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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78719 vezes)

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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1470 em: 27/12/2022, 19:58 »
 
Ucrânia quer começar negociações de paz com a Rússia em fevereiro e pede um português como mediador

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 18:15, 26 Dez 2022


Dmytro Kuleba. Foto: Carolyn Kaster

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia revelou esta segunda-feira que o governo ucraniano planeia começar as negociações de paz com a Rússia, tendo em vista o fim do conflito, já em fevereiro de 2023, por altura do primeiro aniversário da invasão russa ao país.

Em entrevista à Associated Press, Dmytro Kuleba referiu que o país gostaria que fosse um português a mediar as negociações e a sentar-se à mesa das decisões com Zelensky e Putin: António Guterres, secretário-geral da ONU.

O MNE ucraniano manifestou-se “muito satisfeito” com a visita de Zelensky aos EUA e revelou que a administração de Joe Biden desenvolveu um plano especial para que os sistemas Patriot oferecidos à Ucrânia estejam operacionais em seis meses (normalmente o treino leva um ano).

“Toda a guerra acaba por via diplomática. Todas as guerras acabam como resultado nas ações no campo de batalha e na mesa de negociações”, considerou Kuleba, que diz que gostaria que o processo decorresse na ONU, mas que para a Rússia ser ‘convidada’ a juntar-se ao processo, primeiro teria que ser julgada pelos crimes de guerra num tribunal internacional, por exemplo.

Kuleba explica o porquê de a Ucrânia querer Guterres como mediador: “Provou ser um mediador e negociador muito eficiente, e mais importante do que isso, é um homem de princípios e integridade. A sua participação ativa seria muito bem-vinda”, declarou o MNE da Rússia.

A Rússia tem demonstrado abertura a negociações, mas Kuleba afasta que seja verdade a vontade de chegar à paz. “Eles dizem que estão preparados regularmente, o que não é verdade, porque tudo o que fazem na frente de batalha prova precisamente o contrário”, criticou.







Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-quer-comecar-negociacoes-de-paz-com-a-russia-em-fevereiro-e-pede-um-portugues-como-mediador/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1471 em: 27/12/2022, 20:00 »
 
Kiev acusa Rússia de realizar mais de 4.500 ciberataques em 2022

MadreMedia / Lusa
26 dez 2022 21:02



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Os serviços de cibersegurança da Ucrânia neutralizaram mais de 4.500 ciberataques russos contra o país desde o início de 2022, assegurou hoje um responsável ucraniano.

Numa entrevista à estação televisiva My-Ukraine, Ilya Vitiuk, chefe do departamento de cibersegurança no Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU), denunciou que “o país agressor [Rússia] desencadeia em média mais de dez ciberataques por dia”, acrescentando: “Felizmente, a sociedade ucraniana não está ao corrente da maioria destes ataques”.

“Entrámos em 2022 com oito anos de experiência de guerra híbrida. (…) No momento da invasão, já estávamos preparados para os piores cenários”, prosseguiu.

Segundo referiu Ilya Vitiuk, foram registados cerca de 800 ciberataques em 2020, mais de 1.400 em 2021 e no ano em curso o número triplicou.

Ciberataques “massivos foram repelidos em janeiro e fevereiro e para nós constituíram um treino suplementar antes da invasão” russa no final de fevereiro, apontou Vitiuk.

O mesmo responsável indicou que Moscovo seleciona em particular os setores da energia e da logística, instalações militares, e ainda bases de dados governamentais e fontes de informação.

“Vigiamos os riscos e ameaças em tempo real, 24 sobre 24 horas e sete dias sobre sete dias”, assegurou.

“Conhecemos a maioria dos ‘hackers’ [piratas informáticos] dos serviços especiais russos que trabalham contra nós. Após a vitória da Ucrânia, deverão comparecer perante um tribunal militar internacional”, concluiu.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro e que ainda prossegue, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.







Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-acusa-russia-de-realizar-mais-de-4-500-ciberataques-em-2022
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1472 em: 27/12/2022, 20:01 »
 
Oligarca russo crítico de Putin morre em queda de janela de hotel de luxo

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 10:29, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Pavel Antonov, oligarca russo e crítico do presidente Vladimir Putin, morreu após ter “caído de uma janela” de um hotel de luxo, onde Antonov estava hospedado na Índia.

Antonov, que fez fortuna no setor das carnes fumadas e enchidos morreu em circunstâncias ainda por explicar na totalidade, segundo o Daily Mail, e dois dias depois de um amigo, com quem estava na mesma voagem, ter morrido, alegadamente devido a um “ataque cardíaco”.

O oligarca russo estava na Índia a celebrar o 66.º aniversário, e estava alojado de um luxuoso hotel em Rayagada.

Antonov, que era deputado numa assembleia regional do regime de Putin, é o mais recente caso de oligarcas russos, críticos de Putin ou que saíram do país, a morrer em circunstâncias misteriosas.

Recorde-se que, em julho, Pavel Antonov manifestou-se contra a invasão da Ucrânia e classificou as ações da Rússia no conflito como “terror”, referindo-se ao caso de uma jovem, retirada dos escombros na Ucrânia após um ataque russo, que resgatou a mãe após a morte do pai na ofensiva.







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/oligarca-russo-critico-de-putin-morre-em-queda-de-janela-de-hotel-de-luxo/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1473 em: 27/12/2022, 20:06 »
 
Putin e Lukashenko encontram-se duas vezes nas últimas 24 horas para “finalizar muitas questões, incluindo as relações bilaterais”

Por Beatriz Maio em 10:35, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O líder russo, Vladimir Putin, reuniu-se duas vezes com o homólogo bielorusso, Alexander Lukashenko, nas últimas 24 horas para “finalizar muitas questões”, em São Petersburgo, na Rússia.

Um dos encontros ocorreu durante um pequeno-almoço no Museu Russo, segundo a agência estatal da Bielorrússia Belta, e o outro na cimeira informal com os líderes dos países da Comunidade de Estados Independentes pós-soviéticos, realizada na segunda-feira.

Os líderes da Rússia e Bielorrússia reconheceram publicamente o debate de temas como economia, missões espaciais, idioma russo, “assuntos sérios, incluindo as relações bilaterais” e deram ainda especial importância a “finalizar muitas questões”, avança o jornal The Independent.

Entretanto, o exército ucraniano afirma ter incapacitado 100 soldados russos na região de Zaporizhzhia – entre elas 15 agentes do FSB (Serviço Federal de Segurança da Federação Russa) – num ataque no dia de Natal, uma vez que os combates foram mais intensos em Bakhmut e Lyman na linha da frente da região do Donbass.

Nas redes sociais, é possível ver um vídeo partilhado pelo Kremlin onde Putin e Lukashenko aparecem a conversar.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
O governo da Rússia divulgou ainda outro momento onde o presidente russo aparece a cumprimentar os líderes do Azerbaijão, Arménia, Cazaquistão, Quirguistão, Bielorrússia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão que estiveram presentes na cimeira que decorreu a 26 de dezembro


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo:
Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém a ONU admite que será elevado.







