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Autor Tópico: Um em cada dez doentes internados em hospitais foi vítima de erros de saúde  (Lida 767 vezes)

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Um em cada dez doentes internados em hospitais foi vítima de erros de saúde

Dez por cento dos doentes em causa acabaram mesmo por morrer durante a prestação de cuidados. Só em 0,8 por cento dos casos o doente ou o familiar soube do incidente ocorrido.


Foram analisados processos clínicos de 1699 doentes (Adriano Miranda)


No primeiro estudo sobre eventos adversos realizado em Portugal, investigadores da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) chegaram à conclusão que, em 11,1 por cento das admissões hospitalares analisadas, os cuidados de saúde prestados ao doente acabaram por resultar em danos ou lesões, mais dias de internamento, incapacidade ou mesmo na morte - metade das situações podia ter sido evitada. Na esmagadora maioria dos casos, nem o doente nem os seus familiares terão sido informados do ocorrido.

Uma equipa de mais de 20 investigadores, incluindo médicos e enfermeiros, coordenados por investigadores da ENSP, da Universidade Nova de Lisboa, analisaram à lupa processos clínicos de 1699 doentes internados em três grandes hospitais públicos de Lisboa, não identificados, durante 2009, uma amostra de um total de cerca de 47.783 admissões. Os hospitais em causa têm serviços de urgência e um grande peso da cirurgia, serviço onde ocorre quase um quinto das situações.

A grande conclusão deste estudo, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, foi que em 11,1 por cento dos internamentos houve um evento adverso, definido "como um acontecimento não intencional" que teve alguma consequência para o doente, como danos ou lesões, ou o prolongamento do internamento, ou incapacidade permanente ou temporária ou mesmo a morte. O número chama, pela primeira vez, a atenção "para um sério problema de saúde pública", referiu ontem, numa conferência internacional em Lisboa sobre segurança do doente, Paulo Sousa, professor da ENSP, que coordenou o estudo, juntamente com António Sousa Uva. O docente referiu, contudo, que os números portugueses não são muito diferentes de outros países, dando o exemplo do Canadá, com 7,5 por cento de incidência de eventos adversos, do Reino Unido, com 10,8 por cento, e da Suécia, com 12,3 por cento.

No topo dos acontecimentos estão as lesões ocorridas durante o internamento, como é o caso das quedas, queimaduras, úlceras de pressão, seguidos da readmissão não planeada relacionada com o último internamento e cuidado de saúde, das infecções relacionadas com a prestação de cuidados, das reacções adversas ao medicamento e do retorno não planeado ao bloco operatório.

Numa grande maioria dos doentes (61 por cento), o impacto dos incidentes foi mínimo ou implicou a recuperação num mês, em 5,7 por cento dos casos resultou em dano permanente, incapacidade ou disfunção, em 4,1 por cento o paciente sofreu danos moderados em que a recuperação ocorreu no espaço de um ano. Mas 10,8 por cento dos doentes acabaram mesmo por morrer na sequência de erros ocorridos durante a prestação de cuidados.

Só em 0,8 por cento dos casos doentes ou familiares foram informados do incidente. Paulo Sousa ressalva que pode haver situações que não ficaram escritas no processo clínico, mas, mesmo assim, "está é seguramente uma das áreas a que se deverá dar mais atenção".

Analisadas as situações, uma equipa só de médicos concluiu que cerca de metade (53,2 por cento) dos eventos adversos era evitável, o que significa que "há margem para obter ganhos em saúde", continuou. Tomando apenas em linha de conta as situações de eventos adversos que se traduzem em prolongamento do internamento (o que acontece em 58,7 por cento destas situações), Paulo Sousa nota que se cifraram numa média de 10,7 dias a mais do que seria necessário se nada tivesse ocorrido. Fazendo contas ao custo por dia de internamento, 403,31 euros está-se a falar de uma grande margem para intervenção, nota. O passo seguinte é fazer um estudo nacional, mas também intervir preventivamente junto dos hospitais participantes.

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