e representante da Ucrânia na atribuição do Sakharov 2022 Oleksandra Matviychuk considera incompreensível que o ocidente diga que a guerra contra a Rússia defende toda a Europa, mas não forneça mais armas modernas.

“Eu sei que muitos países têm veículos blindados, têm caças, têm sistemas de defesa aérea, mas ainda hesitam. Se dizem que estamos a lutar por toda a Europa, por que não nos fornecem armas?”, questionou a advogada de direitos humanos, em entrevista à Lusa, à margem da cerimónia de entrega do Prémio Sakharov, atribuído na quarta-feira pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.

“Não pedimos que lutem connosco contra os russos, podemos fazer isso por nós mesmos. Mas, por favor, forneçam-nos armas para fazê-lo. Não o fazerem é uma coisa que eu não consigo entender”, lamentou, referindo que, nas notícias, parece que os países ocidentais deram à Ucrânia tudo o que este país precisava para combater a invasão russa.

“Infelizmente, não. Ainda temos uma enorme necessidade de armas modernas”, avançou Oleksandra Matviychuk, fundadora da organização de defesa dos direitos humanos Centro de Liberdades Civis da Ucrânia.

Para explicar o apelo, a ativista contou uma história pessoal.

“Tenho uma amiga que se juntou ao exército quando a Rússia começou esta guerra, em 2014. Ela é extremamente corajosa e quando a invasão em grande escala começou, voltou para o exército. Deixou o seu filho de seis anos e continuou a lutar para que ele tivesse um futuro de paz. Ela estava entre os defensores ucranianos que libertaram a região de Kharkiv. Participou na batalha pelo filho. Há uma semana foi [vítima] da explosão de uma mina [apesar de] estar num carro civil”, lembrou, sublinhando que a Ucrânia ainda usa carros civis para combater.

“Não temos veículos armados suficientes. Se tivéssemos veículos blindados, a minha amiga não estaria agora numa cama de hospital a lutar pela vida”.

Apesar de garantir que “pessoalmente, até percebe” que a aliança militar NATO não se queira envolver diretamente na guerra, a advogada garante que a Ucrânia apenas precisa de mais ajuda.

“Entendo que é nossa obrigação lutar contra os ocupantes. Mas o que pedimos é para não nos deixarem lutar de mãos vazias”, afirmou.

Segundo defendeu, os políticos que tomam decisões têm de ser chamados à razão e isso passa por formar movimentos populares.

“Sermos ouvidos depende de quantas pessoas conseguimos mobilizar no apelo geral por justiça. Foi por isso que no meu discurso do Nobel também falei sobre movimentos, sobre cooperação horizontal, sobre solidariedade, sobre iniciativas conjuntas”, explicou.

Para Oleksandra Matviychuk, o futuro da Europa passa pelas pessoas comuns e pelas suas decisões.

“Se os nossos bravos colegas russos defensores dos direitos humanos [co-vencedores do Prémio Nobel], que apenas têm as suas palavras, decidiram chamar abertamente as coisas pelo nome – falaram da guerra como guerra e das atrocidades como atrocidades -, pessoas que têm muito mais instrumentos podem organizar manifestações, podem instar os seus governos a apoiar a Ucrânia e a fornecer mais armas e assistência económica”, referiu a ativista.

Mas não só. Pessoas comuns “podem tomar uma decisão muito simples: dizer que não querem que o seu país compre gasolina à Rússia porque a liberdade vale a pena”, disse.

“Isto não é uma escolha entre dois tipos de gás e dois tipos de preço. É uma escolha entre apoiar o modelo autoritário ou apoiar a democracia”, acrescentou.

“A Europa tem a opção de decidir entre algum desconforto hoje ou uma catástrofe amanhã. Esta é escolha para derrotar Putin e acabar com a tentativa da Rússia de restaurar o império russo.

As “pessoas comuns” são, aliás, aquilo que a ativista ucraniana considera a sua inspiração.

“Quando as tropas russas tentaram cercar Kiev, as organizações internacionais retiraram imediatamente o seu pessoal. Mesmo aqueles que deveriam estar connosco e fornecer ajuda humanitária monitorizando a violação dos direitos humanos. Fizemos um apelo, em março, para que, por favor, voltassem. Não voltaram. Mas as pessoas comuns ficaram. Ajudam-se umas às outras”, disse a vencedora de dois dos mais importantes prémios de defesa da paz, que também se vê como uma pessoa comum.
“Eu também me recusei a sair do país”, referiu, admitindo que receber o Nobel da Paz lhe trouxe uma nova responsabilidade porque a distinção “proporciona uma oportunidade única de se ser ouvida”.







Fonte: 24.sapo.pt                             Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/se-estamos-a-lutar-pela-europa-porque-nao-nos-fornecem-armas
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