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-e-lukashenko-encontram-se-duas-vezes-nas-ultimas-24-horas-para-finalizar-muitas-questoes-incluindo-as-relacoes-bilaterais/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1474 em: 27/12/2022, 20:08 »
 
Lavrov ameaça que se Ucrânia levar a cabo “desmilitarização e desnazificação”, o exército russo tratará de o faxer

Por MultiNews Com Lusa em 13:09, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, exigiu hoje à Ucrânia a sua “desmilitarização e desnazificação” para deixar de ser uma ameaça para Moscovo, caso contrário o exército russo tratará de o fazer.

“As nossas propostas para a desmilitarização e desnazificação dos territórios controlados pelo regime [de Kiev], a eliminação das ameaças à segurança da Rússia que daí emanam, (…) são bem conhecidas do inimigo”, disse Lavrov numa entrevista à agência estatal russa TASS.

Lavrov disse que as ameaças à segurança da Rússia incluem as regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, que Moscovo declarou como anexadas em 30 de setembro, numa decisão não reconhecida por Kiev nem pela generalidade da comunidade internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo considerou que perante as exigências de Moscovo as autoridades ucranianas só deverão ter uma atitude, que é satisfazê-las “de boa vontade”.

“Caso contrário, o exército russo resolverá o problema”, afirmou.

Quanto à continuação da guerra na Ucrânia, “a bola está no campo” de Kiev e Washington, que está por detrás do Estado ucraniano, disse Lavrov, citado pela agência espanhola EFE.

No fim de semana, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia estava pronto para “negociar com todas as partes envolvidas sobre soluções aceitáveis” na Ucrânia.

“Não somos nós que nos recusamos a negociar, são eles”, disse o líder russo.

Ao lançar a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano, Putin disse que a operação visava, entre outros objetivos, “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho.

Moscovo tem reafirmado que não vai parar a guerra até atingir os seus objetivos, enquanto Kiev diz que as negociações não são possíveis até que os russos se retirem de todo o seu território, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.

Na entrevista à TASS, Lavrov disse que os Estados Unidos são o “principal beneficiário” do conflito, tanto em “termos económicos como militares-estratégicos”

Lavrov disse que o objetivo estratégicos dos Estados Unidos e dos seus aliados da NATO é uma vitória no campo de batalha “como mecanismo para enfraquecer significativamente ou mesmo destruir” a Rússia.

“Ao mesmo tempo, Washington está também a resolver uma importante questão geopolítica: quebrar os laços tradicionais entre a Rússia e a Europa e subjugar ainda mais os satélites europeus”, afirmou.

Lavrov disse que a Ucrânia recebeu mais de 40.000 milhões de dólares (mais de 37.500 milhões de euros, ao câmbio atual) em equipamento militar desde fevereiro, “incluindo armas que ainda não foram adotadas pelos próprios exércitos ocidentais, aparentemente a fim de ver como funcionam em condições de combate”.

Acusou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de tentar tudo para arrastar a NATO para um confronto direto com o exército russo, incluindo a “provocação de 15 de novembro”, com a queda de um míssil de defesa ucraniano na Polónia.

“É bom que Washington e Bruxelas tenham sido suficientemente espertos para não caírem neste truque. Mas o incidente mostrou que o regime [de Kiev] não vai parar por nada”, afirmou.

Desconhece-se o número exato de baixas civis e militares em dez meses de guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/lavrov-ameaca-que-se-ucrania-levar-a-cabo-desmilitarizacao-e-desnazificacao-o-exercito-russo-tratara-de-o-faxer/
« Última modificação: 27/12/2022, 20:21 por Nandito »
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1475 em: 27/12/2022, 20:09 »
 
MNE russo diz que EUA planearam assassinato de Putin

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 14:15, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, garante que os EUA planearam o assassinato de Putin, no âmbito da invasão à Ucrânia, com o objetivo de “decapitar o Kremlin”.

Em entrevista à agência de notícias russa TASS, o responsável garantiu que chegou mesmo a haver risco da eliminação física do presidente russo.

“Washington foi mais longe: alguns ‘oficiais não identificados’ do Pentágono ameaçaram infligir um golpe para decapitar o Kremlin, de facto estamos a falar de uma ameaça real de eliminação física do Chefe de Estado da Rússia”, afirmou Lavrov.

O MNE russo, no entanto, deixou um aviso: “Se ideias deste género são mesmo cultivadas por alguém, esse alguém devia pensar muito cuidadosamente sobre as possíveis consequências destes planos”.

Lavrov destacou ainda outros sinais de confronto vindos do Ocidente, relacionados com alegadas ameaças nucleares. “Parece que abandonaram completamente a decência. A famosa Liz Truss [ex-PM inglesa] declarou, sem sombra de dúvida, no debate pré-eleitoral, que estava pronta para ordenar um ataque nuclear [contra a Rússia]”, defendeu Lavrov.

O governante criticou ainda o que classificou de “provocações” do regime de Kiev. “Zelensky concordou em ordenar ataques nucleares preventivos por países da NATO contra a Rússia. Isto vai para lá do que é aceitável. Mas não ouvimos isto por parte dos líderes ocidentais”, afirmou o MNE russo.







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/mne-russo-diz-que-eua-planearam-assassinato-de-putin/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1476 em: 27/12/2022, 20:11 »
 
Diretor dos serviços de segurança russos ligado ao envenenamento de Navalny obrigado a reformar-se devido a fugas de informação

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 15:52, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O coronel-general Eduard Chernovoltsev, diretor do departamento de ciência e tecnologia NTS da FSB (NII-2), os serviços de segurança da Rússia, foi obrigado a reformar-se. Em causa estarão alegadas fugas de informação.

Chernovoltsev supervisiou os trabalhos do Instituto Científico Forense da FSB, que desenvolveu, entre outros, os agentes nervosos como o Novichok, usado para envenenar opositores de Putin como Alexei Navalny, Vladimir Kara-Murza ou o escritor Dmitry Bykov.

A notícia da reforma forçada do responsável russo é avançada pelo The Insider, que falou com fontes dos serviços de segurança russos. Segundo relataram, ainda que Chernovoltsev já tivesse idade para se reformar, “ele não seria obrigado a abandonar o trabalho se não fossem as fugas de informação” que vieram tornar público o envolvimento da agência estatal nos envenenamentos.

“Há dois anos ele prometeu a Putin que poria fim a todas as fugas de informação. Mas tendo em conta o nosso sistema ‘furado’, é praticamente impossível”, conta um dos oficiais dos serviços de segurança da Rússia.

Outra fonte dá conta de que o general estava muito pressionado pela situação da guerra na Ucrânia e que também terá manifestado desacordo com a continuação do conflito: “Ele dizia muitas vezes a amigos que as coisas tinham ido longe demais”.

Para além de dirigir o departamento NII-2, o general era ainda responsável pelo organismo de proteção de informações sensíveis do FSB, pelo Centro de Tecnologia Especial e do Gabinete de Comunicações Eespeciais.







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/diretor-dos-servicos-de-seguranca-russos-ligado-ao-envenenamento-de-navalny-obrigado-a-reformar-se-devido-a-fugas-de-informacao/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1477 em: 27/12/2022, 20:13 »
 
Ucrânia. Os comandantes que viraram a maré contra o Kremlin

27 de dezembro 2022 às 17:31


Fonte de imagem: AFP

O general Syrskyi defendeu a capital combatendo contra velhos colegas de escola, sendo o cérebro do contra-ataque a sudeste de Kharkiv. Já Zaluzhnyi ajudou a refazer o exército ucraniano quase de raiz.

Nos bastidores, enquanto as luzes da ribalta recaem sobre Volodymyr Zelensky, as chefias militares organizam o esforço de guerra, tratam da logística, asseguram que os ucranianos se mantêm um passo à frente dos invasores. E se os russos agora estão na defensiva, algo impensável em fevereiro, foi muito graças a Valerii Zaluzhnyi e Oleksandr Syrskyi, os generais que têm sido o cérebro das Forças Armadas da Ucrânia, dando bom uso ao fluxo de armamento da NATO que os discursos inflamados de Zelensky têm ajudado a chegar às tropas. Estes comandantes, pouco conhecidos fora da Ucrânia, tornaram-se autênticos ícones para os seus concidadãos desde que travaram a invasão. Havendo rumores que a popularidade do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Zaluzhnyi, despertou alguma inveja entre o círculo mais próximo do Presidente, assim como tensões com o número dois dos militares, Syrskyi, o comandante do exército.

A experiência de Zelensky pode tê-lo preparado para dirigir a nações de forma carismática, perante as câmaras. Mas ucraniano teve sorte por poder contar com chefes militares tão veteranos. Sendo que um deles, Zaluzhnyi, se mostra particularmente desprendido das velhas doutrinas bélicas soviéticas, fazendo parte da primeira geração de oficiais treinados após da queda da URSS. Já Syrskyi, traz a vantagem de conhecer bem o inimigo, tendo até nascido na Rússia e estudado na Escola Superior de Comando de Armas Combinadas de Moscovo, uma prestigiosa escola militar, descrita como uma espécie de West Point soviética.

Quando Zelensky foi visitar Joe Biden a Washington, antes do natal, a lista de prendas que levava foi escrita por estes dois homens, que receiam que o regime de Vladimir Putin aproveite o inverno para construir um novo exército, atirando-o contra a Ucrânia algures entre o final de janeiro e o início de março, seja a partir do sul, do leste ou da fronteira da Bielorrússia, a norte, à semelhança do que se viu em fevereiro passado.

“Nós fizemos todos os cálculos, de quantos tanques, artilharia, etc., é que precisamos”, explicou Zaluzhnyi, numa rara entrevista ao Economist, a semana passada. Frisando que a vastidão da Rússia favorece-a num conflito prolongado. “É por isso que, como durante a II Guerra Mundial, não tenho dúvidas que algures para lá dos Urais, eles estão a preparar novos recursos”, garantiu. Se da primeira vez que se atiraram contra Kiev, Kharkiv e Kherson os russos tinham passado uns três anos e meio ou quatro a acumular recursos, estimou o general, desta vez o potencial destrutivo não será o mesmo.

Mesmo que Putin “aliste mais de um milhão de pessoas no exército para atirar corpos como Zhukov, isso não lhe trará os resultados desejados”, assegurou Zaluzhnyi, referindo-se ao general favorito de Estaline, que virou a maré contra a invasão nazi da URSS. Contudo, “munições estão a ser preparadas, não muito boas, mas ainda assim”, ressalvou. E até agora as batalhas desta guerra têm sido vencidas pelo lado que consegue fazer chegar munições às suas tropas mais rapidamente, acrescentou Syrskyi ao jornal britânico. E este general, o responsável pela defesa de Kiev e pela contra ofensiva a sudeste de Kharkiv, que está na linha da frente desde o início, pediu cautela, por mais surpreendentemente desastrosa que tenha sido o desempenho militar russo. “Os russos não são idiotas”, garantiu este antigo cadete soviético. “Não são fracos. Quem quer que os subestime encaminha-se para a derrota”.

Tarefa Para Zaluzhnyi, um antigo cadete do Instituto de Odessa para Forças Terrestres com 48 anos, oriundo do oeste de Ucrânia, esta guerra começou em junho de 2014, quando foi posto no comando de parte da linha da frente em Donetsk. Deu por si a gerir o caos de um exército “literalmente em ruínas”, como descreveu o então chefe do Estado Maior, Viktor Muzhenko, citado num relatório da Carnegie Endowment for International Peace. A corrupção era sistémica e a lealdade de muitos oficiais estava sob suspeita, após passarem anos a sustentar o regime pró-russo de Viktor Yanukovych, tendo uns 70% dos militares ucranianos estacionados na Crimeia passado para o lado do Kremlin durante a anexação da península.

O trabalho de Zaluzhnyi, que foi nomeado vice-comandante do Setor C, no norte de Donetsk, incluindo Bakhmut, foi pegar em oficiais juniores, alguns com vinte e poucos anos, e ensiná-los a liderar recrutas que muitas vezes eram mais velhos, conscritos numa mobilização militar parcial. “Eles, com a vida e sangue, deram-nos o que nós temos”, recordou o general o ano passado, quando foi escolhido para comandante-em-chefe das Forças Armadas, citado na BBC ucraniano. “Eles pararam o inimigo. E agora estamos nas nossas posições... É o mérito deles”, saudou. Em fevereiro, a resiliência dessas tropas no Donbass, que se converteram na espinha dorsal do exército que resistiu à invasão, seria crucial para fixar tropas russas e impedir o Kremlin de lançar tudo o que tinha na sua ofensiva contra Kiev.

A vantagem do estado degradado das Forças Armadas ucraniana foi tê-las obrigado quase a começar de novo, deixando para trás as doutrinas de comando soviético, baseadas na disciplina e obediência à cadeia de comando, aproximando-se do modelo NATO, que deixam boa parte da iniciativa em oficiais juniores. Em contraste com a linha seguida por generais russos como Sergei Surovikin, atual comandante das forças do Kremlin na Ucrânia.

“Com todo o respeito ao sr. Surovikin”, notou Zaluzhnyi, na sua entrevista ao Economist. “Se olharem para ele, ele é um comum comando petrovita, saído do tempo de Pedro o Grande”, frisou. “Tu olhas para ele e percebes que ou completas a tarefa ou estás f*****. E nós percebemos há muito tempo que isso não funciona”, disse o comandante-em-chefe das Forças Armadas ucranianas.

Êxito surpreendente Quando Syrskyi preparava a defesa de Kiev, sabia bem que tinha muitos colegas de escola do outro lado da barricada. Nascido há 57 anos em Vladimir, na então União Soviética, a uns 200 km a oeste de Moscovo, vivia na Ucrânia desde a década de 80. Mas não era por ter raízes no país vizinho que duvidasse que Putin lançasse uma ofensiva contra a capital ucraniana. Simplesmente parecia-lhe louco que o Kremlin expusesse as suas forças ao horror do combate urbano para conquistar uma cidade com quase três milhões de habitantes.

“Honestamente, não conseguia sequer imaginá-lo”, contou ao Washington Post Syrskyi, que dirigiu o assalto a Debaltseve, em 2015, um dos combates mais duros na guerra do Donbass, ficando encarregue de todas as operações contra os separatistas, em 2017, ficando depois responsável de preparar planos de contingência para um eventual ataque russo à capital, apesar de o achar improvável. “Parecia-me que caso começassem as hostilidades ativas, provavelmente começariam no leste, à volta ou dentro da fronteira das regiões de Donetsk ou Lugansk”.

Aí, Syrskyi enganou-se, mas os planos que preparara tiveram êxito surpreendente. Conhecedor das táticas russas, assumiu que iriam avançar ao longo de duas ou três autoestradas, direitos às principais instalações governamentais da capital. Como tal, estabeleceu dois anéis defensivos, um nos subúrbios outro no centro da cidade, com generais encarregues de cada setor, numa cadeia de comando clara e com autonomia para tomar decisões sem consultar ninguém. Foi algo essencial nos primeiros momentos da invasão, quando ciberataques russos incapacitaram os satélites utilizados pelos militares ucranianos, deixando-os sem comunicações numa altura em que se especulava que Zelensky estaria em fuga. Entretanto, o Presidente ucraniano deu-se a mostrar ao mundo, pedindo aos americanos “munições, não boleia”. Entretanto a estrutura montada por Syrskyi aguentava em defesa da capital

Meses depois, no verão, quando a maré da guerra mudou, seria este general a dirigir pessoalmente a contra ofensiva no sudeste de Kharkiv, sendo creditado por ter detetado esse buraco na linha da frente russa. E colocaria como ponta de lança a 72ª Brigada Mecanizada, que já comandara na defesa de Kiev.

Nessa contra ofensiva, conseguiu tomar numa questão de dias duas localidades essenciais para o abastecimento russo, Kupiansk e Izyum, apesar desta última ter sido transformada numa espécie de fortaleza a céu aberto. O próprio general ficou surpreendido com a velocidade a que os russos fugiram em pânico. Mas não conseguiu aproveitar isso tanto quanto gostaria, por não ter recebido reforços suficientes, admitiu ao Economist. “Estamos sempre com falta de tropas. Nós tivemos a combater esta guerra com reservas praticamente o tempo todo”, lamentou. Além das suas forças terem sido travadas em alguns pontos, por os comandantes russos estarem a atirar para a frente os reservistas alistados à força na mobilização militar parcial de Putin. A lição que tirou disso foi que, apesar do ceticismo de alguns analistas ocidentais, o recrutamento em curso na Rússia poderá ter um impacto enorme daqui a uns meses, quando o novo exército preparado pelo Kremlin for lançado no campo de batalha.







Fonte: sol.sapo.pt                            Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788684/ucr-nia-os-comandantes-que-viraram-a-mare-contra-o-kremlin
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1478 em: 27/12/2022, 20:16 »
 
Putin telefona a menina de 8 anos de Zaporíjia e pede-lhe para enviar pepinos

Por Beatriz Maio em 17:58, 27 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente da Rússia Vladimir Putin telefonou a uma menina de 8 anos residente em Zaporíjia, território temporariamente ocupado, e pediu-lhe para enviar pepinos, alimento que a sua família cultiva.

“Tomaste chá e bolachas? Estavam boas? Ainda bem, graças a Deus. Cumprimenta a tua mãe e o teu pai” disse Putin ao telefone. “Eu sei que cultivam pepinos e tomates. Podes-me enviar pepinos? Vou esperar pelos presentes de Ano Novo, está bem?”, pediu o líder russo citado pela agência de notícias ucraniana Pravda.

Também os meios de comunicação russos confirmam que Oleksandra Tytarenko, que “sonha em visitar Ded Moroz (uma figura semelhante ao Pai Natal que dá presentes às crianças na passagem de ano) e ir à Crimeia”, falou com Putin.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa, justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.








Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/putin-telefona-a-menina-de-8-anos-de-zaporijia-e-pede-lhe-para-enviar-pepinos/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1479 em: 27/12/2022, 20:20 »
 
Mercado automóvel. 'Tempestade perfeita' deixa clientes à espera

JOÃO SENA
27/12/2022 18:16



© Bruno Gonçalves

Os ventos cruzados da falta de semicondutores com a guerra na Ucrânia mantêm o setor automóvel em stresse. Há mais compradores do que carros para entrega e, em Portugal, a espera pode demorar longos meses.

Por João Sena

A indústria automóvel mundial continua sob tensão devido à conjugação de vários fatores em diferentes momentos. Primeiro, foi o confinamento nas fábricas chinesas e de Taiwan a provocar a falta de semicondutores - os dois países são responsáveis por mais de 70% da produção mundial; depois, veio uma inflação galopante que fez disparar o preço das matérias-primas; por fim, foi a guerra na Ucrânia a provocar uma crise energética, a fechar fábricas onde se produziam cablagens e a suspender o fornecimento de gás néon - elemento fundamental para o fabrico de ‘chips’ - à China, Taiwan e Coreia do Sul, entre outros países.

Esta ‘tempestade perfeita’ teve repercussões negativas no setor automóvel. Com 2022 a chegar ao fim, a produção automóvel na Europa vai ter uma quebra superior a 20%, a América do Norte regista uma baixa de 3% e de 2,5% na Ásia. Segundo o Automotive News, a redução da produção à escala mundial poderá significar cinco milhões de veículos a menos no mercado em dois anos!

Produção em baixa. Os semicondutores são circuitos integrados que permitem aos dispositivos eletrónicos que utilizamos no nosso dia a dia (telemóveis, computadores, micro-ondas, elevadores ou automóveis) processar, armazenar e transmitir dados. Nos automóveis, estas minúsculas peças são fundamentais para fazer funcionar, por exemplo, a direção assistida, a gestão do motor, o ESP e o sistema de travagem, entre muitos outros. Sem estes componentes, as marcas não conseguem finalizar a produção e colocar no mercado automóveis novos. Tudo isto acontece numa altura em que os construtores investiram massivamente na eletrónica e os carros são cada vez mais digitais. Como exemplo, o Mercedes Classe S necessita de 2444 semicondutores para que todos os sistemas funcionem, ao passo que o BMW X1 utiliza 1254 e o Dacia Duster precisa apenas de 180 semicondutores.

Por falta de semicondutores e cablagens, os grandes construtores foram obrigados a reduzir ou a parar a produção nas fábricas na Europa, como aconteceu com a Renault, Toyota, Volkswagen e Grupo Stellantis, responsável pela produção das marcas Peugeot-Citroën, DS, Opel e Fiat Chrysler. A Autoeuropa foi forçada a parar a produção na fábrica de Palmela o ano passado, mas a situação melhorou e, em 2022, espera produzir 230 mil viaturas. A crise dos ‘chips’ pode custar aos grandes construtores 100 mil unidades/ano, segundo as estimativas de responsáveis do setor. Ainda segundo esses especialistas, a falta de semicondutores pode durar até final do próximo ano, condicionando grandemente a produção de veículos, sobretudo no início de 2023.

A Peugeot vai terminar o ano como a marca mais vendida em Portugal, mas passou por dificldades como nos explicou Jorge Magalhães, diretor de Comunicação e Assuntos Institucionais: “Fomos naturalmente afetados por uma crise que afeta todo o setor e veio sobrepor-se a um contexto de crise sanitária. Houve limitações de produção, mas menores do que em 2021”. A Peugeot faz parte do gigantesco grupo Stellantis e teve de readaptar a sua estratégia. “Desde o início destas crises que o grupo conduz a atividade de produção diariamente, fábrica a fábrica, adaptando a atividade industrial às tendências do mercado automóvel e tendo em conta as diferentes situações que enfrentamos, nomeadamente o fornecimento de peças e os confinamentos. Temos feito tudo para satisfazer as necessidades dos clientes, e as nossas equipas estiveram sempre mobilizadas para entregar as viaturas nos melhores prazos possíveis”, sublinhou Jorge Magalhães.

As expetativas para 2023 são positivas, embora haja sinais preocupantes, como referiu o responsável da marca francesa: “A situação internacional continua muito instável a vários níveis, pelo que temos de encarar 2023 com prudência. Apesar disso, é expetável um crescimento do mercado derivado do facto de terem existido constrangimentos de produção em 2022 que não permitiram satisfazer a procura e que originaram um aumento da carteira de clientes por satisfazer em 2023”. Por isso, manter o primeiro lugar nas vendas de ligeiros de passageiros é o objetivo, segundo Jorge Magalhães. “Para a Peugeot será novamente um ano de grande investimento. Em 2022, tivemos a liderança do mercado em quase todos os segmentos, incluindo SUV e veículos comerciais ligeiros. Em 2023, queremos consolidar estes resultados e, para isso, vamos ter uma das maiores ofensivas de produto de sempre da Peugeot», disse, explicando como: “Vamos fazer uma importante renovação da gama em termos de design, adaptando os modelos à nova imagem da marca, e reforçar a evolução tecnológica, com o lançamento de novos motores elétricos”.

Os chamados construtores generalistas foram grandemente afetados, como reconheceu Hugo Barbosa, diretor de comunicação da Renault Portugal, a segunda marca mais vendida no mercado nacional.  “Houve uma combinação de fatores que contribuíram para a situação que estamos a viver. Um deles foi a paragem das fábricas chinesas que produzem ‘chips’, a isso juntou-se o aumento exponencial da compra de computadores e de outros equipamentos que dependem de semicondutores e microprocessadores, já que grande parte da população mundial ficou em teletrabalho e em telescola. A opção das próprias marcas em reduzir as encomendas de semicondutores quando a atividade estava parada devido à covid 19 também contribui para esta situação. Depois, quando a indústria automóvel quis voltar a um ritmo normal já não havia capacidade de produção para abastecer as marcas automóvel”, justificou o responsável da Renault.

A incapacidade de manter a produção normal levou as marcas a readaptar estratégias e a limitar a oferta. “Chegámos a produzir automóveis semiacabados, enviá-los para o país onde iriam ser comercializados e quando houvesse os restantes componentes uma equipa terminava a montagem antes dos carros irem para os concessionários. Era mais caro parar a produção do que produzir carros semiacabados”, referiu Hugo Barbosa.

Com tudo isto, a espera, que antes era de quatro a seis semanas, agora pode ultrapassar os seis meses.

A guerra na Ucrânia parou o fornecimento de componentes e causou um importante estrago nas contas da Renault, que perdeu 2,2 mil milhões de euros com a venda da AvtoVAZ, que produz os modelos Lada. “Com o embargo à Rússia tivemos de nos desfazer da empresa e vendemos tudo ao Instituto de Ciência russo por um rublo. Era um negócio que valia milhões de euros e representava 17% do negócio global da marca”, explicou. As perspetivas da Renault para 2023 são moderadas: “A situação deve estar normalizada ao longo do ano, mas a instabilidade que vivemos nos dois últimos anos torna arriscado fazer previsões. Há indicadores de que vai haver cortes de energia em alguns países da Europa, e isso pode obrigar as fábricas a parar. Depois, há uma situação que pode ser preocupante que é Taiwan. Quando a China tem um discurso hostil sobre esse território fica tudo a tremer pois Taiwan é responsável por uma grande parte da produção de semicondutores para todo o mundo”, referiu. A falta de produto associado ao aumento do preço das matérias-primas e dos custos de logística vai refletir-se, inevitavelmente, no agravamento do preço final dos automóveis novos quando o mercado regularizar. Esse facto pode acelerar a transição para outro tipo de abordagem do cliente, já que “as pessoas vão ter mais dificuldade em comprar automóvel novo e poderão optar por um serviço de mobilidade”, perspetivou Hugo Barbosa.

Clientes desesperam. Também as marcas premium sofreram com a crise dos ‘chips’, como nos explicou João Trincheiras, diretor de comunicação da BMW Group. “A procura por automóveis novos tem sido imensa, devido às limitações que existem na produção. As marcas que ainda estão a vender carros são aquelas que tinham modelos em stock. Na BMW, temos uma carteira enorme de clientes e não temos veículos para entrega. A maioria dos pedidos é de carros elétricos. O mercado premium baseia-se muito nas empresas que procuram este tipo de veículo por causa dos benefícios fiscais”, afimou, exeplificando: “Um cliente do novo iX1 só terá o carro dentro de um ano. Saindo dos elétricos a coisa melhora um pouco, mas será sempre uma espera de alguns meses”. A Mini, que faz parte do Grupo BMW, foi também atingida pela crise: “As cablagens vêm da Ucrânia e quando rebentou a guerra o fornecimento parou e a produção de carros também”. A falta de semicondutores atinge também as motos BMW. “Não há faróis de ‘led’ no mercado e estamos a vender motos com faróis de halogéneo. Quando recebermos os ‘leds’ chamamos os clientes para fazer a troca”, disse João Trincheiras. Esta situação poderá, prolongar-se por mais algum tempo como nos disse o responsável da BMW. “Pelas conversas que tenho tido com quem está no terreno, penso que, até final de 2023, vamos continuar a ter mais clientes do que carros para entrega. Estávamos habituados a gerir o excesso de produto, agora estamos a gerir a escassez de produto. Dizer que não a um cliente é extremamente desagradável”, reconheceu.

A situação que se vive no setor automóvel levou a um posicionamento diferente: “A marca fez uma mudança de estratégia. Em vez de apostar no volume de vendas focou-se na rentabilidade, trabalhando com margens mais pequenas, mas é preciso que haja carros”, concluiu João Trincheiras.

A expetativa dos construtores é que o fornecimento de componentes esteja regularizado no próximo ano, mesmo assim, a produção global de automóveis deverá ser 20% inferior à verificada em 2019, ano em que o setor automóvel mundial registou um recorde de vendas, com 92 milhões de veículos produzidos.

Para compensar a dependência dos fornecedores asiáticos, a Europa vai lançar uma ambiciosa campanha de produção de semicondutores. A Bosch está na primeira linha e vai investir mais de 250 milhões de euros na expansão da sua fábrica, na Alemanha, até 2025. Nos Estados Unidos, a Micron planeia construir uma fábrica de ‘chips’, na zona de Nova Iorque, e investir até 100 mil milhões de euros nessa unidade nos próximos 20 anos.

Não é só a falta de semicondutores e de cablagens que afeta a produção automóvel na Europa. A falta de vidro para fabricar janelas e para-brisas dos automóveis condiciona a produção. A indústria do vidro necessita de grandes quantidades de gás para a fundição dos ingredientes que o compõem (sílica, óxido de cálcio e óxido de sódio), e esse gás vem da Rússia com o que isso representa.

Depois de tudo isto passar, a situação continuará a não ser a mais agradável para o cliente, uma vez que o aumento das matérias-primas e dos custos de logística deverão refletir-se no preço final dos automóveis novos.

Mercado nacional aguenta. De janeiro a novembro de 2022, foram matriculados 166.935 veículos novos, o que representa um incremento de 1,8% relativamente ao mesmo período do ano anterior - ou seja, se não houvesse limitação de carros o mercado de ligeiros de passageiros registava um importante crescimento. Em comparação com o mesmo período do ano de 2019, o último ano de atividade normal, observou-se uma diminuição de 31.9%. Nos primeiros 11 meses do ano, a Peugeot foi a marca mais vendida, com 18.621 unidades, mesmo assim perdeu 10,1% de mercado, surgindo a Renault na segunda posição, com 13.732 unidades vendidas, menos 26,6% relativamente ao ano transato.

Ir a um stand comprar um automóvel novo tornou-se uma experiência frustrante devido à falta generalizada de automóveis para entrega, e quem fica a ganhar é o mercado dos seminovos e usados. Neste momento, há concessionários a vender carros de serviço a preço de carros novos e, nalguns casos, até mais caros, devido ao aumento da procura e à escassez de oferta. No mercado dos usados, o aumento da procura fez os preços subirem entre 20% a 25% ao longo do ano.

Por outro lado, a falta de veículos novos para entrega imediata tem levado ao aumento da importação de automóveis usados. Em 2021, por cada dois carros novos vendidos em Portugal, houve um veículo em segunda mão vindo estrangeiro - principalmente da França, Alemanha, Bélgica e Países Baixos - que entrou no mercado dos ligeiros de passageiros.

Para Hélder Pedro, secretário-geral da Associação de Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), “esta crise teve um efeito grave no mercado nacional, que perdeu mais de 30% face a 2019, e na Europa a quebra é superior 20%”. “Há uma perda importante de volume de mercado, o que significa que é o único setor de atividade que não recuperou no período pós-pandemia”, disse Hélder Pedro, salientando o facto de que “a Europa tem uma dificuldade em termos de soberania tecnológica face à Ásia no que diz respeito a componentes e semicondutores. Por esse motivo, Bruxelas já avançou com uma estratégia para aumentar a independência em relação a esses países no fornecimento de semicondutores, só que a instalação de uma fábrica demora tempo”. O responsável da ACAP lembrou ainda que “a falha de produção não se deve apenas à falta de componentes. A guerra na Ucrânia teve implicações pois grande parte das cablagens são produzidas nesse país, e com a invasão não havia hipóteses de as receber. Por outro lado, há matérias-primas russas indispensáveis para a indústria automóvel e que com o embargo deixaram de poder ser utilizadas. Toda a cadeia de abastecimento teve um encarecimento enorme e isso também condicionou o mercado europeu”.

Hélder Pedro considera que o fornecimento de semicondutores poderá estar normalizado no próximo ano “a nossa expetativa é que tudo esteja regularizado ao longo de 2023 e que o mercado europeu volte ao normal”. Em relação a Portugal, referiu que: “O mercado teve uma quebra superior a 30% relativamente a 2019, o que representa menos de 70 mil carros vendidos”. Com a cadeia de produção reposta, o próximo ano poderá ser de recuperação, mas há outros fatores que podem condicionar a atividade, como disse o responsável da ACAP “há indicadores que não são favoráveis. O aumento da inflação e a subida das taxas de juro podem provocar um abrandamento na economia nacional e uma estagnação do mercado automóvel”.

Ainda há bons negócios. Os concessionários têm aproveitado esta ‘tempestade perfeita’ para escoar os stocks e fazer bons negócios. Para Eurico Amaral, diretor-geral do Polo Santogal-Loures, “a quebra na produção melhorou o negócio das concessões”, e explicou porquê: “Deixou de haver a pressão dos stocks. Durante todo o ano, a procura foi maior do que a oferta, em consequência disso as margens de lucro aumentaram substancialmente. Todos os meses os concessionários recebem carros, têm é muito menos do que esperavam, por isso em termos de negócio o ano de 2022 foi francamente bom”, e deu um exemplo: “No verão, as empresas de rent a car compravam carros a qualquer preço, nem pediam desconto”. No mercado dos usados aconteceu o mesmo, mas, “como a oferta é menor, passaram a valer muito mais. Contudo, a partir de setembro a situação começou a inverter-se e, neste momento, a procura dos particulares é menor”, frisou.

Para Eurico Amaral, as perspetivas para 2023 são animadoras, sobretudo na primeira metado do ano. Há fatores que podem contribuir para isso. “As fábricas não vão conseguir produzir muito mais do que produziram este ano e a procura vai abrandar devido à inflação e à subida das taxas de juro. Como os concessionários têm uma grande carteira de clientes há uma parte do ano que as vendas estão asseguradas: “Penso que no segundo semestre a procura dos particulares vai estabilizar e poderá a haver stocks”.







Fonte: ionline.sapo.pt                            Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/788689/mercado-automovel-tempestade-perfeita-deixa-clientes-a-espera-?seccao=Tecnologia_i
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1480 em: 27/12/2022, 20:37 »
 
Rússia vai proibir venda de petróleo russo a países que apliquem teto de preço

Lusa
27 dez 2022 18:04



Fonte de imagem: sapo.pt   

A Rússia vai proibir, a partir de 01 de fevereiro, a venda de petróleo a países que apliquem o teto de preço fixado este mês em 60 dólares por barril pela União Europeia, G7 e Austrália, foi hoje divulgado.

"É proibida a entrega de petróleo e derivados russos a pessoas jurídicas estrangeiras e outras pessoas físicas" caso utilizem o preço limite, de acordo com um decreto assinado hoje pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

O decreto especifica que esta medida está prevista para um período de cinco meses, "até 01 de julho de 2023".

Só "uma decisão especial" do próprio Vladimir Putin poderá permitir a entrega de petróleo russo a um ou mais países que aplicaram o teto de preço nas últimas semanas, indica o mesmo decreto publicado.

No início de dezembro, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), os países do G7 (grupo das sete maiores economias mundiais) e a Austrália acordaram, após meses de negociações, um limite máximo para o preço do petróleo russo para exportação em 60 dólares (cerca de 55 euros) por barril.

Na prática, apenas o petróleo vendido pela Rússia a um preço igual ou inferior a 60 dólares pode continuar a ser entregue.

Acima deste limite, as empresas ficam proibidas de prestar os serviços que permitem o transporte marítimo da matéria-prima, nomeadamente seguros.

O objetivo desta medida é privar Moscovo de receitas para financiar a intervenção militar na Ucrânia.

No entanto, o preço do barril de petróleo russo (crude dos Urais) está atualmente a rondar os 65 dólares, pouco acima do limite fixado, o que provoca um impacto limitado de curto prazo desta medida, segundo analistas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou o que considera ser uma "posição fraca" dos seus aliados ocidentais nesta matéria.

Por seu lado, os dirigentes russos declararam repetidamente "não aceitar" este mecanismo, ao mesmo tempo que garantem que a medida "não terá impacto" no curso da ofensiva russa contra a Ucrânia.

Em 09 de dezembro, Vladimir Putin ameaçou o Ocidente com uma redução de produção de petróleo russo, "se necessário", criticando o que disse ser uma "decisão estúpida".

A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo e foi, em 2021, o segundo maior fornecedor desta matéria-prima para os países da UE.

Diversos líderes europeus reconhecem que 90% das exportações de petróleo da Rússia para a UE já serão interrompidas até ao final deste ano, em protesto contra a ofensiva russa na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

RJP // SCA

Lusa/Fim






Fonte: sapo.pt                           Link: https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/russia-vai-proibir-venda-de-petroleo-russo-a-_63ab36452585c276be543c2d
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1481 em: 28/12/2022, 18:40 »
 
Ano de (muitas) perguntas por responder: Da guerra à Covid, que significou 2022 para o mundo?

Por Pedro Zagacho Gonçalves em 06:30, 28 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

2022 foi um ano que pôs o mundo à prova, mas mais do que respostas, deixou o globo com uma série de dúvidas e perguntas sobre a direção (eventualmente nova) em que a seguimos, enquanto os desafios do ano permitiram ver a realidade sob um novo ângulo.

Da guerra à Ucrânia, à inflação e alterações climáticas, passando pelas tensões entre China e EUA e algumas eleições muito importantes, para o The Economist, a surpresa “mais agradável” é a capacidade de resiliência dos países ocidentais com regimes liberais.

Em particular, destaca-se a resistência do povo ucraniano e do presidente, Volodymyr Zelensky, que se tornaram inspiração para democracias em todo o mundo. Com a ajuda de Biden e do Ocidente, têm sido fornecidas armas e ajudas humanitárias de uma escala nunca antes vista, nem imaginada.

O povo também se fez ouvir em várias nações, com a ida às urnas. Nos EUA, a vitória dos democratas nas intercalares mostrou a vontade do povo em manter direitos fundamentais (como em alguns estados o direito ao aborto, após a anulação pelo Supremo da decisão do caso Roe vs. Wade).

Em França, mesmo com o crescimento da extrema-direita, Marine Le Pen perdeu para Emmanuel Macron. Já em Itália a extrema-direita subiu ao poder pela primeira vez desde o final da II Guerra Mundial, pela figura de Giorgia Meloni, que entretanto tem-se ‘inclinado’ para o centro.

No Reino Unido foi uma catadupa de primeiros-ministros. Depois do escândalo das festas durante a pandemia da Covid-19, Boris Johnson demitiu-se, seguiu-se-lhe Liz Truss, e pouco mais de um mês depois esta demite-se e dá lugar a Rishi Sunak. Pelo caminho ficaram os mercados agitados e uma crise, que é global, acentuada no Reino Unido perante a instabilidade política.

Mas nem só nos países democráticos o povo se fez ouvir. Até em regimes autocráticos houve quem se levantasse contra o sistema. No Irão, após a morte de Mahsa Amini, eclodiu uma onda de protestos, sem fim definitivo à vista, contra a repressão do regime iraniano, especialmente sobre as mulheres.

Na China, Xi Jinping ampliou o domínio do Partido Comunista Chinês e ergueu-se (ainda mais) como chefe permanente, tornando-se o dirigente do comunismo na China mais poderosos desde Mao Tsé-Tung. As medidas ‘zero-Covid’ puseram travão ao crescimento acelerado da economia e paralisaram a população que, no final do ano e farta de restrições, saiu às ruas em protestos, que foram duramente reprimidos. Perante a pressão, as autoridades acabaram por levantar todas as restrições, mas os efeitos ficaram à vista: milhões de infetados com Covid-19, que poderão chegar aos 800 milhões em poucos meses, numa nova onda da pandemia na China.

Enquanto isso, o resto do mundo Ocidental, com o sucesso das vacinas, levantou todas ou quase todas as medidas e prepara-se com expetativa para que a Covid-19 passe de uma pandemia a uma situação endémica, até se tornar numa infeção respiratória sazonal, como a gripe ou outras.

O ano também foi de divisões: se após os atentados de 11 de setembro houve um apoio quase universal aos EUA, com a guerra na Ucrânia o sul do globo terrestre tem resistido em tomar uma posição. Na última votação para condenar a Rússia, na ONU, 35 países abstiveram-se.

No Brasil, a queda de Bolsonaro e vitória de Lula da Silva por pouca margem deixou o país ainda mais dividido. Na Turquia, esmagada pela inflação, Erdogan prepara-se para vencer novamente as eleições em 2023. Em Israel Benjamín Netanyahu evitou a cadeia por corrupção formando um governo de coligação com a extrema-direita. Na Indonésia foram proibidas as relações sexuais fora do casamento, por exemplo.

Os governos revelaram as suas fraquezas e fragilidades, também pressionados pela crise energética, e tentam a fixação dos preços, para aliviar a carga nas famílias. Acelera-se a transição energética, num mundo muito pressionado, em todos os pontos, pelas alterações climáticas, com efeitos cada vez mais graves.

Para o The Economist, este ano o mundo foi “agitado pelo populismo interno e pela ascensão inesperada da China, viu-se desafiado e encontrou um caminho”. Como todos os conflitos, divisões e problemas irão ser tratados







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ano-de-muitas-perguntas-por-responder-da-guerra-a-covid-que-significou-2022-para-o-mundo/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1482 em: 28/12/2022, 18:42 »
 
Ucrânia. Há um impasse no campo de batalha, enquanto um oligarca morre misteriosamente

28 de dezembro 2022 às 09:10


Fonte de imagem: AFP

Os russos tiveram um dia particularmente sangrento em Bakhmut e tentam tudo para defender Kreminna. Um magnata das salsichas morreu após criticar a “operação militar especial” de Putin.

Enquanto uma onda de ataques russos eram repelidos nos arredores de Bakhmut, iam chegando a Kreminna mais recrutas apanhados na mobilização militar parcial do Kremlin. Combatentes russos tiveram de recuar em partes da cidade e escaparam para a vizinha Rubizhne, anunciaram autoridades ucranianas, mas a carne para canhão russa conseguiu travar os contra-ataques ucranianos. Ou seja, a guerra mais uma vez parece estar num impasse, até à próxima reviravolta. E à medida que o conflito se arrasta, Vladimir Putin tem-se mostrado preocupado com a crescente insatisfação das elites russas devido às sanções ocidentais, dando passos no sentido de nacionalizar a propriedade de oligarcas que saíram do país. Curiosamente, ainda esta terça-feira se soube que morreu um deles, Pavel Antov, um magnata de produção de salsichas, tendo caído da janela num hotel de luxo na Índia.

Entretanto, na Ucrânia, a cidade de Kreminna, um ponto de abastecimento crucial para as forças do Kremlin a noroeste de Lysychansk, tem sido palco de ferozes batalhas. Os russos “compreendem que se perderem Kreminna, em princípio, a linha de defesa inteira vai desmoronar”, explicou Serhiy Haidai, o administrador militar de Lugansk, numa mensagem no Telegram, esta terça-feira.

Por isso, face aos contra-ataques ucranianos, “as tropas ocupantes russas conseguiram construir uma defesa muito poderosa num mês”, relatou Haidai. “Eles estão a trazer para lá uma enorme quantidade de reservas e equipamento. Eles estão constantemente a renovar as suas forças”, garantiu.

Aliás, as tropas que foram lançadas em Kreminna são uma amálgama vinda das mais diversas unidades, lia-se no mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. Isso “sugere que as forças russas estão a ir buscar tropas de diversos pontos ao longo do teatro de operações para preencher buracos na linha Svatove-Kreminna e compensar a continuada degradação das suas forças convencionais”, descreveu o think tank.

Já o Estado Maior da Ucrânia anunciou que travara ataques russos contra duas localidades em Lugansk e seis em Donetsk, declarando ter registado mais 620 baixas inimigas em apenas 24h, sem qualquer menção quanto a perdas ucranianas. Assegurando que “o inimigo russo sofreu as maiores perdas na direção de Bakhmut e Lyman”.

Crime? A misteriosa morte de Pavel Antov, aos 65 anos, adensou as suspeitas de que o Kremlin está farto das queixas dos oligarcas. Afinal, estes viram muitos dos seus ativos financeiros no exterior congelados, deixaram de poder passar férias na Europa ou de visitar os seus filhos que estudam nas mais prestigiadas instituições.

Antov, que fizera fortuna na indústria da produção de salsichas, cometera o deslize de publicar uma mensagem no Whatsapp a criticar os ataques com mísseis contra a infraestrutura elétrica ucraniana. Após tal se tornar público, rapidamente se desdobrou em juras de lealdade a Putin. Acabou por cair de uma janela este sábado, num hotel de luxo no estado indiano de Odisha.

Foi uma festa de aniversário desastrosa para o oligarca russo, até porque no dia anterior um dos seus amigos, Vladimir Budanov, morreu sem explicação no mesmo hotel. “Até agora, parece que Antov caiu acidentalmente da varanda do hotel. Ele provavelmente estava perturbado pela morte do seu amigo”, explicou o chefe da polícia local, Rajesh Pandit, à France Press. Garantindo que “todos os possíveis ângulos quanto à morte dos dois cidadãos russos estão a ser investigados”.







Fonte: sol.sapo.pt                           Link: https://sol.sapo.pt/artigo/788722/ucr-nia-ha-um-impasse-no-campo-de-batalha-enquanto-um-oligarca-morre-misteriosamente

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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1483 em: 28/12/2022, 18:44 »
 
Rússia diz ter travado ataque terrorista de dois soldados russos sob ordens da Ucrânia em Chegem. Ambos morreram

Por Beatriz Maio em 11:36, 28 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Rússia afirma ter matado dois militantes russos que estavam a preparar um ataque terrorista na cidade de Chegem, situada em Cabárdia-Balcária, sob ordem da Ucrânia, avança a TASS citando o Centro de Relações Públicas do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia.

“O serviço federal de segurança pôs fim às atividades de dois cidadãos russos anteriormente condenados que, sob instruções dos serviços especiais ucranianos, estavam a preparar um ato terrorista na cidade de Chegem”, informaram as autoridades russas ao divulgar que “após cometerem o crime, planearam partir para a Ucrânia para participar em hostilidades contra as Forças Armadas russas”.

No dia 26 de dezembro, segunda-feira, quando foram detidos nos subúrbios de Nalchik, “ofereceram resistência armada e foram neutralizadas pelo retorno do fogo”, acrescentou o serviço de segurança ao mencionar que faziam parte de uma comunidade terrorista que operou até 2021 num estabelecimento prisional em Cabárdia-Balcária.

Está a decorrer uma investigação para apurar a motivação deste crime, a origem do armazenamento e porte ilegal de armas e ainda para perceber como se procedeu ao transporte e porte também ilegal de explosivos.

As autoridades russas alegam ter encontrado um dispositivo explosivo improvisado com cerca de dois quilos, uma espingarda de assalto AK-74, uma pistola Makarov e munições.

Até ao momento, a ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia causou já a fuga de mais de 7,8 milhões de pessoas da guerra na Ucrânia para outros países europeus, havendo ainda 6,5 milhões de deslocados internos, segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). Quanto ao número exato de baixas civis e militares ao longo destes dez meses de guerra é desconhecido, porém as Nações Unidas admitem que será elevado.







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/ucrania/russia-diz-ter-travado-ataque-terrorista-de-dois-soldados-russos-sob-ordens-da-ucrania-em-chegem-ambos-morreram/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1484 em: 28/12/2022, 18:48 »
 
2022 em revista: A Guerra na Ucrânia abalou o mundo e o desporto não foi exceção

Pedro Miguel Marques
Sportinforma
28 dez 2022 13:00



AFP or licensors

Foi em fevereiro que o mundo acordou com a notícia de que a Rússia tinha avançado para uma invasão militar da Ucrânia. No desporto, desde a exclusão de atletas russos ao drama vivido pelos atletas em solo ucraniano, foram muitas as consequências.

Foi o evento que abalou o mundo em 2022: a 24 de fevereiro a Rússia invadia a Ucrânia, numa ação militar que acabaria por ter repercussões nos mais variados setores. E o desporto não foi exceção.

Palco da final da Liga dos Campeões alterado e clubes russos excluídos das provas da UEFA

No futebol em concreto, da imediato levantou-se a questão de a final da Liga dos Campeões de 2021/22 estar prevista para São Petersburgo, na Rússia. Depois de alguma ponderação, com o agravar do conflito e perante forte pressão pública, a final acabou por ser mesmo movida para Paris.

Entretanto, surgiam relatos dramáticos vindos de futebolistas e treinadores em solo ucraniano, muitos deles estrangeiros e desesperados por não conseguirem regressar aos respetivos países.

A questão dos patrocínios também deu que falar, com a UEFA a acabar por se ver forçada a romper a russa Gazprom, uma das suas principais patrocinadoras.

A presença dos clubes russos nas competições europeias também começou a ser colocada em causa. A UEFA começou por transferir os jogos de clubes russos e ucranianos para terrenos neutros, mas as formações da Rússia acabaram mesmo por ser excluídas das provas da UEFA e impedidas de participar nas edições futuras até decisão em contrário.

Desta decisão do organismo máximo do futebol europeu acabou por beneficiar a seleção nacional feminina de futebol, que havia ficado de fora do apuramento para a fase final do Europeu 2021, atrás da Rússia no seu grupo de qualificação, mas que se viu, assim, repescada.

Nos estádios de futebol sucederam-se as mensagens de apoio e tributo à Ucrânia e as repercussões não se ficaram por aí. O oligarca russo Roman Abramovich, por exemplo, acabou mesmo por vender o Chelsea devido à situação.

A par destas medidas aplicadas pela UEFA, também a FIFA avançou com sanções para com os clubes e seleções russas, ao mesmo tempo que permitiu que os jogadores que atuavam nas equipas ucranianas pudessem assinar por outros clubes mesmo fora das janelas de transferências. com a Rússia a falar em decisões discriminatórias por parte dos dois organismos.

Uma a uma, todas as modalidades acabaram por castigar a Rússia

Mas não foi apenas o futebol a tomar medidas perante o escalar do conflito. A Euroliga de basquetebol terá mesmo sido a primeira competição a suspender os jogos envolvendo equipas russas.

No automobilismo, o Grande Prémio da Rússia foi cancelado e os tenistas russos e bielorrussos foram impedidos de competir sob nome ou bandeira russa. E as sanções foram-se estendendo um pouco por todas as modalidades.

O próprio presidente do Comité Olímpico Internacional defendeu que os atletas da Rússia deveriam ser banidos do desporto, como consequência da invasão daquele país à Ucrânia e

Já perto do final do ano, porém, o presidente do COI disse contudo que era necessário "explorar formas" de reintegrar os atletas russos que foram banidos das competições internacionais.

De acordo com Volodymyr Zelensky, "desde fevereiro, 184 atletas ucranianos morreram em resultado das ações da Rússia".







Fonte: desporto.sapo.pt                        Link: https://desporto.sapo.pt/geral/artigos/revista-do-ano-a-guerra-na-ucrania-abalou-o-mundo-e-o-desporto-nao-foi-excecao
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